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Cerimônia de concessão de título de doutor honoris causa ao ator e diretor foi marcada pela emoção e pela presença de amigos, parentes e representantes da academia e da classe artística. Ouvimos o ícone do Cinema Novo e também o reitor Roberto Medronho, a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, Christine Ruta, a superintendente de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade da UFRJ, Denise Goes, a escritora Ana Maria Gonçalves, os atores Zezé Motta, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Luana Xavier e Elisa Lucinda sobre a importância simbólica do evento. Reportagem: João Pedro Mendes, Iara Reis, Helena Faria e Julie DrumondEdição: Thiago Kropf
17 de mayo de 2026 - Escuela y territorio: sembrando saberes en la ruralidad bogotana by Javeriana919fm
Este 5 de maio é o Dia Mundial da Língua Portuguesa O Senado Federal celebra com ofertas de cursos gratuitos na modalidade a distância para servidores públicos e cidadãos dos países lusófonos. Os interessados podem se inscrever em cursos com certificação, que abrangem diversas áreas de conhecimento na plataforma Saberes, do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). Em entrevista, a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, destaca a dinâmica da plataforma, a ampliação da oferta aos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a relevância do aprendizado das leis brasileiras.
Entrevista Sebastián Urquiza - Docente y creador de la plataforma Cebando Saberes by En Perspectiva
Na Expo Favela Innovation Rio de Janeiro, realizada em março no Museu do Amanhã, a mesa “Cozinha de Favela” falou sobre os saberes que se misturam aos sabores ancestrais. Na ocasião, João Diamante falou à Rádio UFRJ sobre um novo projeto.Reportagem: Sophia Santana e Valentina DavidEdição: Thiago Kropf
¿Sabías que en el mundo medieval la astronomía no era solo ciencia, sino el manual de vida para reyes y vasallos?
No episódio desta semana, Talita Gantus conta sobre um novo projeto interdisciplinar em desenvolvimento pelo BI0S, na Unicamp. O CacauClima, como foi apelidado, alia técnicas de sensoriamento remoto, sistemas agroflorestais e ciência cidadã para investigar o cultivo de cacau e pensar como é possível melhorar essa prática. Participam do episódio Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, Jurandir Zullo Junior e Priscila Coltri, pesquisadores do CEPAGRI, e Claudia Pfeiffer, pesquisadora do Labeurb. ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO Talita: No sul da Bahia, o cacau não cresce sozinho. Ele cresce junto a árvores altas, aproveitando sua sombra, e entre troncos centenários da Mata Atlântica. Cresce em sistemas que misturam floresta e cultivo. Cresce com a memória de quem aprendeu a ler o tempo olhando pro céu. Durante mais de um século, essa paisagem moldou a economia, a ciência agrícola e os modos de vida da região. Mas, ao longo do tempo, a busca por maior produtividade e por respostas mais rápidas do mercado foi transformando essa relação com a terra. Sistemas tradicionais, como o cacau que cresce sob a sombra da floresta, passaram a conviver com modelos de cultivo mais intensivos, que apostam na mecanização e no uso ampliado de fertilizantes e agrotóxicos. É uma mudança de ritmo e rendimento. As paisagens também mudam. E nos últimos anos, um novo fator entrou nessa equação: o clima. Secas mais longas, chuvas fora de época, ondas de calor mais intensas… Pra quem vive da terra, essas mudanças não aparecem somente em relatórios científicos. Elas aparecem na flor que não abriu, na doença que se espalhou, na produção que caiu. Ao mesmo tempo, satélites monitoram a superfície do planeta todos os dias. Modelos climáticos projetam cenários pra 2050, 2070, 2100. E algoritmos tentam traduzir o futuro em gráficos. Mas, como transformar informações sobre as imprevisíveis mudanças do clima em decisões concretas no campo hoje? E como fazer isso junto com quem cultiva o cacau todos os dias? Eu sou Talita Gantus, e nesse episódio do Oxigênio a gente vai conhecer o CacauClima – apelido do projeto Solução de Monitoramento Inteligente Climático nas Esferas Produtiva e Ambiental da Cacauicultura. A pesquisa acontece em fazendas de cacau no sul da Bahia, uma das regiões mais tradicionais da produção no Brasil. O objetivo é combinar sensoriamento remoto, modelagem climática e conhecimento dos próprios agricultores para entender como as mudanças do clima estão afetando os cacaueiros – e transformar esse conhecimento em recomendações práticas de manejo para tornar as lavouras mais resilientes. A urgência desse tipo de iniciativa ficou evidente nos últimos anos. Durante o evento de El Niño de 2015 e 2016, uma seca excepcional atingiu agroflorestas de cacau na região e causou cerca de 15% de mortalidade dos cacaueiros, além de uma queda de até 89% na produção, acompanhada pelo aumento de doenças como a vassoura-de-bruxa. Estudos recentes também indicam que sistemas agroflorestais como a cabruca, em que o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas, podem reduzir a vulnerabilidade das plantações frente ao clima quando comparados a cultivos a pleno sol. É nesse contexto que o CacauClima busca apoiar agricultores e técnicos a adaptar a produção – integrando ciência, tecnologia e conhecimento local para fortalecer a sustentabilidade da cacauicultura brasileira. [vinheta Oxigênio] Talita: No senso comum, foi cultivada a imagem de que as descobertas e os avanços científicos brotam da noite pro dia, acompanhado com um grito de “Eureka”! Mas, na verdade, a ciência começa como uma semente discreta, quase invisível, lançada à terra por muitas mãos, regada dia após dia, ano após ano. Assim como plantar, produzir ciência é um ofício que demanda seu próprio ritmo. Na maior parte das vezes, porém, o que chega até os leitores e ouvintes curiosos é só o instante em que essa árvore já está frondosa – o anúncio da descoberta, o “avanço revolucionário”, o rosto de um pesquisador transformado em protagonista solitário. Essa ideia reforça a aura de genialidade que esconde todo o sistema de raízes, insumos, tempo, trabalho e colaborações que tornam a ciência possível. A divulgação científica, quando assume seu papel de contar a história inteira, e não apenas o “grande momento”, abre uma trilha diferente. É nessa trilha que este episódio caminha: como um passeio guiado por uma agrofloresta em construção, em que cada edital aprovado, cada parceria firmada entre instituições, cada definição de método e cada visita de campo é mais uma semente plantada, e que só pode florescer de verdade quando todo mundo enxerga o processo desde a semeadura, e não apenas na colheita. Giovanni: A ideia surgiu, pra esse projeto especificamente, surgiu como uma resposta ao edital da FINEP. E era um desafio colocado nesse edital, que era aumentar a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e da agricultura familiar. A gente já vem trabalhando há um tempo, esse mesmo grupo que tá agora conduzindo esse projeto, FITec, CEPAGRI, da UNICAMP, com o BI0S e a CEPLAC, em outras tentativas de submissão de projeto. E a gente foi amadurecendo ao longo dessas oportunidades. Talita: Esse que você acabou de escutar é o Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, um dos atores institucionais envolvidos na execução do CacauClima junto com o CEPAGRI, o BI0s e a CEPLAC. Sei que parece uma sopa de letrinhas todas essas siglas de instituições, mas a gente vai explicando cada uma ao longo do episódio. O projeto CacauClima foi selecionado em chamada pública lançada em 2024 e é financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos, a FINEP, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa chamada está no escopo da linha de financiamento de pesquisas aplicadas, voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas da agricultura familiar. Por meio desse instrumento, a FINEP promove o desenvolvimento econômico e social do Brasil apoiando pesquisas em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. Como parceiros executores do projeto estão 3 atores: a FITec (que é diferente da FINEP), o CEPAGRI e a CEPLAC, mencionados pelo Giovanni. A FITec é a Fundação para Inovações Tecnológicas de Campinas, responsável pela realização de todas as atividades típicas de um processo de pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, a modelagem de algoritmos de inteligência artificial, a gestão financeira do projeto, o levantamento do estado da arte,que é a revisão e sistematização de estudos anteriores sobre o tema e outras atividades. É na FITec que o Giovanni trabalha. Já o CEPAGRI é o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da UNICAMP. Dois pesquisadores do CEPAGRI vão dar as caras, ou melhor, as vozes, por aqui, o Jurandir e a Priscila. O terceiro e último ator que executa o projeto é a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a CEPLAC, que foi criada em 1957 como um instituto governamental de pesquisa responsável pela produção de cacau no Brasil. A CEPLAC atua de forma descentralizada em diversos estados produtores, sendo reconhecida como referência mundial por sua expertise em sistemas agroflorestais. A CEPLAC contribui diretamente com os agricultores locais oferecendo apoio técnico nas práticas agrícolas. O projeto como um todo se integra ao BI0S, o Instituto Brasileiro de Ciência de Dados, que é um Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial sediado na UNICAMP. O BI0S nasceu de outro edital, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Talita: Em resumo, tem a FINEP e a FAPESP financiando o projeto, a FITec, o CEPAGRI e a CEPLAC executando a pesquisa. Além de todas essas instituições, têm também os produtores rurais locais colaborando com o desenvolvimento de uma solução piloto pra monitoramento climático em áreas de cultivo de cacau. Tá vendo como o desenvolvimento científico não se resume a um cientista solitário que geralmente aparece na capa de uma revista anunciando uma matéria sobre uma grande descoberta?! Foi o esforço coletivo em torno de um objetivo comum que uniu esses atores diversos na construção do CacauClima. O Giovanni aqui de volta… Giovanni: Em todo objeto de estudo que a gente vai avançando no tempo, a gente vai tendo mais elementos e vai colocando camadas em cima de camadas e ele vai ficando um pouco mais maduro. Então essa foi a ideia, trabalhar nesse sentido, trazendo o foco agora, também, além da questão da mudança climática, nós agregamos um outro pilar que até então não estava muito nítido nas iniciativas anteriores, que era da ciência cidadã (…) pra envolver ainda mais a participação e a colaboração dos agricultores na condução das tarefas. Talita: Daqui a pouco eu vou dar mais detalhes de como será essa participação dos agricultores locais na pesquisa. Antes, é importante destacar que o projeto surge de uma demanda social, colocada, justamente, por agricultores e técnicos agrícolas que buscam uma resolução para os problemas enfrentados nos últimos tempos no plantio de cacau. A pesquisa busca também atender uma demanda econômica e tecnológica apontada pelos órgãos públicos que buscam manter a produtividade dessa matéria-prima tão apreciada. Giovanni: A cultura do cacau tá precisando desse impulso tecnológico pra, inclusive, ela mudar de ponto. A CEPLAC, quando nos procurou, ela tinha isso muito claramente, que tava no momento de um salto tecnológico para a cultura do cacau. E, à medida que a gente ia formatando esse projeto, a gente ia vendo que tinha outros campos que precisavam ser incluídos, outros campos do saber, outras disciplinas e tudo mais. Talita: Ou seja, o projeto responde também a uma demanda científica. E, como diz Giovanni, o primeiro desafio posto em evidência foi a multidisciplinaridade. Giovanni: Era um projeto que, naturalmente, traz desafios em várias áreas de saber disciplinares. Um deles a gente viu logo de imediato que era a parte do sensoriamento remoto, que o sensoriamento remoto ia ter suas dificuldades, porque a gente está lidando com a produção em sistema de cabruca, é agroflorestal. Então, também vamos olhar a parte de cultura do cacau a pleno sol, inclusive pra fazer uma comparação das características em termos de mudança climática, tanto para quem tá trabalhando em regime de agroflorestal, quanto pra quem está trabalhando a pleno sol, fazendo as comparações entre os prós e contras de cada uma delas, as dificuldades de cada uma delas. Talita: Antes de seguir no assunto dos desafios científicos, eu preciso explicar uma coisa que o Giovanni comentou e que vai aparecer mais vezes por aqui: existem dois métodos de plantio em análise nesse projeto: o método cabruca, que é feito por meio de sistema agroflorestal, e o método a pleno sol. No pleno sol, as plantas ficam expostas diretamente ao sol e recebem irrigação e fertilizantes intensivos. Essa forma de plantio oferece alta produtividade, mas exige grande investimento em máquinas, adubos químicos e pesticidas; além de ser mais vulnerável, e aí doenças atacam mais facilmente, solos se esgotam rápido, e uma estiagem pode dizimar tudo. Na cabruca, método tradicional na Bahia, o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, preservando a biodiversidade e a fertilidade do solo. Esse sistema, cultivado há séculos pelas populações tradicionais, mantém até 70% da cobertura florestal intacta. Árvores nativas sombreiam as cacaueiras, protegendo-as das secas e de doenças, como a tão temida vassoura-de-bruxa. O cabruca é um método sustentável, com baixa necessidade de insumos, mas tem uma produtividade moderada. Giovanni: E uma das coisas que a gente viu é que o sistema agroflorestal, de certa forma, dificulta a visibilidade das imagens satelitais, por conta de que, às vezes, o cacau está abaixo na floresta, ele está sob a floresta. Então, isso é uma dificuldade, um desafio interessante que a gente pensou em enfrentar. Talita: Além desse desafio que o Giovanni mencionou, existem vários outros. E, pra responder a todas as demandas e perguntas levantadas pela pesquisa, o CacauClima foi estruturado em 4 pilares: o sensoriamento remoto; a modelagem climática; a percepção pública; e a ciência cidadã. Começando do começo: sensoriamento remoto é a técnica de adquirir informações sobre a Terra sem contato físico direto, usando sensores em plataformas, como satélites, drones ou aviões. Ele falou sobre o desafio de analisar “imagens satelitais” da vegetação em sistema agroflorestal. Esse desafio existe porque, diferentemente do cultivo de monocultura a pleno sol, a vegetação mais densa e diversa da agrofloresta pode confundir os pesquisadores na hora de interpretar as imagens. Mas, e como é que o sensoriamento remoto, por meio das imagens de satélite, pode ajudar os agricultores a lidarem com os efeitos das mudanças climáticas na produção de cacau? O Jurandir Zullo Junior, pesquisador da CEPAGRI, respondeu essa pergunta. Jurandir: Nós temos dois tipos de satélites: os meteorológicos e os de observação da Terra. Então, a ideia é utilizar esses dois tipos. Os meteorológicos, atualmente, eles geram uma quantidade muito grande de produtos que podem ajudar o agricultor na tomada de decisões. Com esses dados, que são dados de umidade, temperatura, são dados, às vezes, básicos, mas que ajudam muito a tomada de decisões e ajudam o manejo, porque o manejo da cultura é uma das formas de enfrentar as doenças. Uma forma é usar plantas resistentes, e outra é no manejo, nesse controle de poda, de colheita, plantio. Então, é aquela… aqueles tratos que são feitos com frequência, aquele dia a dia da agricultura. Outro grupo de satélites é o de observação da Terra. Então, fazer essa identificação. Basicamente, os trabalhos nessa linha são de procurar identificar a cultura e o estado da cultura via remota (…) Se você consegue identificar o plantio a pleno sol, se você consegue identificar o plantio cabruca com outras plantas ali juntas. E também identificar o estado dessa vegetação. Esse que é sempre o objetivo, de forma remota. Como vai ter sempre alguém no campo, isso vai ajudar esse desafio: “olha, está com algum problema aqui…” Daí nós estudamos se isso consegue aparecer na imagem, porque às vezes não aparece na imagem. Às vezes a imagem não registra uma doença, praga, deficiência hídrica, alguma deficiência de adubação. Talita: Por meio do sensoriamento remoto, vai sendo formado um repertório de imagens pra se construir um padrão de determinada cultura agrícola. E, a partir dele, identificar tanto plantas saudáveis quanto plantas doentes ou com alguma deficiência, seja de água ou de adubo. Com essas informações, os agricultores e técnicos locais conseguem tomar decisões mais assertivas e cientificamente embasadas. Jurandir: Isso ajuda bastante o acompanhamento, a tomada de decisões, tanto do agricultor como do setor; uma cooperativa, o país, o ministério quer tomar alguma decisão, acompanhar como está determinada cultura, ele pode fazer com esses dados. Como eu disse, isso é um grande desafio, porque é uma cultura que, até onde nós encontramos, não tem muita literatura, tanto no Brasil como no exterior. Talita: Junto com o sensoriamento remoto, o segundo pilar do projeto são os modelos climáticos. Esses modelos fazem projeções sobre o clima futuro, auxiliando nessa tomada de decisão sobre o plantio e o manejo do cacau. A Priscila Coltri, pesquisadora do CEPAGRI responsável pela frente de modelagem climática do projeto, explica como é isso. Priscila: A gente escuta muito sobre a mudança do clima, mas, normalmente, quando a gente escuta isso, né, a gente entende que a mudança do clima vai acontecer lá em 2070. E diversos estudos mostram que o clima já tá mudando em muitas regiões. Então, um primeiro passo é a gente identificar ali como é que o clima dessas regiões que já são cultivadas, né, ele vem mudando ao longo dos últimos anos. E aí, eu falo ao longo dos últimos anos, eu tô falando aí ao longo dos últimos 30, dos últimos 50 anos. Então, um primeiro passo é a gente saber se nessas regiões a temperatura já subiu… Se a mínima subiu mais, se a máxima subiu mais, se a gente tem chuvas como a gente tinha antes, se a gente tá tendo mais épocas de seca, se as secas estão mais longas. Então, um primeiro passo é a gente fazer essa identificação do clima local. E a gente quer fazer isso também porque a própria CEPLAC trouxe pra nós que eles já estão vendo algumas mudanças na produção da cultura, nas pragas e doenças que essa cultura tem. Talita: Nossa entrevistada também aborda a questão da diferença entre os dois modos de cultivo do cacau. Priscila: Um outro ponto que a gente quer responder também, verificando aí como que o clima vem mudando nos últimos anos, é a diferença entre o cultivo sombreado e o cultivo a pleno sol. A monocultura, em geral, é um sistema que sofre, entre aspas, sofre muito em relação ao clima. Então a gente tem que ter muitos aditivos pra que ela funcione. Então tem que ter adubos e defensivos agrícolas e assim vai. As culturas sombreadas acabam tendo uma relação muito boa, assim, lógico que tem todo um estudo que a gente tem que saber de qual que é a melhor cultura que sombreia a outra, qual cultura que não briga ali, entre aspas, ou por solo ou por nutriente ou por sombra, né? Então tem todo um estudo que tem que ser feito. Mas normalmente os cultivos sombreados são mais indicados em termos de mitigação e de adaptação às mudanças do clima. Então a gente quer ver de que forma a cultura, tanto a pleno sol quanto a sombreada, vai reagir nesses cenários futuros. Talita: A Priscila me explicou que o cenário de dados climáticos hoje é complexo. Os sensores instalados no campo – que medem temperatura, chuva, vento e radiação – são fundamentais pra entender o que acontece no clima local. Mas é difícil manter séries históricas longas só com esses dados: há falhas, trocas de equipamento e áreas sem cobertura de sensor. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas cresceram os dados de satélites e modelos climáticos, que cobrem o planeta inteiro e oferecem séries mais longas. O problema é que nem sempre eles representam bem a realidade local – alguns superestimam, outros subestimam. Por isso, é preciso validar essas informações com as medições feitas no campo. Funciona assim: os modelos usam dados como temperatura e umidade pra simular o clima atual, validam com o que foi medido no território e, depois, projetam cenários futuros com base em diferentes trajetórias de emissão de gases de efeito estufa. Em resumo, os modelos ensaiam qual será o cenário se emitirmos mais gases, menos gases, ou se mantivermos as emissões atuais… A partir daí, é possível estimar como o clima pode mudar e como o cacau pode responder a essas mudanças. Priscila: A gente vai ter ajuda dos nossos agricultores ali. Eles vão ajudar a gente a ver esse dado e a contar um pouco se aquele dado que a gente tá vendo agora, ele tem se reproduzido nos últimos anos e o quê que ele tem sentido em relação ao clima daquele local. E isso é importantíssimo! Talita: É aí que entra o terceiro pilar do projeto: a percepção pública, que busca entender a percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas da CEPLAC sobre o cenário que vivenciam na prática de cultivo do cacau. Pra isso, o grupo de pesquisa irá aplicar a técnica do grupo focal, coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone, ambas pesquisadoras aqui do Nudecri. A Simone e a Claudia, que trabalham juntas em outro projeto, o Coffee Change, falaram sobre sua experiência com grupos focais realizados com agricultoras de café no episódio número 201 aqui do Oxigênio, em “Um bate-papo sobre café” muito interessante – e se você não escutou ainda, já anota a dica pra escutar quando acabar esse episódio aqui. E eu conversei com a Claudia pra ela contar um pouco como essa técnica irá colaborar com os estudos em sensoriamento remoto e em modelos climáticos do CacauClima. Claudia: É importante que a gente entenda que grupo focal é uma ferramenta que produz a possibilidade de pessoas que têm um determinado tipo de perfil similar, que é definido pelos organizadores do grupo focal, estejam juntos numa roda de conversa. Uma conversa que acontece a partir de um roteiro formulado previamente, com perguntas disparadoras, que têm objetivos específicos. Então, no nosso caso, o objetivo da percepção sobre as mudanças climáticas, mas não pressupondo de antemão o que sejam mudanças climáticas, justamente pra que haja uma abertura, pra que as pessoas possam significar do seu modo, a partir das suas histórias, da sua relação com o território, com as suas práticas agrícolas, os sentidos que elas atribuem àquilo que a ciência chama de mudanças climáticas. Então a expressão “mudanças climáticas” não deve comparecer diretamente nessas perguntas disparadoras. Você vai olhando isso, vai provocando isso por perguntas que de algum modo abordam questões que estão relacionadas pra ouvir como é que essas pessoas se relacionam com determinadas questões que são afetadas pelas mudanças climáticas. Talita: Segundo a Claudia, a percepção das pessoas sobre o que elas vivenciam, como vivenciam e sobre como percebem essa realidade vivida se manifesta no modo como se expressam, ou seja, em seus discursos. E esse discurso é o objeto de estudo extraído por meio dos grupos focais. Claudia: A maneira como uma sociedade indígena lida com a Terra e a maneira como alguma liderança do agronegócio lida com a Terra é absolutamente diferente. Porque é uma história absolutamente diferente da relação desses sujeitos com a Terra, como é que a terra significa e como é que você pratica as suas ações, as suas atividades na relação com a Terra. Talita: É essa análise da percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas que vai informar as pesquisadoras sobre como esses atores estão vivenciando as mudanças climáticas na sua prática cotidiana de cultivo do cacau. E esse conhecimento também vai contribuir com as pesquisas tanto em sensoriamento remoto quanto em modelagem climática, fornecendo informações sobre a mudança do clima, o plantio e as tecnologias usadas em suas práticas agrícolas. Os grupos focais também irão ajudar a compreender como as tecnologias de monitoramento climático, desenvolvidas ao longo do projeto, podem ser incorporadas à cacauicultura. Claudia: Porque no grupo focal a gente não vai olhar só pra mudanças climáticas, a gente vai olhar também para a percepção sobre as tecnologias e aí… Qual que é a importância do lugar de onde a gente fala, né… É que a gente não vai situar a tecnologia na formulação das perguntas disparadoras desse roteiro, simplesmente como as novas tecnologias. Tecnologia existe desde sempre. Toda prática humana na relação com o mundo, ela produz, ela é feita por meio de tecnologias e ela produz outras tecnologias, né. Então, a gente também vai trabalhar com a percepção sobre os diferentes sentidos de tecnologia, né. Não só de ferramentas palpáveis, mas justamente de percepções que são ancestrais, que dizem respeito a diferentes gerações, que podem não estar diretamente lá naquele território, mas trazem saberes sobre esse território que são praticados no modo como aquela prática agrícola acontece, né. Talita: O quarto e último pilar do projeto CacauClima, a ciência cidadã, é transversal a todos os outros três – lembra: o sensoriamento remoto, a modelagem climática e a percepção pública. A ciência cidadã consiste na participação ativa do público não acadêmico na pesquisa científica, colaborando com os cientistas na coleta, análise e interpretação de dados, e até na formulação dos estudos. E pra envolvê-los, o projeto conta com a parceria do Instituto Cabruca, que tem sua sede no Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, na Bahia. O Giovanni explicou como os agricultores e as agricultoras do assentamento contribuirão pro piloto da solução que a pesquisa busca desenvolver. Giovanni: A participação deles envolve, primeiramente, a tutoria das estações de coleta de dados, dados meteorológicos de clima, temperatura, índice pluviométrico, ação atmosférica, a parte de radiação solar que é outra coisa importante que a gente precisa ver com o efeito extremo agora das mudanças climáticas, isso pode ter uma informação muito importante. Todas essas informações que fazem parte das condições climáticas da região. Eles vão tutorear o funcionamento dessas estações. Então, eles vão ajudar como os guardiões daquela miniestação meteorológica que vai ficar nas suas propriedades, ou na propriedade que ele tem acesso e que ele interage diretamente. Além disso, ele vai dar suporte, vamos colocar assim, a eventuais problemas que elas apresentem, a reportar, “olha, está tendo um problema aqui e parou de funcionar.” E a outra é na troca de saberes. Então, da mesma forma que os técnicos vão levar informações pra eles, baseado em todos os estudos que vão ser tratados no âmbito do projeto, eles vão também alimentar os analistas, alimentar o sistema com as informações riquíssimas que eles estão tendo ali do dia a dia. Eventos que só eles estão percebendo, por exemplo. Eventos que eles já percebem, eles têm inclusive a memória daquela região, então eles podem dizer no tempo do meu pai, no tempo da minha mãe, não era assim. No tempo dos meus ancestrais era muito diferente, é o que a gente ouve, agora tá tudo mudado. Esse tipo de informação é riquíssima pro projeto. Talita: No livro Uma outra ciência é possível – Manifesto por uma desaceleração da ciência, a filósofa Isabelle Stengers comenta em uma passagem que a ciência cidadã é um dispositivo que, quando eficaz, tem a função de oferecer resistência a hierarquias de pontos de vista. Pra autora, a ciência cidadã constitui aquilo que ela chama de “operador de horizontalização”, pois parte do princípio de que tanto o saber científico dos pesquisadores e técnicos quanto o saber comunitário dos agricultores estão no mesmo patamar, destituindo os cientistas da posição simbólica de “cérebros da sociedade”… Esse movimento mostra que a produção científica também é uma escolha política: envolve decidir quem participa, quais saberes são reconhecidos e como diferentes experiências entram na construção da ciência. E pesquisas assim são fundamentais, porque colocam a cabeça pra pensar onde o pé pisa. Nesse caso: na terra onde brota o cacau. No fim das contas, o CacauClima não é só sobre sensores, modelos ou algoritmos. É sobre como diferentes formas de conhecimento podem trabalhar juntas diante de um cenário de incerteza. É sobre usar satélites para enxergar melhor o que acontece no campo – e usar a experiência de quem vive do campo para interpretar melhor o que os satélites mostram. Entre o microclima da lavoura e o macroclima do planeta, entre a memória dos mais velhos e os cenários projetados pra 2050, o projeto constrói pontes. Pontes entre ciência e prática, entre tecnologia e território, entre futuro e história. E talvez seja assim que novas sementes possam germinar… Trecho de música: “no meu jardim de sementes valiosas / plantas tão maravilhosas podem germinar / no meu jardim água nova vai brotar / passarinhos vem voar abençoando a plantação (…)” Talita: Essa música que você ouviu por último foi gentilmente cedida por Beto Bina. Os créditos da música vão para a Rede de Apoio a Mulheres Agroflorestoras (RAMA), a Ecovila Iandê e a FarFarm. O @ deles tá lá no nosso Instagram. A gente agradece por cederem um trecho da música pra esse episódio, que tem tudo a ver com o trabalho que essa turma desenvolve. Vou dar uma dica aqui. Em 2019, a Camila Cunha produziu um episódio sobre Cacau. O título é À Sombra da Floresta. Trata da produção de cacau por agricultores familiares, do sistema cabruca e sobre a cadeia produtiva do chocolate. Ouve lá. Deixamos o link no site. https://www.oxigenio.comciencia.br/79-tematico-a-sombra-da-floresta/ Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Talita Gantus. A revisão é da Simone Pallone e da Mayra Trinca, coordenadoras do Oxigênio. Este material foi gerado como parte do projeto de divulgação científica do CacauClima, desenvolvido por mim e coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone. A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral, bolsista do Programa BAS da Diretoria Executiva de Apoio Estudantil. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez.O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP. Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Procura a gente nas redes sociais: no Instagram e no Facebook você nos encontra como OxigenioPodcast. Segue lá pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui.
José Mitre, Técnico en Vivero y Plantaciones Forestales de la UNSE, es uno de los fundadores de “Oro del Estero”, un emprendimiento de harinas de algarroba y otros frutos del monte, que nació a raíz de una articulación entre la Cooperativa Agronaciente (Colonia El Simbolar) y la Facultad de Agronomía y Agroindustrias de la UNSE. En febrero “Oro del Estero” consiguió el registro nacional (RNPA) para su harina de vinal y harina tostada (que algunos llaman “café de algarrobo”), garantizando la seguridad alimentaria de estos productos que se realizan bajo estándares de calidad.“Ancestralmente las comunidades campesinas la han tenido como alimento, y nosotros queríamos aprovechar el hecho de tener una planta habilitada en la provincia, a través de la Facultad de Agronomía y generar unas harinas que sean habilitadas, con su valor de ser libres de gluten”“Con la harina de vinal, al tener menos cantidad de azúcar, hacemos fideos, pan, masa de empanadas, pizzas, productos salados. (...) Hoy le estamos dando también un agregado de valor a un árbol nativo"José destaca la importancia en este proceso del trabajo de las investigadores de la UNSE, entre las que destaca a las ingenieras Myriam Villarreal, Verónica Guzmán y Natalia Lescano, que fueron claves, no sólo para lograr la habilitación, sino para el crecimiento de esta actividad en torno a los frutos del monte, de la que viven cientos de familias y que está en crecimiento.
“Oxford Circus” es un poemario que reivindica las identidades queer y los saberes que han madurado en los márgenes y las disidencias afectivo sexuales y de género. Ese poemario, que ha ganado uno de los más prestigiosos premios de poesía de España, el Marpoética, tiene un autor: el poeta Gerardo Rodríguez Salas. Con él vamos a conversar. Y en este planeta, cada día más convulso, llevamos varias semanas preguntándonos si la UE está al servicio de EEUU. Si en este momento histórico, en el que la UE debería estar demostrando su papel en la Historia, y lo está desaprovechando, podemos añadir una pregunta más: ¿dónde quedan todas las políticas LGTBIQ+ en este panorama? A ver si Oscar Rodríguez, vocal de relaciones exteriores de FELGTBI+, puede respondernos a esta pregunta. Escuchar audio
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FÓRUM DE TIRADENTES | PAINEL – GT FORMAÇÃOO painel articula ensino superior, educação básica e práticas não formais para afirmar o cinema como direito cultural e campo de disputa simbólica. Apresenta desafios das convergências entre produção, distribuição/circulação, difusão/exibição, visando à formação de plateias para o cinema brasileiro em diferentes territórios educativos. Aborda o cinema como linguagem artística, memória e produção coletiva de conhecimento. Destaca a inclusão social, a diversidade e o enfrentamento das desigualdades estruturais. Afirma o cinema como prática formativa plural e profundamente política.
Cada 21 de febrero se conmemora el Día Internacional de la Lengua Materna, una fecha proclamada por la UNESCO para promover la diversidad lingüística y la multiculturalidad. En este podcast de El Expresso de las 10 celebramos el Día Internacional de la Lengua Materna, en el contexto de uno de los festivales organizado por la universidad de Guadalajara: PortAmérica Latitudes que presenta como cada año el ShowRocking, con la creatividad culinaria de los mejores chefs nacionales e internacionales, y que hoy integra Saberes de Mujeres Indígenas, un proyecto que celebra la riqueza culinaria y los conocimientos ancestrales de comunidades Purépecha, Mazahua y Mixteca, donde Cada platillo es un puente entre la tradición y la innovación. Con la compañía de Gabriela Juárez piña, Responsable de las acciones comunitarias del programa salud intercultural en el Área Metropolitana de Guadalajara de la Unidad de Apoyo a las Comunidades Indígenas de la Universidad de Guadalajara, Beatriz García Cortés, Cocinera tradicional de origen Mixteco, artesana representante de la herencia culinaria del pueblo Ñuu Savi (mixteco), Esperanza Pérez Ruiz de origen purépecha, Heredera del conocimiento ancestral de la medicina tradicional, Representante del colectivo “Nosotras no olvidamos nuestras tradicionales” y Cristina Apolonia Mazahua de Origen Mazahua, artesana, mujer medicina y cocinera tradicional. Presidenta de la Red Promotora de los derechos Humanos de las mujeres indígenas en el estado de Jalisco (RED PRODEMI).
Valorizar produtos locais não significa apenas melhorar a renda das famílias do campo. Esse processo também fortalece identidades, estimula o sentimento de pertencimento e contribui para o desenvolvimento sustentável dos territórios. Sobre esse tema, o Panorama Agrícola conversa novamente com a professora Paola Rebollar, da Universidade Federal de Santa Catarina.>> CRÉDITOS:Produção, roteiro e locução: Mauro Meurer e Maykon OliveiraApoio técnico e edição: Eduardo Mayer
O fortalecimento da agricultura familiar e dos territórios passa, cada vez mais, pela valorização do que é local, do que é único e do que carrega identidade. Durante o X Workshop Catarinense de Indicações Geográficas e a IX Mostra de Produtos Tradicionais, em Florianópolis, uma oficina discutiu justamente esse tema: como identificar e valorizar produtos locais como estratégia de desenvolvimento territorial. Quem conduziu a atividade foi a professora Paola Rebollar, da Universidade Federal de Santa Catarina.>> CRÉDITOS:Produção, roteiro e locução: Mauro Meurer e Maykon OliveiraApoio técnico e edição: Eduardo Mayer
No dia 25 de outubro de 2025, foi realizada uma conversa, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, com a dupla de artistas Gabriel Haddad & Leonardo Bora e os convidados Daniela Name, Marina Vergara, Rafa Bqueer, e Vinícius Natal (leia mais sobre os convidados).A conversa foi voltada ao debate sobre as relações entre os saberes e fazeres das artes carnavalescas das escolas de samba e a materialização das ideias e das percepções que os envolvem, em uma dimensão memorialística. Um desfile de escola de samba é construído por meio de memórias e pulsões artísticas que se entrelaçam, formando narrativas potentes – justamente o fio poético da obra “Rebordar”, instalação de Gabriel e Leonardo que fez parte da mostra dos Premiados do PIPA 2025. Também foram pensados, na troca, aspectos políticos do Carnaval, sua força como meio de comunicar e de mobilizar, e seu diálogo com outras artes.
El análisis semanal de la bolsa de valores, economía, finanzas y geopolítica hablamos sobre:- Oro alcanza máximos históricos ante las tensiones geopolíticas. - El petróleo repunta ante la amenza de una guerra latente en Medio Oriente. - El dólar débil por la masiva venta de bonos de deuda.- Marketing para todos con Nicole García- Cápsula Saberes digitales de CONLAMI- Mundo Cripto y el análisis semanal del criptomercado.
Marta Fernández vuelve con 'La Academia de Saberes Inútiles' para hablar sobre como afecta el paso del tiempo a los protagonistas de las series
Abrimos La Ventana de la Música para recibir a Sidonie. Hoy en La Ventana de los Viajes con Paco Nadal para hablar Etiopía. Por último, Marta Fernández vuelve con 'La Academia de Saberes Inútiles' para hablar sobre cómo funciona el paso del tiempo en las series.
Paco Sayans a sus 85 años, acaba de culminar una vuelta al mundo que le ha llevado a recorrer más de 35.000 kilómetros. Un viaje que ha hecho en solitario, o mejor dicho, junto con un único compañero que ha sido su bastón. Hoy nos cuenta esta aventura en La Ventana. Si en un pueblo el médico es un poder fáctico, en un barrio lo es el quiosquero. Y esta figura, el quiosquero, que está en desuso por esa manía de tenerlo todo on line, puede ser mucho más que la persona que te vende el periódico al tiempo que te da los buenos días. Miguel Sanz es el quiosquero de la calle Ortega y Gasset 45 en Madrid. Este viernes hablamos con él. Marta Fernández vuelve con su Academia de saberes inútiles para contarlos la historia del papel. Mariola Cubells analiza las audiencias que han tenido los canales de la televisión en su especial de las Campanadas 2025.
O ofício das parteiras, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, é um saber ancestral que atravessa gerações. A prática segue sendo fundamental, sobretudo em áreas rurais, e comunidades indígenas e quilombolas.
O que é a kombucha e quais os seus benefícios. Ouça com Guilherme Peters, da Booch Kombucha, de Rodeio, no Vale do Itajaí. E conheça as práticas sustentáveis do Saberes da Mata, de Piçarras, com o extensionista Eraldo Monteiro.>> CRÉDITOS:Produção, roteiro e locução: Mauro Meurer e Maykon OliveiraApoio técnico e edição: Eduardo Mayer
Mariola Urrea, catedrática de derecho internacional y profesora universitaria, se asoma a La Ventana para presentar su nuevo libro 'Tomar Partido'. Sara Selva nos presenta un reportaje sobre una pareja que convive con diferentes ideologías. Uno de ellos vota a la derecha y el otro a la izquierda, ¿podrá el amor con todo?Hoy, hace 50 años, el 24 de octubre de 1975, el 90% de las mujeres islandesas dejaron de trabajar para demostrar de forma visible la importancia de la contribución femenina a la sociedad. Lo recuerda la rectora de la Universidad de Bifröst, Margrét Jónsdóttir que entonces tenía 9 años. Marta Fernández vuelve a La Ventana con la Academia de Saberes Inútiles para hablar de las muertes más sorprendentes de la historia. Escuchamos las audiobiografías de nuestros oyentes.
Repasamos algunos de los grandes errores de casting de la historia del cine en la 'Academia de Saberes Inútiles' con Marta Fernández.
La Asociación de Mujeres de Trabajo Artesanal, integrada por indígenas de la familia Tukano Oriental del municipio de Miraflores, Guaviare, está dedicada a la recuperación de saberes ancestrales enfocados en los tejidos. Este grupo comunitario busca rescatar y mantener vivas las tradiciones artesanales que forman parte fundamental de su identidad cultural.
La intención de esta exposición es darles voz a esas pervivencias, gracias a una curaduría que resulta del trabajo conjunto entre el Museo de la Memoria de Taganga y el Museo Nacional de Colombia, en el marco de las actividades de conmemoración de los 500 años de la fundación hispánica de Santa Marta, un evento que organiza y convoca el Ministerio de las Culturas, las Artes y los Saberes.La presencia del Museo Nacional de Colombia en los actos de conmemoración hispana de los 500 años samarios
Jairo viene a movernos el piso. En este episodio deconstruye los fundamentos filosóficos que mantienen a nuestra sociedad atada a un modelo de producción tecnificada de alimentos vaciados de nutrientes y de cultura. Nos cuenta su historia de orígenes humildes, exilio y aventuras por Latinoamérica participando en muchos de los movimientos revolucionarios y campesinos. También comparte sus reflexiones sobre el estado actual del mundo, la anarquía y los subversivos culos de las vacas.¡Forma parte de nuestra comunidad!: www.radiosemilla.com/membresia Notas del episodio:Web de Jairo: https://lamierdadevaca.com/Libros y conceptos mencionados: Jacques Derrida - DeconstrucciónKohein Saito - La Naturaleza contra el capitalLyn Margulis - Una revolución en la evolución, Qué es la vida?, Planeta simbiótico, Peces luminosos, Microcosmos, El juicio a DarwinFundamentos de ecología de Onum Proyecto aliado - Finca Orgánica Chaupi Molino (Ecuador) Ofrece a nuestros miembros 20% de descuento en hortalizas y 10% en talleres, visita instagram.com/fincaorganicachaupimolino/----------------Escucha Radio Semilla en:Spotify: https://open.spotify.com/show/7r8Nb90iI52NzP7dPTHrbw?si=qOncz7SZR16oLFSYeue6iwYoutube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLIk2jCydde9el3SckTVwVJrZuOEt9JIZtRedes:instagram.com/radiosemillapodcastx.com/semilla_radiofacebook.com/radiosemillapodcast
En este episodio producido por Radio Tawantinsuyo de Bolivia, nos sumergimos en las aguas sagradas del lago Titicaca para conocer los saberes ancestrales que han sido cultivados por generaciones de pueblos aymaras. Desde técnicas agrícolas y rituales espirituales hasta conocimientos sobre pesca, tejidos y construcción de balsas, este programa da voz a comunarios, autoridades locales, historiadores y educadores que comparten la riqueza de su herencia cultural. A través de testimonios recogidos en municipios como Huatajata y Puerto Pérez, el programa también reflexiona sobre los impactos de la contaminación ambiental y el cambio climático en estos saberes. Un llamado urgente a proteger el lago Titicaca y la sabiduría viva que lo habita. Puedes escuchar, descargar y compartir este programa de forma gratuita. Música de introducción: - Burn Your Village to the Ground” de The Halluci Nation. Derechos de autor, propiedad de The Halluci Nation. Usada bajo su permiso. Música de fondo: - Bajo responsabilidad de la producción. Voces: - Radio Tawantinsuyo Guión, producción y edición: - Radio Tawantinsuyo Imagen: - Radio Tawantinsuyo Esta es una producción apoyada por Radio de Derechos Indígenas. Nuestros programas son gratuitos para escuchar, descargar y difundir.
En este episodio producido por Radio Tawantinsuyo de Bolivia, nos sumergimos en las aguas sagradas del lago Titicaca para conocer los saberes ancestrales que han sido cultivados por generaciones de pueblos aymaras. Desde técnicas agrícolas y rituales espirituales hasta conocimientos sobre pesca, tejidos y construcción de balsas, este programa da voz a comunarios, autoridades locales, historiadores y educadores que comparten la riqueza de su herencia cultural. A través de testimonios recogidos en municipios como Huatajata y Puerto Pérez, el programa también reflexiona sobre los impactos de la contaminación ambiental y el cambio climático en estos saberes. Un llamado urgente a proteger el lago Titicaca y la sabiduría viva que lo habita. Puedes escuchar, descargar y compartir este programa de forma gratuita. Música de introducción: - Burn Your Village to the Ground” de The Halluci Nation. Derechos de autor, propiedad de The Halluci Nation. Usada bajo su permiso. Música de fondo: - Bajo responsabilidad de la producción. Voces: - Radio Tawantinsuyo Guión, producción y edición: - Radio Tawantinsuyo Imagen: - Radio Tawantinsuyo Esta es una producción apoyada por Radio de Derechos Indígenas. Nuestros programas son gratuitos para escuchar, descargar y difundir.
Abrimos la Academia de saberes inútiles con Marta Fernández, que nos retrotrae a los grandes apagones de la historia de la ciudad de Nueva York. También nos acompaña El Chojin para explicar cómo el apagón de 1977 propició el nacimiento del Hip Hop.
En la Academia de Saberes inútiles hablamos sobre los apagones en Nueva York y en la sección de filosofía Más Platón y menos WhatsApp reflexionamos sobre el acoso escolar
Abrimos la Academia de saberes inútiles con Marta Fernández, que nos retrotrae a los grandes apagones de la historia de la ciudad de Nueva York. También nos acompaña El Chojin para explicar cómo el apagón de 1977 propició el nacimiento del Hip Hop.
En la Academia de Saberes inútiles hablamos sobre los apagones en Nueva York y en la sección de filosofía Más Platón y menos WhatsApp reflexionamos sobre el acoso escolar
Este es el episodio #106 de “Tradiciones Sabias”, el podcast en español de la Fundación Weston A. Price. Algunos de los temas de este episodio - Diferencias entre el gluten en granos antiguos y modernos Cómo se elaboran los panes y pastas convencionales versus los artesanales Cuáles son las diferencias entre prácticas convencionales utilizadas por la industria y los métodos ecológicos ancestrales Cómo es el proceso desde que se prepara el terreno y se siembra la semilla hasta ser cosechado, molido y transformado en pan y pasta Datos del invitado - Carlos Moreno Cámara es natural de España. Se formó en las disciplinas empresariales, Gestión Estratégica y Liderazgo e Innovación Social. Ha trabajado en Gestión Pública y Economía y ha sido director y gerente de diversas organizaciones del tercer sector. Ha colaborado como profesor en diferentes foros formativos y como emprendedor de consultoría medioambiental. Es Socio-Director de Despelta “Alimentación Ecológica”, una empresa agroalimentaria que trabaja en la recuperación de trigos antiguos. En el año 2021 fue nombrado académico de la Academia de Gastronomía de Castilla La Mancha y miembro asesor del Comité Técnico “Sigüenza, Ciudad Patrimonio de la Humanidad'. Contacto - Pagina web: despelta.com IG: @despelta Preguntas, comentarios, sugerencias - tradicionessabias@gmail.com Recursos en español de la Fundación Weston A. Price - Página web WAPF en Español: https://www.westonaprice.org/espanol/ Cuenta de Instagram: westonaprice_espanol Guía alimentación altamente nutritiva, saludable y placentera: 11 principios dietéticos Paquete de Materiales GRATIS: https://secure.westonaprice.org/CVWEBTEST_WESTON/cgi-bin/memberdll.dll/openpage?wrp=customer_new_infopak_es.htm Folleto "La Leche Real", de Sally Fallon: https://www.westonaprice.org/wp-content/uploads/La-leche-real.pdf Música de Pixabay - Sound Gallery y SOFRA
Les traemos nuestro primer evento de la #FILBO2025: la presentación de la segunda entrega de la biblioteca de escritoras colombianas, con #PilarQuintana, #CamilaCharry, #AnaLucíaBarros, #NataliaMejía y #AdrianaMartínez. La #BibliotecadeEscritorasColombianas es un proyecto editorial del Ministerio de las Culturas, las Artes y los Saberes y la Biblioteca Nacional de Colombia para rescatar y promover la literatura de las mujeres de nuestro país desde la Colonia hasta la primera mitad del siglo XX. Esta segunda entrega empezó labores en 2023 con el objetivo de incluir a otras autoras destacadas del mismo periodo, de la Colonia hasta la primera mitad del siglo XX, que por las condiciones especiales en las que escribieron las mujeres, que históricamente han tenido menor acceso a laeducación y menos libertad para escribir y publicar, solo consiguieron hacer obras breves y/o dispersas en medios impresos de limitada circulación. Bienvenidos.
Un pueblo en la sierra de Teruel llamado Torrijas. Tiene 36 habitantes censados, pero en esta época del año se llena de gente. Hablamos con su Alcaldesa, Inés Villareal.Los amantes de la nieve están aprovechando estos días para hacer las ultimas bajadas y prácticamente despedir la temporada. Nos cuenta Alfonso Ojea.Quizás uno de los momentos más emocionantes para una pareja puede que sea el día de su boda. Pues hay ceremonias que apuntan a convertirse en una alternativa para los que buscan escapar de lo convencional. Estamos hablando de casarse en la nieve rodeados de montaña . Así lo hicieron el pasado viernes 11 de abril, Josefine y Ben, una pareja que se dio el sí quiero en plena estación de esquí de Grandvalira. Saludamos Claudia Lambies, fundadora de la empresa organizadora de estas ceremonias.Encontrar a una pareja, un compañero de vida, se ha convertido en una tarea complicada. Muchos acaban por tirar la toalla, pero las agencias matrimoniales siguen en auge. Nos cuenta Sonia Ballesteros.Marta Fernández hace un repaso por los personajes más viajeros en una nueva edición de la Academia de Saberes Inútiles.Hay niños que desde pequeños tienen claro que quieren ser de mayor pero también hay quienes encuentran su futuro en el camino, poco a poco. Sergio García es uno de estos últimos. A los 19 años abandonó su barrio de Barcelona y poco a poco se fue introduciendo en el mundo de la apicultura para acabar dedicándose a ella.
Un pueblo en la sierra de Teruel llamado Torrijas. Tiene 36 habitantes censados, pero en esta época del año se llena de gente. Hablamos con su Alcaldesa, Inés Villareal.Los amantes de la nieve están aprovechando estos días para hacer las ultimas bajadas y prácticamente despedir la temporada. Nos cuenta Alfonso Ojea.Quizás uno de los momentos más emocionantes para una pareja puede que sea el día de su boda. Pues hay ceremonias que apuntan a convertirse en una alternativa para los que buscan escapar de lo convencional. Estamos hablando de casarse en la nieve rodeados de montaña . Así lo hicieron el pasado viernes 11 de abril, Josefine y Ben, una pareja que se dio el sí quiero en plena estación de esquí de Grandvalira. Saludamos Claudia Lambies, fundadora de la empresa organizadora de estas ceremonias.Encontrar a una pareja, un compañero de vida, se ha convertido en una tarea complicada. Muchos acaban por tirar la toalla, pero las agencias matrimoniales siguen en auge. Nos cuenta Sonia Ballesteros.Marta Fernández hace un repaso por los personajes más viajeros en una nueva edición de la Academia de Saberes Inútiles.Hay niños que desde pequeños tienen claro que quieren ser de mayor pero también hay quienes encuentran su futuro en el camino, poco a poco. Sergio García es uno de estos últimos. A los 19 años abandonó su barrio de Barcelona y poco a poco se fue introduciendo en el mundo de la apicultura para acabar dedicándose a ella.
William González Guevara nació en Nicaragua, a los 11 años le tocó emigrar a España con sus dos hermanas, su madre ya había emigrado. Tras dejar Nicaragua y a sus amigos de la primera infancia, le tocó empezar desde cero y la poesía ha sido su medio de expresarse desde bien pequeño. Estados Unidos no ha permitido entrar en el país a un científico francés porque en su móvil había mensajes en los que criticaba la política del presidente Trump. Hablamos con nuestro corresponsal en París, Vicenç Batalla.Hoy en la Academia de Saberes Inútiles hemos venido a jugar. Hablamos de videojuegos con Ferrán Pérez, diseñador de Videojuegos y cofundador de Rolldbox Games.
Cuando pensamos en Canarias, es común asociar las islas con sus playas, su clima y su naturaleza exuberante. Sin embargo, lo que muchos desconocen es que este archipiélago ha sido un punto clave en la historia de la astronomía desde mediados del siglo XIX. Fue en Tenerife donde se instaló el primer observatorio astronómico de alta montaña, un hito que marcó un antes y un después en la exploración del cosmos. A propósito de la edición especial de La Ventana en Tenerife, Marta Fernández ha desarrollado su Academia de saberes inútiles a partir de este observatorio tan importante para la astronomía.
La Unidad de Vigilancia Lingüística repasa los mejores gazapos de la semana y en la Academia de Saberes Inútiles hablamos de Canarias como punto de referencia en la historia de la astronomía
Episodio especial, disponible también en video aquíEste audio-video resumen que acompaña a Nicolás, Jair, Exler, Yenny, Maderley, Omar, Tita, Hoffen, Fray, Lina, Andrés, Diana, y muchos más que son #gentequehacecine / Y lo son porque durante 2024 dedicaron mucho tiempo de sus vidas a viajar por decenas de municipios de Colombia llevando talleres de sensibilización y mediación en cine y sobre todo películas colombianas en el marco de la sexta edición de la #temporadadecinecolombiano.Para saber más de la Temporada aquí.Para escuchar el anteior episodio sobre de la temporada aquí.Este episodio fue posible gracias a la invitación de Proimágenes Colombia, el FDC y la Dirección de Audiovisuales Cine y Medios Interactivos del Ministerio de als Culturas, las Artes y los Saberes.Para más episodios visita: www.gentequehacecine.com
Edición de La Ventana a las 16 horas del viernes 7 de febrero. El escritor Eloy Moreno intentará firmar mañana 8 de febrero 7.000 ejemplares de sus obras en Madrid. Moreno intentará conseguir el récord Guiness superando la marca actual de 6.904 libros. Hablamos con él sobre este reto.Hoy se ha presentado hoy el Plan de Fomento de la Lectura con el que más de 400 autores, entre ellos nuestro Benjamín Prado, pero también Manuel Rivas o Mónica Rodríguez (Premio Nacional de Literatura Infantil), e ilustradores galardonados con el Premio Nacional del Cómic como Bea Lema o Javier Olivares, van a visitar institutos y Escuelas de Arte públicas para que los jóvenes se aficionen a la lectura.El Instituto de Astrofísica de Canarias está celebrando una cumbre en Tenerife para saber qué hacer en el caso de que haya un hipotético contacto con los extraterrestres. Entre los expertos que forman el congreso está Carlos Briones, investigador del CSIC en el Centro de Astrobiología, con el que charlamos sobre el Congreso.Marta Fernández, en su Academia de Saberes Inútiles, explica cómo desde Catalina de Braganza hasta las Guerras del Opio, una simple taza de té cambió el rumbo de la historia.
El té, introducido en Inglaterra por Catalina de Braganza, impulsó el comercio con China, llevando a la Compañía Británica de las Indias Orientales a la expansión imperial y a las Guerras del Opio, donde el opio se usó para financiar la compra de té.
Hablamos con el bioquímico y comunicador científico Pere Estupinyà, que recoge esta tarde el premio CSIC-Fundación BBVA de Comunicación Científica. Además, Mario Panadero estuvo en Gambia visitando la fundación ITT Gambia y esta tarde nos cuenta todo lo que aprendió tras ese viaje. Marta Fernández vuelve con su Academia y trata los genios tardíos.
Marta Fernández trae a la 'Academia de saberes inútiles' algunos de los más grandes genios que dieron lo mejor de sí mismos cuando ya peinaban canas.
Hoy, en la Academia de Saberes Inútiles, nos vamos a poner nostálgicos y vamos a jugar. Marta Fernández nos propone un viaje a los años 80 para hablar de un invento que cumple justo ahora 40 años y que ha obsesionado a varias generaciones…
Mariola Cubells e Iñaki de la Torre nos recomiendan algunas de estas adaptaciones para la televisión sobre la vida de los artistas, un género que se ha puesto de moda en los últimos años.En la Academia de Saberes Inútiles, nos vamos a poner nostálgicos y vamos a jugar. Marta Fernández nos propone un viaje a los años 80 para hablar de un invento que cumple justo ahora 40 años y que ha obsesionado a varias generaciones…En Rojo Oscuro Casi Negro tratamos un asunto que nos toca muy de cerca porque los delincuentes no se toman un respiro ni en Navidad. En estas fechas señaladas en las que se acelera el consumo y las compras, la policía incrementa su vigilancia sobre las falsificaciones y los productos que se venden fuera de los controles comerciales.
Fabián C.Barrio, escritor y viajero, nos descubre que la antigua filosofía griega sigue siendo válida para los problemas actuales y útil como guía de acceso a la felicidad.Juan Gómez nos trae testimonios de cuerpos de seguridad del Estado en contacto con lo sobrenatural.Escuchar audio
Las identidades siempre han sido bastante más complejas e interesantes que algunas de las formas en que las sintetizamos. Desde Mesoamérica, conversar sobre la relación de los géneros, las limitaciones de una lengua común que las nombra, la profundidad filosófica y vital que va mucho más allá de un mero debate de la sexualidad. Desde la experiencia y la investigación social conversa Ernestina Tecú, subjetividad travesti, maya achí, quien celebra y reflexiona por igual los amplios caminos de la identidad.
En este episodio escucharemos a Noé Amador, un profundo conocedor del Petén, porque lo habita, porque lo trabaja, porque es parte de una multiculturalidad que hace su vida en el departamento más grande pero también más desconocido del país. Hablaremos acá de las economías de la selva, de las concesiones agroforestales, bonos de carbono, turismo, en fin, Petén desde una mirada profunda y necesaria.