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O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
O Comandante Cervaens Costa, da Capitania do Douro, alerta que a ocorrência de cheias pode repetir-se nos próximos dias no Estuário do Douro, numa altura em que vigora aviso vermelho de cheias. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Após cerca de 50 horas à deriva no mar, o empresário Maikel Araujo dos Santos, criador do Macakids e o pescador Ronald Menezes, foram encontrados na tarde desta terça-feira (30). Para sobreviver e manter a energia até o resgate, a dupla se alimentou de peixe cru que eles mesmo pescaram e racionaram água potável que estava prevista para apenas um dia. A dupla, cuja embarcação foi arrastada pelo vento até o Estado do Rio de Janeiro, foi resgatada por um rebocador na tarde de terça (30), e foi trazida de volta ao Espírito Santo pelo Corpo de Bombeiros capixaba. Maikel e Ronald saíram para praticar pesca submarina no litoral sul do Espírito Santo no domingo (28) e não conseguiram retornar devido a uma pane no sistema elétrico do barco. A embarcação Monkey Sub, foi encontrada por um rebocador a serviço da Petrobras no litoral de São João da Barra, no Rio de Janeiro. Nesta edição do CBN Vitória vamos detalhar como é o trabalho de resgate em alto-mar. O entrevistado é o Chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos do Espírito Santo, o Capitão de Fragata Madson Vinicius Aguiar Siqueira. Ouça a conversa completa!
Nesta semana foi realizada uma reunião estratégica com representantes das instituições do setor náutico e turístico, tanto público quanto privado, a fim de alinhar ações para retomada da temporada de cruzeiros no Espírito Santo. A iniciativa, segundo informações da Secretaria do Turismo (Setur), marca um avanço importante na articulação para que o Estado volte a receber navios ainda nesta temporada de 2025. Durante a reunião, foram discutidos pontos essenciais para garantir estrutura adequada para recepção dos cruzeiros e excelência na experiência dos turistas."Alguns pontos abordados foram a operacionalização da recepção dos navios, incluindo infraestrutura, trâmites legais e ajustes técnicos, como a implantação do píer flutuante, projeto que depende da aprovação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Capitania dos Portos", informa a Setur.De acordo com o secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho, a Setur já concluiu os estudos técnicos do projeto e tem atuado de forma integrada com os órgãos responsáveis para que esse projeto saia do papel o quanto antes, consolidando o Espírito Santo como um destino competitivo no turismo marítimo brasileiro. Em entrevista à CBN Vitória, o secretário fala sobre o assunto. Uma das medidas é conseguir a licença da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para poder formalizar o processo de desembarque no píer do Hotel Senac, na Ilha do Boi. Além disso, uma das alternativas estudadas é a possibilidade de o navio fundear no mar em uma área próxima a Terceira Ponte e utilizar lanchas para transportar os passageiros até a terra.
“O sonho”, “Conselhos a seus filhos” e o soneto "Amada filha, é já chegado o dia”, são poesias da mineira Bárbara Heliodora (1759-1819), a primeira poetisa brasileira, além de ativista política e mineradora. Ela destacou-se no período setentista mineiro, foi a companheira do famoso poeta do Brasil Colônia e inconfidente, Alvarenga Peixoto (1744-1792), que foi preso e degredado para Angola, por conta da Inconfidência Mineira. O casal emprestava a sua casa para reuniões deste movimento político separatista, organizado pela elite socioeconômica da Capitania de Minas Gerais. Antes de ir para a África, quando ainda na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, Alvarenga Peixoto escreveu-lhe o poema: "Bárbara Bela do Norte estrela que o meu destino sabes guiar”, que produzimos no desfecho deste episódio, como forma de evidenciar a fundamentalidade de Bárbara em sua vida, um poema que, nas entrelinhas, pode revelar traços biográficos da autora. Haverá no Leitura de Ouvido este único episódio sobre Bárbara Heliodora. Pois não há dela mais escritos que tenham ficado na história, embora ela já fosse poeta, quando se uniu a Alvarenga Peixoto, que conheceu antes dos 20 anos. Seus cadernos de poesias foram destruídos pelos soldados, quando invadiram a residência do casal para prender Alvarenga Peixoto e buscar provas cabais contra a Inconfidência Mineira. Boa leitura!Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim:https://bit.ly/desenrolecomleituraPara adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, escreva para leituradeouvido@gmail.com
As Secretarias da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e do Turismo (Setur) divulgaram o planejamento para a Operação Verão 2024/2025. A Operação vai integrar, além das duas secretarias, a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), Departamento Estadual de Trânsito (Detran|ES), Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer), Capitania dos Portos do Espírito Santo e prefeituras municipais. A ação começa nesta quinta-feira, dia 26 de dezembro, e segue até 09 de fevereiro de 2025, em todo o Espírito Santo, especialmente nos municípios onde ocorre maior concentração populacional durante o verão. Em entrevista à CBN Vitória, o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, destacou que serão 550 policiais militares a mais, por dia, nas ruas. Nesta entrevista, Damasceno também enfatizou que pela primeira vez na história do Espírito Santo, o número de mortes no trânsito será superior ao de homicídios. Até novembro deste ano foram 887 mortes no trânsito contra 837 mortes envolvendo homicídios dolosos até 25 de dezembro. "É irreversível", diz secretário.
Após um período difícil de isolamento social, devido às restrições da pandemia da Covid-19, o cenário cultural capixaba está voltando a efervescer. Para encerrar o ano de 2023, o Salão do Livro Capixaba chega em sua primeira edição à sede da Capitania dos Portos, na Enseada do Suá, em Vitória, nesta quinta (23) e sexta (24). Durante os dois dias, rodas de conversa, lançamentos de livros, saraus e oficinas serão realizados no evento que busca incentivar a leitura e a escrita no Estado, aproximando comunidades vulneráveis à literatura Espírito-santense. Em entrevista à CBN Vitória, o escritor e produtor cultural Manoel Goes compartilha os detalhes do evento e explica o que motivou a elaboração do projeto que pretende visitar outras cidades. “Incentivar os literatos do Estado é a grande mola propulsora do projeto”, destacou. Ouça a conversa completa!
Excepcionalmente nesta sexta-feira (11), São Francisco do Sul será a capital de Santa Catarina. Isso porque a lei 15.109/2010 prevê a troca de governo em todo dia 11 de agosto, data que marca a criação da Capitania dos Portos no Estado, em 1738. Confira também: Assalto a agência bancária em Biguaçu tem reféns, troca de tiros, morte e policial ferido; Condenado a mais de 329 anos, autor de chacina em creche de Saudades pode ficar preso por 40 anos; Descoberta de mais de 60 pinguins mortos em Bombinhas levanta suspeita sobre síndrome. Ficha técnica: Roteiro e edição: Bianca Anacleto Captação de áudio: Gilberto Pereira Coordenação: Carolina Marasco
Conversamos com os participantes da primeira edição do PTC LAB. Neste primeiro episódio especial, o grupo de drama contou um pouco da experiência com seus projetos. Leticia Helena Telles Nunes e Renata Lago, com “Invisíveis”; Natália Maia e Samuel Brasileiro, com “A Capitania”; e Patrícia Damous, com “Amor Fati” dividiram suas experiências ao longo do … Continue lendo "Primeiro Tratamento – Especial PTC LAB Drama – # 273"
É recordado nesta terça-feira, dia 23 de maio, o Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense. A data tem origem no ano de 1535, quando portugueses, a bordo da caravela Glória, desembarcaram aqui no estado (onde atualmente se localiza a Prainha, em Vila Velha) com a missão de colonizar a então Capitania do Espírito Santo. Em 2023, a cidade completa 488 anos. Em alusão à data, o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), produziu uma publicação especial no qual são apontados os principais indicadores da cidade. Em entrevista à CBN Vitória, o diretor-presidente do IJSN, Pablo Lira, fala sobre os dados do município. A publicação traz o dado, por exemplo, que a cidade de Vila Velha, junto a Serra, são as duas primeiras do Estado a aparecerem no ranking nacional de cidades empreendedoras. Vila Velha aparece como o município mais empreendedor do Estado, na posição de número 29 – a Serra em 31 (a cidade mais empreendedora do país é São Paulo). Os dados são registrados pelo Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) no ano de 2023, relatório que é produzido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) com 101 municípios brasileiros. Outro dado: no recorte de janeiro de 2020 a março de 2023, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 12.975 novos vínculos formais (celetistas) de trabalho na cidade. Ouça a conversa completa!
Buscas pelos pescadores desaparecidos prosseguem. Mário Figueiredo, comandante da Capitania do Porto da Nazaré, diz que esta manhã foram encontrados destroços da embarcação perto da praia de Pedrógão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Segurança também no mar! A Operação Verão da Marinha começou nesta quinta-feira (15) com o reforço, no Espírito Santo, de 200 militares envolvidos em atividade de inspeção, com o emprego de motos aquáticas, embarcações e viaturas. A operação vai até 28 de fevereiro do próximo ano. Trata-se de uma campanha de conscientização e fiscalização do tráfego aquaviário, tendo em vista a chegada do verão, o período das férias escolares e o aumento do fluxo de turistas, elevando a presença de embarcações de esporte e recreio no litoral capixaba. Em entrevista à CBN Vitória, o tenente Filipe Queiroz, encarregado de Inspeção Naval da Capitania dos Portos, explica as ações que serão realizadas nesse período.
Consciência negra e o Zumbi dos Palmares Zumbi dos Palmares é tido como uma das maiores personalidades representativas da força e da luta da população negra em nosso país. Muito pouco se sabe sobre a história de Zumbi, inclusive muitos dados são apontados como lendas. No entanto, a representatividade de Zumbi coloca-o como um herói e une a comunidade negra em prol da defesa de seus valores e de sua cultura. Zumbi teria liderado por anos o Quilombo dos Palmares, um complexo de quilombos na região da Serra da Barriga. Na época, a região pertencia à Capitania de Pernambuco, sendo atualmente o estado de Alagoas. Dados apontam que a morte de Zumbi teria ocorrido em 20 de novembro de 1695, em combate e fuga. Daí veio a escolha do dia 20 de novembro como data de celebração do Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil. A Lei n.º 12.519, de 10 de novembro de 2011, instituiu o dia 20 de novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra. É um dia voltado para a reflexão sobre o que movimenta a criação da data. O dia 20 de novembro não é um feriado nacional, mas alguns estados e municípios adotaram a data como feriado."
Analisar, escolher e excluir candidatos requer estudo e comparações e a consciência de que a decisão de cada um se soma a decisão de todos
Analisar, escolher e excluir candidatos requer estudo e comparações e a consciência de que a decisão de cada um se soma a decisão de todos
FII Fácil Entrevista: Christopher Smith, CFA da Capitania#FI-INFRA#CPTI11Christopher Smith, CFA: Integrou a equipe de Multimercado da Capitânia de Maio de 2012 até janeiro de 2015 e atualmente é analista de investimentos da equipe de Renda Fixa Crédito Privado. Formado em Física pela Universidade de São Paulo.#fiifacil #cashtfacil #fiitalk #DiogoArantes #fiiflix #FIINFRAEntrevista conduzida por Diogo ArantesCAPITANIA:https://capitaniainvestimentos.com.br...https://capitaniainfra.com.br/---------------------------------------------------------------------------+ APP de FII - BAIXE o APPAPP Store: https://apps.apple.com/br/app/fii-f%C...Play Store: https://play.google.com/store/apps/de...+ TELEGRAM: CANALTelegram do Canalhttps://t.me/fiifacilTelegram de Infrahttps://t.me/fipinfra+ cadastre e receba o material de FIPIE https://fiifacil.hubspotpagebuilder.c...+ Carteira de Infra - TICKER Researchhttps://www.hotmart.com/product/ticke...
Regras de segurança no mar! A Marinha do Brasil promove anualmente a "Operação Verão" com ações de fiscalização que têm o o objetivo de conscientizar condutores e passageiros a navegar com segurança. Entre dezembro a março é observado um expressivo aumento do tráfego das embarcações de esporte e lazer nas águas brasileiras. Em entrevista à CBN Vitória o Capitão de fragata Fernando Cezar da Silva, da Capitania dos Portos do Espírito Santo, fala sobre as ações realizadas no litoral capixaba. Ouça as explicações completas sobre o assunto!
Pode parecer desagradável dizer, mas “o mundo é dos interesseiros”. Coloque de uma vez por todas na sua cabeça que o que move as pessoas são seus interesses. Agir sem querer nada em troca e considerar que se faz por uma causa maior, é coisa de poucos. E a história está cheia de exemplos. Vamos falar de Calabar, você conhece? Um senhor de engenho de origem miscigenada, pai português e mãe indígena, viveu na Capitania de Pernambuco, e no Século XVII lutou inicialmente contra a invasão holandesa no Brasil. Teve participação importante para refutar os “invasores” da Bahia e inicialmente em Pernambuco. Contudo, em meio ao conflito, seu conhecimento das terras e das táticas de guerra aprendido com os indígenas, deu a ele um valor importante. Ao ponto em que resolveu mudar de lado e apoiar invasão holandesa no Brasil e colocar seus serviços na busca de fazer do Nordeste brasileiro a Nova Amsterdã, desejo da Companhia das Índias Ocidentais holandesas. Em uma das batalhas, Domingos Fernandes Calabar foi capturado, inclusive com a destreza de outro mameluco, conhecedor da região, que se infiltrou em meio as tropas holandesas e facilitou a vitória e a prisão do chamado traidor. Calabar foi executado. Morto, teve seu corpo esquartejado. Teria sido Calabar um traidor? A história ainda estuda e apresenta pontos de vista diferentes. Mas não se pode negar que Calabar agiu na busca de atender seus interesses. Pela sua lógica, colonizado por colonizado, dominado por dominado, preferiu fazer sua escolha. Muitos fazemos escolhas. Para alguns pode parecer traição. Contudo, parte considerável das pessoas com quem nos relacionamos são movidas por interesses, tanto quanto nós. Quando pensamos na quantidade de seres que conhecemos, chamamos de amigos e juramos fidelidade, com quantos isso realmente é uma verdade? Logo, a lição é simples. Há uma fidelidade plena com quem devemos uma convivência e uma dívida histórica. Há alianças ocasionais, carregadas de buscas de prestígio, sucesso e satisfação que se limitam ao momento, as coisas imediatas. Todos nós, como Calabar, podemos fazer nossas escolhas. E o resultado nos fará heróis ou bandidos, fiéis ou traidores.
Talk Show 30/12/2021: Roberto Alves, Delegado da Capitania dos Portos de Angra.
Um ex-banqueiro experiente e um “quase” jogador de futebol que saiu das categorias de base de clubes paulistas para os “gramados” da Capitânia. Assim começou a história dessa gestora que hoje é focada em fundos de Crédito e Fundos Imobiliários. No 32º episódio do Outliers, Arturo Profili, sócio-fundador, e Caio Conca, a “prata da casa”, contam como foi o caminho da Capitânia até ser tornar uma das gestoras mais conhecidas na área de crédito e de fundos imobiliários no Brasil. Nessa segunda seara, inclusive, a gestora vê as lajes corporativas como uma das categorias mais atraentes no momento, especialmente para o investidor que está disposto a ficar nessa classe por alguns anos. Confira a entrevista completa para conhecer melhor a gestão da Capitânia.O Outliers reúne conversas com os gestores mais renomados do mercado de fundos que são verdadeiras aulas. É liderado por Samuel Ponsoni (Instagram: @samuel.ponsoni), responsável pela gestão de fundos de fundos da família Selection na XP Asset.
A praia de Albufeira está interdita desde ontem e assim permanecerá "até que sejam conhecidos os resultados das análises à água", afirma o Comandante Paços, da Capitania do Porto de Portimão. See omnystudio.com/listener for privacy information.
El regreso de Rodolfo Pizarro luce muy complicado, pero la afición mantiene su esperanza en la directiva. Mientras tanto, las 2 incorporaciones para el siguiente torneo llegarán registrados a Tapatío y de ahí buscar una oportunidad en el primer equipo. Chivas Femenil anuncia a sus dos primeros refuerzos y la renovación de su CapiTania. NUESTRAS REDES SOCIALES: Twitter: https://twitter.com/Peloteros_PQ Facebook: https://www.facebook.com/PQPeloteros Instagram: https://instagram.com/peloteros.pq --- Support this podcast: https://anchor.fm/peloteros-pq/support
Neste domingo, 23 de maio, comemora-se o Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense. A data remonta ao ano de 1535, quando portugueses a bordo da caravela Glória desembarcaram na Prainha, em Vila Velha, com a missão de colonizar a então Capitania do Espírito Santo. Após criar o primeiro núcleo da capitania, a Vila do Espírito Santo, o donatário Vasco Fernandes Coutinho fundou o município de Vila Velha, que logo se tornou capital e sede do governo até 1549. Em entrevista à CBN Vitória, aos 486 anos do fato histórico, o historiador Paulo Stuck Moraes, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES), desvenda algumas curiosidades sobre a colonização do solo espírito-santense.
A Hora da Literatura: nas ondas das Histórias do Brasil e do Rio de Janeiro
Neste episódio leremos o capítulo 2. Hans Staden aportou na Capitania de Pernambuco e se surpreende com um mundo inédito para ele. Além disso, Hans Staden trava combate com os índios caetés. Ilustração: O sítio de Igaraçu
Segurança no Mar - Delegado da Capitania dos Portos de Angra dos Reis. Roberto Alves da Silva – Capitão de Corveta - 11/02/2021
Na última semana uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil, junto ao Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de desarticular uma estruturada organização criminosa de lavagem de dinheiro, com atuação interestadual e internacional. A ação contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Alagoas e Ceará, além da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil. A operação ocorreu de forma simultânea em quatro estados. No Espírito Santo a operação ocorreu nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Em entrevista à CBN Vitória nesta segunda-feira (21), o promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Tiago Pinhal, explicou detalhes do funcionamento do esquema. Esquema: O grupo criminoso atuava de forma estruturada com a finalidade de praticar diversos crimes, entre eles: organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e particulares, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, falsidade ideológica, estelionato e falsa comunicação de crime. A operação foi realizada de forma simultânea nos Estados do Espírito Santo (Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica), São Paulo (Capital, Santos e Jaguariúna), Ceará (Fortaleza) e Alagoas (Maceió). Ao todo, atuaram na operação 118 agentes, entre delegados, investigadores e agentes das Polícias Civis dos Estados envolvidos, além de promotores de Justiça e agentes do Gaeco do Espírito Santo e de São Paulo. Foram expedidos 126 mandados judiciais, sendo, 18 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 30 mandados de busca e apreensão, 23 sequestros de embarcações, 43 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias e duas ordens judiciais de suspensão de atividades econômicas. Entre as ordens de busca e apreensão encontravam-se 12 imóveis, três veículos de luxo (Porsche Panamera, Maserati Granturismo S e Mercedes Benz GLA200FF), 12 motos aquáticas e 11 embarcações. Foi necessária, inclusive, a utilização de uma máquina de contar dinheiro, diante do volume de cédulas encontradas. Investigação: Durante dois anos de investigação, a Divisão Especializada de Furtos e Roubos de Veículos do Espírito Santo comprovou que a célula da organização criminosa investigada, que atuava no Estado do Espírito Santo, composta por dois grandes empresários, além de diversos outros membros, agia como “prestadora de serviços” de lavagem de capitais para outras organizações criminosas. Tinha, inclusive, ligação com empresas e pessoas investigadas e denunciadas no âmbito de diversas fases da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, entre elas, a Operação Chorume e Operação Descarte. Também se relacionavam com empresas que foram investigadas por atuarem com os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, todos no âmbito da Força Tarefa da Operação Lava Jato, além de uma empresa investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por desvios de mais de R$ 98 milhões em ICMS. Essa organização criminosa sediada no Espírito Santo movimentou mais de R$ 800 milhões em valor global. Os membros responsáveis pelo esquema de lavagem de dinheiro usavam empresas de fachada e fictícias, criadas valendo-se de identidades falsas, expedidas pelo Setor de Identificação da própria Polícia Civil do Estado do Espírito Santo. A organização criminosa e os beneficiários da lavagem, ou seja, os “clientes”, que tinham os valores remetidos para contas de empresas na China e Estados Unidos, se valiam da precariedade do sistema atual de emissão de identidades civis.
O verão chegou, e com ele chega a Operação Verão da Marinha do Brasil. A operação começa nesta segunda-feira (21), vai até o dia 05 de março, acontece em todo o país. No Espírito Santo, é comandada pela Capitania dos Portos do Estado. Segundo o Comandante Washington Luiz de Paula Santos, Capitão de Mar e Guerra e Capitão dos Portos do Espírito Santo, em entrevista ao CBN Cotidiano, o objetivo é conscientizar os condutores e passageiros sobre a importância das regras de segurança da navegação e preservação do meio ambiente marítimo e lacustre. A operação vai intensificar o trabalho de fiscalização naval. Ouça!
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O programa Bem Viver desta sexta-feira (20) acontece no Dia da Consciência Negra, data que coincide com o dia da morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares. Localizado na então Capitania de Pernambuco, o Quilombo dos Palmares foi um dos muitos quilombos de resistência e luta contra a escravidão da era colonial brasileira. E para discutir a importância […] O post Consciência Negra: programa Bem Viver discute simbolismo da data e luta por direitos apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
FII Fácil Entrevista: Caio Conca da Capitânia Investimentos#CPTS11 #CPFF11CAIO CONCA, CGA, trabalha na Capitânia desde Fevereiro de 2010 sempre tendo atuado junto a área de Renda Fixa Crédito Privado, com foco no segmento Imobiliário. Atualmente é gestor responsável pelo Imobiliário. Formado em Economia pelo Insper. Membro votante dos Comitês de Crédito e Imobiliário.A Capitânia é uma gestora de recursos independente fundada em 2003, que gere R$ 7,5 bilhões em ativos, cuja missão se manteve a mesma: perseguir os melhores retornos aos investidores, comprometida em integridade, disciplina e excelência. A Capitânia é a Gestora do CPTS11 e CPFF11.#fiifacil #cashtfacil #fiitalk #DiogoArantesEntrevista conduzida por Diogo Arantes
Ainda no programa de hoje: pedido de ampliação da frota de ônibus de Fortaleza nos horários de pico vai parar na Justiça; Capitania dos Portos apura acidente que feriu homem na Praia de Iracema; Cariri vai ganhar novo curso de medicina.
Acompanhe as principais informações, destaques, novidade e dicas culturais da semana, com Brenda Lara. Links e informações para as programações: Palestra “O Tricentenário da Capitania de Minas Gerais” na Academia Mineira de Letras - A palestra estará disponível a partir das 11:00 desta quinta-feira no canal da Academia Mineira de Letras no YouTube. Maratona Beethoven, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais - O evento ocorre na quinta-feira, a partir das 20:30 no canal da Filarmônica no YouTube. O link está disponível em nosso site: alvoradafm.com.br “Move Concreto! Vídeo dança pela cidade”, do Grupo Contemporâneo de Dança Livre - Até 4 de outubro os vídeos serão publicados sempre às quintas-feiras e aos sábados, às 18:00. Toda programação é gratuita. Festival Internacional de Cerveja e Cultura em Casa - As lives musicais ocorrem até domingo. Festival de Inverno UFMG - As palestras, rodas de conversa, exposições e apresentações artísticas são gratuitas e ocorrem até o dia 23 deste mês. Espetáculo “O Rei Leão” no projeto Diversão em Cena - O show começa às 16:00 e e pode ser acompanhado no perfil do projeto “Diversão em Cena” no YouTube: youtube.com/fundacaoarcelormittal See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Casa da Ópera de Vila Rica foi construída pelo português João de Souza Lisboa, com apoio do conde de Valadares, governador da Capitania, e de seu secretário, o poeta inconfidente Cláudio Manoel da Costa. Situada próximo à Igreja do Carmo, foi inaugurada no dia 6 de junho de 1770, na comemoração do aniversário do Rei Dom José I. Foi espaço de espetáculos para a elite local e palco para atos políticos como o de Rui Barbosa na Campanha Civilista no início de 1900. Ali, pela primeira vez no Brasil, atrizes negras se apresentaram, no século XVIII. Ao longo dos tempos, a edificação, construída em formato de lira e considerada o mais antigo teatro em funcionamento das Américas, sofreu várias alterações, sua decoração foi atualizada em 1851, mas, a estrutura física foi mantida. Em 1983, durante uma reforma, foram descobertas pinturas antigas de autoria desconhecida, supostamente realizadas entre 1854 e 1862, representando a Comédia e o Drama. Em 2006, com apoio do IPHAN e do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, o edifício foi restaurado e passou a contar com um anexo para atender às necessidades do público e das produções artísticas. Em 2014, vítima do descaso, com problemas estruturais e de segurança, a Casa da Ópera de Ouro Preto foi obrigada a fechar novamente suas portas. Só foi reaberta em janeiro de 2017, quando a atual gestão municipal assumiu plenamente sua missão de zelar pelo valioso monumento. Foto: Casa da Ópera comemora 250 anos neste sábado. Ane Souz
Neste P24 assistimos à reunião de preparação da época balnear no concelho de Vila do Bispo. Ouvimos as dúvidas e queixas dos empresários turísticos e as explicações da autarquia, Agência Portuguesa do Ambiente, Capitania de Lagos e do presidente da Região de Turismo do Algarve.
A atual pandemia do novo coronavírus nos lembra que durante os três primeiros séculos de sua existência, o Espírito Santo, então uma capitania da colônia portuguesa do Brasil, enfrentou diversos tipos de doenças e epidemias. No quadro Coisas do ES desta quinta-feira (26), o comentarista Fernando Achiamé relembra alguns desses males sobre a diminuta população capixaba daquela época, composta em sua maioria de índios, africanos escravizados, de poucos europeus e seus descendentes.
Gomes Amaral, Comandante da Capitania dos Portos da Bahia, fala sobre as ações da Marinha para evitar acidentes marítimos com embarcação e, também, com banhistas.
A Constituição Federal, no artigo 42, prevê que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais. O Poder Naval é o componente militar do Poder Marítimo, capaz de atuar no mar, em terra e nas águas interiores. São tarefas básicas da Marinha controlar áreas marítimas, negar o uso do mar ao inimigo, projetar poder sobre terra e contribuir para a dissuasão. Pela Lei Complementar nº 97/99, alterada pela lei 117/2004, a Marinha do Brasil também tem atribuições subsidiárias às Forças Armadas, tais como, orientar e controlar a Marinha Mercante no que interessa à Defesa Nacional, prover a segurança da navegação aquaviária, formular e conduzir políticas nacionais que digam respeito ao mar, implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos no mar e águas interiores e cooperar com órgãos federais na repressão aos delitos de repercussão nacional ou internacional. Nosso convidado é o capitão-de-fragata Camilo Berni Nunes,da Capitania dos Portos de Santa Catarina. Programa exibido em 16 de Dezembro de 2010. PROGRAMA VIDA INTELIGENTE com Eustáquio Patounas Quintas-Feiras, 8 às 9 da noite, AO VIVO TV Floripa Canal 4 da NET www.vidainteligente.blogspot.com www.vidainteligente.tv.br
Em Santos, o ano de 2019 terminou com um sentimento de grande pesar. Quatro pessoas, de uma mesma família, morreram após um elevador cair provavelmente do nono andar. O acidente ocorreu no Edifício Residencial Tiffany, localizado na Vila Belmiro. O prédio, que tem 54 apartamentos, aloja militares que servem na Capitania dos Portos do Estado de São Paulo. A perícia ainda continua avaliando o local pra tentar encontrar o que realmente causou essa tragédia. Segundo um dos peritos que esteve no local, numa análise prévia, pode ser que tenha ocorrido o deslocamento entre a cabine e o cabo de sustentação, o que fez com que o elevador entrasse em queda livre. Para falar de manutenção desses equipamentos que são usados diariamente por todo mundo, convidamos o empresário do ramo de administração de condomínios, advogado e diretor de patrimônio da OAB, Hemilton Carlos Costa.
Começou a fiscalização para coibir práticas ilegais nas praias de Guarujá. A ação visa garantir a ordem e o cumprimento das leis municipais na orla. Equipes estão orientando banhistas e ambulantes para coibir churrascos, tendas, circulação de animais na faixa de areia, som alto, tráfego de bicicletas no calçadão e faixa de areia e a prática de esportes não permitidos em determinados locais e horários. Praia grande abriu hoje o processo seletivo para contratação de professores. A inscrição pode ser feita até 16 de janeiro. As provas serão aplicadas no dia 9 de fevereiro. A contratação dos aprovados será feita em caráter temporário de acordo com as necessidades da Secretaria de Educação. Estarão em disputa 13 vagas. Outras informações é só acessar o site www.praia grande.sp.go. BR Desde o último sábado, a tarifa dos ônibus coletivos em Itanhaém estão mais caras. O reajuste foi de 16,66 por cento e o valor passou de 3 reais para 3 reais e 50 centavos. O aumento não agradou a população que reclama da limpeza, da demora e outras condições dos ônibus da cidade. E na próxima sexta-feira, dia 20, começa a “Operação Verão” da Capitania dos Portos, que segue até o dia 18 de março. Este ano a marinha contará com um reforço que não era usado há dez anos: Um helicóptero, que vai ajudar nas ações de maior amplitude nos litorais norte e sul. Além disso, a operação contará com 25 embarcações, entre elas dois navios patrulha e uma lancha blindada.
O podcast Em Revista faz um apanhado geral da situação das praias piauienses com a presença do óleo que atinge o litoral nordestino. Qual é o estado das praias que foram decretadas impróprias para o banho? Qual a extensão do problema no Estado? A jornalista Cláudia Brandão conversa com representantes do Ibama, Semar e Capitania dos Portos.
O Cidades Históricas de Minas hoje vai te levar para conhecer os preparativos para as comemorações dos 300 anos do Estado de Minas Gerais, que começam a ganhar corpo com os eventos que estão sendo programados pelo município de Caeté, uma das primeiras vilas de nosso Estado.Criado oficialmente no dia 12 de setembro do distante ano de 1720, a antiga Capitania da Minas do Ouro começa a articular agora suas instituições para relembrar, reverenciar e celebrar a sua história, escrita em páginas de ouro nesses últimos trezentos anos. A cidade de Caeté, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio, foi a primeira a se manifestar diante da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais para sediar as comemorações. E essa manifestação já recebeu o apoio institucional do Governo do Estado e uma programação extensa que começa a ser definida, para abrir o ano das comemorações. O dia 13 de setembro deste ano foi escolhido como lançamento das festividades indo os eventos até o seu encerramento, no dia 12 de setembro de 2020.Para o encerramento do ano de comemorações dos trezentos anos de Minas Gerais, o município de Caeté já está preparando um grande evento para celebrar e marcar esse ano histórico. Agora no dia 13 de setembro foi aceso o fogo simbólico alusivo à criação da Capitania de Minas Gerais, diante da Capela do Rosário, no distrito tricentenário de Morro Vermelho, em Caeté, no local exato onde, segundo a história, foi iniciada a Guerra dos Emboabas e ocorreu a 1ª eleição direta das Américas, que elegeu o Governador primaz de Minas, à revelia da Coroa Portuguesa, o líder emboaba Manoel Nunes Viana. A proposta é que este fogo seja partilhado com os demais Municípios mineiros ao longo do ano comemorativo.
L'alcalde de Deltebre Lluís Soler ha avançat que al mes de setembre es podria aprovar ja de forma provisional el pla especial del Port de Deltebre que ha de permetre ampliar la capacitat del port donant cabuda a 358 embarcacions, 321 esportives i 37 de pesca. Actualment, el Port de Deltebre té capacitat per a 163 embarcacions i la futura ampliació inclou també una zona de 3.400m2 per a esports nàutics i també per a construir l'edifici de Capitania i una llotja, a més d'una zona comercial i de lleure. Paral•lelament Soler ha explicat que s'està tramitat al departament de Territori i Sostenibilitat el permís de dragatge de la bocana del riu. Després de fer una primera prova pilot a la primavera l'Ajuntament tramita ara un permís per als pròxims quatre anys “Aguanta marea”, este és el lema de la Festa Major de Deltebre que s'inicia este divendres amb un bou capllaçat nocturn. Les festes compten de nou amb un ampli ventall d'activitats per a totes les edats. Més enllà de les tardes de bous i les nits de ball les festes comptaran amb activitats com el tobogan aquàtic al pont lo Passador o la baixada 'd'Autos locos'. Les festes clouran amb el II Piromusical de l'Ebre, el dia 18 a les 23.00 hores. A partir d'esta setmana podem trobar ja al carrer el segon número de la revista cultural Mirada. En l'edició d'estiu la revista aposta per una portada il•lustrada pel jove de Deltebre Julio Aliau, també entrevista a l'artista i empresària de Deltebre, Cristian Iglesias, fundadora de Babyclon, a més d'un reoportatge sobre la Masia Tinet, entre molts altres continguts. La revista es pot trobar en diferents establiments col•laboradors de Deltebre.
El gobierno de Chile sigue firmando tratados con el reino que lo domina la Organización Mundial de Naciones Unidas y su Agenda 2030, prácticamente somos una Capitania General obedeciendo todas las políticas que nadie en Chile voto, solo que los políticos no han impuesto.
Terceira aula sobre a Inconfidência Mineira de 1789. O rei de Portugal havia nomeado um novo governador para a Capitania de Minas Gerais. Tratava-se do Visconde de Barbacena e as ordens trazidas por ele não eram nada favoráveis à população da região mineradora. Apoie financeiramente HistoriAção pelo APOIA.SE: https://apoia.se/historiacao SLIDES de nossas aulas http://goo.gl/YxjMBO E-books de HistoriAção na Amazon https://goo.gl/cHn5ZE Site: http://www.historiacao.com.br/
A Revolução Pernambucana de 1817, também conhecida como Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista que eclodiu na então Capitania de Pernambuco e rompeu efetivamente com a Metrópole, mantendo-se no poder por 74 dias...
Amador Bueno de Ribeira foi um proprietário de terras e administrador colonial da Capitania de São Vicente, nascido em São Paulo no ano de 1584...
03_CAPITANIA DOS PORTOS / 125 ANOS DA ACESE - 30/08 by Alexandre Wendel