Podcasts about cioran

Romanian philosopher and essayist

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cioran

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Enterrados no Jardim
Os Ortopedistas do Poder. Uma conversa com Duarte Rolo

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 231:21


Como se esbanja por aí a eternidade, como se sacodem as suas pulgas, condenando os melhores vícios, a desordem sábia, e abrimos mão dos verdadeiros triunfos, da íntima noção dessas alegrias humildes, desse calor das existências comuns, do tempo em que os homens nasciam à beira das paixões e o único imperativo era não se afastarem demasiado. Mas, agora, precisam dar a volta, atravessar a perda de si mesmos, para reencontrarem algum sentido nas coisas que dizem e sentem, descobrindo com grande custo a «bela língua obscura dos condenados à morte», pois nesses renasce o fascínio pelos dias, pela sucessão de instantes que se ganha, se expande, e deles se ouve esse «soluço ilegível na frase humana», desbravando a perda, «a agonia nessa fronha desbotada,/ a vida finalmente vencida, a afonia,/ o tempo finalmente corroído, abolido…» Fomos apressados de tal modo e tão consistentemente que nalgum desvão nos livrámos de nós próprios. «Despacha-te. Eis a alegria e a miséria dos homens», escreve Benjamin Fondane. Porque todos sabemos que «os massacres começam pelo trigo», e que «o pão não brota da árvore do sono», fomos levados a fazer tanto, a sacrificar as melhores horas, tamanha energia apenas para não nos virem com a conversa. Basta pensar no muito que os homens suportam para não recair sobre eles a ênfase moralizadora dos demais. Mas enquanto a Terra segue e se afunda toda ela no não-ser, no vazio, o maior luxo é virar costas, não perder tempo entre esses que se mostram estranhos à sua própria vida, arrastar alheadamente o balão de soro do ócio de um lado para o outro, desfraldado, procurando escutar de tempos a tempos, na linha, nas zonas desumanas da produção, alguma réstia do espírito, alguém que solte «o grito agudo dos índios selvagens». Essa é a única música em que ainda pode confiar-se. Enquanto se multiplicam por toda a parte os deuses da vergonha, a linguagem está submetida a essas figuras de estilo com que se adornam os seres vencidos, dançando mecanicamente ao sabor de uma «música suja e intermitente, / como uma velha dor de dentes fiel e palpitante». E se tantos se queixam, se é a própria pele que soluça no vazio, se tantos lançam um olhar suplicante ao redor, só encontram a mesma expressão, o mesmo desalento: «não consigo sair desta armadilha infinita». «A fonte da vida afasta-se, está tão longe», adianta Fondane, parece que assistimos a uma «invasão-fantasma», e continuamos à procura de um peso, de algum sabor que nos leve noutro sentido… «Vidas gastas à procura de outras vidas gastas/ procuramos os nossos prazeres com órgãos desgastados»… «No cinema os homens estão lado a lado/ com o mesmo coração e as mesmas entranhas,/ desprendidos, estranhos à sua própria vida/ enterraram-na dentro de si como uma afronta que se oculta/ a sua própria vida no entanto que não ousam beijar na boca,/ que arrastam consigo, como um velho guarda-chuva,/ — esses velhos guarda-chuvas que se esquecem nos bancos de um eléctrico —». Por toda a parte a relação desses elementos impiedosos, enquanto um mundo de desejos equívocos nos encurrala aqui e ali, e os profetas dizem o que já sabemos, erguem mundos paralelos de forma a traduzir com um apelo fantástico o mesmo mal, como os homens são levados a trair-se intimamente, e, de tão propalados esses sóis da fome, deixam-se instruir, adaptam-se ao consumo da carne humana. «A formulação tortuosa do juridiquês», diz-nos Frank Herbert, «desenvolveu-se a partir da necessidade de ocultarmos de nós próprios a violência que tencionamos exercer uns sobre os outros. Entre privar um homem de uma hora da sua vida e privá-lo da própria vida existe apenas uma diferença de grau. Exerceste violência sobre ele, consumiste a sua energia. Elaborados eufemismos podem disfarçar a tua intenção de matar, mas, por detrás de qualquer exercício de poder sobre outrem, subsiste sempre a mesma pressuposição última: 'Eu alimento-me da tua energia.'» Por estes dias, vemos desenrolar-se esse argumento insidioso a favor de um aviltante darwinismo, lógicas de selecção social que instalam entre esse elemento de predação constante, criando-se a legitimidade moral para que cada um viva a sua vida como denúncia da fraqueza daqueles que não suportam a naturalidade de todo este enredo pavoroso. Os desempregados e os que se recusam a trabalhar são vistos como a pior corja, há um ódio crescente ao ocioso que, ao contrário dos demais, não dá o litro nem aspira a nenhum título, «antes procura saciar-se com apropria vida, sem os sucedâneos da técnica nem a multiplicidade de mercadorias», como escreve Vivian Abenshushan. «Prefere a despreocupação daquele que nada tem a perder à ansiedade permanente do investidor. A sua forma de vida é excêntrica, uma escolha soberana, marginal, distinta dos valores hegemónicos. Por isso, a sociedade não tolera o ocioso. Um bárbaro. Um inútil. Um desertor hedonista. Um imoral. Entregue ao gozo quotidiano e simples da existência, em que o encontro com os outros e a cooperação voltam a ser possíveis, o ocioso não pode despertar senão intranquilidade e suspeita. E há razões para isso: em toda a desocupação voluntária, prevalece o desprezo pela vida oficial, repleta de formalidades que destroem a saúde mental dos cidadãos. Os que insistem em ver no ocioso o cúmulo da indiferença, um ser apenas vivo, um chulo, e se sentem incómodos na sua companhia, fazem-no porque por detrás dele espreita um perigo: o deslocamento da normalidade, considerada intolerável pelo ocioso, para a esfera do jogo ou do carnaval. Este descarado vira tudo de pernas para o ar. É um provocados (mais insolente do que indolente), pois cometeu o pecado da singularidade, sempre à margem da vida gregária do trabalho, onde as pulsões particulares mal palpitam sob a repetição mecânica.» Alguém sempre nos dirá que por conta desses vícios, todos os outros se vêem obrigados a arcar com o peso, redobrar os seus esforços, trabalhar na sua vez. Mas em que tanto trabalham senão para degradar as próprias condições de vida? Enquanto isso, vemos como o Estado instiga essas formas de cupidez, impõe horas de trabalho obrigatório, institui os subsídios ao salário e o chamado ‘trabalho cívico', sempre num esforço de reduzir e desvalorizar cada vez mais os custos com a mão-de-obra, fomentando e legitimando em grande escala o proliferante sector que apenas vive dos baixos salários e do trabalho de miséria. «O único sentido de toda esta impertinência consiste em levar o maior número possível de pessoas a não apresentar qualquer pretensão ao Estado e em exibir perante os excluídos instrumentos de tortura suficientemente monstruosos para que qualquer trabalho de miséria lhes pareça comparativamente mais aceitável», lê-se no Manifesto Contra o Trabalho, do Grupo Krisis. Podemos dar-lhes todos os argumentos, listar os indicadores em sentido contrário, explicar os efeitos desastrosos de toda a esta actividade imparável, tanta dela contribuindo apenas para o regime geral de sobreprodução, desperdício, dominação, opressão… Preferem sempre lançar-se nos braços dos nossos verdugos. No fundo, estão tão longe das paixões que noutros tempos explicavam a própria multiplicação, que só o trabalho explica as suas existências. Refastelam-se no cadáver de todos os deuses antigos, gostam de sentir a carne ferida pelos galos mecânicos, ouvem como o anúncio do muezzin o som cada vez mais exausto da vida, prestam culto a esses desastres encadeados. Que pode interessar-lhes o que tenham a dizer os filósofos? «E eu disse à minha própria esperança: Que queres de mim?/ Porque me atormentas incessantemente?» A estupidez mais do que uma convicção, tornou-se uma religião. É a ladainha daqueles que de forma inconsciente foram incorporando a máquina, e que têm a fábrica ou o escritório como o último templo, e têm uma fúria absurda contra tudo esses lirismos heréticos dos que pensam. Vão fazer do homem uma coisa tão descartável como todo esse lixo que tantos os orgulha. Horizontes a perder de vista de lixo. Mas como suprema provocação, em qualquer clareira, lá estará um tipo encostado seja ao que for, a ler uns versos, algo que destoe de toda essa canção rançosa que absorve a existência. E, assim, à margem deste tempo de raiva e loucura, algum filósofo-poeta como Cioran será lido por algum provocador-ocioso, que se compensará de toda essa estupidez, deixando-se estar, rindo de quem trabalha por trabalhar, deleitando-se num esforço estéril, imaginando que é possível realizar-se através de um labor assíduo. Lendo, rindo-se… «O trabalho permanente e ininterrupto embrutece, trivializa e despersonaliza. O trabalho desloca o centro de interesse do homem do domínio subjectivo para o domínio objectivo das coisas. Em consequência, o homem deixa de se interessar pelo seu próprio destino e fixa-se nos factos e nos objectos. Aquilo que deveria ser uma actividade de transfiguração permanente torna-se um meio de exteriorização, de abandono de si mesmo. No mundo moderno, o trabalho significa uma actividade puramente exterior; o homem já não se faz a si próprio através dele, faz coisas. O facto de cada um de nós ter de possuir uma carreira, de entrar numa determinada forma de vida que provavelmente não lhe convém, ilustra a tendência do trabalho para entorpecer o espírito. O homem vê o trabalho como algo benéfico para o seu ser, mas o seu fervor revela a sua inclinação para o mal. No trabalho, o homem esquece-se de si; mas esse esquecimento não é simples nem ingénuo, é antes aparentado com a estupidez. Pelo trabalho, o homem passou de sujeito a objecto; por outras palavras, tornou-se um animal diminuído que traiu as suas origens. Em vez de viver para si próprio — não de modo egoísta, mas para crescer espiritualmente — o homem tornou-se o miserável e impotente escravo da realidade exterior. Para onde foram o êxtase, a visão, a exaltação? Onde está a loucura suprema ou o prazer autêntico do mal? O prazer negativo que se encontra no trabalho participa da pobreza e da banalidade da vida quotidiana, da sua mesquinhez. Porque não abandonar este trabalho inútil e recomeçar sem repetir o mesmo erro dispendioso? Não bastará a consciência subjectiva da eternidade? Foi precisamente o sentimento da eternidade que a actividade frenética e a agitação do trabalho destruíram em nós. O trabalho é a negação da eternidade. Quanto mais bens adquirimos no reino temporal, quanto mais intenso é o nosso labor exterior, menos acessível e mais distante se torna a eternidade. Daí a perspectiva limitada das pessoas activas e enérgicas, a banalidade dos seus pensamentos e das suas acções. Não oponho o trabalho nem à contemplação passiva nem a um vago devaneio, mas a uma transfiguração irrealizável; apesar disso, prefiro uma preguiça inteligente e observadora a uma actividade intolerável e tirânica. Para despertar o mundo moderno, seria preciso elogiar a preguiça. O preguiçoso possui uma percepção infinitamente mais aguda da realidade metafísica do que o homem activo.»

De vive(s) voix
Coupe du Monde : quand les intellos aiment le foot!

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 29:00


Dans Pourquoi le football publié en 2021, le philosophe Stéphane Floccari noue la pratique sportive du foot et la philosophie... et convoque Michel Platini et Vladimir Jankélévitch, Pelé et Pasolini, Cantona et Cioran. Le peu de morale que je sais, je l'ai appris sur les scènes de théâtre et dans les stades de football, disait le philosophe Albert Camus, prix Nobel de littérature en 1959. Depuis, le football a changé de visage, des centaines de milliards se sont déversés sur les terrains, avec des débordements en tout genre mais le foot reste une passion puissante à l'échelle planétaire, avec des fans venus de tous les horizons... Et les intellectuels ont aussi leur mot à dire sur le sport ! Rabelais ou Ronsard, écrivains et poètes de la Renaissance jouaient déjà à un jeu qui ne s'appelait pas encore football, à une période où la Coupe du monde n'existait pas... Avec les sons d'archives de :  - Jacques Derrida, grand philosophe, penseur de la déconstruction. Il confie sa passion pour le foot, une passion née pendant la guerre alors qu'il vivait jeune homme en Algérie  - Denis Podalydès, de la Comédie française. Il raconte à l'occasion de la victoire de la France en 1998 que sa journée commence par la lecture du journal l'Équipe - Daniel Picouly, écrivain qui parle du « vrai football ».  Avec également le reportage de Jérémie Lanche, à Genève, en Suisse.  Invité : Stéphane Floccari est agrégé et docteur en philosophie, professeur au lycée Marcelin Berthelot, à Saint-Maur-des Fossés, et à l'INSEP (Institut national du sport, de l'expertise et de la performance), à Paris, chargé d'enseignement à la Sorbonne, Stéphane Floccari est, depuis l'enfance, un passionné de football, qu'il a pratiqué dans l'équipe de France des écrivains sportifs. Il est l'auteur de Pourquoi le football ? aux éditions des Belles Lettres en 2021. Il a également publié plus récemment, Le Sport émoi aux éditions Amphora.   Le calendrier de la Coupe du Monde.    Programmation musicale : L'artiste Lescop avec le titre Comète. 

De vive(s) voix
Coupe du Monde : quand les intellos aiment le foot!

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 29:00


Dans Pourquoi le football publié en 2021, le philosophe Stéphane Floccari noue la pratique sportive du foot et la philosophie... et convoque Michel Platini et Vladimir Jankélévitch, Pelé et Pasolini, Cantona et Cioran. Le peu de morale que je sais, je l'ai appris sur les scènes de théâtre et dans les stades de football, disait le philosophe Albert Camus, prix Nobel de littérature en 1959. Depuis, le football a changé de visage, des centaines de milliards se sont déversés sur les terrains, avec des débordements en tout genre mais le foot reste une passion puissante à l'échelle planétaire, avec des fans venus de tous les horizons... Et les intellectuels ont aussi leur mot à dire sur le sport ! Rabelais ou Ronsard, écrivains et poètes de la Renaissance jouaient déjà à un jeu qui ne s'appelait pas encore football, à une période où la Coupe du monde n'existait pas... Avec les sons d'archives de :  - Jacques Derrida, grand philosophe, penseur de la déconstruction. Il confie sa passion pour le foot, une passion née pendant la guerre alors qu'il vivait jeune homme en Algérie  - Denis Podalydès, de la Comédie française. Il raconte à l'occasion de la victoire de la France en 1998 que sa journée commence par la lecture du journal l'Équipe - Daniel Picouly, écrivain qui parle du « vrai football ».  Avec également le reportage de Jérémie Lanche, à Genève, en Suisse.  Invité : Stéphane Floccari est agrégé et docteur en philosophie, professeur au lycée Marcelin Berthelot, à Saint-Maur-des Fossés, et à l'INSEP (Institut national du sport, de l'expertise et de la performance), à Paris, chargé d'enseignement à la Sorbonne, Stéphane Floccari est, depuis l'enfance, un passionné de football, qu'il a pratiqué dans l'équipe de France des écrivains sportifs. Il est l'auteur de Pourquoi le football ? aux éditions des Belles Lettres en 2021. Il a également publié plus récemment, Le Sport émoi aux éditions Amphora.   Le calendrier de la Coupe du Monde.    Programmation musicale : L'artiste Lescop avec le titre Comète. 

La grande librairie
Dans la tête de Fabrice Luchini / Les mots de l'addiction

La grande librairie

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 96:33


Cioran par Luchini, on parle de portraits, de mémoire et d'un certain esprit français ! Puis, dans un second temps, des récits, romans et réflexions sur l'addiction avec Raphaël Gaillard, Camille Charvet, Terreur Graphique et Melvin Melissa.

il posto delle parole
Carolina Vincenti "Fantasmi romeni"

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 19:13


Carolina Vincenti"Fantasmi romeni"La Lepre Edizioniwww.lalepreedizioni.comGli esuli romeni che abitano questo libro sono le figure di un caleidoscopio. Cioran, allo stesso tempo genio e flâneur fallito, Sergio Calibidache, musicista idolatrato ma ostile alle registrazioni, Constantin Brancusi, punta di diamante dell'avanguardia che non amava parlare di sé, Paul Celan, poeta dell'agonia sublime, Panait Istrati, scrittore di novelle incantate, il “Gor'kij dei Balcani”. Con loro Mircea Eliade, il più illustre storico delle religioni del Novecento – ma anche incantevole romanziere e poeta – e Ioan Petru Culiano, sapientissimo gnostico ucciso all'apice della gloria accademica da un misterioso assassino. O ancora, Marta Bibescu, musa proustiana dei salotti della Belle Époque, Dimitri Cantemir, il principe visionario che aveva osservato alla fine del Seicento l'Europa decollare e la mezzaluna del Bosforo declinare ed Elena Ghica, formidabile principessa itinerante, archeologa, botanica, scrittrice e pioniera del pensiero liberale delle élite cosmopolite. Come una matrioska, ogni storia ne racchiude un'altra e contiene i semi della nostalgia di chi lascia il proprio mondo per addentrarsi in una nuova vita.Carolina Vincenti,nata a Bucarest e cresciuta a Beirut, si è laureata in Storia dell'arte a Roma, città in cui vive e che racconta da decenni nelle diverse lingue che conosce. Autrice di numerosi volumi dedicati ai palazzi romani, ha curato mostre per il Musée du Luxembourg in Francia e ha collaborato con il M.I.U.R. occupandosi di ricerca applicata ai beni culturali.Diventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/

Manhã com Bach - USP
Manhã com Bach #301: Agnóstico, Emil Cioran chamou Bach de “gerador de divindade”

Manhã com Bach - USP

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 57:37


O filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) foi um profundo admirador de Johann Sebastian Bach. Agnóstico, pessimista e niilista, crítico do cristianismo, ele se surpreendia com o caráter transcendente da música do compositor alemão, que seria mesmo uma forma de "criar Deus" ou de tornar Deus presente. "Quando escutamos Bach, vemos germinar Deus. Sua obra é geradora de divindade", escreve Cioran no livro Lágrimas e Santos, de 1937. "Depois de um oratório, uma cantata ou uma Paixão, Ele tem que existir. Do contrário, toda a obra de Bach seria uma ilusão dolorosa. E pensar que tantos teólogos e filósofos perderam dias e noites buscando provas da existência de Deus, esquecendo-se da única." Já no livro Silogismos da Amargura, de 1952 - publicado no Brasil em 2011 pela Editora Rocco, em tradução de José Thomaz Brum -, o filósofo escreve: “Sem Bach, a teologia careceria de objeto, a Criação seria fictícia, o nada decisivo. Se alguém deve tudo a Bach, sem dúvida, é Deus”. Nesta edição, Manhã com Bach traz três composições que ilustram bem o que o filósofo romeno escreveu a respeito da música de Bach: a Fuga em Dó Maior (BWV 946), a Trio Sonata em Mi Be Mol Maior (BWV 525) e a cantata Süßer Trost, mein Jesus kömmt, "Doce consolação, meu Jesus vem" (BWV 151). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

Book Club from Hell
£, flesh and Femoid w/ Aaron Barry

Book Club from Hell

Play Episode Listen Later Nov 9, 2025 147:27


£, flesh and Femoid are a novella and novel, respectively, written by Aaron Barry and published by McBussy Publishing. Both star poorly-adjusted female leads suffering terminal brainrot, and both are written in a dense, internet-inflected style.In line with both books' preoccupations, this episode we talked about how to write the internet (and what that might even mean), the childish defences of irony and performative nihilism, nuisance streamers, /r9k/, Cioran, Camus, how Aaron is being sued, and a lot more.Buy £, flesh: https://mcbussypublishing.org/product/flesh-by-aaron-barry-print-pre-order/Buy Femoid: https://www.amazon.com/dp/1738633942Get Femoid for free: https://mega.nz/file/WAl2EZRY#2JpCKfMBWli-vCS5c0iSvXXZCd4O3q9tAAiNOtiSgdMEcholalia Review (written by Aaron under the pseudonym 'Jasper Ceylon'): https://www.amazon.com/Echolalia-Review-Anti-Poetry-Jasper-Ceylon/dp/1738633926Aaron on Substack: @jasperceylonAaron writing about getting sued: https://substack.com/home/post/p-176802154VERY IMPORTANT INFORMATIONContact: jack.bcfh@gmail.comJack has published a novel called Tower!Amazon: https://www.amazon.com/Tower-Jack-BC-ebook/dp/B0CM5P9N9M/ref=monarch_sidesheetThe first nine chapters of Tower are available for free here: jackbc.substack.comOur Patreon: www.patreon.com/TheBookClubfromHellJack's Substack: jackbc.substack.comLevi's website: www.levioutloud.comJoin our Discord (the best place to interact with us): https://discord.gg/nbRkVeztEQWatch us on YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC0n7r1ZTpsUw5exoYxb4aKA/featuredX: @bookclubhell666Jack on X: @supersquat1Levi on X: @optimismlevi

En sol majeur
Les mots pour le dire en duala avec Sango Ndedi Ndolo

En sol majeur

Play Episode Listen Later Oct 19, 2025 48:29


La musique c'est du bruit qui pense, signé Victor Hugo… ben, j'vous tire pas mon chapeau, M'sieur Hugo. Dans un autre genre on a Cioran qui proclame que La musique c'est le refuge des âmes ulcérées par le bonheur, c'est bien du Cioran. Qu'en dira notre invité Sango Ndedi Ndolo, auteur compositeur interprète guitariste tourné vers l'élégance et la douceur en douala. C'est l'histoire d'un musicien basé à Paris, avec une mémoire transversale des gammes et un attachement au patrimoine camerounais. Sur votre pick up d'esthète (oui, ça se passe entre esthètes), en attendant la prochaine cuvée, ESM vous recommande son album Eyala, une pop entre funk et folk dont le swing doit une fière chandelle à sa langue maternelle. 

En sol majeur
Les mots pour le dire en duala avec Sango Ndedi Ndolo

En sol majeur

Play Episode Listen Later Oct 19, 2025 48:29


La musique c'est du bruit qui pense, signé Victor Hugo… ben, j'vous tire pas mon chapeau, M'sieur Hugo. Dans un autre genre on a Cioran qui proclame que La musique c'est le refuge des âmes ulcérées par le bonheur, c'est bien du Cioran. Qu'en dira notre invité Sango Ndedi Ndolo, auteur compositeur interprète guitariste tourné vers l'élégance et la douceur en douala. C'est l'histoire d'un musicien basé à Paris, avec une mémoire transversale des gammes et un attachement au patrimoine camerounais. Sur votre pick up d'esthète (oui, ça se passe entre esthètes), en attendant la prochaine cuvée, ESM vous recommande son album Eyala, une pop entre funk et folk dont le swing doit une fière chandelle à sa langue maternelle. 

The Partially Examined Life Philosophy Podcast
Ep. 377: Emil Cioran's Pessimism (Part One)

The Partially Examined Life Philosophy Podcast

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 52:02


On A Short History of Decay (1949), a pessimist/existentialist somewhat text from the most famous Romanian philosopher. Cioran's short essays touch on art, humor, God, salvation, time, nostalgia, mourning, death, disease, suicide, revolt, freedom, Buddhism, Daoism, and the role of the philosopher. Get more at partiallyexaminedlife.com. Visit partiallyexaminedlife.com/support to get ad-free episodes and tons of bonus discussion. Sponsor: Visit functionhealth.com/PEL to get the data you need to take action for your health.

Imposturas Filosóficas
#5 Por que Existencialismo? (com Ricardo Timm de Souza)

Imposturas Filosóficas

Play Episode Listen Later Sep 12, 2025 71:50


Nesta sexta-feira, convidamos o filósofo Ricardo Timm de Souza para responder uma pergunta que muitos se fazem: Por quê Existencialismo? Qual é a relevância e a importância deste tema para os nossos tempos? Em nossa conversa passamos por autores fundamentais dessa corrente como Sarte, Beauvoir, Kierkegaard, Camus, Merleau-Ponty e Cioran. Se você quer começar os estudos no existencialismo, acreditamos que este programa é um bom primeiro passo. ParticipantesRicardo TimmRafael LauroRafael TrindadeLinksLive no YouTubeTornar-se PsicanalistaOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru Almeida Support the show

Répliques
À la découverte de Cioran

Répliques

Play Episode Listen Later Aug 23, 2025 51:50


durée : 00:51:50 - Répliques - par : Alain Finkielkraut - Pénétré par "le sentiment d'être tout et l'évidence de n'être rien", le philosophe et écrivain roumain Emil Cioran (1911-1995) avait pris ses quartiers dans un pessimisme radical. Une relecture de l'homme et l'œuvre. - réalisation : Alexandra Malka - invités : Fabrice Luchini Comédien ; Jean-Paul Enthoven Editeur et journaliste

cioran emil cioran alexandra malka
HEAVY Music Interviews
ROME Wasn't Built In A Day With JEROME REUTER

HEAVY Music Interviews

Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 14:02 Transcription Available


Interview by Kris PetersFor 20 years, Jerome Reuter a.k.a. ROME has been a force to reckon with in the musical underground. Through relentless touring and a steady stream of high-quality concept albums, ROME has built a remarkably loyal following from Berlin to LA, from Sydney to Saigon, from Lisbon to Kyiv.The Luxembourg-born singer-songwriter has created an authoritative body of work, encompassing more than 20 full-length albums and numerous other official releases. ROME's compelling brand of Dark Folk merges various musical influences, from Post-Punk to Chanson. Lyrically inspired by world literature from Burroughs to Brecht, Celine to Cioran, from Hesse to Jünger; ROME's detailed, well-researched, yet particularly accessible concept albums combine his interest in history, philosophy and the arts in a most compelling way. Through his unique vision, he has managed to establish his very own musical niche informed by various European folk and Chanson traditions coupled with post punk and industrial influences.Now, for the very first time, Reuter is heading to Australia for a select run of shows starting from August 22, and to celebrate the occasion, HEAVY was fortunate enough to score some time to discuss his plans. We start by asking Reuter why he has neglected us for the last two decades (with a smile, of course)."Good question," he laughed. "There were a few attempts before, but there was COVID and this and that, but finally we got this back on track for this year and also because it's our 20th anniversar,y we are doing a big tour, so I guess we waited a little bit to make it happen this year."Being his first time out here, Australian fans have little idea of what to actually expect when Reuter takes the stage, so we try to fill in the blanks."This Australian tour is going to be a stripped-back, solo show," he began. "So it's just going to be me on guitar. It's not the whole band, it's not the big kaboom of thundering drums that I am known for. It's more of an honest, direct, intimate approach with me just on guitar, revisiting some of the material I have written in the last several years and taking it back to the roots."In the full interview, Jerome talks more about the tour and what to expect, the challenges of visiting a country for the first time, constructing set lists, how he develops his conceptual ideas and how much research goes into them, the plethora of goodness being released to celebrate Rome's 20th anniversary and more.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/heavy-music-interviews--2687660/support.

Enterrados no Jardim
Entre a merda e o infinito não cabe um grão de areia. Outra conversa com Andreia Farinha

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Jul 12, 2025 225:44


Com este título roubado ao Zetho, neste que é o derradeiro episódio antes de nos retirarmos para cumprir com as obrigações do período estival, deixamos aqui um trilho algo caótico, um episódio que vai pela linha incerta entre a desintegração e a degeneração. Há um mecanismo de fatalidade que temos procurado desmontar, mas é difícil saber até que ponto a compulsão para interpretar o mundo não acaba por nos tornar reféns dos seus processos, como esses queixumes a que tantos se entregam e que acabam por inspirar e alicerçar o inferno no qual se encerram. Há certamente, hoje, uma propensão excessiva para os diagnósticos, um modo de infelicidade que é produzida por esse falar fiado que impede qualquer impulso de romper com todo este infortúnio, que, assim, faz de nós os seus publicitários. "Não é elegante abusar da infelicidade; certos indivíduos, bem como certos povos, de tal modo se comprazem nela que desonram a tragédia", escreve Cioran num dos seus silogismos da amargura. Deste lado estamos exaustos, apanhados pelos ritmos, pulsões e padrões de forças que temos dificuldade em compreender. Seria bom se pudéssemos fazer férias noutro tempo, arrastar-nos até ao passado e buscar uma outra textura para a realidade. A actual dá-nos asma. O próprio tempo vem se tornando cada vez mais um problema. Diz-nos Camus que, "quando o observamos, o tempo não anda depressa. Sente-se vigiado. Mas depois aproveita-se das nossas distracções. É até possível que existam dois tempos: o que observamos e o que nos transforma." Hoje, temos amiúde a sensação de ser impossível tirar férias, como se não houvesse distância suficiente para conseguir arrancar este zumbido que se nos infiltrou no sangue. Por vezes, busca-se aquele olhar que se demora entre o desencanto e a compaixão pelo mundo, como se o olhássemos a partir de um outro planeta. E se a contemplação do caos acaba por dar cabo de toda a confiança ou ilusão, para alguns só restam as boas maneiras, uma certa elegância, ou, à falta disso, um puro estilo, que não seja uma mera afectação, mas isso que alimentava nos espíritos melancólicos do século dezanove a ideia de que este acaba por ser um substituto da bondade. Enquanto as manias tirânicas do nosso tempo e o egoísmo daqueles que vivem fascinados com as possibilidades que ele oferece nos fazem sentir a mais, como estrangeiros incapazes de sentir qualquer apelo por estes costumes e valores, começamos a ter a sensação de que aquilo que distingue a cultura desta época é o facto de esta só poder ser adquirida em segunda-mão, através dos rumores e intrigas ou da nostalgia que ela provoca noutras pessoas. Pela nossa parte, estamos comprometidos com os estranhos, com esse anonimato familiar que é sempre possível dissimular, tentando livrar-nos das imposturas do ego. Sentimos falta de lugares de que ouvimos falar, desses cafés onde iam parar os náufragos de cada época, que apareciam ali sozinhos dispersos pelas mesas, devastados pela sensação de desequilíbrio entre os seus espíritos e o mundo. Claudio Magris fala-nos desses cafés que eram como hospícios para aqueles que carregam no sangue essas sombras separadas do tempo. A verdadeira conversa, que podia ser uma distracção afável, começa a ser um bem demasiado escasso. Sem a escuta, sem esse efeito de transfusão de sombras, as palavras soam cada vez mais enfraquecidas. “Hoje em dia já quase não se pensa — só se fala", anotava Musil nos seus diários. “A palavra é, cada vez mais, um adereço. Diz-se tudo e o seu contrário com a mesma confiança retórica”, acrescentava no seu grande romance inacabado. E nem é propriamente o que se diz que nos desgasta, mas a vagueza, a inércia, que acaba por gerar esse grau de convicção puramente histérico, esse fluxo morno de convicções instantâneas, que cresce como uma vegetação pegajosa sobre tudo o que antes exigia silêncio. O país (mas qual ao certo?) parecia ter sido tomado por uma peste sem micróbio. Embriagados pelo desamparo, confundindo expressão com existência, todos falavam, ninguém hesitava. Havia qualquer coisa de obsceno no modo como os discursos se substituíam à atenção, como se as palavras servissem não para indicar, mas para evitar. E a linguagem, esse instrumento outrora tão delicado — como a vareta de um físico ou a pena de um calígrafo chinês —, fora reduzida à função de cobertura: cobrir a ausência, disfarçar o abismo, não dizer. Talvez fosse isso, pensava Ulrich, o novo ideal espiritual da época: dizer tudo para não escutar nada. Falar não por excesso de alma, mas por défice de realidade. Farta de tudo isto, depois do expediente, a Andreia Farinha aceitou a proposta indecente que lhe fizemos de vir rematar a série, e veio desacertar-nos ainda mais as voltas, trazer a desordem de que é íntima como poucos, reconhecer-se na figura do criminoso Moosbrugger, gozando toda a licença da ambiguidade, chutando as nossas muletas e vícios, defendendo-se dos excessos teóricos, usando a navalha da lógica para ferir nuns momentos, e o delírio cósmico e persecutório para se evadir noutros. Este episódio foi, assim, um grande fracasso.

Linhas Cruzadas
LINHAS CRUZADAS | VIAJANTE OU TURISTA? | 05/06/2025

Linhas Cruzadas

Play Episode Listen Later Jun 6, 2025 52:54


Luiz Felipe Pondé e Andresa Boni embarcam numa viagem crítica pelo mundo do turismo. Em um tempo em que as selfies valem mais que as experiências, o turismo de massa pode transformar sonhos em pesadelos e cidades em vitrines superlotadas. Eles irão discutir se viajar se tornou um ato de liberdade ou uma prisão sofisticada de consumo.Será que ainda existe entusiasmo para viajar? Com pitadas de Cioran, Marx, Paul Theroux e reflexões de especialistas da área, o episódio levanta questões sobre quais os impactos que o turismo de massa pode causar, como: social, ambiental e até existencial. Em um mercado que movimenta bilhões, o overbooking é só o começo.Assista ao Linhas Cruzadas, todas as quintas às 22h na TV Cultura.#TVCultura #LuizFelipePondé #AndresaBoni #LinhasCruzadas #Turismo

C'est arrivé demain
Jean-Paul Enthoven, éditeur et écrivain

C'est arrivé demain

Play Episode Listen Later May 24, 2025 13:32


Dans "C'est arrivé demain", l'éditeur et écrivain Jean-Paul Enthoven évoque son dernier livre et son admiration pour des figures littéraires majeures. Il partage des anecdotes savoureuses sur ses rencontres avec des auteurs comme Apollinaire, Cioran, Barthes, Perec, Sagan et Romain Gary.Notre équipe a utilisé un outil d'Intelligence artificielle via les technologies d'Audiomeans© pour accompagner la création de ce contenu écrit.Distribué par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Postface – Caroline Gutmann
Jean-Paul Enthoven pour son livre « Je me retournerai souvent »

Postface – Caroline Gutmann

Play Episode Listen Later Apr 15, 2025


Post Face, émission littéraire présentée par Caroline Gutmann. Elle reçoit Jean-Paul Enthoven pour son livre « Je me retournerai souvent » paru aux éditions Grasset. À propos du livre : « Je me retournerai souvent » paru aux éditions Grasset Cet ouvrage (qui doit son titre à un poème de Guillaume Apollinaire : « Passons, passons, puisque tout passe / Je me retournerai souvent...) emprunte à plusieurs genres littéraires : l'autofiction, l'essai critique, les mémoires, le roman... L'ensemble compose une mosaïque, une « marquèterie disjointe » - l'auteur emprunte cette expression à Montaigne, qui alterne les rythmes et les intrigues. On y retrouve des rêves, des fantômes, des êtres aimés et disparus, des paysages, des bonheurs fragiles, des mélancolies de passage, des souvenirs, des rendez-vous réussis ou manqués... On y retrouve surtout la collection d'affinités et de sensations qui résument une « vision du monde » à travers des écrivains que l'auteur a, pour certains, connus et fréquentés, et qui ont largement infléchi sa vie : Cioran, Barthes, Sollers, Pérec, Camus, Romain Gary, Paul Morand, Jacques Rigaut, André Gide, le Prince de Ligne et quelques autres… On y retrouve aussi des lieux et des êtres qui ont beaucoup compté pour lui : Key West, la Toscane, une bien-aimée, un ami très cher – ainsi qu'un ensemble de méditations et de considérations intempestives sur l'époque. En chemin, Jean-Paul Enthoven se souvient et jette un œil par-dessus son épaule. Il se retournera souvent...

Radio3i
Disera: puntata di giovedì 10 aprile

Radio3i

Play Episode Listen Later Apr 11, 2025


"A parte la musica, tutto è menzogna, anche la solitudine, anche l'estasi. La musica è precisamente l'una e l'altra in meglio".Emil M.Cioran

Le Club Le Figaro Culture
Fabrice Luchini est l'invité exceptionnel du Club Le Figaro Culture

Le Club Le Figaro Culture

Play Episode Listen Later Apr 7, 2025 55:12


1/ Invité exceptionnel : Fabrice Luchini. 2/ Fabrice Luchini : pourquoi il faut lire Cioran. 3/ Les coups de cœur de nos invités. Retrouvez Le Club Le Figaro Culture présenté par Jean-Christophe Buisson. Fabrice Luchini vient nous parler de son spectacle sur le philosophe Cioran. Il est accompagné d'Eugénie Bastié et Vincent Trémolet de Villers.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Répliques
À la découverte de Cioran

Répliques

Play Episode Listen Later Apr 5, 2025 52:01


durée : 00:52:01 - Répliques - par : Alain Finkielkraut - Pénétré par "le sentiment d'être tout et l'évidence de n'être rien", le philosophe et écrivain roumain Emil Cioran (1911-1995) avait pris ses quartiers dans un pessimisme radical. Une relecture de l'homme et l'œuvre. - réalisation : Alexandra Malka - invités : Fabrice Luchini Comédien ; Jean-Paul Enthoven Editeur et journaliste

cioran emil cioran alexandra malka
Feuilletöne - Der Podcast mit wöchentlichem Wohlsein, der den Ohren schmeckt
Emil Cioran und das Paderborner Pilger Naturtrüb

Feuilletöne - Der Podcast mit wöchentlichem Wohlsein, der den Ohren schmeckt

Play Episode Listen Later Jan 10, 2025 77:59


Der rumänische Autor E.M. Cioran lebte den Großteil seines Lebens in Paris, verfasste die meisten seiner Werke in französischer Sprache und nannte sich selbst Anti-Philosoph, dessen Fokus auf dem menschlichen Leiden an der eigenen Existenz liegt. Er untermauerte dieses auch in seinem öffentlichen Auftreten. Das ist doch mal was für den Jahresanfang.

The Nietzsche Podcast
106: Emil Cioran - On the Heights of Despair

The Nietzsche Podcast

Play Episode Listen Later Jan 7, 2025 83:37


Cioran is notorious as the depressive philosopher par excellence. While figures such as Schopenhauer, Ligotti and Benatar have advanced logical arguments for their pessimistic outlook, Cioran's work is completely missing any such justification for his depressive feeling for life. Instead, his work is a lyrical outpouring of his inner life. In this episode we're taking a look at his first and most infamous book, "On the Heights of Despair", written during a bout of insomnia. As his translator, Zarifopol-Johnston argues, the book was an attempt to preserve Cioran's real self by "killing" a literary version of himself. We explore this interpretation of Cioran's work: that it is a means of coping with the madness and sorrow he finds within himself, through lyricism. Ironically, a text that was rumored to have caused many suicides may have preserved Cioran's life.

Toute une vie
Rebelles et Outsiders : Les Maîtres à penser : Emil Cioran (1911-1995) : le plaisir d'en finir

Toute une vie

Play Episode Listen Later Nov 29, 2024 60:02


durée : 01:00:02 - Toute une vie - par : Matthieu Garrigou-Lagrange - Une voix unique, indéfectiblement roumaine, délibérément française. Un "icare de l'existence humaine" (Georges Banu), uniquement admirable dans la chute. Portrait de l'homme derrière les aphorismes philosophiques.

1959radiotv
Acorralados en el futuro de E.M. Cioran

1959radiotv

Play Episode Listen Later Jul 8, 2024 18:24


268. Puesto que todo lo que el hombre inventa se vuelve contra él (la inteligencia artificial), está claro que, cuanto más se agite, más se acercará su final … Autor E.M. Cioran Ejercicios de Admiración. Editorial Tusquets 1992. Muchas gracias por escucharme y espero que te guste. Puedes visitar mi web para mantenerte informado de nuevos estrenos https://curiosihistoria.com

Les chemins de la philosophie
Dissidences et compromissions 1/4 : Cioran : philosophe et fasciste ?

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 58:47


durée : 00:58:47 - Avec philosophie - par : Géraldine Muhlmann - Emil Cioran s'est engagé dans sa jeunesse auprès du mouvement fasciste roumain de la Garde de Fer, affirmant ainsi son adhésion à l'idéologie nazie. Pourquoi un intellectuel comme Cioran a-t-il succombé à la fascination idéologique ? - invités : Ulysse Manhes Doctorant de philosophie à l'ENS (Ulm) et contributeur littéraire, producteur de l'émission "Voix d'Europe centrale" sur France Culture; Julien Santa Cruz Professeur d'histoire dans le secondaire

1959radiotv
El último delicado Borges

1959radiotv

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 7:51


267. Carta escrita por E.M. Cioran a Fernando Savater el 10 de diciembre de 1976, solicitando su colaboración en un homenaje al maestro Borges. Muchas gracias por escucharme y espero que te guste. Puedes visitar mi web para mantenerte informado de nuevos estrenos https://curiosihistoria.com

Hermitix
Weird Mysticism: Bataille, Cioran, Ligotti with Brad Baumgartner

Hermitix

Play Episode Listen Later May 29, 2024 61:44


Brad Baumgartner is a theorist and writer. He is the author of several works, including Dead Man's Switch: Glissades (Orbis Tertius Press, 2022), The –Tempered Mid·riff: A Play in Four Acts (Schism-Neuronics, 2020), Celeste: Our Lady of Flowering Marvel (Spuyten Duyvil, 2020), which was a semi-finalist for the 2017 Tarpaulin Sky Book Award, and Quantum Mechantics: Memoirs of a Quark (The Operating System, 2019). Additionally, Stylinaut (Spuyten Duyvil, 2021), a hybrid work of experimental fiction, aphorism/fragment, and poetry, was a finalist for the 2019 Tarpaulin Sky Book Award. Other recent work can be found in the edited collections Acéphale and Autobiographical Philosophy in the 21st Century (Schism Press, 2021) and Art Disarming Philosophy: Non-philosophy and Aesthetics (Rowman and Littlefield, 2021). He is on the Editorial Board of Cyclops Journal: Contemporary Theory, Theory of Religion, and Experimental Theory and is Fiction Editor of Coffin Bell: A Journal of Dark Literature. In this episode we discuss his book Weird Mysticism: Philosophical Horror and the Mystical Text (Lehigh University Press, 2021) Book link: https://www.amazon.co.uk/Weird-Mysticism-Philosophical-Mystical-Conversations/dp/1683932870 Become part of the Hermitix community: Hermitix Twitter - https://twitter.com/Hermitixpodcast Support Hermitix: Patreon - https://www.patreon.com/hermitix Donations: - https://www.paypal.me/hermitixpod Hermitix Merchandise - http://teespring.com/stores/hermitix-2 Bitcoin Donation Address: 3LAGEKBXEuE2pgc4oubExGTWtrKPuXDDLK Ethereum Donation Address: 0x31e2a4a31B8563B8d238eC086daE9B75a00D9E74

Les chemins de la philosophie
L'humour : juste pour rire ? 1/4 : Absurde et humour noir

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Feb 5, 2024 58:20


durée : 00:58:20 - Avec philosophie - par : Géraldine Muhlmann - Si l'absurde peut nous faire rire, le noir peut également être drôle. Or, de l'absurde au noir, l'humour ne franchit-il pas une vraie frontière ? - invités : Yves Cusset Philosophe et humoriste; Jean-Michel Besnier Professeur émérite de philosophie à Sorbonne Université.; Aurélien Demars Spécialiste de Cioran, enseignant de philosophie à l'Université Savoie Mont-Blanc et au lycée

Philosophy Acquired - Learn Philosophy
Emil Cioran | Influential philosopher

Philosophy Acquired - Learn Philosophy

Play Episode Listen Later Nov 8, 2023 11:13


Dive into the enigmatic mind of Emil Cioran and explore his profound philosophy in this thought-provoking podcast episode. Uncover the timeless wisdom and enduring influence of Cioran on existential thought.

Jean & Mike Do The New York Times Crossword
Friday, October 27, 2023 - City of Big Shoulders (Chicago)? Meet City of Big Meadows (Reno).

Jean & Mike Do The New York Times Crossword

Play Episode Listen Later Oct 28, 2023 14:27


A fine Friday crossword by Adrian Johnson, his 5th NYTimes Crossword contribution. Considering that 39A, Pub ________, TRIVIA, was one of the answers, it should not be surprising that quite a few factoids made their way into the grid. For example ... 19A, Novelist whose "Little Fires Everywhere" became a #1 best seller, CELESTENG (parsed as Celeste Ng, with the "Ng" being pronounced as "ing"). We also had 21A, Bird whose largest species is called the Goliath. HERON; and 46A, Romanian philosopher Cioran, EMIL. For our Fun Fact Friday / Listener Mail Double-Dipping special, we also have a fascinating video of Justin Bieber's early drumming attempts.Contact Info:We love listener mail! Drop us a line, crosswordpodcast@icloud.com.Also, we're on FaceBook, so feel free to drop by there and strike up a conversation!

Les chemins de la philosophie
Dissidences et compromissions 1/4 : Cioran : philosophe et fasciste ?

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Oct 23, 2023 58:22


durée : 00:58:22 - Avec philosophie - par : Géraldine Muhlmann - Emil Cioran s'est engagé dans sa jeunesse auprès du mouvement fasciste roumain de la Garde de Fer. Ce faisant, il a adhéré sans concession à la barbarie dans les années 1930-1940. Pourquoi un intellectuel comme Cioran a-t-il succombé à la fascination idéologique ? - invités : Ulysse Manhes Doctorant de philosophie à l'ENS (Ulm) et contributeur littéraire, producteur de l'émission "Voix d'Europe centrale" sur France Culture; Julien Santa Cruz Professeur d'histoire dans le secondaire

1959radiotv
Conversaciones con Cioran de Fernando Savater

1959radiotv

Play Episode Listen Later Oct 11, 2023 26:30


214. Entrevista aparecida bajo el título "Escribir para despertar" en el diario El País del día 23 de octubre de 1977. Realizada por el filósofo Fernando Savater a E.M. Cioran. Muchas gracias por escucharme y espero que te guste. Puedes visitar mi web para mantenerte informado de nuevos estrenos https://curiosihistoria.com Un saludo virtual.

il posto delle parole
Andrea Tomasetig "Nel vento della poesia" Alberto Casiraghy

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Sep 26, 2023 23:16


Andrea Tomasetig"Nel vento della poesia"La natura nei libri e nelle opere di Alberto CasiraghyMilano, Museo di Storia NaturaleIl Museo di Storia Naturale di Milano ospita fino al 12 novembre la mostra “Nel vento della poesia.La Natura nei libri e nelle opere di Alberto Casiraghy”, promossa dal Comune di Milano – Cultura e dal Museo di Storia Naturale, con la curatela di Andrea Tomasetig e con il sostegno di Coltellerie Berti e di Consigli.Alberto Casiraghy (Osnago, 1952) è un artista del libro che spicca per bravura e originalità tra gli stampatori italiani e internazionali. Gli undicimila “librini” delle edizioni Pulcinoelefante – oggi conservati alla Casa Museo Boschi Di Stefano di Milano – pubblicati in quarantun anni di attività, di cui più di mille con la poetessa Alda Merini, lo hanno reso celebre ben oltre la cerchia dei bibliofili. Alla notorietà hanno anche contribuito le centinaia di persone, tra cui scrittori e artisti, che con lui hanno pubblicato, oltre alle decine di mostre realizzate in Italia e all'estero. Il progetto espositivo al Museo di Storia Naturale di Milano non è solo una rilettura inedita delle edizioni Pulcinoelefante attraverso la lente della Natura, ma la presentazione del nucleo centrale del lavoro di Casiraghy, il quale gioca il ruolo di tipografo, autore, artista e editore all'insegna di una visione del mondo profondamente legata agli elementi naturali, alle stagioni, agli “amici animali”, alle necessità e ai nutrimenti primordiali – la fame e la sete, il pane e l'acqua – e ai sentimenti più profondi dell'uomo – l'amore e la libertà, innanzitutto – affrontati senza alcuna retorica, da poeta che ama anche la tipografia e i libri.Grazie a questo progetto, la ricerca artistica di Casiraghy entra in perfetta simbiosi con lo storico Museo milanese, centro di studi scientifici sul mondo naturale fin dall'Ottocento e da anni luogo di divulgazione per adulti e famiglie.Quando Casiraghy si esprime come autore con aforismi e brevi versi e quando interviene come artista, l'adesione alla natura è totale. Nei suoi testi esposti in mostra trovano posto il vento, i suoni, gli alberi, le radici, il bosco, il fiume. Sa vederli e sentire oltre le apparenze, è in sintonia con loro e sa meravigliarsi delle loro infinite risorse. Il panteismo di Alberto è totale ed è la chiave per comprendere tutto il suo lavoro, un moderno e laico Cantico delle creature. L'artista ha per “amici” tutti gli animali, quelli veri e quelli creati dalla sua immaginazione, si sdegna per come sono (mal)trattati e non si sogna di mangiarli. I pesci presi all'amo, le balene arpionate, le aragoste straziate a Natale e soprattutto i maiali destinati al macello restano impressi in modo indelebile in edizioni a volte surreali e a volte espressioniste per il rosso sangue che le marchia. Una costante è poi l'amore per la natura di altri continenti, come l'Africa: un mondo per lui popolato di animali liberi, rinoceronti, zebre e altre fantastiche creature. Gli aforismi, essenziali e spesso spiazzanti, sono accompagnati da grafiche e collage fantasiosi in un libero e sempre sorprendente rapporto tra testo e immagine, confezionato nell'inconfondibile formato dei “pulcini”, suggestivi fin dalla copertina. Una sezione della mostra è dedicata alle “affinità elettive” di Casiraghy, ossia a pensieri e aforismi di autori del passato e contemporanei condivisi da Alberto e da lui accompagnati da un'opera. Spiccano Alda Merini in compagnia di Pitagora, Gustave Flaubert, Marcel Proust, Cioran, Sebastiano Vassalli. Vale anche il caso complementare: una manciata di artisti della “scuderia” di Osnago che bene si rapportano ai suoi testi: Luciano Ragozzino, Luigi Mariani, Alberto Rebori.Alberto Casiraghy è un poeta-artista e un artista-poeta (è difficile dire se prevalga l'autore di folgoranti aforismi e poesie o l'artista surreal-dadaista), che ha fatto del libro il suo strumento d'elezione e che può considerarsi come l'erede più vicino di Bruno Munari. Sbalorditivo e impossibile da replicare per qualunque altro stampatore al mondo è il numero degli scrittori e degli artisti coinvolti nei suoi progetti: tra gli altri, Enrico Baj, Maurizio Cattelan, Guido Ceronetti, Gillo Dorfles, Emilio Isgrò, Franco Loi, Giorgio Manganelli, Gualtiero Marchesi, Bruno Munari, Fernanda Pivano, Giuseppe Pontiggia, Arturo Schwarz, Ettore Sottsass, Tonino Guerra, Sebastiano Vassalli, fino a Andy Warhol e i poeti della beat generation. Su tutti spicca il rapporto privilegiato con Alda Merini, che nell'arco di diciotto anni ha prodotto ben 1.189 titoli. I suoi volumetti di otto pagine sono delle vere e proprie opere d'arte, con un breve e incisivo testo (un aforisma, una riflessione, una poesia – lui stesso ne è ottimo autore), cui segue una grafica o un'opera originale (molte sono di sua creazione) o addirittura oggetti incorporati. Il fondatore delle edizioni Pulcinoelefante è anche liutaio e violinista per diletto.Andrea Tomasetig è dal 1979 un libraio antiquario milanese specializzato in Novecento e operatore culturale. Con originali cataloghi anticipa alcune tendenze del collezionismo contemporaneo italiano: futurismo, avanguardie internazionali, prime edizioni di letteratura italiana, illustrazione, manifesti, ex libris, a cui si aggiungeranno storia e cultura d'impresa, cinema, fotografia, grafica editoriale e editoria, gastronomia. IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarewww.ilpostodelleparole.itQuesto show fa parte del network Spreaker Prime. Se sei interessato a fare pubblicità in questo podcast, contattaci su https://www.spreaker.com/show/1487855/advertisement

Meditații

Reîntoarcerea la Cioran... ▶LINKURI RELEVANTE: – Videoul original: https://youtu.be/fhAeBoUTa2c pt. 1 - https://youtu.be/bYk0Vydry40 pt. 2 - https://youtu.be/V3dZJ1HI69M pt. 3 - https://youtu.be/_Q9Mrrr6u3Q pt. 4 - https://youtu.be/itIQ5BQACvI pt. 5 - https://youtu.be/oFB-4Y4QIHo ▶DISCORD: – Comunitatea amatorilor de filosofie și literatură: https://discord.gg/meditatii ▶DIALOGURI FILOSOFICE: – Română: https://soundcloud.com/meditatii/sets/dialoguri-pe-discord – Engleză: https://www.youtube.com/playlist?list=PLLnaYpeWGNO8IdPaNYNkbJjNJeXrNHSaV ▶PODCAST INFO: – Website: https://podcastmeditatii.com – Newsletter: https://podcastmeditatii.com/aboneaza – YouTube: https://youtube.com/c/meditatii – Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/meditatii/id1434369028 – Spotify: https://open.spotify.com/show/1tBwmTZQHKaoXkDQjOWihm – RSS: https://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:373963613/sounds.rss ▶SUSȚINE-MĂ: – Patreon: https://www.patreon.com/meditatii – PayPal: https://paypal.me/meditatii ▶TWITCH: – LIVE: https://www.twitch.tv/meditatii – Rezumate: https://www.youtube.com/channel/UCK204s-jdiStZ5FoUm63Nig ▶SOCIAL MEDIA: – Instagram: https://www.instagram.com/meditatii.podcast – Facebook: https://www.facebook.com/meditatii.podcast – Goodreads: https://goodreads.com/avasilachi – Telegram (jurnal): https://t.me/andreivasilachi – Telegram (chat): https://t.me/podcastmeditatii ▶EMAIL: andrei@podcastmeditatii.com ▶CRONOLOGIE: 0:00 – nu creezi o operă fără să-i devii sclav 6:11 – MONO: Nostalgia și reîntoarcerea la Cioran 7:39 – mutra cuiva care trebuie să facă ceva pe lumea asta; anti Dale Carnegie 9:35 – o poezie lispită de viață e o poezie cizelată de coerență 11:20 – îndoială care pustiește, îndoială care hrănește 15:38 – stoicismul vulgarizat; obstacole artificiale 17:29 – nu ne dorim moartea decât în suferințele nedefinite 21:01 – totul se învârtește în jurul durerii 21:17 – nebunul de Calvin și predestinarea mântuirii 21:41 – zădărnicirea tuturor punctelor de vedere 26:50 – singurătatea 27:03 – calcul salvator, cel puțin în materie de suferințe 29:48 – muzica și nebunia; citat mediocru 30:24 – mizantropia lui Cioran 30:52 – asta e... 33:28 – disprețul față de convertit 33:40 – pământul ce se învârtește și luciditatea absurdă 34:04 – povara lucidității 34:37 – procrastinarea și obsesiile în serie 35:40 – vidul este conștiința însăși 35:52 – esența unei opere e imposibilul; golurile fac parte din artă; Marele Gatsby 37:40 – de ce să ne temem de neantul care ne așteaptă? 38:34 – când descoperim în toate irealitatea 39:37 – un fleac te va ațâța în aceeași măsură ca o mare suferință 41:08 – cei care ne scriu scrisori tulburătoare 41:16 – visele indiene stricate de englezi 42:26 – luciditatea lipsită de ambiție conduce la stagnare 44:29 – să rupi lanțul admirației 47:26 – fiecare își creează propriul dușman 48:47 – rugăciunea omului trist n-are niciodată puterea să se înalțe până la Dumnezeu 49:48 – oamenilor melancolici le place melancolia lor 51:21 – vechea Chină și confesiunile femeilor în public; mitul bărbaților neemoționali 53:34 – nimeni nu strigă-n gura mare că e sănătos; eșecurile ne individualizează 54:44 – să-ți aperi singurătatea rănindu-i pe cei apropiați 55:16 – o carte e o sinucidere amânată 55:28 – e imoral să mori

Unstoppable Farce; The Mitch Maloney Story
Chapter 14: Cloud Forest Confidential

Unstoppable Farce; The Mitch Maloney Story

Play Episode Listen Later Jul 9, 2023 30:34


Mitch takes a much needed sabbatical in Sumatra, far from the prying eyes of the paparazzi and the long arm of Interpol, to live among and learn from the beasts of the jungle in his everlasting search for comedic inspiration.Endnotes:Dick Ebersol, From Saturday Night to Sunday Night (New York, Simon & Schuster, 2022) p.98. I only read through the 8H relevant sections, so can't comment on the whole Ebersol enchilada, but he's not a comedian by any measure so it's outside of the scope of this project. Writing is just so-so. He's clearly just trying to get his side of the story out there, probably takes a bit too much credit or deflects blame when possible Julia Sweeney, If It's Not One Thing, It's Your Mother (New York, 20) p. Yes, this is an actual quote. It makes sense in context (sort of). Capsule Review: Fairly charming collection of essays on her life in the Chicago with her husband and adopted Chinese daughter. Still sounds like a pretty boring person though, if you ask me. Slack Score: 7; Snark Score: 3 ; Overall FCA ranking: 231E.M. Cioran, The Trouble with Being Born (New York, 20) p. Capsule Review: I was a little surprised to find this volume in the stacks alongside the other FC autobios at the main branch of the Ottawa library when I was in the research phase of this book, since I had never seen a stand-up special or chat show appearance. He's somewhere between Sloss and Jesselnik when it comes to nihilism, but funnier than either. He doesn't get into the whole backstory of his life, but instead basically riffs on the central theme that being born is a “laughable accident.”. Slack Score:  -15; Snark Score: 12.5 ; Overall FCA ranking: 22

Les Nuits de France Culture
Des idées et des hommes - Entretien avec Emil Cioran (1ère diffusion : 28/12/1950)

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later Jun 19, 2023 23:39


durée : 00:23:39 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - Par Jean Amrouche - Avec Emil Cioran

Llibres
Joana B

Llibres

Play Episode Listen Later Apr 8, 2023 81:28


Ficcions basades en una investigaci

L'irradiador
Joana B

L'irradiador

Play Episode Listen Later Apr 8, 2023 81:28


Ficcions basades en una investigaci

L'irradiador
Joana B

L'irradiador

Play Episode Listen Later Apr 8, 2023 81:28


Ficcions basades en una investigaci

The Ezra Klein Show
The case for failure

The Ezra Klein Show

Play Episode Listen Later Mar 16, 2023 48:30


Is our society's fixation with success hindering our ability to find humility? Sean Illing speaks with Costica Bradatan about his new book In Praise of Failure: Four Lessons in Humility, which explores failure through the lives of historical figures like Gandhi and the philosopher Simone Weil. They discuss the benefits of engaging with our limits and what we can learn from those who've embraced failure. Host: Sean Illing (@seanilling), host, The Gray Area Guest: Costica Bradatan, Professor at Texas Tech University and Honorary Research Professor of Philosophy at University of Queensland in Australia, Religion/Philosophy editor for the Los Angeles Review of Books, and author of In Praise of Failure: Four Lessons in Humility. References:  In Praise of Failure: Four Lessons in Humility by  Costica Bradatan (Harvard University Press, 2023) The Myth of Sisyphus by Albert Camus, translated by Justin O'Brien (Vintage Books, 1991) The Birth of Tragedy by Friedrich Nietzsche, translated by Walter Kaufman (1872) The Trouble with Being Born by E.M. Cioran, translated by Richard Howard (Arcade Publishing, 1973) Enjoyed this episode? Rate The Gray Area ⭐⭐⭐⭐⭐ and leave a review on Apple Podcasts. Subscribe for free. Be the first to hear the next episode of The Gray Area. Subscribe in your favorite podcast app. Support The Gray Area by making a financial contribution to Vox! bit.ly/givepodcasts This episode was made by:  Engineer: Patrick Boyd Editorial Director, Vox Talk: A.M. Hall Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Aeon Byte Gnostic Radio
David Topala on the Gnostic Emile Cioran

Aeon Byte Gnostic Radio

Play Episode Listen Later Oct 27, 2022 74:50


An (often overlooked) giant in modern philosophy is Emile Cioran. Beyond his legendary critiques of culture and his contributions to existentialism and pessimism, Cioran resurrected Gnostic thought as a black mirror to a self-important, self-destructive society that continues today. We explore Cioran's Gnostic insights and aphorisms – from the wrath of the Demiurge to the anarchist rebellion of ancient Gnostic groups. These revelations provide not just a black mirror, but those “They Live” sunglasses that allow us to see through the grand illusions of archons.Researcher David Topala materialized at the Virtual Alexandria for this Gnosis.This is a partial show. For the interview's second half, please become a member or patron at Patreon.Get the simple, effective, and affordable Red Circle Private RSS Feed for all full shows: https://app.redcircle.com/shows/2afbb075-465d-42d2-833b-12fa3bca1c7d/exclusive-contentSupport this podcast at — https://redcircle.com/aeon-byte-gnostic-radio/donationsAdvertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy

Rogue Insider Podcast
Parisian Buddhism: Cioran's Exercises

Rogue Insider Podcast

Play Episode Listen Later Sep 22, 2022 31:04


Part 0.5: Parisian Buddhism: Cioran's Exercises, of 'You Must Change Your Life'/'Du mußt dein Leben ändern' by Peter Sloterdijk.

Read Me to Sleep, Ricky
On a Winded Civilization by E.M. Cioran

Read Me to Sleep, Ricky

Play Episode Play 39 sec Highlight Listen Later Sep 15, 2022 42:59 Transcription Available


Read Me to Sleep, Ricky host Rick Whitaker reads "On a Winded Civilization," an essay by the Romanian writer E.M. Cioran (1911-1995) from his 1956 collection  The Temptation to Exist. The introduction to the English-language edition translated (from the French) by Richard Howard is by Susan Sontag, who wrote: "Cioran's subject: on being a mind, a consciousness tuned to the highest pitch of refinement." Read Me to Sleep, Ricky recommends listening at a medium-low volume and with auto-play turned off: the purpose of this podcast is to help its audience get to sleep. Music by Brad GartonSupport the show

Meditații

“Arta înseamnă a evita fie acțiunea, fie viața. Arta este expresia intelectuală a emoției, distinctă de viață, care este expresia volitivă a emoției. Tot ceea ce nu posedăm sau nu îndrăznim sau nu obținem putem să posedăm în vis, iar cu acest vis facem artă. Emoția este uneori atât de puternică, încât, și dacă e redusă la acțiune, această acțiune nu o poate satisface; din restul acestei emoții, care în viața reală nu posedă expresie proprie, se alcătuiește opera de artă. Există astfel două tipuri de artiști: cei care exprimă ceea ce ei nu posedă și cei care exprimă surplusul a ceea ce ei posedă.” — Fernando Pessoa (Cartea neliniștirii, p. 263) ▶LINKURI RELEVANTE: Videoul original: https://youtu.be/u-5eKhzLWJU ▶PODCAST INFO: Website: https://podcastmeditatii.com Newsletter: https://podcastmeditatii.com/aboneaza YouTube: https://youtube.com/c/meditatii Twitch: https://www.twitch.tv/meditatii Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/meditatii/id1434369028 Spotify: https://open.spotify.com/show/1tBwmTZQHKaoXkDQjOWihm RSS: https://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:373963613/sounds.rss ▶SUSȚINE-MĂ: – Patreon: https://www.patreon.com/meditatii – PayPal: https://paypal.me/meditatii ▶DISCORD: – Comunitatea: https://discord.gg/meditatii – Arhiva dialogurilor: https://www.patreon.com/meditatii/posts?filters%5Btag%5D=Discord ▶SOCIAL MEDIA: – Instagram: https://www.instagram.com/meditatii.podcast – Facebook: https://www.facebook.com/meditatii.podcast – Goodreads: https://goodreads.com/avasilachi – Telegram (jurnal): https://t.me/andreivasilachi – Telegram (chat): https://t.me/podcastmeditatii ▶EMAIL: andrei@podcastmeditatii.com ▶CRONOLOGIE: 0:00 – Arta este expresia intelectuală a emoției 0:44 – Primele impresii față de Pessoa 2:04 – Introducerea lui Dinu Flămând 10:33 – Prefață 18:57 – Autobiografie fără evenimente 20:12 – M-am născut într-o vreme când mai toți tinerii pierduseră credința în Dumnezeu 27:38 – Fie visul, fie acțiunea 28:15 – Străzile și sufletul 33:08 – Pessoa, un fel de Cioran mixat cu Kierkegaard 34:01 – Ceea ce trebuia să mă umilească a devenit mândra mea flamură 37:35 – Calmul banalității 39:04 – Realitatea e mai stranie decât ficțiunea 40:44 – Curran Hatleberg și fotografiile “umede” din Sudul Statelor Unite 44:56 – I-am cerut atât de puțin vieții, iar viața mi-a refuzat chiar și acest puțin 46:57 – Oamenii care devin partea vieții tale; sensurile din împrejur 52:20 – Lectura nocturnă din parc, Lovecraft, momentele mici care îți întrețin viața 54:26 – Citatul despre suicid 56:27 – Borges și confuzia editorilor 57:14 – În viață trebuie să fim cu toții exploatați 1:00:26 – Toată lumea are un patron Vasquez 1:04:30 – O fântână contemplând cerul

Les Grosses Têtes
PÉPITE - Arielle Dombasle cite du Cioran

Les Grosses Têtes

Play Episode Listen Later Jun 25, 2022 0:46


Quand Arielle Dombasle cite des philosophes, mieux vaut toujours vérifier par deux fois... Découvrez la page Facebook Officielle des "Grosses Têtes" : https://www.facebook.com/lesgrossestetesrtl/ Retrouvez vos "Grosses Têtes" sur Instagram : https://bit.ly/2hSBiAo Découvrez le compte Twitter Officiel des "Grosses Têtes" : https://bit.ly/2PXSkkz Toutes les vidéos des "Grosses Têtes" sont sur YouTube : https://bit.ly/2DdUyGg

Meditații

În ultima parte din această serie am fost în satul Marginea și în orașul Rădăuți, vizitându-i pe Cosmin și Ciprian. Am discutat în mare parte despre Eminescu, cu câteva tangențe la Avram Iancu, Ioan Petru Culianu, Blaga, Cioran, legende biblice și istoria Bucovinei. ▶LINKURI RELEVANTE: Videoul original: https://youtu.be/SF28N_Ce0zA ▶PODCAST INFO: Website: podcastmeditatii.com Newsletter: podcastmeditatii.com/aboneaza YouTube: youtube.com/c/meditatii Twitch: www.twitch.tv/meditatii Meditații Politice: www.youtube.com/channel/UCK204s-jdiStZ5FoUm63Nig Apple Podcasts: podcasts.apple.com/us/podcast/medi…ii/id1434369028 Spotify: open.spotify.com/show/1tBwmTZQHKaoXkDQjOWihm RSS: feeds.soundcloud.com/users/soundclo…613/sounds.rss ▶SUSȚINE-MĂ: – Patreon: www.patreon.com/meditatii – PayPal: paypal.me/meditatii ▶DISCORD: – Comunitatea: discord.gg/meditatii – Arhiva dialogurilor: www.patreon.com/meditatii/posts?f…%5Btag%5D=Discord ▶SOCIAL MEDIA: – Instagram: www.instagram.com/meditatii.podcast – Facebook: www.facebook.com/meditatii.podcast – Goodreads: goodreads.com/avasilachi – Telegram (jurnal): t.me/andreivasilachi – Telegram (chat): t.me/podcastmeditatii ▶EMAIL: andrei@podcastmeditatii.com ▶CRONOLOGIE: *** Partea I *** 0:00 – intro 0:09 – Marginea, Rădăuți, Sucevița 2:14 – Ciprian: “crezi că oamenii sunt predestinați să se întâlnească?” 11:40 – Eminescu, o introducere 13:26 – Avram Iancu și mitul eroului subapreciat 16:48 – romantizarea singurătății 22:34 – de ce serverul de Discord? 24:59 – Cosmin: „voi de ce credeți că Eminescu era genial?” 34:14 – Andrei: „merită Cioran așa multă atenție?” 36:22 – Eminescu pt. 2 39:02 – Ciprian: “te-ai gândit vreodată să studiezi filosofia la facultate?” 43:43 – legenda biblică despre Samson 48:44 – Eminescu pt. 3 *** Partea II *** 56:27 - “Cântă cucu-n Bucovina” 58:33 – Andrei: “ați trăi aici în Rădăuți toată viața? 1:00:49 – Eminescu pt. 4 1:20:21 – Cosmin: “despre ce trebuie să fie poezia?” 1:24:42 – Goethe și Eminescu 1:25:58 – Ioan Petru Culianu 1:32:07 – retrospectiva călătoriei mele prin România 1:33:32 – Cosmin: „oamenii geniali se ocupă cu lucruri aparent inutile”

Les chemins de la philosophie
Emil Cioran, désespérément 8/8 : "Dans un monde sans mélancolie, les rossignols se mettraient à roter"

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later May 12, 2022 60:04


durée : 01:00:04 - Les Chemins de la philosophie - par : Adèle Van Reeth - "J'ai toujours porté un amour indu à la mélancolie. Il me suffisait de la sentir poindre en moi, pour qu'aucune réticence ne m'empêchât plus à m'y livrer corps et âme" : l'œuvre de Cioran est traversée par la mélancolie, dont il a tant fait l'éloge. Mais de quelle mélancolie parle-t-on ? - invités : Constantin Zaharia docteur de l'EHESS de Paris

Les chemins de la philosophie
Emil Cioran, désespérément 7/8 : Vivre dans un monde raté

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later May 11, 2022 59:30


durée : 00:59:30 - Les Chemins de la philosophie - par : Adèle Van Reeth - Toute sa vie, Cioran jette ses récriminations envers Dieu à travers le christianisme, pour lui la cause d'un monde raté. Mais il est plus que ce pessimiste athée qui éteint la veilleuse du monde, véritable mystique à rebours, Dieu est son obsession définitive et guide la direction de son oeuvre... - invités : Simona Modreanu professeure des universités, HDR, directrice du Département de langue et littérature françaises et francophones de l'Université Alexandru Ioan Cuza de Iaşi (Roumanie)

Les chemins de la philosophie
Emil Cioran, désespérément 6/8 : "La vie se crée dans le délire et se défait dans l'ennui"

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later May 10, 2022 59:14


durée : 00:59:14 - Les Chemins de la philosophie - par : Adèle Van Reeth - À 5 ans, Cioran connaît sa première crise d'ennui, fêlure, trauma et révélation : le tic tac de l'horloge, funèbre son du temps qui passe et qu'on ne peut retenir… Il fait de cette crise un état consubstantiel de son être, l'ennui tissera le récit de sa vie, comme un exil métaphysique ? - invités : Nicolas Cavaillès auteur et traducteur

Mejor Con Gaby Vargas
La última broma de Cioran 28 Julio

Mejor Con Gaby Vargas

Play Episode Listen Later Jul 28, 2021 5:43