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Lobo Antunes recusa Panteão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
15 minutos a cada 15 dias.No episódio de hoje, Edmara Galvão comenta sobre a morte do escritor português António Lobo Antunes, faz um comentário sobre o Dia Internacional da Mulher com indicações de leitura e também comenta sobre um novo projeto de digitalização de um raro acervo.O episódio também traz uma Resenha Relâmpago do ouvinte Eduardo Gomes sobre "O infinito em um junco", de Irene Vallejo.---RecebidosO amor na sala escura, Clarisse Escorel - Editora Bazar do Tempo---Links citadosAcervo com obras raras impressas no Brasil do século 19 será digitalizadoPodcast Corpo Especulado
Piscas, António Lobo Antunes, outra vez Secret Story.
Espanha tem uma voz única na Europa e não autoriza a utilização de bases militares pelos Estados Unidos. Portugal cedeu a base das Lajes. Em França, Macron anuncia o desenvolvimento da estratégia nuclear. Quem está no caminho certo? É o tema central do Visto de Fora desta semana onde Begona Iniguez e Olivier Bonamici fazem o balanço da presidência Marcelo e esclarecem como António Lobo Antunes, que faleceu esta semana, é lido lá fora. Com moderação de Sérgio Costa.
Onde se apresenta uma transcrição de uma entrevista televisiva de 2001, onde o prestigiado escritor e psiquiatra António Lobo Antunes reflete sobre a sua vida e obra. O autor discute a sua experiência traumática na Guerra Colonial, a influência da educação rígida e a importância de figuras familiares, como o seu avô. A conversa aborda o seu processo criativo solitário, descrevendo a escrita como uma atividade árdua que visa aproximar-se da essência da realidade humana. Lobo Antunes partilha ainda a sua visão sobre o sucesso literário, a distinção entre fama e qualidade, e o seu trabalho com doentes psiquiátricos. Em última análise, o diálogo revela a profunda sensibilidade de um artista que encara a literatura como uma forma de salvação e autoconhecimento.
Onde se apresenta uma transcrição de uma entrevista televisiva de 2001, onde o prestigiado escritor e psiquiatra António Lobo Antunes reflete sobre a sua vida e obra. O autor discute a sua experiência traumática na Guerra Colonial, a influência da educação rígida e a importância de figuras familiares, como o seu avô. A conversa aborda o seu processo criativo solitário, descrevendo a escrita como uma atividade árdua que visa aproximar-se da essência da realidade humana. Lobo Antunes partilha ainda a sua visão sobre o sucesso literário, a distinção entre fama e qualidade, e o seu trabalho com doentes psiquiátricos. Em última análise, o diálogo revela a profunda sensibilidade de um artista que encara a literatura como uma forma de salvação e autoconhecimento.
(00:32) Der französische Fotograf Luc Delahyae hat in den 1990er Jahren das Grauen an Kriegsschauplätzen dokumentiert. Heute arbeitet er als Fotokünstler hauptsächlich an Panoramabildern, die er nachträglich am Computer verändert. Das Photo Elysée in Lausanne zeigt eine Schau mit seinen Bildern. Weitere Themen: (04:44) Kosmos und Klang: Das «Interfinity Festival» startet in Basel. (09:10) António Lobo Antunes ist tot – ein Meister der portugiesischen Literatur. (10:00) Wandel im Iran: Wie blicken iranischstämmige Kulturschaffenden auf die Angriffe der USA und Israel in ihrem Heimatland? (15:25) Berlinale-Sieger «Gelbe Briefe» von İlker Çatak läuft in Schweizer Kinos. (19:57) Welche Auswirkungen haben Diskussionen um Berlinale-Intendantin Tricia Tuttle auf die Zukunft des Filmfestivals? (24:06) Schlüsselwerk der österreichischen Moderne: Wiener «Villa Beer» nach Umbau für Öffentlichkeit zugänglich.
Um clássico que só tem duas saídas possíveis: ganhar ou vencer. É ficar entre a ilusão e o tédio. Motivações não faltam.
António Lobo Antunes escreveu durante mais de 40 anos e marcou a literatura portuguesa. Mas sabemos mesmo quem foi e sobre o que escrevia o autor? Conversa com Rodrigo Guedes de Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Novelista de estructuras de acero narrativo murió a los 83 años; por desgracia, llevaba dos recluido en su casa, sin recuerdos, perdido en la desmemoria...
Dee portugisesche Schrëftsteller Antonio Lobo Antunes ass gëschter am Alter vun 83 Joer gestuerwen. Nieft dem José Saramago zielt hien zu de bedeitendste portugisesche Schrëftsteller vun der Géigewaart. D'Valerija Berdi mat engem Portrait
Duas exposições de fotografia, uma com poesia pelo meio, são as sugestões em destaque no Ensaio Geral desta semana, em que abrimos um livro que marca a estreia de Inês Bernardo na literatura e escutamos o disco que o Expresso Transatlântico apresenta na Casa da Música e no Capitólio. Guilherme d'Oliveira Martins desvenda as suas sugestões culturais, na semana em que nos despedimos do escritor António Lobo Antunes.
Presidente, Governo, figuras da cultura e amigos despedem-se do escritor. Marcelo diz que gostaria que António Lobo Antunes fosse para o Panteão Nacional. Funeral realiza-se amanhã.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Publicamos a intervenção de António Lobo Antunes no final do "Dia António Lobo Antunes", organizado pelo Centro Nacional de Cultura em colaboração com o Centro Cultural de Belém, em 27 de outubro de 2013. (imagem de Rui Ochôa, 2011)
Comenzamos el repaso a las novedades culturales con una triste noticia: ha fallecido el escritor António Lobo Antunes. Y pasamos al cine, porque os traemos las novedades en cartelera. Continuamos el programa con la sección 'Ese éxtasis', en esta ocasión con motivo del 8M. Miren Tulsa nos habla de la película Las Sufragistas, y nos descubre a la poeta iraní Farough Farrojzad. Y como es viernes de música en directo, Bombín viene acompañado de Alba Blanco, vocalista de La Perra Blanco. Charlamos con ella, y escuchamos las canciones de su último disco al ritmo de R&B: 'Lovers and fears'.Escuchar audio
Miguel Sousa Tavares comenta os dias de conflito no Médio Oriente: "a guerra vai abranger o mundo inteiro, com reflexos na economia mundial e vai ser trágica para países mais pobres". Sublinha ainda as diferenças para outras guerra com "o uso da IA no planeamento e na execução das operações militares". Sobram ainda criticas duras para Paulo Rangel por causa das Lajes e não só: "Os EUA estão a utilizar a base à revelia das condições que o governo português impôs e o Governo aceita". O cronista deixa elogios à politica externa de Espanha da qual confessa sentir "inveja", lança uma questão a José Luís Carneiro e conclui o podcast a lembrar a obra de António Lobo Antunes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Jalisco cancela aumento al transporte público CNDH emite recomendación por caso Rancho Izaguirre Muere escritos portugués, António Lobo Antunes a los 83 años Más información en nuestro podcast
Wenzel, Tobias www.deutschlandfunk.de, Büchermarkt
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Ingendaay, Paul www.deutschlandfunk.de, Kultur heute
Bruno Vieira Amaral afirma que Lobo Antunes foi o escritor mais influente nos últimos 50 anos. Após a nota de pesar da editora Dom Quixote, diz que "é preciso contribuir para a preservação da obra".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Admirado e temido, incisivo e irónico, António Lobo Antunes morreu aos 83 anos. Como se tornou um dos mais marcantes escritores da literatura portuguesa e um nome fundamental da cultura nacional?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Reportagem e edição de Raquel Bernardo.- Faleceu António Lobo Antunes, um dos maiores escritores portugueses contemporâneos, aos 83 anos.- O Partido Social Democrata vai a eleições internas antecipadas.- A guerra no Médio Oriente começa a ter impacto no mercado da energia.Design: Carlota RealSonoplastia: Nuno Viegas
António Lobo Antunes foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". As palavras são de Dominique Nédellec, tradutor em França daquele que foi um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea e que morreu, esta quinta-feira, aos 83 anos. Ana Lima, editora e parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, explica que António Lobo Antunes é “um dos autores portugueses mais conhecidos em França” e “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas”. A morte de António Lobo Antunes, esta quinta-feira, marca o desaparecimento de uma das figuras maiores da literatura portuguesa contemporânea. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina em 1969 e especializou-se em Psiquiatria, mas optou pela escrita a tempo inteiro em 1985. Foi aos 37 anos que publicou o seu primeiro romance, “Memória de Elefante”, em 1979, ano em que também lançou “Os Cus de Judas” e iniciou a sua revolução na literatura portuguesa pós-25 de Abril. A guerra colonial atravessou toda a sua obra, a partir da sua passagem por Angola entre 1971 e 1973 ao serviço do Exército colonial como médico. A sua forma de escrever e de explorar a condição humana no que tem de mais “terrível, cómico, ridículo e comovente” percorreu, como “um rio, uma tempestade”, os seus mais de três dezenas de romances, no entender de Dominique Nédellec, tradutor de António Lobo Antunes em França nos últimos quase 15 anos. O tradutor acrescenta que ele foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". “Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional. Ele inventou um estilo próprio, conseguiu elaborar uma língua sem equivalente", resumiu. Lobo Antunes foi , sem dúvida, “um dos autores portugueses mais conhecidos em França”, sublinha Ana Lima, parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, falando em “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes”, ao lado de nomes como Fernando Pessoa e José Saramago. A editora fala de um escritor de “um grande modernismo”, com “um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente” e “sem compromisso”. Dominique Nédellec: "Não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio” RFI: O que representa António Lobo Antunes para a literatura portuguesa e mundial contemporânea? Dominique Nédellec, Tradutor de António Lobo Antunes: “O trunfo maior de Lobo Antunes foi este jeito de fazer uma revolução estilística. Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Eu acho que ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional, e ele inventou um estilo próprio, uma língua super tensa, uma língua que parece ao mesmo tempo um rio, uma tempestade, que mistura as histórias, que mistura os planos temporários, em que os mortos têm a mesma importância que os vivos, em que os mortos estão sempre a chegar, a falar, a participar na vida dos vivos. Ele conseguiu elaborar uma língua sem equivalente, carregada de sentimentos e da experiência humana no que tem de terrível, de cómico, de ridículo, de comovente. Para mim, o Lobo Antunes é isto tudo.” Como foi traduzir toda esta “experiência humana” no que tem de mais complexo? “É uma experiência única também porque exige um mergulho total na obra dele para ouvir principalmente. São livros que devem ser lidos com o ouvido. É muito sensorial, chama a atenção de todos os sentidos. Então, tentar traduzir a riqueza do estilo dele exige muito tempo, paciência, perseverança também. O paradoxo é que traduzir exige uma lentidão imensa para agenciar todo aquele esquema muito complexo, mas o objectivo final é que a última leitura seja tão fácil e tão fluida e rápida como no original. No dia a dia, eu avanço passo a passo, muito lentamente e só fico contente quando, no final, na altura da última leitura, eu recupero aquela naturalidade, aquela fluidez da mistura que ele consegue e da pungência do estilo dele. É uma tarefa complicada, mas ao mesmo tempo muito gratificante porque não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio.” Dos livros que traduziu de António Lobo Antunes ou da sua obra em geral, qual é aquele que mais o tocou pessoalmente? “Há um que realmente faz a súmula de tudo o que ele sabe fazer e dos temas de predileção do autor. Se calhar seria ‘Até que as Pedras se Tornem Mais Leves que a Água” porque está lá tudo ao mesmo tempo. Está lá ‘Os Cus de Judas' com o tema da guerra em Angola, o que foi obviamente fundamental para ele, mas é um livro que vai muito mais longe do que ‘Os Cus de Judas'. Tem uma mestria, um domínio total da técnica que ele elaborou ao longo dos anos. Então, para mim é uma soma, realmente é uma obra-prima total e para quem nunca leu o Lobo Antunes está lá tudo com uma virtuosidade ímpar.” António Lobo Antunes fala da guerra colonial e dos seus fantasmas de uma forma muito particular e, também, se calhar, revolucionária. Quer falar-nos sobre sobre esse tema e outros que atravessem a obra dele? “Bom, obviamente é central na vida dele e na obra dele. E, aliás, é possível reparar que são temas que voltaram sempre na cabeça dele e tem imagens ou episódios que se encontram logo em ‘Os Cus de Judas', mas que também se encontram contados nas cartas que enviou para a mulher durante a guerra e que voltam nos últimos livros. Ou seja, na vida toda houve episódios que nunca conseguiu eliminar, que ficaram lá para sempre gravados na cabeça dele, na vida dele, no corpo dele. Ele conseguiu fazer desta matéria-prima traumatizante o motivo de uma obra e através destes temas conseguiu dar uma dimensão diferente daquela tragédia. Este tema alimentou a obra dele, mas também queria salientar que é preciso não limitar a obra do Lobo Antunes à guerra e a Angola. Depois, cada vez mais, ficou longe dos primeiros volumes muito autobiográficos e cada vez mais aprofundou uma pesquisa estilística. Também queria que as pessoas entendessem que há humor, há muito humor na obra dele, humor negro, mas também humor burlesco, há coisas muito divertidas, sem cinismo, humor também leve. Há de tudo, obviamente e também é uma das marcas dele passar de uma coisa leve e engraçada e infantil, pueril até, a uma coisa gravíssima ou negra ou deprimente. É aquela fornalha toda sem equivalente.” Por que é que António Lobo Antunes não teve o Prémio Nobel da Literatura? “Eu acho que, se calhar, porque é demasiado fora das categorias normais, não é liso o suficiente se calhar. É demasiado abrupto, demasiado inclassificável, demasiado exigente com ele próprio. Ele nunca fez nada para facilitar o acesso dos leitores à obra dele. É demasiado radical, se calhar. Se calhar é esta a explicação. Nos últimos anos, foi sempre complicado perceber o raciocínio dos júris do Prémio Nobel, mas não temos de chorar por isso. Até seria uma marca de nobreza porque claro que ele merecia o prémio, mas será que o prémio merecia o Lobo Antunes? Não tenho a certeza porque ele estava acima disto tudo.” Falou na “sensação de traduzir um génio”. E a pessoa? Como é que era António Lobo Antunes? “Também foi uma surpresa para mim porque fui sempre avisado que ele era uma personagem complicada, abrupta, mas comigo foi sempre de uma grande ternura, uma grande generosidade. Acho que ele gostava do meu trabalho e ele repetiu isso várias vezes, em privado, mas também em público e foi sempre um incentivo e uma honra enormes. Eu lembro-me desta ternura, era capaz de dar uma piscadela, um abraço forte e são as imagens que vou lembrar.” Quais foram os livros de Lobo Antunes que traduziu em França? “Eu traduzo-o desde 2011, ou seja, quase 15 anos, e acabo de entregar a décima tradução de Lobo Antunes, que é o ‘Dicionário da linguagem das Flores'. Os nove anteriores fui eu que traduzi. Comecei com ‘O Meu Nome é Legião' e desde então fui eu a traduzi-lo.” Ana Lima: António Lobo Antunes é “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas” RFI: O que representa António Lobo Antunes nas livrarias em França? Ana Lima, Parceira da Librairie Portugaise & Brésilienne: “António Lobo Antunes é, pelo menos em França, um dos autores mais conhecidos do século XX e início do século XXI e talvez o que conseguiu que a literatura portuguesa, com Fernando Pessoa e Saramago, tivesse uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes. É um dos autores mais conhecidos portugueses, mesmo se não foi necessariamente lido pelos que o conhecem, e os autores contemporâneos portugueses, também traduzidos em França actualmente, muitos também se reivindicam dele. Portanto, há um contínuo e há uma presença dele bastante importante.” Qual é o ADN que compõe a literatura de António Lobo Antunes que faz dele um dos grandes autores do século XX e XXI? “Antes de mais, foram umas temáticas muito importantes sobre a guerra colonial, sobre o Portugal pós-25 de Abril, sobre uma descrição da sociedade sempre sem compromisso, sempre com uma visão entre ironia e uma visão muito clara que era, às vezes, um bocado feroz e também um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente, um texto sempre a fluir, que era uma maneira de escrever um bocado nova na literatura portuguesa, que teve um impacto muito grande, um grande modernismo.” Que livros de António Lobo Antunes recomenda? “Desde logo ‘Os Cus de Judas' que foi mesmo um marco na literatura portuguesa, o ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas', ‘A Morte de Carlos Gardel'. Quer dizer, há assim estes que eu pessoalmente gostei muito e que foram importantes para mim. Agora, ele produziu muito, muito. Aconselho a ler tudo, mas se se tiver que ler alguns é ‘Os Cus de Judas', ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas' e talvez ‘A Morte de Carlos Gardel'. Mas isso é a minha escolha.” Por que é que ele nunca chegou a ter o Prémio Nobel da Literatura? “Isso é uma história bastante complicada. O Saramago teve o Prémio Nobel, sabe-se que era um bocado uma competição no prémio entre os dois. O Saramago teve o prémio e foi o primeiro Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa e antes que se desse outro sabíamos que íamos esperar um bocadinho, portanto era uma questão de tempo, o que é uma injustiça porque de língua portuguesa há autores enormes, também brasileiros que não tiveram e que deveriam ter tido.”
Queremos ouvir leitores, estudiosos, professores, escritores, e todos aqueles para quem Lobo Antunes foi — e continuará a ser — uma presença marcante. O que representou António Lobo Antunes para si? Qual a importância
A escritora Patrícia Reis afirma que António Lobo Antunes é uma figura incontornável e que "a sua obra seguirá viva". A jornalista recorda alguns momentos insólitos em entrevistas ao escritor.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Francisco José Viegas recorda "picardia" entre Lobo Antunes e Saramago, considera-a "importante". Escritor e jornalista diz que "sem picardias, pequenas polémicas e controvérsias não vale a pena vir".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Rita Bessa recorda obra "extensa" de um "escritor exigente", considera-a uma "leitura obrigatória", mas "exigente". A CEO do Grupo Leya compromete-se a continuar a promover a obra de Lobo Antunes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António Lobo Antunes morre aos 83 anos e deixa um legado na literatura portuguesa contemporânea. Ouça aqui a emissão especial de homenagem da Rádio Observador. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Escritora Lídia Jorge confessa que a melhor memória é "estante absolutamente cheia dos livros" de Lobo Antunes. Recorda um "escritor que não é só português, é um escritor europeu, do séc. XX e XXI".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alice Vieira recorda o escritor como um grande amigo, cuja homenagem é merecida. Lobo Antunes deixa um legado importante e "merece tudo". A escritora confessa: "Não há nada dele que eu não gostasse".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dulce Maria Cardoso realça a forma como Lobo Antunes "pensou Portugal e o que é isto de ser português". A escritora sublinha o "incrível tratado sobre paixões humanas" que o escritor deixa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tiago Pereira, editor de cultura do Observador, diz que Lobo Antunes mudou e deixou a sua marca na literatura portuguesa. Afirma ainda que o escritor "era uma figura extremamente pop".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Afonso Reis Cabral considera que a obra de António Lobo Antunes é "profundamente nobre em vários aspetos". Um talento único que não surge em todas as gerações, garante o também escritor.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Margarida Carvalho, escritora e jornalista, relembra as entrevistas a António Lobo Antunes e o fascínio pelo escritor. Lamenta que os livros do escritor não tenham sido tão lidos nos últimos anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maria da Piedade Ferreira recorda "cometa que rompeu panorama literário português". A editora de Lobo Antunes diz que "era a primeira pessoa a ler os livros" e afirma que a obra do autor está "viva".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Entrevista profunda com o escritor António Lobo Antunes, que reflete sobre a sua trajetória pessoal e o rigor da sua obra literária. O autor explora a influência decisiva da educação familiar, assente no amor às artes e na rejeição da mentira, enquanto recorda episódios marcantes da sua infância e da experiência na guerra. O diálogo aborda temas existenciais como a solidão, o medo da morte e a sua relação conflituosa com a espiritualidade. Adicionalmente, Lobo Antunes tece críticas severas à classe política e à falta de investimento na cultura em Portugal, comparando a realidade nacional com a de outros países europeus. Por fim, o texto destaca a escrita como uma missão vital e um processo solitário de transformação da experiência humana em arte duradoura.
“Uma das vozes mais emblemáticas da rádio portuguesa e uma figura incontornável da comunicação no nosso país.” E acrescento: uma simpatia de um convidado, super leitor, interessado e interessante. Mais uma conversa que vale a pena.As escolhas do António:Da Parte da Princesa Morta, Kenisé Mourad;Os Cisnes Selvagens, Jung Chang;O Último Comboio de Hiroxima, Charles Pellegrino;O Físico, Noah Gordon.Outras referências:O que estava a ler no dia da entrevista:Filipe II de Espanha, 1º de Portugal, Henry Kamen;A Causa das Coisas, Miguel Esteves Cardoso;Paula, Isabel Allende.Outras recomendações:Jorge Amado:A Trilogia Os Subterrâneos da Liberdade:Os Ásperos Tempos;Agonia da Noite,A Luz no Túnel.Haruki Murakami;António Lobo Antunes.Recomendei:A Tatuadora de Jaipur, Alka Joshi;Svetlana Alexievich:Vozes de Cherbobyl;A Guerra não tem Rosto de Mulher;O Homem Soviético.O que ofereci:Voai, Cisnes Selvagens, Jung Chang.Os livros aqui:www.wook.pt
No Fim do Ano, Uma Conversa Sobre o Que Está em Causa Com Rui Cardoso Martins, no Pergunta Simples No último dia do ano, o Pergunta Simples oferece uma conversa que nos obriga a parar, escutar e pensar. Num tempo de urgências e distrações, Rui Cardoso Martins senta-se ao microfone para falar da única coisa que nunca sai de moda: a palavra — e tudo o que ela transporta. Escritor, cronista, argumentista, dramaturgo, repórter de guerra e professor universitário. Rui é um dos mais versáteis criadores da língua portuguesa. Um faz-tudo da escrita, como diz de si mesmo, capaz de passar do teatro à televisão, da reportagem à literatura, do humor à tragédia — sem perder a integridade, nem a humanidade. Esta conversa percorre décadas de jornalismo, atravessa fronteiras geográficas e morais, revisita tribunais e zonas de guerra, e detém-se naquelas perguntas que importam sempre: o que está em causa aqui? O que fazemos com o que vemos? Como escrevemos a memória? A Escrita como Resistência Rui começou no jornalismo nos anos 90, no nascimento do jornal Público. Foi repórter nos Balcãs durante o cerco de Sarajevo, embarcou no Lusitânia Expresso rumo a Timor, e cobriu as primeiras eleições livres na África do Sul. Testemunhou a História em carne viva — e sobreviveu a ela escrevendo. Um olhar atento, uma ironia serena, e uma linguagem afinada como um motor de avião: porque escrever mal, diz ele, pode ser mais perigoso do que um mecânico incompetente. Do jornalismo passou para a ficção, sem nunca abandonar o rigor. As crónicas judiciais Levante-se o Réu revelaram o teatro trágico e grotesco da justiça portuguesa, num tom que une Fernando Namora e Monty Python. A sua literatura — premiada e traduzida — transporta o peso da experiência, mas também a leveza de quem sabe rir do absurdo. Rui escreve como quem repara o mundo. De madrugada, antes que os Pokémons acordem, com uma folha branca como animal de companhia. O tempo da escrita é anterior ao ruído, à velocidade, à obrigação. É o momento em que a linguagem ainda não foi contaminada. A Memória e o Corpo da Palavra A entrevista percorre também o terreno íntimo da memória. Rui fala do papel dos cadernos, dos rituais, dos mestres como Cardoso Pires e Lobo Antunes — e da descoberta inesperada de que, sim, talvez seja mesmo um escritor. Há pudor, mas não pose. Há humor, mas não cinismo. Há sobretudo uma preocupação com a precisão: “tudo o que acontece no mundo passa pela linguagem”, diz ele. E acrescenta: quando a mentira tem o mesmo peso da verdade, estamos à beira da desgraça. A sua voz não é a de um moralista, mas a de um observador treinado. Rui descreve Sarajevo como um lugar onde o vizinho passou a ser o inimigo. Fala de genocídio, da escolha de um lado — e da ilusão de neutralidade em tempos de barbárie. Fala da Avenida dos Snipers, dos campos de futebol transformados em cemitérios, da ausência de cães, de gatos, de calor. A sua literatura é feita dessa matéria: o choque entre o que era e o que se tornou. Do Humor à Tragédia: a Responsabilidade de Dizer Criador de frases como o célebre “Penso eu de que…”, Rui ajudou a moldar o humor político com Contra-Informação, Herman Enciclopédia e Conversa da Treta. Mas vê nessa sátira algo mais profundo do que entretenimento. O humor é uma forma de resistência. Uma forma de pensar por dentro da linguagem, de devolver o ridículo ao poder, de encontrar o ponto fraco do discurso dominante. Fala da responsabilidade de quem escreve. De como se pode usar a palavra para curar ou para envenenar. De como a verdade se perde quando todas as versões da realidade parecem ter o mesmo valor. E de como o jornalismo, quando feito com rigor, ainda pode ser um antídoto para a manipulação. O Mundo que Vem A conversa fecha com uma pergunta que nos interpela a todos: a Europa está pronta para viver sozinha? Num tempo de guerras em curso, de democracias frágeis e de redes que amplificam o boato, Rui não tem ilusões: ou lutamos pela liberdade, pela educação, pela justiça, ou perdemos. A escrita, nesse contexto, é mais do que estética — é ética. No fim do episódio, Rui confessa: só quer contar histórias úteis. Úteis no sentido mais profundo da palavra. Histórias que sirvam para entender o mundo e para não esquecer. Histórias que transformem o banal em universal, o pequeno em essencial. Porque, como diz, não há escritor sem memória. E não há futuro sem narrativa. Este episódio foi originalmente publicado no Pergunta Simples, mas regressa agora como parte da nossa coleção Essencial. Uma conversa profunda, com valor reconhecido. Ouça ou reveja com tempo: continua atual, necessário e transformador.
Os excertos de "Panorama das Letras Lusas: Séculos de Evolução" constituem um estudo abrangente da história literária de Portugal, apresentando uma análise diacrónica que abarca mais de oito séculos de produção artística. O texto examina cronologicamente as principais correntes, começando pelo Trovadorismo medieval e a formação da língua galego-portuguesa, passando pelas épocas de esplendor, como o Classicismo de Luís Vaz de Camões durante a Era dos Descobrimentos. A obra detalha como os períodos de crise, como o Barroco e o Simbolismo, refletiram instabilidade política e social, em contraste com a revolução estética introduzida pelo Modernismo de Fernando Pessoa e seus heterónimos. Cada movimento literário é interligado ao seu contexto histórico, desde o Humanismo de Gil Vicente até ao Realismo de Eça de Queirós, mostrando como a literatura espelha a evolução da identidade nacional. Finalmente, o documento conclui com a literatura contemporânea pós-1974, destacando a importância global de autores como José Saramago e António Lobo Antunes e a tendência atual para uma escrita mais cosmopolita.
Os excertos de "Panorama das Letras Lusas: Séculos de Evolução" constituem um estudo abrangente da história literária de Portugal, apresentando uma análise diacrónica que abarca mais de oito séculos de produção artística. O texto examina cronologicamente as principais correntes, começando pelo Trovadorismo medieval e a formação da língua galego-portuguesa, passando pelas épocas de esplendor, como o Classicismo de Luís Vaz de Camões durante a Era dos Descobrimentos. A obra detalha como os períodos de crise, como o Barroco e o Simbolismo, refletiram instabilidade política e social, em contraste com a revolução estética introduzida pelo Modernismo de Fernando Pessoa e seus heterónimos. Cada movimento literário é interligado ao seu contexto histórico, desde o Humanismo de Gil Vicente até ao Realismo de Eça de Queirós, mostrando como a literatura espelha a evolução da identidade nacional. Finalmente, o documento conclui com a literatura contemporânea pós-1974, destacando a importância global de autores como José Saramago e António Lobo Antunes e a tendência atual para uma escrita mais cosmopolita.
Hans en Chrétien bespreken het project ‘Eenzame uitvaart' waar plots discussie over is, zijn blij voor NRC-criticus Thomas de Veen en verder passeren onder meer de Vlaamse auteur JMH Berckmans, Ronald Giphart en Maxim Februari de revue. Het te bespreken boek is ditmaal ‘De omvang van de wereld' van António Lobo Antunes, aangekondigd als afscheidsroman van een veelgeprezen oeuvre. Tot slot tipt Hans de essaybundel ‘De verveling voorbij' van Willem Goedhart, over, jawel, ‘de kunst van plezier maken'. Luister, like en abonneer.
Começou a carreira no Jornalismo na Política, mas quando esta deixou de o interessar, virou a agulha para a Cultura e há 25 anos que se dedica a ela. Entrevistou grandes escritores durante dezenas de horas, suportou o ego de muitos deles. Depois de oito longas viagens, João Céu e Silva publica uma versão aumentada de «Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes» (Contraponto, 2024), onde revela, nas primeiras páginas, o estado de saúde do escritor português, que sofre de demência. O jornalista explica, em entrevista a Magda Cruz, que era um desejo do próprio Lobo Antunes ter um novo livro com as suas entrevistas e que uma biografia atualizada não podia ignorar essa informação.Numa entrevista que vai além da polémica em torno do livro, João Céu e Silva conta como foi entrevistar grandes vultos da Literatura, como Saramago, Patrick Modiano e Salman Rushdie.Neste episódio dopodcast«Ponto Final, Parágrafo», João Céu e Silva faz uma radiografia da Cultura portuguesa e explica que não consegue compreender o atraso na abertura da futura Biblioteca António Lobo Antunes, em Lisboa, prometida em 2022.Considera contribuir no Patreon para ter acesso a episódios bónus, crónicas e novas rubricas: patreon.com/pontofinalparagrafoContacto do podcast: pontofinalparagrafo.fm@gmail.comSegue o Ponto Final, Parágrafo nas redes sociais: Instagram, Twitter e FacebookProdução, apresentação e edição: Magda CruzGenérico: Nuno ViegasLogótipo: Gonçalo Pinto com fotografia de João Pedro Morais
„Nadworny odkłamywacz historii Portugalii” - tak o António Lobo Antunesie mówi jego tłumacz i gość tego odcinka Raportu o książkach - Wojciech Charchalis. António Lobo Antunes z jednej strony jest na wskroś przesiąknięty miłością do swojego kraju, z drugiej to pisarz, który lubi wsadzać palec w ranę portugalskiej pamięci. Dźwiga na swoich literackich barkach dziedzictwo dyktatury Salazara i rozprawia się z mitami, które ją budowały. „Chwała Portugalii” to wielkie rozliczenie z portugalskim kolonializmem i rasizmem. Tytuł tej powieści ironicznie nawiązuje do hymnu narodowego, którego wersy wzywają do "podniesienia na nowo splendoru i chwały Portugalii." Kluczem do opowiedzenia o mrokach portugalskiej historii nie jest jednak wielka polityka, tylko losy pewnej portugalskiej rodziny na tle wojny o niepodległość w Angoli. Ta powieść, wydana pod koniec lat 90. ubiegłego stulecia była dla Portugalczyków terapią szokową. Sposób pisania Antunesa porównywany jest też do autopsji czy wiwisekcji. Wszystkie te analogie do świata medycyny mają uzasadnienie, bo António Lobo Antunes, choć marzył od dziecka, żeby zostać pisarzem, to z zawodu jest lekarzem psychiatrą. Zapraszamy Państwa na rozmowę o tym wielkim Portugalczyku. "Chwała Portugalii" António Lobo Antunesa w przekładzie Wojciecha Charchalis ukazała się nakładem wydawnictwa Noir Sur Blanc. Gość: Wojciech Charchalis Prowadzenie: Agata Kasprolewicz Realizacja: Kris Wawrzak --------------------------------------------- Raport o stanie świata to audycja, która istnieje dzięki naszym Patronom, dołącz się do zbiórki ➡️ https://patronite.pl/DariuszRosiak Subskrybuj newsletter Raportu o stanie świata ➡️ https://dariuszrosiak.substack.com Koszulki i kubki Raportu ➡️ https://patronite-sklep.pl/kolekcja/raport-o-stanie-swiata/ [Autopromocja]