Podcasts about Partido Republicano

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Nota de Voz de Mesa Central
Jueves 20 de agosto: La reforma constitucional del Gobierno no cuenta con los apoyos necesarios

Nota de Voz de Mesa Central

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 2:47


Jueves 20 de agosto: La reforma constitucional del Gobierno ha conseguido una sorpresiva unanimidad. Tras una declaración reformista del presidente del Partido Republicano y senador Arturo Squella, prácticamente no hay quien apoye el texto propuesto por el Ejecutivo. De hecho, los más duros por la derecha, en republicanos y libertarios, tampoco están dispuestos a votar a favor, aunque por razones distintas.

El Primer Café
Vicente Bruna (Republicanos): "El Frente Amplio le daría gratuidad a un descuartizador"

El Primer Café

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 66:04 Transcription Available


Los secretarios generales del Frente Amplio, Andrés Couble, y del Partido Republicano, Vicente Bruna, sostuvieron un rudo debate a propósito de la Agenda Contra el Crimen Organizado y el Terrorismo (ACOT) que impulsa el Gobierno de José Antonio Kast.Couble abrió los fuegos señalando que el FA reconoce a la seguridad pública como "una de las principales urgencias ciudadanas", pero se quejó de que, en la discusión de medidas particulares, la derecha suele imputarle una "defensa de los delincuentes y del crimen organizado", lo que estimó "un poco ridículo y una simplificación del debate"."Me parece complejo que no estén disponibles a cortarles derechos a delincuentes, a criminales", respondió Vicente Bruna. "En Chile la realidad actual implica que el crimen organizado tortura personas, descuartiza personas, aparecen personas en contenedores bajo tierra... ¿Cómo es posible que el Frente Amplio pretenda que se mantengan esos derechos sociales a personas como ellos, si son criminales?", se preguntó.El Primer Café, con Cecilia Rovaretti.Descubre más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

El Primer Café
Raúl Soto (PPD) por ACOT: “Estos proyectos hay que mirarlos con lupa”

El Primer Café

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 66:10 Transcription Available


El diputado y presidente del PPD, Raúl Soto, manifestó su disposición a "contribuir y ser propositivos" en la discusión por la Agenda contra el Crimen Organizado y Terrorismo del Gobierno. Sin embargo, Soto señaló que "eso no significa que hay que ser ingenuos y que hay que confiar en el Gobierno, porque ya varias veces ha intentado pasar gato por liebre. Por lo tanto, tenemos que estar también vigilantes respecto del detalle de los proyectos".En la misma línea, la senadora Paulina Vodanovic, presidenta del PS, apuntó que "estamos hablando en base a supuestos, porque nadie conoce el texto" concreto, pese a que el lunes se realizó la ceremonia pública encabezada por el Presidente Kast. Por tal motivo, dijo, "Raúl Soto tiene razón: no sabemos si este inciso primero es lo que se dice (en la prensa) y después viene un caballo de Troya".El diputado Agustín Romero, del Partido Republicano, afirmó que "esta discusión es extremadamente importante" y la oposición tiene algunas aprensiones que hay que considerar, como lo planteado por Soto respecto a la sanción mediante derechos sociales.El Primer Café, con Cecilia Rovaretti.Encuentra más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

Mesa Central - RatPack
Los desmarques de Arturo Squella que complican al gobierno y la mejora de asistencia escolar en Renca

Mesa Central - RatPack

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 26:21


Sobre los desmarques de Arturo Squella, presidente del Partido Republicano -el partido del Presidente José Antonio Kast- que se han transformado en una piedra en el zapato del gobierno y cómo la comuna de Renca mejoró sus índices de asistencia en prekínder, Iván Valenzuela conversó con las editoras Paula Comandari y Carmen Gloria López en un nuevo Rat Pack de Mesa Central.

Mesa Central - Columnistas
Las dificultades del Presidente Kast para ordenar al Partido Republicano

Mesa Central - Columnistas

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 29:47


En Columnistas de Mesa Central, Iván Valenzuela conversó con Daniel Mansuy y Jorge Navarrete sobre los problemas internos del Partido Republicano y las dificultades del Presidente Kast para ordenar a su propia colectividad.

Morning Show
Flávio anuncia vice / Cleitinho fora da corrida por MG / Greve da CPTM

Morning Show

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 119:35


Confira no Morning Show desta quarta-feira (05): A greve dos funcionários da CPTM iniciada nesta terça-feira (04) entra em seu segundo dia com paralisação parcial das linhas 11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade. Os grevistas reivindicam garantias trabalhistas e a reversão da concessão das linhas para a iniciativa privada. Segundo a pesquisa eleitoral Genial/Quest divulgada nesta quarta-feira (05), o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno com 39, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 30%, Renan Santos (Missão) com 4% e Ronaldo Caiado (PSD) também com 4%. 44% dos entrevistados também afirmaram temer a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% temem a continuidade do governo Lula. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL - AL) foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL - RJ) na chapa que concorre à Presidência e Vice-Presidência da República pelo Partido Liberal. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (05) às 11h em Brasília e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do pré-candidato. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) teve o seu pedido para voltar a ser candidato ao governo de Minas Gerais negado pelo presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos). O senador era cotado em primeiro lugar nas pesquisas, mas, em nenhum momento confirmou a candidatura e chegou a desistir da corrida eleitoral, voltando atrás nesta terça-feira (04) durante uma reunião do partido. O governo americano cancelou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Segundo interlocutores no Departamento de Estado, a atitude foi uma resposta à demora do governo brasileiro em autorizar a posse de Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada americana em Brasília. Uma pesquisa realizada pela Reuters em parceria com a Ipsos, aponta que a desaprovação do presidente americano Donald Trump cresceu nos últimos meses, subindo para 63%, enquanto apenas 35% a gestão. Segundo os entrevistados, a economia é o principal motivo da reprovação. Outro dado importante é que 37% dos americanos confiam mais no Partido Democrata para gerir a economia, superando o Partido Republicano pela primeira vez em 10 anos. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que hoje não colocaria o boné “Make América Great Again”, marca da campanha eleitoral do presidente americano Donald Trump, o governador também disse confiar nas urnas eletrônicas. Tarcísio criou polêmica após a eleição de Trump ao gravar um vídeo “vestindo” o boné do republicano. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recorreu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para se manter em seu cargo. Infantino estaria sofrendo pressões internas na instituição após o anúncio de um plano para vender parte dos direitos de transmissão e merchandising da Copa do Mundo. Na manhã desta quarta-feira (05), a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu um detector de drones no Complexo da Maré. O estado registrou sete ataques realizados por drones controlados pelo crime organizado de março à agosto de 2026, em uma escalada impressionante do uso da tecnologia por facções e milícias contra a polícia e grupos rivais. A Polícia Militar de São Paulo deflagrou uma mega operação contra furto de veículos em Ribeirão Preto, São Carlos, Franca, Sertãozinho, Araraquara e Barretos. Batizada de “Operação Grande Impacto”, a ação contou com mais de 700 policiais de três batalhões, realizando abordagens, bloqueios e mandados de prisão. O helicóptero Águia, aeronave especial da PM, também está em alerta para ocorrências na região. O ator Wagner Moura afirmou recentemente em entrevista que “os fatos deixaram de ser relevantes” em meio a polarização política no Brasil e que “está cansado de ser odiado”. O ator atualmente mora nos Estados Unidos, onde trilha uma carreira internacional após concorrer ao Oscar com o filme “O Agente Secreto”. O super astro Neymar Jr. voltou com mais polêmicas ao xingar torcedores do Remo ao final de um jogo contra o time Paraense nesta terça-feira (04). O jogador gritou “eliminado” enquanto caminhava para o vestiário ao mesmo tempo em que a torcida xingava o atacante. A postura de Neymar provocou uma resposta do presidente do clube nas redes sociais, que o classificou como “vagabundo”. A apresentadora Monique Evans postou um vídeo nas redes sociais desabafando que não foi reconhecida pelo aplicativo de seu banco após realizar um procedimento estético que deixou seu rosto temporariamente inchado. Com a falha, a famosa nem conseguiu pagar o procedimento sem o acesso ao Pix, que babado! Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

El Primer Café
Álvaro Pezoa por diferencias en el Oficialismo: “Falta un poco de asentamiento y de madurez”

El Primer Café

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 71:58 Transcription Available


Álvaro Pezoa, presidente de Ideas Republicanas, centro de estudios vinculado al Partido Republicano, reconoció que la colectividad por la que fue elegido Kast para asumir la Presidencia "ha llegado al gobierno en solo cinco años de vida y, por momentos, a algunos de sus miembros los domina una excesiva ansiedad. Falta un poco de asentamiento y de madurez para acompañar al Presidente con menos ruidos en los medios. Hay una cierta impaciencia e inmadurez de entender que ya no se es partido de oposición, sino que se es partido de gobierno".Luis Ruz, presidente del directorio de Democracia y Comunidad, centro de estudios de la Democracia Cristiana, planteó que "las derechas tienen un problema de definición, no solamente práctico respecto de la agenda de gobierno, sino también sobre el tipo de sociedad que quieren representar. Comparten un adversario, que es la centroizquierda o la izquierda, pero no comparten un proyecto de sociedad".Rodrigo Ubilla, director del área política del instituto Libertad y Desarrollo, cercano a Renovación Nacional, defendió la postura de la timonel de dicho partido ante la polémica levantada en torno a Codelco: "Yo creo que Andrea Balladares lo dice claramente: ese no es el eje de este gobierno. El eje del gobierno está en los temas que conocemos y en mejorar la situación. Aquí no es que no tengamos una visión; hay un acuerdo de todos los partidos que apoyan al gobierno del Presidente Kast en función de una agenda que él definió para la segunda vuelta: ahí es donde está el esfuerzo".Ricardo Solari, presidente del directorio del Instituto Igualdad, vinculado al Partido Socialista, apuntó a que todas estas descoordinaciones han generado la caída sostenida de la aprobación del Gobierno en las encuestas: "Si uno toma las tres encuestas de ayer y las promedia, ejercicio que se hace habitualmente, la desaprobación está en 58 por ciento y la aprobación en 32 por ciento. Para esto una de las razones es que ha habido una tremenda promesa. Había la promesa de que las cosas iban a cambiar.El Primer Café, con Cecilia Rovaretti.Descubre más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

El Diario de Cooperativa AM
Gobierno cierra la puerta a la privatización de Codelco

El Diario de Cooperativa AM

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 19:52


El ministro secretario general de la Presidencia, José García Ruminot, abordó las recientes definiciones del Ejecutivo frente a las propuestas surgidas desde sus partidos aliados en el Congreso. En primer término, la autoridad respaldó la postura del biministro de Economía y Minería, Daniel Mas, descartando impulsar una reforma que busque privatizar la Corporación Nacional del Cobre (Codelco), iniciativa que había sido reabierta por el senador y presidente del Partido Republicano, Arturo Squella.Frente a la consulta sobre la factibilidad de esta medida, García Ruminot señaló que "no está en los planes y así lo ha dicho con claridad el ministro Daniel Mas". No obstante, el titular de la Segpres diferenció la privatización de las eventuales asociaciones estratégicas o joint ventures para financiar la expansión de la estatal.Por otro lado, al ser consultado respecto a las iniciativas legislativas de índole moral e ideológica promovidas por parlamentarios republicanos y del Partido Nacional Libertario —como el proyecto antiaborto denominado "Escucha a su corazón" o modificaciones en materia educacional—, el ministro lo consideró "legítimo".Sin embargo, aclaró que "la definición del Presidente José Antonio Kast es clarísima y los ministros tenemos que atenernos a ella. ¿Y cuál es esa definición? Somos un Gobierno de emergencia; somos un Gobierno que tiene las prioridades puestas en el ámbito de la seguridad, en el ámbito del desarrollo económico y en el ámbito de las urgencias sociales que tiene la población".El Diario de Cooperativa, con Verónica Franco y Rodrigo Vergara.Encuentra más episodios en Cooperativapodcast.cl

El Primer Café
Andrés Couble (FA): Idea de privatizar Codelco es una "cortina de humo" por contribuciones

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 67:09 Transcription Available


Sobre la propuesta del presidente del Partido Republicano, senador Arturo Squella, de privatizar Codelco, el secretario general del Frente Amplio, Andrés Couble, manifestó que "el instalar esta discusión esta semana por parte del Partido Republicano tiene más bien una intención de (...) una cortina de humo por el tema de las contribuciones", y la compensación al fondo municipal que se discutirá en el Congreso tras caerse en la megarreforma del Gobierno.A juicio de Couble, volver a hablar de la privatización de Codelco "es la agenda que nos trae de vuelta a un sistema totalmente donde todo se lleva a los privados, algo que ni la dictadura se atrevió a hacer, que fue privatizar Codelco. O sea, privatizó un montón de empresas públicas que regaló a precio de huevo a sus amigos, pero con Codelco no se metió".La secretaria general de la DC, Alejandra Krauss, coincidió en el diagnóstico de fondo, apuntando a una contradicción central en el planteamiento republicano. "Si no se tiene recursos, ¿qué sentido tenía impulsar una reforma tributaria donde íbamos a tener menos recaudación de impuestos?", cuestionó, agregando que el debate real que subyace es sobre "un modelo de sociedad, el rol del Estado".Por su parte, el diputado republicano Stephan Schubert afirmó que "estoy de acuerdo con que tengamos la discusión de qué vamos a hacer y si vamos a seguir exactamente igual o no", mientras el diputado Luis Pardo (RN) remarcó que "Codelco está totalmente desfinanciado, tiene una deuda que ya va llegando a los 30.000 millones de dólares", matizando con que "las utilidades muchas veces van al Estado y no se hacen las inversiones, por lo tanto el modelo de gestión de Codelco sin duda que está haciendo agua y hay que buscar una solución".El Primer Café, con Cecilia Rovaretti.Escucha más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

El Primer Café
Agustín Romero: "Las comunas más pobres tienen recursos asegurados" en megarreforma

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 62:07 Transcription Available


El diputado del Partido Republicano criticó que "aquí se le está mintiendo a la gente. Las comunas más pobres tienen los recursos asegurados desde el principio de esta reforma. Son los alcaldes de izquierda los que han agregado recursos que nunca tuvieron esos municipios, que nunca tuvo el Fondo Común Municipal para agrandar este fondo común".Jorge Guzmán, diputado de Evópoli, agregó que "yo puedo entender el punto respecto de si es legítimo o no financiar a las comunas más altas respecto de lo que van a dejar de percibir con impuestos generales y lo considero válido, pero ¿por qué si ellos mismos propusieron y exigieron una compensación, hoy día son ellos mismos quienes critican la modalidad de compensación?".A su vez, el diputado PPD Raúl Soto expuso que "con la fórmula que hay hoy día, se castiga a esas comunas pequeñas, se castiga a esas comunas rurales y se beneficia con recursos de todos los chilenos a las comunas más grandes, especialmente las del sector oriente de Santiago. Hay una situación de desproporción, de desigualdad y de inequidad que merece ser conversada y abordada".Mientras que Lautaro Carmona, presidente del PC, apuntó que "aquí no se toma en cuenta para qué existen los tributos, por qué se pagan impuestos. Porque es una forma que tiene el Estado, cualquiera sea quien lo gobierne, de recibir ingresos para aplicarlos en políticas públicas. Y eso significa y tiene por nombre en forma indirecta redistribución de la riqueza".El Primer Café, con Cecilia Rovaretti.Escucha más episodios en Cooperativapodcast.cl

El Primer Café
Andrés Couble: "El ministro Quiroz se comporta como un estafador telefónico"

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 69:04 Transcription Available


El secretario general del Frente Amplio, Andrés Couble, manifestó que en el Ejecutivo "parecieran estar tan apurados por aprobar esta megarreforma justamente porque quieren ocultar cuáles son los efectos" que tendrá, y de ese modo evitar "una discusión honesta junto con la Ley de Presupuesto, porque los menores ingresos (al Fisco), evidentemente, traerán menores gastos" a futuro.En ese sentido, Coublé criticó el manejo del titular de Hacienda: "El ministro Quiroz se comporta -no sé si escucharon las declaraciones del lunes: 'Lo importante es que salga rápido, que salga rápido'- como un estafador telefónico, como un vendedor de 'Llame Ya', que llaman a  tomar decisiones rápidas para que no pensemos en detalle lo que estamos haciendo, y no veamos el error que estamos cometiendo", afirmó.Por su parte, Vicente Bruna, secretario general del Partido Republicano, le contestó a Couble, señalando que "me parece una falta de respeto tratar de estafador telefónico a un ministro de Hacienda que está haciendo justo lo contrario a lo que hizo el Gobierno anterior, que nos tiene en la situación en la que estamos. Fueron ellos (los partidos de izquierda) los que tienen la situación del país cómo está, por sus medidas irresponsables".El Primer Café. Conduce: Cecilia Rovaretti.Descubre más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

News in Easy Spanish - Hola Qué Pasa
El Tribunal Supremo de EE. UU. permite contar votos por correo llegados tarde

News in Easy Spanish - Hola Qué Pasa

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 4:33


El Primer Café
Paulina Vodanovic: "Esto de seguirle echando la culpa al gobierno anterior ya no aguanta"

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 74:55 Transcription Available


Ante el aumento de la cesantía y el quinto mes consecutivo con un Imacec en números negativos, la senadora y presidenta del Partido Socialista señaló que "hay decisiones de este Gobierno que están impactando en esto", como los cambios al Mepco.Según el senador Renzo Trisotti, del Partido Republicano, "los gobiernos tienen que administrar en las condiciones que reciben. Hoy día tenemos una herencia que no es la óptima, pero hoy día hay que buscar las herramientas para tratar de revertir esta situación".Por su parte, la exministra Alejandra Krauss (DC) criticó a quienes buscan reintroducir la teoría del "chorreo económico": "queremos crecimiento para todos, no para algunos", señaló la economista, recordando las cifras de pobreza de Chile en los años 90.Finalmente, también hubo palabras para el rechazo del Senado a la acusación constitucional contra el exministro de Hacienda, Nicolás Grau. La diputada RN Ximena Ossandón criticó la "soberbia" de un sector del Partido Republicano, que en su mirada impide el diálogo político y la búsqueda de acuerdos nacionales.El Primer Café. Conduce: Cecilia Rovaretti.Encuentra más capítulos en Cooperativapodcast.cl

Caimanes por el Mundo
#311 - Guerra, paz y traiciones: Irán, Israel y la rebelión de Trump

Caimanes por el Mundo

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 70:01


En este episodio analizamos el polémico acuerdo de paz con Irán impulsado por Donald Trump y JD Vance, un pacto que ha provocado una auténtica tormenta política tanto en Washington como en Tel Aviv. Debatimos si Israel intentará sabotear el acuerdo mediante acciones militares o presión política, y por qué, por primera vez en años, Trump y Vance están criticando públicamente a dirigentes israelíes y exigiendo que respeten el proceso de negociación. También exploramos las consecuencias electorales para las elecciones de mitad de mandato de 2026: ¿premiarán los votantes a Trump por evitar una guerra más amplia en Oriente Medio o le castigarán por lo que algunos republicanos consideran una concesión a Irán? Además, repasamos las divisiones dentro del movimiento MAGA y el creciente enfrentamiento entre la Casa Blanca y sectores tradicionalmente proisraelíes del Partido Republicano. Para terminar, comentamos las últimas novedades de SpaceX, el impacto geopolítico sobre los mercados financieros y qué pueden esperar los inversores de la bolsa en un entorno marcado por la incertidumbre política, la energía y la tecnología.

Paislobo Podcast
Investigan paradero de niños haitianos ingresados a Chile

Paislobo Podcast

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 21:27


Un informe de la Contraloría General de la República reveló severas deficiencias en el registro de menores extranjeros que ingresaron al país, abriendo una indagación del Ministerio Público por el paradero desconocido de cientos de niños de origen haitiano.La controversia institucional escaló tras la filtración de antecedentes enviados a la Fiscalía, los cuales exponen que diversos infantes ingresaron a territorio nacional mediante documentación irregular y fotocopias. Las estimaciones parlamentarias y de organismos fiscalizadores cifran entre cien y más de mil los menores de edad cuyo rastro y condiciones de vulnerabilidad actual se desconocen en el país.Frente a los antecedentes expuestos por el organismo fiscalizador, la diputada del Partido Nacional Libertario, Paulina Muñoz, confirmó que las bancadas de Renovación Nacional, la Unión Demócrata Independiente y el Partido Republicano impulsan la creación de una comisión investigadora en el Congreso Nacional. La parlamentaria advirtió el riesgo latente de que estas irregularidades en el Servicio Nacional de Migraciones configuren delitos graves como el tráfico de personas.Por su parte, la conductora de Política Podcast, Rocío Gambra, expuso antecedentes adicionales provistos por el exdiputado Rubén Oyarzo, quien fiscalizó de forma presencial un vuelo chárter con más de sesenta menores de edad en octubre del año pasado. Dicha acción contradice la postura de la administración del exdirector de Migraciones, Luis Thayer, quien sostuvo que los procesos de reunificación con Haití se mantuvieron paralizados durante dicho período del período anterior.El debate legislativo abordó además el ingreso de las indicaciones del Ejecutivo a la reforma de Sala Cuna Universal. La diputada Paulina Muñoz respaldó la propuesta de utilizar un 0,35% de las cotizaciones futuras del fondo de cesantía para el financiamiento de la medida, argumentando la necesidad de reactivar el empleo femenino sin alterar los costos laborales empresariales en el actual escenario macroeconómico nacional.

24 Horas | Showcast - Estado Nacional
Estado Nacional - Domingo 7 de junio 2026

24 Horas | Showcast - Estado Nacional

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 93:27


Revisa una nueva edición de Estado Nacional junto a los periodistas Matías del Río y Valentina Reyes, quienes estuvieron acompañados por el panel de expertos, además del alcalde de Santiago, Mario Desbordes, y el presidente del Partido Republicano de Chile, Arturo Squella.

Noticias de América
Estados Unidos: Trump sigue controlando al Partido Republicano

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 2:28


Trump sigue haciendo y deshaciendo candidaturas en el Partido Republicano: candidato que él endosa, muy probablemente gana; candidato al que le quita su respaldo por rebelde, pierde. Analizamos el control que sigue ejerciendo el mandatario en su partido con la internacionalista Alana Moceri y el presidente de la Fundación Chase en Virginia, Alex Chafuen. El presidente Trump sigue ganando elecciones, no a nivel nacional, que por lo general pierde, sino a nivel local: las primarias de su partido, que por lo general gana a través de los candidatos que endosa. "Trump sigue teniendo mucho poder y mucho dinero. Controla muchísimo dinero y puede ayudar mucho", explica Alana Moceri, profesora de relaciones internacionales en la Universidad Instituto Empresa, en Madrid. "En estas campañas ha sido muy notable derrotar a John Cornyn, el senador de Texas de toda la vida. Ken Paxton, que ha sido apoyado por Trump, es otro caso. Paxton es un hombre que tiene también muchos escándalos en su pasado. Su influencia ha permitido derrotar a Thomas Massie, Bill Cassidy, que son senadores, congresistas desde hace muchos años. Pero bueno, tampoco han sido todos éxitos para Trump. Ha sufrido derrotas en Iowa, en North Carolina. Pero en general han sido triunfos. Creo que ha apoyado a unos 100 candidatos y ha tenido un gran éxito con ellos. De modo que sí, sigue controlando el partido, pero puede ser que encuentre pronto sus límites", afirma Moceri. Ahora bien, ¿por qué, a pesar de tantas dificultades —entre otras, la inflación, las redadas antiinmigrantes de ICE, la guerra en Oriente Medio—, Trump sigue controlando el Partido Republicano? Alex Chafuen es presidente de la Fundación Chase, de Virginia, explica que "en las encuestas dicen que el elector republicano está descontento con el Congreso y los republicanos en general, pero odia y tiene terror a la agenda demócrata. La razón básicamente es esa. Hay un grupo muy sólido de apoyo a Trump, que sigue batiendo récords en cuanto a apoyar a candidatos que terminan ganando. Ningún presidente ha tenido ese récord. Es tanto el terror que se le tiene a la agenda demócrata que eso hace que Trump sea como el gran luchador contra esa agenda. La verdad es que, pese al descontento que existe con ciertas políticas de Trump, a este señor, al presidente de Estados Unidos, los republicanos lo ven como la única figura que puede, por ahora, enfrentarse a los demócratas".

Notícia no Seu Tempo
ONGs fazem operações cruzadas com verbas de emendas de vereadores

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 8:57


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (05/06/2026): Entre 2020 e 2025, um grupo de organizações não governamentais movimentou ao menos R$ 9,8 milhões – verbas recebidas por emendas de vereadores paulistanos – em uma rede de contratos cruzados, com transações e despesas recíprocas entre entidades nas execuções de projetos sociais. O levantamento do Estadão foi feito em 120 prestações de contas de convênios entre seis ONGs e a Prefeitura de SP. As transações envolvem tanto as entidades quanto empresas ligadas a seus dirigentes. A subcontratação, por parte de ONGs, de empresas de seus próprios dirigentes é proibida, inclusive se ocorrer de modo “cruzado”. As prestações de contas analisadas envolvem emendas indicadas por 17 vereadores, secretários e ex-titulares de pastas do Executivo municipal. Os dirigentes de institutos alegam não haver contratos cruzados, mas uma atuação conjunta entre organizações parceiras. As ONGs não se manifestaram. Economia: Após não cumprir meta em 2025, fila do INSS cai em ano eleitoral Política: Trump ataca republicanos após votação na Câmara Internacional: Hezbollah rejeita trégua entre Líbano e Israel, que mantém operações no país Metrópole: ECA Digital faz com que escolas mudem o uso de imagem de alunos em redes sociais Cultura: Brilha Sonhos transforma o Parque Villa-Lobos em universo imersivo de luz e fantasiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticias de América
Estados Unidos: Trump sigue controlando al Partido Republicano

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 2:28


Trump sigue haciendo y deshaciendo candidaturas en el Partido Republicano: candidato que él endosa, muy probablemente gana; candidato al que le quita su respaldo por rebelde, pierde. Analizamos el control que sigue ejerciendo el mandatario en su partido con la internacionalista Alana Moceri y el presidente de la Fundación Chase en Virginia, Alex Chafuen. El presidente Trump sigue ganando elecciones, no a nivel nacional, que por lo general pierde, sino a nivel local: las primarias de su partido, que por lo general gana a través de los candidatos que endosa. "Trump sigue teniendo mucho poder y mucho dinero. Controla muchísimo dinero y puede ayudar mucho", explica Alana Moceri, profesora de relaciones internacionales en la Universidad Instituto Empresa, en Madrid. "En estas campañas ha sido muy notable derrotar a John Cornyn, el senador de Texas de toda la vida. Ken Paxton, que ha sido apoyado por Trump, es otro caso. Paxton es un hombre que tiene también muchos escándalos en su pasado. Su influencia ha permitido derrotar a Thomas Massie, Bill Cassidy, que son senadores, congresistas desde hace muchos años. Pero bueno, tampoco han sido todos éxitos para Trump. Ha sufrido derrotas en Iowa, en North Carolina. Pero en general han sido triunfos. Creo que ha apoyado a unos 100 candidatos y ha tenido un gran éxito con ellos. De modo que sí, sigue controlando el partido, pero puede ser que encuentre pronto sus límites", afirma Moceri. Ahora bien, ¿por qué, a pesar de tantas dificultades —entre otras, la inflación, las redadas antiinmigrantes de ICE, la guerra en Oriente Medio—, Trump sigue controlando el Partido Republicano? Alex Chafuen es presidente de la Fundación Chase, de Virginia, explica que "en las encuestas dicen que el elector republicano está descontento con el Congreso y los republicanos en general, pero odia y tiene terror a la agenda demócrata. La razón básicamente es esa. Hay un grupo muy sólido de apoyo a Trump, que sigue batiendo récords en cuanto a apoyar a candidatos que terminan ganando. Ningún presidente ha tenido ese récord. Es tanto el terror que se le tiene a la agenda demócrata que eso hace que Trump sea como el gran luchador contra esa agenda. La verdad es que, pese al descontento que existe con ciertas políticas de Trump, a este señor, al presidente de Estados Unidos, los republicanos lo ven como la única figura que puede, por ahora, enfrentarse a los demócratas".

20 Minutos com Breno Altman
Até quando Trump dará as cartas nos Estados Unidos? | Heloísa Villela | Programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 88:46


Até quando Trump dará as cartas nos Estados Unidos? | Heloísa Villela | Programa 20 MinutosCom o cenário político dos Estados Unidos se aproximando das eleições de meio de mandato em novembro de 2026, a pergunta que ecoa nos corredores de Washington e nas mesas de análise política ao redor do mundo é: "Até quando Trump dará as cartas?". Dados recentes mostram um cenário contraditório: enquanto o presidente Donald Trump consolida um poder absoluto sobre o Partido Republicano — eliminando adversários históricos como o senador Bill Cassidy e o congressista Thomas Massie em primárias sangrentas  — sua popularidade geral desaba. Pesquisas indicam que sua aprovação flutuou perto ou abaixo dos 40%, com o eleitorado desaprovando duramente sua condução da economia e da guerra no Irã . Essa desconexão entre a força de Trump dentro da máquina partidária e a rejeição nas urnas pode ser uma armadilha para o GOP. A grande questão é se a "máquina de vingança" de Trump e sua estratégia de mobilizar a base com narrativas de integridade eleitoral serão suficientes para conter o descontentamento popular com a inflação e os custos de vida, ou se os democratas surfarão uma "onda azul" em novembro . Heloísa Villela, com sua vasta experiência internacional, vai destrinchar esse tabuleiro complexo onde o poder real do presidente parece não se traduzir mais em popularidade.#Trump2026 #Midterms #PolíticaEUA #HeloisaVillela #EleiçõesAmericanas

24 Horas | Showcast - Noticias 24
Senador Squella y votación de megarreforma: ”Va a depender de cuál es la predisposición del socialismo democrático”

24 Horas | Showcast - Noticias 24

Play Episode Listen Later May 28, 2026 21:43


Arturo Squella, senador y presidente del Partido Republicano, abordó en Canal 24 Horas la acusación constitucional anunciada contra Nicolás Grau y la votación de la megarreforma en el Senado.

Nota de Voz de Mesa Central
Jueves 28 de mayo: La UDI aseguró que no se someten a "presiones ni amenazas de ningún tipo" y que estudiarán acusación contra Grau "en su mérito"

Nota de Voz de Mesa Central

Play Episode Listen Later May 28, 2026 2:56


Jueves 28 de mayo: Entre la UDI y el Partido Republicano la cosa se puso tensa cuando el diputado Agustín Romero, el republicano que preside la Comisión de Hacienda, dijo que los partidos de Chile Vamos debían asumir la responsabilidad ante su electorado. La bancada UDI respondió con una dura declaración diciendo, entre otras cosas, que se acabaron los tiempos de la "derechita cobarde"

Ana Francisca Vega
Trump enfrenta su peor nivel de aprobación previo a las elecciones intermedias

Ana Francisca Vega

Play Episode Listen Later May 27, 2026 8:21


En entrevista para MVS Noticias con Ana Francisca Vega, Yamil Nares, director Defoe, analizó el cambiante panorama político rumbo a las elecciones de noviembre en Estados Unidos. El especialista destacó que los datos más recientes de intención de voto y aprobación presidencial revelan un escenario de creciente complejidad para el Partido Republicano y la figura de Donald Trump, marcando movimientos significativos en las tendencias electorales.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No pé do ouvido
EUA dão sinais dúbios sobre acordo de paz com Irã

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later May 25, 2026 23:03


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Gabando-se de “nunca ter feito um acordo ruim”, Donald Trump primeiro disse que entendimento para reabrir Estreito de Ormuz estava “em grande parte acertado”, mas depois, sob críticas dentro do Partido Republicano, mandou seus negociadores “não terem pressa”. China lança missão espacial decisiva para seu projeto de pousar na Lua até 2030. E Meta lança novo aplicativo para Facebook com recursos semelhantes aos do Reddit.See omnystudio.com/listener for privacy information.

La Trinchera con Christian Sobrino
BSB #93: De mensajes de estado, la metafísica de Trump y congresistas YOLO

La Trinchera con Christian Sobrino

Play Episode Listen Later May 23, 2026 95:35


En este nonagésimo tercer episodio del ¡Bipartidismo Strikes Back! (una producción del #PodcastLaTrinchera), Christian Sobrino y Luis Balbino discuten eventos recientes en Cuba, el segundo Mensaje de Situación de Estado de la Gobernadora Jenniffer González, el presupuesto propuesto para el próximo año fiscal, el acuerdo transaccional entre el Imperator Trump y su propio IRS para crear un barril de $1.8 mil millones, el saldo de las primarias del Partido Republicano como antesala a las elecciones de medio término y mucho más.Este episodio es presentado a ustedes por:- San Juan Lincoln, donde encontrarán una exclusiva colección de vehículos de lujo diseñados para satisfacer todas sus expectativas. Allí descubrirán la presencia imponente de la Navigator, la elegancia dinámica de la Aviator, la sofisticación refinada de la Corsair y el diseño moderno de la Nautilus. Pueden visitarlos en la Avenida Kennedy en San Juan para explorar lo que una SUV de lujo debe ser. Su equipo está listo para ofrecerles una experiencia inigualable. Para más información u orientación, llamen al 787-331-5023.- La Tigre,  el primer destino en Puerto Rico para encontrar una progresiva selección de moda Italiana, orientada a una nueva generación de profesionales que reconocen que una imagen bien curada puede aportar a nuestro progreso profesional. Detrás de La Tigre, se encuentra un selecto grupo de expertos en moda y estilo personal, que te ayudarán a elaborar una imagen con opciones de ropa a la medida y al detal de origen Italiano para él, y colecciones europeas para ella. Visiten la boutique de La Tigre ubicada en Ciudadela en Santurce o síganlos en Instagram en @shoplatigre.Por favor suscribirse a La Trinchera con Christian Sobrino en su plataforma favorita de podcasts y compartan este episodio con sus amistades.Para contactar a Christian Sobrino y #PodcastLaTrinchera, nada mejor que mediante las siguientes plataformas:Facebook: @PodcastLaTrincheraTwitter: @zobrinovichInstagram: zobrinovichTikTok: @podcastlatrincheraYouTube: @PodcastLaTrinchera

El Diario de Cooperativa AM
Diputado Meza acusa a la oposición de restringir el debate por megarreforma

El Diario de Cooperativa AM

Play Episode Listen Later May 18, 2026 18:08


En conversación con El Diario de Cooperativa, el diputado y vicepresidente del Partido Republicano, José Carlos Meza, respondió las críticas de la oposición por la falta de debate legislativo en el proyecto de megarreforma del Gobierno, apuntando a las tácticas dilatorias que habrían restado tiempo en el Congreso. Conducen Verónica Franco y Rodrigo Vergara.

Mesa Central - RatPack
Los tres megaproyectos de inversión que ven luz y la cumbre republicana con el Presidente

Mesa Central - RatPack

Play Episode Listen Later May 12, 2026 25:23


Sobre la reunión entre los diputados del Partido Republicano y el mandatario en Cerro Castillo, además del avance de obras clave para el desarrollo, Iván Valenzuela conversó con las editoras Paula Valenzuela y Marily Lüders en un nuevo Rat Pack de Mesa Central.

El Diario de Cooperativa AM
Megarreforma: Republicanos acusan "deshonestidad intelectual"

El Diario de Cooperativa AM

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 31:31


El jefe de bancada del Partido Republicano, diputado Benjamín Moreno, abordó en Cooperativa las críticas a la "megarreforma" del Gobierno y acusó una "deshonestidad intelectual" de la oposición al exponer supuestos recortes. Además, analizamos el estado de la guerra y el atentado contra Trump, con el académico Gilberto Aranda. Conducen: Verónica Franco y Rodrigo Vergara.

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga
Jaime Flórez, Director de Comunicaciones y Portavoz del Partido Republicano.

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 11:39


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Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 18/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Caminhoneiros discutem greve / Irã confirma morte de chefe de segurança | 2ª EDIÇÃO: EUA usam bomba de penetração contra Irã em Ormuz

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 301:53


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (18): Caminhoneiros autônomos e cooperativas articulam uma possível greve entre quarta (18) e quinta-feira (19), impulsionada pela disparada no preço do diesel em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do combustível chegou a cerca de R$ 6,80 nos postos brasileiros. Levantamento da ValeCard aponta alta de aproximadamente 18% desde o início do conflito no Oriente Médio. O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional e um dos nomes mais influentes do regime. Segundo Israel, ele teria assumido papel central após a morte do líder supremo Ali Khamenei. Em meio à escalada do conflito, a crise também repercute nos Estados Unidos: Joe Kent, ligado ao Partido Republicano e aliado de Donald Trump, renunciou ao cargo em protesto contra a guerra, criticando a influência externa na decisão americana. A modelo e influenciadora Martha Graeff foi convocada para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) no dia 23 de março. Ela manteve relacionamento com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, instituição envolvida em investigações recentes. A convocação foi feita a partir de requerimento do deputado Kim Kataguiri. A população do Irã foi às ruas nesta terça-feira após convocação do governo para protestos “em defesa do país”, em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel. As manifestações começaram por volta das 10h30 no horário de Brasília (17h em Teerã), após mobilização feita por canais oficiais no Telegram. O Comando Central dos EUA informou que utilizou bombas de penetração profunda contra baterias antiembarcações do Irã no Estreito de Ormuz. A ação tem como objetivo reabrir a rota marítima estratégica, que permanece fechada desde o início da guerra. A Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular o empresário Igor Ferreira Sauceda, acusado de atropelar e matar um motoboy em 2024 na Avenida Interlagos, na Zona Sul da capital. O caso ganhou grande repercussão após ser registrado por câmeras de segurança. O réu responde em liberdade por homicídio doloso triplamente qualificado, incluindo motivo fútil, meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. A data do julgamento ainda não foi definida. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade nesta terça-feira (17) para condenar os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Os parlamentares foram condenados pelo crime de corrupção passiva em um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está em alerta diante da possibilidade de uma greve de caminhoneiros, impulsionada pela alta no preço do diesel. Para conter a crise, o Planalto avalia medidas como a redução do ICMS sobre combustíveis, mas enfrenta resistência dos estados, que consideram a proposta “injustificável”. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi intimada a depor, nesta terça-feira (17), pela Comissão da Câmara dos Deputados, responsável pelo caso do escândalo sexual do bilionário Jeffrey Epstein. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

El Debate
De Trump a los Clinton: ¿qué hay detrás de los nuevos giros del caso Epstein?

El Debate

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 37:05


La nueva publicación de tres millones de páginas vinculadas al depredador sexual Jeffrey Epstein vuelve a sacudir a las élites políticas de Estados Unidos. Con nombres como Donald Trump, Bill y Hillary Clinton orbitando en los documentos, la pregunta es: ¿qué hay detrás de los nuevos giros del caso Epstein en EE. UU.?, ¿se trata del inicio de una rendición de cuentas real o de otro episodio que quedará atrapado en la polarización y el ruido político? Lo analizamos en El Debate de France 24.

El Debate
Discurso del estado de la Unión: ¿un balance ecuánime o con tendencia de Trump?

El Debate

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 36:41


En el Debate de France 24, analizamos con nuestros invitados: ¿fue realmente equilibrado el discurso de Donald Trump ante el Congreso sobre su primer año de Gobierno? En su intervención, el presidente de EE. UU. se centró en temas clave como la economía, la seguridad y la inmigración, pero dejó de lado asuntos cruciales como la salud y el desempleo. Además, el mandatario aprovechó la ocasión para arremeter contra los demócratas, a menos de nueve meses de las cruciales elecciones de medio término.

No es el fin del mundo
249. En la mente de Marco Rubio

No es el fin del mundo

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 95:54


Pocos políticos estadounidenses han sabido sobrevivir a tantas humillaciones y reinventarse tantas veces como Marco Rubio, el actual secretario de Estado de Donald Trump. De ser la joven promesa del Tea Party a convertirse en "Little Marco", del fracaso en las primarias republicanas de 2016 a ocupar el cargo más influyente en política exterior estadounidense. Marco Rubio ha tejido su carrera entre Miami y Washington adaptándose a cada giro del Partido Republicano. Camaleón político o superviviente nato, ha fusionado el trumpismo con el neoconservadurismo clásico para diseñar una nueva doctrina hemisférica que pone a América Latina en el centro de la estrategia estadounidense. Desde la caída de Maduro en Venezuela hasta las amenazas contra Cuba, pasando por el bombardeo a Irán y la confrontación con China, Rubio está marcando el rumbo de la primera potencia mundial. Hoy en "No es el fin del mundo" hablamos de Marco Rubio con la participación especial de Franco Delle Donne, creador del podcast "Epidemia Ultra". Este episodio cuenta con una cuña publicitaria de O2.

El Primer Café
Carlos Ominami: Nuevo discurso de Kast es muy propio de lo que llamaba la "derechita cobarde"

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 74:17


El reciente discurso del Presidente electo, José Antonio Kast, en la inauguración del Foro Económico Internacional América Latina y el Caribe, bautizado como el Davos latinoamericano, fue analizado por economistas en El Primer Café. En ese sentido, Carlos Ominami fue incisivo al cuestionar la recepción de este nuevo tono en el electorado más duro de Kast: "Me hago la pregunta de qué es lo que estarán pensando las personas que votaron por él, particularmente toda su base más radical del Partido Republicano, de los socialcristianos, que quisieran ver un discurso distinto y que consideran que este discurso era muy, muy propio de esto que llamaban la 'derechita cobarde'", planteó el exministro de Economía. Conduce Cecilia Rovaretti.

Noticias de América
EEUU: Trump intenta bajar las tensiones en Mineápolis pero pide que cesen "la resistencia y el caos"

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 2:33


El presidente estadounidense Donald Trump bajó el tono este 26 de enero ante la tensa situación en el estado de Minesota, y aseguró que no quiere gente "herida o muerta" durante las protestas, aunque pidió que cesen "la resistencia y el caos". Con la AFP y entrevistas de Carlos Pizarro Tras la muerte de dos ciudadanos estadounidenses en las calles de Mineápolis en menos de tres semanas, Trump anunció en su plataforma Truth Social que había hablado telefónicamente con el gobernador de Minesota, Tim Walz y el alcalde de Mineápolis, Jacob Frey, y prometió diálogo. "Fue una llamada muy positiva y, en realidad, parece que estamos en la misma longitud de onda", dijo en alusión al gobernador. Trump también anunció el envío de su "zar" contra la inmigración ilegal, Tom Homan, a ese estado del norte del país, con el encargo de que le informe personalmente de la situación. Homan, un veterano del Departamento de Seguridad Nacional (DHS), se reunirá el martes con el alcalde de Mineápolis, Jacob Lawrence Frey, explicó Trump. El presidente no quiere ver gente "herida o muerta en las calles de Estados Unidos" aseguró luego en rueda de prensa la portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt. Al mismo tiempo, Trump quiere que cese "la resistencia y el caos" en esa ciudad del norte del país.Salida de agentes "Estamos exigiendo al alcalde de Mineápolis, al gobernador y a todos los líderes, que lo que tiene que irse y la violencia que se tiene que parar es la violencia que está causando el Estado y que está causando la migra. Porque cuando el pueblo está viendo la violencia, estamos saliendo y estamos exigiendo acciones reales de nuestros líderes en contra de la violencia que está perpetuando el Gobierno federal. Y que entiendan que no pueden solo salir de acá para repetir la misma violencia en otros estados y ciudades", dice a RFI Erika Zurawski, cofundadora del Comité de Acción de Derechos para Inmigrantes de Minnesota. Frey anunció el lunes que "algunos agentes federales" se irán este martes de Mineápolis. "Seguiré presionando para que se vayan los demás involucrados en esta operación", escribió. El funcionario informó más temprano que habló con Trump y que "el presidente coincidió en que la situación actual no puede continuar". Según medios de comunicación estadounidenses, el jefe de la policía fronteriza, Gregory Bovino, abandonará Mineápolis, pero el Gobierno desmintió esas versiones de prensa. Bovino "no ha sido relevado de sus funciones", dijo en X la portavoz del DHS Tricia McLaughlin. Rechazo en el Partido Republicano Los asesinatos ocurridos en Mineápolis han encendido un fuerte rechazo dentro del Partido Republicano y han fragmentado a los aliados independientes que tenía Trump para afrontar las elecciones de medio término. "Sí existe esta posible ruptura. Las acciones que está tomando el presidente Trump son extremadamente polarizantes. Lo que está pasando aquí es que la coalición política que llevó al presidente Trump a ganar esta última elección está siendo fracturada por muchos frentes. Y aunado a esto, tenemos que el Partido Republicano en el Congreso y obviamente el Congreso está totalmente inactivo, inexistente, sin hacer absolutamente nada en cuestiones legislativas", explica a RFI el politólogo de la Universidad de Houston, Jeronimo Cortina. La lucha contra la inmigración ilegal fue una promesa central de la campaña de Donald Trump, pero las encuestas muestran un creciente rechazo público en la forma en la que se está implementando esta política. En la última encuesta realizada el pasado fin de semana por Reuters Ipsos, solo el 39% de los estadounidenses aprobaban la labor de Trump en materia de inmigración, mientras que el 53% la desaprueba, según el sondeo.

Diplomatas
“Trump olha para a Europa e vê dois inimigos: a União Europeia e as democracias liberais”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 40:22


O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como ponto de partida o primeiro ano volvido desde a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos neste seu segundo mandato. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para os últimos capítulos da escalada da retórica e das ameaças norte-americanas à Gronelândia, ao statu quo da NATO e às relações transatlânticas e explicaram as prioridades de política externa definidas e implementadas pela Casa Branca nos últimos 12 meses. No plano interno, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA assinalaram duas importantes datas do calendário político dos EUA que se cumprem em 2026 – os 250 anos da Declaração de Independência (4 de Julho) e as eleições intercalares (3 de Novembro) – para reflectir sobre o estado da democracia no país e sobre a estratégia do Partido Republicano para se manter numa posição dominadora no Congresso. No final do programa, os analistas responderam a uma pergunta enviada por um ouvinte do Diplomatas que quis saber como é que Portugal e os seus aliados devem defender o seu modo de vida e as suas democracias de actividades híbridas – como interferência eleitoral, ciberataques ou actos de sabotagem – protagonizadas pela Rússia e por outros actores externos. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

El Primer Café
Partido Republicano descarta que Kast haya buscado paridad de género en su gabinete

El Primer Café

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 72:34


La secretaria general del Partido Republicano, Ruth Hurtado, descartó en El Primer Café que el Presidente electo, José Antonio Kast, haya intentado diseñar un gabinete ministerial con igual número de hombres y de mujeres. "Esto no es para mostrar una señal de que tiene que haber paridad; esto fue bien espontáneo y no buscando aquello, porque si tú buscas aquello, dejas de tener a los mejores trabajando en un gabinete", argumentó Hurtado. Conduce Cecilia Rovaretti.

Enfoque internacional
"Son unos patriotas", dice Trump sobre los cuestionados agentes de ICE o la llamada "migra"

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 7:29


Para cumplir su promesa de llevar a cabo la expulsión de inmigrantes más grande de la historia, Donald Trump ha reforzado, desde su retorno a la Casa Blanca, el presupuesto y la misión del Servicio de Inmigración y Control de Aduanas, ICE. A finales de diciembre, más de 68 mil adultos estaban detenidos por el brazo armado de la política antinmigrante de Trump. Pero las muy controvertidas prácticas de sus agentes han desatado la protesta social y la denuncia de defensores de derechos humanos y personalidades demócratas.   Arrestos masivos en parques públicos y en presencia de niños, detenciones brutales en retenes improvisados, redadas policiales en barrios sin delincuencia donde viven trabajadores sin papeles. Una mujer acribillada dentro de su auto por un agente. Según el New York Times, los policías del Servicio de Inmigración y Control de Aduanas, ICE, han disparado en Estados Unidos nueve veces en lo que va el año contra personas a bordo de sus vehículos. En rueda de prensa con motivo de su primer año de regreso a la Casa Blanca, Donald Trump volvió a calificar de "patriotas" a los agentes de ICE o "la migra" como dicen los latinoamericanos asentados en Estados Unidos.  No obstante, defensores de derechos humanos, parte de la población y algunas personalidades demócratas denuncian como anticonstitucionales los métodos del brazo armado de la política antinmigrante impulsada el presidente republicano . "No hay un consenso a nivel judicial si las acciones de ICE son legales o anticonstitucionales ", precisa Sebastian Sclofsky*,   investigador en violencia estatal, con un foco en violencia policial en Las Américas, pero subraya que "existe un reporte importante de varias violaciones a derechos civiles de la población en general por parte de la fuerza policial y migratoria,  condenadas tanto por expertos constitucionalistas como por las diferentes Cortes de Estados Unidos" Existe igualmente, dice el experto, un cuestionamiento de las autoridades judiciales locales o estatales sobre las formas en el accionar de los agentes de ICE,  principalmente la cobertura de sus rostros, el uso de vehículos no identificados y la utilización de armas militares. "Esos mecanismos no son necesariamente ilegales, pero son prácticas que se consideran ilegítimas", puntualiza.. El especialista en violencia policial explica que las acciones de ICE ocurren en un contexto en el que la violencia policial en Estados Unidos es muy alta. "El número de personas que la policía mata en Estados Unidos es muchísimo más alto que Europa y que todos los países desarrollados. No tenemos números oficiales, pero la policía de Estados Unidos mata entre 1500 y 2000 personas al año. No son números oficiales, porque oficialmente hay una política de no contarlos". Tenuendo en cuenta esta premisa, afirma: "Pero yo sí creo que hay una radicalización hacia abajo y ICE responde como una agencia que tiene interés en mantenerse. Históricamente las acciones de ICE siempre fueron violentas y traumáticas, pero nunca a este nivel". El Congreso triplica el presupuesto de ICE Con el regreso de Trump al poder, ICE se convirtió en la fuerza federal más grande del país al ver triplicado su presupuesto gracias a una ley presupuestaria aprobada por el Congreso el 1 de julio de 2025 que destina 170 000 millones de dólares a la lucha contra la inmigración. Una campaña de reclutamiento masivo lanzada el año pasado busca contratar a 10 000 nuevos agentes.  "ICE recluta a estadounidenses patriotas y valientes para expulsar a los delincuentes extranjeros, asesinos, violadores, terroristas y pedófilos que se encuentran en situación irregular en nuestras calles», indica su página web. Quienes se alisten pueden recibir hasta 50 000 dólares en bonificaciones e, incluso, el reembolso de sus préstamos estudiantiles o la mejora de sus prestaciones de jubilación. "No es solo que están contratando a demasiado oficiales, pero están contratando personas que no están calificadas, ni tienen el entrenamiento necesario para implementar la ley", estima Juan Carlos Gómez*, jurista y experto en Inmigración y Derechos Humanos. Y agrega: "Yo entiendo que las personas están buscando trabajo, pero estos son trabajos con cierto tipo de responsabilidad, porque te están no solamente poniendo un arma, sino la libertad, el futuro de otras personas en las manos de esa persona. Ese es el peligro". La enorme ganancia de las compañías de prisiones privadas  La ley incluye una partida sin precedentes de $45 mil millones para que ICE construya nuevos centros de detención de inmigrantes tanto para adultos como para menores. Durante años, las compañías de prisiones privadas han sido aliadas importantes de ICE que contrata a corporaciones para construir y administrar las instalaciones de detención y transportar a las personas indocumentadas detenidas.  CoreCivic y GEO Group, las dos empresas de prisiones privadas más grandes de los Estados Unidos se preparan ahora para expandir sus roles —y también sus ganancias— gracias al nuevo flujo de fondos. "Las compañías de cárceles privadas como CoreCivic y GEO Group ven que tienen una oportunidad de hacer grandes fortunas y están construyendo centros de detención en lugares lejanos, donde la persona no tiene acceso a su abogado ni a sus familiares. La idea es tratar de destruirle el espíritu a la persona hasta que se dé por vencida", afirma Gómez.  El año 2025 fue el más letal para los detenidos por el ICE en dos décadas: al menos 31 personas murieron detenidas en centros para migrantes, la peor cifra desde 2004. El mensaje detrás de la espectacularidad de la fuerza Creado en 2003, por la Ley de Seguridad nacional en respuesta a los atentados terroristas de 2001, ICE tiene la facultad de arrestar a personas sospechosas de estar en el país de manera irregular. Pero no puede arrestar a ciudadanos estadounidenses, excepto bajo circunstancias excepcionales, por ejemplo, si la persona agrede a uno de sus agentes. A pesar de ello, según la organización periodística ProPublica, durante los primeros nueve meses de la presidencia de Trump se registraron más de 170 detenciones de ciudadanos estadounidenses contra su voluntad, algunos de ellos sospechosos de ser inmigrantes indocumentados. Sclofsky explica que, además de los novedosos arrestarse a ciudadanos americanos, "no estamos hablando de operaciones policiales contra criminales de alta gama u organizaciones criminales, sino que estamos hablando de operaciones contra individuos indocumentados. Aquí surgen cuestionamientos sobre cuáles son las intenciones detrás de un despliegue tan espectacular de fuerza". Para el especialista en violencia de Estado, el hecho de que las acciones de ICE más mediáticas y espectaculares se lleven a cabo en ciudades dominadas por los demócratas "es un mensaje del presidente Trump y del Partido Republicano de que las ciudades que son lideradas por demócratas tienden a ser ciudades con alto nivel de criminalidad, con alto nivel de desorden y de caos y, por lo tanto, requieren intervención de las autoridades federales para poner el orden de vuelta. Es una demostración de fuerza en los bastiones demócratas. Hay un mensaje político y hay también un probar de las aguas a ver cómo reacciona la población en general ".  Según una encuesta de Reuters/Ipsos publicada el 15 de enero, el 59 % de republicanos está a favor de una política que priorice las detenciones por parte de los agentes de inmigración, incluso si hay personas heridas, mientras que 39 % considera que los agentes deben centrar su atención en reducir los daños a las personas, aunque eso signifique menos detenciones. Las autoridades políticas avivan el fuego El Departamento de Seguridad Nacional afirma haber realizado más de 2 000 detenciones en Minnesota desde que empezó en diciembre la operación que ICE califica como " la mayor jamás realizada en el país". 3 000 agentes han sido desplegados en el estado demócrata, blanco preferido de la ofensiva antiinmigración del presidente Trump. Un fraude en guarderías para niños ha sido utilizado como excusa. Parte de la campaña de Trump en Minnesota se ha dirigido contra la numerosa comunidad somalí del estado, estimada entre 80.000 y 100.000 personas, a quienes el presidente calificó de "basura" y les exhortó a que “vuelvan al lugar de donde vinieron".  El mandatario republicano ha descrito a Renee Nicoel Good, ciudadana de Mineápolis abatida el 7 de enero por un agente del ICE durante una redada de inmigrantes, como una "mujer violenta y radical".  Sclofsky subraya que Donald Trump envía mensajes, a veces explosivos, a veces confusos, que son interpretados por las distintas autoridades federales y los distintos ministros de su gobierno "como si se tratara de una competencia de quién puede traer la medida más radical para estar más cerca de la base más extrema del Partido Republicano, pero también para congraciarse con el presidente Trump quien, a menudo, va y viene en sus medidas”. Ejemplo de esta retórica de agresividad exacerbada han sido las declaraciones del gobierno federal luego de que un agente de ICE abatiera a tiros a la ciudadana Renee Nicoel Good, en Mineápolis. "Tal y como ocurre en este tipo de hechos, las autoridades políticas justificaron la acción del agente bajo el supuesto de una amenaza contra su vida e intentaron desacreditar a la víctima en los medios de comunicación". La diferencia, apunta el experto, es que “generalmente, las autoridades políticas tienden a calmar el fuego. Y en esta ocasión, hemos visito las mismas justificaciones de siempre, pero con una intención de avivar el fuego. El mensaje que uno puede interpretar es: si usted se opone o no obedece a las autoridades, la consecuencia puede ser esta". El estado demócrata de Minnesota y las ciudades gemelas de Minneapolis y Saint Paul han interpuesto una demandan al gobierno federal para poner fin a la ola de medidas coercitivas adoptadas por la policía de inmigración y aduanas (ICE) tras la muerte de Renee Nicoel Good .  * Sebastian Sclofsky, Profesor de Justicia Penal en la Universidad Estatal de California, Stanislaus. * Juan Carlos Gómez*, J.D., profesor de derecho y director de la Clínica de Inmigración y Derechos Humanos Carlos A. Costa de la Facultad de Derecho de la Universidad Internacional de Florida.

La ContraCrónica
La guerra de la FED

La ContraCrónica

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 55:52


El departamento de Justicia de Estados Unidos ha puesto en marcha una investigación penal contra el presidente de la Reserva Federal, Jerome Powell, por presuntas irregularidades y perjurio en un testimonio ante el Congreso. El caso se centra en los sobrecostes de la renovación de la sede del banco central en Washington, cuyo presupuesto final ha alcanzado los 3.100 millones de dólares. Los sobrecostes son habituales en las obras públicas y el de la sede de la Fed era conocido. Powell ha decidido presentar batalla denunciando que esta investigación está políticamente motivada, y que no es más que un intento de intimidarle desde el Gobierno para baje más los tipos de interés, algo que Trump le viene pidiendo desde hace un año. Este conflicto marca el punto álgido de una guerra abierta entre la Casa Blanca y la Fed que comenzó hace meses. Desde su regreso al poder hace justo un año, Trump ha atacado con dureza la autonomía de la institución. Exige que la política monetaria esté alineada a sus promesas de expansión económica vía créditos inmobiliarios, pero el gobernador del banco se niega a plegarse. Dado que el presidente no tiene autoridad legal para despedir al gobernador por discrepancias en la política de tipos, el uso del sistema judicial parece ser una estrategia para forzar su salida o desacreditar su gestión. Este patrón de actuación ya se vio anteriormente con el intento de destitución en verano de la gobernadora Lisa Cook con acusaciones de fraude hipotecario. El ataque ha provocado incluso una fractura dentro del Partido Republicano. Senadores como Thom Tillis han calificado la investigación como un enorme error y han anunciado que bloquearán cualquier nueva nominación de Trump para la Fed hasta que se resuelva el asunto legal de Powell. Por su parte, los demócratas acusan al presidente de intentar instalar "títeres" en una institución que es un pilar fundamental de la estabilidad financiera del país. La Fed ha advertido que estas acciones ponen en riesgo la confianza de los mercados, que ya han mostrado cierta volatilidad ante la incertidumbre. A pesar de la presión, Powell se ha negado a dimitir o a dejarse intimidar, reafirmando así su compromiso con la independencia del banco central. Aunque su mandato como presidente vence en mayo de este año, su permanencia como miembro de la Junta de Gobernadores podría extenderse hasta 2028, lo que supone un obstáculo a largo plazo para los planes de control total de Trump. La investigación, impulsada por una serie de altos cargos muy leales a Trump como Bill Pulte y la fiscal Pam Bondi, parece haber sido una iniciativa de subordinados que buscan complacer al presidente, pero que ha terminado creando una crisis política innecesaria a solo unos meses de las elecciones de medio mandato. En última instancia, el caso nos recuerda el desmantelamiento de las barreras institucionales que está caracterizando el segundo mandato de Trump. Al intentar someter a la Reserva Federal mediante juicios y añagazas legales, el Gobierno no sólo amenaza su imprescindible independencia, también envía un mensaje de advertencia al que venga después de Powell: la política monetaria debe alinearse con los deseos de la Casa Blanca o tendrá que enfrentar represalias seguras. En La ContraRéplica: 0:00 Introducción 3:40 La guerra de la FED 32:42 Trump y Groenlandia 41:30 El desmantelamiento del chavismo 52:25 La mafia iraní del WoW · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #fed #jeromepowell Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Enfoque internacional
“Precedente terrible”: ex diplomático de EE.UU para la región condena la intervención en Venezuela

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 5:24


La operación militar en Venezuela ordenada por Trump "viola el derecho internacional y la Constitución de Estados Unidos", dijo a RFI Arturo Valenzuela, responsable de la diplomacia para las Américas del gobierno de Obama y asesor de política, paz y seguridad para América latina de los gobiernos de Clinton. Entrevista de Angélica Pérez.  En una declaración conjunta, cinco países latinoamericanos (Brasil, Chile, Colombia, México y Uruguay) y España, manifiestan "preocupación" tras la operación militar de Estados Unidos en Venezuela. Alertan ante cualquier intento de control gubernamental o apropiación de recursos naturales. Un retorno de la hegemonía por la fuerza en América Latina que analizó para RFI, Arturo Valenzuela, ex responsable de la región durante las presidencias de los demócratas Bill Clinton y Barack Obama. RFI: La declaración conjunta asegura que la intervención estadounidense viola principios del derecho internacional, como la prohibición del uso de la fuerza y el respeto a la soberanía territorial. ¿Qué piensa usted? Arturo Valenzuela: Estoy completamente de acuerdo con la declaración que sacaron estos países. Efectivamente, lo que hizo Estados Unidos viola los fundamentos del mundo después de la Segunda Guerra Mundial, lo que se creó con Naciones Unidas y otras instituciones. El vocero del Secretario General de la ONU, Stephane Dujarric, dijo que efectivamente esto podría tener implicaciones terribles para la región, independientemente de la situación de Venezuela, porque se está violando completamente el derecho internacional, incluyendo la Carta Fundamental de Naciones Unidas. Pero además del derecho internacional, el presidente Trump violó también los fundamentos de la Constitución de Estados Unidos, que no permiten que el Presidente declare una guerra, sino que el Congreso tiene que hacerlo. Y está muy claro de que muchos sectores del Congreso, incluyendo algunos sectores del Partido Republicano, están rechazando lo que está tratando de hacer Trump en este momento, siendo que lo que también está en juego aquí es el sistema político norteamericano. Leer tambiénOperación militar de EEUU en Venezuela: ¿ha violado Donald Trump la Constitución estadounidense? RFI: ¿Es en definitiva una violación al Estado de Derecho? A.V.: La presidenta de la Asamblea General de Naciones Unidas, Annalena Baerbock, dijo claramente que los Estados miembros, incluyendo Estados Unidos, no pueden controlar otro territorio por la fuerza o violar la independencia política de otra nación. Ella dijo que un mundo pacífico seguro es imposible si el Estado de Derecho no puede efectuarse y lo que ha hecho Trump es efectivamente violar el Estado de derecho internacional y también nacional. RFI: ¿Qué impacto ha tenido en la clase política y en la población de Estados Unidos la intervención militar en Venezuela? A.V.: Este es un precedente terrible. Está afectando enormemente al país. Es el problema que tiene Estados Unidos ahora con su gobernabilidad. Por suerte, ha habido también un rechazo muy fuerte por parte de sectores que incluyen al Partido Republicano. Mucha gente acá está muy preocupada por la obsesión de Trump de tratar de apoderarse del petróleo venezolano y piensan que es algo que va a ayudar solamente a su familia y a sus colegas. Así que yo tengo esperanza de que efectivamente lo que pasó en New Jersey, en Virginia y en otras partes donde ha ganado elecciones el Partido Demócrata. El apoyo político a Trump se está desgastando enormemente en Estados Unidos. Leer tambiénVenezuela: “Tenemos temor de que eso sea un precedente y se use la ley del más fuerte” (ONU) RFI: En cuanto a Colombia, Trump amenazó al presidente Petro, a quien acusa de fabricar cocaína, y dijo que "no durará mucho tiempo". ¿Le parecen posibles intervenciones en ese país y en Cuba? A. V.: Ahora está efectivamente amenazando a Colombia y a otros países latinoamericanos. Esto es un desastre y demuestra una cierta ignorancia y contradicciones del gobierno de Estados Unidos. Cómo es posible que hayan implementado todo esto por  estar preocupados por el tráfico de cocaína a Estados Unidos, y al mismo tiempo, el propio Trump conmutara la pena del ex presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que había sido condenado en cortes estadounidenses a 45 años de cárcel por haber enviado cocaína. Cómo es posible perdonar a uno y al mismo tiempo criticar a otros diciendo que ellos son los que están complicando al mundo. Lo que ha hecho Estados Unidos no tiene sentido y es terriblemente peligroso para el futuro. *Arturo Valenzuela fue encargado durante el gobierno Obama de la diplomacia en las Américas y asesor de los gobiernos de Bill Clinton en política exterior, defensa e inteligencia para América Latina. Es el fundador del Centro de Estudios Latinoamericanos de la Universidad Georgetown de Washington.

La ContraCrónica
Kast arrasa en Chile

La ContraCrónica

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 58:34


José Antonio Kast, candidato del Partido Republicano, ganó este domingo las elecciones presidenciales chilenas con una ventaja contundente en la segunda vuelta. Obtuvo el 58% de los votos frente al 42% de Jeannette Jara, de la coalición de izquierda Unidad por Chile. Esta diferencia de más de 16 puntos representa una de las mayores en una segunda vuelta desde el retorno a la democracia en 1990, lo que convierte a Kast en uno de los presidentes más votados de la historia del país. La trayectoria de Kast ha sido ascendente: en 2017 quedó cuarto y no pasó a segunda vuelta; en 2021 llegó al balotaje pero perdió ante Gabriel Boric por 11 puntos. Esta vez, tras quedar segundo en la primera vuelta del pasado 16 de noviembre, arrasó en la segunda. Lo ha conseguido gracias a que supo entender las principales preocupaciones de los chilenos: la delincuencia, la inmigración ilegal y el estancamiento económico. Chile, tradicionalmente uno de los países más seguros de Hispanoamérica, ha asistido en los últimos años a un incremento notable de la violencia que se atribuye a bandas criminales asociadas a la inmigración ilegal, básicamente la venezolana. Los extranjeros representan ya el 10% de la población. Kast prometió en campaña mano dura. Una mano dura que se traducirá en deportaciones, el endurecimiento de la vigilancia fronteriza con Perú y Bolivia y medidas punitivas contra el crimen. Para superar la crisis económica ha propuesto reducir impuestos, suavizar las regulaciones, recortar el gasto público en 6.000 millones de dólares en solo 18 meses y fomentar la inversión extranjera. En su discurso de la noche electoral insistió en la seguridad y el crecimiento, asegurando que "sin seguridad no hay paz, sin paz no hay democracia y sin democracia no hay libertad". Adoptó también un tono inclusivo y conciliador. Se presentó como presidente de todos los chilenos, renunció a la presidencia de su partido, rindió homenaje a ex presidentes de distintas inclinaciones políticas y reconoció la valía de su rival, Jeannette Jara. Ha evitado radicalismos y el populismo fácil tratando de hacer ver a los chilenos que los cambios requerirán tiempo y perseverancia. Aunque algunos lo etiquetan como ultraderechista por su pasado, Kast no representa un regreso al pinochetismo nostálgico. Es un conservador clásico, católico practicante (padre de nueve hijos), opuesto al aborto, al matrimonio homosexual y al divorcio, pero todo indica que priorizará agenda económica y la mejora de la seguridad ciudadana frente a la famosa batalla cultural. En este aspecto parece que se inspira más en Giorgia Meloni que en Trump o Bukele. La victoria de Kast consolida la ola de triunfos que ha ido cosechando últimamente la derecha hispanoamericana. Para Chile supone todo un giro conservador, pero Kast necesitará a un congreso que no controla y vigilar que sus hoy socios no se conviertan en oposición. En La ContraRéplica: 0:00 Introducción 3:55 Kast arrasa en Chile 38:51 "Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R 40:50 Judeofobia y antisemitismo 46:50 Judeofobia en España 54:11 Polarización política · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #kast #chile Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Cinco continentes
Cinco Continentes - Kast, presidente electo de Chile

Cinco continentes

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 55:50


Chile amanece hoy con la contundente victoria de José Antonio Kast, líder del Partido Republicano, que será el próximo presidente del país sudamericano tras imponerse en la 2ª vuelta de las presidenciales a la comunista y representante del progresismo Jeannette Jara.Estaremos en Berlín, escenario de negociaciones entre Estados Unidos y Ucrania en torno al acuerdo de alto el fuego. Un tema que se va a tratar este jueves en el Consejo Europeo.Hablaremos de Jimmy Lai, magnate de los medios de comunicación al que hoy han declarado culpable de dos cargos, uno por conspiración.Y en Australia, conmocionada por el atentado terrorista perpetrado ayer. Escuchar audio

Noticias de América
Kast polariza el voto joven: entre el temor a retrocesos sociales y esperanzas económicas

Noticias de América

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 2:32


El voto de la llamada generación Z será clave en las elecciones presidenciales del próximo domingo en Chile. Jóvenes que crecieron en democracia y nacieron cuando José Antonio Kast y Jeannette Jara, los candidatos que buscan llegar a La Moneda, ya eran militantes activos de la política. Un tercio de los votantes que deberán acudir a las urnas de manera obligatoria este próximo domingo son menores de 30 años. Por la corresponsal de RFI en Santiago Encontramos a Javier en los jardines del Parque Bustamante. Este periodista de 25 años comparte con RFI sus impresiones a pocos días de la segunda vuelta. "Yo en particular voto por Jara, netamente porque creo en su proyecto político, pero también porque veo la amenaza que implica que José Antonio Kast al poder" Le preguntamos a Javier qué significa esa amenaza y cómo la traduce: "O sea, por ejemplo, yo soy alguien de las disidencias sexuales. Francamente, sabemos lo que significa que el fascismo llegue al poder, ¿cachái?". Matías Cifuentes, de 23 años, es parte de quienes han podido estudiar gracias a la gratuidad de la educación superior impulsada por los gobiernos de centroizquierda, por lo que siente el compromiso de votar por la candidata de ese sector. "Mi círculo cercano igual está rodeado de gente que está estudiando con gratuidad, de mujeres, de disidencias sexuales. ¿Entonces, qué voy a hacer yo votando en contra de todo eso? Yo igual el martes retiré mi título y lo conseguí con full gratuidad, entonces no podría estar más agradecido por eso. No quiero que eso tampoco retroceda para las generaciones futuras", asegura. Catalina, de 23 años, es parte de la generación Z, nativos digitales con un gran arraigo en las redes sociales. La información para ellos es clave. "Es algo muy importante, porque el futuro del país y que no es cualquier cosa, no es un juego. Y obviamente vamos a estar votando por Jara, porque por el otro lado nos van a estar quitando muchas cosas, cosas que también a mí me definen como mujer y todo". Fuimos también hasta la Facultad de Derecho de la Pontificia Universidad Católica de Chile, el alma mater del candidato de la derecha dura chilena. Allí encontramos a Max, de 21 años. "Yo suelo estar en desacuerdo con Kast en las materias sociales, pero la materia económica que me convence y, honestamente, es lo que más me importa. Y aunque no estoy de acuerdo con lo demás, tampoco estoy fervientemente en contra", argumenta. María Jesús, estudiante de primer año de Derecho, apoyó a Evelyn Matthei en la primera vuelta y ahora también va por el candidato del Partido Republicano.   "Voy a votar por José Antonio Kast porque creo que es el candidato que puede proponer más cambios en el país", alega. Su amiga Elena valora que haya egresado de la misma facultad: "Yo voy a votar por José Antonio Kast. Más que nada porque me parece un candidato más centrado que la otra candidata y creo que se alinea más con mis pensamientos. También hay como un sentimiento de encontrarse con el candidato, porque al final del día es alguien que estudia lo mismo que tú", asegura.

Noticias de América
Chile: José Antonio Kast se encamina a una gobernanza compleja, de ganar las elecciones

Noticias de América

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 2:35


En medio de una inédita polarización y a menos de una semana para que se celebre la segunda vuelta de las elecciones presidenciales en Chile, el ultraderechista José Antonio Kast aumenta su ventaja en los sondeos sobre la candidata izquierdista Jeannette Jara. ¿Pero cómo y con quién gobernaría? En Chile, desde 2005, la alternancia siempre se impuso a la continuidad cuando se abrieron las urnas, y al parecer el país está tomando el mismo camino. Pero conociendo la ventaja del Partido Republicano en los sondeos, la gran interrogante que se plantea en estos momentos es saber con quién gobernará José Antonio Kast si finalmente gana las elecciones. Necesidad de coalición “La conducción del segundo proceso constitucional, que estuvo liderada por el Partido Republicano, mostró poca disposición de este partido de armar coaliciones más duraderas. Tampoco han sido unos actores que hayan establecido diálogos y alianzas en el Congreso. Por lo menos eso hicieron, por ejemplo, en la reforma del sistema previsional”, explica a RFI Marcela Ríos, directora regional de América Latina y el Caribe del Instituto Internacional para la Democracia y Asistencia Electoral. Entonces, prosigue, “es una interrogante si van a continuar con la dinámica de cierto aislamiento que han tenido hasta ahora, o si van a haber aprendido que va a ser necesario una coalición. Es muy importante porque el partido de Kast es un partido minoritario en el Congreso. La derecha tradicional tiene muchos más escaños, en particular en el Senado, y las derechas en su conjunto tienen una mayoría muy, muy débil en la Cámara de Diputados”. “Por lo tanto, para que el Gobierno sea exitoso, va a necesitar tener una alianza fuerte, estratégica, con la derecha tradicional o de lo contrario no va a lograr tener las condiciones mínimas para mantener una gobernabilidad y una estabilidad en el país”, subraya la analista. Las derechas unidas Para alivio de Kast y a diferencia de hace cuatro años, cuando peleaba por la gobernanza del país, esta vez recibió inmediatamente el respaldo de la derecha tradicional de cara a la segunda vuelta. “El Partido Republicano y los partidos tradicionales de derecha han ido construyendo alianzas tácitas y los une un fuerte rechazo a la centroizquierda, y también el poner la seguridad como el tema principal. Por lo tanto, todos los otros temas que los pueden dividir, las agendas valóricas, el apoyo a la democracia, política exterior, son muy secundarios en esta elección y por lo tanto parecieran que no han tenido ningún peso a la hora de las decisiones en los partidos”, indica Marcela Ríos. A pocos días de la votación del 14 de diciembre, los sondeos mantienen a José Antonio Kast como favorito con una ventaja que fluctúa entre 10 y 15 puntos sobre su rival Jeannette Jara.

Solo con Adela / Saga Live by Adela Micha
Adela Micha con todas las noticias en La Saga 8 diciembre 2025

Solo con Adela / Saga Live by Adela Micha

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 139:04


En este episodio de Me lo dijo Adela, Kimberly Armengol les da la bienvenida con toda la información para comenzar el día. Analizamos el estallido del coche bomba en Coahuayana con el experto en seguridad David Saucedo y conversamos con el periodista Raúl Torres sobre el festejo por los siete años de la Cuarta Transformación encabezado por la presidenta Claudia Sheinbaum. Hablamos también con Larry Rubin sobre su posible candidatura al Congreso de Estados Unidos por el Partido Republicano. En el estudio, Martha Carrillo nos presenta su nuevo libro Manifestación, además de las secciones deportivas, de espectáculos y el segmento “Piel Sana” con Javi Derma. Todo esto y más, aquí en Me lo dijo Adela. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

Brasil Paralelo | Podcast
COMO O MOVIMENTO DE TRUMP MUDA A POLÍTICA NOS EUA | Magna Carta por Ricardo Gomes

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 10:07


Um panorama direto sobre como a New Left americana e as mudanças econômicas trazidas pela China reconfiguraram a direita nos EUA — do legado Reagan–Friedman ao MAGA/America First. O vídeo aborda: a virada cultural nas universidades, o debate “woke” x valores tradicionais, imigração, desindustrialização, tarifas, e o novo arranjo do Partido Republicano sob Donald Trump. Também compara EUA e Europa, discute os impactos do ingresso da China na OMC, o papel do bipartidarismo e por que a política americana “mudou de eixo” desde o pós-Guerra Fria. __________ Precisa de ajuda para assinar? Fale com nossa equipe comercial: https://sitebp.la/yt-equipe-de-vendas Já é assinante e gostaria de fazer o upgrade? Aperte aqui: https://sitebp.la/yt-equipe-upgrade

En Un Minuto
En un minuto: miércoles 19 de noviembre, 2025

En Un Minuto

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 1:13


Trump recibe el proyecto de ley para publicar los archivos del caso Epstein; este miércoles se llevará a cabo una audiencia judicial en caso de supuesto desacato en la expulsión de cientos de inmigrantes a El Salvador y un juez federal bloquea el mapa electoral favorable al Partido Republicano en Texas, entre otras noticias. Más información en UnivisionNoticias.com.

Hablando Claro con Vilma Ibarra
18-11: Jara y Kast en el balotaje chileno.

Hablando Claro con Vilma Ibarra

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 55:32


Chile va a balotaje el próximo 14 de diciembre y las proyecciones le dan grandes posibilidades de triunfo al ultraconservador del Partido Republicano, José Antonio Kast, que obtuvo el 23.9% de los votos en la primera ronda este domingo. Todo indica que pese a haber alcanzado 3 puntos más que Kast, Jeannette Jara la única candidata de la izquierda oficialista, no podrá remontar lo necesario para la segunda ronda, pues necesitaba de un piso de al menos 30 o más puntos porcentajes para tener alguna opción y tiene muy poco espacio para revertir el juego. Por el contrario, Kast recibió ya los apoyos de la derecha tradicional que comandó Evelyn Matthei (12.46%) y del libertario radical Johnannes Kaiser (13.9%). ¿Cuáles son las claves de la jornada electoral que vive Chile? ¿Es este el fin de un ciclo político con una nueva extrema derecha al mando? ¿Qué sucederá con las conquistas de corte social? ¿La radicalización apunta a políticas de mano dura en seguridad, migración y medidas economicistas? ¿Qué dice esta elección en términos de la configuración del mapa político de América Latina? Conversamos con el politólogo Jesús Guzmán y el periodista chileno costarricense Juan Pablo Ferrari.

La ContraCrónica
Chile: Jara, Kast o Kaiser

La ContraCrónica

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 50:44


Chile lleva tres meses sumido en campaña electoral de cara a las presidenciales del próximo domingo 16 de noviembre. Ese día se celebrará la primera vuelta, pero todo indica que habrá balotaje porque ninguno de los favoritos consigue superar el 30% de intención de voto en las encuestas. La segunda vuelta, de ser necesaria, está prevista para el 14 de diciembre. Estas elecciones ponen fin al mandato de Gabriel Boric, que en 2021 ganó en segunda vuelta a José Antonio Kast por 10 puntos de diferencia. Aquellos comicios parecían cerrar el ciclo que se abrió con el estallido social de 2019, pero no fue así. Los ecos de aquellas protestas que paralizaron el país durante meses duraron hasta el rechazo del plebiscito constitucional hace dos años, cuando Boric se encontraba ya a mitad de mandato. Eso fue lo que marcó el final de este periodo tan convulso en la historia reciente de Chile. La popularidad de Boric es relativamente baja, pero un tercio de los chilenos aprueban de forma muy entusiasta su gestión. La Constitución de 1980 le impide la reelección inmediata, por lo que busca continuidad en Jeannette Jara, una candidata que hasta abril fue su ministra de trabajo. En Chile el voto es obligatorio desde hace tres años, lo que anticipa una alta participación. La campaña dio comienzo en agosto, ha sido muy intensa y el panorama político se presenta realmente fragmentado. Hay ocho candidatos y cuatro grandes temas de debate: la inseguridad, los problemas económicos, la inmigración y las reformas del gobierno Boric. La inseguridad lidera con mucho las preocupaciones de los chilenos. En torno al 80% considera que el país es inseguro y solo el 39% se siente tranquilo caminando de noche por la calle. Aunque Chile sigue siendo más seguro que la mayor parte de países de Sudamérica, el crimen organizado ha crecido en los últimos años. Todos los candidatos proponen mano dura (cárceles, policía y leyes más duras), un terreno claramente favorable a la derecha. En economía, la inflación del 4% y el desempleo del 8% es también motivo de preocupación junto a las listas de espera hospitalarias, la vivienda y la corrupción, pero el eje central del debate es la delincuencia. Jeannette Jara representa al oficialismo. Lidera las encuestas con un 25-30% de esperanza de voto y ha prometido acabar con el secreto bancario y un ingreso mínimo de 750.000 pesos (unos 700 euros) para familias vulnerables. Tras ella hay otros tres candidatos que podrían pasar a segunda vuelta: Evelyn Matthei, alcaldesa de Providencia y exministra de Sebastián Piñera, de centro derecha, José Antonio Kast, líder del Partido Republicano, de derecha conservadora y el nacional libertario Johannes Kaiser, diputado y hermano del Axel Kaiser, que se estrena como candidato con una receta que recuerda mucho a Javier Milei y a la derecha identitaria europea. A la primera vuelta la izquierda llega formando un bloque tras la candidatura de Jeannette Jara. La derecha, por el contrario, está dividida entre Matthei, Kast y Kaiser. Las encuestas apuntan a una segunda vuelta prácticamente segura. Lo más probable es que Jara pase sin problema. La pregunta es saber si Kast o Kaiser competirán con ella. El 14 de diciembre saldremos de dudas, pero sólo después una campaña que se promete muy caliente tras la criba del domingo. En La ContraRéplica 0:00 Introducción 4:00 Chile: Jara, Kast o Kaiser 34:51 “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R 36:50 El peronismo y el PSOE 44:22 México y Perú rompen relaciones · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #chile #kast Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals