Podcasts about lecornu

  • 460PODCASTS
  • 2,241EPISODES
  • 19mAVG DURATION
  • 2DAILY NEW EPISODES
  • Jun 12, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about lecornu

Show all podcasts related to lecornu

Latest podcast episodes about lecornu

La Revue de Presse
WhatsApp : ces groupes qui envahissent nos messageries

La Revue de Presse

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 7:35


Au sommaire : Le Point consacre sa couverture à l'historien et résistant Marc Bloch, bientôt panthéonisé. Que retenir de ses livres, notamment "L'Etrange Défaite" qui relate l'effondrement de 1940 ? Le Premier ministre Sébastien Lecornu a lancé un avertissement contre les récentes manipulations numériques qui menacent notre démocratie. Le Figaro révèle les résultats d'un sondage sur l'opinion des Français sur l'affaire Lyhanna. Des résultats nuancés qui démontrent que les Français ne veulent pas la démission de Gérald Darmanin et qu'une écrasante majorité d'entre eux mettent en cause les services de justice locaux et la gendarmerie locale. Hommage au navigateur Charlie Dalin, décédé à 42 ans. Ouest-France et Le Parisien évoquent l'invasion des groupes WhatsApp, qui représenterait une nouvelle menace pour des utilisateurs qui n'en peuvent plus. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

C dans l'air
Eric Ciotti - Lyhanna: le gouvernement sous pression

C dans l'air

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 14:07


C dans l'air l'invité du 9 juin 2026 - Eric Ciotti, maire UDR de Nice, député des Alpes-MaritimesRenforcement des peines pour les violeurs en série, délai contraint pour les enquêtes sur les crimes visant des enfants : Sébastien Lecornu a présenté mardi des premières mesures pour tenter de répondre à la colère et à l'immense émotion suscitées dans le pays par la mort de la jeune Lyhanna, 11 ans. Le Premier ministre, qui a réuni plusieurs ministres à Matignon sur la protection de l'enfance et les violences sexuelles, a proposé de renforcer les peines pour les violeurs en série, qui pourront encourir la perpétuité au lieu de 20 ans actuellement. Concernant les crimes contre les enfants, les actes d'enquête devront être effectués "dans un délai maximal de 3 mois", a également proposé le chef du gouvernement. Une mesure qui répond à l'inaction de la justice face au principal suspect dans la mort de Lyhanna, Jérôme Barella qui, avant ce drame, avait fait l'objet de plusieurs plaintes et signalements. « La justice n'a pas fait son travail, je ne comprends pas pourquoi il faut attendre aussi longtemps », a déclaré la mère de Rosa, une enfant de 10 ans, qui accuse Jérôme B. de viol. La pression s'accentue sur le gouvernement. Après la colère exprimée dans plusieurs villes de France par plus de 60.000 manifestants lundi soir contre les dysfonctionnements dans cette affaire, des plaintes vont être déposées visant l'inaction des pouvoirs publics.

RTL Midi
Affaire Lyhanna : comment le gouvernement peut-il agir ?

RTL Midi

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 24:40


Après l'émoi suscité par l'affaire Lyhanna, le gouvernement, sous pression, tente d'agir. Hier, le Premier ministre Sébastien Lecornu a notamment proposé d'alourdir les peines pour les violeurs en série et de raccourcir les délais d'enquête. Quant à la Ministre déléguée chargée de l'Égalité entre les femmes et les hommes, elle préconise d'instaurer un principe d'imprescriptibilité des violences sexuelles commises sur un mineur. Ces mesures pourraient être intégrées au projet de loi sur la protection de l'enfance présenté en Conseil des ministres à la fin du mois de mai. Aurore Bergé est l'invitée de RTL Midi. Ecoutez RTL Midi avec Amandine Bégot du 10 juin 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Le journal de 8h00
Grève à la SNCF, nouvelles tensions au Moyen-Orient et mesures de l'exécutif après l'affaire Lyhanna

Le journal de 8h00

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:55


Au sommaire :Une grève d'ampleur touche la SNCF, avec l'appel unitaire des syndicats réclamant un moratoire sur l'ouverture à la concurrence et une revalorisation salariale.Face à l'émotion suscitée par la mort de Lyhanna, le ministre Sébastien Lecornu annonce des mesures pour renforcer les peines pour les violeurs en série sur mineurs.De nouvelles tensions éclatent au Moyen-Orient, avec des frappes américaines sur l'Iran en représailles à l'abattage d'un hélicoptère américain.L'écrivain Boualem Sansal publie son roman "Légende" qui retrace son récent emprisonnement en Algérie.L'équipe de France de football s'envole pour les États-Unis en vue de la Coupe du monde.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Le journal de 18h00
Affaire Lyhanna : Sébastien Lecornu à l'épreuve de l'émotion nationale

Le journal de 18h00

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 20:04


durée : 00:20:04 - Le journal de 18h00 - Le gouvernement annonce de nouvelles mesures pour protéger les enfants victimes de viol et d'agression sexuelle. Sébastien Lecornu tente de répondre dans l'urgence à l'émotion et à la colère suscitées par la mort de Lyhanna. À l'Assemblée, l'opposition multiplie les critiques contre Gérald Darmanin. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Stanislas Vasak, Brice Garcia Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les journaux de France Culture
Affaire Lyhanna : Sébastien Lecornu à l'épreuve de l'émotion nationale

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 20:04


durée : 00:20:04 - Les journaux de France Culture - Le gouvernement annonce de nouvelles mesures pour protéger les enfants victimes de viol et d'agression sexuelle. Sébastien Lecornu tente de répondre dans l'urgence à l'émotion et à la colère suscitées par la mort de Lyhanna. À l'Assemblée, l'opposition multiplie les critiques contre Gérald Darmanin. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Stanislas Vasak, Brice Garcia Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le Grand Invité
« Il y a un trop-plein d'idéologie dans la justice », estime Sébastien Chenu après la mort de Lyhanna

Le Grand Invité

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 17:49


La mort de Lyhanna, 11 ans, a déclenché une vague d'émotion nationale. Des milliers de manifestants étaient réunis hier soir devant les palais de justice. Sébastien Lecornu réunit ses ministres à Matignon à 11H30. Sébastien Chenu, député RN et vice-président de l'Assemblée nationale, était l'invité de la matinale. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les histoires de 28 Minutes
Victoire du PSG, violences en Afrique du Sud, Xavier Dupont de Ligonnès… : Le Club 28'

Les histoires de 28 Minutes

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 45:50


L'émission 28 minutes du 05/06/2026 Ce vendredi, Renaud Dély décrypte l'actualité en compagnie de nos clubistes : Jean Quatremer, journaliste, spécialiste des questions européennes, Catherine Tricot, directrice de la revue “Regards”, Blanche Leridon, directrice des études France de l'Institut Montaigne ainsi que le dessinateur de presse Pascal Gros.   Hongrie : vers une “nouvelle ère” avec l'Union européenne ? Péter Magyar, premier ministre hongrois, élu aux élections législatives d'avril, débute son mandat par deux mesures à destination de ses “grands partenaires en Europe occidentale”, notamment la levée du veto hongrois quant à l'adhésion de l'Ukraine à l'Union européenne.  Lyhanna : un système judiciaire en faillite ? Vendredi 5 juin, Sébastien Lecornu a réuni les ministres de l'Intérieur et de la Justice pour évoquer les dysfonctionnements dans l'affaire Lyhanna. La petite-fille avait disparu le 29 mai à Fleurance (Gers), et un corps, qui pourrait être le sien, a été retrouvé à quinze kilomètres. Le principal suspect, mis en examen, avait déjà fait l'objet de plusieurs signalements et plaintes pour viols et violences sexuelles perpétrées contre des mineurs.  Nous recevons Manal Salamé, écrivaine, poète et photographe. Elle publie “Habibi Beyrouth” aux éditions La Tribu. Dans ce roman, elle retrace le parcours à travers le Liban de son alter ego, Amal. Les célébrations de la victoire du PSG en finale de Ligue des Champions ont été émaillées de dégradations et d'affrontements avec les forces de l'ordre. Jordan Bardella y perçoit des scènes de “guerre civile”, tandis que Laurent Nuñez défend son dispositif sécuritaire. C'est le duel de la semaine de Frédéric Says. Mardi 2 juin, l'émission “Appel à témoins”, diffusée sur M6, a reçu un prêtre qui dévoilait les confessions de Xavier Dupont de Ligonnès. Il s'est avéré que le prêtre n'en était pas un, et que la confession avait été montée de toutes pièces. C'est le Point com' de Marjorie Adelson.  Enfin, ne manquez pas la Une internationale sur les violences xénophobes en Afrique du Sud, les photos de la semaine sélectionnées par nos invités, ainsi que le “Monde des choses”, où David Castello-Lopes s'intéresse aux secrets de fabrication des cannelés. 28 minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Élisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement 5 juin 2026 Présentation Renaud Dély Production KM, ARTE Radio

L'invité de RTL
Le syndicat Alliance Police accuse Laurent Nuñez de "déni de réalité" après les débordements en marge du sacre du PSG

L'invité de RTL

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 10:33


Après les violences liées à la victoire du PSG, Sébastien Lecornu a dénoncé une "inversion des valeurs", manifesté sa "colère" et répété son soutien aux forces de l'ordre. Ce mercredi il a ouvert la voie à un loi obligeant les auteurs à payer les dommages notamment via les prestations sociales. Les policiers, eux, s'inquiètent d'une "haine anti-flics" et interpellent les pouvoirs publics. Fabien Vanhemelryck, secrétaire général d'Alliance police nationale, premier syndicat de la profession, est l'invité de RTL Matin. Ecoutez L'invité RTL de 7h40 avec Thomas Sotto du 04 juin 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Visionary Marketing Podcasts
Piratage de l'ANTS : enjeux et responsabilités

Visionary Marketing Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 40:16


Il aura suffi d’un adolescent de quinze ans et d’une faille élémentaire pour que le piratage de l’ANTS expose 11,7 millions de comptes de l’Agence nationale des titres sécurisés. Le pseudonyme « breach3d » restera dans les annales de la cybersécurité publique française, moins pour la sophistication du geste que pour ce qu’il révèle sur l’état réel des systèmes d’information de l’État. Paul-Olivier Gibert, ancien président de l’AFCDP et fondateur de POG Consulting, a adressé dès les premières heures une analyse lucide de l’incident. Il n’y cherchait ni sensationnalisme ni procès à charge, mais une lecture de fond : ce que la récurrence de ces accidents dit sur la relation de confiance numérique entre l’État et ses citoyens. Piratage de l’ANTS, quand l’État numérique perd sa présomption de sécurité Il aura suffi d’un adolescent de 15 ans et d’une faille élémentaire pour que le piratage de l’ANTS expose 11,7 millions de comptes. Image Midjourney Une faille aussi basique qu’elle est révélatrice La technique exploitée porte un nom barbare, « Insecure Direct Object Reference » (IDOR), mais son principe est d’une simplicité déconcertante. Imaginez un vestiaire de piscine dont les consignes seraient numérotées séquentiellement et dont la serrure accepterait n’importe quel numéro entré au clavier, sans vérifier que l’utilisateur est bien le titulaire du casier. C’est exactement le mécanisme qu’a exploité l’adolescent. En faisant varier un identifiant dans une requête, il pouvait parcourir en force brute l’ensemble des dossiers. Guillaume Poupard, ancien directeur général de l’ANSSI, a qualifié cette faille d’« agaçante » lors d’une interview sur France Culture le 28 avril 2026, précisément parce qu’elle figure parmi les premières vérifications lors de tout audit de sécurité sérieux. Paul-Olivier Gibert formule la chose sans circonvolutions : des dispositions qui auraient dû être naturelles n’ont tout simplement pas été prises. Guillaume Poupard, ancien directeur général de l’ANSSI, a qualifié de piratage de l’ANTS d’« agaçant » lors d’une interview sur France Culture le 28 avril 2026. Image Midjourney. Ce qui rend l’affaire plus préoccupante encore, c’est la chronologie : des alertes auraient circulé sur le dark web dès septembre 2025, soit sept mois avant les faits. Si l’État a été averti et n’a pas réagi, la question de la chaîne de vigilance interne se pose avec une acuité particulière. Les données les plus critiques épargnées… ouf ! La bonne nouvelle, et elle existe, est que les données les plus critiques, celles liées aux documents d’identité, n’auraient pas été compromises par cette faille spécifique. Ce qui a été exposé, noms, prénoms, adresses électroniques, est néanmoins suffisant pour alimenter des campagnes de phishing ciblées et des tentatives d’usurpation d’identité. L’administrateur de l’AFCDP en sait quelque chose : victime lui-même d’une fuite chez un opérateur télécom, il a subi pendant des mois des tentatives d’escroquerie exploitant ses références bancaires et ses coordonnées. « Avec moi, ça n’a pas marché, » dit-il, avant d’ajouter que pour des personnes moins habituées à ces pratiques, les conséquences peuvent être extrêmement déstabilisantes. Piratage de l’ANTS : une série noire qui ne doit rien au hasard Le piratage de l’ANTS ne survient pas dans un vide. Il s’inscrit dans une série qui commence à ressembler à un problème structurel. La fuite FICOBA de janvier 2026 a exposé 1,2 million de comptes bancaires. L’attaque contre France Travail en 2024 avait touché l’ensemble des inscrits sur vingt ans, avec numéros de sécurité sociale, adresses et numéros de téléphone. ÉduConnect a subi ses propres déboires. La Commission européenne elle-même a connu un incident similaire, et il lui a fallu cinq jours pour s’en apercevoir, alors que les directives de sécurité imposent un délai de vingt-quatre heures. Piratage de l’ANTS, connaît-on les « usual suspects » ? L’Etat ne porte pas de pancarte. Image Gemini Le Premier ministre Sébastien Lecornu a eu le mérite de nommer le problème clairement : les fonctions numériques des ministères ont été délaissées budgétairement, accumulant une dette technique importante. La Cour des comptes avait d’ailleurs signalé au ministère de l’Intérieur qu’il négligeait régulièrement ses investissements numériques. Ce que Paul-Olivier Gibert souligne, c’est que ce diagnostic, juste dans son principe, ne vaut que s’il est suivi d’effets réels. 80% des violations de données évitables La CNIL, sous la présidence de Marie-Laure Denis, n’est pas plus rassurante sur ce point. Dans son rapport annuel 2025 publié le 18 mai 2026, elle estimait que 80 % des violations de données auraient pu être évitées avec trois mesures de base : des systèmes robustes, une détection d’anomalies et une hygiène numérique élémentaire. Le secteur public représente désormais 20 % des violations de données notifiées à la Commission, contre 11 % en 2023. La progression est logique selon Paul-Olivier : les systèmes publics cumulent les failles les plus accessibles et les données les plus précieuses pour les opérations de fraude. La question des responsabilités, ou l’art de diluer l’imputabilité C’est là que l’analyse prend une dimension qui dépasse la technique. Un RSSI du secteur privé interrogé dans le cadre de cette affaire a résumé la situation avec une franchise brutale : « Si l’un de nos développeurs livrait en production une API exposée à une faille IDOR sur des données personnelles, il perdrait son poste dans la journée. Et moi, presque dans la même semaine. » Paul-Olivier ne prône pas l’application mécanique de cette logique au secteur public, dont le régime statutaire est fondamentalement différent du droit du travail contractuel. Mais il ne peut pas ignorer que des négligences avérées, connues parfois de longue date, ne semblent appeler aucune conséquence personnelle. La difficulté tient en partie à l’architecture même de l’État contemporain. L’ANTS n’est pas le ministère de l’Intérieur. C’est un établissement public administratif, une entité distincte dans la longue chaîne d’agences, d’opérateurs et d’autorités indépendantes qui composent ce qu’on appelle commodément « l’État ». Un rapport sénatorial de 2024 sur l’agencification a pointé explicitement cette « dilution des responsabilités » et l’émergence d’un « État à côté de l’État » qui affecte la lisibilité de l’action publique. Quand tout le monde est responsable, personne ne l’est vraiment. Paul-Olivier Gibert a partagé son point de vue sur le piratage de l’ANTS avec nous Paul-Olivier formule ce paradoxe ainsi : « l’État a une responsabilité particulière à l’égard des Français, » pour reprendre les termes employés par Marie-Laure Denis lors de la présentation de ce même rapport annuel 2025, mais encore faut-il savoir qui incarne concrètement cette responsabilité quand quelque chose se passe mal. La réponse reste troublante de flou. Ce que l’on sait, en revanche, c’est que la faille de l’ANTS était connue en interne et que rien n’avait été fait pour la corriger. 200 millions d’euros : rustine ou viatique ? C’est précisément le risque que pointe le fondateur de POG Consulting face à l’annonce des 200 millions d’euros débloqués par Sébastien Lecornu au lendemain de l’incident. La ministre en charge du numérique avait elle-même jugé la somme insuffisante. Paul-Olivier ne conteste pas l’utilité d’un tel investissement, mais il en conditionne l’efficacité à quelque chose que l’argent seul ne peut pas acheter. « S’il s’agit de changer une culture, ça ne se mesure pas en millions. Ça coûte des millions, mais ce n’est pas le bon mode d’évaluation. »— Paul-Olivier Gibert La dette technique accumulée depuis plusieurs dizaines d’années dans les systèmes d’information publics ne se solde pas avec un chèque. Elle suppose d’abord une prise de conscience, à tous les niveaux de décision, de l’importance stratégique et démocratique de ces systèmes. Sans cette conscience préalable, les crédits seront absorbés par des opérations de communication ou des audits partiels, sans transformation durable. Le rapport annuel 2025 de la CNIL le dit clairement : la plupart des problèmes recensés ne relèvent pas d’attaques d’une sophistication extrême. Ce sont des postures de sécurité élémentaires qui n’ont pas été adoptées. Le vrai défi n’est donc pas financier en première instance. Il est culturel et managérial. Piratage de l’ANTS : la culture comme angle mort C’est peut-être là le point le plus inconfortable de l’analyse. Paul-Olivier Gibert observe qu’on n’a jamais vu un directeur des systèmes d’information accéder à la direction d’une administration centrale. On a vu des directeurs d’administration centrale devenir ministres. Le numérique reste, dans la culture administrative française, un domaine technique subordonné, géré par des spécialistes que les décideurs ne comprennent pas vraiment et dont ils sous-estiment structurellement les alertes. Dans les entreprises privées, la compréhension des enjeux liés à l’activité technique du métier est (un peu plus) intégrée à la culture managériale. Elle ne l’est pas dans les administrations d’État. Ce fossé culturel explique en partie pourquoi des décideurs publics de haut niveau ne visualisent pas concrètement les conséquences d’une faille de sécurité informatique. La cybersécurité reste pour eux un « détail technique » dont ils ne mesurent l’importance qu’une fois l’incident survenu. Pour ma part, je note que la réforme annoncée par le gouvernement, avec la fusion de la DINUM dans un ensemble institutionnel remanié, soulève davantage de questions qu’elle n’en résout. Changer les noms ne change pas les cultures. La vraie question est de savoir si ces restructurations s’accompagneront d’une modification des modes de travail et de recrutement, sans oublier la valorisation des compétences numériques au sein de l’État. Et, à mon humble avis, il reste à savoir si les responsables opérationnels seront désormais évalués sur leur performance en matière de sécurité des données au même titre que sur leurs résultats habituels. La confiance numérique et le parallèle du consentement à l’impôt L’angle conceptuel que Paul-Olivier Gibert introduit dans ce débat mérite qu’on s’y attarde. Le consentement à l’impôt, concept forgé au XIXe siècle pour qualifier l’acceptation par les citoyens de leur participation au financement de l’État, trouve aujourd’hui un pendant numérique. Dans une société de plus en plus digitalisée, les citoyens confient à l’État, de manière obligatoire et non négociable, un volume croissant de données personnelles sensibles. En échange, ils attendent une protection de niveau comparable à ce qu’offrent les acteurs privés de référence. Ce parallèle est plus pertinent qu’il n’y paraît. Un opérateur télécom qui laisse fuire des données bancaires s’expose à la défiance de ses clients, qui peuvent se tourner vers un concurrent. L’ANTS, elle, est en situation de monopole absolu. On n’a pas le choix de l’interlocuteur pour renouveler un passeport ou un permis de conduire. Ce monopole crée une responsabilité spécifique et renforcée. Comme l’administrateur de l’AFCDP le formule avec une ironie contenue : on peut changer d’opérateur télécom, mais changer de nationalité pour éviter l’ANTS, c’est une autre affaire (en substance). Ce que l’on peut appeler la « réassurance numérique » des citoyens vis-à-vis de l’État n’est donc pas une exigence excessive. C’est la contrepartie naturelle d’un État qui a fait du numérique le canal quasi exclusif de ses démarches administratives. Et c’est d’autant plus vrai que la numérisation de l’État a, par ailleurs, produit des résultats tangibles : Paul-Olivier lui-même note que l’expérience utilisateur de l’ANTS pour le renouvellement d’un passeport est « plutôt bonne. » Le problème n’est pas la numérisation en soi, même si elle exclut une partie des citoyens les moins à l’aise avec les outils digitaux. C’est la dissociation entre l’investissement dans l’expérience utilisateur et celui dans la sécurité sous-jacente. Souveraineté numérique : des discours et des actes La France se positionne régulièrement en championne de la souveraineté numérique européenne, brandissant la menace des GAFAM à la manière d’un étendard. Ce discours a une part de légitimité. Mais le piratage de l’ANTS l’interroge directement. On ne peut pas prétendre défendre la souveraineté numérique des citoyens face aux géants américains tout en laissant proliférer des failles qu’un lycéen peut exploiter depuis son salon. Le paradoxe est d’autant plus cinglant que les critiques adressées aux GAFAM concernent souvent leur usage des données personnelles. Quand il s’avère que l’État protège moins bien ces mêmes données que les plateformes qu’il dénonce, le registre de la souveraineté perd une part substantielle de sa crédibilité. Paul-Olivier Gibert ne se prononce pas sur le classement international de la France en matière de cybersécurité publique. Ce qui l’intéresse, c’est la trajectoire. Et la trajectoire actuelle n’est pas bonne. Reste un facteur d’espoir structurel. Sur le front de l’IA, contrairement à ce qui s’est passé avec les révolutions industrielles précédentes, la messe n’est pas encore dite. Mistral représente une structure crédible et solide qui peut exister dans cet écosystème sans nécessairement rivaliser en taille avec les acteurs américains. Ce que Paul-Olivier retient, c’est la leçon inverse de celui qui bat en retraite sans savoir qu’il n’est pas poursuivi : agir ici et maintenant, sans attendre d’avoir perdu davantage de terrain. Piratage de l’ANTS : l’État numérique se juge sur ses actes Paul-Olivier Gibert conclut avec une formule qu’il adresse directement aux décideurs publics : ils sont désormais attendus sur le bon usage du numérique et la protection des données au même titre que sur leurs résultats dans leur domaine habituel de compétence. Ce n’est plus une dimension optionnelle. C’est une composante à part entière de la responsabilité publique. L’affaire ne sonne pas le glas de la transformation numérique de l’État, qui apporte des bénéfices réels aux citoyens, y compris aux plus fragiles. Paul-Olivier rappelle l’exemple de personnes aphasiques pour qui la possibilité de communiquer par écrit sur un écran a représenté une libération. La numérisation apporte plus qu’elle ne retire. Mais elle crée des vulnérabilités nouvelles que l’État n’a pas encore appris à gérer avec la rigueur qu’elles exigent. Ce que je retiens de cet échange et de cet événement Rejeter la faute sur « l’État » abstrait revient à n’accuser personne, puisqu’une collectivité ne peut être rendue responsable d’une négligence individuelle ou managériale identifiable. Or des négligences identifiables, il y en a ici manifestement. Des alertes circulaient depuis septembre 2025. La faille était connue. Rien n’a été fait. Dans le secteur privé, cela s’appelle une faute grave. Dans la sphère publique, cela s’appelle un dysfonctionnement, et le résultat prévisible d’une telle immunité de fait, c’est qu’on finit par jeter de l’argent sur le problème plutôt que d’en traiter les causes réelles. Les 200 millions annoncés peuvent servir d’amorce, à condition d’être accompagnés d’une attribution claire des responsabilités et d’une évaluation des dirigeants publics sur leur performance en matière de sécurité. Sans cela, on rebaptisera des institutions, on organisera des colloques, et on sera à nouveau surpris qu’un adolescent mal intentionné ait trouvé une faille que personne n’avait jugé urgent de corriger. Avec l’arrivée de l’IA dans le domaine cyber, ces fautes-là ne sont plus admissibles : le niveau de la menace va sans aucun doute possible s’élever de manière considérable. L’État numérique, pour reprendre les termes du communiqué de Paul-Olivier Gibert, doit établir la confiance par la preuve. On jugera aux actes. À propos de Paul-Olivier Gibert Paul-Olivier Gibert est fondateur de POG Consulting, cabinet spécialisé dans la stratégie numérique, la gouvernance des données et la conformité RGPD. Il a été pendant plusieurs années président de l’AFCDP (Association française des correspondants à la protection des données personnelles), dont il est aujourd’hui administrateur. Auteur et conférencier reconnu sur les enjeux de protection des données, de souveraineté numérique et de cybersécurité, il intervient régulièrement auprès d’organisations publiques et privées en France et en Europe. Ancien cadre dirigeant dans le secteur des services numériques, il a conduit de nombreuses missions de transformation et de mise en conformité RGPD pour des administrations, des entreprises du CAC 40 et des organismes de sécurité sociale. Son expérience au carrefour du public et du privé lui confère une lecture particulièrement affinée des tensions entre impératif de modernisation, lacunes structurelles de l’administration et montée du niveau des menaces cyber. The post Piratage de l'ANTS : enjeux et responsabilités appeared first on Marketing and Innovation.

Les vraies voix
Les Vraies Voix - A-t-on pris la mesure de l'ampleur de la pédocriminalité en France ? / Casseurs : faut-il durcir le ton comme le demande Lecornu

Les vraies voix

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026


Au programme de l'émission du 4 juin 2026 : A-t-on pris la mesure de l'ampleur de la pédocriminalité en France ? / Casseurs : faut-il durcir le ton comme le demande Lecornu

L'Edito Politique
Violences après la victoire du PSG : que faut-il penser des réactions d'Emmanuel Macron et de Sébastien Lecornu ?

L'Edito Politique

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 4:12


Dans ce nouvel épisode de "L'édito politique", Guillaume Tabard analyse la réaction de Sébastien Lecornu face aux violences survenues ce weekend en marge de la victoire du PSG. Si le couple exécutif s'est indigné, l'éditorialiste explique que pour un gouvernement en place depuis bientôt 10 ans, les mots ne suffisent pas. L'action, oui. Il se demande notamment si la réponse de la justice est à la hauteur. Il évoque la fermeté d'une procureure et le travail réalisé par les forces de l'ordre. Le Premier ministre a également évoqué sa volonté d'aller plus loin, c'est à dire faire voter une nouvelle loi. Une session extraordinaire sera organisée en juillet pour accélérer le vote d'une loi intitulée "Riposte". Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Le Grand Invité
Jean-Christophe Fromantin, maire de Neuilly-sur-Seine

Le Grand Invité

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 17:14


Quarante ans après les lois Defferre, la France demeure l'un des pays les plus centralisés d'Europe. Alors que le Premier ministre Sébastien Lecornu promet un nouvel acte de décentralisation, Jean-Christophe Fromantin, maire de Neuilly-sur-Seine et auteur de Le Retour des provinces, plaide pour un renforcement du pouvoir des territoires et des collectivités locales. Peut-on encore réconcilier l'État et les territoires ?Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

BFM Story
Marschall Truchot : Casseurs, Lecornu réclame une loi pour juillet – 02/06

BFM Story

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 27:18


Marschall Truchot, du lundi au jeudi de 17h à 19h avec Olivier Truchot & Alain Marschall. Deux heures pour faire un tour complet de l'actualité en présence d'invités pour expliquer et débattre sur les grands sujets qui ont marqué la journée.

politique juillet emission debat actualit lecornu societe marschall olivier truchot truchot bfm story alainmarschall
Les matins
Lutte contre le narcotrafic : premier comité interministériel ce vendredi à Matignon

Les matins

Play Episode Listen Later May 29, 2026 14:50


durée : 00:14:50 - Les Matins de France Culture - Le gouvernement est décidé à mener la guerre contre les narcotrafiquants. Le Premier ministre, Sébastien Lecornu, préside aujourd'hui le premier comité interministériel de lutte contre la criminalité organisée. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Alix Forgeot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le journal de 8H00
Lutte contre le narcotrafic : premier comité interministériel ce vendredi à Matignon

Le journal de 8H00

Play Episode Listen Later May 29, 2026 14:50


durée : 00:14:50 - Journal de 8 h - Le gouvernement est décidé à mener la guerre contre les narcotrafiquants. Le Premier ministre, Sébastien Lecornu, préside aujourd'hui le premier comité interministériel de lutte contre la criminalité organisée. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Alix Forgeot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les journaux de France Culture
Lutte contre le narcotrafic : premier comité interministériel ce vendredi à Matignon

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later May 29, 2026 14:50


durée : 00:14:50 - Les journaux de France Culture - Le gouvernement est décidé à mener la guerre contre les narcotrafiquants. Le Premier ministre, Sébastien Lecornu, préside aujourd'hui le premier comité interministériel de lutte contre la criminalité organisée. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Alix Forgeot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le journal de 18h00
Canicule : 14 départements encore en orange, le gouvernement prépare un "plan d'endurance"

Le journal de 18h00

Play Episode Listen Later May 28, 2026 20:10


durée : 00:20:10 - Le journal de 18h00 - Le Premier ministre Sébastien Lecornu veut mettre en place des mesures spécifiques pour aider la société française à affronter les prochaines vagues de chaleur. À Lyon, il existe déjà un protocole canicule dans les écoles. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Jean-François Braun, Caroline Bennetot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les journaux de France Culture
Canicule : 14 départements encore en orange, le gouvernement prépare un "plan d'endurance"

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later May 28, 2026 20:10


durée : 00:20:10 - Les journaux de France Culture - Le Premier ministre Sébastien Lecornu veut mettre en place des mesures spécifiques pour aider la société française à affronter les prochaines vagues de chaleur. À Lyon, il existe déjà un protocole canicule dans les écoles. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Jean-François Braun, Caroline Bennetot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les journaux de France Culture
Chaleur : un nouveau record pour le mois de mai, un air pollué et un "plan d'endurance" pour l'été

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later May 28, 2026 7:54


durée : 00:07:54 - Les journaux de France Culture - La température a atteint 37,8°C à Angoulême, battant le record national de chaleur pour un mois de mai en France. Avec aussi une pollution à l'ozone inédite dans le pays. Le Premier ministre Sébastien Lecornu a présidé une réunion interministérielle en vue d'un "plan d'endurance" pour l'été. - réalisation : Jeanne Cerin, Annie Brault, Martin Desclozeaux, Caroline Bennetot Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les histoires de 28 Minutes
La psychiatre Caroline Depuydt / Tous égaux face à cette vague de chaleur ?

Les histoires de 28 Minutes

Play Episode Listen Later May 28, 2026 46:26


L'émission 28 minutes du 28/05/2026 Les substances psychédéliques : un recours thérapeutique ? La psychiatre belge Caroline Depuydt publie “La promesse des psychédéliques : Révolutionner la psychothérapie !” (éditions Kennes). Elle y plaide pour l'usage médical des psychédéliques, interdits en France depuis 1966, afin de traiter des dépressions résistantes ou des anxiétés graves, notamment pour les personnes sur qui les médicaments réglementés en France ne fonctionnent pas. Elle insiste sur l'usage d'un protocole strict : préparation, accompagnement et intégration, dans le cadre de la mise en place de ce type de traitement. Peu de pays autorisent aujourd'hui ces thérapies assistées par des psychédéliques. La France suffoque : sommes-nous tous égaux face à cette vague de chaleur ? La France connaît une vague de chaleur exceptionnelle pour un mois de mai, avec 13 départements en alerte orange canicule et des pointes annoncées à 38-39°C cette semaine. Aucun territoire n'est épargné, pas même le Finistère, placé en vigilance jaune. Cet épisode climatique révèle aussi des inégalités sociales. Selon une étude de l'Agence de l'environnement et de la maîtrise de l'énergie, datant de 2025, 37 % des foyers modestes déclarent souffrir de la chaleur dans leur logement contre 20 % des plus aisés. Face à cette situation, Sébastien Lecornu organise une réunion interministérielle le 28 mai, pour faire le point sur la préparation des services de l'État pour aborder l'épisode de canicule en cours et anticiper les prochains. On en débat avec Marie Bellan, journaliste aux “Echos” en charge des sujets environnement et climat, François Gemenne, chercheur, spécialiste du climat et des migrations et Sylvain Grisot, urbaniste et essayiste. Le Quai d'Orsay a convoqué l'ambassadeur russe en France après l'appel de Moscou aux diplomates étrangers à quitter Kiev avant de nouvelles frappes. L'occasion pour Xavier Mauduit de revenir sur l'histoire des ambassadeurs russes en France. Marie Bonnisseau explique ce qu'est la “catnomics”, cette industrie japonaise qui génère des milliards d'euros, basée sur la passion pour les chats. 28 minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Élisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement 28 mai 2026 Présentation Élisabeth Quin Production KM, ARTE Radio

Les histoires de 28 Minutes
[DÉBAT] Tous égaux face à cette vague de chaleur ?

Les histoires de 28 Minutes

Play Episode Listen Later May 28, 2026 24:29


L'émission 28 minutes du 28/05/2026 La France suffoque : sommes-nous tous égaux face à cette vague de chaleur ? La France connaît une vague de chaleur exceptionnelle pour un mois de mai, avec 13 départements en alerte orange canicule et des pointes annoncées à 38-39°C cette semaine. Aucun territoire n'est épargné, pas même le Finistère, placé en vigilance jaune. Cet épisode climatique révèle aussi des inégalités sociales. Selon une étude de l'Agence de l'environnement et de la maîtrise de l'énergie, datant de 2025, 37 % des foyers modestes déclarent souffrir de la chaleur dans leur logement contre 20 % des plus aisés. Face à cette situation, Sébastien Lecornu organise une réunion interministérielle le 28 mai, pour faire le point sur la préparation des services de l'État pour aborder l'épisode de canicule en cours et anticiper les prochains. On en débat avec Marie Bellan, journaliste aux “Echos” en charge des sujets environnement et climat, François Gemenne, chercheur, spécialiste du climat et des migrations et Sylvain Grisot, urbaniste et essayiste. 28 minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Élisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement 28 mai 2026 Présentation Élisabeth Quin Production KM, ARTE Radio

Les matins
Vague de chaleur record : la France est-elle prête à vivre avec le dérèglement climatique ?

Les matins

Play Episode Listen Later May 27, 2026 37:37


durée : 00:37:37 - Les Matins de France Culture - par : Guillaume Erner - Ce 28 mai, le Premier ministre Sébastien Lecornu préside une réunion interministérielle consacrée à la canicule. Peut-on pour autant parler d'une prise de conscience politique ? La France est-elle prête face au dérèglement climatique ? Entretien avec la géographe Magali Reghezza-Zitt. - réalisation : Félicie Faugère, Yoann Duval, Marie-Lys de Saint Salvy, Emma Lichtenstein, Mathilde Thon-Fourcade, Alice Deschamps, Carolina Sousa - invités : Magali Reghezza-Zitt Géographe, spécialiste des risques naturels, de la vulnérabilité urbaine et des stratégies de gestion Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

C dans l'air
David Amiel - Budget: le plus dur est à venir...

C dans l'air

Play Episode Listen Later May 27, 2026 11:13


C dans l'air l'invité du 26 mai 2026 avec David Amiel, ministre de l'Action et des Comptes publics Sébastien Lecornu souhaite réévaluer le budget compensant les conséquences de la guerre au Moyen-Orient. Les six milliards d'euros de gels de crédits prévus pourraient donc être réévalués. Le gouvernement avait annoncé mi-avril que six milliards d'euros d'économies sur les dépenses pourraient être réalisés en 2026, sous la forme de gels de crédits ou d'«annulations ciblées». Le Premier ministre a estimé que «malheureusement, cette géopolitique s'est installée dans le réservoir des Françaises et des Français (...) et, nous le voyons, sous une forme ou sous une autre, cela va durer», en évoquant la «crise d'une inflation importée sur l'énergie». Contraint à la discipline budgétaire et menacé par une récession, le gouvernement temporise depuis le début de la guerre fin février sur les aides qu'il veut toujours «ciblées» et non générales, écartant toute baisse de la fiscalité. David Amiel, le ministre de l'Action et des comptes publics, a notamment confirmé, vendredi 22 mai, que les allégements de cotisations sociales des entreprises sur les bas salaires seraient gelés, malgré la hausse du smic au 1er juin. Il a estimé qu'une augmentation générale des allégements liée à la hausse du Smic, elle-même provoquée par la hausse de l'inflation consécutive à la guerre au Moyen-Orient, « s'élèverait à plus de 2 milliards d'euros », et ne serait pas « ciblée ».

Lenglet-Co
Sébastien Lecornu est le nouveau maître des horloges

Lenglet-Co

Play Episode Listen Later May 22, 2026 2:36


Des aides ciblées aujourd'hui et un projet pour l'avenir : c'est la seule stratégie qui tienne. Ecoutez L'angle éco de François Lenglet avec Martial You du 22 mai 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les Experts
Les Experts : Sébastien Lecornu face à la crise, le bilan - 22/05

Les Experts

Play Episode Listen Later May 22, 2026 26:38


Ce vendredi 22 mai, l'efficacité des aides aux carburants promis par le gouvernement pour faire face à la crise énergétique ainsi que la crainte d'une récession ont été abordées par Jean-Hervé Lorenzi, président du Cercle des Économistes, Philippe Mutricy, directeur des études de BPIfrance, et Jean-Marc Vittori, éditorialiste aux Echos, dans l'émission Les Experts, présentée par Raphaël Legendre sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au vendredi et réécoutez la en podcast.

RTL Matin
Sébastien Lecornu est le nouveau maître des horloges

RTL Matin

Play Episode Listen Later May 22, 2026 2:36


Des aides ciblées aujourd'hui et un projet pour l'avenir : c'est la seule stratégie qui tienne. Ecoutez L'angle éco de François Lenglet avec Martial You du 22 mai 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

L'édito du Figaro
«Sébastien Lecornu sur un fil»

L'édito du Figaro

Play Episode Listen Later May 22, 2026 2:13


Entre flambée des prix, dette abyssale et crise politique, le gouvernement tente d'éviter un nouveau «quoi qu'il en coûte». Mais l'équation devient chaque jour plus intenable.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Le Monde Moderne
Les ZFE reviennent ! Lecornu endort et gagne du temps, le Sénat veut nous faire taire

Le Monde Moderne

Play Episode Listen Later May 22, 2026 136:19


Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

RTL Soir
Jean-Pierre Farrandou, Ministre du Travail et des Solidarités est l'invité de RTL Soir.

RTL Soir

Play Episode Listen Later May 22, 2026 9:43


Sébastien Lecornu a dévoilé jeudi lors d'une conférence de presse un nouveau "paquet" d'aides face à la crise au Moyen-Orient qui s'éternise et les prix à la pompe toujours très hauts. Notamment, l'augmentation du plafond des primes carburants défiscalisées versées par les employeurs. Cette prime sera portée de 300 à 600 euros. Les conditions d'accès à cette prime sont simplifiées. Elle était jusqu'à présent versée par les employeurs aux salariés non desservis par les transports en commun et en fonction du lieu de domicile, il n'y a à présent plus aucune condition préalable pour y accéder. Jean-Pierre Farrandou, Ministre du Travail et des Solidarités est l'invité de RTL Soir. Ecoutez L'invité de RTL Soir avec Vincent Parizot du 22 mai 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Esprits Libres
Crise énergétique : « Le Premier ministre est assez remarquable, car il prend les bonnes décisions sagement » affirme Jean-Marie Colombani

Esprits Libres

Play Episode Listen Later May 22, 2026 12:46


Aujourd'hui dans "Esprits Libres", David Abiker reçoit Géraldine Woessner, rédactrice en chef au Point, et Jean-Marie Colombani, fondateur du site Slate.fr, pour décrypter les choix économiques du gouvernement face à la crise énergétique.Alors que Sébastien Lecornu, le Premier ministre, annonce des mesures ciblées sur les carburants et refuse le « quoi qu'il en coûte », les deux invités analysent sa stratégie prudente et progressive pour gérer cette situation inédite. Ils soulignent que le Premier ministre cherche à éviter les erreurs du passé, tout en préparant les Français à une crise durable. Ils saluent les décisions de Sébastien Lecornu, qui visent à soutenir l'activité économique sans pour autant creuser davantage les déficits publics. Cependant, ils s'interrogent sur sa capacité à accompagner la transition énergétique, alors que le gouvernement souhaite profiter de cette crise pour accélérer l'électrification des usages.Au-delà des enjeux économiques, l'épisode aborde également la polémique qui a agité le Festival de Cannes cette année. Géraldine Woessner et Jean-Marie Colombani décryptent les enjeux politiques derrière les controverses autour du film « Moulin » et de la pétition contre l'influence de Vincent Bolloré sur le cinéma français. Ils dénoncent la stratégie de « bordélisation permanente » qui vise à instrumentaliser ces sujets à des fins partisanes.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Business daily
France announces €710 million in new energy aid

Business daily

Play Episode Listen Later May 21, 2026 7:04


French Prime Minister Sébastien Lecornu has announced new support measures to cushion the impact of the energy crisis caused by the war in Iran. The €710 million package includes extending existing support schemes for sectors such as fishing, farming and construction, as well as a new bonus for taxi drivers to switch to electric cars. But the prime minister ruled out blanket subsidies like fuel tax cuts as Paris struggles to bring its debt and deficit down. 

Les journaux de France Culture
Sébastien Lecornu promet de nouvelles mesures d'aide

Les journaux de France Culture

Play Episode Listen Later May 21, 2026 19:54


durée : 00:19:54 - Les journaux de France Culture - Comment trouver le juste équilibre entre le soutien au pouvoir d'achat des Français d'un côté et le respect des finances publiques de l'autre ? L'exercice reste décidément toujours le même pour le chef du gouvernement. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Thomas Cluzel, Aloïs Guérin Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le journal de 12h30
Sébastien Lecornu promet de nouvelles mesures d'aide

Le journal de 12h30

Play Episode Listen Later May 21, 2026 19:54


durée : 00:19:54 - Journal de 12h30 - Comment trouver le juste équilibre entre le soutien au pouvoir d'achat des Français d'un côté et le respect des finances publiques de l'autre ? L'exercice reste décidément toujours le même pour le chef du gouvernement. - réalisation : La Rédaction de France Culture, Thomas Cluzel, Aloïs Guérin Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Lenglet-Co
Lecornu annonce des efforts financiers supplémentaires et il a raison car le budget 2026 ne tient pas la route

Lenglet-Co

Play Episode Listen Later May 20, 2026 2:48


Ecoutez L'angle éco de Martial You du 20 mai 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les Grandes Gueules
Lecornu : "Ne mentons pas, la crise va durer", ah bon ? - 20/05

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 20, 2026 28:02


Pour débuter l'émission de ce mercredi 20 mai 2026, les GG : Emmanuel de Villiers, entrepreneur, Sandrine Pégand, avocate et Johnny Blanc, fromager, débattent du sujet du jour : Lecornu, "Ne mentons pas, la crise va durer", ah bon ?

Les Grandes Gueules
Les Grandes Gueules du 20 mai : Emmanuel de Villiers, Sandrine Pégand et Johnny Blanc - 9h/10h

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 20, 2026 42:28


Aujourd'hui, dans la première heure des Grandes Gueules, les GG sont revenues sur "Lecornu : "Ne mentons pas, la crise va durer", ah bon ?", avant d'échanger leur point de vue dans le "On s'en fout, on s'en fout pas".

radio aujourd talkshow gg sandrine lecornu de villiers gand grandes gueules les grandes gueules olivier truchot lesgg johnny blanc
Le Journal de l'Economie
Augmentation du service de la dette, réunion des ministres des Finances des pays du G7 et vieillissement de la population

Le Journal de l'Economie

Play Episode Listen Later May 20, 2026 8:07


Au sommaire :Le gouvernement français doit faire face à une augmentation de 4 milliards d'euros du service de la dette cette année, en raison de la remontée des taux d'intérêt sur le marché obligataire.Le vieillissement de la population française menace l'équilibre budgétaire, avec 30 milliards d'euros par an nécessaires d'ici 2050 pour financer le "grand âge".Le Premier ministre Sébastien Lecornu prépare de nouvelles mesures d'économies, notamment un gel des allégements de cotisations patronales calculées en proportion du SMIC.Les ministres des Finances et les banquiers centraux du G7 se sont réunis à Paris pour tenter de coordonner leurs politiques face aux déséquilibres économiques mondiaux.Emmanuel Moulin, ancien secrétaire général de l'Élysée, est le candidat proposé par Emmanuel Macron pour succéder à François Villeroy de Gallo à la tête de la Banque de France.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

RTL Matin
Lecornu annonce des efforts financiers supplémentaires et il a raison car le budget 2026 ne tient pas la route

RTL Matin

Play Episode Listen Later May 20, 2026 2:48


Ecoutez L'angle éco de Martial You du 20 mai 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les Grandes Gueules
Les Grandes Gueules du 19 mai : Abel Boyi, Joëlle Dago-Serry et Jean-Loup Bonnamy - 10h/11h

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 19, 2026 45:26


Au menu de la deuxième heure des GG du mardi 19 mai 2026 : "Nouveau record à la pompe : comment vous en sortez-vous ?" et "Toujours pas d'aides carburant en vue : Lecornu nous endort-il ?", avec Abel Boyi, éducateur, Joëlle Dago-Serry, coach de vie, et Jean-Loup Bonnamy, professeur de philosophie.

radio talkshow toujours nouveau gg loup lecornu grandes gueules olivier truchot les grandes gueules dago serry
Les Grandes Gueules
Toujours pas d'aides carburant en vue : Lecornu nous endort-il ? - 19/05

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 19, 2026 24:59


A 10h, ce mardi 19 mai 2026, les GG : Abel Boyi, éducateur, Joëlle Dago-Serry, coach de vie, et Jean-Loup Bonnamy, professeur de philosophie, débattent de : "Toujours pas d'aides carburant en vue : Lecornu nous endort-il ?"

Le Billet politique
Nouvelle-Calédonie : le pire est-il sûr ?

Le Billet politique

Play Episode Listen Later May 19, 2026 3:50


durée : 00:03:50 - Le Billet politique - par : Jean Leymarie - Deux ans après les émeutes meurtrières dans l'archipel, Sébastien Lecornu met en garde contre le "statu quo institutionnel". Un chemin existe. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

RTL Matin
Aides carburants : où en est-on ?

RTL Matin

Play Episode Listen Later May 16, 2026 2:20


On attend toujours les aides carburants promises par le premier ministre Sébastien Lecornu. Elles devraient être annoncées dans les jours qui viennent. Gros rouleurs, fédérations, prêts flash, on fait le point.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

C dans l'air
Pouvoir d'achat : au secours, la crise revient ! - L'intégrale -

C dans l'air

Play Episode Listen Later May 15, 2026 64:49


C dans l'air du 15 mai 2026 - Pouvoir d'achat : au secours, la crise revient !Avec l'envolée des prix depuis le début de la guerre au Moyen-Orient, et un plein toujours plus cher, les Français changent leurs habitudes et consomment moins. Ils utilisent moins leur voiture quand ils le peuvent, privilégient davantage les transports collectifs, le covoiturage, le télétravail ou encore le bus et le train. Résultat : la consommation de carburant a chuté de 30 % sur les dix premiers jours du mois de mai. Une baisse spectaculaire.Or, comme plus de la moitié du prix des carburants correspond à des taxes — TVA et TICPE notamment — vendre moins de carburant signifie automatiquement moins de recettes pour les finances publiques. Sébastien Lecornu a annoncé une chute d'environ 300 millions d'euros.Et si, en ce week-end de l'Ascension, les Français ont été nombreux à prendre la voiture pour partir quatre jours, ils ont fait le choix d'aller moins loin que d'habitude. Un comportement que l'on retrouve aussi chez nos voisins européens, au grand dam des professionnels du tourisme.Au-delà de ce secteur, les voyants de l'économie française dans son ensemble commencent à passer au rouge. La croissance française est à l'arrêt. L'activité économique a stagné au premier trimestre, plombée par une consommation en berne, et la banque centrale n'a pas fait de prévisions chiffrées pour le second trimestre.Les faillites d'entreprises ont frôlé la barre symbolique des 70 000 en mars dernier, selon des données de la Banque de France, et, pour le cinquième trimestre consécutif, le chômage augmente. Il atteint 8,1 %, son plus haut niveau en cinq ans. Ainsi, un peu plus de 21 % des jeunes actifs français n'ont pas de travail, l'un des plus mauvais résultats en Europe.Parallèlement, seuls 60 % des actifs de 55 ans et plus ont un emploi, un taux toujours nettement inférieur à la moyenne européenne. Les seniors restent aussi bien plus longtemps au chômage que leurs voisins européens.Alors que les nuages s'amoncellent sur l'économie, le Premier ministre continue de miser sur des aides ciblées et modulables, mais la pression augmente. Selon une étude d'Ipsos BVA publiée fin avril, 74 % des automobilistes disent avoir réduit leurs déplacements depuis le début du conflit et 63 % des Français affirment que les aides du gouvernement ne sont « pas adaptées au regard de la situation des populations les plus précaires ».Le décret sur les modalités de l'indemnité carburant pour « les travailleurs modestes grands rouleurs » vient d'être publié et un nouveau dispositif est attendu pour le début du mois de juin. Le gouvernement planche depuis plusieurs semaines sur de nouvelles annonces pour soutenir le pouvoir d'achat des Français, alors que les bénéfices des géants pétroliers relancent la question d'une taxation des « superprofits ».Nos experts :- Gaëlle MACKE - Directrice déléguée de la rédaction de Challenges- Caroline MICHEL-AGUIRRE - Grand reporter au Nouvel Obs - Patrice GEOFFRON - Professeur d'économie – Paris Dauphine, directeur du centre de géopolitique de l'énergie- Gaël SLIMAN - Président et cofondateur - Institut de sondages Odoxa

C dans l'air
Fabien Roussel - Encore un candidat à gauche!

C dans l'air

Play Episode Listen Later May 13, 2026 11:36


C dans l'air l'invité du 12 mai 2026 avec Fabien Roussel, secrétaire national du Parti communiste français et maire de Saint-Amand-les-Eaux. Le Parti communiste français doit être «prêt» à présenter une candidature à l'élection présidentielle de 2027, a estimé lundi son dirigeant Fabien Roussel, déjà candidat en 2022. «Je suis prêt, en tout cas, à y consacrer toute mon énergie», a-t-il ajouté. La question sera tranchée par les militants début juillet lors du congrès du PCF à Lille, où Fabien Roussel pourrait être confronté à d'autres candidatures pour prendre la tête du parti. Lors de la présidentielle de 2022, lui qui a fait de l'affirmation de l'identité communiste son cheval de bataille depuis qu'il a pris la tête du parti en 2018, avait réuni 2,3% des sondages. «Ne pas présenter de candidature nous conduirait à devoir choisir entre Mélenchon, Glucksmann ou une candidature socialiste, ou une candidature issue d'une primaire qui pourrait être pro-OTAN, pro-guerre, fédéraliste, anti-industrie, anti-nucléaire ? Ou d'en devenir le porte-parole ?», a dit Fabien Roussel. Le Parti communiste a par ailleurs écrit au Premier ministre Sébastien Lecornu pendant le week-end pour l'appeler à «prendre des mesures exceptionnelles pour protéger l'emploi et le pouvoir d'achat», comme l'augmentation immédiate du Smic de 5% ou le blocage des prix de l'essence à 1,60 euro le litre.

Les Grandes Gueules
La bonne opération du jour - Olivier Truchot : "L'hantavirus, ça permet à Lecornu de gagner du temps sur l'aide carburant en espérant qu'Ormuz soit libéré. C'est pas du complotisme. C'est l'utilisation politique d&

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 13, 2026 1:55


Aujourd'hui, Charles Consigny, avocat, Laura Warton Martinez, sophrologue, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD, débattent de l'actualité autour d'Olivier Truchot et Alain Marschall.

Les Grandes Gueules
Les Grandes Gueules du 12 mai : Emmanuel de Villiers, Abel Boyi, et Barbara Lefebvre - 9h/10h

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 12, 2026 44:01


Aujourd'hui, dans la première heure des Grandes Gueules, les GG sont revenues sur : Nouvelle fusillade à Nice, la défaite de l'État ? ; Hantavirus, Lecornu durcit le protocole, ça vous rassure ? Avant d'échanger leur point de vue dans le "On s'en fout, on s'en fout pas".

radio aujourd avant talkshow nouvelle gg lecornu de villiers hantavirus grandes gueules les grandes gueules olivier truchot lesgg et barbara lefebvre
Les Grandes Gueules
Hantavirus, Lecornu durcit le protocole : ça vous rassure ? - 12/05

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later May 12, 2026 13:13


Pour débuter l'émission de ce mardi 12 mai 2026, les GG : Emmanuel de Villiers, entrepreneur, Abel Boyi, éducateur, et Barbara Lefebvre, prof d'histoire-géo, débattent du sujet du jour : Hantavirus, Lecornu durcit le protocole, ça vous rassure ?

C dans l'air
Ormuz : quand l'Iran fait trembler l'économie mondiale - L'intégrale -

C dans l'air

Play Episode Listen Later May 9, 2026 64:02


C dans l'air du 9 mai 2026 - Ormuz : quand l'Iran fait trembler l'économie mondialePlus de deux mois après son déclenchement, la guerre en Iran a provoqué un choc économique mondial majeur. Son principal symbole : le blocus du détroit d'Ormuz, point clé du commerce international, par lequel 20 % du pétrole mondial et une partie importante du gaz y transitent. Les perturbations maritimes ont fait exploser les coûts du transport, des assurances et des matières premières. Le FMI alerte désormais sur un risque de ralentissement mondial durable avec une inflation en forte hausse. Les pays asiatiques sont les plus fragilisés. La Chine, l'Inde, le Japon ou la Corée du Sud dépendent fortement du pétrole et du gaz venant du Golfe. La hausse des prix menace leurs industries, leurs transports et même la production de semi-conducteurs, essentielle pour l'électronique et l'intelligence artificielle. Plusieurs analystes craignent aussi des pénuries et des retards dans les chaînes d'approvisionnement mondiales. L'Europe subit également de fortes conséquences économiques. Les prix du gaz et des carburants ont fortement augmenté, ce qui relance l'inflation et ralentit la croissance. Des secteurs comme la chimie, la sidérurgie, l'agroalimentaire ou les transports voient leurs coûts exploser. Selon des économistes, une guerre longue pourrait provoquer un choc économique avec des risques de récession. En France, les conséquences économiques de la guerre au Proche-Orient se font sentir jusque dans le quotidien des habitants, notamment à travers la hausse des prix de l'énergie et des carburants. À Dunkerque, les bus gratuits sont devenus une solution concrète pour de nombreux habitants qui cherchent à réduire leurs dépenses, faute de pouvoir suivre l'augmentation du prix de l'essence. En France, la colère gronde pour de nombreux ménages faisant face à des dépenses qui s'accumulent et au sentiment de subir des effets d'une crise internationale sur laquelle ils n'ont aucune prise. Conscient de ces difficultés, Sébastien Lecornu a promis des mesures supplémentaires : « changer d'ampleur et d'échelle », sans pour autant retomber dans le « quoi qu'il en coûte », car la France n'en a plus les moyens. Au RN, qui réclame la baisse des taxes sur le carburant ou LFI qui souhaiterait le blocage des prix, le Premier ministre répond qu'il n'y toujours pas « d'argent magique ». Mais la crise a aussi ses gagnants… Le blocage du détroit d'Ormuz est une aubaine pour les producteurs de pétrole américains, qui voient s'ouvrir de nouveaux champs d'extraction avec la montée des prix du baril, et récupèrent de nouveaux clients. Dans le Midland, au Texas, une de nos équipes est allée auprès de ces trumpistes invétérés, convaincus que la transition écologique est une « erreur ». Comment la hausse du pétrole et du gaz se répercute-t-elle sur l'économie mondiale ? Pourquoi les pays asiatiques sont-ils les plus dépendants et les plus exposés ? Comment la hausse des prix de l'énergie impacte-t-elle concrètement les ménages français ?Nos experts :- Philippe DESSERTINE - Économiste, professeur à l'Université IAE Paris Panthéon Sorbonne, auteur de « L'horizon des possibles » chez Robert Laffont - Erwan BENEZET - Journaliste au service économique et politique du Parisien-Aujourd'hui en France, auteur de « Le grand bazar de l'énergie » aux éditions Arthaud - Fanny GUINOCHET, éditorialiste économique sur France Info - Anne-Sophie ALSIF - Cheffe économiste au Cabinet d'analyse économique BDO France