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Cabo Verde continua a surpreender, voltou a empatar no Mundial, desta vez com o Uruguai (2-2). Ainda, fim-de-semana perfeito para o Benfica nas modalidades, destaque para título de hóquei masculino.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A diáspora cabo-verdiana em França reuniu-se na região de Paris, numa fan zone inédita, para apoiar os Tubarões Azuis contra a Espanha. Este evento reuniu mais de 1.500 pessoas, com animação, música e muita emoção na estreia de Cabo Verde no Mundial de Futebol 2026. Oficialmente, Cabo Verde conta em França com cerca de 30 mil dos seus nacionais, mas a realidade mostra outros números já que muitos descendentes de cabo-verdianos têm só nacionalidade francesa e muitos outros chegam a França com a sua nacionalidade portuguesa. Isto faz da diáspora de França, a terceira maior do arquipélago após Portugal e os Estados Unidos. Face ao apuramento dos Tubarões Azuis para o Mundial de 2026 e o jogo de estreia contra Espanha, várias associações da diáspora meteram mãos à obra para organizar um evento à altura deste acontecimento mundial. Com coordenação da Federação das Associações Cabo-Verdianas de França, a diáspora cabo-verdiana criou uma fan zone de Cabo Verde em Villiers-le-bel, a cerca de 40 minutos de Paris. Os bilhetes esgotaram, e não faltaram os ingredientes principais para o apoio à selecção: música, comida e muita animação. Como sublinha Fernanda Cabral Semedo, antiga presidente da Federação das Associações Cabo-Verdianas, os cabo-verdianos de França não quiseram ficar de fora nesta grande festa. "Quando vimos Cabo Verde apurado pela primeira vez na História, um país pequeno, assim seleccionado para a Copa do Mundo, é lógico. É um evento mundial e não podemos ficar de fora. Nós aqui em França, a Federação das Associações Cabo-Verdianas, através do nosso presidente Wilson da Graça, temos um staff por detrás desta organização em conjunto com as nossas associações. E nós aqui em França somos uma diáspora numerosa e não podemos ficar de fora. A ideia surgiu e a união faz a força", declarou a dirigente associativa. De transportes públicos ou de carro, os cabo-verdianos foram chegando a Villiers Le Bel, quase todos trajados a rigor com camisolas e bandeiras. Alguns vieram com amigos, muitos estavam em família e alguns vieram de longe, como explicou Alcides Gomes Semedo, presidente da Associação Domingos Ramos, que actua em Villeneuve-Saint-Georges, e participou na organização do evento. "Não houve nenhuma dificuldade na organização porque já temos uma rede a nível nacional, não só em Paris. Há pessoas que vêm de Marselha, de Nice também", indicou o presidente da associação Domingos Ramos. Dentro do pavilhão alugado para o evento, a energia foi contagiante do início ao fim. Antes do jogo houve batucada, durante o intervalo concertos e até um DJ. Cá fora, um campo de futebol destinado a entreter os mais jovens. Em França, muitas das associações cabo-verdianas consagram uma parte da sua actividade ao desporto, mobilizando os mais jovens para a prática de diferentes modalidades com destaque para o futebol tanto masculino como feminino. O grande objectivo é motivar os jovens, mas sobretudo, através do desporto, mostrar a importância da educação nos seus percursos de vida. Com mais de 60 voluntários num evento que acolheu 1.500 pessoas, o que implica o respeito de regras muito rigorosas, ainda não há um evento definido para os próximos jogos de Cabo Verde até porque os horários de difusão em França são de madrugada. Durante 90 minutos, os cabo-verdianos de França sustiveram a respiração a cada ataque espanhol e vibraram com as defesas de Vozinha. Para a diáspora, esta é uma selecção de ouro pelo seu talento, mas sobretudo, porque representa todos aqueles que longe do seu país continuam a torcer por Cabo Verde. E o primeiro objectivo deste Campeonato do Mundo já foi atingido: mostrar que Cabo Verde consegue! Após a apoteose do empate face à Espanha, os cabo-verdianos em França já só pensam em vitórias e na passagem à próxima fase do Mundial.
Cabo Verde estreia-se no Campeonato do Mundo de futebol em jogo frente à Espanha. Neste dia histórico para o arquipélago acompanhamos as emoções do primeiro jogo dos Tubarões Azuis.
A selecção de Cabo Verde estreia-se esta segunda-feira, 15 de Junho, no Campeonato do Mundo de Futebol, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México até 19 de Julho. A inédita qualificação dos Tubarões Azuis mobilizou o país e a diáspora, alimentando um sentimento de orgulho nacional e esperança numa prestação histórica na maior competição de futebol do planeta. A estreia de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol marca um dos momentos mais importantes da história desportiva do arquipélago. A participação inédita dos Tubarões Azuis na competição mundial tem sido vivida com entusiasmo em todo o país, especialmente na cidade de Mindelo, na ilha de São Vicente, onde a qualificação continua a ser celebrada nas ruas e no comércio local. O impacto da presença cabo-verdiana no Mundial fez disparar a procura por camisolas da selecção. Ana Maria, proprietária de uma loja no centro de Mindelo, afirmou que as vendas aumentaram em relação ao habitual. Segundo explicou, tanto residentes como membros da diáspora têm adquirido equipamentos para enviar a familiares no estrangeiro, enquanto turistas de várias nacionalidades também demonstram interesse pelos símbolos da selecção. A comerciante considerou que a qualificação projectou Cabo Verde para uma nova dimensão e descreveu o feito como motivo de enorme orgulho para um país pequeno e com recursos limitados. Na sua perspectiva, o simples facto de a selecção participar no Mundial já representa uma grande vitória, independentemente dos resultados desportivos. O sentimento é partilhado pelos adeptos. Tiago Cruz destacou que a presença da selecção na competição constitui um motivo de orgulho nacional e considerou que o futebol cabo-verdiano escreveu uma das páginas mais marcantes da história do país. Apesar de reconhecer a dificuldade do confronto com a Espanha, uma das favoritas ao título, mostrou esperança de que Cabo Verde consiga somar pelo menos um ponto diante da selecção europeia. Integrada no Grupo H, a selecção cabo-verdiana terá pela frente a Arábia Saudita, o Uruguai e a Espanha, campeã mundial em 2010. A estreia acontece esta tarde, em Atlanta, nos Estados Unidos. O seleccionador nacional, Bubista, garantiu que a equipa chega ao Mundial com ambição e vontade de competir ao mais alto nível. O treinador sublinhou que Cabo Verde respeita todos os adversários, mas também pretende conquistar o respeito das restantes selecções através da organização, disciplina e força mental da equipa. Segundo Bubista, jogadores e equipa técnica vivem com entusiasmo a participação inédita no Mundial e acreditam ser possível alcançar resultados positivos. O técnico assegurou ainda que o principal objectivo é representar Cabo Verde com dignidade e fazer com que os cabo-verdianos se sintam orgulhosos da sua selecção. Dirigindo-se aos adeptos, apelou à união e ao apoio contínuo à equipa, salientando que uma das principais conquistas da qualificação foi a capacidade de unir o povo cabo-verdiano dentro e fora do país. Também o treinador do Mindelense, Américo Medina, considerou a qualificação um sonho realizado. Américo Medina elogiou o trabalho desenvolvido por Bubista e manifestou o desejo de que esta seja apenas a primeira de muitas participações de Cabo Verde em Campeonatos do Mundo. Apesar de reconhecer a elevada dificuldade do grupo, sobretudo devido à presença da Espanha, Américo Medina afirmou que continua a sonhar com a passagem à fase seguinte da competição, acreditando que a selecção tem condições para lutar por esse objectivo. Por sua vez, o Presidente da República, José Maria Neves, reforçou a mensagem de união nacional. O chefe de Estado considerou que a presença dos Tubarões Azuis no Mundial demonstra a capacidade de superação do país e contribui para projetar Cabo Verde no cenário internacional. José Maria Neves defendeu ainda que o futebol possui uma linguagem universal capaz de aproximar os cabo-verdianos espalhados pelo mundo e apelou ao apoio colectivo à selecção durante a competição. Para garantir o apuramento para a fase seguinte do Mundial, Cabo Verde terá de terminar num dos dois primeiros lugares do Grupo H ou assegurar uma vaga entre os melhores terceiros classificados, dependendo dos resultados registados nos restantes grupos.
No recapitulativo desta semana em África, o destaque vai para Moçambique onde na madrugada do sábado passado, foi morto o bispo de Quelimane por indivíduos armados na sua residência. Este assassínio provocou uma onda de choque em todos os quadrantes no país e também no seio do Vaticano, o Papa Leão XIV tendo apela ao "fim dos actos violentos" em Moçambique. Na quarta-feira, o Presidente moçambicano garantiu que as autoridades do seu país iriam esclarecer o que a igreja moçambicana qualificou de "crime gravíssimo". Entretanto, na quinta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), anunciou a detenção de três suspeitos no âmbito da investigação sobre este assassínio. Após um primeiro interrogatório judicial, as autoridades decidiram mantê-los em detenção preventiva. Também na actualidade de Moçambique, estes últimos dias, o país continuou a monitorar o regresso progressivo dos moçambicanos vítimas de violências xenófobas na África do Sul. No começo da semana, chegou mais um grupo cujos relatos são de momentos de terror. Noutro quadrante, ao longo destes últimos dias, a RFI e um conjunto de outros órgãos de comunicação social, em coordenação com o consórcio "Forbidden Stories", publicou uma série de reportagens sobre a situação de Cabo Delgado. Um dos aspectos que indagaram foi o elo entre a exploração das riquezas da região, a corrupção, os abusos dos direitos humanos e a insurgência armada que afecta o extremo norte de Moçambique desde 2017. Micael Pereira, jornalista do Expresso em Portugal que participou nesta investigação, considerou que o extremismo presente naquela zona é também o reflexo das desigualdades aí persistentes. Outro dos jornalistas envolvidos nesse inquérito, Tomás Queface, do Zitamar News, explicou que a concentração das forças moçambicanas e ruandesas junto dos projectos de gás deixa outras zonas vulneráveis, permitindo aos insurgentes financiar-se através da exploração das minas de ouro. Noutra actualidade, em Angola, no final da semana passada, a subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do MPLA, no poder em Angola, anunciou a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após a aprovação de um pouco mais de 98% das cerca de 11 mil subscrições que sustentam o seu dossier. O anúncio da validação desta candidatura mereceu resposta por parte dos restantes candidatos à presidência do MPLA que não descartam uma acção judicial. Também na actualidade angolana, Manuel Augusto, antigo ministro das relações exteriores de 2017 a 2020, faleceu no final da semana passada aos 68 anos numa unidade hospitalar de Luanda. Formado em Direito Internacional Público e especializado em direito diplomático, Manuel Augusto exerceu o essencial da sua carreira nessa área. Após a sua morte, foram numerosas as homenagens à acção que conduziu pelo seu país. Em São Tomé e Príncipe, entra-se progressivamente em período de pré-campanha. Depois de seis responsáveis políticos, nomeadamente o Presidente cessante, terem apresentado a sua candidatura para as presidenciais previstas a 19 de Julho, as autoridades fizeram um primeiro balanço do número de eleitores recenseados e habilitados a votar no próximo escrutínio. Na Guiné-Bissau, depois de o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel dizer esta semana que a CPLP está a empenhar-se para o regresso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, Fernando Vaz, porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, fez na quarta-feira uma advertência diplomática ao Estado português, vincando que o seu país "não se vergará a exames de bom comportamento". Para finalizar não podíamos deixar de mencionar o arranque na passada quinta-feira do Mundial 2026 de futebol no Canada, Estados Unidos e México. Uma competição na qual a equipa cabo verdiana vai-se estrear-se neste 15 de Junho em Atlanta contra a equipa espanhola. Em entrevista à RFI, o seleccionador dos Tubarões Azuis, Bubista, falou do orgulho de representar o país nesta competição em que participa pela primeira vez.
Comemoração anual lembra mais de 4,5 mil efetivos que deram a vida pela paz desde 1948, quando primeira missão de paz foi formada; no país africano, um contingente militar do Brasil que atua na selva juntou-se a outros boinas-azuis da ONU para enfrentar nova cepa do ebola e notícias falsas sobre a epidemia.
Em entrevista à ONU News, comandante da força de paz, Ulisses Gomes, conta que soldados de paz têm agora desafio duplo; liderança estratégica ajuda a salvar vidas contra ameaças visíveis e invisíveis; sem medicamentos e vacinas, vírus tem se espalhado pelo país africano com rapidez.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, dividiu os juízes trabalhistas em “azuis” e “vermelhos” durante discurso no encerramento de um evento da magistratura, na sexta-feira, 1.º, em Brasília. A declaração foi interpretada nas redes sociais como referência à polarização entre os defensores do governo do PT, que é simbolizado pela cor vermelha, e a oposição que, pelo contexto da fala, seriam os “azuis”. Carolina Brígido analisa o assunto em conversa com Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com Joana Azevedo e Diogo Beja
Este ano de 2025 ficou marcado por vários eventos, várias provas, várias conquistas em diversas modalidades. No entanto, a RFI decidiu destacar alguns momentos marcantes na história do futebol lusófono. Cabo Verde acabou por ser a nação a alcançar feitos inéditos no futebol masculino, mas igualmente no feminino. Na vertente masculina, os Tubarões Azuis apuraram-se para o Campeonato do Mundo que vai decorrer em 2026 nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A selecção cabo-verdiana terminou no primeiro lugar no Grupo D com 23 pontos, contabilizando sete triunfos, dois empates e uma derrota em dez jogos. A única derrota dos cabo-verdianos foi na terceira jornada por 4-1 frente aos Camarões, desde então nunca mais perderam, terminando com quatro pontos de vantagem em relação aos Camarões, com sete em relação à Líbia e com 11 em relação a Angola. O primeiro lugar dava direito a um apuramento directo para o próximo Mundial onde Cabo Verde se vai estrear. No sorteio já realizado, Cabo Verde ficou no Grupo H com a Espanha, a Arábia Saudita e o Uruguai. Todos os jogos dos Tubarões Azuis serão em território americano. Em entrevista exclusiva à RFI, Nélson Veiga, antigo internacional cabo-verdiano, analisou o apuramento dos Tubarões Azuis para o Mundial. Nélson Veiga, de 47 anos, antigo internacional cabo-verdiano, actuou, entre outros clubes, no Sporting Clube de Portugal, no Estoril, no Vitória de Setúbal e no Naval em território português, bem como no AEK Larnaca e no Omonia no Chipre, e no Kawkab de Marrakech em Marrocos. Na vertente feminina, a selecção cabo-verdiana alcançou o apuramento para o Campeonato Africano das Nações que vai decorrer em 2026 em Marrocos. Para chegar a esse apuramento, as cabo-verdianas eliminaram na primeira ronda a Guiné-Conacri por 6-3 no conjunto das duas mãos. Uma primeira eliminatória que não foi fácil, visto que tinham empatado a duas bolas na primeira mão, antes de vencer, em casa, por 4-1. Na segunda ronda, a eliminatória até começou mal visto que Cabo Verde perdeu, em casa, por 0-1 frente ao Mali. No entanto, na segunda mão, as cabo-verdianas conseguiram dar a volta ao resultado com um triunfo contundente por 2-4. Um triunfo e um apuramento inédito para a selecção cabo-verdiana, mas igualmente para qualquer nação da África Lusófona visto que é a primeira a alcançar esse feito. Em entrevista exclusiva à RFI, Romina Rosário, internacional cabo-verdiana, revelou-nos como viveu esse feito inédito e o que espera do CAN do próximo ano. Romina Rosário, internacional cabo-verdiana de 33 anos, actua na JuveForce, clube português. No que diz respeito às outras nações da África Lusófona, destaque para Angola e Moçambique que se apuraram para o Campeonato Africano das Nações de 2025 que decorre entre 21 de Dezembro e 18 de Janeiro de 2026. Angola participa pela décima vez, sendo que já atingiu os quartos-de-final por três vezes: 2008, 2010 e 2023. Quanto a Moçambique está presente pela sexta vez, mas até agora nunca conseguiu ultrapassar a fase de grupos da prova. Estas duas nações são aquelas que já estiveram mais vezes presentes na fase final do CAN, à frente de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, ambos com quatro participações, enquanto São Tomé e Príncipe nunca marcou presença na prova continental. O ano de 2025 foi recheado de triunfos inéditos no futebol, como o Paris Saint-Germain, clube francês, que conquistou pela primeira vez a Liga dos Campeões europeus de clubes, enquanto Portugal venceu pela segunda vez a Liga das Nações, sendo a primeira selecção a atingir esse feito na prova da UEFA, organismo que gere o futebol europeu. Quanto a nós ficamos por aqui, nesta lista não exaustiva de triunfos em 2025, mas 2026 promete já ter novos capítulos a escrever para muitas nações, inclusive Cabo Verde que estará presente no CAN feminino e no Mundial masculino.
Na Guiné-Bissau, o Supremo Tribunal de Justiça não incluiu Domingos Simões Pereira na lista definitiva de candidatos às eleições presidenciais. Em Angola, o Presidente João Lourenço anunciou a atribuição de medalhas comemorativas dos 50 anos da Independência a Jonas Savimbi e Holden Roberto, depois de muitas críticas pela ausência destes nomes nas listas de condecorações. Em Moçambique, é o primeiro aniversário do duplo homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe e em Cabo Verde festeja-se o apuramento para o Mundial de Futebol de 2026. Na Guiné-Bissau, o Supremo Tribunal de Justiça não incluiu Domingos Simões Pereira, principal líder da oposição, na lista definitiva de candidatos à presidência da República nas eleições gerais de 23 de Novembro. A candidatura da Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) - Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, às eleições legislativas também não foi aceite. Esta será a primeira vez que o PAIGC, histórico partido da libertação, fica de fora de uma corrida eleitoral na Guiné-Bissau. A lista definitiva das candidaturas às eleições presidenciais foi divulgada esta sexta-feira e Domingos Simões Pereira disse à RFI que “a intenção clara” é afastá-lo do escrutínio e acusou o actual Presidente Umaro Sissoco Embaló de ter “medo de o enfrentar nas urnas”. Na terça-feira, jornalistas de três rádios locais de Bissau, nomeadamente a Capital FM, foram impedidos de cobrir a conferência de imprensa do Supremo Tribunal de Justiça quando este divulgou a lista provisória das candidaturas validadas. Tiago Seide, director da capital FM, disse à RFI que não foi apresentada nenhuma justificação. Por outro lado, na segunda-feira, a Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau condenou com veemência o rapto e o espancamento de Luís Vaz Martins, antigo líder da Liga Guineense de Direitos Humanos e actual presidente da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau. Em Angola, na quarta-feira, o Presidente João Lourenço anunciou, na mensagem sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional, que os signatários dos Acordos de Alvor, incluindo Jonas Savimbi e Holden Roberto, os fundadores da UNITA e da FNLA, vão ser lembrados com a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência de Angola. O gesto - disse o Presidente - é enquadrado no espírito de "perdão e reconciliação”. Esta decisão surge após muitas críticas pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas no âmbito dos 50 anos da independência nacional. O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, lembrou que foi um “processo muito longo”, marcado pela rejeição na Assembleia do “reconhecimento aos pais da nação” e “uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações”. Além disso, Adalberto Costa Júnior sublinha que Jonas Savimbi e Holden Roberto devem ser reconhecidos “por mérito” e não por perdão. Por outro lado, Nimi A Simbi, presidente da FNLA, considerou a distinção de Holden Roberto como um reconhecimento do papel do partido “para a libertação de Angola”. Na terça-feira, Angola foi eleita membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o triénio 2026-2028. As autoridades angolanas referem que esta eleição resulta do “reconhecimento dos avanços institucionais e do compromisso do país com a dignidade humana”. Porém, há vozes que denunciam que "o país não respeita os direitos humanos". Esta sexta-feira, em Luanda, um grupo e defensores dos direitos humanos convocou uma vigília para apelar à libertação de activistas detidos em Julho quando se manifestavam contra o aumento do preço do combustível e dos transportes. Em Moçambique, este sábado, 18 de Outubro, marca o primeiro aniversário do duplo homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe, algo que desencadeou meses de protestos em Moçambique depois das eleições gerais de Outubro de 2024. Agora, o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane anunciou que, até Dezembro, estará em actividade uma fundação inspirada em Elvino Dias, conhecido como “advogado do povo”. Venâncio Mondlane responsabilizou os "esquadrões da morte" pelo duplo homicídio dos seus apoiantes. No distrito de Memba, na província costeira de Nampula, no norte de Moçambique, a população continua com medo depois dos ataques terroristas de 30 de Setembro e 3 Outubro, contou o administrador do distrito, Manuel Cintura. Em Cabo Verde, segunda-feira foi dia de festa com o apuramento inédito da selecção para o Mundial de Futebol. Os Tubarões Azuis venceram o Essuatíni por três a zero no Estádio Nacional, na cidade da Praia. O selecionador cabo-verdiano, Pedro Leitão Brito, connhecido por “Bubista”, descreveu a união entre jogadores como factor essencial para o apuramento. Em São Tomé e Príncipe, o grupo HBD do empresário Mark Shuttleworth anunciou que vai suspender o seu investimento na ilha do Príncipe. Os governos central e regional mostraram vontade de reverter a situação. Em Madagáscar, esta sexta-feira tomou posse como Presidente o coronel Michael Randrianirina, comandante de uma unidade de elite, três dias depois de ter anunciado que as forças armadas locais iam tomar conta do país e após três semanas de protestos contra o governo. O golpe militar foi condenado pelas Nações Unidas e levou à exclusão provisória de Madagáscar da União Africana. O presidente deposto, Andry Rajoelina, está em paradeiro desconhecido, após ter fugido da ilha por temer pela própria vida durante a rebelião. Porém, o coronel Michael Randrianirina rejeita falar em golpe de Estado. O líder da oposição queniana, Raila Odinga, morreu na quarta-feira, aos 80 anos, na Índia, onde recebia cuidados médicos. Odinga marcou profundamente a história política do Quénia. Foi várias vezes candidato à presidência e foi primeiro-ministro entre 2008 e 2013. No funeral de Estado, esta sexta-feira, dezenas de pessoas ficaram feridas num movimento de pânico, um dia depois de três pessoas terem morrido quando as forças de segurança abriram fogo contra um estádio onde decorria uma homenagem a Raila Odinga.
Em Moçambique, ANAMOLA lança auscultação paralela em torno do diálogo nacional inclusivo e analistas alertam para as consequências se o partido não for ouvido. Hamas liberta reféns detidos em Gaza, Donald Trump fala em nova era no Médio Oriente. Um dia histórico para Cabo Verde, os "Tubarões Azuis" estão Campeonato do Mundo de futebol pela primeira vez.
A vitória de Portugal com golo em nome de Jota! Marcar um golo digno de Puskas e não contar? Sim, aconteceu em Espanha!
Neste programa, voltamos a alguns dos temas que marcaram a semana afrolusófona. Cabo Verde continua na luta por chegar à fase final do Mundial 2026. Em Moçambique, o recrudescimento da violência em Cabo Delgado continua a preocupar, num país onde, por estes dias, se lembra que ainda estão 2.000 pessoas nas cadeias depois de terem sido presas, há um ano, nos protestos pós-eleitorais. Entre as seleções lusófonas, apenas Cabo Verde continua na luta para chegar à fase final do Mundial de 2026 que vai decorrer nos Estados Unidos, Canadá e México. Angola e Guiné-Bissau já estão fora da corrida e Moçambique muito dificilmente conseguirá chegar ao segundo lugar do seu grupo para aceder ao play-off. Esta semana, Cabo Verde empatou a três golos na Líbia e tudo se decidirá na próxima segunda-feira, no Estádio Nacional, na Cidade da Praia. Os Tubarões Azuis continuam a sonhar com um apuramento inédito para o Mundial. Ainda em Cabo Verde, a Empresa Pública de Produção de Eletricidade fez uma participação à Polícia Judiciária para averiguar as avarias na central eléctrica da ilha de Santiago e os apagões prolongados na capital. Em Moçambique, entre 22 de Setembro e 6 de Outubro, quase 40 mil pessoas fugiram de seis distritos de Cabo Delgado, e ainda da província vizinha de Nampula, devido ao recrudescimento dos ataques terroristas no norte do país, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações. No ano passado, mais de 400 crianças foram recrutadas para as fileiras dos grupos armados. Entretanto, esta semana, a população do distrito de Mocímboa da Praia em Cabo Delgado viu uma das suas mesquitas usada por um grupo de supostos terroristas. Ainda em Moçambique, um ano depois das eleições gerais de 09 de outubro e dos protestos e violência que se seguiram, cerca de 2.000 pessoas ainda estão detidas no âmbito das manifestações de contestação dos resultados eleitorais. O coordenador da Plataforma Wilker Dias apresentou essa preocupação à comissão técnica do diálogo nacional inclusivo. Entretanto, o partido Podemos, líder da oposição parlamentar moçambicana, criticou o silêncio e falta de esclarecimento sobre o homicídio dos apoiantes Elvino Dias e Paulo Guambe, há praticamente um ano, considerando a Justiça “lenta, desfavorável e partidarizada”. A União Europeia assinou, na segunda-feira, um novo acordo de pescas que permitirá aos navios europeus regressarem à actividade nas águas de São Tomé e Príncipe por quatro anos. Ainda em São Tomé e Príncipe, o Governo e os sindicatos chegaram a consenso sobre o reajuste salarial na função pública de 25% a 45%, já a partir deste mês.
De extinta na natureza a símbolo global de conservação, a pequena ave do sertão baiano – a ararinha-azul mostra como ciência e cooperação podem reverter destinos aparentemente selados. A lista de espécies ameaçadas cresce a cada ano e reforça um alerta: estamos transformando o clima e criando condições cada vez mais desfavoráveis para a vida no planeta. Do urso polar, que perde o gelo do Ártico, à onça-pintada, pressionada pelo desmatamento, até pequenos anfíbios tropicais que desaparecem antes mesmo de serem estudados, a crise da biodiversidade já é uma realidade. Este é o tema em destaque nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", com o comentarista Marco Bravo. Ouça a conversa completa!
Uma campanha publicitária da American Eagle, tendo a actriz Sydney Sweeney como protagonista, foi o ponto de partida para mais uma guerra cultural. Como em inglês, as palavras jeans e genes são homófonas, ou seja leem-se igualmente jeans, e sendo a actriz branca, loura e de olhos azuis, rapidamente começou na rede X uma onda de críticas alegando que a campanha era uma promoção codificada da eugenia. Pedro Mexia escreveu uma crónica, disponível em exclusivo para assinantes em expresso.pt, sobre o que pode estar em causa nesta polémica. Partindo deste texto, é com o colunista do Expresso que fazemos a conversa de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As cozinhas coloridas voltaram à moda e a cor mais utilizada do momento para decorar o espaço é o azul. Janina Ester conta mais sobre a história dessa tendência. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nos 50 anos da independência de Cabo Verde, a RFI publica e difunde várias reportagens sobre este tema. Neste quarto episódio, fomos à procura de pessoas que se dedicaram à luta na clandestinidade, algo que continua a ser uma das frentes menos visíveis na luta de libertação de Cabo Verde. Para conhecermos o trabalho feito nas ilhas, mas também na diáspora, as técnicas para ludibriar a polícia política, assim como as experiências daqueles que a PIDE prendeu nos "cárceres do Império", conversámos com Óscar Duarte, Gil Querido Varela, António Pedro da Rosa, Marline Barbosa Almeida, Adão Rocha e Manuel Faustino. Foi no ano 2000, na cidade da Praia, que os Tubarões Azuis conquistaram a X Edição da Taça Amílcar Cabral, talvez a mais importante vitória da selecção de Cabo Verde. A prova, com o nome do líder da luta pela independência, foi conquistada quando os jogadores eram treinados por Óscar Duarte, um nome que ficou conhecido no futebol português nos finais da década de 70: foi campeão pelo FC Porto em 1979 e chegou a vestir a camisola das Quinas no Parque dos Príncipes, em Paris, em 1978. Antes disso, Óscar Duarte tinha travado uma outra luta, a da libertação de Cabo Verde, o que o levou a estar preso quase dois anos no campo de São Nicolau em Angola, depois de ter passado pelo Tarrafal, da ilha de Santiago, e por Caxias, em Portugal. “Era das piores prisões que havia na era colonial. Quando a pessoa - para eles - cometesse qualquer erro, surravam nas pessoas. A mim também me bateram. Eu sou técnico agrícola e ao trabalhar na agricultura, se tirasse qualquer produto da agricultura batiam-me. Utilizavam esses dois utensílios: palmatória e chicote. Sabe o que é uma pessoa levar às vezes 200 palmatoadas na mão? Quando a mão incha, as veias ficam ensanguentadas. E batiam no rabo com a palmatória. Portanto, houve muita gente que morreu assim. Eu, durante o tempo que lá estive, uma vez houve um problema qualquer e - como era uma prisão natural, não havia prisão lá dentro - eu estive quase três meses numa cela com cinco palmos de comprido, três de largo. Eu sentava-me, esticava a perna e ocupava aquilo tudo. Era sempre escuro, onde fazia as minhas necessidades é que tinha de abrir a torneira também para beber e havia uma refeição por dia”, conta. Essa cela era a “frigideira durante o verão” e “frigorífico na época de cacimbo que é o frio”. “Durante esse tempo que estive na frigideira ou no frigorífico, era uma refeição por dia. Era só o pequeno almoço, fuba, um bocadinho de amendoim e uma chávena de café preto. Depois a pessoa ia perdendo peso. Houve muita gente que foi à loucura. Eu aguentei, mas houve muita gente que morreu por lá. E depois havia uma outra agravante, que era que quando iam buscar uma pessoa à noite, dificilmente apareciam. Matavam-nas”, recorda Óscar Duarte. Era preciso resistir para sobreviver. Resistir à "frigideira" ou "frigorífico", aos espancamentos, à fome, aos trabalhos forçados, à loucura. Óscar Duarte viu muita gente morrer. Um dia, um prisioneiro que tinha tentado fugir foi crucificado para todos verem. Mas Óscar Duarte resistiu. A dada altura, foi transferido do Campo de São Nicolau para o Campo da Foz do Cunene e também aí continuou a resistir e até a jogar à bola, entre lacraus, cobras e jacarés. “Tínhamos de trabalhar todos os dias, era deserto e tal, a temperatura era quase de 50 graus. Hoje, abríamos vala, amanhã tapávamos. Cortávamos pedra, depois arrumávamos. Só para ocupar tempo. Era um castigo. E depois tínhamos muito receio porque não tínhamos sequer uma aspirina, um vidro de álcool. Nada disso. E havia lá muito lacrau, se o lacrau picar uma pessoa é terrível porque tem veneno. Havia lacrau, havia cobras, havia tudo isso. Havia lá um rio e nós fizemos lá alguma agricultura com o limo do rio, misturámos com a terra e tirávamos sempre qualquer coisa. Às vezes íamos para o rio jogar a nossa bola e jacarés com quatro metros e tal! Uma pessoa se se distrai, até podia ser apanhado pelo jacaré!”, lembra. Criado em 1962, o Campo de Recuperação de São Nicolau situava-se num território desértico no litoral angolano, a norte da então Moçâmedes (Namibe). Para lá eram enviados guerrilheiros suspeitos de actividades subversivas, por vezes acompanhados da família. Em 1964, estavam lá presas 651 pessoas. Em 1972, eram 1.123 prisioneiros. Óscar Duarte foi desterrado para lá por fazer parte da rede clandestina de militantes do PAIGC em Cabo Verde. “Eu fui para São Nicolau porque tínhamos um núcleo e trabalhávamos na clandestinidade. Na altura, a PIDE tinha a coisa muito bem controlada e por cada informação que a pessoa desse, eles pagavam 500 escudos. E nessa altura já era algum dinheiro. Deitámos uns panfletos em São Vicente e houve um indivíduo que pertencia ao nosso núcleo, que foi deitar panfletos no cinema, foi apanhado e depois torturaram-no. Inclusive ele falou-nos de um alicate nos testículos. Portanto, ele teve que 'cantar', teve que dizer tudo”, acrescenta. Óscar foi preso na cidade da Praia e submetido a tortura nos interrogatórios: uma semana virado para uma parede sem dormir e a ter alucinações da mãe a chorar. No Tarrafal da ilha de Santiago, em Cabo Verde, também era preciso resistir. Numa primeira fase, entre 1936 e 1956, ali estiveram presos portugueses que contestavam o regime fascista e o local ficou conhecido como “Campo da Morte Lenta”. Em 1962, passou a chamar-se “Campo de Trabalho de Chão Bom” e foi então que se tornou na cadeia de militantes nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Em Cabo Verde, a luta na clandestinidade começou a ser forjada, em 1959, por nomes como Abílio Duarte, do PAIGC, e José Leitão da Graça, ligado ao partido UPICV, que são obrigados a deixar o país devido à polícia política. Depois, vários militantes do PAIGC fizeram trabalho político para mobilizar a população em torno da causa independentista e para criar um ambiente favorável ao desembarque no arquipélago de guerrilheiros armados. Isso acabaria por não acontecer, mas foi minuciosamente preparado. A polícia política portuguesa também não permitiu o desenvolvimento da rede clandestina porque foi prendendo, ao longo do tempo, vários dos responsáveis nas ilhas. Foi o caso de Carlos Lineu Miranda, Fernando dos Reis Tavares, Jaime Schofield, Luís Fonseca e vários outros. Gil Querido Varela foi preso em 1968, interrogado e torturado pela polícia no Plateau, transferido para a Cadeia Civil da Praia e entra no Tarrafal em Abril de 1970. Sai em Janeiro de 71. Era suspeito de prática de “crime contra a segurança interior e exterior do Estado”. Gil Querido Varela era militante do PAIGC e fazia a luta política na clandestinidade. “Nós trabalhávamos, visitávamos amigos. Eu, por exemplo, ia à Ribeira da Barca, aproveitava no momento em que estava trabalhando no campo e lá ia fazer o trabalho político, [dizer] que devíamos entrar no PAIGC para libertar a terra. Quem já tinha visto a fome de 1947 - que eu vi uma parte - não ficava sem fazer nada. Vi crianças morrerem de fome, com o corpo inflamado de fome. Mães com crianças mortas nas costas que não tiravam para poderem achar esmola. Os colonialistas troçando da fome do povo. Eu já estava farto deles e entrei rápido no PAIGC. Quem viu aquela fome era impossível não lutar. Só quem não tem sentimento”, afirma Gil Querido Varela, aos 90 anos, enquanto nos mostra o Tarrafal ao lado do camarada António Pedro da Rosa, de 76 anos. O amigo, António Pedro da Rosa, também lutava na clandestinidade e foi detido em Agosto de 1970, interrogado e torturado, transferido para a Cadeia Civil da Praia e enviado para o Tarrafal em Fevereiro de 1971, de onde saiu a 1 de Maio de 1974. “A luta na clandestinidade nós fazíamos da seguinte forma: Eu tinha um colega, Ivo Pereira, que trazia sempre jornais, panfletos e líamos para os rapazes colegas. E tínhamos um livro também que era “Luta Armada”, líamos e explicávamos a alguns rapazes sobre esta situação. Por isso é que fazíamos este trabalho na clandestinidade, através de panfletos e livros que íamos estudar com os rapazes colegas. Íamos sentar aqui num sítio qualquer porque também já sabíamos que havia alguns rapazes que eram informantes da PIDE, porque cada informação que eles levavam para a PIDE eram 500 escudos e 500 escudos na altura era muito dinheiro. Por isso fizemos todo esse trabalho, mas com muito cuidado”, recorda António Pedro da Rosa, na biblioteca do campo de concentração do Tarrafal que vai ser candidato a Património Mundial da UNESCO. Voltaremos ao Tarrafal guiados por Gil Querido Varela e António Pedro da Rosa no oitavo episódio desta série, mas concentremo-nos, por agora, na luta clandestina que se fazia em Cabo Verde. Havia quem fingisse ser namorada de um dos presos do Tarrafal para levar mensagens do exterior. Foi o que fez Marline Barbosa Almeida que trabalhava na célula clandestina do PAIGC na Praia, criada em 1968, sob direcção de Jorge Querido, o coordenador das actividades clandestinas do PAIGC em Cabo Verde, entre 1968 e 1974. Foi assim que ela conseguiu levar para a prisão informação e mensagens, incluindo dentro de tubos de pasta dos dentes. “Nós tínhamos alguns guardas, conseguíamos conversar, então mandávamos bilhetes através de pastas de dentes que nós abríamos com aquela dobrinha. Então nós tirávamos a maioria da pasta, metíamos as informações num plástico, tornávamos a meter lá e mandávamos. Depois, o director da cadeia era cunhado da minha irmã e sabia no que é que eu andava. Mas como ele era católico, presumidamente democrata, eu arranjei “namoro” com um dos presos. E ia lá e nós éramos obrigados a ir com ele assistir à missa e depois eu ia ver o meu noivo. Foi assim que nós tínhamos informações do que se passava na cadeia e transmitíamos informações aos presos”, recorda. Além da pasta de dentes, as mensagens também circularam dentro de bíblias, acrescenta Marline, quando conversa com a RFI em sua casa, na cidade da Praia. “Houve até um caso interessante de um angolano que tinha sido liberto. Eu tinha ido à praia e ao regressar a casa, eu vi-o a sair da igreja do Nazareno com uma Bíblia na mão. Ele dirigiu-se a minha casa e eu estava precisamente a entrar. ‘É a senhora fulana de tal?' ‘Sim.' ‘Eu sou fulano de tal, saí do Tarrafal ontem e vim com mensagens dos seus amigos. E eu ‘Sim, sim, como é que eles estão? Há muito que não os vejo', enrolando porque eu não sabia quem era. Até que ele abriu a Bíblia, descolou as páginas, tirou o bilhete do Carlos Tavares e mostrou-me para certificar que era uma pessoa de confiança”, recorda. Marline Barbosa Almeida chegou a ser presa e a sofrer tortura. A luta na clandestinidade “era um trabalho difícil” porque “numa ilha não havia onde fugir, não há mato, não há onde esconder”. Por isso, serviam-se de “festas, bailes, piqueniques” para trocar informações e atrair mais pessoas para a causa. Depois, procuravam dar informações à sede do PAIGC, em Conacri, sobre as condições dos presos no Tarrafal. No livro “O PAIGC perante o dilema cabo-verdiano [1959-1974]”, o historiador José Augusto Pereira conta que a PIDE/DGS instalou-se em Cabo Verde em 1959 com a criação da subdelegação da cidade da Praia. Em 1961, são criados os postos da PIDE no Mindelo e no aeroporto do Sal. Em 1965 o posto de Chão Bom, na vila de Tarrafal, em Santiago, em 1968 o posto de São Filipe na ilha do Fogo. Teria 33 efectivos em 1973. Em 1974 a cidade da Praia albergava a sede da DGS e no resto da ilha haviam postos em Santa Catarina e Tarrafal. Depois, havia postos nas ilhas de São Vicente, Sal, Santo Antão, Fogo e Boa Vista. Um dos principais golpes da PIDE/DGS acabaria por ser a detenção de Jorge Querido em Janeiro de 1974, depois de anos a fintar a apertada vigilância da polícia política. O elemento básico da luta clandestina eram as células, cada uma tinha um responsável e o conjunto de responsáveis formava uma secção. Por sua vez, os responsáveis de secção formavam um sector e os responsáveis de sector formavam zonas. O trabalho político clandestino em Cabo Verde consistia em fazer agitação política e em capitalizar em prol da causa nacionalista todas as carências, como a pobreza, a fome e as injustiças sentidas pela população. Por outro lado, havia que acicatar o espírito de revolta, predispor as massas para o apoio a acções armadas, recolher e enviar informação para a direcção do PAIGC em Conacri e dar apoio logístico aos guerrilheiros nacionalistas quando se desse o desembarque no arquipélago. O que não viria a acontecer, como já explicámos noutros episódios desta série de reportagens. Havia, ainda, mobilização junto da diáspora cabo-verdiana. Adão Rocha fazia parte do grupo de Lovaina, na Bélgica, e o trabalho político era também essencial. “Tínhamos várias frentes de luta. A frente diplomática, que Amílcar Cabral prezava muito, ele achava que era uma parte importante da luta mesmo. Ele mesmo se distinguiu como um exímio diplomata. No fundo, era tentar contactar as autoridades dessa zona e sensibilizá-las para a justeza da luta de libertação das ex-colónias e, particularmente de Cabo Verde e da Guiné-Bissau. Também tínhamos uma frente de apoios, mobilização para a luta, o que se conseguia através de organizações não governamentais ali dessa zona, da Bélgica e também da Holanda, que na altura apoiavam as lutas de libertação. Também alguns governos, poucos, já apoiaram a luta ainda antes da independência. Tínhamos, ainda, a frente de divulgação da luta junto da sociedade europeia para sensibilizá-la mais uma vez sobre a questão da repressão colonial, a questão do fascismo em Portugal e criar um ambiente propício para que os seus governos também tivessem uma posição mais favorável em relação à luta. Mas o essencial da nossa luta prendia-se com a mobilização das comunidades emigradas”, conta. Na conversa com a RFI na Fundação Amílcar Cabral, na Praia, onde é membro do Conselho de Administração, Adão Rocha destaca que é preciso que a juventude saiba que, naquela altura, em muitos países, várias pessoas abandonaram os estudos para se juntarem à luta armada ou clandestina. Em Portugal, também havia luta clandestina e a cantiga também foi uma arma para os cabo-verdianos. Manuel Faustino era estudante de medicina em Coimbra quando compôs a primeira música, “Ca bo ba pa tropa”, em 1968, que era um apelo à fuga ao serviço militar. Em 1973, é lançado o LP “Música Cabo-Verdiana-Protesto e Luta”, gravado na Holanda e editado pelo PAIGC, em que aparece outra composição de Manuel Faustino. Chamava-se “Nho Queiton” e era uma denúncia directa à política de Marcello Caetano e à miséria no arquipélago. “Nho Queiton era uma referência a Marcello Caetano que tinha feito uma viagem a Cabo Verde e, então, era uma música que denunciava os propósitos políticos, demagógicos da visita dele. A visita dele inscrevia-se num contexto de tentar seduzir as pessoas, tentar aparecer como um rosto diferente de Salazar. E essa música que vem nesse ‘Long Play' era uma denúncia dessa visita, tentando desmascarar, dizendo que era uma manobra política que serve para nada e que a solução aos problemas era a independência”, conta Manuel Faustino, lembrando que o seu nome não aparece no disco “senão ia preso”. A historiadora Ângela Benoliel Coutinho, autora de “Os Dirigentes do PAIGC: da fundação à ruptura: 1956-1980” admite que tenham havido algumas centenas de pessoas na luta clandestina, mas diz que é preciso um centro de pesquisa histórica sobre Cabo Verde para se poder estudar todas as temáticas da história contemporânea do país. “Há uma Associação dos Combatentes pela Liberdade da Pátria em Cabo Verde, que tem várias pessoas inscritas. Portanto, serão centenas. Pelas entrevistas que tenho feito, tenho presente o facto de que há pessoas que participaram e alguns até que tiveram um papel importante em dados momentos e não se inscreveram nessa associação. Já pude ter essa conversa com alguns dirigentes e penso que terão sido - entre os que integraram as células - algumas centenas. E depois há todo este apoio por parte da população, não só em Cabo Verde”, sublinha. Em Cabo Verde, em Portugal, na Guiné-Bissau, em Angola, mas também na Bélgica, na Holanda, no Senegal e noutros países para além das fronteiras do então Império Colonial Português, foram muitos os militantes e nacionalistas que lutaram na clandestinidade. Um número ainda não calculado de pessoas foram presas, torturadas e mortas, depois de perseguidas pela PIDE/DGS. Porém, mais de meio século depois, a acção na clandestinidade continua a ser uma das frentes menos visíveis na luta pela independência de Cabo Verde. Se quiser aprofundar este assunto, pode ouvir aqui as entrevistas integrais feitas aos diferentes convidados.
Você já se sentiu frustrado(a) por não ser como queria? Já reclamou com Deus pelo seu jeito de ser, pela sua aparência, pela sua história? Neste episódio emocionante, você vai conhecer Emy, uma menina que sonhava com olhos azuis... mas que descobriu que Deus a criou exatamente como ela precisava ser para cumprir um propósito extraordinário: salvar vidas! Uma reflexão poderosa sobre identidade, aceitação, fé e chamado missionário, contada de maneira tocante pelo Pr. @Juanribe Pagliarin.
A 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos em Nice, na França, esta semana, e o Fórum de Economia e Finanças Azuis, ocorrido no domingo, em Mônaco, dão um impulso inédito à economia azul, as diversas atividades realizadas no oceano de forma sustentável. Elas englobam desde setores tradicionalmente dependentes dos mares, como a pesca, o turismo e o transporte, até alta tecnologia – de bioquímica aos cabos submarinos usados para a conexão mundial de internet. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Nice Segundo estimativas reveladas em Mônaco, o potencial de oportunidades econômicas e financeiras é de US$ 25 bilhões ao ano. A ONU e as maiores instituições multilaterais financeiras, como o Banco Mundial, salientam que a “blue economy” estimula o crescimento econômico nos países, principalmente em desenvolvimento, e, quando implementada segundo critérios ambientais rigorosos, ajuda a preservar os ecossistemas marinhos. O professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) Alexander Turra, diretor da cátedra sobre Sustentabilidade do Oceano da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura), vê um “potencial gigantesco” para o Brasil, com seus quase 10 mil quilômetros de áreas costeiras. Ele brinca que a economia azul vai "do bolinho de aipim” nas praias brasileiras até a produção de energia renovável offshore. "Agora ela é ampliada para outras atividades que ajudam o oceano a manter a sua vitalidade. O saneamento, que ajuda a combater a poluição das cidades, também pode ser enquadrado como economia azul, porque ajuda a não perdermos o potencial do turismo, por exemplo”, explica. Os potenciais variados no turismo costeiro ainda incluem ações ambientais importantes como promover a proteção de recifes de coral e manguezais. "A gente também está falando de inovação, tecnologia, celulares, aplicativos, startups – empresas que estão começando e precisam ser aceleradas. É um ecossistema de oportunidades”, aponta. Economia do mar x economia azul O biólogo marinho Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano, estreou no evento o documentário Quanto vale o azul?, sobre o uso sustentável dos recursos do mar no Rio de Janeiro. O filme ilustra o potencial econômico para a cidade do turismo sustentável, a biotecnologia marinha e a pesca responsável, entre outros exemplos – atividades que, ao mesmo tempo, são regenerativas do meio ambiente. Na área da pesca, Gomes observa que os conhecimentos tradicionais de comunidades locais garantem os estoques pesqueiros a longo prazo. Na escala mundial, a pesca industrial – que explora cerca de 80% dos peixes – causa prejuízos estimados em US$ 83 bilhões aos pescadores artesanais por ano, conforme a ONU. "É muito importante a gente separar a economia do mar da economia azul. A economia do mar é também tudo que a gente vem fazendo de errado com relação ao oceano: a pesca industrial, a exploração de petróleo, o transporte marítimo em larga escala. Eles não estão preocupados em não deixar pegada e preservar”, salienta Gomes. "A economia azul é aquela que, por exemplo, cultiva alga que não agride o meio ambiente e filtra toxinas da água, absorve CO2, produz alimento e abrigo para a fauna marinha. Preservar a vida no mar, garantir a transição da economia do mar para uma economia azul, é garantir a nossa resiliência enquanto espécie, no enfrentamento às mudanças climáticas”, disse. Flexibilização da legislação pode afastar investimentos Na conferência de Nice, a UNOC3, os países estão apresentando compromissos voluntários para reforçar a proteção dos mares da poluição, da pesca excessiva e do aquecimento global, que ameaçam a continuidade das atividades que dependem dos oceanos. O pesquisador Alexander Turra salienta que, ao apresentar sete compromissos voluntários, o governo brasileiro sinalizou à comunidade internacional, mas também empresarial, que o país busca atrair investimentos nestes setores. "A gente criou uma janela pública de oportunidade política para o oceano entrar e de lá nunca mais sair – e isso nunca havia acontecido da forma como agora”, celebra. "A gente tem a oportunidade de ampliar isso e trazer responsabilidade em relação a esse passo futuro que a gente quer dar, de uma economia sustentável do oceano, que tem três pilares: a proteção efetiva de pelo menos 30% das nossas áreas marinhas até 2030, a produção sustentável – que significa racionalizar recursos e rejeitos –, e a prosperidade equitativa, ou seja, o dinheiro que vai ser gerado tem que ser compartilhado com quem vive nesses lugares”, frisa. O professor da USP avalia que a conferência de Nice trouxe uma nova perspectiva para todo o setor, ao passar da etapa da discussão para a da ação pela preservação dos oceanos. Ele destaca que, cada vez mais, os critérios ambientais pesam nas decisões de investimentos, sejam públicos ou privados. "São pessoas que não querem investir numa roubada. É por isso que a avaliação de impacto ambiental é um instrumento que tem que ser fortalecido no âmbito dos países e internacional”, afirma. "Esse é um ponto que não pode ser fragilizado nos países, como a mudança que está acontecendo agora no Brasil, com a nova Lei do Licenciamento Ambiental. Ela vai trazer maior risco para as empresas que querem investir de forma sábia”, adverte.
La campaña Días Azuis do Comercio Galego, organizada por la Federación Gallega de Comercio en colaboración con la Xunta de Galicia y ABANCA, regresa en su 13ª edición, celebrándose del 20 de mayo al 10 de junio de 2025. Su principal objetivo es promover el comercio local gallego, destacando su valor económico y social, y fomentando las compras en tiendas físicas mediante una serie de premios y sorteos entre los clientes que realicen compras en los comercios participantes. Conociendo la importancia de esta campaña para las ciudades y localidades gallegas, entrevistamos a Olegario Álvarez, presidente del Centro Comercial Aberto Ferrol A Magdalena, para conocer su visión sobre el impacto de Días Azuis en Ferrol y en qué medida iniciativas como esta contribuyen a dinamizar el comercio local.
Patos azuis e peixes mortos: vida selvagem tingida de azul após derrame químico em São Paulo
"Um 'jogador à Porto' é um que sente a camisola, sente a cidade, sente a região. Não é uma luta contra Lisboa, é contra o centralismo de Lisboa." Figura incontornável do futebol português, Jorge Nuno Pinto da Costa, falecido a 15 de fevereiro de 2025, foi o convidado de Daniel Oliveira nesta emissão do Alta Definição em podcast em abril de 2024. Presidente do Futebol Clube do Porto de 1982 a 2024, conquistou dezenas de títulos nacionais e internacionais, e tornou-se o presidente desportivo mais titulado do mundo. Pinto da Costa foi recandidato a mais um mandato à frente dos destinos do Dragão: "Se os sócios se esquecerem destes 42 anos e não quiserem ver os projetos que apresentamos, as consequências serão deles." Não se preocupa com a inevitabilidade da morte, mas deixa já o funeral preparado com nomes de pessoas que não poderão comparecer e com a vestimenta obrigatória para quem puder: "não quero gravatas pretas nem luto, quero as pessoas com gravatas azuis em homenagem ao Futebol Clube do Porto".See omnystudio.com/listener for privacy information.
F.C. Porto-Sporting: quais são as suas expectativas? Quais os pontos fracos e mais fortes das equipas?
Você já sentiu uma melhora no seu bem-estar e no seu humor após passar um tempo em contato com a natureza? Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório “Green and Blue Spaces and Mental Health” (Espaços Verdes e Azuis e Saúde Mental), que demonstra que passar um tempo em locais arborizados e outros ambientes naturais verdes e azuis, mesmo quando eles estão inseridos em espaços urbanos, possuem efeitos benéficos para a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Diante disso, buscar a realização de atividades que envolvem parques, montanhas, cachoeiras e outros locais ricos em biodiversidade pode trazer efeitos muito positivos não apenas para o corpo, como também para a mente. Para entender mais sobre essas possibilidades e aprender a usufruir dos efeitos positivos do contato com a natureza para a saúde, conversamos com a pesquisadora da área de Etnobiologia e saúde coletiva, Amanda Roberta Corrado. Aperte o play e confira!Ficha Técnica:Produção: Pedro Romanelly Edição de Texto: Patrícia ConscienteEdição de áudio e sonoplastia: Breno Estevam
Você já sentiu uma melhora no seu bem-estar e no seu humor após passar um tempo em contato com a natureza? Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório “Green and Blue Spaces and Mental Health” (Espaços Verdes e Azuis e Saúde Mental), que demonstra que passar um tempo em locais arborizados e outros ambientes naturais verdes e azuis, mesmo quando eles estão inseridos em espaços urbanos, possuem efeitos benéficos para a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Diante disso, buscar a realização de atividades que envolvem parques, montanhas, cachoeiras e outros locais ricos em biodiversidade pode trazer efeitos muito positivos não apenas para o corpo, como também para a mente. Para entender mais sobre essas possibilidades e aprender a usufruir dos efeitos positivos do contato com a natureza para a saúde, conversamos com a pesquisadora da área de Etnobiologia e saúde coletiva, Amanda Roberta Corrado. Aperte o play e confira! Ficha Técnica: Produção: Pedro Romanelly Edição de Texto: Patrícia Consciente Edição de áudio e sonoplastia: Aurélio Bernardi, Breno Estevam e Joezzer Sâmeke
Gracyanne Barbosa e BBB: comer mais de 10 ovos por dia é saudável? – BBC News Brasil https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0k58288gd7o The Nazis' Road to War: Hitler Prepares to Strike (Part 1) https://pca.st/za6ghb4t conversando sobre Ética e Tecnologia com Murilo Silva https://vamosfalarsobreimpacto.today/2024/02/24/conversando-sobre-etica-e-tecnologia-com-murilo-silva/ Zonas azuis, com expectativa de vida acima da média, existem mesmo? https://digital.estadao.com.br/article/282235196312813 busca no Estadão por ... Read more The post passagem só de ida para imigrantes??? o começo da 2a Guerra, a falácia das Zonas Azuis appeared first on radinho de pilha.
No 'Doa a quem Doer' desta semana revelamos tudo o que foi dito por Nuno Ribeiro, ex-diretor técnico da equipa de ciclismo de FC Porto, a W52, durante o julgamento e como funcionava o esquema de doping dentro da equipa. Destaque ainda para a conta dos luxos da família Madureira, que chegaram aos ‘Azuis e Brancos' quando ‘Macaco' já estava em prisão preventiva.
Ricardo Nascimento, mergulhador, fotógrafo e videógrafo tem viajado pelo mundo para fotografar as maravilhas do imenso azul e está a fazer um documentário sobre um arquipélago no oceano indico.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quem nunca se sentiu hipnotizado por um par de olhos azuis, né? O magnetismo que te excita. Quando o detentor dele sabe desse potencial e o usa bem, é impossível resistir.
Após ferimento de dois indonésios, secretário-geral sublinha que ato não pode ser repetido e soldados da paz devem ser protegidos por todas as partes do conflito; vítimas caíram da torre de vigia na sequência de disparos de um tanque israelense.
No episódio de hoje, Afonso Borges te indica a obra "Os cadernos azuis", do escritor Antonio Puppin. Confira!See omnystudio.com/listener for privacy information.
O assunto não é novo, mas voltou a ser comentado após o documentário “Como viver até os 100: os segredos das zonas azuis”, da Netflix. Mas antes de tentar entender como vivem as pessoas naquelas cinco regiões, devemos nos perguntar se elas, de fato, vivem mais. Área de membros do blog Ciência Low-Carb: Clique Aqui! Estamos no Instagram: Dr. Souto - Sari Fontana Para ser avisado sobre cada novo episódio e receber os links das matérias mencionadas e as referências bibliográficas por e-mail, cadastre-se gratuitamente em https://drsouto.com.br/podcast Adquira seu livro - UMA DIETA ALÉM DA MODA: Amazon (também na versão Kindle)
Alguns locais no mundo são chamados de “Zonas Azuis”. O termo refere-se a áreas geográficas onde as pessoas têm uma taxa muito baixa de doenças crónicas e vivem mais anos do que em qualquer outro lugar do mundo...
Em novembro de 2023, a Netflix lançou uma série animada que inicialmente não estava no radar de muitas pessoas. Pouco tempo após seu lançamento, ela começou a figurar entre as obras mais assistidas e, gradualmente, ganhou vídeos de reacts, análises e chamou a atenção da crítica. Samurai de Olhos Azuis surpreendeu não só pela sua estética bem apurada e maravilhosa, mas também por uma narrativa bem amarrada, com personagens complexos e uma história de vingança que prende o espectador a cada episódio.Criada e roteirizada por Michael Green (produtor de American Gods) e Amber Noizumi, com a supervisão de direção e produção de Jane Wu (trabalhou em animações como Homem-Aranha no Aranhaverso), Samurai de Olhos Azuis narra a história de Mizu, uma mestiça que, após perder tudo e sofrer constantemente com o preconceito em um Japão fechado do período Edo, decide se vingar dos ocidentais que iniciaram sua desventura e a colocaram em um mundo de horror e solidão.Hoje, Rafael Arinelli recebe Lunna Fabris, Rodrigo Basso (Perdidos na Estante) e Henrique Rizatto para bater um papo sobre esta série animada que encantou tantos espectadores. Eles discutem os caminhos que a série desenha para seus personagens, bem como a estrutura dos episódios, que ajudam a aprofundar ainda mais nossa percepção daquele mundo. Também especulam sobre a segunda temporada e quais caminhos Mizu poderá percorrer nessa sua insaciável sede de vingança.Arrume seu kimono, afie sua espada e prepare-se para se apaixonar por Samurai de Olhos Azuis!• 03m39: Pauta Principal• 1h14m27: Plano Detalhe• 1h28m10: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Feed: https://bit.ly/cinemacaofeed• Apple Podcast: https://bit.ly/itunes-cinemacao• Android: https://bit.ly/android-cinemacao• Deezer: https://bit.ly/deezer-cinemacao• Spotify: https://bit.ly/spotify-cinemacao• Amazon Music: https://bit.ly/amazoncinemacaoAgradecimentos aos patrões e padrinhos: • André Marinho• Anna Foltran• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Lima• Eloi Xavier• Gabriela Pastori• Guilherme S. Arinelli• Gustavo Reinecken• Katia Barga• Thiago Coquelet• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• Facebook: https://bit.ly/facebookcinemacao• Twitter: https://bit.ly/twittercinemacao• Instagram: https://bit.ly/instagramcinemacao• Tiktok: https://bit.ly/tiktokcinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de apenas R$5,00, você terá acesso a vantagens incríveis. E o melhor de tudo: após 1 ano de contribuição, recebe um presente exclusivo como agradecimento! Não perca mais tempo, acesse agora a página de Contribuição, escolha o plano que mais se adequa ao seu estilo e torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Lunna): Série: 1923• (Lunna): Série: Yellowstone• (Basso): Série: Demon Slayer• (Basso): Série: Largados e Pelados• (Henrique): Podcast: Caso Bizarro• (Henrique): Podcast: Para-raio de Problemas• (Rafa): Documentário: Nostalgia - Guerra Coreana Edição: ISSOaí Design
A vingança não hesita, nerds! Vem conferir esse NerdCast sobre a série Samurai de Olhos Azuis, o novo vício do Azaghal e Jovem Nerd. PARTE DA VITRINE: Randall Random Baixe a versão Wallpaper da vitrine MAGALU PAPO DE PARCEIRO Clique pra conferir o novo episódio: Aprendendo sobre e-commerce e marketing digital ComSchool: Cursos de Marketing Digital e E-commerce UniMagalu: Veja como vender no Marketplace Magalu Playlist completa Papo de Parceiro Jovem Nerd GAME RUFF GHANOR Adicione Ruff Ghanor na sua wishlist! PEDIDOS DE DOAÇÃO Doação de Sangue para Raquel Fernanda Carvalho Graneir no Banco de Sangue de Ribeirão Preto conveniado ao Hospital São Lucas- Rua Quintino Bocaiúva, 975 em Ribeirão Preto-SP e região Doação de Sangue para Miguel Vili Andres que sofreu um acidente e está recebendo doações de qualquer tipo sanguíneo no Hospital Conceição na Av. Francisco Trein, 596 - Cristo Redentor, Porto Alegre - RS, 91350-200 - leito 6 da UTI . Doação de Sangue para Isabella Da Costa Fonseca paciente de leucemia nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Para doar é só informar o nome do paciente. Locais: Serum Centro - Unidade Centro, Av. Marechal. Floriano, 99 - Centro, Rio de Janeiro - RJ | Serum Barra - Av. Ayrton Senna, 2.150 no Casa Shopping | Lado Península - Barra da Tijuca. | Hemocentro Nova Iguaçu - Av. Henrique Duque Estrada Meyer, 959 - Ponto Chic, Nova Iguaçu - RJ. CLIQUE CONFIRA OS OUTROS CANAIS DO JOVEM NERD E-MAILS Mande suas críticas, elogios, sugestões e caneladas para nerdcast@jovemnerd.com.br APP JOVEM NERD: Google Play Store | Apple App Store EDIÇÃO COMPLETA POR RADIOFOBIA PODCAS T E MULTIMÍDIA
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O município de Londrina, no Paraná, fará os primeiros testes com ônibus urbano movido a 100% de biometano no Brasil. A iniciativa é conduzida pela Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e a fabricante Scania, em parceria com a prefeitura de Londrina. Neste painel vamos discutir como o gás natural e o biometano podem ser utilizados para descarbonizar a matriz de transporte nacional. E como o investimento nessa nova infraestrutura pode fazer a ponte para atender à demanda doméstica por hidrogênio de baixo carbono. Diálogos da Transição 2023 é uma série produzida pela agência epbr e que tem patrocínio master da @petrobras Conta ainda com patrocínio do escritório Mattos Filho e dos Grupos Ultra e Marquise. E tem apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Rio). Convidado: Rafael Lamastra Jr. | diretor-presidente da Compagás
Então, tem cerveja feita em Mosteiro no Brasil? Francamente, sim! Ivan Tozzi, o patrono mais famoso que este podcast já viu, ganhador do Mestre Cervejeiro Eisenbahn, Three Hills, pai e Tiktoker vem conversar com a gente sobre seu novo empreendimento, a Cervejaria Sacramalte, com direito a embebedar, quer dizer, capacitar os monges, que só queriam se dedicar à vida espiritual, e não aos spirits... Quer conhecer mais dessa história? Vem!
Nesses tempos de movimentos messiânicos medonhos, o Balaio vai viajar até a década de 1960 e contar pra vocês um caso muito curioso da nossa Campina Grande! A seita com visões de futuro que previu o fim do mundo com dilúvio e fogo! E isso tudo com direito a Padim Ciço voador, moda do século II e fake news de pessoas andando sobre as águas! Você conhece a história dos Borboletas Azuis? // Sinal VERDE de aleatoriedade. // =================== Bancada #184: Nathan Cirino / Ian Costa / Matheus Alves (Mac) / Gabriel Gaspar (Gaga) // Montagem: Nathan Cirino Edição e Finalização: Ian Costa Arte de capa: Matheus Alves (Mac) // Conteúdo Creative Commons. Atribuição Não Comercial - Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0) // =================== *APOIE O BALAIO! Doe pelo PicPay! (@balaio.podcast) Ou pelo PIX: balaiopodcast@gmail.com =================== Nossos contatos: Twitter: @balaiopodcast Instagram: @balaiopodcast Tik Tok: /balaiopodcast Telegram (canal): t.me/balaiopodcastcanal E-mail: balaiopodcast@gmail.com -------------------------- Músicas do #184 Cordel do Fogo Encantado – Chover Luiz Gonzaga - Súplica Cearense Bob Marley - Is this love Denilson Félix Sanfoneiro - Dragon Ball Cris Corrêa - Quatro Ventos Bola de fogo – Atoladinha Cris Corrêa – Prisão Cris Corrêa – Borboletas Cris Corrêa – Rastro Cris Corrêa - A Pedra e o Fim Planet Hemp – Legalize Já Michael Jackson – Don't Stop ‘til you get enough --- Send in a voice message: https://anchor.fm/balaiopodcast/message
E vamos pro segundo turno. Com foco na democracia e muito pensamento positivo! Além disso, já demos alguns spoilers do Halloween de Bordo e contamos as reviravoltas de O Mickey de Olhos Azuis. kkkkk Entre pro grupo do Telegram: http://picpay.me/diariodebordo
A presença do metal afeta o peso e o nível de gordura das aves, essenciais para a migração da espécie
Clica aqui para começares o teu podcast com o Riverside.fm -> https://bit.ly/grava_em_todo_o_ladoMais um grande prémio no país dos croissants, com Leclerc levar com uma valente baguete e a dizer adeus ao título. Diz o Tiago. Não percam mais um excelente episódio do Domingos, ou como se diz em Paul Ricard, podcast DimanchesJunta-te ao nosso campeonato de Fantasy F1!https://fantasy.formula1.com/app/#/league/44992Código de acesso: 1503bc0c42Segue o Domingos no Twitter @DomingosPodcastOuve este podcast na tua app favorita! https://bit.ly/DomingosF1PodcastiTunes http://bit.ly/DomingosnoApplePodcastsSpotify https://bit.ly/DomingosF1PodcastYoutube http://bit.ly/DomingosnoYoutube
Vinte e dois anos depois de a última ararinha-azul ser vista ao ar livre no seu habitat natural, a Caatinga, oito exemplares da espécie foram soltas em meados de junho por uma equipe de biólogos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a organização ambiental alemã Association for the Conservation of Threatened Parrots. Além de coroar um projeto de anos para recuperar uma ave considerada extinta na natureza, a iniciativa também se tornou uma oportunidade para preservar o bioma, exclusivamente brasileiro. Nos anos 2000, a degradação do ambiente, o intenso tráfico e a ação de predadores levaram as ararinhas-azuis a sumir da paisagem, no sertão baiano. O trágico destino da espécie virou até filme, a animação Rio e Rio 2, de 2011 e 2014. A situação levou à criação de um Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul, há 10 anos. Foram localizadas aves em criadouros pelo mundo e encaminhadas para a Alemanha, onde passaram a integrar um programa de reprodução em cativeiro. Destas, 52 foram levadas ao Brasil em 2020, para se prepararem para a reintrodução na natureza. Agora, quase um mês depois de cinco fêmeas e três machos voltarem a voar nos céus de Curaçá, na Bahia, o coordenador do plano nacional, Antonio Eduardo Barbosa, do ICMBio, celebra o sucesso da operação – pelo menos até agora. “A gente está acompanhando essas aves. Elas estão bem, próximas ao recinto de soltura. Elas voltam todo o dia ao cativeiro, se alimentam, exploram o ambiente ao redor”, conta. “Uma se afastou um pouco mais e ficamos três dias sem o sinal dela, mas conseguimos resgatá-la. Ela ficou um pouco desidratada e está em tratamento. Mas a gente não teve nenhuma perda e isso é muito bom.” Riscos à reprodução Hoje, existem cerca de 200 exemplares no mundo, além das que permanecem ilegalmente apreendidas. Recuperá-las seria crucial para melhores resultados da reprodução em cativeiro. “É importante aumentar a variabilidade genética dessas populações. Os animais são muito próximos, são parentes: primos, irmãos, e isso às vezes causa problemas para a reprodução da espécie”, explica Barbosa. No seu habitat natural, em uma reserva cercada por uma área de proteção ambiental federal, as ararinhas-azuis enfrentam os perigos da natureza, mas também precisarão de proteção reforçada contra tentativas de captura ilegal e até um megaprojeto de instalação de um parque eólico na região – que pode gerar riscos de electrocução nos fios elétricos. Os especialistas em conservação envolvidos na “operação ararinha” se mobilizam para deslocar a construção do Complexo Eólico Serra da Borracha para uma zona mais distante do plano original, às margens da reserva. Recuperação da Caatinga Outra ameaça é a própria degradação da Caatinga, cada vez mais atingida pela desertificação e abalada pelo avanço da agricultura – quase metade da vegetação natural já foi desmatada. Menos de 1% do bioma, que ocupa 11% do território nacional, é beneficiado com uma proteção integral pelo governo federal. Na esteira do projeto de reintrodução das ararinhas-azuis, uma equipe de pesquisadores e instituições de preservação se uniram para recuperar o entorno da área onde se espera que as aves circularão. O projeto RE-Habitar vai recuperar 200 hectares de vegetação – a metade às margens de rios intermitentes e a outra, nas regiões mais secas. O professor Renato Rodrigues, coordenador do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Nema/Univasf), explica que, como em qualquer ambiente semiárido, a Caatinga é frágil, suscetível a mudanças no nível de aridez e a períodos de secas extremas – e os ecossistemas precisam de água para se desenvolver. “Queremos que esse projeto seja uma vitrine. Ele está sendo desenhado para ser um método de fácil de replicação na região – do leito do riacho até a caatinga mais seca”, aponta Rodrigues. “Estamos testando um modelo para recuperar as drenagens, fazer barragens subterrâneas para acumular a água no subsolo. E em paralelo, fazer plantio de mudas em núcleos, com semeadura de espécies, tudo com baixo custo, para mostrar para a população que recuperar a Caatinga é um ganho não só para a ararinha, como para o proprietário rural.” As árvores escolhidas são de rápido crescimento e utilizadas pelas aves como alimento ou para formação de ninhos. A expectativa da equipe é começar o plantio em dezembro, início do período de chuvas na região.
Neste episódio do Braço Forte, vamos conhecer o universo das missões de paz, dos capacetes azuis e do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB). Para isso, entrevistamos o Coronel Barbosa, Comandante do Centro.