Podcasts about partido novo

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partido novo

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Best podcasts about partido novo

Latest podcast episodes about partido novo

Rádio BandNews BH
Futuro do Partido Novo e do governador Romeu Zema 12/10/22

Rádio BandNews BH

Play Episode Listen Later Oct 12, 2022 6:40


Orion Teixeira comenta sobre a situação em que se encontra o Partido Novo, ao qual pertence o governador Romeu Zema, após não conseguir alcançar a cláusula de barreira, que é um dispositivo legal que restringe ou impede a atuação parlamentar de um partido que não alcança um determinado percentual de votos.

Ouvi na Bloomberg Línea
Por que o Partido Novo, ex-preferido da Faria Lima, encolheu nas eleições

Ouvi na Bloomberg Línea

Play Episode Listen Later Oct 10, 2022 3:09


Bom dia! Hoje você escuta sobre por que o Partido Novo, ex-preferido da Faria Lima, encolheu nas eleições, sobre como ficaram as negociações russas após a explosão de uma ponte na Crimeia e sobre como o minério de ferro voltou a subir com expectativa de recuperação na China.

Rádio Ponto UFSC
Entrevistas Eleições 2022 - Candidato a Governador Odair Tramontin (NOVO) e Vice Ricardo Althoff

Rádio Ponto UFSC

Play Episode Listen Later Oct 2, 2022 11:38


Nono episódio da rodada de entrevistas com os candidatos a governador de Santa Catarina. O candidato Odair Tramontin, do Partido Novo, representado pelo candidato a vice-governador Ricardo Althoff do mesmo partido. Entrevistas com os candidatos produzidas pelas turmas A e B de Áudio e Radiojornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, semestre 2022.2. Entrevista, locução e edição técnica por Davi Miranda e Mateus Mendonça. Monitoria: Jéssica Schmitt. Orientação: Áureo Moraes. Coordenação técnica: Roque Bezerra e Peter Lobo. Coordenação editorial: Raphaela Ferro, Danielly Alves, Giovanni Vellozo e Luis David Padilha. Coordenação geral: Valci Zuculoto.

Tapa da Mão Invisível
EP.206 - Dennys Xavier e a disputa política

Tapa da Mão Invisível

Play Episode Listen Later Oct 1, 2022 76:20


No episódio de hoje, Paulo e Julio entrevistam o professor Dennys Xavier, candidato a deputado federal por MG (NOVO), onde foram discutidas as estratégias políticas para defensores da liberdade. Ao longo do episódio, tratou-se sobre: - Posicionamento do Dennys - Imposto é roubo e sonegação é legítima defesa? - Pragmatismo político é necessário? - Operação Cavalo de Tróia - E muito mais! Todos os episódios estão disponíveis no Spotify, Soundcloud, Google Podcast, YouTube, Amazon Music e Apple Podcast. Visite o site dos nossos parceiros: DBI Contabilidade - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/dbi Emigrar.me - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/emigrarme Concierge Bitcoin - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/btc Acesse as show notes deste episódio em https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/post/ep206 Apoie esta iniciativa em https://apoia.se/tapadamaoinvisivel Participe do nosso Seminário em https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/seminariomises Minutagem: 00:00 - Recados iniciais e apresentação convidado 03:20 - Sonegar é legítima defesa? 09:46 - O custo do estado; estratégias políticas 23:51 - Propaganda Emigrar.me 24:51 - Cálculo político; Bolsonaro 37:14 - Propaganda Davoglio De Souza Advogados Associados 37:44 - Zema; Partido Novo; como chegar ao poder 51:30 - Pragmatismo político; operação Cavalo de Tróia 56:31 - Propaganda Concierge Bitcoin 57:43 - Experiência política; corrupção do estado

Semana em África
São Tomé aguarda resultados definitivos

Semana em África

Play Episode Listen Later Sep 30, 2022 8:48


Em São Tomé e Príncipe já é conhecida a distribuição dos mandatos na sequência das eleições autárquicas e a regional da ilha do Príncipe. O país aguarda a composição da futura Assembleia nacional, os resultados definitivos devem ainda ser validados pelo Tribunal constitucional a partir da próxima segunda-feira De acordo com os resultados preliminares avançados pela Comissão Eleitoral Nacional, o ADI, liderado por Patrice Trovoada, obteve 36.549 votos; o MLSTP-PSD conquistou 25.531 votos; o Movimento Basta conseguiu 6.874 votos; o MCI/PS-PUN teve 5.120 votos; o MDFM-UL 1.601 votos; a UDD 731 votos; o CID-STP 472 votos; o MUDA-STP 389 votos; o Partido Novo 352 votos; o MSD-PVSTP 271 votos e o PTOS 195 votos. Em Angola, o novo governador de Luanda denunciou a existência de um “poder paralelo” que se dedica à venda ilegal de água potável na capital angolana. Manuel Homem defende que é urgente acabar com esta prática que prejudica a população. Na Guiné-Bissau, arrancou esta sexta-feira, o segundo congresso do Madem-G15 que deverá reafirmar a liderança de Braima Camará como coordenador nacional do partido. Em Moçambique, a Frelimo, partido no poder, vai levar a cabo uma campanha de auscultação para avaliar a viabilidade da realização das primeiras eleições distritais no país. Em Cabo Verde tem crescido o número de ofertas de emprego para cabo-verdianos em Portugal, mas também em Espanha. Empresas portuguesas têm-se deslocado ao arquipélago para promover os empregos disponíveis ou contactado instituições de formação profissional.

Talk Show - Rádio Costazul 93.1 FM
Talk Show recebe o candidato a deputado federal Luiz Fernando Silva da Cunha, do partido Novo.

Talk Show - Rádio Costazul 93.1 FM

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 27:58


Luiz Fernando Cunha tem 24 anos e é nascido e criado em Angra dos Reis. É graduado em Gestão Financeira e conhecido pelos amigos como 'TICO'. Começou a trabalhar aos 15 anos de idade e foi assessor parlamentar por quase 4 anos. Atualmente trabalha como auxiliar administrativo. É candidato pela primeira vez a deputado federal pelo partido Novo.

Rádio Terra FM
ENTREVISTA: Conheça o candidato a deputado estadual Douglas Sandri que defende uma economia liberal para os vales e estado

Rádio Terra FM

Play Episode Listen Later Sep 27, 2022 15:29


O candidato a deputado estadual Douglas Sandri, do Partido Novo, defende seu nome como o mais viável pela via liberal para a região dos Vales do Rio Pardo e Taquari para ser o representante na Assembleia Legislativa a partir de 2023. Nas eleições de 2018, na sua primeira empreitada eleitoral, o engenheiro eletricista ficou a apenas 317 votos de uma cadeira no parlamento gaúcho. Com 15.907, tornou-se primeiro suplente do partido. Foi secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura de Lajeado. Acompanhe todos os detalhes, em áudio, em entrevista concedida por ele ao jornalista Cristiano Wildner.

Convidado
PTOS quer “revolução” na educação e saúde em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 20, 2022 9:50


O Partido de Todos os Santomenses (PTOS) é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Aniceto de Sousa Penhor, explica que o projecto do partido passa por uma “revolução para rentabilizar”, desde logo, as áreas da educação e da saúde. O objectivo é transformar num “parente de receita” aquilo que diz ser visto como “um parente da despesa pública”. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Aniceto de Sousa Penhor, Líder do Partido de Todos os Santomenses (PTOS): Revolução na educação para rentabilizar. Sabemos que a educação é, até hoje, um parente de despesa pública e nós pretendemos transformar a educação num parente de receita e, concomitantemente, num parente de aumento da produtividade no país. Esse é o nosso maior objectivo. Como é que o vai concretizar? Vai concretizar a partir do sistema de produção de conhecimento, isto é, uma aposta muito forte nos estudantes, desde a fase inicial onde os estudantes se tornam rentáveis sem custo para o Estado e onde o estudante até ganha com isso. Depois, mesmo em termos da parte universitária, nós preconizamos que haja universidade grátis para todos os cidadãos, seja a universidade pública ou privada no ponto de vista da primeira graduação, a licenciatura. Só os mestrados, doutoramento é que poderão ser pagos. E nós vamos implementar o sistema de educação rentável em São Tomé e Príncipe. Já temos o projecto elaborado, já temos a linha empresarial externa que vai fazer essa implementação e nós queremos levá-la, neste momento, ao embate eleitoral do dia 25 de Setembro. Mas o objectivo é estar em São Tomé, independentemente do resultado eleitoral, ajudaremos qualquer governo a avançar com este projecto para mudar o paradigma em São Tome e Príncipe. Está a dizer que ajudarão qualquer governo. O governo cessante era composto por uma “nova maioria” no Parlamento. O seu partido está disposto a alianças também? O Partido de Todos os Santomenses é mesmo um partido de todos os são-tomenses. É um partido que vê que adversário político não é inimigo político. E, assim sendo, todo e qualquer projecto que nós estamos a apresentar nestas eleições é para ser materializado, independentemente do resultado que nós venhamos a ter. Significa que nós apoiaremos qualquer governo de São Tomé e Príncipe a desenvolver esses projectos na área da educação, que é o primeiro ponto. Segundo, na área de saúde. Terceiro na área do turismo. Quarto, na área de infra-estruturas. Então, nós vamos ajudar a desenvolver porque nós já o temos. Nós trabalhámos, estruturámos, fizemos um estudo próprio do desenvolvimento social e económico de São Tomé e Príncipe e estamos a apresentar a São Tomé e Príncipe uma solução com uma viabilidade para os próximos dez, vinte anos. Um grande problema de São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos, a medicamentos. A saúde é uma das suas prioridades no manifesto eleitoral. Que propostas para a saúde? A proposta para a saúde, em termos concretos, nós também temos de revolucionar a saúde para rentabilizar. Será como? Instituiremos um projecto que é de construção de um hospital de referência no Golfo da Guiné, com especificidade mas instalado na zona da Região Autónoma do Príncipe, na zona Baía das Agulhas. Esse hospital de referência será o hospital pilar e terá hospitais satélites nos distritos do país onde funcionará a partir de uma linha, a linha da telemedicina, assistência directa às pessoas nas localidades cujo envolvimento terá uma base do Brasil directamente -  que o nosso protocolo já está criado com as instituições da Bahia, no Brasil - para que nós desenvolvamos esse projecto. E será grátis para os cidadãos são-tomenses distritais. O que é que acontece? Numa parceria público-privada vai ter um hospital de referência no Golfo da Guiné onde vai atingir os cidadãos do Golfo da Guiné.  Como sabe, São Tomé e Príncipe está numa zona próxima de 350 milhões de habitantes a uma hora e meia, 45 minutos de avião. A nossa política é explorar esta zona em termos de serviços, isto é, enquanto cerca de 14 milhões de cidadãos daquela zona que viajam para o Ocidente - Europa ou Estados Unidos - para tratamento médico e turismo, nós vamos ter um hospital de referência e queremos pelo menos 20% dessas pessoas que se vão tratar na Europa. Estaremos a falar de 2,4 milhões de cidadãos, por ano. Fariam o tratamento e turismo de saúde. O turismo é outra das suas prioridades, como disse, assim como a agricultura e a pesca. Que propostas para desencravar o país que é um dos mais pobres do mundo e que depende da ajuda externa? Sim. O turismo é importantíssimo. Não é só dizer o nome turismo, como até agora, nos últimos 12 anos, vários governos têm dito, mas nós temos proposta real para rentabilizar o turismo em São Tomé e Príncipe. Não é admissível nós termos um país insular, como é o caso de São Tomé, e não termos um porto de recreio. Este é um ponto simples. Agora, a rentabilização do turismo numa visão também da economia azul. Como? Quando nós temos um hospital de referência no Golfo da Guiné, nós estamos a fazer uma questão que é o turismo de saúde porque o cidadão que viaja da costa africana para tratar fora, aproveita o tratamento e a visita e o lazer. Mas na agricultura e na pesca, apesar dos recursos, os meios são muito precários. O que fazer? Sim. Na agricultura, nós temos que ter uma agricultura simplesmente de subsistência. Ver o próprio tamanho do nosso território, São Tomé e Príncipe, como um território pequeno de 1001 km², nós não acreditamos que há condições vastas para uma grande agricultura industrial. Então, centralizamos a agricultura por via da economia social ou agricultura de família, mas injectamos o meio controlado, muito controlado, para desenvolver projectos específicos de produção e de escoamento interno. Nós temos que começar a criar a forma de produzir o que comemos para que o preço seja mais baixo, para que haja acesso para toda gente, tendo em conta que o salário no país é baixo. Quanto à pesca, gostaríamos que houvesse acompanhamento dos navios que, já tendo o acordo de pesca com a União Europeia, então tivesse um navio de acompanhamento que é para recolher, entre aspas, restos dos peixes não utilizados pelos navios europeus. Isto é, navios europeus fazem uma pesca de lagosta, de atum e o resto do peixe apanhado deitam ao mar. Teríamos um sistema de buscar, ter uma linha frigorífica forte na cidade de São Tomé e todo o cidadão são-tomense pudesse ter acesso ao peixe fresco à mesma hora, ao mesmo preço, sem o custo que tem tido hoje. Então, é uma visão de redistribuição real de peixe no país para os cidadãos. Outra das prioridades do vosso projecto é o que chama de choque fiscal. Em que consiste? Nós entendemos que nenhum são-tomense tem culpa de nascer nesta terra onde a economia obriga a ser cidadão do mundo. O governo deve urgentemente fazer a tributação das acções aduaneiras só por via do produto ao preço Fob [“Free on Board” – Grátis a Bordo] e não ao preço CIF [“Cost, Insurance and Freight” – Custo, Seguro e Carga]. Hoje a tributação é feita ao preço de compra no país de origem, mais o preço do transporte. Isto leva a uma tributação fiscal alta e com esta tributação automaticamente aumenta o preço do produto. O Estado deve fazer essa compensação, só tributar o preço da compra dos produtos. E, ainda, a ENAPOR [Empresa Nacional de Administração de Portos] deixar de cobrar o que diz que é taxa - que não é taxa, é um imposto - porque a ENAPOR é uma prestadora de serviços, deve funcionar por cubicagem. Peso do ouro ou peso do lixo é igual. Não pode cobrar por preço de mercadoria. E isto ia ajudar a diminuição do preço do produto em São Tomé. No ponto de vista ainda do IRS, nós teríamos um escalão único do IRS. Também temos outra política que é a questão de despartidarização da administração central do Estado. O Partido de Todos os São-Tomenses trabalhará com todos os cidadãos na administração central do Estado, desde que estejam capacitados, no ponto de vista técnico, para exercer funções técnicas da administração central do Estado. Não ao clientelismo partidário dentro da administração pública. Pela primeira vez, vão ser eleitos deputados pelos círculos eleitorais da emigração. Qual é a importância deste voto? É bastante importante. Nós, por exemplo, ao apresentar o nosso candidato da diáspora, definimos quatro pontos fundamentais: o cartão consular grátis para todos. Acobertamos essa receita com a implementação do visto, do pagamento do visto no aeroporto a chegada a São Tomé e Príncipe.  O ponto dois: todos os países onde São Tomé e Príncipe tem uma política de cooperação coesa, caso de Portugal, Angola, Cabo Verde e Gabão, deve-se evitar ter embaixadores políticos partidários. Tem de ter sempre embaixador de carreira diplomática para estas funções. O ponto três: nós orientaremos directamente a criação de uma plataforma do empresariado são-tomense no mundo. Para terminar, um gabinete de orientação da diáspora em todos os países onde tem são-tomenses a residirem para acompanhar o desempenho e as suas situações.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Saúde Digital
#Ep.164 - O castigo para quem não se interessa pela política

Saúde Digital

Play Episode Listen Later Sep 20, 2022 49:47


SD164 - O castigo para quem não se interessa pela política. Começando este episódio com a citação do economista britânico Arnold Toynbee, hoje a conversa é com a autora da Lei da Telemedicina no Brasil, Deputada Federal Adriana Ventura. Vamos falar sobre política, porquê devemos nos interessar pelo assunto, principalmente em ano de eleição de formação do Congresso Nacional, como funciona o sistema, corrupção e, claro, sobre a lei 13989, que aprovou a Telemedicina no Brasil durante a pandemia de Covid-19. A citação: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam". (Arnold Toynbee,1852-1883) Neste episódio, o que você vai encontrar: O background da Adriana  Administradora pública. Professora da FGV, empreendedora, sem histórico de interesse pela política. Em 2017/2018, começou a ajudar a organizar o Partido Novo em SP e cedeu uma sala sala para as reuniões em seu espaço Multicultural. Tornou-se candidata em 2018 para completar a cota de candidatas mulheres para o partido não perder candidados e foi a 2ª mais votada. Seu espírito empreendedor fez com que ela se tornasse a autora da Lei 13989, que aprovou a prática da telemedicina no Brasil durante a pandemia de Covid-19. Serendipidade "Empreendedor é obstinado, resiliente, faz acontecer". O que seria uma candidatura para ajudar outros a se elegerem, depois de um tempo, tornou-se também um trabalho intenso para promover a própria eleição. Como se elege um deputado(a) Uma cadeira de deputado em SP requer 300.000 votos. Para eleger: somam-se todos os votos de todos os candidatos do partido + todos os votos na legenda e apura-se quantas cadeiras foram conquistadas. Ocupam as cadeiras os 3 mais votados. Uma trava importante: só ocupa a cadeira o(a) deputado(a) que tiver conquistado para si pelo menos 10% do total de votos do total da cadeira. + Uma trava A Mini Reforma Política de 2021 fez com que o(a) candidato(a), para concorrer pelas "sobras de votos", tenha recebido para si próprio pelo menos 20% do total de votos da cadeira.  A luta pela Telemedicina O partido considera que, dentro do que seria uma política pública para o país, a saúde está no eixo central entre as 5 áreas principais. Adriana assumiu a causa e negociou com todos os participantes da comissão da saúde para propôs o avanço da pauta sobre telemedicina. Ela considera que foi um trabalho coletivo, mas, claro, sente orgulho de ver a lei aprovada. Empreendendo na política: um paralelo Ouvir o "cliente": um exemplo foi o pedido do cidadão Maurício para que se evitasse fraudes na liberação de verbas durante a pandemia de Covid-19. A deputada propôs e aprovou o projeto de lei 1485/2020 para dobrar as penas por corrupção em tempos de calamidade pública. Os processos ordenados e organizados: nem toda lei vai a plenário, fica nas comissões e é aprovada por ali. A produção de leis é imensa e muitas leis não conversam entre si e até se contradizem. Os deputados participam normalmente de 2 comissões e nem ficam sabendo da maioria das leis que foram aprovadas. Scrum Master: os Presidentes da Câmara e do Senado têm poder de decidir o que vai ou não vai a plenário para ser votado, qual a pauta, quem será relator. E isso faz com que algumas pautas fiquem anos sem receber qualquer atenção. Previsibilidade: os deputados não sabem o que vai ser votado, então não podem estudar o projeto com antecedência. Às vezes está na pauta, mas não há relatório. Cultura organizacional: muitas coisas acontecem ao mesmo tempo e não há clareza de intenção, o que faz com que o ambiente não seja de confiança. Não há clareza nas regras e nem transparência. Acompanhar o seu parlamentar O cidadão deve acompanhar o seu parlamentar: "O preço da liberdade é a eterna vigilância." (John Philpot Curran - 1750-1817) Orçamento Ouça para entender como funciona! E aproveite para acompanhar o trabalho da deputada, acessando @adriventurasp Comunidade Online Saúde Digital Podcast Você é médico? Quer interagir com o Lorenzo Tomé e com outros colegas inovadores da medicina digital?  Entre na Comunidade do Podcast Saúde Digital na SD Conecta! Assista este episódio também em vídeo no YouTube no nosso canal Saúde Digital Ecossistema! ACESSE AQUI! Episódios Anteriores - Acesse!   SD163 - Tá de Clinicagem - História e Trajetória SD162 - Os avanços e desafios do ecossistema brasileiro de startups SD161 - A inovação na entrega dos laudos médicos SD160 - Novas metodologias para retenção do conhecimento educacional SD159 - Por trás das fusões e aquisições Músicas | Declan DP & KODOMOi - Jellyfish | Declan DP - Fireworks | Declan DP - Friendship "Music © Copyright Declan DP 2018 - Present. https://license.declandp.info | License ID: DDP15906    

Convidado
Partido Novo propõe “governo de unidade nacional” em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 19, 2022 9:15


O Partido Novo é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Abílio do Espírito Santo, explica que, se ganhar, vai “abrir um debate público” para formar o que chama de “governo de unidade nacional” porque considera que “o povo é que tem que decidir” num país em que o maior problema, a seu ver, é a corrupção. RFI: Quais são as principais promessas/bandeiras da sua candidatura? Abílio do Espírito Santo, Líder do Movimento para o Progresso-Partido Novo: O grande problema que temos neste país é o problema de governação, a corrupção. No manifesto eleitoral, a segunda prioridade é a corrupção zero. Como é que pretende colocar isto em prática? Em São Tomé, ninguém mais confia em ninguém. Em 47 anos de independência, tem havido muita promessa, mas promessas não cumpridas. Então, nós entendemos que é preciso garantir, se houver instituição capaz, ou então criar um sistema que controle e fiscalize todas as outras instituições em São Tomé e Príncipe, que vai desde a Presidência da República, o Governo, os tribunais, Ministério Público, ONG's, todas as instituições em São Tomé e Príncipe. Em todas as eleições se fala no fenómeno do banho, na compra de consciência dos eleitores. Vocês no manifesto eleitoral também falam disto. Como é que financiaram a campanha e como é que se evita o banho? O fenómeno do banho é um grande mal que existe e a única forma de conseguir evitar o banho não é com conselhos à população. Isso não funciona. É, sim, conseguir que a população seja independente económica e financeiramente dos políticos, caso contrário, não há hipótese. As pessoas são muito dependentes dos políticos. Temos que arranjar uma forma para que as pessoas consigam ser independentes económica e financeiramente dos políticos. Existem dois pontos fundamentais, a meu ver. Tem a ver com a livre circulação dos nossos cidadãos para o estrangeiro. Não há emprego cá em São Tomé que dignifique a pessoa humana. As pessoas trabalham e recebem muito pouco. Eu acredito que se as pessoas tiverem possibilidade de viajar para o estrangeiro e conseguir um bom emprego, poderão regressar e investir em São Tomé. O ponto dois é o turismo. São Tomé é uma ilha maravilhosa, com grandes potencialidades, mas o turismo é praticamente zero. Se houver muitos turistas cá no país, a população terá a possibilidade de vender os seus produtos. Logo não haverá tempo, não haverá necessidade de o povo andar aí à procura de políticos para lhe dar 100 dobras, pedir ajudas, por aí fora. Eles estarão preocupados em produzir para os turistas. Fala em independência dos políticos. Há outro ponto nas prioridades do vosso manifesto eleitoral em que falam no direito à informação. Quais é que são os planos? Por exemplo, falando da televisão são-tomense, nós temos a RTP África e a TVS, a nossa televisão, só passa aquilo que o Governo quer - este e o outro anterior - a coisa é a mesma. Logo, é necessário, é indispensável que haja televisões privadas até porque precisamos que haja também, para combater a corrupção, o tão falado jornalismo de investigação que aqui não existe. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Agora temos a guerra na Ucrânia, que provocou uma inflação mundial dos preços. Há pouco tempo tivemos toda a crise da pandemia, da qual ainda sofremos as consequências. Que soluções é que propõe para reduzir essa dependência e para também reduzir essa pobreza quase estrutural? Nós só temos quatro pontos no nosso manifesto eleitoral porque, de acordo com nossa ideologia, quando ganharmos estas eleições - porque temos quase a certeza que vamos ganhá-las - este partido é um partido jovem, a juventude é que criou este partido, mas fazem parte deste partido todo o povo de São Tomé, os mais velhos, por aí fora. Quando ganharmos essas eleições, vamos ter um governo, um governo nacional. Não será um governo partidário. Vamos deixar em aberto a possibilidade de que concorram pessoas capazes e com motivação para exercerem o cargo no Governo. Essas pessoas terão que se sentir empregados do povo, virão em missão para trabalhar para o povo. Para dizer que as ideias que eu possa ter agora sobre propostas para desenvolvimento de São Tomé valem o que valem, mas eu diria que não têm muito significado de acordo com a nossa ideologia. Eu posso querer uma coisa hoje, mas quando ganharmos as eleições, o povo de São Tomé e Príncipe é que irá falar. Vamos abrir um debate público para que as pessoas escolham os ministros para que façamos o programa de governação para São Tomé e Príncipe. O povo de São Tomé e Príncipe terá a oportunidade de usar o Movimento para o Progresso - Partido Novo, um partido que a juventude criou. É o que o país precisa, digamos, como se fosse um governo de unidade nacional, que nenhum desses partidos que já estiveram no poder têm a capacidade de o implementar por causa da rivalidade que existe entre eles. No entanto, o Governo cessante era composto por uma “nova maioria” no Parlamento que juntava o MLSTP-PSD, o PCD-MDFM-UDD. O que está a dizer é que também está disposto a alianças? Não. Nós não estamos dispostos a alianças, nós não faremos alianças. Inclusive no nosso estatuto há um parágrafo que diz que nós não vamos coligar com nenhum partido político. O que nós estamos a dizer é que vamos abrir ao povo de São Tomé. O povo de São Tomé terá a possibilidade de connosco escolher os ministros, os gestores, as prioridades para a governação. Na fase de escolha dos governantes, nós não vamos procurar saber se este indivíduo é de um partido A ou do partido B ou se ele é apartidário. Desde que ele revele a capacidade, poderá fazer parte do Governo de São Tomé e Príncipe. O que aconteceu, no passado recente, e que está em vigor até agora, são alianças onde cada um exige um tacho - e é um tacho: “Eu quero ser ministro tal e quer ser director tal” - e o primeiro-ministro, por si só, não tem capacidade ou não tem poder de tomar decisões e se ele não concordar com alguma coisa, o que poderá acontecer é a queda do governo. Fala em abrir um debate público para fazer um programa de governação. Ainda assim, quem vai votar precisa de saber no que vai votar. Por exemplo, em São Tomé e Príncipe outro grande problema é o acesso aos cuidados médicos, aos medicamentos. Que propostas para a saúde? As minhas opiniões valem o que valem, mas isso tem que ser de concertação nacional. O povo tem que decidir. O que acontece aqui é que desde 1975 que tomámos a independência, temos tido doutores e engenheiros no poder e o país continua como está. Nós não avançamos e não é por causa de falta de conhecimento dos nossos líderes. Nós todos somos críticos quanto à saúde e se eu começar a enumerar os problemas da nossa saúde, não saímos daqui hoje. Por isso, a solução não poderá vir só de um partido, só de uma pessoa. Isso tem que ser, digamos, de concertação nacional e com a ajuda de todos os são-tomenses residentes ou no estrangeiro, até mesmo os estrangeiros poderão ter uma palavra a dizer, desde que seja ajuda para melhorar o estado das coisas. Por ter sido emigrante, tem uma palavra a dizer à diáspora porque, pela primeira vez, são-tomenses residentes na diáspora vão poder eleger e serem eleitos? Podem contar comigo, podem contar com o Movimento para o Progresso - Partido Novo. O país já não será como era antes, com o Movimento para o Progresso no poder. Aliás, para poderem estar descansados, terão muito orgulho de terem este partido no poder e terão vida facilitada, muito facilitada, quando pensarem em trazer os seus bens para São Tomé. As taxas serão de certeza, terão que ser revistas, as taxas alfandegárias. Terão um acompanhamento melhor e, principalmente, para os nossos doentes que têm que fazer hemodiálise em Portugal podem estar seguros que cedo encontrarão dias melhores.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

TradTalk
TradTalk Podcast 114 - O Voto Católico e o Mal Menor (com Prof. Eduardo Cruz)

TradTalk

Play Episode Listen Later Sep 18, 2022 209:45


Enquanto a mídia em geral se concentra na disputa entre Lula e Bolsonaro, o dilema que paira sobre a consciência do católico é entre nulo e Bolsonaro. Qual a melhor opção, seguindo a reta consciência? Ou será que deveríamos dar uma chance a Eymael, que já afirmou se basear na Doutrina Social da Igreja? Além de nos apresentar o que os papas condenam e orientam quanto ao voto, o Professor Eduardo Cruz nos expõe detalhes do programa de alguns dos candidatos à presidência. Embora certos candidatos não sejam abordados, os programas mostrados aqui nos dão um norte para entender todos em geral, devido aos vários pontos (e problemas) em comum entre eles. MATERIAL COMPLEMENTAR: Sermão "O Voto do Católico em Eleições" - Pe. Daniel Pinheiro, IBP 00:00:00 Apresentação 00:10:06 1 - Questão doutrinal 00:15:48 1.1 - Condenação à maçonaria 00:22:10 1.2 - A omissão 00:26:40 1.3 - Podemos deixar de votar? 00:33:15 1.4 - Condenações aos liberalismos 00:45:15 1.5 - Conclusão doutrinária 00:49:13 2 - Os programas dos candidatos à presidência 00:49:38 2.1 - Lula (PT) 01:21:44 2.2 - Jair Bolsonaro (PL) 01:22:58 2.2.1 - Ingresso do Brasil na OCDE 02:11:59 2.2.2 - Independência do Banco Central 02:31:08 2.2.3 - Mais propostas de Bolsonaro 02:38:39 2.3 - Ciro Gomes (PDT) 02:53:01 2.4 - Felipe d'Avila (NOVO) 03:17:28 2.5 - Constituinte Eymael (DC) 03:24:58 3 - Considerações finais Para contato e doações (Pix/PayPal): tradtalk [arroba] mail.com Telegram: https://t.me/tradtalk Spotify: https://bit.ly/TradTalkSpot Anchor: https://bit.ly/AnchorTrad CastBox: http://bit.ly/CastBox1 FONTES CITADAS Encíclica Humanum Genus, 20 de abril de 1884 Alocução do Papa Pio XII ao Sagrado Colégio de Cardeais, 16 de março de 1946 Livro 'El liberalismo es pecado', do Pe. Félix Sardá y Salvany, com destaque para as páginas 33 e 6 Encíclica Divinis Redemptoris, 19 de março de 1937 Radiomensagem do Papa Pio XII na Solenidade de Pentecostes, 50º aniversário da Rerum Novarum, 1º de junho de 1941 Alocução de Pio XII no cinqüentenário do Instituto Romano de Habitação Popular, 21 de novembro de 1953 Roteiro para o processo de adesão do Brasil à OCDE Lições do Barão de Gambôa sobre a construção naval Documentos Oficiais da Dinastia Carlista Autonomia do Banco Central: 1 e 2 Anteprojeto enviado pelo Professor ao dep. Bolsonaro Luiz Felipe D'Ávila, Embaixador da Human Rights Watch Conexão de Armínio Fraga, conselheiro do Partido Novo, com a agenda ambientalista internacional Adérito Sedas Nunes - Princípios de Doutrina Social José Borrell y Maciá - El intervencionismo del Estado en las Actividades Económicas : Su Extensión y sus Límites Episódios relacionados O Liberalismo e o Governo Bolsonaro (com Prof. Carlos Nougué) O Governo Lula (com Prof. Eduardo Cruz) Gabriel García Moreno (com Prof. Marcel Barboza)

Convidado
MCI/PS-PUN quer “filhos das roças” no Parlamento de São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 18, 2022 9:54


Levar “os filhos das roças” à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe é o objectivo da coligação MCI/PS-PUN, uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro. Adalberto Catambi, o porta-voz da coligação, explica que o movimento quer o “despertar da comunidade rural” e a sua presença “a níveis de decisão do país” para acabar com o “ciclo vicioso” da pobreza e melhorar as condições de vida “dos mais desfavorecidos”. RFI: Qual é a principal bandeira do movimento? Adalberto Catambi, porta-voz da coligação Movimento de Cidadãos Independentes, Partido Socialista e Partido de Unidade Nacional (MCI/PS-PUN): A nossa principal bandeira do movimento é justamente o movimento para a mudança e melhoria das condições da camada mais desfavorecida, concretamente para os filhos da roça, sendo eles os descendentes de cabo-verdeanos, descendentes de angolanos, angolares e todos os nativos provenientes de roça. Isto é a bandeira fundamental do Movimento Cidadãos Independentes e também do Partido da Unidade Nacional – PUN. Historicamente, há uma bipolarização política em São Tomé e Príncipe. Nestas eleições legislativas temos 11 forças políticas a concorrer. O que é que faz deste movimento a diferença e poderá levar os eleitores a votarem nele? A nossa diferença é justamente demonstrar à colectividade que o movimento surge para responder e defender o interesse da classe desfavorecida: demonstrar os pontos e o porquê de ser desfavorecida, demonstrar que nos sucessivos governos nada se fez para essa mesma classe, demonstrar inclusive com provas. Quais provas? Se tivesse oportunidade de estar em São Tomé a 12 de Julho de 1975 e se hoje viesse a São Tomé fazer uma fotografia comparativa das antigas empresas agrícolas, o que se pode apanhar automaticamente é um enfarte. Demonstra que os governos com evidência não cuidaram do país e consequentemente não cuidaram das roças. Facto é que a ruína delas fala por si. Obviamente, em face disso, é o despertar dessa comunidade. Queremos é passar uma mensagem de despertar da comunidade rural para que ela também possa ser o verdadeiro interlocutor das suas questões. Como? Nós, na prática, compomos as nossas listas para a Assembleia Legislativa por gentes da roça, moradores na roça que vivem e sentem a realidade da roça. Como é que pretendem resolver a questão da pobreza extrema, ajudar as pessoas que tanto precisam e que são a maioria da população? Primeiramente é ter a nossa voz muito activa a nível dos órgãos decisores, particularmente a nível da Assembleia. A partir da Assembleia podemos, então, levar discussões de políticas e planos sustentáveis concretamente numa educação de qualidade. Nós teríamos que investir no conhecimento da população jovem, no conhecimento da população rural para que efectivamente os jovens de meios rurais, os jovens desfavorecidos, os jovens roceiros - em termos práticos que se usam aqui - possam então estar munidos de conhecimento para dentro da sua realidade, do contexto da roça, serem então o impulsionador da economia. Concretamente, a partir da roça, com o “know-how” [conhecimento] que dispõem, poderem investir fortemente na indústria transformadora, que é transformar e aumentar o valor dos produtos locais para assim poderem passar a gozar de melhores condições financeiras e com essas melhores condições financeiras permitir o desenvolvimento da sua comunidade e consequentemente o desenvolvimento do país. Porquê? Porque se nós não formos capazes, volvidos 45 anos, de mudar o ciclo - porque isto é um ciclo e um ciclo vicioso mau e ruim da população rural - nós não estamos a falar de nada para São Tomé e Príncipe. Pai agricultor, filho agricultor, mãe palaiê [vendedora ambulante] - e não é em desprezo da classe - não se vê o progresso e, consequentemente, o filho serviria simplesmente da peça de substituição para o sistema imperante. Nós queremos que deixe de ser isto. Terá que ter oportunidades, terá que também estar a níveis de decisão do país para que efectivamente as acções do país comecem assim a ser em prol e em benefício da comunidade. E os meios? De onde virão esses meios? Sabemos que a nível de cooperações estratégicas, tanto com a União Europeia, com o Banco Mundial, com o FMI, que existem programas claros, programas de financiamento para o desenvolvimento rural e, simplesmente, em São Tomé não se põem em prática esses programas com todas as vantagens que os mesmos têm porque não vão de encontro às políticas dos sucessivos governos são-tomenses. O país dispõe de meios, por exemplo, junto à União Europeia. O país dispõe de meios junto ao Banco Mundial, junto ao BAD...  Já existem essas fontes de financiamento. Nós teríamos que junto a esses parceiros de desenvolvimento redefinir o plano de investimento para que este investimento vá ao encontro da população, vá mudar o dia-a-dia da população. Porque os meios existem mas têm sido mal canalizados ao longo dos 47 anos da independência de São Tomé e Príncipe. É um país que se caracteriza por muitas ajudas externas, convertidas em inúmeros projectos, mas, como sabe, os projectos têm um tempo de vida limitado e findo o projecto não se vê o que é que se implementou. Logo se pergunta: o porquê do projecto? O que se fez com os fundos desses projectos e para quê esses projectos? Há um fundo. Agora temos é que fazê-lo ser realidade, fazer que ele reverta a favor da população são-tomense e, neste caso particular, os mais desfavorecidos: a população da roça. O dia-a-dia dos são-tomenses continua a ser pautado por cortes de energia. Como é que vocês pensam resolver os problemas de abastecimento de energia? Temos que investir em fontes de energias sustentáveis. Obviamente, passando pela recuperação das mini-hídricas existentes no país desde a era colonial e que foram totalmente banalizado por sucessivos governos são-tomenses. E por outras vias alternativas também que é através da energia solar, na medida em que somos um país que temos a sorte e o privilégio de ter o sol durante os 12 meses do ano e isso permitiria reduzir a energia emitida através de combustíveis fósseis e também para termos uma fonte de energia sustentável e que vai de encontro à real situação financeira de São Tomé e Príncipe. Este é o ano do primeiro furo petrolífero na Zona Económica Exclusiva. O que é que vocês pensam da exploração desta energia?   Falar do petróleo no contexto são-tomense à data de hoje é uma matéria que nos deixa com muitas dúvidas porque há mais de 20 anos que estamos em discursos sobre o petróleo e na realidade o petróleo nunca chega. Mas este ano houve o primeiro furo. O primeiro furo não é suficiente para darmos o conforto de alívio, na medida em que se fez o primeiro furo, mas a população, de uma maneira geral, ainda não dispõe de conhecimentos sustentáveis e plausíveis sobre a situação do referido furo. E não conhecemos também a sua capacidade, por exemplo, se temos petróleo em quantidade comercial para que efectivamente possamos definir e delinear políticas em volta do petróleo. Quer dizer que o petróleo ainda continua sendo um mero sonho que ainda não sabemos efectivamente para quando teremos e podemos contar com o petróleo. Seria uma bênção para o país a nível económico, mas não tanto a nível ambiental? Obviamente, a confirmação do petróleo e o contexto em que São Tomé vive hoje, ela serviria sim como um alívio financeiro, económico para permitir o país financiar outros projectos sustentáveis porque teríamos que pautar pela sustentabilidade do acto governamental e das políticas governamentais para permitir a longevidade e também o alvejado desenvolvimento a que prosperamos no país. Porque não basta ter petróleo. Já temos experiências de países vizinhos que tiveram muito petróleo, mas quando se observa, não há qualquer desenvolvimento, não há qualquer crescimento económico e não há qualquer sustentabilidade das acções desenvolvidas por eles. Logo, o petróleo serve sim como uma fonte do financiamento das nossas acções mas para outras actividades que sejam efectivamente sustentáveis e que possam garantir um futuro melhor de cada um dos são-tomenses e, concretamente, daqueles que sempre viveram no limiar da pobreza, sempre viveram em condições difíceis, estamos a falar de filhos de roça, de gente de roça que é a maioria, mas que sempre viveu dominada  por uma minoria, e que usa a classe simplesmente para fins eleitorais.   Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN).   Nestas eleições legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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CID-STP quer “renovação política” em São Tomé e Príncipe

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Play Episode Listen Later Sep 17, 2022 9:54


O CID-STP é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Nelson Carlos Carvalho, apresenta o partido como “uma alternativa”, com o objectivo de avançar para uma “renovação política” em que o combate à corrupção é uma das prioridades. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Nelson Carlos Carvalho, Líder do CID-STP (Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe): A primeira bandeira é o comprometimento com o país no seu todo. Tem uma responsabilidade abrangente ao país em termos dos serviços que beneficiam os cidadãos. O segundo nosso objectivo é o combate à corrupção porque todos os políticos falam no combate à corrupção e o que acontece é que muitos deles, quando estão no poder, a corrupção continua a ser ainda enraizada a nível do país. Portanto, o CID-STP quer trazer uma outra forma de combater a corrupção de forma transparente e responsável para que o cidadão possa ter a confiança na parte que dirige o país e a parte que dirige o país também terá confiança no povo. Tem que ser uma confiança recíproca para que as coisas realmente funcionem porque um país em que os seus dirigentes têm medo dos seus colaboradores ou do seu povo, automaticamente as coisas não funcionam. O CID quer trazer esta confiança e que nenhuma parte tenha medo da outra. A outra questão, que é nossa bandeira, é a questão de fortalecimento das empresas públicas e privadas para criarem emprego e garantirem pensões porque o Estado não pode continuar a ser o maior empregador. Enquanto o Estado continuar a ser o maior empregador, o país não desenvolve, o país não cresce porque todas as despesas ficam a nível do Estado, todas as receitas e rendimentos ficam a nível do Estado. Portanto, o Estado tem que separar as coisas. Então, as empresas públicas e privadas têm que assumir o emprego para garantir as pensões em São Tomé e Príncipe. A outra nossa questão é a luta para mudar o sistema de funcionamento de saúde. O nosso sistema de saúde não funciona, portanto, eu não posso estar num país em que os dirigentes quando têm algum problema de saúde, têm que se dirigir ao exterior a custos elevados, tanto para aqueles que vão de junta médica, como aqueles que vão pelos seus meios próprios. Precisamente, um dos grandes problemas é o acesso à saúde e aos medicamentos. Como é que vai resolver essa questão? Bom, essa questão é uma questão simples de resolver. Nós temos um sistema de saúde que é preciso fazer uma - não digo uma revolução - mas é preciso fazer uma mudança do topo para a base. Primeiro, a questão da saúde: nós não temos um hospital que possa garantir. É preciso construir uma infra-estrutura com capacidade para dar resposta ao desenvolvimento da sociedade. É preciso ter uma estrutura coesa, forte, responsável, transparente. A questão do medicamento: o medicamento pode ser controlado. Nós temos um sistema em que os medicamentos se vendem na rua, se vendem nos quiosques, se vendem nos restaurantes, etc. É preciso definir que a estrutura que deve vender medicamentos deve ser a farmácia. Todos os outros medicamentos que se vendem de forma aleatória é preciso uma investigação, saber como é que eles entraram no país, quem está a vender, e aí o Estado terá um controlo sério do medicamento. O que é que acontece? Independentemente de o Estado ter o medicamento nos hospitais, os operadores privados que têm farmácias também vendem os medicamentos e estes medicamentos todos que são vendidos, têm que ter qualidade, certificação, etc. para garantir que realmente o país tenha uma saúde digna e responsável. Essas questões todas são coisas fáceis de resolver. É preciso é que haja vontade política de o fazer de forma segura, de forma responsável, sobretudo, trazer humildade em termos de organização do país e das suas estruturas governativas. O país é considerado um dos mais pobres do mundo. Depende da ajuda externa. Que soluções preconiza para reduzir essa dependência e essa pobreza, tanto mais que estamos perante uma inflação de preços mundial provocada pela guerra na Ucrânia e depois de uma crise provocada também pela própria pandemia de Covid-19? É verdade que São Tomé e Príncipe depende dos parceiros externos. Primeiro, um país em que o Estado é o maior empregador, automaticamente essas dependências continuam porque o Estado tem que ir buscar o dinheiro dos parceiros para pagar o salário, porque os nossos rendimentos internos não são sustentáveis para suprir todas as despesas do país. Porquê? Porque o Estado é quem se responsabiliza por tudo no país porque ele é o único empregador. Automaticamente, diminuindo o Estado com números de funcionários públicos e a maioria passar para o privado, aí, automaticamente, o privado vai-se responsabilizar da maioria dos empregados que estão na função pública. Outro aspecto: internamente tem que haver a cultura de trabalho e tem que haver um incentivo da parte do Governo em apoiar e criar também a nível do país, que nós não temos, um banco de investimento, ao qual você pode buscar o investimento e fazer investimento privado-público. Nós temos um país em que nós temos a agricultura, nós temos a pesca e falamos em turismo. São três pilares fortes que nós temos, mas se nós apostarmos seriamente nos nossos mares, como com embarcação para ir buscar o país para a questão industrial, aí já vamos ter alguns recursos. Se nós realmente agarrarmos na agricultura, não podemos ficar só na pimenta, no café e no cacau. É preciso partirmos para outros produtos nossos que possam também chegar a outros pontos internacionais e que poderão trazer-nos também algum rendimento. Portanto, um país com 200.000 habitantes, nós conseguimos de facto organizar porque é praticamente uma empresa e São Tomé tem recursos. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Que política para a criação de emprego e para a formação? É abrir também a formação profissional nas áreas de construção civil: pedreiros, carpinteiros, electricistas, ladrilhadores, estucadores. Toda a gente quer ter licenciatura, mestrado, doutoramento. Claro que é verdade que o país precisa desses quadros todos. Mas eu pergunto: eu não posso fazer uma casa a começar do telhado. Tenho que fazer uma casa a começar da base, dos pilares. Portanto, não havendo uma formação profissional que garanta o primeiro emprego, automaticamente, o país não vai conseguir avançar. O Governo cessante era composto por uma nova maioria no Parlamento. Está também disposto a alianças? Eu acho que sim. Nós vamos concorrer a essas eleições. Imaginemos que o CID, por exemplo, não tem a maioria absoluta e tem um número de deputados. Bom, não é preciso o CID ir para o governo. Nós podemos dar sustentabilidade parlamentar ao partido que tiver maior número de mandatos para formar o governo e nós estaremos no Parlamento a dar a nossa contribuição de forma positiva porque a oposição também governa. Governa como? Apresentando os projectos, fazendo as críticas construtivas, apresentando as propostas para serem discutidas em benefício da população. Agora, eu não posso ser um opositor e estar na Assembleia contra quem está a dirigir só porque estou na oposição. Não. Eu estou lá a contribuir de forma positiva para governar o país e aí estarei de acordo com uma aliança, sim, mas aliança parlamentar para funcionamento do país, não uma aliança para governar. O CID não irá participar numa aliança governativa, mas numa aliança parlamentar nós estaremos disponíveis para que o país funcione com as nossas ideias, com as nossas propostas de projectos e seriam analisados e discutidos na Assembleia Nacional e encontrar uma forma em que haja um projecto que possa beneficiar todo o colectivo, onde os deputados têm que ter uma consciência colectiva e pensar no bem comum para todos os são-tomenses. Em todas as eleições em São Tomé e Príncipe se fala no fenómeno do banho, na compra de consciência dos eleitores. Como é que financiou a campanha? Como é que se evita o banho? Nós, por exemplo, da parte do CID-STP, estamos a fazer as reuniões de sensibilização e a passar as informações relativamente aos nossos projectos. Nós não estamos a dar a ninguém nenhum banho. O que é que é o banho em São Tomé e Príncipe? Há duas formas de fazer o banho em São Tomé e Príncipe. Uma forma de fazer o banho é quando vão para reuniões dão 100, 50 dobras a cada um que está na reunião. A outra forma de banho é quando vão no dia das eleições, em que pagam as pessoas para irem votar. Eu contrario totalmente isso. Por isso, é que o CID-STP, como nós falamos no nosso slogan, vamos avançar numa renovação política. Renovação política. Nós não podemos ter o costume dos partidos tradicionais, pagando às pessoas para votar, pagando às pessoas para assistir às nossas reuniões. E nós, quando marcamos as reuniões, nós fazemos um pré-aviso: vamos fazer a reunião, mas o CID-STP não vai distribuir nenhum dinheiro à população. Primeiro, todos os partidos políticos que vão dar 50 dobras, 100 dobras ou 200 dobras aos eleitores são os partidos políticos que estão comprometidos com a corrupção em São Tomé e Príncipe. São as pessoas que devem ao Estado, devem muito ao fisco, são as que têm problemas nos tribunais, as que levaram bancos às falências, estão comprometidas para pagar aos bancos, portanto, têm que pagar para conseguirem estar no poder, para terem manobra para conseguirem saldar as suas dívidas. No CID-STP, nem o líder do CID nem os outros elementos do CID não estamos comprometidos com nenhum desses três planos: a finança, os tribunais, os bancos. Portanto, nós estamos à vontade de fazer uma política clara e falar ao povo de São Tomé e Príncipe que nós somos uma alternativa. Estas eleições têm, pela primeira vez, a participação dos são-tomenses residentes na diáspora que vão poder eleger e serem eleitos. Você também foi emigrante. Que mensagem é que deixa aos eleitores em geral e aos que vivem lá fora rumo estas eleições? No nosso programa eleitoral, nós queremos que a diáspora faça parte integrante na governação do país, de forma mais inclusiva, porque a diáspora tem um peso muito forte e que possa contribuir. Em termos da visão para quem vive, por exemplo, em França e noutros países, têm uma visão muito alargada do desenvolvimento daqueles países que pode ajudar muito ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. O que eu digo a todos os eleitores são-tomenses que estão na diáspora, e também em São Tomé e Príncipe, é que façam uma apreciação dos projectos de cada partido político e depois tomem uma decisão, para não tomarem a decisão pelo facto de ser família, ser amigo ou aquele que deu um bilhete de passagem, deu uma motorizada ou se calhar abasteceu um quiosque. Mas sim que analisem as figuras dos líderes dos partidos que possam ser o possível primeiro-ministro, mas gente com perfil, com carácter, com seriedade, que se comprometa realmente com acções colectivas para erguer São Tomé e Príncipe.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Carta Podcast
Boulos Fala Sobre o Voto Útil e a Violência Política na Reta Final da Campanha | Fechamento Carta

Carta Podcast

Play Episode Listen Later Sep 16, 2022 61:11


O programa FECHAMENTO desta quinta-feira conta com a participação de Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato a deputado federal pelo PSOL-SP, que irá comentar o cenário eleitoral na reta final da campanha. A equipe de CartaCapital debate as principais notícias da semana, como as declarações do ex-presidente Lula a respeito do "voto útil", os resultados das recentes pesquisas FSB, Quaest e IPEC, e o acirramento dos episódios de violência por parte dos seguidores de Jair Bolsonaro. Veja também: O fator Ciro Gomes. O pedetista eleva o tom contra Lula, mas seus apoiadores podem garantir a vitória de Lula ainda no primeiro turno. O definhamento da "nova política" do Partido Novo e do MBL. A intimidação da jornalista Vera Magalhães pelo deputado estadual Douglas Garcia. E, em internacional, os preparativos para o funeral da rainha Elizabeth do Reino Unido. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/cartacapital/message

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MUDA quer ser “catalisador do desenvolvimento” em São Tomé e Príncipe

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Play Episode Listen Later Sep 16, 2022 9:57


O Movimento de União para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (MUDA-STP) é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Tomás da Vera Cruz, explica que o objectivo do movimento é ser o “catalisador do desenvolvimento no país”, algo que passa pelo combate contra o que descreve como “corrupção endémica” e pela exploração de “potenciais inexplorados” de São Tomé e Príncipe. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Tomás da Vera Cruz, Líder do MUDA-STP: É uma candidatura que vai transmitir uma mensagem muito jovem, uma mensagem de renovação e de transformação deste país. Temos algumas prioridades que estão bem definidas. Primeiro teremos que quebrar o ciclo pernicioso dos partidos do poder. Estamos há 47 anos com esses partidos e as coisas vão evoluindo não à velocidade que nós precisamos, mas a uma velocidade muito lenta e que não tem resolvido nenhum problema do país. Temos uma segunda prioridade que é fundamental: combater a corrupção e vamos combatê-la sem quartel e por todos os meios que estiverem ao nosso alcance, os meios legais existentes, mas também inspirando-nos nas experiências e boas práticas que resultaram nos outros países. Temos um outro problema, é que o país vive para além das suas possibilidades e nós temos que racionalizar a administração e o Estado e reduzir o trem de vida [estilo de vida] do Estado. Nós temos que eliminar e suspender todos os privilégios e benesses incomportáveis para o actual estado da economia. E existem muitos. No manifesto eleitoral, o lema é “trabalhar para todos” e prometem “criar oportunidades para todos”. Um dos problemas do país é a desigualdade social, que é gritante. A pandemia agravou a crise, atirou muitos para o desemprego. A guerra na Ucrânia provocou uma inflação global dos preços. O que fazer para ajudar quem mais precisa? Temos que libertar os recursos que têm sido mal gastos. Temos uma administração pública que é pletórica, pouco eficiente e que tem gastos cujo “input” não corresponde ao “output”. Temos uma corrupção que ficou endémica, a todos os níveis. Combatendo a corrupção, nós podemos libertar recursos para aquelas despesas que são mais prementes. Nós temos potenciais que são inexplorados na agricultura, na economia do mar, na economia verde, no turismo. O que nos falta é um plano de desenvolvimento que oriente, consistente e adequado à nossa realidade económica, social e ao nosso capital humano que é preciso ser reforçado. Portanto, se nós juntarmos todos esses aspectos, se trabalharmos com os nossos parceiros - não para uma cooperação tradicional, para fazer um pacto para o desenvolvimento - declinaremos esse pacto em programas, projectos, portanto, metas que têm que ser verificadas. Nós queremos ser os catalisadores do desenvolvimento. O nosso desenvolvimento tem acontecido, não tem sido programado. Ele tem acontecido. Nós queremos programar o desenvolvimento, queremos ser nós a guiar e dirigir esse movimento para o desenvolvimento. Precisamente, nesse desenvolvimento também quer estimular o emprego. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Qual é a política que propõem para a criação de emprego e de formação? Por um simples egoísmo do Estado, que pensa que ele tem que ter o domínio sobre os cidadãos, o nosso emprego é fundamentalmente um emprego público. Nós temos que inverter essa situação na nossa economia e promover o emprego no sector privado. Para isso, primeiro, a nossa justiça tem que mudar e vamos fazer recurso a todos os meios que nós temos, legais, existentes, e outros que nós podemos receber e copiar dos outros países onde essa luta deu resultado. Temos que melhorar o ambiente de negócios para permitir que o investimento privado se realize sem nenhum contratempo, como é o caso de São Tomé e Príncipe. Nós temos que potenciar todo o potencial de inovação e criação que a nossa juventude tem em todas as áreas, nas altas tecnologias, na área da cultura, na área do desporto. Portanto, nós temos um imenso potencial de criação de emprego que tem sido desperdiçado. Nós vamos, conjuntamente, tratar de explorar todos esses potenciais para as populações mais frágeis. Aquelas que, apesar de toda uma política activa de emprego nesse sentido, ainda não conseguem acompanhar, aí sim, nós teremos recurso a tudo que é a parte social, projectos sociais, projectos de família, que têm em alguns casos recebido o apoio da comunidade internacional. Outro grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos e a medicamentos. A saúde é um dos temas principais no vosso manifesto eleitoral. Que propostas é que têm? Primeiro, temos que melhorar fundamentalmente os cuidados primários de saúde. Nós temos uma rede de centros de saúde razoáveis, mas que estão mal equipados e subqualificados e nós temos gente que tem qualificação, que precisa de motivação, que precisa de bom enquadramento para trabalhar nesses cuidados primários. Para evitar que nós depois tenhamos doenças - que são já doenças em São Tomé que são doenças do desenvolvimento - que é o excesso de peso, as diabetes, as doenças cardiovasculares, porque nós essas doenças mais vulgares como são a diarreia, a cólera, a poliomielite estão mais ou menos controladas em São Tomé e Príncipe. Depois, nós queremos também qualificar o pessoal, melhorar as infra-estruturas e, portanto, fornecer melhores cuidados de saúde, dividindo os cuidados primários porque nós temos um só hospital que faz tudo praticamente e isso transforma-o num centro de saúde, quase não se pode gerir porque coisas que se podem fazer num posto médico da aldeia, vai-se fazer no hospital, portanto há toda uma transformação que tem que se fazer. Por isso, temos tido muita ajuda externa de Portugal, da China, de Cuba e de outros parceiros, mas que tem sido muito dispersa. Ela não tem sido posta num quadro coerente, de forma que seja complementar e nos permita tirar maior proveito das ajudas. Nós temos essa possibilidade e, portanto, nesse sentido, vamos fazer um sistema de saúde que é mais justo, mais equilibrado, mais equitativo e que seja financiado. Nós temos que ver que recursos é que nós vamos buscar internos e externos para financiar um sistema de saúde que seja sustentável. No manifesto eleitoral propõem proporcionar o acesso universal à energia, à água e ao saneamento básico. Como é que colocam isto em prática, tendo em conta que o dia-a-dia dos são-tomenses continua a ser pautado, por exemplo, por cortes de energia? Nós temos uma empresa de energia, é do conhecimento de todos, que tem graves problemas de gestão, não só técnica, mas gestão financeira. Tem acumulado uma dívida enorme, o que em si só parece uma contradição porque há mais procura de energia do que oferta de energia. Portanto, tudo o que você produz, você sendo uma empresa, normalmente você não deveria ter prejuízos. Portanto, o problema da nossa empresa de água e de electricidade está noutro domínio e ela precisa de ser completamente reestruturada. A forma como nós produzimos energia através de combustível fóssil é incomportável. Nós não produzimos petróleo, somos um país pequeno, importamos quantidades pequenas, importamos produto acabado e isto tem um custo enorme. Nós temos um custo de transporte muito elevado porque o nosso porto é um porto com muitas deficiências e nós temos que pensar isso de forma global. Portanto, a transição energética é uma opção, mas ela tem que ser feita de forma bem pensada, bem escalonada para que gradualmente nós possamos utilizar a energia do mar, a energia eólica, a energia fotovoltaica, nós temos todo esse potencial. Nós temos que trabalhar com parceiros que também são sérios, que vêm e querem nos ajudar com projectos que são realistas, adaptados à nossa realidade e que produzam resultados efectivos. Vamos, com os nossos parceiros, ver qual é a hipótese de nós comprarmos energia através de navios e outras centrais que são móveis, que podem produzir energia durante algum tempo, de forma a que esse processo de transição se possa processar de forma tranquila e nos permita ter uma mudança, uma transição energética que seja “smooth” [suave] como dizem os ingleses, mas que não nos deixem sem energia durante muito tempo. Nós estamos a pensar num espaço de tempo curto, médio prazo, poder privatizar essa empresa de água e electricidade, mantendo o Estado, certamente uma parte do capital que lhe permite controlar aquilo que o nosso parceiro privado vai poder fazer, os investimentos que ele vai poder fazer. Até que ponto o MUDA tem força para contrariar a bipolarização política tradicional em São Tomé e Príncipe? A nossa força está na nossa visão, no nosso objectivo, nos nossos princípios, nos nossos valores. A nossa visão é de um país aberto, próspero, moderno e inclusivo, justo e sustentável, onde prevaleça a democracia, liberdade e a dignidade para todos. A nossa missão, que é fundamental, é trabalhar de mão dada com todas as instituições legítimas do país para salvaguardar e reforçar os valores da democracia, do progresso, da dignidade. Os nossos valores: responsabilização, transparência, pluralismo, debate livre, pacífico, contraditório, inclusão política, coisas que nunca existiram verdadeiramente no nosso país, inclusão económica, participação cívica e cuidado, igualdade de género e o respeito pelo Estado de direito democrático. Estamos comprometidos com a inclusão desses valores e pensamos que se essa mensagem vai sendo gradualmente transmitida à população, vai-nos dar a possibilidade de enfrentar os desafios que nós temos entre o gigante que são os nossos adversários políticos e o anão que somos nós que estamos a começar nessa etapa.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Acção Democrática Independente (ADI), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata-Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas eleições legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Rádio Gaúcha
Candidato a vice-governador pelo partido Novo, Rafael Dresch - 15/09/2022

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 11:35


Série de entrevistas com os candidatos a vice-governador do RS

Convidado
UDD quer “clima de estabilidade governativa e social” em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 9:55


O partido UDD é uma das onze forças políticas na corrida às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe de 25 de Setembro. “Criar um clima de estabilidade governativa e social” é o objectivo do partido, de acordo com o seu líder, Carlos Neves, que aponta como prioridades a revisão da Constituição, a reforma da Justiça e da administração pública, a melhoria do sistema de ensino e a aposta na saúde. RFI: No manifesto eleitoral, defende a reforma do Estado e da administração pública, a revisão da Constituição, a reforma da Justiça. Porquê e como avançar com todas estas reformas? Carlos Neves, Líder da União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD): Ao fim de 30 anos, 31 anos de mudança democrática que fizemos em 90, 91, há necessidade de se renovar o texto constitucional. Nós, em 2003, fizemos uma revisão pontual da Constituição que, do nosso ponto de vista, não preencheu todas as lacunas. Há aspectos que precisam de ser clarificados, nomeadamente as relações entre o Presidente da República e o Governo, a Assembleia. E tudo isso deve ser aprofundado, clarificado. Há direitos sociais e direitos individuais que devem ser aprofundados e, portanto, nós entendemos - aliás, todo o mundo vem reconhecendo isso - que é preciso passarmos a uma nova fase de revisão da Constituição, nomeadamente até para atender a questão da reforma da Justiça. Nós tínhamos um Tribunal Constitucional cujos poderes constitucionais eram exercidos pelo Tribunal Supremo, depois criámos o Tribunal Constitucional Autónomo e, agora, é preciso fazer um balanço se isso foi positivo, se não foi, e em que medida é que nós podemos aprofundar a Constituição. No manifesto eleitoral também defende um melhor aproveitamento dos recursos existentes em São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Qual é que é o vosso programa a este nível? Para que haja um melhor aproveitamento dos recursos, temos que, em primeiro lugar, fazer a tal reforma da administração pública porque a nossa administração está ultrapassada, precisa de ser modernizada, precisa de se desburocratizar. É preciso dar um atendimento maior aos serviços. É preciso dar maior carinho aos investidores, quer nacionais, quer externos, e isso passa pela revisão da administração pública, necessariamente, para que os outros recursos do país, nomeadamente os recursos agrícolas e os recursos piscatórios possam ser melhor aproveitados. Esses recursos são os que o país dispõe: os recursos humanos, a Terra, o mar, os serviços. Não tem outros recursos. Ainda não se fez uma descoberta comercial de petróleo, mesmo que o tivesse feito, existindo esses recursos, eles devem ser melhor aproveitados para que o país possa sair desse patamar de pobreza extrema e poder ser minimamente autónomo em matéria financeira. Esse é o nosso objectivo e isto passa necessariamente por criar um clima de estabilidade governativa e social. Falou no aproveitamento dos recursos humanos. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Vocês também falam em melhorar o sistema educativo. Como e quais seriam as prioridades? Quando nós falamos da melhoria do sistema educativo é, sobretudo, na melhoria da qualidade de ensino. Quer do pré-primário, ao ensino superior, temos que apostar mais na qualidade, porque durante os primeiros anos da independência até hoje, temos vindo a apostar na massificação do ensino. É evidente que isso reduz a qualidade do ensino. Mantendo embora essa massificação, temos agora que apostar na melhoria do ensino, com maior exigência, com maior injecção de conhecimento para que os formandos que saiam do ensino, aos vários níveis, possam estar preparados para a vida activa. É, por isso, que nós dizemos "um ensino para a vida". É que nós entendemos que devemos apostar muito na educação profissional, técnica, para que as pessoas não façam apenas uma formação académica teórica, mas que estejam preparadas para resolver os problemas práticos que a sociedade exige. E isso passa naturalmente por um ensino de maior qualidade, mais virado para aquilo que são as necessidades e o potencial do próprio país, nomeadamente na área da agricultura, na área das pescas. Um grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos e a medicamentos. Na nova direcção da UDD conta com Edgar Neves, que era ministro da Saúde do governo cessante, mas que se demitiu devido a desentendimentos com os profissionais do sector. Que propostas para a saúde e para este sector? Nós mantemos as mesmas propostas sempre. Apenas um reparo, o doutor Edgar Neves não se demitiu por desavenças com os profissionais de saúde. Ele tinha os seus pontos de vista, os profissionais - não eram profissionais, [eram] alguns sindicatos que estavam mal orientados por razões partidárias - criaram problemas desnecessários que ainda hoje se mantêm e que vinham de longa data. Eu vou-lhe dar um exemplo: a questão do abastecimento de água ao hospital vem de há mais de 20 anos. Pessoas que hoje são altos dirigentes deste país foram altos responsáveis pelo abastecimento de água no hospital e não resolveram o problema. É um problema estrutural que não se resolvia, que se foi convivendo com ele, até hoje, e que nós continuamos a viver. Mas, em matéria de saúde, a nossa defesa é a melhoria de prestação de serviços, com uma aposta maior na formação dos recursos humanos, na requalificação das infra-estruturas que temos até hoje - aliás, há uma construção do hospital que está em curso, já foi lançado o projecto de construção - dos centros de saúde e maior abastecimento do sector de medicamentos que depende também dos recursos financeiros. Perante o aquecimento global do planeta, São Tomé e Príncipe sofre com alterações climáticas e situações climáticas extremas. A preservação do ambiente também está no vosso programa. O que é que é preciso fazer? Nós devemos, em princípio, cumprir os objectivos definidos nas várias convenções e conferências internacionais relativas à preservação do ambiente. Mas, independentemente destes acordos internacionais, por nós próprios, já chegámos à conclusão que temos que salvar aquilo que é o nosso ambiente. Nomeadamente, nós queremos apostar no turismo. O turismo, necessita, entre outras coisas, de ter algo para oferecer aos turistas, nomeadamente temos o sol, temos praias, mas se as praias não estiverem preservadas, não será possível oferecer isso. Temos uma floresta densa que pode ser devidamente aproveitada também para o turismo. É essa a nossa aposta em matéria de preservação do ambiente para garantir a sobrevivência no país porque se não tivermos água suficiente, se não tivermos terra agricultável, se não tivermos floresta, não será possível fazer nada. Mas há pouco falou da questão do petróleo. O petróleo não é recuar? Não se deveria antes apostar nas energias renováveis, em vez das energias fósseis? Nós defendemos a aposta nas energias renováveis para o nosso consumo, mas precisamos do petróleo - se houver - para termos alguns recursos financeiros e é o que se está a passar a nível internacional. Todo o mundo que tem recursos de petróleo vende petróleo e nós não deixaremos de vender o nosso petróleo. Embora internamente - e até porque o consumo que fazemos não nos parece significativo em termos mundiais, consumo de combustíveis fósseis - o seu impacto é mínimo a nível internacional. Mas, se houver petróleo, serão recursos que poderão ajudar a desenvolver outras áreas, inclusivamente a das energias renováveis. Se não tivermos dinheiro, não poderemos fazer absolutamente nada. O governo cessante era composto por uma “nova maioria” no parlamento (MLSTP/PSD, PCD-MDFM-UDD). A UDD fazia parte da “nova maioria”. A aliança é para renovar? Em princípio, quando fizemos a nossa coligação para a formação do governo em 2018 foi sempre numa perspectiva de uma acção governativa que pudesse ter continuidade para que os nossos projectos, os nossos objectivos fossem cumpridos. Naturalmente, nesta legislatura não foi possível cumprir tudo e se houver necessidade e condições para que na próxima legislatura se possa renovar este acordo, nós certamente que estaremos disponíveis para discutir. A UDD elegeu um deputado nas legislativas de 2018 e desvinculou-se do MDFM, alegando não existirem condições políticas para se manterem unidos. Não houve a perda de um importante aliado? Quando fizemos o nosso acordo com o MDFM para a formação da união, foi partindo do princípio de que a união normalmente faz a força, desde que as relações de trabalho sejam totalmente cumpridas. Nós, a partir de certo momento, vimos que essas condições não estavam a ser preenchidas, que os requisitos não estavam a ser cumpridos, então achámos que era preferível continuarmos cada um a fazer o seu próprio trabalho e, a partir daí, o eleitorado depois decidirá em quem dará a sua confiança. Não será por aí que se criará algum fosso quer para um, quer para outro partido. Todos os partidos estarão disponíveis e a passar a sua mensagem junto do eleitorado e ver o que conseguem.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Rádio Gaúcha
candidato ao Piratini pelo partido Novo, Ricardo Jobim - 15/09/2022

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 10:31


Ricardo Jobim - candidato do Novo ao Governo do Estado

Convidado
Miguel Gomes promete estar “mais próximo do povo” são-tomense

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022 9:56


Miguel Gomes é o cabeça-de-lista do MDFM/UL às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe de 25 de Setembro. O professor de Direito foi padre durante anos, nos quais conheceu “de perto a realidade social”, mas deixou-se converter pela política que encara como uma missão. Miguel Gomes promete “fazer uma política diferente” e estar “mais próximo do povo”, mas avisa que “não se resolve a pobreza dando assistência” e aponta que “o mal de São Tomé e Príncipe é a má governação”. RFI: O lema do MDFM/UL para estas eleições é “renascer da esperança”. Qual é a vossa principal bandeira? Miguel Gomes, Líder do MDFM/UL: O partido traçou como principal bandeira pensar primeiro em São Tomé e Príncipe. Queremos dar prioridades, acções concretas, para que o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe seja efectivo. Primeiramente, pensámos nas 15 prioridades para governar São Tomé e Príncipe como, por exemplo, a boa governação porque o mal de São Tomé e Príncipe é a má governação. Começam-se projectos e não se terminam; os órgãos de soberania não se entendem... Por isso, o partido propõe a boa governação, fazendo um pacto de governação com todos os partidos políticos porque, se não houver este pacto de governação, São Tomé e Príncipe continuará sempre da mesma maneira. O governo cessante era composto por uma "nova maioria" no Parlamento, que incluía nomeadamente o MDFM. Está disposto a alianças novamente? Quer dizer, uma aliança mais eficaz, sem excluir ninguém. O MDFM faz parte da coligação governamental, mas não tem voz e o partido que tem a maioria dos deputados impõe e faz o que quer. O MDFM quase não decide nada, só mesmo quando se precisa do MDFM nas questões essenciais é que às vezes é consultado. Eu proponho que o MDFM tenha voz para que também possa decidir sobre a governação e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe tem uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Que política para a criação de emprego e formação? Construindo uma universidade pública. Em São Tomé e Príncipe, só temos uma universidade pública, temos duas outras universidades que são privadas e o acesso é muito difícil. A propina é muito, muito cara, muito elevada, e os alunos quase não vão para lá. Nós temos uma universidade pública, na qual eu sou também professor de Direito e nesta universidade entram poucos alunos são-tomenses. Aí, a propina é acessível, é qualquer coisa como 130 euros, 150 euros. Eu sei - porque já fui presidente, nesta universidade, da Faculdade de Ciências e Tecnologias - eu sei que construindo uma universidade resolveria muitos problemas. Resolveria o problema do desemprego, dando emprego aos jovens, dando emprego aos professores, daria também emprego às senhoras que fariam limpeza da universidade, às pessoas que trabalhariam na administração escolar, mas também conseguiríamos reforçar a qualidade da formação a nível de São Tomé e Príncipe. Também nas 15 prioridades falam em melhorar o acesso e a eficiência dos serviços e dos hospitais públicos. Um dos grandes problemas em São Tomé e Príncipe é precisamente o acesso aos cuidados médicos, aos medicamentos. Como é que vai resolver este problema? O grande problema de São Tomé e Príncipe, a nível de saúde, é justamente a falta de qualidade e de atendimento. Outro grande problema é o desvio de medicamentos que está provado - até o ex-ministro da Saúde falou isso e foi a causa da sua demissão. Estamos conscientes que este desvio de medicamentos é porque também, mesmo a nível do hospital, não se fazem os dados dos medicamentos que entram, que saem, ou seja, não há aí um controlo rigoroso. Implementando isso, nós estaríamos a diminuir um bocado este problema. Mas também apostar na qualidade de atendimento dos profissionais de saúde. Então, nós apostando nisso, o governo poderá resolver, amenizar um bocado os problemas de saúde que eu estou consciente que não vai ser de um dia para o outro. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Que soluções para reduzir essa dependência e a pobreza, tendo em conta que a situação foi agudizada tanto pela pandemia, quanto pela inflação provocada pela guerra na Ucrânia? Para resolver isso, é preciso ter um maior controlo, um maior sentido do Estado. Eu entro justamente nesta candidatura com esse objectivo porque não se resolve a pobreza dando assistência. Nesse sentido, como São Tomé e Príncipe é um país dependente da ajuda exterior, eu acho [necessário] um maior controlo dessas ajudas, com prestação de contas a tempo. O que tem que se fazer mais seria ter uma maior confiança dos nossos operadores exteriores. Não havendo isso, eu sei que as ajudas ficam cada vez mais difíceis e há essa sempre desconfiança que vai reinar entre os dois parceiros. Perante o aquecimento global do planeta, São Tomé e Príncipe sofre com alterações climáticas extremas. No seu manifesto eleitoral, defende uma política que contribua para o relançamento da economia e para a protecção do ambiente. Como conciliar ambas as coisas? Sou justamente professor de direito do ambiente. Estou consciente que hoje não podemos ter o desenvolvimento sustentável sem pensar na economia, sem pensar na pessoa, sem pensar na equidade social e, sobretudo, pensar no meio-ambiente. O meio-ambiente é fundamental hoje para qualquer desenvolvimento mundial e São Tomé corre muito risco com este aquecimento global. Até já dizem que o país ficou mais pequeno porque são tantos problemas ambientais em São Tomé e Príncipe: o aquecimento global tem aumentado o nível de água e muitas praias estão a desaparecer, as águas estão a invadir as estradas... Portanto, o meio-ambiente é fundamental, a preservação do meio-ambiente é fundamental nesta nossa governação porque senão corremos o risco de um dia mesmo desaparecer. E isso significa o quê? Significa apostar nas energias fósseis neste que é o ano do primeiro furo petrolífero na Zona Económica Exclusiva ou ir mais para as energias renováveis? Não haverá desenvolvimento sem uma energia renovável. Eu sei que o grande problema de São Tomé e Príncipe é esta estabilidade energética e para nós conseguirmos estabilidade energética temos que renovar e apostar mais na energia renovável. O MDFM propõe, se chegar a governação, apostar mais na energia renovável e aí nós temos três hipóteses. Nós temos o Sol - temos sol quase todos os dias - temos o vento e temos o mar que sabemos que é 160 vezes maior que a terra de São Tomé e Príncipe. Defendo uma renovação energética, acabar definitivamente com essa dependência do combustível, porque, para além de trazer muita despesa para o Estado, é também causa e motivo de muito desvio de combustível, eu até chegaria a dizer de corrupção. O nome Miguel Gomes é pouco conhecido no microcosmo político são-tomense. Foi padre dez anos e em 2017 deixou de o ser para se dedicar à política. Nas presidenciais de 2021, foi director de campanha da ex-candidata Maria das Neves. Por que é que as pessoas devem votar em si para primeiro-ministro? Eu fui padre muito mais tempo. Em São Tomé é que eu fui padre durante 10 anos, mas como padre também trabalhei em Portugal, em Angola e no Congo Democrático. Depois é que eu vim, nos finais de 2006, para São Tomé. Eu conheço bem a realidade são-tomense. Como padre, conheço bem a realidade social, a realidade política. Quando deixei de exercer a função de padre em 2017, fiz o doutoramento em desenvolvimento socioeconómico, especializei-me mais nas ciências políticas. Isso permitiu-me conhecer a realidade política mais profunda de São Tomé e Príncipe. É claro que eu, preocupado com a maneira como fazem a política em São Tomé e Príncipe, quis também dar a minha contribuição. Na minha tese de doutoramento, eu falo um pouco sobre a política em São Tomé. Pesquisei e chego à conclusão que as pessoas em São Tomé não acreditam mais nos políticos porque - eu vejo isso no terreno também no dia-a-dia - só fazem política no momento de campanha. Não estão próximos do povo, não querem resolver o problema do povo e a concepção que os são-tomenses têm da política é que os políticos estão lá só para desenrascar, enriquecer e não estão nem aí, como se diz em São Tomé, para o povo. Eu proponho fazer uma política diferente, estando mais próximo do povo, procurando dar um aspecto social porque eu acho que o capital humano deve estar em primeiro lugar. A minha experiência de padre seria uma mais-valia para a minha candidatura.       Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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Elsa Garrido quer desafiar “barões da política em São Tomé e Príncipe”

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 13, 2022 10:02


Tirar São Tomé e Príncipe do “ciclo da pobreza e da dependência” através de um programa baseado no “equilíbrio entre o social, o económico e o meio-ambiente” é a aposta do Partido Verde, liderado por Elsa Garrido e que concorre às eleições legislativas de 25 de Setembro. Elsa Garrido é a única mulher na corrida à chefia do governo e diz que as listas do partido apostaram em mulheres que não têm medo de “desafiar os barões da política” em São Tomé e Príncipe. RFI: A lei da paridade foi aprovada, este ano, para garantir maior representatividade das mulheres nos órgãos de decisão do país. A lei aumenta a percentagem de representação feminina para 40% nos órgãos de decisão, incluindo no Governo e na Assembleia. Nestas legislativas, é a única mulher candidata a primeira-ministra. Ainda há muito caminho pela frente?  Elsa Garrido, Presidente do Partido Verde: A única mulher a dar a cara, como dizemos em São Tomé e Príncipe, como candidata a primeiro-ministro ou aquela que será susceptível em caso de vitória a ser indicada para ocupar o cargo de primeiro-ministro. Sinceramente, eu acho que muitas coisas foram feitas em prol da equidade de género, mas infelizmente deparamo-nos ainda hoje - apesar de muitas lutas que algumas irmãs, juristas e deputadas, etc, fizeram para que a lei da paridade fosse votada a nível 40% para as mulheres e 60% para homens - alguns partidos políticos, para não dizer todos, fizeram a lista colocando as mulheres como se fosse um cabelo na sopa. Existe, efetivamente, alguns que respeitaram os 30% [lei eleitoral], mas a questão aqui é de estar nos lugares elegíveis, nos lugares onde as mulheres possam ter as mesmas oportunidades que os homens de serem eleitas. Nós, no partido os Verdes, trabalhamos de forma a que a tenhamos 40, 50% de mulheres nos lugares elegíveis. O que nós esperamos, os Verdes, é que todas as mulheres em São Tomé e Príncipe estejam atentas a este facto e que, durante o momento da votação, possam dar um incentivo ao Partido Verde porque é uma forma também de abertura a nível da nossa sociedade. Não podemos continuar a construir uma sociedade em que somente tenhamos homens em cargos de decisão. Temos candidatas extremamente jovens e que não têm “frio nos olhos” e estão a desafiar os barões da política em São Tomé e Príncipe. Qual é que é a principal promessa, a principal bandeira da sua candidatura? Posso dizer três pontos essenciais. Iríamos lançar o debate público sobre a revisão constitucional. É necessário para as reformas que vão seguir. Portanto, a nossa Constituição actual não corresponde mais com as realidades de São Tomé e Príncipe. Esta é a primeira coisa. Segunda coisa que é muito, muito importante, é que em São Tomé e Príncipe precisamos reformar os ministérios, unificar as áreas. Não é necessário ter 12, 11 ministérios para um país tão pequeno como São Tomé e Príncipe e nós, os Verdes, prometemos fazer essas reformas que são extremamente importantes. Por exemplo, o ambiente, a área de protecção ambiental continua a fazer parte do ministério das Infraestruturas e Obras Públicas. É uma aberração completa e nós os Verdes propomos que se crie um ministério, fundindo o ministério do Ambiente, Cultura e Turismo num único ministério. E, neste serviço, criar um fundo adequado para ajudar ou acudir as populações vítimas de catástrofes naturais e neste mesmo ministério ter um serviço que cuidará essencialmente de crimes ambientais cometidos em São Tomé e Príncipe e que tenham seguimento. Terceiro ponto muito importante é a questão de compensação ambiental. Em São Tomé e Príncipe, actualmente, temos empresas que danificam o meio ambiente e isto fica “ao Deus dará”. Ninguém é responsabilizado por isto. Tendo um ministério que cuida dessas questões, vamos passar para o programa de compensação ambiental: quem estragou deve consertar, quem estragou, deve reparar e deve se responsabilizar por isso. Este ano é o ano do primeiro furo petrolífero na zona económica exclusiva. É preciso continuar a explorar esta via ou apostar apenas nas energias renováveis? Numa política de desenvolvimento não se deve somente pôr todos os ovos no mesmo cesto. Então, eu penso que é de bom senso dar continuidade à exploração do petróleo, mas não ficar de braços cruzados e de olhos fechados e com as bocas abertas à espera dos resultados do petróleo. É preciso que continuemos a trabalhar sobre a transição energética. Tudo fazer para que atinjamos um certo nível de autonomia energética, trabalhar obviamente sobre autonomia alimentar, autossuficiência alimentar, portanto, todos os trabalhos devem continuar como se não existisse o petróleo. Para mim e para Os Verdes, o petróleo pode ser um acelerador, uma mais-valia, desde que a questão ambiental não seja completamente devastada. Eu repito: a nossa ideologia significa o equilíbrio entre o social, o económico e o meio-ambiente. Outro grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos, a medicamentos. Que propostas têm para a saúde? Todos os governos já tiveram oportunidade de instalar, criar uma outra opção que não seja somente o Hospital Dr. Ayres Menezes, que é o único hospital central de São Tomé e Príncipe. Nós, Os Verdes, o que nós propomos é que se construa de raiz um hospital de referência, haver um hospital universitário em que possamos ter laboratórios e estudos para as nossas plantas medicinais. Portanto, a medicina ocidental e a medicina tradicional deveriam trabalhar com o mesmo objectivo. Este é o primeiro ponto: as melhorias a nível de saúde. Obviamente, tendo cooperação com os países em que tenhamos cientistas que venham terminar os seus estudos em São Tomé e Príncipe, fazendo estudos científicos sobre as nossas plantas medicinais, criando laboratórios, pesquisas, etc, etc. Este plano para a saúde em São Tomé e Príncipe não somente faz entrar algum financiamento nos cofres do Estado, mas, ainda, como mais valia, vai deixar com um pouco mais de segurança e viabilidade no sector da saúde em São Tomé e Príncipe, uma forma de autonomia em termos medicinais. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo. Depende da ajuda externa. Que solução para reduzir essa dependência e essa pobreza, tanto mais que, como vimos, houve uma inflação mundial provocada pela guerra na Ucrânia e também vivemos a crise provocada pela pandemia. É preciso compreender que nós, os Verdes, não consideramos que São Tomé e Príncipe seja um dos países mais pobres no mundo. Temos recursos, o que nos falta é dar mais valor àquilo que temos, negociar melhor com os nossos parceiros, de modo a sairmos deste ciclo que eu chamo o ciclo da pobreza e da dependência. Temos que ter uma política de sustentabilidade, portanto, os Verdes vamos sempre trabalhar no sentido de uma forma de autonomia de São Tomé e Príncipe. Pode ser uma autonomia de 20, 30 ou 40%, mas a política de sustentabilidade deve começar e a transformação de São Tomé e Príncipe deve começar agora. Também é uma esfera que vamos trabalhar e revalorizar os recursos naturais de São Tomé e Príncipe, dar valor ao que nós temos e isto é que vai fazer com que consigamos equilibrar este factor económico. Obviamente, o turismo tem que ser validado. Em São Tomé e Príncipe, infelizmente, ao mesmo tempo, fala-se do turismo e os mesmos autores é que participam na destruição litoral, com extracção indiscriminada de areia, com zonas completamente partidas e destruídas. Logo, como podemos desenvolver um turismo e, ao mesmo tempo, estar a destruir a nossa natureza? Portanto, faz parte de um programa completo de tudo o que é para a viabilização dos recursos naturais e, assim, participar mais activamente na nossa economia e, obviamente, incentivar o máximo possível um investimento estrangeiro directo em São Tomé e Príncipe. Precisamos de abrir o nosso país. Precisamos que liquidez e divisas possam circular em São Tomé e Príncipe e isto passa pelo desenvolvimento do sector privado em São Tomé e Príncipe. O governo cessante era composto por uma nova maioria no Parlamento. Está disposta a alianças? O partido Os Verdes, é importante que seja claro para o mundo inteiro e para São Tomé e Príncipe, não temos clivagens com qualquer força política em São Tomé. Quer dizer, não estamos nesse ciclo de ódios e vinganças com qualquer força política em São Tomé e Príncipe. Obviamente, se tivermos que colaborar com qualquer força política, não tem problema desde que respeitem a política de sustentabilidade, respeitem a parte de protecção do meio-ambiente, direitos humanos, equidade de género e tudo o que for bom para o nosso povo em São Tomé e Príncipe. Estamos abertos a trabalhar com qualquer força política que seja. O importante é podermos fazer alguma coisa para iniciarmos a transformação do nosso país porque, afinal de contas, só temos um país e precisamos de trabalhar com todos. Então, não temos objecções ou qualquer clivagem dramática e de vingança com qualquer força política.       Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Convidado
Basta quer ser "alternativa à bipolarização" política em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 12, 2022 9:49


O Movimento Basta é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu coordenador, Salvador dos Ramos, diz que o Basta quer ser "um grito de alerta" e uma "alternativa à bipolarização" política no país. Questionado sobre quem seria primeiro-ministro em caso de vitória, tendo em conta que o movimento integra, por exemplo, Delfim Neves, Salvador dos Ramos diz que a decisão será tomada pelo movimento e mostra-se disponível para o cargo. RFI: O Movimento Basta apresenta-se como uma terceira via para a governação do país, alegando que a população está cansada dos partidos políticos. Salvador dos Ramos foi ministro dos Negócios Estrangeiros do governo da ADI e Delfim Neves é um dos políticos com mais responsabilidades num dos maiores partidos do país, o PCD. O que é que este movimento tem de diferente dos partidos tradicionais? Salvador dos Ramos, Coordenador do Movimento Basta: O Movimento Basta, como o próprio nome indica, é um movimento. Ele vem como um grito de alerta de um grupo de cidadãos são-tomenses residentes no país e na diáspora que decidiram trabalhar no sentido de que, conjuntamente com os são-tomenses, ponhamos um basta em tudo quanto nos vem dividindo, nos vem separando, nos vem prejudicando, enquanto país. Nós temos quase meio século de existência e o país ainda não conseguiu dar os saltos que todos os são-tomenses gostariam que ele desse. Porquê? Porque para além dos problemas inerentes ao subdesenvolvimento, as dificuldades que o país tem enfrentado nesse domínio, nós temos sido incapazes enquanto são-tomenses de encontrarmos uma via que nos possa pôr no caminho do progresso e do desenvolvimento sustentável. A divisão no seio dos são-tomenses hoje é um factor que bloqueia qualquer tipo de processo de desenvolvimento que queiramos projectar para o país. Por isso, o Basta é no sentido de nós encontrarmos vias, mecanismos e meios para que todos nós, à volta de um projecto nacional, possamos trabalhar no sentido de construir um São Tomé e Príncipe para todos, sem excepção, para todos. Por isso é que nós dizemos que nós somos diferentes. Queremos ser a alternativa à tendência à bipolarização hoje existente. Desde 2010 até 2022, portanto, nos últimos 12 anos tem havido uma bipolarização política no nosso país. Sai uma força do poder, entra a outra. É a nível dessas duas forças que tem havido alternância e, entretanto, nós continuamos a ter problemas muito sérios, continuamos a estar divididos, continuamos a não encontrar o rumo que nós desejamos para São Tomé e Príncipe. Diz que os são-tomenses continuam a estar divididos. O Movimento Basta está aberto a integrar coligações pós-eleitorais? Este assunto é um assunto que será discutido no seu devido tempo. Nós somos um movimento aberto a todos os cidadãos, a todas as sensibilidades, desde que todos os cidadãos, todas as sensibilidades que desejarem entrar para o Basta, sejam capazes de dizer basta a tudo isso que está a acontecer. Quando nós falamos da questão da divisão, nós propusemos, a 7 de Junho - quando fizemos o lançamento do movimento - nós propusemos um pacto de regime a todos os actores políticos são-tomenses porque nós consideramos que é possível através do debate pormos termo a muita coisa que ainda impede o processo de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe é de todos nós. São Tomé e Príncipe não tem dono. São Tomé e Príncipe pertence a todos os são-tomenses e todos os são-tomenses têm a obrigação de contribuir para que São Tomé e Príncipe possa, de facto, conhecer um novo futuro. E é este o novo futuro que o Basta propõe aos são-tomenses, sendo a alternativa às duas forças que até agora têm dominado o poder. O Movimento Basta foi fundado por si, mas também integra Delfim Neves, o actual presidente do Parlamento. No caso de vencerem, quem seria primeiro-ministro, Salvador dos Ramos ou Delfim Neves? O Movimento Basta adoptou uma filosofia de funcionamento. Os nossos órgãos, as nossas decisões são decisões tomadas em colégio. Isto quer dizer que nós não tomamos decisões de forma unilateral. Todos os membros do nosso movimento participam nas grandes decisões que o movimento toma. Portanto, nós temos um colégio. Naturalmente que desde a fundação, desde a constituição do movimento, quem tem estado a coordenar as actividades do movimento sou eu. No entanto, falou de nomes de figuras que aderiram, inspiraram, que contribuíram e que contribuem e que estão disponíveis, determinadas, a levar-nos até à vitória. O Movimento Basta concorre para ganhar e, em caso de vitória - como diz - o Movimento Basta, no seu colégio, decidirá. Se o Movimento Basta decidir que seja o coordenador o Primeiro-Ministro, assim será. Quais é que são as principais bandeiras da candidatura do Movimento Basta, por exemplo, na saúde? Nós queremos oferecer as melhores condições da saúde para todos os são-tomenses. Eu vou dizer isto assim porque nós não gostaríamos de antecipar o nosso manifesto eleitoral que será apresentado brevemente à nação e ao eleitorado. O dia-a-dia dos são-tomenses continua a ser pautado por cortes de energia. Quer-me adiantar como é que pretendem resolver os problemas de abastecimento de energia? Hoje em dia, não há invenções nas formas de solucionar esses problemas. O país tem seguido uma prática que já vem de trás, vem do período de antes da Independência. No entanto, hoje em dia há outras soluções. Há soluções por via de mini-hídricas, há soluções por via de energias limpas que nesta era da energia limpa, nós temos é que tomar decisões e avançar no sentido de as concretizar. A solução para questões energéticas de São Tomé e Príncipe passa pela tomada de decisões certas, corajosas, no domínio das energias limpas e renováveis e no domínio das mini-hídricas. Este ano é o ano do primeiro furo petrolífero na Zona Económica Exclusiva. Falou-me em energias limpas. E o petróleo? Este assunto nós gostaríamos de tratar dele mais tarde. Como eu lhe disse, não gostaríamos de fazer considerações à volta desta problemática neste momento. E perante este aquecimento global do planeta, em que São Tomé e Príncipe sofre o impacto com situações climáticas extremas, o que é que se pode fazer para mitigar essas consequências? No nosso entender, embora não sejamos um país poluidor do planeta, devemos contribuir enquanto membro da comunidade internacional para que se consiga não continuar no plano das promessas, mas que se passe à concretização das promessas já feitas ao longo dos últimos anos. O nosso trabalho será a nível interno e no plano internacional para que, de facto, se possa pôr cobro a este flagelo que o mundo conhece hoje que são as mudanças climáticas e que trazem consequências muito nefastas para os países, particularmente países costeiros como São Tomé e Príncipe.  São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Que política para a criação de emprego e de formação? Apostaremos fortemente no sector privado. Nós acreditamos que o forte investimento do sector privado na criação de pequenas e médias empresas e no empreendedorismo jovem, e não só, nós daremos respostas à questão do emprego. Nós temos outras propostas, como eu lhe disse, e elas serão conhecidas quando fizermos o lançamento do nosso manifesto eleitoral. Como é que pretendem resolver a pobreza extrema, numa altura em que a pandemia agravou a crise e atirou muitos para o desemprego e temos a guerra na Ucrânia que provocou uma inflação mundial dos preços? Os são-tomenses, conjuntamente com os seus dirigentes, têm que apostar no país. Nós temos um país rico, um país que tem muita riqueza na área da agricultura, a nível do mar, nós temos um imenso mar, a economia do mar é uma economia que pode ajudar a alavancar a economia nacional. O sector informal bem enquadrado, estruturado, pode contribuir para reduzir, erradicar, melhor dizendo, a pobreza em São Tomé e Príncipe. Nós temos é que estar juntos, focados num objectivo que é tirar São Tomé e Príncipe da situação em que se encontra.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. Na sequência das legislativas de 2018, o MLSTP/PSD e a coligação PCD-UDD-MDFM formaram a chamada “nova maioria” e constituíram governo, liderado por Jorge Bom Jesus. Nessas eleições, o ADI foi o partido mais votado, com 25 deputados, seguido pelo MLSTP/PSD, que conseguiu 23 assentos. A coligação então formada pelo PCD, pela UDD e o MDFM foi a terceira formação mais votada, obtendo cinco mandatos. O MCI/PS ocupou dois lugares no Parlamento. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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Patrice Trovoada: “A bandeira principal é a recuperação do país”

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Play Episode Listen Later Sep 11, 2022 10:06


Patrice Trovoada, líder do ADI, aponta a recuperação de São Tomé e Príncipe como a sua “bandeira principal” na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro. Ausente do país desde 2018, quando não conseguiu renovar o mandato de primeiro-ministro, Patrice Trovoada avisa que só será chefe de Governo se tiver maioria absoluta. Caso contrário, admite deixar a política. O regresso ao país deverá acontecer no final da primeira semana de campanha. RFI: Quando volta para São Tomé e Príncipe? Patrice Trovoada, Presidente da ADI: Penso que é para breve. Não estarei na abertura oficial da campanha, dia 10, mas eu penso que no final da primeira semana já estarei com os meus para participar de uma maneira mais presente na campanha. Está ausente do país desde 2018, depois de ter falhado a formação de um Governo na sequência das legislativas. Esta ausência não belisca a candidatura?  Não. Eu não tentei, enfim, formar governo, eu tentei explicar aos meus adversários que tendo ganho com uma maioria relativa e sabendo dos problemas que enfrentava o país na necessidade de reformas, etc, que era bom estabelecermos um programa consensual, digamos, de reformas no país. Bom, eles quiseram fazer uma coligação e governar. É legítimo e governaram. Eu regresso depois de quatro anos de ausência, mas justificada. Sabe que as coisas em relação à independência do poder judicial não estavam muito claras. Quer dizer, quando um governo retira confiança política a um Procurador-Geral da República por ele ter arquivado um caso e quando o governo passa a querer dar ordens directamente à polícia judiciária sem se preocupar dos trâmites e da relação hierárquica com a Procuradoria, é um pouco difícil. Então, eu tinha actividades profissionais no estrangeiro e preferi concentrar-me nessas actividades, continuando a presidir o partido e tudo aponta que essa minha decisão não criou grandes problemas a nível do funcionamento do ADI. Em Abril, voltou-se a falar no "caso dos 30 milhões" de dólares, valor do empréstimo contraído pelo país junto de Angola durante o seu mandato e tinha sido arquivado por o Ministério Público considerar que não existiam indícios suficientes de irregularidades, branqueamento de capitais e corrupção. Apesar de arquivado, o Ministério Público pediu inspecção externa e houve uma comissão parlamentar especializada para investigar. O caso pode manchar a campanha? Não, não. Quando são questões tão importantes é preciso ir ao fundo das questões. Não foi empréstimo contraído com Angola. Não foi. Foi contraído com uma empresa privada sedeada em Hong Kong. Se houver nessa empresa accionistas angolanos ou não, já não é o nosso problema. Nós contraímos o empréstimo com uma empresa chinesa sedeada em Hong Kong. Essa empresa nos emprestou 30 milhões, desembolsou 10 milhões. Foi comprovado que esses dez milhões entraram para o circuito do Banco Central, foram gastos pelo Orçamento Geral do Estado e que não houve um centavo de aproveitamento da minha pessoa ou de qualquer dos meus ministros. E os outros 20 milhões? Os 20 milhões nunca foram desembolsados e sabe-se perfeitamente porquê. Porque essa empresa desapareceu. Vamos ser sérios porque trata-se da difamação de um governo e de uma pessoa. Quando o Ministério Público investiga, com a ajuda da cooperação internacional, e chega à conclusão que não há absolutamente nada e arquiva… Bem, ao sabor da evolução política e do oportunismo político, todos voltam a falar disso. Como sabe, é bastante prejudicial para a pessoa em causa, que é inocente, quando o seu nome fica manchado e fica na internet e não sei quê. Mas a verdade é o quê: não houve nenhuma das questões que foram levantadas - as acusações de branqueamento de capital, de aproveitamento pessoal, etc, etc. O assunto foi arquivado e quando o Ministério Público pede uma inspecção é exactamente na base da boa fé e dizer: “Se há alguma coisa errada, então que venha uma inspecção internacional para saber se o Ministério Público fez ou não fez bem o seu trabalho.” Por isso, estamos perfeitamente tranquilos e eu estou tranquilo. Aquilo que é sempre motivo de preocupação é quando um assunto é arquivado e uma pessoa não consegue ter o sossego porque há um governo que diz; “Ai se foi arquivado, então retiramos a confiança ao Ministério Público”. Isso é um pouco “sui generis”. Face à “nova maioria” que se juntou nas últimas legislativas e afastou o ADI do poder, está agora disposto a abrir-se a alianças se não tiver maioria absoluta? Eu serei o próximo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe se tiver maioria absoluta. Se não tiver maioria absoluta, será uma segunda derrota, embora o ADI, estou convencido, irá sempre se manter como o maior partido nacional que tem sido nos últimos 12 anos. Mas eu, Patrice Trovoada, terei que tirar as ilações políticas. Agora, a partir daí já não é a minha responsabilidade. Os que estiverem no ADI que decidam, mas já não serei eu a decidir. Se não conseguir a maioria absoluta, fica no país? Se eu não conseguir a maioria absoluta, sabe, com 60 anos, sete filhos e quatro netos é tempo de ir para a reforma e continuar a minha vida. A vida não é só política. Eu tenho muitos pontos de interesse. Aliás, estes últimos quatro anos tive grandes aventuras empresariais, por isso, irei fazer outra coisa. Não tenho nenhum problema. Eu sempre disse que é o momento da transmissão. Se tivesse outras condições políticas no país, talvez não seria candidato a primeiro-ministro. Mas eu penso que já chega, quer dizer, se não conseguir a maioria absoluta para engajar essa transmissão, será uma transmissão de facto porque deixarei a política. Um dia, a Presidência? Não. Eu podia ter ido nas eleições passadas e não fui. Eu sou uma pessoa de acção e eu creio que não tenho o temperamento para ser Presidente da República no contexto constitucional actual. Nestas legislativas, quais são as principais bandeiras da sua candidatura em termos de saúde, emprego e energia que são os sectores-chave, no fundo. Não, a bandeira principal é a recuperação do país. É difícil, mas, ao mesmo tempo, facilmente poderemos fazer a diferença porque o país caiu tão baixo que hoje em São Tomé e Príncipe se temos 50% da produção eléctrica a funcionar é muito; o stock de medicamentos não existe; as estradas estão num estado péssimo; a circulação das pessoas e dos bens por via terrestre é complicada; os problemas do porto de São Tomé e Príncipe são notícias todos os dias. Por conseguinte, terá de haver um esforço de recuperação e estamos perfeitamente à vontade para dizer que esse esforço será coroado de sucesso. Isso fará já crescer o nível de confiança das populações nos dirigentes porque vão ver que realmente vamos recuperar o país. O esforço de recuperação que implica formação bruta de capital fixo, investimento, etc, irá também favorecer o emprego porque um dos grandes problemas desse governo [cessante] é a capacidade de execução, não é a captação de recursos externos. Existem recursos mas, muitas vezes, o que falha é que não existem projectos, não existe capacidade de implementação de projecto. Eu quero lembrar que no nosso tempo, no que diz respeito ao FED, nós tivemos em alturas 100% de execução do FED que até nos deu um bónus suplementar para recompensar essa nossa capacidade.  Uma vez recuperados, é preciso continuar com a visão que nós temos que tem que ser um país que tem que desenvolver um turismo de qualidade; conseguir a segurança alimentar é possível porque é um país fértil; a nível logístico, no Golfo da Guiné, sermos também uma parte das soluções logísticas quer do ponto de vista marítimo, quer do ponto de vista aéreo; e temos, também, que nos afirmarmos na comunidade internacional, participando no esforço de segurança marítima no Golfo da Guiné, continuando a defender a necessidade não só de criarmos uma consciência nacional quanto às questões ambientais, mas também fazer com que haja uma democracia ambiental que permite que os poluidores possam ajudar a mitigar os danos que eles andam a criar no planeta. A nova lei para zonas francas de São Tomé e Príncipe foi alvo de controvérsia política no país. Foi vetada duas vezes pelo Presidente e o ADI falou em “iminência de um golpe de Estado institucional que resultará na venda a saque de São Tomé e Príncipe”. São acusações graves. Se a lei de facto se impuser, como evitar que as acusações feitas pelo ADI não se concretizem? Porque é que nós dizemos que é um golpe de Estado? Porque uma lei que é vetada politicamente pelo Presidente da República só pode passar com uma maioria qualificada de dois terços. O actual poder achou que a maioria qualificada era mais um deputado a mais daqueles que votavam: votavam 28 ou 29, faz-se votar mais um e a lei passa. Bom, isso não faz sentido. Não faz sentido em São Tomé e Príncipe e não faz sentido em qualquer democracia. Agora, a lei sobre zonas francas: o mundo evoluiu. Temos a nível mundial uma preocupação com branqueamento de capital, com evasão fiscal e com o dinheiro não só dos tráficos financeiro e do crime organizado, mas sobretudo o dinheiro do terrorismo. Nós achámos que a lei não era suficientemente robusta, não dava suficientemente garantias e votámos contra e eu penso que foi mais ou menos aquilo que inspirou o Presidente para o veto. Não é que estejamos contra as zonas francas, mas há uma linha vermelha que é preciso não ultrapassar. Não houve novo recenseamento eleitoral. Jovens militantes do ADI organizaram uma marcha em Julho para exigir a inclusão nas listas eleitorais de cerca de oito mil jovens no país e na diáspora. Que impacto isto pode ter nos resultados eleitorais e na credibilidade do processo?  A primeira preocupação não é essa. A primeira preocupação é de justiça e de permitir às pessoas um direito que é consagrado na Constituiçao. Nós somos um país que tem uma taxa de crescimento populacional de quase 4%. Como é que se vai, num ano, impedir quase nove mil jovens de votar? A nossa revolta foi realmente pela violação de um direito constitucional.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe: Acção Democrática Independente (ADI), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. Nas legislativas de 2018, o ADI foi o partido mais votado, com 25 deputados, seguido pelo MLSTP/PSD, que conseguiu 23 assentos. A coligação então formada pelo PCD, pela UDD e o MDFM foi a terceira formação mais votada, obtendo cinco mandatos. O MCI/PS ocupou dois lugares no parlamento. Foi o MLSTP/PSD e a coligação PCD-UDD-MDFM que formaram, então, a chamada “nova maioria” e constituíram governo, liderado por Jorge Bom Jesus. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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Jorge Bom Jesus pede “maioria absoluta” nas eleições legislativas

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Play Episode Listen Later Sep 10, 2022 9:32


O líder do MLSTP-PSD e primeiro-ministro cessante de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, diz acreditar “piamente” no voto de confiança dos são-tomenses para continuar o que descreve como “ciclo virtuoso para o desenvolvimento” do país. Na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro, Jorge Bom Jesus pede "maioria absoluta" e faz um balanço positivo do seu mandato, argumentando que o seu governo “prestou muita atenção às pessoas” em tempos de pandemia e crise. RFI: Que balanço faz do mandato cessante? Jorge Bom Jesus, Líder do MLSTP-PDS: Primeiro, nós salvámos vidas. E naturalmente que salvámos o emprego, salvámos a dignidade das pessoas e, neste momento, estamos já na saída da pandemia, não obstante toda a problemática internacional, o contexto da crise, da guerra, da subida dos preços, entre outros. Nós conseguimos estabilizar a doença com ajuda dos parceiros internacionais naturalmente, contámos com um grande cordão de solidariedade e generosidade durante este período. Contámos também com, digamos, a entrega, a abnegação do governo, outros órgãos de soberania e, sobretudo, da nossa população da nossa diáspora. De facto, conseguimos vencer, entre aspas, a doença. Também durante este período salvámos o emprego, pudemos subsidiar as empresas de forma a que não houvesse despedimentos em massa, nós apoiámos o sector informal, portanto, as palaiês [vendedoras ambulantes], os motoqueiros, os pequenos empresários, os artesãos, entre outros. Aumentámos o salário mínimo de 1.100 dobras para 2.500, aumentámos a pensão mínima em mais de 200 dobras, de 600 para 800 dobras. Portanto, o governo prestou muita atenção às pessoas, ao capital humano. Saúde, educação, a protecção social, houve muito investimento feito a esse nível porque acaba por ser o maior activo de São Tomé e Príncipe. Somos escassas 220 mil almas. A diferença entre o MLSTP, este governo, e os outros, é precisamente a primazia que nós damos ao sector social, a dignificação dos são-tomenses através de vários projectos às famílias. Neste momento, nós estamos a apoiar 16.000 famílias através de apoio social com cerca de mais de 50 euros por mês. É por isso que acha que os são-tomenses vão voltar a confiar em si? Acredito que sim. Piamente. Este governo aumentou, em plena pandemia, o salário mínimo em mais de 100%, sem esquecer os vários apoios que nós temos dado. Portanto, os são-tomenses saberão reconhecer todo o esforço que nós fizemos para dignificar e quebrarmos, digamos, os paradigmas e abrirmos um novo ciclo virtuoso para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Como perspectiva os próximos desafios, nomeadamente na saúde, na energia, no emprego? Criámos as condições para, sobretudo, dar início aos projectos estruturantes: o porto de águas profundas, a nossa ilha precisa de um porto acostável, de um porto de águas profundas para poder alavancar o seu desenvolvimento. Em termos de energia, nós já inaugurámos a transição energética a partir de um projecto-piloto do PNUD, mas temos vários outros projectos em termos de energias limpas com o sector privado, nalguns casos, associação público-privada. Inaugurou, em Agosto, a primeira central fotovoltaica do país. Ao mesmo tempo, este é o ano do primeiro furo petrolífero na zona económica exclusiva. Isto não é andar para trás? Não, creio que não. Nós estamos a tomar todas as precauções e naturalmente este petróleo acaba por ser uma bênção também para podermos aplicar noutras áreas de desenvolvimento. Sabe, estas ilhas são ilhas verdes de esperança e queremos ser os verdadeiros amigos do ambiente. Tudo o que nós fazemos é salvaguardando o nosso ambiente, mas vamos precisar desta dádiva da natureza para podermos alavancar outros aspectos e tirando sempre ilação dos erros que os outros cometeram. Nós estamos numa sub-região, Golfo da Guiné, há muitos países que já exploram o petróleo e vamos naturalmente acautelar com os erros cometidos. Um grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos. Quais os projectos? Nós depois de termos ultrapassado este período da pandemia, em primeiro lugar, com o apoio do Fundo Global, vamos ter que investir ao nível do HIV-Sida, a malária e a tuberculose nos próximos quatro anos. Mas também há um projecto de reabilitação, modernização do Hospital Ayres Menezes, é um projecto antigo, com alguma polémica à mistura mas, neste momento, nós já conseguimos resgatar o projecto, já há um desenho feito, a associação de uma empresa internacional e empresas locais. Neste momento, está lançado o concurso público e esperamos poder investir nesse hospital cerca de 17 milhões de dólares para modernizá-lo. O senhor primeiro-ministro chegou a admitir que a "nova maioria" composta pelo MLSTP/PSD, PCD-MDFM-UDD, sofreu um “ligeiro abalo” com a derrota do seu candidato na segunda volta das presidenciais, Guilherme Posser da Costa. Está disposto a fazer novamente alianças? O futuro a Deus pertence. O MLSTP há 22 anos que não governa sozinho, portanto, em maioria absoluta. Desta vez, estamos a pedir justamente a maioria absoluta. Estamos a pedir a maioria absoluta de forma a que o MLSTP possa estar mais confortável. Mas São Tomé e Príncipe é de todos nós. Estou aberto para, enfim, poder também negociar, em diálogo, seja em maioria, terei que conversar com os outros partidos porque temos de encontrar viabilidades para São Tomé e Príncipe. Algumas figuras eminentes do MLSTP-PSD que concorreram às presidenciais de 2021, ficaram de fora destas eleições, como a ex-primeira-ministra Maria das Neves, a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros Elsa Pinto. Havia uma divisão no partido? Houve uma limpeza? Não, de forma nenhuma, de forma nenhuma. O MLSTP é um partido grande, é um partido de gerações que está a comemorar os seus 50 anos este ano e tem espaço para toda a gente e tem sido uma escola de democracia. Temos estado a trabalhar ao nível da congregação, da unidade, da coesão interna e o que acaba de dizer não corresponde à realidade. Ainda no último fim-de-semana eu estava no congresso da JMLSTP [Juventude do MLSTP] de Água Grande de mãos dadas com a camarada Elsa Pinto e que está neste momento no terreno a trabalhar. Esse é o espírito do MLSTP. Naturalmente nós continuaremos a conversar e a ir buscar outros camaradas também porque o objectivo é, de facto, encontrarmos uma solução para o país e todos somos poucos, não é, todos não somos demais para a ingente tarefa que nos espera. Neste mandato houve vários diferendos com o Presidente da República, por exemplo, na aprovação do código das actividades francas e offshore, no recenseamento eleitoral, na exoneração do governador do banco central. Como é que perspectiva a nova coabitação? Em São Tomé e Príncipe somos todos parentes, somos todos primos e eu acho que estamos condenados a trabalhar em conjunto. Ao nível dos órgãos de soberania, é verdade que há separação dos poderes, mas há uma interdependência. Todos os órgãos, respeitando as balizas constitucionais, vamos ter que trabalhar. Portanto, é nessa perspectiva que vai-se melhorando aquilo que estiver menos bem feito. E acredito que sim, eu sou um homem de diálogo, se assim não fosse teria muita dificuldade em terminar a legislatura em coabitação, por um lado, e, depois, com uma coligação de quatro partidos. Em Dezembro, o Movimento de Cidadãos Independentes instou o Presidente da República a demitir o senhor primeiro-ministro face às denúncias do ex-presidente Fradique Menezes de que os partidos da "nova maioria" criaram uma firma para comercialização do arroz oferecido pelo Japão. Estas suspeitas mancharam, de algum modo, o seu trabalho? No calor de um congresso, creio eu, de forma leviana, foi lançada esta calúnia contra o governo, mas isto não teve pernas para andar. Não corresponde à verdade o que disse o Presidente na altura. Inclusivamente houve desculpas que foram dadas depois e tudo isso. Esse caso está ultrapassado.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às eleições legislativas: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. Na sequência das legislativas de 2018, o MLSTP/PSD e a coligação PCD-UDD-MDFM formaram a chamada “nova maioria” e constituíram governo, liderado por Jorge Bom Jesus. Nessas eleições, o ADI foi o partido mais votado, com 25 deputados, seguido pelo MLSTP/PSD, que conseguiu 23 assentos. A coligação então formada pelo PCD, pela UDD e o MDFM foi a terceira formação mais votada, obtendo cinco mandatos. O MCI/PS ocupou dois lugares no Parlamento. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Podcasts O Dia
É falsa postagem no Twitter de João Amoedo declarando apoio ao ex-presidente Lula

Podcasts O Dia

Play Episode Listen Later Sep 9, 2022 1:18


É fake postagem no twitter em que João Amoedo, do Partido Novo, declara apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, para a candidatura à presidência da República em 2022. O autor da postagem publicou um print de parte de um tuíte em que Amoêdo citou Lula e ocultou frases em que o empresário criticou o petista. Confira mais sobre o caso!

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Carlos Viana: o PL na disputa pelo governo de Minas

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Aug 30, 2022


Carlos Viana, candidato a governador pelo PL, é o quarto entrevistado no Mundo Político sobre a disputa ao cargo em Minas. Em entrevista a Vivian Menezes, Viana confirmou o apoio de Bolsonaro a sua candidatura e disse que é o palanque para o presidente em Minas. O senador fez várias críticas ao atual governador do Estado e à gestão realizada pelo Partido Novo. No campo das propostas, Viana defendeu a educação pública e disse que vai pagar o piso salarial dos professores em Minas com recursos do Fundeb. Em relação à situação fiscal do Estado, o candidato critica a atual configuração do Regime de Recuperação Fiscal e defende que as condições do RRF sejam reformuladas para permitir que os estados atendam demandas sociais. Viana apoia a concessão de benefícios fiscais em regiões menos desenvolvidas e se disse contrário à privatização da Cemig e da Copasa. Na área da segurança, o candidato afirmou que não prometerá aumento salarial para os servidores, disse que manterá uma mesa de negociações com as categorias e apoiou o uso de câmeras individuais por policiais. Em relação ao acordo da Vale, Viana disse que empregará os recursos na construção de habitações populares e revitalização de aglomerados.

Gazeta Podcasts
Gazeta Eleições 2022 - Entrevista com Ricardo Jobim (Novo)

Gazeta Podcasts

Play Episode Listen Later Aug 29, 2022 43:39


Candidato do Partido Novo ao Piratini conversa com a Gazeta

Tapa da Mão Invisível
EP.200 - Uma mesa redonda sobre o futuro do Brasil

Tapa da Mão Invisível

Play Episode Listen Later Aug 20, 2022 120:24


Para celebrar os 200 episódios do Tapa da Mão Invisível, Paulo e Julio entrevistam 3 convidados históricos para o canal, o humorista Claudio Manoel, o deputado Fábio Ostermann e o empresário Roberto Racheswky. Assuntos tratados ao longo do episódio: - Diagnóstico sobre o Brasil recente - Caminhos para o país melhorar - Posicionamento sobre votação no segundo turno - E muito mais! Todos os episódios estão disponíveis no Spotify, Soundcloud, Google Podcast, YouTube, Amazon Music e Apple Podcast. Visite o site dos nossos parceiros: DBI Contabilidade - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/dbi CapTable - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/cap Concierge Bitcoin - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/btc Settee - https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/bandeiras Acesse as show notes deste episódio em https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/post/ep200 Apoie esta iniciativa em https://apoia.se/tapadamaoinvisivel Participe do nosso Seminário em https://www.tapadamaoinvisivel.com.br/seminariomises Minutagem: 00:00 - Apresentação Tapa da Mão Invisível 02:13 - Apresentação convidados 03:47 - Recados iniciais 05:29 - Introdução dos convidados 09:07 - Diagnósticos do Brasil 18:26 - Ostermann analisa o presidencialismo brasileiro 22:07 - Como transformar o Brasil 28:38 - Claudio Manoel sobre o sistema público no Brasil 34:59 - Razões para otimismo 36:55 - Propaganda CapTable 38:13 - O liberalismo diminuiu no Brasil? 51:27 - Partido Novo; debate de ideias 56:57 - O Brasil perdeu uma oportunidade? 01:01:24 - O governo Bolsonaro defende liberdade? 01:07:07 - Partido Novo, movimento liberal e debate de ideias 01:22:39 - Propaganda Settee 01:23:42 - Valores; a centralização do poder em Brasília e liberalismo 01:38:46 - O que é o estado 01:43:31 - Propaganda Concierge Bitcoin 01:45:09 - O papel do estado 01:53:20 - Em quem votar no segundo turno? 01:56:06 - Considerações finais e dicas de livros