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Laura Fonseca, presidente da união de freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, diz que o processo de evacuação foi "muito calmo". Ainda não sabe quando as pessoas poderão voltar a casaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Portugal vai este domingo, 8 de Fevereiro, a votos na segunda volta das eleições presidenciais, um cenário inédito em quase quatro décadas. Pela primeira vez desde 1986, a escolha do Presidente da República não se decide à primeira volta, mas também pela primeira vez a votação não acontece, em simultâneo, em todo o território. Em sete municípios, entre os quais Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, e ainda em duas freguesias do concelho de Santarém e duas do concelho de Sintra, o voto foi adiado para o próximo dia 15, devido à situação de calamidade provocada pelas tempestades que atingiram o país. As autarquias justificam a decisão com a falta de condições de segurança e de acessibilidade, num contexto em que persistem estradas cortadas, zonas inundadas e constrangimentos no transporte e na circulação. Apesar do cenário, em muitos pontos do país, os eleitores atravessam ruas ainda marcadas pelos estragos para chegar às urnas. Em Santarém, na Escola Primária de São Domingos, o dia é vivido num equilíbrio tenso entre o dever cívico e a fragilidade deixada pela última semana. “Precisamos de um Presidente e de um bom Presidente e, seja em que circunstância for, é muito importante votar”, diz uma eleitora, sublinhando que, embora na sua zona “não tenha acontecido nada de extraordinário”, viveu os últimos dias com preocupação. Conta que tem familiares obrigados a abandonar a casa na Ribeira de Santarém, onde a água invadiu o rés-do-chão. “Tiveram de tirar tudo da parte de baixo”, descreve, referindo que há um bebé e uma criança na família. Para ela, a crise pode criar terreno fértil para o desespero: “As pessoas estão muito desesperadas, não pensam nas eleições. Alguns coitados não têm grandes hipóteses psicologicamente, nem fisicamente.” Outros eleitores falam da votação como uma resposta directa ao momento político. “Só dois candidatos: temos de ter atenção à nossa liberdade e à nossa democracia”, afirma um outro eleitor, à saída da mesa de voto. Uma mulher, natural de Santarém e residente fora do Ribatejo, diz estar “emocionada” com o que viu nos últimos dias e recusa a ideia de abdicar do voto: “Votar é talvez o único poder que nos dão. Não lutar pela democracia num dia como o de hoje seria uma vergonha.” A eleição opõe António José Seguro e André Ventura, num regime semi-presidencial em que o Presidente não governa, mas pode desempenhar um papel determinante em momentos de crise: dissolução do Parlamento, convocação de eleições, nomeação do primeiro-ministro e influência política e simbólica na vida pública. A própria existência de uma segunda volta e a presença de um candidato de extrema-direita no confronto final confirmam uma transformação do sistema partidário e do debate público, num país habituado a presidenciais resolvidas no primeiro domingo. Em Santarém, porém, a política mistura-se com a urgência do pós-tempestade. As marcas estão no chão, na paisagem e no ritmo interrompido do quotidiano. No Miradouro de São Bento, a cidade olha para um cenário onde a cheia ainda domina: campos totalmente alagados, árvores submersas, telhados e paredes a meio, água de cor cinzenta e esverdeada. “Já assisti a muitas cheias, mas esta é a maior desde que me lembro, desde 1979”, conta Marcolino Pedreiro, recordando também a cheia de 1969 e outra, em 1981. Para ele, esta pode situar-se “entre as duas”. Questionado sobre se as condições meteorológicas podem influenciar o resultado eleitoral, responde com frieza: “O impacto será residual e insignificante.” A leitura não é consensual. O historiador Vítor Pereira descreve um sentimento recorrente em crises deste tipo: a percepção de abandono, mesmo em zonas relativamente próximas de Lisboa. “Quando há catástrofes, muitas vezes há um sentimento de falta de protecção e de falta de atuação do Estado”, explica, apontando para a frustração de quem paga impostos e sente que a resposta pública é lenta ou insuficiente. Para o investigador, falhas de comunicação política, e uma resposta percebida como desadequada, podem alimentar discursos de crítica ao Estado e, em contexto eleitoral, ter consequências. O historiador sublinha ainda o contraste entre a expectativa criada nos últimos anos por um Presidente marcado pela proximidade e pela presença pública, e o que poderá vir a seguir. “Portugal vai sentir-se órfão do Presidente das empatia”, afirma, antecipando que o próximo chefe de Estado terá de construir o seu próprio estilo, sem repetir o modelo dos últimos dez anos. A historiadora Raquel Varela vai mais longe e enquadra o episódio numa sequência de acontecimentos recentes: incêndios, cheias, falhas na resposta de emergência para sustentar uma crítica estrutural. “Nós não temos protecção civil”, diz, apontando para a fragilidade dos serviços e para a dependência das redes informais. “As pessoas têm-se a si, aos vizinhos e aos amigos.” Raquel Varela considera que esta auto-organização popular pode gerar um novo momento de politização, à semelhança do que aconteceu após as cheias de 1967, mas alerta para a ausência de preparação e de estruturas comunitárias. A dimensão internacional também atravessa o dia eleitoral. O activista guineense, Yussef, acompanha a votação a partir de uma perspectiva da diáspora, defende que o resultado em Portugal tem impacto nas relações com a Guiné-Bissau e no espaço político da CPLP. Critica o que considera ter sido um “branqueamento” de práticas anti-democráticas nos últimos anos e pede ao futuro Presidente “coerência com a Constituição”, pressão democrática e uma diplomacia alinhada com os princípios que Portugal afirma defender. Em Santarém, este domingo, cruza-se assim o calendário eleitoral com a recuperação depois de três tempestades. Entre ruas ainda condicionadas e uma normalidade incompleta, o país escolhe o próximo Presidente num contexto excepcional, com adiamentos locais, marcas visíveis no terreno e uma sensação de fragilidade que, para muitos, pesa tanto quanto o voto.
A campanha para a segunda volta das presidenciais portuguesas termina esta sexta-feira, com um país dividido; entre a promessa de ordem e a defesa da democracia. A historiadora e investigadora, Raquel Varela, alerta para a ameaça representada por André Ventura, líder do partido de extrema-direita, critica a cumplicidade mediática e questiona o apoio da direita a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS. Para a historiadora, o voto pode travar o pior, mas não cura a “pneumonia” do sistema. A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais termina esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, e chega ao fim com um traço comum: falou-se menos de propostas e mais de um retrato do país. Nesta segunda volta, António José Seguro procurou apresentar-se como candidato da estabilidade institucional, enquanto André Ventura tentou ocupar o lugar do choque político. Pelo meio, o debate tornou-se mais emocional do que racional, mais centrado no medo e na raiva do que numa ideia clara do futuro. É a partir desse retrato que Raquel Varela, historiadora e investigadora, faz a sua leitura. “Eu acho que nós temos que fazer perguntas porque, normalmente, são muito melhores do que as respostas”, afirma, antes de justificar porquê. “Não devemos tentar respostas fáceis, não é? (…) às vezes é preciso fazer perguntas muito difíceis a nós próprios.” A pergunta que coloca, diz, é desconfortável e obriga a rever certezas: “Porque é que a maioria dos quadros de direita do país ou do centro direita, grande parte deles apoiam António José Seguro?” Raquel Varela sublinha que esta questão entra em choque com hipóteses que vinham a ser formuladas. “Isto é um contrassenso face àquilo que pessoas, como eu tinham dito há meses e há anos”, diz, referindo-se à ideia de que as classes dirigentes portuguesas estariam a apoiar “alguma solução de tipo fascista ou bonapartista”, isto é, “alguma forma de restrição dos direitos, liberdades e garantias”. E acrescenta, sem fugir à revisão: “Como é que eu posso responder a esta pergunta difícil (…) que me mobiliza também aquilo que eu pensava? Estava errada.” Para a historiadora, a própria análise política exige aceitar a possibilidade do erro: “Nós erramos em ciências sociais são apostas, são hipóteses.” A dúvida sobre a estratégia das classes dirigentes não altera, porém, a certeza sobre André Ventura. “Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que André Ventura representa uma ameaça à democracia”, afirma. E reforça a caracterização: “Mais do que uma ameaça à democracia, é um partido de caráter fascista.” Raquel Varela aponta ainda o que considera ser o início de um processo mais amplo: “É uma ameaça aos direitos do trabalho e a violência contra os imigrantes é só o início da violência contra os trabalhadores em geral”, referindo o caso norte-americano: “Como se viu com o ICE e a milícia de Donald Trump nos Estados Unidos.” Raquel Varela enquadra esse crescimento com uma crítica directa ao papel da comunicação social. “André Ventura tem sido levado ao colo por grande parte dos jornais que são detidos por empresas em Portugal”, afirma. E inclui também órgãos “dependentes do Estado”, como a televisão pública. A historiadora considera que isso é um tema interno da própria profissão: “Isso também é um debate a ter dentro do jornalismo em Portugal”, e acrescenta que o jornalismo vive “uma fase mais crítica (…) com menos capacidade de dar espaço ao dissenso.” Mas a questão decisiva, insiste, está no movimento defensivo das elites em direcção a António José Seguro. Raquel Varela descreve esse movimento como revelador. “Nós vimos agora (…) históricos da direita, do ultraliberalismo (…) e agora apoiam António José Seguro”, afirma. E dá exemplos: “Cavaco Silva apoia António José Seguro, Paulo Portas apoia António José Seguro.” A pergunta regressa: “Nós temos que perguntar porquê.” A resposta que formula, por agora, é que as classes dirigentes portuguesas “estão com enormes dificuldades em governar”. Esse medo, diz, é o medo de perder o controlo político do país. “Estas eleições revelam um grande medo das classes dirigentes perderem a mão”, afirma. E clarifica o sentido dessa expressão. “Não é perderem a mão no sentido de que vai haver um fascista a governar o país, é perderem a mão no sentido em que as classes trabalhadoras e médias perdem a paciência.” Para sustentar a leitura, Raquel Varela recorda um facto recente: um governo de direita “acabou de enfrentar uma greve geral com 3 milhões de trabalhadores”. A historiadora defende que o papel do Presidente da República não pode ser visto como decorativo num contexto destes. “Se nós temos na presidência da República alguém que não faz o contrapeso a isto, que não tem alguma capacidade de diálogo com o mundo do trabalho, nós podemos ter uma situação de tipo Donald Trump”, afirma. A comparação surge acompanhada de uma observação que, para si, revela o efeito paradoxal da radicalização do poder. “O Donald Trump fez mais pela greve geral nos Estados Unidos do que qualquer esquerda nos últimos 50 anos, porque hoje em dia fala-se em greve geral nos Estados Unidos.” A investigadora descreve o clima político como uma mobilização de afectos defensivos. “Estes afectos tristes que estão a ser mobilizados e que implicam muito medo”, diz, recuperando uma expressão do ensaísta Perry Anderson. E coloca a crise no centro do regime: “A crise de representação é das classes trabalhadoras médias e das classes dirigentes. Há uma rotura entre representantes e representados.” Para Raquel Varela, é essa rotura que explica por que razão uma campanha presidencial se transformou num confronto entre medos. Para tornar essa crise concreta, Raquel Varela recorda uma reportagem que fez esta semana em Leiria, Marinha Grande e Vieira de Leiria, depois de ventos ciclónicos terem destruído casas e infra-estruturas. A historiadora diz que a população queria ser ouvida. “Demos por nós com as pessoas a virem atrás de nós a dizer: ‘Eu quero falar'.” E as frases repetiam-se com força política. “Somos contribuintes, não somos cidadãos. Existem dois países, um país lá e nós aqui.” O “nós aqui”, sublinha, é “100 km de Lisboa” e não um lugar distante do mapa. Raquel Varela descreve o que considera ter sido “o colapso completo do Estado”. “Uma semana depois não havia sequer um sistema de construção público capaz de ter ido tapar os telhados das pessoas”, afirma. O detalhe que destaca é, para si, simbólico: “Estão a ser tapados com lonas, lonas da Iniciativa Liberal e do Chega, que é metafórico do que é que estes partidos da privatização têm a dizer às pessoas.” A falha, insiste, não foi falta de solidariedade, mas falta de capacidade material. “O que as pessoas precisam é de gruas, de guindastes, de camiões, de pedreiros, de eletricistas, de alta atenção, de respostas rápidas.” No mesmo terreno, diz, viu-se a fragilidade do populismo. “As pessoas desprezaram as políticas de André Ventura a distribuir garrafas de água”, observa. E percebeu que “isto não vai lá com comunicação.” A realidade expôs ainda um contraste decisivo em relação ao discurso anti-imigração. “Se não fossem os pedreiros brasileiros do Nepal e do Bangladesh nem lonas tinham conseguido pôr.” Uma senhora, conta, deixou uma frase que considera reveladora: “Quem está a votar no André Ventura devia ter vergonha.” E colocou uma pergunta que, para Raquel Varela, funciona como lição histórica: “Como é que vocês acham que a Alemanha e a Suíça foram reconstruídas depois da guerra? Não foi com imigrantes?” Raquel Varela aponta também responsabilidades aos partidos de esquerda. “Penso que há uma enorme responsabilidade nos partidos de esquerda que tiveram muito medo de ser radicais”, afirma. E explica o que entende por esse medo: “Tiveram muito medo de questionar o sistema, de questionar este balcão de negócios privados que é o estado.” Na sua leitura, a esquerda seguiu políticas que considera destrutivas. “Foram atrás das políticas da União Europeia de elevação da dívida pública, de destruição do emprego público e assistencialistas.” O resultado, diz, foi uma esquerda reduzida a uma diferença mínima. “A diferença hoje em dia entre a esquerda e a direita que teve no governo é se há mais ou menos assistencialismo. Isso não faz uma política de esquerda.” A faltarem dois dias para a segunda volta das eleições, Raquel Varela recusa a ideia de que a escolha resolva o problema. “Eu acho que sobreviveu uma vez mais”, afirma, referindo-se à democracia. E deixa claro o sentido de um voto em António José Seguro contra André Ventura. “Quem quer que vá votar a António José Seguro contra André Ventura tem que saber que está a votar para impedir André Ventura de chegar, não está a votar para criar um sistema político e social que nos impeça os André Venturas desta vida.” A metáfora final fecha a sua leitura: “É o idêntico a tomar uns antipiréticos numa pneumonia”, um gesto que pode ser necessário no imediato, mas que exige um passo seguinte: “ir rapidamente resolver o problema da pneumonia.”
Conversas com as Entidades sobre temas diversos
Expectativas são de produtividades melhores do que as registradas na safra passada
Ligação, ainda que indireta, causa novo constrangimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal e a Daniel Vorcaro.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Mortos em protestos no Irã passam de 500, diz ONG; número já é semelhante ao dos atos de 2022. E Trump afirma que Cuba não vai ter mais petróleo ou dinheiro da Venezuela e que deveria fazer acordo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Você acredita que tem uma cópia sua maligna andando por aí? Que você pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Eu já ouvi muitas histórias dessas e hoje vou ler só relatos dos meus seguidores que tiveram esse tipo de experiência chamada de doppelgänger.
Pesquisa de doutorado desenvolvida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP recupera aspectos da memória da política urbana e habitacional no contexto das prefeituras democráticas e populares
Entre os anos de 1986 e 2000, muitas prefeituras do País colocaram a população no seio das tomadas de decisão. "Foram experiências inovadoras e criativas de democracia direta nas cidades brasileiras", disse o pesquisador Pedro Rossi. Ele é autor do estudo de doutorado intitulado O Ciclo virtuoso das prefeituras democráticas e populares no Brasil, defendido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Na entrevista deste episodio de Os Novos Cientistas, Pedro Rossi destacou que o período foi marcado por um ciclo virtuoso de experiências inovadoras, criativas de democracia direta nas cidades brasileiras. De acordo com o pesquisador, naquele período delimitado no estudo (1986 a 2000) houve um período de inversão de prioridades. "Tivemos um novo modo de governar, que até então estava sendo oprimido e reprimido em função da da ditadura militar", contou Pedro Rossi. "E isso ocorreu em dezenas de cidades, de norte a sul e de lestae a oeste no País. Sob a orientação da professora Erminia Terezinha Menon Maricato,o pesquisador ananlisou diversas administrações, mas se aprofundou em cinco casos: São Paulo, Belo Horizonte, é, São Paulo, Belo Horizonte Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belém. Munido de diversos materiais relativos à época das prefeituras, como panfletos, relatórios de gestão, documentos, leis e ações de movimentos populares, o pesquisador gerou um grande arcabouço de material que foi sua fonte primária. "Foram muitas as experiências, e as práticas com resultados muito positivos, desde programas de urbanização de favelas, a provisão habitacional com mutirões cogeridos com a prefeitura, muita assessoria técnica de engenheiros, arquitetos, e assessoria jurídica para a população que precisava ter acesso, não só a moradia, mas a cidade como um todo", ressaltou. Pedro Rossi informou que há um site com metodologias e resultados do estudo podem ser acessados neste endereço. Disponível também na plataforma Spotify
Nesta edição traremos um exemplar dos podcasts que temos nos "Apoiadores do Milênio" nosso grupo especial de apoiadores do apoia-se. Confere ai!Com Markus Anisio Trolleis, Rodrigo Cardozo e Alex GuerraTorne-se um Apoiador do Milênio e receba os benefícios dessa nossa nova comunidade do Kamui no link abaixo:https://apoia.se/kamui
Comprar celular usado é uma boa solução para quem quer ter um aparelho top de linha, mas não quer gastar tanto em um aparelho novo. Contudo, nos últimos anos, os celulares de segunda mão tiveram um salto nos preços. Nesta edição do "CBN e a Tecnologia", com o comentarista Gilberto Sudré, vamos entender por que isso aconteceu. Ouça a conversa completa!
Confira o Fechamento de Mercado desta sexta-feira (12)
Foi do jeito que a gente gosta! Primeiro passamos pelos Estados Unidos, depois vencemos a final contra a Argentina. Se tinha uma roteiro melhor, eu desconheço. Mas claro, não foi o melhor jogo que poderíamos ver. Petrovic entrou com o plano de limitar as ações do Corbalan, Vildoza e Brussin, e nisso fomos muito bem. Tiveram 21% de aproveitamento. Mas no resto a seleção pecou em intensidade. Foi um jogo controlado, mas com placar digno de 2 quartos, ou de campeonato de escola. Sendo que estávamos vindo de um jogo grande na semi contra os Estados Unidos. Um jogo que o Brasil não apenas controlou no quarto quarto, como também anulou o ataque americano e ainda conseguiu encher os olhos com jogadas plásticas e bolas de três. Quem viu aquele jogo e a final ficou sem entender muito. Mas não importa, porque a seleção tinha um plano para a final, focou nisso e pode gritar "É Campeão!!!". Para variar, Yago e Caboclo foram muito bem durante o campeonato todo, mas também vale chamar a atenção para o Lucas Dias e muito para o Georginho. Se várias vezes se questionou a atuação do Georginho em jogos da seleção, neste campeonato ele mostrou que está diferente. E a gente precisa dele assim mesmo. Enquanto isso por aqui no Brasil, o Paulista Masculino e Feminino continua rolando. Com jogos no masculino até dia 18 de setembro pelo turno, o campeonato tem Franca agora com folga na frente, seguido por Mogi, Corinthians e Bauru. E com um detalhe, o São Leopoldo ganhou a primeira. Agora todo mundo ganhou uma! No feminino o campeonato ficou quase uma semana parado e voltou na quinta com o Ourinhos ganhando do Corinthians e o Araraquara do Sorocaba. O feminino acaba o turno só em outubro, então ainda tem bastante tempo para os times se acertarem antes dos playoffs. Se a Americup acabou, a Eurobasket está de vento em popa. Acabada a fase de grupos do campeonato, já temos os 16 classificados e os cruzamentos para as oitavas que começam no sábado. E a surpresa ficou com a poderosa Espanha que foi desclassificada, perdendo para Geórgia, Itália e Grécia. Quem poderia imaginar. Nas oitavas teremos jogos médios ainda, sendo talvez Lituânia e Letônia o grande jogo da fase, com Itália e Eslovênia tendo também seu charme. Mas esta tudo pronto para as quartas serem jogos incríveis. Falamos também da semana da WNBA que, com poucos jogos faltando para o fim da temporada regular, ainda tem 4 times brigando por 3 vagas e com um deles tendo recebido uma péssima noticia: Caitlin Clark está fora do resto da temporada. Com o Fever disputando uma destas 3 vagas, pode ser que essa seja a pá de cal na temporada que tinha começado bem. E o Westbrook? Parece que o recordista de triplos-duplos pode estar de saída da NBA com o interesse do Xinjiang Flying Tigers da China. Sem conseguir fechar nenhum contrato na liga americana, este parece o endereço mais certo para ele. As portas estão abertas aparentemente. Falamos também de algumas renovações e do assunto mais quente da semana: Teria Kawhi driblado o cap com o Clippers para poder receber mais sem afetar as multas que o time teria de pagar? A decisão deste assunto vai impactar muito a liga e deve ser severa, conhecendo o que já aconteceu em outras situações. Mas a verdade é que mesmo sem garantias do que vai acontecer, a história toda é absurda. Para ir para o Clippers, o empresário do Kawhi teria pedido recebimentos por fora, além do salário absurdo. Para isso uma empresa contratou ele como garoto propaganda, mas ele nunca fez uma promoção da empresa e, mesmo com a empresa abrindo falência e não pagando mais ninguém, Kawhi continuou recebendo os 7 milhões por ano do contrato. Essa história vai ser boa de acompanhar. Teve isso e muito mais, então não perde mais tempo, aperta o play, relaxa e vem com a gente!
Olá! Você está ouvindo o Espiadinha, o podcast que tem 70 câmeras e o Brasil tá vendo! Eu sou o Athilas, e hoje estaremos comentando sobre a segunda temporada do Estrela Da Casa, o reality show musical da TV Globo.Dê seu voto no Espiadinha Podcast: www.premiompb.com.br/votarSiga o Espiadinha nas redes sociais!Facebook: https://web.facebook.com/EspiadinhaPodcast/?_rdc=1&_rdrInstagram: https://instagram.com/espiadinhapodcast#EstrelaDaCasa2 #EstrelaDaCasa
O Pedro Fragoso e o Rui Silva travaram nova batalha, agora com olhos no Euro-2000. Tiveram de escolher onze jogadores, cinco suplentes e um selecionador e, dizem as más línguas, o trunfo poderá estar nos laterais. Zidane contra Figo, Toldo contra Schmeichel, Kluivert contra Larsson… quem terá levado a melhor? Deixem-nos as vossas opiniões nos comentários e sugiram novos episódios.
Bruno cresceu com um pai militar rígido, que ele temia todos os dias, e acreditava que sua mãe era perfeita… até descobrir um segredo que mudou toda a sua vida. Neste vídeo, ele compartilha sua história de medo, silêncio e revelações inesperadas. Uma narrativa intensa sobre família, segredos e perdão, contada do ponto de vista de um jovem gay que precisou confrontar traumas do passado e lidar com emoções que nunca imaginou sentir. Se você já passou por conflitos familiares, teve um pai autoritário ou descobriu segredos que mudaram sua visão de casa, esta história vai tocar seu coração. Prepare-se para uma jornada de dor, coragem e superação.
Aliado de Jair Bolsonaro e cotado para disputar a presidência da República em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o governo Lula ao comentar a taxa anunciada por Trump. “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema”, afirmou o governador. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, em entrevista ao Canal do Barão, que Tarcísio “errou muito” ao culpar o governo Lula pela tarifa anunciada por Trump.Haddad acrescentou:“Ou uma pessoa é candidata a presidente, ou é candidata a vassalo. Não há espaço no Brasil para vassalagem, desde 1822 isso acabou.Então, o que você está fingindo aqui? Ajoelhar diante de uma atitude unilateral, sem nenhum fundamento econômico? Sem nenhum fundamento político?” Após a declaração de Haddad, Tarcísio publicou a seguinte mensagem no X:“As pessoas não querem saber de narrativa, querem ver o trabalho acontecendo para melhorar a vida delas, para resolver os problemas que estão postos. Quem está no governo tem que governar. É isso que a população espera.”Em coletiva, Tarcísio afirmou que “o tarifaço é deletério, principalmente para aqueles estados que têm produção industrial de maior valor agregado”. O governador acrescentou que é preciso “deixar de lado as questões ideológicas, deixar de lado as questões políticas, deixar de lado o revanchismo, as narrativas e trabalhar".Felipe Moura Brasil e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Começa no próximo dia 24 de julho o ressarcimento de beneficiários que tiveram descontos ilegais no INSS. Para ter acesso ao dinheiro, aposentado ou pensionista deve aceitar o acordo proposto pelo órgão. Isso pode ser feito pelo aplicativo oficial, pelo telefone 135 ou presencialmente nas agências dos Correios. Veja também: Corpo de Juliana Marins será velado nesta sexta (4) em Niterói (RJ).
Moçambique assinala neste 25 de Junho de 2025, os 50 anos da sua independência. Por esta ocasião, a RFI propõe-vos um percurso pela história do país e a sua luta pela liberdade. No nono episódio desta digressão, debruçamo-nos sobre o estatuto da mulher durante a luta de libertação, até aos dias de hoje em Moçambique. Quando se fala das mulheres nos tempos da luta é inevitável lembrar a figura de Josina Machel, primeira mulher do Presidente Samora Machel e também heroína da guerra de libertação. Nascida em 1945 em Vilankulos, no sul do país, no seio de uma família que se opõe ao colonialismo, Josina Machel ingressa na resistência em 1964. Envolvida em actividades de formação na Tanzânia, a jovem activista rejeita uma proposta de bolsa de estudos na Suíça para se alistar em finais dos anos 60 no recém-criado destacamento feminino da Frelimo, Josina Machel militando para que as mulheres tenham um papel mais visível na luta de independência. Ela não terá contudo oportunidade de ver o seu país livre. Dois anos depois de casar com Samora Machel com quem tem um filho, ela morre vítima de cancro aos 26 anos no dia 7 de Abril de 1971, uma data que hoje é celebrada como o dia da mulher moçambicana. Símbolo de resistência no seu país, Josina Machel ficou na memória colectiva como a encarnação do destacamento feminino. Óscar Monteiro, membro sénior da Frelimo, recorda as circunstâncias em que ele foi criado em 1966. "No processo político que nós vivemos em Moçambique, houve um momento em que as pessoas pensavam ‘nós temos uma linha política clara, justa, avançada'. E uma das questões muito importantes, era a atitude em relação às mulheres. Era normal, pela tradição que as mulheres fossem consideradas disponíveis como amantes. Quando Samora assume a direção, ainda me recordo de uma frase e se formos procurar esse documento, está lá a frase. Nós tínhamos criado o destacamento feminino em 1966, Samora tinha sido o instrumento disso. Então há uma frase que ele medita nessa altura. E a frase está lá. ‘Não criamos o destacamento feminino para fornecer amantes aos comandantes'. Estava só nesta frase. Já está aqui todo um programa que nós chamamos de emancipação da mulher, mas que é, no fundo, de igualdade de qualidade política da vida. Quer dizer, tu estás a fazer a luta de libertação. Isso não te permite fazer não importa o quê. Tu tens que ser uma pessoa diferente, uma pessoa melhor", explicita o responsável político. As mulheres que combateram foram uma faceta da condição feminina durante os anos de luta. Outros rostos, menos conhecidos e bem menos valorizados, são aqueles das chamadas ‘madrinhas de guerra'. Para dar alento aos soldados portugueses que partiam para a guerra sem saber se haveria regresso, o Estado Novo promoveu a correspondência entre milhares de mulheres e militares. Numerosas relações epistolares acabaram em casamento. Em Portugal, houve muitas. O que não se sabe tanto, é que em Moçambique também houve ‘madrinhas de guerra'. Um jovem antropólogo e fotojornalista moçambicano, Amilton Neves, conheceu-as e retratou as duras condições de vida que conheceram depois da independência. "Comecei a trabalhar sobre as ‘madrinhas de guerra' em 2016. Isso porque já pesquisava e encontrei um discurso do Presidente Samora que dizia que as ‘madrinhas de guerra' são ‘meninas retardadas'. Interessei-me por isso. Porquê as ‘madrinhas de guerra'? Que é isto? Então fui ao Arquivo Histórico, até à Torre do Tombo, em Lisboa, para perceber melhor. Porque as ‘madrinhas de guerra' não começam aqui. Começam em 1916 com a Grande Guerra em Portugal. E descobri que algumas ‘madrinhas de guerra' viviam aqui em Maputo, numa zona só. (…) Então, quem eram as ‘madrinhas de guerra'? Eram miúdas que eram recrutadas para escrever cartas para os militares de forma a incentivá-los e dizer que ‘não te preocupes, quando voltares da guerra, nós vamos casar. O Estado português sempre vai ganhar.' Então, neste exercício de troca de cartas, quando houve a independência, em 1975, as madrinhas de guerra foram perseguidas pelo novo regime. Então eu fui atrás dessas senhoras. Consegui identificá-las. Levou tempo porque elas estavam traumatizadas", refere o jovem fotojornalista. "As motivações dessas mulheres eram de fazer parte da classe alta naquela altura. Porque elas tinham acesso aos bailes, ao centro associativo dos negros, nesse caso, ao Centro associativo dos Mulatos, às festas que davam na Ponta Vermelha. Elas faziam parte da grande sociedade. Não era algo que poderíamos dizer que tinham algo benéfico em termos de remuneração. Acredito que não ", considera o estudioso referindo-se às razões que levaram essas pessoas a tornarem-se ‘madrinhas de guerra' que doravante, diz Amilton Neves, "vivem traumatizadas. Algumas se calhar foram a Portugal porque tinham uma ligação. Casaram. Mas a maioria ficou em Maputo" e sofreram uma "perseguição" que "não foi uma perseguição física, foi mais uma questão psicológica". Hoje em dia, muitas heroínas esquecidas de forma propositada ou não, ficam por conhecer. A activista política e social moçambicana, Quitéria Guirengane, considera que a condição das mulheres tem vindo a regredir em Moçambique. "Quando nós dizemos que há mulheres invisibilizadas pela História, vamos ao Niassa e vemos histórias como da Rainha Achivangila. Mulheres que na altura do tráfico de escravos conseguiram se opor, se posicionar, salvar, resgatar escravos e dizer ‘Ninguém vai escravizar o meu próprio povo'. Mas nós não colocamos nos livros da nossa história essas rainhas. Nós precisamos de ir ao Niassa descobrir que afinal, há mulheres que foram campeãs neste processo de luta. Estas histórias têm que ser resgatadas. Depois começamos a falar da Joana Simeão. Ninguém tem coragem de falar sobre isso. É um tabu até hoje. E você é visto como um leproso se tenta levantar este tipo de assuntos. E não estamos a dizer com isto que vamos esquecer a luta histórica de Eduardo Mondlane, que vamos esquecer a luta histórica de Samora Machel. Não. Eu não sou por uma abordagem de dizer que a história toda está errada. Todo o povo tem a sua história e tem a sua história oficial. Mas esta história oficial tem que se reconciliar, para reconciliar o povo, trazer as mulheres invisibilizadas pela história, mas também trazer todos os outros", diz a activista. Olhando para o desempenho das mulheres durante a luta de libertação, Quitéria Guirengane considera que elas "têm um papel incrível. Tiveram, tem e sempre terão um papel na luta de libertação. Terão um papel sempre activo no ‘peace building', no ‘peace making' no ‘peace keeping'. E é preciso reconhecer desde a mulher que está na comunidade a cozinhar para os guerrilheiros, desde a mulher que está na comunidade a informar os guerrilheiros, à mulher que está na comunidade a ser usada como isca para armadilhas, a mulher que está na comunidade a ser sequestrada, a ser alvo até de violações sexuais. Essas mulheres existem. Mas também aquelas mulheres que não são vítimas, não são sobreviventes, são as protagonistas do processo de libertação. E o protagonismo no processo de libertação, como eu disse, começa pelas rainhas míticas da nossa história, que não são devidamente abordadas. O reconhecimento deriva do facto de que, em momentos em que era tabu assumir um papel forte como mulher, elas quebraram todas essas narrativas e se posicionaram em frente à libertação. Depois passamos para esta fase da luta de libertação, em que se criam os famosos destacamentos femininos em que mulheres escolhem a linha da frente, escolhem a esperança em vez do medo e se posicionam", refere a também militante feminista. Volvidos 50 anos sobre a luta de libertação, apesar de ter formulado naquela época a vontade de fazer evoluir o papel da mulher na sociedade, Quitéria Guirengane considera que "se continua a travar as mesmas lutas". "A mulher ainda tem que reivindicar um espaço. É verdade que nós temos consciência que as liberdades, tal como se ganham, também se perdem. E que nenhum poder é oferecido, que nós temos que lutar. Mas é tão triste que as mulheres tenham sempre que lutar para fazer por merecer e os homens não tenham que fazer a mesma luta. Nós não só temos que lutar para chegar, mas também temos que lutar para manter e muitas das vezes colocadas num cenário de mulheres a lutarem contra mulheres", lamenta a activista. "Quando fazemos uma análise, uma radiografia, vamos perceber que a maior parte dos processos de paz foram dominados por homens. Quando nós tivemos no processo de paz, em 2016, finalmente duas mulheres na mesa, isso foi fruto do barulho que a sociedade civil fez naquela altura. A sociedade civil fez muito barulho e resultou numa inclusão de duas mulheres, uma da parte da Renamo, uma da parte do governo. Na mesa negocial entre uma dezena de homens que fez com que elas fossem apenas 12,58% de todo o aparato negocial do processo da paz. O que é que isto implica? Quando passamos para o processo de DDR, as comissões de negociação de DDR eram masculinas, todas elas homens. A desmilitarização foi entendida como um assunto de homens. A comissão sobre assuntos legais também era de homens, não havia mulheres. Quando nós olhamos para o processo de desmilitarização e ressocialização, nós percebemos que tínhamos 253 mulheres militares a serem desmobilizadas. E nesse processo, notava-se que foi pensado numa perspectiva de homens, não de compreender as especificidades e necessidades particulares", diz. Em jeito de conclusão, a activista muito presente na defesa dos Direitos das mulheres e liberdades cívicas, mostra-se "preocupada com as realidades da mulher com deficiência, da mulher na área de extractivismo, da mulher deslocada de guerra, da mulher deslocada por exploração mineira, da mulher rural, da mulher na agricultura, da mulher no sector informal, da mulher empresária. São realidades diferentes. Então não podemos meter num pacote de ‘one size fits all' e achar que as demandas são iguais. (…) Pior ainda : nos últimos seis meses da tensão social, a vida deixou de ser o nosso maior valor. Mulheres foram mortas, mulheres perderam os seus maridos, seus pais, seus filhos. Têm que acompanhar, levar comida para o hospital ou para as cadeias, sem nenhum apoio. E ninguém pensa nesta reparação. Então voltamos muito atrás. Eu diria que regredimos", afirma Quitéria Guirengane. Podem ouvir os nossos entrevistados na íntegra aqui: Vejam aqui algumas das fotos de Amilton Neves:
Se hoje pessoas LGBTQIA+ podem casar e construir legalmente uma família, saiba que isso tem nome e tem história: a de Toni e David.No final dos anos 80, Toni, um jovem assumidamente gay do interior do Paraná, decidiu mudar de ares. Foi pra Europa sem dominar outros idiomas, com coragem, fome de liberdade e o desejo de viver com dignidade. Ele não sabia, mas estava a poucos degraus de encontrar o amor da sua vida. Literalmente.Foi na estação de metrô mais profunda de Londres que ele cruzou o olhar com David, um inglês de terno, sobretudo e uma história escondida atrás de um casamento heterossexual. Bastou um sorriso, um "do you wanna be my husband forever?" e, a partir dali, eles nunca mais se desgrudaram.Mas viver esse amor não seria simples.David teve que romper com o passado, se entender, se assumir. E, mais tarde, se mudar pro Brasil, onde juntos começaram uma vida e uma luta. Primeiro pelo direito de David ficar no país. Depois, para transformar o amor deles em um vínculo legal.Os dois foram rejeitados e ridicularizados em cartórios. Tiveram o pedido de união estável negado. Mas também foram abraçados por uma rede de apoio que cresceu com eles: advogados, parlamentares, ativistas, jornalistas que queriam vê-los felizes.O caso deles explodiu na mídia e acabou sensibilizando a opinião pública. De perseguidos, viraram símbolo. A mobilização foi tanta que permitiu, anos depois, a entrada do casal com um pedido no Supremo Tribunal Federal. E foi assim, no dia 5 de maio de 2011, que eles ajudaram a fazer história: o reconhecimento da união homoafetiva como um direito constitucional.Não parou por aí.Eles também foram pioneiros na adoção por casais do mesmo sexo. Esperaram sete anos até conseguir, finalmente, o direito de serem pais juntos, com registro legal em nome dos dois.Hoje, Toni e David seguem juntos, há mais de 35 anos. E não só venceram pelo próprio amor, mas abriram as portas pra que milhares de pessoas pudessem sonhar, amar e existir com dignidade.No fundo, tudo começou com um espaguete e uma garrafa de vinho em uma sacola rasgada. Mas o que eles construíram foi muito maior: uma vida, uma família, e um legado.O Oxxo é o parceiro que está apresentando a história da Karine no podcast. O Oxxo também está sempre pertinho para salvar a gente no dia a dia. Saiba mais em http://instagram.com/oxxobrasil. #VemProOxxoEdição: Fábio de Azevedo (Nariz)Roteiro: Luigi Madormo
O Exército de Israel admitiu nesta manhã ter attirado contra pessoas que se aproximavam por rotas não autorizadas, alegando que se tratavam de suspeitos. E mais:- Coreia do Sul vai às urnas para eleger um novo presidente e encerrar um período de instabilidade política que já dura seis meses- Apenas 13% dos eleitores participaram das votações, apesar de mais de 2.600 cargos estarem em disputa, incluindo juízes, magistrados e até ministros da Suprema Corte- Apesar da troca de prisioneiros de guerra e repatriaçãode cerca de 6 mil corpos de combatentes mortos, Rússia condicionou qualquer trégua ampla à retirada das forças ucranianas de quatro regiões ocupadas, o que foi rejeitado por Kiev Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
Hoje é o último dia para enviar declaração do Imposto de Renda 2025. Correios começam atendimento a beneficiários do INSS que tiveram descontos ilegais. 'Verifiquem, por favor, nosso trem de pouso?': áudios entre torre de controle e tripulação de avião revelam quando problema é identificado. Poze do Rodo declara ligação com o Comando Vermelho e passa a ficar preso com integrantes da facção em Bangu. Onda polar atinge pico nesta sexta; veja capitais mais frias do país.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O INSS começou, nesta segunda-feira (26), a devolução dos valores descontados irregularmente de aposentados e pensionistas. Neste primeiro momento, serão ressarcidas as vítimas que sofreram os descontos indevidos no mês de abril. Ao todo, R$ 292 milhões serão devolvidos. O calendário de pagamentos vai até o dia 6 de junho. Os beneficiários não precisam tomar nenhuma providência e os valores serão depositados automaticamente nas mesmas contas em que recebem seus benefícios. E ainda: Grupo que vendia medicamentos falsos para emagrecer é alvo da polícia em Santa Catarina.
Semana em que África e o mundo tiveram os olhos postos no Vaticano, que conta desde quinta-feira com um novo Sumo Pontífice. Leão XIV é o novo líder da Igreja Católica. Confira aqui o magazine Semana em África, espaço onde fazemos um apanhado das notícias africanas que marcaram as nossas antenas.
Recebemos as três vencedoras nacionais do Prêmio Academia Assaí 2024: Ângela Patrícia, da Dona Suspiros (@donasuspiross); Fabiana Ramalho, da Bolos Artesanais Fabi (@bolosartesanaisfabi); e Vanessa Borges, da Cacau Crioula (@cacaucrioula). Nossas campeãs bateram um papo super inspirador com a Juliana e contaram tudo: como investiram os prêmios, como foi a experiência na Semana de Imersão em São Paulo e como o Prêmio transformou seus negócios. Além disso, elas responderam algumas perguntas enviadas pelos seguidores da Academia Assaí no Instagram! Ouça o episódio e inscreva-se no Prêmio Academia Assaí 2025. A próxima vencedora ou o próximo vencedor pode ser você! premioacademiaassai.com.br
Neste episódio, fazemos um balanço das alterações promovidas pelo Governo da AD no setor do Alojamento Local. Ouvimos os empresários e analisamos o possível impacto da crise política no negócio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Confira o Fechamento de Mercado desta quinta-feira (03)
Fabiano Contarato desafia clichês e “doxas”. Formado em direito, tornou-se delegado da Polícia do Espírito Santo e exerceu a função por 27 anos. É também professor de direito processual penal. Disputou o primeiro cargo público em 2018, no ano da voragem bolsonarista, e se elegeu senador pela Rede, migrando posteriormente para o PT. É o primeiro senador declaradamente homossexual. Casado desde 2011 com Rodrigo Goberio, ambos formam uma família com dois filhos. Tiveram de enfrentar as hostes da desqualificação e do preconceito com coragem e serenidade. Se a direita hostiliza Contarato por razões óbvias, não se pode dizer que seja unanimidade entre as esquerdas em razão de suas opiniões sobre segurança pública e aborto, por exemplo. Vale a pena acompanhar os relevos do pensamento do senador capixaba, que diz as coisas certas e exatas, entre outras coisas, sobre a Lava Jato e a atuação do Supremo. Reinaldo e Walfrido chegaram à conclusão de que o governo Lula tem de conversar mais com Contarato e de ouvi-lo com mais atenção.
Chuvas regulares na região estão ajudando na maturação dos grãos de café
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira à noite os primeiros requerimentos de urgência para dois dos projetos do pacote de corte de gastos do governo Lula.Tiveram urgência aprovada o projeto de lei complementar que submete novas despesasao arcabouço fiscal e o projeto de lei ordinária do pente-fino no BPC(Benefício de Prestação Continuada) // A PEC para tratar dos supersalários ainda nãocomeçou a avançar.Meio-dia em Brasília traz as principais informações da manhã e os debates que vão agitar o dia na capital federal e do mundo. Assista na TV BM&C, nos canais 579 da Vivo, ou 547 da Claro, além do SKY+. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília. https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores! https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Cuidado com a história que você conta a si mesmo. A partir da postura de Saul vs a postura de Davi, vamos refletir sobre a responsabilidade que nós assumimos ou não diante das dificuldades da vida. Minhas redes sociais: @eusouodeio Comunidade em que prego onde você encontra mensagens completas: @sineceramga -Crédito da música de Background: Simple Melody by Blue Dot Sessions
Meu Podcast "Receios Obscuros" Apoia.se com conteúdo exclusivo envio de relatos por texto: receiosdoalem@gmail.com No primeiro relato a Thayse ouve uma respiração fantasma que vinha do nada e não tinha nenhuma explicação. O segundo relato é do Lucas, que nos conta sobre o dia em que seu pai teve uma conversa póstuma com a mãe dele. Por fim, a Juliana contou 3 relatos envolvendo um dom da mediunidade que sua mãe tinha e passou pra ela. Tiveram várias situações envolvendo visões do futuro, paralisias do sono e um homem de preto.
Tiveram os apoiantes de Kamala Harris mais certeza das razões por que deve ser a próxima presidente dos EUA do que a própria? Em posição triunfante, tem agora de provar que consegue agarrar a viragem.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Mortes violentas intencionais tiveram queda em 2023; feminicídios cresceram. Foi divulgado nesta quinta-feira (18) o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que mapeia os principais crimes cometidos no país. E ainda: Em alto mar, Polícia Federal e Marinha apreende dois milhões de maços de cigarro.
O episódio conectado é o 203: https://open.spotify.com/episode/6Gi2YpIzBh7HKqW9LnvpiI?si=dbb03d438899490e Gostaria de participar de nossos grupos de conversação? Encontre mais informações aqui: https://portuguesewitheli.com/cah/ Se quiser e puder ajudar o nosso podcast a continuar funcionando, deixe uma avaliação na plataforma onde você nos ouve. E caso possa, considere uma pequena doação. Todas as doações são revertidas em livros e materiais para melhorar o podcast. Para doar, vá para: https://buymeacoffee.com/elisousa E aqui está a transcrição do monólogo para seu proveito. Comer é muito fácil. Basta abrir a boca e empurrar para dentro o que você quiser comer. Mas para certas pessoas não é assim que a banda toca. Para Patrícia, por exemplo, comer fora de casa é algo que a estressa sobremaneira. Ela tem doença celíaca, ou seja, não pode comer nada que tenha glúten, como trigo, centeio e cevada. Antes, ela não dava muita bola para isso. Bastava reconhecer que algo tinha trigo, que Patrícia passava longe. Até que um dia ela comeu um inocente pão de queijo e quase que imediatamente começou a pôr as tripas para fora. Já foi correndo para o trono e passou um dia de rainha. Foi nessa ocasião que ela descobriu a tal da contaminação cruzada. O pão de queijo não leva farinha de trigo, mas a padaria tinha usado o mesmo forno para assar pão francês antes. Hoje Patrícia evita comer em lugares novos e acaba preferindo receber os amigos em casa a dar bobeira e comprar um produto com trigo sem saber. Luan frequenta esses encontros na casa da Patrícia. O problema dele com comida é a alergia a camarão. Ele conta que só de sentir o cheiro já fica com a garganta querendo fechar. E Luan morre de medo de um choque anafilático desde a vez que, ainda criança, pediu para a mãe um espetinho de camarão na praia e a festa acabou ali mesmo. Tiveram que ir às pressas para o hospital, e que bom que foi socorrido a tempo. Essa alergia é muito perigosa. Filipe come de tudo, mas para manter a amizade, ele também frequenta a casa da Patrícia. O segredo dele é forrar o estômago antes de ir para lá. Ele é naturalmente grandalhão e tem o metabolismo de um jovem atleta. Precisa ingerir muitas calorias, comer coisas que dão “sustância” como ele diz. E como a Patrícia tem tanta restrição alimentar, o Felipe prefere ir para a casa dela de barriga cheia. E no fim, também tem eu. Pessoalmente não tenho nenhuma restrição alimentar. Bom, tenho intolerância à lactose, mas mal como laticínios. Então para mim tanto faz como tanto fez. Mas estou tendo que fechar a boca por causa de meu sobrepeso. Estou sob observação com risco de pré-diabetes. Se eu não abrir o olho, acabo como minha tia. Então adoro visitar a Patrícia. Nem se eu quisesse poderia meter o pé na jaca... não na casa dela. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
Sobre o programa: O Conversa de CEO é uma linha editorial do Podcast Empresa Autogerenciável que tem como missão trazer conteúdo de alto valor para líderes e donos de empresas que querem ir além!
Foi o Carnaval da Figueira da Foz que as juntou. Inês achou que Sofia fazia parte da organização e meteu conversa. Fizeram faísca imediata. E, ainda que Sofia nunca tivesse tido uma relação com outra mulher, percebeu que estava apaixonada. Tiveram um início intenso... mas ano e pouco depois separaram-se. "Sempre soube que a Inês foi o meu maior amor até se ir embora", explica Sofia. Estiveram cinco anos afastadas. E os amigos de ambas não perdiam a esperança de que reatassem. Até que um trabalho conjunto - a produção dos Globos de Ouro, da Sic - resolveu isso. Mas é também nesse momento que Inês informa que se vai casar... como é o desenrolar desta história que dura há 19 anos? Nada como ouvir o mais recente episódio de Ouvir Falar de Amor, da Rádio Comercial.
Dieese aponta o melhor resultado desde julho de 2023, com pisos negociados pelos sindicatos 12,6% acima do salário mínimo. “Tudo que nós possamos resolver em mesa de negociação é fundamental para melhorar o ambiente no mundo do trabalho” ressalta o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Sonoras: Luiz Marinho (Ministro do Trabalho e Emprego) [50''] Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente do Brasil) [32'']
Voltámos, meu peeps. Tiveram saudades minhas? Eu tive vossas. O som não ficou nada de especial, já não sei fazer isto. Deixem aí temas para o Expressialista em Nada da próxima semana. Obrigada por ouvirem e beijooooooooooos
Uma emissão em modo ping-pong entre Lisboa e Braga, com ainda vestigios de feze do Homem Que Mordeu o Cão. Foi uma manhã bem animada, sem perturbar o pequeno-almoço de Nuno Markl!
Como é dia de fazer o que quiser... não arrume os sapatos, Mercúrio RetroGAdo ou Mercúrio RetrGRAdo ... não sei nem escrever, estar à mesa de um restaurante e falar de comida, dar beijos na boca a quem recorda de que as férias estão a terminar, comer massa à bolonhesa no meio de uma disco night e Jéssica Beatriz no Altice.