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Podcast da IIR Brasil
Da ferida ao fundamento - Teófilo Hayashi

Podcast da IIR Brasil

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 69:28


Pessoalmente, Ele nos restaurará! O sofrimento dura um pouco de tempo, logo a cura vem.Para escutar toda a palavra fique aqui conosco ou assista pelo YouTube. Você consegue nos encontrar em todas as redes sociais por ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iirbrasil⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠!

Convidado
Secretário-geral do ANAMOLA: "é tempo de o Presidente procurar trabalhar mais e falar menos"

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 23:25


A Rádio França Internacional recebeu nesta quinta-feira nos seus estúdios Messias Uarreno, secretário-geral do ANAMOLA, Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, partido de oposição moçambicano fundado este ano e liderado por Venâncio Mondlane, responsável político que reclama a vitória nas presidenciais do ano passado e que liderou os protestos pós-eleitorais que marcaram os últimos meses de 2024 e o começo deste ano. De passagem por Paris onde efectuou uma série de contactos em nome do ANAMOLA, Messias Uarreno evocou com a RFI os desafios enfrentados por esta nova formação que se reivindica como um partido "jovem", a sua ideologia e seus projectos, o processo de diálogo inclusivo encaminhado pelo Presidente da República e algumas das problemáticas que afligem o país, nomeadamente o terrorismo no norte. RFI: O que é que veio cá fazer a Paris? Messias Uarreno: O ANAMOLA vem a Paris numa missão muito específica que é a busca da abertura e alargamento das suas parcerias, em particular diplomáticas, porque trata-se de um partido que tem uma visão bastante clara para o futuro de Moçambique e achamos que não podemos fazer um Moçambique sem os nossos grandes parceiros. E a França, como país, é a uma referência bastante importante. RFI: Esteve em contacto com que entidades ou pessoas aqui em França? Messias Uarreno: Algumas entidades tiveram contactos connosco e obviamente ainda há um certo receio de partilhar assim publicamente, mas a nível institucional nós estivemos já na Embaixada (de Moçambique em Paris), podemos ter uma conversa com o embaixador e a sua equipa, mas também algumas instituições ligadas aos Direitos Humanos ou outras ligadas à questão da democracia, que têm interesses específicos que, na sua maioria, são instituições que na verdade já trabalham connosco quando ainda nem partido éramos. E para nós interessa continuar a estreitar as nossas relações. RFI: O ANAMOLA é um partido jovem, um partido que apareceu recentemente durante este ano de 2025 e também o partido que se assume como um partido de jovens, formado essencialmente por jovens. Quais são os desafios que enfrenta um partido que está em plena formação? Messias Uarreno: Uma das questões que eu enquadro como um problema primário é a questão mesmo da formação de quadros. Nós temos jovens bastante motivados e, como sabe, o ANAMOLA é um partido de massas. É um partido em que não é só numa questão da acessibilidade na zona urbana, mas também na zona rural. Nós temos um grande apoio das nossas bases e, a cada dia, nós vamos conseguindo implantar mais o partido. No contexto em que o ANAMOLA surge, durante as manifestações pós-eleitorais, aquela crise vivenciada, o receio que nós temos é que esse ambiente possa se tornar cíclico. Então é necessário formar os nossos quadros do partido a compreenderem que o ANAMOLA é um partido democrático, é um partido que vem implantar mais paz, mais concordância entre os actores políticos no país e para membros que, por sua natureza, não têm um contacto, um conhecimento claro sobre essas matérias, é preciso nos focarmos numa formação, num acompanhamento, em capacitação contínua. Mas isto está relacionado também com recursos. Um partido tão jovem, tão novo, precisaria de muitos recursos para conseguir formar, do topo à base, os seus quadros a assumirem essa política com uma postura democrática no verdadeiro sentido da palavra, e não ser confundido com o que nós temos chamado aqui, entre aspas, de vândalos. Porque nós somos realmente aquilo que é a esperança do povo moçambicano. E isto tem que se revelar de dentro para fora. Então eu classificaria a questão da formação um grande desafio para nós. Agora, temos também outro desafio, não menos importante, que é a questão daquilo que é o espaço político, que é muita das vezes manipulado sob o ponto de vista de captura das instituições em Moçambique. E eu acredito nessa nossa luta, a luta que o Presidente Venâncio Mondlane muita das vezes tem levado nestes últimos tempos, a despartidarização das instituições do Estado, porque enquanto as instituições forem partidarizadas, a acção política torna-se fragilizada, não só para o ANAMOLA, mas para qualquer outro partido dentro de um determinado território. E em Moçambique, infelizmente, até hoje nós sentimos que há partidarização. Ela atingiu dimensões inaceitáveis e o Presidente Venâncio tem lutado para este desafio. RFI: Também falou dos desafios de um partido que acaba de aparecer. Um deles, lá está, mencionou-o, é a questão dos recursos. Como é que são financiados? Messias Uarreno: Até agora, a base de apoio do partido ANAMOLA é identificada em dois prismas. O primeiro é aquilo que nós chamamos de contribuição, outros chamariam de quotização. Mas os nossos membros, ao se filiar ao partido, eles contribuem com valores simbólicos e estes valores têm suportado até agora aquilo que são parte das nossas actividades, mas é preciso compreender que também nós temos simpatizantes. Temos pessoas que acreditam na causa e que vão fazendo algumas doações. E essas doações têm apoiado aquilo que é o grande número das nossas despesas. E, como sabe, tem muitas instituições que financiam partidos políticos. RFI: Quais são os vossos objectivos em termos concretos e imediatos? Messias Uarreno: São vários. Eu vou citar aqui assim alguns rapidamente. A primeira prioridade, para nós, está ligada neste exacto momento, após a criação do partido, à questão da nossa Constituição da República. Como sabe, o ANAMOLA submeteu um grande dossier de propostas de reformas de leis de Estado que visam eliminar a grande porta de entrada dos problemas que Moçambique vive. Porque já é costume as nossas eleições serem caracterizadas com aspectos que indicam claramente fraudes e nós podemos eliminar essas fragilidades a partir da lei. O ANAMOLA tem trabalhado neste aspecto. Agora, é preciso compreender que, como partido, nós temos um foco de organização a nível territorial para que possamos nos preparar para as eleições 2028 que são as autárquicas, e em 2029, que são as gerais e legislativas. Estas eleições são muito importantes para nós, como um partido recentemente criado, porque precisamos ocupar este espaço político e assumir o nosso projecto de governação. RFI: Outro dos objectivos tem a ver com o diálogo inclusivo que foi encaminhado este ano. O que é que pretendem fazer relativamente a este diálogo inclusivo? Messias Uarreno: Quando falamos de diálogo inclusivo em Moçambique, pessoalmente, como secretário-geral, eu tenho trazido aqui dois aspectos claros. Primeiro é que o ANAMOLA foi excluído do diálogo. E isto nós repudiamos desde o princípio. Fizemos o nosso TPC (Trabalho de Casa), que foi uma acção popular onde fomos recolher a real intenção das famílias moçambicanas para o nosso país, compilamos e fizemos a entrega recentemente à liderança da COTE (Comissão para o Diálogo Nacional Inclusivo). Eu acho que ainda temos tempo para que tanto os grandes parceiros que financiam a COTE e também os próprios membros da COTE, a nível nacional, possam reflectir sobre esta questão, sobre esta voz que não pára de ecoar sobre a inclusão da ANAMOLA. Porque nós somos o grande motivo para que fosse criado este diálogo. RFI: Relativamente ao estado do país, o Presidente Daniel Chapo fez uma comunicação sobre o estado da Nação. Ele disse que não foi possível fazer tanto quanto gostaria de ter feito, designadamente, por causa dos incidentes pós-eleitorais que marcaram não só o final do ano passado, como também o começo deste ano. O que é que tem a dizer quanto a isso? Messias Uarreno: Dificilmente confronto aquilo que são os posicionamentos do Presidente da República por uma questão mesmo de desgaste, desgaste como político, desgaste como académico, desgaste como jovem moçambicano. Porque ao avaliar só aquilo que é a actuação do Presidente da República Daniel neste período, vai constatar gastos excessivos em viagens com membros que seriam, na minha óptica e na nossa óptica, como partido, dispensáveis, e converter estes recursos em acções concretas para o país. Estes recursos poderiam ser utilizados neste período ainda para coisas como a melhoria da qualidade das nossas escolas, a colocação de medicamentos nos hospitais e materiais. Fiz recentemente uma visita a um hospital para ver as mães parturientes e vi uma situação deplorável, em que as parteiras até têm problemas de luvas. Coisas básicas. Portanto, custa-me acreditar que saiu da boca do Presidente da República uma abordagem semelhante de que teve dificuldades por causa desse aspecto. Mas eu acho que é tempo de o Presidente mudar de narrativa e procurar trabalhar mais e falar menos. RFI: Relativamente às problemáticas que existem em Moçambique, uma delas é a questão do terrorismo em Cabo Delgado. Como é que vê o tratamento dessa problemática? Já há mais de oito anos que estamos nesta situação em Cabo Delgado. Messias Uarreno: A primeira coisa que eu queria dizer sobre o terrorismo é que, como partido, nós lamentamos as grandes perdas humanas que nós temos e, mais do que isso, lamentamos também aquilo que é a interferência do terrorismo nos grandes investimentos que muitas instituições, ao exemplo da Total Energies, têm feito e eu acho que deveria também continuar a fazer é não recuar. Relativamente à questão do terrorismo em Moçambique, é uma questão que, a nível doméstico, nós poderíamos ter tratado, porque eu acredito que a nossa interferência interna, ela fala mais alto do que a interferência externa. Esta é a primeira opção que eu tenho sobre este aspecto, mas, no entanto, é de lamentar que o Governo do dia, nos discursos que podemos encontrar, diga que a situação está calma, que a situação está boa, que já não há terrorismo. São as últimas manchetes que nós vimos. Mas, em contrapartida, nós continuamos a receber, obviamente, evidências de que o terrorismo continua a assolar não só a Cabo Delgado, mas a tendência é para alastrar para a província de Nampula. E isto deixa realmente a desejar. Quando reparo para os grandes parceiros na área, por exemplo, de extracção em Cabo Delgado e eu acho que, como partido ANAMOLA, na nossa perspectiva, uma das grandes vontades seria manter uma abertura clara para os que já estão a trabalhar, mas também com a abordagem um pouco mais para o desenvolvimento local e devolver a estabilidade àquela região. RFI: Estas últimas semanas evocou-se a hipótese da Total retomar efectivamente as suas actividades em Cabo Delgado. Como é que vê esta perspectiva? Julga que não será prematuro, até porque a Total reclama uma série de novas condições para retomar as suas actividades. Messias Uarreno: Penso que, como investidor, é justo que reclame que hajam melhores condições para a sua actuação. Pessoalmente, eu acredito que numa visão política, um país precisa que os seus investimentos avancem e não que sejam interrompidos. E o retorno da Total poderia constituir a continuidade de um projecto importante para o país. As actividades não podem parar e nós temos que gerar alguma coisa para resolver problemas concretos que o país tem. Simplesmente impedir isso, seria adiar aquilo que são respostas que nós queremos com esses investimentos. RFI: Voltando agora à vida interna do partido, um dos desafios que têm enfrentado ultimamente é a saída já de alguns dos seus membros, em particular em Cabo Delgado. Como é que explica esta situação? O que eles alegam é que há falta de consideração pelos quadros dentro do partido. Messias Uarreno: Pessoalmente, recebi também no meu gabinete várias cartas. Não são assim tantas como a media também tem tentado propalar, mas eu acredito que para um partido em construção, para um partido bastante novo, são fenómenos a considerar como normais do ponto de vista de vida de um partido político. Qualquer partido político já teve dissidência, já teve renúncias e o ANAMOLA não pode ser uma excepção. É preciso também perceber que um partido que está a começar com uma força como a nossa é vítima, obviamente, de ataques de outras organizações políticas que têm interesse em ver reduzir do nosso esforço a nada. E, obviamente, maior parte dos membros que conseguiram fazer-se identificar como membros do ANAMOLA podem utilizar este caminho para desacreditar aquilo que é a coesão interna do nosso partido. Este é um dado. Outro dado muito importante é que, como humanos, algumas pessoas vêem o partido como uma forma ou um caminho para atingir objectivos pessoais. E eu vou lhe recordar uma coisa: o presidente Venâncio Mondlane é um indivíduo, um cidadão moçambicano que largou a maior parte dos seus benefícios como actor político moçambicano para abraçar uma causa que tem como foco responder aqui às necessidades do povo moçambicano, o que quer dizer que a disciplina interna, ela está caracterizada por indivíduos que vão trabalhar em prol do crescimento de um partido que vai responder às necessidades das famílias moçambicanas. Então, todo aquele que não está preparado para esta abordagem e pensa que o partido é um local onde vai resolver os seus problemas, como por exemplo, um cargo de chefia imediato, porque estamos agora em eleições internas a nível do distrito, obviamente encontra como uma forma de manifestação a saída do partido. E eu posso-lhe confirmar de que a maior parte dessas narrativas em Cabo Delgado e um pouco espalhadas pelo país estão relacionadas com esse aspecto. Não temos uma dissidência por um motivo diferente deste. O que justifica que nós continuámos ainda mais coesos e vamos ficar realmente com qualidade e não com quantidade. RFI: Relativamente ainda à vossa vida interna, o vosso líder, Venâncio Mondlane, tem sido acusado, a nível judicial, de incitar a desordem no país. Pode haver algum tipo de condenação. O partido ANAMOLA está preparado para a eventualidade de ficar sem o seu líder? Messias Uarreno: O presidente Venâncio Mondlane não fez nada mais nada menos do que sua obrigação em todo o processo. E, aliás, estas acusações que pesam sobre o presidente Venâncio Mondlane são acusações que, a nível da Justiça, vai ser comprovado num futuro breve, que são infundadas porque aquelas famílias que estavam na rua no período das manifestações, elas estavam, por consciência própria e plena de que Moçambique precisa de mudança. Foi um recado claro, dado num momento específico, num contexto bem localizado, que eram depois das fraudes eleitorais, de que 'Olha, nós estamos cansados e basta'. A soberania reside no povo moçambicano. E se esse recado for mal recebido pela justiça moçambicana que é de continuar a levar este caminho de tentar sacrificar o líder Venâncio Mondlane, isto vai dar a uma situação de grande risco para o actual governo, por uma razão muito simples: porque o povo só está à espera de que eles façam isso. Agora, se estamos preparados ou não, eu acho que, como partido, ficaria com receio de responder. Eu acho que gostaria de colocar esta questão ao povo moçambicano: se está preparado para prender o presidente Venâncio Mondlane. Eu não sei se há alguma barreira física que pode parar o povo quando isso acontecer. Agora, a nível de liderança interna, o presidente Venâncio Mondlane tem trabalhado para capacitar os membros, tem trabalhado para recrutar pessoas qualificadas, competentes, que podem sim, dar continuidade ao projecto político, mas não porque teme uma prisão, mas porque nós, os humanos, somos finitos. Amanhã podemos não estar aqui. E o líder Venâncio é um homem com uma visão a longo termo sobre Moçambique e ele sabe muito bem preparar e está a fazer esse trabalho muito bem. RFI: No começo da nossa conversa, nós evocamos os contactos que têm feito, designadamente aqui em França. Ainda antes da fundação oficial do ANAMOLA, o vosso presidente, Venâncio Mondlane, esteve em Portugal e esteve em contacto com o partido Chega (na extrema-direita). Qual é a relação que existe entre o ANAMOLA e o Chega? Messias Uarreno: O presidente Venâncio Mondlane esteve em Portugal, Sim. E teve contacto com Chega, teve contacto com a Iniciativa Liberal, tivemos com o PSD e a abordagem foi a mesma. Não existe um contacto exclusivo com o Chega. Existiu contacto com partidos políticos na diáspora e maioritariamente da oposição. E o partido Chega, assim com o partido Iniciativa Liberal e os outros, foram parceiros e continuarão sendo parceiros para aquilo que constituir um aprendizado para um líder político visionário que pretende fazer uma grande revolução num país que, por sinal, é um país que foi colonizado por Portugal. Então temos alguma coisa, sim, a aprender. E até então o Chega tem conseguido olhar para aquilo que são os objectivos do ANAMOLA e dar o devido apoio, tanto a nível do Parlamento português, assim como Parlamento Europeu. E as nossas relações baseiam-se neste apoio mútuo para garantir a democracia em Portugal e a democracia em Moçambique por via de canais legais. RFI: Como é que se traduz esse apoio, concretamente do Chega relativamente ao ANAMOLA? Messias Uarreno: O grande suporte é no domínio da justiça, nos processos em que nós estamos. Como sabe, o Presidente Venâncio Mondlane reivindicou a sua vitória e até hoje o Conselho Constitucional não se pronunciou claramente, apenas fez o anúncio dos resultados. Nós estamos à espera de uma resposta clara sobre os 300 quilos de documentos que nós deixamos no Conselho Constitucional, que foram praticamente marginalizados. E o Chega, assim como outros partidos, tem sido uma voz que continua a gritar em prol da devolução da Justiça Eleitoral em Moçambique. RFI: Como é que se assumem no xadrez político moçambicano? Diriam que estão mais à esquerda, no centro, à direita? Estava a dizer que esteve em contacto com uma série de partidos que se situam mais no centro-direita ou até na extrema-direita, no caso do Chega em Portugal. Messias Uarreno: Nós temos discutido internamente esta questão da ideologia do nosso partido e, brevemente, nós teremos posicionamentos muito claros sobre a nossa ideologia. O que eu posso-lhe dizer é que há um esforço interno em mobilizarmos posicionamentos políticos que venham responder às reais necessidades das famílias moçambicanas. E, como sabe, se reparar um pouco por todos os partidos políticos em África, de uma forma muito rápida, vai compreender que nós não nos movemos muito com a questão de esquerda ou direita. Movemo-nos por outros valores, mas precisamos de evoluir. Precisamos dar um passo à frente. E eu acho que temos encontrado similaridades em alguns pontos de agenda que vão nortear aquilo que é a nossa posição final, que obviamente, como pode perceber, nós não temos aqui uma apresentação oficial de se nós pertencemos à esquerda, à direita, centro-esquerda, centro-direita actualmente. Mas estamos a trabalhar para fazer esse alinhamento e, quando for oportuno, obviamente o mundo saberá qual é, afinal, a grande linha ideológica que nos dirige. RFI: Estamos prestes a terminar este ano 2025. Quais são os seus votos Messias Uarreno para 2026? Messias Uarreno: Tem aqui três esferas dos meus votos. A esfera global é que eu espero que o mundo esteja mais equilibrado. Temos várias guerras, vários desafios, conflitos políticos um pouco por toda a parte. Eu espero que os líderes mundiais possam procurar em 2026 reduzir esta intensidade de conflitos e procurar mais diálogo, um diálogo mais sereno e realístico sobre os grandes projectos das grandes nações, que muita das vezes está por detrás dos grandes conflitos também. Segundo, há uma dimensão dos meus votos que se dirige aos grandes parceiros internacionais um pouco espalhados pelo mundo. Como um partido, nós estamos abertos a continuar a trabalhar com grandes parceiros que já actuam em Moçambique. E a única coisa que vamos fazer é procurar melhorar o ambiente desta parceria. E esta abertura é uma abertura legítima e uma abertura real. É por isso que temos viajado. Eu, pessoalmente vou continuar a viajar para, com estas grandes organizações, procurar estreitar esses laços e manter a sua actuação no nosso país, mas com um paradigma diferente. E por fim, é uma questão doméstica. A todas as famílias moçambicanas, nós desejamos muita força. Devem continuar a acreditar que um processo de libertação leva tempo. Vamos continuar a defender a verdade até ao fim e, acima de tudo, procurar ser um partido que, quando chegar ao poder, vai responder realmente às necessidades das famílias moçambicanas. Que 2026 seja realmente próspero e seja tão próspero como as grandes nações têm experimentado aquilo que é a sua evolução.

O Antagonista
Cortes do Papo - Celso Amorim e Glauber Braga sentiram Nobel de Corina

O Antagonista

Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 8:54


Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, afirmou o seguinte ao UOL após María Corina Machado, opositora do ditador Nicolás Maduro, vencer o Nobel da Paz de 2025: “O prêmio Nobel não é moral, mas político. Para quem está lá na Europa, a Venezuela pode ser uma questão menor. Para nós no Brasil, é vital.”Procurado pela CNN Brasil, Amorim disse:  “Não sei os critérios do Nobel. Nem ponho em dúvida as qualidades pessoais da María Corina.Eu havia lido uma referência a uma postagem de um porta-voz da Casa Branca, aparentemente retirada, em que dizia que o Comitê do Nobel priorizou a política em relação à paz. Pessoalmente achei interessante.”O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) escreveu a seguinte mensagem no X sobre o resultado do Nobel: “Olha, que vergonha! A vencedora do nobel da paz é quem apoia a presença de embarcações militares dos EUA na costa da Venezuela pra ameaçar uma guerra contra o seu próprio país. Maria Corina Machado comentou a ação imperialista em tom elogioso dizendo: ‘Trump não está jogando'.”Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

RW notícias - fique sempre bem informado
Lula e Trump podem se encontrar pessoalmente nos EUA

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Sep 20, 2025 1:42


Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e dos Estados Unidos, Donald Trump podem encontrar pessoalmente  durante a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a ONU. O evento será realizado em Nova York entre segunda e quarta-feira.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.

Super Feed
Área de Transferência - 444: Pessoalmente em Pessoa

Super Feed

Play Episode Listen Later Aug 22, 2025 85:38


O Google fez um evento bem diferente, e anunciou recursos bem legais.

o google pessoalmente
Noticiário Nacional
10h Putin e Trump vão encontrar-se pessoalmente nos próximos dias

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 16:30


Resumão Diário
JN: Lula descarta negociar tarifaço pessoalmente com Trump; oposição trava votações no Congresso em protesto contra a prisão de Bolsonaro

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 5:31


Na véspera do tarifaço, o presidente Lula descartou negociar pessoalmente. Os setores mais afetados aguardam as medidas de proteção prometidas pelo governo. No Rio Grande do Norte, a sobretaxa inviabiliza a exportação de pescado e de sal marinho. Parlamentares da oposição travaram votações no Congresso em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles exigem anistia geral e impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Direto da Redação
Lula reúne ministros para avaliar reações à sobretaxa de Trump sobre exportações e diz que vai conversar pessoalmente com empresários

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Jul 14, 2025 7:03


Vida em França
Francesas conquistaram direito de voto há 80 anos, mas estão a perder terreno na vida política

Vida em França

Play Episode Listen Later Apr 30, 2025 11:12


As mulheres francesas podem votar há 80 anos, após mais de um século de luta para obter o direito de eleger e ser elegível. No entanto, a representação da smulheres na política em França está actualmente a decrescer, assim como a participação das mulheres, muitas delas preferindo enveredar no activismo social. Há 80 anos, nas eleições municipais de 1945, as mulheres puderam votar e ser eleitas pela primeira vez em França. Um longo caminho de combate para as militantes dos direitos das mulheres que desde a Revolução Francesa, em 1789, exigiam o direito de voto em igualdade com os homens. No entanto, e após mais de um século de luta, esse direito veio no pós-guerra, numa altura em que o General de Gaulle precisava unir o país e quando as mulheres mostraram tanto no trabalho árduo na Primeira Guerra Mundial como na resistência durante a Segunda Guerra Mundial que não só foram essenciais para a sobrevivência da França, mas parte inteira de uma sociedade que se queria mais paritária.Nathalie de Oliveira, antiga deputada portuguesa e ex-eleita municipal em França, falou à RFI sobre este combate pelo direito de voto, mas também da luta que se mantém até hoje para ter mais mulheres na política e com cargos de maior visibilidade."Tratou-se de um processo muito longo, muito sofrido, como ainda é agora, apesar de termos direitos políticos, de sermos eleitas, de sermos líderes quando é possível, o que ainda não é assim tão comum como isso. Eu acho que estamos a passar por uma fase muito regressiva na prática do respeito dos direitos políticos, das mulheres. Mas isso não é sabido e esquecido. Parece que o voto das mulheres foi sempre um direito adquirido desde a Revolução Francesa em França. E aí há um grande paradoxo, como há muitos em França, de sermos o país da conquista dos direitos fundamentais e humanos. É um modelo para o mundo inteiro. E afinal, foi tardio. Foi muito tardio em relação à ideia da igualdade perfeita entre homens e mulheres no que diz respeito aos direitos políticos", disse a antiga deputada franco-portuguesa.Em 1999, numa revisão constitucional, a França introduziu leis de paridade obrigatória nas listas dos partidos que se candidatam às eleições. Em 2024, nas eleições legislativas antecipadas, o número de eleitas na Assembleia Nacional diminuiu, representando agora apenas 36% dos deputados.Este retrocesso na representação política é acompanhado por um retrocesso na participação política das mulheres que nas presidenciais de 2022 votaram menos do que os homens. As dificuldades na penetração do mundo político, assim como a falta de eficácia das estruturas políticas leva, segundo Nathalie de Oliveira, as mulheres a estarem mais representadas no mundo associativo, algo que contribui "Pessoalmente, quando são 22h00, há dez homens nos grupos de reflexão do PS francês e uma mulher, eu. Ou estou sozinha ou está outra mulher. Na vida real ainda somos muito poucas e sacrificar tudo da vida pessoal para estar em reuniões. As mulheres, por razões também de vida pessoal, também de vida pública, no sentido associativo, preferem ou optam por dar contributo e empenhar-se em causas, mas não é nas organizações políticas no sentido partidário. Acham que há mais resultado quando sacrificam o tempo de vida pessoal e, às vezes até muito ainda tempo da vida pessoal em reunir-se nas associações dos direitos das mulheres, na defesa de grandes causas. Mas evitam, e ainda mais nos últimos 10 anos, os partidos. Ou seja, temos menos mulheres. Eu acho que temos menos mulheres hoje em França nas reuniões de organização dos partidos", concluiu Nathalie de Oliveira.

Convidado
Comissão de historiadores é “primeiro passo” perante “dívida odiosa” imposta por França ao Haiti

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 18, 2025 12:55


A indemnização colossal imposta pela França ao Haiti, em 1825, como preço a pagar pelo reconhecimento da sua independência, foi descrita, esta quinta-feira, como “força injusta da História” pelo Presidente francês. Emmanuel Macron anunciou a criação de uma comissão de historiadores franceses e haitianos para estudar “o impacto” da “pesada indemnização financeira” e para fazerem “recomendações” aos dois países. Trata-se de “um primeiro passo”, mas também de uma forma de a Presidência francesa “passar a batata quente” aos historiadores, considera o investigador especialista no Haiti, Rafael Lucas, o nosso convidado desta sexta-feira. Uma comissão de historiadores franceses e haitianos vai estudar “o impacto” da “pesada indemnização financeira” que o Haiti teve de pagar a França para esta reconhecer a sua independência, há 200 anos. O anúncio foi feito, esta quinta-feira, pelo Presidente francês. Em comunicado, Emmanuel Macron reconheceu “a força injusta da História” a que o Haiti foi sujeito e disse que os historiadores farão “recomendações” aos dois países “para tirar lições e construir um futuro mais pacífico”.“A 17 de Abril de 1825, o rei de França, Carlos X, reconhecia a independência do Haiti, impondo-lhe um pesado fardo. Apesar da conquista efectiva da sua liberdade, em 1804, pelas armas e pelo sangue, o último rei de França, em troca do reconhecimento e do fim das hostilidades, submetia o povo do Haiti a uma muito pesada indemnização financeira, cujo pagamento iria acontecer durante décadas. Esta decisão punha um preço à liberdade de uma jovem Nação, que era assim confrontada, desde a sua constituição, com a força injusta da História”, lê-se no comunicado da Presidência francesa.O documento não menciona qualquer reparação financeira por parte de França, mas adianta que os historiadores farão “recomendações” aos dois países. Note-se que, em 2003, o antigo Presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide, avaliou a dívida a 21,7 mil milhões de dólares, algo então descrito como “anacrónico” pelo governo francês.Rafael Lucas, investigador e especialista do Haiti e das Caraíbas, considera que devolver dinheiro a um país marcado por uma “corrupção endémica” não é a melhor solução e que se deve é ajudar a construir as infra-estruturas do país mais pobre das Américas e assim ajudar directamente a população.“Pessoalmente, acho que devolver dinheiro, no estado de corrupção endémica que há no Haiti, não seria a melhor solução. Eu não sou o único a preferir uma compensação em termos de ajuda em construção de infra-estruturas, sobretudo, estradas, escolas, hospitais, electricidade porque essas construções iriam beneficiar imediatamente a população, ao passo que o dinheiro quando entra no Estado não se sabe para onde vai, nem como vai ser repartido”, defende o investigador.Quanto à comissão de historiadores, o professor universitário de origem haitiana fala em “primeiro passo”, mas também diz que é uma forma de a Presidência francesa “passar a batata quente” aos historiadores.“Acho que a criação dessa comissão faz parte das tácticas ou procedimentos habituais, quando um problema é candente, delicado e explosivo. Estou a pensar na expressão familiar ‘passar a batata quente' para uma comissão de historiadores. Isto permite ganhar tempo, mas, ao mesmo tempo, no estado actual da situação caótica do Haiti, em que não há nenhum representante legal no Governo, nem o Parlamento, nem os ministérios, não há nenhuma estrutura legal e legítima por enquanto, já que 80 por cento da capital está sob o controlo dos bandidos (…) Mas é uma iniciativa que abre perspectivas, é um primeiro passo”, afirma Rafael Lucas.Todos os haitianos conhecem a história da "dívida dupla". É a história de uma indemnização colossal imposta em 1825 pela França como preço a pagar pela própria liberdade. Após a proclamação da independência em 1804, nascida de uma revolta dos escravos, o recém-país é sujeito a um isolamento de todo o continente americano e acaba por aceitar, a 17 de Abril de 1825, pagar 150 milhões de francos-ouro aos antigos colonos proprietários de terras e de escravos, em troca do reconhecimento da independência pelo rei Carlos X. Para pagar, a jovem república das Caraíbas teve de contrair um empréstimo junto de bancos franceses, com juros elevadíssimos, numa altura em que se afunda o preço do café, o principal recurso do país. O pagamento da dívida vai durar até 1952, quando se liquidaram os últimos juros.  Ou seja, 127 anos a pagar a própria independência ao antigo país colonizador.“Na sequência do isolamento, como nenhum país naquela altura reconhecia o Haiti por causa do exemplo da independência nascida da revolta dos escravos, o Haiti dirigiu-se à França e foram os bancos franceses que foram encarregados das diligências para financiar essa dívida (…) Houve duas etapas. Numa primeira fase, acabaram de pagar a dívida em 1883, mas continuaram a pagar os juros. No fundo, as consequências do pagamento dessa dívida vão continuar até 1952”, explica Rafael Lucas.O investigador recorre ao conceito de “dívida odiosa” do jurista russo Alexander Nahum Sack para falar desta “dívida dupla” que “atrasou as possibilidades de desenvolvimento do Haiti”. “É odiosa porque a quantia exigida era exorbitante tendo em conta a economia de um país fraco, pequeno, tendo uma população de uns 600.000 habitantes na altura, o montante dessa dívida correspondia ao orçamento anual de França nessa altura”, acrescenta, anuindo que “é escandaloso” o que França fez há 200 anos.Para a Fundação para a Memória da Escravatura, esta indemnização colossal arrastou o Haiti para “uma espiral de dependência neocolonial da qual o país nunca conseguiu sair”. Porém, Rafael Lucas lembra que “essa dívida também serviu de pretexto para ocultar os comportamentos irresponsáveis de numerosos dirigentes haitianos que tiveram uma espécie de dependência à dependência, ou seja, acostumaram-se a recorrer aos empréstimos”.Com 12 milhões de habitantes, o Haiti é o país mais pobre das Américas e vive há dezenas de anos numa instabilidade política crónica que facilitou a instalação de gangues criminosos. Estes gangues controlam actualmente cerca de 85% da capital, de acordo com a ONU, e são autores de assassínios, violações, raptos e pilhagens. Port-au-Prince é também uma placa giratória para o tráfico de droga em direcção dos Estados Unidos.Esta semana, a ONU alertou que o Haiti vive “uma das crises mais complexas e urgentes do mundo” e pediu ajuda para o um milhão de deslocados pela violência dos gangues. Por outro lado, a Unicef informou, esta quinta-feira, que mais de um milhão de crianças enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar no Haiti.

Vida em França
Israel/Gaza:"A criação de dois Estados é a solução para o conflito"

Vida em França

Play Episode Listen Later Apr 17, 2025 8:18


O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou recentemente que a França tenciona reconhecer a Palestina como Estado, em Junho deste ano, numa conferência de dois dias da ONU, juntamente com a Arábia Saudita, em Nova Iorque. Emmanuel Macron sublinhou que este reconhecimento permitirá à França "ser clara na luta contra aqueles que negam o direito de Israel existir". O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma conversa telefónica com o chefe de Estado francês, defendeu que o estabelecimento de um Estado palestiniano seria uma "recompensa para o terrorismo". O jornalista e escritor Rui Neumann defende que a criação de dois Estados é a solução para o conflito, porém admite que Emmanuel Macron procura um palco na cena da política internacional. O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou recentemente que a França tenciona reconhecer a Palestina como Estado, em Junho deste ano, numa conferência de dois dias da ONU, juntamente com a Arábia Saudita, em Nova Iorque. Que mensagem quer enviar Emmanuel Macron à comunidade internacional com este posicionamento?A política externa de Emmanuel Macron tem sofrido reveses enormes, nomeadamente no Sahel, mas também na Argélia. A França também não conseguiu obter qualquer resultado na mediação do conflito da Ucrânia com a Rússia.Emmanuel Macron está à procura de protagonismo?Emmanuel Macron tenta ter o seu palco na cena política internacional, e aqui será mais um desses casos. Avança com a possibilidade de a França reconhecer o Estado palestiniano em Junho próximo, num encontro que terá com a Arábia Saudita, em Nova Iorque, mas não apresenta modalidades concretas das condições para que o Estado palestiniano deva existir. Ainda persiste a dúvida sobre se se trata de um reconhecimento simbólico ou de um reconhecimento político.O chefe de Estado francês afirma que este reconhecimento permitirá à França "ser clara na luta contra aqueles que negam o direito de Israel existir"...Entre os 148 países que, neste momento, já reconhecem o Estado da Palestina, muitos deles não reconhecem o Estado de Israel. Portanto, não se trata unicamente dos países árabes. Não acredito que o Irão venha a reconhecer o Estado de Israel e, quanto aos países árabes, a Argélia — que apoia incondicionalmente a causa palestiniana — também dificilmente mudará de posição. Portanto, digamos, há aqui uma narrativa de Emmanuel Macron que dificilmente será aplicável.Emmanuel Macron propõe ainda que o Hamas deve ser afastado de Gaza e que a Autoridade Palestiniana deve ser reformada. Não há uma posição concreta?Não, é utópica. O Hamas nunca aceitará que lhe retirem, enquanto organização, a vertente armada. Por outro lado, o grande problema da Autoridade Palestiniana, liderada por Mahmoud Abbas, é a falta de credibilidade e de aceitação junto dos próprios palestinianos. Desde o ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, o Hamas ganhou popularidade e quase ultrapassou a Autoridade Palestiniana.Mas não é a essa situação que se refere Emmanuel Macron quando propõe que a Autoridade Palestiniana deve ser reformada?Emmanuel Macron, numa conversa que teve recentemente com Mahmoud Abbas, disse que era necessário afastar completamente o Hamas e reformar a Autoridade Palestiniana. Porém, a reforma começa logo com um problema: o próprio Mahmoud Abbas, que não está disposto a ceder o poder da Autoridade Palestiniana. Depois, há também outros problemas estruturais, desde a corrupção à desorganização interna, com os palestinianos a não verem a Autoridade Palestiniana como um espelho das suas próprias necessidades. Portanto, tem de haver uma remodelação completa desta Autoridade. Mas não é com o reconhecimento do Estado da Palestina que as coisas vão avançar. É aí que se insere o reconhecimento que Emmanuel Macron diz que poderá acontecer por parte da França.O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou Emmanuel Macron de cometer um grave erro ao promover o Estado da Palestina. Está cada vez mais longe a hipótese da criação de dois Estados?Não. A criação de dois Estados é a única solução para a resolução do problema. Mas é preciso escolher o momento certo para fazer os anúncios certos, e neste momento há uma guerra em curso. Israel continua a atacar o Hamas em Gaza desde os massacres de Outubro. Antes da criação do Estado palestiniano, é preciso encontrar pontos de concordância em questões fundamentais.Uma delas é a continuidade territorial, ou seja, de um Estado palestiniano. Terá de existir uma continuidade territorial de Gaza para a Cisjordânia. Mas esta continuidade deve existir de Gaza para a Cisjordânia e Israel perderá a sua continuidade territorial. Ou seja, a região do Negueve ficará separada do resto do país.Outra questão é o complexo problema da definição do estatuto de Jerusalém. Jerusalém será capital do Estado de Israel e do Estado da Palestina? Vamos regressar à configuração existente quando a Jordânia ocupava a Cisjordânia, até 1967? Há ainda outra questão: a definição das fronteiras. Houve aqui uma mutação com as implantações israelitas na Cisjordânia, que se multiplicaram e estão sempre num processo avançado, apesar das críticas da ONU e da oposição israelita ao governo de Benjamin Netanyahu.Benjamin Netanyahu é o homem que Israel precisa para representar o país nestas negociações?Os israelitas já não se revêem neste Primeiro-Ministro. Benjamin Netanyahu está envolvido em vários escândalos; acresce ainda a contestada reforma do sistema judicial e a crise económica em que Israel mergulhou.Se a França reconhecer, em Junho, o Estado da Palestina, este reconhecimento pode levar outros países a fazer o mesmo?Pessoalmente, não acredito. Acredito que Emmanuel Macron tem essa intenção, mas não creio que isso vá alterar a posição de outros países. Há países que já reconhecem o Estado da Palestina, mas o importante é perceber o que representa esse reconhecimento para a criação efectiva do Estado palestiniano. Poucos sabem responder a esta pergunta, uma vez que a Palestina, neste momento, já é membro observador da ONU e está presente em várias agências da organização.Agora, como é que os próprios palestinianos vêem este reconhecimento? Não lhes confere uma independência de facto. Há um reconhecimento formal do Estado, mas não há uma alteração concreta do estatuto dos palestinianos.Tanto que apenas uma minoria dos palestinianos defende a solução de dois Estados, tal como uma minoria dos israelitas a defende, desde o ataque de 7 de Outubro.Antes dos reconhecimentos, deveria existir uma preparação para a existência do Estado palestiniano que, neste momento, em termos administrativos, estruturais, democráticos e de liberdades individuais, ainda não existe — nem no governo que está na Cisjordânia, muito menos com a autoridade do Hamas em Gaza.

Convidado
Inteligência Artificial: "Não há razão para que se torne perigosa para a humanidade"

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 10, 2025 12:22


Arranca nesta segunda-feira, 10 de Fevereiro, na capital francesa, a cimeira internacional sobre Inteligência Artificial. Durante dois dias, neste encontro de alto nível, co-presidido com a Índia, a França quer mostrar-se "como a verdadeira campeã da IA na Europa" e alertar para os riscos. Arlindo Oliveira, especialista português em inteligência artificial - que participa nos trabalhos da cimeira - reconhece que os riscos existem, porém acredita que "não há razão para que a Inteligência Artificial se torne perigosa para a humanidade". Qual é o objectivo desta cimeira sobre Inteligência Artificial?Esta cimeira não é a primeira que ocorre. Concentra-se essencialmente nas questões do desenvolvimento da tecnologia, de forma a que os resultados sejam positivos e a minimizar as consequências negativas. Há, portanto, um grande foco nos riscos causados pela inteligência artificial, quer nos riscos imediatos, quer nos riscos a médio e longo prazo. Muitos países têm-se associado a este esforço, por perceberem que a inteligência artificial tem um grande impacto na sociedade.A França tem ambições de acolher o organismo responsável por enquadrar a inteligência artificial. Numa altura em que o multilateralismo se encontra muito enfraquecido e a inteligência artificial é vista como um sector estratégico para muitos Estados, esta ambição é concretizável?Pois essa é uma questão política complexa e, de facto, não posso ajudar muito. Existe, neste momento, um grande esforço de regulação a nível europeu, em particular. Ainda estão por definir, exactamente, quais vão ser os organismos reguladores, tanto a nível internacional como a nível nacional. Portanto, é para mim bastante difícil dizer se a França vai ter ou não sucesso, mas seguramente haverá muitos países interessados nisso e até poderemos vir a optar por uma solução distribuída, em que não haja um organismo concentrado num único país.Recentemente, afirmou numa entrevista que a inteligência artificial está a revolucionar as profissões, tornando-as mais produtivas. Qual é o impacto que a inteligência artificial terá nas profissões do futuro?Há muitas tarefas que fazemos todos os dias e que acabam por ser relativamente repetitivas, seja responder a e-mails, preencher formulários ou ler documentos. Uma grande parte dessas tarefas são desempenhadas por pessoas que trabalham em serviços, vendas, entre outras áreas. De facto, muitas dessas actividades podem ser realizadas por inteligência artificial, conduzindo a um aumento significativo da produtividade. Isso também se aplica a outras profissões, como nas áreas jurídica, médica, etc.Na parte do diagnóstico?Na parte do diagnóstico, na elaboração de relatórios, na análise do histórico dos pacientes e na análise de imagens, por exemplo. Todas estas tarefas consomem muito tempo dos profissionais. Por vezes, nem sequer se conseguem concentrar na conversa com o paciente, no caso dos médicos, quando poderiam ser feitas com grande vantagem por sistemas de inteligência artificial, no atendimento ao cliente, no atendimento telefónico, etc.Há um risco desta tecnologia não chegar a todos, ou seja, de esta redistribuição deixar alguns de fora?Há o risco, tal como houve pessoas que não acompanharam a revolução digital e não estão à vontade com computadores, de não acompanharem também esta revolução da inteligência artificial. Se não dominarem as técnicas associadas à inteligência artificial, poderão ficar em desvantagem relativamente a outros. Acho que este é um risco sério, embora, para ser honesto, muitas destas técnicas sejam bastante acessíveis, muitas delas podendo ser utilizadas através de interacção em linguagem natural, seja por voz ou escrita, com estes sistemas. Também há esperança de que, de facto, seja mais fácil entrar nesta nova área tecnológica do que foi na anterior, em que tivemos de aprender a lidar com o Excel, o Word, o e-mail, etc. Portanto, esse risco existe. Acho que depende um pouco de como os Estados e as instituições irão abordar essa questão. Penso que o risco existe e devemos estar atentos para que não haja consequências negativas de exclusão.Tem-se falado muito na questão da desinformação, até mesmo na questão dos direitos humanos e da boa governação. Como é que se pode lutar contra esta realidade?Eu acho que o risco da desinformação é real. O risco de ser criada, propositadamente, informação falsa e [supostamente] credível, dirigida às pessoas que acreditam, pode resultar em fraudes ou, simplesmente, em desinformação. E há o risco de radicalização. Existe outro risco, que não é exactamente informação, mas sim a personalização da informação apresentada a cada pessoa, o que acaba por reforçar as crenças que essa pessoa tem, tornando as posições mais radicais e dificultando o diálogo democrático. Penso que estamos a assistir a isso tanto nos Estados Unidos, como na Europa, com posições cada vez mais extremadas, os partidos da extrema-direita e da extrema-esquerda a ganhar força, uma vez que as pessoas veem muito conteúdo que reforça aquilo em que já acreditam, em vez de tentarem encontrar um ponto de encontro ouvindo também a informação do outro lado. E, de facto, a inteligência artificial desempenha um papel na personalização, talvez excessiva, da informação e na escolha da informação dirigida a cada um de nós.“A legislação vai andar a correr atrás da tecnologia”, a frase é sua. Onde a Europa regula, os Estados Unidos estão a desregular. Como se consegue um equilíbrio em matéria de regulamentação?Esta é uma questão complexa. A União Europeia, de facto, está empenhada, a meu ver correctamente, em regular de forma a minorar os riscos. Mas essa abordagem não é acompanhada nem pelos Estados Unidos, nem pela China, nem por outros países. Portanto, estamos um pouco isolados ao tentar regular uma tecnologia que é, na verdade, global. Por um lado, isso torna mais difícil desenvolver essa tecnologia na Europa e, por outro, faz com que não seja óbvio que essa regulação venha a ser aplicável, fazendo com que a Europa fique simplesmente excluída de algumas tecnologias que não estão de acordo com a nossa legislação. Claro que, neste momento, os países que estão na linha da frente do desenvolvimento destas tecnologias são os Estados Unidos e a China. E a Europa vai correr muito atrás da tecnologia, que se está a desenvolver muito rapidamente. Qualquer regulação que seja feita estará inevitavelmente desactualizada em seis meses ou um ano. Se pensarmos que na Europa o regulamento sobre inteligência artificial começou a ser discutido há cinco anos e que só agora teve uma versão final, profundamente revista, percebemos que a tecnologia está a desenvolver-se muito mais rapidamente que a regulação. Isso é, sem dúvida, um desafio para o qual não tenho uma grande solução. Precisamos ser mais ágeis nas discussões e na aprovação das regras.Como se regula, por exemplo, a questão do armamento militar, nas armas que também utilizam inteligência artificial?Essa é uma questão complexa. Não me parece que se venha a conseguir impedir o uso de inteligência artificial em armas. É seguramente uma questão muito difícil, mas não me parece que nenhum país, nem a Europa, possa dizer: "Nós aqui na Europa não vamos usar inteligência artificial em drones, nem mísseis teleguiados, etc." Quando os outros países usarem, penso que a regulação terá de ser semelhante à de outras tecnologias perigosas de armamento, como as bombas nucleares, as armas químicas ou biológicas. Tem de haver acordos internacionais que limitem, eventualmente, não toda a aplicação da inteligência artificial em armas, mas um certo conjunto de aplicações que são consideradas inaceitáveis.A regulação europeia, que muitas vezes é apontada como pesada, nomeadamente pelos Estados Unidos, pode, de certa forma, afastar os negócios com as empresas europeias?Sim, eu acho que existe esse risco, ou que a Europa não tenha acesso fácil a versões mais avançadas de certos sistemas que não estão de acordo com as nossas regras. Por outro lado, isso também não é claramente negativo, no sentido de que alguns desses temas poderão ser perigosos para jovens ou pessoas menos informadas. Portanto, eu acho que existe realmente o risco de a Europa não ter acesso ou não desenvolver essas tecnologias mais avançadas, mas é também uma opção. Existe também a esperança de que o efeito de Bruxelas venha a ser efectivo, ou seja, que a regulamentação aprovada na Europa influencie de alguma forma a regulação em outros blocos e que a Europa seja, assim, um pouco líder na criação da regulação adequada a esta tecnologia.Acredita que, na rivalidade entre os Estados Unidos e a China, a Europa pode ser mediadora? De que forma é que a Europa pode mediar esta rivalidade?Pois, essa é uma opinião que defendi. Eu penso que a Europa está, neste momento, muito alinhada com a posição norte-americana em muitas questões, particularmente na área da tecnologia. Mas parece-me que a Europa poderia desempenhar um papel mais de "fiel da balança", tentando, por um lado, manter-se ligada política e economicamente aos Estados Unidos, mas não se desligando completamente da China, nem diplomaticamente nem economicamente, de forma a tentar fazer com que a China siga também as regulações e direcções apontadas pela Europa. Portugal tem aqui um papel muito importante. A relação privilegiada com Macau, uma vez que é o único país da União Europeia com uma relação privilegiada com a China, através de uma região autónoma especial, que é fundamental. Portanto, Portugal tem um papel muito importante, que deve assumir, de manter relações diplomáticas e económicas fortes com a China.A China lançou recentemente o DeepSeek que está a criar alguma controvérsia. Para além de ter mostrado que se pode avançar com uma aplicação com menos custos e investimento, há vários países que falam de questões de segurança. Quais são, de facto, os verdadeiros riscos do DeepSeek?O DeepSeek mostrou, de facto, que é possível ter modelos de grande qualidade a preços bem mais baixos do que se pensava até agora. Os riscos são óbvios. Se usarmos modelos do DeepSeek na China, estamos a enviar informação que, primeiramente, pode ser usada para desenvolver modelos futuros e, assim, avançar ainda mais. A tecnologia chinesa, por si, não me parece particularmente grave, mas pode ser usada em questões que envolvem segurança, o que é uma preocupação. No entanto, os modelos foram libertados em código aberto e nós não precisamos de correr esses modelos nos servidores da China. Podemos descarregá-los e executá-los localmente, o que muitas instituições, incluindo as nossas, têm feito - em open source. Portanto, os modelos não precisam de ser corridos na China, podem ser adaptados localmente e, assim, os riscos de enviar informação para as autoridades chinesas são minimizados.O sector digital representa, neste momento, 4% das emissões de gases com efeito de estufa, numa altura em que se fala em política ambiental e no aquecimento global. Que resposta se dá a este problema?Se não me engano, o número está ligeiramente abaixo desses 4%. O digital consome cerca de 2% da energia total, talvez um pouco mais de 2% das emissões, pois está muito dependente da electricidade, que é mais intensiva, mas está à volta de 2% a 3%. Embora este valor seja relativamente baixo, é importante notar que não se trata apenas da inteligência artificial. Esse número abrange todos os telemóveis, todos os computadores, todos os servidores, as bases de dados, os termos de informação, a internet, etc. E, embora seja relevante, também devemos perceber que, com esses 2% ou 3%, poupamos muito mais em termos de deslocações, transportes, trabalho remoto e outras áreas. Se não houvesse a internet, haveria muito mais trânsito e as emissões seriam muito superiores. Portanto, penso que esse problema não é uma preocupação grave no momento. Se continuarmos a desenvolver centros de dados e o consumo de energia continuar a crescer, aí sim, poderemos começar a pensar sobre isso. Mas a tendência não será, provavelmente, nesse sentido.A França destaca-se nesta questão da criação de centros de dados com a energia nuclear?Sim, a França é, na minha opinião, exemplar nesse aspecto, uma vez que é um dos países que menos emite dióxido de carbono por kilowatt-hora gerado, justamente devido à sua opção pela energia nuclear. Como se sabe, é uma opção relativamente rara na Europa. Em Portugal, não existe. Pessoalmente, penso que é uma opção correta, enquanto as novas gerações de tecnologia, como a fusão nuclear, não se tornam viáveis. Portanto, gostaria que outros países seguissem o exemplo da França.No futuro, as empresas que dominarem a inteligência artificial vão liderar o mercado. Daqui a 20 anos, os seres humanos estarão sujeitos às máquinas?Penso que isso é um risco relativamente distante, uma vez que - pelo menos por enquanto e no futuro previsível - temos a capacidade de influenciar o desenvolvimento da tecnologia. Não há razão para desenvolvermos a tecnologia de forma que ela se torne, de alguma maneira, perigosa para a humanidade. Posto isto, sempre existirá a possibilidade de um Estado ou uma empresa, até um Estado terrorista, desenvolver tecnologias baseadas em Inteligência Artificial que possam ser perigosas. Isso não é novo. É o mesmo com tecnologias biológicas, químicas e mesmo nucleares.

Estagiária 98FM
Episódio do Dia: Você já viu uma pessoa que no Instagram é uma coisa e pessoalmente outra? (09/01)

Estagiária 98FM

Play Episode Listen Later Jan 14, 2025 32:15


Clgnhs 98FM Escute o episódio especial de hoje, 09/01,  porque As Coleguinhas querem saber: Você já viu uma pessoa que no Instagram é uma coisa e pessoalmente outra? Quer saber sobre esse babado? Então vem ouvir o programa com mais confusão e gritaria do rádio.

Esportes
Menos badalado que o PSG, Paris FC deve ser comprado pela família mais rica da França, dona da Louis Vuitton

Esportes

Play Episode Listen Later Nov 24, 2024 14:25


Um clube de futebol que leva Paris no nome, ostenta a Torre Eiffel no escudo e tem Raí como um de seus embaixadores. Naturalmente o que deve vir primeiro à mente é o PSG, equipe francesa de maior alcance internacional. Mas estamos falando do Paris Futebol Clube, outro time da capital, menos famoso, mas igualmente tradicional, como seu rival bilionário. O Paris FC ganhou destaque nos jornais franceses nesta última semana por conta do interesse do clã Arnault em comprar o clube. A família é a mais rica da França e a terceira mais abastada do mundo, proprietária do grupo LVMH, que controla a Louis Vuitton, líder mundial no mercado de artigos de luxo. Em coletiva de imprensa, Antoine Arnault, CEO do grupo, explicou os motivos que o levaram a querer comprar a equipe e o perfil do projeto. Ele pretende levar o clube à primeira divisão do campeonato francês, a Ligue 1.“Com certeza, há espaço para outro clube em Paris, com sua própria filosofia. Nossa proposta será diferente”, Antoine Arnault, CEO do grupo LVMH.Para ele, o Paris FC vai levar alegria aos torcedores da capital francesa, com uma filosofia mais humana. “Pessoalmente, gosto muito da natureza familiar deste clube, e não estou dizendo que tudo permanecerá exatamente como é hoje. É claro que vamos crescer e melhorar, mas esse toque familiar, essa proximidade que temos com o público, que os jogadores têm com a equipe, que a equipe tem com o público, eu acho fantástico e é um aspecto que vamos manter e trabalhar", disse.Segundo Arnault, esse é um projeto ambicioso, mas sem deixar de ser realista.  "O clube em si é muito sólido. É um ótimo clube da Ligue 2 no momento, e vamos tentar transformá-lo em um ótimo clube da Ligue 1”, detalha.A compra deverá ser concluída ainda este mês, após a Assembleia Geral extraordinária marcada para a próxima sexta-feira (29), que vai aprovar o novo conselho administrativo do clube.Parceria com a Red BullO objetivo inicial é estabelecer o Paris FC na elite do futebol francês e fazer dele um grande time formador de jovens talentos, revelando novos jogadores para o futebol europeu. Para isso, a família Arnault terá ao seu lado a Red Bull, que será acionista minoritária e parceira esportiva.“Queremos construir um clube que, no final, talvez tenha 5, 6, 7 e, por que não, 8 jogadores do nosso próprio centro de formação (...) A ideia é reproduzir a fórmula que a Red Bull aplica ao Leipzig, da Alemanha. Eles assumiram o clube na quinta divisão e chegaram à Liga dos Campeões em sete anos, com esta fórmula de deixar os jovens jogadores jogarem, dar confiança a eles, fazê-los crescer e, quando ganham valor, vendê-los”, explicou Arnault.Por meio da parceria com a Red Bull, o Paris FC poderá contar também com a experiência do ex-técnico alemão Jurgen Klopp, que comandou o Borussia Dortmund e o Liverpool, onde conquistou a Liga dos Campeões. Ele será o novo diretor-geral de futebol do grupo austríaco.“Conversei várias vezes com Klopp, que está muito empolgado com esse projeto e com a perspectiva de vir trabalhar conosco, para nos ajudar com sua visão sobre como as coisas podem ser melhoradas ainda mais. E a Red Bull, nós vamos utilizar seu conhecimento, vamos trabalhar junto com eles. Eles também têm ferramentas de dados absolutamente revolucionárias”, conta Arnault.De olho na elite do futebol francêsPara o Paris FC, o caminho até a elite do campeonato francês parece estar mais perto, já que o clube lidera a Ligue 2, a segunda divisão. O projeto mais modesto contrasta em muitos aspectos com o do PSG, que ambiciona o topo do futebol europeu, além de um alcance global de sua marca. Mas o “primo rico” não deixa de ser uma referência.“O PSG é um clube para o qual torço desde os 12 anos. Fui sócio-torcedor durante muitos anos, agora sou convidado pelo meu amigo Nasser Al-Khelaïfi. Você nunca me ouvirá dizer algo negativo sobre o PSG. É um clube que admiro, que alcançou feitos extraordinários", diz o CEO do grupo LVMH. "Mesmo no dia em que estivermos na Ligue 1, torcerei pelo PSG, exceto duas vezes por ano. Acho que o que seus acionistas e o Nasser conseguiram após anos é extraordinário. Não é à toa que o PSG está entre os cinco clubes mais valiosos da Europa”, avalia.A relação com o rival da capital francesa não para por aí. Apesar de menos conhecido, o Paris FC é uma espécie de irmão mais velho, tendo sido criado em 1969. O clube está até mesmo ligado à origem do PSG, que surgiu um ano depois, em 1970.Além disso, os dois times compartilham a admiração de um grande nome do futebol brasileiro. Ídolo do PSG, o ex-jogador Raí é o atual embaixador do Paris FC e frequentemente marca presença nos jogos da equipe.“Estou fazendo parte de um projeto muito ambicioso que está começando e é histórico. É o início de uma bela história”, Raí, ex-jogador brasileiro e atual embaixador do Paris FC.Tudo indica que, em breve, Paris terá dois clubes na elite do futebol francês, com proprietários de grande poder financeiro. Agora é aguardar para ver o patamar que o projeto do Paris FC irá alcançar.

Reflexões sobre os ensinamentos de Jesus à luz do Espiritismo.

Reflexões sobre o capítulo 38 do livro "Justiça Divina", Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Estagiária 98FM
Episódio do Dia: Você é do tipo de pessoa que briga pelo whatsapp, com textões e áudios? Acredita que algumas pessoas se expressam melhor escrevendo do que conversando pessoalmente? (17/06)

Estagiária 98FM

Play Episode Listen Later Jun 20, 2024 32:14


Clgnhs 98FM Escute o episódio especial de hoje, 17/06,  porque As Coleguinhas querem saber: Você é do tipo de pessoa que briga pelo whatsapp, com textões e áudios? Acredita que algumas pessoas se expressam melhor escrevendo do que conversando pessoalmente? Quer saber sobre esse babado? Então vem ouvir o programa com mais confusão e gritaria do rádio.

Direto da Redação
Lula se manifesta pela primeira vez sobre PL na Câmara e diz ser, pessoalmente, contra o aborto

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Jun 17, 2024 5:29


Lula se manifesta pela primeira vez sobre PL na Câmara e diz ser, pessoalmente, contra o aborto.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 247: Talking about Dietary Restrictions

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Jun 5, 2024 39:37


O episódio conectado é o 203: https://open.spotify.com/episode/6Gi2YpIzBh7HKqW9LnvpiI?si=dbb03d438899490e Gostaria de participar de nossos grupos de conversação? Encontre mais informações aqui: ⁠https://portuguesewitheli.com/cah/ Se quiser e puder ajudar o nosso podcast a continuar funcionando, deixe uma avaliação na plataforma onde você nos ouve. E caso possa, considere uma pequena doação. Todas as doações são revertidas em livros e materiais para melhorar o podcast. Para doar, vá para: ⁠https://buymeacoffee.com/elisousa⁠ E aqui está a transcrição do monólogo para seu proveito. Comer é muito fácil. Basta abrir a boca e empurrar para dentro o que você quiser comer. Mas para certas pessoas não é assim que a banda toca. Para Patrícia, por exemplo, comer fora de casa é algo que a estressa sobremaneira. Ela tem doença celíaca, ou seja, não pode comer nada que tenha glúten, como trigo, centeio e cevada. Antes, ela não dava muita bola para isso. Bastava reconhecer que algo tinha trigo, que Patrícia passava longe. Até que um dia ela comeu um inocente pão de queijo e quase que imediatamente começou a pôr as tripas para fora. Já foi correndo para o trono e passou um dia de rainha. Foi nessa ocasião que ela descobriu a tal da contaminação cruzada. O pão de queijo não leva farinha de trigo, mas a padaria tinha usado o mesmo forno para assar pão francês antes. Hoje Patrícia evita comer em lugares novos e acaba preferindo receber os amigos em casa a dar bobeira e comprar um produto com trigo sem saber. Luan frequenta esses encontros na casa da Patrícia. O problema dele com comida é a alergia a camarão. Ele conta que só de sentir o cheiro já fica com a garganta querendo fechar. E Luan morre de medo de um choque anafilático desde a vez que, ainda criança, pediu para a mãe um espetinho de camarão na praia e a festa acabou ali mesmo. Tiveram que ir às pressas para o hospital, e que bom que foi socorrido a tempo. Essa alergia é muito perigosa. Filipe come de tudo, mas para manter a amizade, ele também frequenta a casa da Patrícia. O segredo dele é forrar o estômago antes de ir para lá. Ele é naturalmente grandalhão e tem o metabolismo de um jovem atleta. Precisa ingerir muitas calorias, comer coisas que dão “sustância” como ele diz. E como a Patrícia tem tanta restrição alimentar, o Felipe prefere ir para a casa dela de barriga cheia. E no fim, também tem eu. Pessoalmente não tenho nenhuma restrição alimentar. Bom, tenho intolerância à lactose, mas mal como laticínios. Então para mim tanto faz como tanto fez. Mas estou tendo que fechar a boca por causa de meu sobrepeso. Estou sob observação com risco de pré-diabetes. Se eu não abrir o olho, acabo como minha tia. Então adoro visitar a Patrícia. Nem se eu quisesse poderia meter o pé na jaca... não na casa dela. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message

APPCAST
APPCast #158 - Marcia Esteves, Lew´Lara/TBWA, ABAP e mergulhos

APPCAST

Play Episode Listen Later Jun 4, 2024 79:03


Nossa convidada é uma super executiva com mais de vinte anos de experiência no mundo da publicidade, tendo trabalhado em diversos países, incluindo EUA, Austrália, Itália e Espanha.   Ela liderou comunicações para marcas renomadas como PepsiCo, P&G, Nissan, Netflix e cerveja Devassa.   É uma apaixonada por aprender! É especializada em Marketing pelo Instituto Europeo di Design em Milão, tem MBA pela Fundação Getúlio Vargas no Brasil, além de ter completado programas na Universidade de Tel Aviv em Israel e na Omnicom University em Boston.   Fez história ao ser eleita a primeira mulher presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) em 73 anos, cargo que ocupará de 2023 a 2025.   Ela também ocupa posições de liderança como Vice-Presidente do Conselho da AmCham e membro do conselho da RME e do Fórum Nacional de Mulheres Empreendedoras.   Tem atuado em conselhos de importantes entidades do mercado de comunicação brasileiro, como o CONAR, CENP e IAB, sempre defendendo a diversidade e inclusão. Sob sua gestão, as agências que dirigiu receberam grandes reconhecimentos, como vários Leões e Grand Prix em Cannes, além de prêmios Effie e El Ojo. Pessoalmente, foi homenageada como Ícone da Publicidade no Prêmio Affonso Serra, Mulheres para Observar e Profissional de Publicidade do Ano, sendo reconhecida entre os Profissionais Mais Admirados do Mercado de Comunicação em 2020 e 2022 pela SCOPEN e ingressou no Hall da Fama da Academia Brasileira de Marketing (ABRAMARK). Em 2023, foi listada entre as 50 Mulheres de Impacto na América Latina pela Bloomberg Linea, também conquistou o prêmio Garra, da APP Brasil. E é CEO e Sócia da Lew Lara / TBWA Apresentação: Carol Zaine e Ale Luppi AppCaster - Adão Casares Giro APP - Edu Correia Produção: Mari Cruz e Edu Correia Roteiro: Carol Zaine Montagem e Edição: Time Compasso Coolab Gravado na Compasso Coolab

Convidado
Exploração de lítio em Portugal em filme em Cannes

Convidado

Play Episode Listen Later May 17, 2024 13:25


"Quando a terra foge" é uma curta metragem do português Frederico Lobo, em cartaz na Quinzena dos cineastas, mostra paralela do Festival de cinema de Cannes. O projecto de exploração do lítio no norte de Portugal é o pretexto para este filme, com uma forte fibra social. O realizador começa por se referir às suas expectativas quanto à sua presença neste certame."Na verdade, acho que a expectativa acaba por ser uma coisa mais abrangente do que Cannes, porque é o primeiro momento em que o filme vai ser mostrado em público, não é ?  Que vai haver uma projecção pública e em que o filme se vai confrontar, felizmente, numa sala de cinema com o público."Relativamente a Cannes, precisamente, não é qualquer patamar, não é qualquer festival ! Como é que você está a viver o facto de se inserir nesta mecânica de um dos maiores, porventura o mais prestigioso dos certames da sétima arte?"Na verdade, com alguma surpresa, expectativa: estou um bocado aberto ao que possa vir a acontecer.Claro que para quem filma este tipo de atenção momentânea por parte de um festival com esta dimensão, tem um valor que é a possibilidade que nos dá enquanto realizadores ou ajuda um bocadinho à possibilidade de continuarmos a filmar.Muito honestamente, para mim é o grande valor de estrear em Cannes. Obviamente que é o festival de referência que toda a gente sabe, não é?Mas eu acho que num meio que é muito difícil muitas vezes de conseguir as condições para filmar, isto acaba por acrescentar algum ponto à probabilidade de se fazer um próximo filme. Quanto a Cannes especificamente, vou com toda a curiosidade, não é?"E vai estar a privar, por exemplo, com Inês Lima, que também lá estará com "O jardim em movimento". Imagino que tenha tido o interesse por ver que mais filmes são ali projectados. Portanto, como é que está a lidar com isso? O que é que vai tentar ver? Em que é que vai apostar?"Eu acho que há algumas coisas que não vou conseguir ver e que gostava de ver, porque eu apenas vou conseguir ir nas datas da estreia do meu filme, que já é muito perto do final do festival. Então vou tentar basicamente ver aquilo que está programado para esses dias. Tenho alguma curiosidade, obviamente, com os filmes portugueses por... não é assim tão comum !"Por afinidade !?"Por afinidade ou por, de repente, um festival desta escala, ter uma presença portuguesa tão alta! Eu acho que é um sinal também de que, num meio tão pequeno como é o cinema em Portugal, conseguir produzir neste número de filmes que acabam por ser seleccionados, em Cannes em diferentes secções !E eu acho que acaba por trazer razão de alguma forma ou por dar um bocadinho de alento nesta luta permanente que existe também na procura dos financiamentos e nesta relação com o Instituto de Cinema Português, acaba por ter com o seu próprio cinema. E é óbvio que tenho muita curiosidade para ver os filmes portugueses e não vou ter a grande oportunidade de os ver todos, mas seguramente que depois terei mais possibilidade, espero que os filmes possam também circular depois do festival."No seu filme aborda-se a questão da exploração do lítio em Trás-os-Montes, que indirectamente já levou à queda do governo socialista português de António Costa, que é uma situação que também é retratada em "A Savana e a Montanha", um outro filme que está em projecção em Cannes. O que é que pretendeu com este filme que parece estar algo entre o documentário e a ficção, com uma certa dicotomia entre a maquinaria, por um lado, e o mundo rural, por outro, duas lógicas que estariam aí em oposição?"Sim, eu acho que, antes de mais, o filme acaba por ser realmente esse híbrido, se assim podemos chamar.Mas eu acho que é um filme que acaba por ter um pendor, apesar da matriz que se pode assumir como documental, tem um pendor de ficção bastante grande.Para mim, esta questão da mineração acaba por ser uma questão que não é uma questão isolada, que é uma coisa que ao longo dos séculos, principalmente, eu diria desde a Revolução Industrial, aumentou exponencialmente.Mas esta questão do progresso e da forma como se relaciona com os territórios e com as suas populações. É uma coisa que, por exemplo, na própria zona de Trás-os-Montes já teve um impacto muito grande, tanto com as minas de volfrâmio que existiam e que encerraram no seguir à II Guerra Mundial, se não me engano a década de 60.Este mega projecto de mineração que vai ocupar ou que pretende ocupar uma escala de território imensa relacionado com a escala, o território, a zona do Barroso é uma coisa que também já tem antecedentes.Com tanto questões extractivistas como esta do volfrâmio, de que estava a falar, como por exemplo, com a construção de barragens, construção de barragens que acabaram por submergir aldeias inteiras. Nesta questão da produção de energia e de manter um bocado a roda sempre a circular."Ou seja, é um bocado inevitável esta oposição entre o desejável desenvolvimento económico de regiões até bastante atrasadas em termos de acolhimento e depois o respeito do meio ambiente e o respeito também das pessoas localmente."Sim, eu acho que isso pode ser visto de alguma forma, de uma forma falaciosa. Se olharmos para o funcionamento daquilo que pode ser chamado a economia de mercado e que neste momento assume um pendor totalitário sobre as nossas vidas. Muitas vezes estas promessas de desenvolvimento económico não estão directamente ligadas a melhor condições de vida. Ou seja, eu não acho, por exemplo, que Trás os Montes seja uma região atrasada. Não considero isso. Por exemplo, no meu filme acabo por me remeter a coisas que considero mais ancestrais. Mas há todo um processo de ficção que cruza histórias e memórias com espaços a uma montagem ficcional que faço a partir dali.Mas eu de forma alguma sinto que seja uma região que esteja atrasada. Acho que é uma região que dá a possibilidade à criação de outros mundos que talvez possam não obedecer na sua totalidade ou ainda tenham alguma forma de lidar de forma com um bocadinho de mais margem... basicamente o capitalismo global. Mas não considero que sejam regiões atrasadas, mas..."Marcadas pelo êxodo rural, por uma grande hemorragia de recursos humanos para o litoral e para o estrangeiro."Claro, claro, Eu acho que isso também obedece realmente... bom, para já, uma história recente, não é? Não se pode esquecer uma ditadura que durou quase 50 anos e que depois foi substituída por uma febre talvez demasiado forte sobre esta ideia de progresso. Há outras formas que possam permitir às pessoas ficarem nos seus sítios e acho que é isso que se deve pensar. Pessoalmente, e acho que isto acaba por extrapolar o próprio filme, mas para mim é uma questão que está lá do início ao fim. Mas eu acho que muitas vezes esta imposição económica ou esta imposição numa perspectiva de progresso económico, acaba por ter um impacto que às vezes acaba por ser não tão recompensante para as pessoas que habitam ali e que já têm as suas vidas de alguma forma montadas. Obviamente, passa sempre por uma luta. É uma região que toda a sua geografia tem tanto de bonito como de invernos inóspitos, muito mais no passado e agora,obviamente, as condições de vida são outras, mas são populações que obviamente lidavam com quase uma questão metereológica, quase e de agressividade de território de meio que acaba por esculpir carácteres também, não é? Mas que obviamente acaba por também encontrar formas de resiliência e de resistência a essas questões. Por isso eu acho que esta questão desta extracção está planificada para ali. Ou seja, se o plano destes grandes grupos económicos vai realmente para a frente, eu, pessoalmente, não acredito que isso vá trazer as mais valias que compense nem a perda de qualidade de vida no território. E acho que às vezes estas coisas vêm tão atadas que o difícil é encontrar caminhos no meio. E acho que este filme é um bocado uma tentativa de encontrar um caminho aí no meio."Mas para se chegar a "Quando a terra foge", você tem já por detrás cerca de duas décadas de cinema. Então, passando muito rapidamente por alguns dos momentos que você já protagonizou entre "Bab Septa" em 2008. Já tinha havido antes o "Entre Tempos". Houve também a "Revolução Industrial", portanto colaborações com Pedro Pinho, com Pedro Hespanha, por exemplo. E "Entre tempos" era a decadência da Feira Popular de Lisboa. Aquele recinto um pouco ao deus dará. A "Revolução Industrial", a descida do vale do Rio Ave, que foi o coração fabril daquela área e, portanto, "Bab Septa" o drama dos imigrantes às portas de Ceuta, entre Tânger e Ceuta. Há assim, um fio condutor em relação aos temas os quais tenha apetite para ir fazendo o cinema que conhecemos da sua parte ?"De uma forma geral eu acho que sim, pelo menos. Se calhar sou a única pessoa que sente isso. Mas para mim, a linha entre estes filmes que possam ter formatos de produção, estéticas diferentes, formas de abordagem diferentes. Para mim há uma linha contínua que os atravessa a todos."É a fibra social ?"Eu acho que há uma relação social. Ao mesmo tempo acho que é muito uma questão como o ser humano vive o seu meio. E, obviamente, para mim, há uma questão que talvez possa ser considerada social, e um bocado mais genérica, que tem a ver com o que é que faz as pessoas mexerem-se, moverem-se com toda a legitimidade do mundo. Mas eu acho que há um funcionamento do mundo. Então, nos dias que correm, confesso que acho que essa turbulência ainda está mais acentuada!Ou seja, tanto a tragédia da imigração e as mortes no Mediterrâneo e no Atlântico não param, como o genocídio de Gaza. Acho que é uma questão super forte ! E acho que, de alguma forma, tento abordar coisas em que sinto que há realmente um desequilíbrio gigante entre as forças de alguma forma. E que tanto obrigam as pessoas a partir como as que ficam, mais tarde ou mais cedo podem-se sentir também atacadas, não sei. E acho que toda esta questão de relação com o espaço e dos filmes muitas vezes partirem do próprio espaço. Acho que isso acaba por ser um de alguma forma, uma marca, ou seja, não um espaço absolutamente real, mas sim um espaço geográfico específico, que pode ser tanto o móvel, como foi no caso do "Bab Septa" e na "Revolução Industrial". Como pode ser mais sedentário e fixo, como é o caso de Entre Tempos e de "Quando a terra foge" por mais? Para mim são criações imaginárias, mas "Quando a Terra foge", acaba por ser uma criação imaginária. Não é um mundo, ao contrário do "Revolução Industrial", em que é especificamente sobre um território que é o Vale do Ave. Aqui também há uma presença desse território que é assumido, mas ao mesmo tempo há um cruzamento de tempos que dá uma liberdade formal e acho que leva o filme para outros lados. Há um espaço e um tempo suspenso e eu acho que esta questão da relação com o espaço e com a forma como o espaço é ocupado é uma coisa que...e como lidamos com ele e como às vezes queremos ficar e temos que partir. E como às vezes queremos partir e nos obrigam a ultrapassar barreiras completamente absurdas. Pelos vistos já são 20 anos e com poucos filmes, não é? Trabalho como director de fotografia, trabalhei em mais filmes e trabalhei de outras formas."E é co-fundador de uma cooperativa de cinema que é a Rua Escura, no Porto."Exactamente. Mas, por exemplo, é engraçado. Porque esta questão do eu quando fiz o "Entre Tempos" foi num contexto muito específico. Foi os Ateliers Varans e era uma situação que parecia urgente, que era uma coisa que estava a acontecer no momento e que ia ter um tempo e uma urgência muito forte. O que acontece é que aquele território foi deixado ao deus dará durante 20 anos. E,  honestamente, por uma questão de especulação imobiliária, neste preciso momento, eu passei lá, curiosamente, há cerca de um mês.Estão a ser construídos mais um quarteirão novo em Lisboa para uma classe social específica, claro. Já acho que tem a ver com a própria transformação das cidades e o modelo de transformação das cidades. Mas muitas vezes são coisas que se alargam muito no tempo por razões que ultrapassam o nosso próprio tempo. E a nossa própria perceção do mundo. Tem a ver com o funcionamento geral. Acho que estamos a fazer cinema e as ferramentas são as do cinema. O desejo é o do cinema. E por mais que o cinema talvez não tenha capacidade de transformação das coisas, pelo menos acho que pode acrescentar perspetivas sobre elas. E acho que é um bocado esse jogo meio misterioso que o cinema carrega, que também me faz mexer na vontade de fazer filmes."

AutoPapo
Presidente de montadora testa picape pessoalmente

AutoPapo

Play Episode Listen Later May 7, 2024 0:59


Com lançamento confirmado para o mercado brasileiro, picape Poer foi para a estrada com o executivo da GWM no comando dela. Para saber tudo sobre o mundo automotivo, ou entender sobre o veículo que você precisa andar no dia a dia, acesse o autopapo.com.br Para ouvir dicas todos os dias, siga o nosso canal no Spotify

Em directo da redacção
Cimeira EUA-África: Estados africanos vão de “mão estendida” à procura de financiamento

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later May 6, 2024 10:12


Arranca esta segunda-feira, 06 de Maio, na cidade de Dallas, a 16ª Cimeira Empresarial EUA-África, organizada pelo Conselho Corporativo para África. O evento vai decorrer até dia 09 de Maio e tem como tema central "EUA - Negócios em África: Parcerias para o sucesso sustentável". Serra Bango sublinha que os estados africanos vão de “mão estendida” a estas cimeiras, à procura de financiamento que depois não concretizam no terreno. Angola não foge à regra.  De acordo com a organização, são esperados no norte do Texas, nos quatro dias de trabalho, mais de 1.500 executivos dos sectores públicos e privado dos Estados Unidos e de África, incluindo Chefes de Estado, centenas empresários norte-americanos e africanos de diferentes sectores, como o agro-negócio, energia, finanças, saúde, tecnologias de informação e comunicação, infra-estruturas, segurança, turismo, entre outros. O Presidente angolano, João Lourenço, vai participar na 16ª Cimeira Empresarial Estados Unidos - África, com destaque para dois onde abordará: "Investimento em Infra-estruturas Estratégicas, Crescimento Sustentável” e "Navegar o Futuro Energético de África”.Serra Bango, presidente da Associação angolana Justiça, Paz e Democracia, sublinha que os estados africanos vão de “mão estendida” a estas cimeiras, à procura de financiamento que depois não concretizam no terreno. Angola não foge à regra, com um chefe de Estado “agora de viagem em viagem à procura supostamente de investimentos para o desenvolvimento”. RFI: O que é que se pode esperar desta 16ª Cimeira Empresarial EUA-África?Serra Bango, presidente da Associação angolana Justiça, Paz e Democracia: Nestas cimeiras que congregam vários presidentes de muitos estados africanos, o que fazem ali não é outra coisa senão estender a mão para pedir financiamento para os seus Estados e que depois não investem devidamente em infra-estruturas, em processos de desenvolvimento para os seus Estados. Ao que me parece, Angola é provável que também esteja numa situação semelhante a esta. O Presidente João Lourenço vive agora de viagens em viagens à procura supostamente de investimentos para o desenvolvimento de Angola. Quando nós temos matéria suficiente e recursos suficientes para guindarmos a nossa economia e o desenvolvimento de Angola.A cimeira também surge numa altura em que os Estados Unidos da América, por causa do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, procuram a todo custo afastar vários países que são parceiros da Rússia. Esta cimeira não deixa de ser uma dessas ferramentas ou instrumentos que os Estados Unidos usam exactamente para aliciar determinados Estados a afastarem-se da Rússia. Angola é um desses países. O namoro dos Estados Unidos com Angola intensificou-se nos últimos dois anos e há um investimento muito forte dos Estados Unidos no corredor do Lobito. Havendo esse interesse dos Estados Unidos no corredor do Lobito, onde investe milhões de dólares por causa dos recursos que vêm da Zâmbia e do Congo Democrático, aproveitando o facto do porto do Lobito não ser congestionado e uma linha directa entre a costa angolana e Estados Unidos. Portanto, esta Cimeira da América-África, para Angola, não sei se teria o mesmo impacto que tem para os outros países, porque há aqui uma relação muito directa entre os Estados Unidos e Angola. Por outro lado, não sabemos se esta cimeira irá produzir os efeitos económicos que supostamente Angola precisa.Que efeitos económicos é que são esses que supostamente Angola precisa? A diversificação da economia?Investimento, a diversificação da economia para a criação de infraestruturas, desenvolvimento da indústria, da agricultura, urbanização das cidades, estabilidade da própria economia angolana e a disponibilidade também de verbas, de dólares. A nossa economia, são petrodólares, é muito dependente do petróleo. E há um forte interesse - sempre foi manifestado politicamente este interesse - em diversificar a nossa economia, não depender excessivamente do petróleo. Mas a relação dos Estados Unidos com Angola é uma relação dependente do petróleo.Mas essa era a grande bandeira de João Lourenço quando chegou à cadeira da Presidência. O que é certo é que a economia angolana continua a ser dependente do petróleo.Exactamente, continua a ser dependente. Quase que não se fez nada para nos livrarmos da dependência do petróleo, apesar de existir uma diversidade de recursos vários, desde os recursos hídricos, florestais e recursos minerais que poderiam muito bem facilitar para irmos criando as condições para nos livrarmos do petróleo. O facto é que isso não acontece, mas não acontece por uma razão muito simples: é que os dividendos do petróleo, o retorno do investimento do petróleo, é milionário e imediato, ao passo que dos outros recursos como agricultura, pescas, florestas, águas, o retorno é lento e longo. Portanto, nós dependemos do petróleo para vários fins, quer para alimentar a defesa nacional, quer sobretudo para alimentar a manutenção do poder e por causa do petróleo, quer o antigo regime, que era governado por José Eduardo Santos, quer o actual de João Lourenço, serve-se do petróleo na relação com os Estados Unidos e com o Ocidente, quer para manter o seu poder, como também manter as suas relações.Não me parece que esta conferência, essa Cimeira Estados Unidos - África em relação a Angola, para a diversificação da economia, venha a ter resultados positivos, imediatos para supostamente diversificar a economia. Pessoalmente não acredito.O Presidente João Lourenço vai participar em duas mesas redondas. Uma delas tem a ver com investimento em infraestruturas estratégicas e crescimento sustentável e, outra, tem a ver com o futuro energético de África. O que é que Angola pode dar como exemplo nestas duas temáticas ao resto da África e também aos Estados Unidos?Vamos começar pela questão energética. Angola tem recursos hídricos suficientes, temos energias novas, limpas e, portanto, quando assistimos a Angola a ir buscar aos Estados Unidos investimento para energias eólicas ou solares, parece-nos que aqui há uma falta de clarividência na definição do que precisa. Por outro lado, eu não sei o que é que Angola poderá mostrar aos outros Estados, como África do Sul, Namíbia, Botswana, Gana, Cabo Verde, que exemplos é que Angola tem de sucesso para mostrar essa cimeira. É provável que tenha e que não seja do nosso conhecimento! De qualquer maneira, como dizia, esta é uma cimeira, mais uma em que Angola vai participar com o pretexto sempre de buscar financiamento. Recentemente [o Presidente João Lourenço] esteve na Coreia, esteve na China há menos de três meses...Há um encadeamento de viagens por parte do Presidente João Lourenço?  Excessiva. Eu gostaria de chamar a atenção para o seguinte: na Coreia do Sul, por exemplo, o Presidente apelou aos coreanos para investirem na indústria automóvel em Angola. Nós não temos condições para termos cá uma indústria automóvel. Não temos população consumidora para uma indústria automóvel, não temos infra-estruturas quer de energia, distribuição de água ou rede viária para termos uma indústria automóvel que alimenta milhões e precisa de milhões de consumidores. Parece que estamos num mundo de alguma ilusão, a tal megalomania que nós temos. Nós não conseguimos desenvolver a agricultura, que é algo básico. Nós não conseguimos ter uma rede de distribuição de energia para fornecer energia eléctrica para as cidades. Não conseguimos ter uma rede de distribuição de água potável para a cidade, portanto, queremos ter algo superior a isso que demanda uma instalação, condições superiores às que nós temos. Parece-me que é mais uma cimeira em que vamos participar para marcar presença, quando na verdade quem poderá ter o benefício de aproveitar desta cimeira são os Estados Unidos, em função do interesse que têm.Mais do que uma cimeira empresarial e mais do que uma cimeira económica, há aqui o chapéu geopolítico norte-americano, esta mão norte-americana que quer manter debaixo dela os países africanos e isto em detrimento da Rússia e em detrimento também da China, que é um grande player em África?Exactamente. Não se esqueça que o investimento da China em Angola é muito elevado. É um chapéu. Veja que os Estados Unidos em África vai perdendo algumas posições para a Rússia, sobretudo no Sahel, e não quer perder também aqui, a nível a sul do Saara, no Congo, Angola, o maior beneficiário e o vencedor virá a ser os Estados Unidos, de certeza. Agora, percebe-se, há um namoro muito claro, evidente, dos Estados Unidos, em colocar sempre Angola como uma grande pérola. Há um grande investimento, há uma boa gestão, é um país em crescimento, quando na verdade, os próprios Estados Unidos depois dizem que, em termos de direitos humanos - veja aqui o paradoxo - é um país que é ditador, rotulado como ditador, violador dos direitos humanos.Há dois pesos e duas medidas mediante o assunto em questão?Sim, o interesse nacional é claramente político e daí esse peso de duas medidas. Outro elemento que os Estados Unidos não falam, porque não querem mexer as águas, é a questão do tráfico de drogas aqui em Angola, o problema da droga não se discute, mas os Estados Unidos sabem muito bem que o problema da droga em Angola é grave. Como é que os Estados Unidos têm uma posição, por exemplo, em relação à Guiné-Bissau muito clara em relação a isso, e em relação a Angola, quase que não diz nada? Faz uma tábua rasa.Esta cimeira Estados Unidos - África tem um fim muito claro: aproximar, isolar Angola e outros países da Rússia e depois o resto logo se vê. Além das milionárias viagens que o Presidente faz, esta é mais uma milionária viagem que ele fez.

45 Graus
#160 Luís Guimarãis - “O Nuclear é uma das soluções para a transição energética?”

45 Graus

Play Episode Listen Later Mar 27, 2024 103:32


Luís Guimarãis é doutorado em Fusão Nuclear pelo Instituto Superior Técnico, onde foi investigador durante vários anos. Actualmente é sénior data Scientist numa empresa de telecomunicações e professor convidado na NOVA SBE. É ainda colunista na CNN e co-fundador do polo português da WePlanet, uma organização ambientalista que defende soluções baseadas na Ciência para as alterações climáticas e a biodiversidade, e que se destaca pela defesa do nuclear. -> Ouve o Teorias da Conspiração aqui _______________ Índice: (4:48) A enorme dimensão do desafio da Transição Energética | Electricidade vs energia | Vaclav Smil e as quatro indústrias essenciais do Mundo moderno. | Our World in Data | Processo de Haber-Bosch | Associação WePlanet |  (18:29) Como se resolve a Transição Climática? Conter o Aquecimento Global em 1.5º já é impossível? | TED talk: Are we the last generation — or the first sustainable one? | Compromisso da COP28 sobre o nuclear | Energia hídrica | Energia geotérmica  (27:41) Energia Nuclear (de fissão) | Que países estão a construir reactores? | Livro: The Population Bomb, de Paul R. Ehrlich | Acidente de Three Mile Island | Argumentos contra: riscos, custo, demora a construir | Plano Messmer | Complexo de Cassandra | Reactores modulares. | Previsões da AIE (1:13:03) Como lidar com os resíduos nucleares? Vídeos Youtube (um, dois) | Reactor com 2 mil milhões de anos | Terrapower (1:22:22) Problemas / desafios das renováveis: intermitência, baterias, matérias-primas | Potencial do nuclear: curto prazo vs longo prazo (1:34:32) Vamos ter nuclear de fusão? Livros recomendados: Vaclav Smil (The Elder Scrolls V: Skyrim) _______________ No último episódio, com o João Pedro Gouveia prometi-vos que ia publicar vários episódios sobre temas relacionados com ambiente e transição climática. Vão ser uns 4 ou 5 no total, cobrindo diferentes aspectos, desde o desafio da transição energética aos nossos hábitos individuais. Vou lançá-los ao longo dos próximos meses, intercalando com outros temas (para não vos cansar!). No episódio de hoje, vamos abordar um tema que me tinha deixado a pensar no episódio anterior: energia nuclear. Especificamente: qual é o papel do nuclear (de fissão) na transição energética?  Quem não esteja familiarizado com o debate sobre o nuclear ficaria surpreendido com a polarização e tribalismo das opiniões (que faz lembrar algumas discussões políticas mais fracturantes!). De um lado, há quem diga “nuclear nunca”, ou no máximo muito pouco, seja porque é perigoso ou porque é mais caro (pelo custo de construir um reactor) do que as renováveis -- e é nestas que está a solução. Do outro lado, estão os defensores do nuclear, que argumentam que é, na verdade, a fonte de energia segura de todas e a fonte de energia limpa (i.e. que não produz CO2) mais testada e mais fiável -- pelo deve ter um papel igual ou até superior às renováveis na transição energética.  O convidado deste episódio, Luís Guimarãis, está assumidamente neste último campo.  Pessoalmente, devo dizer -- e os ouvintes mais antigos sabem disso -- que sempre tive uma visão benévola em relação ao nuclear, e sempre me pareceu precipitado descartar um soldado com este potencial numa luta contra o tempo e em várias frentes como é a transição climática. No entanto, ao longo da nossa conversa procurei, como de costume, também desafiar as opiniões do convidado; até porque eu próprio, na investigação que fiz, fui percebendo que persistem ainda muitas incógnitas, quer sobre o nuclear quer sobre as renováveis. Começámos por falar da enorme dimensão do desafio da Transição Climática que temos pela frente; falámos de vários tipos de energia, da fóssil às renováveis, passando pela hídrica e a geotérmica; e, claro, o grosso da nossa conversa foi dedicada ao papel que o nuclear deve ter na transição energética. Falámos da História do nuclear, das principais vantagens e também dos argumentos contra mais comuns, desde os riscos, o custo e o tempo que demora em construir um reactor ao desafio de lidar com os resíduos. No final, visto que o Luís trabalhou nessa área, perguntei-lhe também sobre o potencial do nuclear de fusão, a alternativa risco zero e ainda mais poderosa ao nuclear de fissão que parece há décadas adiada, mas que tem tido alguns progressos promissores nos últimos anos. ______________ Obrigado aos mecenas do podcast: Francisco Hermenegildo, Ricardo Evangelista, Henrique Pais João Baltazar, Salvador Cunha, Abilio Silva, Tiago Leite, Carlos Martins, Galaró family, Corto Lemos, Miguel Marques, Nuno Costa, Nuno e Ana, João Ribeiro, Helder Miranda, Pedro Lima Ferreira, Cesar Carpinteiro, Luis Fernambuco, Fernando Nunes, Manuel Canelas, Tiago Gonçalves, Carlos Pires, João Domingues, Hélio Bragança da Silva, Sandra Ferreira , Paulo Encarnação , BFDC, António Mexia Santos, Luís Guido, Bruno Heleno Tomás Costa, João Saro, Daniel Correia, Rita Mateus, António Padilha, Tiago Queiroz, Carmen Camacho, João Nelas, Francisco Fonseca, Rafael Santos, Andreia Esteves, Ana Teresa Mota, ARUNE BHURALAL, Mário Lourenço, RB, Maria Pimentel, Luis, Geoffrey Marcelino, Alberto Alcalde, António Rocha Pinto, Ruben de Bragança, João Vieira dos Santos, David Teixeira Alves, Armindo Martins , Carlos Nobre, Bernardo Vidal Pimentel, António Oliveira, Paulo Barros, Nuno Brites, Lígia Violas, Tiago Sequeira, Zé da Radio, João Morais, André Gamito, Diogo Costa, Pedro Ribeiro, Bernardo Cortez Vasco Sá Pinto, David , Tiago Pires, Mafalda Pratas, Joana Margarida Alves Martins, Luis Marques, João Raimundo, Francisco Arantes, Mariana Barosa, Nuno Gonçalves, Pedro Rebelo, Miguel Palhas, Ricardo Duarte, Duarte , Tomás Félix, Vasco Lima, Francisco Vasconcelos, Telmo , José Oliveira Pratas, Jose Pedroso, João Diogo Silva, Joao Diogo, José Proença, João Crispim, João Pinho , Afonso Martins, Robertt Valente, João Barbosa, Renato Mendes, Maria Francisca Couto, Antonio Albuquerque, Ana Sousa Amorim, Francisco Santos, Lara Luís, Manuel Martins, Macaco Quitado, Paulo Ferreira, Diogo Rombo, Francisco Manuel Reis, Bruno Lamas, Daniel Almeida, Patrícia Esquível , Diogo Silva, Luis Gomes, Cesar Correia, Cristiano Tavares, Pedro Gaspar, Gil Batista Marinho, Maria Oliveira, João Pereira, Rui Vilao, João Ferreira, Wedge, José Losa, Hélder Moreira, André Abrantes, Henrique Vieira, João Farinha, Manuel Botelho da Silva, João Diamantino, Ana Rita Laureano, Pedro L, Nuno Malvar, Joel, Rui Antunes7, Tomás Saraiva, Cloé Leal de Magalhães, Joao Barbosa, paulo matos, Fábio Monteiro, Tiago Stock, Beatriz Bagulho, Pedro Bravo, Antonio Loureiro, Hugo Ramos, Inês Inocêncio, Telmo Gomes, Sérgio Nunes, Tiago Pedroso, Teresa Pimentel, Rita Noronha, miguel farracho, José Fangueiro, Zé, Margarida Correia-Neves, Bruno Pinto Vitorino, João Lopes, Joana Pereirinha, Gonçalo Baptista, Dario Rodrigues, tati lima, Pedro On The Road, Catarina Fonseca, JC Pacheco, Sofia Ferreira, Inês Ribeiro, Miguel Jacinto, Tiago Agostinho, Margarida Costa Almeida, Helena Pinheiro, Rui Martins, Fábio Videira Santos, Tomás Lucena, João Freitas, Ricardo Sousa, RJ, Francisco Seabra Guimarães, Carlos Branco, David Palhota, Carlos Castro, Alexandre Alves, Cláudia Gomes Batista, Ana Leal, Ricardo Trindade, Luís Machado, Andrzej Stuart-Thompson, Diego Goulart, Filipa Portela, Paulo Rafael, Paloma Nunes, Marta Mendonca, Teresa Painho, Duarte Cameirão, Rodrigo Silva, José Alberto Gomes, Joao Gama, Cristina Loureiro, Tiago Gama, Tiago Rodrigues, Miguel Duarte, Ana Cantanhede, Artur Castro Freire, Rui Passos Rocha, Pedro Costa Antunes, Sofia Almeida, Ricardo Andrade Guimarães, Daniel Pais, Miguel Bastos, Luís Santos _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira  

O Diário de Uma Atleta Escorpiana
Capítulo 38 Pessoalmente

O Diário de Uma Atleta Escorpiana

Play Episode Listen Later Jan 12, 2024 5:22


Reunião pública 12/06/1961 1ª parte, capítulo 7§ 13 de "O Céu e o Inferno" --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/claudia-cereser/message

OUSADIA E INTENSIDADE QUE TRANSFORMA

Bem-vindos ao meu canal! No vídeo de hoje, exploraremos a poderosa mensagem de reconciliação das Escrituras, encontrada em Malaquias 4:6a: "Ele reconciliará os pais com seus filhos e os filhos com seus pais". Em um mundo onde as famílias enfrentam desafios crescentes, é vital lembrar que Deus é o nosso restaurador e curador. O Que Você Pode Esperar Neste Vídeo:

O Antagonista
"Vou, um dia, agradecer pessoalmente”, diz Faustão, agradecendo à família do doador de seu coração

O Antagonista

Play Episode Listen Later Aug 31, 2023 0:34


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Tebet enfim conhece Pochmann pessoalmente

O Antagonista

Play Episode Listen Later Aug 1, 2023 3:09


A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o economista Marcio Pochmann, indicado do presidente Lula para o comando do IBGE, tiveram a primeira conversa. Tebet e Pochmann reuniram-se na tarde desta segunda-feira (31), em São Paulo. A ministra, na última semana, chegou a dizer publicamente que “não o conhecia”. Os dois falaram sobre “as preocupações comuns sobre a acelerada mudança demográfica brasileira revelada pelo Censo 2022 e os desafios que ela impõe para o futuro do Brasil”. Também discutiram uma agenda inicial de trabalho para o IBGE, que passa pela escuta dos funcionários do órgão. A data da posse de Pochmann será marcada após 7 de agosto. A indicação de Pochmann causou desconforto. Tebet admitiu que foi pega de surpresa com a divulgação do nome. A ministra afirma que Pochmann terá tratamento “técnico”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resumiu que houve “muitas críticas” ao nome e optou por um comportamento neutro. Tebet e Haddad consideram Pochmann radical e teme que isso atrapalhe a política econômica. A crise com Pochmann começou após o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, anunciar de forma atabalhoada a indicação. Apoie o jornalismo independente.  Assine o combo O Antagonista + Crusoé:  https://assine.oantagonista.com/ Siga O Antagonista nas redes sociais e cadastre-se para receber nossa newsletter:  https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.uol.com.br  |  www.crusoe.uol.com.br  

Força dos Jovens
“Como você sente pessoalmente o Espírito e Seus sussurros?”

Força dos Jovens

Play Episode Listen Later Aug 1, 2023


“Como você sente pessoalmente o Espírito e Seus sussurros?”

esp seus rito sente o esp pessoalmente sussurros
Cleyson Dellcorso - Projeto Vida Examinada
Você sente muito estresse ao final de um dia de trabalho?

Cleyson Dellcorso - Projeto Vida Examinada

Play Episode Listen Later Jul 17, 2023 5:00


Você já pensou na sua produtividade se reduzir ao menos 25% o seu tempo de divagação e aumento do FOCO?? Quanto você produziria? Quanto seu estresse seria reduzido ao final do dia? Pessoalmente adotei esta pratica há mais de 20 anos, e continuo desde então a exercitar diariamente. Deixo aqui uma última provocação: Onde você estaria hoje e qual seria o nível de cansaço mental se aprendesse a ter Foco e a reduzir o seu tempo em que fica divagando? --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/cleysondellcorso/message

CPA NA VEIA
Entregar o currículo pessoalmente no banco faz alguma diferença?

CPA NA VEIA

Play Episode Listen Later Jul 7, 2023 1:14


Entregar o currículo pessoalmente no banco faz alguma diferença? Não se deixe abalar por pessoas que não dão a mínima quando você faz isso pois isso é medo de você pegar a vaga dele, veja o vídeo e entenda o assunto.

Assunto Nosso
Qual o caminho certo a seguir?

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later May 19, 2023 3:05


Salomão, depois de ter conquistado tudo o que queria e de ter se tornado o homem mais sábio da história, chega a uma conclusão: “o princípio da sabedoria é o temor ao Senhor”. Temor não é sentir medo de Deus. É obedecer. A sabedoria, segundo a descoberta do rei sábio, é resumida em uma frase: obedecer a Deus. Fora disso, ainda que sua justificativa seja excelente, não há sabedoria.Salomão está dizendo: por melhor que pareça um caminho, se não é a rota que Deus traçou para você, ele não é um bom caminho. Pode ser bom para José, João ou Carlos. Mas não é para você.Morar em Chicago é maravilhoso, salvo quando o plano divino é tê-lo no Brasil. Ser advogado é excelente, exceto se Deus quer vê-lo em outra profissão.Mas alguém pode aconselhá-lo a morar em uma cidade ou a seguir uma profissão. E os conselhos deste alguém podem ser sábios aos olhos do homem. Só que aí está a diferença. A sabedoria do homem é uma sabedoria de probabilidades, e não de certezas. O caminho provavelmente é bom, mas pode não ser. Já a sabedoria de Deus é uma sabedoria de resultado. No final das contas, a conta Dele estará certa. Deus conhece o futuro. Ele já está lá.Por fim, São Tomás de Aquino dirá: Deus deu ao homem liberdade. Você pode tomar a rota que preferir, que parecer mais sábia aos seus olhos.Mas penso que não podemos nos apoiar em nossa própria sabedoria na escolha da rota. Pessoalmente, faço simples oração: “Deus, na minha liberdade, escolho que o Senhor escolha”. E, se persiste a dúvida, peço respostas ao Senhor. Peço sinais, confirmações e paz. É o tal do “pedi e dar-se-vos-á”. Em algum momento, a resposta vem. E, com ela, a paz. Se você estiver passando por momento de indecisão, eis uma boa prece. Bom dia! Samer Agi

Arauto Repórter UNISC
Qual o caminho certo a seguir?

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later May 19, 2023 3:05


Salomão, depois de ter conquistado tudo o que queria e de ter se tornado o homem mais sábio da história, chega a uma conclusão: “o princípio da sabedoria é o temor ao Senhor”. Temor não é sentir medo de Deus. É obedecer. A sabedoria, segundo a descoberta do rei sábio, é resumida em uma frase: obedecer a Deus. Fora disso, ainda que sua justificativa seja excelente, não há sabedoria.Salomão está dizendo: por melhor que pareça um caminho, se não é a rota que Deus traçou para você, ele não é um bom caminho. Pode ser bom para José, João ou Carlos. Mas não é para você.Morar em Chicago é maravilhoso, salvo quando o plano divino é tê-lo no Brasil. Ser advogado é excelente, exceto se Deus quer vê-lo em outra profissão.Mas alguém pode aconselhá-lo a morar em uma cidade ou a seguir uma profissão. E os conselhos deste alguém podem ser sábios aos olhos do homem. Só que aí está a diferença. A sabedoria do homem é uma sabedoria de probabilidades, e não de certezas. O caminho provavelmente é bom, mas pode não ser. Já a sabedoria de Deus é uma sabedoria de resultado. No final das contas, a conta Dele estará certa. Deus conhece o futuro. Ele já está lá.Por fim, São Tomás de Aquino dirá: Deus deu ao homem liberdade. Você pode tomar a rota que preferir, que parecer mais sábia aos seus olhos.Mas penso que não podemos nos apoiar em nossa própria sabedoria na escolha da rota. Pessoalmente, faço simples oração: “Deus, na minha liberdade, escolho que o Senhor escolha”. E, se persiste a dúvida, peço respostas ao Senhor. Peço sinais, confirmações e paz. É o tal do “pedi e dar-se-vos-á”. Em algum momento, a resposta vem. E, com ela, a paz. Se você estiver passando por momento de indecisão, eis uma boa prece. Bom dia! Samer Agi

Cardiopapers
#1138-Sempre cheque pessoalmente o ECG dos seus pacientes

Cardiopapers

Play Episode Listen Later Apr 3, 2023 7:01


#1138-Sempre cheque pessoalmente o ECG dos seus pacientes by Cardiopapers

sempre seus pacientes ecg cheque pessoalmente cardiopapers
Liahona - Portuguese
Ouvira voz do Espírito pessoalmente

Liahona - Portuguese

Play Episode Listen Later Apr 1, 2023


Ouvira voz do Espírito pessoalmente

esp rito pessoalmente
A Nossa Voz
Ep.46: “Encontra-te contigo - Traz ao teu dia a dia coisas que te façam bem”, com Tânia Ribas de

A Nossa Voz

Play Episode Listen Later Mar 30, 2023 27:03


É com uma enorme alegria que vos trago mais um lindo episódio d'A Nossa Voz, com uma mulher muito especial e que tem o Dom de acarinhar e de trazer um toque de Luz ao Coração de tantos portugueses - a nossa querida Tânia Ribas de Oliveira

Voz de Cama
Pessoalmente agradável, com Joana Marques

Voz de Cama

Play Episode Listen Later Mar 16, 2023 57:59


A humorista Joana Marques ajuda a responder aos dilemas dos ouvintes a partir das suas experiências pessoais.

Estagiária 98FM
Episódio do Dia: Você acha que é errado, mulheres e homens que arrumam suas fotos para postar nas redes sociais? Já conheceu alguém que era diferente pessoalmente? (22/02)

Estagiária 98FM

Play Episode Listen Later Feb 22, 2023 32:18


Clgnhs 98FM Escute o episódio especial de hoje, 22/02, porque As Coleguinhas querem saber: Você acha que é errado, mulheres e homens que arrumam suas fotos para postar nas redes sociais? Já conheceu alguém que era diferente pessoalmente? Quer saber sobre esse babado? Então vem ouvir o programa com mais confusão e gritaria do rádio.

Culinária falada com Naluzica
TORRADAS COM MAIONESE DE BERINJELA

Culinária falada com Naluzica

Play Episode Listen Later Jan 4, 2023 2:35


TORRADAS COM MAIONESE DE BERINJELA Assem em forno algumas berinjelas, sem descascá-las: será preciso um quilo para seis pessoas. Quando as berinjelas estiverem bem assadas, e a casca sair, tirem-nas do forno e as abram, retirem toda a polpa e as deixem esfriar. Ao mesmo tempo, preparem dois ovos cozidos, duas ou três colherinhas de cebola picada e misturem tudo com a polpa de berinjela, trabalhando com cuidado, para obter uma pasta homogênea. Separadamente, ainda, preparem a maionese ( ou usem maionese pronta ), juntem uma xícara bem cheia à pasta, misturem lentamente e conservem em local fresco. Com este creme, se guarnecem as torradas , que podem ser acompanhadas de carne assada, ou mesmo peixe ou, então, ovos cozidos. Variante: Como esta maionese tem um gosto muito delicado fumé ( defumado ), algumas pessoas dão um toque diferente, juntando um pouco de anchovas amassadas. Pessoalmente, eu ( Sophia Loren ) prefiro sem ela; mas vocês façam a prova, se quiserem, para decidir qual preferem. #culináriafaladacomnaluzica #receitadefamília #receitasculinariasparaouvir #torradascommaionesedeberinjela @Naluzica @naluzinhaniki.56 @cozinha.compartilhada @aprendendo_a_cozinhar --- Send in a voice message: https://anchor.fm/culinariafaladanaluzica/message

KrishnaFM
Quando o discípulo está pronto o mestre aparece pessoalmente em carne e osso kfm8448

KrishnaFM

Play Episode Listen Later Dec 15, 2022 62:14


- https://krishnafm.com.br - Whatsapp 18 99688 7171 Telegram

Rádio Minghui
Programa 415: "Esclarecendo a verdade pessoalmente em Pequim"

Rádio Minghui

Play Episode Listen Later Dec 6, 2022 12:04


Bem-vindo à Rádio Minghui. As transmissões incluem assuntos relativos à perseguição ao Falun Gong na China, entendimentos e experiências dos praticantes adquiridas no curso de seus cultivos, interesses e música composta e executada pelos praticantes do Dafa. Programa 415: Experiência de cultivo da categoria 19º Fahui da China no Minghui.org, intitulada: "Esclarecendo a verdade pessoalmente em Pequim", escrita por uma praticante do Falun Dafa na província de Hebei, China.

Senhor Tanquinho Podcast
Podcast Extra #243 - Como emagrecer tomando cerveja (o que eu pessoalmente faço)

Senhor Tanquinho Podcast

Play Episode Listen Later Nov 7, 2022 6:31


Conte com minha ajuda de perto para fazer os ajustes necessários, e emagreça de 3kg a 6kg em 21 dias: https://go.hotmart.com/T10103075T?src=podcast ---------- Participe da na lista VIP de transmissão: - no TELEGRAM: https://landing.senhortanquinho.com/telegram-cadastro-lista-vip-telegram-senhor-tanquinho/ - no WHATSAPP: https://landing.senhortanquinho.com/whatsapp/ ---------- Deixamos um agradecimento especial aos alunos dos nossos livros, cursos e treinamentos. Para você que busca mais resultados em menos tempo, com mudanças poderosas e duradouras: nós podemos te ajudar. Se não sabe por onde começar, recomendamos que participe da Comunidade M.A.G.R.A.. --- Support this podcast: https://anchor.fm/senhortanquinho/support

Cardiopapers
Sempre cheque pessoalmente o ECG dos seus pacientes

Cardiopapers

Play Episode Listen Later Nov 7, 2022 7:01


Sempre cheque pessoalmente o ECG dos seus pacientes by Cardiopapers

sempre seus pacientes ecg cheque pessoalmente cardiopapers
Conversas com Partes
Comportamentos Alimentares e IFS - com Vera Barroso

Conversas com Partes

Play Episode Listen Later May 16, 2022 36:40


Vera Barroso é Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta. Certificada pelo Internal Family Systems Institute (nível 3). Tem participado em diversos treinos como assistente no Modelo dos Sistemas Familiares Internos. Terapeuta EMDR nível 2 e entre outras formações realizou também o 4.º curso de doenças do comportamento alimentar realizado na Faculdade de Medicina de Lisboa. É membro da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas. Trabalhou em diferentes contextos desde escolar, institucional e hospitalar. Nos últimos anos apenas dedicada à clínica privada, nos últimos 4 anos apaixonada pelo projeto clínico da Pessoalmente. Adicta de música, praia e conhecer pessoas.

Rádio Barboza, poesia diária ...
384 episódio GERALDO EUSTAQUIO DE SOUZA OU LETICIA LANS A IDADE DE SER FELIZ

Rádio Barboza, poesia diária ...

Play Episode Listen Later May 2, 2022 1:39


Geraldo Eustáquio de Souza, mestre em Administração, especialista em Comportamento Humano e em Saúde e Forma, consultor na área Organizacional, em Gestão Estratégica e Desenvolvimento de Líderes e Equipes. Ver: Pra quem ainda não me conhece, muito prazer em me conhecer. Meu nome é Geraldo Eustáquio de Souza e Letícia Lanz. Fica ao seu critério decidir por qual deles vai preferir me chamar. Pessoalmente, gosto mais do segundo, por ser o nome que eu mesm@ escolhi e com o qual me batizei na pia da vida. Mas como escrevi recentemente em um poema, “eu sempre me chamei de eu; você pode me chamar como achar melhor…” --- Send in a voice message: https://anchor.fm/josemar-barboza-da-costa/message Support this podcast: https://anchor.fm/josemar-barboza-da-costa/support

Malhete Podcast
TEMPERANÇA

Malhete Podcast

Play Episode Listen Later Apr 22, 2022 12:33


Por Irmão Antônio Binni A educação moderna está inteiramente voltada para a transmissão de experiências - as chamadas cultura das mãos - e do profissionalismo preparatório para uma futura atividade laboral, pensada como a mais rentável possível. Pessoalmente, por outro lado, somos profundamente da opinião de que antes de tudo o homem deve ser formado e que, só depois, deve ser enriquecido com habilidades e competências específicas. Um homem habilidoso e competente, mas não treinado, jamais será capaz de argumentar juízos corretos e viver a sociedade em termos plenamente humanos em nome da razão, da tolerância e da evidência histórica. Daí a nossa constante insistência no aprofundamento das virtudes: um tema central na especulação antiga, completamente ignorado pela filosofia moderna. Talvez porque o mundo moderno tenha esquecido totalmente a virtude e, sobretudo, sua prática. Assim, colocar um argumento tão negligenciado no centro de nossa reflexão acaba inevitavelmente por se resolver em uma referência implícita, mas não menos clara, a ideais e valores que infelizmente hoje se perdem. Quando, pelo contrário, os mesmos são fundamentais, e para uma correta formação do homem e para a vida comum. Nossa atitude, portanto, merece apreciação positiva, também porque se trata de reviver análises muito finas, preciosas, no presente veladas pela poeira que se depositou em bibliotecas infelizmente pouco frequentadas ao longo dos anos. Depois de ter aprofundado a virtude da prudência, da justiça e, finalmente, da fortaleza, hoje com esta nova escrita pretendemos concentrar todo o nosso foco na temperança. Que, diferentemente da prudência e da justiça, que dizem respeito ao bem comum, como a fortaleza, ao contrário, envolve a dimensão íntima do ser humano, justamente por isso indispensável à ação virtuosa que, como condição indispensável, é a retidão da pessoa. Por temperança - segundo o sentido comum - entendemos a capacidade de dominar os próprios pensamentos e inclinações: uma atitude indispensável para não sermos vítimas do impulso do momento. Em poucas palavras é moderação, medida, a capacidade de governar a si mesmo. Que a essência da temperança consiste justamente no governo de si mesmo, mais uma vez a "língua brilhante" grega o destaca, para roubar o feliz título do famoso e muito bem sucedido ensaio de Andrea Marcolongo (A língua brilhante. 9 razões para amar o grego. Economica Laterza, 2018). A palavra grega enkrateia (temperança) é de fato formada a partir da raiz krat (poder, dominação, governo) combinada com en (ele mesmo). No mundo antigo, a temperança era uma virtude altamente valorizada. Como ponto de chegada de uma árdua jornada de conhecimento e uma cansativa autoformação, era de fato o ideal por excelência da filosofia antiga, capaz de dominar também a agressão (assim Xenofonte, Memorables II, 1,1). --- Send in a voice message: https://anchor.fm/malhete-podcast/message

Garotrans
52| Primeira vez nos vendo pessoalmente: Expectativas vs. Realidade

Garotrans

Play Episode Listen Later Mar 1, 2022 33:50


As Garotrans sempre foram grande amigas internéticas! Mas o que acontece quando nos encontramos pessoalmente pela primeira vez? Decepção? Surpresas? Euforias?Nesse episódios falamos sobre as expectativas e a realidade que tivemos em relação a conhecer uma as outras presencialmente pela primeira vez!Siga-nos em @garotrans no Instagram e Twitter e em nossas redes individuais, @BryannaNasck, @apenasCup e @IsabelBrandao_

OpExCAST
Pauta Secreta #149 – O despertar dos peidos flamejantes – Capítulo 1030

OpExCAST

Play Episode Listen Later Nov 1, 2021


Rapaz… Esse capítulo dividiu opiniões. Tivemos mais Numbers, o ressurgimento do Kin falando por peidos, Momo juntando peidos e por fim, o Despertar de DOIS SUPER NOVAS! E pra falar desse capítulo, temos a nossa convidada mais que especial, a cosplayer Mizu, do Mugiwaradio. Pessoalmente, achei esse capítulo sensacional e só posso dizer que QUERO […] The post Pauta Secreta #149 – O despertar dos peidos flamejantes – Capítulo 1030 first appeared on One Piece Ex.

biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir
JESUS VAI ADIANTE – contra o espírito religioso conduzindo pessoalmente [Reflexões das Quartas-feiras]

biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Play Episode Listen Later Oct 6, 2021 30:26


Por Pr. Eduardo Pena. https://bbcst.net/V7949 | João 10:1-11

Camomilla
Otimismo, pessimismo e positividade tóxica - Perguntas e Respostas

Camomilla

Play Episode Listen Later Sep 10, 2021 35:39


Bem-vindos e bem-vindas ao nosso sétimo episódio de Camomilla. Em um bate papo descontraído, Milla e Marcelo respondem perguntas feitas pelo público sobre otimismo, pessimismo e positividade tóxica. Qual a relação entre positividade e fé? O que você acha da frase: “Tudo vai dar certo?” É pessimista considerar o pior cenário diante de um problema? Por que o pessimismo é tão sedutor e difícil de sair dele ? Como ajudar uma pessoa a superar uma visão pessimista ? Pessoalmente e profissionalmente? Como ser um otimista tendo depressão? Quando faltam hormônios para isso? Nesse episódio de Q&A, as respostas são pessoais compartilhadas com carinho e humor.

Notícia no Seu Tempo
Economia: Paulo Guedes entregará pessoalmente proposta de reforma tributária na próxima terça-feira

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jul 17, 2020 2:12


Confira os destaques do caderno Economia do Estadão desta sexta-feira (17/07/20)See omnystudio.com/listener for privacy information.