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Mais de 60% das vítimas identificadas de tráfico humano na região são menores; Türk pede união das nações para garantir plena implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança; Guiné-Bissau integra lista.
A Ucrânia foi invadida há quatro anos pela Rússia e, até agora, qualquer esforço internacional para um cessar-fogo foi infrutífero. Os ucranianos defendem "uma paz justa", ou seja, sem cedência de territórios a Moscovo e a continuidade do apoio Ocidental para travar os avanços de Vladimir Putin. Quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, os ucranianos em todo o Mundo pedem "uma paz justa" para selar o conflito no seu país de origem que já matou pelo menos 15 mil civis ucranianos e terá dizimado quase 500 mil soldados dos dois lados do conflito, tornando esta guerra na mais sangrenta em solo europeu após a II Guerra Mundial. Alguns dias depois de uma ronda de negociações moderadas pelos Estados Unidos que não chegou a um cessar fogo, os ucranianos prometem não ceder território a Moscovo, com o Presidente Volodymyr Zelensky a dizer mesmo que os seus soldados retomaram nas últimas semanas mais de 300 km2 em posse dos russos. Para Pavlo Sadokha, líder da comunidade ucraniana em Portugal, esta guerra só pode acabar com uma vitória da ucraniana e com o apoio do Ocidente para travar as tendências imperialistas de Vladimir Putin. "Uma paz justa significa para nós que não vamos ser obrigados a ceder a todas as exigências que quer Putin para acabar a guerra. Na verdade, ninguém sabe o que quer Putin, porque ele disse uma vez que se limita a ceder os territórios de Donbass e Donetsk. Outra vez ele diz que quer Odessa e outros outros territórios. E Trump, que disse no ano passado que conseguiria terminar esta guerra em 24 horas, está a pressionar a Ucrânia e não a Rússia. Trata-se de uma agressão. Sabemos que não podemos vencer como estas forças que a Ucrânia tem actualmente, como este apoio que Ucrânia tem dos países do Ocidente, mas a nossa proposta sempre foi, pelo menos, o cessar fogo e congelar a linha de frente e ter uma segurança dos países do Ocidente, o que vai dar-nos alguma certeza de que a Rússia não vai, daqui dois anos, atacar outra vez a Ucrânia", disse o activisita ucraniano. Este fim de semana, os ucranianos saíram à rua em 80 países e 600 cidades para reclaram esta paz justa e pedir também mais apoio para a Ucrânia, repetindo à comunidade internacional que a Ucrânia não trave a Rússia, a política expansionista de Putin vai continuar. "Nós queremos continuar a juntar todo o tipo de apoio para ajudar à Ucrânia a vencer esta guerra. Falamos com políticos, organizamos estas manifestações para mobilizar os países do Ocidente, para continuar a ajudar a Ucrânia e fazer ainda mais pressão contra a Rússia, porque nós acreditamos que só uma forte pressão contra Putin, tanto a nível económico como militar, pode parar esta guerra, a única via que vemos para terminar esta guerra", indicou. Mesmo para quem vive fora, o medo é constante pela família e amigos que ainda vivem na Ucrânia, já que os bombardeamentos e combates são constantes. "Os oradores que falaram lá nas nossas manifestações falaram do sofrimento que passam todos os dias, mesmo estando cá em Portugal. Mas todos os dias acordamos com as notícias do que aconteceu na Ucrânia. Se foi bombardeada tal cidade, se os familiares deles ainda estão vivos. Eles estão cá em Portugal e outros países onde foram acolhidos e estão em segurança física. Mas o estado psicológico delas, já no quarto ano de guerra é muito, muito difícil, porque eles vivemos com esta guerra, vivemos com notícias desta guerra. Isto é uma situação muito complicada para todos os ucranianos", concluiu.
A Guiné-Bissau efectuou em finais de Janeiro a contagem mundial 2026 das aves aquáticas migradoras, uma das maiores operações a nível internacional para a monitorização da biodiversidade. Esta contagem que decorreu em simultâneo em vários países inseridos nas rotas migratórias, foi realizada na Guiné-Bissau pelo IBAP, Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas, em parceria com outras entidades. Durante uma semana, oito equipas envolvendo um total de mais de 40 técnicos efectuaram essa contagem ao longo do litoral norte, centro e sul do país, bem como no arquipélago dos Bijagós que -lembramos- desde o passado mês de Julho alcançou o estatuto de Património Mundial Natural da UNESCO. António Pires, coordenador da Reserva da Biosfera dos Bijagós, esteve envolvido nesta contagem e explicitou a importância que tem designadamente para medir o estado de conservação em que se encontra determinado ecossistema. RFI: Antes de falarmos da contagem propriamente dita, onde decorreu e de que aves estamos a falar? António Pires: Estamos a falar de aves migradoras que procuram o arquipélago de Bolama-Bijagós durante o período do inverno europeu e em 2025 efectuamos a contagem mundial do arquipélago de Bolama-Bijagós e também na zona costeira da Guiné-Bissau. No arquipélago, temos três grandes zonas de contagem, devido à sua dimensão que cobre a parte de Bubaque-Soga, depois temos a parte de Formosa, mais para o norte do arquipélago, e depois a parte de Orango até mais a oeste do arquipélago. É efectuada assim a contagem do nosso espaço geográfico. Em termos da zona costeira, são efectuadas a partir do Parque Nacional Natural do Rio Cacheu até ao Parque Nacional de Cantanhez, que é a mais a sul da Guiné-Bissau. RFI: Estamos a falar que tipo de aves é que nós encontramos? António Pires: Principalmente das espécies de limícolas (aves que vivem nas praias e mangais). Fundamentalmente limícolas, que efectuam grandes migrações para o sul. Mas também encontramos as outras espécies de aves de médio e grande porte, como as garças, os mergulhões, etc, etc. Mas o alvo da contagem reside fundamentalmente nas limícolas, que empreendem grandes migrações a partir da zona de reprodução mais a norte da Europa, mais ou menos na zona da Sibéria, que ali nidificam e procuram o arquipélago Bijagós para a alimentação durante o período do inverno. RFI: Para nós termos um pouco a noção, quando elas migram de África rumo à Europa, para onde é que vão estas aves? António Pires: Existem vários pontos de paragem. Também irá depender da capacidade de cada grupo de aves para efectuar a migração de África para a Europa. Nesse caso há dois grandes sítios de grande concentração das aves nesse corredor de migração que é o arquipélago Bolama-Bijagós, ou também na Mauritânia, que é o Banco de Argan e há uma parte da população que também faz uma paragem na Europa. Parte dessa população fica na zona mais ocidental, em Lisboa, depois no Mar de Wadden (nos Países Baixos) e dali, depois, procuram o norte da Europa, que é a Sibéria para a reprodução. RFI: Desde quando é que efectuam essa contagem anual? António Pires: A Guiné-Bissau tem vindo a efectuar essa contagem há mais de dez anos, se não estou em erro. Isso foi fruto de um acordo trilateral no início entre a Dinamarca, a Alemanha e a Holanda, onde foi estabelecida uma equipa nacional para a monitorização dos sítios importantes das limícolas nos Bijagós. Depois disso, veio a desenvolver-se até à data presente. Desde 1997, mais ou menos, até esta data, temos vindo a contar regularmente as aves limícolas, também com o apoio de equipas portuguesas, de equipas holandesas, de equipas alemãs que contribuem junto com a equipa da Guiné-Bissau nas contagens ao longo desse período, mais ou menos de dez anos, se não estou em erro. RFI: Qual é a importância de estarmos todos os anos a efectuar essa contagem? António Pires: Bom, uma das importâncias da contagem mundial é para sabermos o efectivo da população que migra do norte ao sul ou do sul ao norte. Isso é a primeira questão. A outra segunda questão é o estado de conservação do espaço e também da disponibilidade do alimento que esses sítios oferecem. Porque as aves são Indicadores do bom estado de conservação dos ecossistemas. E outro aspecto também, ajuda de forma não directa, mediante estudos, a determinar a contaminação do sítio da contagem, por serem indicadores de metais pesados, mas isso numa esfera um bocadinho mais avançada, onde são efectuados estudos específicos nesse sentido. RFI: Durante uma semana, umas quantas equipas andaram tanto nos Bijagós como também na zona costeira da Guiné-Bissau para contar e ver as condições em que se encontram essas aves migradoras, O que é que andaram concretamente a fazer durante essa semana? Quais foram os critérios que aplicaram nas vossas buscas? António Pires: A equipa da Guiné-Bissau está constituída por oito grupos, no total de 46 pessoas. Nessas contagens procura-se saber o número de cada indivíduo. Procura-se também saber o estado do habitat onde eles se alimentam. Também são identificadas as ameaças associadas aos habitats e também as ameaças relacionadas com a presença das espécies no sítio. Mas também há factores que são recolhidos: factores do tempo, da maré, da incidência do sol, à pressão atmosférica. Há vários factores que são tomados em consideração durante o processo da contagem. O habitat até está em bom estado de conservação. A característica do sedimento, a vegetação que está à volta da área de contagem. Porque, por exemplo, nos Bijagós já temos um ecossistema de mangal que também é uma zona muito importante, onde a população humana dedica-se, fundamentalmente as mulheres, à recolha dos moluscos e durante a maré baixa utilizam este espaço para recolha desses moluscos. Então, existe mais ou menos uma relação entre a ave e as pessoas que utilizam o espaço durante a maré baixa. RFI: Nestes dez anos em que andaram a contar as aves migradoras, notaram alguma evolução? António Pires: Em termos do efectivo da população que procura o arquipélago, a zona costeira da Guiné-Bissau, não existe a diminuição do efectivo fruto de uma acção humana. Por exemplo, as flutuações da população dependem muito da disponibilidade do alimento ou da procura de novos sítios por essas espécies. Então, existe uma mobilidade à volta da zona costeira e do arquipélago Bolama-Bijagós. Mas pela disponibilidade do alimento, por exemplo, o arquipélago Bolama-Bijagós é muito influenciado pela dinâmica marinha e costeira. Então, isso faz com que os nutrientes estejam sempre à deriva de um lado a outro e depois é depositado num sítio específico ou num habitat específico durante a maré cheia e a maré baixa. Esses alimentos estão distribuídos dentro do espaço e as aves procuram nichos específicos para a alimentação. Mas não existe uma diminuição da espécie, de forma que a intervenção de uma outra actividade seja a excepção. Mas os habitats ou os sítios onde contamos, não existe uma diferença muito significativa. Também poderá ser em função da percepção da contagem dos factores também que interferem durante a contagem, por exemplo, a visibilidade, a distância que é contada. Isso interfere nos valores, mas não é significativo. RFI: Quais são os desafios, os problemas, os obstáculos que eventualmente estas aves encontram? Falou muito da questão de encontrar alimentos. Há outras problemáticas que enfrentam essas aves migradoras? António Pires: É mais associado ao habitat. Temos, por exemplo, o que é notório, a questão do lixo. Esse é um problema não só da Guiné-Bissau. Temos estado a constatar a presença do lixo que é trazido pelas correntes. Como sabe, a Guiné-Bissau está banhada por duas correntes, quer o mar do Golfo da Guiné e também a corrente fria que vem até à Guiné-Bissau. Então estas duas correntes, com a influência oceânica, trazem lixos para o interior do arquipélago. Mas não só, também dos lixos são produzidos nas grandes cidades e também a nível do arquipélago Bolama-Bijagós. Depois, com a chuva, parte desse lixo vai parar aos sítios de contagem e isso interfere um bocadinho nessa dinâmica da disponibilidade do habitat. O outro desafio é a necessidade da capacitação dos nossos técnicos para continuarmos nessa dinâmica internacional ligada ao Freeway, que é um corredor de migração das aves, fundamentalmente que ocorre desde a Sibéria, a parte da Europa, o banco de Argan e o arquipélago. RFI: Qual é o balanço que faz da contagem que efectuaram há alguns dias agora? António Pires: Eu considero que a contagem foi um sucesso. Os meios logísticos postos à disposição são consideráveis desde os recursos humanos, desde as embarcações, o combustível, o custo das deslocações, etc, etc. Isso fez com que a contagem fosse positiva. O outro aspecto é o nível de novas pessoas que foram incorporadas dentro dessa estrutura de contagem, porque é um trabalho que requer muito conhecimento, muita técnica e também muito trabalho de campo, anos de trabalho de campo que nos permitam identificar com certeza e dizer que é uma determinada espécie ou não. Na Guiné-Bissau, por tradição, temos estado nesse esforço, como referi anteriormente, há mais de dez anos. E bom, as dificuldades continuam a existir do ponto de vista da logística, porque estes meios também são implicados nas outras actividades. Depois é que são solicitados para a contagem mundial, por ser uma necessidade muito importante para o país. RFI: Quais são os desafios que encontram na conservação dessa biodiversidade? António Pires: Os desafios são vários. Temos o desafio desde o ponto de vista do aumento da população. Temos o desafio ligado ao desenvolvimento sustentável. Temos o desafio ligado à questão do turismo para o arquipélago ser agora um sítio de Património natural Mundial da UNESCO. O nível de importância aumentou consideravelmente. Isso faz com que o arquipélago Bijagós seja um sítio de procura. O número de turistas tem estado a aumentar, não de forma expressiva, mas sente-se a presença de cada vez mais pessoas à procura do arquipélago Bijagós. Em termos de conservação, temos o desafio ligado às mudanças climáticas. Em alguns sítios importantes, a erosão costeira tem estado a afectar alguns habitats muito importantes, sítios de reprodução das tartarugas, as zonas de alimentação de algumas espécies. Isso também é um problema. A pesca artesanal também é uma preocupação, por o arquipélago ser um sítio de excelência de actividade de pesca artesanal para os pescadores autóctones. Mas a Guiné-Bissau tem estabelecido protocolos de acordo com alguns países da África Ocidental, principalmente o Senegal. Procuram as nossas águas para as actividades de pesca, mas tudo com base na regulamentação que é estabelecida. Existe um sistema de fiscalização da actividade ilegal da pesca que é efectuada pelo Ministério das Pescas através de um departamento que tem a competência de fiscalizar actividades de pesca, não só no arquipélago, mas na zona costeira da Guiné-Bissau também. Outro desafio ligado à biodiversidade poderá estar associado à gestão do espaço e do recurso. Por ser uma reserva da biosfera, existe múltiplos actores. Há uma necessidade de estabelecer uma sinergia, uma cooperação, uma troca de informação em tempo útil para permitir que as medidas de gestão e de conservação sejam tomadas de forma atempada, evitando assim grandes problemas para o futuro. RFI: As populações locais entendem a necessidade de se cuidar da biodiversidade? António Pires: Sim, existem vários canais que temos estabelecido com os nossos parceiros, desde a comunidade local, do poder tradicional, das associações de base, das ONGs, da administração local, mesmo o Estado. Há um mecanismo de sensibilização ligado à importância do arquipélago Bijagós e mesmo ligado também à conservação da biodiversidade no arquipélago. Por exemplo, temos ONGs que têm a vocação específica ligada à questão da sensibilização, que começa desde a escola até a um nível mais alto, por exemplo, com os deputados, com os membros do governo. São efectuados esses trabalhos de sensibilização, de lobby, para despertar a atenção da importância do arquipélago e do cuidado que se deve ter em termos do desenvolvimento. Por exemplo, também as escolas de verificação ambiental. Há associações de amigos do ambiente, associações de professores, que também estão direccionados para questões ambientais. Agora, também há jornalistas de amigos do ambiente que estão a solicitar uma visita ao arquipélago, para irem conhecer. Então, essa dinâmica já está instalada. Mas é preciso um reforço dessa ferramenta de comunicação que nos irá permitir trabalhar não só a nossa instituição, que tem a responsabilidade da conservação, mas também as outras instituições também, que têm interesse dentro dessa região, para alinharmos o processo da conservação e a promoção do desenvolvimento sustentável nos diferentes eixos que são propostos.
Hoje vamos falar sobre um compositor que, embora não esteja sempre no centro do repertório clássico mais popular, merece um lugar entre os grandes inovadores do século XX.O nome dele é Fela Sowande, frequentemente chamado de “o pai da música erudita nigeriana moderna”. E a obra que nos guia hoje é a sua African Suite, composta em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, para ser transmitida da BBC de Londres para ouvintes da África Ocidental.OS MOVIMENTOS DA AFRICAN SUITEA gravação mais famosa apresenta as seguintes durações aproximadas:– Joyful Day (7:06)– Nostalgia (3:56)– Onipe (2:53)– Lullaby (6:39)– Akinla (3:39)Apresentado por Aroldo Glomb com Aarão Barreto na bancada. Seja nosso padrinho: https://apoia.se/conversadecamara RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg e Rafael Hassan.
Queen Rima ou Marie Ouria Tolno – seu verdadeiro nome – nasceu em 1997 em Conakry, na Guiné, e é considerada hoje uma das maiores figuras do dancehall da África Ocidental. Primeira mulher a se dedicar a um gênero dominado por homens em seu país, ela venceu em 2025 o prêmio Découvertes da RFI, concurso realizado todos os anos para destacar novos talentos da cena musical do continente africano. A rainha prepara seu primeiro álbum, que deve ser lançado neste ano. A carreira de Queen Rima começou no hip-hop, mas pouco a pouco ela começou a se aventurar em um estilo originário na Jamaica e até então exclusivamente popular entre artistas masculinos na Guiné. A aposta no dancehall deu certo, graças à coragem, à força de sua identidade artística e a uma presença de palco poderosa. A escolha de Marie de cantar em vários idiomas africanos – soussou, pular, wolof – além do francês e do inglês, contribuiu para a sua projeção para além das fronteiras de seu país. Além de vanguardista no dancehall, Queen Rima é também a rainha do empoderamento feminino na Guiné. Nas letras de suas músicas, ela denuncia as discriminações e as injustiças que vivem as suas conterrâneas, seja na sociedade ou no universo artístico: dificuldades que ela mesma enfrentou. O tema é abordado nas faixas "Boss up" e "Badman", que você pode conferir nesta edição do Balada Musical. *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Não muito tempo atrás, comer salmão era um privilégio de ocasiões raras no ano. O preço alto de um produto nobre, pescado em águas distantes e geladas, não permitia que fosse de outra forma. Mas hoje, nas grandes cidades ocidentais, há quem se dê este luxo várias vezes por semana, apesar do alto custo social e ambiental de uma indústria que parece fora de controle. O salmão encontrado nos supermercados em 2026 tem pouco a ver com as espécies selvagens que eram degustadas até os anos 1980. Nos últimos 40 anos, o consumo mundial do peixe triplicou graças à expansão da criação em cativeiro nos principais países produtores, Chile, Escócia e Noruega. Na maioria das fazendas marinhas, os salmões vivem confinados aos milhares em espaços limitados por gaiolas. Privados de seus hábitos naturais, podem se atacar uns aos outros e são presas fáceis para parasitas, explica Maxime Carsel, autor de um livro que acaba de ser publicado na França: Un poisson nommé saumon : enquête sur une industrie dévastatrice (Um peixe chamado salmão: investigação sobre uma indústria devastadora, em tradução livre). A obra traz imagens impressionantes sobre as condições dos cativeiros e é publicada no momento em que a multinacional Pure Salmon planeja expandir sua produção para oito países, entre eles a França. O projeto, contestado por organizações ambientalistas, visa construir a maior fazenda do peixe do planeta, na região de Gironda. “Há fazendas de salmão onde os peixes se comem uns aos outros, morrem e ou são devorados vivos pelos piolhos-do-mar, que são pequenos crustáceos encontrados nos oceanos que se alimentam do muco dos peixes”, disse ao autor, em entrevista à RFI. “Os salmões ficam então como zumbis – tem peixes que perderam a mandíbula, os olhos, as nadadeiras, mas ainda estão vivos. Esses são os peixes que, no final da cadeia alimentar, podem acabar no seu prato.” Coquetel de agrotóxicos Para enfrentar a proliferação dos parasitas, os produtores utilizam um coquetel de agrotóxicos como deltametrina, azametifos e benzoato de emamectina, que as correntes marítimas espalham para outros lugares. O salmão em si também é fonte de contaminação, ao levar consigo os resíduos químicos até o prato do consumidor. Não à toa, as autoridades sanitárias da Noruega emitiram uma recomendação para as famílias limitarem a ingestão do peixe, apesar de o país ser o líder mundial da produção. Os maiores consumidores são potências desenvolvidas: Japão, Rússia, Estados Unidos e França. Mas para dar conta do apetite europeu, americano e asiático, as empresas recorrem aos países do sul, e até à África. O salmão é um peixe carnívoro que, em cativeiro, costuma ser alimentado com um composto de farinha animal e soja. Em média, são necessários de 1 a 2 quilos de outros peixe para cada quilo de salmão produzido em cativeiro. Peixe para alimentar salmão, e não populações Foi assim que, na costa africana, multiplicaram-se nos últimos anos as usinas de fabricação do alimento, com pescados da região – e em detrimento da população local, denuncia Aliou Ba, diretor de campanhas de pesca do Greenpeace África. “Eles usam, a cada ano, 500 mil toneladas de peixe para produzir farinha e óleo de peixe. Meio milhão de toneladas de peixe poderia alimentar aproximadamente 40 milhões de pessoas na África”, salienta. “Portanto, isso representa um problema sério e constitui o lado obscuro, a outra face dessa indústria de criação de salmão, que prejudica profundamente comunidades e países. Tem um impacto realmente negativo na África Ocidental.” Em países como Mauritânia, Senegal e Gambia, pescadores artesanais não conseguem mais encontrar cardumes de sardinhas como antes. O impacto no setor levou os governos locais a restringirem o uso dos peixes para a produção de farinha – mas os navios pesqueiros agora se deslocam mais ao sul. “Alguns estão se estabelecendo na Guiné-Bissau. Uma coisa é certa: enquanto eles não pararem de explorar excessivamente nossos recursos, deixando nossas mulheres e pescadores desempregados e destruindo nossos ecossistemas marinhos, nós também não vamos parar de lutar contra eles”, garante Aliou Ba. Mortes de trabalhadores no Chile Em seu livro, o jornalista francês Maxime Carsel também aborda o aspecto social da exploração excessiva do salmão. No Chile, catapultado a segundo maior produtor graças aos cativeiros, as condições de trabalho nestas fazendas são bem diferentes da Europa, constata ele. “Pessoas perderam dedos e mãos. Há também aqueles mergulhadores cujo trabalho é limpar as gaiolas de salmão e que morrem porque os cabos caem sobre eles”, aponta. “Perto de cem mergulhadores morreram no Chile nos últimos anos.” Maxime Carsel avalia que um dos poucos freios para reverter este cenário seria a tomada de consciência dos consumidores. No que depender da indústria, a tendência é de crescimento ainda maior do setor. A norueguesa Mowi, líder mundial da produção de salmão, planeja passar dos atuais 520 mil toneladas ao ano para 600 mil toneladas até 2029. A China, onde a demanda é exponencial, está se lançando na produção e até Dubai amplia as duas fazendas de salmão, em pleno deserto.
“É assustador não vivermos com um rumo”, dizem Sandra Barata Belo e Ricardo Pereira, sobre a peça “Uma Brancura Luminosa” do Nobel norueguês Jon Fosse: “O mundo está como está porque perdemos a fé”See omnystudio.com/listener for privacy information.
EUA ameaçam com força militar vizinhos que não ajudarem a combater narcotráfico e influência de rivais no Hemisfério Ocidental. Investigadores veem situação de Toffoli como insustentável e alertam ministros do STF sobre agravamento das investigações do Caso Master. Crianças localizadas em hotel no Centro de SP não são irmãos desaparecidos no MA, diz polícia. Veja quem é o empresário suspeito de sufocar namorada até desmaiar dentro do elevador, em Goiânia. Nada de arroz: saiba o que fazer se o celular cair na água.
A começar na Venezuela; os Estados Unidos dão mostras de que a sua nova estratégia de segurança não é letra morta num qualquer documento emanado da Casa Branca. O regresso em força da Doutrina Monroe não é uma promessa: é uma certeza a que os países da América do Sul são ‘convidados' a aderir com todas as suas capacidades, por muito que isso queira dizer submissão à vontade soberana do ‘grande irmão' do norte. Cuba, Colômbia, México e Brasil que se cuidem!A continuar na Gronelândia; será ali, naquela ilha tão próxima do Canadá (o 51º Estado dos EUA?) que os Estados Unidos colocam o limite oriental do Hemisfério Ocidental, deixando de fora o resto da Europa. Será 2026 o ano da morte da NATO – no caso de ela ainda estar viva? Já se ouvem os primeiros acordes do Réquiem pela morte da aliança EUA-Europa. Ou já estaremos no segundo andamento?E a acabar na Ucrânia; a grotesca declaração de Volodymyr Zelensky sobre a Venezuela vai ajudar a Ucrânia a manter-se à tona? E o que vale a ‘profissão de fé' de gauleses e britânicos em enviar tropas para a linha de guerra, uma vez conseguido o cessar fogo? Moscovo alguma vez admitirá tal coisa? A resposta é ‘não'!
Pôe a diplomacia europeia em alerta. Crónica de Francisco Sena Santos
Descrição: Neste episódio, mergulhamos nos bastidores da operação "Resolução Absoluta" e as ondas de choque que a captura de Nicolás Maduro enviou para todo o planeta. Analisamos como a administração Trump transformou o petróleo venezuelano — a maior reserva do mundo, com 303 bilhões de barris — na peça central de uma nova hegemonia americana no Hemisfério Ocidental.Exploramos os pontos mais críticos revelados pelas fontes:• O Fim do Direito Internacional: Como o descarte da Carta da ONU sinaliza o retorno à "Lei da Selva" e a uma "Nova Yalta", onde superpotências dividem o mundo em zonas de influência.• O Golpe na China: A estratégia de Trump para asfixiar o modelo chinês de Oil for Loans e o impacto bilionário nas finanças de Pequim.• A Ascensão de Delcy Rodríguez: Por que os EUA optaram por negociar com a estrutura chavista e descartar a oposição tradicional de Maria Corina Machado.• O Brasil no Fogo Cruzado: O papel do pré-sal como o "backup" energético da China e o repúdio diplomático do governo Lula.Uma análise profunda sobre o que Trump chama de "Paz pela Força" e o que isso significa para o futuro soberano da América Latina.
Guiné-Bissau é uma ex-colônia portuguesa situada na África Ocidental. Sua história é marcada pelo protagonismo militar e instabilidade política. Sua posição geoestratégica e fragilidade institucional a deixaram vulnerável ao tráfico internacional de drogas. Gravado em janeiro 2026.PIX: abcdageopolitica@gmail.comInstagram e Tik Tok : @abcdageopoliticaApoio pela plataforma da ORELO ou PIXLivro: A casa dos segredos. mondru.com/loja mondru.com/produto/a-casa-dos-segredos/Vinheta musical: Longzijuan
Nos últimos dias, a Guiné-Bissau foi palco de duas actualidades distintas. Na primeira, a ex-primeira Dama, Dinísia Embaló, foi constituída arguida em Lisboa, no caso da mala dos cinco milhões encontrada no jato privado em que viajava. Na outra actualidade, a CPLP suspendeu oficialmente a Guiné-Bissau da organização, retirando ao país a presidência rotativa. Este passo foi dado no dia seguinte à decisão das as autoridades guineenses, que tinham anunciado a suspensão de todas as actividades do país no seio da CPLP, o que foi visto por muitos como uma "auto-suspensão". A CPLP suspendeu oficialmente a Guiné-Bissau da organização e elegeu Timor-Leste para a Presidência, que até agora era assumida pela Guiné-Bissau. Numa altura em que deve chegar a Bissau uma missão da CEDEAO, outra organização da qual a Guiné-Bissau faz parte, existe também a possibilidade de a CPLP fazer o mesmo. Solicitada pela RFI, a organização não confirma de forma oficial o envio de uma missão de alto nível a Bissau, como foi decidido na reunião extraordinária da comunidade, a 5 de Dezembro. "Convém que esta missão se desloque o mais rápidamente possível" disse José Ramos Hora, presidente timorense e agora presidente em exercício da CPLP. O dirigente reconheceu que "toda a deslocação terá de ser feita em concordância com os militares, que controlam as fronteiras e o espaço aéreo". José Ramos Horta foi categórico: "Não é possível mostrar flexibilidade. Não é possível ficarmos indiferentes perante a arrogância da clique militar que há cinquenta anos não deixa o país retomar um rumo normal". "Há violaçao flagrante do processo eleitoral, houve interrupção e até mesmo assalto [do processo eleitoral], porque o candidato dos militares perdeu. Agora, vão ficar completamente isolados", concluíu José Ramos Horta, referindo-se à crescente pressão internacional. Garantias de vida dos presos políticos Da reunião virtual dos chefes de estado da CPLP, a 16 de Dezembro, outros pontos devem ser destacados. Nomeadamente, pela primeira vez, a exigência "com carácter de urgência, da apresentação de provas de vida e garantias quanto à integridade física de todos os detidos", bem como a sua libertação "imediata e incondicional", já exigida pela CEDEAO. "É o mínimo", considera, em Bissau, Armando Lona, jornalista, investigador e coordenador da Frente Popular. Como todos sabem, estes detidos não são criminosos, são políticos. Apenas participaram no processo eleitoral. O lugar deles não é prisão. Quem deveria estar na prisão são esses senhores e senhoras que hipotecaram o futuro da Guiné-Bissau durante esses anos todos. Nós saudamos essa posição da CPLP mas pensamos que, para além dessa exigência, é preciso fazer um seguimento. Os presidentes de São Tomé e Príncipe, de Portugal, de Cabo Verde, do Brasil, da Guiné Equatorial, de Moçambique e de Timor Leste, assim como o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola. Os dirigentes lusófonos exigiram, uma vez mais, a "retoma urgente da ordem constitucional", alinhando-se com os estatutos democráticos da organização. O que nem sempre foi o caso, denuncia Armando Lona. Isto é interessante. A retoma da legalidade democrática e da ordem constitucional é o que nós guineenses exigimos. Eu encorajo a CPLP a ir nessa direção, porque o que conta é a legitimidade popular. Esta decisão da CPLP é responsável, é oportuna. Porque, como sabemos, a CPLP tem tido uma atitude de cumplicidade. Mas acho que nunca é tarde para retomar o caminho do respeito dos estatutos que regulam os comportamentos de cada Estado membro. Esta turma agora que fala em nome da Guiné-Bissau, é uma turma de golpistas. Não tem nenhuma responsabilidade para falar em nome da Guiné-Bissau. Esta dita turma de golpista não passa de uma aberração inqualificável, que nenhum guineense de bom senso estaria interessado a ouvir. E para o investigador Armando Lona, não há como fazer parte de uma organização sem respeitar os estatutos e textos da mesma.Ora "aquilo que se tem passado na Guiné-Bissau é intolerável e inaceitável e enquanto cidadãos da CPLP e das outras organizações, exigimos que se respeite a democracia e os direitos humanos". A 5 de Dezembro, a CPLP decidiu enviar uma missão de alto nível a Bissau para acompanhar o processo de reposição da ordem constitucional. A decisão foi tomada antes da auto-suspensão e da oficialização da suspensão da Guiné-Bissau na CPLP. Mas estes últimos acontecimentos podem comprometer a vinda desta delegação, já que dependerá da boa vontade e da autorização das autoridades guineenses que os membros da CPLP aterrem ou entrem em Bissau. Mas acho que toda a tentativa de impedir a chegada de uma missão, seja ela da CPLP, da CEDEAO, será uma prova de frustração. Esse grupo [de militares] sabe que está num isolamento total. Não tem legitimidade interna, não tem reconhecimento internacional. Portanto, resta lhe tentar fazer esses subterfúgios fúteis, mas que não, não vão ter sucesso porque o povo já boicotou tudo. O povo guineense está farto desse grupo. Hipotecaram o futuro dos guineenses, sobretudo da juventude, que agora só pensa em emigrar. Essa junta militar... Eu tenho dito e repito que não existe nenhuma junta militar na Guiné-Bissau. Esse grupo não não representa nem 5% dos efectivos das forças guineenses. Armando Lona diz que estes militares no poder são meras individualidades no seio de toda a corporação militar, não representam portanto as Forças Armadas da Guiné-Bissau. E por outro lado, são milícias que tomaram o poder. Não refletem a realidade sociológica das nossas Forças Armadas. Nós tínhamos a certeza que mais dia menos dia, o regime ia cair. Caiu, como o povo demonstrou de forma brilhante, de forma patriótica, nas urnas. O jornalista prossegue: ao contrário do que foi dito pelo primeiro-ministro Ilídio Té Vieira, à imprensa guineense, no dia seguinte à cimeira da CEDEAO, "os militares temem sim as ameaças de sanções financeiras". Têm que temer. Não conseguem fazer nada sem apoio externo. Endividaram a Guiné-Bissau. Levaram o nosso plafond de dívidas para quase mais de 100% do Produto Interno Bruto. Todos os dias estão a emitir títulos de tesouro no mercado regional! Portanto, é um grupo que vive só desses esquemas. Logo, com sanções económicas e financeiras não podem sobreviver. O coordenador da frente popular destaca outro ponto: a existência de uma força da CEDEAO na Guiné-Bissau. Esta é composta por contingentes da Nigéria e do Senegal e os seus membros, fardados e armados, já eram visíveis nas ruas da capital antes das eleições gerais, durante, e depois. Questionamos o real mandato desta força da CEDEAO. Não vale a pena termos uma força paga pelas contribuições dos cidadãos da África Ocidental, quando na realidade está ao serviço de um ditador, que agora ninguém duvida de que era um ditador, mas também um campeão do crime do crime organizado e do branqueamento de capital. Aqui, Armando Lona faz referência à detenção de Dinísia Embaló, a ex-primeira dama, mulher do ex-presidente deposto, que continua em parte incerta. Dinísia Embaló foi constituída arguida por suspeita de contrabando e branqueamento, no caso das malas com 5 milhões de euros encontradas no jacto privado em que viajava. Voo esse que partiu de Marrocos, último país, aliás, onde se soube do paradeiro de Umaro Sissoco Embaló. Fez depois escala em Bissau e seguiu para Lisboa. Um caso que impactará muito provavelmente a imagem e o poder diplomático de Umaro Sissoco Embaló e do seu entourage. Não há julgamento maior do que esse julgamento da opinião pública internacional. Para nós isto basta. Infelizmente, sentimo-nos atingidos porque somos guineenses. Temos orgulho enquanto povo, temos dignidade, e lutámos pela nossa liberdade. Mas por acidente da história temos tido gente que não tem a preparação para estar a nossa frente.
Disponibilidade por pessoa caiu 7% na última década; norte de África e Ásia Ocidental enfrentam pressão extrema; agricultura continua a ser o principal consumidor do recurso no mundo.
A reconstrução do Irã depois da Guerra dos Doze Dias - José Arbex - Programa 20 Minutos
Em Teerã, TUTAMÉIA entrevista Foad Izadi, professor de assuntos internacionais da Universidade de Teerã. Na conversa exclusiva, ele fala sobre a recuperação iraniana após os ataques dos EUA e de Israel. Diz que o país está mais preparado e fortalecido, pronto para enfrentar novas agressões. Internamente, avalia que os bombardeios em junho unificaram o país, isolando os defensores de concessões aos EUA. Trata do apoio iraniano à Palestina, das relações do Irã com Rússia, China, Brasil e Brics, das políticas de Trump para a Ásia Ocidental, especialmente com a Arábia Saudita. Examina os revezes da resistência anti-imperialista e se define como um otimista em relação ao futuro. Descreve o bombardeamento ideológico e midiático promovido pelos EUA especialmente sobre a juventude iraniana. Trata dos desafios do Irã, das oposições de esquerda, da necessidade de enfrentamento das correntes neoliberais dentro do país. Mulheres, energia nuclear, religião foram temas da entrevista, na qual ele rememorou as raízes da revolução iraniana e definiu do que é ser revolucionário atualmente.Leia a transcrição da entrevista traduzida para o português no site TUTAMÉIA. Link direto: https://tutameia.jor.br/com-bombas-tr...Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Secretário-geral fez apelo por pleno respeito pelo Estado de Direito e pela Constituição; autoridades anunciaram operação de busca de golpistas e reféns; enviado para a África Ocidental pede retorno à calma.
Várias organizações subscreveram o que chamam de “pacto histórico” da sociedade civil para exigir o regresso à legalidade constitucional na Guiné-Bissau. O pacto foi anunciado na terça-feira, o dia em que a Comissão Nacional de Eleições disse não ter condições para divulgar os resultados das eleições gerais de 23 de Novembro, alegando que as actas eleitorais foram confiscadas por homens armados. O pacto inclui organizações não governamentais, religiosas, sindicatos, partidos políticos, representantes da juventude, dos chefes tradicionais e da diáspora. Sabino Gomes Júnior, presidente do Fórum dos Quadros das coligações API-Cabas Garandi e PAI-Terra Ranka, é um dos signatários e explicou à RFI em que consiste este pacto da sociedade civil. RFI: Quem são os signatários deste pacto e porque dizem que é histórico? Sabino Gomes Júnior: “O pacto é histórico porque é a primeira vez na Guiné-Bissau que estamos a ver todas as ‘mouvances' de forma extrapolada no país a se unirem. Estamos a falar de estudantes, políticos, Liga dos Direitos Humanos, associações académicas, sindicatos, associações de mulheres, associações religiosas, todo o mundo junto para falar de uma só voz, para exigir de uma só voz que a vontade popular deve ser respeitada, que a Guiné-Bissau quer a democracia, o povo quer a democracia, quer saber o resultado dos votos, quer que as pessoas presas injustamente sejam libertadas, querem que as pessoas que estão a ocupar o poder neste momento entreguem o poder aos civis, mas também que mandem parar as milícias de maltratar as pessoas pura e simplesmente. É histórico, é todo o mundo, não é só uma pessoa ou outra. A Ordem dos Advogados também vai assinar o pacto porque é um pacto em movimento, não é um pacto em que as organizações que já assinaram vão ser as únicas que vão assinar o pacto.” Como é que pretendem alcançar esses objetivos perante a força dos militares e perante a inversão da ordem constitucional à força? “A primeira etapa é a união nacional, é unir todas as ‘mouvances'. Isto é o que o pacto social está a representar. A sociedade civil quer unir todas as ‘mouvances' do país. Depois, é sentar e traçar um plano, um plano que vai ser traçado rapidamente para que as próximas etapas, as próximas decisões, sejam tomadas e sejam implementadas em conjunto, que passa forçosamente depois por desencadear actividades e acções que vão ser levadas a cabo, mas de forma conjunta.” No comunicado, vocês dizem querer fazer pressão, nomeadamente junto de organizações como a CEDEAO, mas, por exemplo, a delegação da CEDEAO que esteve em Bissau não se reuniu com nenhuma figura da sociedade civil em Bissau, nem com Fernando Dias, obrigado a estar escondido e que reivindica a vitória nas presidenciais, nem com Domingos Simões Pereira, que continua detido. Além disso, a a delegação foi a Bissau sem os presidentes de Cabo Verde, Senegal, Togo e Serra Leoa. O que é que pode a CEDEAO? “Na verdade, eu penso que o pacto social quer deixar claro que o destino da Guiné-Bissau não depende apenas da CEDEAO. É a sociedade civil, é o povo da Guiné-Bissau a tomar o seu destino em mãos. Agora, claramente que se vai exigir também que as organizações que representam o povo da África Ocidental tomem também as suas responsabilidades e que realmente façam o que devem fazer que é repor a legalidade na Guiné-Bissau, repor a vontade do povo porque o povo já escolheu. Se está nas disposições da CEDEAO tomar medidas para que essas vontades exprimidas claramente nas urnas do povo sejam respeitadas nós vamos exigir que a CEDEAO faça a sua parte, mas o povo guineense não vai ficar só a espera da CEDEAO.” No comunicado, exigem a publicação e o respeito dos resultados oficiais das eleições gerais de 23 de Novembro. Que meios é que a sociedade civil tem para restabelecer a ordem constitucional e exigir os resultados eleitorais quando a CNE diz não ter as actas? “Claramente não vamos ainda, nesta fase, revelar quais são as medidas claras que o pacto social vai tomar porque serão medidas que serão comunicadas de forma colectiva.” O que esperam da CNE, se a CNE disse que não tem as actas? “Isso ficou claro. O povo da Guiné-Bissau sabe claramente qual foi a sua escolha. O povo da Guiné-Bissau não se está a organizar, a sociedade civil não se está a organizar apenas para começar a emitir comunicados. É para depois implementar acções que vão defender a vontade do povo. O povo da Guiné-Bissau sabe qual foi claramente a sua escolha, a CEDEAO também sabe claramente qual foi a escolha do povo, a CNE sabe. Estamos aqui, nesta fase, a organizar-nos. Agora, que fique claro que o pacto social depois vai tomar medidas e, de forma coordenada, é toda a sociedade civil da Guiné-Bissau que vai emitir de forma organizada e unida quais são as medidas que vão ser tomadas. Nós estamos a organizar-nos ainda, mas é claro que o povo da Guiné-Bissau vai defender a sua vontade.” Até agora houve, nomeadamente, jovens que se tentaram mobilizar para manifestar, mas acabaram detidos. Eu queria saber se eles ainda estão detidos e se as pessoas estão dispostas a dar o corpo ao manifesto e a ir para a rua manifestar-se se as manifestações são reprimidas. “Como acabei de dizer, uma coisa é ter apenas um grupo de jovens a manifestar, outra coisa é ter toda a sociedade guineense, incluindo neste pacto social a juventude também está dentro. A juventude já assinou o pacto social ontem [terça-feira], várias associações académicas assinaram o pacto social ontem e ainda estamos a contar com mais associações juvenis que vão ainda integrar o pacto social. Uma das coisas que o pacto social está a exigir e vai exigir é a liberdade, não somente para os presos políticos, mas também para as pessoas que foram presas de forma injusta.” Quantas pessoas estão presas no total? “São vários jovens foram presos, vários políticos também. Está completamente difícil para nós poder dar um número. Claramente uma das acções que vamos tomar é exigir que essas pessoas possam ter assistência médica e que sejam libertos.” A libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros políticos e activistas detidos no contexto pós-eleitoral é uma das exigências do pacto, mas há outras exigências. Quais são? “Claramente nós estamos a dizer libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos e activistas no contexto pós-eleitoral; respeito pelos resultados eleitorais e a imediata publicação porque todo o mundo conhece as actas; retorno imediato ao controlo dos civis. Mas também estamos a pedir e a promover um diálogo, queremos que logo depois disso se lance um diálogo nacional verdadeiramente inclusivo e que os guineenses comecem realmente a conversar, que tomemos conta da nossa terra e que paremos de continuar a contar que a solução virá sempre de fora. É claro que também vamos pedir, vamos exigir mesmo, que se faça uma investigação profunda sobre as violações de direitos humanos porque vários jovens foram espancados durante estes dias. Vamos, ao mesmo tempo, organizar-nos para que as acções que o pacto vai tomar sejam transmitidas logo a seguir a esta fase em que estamos a organizar-nos e a fazer assinar ao máximo de entidades possíveis o pacto. Neste momento, a Ordem dos Advogados pediu também que quer fazer parte do pacto, as organizações sindicais já assinaram ontem, as organizações dos direitos humanos, as religiosas também, uma parte da juventude. Vamos continuar com esta fase e, logo a seguir, ainda esta semana, vamos passar por uma próxima fase que é comunicar quais são as acções em conjunto que o pacto social vai tomar.” Como está o ambiente em Bissau e o que é que prevalece: o medo ou a determinação? “Cada um poderá falar por si, mas, do meu lado, julgo que são as duas coisas. Há o medo, sente-se o medo em muitas pessoas, famílias que estão completamente a temer que os filhos não voltem, há os quadros que não conseguem falar por medo... Mas também se sente a determinação. Há, ao mesmo tempo, as duas coisas. Há a determinação de que temos que voltar à ordem constitucional, temos que dialogar na verdade das urnas. Queremos que se promova o diálogo, mas também que se respeite a vontade popular, que é, mais uma vez, o que foi exprimido nas urnas no dia 23 de Novembro. Sente-se também uma vontade clara da própria população de ultrapassar o medo para exigir que as pessoas que estão presas, que foram maltratadas, que ainda estão a sofrer e que precisam de medicamentos, como o Domingos Simões Pereira, o Octávio Lopes, o Roberto Mbesba, ou pessoas que nem sequer estamos a chamar o nome, ou pessoas comuns, que sejam libertos. Não há necessidade de mantê-los na prisão. Não há necessidade nenhuma. Que sejam libertos. Podemos engajar um processo de diálogo nacional, mas que sejam libertos e que se respeite a vontade popular. Então, é este sentimento que está a pairar aqui em Bissau.”
Neste vídeo, explico por que o Hezbollah — severamente degradado por Israel — tenta se reerguer e como isso reabre a disputa entre coercão militar, finanças ilícitas e diplomacia. Parto da pressão dos EUA em Beirute e do impasse doméstico libanês (um “Estado dentro do Estado”) para mostrar o papel do Irã e, sobretudo, das redes globais do Hezbollah que combinam empresas de fachada, casas de câmbio, ONGs e intermediários em África, Ásia, Europa e Américas. Detalho como sanções recentes e medidas de Líbano e Síria apertam rotas tradicionais, empurrando o grupo a explorar a Tríplice Fronteira e a África Ocidental para levantar fundos, lavar dinheiro e buscar tecnologia de uso dual (drones, precursores químicos). Analiso por que a recomposição do Hezbollah depende tanto de fluxo financeiro quanto de narrativa de “resistência” — e como falhas em pagar compensações e reconstrução corroem sua base social. Mostro, também, o que funciona contra essa elasticidade: designações terroristas nacionais (e o que muda juridicamente), cooperação policial, bloqueio de ativos e repressão a facilitadores.
A situação política na Guiné-Bissau voltou a deteriorar-se com um novo golpe de Estado que suspendeu a ordem constitucional, dissolveu instituições democráticas e impôs restrições severas, incluindo o bloqueio de fronteiras e meios de comunicação. Portugal, o Brasil e o secretário-geral da ONU manifestaram preocupação perante a instabilidade persistente, agravada desde a chegada de Umaro Sissoco Embaló à presidência. A instabilidade crónica resulta sobretudo da interferência militar na política e da influência do narcotráfico, fatores que contribuem para que o país, um dos mais pobres do mundo, seja considerado um Estado falhado na África Ocidental.
No 3 em 1 desta quarta-feira (26), o destaque foi o ataque a tiros que deixou dois soldados da Guarda Nacional dos Estados Unidos feridos próximo à Casa Branca. A polícia confirmou o incidente, prendeu o suspeito e isolou a área. A Casa Branca entrou em lockdown enquanto autoridades americanas investigam o caso. Reportagem: Eliseu Caetano e Fabrizio Neitzke. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o ataque, afirmando que “o animal que atirou vai pagar um preço caro”. O governo americano segue monitorando a situação em Washington D.C. O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey (Republicanos), confirmou a morte dos dois guardas nacionais após o tiroteio. A informação foi divulgada em suas redes sociais. Reportagem: Fabrizio Neitzke. O ministro Alexandre de Moraes intimou a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a investigação apontar que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teria utilizado um celular durante visita à sua prisão domiciliar, em violação às regras estabelecidas. Bolsonaro também passou por audiência de custódia nesta quarta-feira. Reportagem: Janaína Camelo. Os comentaristas analisaram o episódio envolvendo Nikolas Ferreira, que teria descumprido normas ao usar o celular durante a visita. Para Paulo Loiola, o caso “parece que vai ser mais uma complicação para a direita”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou a atuação da Justiça ao comentar a prisão de Jair Bolsonaro. Lula classificou o julgamento como uma “lição de democracia” e ressaltou que é “a primeira vez” que alguém é preso por tentativa de golpe de Estado. Reportagem: André Anelli. O general Augusto Heleno, condenado a 21 anos por participação na trama golpista, informou ao Exército que sofre de Alzheimer há sete anos. A defesa deve usar o quadro clínico para tentar reduzir a pena. Reportagem: Lucas Martins. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou as eleições de 2026, afirmando: “Eu quero ajudar, não preciso ser protagonista”. Ele reforçou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Tenho laço de amizade e gratidão com Bolsonaro”. Reportagem: Misael Mainetti. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A Nigéria vive um dos piores massacres religiosos do século XXI — e quase ninguém fala sobre isso. Neste vídeo da Brasil Paralelo, você entenderá como grupos extremistas islâmicos promovem o genocídio de cristãos, como o governo nigeriano ignora a tragédia e por que a grande mídia silencia diante de um dos maiores crimes de nosso tempo. Em um país dividido por religião e história colonial, a perseguição aos cristãos se intensificou nas últimas décadas. Milícias Fulani, Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental espalham terror, destroem vilarejos e impõem a morte a quem se recusa a negar a fé. Enquanto isso, o mundo observa em silêncio. A Nigéria concentra 89% de todos os assassinatos de cristãos no planeta, e mais de 50 mil pessoas foram mortas desde 2009. Apesar das denúncias e das imagens brutais, a tragédia permanece invisível. Neste vídeo, revelamos as origens do conflito, a responsabilidade do governo, a omissão internacional e o papel da África como o novo centro da fé cristã no mundo.
Na edição desta semana destacamos as comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, da presença da Interpol em Moçambique para uma operação de combate a vários fenómenos criminais. Um olhar ainda sobre a seca severa que se vide neste país. A campanha eleitoral na Guiné-Bissau está marcada pelos ataques pessoais entre os candidatos. Em Cabo Verde para além da discussão no Parlamento do Orçamento vamos dar-lhe conta ainda da entrega por parte da UE de dois barcos semi-rígidos. Uma efeméride marcou a actualidade no continente africano esta semana. No passado dia 11 de Novembro, Angola comemorou os cinquenta anos da sua independência. Ao longo desta semana a RFI fez o diagnóstico do país, um olhar sobre o passado, o presente e os anseios em relação ao futuro... são cinco episódios especiais e que pode ouvir aqui. No discurso proferido durante as comemorações do 50.º aniversário da independência, na Praça da República, em Luanda, o presidente angolano João Lourenço disse estar “ciente de que há ainda muito por fazer no país”. Mas o dia de comemorações dos 50 anos da independência de Angola ficou marcado pela concentração de vários defensores dos direitos humanos que através da voz da activista Yared Bumba consideram que o país “está em total desgraça”. Na actualidade moçambicana destacamos esta semana a seca severa que se faz sentir em três distritos da província de Gaza, no Sul do país, devido à escassez de chuvas. Uma situação que resulta do fenómeno El Niño, e que afecta pouco mais de 19 mil pessoas e que é considerada “grave” pelo porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres INGD, Bonifácio Cardoso. Ainda em Moçambique o Ministro do Interior, Paulo Chachine, confirmou a presença de agentes da Interpol numa operação no país. O responsável ministerial refere que “esta missão visa o combate a vários fenómenos criminais, nomeadamente o tráfico de seres humanos, tráfico de drogas e imigração ilegal”. Na Guiné-Bissau, esta semana, a campanha eleitoral para as legislativas e presidenciais ficou marcada pela intensificação do contacto com os eleitores por parte dos principais candidatos à presidência... e os ataques pessoais entre eles começaram a ouvir-se. Em Cabo Verde o governo prometeu, no Parlamento, um orçamento do Estado para 2026 com “estabilidade macroeconómica e atenção social”. A proposta de orçamento para 2026 esteve em discussão na semana passada e prevê um crescimento de 6% e uma taxa de desemprego de 7,3%. Para o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, “este orçamento tem como objectivo colocar as pessoas no centro da acção governativa”. A actualidade cabo-verdiana ficou marcada pela entrega por parte da União Europeia de dois barcos semi-rígidos para ajudar o país no combate a pirataria, o tráfico ilícito, a pesca ilegal e outras ameaças transnacionais. A entrega acontece no âmbito do projecto de Apoio à Segurança Marítima Integrada da África Ocidental, financiado pela União Europeia em 10 milhões de euros e foi considerado pela Ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, “um passo significativo no reforço da segurança marítima”.
Uma entrevista com Karen Pacheco, comunicadora caboverdiana no Brasil, e atualizações sobre Marrocos, Saara Ocidental e Tanzânia. E o giro completo na África.APOIE O PDL no PIX: contatopontadelanca@gmail.comApresentação: Marcus Carvalho e Luis Fernando FilhoParticipações: Karen Pacheco, Camila Zambo e Márcio PauloQuadro: Márcio PauloEdição: Luis Fernando FilhoASSINE nossos planos no APOIA-SE (cartão ou boleto): https://apoia.se/pontalancapdl#CaboVerde #Africa
Edição de 25 de outubro 2025
O Massacre de Cristãos na África e o ódio a Israel .Links para pesquisa mais aprofundada:Britannica — Muslim Brotherhood; Hassan al-Banna. Encyclopedia Britannica - https://www.britannica.com/topic/Muslim-Brotherhood?utm_source=chatgpt.comInstitute for Ethics and Public (IEP) / perfil de Sayyid Qutb. Enciclopédia Internet de Filosofia - https://iep.utm.edu/qutb/?utm_source=chatgpt.comCouncil on Foreign Relations — What Is Hamas? (sobre ligação orgânica entre Hamas e Irmandade). Council on Foreign Relations - https://www.cfr.org/backgrounder/what-hamas?utm_source=chatgpt.comGWU Program on Extremism — relatório sobre redes do Hamas e conexões. Program on Extremism - https://origins.osu.edu/article/clampdown-and-blowback-state-repression-egypt?utm_source=chatgpt.comArtigos sobre radicalização e repressão (Origins Project; análises históricas sobre Qutb e a resposta estatal).origins.osu.edu - https://origins.osu.edu/article/clampdown-and-blowback-state-repression-egypt?utm_source=chatgpt.comNotícias recentes sobre proibições/ações estatais (ex.: fechamento/banimento na Jordânia — The Guardian e AP). The Guardian - https://www.theguardian.com/world/2025/apr/23/jordan-shuts-local-branch-of-muslim-brotherhood-after-arrests?utm_source=chatgpt.comRelatório anual sobre perseguição a cristãos no mundo, com foco em países como Nigéria, Burkina Faso, Mali e Somália - https://www.opendoors.org/en-US/persecution/countries/Human Rights Watch – Relatórios regionais da África Subsaariana. Documenta abusos cometidos por grupos como Boko Haram, ISWAP (Estado Islâmico na África Ocidental) e Al-Shabaab - https://www.hrw.org/africaAmnesty International – “West and Central Africa 2024 Report”. Denuncia ataques sistemáticos contra civis, aldeias cristãs e minorias religiosas em países como Nigéria, Níger e Chade - https://www.amnesty.org/en/location/africa/*Fiz uma lista de títulos para esse vídeo e achei que seria interessante deixar na descrição, espero que tenha escolhido o melhor: O Genocídio Esquecido: A África em Chamas e o Silêncio do Ocidente. Quando o Mundo Fecha os Olhos: O Massacre de Cristãos na África. Nigéria, Israel e a Hipocrisia Ocidental. Do Sahel a Gaza: As Guerras que o Ocidente Escolhe Ignorar. As Vidas que Não Importam: O Silêncio sobre o Genocídio Africano. Entre Boko Haram e Hamas: Religião, Poder e o Duplo Padrão do Ocidente. O Verdadeiro Genocídio: Perseguições na África e a Política do Silêncio. Nigéria, Gaza e o Jogo Geopolítico da Indiferença. A África em Chamas: A Guerra que Não Passa na TV. Quem Decide o Que é Genocídio? A Morte Invisível: O Sofrimento Africano e a Moral Ocidental. Silêncio Cúmplice: A Hipocrisia da Empatia Global. Entre o Sofrimento e o Esquecimento: África, Gaza e o Espelho do Ocidente. O Peso da Indiferença: Quando a Compaixão se Torna Política. A Seleção da Dor: Por que Algumas Tragédias Importam Mais?”Quer Ajudar o canal? Veja como:*Link do meu Livro: https://amzn.to/4dbsdhK*Pix: https://widget.livepix.gg/embed/e47d6b80-f832-4fc2-a6af-ee6fa4c9ad9a*Apoie o Canal: https://apoia.se/canaldosocran
O programa que foi ao ar em rede nacional pela rádio SBS 2 na Austrália. O noticiário do dia. Conversamos com a artista e educadora brasileira que é a nova chefe do Instituto Nacional de Artes da Austrália. Em Portugal, Luís Montenegro quer avançar com a expulsão de imigrantes ilegais do país, enquanto mesquitas de Lisboa acordaram com mensagens xenófobas citando remigração ou inquisição. Na Austrália, a Virgin renova sua frota com a aquisição de jatos da Embraer, que devem atuar na área regional da Austrália Ocidental.
Data é a principal do calendário alemão.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Bruno Cardoso Reis acredita que "está em jogo" um intensificar da pressão económica da Europa em relação à China. No vídeo divulgado hoje, Hamas tenta demonstrar o poder "que ainda lhe resta".See omnystudio.com/listener for privacy information.
NO EPISÓDIO 562 TEREMOS MAIS UM ENCONTRO DOS COMANFS.QUER FAZER PARTE DISSO? ENTÃO BOOORAAA. VEM COM A GENTE E INTERAJA NESSA TRANSMISSÃO AO VIVO!!!VIIIIIIIIBRA!!! CONHEÇA MAIS DOS NOSSOS PATROCINADORES:
Aí sim! Traduzimos esses hieróglifos para que vocês pudessem entender um pouco mais sobre os mitos formativos e fundamentais da África Antiga. Nesse episódio trataremos sobre os mistérios que atravessam os tempos e que são parte formativa dos currículos de muitas ordens iniciáticas e que permeiam boa parte da Tradição Esotérica Ocidental. Vem conosco, mas ande próximo por que o vento sopra e apaga as pegadas, e é fácil se perder no deserto... --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #47 – 05/09 às 20:00 [Autoridade Espiritual: Soberania & Poder] Páginas Abertas #48 – 10/10 às 20:00 [ A N C E S T R A L I D A D E ] Páginas Abertas #49 – 21/11 às 20:00 [Páginas Rasuradas 5: Grande Prêmio Diário Mágicko!] --- Envie seu relato!
Alberto Gonçalves comenta as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre TrumpSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Debate no Conselho de Segurança revelou que capacidade operacional e redes logísticas permanecem fortes, apesar da morte de lideres; África Ocidental se tornou pólo de propaganda extremista; na Síria, grupo realiza operações secretas e incita tensões sectárias.
A polícia da Austrália Ocidental solicita à população que ajude a identificar um bebé cujo corpo foi encontrado no esgoto, nos subúrbios a norte de Perth. Sydney foi novamente palco de um incidente com recurso a arma de fogo, que resultou numa vítima mortal. No Brasil, impulsionada pela repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Pereira, o Felca, a discussão sobre a necessidade de uma lei que crie regras de proteção para crianças e adolescentes em ambientes digitais volta a estar em destaque. Estas e outras notícias em destaque no noticiário de hoje.
O ministro Flávio Dino, do STF, "esclareceu" nesta segunda-feira que "leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro".Ainda de acordo Dino, qualquer violação a essa conclusão constitui "ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro".O ministro não mencionou a Lei Magnitsky e nem as sanções impostas pelo governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Porém, Dino alega que "o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas 'ratificados' pelos órgãos que exercem a soberania nacional".Após a manifestação do ministro, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental afirmou que Alexandre de Moraes é “tóxico” para empresas e indivíduos que queiram manter relações com os Estados Unidos e seu mercado.Sem citar diretamente a decisão do ministro Flávio Dino, o governo Trump reforçou a validade global da Lei Magnitsky, imposta a Moraes, e alertou que as “pessoas de fora devem agir com cautela” ou sofrerão riscos de sanções.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Brasil deixa o Mapa da Fome da FAO após recuperar ganhos em segurança nutricional; relatório de várias agências da ONU confirma que preços dos alimentos aumentaram em 2024 em todo o globo.
O caso da jovem mochileira alemã que ficou 11 noites desaparecida sobrevivendo em uma área remota da Austrália Ocidental ganhou o mundo e gerou nova discussão sobre os cuidados necessários para uma aventura segura em ambiente remoto. Saiba o que os especialistas recomendam.
Uma das principais causas de morte global de crianças e jovens entre 1 a 24 anos; carga é sentida em todas as economias do mundo; taxa é mais alta no Pacífico Ocidental; resolução da ONU recomenda treinamento e gerenciamento de riscos de desastres como cheias.
O presidente da Guiné-Bissau enumerou a defesa da democracia como prioridade ao assumir a presidência da comunidade dos países lusófonos, esta sexta-feira. A semana fica igualmente marcada pela retirada dos militares franceses do Senegal, pondo fim a uma presença de seis décadas. A cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi o destaque dos últimos dias. A Guiné-Bissau assumiu a presidência da organização para os próximos dois anos e o chefe de Estado anfitrião, Umaro Sissoco Embaló, enumerou a defesa da democracia como uma das prioridades do mandato guineense. A XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP fica marcada pelas ausência dos presidentes de Angola, Brasil, Guiné Equatorial e Portugal. Esta foi, aliás, a primeira vez que Portugal se fez representar apenas pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros na cimeira de Chefes de Estado e de Governo. Para o sociólogo guineense Diamantino Lopes, a pressão de alguns sectores da sociedade guineense a residir em Portugal poderá ter pesado na decisão de Marcelo Rebelo de Sousa. Diamantino Lopes recorda que o presidente português tinha sido o primeiro chefe de Estado a visitar Umaro Sisso Embaló quando foi eleito em 2020. Ainda na África Ocidental, o Senegal recuperou a última base militar francesa na região, pondo fim a seis décadas de presença gaulesa no país e no Sahel. O consultor político senegalês, Oumar Diallo, explica que a devolução se inseriu num quadro programado e negociado entre os dois países. Mais a sul, no Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe celebrou 50 anos de independência. Uma data que a Radio France Internationale comemorou com várias reportagens reunidas num especial que pode encontrar no nosso site na internet. Para assinalar a efeméride difundimos agora um extracto do discurso do presidente Carlos Vila Nova no qual evoca o caminho que o país ainda tem de percorrer. Por fim, a classificação do Parque Nacional de Maputo, em Moçambique, e do arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, como Património Mundial Natural pela UNESCO foi recebida com grande satisfação em ambos os países.
Ex-comandante-geral da Polícia Bernardino Rafael é hoje ouvido pela PGR moçambicana. Donald Trump recebe esta semana cinco chefes de Estado da África Ocidental. Arranca em Bona, esta segunda-feira, mais uma edição do Global Media Forum. Learning by Ear - Aprender de Ouvido.
Em Moçambique, Fórum de Monitoria e Orçamento questiona que ativos o Estado já recuperou no caso dívidas ocultas. Na província angolana de Cabinda, cidadãos contestam fim dos subsídios à tarifa área na rota Luanda-Cabinda. Neste jornal registamos ainda o dia mundial do refugiado, com foco na África Ocidental e Austral. E no futebol, houve surpresas no Mundial de Clubes FIFA.
No episódio 78 de De Repente Cringe, Luisa e Nanna falam sobre o livro "A arte perdida de educar", de Michaeleen Doucleff e o relacionamento entre humanos. Já fizemos um episódio sobre o primeiro capítulo e agora, a pedido de vocês, vamos falar sobre o segundo.Dicas:- podcast Era uma vez.Agradecimento especial ao @for.you.studio e a @marleipierolo que cuida da nossa beauty! E à @enlevoatelie pelas nossas canecas personalizadas!Encomende aqui a sua caneca do Pod: https://www.enlevoatelie.com/produtos/xicara-de-repente-cringe/ Instagram: @derepentecringepod*Escute também nas plataformas Youtube e Apple Podcast
Região sofre múltiplas crises, que estão destruindo meios de subsistência e inflacionando preço dos alimentos; 36 milhões já sofrem diariamente para garantir necessidades básicas de alimentação e nutrição.
Em Moçambique, o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, submeteu ao Ministério da Justiça o requerimento para criar o seu próprio partido intitulado “Anamalala”. No mesmo dia, no Comité Central da Frelimo, o líder do partido no poder e Presidente do país, Daniel Chapo, pediu ao partido para preparar a vitória nas autárquicas de 2028 e nas gerais de 2029. Este e outros temas estão hoje em destaque no programa Semana em África. Anamalala vai ser o novo partido de Venâncio Mondlane. O ex-candidato presidencial e líder da oposição avançou com a constituição do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamalala), tendo o requerimento sido entregue na quinta-feira no Ministério da Justiça, em Maputo. Agora é esperar para ver se o partido é autorizado, como explicou o assessor político de Venâncio Mondlane, Dinis Tivane."Tem um prazo legal que é o mínimo de 30 dias, máximo de 60, e esperamos que possamos voltar a convidar a imprensa para anunciar que o partido já está autorizado pelas entidades públicas para fazer o seu trabalho", declarou Dinis Tivane, à saída do Ministério de Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, onde submeteu o pedido.“Anamalala” foi ouvida nos “lives” diários de Venâncio Mondlane no Facebook durante os meses de contestação e de protestos contra os resultados das eleições gerais de Outubro e também tinha sido usada na sua campanha eleitoral. Anamalala é uma expressão da língua local macua, da província de Nampula, no norte de Moçambique, com o significado de "vai acabar" ou "acabou".Recordo que a candidatura de Venâncio Mondlane às presidenciais foi suportada pelo partido Podemos, que passou a ser o maior da oposição, mas do qual Mondlane se desvinculou acusando a liderança do Podemos de traição.No mesmo dia do anúncio de um novo partido de Venâncio Mondlane, o presidente da Frelimo e chefe de Estado, Daniel Chapo, pediu ao partido para preparar a vitória nas autárquicas de 2028 e nas gerais de 2029. Declarações feitas na abertura da IV sessão ordinária do Comité Central da Frelimo.Por outro lado, na quarta-feira, a Assembleia da República aprovou uma proposta de lei para um diálogo nacional e inclusivo. Oiça o relato com Orfeu Lisboa, neste programa.Ainda em Moçambique, em 2024 foi registada uma temperatura média “sem precedentes” nos últimos 75 anos, 1,2 graus centígrados acima da análise anterior, com estações pelo país a registarem mais de 44 graus centígrados. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique e foram apresentados pelo investigador Bernardino Nhantumbo. Entretanto, na sexta-feira, o ministro das Telecomunicações e Transformação Digital de Moçambique, Américo Muchanga, anunciou a criação de um projecto com apoio do Banco Africano de Desenvolvimento para utilizar drones para prevenir e monitorizar eventos climáticos extremos em Moçambique. O projecto terá quatro drones, produzidos pela Coreia do Sul, e o objectivo é que esta tecnologia possa ajudar à previsão e gestão dos desastres naturais que têm assolado o país.Em Cabo Verde, a primeira reunião do Conselho Interministerial para Acção Climática em Cabo Verde apreciou, esta segunda-feira, a lei de bases sobre o clima que estabelece os princípios orientadores da política climática nacional. O ministro da Agricultura e do Ambiente, Gilberto Silva, falou-nos dos objectivos.Também esta semana, cobrimos as visitas do Presidente e do ministro do Mar ao navio da NASA OceanXplorer no âmbito da expedição científica "Missão OceanX e OceanQuest ao redor da África".De notar ainda que o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que o país está a acompanhar com preocupação os aumentos tarifários impostos pelo Presidente norte-americano Donald Trump.Sobre a Guiné-Bissau, o chefe do Escritório da ONU para África Ocidental e Sahel, Leonardo Santos Simão, alertou, esta sexta-feira, que as "profundas divergências" sobre o fim do actual mandato presidencial no país e o momento eleitoral "representam sérios riscos para um processo pacífico". O responsável disse "elogiar os esforços da Comissão de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau e sublinhou que vai continuar “a trabalhar com a CEDEAO para promover o diálogo sobre essas questões de contenção". Recordo que o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, expulsou a missão de alto nível da CEDEAO que se encontrava no país, no final de Fevereiro, para ajudar na mediação da crise. Embaló completou cinco anos de mandato em 27 de Fevereiro e marcou para 23 de novembro as eleições presidenciais e legislativas antecipadas. Entretanto, esta semana, no arquipélago dos Bijagós, 76 pessoas foram encontradas numa embarcação ao largo da ilha da Caravela. O nosso correspondente Mussa Baldé falou-nos sobre este episódio que ilustra, mais uma vez, como o país é um dos pontos de partida de milhares de africanos que, há anos, tomam a perigosa rota atlântica para tentar chegar à Europa. Por outro lado, o deputado e antigo ministro Francisco Conduto de Pina denunciou, na quinta-feira, uma alegada utilização das ilhas Bijagós, de onde é natural, para tráfico internacional de droga.Esta sexta-feira, dia em que se celebrou o 23.º aniversário da Dia da Paz e Reconciliação Nacional, a UNITA anunciou que não vai participar nas comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, enquanto Jonas Savimbi e Holden Roberto não forem reconhecidos como pais da independência e heróis nacionais. A UNITA também lamentou a ausência destes nomes na lista das 247 personalidades a serem homenageadas esta sexta-feira.
Estamos vivendo um momento chave da história do mundo e principalmente da história da civilização ocidental. O modelo civilizatório que mais resultou em progresso está agora passando por seu momento mais arriscado. A aliança entre Europa e EUA, a base da civilização ocidental, está mais ameaçada do que nunca. Será que ela vai conseguir sobreviver? Quais os impactos do colapso dela para o mundo? Vou tentar responder algumas dessas perguntas aqui no vídeo!
https://bibliacientifica.com.br/__No episódio de hoje do Cientificamente Podcast, Robson Rodovalho recebe Pavinatto, um dos grandes comunicadores do Brasil, para uma conversa franca e provocativa sobre a crise de valores na sociedade, o futuro da civilização ocidental e o impacto das palavras na construção do pensamento coletivo. ➡ Como o esvaziamento do significado das palavras ameaça a liberdade? ➡ Por que a educação é a chave para recuperar a sociedade? ➡ Qual o papel da filosofia e da espiritualidade no resgate dos valores essenciais? Uma análise profunda e sem filtros sobre o cenário atual! Não perca!
Pouco depois de tomar posse como 47.º Presidente dos Estados Unidos, na segunda-feira, Donald Trump declarou que “o declínio da América terminou”. Ouviu, seguramente, os últimos episódios do Diplomatas, e não terá gostado de saber que a tese vigente neste podcast sobre a capacidade norte-americana de defender e impor os seus interesses em qualquer parte do globo aponta, precisamente, para a conclusão oposta. Percepções à parte, é possível mergulhar no mar de decretos e de perdões presidenciais que transbordou nos últimos dias da Casa Branca e encontrar um projecto político coerente e de longo prazo? E o que é nos dizem as companhias e as ameaças do novo Presidente dos EUA sobre a sua forma de olhar para o exercício do poder?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Brasileiro que vive e trabalha na Rottnest Island, uma ilha turística na Austrália Ocidental, sofre ataque racista ao reagir à tentativa de roubo da sua bicicleta. Publicação de turismo Fodor's Travel inclui Bali, na Indonésia, nos 15 destinos a serem reconsiderados em 2025. Ouvimos portugueses com histórias ligadas a Bali para dar suas opiniões. E uma análise da performance e potencial do fenômeno João Fonseca, tenista brasileiro de 18 anos que participa do seu primeiro Grand Slam, o Aberto da Austrália, em Melbourne.
Mircea Geoană revine pentru a patra oară la IGDLCC, de data aceasta în calitate de candidat la președinție. Discutăm despre:Controversele din campania sa electorală și acuzațiile care i se aducVizita la Moscova din 2009 și relația cu RusiaFinanțarea campaniei și provocările unui candidat independentRomânia anului 2025 - recesiune, deficit bugetar și provocări climaticeReforma statului și digitalizarea administrațieiRolul României în regiune și relația cu Republica MoldovaViitorul tehnologic și pregătirea României pentru era AIO poveste personală din 2004 despre arestarea mea în Bulgaria IGDLCC înseamnă Informații Gratis despre Lucruri care Costă! Totul ne costă dar mai ales timpul așa că am făcut această serie pentru a mă informa și educa alături de invitați din domeniile mele de interes. Te invit alături de mine în această călătorie. Mi-am propus să mă facă mai informat și mai adaptat la schimbările care vin. Sper să o facă și pentru tine.