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Fomos ao país que conquistou a última Copa Africana de Nações EM CAMPO, na companhia do amigo Augusto Chidozie - do podcast Ponta de Lança - para conhecer mais sobre a trajetória da África Ocidental e a relação desta região com a escravidão nas Américas!Tudo com muita cultura, informação e leveza, além da trajetória do esporte em Senegal e a coluna O Livro, com nosso amigo Ubiratan Leal, abordando uma extinta competição entre as antigas colônias francesas no oeste africano. Compartilhe e divulgue nosso retorno!A temporada 2026 do Fronteiras Invisíveis do Futebol, o podcast de História que você ama, é um oferecimento exclusivo @petlovebrasil!Use o cupom XADREZVERBAL50 para ter 50% de desconto no primeiro mês do plano de saúde do seu pet na Petlove!*Exceto Plano Leve. Promoção por tempo limitado. Oferta válida para clientes com Plano de Saúde e Clube Petlove ativos, em produtos selecionados do Programa de Benefícios de Medicamentos. O cupom pode ser desativado sem aviso prévio conforme disponibilidade. Não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.
Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país. Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte). O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”
Documento debatido no Conselho de Segurança cita Moçambique como um dos países, onde grupo tem atuado; penetração na África Ocidental é a mais ativa do mundo e já conta com drones comerciais; terroristas seguem atuando na Síria.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
TUTAMÉIA entrevista um dos integrantes do grupo Explosive Media, que desenvolveu a série conhecida como "vídeos lego", animações que usam símbolos da cultura dos Estados Unidos para enfrentar a propaganda de Trump contra o Irã. A entrevista foi gravada em Teerã em 15 de julho de 2026. Por razões de segurança, o entrevistado não aparece no vídeo nem informa seu nome, preferindo se identificar apenas como Sr. Explosive Media.Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Como contaríamos a história dos últimos 500 anos da política internacional Ocidental? Quais os momentos chave que mudaram fundamentalmente a maneira como pensamos e a nossa visão do mundo?Hoje estamos à conversa com a Emily Lange, consultora e académica de Relações Internacionais. Na sua obra, navega a história dos últimos séculos através das grandes mudanças de paradigma e de visão do mundo.------------------------------------------------
A Ibibio Sound Machine, banda britânica de afro‑funk eletrônico, entra na contagem regressiva para o lançamento de seu sexto álbum, previsto para 11 de setembro. Enquanto o novo trabalho não chega, o grupo já deu uma amostra do que vem pela frente, com duas faixas recém‑lançadas do disco. Liderada pela vocalista Eno Williams, a Ibibio Sound Machine está na estrada desde 2013 e acumula cinco álbuns, com hits como “The Talking Fish”, “All That You Want” e “Pull The Rope”. Ao longo dos anos, o grupo manteve uma assinatura sonora vibrante, inspirada na era dourada do funk e da disco music da África Ocidental, sempre misturando essa base com elementos modernos de pós‑punk e electro. O próximo álbum, “Chopping Mountain”, pelo selo Merge Records, reúne 10 faixas e é descrito como um trabalho expansivo e profundamente enraizado, combinando texturas de highlife, afrobeat, soul e música eletrônica. A RFI já entrou no clima e colocou na sua playlist o single “Concept of Love”, uma faixa cheia de energia, irresistivelmente dançante e que antecipa o espírito do novo disco. Para ouvir o podcast na íntegra, aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (02): O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Partido Novo) afirmou que encara com naturalidade sua posição nas pesquisas eleitorais e atribuiu o desempenho ao fato de ainda ser pouco conhecido nacionalmente. Durante entrevista, Zema comparou a escolha do eleitor a um cardápio de restaurante, dizendo que os brasileiros só analisarão as opções de candidatos quando a eleição estiver mais próxima. Segundo ele, neste momento, a população está mais preocupada com questões do dia a dia, como o custo de vida e a conta de energia. Reportagem: Rodrigo Costa. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaram da inauguração de uma praça no bairro de Santa Ifigênia, região central da capital paulista, em uma área que anteriormente concentrava cenas abertas de uso de drogas, conhecida como Cracolândia. Durante o evento, Nunes fez críticas ao PT, enquanto Tarcísio defendeu a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagem: João Vitor Revedilho. O governo brasileiro enviou um documento ao Representante de Comércio dos EUA (USTR) contestando a ameaça de sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais. O Palácio do Planalto defendeu o sistema Pix e argumentou que a medida vai prejudicar os próprios consumidores e empresas norte-americanas. Reportagem: André Anelli. O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou, em São Paulo, o Escritório Nacional Antifacção (ENA/SP), nova estrutura da Secretaria Nacional de Segurança Pública voltada à integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Durante a cerimônia, o ministro Wellington César Lima e Silva afirmou que os Estados Unidos têm autonomia para conduzir suas políticas de segurança, mas ressaltou que qualquer atuação deve respeitar o ordenamento jurídico brasileiro e a soberania nacional. Reportagem: Misael Mainetti. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após ela compartilhar um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho sobre supostas festas promovidas por Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o senador, Michelle estava “completamente desinformada” e afirmou que sua única relação com Vorcaro foi a tentativa de obter financiamento para o filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagem: Bruno Pinheiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu que a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 entrem em vigor imediatamente após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC), eliminando o período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante ao menos duas folgas por semana, preferencialmente aos domingos. A possibilidade de uma emenda de redação está sendo analisada pela assessoria legislativa do Senado, enquanto empresários e entidades patronais seguem defendendo um prazo para adaptação às novas regras. O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital como a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental. Em documento divulgado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as autoridades afirmam que a facção brasileira expandiu suas operações para diversos países, incluindo Reino Unido, Turquia e Japão, e que atualmente representa uma ameaça criminal “real e crescente” também em território americano. O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, anunciou em evento realizado em Caxias do Sul (RS) o nome de Aroldo Medina como seu candidato a vice na disputa eleitoral. O anúncio ocorreu durante uma cerimônia da legenda, quando Medina prestou homenagem a Renan e declarou apoio à sua candidatura presidencial, reforçando a formação da chapa para o pleito de 2026. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Conheça e compare as principais pesquisas eleitorais em canalmeio.com.br/compara-pesquisas/Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essa e outras notícias: Governo de Donald Trump declarou a facção como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” ao apresentar sanções. Após racha com Michelle Bolsonaro, Flávio faz encontro com mulheres conservadoras, sem expoentes como Damares Alves e Tereza Cristina. Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos passam de fase na Copa. E as estreias do cinema têm Minions e Franz Kafka.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pastor Marcio Poncio é preso na 5ª fase da Operação Unha e Carne, da PF, investigado por ligação com a 'Máfia do Cigarro'. 'Maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental': PCC põe Brasil no centro da estratégia de Trump para as Américas. Rússia lança ataque em grande escala contra Kiev e deixa 17 mortos e dezenas de feridos. Menino de 11 anos atropela peregrinação de monges e mata 8 na Tailândia. Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos avançam para as oitavas na Copa.
O governo dos Estados Unidos considera a facção Primeiro Comando da Capital, PCC como "a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental". A classificação está em um documento publicado nesta quarta pelo Departamento do Tesouro americano. O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Leitura bíblica do dia: LEVÍTICO 23:33-43 Plano De Leitura Anual: JÓ 20–21; ATOS 10:24-48 Acampamos sob as estrelas, sem nada entre nós e o imenso céu da África Ocidental. Não precisamos de barracas na estação seca, mas a fogueira era crucial. “Não permita que o fogo se apague”, disse meu pai, atiçando as chamas. O fogo mantém os animais selvagens à distância. As criaturas de Deus são maravilhosas, mas você não quer um leopardo ou cobra passeando pelo local. Papai era missionário em Gana e tinha um talento especial para transformar tudo em ensinamento. Acampar não era exceção. Deus também usou acampamentos para ensinar Seu povo. Anualmente, por uma semana, os israelitas deveriam abrigar-se em cabanas de “galhos das mais belas árvores, folhagens de palmeiras, ramos de árvores verdejantes” (LEVÍTICO 23:40). Havia um duplo propósito. Deus lhes disse: “Todos os israelitas de nascimento morarão em cabanas. Desse modo, lembrarão […] que eu fiz seus antepassa dos morarem em cabanas quando os libertei da terra do Egito” (vv.42-43). Mas o evento era festivo também. “Celebrem com alegria diante do Senhor, seu Deus, por sete dias” (v.40). Acampar pode não ser divertido para você, mas Deus criou essa celebração de uma semana para os israelitas recordarem alegremente de Sua bondade. Esquecemos facilmente o significado dos feriados. Nossas festas podem ser alegres lembretes do caráter de nosso amoroso Deus. Ele criou a diversão também! Por: TIM GUSTAFSON
Elisabete da Cunha é uma astrofísica portuguesa radicada na Austrália, onde é Professora no Centro Internacional de Investigação em Radioastronomia, na Universidade da Austrália Ocidental, em Perth. É uma das astrofísicas mais citadas do mundo, distinguida como Highly Cited Researcher pela empresa Clarivate. O seu trabalho debruça-se sobre a formação e evolução das galáxias ao longo dos 13,8 mil milhões de anos de história do Universo. Acaba de publicar, pela Manuscrito (Grupo Presença), o seu primeiro livro de divulgação em português, O que se Passa Acima das Nossas Cabeças, um convite a viajar pelo Universo e a perceber o que a astronomia sabe hoje sobre o Big Bang, os buracos negros, as estrelas e o nosso lugar no cosmos. Neste episódio, Elisabete da Cunha conta como é que uma rapariga de Barroselas chegou a estudar galáxias a milhares de milhões de anos-luz de distância, e o que lhe trouxe cada paragem do seu percurso internacional — Portugal, França, Alemanha, Austrália. Explica o que significa, afinal, falar em "evolução" de uma galáxia e o que torna o telescópio ALMA tão especial para observar o Universo distante. Fala também sobre a descoberta, anunciada em Dezembro passado, de uma galáxia jovem que "quebra todas as regras". E, claro, a conversa passa também pela pergunta que não podia faltar: estamos sós no Universo? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alerta para tempos recordes de espera das ambulâncias. A detecção da gripe aviária H5N1 na Austrália Ocidental levou produtores a reforçar medidas de contenção. No Médio Oriente, o Hezbollah exigiu a retirada israelense do sul do Líbano. Na Copa do Mundo, Cabo Verde segue invicto e sonha com classificação histórica, enquanto Portugal e Brasil projetam os próximos desafios.Alerta para tempos recordes de espera das ambulâncias. A detecção da gripe aviária H5N1 na Austrália Ocidental levou produtores a reforçar medidas de contenção. No Médio Oriente, o Hezbollah exigiu a retirada israelense do sul do Líbano. Na Copa do Mundo, Cabo Verde segue invicto e sonha com classificação histórica, enquanto Portugal e Brasil projetam os próximos desafios.
Secretário-geral da ONU afirma que Haiti vive crise mais grave do Hemisfério Ocidental; para ele, mundo não tem direito de desviar o olhar da situação que domina ilha caribenha.
Em França, a destruição sazonal já faz parte do calendário. E, como lembrava o nosso Eça, de França tudo nos chega pelo paquete – como, aliás, tem chegado: dos cocktails Molotov nas marchas contra o aborto aos pirómanos de rosto coberto junto à escadaria do Parlamento, vai crescendo por cá um certo gosto por estes passatempos, usualmente com o carimbo da extrema-esquerda.
Links:Canal jorge Uesu falando do Maik https://www.instagram.com/reels/DZYcFzzqUSI/Curso Cabala e Magia Planetária com Marcos Keller: https://www.sympla.com.br/evento-online/fundamentos-e-pratica-da-cabala-hermetica-e-magia-planetaria/3424981Camisetas Mundo Freak: https://umapenca.com/mundofreak/loja/?srsltid=AfmBOoqsX2AWTRFB-FUyRZnCnRrfrZjDjoCtaZalh2J2cF_lCI4OiqaUNa live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar na longa e fascinante história do ocultismo ocidental, um conjunto de tradições esotéricas, filosóficas e espirituais que atravessa séculos e ajudou a moldar parte do imaginário do Ocidente.A conversa começa nas origens mais antigas desse pensamento, passando por Alexandria, pelo hermetismo, por Hermes Trismegisto, pelo gnosticismo, pelo neoplatonismo e pelas formas como esse conhecimento sobreviveu, foi codificado e transformado ao longo da Idade Média. A pauta também entra em temas como alquimia, cabala, grimórios medievais e a ideia de que o ocultismo sempre esteve ligado à busca por uma gnose, um conhecimento interior e transformador.Ao longo da live, a gente avança para o Renascimento, quando magia, filosofia e ciência ainda caminhavam lado a lado, e passa por figuras fundamentais como John Dee, além do surgimento de tradições e estruturas como rosacrucianismo, maçonaria, Éliphas Lévi, Helena Blavatsky e a Golden Dawn, que ajudaram a organizar o ocultismo moderno.Na reta final, o papo chega ao século XX com nomes incontornáveis como Aleister Crowley, Jack Parsons e Anton LaVey, mostrando como o ocultismo saiu dos círculos iniciáticos e passou a dialogar com contracultura, mídia, ciência, espiritualidade alternativa e cultura pop.Se você gosta de história do esoterismo, magia cerimonial, sociedades secretas, alquimia, hermetismo, cabala, Crowley, satanismo moderno, mistérios históricos e da relação entre ocultismo e cultura contemporânea, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: qual fase da história do ocultismo mais te intriga, Antiguidade, Renascimento, sociedades secretas ou século XX?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1rW9O0Lz3fdfmqZiApoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Ocultismo#OcultismoOcidental#Hermetismo#Alquimia#Cabala#AleisterCrowley#SociedadesSecretas#Esoterismo
Links:Canal jorge Uesu falando do Maik https://www.instagram.com/reels/DZYcFzzqUSI/Curso Cabala e Magia Planetária com Marcos Keller: https://www.sympla.com.br/evento-online/fundamentos-e-pratica-da-cabala-hermetica-e-magia-planetaria/3424981Camisetas Mundo Freak: https://umapenca.com/mundofreak/loja/?srsltid=AfmBOoqsX2AWTRFB-FUyRZnCnRrfrZjDjoCtaZalh2J2cF_lCI4OiqaUNa live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar na longa e fascinante história do ocultismo ocidental, um conjunto de tradições esotéricas, filosóficas e espirituais que atravessa séculos e ajudou a moldar parte do imaginário do Ocidente.A conversa começa nas origens mais antigas desse pensamento, passando por Alexandria, pelo hermetismo, por Hermes Trismegisto, pelo gnosticismo, pelo neoplatonismo e pelas formas como esse conhecimento sobreviveu, foi codificado e transformado ao longo da Idade Média. A pauta também entra em temas como alquimia, cabala, grimórios medievais e a ideia de que o ocultismo sempre esteve ligado à busca por uma gnose, um conhecimento interior e transformador.Ao longo da live, a gente avança para o Renascimento, quando magia, filosofia e ciência ainda caminhavam lado a lado, e passa por figuras fundamentais como John Dee, além do surgimento de tradições e estruturas como rosacrucianismo, maçonaria, Éliphas Lévi, Helena Blavatsky e a Golden Dawn, que ajudaram a organizar o ocultismo moderno.Na reta final, o papo chega ao século XX com nomes incontornáveis como Aleister Crowley, Jack Parsons e Anton LaVey, mostrando como o ocultismo saiu dos círculos iniciáticos e passou a dialogar com contracultura, mídia, ciência, espiritualidade alternativa e cultura pop.Se você gosta de história do esoterismo, magia cerimonial, sociedades secretas, alquimia, hermetismo, cabala, Crowley, satanismo moderno, mistérios históricos e da relação entre ocultismo e cultura contemporânea, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: qual fase da história do ocultismo mais te intriga, Antiguidade, Renascimento, sociedades secretas ou século XX?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1rW9O0Lz3fdfmqZiApoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Ocultismo#OcultismoOcidental#Hermetismo#Alquimia#Cabala#AleisterCrowley#SociedadesSecretas#Esoterismo
Emprego por conta própria, informalidade generalizada e desigualdades impedem acesso a trabalho digno; mulheres jovens enfrentam dificuldades acrescidas no acesso ao mercado.
TUTAMÉIA entrevista o professor Rasoul Nowruzi, doutor em Relações Internacionais pela Universidade Allameh Tabataba'i de Teerã, membro do corpo docente e coordenador do Grupo de Estudos da Ásia Ocidental e Norte da África da Universidade Baqir al-Olum. Baseado em Qom, ele visita a cidade de Minab, onde fica a escola de educação infantil bombardeada pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro de 2026. No ataque terrorista, foram assassinadas mais de 160 crianças. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Neste episódio do Podcast Missionando recebemos os missionários Basílio e Gislaine para uma conversa inspiradora sobre missões na África Ocidental e os desafios culturais.Assistir Podcast: youtube.com/watch?v=ogKS8X-g8JwSaiba mais: apmt.org.br/missionarios
Advogado e ambientalista brasileiro recebe visto Global Talent ao levar modelo australiano de reservas de surfe ao Brasil. Histórias esquecidas: participação indígena nas guerras ganha destaque no Dia dos ANZAC. Ataques de dingos deixam crianças feridas em parque na Austrália Ocidental. ACCC investiga sobretaxas de combustível acima de 70% e levanta debate sobre concorrência. Milk bars: os pontos de encontro que marcaram gerações e hoje quase desapareceram.
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta sexta-feira, 24 de abril.Relatório diz que África Ocidental tornou-se novo epicentro do terrorismo globalNo Haiti, gangues ocupam territórios fora da capital e agravam crise humanitária
Pelo menos duas crianças foram levadas ao hospital após ataques de dingos, os cães australianos selvagens, em um mesmo acampamento no Parque Nacional Karijini na Austrália Ocidental.
Comitê de Combate ao Terrorismo, do Conselho de Segurança da ONU, destaca mudança drástica na dinâmica da violência extremista; Região do Sahel consolidou-se como foco principal da insegurança global em 2025 com 1% de mortes por terrorismo.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (21): O novo sistema de reembolso das tarifas impostas por Donald Trump começou a operar para empresários americanos, com expectativa de devoluções de até US$ 166 bilhões. A Alfândega dos EUA concluiu a fase inicial da ferramenta, chamada CAPE. O sistema permite consolidar os valores em um único pagamento eletrônico. Além disso, os reembolsos podem incluir juros quando aplicável. MC Ryan SP cobrava até R$ 400 mil por dia para divulgar jogos ilegais, segundo investigação da Polícia Federal que levou à sua prisão e à de MC Poze do Rodo. Os artistas teriam atuado em esquema de lavagem de dinheiro, misturando receitas ilícitas com cachês. As apurações também apontam uso de rifas clandestinas e redes sociais para movimentação financeira. Áudios e mensagens revelam negociações de alto valor com plataformas de apostas. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou a importância da viagem de Luiz Inácio Lula da Silva à Europa antes da entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia. Cerca de 500 produtos brasileiros terão tarifas zeradas imediatamente. Outros itens terão redução gradual de impostos, ampliando o comércio com o bloco. Alckmin classificou o acordo como “ganha-ganha” e ressaltou oportunidades em um mercado de US$ 22 trilhões. O governo dos Estados Unidos pediu a saída de um delegado brasileiro envolvido na detenção de Alexandre Ramagem. A informação foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental. Segundo o órgão, estrangeiros não podem manipular o sistema de imigração para evitar extradições. O caso envolve um policial federal que atuava junto ao ICE. O Banco de Brasília anunciou acordo com a Quadra Capital para vender R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master. A operação foi aprovada pelo Conselho de Administração e comunicada ao mercado. O negócio prevê a criação de um fundo de investimento específico. Esse fundo ficará responsável por gerir os ativos transferidos. Geraldo Alckmin defendeu o fim da escala 6x1, mas afirmou que a mudança deve respeitar as particularidades de cada setor. A declaração ocorreu durante visita a uma fábrica em Cubatão. Ele destacou que a redução da jornada é uma tendência global. No entanto, reforçou a necessidade de debate e adaptação às diferentes realidades do mercado. Representantes de Israel e Líbano devem se reunir em Washington para retomar o diálogo diplomático. Israel será representado por seu embaixador nos Estados Unidos, Yechiel Leiter. O encontro será o primeiro após um cessar-fogo de 10 dias e marca uma tentativa de avanço nas negociações. A rejeição a Donald Trump chegou a 62%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento foi feito em meio à guerra com o Irã e a tensões com o Papa Leão. A aprovação do presidente permaneceu em 36%. Esse é o nível mais baixo de seu mandato, mantendo estabilidade em relação ao mês anterior. Donald Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã deve terminar nos próximos dias. Ele considera improvável a extensão da trégua sem avanços nas negociações. O acordo expira na noite de quarta-feira (22), no horário de Washington. Para analisar o tema, a Jovem Pan entrevista o cientista político Christopher Garman. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Alberto Gonçalves comenta o papel de Pedro Sánchez no “progressismo” globalSee omnystudio.com/listener for privacy information.
LEITURA BÍBLICA DO DIA: ISAÍAS 42:5-9 PLANO DE LEITURA ANUAL: 1 SAMUEL 15–16; LUCAS 10:25-42 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Genoveva tinha que “ser os olhos” de seus três filhos, todos nascidos com catarata congênita. Sempre que os levava para sua aldeia na República do Benin, na África Ocidental, amarrava o seu bebê nas costas e segurava a mão dos dois mais velhos, atenta a qualquer perigo. Em uma cultura que acredita que a cegueira era causada por feitiçaria, Genoveva desesperou--se e clamou a Deus por ajuda. Então, certo homem contou-lhe sobre o Mercy Ships (Navios de misericórdia), um ministério que oferece importantes cirurgias e honra Jesus ao trazer esperança e cura aos necessitados. Sem saber se poderiam ajudá-la, aproximou-se deles. Quando as crian ças acordaram após suas cirurgias, elas podiam ver! A história de Deus sempre foi sobre estar ao lado daqueles envoltos em trevas e trazer-lhes à Sua luz. O profeta Isaías decla rou que Deus seria “uma luz para guiar as nações” (ISAÍAS 42:6). Ele iria abrir “os olhos dos cegos” (v.7), restaurando não só a visão física, mas também a visão espiritual. Prometeu-lhes segurar a mão de Seu povo (v.6). Deus restaurou a visão aos cegos e trouxe luz aos que viviam nas trevas. Se você se sente derrotado pela escuridão, apegue-se à esperança, à medida que se reveste das promessas de nosso amoroso Pai, pedindo-lhe que a Sua luz o ilumine. Por: AMY BOUCHER PYE
Composta durante uma visita de Colin McPhee ao México em 1936, Tabuh-Tabuhan é uma toccata orquestral para dois pianos solo. Logo após McPhee ter terminado de escrever a obra, Carlos Chávez e a Orquestra Nacional da Cidade do México a apresentaram pela primeira vez. O nome incomum e as origens da obra são explicados por McPhee em suas notas de programa: “Tabuh-Tabuhan foi composta depois de eu já ter passado quatro anos em Bali envolvido em pesquisa musical, e é amplamente inspirada, especialmente em sua orquestração, pelos vários métodos que aprendi da técnica do gamelão balinês. O título da obra deriva da palavra balinesa 'Tabuh', que originalmente significava o martelo usado para tocar um instrumento de percussão, mas cujo significado foi ampliado para incluir golpe ou batida – o tambor, um gongo, xilofone ou metalofone. Tabuh-Tabuhan é, portanto, um substantivo coletivo balinês que engloba diferentes ritmos de tambor, formas métricas, pontuações de gongo, gamelões e música essencialmente percussiva.Apoie o Conversa de Câmara. Seja nosso padrinho: https://apoia.se/conversadecamara RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg, Rafael Hassan e Danilo Coelho
Bom dia 247_ Trump e Netanyahu enterram a _civilização ocidental_ 4_3_26 by TV 247
Mais de 60% das vítimas identificadas de tráfico humano na região são menores; Türk pede união das nações para garantir plena implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança; Guiné-Bissau integra lista.
Não muito tempo atrás, comer salmão era um privilégio de ocasiões raras no ano. O preço alto de um produto nobre, pescado em águas distantes e geladas, não permitia que fosse de outra forma. Mas hoje, nas grandes cidades ocidentais, há quem se dê este luxo várias vezes por semana, apesar do alto custo social e ambiental de uma indústria que parece fora de controle. O salmão encontrado nos supermercados em 2026 tem pouco a ver com as espécies selvagens que eram degustadas até os anos 1980. Nos últimos 40 anos, o consumo mundial do peixe triplicou graças à expansão da criação em cativeiro nos principais países produtores, Chile, Escócia e Noruega. Na maioria das fazendas marinhas, os salmões vivem confinados aos milhares em espaços limitados por gaiolas. Privados de seus hábitos naturais, podem se atacar uns aos outros e são presas fáceis para parasitas, explica Maxime Carsel, autor de um livro que acaba de ser publicado na França: Un poisson nommé saumon : enquête sur une industrie dévastatrice (Um peixe chamado salmão: investigação sobre uma indústria devastadora, em tradução livre). A obra traz imagens impressionantes sobre as condições dos cativeiros e é publicada no momento em que a multinacional Pure Salmon planeja expandir sua produção para oito países, entre eles a França. O projeto, contestado por organizações ambientalistas, visa construir a maior fazenda do peixe do planeta, na região de Gironda. “Há fazendas de salmão onde os peixes se comem uns aos outros, morrem e ou são devorados vivos pelos piolhos-do-mar, que são pequenos crustáceos encontrados nos oceanos que se alimentam do muco dos peixes”, disse ao autor, em entrevista à RFI. “Os salmões ficam então como zumbis – tem peixes que perderam a mandíbula, os olhos, as nadadeiras, mas ainda estão vivos. Esses são os peixes que, no final da cadeia alimentar, podem acabar no seu prato.” Coquetel de agrotóxicos Para enfrentar a proliferação dos parasitas, os produtores utilizam um coquetel de agrotóxicos como deltametrina, azametifos e benzoato de emamectina, que as correntes marítimas espalham para outros lugares. O salmão em si também é fonte de contaminação, ao levar consigo os resíduos químicos até o prato do consumidor. Não à toa, as autoridades sanitárias da Noruega emitiram uma recomendação para as famílias limitarem a ingestão do peixe, apesar de o país ser o líder mundial da produção. Os maiores consumidores são potências desenvolvidas: Japão, Rússia, Estados Unidos e França. Mas para dar conta do apetite europeu, americano e asiático, as empresas recorrem aos países do sul, e até à África. O salmão é um peixe carnívoro que, em cativeiro, costuma ser alimentado com um composto de farinha animal e soja. Em média, são necessários de 1 a 2 quilos de outros peixe para cada quilo de salmão produzido em cativeiro. Peixe para alimentar salmão, e não populações Foi assim que, na costa africana, multiplicaram-se nos últimos anos as usinas de fabricação do alimento, com pescados da região – e em detrimento da população local, denuncia Aliou Ba, diretor de campanhas de pesca do Greenpeace África. “Eles usam, a cada ano, 500 mil toneladas de peixe para produzir farinha e óleo de peixe. Meio milhão de toneladas de peixe poderia alimentar aproximadamente 40 milhões de pessoas na África”, salienta. “Portanto, isso representa um problema sério e constitui o lado obscuro, a outra face dessa indústria de criação de salmão, que prejudica profundamente comunidades e países. Tem um impacto realmente negativo na África Ocidental.” Em países como Mauritânia, Senegal e Gambia, pescadores artesanais não conseguem mais encontrar cardumes de sardinhas como antes. O impacto no setor levou os governos locais a restringirem o uso dos peixes para a produção de farinha – mas os navios pesqueiros agora se deslocam mais ao sul. “Alguns estão se estabelecendo na Guiné-Bissau. Uma coisa é certa: enquanto eles não pararem de explorar excessivamente nossos recursos, deixando nossas mulheres e pescadores desempregados e destruindo nossos ecossistemas marinhos, nós também não vamos parar de lutar contra eles”, garante Aliou Ba. Mortes de trabalhadores no Chile Em seu livro, o jornalista francês Maxime Carsel também aborda o aspecto social da exploração excessiva do salmão. No Chile, catapultado a segundo maior produtor graças aos cativeiros, as condições de trabalho nestas fazendas são bem diferentes da Europa, constata ele. “Pessoas perderam dedos e mãos. Há também aqueles mergulhadores cujo trabalho é limpar as gaiolas de salmão e que morrem porque os cabos caem sobre eles”, aponta. “Perto de cem mergulhadores morreram no Chile nos últimos anos.” Maxime Carsel avalia que um dos poucos freios para reverter este cenário seria a tomada de consciência dos consumidores. No que depender da indústria, a tendência é de crescimento ainda maior do setor. A norueguesa Mowi, líder mundial da produção de salmão, planeja passar dos atuais 520 mil toneladas ao ano para 600 mil toneladas até 2029. A China, onde a demanda é exponencial, está se lançando na produção e até Dubai amplia as duas fazendas de salmão, em pleno deserto.
EUA ameaçam com força militar vizinhos que não ajudarem a combater narcotráfico e influência de rivais no Hemisfério Ocidental. Investigadores veem situação de Toffoli como insustentável e alertam ministros do STF sobre agravamento das investigações do Caso Master. Crianças localizadas em hotel no Centro de SP não são irmãos desaparecidos no MA, diz polícia. Veja quem é o empresário suspeito de sufocar namorada até desmaiar dentro do elevador, em Goiânia. Nada de arroz: saiba o que fazer se o celular cair na água.
Pôe a diplomacia europeia em alerta. Crónica de Francisco Sena Santos
Disponibilidade por pessoa caiu 7% na última década; norte de África e Ásia Ocidental enfrentam pressão extrema; agricultura continua a ser o principal consumidor do recurso no mundo.
A reconstrução do Irã depois da Guerra dos Doze Dias - José Arbex - Programa 20 Minutos
Secretário-geral fez apelo por pleno respeito pelo Estado de Direito e pela Constituição; autoridades anunciaram operação de busca de golpistas e reféns; enviado para a África Ocidental pede retorno à calma.
Neste vídeo, explico por que o Hezbollah — severamente degradado por Israel — tenta se reerguer e como isso reabre a disputa entre coercão militar, finanças ilícitas e diplomacia. Parto da pressão dos EUA em Beirute e do impasse doméstico libanês (um “Estado dentro do Estado”) para mostrar o papel do Irã e, sobretudo, das redes globais do Hezbollah que combinam empresas de fachada, casas de câmbio, ONGs e intermediários em África, Ásia, Europa e Américas. Detalho como sanções recentes e medidas de Líbano e Síria apertam rotas tradicionais, empurrando o grupo a explorar a Tríplice Fronteira e a África Ocidental para levantar fundos, lavar dinheiro e buscar tecnologia de uso dual (drones, precursores químicos). Analiso por que a recomposição do Hezbollah depende tanto de fluxo financeiro quanto de narrativa de “resistência” — e como falhas em pagar compensações e reconstrução corroem sua base social. Mostro, também, o que funciona contra essa elasticidade: designações terroristas nacionais (e o que muda juridicamente), cooperação policial, bloqueio de ativos e repressão a facilitadores.
A situação política na Guiné-Bissau voltou a deteriorar-se com um novo golpe de Estado que suspendeu a ordem constitucional, dissolveu instituições democráticas e impôs restrições severas, incluindo o bloqueio de fronteiras e meios de comunicação. Portugal, o Brasil e o secretário-geral da ONU manifestaram preocupação perante a instabilidade persistente, agravada desde a chegada de Umaro Sissoco Embaló à presidência. A instabilidade crónica resulta sobretudo da interferência militar na política e da influência do narcotráfico, fatores que contribuem para que o país, um dos mais pobres do mundo, seja considerado um Estado falhado na África Ocidental.
No 3 em 1 desta quarta-feira (26), o destaque foi o ataque a tiros que deixou dois soldados da Guarda Nacional dos Estados Unidos feridos próximo à Casa Branca. A polícia confirmou o incidente, prendeu o suspeito e isolou a área. A Casa Branca entrou em lockdown enquanto autoridades americanas investigam o caso. Reportagem: Eliseu Caetano e Fabrizio Neitzke. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o ataque, afirmando que “o animal que atirou vai pagar um preço caro”. O governo americano segue monitorando a situação em Washington D.C. O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey (Republicanos), confirmou a morte dos dois guardas nacionais após o tiroteio. A informação foi divulgada em suas redes sociais. Reportagem: Fabrizio Neitzke. O ministro Alexandre de Moraes intimou a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a investigação apontar que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teria utilizado um celular durante visita à sua prisão domiciliar, em violação às regras estabelecidas. Bolsonaro também passou por audiência de custódia nesta quarta-feira. Reportagem: Janaína Camelo. Os comentaristas analisaram o episódio envolvendo Nikolas Ferreira, que teria descumprido normas ao usar o celular durante a visita. Para Paulo Loiola, o caso “parece que vai ser mais uma complicação para a direita”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou a atuação da Justiça ao comentar a prisão de Jair Bolsonaro. Lula classificou o julgamento como uma “lição de democracia” e ressaltou que é “a primeira vez” que alguém é preso por tentativa de golpe de Estado. Reportagem: André Anelli. O general Augusto Heleno, condenado a 21 anos por participação na trama golpista, informou ao Exército que sofre de Alzheimer há sete anos. A defesa deve usar o quadro clínico para tentar reduzir a pena. Reportagem: Lucas Martins. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou as eleições de 2026, afirmando: “Eu quero ajudar, não preciso ser protagonista”. Ele reforçou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Tenho laço de amizade e gratidão com Bolsonaro”. Reportagem: Misael Mainetti. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A Nigéria vive um dos piores massacres religiosos do século XXI — e quase ninguém fala sobre isso. Neste vídeo da Brasil Paralelo, você entenderá como grupos extremistas islâmicos promovem o genocídio de cristãos, como o governo nigeriano ignora a tragédia e por que a grande mídia silencia diante de um dos maiores crimes de nosso tempo. Em um país dividido por religião e história colonial, a perseguição aos cristãos se intensificou nas últimas décadas. Milícias Fulani, Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental espalham terror, destroem vilarejos e impõem a morte a quem se recusa a negar a fé. Enquanto isso, o mundo observa em silêncio. A Nigéria concentra 89% de todos os assassinatos de cristãos no planeta, e mais de 50 mil pessoas foram mortas desde 2009. Apesar das denúncias e das imagens brutais, a tragédia permanece invisível. Neste vídeo, revelamos as origens do conflito, a responsabilidade do governo, a omissão internacional e o papel da África como o novo centro da fé cristã no mundo.
Na edição desta semana destacamos as comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, da presença da Interpol em Moçambique para uma operação de combate a vários fenómenos criminais. Um olhar ainda sobre a seca severa que se vide neste país. A campanha eleitoral na Guiné-Bissau está marcada pelos ataques pessoais entre os candidatos. Em Cabo Verde para além da discussão no Parlamento do Orçamento vamos dar-lhe conta ainda da entrega por parte da UE de dois barcos semi-rígidos. Uma efeméride marcou a actualidade no continente africano esta semana. No passado dia 11 de Novembro, Angola comemorou os cinquenta anos da sua independência. Ao longo desta semana a RFI fez o diagnóstico do país, um olhar sobre o passado, o presente e os anseios em relação ao futuro... são cinco episódios especiais e que pode ouvir aqui. No discurso proferido durante as comemorações do 50.º aniversário da independência, na Praça da República, em Luanda, o presidente angolano João Lourenço disse estar “ciente de que há ainda muito por fazer no país”. Mas o dia de comemorações dos 50 anos da independência de Angola ficou marcado pela concentração de vários defensores dos direitos humanos que através da voz da activista Yared Bumba consideram que o país “está em total desgraça”. Na actualidade moçambicana destacamos esta semana a seca severa que se faz sentir em três distritos da província de Gaza, no Sul do país, devido à escassez de chuvas. Uma situação que resulta do fenómeno El Niño, e que afecta pouco mais de 19 mil pessoas e que é considerada “grave” pelo porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres INGD, Bonifácio Cardoso. Ainda em Moçambique o Ministro do Interior, Paulo Chachine, confirmou a presença de agentes da Interpol numa operação no país. O responsável ministerial refere que “esta missão visa o combate a vários fenómenos criminais, nomeadamente o tráfico de seres humanos, tráfico de drogas e imigração ilegal”. Na Guiné-Bissau, esta semana, a campanha eleitoral para as legislativas e presidenciais ficou marcada pela intensificação do contacto com os eleitores por parte dos principais candidatos à presidência... e os ataques pessoais entre eles começaram a ouvir-se. Em Cabo Verde o governo prometeu, no Parlamento, um orçamento do Estado para 2026 com “estabilidade macroeconómica e atenção social”. A proposta de orçamento para 2026 esteve em discussão na semana passada e prevê um crescimento de 6% e uma taxa de desemprego de 7,3%. Para o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, “este orçamento tem como objectivo colocar as pessoas no centro da acção governativa”. A actualidade cabo-verdiana ficou marcada pela entrega por parte da União Europeia de dois barcos semi-rígidos para ajudar o país no combate a pirataria, o tráfico ilícito, a pesca ilegal e outras ameaças transnacionais. A entrega acontece no âmbito do projecto de Apoio à Segurança Marítima Integrada da África Ocidental, financiado pela União Europeia em 10 milhões de euros e foi considerado pela Ministra de Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, “um passo significativo no reforço da segurança marítima”.
O programa que foi ao ar em rede nacional pela rádio SBS 2 na Austrália. O noticiário do dia. Conversamos com a artista e educadora brasileira que é a nova chefe do Instituto Nacional de Artes da Austrália. Em Portugal, Luís Montenegro quer avançar com a expulsão de imigrantes ilegais do país, enquanto mesquitas de Lisboa acordaram com mensagens xenófobas citando remigração ou inquisição. Na Austrália, a Virgin renova sua frota com a aquisição de jatos da Embraer, que devem atuar na área regional da Austrália Ocidental.
Alberto Gonçalves comenta as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre TrumpSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Debate no Conselho de Segurança revelou que capacidade operacional e redes logísticas permanecem fortes, apesar da morte de lideres; África Ocidental se tornou pólo de propaganda extremista; na Síria, grupo realiza operações secretas e incita tensões sectárias.
A polícia da Austrália Ocidental solicita à população que ajude a identificar um bebé cujo corpo foi encontrado no esgoto, nos subúrbios a norte de Perth. Sydney foi novamente palco de um incidente com recurso a arma de fogo, que resultou numa vítima mortal. No Brasil, impulsionada pela repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Pereira, o Felca, a discussão sobre a necessidade de uma lei que crie regras de proteção para crianças e adolescentes em ambientes digitais volta a estar em destaque. Estas e outras notícias em destaque no noticiário de hoje.
O ministro Flávio Dino, do STF, "esclareceu" nesta segunda-feira que "leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro".Ainda de acordo Dino, qualquer violação a essa conclusão constitui "ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro".O ministro não mencionou a Lei Magnitsky e nem as sanções impostas pelo governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Porém, Dino alega que "o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas 'ratificados' pelos órgãos que exercem a soberania nacional".Após a manifestação do ministro, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental afirmou que Alexandre de Moraes é “tóxico” para empresas e indivíduos que queiram manter relações com os Estados Unidos e seu mercado.Sem citar diretamente a decisão do ministro Flávio Dino, o governo Trump reforçou a validade global da Lei Magnitsky, imposta a Moraes, e alertou que as “pessoas de fora devem agir com cautela” ou sofrerão riscos de sanções.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Brasil deixa o Mapa da Fome da FAO após recuperar ganhos em segurança nutricional; relatório de várias agências da ONU confirma que preços dos alimentos aumentaram em 2024 em todo o globo.
Uma das principais causas de morte global de crianças e jovens entre 1 a 24 anos; carga é sentida em todas as economias do mundo; taxa é mais alta no Pacífico Ocidental; resolução da ONU recomenda treinamento e gerenciamento de riscos de desastres como cheias.