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Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Rádio PT
BOLETIM | Mais de 500 mil mulheres receberam implantes contraceptivos

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 2:31


Como parte das ações com foco na saúde da mulher, o Implanon é um anticoncepcional de longa duração, que é inserido na pele e garante a prevenção à gravidêz pelo período de 3 anos. A tecnologia chega a custar de 3 mil a 5 mil na rede privada e passou a ser oferecida pelo SUS desde dezembro do ano passado.  Sonora:

ONU News
13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 2:20


Nove países concentraram 52,4% de todos os menores "dose zero", que não possuem nenhuma imunização contra doenças; Relatório da OMS e do Unicef mostram que ano passado 116 milhões de crianças receberam pelo menos a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em todo o mundo.

M80 - Linha de Passe
Cerca de cem adeptos receberam a seleção nacional na chegada a Portugal

M80 - Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 6:18


Jogadores da Bélgica fazem a chamada "dança de Trump" e o Viagra que afinal não foi usado pelos ingleses!

Jornal das comunidades
Lusodescendentes receberam ordem de abandono da Madeira

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later May 15, 2026 12:19


Denúncia feita pela Associação de Amigos da Diáspora: notificações para abandono da região por culpa de atrasos da AIMA. Sabores de Newark vai ser pontapé de saída para a festa do Mundial nesta cidade dos EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Caça ao Voto
Passos Perdidos. Cremes e máscaras. As prendas que os deputados já receberam

Caça ao Voto

Play Episode Listen Later May 4, 2026 14:35


Os deputados têm que registar as prendas que recebem no exercício de funções. Aguiar Branco é o que mais brindes tem, mas André Ventura lidera os mais curiosos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fim de Tarde Eldorado
Ricardo Corrêa: 100 PMs do DF receberam R$ 40 mi em penduricalhos

Fim de Tarde Eldorado

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 8:38


Coronéis da reserva da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal lideraram, com folga, os contracheques do governo local em fevereiro. Cinco deles receberam, em média, R$ 719 mil no mês, inflados pelo penduricalho “licença-prêmio”, benefício que garante três meses de afastamento remunerado a cada cinco anos de serviço. Ricardo Corrêa analisa o assunto em conversa com Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Doa a Quem Doer
Traficantes incendeiam viaturas de agentes da PSP por investigarem tráfico de droga. Polícias não receberam indemnização

Doa a Quem Doer

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 27:21


O 'Doa a Quem Doer' revela a história dos três polícias, responsáveis por investigações ao tráfico de droga, que foram atacados por fazerem o seu serviço. O programa desta semana fala, ainda, sobre o desaparecimento de Carla Rocha, uma professora de Português que não é vista há mais de um mês. 

LendaCast
RELATOS DE PESSOAS QUE RECEBERAM CARTAS PSICOGRAFADAS | LendaCast Solo #81

LendaCast

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 141:14


Neste episódio do LendaCast Solo, li (e me emocionei) com histórias de pessoas que receberam mensagens enviadas por espíritos.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?... - Meditação Matinal 28/02/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 34:48


“Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.” Atos 19:2“Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em Nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” Atos 19:4-6

Sermões do Instituto Bom Pastor
Os magos fizeram muito com o pouco que receberam. O que fazemos com o muito que recebemos? (06.01.2025)

Sermões do Instituto Bom Pastor

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 27:20


Sermão para a Festa da Epifania do SenhorPadre Luiz F. Pasquotto, IBP.Capela Nossa Senhora das Dores, DF.

Zoom
Conferência de Imprensa. Família de GNR morto no Guadiana já receberam indemnização

Zoom

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 4:15


JN: Viúva e filhos de militar da GNR morto no Guadiana já receberam indemnização de 217,5 mil euros. El País destaca libertação de 71 presos políticos na Venezuela, a maior dos últimos meses. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Lavouras de soja receberam chuvas e se desenvolvem bem na região de Dourados/MS

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 6:04


Expectativa é de boa produtividade, mas de margens apertadas diante de custos elevados

Notícias Agrícolas - Podcasts
Florada da laranja começou apenas nas regiões que receberam chuvas

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 6:10


Áreas que seguem com seca registram queda de frutas e podem ter menos qualidade após a colheita

Notícias MP
Conselho Superior do MPAC aprova promotores de Justiça Substitutos na terceira fase do estágio probatório

Notícias MP

Play Episode Listen Later May 14, 2025 1:17


Nesta quinta-feira, 8, o Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou a 2ª Sessão Plenária Extraordinária de 2025, durante a qual dez promotores de Justiça substitutos foram aprovados na terceira fase do estágio probatório, denominada fase de confirmação. Receberam aprovação os promotores Pablo Leones Machado, André Pinho Simões, Wendelson Mendonça da Cunha, Eduardo Lopes de Faria, Flávio Augusto Godoy, Lucas Ferreira Bruno Iwakami, Lucas Nonato da Silva Araújo, Washington Guedes Pequeno, Renan Augusto Gonçalves Batista e Maisa Arantes Burgos.

RW notícias - fique sempre bem informado
PF diz que 3 servidores receberam R$ 17 mi em fraude no INSS

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Apr 30, 2025 3:03


As investigações da Polícia Federal indicam que dois diretores e o procurador-geral do INSS receberam 17 milhões de reais para aprovar descontos associativos sem autorização de aposentados e pensionistas. A PF afirmou à justiça que a cúpula do INSS tomou medidas práticas para garantir a manutenção dos desvios. O presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, foi demitido na semana passada.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.

Jornal Seara
SAIBA QUANTOS DEPUTADOS ESTADUAIS DO CEARÁ RECEBERAM AUXÍLIO-SAÚDE EM MARÇO!

Jornal Seara

Play Episode Listen Later Apr 4, 2025 109:05


"Saiba quantos deputados estaduais do Ceará receberam

Jornal das comunidades
Açores receberam promessa de apoio de eleitos norte-americanos

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later Feb 18, 2025 9:05


O governo regional recebeu senadores e deputados estaduais dos EUA e as possíveis deportações de açorianos indocumentados foram discutidas. Os eleitos norte-amercinaos prometeram ajudar. Edição Susana Barros

Governo do Estado de São Paulo
Boletim: 180 famílias de Guarulhos receberam a chave da casa própria - 29.01.25

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Jan 29, 2025 1:46


O governador em exercício Felicio Ramuth entregou nesta quarta-feira (29), em Guarulhos, 180 moradias financiadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), na modalidade Carta de Crédito Associativa (CCA) do programa Casa Paulista. As obras do Residencial Graviola, no Jardim São Domingos, tiveram investimentos de R$ 32,4 milhões.

Programa Brasil de Fato MG
12 estudantes receberam nota máxima na redação do Enem 2024; somente um é da rede pública

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Jan 15, 2025 14:47


Ouça mais: Imagens discriminatórias ou degradantes de mulheres em banheiros estão proibidas Apenas 12 estudantes obtiveram nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicado no ano passado. Desses participantes, somente um pertence à rede pública de ensino, localizado no estado de Minas Gerais, de acordo com os dados divulgados na manhã desta segunda-feira (13), pelo ministro da Educação, Camilo Santana.  Os dados mostram também que houve um aumento na taxa de presença em relação aos dois anos anteriores: dos 4.325.960 inscritos confirmados em 2024, 73,5% compareceram às provas, enquanto 26,5% se ausentaram.  Outros destaques desta quarta-feira, 15 de janeiro de 2025. - Inscrições para o Sisu começam nesta sexta-feira (17) - Assembleia participa da campanha SOS Chuvas - Imagens discriminatórias ou degradantes de mulheres em banheiros estão proibidas - Empresa Meta responde a questionamentos do governo brasileiro

Lições da Bíblia
Vocês receberam de graça, deem de graça

Lições da Bíblia

Play Episode Listen Later Jan 9, 2025


O post Vocês receberam de graça, deem de graça apareceu primeiro em Rede Novo Tempo de Comunicação.

Adventistas Jardim dos Ipês

O amor e a justiça de Deus Deus é amor, como ensinam as Escrituras, especialmente em 1 João 4:8 e 16. Esse amor está na essência de Seu caráter, influenciando nossa fé, prática e compreensão de Suas ações. Muitos cristãos, no entanto, possuem visões divergentes sobre a natureza do amor de Deus, enfrentando questões complexas como: Deus oferece Seu amor de forma gratuita? Amor e ira são compatíveis? É possível rejeitar o amor divino? O amor de Deus é infinitamente superior ao que o mundo define como amor, e a Bíblia revela que Ele está profundamente envolvido com a dor e o sofrimento de Suas criaturas. Sua justiça e amor caminham juntos; por amar a justiça, Deus também se preocupa com a injustiça e o sofrimento, identificando-Se com os oprimidos e sendo a maior vítima do mal. Exemplos bíblicos, como o lamento de Jesus por Jerusalém (Mt 23:37), mostram que Deus sofre pelo amor rejeitado e busca restaurar o amor no Universo. Este trimestre, o estudo abordará o entrelaçamento do amor e da justiça divina, além de outros aspectos da natureza e expressão do amor de Deus conforme as Escrituras.

Governo do Estado de São Paulo
Boletim: Cidades paulistas receberam mais de R$ 43 bi em recursos do ICMS - 07.01.25

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Jan 7, 2025 1:20


Ao longo de 2024, os 645 municípios paulistas receberam R$ 43,1 bilhões em recursos do ICMS por meio de transferências realizadas pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). O último repasse referente a dezembro do ano passado ocorreu nesta terça-feira (7), com um volume de R$ 134,5 milhões, com base na arrecadação de 31 de dezembro.

Programa Bem Viver
Cadeia da carne: 95% das grandes varejistas receberam nota zero no controle de desmatamento na Amazônia

Programa Bem Viver

Play Episode Listen Later Oct 31, 2024 61:00


Um estudo analisou informações sobre políticas de sustentabilidade de 67 grandes varejistas brasileiros e concluiu que 95% merecem nota zero no que diz respeito à atuação para não financiar o desmatamento da Amazônia na indústria da carne. A avaliação, divulgada no dia 16 de outubro, foi feita pelo Radar Verde, que, pelo terceiro ano consecutivo, realiza a iniciativa. […] O post Cadeia da carne: 95% das grandes varejistas receberam nota zero no controle de desmatamento na Amazônia apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.

Direto da Redação
PF vai apurar casos de 6 pacientes que receberam órgãos contaminados com HIV no Rio de Janeiro

Direto da Redação

Play Episode Listen Later Oct 12, 2024 5:52


JORNAL DA RECORD
11/10/2024 | 2ª Edição: Seis pacientes que receberam órgãos transplantados são infectados pelo vírus HIV no Rio

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Oct 11, 2024 3:44


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Seis pessoas testaram positivo para o vírus HIV, após receberem órgãos transplantados no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do estado que investiga o caso. A suspeita é que exames de sangue feitos em doadores num laboratório particular tenham apresentado um falso negativo. E ainda: Em São Paulo, motorista atropela criminoso após ser assaltada.

Amorosidade Estrela da Manhã
A PRIMAZIA DA MATERNIDADE ∙ OS QUE RECEBEM UM CONHECIMENTO NÃO PODEM COBRAR DAQUELES QUE NÃO RECEBERAM, SE GOSTAM DE COBRAR, ENTÃO COBREM DE SI MESMO

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Oct 1, 2024 1:57


Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
Quantos jovens receberam o dinheiro das propinas?

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Jul 31, 2024 4:57


O Governo aprovou 96589 pedidos, mas também indeferiu um número significativo: 78470. A parte do ministério da Educação está feita, agora cabe à AT confirmar se os candidatos cumprem outras condições.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Gaúcha
Famílias não receberam Auxílio Reconstrução, mosquito-pólvora pode transmitir febre oropouche e mais

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jul 17, 2024 4:07


Em 112 municípios gaúchos, nenhuma família recebeu Auxílio Reconstrução, entenda por quê. Mosquito-pólvora identificado no RS é de espécie transmissora da febre oropouche, diz Secretaria da Saúde. Prefeitura de Eldorado do Sul e governo do Estado estudam alterar local para instalação de moradias provisórias. Professora é suspeita de vender bolinhos recheados com maconha em escola de Estância Velha. No auge da tragédia do RS, campus de universidade na Região Metropolitana foi sitiado por facções criminosas.

Programa Brasil de Fato MG
Deputados do pacote “Anti-MST” receberam doações de acusados de invadir terras indígenas

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Apr 25, 2024 15:46


Os protagonistas da ofensiva parlamentar contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que acusam o movimento de "invadir" propriedades rurais, tiveram campanhas eleitorais financiadas por donos de fazendas sobrepostas a terras indígenas. Doações partiram de condenado por trabalho escravo e um suspeito por extração ilegal de ouro. O "pacote anti-invasão" – assim chamado pela bancada ruralista – busca dificultar a ação do MST e tramita de forma acelerada na Câmara. Os projetos de lei foram colocados em marcha como resposta ao Abril Vermelho, mês em que o movimento intensifica, todos os anos, as ocupações de terras aptas à reforma agrária. Saiba mais no Brasil de Fato. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/programabrasildefatomg/message

Central de Jornalismo Liberdade
Agricultores que receberam dois benefícios no ano passado precisam declarar Imposto de Renda

Central de Jornalismo Liberdade

Play Episode Listen Later Apr 4, 2024 2:41


Expresso - Expresso da Manhã
Pagam cerca de 100 euros por um scanner à íris. Quem aceita?

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 5, 2024 15:26


Mais de 300 mil pessoas em Portugal já aceitaram que a Worldcoin fizesse um scann dos seus olhos. Receberam em troca 16 criptomoedas, que valem cerca de uma centena de euros, mas tiveram também de descarregar a aplicação da Worldcoin. Trata-se da aplicação mais descarregada em Portugal na ultima semana. A jornalista Joana Pereira Bastos foi ver quem são as pessoas que estão a aderir a este negócio e nós conversamos com ela.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Terapia de Casal
TdC #204 - Sobre chorar com amigos c/ Cubinho (António A. Coutinho, Vitor Sá e Ricardo Maria)

Terapia de Casal

Play Episode Listen Later Dec 25, 2023 54:19


Feliz Natal, malta! Receberam as prendas todas que queriam? Nós recebemos os Cubinhos (António Azevedo Coutinho, Vitor Sá e Ricardo Maria) em nossa casa para lhes fazermos terapia. Não foi fácil - principalmente para o Ricardo Maria - mas foi divertido - para todos, menos para o Ricardo Maria. Esqueçam a confusão e a gritaria que está, neste momento, em vossas casas e ouçam a confusão e a gritaria que foi a conversa deste episódio, gravado na nossa casa. Falámos de escolher amigos para chorar, de preencher os silêncios com perguntas estranhas, de desarrumar casas alheias e de não ter jeito para escolher músicas para o grupo. Os Cubinho vão andar em tour, comprem bilhetes que eles merecem. Afinal de contas, são o segundo melhor podcast do país. (wink wink) Já nós, voltamos para a semana. Que também é para o ano. Giro. ________________ Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Enviem as vossas questões/inquietações/dúvidas amorosas para terapiadecasalpodcast@gmail.com que nós respondemos. Sigam-nos nas redes: @guilhermefon @ritadanova Música de Vitor Carraca Teixeira. Imagem de Carolina Costa. Fotografia de Inês Costa Monteiro. Obrigado por ouvirem.

Governo do Estado de São Paulo
Boletim: Cerca de 80 famílias de Divinolândia receberam casa própria - 20.12.23

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Dec 20, 2023 1:26


O Governo de São Paulo reforçou nesta quarta-feira (20), na região de Campinas, o compromisso de atender a população com moradia digna.

BBC Lê
Demência na infância: 'Meus três filhos receberam diagnóstico terminal'

BBC Lê

Play Episode Listen Later Dec 9, 2023 10:10


Mães relatam as transformações em suas famílias depois que filhos foram diagnosticados com doenças neurodegenerativas raras.

BBC Lê
Demência na infância: 'Meus três filhos receberam diagnóstico terminal'

BBC Lê

Play Episode Listen Later Dec 9, 2023 10:10


Mães relatam as transformações em suas famílias depois que filhos foram diagnosticados com doenças neurodegenerativas raras.

Notícias MP
MPAC é homenageado pela Defensoria Pública por colaboração na campanha “Meu Pai Tem Nome”

Notícias MP

Play Episode Listen Later Dec 4, 2023 1:27


Nesta sexta-feira, 1º, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) foi agraciado com uma homenagem concedida pela Defensoria Pública do Estado (DPE), em reconhecimento pela colaboração na campanha “Meu Pai Tem Nome”. Receberam a honraria o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, e os promotores de Justiça, Marco Aurélio Ribeiro e Rogério Voltolini Muñoz.

IPJG - Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara
1Co 17 - Vocês Receberam O Espírito, Amadureçam nEle - Rev.Gabriel Brito

IPJG - Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara

Play Episode Listen Later Oct 8, 2023 35:25


08/10/2023 - Culto Matutino- 1 Coríntios 3

Rádio Comercial - Momentos da Manhã
As Manhãs estão em Coimbra e receberam a visita do Presidente da Câmara José Manuel Silva

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later May 18, 2023 6:59


Será que um dia o gang das Manhãs vai atuar no super Estádio Cidade de Coimbra? Nunca se sabe!!

O Antagonista
Cortes do Papo - Nove dos 14 investigados pelo plano de sequestro de Moro receberam auxílio emergencial

O Antagonista

Play Episode Listen Later Mar 24, 2023 11:50


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O Antagonista
Defesas civis receberam alertas três dias antes dos temporais

O Antagonista

Play Episode Listen Later Feb 20, 2023 2:22


O coordenador-geral de Operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais ( Cemaden), Marcelo Seluchi, afirmou que a Defesa Civil Nacional e as defesas civis locais foram alertadas com três dias de antecedência sobre a possível ocorrência do temporal que afetou o litoral norte de São Paulo. “Na quinta-feira passada (16), nós já tínhamos uma certa confiabilidade da previsão. Pensamos que algum evento extremo ia acontecer no litoral de São Paulo. Então enviamos uma nota técnica [à Defesa Civil Nacional] com um texto relatando isso. Então a Defesa Civil Nacional convocou uma reunião com as defesas civis de São Paulo, Rio e Minas Gerais na sexta-feira à tarde”, explica Seluchi. De acordo com o coordenador-geral do Cemaden, na sexta-feira, a previsão de risco já marcava o litoral norte de São Paulo com a cor vermelha, que mostra risco geológico “muito alto”. Em seu perfil no Twitter, a Defesa Civil Nacional também divulgou, na manhã de sábado (18), a previsão do centro de monitoramento para riscos muito altos de deslizamento no litoral norte de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro. Apenas na tarde de sábado (18), algumas horas antes do desastre, o Cemaden conseguiu ter informações mais claras sobre onde o temporal ia chegar com mais força. “O mais importante nesses casos de grandes desastres é antecipar da melhor forma possível, com a maior antecedência possível”, explica Seluchi. Inscreva-se e receba a newsletter:  https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site:  https://www.oantagonista.com​ Acompanhe nossas redes sociais:  https://www.fb.com/oantagonista​ https://www.twitter.com/o_antagonista ​https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista  

Igreja Evangélica da Paz
Foram batizados os que de bom grado receberam a palavra

Igreja Evangélica da Paz

Play Episode Listen Later Dec 4, 2022


Notícias Agrícolas - Podcasts
As vésperas da plantar a safra 22/23, produtores de Maringá/PR ainda não receberam o seguro do ciclo 21/22

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Sep 2, 2022 10:14


Sindicato Rural do município destaca problemas tanto no recebimento de valores passados quanto para fechar novos contratos de seguro para a safra seguinte. Região vem de três safras seguidas com perdas e aposta em boa produção na soja 22/23 para se recuperar

Devocional Elegante Sempre
Devocional Elegante Sempre 29.07

Devocional Elegante Sempre

Play Episode Listen Later Jul 29, 2022 3:09


Leia: Mateus 7 "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!” Mateus 7:15-20 Reflita: Cuidado com os falsos profetas Falsos profetas são pessoas que pregam o que não vem de Deus. Os falsos profetas enganam outras pessoas, causam conflitos e confusão. Como podemos reconhecer um falso profeta? Estudando a Bíblia e observando os frutos. Paulo elogiou os bereanos, os habitantes da macedônia, mais precisamente da cidade de Beréia que foram visitados pelo apóstolo por volta de 52 DC. Receberam destaque na Bíblia pelo fato de receberem a palavra de Deus com muita sede e por examinarem as Escrituras diariamente para ver se aquilo que os apóstolos pregavam eram realmente de acordo com a palavra de Deus. Assim como os bereanos devemos conhecer a Bíblia profundamente e examinar se as práticas, discursos e atitudes de pastores, pregadores e líderes condizem com as escrituras. Além disso, outra forma de fazermos essa avaliação é observarmos os frutos. Como essas pessoas lidam com suas famílias, liderados, questões profissionais, sociedade? Quais os frutos resultam da sua vida piedosa? Não sejamos enganados pelos lobos. Lembre-se que até o diabo se disfarça de anjo de luz quando quer enganar alguém. Seja uma pessoa astuta! Ore: Pai amado, obrigada porque conheço e medito na tua palavra. Como os bereanos estou atenta a qualquer um que pregue algo diferente do Evangelho, também estou atenta aos frutos dessas pessoas para que eu não venha a ser uma presa fácil do enganador. Abre os meus olhos!

Fora de Hora
#5 - Clarissa Girão ensina a beber de máscara

Fora de Hora

Play Episode Listen Later Jul 7, 2020 24:00


Sanitarista (Luciana Paes) dá dicas de como beber em restaurantes sem descumprir as normas da OMS. Em devaneio, Renata (Renata Gaspar) descobre como Bolsonaro seleciona equipe ministerial. Pesquisa aponta que Decotelli não é o único a mentir em currículo. Dinho Ouro Preto (Marcelo Adnet) se entusiasma com modalidade de shows em drive-in e pula sobre carros. E mais: Notícias Tristes da Semana, Carnacovid, Home Office Explorador, e Melhores Piores Desculpas de Milionários que Receberam o Auxílio Emergencial.

Rádio Comercial - Momentos da Manhã
Já ouviu falar do Programa "Estou Aqui!"? Hoje as Manhãs da Comercial receberam duas visitas que lhe explicam tudo!

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 25, 2020 5:49


Notícia no Seu Tempo
Política: partidos não explicam à Justiça Eleitoral como gastaram o dinheiro público que receberam nos últimos anos

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jun 15, 2020 2:41


Rádio Comercial - Momentos da Manhã
As Manhãs receberam Nuno Santana, organizador da Wonderland Lisboa! Contou tudo o que precisa de saber sobre este evento Natalício!

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 5, 2019 6:11


Rádio Comercial - Momentos da Manhã
As Manhãs receberam o Héber Marques! Amanhã estreia o novo álbum "Amanhã". Cantou e ainda jogou ao 10 em 1

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Nov 28, 2019 10:24


Estadão Notícias
Como as Forças Armadas receberam declaração de Bolsonaro?

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Mar 8, 2019 22:19


Episódio de hoje apresenta uma entrevista com o economista e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Para ele, a falta de uma base organizada e as “agendas paralelas sem nenhum sentido” do presidente Jair Bolsonaro têm tido um efeito muito negativo no andamento de projetos vitais para o País, como a reforma da Previdência – e o mercado financeiro já está reverberando isso. A possibilidade do fim da regra da unicidade sindical é outro tema analisado Loyola nesta conversa conduzida pelos jornalistas Haisem Abaki e Carolina Ercolin.   Ontem, mais uma declaração de Bolsonaro causou celeuma: em um evento militar, disse que a “liberdade e democracia só existem se as Forças Armadas assim o quiserem”. A repercussão negativa foi tremenda, obrigando aliados, integrantes do governo e o próprio presidente virem a público para tentar afastar a ideia de que havia um componente de autoritarismo na mensagem. Nós ouvimos a análise de Roberto Godoy, que cobre diretamente o circulo militar e colheu as impressões de representantes das Forças Armadas sobre a declaração.   Confira ainda nesta edição alguns trechos de uma entrevista com a deputada estadual eleita Janaina Paschoal, em que ela opina sobre o ímpeto de Bolsonaro nas suas redes sociais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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