POPULARITY
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Podcast de Liderança - Pr. Klaus Piragine - ResserviçoNo episódio de hoje, refletimos sobre um problema que afeta líderes, equipes e relacionamentos diariamente: o Resserviço. Aquelas situações em que uma tarefa precisa ser refeita, uma decisão precisa ser explicada várias vezes ou um problema volta a aparecer porque ninguém prestou atenção ao que realmente precisava ser feito. Sem perceber, esse comportamento consome energia, gera desgaste e rouba um dos recursos mais valiosos que temos: o tempo.Ao longo do episódio, o Pr. Klaus compartilha reflexões práticas sobre como evitar retrabalho, melhorar a comunicação, desenvolver equipes mais responsáveis e identificar hábitos que estão drenando produtividade. O episódio também aborda distrações, reuniões desnecessárias, excesso de informações, fofocas, indecisões e outras armadilhas que fazem as pessoas gastarem tempo com aquilo que não produz resultados.Um episódio essencial para líderes, empreendedores, pastores e todos que desejam administrar melhor sua rotina, eliminar desperdícios e focar no que realmente importa. Compartilhe com sua equipe e com alguém que precisa recuperar o controle do próprio tempo. Não se esqueça de se inscrever no canal!-SIGA o Pastor Klaus nas redes sociais!Se inscreva: https://www.youtube.com/c/KlausPiragineFacebook: https://www.facebook.com/k.piragine/Instagram: https://www.instagram.com/klauspiragine?igsh=anlvYnEzY2lvYWRjPodcast Spotify: https://podcasters.spotify.com/pod/show/klaus-piraginePodcast SoundCloud: https://soundcloud.com/klaus-piragine-lideranca
Tudo o que disser aqui pode ser usado contra si. E não é assim, e cada vez mais, em toda a parte? Parece que temos alguma coisa contra a vida. Por princípio, e contrariamente ao que se diz. Só isso explica a falta de ar, a falta de vidas absurdas. No seu estado de demência mais benigna, percebe-se como o mundo cedeu a uma imensa nostalgia do passado. Ninguém saberia, contudo, situá-lo. Na verdade, são doenças da nossa falta de memória. Os delírios de uns débeis. Mas vez por outra lá se cruza connosco um desses seres descarrilados, vendendo beijos com sabor a cerveja, contrariando a ideia de que tudo só se passa muito longe, no cu do mundo. Ainda antes de isso ser tido como um acto político, era vista com o batom a transbordar sempre um pouco dos lábios. O desastre torna-se sugestivo a partir de certa altura, e há quem se apegue a ele, desenvolva por esses sinais uma estima imensa. A realidade, no fundo, interessa-nos muito pouco. Só a partir do momento em que alguém se dispõe a recuperar velhas cassetes, as gravações soluçantes, ficando buracos que é preciso compensar. Uma canção que toca ao longe e que quase se deixa reconhecer, e também a partir de frases cortadas uma linguagem que nos parece desconhecida, feita de réplicas oferecidas em lugares esquecidos. É preferível quando alguém só conhece uma versão parcial, e faz dela o seu todo. Não se põe a investigar todas as circunstâncias, porque a partir de certa altura a enxurrada dos acontecimentos devasta qualquer possibilidade de segurar uma narrativa mais firme. «Não ser amada é um acto de terror», disse ela. Só ter para mostrar a quem a visita naquele quartinho infecto «um coração cheio de moscas negras». E, nas paredes, balouçando, «um alfabeto de más experiências.» É o de sempre: histórias gaguejantes, overdoses, comprimidos para dormir, os bibelôs para compor uma solidão de deserto, e a clara sensação de que tudo caminha para o seu fim. São as impressões o que respira no meio dos relatos. Todos sabemos secretamente que as histórias estão mortas há muito. Hoje, só nos sonhos não nos sentimos ali despejados, desfeitos. Só nos sonhos, as impossibilidades não se apresentam como impossibilidades. Michael Marder diz-nos que após a segunda morte de Deus, convencionalmente chamada secularização, o vazadouro global incita à expiação do ser através da massa em energia, potencialidade pura, inflamável e explosiva. «A existência é tolerada desde que nada permaneça quieto, os seres não se detenham no interior dos seus limites próprios e o próprio ser acelere a caminho do nada.» Por isso prefiro ler como quem tem a sensação de ouvir alguém perdido num transe, como Sara Stridsberg a recolher os sinais da passagem de Valerie Solanas por este mundo. Falar-nos daquele quarto do Hotel Bristol, em abril de 1988, daquela cama que «é um deserto em chamas de tudo o que não fizeste e de tudo o que fizeste mal, profunda como dez mil braças de água de oceanos de tudo o que esqueceste e de todas as vezes que te esqueceste de dizer adeus.» Morreu ali, aos 52 anos, como uma personagem de quem se dizia que não tinha os parafusos todos. Mais um nome a juntar a uma lista, que poderia seguir assim: Valerie. Marilyn. Roslyn. Ulrike. Sylvia. Há tantos narradores empenhados em chegar ao fundo da verdade, apenas para descobrirem que à medida que se aproximam as frases se tornam vazias, tomadas de uma irresolução, de uma fundamental inépcia retórica. Por isso, as histórias são só uma força de atiçar, manter a tensão, para levar as pessoas a confiarem naquilo que já viveram e sabem. Assim sendo, que importa que o narrador exagere ou minta? Que importa saber quem é o narrador? Cada um está entregue ao que viveu já e a partir disso está disposto a imaginar. «A tua memória é um passador», diz uma delas. Todos se esfalfam por abordar um material genuíno, mas acaba por valer mais essa voz capaz de demorar-se até ficar com os pensamentos encardidos, a roupa suja, revelar as suas sujas intenções, a sua baixeza. No fundo, para que alguma coisa sobreviva a este mundo precisa ser arrancada às suas circunstâncias, aquilo que fica na memória dos que registam apenas os contornos mais frios, essa cultura geral da indiferença. Solanas ficou conhecida apenas como mais outra histérica, a feminista radical que, nos anos sessenta, disparou três tiros sobre Andy Warhol, depois de ter participado num dos seus filmes. Os dois primeiros tiros falharam o alvo, mas o terceiro perfurou-lhe o esófago, o estômago, o baço, o fígado e os pulmões. Um ano após o atentado, que a levou a ser internada com um diagnóstico de esquizofrenia, Warhol posou para uma fotografia com a camisa arregaçada, exibindo as marcas das cirurgias. Aquelas cicatrizes deram-lhe a gravidade que lhe permitiam afastar-se da figura de um patético cadáver disponível a tudo para somar mais uns minutos. Havia ali um certo triunfo, uma dimensão insinuante e provocatória. «Vemos Warhol a assimilar o facto da sua própria morte, a processá-lo com a mesma ligeireza inquisitiva e penetrante que animava o resto da sua obra. Se Solanas está presente na fotografia, é apenas sob a forma de um ponto de interrogação, objecto do olhar perplexo de Warhol», registou um artigo numa revista middlebrow, como eles dizem. «Ele tinha controlo excessivo sobre a minha vida», terá dito Solanas ao polícia a quem se entregou, como explicação para o ataque. Se não morreu dos ferimentos provocados pelos disparos, as cirurgias subsequentes a que Warhol foi submetido levaram a passar demasiado tempo na companhia dos moribundos, e era essa vulnerabilidade excessiva que instigou o terror que acabaria por matá-lo, tendo mais tarde recusado procurar tratamento para uma infecção na vesícula biliar até já não haver nada a fazer. Hoje, nada senão esse fetiche dos factos sustenta as maiores ficções, que permitem a alguns estar muito confiantes dos seus esforços para esclarecer a época, e tantas vezes esquecem-se como a condenação deste tempo é a forma como leva «todos os seres a verem-se confundidos nos amontoados caóticos dos refugos, esmagando e sendo esmagados, sobrepondo-se e arrasando-se uns aos outros» (Marder). O jornalismo não pode dizer-nos muito pois não está em condições de ir até ao fundo, e o fundo são as nossas próprias vidas. Solanas tinha escrito um manifesto para a sua «associação para esquartejar os homens» (SCUM, Society for Cutting Up Men). Quando ela foi internada no hospital psiquiátrico, dois tipos que a conheciam encheram-se de dinheiro com uma edição do manifesto. Dez anos depois, quando foi ela a publicá-lo já ninguém estava interessado. Ficou célebre o arranque: «A vida nesta sociedade é, na melhor das hipóteses, tremendamente enfadonha, e nenhum dos seus aspectos é minimamente relevante para as mulheres. Às mulheres civilizadas, responsáveis, que procuram o estímulo, resta apenas a possibilidade de derrubar o governo, eliminar o sistema económico, implantar a automatização integral e aniquilar o sexo masculino. Temos agora possibilidades técnicas de nos reproduzirmos sem o contributo dos homens e de produzir apenas mulheres. Temos de começar imediatamente a pôr isto em prática. Imediatamente. Conservar os homens não tem sequer o mais duvidoso sentido no plano biológico. Os homens são um desastre biológico: o cromossoma Y é um cromossoma X incompleto, ou seja, um gene com uma composição deficiente de cromossomas. Por outras palavras, o homem é uma mulher incompleta, um fracasso ambulante, falhado logo no estádio do gene. Ser homem é ser uma falha, é ser emocionalmente limitado. A masculinidade é uma deficiência, e os homens são aleijados emocionais. (…) contudo, os homens que são racionais não irão protestar e espernear, nem fazer um alarido patético, vão simplesmente deixar-se ficar sentados, calmamente, desfrutar o espectáculo e cavalgar as ondas até soçobrarem.» Naturalmente, este espectáculo não encherá a plateia do Tivoli. Neste episódio fomos levados pela Margarida Davim a pensar o que pode ser ainda um jornalismo capaz de definir por si mesmo um horizonte muito além dos enredos de conveniência, capaz de nos oferecer alguma coisa além desse chá para os submissos. Fomos postos a par do turbulento e incerto percurso em que está lançada essa balsa daqueles poucos que conseguiram resgatar a Visão, num dos episódios mais conturbados e que melhor ilustram os bastidores daquele que em tempos se tinha como o quarto poder e que hoje anda por aí lançado aos caídos, devendo o melhor de si à obstinação de uns quantos que talvez resista mais à base do desespero do que um resto de utopia requentada.
Bom dia! Vamos para mais uma #MensagemDoDia (https://open.spotify.com/show/29PiZmu44AHH8f93syYSqH)A Escritura de Hoje está em 1 Timóteo 2:1, NVT: "Em primeiro lugar, recomendo que orem por todos. Façam petições, intercedam e deem graças por eles."Ore por TodosQuando você acredita no favor de Deus para outras pessoas, quando pede que Ele atue na vida delas, o céu entra em estado de atenção. Aquelas pessoas podem não ter fé no momento, ou talvez não estejam vivendo da maneira correta, mas, porque você está honrando a Deus e pedindo em favor delas, Deus as abençoará por sua causa.Talvez você seja a pessoa com quem Deus está contando para "se colocar na brecha" por alguém que está completamente fora de rota. Talvez ninguém mais esteja orando por essa pessoa.Pense bem: talvez seja a sua fé que fará aquela colega de trabalho mudar de vida. Em vez de falar dela, em vez de criticar tudo o que ela faz de errado, por que você não ora por ela? Falar mal não vai ajudá-la a melhorar, mas a oração pode quebrar as correntes que a prendem. Faça disso a sua missão: tire um momento todas as manhãs e apresente essa pessoa a Deus.Você tem orado pelos outros? A vida é curta demais para vivermos de forma egocêntrica, pensando apenas em nossas necessidades, nossas metas e nossos sonhos. Use o seu presente. Coloque-se na brecha. Peça a Deus que os abençoe. Quando você se torna um canal de bênção para o outro, Deus garante que as janelas se abram ainda mais para você.Vamos fazer uma oração"Pai, obrigado porque eu posso me colocar na brecha pelas pessoas na minha vida que estão fazendo escolhas erradas e estão perdidas. Obrigado porque posso cobri-las com minhas orações e pedir que o Senhor seja misericordioso com elas. Eu faço hoje a minha missão de orar por elas todos os dias, até vê-las alcançando o destino que o Senhor planejou. Em nome de Jesus, Amém."
Hoje a gente vai falar daquelas regrinhas que todo mundo sabe, mas parece que está todo mundo meio perdido. Sabe aquelas regras invisíveis do cotidiano atual? Aquelas que ninguém combinou, não têm nada escrito formalmente, mas todo mundo age como se fossem óbvias.A gente vive mais conectado, com papéis de gênero em transformação e muitas gerações convivendo ao mesmo tempo. Ainda assim, cada um opera como se o próprio bom senso fosse universal. Quando o outro não segue o nosso código invisível, logo bate aquela sensação de grosseria, descaso ou falta de cuidado.No episódio dessa semana nós vamos juntos, rir dessas situações, reconhecer os ruídos de comunicação e pensar como é que dá para combinar melhor esse jogo sem transformar a convivência em uma tensão permanente.E para isso, recebemos dois convidados com um olhar afiadíssimo para a ordinariedade da vida: Oga Mendonça, designer multimedia, ilustrador e filmmaker, e Ricardo Terto, escritor, roteirista, editor de áudio.Então puxa a sua cadeira, pega seu café e vem com a gente!
No What’s Up TV, Carolina Patrocínio esteve à conversa com Liliana Campos. A apresentadora da SIC recorda a chegada a Portugal vinda de África, numa altura em que “aquilo que se perspetivava era péssimo”, e fala dos primeiros anos vividos entre incertezas e recomeços. Ao longo da conversa, partilha também a forma inesperada como entrou na televisão: através de um simples teste de imagem, que acabou por mudar o rumo da sua vida. Num registo íntimo e emotivo, aborda ainda as perdas que a marcaram profundamente, da partida súbita do pai ao processo longo e exigente de acompanhar a doença da mãe. Experiências que a obrigaram a confrontar a dor, mas que também reforçaram a sua força e resiliência. Entrevista no Programa WHAT´S UP TV emitido em janeiro de 2026 A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sergio Mendes, el mayor vendedor brasileño de discos de la historia en Estados Unidos, nació el 11 de febrero de 1941 en Niterói (RJ). Le recordamos en sus grabaciones norteamericanas al frente de Brasil '66 ('Mas que nada', 'Constant rain', 'Going out of my head', 'Night and day', 'The look of love', 'So many stars', 'The fool on the hill', 'Wichita lineman', 'Pretty world') y en grabaciones brasileñas instrumentales de sus inicios ('Outra vez', 'Obà-là-là', 'Tristeza de nós dóis', 'On green dolphin street', 'Ela é carioca', 'Garota de Ipanema', 'Desafinado'). Y, como despedida, con la sintonía de nuestros elefantes, 'Aquelas coisas todas', que grabó en 1979. Escuchar audio
Se já olhou para o céu e viu aquelas nuvens finas e compridas que os aviões deixam atrás de si, talvez tenhas pensado que são apenas um fenómeno bonito de observar. Mas essas linhas brancas, conhecidas como rastos de condensação, têm um papel muito mais importante — e preocupante — no aquecimento do nosso planeta. No episódio de hoje vamos explorar o que são exatamente estes rastos, como se formam, qual o seu impacto climático e, sobretudo, o que pode ser feito para reduzir o seu efeito, aproveitando uma oportunidade única que a aviação tem para combater as alterações climáticas de forma relativamente simples. Para nos ajudar a desconstruir este tema, vamos estar à conversa com Sandra Miranda, da ZERO. Referências do episódio:Estudo sobre os rastos de condensação.Reportagem da BBC sobre 'chemtrails'.
Quando Jesus encontra alguém promove transformação profunda. Foi Jesus quem mudou a vida de seus dos discípulos de maneira incomparável. Aquelas transformações que o Senhor fez continuam reverberando até hoje. Ninguém, portanto, pode declarar tem sido encontrado ou seguir Jesus, se continua sendo a mesma pessoa que sempre foi. A vida que Jesus encontra para apor uma transformação radical.
El 10 de enero, sábado, nuestros elefantes cumplieron años. Lo celebramos hoy escuchando a Ryan Keberle´s Collectiv do Brasil ('Saindo de mim'), Toco ('As vezes'), Stacey Kent ('The shadow of your smile'), Till Brönner ('La donna invisibile'), Gonzalo Rubalcaba ('Napule é'), Paul Winter ('Dolphin morning'), Vinicius Cantuária y Caetano Veloso ('Agua rasa'), Mônica Salmaso ('Ave María no morro'), Charlie Haden Quartet West con Melody Gardot ('If I´m lucky'), Rosa Passos ('Zanga zangada'), Milton Nascimento ('Clube da esquina nº 2') y Tom Cohen ('Aquelas coisas todas'). Escuchar audio
Neste episódio fazemos uma retrospectiva dos assuntos mais importantes tratados em 2025 no Segurança Legal. Você irá descobrirá os principais temas que dominaram o ano em inteligência artificial, segurança da informação e direito digital. O episódio traz uma análise sobre o aparecimento do Deepseek, explorando como a inteligência artificial transformou o cenário de segurança cibernética. Você irá descobrir os riscos de atrofia cognitiva causados pelo uso excessivo de IA, a importância da proteção de dados pessoais com a LGPD, e como os backdoors em modelos de linguagem ameaçaram a supply chain. O podcast também aborda questões de vigilância digital, as novas regras do Banco Central após fraudes bancárias, a inconstitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil, a aprovação do ECA Digital, vulnerabilidades no gov.br e a questão crítica do analfabetismo funcional digital. Esta retrospectiva cobre ainda aspectos geopolíticos da IA, regulação de inteligência artificial, conformidade com políticas de proteção de dados, e o papel das bigtechs em 2025. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana. Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie! Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Imagem do Episódio – Por trás do tempo – Guilherme Goulart
2025 será lembrado como um marco para a cultura brasileira. Entre as celebrações do Brasil na França, que selaram 200 anos de relações diplomáticas, o país ocupou palcos globais e conquistou prêmios históricos: do Oscar à Palma de Ouro, passando pelo Leão de Prata, uma presença massiva no Festival de Avignon e homenagens literárias. A arte nacional reafirmou sua força e diversidade, enquanto nos despedimos de ícones que moldaram gerações, como Lô Borges, Jards Macalé e Sebastião Salgado. O ano da temporada cultural cruzada entre Brasil e França instaurou um deslocamento silencioso e profundo: narrativas vindas das bordas — do corpo insurgente, das florestas e viadutos, das memórias insistentes — tomaram o centro dos palcos e telas. Em vez de grandiloquência, um pulso firme: o país se viu e se deixou ver, de Hollywood à Amazônia, de Veneza a Madureira. Em janeiro, Fernanda Torres ergueu o Globo de Ouro por Ainda Estou Aqui, e o gesto abriu a temporada com um aviso ao mundo, mostrando uma história brasileira que reivindica lugar sem pedir licença. Leia tambémFernanda Torres faz história para o cinema brasileiro nos Globos de Ouro Cinema: o país que lembra e resiste Em fevereiro, a Berlinale se tingiu de azul profundo com O Último Azul, de Gabriel Mascaro, que recebeu o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri e ainda dois prêmios paralelos. “É muito bonito. A gente passou por um ano muito especial do Ainda Estou Aqui, percorrendo o mundo, que traz o primeiro Oscar para o Brasil”, disse ele à RFI. “Quando a gente achou que era um episódio isolado, aí vem O Último Azul no Festival de Berlim e ganha o Urso de Prata, um grande prêmio do júri. E quando a gente ensaiou que talvez pudesse ter mais um acidente de percurso, aí vem O Agente Secreto e confirma nossa força no Festival de Cannes. É um ano muito lindo para o cinema brasileiro.” Leia também“Um país sem memória é um país sem presente e sem futuro”, diz Walter Salles ao lançar o filme “Ainda estou aqui” em Biarritz Março assentou a realidade sobre o sonho: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, tornou-se o primeiro filme brasileiro a vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional. Salles falou do cerne ético e histórico da obra: “Um país sem memória é um país sem presente e sem futuro. Isso, pra mim, sempre esteve bastante claro enquanto documentarista”. E recordou o processo: “Nesse filme, que a gente começou a fazer em 2017, ou seja, antes daquela virada que, eu confesso, eu não esperava, de 2018 para 2022, o presente começou a se tornar muito próximo daquele daquele passado que a gente estava retratando no filme, ou queria retratar no filme. Isso nos mostrou o quanto a democracia é uma matéria frágil.” Em maio, Cannes registrou o Brasil no alto de um dos festivais mais prestigiados do cinema mundial: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, levou a Palma de Ouro de direção, e Wagner Moura foi consagrado como melhor ator. Mendonça nomeou a natureza política do gesto: “Eu acredito que o agente secreto é uma crônica em longa-metragem de um momento da história do Brasil que eu pessoalmente ainda lembro, porque eu era uma criança. Mas, ao mesmo tempo, eu acho que tem muita pesquisa histórica.” O diretor sublinhou a ética do real: “No momento em que as coisas estão ao contrário, se você diz que a água é molhada, você se torna um resistente. Eu gosto muito também dessa ideia. Eu acho que a resistência muitas vezes é você manter o olhar na realidade”. Leia também“O Agente Secreto” é um filme “absolutamente brasileiro”, define Wagner Moura em Cannes Moura devolveu o espelho ao público: “Eu acho muito importante que o público fora do Brasil veja aquilo, mas acho mais importante ainda que nós, brasileiros, nos vejamos. Eu não consigo entender ainda a lógica de quem não acha que o governo devia apoiar a cultura.” Em setembro, o filme foi escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2026; em dezembro, vieram três indicações ao Globo de Ouro, incluindo melhor ator. O Agente Secreto foi também incluído nas shortlists da Academia Norte-Americana para o Oscar, figurando entre os 15 pré-selecionados (pré-indicados), inclusive na categoria de Melhor Filme Internacional para a cerimônia de 2026, avançando para a fase final de votação antes da lista oficial de indicados. Teatro e literatura: corpo, escrita e viadutos Enquanto o cinema redesenhava mapas, o teatro afirmava o corpo como arquivo e ferida. Em julho, Carolina Bianchi recebeu o Leão de Prata na Bienal de Veneza, reconhecimento que a situou no epicentro da dança e performance contemporâneas. Bianchi celebrou e definiu o alcance: “Foi uma felicidade tremenda e uma sensação de surpresa inigualável ganhar um prêmio como o Leão de Prata. Acho que é um prêmio que reconhece não só a minha trajetória, mas também uma trajetória coletiva com a minha companhia Cara de Cavalo.” Leia tambémFestival de Avignon: 'A Noiva e o Boa Noite Cinderela', ou como explodir no próprio corpo as fronteiras do teatro Segundo ela, trata-se de "um caminho de mais de dez anos, vindo de uma cena completamente independente no Brasil". Desde 2023, ela se apresenta na Europa com os dois primeiros capítulos da trilogia Cadela Força. "Acho que o prêmio também reconhece esse trabalho continuado, esse trabalho coletivo continuado, de um espetáculo que mistura muitas linguagens dentro da linguagem teatral para falar sobre traumas, sobre a relação com a história da arte, com a violência, com a violência poética, e amparado na escritura, na literatura. Então, é uma alegria enorme, profunda, e é bonito ver essa história sendo reconhecida dessa maneira.” Leia tambémTeatro brasileiro é homenageado no Festival de Avignon, o maior evento de artes cênicas do mundo No Festival de Avignon, na França, na mostra paralela do maior evento cênico do mundo, Zahy Tentehar — primeira atriz indígena a receber o Prêmio Shell — estrelou Azira'i – Um Musical de Memórias, dirigido por Duda Rios. Rios descreveu o choque poético de migração de público e contexto: “As pessoas aplaudem muito, se emocionam. A gente fica muito feliz, porque tem um contexto do espetáculo que, para um público brasileiro, a gente não imaginava essa internacionalização do espetáculo. Mas a gente vê que ele chega da mesma maneira, com a mesma potência. As pessoas estão se emocionando, se comovendo, rindo menos do que no Brasil, mas elas se comovem e se conectam com o espetáculo.” Leia tambémFlup celebra diáspora negra e traz literatura como 'aquilombamento' para 'reencantar' o debate decolonial Na literatura, o viaduto de Madureira recebeu a Flup — Festa Literária das Periferias — com uma homenagem à Conceição Evaristo, cujo conceito de “escrevivência” reorganiza a forma de narrar o cotidiano negro e periférico. Evaristo falou à RFI de direito e de encontro, direto do Rio de Janeiro: “A mensagem que eu deixaria primeiro é pensar a literatura como um direito. Cada vez mais também se conectar um com o outro para a gente perceber o aspecto coletivo das nossas histórias, sem anular a nossa individualidade.” Despedidas e heranças Leia tambémLô Borges, o menino da esquina que virou música: artista deixa legado que ultrapassou fronteiras O ano também nos cobrou liturgias da ausência. Lô Borges e Jards Macalé partiram, e a música brasileira reconheceu a orfandade de gerações que aprenderam a pensar o país pelo acorde. Na fotografia, a França recebeu a retrospectiva monumental de Sebastião Salgado, nas Franciscaines, em Deauville — uma cartografia de quatro décadas de mundo. Leia tambémJards Macalé volta à Europa para celebrar 50 anos de seu disco de estreia com turnê por 7 países Antes de falecer, em maio, Salgado, diante da plateia e muito emocionado, foi ao núcleo de seu método, na ocasião, em entrevista exclusiva à RFI: “Você só fotografa com a sua herança, com tudo que está dentro de você. As minhas fotografias têm céus dramáticos, carregados. Isso vem de onde eu nasci, vem da chegada da época de chuva, naquelas montanhas de Minas Gerais, em que meu pai me levava para a montanha mais alta da nossa fazenda para festejar as nuvens incríveis. Para ver o raio de sol passar através dessas nuvens, ver a chuva caindo. Aquelas imagens ficaram em mim, e o dia que eu comecei a fotografar, elas já estavam aí. Naquela fração de segundo, aquele milésimo de segundo que eu aperto, é a minha herança que está fotografando.” Leia tambémRetrospectiva na França celebra 40 anos de trabalho do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado
Segundo o Promotor de Justiça Douglas Roberto Martins, essa legislação ainda não estava sendo cumprida, o que motivou a assinatura do Protocolo para Implementação de Política Pública de Acessibilidade em Banheiros de Uso Público. O primeiro banheiro adaptado será entregue em até 60 dias no Terminal Central e passará pela validação de ostomizados antes da expansão para outros espaços.
Clássicos eternos! Aquelas obras cujo sucesso atravessa os séculos e que fazem parte da memória afetiva de muitos ouvintes. Obras primas de Beethoven, Haydn, Brahma, Dvorak e Tchaikovsky, gigantes da música clássica de todos os tempos. Este é o assunto em destaque nesta edição de Clássicos CBN, com o comentarista Helder Trefzger. Dá um play na seleção. Ouça a conversa completa!
Começamos a falar de estar em piloto automático e acabámos a discutir pias, brunchs, scams de saladas e truques de voo duvidosos. Algumas teorias sem fundamento obviamente e ainda a OPINIÃO DE RUI sobre um dos temas da semana. Aquelas opiniões que têm mesmo de ouvir mesmo com som de obras por trás. A grande questão que queremos a vossa resposta: pia ou lava-loiça?REDES SOCIAISMafalda Castro: https://www.instagram.com/mafaldacastroRui Simões: https://www.instagram.com/ruisimoes10Bate Pé instagram: https://www.instagram.com/batepeclipsBate Pé Tiktok: https://www.tiktok.com/@bate.peEste podcast tem o apoio do ActivoBank
Às vezes, basta uma música antiga pra abrir uma porta no tempo.Aquela que tocava no rádio da cozinha, enquanto o cheiro do café se espalhava pela casa.Ou aquela que embalava as tardes de domingo, quando o mundo parecia mais simples, e o tempo… mais lento.Um perfume antigo também tem esse poder.O cheiro do talco da avó, da roupa estendida no sol, da chuva caindo na terra.Cheiros que moram guardados num canto da alma, e quando escapam, fazem a gente voltar pra lugares que nem existem mais.E as fotografias…Aquelas de bordas brancas, meio tortas, com sorrisos de verdade.Gente que talvez já se foi, mas continua ali — viva no instante em que o clique parou o tempo.A vida é feita disso:de lembranças que a gente revive quando o coração pede abrigo.E é ali, entre uma lembrança e outra, que vem a consciência:o tempo está passando depressa demais.A infância virou lembrança.Os pais envelheceram.Os amigos seguiram caminhos diferentes.E a gente, sem perceber, virou memória também — nas histórias de alguém.Estamos nos últimos dias de outubro.E talvez seja a hora de lembrar que a vida é breve demais pra ser adiada.Abraça hoje.Liga hoje.Diz “eu te amo” hoje.Porque o amanhã não promete nada — e o hoje, tão cheio de vida, logo vai morar também nas gavetas do passado.Então, vive.Com simplicidade, com gratidão, com presença.Porque um dia… alguém vai ouvir uma música antiga, sentir um perfume no ar…e vai lembrar de você.
Às vezes, basta uma música antiga pra abrir uma porta no tempo.Aquela que tocava no rádio da cozinha, enquanto o cheiro do café se espalhava pela casa.Ou aquela que embalava as tardes de domingo, quando o mundo parecia mais simples, e o tempo… mais lento.Um perfume antigo também tem esse poder.O cheiro do talco da avó, da roupa estendida no sol, da chuva caindo na terra.Cheiros que moram guardados num canto da alma, e quando escapam, fazem a gente voltar pra lugares que nem existem mais.E as fotografias…Aquelas de bordas brancas, meio tortas, com sorrisos de verdade.Gente que talvez já se foi, mas continua ali — viva no instante em que o clique parou o tempo.A vida é feita disso:de lembranças que a gente revive quando o coração pede abrigo.E é ali, entre uma lembrança e outra, que vem a consciência:o tempo está passando depressa demais.A infância virou lembrança.Os pais envelheceram.Os amigos seguiram caminhos diferentes.E a gente, sem perceber, virou memória também — nas histórias de alguém.Estamos nos últimos dias de outubro.E talvez seja a hora de lembrar que a vida é breve demais pra ser adiada.Abraça hoje.Liga hoje.Diz “eu te amo” hoje.Porque o amanhã não promete nada — e o hoje, tão cheio de vida, logo vai morar também nas gavetas do passado.Então, vive.Com simplicidade, com gratidão, com presença.Porque um dia… alguém vai ouvir uma música antiga, sentir um perfume no ar…e vai lembrar de você.
Nesta mensagem, o Pr. Glauter Ataide, com o texto em Ezequiel, capítulo 37, versículos 1 ao 14, nos traz uma reflexão sobre sempre obedecer ao Senhor, pois é o caminho da benção e avivamento.O profeta Ezequiel é levado pelo Espírito do Senhor a um cenário desolador: um vale cheio de ossos secos. Era o retrato de um povo que havia perdido a esperança, a fé e o propósito. Aquelas estruturas sem vida simbolizavam o estado espiritual de Israel — mortos espiritualmente, sem ânimo e sem expectativa de restauração.Mas é justamente no vale, e não no monte, que Deus decide manifestar Seu poder. O vale é o lugar da prova, do silêncio, da sequidão; é onde os recursos humanos se esgotam e onde só a intervenção divina pode mudar a história. E foi ali, no meio da morte, que a Palavra do Senhor foi liberada:“Filho do homem, acaso viverão estes ossos?” (v.3)A resposta de Ezequiel é sábia: “Senhor Deus, Tu o sabes”. Ele reconhece que a vida não está em suas mãos, mas nas mãos do Deus que sopra o Espírito. Então o Senhor ordena que o profeta profetize sobre os ossos secos, e à medida que ele obedece, algo extraordinário acontece — os ossos se unem, formam corpos, e o Espírito sopra vida sobre eles.O avivamento começa quando a Palavra é liberada e o Espírito é convidado a agir.Deus ainda está buscando pessoas que, como Ezequiel, estejam dispostas a profetizar no vale — a declarar vida onde só há morte, esperança onde só há desânimo, fé onde só há cinzas. O avivamento não começa quando o cenário é favorável, mas quando alguém crê que Deus pode transformar o impossível.Avivamento no vale é quando o Espírito Santo entra nos lugares mais secos da alma e restaura tudo o que parecia perdido. É quando famílias são renovadas, ministérios revividos e corações reacendem o fogo do primeiro amor.Deus pergunta hoje a você: “Acaso podem reviver estes ossos?”E a sua resposta deve ser: “Senhor, sopra o Teu Espírito sobre este vale!”Conclusão:O vale pode representar o seu casamento, seu ministério, sua fé ou até mesmo sua comunhão com Deus. Mas lembre-se: o mesmo Espírito que trouxe vida aos ossos secos continua operando hoje. Onde há Palavra e Espírito, há vida e avivamento.O avivamento começa no vale — e é no vale que Deus mostra que ainda há esperança para o Seu povo!Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe para que mais pessoas também possam ser alcançadas.Deus te abençoe!
Quem é que nunca recebeu aquela chamada irritante do banco a tentar impingir um cartão Visa?
Fomos ler este livro na esperança de encontrar, entre capítulos, anúncios ao cogumelo do tempo e hipóteses de ficar rico através de telefonemas para linhas de valor acrescentado. Aquelas coisas que permitem aos velhinhos recuperar alguma esperança na Humanidade depois de os deixarmos deprimidos com histórias horríveis. Não havia nada disso. Era apenas a parte deprimente dos programas da manhã, mas em texto corrido. Isto é um podcast sobre livros ridículos, mas neste episódio penetrámos um bocadinho no território do true crime. Isto dos géneros dos podcasts é como as orientações sexuais, vamos sendo aquilo que estamos a ser neste momento. Isto é uma private joke para quem ouviu o episódio. Pessoas que só lêem a descrição vão ficar um bocado à toa.Bilhetes para livros da piça ao vivo em Coimbra: https://ticketline.sapo.pt/evento/livros-da-pi-a-ao-vivo-96383Poderão subscrever o nosso patreon para apoiar o projecto e conteúdo extra:https://www.patreon.com/jcdireitaReacts e vídeos exclusivos no youtube: https://youtube.com/@livrosdapicaInstagram: https://www.instagram.com/livrosdapica/twitter: https://twitter.com/livrosdapicaimagem: https://www.instagram.com/tiagom__/Genérico da autoria de Saint Mike: https://www.instagram.com/prod.saintmike/
Simone ('Começar de novo'), Miles Davis ('Tutu', 'Human nature' -en concierto en Niza-), Caetano Veloso ('Nega maluca/Billie Jean/'Eleanor Rigby'), Milton Nascimento ('Nascente', 'Olho d´água'), Pat Metheny Group ('If I could'), Melody Gardot ('Who will comfort me?'), Rosa Passos ('Zanga zangada'), Zelia Duncan ('Ave rara'), Cesaria Evora ('Mar azul') y Brad Mehldau ('Aquelas coisas todas').Escuchar audio
El final del concierto de Toninho Horta en el teatro Guiniguada de Las Palmas el pasado 2 de noviembre: 'Waiting for Angela', 'Maracangalha', 'Manuel o audaz' y 'Aquelas coisas todas'. Del nuevo disco de Francis Hime, 'Não navego pra chegar', la canción que le da título -con la voz de Mônica Salmaso-, 'Chuva', 'Um rio' -con Dori Caymmi y Olivia Hime-, 'Tempo breve' -con Zelia Duncan- e 'Imaginada' -con Ivan Lins-. Daniela Soledade canta 'Only love is allowed' y 'Every flower, every raindrop' en su disco 'Deco tropical' y cierra el armonicista Gabriel Grossi con 'Motion'. Escuchar audio
En exclusiva para Radio 3, cuarta y última entrega de la vigésimo primera edición del Festival Tensamba. Con el concierto del pasado 2 de noviembre en Las Palmas de Gran Canaria, del autor de nuestra sintonía, Toninho Horta, guitarra y voz en 'Moonriver', 'Durango kid', 'Meu canário vizinho azul', 'O amor em paz', 'Gershwin', 'Francisca' y 'Pilar' y, a dúo con el guitarrista Jurandir da Silva, en 'Aqui oh!', 'Bycicle ride' o 'Aquelas coisas todas'.Escuchar audio
Clique e siga @LinhaCampeiraOficial no Instagram Desta feita o tema são os gostos de infância. Aquelas coisas que as mães e avós faziam como pão, bolacha e chimia, que toda vez que lembramos chegamos a sentir os sabores novamente. No costado tem o melhor da música gaúcha pra acompanhar o teu churrasco!
Bom dia, boa tarde e/ou boa noite! Desculpe pela bagunça, mas é totalmente cabisbaixo e - confesso - um pouco decepcionado, que novamente trazemos mais episódio do pior podcast da podosfera!!! No dia de hoje, levantamos aquelas vezes que nos amarguraram ou amarguramos alguém... Aquelas vezes que nos frustraram ou que frustramos alguém... Aquelas vezes que a decepção veio por meio de golpes de marketing de pessoas mau caráter, pelo tempo que nada perdoa ou por bifes. DOAÇÕES: pix@xorume.com.br FEED COMPLETO: https://soundcloud.com/xorume-podcast
Eu e minha comadre sempre fomos muito amigas e a gente adorava conversar sobre nossas experiências sexuais. O marido dela era cansado, mas o meu era safado. Chamamos ela para tomar umas caipirinhas e umas cervejas. Passado um tempo, todos nós já estávamos sem roupa e se masturbando com as brincadeiras que a minha comadre fazia comigo e com o meu marido. O safado realizou o nosso desejo de meter ao mesmo tempo em mim e nela. Aquelas cavalgadas nos fizeram gozar até se contorcer. Conto erótico narrado. Locução: @ouveamalu
Toninho Horta, el autor de nuestra sintonía ('Aquelas coisas todas'), cumple 76 años este 2 de diciembre. Le escuchamos en trío con Gary Peacock y Billy Higgins ('Pica pau'), con la Orquesta Fantasma ('Durango kid', 'Magical trumpets', 'Bons amigos'), en solitario ('For my children', 'Canto de desalento', 'Falso inglês') y con Pat Metheny ('Prato feito', 'Manoel o audaz' -canta Lô Borges-). Y lo que tocó en directo en el estudio de Radio 3, el pasado 5 de noviembre: en solitario con su guitarra de cuerdas de nylon 'Pedra da lua'/'Moonstone' y, con Jorge Pardo a la flauta, 'Cravo e canela' y 'Aquelas coisas todas'.Escuchar audio
Leitura bíblica do dia: Hebreus 4:12-13 Plano de leitura anual: Isaías 32-33; Colossenses 1 Estevão era um comediante talentoso e em ascensão. Criado num lar cristão, ele questionava a sua fé desde o acidente que levara o seu pai e dois irmãos e a abandonou após a adolescência. Numa noite fria, ele a reencontrou nas ruas da cidade. Alguém lhe deu um Novo Testamento de bolso, e ele abriu numa página qualquer. Bateu os olhos no trecho que falava sobre a ansiedade: Mateus 6:27-34, parte do Sermão do Monte. Aquelas palavras acenderam um fogo em seu coração: “Fui completamente iluminado naquela hora; li o sermão naquela esquina fria, e minha vida nunca mais foi a mesma”. Esse é o poder das Escrituras. A Bíblia é diferente dos outros livros porque ela é viva. Não somente lemos a Bíblia; ela também nos lê: ela é “mais cortante que qualquer espada de dois gumes, penetrando entre a alma e o espírito […], trazendo à luz até os pensamentos e desejos mais íntimos” (Hebreus 4:12). A Bíblia contém a força mais poderosa do planeta. Ela é capaz de nos transformar e levar à maturidade espiritual. Vamos ler a Palavra de Deus em voz alta, pedindo ao Senhor que transforme o nosso coração. Deus promete que a Sua palavra “…sempre produz frutos. Ela fará o que desejo e prosperará aonde quer que eu a enviar” (Isaías 55:11). Nossa vida nunca mais será como antes. Por: Mike Wittme
Leitura bíblica do dia: Isaías 55:6-13 Plano de leitura anual: Eclesiastes 1-3; 2 Coríntios 11:16-33; Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: “Olha, vovô! Aquelas árvores estão acenando para Deus!”. Enquanto observávamos os galhos se curvando ao vento antes da tempestade que se aproximava, o entusiasmo do meu neto me fez sorrir e questionar: “Será que tenho essa fé tão cheia de imaginação?”. Refletindo sobre a história de Moisés e do arbusto ardente, a poetisa Elizabeth Barrett Browning escreveu que “A Terra está repleta de Céu, / E cada arbusto comum em chamas de Deus; / Mas somente o que vê lhe presta reverência” (tradução livre). A criação de Deus está evidente ao nosso redor nas maravilhas que Ele fez, e um dia, quando a Terra se tornar nova, nós a veremos como jamais a vimos. Deus nos fala desse dia pelo profeta que proclama: “Vocês viverão com alegria e paz; os montes e as colinas cantarão, e as árvores do campo baterão palmas” (Isaías 55:12). Montes cantando? Árvores batendo palmas? Por que não? Paulo observou isso “na esperança de que, com os filhos de Deus, a criação seja gloriosamente liberta da decadência que a escraviza” (Romanos 8:21). Jesus falou das pedras “clamando” (Lucas 19:40), ecoando a profecia de Isaías sobre o que está por vir a quem vem a Ele para obter a salvação. Quando olhamos para Ele com fé que imagina o que somente Deus pode fazer, veremos que as Suas maravilhas continuam para sempre! Por: James Banks
Após um longo dia de trabalho mandando e-mail, escrevendo roteiro, aprovando edições, fazendo reunião, enfim, olhando para uma tela, nada melhor para relaxar do que… olhar para mais telas! Pode ser na TV, mas provavelmente no telefone. E muitas vezes no mesmo computador que trabalhei o dia todo, só que agora jogando.Tá, eu sei. Não precisa ser assim. Eu posso ler um livro, fazer… sei lá, artesanato? Só que eu não sei você, eu não consigo. Não dá. A cabeça não consegue focar, é que nada tem graça, é tudo um grande tédio. E quando a gente está com tédio, por menor que seja, faz o quê? Tira o telefone do bolso!Nem futebol eu consigo mais ver direito. Quem tem tempo de ver noventa minutos de pessoas correndo atrás de uma bola. Fora os intervalos! Como assim, intervalo?O resultado é que eu e muita gente acaba fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Olha para TV e para o telefone. Joga alguma coisa ouvindo podcast. (Eu sei que você está fazendo outra coisa enquanto ouve esse podcast aqui, tudo bem.) Será que a gente está viciado em dopamina?Segundo o crítico cultural americano Ted Gioia, em um artigo que ele publicou em fevereiro, a cultura mundial passou séculos produzindo arte, a criação pela criação em si, para agradar a Deus — ou o nobre que pagou as contas. Em algum ponto do século XX esta arte passou a ser entretenimento, precisou ser divertida, interessante. Foi mais ou menos nessa época, por exemplo, que a política mundial mudou e a gente passou a votar nos políticos mais carismáticos, que iam bem na TV, especialmente em debates.Até aí tudo bem! Quem não gosta de um filminho ou série divertida? O problema, segundo o Gioia, é que na hora que o controle da cultura sai de empresas de mídia e vai para empresas de tecnologia, o grande negócio, o big business passa a ser a distração. Aquelas coisas que a gente consome "só para passar o tempo". Só para dar uma risada, ou para ver que fofinho aquele cachorro. Não existe história, não existe arte, nem conversa, nem sentimento, só há reação, estímulo e conteúdo, essa palavra que nivela toda a produção cultural por baixo. Somos criadores de conteúdo, eu, o Luva de Pedreiro ou o Martin Scorsese.Se os “patronos das artes”, dos Medici de Florença aos Moreira Salles do Brasil eram admirados por usar sua fortuna em nome da arte, os bilionários de hoje são idolatrados pelo simples fato de serem ricos. Porque geraram valor, inventaram aplicativos e empresas que faturam bilhões. Não precisa de arte. E o melhor jeito de fazer isso é otimizando seus aplicativos para que a gente passe cada vez mais tempo neles, com constantes doses de dopamina, um neurotransmissor importante para nossa sobrevivência, mas que hoje nos deixa viciados em conteúdo vazio.Só tem um problema de falar nisso aqui. Se tem uma coisa que eu odeio é ser o cara do "antigamente é que era bom". Até porque não era. A TV tinha muita porcaria, a sociedade era muito mais cruel com quem não nasceu na família certa e por aí vai.Eu não quero ser o saudosista chato nem o podcaster que chega com uma lista de reclamações para mostrar como o mundo todo está errado. Porque isso também é parte da indústria de distração atual: usar nossos medos e vieses para gerar mais clicks, mais views.Por isso chamei para conversar esta semana o Michel Alcofrado, antropólogo e pesquisador de comportamento e cultura — tanto é que ele tem um podcast chamado É tudo culpa da cultura, além de ser palestrante, comentarista da rádio CBN, colunista do Uol e fundador do Grupo Consumoteca. Ele me ajudou muito a entender esse cenário atual, o que é verdade, o que é só exagero e o que é melhor eu só deixar acontecer.Além de tudo isso, o Michel também é o cara que me ajudou, no dia da entrevista, a arrumar na minha cabeça a nova novidade das Indústrias Boa Noite Internet, o nosso Clube de Cultura! Pois é.Funciona assim: todo mês a gente vai pegar um filme, livro, série, sei lá, qualquer coisa que estimula a nossa cultura e inteligência — que não é só distração — e conversar juntos lá no site do Boa Noite Internet.Agora em agosto a conversa é sobre um livro que tem muito a ver com o episódio de hoje, é o Resista, não faça nada: A batalha pela economia da atenção, da americana Jenny Odell, meu livro preferido de 2020, que também entrou na lista dos livros do ano do Barack Obama em 2019. Então a cada semana eu vou resumir dois capítulos do livro, comentar no meio o que cada história me fez pensar e depois a gente se pega nos comentários.Mas atenção para um detalhe muito importante.Se não quiser ler o livro, não precisa. (Mas se quiser, pode.)Eu leio e comento para você. Tudo isso já incluído no seu apoio ao Boa Noite Internet.Links do episódio* As grandes cidades e a vida do espírito — Georg SimmelThanks for reading Boa Noite Internet! This post is public so feel free to share it. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Una hora dedicada al autor de nuestra sintonía: el guitarrista y compositor Toninho Horta. Con grabaciones suyas de 'Durango kid', 'Bons amigos' y 'Magical trumpets' del disco 'Belo Horizonte' (2019); 'Aqui oh!', 'Prato feito' -con Pat Metheny- y 'Manoel, o audaz' -con Metheny y Lô Borges- del disco 'Toninho Horta' (1981); 'Pilar' de 'Diamond land' (1988) y 'Aquelas coisas todas' -grabación original de la sintonía- de 'Terra dos pássaros' (1980). Además, su 'Waiting for Angela' en la voz de Flora Purim y acompañando con la guitarra a María Bethânia ('Sonhei que estava em Portugal'/'Anda Luzia') y Michael Franks ('I love Lucy').Escuchar audio
Un 10 de enero nacieron nuestros elefantes en Radio 3. Y un 10 de enero nacía Tintín en un periódico belga. Pura Rey nos ha enviado a la redacción de Radio 3 el maravilloso elefante con Tintín que puede verse en la foto. Escuchamos en este aniversario la grabación original de la sintonía ('Aquelas coisas todas' de Toninho Horta) que sonó aquel 10 de enero y a Chiara Civello ('My way'), Pino Daniele ('Sicily'), Rosa Passos ('Um vestido de bolero'), Melody Gardot ('If you love me'), Bernard Lavilliers ('Voyages'), Henri Salvador (Ça n´a pas d'importance'), Richard Galliano ('Tango pour Claude'), el coro de la banda sonora de 'The Party' ('Nothing to loose'), Kyle Eastwood ('The Pink Panther theme'), Cesaria Evora & Bonnie Raitt ('Crepuscular solidão'), Anat Cohen & Marcello Gonçalves ('One hand, one heart') y Bala Desejo ('Baile de máscaras').Escuchar audio
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: como pedir aumento? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: colegas de trabalho que se odeiam Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@mamilos.me . Facebook: aqui . Twitter: aqui . Instagram: aqui . LinkedIn: aqui . Youtube: aqui CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: quem escolhe os padrinhos de casamento? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: a ex do meu atual. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: paquera ou assédio? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@mamilos.me . Facebook: aqui . Twitter: aqui . Instagram: aqui . LinkedIn: aqui . Youtube: aqui CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: não quero morar com minha filha. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: como contar pro meu filho que sou gay? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: meus sogros tem medo que o neto vire gay Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: como responder a um chefe assediador? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer.Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.brQuem coordenou essa produção foi Beatriz Souza.Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer.A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez.A coordenação digital é feita por Agê Barros.O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo.O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é: dá pra negar dinheiro pra família? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer.Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.brQuem coordenou essa produção foi Beatriz Souza.Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer.A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez.A coordenação digital é feita por Agê Barros.O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo.O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a conversa difícil é aquela pra definir se é namoro ou amizade. Quem nunca, né? Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a polêmica é treta com o ex-marido. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a polêmica é limites no sexo. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 ALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a polêmica é de família, ou melhor, pra voltar a ser uma família. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer.Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.brQuem coordenou essa produção foi Beatriz Souza.Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer.A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez.A coordenação digital é feita por Agê Barros.O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo.O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
DIÁLOGOS DE PEITO ABERTO Mamileiros e mamiletes, hoje é dia de estreia! Agora todas as quartas-feiras o Mamilos tem um quadro especial no Saia Justa no GNT. Além de assistir a gente na TV, você também vai poder ouvir esse quadro no feed do Mamilos. No Mamilos de Saia vamos refletir sobre conflitos que a gente passa e não sabe como lidar. Aquelas conversas difíceis que cruzam nosso caminho, complicam a vida e tentamos fugir. É saia justa com amigas, com filhos, com sócios, com chefes, com crushes. Hoje, a polêmica é “crise na relação”. Vem com a gente! E se você também tá precisando ter uma conversa difícil com alguém e não sabe por onde começar, manda sua história aqui pra gente: https://colabore.apps.globo.com/campanha/2484 FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: https://www.facebook.com/mamilospod/ . Twitter: https://twitter.com/mamilospod . Instagram: https://www.instagram.com/mamilospod/ . LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mamilos-podcast/ . Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCVYbjLZeD1sWzbxSd3TBXDw CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer.Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.brQuem coordenou essa produção foi Beatriz Souza.Com a estrutura de pauta e roteiro escrito por Cris Bartis e Ju Wallauer.A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez.A coordenação digital é feita por Agê Barros.O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo.O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.
Hoje Daniel Bayer e João Carvalho falam sobre COMPRAS INÚTEIS! Aquelas comprinhas na madrugada, por impulso, que não servem pra nada... OU SERÁ QUE SERVEM??? Assine o plano BOGA VIVA e participe do nosso GRUPO SECRETO NO TELEGRAM! FINANCIE ESTE VACILO:https://padrim.com.br/decrepitos MANDA PIX:pix@decrepitos.com PARTICIPE PELO E-MAIL:ouvinte@decrepitos.com ANUNCIE:comercial@decrepitos.comPadrim: https://www.padrim.com.br/decrepitos