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No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]
Edgard Maciel de Sá, Phill, Marcello Neves e Caio Carvalho analisam a atuação contra o Coritiba, a opção pelo time misto, a falta de critério na anulação do gol de Serna e a estreia na Libertadores. DÁ O PLAY!
Fala pessoal, chegamos ao fim dessa jornada dos episódios do Apoia.se!Esse foi o último, eu quis trazer todos, porque alguns ouvintes ficaram chateados dos relatos terem saído somente lá e eu entendo o sentimento.De qualquer forma, eu sempre deixei claro que eventualmente eu traria aqui pro Spotify todos os episódios, para que todos pudessem ouvir os seus relatos e agora está tudo certo.A partir de agora serão somente os episódios na quarta feira, 9h da manhã. Os temas atuais são: terror da vida real, terror sobrenatural e bug na matrix (novo).Bom episódio a todos!
O que acontece na infância definitivamente não fica na infância. Há um tempo, a ciência trabalha com o conceito dos mil dias, que envolve o período da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida de uma criança (730). Segundo estudos, essa fase é considerada crítica porque determina boa parte da saúde até idades mais avançadas. É nesse momento, por exemplo, que o corpo e o cérebro estão em pleno desenvolvimento e, dependendo dos estímulos oferecidos, eles podem (ou não) atingir seu máximo potencial. O episódio desta semana do Dois Pontos aborda quais fatores são os mais decisivos para garantir essa evolução adequada, e como ela repercute na velhice. Também aponta quais aspectos, por outro lado, podem favorecer problemas nessa jornada. Para conversar sobre o tema, contamos com a participação da pediatra Ana Escobar, autora de livros como ‘Meu Filho tá Online Demais: Equilibrando o uso das telas no dia a dia familiar’ (Editora Manole), e a geriatra Cybelle Diniz, membro da comissão de título de especialista de geriatria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação da editora de saúde do Estadão, Thaís Manarini. ProduçãoEverton Oliveira CaptaçãoRenan Pagliarusi e Felipe Pedro (Felps) EdiçãoAnderson Russo ASSISTA TAMBÉM:Devemos dar um celular para as crianças?: https://youtu.be/YwkIdmRHOJc?si=Ilh1a56PkuTN2gbj Saúde: Como manter o cérebro ativo e protegido: https://youtu.be/31BapVproWw?si=JquP8sBPQcYYDUDY Canetas para obesidadehttps://youtu.be/P-VW7_pLVNQ?si=JjNB2mxnbk6zp66x ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sobre cidades de fronteira tem sido central para a importação de carregamentos ilícitos, principalmente de cocaína e skunk (supermaconha), de países como Bolívia, Peru e Colômbia. Hoje, há presença de facções em quase metade das 772 cidades da Amazônia Legal, “demonstrando um processo de capilarização que transcende os grandes centros urbanos” e que resulta em impactos diretos à população, inclusive com o surgimento de "minicracolândias". Isso é o que aponta Cartografias da Violência na Amazônia, estudo divulgado recentemente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o material, a região conta 17 facções ativas, com destaque para o CV, considerado a principal facção com atuação na floresta. Ao mesmo tempo, o PCC tem forte presença principalmente na chamada "rota caipira", que liga países como Bolívia e Paraguai a diferentes regiões do País. Os carregamentos abastecem não só o mercado local, como outros continentes, como África e Europa. Para falar sobre o combate ao crime organizado na região de fronteira, o Dois Pontos convidou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e Gabriel Funari, pesquisador da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC, na sigla em inglês). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Ítalo Lo Re, repórter da editoria de Metrópole do Estadão. ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Menos de um ano após Ainda Estou Aqui conquistar o histórico primeiro Oscar para o Brasil, o País tem mais um representante capaz de chegar à mais famosa premiação do cinema: O Agente Secreto, filme de Kleber Mendonça Filho estrelado por Wagner Moura. Vencedor de dois importantes prêmios no Festival de Cannes, o de Melhor Diretor e o de Melhor Ator, o longa vem recebendo prêmios internacionais, e aparece como forte candidato à conseguir indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional e ao de Melhor Ator. Para falar sobre os bastidores de O Agente Secreto, as chances no Oscar e o seu comentado ato final, o Dois Pontos desta semana recebe a atriz Laura Lufési, que tem um importante papel na produção, e Barbara Demerov, jornalista e crítica de cinema. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Beatriz Amendola, editora-assistente de Cultura. Produção: Everton Oliveira Edição: Anderson Russo Estúdio: NZN Distribuição: Isabel LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O presidente da Argentina, Javier Milei, conquistou uma importante vitória nas eleições legislativas de 26 de outubro no país. Seu partido, A Liberdade Avança (LLA), ampliou seu número de assentos no Congresso e, junto com aliados, dará uma vida mais confortável para o libertário terminar os seus dois próximos anos de mandato. Os desafios, porém, continuam grandes. Milei tem pela frente a tarefa de avançar com suas prometidas reformas, sendo a trabalhista a primeira delas. Ainda que conte com a maior bancada do Congresso, o presidente não tem maioria e terá de negociar com outros partidos. Uma habilidade que ele não teve na primeira metade do mandato. Além disso, parte do teor das próximas reformas é impopular, em um contexto em que a paciência do argentino começa a se esgotar. Milei terá habilidade de dialogar com deputados e senadores para avançar com seu programa econômico? O que esperar da segunda metade do mandato do argentino? Para responder essas perguntas, o Dois Pontos recebe Carla Beni, professora de Economia na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Flavia Loss, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Carolina Marins, repórter da editoria de Internacional do Estadão. Produção: Everton Oliveira Edição: Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A falsificação de dezenas de itens afeta a segurança, o bolso e a saúde da população. A falsificação e adulteração de produtos é um problema que afeta o bolso, a saúde e até a segurança de milhões de brasileiros. De bebidas a combustíveis, de alimentos a cosméticos, de cigarros a medicamentos: a falsificação está presente em diversos setores da economia. De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), as falsificações, o contrabando e a pirataria geram um prejuízo de aproximadamente 471 bilhões de reais anuais ao País em perdas de arrecadação tributária e de faturamento das indústrias legalmente estabelecidas. Mas o prejuízo vai muito além do econômico. Produtos adulterados podem representar riscos sérios à saúde, como mostra a grave crise de adulteração de bebidas com metanol. O tema é complexo, com enorme impacto no cotidiano das pessoas e que precisa da reflexão e da ação do governo, empresas e consumidores. Para essa edição do Dois Pontos, recebemos Renata Cerqueira, integrante da Comissão Técnica de Alimentos do Conselho Regional de Química em São Paulo e professora da Faculdade de Engenharia de Sorocaba, e Rodolpho Ramazzini, advogado especializado no combate à fraude e diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Gonçalo Junior, repórter do caderno Metrópole do Estadão. Disque denúncia ABCF (11) 3106 - 5149 WhatsApp ABCF (11) 99171 - 4526 E-mail: denuncia@abcf.org.br Rede social: @abcf_associacao Produção Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Os governos brasileiro e norte-americano têm ensaiado uma reaproximação, mas a agenda brasileira no comércio global é extensa se o País desejar se integrar ao restante do mundo. Considerado uma economia fechada, o Brasil enfrenta um cenário complexo para se integrar ao restante do mundo, num momento de aumento do protecionismo liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As decisões do norte-americano têm implodido as regras comerciais que vigoraram nas últimas décadas. No fim de semana, os presidentes Lula e Donald Trump se reuniram na Malásia para abordar o tarifaço sobre as exportações brasileiras, entre outros assuntos. Para discutir os caminhos do Brasil no comércio global, o Dois Pontos convidou Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, economista e consultor da Pinnotti & Schwartsman Associados, e Emanuel Ornelas, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de economia do Estadão. Produção: Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas negociado pelo presidente americano, Donald Trump, entra numa nova fase marcada por riscos cada vez maiores. De um lado, o governo de Israel sofre pressão interna e externa para fazer concessões que no limite levem a um Estado palestino. Do outro, o grupo terrorista hesita em se desarmar. Diante do impasse, episódios de violência colocam em risco a breve trégua, que interessa tanto a Trump quanto a países árabes da região. Em meio a esse contexto, as consequências das negociações devem ficar mais claras nas próximas semanas. Para entender o que está em jogo, o Dois Pontos conversou com o ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, e a professora de Relações Internacionais do Ibmac, Karina Calandrin. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação do subeditor de Internacional, Luiz Raatz. Produção:Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando o primeiro remédio injetável da classe dos análogos de GLP-1 surgiu, no início dos anos 2000, o foco era ajudar no tratamento do diabetes do tipo 2. Basicamente, o GLP-1 é um hormônio natural produzido no intestino. Ao imitá-lo, esse tipo de medicamento ajuda na produção de insulina, reduz a fome e aumenta a saciedade. Com o avanço das pesquisas e das moléculas investigadas, os cientistas notaram que essas drogas resultavam em uma perda de peso bastante expressiva, o que fazia delas opções interessantes também para o tratamento da obesidade. Estudos mostraram, por exemplo, que o Wegovy (cujo princípio ativo é a semaglutida) promove uma perda de peso média de 16% a 17%, enquanto o Mounjaro (que leva tirzepatida) pode chegar a 21% ou 22%. Acontece que resultados assim chamaram a atenção de quem não tinha diabetes nem obesidade – mas queria perder alguns quilos. Tamanha popularidade fez com que esses remédios ganhassem até o apelido de “canetas emagrecedoras” – algo rechaçado por especialistas, já que reduz o uso dessas drogas a algo puramente estético. Para falar das reais indicações de uso e dos perigos da banalização desses medicamentos, o Dois Pontos convidou a nutricionista Desire Coelho, especialista em transtornos alimentares e colunista do Estadão, e a endocrinologista Maria Edna de Melo, coordenadora da Comissão de Advocacy da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Thaís Manarini, editora de saúde do Estadão. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Déficit de moradia, avanço do crime organizado e gargalos no trânsito são alguns exemplos dos desafios da cidade de São Paulo. Para 78% da população paulistana, os deslocamentos pela metrópole de quase 12 milhões de habitantes são os fatores que mais contribuem para a falta de tempo no cotidiano, de acordo com o Instituto Locomotiva. O avanço das mudanças climáticas — que já podem ser classificadas como emergências – aperta ainda mais esse nó ao aprofundar desigualdades sociais. Há boas notícias. O avanço tecnológico, com a inteligência artificial, pode apresentar novas soluções para os desafios urbanos, principalmente em uma cidade que se diferencia como polo de inovação e de produção de riqueza. Nessa encruzilhada entre o caminho da resiliência e correr atrás das consequências das tragédias ambientais, onde se localiza a cidade de São Paulo? Como construir uma metrópole mais verde, inclusiva e resiliente? Qual seria a “ação número 1” que deveria ser tomada imediatamente para mudar o rumo? Para falar sobre estratégias para tornar a cidade de São Paulo mais saudável e mais sustentável, o “Dois Pontos” convidou Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados, também da USP, e Ciro Biderman, professor de graduação e pós-graduação em administração pública e economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e diretor do FGV Cidades. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Gonçalo Junior, repórter de Metrópole. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Garantir a saúde cerebral passa por rever diversos hábitos cada vez mais cedo; episódio do ‘Dois Pontos’ traz os melhores caminhos para ter uma mente afiada agora e no futuro. Frequentemente, o cérebro é descrito como o maestro do organismo, já que coordena incontáveis funções do nosso corpo. Mas como garantir que toda essa engrenagem comandada por neurônios se mantenha saudável e funcional ao longo da vida? Essa é uma questão que tende a preocupar cada vez mais gente, já que a população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado – na esteira desse movimento, espera-se um aumento exponencial na ocorrência de demências no Brasil. Neste episódio do vodcast, a geriatra Claudia Suemoto, diretora do banco de cérebros da Universidade de São Paulo (USP), e o neurologista Diogo Haddad, head do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ensinam quais hábitos de vida devemos adotar (e também evitar) para afastar o fantasma das demências. Eles ainda discutem a influência de fatores como o estresse e uma rotina multitarefa no bem-estar cerebral. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Luciana Garbin, editora-executiva do jornal. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado 27 anos e 3 meses de pena privativa de liberdade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O ex-capitão do Exército seguirá em prisão domiciliar até o início da execução penal, que começa a partir do esgotamento dos recursos cabíveis à sentença. O placar do julgamento ficou em 4 a 1, com voto divergente do ministro Luiz Fux, um placar que reduziu de forma significativa o alcance dos recursos cabíveis à defesa do ex-presidente. Para falar sobre o julgamento e os próximos passos da ação penal, o Dois Pontos conversou com a professora de Direito Penal e Processo Penal na FGV Direito de São Paulo, Luisa Moraes Abreu Ferreira, e com o criminalista e coordenador de Direito da ESPM de São Paulo, Marcelo Crespo. O episódio tem a apresentação de Roseann Kennedy, colunista do Estadão, e a participação de Carolina Brígido, colunista de judiciário do Estadão. ProduçãoEverton Oliveira EdiçãoJúlia Pereira ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em duas cúpulas, uma no Alasca com Vladimir Putin, e outra na Ucrânia com Volodmir Zelenski, Trump tentou obter concessões dos dois lados, sem obter sucesso. A iniciativa também colabora com a pretensão do presidente de ser laureado com um prêmio Nobel da paz, mas um fim do conflito ainda permanece distante. Em meio a esse contexto, as consequências mais claras das negociações devem ficar mais claras nas próximas semanas. Para entender o que está em jogo, o Dois Pontos conversou com os professores de relações internacionais Leonardo Trevisan, da ESPM, e Carolina Pavese, da Mauá/FIA. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação do subeditor de Internacional, Luiz Raatz. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
País sedia conferência do clima da ONU em novembro em meio a reclamações de países sobre preços de acomodação, guerras, tarifaço e contradições internas na área ambiental Com o planeta aquecendo em ritmo muito mais acelerado do que os cientistas previram, os países têm pouco tempo e muito a negociar na conferência de mudanças climáticas promovida anualmente pela ONU. Porém, a poucos meses da COP-30 que deve ser realizada em novembro em Belém, o preço da hospedagem continua a mobilizar boa parte das discussões. O encontro multilateral pode perder força e legitimidade se o Brasil não garantir a participação das delegações de países menos desenvolvidos e ilhas, os mais afetados pelo aquecimento do planeta. A candidatura para receber a conferência na Amazônia foi anunciada ainda em 2022, logo após a eleição do presidente Lula da Silva, que desde o início do terceiro mandato diz querer colocar o Brasil na liderança da agenda climática internacional. Além das questões logísticas, o cenário interno e externo não são dos mais favoráveis. O impasse na exploração de petróleo na Foz do Amazonas e a aprovação do licenciamento ambiental pelo Congresso podem fazer com que o País não coloque na mesa temas mais difíceis, ao passo que guerras, tarifaços, EUA fora do Acordo de Paris e outros países querendo retroceder em seus compromissos criam clima tenso nas negociações. Para entender o que está em jogo na 30ª conferência climática e qual a posição do Brasil, o Dois Pontos conversou com Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, e Caroline Dihl Prolo, advogada especializada em direito das mudanças climáticas e sócia da gestora de investimentos fama re.capital. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação de Juliana Domingos de Lima, repórter de meio ambiente. A minutos da sede da COP-30 em Belém, comunidade esvazia após poluição do rio: ‘Vila fantasma’https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/a-minutos-da-sede-da-cop-30-em-belem-comunidade-esvazia-apos-poluicao-do-rio-vila-fantasma/?srsltid=AfmBOorAZLDZpXf9EUpIrOo33ksLX3TFOGQwciMZVLPiIDcjTTj3bPBz Palco de fotos de Lula e Macron, Ilha do Combu sofre sem água potável e com turismo em massahttps://www.estadao.com.br/sustentabilidade/palco-de-fotos-de-lula-e-macron-ilha-do-combu-sofre-sem-agua-potavel-e-com-turismo-em-massa/?srsltid=AfmBOopugQYZ_YiOOxsHIH26Z0FMP4sNmeZFfc_ZrX-P6SKXTsAs9-UQ Preço de diárias para a COP em Belém dispara até R$2 milhões e preocupa delegações estrangeirashttps://www.estadao.com.br/sustentabilidade/preco-de-diarias-para-a-cop-em-belem-dispara-ate-r2-milhoes-e-preocupa-delegacoes-estrangeiras/?srsltid=AfmBOorha4E_W8rCPdHL3eeVckijwE0GAak0kGczCAGdSnWjSHPGnSnY Onde o Brasil mais desmata? Mapas mostram áreas críticas no País que vai sediar a COPhttps://www.estadao.com.br/sustentabilidade/onde-o-brasil-mais-desmata-mapas-mostram-areas-criticas-no-pais-que-vai-sediar-a-cop/ Gerente de banco como fiscal do desmatamento? Caminhos para zerar a destruição da Amazôniahttps://www.estadao.com.br/sustentabilidade/gerente-de-banco-como-fiscal-do-desmatamento-caminhos-para-zerar-a-destruicao-da-amazonia/ COP-30: Qual o balanço das reuniões na Alemanha que podem definir sucesso ou fracasso de Belémhttps://www.estadao.com.br/sustentabilidade/cop-30-qual-o-balanco-das-reunioes-na-alemanha-que-podem-definir-sucesso-ou-fracasso-de-belem/ Como o dinheiro virou o principal entrave para discussões da COP-30https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/como-o-dinheiro-virou-o-principal-entrave-para-discussoes-da-cop-30/ COP-30: governo começa a oferecer cabine em navios em meio a crise com falta de hospedagem https://www.estadao.com.br/brasil/cop-30-governo-comeca-a-oferecer-cabine-em-navios-apos-crise-com-falta-de-hospedagem/ ProduçãoEverton Oliveira EdiçãoBeatriz de Souza Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Por décadas, a cultura reforçou a ideia de que a mãe é quem cuida e o pai é quem provê — afastando homens do cotidiano familiar e criando um romantismo em torno da maternidade, enquanto a paternidade ficava em segundo plano. Hoje, com novas configurações familiares e pais mais presentes, essa visão começa a mudar, mas ainda enfrenta resistências, preconceitos e cobranças. Essa desigualdade aparece também nos números. Dados do Consultor Jurídico mostram que, dos 2,5 milhões de nascimentos registrados em 2023, 6% não tiveram reconhecimento de paternidade, o que representa 172 mil famílias. Esse número levanta uma questão central — a maternidade continua sendo vista como um papel obrigatório, enquanto a paternidade, muitas vezes, ainda é tratada como opcional. O episódio mergulha no papel dos pais na criação dos filhos e nas mudanças, e desafios, da paternidade nos dias de hoje. Para entender quais são os estigmas que persistem e os caminhos para que os homens assumam um papel mais ativo no cuidado dos filhos, o Dois Pontos recebeu o criador de conteúdo Paulo Tardivo, do Família Pessoa Tardivo, e o escritor e palestrante Tadeu França. A apresentação é de Roseann Kennedy, colunista do Estadão, com participação de Renato Andrade, editor executivo de Política e Internacional do jornal. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ter um hobby é uma questão de saúde. O passatempo estimula o cérebro, contribui no tratamento de quadros como depressão e ansiedade e, dependendo da atividade, fortalece os músculos. Ainda assim, alguns consideram que esses momentos de prazer são um luxo para poucos e nem todos reservam tempo na agenda para praticá-los. Para entender o impacto dos hobbies no bem-estar e discutir como incorporá-los à rotina, o Dois Pontos conversou com Leonardo Martins, psicólogo e professor colaborador na Universidade de São Paulo (USP), e com o neurocirurgião Fernando Gomes, também professor na USP e autor de nove livros sobre neurocirurgia e comportamento humano. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação de Stefhanie Piovezan, editora-assistente de saúde. --- Leia também: A moda do bebê reborn: hobby ou problema de saúde? Como diferenciar? https://www.estadao.com.br/saude/a-moda-do-bebe-reborn-hobby-ou-problema-de-saude-como-diferenciar/ Brincar não é só para criança: ter um hobby ao longo da vida pode transformar a saúde https://www.estadao.com.br/saude/brincar-nao-e-so-para-crianca-ter-um-hobby-ao-longo-da-vida-pode-transformar-a-saude/ Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No Dois Pontos, especialistas analisam o desejo por novas lideranças e discutem quando o Brasil deve superar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Uma pesquisa recente da Genial/Quaest mostra que dois em cada três brasileiros defendem que o presidente Lula não dispute a reeleição em 2026. O levantamento também indica que a maioria espera que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, abandone o discurso de que será candidato para apoiar outro nome. Os dados revelam uma demanda por renovação política, ainda sem alternativas viáveis no cenário eleitoral atual. Parte da elite política e analistas avaliam que só a partir das eleições de 2030, quando Lula e Bolsonaro provavelmente estarão fora da disputa, o País começará a vislumbrar novas lideranças nacionais. Isso, no entanto, não significa que ambos deixarão de influenciar o processo eleitoral. Tanto o lulismo quanto o bolsonarismo devem continuar a repercutir mesmo após a saída de cena de seus principais líderes. Fenômeno semelhante ao observado após a morte de Getúlio Vargas, quando a política brasileira permaneceu dividida entre getulistas e antigetulistas. Para discutir o tema, o Dois Pontos desta semana recebe Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso, e Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). O episódio tem apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e participação do repórter de Política Zeca Ferreira. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Brasil gasta R$ 5,7 trilhões todos os anos para sustentar o Orçamento da União. Mas, para onde vai tanto dinheiro? Com um orçamento direcionado para pagar a dívida pública, a Previdência Social, os programas sociais, os gastos obrigatórios em saúde e educação e as famosas emendas parlamentares, sobra pouco para investimentos nacionais em infraestrutura e custeio dos serviços públicos do dia a dia. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado projeta que a dívida bruta do Brasil ultrapassará 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2035. Dados do próprio governo federal apontam que, se nada for feito, vai faltar dinheiro para despesas básicas em 2027. O Dois Pontos convidou dois especialistas envolvidos diretamente na discussão e na elaboração do Orçamento da União para falar sobre o assunto. Marcus Pestana é economista, foi professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), ocupou vários cargos políticos e hoje é diretor-executivo da IFI do Senado. Mauro Benevides Filho, também economista, é Ph.D. em Economia, professor licenciado da Universidade Federal do Ceará, deputado federal pelo PDT e vice-líder do governo na Câmara. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão Roseann Kennedy e a participação de Daniel Weterman, repórter de economia do Estadão em Brasília. ProduçãoEverton Oliveira EdiçãoBeatriz de Souza OUÇA TAMBÉM: Previdência: Desafios do atual sistema | com Gabriel Leal e Victor Bernardes: https://omny.fm/shows/dois-pontos/previd-ncia-desafios-do-atual-sistema-com-gabriel-leal-e-victor-bernardes-dois-pontos Economia brasileira e a renda média | José Roberto Mendonça de Barros e Marcos Lisboa: https://omny.fm/shows/dois-pontos/75-economia-brasileira-e-a-renda-m-dia-jos-roberto-mendon-a-de-barros-e-marcos-lisboa-dois-pontos Demissões entre jovens da geração Z | com Alexandre Pellaes e Ana Tomazelli: https://omny.fm/shows/dois-pontos/73-demiss-es-entre-jovens-da-gera-o-z-com-alexandre-pellaes-e-ana-tomazelli-dois-pontos Economia prateada: trabalhadores 60+ no Brasil | com Lucas Assis e Sérgio Serapião: https://omny.fm/shows/dois-pontos/63-economia-prateada-trabalhadores-60-no-brasil-co Como a Ásia reduziu a pobreza e o que o Brasil pode aprender com isso?: https://omny.fm/shows/dois-pontos/29-como-a-sia-reduziu-a-pobreza-e-o-que-o-brasil-p ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O poder público tem sido pressionado a dar respostas em como lidar com as grandes empresas de tecnologia, na medida em que as redes sociais ocupam cada vez mais centralidade em nossas vidas, nos negócios e até mesmo no processo eleitoral. O Brasil também entrou nessa agenda, enquanto o mundo todo discute novas leis para regular e se adaptar aos produtos e serviços das plataformas digitais. Após o Congresso Nacional ter engavetado um projeto de lei que visava dar maior transparência às redes sociais e impôr novas responsabilidades às empresas, agora são o governo federal e o Supremo Tribunal Federal quem se incumbem da tarefa. Na semana passada, o STF encerrou o julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil e decidiu ampliar a responsabilidade sobre as plataformas digitais por conteúdo publicado por usuários. Para falar da regulação das plataformas digitais, o Dois Pontos convidou Ana Frazão advogada e professora de Direito Civil, Comercial e Econômico da Universidade de Brasília (UnB), e João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e doutor em ciência política pela USP. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Guilherme Caetano, repórter de política da sucursal de Brasília do Estadão. ProduçãoEverton Oliveira EdiçãoJúlia Pereira ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Num cenário que combina o envelhecimento acelerado da população brasileira, as transformações no mercado de trabalho e as preferências da Geração Z em busca de mais flexibilidade e qualidade de vida, o Brasil pode ser obrigado a discutir uma nova reforma da Previdência antes do esperado. Com menos trabalhadores contribuindo para o sistema atual, há menos recursos para pagar um número de beneficiários da Previdência Social que deve crescer daqui em diante. Sem mudanças, afirmam os analistas, o risco é de um colapso do modelo atual. Na prática, a conta da Previdência está mais difícil de fechar, e o cenário não é favorável para os próximos anos. O Brasil adotou um modelo no qual quem está no mercado de trabalho contribui para pagar o benefício de quem já está aposentado. Para entender o atual cenário do sistema previdenciário do Brasil e discutir possíveis saídas, o Dois Pontos conversou com Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, e Victor Bernardes, diretor de vida e previdência da SulAmérica. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de economia. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza Gravado no estúdio U360 -- Leia a reportagem "Proposta de mudanças na Previdência dos militares é insuficiente e terá impacto limitado, diz estudo": https://www.estadao.com.br/economia/proposta-previdencia-militares-insuficiente-impacto-limitado-estudo-clp/ ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A inteligência artificial (IA) está infiltrada nas engrenagens invisíveis que movem decisões públicas e privadas no Brasil — do processamento de exames médicos ao combate a fraudes bancárias. A promessa é de ganhos expressivos de produtividade, eficiência máxima, redução de custos, eliminação de gargalos e uma suposta “democratização” de bens e serviços — expressão recorrente no discurso dos entusiastas da IA. Mas, claro, há algumas “pedras” pelo caminho. Entre elas estão a transformação do mercado de trabalho, os impactos ambientais, a falta de letramento digital, restrições ao acesso tecnológico e a lentidão para adotar regulação e implementar um plano estratégico para IA. Há também dilemas sobre regulação e impacto ambiental. Para falar sobre como a IA pode mudar o futuro do Brasil e seus riscos e oportunidades, o Dois Pontos convidou Anderson Soares, coordenador do Centro de Excelência em IA da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Fabio Cozman é diretor do Centro de Inteligência Artificial da Universidade de São Paulo (USP). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Bruno Romani, editor do Link, a editoria de tecnologia do Estadão. Produção: Everton Oliveira Edição: Beatriz Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar uma denúncia de tentativa de golpe. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 30 réus respondem pela trama golpista que culminou no 8 de Janeiro. Enquanto o tribunal acelera procedimentos para concluir o julgamento das lideranças ainda em 2025, em uma tentativa de evitar a contaminação do calendário eleitoral, as defesas correm contra o tempo para tentar evitar o desfecho mais provável: a condenação. A fase de investigação, que antecedeu o recebimento das denúncias pela Primeira Turma do STF, foi marcada por questionamentos de ordem processual levantados pelos advogados, como falta de acesso a provas e divergências sobre a própria competência do tribunal para o julgamento. O início da ação penal deflagra uma nova fase de debates, agora sobre a tipificação dos crimes e a dosimetria das penas em caso de condenação. Para falar sobre o julgamento e as perspectivas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, o Dois Pontos convidou Oscar Vilhena, professor de Direito Constitucional da FGV, e Leonardo Sica, presidente da OAB de São Paulo. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Rayssa Motta, repórter de política e Judiciário do Estadão. Produção Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Há alguns anos que, numa crescente, o Brasil vem sendo celebrado mundo afora. Nossa literatura, música, moda, cores e sabores são objeto de interesse em diversas latitudes e os nomes de nossos talentos têm sido replicados nos mais diversos sotaques. Entre os mais recentes estão os realizadores do filme 'O Agente Secreto', que foi reconhecido com dois prêmios no Festival de Cinema de Cannes. Um espaço de poucas semanas separa este evento até a cidade do sul da França voltar a ser tomada por verde e amarelo. Outro tradicional festival de Cannes, o Lions, homenageia o Brasil como País Criativo do Ano. Para falar desse reconhecimento — inédito na história do festival —, o Dois Pontos convidou Bia Lopes Maria, diretora criativa associada da Jotacom, e Icaro Doria, presidente e chief creative officer da DM9. Ambos já estiveram no Cannes Lions e retornam neste ano — ela como uma das palestrantes de destaque e ele como presidente do júri de Print & Publishing. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Igor Ribeiro, editor de Mídia & Mkt. ProduçãoCarla MenezesEverton Oliveira EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 OUÇA TAMBÉM: Qual o impacto da IA nas eleições municipais? https://omny.fm/shows/dois-pontos/46-qual-o-impacto-da-ia-nas-elei-es-municipais-com A inteligência artificial vai roubar o seu emprego? https://omny.fm/shows/dois-pontos/28-a-intelig-ncia-artificial-vai-roubar-o-seu-empr Quais as oportunidades e riscos da inteligência artificial um ano após o ChatGPT? https://omny.fm/shows/dois-pontos/11-quais-as-oportunidades-e-riscos-da-intelig-ncia LEIA: As campanhas inesquecíveis de Washington Olivetto: https://www.estadao.com.br/midia-mkt/as-inesqueciveis-campanhas-de-washington-olivetto ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
As mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro, mas engana-se quem pensa que elas formam um grupo coeso e homogêneo. Com base em pesquisas recentes, o Dois Pontos desta semana discute a diversidade ideológica entre as eleitoras e os temas que são capazes de unir esse grupo. As mulheres são mais conservadoras ou progressistas? O que pensam sobre segurança, igualdade salarial, feminismo e religião na política? O programa traz especialistas que analisam os consensos e dissensos entre as eleitoras brasileiras, a atuação das principais lideranças femininas na política institucional e as contradições da América Latina — uma região marcada por desigualdades profundas, mas que também conseguiu avançar em políticas de representatividade. As convidadas deste episódio são Camila Rocha, doutora em Ciência Política pela USP, diretora científica do Centro para Imaginação Crítica (CCI/Cebrap) e finalista do 64º Prêmio Jabuti em Ciências Humanas com o livro 'Menos Marx mais Mises. O liberalismo e a nova direita no Brasil', e Carolina Althaller, comunicadora, pesquisadora e diretora executiva do Instituto Update, organização da sociedade civil que há 10 anos atua no fortalecimento da democracia e no fomento à imaginação política. O vodcast tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Bianca Gomes, repórter de Política do Estadão. Produção Carla Menezes Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O impacto das redes sociais na formação dos adolescentes é algo que desafia as famílias e escolas atualmente. O episódio desta semana dos Dois Pontos discute a construção da masculinidade dos meninos - que têm, muitas vezes, influenciadores como modelos - e como mudar esse processo que pode levar ao extremismo e à misoginia. Fala ainda da importância dos vínculos entre os pais e os adolescentes e de como as escolas podem trabalhar momentos de escuta para evitar situações de conflito e violência. Os convidados são a pesquisadora e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Telma Vinha, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), e o pesquisador Guilherme Valadares, fundador do Instituto Papo de Homem. Ele coordena um estudo sobre como pensam os meninos adolescentes, que dará origem a um documentário lançado no fim do ano. O vodcast tem a apresentação da colunista do Estadão Roseann Kennedy e a participação de Renata Cafardo, repórter especial e colunista de Educação do Estadão. Produção Carla Menezes Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 CONHEÇA: https://institutopdh.com.br/ ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A economia brasileira está presa na chamada armadilha da renda média e precisa adotar uma série de medidas se quiser integrar o grupo das nações mais ricas do globo. Para mudar de patamar, o Brasil precisa melhorar a qualidade da educação, tornar o seu ambiente para investimentos mais amigável e acertar as contas públicas com o objetivo de garantir a confiança dos investidores no longo prazo. A economia brasileira também é considerada fechada, pouco integrada ao resto do mundo. Neste episódio do vodcast Dois Pontos, José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica e sócio-fundador da MB Associados, e Marcos Lisboa, que também ocupou o cargo de secretário de Política Econômica e é sócio-diretor da Gibraltar Consulting, discutem os desafios do Brasil e os caminhos para superá-los. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão Roseann Kennedy e a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de Economia. Produção Amanda Botelho Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A morte do Papa Francisco aos 88 anos, na última segunda-feira, 21, deixou vago o cargo máximo da Igreja Católica. Após seu sepultamento ocorrido no último sábado, 25, no Vaticano, as atenções agora se voltam para a escolha do novo pontífice, que deve ocorrer na próxima semana. Os conclaves, que são a reunião dos cardeais para a eleição, ocorrem geralmente entre 15 e 20 dias depois do falecimento do papa. Especialistas ouvidos pelo Estadão acreditam que Francisco não deixa um herdeiro natural, mas sim norteia um perfil do que seria o necessário para o futuro na Igreja no século 21. Como o rito do Vaticano se diferencia de eleições ‘tradicionais’? O que é mito e o que é verdade no filme ‘Conclave’, que concorreu ao Oscar? Quais são os nomes mais cotados como ‘papáveis’? As respostas estão no episódio desta semana do Dois Pontos. Francisco Borba Neto, sociólogo de PUC-SP especialista em religião, e Filipe Domingues, professor da Pontifícia Universidade do Vaticano, debatem o legado de Francisco e explicam as especificidades do conclave. A apresentação é de Roseann Kennedy, colunista do Estadão, com participação da repórter especial Renata Cafardo. ProduçãoEverton OliveiraJoão Abel EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
De acordo com dados do IBGE, mais de 45 milhões de brasileiros pertencem à geração Z, nascida entre 1995 e 2012. Até 2030, esse grupo deve representar quase 30% da força de trabalho global. No entanto, pesquisas indicam que os jovens têm enfrentado dificuldades para se manter em seus empregos. Uma pesquisa da plataforma Resume Genius revelou que 60% dos empregadores admitiram ter demitido funcionários dessa geração contratados em 2024. Para analisar esse cenário, o episódio do Dois Pontos recebe Alexandre Pellaes, palestrante, mestre em Psicologia e pesquisador do futuro do trabalho, e Ana Tomazelli, mentora de carreiras e executiva de RH com mais de 20 anos de experiência. A apresentação é de Roseann Kennedy, colunista do Estadão, com participação de Jayanne Rodrigues, repórter de Carreiras. Produção Carla Menezes Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio CrossHost OUÇA TAMBÉM: GERAÇÃO Z no mercado de TRABALHO: problemática ou consciente? | Dois Pontos: https://omny.fm/shows/dois-pontos/27-dois-pontos-gera-o-z ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O cenário econômico global ficou ainda mais instável desde o dia 2 de abril, quando o presidente americano Donald Trump anunciou uma série de tarifas agressivas para diversos países, em especial a China. De lá para cá, o republicano já recuou sobre algumas das sanções, sofreu retaliações e foi criticado por representantes de setores da economia dos EUA. Executivos de Wall Street, por exemplo, reforçaram o coro de alerta para os riscos que a guerra tarifária de Trump representam para a economia americana, com empresas engavetando projetos diante de um cenário turvo à frente. Para discutir o assunto, o episódio do Dois Pontos desta semana recebe Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, e Renê Medrado, sócio e especialista em Comércio Internacional e Direito Aduaneiro do Pinheiro Neto Advogados. O programa conta ainda com a participação de Ivo Ribeiro, repórter de economia do Estadão, e apresentação da colunista Roseann Kennedy. Produção Everton Oliveira João Abel Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-yt Mostrar menosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de vestir o Yoshi com IA, o Rambo contou como usou tecnologia para se preparar para uma ida ao Japão.
A educação e a neurociência juntas têm transformado a ideia de que há pessoas com mais ou menos jeito para a Matemática. No Brasil e no mundo, há experiências mostrando que a disciplina, tão temida por muitos, pode ser muito mais criativa e não focada em memorização. E que isso tem efeito na aprendizagem das crianças e também no desenvolvimento do País. Atualmente, só 5% dos estudantes se formam no ensino médio sabendo o que seria considerado adequado para idade. Isso quer dizer que saem da escola sem saber fazer regra de três, não entendem proporções, não conseguem ler gráficos. Uma abordagem que tem ganhado força é chamada de “mentalidades matemáticas”, numa tradução de “mathematical mindset”, que defende uma mudança das atitudes em relação à área. As evidências mostram que o cérebro humano tem a plasticidade para aprender o que quiser. O problema é como a disciplina foi sempre apresentada nas escolas, com exigência de memorização, presteza e sem a real compreensão do sentido de contas, padrões, fórmulas ou formas geométricas. O Dois Pontos conversou com especialistas sobre essa nova ideia da Matemática e como ela pode ser aplicada em políticas públicas e nas escolas em geral. O episódio teve a participação da diretora do Instituto Reúna e doutora em ensino da Matemática, Katia Smole, e da presidente do Instituto Sidarta, Ya Jen Chang. Ele é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação da repórter especial e colunista de educação do Estadão, Renata Cafardo. Produção Amanda Botelho Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio Cross Host CONHEÇA: Instituto Reúna: https://www.institutoreuna.org.br/ Mentalidades Matemáticas: https://mentalidadesmatematicas.org.br/ ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A polarização no Brasil extrapolou a política. Familiares romperam relações por discordâncias partidárias, e empresas enfrentaram boicotes por supostas posições ideológicas. Em casos extremos, debates sobre eleições terminaram em violência e até em mortes. Especialistas dizem que a polarização, até certo ponto, é normal na democracia. Afinal, é natural que diferentes grupos defendam suas ideias e que o debate ajude a construir consensos. O problema é que, nos últimos anos, essa polarização saudável deu lugar a algo destrutivo, onde adversários passaram a se enxergar como inimigos Para falar sobre esse assunto, o Dois Pontos desta semana convidou Isabela Kalil, doutora em Antropologia Social pela USP e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, e Rafael Cortez, doutor em Ciência Política pela USP e sócio da Tendências Consultoria. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Zeca Ferreira, repórter de Política. Produção Amanda Botelho Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio Cross Host. ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Os roubos atingiram no ano passado o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001, no Estado de São Paulo, com 193,6 mil casos. Na capital, a melhora foi puxada principalmente pela diminuição dos casos no centro, o principal foco do governo estadual nos últimos anos. Algumas regiões, porém, chegaram a ter até aumento de roubos e furtos. Distritos como o de Perdizes e o de Pinheiros, no centro expandido, são alguns dos que chamam a atenção. Além disso, uma série de casos de latrocínios (roubos seguidos de morte) e arrastões assusta moradores da cidade. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem afirmado que o policiamento preventivo e ostensivo está sendo reorientado, com base na análise dos indicadores criminais. Uma das preocupações das autoridades é que, ainda que em queda de modo geral, os roubos evoluam para latrocínios. Esse tipo de crime teve alta de 23% no ano passado na capital paulista, com 53 vítimas. Para falar sobre esse assunto, o Dois Pontos desta semana convidou o coronel reformado José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, e Rafael Rocha, coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Ítalo Lo Re, repórter da editoria de Metrópole. ProduçãoAmanda BotelhoEverton Oliveira EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 CONHEÇA: Radar da Criminalidade, do Estadão: https://www.estadao.com.br/sao-paulo/radar-da-criminalidade-sao-paulo-roubos-por-ruas-bairros/Escola de Segurança Multidimensional: https://esem.org.br/pt/Instituto Sou da Paz: https://soudapaz.org/ ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Um artigo publicado na revista inglesa The Economist disse como o Brasil poderia ser a “próxima Premier League”, comparando o futebol do País com a maior liga deste esporte no planeta, a inglesa. Mas, afinal, estamos mesmo perto disso? Por conta dos altos salários e valores econômicos que correm no futebol brasileiro e domínio pleno neste sentido, além do esportivo, perante aos rivais do continente, os times daqui dominam a América do Sul, tendo ganhado as últimas seis edições da Libertadores, com quatro finais só entre clubes do País neste período. Muitas dessas potências econômicas no nosso futebol nasceram após a popularização das SAFs (Sociedade Anônima do Futebol), que transformaram os clubes em empresas com um dono que compra o futebol e investe nele. Para falar sobre esse assunto, o Dois Pontos desta semana convidou Fábio Wolff, sócio da Wolff Sports, agência de patrocínios e consultora de marketing esportivo, e Ubiratan Leal, jornalista comentarista do grupo Disney. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Gustavo Faldon, editor de Esportes. ProduçãoCarla MenezesEverton Oliveira EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de 26 anos, o Brasil voltou a ter indicações no Oscar para as categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. E ‘Ainda Estou Aqui’, estrelado por Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva, foi além: conquistou uma inédita nomeação a Melhor Filme. O Oscar 2025, que ocorre no próximo domingo de Carnaval, 2 de março, será o mais representativo para o Brasil na história. ‘Ainda Estou Aqui’ já teve mais de 5 milhões de espectadores no País e também ganhou o mundo. Nos Estados Unidos, chegou a um pico de exibição em 704 salas, um recorde absoluto para um filme brasileiro. Para falar sobre o sucesso do filme, as chances de vitória no Oscar e os bastidores da obra adaptada do livro de Marcelo Rubens Paiva, o ‘Dois Pontos’ desta semana convidou Rodrigo Teixeira, um dos produtores de ‘Ainda Estou Aqui’, e Barbara Demerov, jornalista e crítica de cinema. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Beatriz Amendola, editora-assistente de Cultura. Produção Everton Oliveira João Abel Edição Júlia Borja Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Governo do Estado começou mais uma etapa da modernização da região onde funcionava a antiga praça de pedágio da Terceira Ponte, em Vitória. As obras incluem, por exemplo, a remoção das antigas cabines de cobrança. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) inicia a reforma da Rodoviária de Vitória e a instalação de uma estação do Aquaviário no mesmo local. Em entrevista à CBN Vitória, o secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Espírito Santo, Fábio Damasceno, explica os próximos passos das obras. Além da Rodoviária, as embarcações terão outros dois pontos de parada em Vitória nos próximos anos: terminal Dom Bosco e a Praça Pio XII. Ouça a conversa completa!
Em menos de um mês no poder, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bagunçou o comércio mundial. Como prometido na campanha eleitoral do ano passado e rememorando o primeiro mandato, o republicano voltou para a Casa Branca implementando novas tarifas de importação, numa tentativa de revigorar a indústria norte-americana e reduzir o déficit comercial do país. Trump já anunciou a adoção de tarifas para México, Canadá e China - os três maiores parceiros comerciais dos EUA -, embora tenha voltado atrás no caso dos mexicanos e canadenses. O republicano também determinou a imposição de tarifas de 25% para o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos e quer colocar também as chamadas tarifas recíprocas - a Casa Branca citou a disparidade de tarifas para o etanol brasileiro. Neste episódio do vodcast Dois Pontos, o diplomata Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Londres (1994-1999) e Washington (1999-2004), e Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior (2019 e 2022) e coordenador do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV-EESP, analisam o novo tarifaço de Trump e discutem qual deve ser o impacto para a economia global e brasileira. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de Economia. ProduçãoEverton OliveiraKaroline Guimarães EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nunca tantos brasileiros com mais de 60 anos estiveram ocupados no Brasil. No ano passado, eram mais de 8 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento dessa população no mercado de trabalho é acelerado. Em 2012, quando o levantamento começou a ser realizado, eram 4,934 milhões. O trabalho entre a população mais velha deve ganhar força ao longo dos próximos anos. O Brasil enfrenta um envelhecimento mais rápido do que o esperado, o que deve reforçar a ocupação de quem tem mais de 60 anos. A reforma da Previdência - aprovada em 2019 - também forçou o brasileiro a trabalhar por mais tempo ao elevar a idade mínima de aposentadoria. Neste episódio do vodcast Dois Pontos, Lucas Assis, economista da consultoria Tendências, e Sérgio Serapião, CEO da Labora, uma startup que une empresas e profissionais mais velhos, discutem os desafios e ganhos da presença dos trabalhadores com mais de 60 anos no mercado de trabalho e como as empresas devem se ajustar para lidar com essa nova tendência. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão Roseann Kennedy e a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de economia. Produção Everton Oliveira Larissa Burchard Edição Júlia Borja Gravado no estúdio U360 -- Assista também: #27 GERAÇÃO Z no mercado de TRABALHO: problemática ou consciente?: https://omny.fm/shows/dois-pontos/27-dois-pontos-gera-o-z #43 LIFELONG LEARNING: Como o APRENDIZADO CONTÍNUO pode ser usado na vida profissional: https://omny.fm/shows/dois-pontos/dois-pontos-aprendizado-conti-nuo-a-udio ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ver grandes figuras do mundo da tecnologia ao lado de Donald Trump durante sua posse, em 20 de janeiro, foi um momento emblemático para quem acompanhou os últimos anos de escrutínio e pressão por regulação e responsabilização de plataformas de redes sociais. E um desses magnatas tem se mostrado mais dedicado a destacar seu apoio ao novo presidente e seu novo posicionamento diante de governos de todo o mundo: Mark Zuckerberg, dono da Meta, que controla redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp. Zuckerberg se tornou um apoiador vocal de Trump, reverberando em suas próprias plataformas decisões que são a cara do novo governo. Em janeiro, ainda antes da posse do presidente americano, o dono da Meta anunciou uma série de medidas para acabar com o programa de checadores de fatos no Facebook para o público americano. O que significa uma redução drástica na moderação de conteúdo, passando a permitir publicações com maior inclinação ao discurso de ódio e desinformação. Além disso, o próprio Zuckerberg doou US$ 1 milhão para a posse de Trump e escolheu aparecer lado a lado com o líder americano, em uma tentativa de evitar maiores regulações e interferências em suas plataformas, tudo em prol da “liberdade de expressão” pregada pelos republicanos na internet. Nesta edição, discutimos como o novo posicionamento de Mark Zuckerberg pode influenciar outras redes sociais pelo mundo e como a nova prática de moderação de conteúdo pode chegar ao Brasil. Para isso, o Dois Pontos conversou com Iná Jost, coordenadora do InternetLab, e Guilherme Klafke, pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação de Bruna Arimathea, repórter do Link, editoria de tecnologia do jornal. Produção Gabriel Pinheiro João Abel Edição Júlia Borja Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A semana inicial do retorno de Donald Trump à Casa Branca foi marcada por série de medidas e decretos anunciados pelo novo presidente dos Estados Unidos. A deportação de imigrantes ilegais se tornou o principal destaque nos primeiros dias de gestão, com direito a uma crise diplomática e ameaças econômicas trocadas com o governo da Colômbia. Outro ponto central é o alinhamento das big techs americanas à linha política do presidente. A posse de Trump teve a presença, na primeira fila, de ‘figurões’ da tecnologia como Elon Musk, dono do X e integrante do novo governo, Jeff Bezos, chefe da Amazon, e Mark Zuckerberg, proprietário da Meta. Para discutir o cenário do novo governo dos EUA e as implicações para a geopolítica global, o episódio do Dois Pontos desta semana recebe os professores de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, da ESPM, e Pedro Brites, da FGV-SP. O programa conta ainda com a participação do subeditor de Internacional no Estadão, Luiz Raatz, e apresentação da colunista Roseann Kennedy. ProduçãoGabriel PinheiroJoão Abel EdiçãoJúlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-yt -- OUÇA TAMBÉM: ELON MUSK é a PESSOA MAIS PODEROSA DO MUNDO após conquistar cargo na gestão TRUMP? | Dois Pontos #57https://omny.fm/shows/dois-pontos/57-o-poder-de-elon-musk-com-filipe-figueiredo-e-pa -- LEIA: Caça a imigrantes e voos com algemados são sintoma de uma relação conflituosa de Trump com o Brasilhttps://www.estadao.com.br/internacional/caca-a-imigrantes-e-voos-com-algemados-sao-sintoma-de-uma-relacao-conflituosa-de-trump-com-o-brasil/ LUIZ RAATZ | ‘Make America Imperialist Again’: Trump quer levar os EUA de volta ao fim do século 19https://www.estadao.com.br/internacional/luiz-raatz/make-america-imperialist-again-trump-quer-levar-os-eua-de-volta-ao-fim-do-seculo-19/See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dos primeiros jornais impressos aos posts em plataformas digitais, o jornalismo foi, ao longo das décadas, adaptando-se a novas formas de produzir, editar e distribuir conteúdos. Mas, com as novas regras do mundo da digitalização e dos algoritmos, multiplicaram-se os desafios para os jornais e os jornalistas. Concentração de recursos por big techs, proliferação de fake news, queda de confiança do público e ataques contra a imprensa são apenas alguns deles. Essa evolução do jornalismo, sua situação atual no Brasil e no mundo, e o que ainda deve vir por aí foram tema do vodcast Dois Pontos, no episódio especial de 150 anos do Estadão. O programa contou com a presença do jornalista Eugênio Bucci, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), e de Paula Miraglia, fundadora e diretora-geral da Momentum, iniciativa de jornalismo e tecnologia. Juntos, eles discutiram como, ao longo da história, o jornalismo desempenhou um papel crucial na construção de uma sociedade mais informada e na promoção de direitos civis e liberdades fundamentais e por que é considerado uma das bases da democracia. O debate trouxe ainda reflexões sobre o jornalismo num cenário de novas tecnologias, bolhas e influenciadores e por que é fundamental zelar pela credibilidade das informações e dos princípios éticos da profissão. A conversa também passou por outras perguntas como: de que maneira a inteligência artificial moldará a profissão nos próximos anos? Como manter a qualidade dos conteúdos jornalísticos em um mundo cada vez mais digitalizado e saturado de informações? Como será o jornalista do futuro? O episódio é apresentado pela colunista, Roseann Kennedy, com a participação de Luciana Garbin, editora executiva do Estadão e professora da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Produção Amanda Botelho Everton Oliveira Edição Júlia Pereira Gravado no estúdio U360 ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
faça parte do clube de vantagens do nosso canal:https://oqv.li/clubeentre no nosso grupo do whatsapp, participe dos programas e concorra a prêmios:https://oqv.li/zapinscreva-se no canal do youtube:https://oqv.li/subcontato:oquintovento@gmail.com-Este podcast é uma produção da Pacundê Podcasts.* Todas as opiniões expressas neste programa não, necessariamente, refletem a opinião da Pacundê e são de responsabilidade exclusiva de seus idealizadores.
Bruno Ravazzolli, Tomás Hammes e Luka Pumes analisam o empate contra o Fluminense no Maracanã. Cheio de desfalques, Inter fica no 1 a 1 contra o lanterna e chega ao terceiro jogo seguido sem vitória. Com o Flamengo 11 pontos à frente, título virou uma miragem? Qual é o real objetivo do time no Brasileirão? Aperte o play e ouça!
Na cesta básica estendida os produtos não teriam isenção e o imposto seletivo permitiria cobrança sobre insumos agrícolas
o livro do nosso podcast veio aí! "VIBES EM ANÁLISE: Psicanálise para escutar as vibrações da cultura contemporânea" junto com a Editora Nacional, trouxemos para o papel (e para o e-book) os diálogos de 15 dos episódios mais marcantes do podcast, além de novos questionamentos, referências teóricas, bibliográficas e participações de especialistas. a pergunta que ainda nos move é ambiciosa: como a psicanálise pode nos ajudar a refletir sobre o mundo em que vivemos e as mudanças do nosso tempo? adquira um exemplar autografado pelos autores André Alves e Lucas Liedke na Dois Pontos (estoque limitado!) na amazon ou em outras grandes livrarias do Brasil. esperamos que as vibrações que escutamos — e escrevemos — aqui estimulem novas elaborações por aí, e quem sabe, algumas transformações. boa leitura!
O governo Lula anunciou nesta quarta-feira (25) a demissão da presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. No seu lugar, assume o economista Carlos Vieira Fernandes, um aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O movimento já era esperado desde o meio do ano, quando se iniciaram os rumores a respeito do futuro da pasta. Serrano é a terceira mulher do alto escalão do governo a ser substituída por um homem, juntando-se a Ana Moser, do Ministério dos Esportes, e Daniela Carneiro, do Ministério do Turismo. Todas as movimentações miraram acordos costurados por Lula para trazer partidos do Centrão para a base aliada do governo, como o PP e o Republicanos. Logo após a medida, o chamado “fundo dos super-ricos” foi votado, aprovado e agora segue para o Senado Federal. O projeto de lei, de alto interesse do Planalto, faz parte da estratégia do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de gerar arrecadação capaz de zerar o déficit em 2024. Afinal, o presidente Lula conseguiu saciar o apetite do Centrão por cargos e emendas e pode, a partir de agora, contar com uma base ampla e estável no Congresso? O governo petista vai precisar ceder mais até o fim do ano para aprovar outras pautas vistas como fundamentais? O que restou de oposição programática dentro do Parlamento?O ‘Estadão Notícias' desta sexta-feira, 27, conversa sobre o assunto com Roseann Kennedy, editora da ‘Coluna do Estadão' e apresentadora do vodcast ‘Dois Pontos'.Apresentação: Emanuel BomfimProdução/Edição: Jefferson Perleberg, Adrielle Farias, Gabriela Forte e Iraci FalavinaSonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
SEGUNDA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2023. EU SOU LEO LOPES E ESTE É O CASTNEWS, O PODCAST SEMANAL DE NOTÍCIAS PARA PODCASTERS. AQUI VOCÊ OUVE, TODA SEGUNDA-FEIRA PELA MANHÃ, UM RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS SOBRE O MERCADO DE PODCAST NO BRASIL E NO MUNDO. Escalada O aumento de 7% no número de downloads globais de podcast em agosto, os resultados de um estudo sobre a influência dos podcasts na vida de empresários e a adaptação de um podcast brasileiro de True Crime para o idioma alemão estão entre as principais notícias que você vai ouvir nesta 33ª edição do Castnews! NOTÍCIAS 1 – E a gente começa a edição de hoje com notícia boa: segundo o levantamento mensal da Podtrac, o número de downloads globais de podcasts aumentou 7% em agosto. Esse é um aumento estável, se a gente comparar com o mesmo período de 2022. Nos Estados Unidos, a empresa iHeartPodcasts lidera o ranking das maiores publicadoras de podcasts, seguida pela Wondery (da Amazon), a NPR, o New York Times e o NBC News. Outro dado levantado pela Podtrac foi qual o principal podcast dos Estados Unidos no mês de agosto, e que foi calculado através da audiência mensal dos programas. O The Daily, do New York Times, ficou em primeiro lugar – mantendo a posição que já tinha em julho. Todos os outros dados levantados pela Podtrac foram traduzidos e estão disponíveis na íntegra lá no portal do Castnews, em castnews.com.br . 2 – De acordo com uma pesquisa da Headliner, mais de 48% dos podcasters gastam menos de 1 hora promovendo os seus podcasts. A pesquisa conversou com 200 participantes, dos quais 65% têm podcasts com 1 a 6 anos de existência. O gasto médio de tempo de produção dos episódios desses criadores de conteúdo, é de 13 horas no total. As fases da produção de um episódio geram sentimentos diferentes nos produtores: a parte preferida dos podcasters tende a ser a criação de pauta. O segundo lugar ficou com a edição, e a promoção dos podcasts é a parte que menos recebe atenção no projeto. Você também faz parte do time que passa muito mais tempo criando o conteúdo do que promovendo seu podcast? Talvez seja uma boa ideia repensar essa estratégia… 3 – O Alitu, um aplicativo web desenvolvido pelo The Podcast Host, lançou o Alitu Showplanner, uma ferramenta de inteligência artificial feita para auxiliar podcasters com a criação de seus podcasts. O Showplanner gera um plano de ação completo, desde a ideia inicial até o lançamento do podcast, em questão de minutos. Os usuários respondem a perguntas sobre sua ideia de podcast e recebem feedback, juntamente com um plano detalhado que inclui proposta de podcast, ideias para os primeiros episódios, formato sugerido, perfil do público e sugestões para tornar o podcast único. Esse é um dos sistemas de inteligência artificial mais poderosos criados até agora com foco em podcasting. Será que vale a pena usar o Showplanner? Será que ele não “mata” um pouco a criatividade do processo? Comenta o que você acha sobre isso nas nossas redes sociais, que a gente quer saber. AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA: 4 – Um estudo realizado pela Lower Street e a ContentFX descobriu que os podcasts têm um grande impacto entre os empresários e líderes de negócios nos Estados Unidos e no Reino Unido. Cerca de 43% dos empresários estadunidenses consideram os podcasts como sua principal fonte de informações, e 55% dos donos de negócios ouvem podcasts todos os dias. Esse público empresarial é atraído pelos podcasts porque eles entregam conteúdo consistente, além de ter mesas redondas e bate papos sobre temas que são interessantes para os ouvintes. E as marcas que são mencionadas em podcasts que apelam pro ouvinte executivo também são mais bem aceitas e mais lembradas – mas essa parte a gente já sabia. 5 – E a plataforma Riverside, de áudios e vídeos, agora permite aos usuários adicionar e personalizar legendas em seus vídeos pras redes sociais. A transcrição é feita em mais de 100 idiomas, são várias opções de fontes e cores para as legendas, assim os criadores podem manter a identidade visual do conteúdo. As legendas são cada vez mais essenciais, porque além de deixar o conteúdo mais acessível pra pessoas com deficiência auditiva, cerca de 75% das pessoas assistem a vídeos sem som, e as legendas aumentam a compreensão em mais de 50%. As legendas personalizáveis já estão disponíveis no site da Riverside. 6 – Uma pesquisa da Rephonic revelou que o gênero de podcasts que mais gera receita de publicidade é o true crime. Quanto à receita por ouvinte, os podcasts sobre esportes levaram o título. Os podcasts de true crime, apesar de serem menos de 1% dos podcasts ativos nos Estados Unidos, contribuem com 7% da receita total de publicidade. Um problema que a gente já falou aqui, é que 40% de todos os anúncios da podosfera são centralizados em só 23% dos podcasts, então a monetização ainda é desigual. Ainda tem bastante espaço pras marcas melhorarem essa avaliação e gerarem leads em podcasts menores, que podem ser tão bons quanto os que já são mais conhecidos. E MAIS: 7 – A empresa Magellan AI lançou uma nova ferramenta que ajuda anunciantes a expandirem suas campanhas de anúncio em podcasts. Essa ferramenta, que é acessada através do painel da plataforma, permite que as campanhas sejam estendidas para podcasts que têm audiências parecidas com os podcasts nos quais a campanha já está sendo trabalhada. A Magellan AI planeja continuar otimizando as campanhas de áudio, classificando parcerias publicitárias com base na taxa de resposta de um programa pro outro. 8 – E ainda falando sobre publicidade em áudio, o Spotify Advertising compartilhou 7 perguntas que as marcas devem responder pra criar uma boa estratégia de marketing digital em áudio. A equipe do Castnews, é claro, juntou tudo numa matéria cheia de insights legais e muito úteis lá no nosso portal. Então se você tem uma marca ou um produto que quer promover em podcasts (o que é uma decisão muito acertada, diga-se de passagem), a gente vai te ajudar a lapidar essa ideia. Tira uns minutinhos depois que o episódio acabar pra ler a matéria, e você vai ver o seu produto ou marca serem promovidos com um público fortemente engajado. Lembrando que quem quiser anunciar aqui no Castnews também pode entrar em contato com a gente e brifar a ideia, sem compromisso… HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA: 9 – O pessoal do B9 anunciou na última semana uma nova temporada do podcast Guerras Comerciais, e os inimigos que protagonizam essa temporada são as empresas Apple e Microsoft. O Alê Garcia, que é a voz que apresenta o Guerras Comerciais, vai contar tudo sobre a história por trás da disputa tecnológica, desde o lançamento do Macintosh pela Apple e o desenvolvimento do software para Mac pela Microsoft. O podcast é um original da Wondery, que já faz sucesso no exterior desde 2018, e que fala sobre os embates e a rivalidade de grandes empresas, como Netflix x Blockbuster e Marvel x DC. Os novos episódios são lançados primeiro na Amazon Music, e depois em todas as principais plataformas de áudio. SOBRE LANÇAMENTOS: 10 – O Estadão lançou o videocast semanal “Dois Pontos”, apresentado por Roseann Kennedy, que sempre vai trazer dois convidados com opiniões contrárias, pra debater sobre temas da atualidade. No primeiro episódio, o debate foi sobre o libertarianismo e as eleições na Argentina, com a participação do ativista Raphaël Lima e do professor Arthur Barrionuevo. O projeto vai ser publicado toda semana em vídeo e áudio no Spotify e no canal do YouTube do Estadão. 11 – E a Podster, em parceria com a Acast, está lançando uma adaptação em alemão do podcast brasileiro “O Insólito.” A produção vai ser traduzida pela Podster, e distribuída e monetizada pela Acast. A primeira temporada d'O Insólito em alemão vai ter 12 episódios, com a possibilidade de mais episódios no futuro. Se você quiser saber mais sobre a adaptação, o Marcos Campos, criador dO Insólito, conversou um pouco com a equipe do Castnews na semana passada, sobre a empolgação pelo projeto e sobre como a produção evoluiu de conteúdo de vídeo para podcast. E que cada vez mais as produções brasileiras tenham a chance de serem ouvidas em vários idiomas, porque aqui no Brasil se faz podcasts muito bons e com muito capricho. 12 – E depois de cinco anos desde a primeira temporada, o podcast “The Osbournes” voltou na semana passada com uma segunda temporada de 20 episódios. O podcast apresenta vários temas que envolvem a família do músico Ozzy Osbourne, e também conta com a participação do músico Billy Morrison. O podcast aborda desde curiosidades do Black Sabbath, até supostas experiências da família Osbourne com alienígenas. O The Osbournes já tá disponível em todas as principais plataformas de áudio. RECOMENDAÇÃO NACIONAL: 13 – E a nossa recomendação nacional desta semana vai pra um podcast onde o medo encontra o riso no mundo do sobrenatural: é o Arrasta-me para o Podcast, apresentado pelo Guto e pelo Marcos. O podcast tem vários quadros, que falam desde teorias da conspiração e locais assombrados, até táticas de combate contra entidades – tudo isso desenvolvido com uma pitada de humor ácido, que é pro ouvinte ter medo, mas não tanto assim. O programa está disponível nas principais plataformas de podcast e é lançado toda quinta-feira à meia-noite. Então já assina o Arrasta-me para o Podcast no seu agregador preferido, e não deixa o sobrenatural te pegar desprevenido. E você sempre pode divulgar trabalhos e oportunidades dentro da indústria do podcast, aqui no Castnews. Sejam vagas remuneradas ou vagas de participação em projetos, manda pra gente no e-mail contato@castnews.com.br que elas vão ser publicadas na nossa newsletter, que é enviada duas vezes por semana: na quarta e na sexta-feira. Além disso, você também pode mandar uma pequena apresentação do seu podcast, e se ele for o escolhido, vai aparecer aqui na nossa recomendação nacional da semana. ENCERRAMENTO E CTA E ESSAS FORAM AS NOTÍCIAS DESTA TRIGÉSIMA TERCEIRA EDIÇÃO DO CASTNEWS! VOCÊ PODE LER A ÍNTEGRA DE TODAS AS NOTÍCIAS E ASSINAR A NEWSLETTER EM CASTNEWS.COM.BR. AJUDE O CASTNEWS A CRESCER ESPALHANDO O LINK DESTE EPISÓDIO EM SUAS REDES SOCIAIS E ASSINANDO O FEED DO PODCAST PARA RECEBER EM PRIMEIRA MÃO OS EPISÓDIOS ASSIM QUE FOREM PUBLICADOS. VOCÊ PODE COLABORAR COM O CASTNEWS MANDANDO SEU FEEDBACK E SUGESTÕES DE PAUTA NOS COMENTÁRIOS DO SITE OU PARA O EMAIL PODCAST@CASTNEWS.COM.BR. 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Existem dois pontos que você precisa seguir para conquistar a riqueza. São eles: Dedicação Sabedoria/educação Dedicação é fazer as coisas com persistência, com zelo, com vontade de fazer e com excelência. Já a sabedoria é fazer tudo de maneira inteligente, trabalhar estrategicamente. Por isso, falamos sobre isso nesse corte, então fique ligado que tem muito mais da onde veio isso. Tamo junto!