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No recapitulativo desta semana em África, o destaque vai para Moçambique onde na madrugada do sábado passado, foi morto o bispo de Quelimane por indivíduos armados na sua residência. Este assassínio provocou uma onda de choque em todos os quadrantes no país e também no seio do Vaticano, o Papa Leão XIV tendo apela ao "fim dos actos violentos" em Moçambique. Na quarta-feira, o Presidente moçambicano garantiu que as autoridades do seu país iriam esclarecer o que a igreja moçambicana qualificou de "crime gravíssimo". Entretanto, na quinta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), anunciou a detenção de três suspeitos no âmbito da investigação sobre este assassínio. Após um primeiro interrogatório judicial, as autoridades decidiram mantê-los em detenção preventiva. Também na actualidade de Moçambique, estes últimos dias, o país continuou a monitorar o regresso progressivo dos moçambicanos vítimas de violências xenófobas na África do Sul. No começo da semana, chegou mais um grupo cujos relatos são de momentos de terror. Noutro quadrante, ao longo destes últimos dias, a RFI e um conjunto de outros órgãos de comunicação social, em coordenação com o consórcio "Forbidden Stories", publicou uma série de reportagens sobre a situação de Cabo Delgado. Um dos aspectos que indagaram foi o elo entre a exploração das riquezas da região, a corrupção, os abusos dos direitos humanos e a insurgência armada que afecta o extremo norte de Moçambique desde 2017. Micael Pereira, jornalista do Expresso em Portugal que participou nesta investigação, considerou que o extremismo presente naquela zona é também o reflexo das desigualdades aí persistentes. Outro dos jornalistas envolvidos nesse inquérito, Tomás Queface, do Zitamar News, explicou que a concentração das forças moçambicanas e ruandesas junto dos projectos de gás deixa outras zonas vulneráveis, permitindo aos insurgentes financiar-se através da exploração das minas de ouro. Noutra actualidade, em Angola, no final da semana passada, a subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do MPLA, no poder em Angola, anunciou a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após a aprovação de um pouco mais de 98% das cerca de 11 mil subscrições que sustentam o seu dossier. O anúncio da validação desta candidatura mereceu resposta por parte dos restantes candidatos à presidência do MPLA que não descartam uma acção judicial. Também na actualidade angolana, Manuel Augusto, antigo ministro das relações exteriores de 2017 a 2020, faleceu no final da semana passada aos 68 anos numa unidade hospitalar de Luanda. Formado em Direito Internacional Público e especializado em direito diplomático, Manuel Augusto exerceu o essencial da sua carreira nessa área. Após a sua morte, foram numerosas as homenagens à acção que conduziu pelo seu país. Em São Tomé e Príncipe, entra-se progressivamente em período de pré-campanha. Depois de seis responsáveis políticos, nomeadamente o Presidente cessante, terem apresentado a sua candidatura para as presidenciais previstas a 19 de Julho, as autoridades fizeram um primeiro balanço do número de eleitores recenseados e habilitados a votar no próximo escrutínio. Na Guiné-Bissau, depois de o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel dizer esta semana que a CPLP está a empenhar-se para o regresso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, Fernando Vaz, porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, fez na quarta-feira uma advertência diplomática ao Estado português, vincando que o seu país "não se vergará a exames de bom comportamento". Para finalizar não podíamos deixar de mencionar o arranque na passada quinta-feira do Mundial 2026 de futebol no Canada, Estados Unidos e México. Uma competição na qual a equipa cabo verdiana vai-se estrear-se neste 15 de Junho em Atlanta contra a equipa espanhola. Em entrevista à RFI, o seleccionador dos Tubarões Azuis, Bubista, falou do orgulho de representar o país nesta competição em que participa pela primeira vez.
À la une de la presse, ce mercredi 10 juin, les affrontements de la nuit à Belfast, où des manifestations ont dégénéré après que des militants d'extrême droite ont appelé à manifester en réaction à une attaque au couteau, notamment sur X, le réseau social d'Elon Musk – qui s'apprête à devenir le premier billionnaire de l'histoire. La fortune, plus modeste, de Jared Kushner. Et la répression au Mozambique contre les opposants et les journalistes.
Cabo Delgado é uma das regiões mais ricas de África em gás natural, rubis e minerais estratégicos, mas continua marcada pela pobreza e pela violência. A investigação internacional Mozambique Exposed, coordenada pela Forbidden Stories, revela como a exclusão das comunidades locais, as promessas falhadas dos grandes projectos extractivos e a resposta militar do Estado ajudaram a alimentar a insurgência. O trabalho mostra ainda como os grupos armados encontraram formas próprias de financiamento e continuam a operar em zonas fora do controlo estatal. Durante quase uma década, Cabo Delgado tem sido retratado sobretudo através das imagens da guerra: aldeias queimadas, deslocados, ataques armados e operações militares. Por detrás da violência existe uma realidade que a investigação internacional Mozambique Exposed, realizada por cerca de 30 jornalistas de vários países, procurou desvendar ao longo de cinco meses. Entre eles esteve Tomás Queface, jornalista do Zitamar News. Segundo o repórter moçambicano, uma das conclusões mais importantes da investigação foi mostrar que muitas das explicações apresentadas sobre o conflito permanecem incompletas. “Quando nós analisamos a questão da insurgência em Cabo Delgado, ultimamente tem-se abordado muito a componente militar”, afirma. Porém, acrescenta, o trabalho do consórcio procurou revelar “algumas ligações entre o conflito, a insurgência e a violência estatal”. Para Tomás Queface, a violência não se resume às operações militares, manifesta-se na relação histórica do Estado com parte da população local. O jornalista recorda a repressão exercida sobre garimpeiros artesanais no sul da província e considera que muitos desses episódios ajudaram a criar um terreno fértil para o recrutamento insurgente. “A violência estatal foi marcada pela forma como se reprimiu vários garimpeiros ou mineiros artesanais no sul da província de Cabo Delgado”, diz. “Muitos destes mineiros acabaram por se juntar aos grupos insurgentes.” A dimensão económica ocupa um lugar central. Cabo Delgado concentra investimentos de milhares de milhões de dólares ligados ao gás natural e à exploração mineira. Ainda assim, a riqueza produzida não se reflecte nas condições de vida da maioria da população. “Temos projectos de recursos naturais bilionários. A província continua a ser uma das mais pobres de Moçambique”, sublinha Tomás Queface. “É exactamente essa pobreza que acaba por puxar muitos jovens para a insurgência.” Na visão do jornalista, uma das falhas do debate tem sido ignorar essa contradição. “São essas linhas que muitas das vezes são esquecidas quando nós abordamos a questão do conflito”, observa. A investigação estabelece ainda uma relação entre a forma como o Estado respondeu à insurgência e como enfrentou os protestos pós-eleitorais que marcaram Moçambique após as eleições de 2024. “Há reivindicações implícitas que o Estado moçambicano não quer reconhecer”, afirma o jornalista. “Tanto os protestos como a violência armada são respondidos exactamente pela violência.” Na análise de Tomás Queface, o poder político continua a interpretar Cabo Delgado como uma questão de segurança. “O Estado moçambicano procura sempre olhar para o que está a acontecer em Cabo Delgado como um problema meramente securitário”, afirma. Desde 2017, a principal aposta tem sido o reforço das forças armadas, da polícia e dos serviços de informação. Embora tenha sido criada uma agência para promover o desenvolvimento do norte do país, Tomás Queface considera que essa aposta nunca recebeu os meios necessários.“O governo moçambicano pouco investiu” nessa estrutura, afirma. “A sobrevivência da agência esteve sempre dependente da canalização de fundos internacionais.” O jornalista defende que a persistência da guerra não pode ser explicada pelo extremismo religioso. Embora os grupos armados actuem actualmente sob a bandeira do auto-proclamado Estado Islâmico, as suas origens estão ligadas a factores sociais, económicos e políticos mais profundos. “Temos a questão religiosa, temos a radicalização, temos a questão da pobreza, da vulnerabilidade, mas também a repressão que foi feita pelo Estado moçambicano e a falta de inclusão de quase toda a população de Cabo Delgado no sistema económico de Moçambique", descreve. Uma das áreas mais sensíveis investigadas pelo consórcio diz respeito aos grandes projectos de gás natural. Em Palma, milhares de habitantes foram deslocados para permitir a instalação das infra-estruturas ligadas ao LNG. “Há muitas populações que tiveram de abandonar as suas aldeias para dar lugar à construção das fábricas de gás natural”, explica Tomás Queface. Segundo o jornalista, muitas das compensações e promessas feitas às comunidades ficaram suspensas ou nunca chegaram a ser concretizadas. “O que nós queremos mostrar é que as próprias populações de Cabo Delgado não estão a ser beneficiadas com essa riqueza”, resume. A investigação procurou, ainda, compreender como os insurgentes conseguem manter a capacidade operacional depois de anos de combate contra as forças moçambicanas, ruandesas e parceiros internacionais. Segundo Tomás Queface, os grupos armados continuam a beneficiar de ligações externas, nomeadamente ao auto-proclamado Estado Islâmico, mas desenvolveram mecanismos locais de financiamento. “Os insurgentes ultimamente têm estado a levar a cabo incursões em algumas minas de ouro”, explica. Paralelamente, “adoptaram outras tácticas com vista à obtenção de financiamento local, através de sequestros de pessoas e embarcações na costa”. Esse dinheiro permite-lhes reforçar a capacidade militar e atrair novos recrutas. “Com base nisso vão ganhando uma capacidade financeira que os permite adquirir suprimentos, mas também recrutar mais jovens para as suas fileiras”, descreve. A investigação levanta dúvidas sobre a capacidade do Estado para travar estas redes de financiamento. Tomás Queface recorda que os resgates exigidos pelos insurgentes são frequentemente pagos através de plataformas nacionais de transferência móvel. “A Procuradoria-Geral da República ainda não trouxe um relatório detalhado que explique essa situação”, afirma. “Ainda não conseguiu trazer pessoas para responsabilizar exactamente por essas transferências.” A fragilidade do Estado moçambicano não se limita à investigação financeira. Ela é também visível no terreno. Apesar da presença militar moçambicana, ruandesa e internacional, vastas zonas da província continuam fora de um controlo efectivo. “As forças militares estão mais concentradas nos distritos onde decorrem os projectos de exploração de recursos naturais”, explica Tomás Queface, referindo-se a Palma e a Mocímboa da Praia. O resultado é que os insurgentes encontram espaço para se reorganizar e actuar noutras regiões. “Os insurgentes sentem que gozam de uma maior liberdade de operar em outros distritos onde não há uma forte presença” das forças de segurança. É aí que conseguem explorar minas, realizar sequestros e manter fontes de financiamento próprias.
No solo de Cabo Delgado repousam algumas das maiores reservas de gás natural, rubis, madeira e minerais estratégicos de África. À superfície persistem pobreza, medo e violência. Uma investigação internacional coordenada pela Forbidden Stories revela como a captura das riquezas locais, a falta de transparência e a exclusão das comunidades ajudaram a criar o terreno onde prosperou a insurgência armada que desde 2017 devasta o norte de Moçambique. Há uma pergunta que atravessa toda a investigação Mozambique Exposed: como é possível viver sobre uma montanha de riqueza e continuar sem nada? Durante cinco meses, cerca de 30 jornalistas de vários países procuraram responder a essa questão. Coordenado pela Forbidden Stories, o projecto investigou as ligações entre a exploração dos recursos naturais de Cabo Delgado, a corrupção, os abusos dos direitos humanos e a insurgência armada que há quase uma década assola o norte de Moçambique. O resultado é o retrato de uma região onde a abundância e a miséria existem lado a lado. Cabo Delgado concentra algumas das mais valiosas reservas de gás natural, rubis, madeira e minerais estratégicos do continente africano. No entanto, para grande parte da população, essa riqueza continua a ser uma promessa distante. “O mundo consegue ser bastante desigual”, observa Micael Pereira, jornalista do Expresso e um dos participantes da investigação. Em países que saíram do colonialismo sem instituições suficientemente fortes, explica, essas desigualdades assumem frequentemente contornos mais severos. No caso de Cabo Delgado, considera existir “um falhanço claro por parte do Estado em assegurar as condições mínimas que nós poderíamos desejar e esperar para estas populações”. Ao longo da investigação, os jornalistas encontraram provas de uma realidade denunciada há anos pelos habitantes da província: quanto mais riqueza é descoberta, menos essa riqueza chega a quem vive sobre ela. “Existe claramente uma contradição entre os vastos recursos naturais e a forma como isso se traduz na vida das populações”, afirma Micael Pereira. Essa contradição não resulta apenas de dinâmicas internas. Segundo o jornalista, está também presente na forma como grandes operadores internacionais exploram os recursos da região através de acordos celebrados com o Estado moçambicano. “Há uma certa cumplicidade entre aquilo que é essa comunidade internacional de corporações, de empresas, e o Estado local”, sustenta. Uma relação que, na sua perspectiva, ajuda a explicar porque é que as riquezas extraídas de Cabo Delgado continuam a gerar tão poucos benefícios para as comunidades locais. Questionado sobre a transparência na gestão do conflito em Cabo Delgado, nomeadamente em relação ao acordo de segurança entre Moçambique e o Ruanda, Micael Pereira considera que persistem muitas zonas de sombra. “Estamos perante uma situação em que falta efectivamente transparência”, afirma o jornalista, recordando que só recentemente se tornou pública a existência de uma componente financeira associada ao destacamento das forças ruandesas, suportada pelo Estado moçambicano. As forças ruandesas receberam apoio financeiro europeu apesar de já terem sido alvo de denúncias relacionadas com abusos dos direitos humanos e de persistirem interrogações sobre a natureza do regime de Kigali. Mas compreender Cabo Delgado implica olhar para além dos contratos, dos investimentos e das operações militares. Quando se fala da insurgência, a atenção recai frequentemente sobre os homens armados e sobre a dimensão religiosa do conflito. No entanto, para Micael Pereira, essa é apenas uma parte da história. “A presença desses homens armados e todos os episódios que têm vindo a ser reportados ao longo dos últimos anos são um reflexo” de problemas mais profundos, afirma. Na sua análise, a ausência do Estado, a exclusão social e a incapacidade de transformar os recursos naturais em desenvolvimento criaram um sentimento de injustiça que os grupos extremistas souberam explorar. A narrativa jihadista encontra eco porque se cruza com frustrações muito concretas. “Isso só é possível singrar com um substrato de grande desigualdade social, de uma ausência do Estado”, explica o jornalista. Uma realidade agravada, acrescenta, pela delegação de funções essenciais, incluindo a segurança das populações, a actores externos. Uma das grandes perguntas que permanece sem resposta diz respeito ao financiamento dos grupos armados. “É difícil dizer exactamente quem está por trás do financiamento destes grupos”, admite Micael Pereira. O acesso limitado à região por parte de jornalistas, investigadores e organizações independentes torna particularmente difícil seguir o rasto do dinheiro. “Existe alguma especulação sobre de onde vem o financiamento destas operações”, reconhece. Parte dos recursos poderá ser gerada pelos próprios grupos no terreno. Mas, para já, conclui, “eu diria que é um mistério”. Enquanto as explicações permanecem incompletas, a vida das populações continua marcada pela insegurança. Em 2023, durante o processo de retorno promovido pelas autoridades moçambicanas, os relatos recolhidos no terreno mostravam que o medo continuava presente no quotidiano de muitas comunidades. “As pessoas continuam a viver uma situação de medo. Vivem sob um constante ambiente de ameaça”, relata o jornalista. Apesar dos sucessivos anúncios de estabilização e dos avanços militares registados nos últimos anos, a percepção de insegurança permanece. Para muitos habitantes, a guerra pode ter mudado de intensidade, mas nunca desapareceu verdadeiramente. Hoje, quando outras crises internacionais monopolizam a atenção mediática, Cabo Delgado corre o risco de voltar ao silêncio. “A conclusão que retiro é que o problema persiste nesta região”, afirma Micael Pereira. Por isso, defende que o jornalismo não abandone um território onde continuam por responder às questões que estiveram na origem do conflito. “Nós, enquanto jornalistas capazes de trabalhar de forma colaborativa e até com colegas locais, devemos persistir em manter uma atenção e uma dedicação àquilo que se passa em sítios como Cabo Delgado.” Quase dez anos desde o início da insurgência, a investigação deixa uma conclusão inquietante: a guerra em Cabo Delgado não se explica apenas pelas armas nem pela ideologia. Explica-se pela riqueza que continua a sair da região sem transformar a vida de quem lá vive.
Actif en Europe pour défendre les intérêts du Kremlin, le patriarcat de Moscou l'est aussi en Afrique, où l'Église orthodoxe russe se targue d'avoir considérablement accru son audience. Des fuites de documents provenant d'entités russes paraétatiques permettent de documenter le travail de sape entrepris contre l'église catholique en Afrique et l'autorité du pape. L'alignement du patriarcat de Moscou de l'Église orthodoxe russe avec le Kremlin, notamment au sujet de la politique étrangère et de l'Ukraine, devient un élément-clé de l'influence russe dans le Sud Global. Le récent voyage du pape Léon XIV en Afrique a fait l'objet d'une véritable offensive de dénigrement relayée sur les comptes pro-russes des grandes plateformes, et notamment sur la chaîne Telegram Rybar Africa, liée au ministère russe de la Défense. Des attaques ciblant les chrétiens non orthodoxes se sont multipliées, alimentées par tout un écosystème de médias numériques et autres, sous influence russe. Ces publications sont dans le droit fil des opérations d'influence documentées par l'organisation Impact-All Eyes on Wagner, sous le titre « SVR-controlled Politology labels non-orthodox christian groups as western agents to undermine the west in Africa ». On en parle avec Lou A-Osborn qui a participé au projet avec le consortium Forbidden Stories, Dossier Center, iStories et OpenDemocracy, ainsi que tout un réseau de journalistes russophones indépendants. « L'officine Politologie africaine -contrôlée par le SVR, le renseignement extérieur russe- qualifie les groupes chrétiens non orthodoxes d'agents occidentaux, afin de saper l'influence de l'Occident en Afrique ». L'enquête publiée par Impact-All eyes on Wagner repose sur 1 431 pages de documents internes de « la Compagnie », qui désigne les entités de ce que l'on appelait la galaxie Prigozhine. On y trouve des documents comptables notamment, mais aussi -noir sur blanc- les narratifs artificiellement propagés et amplifiés sur les réseaux sociaux. *** Pour faire le point sur la pratique du fact-checking et de la vérification de l'information en Afrique francophone, nous avons joint à Dakar Boureima Salouka. Le journaliste burkinabè coordonne la Plateforme africaine des fact-checkers francophones (Paff). La rédaction de la Paff établit un état des lieux mitigé de cette discipline journalistique, soumise à l'évolution délétère de l'accès aux sources d'information, et à de multiples pressions de la part des plateformes et de certains bailleurs. *** La chronique de Grégory Genevrier : Liban : la désinformation cible les pertes de l'armée israélienne.
Actif en Europe pour défendre les intérêts du Kremlin, le patriarcat de Moscou l'est aussi en Afrique, où l'Église orthodoxe russe se targue d'avoir considérablement accru son audience. Des fuites de documents provenant d'entités russes paraétatiques permettent de documenter le travail de sape entrepris contre l'église catholique en Afrique et l'autorité du pape. L'alignement du patriarcat de Moscou de l'Église orthodoxe russe avec le Kremlin, notamment au sujet de la politique étrangère et de l'Ukraine, devient un élément-clé de l'influence russe dans le Sud Global. Le récent voyage du pape Léon XIV en Afrique a fait l'objet d'une véritable offensive de dénigrement relayée sur les comptes pro-russes des grandes plateformes, et notamment sur la chaîne Telegram Rybar Africa, liée au ministère russe de la Défense. Des attaques ciblant les chrétiens non orthodoxes se sont multipliées, alimentées par tout un écosystème de médias numériques et autres, sous influence russe. Ces publications sont dans le droit fil des opérations d'influence documentées par l'organisation Impact-All Eyes on Wagner, sous le titre « SVR-controlled Politology labels non-orthodox christian groups as western agents to undermine the west in Africa ». On en parle avec Lou A-Osborn qui a participé au projet avec le consortium Forbidden Stories, Dossier Center, iStories et OpenDemocracy, ainsi que tout un réseau de journalistes russophones indépendants. « L'officine Politologie africaine -contrôlée par le SVR, le renseignement extérieur russe- qualifie les groupes chrétiens non orthodoxes d'agents occidentaux, afin de saper l'influence de l'Occident en Afrique ». L'enquête publiée par Impact-All eyes on Wagner repose sur 1 431 pages de documents internes de « la Compagnie », qui désigne les entités de ce que l'on appelait la galaxie Prigozhine. On y trouve des documents comptables notamment, mais aussi -noir sur blanc- les narratifs artificiellement propagés et amplifiés sur les réseaux sociaux. *** Pour faire le point sur la pratique du fact-checking et de la vérification de l'information en Afrique francophone, nous avons joint à Dakar Boureima Salouka. Le journaliste burkinabè coordonne la Plateforme africaine des fact-checkers francophones (Paff). La rédaction de la Paff établit un état des lieux mitigé de cette discipline journalistique, soumise à l'évolution délétère de l'accès aux sources d'information, et à de multiples pressions de la part des plateformes et de certains bailleurs. *** La chronique de Grégory Genevrier : Liban : la désinformation cible les pertes de l'armée israélienne.
International Investigative journalists are vulnerable to attack but Forbidden Stories is doing something about it. Safebox Network ensures that even if the reporter is killed, their story will be taken up and published be a network of collaborating journalists. The goal of the organization is to prevent reporters being silenced for their beliefs and discoveries.
» Lees dit nummer online Met onder andere: » Trumps machtsvertoon » De bedreigde Piaggio Ape » Linkshandigen zijn minder bedeeld IJzersterk In de internationale hooiberg van het nieuws zijn allerlei rode draden te ontdekken. Toch dringt er eentje opvallend vaak en met te veel bravoure op de voorgrond. Het is een dikke draad, in dit geval vaak gelig oranje, maar ook groen als de dollars in handen van een kleine groep techmiljardairs. De draden komen bijeen als dat invloed en macht oplevert en worden omgesponnen tot onbreekbare kabels. Met het ijzersterke harnas dat ontstaat waant men zich onaantastbaar en daarmee ontheven van elke plicht tot verantwoording. De Franse filosoof Simone Weil beschreef in 1940 hoe het oude Rome kracht verheerlijkte, een cultus die door sommige politici en influencers opnieuw wordt gepropageerd. En dan vooral spottend met alles wat zij als minderwaardig beschouwen, op de eerste plaats onze zwakke en verwijfde ‘woke-cultuur', volgens de Amerikaanse minister van Defensie vol candy-asses. Op het International Journalism Festival van Perugia was deze cultuur glorieus zichtbaar. Onder de in de vijftiende eeuw beschilderde plafonds passeerden talloze onderwerpen de revue die voor de ‘industrie' van belang zijn. Behalve journalisten wordt het vijfdaagse festival ook bezocht door ‘newscreators' en bedrijven die andere dan journalistiek inhoudelijke belangen koesteren. Er worden zaken gedaan. Ondanks alle hindernissen, tot de dood erop volgt, blijft de pen een krachtig en gevreesd wapen In het Palazzo dei Priori werd een tegelijkertijd verontrustend en geruststellend onderzoek aangehaald door Laurent Richard, oprichter van Forbidden Stories, een organisatie die de onderzoeken voortzet van verslaggevers die het zwijgen zijn opgelegd. Van de journalisten uit 53 deelnemende landen was 33 procent weleens ernstig bedreigd. 77 procent van die bedreigingen kwam van ambtenaren van de overheid, die, zo bleek, bang waren van corruptie te worden beschuldigd. Al helemaal wanneer het internationaal samenwerkende onderzoeksjournalistiek betrof waarmee bekend dreigde te worden wat verborgen moest blijven. Ook al zijn de cijfers onacceptabel, de uitkomst is een opsteker. Ondanks alle hindernissen, tot de dood erop volgt, blijft de pen een krachtig en gevreesd wapen. De Britse Carole Cadwalladr (The Nerve) vloekte meerdere keren in de kerk San Francesco al Prato. Ze waarschuwt al jarenlang onverschrokken tegen wat ze de tentakels noemt van ‘een broligarchie van fucked up sociopaths'. Doet ze zonder wapenuitrusting, behoorlijk zwak en verwijfd.
» Lees dit nummer online Met onder andere: » Trumps machtsvertoon » De bedreigde Piaggio Ape » Linkshandigen zijn minder bedeeld IJzersterk In de internationale hooiberg van het nieuws zijn allerlei rode draden te ontdekken. Toch dringt er eentje opvallend vaak en met te veel bravoure op de voorgrond. Het is een dikke draad, in dit geval vaak gelig oranje, maar ook groen als de dollars in handen van een kleine groep techmiljardairs. De draden komen bijeen als dat invloed en macht oplevert en worden omgesponnen tot onbreekbare kabels. Met het ijzersterke harnas dat ontstaat waant men zich onaantastbaar en daarmee ontheven van elke plicht tot verantwoording. De Franse filosoof Simone Weil beschreef in 1940 hoe het oude Rome kracht verheerlijkte, een cultus die door sommige politici en influencers opnieuw wordt gepropageerd. En dan vooral spottend met alles wat zij als minderwaardig beschouwen, op de eerste plaats onze zwakke en verwijfde ‘woke-cultuur', volgens de Amerikaanse minister van Defensie vol candy-asses. Op het International Journalism Festival van Perugia was deze cultuur glorieus zichtbaar. Onder de in de vijftiende eeuw beschilderde plafonds passeerden talloze onderwerpen de revue die voor de ‘industrie' van belang zijn. Behalve journalisten wordt het vijfdaagse festival ook bezocht door ‘newscreators' en bedrijven die andere dan journalistiek inhoudelijke belangen koesteren. Er worden zaken gedaan. Ondanks alle hindernissen, tot de dood erop volgt, blijft de pen een krachtig en gevreesd wapen In het Palazzo dei Priori werd een tegelijkertijd verontrustend en geruststellend onderzoek aangehaald door Laurent Richard, oprichter van Forbidden Stories, een organisatie die de onderzoeken voortzet van verslaggevers die het zwijgen zijn opgelegd. Van de journalisten uit 53 deelnemende landen was 33 procent weleens ernstig bedreigd. 77 procent van die bedreigingen kwam van ambtenaren van de overheid, die, zo bleek, bang waren van corruptie te worden beschuldigd. Al helemaal wanneer het internationaal samenwerkende onderzoeksjournalistiek betrof waarmee bekend dreigde te worden wat verborgen moest blijven. Ook al zijn de cijfers onacceptabel, de uitkomst is een opsteker. Ondanks alle hindernissen, tot de dood erop volgt, blijft de pen een krachtig en gevreesd wapen. De Britse Carole Cadwalladr (The Nerve) vloekte meerdere keren in de kerk San Francesco al Prato. Ze waarschuwt al jarenlang onverschrokken tegen wat ze de tentakels noemt van ‘een broligarchie van fucked up sociopaths'. Doet ze zonder wapenuitrusting, behoorlijk zwak en verwijfd.
The group carrying on investigations when journalists are silenced.Over the last five years, almost 200 journalists have been killed outside conflict zones, with reporters being murdered while investigating corruption, organised crime and environmental destruction. For World Press Freedom Day, People Fixing the World looks at the work of a pioneering organisation that is trying to help. Forbidden Stories, based in France, pledges to continue the work of journalists who have been killed, imprisoned or forced into exile. To help them do this, they encourage the use of a digital “safe box”, where reporters whose lives are at risk can keep notes and interviews, and which can be opened in the event of their death. This tool means that even if reporters die, their work can live on – but many reporters believe SafeBox helps keep them safe too.We meet Laurent Richard, founder of Forbidden Stories. From Ecuador, Tamia Villavicencio explains how she is continuing her father Fernando's work despite serious risks to her safety. And we hear how a network of reporters finished the investigations of Colombian journalist Rafael Moreno after he was murdered in 2022.Presenter: Myra Anubi Producer: William Kremer Editor: Jon Bithrey Sound mix: Hal Haines(Image: Amanda and Tamia Villavicencio holding a photograph of their father, Fernando Villavicencio. Credit Tamia Villavicencio)
Una investigación internacional revela el alcance de “La Compañía”, un aparato de influencia vinculado a los servicios de inteligencia rusos que opera en varios continentes para moldear la opinión pública. Desde África hasta América Latina, con presencia en países como Argentina y Bolivia, esta estructura financiada desde Moscú forma parte de una estrategia de guerra híbrida que busca expandir la influencia del Kremlin. En Escala en París, Sofía Álvarez Jurado, periodista de Forbidden Stories nos cuenta cómo funciona esta red y qué impacto tiene en la política y la información a nivel global.
El Kremlin invierte y mucho en una guerra híbrida en la que la influencia rusa busca expandirse desde Mali hasta la República Centroafricana pasando por Bolivia y Argentina. Es lo que muestra una investigación de un consorcio de 15 medios, que tuvo acceso a documentos sensibles que ponen en evidencia cómo un aparato financiado por el FSB, los servicios secretos rusos, opera para manipular la opinión. ¿Cómo La Compañía - como se hace llamar - ha logrado operar en tres continentes para afianzar los intereses de Moscú en el mundo? Todo empieza en el 2024 con el caso de Ephrem Yalike, un periodista de República Centroafricana que había sido captado por "La Compañía" para publicar artículos afines con los intereses de Rusia en su país y en otros países de África. "Tras años trabajando para ellos, Yalike decide muy valientemente romper vínculos, exiliarse y su testimonio acaba siendo central para nuestra primera investigación: "Propaganda Machine", la máquina de la propaganda", cuenta Sofía Álvarez Jurado, periodista de Forbidden Stories, media de investigación miembro de este consorcio. La investigación toma un nuevo impulso cuando el medio panafricano The Continent "recibe una serie de documentos internos que revelan un esquema de propaganda que se había detectado en muchos países africanos y ahora revelan que esto se expande a otros continentes y a América Latina". Planes estratégicos, biografías de colaboradores, reportes, documentos de contabilidad... Son 1431 páginas en ruso que fueron verificadas por un consorcio periodístico que incluye a Dossier Center, e iStories rusia, All Eyes on Wagner y Forbidden Stories. Esta empresa de manipulación es un sistema tentacular que sobrepasa por mucho las funciones de un lobby: "Este sistema tiene elementos muy característicos. Uno de ellos es la influencia política, otro es la desinformación, que es un gran pilar que se lleva una mayor parte del presupuesto de acuerdo a los documentos internos. Y la última es un trabajo muy estrecho con los servicios de seguridad rusos, porque La Compañía en sus inicios es fundada por la misma persona que el grupo Wagner Evgueny Prigojine, que fallece en la explosión de su avión privado en 2023". "Cuando Prigogine muere es el servicio de inteligencia exterior ruso el que asume la tutela de esta compañía. Un lobby al uso no está dirigido, ni financiado por los servicios de inteligencia rusos", apunta Álvarez Jurado. Una campaña para denigrar a Milei En Argentina, la influencia de "La Compañia" fue investigada por Diana Cariboni (openDemocracy) y Santiago O'Donnell (Filtraleaks). Se estableció en el país un sistema de distribución de contenidos en medios digitales y redes sociales entre junio y octubre en 2024 para amplificar malas noticias y mermar la imagen de Javier Milei, que en ese momento apoya a Ucrania. "Estos artículos no tienen necesariamente que mencionar a Rusia, explica la periodista. Lo que quieren es controlar el discurso público en el país y a veces sirven también para alinear la política nacional con los intereses de Rusia, no tiene que alabarse a Putin. Lo que describen los documentos es una estrategia en torno a tres ejes: desincentivar el apoyo militar a Ucrania, dañar la reputación del propio Milei y exacerbar las tensiones con Chile. Hablan inclusive de un potencial conflicto militar". En los documentos que analizó el consorcio aparece un registro de al menos 250 noticias, análisis y artículos de opinión presupuestados en 283 000 dólares, solo que queda por aclarar realmente cómo se gastó ese dinero. El propio FSB - los servicios secretos rusos - habla de hacer una licitación para saber cómo se han administrado los recursos ya que mucho dinero estuvo en juego, hasta 3100 dólares por un solo artículo. "Hubo únicamente dos medios que admitieron haber recibido pagos de terceros por estos artículos, pero no de agentes rusos. Y en este caso, el consorcio no pudo verificar de forma independiente quiénes eran estas personas detrás de los pagos. Pero lo que dijeron estos medios fue que eran hombres de negocios, empresarios que estaban preocupados por el estado de la industria en Argentina y que estaban preocupados por el hecho de que mi ley en aquel entonces había ralentizado mucho la construcción pública", detalla la investigación. Los documentos analizados con máximo rigor han evidenciado la existencia de periodistas fantasmas en Argentina. Lo que ha causado mucho revuelo tanto en presidencia como en la embajada rusa en Buenos Aires. Javier Milei está ahora utilizando esta investigación para anular las acreditaciones de prensa de muchos periodistas argumentando que reciben dinero de Rusia. "El interés público de publicar esta investigación sobre una operación de injerencia extranjera de este tipo sobre una nación soberana era innegable. Evidentemente en ningún momento esta investigación tenía como objetivo mermar la libertad de la prensa. Nosotros somos organizaciones que trabajan a favor de la libertad de la prensa y no en contra, y no nos podemos responsabilizar del uso partidista que se haga de la investigación o de alguno de los artículos", lamenta Álvarez Jurado. Una "misión de estabilización" en Bolivia "La Compañía" también nos lleva a Bolivia donde figuras clave de la organización viajan directamente a La Paz para atenuar los efectos del intento de autogolpe de Luis Arce e impulsar su reelección en 2025. Se trata de una "misión de estabilización" donde agentes irán hasta expresar la voluntad de redactar los discursos de Arce y de otros altos miembros del gobierno en aquel entonces. Se habló también de crear una unidad de comunicación dentro del ministerio "para ayudarlos de nuevo a afianzar estas narrativas y a mover el discurso hacia los campos de interés del gobierno. Lo describen como un gobierno afín a los intereses de Rusia y dicen que un cambio de gobierno sería una amenaza para los intereses rusos". Arce decidirá finalmente no presentarse nuevamente y no se sabrá los resultados que habría tenido los esfuerzos de "La Compañía". Más allá de las prácticas escandalosas de este aparato, vale destacar que los periodistas que se encuentran de una u otra manera en esta telaraña terminan ganando mucho más de lo que ganarían normalmente. Los métodos rusos se aprovechan de la precariedad de la profesión: "Creo que se ve muy claro, por ejemplo, en el caso que está al origen de la investigación de Forbidden, específicamente el caso de Yalike, que en 2019 publicando tres artículos ya ganaba más de su salario mensual de periodista. No quiero decir que se justifique, pero ayuda mucho a entender y a ponerse en los zapatos de la persona que decide. Lo mismo en el caso de Argentina, el salario de los periodistas no llega a 700 dólares al mes", alerta la periodista. #EscalaenParís también está en redes Un programa coordinado por Julia Courtois, realizado por David Broackway y Steven Elsly.
El Kremlin invierte y mucho en una guerra híbrida en la que la influencia rusa busca expandirse desde Mali hasta la República Centroafricana pasando por Bolivia y Argentina. Es lo que muestra una investigación de un consorcio de 15 medios, que tuvo acceso a documentos sensibles que ponen en evidencia cómo un aparato financiado por el FSB, los servicios secretos rusos, opera para manipular la opinión. ¿Cómo La Compañía - como se hace llamar - ha logrado operar en tres continentes para afianzar los intereses de Moscú en el mundo? Todo empieza en el 2024 con el caso de Ephrem Yalike, un periodista de República Centroafricana que había sido captado por "La Compañía" para publicar artículos afines con los intereses de Rusia en su país y en otros países de África. "Tras años trabajando para ellos, Yalike decide muy valientemente romper vínculos, exiliarse y su testimonio acaba siendo central para nuestra primera investigación: "Propaganda Machine", la máquina de la propaganda", cuenta Sofía Álvarez Jurado, periodista de Forbidden Stories, media de investigación miembro de este consorcio. La investigación toma un nuevo impulso cuando el medio panafricano The Continent "recibe una serie de documentos internos que revelan un esquema de propaganda que se había detectado en muchos países africanos y ahora revelan que esto se expande a otros continentes y a América Latina". Planes estratégicos, biografías de colaboradores, reportes, documentos de contabilidad... Son 1431 páginas en ruso que fueron verificadas por un consorcio periodístico que incluye a Dossier Center, e iStories rusia, All Eyes on Wagner y Forbidden Stories. Esta empresa de manipulación es un sistema tentacular que sobrepasa por mucho las funciones de un lobby: "Este sistema tiene elementos muy característicos. Uno de ellos es la influencia política, otro es la desinformación, que es un gran pilar que se lleva una mayor parte del presupuesto de acuerdo a los documentos internos. Y la última es un trabajo muy estrecho con los servicios de seguridad rusos, porque La Compañía en sus inicios es fundada por la misma persona que el grupo Wagner Evgueny Prigojine, que fallece en la explosión de su avión privado en 2023". "Cuando Prigogine muere es el servicio de inteligencia exterior ruso el que asume la tutela de esta compañía. Un lobby al uso no está dirigido, ni financiado por los servicios de inteligencia rusos", apunta Álvarez Jurado. Una campaña para denigrar a Milei En Argentina, la influencia de "La Compañia" fue investigada por Diana Cariboni (openDemocracy) y Santiago O'Donnell (Filtraleaks). Se estableció en el país un sistema de distribución de contenidos en medios digitales y redes sociales entre junio y octubre en 2024 para amplificar malas noticias y mermar la imagen de Javier Milei, que en ese momento apoya a Ucrania. "Estos artículos no tienen necesariamente que mencionar a Rusia, explica la periodista. Lo que quieren es controlar el discurso público en el país y a veces sirven también para alinear la política nacional con los intereses de Rusia, no tiene que alabarse a Putin. Lo que describen los documentos es una estrategia en torno a tres ejes: desincentivar el apoyo militar a Ucrania, dañar la reputación del propio Milei y exacerbar las tensiones con Chile. Hablan inclusive de un potencial conflicto militar". En los documentos que analizó el consorcio aparece un registro de al menos 250 noticias, análisis y artículos de opinión presupuestados en 283 000 dólares, solo que queda por aclarar realmente cómo se gastó ese dinero. El propio FSB - los servicios secretos rusos - habla de hacer una licitación para saber cómo se han administrado los recursos ya que mucho dinero estuvo en juego, hasta 3100 dólares por un solo artículo. "Hubo únicamente dos medios que admitieron haber recibido pagos de terceros por estos artículos, pero no de agentes rusos. Y en este caso, el consorcio no pudo verificar de forma independiente quiénes eran estas personas detrás de los pagos. Pero lo que dijeron estos medios fue que eran hombres de negocios, empresarios que estaban preocupados por el estado de la industria en Argentina y que estaban preocupados por el hecho de que mi ley en aquel entonces había ralentizado mucho la construcción pública", detalla la investigación. Los documentos analizados con máximo rigor han evidenciado la existencia de periodistas fantasmas en Argentina. Lo que ha causado mucho revuelo tanto en presidencia como en la embajada rusa en Buenos Aires. Javier Milei está ahora utilizando esta investigación para anular las acreditaciones de prensa de muchos periodistas argumentando que reciben dinero de Rusia. "El interés público de publicar esta investigación sobre una operación de injerencia extranjera de este tipo sobre una nación soberana era innegable. Evidentemente en ningún momento esta investigación tenía como objetivo mermar la libertad de la prensa. Nosotros somos organizaciones que trabajan a favor de la libertad de la prensa y no en contra, y no nos podemos responsabilizar del uso partidista que se haga de la investigación o de alguno de los artículos", lamenta Álvarez Jurado. Una "misión de estabilización" en Bolivia "La Compañía" también nos lleva a Bolivia donde figuras clave de la organización viajan directamente a La Paz para atenuar los efectos del intento de autogolpe de Luis Arce e impulsar su reelección en 2025. Se trata de una "misión de estabilización" donde agentes irán hasta expresar la voluntad de redactar los discursos de Arce y de otros altos miembros del gobierno en aquel entonces. Se habló también de crear una unidad de comunicación dentro del ministerio "para ayudarlos de nuevo a afianzar estas narrativas y a mover el discurso hacia los campos de interés del gobierno. Lo describen como un gobierno afín a los intereses de Rusia y dicen que un cambio de gobierno sería una amenaza para los intereses rusos". Arce decidirá finalmente no presentarse nuevamente y no se sabrá los resultados que habría tenido los esfuerzos de "La Compañía". Más allá de las prácticas escandalosas de este aparato, vale destacar que los periodistas que se encuentran de una u otra manera en esta telaraña terminan ganando mucho más de lo que ganarían normalmente. Los métodos rusos se aprovechan de la precariedad de la profesión: "Creo que se ve muy claro, por ejemplo, en el caso que está al origen de la investigación de Forbidden, específicamente el caso de Yalike, que en 2019 publicando tres artículos ya ganaba más de su salario mensual de periodista. No quiero decir que se justifique, pero ayuda mucho a entender y a ponerse en los zapatos de la persona que decide. Lo mismo en el caso de Argentina, el salario de los periodistas no llega a 700 dólares al mes", alerta la periodista. #EscalaenParís también está en redes Un programa coordinado por Julia Courtois, realizado por David Broackway y Steven Elsly.
D'après des documents internes obtenus par The Continent et transmis à Forbidden Stories, dans le cadre de son expansion en Amérique latine, le réseau de propagande russe The Company, soutenu par les services de renseignement extérieurs, aurait dépensé en 2024 environ 280 000 dollars pour publier des centaines d'articles dans les médias argentins afin d'influencer l'opinion publique. Le président libertarien Javier Milei avait manifesté publiquement son soutien à l'Ukraine dès le début de l'invasion russe en 2022, avant d'être élu en novembre 2023 en Argentine. Face à cette prise de position, le réseau d'influence russe, appelé en interne « La Compagnie » (The Company), a pénétré dans le pays en février 2024 pour tenter de faire valoir ses intérêts et de ternir la réputation du président, d'après une enquête de Forbidden Stories. Le réseau a néanmoins quitté l'Argentine fin 2025 sans avoir rempli ses objectifs. L'autrice de cette enquête, Sofia Alvarez Jurado, journaliste à Forbidden Stories, répond aux questions de Joris Zylberman. Le Mexique critique un rapport de l'ONU sur les disparitions forcées À quelques semaines du Mondial 2026 de football, dont plusieurs matchs se tiendront au Mexique, la présidente de gauche Claudia Sheinbaum s'est irritée du contenu d'un rapport du comité de l'ONU sur les disparitions forcées. Le texte évoque des crimes contre l'humanité. Le gouvernement mexicain, qui affiche comme l'une de ses priorités la lutte contre l'insécurité, s'estime attaqué : « Nous ne sommes pas d'accord avec [les conclusions de] ce document. Nous travaillons avec les Nations unies [...] mais ce comité d'experts, quand on lit son texte, on voit que son but est de critiquer le gouvernement », a déclaré mardi 7 avril en conférence de presse la présidente mexicaine. En Haïti, le théâtre comme alternative à la violence Dans un contexte marqué par l'insécurité et la vie éprouvante dans les camps de déplacés à Port-au-Prince, le théâtre s'impose comme une alternative à la violence et un espace d'expression pour les enfants. À travers une initiative baptisée « Théâtre contre la violence », portée par BIT-Haïti en partenariat avec la Fondation Connaissances et Libertés (FOKAL), une dizaine d'enfants issus de différents camps de la capitale participent à des ateliers de théâtre. Une initiative qui vise à transformer la douleur en expression artistique et à redonner une voix à ces enfants souvent invisibilisés. L'occasion pour eux de retrouver un peu d'espoir et d'exprimer leur besoin de retourner chez eux, de retrouver une vie normale, loin des conditions précaires des sites de déplacés. Notre correspondant à Port-au-Prince, Peterson Luxama, a assisté à l'un de ces ateliers. Dans le journal de La 1ʳᵉ… Retour sur un homicide qui a choqué toute la Guadeloupe : la mort d'un enfant de deux ans tué par arme à feu.
Nous sommes tous vulnérables face aux fausses informations. Voici l'état des lieux dressé par l'Arcom, le régulateur de l'audiovisuel français. Plus d'un sondé sur cinq a jugé exacte une fausse information. Face à ce constat, faut-il repenser la lutte contre la désinformation ? Comment renforcer notre résilience individuelle et collective ? On en parle avec notre invité, Grégoire Darcy, doctorant en sciences cognitives à l'Institut Jean Nicod. Selon un rapport de l'Arcom publié mardi 24 mars 2026, 97% des Français déclarent être exposés à des fausses informations. Huit sondés sur dix considèrent qu'il est indispensable de lutter contre la désinformation. Ces chiffres, basés sur une étude déclarative, illustrent en réalité un phénomène ancien. « Ce n'est pas forcément nouveau, explique Grégoire Darcy, doctorant en sciences cognitives à l'Institut Jean Nicod. En 2020 déjà, l'OMS parlait d'infodémie pour parler de la diffusion de désinformation massive. Le United Nations Global Risk Report le met aussi parmi les premières causes de vigilance à court terme. [...] L'homme n'a pas attendu Internet pour inventer le mensonge. Pour preuve, on trouve des traces de désinformation au XIVè siècle avant Jésus-Christ. C'est quelque chose qui a toujours été là. Il ne faut pas céder à une panique morale ». « La désinformation, n'est pas forcément un problème de crédulité, c'est davantage une cognition sociale et identitaire qui va faire que vous vous retrouvez à y adhérer. » Aujourd'hui, les politiques publiques peinent à s'attaquer efficacement aux racines du problème. « Si on attaque la désinformation avec des politiques très individuelles comme le fact-checking ou l'éducation aux médias, sans s'attaquer aux causes structurelles, on écope dans un bateau qui coule sans jamais colmater la brèche », estime notre invité, Grégoire Darcy. Comment la Russie a influencé des médias ouest-africains ? C'est une fuite de documents inédite. 1 431 pages de dossiers internes à la « Compagnie », une structure russe liée au Kremlin, ont été envoyés anonymement au média panafricain, The Continent. Ils montrent comment Moscou a mené des opérations d'influence en Afrique en infiltrant la presse locale. Avec un consortium international de médias coordonné par Forbidden Stories, la rédaction des Observateurs de France 24 a analysé ces documents stratégiques, qui montrent en miroir la porosité de ces médias face aux ingérences extérieures. Nathan Gallo nous résume son travail d'enquête. CAN 2026 : l'IA alimente la polémique Le Sénégal déclaré forfait, le Maroc finalement sacré champion de la CAN 2026. La polémique après la décision de la Confédération africaine de football (CAF) ne désemplit pas sur les réseaux sociaux. Dans ce contexte, plusieurs fausses informations circulent, notamment sous forme de vidéos créées par IA. Ces clips mettent en scène des supporters des Lions de l'atlas, prenant la défense des Sénégalais. Olivier Fourt, journaliste à la cellule Info Vérif de RFI, revient sur ces images trompeuses, totalisant des millions de vues, rien que sur Tik Tok.
Nous sommes tous vulnérables face aux fausses informations. Voici l'état des lieux dressé par l'Arcom, le régulateur de l'audiovisuel français. Plus d'un sondé sur cinq a jugé exacte une fausse information. Face à ce constat, faut-il repenser la lutte contre la désinformation ? Comment renforcer notre résilience individuelle et collective ? On en parle avec notre invité, Grégoire Darcy, doctorant en sciences cognitives à l'Institut Jean Nicod. Selon un rapport de l'Arcom publié mardi 24 mars 2026, 97% des Français déclarent être exposés à des fausses informations. Huit sondés sur dix considèrent qu'il est indispensable de lutter contre la désinformation. Ces chiffres, basés sur une étude déclarative, illustrent en réalité un phénomène ancien. « Ce n'est pas forcément nouveau, explique Grégoire Darcy, doctorant en sciences cognitives à l'Institut Jean Nicod. En 2020 déjà, l'OMS parlait d'infodémie pour parler de la diffusion de désinformation massive. Le United Nations Global Risk Report le met aussi parmi les premières causes de vigilance à court terme. [...] L'homme n'a pas attendu Internet pour inventer le mensonge. Pour preuve, on trouve des traces de désinformation au XIVè siècle avant Jésus-Christ. C'est quelque chose qui a toujours été là. Il ne faut pas céder à une panique morale ». « La désinformation, n'est pas forcément un problème de crédulité, c'est davantage une cognition sociale et identitaire qui va faire que vous vous retrouvez à y adhérer. » Aujourd'hui, les politiques publiques peinent à s'attaquer efficacement aux racines du problème. « Si on attaque la désinformation avec des politiques très individuelles comme le fact-checking ou l'éducation aux médias, sans s'attaquer aux causes structurelles, on écope dans un bateau qui coule sans jamais colmater la brèche », estime notre invité, Grégoire Darcy. Comment la Russie a influencé des médias ouest-africains ? C'est une fuite de documents inédite. 1 431 pages de dossiers internes à la « Compagnie », une structure russe liée au Kremlin, ont été envoyés anonymement au média panafricain, The Continent. Ils montrent comment Moscou a mené des opérations d'influence en Afrique en infiltrant la presse locale. Avec un consortium international de médias coordonné par Forbidden Stories, la rédaction des Observateurs de France 24 a analysé ces documents stratégiques, qui montrent en miroir la porosité de ces médias face aux ingérences extérieures. Nathan Gallo nous résume son travail d'enquête. CAN 2026 : l'IA alimente la polémique Le Sénégal déclaré forfait, le Maroc finalement sacré champion de la CAN 2026. La polémique après la décision de la Confédération africaine de football (CAF) ne désemplit pas sur les réseaux sociaux. Dans ce contexte, plusieurs fausses informations circulent, notamment sous forme de vidéos créées par IA. Ces clips mettent en scène des supporters des Lions de l'atlas, prenant la défense des Sénégalais. Olivier Fourt, journaliste à la cellule Info Vérif de RFI, revient sur ces images trompeuses, totalisant des millions de vues, rien que sur Tik Tok.
Die speaker, Saara Kuugongelwa Amadhila het IPC-lid Rodney Cloete se kennisgewing vir ‘n vraag in die parlement geweier. Cloete wou weet oor Forbidden Stories, wat berig hulle het bewyse dat Rusland met die 2024 verkiesing ingemeng het en briewe, video's en persverklarings gefabriseer het in ‘n veldtog om die IPC se beeld skade te berokken, ten gunste van Swapo. Forbidden Stories beweer voorts hulle het korrespondensie tussen Swapo en Rusland gesien waarin die regerende party onder meer vir geldelike bystand gevra het. Voor Cloete sy vraag kon voltooi is hy stilgemaak.
Reaksie word ontvang oor 'n artikel deur 'n groep ondersoekende joernaliste op die bekroonde aanlynplatform Forbidden Stories. Daar word berig dat Rusland ten gunste van Swapo in die 2024 verkiesing ingemeng het en dat Swapo ook geld van Rusland gevra het vir sy veldtog. Intussen het die Speaker vrae hieroor in die Nasionale Vergadering geweier. Kosmos 94.1 Nuus het met Frederico Links van Fact Check Namibia gepraat. Links sê hy het die dokumente onder oë gehad en meer sal in die komende weke daaroor gepubliseer word. Hy sê die kwessie moet gedebatteer word.
durée : 00:04:24 - Récits d'enquête - par : Mattéo Caranta - De Wagner à la “Compagnie” : l'enquête de Forbidden Stories révèle comment la Russie continue ses campagnes d'influence globale, utilisant d'anciens agents pour manipuler médias et politiques partout dans le monde.
Une semaine après le début du conflit déclenché par Israël et les États-Unis, on constate la difficulté d'informer depuis l'Iran. Les Iraniens eux-mêmes ont accès à une information extrêmement verrouillée. Si l'une des cibles des frappes de la coalition israélo-américaine a été le siège de la radio-télévision d'État, ce n'est évidemment pas un hasard. Il s'agit d'empêcher la propagande iranienne de se déployer à plein régime auprès de la population alors même que, selon l'observatoire Netblocks, Internet ne fonctionne plus qu'à 1 % de sa capacité habituelle en Iran. Cela signifie qu'un black-out est imposé, et ce depuis les massacres de manifestants en décembre. Les journalistes indépendants en particulier ont le plus grand mal à se connecter et à photographier ou à filmer les lieux des bombardements. Leurs images peuvent être effacées, ils peuvent même être détenus si l'on juge qu'ils portent atteinte à la République islamique. À lire aussiGuerre au Moyen-Orient: les images artificielles saturent l'espace informationnel Peu de couverture médiatique de la guerre du point de vue iranien Il suffit de regarder la surface médiatique de Saviosh Ghazi, correspondant de RFI et de France 24 à Téhéran depuis 1998. Outre les médias du service public, il assure la correspondance des chaînes BFMTV et LCI, car il y a pour ces médias très peu de moyens de prendre le pouls de la population iranienne. C'est lui par exemple qui a annoncé, à la suite des médias officiels, le bombardement de l'école de filles de Minab, près du détroit d'Ormuz, qui a fait 168 morts selon l'Iran. Un bilan qui semble confirmé, des images d'une centaine de tombes creusées ayant pu être authentifiées, même si des médias de l'opposition iranienne ont prétendu à tort que c'était une manipulation médiatique. Les médias occidentaux peuvent aussi compter sur leur cellule de vérification, comme les « Observateurs » sur France 24, mais aussi sur les agences de presse. L'AFP dispose de cinq personnes sur place à Téhéran, ainsi que d'un desk Iran avec des experts à son siège parisien. À lire aussiTensions États-Unis-Iran: une opération de désinformation pro-iranienne est en cours sur TikTok Manipulations sur les réseaux sociaux ? On retrouve de la désinformation liée à la reprise d'images de jeux vidéo, par exemple, pour illustrer l'explosion qui a coulé une frégate iranienne. Mais on trouve aussi énormément de vidéos fabriquées par l'IA qui interviennent dans un espace où la modération s'est beaucoup étiolée. À tel point que le réseau X d'Elon Musk a dû suspendre son partage de revenus pour les images fabriquées sur le conflit qui se multipliaient. À lire aussiÉtats-Unis: la Maison Blanche puise dans les films d'action pour vanter les frappes en Iran À côté de cette désinformation, il y a aussi une mésinformation que l'on retrouve dans des médias comme CNews, mais aussi parfois LCI et BFMTV quand ils en viennent à épouser le point de vue israélien ou américain sans souci d'une information équilibrée et en donnant la vision d'une guerre juste, malgré les violations du droit international. À lire aussiEnquête de Forbidden Stories sur l'Iran: «Depuis 2021, le logiciel FindFace de reconnaissance faciale est utilisé dans le métro ou dans les rues»
Une enquête coordonnée par Forbidden Stories et des partenaires comme Le Monde, révèle que la République islamique et plusieurs entités proches ont fait l'acquisition d'un logiciel de reconnaissance faciale pour surveiller la population iranienne. Un logiciel sophistiqué, conçu par une entreprise russe sous sanctions occidentales et parfaitement rodé pour empêcher les manifestations. Les explications de l'invité de RFI, Frédéric Métézeau, rédacteur en chef de Forbidden Stories, un réseau de journalistes internationaux qui mène des enquêtes. Une enquête à découvrir sur le site de Forbidden Stories
A pesar de múltiples operativos, la mafia del oro ilegal prolifera en el departamento peruano de Madre de Dios, con consecuencias dramáticas para el medioambiente. En este episodio de Vida en el planeta, conversamos con Manuel Calloquispe, periodista peruano, amenazado de muerte tras haber denunciado el poder de las mafias del oro ilegal en la Amazonía. A principios de febrero, las autoridades peruanas desmantelaron 15 campamentos y destruyeron decenas de dragas para la extracción ilegal de oro. Este enésimo operativo contra la minería clandestina se llevó a cabo en la Amazonía en plena reserva nacional de Tambopata, una zona conocida por su rica biodiversidad, pero cuya zona de amortiguamiento está siendo devastada, como lo muestran las imágenes satelitales. En esta región amazónica, nada parece detener el avance de la minería ilegal. Además de sembrar el terror con un tentacular sistema de extorsión, las mafias que prosperan con el comercio ilegal de oro tumban el bosque y contaminan los ríos con mercurio. En este departamento de Madre de Dios, el periodista local Manuel Calloquispe, corresponsal de varios medios nacionales peruanos, ha documentado la devastación ambiental causada por la minería ilegal responsable de la tala ilegal de miles de hectáreas de bosque tropical, y detalló el poder creciente de las mafias, en particular de un grupo que opera en La Pampa, los “Guardianes de la Trocha”, que lo amenazaron de muerte. “A partir del 2016 aparecen grupos criminales que controlan o protegen a la minería. Ellos eran trabajadores que venían de la zona del centro del Perú, donde hay producción de coca”, recuerda Manuel Calloquispe, al micrófono de Radio Francia Internacional. Escuche el testimonio completo de Manuel Calloquispe: De simples migrantes del interior que buscaban otras oportunidades laborales en la Amazonía con la minería, estos trabajadores que eran ronderos -guardias campesinos- propusieron brindar seguridad a los otros mineros, víctimas de asaltos y robos, cuenta el periodista. Estos hombres armados empezaron protegiendo un campamento minero y una vía de acceso. Pero con los años acabaron conformando un grupo poderoso de unas 80 personas autodenominadas “Los guardianes de la trocha”, al margen de la ley. “También han dado seguridad a los comerciantes, a todo el suministro que trae la minería, han logrado controlar también la compra de oro y al final terminan controlándolo todo. Ahora son grupos criminales que están haciendo minería ilegal”, constata Calloquispe. Las amenazas y el exilio En marzo de 2025, el periodista detalló por ejemplo en un reportaje para Inforegión el ascenso del delincuente Edison Fernández Pérez, alias el Chili, hoy prófugo tras su condena a 15 años de cárcel por el asesinato de un defensor del medioambiente en Madre de Dios. Unos meses después, en agosto de 2025, el periodista se preparaba a sacar otra nota sobre el fracaso de un operativo policial contra mineros ilegales debido a la filtración de información secreta. Fue entonces cuando recibió una llamada que grabó inmediatamente y en la que un individuo lo amenazó con “arrancarle la cabeza” si seguía publicando notas sobre el grupo mafioso que opera en La Pampa. A raíz de estas amenazas, Manuel Calloquispe se exilió varios meses a Lima, a más de 1000 km de distancia para escapar a las amenazas de muerte de los Guardianes de la trocha. Durante su exilio, la plataforma periodistas internacional Forbidden Stories tomó el relevo de Calloquispe. El colectivo publicó una investigación que documenta la explosión de la deforestación en la región y la expansión de la minería ilegal. A pesar de los operativos policiales, las autoridades aun contabilizan cerca de 5000 máquinas de dragado. A principios de 2026, el periodista Manuel Calloquispe volvió a Puerto Maldonado para continuar con su labor informativa. Trabaja con chaleco antibalas y casco, vive en una casa que cuenta con videovigilancia y recibe protección de un policía. En lo que será un año de elecciones -presidenciales, parlamentarias y municipales-, el comunicador teme que salgan electos candidatos financiados por los intereses mineros. Entrevista: Manuel Calloquispe, periodista peruano, corresponsal de LatinaTV, El Comercio e Inforegión en Madre de Dios.
Эхо Хельсинки – 16 февраля 2026 года Война – день 1454 США поблагодарили Финляндию за вклад в оборону НАТО. Глава МИД Элина Валтонен посещает Израиль и Палестинские территории. Минобороны Финляндии рассматривает возможность пересмотра старых сделок с недвижимостью. Cпрос на жильё в Финляндии снизился, несмотря на рост населения, – об этом сообщает Yle. Министр финансов Риикка Пурра предложила связать пособия для мигрантов с обязательными работами. Теневые российские танкеры с поддельными флагами продолжают курсировать в Балтийском море, – следует из нового расследования Yle MOT. Кремль использует сеть ЧВК «Вагнер» для саботажа в Европе. Публикации Forbidden Stories, Важные Истории, Центр Досье и Financial Time: https://istories.media/stories/2026/02/14/tsar-za-trampa/ https://dossier.center/africa-politology-v2/ https://forbiddenstories.org/propaganda-machine-secret-documents-reveal-russias-foreign-influence-strategy-across-three-continents/ https://www.ft.com/content/dbd1d803-ab37-43f1-920f-fce74952313a У Финляндии уже три олимпийских медали на Играх в Милане и Кортине. В еженедельной рубрике «Точка зрения» сегодня в эфире культуролог и преподаватель Университета Ювяскюля Ян Левченко со комментарием о подробностях отравления Алексея Навального ядом эквадорской древесной лягушки. Сегодня ровно два года с того дня, как мы узнали о смерти Алексея Навального в российской колонии в Харпе. Буквально позавчера его жена Юлия Навальная в своем обращении на канале Алексея Навального в YouTube сообщила о подробностях отравления Алексея нейротоксином эпибатидин ( https://youtu.be/O73BpNGwkWU ). Во вторую годовщину по всему миру опять пройдут акции памяти, в Финляндии они состоятся сегодня в Хельсинки в 18:00 по адресу Kanavaranta 7 F в пространстве Альбатрос и у библиотеки Ооди , а также в Кеми, в Турку и в Куопио ( https://t.me/initiativeforedi/474 ). А мне показалось важным снова поговорить об Алексее, и для этого мы пригласили в эфир бывшего координатора московского Штаба Навального Олега Степанова.
Corruption, blanchiment, fraude fiscale ou détournement de fonds : quel est le rôle du journalisme d'investigation face aux crimes économiques mondiaux ? L'émission met en lumière le travail des journalistes qui enquêtent dans des contextes dangereux pour révéler des réalités souvent dissimulées. Elle a été enregistrée dans les locaux du réseau international de journalistes d'investigation Forbidden Stories, une organisation qui poursuit les enquêtes de reporters menacés, emprisonnés ou assassinés. Une mission : faire vivre les enquêtes menacées Créé en 2017, Forbidden Stories rassemble des centaines de journalistes dans le monde. Leur objectif : empêcher que des enquêtes disparaissent lorsque leurs auteurs sont réduits au silence. Ses missions :
Corruption, blanchiment, fraude fiscale ou détournement de fonds : quel est le rôle du journalisme d'investigation face aux crimes économiques mondiaux ? L'émission met en lumière le travail des journalistes qui enquêtent dans des contextes dangereux pour révéler des réalités souvent dissimulées. Elle a été enregistrée dans les locaux du réseau international de journalistes d'investigation Forbidden Stories, une organisation qui poursuit les enquêtes de reporters menacés, emprisonnés ou assassinés. Une mission : faire vivre les enquêtes menacées Créé en 2017, Forbidden Stories rassemble des centaines de journalistes dans le monde. Leur objectif : empêcher que des enquêtes disparaissent lorsque leurs auteurs sont réduits au silence. Ses missions :
durée : 00:09:54 - Le Point culture - par : Marie Sorbier - Alors que 532 journalistes ont été assassinés depuis 2017 et que les menaces sur la liberté de la presse s'accentuent dans le monde, Forbidden Stories propose de continuer les enquêtes de journalistes menacés, emprisonnés ou assassinés en partant de l'idée que tuer le messager ne tue pas le message. - réalisation : Laurence Malonda - invités : Laurent Richard Journaliste, réalisateur
Hors-série : Forbidden Stories et Society s'associent pour un numéro spécial. Dans cet épisode vous retrouverez une mise en son de l'article « Meurtre vaudou en Haïti » lu par Laurent Martein.En quelques années, il est devenu l'un des hommes les plus craints du sud d'Haïti. Le procureur Ronald Richemond traîne l'image d'un notable violent et corrompu, qui a organisé un trafic de terres pour s'enrichir. Mis en cause pour l'assassinat d'un journaliste qui dénonçait ses méthodes crasses, lui et ses hommes de main demeurent intouchables. Jusqu'à quand ?Journaliste : Noémie Pennacino Comédien : Laurent MarteinRéalisation : Juliette MartinProduction : All Sound et Society Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Hors-série : Forbidden Stories et Society s'associent pour un numéro spécial. Dans cet épisode vous retrouverez une mise en son de l'article « J'étais devenu le relais de Wagner » lu par Laurent Martein.En 2019, le journaliste centrafricain Ephrem Yalike a été recruté pour servir les intérêts de la machine de propagande russe, pilotée par la milice Wagner, et ce, jusqu'en 2022. Désabusé par les faux articles, puis effrayé par les menaces, il a fini par rompre avec ses commanditaires et fuir, au péril de sa vie. Aujourd'hui, il raconte, à la première personne.Journaliste : Noémie Pennacino Comédien : Laurent MarteinRéalisation : Juliette MartinProduction : All Sound et Society Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
durée : 00:03:18 - Un monde connecté - par : François Saltiel - Sortie en kiosque d'un numéro spécial de Society en collaboration avec l'organisation Forbidden Stories pour mettre en lumière 10 enquêtes de journalistes empêchés ou tués pour avoir simplement voulu faire leur métier.
"Killing the journalist won't kill the story." That's the message from the organisation Forbidden Stories. The group's mission is to take over investigations from journalists who can no longer carry on, either because of extreme intimidation or because they have actually been killed over their stories. Much of the group's work these days is linked to environmental issues. In Perspective, we spoke to Laurent Richard, journalist and founder of Forbidden Stories.
Hors-série : Forbidden Stories et Society s'associent pour un numéro spécial. Dans cet épisode vous retrouverez une mise en son de l'article « Elle s'appelait Viktoriia » lu par Laurent Martein. Seule journaliste ukrainienne à se rendre dans les territoires occupés par la Russie, Viktoriia Roshchyna a été capturée à l'été 2023 alors qu'elle enquêtait sur les civils ukrainiens emprisonnés illégalement dans la région de Zaporijia. Elle fut elle-même détenue au secret pendant plus d'un an, avant d'être déclarée morte en prison. Récit de son parcours au sein d'une machine carcérale russe destinée à briser la société ukrainienne.Journaliste : Noémie Pennacino Voix : Laurent MarteinRéalisation : Juliette Martin et Sulivan ClabautProduction : All Sound et Society Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
En début de semaine, le rapport 2025 de RSF alertait sur le nombre de reporters tués dans le monde en 2025. Des journalistes tués ou empêchés d'exercer car que leur travail dérange. Leurs confrères se mobilisent pour finir les enquêtes que certains auraient voulu voir enterrées. Et c'est précisément d'eux dont nous parlons aujourd'hui ; eux qui sont à l'honneur du magazine Society. Qui sont les ennemis de la presse libre ? Parlons-en avec Laurent Richard, journaliste et fondateur de Forbidden Stories, Emmanuelle Andreani, co-rédactrice en chef chez Society, Guillaume Vénétitay, journaliste à Forbidden Stories, et Léa Péruchon, journaliste d'investigation à Forbidden Stories.
durée : 00:22:11 - Cultures Monde - par : Mélanie Chalandon, Julie Gacon - Depuis octobre 2023, la bande de Gaza est inaccessible aux médias internationaux. A travers le "Gaza Project", le réseau international de journalistes Forbidden Stories poursuit le travail d'enquête de journalistes palestiniens, dont 170 d'entre eux ont trouvé la mort depuis le début de la guerre. - réalisation : Vivian Lecuivre - invités : Frédéric Métézeau Journaliste français
‘You can kill the messenger, but not the message' is the slogan of news platform Forbidden Stories. We speak with founder Laurent Richard about the opportunities and challenges technology brings when working in the danger zone.107 journalists were killed during their work last year. Very often because of their work. With his organisation Forbidden Stories, French journalist Laurent Richard completes the news stories of journalists who were murdered. Under the slogan ‘you can kill the messenger, but not the message', Forbidden Stories published about forced labour in Turkmenistan, captagon trafficking in Syria and deforestation in Cambodia.Before Forbidden Stories, Richard was involved with the Pentagon Papers, a project that published millions of documents that exposed offshore financial constructions.Technology helps Richard in his investigative journalism, but comes with its own dangers. How do you communicate safely with your sources? How do you verify your facts online? And how do you work together with other organisations to finish a story? In this edition of Techdenkers we speak with Laurent Richard and Thomas Muntz, Editor-in-chief Investico, about the opportunities and challenges technology brings when working in the danger zone.Programme maker: Rosalie DielesenModerator: Marcia LuytenThe Techdenkers series is supported by Adyen. This programme is a part of the Forum on European Culture 2025.Zie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
durée : 00:05:42 - La Revue de presse internationale - Les titres de cette revue de presse : les journalistes étrangers ne peuvent toujours pas entrer dans Gaza sans surveillance; Forbidden Stories poursuit l'enquête d'un journaliste assassiné au Paraguay; la suspension des aides américaines fragilise le journalisme indépendant.
Le projet « Alianza Paraguay » a été révélé aujourd'hui par Forbidden Stories, l'ONG Organized Crime and Corruption Reporting Project et 10 médias d'Amérique latine et d'Europe. Trois enquêtes parties de la mort d'un journaliste Leo Veras, qui révèlent l'imbrication du crime organisé avec les pôles de pouvoir du pays. => Forbidden Stories. Le projet « Alianza Paraguay » nous emmène au Paraguay et plus précisément dans la ville de Pedro Juan Caballero à la frontière avec le Brésil. Un point stratégique au cœur de l'Amérique du Sud, point-clé des circuits de trafics illégaux d'armes, de cigarettes et de drogue et lieu de danger pour les journalistes dans un pays où l'impunité et la corruption font loi. C'est dans cette ville que collaboraient deux journalistes, le Paraguayen Candido Figueredo et le Brésilien Lourenço « Leo » Veras. Après avoir travaillé pendant des années de l'autre côté de la frontière sur le crime organisé et les réseaux de trafiquants de la région, Leo Veras était venu poursuivre ses recherches à Pedro Juan Caballero. Il y a finalement été tué le 12 février 2020 de douze balles dans le corps. Son collaborateur a été obligé de quitter le pays. « Ils ont offert des milliers de dollars à qui rapporterait ma tête », témoigne Candido Figueredo pour le projet « Alianza Paraguay ». Mais qui sont- « ils »? Qui sont ceux qui ont tué Leo Veras ? Qui sont ceux qui font la loi à Pedro Juan Caballero, et plus largement au Paraguay ? « Il n'y a jamais eu ni justice ni d'enquête », affirme Cinthia Gonzalez, la veuve de Leo Veras pour « Alianza Paraguay ». Poursuivre l'enquête de Leo Veras C'est donc là que le consortium Forbidden Stories entre en scène. Son objectif est de finir les enquêtes de journalistes réduits au silence. De nombreux médias latino-américains et européens ont participé au projet « Alianza Paraguay ». « C'est un sujet qui touche à beaucoup de pays », explique Mariana Abreu, l'une des journalistes qui a mené l'enquête pour Forbidden Stories. Les conséquences sont particulièrement ressenties dans les pays d'Amérique latine où des membres du crime organisé agissent dans le cadre du trafic d'armes. Il y a beaucoup d'armes qui partent d'Europe, des États-Unis. Elles sont importées au Paraguay puis trafiquées dans des pays d'Amérique du Sud, au Brésil principalement, mais en Bolivie aussi, en Argentine… Ces armes sont utilisées par le crime organisé dans des opérations de trafic de drogue, d'armes ou dans des assassinats. In fine, ce sont les civils et parfois les journalistes qui en font les frais. » Le résultat de ce travail mené depuis un an et demi est donc publié aujourd'hui par Forbidden Stories et d'autres médias collaborateurs tels que la Nacion en Argentine, Révista Piaui au Brésil ou encore La Diaria en Uruguay et IrpiMedia en Italie. Un système criminel tentaculaire L'enquête est segmentée en trois chapitres, l'un est donc le prolongement du travail de Leo Veras et Candido Figueredo, l'autre est l'enquête menée sur la mort de Leo Veras et enfin le dernier tourne autour de la mort d'un député et homme d'affaires paraguayen corrompu. « Leo Veras est le lien entre toutes nos enquêtes, développe Mariana Abreu. Il y a d'abord le sujet sur lequel il enquêtait, le trafic d'armes à la frontière, d'autre part rien n'a véritablement été fait par la justice au Paraguay pour retrouver, incarcérer et juger les hommes qui l'ont tué. Aujourd'hui ils sont tous en liberté. Il y en a même qui ont pris la fuite après avoir été libérés. Enfin le troisième volet porte sur un grand personnage politique du Paraguay qui a été tué en fin d'année dernière. Eulalio « Lalo » Gomes Batista avait beaucoup de liens et avec le pouvoir au Paraguay, et avec les gangs de crimes organisés à la frontière. Il a notamment influencé des juges au Paraguay pour que l'assassin de Leo Veras puisse être libéré. » Derrière le meurtre de ce journaliste, l'un des plus gros groupes criminels d'Amérique Latine Primeiro Comando do Capital. Venu du Brésil, le PCC est très installé dans la région frontalière et possède de nombreuses alliances avec des figures paraguayennes dans la justice comme dans la politique. Au total, 19 journalistes ont été tués au Paraguay en un peu plus de 30 ans, dont sept à Pedro Juan Caballero. Deux autres journalistes ont été tués au Brésil de l'autre côté de la frontière. Après avoir lutté pour mener l'enquête pendant un an et demi, l'objectif d'« Alianza Paraguay » est d'être lu à travers le monde. Car « le Paraguay est actuellement dans un angle mort médiatique, souligne Mariana Abreu. Le pays est coincé entre de grandes puissances d'Amérique latine auxquels l'actualité internationale s'intéresse. Cet angle mort a aussi permis que cette impunité se développe et que tous ces meurtres de journalistes restent impunis. » Haïti- Gonaïves dans l'enfer du Black-out La ville des Gonaïves, chef-lieu du département de l'Artibonite est privée de courant depuis 5 ans déjà. Pas d'électricité malgré la présence dans la ville d'une centrale électrique, cadeau de l'ancien président vénézuélien Hugo Chavez. Depuis 2020, il n'y a pas de carburant pour faire tourner la centrale. Ronel Paul a joint les habitants qui se débrouillent comme ils peuvent face au silence des autorités. Salvador – la répression contre les ONG La situation des droits de l'homme est de plus en plus critique au Salvador, nouvelle illustration il y a quelques jours, avec l'arrestation d'un avocat connu pour son opposition au président Nayib Bukele. Les interpellations sont de plus en plus nombreuses. Le pouvoir étouffe les voix dissidentes et a même fait voter une loi désignant les ONG comme agents étrangers. On en parle avec Achim Lippold.
RFI reçoit Eloïse Layan de Forbidden Stories et Wethzer Piercin d'Ayibopost qui signent une longue enquête très documentée sur l'assassinat de deux journalistes haïtiens. Néhémie Joseph est mort le 10 octobre 2019, à Mirebalais, alors qu'il travaillait sur la contrebande à la frontière entre Haïti et la République dominicaine. Gary Tess, lui, dénonçait sur les ondes les mauvaises pratiques des hommes politiques haïtiens. Néhémie Joseph était un journaliste engagé, «un battant», raconte Eloïse Layan. Il se savait menacé. Il l'avait d'ailleurs écrit sur les réseaux sociaux une dizaine de jours avant sa mort, se disant la cible d'un complot ourdi, entre autres, par l'ancien sénateur Rony Célestin. «Il a trouvé la mort par des sbires du pouvoir en place», dénonce sa famille. Néhémie Joseph travaillait sur des sujets sensibles, notamment sur la situation de chauffeurs routiers rackettés par les gangs et obligés de transporter des armes. Un trafic dans lequel Rony Célestin était vraisemblablement impliqué. Forbidden Stories a décidé de poursuivre ses investigations. Eloïse Layan s'est rendue en Haïti et a marché dans les pas du journaliste haïtien à la frontière, à Belladère. Elle a recueilli de nombreux témoignages anonymes. Certains mettent en cause les agents de douane qui ne vérifient pas correctement les chargements, raconte la journaliste. Le nom de Rony Célestin revient également régulièrement. «Même les rapports d'experts des Nations disent que c'est un contrebandier qui a des liens avec les groupes criminels», précise Eloïse Layan. «C'est l'homme le plus puissant du département du Plateau central. Mais son influence s'étend jusqu'à Port-au-Prince.» Gary Tess, 39 ans, animait une émission sur une radio des Cayes dans laquelle il épinglait la classe politique haïtienne. Il a été tué le 18 octobre 2022. Le principal suspect est l'ancien procureur Ronald Richemond. Le journaliste l'accusait de voler des terres. Lui nie les accusations. Mais «il est mis en cause par de nombreuses personnes, dont certains de ses anciens collaborateurs», raconte Wethzer Piercin. «Même si Ronald Richemond est inculpé, le dossier traîne. Il y a une véritable omerta car les gens ont peur de parler. On ne sait pas si la justice va pouvoir mener son enquête jusqu'au bout», complète Eloïse Layan. Le travail d'Eloïse Fayan et Wethzer Pierin est à lire sur les sites de Forbidden Stories, du Monde et d'Ayibopost. Donald Trump a-t-il vraiment gagné en faisant voter sa loi budgétaire ? Aux États-Unis, la presse revient sur la loi budgétaire que Donald Trump a réussi à faire voter par le Congrès hier (3 juillet 2025) et se demandent s'il s'agit vraiment d'une victoire. Le Washington Post se fait l'écho des inquiétudes de certains républicains. Le sénateur de Caroline du nord, Thom Tillis, a mis en garde Donald Trump, le week-end dernier. «Vous faites une bêtise», lui a-t-il dit au téléphone, raconte le journal. Selon ce sénateur, les coupes dans Medicaid prévues par la loi Budgétaire, vont coûter cher au parti : elles vont lui faire perdre la majorité à la Chambre des représentants lors des élections de mi-mandat, en 2026. Donald Trump a renié l'une de ses promesses de campagne, écrit le Washington Post, qui était de ne pas toucher au système de santé. Pour Josh Hawley, sénateur du Missouri, cité par le New York Times : «Nous ne pouvons pas être le parti des travailleurs si on supprime aux travailleurs leur sécurité sociale». Un argument que balaie du revers de la main le camp Trump. Pour le président et ses alliés, c'est une bonne chose que cette loi ait été votée bien avant les élections de mi-mandat. Les effets économiques seront visibles avant le scrutin, se réjouissent-ils, raconte Politico. En avril 2025, six mois avant les élections, quand ils rempliront leurs déclarations d'impôts, les Américains verront l'impact de la suppression des taxes sur les pourboires et sur la sécurité sociale. Quant à Medicaid, le camp Trump a prévu la parade : ils comptent «vendre les coupes dans le programme d'assurance maladie pour les Américains à faibles revenus comme une lutte contre le gaspillage, les fraudes et les abus», écrit encore le site d'information en ligne. Les États-Unis et la Colombie au bord de la rupture diplomatique En Colombie, la presse revient sur la détérioration des relations entre Bogota et Washington. Hier, les deux pays ont rappelé leurs ambassadeurs respectifs. Cela fait plusieurs mois que la crise couvait. El Espectador dresse la liste de tous les points de crispation qui ont jalonné cette escalade. Il y a tout d'abord eu le refus de Bogota d'accepter le retour de Colombiens entrés illégalement aux États-Unis, puis la question des droits de douane, les remontrances de Washington qui trouve que Gustavo Petro n'en fait pas assez en matière de lutte contre le trafic de drogue et, en réponse, le refus de la Colombie d'extrader vers les États-Unis des responsables de groupes armés. Et puis, il y a eu «la goutte d'eau qui a fait déborder le vase», termine El Espectador : Gustavo «Petro a accusé de membres du Congrès américain d'avoir participé à la préparation d'un coup d'État afin de le renverser». Cette dispute intervient au pire moment, explique El Espectador. La ministre des Affaires étrangères colombienne a démissionné hier. Or, «le président et son entourage ne savent pas mener à bien des négociations sensibles. Ils sont trop dogmatiques», estime Lawrence Gumbiner, ancien diplomate américain. Et dans 15 jours, se termine la pause sur les tarifs douaniers décrétée par Donald Trump. Dans les colonnes de la Semana, l'ancien ministre de la Défense et ancien ambassadeur à Washington, Juan Carlos Pinzón demande au gouvernement colombien de «faire preuve de bon sens et de faire passer les intérêts nationaux avant ses intérêts partisans, politiques et électoraux». Le journal de la 1ère En Guyane, le principal d'un collège s'est donné la mort.
Les journalistes et experts de RFI répondent également à vos questions sur le soutien d'un général libyen aux FSR et une enquête sur les prisons secrètes de Wagner. Kenya : l'affaire Albert Ojwang indigne l'opinion publique La mort d'Albert Ojwang dans un commissariat de Nairobi a déclenché une vague d'indignation dans le pays. Selon la version initiale de la police, il se serait cogné la tête contre le mur de sa cellule mais l'autopsie pointe des blessures « infligées par une force externe ». Qui était cet homme ? Pourquoi avait-il été arrêté ? Une enquête indépendante permettra-t-elle de poursuivre les policiers impliqués ? Avec Albane Thirouard, correspondante de RFI à Nairobi. Soudan : le général libyen Khalifa Haftar accusé d'appuyer les paramilitaires C'est une victoire qualifiée de décisive par les Forces de soutien rapide (FSR) qui contrôlent désormais le triangle frontalier avec l'Égypte et la Libye. Contrainte de se retirer de cette zone, l'armée régulière accuse le général Khalifa Haftar d'avoir fourni un appui logistique aux paramilitaires. Quel intérêt l'homme fort de l'est libyen a-t-il à soutenir les FSR ? Cette aide peut-elle changer le rapport de force sur le terrain ? Avec Houda Ibrahim, journaliste au service Afrique de RFI. Mali : les prisons secrètes de Wagner Une enquête menée par le consortium Forbidden Stories et plusieurs médias internationaux dont France 24 révèle l'existence d'au moins six prisons secrètes au Mali gérées par le groupe paramilitaire russe Wagner. Comment ces journalistes ont-ils réussi à obtenir ces informations dans un pays où la liberté de la presse est réprimée ? Quel est le profil des personnes détenues et comment sont-elles traitées dans ces camps ? Avec Guillaume Vénétitay, journaliste pour Forbidden Stories. Et en fin d'émission, la chronique « Un œil sur les réseaux » de Jessica Taieb. Au programme, les réactions des internautes sur l'hymne de l'Alliance de États du Sahel.
In episode 50 of Tahrir Podcast, Emmy-winning journalists Laurent Richard and Sandrine Rigaud join us to talk about their book, Pegasus: How a Spy in Your Pocket Threatens the End of Privacy, Dignity, and Democracy (Henry Holt & Co. 2023) — a gripping account of the global investigation that exposed how governments have turned smartphones into tools of surveillance and control.Based on their work leading The Pegasus Project, the book unpacks how military-grade spyware developed by NSO Group was used to target journalists, activists, and political figures across the world. In this episode, we explore the making of the investigation and the writing of the book — from leaked phone numbers and digital forensics to international collaboration, political pressure, and the high personal stakes of telling these stories.Laurent Richard is an Emmy-winning investigative journalist, documentary filmmaker, and founder of Forbidden Stories, a network that continues the work of threatened or murdered reporters. Over two decades, he has exposed global corruption, arms deals, and surveillance. His work has earned the George Polk Award, the European Press Prize, the RSF Press Freedom Prize, and the 2024 Emmy for The Pegasus Project. He was also named European Journalist of the Year at the Prix Europa in 2018.Sandrine Rigaud is an Emmy-winning investigative journalist and former editor-in-chief of Forbidden Stories. She led The Pegasus Project and The Cartel Project, uniting reporters worldwide to pursue silenced stories. Her reporting has been honored with the George Polk Award, the Maria Moors Cabot Prize, the Daphne Caruana Galizia Prize, and a 2024 Emmy for The Pegasus Project. She is currently a Neiman Fellow at Harvard University.Episode on YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MqPAVky4cloSandrine & Laurent's book: https://www.amazon.com/Pegasus-Threatens-Privacy-Dignity-Democracy/dp/1250858690 Streaming everywhere! https://linktr.ee/TahrirPodcastReach out! TahrirPodcast@gmail.comSupport us on Patreon for as low as $2 per month ($20 per year)! https://www.patreon.com/TahrirPodcast
Šokující příběh, který přebíráme od neziskovky Forbidden Stories. Vypráví o ukrajinské novinářce Viktoriji Roščynové, která byla prohlášena za mrtvou loni v říjnu. Rusové ji po mnoho měsíců tajně věznili. Nová investigace popisuje Viktorijinu reportážní cestu do okupované části Ukrajiny, detaily o jejím zajetí a smrti. Čte Matěj Skalický.
Šokující příběh, který přebíráme od neziskovky Forbidden Stories. Vypráví o ukrajinské novinářce Viktoriji Roščynové, která byla prohlášena za mrtvou loni v říjnu. Rusové ji po mnoho měsíců tajně věznili. Nová investigace popisuje Viktorijinu reportážní cestu do okupované části Ukrajiny, detaily o jejím zajetí a smrti. Čte Matěj Skalický.Všechny díly podcastu Vinohradská 12 můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.
Šokující příběh, který přebíráme od neziskovky Forbidden Stories. Vypráví o ukrajinské novinářce Viktoriji Roščynové, která byla prohlášena za mrtvou loni v říjnu. Rusové ji po mnoho měsíců tajně věznili. Nová investigace popisuje Viktorijinu reportážní cestu do okupované části Ukrajiny, detaily o jejím zajetí a smrti. Čte Matěj Skalický.
durée : 00:22:08 - Cultures Monde - par : Mélanie Chalandon, Julie Gacon - Depuis octobre 2023, la bande de Gaza est inaccessible aux médias internationaux. A travers le "Gaza Project", le réseau international de journalistes Forbidden Stories poursuit le travail d'enquête de journalistes palestiniens, dont 170 d'entre eux ont trouvé la mort depuis le début de la guerre. - réalisation : Vivian Lecuivre - invités : Frédéric Métézeau Journaliste français
Since 2014, the regimes installed by Russia and its local collaborators in occupied regions of Ukraine have been arbitrarily detaining civilians on a massive scale. The Ukrainian government puts the number of those currently in detention at over 16,000. Journalists, activists, local politicians: just about anyone the occupation authorities take a dislike to is in danger of being taken prisoner. Some are held for a few days, others for years. FRANCE 24's Gulliver Cragg investigates with a consortium of media under the "Forbidden Stories" umbrella.
Wiktorija Roschtschyna war 25 Jahre alt, als sie von der International Women's Media Foundation mit dem «Courage in Journalism Award» ausgezeichnet wurde. An der Preisverleihung in den Vereinigten Staaten nahm die ukrainische Journalistin nicht teil, weil sie sich ganz auf ihre Berichterstattung über den Krieg konzentrieren wollte.Wiktorija Roschtschyna war einige der wenigen Journalistinnen, die noch aus den russisch besetzten Gebieten in der Ukraine berichteten. Sie recherchierte zu russischen Foltergefängnissen, in denen womöglich auch zahlreiche Zivilisten im Krieg inhaftiert wurden. Sie wollte die Folterkammern dokumentieren, von denen ihr erzählt worden war, mit Überlebenden sprechen und Täter identifizieren. Doch berichten konnte sie darüber am Ende nicht mehr.Letzten Herbst meldete Russland den Tod der Journalistin. Die 27 Jahre alte Ukrainerin geriet in russische Gefangenschaft und starb in einem der brutalen Gefängnisse, über die sie zuvor recherchiert hatte.Das journalistische Kollektiv «Forbidden Stories» – an dem auch Tamedie beteiligt ist – hat die letzte Recherche von Wiktorija Roschtschyn nach ihrem Tod zu Ende geführt – und dabei auch mehr über ihre Todesumstände erfahren. Darüber erzählt Oliver Zihlmann, Co-Leiter des Tamedia Recherchedesks, im täglichen Podcast «Apropos».Mehr zum Thema: Recherche von Forbidden Stories und Tamedia über Wiktorija RoschtschynaMehr von Forbidden Stories: Eine (weitere) Journalistin wurde ermordet, 100 andere führen ihre Recherche weiterWieso die Medienfreiheit immer mehr unter Druck gerät Unser Tagi-Spezialangebot für Podcast-Hörer:innen: tagiabo.chHabt ihr Feedback, Ideen oder Kritik zu «Apropos»? Schreibt uns an podcasts@tamedia.ch
durée : 00:09:28 - Info médias - Après que les tests ADN ont confirmé l'identité de Victoriia Roshchyna, jeudi dernier, le consortium de journalistes Forbidden Stories a publié mardi une grande enquête sur son enlèvement en 2023 et la détention atroce qui l'a conduite à la mort, fin 2024.
Forbidden Stories et le Gaza Project, ce sont douze médias internationaux, dont RFI, qui unissent leurs efforts pour enquêter et poursuivre le travail de journalistes palestiniens tués dans la bande de Gaza. Après un volet consacré à la façon dont les journalistes palestiniens se trouvaient parfois ciblés par l'armée israélienne, nous abordons le volet propagande, mensonge et désinformation. Enquête sur le compte X Gazawood, faux fact-checker et vrai menteur. Des Palestiniens accusés de jouer la comédie et de mettre en scène leurs propres morts ? Le collectif de journalistes Forbidden Stories a mené l'enquête sur le compte X israélien Gazawood, champion de la désinformation sur les réseaux sociaux. Une façon de masquer les atrocités commises à Gaza. Il arrive que l'on trouve sur Gazawood un debunk (démystification) de fausse information comme le dernier deepfake du footballeur Ronaldo, dont l'image manipulée par l'intelligence artificielle lui fait dire des mots qu'il n'a jamais prononcés. Mais dans la plupart des cas, ce ne sont pas des fact-check que publie ce compte pro-israélien, mais au contraire des analyses biaisées, des accusations sans preuve, visant à décrédibiliser tout ce qui témoigne des massacres de civils à Gaza. Seuls 5,75 % des contenus sont de véritables debunks de fake news.La plupart de ces contenus sont relayés par des adeptes de théories complotistes, dont certains influenceurs suivis par des centaines de milliers d'internautes. Partagées également par des responsables officiels israéliens, ces publications parviennent à toucher des dizaines de millions d'individus à travers le monde entier.Qui est derrière cette officine de désinformation ? Jusqu'où peut-elle aller ?Les journalistes israéliens Ghassan Mattar de Fake Reporter, Itamar Benzaquen de Seventh Eye et Shakuf (« Transparence »), ainsi que l'ancien correspondant de France 2 à Jérusalem Charles Enderlin répondent à nos questions, sur ces théories du complot servant à décrédibiliser les civils morts à Gaza.À lire aussi#Pallywood: la mise en doute des victimes de Gaza à coup d'infoxÀ lire aussiGaza Project: l'histoire de Fadi, journaliste grièvement blessé en faisant son métier► La chronique de Grégory Genevrier de la cellule info vérif de RFI : Tensions Mali-Algérie: la désinformation souffle sur les braises
The ongoing conflict in Gaza has emerged as the deadliest war for journalists in modern history. Two Palestinian journalists were killed in Israeli attacks just this week, underscoring the extreme risks faced by reporters in the region. According to the Committee to Protect Journalists, at least 165 journalists have been killed since October 2023 — a staggering number that surpasses the total journalist fatalities during the entire span of World War II.The conflict has escalated to a critical point, with Israel resuming strikes on Gaza after breaking a ceasefire with Hamas. Amid this humanitarian catastrophe, journalists persist in their crucial role, risking their lives to document the unfolding events and bring critical information to the world.In response to attacks on Palestinian journalists, Forbidden Stories launched the Gaza Project — a collaboration bringing together over 40 journalists from 12 organizations, including the Arab Reporters for Investigative Journalism and The Intercept. Their mission: investigate and expose the unprecedented threats facing journalists in Gaza and the West Bank. On this week's episode of The Intercept Briefing, Hoda Osman, the executive editor of Arab Reporters for Investigative Journalism, says the killings have become hauntingly familiar: “A repeated scene seeing a journalist is being killed, and you get the news, and then you see their bodies with a bloodied press vest. And then you see the mourning of their colleagues and their families.”In addition to this extreme risk, Osman says the daily realities confronting Palestinian reporters are difficult to imagine. “I was speaking to a journalist there and she's telling me how hard it is because it's Ramadan and they fast, and at the end of the day at sunset, they're supposed to break fast, but there is no food. And how they're all starting to become extremely weak because of the lack of food. And that was before even the strikes began again,” she says.“Most of them are living in tents,” Osman adds. “A few weeks ago when the weather was really cold, one of the journalists was texting me how they don't know what to do to be warm. They're constantly cold. And then she sent me videos of — it had rained — the whole tent just completely flooding.”But despite all these personal challenges, they keep going. Listen to the full conversation of The Intercept Briefing on Apple Podcasts, Spotify, or wherever you listen. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
https://youtu.be/07-IsfTMujohttps://odysee.com/@NaomiBrockwell:4/Pegasus:d7Journalists, activists, and human rights defenders are being targeted and silenced daily by authoritarian governments that fear losing power. One of the deadliest tools used against them is Pegasus—a powerful cyber-surveillance weapon that puts lives at risk.In this interview, I sit down with Laurent Richard, founder of Forbidden Stories and co-author of Pegasus. His team broke the story on Pegasus spyware and built a global network to safeguard journalists working on dangerous stories. Learn how Pegasus operates, the fight to protect freedom of the press, and how we can combat digital surveillance before it's too late.00:00 CyberSurveillance is a Military Weapon01:19 Forbidden Stories04:28 Global Spyware Threat05:17 How Forbidden Stories Broke The Pegasus Story15:40 The Danger of Intelligence Spyware22:59 Privacy is Essential for Democracy26:09 How to Begin Change29:55 CyberSurveillance Needs Regulation32:39 This is Where We Are34:47 Governments Have a Vested Interest in Spyware39:44 Hope Remains43:04 There is a Lot to Do47:37 The Safe Box Network52:20 ConclusionCyber surveillance is a military weapon wielded against civilians, actually putting human lives in danger. We must protect journalists, activists, dissidents, and all vulnerable individuals from powerful, corrupt organizations as they risk everything to expose the truth. Together, we must signal to the world that we demand a future where technology serves us—free from the fear of surveillance.Special Thanks to Laurent Richardhttps://forbiddenstories.org/Pegasus: How a Spy in Your Pocket Threatens the End of Privacy, Dignity, and Democracy:https://us.macmillan.com/books/9781250858696/pegasusBrought to you by NBTV team members: Lee Rennie, Sam Ettaro, Will Sandoval and Naomi BrockwellTo support NBTV, visit:https://www.nbtv.media/support(tax-deductible in the US)Visit our shop!https://Shop.NBTV.mediaOur eBook "Beginner's Introduction To Privacy:https://amzn.to/3WDSfkuBeware of scammers, I will never give you a phone number or reach out to you with investment advice. I do not give investment advice.Support the show
As China strove for a larger role on the international stage at the turn of the century, the arrival of the internet and a relatively relaxed political environment spurred a boom in self-expression. Many writers tested the boundaries of Chinese literary culture, experimenting with subjects that were quotidian but taboo on the page: corruption, sexual desire and evolving gender roles.In today's China, though, the pursuit of free expression requires writers to operate under the ever-watchful eye of a complex state surveillance system. This can resemble a high-stakes game of Whac-a-Mole in which writers, editors and online publishers try to outmaneuver the Chinese Communist Party's apparatus, using any opportunity and resource at their disposal to chronicle life as they see it.This story was recorded by Audm. To hear more audio stories from publications like The New York Times, download Audm for iPhone or Android.