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Daniela Arbex é uma jornalista renomada por seus trabalhos cobrindo grandes tragédias da história brasileira, como o caso do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, os incêndios da Boate Kiss e do Ninho do Urubu e o rompimento da barragem de Brumadinho. Em entrevista exclusiva para o Oxigênio, Arbex conta sobre seu processo de escrita, dos cuidados que tem ao tratar de temas tão sensíveis e de como podemos desenvolver outros olhares para produções jornalísticas. _____________________________________________________________________ ROTEIRO DANIELA: Eu acho que é sempre um chamamento para mim, tem que ser assim, porque é muito difícil você ficar tanto tempo dedicado a temas tão densos, se aquilo não fizer sentido para você ou você não tiver um comprometimento com aquela história. Então eu acho que para mim, inicialmente, o mais importante é que o que eu vá fazer, tenha relevância social e pública, isso é fundamental, porque existem grandes histórias, mas eu acho que esse caráter, esse viés da da de uma prestação de serviço é importante, e eu acho que os temas eles acabam nascendo para mim. MAYRA: Já imaginou como é escrever sobre temas como um holocausto num hospital psiquíatrico, o deslizamento de uma barragem de minério ou um incêndio que deixou centenas de pessoas mortas? A gente entrevistou a Daniela Arbex, autora de Holocausto Brasileiro, Arrastados e Todo dia a mesma noite, e ela contou um pouco sobre seu processo de escrita, falou do comprometimento necessário pra cobrir tragédias nacionais e das diferenças que sente entre a literatura e o jornalismo cotidiano. DANIELA: Mas eu vivi uma um tempo de ouro do jornalismo nesse sentido, em que a gente acreditava que o que a gente fazia ia mudar as coisas e que realmente a gente conseguia efetivamente mudar. Então eu tenho matérias no jornal das quais eu me orgulho muito. E é claro que o livro ele te dá uma visibilidade maior, um tempo maior que você consiga se aprofundar naquele tema, a ponto daquele livro virar uma referência para uma determinada área do conhecimento. Mas eu também fazia isso no jornalismo. MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. [VINHETA] MAYRA: Vamos do começo… DANIELA: Então, eu sou Daniela Arbex, jornalista, escritora e documentarista. Eu trabalhei 23 anos no jornal diário no interior de Minas Gerais, chamado Tribuna de Minas e atualmente eu trabalho com a literatura. MAYRA: Você provavelmente já ouviu falar na Daniela. Talvez já tenha lido alguma obra dela MAYRA: Se não leu, eu recomendo! MAYRA: A Daniela tem hoje seis livros publicados, o primeiro, Holocausto Brasileiro, foi e ainda é um grande sucesso de vendas no Brasil. Ele conta a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde aconteceram mais de 60 mil mortes entre 1930 e 1980. A maioria dos livros tratam de episódios dolorosos da história brasileira, como o incêndio na Boate Kiss, em 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 pessoas mortas e mais de 600 feridas. Ou o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019, que levou 272 pessoas, além de deixar outras centenas desabrigadas e causar um impacto imensurável no Córrego do Feijão. Já sua obra mais recente conta sobre o incêndio que matou 10 meninos no alojamento do Flamengo, no Rio, também em 2019. E isso não é coincidência. DANIELA: Eu falo que a literatura me ajudou a descobrir um dos papéis mais importantes do jornalismo que é a construção da memória coletiva do Brasil. MAYRA: Essa memória coletiva é um eterno lembrete. Eventos assim precisam ser constantemente lembrados e relembrados para tentarmos evitar que eles se repitam. Mas, como você bem pode imaginar, escrever sobre temas assim não é nenhuma tarefa fácil, envolve muito tempo se debruçando sobre dados, falando com pessoas que foram vítimas ou perderam entes queridos nas tragédias. Sem falar no peso da responsabilidade de retratar essas histórias. DANIELA: Eu falo muito uma frase que virou um pouco de chavão, mas é muito real, que nem sempre a jornalista que escolhe as histórias que ele vai contar. Eu me sinto escolhida pelas histórias, porque são temas que me atravessaram e que se apresentaram para mim. Por isso que eu falo que um livro, ele tem que nascer para você. MAYRA: Pra escrever sobre temas tão densos, a gente precisa encontrar uma conexão com a história. Às vezes, a gente escolhe uma pauta, às vezes, ela se impõe de alguma maneira. De qualquer forma, pra Daniela, é função do jornalista mostrar a relevância daquele assunto. DANIELA: Eu sempre defendi as histórias que eu queria contar, sempre. Seja no jornal, seja na na literatura. Por exemplo, falar de população carcerária, nossa, era quase um assunto tabu no jornal Não, por quê? Porque o nosso leitor é um leitor de classe média que não queria nem saber o que estava acontecendo dentro das cadeias brasileiras, entendeu? Então, assim, ah não não rende, não vende, mas é necessário. MAYRA: A gente não tá querendo dizer aqui que isso é fácil. Ainda mais no dia a dia do jornal, que pode ter um ritmo de trabalho bem corrido. DANIELA: Porque você tem um ritmo industrial ali para cumprir. E o jornal tem que tá na banca no dia seguinte, não tem essa: “Ah, esse tema não mexe tanto comigo quanto, né?” MAYRA: Mas também é importante lembrar que a gente tem brechas. E aprender a usar essas brechas. DANIELA: Então eu fazia, mas eu entendi muito cedo que se eu apresentasse as pautas que eu gostaria de cobrir, eu teria mais chance de estar fazendo coberturas que me interessassem mais e que eu achasse mais relevante. E aí eu comecei então a apresentar temas e apresentar pautas e aí não dá não dá tempo para os meus editores me pautarem. Porque eu já chegava com a pauta, com a ideia pronta e assim, e não não podia ser só uma ideia. Tinha que ser uma ideia com uma produção já feita, que se sustentasse, porque tinha que dali tinha que sair uma manchete do jornal. Então eu fazia o dever de casa. MAYRA: Claro que as realidades de cada jornal é muito diferente, mas a Daniela disse que sempre teve muita sorte na profissão. DANIELA: Eu vou te dizer que eu tive a felicidade e eu sei que isso é muito raro de fazer muito mais coisas que eu gostaria do que de fazer alguma coisa que eu não gostasse ou que que não tivesse é dentro da minha zona de interesse, entendeu? MAYRA: Na conversa que a gente teve, deu pra perceber que ela tem muito orgulho dos anos que passou trabalhando na Tribuna de Minas, com o jornalismo diário. DANIELA: Eu trabalhava em pautas locais que eu acabava pela repercussão que essas matérias tinham, elas acabavam tendo repercussão nacional. A gente conseguiu fazer isso várias vezes, vezes em que nós tivemos matérias que levaram advogados para cadeia e que nós tivemos matéria em que a gente tirou pessoas inocentes da cadeia e que tiveram repercussão nacional. MAYRA: E boa parte disso tem a ver com o olhar que a Daniela sempre teve pras histórias que tava contando. Assim como ela disse lá no começo, pra ela, a realização no trabalho sempre teve muito a ver com esse olhar mais cuidadoso com as histórias e, principalmente, com as pessoas envolvidas. Eu perguntei pra ela se, mesmo no ritmo meio caótico do jornalismo, era possível ter esse cuidado e dedicação com as pautas que ela consegue ter hoje com os livros. DANIELA: Dá para ter outro olhar mesmo no jornalismo diário. Eu falo muito sobre isso assim, que foi um casamento perfeito. Eu fui muito feliz no jornalismo diário, amava fazer o que eu fazia e eu não tinha muito tempo para pensar ou lamentar a falta de condição, a falta de espaço. Eu criava o espaço. Então assim, não foram muitas vezes, mas nós tivemos, por exemplo, matérias, séries que começaram com uma matéria de cinco páginas de jornal, que foi meu primeiro prêmio MS. A série Dossiê Santa Casa, a primeira matéria, nunca vamos esquecer, fevereiro de 2000, a gente ocupou cinco páginas do jornal, 10 horas da manhã, já não tinha mais nenhum jornal na banca, nenhum jornal na banca. É, eles já tinham se esgotado e foi assim um fenômeno. Então assim, claro, eu tive Quanto tempo eu tive para fazer? Eu tive três meses para fazer essa série, essa matéria, que começou com uma matéria e depois virou uma série de 50 matérias, né? É, mas dá para fazer. Dá para você virar também uma referência com esse tipo de trabalho. A gente conseguiu coisas incríveis com essa série. A gente conseguiu fazer um hospital, uma filantrópica que era muito importante para o sistema único de saúde não fechar, porque ela tava em vias de fechamento. MAYRA: E, apesar de hoje ela estar dedicada à literatura, inclusive com livro novo vindo aí, a Daniela disse que o tempo que passou trabalhando com o jornalismo diário foi fundamental pra aprender a contar essas histórias com outros olhares. DANIELA: Então o que você tem que que pensar é como eu vou contar essa história e através de quem eu vou contar essa história. [sobe trilha] DANIELA: Eu acho que o que eu procuro, ao contar essas histórias, é sempre buscar e preservar a humanidade dos sujeitos, sempre. MAYRA: Antes da nossa entrevista, eu assisti uma palestra que a Daniela apresentou pros alunos aqui do Labjor. E o que mais me chamou atenção das falas dela foi justamente a atenção que ela procura dar pras vítimas da história que ela tá contando. Os livros dela tem um pouco esse diferencial, um protagonismo pras pessoas que a gente não vê em qualquer lugar. Lembra que ela disse que as histórias meio que surgem pra ela? Esse surgir não é uma coisa meio mágica, de que de repente vem uma ideia genial. Tem a ver justamente de um olhar atento pras histórias que tão ali meio despercebidas. Ela deu o exemplo do livro Cova 312 e como a pauta apareceu pra ela através de uma matéria falando sobre a abertura de requerimentos de vítimas da ditadura diante do Governo de Minas. DANIELA: Por conta dessa matéria de jornal me interessei em contar as histórias de pessoas que foram torturadas no período e ao mergulhar nessas histórias, eu acabei entrando no coração de Linhares, que é a maior penitenciária, é uma das maiores penitenciárias políticas de Minas e descobrir que esse militante morreu lá dentro, foi o militante que integrou a primeira guerrilha contra a ditadura, que foi a guerrilha do Caparaó, mas o corpo dele tinha desaparecido. MAYRA: Ou a história do Arrastados, em que ela recebeu nas redes sociais um pedido de ajuda, da família de uma menina que estava desparecida depois do rompimento da barragem DANIELA: E eu fiquei muito mexida quando eu vi a foto da Isabela, que era de uma menina muito jovem vestida de noiva. E eu falei: “Nossa, se um dia eu contar essa história, a primeira família que eu vou procurar vai ser a família da Isabela” MAYRA: Esse é o diferencial do modo de contar da Daniela. Ela não começa pelo acontecimento, pelo aspecto mais amplo. Mas pelas pessoas. DANIELA: Então, todo mundo tem uma história para contar, de que maneira aquela pessoa que foi, que passou por uma tragédia, ela foi afetada por aquilo, mas quem é essa pessoa? Ela nasce no momento da tragédia, o nosso grande crime, entre aspas, tá, gente? Só pra gente entender. O nosso grande pecado enquanto jornalistas é reduzir aquela pessoa ao momento da tragédia. E ela é muito mais do que aquele momento. Ela já existia antes, ela tinha uma história, ela tinha sonhos. Então, quando você consegue enxergar esse sujeito e todas as complexidades da vida dele, eu acho que você consegue prestar um serviço de relevância e dar protagonismo para essas pessoas. Para mim eu quero gastar e usar meu tempo dando protagonismo para a vítima, que é tão silenciada, que já vive um apagamento social, que vive uma saga infinita para conseguir uma coisa que a gente ainda não conseguiu no Brasil, que é responsabilizar os autores de crimes. MAYRA: Nesse ponto a gente consegue entender bem a ideia de memória coletiva que a Daniela citou lá no começo. Ao aprofundar nas pautas por uma perspectiva mais humanizadora, a gente consegue criar vínculos mais fortes com essas histórias e isso ajuda a mantê-las vivas. Essa forma de retratar as pessoas também é muito importante quando a gente fala de grupos vulnerabilizados. DANIELA: Ninguém quer falar de adolescente em conflito com a lei, né? Ainda mais uma sociedade que é super menorista, né? Que vem, que tem um ranço do código de menores e tal. E eu me lembro que a gente fez uma matéria, porque eles estavam acautelados irregularmente na cadeia pública junto com adultos. Isso era um crime. Olha, você não queira saber a repercussão dessa matéria, que era uma matéria que ninguém queria fazer, ninguém queria falar, todo mundo passava pano para aquilo, fazia vista grossa e o próprio jornal não se interessou muito, mas quando a gente foi contar a história desses adolescentes e mostrar que antes deles serem autores, eles foram vítimas, a gente conseguiu pela primeira vez fazer com que a população olhasse para esses adolescentes sem ódio, sem desejar que eles morressem. E foi um trabalho incrível. A gente conseguiu criar um centro de acautelamento para adolescentes, né? Que era um espaço próprio para que eles pudessem cumprir é a medida de privação de liberdade. Então, eu acho que o jornalismo é isso. Eu acho que ele tem esse poder, sabe? Tanto na literatura, quanto no jornal, no podcast. Ele Ele tem o poder da palavra. A palavra, ela é muito potente. MAYRA: Só que pra fazer isso, é preciso um trabalho muuito meticuloso e cuidadoso de investigação. Ela falou sobre isso comentando do novo livro que vem por aí. DANIELA: Porque quando você reconstitui uma história de alguém, já tô eu dando spoiler aqui, você precisa, é, ter um nível de pesquisa que é o mesmo nível de pesquisa de uma uma grande denúncia, entendeu? Então, não existe algo que não vai ficar, é, é, que você não consiga colocar de pé ou que não tenha, é, profundidade suficiente para se tornar um grande livro. Isso é bobagem. É a sua pesquisa, a sua investigação, é o teu texto. É isso que vai transformar uma história que pode ser simples numa grande história. [sobe trilha] MAYRA: A gente quis saber como é esse processo de pesquisa e apuração pra Daniela. DANIELA: Eu começo, é, procurando e priorizando quem me responde, quem tá interessado em falar. MAYRA: Parece meio óbvio, né, mas a gente precisa lembrar que estamos falando de temas bem sensíveis e que muitas pessoas estão ainda sofrendo com tragédias que mudaram completamente suas vidas. Nem todo mundo se sente à vontade pra conversar sobre. DANIELA: Você tem inúmeras famílias envolvidas naquilo e aí você começa a procurar pessoas e você vai investir naquelas que te deram retorno, que querem falar e depois você vai investir o seu tempo naquelas que não querem falar, mas cujo testemunho é fundamental e você vai tentar falar com essas pessoas. É quase um novelo que você vai puxando o fio no começo tá totalmente enrolado, ele você não acha a ponta. Depois você acha a ponta e você começa delicadamente a desenrolar esse novelo porque é complexo. E aí você vai vendo o seguinte, o que que eu já tenho de informação e o que que eu não tenho que eu preciso ter, porque eu não posso ter furo nessa minha pesquisa. No caso do Flamengo, do Ninho do Urubu, eu falei com todas as famílias, as 10. Consegui falar com as 10, porque não fazia sentido com o número de vítimas muito menor do que Brumadinho, eu falar com nove famílias com cinco. Não era justo, não era ético. As 10 tinham que falar. E tinha uma especificamente que até o final me deu um trabalho uma canseira, não queria falar e com muita resistência e até que eu cheguei no limite do tempo e falei: “Olha, tipo 8 meses depois, procurando por eles”, falei: “Olha, eu preciso fechar minhas entrevistas e vai ser muito ruim contar a história de nove meninos, porque são 10, mas se vocês não falarem, eu vou contar de nove, infelizmente. MAYRA: E aí, não podemos negar, né, tá uma grande diferença no ritmo de trabalho. Lembra que a Daniela falou de uma grande reportagem pro jornal, que ela teve três meses pra escrever? Isso é um tempo gigante pro jornalismo diário. Já pros livros, ela consegue ter mais tempo pra fazer esse tipo de investigação. DANIELA: Então assim, eu fiz primeiro as famílias, depois eu fui fazer todo o trabalho de de ouvir o Ministério Público, depois eu fui fazer o trabalho de ouvir a Polícia Civil que tinha feito uma investigação inicial, para tentar entender qual era a linha de raciocínio que a Polícia Civil fez, depois a gente foi falar com o judiciário, depois a gente começou uma pesquisa que envolvia a prefeitura de Olha quantas camadas. Então, assim, na verdade, é tanta gente envolvida que você tem que tentar abraçar tudo. Às vezes, você não vai conseguir falar com todo mundo. Então, eu tentei, por exemplo, fazer entrevistas presenciais com a prefeitura eh do Rio, que tinha concedido eh eh tinha dado inúmeras oportunidades para o Flamengo, multou, multou, multou e não tomou uma medida mais eficiente. Chegou a interditar no papel o centro de treinamento, mas não na prática, o centro de treinamento continuou funcionando. Eu tinha que entender porque que eles foram tão omissos, né? A gente não conseguiu. A prefeitura não falou. E eu vou deixar de dizer que a prefeitura foi omissa, eu tinha documentos que mostravam isso. MAYRA: Mesmo com mais tempo, nunca dá pra cobrir tudo nos mínimos detalhes. Seja porque algumas partes envolvidas não querem participar, como a prefeitura do Rio, seja porque ainda há um limite de tempo ou de recursos. DANIELA: por exemplo, em Brumadinho, eu não tive braço para entrevistar a população ribeirinha que foi afetada pela contaminação do Rio Paraopeba, que era uma uma frente importante, mas você também precisa fazer algumas escolhas, porque senão você vai falar de tudo e não vai falar de nada. Você tem que falar de alguma coisa com profundidade. Então qual foi a minha escolha narrativa no caso de Brumadinho? Eu quero falar com qualidade, é, e com competência do resgate que foi feito, do trabalho do IML e aí eu me concentrei naquilo. MAYRA: Pode ter um limite de habilidade também, o jornalismo tem uma série de especializações e mesmo o trabalho de escrita de um livro às vezes precisa ser colaborativo. DANIELA: No, no Arrastados, por exemplo, eu tive que fazer um, um recorte econômico que era sobre as ações da Vale, quantas ações da Vale aumentaram naquele, no ano em que morreram 270, 272 pessoas e eu não tenho qualificação para isso, eu não entendo nada de ação e tal. A gente contratou alguém que sabia fazer isso e que fez com maestria, que é o Marcelo Soares. E tá tudo certo. Então, assim, a gente não tem que dar conta de tudo. A gente tem que ter um recorte possível para contar uma história. MAYRA: Essa fala da Daniela dá uma dimensão da quantidade de dados e informações que ela precisa lidar em cada livro. Ela contou que tem pilhas e pilhas de arquivos com as transcrições das entrevistas e toda a apuração de cada caso. E que ainda guarda tudo isso em casa. DANIELA: Eu acho que uma coisa que eu levei do jornalismo para literatura, que foi fundamental, foi a questão então da disciplina, no processo de escrita, de você ter que se organizar diante de múltiplas informações, assim, de que por onde eu vou começar. Então eu fazia já isso no jornalismo diário, claro, precariamente, porque eu não tinha muito tempo, mas de que que que eu vou abordar nessa matéria, na matéria principal, na minha retranca, é, o desdobramento, daí eu vou fazer o que nesse desdobramento? Então eu passei a fazer isso na literatura, um esqueleto, a partir de toda quando a minha apuração tá pronta, para eu, a partir desse esqueleto, pensar o que que eu quero contar nessa história, como é que eu vou abrir a minha história, nesse o primeiro capítulo eu vou trazer o quê, o segundo, o terceiro. Esse esqueleto é fundamental para você conseguir fazer um livro, porque fazer um livro não é sentar diante do computador e começar a escrever achando que você vai igual eh eh escritor americano em frente à praia, olhando pro mar e que aquilo vai brotar, não brota não. MAYRA: Foi graças a essa organização que ela conseguiu visualizar como ia contar a história de Arrastados, por exemplo. DANIELA: Depois que a minha apuração ficou pronta, eu percebi que eu tinha as 96 horas pós-rompimento quase que em tempo real. Então eu falei: “Eu vou contar a história por aqui”. MAYRA: Há uma certa discussão no mundo do jornalismo se o jornalismo literário é ou não jornalismo. Mas, ouvindo a Daniela, pra mim dá pra perceber que as práticas, os modos de fazer, são basicamente os mesmos. A gente pode mudar a forma de apresentar, tentar reconstruir a história de uma forma que a entrega dela pro público ganhe novos aspectos, mas ainda é um serviço de informar, e de informar bem. DANIELA: O que eu acho que eu não posso perder enquanto jornalista é o meu foco é no compromisso de entregar um conteúdo de qualidade. [sobe trilha] DANIELA: Expectativa zero quando eu lancei. Eu não conhecia o mercado editorial. Aliás, foi assim, é até uma ingenuidade da minha parte, sabe? Quando a gente lançou o Holocausto, porque eu não sabia nada do mercado e não tinha expectativa nenhuma. Eu simplesmente queria que esse livro fosse publicado, porque eu entendia que era um tema muito muito grandioso para ficar restrito a uma série de jornal. MAYRA: Eu quis saber, durante a entrevista, o que mudou na forma de escrever da Daniela quando ela passou do jornalismo diário para os livros. DANIELA: No jornal você precisa no lide, né, que para quem não sabe, a abertura da matéria, responder todas as perguntas numa única frase, né? Como, quando, onde, porquê e tal. É, e aí você tem que entregar tudo ali para que, que aquela pessoa se interesse em continuar lendo. No livro não, você não tem a obrigação de responder nada, muito pelo contrário, você pode começar colocando 1.000 dúvidas no leitor, ele te dá essa oportunidade, você tem tempo para trabalhar esse texto. É diferente, totalmente diferente um texto literário de um texto jornalístico. MAYRA: A Daniela contou que, conforme ela foi se aprofundando na escrita literária, ela começou a se preocupar mais com estratégias que fariam o leitor chegar até o final do livro. DANIELA: Então, você tem que apresentar alguma coisa que vá surpreender o leitor. O Cova 312, é minha preocupação, será que o leitor vai gostar? Era que ele virasse a página e aí isso é muito assustador, muito mesmo, porque você fica querendo repetir aqueles números que foram extraordinários. MAYRA: Especialmente porque o primeiro livro, o Holocausto Brasileiro, foi um grande sucesso de vendas e é até hoje uma das obras mais populares dela. DANIELA: E isso gerou muitas questões. Assim, uma cobrança imensa, tanto minha quanto do público, quanto da própria editora que me publicou pela primeira vez, de que o outro livro repetisse sucesso do Holocausto. Isso não aconteceu. E aí foi uma outra lição, do tipo, nem todo livro vai fazer o mesmo sucesso do Holocausto e tá tudo bem, porque o Holocausto é um ponto fora da curva. O Cova não foi esse sucesso imenso de vendas que foi o o Holocausto, mas ele ganhou o prêmio Jabuti. Ele é uma referência, ele mudou um capítulo da ditadura brasileira. Então, assim, do que que a gente tá falando? A gente tá falando de números de dinheiro, a gente tá falando de uma repercussão social, humana, de uma pesquisa, de uma documentação que virou pesquisa histórica, entendeu? MAYRA: Mais uma vez, a gente pode tocar aqui no ponto da memória. Ainda que um livro não bata um recorde de vendas, ele ainda tem uma função muito importante de abrigar uma informação do tempo. De manter ela ali, disponível e bem detalhada, pra quem precisar dela. DANIELA: Eu fiz um evento numa livraria aqui em Campinas e na plateia tava uma uma resgatista do Samu, uma médica. E ela disse assim: “todo mundo que é resgatista tinha que ler o Arrastados”. Então assim, é isso, é você fazer uma pesquisa que ela vire uma referência para uma área. MAYRA: A gente também precisa entender que cada livro é um livro, e tem muitos fatores que influenciam no sucesso. O momento político e econômico, a cultura da leitura, o tema do livro… DANIELA: Se ele vai acontecer, se ele vai explodir, se ele vai vender muito, se ele não vai, isso não não diz mais respeito a mim. Entendeu? Vai além do trabalho do autor, sabe? MAYRA: E mudar um pouco essa perspectiva também ajuda a ter um outro olhar pro texto, a entender que dá pra testar coisas diferentes com a escrita e aprimorar mesmo essa técnica. DANIELA: O que a literatura me deu foi, é, tempo para amadurecer esse texto, para criar eu não gosto dessa palavra técnica não, mas para encontrar meios e formas de fazer com que aquela história é que o leitor siga virando a página, porque se você entregar tudo no primeiro capítulo, essa pessoa não vai continuar lendo aquele livro, por melhor que seja o livro, então você tem que costurar as histórias. E isso é bem complexo e a literatura me deu tempo para aprender a fazer isso, né? DANIELA: Isso também é muito gostoso, porque escrever é sofrimento, né? Não tem jeito. É muito sofrimento, mas também ao mesmo tempo que é sofrimento é muito prazeroso. Quando você consegue fazer uma narrativa que faça com que a pessoa consiga visualizar o que ela tá lendo, imaginar o que ela tá lendo, cheirar o que ela tá lendo, é isso é realmente é muito poderoso. Então eu acho que a literatura me deu essa chance de aprender a fazer, e tô aprendendo até hoje, né? [sobe trilha] MAYRA: Esse episódio foi produzido por mim, Mayra Trinca, com ajuda do meu amigo Rafael Revadam, que também já fez parte da equipe aqui do Oxigênio. O roteiro e a edição, são meus. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. A trilha sonora é do BlueDotSessions, e os créditos estão no roteiro do episódio. O Oxigênio é apoiado pela Secretária Executiva de Comunicação da Unicamp e coordenado pela Simone Pallone. MAYRA: Obrigada por ouvir e até o próximo episódio! [VINHETA FIM] Músicas: Lo Margin The Gran Dias
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O primeiro episódio da quarta temporada do podcast NARRATIVA reúne os seis pacientes do Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos que participaram no projecto artístico e formativo JÚLIO, no qual a fotografia foi explorada como meio de expressão e observação, abrindo espaço para o diálogo entre experiência pessoal e criação artística.Entre Setembro e Dezembro de 2025, os participantes mergulharam num percurso que articulou prática fotográfica e pesquisa autoral. Cada um criou um trabalho pessoal a partir da relação directa com o espaço do hospital — as suas pessoas, a arquitetura, os gestos do quotidiano, os lugares de silêncio e de encontro. As obras resultantes revelam olhares singulares sobre um mesmo território, expondo tanto a dimensão física como a emocional e simbólica desse contexto.A exposição está patente até 31 de Janeiro e propõe uma leitura plural do Hospital Júlio de Matos, onde a fotografia se afirma como ferramenta de partilha e de aproximação.Guião e moderação de Bárbara MonteiroEdição de som de Bárbara MonteiroJingle de António QuintinoDesign de Alex Paganelli
Para encerrar 2025, selecionamos as melhores reportagens e entrevistas exibidas ao longo do ano. No hospital Gustave Roussy, nos arredores de Paris, as novas técnicas de medicina nuclear já garantem mais precisão no diagnóstico e no tratamento, beneficiando diversos pacientes. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris O centro pretende expandir esses procedimentos para vários tipos de tumores malignos, como os da próstata, da mama e do sistema digestivo, explicou Désirée Deandreis, especialista em medicina nuclear aplicada à oncologia e chefe do setor no instituto. “A ideia é testar novas moléculas para vários tipos de câncer. Por ora, os tratamentos se restringem aos cânceres raros e de próstata. Começamos também a utilizá-los em cânceres de mama e, neste inverno europeu, vamos testá-los nos cânceres digestivos. Queremos também detectar doenças que ainda não contam com opções terapêuticas. A meta é desenvolver pesquisas e encontrar moléculas eficazes.” Sedentarismo: problema de saúde pública O sedentarismo tornou-se um problema de saúde pública, e o mais preocupante é que a prática regular de atividade física não elimina os riscos associados ao hábito de passar várias horas sentado por dia. Esse foi o tema do nosso papo com a endocrinologista e fisiologista francesa Martine Duclos, chefe do setor de medicina do esporte do Hospital Universitário de Clermont-Ferrand, no centro da França. “Quando estamos sentados, os músculos das pernas não se contraem, e o fluxo do sangue diminui. Ele se mantém em certo nível, já que é necessário levar oxigênio aos músculos, mas é reduzido, o que diminui a pressão exercida nas paredes das artérias.” Vírus da Covid-19 afeta o cérebro Um estudo realizado no Instituto Pasteur, em Paris, revelou que o vírus SARS-CoV-2, além de atingir o cérebro, pode permanecer ativo no tronco cerebral por até 80 dias após a infecção. A descoberta, feita pelo pesquisador brasileiro Guilherme Dias de Melo e uma equipe de cientistas do instituto, identificou alterações em mecanismos cerebrais relacionados à dopamina, neurotransmissor envolvido em doenças neurodegenerativas como o mal de Parkinson. A presença do vírus da Covid-19 no cérebro está associada a sinais de depressão, distúrbios de memória e ansiedade, além de mecanismos que podem levar ao desenvolvimento da Covid longa. “Fizemos um estudo de longo prazo, dez semanas após o fim da fase aguda. E vimos que, durante todo esse tempo, os animais apresentavam sintomas, não os respiratórios clássicos da Covid-19, mas relacionados ao sistema nervoso central, como ansiedade e perda de memória. Mesmo após 80 dias, o vírus ainda estava presente”, explica Guilherme. Casos de chikungunya crescem na França A chikungunya é uma doença que vem crescendo rapidamente na França, com a proliferação do mosquito-tigre. Esse aumento já era esperado após meses de epidemia na Ilha da Reunião, no oceano Índico, e com a chegada do verão europeu em junho, que favorece a reprodução do inseto. Mas o rápido avanço da doença preocupa as autoridades francesas. Segundo a infectologista Émilie Mosnier, especialista em saúde pública que atua no hospital universitário de Saint-Pierre, na Ilha da Reunião, as condições climáticas, aliadas à densidade populacional e à quantidade de mosquitos, determinam a intensidade das contaminações. “É um risco cada vez maior e deve ser enfrentado coletivamente. A população precisa ser informada para evitar a reprodução do mosquito em áreas residenciais, reduzindo o risco de epidemias de chikungunya, mas também de dengue e zika.” Café pode ajudar a prevenir demência? A neurocientista portuguesa Luísa Lopes, pesquisadora do Instituto Gulbenkian de Ciência Molecular e da Faculdade de Medicina de Lisboa, faz parte do grupo de especialistas que busca entender como a cafeína atua na saúde dos neurônios – e os resultados são surpreendentes. Ela melhora o desempenho cognitivo e diminui a inflamação. “Houve há pouco tempo estudos de ressonância magnética funcional em humanos, com a cafeína. Eles foram feitos em Portugal, em Braga, e mostram que esse efeito cognitivo é real e a cafeína aumenta a concentração e a atenção. E o efeito de hiperatividade, com o consumo crônico, desaparece. Tanta gente toma que é como se estivéssemos em um grande ensaio clínico em tempo real. Podemos observar os efeitos colaterais, se ao longo da vida há algum problema, e é uma substância segura, não há grandes problemas em relação ao consumo de cafeína. Isso é uma ótima notícia para brasileiros e portugueses também, porque adoramos café!” Como o açúcar afeta a atividade cerebral O neurobiologista francês Xavier Fioramonti estuda como os açúcares podem afetar a atividade cerebral.Ele é diretor de pesquisa do Instituto Nacional para a Agricultura, a Alimentação e o Meio Ambiente (INRAE), na França, e codirige atualmente uma equipe de oito pesquisadores no laboratório Nutrineuro, da Universidade de Bordeaux, no sudoeste da França. Xavier concentra seus estudos na frutose, um açúcar naturalmente presente nas frutas, que contêm fibras e vitaminas e têm efeito benéfico para o organismo. O problema é que a frutose está cada vez mais presente de forma isolada em alimentos ultraprocessados, tanto doces quanto salgados. “A frutose, como já foi demonstrado nos últimos anos, induz transtornos metabólicos, como o diabetes. Quando consumimos esse tipo de açúcar, o fígado não sabe muito bem como utilizá-lo. Nenhuma célula do corpo sabe metabolizá-lo para convertê-lo em energia.” Museu de hospital psiquiátrico francês promove arte como terapia O acervo do Museu de Arte e História do Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, no 14º distrito de Paris, reúne cerca de 1.800 obras de 196 artistas-pacientes de vários países, incluindo o Brasil. As produções vão do século 19 aos dias de hoje. Uma das missões do museu, diz Anne Marie Dubois, responsável científica do estabelecimento, é derrubar o estigma da “loucura” dos pacientes psiquiátricos. “Claro que há pacientes que exprimem situações angustiantes, mas isso não é sistemático. É muito importante que as pessoas venham ao museu com o espírito livre de qualquer tipo de interpretação, sem questionar qual doença os pacientes tinham.” Projeto Prisme O projeto Prisme, uma plataforma de cooperação científica assinada entre a França e o Brasil, fez parte do calendário de eventos do Ano do Brasil na França. “A força da plataforma é reunir pesquisadores, instituições, representantes de programas nacionais de pesquisa, sociedade civil e associações de pacientes, além de organizações internacionais e financiadores”, explicou Marion Fanjat, representante do departamento de estratégias e parcerias da ANRS, a agência francesa de pesquisa sobre Aids e hepatites virais, que também monitora doenças infecciosas emergentes. “Após o lançamento oficial, os parceiros agora trabalham para definir um plano de ação, as prioridades nas pesquisas e ações concretas que serão operacionalizadas. Por enquanto, somos um consórcio de parceiros fundadores e estamos decidindo o que vamos fazer em termos operacionais nos próximos meses.”
O acervo do Museu de Arte e História do Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, no 14° distrito de Paris, reúne cerca de 1.800 obras de 196 artistas-pacientes de vários países, incluindo o Brasil. As produções, que vão do século 19 aos dias de hoje, foram doadas por psiquiatras, instituições, famílias de pacientes e artistas. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Muitas criações foram produzidas nos ateliês de arte coletiva do hospital, explica a psiquiatra francesa Anne Marie-Dubois, responsável científica do museu. Ela iniciou sua carreira no estabelecimento nos anos 1990 e logo se interessou pelas atividades do Centro de Estudo da Expressão — espaço que fazia o elo entre a arte e a terapia no tratamento dos transtornos mentais. A médica francesa passou então a organizar a coleção produzida pelos pacientes e os ateliês de arte do centro psiquiátrico. A constituição do acervo do museu do hospital francês foi um desafio, lembra. “Há obras que datam do fim do século XIX que nós ou médicos de outras épocas encontramos em sótãos e outros locais ‘improváveis', incluindo as próprias casas de alguns psiquiatras”, explica. A partir dos anos 1930, conta, o hospital Sainte-Anne se tornou um ponto de encontro entre psiquiatras, psicanalistas e artistas surrealistas, como André Breton. Muitas das obras, inspiradas na psicanálise, foram realizadas no próprio estabelecimento. Várias das produções expostas hoje no museu são uma herança da Exposição Internacional de Arte Psicopatológica. A mostra, aberta ao público, foi organizada em 1950, com obras de 17 países. No mesmo ano, aconteceu também o primeiro congresso mundial de psiquiatria em Paris. “Os médicos da época, como Jean Delay e Robert Volmat, estavam a par das práticas de expressão artística no exterior. No Brasil e em outros países, já existiam ateliês para os pacientes”, conta a psiquiatra francesa. O especialista francês Robert Volmat, conta, publicou um livro que traz cartas trocadas com psiquiatras do mundo inteiro, incluindo o brasileiro Osório César, um dos precursores no trabalho de arte com pacientes de hospitais psiquiátricos. Ele é uma referência mundial, assim como a célebre psiquiatra Nise da Silveira, pioneira nos tratamentos humanizados, incluindo os de expressão artística. Na década de 1920, Osório César coordenava as produções artísticas dos pacientes do Hospital do Juquery, em Franco da Rocha (SP) que tem um museu nos mesmos moldes do Sainte-Anne, em Paris. “Temos cartas trocadas entre esses dois psiquiatras sobre as produções artísticas de pacientes brasileiros, que foram apresentadas nessa exposição”, conta a psiquiatra francesa. Patrimônio Nacional Depois da mostra nos anos 1950, várias doações foram feitas ao hospital, inclusive por psiquiatras brasileiros, enriquecendo aos poucos o acervo do museu francês. Mas o local só se consolidou como estabelecimento cultural muitos anos depois, quando Anne-Marie Dubois pôde se dedicar exclusivamente à organização do inventário, reserva e documentação, e o local passou a organizar pelo menos duas exposições anuais abertas ao público. Em 2016, finalmente o espaço foi reconhecido como “Museu da França” pelo Estado francês e considerado patrimônio cultural nacional, tornando as obras do acervo inalienáveis, ou seja, não podem ser transferidas, vendidas, doadas ou cedidas. A psiquiatra francesa lembra que uma das missões do museu é derrubar o estigma da “loucura” dos pacientes psiquiátricos. “Quando trabalhamos há muitos anos com arte e terapia, sabemos que há pacientes que produzem obras que não são interessantes e outros cujas produções não têm necessariamente o objetivo de projetar suas interrogações e angústias, mas de reconstituir seu mundo”, diz Anne-Marie Dubois. “Claro que há pacientes que exprimem situações que são angustiantes, mas isso não é sistemático. É muito importante que as pessoas venham ao museu com o espírito livre de qualquer tipo de interpretação, sem questionar qual a doença que os pacientes tinham.” Hoje, além de coordenar o museu, Anne-Marie Dubois também forma profissionais da área, uma atividade que, segundo ela, ainda carece de legislação e reconhecimento oficial na França. Obra emblemática Desde setembro, o museu do hospital exibe “A invenção de uma escrita: o Piso de Jeannot”, uma obra emblemática realizada no início dos anos 1970 por Jean Crampilh-Broucaret, conhecido como Jeannot, que se suicidou pouco tempo depois. O piso de carvalho, com 15 m², era o piso do quarto de Jean Crampilh-Broucaret e estava situado ao lado da sua cama. Gravado com letras maiúsculas feitas de pontos do mesmo diâmetro e formado por dois textos que dialogam entre si, a obra dá margem a diversas interpretações. Ela foi achada por acaso em uma fazenda da família, no interior do Béarn, no sudoeste da França, em 1994. Depois de prestar serviço militar na Argélia, Jeannot voltou à França após o suicídio do pai. Com a morte da mãe em 1971, ele começou a gravar o texto no piso do quarto e se suicidou pouco tempo depois, em 1972, aos 33 anos. “O piso foi gravado na casa do artista para se tornar perene. Ele não escreveu nas paredes nem deixou um testamento. Ele escreveu no piso e transformou o local em uma casa-túmulo. Por isso, o texto de Jean Crampilh-Broucaret pode ser considerado um epitáfio”, diz Anne-Marie Dubois. A exposição está aberta ao público até 18 de janeiro de 2026.
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En este episodio de Machaca Espiritual exploramos la historia del Hospital Psiquiátrico de Guadalupe, un lugar que marcó la atención de la salud mental en Nuevo León y que hoy guarda más recuerdos y leyendas que pacientes.
Desde la Ciudad de México nos llega el testimonio de Arturo Cárdenas, un vigilante que, por muchos años, dudó de todo lo relacionado con lo paranormal… hasta que su trabajo en dos hospitales psiquiátricos lo enfrentó a situaciones que desafían cualquier explicación lógica.Primero, una presencia inquietante que parecía jugar con su percepción en medio de la oscuridad. Después, una fuerza que se hizo presente físicamente.Una experiencia intensa, narrada por quien la vivió en carne propia, que nos recuerda una verdad simple pero aterradora: hay cosas que no se pueden explicar… hasta que te pasan.▬▬▬▬▬▬▬▬Te invitamos a seguirnos en todas nuestras redes sociales. Publicamos más contenido aterrador por allá:► YouTube: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► Facebook: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► TikTok: https://www.tiktok.com/@frecuencia__paranormal► Instagram : https://www.instagram.com/frecuencia.paranormal► Twitter : https://x.com/FrecParanormal▬▬▬▬▬▬▬▬¿Tienes un relato que te gustaría compartir en esta Frecuencia?Envíalo a: frecuencia.paranormal.oficial@gmail.como a nuestro WhatsApp: (+52) 3313328094 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Desde la Ciudad de México nos llega el testimonio de Arturo Cárdenas, un vigilante que, por muchos años, dudó de todo lo relacionado con lo paranormal… hasta que su trabajo en dos hospitales psiquiátricos lo enfrentó a situaciones que desafían cualquier explicación lógica.Primero, una presencia inquietante que parecía jugar con su percepción en medio de la oscuridad. Después, una fuerza que se hizo presente físicamente.Una experiencia intensa, narrada por quien la vivió en carne propia, que nos recuerda una verdad simple pero aterradora: hay cosas que no se pueden explicar… hasta que te pasan.▬▬▬▬▬▬▬▬Te invitamos a seguirnos en todas nuestras redes sociales. Publicamos más contenido aterrador por allá:► YouTube: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► Facebook: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► TikTok: https://www.tiktok.com/@frecuencia__paranormal► Instagram : https://www.instagram.com/frecuencia.paranormal► Twitter : https://x.com/FrecParanormal▬▬▬▬▬▬▬▬¿Tienes un relato que te gustaría compartir en esta Frecuencia?Envíalo a: frecuencia.paranormal.oficial@gmail.como a nuestro WhatsApp: (+52) 3313328094 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
¡El podcast Pediatras en Línea está actualmente compitiendo por el People's Choice Podcast Awards que reconoce a los mejores podcasts en diferentes categorías! Por eso, necesitamos tu ayuda para que Pediatras en Línea sea nominado dentro de la categoría "Best Podcast Hosted in Spanish". A partir del 1 de julio, puedes visitar www.podcastawards.com y nominarnos en la categoría de "Best Podcast Hosted in Spanish". ¡Tu nominación podría hacer la diferencia para recibir este reconocimiento! Por favor nomina al Podcast Pediatras en Línea antes del 31 de julio y de esta manera ayudarás a que continuemos con este maravilloso podcast presentado por Children's Hospital Colorado ¡Gracias por tu apoyo! Efectos del uso de pantallas en la salud mental de niños y adolescentes con la Dra. Fiorella Rusca (S4:E49) Actualmente, el uso de pantallas es masivo y en muchas ocasiones es un recurso que los padres de familia utilizan para entretener y tranquilizar a los niños. ¿Cuándo es demasiado? ¿A qué edad se están empezando a utilizar este tipo de pantallas y cómo afecta en el neurodesarrollo de los niños? Para contestar esta y muchas más preguntas, invitamos a la Dra. Fiorella Rusca quien es experta en el tema y ya ha estado con nosotros en Pediatras en Línea. Escuche a las expertas hablar sobre efectos del uso de pantallas en la salud mental de niños y adolescentes La Dra. Rusca es Médica cirujana por la Universidad de San Martin de Porres (USMP) , con especialidad en Psiquiatría General por la Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) y subespecialidad en Psiquiatría de Niños y Adolescentes por la Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH). Hizo su pasantía en el departamento de Psiquiatría de Niños y Adolescentes del Hospital Psiquiátrico “Pierre Jamet” de la “Fondation Bon Sauveur d'Alby”, en Francia. Cuenta con formación en Educación Inclusiva, entrenamiento básico en MBT C (Terapia Basada en Mentalización para niños) y entrenamiento completo en DBT C (Terapia Dialéctica Conductual para niños). Es autora de artículos científicos, capítulos de libros de texto y cuentos infantiles para sensibilizar en temas de salud mental infantil. Es miembro titular de la Asociación Psiquiátrica Peruana y de la Sociedad Peruana de Psiquiatría Infanto-Juvenil. Instagram: @fiorellarusca Lectura sugerida: “The anxious generation” por Jonathan Haidt En este episodio, nuestras expertas conversan sobre: Cerebro y dopamina Sensación de placer Adicción a las pantallas Recomendaciones para padres y pediatras Refiera un paciente a Children's Colorado. childrenscolorado.org Patient Referrals Toolkit
Barraca XXI es un proyecto de la SGAE a nivel estatal que busca acercar la cultura a entornos marginados o vulnerables. Uno de sus focos se encuentra en Santiago de Compostela, concretamente en el Hospital Psiquiátrico de Conxo. Allí se imparten clases de tres talleres: audiovisuales, música y teatro. En este reportaje nos adentramos en el centro para conocer el proyecto y sus beneficios.Escuchar audio
Noticiero de Martí Noticias presenta un resumen de las noticias más importantes de Cuba y el mundo. Titulares: | El exilio cubano conmemora otro aniversario de la invasión de Bahía de Cochinos como símbolo de la lucha por la libertad | Reportan asedio y detenciones contra colaboradores de la Unión Patriótica de Cuba que asisten labor humanitaria | Denuncia de golpiza a paciente en Hospital Psiquiátrico fuerza a una reacción del oficialismo | La revista Time elige a María Corina Machado entre las figuras más influyentes del año | El jardinero cubano Andy Pagés impulsa 3 carreras con 2 jits en victoria de los Dodgers, entre otras noticias.
Además estuvo en un lugar especialmente de aislamiento casi 20 años. Durante todo este tiempo la consideraron "peligrosa" y "sacaojos" por un solo hecho.
¡Se armó la tertulia enBlanco y Negro Podcast y traemos un episodio que no te puedes perder!
Nesta sexta-feira (17) esteve nos estúdios da rádio Jovem Pan Maringá, o secretario de saúde do Paraná, Beto Preto que comentou um pouco sobre o repasse de R$ 19 milhões ao Hospital Universitário para a retomada de obras na instituição. Segundo ele, o repasse é uma “reparação de uma dívida histórica” já que o hospital é o principal porta de entrada para emergência e urgência de Maringá e região. A bancada do RCC News questionou o secretario sobre o funcionamento do Hospital Metropolitano de Sarandi que está sobre intervenção do estado, os esforços contra a dengue e a novela sobre o Hospital Psiquiátrico Maringá.
Los hospitales psiquiátricos esconden relatos que desafían la lógica. Entre susurros y miradas inquietantes, pacientes narran encuentros con presencias sombrías y voces que los atormentan. En este mundo, las fronteras entre la cordura y el terror se desvanecen. Historias como la de Eugenio, quien en su delirio terminó con la vida de su familia, nos muestran que la esquizofrenia no solo afecta al paciente, sino también a quienes lo rodean. Eugenio, diagnosticado con esquizofrenia paranoide, vivía en un constante tormento mental. Las voces en su cabeza lo llevaron a cometer actos atroces, como el asesinato de su madre y sus hermanos. Internado en un hospital psiquiátrico, su violencia continuó, causando terror entre los demás pacientes y el personal. Este caso refleja el peligro de las enfermedades mentales no tratadas y cómo la falta de comprensión puede agravar el sufrimiento. Consuelo Berrocal, marcada por una infancia de abuso y abandono, cayó en un abismo mental. Diagnosticada erróneamente, su esquizofrenia la llevó a cometer actos inimaginables. Creyó que sus hijos eran descendientes del mal y los eliminó en un episodio de delirio místico. Este caso evidencia el impacto de los trastornos mentales en personas vulnerables y cómo los traumas infantiles pueden desatar tragedias. En el caso de Clelia y sus hermanos, la esquizofrenia tomó raíces profundas. Su vida estuvo marcada por el miedo constante de ser la siguiente víctima de esta enfermedad familiar. Otros casos, como el del paciente 18, resaltan cómo la esquizofrenia puede manifestarse de formas tan diversas como aterradoras. Estos testimonios nos llevan a reflexionar sobre los misterios de la mente humana. Distribuido por Genuina Media
Actualmente, el uso de pantallas es masivo y en muchas ocasiones es un recurso que los padres de familia utilizan para entretener y tranquilizar a los niños. Pero ¿cuándo es demasiado? ¿A qué edad se están empezando a utilizar este tipo de pantallas y cómo afecta en el neurodesarrollo de los niños? Para contestar esta y muchas más preguntas, invitamos a la Dra. Fiorella Rusca quien es experta en el tema y ya ha estado con nosotros en Pediatras en Línea. La Dra. Rusca es Médica cirujana por la Universidad de San Martin de Porres (USMP) , con especialidad en Psiquiatría General por la Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) y subespecialidad en Psiquiatría de Niños y Adolescentes por la Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH). Hizo su pasantía en el departamento de Psiquiatría de Niños y Adolescentes del Hospital Psiquiátrico “Pierre Jamet” de la “Fondation Bon Sauveur d'Alby”, en Francia. Cuenta con formación en Educación Inclusiva, entrenamiento básico en MBT C (Terapia Basada en Mentalización para niños) y entrenamiento completo en DBT C (Terapia Dialéctica Conductual para niños). Es autora de artículos científicos, capítulos de libros de texto y cuentos infantiles para sensibilizar en temas de salud mental infantil. Es miembro titular de la Asociación Psiquiátrica Peruana y de la Sociedad Peruana de Psiquiatría Infanto-Juvenil. Instagram: @fiorellarusca Lectura sugerida: “The anxious generation” por Jonathan Haidt ¿Tienes algún comentario sobre este episodio o sugerencias de temas para un futuro podcast? Escríbenos a pediatrasenlinea@childrenscolorado.org.
A veces las historias de horror más impresionantes nacen de lugares de dolor, de lugares con una gran carga de energía, como un viejo hospital psiquiátrico. Pero a veces ocurren en la seguridad de nuestra propia casa, en nuestro lugar seguro. ¿Te atreves a escuchar? Compra mi libro aquí: https://www.amazon.com.mx/Relatos-noche-Uriel-Reyes/dp/6073836201/ También está en la librería más cerca de ti o en tu preferida para comprar en línea. Síguenos en instagram: https://www.instagram.com/RDLNoficial/ Comparte tu relato en: mirelatodelanoche@gmail.com Contacto comercial: ventas@sonoromedia.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A veces las historias de horror más impresionantes nacen de lugares de dolor, de lugares con una gran carga de energía, como un viejo hospital psiquiátrico. Pero a veces ocurren en la seguridad de nuestra propia casa, en nuestro lugar seguro. ¿Te atreves a escuchar?Compra mi libro aquí: https://www.amazon.com.mx/Relatos-noche-Uriel-Reyes/dp/6073836201/También está en la librería más cerca de ti o en tu preferida para comprar en línea.Síguenos en instagram: https://www.instagram.com/RDLNoficial/Comparte tu relato en: mirelatodelanoche@gmail.comContacto comercial: ventas@sonoromedia.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoicesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No Troféu Cocô dessa semana, Doug Bezerra e André Rocca contam a história do ouvinte que passou um período da vida internado em um hospital psiquiátrico. Arte do episódio por Chris Machado (@uchrismachado) BLACK FRIDAY NA INSIDER!! ATÉ 40% DE DESCONTO COM O CUPOM FRANGOFINOBF Apoie o Frango!! PIX: frangofinopodcast@gmail.com Apoia.se: https://apoia.se/frangofino Orelo: https://orelo.cc/frangofino Patreon: https://patreon.com/frangofino Comentado durante o programa: MANDE SUA HISTÓRIA NO WHATSAPP 11 94547-3377 ou frangofinopodcast@gmail.com INSCREVA-SE NO CANAL DO FRANGO NO YOUTUBE Reddit do Frango Fino Playlist musical do Frango Assine nosso canal no YouTube Não perca mais nossas lives! Siga o Bezerra em twitch.tv/dougbezerra TIKTOK DO FRANGO! Instagram dos Frangos: Doug Bezerra (@dougbezerra), Doug Lira (@liradoug) e Rafa Louzada (@rafaelouzada) Playlist do Frango Fino no Spotify Frango Fino no Deezer Para falar com a gente: E-mail: frangofinopodcast@gmail.com Instagram: @frangofinopodcast Whatsapp: 11 94547-3377
No episódio 289 do PQU Podcast, especialíssimo, conversei com Walter Farias, ex-funcionário que se tornou paciente do extinto Juquery, e com Daniel Navarro Sonim, jornalista e escritor. Eles dois, a quatro mãos, escreveram “O Capa-Branca”, livro que narra a trajetória de Walter Farias, atendente de enfermagem que acabou sendo internado no Hospital psiquiátrico do Juquery, em Franco da Rocha, em 1979. Além do relato em primeira pessoa do Walter Farias sobre um período triste da psiquiatria, que não deve ser esquecido, na conversa surgiu naturalmente meu relato em primeira pessoa dos anos em que fiz minha especialização no Santa Teresa, Hospital Psiquiátrico Estadual em Ribeirão Preto, no fim dos anos 1980. Esse você não pode perder!
1. El periodismo independiente en Puerto Rico, En Blanco y Negro somos medio de referencia lo confirma el estudio que presentó ayer el SME. De hecho, confirma crecimiento de medios independientes como En Blanco y Negro con Sandra, CPI, Bonita Radio, ¡Ey! Boricua, Marea Ecologista, Sin Comillas, NIMB 2. Estudio SME confirma crecimiento de medios digitales en PR. Estudio lleva 19 años midiendo el comportamiento de las audiencias mediáticas; confirma crecimiento exponencial en el uso de la IA y consumo de medios digitales 3. Caos en el Hospital Psiquiátrico Forense de Ponce 4. No hay dinero ni acceso a vivienda, dice estudio. Análisis de la firma Estudios Técnicos confirma que persiste un problema muy serio de asequibilidad de vivienda en la isla por los altos intereses y un aumento en el costo de las casas 5. “Me sentí preocupada y decidí tomar medidas al respecto”: Adriana Díaz reacciona tras el arresto de hombre que presuntamente la amenazó 6. Empleados emplazan a la Junta de Gobierno de AAA que presente evidencia de que los puestos ejecutivos cumplen con la ley orgánica que crea la Autoridad de Acueductos 7. El candidato a Comisionado Residente por el PPD, Pablo José Hernández, exige rendición de cuentas a Manuel Cidre Estas son algunas de las noticias que tenemos hoy En Blanco y Negro con Sandra. AUDIO: Este es un programa independiente y sindicalizado. Esto significa que se transmite simultáneamente por una serie de emisoras de radio y medios en sus respectivas regiones, por sus plataformas digitales, aplicaciones para dispositivos móviles y redes sociales. Estos medios son: Cadena WIAC - WYAC 930 AM Cabo Rojo- Mayagüez Cadena WIAC – WISA 1390 AM Isabela Cadena WIAC – WIAC 740 AM Área norte y zona metropolitana WLRP 1460 AM Radio Raíces La voz del Pepino en San Sebastián X61 – 610 AM en Patillas X61 – 94.3 FM Patillas y todo el sureste WPAB 550 AM - Ponce ECO 93.1 FM – En todo Puerto Rico Mundo Latino PR.com Una vez sale al aire el programa queda como podcast en: Spotify, Anchor, Soundcloud, Apple Podcasts, Google Podcasts y otras plataformas https://anchor.fm/sandrarodriguezcotto TAMBIÉN NOS PUEDES SEGUIR Y ENVIAR MENSAJES EN: REDES SOCIALES: Facebook, X (Twitter), Instagram, Threads, LinkedIn, Tumblr, TikTok, Mastodon, Post, TrueSocial, BlueSky, y YouTube CANALES DE MENSAJERÍA: Telegram, WhatsApp BLOG: En Blanco y Negro con Sandra -- http://enblancoynegromedia.blogspot.com SUSCRIPCIÓN: Substack, plataforma de suscripción de prensa independiente -- https://substack.com/@sandrarodriguezcotto OTROS MEDIOS DIGITALES: ¡Ey! Boricua, Revista Seguros,- Revista Crónicas y otros CORREO ELECTRÓNICO: enblancoynegroconsandra@gmail.com LIBROS: En Blanco y Negro con Sandra (2016) Bitácora de una Transmisión Radial: Transcripciones de una histórica transmisión radial durante el huracán María (2018) The News Media in Puerto Rico: Journalism in Colonial Settings and in Times of Crisis (2020) Para entender los medios de comunicación de Puerto Rico: Periodismo en entornos coloniales y en tiempos de crisis (2023) ]] --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/sandrarodriguezcotto/support
El 26 de agosto de 1990 los hermanos Emilio y Antonio Izquierdo, inducidos por sus hermanas Ángela y Luciana, se dispusieron a tomar venganza sobre el pueblo de Puerto Hurraco (Badajoz) en general, y la familia Cabanillas en particular. Armados de sendas escopetas repetidoras, alimentadas con cartuchos de postas, recorrieron al caer la tarde las calles del pueblo, disparando a cuantos les salían al paso. Finalmente terminaron por disparar a los agentes de la Guardia Civil que acudieron al lugar al ocurrir los hechos. Tras darse a la fuga, les sometieron a un breve cerco siendo capturados. Dieron muerte a nueve personas y dejaron gravemente heridas a siete, algunas con graves secuelas de por vida. Algunos de ellos niños. A los cuatro hermanos se les diagnosticaron diversas patologías mentales. Los autores directos de la matanza, fueron condenados a 684 años de cárcel, murieron en prisión. Las hermanas Izquierdo fueron internadas en el Hospital Psiquiátrico de Badajoz. Todos salieron muertos de los centros penitenciarios o sanitarios en los que fueron recluidos. Contacto: eldiadeautos@gmail.com Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
El 26 de agosto de 1990 los hermanos Emilio y Antonio Izquierdo, inducidos por sus hermanas Ángela y Luciana, se dispusieron a tomar venganza sobre el pueblo de Puerto Hurraco (Badajoz) en general, y la familia Cabanillas en particular. Armados de sendas escopetas repetidoras, alimentadas con cartuchos de postas, recorrieron al caer la tarde las calles del pueblo, disparando a cuantos les salían al paso. Finalmente terminaron por disparar a los agentes de la Guardia Civil que acudieron al lugar al ocurrir los hechos. Tras darse a la fuga, les sometieron a un breve cerco siendo capturados. Dieron muerte a nueve personas y dejaron gravemente heridas a siete, algunas con graves secuelas de por vida. Algunos de ellos niños. A los cuatro hermanos se les diagnosticaron diversas patologías mentales. Los autores directos de la matanza, fueron condenados a 684 años de cárcel, murieron en prisión. Las hermanas Izquierdo fueron internadas en el Hospital Psiquiátrico de Badajoz. Todos salieron muertos de los centros penitenciarios o sanitarios en los que fueron recluidos. Contacto: eldiadeautos@gmail.com Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
June y Jennifer Gibbons tenían problemas para hablar. Cansadas de que a los demás les costara entenderlas, dejaron de hablar con la gente y esto hizo que sus vidas dieran un vuelco.
En este episodio, nuestra invitada Raiza Revelles compartirá sus experiencias tras su investigación paranormal en el Hospital Psiquiátrico Pennhurst Asylum
1/ Ramón Laso Moreno es un asesino en serie español condenado en 1993 por los asesinatos de su primera mujer y su hijo de seis años, y en 2014 por los asesinatos de su segunda esposa y su cuñado. ¿Pero quién es este asesino y que le motivo a cometer estos crímenes? Hoy, junto a Juan Rada profundizaremos en este capítulo. 2/ Fue uno de esos sucesos espeluznantes, escabrosos y repugnantes. Sobre los que produce auténtica estupefacción escribir y es imposible no sentir un mínimo de empatía y compasión hacia la víctima y muy especialmente hacia sus familiares. El trágico episodio que ha pasado a la historia de la crónica negra española sucedió en la tarde de un viernes, 4 de marzo de 1988 cuando un perturbado mental, que acumulaba un largo historial de ingresos en el Hospital Psiquiátrico de Mérida -en el que había estado ingresado hasta noviembre de 1986-, ponía fin a la vida de un niño de tan solo once años, Raúl Silva, hijo de Florencio Silva. Hoy, junto a Fermín Mayorga abordaremos este capítulo de la crónica negra. Pero también hablaremos de la tía Cabalganta. ¿Pero quién era? A las afueras de Táliga, en Badajoz, existen aún hoy las ruinas de lo que fue un molino al lado de un pequeño arroyo que se conoce como el molino de la tía cabalganta. Según cuenta la leyenda, esta mujer era un joven muy atractiva del pueblo de Táliga que en unas fiestas patronales conoció a un forastero que le prometió matrimonio. Tras entregarse a él, el forastero desapareció del lugar dejándola marcada de por vida. Así empieza la historia de la “Tía Cabalganta” la asesina en serie de Taliga. 3/ Yolanda Martínez nos trae las predicciones para el mes de noviembre. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/277207
1/ Ramón Laso Moreno es un asesino en serie español condenado en 1993 por los asesinatos de su primera mujer y su hijo de seis años, y en 2014 por los asesinatos de su segunda esposa y su cuñado. ¿Pero quién es este asesino y que le motivo a cometer estos crímenes? Hoy, junto a Juan Rada profundizaremos en este capítulo. 2/ Fue uno de esos sucesos espeluznantes, escabrosos y repugnantes. Sobre los que produce auténtica estupefacción escribir y es imposible no sentir un mínimo de empatía y compasión hacia la víctima y muy especialmente hacia sus familiares. El trágico episodio que ha pasado a la historia de la crónica negra española sucedió en la tarde de un viernes, 4 de marzo de 1988 cuando un perturbado mental, que acumulaba un largo historial de ingresos en el Hospital Psiquiátrico de Mérida -en el que había estado ingresado hasta noviembre de 1986-, ponía fin a la vida de un niño de tan solo once años, Raúl Silva, hijo de Florencio Silva. Hoy, junto a Fermín Mayorga abordaremos este capítulo de la crónica negra. Pero también hablaremos de la tía Cabalganta. ¿Pero quién era? A las afueras de Táliga, en Badajoz, existen aún hoy las ruinas de lo que fue un molino al lado de un pequeño arroyo que se conoce como el molino de la tía cabalganta. Según cuenta la leyenda, esta mujer era un joven muy atractiva del pueblo de Táliga que en unas fiestas patronales conoció a un forastero que le prometió matrimonio. Tras entregarse a él, el forastero desapareció del lugar dejándola marcada de por vida. Así empieza la historia de la “Tía Cabalganta” la asesina en serie de Taliga. 3/ Yolanda Martínez nos trae las predicciones para el mes de noviembre.
Episodio 15 de la Huella Ovni, Hablamos del Universo, porque para entender si estamos solos hay que entender que es el Universo. Indagamos en la historia de Solaris, el supuesto extraterrestre que vivió en el hospital psiquiátrico Borda de la Ciudad de Buenos Aires. Analizamos los videos de Yalcim Yalman, ¿pueden ser reales? ¿Son de los que hablaba Luis Elizondo? y una experiencia en primera persona en la noche buena de 2018.
¡Bienvenido a tu próximo Podcast Favorito! En este episodio platicamos de nuestro primer día de escuela, como nos presentábamos a nuestros compañeros. Desde que Esen sabía hablar japonés hasta el trapeador humano IslasVlogs.
¿Tienes unos minutos? Te contamos la actualidad de Cuba y del resto del mundo en 'Cuba a diario', el podcast noticioso de Diario De Cuba. CINCO NOTICIAS DEL DÍA: —López Obrador lanza también un salvavidas migratorio a Díaz-Canel https://diariodecuba.com/cuba/1676569712_45272.html —La Policía cubana detuvo a 126 personas por robo con violencia y estafas por internet durante 2022 —Los apagones en Cuba tendrán un promedio de tres horas hasta mayo... y después qué https://diariodecuba.com/cuba/1676616787_45279.html —Mueren al menos 13 pacientes en el Hospital Psiquiátrico de Holguín —“Es una estafa si le piden dinero”, reitera EE. UU. a solicitantes del parole humanitario ESCÚCHANOS de lunes a viernes, a las 6:30 AM, hora de #Cuba | 12:30 PM, hora de #Madrid. SUSCRÍBETE a nuestro canal de SoundCloud: @ddc-radio-cuba-a-diario SÍGUENOS: • FB: www.facebook.com/DIARIODECUBA • TW: twitter.com/diariodecuba • IG: www.instagram.com/diariodecuba/ • Telegram: t.me/titularesDDC Sigue leyendo hoy la Cuba de mañana: • https://diariodecuba.com/
Após não conseguir mais falar, jovem britânica passou a ser tatada com antidepressivos e foi internada em hospital psiquiátrico; mas o diagnóstico estava errado.
“El poder hacer cambios importantes para las familias y los niños y con eso saber que van a tener un futuro más alentador, para mí lo es todo”. Dra. Fiorella Rusca Cuando hablamos de experiencias adversas en la infancia necesitamos identificar qué se considera precisamente un evento como este, cuál es su impacto en la salud física y mental y qué es lo que necesitan los niños y adolescentes de los pediatras para salir adelante. De esto se trata el episodio de hoy y tenemos como invitada a la Dra. Fiorella Rusca. La Dra. Rusca es Médica Cirujana, con especialidad en Psiquiatría General por la Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) y subespecialidad en Psiquiatría de Niños y Adolescentes por la Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH). Realizó su pasantía en el departamento de Psiquiatría de Niños y Adolescentes del Hospital Psiquiátrico “Pierre Jamet” de la “Fondation Bon Sauveur d'Alby”, Francia. Cuenta con formación en Educación Inclusiva, entrenamiento básico en MBT C (Terapia Basada en Mentalización para niños) y entrenamiento completo en DBT C (Terapia Dialéctica Conductual para niños). Es autora de artículos científicos, capítulos de libros de texto y cuentos infantiles para sensibilizar en temas de salud mental infantil. Es vocal y miembro fundador del Capítulo de Psiquiatría de Niños y Adolescentes de la Asociación Psiquiátrica Peruana. fiorellarusca@gmail.com Instagram: @fiorellarusca Lectura adicional: Adverse Child Events (ACES) and their Negative, Long-Term Impacts on Mental, Behavioral, and Physical Health Kim Hoffman, Ph.Ddverse Child ACESBehavioral, and Physical Health Kim Hoffman, Ph.D https://revistas.uarm.edu.pe/index.php/silex/article/view/196/163Lon g-Term Impacts on Mental, Behavioral, and Physical Heal ¿Tienes algún comentario sobre este episodio o sugerencias de temas para un futuro podcast? Escríbenos a pediatrasenlinea@childrenscolorado.org.
Praise the Sun! Magickando é o seu podcast sobre magia e capirotagem. Entenda finalmente sobre as artes ocultas de maneira clara, objetiva e descompromissada. Pelos olhos de Andrei Fernandes, Marcos Keller, Livia Andrade, Vinicius Ferreira e Carol Alves. Último programa do ano! Fizemos um magickoffee pra falar sobre os últimos episódios de 2022 enquanto lemos o feedback dos ouvintes. Nos siga nos Twitter e curta nossa página no Facebook. Comentado nos recados: Orelo para apoiar o Magickando Penumbra Livros Cupom Frete Grátis até o Fim do Ano: VELHOBATUTA Comentado no episódio: Texto que o Keller indicou sobre Hospital Psiquiátrico
HA SIDO POSIBLE CREAR EL PROGRAMA “EN LA SOMBRA” GRACIAS A TU AYUDA COMO GUARDIÁN MECENAS. ***** HAZTE MECENAS EN HTTP://WWW.PATREON.COM/LAREUNIONSECRETA Esta noche vive en directo la segunda temporada de #EnlaSombra a las 22:00 hora española. El programa que presenta Jorge Gómez (exagente del CNI. Analista de inteligencia) y dirigido por Joan Miquel MJ. No se lo digas a nadie… ¡PÁSALO! 🔁💪🤫 Conexiones en directo con: - Dr. Jesús Herranz (Doctor en Psicología. Psicólogo clínico. He participado en el diseño de proyectos para prevenir las diferentes formas violencia contra las personas (Acoso escolar, Violencia de pareja, Violencia sexual, Abusos sexuales a menores...). Desde 2007 ha colaborado en actividades de formación en prevención de la violencia y el acoso en la escuela y de la violencia de pareja en población adolescente y juvenil para la Diputación Provincial de Alicante. Cuenta con más de 35 años de ejercicio profesional como psicólogo clínico, forense y penitenciario en el Hospital Psiquiátrico Penitenciario de Alicante (España), centro dependiente de la Administración General del Estado (AGE), en el que he atendido a personas con trastornos mentales graves que han cometido delitos (violentos o extremadamente violentos) y que han sido consideradas penalmente inimputables por los tribunales y a las que se les ha aplicado una medida de seguridad de internamiento en centro hospitalario de régimen cerrado) - Luis Rendueles (Ha trabajado para el diario El Sol, TVE y Antena 3. Fue reportero y subdirector de la revista ‘Interviú’. Forma parte de ‘El periódico de Catalunya’) - Manu Marlasca (Periodista. Trabaja en los informativos de La Sexta. Colabora en el programa ‘Más vale tarde’ de dicha cadena. Ha colaborado con ‘Interviú’, ‘Espejo Público’ y Onda Cero, entre otros) Con el equipo habitual de “EN LA SOMBRA”: Joan Miquel MJ, Jorge Gómez, Carlos Martínez, Inna Kovalska, Lourdes Martínez, Olga Ralló y Rafael Alarcón. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ SÍGUENOS EN REDES Twitter: https://twitter.com/lrsecreta Instagram: https://www.instagram.com/lareunionse... Facebook: https://www.facebook.com/LRsecreta REDES SOCIALES DEL EQUIPO | DIRECTOR | - Joan Miquel MJ - https://www.instagram.com/official_joan_miquel_mj/ | JORGE GÓMEZ | - https://twitter.com/Yuri_HSI | PRODUCTORA | - Lourdes Martínez - https://twitter.com/chicadelaradio | AYUDANTE DE DIRECCIÓN | - Olga Ralló - https://twitter.com/olgarallo | ANALISTA DE DATOS | - Carlos Martínez - https://twitter.com/Carlitos_martnz | EXPERTA EN GESTIÓN. APOYO OPERATIVO | - Inna Kovalska - https://twitter.com/KovalskaInna | AYUDANTE DE PRODUCCIÓN | - Rafael Alarcón - https://www.instagram.com/rafaelalarcon_/ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
En el programa Chayo Contigo la Dra. Rosario Busquets platicó de:- Tengo 48 años, soy madre de dos hijos, uno de 16 y una de 13, estoy casada desde hace 18 años y medio y aunque siento que tengo más años de casada, y lo digo porque desde que me casé mi esposo ya estaba jubilado, se jubiló muy joven, todo el día está en casa, solo sale a hacer los pagos o a hacer compras de la despensa, lleva y traer a los hijos de la escuela pero aquí en casa no hace nada. Desde hace dos año le dije a mi esposo que ya no puedo más con tanto quehacer ya que me gusta tener la casa limpia, la comida a tiempo, mis plantas bonitas y estoy al pendiente de mis hijos, quienes son responsables. Me siento extremadamente desgastada, desde hace dos años le vengo diciendo a mi esposo que tengamos una persona aquí en casa que trabaje de planta. Mi esposo tiene un buen salario, yo me siento presionada por tantas tareas en domésticas, ya me cansan demasiado pues ya no las puedo hacer, tengo ostopenia, asma bronquial, migraña, aura, dolor de espalda, ya no aguanto estar de pie muchas horas, y lo que a mi esposo menos le importa es la limpieza de la casa, titubea mucho cuando le digo que necesito ayuda y no tiene para cuando confirmar si puedo buscar una persona que me ayude. Cabe mencionar que yo soy una mujer que siempre está haciendo algo, sé que aunque alguien estuviera aquí yo estaría haciendo labores en mi casa, desde muy pequeña empecé a limpiar y quizás por eso estoy tan cansada. Siento que exploto con todo el trabajo que implica ser ama de casa, desde mi punto de vista esto es muy estresante. En casa no nos hemos enfermado de covid, pero me siento muy fastidiada, tengo que estar atrás de todos para que hagan las cosas y no sé qué hacer.- Mi hermana adoptó a un niño cuando éste tenía 4 meses, ahora él tiene 13 años, está diagnosticado con trastorno por déficit de atención con hiperactividad e inmadurez neurológica, además conducta desafiante, impulsividad sin control de emociones, poca tolerancia a la frustración, conducta negativista y agresivo. Ella lo ha llevado desde los 5 años con psicólogos pero a la edad de 9-10 años es que le lograron dar el diagnóstico, pero siempre quien lo consulta le dicen que no tiene nada qué hacer, incluso ya lo llevó al Hospital Psiquiátrico Juan N. Navarro, los doctores le han dicho a mi hermana que él no quiere ayudarse y que no hay mucho por hacer. Mi hermana ya le tiene miedo porque la agresión hacia ella va en aumento. El último psiquiatra le dijo que mejor ya no se haga cargo de él. Lo metió a una escuela militar pero el ya no quiere estar y cada vez que sale agrede de forma física y verbal a mi hermana. Ella y nosotros como familia ya no sabemos qué hacer, si en verdad es bueno que ella ya no se haga responsable de él. En octubre ya cumple los 14 años, a su papá no le agrede aunque la relación de ellos siempre es de regaño para el hijo. Ojalá nos puedas orientar, mi hermana lo ama demasiado, incluso en la familia le hemos dicho que se vuelca en él y termina dándole lo que siempre quiere. No sabemos qué hacer.- Tengo 21 años de edad, actualmente me encuentro embarazada de mi segundo bebé, tengo ya cinco meses de embarazo y lamentablemente me da mi crisis existencial y eso afecta mi embarazo ya que me pongo mal sentimentalmente. Cuando tenía 13 años en la mera pubertad, mi padrastro, a quien yo consideraba mi papá ya que desde pequeñas ha estado con nosotras intentó abusar de mi. Mi mamá se iba a trabajar a las 6 de la mañana y él se pasaba a mi cama a acostarse conmigo y a toquetearme. Le dije a mi mamá ya que para mi eso me incomodaba en su momento, y mi mamá solo me preguntó si era verdad lo que había dicho enfrente de ambos para hablar y dejar las cosas en claro pero él lo negó todo. Pasó un tiempo y en mi secundaria se estaba organizando una excursión a la que mi mamá no me dejó ir, pero mi papá dijo que hablaría con mi mamá para que yo fuera siempre y cuando el siguiera pasándose a mi cama y yo no dijera nada. Me harté de que estuviera conmigo haciendo eso todas las mañanas, hasta que agarraba y me levantaba para cambiarme de cama. Cabe mencionar que nunca tuve cuarto propio, el cuarto para dormir era la cama de mis papás y mi cama en el mismo cuarto, hasta que terminó lo que hoy lamentablemente es mi trauma. A los 16 años yo ya había tenido relaciones con mi novio, quien actualmente es mi esposo, el cual hubo embarazo y yo no tuve problema en saber que tendría un bebé ya que siempre quise uno. Mis papás me relacionaban con personajes ficticios feos, lo cual pensé que nunca iba a tener hijos y mucho menos esposo porque me consideraba fea. Mi mamá fue quien sospechó de mi embarazo, me dijo que me hiciera las pruebas y salieron positivas, ella me dijo que abortara pero yo no quise y ahora mi hija tiene 4 años de edad. Actualmente vivo con mi mamá, mi esposo y mi hija en la casa donde ocurrieron los hechos del trato de abuso sexual por parte de la pareja de mi mamá del cual hablo como si fuera mi papá. En junio del año pasado mi mamá y él tuvieron una discusión ya que mi mamá era y sigue siendo infiel a esa persona, lo cual yo tenía miedo por el enojo de ese hombre intentara pegarle a mi papá, estaba al pendiente de ella, mi mamá retomó el tema de lo que pasó en secundaria conmigo y todo él lo seguía negando hasta que finalmente lo confesó y dijo que si, pero que eso ya pasó y que fue un error, que lo que ahora importaba es lo que estaba pasando entre los dos, dijo eso para librarse del tema y mi esposo también al escuchar eso se enojó muchísimo, terminó metiéndose para defenderme del trato de abuso que intentó hacer conmigo. Total, se fue esa persona de la casa de mi mamá. Mi mamá sigue saliendo con el y con la otra persona por la que tuvieron la discusión. El problema es que ésta persona tiene llave de la casa y se viene a quedar los fines de semana con mi mamá. Yo tengo mucho miedo de que le pase algo a mi niña, ella tiene su cuarto propio a un lado del nuestro, pero mi inseguridad está al 1000 de que este señor, mi padrastro, pueda meterse al cuarto de mi niña, lo cual mi esposo luego me ve llorar en la madrugada por lo que pasó, ya que a pesar de que no hubo coito con él, sufrí un abuso sexual ya que metía sus manos en mi espalda para tocarme y ponía su cara en mis pechos y eso es lo que me duele, y embarazada lamentablemente el no poder superar esta situación tanto a mi bebé y como a mi nos afecta muchísimo. No tenemos a dónde ir, nos es imposible mudarnos a otro lugar. Mi esposo es el padre de mis dos hijos. Dame por favor algún consejo para saber si mi trauma tiene alguna solución.- Síndrome del nido vacío. ¿Qué pasa con las parejas cuando los hijos se van de casa?
Seguimos comentando la gira del presidente Boric, quien mencionó en EE.UU. que el proyecto de desarrollo más inclusivo en Chile es un cambio para mejor. También, la Corte de Apelaciones rechazó la solicitud de desafuero contra el gobernador Rodrigo Mundaca y el Dr. Ignacio de la Torre se refirió a la acusación de tortura hacia el Hospital Psiquiátrico de El Salvador en Valparaíso, mencionando que fue "injusta y equivocada". Además, estuvimos con Raffa di Girolamo para una nueva Terapia Grupal, en la que aprendimos los conceptos “Eros” y “Thanatos”.
En una nueva edición del Rat Pack de Mesa Central, Iván Valenzuela conversó con las editoras Andrea Vial y Paula Comandari sobre las denuncias del Minsal en contra del Hospital Psiquiátrico de Valparaíso y el dilema de los habitantes de Quintero-Puchuncaví por la alerta sanitaria debido a las industrias del sector.
En una nueva edición del Rat Pack de Mesa Central, Iván Valenzuela conversó con las editoras Andrea Vial y Paula Comandari sobre las denuncias del Minsal en contra del Hospital Psiquiátrico de Valparaíso y el dilema de los habitantes de Quintero-Puchuncaví por la alerta sanitaria debido a las industrias del sector.
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Luis Herrero entrevista a la doctora Dolores Braquehais, psiquiatra y jefe de servicio de la Clínica Galatea.
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