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Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana
Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o êxodo quando Musk assumiu o X. DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos. DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos. DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra. ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música] ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento. DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje. Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa. RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível. ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus. Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais. MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo. DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso. MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano. MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação. MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica. ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais. [VINHETA OXIGÊNIO] Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot Rede Organica.Social: https://organica.social/explore Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). Redes libres y federadas: Construyendo el fediverso – Por una Internet Ciudadana. https://al.internetsocialforum.net/2023/10/05/redes-libres-y-federadas-construyendo-el-fediverso/ BLOOMBERG. Bloqueio do X no Brasil custa milhões de usuários a Musk, mas afeta pouco a receita dos negócios. O Globo, Rio de Janeiro, 5 set. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/09/05/bloqueio-do-x-no-brasil-custa-milhoes-de-usuarios-a-musk-mas-afeta-pouco-a-receita-dos-negocios.ghtml. CORREIO DA MANHÃ. Milhares de utilizadores abandonam a rede social X no dia da tomada de posse de Trump. Correio da Manhã, Lisboa, 20 jan. 2025. Disponível em: https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/milhares-de-utilizadores-abandonam-a-rede-social-x-no-dia-da-tomada-de-posse-de-trump. DEUTSCHE WELLE. German institutions depart X, a day after Musk’s Weidel talk. Deutsche Welle, Bonn, 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/en/german-institutions-depart-x-a-day-after-musks-weidel-talk/a-71266331. DEUTCH, J., ALBORNOZ, D., & JOHNSON, O. (2024). Resumen ejecutivo: Explorando una transición hacia plataformas de redes sociales alternativas para organizaciones de justicia social en el mundo mayoritario. The Engine Room. https://www.theengineroom.org/wp-content/uploads/2024/12/Resumen_Ejecutivo_Explorando-una-transicion_29-11-24.pdf JACOBS, E. (2024, novembro 22). Profissionais começam nos EUA abandono em massa de rede social X, de Elon Musk. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/11/profissionais-comecam-abandono-em-massa-de-rede-social-x-de-elon-musk.shtml LEÓN, Lucas Pordeus. Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil. Agência Brasil, Brasília, 10 jul. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/big-techs-dos-eua-influenciaram-sancao-de-trump-contra-o-brasil LIBERIA.SITE. Mastodon Statistics. libera.site, [S.l.], 6 mar. 2026. Disponível em: https://libera.site/channel/mastodon MORAES, Gabriel Boscardim de; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. et al. Manifesto pela Soberania Digital nas Universidades Públicas Brasileiras. Soberania.Digital, [S.l.], 19 ago. 2024. Disponível em: https://soberania.digital/manifesto-pela-soberania-digital-nas-universidades-publicas-brasileiras-2/ PORTAL TELA. Associações ambientalistas abandonam X em protesto contra ‘perigo para a democracia’. Portal Tela, [S.l.], 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2025/01/17/associacoes-ambientalistas-abandonam-x-em-protesto-contra-perigo-para-a-democracia/ SCOFIELD, Laura; VIANA, Natalia. Como as Big Techs mataram o PL das Fake News. Agência Pública, São Paulo, 9 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/como-as-big-techs-mataram-o-pl-das-fake-news/
Na segunda edição deste boletim você confere:- Lula cria Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços e plataforma da Reforma Tributária;- Groelândia anuncia reforço militar na ilha após ameaças de Trump;- Irã diz que vai bombardear bases militares dos Estados Unidos caso seja atacado. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação das monitoras Beatriz Martins e Maria Eduarda Palermo, do curso de Jornalismo.Escute agora!
A governança da internet, da maneira como é feita hoje, envolve diversos setores e promove um modelo focado na distribuição e acesso por todo o país. Mas mudanças e propostas recentes podem mudar esse cenário, concentrando a gestão da internet em poucas grandes empresas. Neste episódio, apresentado por Damny Laya e Thais Lassali, produzido também por Mayra Trinca, te contamos o que está por trás da queda da Norma 4 da Anatel, que separa o que é telecomunicações do serviço de internet no Brasil. Para isso, falamos com representantes de associações de provedores de internet, membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil e da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel.
Senado aprova projeto de lei complementar que institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços. Senadores divergem sobre veto do presidente Lula à Lei da Ficha Limpa.
Está no ar mais um episódio do Viração. Neste programa, falamos sobre as ruas como palco de cultura e lazer. Abordamos o lazer como um direito humano, o papel das ruas como espaço de convivência, cultura e expressão artística nas cidades, o Projeto Ruas de Lazer, entre outros assuntos. Os entrevistados são os professores na Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Pelotas e membros do Comitê Gestor do Projeto Ruas de Lazer Pelotas, Italo Fontoura Guimarães e Inácio Crochemore.O programa Viração é uma produção da Assessoria de Imprensa da ADUFPel e vai ao ar às segundas-feiras, às 13h, na RádioCom 104.5 FM, e aqui em formato podcast. Não deixe de assinar nosso feed para receber sempre os novos episódios.Siga nossas redes sociaisADUFPel: instagram / twitter / facebook
Mesmo sem os representantes dos municípios, foi eleito o presidente o Conselho do Comitê Gestor do IBS e agora poderá haver a sua instalação e liberação dos valores pela União, nos termos do art. 484 da LC. 214/25.
Nesta sexta-feira (13), o BdF Entrevista repercute o julgamento no STF para responsabilizar as plataformas digitais pelos conteúdos postados pelos usuários. Nesta semana, o Supremo atingiu maioria pela responsabilização. Para falar sobre o tema, convidamos Renata Mielli, Coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil e Assessora Especial da Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Debate da super manhã: Estamos em contagem regressiva para o São João 2025 e as cidades do interior e da Região Metropolitana já estão no clima dos festejos juninos, com a musicalidade ao som da sanfona, do triângulo e da zabumba. No debate desta terça-feira (10), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a programação, as atrações e os investimentos da festividade que toma conta de Pernambuco. Participam do Debate o presidente do Comitê Gestor do São João de Caruaru 2025, Anderson Luiz, o secretário de comunicação de Petrolina, Junior Vilela, o presidente da Fundação De Cultura Cidade do Recife, Marcelo Canuto, e o secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer do Cabo de Santo Agostinho, Edelry Barros.
O Comitê Gestor da Internet no Brasil está completando 30 anos neste mês de maio, e o Camada 8 não poderia deixar esse marco tão importante passar batido. Para celebrar a data, convidamos Ivan Moura Campos, professor emérito da UFMG e primeiro Coordenador do CGI.br, para um papo sobre a criação e as três décadas de atuação do Comitê Gestor.Na conversa, o professor Ivan relembra as origens do CGI.br, fala sobre o seu papel no desenvolvimento da Internet no país, comenta os eventos históricos, o modelo de governança adotado, as principais conquistas, os desafios enfrentados e o que vem pela frente no futuro da governança da Internet no Brasil.Dê o play e confira agora mesmo o novo episódio do quadro Roteamento de Ideias do Camada 8!#Camada8 #CGI #CGIbr #Governança #GovernançaDaInternet #Tecnologia #InternetParticipantes:Antonio Marcos Moreiras (Host) - Gerente de projetos e desenvolvimento no NIC.br https://www.linkedin.com/in/moreirasEduardo Barasal Morales (Host) - Coordenador da área de formação de sistemas autônomos do Ceptro.br no NIC.br https://www.linkedin.com/in/eduardo-barasal-moralesIvan Moura Campos (Convidado) - Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) https://www.linkedin.com/in/ivan-moura-campos-980a35134/Links citados:Comitê Gestor da Internet no Brasil: https://cgi.br/IX Fórum Fortaleza: https://fortaleza.forum.ix.br/Curso BCOP Presencial: https://cursoseventos.nic.br/curso/curso-bcop/Curso BCOP EaD: https://cursoseventos.nic.br/curso/curso-bcop-ead/Programa Acelera NET: https://cursoseventos.nic.br/curso/programa-acelera-net/Agenda de cursos do Ceptro|NIC.br: https://ceptro.br/cursos-eventosRedes Sociais:https://www.youtube.com/nicbrvideos/https://www.twitter.com/comunicbr/https://www.telegram.me/nicbr/https://www.linkedin.com/company/nic-br/https://www.instagram.com/nicbr/https://www.facebook.com/nic.br/https://www.flickr.com/NICbr/Contato:Equipe Ceptro.brcursosceptro@nic.brDireção e áudio:Equipe Ceptro.brEquipe de Comunicação do NIC.brEdição completa por Rádiofobia Podcast e Multimídia: https://radiofobia.com.br/Veja também:https://nic.br/https://ceptro.br/
Diante da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja de reprodução no Rio Grande do Sul, no dia 15 de maio, o Espírito Santo reforça a atuação do Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária (CGIA). À frente das ações de controle e prevenção, o grupo se reuniu nesta terça-feira (20) para alinhar estratégias de proteção do plantel capixaba. Em entrevista à CBN Vitória, o diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), Nélio Hand, detalha os esforços coordenados para evitar a entrada do vírus em granjas capixabas.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou nesta sexta-feira (25) uma reunião do Comitê Gestor do Portal da Transparência, com o objetivo de alinhar ações voltadas ao aprimoramento contínuo da plataforma. O encontro ocorre em preparação para o ciclo 2025 de fiscalização promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) e pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), no âmbito do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP).
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou nesta sexta-feira (25) uma reunião do Comitê Gestor do Portal da Transparência, com o objetivo de alinhar ações voltadas ao aprimoramento contínuo da plataforma. O encontro ocorre em preparação para o ciclo 2025 de fiscalização promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC) e pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), no âmbito do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP).
O TJDFT suspendeu a eleição para representantes de municípios no Comitê Gestor do IBS
A série Adolescência está provocando comoção entre pais ao mostrar os impactos devastadores do assassinato de uma menina por um colega de 13 anos. A obra nos confronta com o choque, a confusão, a raiva e o desamparo – principalmente os dos pais do garoto. Está todo mundo falando da série. E a maior parte das conversas gira em torno da pergunta: como protegemos nossos filhos da raiva que circula na internet? Sim, a gente vai falar sobre isso em um outro episódio. Mas hoje o Mamilos quis aproveitar esse momento para olhar por outra perspectiva. Se a série tivesse focado apenas na dor da família da vítima, talvez a nossa única reação fosse querer que o menino apodrecesse na cadeia. Porque nós somos punitivistas – não importa se de esquerda ou direita, se progressistas ou conservadores. Se mexeu com um dos nossos, a gente quer punição. Mas Adolescência faz algo mais difícil: mostra também a imaturidade do menino, o sofrimento dos pais dele, a fragilidade da irmã. Uma família dilacerada. E então a pergunta muda: o que a gente faz com aquele menino? Com 13 anos, a vida dele acabou? Esse episódio é um convite a se abrir para uma conversa sobre Justiça Restaurativa – para além do “prender e jogar a chave fora”. Porque quando a gente reconhece o nosso filho na figura do agressor, será que não é hora de buscar outro caminho? Convidados Egberto de Almeida Penido: Membro do Comitê Gestor de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça e do Grupo Gestor de JR do TJSP; Andrea Svicero: coordenadora e assistente social e integrante do grupo gestor de Justiça Restaurativa do TJSP (mais de 12 anos na área); Anuncie no Mamilos ou contrate a consultoria Milos: mamilos@mamilos.me Saiba mais em Mamilos.me
No Fórum Onze e Meia de hoje: Áudio-bomba revela que Moraes esteve na mira de golpistas e Bolsonaro ouve que vai ser preso em Recife. Participam do programa a vereadora de Florianópolis Elenira Vilela (PT-SC), o jornalista Felipe Pena e a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil Renata Mielli. Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana
Neste episódio, André Barrocal, Mariana Serafini e Rodrigo Martins conversam com Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil, sobre a decisão da Meta de eliminar a verificação de fatos em suas plataformas nos EUA, além de sinalizar mudanças em suas políticas de moderação de conteúdo. O que isso representa para o Brasil e o mundo? Quais lições o 8 de Janeiro deixou sobre a terra sem lei das redes sociais? O programa também aborda os principais destaques da edição semanal de CartaCapital. Gabriel Galípolo, o novo presidente do Banco Central, precisará de tempo para impor uma política monetária menos dogmática. O ministro Flávio Dino, do STF, compra briga com Arthur Lira e interrompe novamente a farra das emendas. Em apenas sete dias, os Avá-Guarani sofrem quatro atentados em território sob demarcação no oeste do Paraná. O Fechamento é transmitido ao vivo, no canal de CartaCapital no YouTube, a partir das 18 horas. Na tevê aberta, a TVT exibe uma reprise às 22h30. Acompanhe e participe do debate pelo nosso chat!
Com o voto favorável da Bancada do Partido dos Trabalhadores, o plenário da Câmara concluiu a aprovação do projeto de lei complementar do governo Lula, que institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços. A instituição terá a função de cobrar, fiscalizar e distribuir o imposto para estados e municípios. Sonora:
Polícia do Senado desarticula organização que roubou milhas aéreas de senadores. Especialistas propõem melhorias no Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços.
No Fórum Onze e Meia de hoje: Bolsonaro indiciado por golpe antes da eleição. E ainda: STF valida Moraes no caso do bloqueio do X (antigo Twitter) do Brasil. Participam do programa o jurista Lênio Streck e a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli. Apresentação de Dri Delorenzo e Luiz Carlos Azenha.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.
A Câmara dos Deputados aprovou, em plenário nesta terça-feira, 13 de agosto, o segundo projeto de regulamentação da reforma tributária.O texto, que entrou em regime de urgência ontem, segunda, 12, cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e define a distribuição da receita entre Estados e municípios no novo sistema tributário.Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília. https://bit.ly/meiodiaoa Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) o texto-base do segundo projeto de regulamentação da Reforma Tributária. A matéria trata do Comitê Gestor dos recursos para os municípios e estados. O diretor da CNN em Brasília, Daniel Rittner, os analistas Thaís Herédia e Caio Junqueira e o jornalista e o advogado tributarista Luiz Bichara comentam como funcionará o Comitê Gestor da Reforma Tributária
Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília. https://bit.ly/meiodiaoa Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
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O governo federal enviou ao Congresso, em 5 de junho, a segunda parte da regulamentação da reforma tributária. Trata-se do PLP 108/2024, que, entre outros pontos, regulamenta o Comitê Gestor, disciplina o julgamento administrativo do IBS e prevê como se dará a utilização dos créditos de ICMS após a extinção do tributo.Quer ficar por dentro de tudo que pode acontecer no contencioso tributário brasileiro?Acesse jota.info/protributos e solicite um período de teste gratuito!
Nesta terça-feira, 16, o Comitê Gestor do Portal da Transparência do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) promoveu uma reunião de alinhamento para discutir as ações e metas para 2024. A reunião foi conduzida pelo presidente do Comitê, promotor de Justiça Romeu Cordeiro, e contou com a presença dos demais integrantes.
Durante a 2º Data Privacy Global Conference, nos dias 27 e 28 de novembro, a equipe do Dadocracia convidou palestrantes e participantes para entrevistas curtas sobre temas diversos ligados aos direitos digitais. Nesse episódio especial, você pode ouvir algumas dessas entrevistas. Com Renata Mieli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e assessora especial da Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação; Pablo Nunes, doutor em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e um dos coordenadores do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESec); Nathália Braga, jornalista, influenciadora e diretora do documentário Infância em Caixa; Fabiani Borges, advogada e co-fundadora do coletivo Autimais; e Marcondes Coelho, engenheiro florestal e analista socioambiental no Instituto Centro de Vida (ICV).
Em mais um episódio do Analisando Tributos, Jô Nascimento comenta sobre o a divulgação do sublimite no Simples Nacional para o ano de 2024 pelo Comitê Gestor.
Crianças estão se conectando cada vez mais cedo à internet no Brasil, enquanto crescem as preocupações quanto à segurança digital. Mas quais os riscos e benefícios dessa exposição online? O podcast Palavra Aberta se dedica a debater o assunto no episódio desta semana.Segundo o Comitê Gestor da Internet, órgão responsável por, entre outras coisas, estabelecer diretrizes para o uso e desenvolvimento da Internet no país, 24% dos entrevistados relataram ter começado a se conectar à rede na primeira infância. Em 2015, eram 11%. Atualmente, 95% dos jovens de 9 a 17 anos são usuários de Internet no Brasil. O celular foi apontado como o dispositivo de acesso para 97%.Paralelo ao crescimento do número de usuários, há também o aumento na quantidade de crimes no ambiente virtual. Como o caso de alunos de uma escola particular do Rio de Janeiro, que, utilizando a inteligência artificial, fizeram fotos nuas de colegas de sala e divulgaram em uma rede social. Um caso semelhante foi registrado em Belo Horizonte.O Palavra Aberta recebe a Doutora e mestre em Direito, pesquisadora em infância, tecnologia, educação e direitos da criança e do adolescente, Ana Melo. E a educadora e especialista em negócios e produtos digitais, Maria Carolina Mariano.O podcastO podcast Palavra Aberta vai ao ar todos os sábados, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios anteriores nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.
Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana
Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Secretaria-Geral, participou, nesta terça, 03, da 4ª reunião de 2023 do Comitê Gestor do Escritório de Representação e Atuação, em Brasília. O encontro, que ocorre aproximadamente a cada dois meses, reúne os Ministérios Públicos de diversos estados.
Debate da Super Manhã: Agora é lei: o prefeito do Recife, João Campos, sancionou a lei que permite a Parceria Público-Privada entre a Prefeitura da cidade e empresas privadas para construção e administração de creches na capital pernambucana. Segundo o executivo municipal está previsto, ainda para este segundo semestre de 2023, o lançamento do edital que terá investimentos dentro do programa com estimativa de R$ 480 milhões. No debate desta terça-feira (4), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados sobre o impactado da parceria para a criação de vagas no Recife e a opinião dos professores acerca da participação privada na educação pública. Participam o secretário-executivo de Projetos, Tecnologia e Inovação do Recife, Severino Andrade, a coordenadora geral do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife - (Simpere), Jaqueline Dornelles, e a doutora em Educação e integrante do Comitê Gestor do Fórum Municipal Popular de Educação do Recife, Carmem Dolores.
86% dos usuários de Internet entre 9 e 17 anos (aproximadamente 21 milhões de brasileiros) têm perfil em rede social, mas praticamente metade não têm seus e-mails e perfis verificados pelos pais. Este é um dos resultados que chamam atenção na pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL, que entrevistou presencialmente 2.604 crianças e adolescentes, assim como seus pais e responsáveis. A pesquisa é feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil desde 2012 e procura levantar evidências sobre o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil. Como as redes sociais interferem no comportamento dos jovens? Elas podem aumentar os casos de ansiedade e depressão entre crianças e adolescentes? Podem piorar a concentração? De que forma os pais devem acompanhar seus filhos no ambiente virtual? Como estar atento sem quebrar a confiança do filho? Que regras podem ser combinadas? No episódio de hoje, a gente conversa com a psiquiatra Julia Khoury, que é mestre e doutora em dependências tecnológicas.
Aulas que duram só oito minutos, cursos curtos, totalmente digitais, sem data fixa para matrícula, programados para serem feitos via smartphone, com uso mínimo da rede de dados e memória dos aparelhos. Será esse o futuro da educação inclusiva? Rangel Barbosa, VP de produtos da Cogna, conta como as edtechs mudam o ensino, criando novas experiências digitais.Links do episódioO livro “The Mom Test”, de Rob Fitzpatrick O documentário “Louis Armstrong's Black & Blues”, na Apple TV +A publicação “Educação em um cenário de plataformização e de economia de dados: problemas e conceitos”, do Comitê Gestor da InternetA pesquisa “TIC Educação 2021”, do NIC.BR, publicada em novembro de 2022O TED “Teachers need real feedback”, com Bill Gates_____FALE CONOSCOEmail: news@theshift.info_____ASSINE A THE SHIFTwww.theshift.info
Para o primeiro episódio de 2023, convidamos o Carlos Afonso (conhecido como CA). Ele é o Diretor Executivo do Instituto Núcleo de Pesquisa Estudos e Formação (Nupef), co-fundador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do capítulo brasileiro da Internet Society (ISOC) e um dos cinco brasileiro a integrar o Hall da Fama da Internet! Em nossa conversa, o CA conta um pouco dos bastidores do início da Internet no Brasil, uma vez que ele foi um ator importantíssimo nessa empreitada. Ele também relata como ajudou a fundar o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) e como isso evoluiu para a criação do Alternex, o primeiro provedor de serviços de Internet do Brasil. Além disso, falamos sobre a importância das redes comunitárias, como elas ajudam a conectar as comunidades social e economicamente excluídas e como o Nupef auxilia nessa missão tão necessária. Dê o play e confira agora mesmo no Camada 8! Participantes: Antonio Marcos Moreiras (Host) - Gerente de projetos e desenvolvimento no NIC.br https://www.linkedin.com/in/moreiras Lucas Jorge da Silva (Host) - Analista de Projetos do Ceptro.br no NIC.br https://www.linkedin.com/in/lucasjorge Carlos Afonso (Convidado) - Diretor Executivo do Instituto Nupef https://www.linkedin.com/in/carlos-afonso-0399aa174 Links citados: Curso BCOP EaD: https://cursoseventos.nic.br/curso/curso-bcop-ead/ Curso Básico de IPv6 - Presencial: https://cursoseventos.nic.br/curso/curso-basico-ipv6/ Agenda de cursos do Ceptro|NIC.br: https://ceptro.br/cursos-eventos Redes Sociais: https://www.youtube.com/nicbrvideos/ https://www.twitter.com/comunicbr/ https://www.telegram.me/nicbr/ https://www.linkedin.com/company/nic-br/ https://www.instagram.com/nicbr/ https://www.facebook.com/nic.br/ https://www.flickr.com/NICbr/ Contato: Equipe Ceptro.br cursosceptro@nic.br Direção e edição de áudio: Wanderson Modesto - Analista do Ceptro.br Equipe de Comunicação do NIC.br YouProject Veja também: https://nic.br/ https://ceptro.br/
Em agosto deste ano, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) instituiu o Programa Nacional do Hidrogênio, a fim de fortalecer o desenvolvimento desta nova tecnologia, que tem se tornado uma prioridade na estratégia climática e de transição energética no mundo todo, por prover uma alternativa para setores com dificuldade em reduzir as emissões de carbono.O Hidrogênio Sustentável e Suas Formas de Produção é o tema desta temporada do MegaCast Convida. No primeiro episódio, discutimos as diferentes formas de produção de hidrogênio, a partir de fontes renováveis, ou de outras formas de geração de energia elétrica.Neste episódio, falamos sobre a posição do Brasil neste mercado, qual deve ser o papel do governo federal e dos governos estaduais, e como o país está se organizando para aproveitar seu potencial energético e, de fato, liderar a economia do hidrogênio no mundo.A jornalista da MegaWhat Camila Maia conversou com Agnes da Costa, chefe da Assessoria Especial em Assuntos Regulatórios do Ministério de Minas e Energia (MME), coordenadora do Comitê Gestor do Programa Nacional do Hidrogênio, e futura diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para um mandato que vai começar em dezembro deste ano.
O que é a Governança da Internet e por que ela é importante? O que é o Decálogo de Princípios para a governança e uso da Internet do CGI.br? Nesse episódio do nosso quadro Roteamento de Ideias, o professor Hartmut Glaser (secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br) responde a essas e muitas outras perguntas. O professor Glaser também fala sobre por que você deve aprender mais e se preocupar sobre esse assunto, como ele impacta na vida de todos que usam a Internet e como participar das discussões sobre a Governança da Internet. Confira agora mesmo no Camada 8! Participantes: Antonio Marcos Moreiras (Host) - Gerente de projetos e desenvolvimento no NIC.br https://www.linkedin.com/in/moreiras Eduardo Barasal Morales (Host) - Coordenador da área de formação de sistemas autônomos do CEPTRO.br no NIC.br https://www.linkedin.com/in/eduardo-barasal-morales Hartmut Glaser (Convidado) - Secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br Links citados: 12ª Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil: https://nic.br/semanainfrabr/ 5º Semana de Capacitação Online: https://semanacap.bcp.nic.br/5-online/ Live Intra Rede - Evolução das redes, novas pesquisas e protocolos: https://intrarede.nic.br/ Curso BCOP EaD: https://cursoseventos.nic.br/curso/curso-bcop-ead/ Decálogo de Princípios para a governança e uso da Internet: https://principios.cgi.br/ Agenda de cursos do Ceptro|NIC.br: https://ceptro.br/cursos-eventos Redes Sociais: https://www.youtube.com/nicbrvideos/ https://www.twitter.com/comunicbr/ https://www.telegram.me/nicbr/ https://www.linkedin.com/company/nic-br/ https://www.instagram.com/nicbr/ https://www.facebook.com/nic.br/ https://www.flickr.com/NICbr/ Contato: Equipe Ceptro.br cursosceptro@nic.br Direção e edição de áudio: Wanderson Modesto - Analista do Ceptro.br Equipe de Comunicação do NIC.br YouProject Veja também: https://nic.br/ https://ceptro.br/
Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) traz indicadores inéditos sobre privacidade e proteção de dados pessoais e novas tecnologias sendo adotadas ou planejadas pelos governos e órgãos públicos brasileiros. Mais de 5.000 foram ouvidos. O Start Eldorado conversa com Manuella Ribeiro, coordenadora do estudo, sobre o avanço da cloud na administração pública e questões relacionadas à identificação, segurança de dados, dos cidadãos, cenário e perspectivas. O programa vai ao ar às 21h, toda quarta-feira, na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais, com apresentação de Daniel Gonzales.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O programa de hoje é sobre acesso à internet. Uma nova pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil revela um movimento curioso. O número de pessoas usando internet pela TV é maior que pelo computador. São vários fatores que ajudam a explicar isso. No segundo bloco, vamos falar de um embate da Netflix aqui no Brasil. A Justiça brasileira determinou que a Netflix pare de usar um codec de compressão de vídeo por aqui. O motivo é que a empresa criadora da tecnologia, a DivX, disse que a Netflix não tem permissão para usar a tecnologia por aqui. No último bloco, vamos falar de ruído marrom. Você, provavelmente, já ouviu falar em ruído branco, aquele barulhinho de chuva ou da TV sem sinal que muita gente usa para dormir e relaxar. Agora, uma nova trend no TikTok está falando sobre o ruído marrom, que pode ser até mais relaxante. Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast. Conheça o Porta 101: https://canalte.ch/porta101 Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @canaltech em todas elas. Entre em contato por: podcast@canaltech.com.br Veja o site que permite ouvir o ruído marrom: https://mynoise.net/NoiseMachines/whiteNoiseGenerator.php Este episódio foi roteirizado, apresentado e editado por Wagner Wakka, com a coordenação de Patrícia Gnipper. O programa também contou com reportagens de Vinícius Moschen, Gustavo de Lima Inácio, Victor Carvalho e Alveni Lisboa. A revisão de áudio é de Gabriel Rimi e Mari Capetinga, com a trilha sonora de Guilherme Zomer. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com os jornalistas Bia Barbosa e Jonas Valente, autores, junto com a pesquisadora Helena Martins, do livro “Fake news: como as plataformas enfrentam a desinformação” (https://bit.ly/3rAgAKm), realizado pelo Intervozes e lançado em 2021. A publicação traça um panorama da questão da desinformação e apresenta resultados de um estudo sobre como as principais plataformas digitais lidam com o problema das fake news no Brasil. Falamos sobre o conceito de fake news, a diferença das mentiras atualmente propagadas via redes sociais para a desinformação que era espalhada antes, o impacto nas eleições de 2018 e 2020 e a expectativa para a campanha presidencial deste ano, como Congresso e Judiciário vêm lidando com o tema, a responsabilidade das mídias tradicionais, as medidas adotadas por Whatsapp, Facebook, Instagram, Twitter e YouTube, os problemas de confiar a regulação exclusivamente às plataformas, as ações de combate às fake news defendidas pela sociedade civil e como as pessoas podem contribuir para enfrentar e não ser um veículo de distribuição da desinformação. Bia é especialista em direitos humanos e mestra em Gestão e Políticas Públicas, com estudo sobre regulação de conteúdos midiáticos, pesquisa o tema da liberdade de expressão e integra o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Jonas é jornalista especializado em tecnologia, mestre em Políticas da Comunicação e doutor em Sociologia da Tecnologia, com tese sobre plataformas digitais. É autor de diversos livros sobre mídia, regulação, internet e tecnologias digitais. Link: Coalizão Direitos na Rede (https://direitosnarede.org.br/) e síntese da pesquisa “Fake news: como as plataformas enfrentam a desinformação” (https://bit.ly/3EoYJvg). Trilha: Lauana Prado, “Zap” (Gabriel Pascoal, Lauana Prado, Lelê, Rapha Lucas e Waleria Leão); e, Erasmo Carlos, “Pega na mentira” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos).
RENATA MIELLI: COMO COMBATER AS FAKE NEWS? - 20 Minutos EntrevistaNesta segunda-feira (13/04), o programa 20 MINUTOS ENTREVISTA com Breno Altman conta com a participação da coordenadora do Centro Barão de Itararé, Renata Mielli, sobre o combate às fake news. É ao vivo, às 11h, nos canais de Opera Mundi.Jornalista e doutoranda em Ciências da Comunicação, Renata Mielli é coordenadora do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e integra a Comissão Permanente de Comunicação do Conselho Nacional de Direitos Humanos. Além disso, a jornalista é membro da Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades acadêmicas e da sociedade civil em defesa dos direitos digitais. Mielli Foi coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) entre 2016-2020 e integrou a Executiva do FNDC entre 2011-2020. Esteve presente também no Conselho de Comunicação da Câmara dos Deputados entre 2019-2020 e ainda a Câmara de Universalização e Inclusão Digital do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) entre 2013 - 2020.----Quer contribuir com Opera Mundi via PIX? Nossa chave é apoie@operamundi.com.br (Razão Social: Última Instância Editorial Ltda.). Desde já agradecemos!Assinatura solidária: www.operamundi.com.br/apoio★ Support this podcast ★
Nesta semana, a plataforma retirou do ar mais 15 vídeos, nos quais Jair Bolsonaro mentia sobre a Covid-19. Bia Barbosa, jornalista, integrante da Coalizão Direitos na Rede e representante do 3o setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil, comenta. radio.pt.org.br