Podcasts about universidades p

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Mañanas BLU con Néstor Morales
Tensión en universidades públicas: Disturbios y paros estudiantiles tras jornada electoral

Mañanas BLU con Néstor Morales

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 12:01


Los directivos de ambas instituciones han manifestado su preocupación por el uso de la violencia y el impacto de la coyuntura política nacional en la vida académica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Lo que hay que saber
Entró el giro de US$1000 millones del FMI; el viernes vuelven a parar las universidades públicas

Lo que hay que saber

Play Episode Listen Later May 27, 2026 1:59


Resumen de noticias de LA NACION de la mañana del 27 de mayo de 2026

Noticias El Heraldo de México
CDMX: Arranca programa de becas para estudiantes de universidades públicas

Noticias El Heraldo de México

Play Episode Listen Later May 2, 2026 1:41


El programa becas busca beneficiar a 200 mil universitarios. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Noticias El Heraldo de México
CDMX: Arranca programa de becas para estudiantes de universidades públicas

Noticias El Heraldo de México

Play Episode Listen Later May 2, 2026 1:41


El programa becas busca beneficiar a 200 mil universitarios. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Lo que hay que saber
Comienza un nuevo paro de universidades públicas; cierran dos autopistas en Buenos Aires por obras

Lo que hay que saber

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 2:05


Resumen de noticias de LA NACION de la mañana del 30 de marzo de 2026

Futuro abierto
Futuro abierto - La crisis de las universidades públicas - 22/03/26

Futuro abierto

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 48:46


España está a la cola de Europa en financiación dedicada a la educación superior. Gastamos un 24% menos que la media de los países de la Unión Europea y muchas de nuestras universidades públicas atraviesan una situación de crisis profunda. Por otro lado, crece la oferta de universidades privadas y muchos expertos señalan que una enseñanza pública fuerte y bien dotada económicamente es uno de los pilares del estado de bienestar y facilita la igualdad de oportunidades.Esta semana hablamos de las universidades públicas con Eva Alcón, presidenta de la Conferencia de Rectores y Rectoras de las Universidades Españolas (CRUE), catedrática de Filología Inglesa y rectora de la universidad de la Universitat Jaume I; Javier Moreno Luzón, catedrático de Historia del Pensamiento y de los Movimientos Sociales y Políticos en la Universidad Complutense de Madrid, y Carlos Ochoa, portavoz del Sindicato de Estudiantes de Sevilla y estudiante de la Universidad Pablo de Olavide.Escuchar audio

Oxigênio
#215 – Tecnologias para a soberania digital

Oxigênio

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 41:00


Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o  êxodo quando Musk assumiu o X.  DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos.  DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos.  DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra.  ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música]  ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento.  DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje.  Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa.  RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível.  ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus.  Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais.  MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. ​ Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. ​E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo.  DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso.  MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano.  MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação.  MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica.  ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais.  [VINHETA OXIGÊNIO]   Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot  Rede Organica.Social: https://organica.social/explore  Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). Redes libres y federadas: Construyendo el fediverso – Por una Internet Ciudadana. https://al.internetsocialforum.net/2023/10/05/redes-libres-y-federadas-construyendo-el-fediverso/   BLOOMBERG. Bloqueio do X no Brasil custa milhões de usuários a Musk, mas afeta pouco a receita dos negócios. O Globo, Rio de Janeiro, 5 set. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/09/05/bloqueio-do-x-no-brasil-custa-milhoes-de-usuarios-a-musk-mas-afeta-pouco-a-receita-dos-negocios.ghtml. CORREIO DA MANHÃ. Milhares de utilizadores abandonam a rede social X no dia da tomada de posse de Trump. Correio da Manhã, Lisboa, 20 jan. 2025. Disponível em: https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/milhares-de-utilizadores-abandonam-a-rede-social-x-no-dia-da-tomada-de-posse-de-trump.  DEUTSCHE WELLE. German institutions depart X, a day after Musk’s Weidel talk. Deutsche Welle, Bonn, 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/en/german-institutions-depart-x-a-day-after-musks-weidel-talk/a-71266331.  DEUTCH, J., ALBORNOZ, D., & JOHNSON, O. (2024). Resumen ejecutivo: Explorando una transición hacia plataformas de redes sociales alternativas para organizaciones de justicia social en el mundo mayoritario. The Engine Room. https://www.theengineroom.org/wp-content/uploads/2024/12/Resumen_Ejecutivo_Explorando-una-transicion_29-11-24.pdf  JACOBS, E. (2024, novembro 22). Profissionais começam nos EUA abandono em massa de rede social X, de Elon Musk. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/11/profissionais-comecam-abandono-em-massa-de-rede-social-x-de-elon-musk.shtml  LEÓN, Lucas Pordeus. Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil. Agência Brasil, Brasília, 10 jul. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/big-techs-dos-eua-influenciaram-sancao-de-trump-contra-o-brasil  LIBERIA.SITE. Mastodon Statistics. libera.site, [S.l.], 6 mar. 2026. Disponível em: https://libera.site/channel/mastodon  MORAES, Gabriel Boscardim de; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. et al. Manifesto pela Soberania Digital nas Universidades Públicas Brasileiras. Soberania.Digital, [S.l.], 19 ago. 2024. Disponível em: https://soberania.digital/manifesto-pela-soberania-digital-nas-universidades-publicas-brasileiras-2/  PORTAL TELA. Associações ambientalistas abandonam X em protesto contra ‘perigo para a democracia’. Portal Tela, [S.l.], 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2025/01/17/associacoes-ambientalistas-abandonam-x-em-protesto-contra-perigo-para-a-democracia/ SCOFIELD, Laura; VIANA, Natalia. Como as Big Techs mataram o PL das Fake News. Agência Pública, São Paulo, 9 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/como-as-big-techs-mataram-o-pl-das-fake-news/ 

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles
Folha no Ar - Cristiano Peixoto Maciel Coordenador do Sindicato dos Servidores e Servidoras das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj) #2346

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 95:50


Planos de Cargos e Vencimentos há 20 anos sem reformulação Luta pela recomposição salarial

Mañanas BLU con Néstor Morales
De 34 universidades públicas, una sola logra ser autosostenible: contralor para asuntos educativos

Mañanas BLU con Néstor Morales

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 6:29


"Las otras 33 dependen exclusivamente de los recursos que se les gira del Gobierno nacional", afirmó Andrey Rodríguez, contralor delegado para asuntos educativos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

JORNAL DA RECORD
23/01/2026 | 1ª Edição: Candidatos a vagas em universidades públicas têm último dia para fazer inscrição no Sisu

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 3:44


Confira no JR 24 Horas: termina nesta sexta-feira (23), às 23h59, o prazo de inscrição para o Sisu. O sistema utiliza as notas do Enem para selecionar estudantes em universidades públicas de todo o país. Veja também: Receita Federal libera consulta ao primeiro lote residual de restituição do Imposto de Renda em 2026. Na cidade de São Paulo, o sábado (24) será marcado pelo 'Dia D' de vacinação contra o sarampo. E mais: INSS investiga irregularidades em empréstimos consignados envolvendo o Banco Master e o Will Bank.

ADunicamp
CONEXÃO ADUNICAMP | #Ep87 | REFORMA ADMINISTRATIVA

ADunicamp

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 38:02


A autonomia universitária, uma das maiores conquistas das Universidades Públicas Paulistas, completa 37 anos de existência. Essa conquista vive uma ameaça sem precedentes em sua história.A PEC 38/2025 enfraquece carreiras, reduz salários e abre espaço para a privatização indireta de políticas públicas, sob o discurso de eficiência e austeridade fiscal.A resistência, contudo, tem crescido. No dia 29 de outubro, mais de 20 mil servidoras e servidores públicos tomaram as ruas de Brasília (DF) durante a Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa, construída pelo ANDES-SN em articulação com diversas entidades sindicais.A LBS Advogadas e Advogados publicou análise preliminar sobre a proposta de Reforma Administrativa apresentada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O estudo aponta que o texto não prioriza eficiência, mas sim a redução de direitos e a reconfiguração do modelo de gestão pública com base em metas, resultados e restrições fiscais. O documento destaca quatro eixos centrais de impacto para o funcionalismo: remuneração e meritocracia radical; estabilidade e concursos; retirada de direitos e fim de privilégios; e regulamentação do teletrabalho. Leia a análise completa no site: www.adunicamp.org.brPara compreender o que está em jogo, conversamos com Camilla Louise Galdino Cândido, advogada da LBS Advogadas e Advogados, especialista em direito sindical e trabalhista, que analisa os riscos e contradições desse projeto.Assista! Compartilhe!CRÉDITOSRoteiro e apresentação: Cristina Segatto e Paulo San MartinEdição: Paula ViannaEstagiária: Flávia CatussoVinheta: Magrão PercussionistaProdução e Coordenação: Fernando PivaRealização: ADunicampSiga nossas redes sociais!instagram.com/adunicampfacebook.com/adunicamptwitter.com/adunicampwww.youtube.com/@adunicamp-secaosindical3742 Inscreva-se, curta e compartilhe!ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp)Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária, Campinas/SPTelefones: (19) 35212470 / (19) 35212471E-mail: imprensa@adunicamp.org.br

Última Hora Caracol
¿Paramilitares en universidades públicas? MinEducación pide investigar

Última Hora Caracol

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 7:44


Resumen informativo con las noticias más destacadas de Colombia y el mundo del miércoles 12 de noviembre.

Contralínea Audio
751. Directivo de Banxico se lanza contra el CIDE y las universidades públicas

Contralínea Audio

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 119:24


Episodio 751 de Contralínea En Vivo conducido por Aníbal García: -Directivo de Banxico se lanza contra el CIDE y las universidades públicas- Transmisión 13 de diciembre de 2024 CONTRALÍNEA EN VIVO se transmite de lunes a viernes a partir de las 10:00hrs (hora del centro de México) a través de Facebook live, YouTube y Telegram. La MESA DE ECONOMÍA POLÍTICA se trasmite todos los lunes a partir de las 14:00hrs. Nuestro programa de análisis, AMÉRICA INSUMISA, se trasmite los martes a partir de las 14hrs. AGENDA DE SEGURIDAD NACIONAL es los miércoles a partir de las 14:00hrs Estamos en Facebook, YouTube, Twitter, TikTok, Instagram, Whatsapp y Telegram como Contralínea. Escúchanos en Spotify, Apple Podcast e Ivoox como Contralínea Audio.

Expreso Radio
Presupuesto en educación a nivel federal :Martin Arango - Presidente del Comité Estatal del PAN

Expreso Radio

Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 18:12


En esta entrevista Martin Arango, Presidente del Comité Estatal del PAN, nos habla sobre la disminución del presupuesto federal a las Universidades Públicas de nuestro país. 

Notícias Agrícolas - Podcasts
Parlamentares combatem ataques feitos ao agro pelo MST em universidades públicas do país

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 20:29


Deputado Sanderson pede investigação e responsabilização dos representantes das instituições de ensino, além de, ao lado de uma equipe técnica, alinhar um projeto de lei que não permita mais ações como as dos últimos dias na UFPel.

RADIOGRAFÍA
Nepotismo y escándalos en universidades públicas - Ian Ramos

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 14:54


Radio EME
“Hay una decisión política para que no existan las universidades públicas”

Radio EME

Play Episode Listen Later Sep 12, 2025 5:46


El presidente del Consejo Interuniversitario Nacional y rector de la Universidad Nacional de La Pampa cuestionó en EME el veto de Javier Milei a la ley de financiamiento universitario. Hoy las universidades nacionales cumplen un paro de 24 horas.

RADIOGRAFÍA
Universidades públicas: impulsan iniciativa contra la reelección de rectores - Nelson Robles

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 17:46


PLAZA PÚBLICA
PLAZA PÚBLICA T06C255 Más de 39.000 estudiantes inician el curso el lunes en las universidades públicas de la Región de Murcia (04/09/2025)

PLAZA PÚBLICA

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 21:51


El próximo lunes 8 de septiembre, 33.000 alumnos comenzarán las clases en la Universidad de Murcia (UMU) y más de 6.000 en la Universidad Politécnica de Cartagena (UPCT). El acto oficial de apertura del curso académico se celebrará el día 19 en el paraninfo de la UMU. Se trata de un acto conjunto para las dos universidades públicas, que destacan tanto por el número de estudiantes como por la oferta de titulaciones.En la Universidad de Murcia habrá 6.000 alumnos de nuevo ingreso, aunque aún quedan plazas libres en carreras que desde hace años han ido perdiendo demanda, como Geografía o Filología Francesa. El rector, José Luján, subrayó la importancia de estos datos.En la UPCT, especializada en el ámbito técnico, las ingenierías siguen siendo de los grados más demandados. El rector, Mathieu Kessler, se mostró satisfecho con las cifras: este curso contarán con 1.500 nuevos alumnos, lo que supone un 27% más que el año pasado. Ingeniería Mecánica y Arquitectura se sitúan entre las titulaciones más solicitadas.La Universidad de Murcia recupera este año el aulario tras las obras de rehabilitación, que también han afectado al paraninfo. Sin embargo, el rector Luján destacó como novedad principal la convocatoria extraordinaria de más de 100 plazas de profesores para reforzar la plantilla docente.Por su parte, en la Politécnica de Cartagena, Kessler se ha marcado como objetivo la rehabilitación del campus Alfonso XIII, con la intención de abrirlo a la ciudad y fomentar la integración con la vida urbana.

Governo do Estado de São Paulo
Fique por Dentro - Educação - Provão Paulista 2025: inscrições para avaliação que garante vagas nas universidades públicas de SP terminam nesta sexta-feira (15)

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 2:25


Radio EME
Las universidades públicas inician una semana de paro nacional por reclamos salariales y presupuestarios

Radio EME

Play Episode Listen Later Aug 11, 2025 5:07


Con la consigna “basta de salarios debajo de la línea de pobreza”, docentes y no docentes de todo el país paralizan actividades desde este lunes 11 de agosto en reclamo de mejoras económicas y mayor financiamiento.

PLAZA PÚBLICA
PLAZA PÚBLICA T06C225 José Luján: "La futura Ley de Universidades de la Región fijará las reglas de la financiación de las universidades públicas" (24/07/2025)

PLAZA PÚBLICA

Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 25:20


La futura ley de universidades de la región contemplará la financiación plurianual de ambas instituciones públicas, la UMU y la Politécnica de Cartagena. El anteproyecto de la ley está en fase de exposición pública para recibir las aportaciones que la sociedad considere oportunas.El rector de la Universidad de Murcia, José Luján, considera muy correctas las bases en las que se asienta el anteproyecto de la futura ley, y destaca que se establece un marco legal para la financiación de las universidadesLuján califica como clásico el mapa de titulaciones que ofrece la UMU, que sigue teniendo mucho tirón. Este año se han recibido más de 20.000 preinscripciones para acceder a alguna de las 6.000 plazas de primer curso. Una institución atractiva para estudiantes de otras comunidades autónomas que demandan plaza en la UMU. Medicina es uno de los grados más demandados, pero también traducción e interpretación. Por contra, los estudios de filología francesa y de geografía, van perdiendo estudiantes año tras año. José Luján no es partidario de "inventar" carreras, porque cree que la formación especializada se debe adquirir a través de los másteres.

Radio Sevilla
Francisco Oliva denuncia la aprobación masiva de titulaciones privadas y el retraso de grados clave en universidades públicas

Radio Sevilla

Play Episode Listen Later Jul 13, 2025 6:47


RADIOGRAFÍA
Anel Flores: Las universidades públicas se han vuelto fincas llenas de clanes familiares

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 34:44


Jones Manoel
Janja, cortina de fumaça e ataque às universidades públicas

Jones Manoel

Play Episode Listen Later May 25, 2025 12:34


Jones Manoel: Vamos falar sobre “economia da atenção” para temas laterais da conjuntura e como o que é importante mesmo, como o desmonte das universidades públicas, não é tematizado como questão central.

LA PATRIA Radio
4. Lo que las universidades públicas y las privadas le aplauden y lo que le reprochan al Gobierno Petro. Educación

LA PATRIA Radio

Play Episode Listen Later May 22, 2025 3:16


Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos

SER Málaga
El presidente de las universidades públicas andaluzas arremete contra las privadas que comenzarán en Málaga: " no cumplen con los mínimos requisitos universitarios de calidad"

SER Málaga

Play Episode Listen Later May 7, 2025 28:22


Wisteria Lane
Wisteria Lane - Digo Fest 2025: Hablamos de educación en la diversidad - 27/04/25

Wisteria Lane

Play Episode Listen Later Apr 27, 2025 33:22


A la vez que estamos celebrando el DIGO FEST 2025, en el campus de la Universidad de Almería, ha tenido lugar el IV Encuentro de la Red de Unidades de Igualdad de las Universidades Públicas Andaluzas. Y de este encuentro hablamos con dos representantes en materia de igualdad en el ámbito universitario: Rosa María Casado, de la Universidad de Sevilla, y Pilar Fernández, de la Universidad de Jaén. Y también conversamos con uno de los profesores más famosos de Almería, el profesor del Instituto Celia Viñas, Adrián Zapata. Escuchar audio

Primera Hora
"El nivel de exigencia debe ser el mismo para las universidades públicas y las privadas"

Primera Hora

Play Episode Listen Later Apr 22, 2025


La nueva defensora de la Universidad de Extremadura, María Luisa Durán, llevará a cabo una labor continuista y ajustada a las normas de la UEX. En nuestro informativo, Primera Hora, ha destacado que los estamentos más vulnerables son los estudiantes y la mayor parte de los problemas que tienen, derivan de los procesos de evaluación. Además, en el terreno docente, el personal no funcionario también encuentra ciertas dificultades. Preguntada por la llegada de universidades privadas, ha hecho hincapié en que tienen que convivir con la pública pero que deben ajustarse a los mismos criterios de calidad.

Radio Murcia
En el nombre de hoy: 'Universidades púbicas y privadas'

Radio Murcia

Play Episode Listen Later Apr 7, 2025 2:14


Futuro abierto
Futuro abierto - Universidades públicas - 31/03/25

Futuro abierto

Play Episode Listen Later Mar 31, 2025 54:03


España está a la cola de Europa en financiación dedicada a la educación superior. Gastamos un 24% menos que la media de los países de la Unión Europea y muchas de nuestras universidades públicas atraviesan una situación de crisis profunda. Por otro lado, crece la oferta de universidades privadas y muchos expertos señalan que una enseñanza pública fuerte y bien dotada económicamente es uno de los pilares del estado de bienestar y facilita la igualdad de oportunidades.Esta semana hablamos de las universidades públicas con Eva Alcón, presidenta de la Conferencia de Rectores y Rectoras de las Universidades Españolas (CRUE), catedrática de Filología Inglesa y rectora de la universidad de la Universitat Jaume I; Javier Moreno Luzón, catedrático de Historia del Pensamiento y de los Movimientos Sociales y Políticos en la Universidad Complutense de Madrid, y Carlos Ochoa, portavoz del Sindicato de Estudiantes de Sevilla y estudiante de la Universidad Pablo de Olavide.Escuchar audio

Radio Sevilla
FRANCISCO OLIVA, PORTAVOZ DE LAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Radio Sevilla

Play Episode Listen Later Mar 20, 2025 14:38


JORNAL DA RECORD
27/01/2025 | Edição Exclusiva: Resultado do SISU é divulgado com mais de 254 mil aprovados em universidades públicas

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jan 27, 2025 4:03


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Após adiar em um dia a divulgação do resultado do SISU, por instabilidades no site, o Ministério da Educação publicou nesta segunda-feira (27) a seleção dos candidatos. Mais de 254 mil estudantes foram aprovados. As matrículas começam hoje e vão até sexta-feira (31). E ainda: Restos de pássaros são encontrados em motores de avião acidentado na Coreia do Sul.

La W Radio con Julio Sánchez Cristo
“Gobierno se puso al día con 34 universidades públicas”: ASCUN sobre denuncia de billonaria deuda

La W Radio con Julio Sánchez Cristo

Play Episode Listen Later Dec 30, 2024 14:53


En diálogo con La W, Jairo Torres, presidente de la Asociación Colombiana de Universidades, aseguró que no existe deuda de un billón de pesos, desmintiendo las afirmaciones de la representante Catherine Juvinao.

RADIOGRAFÍA
Anteproyecto busca optimizar el funcionamiento de las universidades públicas - Ernesto Cedeño, Diputado de MOCA

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Sep 23, 2024 26:29


Noticentro
Leonardo Lomelí es ranqueado como el mejor rector de las Universidades Públicas de México

Noticentro

Play Episode Listen Later Aug 7, 2024 1:42


Se ha cumplido con el protocolo en las invitaciones a la toma de protesta de Sheinbaum: Juan Ramón de La Fuente.OMS envía vacunas contra polio a GazaMás información en nuestro podcast

#BiroscaNews
#BiroscaNews 276: Cota nas Universidades Para Pessoas Trans

#BiroscaNews

Play Episode Listen Later Jul 15, 2024 7:30


Falo sobre recente manifestação do MEC a respeito de uma provocação do Ministério Público Federal a respeito da adoção de cotas para pessoas trans em Universidades Públicas. Discuto as implicações constitucionais e legais e alguns dados sobre educação e pessoas trans.Para saber mais: https://linktr.ee/AlexandreBahia

Esto no es un noticiero
Jorge Álvarez Máynez sobre su gira por universidades públicas.

Esto no es un noticiero

Play Episode Listen Later May 10, 2024 10:10


Conversamos con Jorge Álvarez Máynez –candidato presidencial por Movimiento Ciudadano– sobre su reunión con estudiantes y docentes de la Universidad de Londres en su campus de Querétaro como parte de un programa integral de participación ciudadana destinado a promover el voto entre la juventud. Máynez destacó su satisfacción por el récord de audiencia alcanzado en los debates presidenciales, señalando que este hito refleja un creciente interés de la población, especialmente de adolescentes y jóvenes, en la política y los asuntos públicos.Programa transmitido 10 mayo de 2024. Escucha Esto no es un noticiero con Nacho Lozano, en vivo de lunes a viernes de 1:00 p.m. a 2:00 p.m. por el 105.3 de FM. Esta es una producción de Radio Chilango.

Podcast de Juan Ramón Rallo
¿Por qué se manifiestan las universidades públicas contra Milei?

Podcast de Juan Ramón Rallo

Play Episode Listen Later Apr 24, 2024 15:08


Multitudinaria protesta en Buenos Aires contra los recortes a las universidades públicas efectuados por el gobierno de Javier Milei. ¿Tienen razón en sus quejas? Hazte miembro en: https://plus.acast.com/s/juanrallo. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Aerovía: tu podcast de aviación en español
Carlos San José (COPAC): “En las universidades públicas se puede estudiar casi cualquier profesión, excepto la de piloto”

Aerovía: tu podcast de aviación en español

Play Episode Listen Later Mar 18, 2024 1:26


El Colegio Oficial de Pilotos de la Aviación Comercial (COPAC) cumple 25 años. Celebramos este hito con su decano, Carlos San José, que repasa los principales logros y reflexiona sobre los desafíos que tienen ante sí los pilotos españoles. Escucha la entrevista completa en el capítulo 115 de Aerovía.

Noticentro
ASF identifica irregularidades por mil 700 mdp en universidades públicas

Noticentro

Play Episode Listen Later Nov 24, 2023 1:23


-IMSS busca a la Primera Embajadora de la Prevención del VIH 2023-OMS solicitó a autoridades chinas información sobre brotes de neumonía-El 23 de noviembre se celebra el Día de la Armada de México-Más información en nuestro podcast

RobCast
BRASIL: POR QUE OS ALUNOS ESTÃO DESISTINDO DA FACULDADE

RobCast

Play Episode Listen Later Oct 13, 2023 9:15


00:00 55% Dos Alunos Desistem Antes De Completar O Ensino Superior 00:21 Você Fez Ensino Superior, Curso Técnico Ou Outra Coisa? 01:27 O Resultado Do Estudo Sobre O Ensino Superior No Brasil 02:11 Universidades Públicas E Privadas Tem Muita Desistência 02:37 As Críticas Ao Ensino Superior A Distância 03:03 Cursos De Ensino Superior Com Mais Desistências 03:29 Conhecimentos Teóricos vs. Conhecimentos Práticos 04:20 Educação Tradicional vs Educação Moderna 05:16 A Realidade Econômica Do Estudante Brasileiro 06:01 A Falta De Educação Básica De Qualidade 07:30 Conclusão | Vale A Pena Fazer Ensino Superior Em 2023?

LA PATRIA Radio
3. Acelerar Plata Y Cobertura Le Exigen Las Universidades Públicas Al Gobierno Nacional - Educación

LA PATRIA Radio

Play Episode Listen Later Jun 15, 2023 12:18


Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos

Para no hablar del tiempo
¿Nos va a resolver la vida -o a liarnos más- el chatGPT? Despidos en las tecnológicas y un estudio sobre universidades públicas y privadas

Para no hablar del tiempo

Play Episode Listen Later Feb 3, 2023 19:35


Esta semana Carmen Camey habla de las expectativas y sobrexpectativas del chatGPT, Ana Zarzalejos sobre los despidos de las tecnológicas y comentamos un estudio sobre la universidad en España. Además, Claudio Sánchez nos habla de la serie del momento -The last of us-, y hablamos también de la biografía de Jerome Lejeune y de la película Almas en pena en Innhiserin.

6AM Hoy por Hoy
Alerta por daño patrimonial de más de $44 mil millones en universidades públicas

6AM Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Dec 19, 2022 1:47


La Contraloría reveló estas deficiencias tras una auditoría realizada al fondo para el fortalecimiento de estas instituciones.

Noticentro
AMLO aseguró este sábado que existe corrupción en muchas universidades públicas

Noticentro

Play Episode Listen Later Nov 20, 2022 1:18


AMLO aseguró este sábado que existe corrupción en muchas universidades públicasSheinbaum convocó a la gente a apoyar la marcha del presidente López Obrador este 27 de noviembre Más Información en nuestro Podcast

Ideias Radicais
(YT) Militantes paralisam UFSC e outras universidades p/ fazer campanha para Lula

Ideias Radicais

Play Episode Listen Later Oct 19, 2022


A extrema-esquerda é muito confiável. Quando estão na frente, vão dar um jeito de fazer alguma idiotice, assustar todo mundo ao defender ditaduras e seus absurdos, e dar votos pro outro lado. No episódio de hoje, militantes forçaram uma greve na UFSC baseada em uma reunião que não representa os alunos, e foram fazer campanha. O movimento já se alastra por outras universidades, buscando impedir dezenas de milhares de alunos de terem aula... para fazer campanha. Expulsão. É simples. Entre na UJL: https://www.instagram.com/ujliberdade/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D Quer ir para a LibertyCon com 20% de desconto? https://www.sympla.com.br/libertycon-brasil-2022__1703798?d=IR20 Quer refinanciar suas dívidas? É mais fácil do que você imagina: https://bit.ly/RefinanciarRadical Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bitpreço! http://bit.ly/BitprecoRadical Apoie o Ideias Radicais: https://www.catarse.me/projects/152640/

Hablando Claro con Vilma Ibarra
12-8: Propuesta del Ejecutivo para las universidades públicas fue de 430,130 millones de colones.

Hablando Claro con Vilma Ibarra

Play Episode Listen Later Aug 12, 2022 51:58


La negociación para la asignación presupuestaria de las universidades públicas del próximo año será durísima. Tendrá que rendir frutos en 19 días, cuando el presupuesto nacional deberá ser remitido al Congreso (1° de setiembre) y las expectativas de la educación superior ya chocaron de frente contra el ofrecimiento, este jueves del Poder Ejecutivo, que puso sobre la mesa una oferta reducida. La propuesta que se puso en conocimiento del Consejo Nacional de Rectores, fue de 430,130 millones de colones para las cinco universidades públicas, lo que equivale a 128 mil millones menos que la asignación del año pasado. El mismo gobierno señaló que "en un escenario ideal" el Ejecutivo tendría que trasladar 536,200 millones. Pero no puede. Cuestión de realidades. De las realidades de la estrechez fiscal que hace imposible, al parecer, la dotación constitucional para la educación toda, que va quedando cada vez más plasmada como un enunciado utópico. ¿Qué harán las universidades públicas ante el planteamiento, a menos de tres semanas de cerrar una negociación cuesta arriba? Lo conversamos con don Rodrigo Arias Camacho, Rector de la Universidad Estatal a Distancia y Presidente del Consejo Nacional de Rectores.

Papo de Segunda
O Boletinho Das Universidades Públicas | Low Dop: O Jejum De Dopamina | Game Of Conges - com Wilson Gomes e Andréia Sadi

Papo de Segunda

Play Episode Listen Later May 31, 2022 82:00


Com Wilson Gomes e Andréia Sadi, o Papo debate a PEC206, que propõe cobrança de mensalidade em universidades, também fala do jejum de dopamina e sobre quem manda nas relações.