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Debate da Super Manhã: A sequência de fortes terremotos registrados recentemente na América Latina voltou a chamar a atenção para a atividade sísmica na região. Tremores de grande magnitude atingiram países como Colômbia, Venezuela e Peru nas últimas semanas, reacendendo a discussão sobre os riscos e a capacidade de prevenção diante desses fenômenos. No debate desta terça-feira (25), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre os recentes terremotos registrados em países da América do Sul, o histórico de atividade sísmica no Brasil e as regiões brasileiras com maior potencial para a ocorrência de tremores de terra. A discussão também aborda os riscos para a população e os desafios de monitoramento e prevenção. Participam o Geólogo, mestre em Geociências, doutor em Geofísica pela USP e professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Paulo de Barros Correia; e os geógrafos, professores do Programa de Pós-Graduação em ensino de Geografia e do Departamento de Ciências Geográficas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Osvaldo Girão e Wemerson Silva.
AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos. FACE é o acrônimo de Free Air CO2 Enrichment. Neste episódio, a Gabriela Andrietta e a Mayra Trinca conversaram com os pesquisadores líderes do projeto e contam aqui um pouco da origem, da relevância e das ações que tem levado ao conhecimento da sociedade, o que é o AmazonFACE. A grande novidade do grupo é o Carboninho, o mascote que surgiu em um trabalho de campo e logo logo vai atrair a criançada a conhecer o experimento em feiras de ciência. Os entrevistados do episódio são: David Lapola, pesquisador do Cepagri, Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI), da Unicamp e Marko Synesio Monteiro, professor do Departamento de Política Científica (DPCT) e Tecnológica do Instituto de Geociências, também da Unicamp, e Maria Clara Guimarães, mestranda do DPCT e que faz parte da equipe de comunicação do AmazonFACE. Crédito da imagem da capa: Dado Galdieri _______________________________________ Abertura: o Carboninho [sons de floresta em toda a abertura] Abertura: o Carboninho [sons de floresta] Maria Clara Guimarães: E aí, uma noite, aquele breu total da floresta amazônica, todo mundo nas redes, uma das pesquisadoras falou que estava com medo e pediu para alguém contar uma história. E aí, o líder da área socioambiental, Marko Monteiro, professor aqui da Unicamp, começou a inventar uma história Marko Synesio Monteiro: Era uma vez uma molécula de carbono, ela estava flutuando no ar, de repente ela sente que estava sendo sugada para baixo, e aí ela se vê numa folha na floresta amazônica. Mayra Trinca: E assim foi criado o carboninho, que virou mascote do AmazonFACE David Lapola: A gente busca também dar essa interdisciplinaridade, expandir o horizonte. Porque o começo da história pro AmazonFACE é a questão de mudança climática e o seu impacto sobre a floresta amazônica. É aí que começa o fio da meada, e mais especificamente o papel que o aumento de gás carbônico na atmosfera tem nessa história toda. Gabriela Andrietta: O AmazonFACE é o maior experimento científico sobre mudanças climáticas a céu aberto do mundo. Ele é liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com instituições como o Inpa e a Unicamp e já recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos. Gabriela: Eu sou a Gabriela Andrietta, filósofa e comunicadora. Mayra: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. [VINHETA ABERTURA] O que é AmazonFACE? David: FACE é Free Air CO2 Enrichment. Enriquecimento por CO2 ao ar livre. Essa sigla é que esse tipo de experimento já tinha acontecido, já aconteceu em outros lugares do mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa. Gabriela: -Esse é o David Lapola, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, o Cepagri, da Unicamp. Ele também é um dos coordenadores científicos do AmazonFACE e autor líder do IPCC, aquele relatório global sobre mudanças climáticas. Gabriela: Os primeiros experimentos com a tecnologia FACE começaram a operar no fim da década de 1990 nos Estados Unidos, em locais como Tennessee e Carolina do Norte. No entanto, esses estudos eram realizados em um contexto muito diferente do AmazonFACE. Mayra: Em vez de florestas tropicais maduras, os experimentos aconteciam em florestas temperadas plantadas. Essas florestas têm árvores relativamente jovens, com cerca de 10 anos de idade, apesar de serem espécies capazes de viver por até duzentos anos. Essa é uma grande diferença, porque a idade das árvores é algo que influencia diretamente nas características do ecossistema e na forma como a floresta responde ao aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera. Gabriela: É como se a gente estivesse comparando o efeito de um medicamento em um grupo de crianças ou outro de adultos, não dá pra dizer que vai impactar os dois da mesma forma. David: E aí esses experimentos chegaram ao fim. Em 2008, mais ou menos, duraram uns 10 anos. E aí começou uma outra geração de experimentos, da qual o Amazon Face faz parte, que era de fazer esses experimentos em florestas maduras. Hoje tem operacional em florestas outros dois faces. Um é em Birmingham, no Reino Unido, que é uma floresta temperada antiga. Já tem mais de 200 anos, mas é um pedacinho, o que a gente chamaria de um fragmento Tipo do tamanho da Mata Santa Genebra aqui, bem pequeno. É uma espécie, que é o carvalho, que é uma espécie bem presente em florestas temperadas. É o carvalho. Gabriela: Os experimentos mais recentes também mostram que a resposta das florestas ao aumento da concentração de CO₂ varia conforme o tipo de ecossistema. Na Austrália, por exemplo, os resultados foram diferentes dos encontrados nos Estados Unidos com árvores jovens. O experimento australiano ocorre em uma floresta temperada aberta, semelhante a uma savana, dominada por uma única espécie de eucalipto. Já o AmazonFACE, estuda uma realidade completamente distinta: uma floresta tropical madura e altamente diversa. Mayra: O AmazonFACE utiliza grandes aneis experimentais, projetados de um jeito que seja representativo da floresta, pensando em número e diversidade de árvores. Esses aneis têm 30 metros de diâmetro e 35 metros de altura, ultrapassando as copas das árvores, que alcançam cerca de 30 metros. Essa altura é essencial para garantir que todo o volume de floresta dentro do anel seja atingido pelo gás carbônico durante o experimento. Dentro de cada anel, estão cerca de 50 indivíduos, considerando só as árvores com troncos de pelo menos 10 centímetros de diâmetro. São nessas áreas que o gás carbônico será elevado artificialmente, simulando a atmosfera projetada para um futuro não tão distante. David: Dessas 50 árvores, nós temos mais ou menos 49 espécies diferentes. Se você vai para o outro anel, que são seis, lá tem outros 50 indivíduos e outras 49 espécies, na média. Então quando você soma todos os seis anéis, três deles vão ser tratados com CO2 elevado, 50% a mais do que o que a gente tem na atmosfera, e os outros três vão ser controle, só aspergindo o ar ambiente. Quando você soma os seis, a gente tem em torno de 400, 450 espécies diferentes. O que é, assim, um enorme desafio, mas é para interpretar os resultados. Cada espécie pode se comportar de uma maneira, mas é uma enorme oportunidade também. E pela primeira vez a gente vê como uma alta diversidade de plantas, de árvores, modula a resposta do ecossistema a um fator tão importante como esse, que é o CO2. Comunicação do AmazonFACE Gabriela: Com um experimento desse tamanho, dá pra imaginar que existe um logística gigante por trás. Tem equipamento, grupos de cientistas de várias áreas diferentes, financiamento… E tem a equipe de comunicação Marko: todas brincando com essa coisa do carbono que estava sendo usado pela floresta amazônica pela fotossíntese, não é? Então, começou aí, essa foi a historinha, e depois virou uma brincadeira, e a gente, toda noite, contava uma historinha do carboninho e inventamos outras moléculas, o oxigênio, enfim, outros, brincando com esses temas que aparecem no projeto, mas foi uma criação coletiva. Maria Clara: O Carboninho é um personagem que surgiu de um trabalho de campo. então foi uma coisa meio espontânea. E foi muito legal, porque assim, virou uma anedota interna, só que o David, ele viu como uma oportunidade de fazer divulgação de ciência para outros públicos, né?E aí, quando a gente conseguiu o fomento da FAPESP, ele quis implementar essa bolsa de jornalismo de ciência para escrever três episódios do Carboninho. Mayra: Quem está explicando é Maria Clara Guimarães, da equipe de comunicação do AmazonFACE. Maria Clara: Bom, meu nome é Maria Clara, sou linguista de formação, fui professora de segunda língua por 10 anos e quis mudar um pouco a carreira depois de um tempo, fazer algo com mais propósito. E aí eu resolvi fazer jornalismo de ciência, a especialização aqui no Labjor, e eu entrei no Amazon Face através de uma bolsa mídia-ciência e aqui ou lá estou desde então. Gabriela: A comunicação do AmazonFACE acontece em três frentes principais. A primeira é o contato com a imprensa, com a produção de releases, comunicados, preparação dos pesquisadores para entrevistas e a realização de visitas de jornalistas ao experimento. Mayra : A segunda é o diálogo com a sociedade, por meio de feiras de ciência, redes sociais e canais no site para receber dúvidas do público e a terceira é a comunicação com a comunidade científica, com a participação em congressos, publicação de artigos e divulgação dos resultados das pesquisas. Gabriela: O projeto conta também com um comitê de comunicação, formado por representantes das instituições coordenadoras, responsável por definir diretrizes e estratégias, e com uma equipe de comunicação produzindo conteúdos, atendendo à imprensa e promovendo a divulgação científica das pesquisas, porque olha, assunto pra falar não falta Maria Clara– Explicar o ciclo do carbono, explicar o programa Amazon Face, mas basicamente divulgação de ciência do clima, né, Entender o ciclo do carbono, entender como que a nossa forma de viver e de produzir é alta em liberação de carbono, em emissões de carbono. Mayra: Da mesma forma que aconteceu com o carboninho, muitas iniciativas de comunicação do AmazonFACE surgem de forma espontânea, por iniciativa dos próprios pesquisadores. Vídeos, desafios nas redes sociais e registros feitos durante o trabalho de campo ajudam a aproximar a ciência do público e costumam gerar grande engajamento. Maria Clara: Essa é uma estratégia de comunicação que nós temos, que surgiu, né, dos nossos pesquisadores, assim como a dancinha no Instagram, né, então a pós-graduanda do INPA, Clarice Saldanha, chamou a galera para fazer e eles fizeram, e é muito legal, e assim, no geral, essas estratégias espontâneas de comunicação, elas são as mais legais, né, mas lógico, a gente tem outras estratégias mais top-down, digamos assim, né, em que a gente propõe e pede, mas, no geral, a gente tem tentado criar uma cultura de divulgação de ciência entre os nossos cientistas. Então, pô, você vai a campo, faz um relato, se grava, tem um outro vídeo da Nathalie Martins que teve um, acabou de sair um paper dela, um artigo pela Nature Communications, e aí ela foi a campo, ela mandou imagens dela, e a gente tem uma parceria com a Bori, a gente trabalha muito junto a Bori, e aí eles fizeram um videozinho super bacana dela explicando o paper dela em que tinham cenas dela em campo fazendo coleta, então a gente tenta instituir isso entre os nossos pesquisadores, pô, vai lá em campo, faz uma foto, faz um vídeo, conta o que vocês estão fazendo, porque assim, a melhor forma de divulgar ciência, muitas vezes, é a humanização do cientista, né? Mayra: A Bori é uma agência de notícias que trabalha na aproximação entre jornalistas e cientistas, divulgando releases de pesquisas recentes pra imprensa. A ideia é aumentar a circulação dos estudos, e com o AmazonFACE não é diferente. Com uma pesquisa desse tamanho, na Amazônia e trabalhando com um tópico quente (com perdão do trocadilho), que são as mudanças climáticas, o projeto ganhou espaço da mídia brasileira. Gabriela: E com isso, também surgem muitas dúvidas sobre o experimento. A Maria Clara contou que quando um tema gera dúvidas, interpretações equivocadas ou repercussão negativa nas redes sociais, a equipe transforma essas situações em oportunidades para esclarecer informações e criar conteúdos mais direcionados. Vídeos, publicações e materiais explicativos são produzidos para responder aos questionamentos do público e ampliar a compreensão sobre a pesquisa. Maria Clara – – Quando a gente fura a bolha e tem os vídeos da Folha de São Paulo, ou tiveram outras situações, fotógrafos que foram ao sítio e publicaram essas fotos, né, falam, ah, olha que experimento legal. As pessoas se questionam, pô, mas e isso na Amazônia? O que que é? é, não é uma coisa muito grave o que vocês estão fazendo, né? Então, a gente usa esse material, esse conteúdo para explicar melhor o programa, né?Então, nesse caso específico, o que a gente fez? A gente pegou os comentários ruins e formulou perguntas para serem respondidas, né? Então, a gente não puxou um comentário ruim para fazer a resposta, mas a gente extraiu daqueles comentários perguntas pra responder aquelas provocações, né, então a gente fez uma série chamada Descobrindo Amazon Face, que foi uma parceria da comunicação da Amazon Face com a COCEN então quando fomos a campo o Rafael Brandão me filmou falando e o Oscar Neto da COCEN editou os vídeos, então ficou muito bacana, assim inclusive a gente sempre instiga as pessoas a nos trazerem perguntas, seja pelos nossos canais das redes sociais ou pelo nosso site que tem um canal aberto a gente sempre instiga as pessoas a nos falarem o que vocês não entendem ou o que incomoda dentro desse projeto pra que a gente responda realmente. Gabriela: A COCEN, que a Maria Clara citou, é a Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa aqui da Unicamp. O Cepagri, centro que o David trabalha, faz parte desse grupo. Mayra: A divulgação científica do AmazonFACE também acontece fora dos laboratórios e da floresta. O projeto participa de feiras de ciência e eventos de extensão, onde utiliza maquetes dos anéis experimentais para explicar, de forma lúdica, como funciona a pesquisa. Maria Clara – E, assim, olhando do ponto de vista do trabalho de divulgação de ciência, uma experiência muito legal é explicar para a criança. Assim, é incrível. Você olhar pra aquelas crianças olhando a maquete, assim, o que é isso? Aí, primeiro você prende elas perguntando, ai, quantos cientistas você conta? Que na maquete tem uns mini-cientistas espalhadinhos. Ai, quantos cientistas você viu? Ah, mas eu acho que tem um lá dentro que você não viu. E aí a gente começa a explicar o modo de produção, o jeito que a gente vive, o jeito que a gente come, tem alta emissão de carbono e que o gás carbônico é comidinha das plantas, né? Não é muito muito acurado cientificamente, mas tudo bem, né? Licença poética pra falar com as crianças. E aí a gente pergunta se no seu prato de comida tiver muito mais arroz que feijão. Você vai comer mais arroz? Não vai. E aí começa a explicar pras crianças que é isso que a gente tem que entender. Que como tem mais gás carbônico disponível, a gente precisa entender se as plantas vão consumir mais esse gás carbônico e pra onde esse gás carbônico vai. Aí eu brinco com ela, será que você vai engordar mais na barriguinha, na perninha, né, enfim. E será que isso vai mudar o jeito do seu corpo funcionar? Então são analogias, é muito legal, assim, conversar com as crianças, né. Gabriela: O David ajudou a gente aqui pra explicar o que isso significa na prática, ainda que de um jeito não tão lúdico. David: Teoricamente, quando você aumenta o gás carbônico, que é um insumo básico da fotossíntese, as plantas aumentariam a sua produção fotossintética, aumentariam de tamanho, o acúmulo de biomassa e tal. Mas isso é só teoricamente. [trilha de intervalo] Gabriela: A ideia faz sentido: se tiver mais fonte de alimento, que é o gás carbônico, mais as árvores vão crescer. Mayra: Mas a coisa com a natura é que nem sempre, só porque uma ideia faz sentido, que ela acontece de verdade. Por isso é importante testar David: Houve já muitos estudos com espécies tropicais em laboratório, em pequenas estruturas, onde você consegue submeter a planta a uma concentração de CO2 elevada. Mas pensa comigo, as pessoas não conseguem colocar uma árvore de 30 metros dentro de um laboratório. E de certa forma é como você testar uma vacina em um bebê e achar que ela funciona para um adulto. Porque você está investigando uma plântula, uma plantinha em laboratório. Mayra: Um dos principais fatores que podem limitar o crescimento das árvores é a disponibilidade de nutrientes no solo. Cerca de 60% das florestas amazônicas estão sobre solos pobres em fósforo . David: Mas o fósforo é um elemento necessário para fazer membrana celular, é um elemento necessário para material genético, é um elemento necessário para molécula energética. Se vocês lembrarem daquela molécula ATP, que vai dentro da mitocôndria e tal, o P é fósforo ali. Mayra: Sem fósforo suficiente, as árvores podem até absorver mais CO2 da atmosfera, mas têm dificuldade para transformá-lo em novos tecidos, como troncos, galhos e folhas. David: Você pode, para essas coisas básicas, formação de uma célula, componente de uma célula pode, colocar quantos CO2 você quiser ali que não vai acontecer nada. E isso, voltando lá no fio da meada, é uma péssima notícia para essas projeções de modelo que consideram que o efeito de fertilização por CO2 é forte, é duradouro e tal. Na verdade, essa limitação por fósforo mostraria que o efeito de fertilização por CO2, no máximo, é passageiro. É algo que a planta vai até um limite, na hora que não tiver mais fósforo não vai acontecer mais nada. Ela vai até absorver, ela pode absorver o gás carbônico, transforma isso em açúcares simples, glicose e tal, mas ela não tem como alocar para açúcares mais complexos, lignina, que é o que faz um tronco, por exemplo, de uma árvore, e ela vai respirar isso prontamente, vai usar esse açúcar Só para se manter Gabriela: Entender como as árvores, e na verdade a floresta como um todo, vão lidar com o aumento do gás carbônico na atmosfera é muito importante pra gente não cair em achismos. David: porque o que o mundo quer, por exemplo, a Convenção do Clima da ONU, Que é que as florestas, num contexto de política climática, querem que as florestas absorvam mais carbono. E é isso que a gente quer saber. Quando você botar mais CO2, vai absorver mais carbono. Mas se não houver nutrientes, pode ser que não absorva. A floresta não só não vai nos salvar de mudanças climáticas, como ela estará mais vulnerável e suscetível às mudanças climáticas.Aí volta a história do tipping point, se você não tem um efeito, essas simulações de modelos de vegetação e clima mostram que, se você não tiver esse efeito de fertilização forte e persistente, as florestas estariam mais vulneráveis ao aumento de temperatura, redução de chuva e tal. Mayra: Por enquanto, porém, essas ainda são hipóteses. Para responder a essas perguntas, o AmazonFACE reúne uma infraestrutura inédita na Amazônia. Além dos anéis experimentais, o projeto conta com um conjunto de guindastes que permite aos pesquisadores acessar diretamente o dossel da floresta, as copas das árvores, onde ocorrem processos fundamentais para entender esse cenário. Maria Clara: E aí dentro do Amazon Face, uma experiência que assim, é de tirar o fôlego, é andar nos guindastes.-É assim, eu não canso de passar por essa experiência, são guindastes de 45 metros, que são uma ferramenta científica e eles dão acesso à copa das árvores com precisão para que os cientistas possam fazer medições que antes você tinha que cortar um galho e não eram tão corretas, não eram tão acuradas. David: Então eles vão numa gaiola toda protegida. Para fazer a medição de fotossíntese, de transpiração e outras coisas. Isso até agora era exclusividade na América tropical, na América, não era só na América do Sul. Era exclusividade do Instituto Smithsonian, na ilha de Barro Colorado, no Panamá. E não é mais. Agora a gente tem esses guindastes também que dão acesso a uma infraestrutura de pesquisa. Você pode fazer pesquisa dentro dos anéis, mas fora também, porque o braço vira do guindaste. Gabriela: Esses guindastes dão um pouco a dimensão do tamanho do experimento do AmazonFACE. Então não é de se surpreender que o experimento atraia bastante visibilidade da imprensa. Depois você dá uma olhada nas nossas redes sociais que vamos deixar umas fotos por lá. Parte do trabalho da Maria Clara é ajudar na logística nada simples que permite a ida de jornalistas até as torres. Maria Clara: E aí é isso, entender qual pesquisador vai estar em campo, qual equipe, qual campanha, o que eles vão poder acompanhar, se vai interferir com os trabalhos de construção, porque é uma logística muito delicada.- Época do ano que é possível ir, porque tem épocas do ano que chove muito. Então, você vai receber uma equipe de jornalismo lá, não vai conseguir filmar nada. Então, tem toda essa parte de negociação de pessoas que nos procuram, porque o experimento é 80 quilômetros de Manaus, né? Então, você tem que pernoitar lá, se for filmar em dois dias. Tem uma série de documentos que têm que ser assinados. as pessoas que vão tem que ter seguro de vida enfim, uma série de detalhes que a gente tem que ir conversando e em agosto foi essa visita e a reportagem saiu em outubro então quase um ano de trabalho. Gabriela:. O projeto já despertou o interesse de veículos nacionais e internacionais, como a BBC, a EPTV, que produziu a minissérie Amazônia: Mãe da Ciência, e emissoras estrangeiras da Alemanha e dos Estados Unidos. Cada solicitação passa por avaliação do comitê científico, do comitê de comunicação e da equipe de logística, para garantir que a cobertura jornalística não interfira nas atividades de pesquisa e na operação do experimento. Maria Clara – Mas também o que já aconteceu é deles pedirem para nós imagens e fazer a pauta à distância. Então a BBC soltou uma reportagem sobre a Amazon Face, bem grande, inclusive impressa, com imagens que nós tínhamos. Porque, além de a gente ter esses fotógrafos de grandes emissoras que vão, nós contratamos, acho que, dois ensaios fotográficos sobre Amazon Face com profissionais. Então, com o João Rosa, um fotógrafo de natureza, e com o Daudo Gaudieri, outro fotógrafo de natureza. Então, nós temos imagens muito bonitas para disponibilizar. Porque a gente sabe que receber os jornalistas em campo não é fácil, não só do ponto de vista do jornalista, mas do nosso, porque aquilo é um terreno muito precioso. Então, se alguém pisa num lugar errado, você está matando uma muda de árvore que pode um dia, enfim, fazer parte da nossa pesquisa. Tanto que quando nós vamos receber pessoas lá, tem umas gradinhas pretas que você joga no chão e você não pode pisar direto na terra, senão isso compacta o solo. Mayra: Essas imagens são usadas pra divulgar o projeto e podem ser enviadas pros jornalistas e veículos de comunicação. Eu achei isso muito legal, porque mostra bem a preocupação que o projeto tem com a comunicação, inclusive trazendo essa pegada mais artística junto. Maria Clara- Esses ensaios nós fizemos pensando em divulgação de ciência e também para disponibilizar para jornalistas, mas também exposições artísticas. No Amazon Face, a gente já fez algumas residências artísticas, junto com o pessoal do Lab Verde, que é uma instituição que faz residências artísticas ligadas à natureza, ciência, natureza. Gabriela: A ClimaCom, uma revista que também faz parte dos trabalhos aqui do Labjor e coordenada pela Susana Dias, também já fez uma residência chamada perceber-fazer floresta em parceria com o AmazonFACE. [algum sonzinho que indique uma pausa pra anúncio] Mayra: A gente já fez um episódio com a Susana que também tem tudo a ver com esse aqui. Se você se interessa por mudanças climáticas, vai gostar de ouvir o episódio 214, sobre pesquisas que mostram os impactos do clima na paisagem sonora. Salva lá pra ouvir depois! [repete som de antes] Mayra: Além da produção de conteúdos, o AmazonFACE incentiva a preparação de seus pesquisadores para o diálogo com a imprensa. Os cientistas participam de sessões de media training, nas quais recebem orientações sobre como comunicar suas pesquisas de forma clara, objetiva e acessível para diferentes públicos. Maria Clara: Toda vez que eu tenho a oportunidade de conversar com um grupo como um coletivo, eu falo da cultura de comunicação, a gente fala sobre eles mesmos divulgarem o próprio trabalho.- Então, nós tivemos uma bolsista mídia-ciência poliana, Poliana Martins, que também fez um trabalho dos cientistas, deles falarem da própria pesquisa em 30 segundos. Gabriela: Um dos desafios da divulgação científica é conciliar o tempo dos pesquisadores. Mesmo assim, o AmazonFACE tem buscado fortalecer uma nova cultura de comunicação, em que os cientistas reconhecem cada vez mais a importância de compartilhar seus trabalhos com a sociedade. Maria Clara: Ah, é, assim, eu acho que eu estruturei parte da comunicação do projeto, mas eu acho que dentro do projeto as pessoas já têm uma noção do que tem que acontecer dentro de uma comunicação, né? Então, o cientista, ele não se vê mais só como cientista, e ainda bem, né? Então, as pessoas têm noções de que a ciência, se for feita para ficar fechada, ela não faz sentido de ser. Porque se você faz um grande empreendimento na floresta amazônica, gasta dinheiro público, isso não reverte para a população, isso não faz sentido. Mayra: Pensando nesse retorno pra população, o AmazonFACE também possui uma frente socioambiental. A ideia é compreender como as mudanças climáticas e as transformações na Amazônia estão sendo percebidas pelas populações que vivem no território e com isso,incorporar conhecimentos e experiências de diferentes comunidades amazônicas. Quem coordena essa frente de pesquisa é o Marko Monteiro, que você já ouviu aqui contando a história do Carboninho. Marko: Então a gente vai começar, se tudo der certo, se o dinheiro vier certinho, a gente vai começar a fazer pesquisas etnográficas, toda uma equipe lá envolvendo Manaus, Belém, várias instituições amazônicas, porque era um edital do CNPQ voltado para instituições amazônicas, essas equipes vão começar a fazer pesquisas com povos indígenas e vão tentar entender percepções, né? Ah, além da da questão agrícola, que afeta também esses esses povos e as esses saberes. Mas aí é um é um desafio muito grande. Como é que você integra conhecimentos locais, conhecimentos indígenas com um experimento calcado numa ciência tradicional? Ah, então, por enquanto, o experimento tá sendo né, desenvolvido numa chave da, né, das premissas da modelagem e da climatologia. Mas essas outros saberes certamente vão fazer parte. Gabriela: Até porque, já que o experimento está sendo conduzido na Amazônia, nada mais justo que a população local tenha conhecimento do que tá acontecendo, só que isso não é tão simples quanto parece. A Maria Clara comentou com a gente que, mesmo com toda a circulação em grandes jornais e até na imprensa fora do Brasil, o alcance local das estratégias de comunicação ainda é pequeno. Mayra: Por isso, parte dos próximos passos do andamento do projeto é contratar uma pessoa do local, da Amazônia, com experiência de trabalho jornalístico na região, pra integrar a equipe de comunicação e tentar melhorar esse alcance. [música de fundo] Maria Clara: Afinal de contas, a ciência do clima já existe desde os anos 80, dos anos 70. A gente já sabe que se a gente continuar produzindo da forma como a gente produz, vai dar ruim. ruim, né? E como comunidade científica é muito fácil cruzar os braços e falar, eu avisei, né? – Então, não adianta você fazer ciência se essa ciência não está chegando onde tem que chegar. Então, a comunicação tem parte nisso, só que existe também uma parte epistemológica do fazer científico e do fazer política e se aproximar, porque nós estamos dentro do MCTI como programa, né? Então, tem que aproveitar essa proximidade e desenvolver o que tem que ser desenvolvido, né? Encerramento: Mayra : O AmazonFACE nasce da dúvida de como a floresta amazônica irá responder a um planeta com concentrações cada vez maiores de gás carbônico na atmosfera. Para responder a essa questão, o projeto criou uma infraestrutura científica inédita, Marko: Então, tem toda uma construção né, de torres, que vai tentar realizar isso. É, naquele trecho, por quilômetros e quilômetros em volta, não tem pessoas habitando ali. Ah, então muita gente acha que tem povos indígenas, ribeirinhos ou até casas ali perto que vão ser afetadas pelo experimento. Não é ah um experimento que é próximo de áreas habitadas. É uma área experimental há muitas décadas já. eh, então já é usado, é um trecho isolado da floresta. Tem fauna, tem eh muitas, né, muitos animais ali, além das plantas, mas não há seres humanos envolvidos no experimento, nem próximos do experimento. Não vai eh haver interferência. Porém, os resultados têm a possibilidade de esclarecer coisas sobre a floresta e as possíveis mudanças vão sim afetar as pessoas. muito, já estão afetando. Marko: E isso é o que a gente tá tentando entender.A Amazônia vai colapsar como um sistema, você vai ter menos árvores mais vegetação rasteira, as chuvas vão diminuir, vão aumentar, a temperatura a gente já sabe que tá aumentando, os eventos extremos já estão aumentando, então secas, enchentes, isso tudo já existe, dados mostrando que a frequência vem aumentando e as pessoas já relatam, a gente fez trabalho de campo e já sabemos que as pessoas já estão sendo afetadas, então é importante separar essas duas coisas, né? As pessoas já estão sofrendo mudanças climáticas agora. Há um tempo, alterações que elas percebem e que afeta concretamente as suas vidas. O experimento não está sendo realizado próximo de pessoas e tenta responder essas perguntas, né? Do que poderia acontecer com relação ao CO2 elevado. Gabriela: As mudanças climáticas já são uma realidade. No entanto, com o avanço da desinformação e do negacionismo, o desafio de comunicar a ciência é ainda mais desafiador. Maria Clara: Isso também é uma questão de comunicação, né, gente? Como que você aborda incertezas científicas, que é o grande motivador do projeto, são as incertezas científicas acerca das mudanças climáticas, né? Então, como que você lida com incerteza científica em épocas de negacionismo? Então, as pessoas querem uma afirmação. A floresta vai sobreviver ou a floresta vai mudar para esse lado. E os modelos matemáticos têm essa pretensão de fazer previsões, só que eles não têm…Não é que eles não têm… Modelos matemáticos são baseados em dados do presente ou do passado. Para você saber se ele está indo bem, digamos assim, você tem que olhar para dados do futuro. E é por isso que existe o experimento. Mayra: Mais do que prever o que acontecerá, o desafio é compreender como as pessoas reagem às evidências e aos cenários que a ciência projeta para o futuro. Marko: Existe essa construção de uma ideia de previsão de futuro. Ah, eu acho bastante complicado, né, achar que a gente vai prever Mas o que eles colocam é também essa redução de incerteza. Do meu ponto de vista, entendendo a ciência como construto social, uma prática social. É, o interessante é ver como é que a gente tenta antecipar o futuro para fazer coisas no presente.Então um pouco a minha pegada é essa de tentar ver como é que a gente está reorientando a nossa prática para esse futuro que a gente acha que vai vir. Se ele vier ou não, se ele vai chegar ou não, se a gente prevê ou não, isso é menos importante para mim a pesquisa. Mais importante é ver o que as pessoas fazem em função desse futuro, como é que elas reorientam ou ignoram. esse futuro previsto. Como é que elas tentam prever o futuro, também é muito interessante, né? Tentar produzir uma máquina para olhar para o futuro. Gabriela: Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Gabriela Andrietta, com revisão da Mayra Trinca, que coordena o Oxigênio junto com a Simone Pallone. Mayra: A edição de áudio foi feita pelo Guilherme Lopes e pela Juliana Lopes. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez. A trilha sonora é da biblioteca de áudio do youtube. Gabriela: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP. Mayra: Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Inclusive, lançamos há pouco tempo o Oxigênio no Youtube! Se você acompanha podcasts por lá, procure a gente: Oxigênio Podcast. No Youtube, no Instagram e no Facebook. Já segue pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui. [VINHETA ENCERRAMENTO] Trilha: Mysteries
Algumas das luas de Júpiter e Saturno têm sido objetos de interesse da astrobiologia há tempos. Novas missões estão a caminho para explorar alguns desses satélites e procurar condições de habitabilidade que podem estar em grandes oceanos debaixo da superfície. Aqui na Terra, o estudo de organismos que vivem e se reproduzem em ambientes considerados extremos, os extremófilos, pode ajudar a entender como a vida pode se adaptar a condições de temperatura extremamente baixa, entre outros estressores. Para tratar do tema, o repórter Danilo Albergaria conversou com as pesquisadoras Amanda Bendia e Maria Eduarda Nascimento, ambas do Instituto Oceanográfico da USP, Rosaly Lopes, da NASA e Douglas Galante, do Instituto de Geociências, também da USP. Este é o terceiro episódio de uma série produzida pelo Danilo, com apoio do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. _________________ Roteiro Danilo: Nos dois primeiros episódios do podcast Oxigênio dedicados à astrobiologia, falamos da busca por vida em exoplanetas e em Marte. Desde os anos 60, Marte foi o objeto que mais capturou as atenções dos cientistas interessados em entender se a vida pode ter surgido e persistido em outros lugares do sistema solar. Mas esse panorama tem mudado nas últimas décadas. Desde as missões Galileo e Cassini, algumas das luas que orbitam Júpiter e Saturno entraram no rol de mundos com potencial de oferecer condições habitáveis à vida como a conhecemos. Novas missões espaciais estão a caminho ou em fase final de preparação para explorar algumas das luas dos gigantes gasosos. Entre os seus objetivos está entender melhor as potenciais condições de habitabilidade nos grandes oceanos debaixo da superfície dessas luas – ou seja, os cientistas querem saber se esses lugares oferecem condições suficientes para que seres vivos sobrevivam. Nesse episódio, eu entrevistei quatro cientistas que trabalham direta ou indiretamente com isso. Com eles, vamos explorar o que sabemos – e o que ainda não sabemos – sobre as luas geladas do sistema solar. Será que pode existir vida nesses lugares? É isso o que muita gente que pesquisa astrobiologia quer saber. [Vinheta] Danilo: Algumas das missões mais importantes da exploração espacial do presente e do futuro próximo estão destinadas às luas de Júpiter e Saturno. Vamos falar primeiro das que vão explorar a vizinhança de Júpiter. A sonda JUICE, acrônimo para “explorador das luas geladas de Júpiter” em inglês, foi lançada pela ESA (a agência espacial europeia) em 2023 para explorar Ganimedes, Calisto e Europa, três das quatro luas de Júpiter chamadas de galileanas. O quarteto foi observado pela primeira vez há mais de 400 anos por Galileu Galilei. A não ser pela nossa própria Lua, nenhuma lua do sistema solar é visível a olho nu. Galileu foi o primeiro a observar as luas de Júpiter usando um telescópio, invenção recente que tinha sido aprimorada por ele. As luas galileanas de Júpiter são relativamente grandes. Embora ainda sejam objetos bem menores do que a Terra, Ganimedes e Calisto são um pouco maiores do que a nossa Lua, enquanto a Europa é um pouco menor. A quarta lua, a Io – um verdadeiro inferno vulcânico, e que não estava no radar de estudos da missão de 2023 como as demais, é praticamente do mesmo tamanho da nossa Lua. A JUICE está a caminho do sistema joviano, ou seja, Júpiter e suas luas, mas ainda se encontra na vizinhança da Terra. Ela deve se aproximar de novo de nós para pegar embalo com a gravidade do nosso planeta, que vai estilingar a sonda para o sistema solar externo. A JUICE deve chegar aos arredores de Júpiter em julho de 2031. Outra sonda, a Europa Clipper, da NASA, foi lançada em outubro de 2024 para investigar, como o nome sugere, a lua Europa, a mais interessante das luas de Júpiter. A estilingada da Europa Clipper, ao passar perto da Terra, vai acontecer um pouco depois da passagem da JUICE – vai ser em dezembro de 2026, mas a Clipper deve chegar antes à vizinhança de Júpiter, em abril de 2030. A Clipper vai orbitar Júpiter e passar bem pertinho da superfície de Europa umas 50 vezes. Além das duas missões ocidentais, a China está planejando lançar uma sonda em 2029 para chegar a Júpiter em 2035 e explorar as luas Calisto e Ganimedes. Por que tanto interesse nessas grandes luas de Júpiter? Como eu já indiquei no começo do episódio, existem muitos indícios e evidências indiretas de que Europa, Calisto e Ganimedes têm enormes oceanos debaixo de uma espessa superfície gelada. A estimativa é de que cada uma dessas três luas tenha corpos de água líquida maiores do que todos os oceanos terrestres. Conversei sobre isso com o Douglas Galante, professor do Instituto de Geociências da USP e um dos pioneiros da astrobiologia no Brasil – ele é vice-coordenador do AstroLab, da USP, o primeiro laboratório dedicado à pesquisa em astrobiologia no país, fundado em 2011 por Douglas, pelo químico Fabio Rodrigues, atual coordenador do laboratório, e pelo Ivan Paulino-Lima, que hoje é pesquisador na NASA. Douglas: Uma coisa sempre interessante quando a gente pensa nessas luas geladas que eu sempre falo é que a gente adora falar que a Terra é o planeta água, algo que ficou popularizado, e a gente esquece de pensar que nessas luas de Júpiter e Saturno a gente tem mais água do que aqui na Terra. É em cada uma delas. Então a gente é muito presunçoso. Europa, os modelos mostram que ela pode ter um oceano de 100 quilômetros de profundidade. A gente não consegue imaginar o que são 100 quilômetros. O ponto mais profundo aqui na Terra, da Fossa das Marinas, são 11 quilômetros. Imagina 10 vezes mais. Danilo: Ganimedes, a maior lua de todo o sistema solar, deve ter um oceano seis vezes maior do que todos os oceanos da Terra combinados. Mas esses enormes corpos de água líquida não estão na superfície das luas, e sim debaixo de superfícies congeladas que podem chegar a centenas de quilômetros de espessura. Júpiter está cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e o frio a essa distância do Sol impossibilita a existência de água líquida na superfície das luas. O Douglas chamou a atenção para o fato de que essas luas estendem possível habitabilidade para além da região em que a Terra orbita, mais próxima do Sol e que permite água líquida na superfície. Douglas: Mas o que eu acho super interessante, que eu sempre coloco, é que as luas dão um indicativo de habitabilidade que é maior do que a gente conhecia. Quando a gente olha os conceitos de habitabilidade tradicionais, que definem a zona de habitabilidade estelar, que é a presença de água líquida na superfície, as luas são ambientes crípticos que obtêm energia para manutenção da água líquida a partir da interação gravitacional com seus planetas hospedeiros. Danilo: Ok, mas se a superfície é gelada demais para ter água líquida, como esses oceanos podem existir? A explicação é a seguinte: o decaimento radioativo dos elementos que formam o núcleo das luas gera calor considerável de forma mais ou menos constante, parecido com o que acontece com o núcleo da Terra. Mas isso é só parte da explicação. Entra, então, o chamado “aquecimento de maré”. Conforme a lua se desloca na órbita do planeta gigante, a atração gravitacional do planeta não é uniforme: como a órbita não é circular, mas elíptica (ou “ovalada”), as luas às vezes estão um pouco mais perto e às vezes um pouco mais longe do planeta. Isso produz um efeito de “estica e puxa” que estica e comprime a lua, e isso gera calor entre as suas camadas internas. Também entra aí o fato de que as órbitas de Ganimedes, Io e Europa estão em ressonância, ou seja, enquanto a Io completa uma volta, a Europa completa duas, e a Ganimedes, quatro, o que aumenta a excentricidade de suas órbitas (ou seja, estica um pouco a elipse). Nesse processo, a própria variação na distância entre as luas gera uma interação gravitacional que contribui para o efeito de aquecimento de maré. Além disso, a provável presença de sais nos oceanos faz com que o ponto de congelamento diminua, mantendo a água em estado líquido. A JUICE e a Europa Clipper serão importantes para entender melhor as superfícies das luas e colher dados indiretos que indiquem algumas características desses oceanos, incluindo informações sobre se eles oferecem condições habitáveis para a vida como a conhecemos. Água líquida é uma das condições necessárias. Mas como os cientistas vão fazer para saber o que mais pode haver nesses oceanos? [Música] Danilo: Para entender como os cientistas vão fazer para saber mais sobre as luas geladas, eu conversei com a Rosaly Lopes, que é diretora de ciências planetárias do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ela teve atuação importante na missão Galileo, que explorou as luas de Júpiter entre 1995 e 2003. Rosaly: Eu trabalhei na missão Galileo e a missão Galileo foi que descobriu que a Ganimedes e a Europa tinham oceanos de água líquida debaixo de uma crosta de gelo, principalmente Europa. Aí o pessoal fica muito entusiasmado porque Europa, nós sabemos que tem calor no interior, tem sinais de criovulcanismo, criovulcanismo é o vulcanismo que traz essa água líquida do interior para a superfície. E são três coisas essenciais para existir vida, vida como a nossa: água, energia, como calor, como vulcanismo, e material orgânico. Nós não sabemos muito sobre o material orgânico em Europa. Sabemos mais em Encélado e Titã, por exemplo. Eu também trabalhei na missão Cassini. Mas a missão que está indo agora para a Europa vai estudar justamente os depósitos da superfície para ver se é material orgânico ou não. Danilo: Encélado e Titã são luas de Saturno, e a Cassini foi a missão da NASA que explorou o sistema saturniano entre 2004 e 2017. Vamos falar delas daqui a pouco. Por ora, o que a Rosaly falou sobre possível criovulcanismo (ou vulcanismo gelado) em Europa é importante porque pode ser um dos mecanismos pelos quais parte do oceano do interior poderia ser expelida em enormes plumas de vapor de água e gelo. Não é algo completamente diferente de vulcões expelindo o magma do manto terrestre para a superfície. A Europa Clipper carrega instrumentos capazes de fazer medições que vão ser usadas para distinguir se essas plumas contêm material vindo do oceano profundo ou de pequenos reservatórios mais próximos da superfície. As pistas de criovulcanismo na superfície incluem anomalias de temperatura em determinadas regiões – mais quentes do que o esperado – além da presença de características que lembram fluxos de erupções ou de derretimento de geleiras aqui na Terra. Aliás, junto com a ausência de crateras de impacto de grande porte, isso indica que a superfície de Europa é jovem, devendo ter entre 50 e 100 milhões de anos. Em comparação, a superfície de Marte e da nossa Lua, formadas há bilhões de anos, tem muitas dessas grandes crateras, o que indica que a superfície não se renova. Ao examinar a superfície de Europa com a Clipper, os cientistas vão poder fazer inferências sobre seu interior. Mas a sonda não vai pousar na superfície da lua. Em vez disso, ela vai orbitar Júpiter e fazer 44 rasantes sobre Europa. Douglas: Na verdade, ela não vai nem orbitar a Lua, ela vai ficar fazendo flybys em volta da Lua, vai fazer rasantes na Lua, e quando ela faz esses rasantes, ela faz uma série de imagens de alta resolução, faz medidas espectroscópicas para medir a composição, mas ela não vai, de fato, acessar diretamente o potencial oceano líquido que existe ali debaixo. E daí todo mundo pergunta, mas porque a gente não simplesmente pousa na superfície da Lua, faz um furo, mede a água e vê o que tem ali e pega um atum europeano, sei lá. Então isso é uma coisa complicada, porque o oceano de Europa tem 100 km de profundidade. A crosta, a gente fala que é uma crosta fina, mas fina, de 10 km de espessura. A gente tem que lembrar que as calotas polares aqui no nosso planeta têm de 4 a 4,5 quilômetros de profundidade. Danilo: Pesquisadores estão explorando a potencial habitabilidade de oceanos de subsuperfície das luas analisando os seres vivos encontrados em condições muito adversas, extremas. A Amanda Bendia é professora do Instituto Oceanográfico da USP e coordenadora do ExtreMar, o Laboratório de Extremófilos Marinhos do instituto. Extremófilos são microrganismos capazes de viver em condições extremas e a Amanda é especialista em extremófilos marinhos de ilhas vulcânicas da Antártida. Lá existem fumarolas submarinas habitadas por micróbios adaptados a um ambiente com variação extrema de temperatura. Ela destaca o problema de conceber como microrganismos poderiam se adaptar às pressões muito altas que o oceano de Europa deve ter. Amanda: Aqui na Terra, falando de extremófilos, a gente já encontrou vida nos mais extremos possíveis, desde a profundidade máxima do oceano até a mais alta atmosfera. Só que a profundidade máxima do nosso oceano é perto de 11 quilômetros, que fica naquela região das fossas marianas. Em Europa, é estimado que o ponto mais fundo seja ali perto de 100 quilômetros, então é 10 vezes quase mais profundo do que a nossa maior profundidade. Então, é um desafio a gente tentar entender como uma forma de vida ali poderia sobreviver a uma alta pressão como essa. Danilo: A Maria Eduarda Nascimento é doutoranda orientada pela Amanda, também no Instituto Oceanográfico da USP. A pesquisa dela envolve criar modelos computacionais para entender como possíveis comunidades de microrganismos poderiam subsistir no interior de oceanos de subsuperfície de luas geladas por meio de quimiolitoautotrofia – que é um nome sofisticado para descrever como alguns micróbios aqui na Terra se alimentam de compostos inorgânicos – como minerais e rochas – sem precisar de oxigênio e da luz do Sol. Os oceanos das luas geladas podem estar em contato com um interior quente e isso, dependendo dos elementos e compostos disponíveis, pode sustentar vida microbiana quimiolitoautotrófica. A gente vai falar disso daqui a pouco, porque a Maria também conversou comigo sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Maria: Ela tem o REASON, que é um radar para ver o quão grande é essa crosta de gelo e a estrutura. Ele tem um magnetômetro que é pela deformação no campo magnético que a gente sabe que tem um oceano, que a água salgada do mar acaba mexendo nesse campo eletromagnético, que a gente sabe que os elétrons da água salgada criam essa deformação no campo. Então a gente tem esse, que daí vai dizer quanto profundo é, vai dizer quão realmente muito profundo é. Qual é a salinidade? Vai ter um espectrômetro de massa também na Europa Clipper, então vai analisar esses gases na atmosfera por espectrometria. Danilo: A Clipper não vai ter como procurar diretamente por sinais de vida, buscando bioassinaturas, mas vai ser capaz de colher dados que vão poder indicar se o oceano é habitável ou não. Morando há décadas nos Estados Unidos, a Rosaly fala das bioassinaturas no inglês, biosignatures. Ela também falou sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Rosaly: Tem um que nós chamamos MASPEX, que é um espectrômetro de massa. Ele vai poder analisar gases perto de Europa. Se tiver pluma trazendo material do interior, isso vai ser uma beleza. Se não tiver pluma, aí depende de quanto material deve ter saído do interior. Também tem um Surface Dust Analyzer, que pode analisar partículas de poeira, dust é poeira. E existem sempre em todos os planetas e luas pequenos impactos de micrometeoritos e que estão colocando para fora partículas da superfície de Europa. Então, esse instrumento vai analisar a composição dessas partículas. E também, se tiver pluma no interior, colocando material para a superfície, também esse instrumento vai ser muito importante. Nós vamos saber, por exemplo, mais sobre a espessura da crosta de gelo, se tem plumas trazendo material do interior para a superfície, se tem depósitos dentro da crosta de gelo que são, digamos, líquidos, que em vez de estar abaixo no oceano, estão mais perto da superfície. Está saindo algum material e nós sabemos que tem composição e cor diferente em umas regiões que chamam de Chaos Terrains, regiões caóticas, onde mais material veio do interior. E poder analisar a composição desse material, se tem material orgânico ou não. Então, [a sonda] vai também nos dizer muito mais sobre a lua Europa. Mas não é uma missão para detectar a vida, nem biosignature. Danilo: Diferentemente da Clipper, a JUICE (lançada pela ESA, a agência espacial europeia) não vai prospectar somente Europa, mas também Ganimedes e Calisto. Na verdade, o foco principal da missão da agência espacial europeia é a maior lua de todo o sistema solar, Ganimedes, a única que tem campo magnético próprio. A sonda vai orbitar essa grande lua, mirando entender sua estrutura interna, buscando mais informações sobre a extensão de sua crosta gelada, o volume de seu oceano, e caracterizar seu campo magnético. A sonda também vai fazer rasantes sobre Europa e Calisto para identificar locais mais interessantes para o pouso de futuras missões. O objetivo declarado da missão é entender as condições de habitabilidade oferecidas pelas três luas jovianas. Mas, claro, as luas de Júpiter não são as únicas que interessam para a astrobiologia. [Música] Danilo: Orbitando Saturno estão dois mundos que vêm chamando a atenção dos pesquisadores interessados na busca por vida fora da Terra há décadas: Titã e Encélado. Titã é a maior lua de Saturno – no sistema solar, ela só é menor do que a Ganimedes. Vamos falar de Titã daqui a pouco. Encélado é uma lua pequena – ela ainda tem tamanho mais do que suficiente para, com a própria gravidade, ter se tornado um objeto redondo, mas tem 15% do diâmetro da nossa Lua. A superfície dela, congelada, quase inteiramente branca com detalhes azulados, foi observada de perto pela primeira vez em 1980 e 81 quando as sondas Voyager visitaram o sistema saturniano. Se já era intrigante, Encélado se tornou um dos objetos mais interessantes do sistema solar com os indícios de que ela, também, possui um oceano de subsuperfície. A sonda Cassini, que começou a explorar o sistema de Saturno em 2004, observou Encélado ejetando plumas de materiais que devem compor esse oceano. Em três oportunidades, em 2008, 2012 e 2015, a Cassini deu rasantes – a uns 50 quilômetros de distância da superfície de Encélado – passando pelas plumas para analisar o que tinha ali. A Rosaly, que trabalhou na missão, falou um pouco sobre os achados. Rosaly: Encélado, o que é muito interessante é que esse líquido está em contato direto com o interior, a crosta do interior, porque foram detectados sais na pluma. Então, quer dizer que esse material está vindo direto do oceano. E nós sabemos que o oceano está em contato com o interior, que tem material orgânico também, sílica. Então, esse material está vindo direto do oceano até a superfície e você pode, digamos, colher esse material, voar pela pluma e colher o material. Danilo: Com a Cassini, descobrimos indícios de que o oceano de Encélado tem materiais orgânicos e os seis elementos químicos essenciais para a vida: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Eu também pedi para a Amanda explorar um pouco mais o que sabemos do oceano de Encélado a partir das plumas. Ela vai mencionar algo muito importante: as fontes hidrotermais. Amanda: lá em Encélado é legal que tem umas plumas que são ejetadas em direção à superfície. E aí a Cassini passou de rasante nessas plumas que ficam geralmente ali no Polo Sul, de Encélado, e detectaram partículas de sílica. Esse tipo de partícula só poderia ser formado em temperaturas altas. Então, eles começaram aí uma discussão de que teriam fontes hidrotermais no fundo do oceano de Encélado. Isso é muito entusiasmante, porque a vida aqui na Terra, uma das grandes hipóteses, que é uma das mais aceitas pela comunidade científica, é que a vida teria se originado em fontes hidrotermais do oceano primitivo da Terra. Porque tem todos esses componentes químicos que geram um gradiente químico. A vida poderia obter energia, produzir energia a partir desse gradiente. Danilo: Até a década de 1970 ninguém sabia da existência das fontes hidrotermais no fundo dos oceanos terrestres. A crosta terrestre tem fissuras. Quando essas fissuras estão no assoalho oceânico, a água entra em contato com o magma próximo, o que gera verdadeiras chaminés, fumarolas. Nessas fontes, na escuridão do fundo oceânico, ecossistemas inteiros existem graças a microrganismos que conseguem produzir sua própria matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, como compostos de enxofre, nitrogênio e ferro. A Amanda e a Maria falaram um pouco deles. Amanda: Tem não só micro-organismos bem específicos desses ambientes, mas até animais associados, porque os microrganismos sustentam a vida nesses locais, porque eles fazem um tipo de metabolismo que chama quimiossíntese. Que é um tipo de metabolismo que a gente tem todas as evidências de que era o metabolismo das primeiras formas de vida que existiram aqui. Eles conseguem obter energia a partir desses compostos químicos à base de enxofre, por exemplo. E aí, a partir dessa energia, eles conseguem fixar o CO2, que nem as plantas fazem a partir da luz. Fixam CO2 para produzir as moléculas orgânicas, eles conseguem, a partir da energia dessas rochas, desses compostos inorgânicos, fixar esse carbono e produzir, sintetizar essas moléculas orgânicas, então são produtores primários do fundo do oceano que sustentam a vida nesse oceano profundo. Então essas fontes hidrotermais são como se fossem oásis para essa vida de ambiente extremo em mar profundo. Maria: Eles estão lá respirando nitrogênio, respirando ferro, outros elementos. Então eles demonstram que essas similaridades, considerando o tempo também, por exemplo, Enceladus acredita que esse oceano esteja mais ou menos presente há um bilhão de anos, é tempo para a vida conseguir se adaptar a esse ambiente. Então, é plausível imaginar que se a gente tem um substrato quimiossintético, como por exemplo para a nossa vida aqui nas fontes hidrotermais, é plausível a gente imaginar que nesses outros mundos, onde existem essas condições alienígenas parecidas com o que a gente tem aqui, também exista vida. Danilo: Além disso, o metano está entre os materiais orgânicos detectados em Encélado. Isso é mais um motivo para entusiasmo com o potencial de habitabilidade do oceano de Encélado. Amanda: Mas o legal do metano é que eles viram que provavelmente naquela camada fria de gelo tem clatrato de metano nas fissuras. Porque tem vários modelos que mostram a formação desse tipo de clatrato de metano, que são moléculas de metano que em volta tem moléculas de água congeladas, resumindo. E aqui na Terra a gente tem condições de oceano profundo e de subsuperfície pela alta pressão. Em temperatura baixa, a gente também tem hidrato de metano, que é abundante em algumas regiões de mar profundo, em subsuperfície. E aí, aqui na Terra, a gente tem nessas regiões de subsuperfície, eventualmente esse clatrato de metano pode vir mais em direção à superfície e exsudar esse metano. E a gente tem uma rica diversidade de arqueias que conseguem utilizar esse metano, arqueias e bactérias também, mas a gente vê que tem especificamente arqueias que conseguem metabolizar esse metano, consumir esse metano, são chamadas de metanotróficas. E aí é um grupo que hoje a gente já sabe que está espalhado na Terra, em todas as regiões de exsudação de metano, e que é muito adaptado a conseguir… Utilizar esse metano para obter energia nesses ambientes. Então a gente sabe que o metano também é um indicativo superlegal como uma fonte de energia para um possível metabolismo metanotrófico. [Música] Danilo: Eu não consigo decidir qual dessas luas é a mais interessante, mas eu sei que primeira a ter despertado minha curiosidade desde que li o livro Pálido Ponto Azul, do astrônomo Carl Sagan, é Titã. Então, vamos, finalmente, falar dela, a maior lua de Saturno. Titã foi observada pela primeira vez pelo astrônomo holandês Christian Huygens, com um telescópio que ele mesmo projetou, em 1655. Essa, que é a segunda maior lua do sistema solar, tem uma característica muito peculiar: Titã tem uma atmosfera muito espessa, e é tão densa que a pressão atmosférica em sua superfície é 50% maior do que a da Terra. Quando a sonda Voyager 1 passou pelo sistema saturniano em 1980, pela primeira vez os seres humanos puderam ver que a atmosfera de Titã oculta a superfície no espectro da luz visível. A Voyager também conseguiu caracterizar a atmosfera, composta principalmente de nitrogênio, com traços de metano e a presença de algo que vem semeando a imaginação de muita gente: moléculas orgânicas complexas. A sonda Cassini levou consigo um módulo nomeado em homenagem ao Christian Huygens. Quando a Cassini chegou perto de Titã, ela soltou a Huygens em direção à lua. Em janeiro de 2005, a Huygens desceu pela atmosfera muito densa de Titã, abriu um paraquedas e pousou. Por pouco mais de uma hora, a Huygens conseguiu fazer imagens da superfície, confirmando uma suspeita antiga dos astrônomos: como a Terra, Titã tem líquido estável na superfície. Mas não é água. Com temperatura média por volta de 180 graus Celsius negativos, a superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos, ou seja, matéria orgânica. São lagos de metano e etano em estado líquido. Chove metano em Titã. Como? O Douglas explica. Douglas: Nessas temperaturas, o etano e o metano que fazem a atmosfera já conseguem ser condensados. Todo mundo já viu aqui um botijão de cozinha, de butano, butano propano, que dentro do botijão o gás está líquido. Você abre a torneirinha ali, a mangueira, sai líquido. E ele prontamente, quando chega na atmosfera, ele expande e forma gás. Então, quando você comprime gases, eles podem condensar e se tornar líquidos. Eles mudam de fase. A mesma coisa acontece lá. Com a alta pressão lá, a pressão é duas vezes a pressão aqui da Terra. E baixa temperatura, eles condensam, formam líquido. Então, ela tem oceanos, rios, lagos de metano e etano. E lentamente esse metano e etano vão evaporando, indo para a atmosfera. Na alta atmosfera eles se condensam de novo e formam nuvens. E essas nuvens podem chover ou nevar metano e etano. Então você tem um ciclo hidrológico, metanológico, completo de ciclagem de metano e etano na superfície. Danilo: Quando esse material orgânico abundante em Titã interage com a radiação ultravioleta do Sol, ela forma polímeros orgânicos – moléculas compostas de cadeias muito extensas de carbono e hidrogênio. O Sagan deu o nome de tolinas para essas macromoléculas orgânicas muito abundantes em Titã. Douglas: Além disso, tem essas tolinas que formam hidrocarbonetos mais complexos. Por isso que normalmente o próprio [Carl] Sagan dizia isso: Titã pode não ser o melhor lugar para a vida como a gente conhece, mas pode existir alguma coisa de vida como a gente não conhece. Acima de tudo ela é um excelente laboratório de química prebiótica, porque você tem esse monte de moléculas orgânicas se formando, se complexificando e interagindo que pode dar os primeiros passos. Então grande parte das missões para ir para Titã ou para estudar Titã estão relacionadas com essa parte de química prebiótica. Esse é o principal argumento. Mas a própria missão que talvez vá em 2028, a Dragonfly, ela tem a proposta de procurar as duas coisas, de procurar resquícios, presença de água líquida, porque existe alguma água na superfície, mas normalmente na forma de gelo, ela vai buscar esse gelo e buscar por eventuais sinais de vida como a gente conhece, vida baseada em célula, coisas que a gente conhece. Danilo: A Dragonfly é uma missão da NASA em fase final de preparação. É uma espécie de drone do tamanho de um carro pequeno que vai explorar Titã. Deve até mesmo ser capaz de fazer pequenos voos pela atmosfera da lua. O lançamento da Dragonfly está previsto para julho de 2028 e a ela deve chegar em Titã em 2034. O que ela poderia encontrar lá, que seja de interesse astrobiológico? Será que Titã não poderia ter algum tipo de vida muito diferente da terrestre, com um maquinário bioquímico diferente? Douglas: A gente não conhece nada aqui na Terra que viva e que tenha metabolismo nessas temperaturas baixas, mas é cogitado. A Dragonfly também vai procurar por indícios de vida como a gente não conhece, algum desequilíbrio químico, alguma bioassinatura termodinâmica que possa indicar algum tipo de vida como a gente não conhece. Danilo: Procurar pelo tipo de vida que a gente conhece, a terrestre, já é um desafio – se é que algo do tipo da vida terrestre existe fora da Terra. Um desafio ainda maior é procurar por vida como a gente não conhece. Tem muita coisa que a gente não sabe sobre a própria vida terrestre – como ela surgiu, por exemplo. Mas isso é o que sabemos que não sabemos – em outras palavras: é o desconhecido conhecido. Quando falamos em vida como não conhecemos, deve haver um espaço ainda maior de possibilidades que ignoramos e que nem sequer conseguimos conceber. É uma forma de ignorância dupla: nem sequer sabemos o que não sabemos. No próximo episódio, vamos voltar para a nossa vizinhança do sistema solar e olhar para um planeta gêmeo da Terra: Vênus. Ambos têm praticamente o mesmo tamanho, mas Vênus é um verdadeiro inferno, com uma superfície quente a ponto de derreter chumbo. Seria possível haver qualquer coisa viva lá? Na superfície, muito provavelmente não. Mas nas nuvens mais altas, a temperatura é bem mais amena. Em 2020, cientistas alegaram ter detectado fosfina, que aqui na Terra é produzida por seres vivos, uma possível bioassinatura nas nuvens altas de Vênus. Isso reacendeu o interesse astrobiológico no nosso vizinho infernal e novas missões estão em desenvolvimento para explorar a atmosfera ultradensa de Vênus. A pesquisa, o roteiro, a produção e a narração foram feitas por mim, Danilo Albergaria. A revisão do episódio foi da Simone Pallone, coordenadora do Oxigênio. A edição de áudio é do Guilherme Lopes, aluno do curso de Midialogia e estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, a Cocen. As vinhetas do Oxigênio foram criadas por Elias Mendez. Este podcast foi produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, para divulgação do projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se gostou deste episódio, indique para seus amigos e amigas. [VINHETA DE ENCERRAMENTO]
Debate da Super Manhã: Com projetos voltados ao hidrogênio verde, e-metanol, biometano e combustível sustentável de aviação (SAF), o Porto de Suape vem consolidando sua posição como um dos principais polos brasileiros de transição energética e produção de combustíveis sustentáveis. No debate desta terça-feira (26), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre a produção de energias limpas no complexo industrial pernambucano, a infraestrutura logística integrada e a conexão com os mercados nacional e internacional no setor de fontes energéticas sustentáveis. Participam do debate o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto; e o professor do Instituto de Petróleo e Energia (i-LITPEG) da UFPE, Fábio Machado Cavalcanti, integrante do Laboratório de Refino e Tecnologias Limpas (LabRefino/Lateclim), vinculado ao Departamento de Engenharia Química e ao Centro de Tecnologia e Geociências (CTG).
Entrevista completa==> https://youtu.be/6U2zjp13lrENeste programa especial, o podcast da mineração recebe Fabrício Santos MSc. Mestre em Geociências Aplicadas e Geodinâmica, Geofísica Aplicada, fundador e CEO da Lithogeo que é uma empresa focada em inovação e automação. Aceleramos decisões com tecnologia, praticidade e confiabilidade.Este é o terceiro episódio de uma série que trará insights valiosos sobre diversos as tecnologias aplicadas da empresa. Neste episódio, vamos focar na eficiência operacional, custos e estratégia de negócios e como a ferramenta Lithogeo está democratizando a geofísica no Brasil. Descubra como transformar gigabytes de códigos em mapas de magnetometria e gamaespectrometria em questão de minutos.Entre em contato com a Lithogeo:Instagram: @lithogeoWhatsApp: 37 99907-4345https://lithogeo.com.br/ - contato@lithogeo.com.brAssista ao vídeo completo e descubra como a a Lithogeo transforma dados públicos, decisões rápidas: automação inteligente para quem não tem tempo a perder.
Entrevista Completa ==> https://youtu.be/8JVmcPTVa4kNeste programa especial, o podcast da mineração recebe Fabrício Santos MSc. Mestre em Geociências Aplicadas e Geodinâmica, Geofísica Aplicada, fundador e CEO da Lithogeo que é uma empresa focada em inovação e automação. Aceleramos decisões com tecnologia, praticidade e confiabilidade.Este é o segundo episódio de uma série que trará insights valiosos sobre diversos as tecnologias aplicadas da empresa. Neste episódio, vamos apresentar a plataforma que leva o nome da empresa, a ferramenta Lithogeo está democratizando a geofísica no Brasil. Descubra como transformar gigabytes de códigos em mapas de magnetometria e gamaespectrometria em questão de minutos.Entre em contato com a Lithogeo:Instagram: @lithogeoWhatsApp: 37 99907-4345https://lithogeo.com.br/ - contato@lithogeo.com.brAssista ao vídeo completo e descubra como a a Lithogeo transforma dados públicos, decisões rápidas: automação inteligente para quem não tem tempo a perder.
Novo episódio do Conexão ADunicamp debate maternagem e direitos no mundo do trabalho.Entre jornadas duplas, direitos negados e silêncios históricos, maternar segue sendo uma experiência atravessada por desigualdades estruturais. Para muitas mulheres e pessoas trabalhadoras, o cuidado ainda significa sobrecarga, invisibilização e precarização.É nesse contexto que o novo episódio do videocast Conexão ADunicamp mergulha no processo de construção da cartilha “Maternagem e o Mundo do Trabalho: conheça seus direitos”. O material nasce do encontro entre universidade, movimento sindical, advocacia trabalhista e mulheres dos movimentos sociais de Campinas, uma iniciativa construída a muitas mãos, em que cada relato carrega memória, denúncia e horizonte de transformação.Coordenada pela ADunicamp, a cartilha estará disponível em breve nos formatos impresso e digital. A iniciativa reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos trabalhistas e com o fortalecimento do debate público sobre o cuidado como dimensão estruturante da sociedade.Nesta edição, conversamos com a professora Maria José Mesquita, docente do Instituto de Geociências (IG/Unicamp), diretora de Comunicação da ADunicamp, e com Luciana Barreto, advogada do escritório LBS Advogadas e Advogados (assessoria jurídica da entidade) e uma das autoras do material. Elas compartilham como a cartilha foi gestada, das rodas de escuta à elaboração jurídica, do acolhimento das experiências à construção de uma linguagem acessível, crítica e politizada.O lançamento da cartilha “Maternagem e o Mundo do Trabalho: conheça seus direitos” acontecerá no dia 20 de março, em dois momentos:às 9h, na Casa Laudelina de Campos Mello Organização da Mulher Negra, espaço histórico de organização e luta das mulheres negras, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes;às 18h, no auditório da ADunicamp, com debate e participação das pessoas que construíram esse processo coletivo.Em breve divulgaremos mais informações sobre o lançamento!CRÉDITOSRoteiro e apresentação: Cristina Segatto e Paulo San MartinEdição: Paula Vianna e Flávia CatussoVinheta: Magrão PercussionistaProdução e Coordenação: Fernando PivaRealização: ADunicampAcesse nosso sitewww.adunicamp.org.brSiga nossas redes sociais!instagram.com/adunicampfacebook.com/adunicamptwitter.com/adunicamp / @adunicamp-secaosindical3742 Inscreva-se, curta e compartilhe!ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp)Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária, Campinas/SPTelefones: (19) 3521 2470 / (19) 3521 2471E-mail: imprensa@adunicamp.org.br
Tiago Antonelli, pesquisador em geociências do Serviço Geológico do Brasil, falou no Direto ao Ponto sobre o levantamento dos estudos de risco realizados em Santa Cruz do Sul, que foram apresentados em audiência pública nesta semana na Câmara de Vereadores.
Tiago Antonelli, pesquisador em geociências do Serviço Geológico do Brasil, falou no Direto ao Ponto sobre o levantamento dos estudos de risco realizados em Santa Cruz do Sul, que foram apresentados em audiência pública nesta semana na Câmara de Vereadores.
Neste programa especial, o podcast da mineração recebe Fabrício Santos Mestre em Geociências Aplicadas e Geodinâmica, Geofísica Aplicada, fundador e CEO da Lithogeo que é uma empresa focada em inovação e automação. Aceleramos decisões com tecnologia, praticidade e confiabilidade.Este é o primeiro episódio de uma série que trará insights valiosos sobre diversos as tecnologias aplicadas da empresa. Neste episódio, vamos apresentar a plataforma que leva o nome da empresa, a ferramenta Lithogeo está democratizando a geofísica no Brasil. Descubra como transformar gigabytes de códigos em mapas de magnetometria e gamaespectrometria em questão de minutos.Entre em contato com a Lithogeo:Instagram: @lithogeoWhatsApp: 37 99907-4345https://lithogeo.com.br/ - contato@lithogeo.com.brAssista ao vídeo completo e descubra como a a Lithogeo transforma dados públicos, decisões rápidas: automação inteligente para quem não tem tempo a perder.
Pedro Henrique Monteiro (Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental)
Debate da Super Manhã: Essenciais para tecnologias como celulares, carros elétricos e energia limpa, as terras raras colocam o Brasil no centro de uma disputa econômica global. Um tema decisivo para o presente e o futuro do desenvolvimento nacional. No debate desta quinta-feira (22), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre as reservas brasileiras, o potencial do país e de Pernambuco e a importância econômica e estratégica dos elementos contidos nas terras raras. Participam o professor do Instituto de Petróleo e Energia (i-LITPEG) do Laboratório de Refino e Tecnologias Limpas (LabRefino/Lateclim), do Departamento de Engenharia Química, do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE, Fábio Machado Cavalcanti, o coordenador do Curso de Relações Internacionais da UniFBV, Gustavo Delgado @gustavo.work, e o economista, David Batista.
As geleiras guardam a memória da evolução do clima no planeta – mas estão ameaçadas pelo aquecimento global. Na Antártida, pesquisadores de 13 países – inclusive do Brasil – começaram a abastecer o primeiro acervo glacial do mundo, para garantir a preservação desse patrimônio natural para as futuras gerações. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As amostras que inauguraram o Santuário da Memória do Gelo (Ice Memory Sanctuary), instalado na base científica franco-italiana Concordia, foram retiradas dos Alpes. O primeiro cilindro, de 128 metros, saiu do Mont Blanc, na França, e o segundo, de 99 metros, foi extraído do Grand Combin, na Suíça. A prioridade é resguardar vestígios das geleiras que provavelmente não resistirão até o fim deste século, destruídas pelo aumento da temperatura média da Terra. "Os cilindros de gelo retirados de geleiras ameaçadas de desaparecer serão conservadas na Concordia pelas próximas décadas e séculos à frente, para estarem disponíveis para as futuras gerações de cientistas, quando essas geleiras, infelizmente, terão derretido”, indica o biologista Jérôme Fort, vice-presidente da Fundação Ice Memory e diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França. "Elas serão um rastro da história do nosso planeta: são arquivos extraordinários não só da história do clima, como da vida na Terra.” 'Balão' gigante formou a caverna de gelo O transporte da Europa até o polo sul foi quase uma operação de guerra: os cilindros precisaram ser mantidos a -20 °C durante todo o trajeto, que durou 50 dias. A chegada ocorreu no último dia 14. O santuário das geleiras, a 3,2 mil metros de altitude, é um projeto ambicioso, iniciado em 2015. O local foi construído todo em gelo, praticamente sem necessidade de outras infraestruturas, à exceção de uma espécie de balão gigante que serviu de fôrma para a caverna, agora transformada em “biblioteca do gelo”. A estrutura tem 35 metros de comprimento e fica a 9 metros abaixo da superfície. A temperatura constante de -54 °C no local permitirá preservar os cilindros por pelo menos 24 anos. Depois, a pressão do gelo tende a começar a deformar a caverna, e será preciso construir uma nova. Geleiras da América do Sul estão entre as mais ameaçadas Entre os pesquisadores que participam do projeto, tem um brasileiro: Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Membro da Academia Brasileira de Ciências e com 29 viagens à Antártida no currículo, Simões é o primeiro glaciólogo do país. "O que nós estamos vendo, ao longo das últimas quatro décadas, é o derretimento principalmente das geleiras não polares. São as que estão nos trópicos, nas regiões temperadas, a exemplo dos Andes, dos Alpes, das Montanhas Rochosas e do Himalaia”, afirma. As da Venezuela já não existem mais, e outras desaparecerão em poucos anos, como as das montanhas Rwenzori, na África Central. "As geleiras, como um todo, guardam um registro muito importante. Elas são formadas pela acumulação, ao longo de milhares de anos, de cristais de neve, que, ao precipitarem-se e se acumularem, com o passar do tempo, carregam todas as características da atmosfera no momento em que se formaram”, sublinha Simões. Importância para a compreensão do aquecimento global O glaciólogo destaca a contribuição das geleiras para a paleoclimatologia, o estudo do passado do clima e de suas variações. Esses registros foram fundamentais para a descoberta e comprovação do aquecimento global. A análise das bolhas de ar retidas no gelo, ao longo de 800 mil anos, levou os cientistas a identificarem o acúmulo anormal de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) na atmosfera – os principais gases de efeito estufa. "Foi ali que nós demos as evidências de que esses gases atingiram, nos séculos 20 e 21, uma concentração nunca antes vista”, ressalta. Simões é o representante brasileiro no Comitê Científico de Pesquisa Antártica do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), onde é um dos coordenadores de projetos de “perfuração de gelo não polar”. Ele participou das operações de captura de uma amostra na geleira Illimani, na Bolívia, que está sendo transportada para o Ice Memory Sanctuary. No futuro, a meta é coletar cilindros de outras partes dos Andes, como da calota de gelo Quelccaya, no Peru. "Nos trópicos, no Peru e na Bolívia, elas estão derretendo mais rapidamente e guardam registros, por exemplo, da história da química da atmosfera da Amazônia. Essa é uma das áreas pelas quais nós temos muito interesse, para reconstruir a história não só das queimadas e das mudanças do ciclo hidrológico, como também a história das culturas pré-colombianas”, salienta o pesquisador. Acervo com 20 amostras Além da amostra de Illimani, devem chegar nos próximos meses ao Ice Memory cilindros já recolhidos em Svalbard, no mar da Groenlândia, no Cáucaso e nas montanhas de Pamir, no Tajiquistão. No total, 20 amostras farão parte do acervo. Segundo projeções dos cientistas, metade das geleiras do mundo terá desaparecido até 2100. "Desde 1975, as geleiras perderam mais de 9 trilhões de toneladas de gelo, o equivalente a um bloco do tamanho da Alemanha, com 25 metros de espessura", observou Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, na inauguração do projeto. O Ice Memory custou € 10 milhões nesses primeiros 10 anos, a maior parte financiados por fundos públicos de instituições científicas, e cerca de um terço por organizações filantrópicas. * Colaborou Géraud Bosman-Delzons, da RFI
Entrevistem els documentalistes de fauna salvatge Andoni Canela, fot
El Curs Internacional de Vulcanologia inicia la primera edició amb places exhaurides Del 20 d’octubre a l’1 de novembre, 25 participants de 9 nacionalitats diferents es formen en vulcanologia amb sessions teòriques, pràctiques i sortides de camp a la Garrotxa i a l’illa de La Palma. En parlem amb el Dr. Xavier de Bolós, de l’Applied Volcanology Team del Geociències Barcelona (CSIC) i director del curs
Debate da Super Manhã: Mostrar as potencialidades do Semiárido do estado como promoção de desenvolvimento da Região Nordeste. Esse é o objetivo do Seminário Desenvolvimento do Semiárido Pernambucano que acontece nesta quinta-feira (4) com entrada gratuita. No debate desta quarta-feira (3), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre o desenvolvimento sustentável e a energias renováveis da região e os impactos da educação e qualificação das Engenharias, Agronomia e Geociências. Participam o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PE). Adriano Lucena, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, e o ex-deputado federal, Danilo Cabral.
Olá sejam bem vindo ao nosso quadro de entrevistas do Podcast da Mineração.Neste programa, entrevistamos Izabela Camisassa, Country Manager da REDCO. Graduada em Engenharia Geológica pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em 2012, sendo premiada como melhor aluna do curso. Possui sólida formação científica (dois projetos de iniciação científica e projeto de pesquisa na The University of Queensland, Austrália) e realizou estágios na Vale Australia (Queensland) e Vale S.A. (Carajás - PA), onde foram adquiridos conhecimentos sobre Exploração de Carvão e Cu-Au, respectivamente. Em 2019, quando decidiu mergulhar e se dedicar à carreira de gestão, iniciou a pós graduação em Gestão de Negócios na FDC (Fundação Dom Cabral) e, concomitantemente, assumiu a Coordenação de Planejamento, Geologia e Topografia da mina de Tapira, Mosaic. Autou também como Gerente de Geociências do Corredor Sul da Vale. Conversamos sobre o equilíbrio ideal entre os aspectos técnicos, econômicos e ambientais em um projeto de mineração, principais desafios técnicos enfrentados, atuação da REDCO e muito mais. Criação de Arte: Raul CadenaApoio:REDCOPatrocinadores Oficiais do Podcast da Mineração:ÍGNEA Geologia & Meio Ambiente - https://www.igneabr.com.br/ - @igneabrMentoria - Roberta Azevedo - https://robertacavalcante.com.br/inscreva-se/ - @robertac.azevedo http://www.vptransportes.com.br/É com orgulho que anunciamos o lançamento da loja oficial do Podcast da Mineração! https://reserva.ink/podcastdamineracaoConfiram essa e outras entrevistas no canal e Lembrem-se: "Mineração pode não ser o futuro mas não existe futuro sem a mineração"
Expo Minera Nordeste 2025, o maior evento voltado ao setor mineral da região Nordeste, que aconteceu entre os dias 06 e 08 de maio de 2025, no Centro de Convenções de Natal – RN. Foi a primeira edição do evento, trazendo uma nova era para a mineração na região, reunindo empresas, investidores, autoridades governamentais e a sociedade civil em um ambiente vibrante de inovação, networking e desenvolvimento.Link do Evento: https://www.expomineranordeste.com.br/Nesse Webminar conversamos com o Engenheiro de Produção e especialista em Gestão Pública, Eng. Petróleo e Gás, Planejamento e Gestão do Trânsito e Mobilidade Urbana, Márcio Sá é diretor geral da Mútua RN – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea. Sua gestão tem se destacado pela valorização da Engenharia, Agronomia e Geociências, além do apoio direto a estudantes e instituições de ensino do Rio Grande do NorteSua trajetória também inclui importantes cargos públicos: foi Secretário de Mobilidade Urbana de Natal e Secretário de Administração e Finanças da Prefeitura Municipal de Maxaranguape. Atualmente, atua como engenheiro da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU).Com forte atuação institucional, Márcio Sá foi conselheiro do CREA-RN por seis anos, coordenador da Câmara de Engenharia Mecânica e Metalurgia (Câmara Industrial), além de ter exercido, por três mandatos, a coordenação da Comissão de Ética Profissional do Crea-RN.Realização: Associação dos Engenheiros de Minas do Rio Grande do Norte (Aemirn)Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da CIência, da Tecnologia e da Inovação - SEDECOrganização: Amanda Rocha - Eventos CorporativosMídia Oficial: @podcastdamineracao
Olá sejam bem vindo ao nosso quadro de entrevistas do Podcast da Mineração.Neste programa, entrevistamos Gustavo Baptista, Professor Associado do Instituto de Geociências da UnB, com ampla atuação em programas de pós-graduação e coordenação acadêmica. Doutor em Geologia, com experiência em Sensoriamento Remoto, Avaliação Ambiental e Urbana. É pesquisador do Observatório das Metrópoles e criador do podcast “O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto”, o maior do mundo em língua portuguesa sobre o tema, conversamos sobre a Pós Graduação em Sensoriamento Remoto, como surgiu a ideia, carga horária, formato e muito mais.Link para inscrição: https://ambgeo.com/pos-sensoriamento-remoto/Criação de Arte: Raul CadenaPatrocinadores Oficiais do Podcast da Mineração:ÍGNEA Geologia & Meio Ambiente - https://www.igneabr.com.br/ - @igneabrhttp://www.vptransportes.com.br/Apoio:GeoSensorÉ com orgulho que anunciamos o lançamento da loja oficial do Podcast da Mineração! https://reserva.ink/podcastdamineracaoConfiram essa e outras entrevistas no canal e Lembrem-se: "Mineração pode não ser o futuro mas não existe futuro sem a mineração"
Conheça a exposição gratuita que conta um pouco da história de 4,6 bilhões de anos do nosso planeta
Neste episódio, a ADUFRGS-Sindical faz uma homenagem ao Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico celebrados em 8 de julho. Para falar sobre o tema, nosso convidado desta edição é o professor Jefferson Cardia Simões, diretor do Centro Polar e Climático (CPC) do Instituto de Geociências da UFRGS. Ele é pioneiro da ciência glaciológica no Brasil e liderou expedições para a Antártida, a fim de estudar as mudanças climáticas no mundo.
Olá sejam bem vindo ao nosso quadro de entrevistas do Podcast da Mineração.Neste programa, entrevistamos Silas Samuel - Msc em Geociencias e Geólogo do Geoparque Seridó. Conversamos sobre o Geoparque Seridó situa-se no semiárido nordestino, região centro-sul do Estado do Rio Grande do Norte, envolvendo totalmente os territórios dos municípios de Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. Estes municípios fazem parte da mesorregião Central Potiguar e englobam partes das microrregiões Serra de Santana e Seridó Oriental, reconhecida como uma entidade de excelência e de referência pela comunidade local, regional, nacional e internacional, proporcionando o desenvolvimento econômico territorial sustentável, por meio de seu modelo de gestão, de acordo com às diretrizes do Programa Internacional de Geociências e Geoparques da UNESCO e muito maisCriação de Arte: Raul Cadena / Phablo KauãPatrocinadores Oficiais do Podcast da Mineração:ÍGNEA Geologia & Meio Ambiente - https://www.igneabr.com.br/ - @igneabrRevo Geoscience - https://revogeoscience.com/Mentoria - Roberta Azevedo - https://robertacavalcante.com.br/inscreva-se/ - @robertac.azevedo Apoio:Geoparque Seridó - Rio Grande do Norte - http://geoparqueserido.com.br/É com orgulho que anunciamos o lançamento da loja oficial do Podcast da Mineração! https://reserva.ink/podcastdamineracaoConfiram essa e outras entrevistas no canal e Lembrem-se: "Mineração pode não ser o futuro mas não existe futuro sem a mineração"#mineração #tecnologia #technology #podcastdamineração #podcast #inovação #engenheirodeminas #engenhariademinas #futuro #inovação #innovations #innovations #geoturismo #geoparte #conservação #geo
O movimento pela retomada da exploração petrolífera na costa da Guiana Francesa é liderado por políticos locais, como o deputado Jean-Victor Castor. No Brasil, a autorização para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas ainda não saiu. Ibama continua avaliando os estudos de impacto ambiental na região apresentados pela Petrobras. Mas segundo o pesquisador Gustavo Moura, o Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará, os dados estão incompletos. Como o Brasil, a Guiana Francesa quer explorar petróleo na Amazônia. Os políticos locais reivindicam a retomada de prospecção petrolífera ao largo da costa do território francês, vizinho do Amapá. A exploração foi suspensa em 2019 pela multinacional francesa Total após o fracasso de suas buscas. Desde então, entrou em vigor na França a Lei Hulot de proteção do meio ambiente que proíbe a extração de petróleo em todo o território nacional Os defensores da retomada da exploração acreditam que há petróleo no local em abundância, como nos vizinhos Suriname, Guiana e na Foz do Amazonas no Brasil. Eles denunciam uma hipocrisia de Paris e pedem a revogação da Lei Hulot. A reportagem da RFI conversou em Caiena com o deputado Jean-Victor Castor, do grupo Esquerda Democrata e Republicana, representante da Guiana Francesa na Assembleia Nacional. “Temos que sair dessa hipocrisia. A Guiana Francesa tem muitos recursos, seja de mineração, petróleo ou gás. Eu Jean-Victor Castor, deputado pela Guiana Francesa, junto com o meu colega Davy Rimane e outros parlamentares de guianenses, somos a favor não que esse assunto seja de novo debatido, somos a favor da revogação da Lei Hulot”, defende. Até agora, um único ministro, Manuel Valls da pasta dos Territórios Ultramarinos, se mostrou favorável a reabrir o debate sobre a retomada da exploração de petróleo na região.Recursos para desenvolver a Guiana FrancesaO deputado de esquerda lembra que mais 90% da Guiana Francesa é coberta pela Floresta Amazônica e que sua pegada de carbono é baixa, ao contrário da França. Os recursos do petróleo são necessários para desenvolvimento do território de 300 mil habitantes, 60% deles em situação de pobreza. Segundo ele, “a Guiana Francesa contribui fortemente para a proteção do meio ambiente e para a redução das mudanças climáticas do planeta. Não podemos penalizar a Guiana Francesa a ponto de não serem asseguradas as necessidades mais básicas de acesso à água, acesso à eletricidade, educação”. Ele acusa a França de manter o território em uma situação de subdesenvolvimento. “Há várias décadas, tudo o que foi planejado pelas autoridades públicas fracassou simplesmente porque a França não quer investir na Guiana Francesa”, afirma. E para garantir que os recursos do petróleo sejam efetivamente investidos na Guiana Francesa, Jean-Victor Castor, que é independentista e integrante do Movimento pela Descolonização e Emancipação Social, reivindica também mais autonomia para o território francês da América do Sul. “A Guiana Francesa deve conquistar a plena soberania, mesmo que por etapas, com uma fase transitória. Mas o que é fundamental entender é que não podemos, por um lado, pedir para ter acesso aos nossos recursos, principalmente petróleo e gás, e não ter competência para poder decidir quem terá as autorizações de exploração”, demanda. Eles querem evitar sair de uma "situação colonial para uma situação neocolonial".Impacto ambiental Do outro lado da fronteira, no Brasil, a polêmica sobre a defesa do governo do presidente Lula de explorar petróleo na Foz do Amazonas continua. O Ibama avalia os estudos de impacto ambiental na região apresentados pela Petrobras. Mas segundo o pesquisador Gustavo Moura, o Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará e coordenador do projeto Maretórios Amazônicos, os dados estão incompletos.“São esses estudos de impacto ambiental que vão dizer como é que se deve agir, inclusive em caso de acidente. A gente encontrou diversos problemas, principalmente ligados à questão da área de influência, que tem sido delimitada no estudo, quanto também nos impactos que podem causar em povos e comunidades tradicionais na região, sobretudo as comunidades de pesca”. Segundo o oceanógrafo, várias cidades que iriam receber resíduos ficaram de fora e o estudo estabeleceu áreas de pesca tradicional descontínuas. “Não existe território de pesca descontínuo porque eles não chegam de uma área à outra voando. Eles chegam navegando, e essas áreas, que são áreas de navegação, muitas vezes são parte do território de pesca também”, indica. Consequentemente, fica difícil, em caso de derramamento, “dimensionar como isso vai afetar a cadeia produtiva, os produtos da sociobiodiversidade aqui na Amazônia”, completa, afirmando que “as consultas livres e prévias, informando as comunidades tradicionais” dos riscos e impactos não foram feitas. Gustavo Moura ressalta ainda que “o bloco fica muito próximo aos grandes sistemas recifais da Amazônia”. Por isso, ele “acha difícil que estudos consistentes mostrem que a exploração de petróleo nessa região não vá gerar um impacto inaceitável para a região”. Transição energética O discurso desenvolvimentista usado na Guiana Francesa também é usado no Brasil para justificar a exploração do petróleo na Amazônia. O governo brasileiro afirma que os recursos do setor são necessários para financiar a transição energética. Para ele, o Brasil envia um sinal negativo ao mundo, principalmente neste ano em que Belém recebe a COP 30. “Um sinal extremamente negativo. Todo mundo olha a região amazônica como um espelho do futuro da humanidade e, obviamente, a exploração de recursos fósseis não está dentro desse hall de coisas que a gente pensa enquanto alternativa de futuro. O que não nos responderam ainda é quanto de petróleo precisa ser vendido, a qual preço e durante quanto tempo para fazer o processo de transição energética?”, questiona O pesquisador considera que o Ibama está fazendo bem o papel dele. No entanto, Gustavo Moura está pessimista e estima que a autorização para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, com impactos inaceitáveis para a região, vai acabar saindo. “Eu acho que eles têm uma pressão muito forte para liberar. Tendo a acreditar que vai ser liberado e da pior forma possível, sem resolver muitos desses problemas que eu coloquei anteriormente”, conclui.
O Manhã Brasil desta segunda (5), com o jornalista Mauro Lopes como âncora, tem os seguintes destaques: 1) o lulismo passou o fim de semana explicitando o medo com uma eventual candidatura Ciro Gomes em 2026, resultante da saída da Carlos Lupi do governo; 2) Bolsonaro publicou uma foto escatológica com seus intestinos à mostra durante a cirurgia realizada e 13 de abril, a sétima desde a facada de setembro de 2018Pessoas convidadas:Carlos Eduardo Martins, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor adjunto e chefe do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenador do Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia (LEHC/UFRJ), coordenador do Grupo de Integração e União Sul-Americana do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e pesquisador da Cátedra e Rede Unesco/UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (Reggen).Rualdo Menegat, geólogo, doutor em Ciências na área de Ecologia de Paisagem (UFRGS), doutor Honoris Causa (Universidade Ada Byron, Peru), professor da Cátedra Unesco/Rede UniTwin de Desenvolvimento Sustentável/FLACAM (La Plata, Argentina), professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da UFRGS, geólogo assessor científico da National Geographic Brasil e membro honorário do Fórum Nacional dos Cursos Geologia
A 3ª edição do Hidrogeodia foi realizada neste ano de 2025, trazendo reflexões sobre a importância das águas subterrâneas no meio ambiente e de uma gestão sustentável deste recurso. O evento é uma iniciativa da Associação Internacional de Hidrogeólogos da Espanha, e foi realizado na Serra do Botafogo, a 7 km do Centro Histórico de Ouro Preto. O encontro contou com a participação da UFOP, por meio de estudantes e pesquisadores do Programa de Extensão Geociências sem Muros, do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão da Cátedra Unesco (NUCAT) e do PET Engenharia Geológica. Acompanhe os detalhes deste importante momento de diálogo e troca de conhecimento neste Podcast Informativo.Ficha TécnicaProdução: Patrícia Consciente e Wasington ReisEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio BernardiImagem: Divulgação
No episódio 11 do Geo no Auge!, a Doutora Iva Oliveira, da Geo Smart Consultoria e Tecnologia Colaborativa, e eu conversamos com Nayara Mesquita, uma das idealizadoras da startup Reminera, voltada ao auxílio de mineradoras e pedreiras a minimizar o desperdício, gerar receita e garantir o acesso de agricultores a fertilizantes econômicos e sustentáveis.Nesta conversa, nossa entrevistada falou sobre o processo de criação de sua startup, o processo de incubação na UFPE, sobre deeptechs e sobre a manutenção competitiva da Reminera num ambiente de negócios altamente tecnológico. Conheça também o trabalho da Dra. Iva Oliveira e de sua Geo Smart Consultoria.Se gosta do nosso trabalho, associe-se ao nosso podcast.Ao se tornar um patrocinador de nosso programa, você nos habilita a conversar com mais professores e pesquisadores mundo afora, levando conhecimento a mais gente. Nos apoie via plataforma Catarse de financiamento coletivo e pelo Mercado Pago. Link para o Catarse: https://www.catarse.me/vamosproaugeLinks para o Mercado Pago:Assinatura de R$ 5,00Assinatura de R$ 10,00Assinatura de R$ 30,00Assinatura de R$ 50,00Assinatura de R$ 100,00
Podcast Conexão ADunicamp estreia temporada 2025 com novo cenário e debate sobre cotas trans na UnicampA nova temporada do Conexão ADunicamp chegou com tudo! O cenário está renovado, mas com a proposta de sempre: discutir temas essenciais para a universidade e a sociedade, com profundidade, compromisso social e uma abordagem progressista.O primeiro episódio do ano abre espaço para o debate sobre a implementação de Cotas Trans na Unicamp. Para falar sobre o tema, a entrevistada convidada é Luara Souza de Oliveira, artista visual, produtora cultural, ativista e graduanda em Ciências Sociais na Unicamp.Luara é uma das articuladoras e cofundadoras do Núcleo de Consciência Trans da Unicamp, além de coordenadora de relações na associação Ateliê TRANSmoras. Sua trajetória no ativismo está diretamente ligada à luta por políticas públicas e direitos civis para pessoas trans e travestis. Ao longo dos anos, esteve à frente de iniciativas como a 1ª Marcha Trans de Campinas e participou de importantes exposições e eventos culturais, como a ArtSampa e a Semana de Arte Transviada. Seu reconhecimento veio também da Câmara Municipal de Campinas, que a homenageou com os títulos de Juventude Negra Notável e Cidadã Emérita Zumbi dos Palmares.O episódio também contou com a participação especial da professora Maria José Mesquita, diretora de Comunicação da ADunicamp e docente no Instituto de Geociências (IG/Unicamp). Sua presença trouxe um olhar acadêmico sobre a importância das políticas de inclusão na universidade e o papel da ADunicamp nesse debate.Com discussões ricas e necessárias, essa nova fase do Conexão ADunicamp reforça o compromisso com a construção de uma universidade mais diversa, democrática e inclusiva. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming e aqui no canal oficial da ADunicamp. Não perca!CRÉDITOSRoteiro e apresentação: Cristina Segatto e Paulo San MartinEdição: Paula ViannaEstagiária: Flávia CatussoVinheta e cenário: Magrão PercursionistaProdução e Coordenação: Fernando PivaRealização: ADunicampSIGA NOSSAS REDESwww.adunicamp.org.brfacebook.com/adunicamptwitter.com/adunicampinstagram.com/adunicampyoutube.com/adunicamp
Grande Lisboa voltou a tremer. Rui Fernandes, coordenador do Laboratório para a Geociência e investigador da UBI alerta para falhas na prevenção de efeitos sísmicos. "Só nos preocupados quando acontece". See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cada dia mais usuários adentram as redes sociais das Big Techs, como Facebook, Instagram, Threads, e assim por diante. Em 2024, mais de 5 bilhões de pessoas estavam usando as redes sociais, e esses usuários precisam de espaço de armazenamento para guardar seus arquivos, novos data centers precisarão ser construídos para atender às crescentes demandas. Mas qual é o impacto ambiental causado por essas estruturas de armazenamento de dados? Esta inquietação levou a Juliana Vicentini e o Rogério Bordini, a produzirem esta série de podcasts, em três episódios, para tratar do tema Impactos socioambientais das Big Techs, como parte do trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Jornalismo Científico, um programa do Labjor em parceria com o Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências, da Unicamp. Os três episódios que compõem a série são: 1) Uma luz que nunca se apaga, (2) Por dentro da nuvem e (3) Pistache, cookies e muita soberania. Neste segundo episódio, os jornalistas científicos ouviram a Daniela Zanetti, professora de Comunicação Social na Universidade Federal do Espírito Santo e também o Plinio Ruschi, engenheiro ambiental formado pela UNESP que atua como gerente de projetos climáticos na BRCarbon e o Alexandre Ferreira, especialista em computação verde e pesquisador do Recod.ai, Laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp, que já conhecemos no primeiro episódio. Acompanhe a série completa! Roteiro: Rogério: Gente, olha só esse sorvete maravilhoso, Juliana! Vou pegar um pra postar no meu Insta! Juliana: Tá bonito mesmo. Também vou querer. (pausa) Moço, me vê dois de pistache? (pequena pausa) Rogério: Junta aqui pra tirar uma selfie! (entra efeito sonoro de click de câmera seguido de som de notificação de erro) Rogério: Ixi, meu celular tá falando que tô sem espaço de armazenamento pra subir essa foto. Juliana: Afff esses serviços de nuvem limitados. Os caras têm milhares de data centers no mundo e mesmo assim nos cobram um rim pra subir uma mísera fotinho. Rogério: Pois é, né. Até ouvi falar que tem um site chamado Data Center Map que monitora a distribuição desses centros de dados pelo mundo. Numa escala global, já são quase 8000. Já pensou? Juliana: No Brasil temos 150 deles, sendo que 55 estão aqui pertinho da gente em São Paulo, e a tendência é que apareçam ainda mais. Segundo um relatório do Santander que eu li, essa vinda de data centers das Big Techs no território nacional está relacionada ao baixo custo para instalação aqui, boa infraestrutura, menor preço da energia quando comparado ao que é cobrado em outros países, e matrizes energéticas de hidrelétrica, eólica e solar, que, modéstia a parte, temos bastante por aqui. Rogério: Isso quer dizer então que em breve a gente ter espaço de sobra pra arquivar nossas fotos, certo? Juliana: Não é bem assim. Duvido muito que as empresas que estão instalando esses data centers no Brasil estão pensando no benefício dos usuários. É claro que a vinda dessas estruturas poderá gerar empregos à população local, mas certamente as empresas continuarão a expandir seus modelos de negócio enquanto usam nossos recursos naturais. E isso me preocupa um pouco. Rogério: Mas como o uso de recursos naturais acontece? Será que esses centros de dados só causam danos mesmo? Juliana: Não sei, Roger. Melhor pedir ajuda aos nossos universitários. Juliana: Meu nome é Juliana Vicentini e no episódio de hoje, eu e o Rogério Bordini vamos tentar desvendar o que está por detrás dos centros de dados que estão pipocando cada vez mais no Brasil e no mundo, e quais são os impactos socioambientais que eles geram. Este é o segundo episódio de uma série sobre data centers e o impacto socioambiental que eles causam. Se quiser saber mais, ouça o primeiro episódio e acompanhe os próximos. Rogério: Bora lá então, mas eu antes posso terminar meu sorvete? Juliana: Pode, vai.
No 14º episódio da 4ª temporada do Farol Podcast, abordaremos sobre a Geopoética, que busca promover formas de compreender e representar a relação entre o ser humano e a terra de maneira poética e reflexiva. O faroleiro Lucas George Wendt conversou com a bióloga e paleontóloga, Luiza Corral Martins de Oliveira Ponciano, que atualmente é docente permanente do Mestrado Profissional em Ecoturismo e Conservação (PPGEC/UNIRIO). Seus temas de interesse incluem diversas áreas como Geoturismo, Geoconservação, Divulgação das Geociências, Patrimônio Natural, entre outros. Nossa convidada ao longo do episódio discute a Geopoética como uma abordagem que busca promover uma compreensão poética e reflexiva da relação entre os seres humanos e a Terra, enfatizando a união entre ciência e sensibilidade. Destacou que a Geopoética permite uma abordagem tanto interdisciplinar como transdisciplinar, o que enriquece a pesquisa e a prática nas áreas de geociências e artes. Siga as redes sociais da nossa convidada Instagram: @luiza_puri_corral_lola Você pode encontrá-la em: http://lattes.cnpq.br/0519721250469036
No sétimo episódio do Geo no Auge!, a Doutora Iva Oliveira, da Geo Smart Consultoria e Tecnologia Colaborativa, e eu conversamos com o Professor Doutor Ricardo Carvalhido, que é geólogo, doutor em geologia, diretor geral da Academia de Formação do PA Grupo, docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Portugal), coordenador científico do Geoparque de Viana do Castelo e secretário geral da SEDES. Nesta conversa, discutimos educação, comunicação, ciência e os desafios da empregabilidade para profissionais em geociências em Portugal. Mais uma conexão Brasil-Portugal. Ouça. Conheça também o trabalho da Dra. Iva Oliveira e de sua Geo Smart Consultoria. Se gosta do nosso trabalho, associe-se ao nosso podcast. Ao se tornar um patrocinador de nosso programa, você nos habilita a conversar com mais professores e pesquisadores mundo afora, levando conhecimento a mais gente. Nos apoie via plataforma Catarse de financiamento coletivo e pelo PicPay. Link para o Catarse: https://www.catarse.me/vamosproauge Link para o PicPay: https://picpay.me/paponoauge
No episódio "Insegurança alimentar e a fome", Cleder Fontana, professor do departamento de Geociências da UFSM e integrante do Núcleo de Estudos em Geografia, Agricultura e Alimentação (NUGAAL), aprofunda questões cruciais para entender a fome e a insegurança alimentar no Brasil. Começamos elucidando os conceitos de segurança e insegurança alimentar, assim como a definição de fome. Revisitamos o clássico estudo de Josué de Castro "Geografia da Fome" e exploramos dados recentes alarmantes. Por fim, Cleder compartilha sua visão sobre o papel do agronegócio brasileiro na alimentação global, e debatemos as soluções possíveis e os desafios para garantir o acesso universal aos alimentos. #psemfronteira #ciência #insegurancaalimentar #fome #NUGAAL
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na noite desta quarta-feira, 11, no auditório do Sebrae, da abertura da 3ª Semana de Engenharia, Agronomia e Geociências, organizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Acre (CREA-AC).
O Brasil está em alerta com a seca extrema e uma forte onda de calor em pleno inverno. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem registrado baixa umidade relativa – de até 12% - clima de deserto, em boa parte do país.Um dos resultados é a propagação de incêndios florestais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 24 horas, o Brasil teve mais de cinco mil focos e concentra quase 80% das áreas afetadas pelo fogo em toda a América do Sul.Tempo seco, calor e longo período sem chuva levam a outra consequência. Escassez de água. Além disso, diante dos eventos climáticos severos, os alimentos ficam mais caros, a conta de luz também sobe, com o uso das termelétricas, e problemas respiratórios levam dezenas de pacientes às unidades de saúde.Para debater a crise climática e suas consequências, o Palavra Aberta deste sábado (14) recebe a Bióloga, Engenheira Ambiental, Mestre em Botânica e Mestre em Sustentabilidade, Doutora em Recursos Hídricos e professora do UNIBH, Fernanda Raggi. Participa também do debate o Climatologista, Mestre em Climatologia e Doutorando em Poluição Atmosférica no Instituto de Geociências da UFMG, Alceu Raposo. O podcastO podcast Palavra Aberta vai ao ar todos os sábados, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios anteriores nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.
“O Guaíba é nosso destino, o que acontecer a ele acontecerá conosco”. A fala inquietante do professor Rualdo Menegat, docente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e autor do 'Atlas Ambiental de Porto Alegre', durante a entrevista concedida ao podcast Conexão ADunicamp, nos convida a refletir sobre o recente desastre climático que assolou o Rio Grande do Sul. Menegat faz uma análise sobre as causas das enchentes históricas, tece conexões entre o aquecimento global, o planejamento urbano inadequado e a falta de investimentos em infraestrutura e também aponta os passos necessários para um futuro mais sustentável. Neste episódio contamos com a participação especial da professora Maria José Mesquita, diretora de Comunicação da ADunicamp e docente no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp. Você pode ouvir o podcast #ConexãoADunicamp nas principais plataformas do gênero: Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts etc. E, se preferir, acesse pelo Youtube. CRÉDITOS Roteiro e apresentação: Cristina Segatto Apresentadora convidada: Professora Maria José Mesquita Edição: Paula Vianna Vinheta: Magrão Percursionista Produção e Coordenação: Fernando Piva Realização: ADunicamp SIGA NOSSAS REDES www.adunicamp.org.br facebook.com/adunicamp twitter.com/adunicamp instagram.com/adunicamp youtube.com/adunicamp
No segundo episódio desta quarta temporada do Podcast Ideias : sustentabilidade em todos os recantos, os eventos climáticos extremos chamam a nossa atenção para uma nova realidade. Intitulado de “Alerta vermelho: a negligência e o negacionismo ameaçam o planeta” e apresentado por Ana Célia Baía Araújo, nosso segundo episódio traz como convidado o professor Cristiano Prestrelo de Oliveira, do Departamento de Ciências Atmosféricas e Climáticas (DCAC) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Climáticas (PPGCC/UFRN). Com experiência na área de Geociências e Climatologia, ele nos traz sua visão sobre as demandas que as cidades precisam atender para lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Vem conferir! Ficha Técnica: Ana Célia Baía Araújo (Roteiro e Apresentação) Cristiano Prestrelo de Oliveira (Entrevistado) Diágoras Gabriel de Lacerda Silva (Roteiro e Mídia) Edilza Paula Queiroz Alves (Roteiro) Flávia Alessandra Souza de Andrade (Edição) Hellen Diana Fernandes Araújo (Roteiro e Mídia) Yonara Claudia dos Santos (Roteiro, Edição e Mídia)
Professor Do Instituto De Geociências Da Ufrgs, Felipe Geremia Nievinski - 11/06/2024 by Rádio Gaúcha
Evolução e Extinção são como as duas faces de uma mesma moeda” - dessa forma simples, porém precisa, o paleontólogo César Schultz, nosso colega professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências, explica o papel das extinções na história da vida na Terra. Contra este pano de fundo de contínuas extinções, porém, alguns eventos se destacam por suas dimensões, as chamadas Extinções em Massa, quando uma enorme quantidade de espécies desaparece subitamente do registro geológico. Dentre as múltiplas causas possíveis, as extraterrestres - como o impacto de asteróides - são sempre as favoritas, as mais comentadas. Mas adivinhem quem, de fato, é quase sempre o principal culpado? Para saber, escute a entrevista da qual participam Jeferson Arenzon, do Departamento de Física (IF), e Jorge Quillfeldt, do Departamento de Biofísica (IB), todos da UFRGS. Produção e edição: Jorge Quillfeldt Créditos da Imagem: Victor Leshyk/Scientific American (2022), https://www.scientificamerican.com/article/toxic-slime-contributed-to-earth-rsquo-s-worst-mass-extinction-mdash-and-it-rsquo-s-making-a-comeback/
Vamos agora à entrevista do dia, com Denise Campos de Toledo.
Olá sejam bem vindo ao nosso quadro de entrevistas do Podcast da Mineração. Nesse programa fizemos uma entrevista com Arthur Pinto Chaves, Possui graduação em Engenharia Metalúrgica, mestrado em Tecnologia Mineral, doutorado , livre-docência, Professor Titular, todos pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor colaborador MS-6 no Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da EPUSP. No passado foi engenheiro júnior do IPT, assessor da diretoria do IPT, Gerente de Processos Minerais da Paulo Abib Engenharia S/A, Gerente de Planejamento e Desenvolvimento das Empresas Brumadinho, Gerente de Operações e Mercado da Promon Engenharia e professor colaborador MS-5 no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Engenharia de Minas, com ênfase em Tratamento de Minérios, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia limpa, beneficiamento, tecnologia mineral, tratamento de minérios e flotação. Professor da equipe do DEPEC da Fundação Gorceix. Avaliador do curso de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Campina Grande, pelo CNPq. Membro Conselho Consultivo da Fundação Gorceix. Professor visitante da Universidad Mayor de San Agustin, Arequipa, Peru. Conversamos como foi sua trajetória na mineração, desafios do tratamento de minérios na mineração, como foi a criação do seus livros e muito mais. Confiram essa e outras entrevistas no canal e Lembrem-se: "Mineração pode não ser o futuro mas não existe futuro sem a mineração" Criação de Arte: Raul Cadena / Phablo Kauã Patrocinadores Oficiais do Podcast da Mineração: ADIMB - https://adimb.org.br/ - @adimb_oficial ATHO BIM - https://athobim.com/ - @atho.bim ÍGNEA Geologia & Meio Ambiente - https://www.igneabr.com.br/ - @igneabr Lembrem-se "Mineração pode não ser futuro mas não existe futuro sem a mineração" #mineração #tecnologia #technology #podcastdamineração #podcast #inovação #engenheirodeminas #engenhariademinas #futuro #inovação #innovations #innovations #adimb #setormineral #desafios #tecnologia #technology #engenharia #geologia #geology #jorc #geointertainment #metals #reservas #recursos #CBRR #chile #mineria #executivemining
Em 2017, um objeto astronômico diferente de tudo o que a gente já tinha visto antes passou perto da terra: o Oumuamua. Ele tinha uma velocidade maior do que o normal, não tinha uma cauda como os cometas, nem poeira, como os asteroides. Por tudo isso, astrônomos concluíram que o Oumuamua era o primeiro objeto de fora do sistema solar identificado por telescópios humanos. Mas, para um astrofísico em particular, ele poderia ser ainda mais interessante. Poderia ser o resto de um objeto tecnológico criado por alguma civilização extraterrestre. A partir dessa história, este episódio mergulha na astrobiologia. Um campo de estudo que tenta entender como a vida surgiu aqui, para buscar por vida alienígena Episódios relacionados: #21 – Robôs, bactérias e o futuro da humanidade41 – Não culpe o meteoro #41 – Não culpe o meteoro#42 – A vida, o universo e tudo o mais Avi Loeb Astrofísico, professor da universidade de Harvard, diretor do projeto Galileu, que busca por indícios de vida inteligente extraterrestre. Douglas Galante Professor doutor do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Trabalha nas áreas de Geobiologia, Astrobiologia e Ciências Planetárias. Osvaldo Frota Pessoa Júnior Professor livre-docente do Departamento de Filosofia, FFLCH, USP, especialista em filosofia da neurociência e filosofia da mente. Sávio Torres de Farias Biólogo, professor da Universidade Federal da Paraíba, vem desenvolvendo trabalhos sobre origem do sistema biológico, com ênfase na organização biológica do Ultimo Ancestral Universal Comum. Ficha técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini
Prestosuchus chiniquensis, espécie pré-histórica que viveu há 240 milhões de anos.
Saudações científicas, ouvinte radiofobético! Neste episódio Leo Lopes, Thiago Miro, Jef Barbosa, Júlio Macoggi e Vitor Estácio abastecem seus foguetes para receber o geofísico, Mestre em Engenharia do Petróleo, Doutor em Geociências, divulgador científico, YouTuber, podcaster, autor e fundador do Space Today - o maior canal de astronomia do Brasil - Sérgio Sacani! Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para podcast@radiofobia.com.br! Arte do episódio: Sandro Hojo Links citados no episódio:- ouça o podcast Horizonte de Eventos- assine o canal do Space Today no Youtube- revista Astronomy Now- revista All About Space Links citados nas Cartinhas do Totô:- Ouça o podcast "Reflexões sobre o Podcast"- Ouça "O Mistério da Fazenda Vita"- Acesse o novo site e ouça a RÁDIO 24h NO AR do Rádiofobia Classics!- assine a newsletter semanal do Castnews, a maior plataforma de notícias para podcasters do Brasil- ouça o podcast semanal do Castnews- entre no canal do Castnews no Telegram- assine o canal do Curso de Podcast no YouTube- participe do grupo do Curso de Podcast no Telegram- participe do grupo de produtores, apresentadores e ouvintes dos podcasts da Rádiofobia Podcast Network no Telegram- assine o canal da Rádiofobia Podcast Network no YouTube!- assine o canal da Rádiofobia Podcast Network no Twitch!- Rádiofobia Podcast Network no Apple Podcasts- Rádiofobia Podcast Network no Spotify- Siga @radiofobialhes no tuVítter- Curta a página do Radiofobia Podcast no Facebook Ouça o Rádiofobia Podcast nos principais agregadores:- Spotify- Google Podcasts- Apple Podcasts- Amazon Music- PocketCasts Publicidade:Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço em nossos podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Saudações científicas, ouvinte radiofobético! Neste episódio Leo Lopes, Thiago Miro, Jef Barbosa, Júlio Macoggi e Vitor Estácio abastecem seus foguetes para receber o geofísico, Mestre em Engenharia do Petróleo, Doutor em Geociências, divulgador científico, YouTuber, podcaster, autor e fundador do Space Today - o maior canal de astronomia do Brasil - Sérgio Sacani! Não deixe de interagir com a gente nas redes sociais, dar seu feedback sobre o papo e sugerir temas e convidados para as próximas edições do nosso podcast, além de deixar seu comentário no post, ok? Você também pode agora mandar sua cartinha para a Caixa Postal 279 - CEP 13930-970 - Serra Negra - SP, e seu e-mail para podcast@radiofobia.com.br! Arte do episódio: Sandro Hojo Links citados no episódio:- ouça o podcast Horizonte de Eventos- assine o canal do Space Today no Youtube- revista Astronomy Now- revista All About Space Links citados nas Cartinhas do Totô:- Ouça o podcast "Reflexões sobre o Podcast"- Ouça "O Mistério da Fazenda Vita"- Acesse o novo site e ouça a RÁDIO 24h NO AR do Rádiofobia Classics!- assine a newsletter semanal do Castnews, a maior plataforma de notícias para podcasters do Brasil- ouça o podcast semanal do Castnews- entre no canal do Castnews no Telegram- assine o canal do Curso de Podcast no YouTube- participe do grupo do Curso de Podcast no Telegram- participe do grupo de produtores, apresentadores e ouvintes dos podcasts da Rádiofobia Podcast Network no Telegram- assine o canal da Rádiofobia Podcast Network no YouTube!- assine o canal da Rádiofobia Podcast Network no Twitch!- Rádiofobia Podcast Network no Apple Podcasts- Rádiofobia Podcast Network no Spotify- Siga @radiofobialhes no tuVítter- Curta a página do Radiofobia Podcast no Facebook Ouça o Rádiofobia Podcast nos principais agregadores:- Spotify- Google Podcasts- Apple Podcasts- Amazon Music- PocketCasts Publicidade:Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço em nossos podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, conversamos com o geólogo André Pires Negrão, professor do Instituto de Geociências da USP, que explica como cientistas revelaram que uma grande área do leste antártico é formada por rochas muito mais jovens do que o previsto
Neste episódio, conversamos com o geólogo André Pires Negrão, professor do Instituto de Geociências da USP, que explica como cientistas revelaram que uma grande área do leste antártico é formada por rochas muito mais jovens do que o previsto
Após o Yakecan, o que é possível projetar em relação ao clima gaúcho e passagem de novos fenômenos naturais. Geógrafo, mestre em Geociências e com doutorado em Climatologia e Mudanças Climáticas entre a Antártica e o sul do Brasil, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Francisco Aquino.
A nossa conversa de hoje é com Cris Machado (@plantao_materno), mestre e doutora em Geociências e Especialista em Cuidado Materno-Infantil. Atualmente, a Cris ministra cursos de extensão na área materno-infantil e é docente de Pós-Graduação em Aleitamento Materno. Fun fact: nossa convidada foi da paleontologia para a consultoria de amamentação e, ao longo do papo, nos contou como essa mudança de carreira aconteceu. A Cris também compartilhou com a gente as dores e delícias de falar sobre maternidade na internet e já combinamos dela voltar pra gravar mais um episódio com a gente. O assunto: mães também transam! Vai ser tudo :) Boa semana, gente! .... - Grupo do PodFalar no Telegram: https://t.me/joinchat/GuzW-kGgWWOIYZEZ .... Fale conosco: Insta @pod.falar E-mail ppodfalar@gmail.com .... Música: The Place Inside by Silent Partner