Podcasts about Marron

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Marron

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Slam Radio
#SlamRadio - 675 - Gina Demarchi

Slam Radio

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 60:40


Gina Demarchi is a 28-year-old DJ artist and producer from Buenos Aires, Argentina. She has developed a unique style influenced by tribal sounds, excelling in Techno, Techno 2000, Tribal Groove , Dub Techno, and rhythmic, sensual beats. She is also a resident at Fungi (Argentina) Gina has performed at Tresor, and played in clubs like Anomalie, Loophole (Paris), Seaworld (Copenhagen) at Den Anden Side with Antigone, Mutate (Italy) with Freddy K and Rebecca Dellepiane, Mutate with Spdfj and other cool venues like About Blank, Aeden, Hor, Derbybreweryarms, Rottesonne among others. She has toured Australia and played in different clubs like Novel, Bloom, XE45 and more. In her sets, Gina merges various styles, maintaining a consistent line between groove, hardgroove, tribal, hip-hop, and dub techno. Her tracks have been recognized and played by artists such as Future 666, Marron, Yanamaste, Alberto Tolo, Justine Perry, Paula Koski, Laura van Hal, Lobster, and BW in venues like Tresor, Fusebrussels, Bret, Rote, Left Bank, Sonic Festival, and Mälor. Tracklist via -Spotify: bit.ly/SRonSpotify -Reddit: www.reddit.com/r/Slam_Radio/ -Facebook: bit.ly/SlamRadioGroup Archive on Mixcloud: www.mixcloud.com/slam/   Subscribe to our podcast on -iTunes: apple.co/2RQ1xdh -Amazon Music: amzn.to/2RPYnX3 -Google Podcasts: bit.ly/SRGooglePodcasts -Deezer: bit.ly/SlamRadioDeezer   Keep up with SLAM: https://fanlink.tv/Slam  Keep up with Soma Records: https://linktr.ee/somarecords    For syndication or radio queries: harry@somarecords.com & conor@glowcast.co.uk Slam Radio is produced at www.glowcast.co.uk

HauntingLive Podcast
PSYCHIC MEDIUM FERNANDO MARRON PSYCHIC WORK BOOK PSYCHIC: DEMYSTIFYING OUR HIDDEN HUMAN POTENTIAL

HauntingLive Podcast

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 48:36


(HAUNTINGLIVE) (S6 E48) PSYCHIC MEDIUM FERNANDO MARRON PSYCHIC WORK BOOK PSYCHIC: DEMYSTIFYING OUR HIDDEN HUMAN POTENTIAL. Psychic Medium and Teacher Fernando Marron talks with co-host Yolanta Meri this episode about what work it takes being human and a psychic, about not allowing ability go to your head and his new published book 'Psychic: Demystifying Our Hidden Human Potential'. Check out Ferny's website and book here: https://www.fernandomarron.com/ Host: Trevor Bishop Co-Host: Yolanta Meri Psychic Medium Website & Shop: hauntinglivepodcast.com YouTube: @hauntinglive

Fabulously Delicious
From Forest to Feast: The Story of French Châtaignes

Fabulously Delicious

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 27:04 Transcription Available


Send us a textFrom Forest to Feast: The Story of French ChâtaignesIn this deliciously autumnal episode of Fabulously Delicious, we dive deep into the world of châtaignes, France's beloved chestnuts. From their prickly forest shells to their fragrant, comforting presence in winter markets, châtaignes have long been a symbol of warmth, heritage, and rustic French cooking. But these humble nuts hold far more than nostalgia — they carry centuries of history, culture, and culinary transformation.We explore the fascinating botanical identity of the châtaigne, uncovering what makes it unique, how it differs from marrons, and why its reputation has evolved over time. You'll discover how chestnuts sustained entire regions, earned the nickname “the bread tree,” and became essential to rural life across the Cévennes, Ardèche, Limousin, and beyond. From ancient cultivation to nineteenth-century culinary refinement, the journey of the châtaigne is as rich as its flavour.Then, we turn our attention to the gastronomy of chestnuts. Whether roasted on street corners, puréed into velvety crème de marrons, transformed into the iconic Mont-Blanc dessert, or baked into festive dishes at Christmas, châtaignes play a starring role in French food culture. We'll explore regional specialties, traditional methods of preservation, and the craftsmanship that turns a simple nut into a seasonal delicacy.Finally, we travel across France to celebrate the festivals, terroirs, and AOP traditions that honour this treasured ingredient. From the chestnut groves of Ardèche to the proud heritage of the Marron de Lyon, to vibrant autumn gatherings in Collobrières and Redon, you'll get a taste of the communities that keep the chestnut spirit alive. Whether you're a longtime lover of chestnuts or discovering them for the first time, this episode is a feast of stories, culture, and flavour — straight from the forests of France to your plate.Support the showMy book Paris: A Fabulous Food Guide to the World's Most Delicious City is your ultimate companion. You'll find hand-picked recommendations for the best boulangeries, patisseries, wine bars, cafés, and restaurants that truly capture the flavor of Paris. You can order it online at andrewpriorfabulously.com For those who want to take things further, why not come cook with me here in Montmorillon, in the heart of France's Vienne region? Combine hands-on French cooking classes with exploring charming markets, tasting regional specialties, and soaking up the slow, beautiful pace of French countryside life. Find all the details at andrewpriorfabulously.com You can help keep the show thriving by becoming a monthly supporter. Your support helps me create more episodes celebrating French food, history & culture. Here's the listener support link. Every contribution makes a huge difference. Merci beaucoup! Newsletter Youtube Instagram Facebook Website

Vida em França
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Em directo da redacção
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Le Wake-up mix
L'intégral 13/11/2025 par DJ Serom : 4Keus, Nono La Grinta, Ciara, Jay Sean, Admiral T, Neg Marron...

Le Wake-up mix

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 60:34


durée : 01:00:34 - Le Wake-up mix - Le Wake-Up Mix, c'est tous les jours dès 07h sur Mouv' !! Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

Mateo & Andrea
18:00H | 31 OCT 2025 | Mateo & Andrea

Mateo & Andrea

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 60:00


Todo lo que sabe se lo enseñó una bruja, un trozo de una canción que está en CADENA 100. Mateo & Andrea repasan cómo los artistas decoran sus casas por Halloween. Una pareja decora su casa recreando el famoso concierto de Coldplay donde las pantallas pillaron la infidelidad de una pareja. Suben la decoración a @mateoyandrea en Instagram. Coldplay en CADENA 100. En CADENA 100 con la mejor variedad musical. Las cifras de ventas y de escuchas de las canciones de Taylor Swift con su último disco son espectaculares. Su nuevo disco ve la luz en una semana. Es Pablo Alborán en CADENA 100. Todo lo que nos gustó está en CADENA 100. En CADENA 100 te preguntan qué esperas de tu radio favorita. La gente responde que quiere variedad musical, estilos diferentes, un poco de todo, música actual y de antes, en español, música internacional. La variedad musical está en CADENA 100. Se puede escuchar una mezcla aún mejor de las canciones que más gustan. De artistas como Marron 5, The Police, Sia, ...

College Golf Talk
Where are the rankings at?! And an interview with UCF's Emily Marron

College Golf Talk

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 40:29


In this week's episode, UCF women's coach Emily Marron stops by after one of the biggest wins in program history, at Medinah. Marron discusses the impact of this week's win in Illinois, what it's like to coach a team representing seven different cultures, and puts her committee hat on to talk the pros and cons of an Omaha of College Golf site. Burko and Brentley also run through the biggest tournaments, including one in the Hamptons, where Brentley wonders if Ole Miss' Michael La Sasso is on the right track. Then a big rankings discussion breaks out before another Tournament Name of the Week award winner is chosen. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See https://pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

Misterio 51
MIA UNA ENANA MARRON, UN FINAL COSMOLOGICO Y LA ENERGIA OSCURA EN COLORES

Misterio 51

Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 28:16


MIA UNA ENANA MARRON, UN FINAL COSMOLOGICO Y LA ERNERGIA OSCURA EN COLORES En M.I.A. viajamos desde una misteriosa enana marrón con posible biofirma, hasta el futuro del universo que envejece y los secretos de la energía oscura revelados por el telescopio Webb. Un episodio lleno de color, curiosidad y asombro cósmico. #PodcastMIA #Ciencia #Astronomía

MEDIT'ACTION
Comment surmonter la BLESSURE et revenir PLUS FORT avec AMIR, kiné de l'équipe de France de JUDO et ceinture marron de JJB !!

MEDIT'ACTION

Play Episode Listen Later Oct 5, 2025 81:24


Irish Business Builders
From Bedroom Start-Up to €70 Million Turnover. Ciaran Marron (Activ8 Solar Energies)

Irish Business Builders

Play Episode Listen Later Sep 1, 2025 64:22


Hire world-class accountants and in The Philippines. Visit Outsource Direct to scale your operations with higher flexibility, maximum efficiency and much lower costs.Subscribe to the Business Builders Newsletter for the very best ideas I've discovered on business and personal growth.In Series 10, Episode #90, I sit down with Ciaran Marron, founder and CEO of Activ8 Solar Energies. Ciaran shares his incredible journey of starting from a makeshift office in a rented house's back bedroom to building a large-scale solar energy business with over 300 staff and a turnover of 70 million euros. He discusses overcoming early challenges like cash flow issues, adapting to market changes, and scaling operations across Ireland, the UK, and Europe. Ciaran also touches on his risky yet successful ventures, including landing a crucial deal with SSE Arena and forging a strategic partnership with SSE Airtricity.CONNECT WITH CONOR:LinkedInCONNECT WITH CIARAN:LinkedInInstagramWebsiteDiscover EO Ireland—part of an international network designed specifically for entrepreneurs. EO Ireland connects business owners for networking, mentorship, and shared learning experiences. Take your business to the next level and join a community of like-minded leaders today at eoireland.org. Empower your entrepreneurial journey!Produced by Jetbooks, Chartered Accountants Ireland.

Work hates Podcast
Ep83: Rose Bishop Has Been Knife Fighting With Bar Regulars

Work hates Podcast

Play Episode Listen Later Jul 27, 2025 57:22


On this episode of ‘Work Hates' we chat to standup comedian, Play Writer and Western Australian Marron Fan, Rose Bishop! After working in what sounds like every terrible hospitality venue in Perth Rose has made the move over to Melbourne to pressure her true passion, sending fines to dodgy builders. Oh and stand up comedy! Rose and Brett teach Bron about the most important thing to look out for when inspecting a house. While we all learn what the hell a Marron is (it's a big yabbie/crayfish only found in WA).Rose has written a play which comes out at the end of the year. Follow her socials and keep an eye out for when tickets go on sale. We had a great chat with Rose so enjoy this week's episode of “Work Hates”!For an Extra Bonus episode each week sign up to our Patreon! Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

The Monarchists
S2E21 - MLB Draft and Recruiting with Mike Marron - Hudson Homers

The Monarchists

Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 85:48 Transcription Available


Assistant Coach Mike Marron joins CB, Gary and Coach Finny to recap the MLB Draft. They also take a look at the incoming class this fall and the Monarchs' approach to reloading the pitching staff. Plus we chat with Blake Morgan about his bright future with the Rays.

Rompiendo la banca
Episodio 462. El agujero marron

Rompiendo la banca

Play Episode Listen Later Jun 15, 2025 71:23


Instagram: https://www.instagram.com/rompiendolabanca/ Para participar del grupo de whatsapp de galponear hay que enviar email a rickdecardtw@gmail.com

OVT
2e uur: Boni, Operatie onthechting #3: De ander, 08-06-2025

OVT

Play Episode Listen Later Jun 8, 2025 52:44


(01:19) Rond 1730 ontvlucht een zwangere zwarte vrouw de plantage en brengt in het Surinaamse moeras haar zoon Boni ter wereld. Hij wordt Marron-leider en verzetsheld tegen het koloniale gezag. Tessa Leuwsha schreef een boek over zijn leven en denken, en vertelt hoe dat ons beeld van Boni verandert.  (14:53) Het is vijf jaar later. Alle Amerikaanse Iwo Jima veteranen zijn overleden. De wereld is in rap tempo veranderd. De dreiging van oorlog is terug van weggeweest. Marianne gaat op zoek naar de oude vijanden van haar opa en vindt een van de laatste Japanse Iwo Jima veteranen. In hoeverre voldoet hij aan het clichébeeld uit de oorlog? Ook ontmoet ze de kleindochter van een gesneuvelde Japanse Iwo Jima veteraan. Hoe kijkt zij naar de omgang met de oorlog in het huidige Japan?  Operatie onthechting  Kunstenaar Marianne Ingleby erft het fotoarchief van haar opa Bruce Elkus, Amerikaans legerfotograaf. In 1944 vertrok hij naar het Japanse eiland Iwo Jima, bekend van een van de bloedigste slagen van de Tweede Wereldoorlog.  Als Marianne na zijn dood door de foto's gaat stuit ze op gruwelijke beelden: soldaten met weggeblazen ledematen, een Japanse schedel op een stok als oorlogstrofee en naakte vrouwen met dronken Amerikanen in bordelen. De foto's blijken destijds nooit gepubliceerd: te ontluisterend. Liever keek men naar de wereldberoemde heroïsche foto 'Raising the Flag on Iwo Jima', hét symbool van de Amerikaanse overwinning in de Pacific.  Marianne blijkt goud in handen te hebben met het zeldzame foto-archief. Ze is benieuwd naar de ervaringen van haar eigenzinnige opa, die naast honderden foto's ook aangrijpende brieven vanaf het front naliet. Wat heeft hij meegemaakt aan het front? Waarom maakte hij foto's buiten zijn opdracht? Welke herinneringen roepen ze op bij de Amerikaanse veteranen? En hoe wordt er in Japan op gereageerd?  Samen met radiomaker Laura Stek reist Marianne vanuit Nederland naar Amerika en Japan, gedreven door de vraag: hoe groot is het gat tussen wat we te zien krijgen en de realiteit van oorlog?  Deel 1 en 2 kwamen in 2020 uit, deel 3 en 4 in 2025.  ‘Operatie Onthechting' is een coproductie van Prospektor en VPRO voor NPORadio1. Narratief en edit: Laura Stek, research: Marianne Ingleby, eindmix: Arno Peeters, creatief producent: Eefje Blankevoort, uitvoerend producent: Laura Verduijn, animatie: Floris Deerenberg, vertaling Japan: Manami Midorikawa en Keimi Yamada. Stemacteurs: Maarten Heijmans, Dafne Holtland, Kai Gotoh en Aki Watano.  Mede mogelijk gemaakt door het Vfonds, het Postcode Loterij Fonds voor journalisten en het NPO-fonds.  Meer info: https://www.vpro.nl/programmas/ovt/luister/afleveringen/2025/08-06-2025.html#  (https://www.vpro.nl/programmas/ovt/luister/afleveringen/2025/08-06-2025.html)  

DECODEUR
Le marron, la couleur de l'année ? La chronique de Billie Blanket

DECODEUR

Play Episode Listen Later Apr 27, 2025 11:49 Transcription Available


Tous les 2 mois, LE CLUB se rassemble pour vous parler déco, design, tendances, conseils pratiques et même transition écologique.Chaque journaliste son thème et sa chronique :DANS CET EXTRAIT Billie Blanket journaliste déco qu'on retrouve sur Instagram et autrice de 2 livres, va consacrer sa chronique à la terre, la couleur terre, cette nuance marron/chocolat mais aussi au matériau, et l'importance de cet élément dans notre intérieurDans l'épisode complet qui est juste sous cet épisode, vous pourrez aussi écouter Marie Farman, journaliste spécialisée en design qui collabore avec de nombreux magazines, va nous parler d'un design joyeux, de tous ces designers qui imaginent des meubles et des objets ludiques, colorés, pour nous amuser et égayer nos quotidiens et nos intérieurs. Violaine Belle-Croix, rédactrice en chef de Marie Claire Enfants et citoyenne engagée grâce à WITE MEDIA, abordera la thématique du zéro gâchis, avec plein de mini recettes pour récupérer un légumes abimé, du pain rassis, des feuilles de choux fleurs, etc. Un mix&match comme on les aime pour une discussion dans la joie et la bonne humeur !Merci à l'hôtel Madame Drouot de nous avoir accueillies. Et merci à Tikamoon, fidèle partenaire de cette émission. Si ce podcast vous plait n'hésitez pas 

This Week in Health IT
Interview In Action: The Digital Backbone for Your Future Innovation with Justin Marron

This Week in Health IT

Play Episode Listen Later Apr 23, 2025 23:28 Transcription Available


April 23, 2025: Justin Marron, CEO of Strategic Venue Partners, discusses how his team brings hospital system infrastructure into the present and opens the door to innovation's future. What happens when hospital connectivity systems fail to meet the demands of modern healthcare technology? Justin illustrates how Strategic Venue Partners transforms healthcare for the ever-increasing data demands of AI and real-time patient care. This episode addresses everything from 5G implementation to CBRS private networks, positioning healthcare facilities for seamless clinical and operational workflows. Key Points: 05:05 Enabling Future Innovation 08:36 Healthcare Wireless Upgrades 14:25 Client Success Stories 20:43 Future Aspirations and Industry Impact X: This Week Health LinkedIn: This Week Health Donate: Alex's Lemonade Stand: Foundation for Childhood Cancer

Podcasts FolhaPE
Abril Marron: 80% dos casos de cegueira podem ser evitados, segundo OMS

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Apr 9, 2025 13:37


A organização mundial de saúde estima que 80% dos casos de cegueira são evitáveis com cuidados especiais. No Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas vivem com deficiência visual. Para reforçar esses cuidados e conscientizar sobre a prevenção e o tratamento de doenças oculares que podem levar a cegueira, foi criada a Campanha Abril Marrom. Para falar sobre a prevenção de doenças oculares, Neneo de Carvalho, âncora da Rádio Folha 96,7FM conversou com o oftalmologista DenízioDantas.

Tous au jardin FB Orléans
Châtaignier ou marronnier : attention à ne pas planter le mauvais arbre si vous voulez vous régaler

Tous au jardin FB Orléans

Play Episode Listen Later Apr 9, 2025 2:11


durée : 00:02:11 - Attention si vous voulez manger des marrons quand vous allez acheter un chataigner, il ne faut pas tout mélanger - Notre jardinier rappelle à Gislain que les marronniers ne donnent pas de fruits comestibles. Pour récolter des « marrons » qui se mangent, il faut planter un châtaignier, et plus précisément une variété comme le Marron de Lyon, qui produit de grosses châtaignes savoureuses.

Clare FM - Podcasts
Atlantic Tales - Sallyann Marron - Episode 202

Clare FM - Podcasts

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 47:27


On this week's Atlantic Tales, Pat Flynn chats with West Clare based designer and owner of Sallyann's Handmade Bags, Sallyann Marron.

Un café con Nintendo
Nindies del café | Febrero 2025

Un café con Nintendo

Play Episode Listen Later Jan 31, 2025 77:52


¡Hola, cafeteros! Los compañeros Guille y Dani repasan las novedades del mes de febrero. Sección de noticias: - Comentamos Switch 2, - Extremely OK Games cancela Earthblade, - Silksong está "muy vivo", - Neva se retrasa al 18 de abril, - Comienza la campaña de Blasphemous: The Board Game, Sección de juegos digitales: - Basureroes: Invasion (30-01), - Rogue Waters (04-02), - Big Helmet Heroes (06-02), - I See Red (06-02), - La Suerte es un Casero (06-02), - Echoes of the Plum Grove (13-02), - Tiny Terry's Turbo Trip (13-02), - AfterLove EP (14-02), - Marron's Day (20-02), - Date Everything! (26-02), - Freddy Farmer (27-02), - Morsels (28-02), Sección de juegos físicos: - Double Dragon Collection (31-01), - Stories from Sol: The Gun-Dog (20-02), - El Escudero Valiente (21-02), - Bakeru (25-02), - Metal Slug Tactics (28-02), - SILT (28-02), ¿Vas a comprar en Wakkap? Usa el código UNCAFECONINTENDO y ahórrate un 5% en tu próxima compra (máximo 3€ de descuento) Visita nuestra TIENDA ONLINE en cafeconnintendo.redbubble.com APÓYANOS por lo que cuesta un café en https://uncafeconnintendo.wordpress.com/ Para estar informado del programa síguenos en nuestra cuenta de X @cafeconnintendo o Bluesky uncafeconnintendo.bsky.social Únete también a nuestra comunidad de Telegram solicitando un enlace de invitación en los comentarios del programa

La Clé des Champs
[Le jeu des 7 différences] - Marron et châtaigne

La Clé des Champs

Play Episode Listen Later Jan 31, 2025 4:49


Bonjour à tous, bonjour à toutes, je suis Lisa de La Clé des Champs, le Podcast qui donne la parole aux agriculteurs.Dans la série "le Jeu des 7 différences" je vous propose de tester vos connaissances agricoles et vous apprendre plus sur le sujet !Allez, c'est parti, aujourd'hui on découvre ensemble la différence entre les marrons et les châtaignes !Pour en savoir plus :Lire l'article sur notre blogRetrouvez-nous sur les réseaux sociaux : Facebook - Instagram - LinkedIn - TwitterSi cet épisode vous a plu, n'hésitez pas à laisser une note cinq étoiles. Ça m'aiderait énormément à faire connaître le podcast !Musique : Good Time Ukulele, Compositeur SmarTune Music.

Celtic Soul Podcast
CELTIC SOUL PODCAST | Johnny Marron Tribute / Memories

Celtic Soul Podcast

Play Episode Listen Later Jan 17, 2025 65:49


On this episode of The Celtic Soul podcast we REWIND to pay tribute to Johnny Marron who passed away suddenly. Johnny chatted to host More than 90 Minutes Editor, Andrew Milne in the studio about his life following Celtic home and away, life growing up in the Gorbals and some of the characters and the famous past residents of the area as Covid restrictions lifted and Ange moved into the Celtic hot seat. .Born and Bred in the Gorbals, Johnny married Caroline and settled in Drogheda but his heart always remained in Glasgow and he continued to visit regularly to see Celtic and catch up with his mates in the Brazenhead from the Franks CSC until his sudden death. RIP Johnny Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Les p't**s bateaux
Pourquoi le bois des troncs d'arbres est-il marron ?

Les p't**s bateaux

Play Episode Listen Later Jan 4, 2025 3:43


durée : 00:03:43 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Ne vous êtes-vous jamais demandé pourquoi le tronc des arbres était-il marron ? Catherine Lenne, botaniste physiologiste végétale à l'université de Clermont-Ferrand, nous explique tout. - invités : Catherine Lenne - Catherine Lenne : Chercheur en physiologie végétale. Maître de conférences à l'université Blaise Pascal de Clermont Ferrand. - réalisé par : Stéphanie TEXIER

Selected Shorts
Keeping Score

Selected Shorts

Play Episode Listen Later Jan 2, 2025 59:41


Host Meg Wolitzer presents three stories in that look at some of the ways we “keep score” in life even though we know it's not a game.  Simon Rich explores the game as intergenerational competition in “The Tribal Rite of the Strombergs,” read by John Hodgman.  In Dylan Marron's “Some News,” a man carefully tracks an old friend on social media, while eyeing his own accomplishments.  Marron is the reader. And Joanne Harris' “Fule's Gold,” a teacher tries to put himself on the board—by stealing points from an unwitting student. The reader is Gildart Jackson.

Ship of the Dead Podcast
John Marron (OSR Connoisseur)

Ship of the Dead Podcast

Play Episode Listen Later Nov 19, 2024 63:35


Secret of the Black Crag  AdventureBetween Two Cairns PodcastVaults of VaarnRavenloft SettingCurse of Strahd Beadle & Grim  Deluxe BoxKnave 2e RPGOutcast Silver Raiders Dark of Hot Springs Island Dolmenwood VaesenOld School EssentialsWormskin magazine (Issues 1-8)Reach of the Roach GodEat the ReichYoon-SuinLost Bay podcastThe Ultraviolet GrasslandsOur Golden AgeCloud EmpressGardens of YnnAndrew KolbLazy Litch - Wind WraithTephrotic NightmaresMonty Python RPGDiscworld RPGMe, Myself and Die! (YouTube)Empire of the Petal Throne RPGBoot HillRuneQuest RPGIronswornBroken EmpiresLord of the Rings Living Card GameArkham Horror Living Card gameShadowdarkArchon GamesFades of the NornNightmare Over Ragged HollowBlack Worm of BrandonsfordDragonbane RPGCairn 2e RPGMothership RPGWarped Beyond RecognitionDune: Imperium Board GameThe Rings of Power (TV show)Symbaroum RPGOutgunned RPG (Two Little Mice)DCC - Dungeon Crawl ClassicsStolen Goddess YA Novel series. Darkest Dungeon videogame  Questions and CommentsShipofthedead@limithron.comhttps://www.limithron.com/  Timestamps:00:00 intro 07:25 RPG crushes 28:20 Magic vs Tech34:30 John's Gaming History40:30 Old School essentials?49:00 Mothership & Alien52:54 Dune56:19 Editing57:55 Broadside Barrage

Canny Crystals - The Podcast
158: Intuitive angelic healing, ft. Lorraine Marron

Canny Crystals - The Podcast

Play Episode Listen Later Oct 24, 2024 52:11


In this week's episode of the podcast, I'm joined by the amazing Lorraine Marron, also known as The Angel of the North. Together, we delve into the beautiful realms of angelic healing and Reiki, exploring how these two practices intertwine to bring spiritual guidance and deep healing.We chat about how to connect with your own angels, ways to invite their wisdom into your life, and how they can assist in your manifestation journey. Lorraine shares her insights on channelling angelic energy, using Reiki to balance the mind, body, and soul, and how you can work with these divine beings for daily support and clarity. If you're curious about tuning into angelic frequencies or want to learn more about healing energy, this episode is a treasure trove of spiritual goodness.You can follow Lorraine on Instagram at @theangelofthenorthDon't forget to use the exclusive podcast discount code “PODCAST” for 10% off at cannycrystals.co.uk!I hope that you enjoy this episode, please feel free to leave a comment or a review wherever you're listening from. Podcasting is free so this really does help me out!MANI-FEST NEWCASTLE 2025Canny Crystals LinksAffiliate LinksPlease rate, review and subscribe to, this Podcast.Don't forget to visit the websitewww.cannycrystals.co.ukwww.tiktok.com/@cannycrystalswww.instagram.com/cannycrystalswww.instagram.com/marttweedy Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

TechTalk Healthcare
Adopt, Adapt & Advance w/ guest Johann Marron

TechTalk Healthcare

Play Episode Listen Later Sep 20, 2024 47:56


Join us this week on TechTalk as Dr. Jay and Brad interview their friend, Johann Marron. Johann Marron is the Principal & Creative Partner at Studio Grafo and the Advertising Manager at ChiroHealthUSA. Johann oversees the collaborative flow of work among all members of the team and leads the design/creative aspect of every project. He started his career in the creative field, working at some of the most recognized advertising agencies, such as Grey Advertising and Leo Burnett. He then “jumped to the client side,” where he spent many years championing marketing, marketing communications, and advertising for several companies. During the last twelve years, Studio Grafo has completed projects for more than 200 local and regional businesses in the US, Europe, Latin America, and Asia. Studio Grafo is a design studio located in Washington, D.C. that provides cross-platform marketing communications, advertising and graphic design to meet organization's needs. It's in their core to create the most innovative and effective visual communications, flawlessly and on time. For more information, visit Johann at https://studiografo.com/ or email him at johann@studiografo.com.

The Bond Buyer Podcast
'Build the damn train': In conversation with Marron Institute on high-speed rail in the U.S.

The Bond Buyer Podcast

Play Episode Listen Later Sep 17, 2024 56:18


Eric Goldwyn of the Marron Institute's Transit Costs Project joins The Bond Buyer's Caitlin Devitt to talk about his latest report that offers five recommendations to speed up the delivery of high-speed trains in the U.S.

Mutations
Paul Charpentier - Jour du marron

Mutations

Play Episode Listen Later Sep 15, 2024


Christopher Haddow - Everything That Rises... - Errols Hot WaxNala Sinephro - Continuum 2 - WarpAnother Fine Day - Lazy Daisy (Big Chill Classics Mix) - Another Fine LabelTime Is Away - turn on arabic radio oscura - KnekelhuisMark E - Black Country Saga - Spectral SoundNic Jalusi - Aqua Dream - Slam City JamsPsychemagik - Valley Of Paradise (Toby Tobias Remix) - PsychemagikPete Herbert - Legzira Sunrise - Music For Swimming PoolsSorcerer - 78a Soft Dub - Dream ChimneyBawrut - Ciquita (Helter-Skelter Went To A Party Mix) - Ransom NoteMasashi Kurita - Raw Emo - iero

sorcerer warp marron knekelhuis paul charpentier
Navigating New York
Parenting in NYC Gemma Allen & Aisling Marron

Navigating New York

Play Episode Listen Later Sep 2, 2024 57:23


Welcome back to Navigating New York. I am your host Sophie Colgan and this week I am thrilled to share my recent interview with two brilliant Irish women in NYC, Gemma Allen and Aisling Marron. Gemma and Aisling are both based  in NYC and it was so insightful to hear what life as a parent in NYC is like. We chat about the cultural differences in parenting between Ireland and America, the US school system, societal pressures on parents, work/life balance, making friends, babysitters, socializing, staying sane and more!Thank you to Gemma and Aisling for carving out time in their busy schedules to be guests on Navigating New York! Really grateful for their honesty, vulnerability and the tips and advice they shared on parenting in New York City. Gemma Allen is Director at USA Mason Hayes Curran, Contributor at Forbes and @Nasdaq.com | Advisory Board Barretstown LinkedInInstagram: https://www.instagram.com/the_gemmaverse/Aisling is a freelance Writer and you can subscribe to her substack ‘Notes from  New York' here: https://substack.com/@aislingmarronInstagram https://www.instagram.com/aislingmarron/Forbes ArticlesSupport the Show.Navigating New York is proudly sponsored by Amvoy Wealth: a Cross Border Financial Planning Firm specialising in assisting Irish citizens with financial interest in Ireland and the United States. Get in touch today: www.amvoywealth.comPlease rate & review wherever you listen. Thank you to my incredible video producer Adrian Mullan: https://www.ampedvision.com.au/Subscribe to Navigating New York Youtube: https://www.youtube.com/@NavigatingNewYorkAnd if you would like to support the Podcast you can at buymeacoffee.com

ChiroSphere
Ep 24: Johann Marron

ChiroSphere

Play Episode Listen Later Aug 19, 2024 45:34


In this episode, Dr. Ray Foxworth interviews Johann Marron, an ad man with a unique take on advertising innovation. They discuss Johann's journey into advertising, the role of economics and AI in marketing, and the power of experiences and branding. Johann emphasizes the importance of authenticity and democratized consumer participation. They explore AI's impact on creating graphic assets, personalizing content, and streamlining chiropractic practices with tools like ChiroAI. Johann shares insights from his multicultural background and the importance of resilience and mentorship in business growth.

Deep Dive with Jamie Stein
A Psychic Reading of Bethenny Frankel - w/ Psychic Medium Fernando Marron

Deep Dive with Jamie Stein

Play Episode Listen Later Jul 18, 2024 83:51


Jamie welcomes gifted psychic medium Fernando Marron to provide a cold reading of Bethenny Frankel and together they explore her possible unconscious relationship to entrepreneurship, the Reality Reckoning, TikTok, her romantic relationships and much more. Follow @fernyesp and learn more about his work at fernandomarron.com.Follow @jamiestein and learn more about work at hollywoodreadings.com.Support the Show.

The Rush Hour with MG & Liam
FULL SHOW | NSW Blues Coach and Captain Madge & Jurbo on history defining win!

The Rush Hour with MG & Liam

Play Episode Listen Later Jul 18, 2024 44:04


The Blues have finally brought the Shield home and we chat with the man himself Michael “Madge” Maguire and Captain of the Blues Jake Trbojevic,. We run the gauntlet and Ready being a Marron's fan has somethings to say about the win. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Actually Qualified
Never a Failure, Always a Lesson w/ Lucy Marron & Hannah Gillard

Actually Qualified

Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 74:58


Welcome back to Season 3! After a short break, we are so excited to be back and bringing you more impactful conversations with insightful (and qualified!) guests. This week Kayla chats to AWPT Alumni and Ambassadors, Lucy and Hannah all about their coaching journeys, trusting your gut and making decisions from a place of curiosity and trust rather than fear. CONNECT WITH LUCY: Instagram CONNECT WITH HANNAH: Instagram HOW YOU CAN SUPPORT THE SHOW: Subscribe, Rate & Review on Apple Podcasts Share to your IG stories Recommend the show to someone who might enjoy it! USE CODE: AWPTPODCAST for $200 off our AWPT 8 WEEK COURSE CONNECT WITH US: @awpt_university @hiit_it.fitness @kaylaleephysio

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Knowing When To Pivot w/ Lucy Marron

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Play Episode Listen Later May 21, 2024 54:46


CONNECT WITH LUCY: Instagram HOW YOU CAN SUPPORT THE SHOW: Subscribe, Rate & Review on Apple Podcasts Share to your IG stories Recommend the show to someone who might enjoy it! USE CODE: AWPTPODCAST for $200 off our AWPT 8 WEEK COURSE CONNECT WITH US: @awpt_university @hiit_it.fitness @kaylaleephysio

Tristan Laffontas
Marron VS châtaigne, ENFIN comprendre la différence. Pourquoi s'arrêter à 1000 membres ?

Tristan Laffontas

Play Episode Listen Later Apr 14, 2024 43:13 Transcription Available


Bonjour à tous, je suis Tristan Laffontas et je suis ravi de vous accueillir dans ce nouvel épisode de mon podcast. En tant que fondateur de Pépite, je parcours inlassablement la France et parfois le monde pour sourcer les meilleurs produits directement auprès d'artisans producteurs d'exception, souvent recommandés par des chefs renommés. Mon rôle est crucial : je m'assure personnellement que chaque producteur respecte nos valeurs fondamentales, telles que la protection de l'environnement, la préservation de la santé et le respect des conditions de travail des employés. C'est une mission qui me tient à cœur et que je prends très au sérieux, passant parfois plusieurs jours avec les artisans pour vraiment comprendre leur métier et leur passion.Dans ce podcast, je vous partage mes découvertes et aujourd'hui, je suis particulièrement enthousiaste à l'idée de vous parler des marrons et des châtaignes. Vous pensez peut-être connaître la différence entre les deux, mais je suis sûr que je peux encore vous surprendre avec des détails méconnus que j'ai moi-même appris récemment. Je vais notamment vous expliquer pourquoi on utilise souvent le terme "marron" pour des produits qui sont en réalité des châtaignes, et comment ce terme s'est embourgeoisé au fil du temps.Ensuite, je vous ferai un petit focus sur l'aspect entrepreneurial de Pépite, où je vous dévoilerai les coulisses de l'entreprise et je répondrai à des questions fréquemment posées. Je vous parlerai aussi de Vidéo Ask, un outil interactif que j'utilise beaucoup sur mon site et qui suscite beaucoup de curiosité.Pour finir, je discuterai de notre décision de limiter le nombre de membres à 1000 chez Pépite. Cette décision stratégique n'a pas été prise à la légère et elle ne relève pas d'une simple tactique de marketing par FOMO. Elle est le résultat d'une réflexion approfondie sur la qualité de service que nous voulons garantir à nos membres et sur notre vision d'une croissance durable et responsable. Je vous expliquerai comment une expérience avec un éleveur de boeuf a renforcé ma conviction que limiter le nombre de membres est essentiel pour maintenir l'exclusivité et la satisfaction au sein de notre club.Je vous remercie d'avoir écouté et j'espère que vous avez apprécié ce voyage au cœur des marrons, des châtaignes et de l'entrepreneuriat conscient. N'hésitez pas à vous abonner à la newsletter de Pépite pour ne rien manquer de nos futures aventures gourmandes et entrepreneuriales. À bientôt pour de nouvelles découvertes !

Tangentially Speaking with Christopher Ryan
602 - Liza Marron (Local Foods/Local Politics)

Tangentially Speaking with Christopher Ryan

Play Episode Listen Later Mar 4, 2024 72:37


We've all heard the adage: “Think globally, act locally.” Liza embodies that perspective. She came to the San Luis valley about 30 years ago to work on a buffalo ranch with her husband. Since then, she's lived a lot of life in this valley. Raising kids, horses, dogs, working as school board president and County Commissioner, and founding and running the San Luis Valley Local Foods Coalition are just a few of the things that have kept her busy over the years. Everyone around here knows her and admires her energy, intelligence, and positive approach to things. I'm really glad to be able to share this wonderful woman with you. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit chrisryan.substack.com/subscribe

Les p't**s bateaux
Pourquoi le bois des troncs d'arbres est-il marron ?

Les p't**s bateaux

Play Episode Listen Later Feb 25, 2024 3:43


durée : 00:03:43 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Ne vous êtes-vous jamais demandé pourquoi le tronc des arbres était-il marron ? Catherine Lenne, botaniste physiologiste végétale à l'université de Clermont-Ferrand, nous explique tout. - invités : Catherine Lenne - Catherine Lenne : Chercheur en physiologie végétale. Maître de conférences à l'université Blaise Pascal de Clermont Ferrand. - réalisé par : Stéphanie TEXIER

Writing Community Chat Show
From Crappy Jobs to Viral Dad_ The Journey of Matt Coyne _ The Writing Community Chat Show_

Writing Community Chat Show

Play Episode Listen Later Feb 24, 2024 78:40


About the authorBorn and raised in Sheffield, in the week before leaving school Matt was asked by his careers teacher, Mr. Marron, what he wanted to be when he left. When he replied that he wanted to be a writer, Mr Marron said "Well Coyne, I wanted to be Burt f*cking Reynolds". He then handed Matt an application form to become an apprentice fitter of gas cookers. Dreams suitably crushed, Matt became a poster-boy for staying in full-time education, by doing a succession of genuinely crappy jobs. Variously, he has been a toilet roll packer, turnstile-operator, cardboard box folder and a sorter of coat-hangers for Burton Menswear. Matt has been sacked a lot.After a couple of years, he returned to education to obtain an English degree from Manchester Metropolitan University. Completing his dissertation on French feminism in Mary Shelley's Frankenstein. An academic piece of work that proved that Mr Marron was probably right all along.From University, Matt drifted into the graphic arts. As a graphic artist in Doncaster, he saw little of the glamorous side of design and his last task as a jobbing designer was to photoshop the weeds and cat-sh*t out of 24 pictures of block-paving. This was the job that, in 2007, led him to quit and set up his own print and design company. He has been serving the businesses of Sheffield with a consistently mediocre service ever since.In September 2015, Matt became a father for the first time, to Charlie. And woke up. After three months of dealing with the missile of chaos that is a newborn, he posted his thoughts online. And, in January 2016 these thoughts went viral. The original post was shared over a hundred thousand times and was featured in newspapers and on television across the world. (He even appeared on Australian breakfast TV, sandwiched between an item about a world record-breaking whip-cracker and a news story about a man who lost a toe on some dodgy patio furniture).Becoming a parent is the greatest, weirdest and most humbling thing that Matt, and his partner of twenty years Lyndsay, have ever experienced. And, if you read the above it's easy to see why. Not only has Charlie proved to be the love of their lives, he has also provided the inspiration for Matt to write about something that people want to read about.. and perhaps ultimately prove that Mr Marron was an idiot.In the months following the original post, Matt created a facebook blog page entitled Man vs Baby and has 150,000 followers who check in regularly to see his most recent parental discoveries and failures.Matt is also a singer/songwriter with the band 'Terry and Dead' and has appeared on compilation albums with Paul Heaton, Billy Bragg and Sleaford Mods. He also recently achieved online virulence with his letters to famous people and enjoys generally being a smartarse online.. where bigger boys can't hit you in the face.Matt lives in Sheffield with his son Charlie, his partner Lyndsay and a Jack Russell terrier with 'issues' called Eddie.Frank And Red is our March book club read. BUY FRANK AND RED HERE: https://amzn.to/3uCkyXVFacebook: /manversusbabyTwitter: @mattcoyneywww.manvsbaby.co.uk______________________________________Find out more: www.TheWritingCommunityChatShow.ComTHE WCCS – TOGETHER AS ONE WE GET IT DONE!If you would like to advertise your #book on the show, to enroll in a book launch interview, or to have a WCCS social media shout out, visit here: https://www.buymeacoffee.com/TheWCCSFOLLOW US► Our website – https://www.thewritingcommunitychatshow.com► Universal link – https://linktr.ee/TheWCCS► Buy the show a coffee – https://www.buymeacoffee.com/TheWCCS► Use hashtag TheWritingCommunityChatShow or TheWCCS on social media to keep us current. This show will only succeed with your support!► Support us through Patreon – https://www.patreon.com/WCCS► For our FIVERR affiliate link click here (we will earn a little from you signing up through our link and more if you use the service. We back this service and have used it with great results! – https://fvrr.co/32SB6cs► For our PRO #WRITING AID affiliate link click here – https://prowritingaid.com/?afid=15286Hey! We have spent 3 years using StreamYard. You can see how much we love its features, and how we can make it look great for live streaming. We are huge fans and they are constantly improving their service. Check it out with our link and we could earn from referrals!https://streamyard.com/pal/d/4835638006775808Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/the-writing-community-chat-show--5445493/support.

Soul Sesh
She built a freelance copywriting business while traveling the world (with Nicole Marron)

Soul Sesh

Play Episode Listen Later Jan 22, 2024 47:34


Nicole Marron is a freelance editor and copywriter who turned her dreams of starting a business & traveling the world into a reality! In this episode, Nicole shares her story of how she overcame the inner and outer obstacles of starting her freelance business, pursuing her dream of becoming a digital nomad, and many other insights into traveling, writing, and self-love. This is such an inspiring episode for anyone who is a travel lover and/or on the path of building a life doing what you love!  If you enjoy this episode, please subscribe for future conversations! ==== NICOLE: Nicole Marron is a freelance copyeditor and proofreader, and her business is called Nicole Marron Editorial. She is a traveler who loves exploring new places, reading self help books, writing, walking, and feeling the sun on her face. Website: nicolemarron.com IG: nicolemarroneditorial LinkedIn: Nicole Marron AALIYAH: Website: aaliyahmadadi.com IG: aaliyahmadadi YouTube:  @AaliyahMadadi  ==== CHAPTERS 00:00 — becoming a digital nomad 24:00 — how to strengthen self-love and self-trust 26:30 — freedom in freelancing 30:33 — staying grounding while traveling the world 38:06 — tips for developing a writing practice 45:25 — overcoming fear of sharing your work

Becoming A Bow Hunter
Don't Forget To Bring The Fun on Your Next Hunt with Graham Cahill

Becoming A Bow Hunter

Play Episode Listen Later Jan 19, 2024 119:48


This week, Matty interviews Graham Cahill. You may know Graham from his hosting spot on 4WD 24/7.  Particularly with his recent side project “Off Grid” where Graham showcases traveling around the remote wilderness of Australia without access to anything but what you have on you. Well it turns out that Graham is also bowhunting mad, and has a fair few stories that are well worth listening to. A strong message that Graham shared throughout the podcast was to remember to keep it light-hearted and fun.  We all know bowhunting can be an absolute slugfest sometimes and this simple reminder can keep your froth for the lifestyle high.  Podcast topic: You don't have to be an influencer to enjoy this beautiful worldTime in the industry The size of the team and efforts behind 4WD 24/7Graham's favourite carFinding bowhunting Hunting in WAGood friends make hunting betterLiving off the shoulders of giants (not a short joke)That's not a western billy… This is a western BillyDon't forget the culturePlacebo or ghosts?The mighty Marron rush at Sue's river crossing And a whole freaking heap more… Find Graham: @ecomuseimages @4wd247 Find Becoming a Bowhunter: @becomingabowhunter.podcast @mattyafter Podcast sponsors: @dogandguncoffee https://www.dogandguncoffee.com/ Use checkout code BOWHUNTER for $10 off your next order ✌️ @kayuga_broadheads https://www.kayugabroadheads.com.au/ Use checkout code BAB10 for 10% off your next order ✌️

kPod - The Kidd Kraddick Morning Show
Kellie's Showbiz Top 5 – Rockin' Around The Christmas Tree

kPod - The Kidd Kraddick Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 6, 2023 15:51


A Christmas classic just hit number 1 for the first time, and Marron 5's headed back to Las Vegas.

Freedom Lifestyle Experience
The power of networking and relationships with Kevin Marron & Levi Wanner

Freedom Lifestyle Experience

Play Episode Listen Later Sep 7, 2023 65:32


The power of networking and relationships with multi-millionaires Kevin Marron & Levi Wanner. These are 2 of the best men I know and are both very successful in the Blue Collar Service business and Real Estate Development. Listen in to why we invest so much time and resources into our personal development, network and relationships

Freedom Lifestyle Experience
From his brothers couch to $20,000,000 with Kevin Marron AKA Gutter King

Freedom Lifestyle Experience

Play Episode Listen Later Aug 31, 2023 72:53


Kevin Marron AKA Gutter King talks about the journey of losing everything in 2008 and living on his brother's couch to building Gutter King into a $20,000,000 enterprise. In addition to Gutter King Kevin has been buying and scaling businesses to add to his business portfolio for nearly 20 years.

Level Up with Gao
[Featuring Fernando Marron] Everyone is Psychic

Level Up with Gao

Play Episode Listen Later Apr 20, 2023 53:05


Today we welcome and feature special guest Fernando Marron who goes by "Ferny" onto the show. Ferny is a Professional Psychic Medium and Spiritual Teacher. Ferny is 100% authentic and tells it like it is. He's super passionate about helping others and he uses is abilities that he developed over the years to shine light onto others. In this episode, Ferny shares with us his journey from being a Starbucks - Store Manager to becoming a Professional Psychic Medium. Ferny has done over 40K readings in his career since 2014. Ferny teaches us what it means to be a psychic and how everyone has this ability. Tune in and learn how you can start to develop your own ability and how it can help you in your own life.

The Winning Move Podcast
Surviving Bankruptcy To Making Millions With Kevin Marron

The Winning Move Podcast

Play Episode Listen Later Apr 1, 2023 54:02


New Podcast is out! Things entrepreneurs care about Starting in the landscaping business Making your goals bigger Changing the output and mindset The Gutter Kings growing process and going to different states        

Moms Don’t Have Time to Read Books
Catie Marron, BECOMING A GARDENER: What Reading and Digging Taught Me About Living

Moms Don’t Have Time to Read Books

Play Episode Listen Later Oct 26, 2022 22:10


Journalist, editor, and author Catie Marron joins Zibby to discuss her latest book, Becoming a Gardener, which recounts Catie's eighteen-month journey of building a garden during the pandemic. The two talk about what prompted Catie to try her hand at building a robust garden, why she made sure to incorporate literature and books about gardening into her personal narrative, and how she found the watercolor images that accompany her words. Catie also shares the fascinating story of how she became the chair of the board for the New York Public Library and what ambitious project she's looking to start next.Purchase on Amazon or Bookshop.Amazon: https://amzn.to/3f7G6UqBookshop: https://bit.ly/3D7XVKXSubscribe to Zibby's weekly newsletter here.Purchase Moms Don't Have Time to Read Books merch here. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

TED Talks Daily
Empathy is not endorsement | Dylan Marron

TED Talks Daily

Play Episode Listen Later Aug 26, 2022 10:52 Very Popular


Digital creator Dylan Marron has racked up millions of views for projects like "Every Single Word" and "Sitting in Bathrooms With Trans People" -- but he's found that the flip side of success online is internet hate. Over time, he's developed an unexpected coping mechanism: calling the people who leave him insensitive comments and asking a simple question: "Why did you write that?" In a thoughtful talk about how we interact online, Marron explains how sometimes the most subversive thing you can do is actually speak with people you disagree with, not simply at them. Listen to Dylan's podcast, "Conversations With People Who Hate Me", wherever you get your podcasts.

TED Talks Daily
Empathy is not endorsement | Dylan Marron

TED Talks Daily

Play Episode Listen Later Aug 26, 2022 11:15


Digital creator Dylan Marron has racked up millions of views for projects like "Every Single Word" and "Sitting in Bathrooms With Trans People" -- but he's found that the flip side of success online is internet hate. Over time, he's developed an unexpected coping mechanism: calling the people who leave him insensitive comments and asking a simple question: "Why did you write that?" In a thoughtful talk about how we interact online, Marron explains how sometimes the most subversive thing you can do is actually speak with people you disagree with, not simply at them. Listen to Dylan's podcast, "Conversations With People Who Hate Me", wherever you get your podcasts. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.