Brazilian politician and pentecostal leader
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Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (22): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) o chamado “Conselho da Paz”, uma estrutura criada por seu governo para supervisionar a reconstrução e a estabilidade na Faixa de Gaza. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tem compromissos marcados para essa quinta-feira (22). No dia em que visitaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília, o chefe do Executivo paulista deixou a agenda vazia, o que tem sido interpretado como um “recado claro” à família Bolsonaro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca agilizar no Congresso Nacional a validação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), após a Europa aprovar a revisão jurídica que congela o tratado. Auxiliares do Planalto afirmam que a estratégia é acelerar o processo interno para demonstrar o engajamento do Brasil e manter o tema em evidência, colocando pressão política sobre os europeus. A decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21) aumentou o senso de urgência. Os Estados Unidos suspenderam por tempo indeterminado o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida atinge categorias como vistos de trabalho e outros tipos de imigração permanente, mas não afeta vistos de não imigrante, como os de turismo e de estudante. Dessa forma, viagens temporárias, incluindo deslocamentos para eventos. Lideranças europeias vão realizar nesta quinta-feira (22), na Bélgica, uma reunião de emergência para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Groenlândia. A Dinamarca e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) negaram que a soberania da Groenlândia tenha sido oferecida ao presidente Donald Trump. Em busca de um palanque forte em Minas Gerais durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados intensificaram as articulações para convencer o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao governo do estado. Nas últimas semanas, ministros procuraram o ex-presidente do Senado, e há expectativa de uma nova conversa com Lula no fim de janeiro ou início de fevereiro. O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou na noite desta quarta-feira (21) a escolha de Francisco Lucas Costa Veloso para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública. Conhecido como Chico Lucas, ele atualmente ocupa a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e passa a assumir uma das funções mais estratégicas da pasta. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, concedeu entrevista à Jovem Pan e comentou a denúncia formalizada pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os promotores, Crivella teria estruturado um esquema conhecido como “balcão de negócios”, no qual empresários pagavam propina em troca de contratos públicos ou para acelerar a liberação de pagamentos atrasados na prefeitura do Rio. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Nelsinho Trad concederam uma coletiva de imprensa para comentar os próximos passos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo eles, há um ambiente de harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo, o que deve facilitar a tramitação e a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Falo sobre recente condenação ocorrida no TJRJ contra o ex-prefeito do RJ, Marcelo Crivella, que, em 2019, tentou censurar uma revista em quadrinhos que continha a cena de um beijo entre 2 personagens homens exposta na Bienal do Livro. Ele foi condenado a pagar R$100mil reais a título de danos morais coletivos. Discuto laicidade do Estado, privatização do público e homofobia institucional.
A Câmara dos Deputados aprovou, por 311 votos a favor, 163 contrários e 7 abstenções, o regime de urgência para o projeto de anistia, que agora segue direto ao plenário sem passar pelas comissões. A articulação foi conduzida por líderes da oposição junto ao presidente da Casa, Hugo Motta, com amplo apoio de partidos como PL, Republicanos e PP. Já PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Rede votaram contra.A proposta tem como base um texto do deputado Marcelo Crivella, que prevê anistia a participantes de manifestações políticas entre outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei. Ainda não está claro se o projeto final beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF, mas há discussões para reduzir as penas, o que poderia favorecê-lo.
Proposta de Marcelo Crivella determina que procuradores e promotores também busquemprovas de inocência de réus.Meio Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações e não perder nenhum programa! Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores! https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
No Cinco Minutos desta terça-feira, 12, os aspectos políticos que marcam a crise de dividendos na Petrobras e a queda de braço entre os ministros da Fazenda, Fernando Hadadd, e da Casa Civil, Rui Costa. Ainda neste episódio: Marcelo Crivella articula PEC da Imunidade para igrejas junto ao governo e, sob o Comando do PL, Comissão de Segurança e CCJ inauguram trabalhos priorizando matérias da oposição.Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais. Link do canal: https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Aqui você encontra os bastidores do poder e análises exclusivas. Apoie o jornalismo independente assinando O Antagonista | Crusoé: https://hubs.li/Q02b4j8C0 Não fique desatualizado, receba as principais notícias do dia em primeira mão se inscreva na nossa newsletter diária: https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta quarta-feira (28/02/2024): Pesquisa inédita com uma radiografia das forças de segurança pública no Brasil mostra que os efetivos policiais encolheram nos Estados entre 2013 e 2023. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há uma década havia 30 mil PMs a mais no País. No período, o número de policiais militares no País diminuiu 6,8% – em São Paulo, a queda foi de 8,9%. Apenas 69,3% das vagas existentes para PMs nos Estados estão preenchidas. A redução de efetivo também foi observada nas Polícias Civis, onde 36,5% dos 151 mil postos se encontram vagos. A queda do contingente de policiais está relacionada a pedidos de baixa, aposentadorias, falta de concursos e a um modelo de segurança pública que, segundo os pesquisadores, dificulta a reposição de quadros por causa de seus custos fiscais e previdenciários. E mais: Política: Projeto que amplia isenção para igrejas avança na Câmara Metrópole: Amazônia bate recorde de focos de incêndio para o mês de fevereiro Economia: Mesmo com El Niño, comida terá menor impacto em preço Internacional: Vizinhos da Rússia recorrem a antigas táticas de guerra para blindar fronteira Esportes: Com Ramadã, etapas iniciais da F-1 serão aos sábados See omnystudio.com/listener for privacy information.
Lula começou o ano mostrando que vai apostar alto nas eleições municipais. O Cinco Minutos desta quinta-feira, 8, mostra quais as prioridades do presidente e como tem sido a estratégia do petista para neutralizar as bases de Jair Bolsonaro. Ainda neste episódio: no Rio de Janeiro, Lula faz comparação entre Eduardo Paes e Marcelo Crivella e o azedume de Arthur Lira intensifica com possível saída do PDT de blocão da Câmara.
Crente e pavio curto? Quer saber o que disseram nossos debatedores?! Clica e ouça este Debate 93!!!
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta quarta-feira (20/09/2023): Medida provisória a ser editada nas próximas semanas colocará em prática o novo Rota 2030, programa federal de incentivo ao uso de tecnologias menos poluentes e mais sustentáveis para todos os tipos de veículos – automóveis, motos, caminhões, ônibus, bicicletas e os eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e aterrissagem vertical). O projeto de Orçamento de 2024 prevê R$ 2,8 bilhões para os benefícios fiscais do programa, que terá como base a “tributação verde”, com alíquotas de acordo com critérios como “pegada de carbono”. Em contrapartida, empresas terão de destinar de 2% a 5% da receita operacional para pesquisas E mais: Política: Mais dependente do Congresso, Lula tem baixa taxa de aprovação de MPs Metrópole: Mancha de poluição do Tietê dobra de tamanho em 2 anos Internacional: Biden cobra de líderes posição sobre Ucrânia; Lula prioriza outros temas Caderno 2: ‘Elis & Tom' recupera, 50 anos depois, encontro tenso e mágico entre os artistasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
TERESINA FM 91,9
Numa das regiões mais quentes do Rio de Janeiro, os moradores têm aproveitado os fins de semana no Parque construído para abrigar as provas de Canoagem Slalom dos Jogos Olímpicos Rio-2016, onde foi construído um lago artificial. O complexo erguido em Deodoro, na zona norte da cidade, para as competições de esportes radicais, foi transformado em área de lazer com piscina para a população. Durante a semana, serve como o único local de treinamento no país para a Seleção Brasileira de canoagem. Maria Paula Carvalho, da RFI Porém, um relatório da Comissão de Esportes da Câmara de Vereadores do Rio, apresentado em julho de 2021, mostrava que o Parque Radical de Deodoro estava se degradando. A pista para a prática de BMX ficou em situação precária e faltavam funcionários para a manutenção. Eram os próprios ciclistas frequentadores do local que faziam mutirão para capinar a área. A euforia dos cariocas para sediar os Jogos Rio-2016 se baseava nas promessas de que eles trariam obras urbanísticas importantes de mobilidade urbana, conservação ambiental, segurança pública e melhoria dos espaços públicos para lazer e prática de esportes. Mas sete anos depois, alguns projetos do legado olímpico nunca saíram do papel. A desmontagem da Arena do Futuro e do Centro Aquático, que deveria ter ocorrido a partir de 2017, não foi feita, admite a prefeitura do Rio de Janeiro. A atual gestão informou à RFI Brasil que finalmente começou a desmontar esses espaços, conforme previsto no plano de legado da olimpíada. O material da Arena do Futuro está dando origem a quatro escolas, também na zona Oeste, a mais carente da cidade, enquanto os equipamentos do Complexo Aquático têm servido para erguer arquibancadas de clubes de futebol, além de outras utilizações. "O legado esportivo foi o menos impactante. O legado para a cidade foi maravilhoso. Eu acho que a gente tirou do papel projetos de 30 anos. A melhoria dos trens, BRTS, as vias públicas foram melhoradas, aeroporto, então a infraestrutura realmente melhorou muito", avalia o sub-secretário da Casa Civil do Estado do rio durante os Jogos, José Cândido Muricy. “O legado esportivo eu acho que a gente poderia ter aproveitado melhor, e aí entram aqueles famosos elefantes brancos que a gente viu acontecer. Temos dificuldade de operar alguns equipamentos ainda", admite. “Eu acho que os governantes poderiam refletir mais sobre o legado e continuarem a trabalhar juntos. Fica um compromisso mais de longo prazo para que as coisas que foram entregues tenham o melhor uso possível e se transformem, de alguma forma, em um bem perene para a sociedade como um todo”, conclui. Depois de uma Copa do Mundo, em 2014, que resultou em vários estádios sem utilização no Brasil, a população temia pelo aproveitamento do legado dos Jogos Olímpicos Rio-2016. "Existe muita crítica em relação a algumas promessas que não foram cumpridas”, analisa Ronaldo Helal, sociólogo e professor da UERJ. “Eu acho que a olimpíada em si, toda a expectativa antes, quando o Brasil conquistou o direito de sediar, foi tudo muito bacana. Agora, o que deixou depois é que não foi legal. O Parque Olímpico, essas coisas ficaram subutilizadas, ou não utilizadas”, lamenta o coordenador do laboratório de estudos em Mídia e Esporte. “Sempre tem críticas de obras superfaturadas, de que esse dinheiro poderia ter sido gasto para a educação e a saúde, isso sempre teve, teve na Copa do Mundo e nos JO”, completa. Uma nova linha de metrô, a reurbanização da zona portuária, entre outras melhorias, estão na lista dos principais legados dos Jogos Olímpicos Rio-2016. O evento trouxe revitalizações importantes para a cidade que vinham sendo adiadas há décadas. "Em termos de legado, a gente conseguiu realizar a maior obra de infraestrutura urbana da América Latina [na época] que foi a linha 4 do metrô. Não há dúvida de que a linha que liga a zona Sul à zona Oeste do Rio de Janeiro não teria acontecido se não fossem as olimpíadas", analisa Leonardo Espíndola, que representava o Estado do Rio no Comitê Organizador dos Jogos. "Foi a maior linha metroviária e expansão metroviária que o Rio teve notícia, são 16 quilômetros, esse metrô hoje funciona perfeitamente pegando o morador da Barra da Tijuca e da favela da Rocinha, uma das maiores da América Latina”, destaca. A Estação Gávea, contudo, uma espécie de apêndice do novo trajeto, nunca foi acabada. A construção do Boulevard Olímpico, espaço de ligação entre a Zona Portuária e o Centro da cidade, deu novos ares a uma região antes degradada, com a demolição do viaduto da Perimetral. Durante a Rio 2016, esse foi um ponto de encontro para torcedores e turistas. A região antes marcada pelo abandono, hoje faz parte do roteiro turístico e virou área de lazer da população, que além da bela vista da Baía de Guanabara têm a disposição museus, espaços para eventos, um aquário e uma roda gigante. "O centro está preparado para crescer e receber novos investimentos", diz Leonardo Espíndola. Porém, ele admite que a transição de poder no Rio de Janeiro não efetivou a realização completa do legado. "Infelizmente, depois de 2016 houve uma eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro e o prefeito Marcelo Crivella não olhou com prioridade o legado olímpico. O Eduardo Paes volta a ser prefeito, agora em 202,1 e retoma esse legado olímpico. Essas escolas estão sendo instaladas hoje em Bangu. O parque aquático foi desmontado, o centro olímpico de tênis está sendo cedido à iniciativa privada”, destaca. Após o projeto de revitalização do Porto ter ficado parado durante a gestão anterior (2017-2020), em 2021, as obras foram retomadas e somente uma incorporadora investiu R$ 2 bilhões para lançar 3.167 apartamentos na região, dos quais 2.800 já foram vendidos. A empresa calcula que 14 mil pessoas passarão a morar nesses empreendimentos. Os ônibus articulados foram o transporte mais utilizado durante a Rio 2016 e a maior aposta de mobilidade da Prefeitura do Rio. O serviço funcionou bem durante as competições e nos primeiros anos após os Jogos. Os corredores expressos faziam o transporte do público para as arenas e foi motivo de elogio. O modal, no entanto, vem se degradando ao longo dos anos. A falta de agilidade para manter e tocar o projeto do legado olímpico é apontado como uma espécie de "calcanhar de Aquiles" da organização Rio-2016. "Agora que estamos começando a desmontar o que estava combinado no parque olímpico, eu acho que isso foi o calo da olimpíada, avalia Luiz Augusto Brum, gerente-geral do Maracanã. "E serve de conselho para Paris: planejar o pós-evento e executar", diz. “Eu daria uma nota 9. Foram Jogos sensacionais apesar de inúmeras dificuldades, mas eu tiro esse um pontinho porque eu acho que, no pós-jogos, a gente perdeu uma oportunidade, a gente deixou de fazer muita coisa que faz parte do legado e daria uma sequência interessante para o país e para a cidade”, completa o executivo. Para Mário Andrada, houve um "problema no final dos Jogos de comunicação do legado, que não foi bem feita. As pessoas esperavam que os Jogos acabassem num domingo e na segunda-feira o legado estivesse disponível para a cidade", explica. "O parque Olímpico da Barra está bastante integrado no dia a dia da cidade, já tivemos vários eventos ali, o Rock in Rio usou uma parte do espaço", cita como um caso de sucesso. "As instalações do basquete estão sendo usadas. O legado está se materializando. O legado importante do Rio, que era o legado de transportes, com o BRT, foi bastante desprezado pela administração seguinte que assumiu a cidade e agora está sendo recuperado. O metrô vai até a Barra, o legado está aí e pouco a pouco está sendo usado como previsto. O único problema é que a incorporação dele na rotina da cidade foi muito lenta", conclui Andrada. Para o professor Orlando Santos, não é só um problema de ritmo, mas de prioridades. Em entrevista à RFI, ele critica o caso de famílias que foram removidas de suas casas, localizadas no circuito olímpico. “Pessoas que foram removidas para a periferia da cidade do Rio de Janeiro, distantes 30 ou 40 quilômetros de seu local de moradia, num processo de gentrificação e embranquecimento de algumas áreas, na Barra da tijuca, um lugar já elitizado, e no centro do Rio”, destaca."Foi um projeto que seguiu a dinâmica de segregação que marca o desenvolvimento do Rio de Janeiro e que não contribuiu para um projeto de cidade mais justa", conclui. Para o acadêmico, “as olimpíadas também geraram a aprofundaram o sentimento de frustração. Essa promessa de uma cidade mais justa, melhor e mais humana não se realizou”, completa. “E não à toa, é no Rio que nasce a maior força do movimento de extrema direita que leva [o presidente] Jair Bolsonaro ao poder, pois Bolsonaro é do Rio de Janeiro”, finaliza.
A Justiça Eleitoral determinou a cassação de mandato do deputado federal Marcelo Crivella (foto) e o tornou inelegível por oito anos, a contar das eleições municipais de 2020. Ele é acusado de falsidade ideológica eleitoral e abuso de poder de autoridade no caso do QG da Propina na prefeitura do Rio de Janeiro. O parlamentar também foi condenado a pagar uma multa de R$ 433 mil. A decisão é da juíza Márcia Capanema, da 23ª Zona Eleitoral. Crivella foi preso em dezembro de 2020, na reta final de seu mandato como prefeito, acusado de chefiar uma organização criminosa que tinha o empresário Rafael Alves — que seria seu “homem de confiança” — como principal negociador de contratos públicos. De acordo com o Ministério Público, mesmo sem cargo na gestão municipal, Rafael Alves tinha uma sala na sede da Riotur e fazia negociações no local. O MP afirma que a repartição pública foi transformada em um QG da Propina pelo grupo, que teria arrecadado mais de R$ 50 milhões. A investigação aponta que a organização criminosa começou a se movimentar antes mesmo da eleição de 2016 à prefeitura do Rio, quando Crivella foi eleito. Link do cupom de desconto na assinatura de o Antagonista+ e Crusoé: https://assine.oantagonista.com/?cupom=QUERO60OFF Precisa de ajuda? 4858-5813, São Paulo 4003-8846, demais localidades O horário de atendimento é das 9h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. Você pode entrar em contato conosco pelo e-mail: assinante@oantagonista.com Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S. Paulo' desta segunda-feira (29/05/2023): Levantamento do Estadão aponta que 12 Estados e o Distrito Federal encaminharam ou já aprovaram projetos para conceder reajuste linear de salário para o funcionalismo. De forma geral, o aumento tem acompanhado a inflação. Desde o fim de 2022, as contas públicas estaduais têm sido pressionadas por uma combinação desfavorável. A arrecadação está em queda, especialmente pela mudança na tributação do ICMS sobre combustíveis, telecomunicações e energia. No acumulado de 12 meses até março, o recuo é de 4,1%. Em 2023, há um fator adicional de pressão, o piso do magistério. O reajuste foi definido pelo governo federal em janeiro, mas impacta em grande medida os cofres estaduais E mais: Política: Tarcísio repassa R$ 109 mi sem que prefeituras digam como usarão verba Internacional: Erdogan é reeleito e inicia sua 3ª década no poder na Turquia Metrópole: Evento com mais segurança e público cauteloso marcam a Virada Cultural See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marcelo Crivella é escritor, ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado pelo RJ.
Marcelo Crivella é escritor, ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado pelo RJ.
Nas redes sociais, a militância bolsonarista resolveu partir para o ataque ao juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal em Brasília, que determinou a prisão de Milton Ribeiro. Alegam que o magistrado foi quem obrigou Jair Bolsonaro a usar máscara em espaços públicos e estabelecimentos comerciais do Distrito Federal no auge da pandemia. É a mesma tática dos petistas que alegam perseguição judicial contra Lula. Outras decisões de Borelli enfraquecem a tese bolsopetista. Ele já determinou, por exemplo, que o deputado petista João Paulo Cunha (PT/SP) ressarcisse os cofres públicos em R$ 11 milhões em um caso ligado ao mensalão. Também mandou o ex-deputado temerista Rocha Loures, conhecido pela 'corridinha da mala', devolvesse salários recebidos indevidamente e bloqueou mais de R$ 3,5 milhões em bens de Marcelo Crivella, no âmbito de uma investigação sobre sua gestão como ministro da Pesca. Cadastre-se para receber nossa newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
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No Papo Antagonista desta terça-feira, Felipe Moura Brasil e Diogo Mainardi comentaram os desdobramentos da prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. O programa ainda mostrou que Jair Bolsonaro concordou com a decisão de Kassio Marques que restringiu o alcance da Lei da Ficha Limpa.
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Nesta quarta-feira (25), a Prefeitura do Rio anunciou que pretende abrir 415 novos leitos para enfrentamento da Covid-19. Durante pronunciamento, Marcelo Crivella disse não haver necessidade de ‘lockdown' na cidade e atribuiu o aumento do número de casos de coronavírus às aglomerações por causa do processo eleitoral. Confira o comentário de Carlos Andreazza.
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Marcelo Crivella é condenado a pagar multa de R$ 20 mil por propaganda eleitoral antecipada. O episódio aconteceu em setembro deste ano, no Palácio da Cidade, durante uma coletiva de imprensa.
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A Advocacia-Geral da União deu parecer favorável para a cessão definitiva dos royalties do petróleo para aumentar a arrecadação da Prefeitura do Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo prefeito Marcelo Crivella depois de uma reunião com o ministro do STF Gilmar Mendes.
O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu os efeitos da condenação que tornou o prefeito Marcelo Crivella inelegível até 2026. Na coluna, Carlos Andreazza também relembra um caso semelhante ocorrido com Eduardo Paes em 2018.
A Câmara de Vereadores do Rio instalou, nesta quarta-feira (30), duas comissões parlamentares de inquérito para investigar Marcelo Crivella. Nesta quarta-feira (30), foram escolhidos os relatores das comissões, que também são apoiadores do prefeito do Rio.
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Nesta segunda-feira (29), o Tribunal Regional Eleitoral arquivou um pedido de suspeição contra um dos desembargadores que votaram pela perda de direitos políticos de Marcelo Crivella até 2026.
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Chuvas intensas atingiram o Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (8) e avançaram pela madrugada desta terça-feira (9). A tempestade deixou um saldo de ao menos oito mortos e mais de 1.200 desalojados. A capital fluminense teve dezenas de pontos de alagamento, quedas de árvores e trânsito paralisado. O prefeito Marcelo Crivella disse que o volume de chuva foi atípico. Entenda neste “Durma com essa” o que pode ser feito para que esse tipo de tragédia não se repita tanto no Brasil.
Na coluna Direto de Brasília desta quinta-feira, 12, Eliane Cantanhêde comenta a votação, no Congresso Nacional, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, a chamada LDO. Outro assunto são os pedidos de impeachment contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Eliane Cantanhêde conversa ao vivo com Haisem Abaki e Carolina Ercolin, no Jornal Eldorado, de segunda a sexta, das 9h às 9h30. #PerguntepraEliane Os ouvintes podem mandar perguntas para Eliane Cantanhêde pelas redes sociais da Eldorado e pelo WhatsApp no quadro #PerguntepraEliane. Para participar, basta encaminhar suas perguntas com essa hashtag para o perfil da Rádio Eldorado no Facebook, cujo endereço é facebook.com/radioeldorado. O perfil do Twitter é @eldoradoradio e do Instagram, @radioeldorado. O telefone para participar via WhatsApp é (11) 99481-1777.See omnystudio.com/listener for privacy information.