Podcasts about kadhafi

Libyan revolutionary, politician and political theorist

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kadhafi

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Vida em França
França recua no índice de Percepção da Corrupção

Vida em França

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 9:09


A Transparência Internacional divulgou recentemente o Índice de Percepção da Corrupção 2025, que coloca a Dinamarca no topo da tabela, com 89 pontos, e o Sudão do Sul na última posição, com apenas nove. A França surge com 66 pontos, numa escala de 0 a 100, o valor mais baixo de sempre desde a criação do índice, em 1995. A descida ocorre após três casos de corrupção de grande impacto mediático que marcaram a actualidade francesa. Para Adriano do Vale, professor de Economia na universidade Poitiers e autor da obra "A Independência dos Bancos Centrais à luz da história, do pensamento e das práticas", o resultado reflecte a percepção que os próprios franceses têm do estado do país. A França surge com 66 pontos, numa escala de 0 a 100, o valor mais baixo de sempre desde a criação do índice, em 1995. Como é que se explica esta tendência? O índice produzido pela Transparência Internacional é, antes de mais, um índice de percepção, que tem como base sondagens, inquéritos de certa forma semelhantes a outros inquéritos e sondagens de opinião. Ou seja, aqui reúnem-se dados sobre a maneira como as populações percepcionam e compreendem estes fenómenos. Daí que a evolução que se regista para a França se deva à maneira como os franceses percepcionam a corrupção no seu país. E isso deve-se apenas a uma questão de percepção, o que tem muito a ver, claro, com a opinião pública, com a opinião publicada e com os acontecimentos recentes em França. A Transparência Internacional cita os escândalos políticos ligados ao ex-Presidente Nicolas Sarkozy, que foi preso 20 dias em Outubro, depois de ter sido considerado culpado de solicitar ilegalmente fundos ao ex-líder líbio Muammar Kadhafi. E um outro caso ainda em julgamento: a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, e outros membros do Partido Nacional, que foram considerados culpados, em Março, por desvio de fundos do Parlamento Europeu. De que forma é que estes casos mancham a imagem da França no Índice de Percepção da Corrupção? Em ambos os casos, trata-se de aspectos financeiros, mas que dizem respeito, antes de mais, à vontade dos políticos de acumular poder, de se manterem no poder e de reforçarem as suas posições. Ou seja, uma dinâmica bem interna à política que, apesar de tudo, envolve aspectos que podem ser conotados como sendo de corrupção. No caso do ex-Presidente Sarkozy, neste dossiê líbio, prende-se com a campanha eleitoral, com a vontade de ser eleito e com a necessidade, pelo menos do ponto de vista do candidato, de ter o maior número de recursos, sabendo, claro, que os recursos empregues numa campanha estão relacionados com os resultados eleitorais a obter. E, na altura, ao que se pôde averiguar, houve dinheiro da parte de Kadhafi, da Líbia, que veio para a campanha de Sarkozy. E aqui o que se passa é que estamos a falar de um país e de um líder que eram considerados persona non grata e que estiveram envolvidos, segundo o que foi averiguado, em actividades terroristas. Depois há ainda o caso de Marine Le Pen… No caso de Marine Le Pen, estamos a falar de um outro tipo de benefício: não o de ser eleita, mas, claro, o de acumular poder, de ter vantagem para o partido. Estamos a falar de fundos europeus desviados. Vamos esperar pela decisão final, mas, por enquanto, é essa a leitura da Justiça francesa. Fundos europeus que vêm das contribuições do Estado -porque, sublinhamos, o orçamento europeu é essencialmente composto por contribuições dos Estados -e, neste caso, o partido terá organizado um sistema em que o dinheiro que era dado para os assistentes parlamentares estava a ser, quase na íntegra, canalizado unicamente para a actividade da Frente Nacional em França, segundo a leitura da Justiça. Ou seja, há aqui uma zona algo cinzenta. Nem sempre é fácil definir o que é a actividade francesa de um partido e o que é a actividade europeia de um partido. Mas, neste caso, segundo o ponto de vista da Justiça, não há dúvidas de que essa linha foi transposta, porque esses assistentes parlamentares não trabalhavam para causas europeias. Em Maio, o Senado francês publicou um relatório onde revelou que o Governo encobriu fraudes contra consumidores perpetradas pela gigante alimentar Nestlé, permitindo à empresa utilizar tratamentos proibidos para produzir águas minerais naturais, incluindo a Perrier. Aqui estamos perante um caso que é mais de captura de interesses? Sem dúvida. Aqui, contrariamente aos dois casos anteriores, em que, por mais que haja uma potencialidade de corrupção no caso de Sarkozy e uma dinâmica bem política no outro caso, estamos perante uma interface entre o político e os interesses privados, nomeadamente empresariais. E aqui a análise muda de perspectiva e torna-se claramente uma análise do âmbito da corrupção ou do conflito de interesses. A corrupção é definida, nomeadamente no direito francês, como um processo ou comportamento pelo qual são solicitadas, aceites ou recebidas ofertas, promessas, donativos ou presentes com vista a uma contrapartida, consistente na obtenção de um acto, favor ou vantagem. Ou seja, a corrupção pressupõe uma relação. Neste caso, sendo ainda necessário esclarecer certos aspectos, com ou sem contrapartidas directas, verifica-se a capacidade de interesses privados fazerem valer os seus objectivos, muitas vezes influenciando a não aplicação de normas ou a aprovação de determinadas regulações. O conflito de interesses é uma noção um pouco mais subtil, mas a fronteira aqui também não é fácil de estabelecer. O conflito de interesses é aquele caso em que se pode suspeitar que alguém que tenha um cargo público não esteja a servir o interesse geral, mas sim o seu próprio interesse ou o interesse de um terceiro. E aqui entramos numa zona em que, à partida, não é necessariamente uma mala de dinheiro. A contrapartida pode ser, por exemplo, uma nomeação futura para o sector privado, depois do exercício do cargo público, uma reconversão no sector que foi regulado. Uma facilitação para que determinada pessoa obtenha um cargo?  Com certeza. Ou, por exemplo, o facto de Durão Barroso, após ter sido presidente da Comissão Europeia, ter ido para a Goldman Sachs Europa gerou uma grande controvérsia nesse sentido, quanto à reconversão do detentor de cargo público após esse mesmo período de mandato. Pode-se questionar até que ponto esse detentor de cargo público foi íntegro, foi independente. Pode ter havido um pacto de corrupção implícito que tenha estado na base de uma promessa de emprego futuro. E depois o que é que se passa? Há uma troca de favores, de endereços, de contactos, do conhecimento da máquina legislativa, da máquina política, de acesso, etc. E é esse tipo de troca de favores que está em causa. Além disso, chega-se ainda à conclusão de que há falta de recursos e de liderança na luta contra a corrupção. De que forma é que a transparência da vida pública e a regulação económica podem ser importantes na luta contra a corrupção? Estamos a falar aqui da qualidade das políticas públicas. E estamos a falar não só da qualidade no sentido de elas serem eficazes, de atingirem os objectivos que se propõem, sejam eles o desenvolvimento económico, a coesão social e territorial, a luta contra as desigualdades ou a preservação do ambiente. Estamos a falar de atingir os objectivos, ou seja, trata-se da questão da eficácia. Estamos a falar também da questão da eficiência: atingir esses objectivos com o menor custo, com boa gestão dos dinheiros públicos, dos fundos públicos, com qualidade das instituições. Mas eu diria mais: a questão da legitimidade. É aí que a questão se torna mesmo difícil e complicada neste momento para a Europa. Ou seja, quando falta legitimidade à política e às instituições, a democracia está enfraquecida. E aqui combinam-se vários aspectos. Um é o sentimento de impotência, que vem muitas vezes da ideia de que há muita supranacionalidade. No caso europeu, por exemplo, há certos aspectos que não estão na mão dos políticos, nomeadamente em termos de política económica. Faltam ferramentas, mas, no entanto, esses políticos são responsabilizados pelos resultados económicos perante as suas populações. Noutros casos, temos agências independentes, como, por exemplo, o Banco Central Europeu, que é ao mesmo tempo supranacional e independente, mas também uma série de agências a nível nacional que levam à diluição das responsabilidades e dos poderes, o que também não favorece a eficácia da acção pública. Estes comportamentos podem justificar esta estagnação na Europa relativamente à queda dos índices de corrupção? Eu falava da percepção que os franceses têm da política. Vimos há dias um instituto de sondagens a mostrar que só 22% dos franceses têm confiança na política. E estabelecemos a questão do sentimento de impotência: por um lado, as forças da mundialização, a integração económica, as agências independentes, uma democracia que é esvaziada, no fundo, do seu poder e da sua capacidade de transformar a vida real. E depois este sentimento de que a política está ao serviço de certos interesses pessoais, de que os políticos não só governam para si mesmos, em certos casos, mas também governa para servir interesses particulares. E a questão dessa captura pelos interesses privados.

Revue de presse Afrique
À la Une: va-t-on vers la fin de la crise universitaire au Sénégal?

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 3:58


Hier mardi, « les universités sénégalaises étaient paralysées par une grève » qui devrait se poursuivre ce mercredi et demain, relève Afrik.com. Un mouvement qui intervient « après la mort de l'étudiant Abdoulaye Ba. » C'était il y a 10 jours sur le campus. Ce décès tragique « a transformé des revendications au départ sociales en une mobilisation nationale pour la vérité et la justice », pointe le site panafricain. De plus, poursuit-il, « l'arrestation de plusieurs leaders étudiants alimente la colère sur les campus. Entre tensions sécuritaires et retards de bourses, la crise universitaire atteint un niveau inédit ». « Chute mortelle » Hier, rebondissement dans l'enquête sur la mort de l'étudiant, relate notamment Walf Quotidien : « Après le point de presse conjoint des ministres (Intérieur, Justice, Enseignement supérieur et Forces armées), le procureur de la République du tribunal de grande instance de Dakar a pris le relais. Face à la presse, Ibrahima Ndoye a écarté la thèse de la torture subie par Abdoulaye Ba, soutenue par ses camarades étudiants : "Abdoulaye Ba n'a pas été battu. Il n'y a pas eu de contact physique entre lui et les forces de défense et de sécurité. Sa mort résulte d'une chute du quatrième étage", a-t-il expliqué ». « Confronté aux flammes et aux fumées qui commençaient à l'asphyxier, précise le site Senego, Abdoulaye Ba aurait pris la décision dramatique de sauter, "atterrissant sur son côté gauche". Et c'est ce qui explique, selon le procureur, les résultats dommageables constatés par le médecin légiste sur le corps du défunt. L'enquête judiciaire confié par la sûreté urbaine et la division des investigations criminelles se poursuit afin d'établir toutes les responsabilités sur cette mort. Certains de ses camarades de chambre ont été auditionnés afin de confirmer les circonstances de l'accident ». « La chute mortelle », titre sobrement Le Soleil, qui rapporte également les conclusions du procureur. Négociations… Cette version des faits va-t-elle calmer la colère estudiantine ? Ce qui est sûr, c'est que les autorités jouent l'apaisement. « À la suite des tensions enregistrées ces derniers jours, l'Université Cheikh Anta Diop de Dakar a engagé des concertations avec les parties prenantes, note Walf Quotidien, "en vue de trouver une issue durable" à la crise qui secoue le campus. Ces discussions, initiées par le rectorat, réunissent les partenaires sociaux et les autorités universitaires. L'objectif est d'apaiser le climat social, de rétablir la sérénité au sein de l'institution et de garantir la continuité des enseignements ». Walf qui relève également les exigences de l'UNSAS, l'Union nationale des syndicats autonomes du Sénégal, et de la CSA, la Confédération des syndicats autonomes : « Que toute la lumière soit faite sur les circonstance de la mort d'Abdoulaye Ba » et que « le pouvoir actuel fasse des réformes dans l'enseignement supérieur ». Les réseaux africains de Jeffrey Epstein À lire également ce matin dans la presse, cette enquête du Monde Afrique sur les réseaux africains de Jeffrey Epstein… « Du Sénégal à la Côte d'Ivoire en passant par le Maroc ou encore le Rwanda, l'ombre du criminel sexuel s'est étendue en Afrique, pointe le journal. Les trois millions de documents rendus publics par la justice américaine montrent que le criminel sexuel et homme d'affaires américain, mort en 2019, a appliqué sur le continent la même recette qu'ailleurs dans le monde pour étancher sa soif de pouvoir. Un écosystème où s'entremêlaient relations avec les puissants, affaires parfois troubles et prédation sexuelle ». Et Le Monde Afrique de citer plusieurs personnalités : Karim Wade, qui aurait servi d'intermédiaire pour faciliter les affaires d'Epstein ; l'Emirati Sultan Ahmed Ben Soulayem, à la tête du géant portuaire DP World, très influent en Afrique, et qui a organisé à plusieurs reprises des séjours de Jeffrey Epstein sur le continent ; ou encore, Nina Keita, mannequin, ex-conseillère ministérielle et nièce du président ivoirien Alassane Ouattara. « Partout où il est passé, le multimillionnaire a tenté de faire des affaires, relève encore Le Monde Afrique. Comme en juin 2015 au Zimbabwe, où il a cherché, en vain, à profiter du marasme financier du pays pour "mettre en place un nouveau système financier" ; ou encore, en Libye, où à l'aube de la chute de Kadhafi, l'homme d'affaires a lorgné sur les quelque 80 milliards de dollars de fonds du régime gelés à l'étranger. Son objectif : restituer ces fonds gelés au nouveau pouvoir libyen moyennant commission. Un échec ».

Revue de presse Afrique
À la Une: va-t-on vers la fin de la crise universitaire au Sénégal?

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 3:58


Hier mardi, « les universités sénégalaises étaient paralysées par une grève » qui devrait se poursuivre ce mercredi et demain, relève Afrik.com. Un mouvement qui intervient « après la mort de l'étudiant Abdoulaye Ba. » C'était il y a 10 jours sur le campus. Ce décès tragique « a transformé des revendications au départ sociales en une mobilisation nationale pour la vérité et la justice », pointe le site panafricain. De plus, poursuit-il, « l'arrestation de plusieurs leaders étudiants alimente la colère sur les campus. Entre tensions sécuritaires et retards de bourses, la crise universitaire atteint un niveau inédit ». « Chute mortelle » Hier, rebondissement dans l'enquête sur la mort de l'étudiant, relate notamment Walf Quotidien : « Après le point de presse conjoint des ministres (Intérieur, Justice, Enseignement supérieur et Forces armées), le procureur de la République du tribunal de grande instance de Dakar a pris le relais. Face à la presse, Ibrahima Ndoye a écarté la thèse de la torture subie par Abdoulaye Ba, soutenue par ses camarades étudiants : "Abdoulaye Ba n'a pas été battu. Il n'y a pas eu de contact physique entre lui et les forces de défense et de sécurité. Sa mort résulte d'une chute du quatrième étage", a-t-il expliqué ». « Confronté aux flammes et aux fumées qui commençaient à l'asphyxier, précise le site Senego, Abdoulaye Ba aurait pris la décision dramatique de sauter, "atterrissant sur son côté gauche". Et c'est ce qui explique, selon le procureur, les résultats dommageables constatés par le médecin légiste sur le corps du défunt. L'enquête judiciaire confié par la sûreté urbaine et la division des investigations criminelles se poursuit afin d'établir toutes les responsabilités sur cette mort. Certains de ses camarades de chambre ont été auditionnés afin de confirmer les circonstances de l'accident ». « La chute mortelle », titre sobrement Le Soleil, qui rapporte également les conclusions du procureur. Négociations… Cette version des faits va-t-elle calmer la colère estudiantine ? Ce qui est sûr, c'est que les autorités jouent l'apaisement. « À la suite des tensions enregistrées ces derniers jours, l'Université Cheikh Anta Diop de Dakar a engagé des concertations avec les parties prenantes, note Walf Quotidien, "en vue de trouver une issue durable" à la crise qui secoue le campus. Ces discussions, initiées par le rectorat, réunissent les partenaires sociaux et les autorités universitaires. L'objectif est d'apaiser le climat social, de rétablir la sérénité au sein de l'institution et de garantir la continuité des enseignements ». Walf qui relève également les exigences de l'UNSAS, l'Union nationale des syndicats autonomes du Sénégal, et de la CSA, la Confédération des syndicats autonomes : « Que toute la lumière soit faite sur les circonstance de la mort d'Abdoulaye Ba » et que « le pouvoir actuel fasse des réformes dans l'enseignement supérieur ». Les réseaux africains de Jeffrey Epstein À lire également ce matin dans la presse, cette enquête du Monde Afrique sur les réseaux africains de Jeffrey Epstein… « Du Sénégal à la Côte d'Ivoire en passant par le Maroc ou encore le Rwanda, l'ombre du criminel sexuel s'est étendue en Afrique, pointe le journal. Les trois millions de documents rendus publics par la justice américaine montrent que le criminel sexuel et homme d'affaires américain, mort en 2019, a appliqué sur le continent la même recette qu'ailleurs dans le monde pour étancher sa soif de pouvoir. Un écosystème où s'entremêlaient relations avec les puissants, affaires parfois troubles et prédation sexuelle ». Et Le Monde Afrique de citer plusieurs personnalités : Karim Wade, qui aurait servi d'intermédiaire pour faciliter les affaires d'Epstein ; l'Emirati Sultan Ahmed Ben Soulayem, à la tête du géant portuaire DP World, très influent en Afrique, et qui a organisé à plusieurs reprises des séjours de Jeffrey Epstein sur le continent ; ou encore, Nina Keita, mannequin, ex-conseillère ministérielle et nièce du président ivoirien Alassane Ouattara. « Partout où il est passé, le multimillionnaire a tenté de faire des affaires, relève encore Le Monde Afrique. Comme en juin 2015 au Zimbabwe, où il a cherché, en vain, à profiter du marasme financier du pays pour "mettre en place un nouveau système financier" ; ou encore, en Libye, où à l'aube de la chute de Kadhafi, l'homme d'affaires a lorgné sur les quelque 80 milliards de dollars de fonds du régime gelés à l'étranger. Son objectif : restituer ces fonds gelés au nouveau pouvoir libyen moyennant commission. Un échec ».

Géopolitique
En Libye, l'assassinat d'un fils de Kadhafi dans un pays jamais remis de l'intervention de l'OTAN

Géopolitique

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 3:14


durée : 00:03:14 - Géopolitique - par : Pierre  Haski  - Un fils de l'ancien dictateur libyen Kadhafi a été assassiné mardi par un commando. Il avait vainement tenté un retour en politique en 2021. Ce meurtre rappelle que le pays reste coupé en deux, déstabilisé 14 ans après l'intervention des armées de l'OTAN à l'initiative de Paris et Londres. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

Appels sur l'actualité
[Vos questions] Libye : à qui profite l'assassinat du fils de Kadhafi ?

Appels sur l'actualité

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 19:30


Les journalistes et experts de RFI répondent également à vos questions sur un accord économique entre Kinshasa et Abou Dhabi, l'attente d'un remaniement ministériel au Cameroun et les conséquences d'une potentielle inéligibilité de Marine Le Pen sur le parti du RN. Libye : à qui profite l'assassinat du fils de Kadhafi ?   Saïf al-Islam Kadhafi, fils de l'ancien dirigeant Mouammar Kadhafi, a été tué par un commando de quatre hommes non identifiés à son domicile, dans la ville de Zentan, au nord-ouest de la Libye. Assassinat politique, règlement de comptes ou crime crapuleux, qui se cache derrière sa mort ? Cet assassinat marque-t-il la fin du Kadhafisme ?   Avec Houda Ibrahim, journaliste au service Afrique de RFI.       RDC : un accord économique avec Abou Dhabi qui change la donne ?    Après deux années de négociations, un accord économique global a été signé à Abou Dhabi entre les ministres du Commerce extérieur des Émirats arabes unis et de la RDC, en présence des présidents Félix Tshisekedi et Mohammed ben Zayed Al Nahyane. Pourquoi Kinshasa qualifie cet accord d'« historique » ? Peut-on vraiment parler d'un partenariat gagnant-gagnant ? Avec Jean-Pierre Okenda, directeur de l'ONG congolaise La Sentinelle des ressources naturelles.       Cameroun : à quand un nouveau gouvernement ?   Lors de son discours du nouvel an, le président Paul Biya avait évoqué la formation d'un « nouveau gouvernement » à venir dans les « prochains jours ».  En 43 ans de pouvoir, c'était la première fois qu'il annonçait publiquement un remaniement ministériel. Plus d'un mois après, pourquoi la nouvelle équipe gouvernementale n'a toujours pas été communiquée ? Qu'est-ce qui bloque ? Avec Stéphane Akoa, analyste politique pour la Fondation Paul Ango Ela.      France : Marine Le Pen peut-elle encore viser la présidentielle de 2027 ?   Dans le procès en appel de Marine Le Pen pour l'affaire des assistants parlementaires du Front national, le parquet de Paris a requis quatre ans de prison et cinq ans d'inéligibilité sans exécution provisoire. Le verdict des juges ne sera pas connu avant plusieurs mois. Le Rassemblement national est-il préparé à l'éventualité de son inéligibilité ? Si ce scénario se concrétise, Jordan Bardella, le président du parti, sera-t-il de facto le candidat du RN pour la présidentielle 2027 ? Avec Erwan Lecœur, sociologue et politologue, spécialiste de l'extrême droite.

InterNational
En Libye, l'assassinat d'un fils de Kadhafi dans un pays jamais remis de l'intervention de l'OTAN

InterNational

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 3:14


durée : 00:03:14 - Géopolitique - par : Pierre  Haski  - Un fils de l'ancien dictateur libyen Kadhafi a été assassiné mardi par un commando. Il avait vainement tenté un retour en politique en 2021. Ce meurtre rappelle que le pays reste coupé en deux, déstabilisé 14 ans après l'intervention des armées de l'OTAN à l'initiative de Paris et Londres. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

Journal en français facile
Libye: Saïf al-Islam Kadhafi assassiné / États-Unis: Human Rights Watch dénonce les pratiques autoritaires / RDC-Rwanda: bataille diplomatique autour de l'OIF...

Journal en français facile

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 10:00


Le Journal en français facile du mercredi 4 février 2026, 17 h 00 à Paris. Retrouvez votre épisode avec la transcription synchronisée et des exercices pédagogiques pour progresser en français : http://rfi.my/CPeq.A

Les matins
Libye : l'assassinat de Seif al-Islam Kadhafi illustre le chaos dans le pays

Les matins

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:17


durée : 00:05:17 - La Revue de presse internationale - par : Catherine Duthu - Seif al-Islam Kadhafi, l'un des fils du dictateur libyen défunt Mouammar Kadhafi, recherché par la Cour pénale internationale pour crimes contre l'humanité, a été assassiné mardi dans l'ouest de la Libye, par un commando d'hommes armés.

Journal de l'Afrique
Libye : Saïf al-Islam Kadhafi tué chez lui par un "commando de quatre personnes"

Journal de l'Afrique

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 12:27


Le controversé fils de l'ancien dirigeant libyen Mouammar Kadhafi, recherché par la Cour pénale internationale pour crimes contre l'humanité, est décédé. La mort de Saïf al-Islam Kadhafi a été confirmée par des proches et par son avocat sur notre antenne arabophone. 

Journal de l'Afrique
Libye : ouverture d'une enquête après l'assassinat de Seif al-Islam Kadhafi

Journal de l'Afrique

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 15:45


Le parquet en Libye a annoncé, mercredi, avoir ouvert une enquête sur l'assassinat de Seif al-Islam Kadhafi. Le fils de l'ex-dictateur Mouammar Kadhafi a été tué la veille lors d'un assaut sur sa maison, selon des témoins. Le parquet a d'ailleurs confirmé qu'il avait été mortellement blessé par balles.

Revue de presse Afrique
À la Une: qui a tué Saïf al-Islam Kadhafi?

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 4:22


Saïf al-Islam Kadhafi, 53 ans, l'un des fils de l'ex-dictateur libyen Mouammar Kadhafi, a donc été assassiné hier dans sa maison à Zintan, à 170 km au sud-ouest de Tripoli dans le nord-ouest de la Libye. C'est ce qu'a annoncé son avocat et conseiller Abdullah Othman Abdurrahim. Information répercutée par la chaîne Libya Al-Ahrar. Les circonstances de son décès restent toutefois encore floues. D'après l'avocat, rapporte le site algérien TSA, « Saïf al-Islam a été assassiné par quatre hommes armés qui ont pris d'assaut sa résidence après avoir neutralisé les caméras de surveillance. Il aurait résisté, se serait battu, avant de succomber. » De son côté, relate Afrik.com, « Hamid Kadhafi, cousin de Saïf al-Islam, a déclaré que ce dernier était “tombé en martyr“, reconnaissant toutefois ne disposer d'aucune information supplémentaire. » Retour au site algérien TSA qui précise que « la mort du fils de Kadhafi survient alors que la ville de Zintan est en proie à des affrontements entre les groupes armés qui s'entretuent en Libye depuis la chute et la mort du Guide en 2011. La Brigade 444 (l'une des factions armées les plus puissantes en Libye affiliée au gouvernement de Tripoli) a pour sa part "catégoriquement" nié toute implication dans les affrontements qui ont eu lieu dans la ville et toute implication dans la mort de Saïf al-Islam Kadhafi. » À lire aussiDécès de Saïf al-Islam Kadhafi: retour sur la trajectoire contrariée d'une succession libyenne De l'ouverture à la répression… Le Monde Afrique revient sur le parcours ces dernières années de Saïf Al-Islam : « recherché par la CPI pour crimes contre l'humanité, il avait été arrêté dans le Sud libyen en 2011. Longtemps détenu à Zintan, il avait été condamné à mort en 2015 à l'issue d'un procès expéditif pour son rôle dans la répression du soulèvement contre son père, avant de bénéficier d'une amnistie. Jusqu'à l'annonce de sa mort, on ne savait pas où il se trouvait. En 2021, bien qu'il ait été recherché, il avait déposé sa candidature à la présidentielle, misant sur le soutien des nostalgiques de l'ancien régime. L'élection ne s'était finalement pas tenue. » « Saïf al-Islam Kadhafi a longtemps été perçu comme le successeur naturel de son père, complète Afrik.com, incarnant une façade moderniste et réformatrice du régime. Formé en Occident, il avait tenté, avant 2011, de projeter l'image d'un dirigeant ouvert au dialogue et aux réformes. Cette réputation s'était brutalement effondrée au début du soulèvement libyen, lorsqu'il avait prononcé un discours resté célèbre, promettant des “bains de sang“ face aux manifestants. Depuis, son nom est indissociable des violences ayant accompagné la répression du soulèvement populaire. » Assassinat politique, crapuleux ? Alors, poursuit Afrik.com, « la mort de Saïf al-Islam Kadhafi soulève de nombreuses questions : qui avait intérêt à son élimination ? Était-il encore un acteur politique susceptible de peser sur l'avenir libyen ou bien un témoin gênant dans des dossiers sensibles, notamment internationaux ? En l'absence de communication officielle des autorités libyennes et d'enquête indépendante confirmée, le décès de Saïf al-Islam Kadhafi s'ajoute à la longue liste des zones d'ombre qui entourent la transition libyenne. » Assassinat politique ? Peut-être… « Ses ambitions présidentielles, il y a quelques années, souligne Aujourd'hui à Ouagadougou, lui avaient valu beaucoup d'inimitiés, à commencer par celle du maréchal Haftar avec qui il avait rompu les ponts. » « Faut-il attribuer sa mort à l'insécurité ambiante qui règne à Zintan ? », s'interroge pour sa part Ledjely en Guinée. « L'hypothèse paraît peu crédible. Saïf al-Islam Kadhafi était une cible trop symbolique pour que son exécution relève d'un simple crime crapuleux. (…) Le mystère s'épaissit davantage lorsque l'on sait que la ville de Zintan n'est pas contrôlée par le maréchal Haftar, dont la zone d'influence se situe à l'est du pays. Mais rien n'indique non plus que le gouvernement d'unité nationale, basé à Tripoli, dirigé par Abdelhamid Dbeibah et reconnu par l'ONU, ait eu intérêt à éliminer le fils de l'ancien Guide. D'autant plus qu'en 2021, Abdelhamid Dbeibah avait personnellement œuvré à la libération de Saadi Kadhafi, le frère cadet de Saïf al-Islam. » Enfin autre hypothèse, pointe WakatSéra : « les ramifications de cet assassinat pourraient être internationales, Saif étant vu comme une boîte noire du régime Kadhafi et qui pourrait détenir bien des secrets sur les “grands“ de ce monde. »

Revue de presse Afrique
À la Une: qui a tué Saïf al-Islam Kadhafi?

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 4:22


Saïf al-Islam Kadhafi, 53 ans, l'un des fils de l'ex-dictateur libyen Mouammar Kadhafi, a donc été assassiné hier dans sa maison à Zintan, à 170 km au sud-ouest de Tripoli dans le nord-ouest de la Libye. C'est ce qu'a annoncé son avocat et conseiller Abdullah Othman Abdurrahim. Information répercutée par la chaîne Libya Al-Ahrar. Les circonstances de son décès restent toutefois encore floues. D'après l'avocat, rapporte le site algérien TSA, « Saïf al-Islam a été assassiné par quatre hommes armés qui ont pris d'assaut sa résidence après avoir neutralisé les caméras de surveillance. Il aurait résisté, se serait battu, avant de succomber. » De son côté, relate Afrik.com, « Hamid Kadhafi, cousin de Saïf al-Islam, a déclaré que ce dernier était “tombé en martyr“, reconnaissant toutefois ne disposer d'aucune information supplémentaire. » Retour au site algérien TSA qui précise que « la mort du fils de Kadhafi survient alors que la ville de Zintan est en proie à des affrontements entre les groupes armés qui s'entretuent en Libye depuis la chute et la mort du Guide en 2011. La Brigade 444 (l'une des factions armées les plus puissantes en Libye affiliée au gouvernement de Tripoli) a pour sa part "catégoriquement" nié toute implication dans les affrontements qui ont eu lieu dans la ville et toute implication dans la mort de Saïf al-Islam Kadhafi. » À lire aussiDécès de Saïf al-Islam Kadhafi: retour sur la trajectoire contrariée d'une succession libyenne De l'ouverture à la répression… Le Monde Afrique revient sur le parcours ces dernières années de Saïf Al-Islam : « recherché par la CPI pour crimes contre l'humanité, il avait été arrêté dans le Sud libyen en 2011. Longtemps détenu à Zintan, il avait été condamné à mort en 2015 à l'issue d'un procès expéditif pour son rôle dans la répression du soulèvement contre son père, avant de bénéficier d'une amnistie. Jusqu'à l'annonce de sa mort, on ne savait pas où il se trouvait. En 2021, bien qu'il ait été recherché, il avait déposé sa candidature à la présidentielle, misant sur le soutien des nostalgiques de l'ancien régime. L'élection ne s'était finalement pas tenue. » « Saïf al-Islam Kadhafi a longtemps été perçu comme le successeur naturel de son père, complète Afrik.com, incarnant une façade moderniste et réformatrice du régime. Formé en Occident, il avait tenté, avant 2011, de projeter l'image d'un dirigeant ouvert au dialogue et aux réformes. Cette réputation s'était brutalement effondrée au début du soulèvement libyen, lorsqu'il avait prononcé un discours resté célèbre, promettant des “bains de sang“ face aux manifestants. Depuis, son nom est indissociable des violences ayant accompagné la répression du soulèvement populaire. » Assassinat politique, crapuleux ? Alors, poursuit Afrik.com, « la mort de Saïf al-Islam Kadhafi soulève de nombreuses questions : qui avait intérêt à son élimination ? Était-il encore un acteur politique susceptible de peser sur l'avenir libyen ou bien un témoin gênant dans des dossiers sensibles, notamment internationaux ? En l'absence de communication officielle des autorités libyennes et d'enquête indépendante confirmée, le décès de Saïf al-Islam Kadhafi s'ajoute à la longue liste des zones d'ombre qui entourent la transition libyenne. » Assassinat politique ? Peut-être… « Ses ambitions présidentielles, il y a quelques années, souligne Aujourd'hui à Ouagadougou, lui avaient valu beaucoup d'inimitiés, à commencer par celle du maréchal Haftar avec qui il avait rompu les ponts. » « Faut-il attribuer sa mort à l'insécurité ambiante qui règne à Zintan ? », s'interroge pour sa part Ledjely en Guinée. « L'hypothèse paraît peu crédible. Saïf al-Islam Kadhafi était une cible trop symbolique pour que son exécution relève d'un simple crime crapuleux. (…) Le mystère s'épaissit davantage lorsque l'on sait que la ville de Zintan n'est pas contrôlée par le maréchal Haftar, dont la zone d'influence se situe à l'est du pays. Mais rien n'indique non plus que le gouvernement d'unité nationale, basé à Tripoli, dirigé par Abdelhamid Dbeibah et reconnu par l'ONU, ait eu intérêt à éliminer le fils de l'ancien Guide. D'autant plus qu'en 2021, Abdelhamid Dbeibah avait personnellement œuvré à la libération de Saadi Kadhafi, le frère cadet de Saïf al-Islam. » Enfin autre hypothèse, pointe WakatSéra : « les ramifications de cet assassinat pourraient être internationales, Saif étant vu comme une boîte noire du régime Kadhafi et qui pourrait détenir bien des secrets sur les “grands“ de ce monde. »

Dutrizac de 6 à 9
«Les hôpitaux vont-ils se retrouver sans fournisseurs?»: ça ne va pas bien pour Colabor…

Dutrizac de 6 à 9

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 6:07


Colabor se place à l’abri de ses créanciers. Un des piliers de SNC-LAVALIN reçoit une amende de 75 000 dollars pour avoir aidé le régime de Kadhafi. Affaires et société avec Philippe Richard Bertrand, expert en commercialisation et en technologies. Regardez aussi cette discussion en vidéo via https://www.qub.ca/videos ou en vous abonnant à QUB télé : https://www.tvaplus.ca/qub ou sur la chaîne YouTube QUB https://www.youtube.com/@qub_radioPour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr

Question de croire
Quel est le lien entre l'Épiphanie et les étrangers?

Question de croire

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 26:39


Les étrangers et l'Épiphanie   À L'Épiphanie nous célébrons la venue des rois mages à la crèche. Mais qui étaient-ils vraiment? Est-ce que la présence de ces étrangers venus de loin peut nous aider à comprendre la réalité des migrants d'aujourd'hui?     Bonjour, bienvenue à Question de croire, un podcast qui s'intéresse à la foi et à la spiritualité une question à la fois. Cette semaine, quel est le lien entre l'Épiphanie et les étrangers? Bonjour. Bonjour, Joan, bonjour à toutes les personnes à l'écoute.   Les traditions culinaires de l'Épiphanie   [Joan] Moi, j'aimerais commencer déjà par une petite mise au point sur le charbon, qui a beaucoup à voir avec “los reyes”, avec les rois, comme on dit en Espagne. C'est en fait une petite alternative au cadeau, c'est-à-dire que pendant longtemps, on a menacé les enfants, s'ils n'étaient pas sages, au lieu de recevoir par exemple une mandarine, ils recevraient du charbon. C'est assez marrant parce que je pense que le charbon, pendant longtemps, c'était quand même quelque chose qui était très utile avant l'électricité. Donc finalement, au fur et à mesure, on a transformé la menace du charbon en une confiserie. C'est une confiserie qui est fabriquée en Espagne avec sucre, eau, blanc d'œuf, et puis évidemment, du colorant alimentaire noir ou bien du charbon végétal et qui est offerte un peu tout le temps. [Stéphane] À l'Épiphanie, il y a la galette des Rois. De tradition dans ma famille, ce n'est pas vraiment une galette, c'est plus un gâteau. Je me souviens que ma mère mettait une fève et la personne qui trouvait la fève dans sa portion de gâteau était le roi ou la reine de la journée. Je me souviens même d'une année où personne n'a trouvé la fève. On l'a avalé tout rond. Ça a laissé les gens un peu perplexes. C'est quelque chose qui est resté dans la tradition ici, cette galette, ce gâteau des Rois.   L'Épiphanie en Espagne   [Joan] Oh, mais au fait, Stéphane, on est dans la nouvelle année! Stéphane, bonne année! [Stéphane] Ben oui, bonne année, bonne année à tout le monde! [Joan] C'est vrai qu'au début de l'année, avec toutes ces traditions, une fois au hasard du calendrier scolaire, je me suis retrouvée en Espagne alors qu'on était en train de préparer la venue des reyes. Normalement, non, parce que souvent, si j'allais en Espagne, c'était après le Noël papa-maman, mes parents étaient divorcés, on passait toujours Noël ensemble. Les rares fois où j'ai pu aller rejoindre la famille espagnole, c'était forcément autour du 26, puis il fallait rentrer vers le 2. Et puis les cavalcades, elles commencent le 3, le 4. Et il y a eu une année comme ça, géniale, où j'ai pu voir les cavalcades qui préparent en fait la venue des rois. Alors ça, ça tombe souvent le 6. Souvent c'est plus ou moins autour de la rentrée scolaire. Je ne crois pas que je l'ai vécu en Espagne. Mais j'ai pu vivre en fait ce qu'on appelle les géants, gigantes, et puis les grosses têtes, les cabezudos. Alors ça, c'est marrant, ces personnages: ils ont une énorme tête, tu vois, les grosses grosses têtes et ils défilent pour annoncer la venue des rois mages. Mais tu vois, en même temps, maintenant que je travaille dans la migration, d'ailleurs je suis très heureuse d'avoir ce ministère, je ne peux pas m'empêcher de me poser, de regarder ça et de me dire, mais qu'est-ce que c'est que toute cette allégresse populaire qui se réjouit, qui prépare même la venue de ces étranges étrangers venus apporter des cadeaux, alors qu'on sait qu'il y a un repli identitaire dingue en Europe et puis en Suisse aussi. Finalement, à 45 ans maintenant, on s'est dit, mais waouh! Comment ça se fait qu'on arrive à faire cohabiter les deux?   Les rois mages, de bons étrangers   [Stéphane] Parfois, j'ai l'impression qu'on a naturalisé ces personnes-là, dans le sens que, oui, ce sont des étrangers, mais ce sont de bons étrangers. Et, un peu cyniquement, je pourrais dire, ils repartent une fois qu'ils ont terminé ce qu'ils avaient à faire. C'est vrai que c'est intéressant, parce que ces personnes dont on ne connaît pas vraiment le nom, il y a la tradition, mais est-ce qu'ils étaient trois, est-ce qu'ils étaient douze, est-ce qu'ils étaient neuf ? Ça, ce sont des questions de tradition. On sait que ce sont des gens qui viennent de loin, mais d'où, on ne sait pas encore une fois, c'est la tradition. On prend pour acquis que ce sont des païens. Mais bon, on ne sait pas quelle était la foi de ces personnes. À la limite, on ne sait pas exactement quelle est la foi de Joseph et Marie. On ne sait pas exactement quelle est la foi des bergers. Mais on les positionne en tant qu'étrangers et il y a comme une espèce de tension. C'est comme si on veut faire une église universelle, mais il y a quelque chose là-dedans de vrai que tu touches et qu'il est très pertinent d'explorer.   Tenter d'attirer les bonnes personnes   [Joan] C'est marrant aussi parce que moi, je n'y avais pas songé, mais dans le groupe WhatsApp de l'Avent que j'ai démarré il y a peu de temps, ça s'appelle « En Avent avec une famille choisie ». Il y a beaucoup de personnes queers dans ce groupe. Et puis, j'ai quelques collègues, comme ça arrive souvent, qui sont venus, comme on dit en espagnol, pour curiosear, parce qu'ils sont curieux, ils veulent voir quel est le concept, et puis peut-être qu'ils vont le dupliquer ailleurs, ce qui est tout à fait OK pour moi. Un collègue est venu avec une interprétation, je salue Sandro s'il nous écoute, une interprétation assez intéressante à un moment donné dans nos échanges, où il a fait remarquer que ce n'est pas seulement les rois ou les rois mages ou les mages qui viennent là, mais aussi les bergers qui gardaient les troupeaux. Ces bergers-là devaient sentir fort, fort, fort l'animal. C'est normal, ils dorment dehors, ils vivent avec leurs bêtes, ils ne devaient pas se doucher tous les matins et se mettre du déodorant. Ils ont accouru pour se prosterner. Et là, on se dit, Jésus, même quand c'était encore qu'un bébé, il n'attirait pas les bonnes personnes. Il attirait toujours ou les étrangers un petit peu chelous qui regardaient le ciel pour trouver l'étoile ou bien les bergers qui puaient. Et ça m'a plu comme réflexion. Je me suis dit en fait, pas la peine d'essayer d'attirer les bonnes personnes parce qu'en fait, Jésus attire qui il souhaite et nous on fait partie sûrement de ces bergers qui puent quoi.   Le point de vue différent des étrangers   [Stéphane] C'est l'un des côtés que j'aime bien qu'au début de cette histoire, les personnes qui reconnaissent Jésus, les personnes qui reconnaissent que le moment est spécial, ce sont des étrangers. Parfois, on est tellement proche de quelque chose qu'on ne prend pas justement ce pas de recul pour voir ce qui se passe. On vaque à nos occupations, c'est le train-train, métro-boulot-dodo, allez, on avance. Parfois dans nos vies, c'est quelqu'un qui n'est pas nécessairement dans cette routine ou qui n'est pas nécessairement dans notre culture ou peu importe, qui nous tape sur l'épaule et qui nous dit, je pense que vous ne prenez pas la pleine mesure de la chance que vous avez, ou des privilèges que vous avez, ou du côté spécial de ce qui se passe maintenant. C'est peut-être quelque chose que j'aime bien dans cette histoire, d'avoir justement ce regard différent qui met en lumière quelque chose que, oui, toutes les années, on a l'histoire de Noël, puis bon, on arrive quelques jours après, on remballe le tout, puis on passe à autre chose. D'avoir ces personnes qui ont fait un long voyage et qui arrivent à la crèche, puis qui disent « wow, c'est spécial ce qui se passe ici », je pense que ça nous aide à réfléchir un peu là-dessus.   Les origines des rois mages   [Joan] Et puis le fait qu'il y ait tellement de trous dans l'histoire, en fait, on ne sait pas combien ils étaient, on dit trois, parce que voilà, il y a trois cadeaux, puis c'était peut-être 18. On dit qu'ils viennent d'Orient, mais on ne sait pas exactement ce que ça recouvre. L'Orient, c'est vaste. D'ailleurs, une année, c'était rigolo parce qu'avec Amaury, on a fait un concours des écoles du dimanche où il fallait faire des vitraux de Noël. Avec les gamins, on avait imaginé qui étaient les trois rois mages, comme on dit un peu rapidement. Les enfants étaient unanimes: il y en avait un qui était noir, ça, c'est OK. Il y en avait un qui avait l'air vaguement arabe, quelque chose, c'est OK. Mais le troisième, il était chinois. Alors c'était clair et net pour les enfants. On avait gagné le concours, parce franchement, avec nos trois mages chinois, je ne savais pas très bien comment on allait perdre ce concours.   Les parcours difficiles des migrants d'aujourd'hui   [Joan] Ça, pour dire qu'on ne sait pas grand-chose. En fait, moi, ma petite solution, puis après chacun, chacune aura la sienne, c'est de combler un peu ces vides avec ce que j'entends des itinéraires des migrants et des migrantes aujourd'hui. Tu vois, l'autre jour, j'avais un temps de conversation à la bibliothèque. J'aime bien aller là-bas, parler avec des migrants, des migrantes pendant une heure, des allophones, comme on dit. De temps en autre, d'ailleurs, il y a une dame expatriée américaine, un peu chic. Enfin, il n'y a pas que des migrants et des exilés, il y a juste des gens qui veulent parler français. Là, ce n'était pas une dame américaine un peu chic, c'était vraiment une dame qui avait traversé beaucoup de choses. Elle me disait que dans son pays, en Érythrée, on la mariait de force à 14 ans. Ça s'était réglé comme affaire. Elle a accouché à 15 ans et un an après, elle avait les forces armées devant la porte, venues la chercher pour qu'elle fasse son service militaire et qu'elle parte combattre. Et en face de moi, j'avais cette dame, tu vois. Elle était pas mal pleine d'entrain. C'est quelqu'un qui avait choisi de socialiser en rigolant. Elle a dû passer par des périodes de dépression, mais elle avait fait un espèce de choix vital, comme ça. Elle ponctuait pas mal de ses phrases en français approximatif, mais en rigolant. Elle dégageait, comme ça, une envie d'entrer en relation. C'est un peu comme ça, ces rois mages, quoi. Ce sont des gens qui sont en face de nous, dont on voit quelque chose, dont on sait quelque chose, voilà, l'or, l'encens, la myrrhe. Et en fait, comme on dit en anglais, to fill the gap, c'est-à-dire qu'il y a tous ces éléments qui nous manquent sur leur trajectoire, mais on peut en étant au contact de personnes en situation de migration, on peut faire des petites analogies. Alors là, c'est une femme, ce sont des hommes, donc ce ne sera pas tout à fait pareil, mais sur ce parcours-là, sur ce chemin pour arriver jusqu'à Jésus, qu'est-ce qui leur est arrivé? Qu'est-ce qu'ils ont dû lâcher? Qu'est-ce qu'ils ont dû donner comme bakchich, comme amendes à droite à gauche? Est-ce qu'ils ont été détenus? Comme presque tous les migrants que je rencontre qui ont été détenus pour un bout en Libye, la Libye de Kadhafi, qui était quand même réputée pour ses cinq étoiles. Pas tout à fait. On les voit et ils ne vont pas tout nous dire parce qu'il n'y a aucune raison qu'on se raconte des choses aussi intimes. On ne sait pas en fait ce qui leur est arrivé. On peut juste se dire qu'ils ont réussi à venir jusqu'à nous et que c'est un miracle déjà en soi. On peut aussi avoir un petit temps de pause pour réaliser combien il y en a qui se sont perdu en chemin, qui ont été avalés par la Méditerranée, qu'on ne retrouvera jamais d'ailleurs, ça, c'est clair. Et puis se dire finalement, dans cette histoire de la crèche, il y a cette notion d'accueil quoi, d'accueil inconditionnel. Il y a Marie qui est là en train sûrement d'allaiter son bébé. Elle ne dit pas aux gens, voilà, quels sont vos papiers? D'où venez-vous? Quel est votre parcours migratoire? Puis-je savoir quelle est votre motivation pour nous rejoindre ici en Galilée? On a quelque chose de beaucoup plus humain, de beaucoup plus spontané. Et puis eux, ils ont juste des petits cadeaux, quoi. Et les bergers qui puent qui les rejoignent. Moi, j'aime bien toutes ces images et je me demande si ça peut nous aider aussi dans notre quotidien pour passer de la métaphore à la rencontre.   Suivre l'étoile ou demeurer dans son confort   [Stéphane] Je pense qu'il y a quelque chose d'universel dans cette histoire, dans le sens de l'image de suivre à l'étoile. L'histoire nous dit qu'on a des personnes qui remarquent une étoile et décident de partir à la recherche. Le texte ne nous dit pas, fort probablement ce qu'il faut en comprendre, c'est que le signe n'est pas trop précis. Ils n'ont pas de garantie, ils n'ont pas de lieu, ils n'ont pas de nom. Ils partent à l'aventure et suivent l'étoile. Je pense qu'il y a un côté un peu universel, comme je disais. Certains ont connu la migration, soit volontaire, soit forcée. Mais pour nous tous et nous toutes, parfois on est confronté à une réalité. Est-ce qu'on demeure dans notre confort? Est-ce qu'on reste assis? Ose-t-on suivre l'étoile? Oser suivre quelque chose, un peu se lancer dans le vide, partir à l'aventure, que ce soit mentalement, physiquement, émotivement? Il y a une notion de courage là-dedans; je trouve qu'il n'est peut-être pas assez exploité. Ces personnes-là, dans cette histoire, n'avaient pas à faire tout ce chemin, rencontrer tous les obstacles. Peut-être que les gens autour d'eux riaient de ces pauvres hommes. Ah, regarde: encore untel qui part à l'aventure, qui va chasser des étoiles au lieu de rester à faire de l'argent avec sa famille. Il y a cette notion-là qui est très intéressante et qui rejoint les gens.   Voir l'histoire de l'Épiphanie du point de vue des autres   [Joan] J'aime beaucoup que tu parles de ça, de partir à l'aventure, oser aller plus loin, venir avec ce qu'on a aussi. Ça m'amène à réfléchir et je suis contente qu'on fasse cet épisode parce que pastoralement ça me met en route pour mes deux cultes. Bien sûr, puisque nous on enregistre bien avant. Donc j'ai deux cultes à préparer, un de l'avant et puis celui du 25. Je suis contente parce que ça me fait réfléchir à la notion des anges. C'est vrai que c'est en Luc 2 qu'on a les anges auprès des bergers. Et finalement, les anges interviennent au moment, j'imagine, comme toutes les naissances, au moment un peu dingue de la naissance. J'ai vécu trois naissances, par voix basse en plus, donc c'est toujours des moments… Il y a un côté un petit peu mystique dans une naissance. Pourquoi ça marche? Pourquoi des fois ça marche, pourquoi des fois ça ne marche pas? Pourquoi les sensations qu'on ressent… Il se passe quelque chose… d'assez spirituel. Dans les naissances, même des femmes qui n'ont pas de pratique religieuse, elles parlent volontiers de cet aspect spirituel. Et donc j'imagine la brave Marie, elle vit déjà toutes ces émotions. Et en plus, il y a un ange. C'est la totale. Ce qu'on nous dit dans Luc, c'est que l'ange apparaît d'abord aux bergers, il annonce la naissance de Jésus. Et après, il y a une multitude de l'armée céleste qui se joint à lui pour chanter, gloire à Dieu au plus haut des cieux. Et donc là, il y a plein, plein d'anges. Alors c'est vrai qu'on fait un peu un raccourci, on se dit que ces anges sont au-dessus de la crèche, parce que souvent on voit ça dans les représentations. Pas nécessairement, pas vraiment, mais ils accompagnent tout ça en tout cas. Ils étaient là un petit peu avant et puis implicitement ils continuent à être un petit peu là. Ça me fait réfléchir, est-ce que les étrangers qui viennent nous rejoindre et qu'on ne veut plus voir finalement, est-ce qu'ils ne sont pas aussi un peu des anges? Est-ce qu'ils ne nous annoncent pas un certain nombre de choses? Alors aujourd'hui je suis un petit peu catastrophiste, je parle de choses difficiles, mais finalement les réfugiés climatiques, ils nous annoncent ce qui va arriver aussi. Est-ce qu'on est intéressé à l'entendre? Est-ce qu'on est intéressé à accueillir leurs discours, leur résilience aussi, leurs solutions? Tout ça, ça crée un combo, tu l'as dit un petit peu avant, un combo inconscient entre anges, bergers, rois mages. Comme tu dis, les rois mages, on a envie de penser qu'ils sont du bon côté, ce sont les bons étrangers. Les bergers, ma foi, on en a besoin, c'est des travailleurs. Les anges, ils sont là-haut, donc ils ne viendront pas trop nous déranger. Moi, ça me met aussi en route sur notre compréhension de la démocratie. Et cette fois-ci, je pense à l'évangile de Matthieu. Ici, en Suisse, on vient de décider en votation populaire de ne pas réduire le temps d'attente pour que les étrangers votent. Moi, en tant qu'Européenne, je dois encore attendre un petit paquet d'années avant de voter. Normalement, c'est dix ans pour voter juste dans ma commune. En Matthieu, on voit que des savants étrangers comprennent la naissance du Messie mieux que les responsables religieux locaux. Et pareil avec les anges, il y a des anges qui annoncent en fait cette gloire que n'ont pas su voir les gens du cru quoi, Hérode et compagnie. Ça fait réfléchir un petit peu. Est-ce que ce n'est pas toujours comme ça que ça a bien fonctionné une culture? Quand elle s'est ouverte progressivement aux vagues d'immigration? J'avais un prof comme ça à la fac, qui avait travaillé dans les mouvements missionnaires, qui avait travaillé outre-mer et qui nous avait expliqué qu'en fait, dans plusieurs cultures d'outre-mer, notamment les cultures insulaires, il y avait deux statuts. Il y avait le statut de celles et ceux récemment arrivés et dont la vie comptait beaucoup, et puis celles et ceux qui savaient qu'ils étaient là depuis très longtemps et dont l'avis comptait, mais finalement pas autant que ceux récemment arrivés, parce que ceux qui sont arrivés récemment, ils ont de nouvelles idées, ça peut être intéressant de s'y ouvrir. Je trouverais ça très intéressant que dans une culture, on ait acté à un moment donné, que quand ça fait longtemps qu'on est dans sa bouteille, on manque un peu d'oxygène. Quand on l'ouvre un petit peu, comme ça, d'un seul coup, ça va mieux.   Les étrangers qui osent défier l'Empire   [Stéphane] Cette histoire, je trouve que c'est un défi à l'Empire. Parce que, dans l'histoire, ces voyageurs se présentent au lieu du pouvoir, ils parlent à Hérode. Hérode leur dit « Bon, revenez me voir, je vais aller adorer ce Jésus », mais on comprend qu'il veut le zigouiller. Et ces personnes, ces étrangers, ne se plient pas devant le pouvoir local. Ils choisissent la résistance, dans ce cas-ci, retourner par une autre route. Il y a quelque chose dans cette histoire où justement ces étrangers, on attend qu'ils, qu'elles obéissent aux règles de notre société. Souvent, on entend ça, « Ah, les immigrants, il faut qu'ils respectent les lois, il faut qu'ils s'intègrent, il faut qu'ils fassent tout comme nous. » Ils voient le problème, voient un dirigeant qui semble abuser de son pouvoir et se disent « Non, non, non, nous n'embarquons pas dans cette histoire-là, on ne joue pas dans ce jeu-là. On va faire ce qu'on a à faire, on va retourner. Il y a quelque chose de la résistance qui peut nous inspirer et cette résistance peut prendre plusieurs formes. Ne pas perpétuer des systèmes d'oppression, c'est de la résistance. Choisir que des gens ne souffre pas dans un système qui semble banaliser la souffrance de certaines personnes, c'est de la résistance. Donc, ces étrangers, même s'ils ne sont là qu'une très courte période, si on comprend l'histoire, ils ont quand même un impact et démontrent ce que peut aussi être l'humanité, ce que peuvent être des gens de foi: dire non, on n'embarque pas dans ce jeu-là, on n'embarque pas dans ce système-là, désolé.   Les associations qui aident les étrangers   [Joan] Et ça fait encore plus écho avec ce que j'ai dit, puisque ce sont des personnes qui peuvent avoir un regard nouveau, qui peuvent apporter quelque chose de nouveau, et souvent sont extrêmement limitées dans leur possibilité de le faire. Je suis assez contente dans mon ministère d'être au contact d'associations, mais aussi d'être soutenue par un certain nombre d'institutions civiles qui font une place, comme la commission consultative des résidents étrangers. Je trouve très important qu'on crée des endroits où on les consulte et où on s'intéresse à ce qu'elles peuvent apporter à la société et aussi à la thématique de la migration, qui est une thématique sur laquelle ils ont quand même une expertise, une expertise très claire.   Berger ou roi mage?   [Joan] Toi, Stéphane tu te sens plutôt quoi? Plutôt ange? Plutôt berger? Plutôt roi mage? [Stéphane] Probablement plus dans le berger, la majorité du temps. C'est toujours un peu difficile de prendre une seule étiquette et de l'appliquer à toute sa vie. Les bergers, c'est un peu les outsiders. Oui, je suis un homme cis-hétéro-caucasien, je ne suis pas un étranger en tant que personne. Lorsque j'entre dans une pièce, tout le monde voit, la majorité, ce qui est attendu de la normalité. Mais d'avoir un point de vue peut-être un peu différent, un peu de résistance, de dire: ouais, y a des choses qui fonctionnent bien, mais y a des choses qui ne fonctionnent pas, et puis ça peut être autre chose. C'est un peu ça, les bergers, ils vivaient un peu dans la marge de la bonne société. Il y avait quelque chose de discordant. Il y avait quelque chose peut-être pas qui dérangeait, qui faisait sûrement l'affaire des bonnes gens, d'avoir ces personnes-là qui s'occupaient du bétail. Puis c'était sûrement très commode parce que lorsqu'on voulait notre petite pièce de viande, grâce aux bergers, on l'avait. Mais j'aime bien cette idée de défier un peu les conventions, un peu les normes, une fois de temps en temps. Toi, Johanne, si tu avais à t'identifier, tu serais où? [Joan] Mais c'est ça qui est difficile quand tu es une femme. C'est que tous ces récits ne te parlent pas beaucoup, en fait, en termes d'identification. Tu arrives à faire des parallèles avec la vie des autres. Mais pour moi-même, c'est toujours difficile. J'aime bien le fait que je n'ai jamais réfléchi à cette histoire de qui, de quel genre sont les anges et les bergers par rapport à ce que tu m'as expliqué quand tu étais petit. Et je me rappelle qu'on avait indifféremment des bergers et des bergères, des anges et des angesses, je ne sais pas comment il faut dire. Des rois et des reines, voilà, on sait. En fait, moi franchement, je me vois très bien comme une reine magesse, je ne sais pas comment il faudrait dire. Je me vois très bien dans une caravane de meufs, des vieilles de mon âge. Je nous imagine en train de charger nos trucs et nos machins et de s'en aller parce qu'on a l'impression que Dieu nous appelle là-bas. Sur la route, on tchatche, on papote, on se raconte nos trucs. On arrive sur place, on s'occupe de Marie, on se mêle de tout, on prend le bébé. On lui dit « Attends, mets-le comme ça au sein, tu auras moins mal. Tu veux que je change la couche? » J'aime bien la fraîcheur de cette rencontre. Ces moments volés, ces cadeaux, ça rentre aussi dans notre thématique, s'entraider comme ça, sans trop se poser de questions, entre ceux qui sont d'ici et ceux qui sont d'ailleurs.   Conclusion   [Joan] Du coup, on se tiendra au courant, toi et moi, si ça a toqué à notre porte et qu'on a pu accueillir des gens sans être préparés. Est-ce qu'on arrive à passer des mots aux actes? Ce n'est pas toujours facile. [Stéphane] Merci beaucoup, Joan, pour cet épisode. Merci à toutes les personnes qui ont choisi de débuter 2026 avec nous. Si vous avez des questions, si vous avez des suggestions, des commentaires, c'est toujours la même adresse, questiondecroire@gmail.com. Merci à l'Église Unie du Canada, notre commanditaire. Merci à Réforme qui relaie notre podcast. Si vous voulez vous abonner à notre communauté WhatsApp, écrivez-nous ou regardez dans la description de l'épisode le lien. Alors, prend soin de toi Joan. Soigne-toi bien, reviens dans la santé. Et bien, bon démarrage d'année pour vous tous.

Könyvben utazom Oláh Andreával
Harapásnyira a haláltól - Králl Bernarda

Könyvben utazom Oláh Andreával

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 23:03


"Kényúr, diktátor, zsarnok - szinte mind ugyanazt jelentik. És a szokásaik, félelmeik is hasonlítanak. Ezért alkalmaztak ételtesztelőt, nehogy valaki egy könnyű ciánlevessel lefordítsa őket a székükről. Tények és adomák, valós történetek és fiktív sztorik kelnek életre ebben a könyvben" - olvashatjuk a fülszövegben és a szerzővel, Králl Bernardával ezekből idézünk fel néhányat. Beszélünk ebben az interjúban VIII. Henrikről, Napóleonról, Hitlerről, Sztálinról, Raszputyinról, de Kadhafi, Kim Ir Szen és Rákosi Mátyás is szóba kerül.

Les podcasts de l'ISP
Les droits fondamentaux des détenus

Les podcasts de l'ISP

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 35:08


La France a été condamnée depuis 2020, à plusieurs reprises, par la CEDH pour l'indignité des conditions de détention ce qui rend ce sujet portant sur les droits fondamentaux d'une actualité toute particulière. Par ailleurs, les juridictions administratives prennent également régulièrement des décisions en la matière. Ce sont ces décisions récentes qui nous ont conduit à évoquer ce sujet. Et notamment certaines d'entre elles, largement relayées dans les médias et qui renvoie à un débat de société sur les conditions de détention des détenus, sur la manière dont la société française considère et traite ses détenus, notre vision de la prison. La première, il s'agit d'une une ordonnance du 28 octobre 2025, du juge des référés du tribunal administratif de Nouvelle-Calédonie, qui enjoint à l'administration pénitentiaire de prendre trois séries de mesures destinées à mettre fin aux conditions de détention de cinquante détenus du centre pénitentiaire de Nouméa, dit « Camp Est », qu'ils estiment indignes. Rappelons que ce juge peut être saisi en cas d'urgence particulière afin d'ordonner toutes « mesures nécessaires à la sauvegarde d'une liberté fondamentale » dans le cas où l'administration y a porté une « atteinte grave et manifestement illégale » (art. L. 521-2 du code de justice administrative). Le juge a enjoint l'administration de : - prendre toutes les mesures qui apparaitraient de nature à améliorer les conditions matérielles d'installation des détenus dormant sur des matelas posés à même le sol au sein de la maison d'arrêt, du centre détention n° 2, du service général et en quartier de préparation à la sortie ; - procéder à la désinsectisation et à la dératisation et mettre en place une solution pérenne en vue de remédier à la présence excessive de nuisibles ; - assurer la séparation du bloc sanitaire dans l'ensemble des cellules où sont détenues plus d'une personne par la fourniture de rideaux adaptés là où ils sont manquants. J'aimerais mettre en parallèle de cette décision du juge administratif, les conditions de détention de M. Nicolas Sarkozy à la prison de la Santé ont récemment défrayé la chronique. Naturellement, les situations ne sont pas les mêmes, les procédures non plus, et il ne s'agit pas de réaliser un sophisme absurde, une fausse équivalence. Pour rappel, après vingt jours de détention provisoire, M. Sarkozy est sorti de la prison de la Santé, le lundi 10 novembre 2025, à la suite de la décision le même jour de la cour d'appel de Paris qui l'a placé sous contrôle judiciaire conformément aux réquisitions du parquet général, en attente du procès en appel. Dans l'affaire Sarkozy-Kadhafi, il était accusé d'avoir été corrompu par le dictateur libyen Kadhafi en échange du financement illégal de sa campagne électorale, et il a été condamné en première instance, en septembre 2025, à une peine d'emprisonnement ferme d'une durée de 5 ans pour association de malfaiteurs. Il était écroué à la prison de la Santé de Paris depuis le 21 octobre 2025. Bref, Il nous a semblé important de revenir à l'occasion de ces débats sur les conditions de détention des détenus sous l'angle de l'étude de leurs droits fondamentaux. Pour cela, nous recevons aujourd'hui Michaël Poyet, magistrat administratif, et enseignant au sein de la Prépa ISP.

Revue de presse française
À la Une: les confidences d'un ancien président sur son séjour en prison

Revue de presse française

Play Episode Listen Later Dec 14, 2025 5:18


Tapis rouge dans le Point, cette semaine. Nicolas Sarkozy, souriant, est en Une, avec ce sous-titre : « Nicolas Sarkozy, le grand entretien ». Une longue interview, d'une dizaine de pages, dans laquelle celui qui vient de passer vingt jours en prison, et qui raconte ce séjour dans le Journal d'un prisonnier, est interrogé sur l'âge de la retraite, le pouvoir judiciaire, ou encore le christianisme. C'est Franz-Olivier Giesbert, l'éditorialiste du Point, qui mène l'interview avec enthousiasme et commence par cette question inattendue : « Aujourd'hui, dans votre situation, la solution la plus logique pour vous ne serait-elle pas de vous présenter à l'élection présidentielle afin de laver dans le suffrage universel l'affront de votre détention ? ». Nicolas Sarkozy répond que « techniquement, c'est impossible ». Il est en effet inéligible. Après cette interview, le Point revient d'ailleurs en détail sur « les batailles judiciaires » de l'ex-président. « Son procès en appel dans l'affaire libyenne s'ouvrira en mars », rappelle l'hebdomadaire, qui constate : « La promotion de son livre pourra le divertir, mais le répit sera de courte durée. Nicolas Sarkozy n'en a pas fini avec les juges, qui auront le dernier mot ». À lire aussiFrance: avec son livre, Nicolas Sarkozy «s'inscrit dans sa stratégie de défense médiatique» « J'ai prié » Le Canard enchaîné a lui aussi lu le Journal d'un prisonnier, et en livre un compte-rendu beaucoup plus caustique. « Merci, saint Nicolas ! », titre l'hebdomadaire satirique. « Nicolas Sarkozy, ironise le Canard, est sur le chemin de la sainteté. C'est ce qu'on comprend en lisant son Journal d'un prisonnier, qui raconte sa rédemption et la nouvelle vie qu'il compte mener désormais, loin des équipées chez Kadhafi, loin de ses liens sulfureux avec le Qatar, loin de l'affairisme pratiqué frénétiquement depuis son départ du pouvoir ». Le Canard enchaîné ne semble donc pas convaincu par les propos de Nicolas Sarkozy, qui dans son livre raconte notamment son rapport à la foi, quand il était en prison : « J'ai prié, assure l'ancien président, je priais pour avoir la force de porter la Croix de cette injustice ». Déclaration dont l'hebdomadaire satirique s'amuse en ces termes : « Dieu est partout à la prison de la Santé et il n'oublie pas la brebis égarée ». À lire aussiFrance: l'ex-président Nicolas Sarkozy raconte sa détention dans «Le journal d'un prisonnier» Ancien ministre En France, la fast-fashion est sur le banc des accusés. Et, cette fast-fashion se résume en un mot : Shein. C'est à la Une du Nouvel Obs cette semaine. L'hebdomadaire nous parle d'une « affaire d'État » et nous promet des « révélations sur un lobbying secret ». Car avant de faire office d'ennemi public numéro 1, en France en tout cas, « la plateforme qui reçoit un million de commandes par jour » a courtisé députés et ministres. Le Nouvel Obs s'en offusque : « Les dirigeants de l'enseigne de fast-fashion ont décroché de discrets rendez-vous à Matignon, pour faciliter leurs affaires en France. Plus dérangeant encore : des représentants bien introduits dans les cercles du pouvoir – l'ex-ministre de l'Intérieur, Christophe Castaner en tête – ont été grassement rémunérés pour défendre les intérêts du dragon de la mode instantanée ». « Que vient faire un proche du chef de l'État dans ce dossier alors que le Parlement est en train de légiférer ? », interroge le Nouvel Obs. En effet, en mars 2024, les députés sont appelés à se prononcer « sur une proposition de loi, déposée par le groupe Horizons, visant à réguler l'ultra fast-fashion ». BHV et taxe Shein Toutefois, le lobbying en faveur de Shein se heurte à la réalité. Avec tout d'abord, la désastreuse installation de la plateforme chinoise au très chic BHV à Paris, installation qui a fait fuir les marques de luxe, mais aussi les clients. Et, ce n'est pas tout : « La riposte s'organise enfin », s'exclame le Nouvel Obs : « L'État demande devant le tribunal judiciaire de Paris, la suspension du site pendant trois mois, pour avoir commercialisé des poupées à caractère sexuel d'apparence enfantine. Et, dans le cadre du chaotique débat budgétaire, les députés ont adopté une "taxe Shein" de deux euros ciblant les petits colis d'origine extra-européenne ». La partie n'est pas terminée pour autant. Shein s'active dans les coulisses à Bruxelles, « un ancien commissaire européen est à la manœuvre, l'allemand Günther Oettinger », explique le Nouvel Obs, qui reste méfiant et qui soupçonne Ursula von der Leyen de manquer de cran sur la question de la fast-fashion. La présidente de la Commission européenne serait « tétanisée à l'idée de provoquer une guerre commerciale avec la Chine ». À lire aussiFrance: «C'est le naufrage de l'année pour Shein et le BHV» Plaider l'humanité Enfin, l'Express s'inquiète pour Christophe Gleizes. Le journaliste sportif français, récemment condamné, en appel, à 7 ans de prison en Algérie, ne semble pas avoir bénéficié de l'éclaircie entre Paris et Alger, entrevue à l'occasion de la libération de l'écrivain franco-algérien, Boualem Sansal, le 12 novembre. « Alger a manifestement opté pour le cynisme », accuse l'Express, qui poursuit : « en se délestant de ses deux prisonniers politiques, le régime algérien se serait privé d'un levier utile dans ses négociations, notamment migratoires et mémorielles, avec la France ». « Tout espoir n'est pas perdu », assure toutefois l'Express : « La possibilité d'une grâce demeure entre les mains du président Abdelmadjid Tebboune. Il faudra plaider l'humanité ; Christophe Gleizes aimerait revoir sa grand-mère Georgette. Elle a bientôt 102 ans.»  À lire aussiCondamnation de Christophe Gleizes: «Nous sommes sous le choc de ce verdict», disent ses parents

Julien Cazarre
EXCLU PODCAST - Le débrief : Quand Cazarre a rencontré Belmondo déguisé en Kadhafi !

Julien Cazarre

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 3:46


EXCLU PODCAST - Le débrief : Quand Cazarre a rencontré Belmondo déguisé en Kadhafi !

Affaires sensibles
Affaire Sarkozy-Kadhafi : le procès

Affaires sensibles

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 48:12


durée : 00:48:12 - Affaires sensibles - par : Fabrice Drouelle - Aujourd'hui dans Affaires Sensibles, Affaire Sarkozy - Kadhafi, le procès. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.

Les actus du jour - Hugo Décrypte
(REDIFFUSION) Nicolas Sarkozy en prison : le « pacte de corruption » Sarkozy/Kadhafi expliqué (Fabrice Arfi)

Les actus du jour - Hugo Décrypte

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 80:44


La vidéo pour comprendre l'affaire Sarkozy-Kadhafi, expliquée en une vidéo, avec le journaliste Fabrice Arfi. Pour retrouver cet échange en podcast :- Spotify : https://hugodecry.pt/Fabrice-Arfi-Spotify- Apple Podcast : https://hugodecry.pt/Fabrice-Arfi-Apple-Podcasts- Deezer : https://www.deezer.com/en/show/3478927Et sur toutes les autres plateformes !

Cultures monde
Grands travaux, le sens de la démesure : La grande rivière artificielle, héritage de Kadhafi

Cultures monde

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 59:04


durée : 00:59:04 - Cultures Monde - par : Julie Gacon, Mélanie Chalandon - Initiée en 1984 par le dirigeant libyen, la Grande rivière artificielle devait "faire fleurir le désert" et approvisionner les villes en eau. Depuis la chute du régime en 2011, cette infrastructure, terminée à 60%, est régulièrement la cible de milices qui s'en servent comme moyen de pression. - réalisation : Vivian Lecuivre - invités : Virginie Collombier Professeure à l'université Luiss Guido Carli de Rome; Sébastien Palluault géographe, il a fait sa thèse sur le développement de l'irrigation dans la Jeffara tuniso-libyenne ; Aude-Nuscia Taïbi Professeure de géographie à l'université d'Angers, membre du laboratoire Espaces et Sociétés (ESO) du CNRS, membre senior de l'Institut universitaire de France

Le 10 heures - midi - Média
Sud Radio Média - Dans les coulisses du procès Sarkozy-Kadhafi

Le 10 heures - midi - Média

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025


Juste après le procès, Marianne consacre un hors-série exceptionnel de 132 pages aux coulisses du procès Sarkozy-Kadhafi

Les lectures de Mediapart

Cliquez ici pour accéder gratuitement aux articles lus de Mediapart : https://m.audiomeans.fr/s/P-UmoTbNLs Jugée pour « favoritisme », au sujet de l'attribution d'un marché en Libye en 2008 pour remercier Kadhafi de la libération des infirmières bulgares, l'Agence française de développement a bénéficié jeudi d'une relaxe pour cause de prescription des faits. Un article de Michel Deléan, publié le 2 octobre 2025, lu par Christine Pâris. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

L’Heure du Monde
Nicolas Sarkozy en prison : tout comprendre au jugement historique

L’Heure du Monde

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 23:50


Un ancien chef de l'Etat bientôt incarcéré. Nicolas Sarkozy a été condamné jeudi 25 septembre à cinq ans de prison ferme et 100 000 euros d'amende pour « association de malfaiteurs » dans l'affaire du financement libyen de sa campagne. Si l'ancien président a immédiatement fait appel, la condamnation est assortie d'un mandat de dépôt à effet différé : Nicolas Sarkozy est donc convoqué le 13 octobre prochain afin de connaître la date de son incarcération.Ayant plus de 70 ans, il pourra en revanche quasi-immédiatement après son incarcération demander un aménagement de sa peine.Comment a été motivée la décision des juges dans ce dossier ? Dans quelles conditions Nicolas Sarkozy sera-t-il incarcéré ? Qu'attendre du prochain procès en appel alors que l'agenda judiciaire de l'ancien président reste chargé ?Dans cet épisode du podcast « L'Heure du Monde », Laura Motet, journaliste au pôle enquêtes du journal, explique les enjeux de ce jugement historique.Un épisode de Marion Bothorel. Réalisation : Quentin Tenaud. Présentation et suivi éditorial : Jean-Guillaume Santi. Rédaction en chef : Adèle Ponticelli. Dans cet épisode : extraits d'une interview de Nicolas Sarkozy au tribunal judiciaire de Paris, le 25 septembre 2025. Cet épisode a été diffusé le 29 septembre 2025.--- Réécouter notre épisode : Sarkozy-Kadhafi, ce qu'il faut retenir d'un procès historiqueAssistez au cours du soir de notre chroniqueuse judiciaire Pascale Robert Diard sur les coulisses des grands procès qu'elle a couverts (dont certaines affaires Sarkozy) et les mécanismes de la justice Hébergé par Audion. Visitez https://www.audion.fm/fr/privacy-policy pour plus d'informations.

Les matins
Que dirait Montesquieu du procès Sarkozy-Kadhafi ?

Les matins

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 2:31


durée : 00:02:31 - L'Humeur du matin par Guillaume Erner - par : Guillaume Erner - Suite à la sentence prononcée contre Nicolas Sarkozy hier, on a entendu une multitude de réactions : les uns considérant que la justice était passée, les autres, au contraire, qu'il s'agissait d'une grande injustice. Ce qui est en cause, c'est la vertu au sens de Montesquieu. - réalisation : Félicie Faugère

Revue de presse Afrique
À la Une: manifestations, pillages et répression à Madagascar

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 4:17


C'est l'Express de Madagascar qui nous raconte la journée de jeudi 25 septembre : « De la contestation aux pillages », titre le journal qui précise : « La manifestation anti-délestage a dégénéré dans la capitale, laissant place à des affrontements, des pillages et des incendies. Face au chaos, le préfet d'Analamanga a instauré un couvre-feu de 19h à 5h du matin. » « Antananarivo s'est embrasée hier », poursuit l'Express de Madagascar, qui détaille les moments forts de la journée : « Vers 10h45, les premiers heurts éclatent du côté de Mandrosoa lorsque les forces de l'ordre repoussent les manifestants à coups de gaz lacrymogène. En riposte, des jets de pierre pleuvent ». La journée est très tendue et à la tombée de la nuit, rapporte l'Express de Madagascar, « la situation échappe totalement au contrôle. Les protestations laissent place à une succession de pillages éclairs (…) Les infrastructures ne sont pas épargnées. À Anosibe, le chantier de la future gare du train urbain est incendié, tout comme une banque voisine ». « Sur le terrain, ajoute le journal, l'organisation des forces de sécurité paraît vacillante. Plusieurs arrestations sont néanmoins recensées ». Journée très tendue donc, qui se termine par l'instauration d'un couvre-feu. « L'objectif, précise l'Express de Madagascar, est de limiter les attroupements et de prévenir de nouveaux débordements après la vague de violences et de pillages qui a secoué la ville. » Vengeance post-mortem Dans la presse africaine également ce matin, des commentaires sur la condamnation à cinq ans de prison de l'ancien président français Nicolas Sarkozy. Notamment dans les quotidiens burkinabés, toujours inspirés lorsqu'il s'agit d'interpréter l'actualité internationale. « Entre jubilation, abus de la République des juges et vengeance post-mortem de [Mouammar] Kadhafi » titre Aujourd'hui au Faso qui interroge : « Qu'en pensent les Africains, notamment dans les ex-post-colonies » ? « On évoque mezza-voce, une sorte de vengeance post mortem de Kadhafi, car sous nos cieux, si c'est le même Sarkozy qui était copain-copain avec l'auteur du Livre Vert, qui lui a permis d'implanter sa tente à Paris lors de sa visite le 10 décembre 2007 (…) si c'est ce même [Nicolas] Sarkozy qui a aussi aiguillonné la révolution onusienne et ameuté d'autres pays occidentaux pour chasser Kadhafi, qui a trouvé la mort, alors pour certains Africains, c'est ni plus ni moins qu'un retour de la manivelle outre-tombe, genre malédiction de celui qu'on a tué le 20 octobre 2011 et dont nul ne sait où se trouve exactement la sépulture ». Trahison impardonnable En Guinée, Ledjely ne ménage pas non plus ses critiques à l'égard de l'ancien président français.  « Pour les Africains, Nicolas Sarkozy représente la duplicité et la trahison (…) de Conakry à Djibouti, et de Rabat au Cap, tout le monde croit que de l'argent a circulé entre les hommes de Kadhafi et l'équipe de campagne de l'ancien président français (…) l'idée que le séjour XXL de l'ancien guide libyen en France, en 2007, était la contrepartie des transferts de fonds entre Tripoli et Paris est très largement partagée au sein de l'opinion publique africaine. » Et Ledjely aboutit à la même conclusion qu'Aujourd'hui au Faso, le journal guinéen nous dit : « Dès lors, la volte-face de Nicolas Sarkozy qui avait consisté à prendre la tête de la coalition internationale ayant fini par tuer Kadhafi en février 2011, passe pour une trahison impardonnable. Moins que la corruption en tant que telle, c'est cette façon de se retourner de manière aussi inique contre son bienfaiteur d'hier, que les Africains abhorrent chez l'ancien président français. » Conclusion du journal guinéen : « Il ne faut guère s'attendre à ce qu'en Afrique, on s'apitoie sur le sort de l'ancien président. Tout au contraire, ce qui lui arrive aujourd'hui devrait servir de leçon à ceux qui seraient tentés de suivre son exemple. »

Les enjeux internationaux
Condamnation de Nicolas Sarkozy : retour sur l'affaire Kadhafi

Les enjeux internationaux

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 11:29


durée : 00:11:29 - Les Enjeux internationaux - par : Guillaume Erner - Nicolas Sarkozy a été condamné à cinq ans de prison, reconnu coupable d'association de malfaiteurs dans l'affaire de corruption avec Mouammar Kadhafi, pour le financement illégal de la campagne présidentielle de 2007. Quel a été le rôle exact de l'ancien président dans cette affaire ? - réalisation : Félicie Faugère - invités : Vincent Hugeux Journaliste

On marche sur la tête
«Les millions de Kadhafi, on ne les a pas trouvés. Et ça, le tribunal le dit» insiste Jean-Yves Le Borgne, avocat d'Éric Woerth

On marche sur la tête

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 9:40


Invités : - Pierre Botton, ancien détenu. - Jean-Yves Le Borgne, avocat d'Éric Woerth. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Le grand journal du soir - Matthieu Belliard
Punchline - Affaire Sarkozy-Kadhafi : l'ancien Président convoqué le 13 octobre pour connaître sa date d'incarcération

Le grand journal du soir - Matthieu Belliard

Play Episode Listen Later Sep 25, 2025 27:54


Invités : - Louis de Raguenel, chef du service politique d'Europe 1 - Jules Torres, journaliste - Maître Christophe Ingrain, avocat de Nicolas Sarkozy - Catherine Nay, journaliste et éditorialiste - Gauthier le Bret, journaliste  - Jean-Sébastien Ferjou, journaliste Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

L'info en intégrale - Europe 1
Punchline - Affaire Sarkozy-Kadhafi : l'ancien Président convoqué le 13 octobre pour connaître sa date d'incarcération

L'info en intégrale - Europe 1

Play Episode Listen Later Sep 25, 2025 27:54


Invités : - Louis de Raguenel, chef du service politique d'Europe 1 - Jules Torres, journaliste - Maître Christophe Ingrain, avocat de Nicolas Sarkozy - Catherine Nay, journaliste et éditorialiste - Gauthier le Bret, journaliste  - Jean-Sébastien Ferjou, journaliste Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Invité Afrique
L'écrivain libyen Mohammed Alnaas «cherche ce que la spécificité libyenne a de commun avec les sociétés arabes»

Invité Afrique

Play Episode Listen Later Sep 6, 2025 6:26


« Un goût du thé amer », le second roman de l'écrivain Mohammed Alnaas, récemment traduit en français et édité chez « Le bruit du monde », revient à l'époque du slogan : « le pouvoir aux mains du peuple » et décrit une situation ubuesque et des querelles permanentes entre les habitants d'un village, Géhenne, dans la Libye des années 1990, du temps de la Jamahiriya arabe libyenne populaire et socialiste de Mouammar Kadhafi. Quant au narrateur, dans cette fable moderne et audacieuse, il s'adresse à son lecteur tout en prenant un plaisir à se jouer de lui. Mohammed Alnaas joint par Houda Ibrahim.    Vos romans s'attaquent à des sujets qui décrivent les spécificités de la société libyenne, une société restée longtemps fermée aux autres. L'écriture est-elle pour vous est un acte d'auscultation de cette société afin de la raconter, de l'exposer ? La société libyenne est restée méconnue des étrangers pendant un certain temps, et peut-être même est-elle restée méconnue d'elle-même. En dehors du sujet politique, il existe un manque de connaissances sur la Libye et le peuple libyen lui-même, que ce soit sous le régime de Mouammar Kadhafi ou même pendant la guerre civile qui a suivi la révolution de février 2011. L'enjeu ici, est que moi, en tant qu'individu, je me comprends mieux que je ne comprends la société libyenne, mais mon histoire personnelle est aussi l'histoire de la société, et en comprenant la société, je me comprends moi-même. Il est vrai que la société libyenne a ses spécificités, comme toutes les sociétés, mais l'idée est de toujours chercher, ce que cette spécificité a de commun avec les sociétés arabes, voire des sociétés de plus grande ampleur. Afin d'écrire sur l'être humain et son histoire, tout en écrivant sur le Libyen et en essayant de le comprendre. Dans votre second roman, Un goût de thé amer, à travers l'histoire d'un village, Géhenne, symbolisez-vous la guerre sans fin qui se déroule en Libye ainsi que le déchirement social ? Personnellement, je n'aime pas que le texte lui-même soit le reflet de la réalité. Le lecteur a certes le droit de percevoir ces intersections entre la réalité et le roman. Or, elles sont nombreuses. L'auteur pose les règles du jeu dès le début, indiquant que l'histoire n'est pas symbolique, mais vraie. Ce qui incite le lecteur à y croire. Il existe bel et bien des intersections entre les combats qui se déroulent dans le village de Géhenne et la guerre civile libyenne. Il semble que le point commun entre l'imaginaire et le réel réside dans une certaine absurdité de la scène elle-même. À lire aussiLa Libye lance le premier appel d'offres pétrolier depuis 17 ans La satire est-elle pour vous le meilleur moyen de raconter cette société ? J'ai débuté dans l'écriture par la satire. Il y a toujours une touche d'humour noir dans mes écrits, que ce soit dans mon précédant roman « Du pain sur la table de l'oncle Milad », ou dans ce roman même. Et auparavant aussi dans le recueil de nouvelles que j'avais écrit sur la guerre civile, la plupart de ces nouvelles avaient un ton dramatique ou sombre. Concernant ce projet, parfois, il n'y a pas de meilleure façon de décrire ce qui se passe, que la satire. Vous dédiez votre roman au fameux écrivain et penseur libyen Sadek alyhoum, quelle valeur représente-t-il pour vous ? Le roman est bien sûr dédié à El-Sadek, je le dédie également à d'autres auteurs et artistes satiriques qui m'ont personnellement influencé, comme Mohammed Al-Zawawi, le plus grand illustrateur de caricature libyen. Le roman lui-même a été initialement écrit dans le style de Mohammed Al-Zawawi, ainsi que celui de Mohammed Tamliya, l'écrivain satirique jordanien, et d'Ibrahim Hmaydan, l'écrivain satirique libyen. Tous ont influencé ma compréhension du rôle de la satire, de la comédie. Contrairement à beaucoup de Libyens qui admiraient les idées et les écrits critiques d'El-Sadek Al-Nayhoum, j'admirais moi sa satire, en particulier son recueil Histoires pour enfants. Il m'a profondément influencé par son style satirique et par sa façon de dessiner certains personnages libyens considérés comme stéréotypés. Ce stéréotype est déjà présent dans les dessins de Mohammed Al-Zawawi. Dans mon roman, un personnage comme Hajja Mabrouka, ressemble à ceux de Mohammed Al-Zawawi, d'El-Sadek Al-Nayhoum et même d'Ibrahim Hmaydan. Ces personnages ne sont pas nés de nulle part ; ils sont une sorte d'accumulation résultant de mes lectures et de mes observations sur la manière dont les Libyens qui m'ont précédé ont abordé la comédie. À lire aussiAu pays des hommes, un chef-d'œuvre de la littérature contemporaine Dans Un goût de thé amer, vous dénoncez également, un système économique installé par le régime Kadhafi et qui réduit en quelque sorte l'être humain à un être dépendant, sans aucune initiative, vous dénoncez cette volonté du pouvoir d'écraser l'être libyen ? Les politiques du régime Kadhafi ont transformé la Libye depuis la proclamation de l'Autorité populaire. Car le colonel souhaitait créer une nouvelle société. L'ironie est que l'objectif de cette nouvelle société était de susciter un esprit d'initiative en toutes choses. Dans toutes ses idées, par exemple, il affirme dans le Livre vert : « L'école est servie par ses élèves », ce qui signifie que l'école n'a pas besoin de personnel d'entretien ni d'employés, mais que ce sont les élèves qui s'en chargent… D'où le concept « des partenaires, et non pas d'employés ». Le régime repose fondamentalement sur l'initiative populaire pour prendre le pouvoir. Soit le peuple ne voulait pas prendre le pouvoir, soit Kadhafi n'a utilisé ces idées que pour accroître son emprise sur le peuple. L'ironie est que le peuple libyen a refusé de prendre l'initiative ou n'a pas trouvé le moyen de le faire. Le régime a véritablement influencé la formation de l'homme libyen. Toutes les politiques adoptées par le colonel Kadhafi et les fonctionnaires travaillant sous ses ordres ont conduit à la création d'une société déformée qui ne se connaît pas elle-même et qui est incapable de trouver des solutions aux problèmes auxquels elle est confrontée. La liberté d'expression en Libye est toujours entravée, même au niveau de la littérature, comment relevez-vous ce défi ? Aujourd'hui, les restrictions imposées aux écrivains libyens se multiplient. Elles sont sociales, religieuses, politiques et sécuritaires. Les restrictions se multiplient et sont pour la plupart inconnues. L'écrivain se retrouve à nager dans un puits dont il ignore le fond. Ceux qui aiment nager explorent eux-mêmes à ce moment-là les dangers, et je suis de ceux qui aiment nager. Nous explorons des idées en cours de route et je relis toujours la scène, mais c'est surtout pour des raisons de sécurité personnelle. Lorsque j'écris, je ne reconnais pas ces restrictions et je les ignore également lorsque je publie. Je ne les regarde pas.

LEGEND
[REDIFF] FAN D'URBEX, IL S'INFILTRE DANS L'AVION DE KADHAFI SUR UNE BASE MILITAIRE (Max Von Croft)

LEGEND

Play Episode Listen Later Jul 14, 2025 64:56


Merci à Max Von Croft, fan d'urbex, venu nous raconter comment il a infiltré le yacht de Jeff Bezos, le Fort Boyard ou encore le jet privé de Kadhafi.Retrouvez l'interview complète sur YouTube ➡️ https://youtu.be/2MSZZrcbV-UPour toutes demandes de partenariats : legend@influxcrew.comRetrouvez-nous sur tous les réseaux LEGEND !Facebook : https://www.facebook.com/legendmediafrInstagram : https://www.instagram.com/legendmedia/TikTok : https://www.tiktok.com/@legendTwitter : https://twitter.com/legendmediafrSnapchat : https://t.snapchat.com/CgEvsbWV Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

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Procès Sarkozy-Kadhafi : récit des dernières semaines d'audience

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Play Episode Listen Later Apr 10, 2025 24:09


Le procès de Nicolas Sarkozy et de plusieurs de ses anciens collaborateurs, dont trois anciens ministres, s'est clos le 8 avril. Alors que ses avocats ont plaidé la relaxe, le Parquet national financier a requis sept ans d'emprisonnement, 300 000 euros d'amende et cinq ans d'inéligibilité contre l'ancien président de la République. Le jugement sera rendu le 25 septembre prochain. Nicolas Sarkozy est soupçonné d'avoir établi en 2005 via plusieurs de ses proches, un « pacte de corruption » avec le régime du dictateur libyen Mouammar Kadhafi qui lui aurait permis de financer sa campagne présidentielle de 2007. Si trois mois de procès et dix ans d'enquête ont révélé un faisceau d'indices accablants, l'ancien président continue de nier l'existence d'un quelconque accord et dénonce un manque de preuves. Timothée Boutry, journaliste au service Police Justice du Parisien, a assisté aux audiences et revient dans cet épisode de Code Source sur la fin du procès.Écoutez Code source sur toutes les plates-formes audio : Apple Podcast (iPhone, iPad), Amazon Music, Podcast Addict ou Castbox, Deezer, Spotify.Crédits. Direction de la rédaction : Pierre Chausse - Rédacteur en chef : Jules Lavie - Reporter : Barbara Gouy - Production : Thibault Lambert, Pénélope Gualchierotti et Clémentine Spiler - Réalisation et mixage : Pierre Chaffanjon - Musiques : François Clos, Audio Network. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

L’Heure du Monde
Sarkozy-Kadhafi : ce qu'il faut retenir d'un procès historique

L’Heure du Monde

Play Episode Listen Later Apr 1, 2025 25:07


Pendant douze semaines, Eric Woerth, Brice Hortefeux, Claude Guéant et Nicolas Sarkozy se sont succédé à la barre du tribunal correctionnel de Paris.Ces quatre hommes politiques français sont accusés d'avoir fomenté « un pacte de corruption » décrit comme « inconcevable, inouï et indécent » dans le réquisitoire prononcé par les procureurs du Parquet national financier, le 25 mars.Cet accord aurait été noué avec Mouammar Kadhafi dans le but de financer la campagne présidentielle de Nicolas Sarkozy en 2007. De fait, les liens, y compris financiers, entre l'entourage du dictateur libyen et celui de l'ancien président de la République ont été attestés et décortiqués pendant les dix années de l'instruction.Sur quels éléments de preuve les juges vont-ils s'appuyer pour déterminer s'il y a bien eu pacte de corruption ? Pourquoi les réquisitions sont-elles si lourdes contre ces quatre hommes politiques ? Nicolas Sarkozy peut-il être incarcéré dans les prochains mois ?Dans cet épisode du podcast « L'Heure du Monde », Franck Johannès, qui a assisté à toutes les audiences pour Le Monde, revient sur les moments les plus marquants du procès, ainsi que sur ses conséquences politiques.Un épisode de Marion Bothorel. Réalisation et musiques : Amandine Robillard. Présentation et suivi éditorial : Jean-Guillaume Santi. Dans cet épisode : extraits de reportages diffusés lors du journal de 20 heures de la Cinq, le 20 septembre 1989, du journal de 12 heures de France 2, le 21 octobre 2011, du journal de 12 heures de France 3, le 19 mars 2011.Cet épisode a été publié le 1er avril 2025.---Pour soutenir "L'Heure du Monde" et notre rédaction, abonnez-vous sur abopodcast.lemonde.fr Hébergé par Audion. Visitez https://www.audion.fm/fr/privacy-policy pour plus d'informations.

Revue de presse française
À la Une: la stratégie de Vladimir Poutine en Ukraine

Revue de presse française

Play Episode Listen Later Mar 30, 2025 5:00


L'Express a interrogé cette semaine, Dmytro Kouleba, ancien ministre ukrainien des Affaires étrangères, il l'était jusqu'en septembre 2024. Un œil avisé auquel l'hebdomadaire a demandé son « analyse sur les négociations en vue d'un cessez-le-feu avec la Russie ». Un œil avisé, et guère optimiste : « s'il l'emporte », dit-il, « Poutine n'aura aucune pitié pour un pays qui a osé lui résister ». « En réalité », ajoute l'ancien ministre, « Poutine n'a pas besoin d'un cessez-le-feu : il veut mettre fin à cette guerre à ses conditions ». Dmytro Kouleba précise aussi qu'il fait partie « d'un courant qui juge que le Kremlin ne veut pas seulement un morceau de territoire, mais toute l'Ukraine. Et que ses ambitions ne s'arrêtent pas en Ukraine, mais concernent aussi l'Europe ». Et l'ancien ministre n'y va pas par quatre chemins. « Bien sûr », dit-il, « on aura du mal à faire croire aux Français que l'armée russe va franchir leurs frontières demain et marcher sur Paris (…) Mais ils peuvent se réveiller un matin et découvrir que des infrastructures cruciales de leur pays (centrales nucléaires, gares ferroviaires, ou encore bases militaires) ont été frappées par des drones à longue portée non identifiés. La Russie dira que ce n'est pas elle. C'est ainsi que la guerre pourrait démarrer ».  InéligibilitéEn France, Marine Le Pen est à la veille d'un jugement décisif. C'est en effet demain que la cheffe du Rassemblement national sera fixée sur son sort, dans l'affaire des assistants parlementaires européens du Front national. « Menacée d'inéligibilité, elle joue son avenir politique », annonce la Tribune Dimanche, à qui Marine le Pen a confié qu'elle n'était « pas fébrile », tout en ajoutant « qu'avec l'exécution provisoire, les juges ont le droit de vie ou de mort sur le Rassemblement National ».  Avec l'exécution provisoire de sa peine, Marine Le Pen deviendrait en effet inéligible, y compris pour la prochaine élection présidentielle en 2027, pour laquelle elle fait souvent figure de favorite. Le Journal du Dimanche publie d'ailleurs un sondage la créditant « de 37 % d'intentions de vote dans l'hypothèse la plus favorable, soit 10 points de plus que son score du premier tour en 2022 ». Dans son éditorial pour la Tribune Dimanche, Bruno Jeudy s'interroge : « n'est-il pas hasardeux, voire périlleux, de confier à des juges le soin de déterminer la capacité de tel ou tel candidat à se présenter devant les électeurs ? »  Et « la tourmente judiciaire ne concerne pas la seule Marine Le Pen », remarque Bruno Jeudy. Cette semaine « la foudre s'est abattue sur Nicolas Sarkozy, avec les 7 ans de prison requis pour le financement de sa campagne présidentielle de 2007 par le pouvoir libyen de Kadhafi ».La loi du plus fortLa justice française remise en cause, mais le Nouvel Obs prend sa défense…« Elle monte, elle monte, la petite musique anti-juges. Elle devient même assourdissante à mesure que le bruit de fond autoritaire s'impose toujours plus dans nos démocraties », estime Cécile Prieur dans son éditorial. « Plus une semaine sans qu'une décision judiciaire ne soit conspuée sur les plateaux de télé, sans que le nom d'un magistrat ne soit jeté en pâture sur les réseaux sociaux, sans que des menaces ne soient proférées dans les tribunaux ». « Or », poursuit Cécile Prieur, « contester le bien-fondé du travail des juges au nom de la souveraineté populaire, c'est saper la séparation des pouvoirs – l'un des piliers de notre démocratie, c'est prétendre que l'élection prime sur toute autre légitimité, c'est favoriser la loi du plus fort ». Le Nouvel Obs a recueilli les propos d'un juge plein de colère. « Taper sur la justice est devenu un sport national », dit-il. « Plus haut, plus fort et personne ne bouge ». Au sujet de l'affaire Marine Le Pen, ce magistrat ne se fait guère d'illusions. « Quoi qu'il arrive, on va encore s'en prendre plein la gueule ».Nafissatou DialloEnfin, Chimamanda Ngozi Adichie publie un nouveau livre. « Plus de dix ans après Americanah », annonce le Nouvel Obs « l'écrivaine nigériane revient à la fiction avec un grand roman sur les rêves empêchés de quatre femmes, dont l'une est inspirée de Nafissatou Diallo qui avait accusé Dominique Strauss-Kahn d'agression sexuelle ». « Quand j'ai entendu parler de cette femme de chambre guinéenne », raconte Chimamanda Ngozi Adichie, « j'ai immédiatement ressenti une connexion. Une femme d'Afrique de l'Ouest, vivant aux États-Unis, cela m'était familier. J'avais l'impression de la connaître, de la comprendre. J'ai suivi l'affaire Strauss-Kahn de très près, frappée par le gouffre presque dramatique, entre elle et lui, en termes de pouvoir ».  « Mon rêve est qu'elle obtienne justice », ajoute l'écrivaine nigériane, « Mais cela n'arrivera probablement jamais ». « En tout cas », précise Chimamanda Ngozi Adichie « l'idée même d'humaniser un personnage par le biais de la fiction consiste à lui rendre sa dignité. Je ne parle pas seulement de Nafissatou Diallo. Il s'agit de rendre leur dignité aux femmes du monde entier qui ont été déshumanisées parce qu'elles n'ont pas de pouvoir ».

Les Grandes Gueules
Procès Kadhafi/7 ans requis contre Sarkozy : justifié ? - 28/03

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 14:15


Pour débuter l'émission de ce vendredi 28 mars 2025, les GG : Zohra Bitan, cadre de la fonction publique, Bruno Poncet, cheminot, et Antoine Diers, consultant ; débattent du sujet du jour : Procès Kadhafi/7 ans requis contre Sarkozy, justifié ?

Les Grandes Gueules
Les Grandes Gueules du 28 mars : Zohra Bitan, Bruno Poncet et Antoine Diers - 9h/10h

Les Grandes Gueules

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 41:21


Aujourd'hui, dans la première heure des Grandes Gueules, les GG sont revenues sur "Procès Kadhafi/7 ans requis contre Sarkozy : justifié ?" et "Mors d'Emile : Saura-t-on un jour ?" ; avant d'échanger leur point de vue dans le "On s'en fout, on s'en fout pas".

RTL Matin
SARKOZY - Jean-Yves Le Borgne est l'invité de Jérôme Florin

RTL Matin

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 5:37


Procès Kadhafi : le parquet requiert 7 ans de prison et 300.000 euros d'amende contre Nicolas Sarkozy. Jean-Yves Le Borgne, avocat, est l'invité de la RTL Petit Matin. Ecoutez Les trois questions de RTL Petit Matin avec Jérôme Florin du 28 mars 2025.Distribué par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

L'invité de RTL
SARKOZY - Jean-Yves Le Borgne est l'invité de Jérôme Florin

L'invité de RTL

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 5:37


Procès Kadhafi : le parquet requiert 7 ans de prison et 300.000 euros d'amende contre Nicolas Sarkozy. Jean-Yves Le Borgne, avocat, est l'invité de la RTL Petit Matin. Ecoutez Les trois questions de RTL Petit Matin avec Jérôme Florin du 28 mars 2025.Distribué par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Les actus du jour - Hugo Décrypte
Pourquoi Sarkozy risque 10 ans de prison pour corruption : Fabrice Arfi m'explique l'Affaire Sarkozy-Kadafi

Les actus du jour - Hugo Décrypte

Play Episode Listen Later Mar 2, 2025 80:44


Le journaliste Fabrice Arfi enquête depuis plus de 10 ans sur l'affaire « Sarkozy - Kadhafi ». Je le reçois à l'occasion de la sortie du documentaire « Personne n'y comprend rien » au cinéma le 8 janvier. Alors que s'est-il passé ? La régime dictatorial de Kadhafi a-t-il financé la campagne présidentielle de Nicolas Sarkozy ? Entretien pour comprendre une affaire complexe dont le procès s'est ouvert le 6 janvier 2025.

Vulgaire
Être partie civile dans le procès des soupçons de financements libyens de Nicolas Sarkozy

Vulgaire

Play Episode Listen Later Mar 2, 2025 34:20


Dans cet épisode, Marie reçoit Yohanna Brette, qui est partie civile lors du procès de Nicolas Sarkozy dans le procès des soupçons de financements libyens de Nicolas Sarkozy qui a lieu en ce moment. Elle nous explique de quoi Nicolas Sarkozy (et certains de ses proches) sont accusés (et pour le moment présumés innocents), nous raconte qu'un procès c'est usant, mais ça peut être drôle, et à quel point c'est important d'être partie civile dans cette affaire. Sur Franceinfo.fr, on peut lire ce petit résumé : Les familles se sont constituées partie civile à l'audience, car l'un des hommes condamnés par contumace pour cet attentat, Abdallah Senoussi, beau-frère du colonel Kadhafi, est cité dans l'affaire, comme interlocuteur de Claude Guéant et Brice Hortefeux lors de voyages à Tripoli en Libye en 2005. "On ne peut pas accepter que nos morts aient été marchandés par la République", témoigne jeudi sur France Culture Yohanna Brette, la fille d'une des victimes de l'attentat, alors que l'accusation estime que la question de la levée du mandat d'arrêt international d'Abdallah Senoussi aurait pu constituer l'une des contreparties au pacte de corruption supposé.LA JUSTICE ET LES AVOCATS, ÇA UN COÛT : SOUTENEZ YOHANNA ET LES VICTIMES DE L'ATTENTAT DU DC10 EN FAISANT UN DON ICI : LA CAGNOTTE SUIVEZ L'INSTAGRAM DES FAMILLES DES VICTIMES DU DC10 : https://www.instagram.com/lesfamillesdudc10/ALLEZ VOIR LE FILM DE MEDIAPART : https://www.youtube.com/watch?v=FsNjoU3zh9QVulgaireun podcast présenté par Marie Misset et PAS Marine Baousson PFFFFréalisé par Antoine OlierGraphisme et illustrations : Juliette PoneyGénérique : Romain Baousson Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

Invité Afrique
Vincent Nouzille (procès Sarkozy-Kadhafi): «La justice française suspecte qu'il y a peut être eu un deal secret»

Invité Afrique

Play Episode Listen Later Feb 4, 2025 12:57


Y a-t-il eu en 2005 un pacte secret entre le colonel Kadhafi et Nicolas Sarkozy pour le financement de la campagne de ce dernier ? C'est la question que pose le tribunal de Paris, où l'ancien président français comparaît depuis le 6 janvier et où il clame son innocence. Au cœur de l'affaire, il y a le beau-frère du colonel Kadhafi, Abdallah Senoussi, chef des services secrets libyens au moment de l'attentat contre le DC10 d'UTA (170 morts). Aujourd'hui, nouvelle pièce au dossier. Avec Karl Laske, journaliste enquêteur à Mediapart, Vincent Nouzille publie, chez Robert Laffont, « L'assassin qu'il fallait sauver ». Il répond aux questions de Christophe Boisbouvier. RFI : Le 19 septembre 1989, un avion DC-10 de la compagnie UTA explose en plein vol au-dessus du Niger, 170 morts dont 54 Français, 48 Congolais de Brazzaville, 25 Tchadiens. C'est l'un des attentats les plus meurtriers de l'histoire de l'Afrique. Et aujourd'hui, grâce à votre enquête, on sait enfin exactement par qui et comment ce crime a été perpétré. Quel document avez-vous découvert ?Vincent Nouzille : Nous nous basons avec Karl Laske, donc journaliste à Mediapart, sur une série de documents libyens qui nous ont été fournis par un imprimeur libyen dont le nom figure d'ailleurs sur la couverture du livre. Il s'appelle Samir Shegwara et il a eu accès à des archives d'Abdallah Senoussi, c'était le chef des services secrets libyens. C'était le numéro 2 ou 3 du régime de Kadhafi et c'était le beau-frère de Kadhafi également. Et Abdallah Senoussi a été mis en cause par le juge Jean-Louis Bruguière. La justice française l'a jugé dans cette affaire de l'attentat du DC 10 d'UTA avec cinq autres Libyens, le procès a eu lieu par contumace en leur absence en mars 1999 à Paris, et ils ont été condamnés à la perpétuité. Donc, il n'y a pas de doute sur la responsabilité d'Abdallah Senoussi et de ces Libyens. Mais ces documents d'Abdallah Senoussi, ces archives secrètes qui sont pour la première fois révélées dans ce livre, donnent à voir les préparatifs très minutieux de cet attentat. Et c'est pour ça que c'est intéressant, parce qu'on avait jusqu'ici, une vision évidemment partielle, parcellaire, de la responsabilité directe d'Abdallah Senoussi. Et là, dans les documents, il y a par exemple des réunions qui se passent au siège des services secrets libyens, donc avec Abdallah Senoussi qui donne des consignes pour frapper des avions français. Il y a aussi par exemple des tests qui sont faits par les services secrets libyens sous la conduite d'Abdallah Senoussi dans le désert libyen, pour tester par exemple des explosifs et aussi pour tester dans un 2ᵉ temps des valises piégées. Or, c'est exactement le mode opératoire qui a été employé dans l'attentat du DC 10, vu que c'est une valise Samsonite bourrée de Semtex qui a été embarquée dans l'avion d'UTA par Apollinaire Mangatany, un passager congolais à l'insu de son plein gré, si je peux dire, et qui a été sacrifié par les services libyens. Et c'est cette valise qui a explosé. Ce mode opératoire a été décidé lors de tests puis de réunions au sommet avec Abdallah Senoussi. Ce sont ces documents que nous révélons.Alors, 10 ans après cet attentat, en 1999, le beau-frère du colonel Kadhafi, Abdallah Senoussi, est donc condamné par la justice française. Mais le colonel Kadhafi essaie de faire réviser ce jugement et, à partir de 2003, il multiplie les contacts avec des hommes politiques français. Il semble qu'il en parle d'abord au président Jacques Chirac, puis au ministre de l'Intérieur Nicolas Sarkozy, lors d'une visite de celui-ci à Tripoli. Comment réagissent Jacques Chirac et Nicolas Sarkozy ?Alors, le président Chirac va être assez flou sur la réponse qu'il peut donner, en disant : « Je vais étudier la question », ça, c'est en 2003, 2004. Arrive la perspective de Nicolas Sarkozy, qui va être le candidat à la présidentielle de 2007. Il est à l'époque ministre de l'Intérieur. Nous sommes en octobre 2005. Oui, il va à Tripoli et le Guide en parle effectivement à Sarkozy, lors de sa visite du 6 octobre 2005. Et puis, ensuite quelques semaines plus tard, l'avocat personnel de Nicolas Sarkozy se rend à Tripoli pour discuter avec les avocats de Senoussi sur la manière de régler le problème. Donc, le sujet a été abordé et non seulement le sujet a été abordé, mais il y a bien eu l'envoi d'une mission d'avocat pour tenter de régler le problème. Alors c'est une promesse qui est faite, peut-être par Nicolas Sarkozy directement à Kadhafi et c'est ce que la justice française suspecte, qu'il y a peut-être eu un arrangement, un deal secret, entre l'équipe de Sarkozy et Kadhafi, sur le mode : nous allons vous donner de l'argent pour votre campagne électorale, en échange de quoi, il faudra régler le problème de Senoussi.Est-ce que vous avez contacté Nicolas Sarkozy dans le cadre de votre enquête ?Oui, nous avons contacté Nicolas Sarkozy, mais comme le procès qui a lieu actuellement, qui a démarré le 6 janvier au tribunal de Paris, allait démarrer, il nous a fait répondre qu'il ne souhaitait pas nous répondre.Alors, il y a la situation judiciaire de Nicolas Sarkozy, mais il y a aussi celle d'Abdallah Senoussi, l'organisateur de l'attentat de 1989. S'il est toujours vivant, qu'est-ce qu'il devient ?Alors Abdallah Senoussi, on a essayé de le joindre pour cette enquête. On n'a pas réussi à le joindre. Il est actuellement en prison en Libye et il faut savoir que les familles des victimes du DC 10 d'UTA en France et en Afrique souhaitent et espèrent un jour avoir un procès. Le vrai procès de Senoussi, avec Senoussi dans le box.Ben oui, puisqu'il a été condamné par contumace !Par contumace, c'est-à-dire en son absence. Et donc, peut-être que les nouveaux éléments que nous révélons sur son implication décisive dans la préparation de cet attentat va réveiller la justice française afin peut-être que la France redemande son extradition depuis la Libye.

Appels sur l'actualité
[Vos questions] Financement libyen : Nicolas Sarkozy a-t-il exercé des pressions sur Saïf al-Islam Kadhafi ?

Appels sur l'actualité

Play Episode Listen Later Jan 23, 2025 19:30


Ce matin, les journalistes et experts de RFI répondaient à vos questions sur la démission du chef d'état-major de l'armée israélienne et les décrets signés par Donald Trump. Financement libyen : Nicolas Sarkozy a-t-il exercé des pressions sur Saïf al-Islam Kadhafi ? Dans un entretien avec RFI, le fils cadet du colonel Kadhafi est sorti de son silence pour réitérer ses accusations à l'encontre de Nicolas Sarkozy. Selon Saïf al-Islam, l'ancien président français aurait fait pression sur lui pour le forcer à changer son témoignage devant la justice. Pourquoi prend-il la parole maintenant après des années de silence ? Ses accusations reposent-elles sur des preuves concrètes ?Avec Houda Ibrahim, journaliste au service Afrique de RFI.   Israël : démission du chef d'état-major de l'armée Le général Herzi Halevi a annoncé sa démission en évoquant sa « responsabilité dans l'échec du 7-Octobre  » 2023. Comment expliquer cette décision maintenant, plus d'un an après l'attaque du Hamas en Israël qui a fait 1 200 morts ? Cette démission est-elle le début d'une vague de départs dans l'armée et dans le gouvernement ? Avec Nicolas Falez, envoyé spécial de RFI à Jérusalem.   États-Unis : les décrets signés par Donald Trump sont-ils tous applicables ? Retrait de l'accord de Paris sur le climat, retrait de l'OMS, fin du droit du sol pour les enfants de migrants clandestins... À peine investi, Donald Trump a signé une batterie de décrets. Certains peuvent-ils être annulés par la justice ? Ces décrets sont-ils applicables dans l'ensemble du pays ou des États peuvent-ils s'y opposer ?Avec Ludivine Gilli, directrice de l'Observatoire de l'Amérique du Nord de la Fondation Jean Jaurès.

Par Jupiter !
Les dialogues savoureux du 5è procès Sarkozy

Par Jupiter !

Play Episode Listen Later Jan 16, 2025 3:32


durée : 00:03:32 - Charline explose les faits - par : Charline Vanhoenacker - La rentrée théâtrale est réjouissante, je m'y suis donc intéressée. Dès que j'en aurai l'occasion, j'ai très envie aller voir, par exemple… Nicolas Sarkozy dans le procès de l'affaire Kadhafi !

Le Billet de Charline
Les dialogues savoureux du 5è procès Sarkozy

Le Billet de Charline

Play Episode Listen Later Jan 16, 2025 3:32


durée : 00:03:32 - Charline explose les faits - par : Charline Vanhoenacker - La rentrée théâtrale est réjouissante, je m'y suis donc intéressée. Dès que j'en aurai l'occasion, j'ai très envie aller voir, par exemple… Nicolas Sarkozy dans le procès de l'affaire Kadhafi !

Revue de presse Afrique
À la Une: Emmanuel Macron et Nicolas Sarkozy…

Revue de presse Afrique

Play Episode Listen Later Jan 7, 2025 4:11


Beaucoup de commentaires ce mardi matin dans la presse du continent après les propos tenus hier par le président français lors de la conférence des ambassadeurs. Des commentaires également sur l'ouverture du procès de Nicolas Sarkozy sur le financement supposé par la Libye de sa campagne présidentielle de 2007.On commence par Emmanuel Macron. « Le président français a déploré hier, rapporte WalfQuotidien à Dakar, l'attitude des pays africains qui ont rompu leur coopération militaire avec Paris en la qualifiant d'ingrate. “Je crois qu'on a oublié de nous dire merci“, a affirmé Emmanuel Macron. » Toujours selon lui, poursuit le quotidien sénégalais, « la présence militaire française sur le continent a permis de sécuriser les pays sahéliens et d'empêcher l'avancée du terrorisme dans la région. “Aucun d'entre eux ne serait souverain si l'armée française ne s'était pas déployée dans cette région“, a-t-il déclaré. »« Papa Macron »Réplique cinglante du Premier ministre sénégalais, Ousmane Sonko, rapporte le journal. Pour lui, c'est « la France qui est à l'origine de la déstabilisation de certains pays africains. » Ousmane Sonko cite la Libye : « Paris était au premier plan dans la chute du régime de Kadhafi, qui a conduit à la propagation des groupes djihadistes et de l'insécurité au Sahel. »Et puis, le Premier ministre sénégalais a eu également cette petite phrase : « si les soldats africains, quelquefois mobilisés de force, maltraités et finalement trahis, ne s'étaient pas déployés lors de la Seconde guerre mondiale pour défendre la France, celle-ci serait, peut être aujourd'hui encore allemande. »Le site panafricaniste Afrik.com ne ménage pas non plus ses critiques envers le président français, avec ce titre, « Papa Macron sermonne une Afrique qui dit non » : Afrik.com estime que le président français a adopté hier « un ton paternaliste malvenu » et a fait preuve d'une « mauvaise foi qui a atteint son paroxysme lorsqu'il a affirmé que la France était partie “à cause des coups d'État“. Cette déclaration, estime Afril.com, occulte délibérément les échecs de la politique française dans la région l'inefficacité de la lutte anti-terroriste, et surtout, la volonté populaire de voir partir les troupes françaises. En qualifiant de “panafricanisme de bon aloi“ les revendications légitimes d'indépendance, Macron révèle son mépris pour les aspirations africaines à une véritable souveraineté. »Ce que la France a semé…Certes, reconnait pour sa part Le Pays au Burkina Faso, « n'est-ce pas la France qui, en 2013, avait été appelée à la rescousse lorsque les djihadistes déferlaient sur Bamako ? N'est-ce pas aussi la France qui avait volé au secours du régime de feu Idriss Deby Itno lorsque les rebelles étaient aux portes de Ndjamena ? Oui, on le sait, admet encore le journal, la France, indéniablement a répondu présente là où certains de ses alliés avaient besoin d'elle. C'est, somme toute compréhensible qu'elle se plaigne d'être récompensée en monnaie de singe. Sauf que, tempère Le Pays, faut-il le rappeler, elle n'est pas exempte de tout reproche. Car, pendant longtemps, elle a fait la pluie et le beau temps dans ses colonies, allant parfois, dans le meilleur des cas, jusqu'à dicter leur conduite à certains dirigeants africains, et dans le pire des cas, à fomenter des coups contre ceux qui n'obtempéraient pas. En un mot comme en mille, conclut le quotidien burkinabé, il n'est pas exagéré de dire que la France récolte ce qu'elle a semé. Elle est aujourd'hui victime de ses propres turpitudes. »Sarkozy et le fantôme de Kadhafi…A la Une également, Nicolas Sarkozy face aux juges, dans l'affaire du financement libyen présumé de sa campagne électorale de 2007…Pour Aujourd'hui à Ouagadougou, « la balance penche du côté de ceux qui croient que Sarkozy a trempé le doigt dans la confiture. Le film de sa relation avec Kadhafi depuis la place Beauvau, son déplacement en Libye, les allers-retours de l'intermédiaire Ziad Takieddine, le séjour de Kadhafi à Paris le 10 décembre 2007 à l'occasion d'un Kadhafi Tour… Tout cela milite en défaveur de Sarkozy. »« Le bal des valises : Sarkozy et la valse des millions libyens », titre ironiquement Le Journal du Niger à Niamey. « Cette nouvelle épopée judiciaire risque de résonner comme une cacophonie supplémentaire aux oreilles des Français, estime le quotidien nigérien, dont la confiance en la classe politique est déjà aussi fragile qu'une corde de violon usée. Chaque rebondissement de ce procès, prévu pour durer trois mois, est attendu avec une curiosité mêlée d'exaspération, dans un contexte dans lequel la transparence politique est un refrain souvent chanté, mais rarement entendu. »

Les enjeux internationaux
Libye : comment Kadhafi a-t-il conquis les démocraties européennes ?

Les enjeux internationaux

Play Episode Listen Later Jan 7, 2025 12:33


durée : 00:12:33 - Les Enjeux internationaux - par : Guillaume Erner - L'affaire du financement libyen de la campagne présidentielle de Nicolas Sarkozy, actuellement jugée à Paris, illustre une pratique diplomatique caractéristique du régime de Mouammar Kadhafi : l'achat d'influence. - réalisation : Félicie Faugère - invités : Virginie Collombier Professeur à l'Université Luiss Guido Carli de Rome

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[2/2] Affaire « Sarkozy-Kadhafi » : l'ex-président jugé pour le financement présumé libyen de sa campagne 2007

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Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 18:37


Nicolas Sarkozy, ancien président de la République, sera jugé à partir du 6 janvier dans l'affaire des soupçons de financement de sa campagne de 2007 par le régime de Kadhafi.L'ancien chef d'État est soupçonné d'avoir financé en partie sa campagne présidentielle de 2007 avec des fonds secrets du régime libyen de Mouammar Kadhafi. L'ex-président a toujours contesté les faits. Après dix ans d'enquête, il comparaîtra aux côtés de douze autres accusés, dont trois anciens ministres, pour « corruption passive », « financement illégal de campagne électorale », « recel de détournement de fonds publics » et « association de malfaiteurs ».Cet épisode de Code source est raconté par Timothée Boutry, journaliste au service police-justice du Parisien.Écoutez Code source sur toutes les plates-formes audio : Apple Podcast (iPhone, iPad), Amazon Music, Podcast Addict ou Castbox, Deezer, Spotify.Crédits. Direction de la rédaction : Pierre Chausse - Rédacteur en chef : Jules Lavie - Reporter : Barbara Gouy - Production : Clara Garnier-Amouroux, Pénélope Gualchierotti et Thibault Lambert - Réalisation et mixage : Julien Montcouquiol - Musiques : François Clos, Audio Network - Archives : BFM TV et Mediapart. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

Invité Afrique
Fabrice Arfi: Paris a donné à Kadhafi «une notabilité qu'aucun autre pays occidental n'a pu lui offrir»

Invité Afrique

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 13:31


Nicolas Sarkozy de nouveau devant les tribunaux. Mais il s'agit cette fois d'une affaire hors norme, qui a tout du scandale d'État entre l'ancien président français et Mouammar Kadhafi. La justice française accuse Nicolas Sarkozy d'avoir touché de l'argent du « guide » libyen pour financer la campagne électorale qui le portera à l'Élysée en 2007. Nicolas Sarkozy est poursuivi pour corruption, association de malfaiteurs, recel de détournement de fonds publics et financement illicite. Il risque dix ans de prison. L'histoire éclate en 2012, suite aux révélations du site d'information français Mediapart, qui conduira l'année suivante à l'ouverture d'une enquête judiciaire. Fabrice Arfi est le responsable du pôle Enquêtes de Mediapart, c'est aussi lui qui est à l'origine des révélations. Il répond aux questions de Sidy Yansané.  RFI : Mouammar Kadhafi et Nicolas Sarkozy, alors ministre de l'Intérieur, se rencontrent pour la première fois en 2005. Et lorsqu'il est élu président deux ans plus tard, il parvient à faire libérer les infirmières bulgares injustement détenues en Libye depuis des années. C'est là que débute officiellement la lune de miel entre les deux chefs d'État. Quelles étaient les raisons de ce rapprochement ? Fabrice Arfi : Les raisons officieuses, celles qui vont peupler les audiences du procès historique, du procès de l'affaire Sarkozy-Kadhafi, concernent une histoire de compromission à divers niveaux, qu'il soit diplomatique, financier, économique, dans des perspectives de financement occulte de la Libye en direction de la France et en contrepartie, d'après l'accusation judiciaire, de tout un tas de faveurs que la France a octroyé à la Libye de Mouammar Kadhafi, à partir du moment où Nicolas Sarkozy a été élu président de la République.Parmi ces faveurs, par exemple, lesquelles sont les plus notables ?La contrepartie la plus significative car c'est la plus vertigineuse de mon point de vue, c'est l'un des dignitaires libyens qui s'appelle Abdallah Senoussi, beau-frère de de Mouammar Kadhafi et ex-chef des services secrets militaires, et qui est connu de sinistre mémoire en France, puisqu'il a été condamné en 1999 à la réclusion criminelle à perpétuité pour avoir fait sauter l'avion de ligne DC10 de la compagnie française UTA. C'était en 1989 au-dessus du désert du Ténéré au Niger, et ça a fait 170 morts. Parmi les contreparties, la justice accuse l'équipe Sarkozy d'avoir, contre de l'argent versé, promis de faire sauter le mandat d'arrêt d'Abdallah Senoussi, visé par un mandat d'arrêt international depuis sa condamnation en France. Donc on va avoir, pour la première fois dans l'histoire politique et pénale française, une affaire de terrorisme, et non des moindres, qui va se retrouver au cœur d'un procès de corruption.Et c'est d'ailleurs cette affaire de terrorisme qui va contribuer largement à l'isolement de la Libye au niveau international. Et l'élection de Sarkozy, c'est aussi une grande victoire pour Kadhafi car six mois après cette élection, il est invité à Paris. On se souvient tous de sa tente qu'il a dressée dans la cour de l'hôtel Marigny, situé devant le palais de l'Élysée. Vous considérez que c'est aussi une victoire pour Kadhafi ?D'autres démocraties, bien sûr, ont accueilli Mouammar Kadhafi. Mais seule la France l'a fait avec un tel faste, et c'était pour Mouammar Kadhafi une victoire totale pour laquelle il était prêt à payer très cher. La France, pays de la Révolution française, de la Déclaration des droits de l'homme, lui a offert une notabilité qu'aucune autre démocratie occidentale, libérale, comme on dit, n'était en mesure de lui offrir.Seulement quatre ans plus tard, c'est le Printemps arabe. Une coalition de l'Otan décide de soutenir les rebelles contre Kadhafi. Le président Sarkozy se montre particulièrement volontaire. Rappelons qu'avant l'intervention, le guide libyen « révèle » dans le quotidien français Le Figaro avoir financé la campagne de son homologue français. Les enquêtes, médiatique comme judiciaire, font-elles un lien entre les deux événements ?Je ne suis pas de ceux qui considèrent que la guerre en Libye est une fabrication de Sarkozy visant à se blanchir, mais il y a quand même des questions qui se posent sur la manière dont la guerre a été déclenchée. Je rappelle qu'il y a un rapport du Parlement britannique qui a mis en cause les mensonges qui ont présidé au déclenchement de la guerre en Libye, dans le sillage des Printemps arabes, d'abord en Tunisie puis en Égypte. Des questions qui se posent aussi sur certaines opérations menées en Libye, jusqu'à la mort du dictateur Kadhafi, dont on ignore les circonstances précises encore aujourd'hui. Mais le fait est que le Nicolas Sarkozy de 2007 et le Mouammar Kadhafi de 2011 sont bien les deux mêmes hommes de 2007 et de 2011. S'il y a un secret qui les lie, ce secret lie les deux mêmes personnages à quatre ans d'écart.La mort de Kadhafi, dans des circonstances toujours non élucidées, va surtout mettre l'arsenal libyen à la disposition d'une myriade de milices et de jihadistes, avec des conséquences désastreuses sur le plan sécuritaire pour la Libye et tout le Sahel. Vous qui êtes un observateur avisé de la politique française et qui avez travaillé dix ans sur ce dossier, est-ce que vous pensez, comme beaucoup d'Africains le pensent sur le continent, que Sarkozy devrait aussi être entendu sur ce volet ?Il ne me revient pas de dire si Nicolas Sarkozy doit être jugé à un échelon international. En revanche, on peut constater que les raisons qui ont présidé au déclenchement de la guerre d'après les Britanniques, pourtant très allants sous David Cameron pour accompagner l'épopée guerrière de Sarkozy, n'étaient pas exactes. On a laissé un champ de ruines derrière nous, et pire qu'un champ de ruines, on a laissé une partie du pays aux mains de jihadistes islamistes, dont certains vont ensuite semer la terreur, y compris sur le continent européen. Et ça va déstabiliser en effet toute une région. Mais c'est bien justement l'équipe de Nicolas Sarkozy et Nicolas Sarkozy lui-même qui ont proposé à Mouammar Kadhafi un accueil et des faveurs que peu de pays dans le monde, pour ainsi dire aucun, ne lui ont proposé. Et d'ailleurs, c'est très surprenant de voir aujourd'hui un Nicolas Sarkozy dire à quel point Mouammar Kadhafi était un personnage épouvantable, alors que le dossier judiciaire révèle des connexions proprement stupéfiantes entre son cabinet, lui-même, et l'ancien guide libyen.

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[1/2] Affaire « Sarkozy-Kadhafi » : l'ex-président jugé pour le financement présumé libyen de sa campagne 2007

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Play Episode Listen Later Jan 3, 2025 17:36


L'ancien chef d'État est soupçonné d'avoir financé en partie sa campagne présidentielle de 2007 avec des fonds secrets du régime libyen de Mouammar Kadhafi. L'ex-président a toujours contesté les faits. Après dix ans d'enquête, il comparaîtra aux côtés de douze autres accusés, dont trois anciens ministres, pour « corruption passive », « financement illégal de campagne électorale », « recel de détournement de fonds publics » et « association de malfaiteurs ».Cet épisode de Code source est raconté par Timothée Boutry, journaliste au service police-justice du Parisien.Écoutez Code source sur toutes les plates-formes audio : Apple Podcast (iPhone, iPad), Amazon Music, Podcast Addict ou Castbox, Deezer, Spotify.Crédits. Direction de la rédaction : Pierre Chausse - Rédacteur en chef : Jules Lavie - Reporter : Barbara Gouy - Production : Clara Garnier-Amouroux et Pénélope Gualchierotti - Réalisation et mixage : Pierre Chaffanjon - Musiques : François Clos, Audio Network - Archives : France 2 et TF1. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.