Podcasts about literatura brasileira

  • 139PODCASTS
  • 304EPISODES
  • 28mAVG DURATION
  • 5WEEKLY NEW EPISODES
  • Jun 19, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about literatura brasileira

Latest podcast episodes about literatura brasileira

Mondolivro
Mondolivro - Dora Freind lança “As vacas não me olham mais na cara”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 1:17


“As vacas não me olham mais na cara”, de Dora Freind, é um romance com o título divertido, que fala de uma menina que tenta entender como o mundo funciona.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Antonio Carlos Secchin lança “Desmentir”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 1:26


"Desmentir", de Antonio Carlos Secchun, reúne 32 poemas, que divide o rigor da linguagem com o humor, ironia e ao jogo intelectual.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Jamil Chade e Milly Lacombe lançam “A Terra é redonda”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 27, 2026 1:23


Em clima de Copa do Mundo, hoje Afonso Borges fala sobre “A Terra é redonda”, de Jamil Chade e Milly Lacombe, um livro que fala sobre futebol, paixões e política.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Leonencio Nossa no Mondolivro Podcast

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 20, 2026 18:13


No podcast especial de hoje, o jornalista Leonencio Nossa participa do programa Sempre Um Papo, para falar do lançamento da biografia de João Guimarães Rosa e a trajetória de vida do escritor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Luiz Ruffato lança “Armadilhas”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 19, 2026 1:29


No episódio de hoje, Afonso Borges fala sobre o livro "Armadilhas", de Luiz Ruffato, que reúne 18 contos sobre a vida de pessoas anônimas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Bruna Lombardi e o “Diário do Grande Sertão”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 18, 2026 1:32


Em comemoração aos 70 anos da obra prima de Guimarães Rosa, editora Autêntica relança “Diário do Grande Sertão”, de Bruna Lombardi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Affonso Arinos e o livro de contos “Pelo sertão”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 15, 2026 1:29


"Pelo sertão", de Affonso Arinos, retrata a vida, os costumes e os personagens do interior do Brasil no fim do século XIX. Saiba mais no episódio de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Antonio Barreto e o romance “A barca dos amantes”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 14, 2026 1:35


"A barca dos amantes", romance de Antonio Barreto, conta a história de amor interrompida de Marília e Dirceu. Saiba mais no episódio de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Roberto Feith e o romance “Filhos da mãe gentil”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 13, 2026 1:24


“Filhos da mãe gentil” conta a história de um jornalista desempregado, que para conseguir dinheiro, entra em alguns caminhos duvidosos, fazendo uma leitura crítica do Brasil contemporâneo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Bianca Santana no Mondolivro Podcast

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 13, 2026 24:39


No podcast especial desta semana, a Jornalista Jozane Faleiro recebe a escritora Bianca Santana, para o lançamento de seu romance de estreia "Apolinária", no Sempre um Papo, em BH.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Ruy Castro e Kakay em “A arte do encontro nos cafés de Paris”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 8, 2026 1:29


Inspirado nos cafés de Paris, Rui Castro e Kakay lançam a obra “A arte do encontro nos cafés de Paris”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Michel Laub lança “Verão na névoa”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 6, 2026 1:14


O que a obra de Renato Russo, artista romântico que morreu precocemente, teria a ver com a de J. M. Coetzee, cerebral e octogenário vencedor do Nobel de Literatura? Este é o tema central da obra “Verão na névoa”, de Michel Laub.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Milton Hatoum e Benedito Nunes em “Crônica de duas cidades”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 5, 2026 1:24


“Crônica de duas cidades”, de Milton Hatoum e Benedito Nunes, traz uma reflexão sobre as cidades de Manaus e Belém: como duas cidades, que nasceram ligadas à natureza, se afastam dela?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Sérgio França e “Ênio Silveira: o editor que peitou a ditadura”

Mondolivro

Play Episode Listen Later May 1, 2026 1:16


“Ênio Silveira: o editor que peitou a ditadura”, de Sérgio França, reconstrói a história de Ênio Silveira e suas denúncias como editor da Civilização Brasileira. Saiba mais no episódio de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Eduardo Srur e o livro “A arte salva”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 1:13


Hoje, Afonso Borges fala sobre o livro "A arte salva", de Eduardo Srur, que retrata o consumo da sociedade contemporânea, meio ambiente e arte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Nelson Cruz e “As horas de Ágata”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 1:19


No episódio de hoje, Afonso Borges fala sobre o livro de Nelson Cruz, “As horas de Ágata”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Luiz Antonio Simas “São Jorge - o santo do povo e o povo do santo”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 1:25


Hoje, Afonso Borges fala sobre o livro de Luiz Antonio Simas, “São Jorge - o santo do povo e o povo do santo”, que mergulha na figura de São Jorge e Ogum.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Lourenço Mutarelli lança “Masuaki e/ou não deixe os cachorros latirem sozinhos”

Mondolivro

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 1:17


No episódio de hoje, Afonso Borges fala sobre o livro “Masuaki e/ou não deixe os cachorros latirem sozinhos”, do autor peculiar Lourenço Mutarelli.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reportagem
Cinco séculos de Camões, o maior poeta da língua portuguesa

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 6:25


Há 500 anos nascia o maior poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões e os versos que compôs criaram uma obra extraordinária, com destaque para Os Lusíadas, grande clássico da literatura portuguesa. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Lisboa No poema épico, que narra a viagem de Portugal à Índia comandada por Vasco da Gama, Camões celebra a pátria, mas também critica o poder. Na epopeia, o poeta usou uma linguagem nova considerada fundadora do português moderno. Para comemorar o 5° Centenário do nascimento de Camões, o governo de Portugal organizou exposições, ciclos de debates, palestras, congressos internacionais, publicações, prêmios, espetáculos, oficinas e concursos, entre outros, que acontecem até junho deste ano. “Celebrar o nascimento de Luís de Camões significa, antes de mais nada, reconhecer a sua atualidade. Tratando-se de alguém que nasceu há 500 anos, o mais natural é que o seu rastro tivesse já desvanecido no pó dos séculos”. Por isso, “celebrar Camões é muito mais do que homenagear um nome maior da literatura portuguesa e da literatura universal: é reconhecer a força duradoura da sua obra, cuja presença atravessa séculos, fronteiras e gerações”, ressalta José Augusto Cardoso Bernardes, catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em literatura camoniana e comissário-geral da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos de Camões. Em sua entrevista para a RFI, o professor Cardoso Bernardes afirma que “a atualidade de Camões é impressionante, a voz do poeta vem do século 16 e chega ao século 21. Nela, encontramos o conflito entre a injustiça e a justiça. Encontramos um tema impressionantemente moderno, que é a insuficiência das palavras para exprimir a realidade, que pode ser subjetiva ou objetiva. Mas talvez a componente mais atual que existe em Camões é o apelo que ele nos faz para não nos resignarmos, para não aceitarmos aquilo que parece uma fatalidade. Lembro que Camões termina Os Lusíadas exultando os portugueses a partirem; a partirem para algum lugar, mas sobretudo a saírem de si próprios. A vocação universalista que sempre nos caracterizou está nos Lusíadas em forma de retrato profundo”, analisa. A intenção do enorme mosaico de eventos nas comemorações dos 500 anos do poeta é contribuir para a valorização do legado camoniano, promover o seu estudo e divulgação através da pesquisa, criação artística, ação pedagógica e reflexão crítica. Embora o centro da programação - que iniciou em 2024 - aconteça em Portugal, as comunidades portuguesas no mundo e os países de língua portuguesa também participam da celebração. Entre as principais iniciativas deste ano em Lisboa, destaque para a exposição No Rastro de Luís de Camões e o congresso internacional O tempo de Camões, Camões no nosso tempo, ambos na Biblioteca Nacional de Portugal, o ciclo de conferências Camões Hoje no Palácio Galveias, o prêmio Conhecer Camões, a ópera Relicário Perpétuo com libreto de Luísa Costa Gomes, no Teatro São Carlos, e a mesa-redonda As Mulheres no Tempo de Camões, na Biblioteca Nacional de Portugal. O Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro, que abrigou um ciclo de conferências sobre o poeta, recebeu do governo de Portugal a Ordem de Camões, no último dia 16. A instituição tem o maior espólio de Camões no Brasil, incluindo um dos exemplares da primeira edição de Os Lusíadas, de 1572. Língua portuguesa e Camões Teria sido a partir dos versos de Os Lusíadas que a língua portuguesa se consolidou. A obra não criou o idioma, mas elevou o português a uma das línguas mais importantes da Europa durante o Renascimento. Camões ao escrever em oitavas rimas, estruturou o português com elegância clássica e o transformou em uma língua literária de prestígio. “Os especialistas na língua de Camões reconhecem a capacidade que ele teve senão de reinventar a língua portuguesa, pelo menos lhe conferir um cunho de modernidade, de musicalidade e até de plasticidade que não existia antes dele. E faz com que os versos de Camões nos toquem de uma forma quase sensorial, para além de uma forma também emocional, e isso é uma característica que começa realmente com ele e que os poetas que vieram a seguir procuram imitar. Nós somos todos devedores desta novidade, desta frescura e modernidade que Camões trouxe para a língua que nós falamos”, contextualiza a escritora Isabel Rio Novo, autora de Fortuna, Caso, Tempo e Sorte: biografia de Luís Vaz de Camões. Como uma das figuras mais agregadoras da cultura portuguesa, Camões se transformou em símbolo da identidade nacional, tanto que o dia da morte do poeta, 10 de junho, é quando se celebra o dia de Portugal e das comunidades portuguesas. Especialista em literatura camoniana, o professor da Universidade de Coimbra, José Augusto Cardoso Bernardes comenta o legado de Luís Vaz de Camões. “Distingo dois aspectos no legado de Camões. Um deles tem a ver com nossa língua, por ventura o nosso maior tesouro. Camões não inventou a nossa língua, mas prestigiou-a, mobilitou-a, converteu-a numa das línguas mais importantes da Europa do seu tempo e assim se mantém até hoje. O segundo legado tem a ver com o fato dele nos ter reunido, de nos ter agregado, é um legado precioso. As comunidades necessitam ter uma referência comum e Camões é a referência comum para os portugueses, e eu diria mais, para os falantes de língua portuguesa”. Influência da lírica e da épica camoniana na literatura brasileira Em uma entrevista para a RTP, Radio e Televisão Portuguesa, o professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, Eucanaã Ferraz, lembra que é possível perceber a influência de Camões na poesia de Gregório de Matos – um dos maiores poetas brasileiros no período do Barroco, no século 17. “O Gregório tem construções e imagens que são claramente camonianas. Já no século 18, há mais presença de Camões na sintaxe, certos esquemas de rima, tempos verbais. No século 19, o romantismo brasileiro está diretamente ligado aos movimentos de Independência, portanto, há uma espécie de anti lusitanismo e isso evita uma presença de Camões, que é como um sinônimo de literatura portuguesa. Curiosamente é no modernismo, nos anos 20, que a presença camoniana aparece mais livre. Talvez Carlos Drummond de Andrade seja o poeta que melhor compreendeu e incorporou Camões”, explica. Teses e estudos de alguns linguistas portugueses afirmam que o português do Brasil tem uma fonética muito mais parecida com os Quinhentos – ou seja, o século 16, época que Camões viveu, do que o português contemporâneo de Portugal, que parece ter “fome de comer sílabas”. Visto sob este prisma, é possível que Camões falasse com todas as vogais presentes, assim como os brasileiros se expressam. Além do mais, a métrica dos versos decassílabos dos Lusíadas só fecha quando lida com sotaque brasileiro, com todas as vogais átonas bem pronunciadas. Nos anos 80, o cantor e compositor Caetano Veloso celebrou Camões e o idioma que une o Brasil a Portugal na música Língua “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões. Gosto de ser e de estar e quero me dedicar a criar confusões de prosódias e uma profusão de paródias que encurtem dores e furtem cores como camaleão. A língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero fátria”. Os séculos passam, Camões fica “Camões é uma personalidade interessantíssima com uma vida que parece ter saído das páginas de um romance e teve uma particularidade de ter sido tudo aquilo que um homem podia ser no século 16”, conta para a RFI a escritora Isabel Rio Novo. “Foi um humanista, um estudioso, também um soldado, porque toda a sua vida ganhou como um homem de armas, foi um viajante que conheceu praticamente todos os lugares daquilo que então se chamava o império português, e com toda essa riqueza, com todo esse conhecimento e um talento inexplicável do domínio do gênio conseguiu produzir uma obra poética tão notável que ainda hoje nos interpela e nos emociona”, reflete. “Estamos a falar de um homem que desde os vinte e poucos anos teve sempre envolvido em grandes aventuras e desventuras. Longas viagens, experiências de prisão, expedições militares, portanto, estamos a falar de uma vida muito dura, nos intervalos da qual, Camões inexplicavelmente conseguiu produzir uma obra notável; e note-se que aquilo que nós conhecemos, nomeadamente Os Lusíadas e a poesia lírica que lhe é atribuída pode ser apenas uma parte daquilo que ele foi escrevendo ao longo da sua vida. Isto, como eu digo, é do domínio do inexplicável, estamos a falar realmente daqueles gênios da literatura, dos quais provavelmente na literatura universal existe uma mão cheia”, enfatiza Isabel Rio Novo. A lírica de Camões é frequentemente interpretada por biógrafos como o reflexo de uma vida marcada por amores impossíveis, intensos e frustrados. Como mostra um dos mais famosos sonetos do poeta, publicado em 1598, na obra Rimas, “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que  dói e não se sente, é um descontentamento descontente, é dor que desatina sem doer”. Percurso camoniano Muitos mistérios rodeiam a vida de Luís Vaz de Camões. Não se sabe ao certo onde nasceu, onde morou e por onde andou o autor de Os Lusíadas, que viveu no século 16 e se tornou um dos maiores nomes da literatura lusófona. Ao longo dos tempos, Camões se tornou símbolo nacional, mártir literário e a sua consagração como poeta da pátria no imaginário português se mantêm até hoje. Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa ou na cidade do Porto, mas a origem de sua família seria da região da Galícia, na Espanha. Reza a lenda que o jovem Camões teria frequentado aulas de Humanidades no Mosteiro de São Cruz, em Coimbra. Na época, a cidade era uma das mais importantes da Península Ibérica e D. Bento de Camões, tio do poeta, era prior do mosteiro e reitor da prestigiosa Universidade de Coimbra. Ainda jovem teria iniciado sua carreira literária como poeta lírico na corte de D. João III. Acredita-se que após uma desilusão amorosa tenha se alistado no Exército da Coroa Portuguesa embarcando para o norte da África em 1547. Foi em Ceuta, no Marrocos, lutando contra os mouros que Camões perdeu o olho direito. Depois deste episódio trágico, o autor quinhentista volta para Lisboa. Intempestivo, ele se envolve em uma briga, desembainha a espada contra um fidalgo e é preso. “Naquela época era preciso bajular o poder, ser humilde, e Camões não era nada disso. Ele era um homem orgulhoso, tinha muita consciência do seu talento, do seu gênio extraordinário e não tinha perfil psicológico para se dar bem com o poder”, explica Vitalina Leal de Matos, professora da Faculdade de Letras de Lisboa. No entanto, o poeta consegue o perdão real em troca de uma espécie de exílio forçado no Oriente, e parte em direção à Goa, na Índia. Luís de Camões navega então os mares que Vasco da Gama havia percorrido meio século antes. Camões viveu cerca de dezessete anos na Ásia, e Goa, chamada de “capital” do império português no Oriente, foi o seu porto seguro. Lá, escreveu sua obra-prima Os Lusíadas. Não há prova de que o poeta viveu na China, mas há relatos de que ele naufragou na costa chinesa e conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, levando-o preso nos dentes até chegar à terra firme. Da Ásia rumou em direção à África; morou em Moçambique e sobrevivia graças a caridade dos amigos. Em 1570 Camões retornou à Lisboa e o rei D. Sebastião autorizou a publicação de Os Lusíadas, poemas sobre as grandezas de Portugal, mas também um prenúncio da decadência do país. Durante os seus últimos anos Camões viveu na miséria, morreu provavelmente vítima da peste no dia 10 de junho de 1580 e foi enterrado como indigente. Um fim triste e solitário. Por proposta da Academia das Ciências de Lisboa, os presumíveis restos mortais de Camões foram transladados e enterrados em um túmulo na Igreja do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa.

NotaTerapia
ENTREVISTA COM FELIPE MENDONÇA | POESIA VÁRIA

NotaTerapia

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 57:39


Vamos falar de poesia brasileira?A poesia não nasce de flor sozinha. Ela nasce em um jardim já cultivado. Foi essa a primeira frase que me veio à cabeça ao ler a Poesia Vária, de Felipe Mendonça, poeta nascido em Porto Alegre e doutor em literatura brasileira pela UFRJ. Em seu livro de poemas, publicado pela Caravana Grupo Editorial, de Ouro Preto, em 2025, a gente percebe que a poesia tem dois caminhos: a saída e o retorno para casa.Para conversar sobre seu livro de poemas, o editor do Jornal Nota, Luiz Antonio Ribeiro, tem a honra de receber o poeta para um live super especial. Ao lado de Luiz e Felipe, se junta também o professor e poeta Cícero César. Sobre os convidados:José Felipe Mendonça da Conceição, como poeta, adotou o nome Felipe Mendonça. Nasceu, em 1976, em Porto Alegre/RS. No entanto, hoje, mora no Rio de Janeiro. Cursou Letras na UFRJ, lançou seu primeiro livro de poemas em 2018, outro em 2024 e mais um em 2025. Antes, porém, fez pós-graduação em Literatura Brasileira, tendo obtido o título de mestre e doutor nos anos de 2010 e 2015 pela UFRJ. É pai de dois lindos filhos, reside em Belford Roxo/RJ e cuida de um blog chamado “poesia, necessário pão”.@felipemendoncamendoncaCÍcero César é professor, poeta e pai de dois, não exatamente nesta ordem. É autor de: Cartas para Francisco (Kazuá, 2019); E se começasse assim (Caravana, 2022); Circo de Bolso Gilci ( Caminhos, 2024).Veja na versão em vídeo:https://youtube.com/live/WqVore2U58Q

Podcast Archai
109. Alcífron

Podcast Archai

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 37:51


Orlando Luiz de Araújo (UFC) conta para nós sua trajetória nas Letras que começou com interesse pela Literatura Brasileira. Relembra como as aulas do professor Eleazar Magalhães Teixeira, o criador do Núcleo de Cultura Clássica no Ceará, fisgaram-no para os Estudos Clássicos. A partir do seu interesse pelo teatro e das suas pesquisas sobre tragédia grega, especialmente obra de Sófocles, Orlando Araújo explica como o diálogo entre os gêneros o conduziu para a epistolografia. Em seguida, nos apresenta a personagem Alcífron, autor das cartas de pescadores, camponeses, parasitas e hetairas. Explica a estimativa destas 122 cartas que variam de V a.C a III d.C. Destaca os principais temas: as dificuldades cotidianas, a sobrevivência no mar e no campo, a relação entre o campo e a cidade, a busca por banquetes e a exclusão social. Explica a influência da comédia nova de Menandro; traços de retórica, elegia, épica e sentenças. Destaca a relevância da obra, o estilo e a possibilidade de ser voz para um grupo. Por fim, comenta sobre seu projeto de tradução e estudos das Cartas das Cortesãs, de Alcífron, e das Cartas de Amor, de Aristêneto para contribuir com pesquisas sobre questões de sexualidade e gênero.

Cultura
Olodum fecha Flup 2025 entre resistência e 'reencantamento' na convergência entre diásporas negras

Cultura

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 6:14


Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, sediou a Flup 2025 como centro simbólico da diáspora negra, palco de literatura e resistência. A curadora do festival, Mame-Fatou Niang, evocou a urgência de “reencantar o mundo” mesmo diante do massacre causado pela operação policial que antecedeu o evento, enquanto Anne Louyot, responsável pela temporada cultural francesa no Brasil, lembrou que “o Brasil não conhecia essa parte das culturas francesas” e celebrou o legado dos encontros. Márcia Bechara, enviada especial da RFI ao Rio de Janeiro No último fim de semana de programação, a curadora da Flup2025, Mame-Fatou Niang, trouxe uma reflexão que marcou o festival. Ela lembrou a cena de corpos estendidos depois da operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, vistos de cima por um drone, e a "suspensão daquele instante".  "Eu vejo exatamente a cena: aquele drone passando por cima de um objeto difícil de identificar, uma linha muito longa. Eu me lembro de ter visto algo que parecia um tapete se desenrolando. E quando o drone se aproxima, eu percebo que cada ‘desenho' daquele tapete era, na verdade, um corpo deitado, colocado entre outros de forma intercalada”, rememorou à RFI.  A curadora se perguntou sobre o sentido de propor o reencantamento diante da tragédia, mas não hesitou em manter o tema de 2025: Ideias para reencantar o mundo.  “Eu não hesitei. Nós não hesitamos. Ficamos em suspensão… Eu sei que prendi a respiração e me fiz imediatamente uma pergunta: o que significa querer reencantar o mundo estando a menos de dois quilômetros do lugar onde esses corpos estão? O que significa, para uma mãe que perdeu um filho dessa maneira, ouvir que é possível reencantar o mundo? Estar dentro de um ônibus, olhar pela janela e ver nossos cartazes falando sobre ideias que querem reencantar o mundo?” A reposta, segundo ela, foi multiplicar a vontade de afirmar a vida. "Se isso teve algum efeito em mim, foi o de multiplicar minha vontade de fazer, e de afirmar que, apesar de tudo isso, a vida continua.” Niang recordou ainda as crianças presentes na cena: "havia dezenas de crianças, crianças muito pequenas, ao redor daqueles corpos. Eu me lembro de duas coisas: as moscas sobre os corpos e aquelas crianças tão pequenas", disse. Leia tambémFlup celebra diáspora negra e traz literatura como 'aquilombamento' para 'reencantar' o debate decolonial "Então pensei: nós temos objetos, temos uma proposta visual, uma comunicação muito doce, muito pop, muito rosa… E eu queria que as crianças fossem atraídas para dentro do ônibus, que não pensassem nas moscas sobre os corpos, mas que olhassem os peixes, os búzios, as flores. E que, mesmo sem saber ler, fossem atraídas por aquelas formas. Talvez perguntassem para a mãe: ‘O que está escrito aqui?' E que a mãe respondesse: ‘Ah, tem um ou dois loucos que acham que podem encantar o mundo.'”, avaliou. Para ela, a Flup é um "quilombo de utopistas": "Utopia não é aquilo que não pode ser realizado — é aquilo que ainda não foi realizado.” Niang destacou as conexões já existentes entre Senegal e Brasil, entre outras diásporas negras.  Leia também'Brasil é acontecimento antropológico': autor premiado da experiência pós-colonial lança 4 obras na Flup “Não se trata exatamente de criar pontes. Não é isso. É revelar as pontes que já existem. Elas já estão aqui. Ontem mesmo eu estava assistindo a uma roda de tambor. Minha família vem do Senegal. As pessoas aqui do bairro, em Madureira, me lembram profundamente de onde eu venho. Eu reconheci todos os gestos da minha avó. Essas coisas permanecem nas palavras, na língua, na comida, na dança, na forma de se mover, no corpo. Então, para nós, a ideia não é inventar nada novo, mas reacender essas conexões, mostrar os caminhos, os desvios, as surpresas, enxergar como essas práticas foram se transformando aqui. A gente não precisa criar nada — tudo já existe", destacou. Diversidade No encerramento, a curadora da temporada cultural francesa no Brasil, a curadora, Anne Louyot, reforçou a importância da Flup como espaço de revelação da diversidade. “Acho que o Brasil não conhece essa parte das culturas francesas, essa parte negra, afrodescendente. E a Flup é o evento ideal para mostrar ao público brasileiro que nós também temos essa diversidade cultural e racial.” Leia tambémConceição Evaristo evoca heroísmo das mulheres negras e direito inalienável da literatura na Flup “O legado é que todos esses encontros possam seguir, que vão finalmente escapar do nosso domínio e vão continuar. Eu já sei que várias pessoas que se encontraram durante a temporada já estão pensando na etapa seguinte. O legado é que esse encontro siga no nível da diversidade das duas sociedades”, ressaltou. A Flup 2025 se despede neste domingo (30) com um show gratuito do Olodum no Viaduto de Madureira — território que reafirma sua vocação como reduto da resistência da cultura negra carioca.

QueIssoAssim
Livros em Cartaz 082 – Veríssimo

QueIssoAssim

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 110:59


No último dia 30 de agosto a Literatura Brasileira perdeu um pouco do seu humor: faleceu Luís Fernando Veríssimo, um dos maiores cronistas do país. Neste programa, baseado em entrevistas do autor, falamos um pouco sobre a sua trajetória, personagens inesquecíveis e timidez tão característica. Venha celebrar a carreira de Veríssimo conosco! Comentado no Episódio Luis Fernando Verissimo | Episódio completo: Humor é coisa séria | Super Libris Drauzio Entrevista | Luis Fernando Verissimo Livros em Cartaz 057 – Ana Terra A Comédia da Vida Privada (série 1995-1997) Ed Mort (1997 ‧ Comédia/Espionagem ‧ 1h 42m) Maridos, Amantes e Pisantes (2008 ‧ Curta ‧ 12m) baseado no conto Feijoada Completa (2012 ‧ Curta ‧ 20m) baseado no conto Amor Veríssimo (série 2014) inspirado em crônicas O Clube dos Anjos (2020 ‧ Thriller/Comédia ‧ 1h 42m), baseado no romance homônimo

Leitura de Ouvido
Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas (Capítulo O Delírio)

Leitura de Ouvido

Play Episode Listen Later Aug 22, 2025 40:43


“O delírio” é o Capítulo VII de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis (1839-1908), romance publicado em folhetins na Revista Brasileira, de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Já no ano seguinte, assume a forma de livro, com o espanto dos leitores diante do romance escrito por um defunto, dedicado “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver” e que termina com a celebração “metafísica”, do quase nada que fora a vida do autor, um Cubas! elegemos hoje um dos 160 capítulos que podem ajudar a compreender a prosa que se tornou um divisor de águas na vida de Machado e também na Literatura Brasileira, posto que esta narrativa marca a passagem do Romantismo para o Realismo. O casamento não é mais o centro das atenções! Brás Cubas atribui ao sacramento bulhufas de atenção. E demora-se em seu próprio nariz, no entorno de seu leito de morte. O capítulo do delírio pode até ser tomado como um conto, mas há nele fragmentos que podemos considerar fios de ouro para analisar as Memórias. Note que o Realismo aqui tem toques de Naturalismo, do homem decompondo-se como autor defunto e parodiando esta situação. Contudo, é interessante a maestria machadiana que neste capítulo “O delírio", atravessa o portal do Realismo Fantástico. Neste famoso capítulo “O delírio”, Brás Cubas viaja à origem dos séculos e segue quase o fim dos tempos. Boa leitura!✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:

Podcast irmaos.com
647: O Homem que Calculava – Malba Tahan – Literário 078

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Aug 5, 2025 58:17


Testamos nosso raciocínio lógico (e nossa paciência) ao visitar o Oriente Médio pelos olhos de um professor brasileiro que amava a matemática.

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles
Folha no Ar - June Lessa Freire Consultora em educação, EAD, e Marcelo dos Santos Mestre em Literatura Brasileira e Doutor em Literatura Comparada#2127

Folha no Ar 1 – Entrevista o Infectologista Nélio Artiles

Play Episode Listen Later Jul 28, 2025 91:37


Literatura negra: o poder da palavra e a reconstrução da memória Educação, território e identidade: um mapa para as novas gerações Caminhos para o futuro: políticas públicas, cultura e valorização

Opinião
#270 | 35 ANOS SEM CAZUZA

Opinião

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 26:06


O artista foi um cantor, compositor e poeta brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1958. Tornou-se famoso nos anos 1980 como vocalista da banda Barão Vermelho, com sucessos como “Pro Dia Nascer Feliz”. Em 1985, iniciou carreira solo e lançou músicas marcantes como “Exagerado”, “O Tempo Não Para” e “Brasil”. Em 1989, assumiu publicamente ser soropositivo, tornando-se uma das primeiras figuras públicas brasileiras a falar abertamente sobre a AIDS. Um ano depois, aos 32 anos, o artista faleceu e deixou um legado importante para o rock brasileiro e a luta contra o preconceito.Para comentar mais a fundo o tema, recebemos o poeta Ramon Nunes Mello e a crítica literária e professora de Literatura Brasileira na USP Eliane Robert Moraes. #SomosCultura #TVCultura #Jornalismo #Cazuza #Opinião ▶️ BAIXE O APLICATIVO CULTURA PLAY ▶️Play Store: http://bit.ly/3KUUHhIApple Store: http://apple.co/3LgEK72Inscreva-se no canal e clique no sininho para ser notificado das novidades!Siga as redes do Jornalismo TV Cultura!Facebook:   / jornalismotvcultura  Twitter:   / jornal_cultura  Instagram:   / jornalismotvcultura  TikTok: https://www.tiktok.com/@jornalismotvc...Site: https://tvcultura.com.br/

Reportagem
Brasil 'encantado' das cosmogonias indígenas ganha o mundo no Festival do Livro e do Filme de Saint-Malo

Reportagem

Play Episode Listen Later Jun 11, 2025 9:21


Devolver o espelhinho para o colonizador. Re-devorar o bispo Sardinha. Com tantas antropofagias possíveis e diversas, dois nomes de ponta da arte e da educação brasileiras seduziram as plateias francesas neste começo de junho na cidade de Saint-Malo, no noroeste francês. Nesta velha cidade de piratas, cujos marinheiros saqueavam navios em nome do rei francês, Graciela Guarani e Daniel Mundukuru mostraram não apenas suas obras, mas a dura realidade de suas próprias existências no Brasil. A cada vez que eles entravam em cena, as salas lotadas de franceses do Festival do Livro e do Filme da cidade de Saint-Malo, no norte da França, sucumbiam a uma espécie de encantamento. Traduzidos ao vivo, eles imprimiram no evento a possibilidade de outros mundos, mais diversos e questionadores. Daniel Mundukuru, referência brasileira e mundial da literatura indígena, com mais de 60 livros publicados no Brasil e no exterior. Doutor em Educação pela USP e dono de um pós-doutorado em Linguística, ele seduziu os franceses também pela franqueza.  Leia tambémJeferson Tenório transita entre diásporas negras e escrituras antirracistas no Festival do Livro de Saint-Malo "O mundo ocidental é um mundo muito quadrado e o mundo indígena é um mundo circular, é o mundo do coletivo. Isso sempre machuca muito os olhos das pessoas, né?", disse, provocando aplausos na abertura de sua participação na mesa "Um manguezal chamado Brasil" ("Une mangrove appelé Brésil", no original).  As críticas do escritor e professor são precisas. Perguntado se sua participação mudaria algo na percepção dos europeus, ele se mostrou pessimista. "Bon sauvage" "Eu acho que não. Na verdade, eu tenho a impressão que ainda existe um pouco a ideia de sermos uma cota necessária para esse tipo de evento, que hoje não pode prescindir da presença indígena, mas que, sobretudo, reforça ainda mais a presença do povo preto. E é justo, é certo, é óbvio, mas os povos indígenas, apesar de terem toda essa importância para a questão ambiental, eles continuam não sendo ouvidos", afirma Mundukuru. "Um evento como esse nosso aqui nesse lugar bonito, ele só, na verdade, revela que os povos indígenas continuam marginalizados e continuam sendo um pouco retratados como como... selvagens, bons salvages, le bon sauvage", ironiza. O colonizador contemporâneo é tão cruel quanto o histórico. Novas cosmogonias Ele confronta a sociedade de consumo criada pelo capitalismo ao modo de vida indígena. "Essa percepção de mundo, essa cosmogonia, que os indígenas têm junto com a sua epistemologia, com a sua educação, sua forma de educar e tudo mais, isso, ao invés de ser valorizado, é desprezado cada vez mais, porque justamente é um povo que não consome, é um povo que não está aí para consumir produtos que o capital produz", argumenta. "E isso vai gerando, obviamente, um desconforto no colonizador. E o colonizador contemporâneo é tão cruel quanto o histórico. E é claro que isso, esse desconforto, gera também uma perseguição constante ao modo indígena de ser." Leia tambémEscritores brasileiros resgatam ancestralidades e lutas em homenagem especial no Festival de Saint-Malo No entanto, Daniel Mundukuru não perde a esperança. "O Brasil é um povo novo, é um povo diferente, ele nasce da conjunção dessas várias culturas que o compõem. Se essas várias culturas conseguirem transformar essa diversidade toda numa pedagogia, no modo de olhar para o mundo a partir da história, da ancestralidade, o Brasil vai fazer aquilo que a natureza faz, que é andar um pouco para trás para impulsionar para frente, ou seja, olhar para o seu passado, olhar para a sua história, para a sua ancestralidade, e essa ancestralidade vai impulsionar o Brasil para a frente. Eu acredito nisso", diz. Uma cineasta Guarani Também destaque da delegação brasileira no festival Étonnants Voyageurs de Saint-Malo, a diretora e roteirista Graciela Guarani é descendente de uma das mais tradicionais e longevas tribos indígenas do país: os Guarani-Kaiowá. Ela, que dirige séries para canais como Globoplay e Netflix, trouxe ao evento o filme “Meu Sangue é Vermelho”, de 2019. O documentário acompanha o rapper Werá em uma trajetória musical e política que revela o genocídio indígena no Brasil. Graciela Guarani aproveitou para denunciar a chamada PL da Devastação, em trâmite no Congresso brasileiro. Ao fim dos debates e projeções, a reportagem da RFI presenciou que muitos franceses foram falar com a cineasta, visivelmente emocionados. Exotismo e extinção "Bom, acho que a minha participação aqui vem muito nesse sentido de descoberta — de entender como a gente vive no país, como a questão indígena é tratada hoje", diz Guarani. "E ela é tratada com descaso, com abandono. Acho que, lá fora, a imagem dos povos indígenas ainda carrega essa ideia de purismo, de exotismo. E, quando a gente sai do país e mostra a nossa realidade, os nossos conflitos, também mostramos a possibilidade de tensão — porque é isso que a gente vive hoje no Brasil: com vários projetos de lei sendo aprovados que ameaçam não só a nossa vida, mas a do planeta como um todo", denuncia. "Acredito que minha participação aqui se torna muito necessária e fundamental, para que o mundo veja como esse lugar chamado Brasil trata uma parte tão importante da população — justamente as pessoas que mais protegem a biodiversidade, não só do país, mas do mundo", aponta a cineasta. Leia também'A política das emoções é também uma política da memória': Djamila Ribeiro abre Festival do Livro de Saint-Malo Para Graciela Guarani, o festival abre portas para novas possibilidades. "A minha participação aqui vem muito nesse sentido: de possibilitar outras consciências, não apenas a forma ocidental de pensar. De ir além do olhar do colonizador — como, por exemplo, o desse país onde estamos — e valorizar também outras formas de pensamento, com respeito", argumenta a roteirista e diretora. "Tudo isso é possível por meio do que a gente faz, né? No meu caso, através do cinema que eu realizo. Então, acho que tem muito a ver com essa construção de universos possíveis, de outros pertencimentos", diz. Desafio Mas a participação neste tipo de evento não é exatamente simples para a diretora indígena. "Eu venho desse povo que é Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Quando eu falo desse dito pioneirismo, não é muito com orgulho — é com peso também. Porque estou nesse lugar sozinha. Então, para mim, isso também carrega um desafio muito grande", afirma. "É desafiador permanecer nessa linha, que é muito tênue, como a gente estava conversando. Como sustentar esse nosso lugar, esse nosso jeito de viver, de pisar nessa terra como indígena?", questiona. "Ao mesmo tempo, é preciso dialogar com o outro, com essa sociedade ocidental, que também precisa aprender a respeitar e a valorizar o que a gente tem de memória, de cultura. Então, para mim, é um lugar desafiador", sublinha a diretora. Racismo e machismo "Essa condição de ser indígena, muitas vezes, vem carregada — para a sociedade que nos enxerga — de preconceito, de racismo. E é claro que esse racismo só se intensifica com o tempo. Aí entra a questão do meu gênero, porque também sou vista como mulher. E isso se soma ao machismo", diz Graciela Guarani. "Mas é importante dizer que, nas nossas culturas, esse princípio de classificação, de rotulagem, não existe da mesma forma. A gente não cultua essas formas de nomenclatura sobre quem somos ou de onde pertencemos. Nosso pertencimento vai além do que é definido pelo olhar ocidental — inclusive quando se trata da discussão sobre gênero", conclui a diretora. O Festival do Livro e do Filme de Saint-Malo homenageou escritores e artistas brasileiros em 2025. Em novembro, será a vez do Brasil receber uma delegação de artistas franceses, no contexto da temporada cruzada.

NotaTerapia
QUEM É CÉSAR AIRA? | PAPO COM JOCA WOLFF E PALOMA VIDAL

NotaTerapia

Play Episode Listen Later May 30, 2025 53:42


César Aira é um dos maiores nomes da literatura argentina contemporânea. Com mais de 80 livros publicados – entre contos, romances e ensaios –, Aira se destaca por sua produção literária intensa e original. Sua obra vem ganhando mais espaço recentemente no Brasil com algumas traduções da editora Fósforo.Para mergulhar na vida e na trajetória do autor, recebemos os tradutores das suas obras no Brasil: Joca Wolff e Paloma Vidal.Sobre os convidados:Jorge “Joca” Wolff (Porto Alegre, 1965) é tradutor e professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na ilha do Desterro. Autor de Telquelismos latino-americanos. A teoria crítica francesa no entre-lugar dos trópicos (Buenos Aires: Grumo, 2009; Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2016) e de outras publicações, como o Indicionário do Contemporâneo (Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018; La Plata: EME Editorial, 2021), de que foi coautor e coorganizador. Traduziu ensaio, ficção e/ou poesia de Ana Porrúa, César Aira, Arturo Carrera, Roberto Ferro, Carlos Ríos, Pablo Palacio, Mario Bellatin, entre outros.Paloma Vidal (Buenos Aires, 1975) é escritora e ensina Teo­ria Literária na Universidade Fe­deral de São Paulo. Dedica-se à ficção e à crítica, tendo publicado ro­mances, peças, livros de contos, de ensaios e de poesia, entre os quais: Algum lugar (7Letras, 2009), Mar azul (Rocco, 2012), Três peças (Dobra, 2014), Dupla exposição (Rocco, 2016), Estar entre: ensaios de literaturas em trânsito (Papéis Selvagens, 2019), Pré-história (7Letras, 2020), La banda oriental (Tenemos las Máquinas, 2021), Não escrever [com Roland Barthes] (Tinta-da-China, 2023) e Lugares onde eu não estou (7Letras, 2024). Traduziu, entre outros autores e autoras latino-americanos, Clarice Lispec­tor, Adolfo Bioy Casares, Lina Meruane, Sylvia Molloy, Margo Glantz, Tamara Kamenszain e César Aira.

Desculpa o Audio Longo
#121 - Por que escrevemos?

Desculpa o Audio Longo

Play Episode Listen Later May 21, 2025 27:28


Gravamos o episódio de hoje na A Degustadora de Histórias, esse lugar lindo que construiu uma comunidade em volta dos livros. Conversamos sobre os motivos que nos levam a querer escrever, mesmo com tantos fatores que não facilitam a escolha pela escrita. Para tamanha missão, tivemos a companhia da Melissa, que é apaixonada pela leitura e pela escrita desde criança. Melissa abandonou a prática da advocacia para viver das histórias literárias e das palavras. Graduada em Letras, com especialização em Literatura Brasileira e Espanhola, é curadora, organizadora e mediadora dos Clubes de Leitura da Degustadora de Histórias, livraria e sebo de onde é proprietária. Também é editora-chefe e proprietária da Degustadora Editora, empresa que possui cinco selos literários, incluindo um com curadoria de Nara Vidal. Melissa ama o que faz e, indubitavelmente, não se arrepende de ter seguido seu coração.E nós temos certeza que vocês não vão se arrepender de ouvir ou assistir esse episódio!Você já comeu bobô frito? Nesse episódio, além do cafezinho gostoso da A Degustadora de Histórias, tivemos o prazer de degustar e contar a história desse doce típico de São Tomé e Príncipe. Quer conhecer também? Entre no @bobofrito.oficial e peça o seu!Styling: mince_ferborgesTenha sua marca registrada pela @sabiamarcas. Com o cupom AudioLongoSabiá10 você tem 10% de desconto!Apoie o Desculpa o Áudio Longo: www.catarse.me/desculpaoaudiolongo ou PIX: desculpaoaudiolongo@gmail.comSiga a gente no instagram: www.instagram.com/desculpaoaudiolongoSiga a gente no TikTok: www.tiktok.com/@desculpaoaudiolongo?_t=8kpvjOYxCWD&_r=1Assista a gente pelo youtube: https://youtube.com/@desculpaoaudiolongo-podcas9836

Português Pra Fora
#339 - Uma conversa sobre Livros, Leitura e Literatura brasileira.

Português Pra Fora

Play Episode Listen Later Apr 26, 2025 63:28


Um bate-papo para testar seu nível de compreensão oral. Nossa metodologia para quem quer falar um português de alto nível :Teste 2 dias grátis

Reportagem
Literatura brasileira marca presença na maior vitrine internacional do livro de Paris

Reportagem

Play Episode Listen Later Apr 11, 2025 5:34


O Festival do Livro de Paris está de volta ao icônico espaço parisiense do Grand Palais em 2025, com a presença de 450 editoras internacionais e cerca de 1.200 autores, consolidando-se como o grande encontro literário do ano na capital francesa até domingo (13). O Brasil marca presença no evento, a principal vitrine do setor na França, com diversos autores, lançamentos, artistas, tradutores e uma programação diversificada, apoiada pelo Ministério da Cultura e a Embaixada do Brasil em Paris. Destaque na temporada cruzada Brasil-França deste ano, a abertura do estande brasileiro nesta sexta-feira (11) contou com a presença do embaixador brasileiro em Paris, Ricardo Neiva Tavares, e do diretor para o Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Jéferson Assumção, entre artistas, tradutores e escritores. Em sua participação no Festival do Livro de Paris, Assumção abordou temas cruciais para o desenvolvimento do setor no país. Em entrevista à RFI, ele destacou a importância da Lei nº13.696, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita. Segundo o representante do Ministério da Cultura, o texto traz um elemento inovador ao enfatizar o desenvolvimento da escrita como porta de entrada para o universo da leitura e como forma de estimular o interesse pela literatura."A construção do novo Plano Nacional do Livro e Leitura, voltado para o período de 2025 a 2035, está em andamento e envolve uma articulação entre políticas de cultura, educação e outras áreas do governo, além da participação ativa da sociedade. Afinal, esse plano é também um pacto coletivo pela leitura, com o objetivo de ampliar o número de leitores no país e fortalecer a economia do livro de forma descentralizada", destacou. "Bibliodiversidade"Segundo ele, "o plano valoriza a bibliodiversidade, o desenvolvimento regional, o fortalecimento de bibliotecas, editoras e circuitos literários". "Essa ideia vai além da economia — porque se trata também de uma política de cidadania e de valorização simbólica, estética e criativa. A literatura, nesse contexto, ocupa um papel central, pois estabelece conexões com outras linguagens artísticas, como o cinema, o teatro, a música e as artes visuais", ressaltou Jéferson Assumção.Parceria com a França"A França sempre foi uma parceira importante do Brasil, e essa relação histórica facilita o diálogo sobre políticas de leitura", destaca Assumção. "Recentemente, estivemos no estande do Brasil conversando com representantes do sistema de bibliotecas públicas de Paris, buscando trocar experiências e aprender mutuamente. No Brasil, o fortalecimento das bibliotecas públicas é um grande desafio, tanto em termos quantitativos — com a necessidade de abrir e reabrir unidades — quanto qualitativos", diz.Clarice LispectorA atriz Maria Fernanda Cândido, uma das atrações do estande brasileiro durante o Festival do Livro de Paris de 2025, falou sobre sua participação no evento. "Eu vou ler três textos do livro A Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector", esclareceu. "Especificamente, 'As Águas do Mundo', 'Uma História de Tanto Amor' e 'Felicidade Clandestina', que dá título ao livro", contou."Em 2024, fui convidada para transformar esse livro em um audiobook. Nós fizemos a gravação e, no início de 2025, ele foi lançado. Então, a partir de agora, tenho a honra de fazer parte da biblioteca de vozes aqui da França", comemorou a atriz brasileira.Ela também falou sobre as trocas literárias possíveis entre os dois países nesta temporada cruzada de 2025."Eu sempre percebi a França e o Brasil como culturas muito complementares. Acho que eles têm algo importante para a gente, que não temos, e nós temos algo muito importante para eles. Essa troca de olhares tem sido muito importante para ambos os países, e eu acho que esses centros de produção que a periferia acabou se tornando no Brasil são extremamente interessantes e têm muito a contribuir com a cultura e a literatura francesa", finalizou Maria Fernanda.Periferias como centros de produção"A França tem um forte interesse pelas bibliotecas, inclusive nas periferias, e discutimos como essas instituições podem se conectar com as especificidades culturais desses territórios. As periferias, cada vez mais, devem ser reconhecidas como centros de produção literária e cultural. Esse intercâmbio é fundamental para pensar políticas de leitura mais inclusivas e eficazes", conclui o representante do Ministério da Cultura do Brasil.O embaixador brasileiro em Paris, Ricardo Neiva Tavares, destacou a importância estratégica do evento para a promoção da literatura brasileira no exterior. Segundo ele, a presença do país no festival representa uma oportunidade valiosa de ampliar a divulgação de autores nacionais, tanto por meio de edições publicadas no Brasil quanto em território francês.Neiva ressaltou que a iniciativa integra uma programação mais ampla, "composta por cerca de 300 eventos culturais organizados ao longo do ano, visando intensificar os laços entre Brasil e França". “É um marco significativo nesse esforço contínuo de aproximação e de fortalecimento da cooperação entre os dois países”, afirmou.A periferia brasileira em ParisEm entrevista à RFI durante o Festival do Livro de Paris, Michele Teles, fundadora da editora BR Marginalia, apresentou sua iniciativa focada na literatura marginal e periférica afro-brasileira. A editora independente, que reside em Marselha, no sul da França, onde a editora nasceu, destacou o lançamento do primeiro livro da BR Marginalia: uma tradução de Wesley Barbosa, escritor periférico de São Paulo.“Nossa periferia, nossos quilombos e nossos povos indígenas têm muito a ensinar ao continente europeu”, afirmou Teles, destacando o valor cultural e a riqueza dos saberes produzidos fora dos grandes centros urbanos. A participação da editora no festival reforça o compromisso com uma literatura plural, diversa e conectada com as raízes do Brasil profundo, ainda segundo Nichelle Teles.Dramaturgia e literatura brasileiras em ParisPresente na abertura do festival em Paris, o ator e diretor de teatro Alan Castelo falou sobre sua participação no evento. "Os textos de teatro que apresentamos aqui na França não são apenas palavras no papel, mas obras que ganharam corpo e voz no Brasil, com temporadas e apresentações reais", explicou.A proposta, segundo ele, vai além de simplesmente mostrar os textos: também é uma oportunidade de compartilhar o histórico por trás de cada obra. "Apresentamos não só a dramaturgia, mas o contexto histórico em que ela foi criada e vivida, incluindo as montagens realizadas e os artistas envolvidos", completou.O Festival do Livro de Paris fica em cartaz no Grand Palais, na capital francesa, até o dia 13 de abril de 2025, como parte da programação cultural da temporada cruzada do Ano do Brasil na França.

Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona

É professor de Literatura Brasileira e começou a escrever poemas com 12 anos de idade. Ele sinceramente espera que as pessoas consigam sorver algo de positivo da visão de mundo que ele descortina por meio da arte literária.

Podcast irmaos.com
637: O Grande Mentecapto – Fernando Sabino – Literário 075

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Apr 1, 2025 66:07


Visitamos mais um clássico da vasta literatura brasileira para conhecer a obra de Fernando Sabino e sua tragicomédia nessa viagem do mentecapto Geraldo Viramundo pela província de Minas Gerais.

Podcast irmaos.com
637: O Grande Mentecapto – Fernando Sabino – Literário 075

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Apr 1, 2025 66:07


Visitamos mais um clássico da vasta literatura brasileira para conhecer a obra de Fernando Sabino e sua tragicomédia nessa viagem do mentecapto Geraldo Viramundo pela província de Minas Gerais.

Sopa de Letras
Cinema, literatura e memória em Ainda Estou Aqui | Série especial #4

Sopa de Letras

Play Episode Listen Later Dec 13, 2024 35:42


A série Cinema, Literatura e Memória em Ainda Estou Aqui foi elaborada pelos alunos da cadeira de Seminário para o Ensino de Literatura Brasileira, ministrada pelo professor Antônio Marcos Vieira Sanseverino. O projeto tem como principal objetivo a extensão, levando discussões e análises literárias para a comunidade interna e externa da universidade. Nessa série, traremos como destaque a obra de Marcelo Rubens Paiva "Ainda estou aqui"(2015), explorando o texto literário e relacionando com a adaptação cinematográfica de Walter Sales "Ainda estou Aqui" (2024). Music by Sergei Chetvertnykh from Pixabay Roteiro: Ediele de Lima Narração: Alisson Ribeiro, Ediele de Lima, João Manoel Alves e Tales Lanfredi Lago Edição: Ediele de Lima Publicação e divulgação em parceria com o PET Letras da UFRGS ____________________________________________________________ Recado do grupo: Após escutarem os episódios do Podcast disponibilizado nas redes do PET Letras - UFRGS gostaríamos de ouvir vocês! Acesse o formulário: https://forms.gle/hBUckj8pak3BSNN29 Através deste formulário vocês podem compartilhar suas impressões sobre a obra e nossos episódios! Até a próxima!

Sopa de Letras
Cinema, literatura e memória em Ainda Estou Aqui | Série especial #3

Sopa de Letras

Play Episode Listen Later Dec 6, 2024 29:56


A série Cinema, Literatura e Memória em Ainda Estou Aqui foi elaborada pelos alunos da cadeira de Seminário para o Ensino de Literatura Brasileira, ministrada pelo professor Antônio Marcos Vieira Sanseverino. O projeto tem como principal objetivo a extensão, levando discussões e análises literárias para a comunidade interna e externa da universidade. Nessa série, traremos como destaque a obra de Marcelo Rubens Paiva "Ainda estou aqui" (2015), explorando o texto literário e relacionando com a adaptação cinematográfica de Walter Sales "Ainda estou Aqui" (2024). Music by Sergei Chetvertnykh from Pixabay Roteiro: João Alves e Alisson Ribeiro. Narração: Alisson Ribeiro, Ediele de Lima, João Manoel Alves e Tales Lanfredi Lago Edição: Ediele de Lima Publicação e divulgação em parceria com o PET Letras da UFRGS ___________________________________________________________ Recado do grupo: Após escutarem os episódios do Podcast disponibilizado nas redes do PET Letras - UFRGS gostaríamos de ouvir vocês! Acesse o formulário: https://forms.gle/hBUckj8pak3BSNN29 Através deste formulário vocês podem compartilhar suas impressões sobre a obra e nossos episódios! Até a próxima! ____________________________________________________________

Sopa de Letras
Cinema, literatura e memória em Ainda Estou Aqui | Série especial #2

Sopa de Letras

Play Episode Listen Later Dec 1, 2024 17:05


A série Cinema, Literatura e Memória em Ainda de estou Aqui foi elaborada pelos alunos da cadeira de Seminário para o Ensino de Literatura Brasileira, ministrada pelo professor Antônio Marcos Vieira Sanseverino. O projeto tem como principal objetivo a extensão, levando discussões e análises literárias para a comunidade interna e externa da universidade. Nessa série, traremos como destaque a obra de Marcelo Rubens Paiva "Ainda estou aqui"(2015), explorando o texto literário e relacionando com a adaptação cinematográfica de Walter Sales "Ainda estou Aqui" (2024). Roteiro: Tales Lanfredi Lago Narração: Ediele de Lima, João Manoel Alves e Tales Lanfredi Lago Edição: Ediele de Lima Publicação e divulgação em parceria com o PET Letras da UFRGS Music by Sergei Chetvertnykh from Pixabay _____________________________________________________________ Recado do grupo: Após escutarem os episódios do Podcast disponibilizado nas redes do PET Letras - UFRGS gostaríamos de ouvir vocês! Acesse o formulário: https://forms.gle/hBUckj8pak3BSNN29 Através deste formulário vocês podem compartilhar suas impressões sobre a obra e nossos episódios! Até a próxima! _____________________________________________________________ Acompanhe o PET Letras nas redes sociais: Instagram: @petletras.ufrgs Website: ⁠https://www.ufrgs.br/pet-letras/

Sopa de Letras
Cinema, literatura e memória em Ainda Estou Aqui | Série especial #1

Sopa de Letras

Play Episode Listen Later Nov 27, 2024 13:45


A série Cinema, Literatura e Memória em Ainda Estou Aqui foi elaborada pelos alunos da cadeira de Seminário para o Ensino de Literatura Brasileira, ministrada pelo professor Antônio Marcos Vieira Sanseverino , no semestre 2024/2. O projeto tem como principal objetivo a extensão, levando discussões e análises literárias para a comunidade interna e externa da universidade. Nessa série, o grupo trará como destaque a obra de Marcelo Rubens Paiva "Ainda estou aqui"(2015), explorando o texto literário e relacionando com a adaptação cinematográfica de Walter Sales "Ainda estou Aqui" (2024). Roteiro: Alisson Ribeiro Narração: Alisson Ribeiro, Ediele de Lima, João Manoel Alves e Tales Lanfredi Lago Edição: Ediele de Lima Publicação e divulgação em parceria com o PET Letras da UFRGS _____________________________________________________________ Recado dos organizadores: Após escutarem os episódios do Podcast disponibilizado nas redes do PET Letras - UFRGS gostaríamos de ouvir vocês! Acesse o formulário: https://forms.gle/hBUckj8pak3BSNN29 Através deste formulário vocês podem compartilhar suas impressões sobre a obra e nossos episódios! Até a próxima! _____________________________________________________________ Music by Sergei Chetvertnykh from Pixabay Sound Effect by Soul_Serenity_Ambience from Pixabay Fiftysounds: Sfx Big Impact Acompanhe o PET Letras nas redes sociais: Instagram: @petletras.ufrgs Website: ⁠ PET Letras UFRGS – Site do PET Letras UFRGS

Podcast irmaos.com
626: O Quinze – Rachel de Queiroz – Literário 072

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Nov 19, 2024 64:10


Encaramos mais um clássico da literatura brasileira e seguimos as histórias de alguns retirantes nordestinos da seca de 1915 para trazer nossas impressões ao ler esta importante obra de Rachel de Queiroz.

Podcast irmaos.com
626: O Quinze – Raquel de Queiroz – Literário 072

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Nov 19, 2024 64:10


Encaramos mais um clássico da literatura brasileira e seguimos as histórias de alguns retirantes nordestinos da seca de 1915 para trazer nossas impressões ao ler esta importante obra de Raquel de Queiroz.

Podcast irmaos.com
592: Capitães da Areia – Jorge Amado – Literário 064

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Mar 26, 2024 103:41


A experiência de acompanhar as aventuras desse grupo de meninos pelas ruas de Salvador.

Podcast do PublishNews
299 - 20 anos de Ponciá Vicêncio: os caminhos que Conceição Evaristo abriu na literatura brasileira

Podcast do PublishNews

Play Episode Listen Later Dec 11, 2023 51:32


Este é o terceiro episódio especial do Podcast na Casa PublishNews na Flip 2023. Foram mais de 30 painéis e cerca de 100 convidados e convidadas, compondo um mosaico diverso e plural de experiências e vivências, dentro e fora do mercado editorial. Uma das estrelas da programação em 2023 foi Conceição Evaristo. A escritora participou da mesa 20 anos de Ponciá Vicêncio: os caminhos que Conceição Evaristo abriu na literatura brasileira, em que será entrevistada pela jornalista Luciana Barreto, da CNN Brasil.autora de Discursos de ódio contra negros nas redes sociais (Pallas) Tivemos um apoio recorde de 26 parceiros comerciais que gostaríamos de agradecer: Patrocínio Master: CBL e Transpo Express Patrocínio: SNEL, Bookwire, Maralto, Outra Margem, Labrador, nVersos, MVB, Bella, UmLivro, Centauro Comunicaciones, DBA, Grupo Editorial Global, Letras do Pensamento, Saraiva Educação, Audible Brasil, Editora da Ponte, Alta Books, LC – Agência de Comunicação, Zain e Nielsen BookData. Empresa envolvida em ação pontual: Oasys Cultural Apoio: Sesc, Let's Beer, Gráfica Viena. Este podcast é um oferecimento da MVB Brasil, empresa que traz soluções em tecnologia para o mercado do livro. Além da Metabooks, reconhecida plataforma de metadados, a MVB oferece para o mercado brasileiro o único serviço de EDI exclusivo para o negócio do livro. Com a Pubnet, o seu processo de pedidos ganha mais eficiência. https://brasil.mvb-online.com/home Já ouviu falar em POD, impressão sob demanda? Nossos parceiros da UmLivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro e imprimir depois; reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da UmLivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo sem perder nenhuma venda. http://umlivro.com.br e também com o apoio da CBL A Câmara Brasileira do Livro representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor e atua para promover o acesso ao livro e a democratização da leitura no Brasil. É a Agência Brasileira do ISBN e possui uma plataforma digital que oferece serviços como: ISBN, Código de Barras, Ficha Catalográfica, Registro de Direito Autoral e Carta de Exclusividade. https://cbl.org.br Este é um episódio 299 do Podcast do PublishNews do dia 11 de dezembro de 2023 gravado no dia 25 de novembro em Paraty. E não se esqueça de assinar a nossa newsletter, nos seguir nas redes sociais: Instagram, Linkedin, YouTube, Facebook, Tiktok e Twitter. Todos os dias com novos conteúdos para você E agora vamos a uma das mesas que a casa PN ficou mais lotada: 20 anos de Ponciá Vicêncio: E começamos após a primeira pergunta da Luciana Barreto, jornalista da CNN Brasil, sobre a publicação do primeiro  --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/podcast-do-publishnews/message

Podcast Matéria Bruta
Conheça Júlia Lopes de Almeida com Anna Faedrich

Podcast Matéria Bruta

Play Episode Listen Later Nov 29, 2023 51:55


O terceiro episódio da série especial de Clássicos da literatura luso-brasileira no Matéria Bruta traz o protagonismo feminino do século XIX com a escritora Júlia Lopes de Almeida. Para conversar conosco sobre Júlia, a convidada é Anna Faedrich, professora de Literatura Brasileira na Universidade Federal Fluminense. Anna nos ajuda a entender quem foi essa escritora, analisa o contexto histórico de sua vida e produção literária, e comenta sobre como Júlia foi capaz de inserir temáticas tão contemporâneas – como o feminismo – em seus escritos no final do século XIX e início do XX. Além disso, o episódio faz um esforço de entender a razão do apagamento de Júlia da história, em um processo conhecido por memoricídio. Por fim, o episódio foca mais precisamente no livro “A Falência”, publicado em 1901, o qual fez um sucesso tão grande que possibilitou que Júlia comprasse uma casa em Santa Teresa, na qual aconteciam os saraus promovidos por ela. Este episódio foi produzido por Geovana Diniz e Luiza Pinheiro, contou com a captação de som de Louis Barbaras, identidade visual e artes de Gabriela Diniz, assessoria de Francis Carnaúba, coordenação geral e edição de Juliana Zalfa, e voz de Flávia Mano.

Podcast do PublishNews
295 - Esquenta Casa PublishNews FLIP 2023

Podcast do PublishNews

Play Episode Listen Later Nov 12, 2023 56:21


O episódio do Podcast do PublishNews de hoje já está no clima da Casa PublishNews na Flip 2023. Vamos conversar com alguns dos personagens que estarão presentes na rua do comércio, 300 (também conhecida como Rua Tenente Francisco Antônio, 300). Serão 30 mesas que falarão dos mais diversos aspectos do mercado editorial. E aqui teremos uma pequena amostra do que te espera da casa PN:: Ricardo Costa, o CEO da MVB Brasil, com Anselmo Bortolin, CEO da Meta Brasil/UmLivro e Carol Ito (jornalista, quadrinista e autora da HQ Inteiro pesa mais do que metade - nVersos). Conversamos sobre os avanços que Metadados e a impressão sob demanda trazem para o mercado, das novidades de Frankfurt e do POD, de Quadrinhos e Literatura, das HQs e a produção independente. Mas teremos aqui a participação de Lilian Cardoso (diretora da LC – Agência de Comunicação),Luciano Monteiro (diretor global de Comunicação e Sustentabilidade da Santillana e vice-presidente da CBL, Câmara Brasileira do Livro) Daniel Pinsky Fundador e Diretor geral Editora Labrador e também Vanessa Passos (pós-doutora em Escrita Criativa e autora de A filha primitiva, José Olympio). Este podcast é um oferecimento da MVB Brasil, empresa que traz soluções em tecnologia para o mercado do livro. Além da Metabooks, reconhecida plataforma de metadados, a MVB oferece para o mercado brasileiro o único serviço de EDI exclusivo para o negócio do livro. Com a Pubnet, o seu processo de pedidos ganha mais eficiência. https://brasil.mvb-online.com/home Já ouviu falar em POD, impressão sob demanda? Nossos parceiros da UmLivro são referência dessa tecnologia no Brasil, que permite vender primeiro e imprimir depois; reduzindo custos com estoque, armazenamento e distribuição. Com o POD da UmLivro, você disponibiliza 100% do seu catálogo sem perder nenhuma venda. http://umlivro.com.br e também com o apoio da CBL A Câmara Brasileira do Livro representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor e atua para promover o acesso ao livro e a democratização da leitura no Brasil. É a Agência Brasileira do ISBN e possui uma plataforma digital que oferece serviços como: ISBN, Código de Barras, Ficha Catalográfica, Registro de Direito Autoral e Carta de Exclusividade. https://cbl.org.br Este é um episódio 295 do Podcast do PublishNews do dia13 de novembro de 2023 gravado no dia 8. Eu sou Fabio Uehara e esse episódio conta com a participação de Talita Fachinni e Guilherme Sobota. E a edição de Fabio Uehara. E não se esqueça de assinar a nossa newsletter, nos seguir nas redes sociais: Instagram, Linkedin, YouTube, Facebook, Tiktok e Twitter. Todos os dias com novos conteúdos para você E agora Carol Ito, Ricardo Costa, Anselmo Bortolin https://www.publishnews.com.br/materias/2023/11/07/casa-publishnews-na-flip-2023-tera-30-paineis-e-numero-recorde-de-participantes-veja-a-programacao-completa Indicações  Rádio imaginação - Seiko Ito - Companhia das Letras (https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559215393/radio-imaginacao) Eu que nunca conheci os homens - Jacqueline Harpman - Dublinense https://www.dublinense.com.br/livros/eu-que-nunca-conheci-os-homens/ Corpos - Netflix - https://www.netflix.com/title/81252916 Isso é Marketing - Seth Godin - Altabooks (https://altabooks.com.br/produto/isso-e-marketing/) As Cruzadas, Os Templários e a Maçonaria - Rosaldo Bonnet (https://clubedeautores.com.br/livro/as-cruzadas-os-templarios-e-a-maconaria-2) Inteiro Pesa Mais do que Metade - Carol Ito - nVersos - https://www.nversoseditora.com/product-page/inteiro-pesa-mais-do-que-metade A Tragédia da Princesa Rokunomiy - Kuniko Tsurita - Veneta https://veneta.com.br/produto/a-tragedia-da-princesa-rokunomiya/ Crítica Reunida sobre Literatura Brasileira - josé Paulo Paes - Organização: Fernando Paixão e Ieda Lebensztayn - Ateliê Editorial e Cepe Editora https://www.atelie.com.br/selecao/jose-paulo-paes/ --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/podcast-do-publishnews/message

Imigrante Rico Podcast
Imigrante Rico #81 | Como mercado financeiro nos EUA influencia o real estate | Kim & Thalita

Imigrante Rico Podcast

Play Episode Listen Later Oct 22, 2023 42:51


Sejam Bem Vindos ao Imigrante Rico Podcast!Este projeto é trago para você pela BRZ Insurance.Neste episódio inspirador do podcast "Imigrante Rico", convidamos Talita Meneses, uma talentosa profissional natural de São Paulo, Brasil. Com formação em Letras e Pedagogia, e uma pós-graduação em Literatura Brasileira.E junto com ela trazemos sua parceira de negócios a Kim, natural de Hempstead, Nova Iorque. Kim começou seus estudos em ciência da computação e 1986 começou a trabalhar no mercado financeiro dos EUA, onde permanece até hoje. Talita Meneses, natural de São Paulo, é uma profissional das áreas de Letras e Contabilidade. Com uma sólida formação em Letras, Pedagogia e pós-graduação em Literatura Brasileira, Talita enfrentou desafios notáveis quando se mudou para os Estados Unidos em busca de aprimoramento profissional. Após começar sua jornada com trabalhos de limpeza e aulas particulares de português, ela encontrou seu caminho para a administração e contabilidade. Talita é um exemplo de superação e resiliência, não apenas em sua carreira, mas também diante de circunstâncias pessoais desafiadoras.Este episódio explora sua incrível trajetória, oferecendo inspiração para imigrantes que buscam sucesso nos EUA.

451 MHz
#74 - Literatura brasileira de horror - Braulio Tavares e Cristhiano Aguiar

451 MHz

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 52:53


Para comemorar o Dia das Bruxas e falar da literatura de horror brasileira, convidamos dois especialistas no assunto: Braulio Tavares, um dos maiores expoentes da ficção especulativa nacional, autor do clássico "A espinha dorsal da memória", e Cristhiano Aguiar, que vem despontando como um dos principais nomes do gênero no Brasil com o seu livro "Gótico nordestino". Siga as nossas contas no Instagram e concorra ao Sorteio Permanente da Quatro Cinco Um: @quatrocincoum @tintadachinabr @afeiradolivro

Podcast irmaos.com
Somos justos com a literatura brasileira? – Literário 043

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later May 24, 2022 59:43


Colocamos o dedo na ferida e remexemos em nossos traumas com a literatura brasileira.

Podcast irmaos.com
508: Somos justos com a literatura brasileira? – Literário 043

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later May 24, 2022 59:26


Colocamos o dedo na ferida e remexemos em nossos traumas com a literatura brasileira.

Podcast irmaos.com
Somos justos com a literatura brasileira? – Literário 043

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later May 24, 2022 59:43


Colocamos o dedo na ferida e remexemos em nossos traumas com a literatura brasileira.