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Diego Bechara é criador do canal A cara da Riqueza e Resumo da Ópera e adora ajudar as pessoas a alcançarem a independência financeira através dos investimentos. ~~~~INCO - Investimentos Coletivos (CUPOM: irmaosdias)https://invistainco.go.link/lG2zzInvestidor 10Tudo que o investidor precisa em um só lugar:https://investidor10.com.br/click/1000386/Seja membro do canal e ganhe benefícios:https://www.youtube.com/channel/UChBtPExX9RjCdmpAizK7ccQ/join~~~~ANFITRIÕES:Carol DiasAndré DiasCONVIDADOSDiego Bechara-----------------☎️
An episode discussing competing narratives over Lebanon's national interest, an ideological divide over Hezbollah's weapons, covering economics in times of conflict and preconditions before any consideration for peace with Israel. With L'Orient Le-Jour economic journalist Stephanie Bechara. Check out Stephanie's Substack piece "The cause I came home to": https://substack.com/home/post/p-194594679 The podcast is only made possible through listener and viewer donations. Please help support The Beirut Banyan by contributing via PayPal: https://www.paypal.me/walkbeirut Or donating through our Patreon page: https://www.patreon.com/thebeirutbanyan Subscribe to our YouTube channel and your preferred audio platform. Follow us on Facebook, Instagram & X: @thebeirutbanyan And check out our website: www.beirutbanyan.com Timestamps: 0:00 Intro 3:32 The Lebanese cause 6:21 Lebanon destroyed 9:55 Intentions when defending Hezbollah's weapons 12:59 Iran in the name of Palestine 15:32 Shyness defending Lebanese interests 18:34 Extremism 19:23 Ideological divide 23:33 Engagement 31:53 Economic coverage everwhelmed by war 36:03 Financial and economic literacy 42:22 Economic consequences due to recurring conflict 45:08 The security component impacting investment 48:41 Prospects for peace with Israel 56:35 Fabric of the country
Antes de se tornar um dos artistas mais influentes da história, Vincent van Gogh foi o produto de um entrelaçamento improvável de fé rigorosa, mercado de arte, boemia parisiense e um pequeno vilarejo transformado em laboratório pictórico. Uma exposição no Castelo de Auvers‑sur‑Oise, nos arredores de Paris, propõe revisitar esse percurso, mostrando como religião, autodidatismo, excessos e territórios específicos moldaram um pintor que, mesmo após mais de um século, continua impossível de ser ignorado. Márcia Bechara, enviada especial da RFI a Auvers-sur-Oise Antes de se tornar um “influenciador” — termo que hoje circula livremente para designar quem molda gostos, estilos e comportamentos — Vincent van Gogh foi, ele próprio, profundamente influenciado. A exposição Van Gogh, influencer, Heranças em Movimento, em Auvers‑sur‑Oise, nos arredores de Paris, parte justamente dessa inversão de perspectiva: a mostra recua no tempo para investigar o caldo cultural, religioso e artístico que moldou o pintor antes de ele se tornar o ícone incontornável da arte moderna. Misturando facsímiles raros de obras do gênio holandês (as obras do período francês estão em sua maior parte reunidas no Museu d'Orsay, na capital francesa) e obras de artistas vivos, a mostra contempla, em efeito de espelho, os ecos da força do pintor nas gerações futuras. “Entre as primeiras influências de Vincent van Gogh, há algo que costuma ser subestimado, mas que é fundamental: a religião”, afirma Wouter van der Veen, pesquisador holandês especializado em história da arte, um dos maiores especialistas internacionais em Vincent van Gogh e diretor científico do Instituto Van Gogh, sediado em Auvers‑sur‑Oise, além de curador da exposição. “Ele nasce filho de um pastor protestante, dentro de uma tradição marcada por uma profunda desconfiança em relação às imagens”. Na Holanda do século 19, o protestantismo calvinista ainda carregava os efeitos de um longo processo de iconoclastia. A produção e o culto às imagens eram vistos, nessas comunidades, como distrações perigosas da fé considerada verdadeira. “A lógica era eliminar as representações visuais, porque elas desviariam o fiel do essencial”, observa Van der Veen. “Isso era vivido de forma bastante concreta nas comunidades de onde Van Gogh veio”. Leia tambémExposição em Paris retraça últimos meses de Van Gogh em 'vilarejo dos impressionistas' Ao mesmo tempo, a família de Vincent reunia um paradoxo social e simbólico. “Os tios de Van Gogh eram marchands de arte. Três deles atuavam no mercado, todos em um nível social elevado”, destaca o curador. Em uma mesma linhagem conviviam, portanto, o rigor moral calvinista e a circulação constante de obras de arte. “As obras passavam de casa em casa, eles se visitavam, trocavam quadros e gravuras. Vincent cresce nesse ambiente”, diz. Desde cedo, Van Gogh demonstra uma relação intensa com a imagem. “Ele recebe uma educação muito sólida, bastante rígida, mas também extremamente completa: aprende quatro línguas, literatura, cultura geral, e, naturalmente, arte”, relata o diretor científico do Instituto Van Gogh. Essa formação cria um terreno fértil. “Ele manifesta muito cedo uma inclinação artística muito clara”, afirma. O aprendizado silencioso do mercado de arte Aos 16 anos, um dos tios aceita acolher Vincent como aprendiz em sua empresa. “Ele entra no mercado de arte muito jovem”, conta Van der Veen, retomando esse período pouco lembrado da biografia do pintor. Não se trata ainda de uma vocação como artista, mas de um trabalho. “Ele não será particularmente bom como marchand, mas passa sete anos nesse meio.” Durante esse período, algo decisivo acontece. “Milhares de gravuras passam pelas mãos dele. Centenas de pinturas”, enumera o curador. Van Gogh observa, compara, memoriza. “Ele tem uma memória visual extraordinária. Tudo isso constrói o que eu chamo de seu ‘catálogo interno'.” O olhar do artista começa a se formar antes mesmo de ele considerar a possibilidade de criar. “Entre os 16 e os 23 anos, ele trabalha nesse comércio de arte sem jamais pensar em se tornar artista”, prossegue o pesquisador holandês. O contato cotidiano com imagens cria um repertório denso, silencioso, acumulado. “Quando ele olha uma imagem mais tarde, ela nunca é neutra: está sempre atravessada por tudo o que ele já viu”. Depois de anos nesse universo, surge a frustração. “Ele passa a achar o mercado de arte um pouco vazio, sem sentido”, observa Van der Veen. Vincent busca outra trajetória. “Ele decide seguir os passos do pai e se tornar pastor”. Essa tentativa ocupa quatro anos de sua vida. “Ele tenta estudar teologia, mas não consegue. Procura trabalhos como evangelizador ou pregador, e não encontra”, relata o curador. Ao final desse percurso errático, a constatação se impõe: “É então que ele se diz: não, eu sou artista”. “Ele combina três coisas fundamentais: a cultura visual acumulada ao longo dos anos, o amor pela literatura e pelas línguas, e uma vontade profunda de dar sentido à existência”, analisa Van der Veen. Dessa combinação emerge o artista que conhecemos. “Mas é importante lembrar: ele começa a pintar seriamente aos 27 anos, o que é muito tarde”. Um autodidata contra todas as regras “A formação artística de Van Gogh é, em grande parte, autodidata”, afirma o curador da mostra. “Ele não entra no ateliê de um mestre, não segue uma escola.” Frequenta cursos esporádicos, aqui e ali, mas nada se sustenta. “O problema é o caráter: ele é absolutamente impossível”. O resultado é um aprendizado solitário, feito por tentativa e erro. “A imensa maioria da formação dele aconteceu sozinho”, diz Van der Veen. Até 1885 ou 1886, Van Gogh desenvolve um estilo muito pessoal, ainda ancorado no ambiente em que vive. Leia tambémNunca exibido em público, quadro de Van Gogh é leiloado por R$ 93 milhões em Paris Até então, ele praticamente não havia saído dos Países Baixos. “É uma região com um clima específico: céu baixo, luz difusa, tons mais fechados”, descreve o pesquisador. As cores de sua chamada fase holandesa refletem isso. “São tonalidades mais cinzentas, mais terrosas, e é isso que ele explora”. A virada ocorre quando Theo, seu irmão mais novo, já estabelecido em Paris como marchand de arte, convida-o a se mudar. “Theo seguiu o caminho que Vincent abandonou: o do mercado de arte”, lembra Van der Veen. Paris, naquele final do século 19, era o epicentro da vida artística europeia — e, em muitos sentidos, mundial. Vincent aceita o convite e passa dois anos vivendo com o irmão. Na capital francesa, ele é confrontado com um universo totalmente novo. “Ele descobre as gravuras japonesas, que o marcam profundamente”, observa o curador. O japonismo era uma moda entre artistas e intelectuais parisienses, mas, no caso de Van Gogh, a paixão assume outra escala. “Ele coleciona centenas e centenas dessas estampas”. Além disso, conhece pessoalmente figuras centrais da vanguarda. “Paul Signac, Émile Bernard, Paul Gauguin, Georges Seurat”, enumera Van der Veen. E vê de perto obras de Monet, Degas, Pissarro. “Há, de um lado, a força gráfica e cromática da arte japonesa; de outro, a abordagem científica da cor, como a de Signac.” Tudo isso se mistura. “Esse conjunto de influências vai construir o estilo Van Gogh.” Montmartre: a pintura mergulha no excesso Há, porém, outra influência decisiva, muitas vezes esquecida: a festa. “E todos os excessos que vêm com ela”, ressalta Van der Veen. Montmartre, naquele período, era um território híbrido. “Metade urbano, metade rural”, descreve o curador. Havia jardins, hortas e pequenos campos ainda ativos. “Van Gogh busca motivos tanto desse lado agreste quanto do outro”. Esse outro lado era o da vida noturna. “Os cabarés, os cafés: a Nouvelle Athènes, o Chat Noir, o Rat Mort”, lista Van der Veen. Espaços históricos onde a boemia parisiense se reunia. “A vida não parava, a festa não parava.” Esses lugares reuniam intelectuais, escritores, pintores, atores e poetas. “Era um mundo lendário”, diz o pesquisador holandês. Paris, à época, era amplamente reconhecida como a capital cultural do planeta. “E Montmartre funcionava como o lado alternativo desse grande palco: o espaço da ousadia, do risco, de ir longe demais.” Van Gogh estava no centro disso tudo. “Sua maneira de repensar a pintura, de romper fronteiras, deve muito a essa imersão no caldeirão cultural francês”, conclui o curador. Leia tambémProvável revólver usado em suicídio de Van Gogh é leiloado por € 162,5 mil Auvers‑sur‑Oise, o "país dos quadros" Ao se aproximar do fim da entrevista, o foco se desloca para Auvers‑sur‑Oise, pequena cidade a cerca de 30 quilômetros de Paris. Para o leitor brasileiro, o nome pode soar discreto. Mas, na história da arte, trata‑se de um território decisivo. “Muito antes de chegar a Auvers‑sur‑Oise, Vincent já conhecia a importância do lugar”, explica Van der Veen. “Quando trabalhava no comércio de arte, ele via constantemente obras criadas ali.” Isso se deve à presença, desde 1860, de Charles‑François Daubigny. “Ele era uma espécie de papa da pintura ao ar livre”, observa o curador. Ao se instalar em Auvers, Daubigny cria uma verdadeira colônia artística. “Isso acontece 30 anos antes da chegada de Van Gogh”. O efeito é duradouro. “Corot vem, depois Pissarro, Cézanne”, lembra Van der Veen. Grandes nomes se instalam naquele vilarejo para desenvolver suas pesquisas pictóricas. “São artistas hoje presentes nos maiores museus do mundo.” Auvers torna‑se um laboratório. “É ali que surgem manifestações iniciais de uma abordagem diferente da pintura”, afirma o diretor científico do Instituto Van Gogh. Cézanne, em particular, deixa marcas profundas que repercutiriam mais tarde na arte abstrata. Van Gogh chega consciente dessa herança. “E, ao final de sua vida, ele tem a certeza de que vai morrer”, relata o curador. Convencido de sofrer de sífilis e atormentado por crises mentais recorrentes, toma uma decisão. “Ele não quer morrer em um hospital ou em uma casa de saúde. Ele quer morrer à sua maneira. E quer fazê‑lo no país dos quadros”, diz Van der Veen. Esse país, para ele, era Auvers‑sur‑Oise. Nos últimos 70 dias de vida, pinta mais de 70 telas. “Qualquer um pode pintar um quadro por dia”, ironiza o curador, “mas não com essa qualidade”. Quando percebe a aproximação de uma nova crise, toma a decisão final e “ele decide assumir o controle da própria vida”. Depois da morte, a influência inevitável A exposição se encerra olhando para o que vem depois. “O que Vincent van Gogh fez foi realmente disruptivo”, afirma o pesquisador. Autodidata, ele criou suas próprias soluções formais. “Inventou coisas que ninguém tinha visto antes”. “Mas muito rapidamente, sobretudo após sua morte, os artistas percebem que ele abriu uma via totalmente nova”, explica o curador. Poucos tentaram pintar como ele, mas o impacto mais profundo foi outro. “Muitos passaram a querer viver como ele.” O exemplo de entrega absoluta à arte se torna, então, um modelo ético. Ao mesmo tempo, sua obra começa a circular intensamente. “É um momento de expansão da indústria da imagem”, observa Van der Veen. Livros ilustrados, fotografia. “As obras de Van Gogh são fotografadas e distribuídas, em preto e branco”. Mesmo assim, o impacto é imenso. Artistas absorvem, transformam, reutilizam. “Eles não podem ignorá‑lo”, afirma o curador. "Esse é o eixo central da exposição. Mesmo quem tenta fugir de Van Gogh não consegue. Depois de Van Gogh, pintar girassóis nunca mais será um gesto neutro”, conclui Van der Veen. A mostra Van Gogh, influencer, Heranças em Movimento, fica em cartaz até 3 de janeiro de 2027, no Castelo de Auvers, em Auvers‑sur‑Oise.
AMNA SAMNA BY DILDAR PERVAIZ BHATTI CHAPTER: _17_ BECHARA WAZIR-E-AZAM Dildar Pervaiz Bhatti's daily columns decorating his thoughtful and deep observations of our beloved country's delicate contrasts of society and culture, compiled in a book. This compilation was published by him in 1993. Sadly he was taken from us in October 1994. (RIP Dildar) We will share this book with all of you, hopefully you will enjoy it. If you have any memories of Dildar Pervaiz Bhatti then please do share with us, thanks. Our contact email address; dildarpakistan@hotmail.com
"Testing isn't just about checking a box—it's about proving you're ready to succeed." When most people think about business school admissions, they focus on test scores, essays, and interviews. But for many candidates around the world, there's another critical piece of the puzzle: proving you can succeed in an English-speaking academic environment. In this episode of Inside the GMAT, GMAC Zach is joined by Elie Bechara, Head of the Duolingo English Test in Europe, to break down how English proficiency testing fits into the modern MBA application—and why it matters more than ever. Elie shares his journey from INSEAD to consulting to tech, and how he found his way to Duolingo. Then, the conversation dives into what the Duolingo English Test (DET) actually is, how it compares to other English proficiency exams, and why its fully online, adaptive format is rapidly gaining traction worldwide. You'll also learn how the DET complements exams like the GMAT, what business schools are really looking for when it comes to communication skills, and how global trends are reshaping where—and how—students pursue business education. About Elie: Based in Europe, Elie Bechara is the Senior Strategic Engagement Manager for the Duolingo English Test. He works closely with universities, governments, and higher education stakeholders across the region to develop and support fair, secure, and accessible English proficiency assessment in international admissions. Before joining Duolingo, Elie spent over a decade in client-facing roles, across Europe and MENA, in consulting and tech, at LinkedIn, Boston Consulting Group (BCG) and PwC, advising institutions, governments, and organisations on strategy, transformation, and talent mobility. Helpful links: Duolingo English Test: englishtest.duolingo.com Register for the GMAT: https://www.mba.com/exams/gmat-exam/register Purchase GMAT Official Prep: https://www.mba.com/exams/executive-assessment/prepare Inside the GMAT/GMAC Zach on Substack: https://substack.com/@gmaczach Key Takeaways: Language proficiency is more than a checkbox: It's a signal of your ability to actively participate in a global, collaborative MBA environment. The GMAT and English tests are complementary, assessing different but equally critical skills: reasoning vs. real-world communication. AI is transforming assessment, enabling faster test development, improved security, and more realistic interaction-based evaluations. Global mobility trends are shifting, with more candidates choosing Europe and other regions, increasing the need for strong communication across cultures. Business school success depends heavily on communication, not just academic ability—especially in discussion-driven environments. Your application doesn't need to be "extraordinary" to be compelling—authenticity and clarity matter more than trying to stand out artificially. Preparation builds confidence for day one, ensuring you can fully engage from the start rather than playing catch-up. Chapters: 00:00 Introduction 01:27 Elie's Journey to Duolingo 04:20 The Duolingo English Test Explained 07:12 The Structure and Security of the Test 12:02 Innovative Features of the Duolingo English Test 14:19 The Growing Popularity of the Duolingo English Test 17:30 Complementing MBA Applications with Language Proficiency 22:38 Trends in Global Mobility for MBA Candidates 25:05 The Future of Language Testing and AI Innovations 29:22 Advice for MBA Applicants and Test Takers
This Will Not End Well, em cartaz no Grand Palais e na Capela Saint-Louis da Salpêtrière, oferece uma visão inédita em Paris da obra de Nan Goldin, norte-americana que acaba de completar 70 anos como estrela inconteste da fotografia mundial. Goldin descreve seu trabalho no material da mostra e dá o tom da curadoria que recupera cinco décadas de um trabalho intenso, cru e cheio de empatia : “Sempre quis ser cineasta. Meus slideshows são filmes compostos de fotos”. Márcia Bechara, da RFI em Paris A mostra, aberta a partir de quarta-feira (18) para o público na capital francesa, ocupa o Salão de Honra do Grand Palais e a Capela Saint-Louis da Salpêtrière, onde está sendo apresentada a instalação Sisters, Saints and Sibyls, concebida em 2004 para o Festival de Outono de Paris. Apesar de não ter podido estar presente na coletiva de imprensa em 17 de março por problemas de saúde, a presença da artista é sentida em cada detalhe da mostra. A seu pedido, Goldin foi substituída, durante a coletiva em Paris, por uma longa e pungente mensagem gravada por ela e um vídeo de apoio aos palestinos e à Faixa de Gaza, projetado nas paredes do Grand Palais. O curador sueco Fredrik Liew, responsável pela retrospectiva e diretor de exposições e coleções do Moderna Museet, em Estocolmo, acredita se tratar de “um grande erro quando se pensa nessa mensagem política como algo separado do resto da exposição". "Pelo que entendo da prática de Nan, o que me engaja é a dedicação dela às outras pessoas, à empatia e a como vivemos juntos. O que está acontecendo no mundo — populismo, terror, guerra — são consequências da falta de empatia. Nan propõe, com seu trabalho, mostrar o ser humano, estar junto e se esforçar para construir um mundo melhor”, observou à RFI. Gaza, AIDS e a convergência de lutas Ao longo das últimas décadas, a fotógrafa Nan Goldin tem criado imagens marcantes que exploram a poética do pessoal. Mais do que qualquer outro artista de sua estatura, Goldin tem usado seu sucesso para denunciar a ganância dos poderosos, desde a resposta lenta do governo norte-americano à crise da AIDS, que matou tantos de seus amigos na década de 1980, até o lucro da indústria farmacêutica e a epidemia de overdoses que ela desencadeou. Neta de judeus asquenazes da Polônia, ela passou os últimos anos, em suas próprias palavras, "consumida" pela destruição de Gaza e de seu povo. No início de 2026, ela e seu editor, David Sherman, começaram a costurar vídeos da Palestina – cenas de normalidade e de atrocidade, ambas – para produzir Gaza, um mosaico de dor e beleza, com imagens de antes e depois da guerra, vídeo apresentado também durante a coletiva de imprensa de lançamento de sua retrospectiva em Paris: Nan Goldin é reconhecida como uma artista maior que transita entre os séculos 20 e 21 revolucionando a fotografia contemporânea e a cultura visual. Com um título que encampa a ironia e a agudeza de seu olhar sobre o mundo, a retrospectiva This Will Not End Well (Isso Não Vai Acabar Bem, em tradução livre), no Grand Palais, é a primeira exposição na França a oferecer uma visão completa do trabalho da artista como cineasta, por meio de slideshows e vídeos. Viagem sensorial Cada pavilhão da exposição parisiense parece pensado para contar uma história própria, transformando o percurso em um passeio sensorial pela obra de Nan Goldin. Sobre a montagem no Grand Palais, Hala Wardé, arquiteta e cenógrafa que colabora com a artista há anos, observou que “esse grande espaço parisiense acabou de ser reformado e recuperou uma luz que tinha perdido. Era importante voltar a este espaço e brincar com essa luz, mesmo que tenhamos decidido filtrá-la para manter um jogo de sombras e claridade. Aqui, no Salão de Honra — um lugar muito alto e imponente — optamos por torná-la menos densa. São cinco salas, em vez de seis como nos outros museus. A singularidade desta apresentação parisiense está na instalação de Sisters, Saints and Sibyls: ela é diferente, mas fiel à original.” Para Wardé, a luz é mais que um detalhe, “ela é o elemento que mais muda de cidade para cidade". "A luz de Paris não é a mesma de Estocolmo nem a de Milão. Decidimos torná-la menos intensa, ajustando a experiência ao espaço e à narrativa da exposição”, especificou. Sobre a disposição da obra na Capela Saint-Louis da Salpêtrière, a arquiteta detalhou que preferiu "respeitar a instalação exatamente como foi concebida para este lugar". "Inclusive, me inspirei nela para criar uma sala específica, com planta octogonal. Mantivemos toda a estrutura. Há um mezanino suspenso que provoca vertigem. A obra evoca o suicídio de sua irmã Barbara, em relação à história de Santa Bárbara. É muito intensa, e a forma como foi montada está perfeitamente adaptada a esta apresentação.” Uma narrativa viva e política Mais do que uma retrospectiva de fotografias, a mostra propõe redescobrir a obra como experiência audiovisual. O curador sueco Fredrik Liew explica: “Talvez as pessoas esperem fotografias em molduras, mas não há obras impressas. Meu convite à artista foi mostrar toda a sua prática, suas milhares de imagens, no formato de slideshows que ela produziu ao longo da carreira. Selecionamos seis para esta exposição. Essa é a curadoria dela de suas imagens, narrativas da sua obra de vida. Ela organiza todas as imagens que produz em diferentes histórias, contadas por meio desses slides e seus trabalhos em vídeo.” Ele também comentou à RFI a maneira como a artista revisita constantemente suas obras. “Ela nunca parou de trabalhar, sempre refaz. Não existe apenas uma maneira de mostrar suas obras, mas muitas, e isso se desenvolve. The Ballad of Sexual Dependency, por exemplo, quando começou a ser exibida no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, sempre era diferente, e continua diferente a cada apresentação. Ela sempre acrescentava imagens e apresentava tudo de maneira diferente, inspirada pelos contextos dos lugares. Ela sempre vê o trabalho a partir do presente: ‘Este é meu trabalho e é assim que o vejo hoje'. Estamos apresentando Nan como cineasta e contadora de histórias. Não estamos retirando nada de sua fotografia, mas acrescentando essa dimensão”, diz. A particularidade da montagem parisiense está na reinstalação de Sisters, Saints and Sibyls, originalmente criada para a Salpêtrière. Liew observa: “O que é realmente único em Paris é poder revisitar a Salpêtrière para a instalação de Sisters, Saints and Sibyls. A obra foi criada para o Festival de Outono em 2004 e estreou nesse local. Somos muito gratos por poder reinstalá-la agora, 20 anos depois, e mostrar a um público maior, além de apresentar todo o contexto de seu trabalho na forma desta exposição no Grand Palais.” Som, emoção e diaporamas O som é parte central da narrativa de Goldin. Barbara Kroher, curadora associada em Paris, explica que "a construção narrativa de Nan é muito sutil, quase epidérmica, incluindo a trilha sonora, que tem papel central.As escolhas musicais são ecléticas: Chopin, Schubert, Velvet Underground, Maria Callas, Edmundo Rivero. O som não pode ser separado da imagem; ele guia a narrativa. Em The Ballad of Sexual Dependency, há um subtexto sonoro. Em Sisters, Saints and Sibyls, na Capela da Salpêtrière, ouvimos coros medievais e a voz de Nan, ampliando a dor que permeia a obra. Em Memory Lost, há gravações de secretárias eletrônicas dos anos 1980, acrescentando significado às imagens. O diaporama é uma forma híbrida, entre fotografia e cinema.” A exposição inclui trabalhos que exploram traumas familiares, suicídio, dependência química e relações de gênero. Wardé ressalta: “Cada sala, cada luz, cada detalhe foi pensado para que o visitante se sinta atravessando uma experiência íntima e sensorial. A obra fala de dor, mas também de empatia, de estar junto com o outro.” Contexto histórico e social Goldin é conhecida por abordar questões sociais como gênero, saúde mental e crises de dependência. Em Memory Lost, ela explora os aspectos mais sombrios da dependência química. Em 2017, fundou o grupo P.A.I.N. (Prescription Addiction Intervention Now), atuando contra a família Sackler, considerada responsável pela epidemia de overdoses de opioides, pressionando instituições a removerem o nome dos doadores de seus espaços. O trabalho da artista também documenta a vida boêmia e alternativa de Nova York entre os anos 1970 e 1990, retratando amizades, festas e relacionamentos. Em material oficial, a exposição apresenta obras icônicas como The Ballad of Sexual Dependency (1981-2022), The Other Side (1992-2021), Sisters, Saints and Sibyls (2004-2022), Memory Lost (2019-2021), Sirens (2019-2020) e Stendhal Syndrome (2024). Paris como memória e cena artística A capital francesa mantém um vínculo duradouro com a artista. Kroher contextualiza: “Nan viajou pela Europa desde jovem, morou em Paris, fotografou amigos e apresentou trabalhos aqui. Alguns amigos aparecem em suas obras, como Valérie em Standard Syndrome e Kim Harlow, ícone transgênero dos cabarés parisienses nos anos 1980. Ela tem um vínculo duradouro com a cidade e a exposição reflete isso.” A curadora francesa observa ainda o impacto do olhar de Goldin: “São histórias sobre emoções e relações humanas em toda a sua diversidade e complexidade. A empatia é constante em seu trabalho. A exposição nos mostra que a arte pode criar um senso de comunidade.” Um vilarejo de slideshows Os pavilhões formam um conjunto que funciona como um “vilarejo”, em que cada espaço é adaptado à obra que apresenta. “Cada sala, luz e arquitetura dialogam com os slideshows, reforçando a intimidade e a narrativa política da obra, conduzindo o visitante por trajetórias de memória, emoção e cinema”, explica Wardé. This Will Not End Well fica em cartaz até 21 de junho de 2026 no o Salão de Honra do Grand Palais e na Capela Saint-Louis da Salpêtrière, em Paris.
ARIEL LAZARI é arqueólogo, GUILHERME FREIRE é filósofo e PE. JOÃO BECHARA VENTURA é sacerdote. Eles vão bater um papo sobre o Natal e suas tradições na religião católica. Já o Vilela acha que insuficiência renal é quando falta rena no trenó do Papai Noel.
O Museu Guimet apresenta em Paris a exposição “Mangá. Uma arte completa!”, uma imersão nas origens e na evolução do mangá. A mostra reúne obras raras, revistas históricas e peças das coleções japonesas para revelar tradições, influências ocidentais e a força criativa de mestres dos séculos 20 e 21 — uma viagem ao universo que transformou o mangá em verdadeiro fenômeno global. Márcia Bechara, da RFI em Paris Em vitrines e painéis, visitantes percorrem séculos de narrativas gráficas japonesas, do teatro nô às primeiras experiências com animação, passando pelo humor satírico da imprensa e pela explosão de gêneros que marcou o século 20. A curadoria é assinada por Estelle Bauer, que sublinha o ineditismo da iniciativa. “Eu acho que é a primeira vez que mangás são expostos em um museu de Belas Artes, numa instituição parisiense. Eles estão muito curiosos no Japão com os resultados dessa exposição”, refletiu. A declaração resume o impacto institucional dessa entrada definitiva do mangá no circuito das artes visuais da capital francesa. Especialista em arte japonesa, Bauer explica como buscou evidenciar a profunda ligação entre os mangás contemporâneos e a iconografia ancestral do Japão. “Eu sou historiadora da arte japonesa, então olho os mangás com essa referência e esse conhecimento da arte antiga do país. Isso era uma evidência, existe uma imensidão de relações entre o Japão antigo e os personagens do mangá que usam, por exemplo, máscaras de teatro antigas", exemplificou. "Há cenas que são tiradas diretamente de lendas japonesas. Foi umpouco isso que tentamos mostrar.” A exposição revela esse diálogo ao aproximar obras do acervo tradicional do museu — esculturas, máscaras, pinturas — das narrativas visuais dos mangakás modernos", destaca. Conexões estruturais dos mangás Para Bauer, essas conexões não são apenas estilísticas, mas estruturais para o trabalho de criação dos autores. “Os mangakás se inspiraram muito de sua tradição, de sua cultura visual, e foi isso que tentamos mostrar na exposição, criando uma espécie de diálogo entre as obras do museu, as obras de coleções patrimoniais e os mangás.” Em um dos núcleos mais comentados da mostra, uma escultura rara exemplifica essa relação direta com o imaginário pop. “Acho que o autor de Dragon Ball se inspirou de aspectos variados da tradição japonesa, mas uma das referências possíveis é o dragão que caça a Pérola da Sabedoria. Apresentamos, durante a exposição, uma escultura que faz referência a isso, e que, na verdade, foi um presente do antepenúltimo Shogun do Japão ao imperador Napoleão 3° em 1864.” Um olhar complementar sobre a mostra é o de Valentin Paquot, especialista em mangás e consultor do catálogo da exposição. Ele chama atenção para a dimensão industrial e econômica desse universo, frequentemente esquecida em debates artísticos. “Houve uma abordagem realmente industrial e não somente artística na criação dos mangás. É claro que se trata de um gênero artístico legítimo, mas, por trás dos mangás, existe também muito dinheiro... Apenas em 2024, esse mercado gerou 704 bilhões de yens somente no Japão, ou seja, um total equivalente a € 4 bilhões, é uma soma colossal. Nós adoraríamos dispor de um orçamento igual para os quadrinhos na França”, compara. Leia tambémDiva do mangá, japonesa é segunda mulher a vencer o Festival Internacional de HQ da França Paquot lembra que o boom editorial japonês, impulsionado pelo pós-guerra e pelo baby boom, foi decisivo para a consolidação de um mercado de larga escala. “É um segmento muito mercantilizado, com um volume enorme de revistas. Essa explosão começou na época do baby boom japonês, com mais de 80 revistas mensais na época. E, além disso, o mangá também foi muito usado como veículo de publicidade.” Paquot também destaca a presença marcante dos yōkai, seres sobrenaturais do folclore japonês que atravessam tanto mangás quanto animes. “Se nos voltarmos ao que chamamos de yokais, ou seja, aos monstros japoneses, que estão muito bem sublinhados nessa exposição, podemos ver o incrível bestiário presente nesse repertório japonês, e, na verdade, trata-se de uma gramática muito conhecida lá. Isso quer dizer que, se usamos um determinado personagem, sabemos com antecedência a mensagem que se quer passar...” Segundo ele, essa gramática visual não impede liberdade criativa — ao contrário. “E se o mangaká tiver vontade de brincar, ele pode criar o que chamamos de ‘gap', uma surpresa, ou seja, ele vai utilizar um monstro do qual é esperado um determinado comportamento, mas que vai fazer exatamente o oposto. Os mangakás adoram nos surpreender desse jeito...” Tradição e cultura pop em diálogo “Manga. Tout un art!” ocupa três andares do Museu Guimet e foi concebida para apresentar o mangá em paralelo às coleções asiáticas da instituição — de máscaras do teatro Nô, vestes de samurais e katanas a desenhos originais de Dragon Ball, One Piece, Naruto e Astro Boy. A curadoria apostou em uma montagem dinâmica que atrai o público jovem sem perder densidade histórica. Um dos pontos altos é a sala dedicada à Grande Onda, um clássico de Katsushika Hokusai (1830/1831), onde se discute como o “traço claro e estruturado” do mestre "antecipa códigos narrativos dos quadrinhos modernos" — e como essa iconografia segue influenciando autores e estilistas. A mostra também destaca o papel de Osamu Tezuka, cujas séries Astro Boy e A Princesa e o Cavaleiro ajudaram a revolucionar linguagem e formatos, abrindo caminho para gêneros como o shōjo (voltado originalmente para meninas) e para movimentos mais adultos como o gekiga. Como gesto de ponte com novas gerações, o cartaz da exposição foi encomendado ao mangaká francês Reno Lemaire (Dreamland), reforçando o diálogo entre tradição japonesa e produção contemporânea. De onde vem o mangá: raízes, encontros e viradas Embora o termo “mangá” tenha sido popularizado por Hokusai no século XIX e hoje seja associado às HQs japonesas, suas raízes remetem aos emaki (rolos narrativos) da era medieval e ao repertório do ukiyo‑e. A exposição em Paris parte exatamente dessa genealogia para ler o mangá como herdeiro de séculos de visualidade. O encontro com o Ocidente, no fim do século XIX, incorporou a tradição de caricatura e sátira dos jornais europeus, catalisando o nascimento do mangá moderno com autores como Kitazawa Rakuten. Já na primeira metade do século 20, o kamishibai — o “teatro de papel” de rua — refinou a narrativa seriada e a relação direta com o público, elementos que migram depois para as revistas e, mais tarde, para o anime televisivo. O kamishibai tem raízes nos emaki e em práticas de narração pictórica (etoki); sua “era de ouro”, nas décadas de 1930–50, antecede a popularização da TV — não à toa apelidada de “kamishibai elétrico”. Muitos artistas transitaram do kamishibai para o mangá e o anime, sedimentando técnicas e modos de contar histórias que hoje são marca do quadrinho japonês. Uma paixão brasileira? O Brasil tem uma relação de longa data com o mangá e o anime. Lobo Solitário chegou ao país em 1988, e a consolidação do formato “de trás para frente” se deu de forma massiva com Dragon Ball, no início dos anos 2000. A partir daí, editoras especializadas e selos de grandes grupos aceleraram a oferta e profissionalizaram a distribuição. O resultado aparece nas vendas: entre julho de 2023 e julho de 2024, 71% dos 100 quadrinhos mais vendidos em livrarias brasileiras foram mangás — com liderança da Panini, seguida pela JBC (adquirida pela Companhia das Letras em 2022), entre outros selos. Em outro recorte, os mangás concentraram 46,7% das vendas do mercado de quadrinhos no país, confirmando o apelo da cultura pop japonesa. Esse interesse transborda para eventos e streaming. A CCXP, maior festival de cultura pop do mundo em público, reuniu 287 mil pessoas em 2023; e a Crunchyroll anunciou, em 2024, que o Brasil já é seu segundo maior mercado de assinantes globais — impulsionando dublagens, estreias em cinema e ativações de grande porte. Mesmo num cenário em que o hábito de leitura geral encolheu — o país perdeu cerca de 6,7 milhões de leitores em quatro anos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura 2024, organizada pelo Instituto Pró‑Livro (IPL) — o mangá mantém tração ao se apoiar em uma cadeia multimídia (animes, games, produtos licenciados) e em comunidades de fãs muito engajadas. Números, gêneros e linguagem do mangá Para além do rótulo “quadrinho japonês”, o mangá se organiza por segmentação etária e temática (shōnen, shōjo, seinen, josei etc.) e por gêneros que vão do épico de ação à introspecção psicológica, passando por romance escolar e ficção científica — uma diversidade que facilita identificação e renovação de leitores. A transposição para anime e o modelo em formato de série na publicação ajudam a sustentar fidelização e vendas recorrentes. No Brasil, essa dinâmica se reflete em listas de mais vendidos dominadas por franquias como One Piece, Demon Slayer e Jujutsu Kaisen, ao lado dos clássicos nacionais infantis — um arranjo que mostra coexistência de perfis geracionais e explica o espaço dos mangás nas prateleiras e nos eventos.
Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, sediou a Flup 2025 como centro simbólico da diáspora negra, palco de literatura e resistência. A curadora do festival, Mame-Fatou Niang, evocou a urgência de “reencantar o mundo” mesmo diante do massacre causado pela operação policial que antecedeu o evento, enquanto Anne Louyot, responsável pela temporada cultural francesa no Brasil, lembrou que “o Brasil não conhecia essa parte das culturas francesas” e celebrou o legado dos encontros. Márcia Bechara, enviada especial da RFI ao Rio de Janeiro No último fim de semana de programação, a curadora da Flup2025, Mame-Fatou Niang, trouxe uma reflexão que marcou o festival. Ela lembrou a cena de corpos estendidos depois da operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, vistos de cima por um drone, e a "suspensão daquele instante". "Eu vejo exatamente a cena: aquele drone passando por cima de um objeto difícil de identificar, uma linha muito longa. Eu me lembro de ter visto algo que parecia um tapete se desenrolando. E quando o drone se aproxima, eu percebo que cada ‘desenho' daquele tapete era, na verdade, um corpo deitado, colocado entre outros de forma intercalada”, rememorou à RFI. A curadora se perguntou sobre o sentido de propor o reencantamento diante da tragédia, mas não hesitou em manter o tema de 2025: Ideias para reencantar o mundo. “Eu não hesitei. Nós não hesitamos. Ficamos em suspensão… Eu sei que prendi a respiração e me fiz imediatamente uma pergunta: o que significa querer reencantar o mundo estando a menos de dois quilômetros do lugar onde esses corpos estão? O que significa, para uma mãe que perdeu um filho dessa maneira, ouvir que é possível reencantar o mundo? Estar dentro de um ônibus, olhar pela janela e ver nossos cartazes falando sobre ideias que querem reencantar o mundo?” A reposta, segundo ela, foi multiplicar a vontade de afirmar a vida. "Se isso teve algum efeito em mim, foi o de multiplicar minha vontade de fazer, e de afirmar que, apesar de tudo isso, a vida continua.” Niang recordou ainda as crianças presentes na cena: "havia dezenas de crianças, crianças muito pequenas, ao redor daqueles corpos. Eu me lembro de duas coisas: as moscas sobre os corpos e aquelas crianças tão pequenas", disse. Leia tambémFlup celebra diáspora negra e traz literatura como 'aquilombamento' para 'reencantar' o debate decolonial "Então pensei: nós temos objetos, temos uma proposta visual, uma comunicação muito doce, muito pop, muito rosa… E eu queria que as crianças fossem atraídas para dentro do ônibus, que não pensassem nas moscas sobre os corpos, mas que olhassem os peixes, os búzios, as flores. E que, mesmo sem saber ler, fossem atraídas por aquelas formas. Talvez perguntassem para a mãe: ‘O que está escrito aqui?' E que a mãe respondesse: ‘Ah, tem um ou dois loucos que acham que podem encantar o mundo.'”, avaliou. Para ela, a Flup é um "quilombo de utopistas": "Utopia não é aquilo que não pode ser realizado — é aquilo que ainda não foi realizado.” Niang destacou as conexões já existentes entre Senegal e Brasil, entre outras diásporas negras. Leia também'Brasil é acontecimento antropológico': autor premiado da experiência pós-colonial lança 4 obras na Flup “Não se trata exatamente de criar pontes. Não é isso. É revelar as pontes que já existem. Elas já estão aqui. Ontem mesmo eu estava assistindo a uma roda de tambor. Minha família vem do Senegal. As pessoas aqui do bairro, em Madureira, me lembram profundamente de onde eu venho. Eu reconheci todos os gestos da minha avó. Essas coisas permanecem nas palavras, na língua, na comida, na dança, na forma de se mover, no corpo. Então, para nós, a ideia não é inventar nada novo, mas reacender essas conexões, mostrar os caminhos, os desvios, as surpresas, enxergar como essas práticas foram se transformando aqui. A gente não precisa criar nada — tudo já existe", destacou. Diversidade No encerramento, a curadora da temporada cultural francesa no Brasil, a curadora, Anne Louyot, reforçou a importância da Flup como espaço de revelação da diversidade. “Acho que o Brasil não conhece essa parte das culturas francesas, essa parte negra, afrodescendente. E a Flup é o evento ideal para mostrar ao público brasileiro que nós também temos essa diversidade cultural e racial.” Leia tambémConceição Evaristo evoca heroísmo das mulheres negras e direito inalienável da literatura na Flup “O legado é que todos esses encontros possam seguir, que vão finalmente escapar do nosso domínio e vão continuar. Eu já sei que várias pessoas que se encontraram durante a temporada já estão pensando na etapa seguinte. O legado é que esse encontro siga no nível da diversidade das duas sociedades”, ressaltou. A Flup 2025 se despede neste domingo (30) com um show gratuito do Olodum no Viaduto de Madureira — território que reafirma sua vocação como reduto da resistência da cultura negra carioca.
Apesar do amplo apoio popular, demonstrado em pesquisas, à megaoperação policial contra o Comando Vermelho que há uma semana deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, a melhor solução seria atacar a raiz econômica do crime organizado e não o enfrentamento direto. A avaliação é de Ana Elisa Bechara, professora de Direito Penal e diretora eleita da Faculdade de Direito da USP. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela defendeu uma união de esforços envolvendo os Poderes em ações de inteligência. “O crime organizado, a sua raiz, as suas lideranças não estão lá (na favela). E o poder do crime organizado não está nessas pessoas que morreram. Aliás, é horrível falar dessa forma, mas as pessoas que morreram são em certa medida substituíveis na estrutura do crime organizado. Me parece que a resposta mais efetiva, concretamente, seja se organizar, se articular o Estado pra combater o crime organizado na sua raiz mais poderosa, que é a raiz econômica”, afirmou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recebemos com alegria o Pe. João Bechara Ventura, sacerdote da Arquidiocese de São Paulo, Mestre em Exegese Bíblica e Doutor em Teologia Bíblica.
Welcome to the Social-Engineer Podcast: The Doctor Is In Series – where we will discuss understandings and developments in the field of psychology. In today's episode, Chris and Abbie delve into the fascinating world of intuition and gut feelings. They explore whether these instincts are rooted in biology or shaped by past experiences and discuss the science behind how our brains process environmental cues to make quick decisions. [Sept 1, 2025] 00:00 - Intro 00:44 - Dr. Abbie Maroño Intro 01:02 - Intro Links - Social-Engineer.com - http://www.social-engineer.com/ - Managed Voice Phishing - https://www.social-engineer.com/services/vishing-service/ - Managed Email Phishing - https://www.social-engineer.com/services/se-phishing-service/ - Adversarial Simulations - https://www.social-engineer.com/services/social-engineering-penetration-test/ - Social-Engineer channel on SLACK - https://social-engineering-hq.slack.com/ssb - CLUTCH - http://www.pro-rock.com/ - innocentlivesfoundation.org - http://www.innocentlivesfoundation.org/ 02:23 - New Book Announcement - Lilly the Brave Lion - Dr. Abbie Maroño 03:34 - The Topic of the Day: All About Intuition 06:04 - Is Intuition Always Right? 10:39 - Training Over Instinct 13:56 - Teaching Autonomy 16:39 - Facing Hard Truths 20:19 - Lack of Self Trust 24:06 - Intuition or Trauma Response? 26:16 - Wrap Up & Outro - www.social-engineer.com - www.innocentlivesfoundation.org Find us online: - LinkedIn: linkedin.com/in/dr-abbie-maroño-phd - Instagram: @DoctorAbbieofficial - LinkedIn: linkedin.com/in/christopherhadnagy References: American Psychological Association. (n.d.). Intuition. In APA Dictionary of Psychology. Retrieved March 29, 2025, from https://dictionary.apa.org/intuition Bechara, A., Damasio, H., Tranel, D., & Damasio, A. R. (1997). Deciding advantageously before knowing the advantageous strategy. Science, 275(5304), 1293–1295. https://doi.org/10.1126/science.275.5304.1293 Dane, E., & Pratt, M. G. (2007). Exploring intuition and its role in managerial decision making. Academy of Management Review, 32(1), 33–54. https://doi.org/10.5465/amr.2007.23463682 Gigerenzer, G. (2007). Gut feelings: The intelligence of the unconscious. Viking. Hodgkinson, G. P., Langan-Fox, J., & Sadler-Smith, E. (2008). Intuition: A fundamental bridging construct in the behavioral sciences. British Journal of Psychology, 99(1), 1–27. https://doi.org/10.1348/000712607X216666 Kahneman, D. (2011). Thinking, fast and slow. Farrar, Straus and Giroux. Lieberman, M. D. (2000). Intuition: A social cognitive neuroscience approach. Psychological Bulletin, 126(1), 109–137. https://doi.org/10.1037/0033-2909.126.1.109 Sadler-Smith, E., & Shefy, E. (2004). The intuitive executive: Understanding and applying 'gut feel' in decision-making. Academy of Management Executive, 18(4), 76–91. https://doi.org/10.5465/ame.2004.15268692
Le Liban commémore cette année 50 ans du début de la guerre civile. Mais une guerre en chasse une autre dans ce petit pays de 4 millions d'habitants qui compte presque autant de Libanais que de réfugiés syriens et palestiniens. Et malgré toutes ces catastrophes, la créativité libanaise est à son apogée. Beyrouth fourmille d'expositions, pièces de théâtre, festivals de toutes sortes, cinéma, musique et le public est au rendez-vous. On vous propose de vous emmener dans cette vitalité tous les dimanches de ce mois d'août. Liban : la culture malgré tout. Direction le sud, région qui a le plus souffert durant la guerre civile et pendant la guerre menée par Israël contre le Hezbollah. Des villages entiers furent détruits, mais la population ne baisse pas les bras, entre initiatives environnementales et créativité. « Tu sens l'odeur, il y a un tilleul sauvage en haut qui sent ! Donc, tu vois les tonnelles en bas, après il y a un terrain et tu montes comme ça, jusqu'en haut. Là, les arbres ont grandi, mais derrière, tu as toute une forêt de cèdres ». Mabelle Serhal vit dans un petit paradis entre oliviers, pommiers et cultures en terrasse. Nous sommes dans la région de Jezzine, pas loin de Saïda, la ville principale du sud du Liban. Ce sud qui, il y a peu, vivait sous le vrombissement constant des drones israéliens. Et pourtant, Mabelle, avec son mari Bechara, poursuivent leur projet de maisons et tables d'hôtes : « C'est ça qu'on avait commencé à établir pour faire des maisons, en essayant de ne pas toucher aux gros rochers. Parce que c'est ça qui fait que cette région est magnifique. On voulait donner aux gens la possibilité de vivre pendant un moment, une nuit, un mois, j'en sais rien, en pleine nature. » Ali Karout, lui, se trouve près de Saïda. Il se consacre à la céramique depuis une dizaine d'années : « Ça, c'est l'argile libanaise locale. La couleur est grise au départ, mais après la cuisson, elle devient rouge car cette terre est riche en fer. C'est comme ça qu'on pétrit cette argile, pour la rendre homogène et enlever toutes les bulles d'air avant le passage au four. » Et comme la région d'Ali dans le sud du Liban est en proie régulièrement à l'insécurité, il a ouvert un autre atelier à Beyrouth, dans le quartier d'Ashrafieh, avec son complice Hassan Kamel el Sabah, où ils utilisent le savoir-faire traditionnel : « On travaille beaucoup avec des artisans dans le Chouf. Beaucoup de céramistes libanais n'utilisent que de l'argile importée, donc on essaye de lancer, de créer une petite mode en utilisant l'argile locale, qui est en général vue comme une argile pas très propre. Elle n'est pas blanche, donc pour émailler, c'est plus compliqué. On arrive à avoir moins de couleurs vives. » « Nous avons d'abord commencé ici, en petit comité. Et nous avons été surpris par l'engouement pour cette terre locale rouge qui rappelle finalement la cruche traditionnelle ou ces plats qu'on utilise pour les mezzés. Nous avons à l'atelier des personnes de tous les âges, de la vingtaine à plus de 60 ans, qui viennent apprendre le travail de cette terre et qui créent des objets décoratifs pour leur intérieur comme tout artiste », raconte Hassan Kamel el Sabah. Soucieux de leur patrimoine comme de l'environnement, Ali et Hassan, céramistes, tout comme Mabelle, entrepreneure, sont aussi attachés à ce sud du Liban. Un sud qui a sans doute échappé à l'urbanisation anarchiste qui ravage le Liban, car plus qu'ailleurs, il a été en proie à la guerre. « Profitez de la nature. Et ça, c'est je pense très important, pour l'humain aujourd'hui, en tout cas. C'est un peu houleux ce qui se passe dans le monde. Dernièrement, on a eu peur. J'ai peur quand ça éclate. On était là tout le temps. On garde espoir. C'est pour ça que l'on construit tout ça, et c'est pour ça que l'on dit aux gens : "Venez, venez, le sud est beau" », s'enthousiasme Mabelle. Le sud est beau, et sa population, qui souffre aussi d'un sentiment d'abandon de la part de l'État libanais, résiste et survit encore plus que dans le reste du pays. À lire aussiLiban la culture malgré tout: Beit Beyrouth, l'héritage d'un passé douloureux pour ne pas oublier
Le Liban commémore cette année 50 ans du début de la guerre civile. Mais une guerre en chasse une autre dans ce petit pays de 4 millions d'habitants qui compte presque autant de Libanais que de réfugiés syriens et palestiniens. Et malgré toutes ces catastrophes, la créativité libanaise est à son apogée. Beyrouth fourmille d'expositions, pièces de théâtre, festivals de toutes sortes, cinéma, musique et le public est au rendez-vous. On vous propose de vous emmener dans cette vitalité tous les dimanches de ce mois d'août. Liban : la culture malgré tout. Direction le sud, région qui a le plus souffert durant la guerre civile et pendant la guerre menée par Israël contre le Hezbollah. Des villages entiers furent détruits, mais la population ne baisse pas les bras, entre initiatives environnementales et créativité. « Tu sens l'odeur, il y a un tilleul sauvage en haut qui sent ! Donc, tu vois les tonnelles en bas, après il y a un terrain et tu montes comme ça, jusqu'en haut. Là, les arbres ont grandi, mais derrière, tu as toute une forêt de cèdres ». Mabelle Serhal vit dans un petit paradis entre oliviers, pommiers et cultures en terrasse. Nous sommes dans la région de Jezzine, pas loin de Saïda, la ville principale du sud du Liban. Ce sud qui, il y a peu, vivait sous le vrombissement constant des drones israéliens. Et pourtant, Mabelle, avec son mari Bechara, poursuivent leur projet de maisons et tables d'hôtes : « C'est ça qu'on avait commencé à établir pour faire des maisons, en essayant de ne pas toucher aux gros rochers. Parce que c'est ça qui fait que cette région est magnifique. On voulait donner aux gens la possibilité de vivre pendant un moment, une nuit, un mois, j'en sais rien, en pleine nature. » Ali Karout, lui, se trouve près de Saïda. Il se consacre à la céramique depuis une dizaine d'années : « Ça, c'est l'argile libanaise locale. La couleur est grise au départ, mais après la cuisson, elle devient rouge car cette terre est riche en fer. C'est comme ça qu'on pétrit cette argile, pour la rendre homogène et enlever toutes les bulles d'air avant le passage au four. » Et comme la région d'Ali dans le sud du Liban est en proie régulièrement à l'insécurité, il a ouvert un autre atelier à Beyrouth, dans le quartier d'Ashrafieh, avec son complice Hassan Kamel el Sabah, où ils utilisent le savoir-faire traditionnel : « On travaille beaucoup avec des artisans dans le Chouf. Beaucoup de céramistes libanais n'utilisent que de l'argile importée, donc on essaye de lancer, de créer une petite mode en utilisant l'argile locale, qui est en général vue comme une argile pas très propre. Elle n'est pas blanche, donc pour émailler, c'est plus compliqué. On arrive à avoir moins de couleurs vives. » « Nous avons d'abord commencé ici, en petit comité. Et nous avons été surpris par l'engouement pour cette terre locale rouge qui rappelle finalement la cruche traditionnelle ou ces plats qu'on utilise pour les mezzés. Nous avons à l'atelier des personnes de tous les âges, de la vingtaine à plus de 60 ans, qui viennent apprendre le travail de cette terre et qui créent des objets décoratifs pour leur intérieur comme tout artiste », raconte Hassan Kamel el Sabah. Soucieux de leur patrimoine comme de l'environnement, Ali et Hassan, céramistes, tout comme Mabelle, entrepreneure, sont aussi attachés à ce sud du Liban. Un sud qui a sans doute échappé à l'urbanisation anarchiste qui ravage le Liban, car plus qu'ailleurs, il a été en proie à la guerre. « Profitez de la nature. Et ça, c'est je pense très important, pour l'humain aujourd'hui, en tout cas. C'est un peu houleux ce qui se passe dans le monde. Dernièrement, on a eu peur. J'ai peur quand ça éclate. On était là tout le temps. On garde espoir. C'est pour ça que l'on construit tout ça, et c'est pour ça que l'on dit aux gens : "Venez, venez, le sud est beau" », s'enthousiasme Mabelle. Le sud est beau, et sa population, qui souffre aussi d'un sentiment d'abandon de la part de l'État libanais, résiste et survit encore plus que dans le reste du pays. À lire aussiLiban la culture malgré tout: Beit Beyrouth, l'héritage d'un passé douloureux pour ne pas oublier
O Brasil é o país "convidado de honra" do OFF, a mostra paralela do Festival de Avignon em 2025, o maior evento de artes cênicas do mundo. Para trazer os 13 espetáculos brasileiros para a França, uma ampla estrutura vinha sendo construída no último ano, uma parceria da Funarte, a Fundação Nacional das Artes do Brasil, a MitSP, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo e a associação francesa Avignon Festival & Compagnies (AF&C). Márcia Bechara, enviada especial a Avignon A presidente da Funarte, Maria Marighella, está em Avignon, no sul da França, e comentou à RFI a participação brasileira. Segundo ela, a presença do país não se limita à exibição de obras cênicas. A proposta curatorial aposta numa ocupação conceitual, em torno de ideias, discursos e saberes que atravessam a criação artística contemporânea. “Tomamos a decisão de estarmos presentes não apenas com espetáculos — isso já está sendo feito com muita força pela plataforma Brasil — mas também com outras fabulações, com uma mirada conceitual”, explicou Marighella. Nesse sentido, o espaço Village du OFF, dedicado à homenagem ao Brasil, tornou-se palco em Avignon de falas e apresentações que compõem o repertório artístico e intelectual do país. Um dos momentos marcantes foi a fala de abertura da artista, pesquisadora e referência do pensamento teatral brasileiro Leda Maria Martins, ao lado do diretor Márcio Abreu. A cerimônia sintetizou o espírito da ocupação brasileira: não apenas mostrar obras, mas apresentar uma visão crítica e poética da cultura nacional, sua singularidade, sua contribuição ao mundo. “O que o Brasil está formulando hoje em termos de identidade, pensamento e criação é fundamental para a troca cultural internacional”, afirmou Maria Marighella. Solidariedade A atmosfera entre as companhias brasileiras presentes também tem sido marcada por solidariedade e apoio mútuo, segundo o ator, diretor e produtor Antônio Interlandi, que faz parte da programação brasileira do OFF de Avignon com o espetáculo La Roue de La vie, a Roda da Vida. “A gente tem se encontrado nas ruas, um tenta ajudar o outro, dar dicas... o ambiente está bem legal”, contou. Para além da programação artística, a direção do OFF abriu um espaço estratégico para promoção dos espetáculos no Village, com atividades paralelas e encontros com programadores internacionais. “Há uma data nesta semana em que podemos conversar diretamente com esses compradores e apresentar nossos projetos. Isso mostra que há uma preocupação também com o pós-festival, com a possibilidade de continuidade”, destacou Interlandi. Tradição indígena O diretor Duda Rios, da peça Azira'í, um musical de memórias, com a atriz indígena Zahy Tentehar, falou sobre a recepção da obra pelo público francês. “As pessoas têm aplaudido muito e se comovido. Escrevemos essa peça inicialmente para um público brasileiro, e não imaginávamos essa dimensão internacional. Mas vemos que ela chega com a mesma potência — claro, em outras camadas, mas chega. As pessoas riem menos do que no Brasil, mas se emocionam e se conectam com a força de Zahy”, relatou. A montagem é legendada em francês e inglês, mas alguns trechos — especialmente os momentos no idioma Ze'eng eté — são propositalmente mantidos sem tradução, preservando sua densidade simbólica e espiritual. Leia tambémCia brasileira traz materialidade radical do teatro em diálogo com a pornografia para Avignon Janaína Leite, que traz ao festival A História do Olho — um dos espetáculos mais provocadores e iconoclastas da cena brasileira recente — também comentou a experiência: “A gente chegou, fez uma primeira apresentação maravilhosa, uma segunda mais difícil. Acho que estamos aprendendo a lidar com esse novo olhar. Venho de uma cena em São Paulo muito habituada à minha pesquisa, que tem 15 anos. Aqui, talvez o olhar seja mais curioso, mais reticente, mas não devemos tomar isso como oposição. Estamos animados em estar aqui dentro de um festival tão grande. Somos 23 pessoas, 16 em cena. Está sendo um grande acontecimento cruzar o oceano para apresentar esse trabalho. Ainda faltam seis apresentações, então estamos curiosos para ver como tudo vai se encaminhar.” A mostra paralela do festival, que este ano homenageia o Brasil, segue em cartaz em Avignon até o dia 26 de julho.
En este episodio de Vida Digital, Alex Neuman conversa con Miguel Bechara, director comercial de Konzerta, sobre las aspiraciones salariales en tecnología para el primer cuatrimestre 2025. Bechara explica que, mientras el promedio general de los sueldos pretendidos en Panamá cayó 2,15 %, las posiciones tech semi-senior y senior subieron 7,2 %, reflejando la alta demanda y la escasez de talento especializado. También detalla por qué muchos empleadores vuelven al trabajo 100 % presencial (42 % de las empresas) y, a la vez, cómo el trabajo remoto internacional sigue “exportando” profesionales panameños cuando las bandas salariales globales resultan más atractivas.Otros temas clave:Certificaciones emergentes (AWS, Azure, ciberseguridad, ciencia de datos) como filtro principal para validar experiencia real frente a títulos universitarios que se desactualizan rápido. Solo 32 % de las compañías locales usan IA en sus procesos; las oportunidades crecen en tareas repetitivas y generación de contenido, dejando espacio para que el talento se forme antes de que la ola sea masiva. Cómo negociar pretensiones salariales sin “auto-descartarse”: mostrar proyectos, certificaciones y soft-skills para cuadrar con la banda salarial de la empresa. Consejos rápidos para 12 meses: reforzar bases (SQL Server, Visual Studio, reporting), obtener al menos una certificación de nube o IA aplicada, y practicar en proyectos reales para destacar. ¡Suscríbete para más entrevistas sobre tendencias tecnológicas y comparte este video con colegas que quieran mejorar su estrategia de carrera!
What if instead of treating illness we also confronted the reasons Americans get sick in the first place? That's the origin of this podcast and also the 4 billion dollar question Dr. Bechara Choucair is tackling at Kaiser Permanente. Bechara, who is KP's Chief Community Health Officer, joins Claudia to talk about the organization's focus on climate change and health, workforce pipelines and addressing broader social needs.We discuss:The surprising fact that two-thirds of KP's members (who are mostly covered by employer insurance) have at least one unmet social needThe common sense moves the Common Health Coalition is taking to build bridges between healthcare and public healthWhat KP is doing to tackle a big problem limiting the mental health workforce: only 57% of masters trained therapist get licensedWhat it took for KP to achieve carbon neutralityBechara reminds us that bridge-building is a crucial part of this community health work:“We need more and more bridges between public health and healthcare... [They have] operated as two separate disciplines operating in their own silos... [When] there is a public health emergency we build more bridges, we strengthen those bridges that already exist. And then when that public health emergency subsides, we all retreat into our own disciplines and we continue that siloed journey.”Relevant LinksRead about the NAM initiative on climate change and healthExplore why the US needs more community health workers from this articleLearn more about the Common Health CoalitionDive into details on KP's sustainability journeyAbout Our GuestDr. Bechara Choucair, MD, is executive vice president and chief community health officer for Kaiser Foundation Health Plan, Inc. and Hospitals — known as Kaiser Permanente, one of America's leading integrated health care providers and not-for-profit health plans. Dr. Choucair oversees the organization's national community health efforts and philanthropic giving activities aimed at improving the health of its 12.2 million members and the 68 million people within the communities it serves.Previously, Dr. Choucair served as senior vice president, Safety Net and Community Health, at Trinity Health, and was the commissioner of the Chicago Department of Public Health.Dr. Choucair, a family physician by training, completed his Family Practice Residency at Baylor College of Medicine in Houston, Texas. He holds an MD from the American University of Beirut and a master's degree in health care management from the University of Texas at Dallas.SourceConnect With UsFor more information on The Other 80 please visit our website - www.theother80.com. To connect with our team, please email claudia@theother80.com and follow us on twitter
It’s a Wests Tigers podcast collaboration, as Rob Bechara joins us from the Wests Tigers Life podcast. Rob lines up with Wests Tigers Podcast regulars Eddie Otto, Joel Helmes, and Steve Stretton to discuss a host of current Wests Tigers topics. These topics include Wests Tigers CEO Shane Richardson's comments regarding refereeing and how lower-placed sides seem to miss getting the rub of the green. The boys also nominate their most-improved 2025 Wests Tigers player, and our most important player so far this season. There's also a bit of a look ahead to try and assess the state of play for the Wests Tigers' 2026 team. Where are we well-covered for next season, and which positions are going to need further strengthening? Plus, Eddie introduces a quick-fire edition of Buy, Sell or Hold. Some of the topics include: Has Jerome Luai been worth $1.3 million per season? Has the media played a part in the club being so dysfunctional? Was Brett Hodgson the Wests Tigers' greatest ever fullback? Benji Marshall will be coaching the team in 2030? Who is the most underrated Wests Tigers player in history? Was Robbie Farah the best Wests Tigers captain we've had? All that and a whole lot more on this special bye-round/mid-season edition of the Wests Tigers Podcast. And don't forget to join the discussion today, simply sign up for an account at the Wests Tigers Podcast Forum and start telling us what you think!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Não foram apenas os curtas e longa-metragens brasileiros que brilharam nesta 75ª edição da Berlinale, na capital alemã, em 2025. Um outro mercado promissor, o das séries brasileiras, ganhou espaço e conquistou holofotes no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Márcia Bechara, enviada especial da RFI a BerlimExemplo disso é a série De Menor, assinada pela diretora Caru Alves de Souza, veterana do festival berlinense que conquistou o prêmio do Júri Internacional com o longa Meu Nome é Bagdá, em 2020. De Menor, a série, convidada especial da seção Generation este ano, é uma espécie de spin off do primeiro filme homônimo da cineasta paulistana, que ganhou as telas brasileiras em 2013, e usa de uma linguagem não naturalista para criar um "olhar crítico" sobre a situação de adolescentes desassistidos e marginalizados no Brasil. "A proposta da série não busca oferecer respostas definitivas para essa situação, pois, como cineastas, não temos todas as ferramentas necessárias para isso. Nosso objetivo é, na verdade, fazer um chamado ao espectador, incentivando-o a refletir sobre esse contexto", diz a diretora."Os episódios exibidos aqui na Berlinale incluem o primeiro, que aborda a história de um adolescente negro pego usando drogas e julgado como traficante, uma situação bastante comum no país. Já o terceiro episódio se passa inteiramente dentro de um programa de TV, quase como uma transposição da audiência para o formato sensacionalista, típico desses programas que já emitem um julgamento imediato", antecipa.Terror brasileiroJá a série de terror Reencarne, de Bruno Safadi, que fez sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, acompanha um ex-policial que é abordado por uma mulher que diz ser a reencarnação de seu falecido parceiro de trabalho, com um elenco que conta com o ator guineense Welket Bungué, além de Julia Dalavia, Taís Araujo, Enrique Diaz e a portuguesa Isabél Zuaa."Minha expectativa é apresentar uma série de terror que, embora tradicionalmente associada a narrativas norte-americanas, é uma produção brasileira. A trama se passa no interior de Goiás, uma região do Brasil que raramente é retratada nesse tipo de gênero. Trata-se de uma história que também foge dos clichês do imaginário das narrativas brasileiras. Com um elenco majoritariamente negro, acredito que Reencarne traz novas imagens do Brasil para o mundo", diz o diretor Bruno Safadi. Juan Jullian, um dos criadores de Reencarne, explica um pouco sobre o processo de criação da série. "Essa série foi aprovada em 2021, durante um pitch realizado pela TV Globo, que buscava histórias com protagonismo negro. Passamos um ano no processo de desenvolvimento e escrita, seguido de meses de filmagem, o que tornou essa jornada longa até chegarmos à Berlinale. Acredito que a série representa uma iniciativa legítima, sendo criada e escrita por autores negros e LGBTQIA+. É mais uma série de terror com protagonismo negro, o que é uma contribuição importante para o gênero", contextualizou.O diretor Bruno Safadi ressalta a importância da Berlinale como vitrine para as séries brasileiras. "A Berlinale é um dos três maiores festivais de cinema do mundo, com 75 anos de história. A trajetória do cinema passa por aqui, e as séries têm ganhado cada vez mais destaque, não só no cenário global, mas também nos festivais de cinema. Participar com uma série brasileira em um evento tão importante e tradicional como o Festival de Berlim é, sem dúvida, uma honra", afirmou em entrevista à RFI em Berlim, na sede do Berlinale Series Market.Veterano da Berlinale, onde já concorreu ao Urso de Ouro com o longa Joaquim, em 2017, e cujo filme O Homem das Multidões foi exibido na mostra Panorama, em 2013, o diretor pernambucano Marcelo Gomes assina agora sua primeira série, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Imediatamente, inspirado da história real de comissários de bordo que traziam remessas clandestinas do medicamento AZT para doentes de HIV na época em que a epidemia de Aids tomou conta do Brasil. "Quando a Morena Filmes me apresentou o projeto, fiquei muito emocionado, por diversas razões. Primeiramente, porque vivi os anos 1980 e 1990, ainda que fosse muito criança na época, e aqueles anos foram marcados por uma realidade terrível. O preconceito e a intolerância em relação às pessoas HIV positivas eram imensos. A série se constrói a partir dessa trama de intolerância brutal. Em um dos episódios, um dos personagens diz que a AIDS caiu como um "tailleur" na caretice, uma referência à forma como a sociedade lidava com a questão e também o descaso das autoridades públicas na época", lembra o diretor Marcelo Gomes."Essa história precisa ser contada aos jovens que não sabem nada sobre aquele momento da história. Precisamos aprender com os erros do passado. Mas também é importante que ela seja relembrada pelas pessoas que viveram aquela época, para que nunca se esqueçam do que aconteceu, especialmente em um momento como o que o mundo atravessa hoje, com novas ondas de intolerância", sublinha."Há três anos, o Brasil teve um governo que foi extremamente intolerante com a comunidade LGBTQIA+, o que torna essa narrativa ainda mais relevante. Fiquei muito emocionado ao recordar tantas pessoas que conheci e que, infelizmente, morreram devido ao preconceito", destaca."Era um momento extremamente difícil, pois não existia nenhum medicamento eficaz, com exceção do AZT, que só foi liberado nos Estados Unidos. As autoridades brasileiras demoraram cinco anos para aprovar o AZT. Durante esse período, o que aconteceu foi uma rede de solidariedade: comissários de bordo, que viajavam para os Estados Unidos toda semana, começaram a trazer o medicamento em quantidades cada vez maiores para ajudar as pessoas. Assim, formou-se uma verdadeira rede de apoio, um 'contrabando do bem', como costumamos dizer, para salvar vidas", detalha Marcelo Gomes sobre o enredo da série.A Berlinale fica em cartaz na capital alemã até o dia 23 de fevereiro.
O cinema brasileiro mostrou a sua força nesta 75ª edição da Berlinale não apenas pela quantidade de obras apresentadas, tendo dobrado sua participação na programação oficial do festival alemão, mas pela qualidade de narrativas que compõem um verdadeiro panorama audiovisual de um Brasil diverso, inquieto e periférico, disposto a mostrar novas subjetividades para muito além dos clichês habituais. Márcia Bechara, enviada especial da RFI a BerlimExemplo disso é o longa Ato Noturno, um suspense erótico brasileiro exibido na mostra Panorama, que concorre ao Teddy Awards, a maior recompensa destinada ao cinema LGBTQIA+ nessa vitrine internacional, como conta Marcio Reolon, que assina o longa ao lado de Filipe Matzembacher."A nossa intenção com Ato Noturno foi, primeiramente, abordar a performance, que é algo muito significativo para nós. Tanto para mim quanto para o Filipe, nos encantava muito a ideia de dois personagens que, para alcançar o sucesso nas suas profissões — tanto na atuação quanto na política — precisam encenar vidas públicas específicas, que contrastam com as expectativas em relação às suas vidas privadas", contextualiza Reolon. "Esses personagens escondem uma determinada vida pessoal e, ao mesmo tempo, comunicam uma vida pública de ilusão, por assim dizer", contemporiza o cineasta."Olhar queer latino-brasileiro""Já era nosso interesse há algum tempo explorar o gênero de suspense, que é algo que gostamos bastante. No início desse processo, pensamos muito no filme como algo etéreo, quase no ar, mas, à medida que fomos desenvolvendo a ideia, o projeto foi tomando forma como um thriller erótico — um gênero que nos fascina e que foi extremamente popular nos anos 1980 e 1990. Claro que, agora, buscamos atualizar esse gênero para os dias de hoje, com um olhar queer latino-brasileiro, trazendo a nossa perspectiva para o contexto contemporâneo", enfatiza.Entrelaçamento entre o real e o imaginárioDa cena queer gaúcha para o melting pot do imaginário da Baixada Fluminense, com seus personagens e memórias, esse é o pano de fundo do filme Zizi, a Oração da Jaca Fabulosa, apresentado na seção Forum Expanded pelo diretor Felipe Bragança. "Como o título sugere, o filme é uma fabulação em torno das memórias de um quintal na Baixada Fluminense, mais especificamente em Queimados, onde passei parte da minha infância. Esse quintal acumula camadas de história e cultura soterradas, mas também é um espaço de culturas plantadas, misturadas com conflitos que, aos poucos, vão formando um mapa afetivo da minha família e, em certa medida, desse subúrbio do Rio de Janeiro", contextualiza o diretor, que esteve também em outras edições da Berlinale."A proposta do filme era construir uma representação desse quintal. Não apenas um espaço físico, mas também um lugar que existe concretamente, mas ainda mais forte na imaginação e na memória", diz Bragança.O filme se desenvolve nesse "entrelaçamento entre o real e o imaginário", onde o diretor mistura fotos e imagens de arquivo, além de vídeos gravados durante sua adolescência, "quando consegui minha primeira câmera de vídeo". "Registrei momentos como o Natal em família, o futebol na rua da frente, entre outras cenas do cotidiano que foram, de certa forma, encenadas, agora com a minha própria família", diz.Cartas do Absurdo: a voz indígena e a violência da colonizaçãoEm direção ao norte do país, mais especificamente na Amazônia, o filme Cartas do Absurdo, é inteiramente falado no idioma tupi, e se inspira em quatro cartas escritas no século XVII para refletir sobre a violência do processo colonial brasileiro e o genocídio indígena, como explica seu diretor, Gabraz Sanna: "Cartas do Absurdo é um filme que surgiu a partir de uma primeira imagem que eu capturei do Rio Amazonas, em Belém, em 2010. A partir dessa imagem, esperei mais de dez anos pelo filme que acompanha essas cenas, que podem ser vistas como o núcleo do projeto", explica."Cerca de um ano atrás, tive acesso a quatro cartas que foram recentemente descobertas. Essas cartas, escritas por indígenas no século XVII, falam diretamente sobre a violência e o processo de colonização do Brasil. Através delas, é possível perceber como esse processo, que começou no passado, ainda persiste, de uma maneira ou de outra, até os dias de hoje", contextualiza o diretor, destaque também na seção Forum Expanded da Berlinale."Embora o Brasil não seja mais uma colônia oficialmente, de várias formas ainda carregamos as marcas dessa colonização. Às vezes, é como se fôssemos uma colônia dos próprios donos do Brasil, para usar uma expressão provocativa", diz Gabraz."O filme, apesar de dialogar com documentos de três ou quatro séculos atrás — sendo que a primeira carta datada é de 1613 —, mantém uma atualidade impressionante. A reflexão que ele propõe sobre a história do Brasil revela um ponto de vista frequentemente invisibilizado ao longo do tempo, um ponto de vista indígena que conta uma parte da história que, por muito tempo, foi marginalizada", conclui o diretor mineiro, que hoje mora e produz no Rio de Janeiro.Mergulho do interior de São PauloEntre vários outros destaques dessa mosaico cinematográfico brasileiro presente na Berlinale em 2025, o curta Arame Farpado traz o espectador para dentro do interior paulista. "O filme começa abordando o conflito entre a zona rural e o meio urbano, explorando como esses dois mundos, com suas realidades e valores distintos, se entrelaçam", detalha o diretor Gustavo Carvalho, estreante na Berlinale."O enredo gira em torno de personagens que seguem caminhos de vida diferentes, mas são forçados a se encontrar em uma mesma situação. A história foca em uma mulher religiosa que sofre um acidente e é atendida por um enfermeiro gay no hospital", detalha. "Esse encontro gera uma série de conflitos que refletem questões reais e complexas como um espelho do mundo contemporâneo. O filme busca representar essas realidades distintas, onde pessoas de vivências diferentes são colocadas na mesma situação e precisam aprender a lidar com as diferenças", defende Carvalho."Apesar de ser, em sua essência, um drama, há momentos de leveza e até de comédia, o que tem gerado boas reações do público, que riu bastante durante a exibição. Durante a sessão de perguntas e respostas [Q&A], as perguntas foram extremamente interessantes, algumas até surpreendentes, que eu mesmo não esperava", conta Carvalho.A Berlinale fica em cartaz até o dia 23 de fevereiro na capital alemã.
Sommaire d'Accents du monde de ce vendredi 14 février 2025, où l'actualité est décryptée par les rédactions des langues étrangères de RFI. Avec :- Abdoulaye Issa, de la rédaction haoussa de Lagos, au Nigéria, à propos des conséquences du gel des fonds de l'Usaid (Agence des États-Unis pour le développement international) au Niger, au Nigéria et au Ghana décidé par Donald Trump.- Márcia Bechara, de la rédaction brésilienne, fait un état des lieux du renouveau du cinéma brésilien dans le contexte de la Berlinale (Festival international du film de Berlin) et avant les Oscars. - Ana Maria Ospina, de la rédaction espagnole, pour le coup d'envoi de la tournée mondiale de Shakira.
Sommaire d'Accents du monde de ce vendredi 14 février 2025, où l'actualité est décryptée par les rédactions des langues étrangères de RFI. Avec :- Abdoulaye Issa, de la rédaction haoussa de Lagos, au Nigéria, à propos des conséquences du gel des fonds de l'Usaid (Agence des États-Unis pour le développement international) au Niger, au Nigéria et au Ghana décidé par Donald Trump.- Márcia Bechara, de la rédaction brésilienne, fait un état des lieux du renouveau du cinéma brésilien dans le contexte de la Berlinale (Festival international du film de Berlin) et avant les Oscars. - Ana Maria Ospina, de la rédaction espagnole, pour le coup d'envoi de la tournée mondiale de Shakira.
Eduardo Feldberg mais conhecido como Primo Pobre tem milhões de inscritos no YouTube e fala sobre educação financeira de uma forma descontraída e bem humorada.Diego Bechara é criador do canal A cara da Riqueza e ajuda as pessoas a alcançarem a independência financeira através dos investimentos.~~~~~~~~~~Investidor 10Tudo que o investidor precisa em um só lugar:https://investidor10.com.br/click/1000386/10% de DESCONTO em qualquer compra na RESERVA com o cupom IRMAOSDIAS
Our long time friend and Wests Tigers fan Adrian Tripodina joins Rob and the Wests Tigers Podcasts hosts for another all in discussion surrounding the situation surrounding the Holman Barnes Group boardroom dramas. We are proudly supported by iChoice. For a great deal on your home loan, give Jason a call on (02) 9743 0000 or go to ichoice.com.au Click here to check out all our content! Listen live to the WestsLife Podcast twice a week on YouTube, Facebook or Twitter. If you'd like to contribute to the show email us podcast@westslife.com We are also sponsored by Mobile Corp , which is a family-run tech company that supports Wests Tigers and was even the jersey sponsor back in 2007. MobileCorp is also passionate about helping protect businesses from cyber threats. For an affordable cyber security solution go to mobilecorp.com.au WestsLife is also sponsored by Shayne and the team at MG Pump Solutions. See us on the socials: WestsLife YouTube channel WestsLife.com @WestsLifePod on Instagram and Twitter Facebook.com/WestsLifePod Support and contribute to the show at Patreon.com/WestsLife
While Wests Tigers are kicking goals at Concord, the stories about disagreements at board level won't go away, including the headlines of some wanting Wests Magpies to come back. Former board member Rick Wayde speaks open and honestly to Wests Tigers host Rob Bechara about what's happening behind the scenes at the club. An episode you don't want to miss! We are proudly supported by iChoice. For a great deal on your home loan, give Jason a call on (02) 9743 0000 or go to ichoice.com.au Click here to check out all our content! Listen live to the WestsLife Podcast twice a week on YouTube, Facebook or Twitter. If you'd like to contribute to the show email us podcast@westslife.com We are also sponsored by Mobile Corp , which is a family-run tech company that supports Wests Tigers and was even the jersey sponsor back in 2007. MobileCorp is also passionate about helping protect businesses from cyber threats. For an affordable cyber security solution go to mobilecorp.com.au WestsLife is also sponsored by Shayne and the team at MG Pump Solutions. See us on the socials: WestsLife YouTube channel WestsLife.com @WestsLifePod on Instagram and Twitter Facebook.com/WestsLifePod Support and contribute to the show at Patreon.com/WestsLife
Diego Genoud (@otro_periodista) charló con Leyla Bechara, politóloga y streamer, para entender el alcance de Javier Milei en la juventud, el rol de las redes sociales y el recambio en el peronismo.
Tony Bechara, April 29 2018, ©Maku-Lopez Tony Bechara's dynamic, color-saturated paintings create a pure field of physical perception. You can see a walk through of his show here. Each canvas is meticulously painted with multicolor areas of quarter-inch squares. Using strips of masking tape, Bechara arranges carefully formulated hues into a playful and invigorating optical surface, made up of a multitude of small colored units. The work's overall rhythm is determined by a process that is systemic but designed to allow combinations of color to emerge by chance. Bechara cites influences across art history, including the colors of Matisse and Vuillard, the pointillism of Seurat and Signac, traditions of weaving and crafting, the precision of hard-edge abstraction, and the famed Byzantine-era mosaics at Ravenna. These influences are evidenced in Bechara's approach to painting: he uses a tile-like grid as the basis for his explorations into the principles of color usage, particularly the intersection of organization and randomness. The division of the surface of the painting into small modular boxes is similar to pixels; the gaze is constantly in motion. Bechara presents the viewer with their retinal and neurological relationship to color, balancing one's immediate impression of hue and the overarching logic of pattern. Tony Bechara was born in Puerto Rico in 1942 and today lives and works in New York City. A graduate of Georgetown University, Bechara attended Georgetown Law School and New York University before later studying at the Sorbonne in Paris and the New York School of Visual Art, benefiting in particular from the lessons of Richard Serra and Joseph Raphael. In the 1970s and 80s, Bechara was included in exhibitions organized by the Boulder, Colorado based Criss-Cross pattern printing collective and featured work in the group exhibition ‘Islamic Allusions' at the Alternative Museum in New York. His work was included in the 1975 Biennial Exhibition at the Whitney Museum of American Art, New York. In 1980 he was granted a fellowship by the National Endowment for the Arts, and in 1981 he was included in ‘The Shaped Field: Eccentric Formats' at MoMA PS1 in New York. Bechara has had solo exhibitions at the Alternative Museum in 1988; Artists Space in New York in 1993; and el Museo del Arte Puerto Rico in 2008. Recently, Bechara has participated in exhibitions ‘With Pleasure: Pattern and Decoration in American Art, 1972-1985; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, CA, USA (2019), which travelled to the Hessel Museum of Art, CCS Bard, Annandale-on-Hudson, NY, USA (2021); ‘Point of Departure: Abstraction 1958-Present', Sheldon Museum of Art, Lincoln, NE, USA (2021); and ‘Artists Choose Parrish', Parrish Art Museum, NY, USA (2023).His work can be found in numerous public and private collections including the Metropolitan Museum of Art, New York, NY, USA; El Museo del Barrio, New York, NY, USA; el Museo del Arte, San Juan, Puerto Rico; the Sheldon Museum of Art, University of Nebraska, Lincoln NE, USA; Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield, CT, USA; and the Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, MA, USA. Tony Bechara, Abstract Composition, 1970-71 Acrylic on canvas, 208.6 x 166.4 x 2.9 cm82 1/8 x 65 1/2 x 1 1/8 in Collection of the Metropolitan Museum of Art, New York, NY, USA ©Tony Bechara, Courtesy Lisson Gallery. Tony Bechara, Random 28 (Blue version), 2023 Acrylic on canvas, 152.4 x 152.4 ©Tony Bechara, Courtesy Lisson Gallery. Tony Bechara, Perseus, 2010, Acrylic on canvas, 152.4 x 152.4 x 3.8 cm 60 x 60 x 1 1/2 ©Tony Bechara, Courtesy Lisson Gallery
Dr. Bechara Saab is a classically trained chemist with a passion for understanding the intricacies of the human mind. After completing his Ph.D in neuroscience at Mount Sinai in Toronto, Dr. Saab pursued a career as a principal investigator at the University of Zurich, where he opened his own laboratory. Through his work, he made a groundbreaking discovery - a strong correlation between the lack of exploratory drive in individuals with mental illness and their symptoms. This revelation prompted him to delve deeper into the field of mental health. He faced a major obstacle in his journey however. Situated in a psychiatry hospital, he witnessed how his colleagues, despite their passion and dedication, lacked access to objective tools when delivering treatment. This limitation had hindered the progress of psychiatry for centuries. Determined to change the landscape of mental health treatment, Dr. Saab recognized the revolutionary potential of objective measurement in the field. The ability to treat the brain as a physical organ and measure its activities objectively could pave the way for more effective therapies. Dr. Saab began working on innovative methods to measure and analyze brain activity, enabling further precision for psychiatric treatments. His relentless pursuit to understand the inner workings of the mind and commitment to bridging the gap between psychiatry and objective medicine, has the potential to transform the field of mental health. With his groundbreaking research and dedication to improving therapeutic approaches, Dr. Saab is on a mission to revolutionize the treatment and understanding of mental illness. Bechara states, "The complexity of the brain mathematically indicates that not only are no two brains alike, but there have never been any two brains alike in history, nor will there ever be . . . no matter how long we exist as a species." Some key moments: Chemist turned neuroscientist researches motivation and mental illness. Rewiring brain through activity and meditation training. Meditation improves focus and endurance. Human face analysis and biomarkers for emotions. Categorizing digital therapeutics as medical devices. 14 full-time staff + 250 global partners. Singapore headquarters. North America focus. A few key takeaways: Utilizing Technology for Diagnosis: Mobio utilizes smartphone cameras and technology to diagnose stress, mental illness, and other underlying conditions. By harnessing the power of smartphones, they are able to create objective tools for mental health assessment. Importance of Brain Plasticity: The brain is constantly changing and has a remarkable level of plasticity throughout a person's life. This means that people can enhance their brain's functionality through engaging in activities repeatedly and through meditation. These activities can lead to rewiring the brain and result in increased resilience to stress, improved focus, and the ability to overcome phobias. Mind-Body Connection: The brain is in constant communication with the rest of the body. Breathing plays a significant role in modulating brain states. Slowing it down through practices such as breathing through the nose can create a positive feedback loop, helping individuals achieve a more relaxed state of mind. Holistic Approach to Brain Health: In addition to technology-based diagnosis and brain training exercises, Dr. Saab emphasizes the importance of overall health factors like exercise, good sleep, and a healthy diet as crucial components for brain health and slowing down the aging process. Integration of Brain Optimization in Fitness Studios: Dr. Saab suggests infusing brain optimization techniques, such as mindfulness training and meditation, into the programming of fitness studios and health clubs. By incorporating these practices, individuals can experience improved mental recovery after strenuous exercise. Resources: Dr. Bechara Saab: https://www.linkedin.com/in/becharasaab/ Mobio Interactive: https://www.mobiointeractive.com/ Click here to download transcript. Connect With Us: Instagram: https://www.instagram.com/thehaloadvisors/?hl=en Facebook: https://www.facebook.com/Integritysquare YouTube: https://www.youtube.com/@halotalks Twitter: https://twitter.com/thehaloadvisors LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/integrity-square/ Website: https://www.halotalks.com Loved this episode? Leave us a review and rating here: www.ratethispodcast.com/halotalks and don't forget to check out the HALO Academy for Executive Education opportunities.
We're pleased to have Dr. Bechara Choucair as our next Health Views guest! As chief health officer at Kaiser Permanente, Dr. Choucair oversees the organization's efforts to address the social health of its 12.5 million members and work to improve conditions for health and equity for all 68 million people living in the communities it serves. A key priority for Dr. Choucair and focus of this discussion is identifying the connection and relationship between climate change, health, and equity. Dr. Choucair says, “those that are contributing the least are being impacted the most”. Listen to this engaging and important interview to hear Dr. Choucair's collective call to action for all of us to help communities and systems — resulting in real positive change.
Bechara is a level 3 certified Wim Hof Method instructor and in the episode Bechara describes what the Wim Hof Method is and why it is so powerful.If you are interested in improving your physical and mental wellbeing then this is a conversation for you.If you would like to work with Bechara or learn more about the Wim Hof Method then details are below:Instagram @leaf_and_hookhttps://www.wimhofmethod.com/instructors/becharael-khoury Interested in attending Matt's 5 day wellness retreat in Portugal 14-18 September. Link belowhttps://www.wellnesseducationdubai.com/about-9Email – info@wellnesseducationdubai.comWhatsapp - +971 55 358 9103 If you have a question for the podcast or you want to work with Matt. Details below.info@wellnesseducationduabi.com www.wellnesseducationdubai.com Instagram @wellness_education_dubaiFacebook @mattmarneyfitness
The Wests Tigers will have yet another head coach in 2024, albeit our king Benji Marshall. We discuss today's news of Tim Sheens stepping away from the club once more with the latest news on the debacle. Plus we preview the NRL match against the Dolphins, the NRLW game against the Dragons, Robstradamous' bet of the week, our Round 25 tips and more. Click here to check out all our content! Listen live to the WestsLife Podcast twice a week on YouTube, Facebook or Twitter. If you'd like to contribute to the show email us podcast@westslife.com WestsLife Podcast is sponsored by Wests Ashfield Leagues Club. Stay tuned this season for exciting dining offers and giveaways via our podcast in association with Wests Ashfield! For more information visit Wests Ashfield's website- www.westsashfield.com.au or follow them on Facebook or Instagram @WestsAshfield We are also sponsored by Mobile Corp , which is a family-run tech company that supports Wests Tigers and was even the jersey sponsor back in 2007. MobileCorp is also passionate about helping protect businesses from cyber threats. For an affordable cyber security solution go to mobilecorp.com.au WestsLife is also sponsored by Shayne and the team at MG Pump Solutions. See us on the socials: WestsLife YouTube channel WestsLife.com @WestsLifePod on Instagram and Twitter Facebook.com/WestsLifePod Support and contribute to the show at Patreon.com/WestsLife
On this episode we were joined by the master of optical evaluation of polyps, Dr. Rob Bechara. Dr. Bechara is an advanced therapeutic endoscopist at Queen's University, and he gave us a masterclass on how to look at polyps and assess what kind of polyp it is. This is an essential primer on important macroscopic and microscopic polyp characteristics and really a must-listen for anyone who does endoscopy, surgeon or gastroenterologist. Also don't miss his really unique experience training in Japan and what we might learn about our own training models in the process. You can watch the full video at our YouTube channel @coldsteelsurgery. Link to YouTube video: https://youtu.be/XmAI-OyCCd0 Rob Bechara on Twitter: www.twitter.com/robertbechara Rob's YouTube channel: www.youtube.com/@RBEndoscopy Links: 1. Dr. Haruhiro Inoue - https://endoscopyonair.com/members/haruhiro-inoue/ 2. Clinical Importance of Magnification in the Assessment of Colorectal Lesions. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8489521/
My guest today is Bechara Abi Assi.Bechara describes himself as a “humble student traveler on this journey of life.”Bechara is driven by a deep curiosity to understand how people make sense of their inner and outer worlds, and a wonder at the possibilities that opens up for them. He is committed to helping himself and others build close-knit groups and cultivate meaningful relationships with love, safety, empathy and honesty.Bechara works in the world of leadership development and loves helping his clients learn in an environment that is both safe and challenging, helping people find their growth edge. His approach to this work is rooted in deep self-awareness, and informed by complexity, adult development, centered leadership and positive psychology. In a past chapter of his journey, Bechara was a management consultant at McKinsey & Company, advising private and public sector clients across the Middle East and Europe on strategy, culture change, capability building and leadership development. Bechara also worked in McKinsey's internal learning function, focusing on developing programs for the Firm's most senior colleagues.Bechara holds an MBA from INSEAD and a BBA from the American University of Beirut in his native Lebanon. He lives between Amsterdam, Valencia and Dubai (where he grew up), and speaks Arabic and English, while also trying to improve his limited Dutch, Spanish and French. Outside of work, Bechara enjoys spending quality time with his ‘people' and discovering new places and cuisines, preferably via road trips.Bechara and I met in late 2022 at a work event. I remember sitting and having dinner together, chatting and getting to know each other, and just a few minutes into the conversation I asked – do you want to be on my podcast?? It's fun to notice how different people respond when I ask that question. Bechara's response, as I remember it, was a clear yes! I knew we would have an amazing conversation and we did. Bechara, thank you so much for this deep and meaningful conversation. Thank you for sharing these pieces of your story. Your courage in life to jump into the unknown on the journey of self-discovery, your both willingness and ability to articulate the challenges and the successes of handling suffering in life, developing your emotional immune system, and developing kindness and compassion for yourself… it's inspirational. It's an absolute delight to host this conversation and share it here.Connect with Bechara here.Make Life Less Difficult
Leyla Bechara es una joven politóloga de un pueblo de Buenos Aires, Santa Regina. Se destaca como influencer, donde trata temáticas políticas y sociales, lo que hizo que fuera convocada a la película de Santiago Mitre sobre el juicio a la Junta Militar protagonizada por Ricardo Darín y Peter Lanzani: ‘Argentina, 1985'. «Yo pensé que era una película indie», confesó. ¡Escuchá la nota en Perros de la Calle! --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/urbanaplayfm/message
Dr. Bechara Choucair grew up in Beirut in the midst of the Lebanese Civil War, raised by parents that created stability in an otherwise unstable time. What he learned then informs his current work as Senior Vice President and Chief Health Officer for Kaiser Permanente: Stable environments create better, more equitable outcomes. In this episode, Dr. Choucair explains how health systems can promote health by fighting back against financial insecurity, which he sees as the next great health crisis.
Tanya Arnold is joined one more time by former England international Jon Wilkin and Australian journalist Steve Mascord, while the BBC's rugby league correspondent Dave Woods also joins the pod. They discuss all three finals as Australia's men and women triumph, while England defeated France on Friday to win the wheelchair competition. Talking of which, wheelchair World Cup winner Seb Bechara drops by with a bottle of champagne. Oh, and the team discuss the Australian love of haircuts and coffee. Time codes 1 – The team discuss the men's final. 10 – Aussie coach Mal Meninga interviewed. 12 – England wheelchair winner Seb Bechara drops by with some champagne. 25 – The team discuss the women's final. 28 - Final thoughts from the team.
Greg chats to Seb ahead of the Wheelchair Rugby League World Cup final. Also, previous World Cup winner Martin Norris plays WrongUns, listener Donna wakes up her boyfriend with the Opportunity Clock and The Big Disco Balls battle out the quiz final.
https://youtu.be/1K23sO-G0uE We often look to intelligent individuals to provide us with insight & guidance, but if you ask science writer David Robson, intelligence isn't just the wrong barometer for good decision-making, it might make for *worse* decisions! -Links for the Curious- The Intelligence Trap, by David Robson - https://www.betterworldbooks.com/product/detail/The-Intelligence-Trap---Why-Smart-People-Make-Dumb-Mistakes-9780393651423 The Evidence-Based Wisdom Blog - https://evidencebasedwisdom.com/ Decision-Making Competence: More Than Intelligence? (Bruin et al, 2020) - https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/0963721420901592 A Route to Well-being: Intelligence vs. Wise Reasoning (Grossman et al, 2014) - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3594053/pdf/nihms422604.pdf Confirmatory factor analysis of the Sternberg Triarchic Abilities Test in three international samples: An empirical test of the triarchic theory of intelligence (Sternberg et al, 2001) - https://psycnet.apa.org/record/2001-14900-001 Insensitivity to future consequences following damage to human prefrontal cortex (Bechara, Damasio et al,, 1994) - https://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.407.9471&rep=rep1&type=pdf The Iowa Gambling Task and the somatic marker hypothesis: some questions and answers (Bechara, Damasio et al,, 2005) - https://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.137.6124&rep=rep1&type=pdf Deciding Advantageously Before Knowing the Advantageous Strategy (Bechara, Damasio et al, 1997) - https://www.cs.utexas.edu/~dana/Damasio2.pdf Neil deGrasse Tyson Has a Critically Important Message for Americans - https://futurism.com/watch-neil-degrasse-tyson-has-a-critically-important-message-for-americans Bill Gates: Japan can play big role in fight against infectious diseases | NHK WORLD-JAPAN News - https://www3.nhk.or.jp/nhkworld/en/news/20220820_02/ Bill Gates reveals his involvement in pushing through climate bill in interview with Bloomberg | Fox News - https://www.foxnews.com/media/bill-gates-reveals-involvement-pushing-through-climate-bill-interview-bloomberg IAmA 74-time Jeopardy! champion, Ken Jennings. I will not be answering in the form of a question. - https://www.reddit.com/r/IAmA/comments/fwpzj/iama_74time_jeopardy_champion_ken_jennings_i_will/ Bill Gates, Big Pharma and entrenching the vaccine apartheid - The Mail & Guardian - https://mg.co.za/coronavirus-essentials/2021-01-30-bill-gates-big-pharma-and-entrenching-the-vaccine-apartheid/ Why Socialism? (Einstein, 1949) - https://monthlyreview.org/2009/05/01/why-socialism/ Cocktail party ideas (Dan Luu) - https://danluu.com/cocktail-ideas/
NFTs are a hot topic very few people really understand. For many of us, our first time hearing of NFTs was in 2021 when they suddenly seemed to be a digital gold mine. However, for the patient community that diligently crafts the famed images, NFTs represent an opportunity for profound and fundamental transformation.Kristel Bechara joins us on Couchonmics to share her view as the rising star of the Middle Easter art world. Just a few short years ago, Kristel was a budding artist selling her physical works through digital channels. One day, a friend approached her and introduced her to the concept of NFTs. After doing some initial research, Kristel quickly decided to invest her own talents into the NFT space, and she hasn't looked back since.In our conversation, Kristel takes us through:Key criteria for evaluating long-term NFT valueThe benefit of 1-of-1s compared to collectionsHow NFTs can transform ownership, protect artist rights and open up new revenue streamsTime Stamp00:00— Introduction02:38— How Kristel Discovered NFTs10:00— How to evaluate NFT value long-term18:46— How NFTs can benefit artists around the world27:00— NFTs from an investor's perspective31:00— ConclusionFollow 'Couchonomics with Arjun Singh' on any app you listen to podcasts.Check out Couchonomics website for all new updates:www.couchonomics.comHOSTBased in Dubai, Arjun is actively engaged with the Fintech & Start - up ecosystem across the MENA Region and beyond - as a passive investor, an advisory board member and as a commentator on the rapidly e volving scene.FINTECH NEWSSubscribe to Arjun's LinkedIn newsletter Daily Fintech Crunch to receive daily interesting news from the world of Fintech, DeFI, Crypto and beyond:http s://www.linkedin.com/newsletters/6899436665924837377/PARTNERSCouchonomics with Arjun Singh is brought to you by ourpartners from:Adyen, a reliable end - to - end payments solution that enables businesses to turnpayments into a strategic growth driver:https://www.adyen.com/LuLu Financial Group, a global financial services provider headquartered in Abu Dhabiand operating in 11 countries:https://www.lulufin.com/M2P, Asia's leading payment infrastructure companyOur website
What is a gut feeling? Should we trust it? There actually is a neuroanatomic basis for the so-called gut feeling – gut feelings exist and making decisions based on gut feelings is generally advantageous. Learn how gut feelings differ from emotions and how the state of the body influences the brain. Dr. Antoine Bechara, PhD is a Professor Psychology and Neuroscience at the University of Southern California. Dr. Bechara received his doctorate from the University of Toronto and completed a fellowship in Behavioral Neurology from the University of Iowa. Dr. Bechara has published over 400 papers and has a Google Scholar H-index of 113. His research focuses on understanding the neural processes behind human decision-making and choices. Along with Dr. Antonio Damasio and Hanna Damasio, Dr. Bechara studied decision-making of patients with injury to the prefrontal cortex, ground-breaking work on the neuroanatomy behind emotion, and how emotion influences cognition. He has used the somatic marker hypothesis to show the relationship between emotion, decision-making, and memory; here is a link to one of his articles 10.1093/cercor/10.3.295).
Dave Woods meets two leading figures from the wider world of rugby league to discuss the future of the game and highlight the growth and popularity of wheelchair rugby. Matt Dwyer is Vice-president, Sports Management at IMG, the company tasked with “re-imagining” and re-shaping the future of rugby league with big ambitions for the sport at every level. And Seb Bechara of Catalans Dragons is one of the biggest personalities in wheelchair rugby. His side face Leeds Rhinos in the Wheelchair Rugby Challenge Cup Final this weekend. Bechara, whose day job is a professional trumpet player, starred for England in last week's win against France, but this weekend re-joins his club teammates to take on his international colleagues. TIMECODES: Matt Dwyer 3'16 “What we're looking to do is re-imagine rugby league in the UK” – discusses their three-phase plan 8'50 On the future structure of the game 11'26 On international development including a future potential international club competition 17'08 On mergers between clubs and the experience of how its worked in Australia 26'00 How can RL get beyond current boundaries 31'52 Matt compares potential growth of rugby league to what they have achieved with Euroleague Basketball and World Table Tennis Seb Bechara, wheelchair rugby league star of Catalans Dragons and England 37'53 Talks about choosing to play for England over France. Born in England to an English family but lived in France since aged 10. Talks of his “mega-pride of playing for England” 39'51 His journey on becoming a wheelchair rugby league player. Lost his leg in a motorbike accident in 2012 and how during rehab he discovered wheelchair basketball and then rugby league 42'18 On his career as a professional freelance trumpet player 47'23 Expectations for England in the World Cup and the fierce rivalry with France 50'14 The future of wheelchair rugby league and his ambition “to have club in every city” 52'30 On looking forward to “wiping smiles off Leeds Rhinos' faces” this weekend in the Challenge Cup Final
Kicking off the 2022 season of the Permanente Medicine Podcast, host Chris Grant examines the key role health systems play in supporting social and community health. Bechara Choucair, MD, senior vice president and chief health officer, Kaiser Foundation Health Plan and Hospitals, and David Grossman, MD, interim vice president for social and community health, Kaiser Foundation Health Plan and Hospitals, discuss leveraging Kaiser Permanente's unique model of care to address social determinants of health, how the COVID-19 pandemic accelerated innovation in health care, and determining priorities now and in the future for addressing social and community health. Program notes: -- 2-1-1 is a special abbreviated telephone number available to be used in communities to reach information about health and social services and referrals. -- Thrive Local is Kaiser Permanente's online social services resource directory for clinicians to connect patients with community resources and referrals.
Health care is poised at a pivotal moment. The COVID-19 pandemic has turned so many of our previous assumptions and practices upside down. And it has revealed to us, with painful clarity, our shortcomings. But this time has also opened up a rare chance to recast the future. So as we emerge from the pandemic, we don't have to go back to where we were. In fact, we shouldn't. We have a chance now not just to tinker around the edges, to make small improvements, but to reimagine healthcare and redefine health itself.In this final episode of season 2, Jodie Lesh breaks down our biggest opportunities and most urgent priorities with Kaiser Permanente's Senior Vice President and Chief Health Officer, Dr. Bechara Choucair. Dr. Choucair has pursued healthcare transformation at the smallest and largest scales, through his work as a family physician and, more recently, as President Biden's national vaccine coordinator in the White House. He and Jodie explore what it would look like if our healthcare providers could address our complete scope of needs, including physical, mental and social health. And how we can go from caring for individuals to also elevating the well-being of entire communities and ultimately our country.
Born in Lebanon and based in Dubai, Kristel Bechara is an award-winning contemporary artist who has quickly established herself as the rising star of the Middle Eastern art world. Recognized for her dynamic patterns and expressive colours, Kristel's artwork consists of the revolutionary creation of photographic imagery using oil, acrylic and giclée printmaking mediums to depict complex emotions and also portray the human condition. Her artistic process involves creating stencil-like drawings that are combined with modern mixed media lines to form multi-layered fantasy paintings. Kristel's work has been displayed around the world to great appreciation and demand, especially from galleries in Tokyo, Milano, Brussels, and France. She has received high acclaim in UAE as well, notably winning the UAE Resident Artist Award at the 2018 World Art Dubai for her collection, Beauty in Diversity. Kristel has also gained recognition as a pioneer of NFT art in the Middle East, having been one of the first artists in the region to adopt NFT technology to launch her new series, Beauty in DeFi. Inspired by the world of cryptocurrencies, this series of digital paintings has been the subject of much critical acclaim and has been featured in publications across the globe. As a wife and mother of two, Kristel Bechara is an avid traveller who finds inspiration in exploring cities, art museums and galleries. She dedicates her mornings to creating art in her studio, while her afternoons and evenings are spent with her family. Kristel currently works on her art from her studio in Onyx Tower, Dubai while her gallery is located at Gate Avenue, Dubai International Financial Centre. Shop her artwork collection HERE. Check her digital artwork collection HERE.