Podcasts about jornalismo investigativo

  • 43PODCASTS
  • 57EPISODES
  • 56mAVG DURATION
  • 1MONTHLY NEW EPISODE
  • Jul 19, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about jornalismo investigativo

Latest podcast episodes about jornalismo investigativo

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Rádio Escafandro
162: Os bastidores da Vaza Flávio

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 63:36


Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?Episódio relacionados86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa134: Los golpistas fujones141: Tchau, Rio147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioPaulo MotorynJornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.Leandro BeckerJornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.Cecília OliveiraCecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.Laís MartinsJornalista e repórter do Intercept Brasil,  formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam.  Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.Thalys AlcântaraRepórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

UOL Investiga
UOL Prime #95: Como o Ministério Público atuou para esconder dados sobre supersalários

UOL Investiga

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 45:03


Um esforço coordenado do Ministério Público (MP) nos últimos anos tem dificultado o acesso a dados de remuneração de seus membros, mostra estudo da Transparência Brasil. A ação de dificultar o acesso aos dados é contestada na Justiça pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e pela ONG Transparência Brasil. Os obstáculos incluem a remoção dos nomes e das matrículas de promotores dos contracheques acessíveis à população. É sobre essa imposição de barreiras à consulta das informações que José Roberto de Toledo conversa com o repórter e colunista Tiago Mali no novo episódio do podcast UOL Prime. #uolprime #PodcastUOLPrime

FALA BRASIL
Núcleo de jornalismo investigativo da RECORD flagra ações de criminosos na zona leste de SP / Cachorrinho é resgatado em enchente na zona leste de SP; veja vídeo

FALA BRASIL

Play Episode Listen Later Feb 3, 2025 66:20


Núcleo de jornalismo investigativo da RECORD flagra ações de criminosos na zona leste de SP. Cachorrinho é resgatado em enchente na zona leste de SP; veja vídeo.

Iconocast
CONVERSA COM CHICO OTÁVIO, ESCRITOR E JORNALISTA

Iconocast

Play Episode Listen Later Aug 12, 2024 123:22


Chico Otavio é escritor e jornalista profissional desde 1985, tendo passado pela redação da Última Hora e pela sucursal de O Estado de São Paulo antes de ingressar no Globo, onde trabalhou de 1997 a 2023. Chico sempre foi repórter. Conquistou seis vezes o Prêmio Esso, em categorias distintas, entre outras premiações. É professor de Jornalismo da PUC-Rio e ajudou a fundar a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji. AJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidh Se preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidh Siga nosso canal de CORTES: https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortes Siga-nos em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficial Livros: Massacre em Vigário Geral: https://www.amazon.com.br/Massacre-Vig%C3%A1rio-Geral-escancarou-corrup%C3%A7%C3%A3o/dp/8501921025 Queda livre: A história de Glaidson e Mirelis, faraós dos bitcoins: https://www.amazon.com.br/Queda-livre-hist%C3%B3ria-Glaidson-bitcoins/dp/658751846X/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr= Mataram Marielle: Como o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes escancarou o submundo do crime carioca: https://www.amazon.com.br/Mataram-Marielle-Assassinato-Anderson-Escancarou/dp/6555600381/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&dib_tag=se&dib=eyJ2IjoiMSJ9.u4bhsfQvZ90VeBNsqpUaCCgfdNMgfflb5KDxGL4akx4kZdfRk88BHh4Onu9RCCNsOKmMWmGzWz1R-5nlJM1UCM9jC9bKbWAVzo9x0BECUVtlgkwSB87UZLR2-NQ1pu2g-hUS_m31uhI0sn4bOxixW1JmUspPGjYrgfLEfUpgd9qKyavcaL4fPV0fyWGN1GaPGmXoOOuZtTR1wNy5fpvXD1XLwdAX3w7WktbyyYbqDzk.2BNExekzQ7QclgbPuyIAC5bTpjNp2h7cUb9IzliMd98&qid=1718662565&sr=1-1 Os porões da contravenção: https://www.amazon.com.br/Os-por%C3%B5es-contraven%C3%A7%C3%A3o-Aloy-Jupiara/dp/8501106445/ref=sr_1_1?crid=28NVPYTM4RUR1&dib=eyJ2IjoiMSJ9.dGa3WQ6kZExKAah4fwBQDgf-gXZAaX9R8fVEqYGK7VMAwZTtHosNExR3p76WGrjVcWdkm9tz5VBhkci1PD_xIZcLVWux0yAqyEdTTFvALpsRjyUaC0N_6PgXu-2h-JjwXe8jGmPzMcJ9lWhVaeMXrd2zOfjFkcYFAf1XR8cnNntJ9iUFF0pbkBEeseq5ZHuQT_dlVHextX70bRcvKu6PLe7ZBLUDtm2-p04-Z9xwkCmDpK-DAysYhc6udJPOuUjrfsobWnicutsLm10HeNGQXnKGnFD6mJg8XublahWub68.vZdlKwAPpRl_v2GTpAh4ynhxssqVHkFqcPHyKhtvCwA&dib_tag=se&keywords=poroes+da+contraven%C3%A7%C3%A3o&qid=1718662911&sprefix=poroes+da+c%2Caps%2C238&sr=8-1 --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/iconocast/support

Iconocast
LIVE: O DESFECHO DO CASO MARIELLE COM VERA ARAÚJO

Iconocast

Play Episode Listen Later Mar 28, 2024 80:05


VERA ARAÚJO é repórter investigativa em O Globo, além de advogada, tendo passado por Jornal do Brasil e O Dia. Em 2005, revelou a existência de grupos paramilitares na região de Jacarepaguá (RJ), que extorquiam dinheiro de moradores. Foi dela a ideia de batizá-los como milícias. Pela reportagem, ganhou o Prêmio Especial Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (2009). Entre outros prêmios, recebeu o Imprensa Embratel (2003), o Esso Sudeste (2009), o Tim Lopes (2010) e o Troféu Mulher Imprensa (2012). Em 2020, lançou 'Mataram Marielle', com o colega de profissão Chico Otavio. A obra revela a teia do crime organizado no Rio de Janeiro, a partir do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 14 de março de 2018. O livro ficou entre os cinco finalistas do prêmio Jabuti, na categoria Documentário e Biografia. Sua última obra foi 'O Plano Flordelis, Bíblia, Filhos e Sangue', também pela Editora Intrínseca, em 2022. Vera foi comentarista das séries documentais do Globoplay: 'Vale o Escrito' e 'Lei da Selva', sobre a guerra do jogo do bicho no Rio. Acompanhe VERA ARAÚJO nos links: Instagram: https://www.instagram.com/varaujo1/ Twitter: https://twitter.com/varaujo1 O Globo: https://oglobo.globo.com/autores/vera-araujo/ AJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidh Se preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidh --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/iconocast/support

Roda Viva
Roda Viva | Eugênio Bucci | 29/01/2024

Roda Viva

Play Episode Listen Later Jan 30, 2024 94:48


O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (29) o jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e um dos mais conhecidos e respeitados estudiosos de sua área, Eugênio Bucci. Na era da Inteligência Artificial e do uso intenso das plataformas digitais, qual o papel e o futuro da comunicação pública no Brasil? Essa e outras perguntas serão discutidas na bancada de entrevistadores formada por Alecsandra Zapparoli, publisher da Galápagos Newsmaking, Dennis de Oliveira, jornalista e professor da ECA/USP, Katia Brembatti, presidente da Abraji, Natália Viana, diretora-executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, e Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da USP. Com apresentação de Vera Magalhães, o programa contará com as ilustrações de Luciano Veronezi e vai ao ar ao vivo, a partir das 22h, na Cultura, no site da emissora, no APP Cultura Play, além de X (antigo Twitter), YouTube, Tik Tok e Facebook. #TVCultura #USP #Educação #Comunicação #Brasil

Iconocast
LIVE: PAPO SOBRE A GUERRA DO JOGO DO BICHO (FAMÍLIA ANDRADE e GARCIA) - COM VERA ARAÚJO

Iconocast

Play Episode Listen Later Jan 17, 2024 192:08


VERA ARAÚJO é repórter investigativa em O Globo, além de advogada, tendo passado por Jornal do Brasil e O Dia. Em 2005, revelou a existência de grupos paramilitares na região de Jacarepaguá (RJ), que extorquiam dinheiro de moradores. Foi dela a ideia de batizá-los como milícias. Pela reportagem, ganhou o Prêmio Especial Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (2009). Entre outros prêmios, recebeu o Imprensa Embratel (2003), o Esso Sudeste (2009), o Tim Lopes (2010) e o Troféu Mulher Imprensa (2012). Em 2020, lançou 'Mataram Marielle', com o colega de profissão Chico Otavio. A obra revela a teia do crime organizado no Rio de Janeiro, a partir do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 14 de março de 2018. O livro ficou entre os cinco finalistas do prêmio Jabuti, na categoria Documentário e Biografia. Sua última obra foi 'O Plano Flordelis, Bíblia, Filhos e Sangue', também pela Editora Intrínseca, em 2022. Vera foi comentarista das séries documentais do Globoplay: 'Vale o Escrito' e 'Lei da Selva', sobre a guerra do jogo do bicho no Rio. Acompanhe VERA ARAÚJO nos links: Instagram:   / varaujo1   Twitter:   / varaujo1   O Globo: https://oglobo.globo.com/autores/vera... AJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidh Se preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidh --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/iconocast/support

O Antagonista
Cortes do Papo - Decisão do STF inibe jornalismo investigativo

O Antagonista

Play Episode Listen Later Nov 30, 2023 34:01


Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.  Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais.  Link do canal:  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Assine o combo O Antagonista + Crusoé:  https://assine.oantagonista.com/ Siga O Antagonista nas redes sociais e cadastre-se para receber nossa newsletter:  https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br  |  www.crusoe.com.br

whatsapp cortes decis papo jornalismo investigativo
As Cunhãs
Episódio 148 - Apontar a má aplicação da Lei de Alienação Parental deu até censura: As Cunhãs entrevistam Nayara Felizardo, a jornalista censurada

As Cunhãs

Play Episode Listen Later Jun 6, 2023 55:29


Hoje temos mais um As Cunhãs Entrevistam, e desta vez conversamos com a Nayara, colega jornalista querida. Ela é a autora de uma série de reportagens chamada "Em nome dos pais", publicada em maio pelo site jornalístico The Intercept Brasil. A série investigou problemas na aplicação da Lei de Alienação Parental, que, de forma muito resumida, tem o objetivo de punir a pessoa que impeça ou prejudique a convivência de uma criança ou adolescente com um de seus genitores. No fim de maio, a série de reportagens foi censurada. A juíza Flávia Gonçalves Moraes Bruno, da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro, ordenou que as reportagens fossem retiradas do ar, sob pena de multa de até R$ 30 mil. Pelo menos oito entidades de defesa do jornalismo se manifestaram contra a decisão e acusaram censura. Nayara está proibida de dar detalhes sobre as reportagens, mas falou do processo de apuração e checagem que fizeram com que o processo de investigação jornalística demorasse quase um ano para ser concluído, até as publicações. Nayara, vale lembrar, é uma das co-fundadoras da newsletter Cajueira, que faz uma curadoria dos meios jornalísticos independentes do Nordeste. Pra assinar a newsletter (que é de graça), é só acessar https://cajueira.substack.com/.Como prometido, deixamos também o link do site The Intercept Brasil: https://www.intercept.com.br/E do Marco Zero Conteúdo, que a Inês Aparecida adora: https://marcozero.org/

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Entidades repudiam agressão contra jornalistas em Brasília

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later May 31, 2023 1:56


Uma confusão no Itamaraty, em Brasília, no fm da tarde desta terça-feira, após a entrevista coletiva do presidente venezuelano Nicolás Maduro, terminou com a agressão a jornalistas que cobriram o evento. A experiente repórter Delis Ortiz, da TV Globo, disse ter recebido um soco do peito de um home da equipe de segurança, formada por agentes do GSI, que é o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e servidores do governo venezuelano.A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) também emitiu nota repudiando as agressões sofridas por jornalistas brasileiros e estrangeiros. A Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, condenou o ato de violência e pediu que a violação à liberdade de imprensa tem de ser apurada com rigor.

Roda Viva
Roda Viva | Sonia Guajajara | 20/03/2023

Roda Viva

Play Episode Listen Later Mar 21, 2023 94:52


O #RodaViva desta segunda-feira (20) entrevista a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara. Eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, Sonia Guajajara enfrenta dramas novos e antigos como a exploração ilegal de garimpo em terras indígenas, a crise de saúde do povo Yanomami e os assassinatos de indígenas. Para minimizar parte desses problemas, o governo federal promete retomar, já em abril, a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas.    A bancada de entrevistadores será formada por Luana Genot, diretora executiva do IB_BR; Rubens Valente, jornalista da Agência Pública de Jornalismo Investigativo; Gustavo Faleiros, editor de investigações ambientais do Centro Pulitzer; Leticia Leite, repórter colaboradora em Sumaúma Jornalismo do Centro do Mundo; e Helena Corezomaé, repórter do portal Primeira Página/MT. A edição conta com a cartunista Carol Ito. A apresentação do programa é de Vera Magalhães.

Podcast Política - Agência Radioweb
Entidades criticam ataques à imprensa durante campanha eleitoral

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 24, 2022 1:51


Até meados de setembro foram registrados 353 ataques contra profissionais de imprensa dentre episódios de ameaças, violência física, destruição de equipamentos e até assassinatos. Os dados são do monitoramento de ataques contra jornalistas feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.

Maconhômetro
Imprensa | Entrevista com Gil Luiz Mendes, Repórter da Ponte Jornalismo e Podcaster na Central3

Maconhômetro

Play Episode Listen Later Oct 19, 2022 67:45


Tá nos ares mais um 'Maconhômetro Imprensa', nosso programa de entrevistas com jornalistas que atuam cobrindo, apurando e produzindo matérias e reportagens sobre o universo da maconha e seus usos no Brasil. O Cannabis Monitor é um projeto de monitoramento de notícias canábicas e nosso interesse com essa série de entrevistas é criar um diálogo direto com quem se dedica a produzir e disseminar informação e reflexão sobre o tema na imprensa, seja a tradicional ou a especializada, através de jornais, revistas, portais e blogs nacionais. Neste episódio, a jornalista e ativista Ingryd Rodrigues recebe para uma conversa o jornalista Gil Luiz Mendes, repórter da Ponte Jornalismo e podcaster na Central3. O Gil tem formação em História e Jornalismo e mais de 15 anos de experiência trabalhando em redações. É vencedor do Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo e menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Atualmente trabalha como repórter na Ponte Jornalismo cobrindo violações de direitos humanos cometidas pelo Estado e Segurança Pública. Também é podcaster na Central 3, onde apresenta o programa Baião de Dois. Neste papo, ele fala sobre sua trajetória nos universos do jornalismo e dos direitos humanos, seu envolvimento pessoal e profissional com a maconha, seu processo de trabalho jornalístico, os desafios da profissão, suas referências na área, entre outras brisas... Dá o play pra conferir esse papo e se inteirar sobre perspectivas do jornalismo canábico através do olhar de quem faz ele acontecer no Brasil. Mais informações: https://cannabismonitor.com.br/maconhometro-imprensa/ Apoie o CM: http://apoia.se/cannabismonitor

Podcast Política - Agência Radioweb
Congresso vai discutir PLs que aumentam proteção aos jornalistas

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Sep 23, 2022 2:06


Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, as agressões graves contra jornalistas aumentaram quase 70% neste ano, num total de 66 registradas. Ainda de acordo com a Abraji, dos 291 ataques em geral, 209 foram proferidos por políticos.

revista piauí
#208: Naufrágio à vista

revista piauí

Play Episode Listen Later Jul 8, 2022 55:44


Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam do enfraquecimento da Funai, das investigações do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips e do envolvimento de figuras políticas com crimes na Amazônia. O trio também comenta a PEC que amplia benefícios sociais às vésperas das eleições, o escanteamento da CPI do MEC no Senado e as alianças partidárias nos estados que divergem da situação do cenário nacional. Acesse https://mubi.com/promos/foro e assista ao melhor cinema por 30 dias grátis! Escalada: 00:00 1º bloco: 05:48 2º bloco: 18:37 3º bloco: 32:52 Kinder Ovo: 46:28 Correio Elegante: 49:28 Créditos: 53:38 Bloco 1: Amazônia sem lei e Funai desmontada Um mês depois do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips, o jornal Folha de S.Paulo revelou que a Polícia Federal adiou, por divergências internas, ações de combate a crimes ambientais no Vale do Javari. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) recebeu denúncias de que Bruno investigava nomes ligados a secretarias e até à prefeitura de Atalaia do Norte que atuavam junto ao narcotráfico e à pesca ilegal. Além disso, funcionários da Funai veem suas condições de trabalho piorarem ainda mais. Bloco 2: Congresso entregue a Bolsonaro Na Câmara, a PEC do Vale Tudo avança na Câmara a menos de três meses das eleições. Com custo de mais de 40 bilhões de reais, o projeto aumenta o Auxilio Brasil de 400 para 600 reais e cria benefícios sociais com o intuito de aumentar a popularidade de Bolsonaro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, diz que vai instaurar a CPI do MEC, mas os trabalhos só começarão depois das eleições. Bloco 3: Disputas nos estados Em São Paulo, Márcio França (PSB) deve formalizar sua candidatura ao Senado e selar o apoio ao petista Fernando Haddad. O PSD de Kassab deve apoiar o bolsonarista Tarcísio Freitas e, assim, se distanciar do PT em São Paulo. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite ainda não conseguiu fechar aliança com o MDB e vê Onyx Lorenzoni subir nas pesquisas. No Rio, o PT disputa com o PSB para definir quem será o candidato ao Senado. Para acessar reportagens citadas nesse episódio: https://piaui.co/3OVjItZ ​​​​​​​​​​Assista aos bastidores da gravação: https://piaui.co/ftprivilegiado​ ​​​​​Aqui, uma playlist com todos os episódios do Foro: https://piaui.co/playlistforo​ ​​​​​​​​​​O Foro de Teresina é o podcast de política da revista piauí, que vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 11h. O programa é uma produção da Rádio Novelo para a revista piauí. Ouça também os outros podcasts da piauí: o Luz no fim da quarentena, sobre o que a ciência está descobrindo a respeito da pandemia de covid-19 (https://piaui.co/playlistquarentena​​), o Maria vai com as outras, sobre mulheres e mercado de trabalho (https://piaui.co/playlistmaria​​​​​​​​​), e A Terra é redonda, sobre ciência e meio ambiente (https://piaui.co/playlistaterra​​​​​​). Apresentação: Fernando de Barros e Silva, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky Coordenação geral: Paula Scarpin Direção: Mari Faria Edição: Evelin Argenta e Tiago Picado Produção: Marcos Amorozo Apoio de produção: Claudia Holanda Produção musical, finalização e mixagem: João Jabace Música tema: Wânya Sales e Beto Boreno Identidade visual: João Brizzi Ilustração: Fernando Carvall Teaser (Foro Privilegiado): Mari Faria Distribuição: Marcella Ramos Coordenação digital: Juliana Jaeger e FêCris Vasconcellos Checagem: João Felipe Carvalho Para falar com a equipe: forodeteresina@revistapiaui.com.br

Timeline Gaúcha
Monica Martelli e Malu Gaspar em: Paulo Gustavo, Eike Batista, minha vida em marte e jornalismo investigativo.

Timeline Gaúcha

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 49:22


Monica Martelli e Malu Gaspar em: Paulo Gustavo, Eike Batista, minha vida em marte e jornalismo investigativo.

minha vida martelli paulo gustavo eike batista malu gaspar jornalismo investigativo
Estadão Notícias
Os riscos à liberdade de imprensa no Brasil

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jun 7, 2022 31:12


Hoje, 7 de junho, é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Nesta data, em 1977, cerca de três mil jornalistas assinaram um manifesto exigindo o fim da censura e instauração de uma imprensa livre no Brasil. E relembrar o tema é essencial para a categoria que vem sofrendo cada vez mais ataques. Desde o início do mandato, o presidente Jair Bolsonaro deixa claro por meio de ameaças e agressões o seu desdém pelo trabalho da imprensa brasileira. Esse comportamento também inspira agressões de apoiadores do presidente. Só em 2021, o Brasil registrou 430 casos de violência contra profissionais de comunicação. Os números são do relatório “Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil”, feito pela Federação Nacional da categoria. O documento classificou o presidente Jair Bolsonaro como o “principal agressor” de jornalistas e veículos de comunicação.  Porém estes ataques não são novidade, a imprensa brasileira, e inclusive o Estadão, passou por diversos momentos de censura e opressão.  No episódio do podcast desta terça-feira, vamos trazer uma análise sobre o assunto do professor da ECA-USP e jornalista Eugênio Bucci. Para relatar os diferentes momentos históricos de censura do Estadão conversamos com o jornalista Edmundo Leite, coordenador do Acervo Estadão.  E para debater sobre o cenário atual da liberdade de imprensa no Brasil, convidamos a presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e professora do Insper, Natalia Mazotti. O Estadão Notícias está disponível no Spotify,Deezer,Apple Podcasts,Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Bárbara Rubira e Gabriela Forte Montagem: Moacir Biasi Editor do núcleo de Podcasts: Emanuel Bomfim See omnystudio.com/listener for privacy information.

Historiante
Wikileaks e o jornalismo investigativo na democracia [com Natalia Viana] - Programa n.154

Historiante

Play Episode Listen Later Mar 26, 2022 77:39


Julian Assange e o Wikileaks revolucionaram o jornalismo investigativo no século XXI. As consequências, porém, perseguem até hoje o idealizador e o seu projeto.Pra gente entender como isso chacoalhou o mundo, recebemos Natalia Viana, jornalista, diretora e co-fundadora da Agência Pública. Ela foi a única brasileira a integrar o grupo de jornalistas colaboradores do Wikileaks no caso "Cablegate".- Cast: Pablo Magalhães, Liu Magalhães, Felipe Bonsanto e Cleber Roberto |- Edição: Reverbere Estúdio |- OUÇA O HISTORIANTE NA ORELO!A cada play nós somos remunerados, e você não paga nada por isso!https://orelo.cc/ohistoriante |- APOIE O HISTORIANTE!Vá ao apoia.se/historiante e contribua com R$4 mensais. Além de nos ajudar, você tem acesso ao nosso grupo de recompensas! |- OUÇA NOSSA PLAYLIST: https://open.spotify.com/playlist/35Bq2VYTj0hqyKckDIqUmy?si=iSEFxoRnSzKeehtwtxy6bg |- PARTICIPE DA NOSSA PESQUISA DE OPINIÃO! https://forms.gle/TUKgYVz6ggc82QZT8 |- OBRIGADO APOIADORES!Andreza Sousa Lima; Adma Karycelle Rocha; Alessandra Fonseca; Amanda Suhadolnik; Ana Paula Siqueira Balduino da Silva; Ana Paula de Oliveira; Arley Barros; Bruno Gouvea de Queiroz; Bruno Santos de Araújo; Carolina Yeh; Charles Guilherme Rodrigues; Clessio Cunha Mendes; Danilo Terra de Oliveira; Eduardo dos Santos Silva; Emerson de Oliveira Brito; Eugenia fernanda cabral dos Santos; Frederico Jannuzzi; Fabiano Santos Oliveira; Flávio José dos Santos; Graça Viviane Pereira; Iza Luciene Mendes Regis; Jamille Padoin; Jefferson Aleff Oliveira; João Vitor Milward; Juliana Duarte; Juliana Fick; Kleyton Andrade Paiva; Ladison Costa das Dores; Luciana Correa de Oliveira; Marcelo Raulino Silva; Maria Mylena Farias Martins; Márcia Aparecida Masciano Matos; Núbia Cristina dos Santos; Rafael Lucas Barros Botelho; Reinaldo Coelho; Rodrigo Paolo Terra de Oliveira; Ronie Von Barros Da Cunha Junior; Sae Dutra; Sibeli de Oliveira Schneider; Suzana Cardoso; Taís Melero

Conversa Humanista
Desafios do jornalismo no Brasil

Conversa Humanista

Play Episode Listen Later Aug 9, 2021 25:34


A data é de celebração: 7 de abril, Dia do Jornalista. Mas não há muito o que comemorar no caso de quem atua na profissão no Brasil de hoje. Os ataques à imprensa cresceram 167% no país em 2020, segundo relatório da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) publicado no final de março. É nesse contexto que a redação do Humanista se reuniu para gravar uma edição especial do #ConversaHumanista, podcast criado justamente para debater o jornalismo brasileiro. Amanda Araújo, Bruna Jacobovski, Henrique Letti, Maria Luiza Rodrigues e Stéfani Fontanive, que compõem a equipe do jornal laboratório no semestre letivo 2020/2 (no calendário, de janeiro a maio de 2021), bateram um papo sobre os “desafios do jornalismo no Brasil”. Além da redação, o episódio conta ainda com a participação da presidente do SINDJORS (Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul), Vera Daisy Barcellos, e do presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Marcelo Träsel. Ouça!

Outras Mamas Podcast
#114  -  Do campo à mesa, sobre o jornalismo investigativo de O Joio e o Trigo, com João Peres

Outras Mamas Podcast

Play Episode Listen Later Jul 20, 2021 57:58


Não é novidade nenhuma que somos fãs do projeto O Joio e o Trigo, e também do Prato Cheio, o podcast do Joio. As matérias, episódios e livros, lançados em parceria com a Editora Elefante, ajudaram e seguem ajudando na nossa construção política e fazem parte de vários episódios por aqui. Por isso, convidamos João Peres, um dos fundadores do Joio, para contar um pouco mais pra gente sobre essa história e conversar sobre os a construção e os profundos impactos do sistema alimentar na nossa sociedade.

mesa campo trigo com jo peres o joio jornalismo investigativo prato cheio
Sônica Metodista
#MomentoEnvolverde 026

Sônica Metodista

Play Episode Listen Later May 12, 2021 4:13


No programa Diálogos Envolverde da última quinta-feira (06), os jornalistas Ricardo Carvalho, presidente da ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), e Marcelo Trasal, diretor da ABI-SP (Associação Brasileira de Imprensa), discutiram com os mediadores e também jornalistas Reinaldo Canto e Alice Marcondes sobre os os riscos à liberdade de imprensa no Brasil. Locução e edição: Arthur Ferrari Trabalhos técnicos: Léo Engelmann Orientação: Filomena Salemme Publicação: Beatriz Mirelle

brasil brasileira imprensa locu jornalismo investigativo
ProduzMinas
Ep.39: Sobre roteiro e jornalismo investigativo com @camilaappel

ProduzMinas

Play Episode Listen Later Apr 7, 2021 50:20


Conversamos com Camila Appel (@camilaappel) sobre seu trabalho de denúncia que expôs abusos sexuais do curandeiro João de Deus.

JR 15 Minutos com Celso Freitas
Entenda a estrutura do crime organizado na fronteira do Paraguai

JR 15 Minutos com Celso Freitas

Play Episode Listen Later Feb 17, 2021 15:26


Nesta semana, o Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV mostrou o drama de quem vive na fronteira do Brasil com o Paraguai. Uma região violenta, dominada pelo crime organizado, com mais de cem mortes registradas no ano passado. A maioria por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Como começou essa investigação e o que descobrimos por lá? Celso Freitas e os repórteres Marcos Guedes e André Azeredo conversam sobre os bastidores e contam histórias inéditas das reportagens.

Rádio Escafandro
20: Dos vinte centavos a Bolsonaro (REPRISE)

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jan 21, 2021 57:58


Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) iniciou uma série de protestos, em São Paulo, contra o aumento de vinte centavos nas tarifas de ônibus e metrô.Em pouco tempo, as manifestações ganharam uma dimensão inesperada. E mesmo depois de Estado e Prefeitura terem voltado atrás com o aumento, as ruas continuaram inflamadas por passeatas, numa ebulição popular inédita no país.As pautas se multiplicaram. O combate à corrupção e a demanda por melhores serviços públicos no geral passaram a engrossar o coro das ruas.Até que, no final de 2014, as cores das manifestações foram mudando. Um movimento que era essencialmente progressista ganhou ares nacionalistas, conservadores e anti-partidários.Grupos recém-criados, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Vem Pra Rua, passaram cooptar essa insatisfação popular difusa que culminaria no impeachment de Dilma Roussef. E que seria um dos vários fatores que colaboraram para a eleição do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.Como isso aconteceu? Como o Passe Livre conseguiu transformar uma pauta única num protesto nacional? Como grupos de direita, notadamente o Movimento Brasil Livre (MBL) se apropriaram das manifestações? Quem financiou esses grupos? Como a direita foi capaz de canalizar o sentimento de revolta e por que a esquerda não conseguiu retomar as ruas desde então?Ouça de graça no seu aplicativo de podcasts predileto!***** – Colabore com a Rádio Escafandro e receba recompensas. Clique aqui. ***** – Entrevistados do episódio: Lucas Monteiro de OliveiraHistoriador, professor e cofundador do Movimento Passe Livre,Marcio MorettoDoutor em ciências da computação, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e cocoordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital.Marina AmaralJornalista, codiretora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo.- Mergulhe mais fundoA nova roupa da direita (Agência Pública)Condenados por Moro, absolvidos pelo tribunal (Agência Pública)Movimento Passe Livre no Roda Viva– Ficha técnica:Produção, apresentação e edição: Tomás ChiaveriniTrilha sonora original: Paulo GamaMixagem: Vitor CoroaCaptação de áudio em estúdio: João Puntoni

Rádio Escafandro
40: Mil dias de Marielle presente

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Dec 8, 2020 59:27


Mil dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mergulhamos neste crime que chocou o país e mostrou as entranhas do poder paralelo no Rio de Janeiro.Como foi o assassinato, como as investigações começaram, que pistas levaram aos executores e quem são eles, o que se sabe sobre os possíveis mandantes e como tudo isso se relaciona com o crime organizado carioca.***** – Colabore com a Rádio Escafandro e receba recompensas. Clique aqui. *****Saiba mais sobre a Rádio Escafandro: www.radioescafandro.com.***** – Entrevistados do episódioVera AraújoRepórter investigativa em O Globo, além de advogada. Trabalhou no Jornal do Brasil e no jornal O Dia. Em 2005, revelou a existência de grupos paramilitares na região de Jacarepaguá (RJ) que extorquiam dinheiro de moradores. Foi dela a ideia de batizá-los como milícias. Pela reportagem, ganhou o Prêmio Especial Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (2009). Co-autora do livro "Mataram Marielle: Como o Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Escancarou o Submundo do Crime Carioca".Chico OtávioRepórter e professor de Jornalismo na PUC-Rio, trabalhou em a Última Hora,  e no grupo Estado. Em 1997, transferiu-se para o jornal O Globo, onde cobre Política. Ganhou sete vezes o Prêmio Esso. É autor de diversos livros-reportagem, e co-autor do livro: "Mataram Marielle: Como o Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Escancarou o Submundo do Crime Carioca (Intrínseca, 2020)".Bruno Paes MansoFormado em economia e jornalismo, trabalhou em algumas das principais redações do país, entre elas Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, e Veja. É doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2012), com mestrado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2003). É co-autor de "A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil" (Todavia, 2018), e autor de "A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro" (Todavia, 2020).- Ficha técnica:Produção, apresentação e edição: Tomás ChiaveriniTrilha sonora tema: Paulo GamaMixagem: Vitor CoroaEste episódio contou com músicas de: Beto Villares, Blue Dots, Kay Engel e Lobo Loko.

Rádio Escafandro
#40 – Mil dias de Marielle presente

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Dec 8, 2020 59:27


Mil dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mergulhamos neste crime que chocou o país e mostrou as entranhas do poder paralelo no Rio de Janeiro. Como foi o assassinato, como as investigações começaram, que pistas levaram aos executores e quem são eles, o que se sabe sobre os possíveis mandantes e como tudo isso se relaciona com o crime organizado carioca. ***** – Colabore com a Rádio Escafandro e receba recompensas. Clique aqui. ***** – Entrevistados do episódio Vera Araújo Repórter investigativa em O Globo, além de advogada, trabalhou no Jornal do Brasil e no jornal O Dia. Em 2005, revelou a existência de grupos paramilitares na região de Jacarepaguá (RJ) que extorquiam dinheiro de moradores. Foi dela a ideia de batizá-los como milícias. Pela reportagem, ganhou o Prêmio Especial Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (2009). Co-autora do livro "Mataram Marielle: Como o Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Escancarou o Submundo do Crime Carioca". Chico Otávio Repórter e professor de Jornalismo na PUC-Rio, trabalhou em a Última Hora,  e no grupo Estado. Em 1997, transferiu-se para o jornal O Globo, onde cobre Política. Ganhou sete vezes o Prêmio Esso. É autor de diversos livros, e co-autor do livro: "Mataram Marielle: Como o Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Escancarou o Submundo do Crime Carioca (Intrínseca, 2020)". Bruno Paes Manso Formado em economia e jornalismo, trabalhou em algumas das principais redações do país, entre elas Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Veja. É doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2012), com mestrado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2003). É co-autor de "A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil" (Todavia, 2018), e autor de "A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro" (Todavia, 2020). - Ficha técnica: Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini Trilha sonora tema: Paulo Gama Mixagem: Vitor Coroa Este episódio contou com músicas de: Beto Villares, Blue Dots, Kay Engel e Lobo Loko.

Canal Ser Flamengo
PROFISSÃO JORNALISTA: VENÊ CASAGRANDE: CARREIRA, JORNALISMO INVESTIGATIVO, DIA A DIA DO FLAMENGO

Canal Ser Flamengo

Play Episode Listen Later Sep 4, 2020 62:23


"Profissão Jornalista" é um quadro do Canal Ser Flamengo. Tulio Rodrigues conversou com o jornalista do jornal O Dia, Venê Casagrande. A entrevista girou torno de sua carreira como jornalista, trajetória na carreira, o trabalho como setorista do Flamengo, jornalismo investigativo, a importância das notícias e muito mais.

Giro 360
Giro 360 #T2E23: Goiânia apresentava demanda reprimida por alívio

Giro 360

Play Episode Listen Later Jul 16, 2020 15:10


Parte da popularidade dos podcasts se dá pela possibilidade de ouvi-los em qualquer circunstância.Se nós imaginamos algum de vocês ouvindo o Giro 360 numa mesa de bar, é por nossa autoestima e mais porque, depois de quatro meses, isso voltou a ser viável. Goiânia fervilha sedenta nesses primeiros dias de rebertura de bares, restaurantes e academias.O episódio 23 da segunda temporada traz Caio Henrique Salgado, editor do Giro, estreando no papel de apresentador. Caio conversa com o editor do núcleo de Jornalismo Investigativo do POPULAR, Márcio Leijoto, sobre o impacto dos novos decretos na taxa de isolamento na capital. E a conclusão impressiona: o número ficou praticamente estável porque quem se jogou à noite são os mesmos que já furavam a quarentena antes.Havia apenas uma demanda reprimida por alívio, diante das agruras da pandemia.

Rádio Online PUC Minas
“Jornalismo e Democracia”, com Leandro Demori – Intercept Brasil – 19/06/2020

Rádio Online PUC Minas

Play Episode Listen Later Jul 11, 2020 112:32


Leandro Demori é jornalista e escritor brasileiro com foco em jornalismo investigativo. Ele foi editor da plataforma Medium e do site da revista Piauí. Demori liderou a cobertura da Vazajato, uma série de reportagens sobre o vazamento de conversas no aplicativo Telegram entre o ex-ministro Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol, além de outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. É autor do livro Cosa Nostra no Brasil, a história do mafioso que derrubou um império, que conta a vida do mafioso italiano Tommaso Buscetta. Estudou jornalismo investigativo na Associação de Jornalismo Investigativo do Lazio, em Roma, e na City University London, em Londres, na Inglaterra. Na Europa, atuou como correspondente independente para diversos veículos brasileiros.  Em 2019 foi finalista dos prêmios Vladimir Herzog e Gabriel Garcia Marques.  

Rádio Escafandro
#20 – Dos vinte centavos a Bolsonaro

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Feb 5, 2020 57:58


 Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) iniciou uma série de protestos, em São Paulo, contra o aumento de vinte centavos nas tarifas de ônibus e metrô. Em pouco tempo, as manifestações ganharam uma dimensão inesperada. E mesmo depois de Estado e Prefeitura terem voltado atrás com o aumento, as ruas continuaram inflamadas por passeatas, numa ebulição popular inédita no país. As pautas se multiplicaram. O combate à corrupção e a demanda por melhores serviços públicos no  geral passaram a engrossar o coro das ruas. Até que, no final de 2014, as cores das manifestações foram mudando. Um movimento que era essencialmente progressista ganhou ares nacionalistas, conservadores e anti-partidários. Grupos recém-criados como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento Vem Pra Rua, passaram cooptar essa insatisfação popular difusa que culminaria no impeachment de Dilma Roussef. E que seria um dos vários fatores que colaboraram para a eleição do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Como isso aconteceu? Como o Passe Livre conseguiu transformar uma pauta única num protesto nacional? Como grupos de direita, notadamente o Movimento Brasil Livre (MBL) se apropriaram das manifestações? Quem financiou esses grupos? Como a direita foi capaz de canalizar o sentimento de revolta e por que a esquerda não conseguiu retomar as ruas desde então? Ouça de graça no seu aplicativo de podcasts predileto! ***** – Colabore com a Rádio Escafandro e receba recompensas. Clique aqui. *****   – Entrevistados do episódio: Lucas Monteiro de Oliveira Historiador, professor e cofundador do Movimento Passe Livre Marcio Moretto Doutor em ciências da computação, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e cocoordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital. Marina Amaral Jornalista, codiretora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo. - Mergulhe mais fundo A nova roupa da direita (Agência Pública) Condenados por Moro, absolvidos pelo tribunal (Agência Pública) Movimento Passe Livre no Roda Viva – Ficha técnica: Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini Trilha sonora original: Paulo Gama Mixagem: Vitor Coroa Captação de áudio em estúdio: João Puntoni  

Rádio Escafandro
Dos vinte centavos a Bolsonaro

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Feb 5, 2020 57:58


Em junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) iniciou uma série de protestos, em São Paulo, contra o aumento de vinte centavos nas tarifas de ônibus e metrô.Em pouco tempo, as manifestações ganharam uma dimensão inesperada. E mesmo depois de Estado e Prefeitura terem voltado atrás com o aumento, as ruas continuaram inflamadas por passeatas, numa ebulição popular inédita no país.As pautas se multiplicaram. O combate à corrupção e a demanda por melhores serviços públicos no geral passaram a engrossar o coro das ruas.Até que, no final de 2014, as cores das manifestações foram mudando. Um movimento que era essencialmente progressista ganhou ares nacionalistas, conservadores e anti-partidários.Grupos recém-criados, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Vem Pra Rua, passaram cooptar essa insatisfação popular difusa que culminaria no impeachment de Dilma Roussef. E que seria um dos vários fatores que colaboraram para a eleição do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.Como isso aconteceu? Como o Passe Livre conseguiu transformar uma pauta única num protesto nacional? Como grupos de direita, notadamente o Movimento Brasil Livre (MBL) se apropriaram das manifestações? Quem financiou esses grupos? Como a direita foi capaz de canalizar o sentimento de revolta e por que a esquerda não conseguiu retomar as ruas desde então?Ouça de graça no seu aplicativo de podcasts predileto!***** – Colabore com a Rádio Escafandro e receba recompensas. Clique aqui. ***** – Entrevistados do episódio: Lucas Monteiro de OliveiraHistoriador, professor e cofundador do Movimento Passe Livre,Marcio MorettoDoutor em ciências da computação, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e cocoordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital.Marina AmaralJornalista, codiretora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo.- Mergulhe mais fundoA nova roupa da direita (Agência Pública)Condenados por Moro, absolvidos pelo tribunal (Agência Pública)Movimento Passe Livre no Roda Viva– Ficha técnica:Produção, apresentação e edição: Tomás ChiaveriniTrilha sonora original: Paulo GamaMixagem: Vitor CoroaCaptação de áudio em estúdio: João Puntoni 

Conversa Humanista
Jornalismo Investigativo

Conversa Humanista

Play Episode Listen Later Nov 13, 2019 33:09


Neste episódio do #ConversaHumanista, os repórteres Elias Santos, Gabriel Omeslichuk e Tamires Rodrigues recebem o jornalista, mestre e doutor em sociologia, Francisco Amorim, para debater a importância do Jornalismo investigativo na atual conjuntura política do país. O jornalista fala da importância do profissional manter o sigilo da fonte e como a checagem da informação sempre esteve no cotidiano da profissão.

neste jornalismo jornalismo investigativo
Tempo Hábil
‘Brumadinho: A Engenharia de Um Crime'

Tempo Hábil

Play Episode Listen Later Oct 3, 2019 48:45


Vai ser lançado no dia 23 de outubro o livro-reportagem “Brumadinho: A Engenharia de um Crime”. A obra reconstrói a maior tragédia socioambiental do país, trazendo pontos de vista pessoais dos envolvidos com o desastre, e também percorre relatórios internos da mineradora, trocas de e-mails de auditores externos e traz depoimentos de funcionários. As evidências mostram que a mineradora Vale sabia dos riscos elevados da barragem da mina de Córrego do Feijão, que se rompeu em 25 de janeiro de 2019, deixando 270 mortos e um dano ambiental ainda incalculável. Escrita pelos jornalistas Lucas Ragazzi, repórter do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Globo Minas e ex-integrante da editoria de política de O Tempo, e Murilo Rocha, editor-executivo do jornal, a obra teve colaboração dos delegados da Polícia Federal Cristiano Campidelli, Luiz Augusto Pessoa Nogueira, Rodrigo Teixeira e Roger Lima de Moura. Em primeira mão no Tempo Hábil, eles falam do processo de escritura do livro e do que ele acrescenta ao debate. Ouça! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Palestras PUC Minas
Jornalismo Investigativo – com o jornalista Daniel Camargos

Palestras PUC Minas

Play Episode Listen Later Sep 14, 2019 86:56


Palestra ministrada aos alunos de Jornalismo pelo jornalista Daniel Camargos (formado na PUC Minas) sobre Jornalismo Investigativo. 

Palestras PUC Minas
Jornalismo Investigativo – com o jornalista Daniel Camargos

Palestras PUC Minas

Play Episode Listen Later Sep 14, 2019 86:56


Palestra ministrada aos alunos de Jornalismo pelo jornalista Daniel Camargos (formado na PUC Minas) sobre Jornalismo Investigativo. 

Palestras PUC Minas
Jornalismo Investigativo – com o jornalista Daniel Camargos

Palestras PUC Minas

Play Episode Listen Later Sep 14, 2019 86:56


Rádio Online PUC Minas
Jornalismo Investigativo – com o jornalista Daniel Camargos

Rádio Online PUC Minas

Play Episode Listen Later Sep 14, 2019 86:56


Palestra ministrada aos alunos de Jornalismo pelo jornalista Daniel Camargos (formado na PUC Minas) sobre Jornalismo Investigativo.  Palestra ministrada aos alunos de Jornalismo pelo jornalista Daniel Camargos (formado na PUC Minas) sobr

AntiCast
AntiCast 403 – Justiça e Cobertura Midiática (Ao Vivo – UNIFOR)

AntiCast

Play Episode Listen Later Aug 29, 2019 141:20


Este programa é um debate entre Ivan Mizanzuk e o Dr. Plácido Rios, Procurador Geral de Justiça do Estado do Ceará acerca do tema “Jornalismo Investigativo e influência da cobertura midiática”. Ele foi mediado pela professora Gabriela Lima e foi gravado ao vivo na Universidade de Fortaleza no dia 13 de Agosto de 2019, a convite da Escola de Direito. Entre vários temas, foram discutidas questões sobre o papel da imprensa e do Ministério Público no que tange a resolução e cobertura de crimes, além de debates sobre qual seriam as formas ideais de relação entre o Estado e os jornais nas pautas de segurança pública. >> 0h05min18seg Pauta principalLinksConversa sobre podcasts na Rede Cuca, no Viradão da Juventude, com o pessoal do podcast “Indo e Voltando” https://www.youtube.com/watch?v=u6iGA8PLqwQPodcast “Indo e Voltando” – https://soundcloud.com/indoevoltando

AntiCast
AntiCast 403 – Justiça e Cobertura Midiática (Ao Vivo – UNIFOR)

AntiCast

Play Episode Listen Later Aug 28, 2019 141:20


Este programa é um debate entre Ivan Mizanzuk e o Dr. Plácido Rios, Procurador Geral de Justiça do Estado do Ceará acerca do tema “Jornalismo Investigativo e influência da cobertura midiática”. Ele foi mediado pela professora Gabriela Lima e foi gravado ao vivo na Universidade de Fortaleza no dia 13 de Agosto de 2019, a convite da Escola de Direito. Entre vários temas, foram discutidas questões sobre o papel da imprensa e do Ministério Público no que tange a resolução e cobertura de crimes, além de debates sobre qual seriam as formas ideais de relação entre o Estado e os jornais nas pautas de segurança pública. >> 0h05min18seg Pauta principalLinksConversa sobre podcasts na Rede Cuca, no Viradão da Juventude, com o pessoal do podcast “Indo e Voltando” https://www.youtube.com/watch?v=u6iGA8PLqwQPodcast “Indo e Voltando” – https://soundcloud.com/indoevoltando

Vamos falar de Democracia
#EP 7: Jornalismo e Democracia - com Carlos Eduardo Lins da Silva e Natalia Viana

Vamos falar de Democracia

Play Episode Listen Later Aug 14, 2019 33:32


Crise do Jornalismo, revolução digital e Democracia. Quais os caminhos para o jornalismo recuperar a confiança e o vínculo com as pessoas e reforçar seu papel de fiscalizador do poder? Neste episódio, conversamos com Carlos Eduardo Lins da Silva (professor do programa avançado em Comunicação e Jornalismo do Insper) e Natalia Viana (diretora e co-fundadora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo).

Boletim do Globalismo Brasileiro
35 | Diálogos “Cabulosos” Do PCC

Boletim do Globalismo Brasileiro

Play Episode Listen Later Aug 12, 2019 5:17


AMIGOS!!! O BOLETIM CHEGA ATÉ VOCÊS COM NOTÍCIAS URGENTES!!! DEPOIS DE SEMANAS SENDO VÍTIMAS DA PRÁTICA COMUNISTA DO "JORNALISMO INVESTIGATIVO", QUE EXPLOROU OS SEGREDOS DE PROCURADORES E MINISTROS DA NOVA ERA, PARECIA QUE NADA IRIA NOS SALVAR. ATÉ QUE CONVENIENTEMENTE UM TESOUREIRO DO PCC RESOLVEU ELOGIAR O GOVERNO BOLSONARO. ENTRE FACADAS QUE NÃO SANGRAM E JORNAIS QUE NÃO REPORTAM, A NOVA ERA É FEITA DE MILAGRES!!!

amigos logos jornalismo investigativo
Publicast
Episódio #32 - Jornalismo Investigativo

Publicast

Play Episode Listen Later Aug 7, 2019 39:21


Entrevista com a jornalista Fernanda Testa.

entrevista epis jornalismo investigativo
Apenã
[Papo Apenã #010] Jornalismo Investigativo - Barbara Viana

Apenã

Play Episode Listen Later Jul 28, 2019 56:31


Boas vindas, Bárbara Viana! Uma conversa bem densa sobre Jornalismo Investigativo com nova membro do Apenã, a jornalista Barbara Viana. A conversa ocorreu logo após o curso sobre Jornalismo Investigativo que aconteceu em Fortaleza com a Nayara Felizardo, correspondente do Intercept no Norte e Nordeste. Materias mencionadas: Sobre reconhecimento facial: https://oglobo.globo.com/economia/softwares-de-reconhecimento-facial-funcionam-bem-mas-apenas-para-homens-brancos-22411486 https://www.vice.com/pt_br/article/d7dakz/o-preconceito-inerente--tecnologia-de-reconhecimento-facial Sobre a perseguição da professora Lola: https://www.geledes.org.br/lola-aronovich-calar-nao-e-uma-opcao/ Sobre perseguição de jornalistas: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/05/07/ameacas-e-assassinatos-de-jornalistas-radialistas-e-blogueiros-aumentam-30percent-no-brasil-em-2018-diz-organizacao.ghtml Assassinato de radialistas: https://g1.globo.com/ceara/noticia/radialista-e-assassinado-em-morada-nova-no-ceara.ghtml https://g1.globo.com/ceara/noticia/irma-de-radialista-e-morta-a-tiros-apos-assassinato-do-irmao-no-ceara.ghtml https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/seguranca/online/radialista-e-morto-durante-programa-ao-vivo-em-camocim-1.1356688 Sobre a engenharia genética: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/26/ciencia/1543224768_174686.html Sobre a dispensa da ala cardiológica do Monte Klinikum: https://www.sindicatodosmedicosdoceara.org.br/index.php/noticias/451-comunicado-sobre-a-informacao-de-que-os-cardiologistas-do-hospital-monte-klinikum-poderao-ser-substituidos-pela-telemedicina Sobre os cobradores: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2018/12/mais-de-100-cobradores-foram-demitidos-apos-onibus-com-vale-eletronico.html Sobre Carmen Lúcia e grandes laboratórios: https://jornalggn.com.br/justica/carmen-lucia-e-o-jogo-para-beneficiar-grandes-laboratorios-por-luis-nassif/ ____ Onde você nos encontra: apenan.com.br Padrim: www.padrim.com.br/apenan Patreon: www.patreon.com/apenan PicPay: app.picpay.com/user/ApenanPod Twitter: @ApenanPod Telegram: t.me/ApenanPod Facebook: www.facebook.com/ApenanPod Medium: medium.com/apen%C3%A3 iTunes: apple.co/2s8vESn Feed: feeds.feedburner.com/Apenanpod

Nem Me Chama
Qual o futuro do jornalismo?

Nem Me Chama

Play Episode Listen Later Jul 2, 2019 31:58


#04 O futuro do jornalismo: Marcellus Rocha fala sobre o evento anual da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a conversa gira em torno da profissão. Para finalizar: dicas de filmes, série e um espetáculo teatral em SP --- Send in a voice message: https://anchor.fm/nemmechama/message

The Learn Portuguese Online Podcast
LPOP ep. 32 - Jornalista do New York Times lista as 7 regras das fake news

The Learn Portuguese Online Podcast

Play Episode Listen Later Jul 1, 2019 7:11


Jornalista do New York Times lista as 7 regras das fake news Editor que estudou campanha de desinformação feita pela União Soviética contra os EUA diz que táticas se repetem com novas tecnologias As campanhas de desinformação com o uso de fake news acontecem pelo menos desde os anos 80 e têm técnicas parecidas, mudando apenas a tecnologia. É o que defende o jornalista do "The New York Times" Adam Ellick, criador da série de vídeos “Operação Infektion”, que mostrou as táticas do governo soviético para criar informações falsas sobre os Estados Unidos pelo mundo durante a Guerra Fria. Ellick participou na última sexta-feira (28) do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, e listou os 7 “mandamentos” das fake news. As táticas incluem intensificar polarizações na sociedade, criar mentiras recheadas de dados verdadeiros e ser paciente, já que as campanhas dão mais resultado no longo prazo (veja detalhamento abaixo). “Já detectamos essas técnicas em dezenas de campanhas pelo mundo ao longo dos anos. Se alguém que desinformar, normalmente adota algumas ou todas elas”, disse ao R7. Vencedor de alguns dos principais prêmios do jornalismo, como Pulitzer e Emmy, por seus trabalhos como correspondente internacional, o jornalista afirma que as campanhas de desinformação atingem todas as correntes ideológicas. O uso do Whatsapp como ferramenta de disseminação no Brasil é semelhante ao uso de outros aplicativos em outros países, explica. Em seus documentários, Ellick entrevistou ex-agentes da KGB que relataram as táticas de desinformação. Uma das principais ações do órgão de inteligência soviético foi espalhar a informação de que os EUA tinham produzido o vírus da Aids em laboratório como arma de guerra. A estratégia durou seis anos e alcançou cerca de 200 publicações em 80 países. O jornalista citou também como exemplo de campanha de fake news a informação que tomou conta dos veículos e das redes sociais em 2016, durante a campanha presidencial americana, dando conta de que a candidata Hillary Clinton seria líder de uma rede de prostituição e tráfico infantil. Os abusos aconteceriam no porão de uma pizzaria, e o caso ficou conhecido como “Pizzagate”. Veja abaixo os sete mandamentos das fake news listados por Ellick: 1 – Divisões na sociedade – o interessado em produzir uma campanha de desinformação procura intensificar a polarização em assuntos que são considerados “feridas” na sociedade. Pode por exemplo explorar divisões econômicas, sociais, demográficas, linguísticas, regionais, étnicas etc. O objetivo é realçar essas diferenças, aumentar o nível de tensão e fazer com que um grupo confie cada vez menos no outro. 2 - Inventar uma grande mentira – criar fatos que chamem a atenção e que possam parecer absurdos à primeira vista, mas que diminuem o nível de desconfiança justamente por serem algo que as pessoas acham que ninguém inventaria. 3 – Misturar com a verdade – a estratégia é “rechear” o fato mentiroso com vários pequenos dados verdadeiros que dão credibilidade ao tema e podem ser destacadas caso o fato seja questionado. 4 – Esconder a origem – é preciso fazer as notícias circularem sem que seu autor real seja conhecido. 5 – Encontrar “idiotas úteis” – é como o jornalista define pessoas que vão se encarregar de espalhar as fake news. 6 – Negar - caso o responsável por criar a fake news seja acusado de ser o autor do fato, a estratégia é negar até o fim. 7 – Trabalho de longo prazo – Trata-se de uma campanha para aos poucos mudar a percepção das pessoas sobre a realidade. A conta-gotas, com base na ideia de que muitos fatos acumulados ao longo de um período maior têm maior impacto nas opiniões, diferentemente de fatos isolados e sem continuidade. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/learnportugueseonline/message Support this podcast: https://anchor.fm/learnportugueseonline/support

PrimaveraCast
[P 5] Mídia Alternativa e o Jornalismo Investigativo: The Intercept e a Lava Jato

PrimaveraCast

Play Episode Listen Later Jun 28, 2019 21:06


Neste programa falamos sobre jornalismo investigativo e a série de reportagens #VazaJato do The Intercept. Entrevista com a Jornalista Carla Torres.

Mamilos
Vaza Jato

Mamilos

Play Episode Listen Later Jun 13, 2019 91:46


Iniciada em 2014, a Operação Lava Jato é um conjunto de investigações contra grandes políticos acusados de corrupção. Foram até agora 61 fases cumprindo mandados de busca e apreensão, prisões preventivas, conduções coercitivas e prisões temporárias de grandes figuras políticas. Foi delação premiada pra um lado, inquérito pro outro, depoimentos colhidos e bastante ênfase para os procuradores, juristas, advogados e demais personagens da Operação, que passaram a ser vistos como “heróis da nação”. Destaque entre os juízes, Sérgio Moro virou o garoto-propaganda da Lava Jato. Ele foi o homem que, para muitos, quebrou os privilégios de figurões. O homem que conseguiu colocar ex-presidente Lula na cadeia. Um exemplo de apartidarismo, imparcialidade e ética… até domingo passado. No dia 9 de junho, o The Intercept Brasil lançou uma bomba: três reportagens mostrando discussões internas entre agentes da Lava Jato. São arquivos enormes compostos por mensagens privadas, áudios, fotos, documentos judiciais e outros itens vazados, cedidos por uma fonte anônima. Nas conversas, percebe-se que Deltan Dallagnol, coordenador da Operação, e Sérgio Moro tinham muitos interesses políticos na jogada, especialmente a favor do antipetismo e da figura de Lula. E o veículo garante: ainda há muito a ser divulgado ao público. Comentando o caso, Moro contestou a legalidade dos vazamentos e a ética do The Intercept, e parece tranquilo em dizer que “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. Um lado nos diz que não há nada de errado nas mensagens. Outro nos garante de que aquele conteúdo é extremamente alarmante. Em quem acreditar? Existe uma verdade absoluta nisso tudo? Quais os próximos passos depois de uma denúncia tão grave contra algo tão poderoso? É o que nós vamos tentar entender hoje, ao lado de um time de peso de convidados. Na mesa, contamos com a presença de José Tadeu Picolo Zanoni, juiz de Direito Titular; Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept Brasil e diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Vem com a gente e dá o play neste Mamilos! ======== BRADESCO NA REALTECH 2019 Você já tá careca de saber que o Bradesco acredita em bancar a mudança que queremos ver no mundo, né? Hoje vamos falar sobre a Reatech, maior feira de tecnologia de reabilitação, inclusão e acessibilidade da América Latina, que acontece bianualmente no São Paulo Expo. O Bradesco é patrocinador do evento que, neste ano, acontece entre os dias 13 a 16 de junho. E pra quem não pode comparecer, adivinha o que vai rolar? Uma cobertura oficial no Instagram do Bradesco, claro! A Mari Torquato do canal “Vai Uma Mãozinha Aí?” estará nos stories do perfil @Bradesco mostrando tudo que está acontecendo lá na feira. Ela também gravou um vídeo que você pode conferir nas páginas do oficiais do Bradesco falando de sua participação! Serão 4 dias de evento recheados de atividades culturais e sociais, como: equoterapia, teste drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados. O Bradesco terá um espaço próprio por lá, com foco em inovação digital, experiência das nossas soluções, digital libras e totens que simulam a experiência no app e na BIA, a inteligência artificial do Bradesco.Para saber mais sobre o evento, acesse reatechbrasil.com.br e fique ligadíssimo nas páginas oficiais do Bradesco pra não perder nenhum detalhe! ======== FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: aqui . Twitter: aqui ======== CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda recebe toda semana um apanhado das notícias mais quentes do jeito que só o Mamilos sabe fazer. É só R$9,90 por mês! Corre ler, quem assina tá recomendando pra todo mundo. https://www.catarse.me/mamilos ======== EQUIPE MAMILOS Edição – Caio Corraini Produção – Beatriz Fiorotto Apoio a pauta – Jaqueline Costa e grande elenco Publicação – Pedro Strazza ======== CAPA A capa dessa semana é de autoria de Johnny Brito. ======== FAROL ACESO Demori: Série “The Wire”; Tadeu: Série “Designated Survivor”; Cris: Matéria “Vaza Jato e a República das Excelências”; Ju: Série “Good Omens”.

Pistolando Podcast
Pistolando Extra: A Ascensão do Nazismo

Pistolando Podcast

Play Episode Listen Later Oct 26, 2018 68:26


Sabe aquele? O inimigo do Indiana Jones, da Anne Frank, do Capitão América? O que você sabe MESMO sobre o nazismo além do que estudou pro vestibular e viu na cultura pop? O que o Brasil de 2013 pra cá tem a ver com a Europa em 1932 e que influência isso tem com a nossa situação atual? Quem formava a resistência e como podemos resistir hoje? Conversamos com Maria Visconti, historiadora que entende dos paranauês. Ficha técnica  Hosts: Thiago Corrêa e Leticia Dáquer Convidada: Maria Visconti Edição: Thiago Corrêa Capa: Leticia Dáquer Data da gravação: 11/10/2018 Data da publicação: 24/10/2018   Músicas: Dead Kennedy - Nazi Punks Fuck Off Mukeka di Rato - Nazi Tolices Woody Guthrie - All You Fascists Bound to Lose Brigada dos Lobos - Anauê é o Meu Caralho Pi de la Serra feat. Carme Canela - Los Campesinos Frenzal Rhomb - Your Mommy Doesn't Know You're a Nazi Tom Waits feat. Marc Ribot - Bella Ciao   Links mencionados no episódio Episódio do Giz Cast com a Maria   Apoiadores de Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em todo o país (Pública Agência de Jornalismo Investigativo, 10/10/2018)   Verbete da Noite dos Cristais na Enciclopédia do Holocausto (United States Holocaust Memorial Museum)   Dissertação da Maria: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUBD-AUTHBV   Jabás Maria Visconti Maria Visconti é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes, até a década de 1970. Contatos:  mariavisconti92@gmail.com Facebook: https://www.facebook.com/maria.visconti.319 Twitter: https://twitter.com/m__visconti Instagram: https://www.instagram.com/_mariavisconti/   Leticia Dáquer Twitter: @pacamanca Blog: www.pacamanca.com Participação no Perdidos na Estante, sobre o livro e o filme A Garota no Trem   Thiago Corrêa Twitter: @thiago_czz   A Balada do Pistoleiro Maria Visconti Por que votamos em Hitler - Por que a Alemanha, o país com um dos melhores sistemas de educação pública e a maior concentração de doutores do mundo na época, sucumbiu a um charlatão fascista? (El País, 08/10/2018)   Série: Black Mirror S03E05 (Netflix)   Texto da Maria: Black Mirror e a cegueira moral da Modernidade   Filme: Ele Está de Volta (Netflix)   Leticia Dáquer Por que proibir livros para crianças é pedagogicamente ruim (Nexo Jornal, 06/10/2018)   #MULHERESPODCASTERS Mulheres Podcasters é uma ação de iniciativa do Programa Ponto G, desenvolvida para divulgar o trabalho de mulheres na mídia podcast e mostrar para todo ouvinte que sempre existiram mulheres na comunidade de podcasts Brasil. O Pistolando apoia essa iniciativa.  Apoie você também: compartilhe este programa com a hashtag #mulherespodcasters e nos ajude a promover a igualdade de gênero dentro da podosfera.   Links do Pistolando: www.pistolando.com contato@pistolando.com Twitter: @PistolandoPod Instagram: @PistolandoPod

Apenã
[Apenã #027] Impactos da Mineração - Xikrin do Katete

Apenã

Play Episode Listen Later Oct 25, 2018 31:11


Sobre os impactos da mineração que o povo Xikrin do Kateté tem sofrido. Mais sobre pela Agência de Jornalismo Investigativo: https://apublica.org/tag/xikrin/ Vídeo sobre o povo Xikrin: https://vimeo.com/296004486 Material do prof. Joao Paulo Botelho Vieira Filho, de 2014: http://abran.org.br/wp/wp-content/uploads/2014/08/JULHO-2014.pdf Relatório do Prof. Reginaldo Sabóia, de 2018: https://goo.gl/NRY9u1 ____ Onde você nos encontra: apenan.com.br Twitter: @ApenanPod Telegram: t.me/ApenanPod Facebook: www.facebook.com/ApenanPod Medium: medium.com/apen%C3%A3 iTunes: apple.co/2s8vESn Feed: feeds.feedburner.com/Apenanpod

prof julho impactos minera apen jornalismo investigativo
Instituto Millenium
Informação de qualidade para fiscalizar o poder público: conheça o projeto Publique-se

Instituto Millenium

Play Episode Listen Later Oct 1, 2018 10:57


Tiago Mali, coordenador do Publique-se, fala sobre o projeto, lançado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo no dia 10 de setembro de 2018 com o intuito de facilitar o acesso a provas, relatórios, comprovantes e documentos anexados a processos que envolvem candidatos a cargos públicos. Confira!

Podcast RioBravo
Podcast 495 - Daniel Bramatti - Em defesa do jornalismo investigativo

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2018 20:33


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Daniel Bramatti, jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Desde o início da década passada, quando foi fundada, a atuação da Abraji gira em torno da capacitação de jornalistas e da reflexão do trabalho jornalístico. Na entrevista, além de destacar a proposta da Abraji, Bramatti também fala a respeito do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho em São Paulo. Em defesa do jornalismo investigativo, Daniel Bramatti afirma: “esse é um momento muito complicado, com ataques ao jornalismo oriundos de várias frentes. E existe na esfera política uma tentativa de deslegitimação do trabalho da imprensa, porque, se cumprir o seu papel, a imprensa incomoda e revela coisas que quem está no poder nem sempre gostaria que fosse revelado”. Entrevista gravada em 26 de junho de 2018.

desde entrevista rio bravo brasileira associa fleck defesa investimentos geraldo congresso internacional bilyk samor jornalismo investigativo abraji daniel bramatti no podcast rio bravo
Podcast RioBravo
Podcast 495 - Daniel Bramatti - Em defesa do jornalismo investigativo

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2018 20:33


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Daniel Bramatti, jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Desde o início da década passada, quando foi fundada, a atuação da Abraji gira em torno da capacitação de jornalistas e da reflexão do trabalho jornalístico. Na entrevista, além de destacar a proposta da Abraji, Bramatti também fala a respeito do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho em São Paulo. Em defesa do jornalismo investigativo, Daniel Bramatti afirma: “esse é um momento muito complicado, com ataques ao jornalismo oriundos de várias frentes. E existe na esfera política uma tentativa de deslegitimação do trabalho da imprensa, porque, se cumprir o seu papel, a imprensa incomoda e revela coisas que quem está no poder nem sempre gostaria que fosse revelado”. Entrevista gravada em 26 de junho de 2018.

desde entrevista brasileira associa defesa congresso internacional jornalismo investigativo abraji daniel bramatti no podcast rio bravo
Jornalismo em Ação
005 O Jornalismo Investigativo e as Milícias no "The Intercept"

Jornalismo em Ação

Play Episode Listen Later May 14, 2018 18:57


João Gabriel Macedo entrevistou as jornalistas Cecília Olliveira, Maria Isabel Couto e Renata Hirota, sobre a reportagem “Tá Tudo Dominado, do The Intercept Brasil, que fez uma análise detalhada sobre a área de atuação das milícias, os tipos de crimes cometidos por elas e o risco que esses grupos representam para a segurança pública do Rio de Janeiro.

HQ Sem Roteiro
O Jornalismo em Quadrinhos de Alexandre De Maio | HQ Sem Roteiro Podcast

HQ Sem Roteiro

Play Episode Listen Later Dec 18, 2017 45:28


Alexandre De Maio vem fazendo quadrinhos e jornalismo desde 1999. O editor da revista Rap Brasil, desenhista das HQs Os Inimigos não Mandam Flores (2006) e Desterro (2013, publicada em 2015 também na França), atualmente realiza matérias, reportagens e entrevistas em quadrinhos para vários veículos, como o site Catraca Livre e a Revista Fórum. De lá pra cá, rap, quadrinhos e jornalismo se misturaram nas suas histórias. Em 2014, lançou a HQ Meninas em Jogo, vencedora do VII Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, reportagem que abordou os esquemas de prostituição infantil desenvolvidos no período da Copa do Mundo no Brasil na cidade de Fortaleza, n [...]

brasil mundo alexandre copa fortaleza jogo maio jornalismo quadrinhos jornalismo investigativo desterro revista f catraca livre hq sem roteiro
Footure Podcasts
#34 The Pitch Invaders | Libertadores 2017: 10 jogadores que valerão milhões

Footure Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 24, 2017 55:09


Estamos de volta no episódio 34, com o convidado Bolivar Silveira do blog Linha Alta e iremos invadir a Libertadores 2017 e revelar 10 jogadores para se observar e que poderão valer milhões ao final do torneio. Nossa invasão sudaca analisa nomes underdogs, não tão conhecidos ou hypados, mas que são promessas de bons investimentos para aqueles clubes que estão pensando no futuro. Invadimos também os prováveis clubes que tem tudo pra fazer a diferença no torneio e a dificuldade que os clubes brasileiros irão encontrar daqui pra frente. Nossa invasão segue com os resultados da semana no Highlights e as nossas sugestões de partidas para o final de semana no Preview. Ao final nossas dicas futeboleiras! PREVIEW Manchester United x Southampton Domingo 13:30 Universidad Concepcion X Deportes Iquique Sexta Feira 19:00 Bayern Munich X Hamburgo Sabado 11:30 Inter X Roma Domingo 16:45 Olympique x PSG Domingo 17:00 Feyenoord X PSV Domingo 10:30 DICAS FUTEBOLEIRAS Site Agencia de Jornalismo Investigativo em esporte http://agenciasportlight.com.br/ Documentário Craiova vs. Craiova (Filme) https://www.youtube.com/watch?v=1tjo-Q2x6DI Podcast Imigrantes da Bola (Futebol) https://itunes.apple.com/br/podcast/imigrantes-da-bola-doentes/id1001425737?mt=2 Livro Lo Suficientemente Loco (sobre Bielsa) https://www.amazon.com/suficientemente-bigrafia-Marcelo-Bielsa-Spanish/dp/9500519712 Blog Linha Alta http://www.linhaalta.com.br/ TRILHA FUTEBOLEIRA Abertura: Chico Trujillo-Loca https://www.youtube.com/watch?v=ZwtcyXl5y9c Encerramento: Attaque 77 - No me arrepiento de este amor https://www.youtube.com/watch?v=qN3Y3Z5-3sw No me arrepiento de este amor ! Racing (versão) https://www.youtube.com/watch?v=O13Kqxcuvgo NOSSOS INVASORES Host Invader: Eduardo Dias (Twitter @ediasdinhod) Invasor convidado: Bolivar Silveira (Twitter @BolivarSilveira) Invasor pela esquerda: Vinicius Fernandes (Twitter @viniciusof) Invasor pela direita: Gabriel Correa (Twitter @_GabrielCorrea) Invasor na Edição: Emílio Fialho (Twitter @EmilioFialho) Invasor de Artes: Anderson Cruz (Twitter @soooncruz) Assine nosso canal no Soundcloud, receba atualização quando sair um novo episódio. Avalie-nos no iTunes, para chegarmos a mais futeboleiros! Siga-nos no FaceBook, Twitter, Instagram e Spotify: www.facebook.com/footurefc twitter.com/FootureFC www.instagram.com/footurefc/ play.spotify.com/user/footurefc/p…WsztNcUJKe6XX6Jy (ou procure a playlist #WeLoveFootball)

Bilheteria - Overloadr
Bilheteria #40 - Jornalismo Investigativo

Bilheteria - Overloadr

Play Episode Listen Later Jul 7, 2015 96:13


Também falamos de Medium, Sense8 e Twitter

medium tamb sense8 bilheteria jornalismo investigativo