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Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

No pé do ouvido
Governo concentra esforços para negociar com EUA às vésperas do tarifaço

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Jul 29, 2025 24:07


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Petrobras reduz preço do gás natural em 14%. Tenente-coronel diz que plano para matar Moraes e Lula foi elaborado pela inteligência do Exército. Brasil sai novamente do Mapa da Fome elaborado por agência da ONU. Morre Marcelo Beraba, um dos fundadores da Abraji, aos 74 anos. E Marvel retoma sucesso de bilheteria com ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sem Precedentes - JOTA
Orçamento secreto: Cabe ao STF fazer acordo? | Podcast Sem Precedentes #168

Sem Precedentes - JOTA

Play Episode Listen Later Aug 23, 2024 45:14


O ponto de partida da discussão é a reunião entre os chefes dos três Poderes realizada na última terça-feira (20/8), que manteve as "emendas Pix" — emendas parlamentares de transferência direta — mas estabeleceu a exigência de um cronograma e um plano de trabalho para a liberação dos recursos. Após esse encontro, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, anunciou que a Corte, o Legislativo e o governo federal deverão apresentar, em até 10 dias, uma solução para a falta de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, sejam elas individuais, de bancada ou de comissão.Em coletiva de imprensa, Barroso classificou as emendas Pix como um "tema problemático" e disse considerar importante o papel do Legislativo na execução do Orçamento. Ele também mencionou que o volume de recursos será discutido entre os representantes dos Poderes.O consenso foi fechado após um impasse gerado por decisão do ministro Flávio Dino, ratificada pelo pleno da Corte, de suspender a liberação das emendas até que elas se tornem transparentes e de pedir a divulgação dos recursos liberados desde o governo de Jair Bolsonaro. A medida causou incômodo no Congresso.A ADI 7.688, que questiona a constitucionalidade das emendas Pix, foi ajuizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Na ação, a Abraji argumentou que a emenda Pix viola princípios fundamentais, como os da publicidade, da moralidade, da eficiência e da legalidade. Alegou ainda que “torna a execução orçamentária da União desprovida de transparência, muitas vezes favorecendo entes federados ao bel prazer de escolhas parlamentares, sem qualquer justificativa, controle ou responsabilização para tanto”.O Sem Precedentes é conduzido pelo diretor de Conteúdo do JOTA, Felipe Recondo, e conta com a participação de Diego Werneck, professor do Insper, em São Paulo, Thomaz Pereira, especialista em Direito Constitucional e Luiz Fernando Esteves, professor do Insper e doutor em Direito do Estado.

Iconocast
CONVERSA COM CHICO OTÁVIO, ESCRITOR E JORNALISTA

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Play Episode Listen Later Aug 12, 2024 123:22


Chico Otavio é escritor e jornalista profissional desde 1985, tendo passado pela redação da Última Hora e pela sucursal de O Estado de São Paulo antes de ingressar no Globo, onde trabalhou de 1997 a 2023. Chico sempre foi repórter. Conquistou seis vezes o Prêmio Esso, em categorias distintas, entre outras premiações. É professor de Jornalismo da PUC-Rio e ajudou a fundar a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji. AJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidh Se preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidh Siga nosso canal de CORTES: https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortes Siga-nos em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficial Livros: Massacre em Vigário Geral: https://www.amazon.com.br/Massacre-Vig%C3%A1rio-Geral-escancarou-corrup%C3%A7%C3%A3o/dp/8501921025 Queda livre: A história de Glaidson e Mirelis, faraós dos bitcoins: https://www.amazon.com.br/Queda-livre-hist%C3%B3ria-Glaidson-bitcoins/dp/658751846X/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr= Mataram Marielle: Como o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes escancarou o submundo do crime carioca: https://www.amazon.com.br/Mataram-Marielle-Assassinato-Anderson-Escancarou/dp/6555600381/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&dib_tag=se&dib=eyJ2IjoiMSJ9.u4bhsfQvZ90VeBNsqpUaCCgfdNMgfflb5KDxGL4akx4kZdfRk88BHh4Onu9RCCNsOKmMWmGzWz1R-5nlJM1UCM9jC9bKbWAVzo9x0BECUVtlgkwSB87UZLR2-NQ1pu2g-hUS_m31uhI0sn4bOxixW1JmUspPGjYrgfLEfUpgd9qKyavcaL4fPV0fyWGN1GaPGmXoOOuZtTR1wNy5fpvXD1XLwdAX3w7WktbyyYbqDzk.2BNExekzQ7QclgbPuyIAC5bTpjNp2h7cUb9IzliMd98&qid=1718662565&sr=1-1 Os porões da contravenção: https://www.amazon.com.br/Os-por%C3%B5es-contraven%C3%A7%C3%A3o-Aloy-Jupiara/dp/8501106445/ref=sr_1_1?crid=28NVPYTM4RUR1&dib=eyJ2IjoiMSJ9.dGa3WQ6kZExKAah4fwBQDgf-gXZAaX9R8fVEqYGK7VMAwZTtHosNExR3p76WGrjVcWdkm9tz5VBhkci1PD_xIZcLVWux0yAqyEdTTFvALpsRjyUaC0N_6PgXu-2h-JjwXe8jGmPzMcJ9lWhVaeMXrd2zOfjFkcYFAf1XR8cnNntJ9iUFF0pbkBEeseq5ZHuQT_dlVHextX70bRcvKu6PLe7ZBLUDtm2-p04-Z9xwkCmDpK-DAysYhc6udJPOuUjrfsobWnicutsLm10HeNGQXnKGnFD6mJg8XublahWub68.vZdlKwAPpRl_v2GTpAh4ynhxssqVHkFqcPHyKhtvCwA&dib_tag=se&keywords=poroes+da+contraven%C3%A7%C3%A3o&qid=1718662911&sprefix=poroes+da+c%2Caps%2C238&sr=8-1 --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/iconocast/support

Fórum Onze e Meia
Bolsonaro réu? Caso das joias chega à PGR | Milei agradece Brasil | Lula e a fake news de Mion

Fórum Onze e Meia

Play Episode Listen Later Aug 1, 2024 119:06


No Fórum Onze e Meia de hoje: caso das joias chega à PGR e Bolsonaro está mais perto de se tornar réu. Matérias comentadas nesta edição: MPF arquiva pedido de investigação de Júlia Zanatta contra jornalistas da Fórum https://revistaforum.com.br/midia/2024/8/1/julia-zanatta-que-perdeu-ao-contra-forum-uma-das-maiores-assediadoras-de-jornalistas-do-pais-diz-abraji-163139.html Júlia Zanatta, que perdeu ação contra a Fórum, é uma das maiores assediadoras de jornalistas do país, diz Abraji https://revistaforum.com.br/midia/2024/8/1/julia-zanatta-que-perdeu-ao-contra-forum-uma-das-maiores-assediadoras-de-jornalistas-do-pais-diz-abraji-163139.html Bolsonaro réu? PGR recebe indiciamento no caso das joias e tem prazo para se manifestar https://revistaforum.com.br/politica/2024/8/1/bolsonaro-reu-pgr-recebe-indiciamento-no-caso-das-joias-tem-prazo-para-se-manifestar-163136.html "Pré-candidato do Bolsonaro" invade sede de sindicato e agride professoras; vídeo https://revistaforum.com.br/politica/2024/8/1/pre-candidato-do-bolsonaro-invade-sede-de-sindicato-agride-professoras-video-163160.html Milei agradece "ao Brasil" por Lula ter assumido o comando da embaixada argentina na Venezuela https://revistaforum.com.br/global/2024/8/1/milei-agradece-ao-brasil-por-lula-ter-assumido-comando-da-embaixada-argentina-na-venezuela-163146.html Participam do programa o jornalista Ivan Longo e o historiador e youtuber Carlito Neto. Apresentação de Dri Delorenzo e comentários de Renato Rovai.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.

Roda Viva
Roda Viva | Eugênio Bucci | 29/01/2024

Roda Viva

Play Episode Listen Later Jan 30, 2024 94:48


O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (29) o jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e um dos mais conhecidos e respeitados estudiosos de sua área, Eugênio Bucci. Na era da Inteligência Artificial e do uso intenso das plataformas digitais, qual o papel e o futuro da comunicação pública no Brasil? Essa e outras perguntas serão discutidas na bancada de entrevistadores formada por Alecsandra Zapparoli, publisher da Galápagos Newsmaking, Dennis de Oliveira, jornalista e professor da ECA/USP, Katia Brembatti, presidente da Abraji, Natália Viana, diretora-executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, e Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da USP. Com apresentação de Vera Magalhães, o programa contará com as ilustrações de Luciano Veronezi e vai ao ar ao vivo, a partir das 22h, na Cultura, no site da emissora, no APP Cultura Play, além de X (antigo Twitter), YouTube, Tik Tok e Facebook. #TVCultura #USP #Educação #Comunicação #Brasil

Vida de Jornalista
Ariene Susui e a palavra firme da mudança

Vida de Jornalista

Play Episode Listen Later Oct 10, 2023 36:47


Um perfil da jornalista Ariene Susui, indígena do povo Wapichana de Roraima. Uma jornada que vai desde a luta para ingressar na universidade até a prática de um jornalismo comprometido com a transformação social. ||||| O podcast é mantido exclusivamente pelos ouvintes: apoie em Orelo, Catarse ou PicPay. Ou doações pontuais pelo PIX: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Transcrição completa e íntegra do roteiro: https://app.orelo.cc/7tqJ ||||| Apresentação, entrevista, roteiro e edição: Rodrigo Alves. ||||| Trilha sonora original: Gabriel Falcão. ||||| Gravação da entrevista: ESPM-SP, durante o Congresso da Abraji. ||||| Twitter e Instagram: @vida_jornalista ||||| E-mail: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Logo do podcast: Mauricio Henriques (mauricio@mrhdesigner.com)

Vida de Jornalista
Alana Rocha na hora da verdade

Vida de Jornalista

Play Episode Listen Later Sep 19, 2023 41:01


Um perfil da jornalista Alana Rocha, de Riachão do Jacuípe-BA. A trajetória que alia cobertura policial popular na TV e na web com direitos humanos e a luta contra a transfobia. ||||| O podcast é mantido exclusivamente pelos ouvintes: apoie em Orelo, Catarse ou PicPay. Ou doações pontuais pelo PIX: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Transcrição completa e íntegra do roteiro: https://app.orelo.cc/tVDa ||||| Apresentação, entrevista, roteiro e edição: Rodrigo Alves. ||||| Trilha sonora original: Gabriel Falcão. ||||| Gravação da entrevista: ESPM-SP, durante o Congresso da Abraji. ||||| Twitter e Instagram: @vida_jornalista ||||| E-mail: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Logo do podcast: Mauricio Henriques (mauricio@mrhdesigner.com)

Vida de Jornalista
Flávio VM Costa: jornalismo onde as cobras dormem

Vida de Jornalista

Play Episode Listen Later Aug 9, 2023 43:39


Um perfil do jornalista e escritor Flávio VM Costa, editor-chefe do The Intercept Brasil. A trajetória relevante na imprensa escrita da Bahia, no UOL, na cobertura de Judiciário e segurança pública, sempre com a missão de descobrir o que está escondido. ||||| O podcast é mantido exclusivamente pelos ouvintes: apoie em Orelo, Catarse ou PicPay. Ou doações pontuais pelo PIX: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Transcrição completa e íntegra do roteiro: https://app.orelo.cc/Es2e ||||| Apresentação, entrevista, roteiro e edição: Rodrigo Alves. ||||| Trilha sonora original: Gabriel Falcão. ||||| Gravação da entrevista: ESPM-SP, durante o Congresso da Abraji. ||||| Twitter e Instagram: @vida_jornalista ||||| E-mail: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Logo do podcast: Mauricio Henriques (mauricio@mrhdesigner.com)

Vida de Jornalista
Helena Corezomaé e a coragem de abrir portas

Vida de Jornalista

Play Episode Listen Later Jul 25, 2023 47:38


Um perfil da jornalista Helena Corezomaé, indígena do povo Umutina-Balatiponé de Mato Grosso. Do ativismo na universidade ao trabalho como editora na TV afiliada da Globo em Cuiabá, a valentia de ocupar espaços no jornalismo. ||||| O podcast é mantido exclusivamente pelos ouvintes: apoie em Orelo, Catarse ou PicPay. Ou doações pontuais pelo PIX: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Transcrição completa e íntegra do roteiro: https://app.orelo.cc/pNoF ||||| Apresentação, entrevista, roteiro e edição: Rodrigo Alves. ||||| Trilha sonora original: Gabriel Falcão. ||||| Gravação da entrevista: ESPM-SP, durante o Congresso da Abraji. ||||| Twitter e Instagram: @vida_jornalista ||||| E-mail: podcastvidadejornalista@gmail.com ||||| Logo do podcast: Mauricio Henriques (mauricio@mrhdesigner.com)

Podcast Notícias - Agência Radioweb
Entidades repudiam agressão contra jornalistas em Brasília

Podcast Notícias - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later May 31, 2023 1:56


Uma confusão no Itamaraty, em Brasília, no fm da tarde desta terça-feira, após a entrevista coletiva do presidente venezuelano Nicolás Maduro, terminou com a agressão a jornalistas que cobriram o evento. A experiente repórter Delis Ortiz, da TV Globo, disse ter recebido um soco do peito de um home da equipe de segurança, formada por agentes do GSI, que é o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e servidores do governo venezuelano.A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) também emitiu nota repudiando as agressões sofridas por jornalistas brasileiros e estrangeiros. A Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, condenou o ato de violência e pediu que a violação à liberdade de imprensa tem de ser apurada com rigor.

Roda Viva
Roda Viva | Laerte Coutinho | 13/03/2023

Roda Viva

Play Episode Listen Later Mar 14, 2023 96:22


O #RodaViva desta segunda-feira (13) entrevista a cartunista Laerte Coutinho. Laerte foi uma das criadoras da revista de quadrinhos Balão e é autora da revista Piratas do Tietê. Publicou trabalhos em veículos como O Pasquim, o Bicho, além dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. Também participou da redação de programas históricos da televisão, como TV Pirata, TV Colosso e Sai de Baixo. É vencedora de inúmeros prêmios por seus diversos trabalhos e é ainda cofundadora da Associação Brasileira de Transgêneros. A bancada de entrevistadores será formada por Marina Caruso, editora-chefe da revista Ela, do jornal O Globo; Andreza Delgado, diretora criativa na Perifacon; Caê Vatiero, jornalista da Abraji e cofundador do Transfobia em Dados; Luiza Monteiro, editora-executiva da revista Galileu, da editora Globo; e Silas Martí, editor de cultura da Folha de S. Paulo. A edição conta com o cartunista Jean Galvão, marcando o início do rodízio de cartunistas convidados no programa, a fim de continuar o legado do chargista Paulo Caruso. A apresentação do programa é de Vera Magalhães.

Roda Viva
Roda Viva | Maria Ressa | 30/01/2023

Roda Viva

Play Episode Listen Later Jan 31, 2023 89:41


O #RodaViva desta segunda-feira (30) entrevista a escritora e jornalista filipina Maria Angelita Ressa, uma das ganhadoras do prêmio Nobel da Paz em 2021, por seus esforços para defender a liberdade de expressão. Criadora do maior portal de notícias das Filipinas, o Rappler, Maria Ressa foi a principal opositora à gestão autoritária do então presidente Rodrigo Duterte, que deixou o cargo no ano passado. Foi perseguida, presa e ameaçada de morte em rede nacional. A bancada de entrevistadores é formada por Adriana Ferreira Silva, jornalista e escritora; Cecília Olliveira, jornalista do Intercept Brasil; Jefferson Barbosa, editor do Perifa Connection; Katia Brembatti, presidente da Abraji; e Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha de S.Paulo. A apresentação do programa é de Vera Magalhães.

Edu Voices
#70 - Tiago Rogero

Edu Voices

Play Episode Listen Later Oct 25, 2022 20:36


O convidado deste episódio é Tiago Rogero, jornalista, gerente de criação na Rádio Novelo, idealizador e realizador dos podcasts Vidas Negras (Spotify/Rádio Novelo) e Negra Voz (O Globo), e criador do projeto Querino — que mostra como a história explica o Brasil atual. Ele Foi o vencedor do 42º Prêmio Vladimir Herzog (2020) com o 5º episódio do Negra Voz. Foi um dos finalistas do principal prêmio de podcasts dos Estados Unidos, o Third Coast International Audio Festival com o 1º episódio do Vidas Negras. Hoje ele é um dos Diretores da Abraji e, também, professor de pós-graduação em jornalismo investigativo do IDP. Neste episódio, Tiago fala sobre sua trajetória na educação formal e informal, formas de inserir o conteúdo do projeto Querino em sala de aula, a importância da arte na educação e a musicalidade presente na construção do projeto Querino. Aborda, também, como a cultura norte-americana pode afetar o contar da história negra no Brasil e como a comunidade afro-americana contribui para uma grande produção de conteúdo acerca da história africana e afrodiaspórica. Desenvolve, também, como o racismo impede a democracia de prosperar.

Podcast Política - Agência Radioweb
Entidades criticam ataques à imprensa durante campanha eleitoral

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 24, 2022 1:51


Até meados de setembro foram registrados 353 ataques contra profissionais de imprensa dentre episódios de ameaças, violência física, destruição de equipamentos e até assassinatos. Os dados são do monitoramento de ataques contra jornalistas feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.

Podcast Política - Agência Radioweb
Congresso vai discutir PLs que aumentam proteção aos jornalistas

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Sep 23, 2022 2:06


Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, as agressões graves contra jornalistas aumentaram quase 70% neste ano, num total de 66 registradas. Ainda de acordo com a Abraji, dos 291 ataques em geral, 209 foram proferidos por políticos.

Podcast Política - Agência Radioweb
Núcleos atuam contra a desinformação nas eleições estaduais

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Aug 16, 2022 2:04


Para ajudar no combate à desinformação, mais de 60 jornalistas de 31 veículos de notícias brasileiros estão atuando em núcleos de verificação e checagem de fatos em suas redações.

Dadocracia
Dadocracia - Ep.99 - A LGPD e o jornalismo

Dadocracia

Play Episode Listen Later Jun 3, 2022 34:01


Com o uso equivocado da LGPD para atrapalhar a transparência pública, pode parecer que a proteção de dados atrapalha o jornalismo. Mas isso não é verdade. Neste episódio, entrevistamos o jornalista Reinaldo Chaves e a advogada Letícia Klein, ambos da Abraji, para entender o impacto da LGPD na atividade jornalística e porque a liberdade de expressão é um dos fundamentos da Lei.

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Ataques à imprensa avançam e preocupam no Brasil

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Oct 29, 2021 5:11


2 de novembro marca o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. Estabelecida pela ONU em 2013, a data tem como objetivo dar visibilidade aos casos de violência contra o jornalismo profissional, principalmente aos assassinatos. Angelina Nunes, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), fala sobre os retrocessos no país e adverte para o risco de intensificação das agressões nas eleições do ano que vem. Roteiro, apresentação e edição: Beatriz Sousa.

Notícia no Seu Tempo
Política: apoiadores de Bolsonaro agridem equipe do Estadão no Dia da Liberdade de Imprensa

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later May 4, 2020 3:32


ES OuVe
#21 - #OPodcastEDelas - Mulheres e Jornalismo

ES OuVe

Play Episode Listen Later Mar 9, 2020 44:37


As mulheres representam um grande número de jornalistas atuantes no Brasil! E, segundo um estudo da Abraji de 2019, as mulheres acabam sofrendo um duplo risco na profissão, o primeiro por ser jornalista, o segundo por ser mulher.Participando da campanha “O podcast é delas”, as meninas da redação de ESHOJE, que são maioria e comandadas por Danieleh Coutinho, entraram nesta discussão. Neste episódio participaram também a editora de conteúdo, Thaís Rossi, a única cinegrafista mulher do Espírito Santo, Bárbara Greco; e ainda a repórter Miranda Perozini.#OPodcastÉDelas #OPodcastÉDelas2020

Bendita Sois Vós
Bendita Sois Vós #44 Liberdade de imprensa a perigo - de novo

Bendita Sois Vós

Play Episode Listen Later Jan 27, 2020 75:42


Neste episódio, os jornalistas do Vós falam sobre liberdade de imprensa no Brasil.Ou melhor, sobre mais uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa no Brasil. Todos estamos familiarizados com os constantes ataques do presidente da República aos jornalistas e da recusa de Jair Bolsonaro em conceder entrevista ao que ele chama de grande mídia. Agora, no entanto, foi a vez do Ministério Público Federal. O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, foi denunciado pelo MPF em função da produção das reportagens que ficaram conhecidas como Vazajato, que revelaram a comunicação ilegal entre procuradores do Ministério Público e o então juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Glenn e outras seis pessoas foram denunciadas por associação criminosa para invasão de equipamentos de comunicação e interceptação ilegal de comunicações. Glenn Greenwald não foi investigado, Não foi indiciado, não cometeu qualquer irregularidade. Ele está sendo punido por fazer jornalismo. Os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha e Tércio Saccol conversam com Marcelo Träsel, presidente da Abraji e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Boletim da Manhã
ABRAJI E O MONOPÓLIO DA GLOBO EM RISCO

Boletim da Manhã

Play Episode Listen Later Nov 6, 2019 94:16


ABRAJI E O MONOPÓLIO DA GLOBO EM RISCO by tercalivre

Talks at Google
Google News Initiative Mini Series Ep5 of 5 - Daniel Bramatti

Talks at Google

Play Episode Listen Later May 17, 2019 7:26


As a part of Talks at Google 5-part podcast mini-series in partnership with the Google News Initiative, this episode you’ll here from Daniel Bramatti of Abraji speaks the future of news and collaborative reporting at the first Google News Initiative Innovation Forum in London. Launched in 2018, the Google News Initiative is Google’s effort to work with the news industry to help journalism thrive in the digital age. To learn more about the GNI, please visit http://g.co/TalksAtGoogle/GoogleNewsInitiative. You can watch the video of the talk by visiting http://g.co/TalksAtGoogle/CollaborativeJournalism. 

Redação Aberta
O que a Lei de Acesso pode fazer por você? | Redação Aberta 2

Redação Aberta

Play Episode Listen Later May 9, 2019 102:15


Seja em época de eleição ou durante o mandato de um político, a gente sempre repete a mesma coisa: precisamos acompanhar e fiscalizar as ações dos governos. Mas como colocar em prática essa fiscalização? Desde 2012, todo mundo pode pedir acesso a documentos públicos ao governo graças à Lei de Acesso à Informação (LAI). O que eu, como cidadão, tenho a ver com uma coisa que parece tão burocrática? Como eu posso usar a LAI pra contribuir pra comunicação na e sobre a minha quebrada? Como transformar um pedido de acesso em uma reportagem? E, afinal, quais dados o governo precisa divulgar de fato e como eu posso ser estratégico pra conseguir acesso à uma informação de forma mais eficaz? A 2ª edição do Redação Aberta recebe duas jornalistas pra discutir sobre o assunto: Marina Atoji, da Abraji e Priscila Pacheco, da Agência Mural de Jornalismo das Periferias. O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Saiba mais sobre o projeto acessando enoisconteudo.com.br/redacaoaberta.

Talks at Google
Google News Initiative Special Mini-series (Trailer)

Talks at Google

Play Episode Listen Later Dec 29, 2018 3:13


In this five part series, you'll hear lighting talks presented by international voices in journalism during the Google News Initiative Innovation Forum in London. You will hear from Claire Wardle of First Draft, Lisa Gibbs of the Associated Press, Daniel Bramatti of Abraji, Marie-Louise Timcke of Funke Media Group, and Dmitry Shishkin of BBC World Service. They give us insight into the big questions that are top of mind for the industry covering topics like how to stop the spread of misinformation in the lead up to elections worldwide to how to establish creative new voices in the world of data journalism. Moderated by Matt Cooke. Learn more about the event at https://goo.gl/n9FGHC Visit https://www.youtube.com/watch?v=9NjLFG1LOhw to watch the full video.

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Podcast RioBravo
Podcast 495 - Daniel Bramatti - Em defesa do jornalismo investigativo

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2018 20:33


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Daniel Bramatti, jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Desde o início da década passada, quando foi fundada, a atuação da Abraji gira em torno da capacitação de jornalistas e da reflexão do trabalho jornalístico. Na entrevista, além de destacar a proposta da Abraji, Bramatti também fala a respeito do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho em São Paulo. Em defesa do jornalismo investigativo, Daniel Bramatti afirma: “esse é um momento muito complicado, com ataques ao jornalismo oriundos de várias frentes. E existe na esfera política uma tentativa de deslegitimação do trabalho da imprensa, porque, se cumprir o seu papel, a imprensa incomoda e revela coisas que quem está no poder nem sempre gostaria que fosse revelado”. Entrevista gravada em 26 de junho de 2018.

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Podcast RioBravo
Podcast 495 - Daniel Bramatti - Em defesa do jornalismo investigativo

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2018 20:33


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Daniel Bramatti, jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Desde o início da década passada, quando foi fundada, a atuação da Abraji gira em torno da capacitação de jornalistas e da reflexão do trabalho jornalístico. Na entrevista, além de destacar a proposta da Abraji, Bramatti também fala a respeito do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho em São Paulo. Em defesa do jornalismo investigativo, Daniel Bramatti afirma: “esse é um momento muito complicado, com ataques ao jornalismo oriundos de várias frentes. E existe na esfera política uma tentativa de deslegitimação do trabalho da imprensa, porque, se cumprir o seu papel, a imprensa incomoda e revela coisas que quem está no poder nem sempre gostaria que fosse revelado”. Entrevista gravada em 26 de junho de 2018.

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