POPULARITY
Algumas das luas de Júpiter e Saturno têm sido objetos de interesse da astrobiologia há tempos. Novas missões estão a caminho para explorar alguns desses satélites e procurar condições de habitabilidade que podem estar em grandes oceanos debaixo da superfície. Aqui na Terra, o estudo de organismos que vivem e se reproduzem em ambientes considerados extremos, os extremófilos, pode ajudar a entender como a vida pode se adaptar a condições de temperatura extremamente baixa, entre outros estressores. Para tratar do tema, o repórter Danilo Albergaria conversou com as pesquisadoras Amanda Bendia e Maria Eduarda Nascimento, ambas do Instituto Oceanográfico da USP, Rosaly Lopes, da NASA e Douglas Galante, do Instituto de Geociências, também da USP. Este é o terceiro episódio de uma série produzida pelo Danilo, com apoio do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. _________________ Roteiro Danilo: Nos dois primeiros episódios do podcast Oxigênio dedicados à astrobiologia, falamos da busca por vida em exoplanetas e em Marte. Desde os anos 60, Marte foi o objeto que mais capturou as atenções dos cientistas interessados em entender se a vida pode ter surgido e persistido em outros lugares do sistema solar. Mas esse panorama tem mudado nas últimas décadas. Desde as missões Galileo e Cassini, algumas das luas que orbitam Júpiter e Saturno entraram no rol de mundos com potencial de oferecer condições habitáveis à vida como a conhecemos. Novas missões espaciais estão a caminho ou em fase final de preparação para explorar algumas das luas dos gigantes gasosos. Entre os seus objetivos está entender melhor as potenciais condições de habitabilidade nos grandes oceanos debaixo da superfície dessas luas – ou seja, os cientistas querem saber se esses lugares oferecem condições suficientes para que seres vivos sobrevivam. Nesse episódio, eu entrevistei quatro cientistas que trabalham direta ou indiretamente com isso. Com eles, vamos explorar o que sabemos – e o que ainda não sabemos – sobre as luas geladas do sistema solar. Será que pode existir vida nesses lugares? É isso o que muita gente que pesquisa astrobiologia quer saber. [Vinheta] Danilo: Algumas das missões mais importantes da exploração espacial do presente e do futuro próximo estão destinadas às luas de Júpiter e Saturno. Vamos falar primeiro das que vão explorar a vizinhança de Júpiter. A sonda JUICE, acrônimo para “explorador das luas geladas de Júpiter” em inglês, foi lançada pela ESA (a agência espacial europeia) em 2023 para explorar Ganimedes, Calisto e Europa, três das quatro luas de Júpiter chamadas de galileanas. O quarteto foi observado pela primeira vez há mais de 400 anos por Galileu Galilei. A não ser pela nossa própria Lua, nenhuma lua do sistema solar é visível a olho nu. Galileu foi o primeiro a observar as luas de Júpiter usando um telescópio, invenção recente que tinha sido aprimorada por ele. As luas galileanas de Júpiter são relativamente grandes. Embora ainda sejam objetos bem menores do que a Terra, Ganimedes e Calisto são um pouco maiores do que a nossa Lua, enquanto a Europa é um pouco menor. A quarta lua, a Io – um verdadeiro inferno vulcânico, e que não estava no radar de estudos da missão de 2023 como as demais, é praticamente do mesmo tamanho da nossa Lua. A JUICE está a caminho do sistema joviano, ou seja, Júpiter e suas luas, mas ainda se encontra na vizinhança da Terra. Ela deve se aproximar de novo de nós para pegar embalo com a gravidade do nosso planeta, que vai estilingar a sonda para o sistema solar externo. A JUICE deve chegar aos arredores de Júpiter em julho de 2031. Outra sonda, a Europa Clipper, da NASA, foi lançada em outubro de 2024 para investigar, como o nome sugere, a lua Europa, a mais interessante das luas de Júpiter. A estilingada da Europa Clipper, ao passar perto da Terra, vai acontecer um pouco depois da passagem da JUICE – vai ser em dezembro de 2026, mas a Clipper deve chegar antes à vizinhança de Júpiter, em abril de 2030. A Clipper vai orbitar Júpiter e passar bem pertinho da superfície de Europa umas 50 vezes. Além das duas missões ocidentais, a China está planejando lançar uma sonda em 2029 para chegar a Júpiter em 2035 e explorar as luas Calisto e Ganimedes. Por que tanto interesse nessas grandes luas de Júpiter? Como eu já indiquei no começo do episódio, existem muitos indícios e evidências indiretas de que Europa, Calisto e Ganimedes têm enormes oceanos debaixo de uma espessa superfície gelada. A estimativa é de que cada uma dessas três luas tenha corpos de água líquida maiores do que todos os oceanos terrestres. Conversei sobre isso com o Douglas Galante, professor do Instituto de Geociências da USP e um dos pioneiros da astrobiologia no Brasil – ele é vice-coordenador do AstroLab, da USP, o primeiro laboratório dedicado à pesquisa em astrobiologia no país, fundado em 2011 por Douglas, pelo químico Fabio Rodrigues, atual coordenador do laboratório, e pelo Ivan Paulino-Lima, que hoje é pesquisador na NASA. Douglas: Uma coisa sempre interessante quando a gente pensa nessas luas geladas que eu sempre falo é que a gente adora falar que a Terra é o planeta água, algo que ficou popularizado, e a gente esquece de pensar que nessas luas de Júpiter e Saturno a gente tem mais água do que aqui na Terra. É em cada uma delas. Então a gente é muito presunçoso. Europa, os modelos mostram que ela pode ter um oceano de 100 quilômetros de profundidade. A gente não consegue imaginar o que são 100 quilômetros. O ponto mais profundo aqui na Terra, da Fossa das Marinas, são 11 quilômetros. Imagina 10 vezes mais. Danilo: Ganimedes, a maior lua de todo o sistema solar, deve ter um oceano seis vezes maior do que todos os oceanos da Terra combinados. Mas esses enormes corpos de água líquida não estão na superfície das luas, e sim debaixo de superfícies congeladas que podem chegar a centenas de quilômetros de espessura. Júpiter está cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e o frio a essa distância do Sol impossibilita a existência de água líquida na superfície das luas. O Douglas chamou a atenção para o fato de que essas luas estendem possível habitabilidade para além da região em que a Terra orbita, mais próxima do Sol e que permite água líquida na superfície. Douglas: Mas o que eu acho super interessante, que eu sempre coloco, é que as luas dão um indicativo de habitabilidade que é maior do que a gente conhecia. Quando a gente olha os conceitos de habitabilidade tradicionais, que definem a zona de habitabilidade estelar, que é a presença de água líquida na superfície, as luas são ambientes crípticos que obtêm energia para manutenção da água líquida a partir da interação gravitacional com seus planetas hospedeiros. Danilo: Ok, mas se a superfície é gelada demais para ter água líquida, como esses oceanos podem existir? A explicação é a seguinte: o decaimento radioativo dos elementos que formam o núcleo das luas gera calor considerável de forma mais ou menos constante, parecido com o que acontece com o núcleo da Terra. Mas isso é só parte da explicação. Entra, então, o chamado “aquecimento de maré”. Conforme a lua se desloca na órbita do planeta gigante, a atração gravitacional do planeta não é uniforme: como a órbita não é circular, mas elíptica (ou “ovalada”), as luas às vezes estão um pouco mais perto e às vezes um pouco mais longe do planeta. Isso produz um efeito de “estica e puxa” que estica e comprime a lua, e isso gera calor entre as suas camadas internas. Também entra aí o fato de que as órbitas de Ganimedes, Io e Europa estão em ressonância, ou seja, enquanto a Io completa uma volta, a Europa completa duas, e a Ganimedes, quatro, o que aumenta a excentricidade de suas órbitas (ou seja, estica um pouco a elipse). Nesse processo, a própria variação na distância entre as luas gera uma interação gravitacional que contribui para o efeito de aquecimento de maré. Além disso, a provável presença de sais nos oceanos faz com que o ponto de congelamento diminua, mantendo a água em estado líquido. A JUICE e a Europa Clipper serão importantes para entender melhor as superfícies das luas e colher dados indiretos que indiquem algumas características desses oceanos, incluindo informações sobre se eles oferecem condições habitáveis para a vida como a conhecemos. Água líquida é uma das condições necessárias. Mas como os cientistas vão fazer para saber o que mais pode haver nesses oceanos? [Música] Danilo: Para entender como os cientistas vão fazer para saber mais sobre as luas geladas, eu conversei com a Rosaly Lopes, que é diretora de ciências planetárias do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ela teve atuação importante na missão Galileo, que explorou as luas de Júpiter entre 1995 e 2003. Rosaly: Eu trabalhei na missão Galileo e a missão Galileo foi que descobriu que a Ganimedes e a Europa tinham oceanos de água líquida debaixo de uma crosta de gelo, principalmente Europa. Aí o pessoal fica muito entusiasmado porque Europa, nós sabemos que tem calor no interior, tem sinais de criovulcanismo, criovulcanismo é o vulcanismo que traz essa água líquida do interior para a superfície. E são três coisas essenciais para existir vida, vida como a nossa: água, energia, como calor, como vulcanismo, e material orgânico. Nós não sabemos muito sobre o material orgânico em Europa. Sabemos mais em Encélado e Titã, por exemplo. Eu também trabalhei na missão Cassini. Mas a missão que está indo agora para a Europa vai estudar justamente os depósitos da superfície para ver se é material orgânico ou não. Danilo: Encélado e Titã são luas de Saturno, e a Cassini foi a missão da NASA que explorou o sistema saturniano entre 2004 e 2017. Vamos falar delas daqui a pouco. Por ora, o que a Rosaly falou sobre possível criovulcanismo (ou vulcanismo gelado) em Europa é importante porque pode ser um dos mecanismos pelos quais parte do oceano do interior poderia ser expelida em enormes plumas de vapor de água e gelo. Não é algo completamente diferente de vulcões expelindo o magma do manto terrestre para a superfície. A Europa Clipper carrega instrumentos capazes de fazer medições que vão ser usadas para distinguir se essas plumas contêm material vindo do oceano profundo ou de pequenos reservatórios mais próximos da superfície. As pistas de criovulcanismo na superfície incluem anomalias de temperatura em determinadas regiões – mais quentes do que o esperado – além da presença de características que lembram fluxos de erupções ou de derretimento de geleiras aqui na Terra. Aliás, junto com a ausência de crateras de impacto de grande porte, isso indica que a superfície de Europa é jovem, devendo ter entre 50 e 100 milhões de anos. Em comparação, a superfície de Marte e da nossa Lua, formadas há bilhões de anos, tem muitas dessas grandes crateras, o que indica que a superfície não se renova. Ao examinar a superfície de Europa com a Clipper, os cientistas vão poder fazer inferências sobre seu interior. Mas a sonda não vai pousar na superfície da lua. Em vez disso, ela vai orbitar Júpiter e fazer 44 rasantes sobre Europa. Douglas: Na verdade, ela não vai nem orbitar a Lua, ela vai ficar fazendo flybys em volta da Lua, vai fazer rasantes na Lua, e quando ela faz esses rasantes, ela faz uma série de imagens de alta resolução, faz medidas espectroscópicas para medir a composição, mas ela não vai, de fato, acessar diretamente o potencial oceano líquido que existe ali debaixo. E daí todo mundo pergunta, mas porque a gente não simplesmente pousa na superfície da Lua, faz um furo, mede a água e vê o que tem ali e pega um atum europeano, sei lá. Então isso é uma coisa complicada, porque o oceano de Europa tem 100 km de profundidade. A crosta, a gente fala que é uma crosta fina, mas fina, de 10 km de espessura. A gente tem que lembrar que as calotas polares aqui no nosso planeta têm de 4 a 4,5 quilômetros de profundidade. Danilo: Pesquisadores estão explorando a potencial habitabilidade de oceanos de subsuperfície das luas analisando os seres vivos encontrados em condições muito adversas, extremas. A Amanda Bendia é professora do Instituto Oceanográfico da USP e coordenadora do ExtreMar, o Laboratório de Extremófilos Marinhos do instituto. Extremófilos são microrganismos capazes de viver em condições extremas e a Amanda é especialista em extremófilos marinhos de ilhas vulcânicas da Antártida. Lá existem fumarolas submarinas habitadas por micróbios adaptados a um ambiente com variação extrema de temperatura. Ela destaca o problema de conceber como microrganismos poderiam se adaptar às pressões muito altas que o oceano de Europa deve ter. Amanda: Aqui na Terra, falando de extremófilos, a gente já encontrou vida nos mais extremos possíveis, desde a profundidade máxima do oceano até a mais alta atmosfera. Só que a profundidade máxima do nosso oceano é perto de 11 quilômetros, que fica naquela região das fossas marianas. Em Europa, é estimado que o ponto mais fundo seja ali perto de 100 quilômetros, então é 10 vezes quase mais profundo do que a nossa maior profundidade. Então, é um desafio a gente tentar entender como uma forma de vida ali poderia sobreviver a uma alta pressão como essa. Danilo: A Maria Eduarda Nascimento é doutoranda orientada pela Amanda, também no Instituto Oceanográfico da USP. A pesquisa dela envolve criar modelos computacionais para entender como possíveis comunidades de microrganismos poderiam subsistir no interior de oceanos de subsuperfície de luas geladas por meio de quimiolitoautotrofia – que é um nome sofisticado para descrever como alguns micróbios aqui na Terra se alimentam de compostos inorgânicos – como minerais e rochas – sem precisar de oxigênio e da luz do Sol. Os oceanos das luas geladas podem estar em contato com um interior quente e isso, dependendo dos elementos e compostos disponíveis, pode sustentar vida microbiana quimiolitoautotrófica. A gente vai falar disso daqui a pouco, porque a Maria também conversou comigo sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Maria: Ela tem o REASON, que é um radar para ver o quão grande é essa crosta de gelo e a estrutura. Ele tem um magnetômetro que é pela deformação no campo magnético que a gente sabe que tem um oceano, que a água salgada do mar acaba mexendo nesse campo eletromagnético, que a gente sabe que os elétrons da água salgada criam essa deformação no campo. Então a gente tem esse, que daí vai dizer quanto profundo é, vai dizer quão realmente muito profundo é. Qual é a salinidade? Vai ter um espectrômetro de massa também na Europa Clipper, então vai analisar esses gases na atmosfera por espectrometria. Danilo: A Clipper não vai ter como procurar diretamente por sinais de vida, buscando bioassinaturas, mas vai ser capaz de colher dados que vão poder indicar se o oceano é habitável ou não. Morando há décadas nos Estados Unidos, a Rosaly fala das bioassinaturas no inglês, biosignatures. Ela também falou sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Rosaly: Tem um que nós chamamos MASPEX, que é um espectrômetro de massa. Ele vai poder analisar gases perto de Europa. Se tiver pluma trazendo material do interior, isso vai ser uma beleza. Se não tiver pluma, aí depende de quanto material deve ter saído do interior. Também tem um Surface Dust Analyzer, que pode analisar partículas de poeira, dust é poeira. E existem sempre em todos os planetas e luas pequenos impactos de micrometeoritos e que estão colocando para fora partículas da superfície de Europa. Então, esse instrumento vai analisar a composição dessas partículas. E também, se tiver pluma no interior, colocando material para a superfície, também esse instrumento vai ser muito importante. Nós vamos saber, por exemplo, mais sobre a espessura da crosta de gelo, se tem plumas trazendo material do interior para a superfície, se tem depósitos dentro da crosta de gelo que são, digamos, líquidos, que em vez de estar abaixo no oceano, estão mais perto da superfície. Está saindo algum material e nós sabemos que tem composição e cor diferente em umas regiões que chamam de Chaos Terrains, regiões caóticas, onde mais material veio do interior. E poder analisar a composição desse material, se tem material orgânico ou não. Então, [a sonda] vai também nos dizer muito mais sobre a lua Europa. Mas não é uma missão para detectar a vida, nem biosignature. Danilo: Diferentemente da Clipper, a JUICE (lançada pela ESA, a agência espacial europeia) não vai prospectar somente Europa, mas também Ganimedes e Calisto. Na verdade, o foco principal da missão da agência espacial europeia é a maior lua de todo o sistema solar, Ganimedes, a única que tem campo magnético próprio. A sonda vai orbitar essa grande lua, mirando entender sua estrutura interna, buscando mais informações sobre a extensão de sua crosta gelada, o volume de seu oceano, e caracterizar seu campo magnético. A sonda também vai fazer rasantes sobre Europa e Calisto para identificar locais mais interessantes para o pouso de futuras missões. O objetivo declarado da missão é entender as condições de habitabilidade oferecidas pelas três luas jovianas. Mas, claro, as luas de Júpiter não são as únicas que interessam para a astrobiologia. [Música] Danilo: Orbitando Saturno estão dois mundos que vêm chamando a atenção dos pesquisadores interessados na busca por vida fora da Terra há décadas: Titã e Encélado. Titã é a maior lua de Saturno – no sistema solar, ela só é menor do que a Ganimedes. Vamos falar de Titã daqui a pouco. Encélado é uma lua pequena – ela ainda tem tamanho mais do que suficiente para, com a própria gravidade, ter se tornado um objeto redondo, mas tem 15% do diâmetro da nossa Lua. A superfície dela, congelada, quase inteiramente branca com detalhes azulados, foi observada de perto pela primeira vez em 1980 e 81 quando as sondas Voyager visitaram o sistema saturniano. Se já era intrigante, Encélado se tornou um dos objetos mais interessantes do sistema solar com os indícios de que ela, também, possui um oceano de subsuperfície. A sonda Cassini, que começou a explorar o sistema de Saturno em 2004, observou Encélado ejetando plumas de materiais que devem compor esse oceano. Em três oportunidades, em 2008, 2012 e 2015, a Cassini deu rasantes – a uns 50 quilômetros de distância da superfície de Encélado – passando pelas plumas para analisar o que tinha ali. A Rosaly, que trabalhou na missão, falou um pouco sobre os achados. Rosaly: Encélado, o que é muito interessante é que esse líquido está em contato direto com o interior, a crosta do interior, porque foram detectados sais na pluma. Então, quer dizer que esse material está vindo direto do oceano. E nós sabemos que o oceano está em contato com o interior, que tem material orgânico também, sílica. Então, esse material está vindo direto do oceano até a superfície e você pode, digamos, colher esse material, voar pela pluma e colher o material. Danilo: Com a Cassini, descobrimos indícios de que o oceano de Encélado tem materiais orgânicos e os seis elementos químicos essenciais para a vida: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Eu também pedi para a Amanda explorar um pouco mais o que sabemos do oceano de Encélado a partir das plumas. Ela vai mencionar algo muito importante: as fontes hidrotermais. Amanda: lá em Encélado é legal que tem umas plumas que são ejetadas em direção à superfície. E aí a Cassini passou de rasante nessas plumas que ficam geralmente ali no Polo Sul, de Encélado, e detectaram partículas de sílica. Esse tipo de partícula só poderia ser formado em temperaturas altas. Então, eles começaram aí uma discussão de que teriam fontes hidrotermais no fundo do oceano de Encélado. Isso é muito entusiasmante, porque a vida aqui na Terra, uma das grandes hipóteses, que é uma das mais aceitas pela comunidade científica, é que a vida teria se originado em fontes hidrotermais do oceano primitivo da Terra. Porque tem todos esses componentes químicos que geram um gradiente químico. A vida poderia obter energia, produzir energia a partir desse gradiente. Danilo: Até a década de 1970 ninguém sabia da existência das fontes hidrotermais no fundo dos oceanos terrestres. A crosta terrestre tem fissuras. Quando essas fissuras estão no assoalho oceânico, a água entra em contato com o magma próximo, o que gera verdadeiras chaminés, fumarolas. Nessas fontes, na escuridão do fundo oceânico, ecossistemas inteiros existem graças a microrganismos que conseguem produzir sua própria matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, como compostos de enxofre, nitrogênio e ferro. A Amanda e a Maria falaram um pouco deles. Amanda: Tem não só micro-organismos bem específicos desses ambientes, mas até animais associados, porque os microrganismos sustentam a vida nesses locais, porque eles fazem um tipo de metabolismo que chama quimiossíntese. Que é um tipo de metabolismo que a gente tem todas as evidências de que era o metabolismo das primeiras formas de vida que existiram aqui. Eles conseguem obter energia a partir desses compostos químicos à base de enxofre, por exemplo. E aí, a partir dessa energia, eles conseguem fixar o CO2, que nem as plantas fazem a partir da luz. Fixam CO2 para produzir as moléculas orgânicas, eles conseguem, a partir da energia dessas rochas, desses compostos inorgânicos, fixar esse carbono e produzir, sintetizar essas moléculas orgânicas, então são produtores primários do fundo do oceano que sustentam a vida nesse oceano profundo. Então essas fontes hidrotermais são como se fossem oásis para essa vida de ambiente extremo em mar profundo. Maria: Eles estão lá respirando nitrogênio, respirando ferro, outros elementos. Então eles demonstram que essas similaridades, considerando o tempo também, por exemplo, Enceladus acredita que esse oceano esteja mais ou menos presente há um bilhão de anos, é tempo para a vida conseguir se adaptar a esse ambiente. Então, é plausível imaginar que se a gente tem um substrato quimiossintético, como por exemplo para a nossa vida aqui nas fontes hidrotermais, é plausível a gente imaginar que nesses outros mundos, onde existem essas condições alienígenas parecidas com o que a gente tem aqui, também exista vida. Danilo: Além disso, o metano está entre os materiais orgânicos detectados em Encélado. Isso é mais um motivo para entusiasmo com o potencial de habitabilidade do oceano de Encélado. Amanda: Mas o legal do metano é que eles viram que provavelmente naquela camada fria de gelo tem clatrato de metano nas fissuras. Porque tem vários modelos que mostram a formação desse tipo de clatrato de metano, que são moléculas de metano que em volta tem moléculas de água congeladas, resumindo. E aqui na Terra a gente tem condições de oceano profundo e de subsuperfície pela alta pressão. Em temperatura baixa, a gente também tem hidrato de metano, que é abundante em algumas regiões de mar profundo, em subsuperfície. E aí, aqui na Terra, a gente tem nessas regiões de subsuperfície, eventualmente esse clatrato de metano pode vir mais em direção à superfície e exsudar esse metano. E a gente tem uma rica diversidade de arqueias que conseguem utilizar esse metano, arqueias e bactérias também, mas a gente vê que tem especificamente arqueias que conseguem metabolizar esse metano, consumir esse metano, são chamadas de metanotróficas. E aí é um grupo que hoje a gente já sabe que está espalhado na Terra, em todas as regiões de exsudação de metano, e que é muito adaptado a conseguir… Utilizar esse metano para obter energia nesses ambientes. Então a gente sabe que o metano também é um indicativo superlegal como uma fonte de energia para um possível metabolismo metanotrófico. [Música] Danilo: Eu não consigo decidir qual dessas luas é a mais interessante, mas eu sei que primeira a ter despertado minha curiosidade desde que li o livro Pálido Ponto Azul, do astrônomo Carl Sagan, é Titã. Então, vamos, finalmente, falar dela, a maior lua de Saturno. Titã foi observada pela primeira vez pelo astrônomo holandês Christian Huygens, com um telescópio que ele mesmo projetou, em 1655. Essa, que é a segunda maior lua do sistema solar, tem uma característica muito peculiar: Titã tem uma atmosfera muito espessa, e é tão densa que a pressão atmosférica em sua superfície é 50% maior do que a da Terra. Quando a sonda Voyager 1 passou pelo sistema saturniano em 1980, pela primeira vez os seres humanos puderam ver que a atmosfera de Titã oculta a superfície no espectro da luz visível. A Voyager também conseguiu caracterizar a atmosfera, composta principalmente de nitrogênio, com traços de metano e a presença de algo que vem semeando a imaginação de muita gente: moléculas orgânicas complexas. A sonda Cassini levou consigo um módulo nomeado em homenagem ao Christian Huygens. Quando a Cassini chegou perto de Titã, ela soltou a Huygens em direção à lua. Em janeiro de 2005, a Huygens desceu pela atmosfera muito densa de Titã, abriu um paraquedas e pousou. Por pouco mais de uma hora, a Huygens conseguiu fazer imagens da superfície, confirmando uma suspeita antiga dos astrônomos: como a Terra, Titã tem líquido estável na superfície. Mas não é água. Com temperatura média por volta de 180 graus Celsius negativos, a superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos, ou seja, matéria orgânica. São lagos de metano e etano em estado líquido. Chove metano em Titã. Como? O Douglas explica. Douglas: Nessas temperaturas, o etano e o metano que fazem a atmosfera já conseguem ser condensados. Todo mundo já viu aqui um botijão de cozinha, de butano, butano propano, que dentro do botijão o gás está líquido. Você abre a torneirinha ali, a mangueira, sai líquido. E ele prontamente, quando chega na atmosfera, ele expande e forma gás. Então, quando você comprime gases, eles podem condensar e se tornar líquidos. Eles mudam de fase. A mesma coisa acontece lá. Com a alta pressão lá, a pressão é duas vezes a pressão aqui da Terra. E baixa temperatura, eles condensam, formam líquido. Então, ela tem oceanos, rios, lagos de metano e etano. E lentamente esse metano e etano vão evaporando, indo para a atmosfera. Na alta atmosfera eles se condensam de novo e formam nuvens. E essas nuvens podem chover ou nevar metano e etano. Então você tem um ciclo hidrológico, metanológico, completo de ciclagem de metano e etano na superfície. Danilo: Quando esse material orgânico abundante em Titã interage com a radiação ultravioleta do Sol, ela forma polímeros orgânicos – moléculas compostas de cadeias muito extensas de carbono e hidrogênio. O Sagan deu o nome de tolinas para essas macromoléculas orgânicas muito abundantes em Titã. Douglas: Além disso, tem essas tolinas que formam hidrocarbonetos mais complexos. Por isso que normalmente o próprio [Carl] Sagan dizia isso: Titã pode não ser o melhor lugar para a vida como a gente conhece, mas pode existir alguma coisa de vida como a gente não conhece. Acima de tudo ela é um excelente laboratório de química prebiótica, porque você tem esse monte de moléculas orgânicas se formando, se complexificando e interagindo que pode dar os primeiros passos. Então grande parte das missões para ir para Titã ou para estudar Titã estão relacionadas com essa parte de química prebiótica. Esse é o principal argumento. Mas a própria missão que talvez vá em 2028, a Dragonfly, ela tem a proposta de procurar as duas coisas, de procurar resquícios, presença de água líquida, porque existe alguma água na superfície, mas normalmente na forma de gelo, ela vai buscar esse gelo e buscar por eventuais sinais de vida como a gente conhece, vida baseada em célula, coisas que a gente conhece. Danilo: A Dragonfly é uma missão da NASA em fase final de preparação. É uma espécie de drone do tamanho de um carro pequeno que vai explorar Titã. Deve até mesmo ser capaz de fazer pequenos voos pela atmosfera da lua. O lançamento da Dragonfly está previsto para julho de 2028 e a ela deve chegar em Titã em 2034. O que ela poderia encontrar lá, que seja de interesse astrobiológico? Será que Titã não poderia ter algum tipo de vida muito diferente da terrestre, com um maquinário bioquímico diferente? Douglas: A gente não conhece nada aqui na Terra que viva e que tenha metabolismo nessas temperaturas baixas, mas é cogitado. A Dragonfly também vai procurar por indícios de vida como a gente não conhece, algum desequilíbrio químico, alguma bioassinatura termodinâmica que possa indicar algum tipo de vida como a gente não conhece. Danilo: Procurar pelo tipo de vida que a gente conhece, a terrestre, já é um desafio – se é que algo do tipo da vida terrestre existe fora da Terra. Um desafio ainda maior é procurar por vida como a gente não conhece. Tem muita coisa que a gente não sabe sobre a própria vida terrestre – como ela surgiu, por exemplo. Mas isso é o que sabemos que não sabemos – em outras palavras: é o desconhecido conhecido. Quando falamos em vida como não conhecemos, deve haver um espaço ainda maior de possibilidades que ignoramos e que nem sequer conseguimos conceber. É uma forma de ignorância dupla: nem sequer sabemos o que não sabemos. No próximo episódio, vamos voltar para a nossa vizinhança do sistema solar e olhar para um planeta gêmeo da Terra: Vênus. Ambos têm praticamente o mesmo tamanho, mas Vênus é um verdadeiro inferno, com uma superfície quente a ponto de derreter chumbo. Seria possível haver qualquer coisa viva lá? Na superfície, muito provavelmente não. Mas nas nuvens mais altas, a temperatura é bem mais amena. Em 2020, cientistas alegaram ter detectado fosfina, que aqui na Terra é produzida por seres vivos, uma possível bioassinatura nas nuvens altas de Vênus. Isso reacendeu o interesse astrobiológico no nosso vizinho infernal e novas missões estão em desenvolvimento para explorar a atmosfera ultradensa de Vênus. A pesquisa, o roteiro, a produção e a narração foram feitas por mim, Danilo Albergaria. A revisão do episódio foi da Simone Pallone, coordenadora do Oxigênio. A edição de áudio é do Guilherme Lopes, aluno do curso de Midialogia e estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, a Cocen. As vinhetas do Oxigênio foram criadas por Elias Mendez. Este podcast foi produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, para divulgação do projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se gostou deste episódio, indique para seus amigos e amigas. [VINHETA DE ENCERRAMENTO]
Φτάνουμε στο νούμερο 2 της λίστας με τους διάσημους επιστήμονες και ταξιδεύουμε στην Αγγλία του 17ου αιώνα για τον άνθρωπο που, όσο άλλοι έκαναν banana bread στην καραντίνα, εκείνος ανακάλυψε πώς λειτουργεί το σύμπαν. Ξεκινάμε από ένα πετρόχτιστο σπιτάκι στο Woolsthorpe και τα «θαυματουργά χρόνια» της πανούκλας του 1665, όταν ο Νεύτωνας έβγαλε μονομιάς τη βαρύτητα, τον λογισμό και τα πειράματα με το φως. Βλέπουμε πώς ένωσε πρώτη φορά τη Γη με τον ουρανό —το μήλο που πέφτει και το φεγγάρι που «πέφτει» υπακούν στην ίδια εξίσωση—, γιατί χρειάστηκε να εφεύρει καινούρια μαθηματικά, και πώς έθεσε τις βάσεις της επιστημονικής μεθόδου. Από τους τρεις νόμους της κίνησης μέχρι τον Lagrange, τον Hamilton και τον δρόμο προς την κβαντομηχανική· κι από τον αλχημιστή-κυνηγό παραχαρακτών του Royal Mint μέχρι τον δισεκατομμυριούχο επενδυτή που «κάηκε» στη φούσκα της Νότιας Θάλασσας.Pre-show: γερασμένοι σταρ (Jordan, Messi, Ρονάλντο, LeBron, Djokovic) και το δίλημμα Nolan «Οδύσσεια» vs τελικός ΜουντιάλΓιατί ο Νεύτωνας είναι το Νο.2 της λίσταςΧριστούγεννα 1642 ή Ιανουάριος 1643; Η ιστορία με το ημερολόγιο και το Woolsthorpe ManorCambridge, Trinity College & η πανούκλα του 1665 που τον έστειλε σπίτι«Άλλοι έκαναν banana bread — ο Νεύτωνας ανακάλυψε πώς λειτουργεί το σύμπαν»: τα θαυματουργά χρόνια της απομόνωσηςΤα top 3: η ένωση επίγειας & ουράνιας κίνησης, ο διαφορικός λογισμός και η επιστημονική μέθοδοςΟι τρεις νόμοι της κίνησης, ο νόμος της βαρύτητας (1/r²) & η απόδειξη των νόμων του ΚέπλερΤο café με τον Wren και τον Hooke, ο Halley που πλήρωσε το Principia & η πρόβλεψη του κομήτηΠαλίρροιες, μετάπτωση ισημεριών, η (λάθος) ηλικία της Γης και το κατοπτρικό τηλεσκόπιοΤο φως & τα χρώματα: το πείραμα με τα δύο πρίσματαΑπό τον Νεύτωνα στον Lagrange και τον Hamilton — και γιατί ο Αϊνστάιν είναι το Νο.1Fun facts: αλχημεία & υδράργυρος, το Royal Mint, «στους ώμους γιγάντων» και το beef με Hooke & LeibnizΟ Νεύτωνας δισεκατομμυριούχος επενδυτής & η φούσκα της Νότιας ΘάλασσαςPost-show: το ακυρωμένο γκολ με την Κροατία στο Μουντιάλ & ο αισθητήρας μέσα στην μπάλαΕπικοινωνίαemail: hello@notatop10.fmInstagram: @notatop10Threads: @notatop10Bluesky: @notatop10.fmWeb: notatop10.fm (00:00:00) Pre-show: γερασμένοι σταρ & Nolan «Οδύσσεια» vs τελικός Μουντιάλ(00:04:31) Το βιογραφικό: Χριστούγεννα 1642 & το Woolsthorpe Manor(00:07:30) Cambridge & η πανούκλα του 1665: τα θαυματουργά χρόνια(00:11:09) Καθηγητής, Principia, Royal Mint & ο πρώτος ιππότης-επιστήμονας(00:14:58) Τα top 3: ένωση ουρανού-Γης, λογισμός & επιστημονική μέθοδος(00:22:23) Βαρύτητα, νόμοι του Κέπλερ & η ιστορία του Halley με τον κομήτη(00:29:09) Παλίρροιες, ηλικία της Γης, Νευτώνειο υγρό & τα πρίσματα με το φως(00:38:28) Οι τρεις νόμοι του Νεύτωνα(00:43:22) Lagrange, Hamilton & ο δρόμος προς την κβαντομηχανική(00:46:39) Γιατί ο Αϊνστάιν είναι το Νο.1 (κι όχι ο Νεύτωνας)(00:48:31) Fun facts: αλχημεία, «στους ώμους γιγάντων» & το beef με τον Hooke(00:52:22) Ο πόλεμος με τον Leibniz, ο Huygens & ο Νεύτωνας-επενδυτής(01:02:49) Post-show: το ακυρωμένο γκολ με την Κροατία & ο αισθητήρας στην μπάλα
Episode: 1537 John Wilkins talks about life on the Moon, in 1638. Today, life on the moon.
WGalileo è una serie formata da 10 podcast sulla vita, le scoperte e le dispute di Galileo Galilei.Prodotta da Associazione Culturale Atelier APSScritta e realizzata da Alan Zamboni.Sound design: Matteo D'Alessandro.https://www.matteodalessandro.com/Per chi volesse info sul libro “L'atomo sfuggente” questo è il link al sito della casa editrice: https://www.mondadori.it/libri/latomo-sfuggente-alan-zamboni/Il romanzo è disponibile in tutte le librerie e gli store onlinePer sostenerci: https://associazioneatelier.it/Per sostenere il progetto dedicato alla scienza a Berlino:https://associazioneatelier.it/in10cities/Per contatti: Atelier AssociazionePer donare ad Atelier APS (iscritta al RUNTS - terzo settore) il 5 per mille: CF = 98181440177
Θέμα της σεζόν η «Κοσμική Κλίμακα Αποστάσεων»: πώς μαθαίνουμε αποστάσεις από τη Γη μέχρι το Σύμπαν. Η παρουσίαση του Terence Tao.Σε αυτό το επεισόδιο ανεβαίνουμε στο πέμπτο σκαλί της κοσμικής μας κλίμακας: πώς μετρήσαμε την ταχύτητα του φωτός; Παρότι δε μοιάζει με απόσταση, η ταχύτητα του φωτός είναι απαραίτητη για τις μετέπειτα αποστάσεις για τα αστέρια και ακόμα παραπέρα.Pre-show: πιάσανε τα κρύαΣτην αρχή, νομίζαν ότι ήταν άπειρη (ακόμα και ο Κέπλερ)Πείραμα ΓαλιλαίουΗ πρώτη μέτρηση με τα φεγγάρια του Δία από Roemer & HuygensJames Bradley, παραλλαγή αστεριώνΤο πείραμα του Fizeau στο ΠαρίσιHis majesty James Clerk MaxwellΜοντέρνες μέθοδοι: Essen,Gordon, Smith, EinsteinΜετρώντας την ταχύτητα του φωτός με μια σοκολάτα στο σπίτιPost-show: Ο Θέμος στο τέλος του κόσμουΕπικοινωνίαemail: hello@notatop10.fmInstagram: @notatop10Threads: @notatop10Bluesky: @notatop10.fmWeb: notatop10.fm (00:00:00) Pre-show: Πιάσανε τα κρύα(00:07:26) Intro(00:07:45) Veritasium video(00:10:18) Η Αρχή(00:17:05) Roemer & Huygens(00:20:42) Bradley(00:24:22) Fizeau(00:26:26) Maxwell(00:29:30) Michelson(00:39:00) Einstein(00:42:43) Essen-Gordon-Smith(00:46:46) Σοκολάτα και μικροκύματα(00:49:36) Outro(00:49:47) Post-show: Ο Θέμος στο τέλος του κόσμου
Space: the final frontier, a deep dark realm full of questions and mysteries - many of which science can't yet satisfactorily answer. But that won't stop the Curious Cases team!In a special edition recorded in front of an audience at the BBC Radio Theatre in London, Hannah Fry and Dara Ó Briain team up with a panel of guests who know their way around the universe: presenters from the world's longest running science TV show, The Sky At Night.With the intergalactic expertise of George Dransfield, Chris Lintott and Maggie Aderin-Pocock, Hannah and Dara tackle a slew of space-related questions put forward by the listeners - exploring topics ranging from the sound of stars and the shape of the universe, to the search for alien life. To submit your question to the Curious Cases team, please email: curiouscases@bbc.co.ukSPACE AUDIO CLIPS:- Maggie's Choice: In 2005, the European Space Agency's Huygens probe descended to the surface of Saturn's moon Titan. Microphones aboard Huygens recorded the sounds of descent and landing, then The Planetary Society and scientists at the University of California helped ESA process the audio. CREDIT: European Space Agency (Huygens probe) / HASI-PWA Team (instrument and data) / The Planetary Society (processing)- George's Choice: The black hole at the centre of the Perseus galaxy cluster has been associated with sound for years, since astronomers discovered that pressure waves sent out by the black hole caused ripples in the cluster's hot gas that could be translated into a note. This new sonification was released for NASA's Black Hole Week in 2022. CREDIT: NASA- Chris's Choice: In 2023, the Planck space telescope picked up echoes left by soundwaves that travelled through the early Universe. This primordial hum was then translated into frequencies we can hear. CREDIT: NASAProducer: Lucy Taylor Executive Producer: Alexandra Feachem A BBC Studios Production
This week, we briefly explore many of the fascinating aspects of the planets in our solar system, including the reasons behind designating the dwarf planets as such.Today's root beer is Cove Soda.Intro and Outro music by Stockmusic331 on Pond5Send us a text
Episode: 1453 Christiaan and Constantijn Huygens, and John Donne. Today, a tale of two Huygens and John Donne.
A nova diretriz da ESC/EAS 2025 em Dislipidemia chegou para mudar a forma como conduzimos nossos pacientes. O documento reforça o uso de escores na estratificação de risco, define metas de LDL ainda mais agressivas e traz para a linha de frente novas armas terapêuticas como o ácido bempedoico, o evinacumabe e o icosapent etílico.No episódio, Fernanda Justo e Raphael Rossi recebem Fernanda Del Castanhel para uma discussão prática e direta sobre:Como aplicar as novas metas de LDL em muito alto, alto, moderado e baixo risco.O papel dos fatores modificadores de risco que podem reclassificar o paciente.As novidades das terapias combinadas e o impacto dos estudos recentes como CLEAR Outcomes, IMPROVE-IT, PACMAN-AMI e HUYGENS.O que fazer em cenários especiais como HIV e pacientes oncológicos em uso de antraciclina.Minutagem:(01:50) - Como é feita a classificação e avaliação cardiovascular conforme a nova diretriz da ESC(14:15) - O que fazer com pacientes que tenham score de risco intermediário?(18:00) - O que fazer com o a "LPAzinha"?(21:30) - Quais são os novos alvos terapêuticos?(23:35) - Novidades na terapia terapia hipocolesterolemiante?(33:50) - Manejo hipolipemiante no paciente com SCA?(38:44) - Quais as atualizações no tratamento da hipertrigliceridemia?(43:40) - Novidades no tratamento do paciente com HIV(47:35) - Novidades no tratamento do paciente com neoplasia_____________________________Assine agora! Revisões didáticas de Cardiologia, semanalmente na DozeNews PRIME: a maneira mais leve e rápida de se manter atualizado(a), através do link dozeporoito.com/prime
Augustin Fresnel didn’t live a long life, but he contributed significantly to the understanding of light and to the safety of coastlines. Neither of those had anything to do with his career. Research: Anderson, F.L. “Huygens' Principle geometric derivation and elimination of the wake and backward wave.” Sci Rep11, 20257 (2021). https://doi.org/10.1038/s41598-021-99049-7 Aglialoro, Todd. “Jansenism.” Catholic.com. https://www.catholic.com/magazine/print-edition/jansenism Garcia-Atutxa, Igor, et al. “The epistemological impact of Augustin-Jean Fresnel and his wave theory of light in the 19th century.” History of Science and Technology. Vol. 14, No. 1. 2024. https://www.hst-journal.com/index.php/hst/article/view/616 Clingan, Ian C.. "lighthouse". Encyclopedia Britannica, 17 Jan. 2025, https://www.britannica.com/technology/lighthouse Crew, Henry. “The wave theory of light; memoirs of Huygens, Young and Fresnel.” New York. Cincinnati American Book Company. 1900. Accessed online: https://archive.org/details/wavetheoryofligh00crewrich/page/n3/mode/2up Davidson, Michael W. “Augustin-Jean Fresnel (1788-1827).” Molecular Expressions. Florida State University. https://micro.magnet.fsu.edu/optics/timeline/people/fresnel.html The Editors of Encyclopaedia Britannica. "Augustin-Jean Fresnel". Encyclopedia Britannica, 11 Jul. 2025, https://www.britannica.com/biography/Augustin-Jean-Fresnel The Editors of Encyclopaedia Britannica. "François Arago". Encyclopedia Britannica, 22 Feb. 2025, https://www.britannica.com/biography/Francois-Arago “The Genius of Augustin-Jean Fresnel and his Lens.” Ponce Lighthouse & Museum. July 19, 2023. https://www.ponceinlet.org/the-genius-of-augustin-jean-fresnel-and-his-lens/ Herivel, John. "Christiaan Huygens". Encyclopedia Britannica, 4 Jul. 2025, https://www.britannica.com/biography/Christiaan-Huygens. “July 1816: Fresnel’s Evidence for the Wave Theory of Light.” Advancing Physics. American Physical Society. https://www.aps.org/archives/publications/apsnews/201607/physicshistory.cfm Linden, Teri Clark. “A Short Bright Flash: Augustin Fresnel and the Birth of the Modern Lighthouse.” W.W. Norton. 2013. “May 1801: Thomas Young and the Nature of Light.” Advancing Physics. American Physical Society. https://www.aps.org/archives/publications/apsnews/200805/physicshistory.cfm “Napoleon’s Russian campaign: From the Niemen to Moscow.” Napoleon Foundation. https://www.napoleon.org/en/history-of-the-two-empires/timelines/napoleons-russian-campaign-from-the-niemen-to-moscow/ Rehman, Ayaz Ur, and Muhammad Sabieh Anwar. “Light Is a Transverse Wave.” LUMS Syed Babar Ali School of Science and Engineering. August 21, 2018. https://physlab.org/wp-content/uploads/2018/08/LightTransverse-v2.pdf Silliman, Robert H. “Fresnel and the Emergence of Physics as a Discipline.” Historical Studies in the Physical Sciences , 1974, Vol. 4 (1974), pp. 137- University of California Press. https://www.jstor.org/stable/pdf/27757329.pdf Tag, Thomas. “Lens Use Prior to Fresnel.” United States Lighthouse Society. https://uslhs.org/node/1481 See omnystudio.com/listener for privacy information.
Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Mientras trabajaba en el Observatorio Vaticano durante la oposición de Marte en 1858, el astrónomo italiano Angelo Secchi notó una gran característica triangular de color azul, a la que él llamó el «Escorpión Azul». Esta misma formación nubosa estacional fue vista por el astrónomo inglés Joseph Norman Lockyer en 1862, y ha sido vista por otros observadores. Durante la oposición de 1862, el astrónomo holandés Frederik Kaiser se dedicó a hacer dibujos de Marte. Al comparar sus ilustraciones con las de Huygens y el filósofo natural inglés Robert Hooke, pudo refinar aún más el período de rotación de Marte. Su valor de 24 horas 37 minutos y 22'6 segundos es preciso dentro de una décima de segundo. En agosto de 1877, el astrónomo estadounidense Asaph Hall descubrió las dos lunas de Marte utilizando un telescopio de 660 mm en el Observatorio Naval de los Estados Unidos. Los nombres de los dos satélites, Fobos y Deimos, fueron escogidos por Hall basado en una sugerencia de Henry Madan, un instructor de ciencias en el Eton College en Inglaterra. Durante la oposición de 1877, el astrónomo italiano Giovanni Schiaparelli utilizó un telescopio de 22 cms para ayudar a producir el primer mapa detallado de Marte. Estos mapas contenían características notables a las que llamó canali, que más tarde se demostró que eran una ilusión óptica. Estos canali eran supuestamente rectas largas en la superficie de Marte a las que dio nombres de ríos famosos de la Tierra. Su término canali fue mal traducido en inglés como canales. En 1886, el astrónomo inglés William Frederick Denning observó que estas características lineales eran de naturaleza irregular y mostraban concentraciones e interrupciones. En 1895, el astrónomo inglés Edward Walter Maunder se convenció de que las características lineales eran meramente la suma de muchos detalles más pequeños. Camille Flammarion escribió en su obra La Planète Mars et Ses Conditions d'Habitabilité de 1892, acerca de cómo estos canales se asemejaban a los canales artificiales, y que una raza inteligente podría usarlos para redistribuir el agua a través de un mundo marciano agonizante. Abogó por la existencia de tales habitantes, y sugirió que podían ser más avanzados que los humanos. Comenzando 1901, el astrónomo estadounidense A. E. Douglass intentó fotografiar las características de los canales de Marte. Estos esfuerzos parecían tener éxito cuando el astrónomo estadounidense Carl O. Lampland publicó fotografías de los supuestos canales en 1905. Aunque estos resultados fueron ampliamente aceptados, luego fueron cuestionados por el astrónomo griego Eugène Antoniadi, el naturalista inglés Alfred Russel Wallace y otros como simples rasgos imaginados. A medida que se usaban telescopios más grandes, se observaron menos canali largos y rectos. Durante una observación realizada en 1909 por Flammarion con un telescopio de 84 cm, se observaron patrones irregulares, pero no se observó ningún canali. En la década de 1870 Schiaparelli observó un oscurecimiento superficial causado por nubes amarillas. En 1909, Antoniadi descubrió que Marte parecía más amarillo durante las oposiciones cuando el planeta estaba más cerca del Sol. Sugirió que la causa de las nubes eran arena o polvo soplado por el viento. En 1894, el astrónomo estadounidense William Wallace Campbell encontró que el espectro de Marte era idéntico al espectro de la Luna, poniendo en duda la creciente teoría de que la atmósfera de Marte era similar a la de la Tierra. Las detecciones previas de agua en la atmósfera de Marte fueron explicadas por condiciones desfavorables, y Campbell determinó que la firma del agua provenía enteramente de la atmósfera terrestre. Aunque estuvo de acuerdo en que las capas de hielo indicaban que había agua en la atmósfera, no creía que las capas fueran suficientemente grandes para permitir que se detectara vapor de agua. En ese entonces, los resultados de Campbell fueron considerados polémicos y fueron criticados por los miembros de la comunidad astronómica. Aun así, el astrónomo americano Walter Sydney Adams confirmó los resultados en 1925. Utilizando un termopar de vacío conectado al Telescopio Hooker de 2'54 m en el Observatorio del Monte Wilson, en 1924 los astrónomos estadounidenses Seth Barnes Nicholson y Edison Pettit fueron capaces de medir la energía térmica que irradiaba la superficie de Marte. Determinaron que la temperatura variaba desde –68°C en el polo hasta 7°C en el ecuador. A partir del mismo año, las medidas de energía radiada de Marte fueron hechas por el físico estadounidense William Coblentz y el astrónomo estadounidense Carl Otto Lampland. Los resultados mostraron que la temperatura nocturna en Marte descendía a –85°C, lo que indica una «enorme fluctuación diurna» en las temperaturas. La temperatura de las nubes marcianas se midió en –30°C. En 1926, al medir las líneas espectrales de los movimientos orbitales de Marte y la Tierra, el astrónomo estadounidense Walter Sydney Adams fue capaz de medir directamente la cantidad de oxígeno y vapor de agua en la atmósfera de Marte. Determinó que «las condiciones extremas de desierto» eran frecuentes en Marte. En 1934, Adams y el astrónomo americano Theodore Dunham, Jr. encontraron que la cantidad de oxígeno en la atmósfera de Marte era menor de un uno por ciento de la cantidad que hay en una misma área en la tierra. En 1927, el estudiante holandés Cyprianus Annius van den Bosch hizo una determinación de la masa de Marte basada en los movimientos de las lunas marcianas, con una precisión del 0'2%. Este resultado fue confirmado por el astrónomo holandés Willem de Sitter y publicado en 1938. La emisión de rayos X de Marte fue observada por primera vez por los astrónomos en 2001 utilizando el Observatorio Chandra de Rayos X, y en 2003 se demostró que tenía dos componentes. El primer componente es causado por rayos X del Sol que se dispersan en la atmósfera superior de Marte; el segundo proviene de interacciones entre iones que dan lugar a un intercambio de cargas. En 1983, el análisis del grupo de meteoritos de shergottita, nakhlita y chassignita (SNC) mostró que podrían haberse originado en Marte. Se cree que el meteorito ALH84001, descubierto en la Antártida en 1984, se originó en Marte, pero tiene una composición totalmente diferente a la del grupo SNC. En 1996, se anunció que este meteorito podría contener evidencia de fósiles microscópicos de bacterias marcianas. Sin embargo, este hallazgo sigue causando controversia. El análisis químico de los meteoritos marcianos encontrados en la Tierra sugiere que la temperatura ambiente cercana a la superficie de Marte ha estado muy probablemente por debajo del punto de congelación del agua durante gran parte de los últimos cuatro mil millones de años. Michael Neil, Galactic Sound Station, Dreamscapist, Liquid Mind, Terminus Void, Airwaves, Astelyon, Hollan Holmes, InDi0ne-X, Isostatic. 🎧 El playlist detallado: lostfrontier.org/space.html#1060Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de lostfrontier.org. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/26825
Three naked eye planets greet morning sky watchers. Saturn rises earlier in the evening. The moon reaches northern lunistice. And let's learn about Christiaan Huygens and how he leveled up from Galileo's work.
1997. Se lanza la misión conjunta Cassini-Huygens. Este fue el inicio de una odisea cósmica sin precedentes, una colaboración entre NASA, ESA y ASI, diseñada para explorar los misterios de Saturno y sus lunas. Después de un viaje de siete años a través del sistema solar, Cassini llegó a su destino, revelando la complejidad de los anillos de Saturno y el asombroso océano subterráneo de Encélado con sus géiseres de agua. Pero la verdadera estrella de esta aventura fue la pequeña sonda Huygens. En un hito histórico, Huygens se separó de Cassini y se convirtió en la primera sonda en aterrizar en una luna del sistema solar exterior: Titán. A través de su densa atmósfera naranja, nos reveló un mundo alienígena con ríos, lagos de metano y piedras de hielo. Interviene Pablo Aguado Música Jesús Moñino Si quieres seguir los directos o ver los vídeos de FASE24 puedes hacerlo en nuestro canal de YouTube: https://www.youtube.com/@Fase24Podcast Todos los enlaces de nuestro podcast https://linktr.ee/fase24 Apoya a este podcast en iVoox https://www.ivoox.com/support/1130693 Apóyanos en Ko-Fi https://ko-fi.com/fase24 Accede a nuestra comunidad de Telegram https://t.me/fase24 ¿Quieres anunciarte en nuestro podcast? https://advoices.com/fase24 fase24podcast@gmail.com La Playlist de FASE24 https://open.spotify.com/playlist/0OCRVNr7xZFOuI4oHfyO11?si=e32bcf4cad964085 Nuestro canal de YouTube para directos y eventos especiales: https://www.youtube.com/@Fase24Podcast Si te gusta Fase 24 Podcast y quieres apoyarnos y ayudarnos a mejorar, invítanos a un café: https://ko-fi.com/fase24 También puedes apoyarnos pasando a iVoox Plus a través de alguno de estos enlaces: Plan Anual https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=8c09fb5a8058f3eeda41ddf70593ddf3 Plan Mensual https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=28e5c797498187a91eebddc0977d2b49 iVoox Plus https://www.ivoox.com/plus?affiliate-code=c16f1b36738d87bd53d152b8aca2344c Podcast patrocinado por: Kinton Brands https://www.kintonbrands.com/ Enlaces Cassini-Huygens https://es.wikipedia.org/wiki/Cassini-Huygens https://www.esa.int/Space_in_Member_States/Spain/Dosier_informativo_-_Mision_Cassini_-_Huygens https://www.youtube.com/watch?v=xXKUYDslF5I&ab_channel=NationalGeographicEspa%C3%B1a https://www.youtube.com/watch?v=msiLWxDayuA&ab_channel=NASAJetPropulsionLaboratory https://www.conicyt.cl/explora/el-aporte-de-la-mision-cassini-tras-trece-anos-orbitando-saturno/
1997. Se lanza la misión conjunta Cassini-Huygens. Este fue el inicio de una odisea cósmica sin precedentes, una colaboración entre NASA, ESA y ASI, diseñada para explorar los misterios de Saturno y sus lunas. Después de un viaje de siete años a través del sistema solar, Cassini llegó a su destino, revelando la complejidad de los anillos de Saturno y el asombroso océano subterráneo de Encélado con sus géiseres de agua. Pero la verdadera estrella de esta aventura fue la pequeña sonda Huygens. En un hito histórico, Huygens se separó de Cassini y se convirtió en la primera sonda en aterrizar en una luna del sistema solar exterior: Titán. A través de su densa atmósfera naranja, nos reveló un mundo alienígena con ríos, lagos de metano y piedras de hielo. Interviene Pablo Aguado Música Jesús Moñino Si quieres seguir los directos o ver los vídeos de FASE24 puedes hacerlo en nuestro canal de YouTube: https://www.youtube.com/@Fase24Podcast Todos los enlaces de nuestro podcast https://linktr.ee/fase24 Apoya a este podcast en iVoox https://www.ivoox.com/support/1130693 Apóyanos en Ko-Fi https://ko-fi.com/fase24 Accede a nuestra comunidad de Telegram https://t.me/fase24 ¿Quieres anunciarte en nuestro podcast? https://advoices.com/fase24 fase24podcast@gmail.com La Playlist de FASE24 https://open.spotify.com/playlist/0OCRVNr7xZFOuI4oHfyO11?si=e32bcf4cad964085 Nuestro canal de YouTube para directos y eventos especiales: https://www.youtube.com/@Fase24Podcast Si te gusta Fase 24 Podcast y quieres apoyarnos y ayudarnos a mejorar, invítanos a un café: https://ko-fi.com/fase24 También puedes apoyarnos pasando a iVoox Plus a través de alguno de estos enlaces: Plan Anual https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=8c09fb5a8058f3eeda41ddf70593ddf3 Plan Mensual https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=28e5c797498187a91eebddc0977d2b49 iVoox Plus https://www.ivoox.com/plus?affiliate-code=c16f1b36738d87bd53d152b8aca2344c Podcast patrocinado por: Kinton Brands https://www.kintonbrands.com/ Enlaces Cassini-Huygens https://es.wikipedia.org/wiki/Cassini-Huygens https://www.esa.int/Space_in_Member_States/Spain/Dosier_informativo_-_Mision_Cassini_-_Huygens https://www.youtube.com/watch?v=xXKUYDslF5I&ab_channel=NationalGeographicEspa%C3%B1a https://www.youtube.com/watch?v=msiLWxDayuA&ab_channel=NASAJetPropulsionLaboratory https://www.conicyt.cl/explora/el-aporte-de-la-mision-cassini-tras-trece-anos-orbitando-saturno/
La existencia de Marte como un objeto errante en el cielo nocturno fue registrada por antiguos astrónomos egipcios. En el segundo milenio a. C. estaban familiarizados con el aparente movimiento retrógrado del planeta, que parece moverse en dirección opuesta a través del cielo. En el período del Imperio neobabilónico, los astrónomos realizaban observaciones sistemáticas de las posiciones y el comportamiento de los planetas. Sabían que Marte realiza 37 períodos sinódicos, o 42 circuitos del zodíaco cada 79 años. Los babilonios inventaron métodos aritméticos para realizar pequeñas correcciones a las posiciones predichas de los planetas. Los registros chinos sobre las apariciones y movimientos de Marte aparecieron antes de la fundación de la dinastía Zhou (1045 a. C.). Durante la dinastía Qin (221 a. C.) los astrónomos mantuvieron registros cercanos de las conjunciones planetarias, incluidas las de Marte. Las ocultaciones de Marte por Venus se observaron en los años 368, 375 y 405. El período y el movimiento de la órbita del planeta fue conocido en detalle durante la dinastía Tang (618 a. C.). La temprana astronomía de la Antigua Grecia fue influenciada por el conocimiento transmitido de la cultura mesopotámica. Los babilonios asociaron a Marte con Nergal, su dios de la guerra, y los griegos conectaron al planeta con su dios de la guerra, Ares. Los griegos usaron la palabra planēton para referirse a los siete cuerpos celestes que se movían con respecto a las estrellas de fondo y tenían una visión geocéntrica del firmamento, es decir, consideraban que estos cuerpos se movían alrededor de la Tierra. Aristóteles, estudioso de Platón, observó una ocultación de Marte por la Luna en 365 a. C. De esta observación concluyó que Marte está más alejado de la Tierra que la Luna. En el Egipto romano durante el siglo II d. C., Claudio Ptolomeo trató de abordar el problema del movimiento orbital de Marte. Las observaciones de Marte habían mostrado que el planeta parecía moverse un 40% más rápido en un lado de su órbita que en el otro. Esto entraba en conflicto con el modelo aristotélico del movimiento uniforme. Ptolomeo modificó el modelo del movimiento planetario añadiendo un punto desplazado desde el centro de la órbita circular del planeta alrededor del cual el planeta se mueve a una velocidad uniforme de rotación. Propuso que el orden de los planetas, al aumentar la distancia, era: la Luna, Mercurio, Venus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno y las estrellas fijas. El modelo de Ptolomeo se convirtió en el tratado autoritario sobre la astronomía occidental durante los catorce siglos siguientes. En 1543, Nicolás Copérnico publicó un modelo heliocéntrico en su obra De Revolutionibus Orbium Coelestium. Este enfoque colocó a la Tierra en una órbita alrededor del Sol entre las órbitas circulares de Venus y Marte. Su modelo explicó con éxito por qué los planetas Marte, Júpiter y Saturno estaban en el lado opuesto del cielo desde el Sol cuando estaban en medio de sus movimientos retrógrados. Copérnico fue capaz de ordenar a los planetas en su orden heliocéntrico de forma correcta basado únicamente en el período de sus órbitas alrededor del Sol. El 13 de octubre de 1590, el astrónomo alemán Michael Maestlin observó una ocultación de Marte por Venus. Uno de sus alumnos, Johannes Kepler, rápidamente se convirtió en un seguidor del sistema copernicano. Tras la finalización de su educación, Kepler se convirtió en asistente del noble y astrónomo danés Tycho Brahe. Al no conseguir encajar el movimiento de Marte en una órbita circular como requería Copérnico, Kepler logró equiparar las observaciones de Tycho asumiendo que la órbita era una elipse y el Sol estaba localizado en uno de los focos. Su modelo se convirtió en la base de las leyes de Kepler del movimiento planetario, publicadas en su trabajo Epitome Astronomiae Copernicanae entre 1615 y 1621. Marte es demasiado pequeño para poder verlo a simple vista. Galileo Galilei fue la primera persona que utilizó un telescopio para realizar observaciones astronómicas y comenzó a observar Marte en septiembre de 1610. Este instrumento era demasiado primitivo para mostrar cualquier detalle superficial en el planeta, por lo que se fijó el objetivo de ver si Marte exhibía fases de oscuridad parcial similar a Venus o la Luna. La primera persona en dibujar un mapa de Marte que mostraba características del terreno fue el astrónomo holandés Christiaan Huygens. El 28 de noviembre de 1659 hizo una ilustración de Marte que mostró la región oscura distinta, conocida ahora como Syrtis Major, y posiblemente una de las capas polares. El mismo año logró medir el período de rotación del planeta, calculando aproximadamente 24 horas. Hizo una estimación aproximada del diámetro de Marte, suponiendo que es aproximadamente el 60% del tamaño de la Tierra, lo cual se acerca al valor moderno del 53%. El italiano Giovanni Cassini fue probablemente el primero en mencionar la capa polar sur de Marte, en 1666. En ese mismo año, utilizó observaciones de las marcas de superficie en Marte para determinar un período de rotación de 24 horas 40 minutos. Esto difiere del valor actualmente aceptado en menos de tres minutos. En 1672, Huygens observó un casquillo blanco borroso en el polo norte. El astrónomo británico de origen alemán Sir William Herschel comenzó a hacer observaciones del planeta Marte en 1777. En 1781, estimó el período de rotación de Marte en 24 horas 39 minutos y 21,67 segundos y midió la inclinación axial de los polos en 28,5°. Eno/Moebius/Roedelius, Ben Prunty, Martin Stürtzer, Rene de Bakker, Star Sounds Orchestra, yttriphie, Michael Neil, Brannan Lane & Davis Branch, David Helpling & Eric "the" Taylor, Christian Halten & Michael Stearns, Erik Wøllo. 🎧 El playlist detallado: lostfrontier.org/space.html#1050.
Pocas cosas hay más resbaladizas que medir el transcurso del tiempo, pero, a pesar de ello, desde la antigüedad los seres humanos lo han intentado. Uno de los primeros instrumentos dedicados a esta tarea fue el reloj de sol, sencillo y económico, que fue perfeccionándose para adaptarse a diferentes latitudes y longitudes. Pero su dependencia del sol lo hacía inútil en días nublados o de noche. Para superar estas limitaciones surgieron otros dispositivos como la clepsidra de agua, los bastoncillos combustibles y el reloj de arena. La clepsidra, basada en la caída constante del agua por gravedad, fue un invento muy ingenioso que evolucionó desde simples vasijas perforadas hasta sistemas que activaban mecanismos para señalar las horas. Estos instrumentos, aunque útiles para medir fracciones de tiempo, requerían mantenimiento constante y tenían serias limitaciones para la medición continua. Durante siglos, los relojes de sol, agua y arena fueron suficientes, pero las dificultades prácticas impulsaron la invención del reloj mecánico en Europa en el siglo XIII. Este avance no se debió únicamente al clima, como se suele argumentar, ya que Europa tiene regiones soleadas y el problema del hielo existía en otras partes del mundo. La clave estuvo en la mentalidad innovadora de la Europa medieval, que veía en las máquinas soluciones a los desafíos ambientales. Tenemos ejemplos como los molinos de agua y viento, o los mecanismos para tocar campanas en iglesias. El reloj mecánico nació con un invento concreto: el mecanismo de escape de varilla con balancín, probablemente en un monasterio. Los primeros relojes, aparecidos hacia 1275, eran grandes estructuras de pesos y engranajes sin esfera que tocaban campanas para marcar las horas. Su difusión coincidió con la expansión urbana, las universidades y las catedrales góticas de los siglos XIII y XIV. Todas las principales ciudades de Europa occidental instalaron relojes públicos, que no solo organizaban la vida urbana, sino que también conferían prestigio. Pero su alto precio y las exigencias de mantenimiento los reservaban para ciudades ricas. Estos primeros relojes eran imprecisos, tenían desviaciones de hasta media hora diaria, y frecuentemente se averiaban. A pesar de esto, los relojeros innovaron añadiendo complicaciones astronómicas y autómatas, como el célebre reloj de Estrasburgo que mostraba movimientos planetarios y figuras animadas. En el siglo XV, la invención del muelle permitió crear relojes portátiles que fueron miniaturizándose aún más hasta convertirse en dispositivos de bolsillo. En los siglos XVI y XVII, la relojería se profesionalizó, con centros de producción en Augsburgo, Nuremberg, Ginebra y Londres. La demanda creciente, impulsada por una clase urbana acomodada, fomentó la innovación y la producción en masa, reduciendo los costes de fabricación y el precio final. En el siglo XVII el péndulo de Huygens y el escape de ancla mejoraron notablemente la precisión. El cronómetro marino de John Harrison resolvió el problema de la longitud en la navegación. El siglo XIX industrializó la relojería, con marcas como Tissot e Ingersoll que empezaron a producir relojes en serie a precios asequibles. En el siglo XX, los relojes de pulsera, los automáticos y los de cuarzo inventados por Seiko se apoderaron del mercado. Hoy, los relojes inteligentes, como el Apple Watch, integran múltiples funciones, pero todos parten de la misma idea: medir el tiempo para hacernos la vida más cómoda. En El ContraSello 0:00 Introducción 03:52 La medida del tiempo 1:13:02 El "drang nach osten" 1:19:52 El periodo Sengoku en Japón Bibliografía: - "Las manos del tiempo" de Rebecca Struthers - https://amzn.to/437E7Em - "La historia y mecánica del tiempo" de Marcelino Rodríguez Martín - https://amzn.to/3YD5a9o - "El estilo del tiempo" de Mara Cappelletti - https://amzn.to/3RWzdVN - "History of Watches" de Paul Kaplan - https://amzn.to/43lXbjC · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #tiempo #reloj Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
En nuestro anterior podcast grabado precisamente el 21 de abril, fecha en la que oficialmente murió el papa Francisco les empezamos a hablar de los constructores de números. No encontramos casual que el papa falleciese exactamente ese dia, ya que no es un día cualquiera. Es el Natalis Romae, el aniversario fundacional de Roma, ciudad que desde hace más de dos mil años ha sido el epicentro del poder político, religioso y simbólico de Occidente. Y precisamente hoy, en esta fecha cargada de ritual y resonancia, muere el Papa Francisco. En plena resurrección de Jesucristo, uno muere y el otro renace. ¿Casualidad? En este podcast, ya sabéis que no creemos en ellas. Hoy, en Buscadores de la Verdad, vamos a descifrar lo que muchos pasarán por alto: la profunda e inquietante importancia del número 8 en la vida, el legado y la muerte del Papa. Francisco fue el primer Papa jesuita, el primero procedente de América, el Papa de la Agenda 2030, de las vacunas, de la simplificación de los rituales. Un Papa atípico. Y, como veremos, un Papa marcado por el 8 desde el principio hasta el final. Nació un 17 de diciembre de 1936. Fallece un 21 de abril de 2025. 88 años y 125 días después. Un doble 8 y un 1+2+5 = 8. El símbolo del infinito. El equilibrio kármico. El reinicio del ciclo. Pero no acaba ahí: convertido en el octavo Papa enterrado en Santa María la Mayor, bajo un escudo papal alterado misteriosamente para exhibir una estrella de ocho puntas, su historia está plagada de estos guiños numéricos que parecen trazados por una mano invisible. En este episodio vamos a hablar de arquitectura oculta, de rituales milenarios, de cómo la elite que gobierna entre bambalinas utiliza los números y los símbolos como herramientas para construir la realidad. Y en este caso, el número 8 aparece como la clave de todo. Porque cuando entiendes el lenguaje oculto de los que mandan, sabes que todo está diseñado. Desde las fechas, hasta los funerales. Desde los escudos hasta los silencios del Vaticano. El 21 de abril, Roma celebra su nacimiento... y el Vaticano entierra a su Papa más simbólico. La era de Francisco se cierra en un ciclo perfecto, sellado con un 8. ¿Qué se abre ahora? ¿Qué nuevo paradigma se está gestando en la sombra? Prácticamente desde el principio de este podcast, en el UTP8 Universo fractal ya tratamos la importancia de los números y como estos crean la realidad que vivimos. Son, como dijimos en el anterior podcast, los ladrillos del universo. Leere unos pasajes de la tesina “Los conjuntos numéricos a través de la historia” de Veronica Valdez: “En el pasado la matemática fue considerada una ciencia relacionada directamente a las cantidades, en relación con las magnitudes (desde la geometria); a los números (desde la aritmética) o a la generalización de los dos (desde el álgebra). Las primeras nociones de número y la acción de contar datan de la prehistoria. La causa que originó el desarrollo de este conocimiento en el hombre primitivo fue su necesidad de proteger sus bienes, la adaptación a los ciclos que la madre naturaleza le imponía le aseguraban su alimentación. El hombre prehistórico plasmó los primeros indicios matemáticos en sus vasijas (dibujos geométricos) y sus primeros sistemas de cálculos se basaron en el uso de los dedos de las manos o la utilización del cuerpo, este método resulta evidente al ver que muchos de los sistemas de numeración son de base 5 o 10.” Fueron los egipcios en el tercer milenio antes de cristo los que desarrollan unas matemáticas más avanzadas llegando a plantear problemas complejos como el calculo de superficies, lo cual era vital para el reparto de la tierra fértil fecundada por las crecidas del Nilo. La tierra se movia y cambiaba ligeramente de aspecto y era imprescindible para que reinase el orden que dicho reparto fuera lo mas ajustado a derecho posible. Luego los romanos mejoraron hasta cierto aspecto el uso de jeroglíficos de los egipcios por simples letras. En ese momento se seguía utilizando todavía el sistema babilónico que consistía en escribir en tablillas de arcilla utilizando un palito en forma de cuña. Una cuña apuntaba hacia abajo y la otro hacia la izquierda. El problema consistia en que era un sistema con solo 60 números, lo cual limitaba mucho el calculo mental. Los babilonios utilizaban, eso si, la forma en que cada dígito tenia un valor disitinto dependiendo de la posición que ocupase. El primer sistema matematico que utilizo al mismo tiempo el principio posicional y el cero fue el sistema de los mayas. “En este sistema 1 kin (sol) representa un día, 20 kines forman un huinal. Como 20 huinales representan 400 días, lo cual es mucho mayor que la duración exacta del año (este sistema fue utilizado para cálculos astronómicos), los mayas llamaron tun a 18 huinales, o 360 días. Excepto por este nivel, el resto del sistema es vigesimal.” “No se tiene conocimiento con exactitud cómo surgió, pero se sabe que fue un sistema de numeración mejorado por los hindúes y los árabes lo llevaron a Europa. De esta forma a las cifras se las llamó árabes debido a su origen, de la misma manera que escribirlas de derecha a izquierda (unidad, decena, centena, etc.) Hacia el año 976 Gerberto Aurillac (futuro Papa) conoce las primeras cifras en España, que ya estaba influenciada por la cultura musulmana, pero su influencia fue limitada. En el siglo XII se conoce las primeras traducciones al latin de las obras de un matemático árabe al- Jwarizmi, de quien se conocen los términos algoritmo y guarismo; de esta forma las cifras árabes comienzan a introducirse en el círculo culto europeo. En el año 1202, Fibonacci publica el "Libro del ábaco" que acopía y amplia las cifras y los procedimientos de cálculo utilizados por los árabes. Durante este siglo se consolidó la aritmética decimal sobre todo en los concerniente a las actividades comerciales. Sin embargo el método árabe y sus ventajas para calcular debieron sortear varios inconvenientes por parte de los calculistas de la época que ante la amenaza de un nuevo método mucho más sencillo, que atentaba supuestamente a su fuente de trabajo, recurrieron a estrategias bajas como hacer correr el rumor que el sistema de cálculo árabe tan sencillo, debía tener algo de magia o un cierto poder demoníaco. Esta acusación fue astutamente utilizada en la época de la Inquisición. Recién a fines del siglo XVI con Montaigne comenzó a abrirse paso nuevamente el sistema de numeración árabe y finalmente se generalizó con la Revolución Francesa. A partir de dicho momento histórico se comenzó a utilizar al 10 como base del sistema métrico decimal.” Con todo este resumen vengo a comentar que el enorme poder de los números estaba en poquísimas manos hasta bien entrado siglo 16 y que para ese entonces muchos de los secretos y la simbología que escondían estos paso a ser solo aprendido en las sectas, en las logias y en las futuras universidades que estaban también creadas por los mismos. LA EDUCACION según Lord Bertrand Russell en su obra "La Perspectiva Científica", 1931, nos dice: "Los jesuitas proporcionan una clase de educación a los niños que han de ser hombres corrientes en el mundo, y otra distinta a áquellos que han de llegar a ser miembros de la Compañía de Jesús. De análoga manera, los gobernantes científicos proporcionarán un género de educación a los hombres y mujeres corrientes, y otro diferente a aquéllos que hayan de ser el poder científico. Los hombres y mujeres corrientes es de esperar que sean dóciles, diligentes, puntuales, de poco pensar y que se sientan satisfechos. Por otro lado, aquellos niños y niñas que estén destinados a ser miembros de la clase gobernante, recibirán una educación muy diferente. Serán seleccionados, algunos antes de nacer, otros durante los primeros tres años de vida, y unos pocos entre los tres y seis años. Toda la ciencia conocida se aplicará al desarrollo simultáneo de su inteligencia y de su voluntad. ….." Y es que para todos la ciencia ha sido creada supuestamente por científicos, ¿no? Uno de los parangones mundiales es la Royal Society fundada el 28 de noviembre de 1660 en Londres. Sus fundadores fueron un grupo de 12 científicos y pensadores, entre los que destacan Christopher Wren, Robert Boyle, John Wilkins y William Petty. Lo que no nos cuentan es que el milenarismo y la cábala estaba en los orígenes de la Royal Society. Pero como escribió Boyle, los científicos, "sacerdotes de la naturaleza", habrían de adquirir, durante el milenio, "un conocimiento mucho mayor del que Adán pudo tener del maravilloso universo de Dios". Esta afirmación supone que, en la expectativa de Boyle, la ciencia permitiría alcanzar un estadio más avanzado que el presupuesto por la condición adánica, y acceder, en cierto modo, a la condición divina. Con palabras de la serpiente a Eva, ya había asegurado Bacon en la Nueva Atlántida que algún día los hombres serían como dioses, y ésta habría de ser, decía Lewis Mumford, "la meta final no declarada de la ciencia moderna”. (Noble 1999, pág 88). Dentro de la UNED (la universidad a distancia en España) podemos leer un texto titulado “LA ROYAL SOCIETY Y LA MASONERÍA” que dice asi: “La Royal Society se origina cuando doce hombres cultivados adoptaron la costumbre, poco después de 1640, de reunirse esporádicamente en Londres para conversar y discutir en la residencia de uno de ellos o bien en una taberna próxima al Gresham College. Al poco tiempo, bajo patrocinio del monarca, decidieron crear una asociación para el estudio de los mecanismos de la naturaleza. Para asegurarse de que los dogmas no fueran un obstáculo, desterraron de sus asambleas toda discusión de tintes religiosos y políticos. Y eso a pesar de que los doce fundadores diferían tanto en cuestiones políticas y religiosas, como en experiencia científica y rango social. Entre los nombres de los primeros miembros de la Royal Society se encuentran científicos que dieron nombre a sus descubrimientos; así, la Ley de Hooke, la Ley de Boyle, la construcción de Huygens, las leyes de Newton, el movimiento browniano, y esto sin contar a científicos de menor talla como Christopher Wren, John Eveyn, John Wilkins, Elias Ashmole, John Flamsteed o Edmund Halley. Sin embargo, los hombres que fundaron esta Sociedad no sólo fueron los primeros científicos, sino, al mismo tiempo, los últimos "magos". De hecho, Ashmole pertenecía a una sociedad de rosacruces y practicaba la astrología, Newton estudió y escribió acerca de los conceptos alquímicos de los rosacruces, y Hooke llevó a cabo experimentos con arañas y cuernos de unicornio.” Mucho antes John Dee, el asesor de la reina Isabel I de Inglaterra aunque no participó directamente en la creación de la Royal Society, su legado como defensor de las matemáticas, la navegación y el conocimiento empírico influyó en el ambiente intelectual que dio lugar a esta institución. Su reputación como "mago" y las acusaciones de nigromancia reflejan la percepción de sus prácticas herméticas y adivinatorias, que, aunque controvertidas, eran parte de su búsqueda de conocimiento universal. Recordemos que hoy dia podemos ver en el museo de Londres su piedra de obsidiana negra donde el mismo reconocía que veía a seres de otro mundo con los que decia comunicarse. Dee creo el alfabeto enoquiano, también conocido como el "lenguaje angélico" o "alfabeto mágico" desarrollado por Dee y su colaborador Edward Kelley durante sus sesiones de videncia (scrying) en la década de 1580. Mientras Isabel I valoraba a Dee como consejero (eligió la fecha de su coronación en 1559 basándose en sus cálculos astrológicos), otros lo veían como un charlatán peligroso. Su casa fue saqueada tras su partida a Europa en 1583, y bajo Jacobo I, enemigo de la brujería, Dee perdió ese trato de favor. Su imagen como "mago" inspiró personajes como Próspero en La Tempestad de Shakespeare y perduró en la cultura popular, como en la ópera de Damon Albarn o la canción de Iron Maiden “El Alquimista”. Termino esta entradilla con otro texto de Lord Bertrand Russell extraído de su obra, "El Impacto de la Ciencia en la Sociedad", 1951: "Aunque esta ciencia será estudiada con diligencia, deberá reservarse estrictamente a la clase gobernante. Al populacho no habrá de permitírsele saber cómo fueron generadas sus convicciones. Una vez perfeccionada la técnica, cada gobierno que haya estado a cargo de la educación por una generación, podrá controlar a sus sujetos de forma segura, sin la necesidad de recurrir a ejércitos ni policías. Actualmente, la población del mundo crece a razón de unos 58.000 individuos por día. La guerra, hasta ahora, no ha tenido un gran efecto en este crecimiento, que continuó a lo largo de cada una de las dos guerras mundiales... La guerra hasta la fecha ha sido decepcionante al respecto... pero quizás la guerra bacteriológica resultare más efectiva. Si una peste negra se propagare una vez en cada generación, los sobrevivientes podrían procrear libremente sin llenar al mundo demasiado... La situación seguramente sería poco placentera, pero, ¿qué importa?" ………………………………………………………………………………………. Imagina por un momento que entras en una antigua ciudad del sur de Italia, hace más de dos mil quinientos años. Calles de piedra, templos consagrados a dioses griegos... y una puerta. Una puerta modesta, sin adornos ostentosos, pero con una inscripción grabada con precisión geométrica: "No entre aquí quien no sepa geometría”. Estás ante la escuela de los pitagóricos, una de las sociedades más enigmáticas de la historia antigua. Fundada por Pitágoras de Samos, no era solo una escuela de matemáticas, como a veces se enseña en las aulas. Era una hermandad. Una especie de secta del conocimiento, donde los números eran algo más que herramientas: eran divinidades, principios cósmicos, claves para entender el alma del universo. Los pitagóricos creían que todo en la naturaleza —el movimiento de los astros, los ciclos vitales, incluso la música— respondía a proporciones numéricas. El número uno simbolizaba la unidad, el origen. El dos, la dualidad, lo femenino. El tres, la perfección. El cuatro, la justicia. Y el diez... el número perfecto, resultado de sumar 1+2+3+4. Un número sagrado. Este triángulo tiene cuatro filas y, si las cuentas todas, suma diez puntos. Ese número —el 10— era considerado el número perfecto por los pitagóricos, porque resultaba de la suma de los cuatro primeros números naturales: 1 + 2 + 3 + 4 = 10 Pero esto no era solo una curiosidad matemática. Cada número tenía un significado simbólico y cosmológico: 1 representaba la unidad, el origen, el punto de partida de toda existencia. 2 simbolizaba la dualidad: luz y oscuridad, masculino y femenino, arriba y abajo. 3 era la tríada perfecta, el equilibrio entre los opuestos (principio muy común también en filosofías orientales). 4 simbolizaba la estabilidad, los cuatro elementos (tierra, agua, aire y fuego), las cuatro estaciones, los puntos cardinales. Así, la Tetraktys se convertía en un resumen místico del universo: todo lo que existe puede explicarse a través de esta progresión sagrada. No era un simple dibujo. Los pitagóricos juraban sobre la Tetraktys, como otros juran sobre la Biblia o una constitución. Su fórmula era: "Juro por el que entregó a nuestra alma la Tetraktys, fuente que contiene en sí la raíz y fuente de la eterna naturaleza." ¿Lo notas? No están hablando solo de matemáticas. Están hablando de la naturaleza eterna, de algo fundamental que estructura el cosmos. Este juramento era una especie de sacramento, una alianza con la armonía universal. Utilizaban símbolos que aún hoy reconocemos. La estrella pentagonal, también conocida como pentagrama, era para ellos un emblema de perfección y salud. Cada ángulo de la estrella formaba la razón áurea, ese número casi mágico que sigue apareciendo en la naturaleza, en la arquitectura, en el arte… y, para algunos, incluso en el diseño de logotipos de poderosas organizaciones contemporáneas. Y aquí es donde la cosa se pone interesante. Los pitagóricos dividían a sus miembros en dos categorías: los akusmáticos, que solo escuchaban y obedecían sin cuestionar, y los matemáticos, que accedían a las enseñanzas ocultas. Este modelo jerárquico, basado en el secreto y la iniciación progresiva, suena familiar. Muy familiar. ¿A qué otras organizaciones te recuerda? Algunas sociedades secretas modernas —como ciertas logias masónicas— han heredado no solo la estructura iniciática, sino también muchos símbolos y conceptos pitagóricos. La estrella de cinco puntas, el ojo que todo lo ve, el uso de números y proporciones sagradas, la idea de que el verdadero conocimiento no debe estar al alcance de todos, sino reservado para una élite que lo custodia. La Tetraktys no desapareció con la caída de los pitagóricos. Su simbolismo se filtró a través de corrientes esotéricas posteriores. Por ejemplo: En la Cábala judía, el Árbol de la Vida también parte de una estructura numérica y jerárquica del universo. En la masonería, aunque no se usa directamente la Tetraktys, la idea del triángulo sagrado, la progresión simbólica del número y la veneración de la geometría sagrada están muy presentes. En el hermetismo y el neoplatonismo, se reutiliza el simbolismo pitagórico para hablar de los planos de existencia, del alma y del conocimiento secreto. Incluso en el mundo moderno, algunos investigadores creen que ciertos símbolos corporativos y arquitectónicos siguen patrones de proporción y estructura que tienen su origen, directa o indirectamente, en la Tetraktys. La Tetraktys no era un dibujo bonito. Era una clave esotérica. Un mandala numérico. Una representación del orden invisible que rige el universo. Para los pitagóricos, entenderla era un paso hacia la iluminación intelectual y espiritual. Y ahora, volvamos a los números. Porque hay una historia que suele pasar desapercibida en los libros de texto... Se cuenta que los pitagóricos sabían más de lo que enseñaban. Por ejemplo, que ocultaron deliberadamente conceptos como los números negativos. ¿Por qué? Porque esos números, que hoy usamos sin pensar, eran perturbadores. ¿Cómo podía existir algo menos que nada? ¿Cómo explicar al pueblo llano la idea de restar una cantidad mayor a una menor y obtener un resultado real, aunque invisible? La respuesta fue simple: lo escondieron. Evitaron esas operaciones, redefinieron los problemas, o simplemente los consideraron imposibles. Para ellos, un universo perfecto no podía contener números "erróneos", "oscuros" o "negativos". Así de poderosa era su creencia en la armonía matemática del mundo. Y ahora piensa en esto: ¿cuántas cosas damos hoy por verdaderas sin entenderlas? ¿Cuántas ideas nos han sido negadas por parecer “imposibles”? La sombra de los pitagóricos es alargada. Y si miras con atención, quizá todavía la veas en las instituciones que dirigen el conocimiento, en los rituales simbólicos que acompañan actos de poder, o incluso… en las matemáticas que se enseñan en nuestras escuelas. Porque como decía otro sabio antiguo: la ignorancia no es falta de información, sino la imposición del silencio. ………………………………………………………………………………………. Los terrenos donde se construyó Washington, D.C., eran parte de una zona conocida como "Rome" (Roma) antes de que se estableciera la capital de Estados Unidos. Este nombre se debe a que, en el siglo XVII, un terrateniente llamado Francis Pope, quien era propietario de una parcela en la zona, nombró su propiedad "Rome" en un guiño humorístico a la ciudad de Roma, Italia, y al río Tíber, comparándolo con el río Anacostia o el Potomac. Incluso se dice que Pope se autoproclamó "Papa de Roma" en tono jocoso. Cuando se decidió construir la nueva capital federal en 1790, los terrenos de "Rome" fueron parte de las tierras cedidas por Maryland para crear el Distrito de Columbia. Sin embargo, el nombre "Rome" cayó en desuso con el desarrollo de la ciudad planificada por Pierre Charles L'Enfant y la adopción del nombre "Washington" en honor a George Washington. El hombre que recibió el encargo de diseñar la nueva capital de Estados Unidos en 1791 fue Pierre Charles L’Enfant, un arquitecto y urbanista nacido en Francia que había luchado en la Guerra de Independencia estadounidense junto a George Washington. Era un apasionado de la arquitectura monumental y tenía una visión muy clara: la ciudad debía ser una representación del nuevo orden del mundo. Aunque no hay registros definitivos que lo identifiquen como masón —al contrario que muchos de sus contemporáneos como George Washington, Benjamin Franklin o Thomas Jefferson—, su diseño está repleto de símbolos que son clave en la tradición masónica y pitagórica. Esto ha llevado a muchos estudiosos a pensar que, si no era miembro formal de la masonería, al menos estaba fuertemente influenciado por ella. Cuando observamos desde el aire (o en un plano detallado) el trazado urbano de Washington D.C., comienzan a aparecer formas geométricas muy específicas que nos indican el uso de la geometría sagrada en el plano de la ciudad: La estrella de cinco puntas Una de las figuras más debatidas del diseño de Washington es la estrella pentagonal (el pentagrama), que muchos dicen puede verse trazando líneas entre la Casa Blanca, el Capitolio, y varios otros puntos clave como el Washington Monument y el Jefferson Memorial. El pentagrama es un símbolo ancestral que los pitagóricos veneraban como representación del equilibrio, la salud y la proporción áurea. Los masones lo heredaron y lo usan como símbolo del hombre perfecto, microcosmos del universo. La escuadra y el compás Estos dos instrumentos, esenciales en la arquitectura, son símbolos masónicos por excelencia. La escuadra representa la rectitud moral y el compás, los límites que uno debe imponer a sus pasiones. En el plano de Washington, las avenidas diagonales que cruzan la cuadrícula ortogonal tradicional parecen estar trazadas con escuadra y compás. Por ejemplo, Pensylvania Avenue y Maryland Avenue se cruzan formando ángulos casi rituales, como si fuesen dibujadas con instrumentos de aprendiz de logia. El triángulo y la Tetraktys Al unir algunos de los puntos clave de la ciudad se forman triángulos equiláteros y escaleno, que recuerdan tanto a la Tetraktys pitagórica como al Delta radiante masónico, el triángulo con el ojo que todo lo ve en su interior. Washington D.C. no fue construida al azar. Su disposición recuerda más a la de un templo iniciático que a la de una ciudad práctica. Cada monumento, cada calle y cada eje visual parece tener una función simbólica. La ciudad se convierte así en un espacio ritualizado, diseñado para canalizar no solo el poder político, sino el espiritual. Esto concuerda con la visión de muchos de los Padres Fundadores, que eran masones y creían en una forma de deísmo ilustrado, donde Dios no era el dios de una religión concreta, sino el Gran Arquitecto del Universo, la divinidad racional que había creado el cosmos a través de leyes matemáticas y geométricas. Hay quienes consideran todas estas conexiones como meras coincidencias. Pero otros —historiadores, ocultistas, arquitectos, e incluso funcionarios del propio Capitolio— han reconocido que la influencia masónica en el diseño de Washington D.C. no puede negarse. George Washington, masón de alto grado, puso la primera piedra del Capitolio en una ceremonia masónica el 18 de septiembre de 1793, vistiendo su delantal de logia. La colocación de monumentos, obeliscos (como el del Washington Monument) y referencias astrológicas refuerzan la idea de que la ciudad está alineada no solo con principios políticos, sino con principios cósmicos. Washington sigue siendo una ciudad codificada. Muchos de sus símbolos están a la vista, pero pocos los reconocen. El diseño original de L’Enfant fue alterado con el tiempo, sí, pero los patrones geométricos centrales permanecen. Y algunos sostienen que el espíritu de los antiguos pitagóricos, con su amor por los números sagrados y la geometría divina, vive hoy en las estructuras de poder moderno… solo que oculto entre calles, columnas y monumentos. ………………………………………………………………………………………. Bueno y me despido con algunas de mis ultimas Frases_UTP, ya saben, esas perlas que voy soltando de vez en cuando y que tienen agrupadas en Twitter bajo ese hastag: “Somos jockeys ocasionales de almas inmanentes, montando a galope los corceles efímeros de nuestra existencia terrenal, en un fugaz viaje donde el viento del tiempo susurra nuestra impermanencia y la tierra guarda el eco de nuestras huellas pasajeras." “Tanto el sabio como el ignorante pueden tomar malas decisiones, pero solo el ignorante no admite haberlas tomado.” “Si trabajas el presente nunca sentirás vergüenza por el pasado y te sentirás orgulloso en el futuro.” ………………………………………………………………………………………. Conductor del programa UTP Ramón Valero @tecn_preocupado Un técnico Preocupado un FP2 IVOOX UTP http://cutt.ly/dzhhGrf BLOG http://cutt.ly/dzhh2LX Ayúdame desde mi Crowfunding aquí https://cutt.ly/W0DsPVq Invitados Dra Yane #JusticiaParaUTP @ayec98_2 Médico y Buscadora de la verdad. Con Dios siempre! No permito q me dividan c/izq -derecha, raza, religión ni nada de la Creación. https://youtu.be/TXEEZUYd4c0 …. soros triplehijueputa @soroshijueputa2 En contra de un sistema corrupto al servicio de la élite globalista …. José Antonio @jasava7 Mensajero de la Nueva Era. Librepensador y escritor. Ciudadano del Mundo. Derecho Natural. DDHH. Paz, equidad y fraternidad. Jinete en lucha por un Mundo Mejor. …. SirGalahad @Sirgalahad79 Mi honor se llama lealtad. …. LaJessi @LaJessibot Donde hay bromas hay verdades | Qué no te engañen la pena es la novia del pene #NoTeRaye #TweetStar Filósofa del barrio #CBD No me llames cani o #tekillyulabida …. Ernesto @Ernesto22596980 A mi me paga Putin EXPEDIENTE ROYUELA …. Luz Madeleine Munayco @lecabel8 ………………………………………………………………………………………. Enlaces citados en el podcast: AYUDA A TRAVÉS DE LA COMPRA DE MIS LIBROS https://tecnicopreocupado.com/2024/11/16/ayuda-a-traves-de-la-compra-de-mis-libros/ UTP8 Universo fractal https://www.ivoox.com/utp8-universo-fractal-audios-mp3_rf_9991951_1.html El Papa y Roma… https://x.com/ElHiloRojoTV/status/1914235914999521647 Hilo sobre el papa https://x.com/tecn_preocupado/status/1914770003712467453 Féretro de papa Francisco como bandera de España https://x.com/ayec98_2/status/1915421017083711970 Capilla ardiente papa Francisco como sexo femenino https://x.com/ayec98_2/status/1915173455655215303 UTP268 Matematicas Vorticiales: Explorando el Tejido del Universo https://www.ivoox.com/utp268-matematicas-vorticiales-explorando-tejido-del-universo-audios-mp3_rf_121126662_1.html UTP272 Matemáticas Vorticiales: los vórtices de la vida https://www.ivoox.com/utp272-matematicas-vorticiales-vortices-vida-audios-mp3_rf_122197421_1.html ………………………………………………………………………………………. Música utilizada en este podcast: Tema inicial Heros ………………………………………………………………………………………. Epílogo ÚRSULA - AGUA DE LIMÓN https://www.youtube.com/watch?v=KKfs8GIorhc
We've been talking about life beyond earth for decades…and one of the best places to look (for starters) are the moons of Jupiter and Saturn…wouldn't it be cool if we could land a probe on one of them to have a little look around? ...but that won't happen for decades, right? Wrong…it already happened…in 2005, the Huygens probe descended to the surface of Titan, the largest moon of Saturn…it was a monumental achievement in space exploration. Oh…forgot that that one, huh? ...okay, let's try another. Anyone remember when an entire country went bankrupt? ...you would if you were from Iceland…in 2008, the entire Icelandic banking system collapsed forcing the nation to declare bankruptcy…but Iceland recovered by actually holding bankers accountable and initiating a series of financial reforms that are worth studying by other countries. Don't remember, huh?... One more. What about the BP Deepwater Horizon oil spill of 2010…it was the largest marine oil spill in history and cause an incredible amount of environmental and economic damage…they even made a movie about it along with a bunch of documentaries. My point is that news and world events come at us so fast and from so many angles, they occupy all our attention for a hot minute…but then we either become overwhelmed, bored, or distracted by something else…we move on and forget—or bury the information deep. I sometimes think we're approaching the human limit of being able to process all the information that comes at us every second…and if we can't do that, we can't learn any lessons from the past, we can't understand why we are where we are now, and we can't even predict where we might go in the future. That's why it's important for us to stop, look back and to see what happened…this is chapter 9 of “the 100 greatest rock moments of the 21st century—so far” . Songs in this episode: Moby - Porcelain Chris Cornell - Nothing Compares To You Linkin Park - In The End The White Stripes - Blue Orchid Thea Gilmore - Mainstream U2 - Until The End Of The World (live) Jack White - Lazaretto Eagles of Death Metal - I Love You All The Time Man With No Name - Teleport Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Le scoperte di Cristiaan Huygens sui satelliti di Saturno, lo sgarbo a Galileo Galilei nello sfruttare a suo favore le scoperte sul pendolo.
Korado Korlević u Explori odgovora na brojna pitanja i zagonetke svijeta oko nas. Zanimljive i kontroverzne teme, znanstvene novosti, povijesne zagonetke i trendovi razvoja tehnologije. Urednik i voditelj Elvis Mileta. U ovoj emisiji ; NewGlenn i Starship - spacelink umjesto baznih stanica - Hubbleova konstanta - Huygensovo načelo - sonda Huygens -prirodna elektroliza - višenamjenska sidra - bumerang - 3D print oružja - zrcalni organizmi
Spolupracovník Postoja Michal Novota a redaktor Lukáš Krivošík prinášajú novú videoreláciu DESTINÁCIA VESMÍR. V tomto pilotnom vydaní sa rozprávajú o konkurencii medzi súkromnými spoločnosťami Space X Elona Muska a Blue Origin Jeffa Bezosa a ich raketách Falcon, Starship a New Glenn. Ďalšie dnešné témy: Polárna žiara videná z územia Slovenska, objav novej kométy na Vianoce v Česku, let misie BepiColombo k planéte Merkúr a 20 rokov od pristátia landeru Huygens zo sondy Cassini na Saturnovom mesiaci Titan. Vo videu boli použité zábery spoločností Space X, Blue Origin, tlačovej agentúry AP, fotografia Martina Mašeka z Fyzikálního ústavu Akademie věd ČR, NASA, ESA/JAXA a súkromného archívu Michala Novotu.
Vor 20 Jahren schwebte Europas Raumsonde Huygens durch die Atmosphäre des Saturnmonds Titan. Sie erforschte die Titanwolken, untersuchte die Oberfläche und machte Bilder von der Mondlandschaft. Huygens liegt noch immer tiefgefroren im Titan-Eis. Lorenzen, Dirk www.deutschlandfunk.de, Sternzeit
Episode: 1307 Pendulum clock escapement: science and technology merging. Today, we attend the wedding of science and technology.
Episode: 1281 An old religious tract provides a window upon the Huguenots. Today, an old book and a new look at creativity and dissent.
Het wordt tijd dat we het eens gaan hebben over een van ‘s lands grootste wetenschappers ooit. Zijn naam: Huygens, en niet Constantijn, maar Christiaan. Niet enkel ontdekte Huygens de ringen van Saturnus en ontwierp hij het slingeruurwerk, hij hield zich eveneens bezig met buitenaards leven. Wat wist hij vierhonderd jaar geleden over ons heelal? Te gast is natuurkundige en planeetonderzoeker dr. Daphne Stam.
Tijdens de zomermaanden brengt de redactie van Trends Talk een fijne, zomerse selectie heruitzendingen van vroegere afleveringen van Trends Talk. Afleveringen die niet strikt actuagebonden zijn, maar latent actueel. Over sport, racefietsen, toerisme en de grote trends van de toekomst. België is een fietsland, maar hoe zit het met onze fietsindustrie. Kunnen we concurreren met het buitenland en waarin blinken we uit. In deze aflevering van Trends Talk praat Francesca Vanthielen met Johan Huygens, CEO van Granville Bikes en Scott Benelux.
Chris Lehto dives deep into Terrence Howard's revolutionary scalar fractal theory, which has recently gone viral. Howard discussed his groundbreaking ideas on the Joe Rogan Experience, where Eric Weinstein provided an elite review. Weinstein critiqued some aspects but acknowledged a critical lynchpin in Howard's theory that could be a significant discovery. Chris explores how this lynchpin could validate Howard's entire framework and discusses the striking similarities to his own scalar fractal multiverse theory. Join Chris as he breaks down these complex concepts and reveals the potential implications for our understanding of the universe.00:00 Fractals based on the Lynchpin8:54 Rebuilding Saturn and Larger Scales13:52 Similarities to my Scalar Theory July 2326:21 Howard showed 3d fractal pattern, not doubling33:02 mass is photon pressure42:32 Dirac's large number hypothesis49:35 Huygens principle-no straight linesPublished on 05 july 2024.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/lehto-files-investigating-uaps--5990774/support.
What is the science behind the science fiction in Three Body Problem? In our second episode of “ChuckGPT” Dr. Charles Liu and co-host Allen Liu welcome two members of our production team: Jon Barnes, our Editor, and Stacey Severn, our Social Media/Patreon Community Director, to delve into the questions and answers posed by the award-winning novel and new series on Netflix. As always, though, we start off with the day's joyfully cool cosmic thing: the recent discovery of an exoplanet by high school students in Mountain View, California in collaboration with the SETI Institute. The search for extraterrestrial intelligence and exoplanets that could bear life brings us to the topic of our second episode of ChuckGPT: Three Body Problem. Dr. Liu will be answering questions about the Hugo award-winning Chinese novel by Liu Cixin and new television series on Netflix. Jon, it turns out, is a big fan of Three Body Problem and he has a bunch of questions about the scientific reality of the science fiction in the story, which Chuck and Allen are happy to answer. (NOTE: We tried to avoid any spoilers for anyone who hasn't read the book or seen the first three episodes of the series yet, except for the last question, which comes with a mild SPOILER ALERT.) Jon's first question deals with the giant antenna on Radar Peak in the story. In the series, the antenna is turned on and a flock of birds flying by drop dead as they pass. Chuck dives into the physics of both microwave radiation and radio waves, and why even our most powerful transmitters don't emit enough energy to have that kind of impact. Allen describes the difference between ionizing radiation and non-ionizing radiation, further pushing the answer into the realm of science fiction, not science. Stacey asks about the relationship between magnetic fields and bird migration – Chuck explains that it is possible that magnetic transmissions could disorient the birds, but not kill them. The next question is about whether suns can come in different colors like in the “Three Body” VR game in the story. The answer, according to Dr. Liu, is, yes – but primarily only because of their surface temperature, not their chemical makeup. Allen brings up the impact of the viewer's atmosphere on their color perception of the star's light. Jon's next questions is about lifeforms that can dehydrate themselves to survive unstable, life-threatening weather cycles and atmospheric conditions. Allen brings up the fact that tardigrades can do exactly that, allowing them even to survive in the vacuum of space. He also discusses some of the chaotic orbits we know about that could result in stable and unstable orbital periods. Next up, Stacey asks one of Jon's questions about whether snowflakes could be made of nitrogen and oxygen if the atmosphere is cold enough. The answer takes us from the nitrogen glaciers on Pluto to the methane rivers on Saturn's moon Titan. And yes, depending on atmospheric pressure and temperature, there is a specific range where you could end up with nitrogen and oxygen snow. For his last question (SPOILER ALERT), Jon asks about whether an advanced civilization could send out a message at the speed of light, and if so, could they use their sun as an amplifier to increase the strength of the signal. Allen and Chuck discuss how you might be able to use the sun for gravitational lensing, but that it would be more likely to drown out the signal than amplify it. We hope you enjoy this episode of The LIUniverse, and, if you do, please support us on Patreon. Credits for Images Used in this Episode: – The Electromagnetic spectrum. Higher energy is to the right. – Edited from NASA, Public Domain – Janus and Epimetheus viewed by the Cassini probe – NASA/JPL/Space Science Institute, Public Domain – Orbit of 469219 Kamoʻoalewa, an Earth quasi-satellite – NASA/JPL-Caltech, Public Domain – A tardigrade – Peter von Bagh, Public Domain – Pluto with its heart shaped Tombaugh Regio – NASA/JHU APL/Southwest Research Institute/Alex Parker, Public Domain – The surface of Titan from the Huygens lander – ESA/NASA/JPL/University of Arizona; processed by Andrey Pivovarov, Public Domain – A galaxy acting as a gravitational lens – ESA/Hubble & NASA, Public Domain #TheLIUniverse #CharlesLiu #AllenLiu #SciencePodcast #AstronomyPodcast #ThreeBodyProblem #microwaveradiation #radiowaves #transmitter #electromagneticspectrum #ionizingradiation #nonionizingradiation #magneticfields #birds #aliens #SETI #searchforextraterrestrialintelligence #tardigrade #nitrogensnow #Pluto #Titan #Saturn #gravitationallens
België is een fietsland, maar hoe zit het met onze fietsindustrie. Kunnen we concurreren met het buitenland en waarin blinken we uit. In deze aflevering van Trends Talk praat Francesca Vanthielen met Johan Huygens, CEO van Granville Bikes en Scott Benelux.
Spinoza's conflicts with contemporary scientists like Boyle and Huygens center on Spinoza's insistence on the primacy of philosophical reason over empirical experimentation and empirical reasoning. Spinoza's argument against Boyle's experiments are presented.Jonathon Israel highlights the influence of Spinoza by showing that much of the Boyle's later work, on reconciling science with religion, is a reaction to Spinoza. And Harald makes the argument that the mutual toleration of science and religion in Britain specifically, and the extension of the idea of flexibility out of the realm of technology and the economy and into philosophy may be a serious contender for a cause of the miracle. Then we cover Spinoza's unusual view of virtue and his politics through section 4 of Ethics and the Tracticus Politicus. Harald paints this as the origin story for totalitarianism and mass murder in the 20th century style.
In Episode 399 of Sci-Fi Talk's Time Capsule, join host Tony Tolato as he delves into deep conversations about artificial intelligence, the intricate interplay of truth and lies in human experiences, and the mysteries of space exploration. Guest speakers include Simon Chesterman, author of Artifice, and Sarah Beth Gerst, author of Lies Among Us. Listen as Chesterman unpacks his book, which centers on an artificial intelligence named Janus, and discusses the paradigmatic shift in the relationships humans share with AI. Through a speculative approach inspired by sci-fi author Isaac Asimov, Chesterman challenges the conventional narrative and poses the question – can AI trust humans? The conversation flourishes as Gerst then steps into the spotlight, illuminating the tangled web we weave through truth and lies. She takes us on a journey through her novel centered around two contrasting realities, pushing the boundaries of what we perceive as reality. Join her as she discusses how fiction can often be a mirror held up to society, revealing universal truths. Hopping from reality to fiction, we then deep-dive into a discussion with actor Ed Gathegi about his experiences on the show 'For All Mankind'. Hear about his journey exploring his character Dev, the complexities of the series, and his enthusiastic camaraderie with co-star Chantal Vansaten. Finally, the episode draws to a close with a chat featuring Jody Davis, NASA Deputy Payload Systems Engineer. Dive into intriguing insights around Mars rovers, life in space, the Cassini project, and the Huygens probe. Subscribe To Sci-Fi Talk Plus Free For A Lifetime
Spinoza's philosophical framework laid out, along with several points of disagreement with the moderate Enlightenment Newtonians and Leibnizians. We get to some of Spinoza's specific arguments with other scientists. With Steno, he had a non rational disagreement, with Huygens, he was accused of focusing too much on reason rather then experiment which inevitably leads to error, much to Spinoza's personal chagrin.
Ever wondered what happens when tech giants collide or when gadgets at CES make you question reality? That's what we're unpacking in a whirlwind tech roundup, complete with the drama of Apple's blood oxygen app disappearance and the potential Disney-Apple merger. Plus, we're slicing through the hype to give you the skinny on CES 2024's wildest inventions, from a headset that's straight out of a sci-fi flick to a washing bot that might just redefine laziness. And because we're all about that balanced life, we're throwing in a whiskey-tasting interlude – because tech talk goes down better with a smooth sip.But it's not all flashy headsets and quirky robots. As we lay down the facts, we invite you to ponder the true meaning of ownership in our digital age – is it merely a fleeting privilege, or should we demand more? We'll also touch on the poignancy of AI in China, where technology grapples with human heartstrings in an attempt to resurrect memories of loved ones.To cap off, we're daydreaming about smart homes that recognize your palm, and pet tech that's so advanced, you'll wonder if your furry friend needs a personal assistant. And because the future isn't just about what's in your pocket or on your wrist, we look to the skies and speculate on whether flying cars will turn the daily grind into a daily glide. So, connect, subscribe, and let's continue this tech-adventurous journey together on TechTime Radio. Cheers to staying savvy in a world where tech never sleeps!Episode 188: Starts at 1:49This week on TechTime with Nathan Mumm®, On today's episode, we'll explore the new Disney-Apple partnership. Is there more than just the immersive Apple Vision Pro headset? We'll also discuss why Apple is removing the Blood Oxygen app from its devices and whether this is a good move for consumers. Plus, we'll give you our CES 2024 review, with the best and worst gadgets from the biggest tech show of the year. And finally, we'll look back at the Huygens probe, the first and only spacecraft to land on Saturn's moon Titan, and we have a special Nathan Nugget.Thank you for tuning in to TechTime Radio with Nathan Mumm, the show that makes you go "Humm" Technology news of the week for January 14th - 20th, 2024--- [Now on Today's Show]: Starts at 3:23--- [Top Stories in Technology]: Starts at 4:48Redesigned Apple Watch not subject to import ban, US officials determine - http://tinyurl.com/3t9cxfsmWhat is this Disney-Apple Partnership, that goes into effect on February 2? - http://tinyurl.com/bddmdwd6Chinese mourners use AI to digitally resurrect the dead - http://tinyurl.com/yf7zyfww--- [Pick of the Day - Whiskey Tasting Reveal]: Starts at 24:34Yamasaki 12 Years Old Whisky | 86 Proof | $90.00--- [2024 Review of CES]: Starts at 27:20Nathan Reviews the best items from the Consumer Electronics Show - CES 2024--- [This Week in Technology]: Starts at 40:40This Week in Technology: January 14, 2005 - Probe Lands on Titan --- [Marc's Whiskey Mumble]: Starts at 42:37Marc Gregoire's review of this week's whiskey--- [Technology Fail of the Week]: Starts at 45:38This week's “Technology Fail” comes to us from CES. Nathan looks at some of the not-so-bright ideas from the Las Vegas show.--- [Mike's Mesmerizing Moment brought to us by StoriCoffee®]: Starts at 52:09 Question: If you could live in VR world forever, would you choose this over the real world? --- [Nathan Nugget]: Starts atRan out of Time--- [Pick of the Day Whiskey Review]: Starts at 54:07Yamasaki 12 Years Old Whisky | 86 Proof | $90.00Mike: Thumbs UpNathan: Thumbs Up
Episode: 1072 Of Dice and Death: Writing the theory of probability. Today, let's try to predict the future.
Chris and Mr Max are back, enjoying dark skies, freshly cut grass and the splendours of Saturn. The pair find out why lunar conspiracy nuts should pay attention to Saturn's rings, invent a new paint colour and talk about Titan's methane rain, all while Not Barking at a lively 'guest'. Galileo's drawing of Saturn is here: https://attic.gsfc.nasa.gov/huygensgcms/Shistory.htm The glorious rings were imaged repeatedly by the Cassini probe: https://science.nasa.gov/mission/cassini/multimedia/hall-of-fame/?topics=rings You can watch the descent of the Huygens probe through Titan's orange clouds here: https://www.youtube.com/watch?v=msiLWxDayuA ..and the image of Buzz Aldrin on the Moon mentioned in the podcast is here: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b4/Armstrong_heiligenschein.jpg
This lecture was given on April 19th, 2023, at the John Hopkins University School of Medicine. For more information on upcoming events, please visit our website: https://thomisticinstitute.org/upcoming-events Speaker Bio: Jonathan Lunine is the David C. Duncan Professor in the Physical Sciences and Chair of the Department of Astronomy at Cornell University. Lunine is interested in how planets form and evolve, what processes maintain and establish habitability, and what kinds of exotic environments (methane lakes, etc.) might host a kind of chemistry sophisticated enough to be called "life". He pursues these interests through theoretical modeling and participation in spacecraft missions. He works with the radar and other instruments on Cassini, continues to work on mass spectrometer data from Huygens, and is co-investigator on the Juno mission launched in 2011 to Jupiter. He is on the science team for the James Webb Space Telescope, focusing on characterization of extrasolar planets and Kuiper Belt objects. Lunine is currently PI for a JPL-led study to send a probe into Saturn's atmosphere and has contributed to mission concept studies for space-based astrometry and microlensing missions. Lunine is a member of the National Academy of Sciences and has participated in or chaired a number of advisory and strategic planning committees for the Academy and for NASA.
This is Superlative: A Podcast about watches, the people behind them, and the worlds that inspire them. This week our host and aBlogtoWatch Founder Ariel Adams is joined by Roger Peeters, the Founder and Master Watchmaker of Hooke and Huygens. To start the show Ariel dives into discussing small independent high end watch brands, and their important role in the watch industry. They talk about the mentality behind the modern watchmaker today, and how important having a true artist's touch is important when creating a watch brand or new design. Ariel asks why Roger did not go with his own name when creating this brand, and who exactly Robert Hooke and Christiaan Huygens are. They dive into the brands overall strategy with their relationship with their customers, and they go over their patented Hooke and Huygens ring-shaped semi-skeleton ring movement with 12 positions and 41 jewel bearings. To stay updated with Roger and Hooke and Huygens:Website - https://www.hookeandhuygens.com/ Instagram @HookeandHuygensWatches - https://www.instagram.com/hookeandhuygenswatches/ To check out the ABTW Shop where you can see our products inspired by our love of Horology:- Shop ABTW - https://store.ablogtowatch.com/To keep updated with everything Superlative and aBlogtoWatch, check us out on:- Instagram - https://www.instagram.com/ablogtowatch/- Twitter - https://twitter.com/ABLOGTOWATCH- Website - https://www.ablogtowatch.com/If you enjoy the show please Subscribe, Rate, and Review!
Season 7 Episode 2: Claude Greisler, Armin Strom Co-Founder and Master Watchmaker Join us as we welcome Mr. Claude Greisler back to the podcast for a record 4th appearance!! Every conversation with Claude is filled with knowledge, insight and pure horological passion. This episode focuses on Claude's incredible and deep fascination for the phenomenon of RESONANCE. Delving into history we discuss the origins of Resonance in watchmaking, from Huygens to Breguet and then to modern-day we discuss the evolution of the concept and the realization of the incredibly successful Armin Strom Resonance series. The conversation delves into Claude's impressive background and training. It soon becomes clear how this path would influence the impressive work achieved by Claude's Armin Strom Manufacture. We learn how Armin Strom's unique approach to utilizing Resonance was created and the many challenges that had to be overcome to master the intriguing phenomenon of Resonance. The conversation flows naturally and Claude's laid-back, honest and open conversational style lends itself to a very easy listening podcast that pulls you in further to learn more from one of the world's most accomplished living Master Watchmakers. Today, Armin Strom is one of the most creative and highly respected Independent watchmakers shaping the present and the future of haute horlogerie. We recommend listening to our past episodes with Claude Greisler to learn more about the Manufacture, Gravity Equal Force and Tribute 1 (System 78). Thank you as always for downloading Keeping Time Podcast. Please share with your watch-enthusiast friends and communities. We hope that our listeners enjoy the discussion in this episode; expand their knowledge and continue to gain insights into the fascinating world of horology. Many topics are covered and the conversation is rich in content and insight. We hope that you enjoy this episode of Keeping Time with Oster Watches. Please reach out directly to jeremy@osterjewelers.com with any questions, comments or suggestions for potential podcast guests.
See Rogers watches in the flesh at Time To Watches.Tune in to the aBlogtoWatch Weekly Podcast each week for the latest news and reviewsEmail the show with your thoughts and comments Podcasts@ablogtowatch.com
Commandez notre livre sur Amazon : https://amzn.to/2K1womp Ou avec la FNAC : https://tidd.ly/37JegpJ Soutenez-nous avec Tipeee: https://www.tipeee.com/hugo-lisoir Soutenez-nous avec uTip : https://utip.io/feed/hugolisoir Contact pro: contact.hugolisoir@gmail.com Les DOSSIERS DE L'ESPACE (LDDE) est un format qui fait le point sur une thématique particulière de la conquête spatiale: histoire, technologies, portraits… Cette semaine, on revient en détails sur l'incroyable mission de la sonde Européenne Huygens dans l'épaisse atmosphère de Titan.
Christiaan Huygens was the greatest scientist working in the vital period between Galileo and Newton, as the scientific revolution gathered pace. He discovered Saturn's ring, invented the accurate pendulum clock, and devised a wave theory of light far ahead of its time.In this edition of Not Just the Tudors, Professor Suzannah Lipscomb talks to author Hugh Alderney-Williams to find out more about Huygens and why — more even than Newton — he can be called the father of modern science. This episode was edited and produced by Rob Weinberg. For more Not Just The Tudors content, subscribe to our Tudor Tuesday newsletter here >If you'd like to learn even more, we have hundreds of history documentaries, ad free podcasts and audiobooks at History Hit - subscribe today! To download, go to Android > or Apple store > Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
The 365 Days of Astronomy, the daily podcast of the International Year of Astronomy 2009
Hosted by Chris Beckett & Shane Ludtke, two amateur astronomers in Saskatchewan. Welcome to Episode 248 of the Actual Astronomy Podcast a short episode on Saturn ‘s Opposition. Opposition? - On August 14th Saturn will be at opposition. - What is opposition? - When a planet or other body is opposite the sun in the sky. - SO it rises at sunset and sets at sunrise. - Typically this marks the time when most people will begin looking at the planet since after this date it is more and more into the evening sky when people are more likely to be observing instead of having to wait past midnight for it to get high enough to observe. - Also this year before now in the northern hemisphere you would be staying up pretty late. Seeing Saturn to the first time seems fake :) A couple weeks ago I was showing the public Saturn through my telescope when I had it set up in GNP. How to observe: - Do you need a telescope just to ID Saturn? Nope, you can see it with just your eye. A telescope is needed to see the rings. - What will binoculars show? Maybe a football shape and Titan from a dark sky. - What will it look like in binoculars? - You'll need at least ~10x to see it as an oval / football shape and for those with 15x you'll start to get a hint of the rings but these are best seen in telescopes. - Binoculars can help you track it's retrograde motion as it moves a little to the West each night and panning several degrees over the course of the month. Telescopes: - Any telescope with powers greater than 30x will begin to show the rings well. - The rings are currently angled about 13-degrees towards earth making them easily visible in any telescope. The Seelinger Effect: On the morning/evening of opposition, it may be possible to see a notable increase in the brightening of Saturn's rings when compared to the planet's disk. This is called the Seeliger Effect. This happens because Saturn's rings are made of ice particles which, At around the time of opposition, are illuminated from the same direction we are viewing them from so we see none in shadow. Through my scope I've seen some of the ring divisions, like the main Cassini Division. The main rings we see are the A,B and C rings and you can look for the faint D ring closer in to the planet. Inside the Cassini division we have the Huygens, Kuiper, and Barnard Gap, out towards the edge of the rings we have the Keeler gap. All these sort of phenomena are easiest seen in telescopes around 10 inches or so in size. Moons: Sky at Night had a nice map. - Titan Thanks Shane and to everyone for listening, be sure to subscribe and we always appreciate the Patreon support. You can reach us at actualastronomy@gmail.com. We've added a new way to donate to 365 Days of Astronomy to support editing, hosting, and production costs. Just visit: https://www.patreon.com/365DaysOfAstronomy and donate as much as you can! Share the podcast with your friends and send the Patreon link to them too! Every bit helps! Thank you! ------------------------------------ Do go visit http://www.redbubble.com/people/CosmoQuestX/shop for cool Astronomy Cast and CosmoQuest t-shirts, coffee mugs and other awesomeness! http://cosmoquest.org/Donate This show is made possible through your donations. Thank you! (Haven't donated? It's not too late! Just click!) ------------------------------------ The 365 Days of Astronomy Podcast is produced by the Planetary Science Institute. http://www.psi.edu Visit us on the web at 365DaysOfAstronomy.org or email us at info@365DaysOfAstronomy.org.
In Folge 58 machen wir noch einmal Urlaub. Und zwar diesmal in den kühlen Meeren und Flüssen des Saturnmonds Titan. Dort gibt es kein flüssiges Wasser, dafür aber Meere, Seen und Flüsse aus Methan und Ethan. Das ist schon an sich ziemlich cool, noch cooler ist aber die Hypothese, dass es dort Mikroorganismen gibt, die denen ähnlich sind, mit denen das Leben auf der Erde begonnen hat. Ob es dort wirklich Lebewesen gibt, werden wir aber erst wissen, wenn wir uns die außerirdischen Gewässer genauer anschauen. Was wir im nächsten Jahrzehnt auch machen werden! Genau davon erzählt Ruth (und vor den Gefahren der Bootsgasse…).
Zelensky is not Soros' cousin We remind you again to sign up for the European Skeptics Congress! It's going to be great! In other news, Darwin's iconic ‘evolution as a tree'-notebook has been mysteriously returned which is good news in a pink bag. Our notes on conversion therapy last week got some terfs really upset on Twitter, but of course they get it all wrong. For TWISH we celebrate the birth of Christiaan Huygens, a true spirit of the enlightenment already in the 17th century. No poking this week, so we then dive into the news: INTERNATIONAL: Homeopathy Awareness Week UKRAINE: Zelensky not related to Soros INTERNATIONAL: Pinterest to ban climate misinformation UK: Anglo-European College of Chiropractic offering MSc course To round off, the charity organisation ‘Thinking Autism' promotes CEASE therapy and anti-vaxx nonsense and so they get his week's Really Wrong award. Enjoy! Segments: Intro; Greetings; TWISH; News; Really Wrong; Quote And Farewell; Outro; Out-Takes;
Christiaan Huygens è un fisico e astronomo decisamente conosciuto dagli scienziati, ma il suo nome dovrebbe essere molto più famoso pensando a ciò che ha inventato: l'orologio. A volte, però, succede che i brevetti vengono contestati e la storia diluisce i fatti in modo imprevedibile.
What Henry Ford learned from a slaughter house and how it changed the world. Dave Young: Welcome to the Empire Builders Podcast, teaching business owners the not-so-secret techniques that took famous businesses from mom and pop to major brands. Dave Young: Stephen Semple is a marketing consultant, story collector and storyteller. I'm Stephen's sidekick and business partner, Dave Young. Dave Young: Before we get into today's episode, a word from our sponsor, which is... well it's us, but we're highlighting ads we've written and produced for our clients. So, here's one of those. [Why It Works Ad] Dave Young: Steven, I'm looking at the show notes and today it says Ford and the word model, and I'm thinking the Ford modeling company. Well, this could be kind of fun and exciting. Stephen Semple: I kind of wish now. I think I'm going to disappoint you. You are talking about a Lizzie, but it happens to be Tin Lizzie. Dave Young: The Model T. Stephen Semple: The Model T Ford. That's what we're going to go back and talk about, but before I get started, I wanted to read something to you. I'm not sure whether you read this week's Monday Morning Memo. You know, Roy does a memo every Monday. Roy's consistency on the memo, it's kind of what really inspired me when I approached you for doing this podcast of really wanting to produce something every week and do that consistency. Now, I had a long time to catch up to him, he's been doing it for like 30 years or some crazy- Dave Young: Yeah, yeah. Stephen Semple: ... number, but there was a piece I came across in the Monday Morning Memo and you can see this going to mondaymorningmemo.com that I want to read because want to share because to me it captures the real essence of what we're doing in this podcast and also specifically why we're going to talk about the Model T Ford today. Dave Young: Let me just put a preface on this. We record these things pretty, pretty far in advance sometimes and I- Stephen Semple: Right. Dave Young: ... want to make sure that if somebody wants to go back and read this particular Monday Morning Memo, we're talking about the December 20th, 2021 Monday Morning Memo. Stephen Semple: Thank you for that, Dave. So David, here's what Roy wrote, but what makes them wonderful? Wonderful things were touched by someone who knew the secret of wonder and how to capture it. When you know how to capture wonder, you carry it on your head, your heart and your hands. You glitter when you walk. Isaac Newton knew how to capture wonder and he passed the secrets forward in just 14 words. Countless millions have read those words and assumed Newton was talking about himself. He was not. Newton was giving you his most precious advice. He was telling you how to capture wonder. He was telling you how to glitter when you walk. Stephen Semple: In 1675 Newton wrote, "I have seen further. It is by standing on the shoulders of Giants." Isaac Newton stood on the shoulders of Galileo, Kepler and Copernicus in astronomy. Huygens, Euclid, Henry Briggs, Isaac Barrow and math, Kepler and Descartes in optics, Plato, Aristotle in philosophy. Newton combined the insights of these men and made them uniquely his own. Stephen Semple: Choose your giants. Stand on their shoulders. Repurpose the proven. Vincent Van Gogh stood on the shoulders of Monticelli and Hiroshige long after they were dead. They taught him how to paint. He studied their paintings, captured their wonder and made it his own. Johnny Depp stood on the shoulders of Pepe Le Pew, the cartoon skunk and Keith Richards, The Rolling Stones. They taught him how to capture our Captain Jack Sparrow. Depp studied their mannerisms, captured their wonder and made it uniquely his own. Stephen Semple: Roy says he stands on the shoulders of John Steinbeck, Ernest Hemingway, Robert Frost, Tolkien, Paul Harvey and Robinson. They taught him how to write.
Welcome to The Nonlinear Library, where we use Text-to-Speech software to convert the best writing from the Rationalist and EA communities into audio. This is Three Worlds Collide, Part 2: War and/or Peace (2/8), published by Eliezer Yudkowsky. ..."So the question then is - now what?" The Lord Pilot jumped up, then, his face flushed. "Put up shields. Now. We don't gain anything by leaving them down. This is madness!" "No," said the Ship's Confessor in professional tones, "not madness." The Pilot slammed his fists on the table. "We're all going to die!" "They're not as technologically advanced as us," Akon said. "Suppose the Babyeaters do decide that we need to be exterminated. Suppose they open fire. Suppose they kill us. Suppose they follow the starline we opened and find the Huygens system. Then what?" The Master nodded. "Even with surprise on their side... no. They can't actually wipe out the human species. Not unless they're a lot smarter than they seem to be, and it looks to me like, on average, they're actually a bit dumber than us." The Master glanced at the Xenopsychologist, who waved her hand in a maybe-gesture. "But if we leave the ship's shields down," Akon said, "we preserve whatever chance we have of a peaceful resolution to this." "Peace," said the Lady Sensory, in a peculiar flat tone. Akon looked at her. "You want peace with the Babyeaters?" "Of course -" said Akon, then stopped short. The Lady Sensory looked around the table. "And the Babyeater children? What about them?" The Master of Fandom spoke, his voice uncertain. "You can't impose human standards on -" With a blur of motion and a sharp crack, the Lady Sensory slapped him. The Ship's Confessor grabbed her arm. "No." The Lady Sensory stared at the Ship's Confessor. "No," the Confessor repeated. "No violence. Only argument. Violence doesn't distinguish truth from falsehood, my Lady." The Lady Sensory slowly lowered her hand, but not her eyes. "But..." said the Master. "But, my Lady, if they want to be eaten -" "They don't," said the Xenopsychologist. "Of course they don't. They run from their parents when the terrible winnowing comes. The Babyeater children aren't emotionally mature - I mean they don't have their adult emotional state yet. Evolution would take care of anyone who wanted to get eaten. And they're still learning, still making mistakes, so they don't yet have the instinct to exterminate violators of the group code. It's a simpler time for them. They play, they explore, they try out new ideas. They're..." and the Xenopsychologist stopped. "Damn," she said, and turned her head away from the table, covering her face with her hands. "Excuse me." Her voice was unsteady. "They're a lot like human children, really." "And if they were human children," said the Lady Sensory into the silence, "do you think that, just because the Babyeater species wanted to eat human children, that would make it right for them to do it?" "No," said the Lord Pilot. "Then what difference does it make?" said the Lady Sensory. "No difference at all," said the Lord Pilot. Akon looked back and forth between the two of them, and saw what was coming, and somehow couldn't speak. "We have to save them," said the Lady Sensory. "We have to stop this. No matter what it takes. We can't let this go on." Couldn't say that one word - The Lord Pilot nodded. "Destroy their ship. Preserve our advantage of surprise. Go back, tell the world, create an overwhelming human army... and pour into the Babyeater starline network. And rescue the children." "No," Akon said. No? "I know," said the Lord Pilot. "A lot of Babyeaters will die at first, but they're killing ten times more children than their whole adult population, every year -" "And then what?" said the Master of Fandom. "What happens when the children grow up?" The Lord Pilot fell silent. The Master of Fandom completed the question. "Are you going to wipe out their whole race, because their existence is too horrible to be allowed to go ...
Welcome to The Nonlinear Library, where we use Text-to-Speech software to convert the best writing from the Rationalist and EA communities into audio. This is Three Worlds Collide, Part 6: Normal Ending: Last Tears (6/8), published by Eliezer Yudkowsky. Today was the day. The streets of ancient Earth were crowded to overbursting with people looking up at the sky, faces crowded up against windows. Waiting for their sorrows to end. Akon was looking down at their faces, from the balcony of a room in a well-guarded hotel. There were many who wished to initiate violence against him, which was understandable. Fear showed on most of the faces in the crowd, rage in some; a very few were smiling, and Akon suspected they might have simply given up on holding themselves together. Akon wondered what his own face looked like, right now. The streets were less crowded than they might have been, only a few weeks earlier. No one had told the Superhappies about that part. They'd sent an ambassadorial ship "in case you have any urgent requests we can help with", arriving hard on the heels of the Impossible. That ship had not been given any of the encryption keys to the human Net, nor allowed to land. It had made the Superhappies extremely suspicious, and the ambassadorial ship had disgorged a horde of tiny daughters to observe the rest of the human starline network - But if the Superhappies knew, they would have tried to stop it. Somehow. That was a price that no one was willing to include into the bargain, no matter what. There had to be that - alternative. A quarter of the Impossible Possible World's crew had committed suicide, when the pact and its price became known. Others, Akon thought, had waited only to be with their families. The percentage on Earth... would probably be larger. The government, what was left of it, had refused to publish statistics. All you saw was the bodies being carried out of the apartments - in plain, unmarked boxes, in case the Superhappy ship was using optical surveillance. Akon swallowed. The fear was already drying his own throat, the fear of changing, of becoming something else that wasn't quite him. He understood the urge to end that fear, at any price. And yet at the same time, he didn't, couldn't understand the suicides. Was being dead a smaller change? To die was not to leave the world, not to escape somewhere else; it was the simultaneous change of every piece of yourself into nothing. Many parents had made that choice for their children. The government had tried to stop it. The Superhappies weren't going to like it, when they found out. And it wasn't right, when the children themselves wouldn't be so afraid of a world without pain. It wasn't as if the parents and children were going somewhere together. The government had done its best, issued orders, threatened confiscations - but there was only so much you could do to coerce someone who was going to die anyway. So more often than not, they carried away the mother's body with her daughter's, the father with the son. The survivors, Akon knew, would regret that far more vehemently, once they were closer to the Superhappy point of view. Just as they would regret not eating the tiny bodies of the infants. A hiss went up from the crowd, the intake of a thousand breaths. Akon looked up, and he saw in the sky the cloud of ships, dispersing from the direction of the Sun and the Huygens starline. Even at this distance they twinkled faintly. Akon guessed - and as one ship grew closer, he knew that he was right - that the Superhappy ships were no longer things of pulsating ugliness, but gently shifting iridescent crystal, designs that both a human and a Babyeater would find beautiful. The Superhappies had been swift to follow through on their own part of the bargain. Their new aesthetic senses would already be an intersection of three worlds' tastes. The ship drew closer, overhead. It was quieter in the air than even the most efficient human ships, twinkling brig...
Welcome to The Nonlinear Library, where we use Text-to-Speech software to convert the best writing from the Rationalist and EA communities into audio. This is Three Worlds Collide, Part 8: Epilogue: Atonement (8/8), published by Eliezer Yudkowsky. Fire came to Huygens. The star erupted. Stranded ships, filled with children doomed by a second's last delay, still milled around the former Earth transit point. Too many doomed ships, far too many doomed ships. They should have left a minute early, just to be sure; but the temptation to load in that one last child must have been irresistable. To do the warm and fuzzy thing just this one time, instead of being cold and calculating. You couldn't blame them, could you...? Yes, actually, you could. The Lady Sensory switched off the display. It was too painful. On the Huygens market, the price of a certain contract spiked to 100%. They were all rich in completely worthless assets for the next nine minutes, until the supernova blast front arrived. "So," the Lord Pilot finally said. "What kind of asset retains its value in a market with nine minutes to live?" "Booze for immediate delivery," the Master of Fandom said promptly. "That's what you call a -" "Liquidity preference," the others chorused. The Master laughed. "All right, that was too obvious. Well... chocolate, sex -" "Not necessarily," said the Lord Pilot. "If you can use up the whole supply of chocolate at once, does demand outstrip supply? Same with sex - the value could actually drop if everyone's suddenly willing. Not to mention: Nine minutes?" "All right then, expert oral sex from experienced providers. And hard drugs with dangerous side effects; the demand would rise hugely relative to supply -" "This is inane," the Ship's Engineer commented. The Master of Fandom shrugged. "What do you say in the unrecorded last minutes of your life that is not inane?" "It doesn't matter," said the Lady Sensory. Her face was strangely tranquil. "Nothing that we do now matters. We won't have to live with the consequences. No one will. All this time will be obliterated when the blast front hits. The role I've always played, the picture that I have of me... it doesn't matter. There's... a peace... in not having to be Dalia Ancromein any more." The others looked at her. Talk about killing the mood. "Well," the Master of Fandom said, "since you raise the subject, I suppose it would be peaceful if not for the screaming terror." "You don't have to feel the screaming terror," the Lady Sensory said. "That's just a picture you have in your head of how it should be. The role of someone facing imminent death. But I don't have to play any more roles. I don't have to feel screaming terror. I don't have to frantically pack in a few last moments of fun. There are no more obligations." "Ah," the Master of Fandom said, "so I guess this is when we find out who we really are." He paused for a moment, then shrugged. "I don't seem to be anyone in particular. Oh well." The Lady Sensory stood up, and walked across the room to where the Lord Pilot stood looking at the viewscreen. "My Lord Pilot," the Lady Sensory said. "Yes?" the Lord Pilot said. His face was expectant. The Lady Sensory smiled. It was bizarre, but not frightening. "Do you know, my Lord Pilot, that I had often thought how wonderful it would be to kick you very hard in the testicles?" "Um," the Lord Pilot said. His arms and legs suddenly tensed, preparing to block. "But now that I could do it," the Lady Sensory said, "I find that I don't really want to. It seems... that I'm not as awful a person as I thought." She gave a brief sigh. "I wish that I had realized it earlier." The Lord Pilot's hand swiftly darted out and groped the Lady Sensory's breast. It was so unexpected that no one had time to react, least of all her. "Well, what do you know," the Pilot said, "I'm just as much of a pervert as I thought. My self-estimate was more accurate than yours, nyah nyah -" The Lady Sensory kneed him in the gr...
Matthew McConaughey writes in his book, Green Lights,“Cool is a natural law. If it was cool for THAT time, then it is cool for ALL time. A fad is just a branch on Cool's trunk; a fashionable fling whose 15 minutes can never abide, no matter how long she trends to try. Cool stands the test of time, because cool never tries. Cool just is.” My friend Crazy Tony taught me about “cool” 45 years ago when we attended Broken Arrow High School together. Tony made a lot of money buying and selling old cars. I was known as Beatermaker because Tony was forever frustrated by my uncanny ability to drive a fabulous car and, within a week, make it look like a beater. “Beatermaker,” he said, “every guy who has found an old car in perfect condition believes he has found a gold mine. But it's almost never true. If a car wasn't highly desirable when it was new, no one wants it 20, 30, or 50 years later. But if a car was admired and desired on the day it was born, it will be cool forever, no matter what condition it's in.” That was the insight that made Crazy Tony tens of thousands of dollars when we were in high school. The passage of time, the recklessness of the human race, and the slow smokeless burning of decay make old things rare. But it it does not make them wonderful. Remarkable buildings and books and paintings and songs don't get better with age. They were wonderful the day they were born. I know it, Matthew McConaughey knows it, and now you know it. But what makes them wonderful?Wonderful things were touched by someone who knew the secret of wonder and how to capture it. When you know how to capture wonder, you carry it in your head, your heart, and your hands. You glitter when you walk. Isaac Newton knew how to capture wonder and he passed the secret of it forward in just 14 words. Countless millions have read those words and assumed Newton was talking about himself. He was not. Newton was giving you his most precious advice. He was telling you how to capture wonder. He was telling you how to glitter when you walk. In 1675, Newton wrote, “If I have seen further it is by standing on the shoulders of Giants.” Isaac Newton stood on the shoulders of Galileo, Kepler, and Copernicus in astronomy, Huygens, Euclid, Henry Briggs, and Isaac Barrow in math, Kepler and Descartes in optics, and Plato, Aristotle, and Maimonides in philosophy. Newton combined the insights of all these men and made them uniquely his own. Choose your giants. Stand on their shoulders. Repurpose the proven.Vincent Van Gogh stood on the shoulders of Monticelli and Hiroshige. Long after they were dead, they taught him how to paint. He studied their paintings, captured their wonder, and made it uniquely his own. Johnny Depp stood on the shoulders of Pepe Le Pew, the cartoon skunk, and Keith Richards of The Rolling Stones. They taught him how to become Captain Jack Sparrow. Depp studied their mannerisms, captured their wonder, and made it uniquely his own. I stand on the shoulders of John Steinbeck, Ernest Hemingway, Robert Frost, Asimov, Tolkien, Paul Harvey, and Edwin Arlington Robinson. They taught me how to write. In fact, I borrowed “the slow smokeless burning of decay” from Robert Frost and “glitter when you walk” from Robinson. They don't mind. Each of them stood on the shoulders of giants of their own choosing. Do you have time for me to give you one more example?In the rabbit hole you'll find “Summer Wine,” a hit song written by Lee Hazlewood that made the Billboard Hot 100 in 1967. When you listen to it, you will think it sounds like a movie score. This is because Hazlewood took three famous movie themes that don't belong together and made them fit. He captured their wonder and made it uniquely his own. Yes, cognoscenti, you understand. The 3 giants on whose shoulders Hazlewood was standing are obvious. First, you have Nancy Sinatra sounding like every Disney Princess in every Disney movie ever made. And then you...