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Programa #692 - Plan de Inmersiones 00,06'19” En PALOMITAS Y NITRÓGENO, Ales Miralles nos propone una nueva sesión de cine, para que también aprendamos a bucear desde la butaca —que hay películas que dan más presión que una mala planificación. 00,27'35” En PROA AL VIENTO, el sargento Román Revilla, patrón del SEMAR, nos trae su entrega de seguridad en la mar. Porque la aventura es maravillosa… siempre que regresemos a puerto con la historia completa. 00,50'15” En NATALIADIVING CRACK DEL MAR, Natalia Rodríguez conversa con Aitor Campos, veterinario de la Fundación Oceanogràfic, para mirar la vida marina con ojos científicos y corazón azul. 01,04'44” En CUÉNTAME UN PECIO, Alejandro Gandul nos sumergirá en un nuevo naufragio, de esos que convierten el óxido en memoria y el silencio en relato. 01,26'00” En BUCEO CON CIENCIA, Mercedes Varela, doctora en Biología Marina y directora de Posidonia Ecosports en Alicante, nos regalará una de sus clases magistrales, de esas que afinan la mirada y ensanchan el respeto. Y en nuestro microespacio Una Historia en el Fondo del Mar, rendimos homenaje a Juan Ivars y Tomás Rodríguez, autores de Historia del Buceo, su desarrollo en España. Abrimos el Capítulo III: equipos rudimentarios, primera parte. Cuando bajar era casi un acto de fe… y mucho plomo. Remataremos con el repaso a los viejos programas de Al Otro Lado del Espejo ya emitidos, y la agenda de propuestas para pasar tu tiempo en superficie. Y así, hasta que llegue la próxima inmersión en las ondas… nos daremos, una noche más, por buceados. La foto de la semana es pura textura viva. Desde arriba parece un mapa antiguo dibujado con paciencia infinita: hexágonos que guardan historias, cicatrices que son travesías. La tortuga avanza sin prisa, como quien conoce todos los secretos del tiempo y no necesita demostrarlos. Bajo ella, la arena es apenas un susurro; sobre su caparazón, el océano ha escrito su biografía. Y uno comprende que hay criaturas que no nadan: simplemente continúan. Con temor a equivocarme, diría que se trata de un juvenil de Tortuga Verde Chelonia mydas, con sus escudos "placas" con esos tonos radiantes marrones, ámbar y un toque de púrpura/negro que son típicos de los juveniles. Es cortesía de su autora Amanda Martino que la tituló “Tortuga de Mar Púrpura y Azul”. ¿Preparados para saltar al agua? Repaso rápido y preciso del equipo propio y del compañero, un ok y al agua. Sonaron en este programa: 00,00'09” — David Arkenston - Papillon - Sintonía 00,06'19” — Julio de la Rosa - LA PLAYA DE LOS TIGRES 00,06'53” — Julio de la Rosa - PRIMERA INMERSIÓN 00,25'53” — Julio de la Rosa - FIN DE LA JORNADA 00,27'35” — Dua Saleh - Flood (feat. Bon Iver) 00,50'15” — Volpina - Cómo volar 01,04'44” — MGMT - Mother Nature 01,26'00” — Alex North - 2001 A Space Odyssey Theme song 01,45'18” — Avalon Jazz Band - La Mer (Beyond the Sea) 01,47'35” — The Wizard - Wednesday Plays Cello - Winter I. Allegro Non Molto (Vivaldi) 01,48'25” — Elgar, Edward - Serenade for String Orchestra, Op. 20 01,54'22” — Second Delphic Hymn to Apollo 01,59'15” — Juan Crisóstomo Arriaga - Obertura de Los Esclavos Felices 02,04'35” — José González - Against the Dying of the Light 02,08'49” — W.A.S.P. - The Titanic Overture 02,12'21" — Hay Peores - Bajo El Mar (Cover de Under The Sea de La Sirenita) Sintonía
Desde 1991, el Sistema Mundial de Observación de los Océanos (GOOS Global Ocean Observing System) proporciona información esencial sobre los océanos, como temperatura, corrientes u otras variables. Un esfuerzo global coordinado por la UNESCO y la Organización Meteorológica Mundial (OMM). Por Ivonne Sánchez GOOS, por sus siglas en inglés,Global Ocean Observing System, es el sistema mundial de observación de los océanos. Dirigido por la Comisión Oceanográfica Intergubernamental (COI) de la UNESCO, está copatrocinado por la Organización Meteorológica Mundial (OMM), el Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA) y el Consejo Internacional de Ciencias (ISC). Observar los océanos es fundamental, ya que el océano regula el clima y es en los océanos donde se produce la mayor parte del oxígeno que respiramos, gracias al plancton. Escuche aquí la entrevista completa con el Capitán de corbeta Matías Sifón de la Armada de Chile: El capitán de corbeta Matías Sifón, es el jefe del departamento de Oceanografía del Servicio Hidrográfico y oceanográfico de la Armada de Chile, (SHOA). El forma parte de esta red global de observación de los océanos, el GOOS.
Divulgación: Museo de Zoología UdeC. Junto a Enrique Rodríguez Serrano (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Día de la Antártica. Junto a Angie Díaz Lorca (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Descontaminación de lagos urbanos: solución basada en la naturaleza. Junto a Pablo Castro Varela (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Flores en el desierto: resiliencia y evolución. Junto a Pablo Guerrero Martin (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
A investigação no arquipélago da Guiné-Bissau permitiu conhecer uma biodiversidade local rica e até então desconhecida, mas também mostra a presença alarmante de espécies não nativas num dos ecossistemas mais intactos da África Ocidental. O trabalho liderado equipa do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), em portugal, em colaboração com as instituições locais da Guiné-Bissau, Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP), e o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Oceanográfica (INIPO), documentou, em 2023, 28 novos registos de invertebrados marinhos no arquipélago de Bijagós, incluindo seis espécies nunca antes observadas no Atlântico Oriental e encontrou duas novas espécies de camarão endémicas da região: a Periclimenes africanus e uma segunda, ainda não descrita, do género Palaemon. A expedição científica envolveu comunidades piscatórias e foi também elemento dinamizador da formação de técnicos locais. Em entrevista à RFI, Ester Serrão, coordenadora da expedição e investigadora da Universidade do Algarve e do CCMAR, refere que o sucesso da missão só foi possível graças à excelente colaboração das equipas de Portugal e da Guiné-Bissau. Ester Serrão começa por descrever o valor da biodiversidade dos Bijagós, facto que fez com que o arquipélago tenha sido classificado pela UNESCO como Património Mundial Natural. Ester Serrão, coordenadora da expedição e investigadora da Universidade do Algarve e do CCMAR: Em termos de natureza, é extraordinária. É uma zona onde os ecossistemas são geridos por entidades oficiais em grande estreita colaboração e dependente das pessoas que vivem nos Bijagós, que têm as suas próprias regulamentações, as suas próprias tradições e, portanto, toda a utilização da natureza é, desde há muito tempo, feita de uma forma muito integrada entre as pessoas que lá vivem e, em algumas zonas, nem sequer há pessoas, porque são muitas, muitas ilhas e, portanto, eles gerem certas ilhas mesmo como reservas que eles próprios criam devido a suas tradições e a considerarem que certas zonas, por exemplo, são sagradas, etc. Para além da riqueza natural que esta zona tem, por ser uma arquipélago com tantas ilhas e com tanta riqueza que vem da sua localização privilegiada e da situação, com umas ilhas mais próximas da zona de grandes rios, de grandes mangais e outras mais longínquas, mais afastadas, com águas mais transparentes, tudo isto, são zonas de poucas profundidades, etc. Toda esta situação geológica, oceanográfica e climática cria ecossistemas muito ricos. Para além disso, a gestão pelas pessoas não tem sido um foco de destruição significativo como tem sido muito mais noutras zonas vizinhas, digamos, e, portanto, recebeu este reconhecimento muito merecido de ser Património Mundial Natural. RFI: Esteve a coordenar um projecto nos Bijagós, quais os objectivos deste projecto quando se propôs avançar com esta investigação? Ester Serrão: O programa é para toda a costa atlântica de África. Os Bijagós é um dos locais particulares onde focámos mais atenção e o objectivo era conhecer a distribuição das espécies, que espécies existem, a composição das espécies marinhas menos conhecidas. Há muitos outros estudos, programas e projectos de outras entidades e de outros países sobre, principalmente, espécies mais carismáticas, como aves, como tartarugas, como mamíferos marinhos, até peixe. Nós focámos mais em aspectos da biodiversidade, então, complementares aos que se conheciam, pouco conhecidos, como o que chamamos genericamente florestas marinhas, que podem ser florestas animais, como os corais, as esponjas e outros grupos de invertebrados com os nomes difíceis de as pessoas conhecerem, e também grandes macroalgas, plantas marinhas, portanto, este tipo de biodiversidade que está debaixo da superfície do mar e que, normalmente, as pessoas não conhecem, porque só indo para debaixo do mar é que as conseguem ver, quanto muito na maré muito baixa. Mas, também, tivemos por objectivo dar a conhecer a informação toda que já existe, mas que não está facilmente disponível ao público, porque houve já muitos projectos, muitos estudos, etc., que estão publicados, por exemplo, em artigos científicos, ou em teses, ou em relatórios de projectos, e toda essa informação, se as entidades locais quiserem utilizá-la para a gestão, ou, por exemplo, para o dossiê da candidatura ao património mundial, era difícil chegar a toda esta informação. O que fizemos foi, penso, uma contribuição muito útil para a gestão, para a ciência, para os cidadãos, foi pôr a informação toda disponível, foi recolher a informação que existe em portais, em publicações, em relatórios, muitas vezes não publicada, nos dossiês, nas prateleiras, e juntar toda essa informação, colocá-la toda numa base de dados única, e disponibilizá-la num portal de utilização livre, gratuito, e qualquer pessoa pode ir lá, recolher os dados, ver os mapas de distribuição das espécies, etc. Por exemplo, no caso dos Bijagós, isto teve muita utilidade o dossiê, porque, quando perguntaram às entidades de conservação e gestão da natureza da Guiné-Bissau, quais são as espécies que existem dentro da zona a proteger, da zona a designar, comparativamente com fora, nós tínhamos recolhido neste projecto já essa informação toda. Tínhamos as coordenadas geográficas onde já tinham sido avistadas cada espécie, e toda a informação e todos os estudos tinham sido feitos anteriormente. Portanto, estamos a desenvolver este programa, não só para os Bijagós, como estamos a tentar desenvolver isto para toda a costa atlântica da África. RFI: Este foi um trabalho realizado não só com gente que a acompanhou daqui da Universidade do Algarve, também envolveu investigadores da Guiné-Bissau e a comunidade local. Ester Serrão: A comunidade local é essencial, não se podia fazer este trabalho sem a comunidade local. O programa inteiro foi, logo de início, planeado com entidades locais. Foram, primeiro, feitas conversas e inquéritos sobre quais são as vossas necessidades, em que é que gostariam de ter mais formação ou mais apoio do ponto de vista científico, e depois desenvolvemos este programa, tanto para recolher informação em falta, como para fazer capacitação, ou seja, para melhorar o conhecimento em certas metodologias que poderiam ser úteis a quem já é profissional nestas instituições, mas que gostaria de melhorar a sua formação, por exemplo, em sistemas de informação geográfica, ou em estatística, ou em outras técnicas ou outros conhecimentos. E, portanto, em colaboração com as entidades locais, definimos quais eram as lacunas de conhecimento e estabelecemos o mestrado profissional para profissionais apenas, para pessoas que já trabalhavam, pelo menos, há cinco anos, por exemplo, nos institutos da pesca, nos institutos da conservação de natureza, em organizações não-governamentais, etc. Tivemos vários tipos de estudantes que vieram trabalhar neste programa, recolher também os dados e informação e integrá-los e levá-los de volta para os seus países. Portanto, as campanhas foram planeadas com as entidades locais e com estudantes para contribuir para as suas teses e para a informação que as entidades locais necessitavam. E depois, as campanhas locais foram organizadas com eles. Planeámos conjuntamente onde é que deveríamos ir fazer as amostragens, quais eram os sítios mais importantes, o que é que deveríamos ir estudar, e, portanto, o seu conhecimento local era indispensável. Nós fizemos um conhecimento complementar ao que eles já tinham, Acaba por ser uma sinergia, um daqueles casos em que o todo é mais do que só uma das partes isoladas. No caso dos Bijagós, por exemplo, a maior parte do trabalho foi desenvolvido com o Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas, que fazem um trabalho excelente na zona, com os recursos que têm, fazem um trabalho excelente, são exemplares, de facto. RFI: Foi recentemente publicado o resultado desta investigação. Quais são as descobertas mais assinaláveis, de maior relevo, que este vosso trabalho veio a revelar? Ester Serrão: A biodiversidade subaquática, a biodiversidade que fica debaixo da superfície do mar e que não é visível facilmente a qualquer um, tem muitas espécies e muitos habitais que não eram conhecidos anteriormente. O que foi mais surpreendente, que os próprios colaboradores, os outros biólogos das entidades locais nos diziam que ficavam surpreendidos, é que como nós íamos a mergulho com o escafandro autónomo, podíamos passar muito tempo dentro de água, olhar para o fundo e encontrar espécies que só se encontram estando ali, com cuidadinho, a olhar para o fundo e a ver, “ah! está aqui esta no meio das outras”, etc. Portanto, descobrimos florestas de corais, alguns corais que parecem árvores, porque são as que nós chamamos as gorgónias, os corais moles, muito ramificados, uns cor-de-rosa, outros amarelos, outros roxos, muitas cores, muito bonitas estas florestas de gorgónias, que não se conheciam, não estavam registadas para os Bijagós. Por exemplo, de corais e esponjas, muitas esponjas, também muito coloridas e grandes e ramificadas, que também parecem florestas. Muitas macroalgas, grandes florestas de grandes algas, vermelhas, castanhas, verdes. Pradarias marinhas, são umas plantas marinhas que até não são de grandes dimensões, nos Bijagós só existe uma espécie tropical que até é bastante pequena, mas que afinal está muito mais espalhada, existe em várias ilhas e em vários locais, muito mais do que se sabia anteriormente. Portanto, a descoberta e a cartografia da localização deste tipo de ecossistemas foi uma grande novidade e acho que é importante para chamar a atenção da riqueza dos Bijagós, que para além de tudo o que já se conhecia, que é uma riqueza extraordinária, o que terá sido talvez a maior novidade foi o nosso foco nestas outras espécies que normalmente têm menos atenção. RFI: Estamos a falar do lado revelador, mais positivo, que este projecto trouxe à tona, mas se calhar depois também poderá haver aspectos menos positivos, com os quais também se depararam. Possíveis espécies invasoras, possíveis efeitos de poluição, de alterações climáticas? Ester Serrão: Hoje em dia, tanto as alterações climáticas como as espécies invasoras são um problema global, que infelizmente afecta especialmente os países que pouco contribuem para o problema. Muitas vezes são os países menos desenvolvidos que mais natureza têm e que têm mais a perder com estes efeitos globais, que não foram criados tanto por eles, porque são criados mais por países mais industrializados, que já destruíram mais a sua natureza. Mas, então, no caso das espécies invasoras, acabamos por descobrir um grande número destas espécies invasoras que são invertebrados, agarrados às rochas e que competem com outras espécies que também necessitam do espaço nas rochas para se agarrarem, que são nativas. Tal como se nós pensarmos no meio terrestre, toda a gente compreende a competição pelo espaço de certas espécies. Por exemplo, nas plantas, o chorão, que é uma espécie que invade muitas áreas e não deixa que outras plantas se instalem, cobre tudo. Dentro do mar, podem pensar no mesmo aspecto, no mesmo problema, há rochas que ficam cobertas por espécies que são invasoras, que não são da zona e que impedem as espécies naturais nativas da zona de encontrar espaço para se instalar, enquanto elas se reproduzem têm umas pequenas larvas que têm que se agarrar às rochas para originar o próximo coral, por exemplo, ou a próxima esponja, e que se estiver tudo coberto por uma espécie invasora já não se podem instalar. Muitos destes grupos têm uns nomes até pouco conhecidos das pessoas, como há uns briozoários, umas ascídias, outros grupos próximos dos corais, e que foram descobertos com abundância inesperada nesta zona, que é tão natural, não estamos à espera de encontrar tanta espécie invasora. Ora, como é que isso acontece? A maior parte destas espécies vem de zonas longínquas, a zona nativa não é mesmo ali perto, por isso é que são espécies exóticas. Vêm ou do Indo-Pacífico, algumas poderão ter vindo do outro lado do Atlântico, ou vêm todas do Indo-Pacífico e acabam por entrar ou de um lado do Atlântico ou do outro, e, portanto, a origem mais provável é o tráfego marítimo, a circulação de grandes navios, tanto de mercantis como até de pescas, que vêm não para dentro dos Bijagós, não há grandes navios, é uma zona muito baixa, mas ao longo de toda a costa atlântica da África, a circulação de navios é uma coisa enorme. Portanto, podem trazer espécies ou agarradas aos cascos ou nas águas de lastro, que são águas que enchem os porões num determinado sítio e depois largam num outro sítio diferente, e lavam as larvas e tudo o que estiver na água e vai se agarrar ao fundo. Portanto, podem essas espécies depois serem introduzidas, por exemplo, no Senegal, que é mesmo ali ao lado, e depois, através de pequenos objectos flutuantes ou agarradas aos cascos dos barcos mais pequenos, das canoas, etc., acabam por se ir espalhando e chegando mesmo aos Bijagós. Nas nossas amostragens, muitas espécies foram amostradas, que foram depois sequenciadas com o ADN para encontrar, para verificar qual o nome da espécie, através de métodos moleculares, que são métodos que permitem, de forma mais eficaz, ter a certeza que aquela espécie não é exactamente a mesma que outra muito parecida morfologicamente, mas que a sequência do ADN é diferente. As mais fáceis e mais rápidas de identificar foram as exóticas, porque aquela sequência já existia na base de dados, exactamente a mesma sequência daquela espécie já existia na base de dados, por exemplo, do Indo-Pacífico. Dizemos, isto é a mesma espécie do Indo-Pacífico que está aqui, ou a mesma espécie que existe nas Caraíbas, e não se sabia que estava aqui deste lado do Atlântico, não se sabia que existia em África. Afinal, algumas espécies são registos novos para a costa de África, e que provavelmente estão nos outros países todos da costa de África. Mas ainda não foram encontradas, porquê? Porque ainda não foi feita essa amostragem, que só se encontram se andarmos, de facto, nas rochas, como neste caso, andámos em mergulho, portanto, com atenção às rochas, a apanhar todas as pequenas espécies que eram diferentes umas das outras. É a mesma amostragem indicada e depois a sequenciação para verificar, de facto, é uma espécie que não é endémica dali. Há muitas outras espécies que ainda não foram identificadas e que não estavam directamente já presentes nas bases de dados, e portanto, elas podem vir a ser mesmo espécies novas, ainda não conhecidas para a zona. Mas a quantidade de espécies invasoras é um problema, porque algumas delas espalham-se bastante, têm uma grande cobertura, quando cobrem as rochas, de forma muito contínua e não deixam espaço para as outras espécies se instalarem. E ficamos a pensar como é que teria sido esta zona, como é que teriam sido os Bijagós antes destas espécies invasoras chegarem lá. Porque agora vemos que elas são muito abundantes e que ocorrem por todo lado. Algumas cobrem mesmo zonas muito significativas, onde anteriormente teriam estado espécies nativas e, portanto, pensamos, já chegámos um bocadinho tarde, gostaríamos de ter tido uma baseline, uma linha de base, do que é que teria sido o estado dos Bijagós, antes destas espécies invasoras todas terem colonizado estas zonas. Já fizeram alguma alteração, certamente, mas nunca vamos saber o que é, porque foi no passado e não ficou registado. RFI: O resultado desta investigação foi recentemente publicado. Depois deste resultado publicado, a investigação continua? Ester Serrão: Exacto. Este trabalho todo fazia parte da tese de mestrado de um aluno, profissional do Instituto das Pescas da Guiné-Bissau, o Felipe Nhanque. Portanto, fazia parte do mestrado profissional que criámos no Programa MarÁfrica e, com estes dados, criou-se um portal que disponibiliza os dados todos que foram recolhidos, não só nas nossas campanhas, como todos os que já existiam de todas as fontes anteriores, desde 1800 e tal. Está tudo, agora, disponível ao público. Portanto, ele, como foi formado nesta área, continua a procurar mais informação e a entregá-la para o portal. O portal é actualizado mensalmente, com toda a informação nova que existe, é o portal Mar África. Se procurarem Mar África, encontram o portal. Tem bases de dados para os Bijagós, para o Parque Nacional do Banco d'Arguin naMauritânia, para as áreas marinhas protegidas de Cabo Verde, para a zona de transição entre a Namíbia e Angola, a zona do Cunene, que é muito rica também. As primeiras zonas de foco são zonas especialmente ricas em biodiversidade, que colocámos os dados todos que foram recolhidos já disponíveis. E, portanto, continua a haver mais campanhas, nós próprios vamos continuar a ir lá, fazer mais campanhas em colaboração com as mesmas entidades e os mesmos investigadores para continuar a ajudar. Eles próprios foram equipados com este equipamento de mergulho, por exemplo, e também fizemos formação e continua a ser feita na parte da identificação molecular das espécies P ortanto, eles podem continuar por si só, mas nós também continuamos a colaborar. O programa continua em termos de uma colaboração contínua e sempre que há oportunidade fazemos mais algumas campanhas para complementar o trabalho e para continuar. Portanto, por um lado, continua de forma automática, todos os meses é actualizado o portal, com a informação nova que existe e, por outro lado, mais campanhas e mais trabalho de campo e mais colaboração do ponto de vista de reuniões directas e conversas directas. Estamos sempre em contacto, porque criámos uma rede, que não foi só para naquele momento fazer aquilo e terminar. Criámos uma rede de contactos que ficam para o futuro, porque muitas vezes eles contactam-nos e precisamos saber isto ou precisamos saber aquilo ou precisamos de ajuda nisto e nós fazemos o melhor possível, porque estão sempre disponíveis. Mas eles próprios já têm, por sua iniciativa, com os laboratórios mais equipados, os conhecimentos para fazer as coisas. Os complementos de informação que nós tentámos atribuir já estão disponíveis lá, cada vez precisam menos de nós, mas nós continuamos a querer sempre colaborar porque, de facto, é uma colaboração fascinante e que nós também apreciamos muito. RFI: Há diferentes iniciativas, diferentes programas de diferentes países que trabalham sobre a costa ocidental de África. Como é que o MarÁfrica pode contribuir, pode ser diferente em relação a esses outros programas, a esses outros projectos? Ester Serrão: Fundamentalmente importante e uma grande, grande contribuição que eu acho que tivemos com este programa e continua sempre, porque é permanentemente atualizado, é o portal de dados de biodiversidade, porque o acesso à informação é algo muito importante. A informação pode existir, mas se as pessoas não têm acesso fácil e acessível, acaba por não ser utilizada, o que acontece com imensos estudos. Há programas na costa atlântica de África, por exemplo, da União Europeia, da França, da Alemanha, da Holanda, etc., imensos, desde há décadas que há estudos e programas e projectos que recolhem informação e deixam um relatório, que fazem publicações científicas, fazem teses, etc., mas quando as entidades locais querem utilizar a informação para os seus fins de gestão, para definir quais são as áreas em que se pode fazer, por exemplo, uma determinada actividade, ou não se deve fazer outra porque se vai destruir algo, toda essa informação, apesar de ela existir, porque houve estudos que recolheram informação, não está facilmente disponível. Então, ao perceber isso, percebemos que é necessário disponibilizar a informação de forma livre, de forma compatível, porque cada estudo utiliza a sua forma de colocar os dados. E não só não estão acessíveis, como não são standardizados, não estão comparáveis uns com os outros. Não só entre países, cada um tem as suas formas de guardar dados, como, mesmo dentro de cada país, cada instituição tem alguns dados, outros têm outros, e muitas vezes, quem tem os dados e a informação são os investigadores que fizeram os estudos e que ou têm no seu computador, ou têm numa publicação, mas não estão numa base de dados em que se possam ser acessíveis. O que se vê é só um gráfico, ou um resultado, já com tudo integrado. Os dados de base são muito úteis, muito importantes, e nós percebemos que existiam imensos dados, imensa informação que foi recolhida, e que se for, se não se perder, se não se deixar que aquilo desapareça nos computadores, não sei onde, ou que fique em PDFs, ou que fiquem, em outras formas, pouco acessíveis. Portanto, não só recolhemos a informação como foi toda transformada, editada, para estar num formato compatível, portanto, todos os dados de todas as fontes foram transformados para um formato comum, e agora, estando num formato comum, consegue-se ir às bases de dados do Mar África e ver qual a distribuição de cada espécie, quando e onde é que já foi observada cada espécie, e assim perceber, por exemplo, em relação às alterações climáticas, quais são as distribuições das espécies actuais, quais foram os registos dessas espécies no passado, e depois usar esses dados até para prever quais serão as distribuições das espécies no futuro. Porque um dos objectivos é, por exemplo, se percebermos que uma espécie está no seu limite sul de distribuição, por exemplo, nos Bijagós, e não vai mais para sul, e que é possível, por exemplo, nas corvinas, é uma espécie com interesse comercial enorme da espécie que é apanhada em Portugal, chegam lá no limite sul, mas cada vez há menos, se calhar com alterações climáticas e as alterações ambientais está-se a ver que cada vez há menos, portanto, se calhar, é importante as entidades saberem que investir na pesca da corvina não é, se calhar, algo importante, isto é só para dar um exemplo de uma espécie que sabemos que é muito importante em alguns sítios, mas que no futuro a sua distribuição pode ser alterada. Portanto, o conhecer a distribuição actual das espécies permite não só planear como é que se faz a gestão hoje, nos ecossistemas que temos, e também permite fazer previsões de qual será a distribuição dos ecossistemas daqui a 50 anos, e fazemos hoje o planeamento da gestão costeira, já a pensar como é que as coisas vão ser daqui a 50 anos, ou daqui a 100 anos, porque já existem dados e modelos que nos permitem fazer essas previsões. É por isso que, por exemplo, na própria formação do Mestrado do Mar África, também tínhamos uma disciplina que era fazer modelos de previsão da distribuição das espécies no futuro, para que também possam integrar isso na sua própria actividade de gestão. Descubram aqui algumas das espécies existentes no mar do Bijagós: Link do Projecto MarAfrica : https://ccmar.ualg.pt/project/marafrica-network-monitoring-integrating-and-assessing-marine-biodiversity-data-along-west
Luz García, directora del Centro Oceanográfico de Coruña
El projecte europeu POCTEFA Interreg OPALE, una iniciativa important del CNRS Occitanie Est, dotarà el golf del lleó d'un radar oceanogràfic a Canet. Aquest projecte és essencial per cartografiar els corrents marítims en temps real, amb aplicacions crucials per a la protecció dels ecosistemes, la gestió de les contaminacions i la seguretat marítima.L'objectiu principal d'aquest projecte de cooperació transfronterera entre Catalunya i l'estat francès és la instal·lació d'un radar oceanogràfic a Canet per complementar les mesures del radar ja instal·lat al Cap de Creus, per ampliar la xarxa de radars costaners i per proporcionar corrents marins en temps real als ciutadans i administracions de l'AFLE (Area Funcional Litoral Oriental).Hem parlat amb el Jordi-Isern Fontanet, responsable del projecte OPALE i cap del nou servei d'oceanografia operativa de l'ICATMAR.
Vânia Baptista, investigadora principal do projeto LittleFish STP, foi escolhida pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO para a Mário Ruivo Memorial Lecture deste ano.
Recientemente, en la sede de la UNESCO de París, se proyectó la película Océano, con la participación excepcional del casi centenario y célébre divulgador científico británico David Attenborough. Océano es una super producción que muestra las maravillas del mundo marino pero también los retos que enfrenta, entre la pesca industrial y el cambio climático. Por Ivonne Sánchez Coproducido por Open Planet Studios y Silverback Films, la película Océano muestra el maravilloso mundo marino, los últimos descubrimientos científicos sobre el mar pero también los retos que enfrentan los océanos, como las técnicas destructoras de la pesca de arrastre o las consecuencias del cambio climático en los corales. "Después de casi 100 años en el planeta, ahora entiendo que el lugar más importante del planeta no está en la tierra, sino en el mar", se escucha la voz del narrador al comienzo de la película. La voz es del célebre divulgador científico David Attenborough. El estreno mundial de la película coincidió con el cumpleaños número 99 del científico británico y en Francia, la proyección de la película tuvo lugar en la sede de la UNESCO, en París, en el marco de la 33ª reunión de la Asamblea de la Comisión Oceanográfica Intergubernamental y en colaboración con la Delegación Permanente del Principado de Mónaco, país que financió en gran parte la producción de este documental. RFI conversó con uno de los especialistas en ciencias oceánicas que participaron en la mesa redonda que siguió a la proyección de la película: La película, traducida a varios idiomas, puede verse en diferentes plataformas e incluso en algunos cines. Entrevistado: Rafael Gonzalez Quirós, director del centro oceanográfico de Gijón y responsable de relaciones internacionales del Instituto Español de Oceanografía.
El Ayuntamiento de Rincón de la Victoria se ha unido nuevamente a la campaña de concienciación medioambiental `Aquí salvamos tortugas´. Un año más, el municipio forma parte de esta iniciativa nacional promovida por la Fundación Oceanogràfic, que tiene como objetivo informar y sensibilizar sobre la presencia de tortugas marinas en las costas del Mediterráneo y la importancia de su conservación. La campaña ya está presente en Rincón de la Victoria a través de cartelería visible instalada en distintos puntos del municipio, dirigida tanto a residentes como visitantes, que informan cómo actuar en caso de avistamiento de tortugas marinas, recomendando contactar con el 112 para activar la red de varamientos. El concejal de Sostenibilidad Medioambiental, Borja Ortiz (PP), ha señalado que “la iniciativa busca concienciar a la población sobre la necesidad de seguir un protocolo de actuación, ya que cada vez es más frecuente que las tortugas bobas elijan nuestras playas para anidar”. Por su parte, el alcalde de Rincón de la Victoria, Francisco Salado (PP), ha subrayado “la importancia de apoyar campañas como esta, que contribuyen a divulgar y concienciar sobre la conservación de una especie marina amenazada por factores como la contaminación, la pérdida de hábitat o la acción humana, que entre todos podemos prevenir”. En esta misma línea, el concejal de Playas, Sergio Díaz (PP), ha destacado que “a través de estas campañas aprendemos sobre la biología de las tortugas marinas, cómo identificar sus rastros en la arena durante la época de anidación, y qué pasos seguir si encontramos un ejemplar en peligro”. La campaña ‘Aquí salvamos tortugas’ comenzó en 2019 en la Comunidad Valenciana de la mano de la Fundación Oceanogràfic y ha ido creciendo, uniéndose la Fundación Azul Marino y la Fundación Palma Aquarium y ampliándose a las Islas Baleares y la Región de Murcia, hasta hace dos veranos, que se unió el Acuario de Sevilla con la participación de las localidades de Andalucía. Este año son ya más de 100 municipios los adheridos a la campaña. Esta acción cuenta además con la colaboración de la Junta de Andalucía y la Federación Andaluza de Municipios y Provincias (FAMP), y es posible gracias al compromiso de los ayuntamientos participantes que, como Rincón de la Victoria, trabajan para promover la concienciación medioambiental y la protección de la fauna marina.
Impactos del cambio climático en el océano. Junto a Laura Farías (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Biodiversidad y protección de la flora de Los Andes. Junto a Lohengrin Cavieres González (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Este martes, Ana y Marco vivieron una experiencia inolvidable en el Oceanogràfic de Valencia, donde asistieron a la presentación de OceanCook, un innovador proyecto que une arte, ciencia y conservación marina a través del diseño de vajilla. El evento se celebró en el emblemático Restaurante Submarino, como parte del OceanFest 2025, el festival dedicado a la preservación de la vida marina. La iniciativa, impulsada por la Fundación Oceanogràfic en colaboración con la firma de diseño Cookplay, busca concienciar al público sobre el riesgo que enfrentan muchas especies marinas, mediante la belleza y el diseño funcional. La colección de vajilla fue creada a partir de imágenes reales obtenidas por tomografía (TAC) en la clínica veterinaria del Oceanogràfic. Estas imágenes, utilizadas originalmente en diagnósticos y tratamientos de animales marinos heridos o enfermos, sirvieron como base para reconstrucciones digitales en 3D que dieron forma a los diseños de cada pieza. La vajilla, fabricada en porcelana de alta resistencia, incluye platos llanos, hondos, de postre y pan. Cada uno está inspirado en especies amenazadas como la raya áspera (Raja radula), la raya mosaico (Raja undulata), la raya mariposa (Gymnura altavela) y el caballito de mar, emblema de la fragilidad de los ecosistemas marinos. La presentación incluyó un showcooking a cargo de la chef Begoña Rodrigo, y culminó con un emotivo momento en la playa de El Saler, donde se liberaron al mar una tortuga y una raya que habían sido recuperadas en la clínica del Oceanogràfic. Ana y Marco también tuvieron la oportunidad de visitar el hospital marino del centro, donde quedaron impresionados por el compromiso y el trabajo técnico del equipo veterinario que lidera esta labor. Como dijo uno de sus responsables: “La belleza puede abrir puertas al conocimiento. Y el conocimiento lleva al respeto y a la protección”. Además de su valor artístico, esta vajilla tiene un propósito claro: parte de sus beneficios se destinarán a financiar proyectos de investigación, rescate y recuperación de fauna marina. Una jornada que une creatividad, conciencia y compromiso, y que demuestra que incluso desde la mesa se puede contribuir a salvar los océanos.
Os e-books estão disponíveis no site do Laboratório de Biologia da Conservação de Mamíferos Aquáticos
Salmones: impactos ecosistémicos de especies exóticas. Junto a Daniel Gómez Uchida (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
Rubén Amón y su equipo rinden homenaje al Oceanogràfic de València, la investigación, la preservación y al mundo marino desde el acuario español por excelencia y que acoge la tercera edición de OceanFest.
La Cultureta Gran Reserva desde el Oceanogràfic de Valencia: la importancia del mar y la problemática del cambio climático
Rubén Amón y su equipo rinden homenaje al Oceanogràfic de València, la investigación, la preservación y al mundo marino desde el acuario español por excelencia y que acoge la tercera edición de OceanFest.
Rubén Amón y su equipo rinden homenaje al Oceanogràfic de València, la investigación, la preservación y al mundo marino desde el acuario español por excelencia y que acoge la tercera edición de OceanFest.
La quinoa y su rol en la seguridad alimentaria. Junto a Luisa Bascuñán Godoy (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
En medio del océano Pacífico se encuentra el archipiélago de Galápagos, un lugar dotado de una excepcional biodiversidad y donde estos días se ha inaugurado, concretamente en la isla de San Cristóbal, un laboratorio de salud animal con el fin de proteger la fauna silvestre.Se trata de un proyecto internacional, en el que intervienen entidades como la Fundación Oceanogràfic, con cuyo director técnico, Daniel García Párraga, conversamos. El estudio de la interacción entre salud animal, humana y ambiental, y los virus y enfermedades más actuales, están en el centro de las actuaciones de este laboratorio.Interviene después Carlos Bravo, de la organización Mighty Earth, que junto a otras cuatro entidades ha presentado una propuesta para reducir las emisiones de metano a la atmósfera. Este gas es uno de los principales impulsores del efecto invernadero y por consecuencia, del calentamiento global, y nuestro país, que debe poner en marcha medidas que favorezcan esta reducción, todavía, según estas organizaciones, no las ha implementado.Escuchar audio
Polo Ramírez comentó la actualidad. En Ruta Silvestre, conversó con José Pedro Guilisasti, secretario ejecutivo de la Asociación de Municipalidades Parque Cordillera, sobre la Red de Parques, las características de ellos y la reapertura del Parque Natural Cantalao. Además, habló con la Doctora Susannah Buchan, investigadora del Centro de Investigación Oceanográfica en el Pacífico Sur-Oriental COPAS Coastal de la Universidad de Concepción, sobre las principales causas de muerte de las ballenas, su hábitat y las amenazas presentes para estos cetáceos.
Fauna en Campus Naturaleza. Junto a Fulgencio Lison Gil (Facultad de Ciencias Naturales y Oceanográficas).
#199. Veleiro de Expedições Científicas Oceanográficas, ou simplesmente ECO, é o nome da primeira embarcação desta modalidade, feita inteiramente no Brasil. Neste bate-papo, o idealizador e coordenador do projeto, Orestes Alarcon, fala sobre a importância do pioneiro trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e os desafios na construção do barco de alumínio naval, de 60 pés. Assista e compartilhe; bons ventos! Saiba mais sobre o Veleiro ECO pelos links abaixo: Site: http://www.veleiro.eco.br Instagram: https://www.instagram.com/veleiroeco/ YouTube: https://www.youtube.com/@veleiroeco2879?app=desktop Visite o site de Orestes Alarcon: https://orestesalarcon.alboompro.com/ Apoio: Café do Luiz Café artesanal, especial e cultivado no Sudoeste de MG. Entregas para todo o Brasil através dos contatos abaixo: Em São Paulo (11) 99830-0777 ou 98622-2612 Florianópolis (48) 99621-9288
Diputado Francisco Pulgar visitó las dependencias del Servicio Hidrográfico y Oceanográfico de la Armada. El Presidente Comisión de Emergencia, Desastres y Bomberos se refirió a las mejoras en el funcionamiento del organismo y a la forma de enfrentar posibles emergencias.
Mareas Vivas en A Coruña. Hablamos con Nacho Fraga, técnico del oceanográfico de A Coruña
Investigación en oceanografía. Junto a Víctor Ariel Gallardo (Facultad de Cs. Naturales y Oceanográficas).
Un grupo de investigación trabaja a bordo del buque Ocearch con un objetivo: estudiar la presencia de tiburones blancos en eol Golfo de Bizkaia. Aunque también han buscado evidencias en aguas gallegas, la expedición se ha centrado estos días en el Cantábrico, y tiene como objetivo principal sacar al tiburón blanco del peligro de extinción, aumentando su presencia. Así nos lo cuenta el investigador de la Fundación Oceanogràfic Pablo García Salidas....
Charlamos con el cirujano Diego González sobre las operaciones de pulmones que hace por todo el mundo. Hablamos con el director médico del Hospital Insular Nuestra Señora de los Reyes en la isla de El Hierro sobre la situación migratoria en El Hierro. Conversamos con la médico urgencias Inmaculada Mora que escribió el hilo en Twitter sobre esta situación. Conocemos al artista urbano y grafitero Salvatore Benintende sobre sus grafitis sobre la Eurocopa. Charlamos con la responsable del área de conservación de la Fundación Oceanogràphic sobre la situación de las tortugas en el mar.
Mediante un paseo por el Oceanogràfic de Valencia, Toni Cuart, junto con Carlos López Tapia y Javier del Pino, charlan sobre cine y peces. Dos temas aparentemente diferentes pero que esconden muchas historias en la gran pantalla.
A pair of beluga whales have been evacuated from the besieged city of Kharkiv in Ukraine. They were taken to Europe's largest aquarium — the Oceanogràfic de Valencia in Spain.Mora from the What in the World team explains how the ongoing war in Ukraine put the belugas at risk. And Daniel Garcia-Párraga, director of zoological operations at Oceanogràfic, describes the complex rescue mission. The evacuation of the belugas has sparked discussions about animal captivity more generally. Rob Lott from the wildlife charity Whale and Dolphin Conservation tells us how perceptions of aquariums are changing around the world. Jeffrey Ventre, a former trainer at SeaWorld in Florida, describes what life at the aquarium was like for Tilikum — the killer whale that was the focus of 2013 documentary Blackfish. Finally, we meet Hot Pink Dolphins, which describes itself as Korea's first aquarium dolphin liberation movement. One of its activists Oh Yeon-jae explains why she's committed to protecting endangered marine life and returning animals to the wild. Instagram: @bbcwhatintheworld WhatsApp: +44 0330 12 33 22 6 Email: whatintheworld@bbc.co.uk Presenter: William Lee Adams and Mora Morrison Producer: Mora Morrison Editor: Verity Wilde
Los ministros de ciencia y tecnología del Hoy por Hoy comentan la macroencuesta publicada por una agencia de la ONU que destaca que el 80% de la población mundial está a favor de endurecer las medidas para paliar el cambio climático y se preguntan por la contradicción entre esas opiniones y el auge electoral de la extrema derecha negacionista. Además, explicamos cómo se han trasladado dos cetáceos de unos mil kilos cada uno de un acuario amenazado por las bombas en Ucrania hasta el Oceanográfic de Valencia y Jaime García Cantero cuenta lo que ha podido ver en el congreso sobre el futuro de la alimentación que se ha celebrado estos días también en Valencia. Una pista: apunten el concepto "agricultura regenerativa". Por último: reflexionamos sobre lo que puede suponer para el futuro de la ciencia en España la creación de la Oficina de Asesoramiento Científico. Y, por supuesto, damos las últimas noticias sobre el culebrón académico del rector Corchado.
Desde Valencia, hablamos con el Director de Operaciones Zoológicas del Oceanogràfic, Daniel García, y Carlos Algarra nos trae un reportaje sobre el proyecto 'Arca del mar'. Conversamos sobre las Fallas con el periodista Joaquín Prat. Conocemos la película 'Uncancelled', con la actriz María Albiñana.
Este sábado conocemos el proyecto de reproducción, cría y reintroducción del erizo de mar en las costas de la Comunidad Valenciana con Pau Sendín, oceanógrafo del Oceanogràfic de Valencia y parte activa de este programa de recuperación. Después, nos vamos a Palencia para visitar la granja de caracoles Palencol, con su gerente, Rafael Díaz.Sergio Martín repasa la actualidad informativa en su sección ‘Si yo tuviera un programa…’. El cuentista Pep Bruno nos narra Cuentecillos de Jesús y San Pedro, recogidos por Rafaela Nieves Martín en San Vicente de Alcántara (Badajoz). El astrofísico Javier Armentia nos habla sobre la longevidad de los hombres y las mujeres. Carmen Fernández nos hace viajar al pasado gracias a la exposición Regreso al videoclub organizada por la asociación Fuenlabrada Friki y Video Instant Café, el videoclub más antiguo de España. Por último, nuestro cocinero Sergio Fernández, nos enseña recetas para no complicarnos y quedar como reyes. Escuchar audio
El estudio de la Fundación Oceanogràfic en colaboración con el ICM-CSIC aporta más información sobre el llamado 'síndrome de descompresión' o 'enfermedad del buceador', que afecta a la mayor parte de tortugas marinas que quedan atrapadas, por accidente, en las redes de pesca.
Aimar Bretos dirige una edición especial del programa desde el Oceanogràfic de la ciudad.
Jaime Cantizano dedica su entrada en 'Por fin no es lunes' a las altas y anómalas temperaturas que nos esperan este fin de semana.
Oceanográfic de Valencia cumple 20 años cuidando del ecosistema marino. Hablamos con una persona del equipo que lo hacen posible: el biólogo e investigador Andrea Spineli.
Eduardo Nogués, director del Oceanográfic de Valencia, es una de las personas que mejor conoce este espacio de cuidado, conservación e investigación del fondo marino.
Programa completo de 'Por fin no es lunes' desde el Oceanográfic de Valencia con Jaime Cantizano.
El trabajo de las organizaciones y centros como el Oceanogràfic València, que luchan diariamente contra la extinción de especies, es fundamental para frenar la desaparición de los ecosistemas.
Nos colamos en las entrañas del Oceanográfico en Valencia que es el más grande de Europa. Para saber cómo se cuidan, se alimentan y se recuperan los animales. Acompañamos a los buzos que se están poniendo el equipo para tirarse a la piscina y darle de comer a esta gran familia animal, además de hablar con otros muchos trabajadores de la Fundación Oceanogràfic para conoce la labor científica, de recuperación, de salvamento y de cuidado que realizan los profesionales a diario. Escuchar audio
La Concejalía de Sostenibilidad Medioambiental del Ayuntamiento de Rincón de la Victoria se ha sumado a la campaña de concienciación `Aquí salvamos tortugas´. Una iniciativa cuyo objetivo es educar al público sobre cómo comportarse cuando encuentran una tortuga marina en las costas de nuestro litoral. El edil del Área, Borja Ortiz (PP), ha informado que mañana miércoles 19 de julio a partir de las 11:00 horas en la plaza Pepe el Boticario, técnicos del Acuario de Sevilla realizarán una acción. En la misma, los participantes conocerán la biología de estos animales, aprenderán qué se debe hacer si encuentran una tortuga en peligro, cómo detectar el rastro que deja una tortuga en la playa cuando va a realizar la puesta y cómo con pequeños cambios diarios podemos acabar con sus principales amenazas. “Es muy importante concienciar a la población sobre la importancia de mantener un protocolo de acción, cada vez son más las tortugas bobas las que vienen a anidar a las playas del Mediterráneo”, explica. El alcalde de Rincón de la Victoria, Francisco Salado (PP), ha destacado “la importancia de apoyar estas campañas de sensibilización, para divulgar y concienciar sobre la conservación de esta especie marina amenaza por la contaminación, la pérdida de su hábitat o las acciones derivadas de la acción humana, entre otras, que podemos prevenir”. Además, indica Ortiz, “también hemos instalado cartelería visible por el municipio para informar a los residentes y visitantes sobre la presencia de tortugas marinas en las costas del Mediterráneo, para que, en caso de avistamiento, puedan llamar al 112 y activar la red de varamientos”. Esta iniciativa de concienciación comenzó en 2019 en la Comunidad Valenciana de la mano de la Fundación Oceanogràfic. Ha ido creciendo, uniéndose la Fundación Azul Marino y Fundación Palma Aquarium y ampliándose a las Islas Baleares y la Región de Murcia, hasta este verano, que se ha incorporado el Acuario de Sevilla con la participación de las localidades de Andalucía y ya son 80 municipios los adheridos a la campaña. Esta acción, que cuenta, además, con la colaboración de la Junta de Andalucía y la Federación Andaluza de Municipios y Provincias (FAMP), es posible gracias a la colaboración de ayuntamientos como Rincón de la Victoria, que ha respaldado esta campaña divulgativa para proteger a estos animales a través de diferentes acciones.
En 'Más de uno' nos adentramos dentro del mundo de los tiburones, un animal del que hay más de 500 especies de distintos tamaños, formas y comportamientos. ¿Cuántas especies de tiburones hay en España? ¿Qué consejos debemos seguir para nadar entre tiburones? ¿Cómo se comportan? Hablamos con el biólogo e investigador en la Fundación Oceanogràfic, Pablo Garcia-Salinas y la oceanógrafa Gádor Muntaner.
Arconada habla de El Gato con Botas y Broker; Ayanta de Una terapia integral y Encarna de una Navidad bajo el mar en el Oceanográfico de Valencia.
Entrevista CH1 - Gaúcha ZS - 27/09/2022 - Lauro Barcellos, Dir. Do Museu Oceanográfico Da Furg by Rádio Gaúcha
Entrevista CH1 - Gaúcha Zona Sul - 10/08/2022 - Lauro Barcellos, Dir. Do Museu Oceanográfico Da Furg by Rádio Gaúcha