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Lesart - das Literaturmagazin (ganze Sendung) - Deutschlandfunk Kultur
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« Le XXIe siècle ne vous gouvernera pas, il vous programmera. Ceci n'est pas une crise de la démocratie mais le glissement vers un nouveau régime » : voilà ce qu'annonce la politologue et essayiste Asma Mhalla dans son nouvel essai (« Cyberpunk, le nouveau système totalitaire », Seuil). En analysant ce qui se joue aux États-Unis, elle explique comment un fascisme dopé par les outils numériques s'empare de nos cerveaux. L'essayiste ajoute : « Dans un monde qui va trop vite, penser devient un acte presque subversif ». Asma Mhalla est notre invitée, cette semaine. Après un séjour à l'hôpital, le philosophe et journaliste Simon Brunfaut nous livre ses réflexions – et ses sensations – dans son billet « A quoi tu penses ? ». Enfin, dans « En toutes lettres ! », Wilson Fache, journaliste et prix Albert Londres 2023, nous écrit depuis Kherson, en Ukraine. Ce numéro vous avait déjà été proposé en septembre 2025. Il inaugure notre série d'été « Matière à penser ». Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Et nous voilà (déjà) au bout de cette dense saison 12 de « Dans quel Monde on vit ». Nous allons la revisiter avec notamment au générique quelqu'un.e.s de nos près de 40 invité.e.s : Laura Vazquez, Leïla Slimani, Barbara Cassin, Francis Hallé, Cyril Dion, Asma Mhalla, Laurent Mauvignier, Nathacha Appanah, Jakuta Alikavazovic ou encore Eva Ilouz. La saison 12, c'est forcément une kyrielle de souvenirs. Des moments de réflexion ou d'émotion. Un silence, une hésitation, une inflexion dans la voix. Un tremblement. Un éclat de rire. Il suffit parfois d'un mot, d'une phrase, d'une formulation pour susciter l'attention et laisser une trace dans nos mémoires… Nous avons d'ailleurs peut-être engrangé certains souvenirs (en) commun(s). Et puis, il y a forcément ceux qui vous appartiennent. Qui entrent en résonnance avec votre histoire, votre vie personnelle. Vous l'avez trouvée comment cette saison 12 ? Quels sont pour vous les moments marquants ? Comme l'an dernier, on vous invite à nous envoyer une carte postale pour nous raconter, vous confier, nous dire en quelques mots comme vous l'avez vécue cette saison à notre écoute. L'adresse : 52 boulevard Reyers à 1044 Bruxelles. Notre boîte aux lettres vous est ouverte tout l'été ! Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Retrouvez le Club le Figaro International, présenté par Philippe Gélie. Il reçoit la conseillère IA et professeure Isabelle Ryl, la politologue Asma Mhalla, le conseiller scientifique Jean-François Soupizet et le journaliste Fabrice Nodé-Langlois.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Tra "residui" e zombie, la nostra epoca è segnata da una progressione dell'estrazione dei dati che non sembra avere confini. E che dunque ci avvicina, in quanto soggetti, a quelle che fino a oggi abbiamo definito "distopie". I libri citati nella puntata sono: Mark Fisher, "Materialismo gotico" (Einaudi, 2026); Asma Mhalla, "Resistere ai tempi oscuri" (Einaudi, 2026) Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
On y est. Dans une société où le fascisme revient en force et le numérique transforme le pouvoir. Autant bien comprendre ce qui se joue pour se préparer à y résister.Cyberpunk, moi qui ne suis pas très geek et amatrice de science-fiction, c'est un mot que je ne connaissais pas. Cyberpunk, c'était apparemment une esthétique et un état d'esprit, les hackers contre les géants de la tech, Matrix et les villes futuristes. C'est maintenant un livre et un mot qui recouvre une réalité, que l'autrice questionne : que devient la démocratie quand les géants technologiques imposent leur vision du monde, quand les algorithmes orientent nos choix et nos comportements ?La politologue, spécialiste des enjeux démocratiques face aux nouvelles technologies, explique cette crise démocratique et les dangers de ce nouveau système totalitaire et nous pousse à nous interroger sur notre rapport à la technologie, à l'attention, à la liberté.Eclairante, parfois très dense en concept philosophiques et politiques...ça vaut le coup de s'accrocher à cette lecture un peu austère mais tellement pertinente. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
La démocratie n'empêche pas l'infiltration des systèmes totalitaires, avertit la politologue Asma Mhalla. Invitée de la matinale de Radio Classique ce lundi, elle décrypte pour nous ce phénomène d'afflux permanent des images d'actualité, et explique comment retrouver des repère face à ce qu'elle qualifie de "fluxocratie".Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
C dans l'air l'invité du 19 décembre 2025 avec Asma Mhalla, politologue, spécialiste de géopolitique de l'intelligence artificielle et essayiste.Asma Mhalla, politologue spécialiste de géopolitique de l'intelligence artificielle et essayiste, reviendra sur la guerre de l'information qui menace nos démocraties occidentales. Un danger exacerbé par l'intelligence artificielle, qui se répand sur les réseaux sociaux, eux même amplificateurs de fake news. Dernière en date : un faux duplex d'une journaliste qui prétend qu'Emmanuel Macron a été renversé.Quelques jours auparavant, la désinformation s'était invitée après l'attentat de Sydney, via l'IA d'Elon Musk, Grok.Puissante arme de désinformation, l'intelligence artificielle est un outil géopolitique et idéologique, aux mains des géants de la tech et souvent au service d'Etats autoritaires.Face à eux, l'Europe joue la carte de la règlementation et des sanctions, mais peine à rattraper son retard technologique. Empêtrées dans cette guerre hybride, nos démocraties sont-elles en danger ?L'intelligence artificielle s'invite aussi dans nos vies. ChatGPT compte environ 800 millions d'utilisateurs réguliers, dont certains l'utilisent comme psy. On ne mesure pas encore exactement les conséquences que cela pourrait avoir.
Cette semaine, dans la Grande Librairie, Margaret Atwood, Asma Mhalla, Gérald Bronner, Ingrid Astier et Enki Bilal tentent de démêler le vrai du faux à l'heure de l'Intelligence Artificielle et des fake news, et s'interrogent sur ce qui, dans notre époque, relève déjà de la fiction…
Cette semaine, dans la Grande Librairie, Margaret Atwood, Asma Mhalla, Gérald Bronner, Ingrid Astier et Enki Bilal tentent de démêler le vrai du faux à l'heure de l'Intelligence Artificielle et des fake news, et s'interrogent sur ce qui, dans notre époque, relève déjà de la fiction…
Qui menace le plus la démocratie aujourd'hui ? Dis-nous ton avis en commentaire !Aujourd'hui, on reçoit Asma Mhalla, politologue et essayiste. Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, autrice de « Techno-politique » (2024) et « Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire » (2025). Dans cet entretien, elle répond à toutes nos questions :
Gilles Babinet, multi-entrepreneur, président de Café IA et ancien président du Conseil National du Numérique, est une figure incontournable pour décrypter les enjeux numériques européens. J'ai la chance de connaître Gilles depuis près de 15 ans et, à chaque conversation, je suis toujours frappé par la richesse de sa pensée et la profondeur de ses analyses. Il a ce talent rare de rendre limpide des sujets complexes, sans jamais céder à la facilité ni au sensationnalisme.Dans cet épisode, nous plongeons ensemble dans une réflexion aussi essentielle qu'urgente : celle de la souveraineté numérique. En tant qu'Européens, nous utilisons massivement des services américains ou chinois – des réseaux sociaux à l'IA en passant par le cloud – sans toujours saisir les implications profondes que cela entraîne sur notre liberté de penser, notre démocratie et notre modèle de société.J'ai questionné Gilles sur des sujets qui me tiennent à cœur : la domination des plateformes, le rôle des IA génératives dans la manipulation de l'opinion, le techno-féodalisme, l'inaction européenne, mais aussi les possibles voies de résistance. Nous avons parlé des alternatives européennes, de la culture du risque, de la productivité réelle de l'IA mais également du paradoxe de Solow.C'est un épisode dense, sans concession, mais qui propose aussi des pistes de solutions concrètes. Parce qu'il ne s'agit pas seulement de critiquer, mais de reprendre le contrôle de notre destin technologique. Bonne écoute !5 citations marquantes“La technologie est le nerf invisible de la puissance.”“Si on ne fait rien, l'Europe disparaîtra en tant qu'acteur numérique.”“Les réseaux sociaux nous contaminent avec la vision du monde de leurs créateurs.”“L'IA n'est pas neutre, elle a une induction programmée.”“Faire, même crado, vaut mieux qu'un rêve parfait.”10 questions posées pendant l'interviewPourquoi l'Europe a-t-elle perdu la course au numérique ?Qu'est-ce que la souveraineté numérique, concrètement ?Comment les réseaux sociaux influencent-ils nos démocraties ?En quoi l'IA aggrave-t-elle ces enjeux ?Peut-on encore construire des alternatives européennes crédibles ?Que révèle le cas Spotify sur nos usages numériques ?Pourquoi les médias deviennent-ils eux aussi “putaclic” ?Comment développer une culture numérique populaire en Europe ?Quel est l'impact réel de l'IA sur la productivité ?L'IA va-t-elle vraiment remplacer massivement les emplois ?Timestamps clés 00:00 – Introduction sur la vassalisation numérique de l'Europe02:15 – Le parcours atypique de Gilles Babinet, autodidacte04:00 – Qu'est-ce que la souveraineté numérique ?08:30 – Trump, Microsoft et les risques de dépendance géopolitique13:30 – L'impact cognitif des réseaux sociaux17:30 – Peut-on concilier démocratie et IA ?20:00 – TikTok et la manipulation électorale24:00 – Le paradoxe de nos choix technologiques (cloud, IA)29:00 – Pourquoi l'Europe n'a pas de champions numériques ?34:00 – IA et productivité : déconstruire les fantasmes42:00 – L'Europe : autostoppeur ou puissance d'avenir ? Suggestion d'autres épisodes à écouter : #348 I.A. entre mythes et réalités avec Tariq Krim (partie 1) (https://audmns.com/cNpkHUt) #302 Quand la technologie se transforme en arme de guerre avec Asma Mhalla (https://audmns.com/oBtUPgb) #178 Les technologies vont-elles nous permettre de faire face au défi climatique? avec Philippe Bihouix (https://audmns.com/ktZSlzb)Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Emmanuel MACRON a lancé un appel à la « résistance » contre les réseaux sociaux et leurs algorithmes… Et si c'était ça, la plus grande menace pour nos démocraties ? C'est en tout cas la conviction d'Emmanuel MACRON, qui appelait hier à ne plus laisser les plateformes numériques et leurs algorithmes déstabiliser nos sociétés… Un risque “d'ingérence sous stéroïde” pointé du doigt à 6 mois des élections municipales et à 1 an et demi seulement de la prochaine présidentielle… Nous allons en débattre avec nos invités :▶︎ Asma MHALLA Politologue, enseignante à Sciences Po, autrice de Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire aux éditions du Seuil (19.09.25)▶︎ Clara CHAPPAZ Ancienne ministre déléguée chargée de l'Intelligence artificielle et du Numérique▶︎ David COLON Chercheur au centre d'histoire de Sciences Po, membre du conseil d'experts du Forum économique mondial sur l'intégrité de l'information, auteur du livre La guerre de l'information. Les Etats à la conquête de nos esprits aux éditions Tallandier (collection Texto, 2023, réédité en janvier 2025)▶︎ Mathieu SLAMA Consultant et analyste, auteur du livre Adieu la liberté aux Presses de la Cité (2022)▶︎ Imane BOUNOUH Communicante politique, collaboratrice parlementaire de la députée Les Écologistes Léa Balage, créatrice de contenu (Substack « Le scroll, c'est politique »)
Asma Mhalla vous présente son ouvrage "Cyberpunk : le nouveau système totalitaire" aux éditions Seuil. Entretien avec Pierre Coutelle.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Nos invité.e.s nous révèlent leurs trois titres les plus écoutés en ce moment. Voici ceux de la politologue et essayiste Asma Mhalla. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Un son en guise d'autoportrait. La politologue et essayiste Asma Mhalla a choisi le silence. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
« Le XXIe siècle ne vous gouvernera pas, il vous programmera. Ceci n'est pas une crise de la démocratie mais le glissement vers un nouveau régime » : voilà ce qu'annonce la politologue et essayiste Asma Mhalla dans son nouvel essai (« Cyberpunk, le nouveau système totalitaire », Seuil). En analysant ce qui se joue aux Etats-Unis, elle explique comment un fascisme dopé par les outils numériques s'empare de nos cerveaux. L'essayiste ajoute : « dans un monde qui va trop vite, penser devient un acte presque subversif ». Asma Mhalla est notre invitée, cette semaine. Après un séjour à l'hôpital, le philosophe et journaliste Simon Brunfaut nous livre ses réflexions – et ses sensations – dans son billet « A quoi tu penses ? ». Enfin, dans « En toutes lettres ! », Wilson Fache, journaliste et prix Albert Londres 2023, nous écrit depuis Kherson en Ukraine. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Les Etats-Unis entre purge et chasse aux sorcières. Bientôt deux semaines après l'assassinat de l'influenceur ultra-conservateur Charly KIRK… Une promesse de vengeance appuyée sur un discours biblique et apocalyptique dont nous allons débattre avec :▶︎ Marie GAYTE-LEBRUN Maître de conférences en civilisation américaine à l'université de Toulon▶︎ Jean-François COLOSIMO Historien, documentariste, essayiste, éditeur, auteur de « Occident, ennemi mondial n°1 » aux éditions Albin Michel (02.04.24)▶︎ Romuald SCIORA Chercheur associé à l'IRIS et directeur de l'Observatoire politique et géostratégique des États-Unis de l'IRIS, auteur de « L'Amérique éclatée : Plongée au coeur d'une nation en déliquescence » aux éditions Armand Colin (15.01.25)▶︎ Asma MHALLA Politologue, enseignante à Science Po, autrice de « Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire » aux éditions du Seuil (19.09.25)▶︎ Marc WEITZMANN Journaliste, écrivain, auteur de « La part sauvage» aux éditions Grasset (10.09.25)
(00:00:42) Comment survivre dans le nouveau système totalitaire? Asma Mhalla publie "Cyberpunk" (00:15:08) Vacances à l'armée pour des jeunes Polonais
durée : 00:09:45 - L'invité de 7h50 du week-end - par : Ali Baddou, Marion L'hour - Asma Mhalla, politologue et essayiste, est l'invitée du 7h50 pour son essai "Cyberpunk, le nouveau système totalitaire" (Seuil). Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
durée : 00:21:17 - L'invité de 8h20 - Comment la Tech s'est-elle hissée à ce niveau de toute-puissance dans la politique internationale ? Entretien avec Gérard Araud, ancien ambassadeur de France aux États-Unis, et la politologue et essayiste Asma Mhalla.
durée : 02:58:01 - Le 7/10 - par : Nicolas Demorand, Léa Salamé, Sonia Devillers, Anne-Laure Sugier - Vanessa Springora, Eric Lombard, Asma Mhalla et Thomas Snegaroff, Oklou sont les invités de ce lundi 6 janvier - invités : Vanessa SPRINGORA, Asma MHALLA, Thomas Snégaroff, OKLOU - Vanessa Springora : Éditrice, écrivain, Asma Mhalla : Docteure en sciences politiques, chercheure associée au Laboratoire d'Anthropologie Politique de l'EHESS, spécialiste de Géopolitique de la Tech et enseignante à SciencesPo et Polytechnique, Thomas Snégaroff : Journaliste et historien, Oklou : Musicienne, chanteuse, et autrice-compositrice-interprète française
L'émission 28 minutes du 06/01/2025 Que cache la croisade anti-européenne d'Elon Musk, conseiller de Donald Trump ? Depuis quelques jours, Elon Musk s'est lancé dans une véritable offensive contre plusieurs dirigeants européens, avec l'appui de son réseau social X. Le milliardaire a réclamé le départ du Premier ministre britannique travailliste Keir Starmer. Le 20 décembre dernier, il a traité le chancelier allemand Olaf Sholz d'“imbécile incompétent”, en pleine campagne électorale pour les législatives du 23 février prochain. En plus de sa croisade contre les sociaux-démocrates européens, Elon Musk apporte désormais son soutien aux partis d'extrême droite européens, comme l'AfD qu'il décrit comme “la dernière lueur d'espoir” pour l'Allemagne, dans une tribune publiée dans le quotidien “Die Welt”. Autant de prises de position vues comme une forme d'ingérence côté européen. On en débat avec Asma Mhalla, politologue et spécialiste de la géopolitique et de la Tech, Jean-Louis Bourlanges, ancien Président de la commission des Affaires étrangères à l'Assemblée nationale, Sylvie Kauffmann, éditorialiste internationale au journal "Le Monde". 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 6 janvier 2025 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
L'émission 28 minutes du 06/01/2025 Que cache la croisade anti-européenne d'Elon Musk, conseiller de Donald Trump ? Depuis quelques jours, Elon Musk s'est lancé dans une véritable offensive contre plusieurs dirigeants européens, avec l'appui de son réseau social X. Le milliardaire a réclamé le départ du Premier ministre britannique travailliste Keir Starmer. Le 20 décembre dernier, il a traité le chancelier allemand Olaf Sholz d'“imbécile incompétent”, en pleine campagne électorale pour les législatives du 23 février prochain. En plus de sa croisade contre les sociaux-démocrates européens, Elon Musk apporte désormais son soutien aux partis d'extrême droite européens, comme l'AfD qu'il décrit comme “la dernière lueur d'espoir” pour l'Allemagne, dans une tribune publiée dans le quotidien “Die Welt”. Autant de prises de position vues comme une forme d'ingérence côté européen. On en débat avec Asma Mhalla, politologue et spécialiste de la géopolitique et de la Tech, Jean-Louis Bourlanges, ancien Président de la commission des Affaires étrangères à l'Assemblée nationale, Sylvie Kauffmann, éditorialiste internationale au journal "Le Monde". 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 6 janvier 2025 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
L'émission 28 Minutes du 30/12/2024 Du 23 décembre au 3 janvier, 28 minutes revient sur les thématiques incontournables et marquantes de l’année 2024 avec six émissions hors-séries.Ce lundi 30 décembre nous recevons, Enrico Letta, président de l’Institut Jacques Delors et ancien président du conseil des ministres italien et Asma Mhalla, politologue, spécialiste de la géopolitique de la Tech et de l’IA.L’année 2024 a été marquée par la réélection de Donald Trump. L’homme qui excelle dans la prolifération et la création de contre-vérités a convaincu les électeurs. Le mensonge et l’insulte ont été ses principaux vecteurs politiques. Les réseaux sociaux ont aussi eu un rôle important dans cette élection américaine, notamment grâce à Elon Musk, fidèle de Trump et patron de X (ex-Twitter). Comment se caractérise la démocratie à l’ère Trump ? Nos invités posent le diagnostic.Puis, nous retrouvons Victor Dekyvère qui se demande s’il est possible de sauver un noyé grâce à son anus. Enfin, Xavier Mauduit nous parle de la folie à l’âge classique, alors que la santé mentale devient la grande cause pour l’année 2025. Marie Bonnisseau nous emmène à Londres où un prestigieux club de magie a lancé un avis de recherche pour retrouver l’une de ses membres qui a disparu…28 Minutes est le magazine d’actualité d’ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement 30 décembre 2024 Présentation Elisabeth Quin Production KM, ARTE Radio
L'émission 28 Minutes du 30/12/2024 Du 23 décembre au 3 janvier, 28 minutes revient sur les thématiques incontournables et marquantes de l'année 2024 avec six émissions hors-séries.Ce lundi 30 décembre nous recevons, Enrico Letta, président de l'Institut Jacques Delors et ancien président du conseil des ministres italien et Asma Mhalla, politologue, spécialiste de la géopolitique de la Tech et de l'IA.L'année 2024 a été marquée par la réélection de Donald Trump. L'homme qui excelle dans la prolifération et la création de contre-vérités a convaincu les électeurs. Le mensonge et l'insulte ont été ses principaux vecteurs politiques. Les réseaux sociaux ont aussi eu un rôle important dans cette élection américaine, notamment grâce à Elon Musk, fidèle de Trump et patron de X (ex-Twitter). Comment se caractérise la démocratie à l'ère Trump ? Nos invités posent le diagnostic.Puis, nous retrouvons Victor Dekyvère qui se demande s'il est possible de sauver un noyé grâce à son anus. Enfin, Xavier Mauduit nous parle de la folie à l'âge classique, alors que la santé mentale devient la grande cause pour l'année 2025. Marie Bonnisseau nous emmène à Londres où un prestigieux club de magie a lancé un avis de recherche pour retrouver l'une de ses membres qui a disparu…28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 30 décembre 2024 - Présentation : Elisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
durée : 00:02:32 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Lily s'interroge sur le fonctionnement du plus célèbre moteur de recherche : Google. Pour lui répondre Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Docteure en sciences politiques, chercheure associée au Laboratoire d'Anthropologie Politique de l'EHESS, spécialiste de Géopolitique de la Tech et enseignante à SciencesPo et Polytechnique - réalisé par : Stéphanie TEXIER
durée : 02:58:48 - Le 7/10 - par : Simon Le Baron, Anne-Laure Sugier - .
L'émission 28 Minutes du 03/09/2024 Entre les démocraties et les géants du numérique, la guerre est déclarée ? Pavel Durov, fondateur de la messagerie Telegram, a été arrêté le 24 août par la justice française, accusé de ne pas avoir agi contre la diffusion de contenus criminels sur sa plateforme. Une semaine plus tard, au Brésil, un juge de la Cour suprême a ordonné le blocage de X, propriété d'Elon Musk, qui compte 22 millions d'utilisateurs dans le pays. La même semaine, Mark Zuckerberg a révélé avoir subi des pressions de la part de l'administration Biden pour que son groupe retire certains contenus liés au Covid-19 en 2021. Si le contrôle et la censure des réseaux sociaux sont monnaie courante dans les régimes autoritaires, ils sont relativement nouveaux dans les États démocratiques. S'agit-il d'un sursaut des démocraties face à la désinformation sur internet ou d'une menace pour la liberté d'expression ? Dans "Technopolitique – Comment la technologie fait de nous des soldats" (Seuil, 2024), Asma Mhalla, chercheuse spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques des nouvelles technologies, interroge la redéfinition des enjeux de pouvoir à l'heure du numérique. On en parle avec elle. Otages israéliens du Hamas : vers un accord, coûte que coûte ? L'annonce de la mort de six otages détenus par le Hamas dans la bande de Gaza, le 1er septembre, a provoqué une nouvelle vague de colère en Israël. Manifestation géante à Tel Aviv le jour même, appel à la grève générale lancé par la centrale syndicale Histadrout ce lundi : la société civile exige la reprise immédiate des négociations avec l'organisation palestinienne pour libérer les otages encore en vie. Sur les 251 personnes enlevées le 7 octobre, 101 sont toujours en captivité et, selon l'AFP, au moins une trentaine sont déjà décédées. Mais pour Benyamin Nétanyahou, qui a fait de l'éradication du Hamas sa priorité, seule la poursuite de l'intervention militaire permettra la libération des otages. Une stratégie qui apparaît de moins en moins efficace : seuls huit otages ont été relâchés après des opérations militaires de l'armée israélienne. Et si la guerre menée par Israël contre le Hamas a coûté la vie à des chefs de l'organisation, elle a également causé la mort de plus de 40 000 Palestiniens, selon les chiffres du Hamas. La mobilisation en Israël et la pression internationale pourront-elles faire fléchir le gouvernement ? Enfin, Xavier Mauduit nous raconte l'histoire du christianisme en Indonésie, à l'occasion de la visite du Pape François dans l'archipel et Marie Bonnisseau fait le bilan du Pass Rail, mis en place cet été pour inciter les jeunes à prendre le train. 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 3 septembre 2024 - Présentation : Elisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
Quels sont les jeux d'influences entre les Big Tech et les États ?Durant tout l'été, profitez de nos REMIX ! Aujourd'hui : Asma Mhalla (enregistré en novembre 2022).Asma Mhalla est politologue et essayiste. Elle intervient à Columbia CG, Sciences Po et Polytechnique. Elle est l'auteure de “Technopolitique - Comment la technologie fait de nous des soldats” (Seuil, 2023).Comprendre la puissance des Big Tech face aux États, établir l'influence de la technologie sur la géopolitique mondiale et détailler les défis de la souveraineté numérique en Europe... telles sont les promesses de cet épisode. Nous soulèverons également les questions sur le contrôle, l'impact des plateformes numériques sur la société ainsi que la capacité de l'Europe à maintenir son indépendance dans le paysage numérique mondial.Les thèmes de cet épisode :Etats vs. Big Tech : Qui a vraiment le pouvoir ?La tech au cœur de l'échiquier géopolitiqueQuelle souveraineté numérique pour l'Europe ?---
Que savons-nous vraiment de l'IA et de la technologie ? Alors qu'on n'en a jamais autant entendu parler, on n'a jamais eu une vision aussi peu claire de ce qu'était vraiment l'IA et de ses impacts sur notre vie.C'est pour cela qu'aujourd'hui je reçois Asma Malha, docteure en sciences politiques, et experte en technologie décrypte dans son ouvrage Technopolitique analysenotre dépendance croissante aux outils technologiques et la "dataïsation" du quotidien et l'extension inévitable des conflits …Quels sont les dangers de notre dépendance croissante aux écrans?Quel impact la technologie peut-elle avoir sur nos démocraties?Quels sont les pistes de solution ?Je vous souhaite une très bonne écouteRecommandations de livre :L'étranger d'Albert CamusLe Petit Prince d'Antoine de Saint ExuperyMoi assiégé de Christopher LashTous les livres d'Hannah Arendt Pour découvrir les coulisses du podcast :https://www.instagram.com/inpowerpodcast/ Pour retrouver Asma Mhalla sur les réseaux :https://www.linkedin.com/in/amhalla/ Et pour suivre l'aventure MyBetterSelf au quotidien :https://www.instagram.com/mybetterself/ Si cet épisode t'as plu, celui-ci te plaira surement :https://shows.acast.com/inpower/episodes/andre-comte-sponville-la-philosophie-au-service-du-bonheur Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Invitée: Asma Mhalla. Les nouvelles technologies inondent nos vies, augmentent nos liens, captent notre attention, se nourrissent de nos données et influencent nos décisions. Sont-elles une chance ou une menace pour la démocratie? Que reste-t-il de notre libre arbitre? Nos cerveaux vont-ils devenir le champ de bataille du XXIe siècle? Tribu reçoit Asma Mhalla, chercheuse au Laboratoire dʹanthropologie politique à lʹEHESS. Elle signe "Technopolitique. Comment la technologie fait de nous des soldats" paru aux éditions du Seuil.
durée : 00:40:30 - Bistroscopie - par : Charline Vanhoenacker - Politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la tech et de l'IA, Asma Mhalla étudie la façon dont les géants du Web font système, un système politique et anti-démocratique. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech - réalisé par : François AUDOIN
Asma Mhalla est spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, autrice de Technopolitique pour lequel elle est souvent invitée dans les médias. Je connais Asma depuis un moment mais c'est la première fois qu'elle vient sur Vlan! Et ca tombe bien car je connais bien la technologie donc cela permet de challenger Asma, toujours avec bienveillance, pour tirer un maximum d'enseignements. Néanmoins, l'épisode est très compréhensible même si vous n'êtes pas familier avec la technologie, nous avançons crescendo mais avec un point de départ très accessible. Asma nous plongera au cœur des transformations mondiales impulsées par l'intelligence artificielle, nous interrogera sur l'impact de cette technologie sur la recomposition de l'ordre mondial et sur notre quotidien, et nous mettra en garde contre les dangers d'une approche étriquée des innovations qui font les affaires du jour. Nous naviguerons également dans le domaine de la rivalité stratégique et des changements systémiques, sans oublier de débattre des implications sur l'emploi et les enjeux éthiques liés aux armes autonomes. Rejoignez-nous pour ce voyage stimulant qui redéfinira notre rapport aux évolutions technologiques et leurs conséquences au-delà des frontières. Restez avec nous pour cette discussion éclairante. Une partie des questions que l'on aborde : 1. Comment la technologie et en particulier l'intelligence artificielle (IA) sont-elles en train de recomposer l'ordre mondial et les rivalités stratégiques entre nations? 2. Quels sont les enjeux éthiques liés au développement et à l'utilisation des armes autonomes, et comment l'intervention internationale pourrait-elle les réguler? 3. En quoi la "diplomatie liquide" de l'Inde offre-t-elle un modèle pertinent pour comprendre l'influence de la technologie dans les relations internationales? 4. Comment les changements démographiques globaux, comme le vieillissement de certaines sociétés et la jeunesse de continents comme l'Afrique, vont-ils affecter l'équilibre géopolitique et technologique mondial? 5. Quelle stratégie l'Afrique devrait-elle adopter pour répondre aux défis et aux opportunités créés par la révolution technologique, compte tenu de ses défis structurels actuels? 6. De quelle manière l'Europe peut-elle influencer la scène internationale en matière de réglementation de la technologie et quels sont les défis spécifiques auxquels elle est confrontée? 7. Face à la domination des clés technologiques par les États-Unis et la Chine, quel rôle l'Europe et la France peuvent-elles jouer pour développer une souveraineté et une vision techno-industrielle propres? 8. Quelles sont les implications de la manipulation via les réseaux sociaux sur nos démocraties, et comment peut-on reconnaître et contrer cette manipulation? 9. Comment les gouvernements et les sociétés peuvent-ils gérer le stress cognitif engendré par la surabondance d'informations et quelle est l'importance de prendre du recul? 10. Quelles implications le RGPD a-t-il eu jusqu'à présent sur la gouvernance mondiale de l'internet et sur la protection des libertés individuelles face à la propagation des technologies numériques ? Timestamps : 00:00 Défis climatiques et technologiques redéfinissent le monde. 08:00 Manque de vision en politique techno-industrielle. 12:11 Question de technologie pour la puissance mondiale. 19:28 Règlementation politique : respect des règles essentiel. 23:38 Négociations à trois échelles pour souveraineté technologique. 31:18 Technologie, super intelligences, risque pour l'humanité 39:02 La photographie comme art et évolution industrielle. 43:33 L'Inde profite des retombées du découplage. 48:45 Le Kenya et le Maroc en Afrique. 57:17 Évolution géopolitique entre États-Unis et Chine. 59:19 L'Afrique doit surmonter des obstacles pour émerger. 01:07:54 IA pour prises de décision stratégiques, éthique. 01:09:28 Armes semi-autonomes avec risque de dérapage. 01:18:22 Retour de la société politique, rôle de tous. 01:22:47 Choisir où mettre son attention dans société. Suggestion d'autres épisodes à écouter : Vlan #56 Ethique et intelligence artificielle sont elles compatibles? avec Aurélie Jean (https://audmns.com/mYmYlUh) #178 Les technologies vont-elles nous permettre de faire face au défi climatique? avec Philippe Bihouix (https://audmns.com/ktZSlzb) #261 Chat GPT, les intelligences artificielles face à l'humanité avec Victor Storchan (https://audmns.com/cseeFYI) #146 Comment l'intelligence artificielle peut réellement vous rendre plus humain.e avec Alexandre Pachulski (https://audmns.com/KdwwONa)
(00:00:40) Asma Mhalla: les bonnes questions pour les bons débats face à l'accélération technologique (00:13:01) Le domicide: un crime contre l'humanité?
durée : 00:42:36 - Signes des temps - par : Marc Weitzmann - A l'occasion de la parution de "Technopolitique : comment la technologie fait de nous des soldats aux éditions du Seuil" Marc Weitzmann s'entretient avec la chercheuse Asma Mhalla et questionne l'étroite imbrication entre les "Big Tech" et les enjeux géostratégiques. Serions-nous tous des soldats ? - invités : Asma Mhalla Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech
Intellectuels, chefs d'entreprises, artistes, hommes et femmes politiques… Frédéric Taddeï reçoit des personnalités de tous horizons pour éclairer différemment et prendre du recul sur l'actualité de la semaine écoulée le samedi. Même recette le dimanche pour anticiper la semaine à venir. Un rendez-vous emblématique pour mieux comprendre l'air du temps et la complexité de notre monde.
Intellectuels, chefs d'entreprises, artistes, hommes et femmes politiques… Frédéric Taddeï reçoit des personnalités de tous horizons pour éclairer différemment et prendre du recul sur l'actualité de la semaine écoulée le samedi. Même recette le dimanche pour anticiper la semaine à venir. Un rendez-vous emblématique pour mieux comprendre l'air du temps et la complexité de notre monde.
durée : 00:03:53 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Aujourd'hui, Yvanne, sept ans et demi, se demande si le réel peut être virtuel et si l'inverse est aussi possible. Asma Mhalla, spécialistes des enjeux politiques et géopolitiques de la tech et enseignante à Sciences-Po et Polytechnique lui répond. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech - réalisé par : Stéphanie TEXIER
durée : 00:10:39 - L'invité de 7h50 du week-end - par : Ali Baddou, Marion L'hour - Aujourd'hui à 7h50, nous recevons la chercheuse Asma Mhalla, docteure en études politiques, chercheuse à l'EHESS, politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech et de l'IA, elle est aussi l'auteure de “Technopolitique” (Seuil). - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech
Stéphane Ricoul exprime son admiration pour Asma Mhalla, une experte en politique technologique. Ils se sont rencontrés lors d'une masterclass à l'Université de Montréal. Asma Mhalla a abordé les enjeux de l'intelligence artificielle et son impact sur la narration actuelle. Ricoul souligne l'importance de l'humain malgré l'essor de la technologie et mentionne un livre à venir d'Asma Mhalla ainsi qu'une séance de dédicaces prévue en février 2024.
durée : 00:04:16 - Les P'tits Bateaux - par : Noëlle Bréham - On plonge au fond des océans aux côtés de Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la tech qui répond à Clara, 14 ans, qui aimerait savoir si les câbles sous-marins, dont dépend Internet pour fonctionner, sont privés ou publics.
durée : 00:03:46 - Les P'tits Bateaux - par : Noëlle Bréham - Est-ce que Facebook est plus puissant qu'un pays ? se demande Arthur. Il est vrai que lorsqu'on compare le poids en bourse de Meta au Produit intérieur brut d'un État, le géant de la tech est souvent devant. En devient-il pour autant plus puissant ? Asma Mhalla répond et nuance le propos.
Le numérique est devenu un territoire d'affrontement politique et géopolitique. Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques du numérique à Sciences-Po et Polytechnique, décrypte les rouages de cet affrontement planétaire. De Cambridge Analytica à Elon Musk, du piratage des câbles sous-marins aux fake news… L'actualité montre que le champ numérique n'est plus aujourd'hui un simple territoire d'innovation technologique mais est devenu un terrain d'affrontements politiques à l'échelle internationale (00:00). Selon Asma Mhalla, on assiste à une fragmentation entre les Etats-Unis, la Chine, la Russie, l'Europe, le "splinternet". Le numérique est devenu un terrain de guerre cyber (06:10) et de désinformation (11:06). D'après Asma Mhalla, le combat se joue à trois niveaux : la couche infrastructures (datas centers, câbles sous-marins, etc.), la couche des systèmes d'information et des protocoles, et la couche sémantique et applicative sur laquelle on trouve notamment les offensive en matière de désinformation. Le rachat de Twitter par Elon Musk s'inscrit dans ce phénomène (15:49). Dans ce nouveau concert technologique, quelle place reste-t-il pour l'Europe ?(24:22) (Rediffusion de l'interview du 19/11/22)