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Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Retrouvez le Club le Figaro International, présenté par Philippe Gélie. Il reçoit la conseillère IA et professeure Isabelle Ryl, la politologue Asma Mhalla, le conseiller scientifique Jean-François Soupizet et le journaliste Fabrice Nodé-Langlois.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Tra "residui" e zombie, la nostra epoca è segnata da una progressione dell'estrazione dei dati che non sembra avere confini. E che dunque ci avvicina, in quanto soggetti, a quelle che fino a oggi abbiamo definito "distopie". I libri citati nella puntata sono: Mark Fisher, "Materialismo gotico" (Einaudi, 2026); Asma Mhalla, "Resistere ai tempi oscuri" (Einaudi, 2026) Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
On y est. Dans une société où le fascisme revient en force et le numérique transforme le pouvoir. Autant bien comprendre ce qui se joue pour se préparer à y résister.Cyberpunk, moi qui ne suis pas très geek et amatrice de science-fiction, c'est un mot que je ne connaissais pas. Cyberpunk, c'était apparemment une esthétique et un état d'esprit, les hackers contre les géants de la tech, Matrix et les villes futuristes. C'est maintenant un livre et un mot qui recouvre une réalité, que l'autrice questionne : que devient la démocratie quand les géants technologiques imposent leur vision du monde, quand les algorithmes orientent nos choix et nos comportements ?La politologue, spécialiste des enjeux démocratiques face aux nouvelles technologies, explique cette crise démocratique et les dangers de ce nouveau système totalitaire et nous pousse à nous interroger sur notre rapport à la technologie, à l'attention, à la liberté.Eclairante, parfois très dense en concept philosophiques et politiques...ça vaut le coup de s'accrocher à cette lecture un peu austère mais tellement pertinente. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
La démocratie n'empêche pas l'infiltration des systèmes totalitaires, avertit la politologue Asma Mhalla. Invitée de la matinale de Radio Classique ce lundi, elle décrypte pour nous ce phénomène d'afflux permanent des images d'actualité, et explique comment retrouver des repère face à ce qu'elle qualifie de "fluxocratie".Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
C dans l'air l'invité du 19 décembre 2025 avec Asma Mhalla, politologue, spécialiste de géopolitique de l'intelligence artificielle et essayiste.Asma Mhalla, politologue spécialiste de géopolitique de l'intelligence artificielle et essayiste, reviendra sur la guerre de l'information qui menace nos démocraties occidentales. Un danger exacerbé par l'intelligence artificielle, qui se répand sur les réseaux sociaux, eux même amplificateurs de fake news. Dernière en date : un faux duplex d'une journaliste qui prétend qu'Emmanuel Macron a été renversé.Quelques jours auparavant, la désinformation s'était invitée après l'attentat de Sydney, via l'IA d'Elon Musk, Grok.Puissante arme de désinformation, l'intelligence artificielle est un outil géopolitique et idéologique, aux mains des géants de la tech et souvent au service d'Etats autoritaires.Face à eux, l'Europe joue la carte de la règlementation et des sanctions, mais peine à rattraper son retard technologique. Empêtrées dans cette guerre hybride, nos démocraties sont-elles en danger ?L'intelligence artificielle s'invite aussi dans nos vies. ChatGPT compte environ 800 millions d'utilisateurs réguliers, dont certains l'utilisent comme psy. On ne mesure pas encore exactement les conséquences que cela pourrait avoir.
Cette semaine, dans la Grande Librairie, Margaret Atwood, Asma Mhalla, Gérald Bronner, Ingrid Astier et Enki Bilal tentent de démêler le vrai du faux à l'heure de l'Intelligence Artificielle et des fake news, et s'interrogent sur ce qui, dans notre époque, relève déjà de la fiction…
Cette semaine, dans la Grande Librairie, Margaret Atwood, Asma Mhalla, Gérald Bronner, Ingrid Astier et Enki Bilal tentent de démêler le vrai du faux à l'heure de l'Intelligence Artificielle et des fake news, et s'interrogent sur ce qui, dans notre époque, relève déjà de la fiction…
Qui menace le plus la démocratie aujourd'hui ? Dis-nous ton avis en commentaire !Aujourd'hui, on reçoit Asma Mhalla, politologue et essayiste. Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, autrice de « Techno-politique » (2024) et « Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire » (2025). Dans cet entretien, elle répond à toutes nos questions :
Gilles Babinet, multi-entrepreneur, président de Café IA et ancien président du Conseil National du Numérique, est une figure incontournable pour décrypter les enjeux numériques européens. J'ai la chance de connaître Gilles depuis près de 15 ans et, à chaque conversation, je suis toujours frappé par la richesse de sa pensée et la profondeur de ses analyses. Il a ce talent rare de rendre limpide des sujets complexes, sans jamais céder à la facilité ni au sensationnalisme.Dans cet épisode, nous plongeons ensemble dans une réflexion aussi essentielle qu'urgente : celle de la souveraineté numérique. En tant qu'Européens, nous utilisons massivement des services américains ou chinois – des réseaux sociaux à l'IA en passant par le cloud – sans toujours saisir les implications profondes que cela entraîne sur notre liberté de penser, notre démocratie et notre modèle de société.J'ai questionné Gilles sur des sujets qui me tiennent à cœur : la domination des plateformes, le rôle des IA génératives dans la manipulation de l'opinion, le techno-féodalisme, l'inaction européenne, mais aussi les possibles voies de résistance. Nous avons parlé des alternatives européennes, de la culture du risque, de la productivité réelle de l'IA mais également du paradoxe de Solow.C'est un épisode dense, sans concession, mais qui propose aussi des pistes de solutions concrètes. Parce qu'il ne s'agit pas seulement de critiquer, mais de reprendre le contrôle de notre destin technologique. Bonne écoute !5 citations marquantes“La technologie est le nerf invisible de la puissance.”“Si on ne fait rien, l'Europe disparaîtra en tant qu'acteur numérique.”“Les réseaux sociaux nous contaminent avec la vision du monde de leurs créateurs.”“L'IA n'est pas neutre, elle a une induction programmée.”“Faire, même crado, vaut mieux qu'un rêve parfait.”10 questions posées pendant l'interviewPourquoi l'Europe a-t-elle perdu la course au numérique ?Qu'est-ce que la souveraineté numérique, concrètement ?Comment les réseaux sociaux influencent-ils nos démocraties ?En quoi l'IA aggrave-t-elle ces enjeux ?Peut-on encore construire des alternatives européennes crédibles ?Que révèle le cas Spotify sur nos usages numériques ?Pourquoi les médias deviennent-ils eux aussi “putaclic” ?Comment développer une culture numérique populaire en Europe ?Quel est l'impact réel de l'IA sur la productivité ?L'IA va-t-elle vraiment remplacer massivement les emplois ?Timestamps clés 00:00 – Introduction sur la vassalisation numérique de l'Europe02:15 – Le parcours atypique de Gilles Babinet, autodidacte04:00 – Qu'est-ce que la souveraineté numérique ?08:30 – Trump, Microsoft et les risques de dépendance géopolitique13:30 – L'impact cognitif des réseaux sociaux17:30 – Peut-on concilier démocratie et IA ?20:00 – TikTok et la manipulation électorale24:00 – Le paradoxe de nos choix technologiques (cloud, IA)29:00 – Pourquoi l'Europe n'a pas de champions numériques ?34:00 – IA et productivité : déconstruire les fantasmes42:00 – L'Europe : autostoppeur ou puissance d'avenir ? Suggestion d'autres épisodes à écouter : #348 I.A. entre mythes et réalités avec Tariq Krim (partie 1) (https://audmns.com/cNpkHUt) #302 Quand la technologie se transforme en arme de guerre avec Asma Mhalla (https://audmns.com/oBtUPgb) #178 Les technologies vont-elles nous permettre de faire face au défi climatique? avec Philippe Bihouix (https://audmns.com/ktZSlzb)Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Emmanuel MACRON a lancé un appel à la « résistance » contre les réseaux sociaux et leurs algorithmes… Et si c'était ça, la plus grande menace pour nos démocraties ? C'est en tout cas la conviction d'Emmanuel MACRON, qui appelait hier à ne plus laisser les plateformes numériques et leurs algorithmes déstabiliser nos sociétés… Un risque “d'ingérence sous stéroïde” pointé du doigt à 6 mois des élections municipales et à 1 an et demi seulement de la prochaine présidentielle… Nous allons en débattre avec nos invités :▶︎ Asma MHALLA Politologue, enseignante à Sciences Po, autrice de Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire aux éditions du Seuil (19.09.25)▶︎ Clara CHAPPAZ Ancienne ministre déléguée chargée de l'Intelligence artificielle et du Numérique▶︎ David COLON Chercheur au centre d'histoire de Sciences Po, membre du conseil d'experts du Forum économique mondial sur l'intégrité de l'information, auteur du livre La guerre de l'information. Les Etats à la conquête de nos esprits aux éditions Tallandier (collection Texto, 2023, réédité en janvier 2025)▶︎ Mathieu SLAMA Consultant et analyste, auteur du livre Adieu la liberté aux Presses de la Cité (2022)▶︎ Imane BOUNOUH Communicante politique, collaboratrice parlementaire de la députée Les Écologistes Léa Balage, créatrice de contenu (Substack « Le scroll, c'est politique »)
Asma Mhalla vous présente son ouvrage "Cyberpunk : le nouveau système totalitaire" aux éditions Seuil. Entretien avec Pierre Coutelle.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Nos invité.e.s nous révèlent leurs trois titres les plus écoutés en ce moment. Voici ceux de la politologue et essayiste Asma Mhalla. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Un son en guise d'autoportrait. La politologue et essayiste Asma Mhalla a choisi le silence. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
« Le XXIe siècle ne vous gouvernera pas, il vous programmera. Ceci n'est pas une crise de la démocratie mais le glissement vers un nouveau régime » : voilà ce qu'annonce la politologue et essayiste Asma Mhalla dans son nouvel essai (« Cyberpunk, le nouveau système totalitaire », Seuil). En analysant ce qui se joue aux Etats-Unis, elle explique comment un fascisme dopé par les outils numériques s'empare de nos cerveaux. L'essayiste ajoute : « dans un monde qui va trop vite, penser devient un acte presque subversif ». Asma Mhalla est notre invitée, cette semaine. Après un séjour à l'hôpital, le philosophe et journaliste Simon Brunfaut nous livre ses réflexions – et ses sensations – dans son billet « A quoi tu penses ? ». Enfin, dans « En toutes lettres ! », Wilson Fache, journaliste et prix Albert Londres 2023, nous écrit depuis Kherson en Ukraine. Merci pour votre écoute Dans quel Monde on vit, c'est également en direct tous les samedi de 10h à 11h sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de Dans quel Monde on vit sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/8524 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Les Etats-Unis entre purge et chasse aux sorcières. Bientôt deux semaines après l'assassinat de l'influenceur ultra-conservateur Charly KIRK… Une promesse de vengeance appuyée sur un discours biblique et apocalyptique dont nous allons débattre avec :▶︎ Marie GAYTE-LEBRUN Maître de conférences en civilisation américaine à l'université de Toulon▶︎ Jean-François COLOSIMO Historien, documentariste, essayiste, éditeur, auteur de « Occident, ennemi mondial n°1 » aux éditions Albin Michel (02.04.24)▶︎ Romuald SCIORA Chercheur associé à l'IRIS et directeur de l'Observatoire politique et géostratégique des États-Unis de l'IRIS, auteur de « L'Amérique éclatée : Plongée au coeur d'une nation en déliquescence » aux éditions Armand Colin (15.01.25)▶︎ Asma MHALLA Politologue, enseignante à Science Po, autrice de « Cyberpunk - Le nouveau système totalitaire » aux éditions du Seuil (19.09.25)▶︎ Marc WEITZMANN Journaliste, écrivain, auteur de « La part sauvage» aux éditions Grasset (10.09.25)
(00:00:42) Comment survivre dans le nouveau système totalitaire? Asma Mhalla publie "Cyberpunk" (00:15:08) Vacances à l'armée pour des jeunes Polonais
durée : 00:09:45 - L'invité de 7h50 du week-end - par : Ali Baddou, Marion L'hour - Asma Mhalla, politologue et essayiste, est l'invitée du 7h50 pour son essai "Cyberpunk, le nouveau système totalitaire" (Seuil). Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
Cuối năm 2024, đầu năm 2025, chính giới châu Âu đối mặt với một diễn biến chưa từng có. Tỉ phú Mỹ Elon Musk, người đã đóng góp nhiều cho chiến thắng của Donald Trump và dự kiến đảm nhiệm vị trí quan trọng trong tân chính quyền Mỹ, liên tục cổ vũ nhiều đảng cực hữu châu Âu, trực tiếp đả kích chính phủ các nước châu Âu như Đức, Anh, Tây Ban Nha. Hàng loạt tiếng nói trong chính giới châu Âu tố cáo Musk sử dụng mạng X để tung « tin giả », gieo rắc thù hận, thao túng công luận, tấn công nền dân chủ châu Âu. Các hành động của Elon Musk nhằm những mục đích gì ? Châu Âu có khả năng đáp trả ra sao ?***Trong những ngày đầu năm 2025, tỉ phú Mỹ, chủ nhân mạng X, cáo buộc thủ tướng Anh Keir Starmer, thuộc Công Đảng, đã « đồng lõa » với mạng lưới tội phạm lạm dụng tình dục trẻ em, khi ông là lãnh đạo cơ quan công tố Hoàng gia. Elon Musk đòi bỏ tù nữ bộ trưởng Anh Jess Phillips, bị cáo buộc « phạm tội mang tính diệt chủng » đối với trẻ em gái Anh. Thủ tướng Starmer đã phải lên tiếng tố cáo Musk bóp méo thông tin để phục vụ lợi ích cá nhân, khi nữ bộ trưởng bị đe dọa tính mạng.Đọc thêmVì sao Elon Musk công kích dữ dội thủ tướng Anh ?Nước Đức là mục tiêu khác của Musk. Trong những ngày cuối năm 2024, tỉ phú Mỹ liên tục lên án thủ tướng Olaf Scholz và tổng thống Đức Walter Steinmeier là « bất tài », « độc tài », khẳng định đảng cực hữu AfD là lối thoát cho nước Đức, đang « bên bờ vực sụp đổ về kinh tế và văn hóa ».Can thiệp bầu cử: Nắn gân Liên Âu trước khi Trump nhậm chức Trong cả hai trường hợp Đức và Anh, mục đích trực tiếp của Elon Musk là tác động đến tiến trình bầu cử, cổ vũ cho các đảng cực hữu tại hai nước này. Tỉ phú Mỹ quyết định ủng hộ Tommy Robinson, một chính trị gia cực hữu Anh hiện đang ngồi tù vì bất tuân lệnh tòa án không cho phép lặp lại các lời lẽ sỉ nhục nhắm vào một người tị nạn. Tommy Robinson cũng là người sáng lập một băng nhóm chủ trương các hành động bạo lực chống người nhập cư, người Hồi Giáo tại Anh. Ngày 06/01, Musk tung lên mạng X câu hỏi : « Nước Mỹ có nên giải phóng người dân Anh khỏi chính quyền tàn bạo của nước này ? ». Ngày 09/01, Musk có cuộc thảo luận trên mạng X với lãnh đạo đảng cực hữu Đức Alice Weidel, ít tuần trước cuộc bầu cử Quốc Hội trước thời hạn tại quốc gia trụ cột của Liên Âu.Đọc thêmChia rẽ, vu khống, tin giả: Năm 2025 và những thách thức lớn với các nền dân chủNhà báo Pierre Haski, phụ trách mục Địa-chính trị của tuần báo Le Nouvel Obs, hiện là chủ tịch hiệp hội Phóng viên Không biên giới, trên đài truyền hình Pháp Public Sénat, ghi nhận hành xử mang tính hệ thống của Elon Musk : « Thoạt tiên, mọi người tưởng đây chỉ là một đòn gây ấn tượng, nhưng sau đó, Musk đã lặp lại cùng một hành động chống lại thủ tướng Anh Keir Starmer, và ủng hộ đảng cực hữu Reform UK. Khi lãnh đạo đảng cực hữu Reform UK không chấp nhận đi theo, Musk yêu cầu thay thế nhà lãnh đạo này. Báo Anh Financial Times có bài ‘‘Musk tìm cách lật đổ Starmer trước cuộc bầu cử lần tới''. Rõ ràng là chúng ta không phải đang đứng trước một biến cố bất thường, với riêng đảng cực hữu AfD Đức. Chúng ta đứng trước một nỗ lực triệt để ủng hộ các đảng chống hệ thống tại châu Âu, hoặc nói chung là các đảng phái đi theo chủ trương bài châu Âu giống với Musk. Reform UK chính là đảng đã cổ vũ cho việc Anh rời khỏi Liên Hiệp Châu Âu. AfD là đảng thân chế độ Putin, chống Bruxelles. Đảng này cực đoan đến mức mà ngay cả lãnh đạo đảng cực hữu Pháp RN Marine Le Pen cũng không chấp nhận cho tham gia vào nhóm nghị sĩ của RN ở Nghị Viện Châu Âu. »Loạt tấn công của Elon Musk đã bị tổng thống Pháp Emmanuel Macron lên án là nằm trong chiến lược của một « International réactionnaire » (Liên minh quốc tế các thế lực phản động). Thủ tướng Tây Ban Nha Pedro Sánchez, trong phát biểu tại lễ kỉ niệm 50 năm ngày qua đời của nhà độc tài Franco hôm 08/01/2025, đã cực lực chỉ trích ông Musk: « Liên minh Quốc tế các thế lực phản động, như tổng thống Macron đã nói cách đây ít ngày, hay liên minh các thế lực siêu cực hữu, mà chúng tôi đã liên tục lên án từ nhiều năm nay tại Tây Ban Nha, do người giầu nhất hành tinh đứng đầu, đã trực tiếp tấn công vào các định chế của chúng ta, kích động hận thù, công khai kêu gọi ủng hộ các thế lực hậu thân của chủ nghĩa phát xít Đức trong cuộc bầu cử Quốc Hội sắp diễn ra tại nền kinh tế số một của châu Âu. »Chế độ « gia đình trị » tấn công Nhà nước Pháp quyền: Cuộc đọ sức giữa 2 mô hình ? Đối với nhà báo Pierre Haski, liên minh Musk – Trump có kẻ thù chung là « chủ nghĩa đa phương quốc tế ». Châu Âu là mục tiêu « triệt hạ » bởi vì xã hội châu Âu dựa trên luật pháp, không chấp nhận tham vọng tái lập « uy quyền tuyệt đối » của nước Mỹ theo tư tưởng Trump:« Chúng ta có liên minh giữa Trump và Elon Musk – người muốn tái lập uy quyền tuyệt đối của nước Mỹ, chống lại chủ nghĩa đa phương. Musk căm ghét chủ nghĩa đa phương, tức là quản lý tập thể các vấn đề của thế giới, với Liên Hiệp Quốc, với các tổ chức chuyên trách. Các tập đoàn công nghệ muốn ít quy định hơn, muốn ít trở ngại hơn đối với các hoạt động của họ. Có sự liên kết giữa hai thế lực, quyền lực chính trị với quyền lực kinh tế - công nghệ, như trong thế giới hiện tại. Trọng tâm của chủ nghĩa tư bản hiện nay đang chuyển dịch về phía họ. Châu Âu là một cản lực, bởi châu Âu được xây dựng dựa trên luật pháp, dựa trên các quy tắc. Trong con mắt của họ, cản lực này cần phải bị triệt hạ. » Musk và Trump hứa hẹn nhiều thay đổi lớn, nhưng theo nhà chính trị học, chuyên gia về địa chính trị và công nghệ Asma Mhalla, mục tiêu của cặp bài trùng này là xây dựng một chế độ « gia đình trị », bất chấp luật pháp. Trong một cuộc tọa đàm trên đài France Inter, thành viên LAP - Trung tâm nghiên cứu Nhân học Địa-Chính trị của l'EHESS/CNRS - nhận định :« Những lời hứa hẹn của họ đối với chúng ta, đó là sự thay đổi cách mạng, là sự đoạn tuyệt với quá khứ. Trên thực tế, họ hoàn toàn không phải là như vậy. Ngược lại, họ chính là sự tiếp nối của những gì sai lạc của xã hội chúng ta. Cái mà họ đưa ra hoàn toàn không phải là tự do, cho dù là tự do tuyệt đối hay không. Hoàn toàn không phải như vậy, mà thực chất là : Các vị thích đi theo ông chủ nào ? Bộ máy cầm quyền nào ? Bộ máy của họ hay bộ máy trước đó ? Đây hoàn toàn không phải là mang lại một cái mới, mà là cùng một cơ chế, nhưng đã trở nên tồi tệ hơn. Tôi tin rằng, với Trump và Musk, chúng ta đang chuyển từ một Nhà nước pháp quyền của nền dân chủ phương Tây – dĩ nhiên với rất nhiều khuyết tật, với những lệch lạc méo mó đáng bị lên án… đặc biệt là từ đại dịch Covid - sang một chế độ chính trị rất khác, một chế độ ‘‘hậu - pháp quyền'', tức một chế độ gia đình trị, chế độ của cánh hẩu, với một luận điệu cực kỳ nguy hiểm. Chế độ đó là: Nếu đi với ta, các người sẽ được hưởng lợi, nếu chống lại ta, các người sẽ bị trấn áp ! ». Hướng đến một xã hội bất cần « sự thật » … Để áp đặt một chế độ chính trị kiểu như vậy, cần phải thao túng được công luận. Chuyên gia về địa-chính trị và công nghệ Asma Mhalla chú ý đến việc những người chủ trương quan điểm này hướng đến một hệ thống tuyên truyền phủ nhận ý nghĩa của « sự thật », thái độ tôn trọng các sự kiện - vốn là nền tảng căn bản của một nhà nước pháp quyền, của chế độ dân chủ :« Tôi nhớ lại nhà báo Katharine Viner, trưởng ban biên tập The Guardian, hồi năm 2016, đã sử dụng khái niệm ‘‘Hậu-sự thật'' (post-truth). Đây chính là cái mà họ tiếp tục theo đuổi hiện nay. Chính sách ‘‘Hậu-sự thật'' đi liền với phổ biến những điều dối trá. Tất cả các kỹ thuật dối trá mà họ sử dụng - dù là fake news (tin giả), deepfake (tin giả với trợ giúp kỹ thuật số - trí thông minh nhân tạo), tin đồn hay thông tin tách khỏi bối cảnh… - tất cả đều là những chiến thuật bao vây, nhằm nhào nặn nhận thức của con người, nhằm thao túng công luận và các phương tiện truyền thông. Họ không còn quan tâm đến vấn đề ‘‘sự thật'', hay chính xác hơn là ‘‘tiến trình xác định sự thật'' (régime de vérité) nữa. Đọc thêmMạng truyền thông QAnon, ‘‘đồng minh'' trong bóng tối của TrumpTrong khi đó, việc kiểm tra tính chất chân thực của các sự kiện, được thuật lại trên truyền thông, lại chính là điều cần phải tiếp tục được thực hiện, bởi đây chính là một tiêu chuẩn, khẳng định sự tồn tại của nền dân chủ chúng ta. Tính chân thực của sự kiện, dựa trên các dữ liệu, cho phép Nhà nước pháp quyền vận hành được, ví dụ như trong trường hợp có các khiếu kiện, khiếu nại... » … Từ « mạng xã hội mở » trở thành cỗ máy tung tin giả, tuyên truyền cho TrumpTheo nhiều nhà quan sát, mạng xã hội Twitter, được Musk mua lại với 44 tỉ đô la cuối năm 2022, đã được sử dụng để phục vụ mục tiêu này. Năm 2024, mạng X (tên gọi mới của Twitter) có hơn 400 triệu người dùng, trong đó gần một phần tư là dân Mỹ. Hơn 200 triệu người theo dõi Musk trên X. Tháng 7/2024, Musk chính thức ủng hộ Trump. Trong thời gian 5 tháng trước cuộc bầu cử tổng thống Mỹ, các thông điệp của Musk trên X được hơn 130 tỉ lượt người xem, nhiều gấp 15 lần Trump.Theo điều tra của Center for Countering Digital Hate – CCDH (Trung tâm chống hận thù kỹ thuật số), trụ sở tại Anh, được công bố hồi tháng 11/2024, chủ nhân X trong năm 2024 đã công bố 87 thông điệp về bầu cử Mỹ, bị những người kiểm tra tin giả xác định là sai lạc. 87 thông điệp của Musk, vẫn được đăng tải trên X, thu hút 2 tỷ lượt xem.Khi tiếp quản mạng xã hội X, Musk xác lập « Community Notes » (các báo động của cộng đồng người sử dụng), thay cho tính năng « Birdwatch », về danh nghĩa là để phát hiện tin giả, thay vì nhờ đến dịch vụ thẩm định bên ngoài. Tuy nhiên, theo một khảo sát của CCDH, có đến hơn 70% thông tin sai lạc về bầu cử Mỹ được đăng tải mà không đi kèm với « báo động của cộng đồng ». Và ngay cả khi có « báo động của cộng đồng », các tin giả, tin sai lạc thu hút số người xem đông gấp 13 lần các « báo động của cộng đồng » đi kèm. Nhiều tài khoản tung tin giả, thuyết âm mưu, bị đóng cửa dưới thời Twitter, nay được Musk cho trở lại.Tung hô « tự do ngôn luận tuyệt đối » và đè bẹp các quan điểm khác X dưới quyền của kiểm soát của Musk đã trở thành một kênh tung tin giả, vận động tranh cử cho Donal Trump. Một nhóm phóng viên điều tra chuyên mục « L'Œil du 20 Heures » của đài Pháp France Info mới đây đã thử mở một tài khoản trên mạng X và đã chứng kiến thực tế là tài khoản này ngay lập tức bị hút vào quỹ đạo thông tin do chủ nhân mạng X, Elon Musk, chủ trương. Tài khoản mới lập, của phóng viên France Info, được mời theo dõi các doanh nghiệp của Musk, theo dõi tài khoản của Trump.Về mặt chính thức, tỉ phú Elon Musk cổ vũ « tự do ngôn luận tuyệt đối », đặc biệt là tự do trên mạng X, lên án chính quyền nhiều nước châu Âu kiểm duyệt, đàn áp tự do ngôn luận. Trên thực tế, X bị cáo buộc đã sử dụng « các thuật toán » giúp cho các quan điểm mà Musk ủng hộ trở nên áp đảo trên mạng này.Hai nhà nghiên cứu Laurence Grondin-Robillard và Nadia Seraiocco, Đại học Québec (Canada), trong bài « De Twitter à X : Comment Elon Musk façonne la conversation politique américaine » (tạm dịch là : Từ Twitter đến X : Elon Musk nhào nặn đối thoại chính trị Mỹ như thế nào), đã tố cáo mạng X của Musk từ bỏ chính sách « minh bạch về thuật toán » của Twitter một thời trước đây, cho phép người sử dụng lựa chọn giữa « các thông tin theo trật tự thời gian hoặc các thông điệp được nhiều người coi nhất ». Giờ đây các thuật toán - quyết định sự hiện diện của thông tin trên dòng sự kiện của người sử dụng - trở thành « hộp đen » đối với các nhà quan sát.Đạo luật DSA bảo vệ đa nguyên chính trị: Phương tiện tự vệ chính của Liên ÂuBài « L'interférence d'Elon Musk dans les élections en Allemagne : quel rôle pour le Digital Services Act ? » (Can thiệp của Elon Musk vào bầu cử ở Đức : Luật về Dịch vụ Kỹ thuật Số của châu Âu có vai trò gì ?), trên trang mạng Le Club des Juristes, nêu bật khả năng chính quyền châu Âu sử dụng Luật về Dịch vụ Kỹ thuật Số DSA, có hiệu lực từ năm 2023 (sau ba năm chuẩn bị), để chấn chỉnh các mạng xã hội nằm trong phạm vi điều chỉnh của đạo luật này.Trong số khoảng 10.000 nền tảng trên mạng đang hoạt động tại thị trường châu Âu, chỉ có hơn 20 nền tảng là đối tượng của DSA (theo Touteleurope.eu). Ngoài X, còn có 16 nền tảng « rất lớn » khác, với hơn 45 triệu người sử dụng, chiếm 10% dân số châu Âu (như Alibaba AliExpress, Amazon Store, Apple AppStore, Facebook, Google Play, Instagram, TikTok, Wikipedia, Youtube…) và hai công cụ tìm kiếm Bing và Google Search.DSA không chỉ loại trừ các thông tin « bất hợp pháp », ngăn ngừa các thông tin « có hại » phổ biến rộng rãi (tin giả, tin bóp méo…), mà còn bảo vệ đa nguyên chính trị trên truyền thông. Theo đạo luật này, các nền tảng mạng xã hội « rất lớn » như X có nghĩa vụ bảo đảm cho người sử dụng « có thể lựa chọn và làm chủ thực sự các luồng thông tin mà họ cần, đồng thờitôn trọng sự đa dạng và tính đa nguyên về quan điểm với tư cách phương tiện truyền thông » (điều khoản 35, đoạn 3 của DSA). Theo tác giả bài viết trên Le Club des Juristes, giáo sư luật công Anastasia Iliopoulou-Penot (Đại học Paris II Panthéon-Assas), một số thẩm định ban đầu cho thấy các hệ thống định hướng thông tin của X dường như đã không tuân thủ đòi hỏi này. Không tuân thủ quy định của DSA, mạng xã hội X có thể bị phạt đến 6% doanh thu toàn cầu và thậm chí bị loại khỏi thị trường châu Âu.Bị đẩy vào chân tường, Liên Âu có dám mạnh tay với « cánh tay phải» của Trump ?Giới chuyên gia về kỹ thuật số và chính trị ắt hẳn không quên vụ công ty Anh Cambridge Analytica bị cáo buộc sử dụng thông tin về hàng trăm triệu người dùng Facebook để tác động đến thái độ của cử tri Anh về Brexit (chia tay với Liên Âu) và quyết định bầu cho Donald Trump hồi 2016 của cử tri Mỹ (Bài « Comment Cambridge Analytica est devenue une arme de destruction démocratique massive / Cambridge Analytica đã trở thành một vũ khí hủy diệt hàng loạt với nền dân chủ như thế nào », L'Express, ngày 04/03/2020). Nỗ lực can thiệp vào bầu cử châu Âu của Musk đã quá rõ ràng. Việc chấn chỉnh và thậm chí loại trừ mạng xã hội X của Elon Musk bắt đầu được một số chính trị gia châu Âu đặt ra khẩn thiết.Đọc thêmKhi Facebook không bảo vệ được dữ liệu cá nhânNgoại trưởng Pháp Jean-Noël Barrot hôm 08/01 cảnh báo nếu Ủy Ban Châu Âu không áp dụng luật đã có để « bảo vệ không gian công », thì Bruxelles phải để các quốc gia thành viên « rảnh tay hành động ». Nghị sĩ châu Âu Aurore Lalucq, hôm 09/01 cho biết đã khiếu nại lên Arcom, cơ quan phụ trách thực thi đạo luật DSA ở cấp độ nước Pháp, đồng thời gửi thư đến Ủy Ban Châu Âu nhấn mạnh phải ngăn chặn X nếu công ty của Elon Musk ngoan cố, để « cứu nguy các nền dân chủ ».Về vấn đề này, nhà nghiên cứu độc lập Ophélie Coelho, chuyên gia về địa chính trị và kỹ thuật số, trong một cuộc tọa đàm trên kênh truyền hình TF1, hoàn toàn không tin vào khả năng Liên Âu có thể ngăn chặn X : « Về mặt kỹ thuật, ở cấp độ châu Âu, hay thậm chí ở quy mô từng nước, chúng ta có thể ngăn chặn hoàn toàn việc tiếp cận với nền tảng X. Ngăn chặn cả việc tiếp cận với X thông qua các phần mềm lách kiểm duyệt VPN. Vấn đề phức tạp hơn, đó là : Các nhà hoạch định chính sách có muốn làm hay không? Về mặt chính trị, và nhất là về mặt địa-chính trị, họ có sẵn sàng gánh lấy những rủi ro, trong bối cảnh căng thẳng, khủng hoảng, chiến tranh như chúng ta biết hiện nay, khi đối đầu với Mỹ hay không? Đối đầu với Hoa Kỳ cũng có nghĩa là ảnh hưởng đến liên minh NATO. Chúng ta vốn rất phuộc vào Mỹ về khí hỏa lỏng. Có rất nhiều thứ cần phải cân nhắc. Về mặt địa - chính trị, theo tôi, họ sẽ không làm ».Trong một số cuộc trả lời báo chí Đức (Frankfurter Allgemeine Zeitung) và Phần Lan (đài phát thanh - truyền hình quốc gia Đài Loan Yln) tuần lễ thứ hai của tháng 1/2025, phó chủ tịch Ủy Ban Châu Âu, chính trị gia Phần Lan Henna Virkkunen, phụ trách lĩnh vực Chủ quyền công nghệ, An ninh và Dân Chủ, đã tỏ rõ thái độ cứng rắn với cảnh báo : nếu phạm luật, công ty X sẽ phải « nộp phạt và gánh chịu nhiều trừng phạt đáng kể ». Ngày 24/01, giới chức châu Âu phụ trách kỹ thuật số có sẽ cuộc họp với các lãnh đạo Đức. Việc mạng X của Elon Musk can thiệp bầu cử châu Âu ắt sẽ là chủ đề trọng tâm (công ty của tỉ phú Musk đang bị châu Âu điều tra từ cuối năm 2023, do nghi ngờ vi phạm luật DSA).
C Politique du dimanche 12 janvier 2025. Débat : Trump-Musk : sommes-nous prêts ? avec - Clara Chappaz, ministre déléguée chargée de l'IA et du numérique- Gilles BABINET, Coprésident du Conseil national du numérique-David DJAÏZ, Essayiste-Asma MHALLA, Politologue, enseignante à Sciences Po, autrice de « Technopolitique » aux éditions du Seuil (12.02.24)- Céline SPECTOR, Philosophe, enseignante à Sorbonne Université
durée : 00:21:17 - L'invité de 8h20 - Comment la Tech s'est-elle hissée à ce niveau de toute-puissance dans la politique internationale ? Entretien avec Gérard Araud, ancien ambassadeur de France aux États-Unis, et la politologue et essayiste Asma Mhalla.
durée : 02:58:26 - Le 6/9 - par : Ali Baddou, Marion L'hour, Benjamin Dussy, Mathilde Khlat, Elodie Royer - Aujourd'hui à 7h50, nous parlons de la série documentaire “Jean-Marie Le Pen : À l'extrême" avec son réalisateur Jean-Pierre Canet, et à 8h20, le rapprochement Elon Musk et Donald Trump vu par Gérard Araud, ancien ambassadeur de France aux États-Unis et la politologue Asma Mhalla. - réalisé par : Marie MéRIER
Asma Mhalla est docteure en sciences politiques, chercheuse associée au Laboratoire d'Anthropologie Politique (LAP) de l'EHESS, spécialiste de géopolitique de la tech et enseignante à Sciences Po et Polytechnique. Elle a écrit « Technopolitique. Comment la technologie fait de nous des soldats » aux éditions du Seuil Mention légales : Vos données de connexion, dont votre adresse IP, sont traités par Radio Classique, responsable de traitement, sur la base de son intérêt légitime, par l'intermédiaire de son sous-traitant Ausha, à des fins de réalisation de statistiques agréées et de lutte contre la fraude. Ces données sont supprimées en temps réel pour la finalité statistique et sous cinq mois à compter de la collecte à des fins de lutte contre la fraude. Pour plus d'informations sur les traitements réalisés par Radio Classique et exercer vos droits, consultez notre Politique de confidentialité.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
durée : 02:58:01 - Le 7/10 - par : Nicolas Demorand, Léa Salamé, Sonia Devillers, Anne-Laure Sugier - Vanessa Springora, Eric Lombard, Asma Mhalla et Thomas Snegaroff, Oklou sont les invités de ce lundi 6 janvier - invités : Vanessa SPRINGORA, Asma MHALLA, Thomas Snégaroff, OKLOU - Vanessa Springora : Éditrice, écrivain, Asma Mhalla : Docteure en sciences politiques, chercheure associée au Laboratoire d'Anthropologie Politique de l'EHESS, spécialiste de Géopolitique de la Tech et enseignante à SciencesPo et Polytechnique, Thomas Snégaroff : Journaliste et historien, Oklou : Musicienne, chanteuse, et autrice-compositrice-interprète française
L'émission 28 minutes du 06/01/2025 Que cache la croisade anti-européenne d'Elon Musk, conseiller de Donald Trump ? Depuis quelques jours, Elon Musk s'est lancé dans une véritable offensive contre plusieurs dirigeants européens, avec l'appui de son réseau social X. Le milliardaire a réclamé le départ du Premier ministre britannique travailliste Keir Starmer. Le 20 décembre dernier, il a traité le chancelier allemand Olaf Sholz d'“imbécile incompétent”, en pleine campagne électorale pour les législatives du 23 février prochain. En plus de sa croisade contre les sociaux-démocrates européens, Elon Musk apporte désormais son soutien aux partis d'extrême droite européens, comme l'AfD qu'il décrit comme “la dernière lueur d'espoir” pour l'Allemagne, dans une tribune publiée dans le quotidien “Die Welt”. Autant de prises de position vues comme une forme d'ingérence côté européen. On en débat avec Asma Mhalla, politologue et spécialiste de la géopolitique et de la Tech, Jean-Louis Bourlanges, ancien Président de la commission des Affaires étrangères à l'Assemblée nationale, Sylvie Kauffmann, éditorialiste internationale au journal "Le Monde". 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 6 janvier 2025 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
L'émission 28 minutes du 06/01/2025 Que cache la croisade anti-européenne d'Elon Musk, conseiller de Donald Trump ? Depuis quelques jours, Elon Musk s'est lancé dans une véritable offensive contre plusieurs dirigeants européens, avec l'appui de son réseau social X. Le milliardaire a réclamé le départ du Premier ministre britannique travailliste Keir Starmer. Le 20 décembre dernier, il a traité le chancelier allemand Olaf Sholz d'“imbécile incompétent”, en pleine campagne électorale pour les législatives du 23 février prochain. En plus de sa croisade contre les sociaux-démocrates européens, Elon Musk apporte désormais son soutien aux partis d'extrême droite européens, comme l'AfD qu'il décrit comme “la dernière lueur d'espoir” pour l'Allemagne, dans une tribune publiée dans le quotidien “Die Welt”. Autant de prises de position vues comme une forme d'ingérence côté européen. On en débat avec Asma Mhalla, politologue et spécialiste de la géopolitique et de la Tech, Jean-Louis Bourlanges, ancien Président de la commission des Affaires étrangères à l'Assemblée nationale, Sylvie Kauffmann, éditorialiste internationale au journal "Le Monde". 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 6 janvier 2025 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
L'émission 28 Minutes du 30/12/2024 Du 23 décembre au 3 janvier, 28 minutes revient sur les thématiques incontournables et marquantes de l’année 2024 avec six émissions hors-séries.Ce lundi 30 décembre nous recevons, Enrico Letta, président de l’Institut Jacques Delors et ancien président du conseil des ministres italien et Asma Mhalla, politologue, spécialiste de la géopolitique de la Tech et de l’IA.L’année 2024 a été marquée par la réélection de Donald Trump. L’homme qui excelle dans la prolifération et la création de contre-vérités a convaincu les électeurs. Le mensonge et l’insulte ont été ses principaux vecteurs politiques. Les réseaux sociaux ont aussi eu un rôle important dans cette élection américaine, notamment grâce à Elon Musk, fidèle de Trump et patron de X (ex-Twitter). Comment se caractérise la démocratie à l’ère Trump ? Nos invités posent le diagnostic.Puis, nous retrouvons Victor Dekyvère qui se demande s’il est possible de sauver un noyé grâce à son anus. Enfin, Xavier Mauduit nous parle de la folie à l’âge classique, alors que la santé mentale devient la grande cause pour l’année 2025. Marie Bonnisseau nous emmène à Londres où un prestigieux club de magie a lancé un avis de recherche pour retrouver l’une de ses membres qui a disparu…28 Minutes est le magazine d’actualité d’ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement 30 décembre 2024 Présentation Elisabeth Quin Production KM, ARTE Radio
L'émission 28 Minutes du 30/12/2024 Du 23 décembre au 3 janvier, 28 minutes revient sur les thématiques incontournables et marquantes de l'année 2024 avec six émissions hors-séries.Ce lundi 30 décembre nous recevons, Enrico Letta, président de l'Institut Jacques Delors et ancien président du conseil des ministres italien et Asma Mhalla, politologue, spécialiste de la géopolitique de la Tech et de l'IA.L'année 2024 a été marquée par la réélection de Donald Trump. L'homme qui excelle dans la prolifération et la création de contre-vérités a convaincu les électeurs. Le mensonge et l'insulte ont été ses principaux vecteurs politiques. Les réseaux sociaux ont aussi eu un rôle important dans cette élection américaine, notamment grâce à Elon Musk, fidèle de Trump et patron de X (ex-Twitter). Comment se caractérise la démocratie à l'ère Trump ? Nos invités posent le diagnostic.Puis, nous retrouvons Victor Dekyvère qui se demande s'il est possible de sauver un noyé grâce à son anus. Enfin, Xavier Mauduit nous parle de la folie à l'âge classique, alors que la santé mentale devient la grande cause pour l'année 2025. Marie Bonnisseau nous emmène à Londres où un prestigieux club de magie a lancé un avis de recherche pour retrouver l'une de ses membres qui a disparu…28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 30 décembre 2024 - Présentation : Elisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
durée : 00:02:32 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Lily s'interroge sur le fonctionnement du plus célèbre moteur de recherche : Google. Pour lui répondre Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Docteure en sciences politiques, chercheure associée au Laboratoire d'Anthropologie Politique de l'EHESS, spécialiste de Géopolitique de la Tech et enseignante à SciencesPo et Polytechnique - réalisé par : Stéphanie TEXIER
durée : 02:58:48 - Le 7/10 - par : Simon Le Baron, Anne-Laure Sugier - .
L'émission 28 Minutes du 03/09/2024 Entre les démocraties et les géants du numérique, la guerre est déclarée ? Pavel Durov, fondateur de la messagerie Telegram, a été arrêté le 24 août par la justice française, accusé de ne pas avoir agi contre la diffusion de contenus criminels sur sa plateforme. Une semaine plus tard, au Brésil, un juge de la Cour suprême a ordonné le blocage de X, propriété d'Elon Musk, qui compte 22 millions d'utilisateurs dans le pays. La même semaine, Mark Zuckerberg a révélé avoir subi des pressions de la part de l'administration Biden pour que son groupe retire certains contenus liés au Covid-19 en 2021. Si le contrôle et la censure des réseaux sociaux sont monnaie courante dans les régimes autoritaires, ils sont relativement nouveaux dans les États démocratiques. S'agit-il d'un sursaut des démocraties face à la désinformation sur internet ou d'une menace pour la liberté d'expression ? Dans "Technopolitique – Comment la technologie fait de nous des soldats" (Seuil, 2024), Asma Mhalla, chercheuse spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques des nouvelles technologies, interroge la redéfinition des enjeux de pouvoir à l'heure du numérique. On en parle avec elle. Otages israéliens du Hamas : vers un accord, coûte que coûte ? L'annonce de la mort de six otages détenus par le Hamas dans la bande de Gaza, le 1er septembre, a provoqué une nouvelle vague de colère en Israël. Manifestation géante à Tel Aviv le jour même, appel à la grève générale lancé par la centrale syndicale Histadrout ce lundi : la société civile exige la reprise immédiate des négociations avec l'organisation palestinienne pour libérer les otages encore en vie. Sur les 251 personnes enlevées le 7 octobre, 101 sont toujours en captivité et, selon l'AFP, au moins une trentaine sont déjà décédées. Mais pour Benyamin Nétanyahou, qui a fait de l'éradication du Hamas sa priorité, seule la poursuite de l'intervention militaire permettra la libération des otages. Une stratégie qui apparaît de moins en moins efficace : seuls huit otages ont été relâchés après des opérations militaires de l'armée israélienne. Et si la guerre menée par Israël contre le Hamas a coûté la vie à des chefs de l'organisation, elle a également causé la mort de plus de 40 000 Palestiniens, selon les chiffres du Hamas. La mobilisation en Israël et la pression internationale pourront-elles faire fléchir le gouvernement ? Enfin, Xavier Mauduit nous raconte l'histoire du christianisme en Indonésie, à l'occasion de la visite du Pape François dans l'archipel et Marie Bonnisseau fait le bilan du Pass Rail, mis en place cet été pour inciter les jeunes à prendre le train. 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 3 septembre 2024 - Présentation : Elisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
Les intelligences artificielles ne sont pas neutres. Derrière ChatGPT et les autres, les géants du numérique investissent massivement dans ces technologies pour renforcer leurs positions dominantes. Dans son ouvrage “Technopolitique - Comment la technologie fait de nous des soldats” (Seuil), la chercheuse Asma Mhalla dresse un inventaire des conséquences de cette emprise de la Tech sur nos vies. Conversation avec Julien Le Bot, journaliste et responsable innovation de Samsa.fr, à l'occasion des Rencontres de l'IA éditoriale organisées le 1er juillet 2024 à Paris. Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Quels sont les jeux d'influences entre les Big Tech et les États ?Durant tout l'été, profitez de nos REMIX ! Aujourd'hui : Asma Mhalla (enregistré en novembre 2022).Asma Mhalla est politologue et essayiste. Elle intervient à Columbia CG, Sciences Po et Polytechnique. Elle est l'auteure de “Technopolitique - Comment la technologie fait de nous des soldats” (Seuil, 2023).Comprendre la puissance des Big Tech face aux États, établir l'influence de la technologie sur la géopolitique mondiale et détailler les défis de la souveraineté numérique en Europe... telles sont les promesses de cet épisode. Nous soulèverons également les questions sur le contrôle, l'impact des plateformes numériques sur la société ainsi que la capacité de l'Europe à maintenir son indépendance dans le paysage numérique mondial.Les thèmes de cet épisode :Etats vs. Big Tech : Qui a vraiment le pouvoir ?La tech au cœur de l'échiquier géopolitiqueQuelle souveraineté numérique pour l'Europe ?---
Que savons-nous vraiment de l'IA et de la technologie ? Alors qu'on n'en a jamais autant entendu parler, on n'a jamais eu une vision aussi peu claire de ce qu'était vraiment l'IA et de ses impacts sur notre vie.C'est pour cela qu'aujourd'hui je reçois Asma Malha, docteure en sciences politiques, et experte en technologie décrypte dans son ouvrage Technopolitique analysenotre dépendance croissante aux outils technologiques et la "dataïsation" du quotidien et l'extension inévitable des conflits …Quels sont les dangers de notre dépendance croissante aux écrans?Quel impact la technologie peut-elle avoir sur nos démocraties?Quels sont les pistes de solution ?Je vous souhaite une très bonne écouteRecommandations de livre :L'étranger d'Albert CamusLe Petit Prince d'Antoine de Saint ExuperyMoi assiégé de Christopher LashTous les livres d'Hannah Arendt Pour découvrir les coulisses du podcast :https://www.instagram.com/inpowerpodcast/ Pour retrouver Asma Mhalla sur les réseaux :https://www.linkedin.com/in/amhalla/ Et pour suivre l'aventure MyBetterSelf au quotidien :https://www.instagram.com/mybetterself/ Si cet épisode t'as plu, celui-ci te plaira surement :https://shows.acast.com/inpower/episodes/andre-comte-sponville-la-philosophie-au-service-du-bonheur Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Invitée: Asma Mhalla. Les nouvelles technologies inondent nos vies, augmentent nos liens, captent notre attention, se nourrissent de nos données et influencent nos décisions. Sont-elles une chance ou une menace pour la démocratie? Que reste-t-il de notre libre arbitre? Nos cerveaux vont-ils devenir le champ de bataille du XXIe siècle? Tribu reçoit Asma Mhalla, chercheuse au Laboratoire dʹanthropologie politique à lʹEHESS. Elle signe "Technopolitique. Comment la technologie fait de nous des soldats" paru aux éditions du Seuil.
durée : 00:40:30 - Bistroscopie - par : Charline Vanhoenacker - Politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la tech et de l'IA, Asma Mhalla étudie la façon dont les géants du Web font système, un système politique et anti-démocratique. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech - réalisé par : François AUDOIN
La chercheuse Asma Mhalla, docteure en études politiques, chercheuse à lʹEHESS, politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech et de lʹIA est l'auteure de "Technopolitique". Elle est lʹinvitée média de Didier Bonvin.
Asma Mhalla est spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, autrice de Technopolitique pour lequel elle est souvent invitée dans les médias. Je connais Asma depuis un moment mais c'est la première fois qu'elle vient sur Vlan! Et ca tombe bien car je connais bien la technologie donc cela permet de challenger Asma, toujours avec bienveillance, pour tirer un maximum d'enseignements. Néanmoins, l'épisode est très compréhensible même si vous n'êtes pas familier avec la technologie, nous avançons crescendo mais avec un point de départ très accessible. Asma nous plongera au cœur des transformations mondiales impulsées par l'intelligence artificielle, nous interrogera sur l'impact de cette technologie sur la recomposition de l'ordre mondial et sur notre quotidien, et nous mettra en garde contre les dangers d'une approche étriquée des innovations qui font les affaires du jour. Nous naviguerons également dans le domaine de la rivalité stratégique et des changements systémiques, sans oublier de débattre des implications sur l'emploi et les enjeux éthiques liés aux armes autonomes. Rejoignez-nous pour ce voyage stimulant qui redéfinira notre rapport aux évolutions technologiques et leurs conséquences au-delà des frontières. Restez avec nous pour cette discussion éclairante. Une partie des questions que l'on aborde : 1. Comment la technologie et en particulier l'intelligence artificielle (IA) sont-elles en train de recomposer l'ordre mondial et les rivalités stratégiques entre nations? 2. Quels sont les enjeux éthiques liés au développement et à l'utilisation des armes autonomes, et comment l'intervention internationale pourrait-elle les réguler? 3. En quoi la "diplomatie liquide" de l'Inde offre-t-elle un modèle pertinent pour comprendre l'influence de la technologie dans les relations internationales? 4. Comment les changements démographiques globaux, comme le vieillissement de certaines sociétés et la jeunesse de continents comme l'Afrique, vont-ils affecter l'équilibre géopolitique et technologique mondial? 5. Quelle stratégie l'Afrique devrait-elle adopter pour répondre aux défis et aux opportunités créés par la révolution technologique, compte tenu de ses défis structurels actuels? 6. De quelle manière l'Europe peut-elle influencer la scène internationale en matière de réglementation de la technologie et quels sont les défis spécifiques auxquels elle est confrontée? 7. Face à la domination des clés technologiques par les États-Unis et la Chine, quel rôle l'Europe et la France peuvent-elles jouer pour développer une souveraineté et une vision techno-industrielle propres? 8. Quelles sont les implications de la manipulation via les réseaux sociaux sur nos démocraties, et comment peut-on reconnaître et contrer cette manipulation? 9. Comment les gouvernements et les sociétés peuvent-ils gérer le stress cognitif engendré par la surabondance d'informations et quelle est l'importance de prendre du recul? 10. Quelles implications le RGPD a-t-il eu jusqu'à présent sur la gouvernance mondiale de l'internet et sur la protection des libertés individuelles face à la propagation des technologies numériques ? Timestamps : 00:00 Défis climatiques et technologiques redéfinissent le monde. 08:00 Manque de vision en politique techno-industrielle. 12:11 Question de technologie pour la puissance mondiale. 19:28 Règlementation politique : respect des règles essentiel. 23:38 Négociations à trois échelles pour souveraineté technologique. 31:18 Technologie, super intelligences, risque pour l'humanité 39:02 La photographie comme art et évolution industrielle. 43:33 L'Inde profite des retombées du découplage. 48:45 Le Kenya et le Maroc en Afrique. 57:17 Évolution géopolitique entre États-Unis et Chine. 59:19 L'Afrique doit surmonter des obstacles pour émerger. 01:07:54 IA pour prises de décision stratégiques, éthique. 01:09:28 Armes semi-autonomes avec risque de dérapage. 01:18:22 Retour de la société politique, rôle de tous. 01:22:47 Choisir où mettre son attention dans société. Suggestion d'autres épisodes à écouter : Vlan #56 Ethique et intelligence artificielle sont elles compatibles? avec Aurélie Jean (https://audmns.com/mYmYlUh) #178 Les technologies vont-elles nous permettre de faire face au défi climatique? avec Philippe Bihouix (https://audmns.com/ktZSlzb) #261 Chat GPT, les intelligences artificielles face à l'humanité avec Victor Storchan (https://audmns.com/cseeFYI) #146 Comment l'intelligence artificielle peut réellement vous rendre plus humain.e avec Alexandre Pachulski (https://audmns.com/KdwwONa)
Ils sont milliardaires. Ils sont souvent géniaux. Ils disent et pensent pouvoir sauver le monde. Leur puissance semble sans limite. Ils s'appellent Elon Musk, Jeff Bezos, Sam Altman, Mark Zuckerberg ou Bill Gates. Microsoft, Amazon, ou ChatGPT leurs entreprises technologiques sont dans nos vies et changent nos vies. Pour le meilleur, comme le pire. On leur a laissé les clés de nos cerveaux, de nos démocraties, de notre avenir…Peut-on encore les arrêter ? Asma MHALLA, Docteure en études politiques, politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech et de l'IA, chercheure au Laboratoire d'Anthropologie Politique de l'Ehess, autrice de « Technopolitique - Comment la technologie fait de nous des soldats » aux éditions du Seuil (12/02/2024) Christine KERDELLANT, Journaliste économique, autrice de « Ces milliardaires plus forts que les Etats » aux éditions de l'Observatoire (07.02.24) Olivier ALEXANDRE, Sociologue, chargé de recherche au CNRS, membre du Centre Internet et Société (CNRS), enseignant à Sciences Po Paris, auteur de « La Tech - Quand la Silicon Valley refait le monde » aux éditions du Seuil (24/03/2023) Gilles BABINET, Entrepreneur, coprésident du Conseil National du Numérique, auteur de « Green IA - L'intelligence artificielle au service du climat » aux éditions Odile Jacob (27.03.24) Olivier LASCAR, Journaliste, auteur de « Enquête sur Elon Musk, l'homme qui défie la science » aux éditions Alisio Sciences (09.06.22)
Asma Mhalla revient sur la question de la technopolitique, un concept assez nouveau, pour étudier ce qui se passe dans notre démocratieMention légales : Vos données de connexion, dont votre adresse IP, sont traités par Radio Classique, responsable de traitement, sur la base de son intérêt légitime, par l'intermédiaire de son sous-traitant Ausha, à des fins de réalisation de statistiques agréées et de lutte contre la fraude. Ces données sont supprimées en temps réel pour la finalité statistique et sous cinq mois à compter de la collecte à des fins de lutte contre la fraude. Pour plus d'informations sur les traitements réalisés par Radio Classique et exercer vos droits, consultez notre Politique de confidentialité.
Dans ce nouvel épisode du Retour des empires nous analysons avec Asma Mhalla comment les Gafam ont conquis tous les territoires de l'esprit humain et se sont fait une place sur la carte des empires au même titre que les grandes puissances nationales."Le vieux monde se meurt, le nouveau monde tarde à apparaître et dans ce clair-obscur surgissent les monstres", disait Antonio Gramsci. Dans notre monde globalisé, au sortir de la guerre froide, ces monstres oubliés ont un nom : Le retour des empires. Un podcast du magazine Marianne, présenté par Stéphane Aubouard.Le magazine Marianne est en kiosques et en ligne chaque jeudi."Le goût de la vérité n'empêche pas de prendre parti". Albert CamusMarianne TV : https://tv.marianne.net/Marianne.net : https://www.marianne.net/ Production CMI France - Marianne © Septembre 2023 - Make Some Noise Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Asma Mhalla vous présente son ouvrage "Technopolitique : comment la technologie fait de nous des soldats" aux éditions du Seuil. Entretien avec Raphaël Dupin.
L'émission 28 Minutes du 12/03/2024 « BigTech », réseaux, data… : comment la technologie fait de nous des soldats « Plus on se “technologise”, plus on se “vulnérabilise”, et plus on devient des cibles ou des soldats potentiels. On doit avoir ça en tête : la démocratie est en train d'être militarisée. » Après une première carrière en tant qu'analyste en banque d'affaires, Asma Mhalla se tourne finalement vers les enjeux géopolitiques du numérique. Dans son essai « Technopolitique – Comment la technologie fait de nous des soldats », paru aux éditions du Seuil, la chercheuse s'interroge sur la façon dont le numérique transforme la démocratie et redéfinit les enjeux de pouvoir. Elle théorise notamment la notion de « Technologie Totale », décrite comme un « projet idéologique de contrôle total du monde, entraînant une forme de militarisation de nos existences ». Les technologies ne sont pas neutres : elles sont en réalité les outils de guerres informationnelles, usant de nos données personnelles pour répondre à des objectifs politiques et militaires. Refusant toutefois de céder à la technophobie, elle préfère y répondre par un appel à l'innovation politique. Asma Mhalla est notre invitée. La loi pour la création d'une « aide à mourir » est-elle un progrès social ? Dans une interview accordée à « Libération » et à « La Croix » dimanche dernier, Emmanuel Macron s'est déclaré favorable à une « aide à mourir », et présentera un projet de loi en avril sur le sujet. Cette aide — différente de l'euthanasie ou du « suicide assisté » — doit remplir des conditions d'accès strictes. La demande sera ensuite traitée par une équipe médicale qui donnera collégialement son avis sur l'administration d'une substance létale qui pourra être effectuée à domicile, dans un Ehpad ou un établissement de soins, par la personne concernée ou par un tiers. Si certains saluent le projet de loi, d'autres reprochent les limites d'une décision prise par des médecins, et non par les individus concernés. À l'inverse, plusieurs organisations de soignants dénoncent ce « projet de loi pour faire mourir » contraire à leur mission et expriment « colère et consternation ». Cette future loi représente-t-elle un progrès social ou une dangereuse avancée ? On en débat. Enfin, retrouvez également les chroniques de Xavier Mauduit et Marie Bonnisseau ! 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 12 mars 2024 - Présentation : Elisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
Dans ce nouvel épisode de l'entre deux, Alix Grousset échange avec Asma Mhalla. Cette spécialiste en politique technologique va présenter le métaverse, l'importance et les enjeux de cette nouvelle technologie. Le métaverse est considéré à ce jour comme la nouvelle génération d'Internet qui va fusionner l'espace et le temps, mixer les technologies, mélanger la réalité et le virtuel. Petites explications bien réelles.
Dans ce nouvel épisode de l'entre deux, Alix Grousset échange avec Asma Mhalla. Cette spécialiste en politique technologique va présenter le métaverse, l'importance et les enjeux de cette nouvelle technologie. Le métaverse est considéré à ce jour comme la nouvelle génération d'Internet qui va fusionner l'espace et le temps, mixer les technologies, mélanger la réalité et le virtuel. Petites explications bien réelles.
Les Européens se sont engagés à Bruxelles à plus de solidarité face aux cyber-attaques qui se multiplient en utilisant l'Intelligence artificielle (IA), à quelques mois d'un scrutin majeur. Sommes-nous aujourd'hui acteurs ou victimes de cette révolution technologique ? Savons-nous lire correctement ces bouleversements qui redistribuent les cartes du pouvoir? Nous en discutons avec la chercheuse Asma Mhalla, qui a publié "Technopolitique" (Ed. Seuil) et notre chroniqueur Guillaume Grallet, de Tech24.
(00:00:40) Asma Mhalla: les bonnes questions pour les bons débats face à l'accélération technologique (00:13:01) Le domicide: un crime contre l'humanité?
durée : 00:42:36 - Signes des temps - par : Marc Weitzmann - A l'occasion de la parution de "Technopolitique : comment la technologie fait de nous des soldats aux éditions du Seuil" Marc Weitzmann s'entretient avec la chercheuse Asma Mhalla et questionne l'étroite imbrication entre les "Big Tech" et les enjeux géostratégiques. Serions-nous tous des soldats ? - invités : Asma Mhalla Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech
Intellectuels, chefs d'entreprises, artistes, hommes et femmes politiques… Frédéric Taddeï reçoit des personnalités de tous horizons pour éclairer différemment et prendre du recul sur l'actualité de la semaine écoulée le samedi. Même recette le dimanche pour anticiper la semaine à venir. Un rendez-vous emblématique pour mieux comprendre l'air du temps et la complexité de notre monde.
Intellectuels, chefs d'entreprises, artistes, hommes et femmes politiques… Frédéric Taddeï reçoit des personnalités de tous horizons pour éclairer différemment et prendre du recul sur l'actualité de la semaine écoulée le samedi. Même recette le dimanche pour anticiper la semaine à venir. Un rendez-vous emblématique pour mieux comprendre l'air du temps et la complexité de notre monde.
durée : 00:03:53 - Les P'tits Bateaux - par : Camille Crosnier - Aujourd'hui, Yvanne, sept ans et demi, se demande si le réel peut être virtuel et si l'inverse est aussi possible. Asma Mhalla, spécialistes des enjeux politiques et géopolitiques de la tech et enseignante à Sciences-Po et Polytechnique lui répond. - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech - réalisé par : Stéphanie TEXIER
durée : 00:10:39 - L'invité de 7h50 du week-end - par : Ali Baddou, Marion L'hour - Aujourd'hui à 7h50, nous recevons la chercheuse Asma Mhalla, docteure en études politiques, chercheuse à l'EHESS, politologue spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech et de l'IA, elle est aussi l'auteure de “Technopolitique” (Seuil). - invités : Asma MHALLA - Asma Mhalla : Spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech
durée : 03:00:39 - Le 6/9 - Aujourd'hui dans le 6-9, nous discutons avec l'écrivain Alain Mabanckou à 6h20, puis avec la chercheuse Asma Mhalla à 7h50. A 8h20, plateau spécial autour de la mort d'Alexei Navalny avec 3 spécialistes de la Russie, Galia Ackerman, Elsa Vidal et Marie Mendras.
Avez-vous peur de l'intelligence artificielle ? Pour la spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech Asma Mhalla, ce n'est pas du tout la question fondamentale. Pour elle, l'IA va déterminer la mort ou la résurrection du politique. Voici pourquoi. Crédits : Brut.Philo est un podcast produit par Brut. Coordination éditoriale : Victor Viriot, Annabel Mora, Alexandre Cauchy Journaliste : Aymeric Goetschy Journaliste intro : Louis Tanca Réalisation et mixage : Malo Williams Générique : Myd Direction éditoriale : Laurent Lucas Pour être informé de la sortie de chaque nouvel épisode, abonnez-vous à Brut.Podcast. Et si ce podcast vous a plu, n'hésitez pas à laisser un maximum d'⭐⭐⭐⭐⭐ !
Stéphane Ricoul exprime son admiration pour Asma Mhalla, une experte en politique technologique. Ils se sont rencontrés lors d'une masterclass à l'Université de Montréal. Asma Mhalla a abordé les enjeux de l'intelligence artificielle et son impact sur la narration actuelle. Ricoul souligne l'importance de l'humain malgré l'essor de la technologie et mentionne un livre à venir d'Asma Mhalla ainsi qu'une séance de dédicaces prévue en février 2024.
durée : 00:04:16 - Les P'tits Bateaux - par : Noëlle Bréham - On plonge au fond des océans aux côtés de Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la tech qui répond à Clara, 14 ans, qui aimerait savoir si les câbles sous-marins, dont dépend Internet pour fonctionner, sont privés ou publics.
“L'intelligence artificielle est-elle politique ?” : émission diffusée le mardi 21 novembre 2023 à 19h sur France 5. Au programme : Chat GPT, le logiciel conversationnel issu de l'intelligence artificielle est-il de gauche ? C'est la conclusion d'une étude édifiante rendue publique par Terra Nova. On en parle avec le directeur de ce centre de réflexion, Thierry Pech, et la spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, Asma Mhalla. Au programme également la première greffe du larynx qui a permis à une française de retrouver la voix qu'elle avait perdu il y a 20 ans et la colère et l'inquiétude du dessinateur Enki Bilal devant la montée de l'Islamisme en Occident. Tous les soirs, du lundi au vendredi à 19h sur France 5, Anne-Elisabeth Lemoine et toute son équipe accueillent celles et ceux qui font l'actualité du jour.
durée : 00:03:46 - Les P'tits Bateaux - par : Noëlle Bréham - Est-ce que Facebook est plus puissant qu'un pays ? se demande Arthur. Il est vrai que lorsqu'on compare le poids en bourse de Meta au Produit intérieur brut d'un État, le géant de la tech est souvent devant. En devient-il pour autant plus puissant ? Asma Mhalla répond et nuance le propos.
Le numérique est devenu un territoire d'affrontement politique et géopolitique. Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques du numérique à Sciences-Po et Polytechnique, décrypte les rouages de cet affrontement planétaire. De Cambridge Analytica à Elon Musk, du piratage des câbles sous-marins aux fake news… L'actualité montre que le champ numérique n'est plus aujourd'hui un simple territoire d'innovation technologique mais est devenu un terrain d'affrontements politiques à l'échelle internationale (00:00). Selon Asma Mhalla, on assiste à une fragmentation entre les Etats-Unis, la Chine, la Russie, l'Europe, le "splinternet". Le numérique est devenu un terrain de guerre cyber (06:10) et de désinformation (11:06). D'après Asma Mhalla, le combat se joue à trois niveaux : la couche infrastructures (datas centers, câbles sous-marins, etc.), la couche des systèmes d'information et des protocoles, et la couche sémantique et applicative sur laquelle on trouve notamment les offensive en matière de désinformation. Le rachat de Twitter par Elon Musk s'inscrit dans ce phénomène (15:49). Dans ce nouveau concert technologique, quelle place reste-t-il pour l'Europe ?(24:22) (Rediffusion de l'interview du 19/11/22)
durée : 00:37:32 - CyberPouvoirs - par : Asma MHALLA - Armes autonomes, intelligence artificielle, satellites, robots-tueurs... Le saut technologique dans la chose militaire est en cours et pose de gigantesques questions géostratégiques, politiques, éthiques. Asma Mhalla et Michel Goya décryptent l'univers des combats du futur.
Best of de l'été #1 - Souveraineté Numérique Tout au long de l'été, on se rafraîchit la mémoire en croisant les points de vue des invités de cette passionnante première année de Trench Tech. 7 semaines, 7 ambiances sonores de vacances, 7 sujets bouillants, c'est le cocktail de ces 7 épisodes bestofs qui font le point en 10 minutes sur l'un des sujets tech qui nous agite. Dans cet épisode, on vous emmène à la plage pour parler de souveraineté numérique avec les points de vue et convictions de : - Asma Mhalla, extrait de l'épisode "Etats & Big Tech : les liaisons dangereuses" - Joëlle Tolédano, extrait de l'épisode "Numérique : on avance quand on régule " - Cédric O, extrait de l'épisode "Souveraineté Numérique : Un simple amour de vacances ? " ***** VOUS AIMEZ TRENCH TECH ? ⭐⭐⭐⭐⭐ Abonnez-vous, commentez, likez, notez ce podcast… et partagez l'esprit critique pour une tech éthique. ***** À PROPOS DE TRENCH TECH ***** LE talkshow « Esprits Critiques pour Tech Ethique » http://www.trench-tech.fr Suivez-nous aussi sur LinkedIn et Twitter ***** DERRIÈRE LE MICRO
C'était hier, au salon VivaTech, la grand-messe annuelle des entrepreneurs du numérique, cette année très largement consacrée à l'intelligence artificielle. Une révolution technologique qui promet - on en a déjà parlé sur ce plateau - de bouleverser le monde du travail, la recherche médicale, la création artistique… mais qui pourrait aussi devenir un outil de surveillance de masse, à travers la reconnaissance faciale. C'est l'une de ses applications clé de l'IA et cette semaine, elle était au cœur de débats politiques. Lundi, les sénateurs français ont ouvert la voie à une expérimentation, notamment dans le cadre de la lutte antiterroriste. Alors qu'hier, les députés européens ont voté le principe d'une interdiction totale dans l'espace public. Alors la reconnaissance faciale, outil très prisé des régimes autoritaires, a-t-elle sa place dans nos démocraties ? Au nom de la sécurité, vivrons-nous tous bientôt sous surveillance ? Comment réguler, encadrer cette technologie sans nuire à l'innovation et à notre indépendance stratégique ? On en débat avec : Charleyne BIONDI, Docteure en science politique, autrice de « Dé-coder, une contre-histoire du numérique » aux éditions (22/09/2022) Asma MHALLA, Spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, maître de conférences à l'université Columbia, à Sciences Po et à Polytechnique Olivier TESQUET, Journaliste à Télérama Lev FRAENCKEL, Professeur de philosophie à l'Université de Strasbourg et en terminale, auteur de « La philo en mode Serial Thinker » aux éditions Hachette Pratique (29/03/2023) Raphaël GRABLY, Rédacteur en chef adjoint à BFM Business
durée : 02:29:17 - Le 7/9.30 - par : Nicolas Demorand, Léa Salamé - Yann Le Cun, directeur du laboratoire d'Intelligence Artificielle de Meta, Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques du numérique, Jean-Gabriel Ganascia, chercheur en intelligence artificielle , et Riopy, pianiste, sont les invités de la matinale.
durée : 00:24:32 - L'invité de 8h20 : le grand entretien - par : Nicolas Demorand, Léa Salamé - Deux spécialistes de l'intelligence artificielle échangent sur l'évolution de cette technologie, son essor et son avenir.
Et si l'avenir des grandes plateformes comme YouTube se jouait en ce moment ? La Cour suprême américaine examine depuis quelques jours une affaire, surnommée Gonzalez contre Google. Une affaire qui va peut-être amener à une modification de la Section 230. Il s'agit d'un texte issu de la loi américaine sur la décence des communications. Concrètement, c'est bien simple : la Section 230 donne l'immunité aux plateformes par rapport aux contenus qui y sont postés par les utilisateurs. Ce texte fait sans surprise de plus en plus polémique et aux États-Unis, républicains comme démocrates souhaitent le modifier, mais pas pour les mêmes raisons. L'affaire Gonzalez contre Google pourrait donc bien être la première étape vers une nouvelle Section 230. Surtout, c'est un modèle de liberté d'expression qui est débattu à travers ce texte. La Section 230, c'est un tournant de l'histoire technologique. Pour en parler, Siècle Digital s'est entretenu avec Asma Mhalla, professeure à SciencePo Paris et spécialiste de la politique et de la géopolitique des technologies.Les épisodes de Culture Numérique sont disponibles sur Siècle Digital et les plateformes de streaming. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Etats-Unis, Canada et Union européenne ont décidé d'interdire l'utilisation de TikTok à leurs fonctionnaires. Pour quelles raisons ? Quels sont les risques réels ? Asma Mhalla, spécialiste en géopolitique de la tech, détaille les enjeux dans le Point J. Caroline Stevan Réalisation : Ludovic Labra
Mardi 21 février, François Sorel a reçu Vincent Champain, senior exécutive vice-président chez Framatome, Renaud Allioux, cofondateur de Preligens, Laurence Devillers, spécialiste des interactions homme-machine, professeure d'informatique à l'université Paris-Sorbonne et chercheuse au (Limsi) du CNRS, Claire Lecocq, directrice générale Adjointe d'EPITA, Luc Julia, directeur scientifique de Renault Group, ancien directeur Technique chez Samsung Electronics et Hewlett-Packard, co-créateur de Siri (Apple) et auteur du livre "L'intelligence artificielle n'existe pas", Bruno Maisonnier, président et cofondateur d'AnotherBrain et cofondateur d'Aldebaran Robotics, Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, enseignante à Sciences Po et Columbia GC, et Jérôme Monceaux, fondateur d'Enchanted Tools et co-créateur des robots humanoïdes Pepper et Nao, dans l'édition spéciale "2023, l'an 1 de l'IA ?" de l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Jeudi 19 janvier, François Sorel a reçu Louis de Goüyon Matignon, cofondateur de Gama, Stéphane Quentin, responsable communication NVIDIA Consumer France, Olivier de Tremaudan, président et principal investisseur de Nanomade, Alexandre Tisserant, président de Kinéis, Antonin Hirsch, directeur de l'équipe "Radio Fréquence et Traitement du Signal" chez Loft Orbital, Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques de la Tech, enseignante à Sciences Po et Columbia GC, Salim Hassad, associé chez Newfund, et Julien Villeret, directeur de l'innovation chez EDF, et Frédéric Simottel, journaliste BFM Business, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
L'émission 28 Minutes du 28/12/2022 Au programme de l'émission du 28 décembre 2022 ⬇Du 26 au 30 décembre, 28 Minutes propose cinq émissions "Hors-série" avec des invités prestigieux qui dresseront le bilan de l'année 2022 et réagiront aux meilleurs moments des débats diffusés dans l'émission cette année. Ce 28 décembre, Élisabeth Quin reçoit l'écrivain et conseiller politique Giuliano da Empoli. Italo-suisse né en France, il est connu pour avoir été le conseiller du Premier ministre italien Matteo Renzi, publié de nombreux essais politiques et présidé le think tank européen “Volta”. Avec lui, nous aborderons notamment la question du populisme, en plein essor cette année en Italie, en Suède ou encore en France. Nous évoquerons également le trumpisme et le bolsonarisme, que l'on pensait éteints mais qui font eux aussi un grand retour cette année. Puis, en deuxième partie d'émission, nous recevrons Asma Mhalla, enseignante à Polytechnique, spécialiste des enjeux politiques et géopolitiques du numérique avec qui nous interrogerons le lien entre complotisme, populismes et réseaux sociaux.Enfin, retrouvez les chroniques de Marie Bonnisseau et de Victor Dekyvère, ainsi que l'intermède musical « À la loop » de Matthieu Conquet. 28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au vendredi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 28 décembre 2022 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio
Interview de Asma Mhalla, spécialiste de la géopolitique du numérique et enseignante à SciencePo Paris et Polytechnique.
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Le numérique est devenu un territoire d'affrontement politique et géopolitique entre les États. Asma Mhalla, spécialiste des enjeux politiques du numérique, décrypte les rouages de cet affrontement planétaire. De Cambridge Analytica à Elon Musk, du piratage des câbles sous-marins aux fake news… Le champ numérique n'est plus un simple territoire d'innovation technologique, mais il est devenu un terrain d'affontements politiques à l'échelle internationale (00:00). On assiste à une fragmentation d'Internet entre les Etats-Unis, la Chine, la Russie, l'Europe (le "splinternet"). C'est un terrain de guerre cyber (06:10) et de désinformation (11:06). Selon Asma Mhalla, le combat se joue à trois niveaux : la couche infrastructures (datas centers, câbles sous-marins, etc.), la couche des systèmes d'information et des protocoles, et la couche sémantique et applicative sur laquelle on trouve notamment les offensive en matière de désinformation. Le rachat de Twitter par Elon Musk s'inscrit dans ce phénomène (15:49). Dans ce nouveau concert technologique, quelle place reste-t-il pour l'Europe (24:22) ?
Jeudi 17 novembre, Frédéric Simottel a reçu Thomas Mendonça, directeur général digital et innovation chez Fitness Park, Olivier Girard, président d'Accenture France & Benelux, Jean Gabriel de Mourgues, Vice-Président exécutif en charge de Mirakl Connect et des solutions de croissance, Grégoire Dupré, PDG d'Abelio, Alix Mirshams, directeur marketing et communication chez Opteamis, Asma Mhalla, spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, enseignante à Sciences Po et à l'école Polytechnique, Christophe Aulnette, senior advisor chez Apax Partners, et Lucas Perraudin, fondateur de Mula Digital, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Le milliardaire Elon Musk s'est offert le réseau social américain Twitter. Ce rachat pose de nombreuses questions, et il aura très certainement des conséquences politiques et même géopolitiques. L'atelier des médias en discute avec Asma Mhalla, spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique. Jeudi 27 octobre, le milliardaire sud-africano-canado-américain Elon Musk a finalisé le rachat de Twitter pour la coquette somme de 44 milliards de dollars. Sa première action a été de licencier l'équipe dirigeante de l'entreprise et la moitié de ses effectifs. Celui qui est aussi le patron de Tesla et SpaceX a donc un nouveau joujou. Ce rachat pose de nombreuses questions. Il aura très certainement des conséquences politiques et même géopolitiques, certains y voient un risque pour les démocraties à travers le monde. Pour en discuter, L'atelier des médias reçoit Asma Mhalla, spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, enseignante à Sciences Po Paris et à l'École polytechnique. Dans cet entretien, il est question de la personnalité d'Elon Musk et de son intérêt de racheter Twitter, une entreprise américaine qui n'est pas rentable. On parle de liberté d'expression, de modération, des réactions internationales à ce rachat – en Russie, en Chine, au sein de l'UE. En fin de conversation, on discute de ce que ce rachat peut provoquer dans le futur, comme la migration vers d'autres plateformes plus décentralisées comme Mastodon qui a déjà commencé. Mondoblog audio fait entendre Daniel Komlan a propos du culte vaudou au Bénin.
Situation confuse chez Twitter depuis la reprise en main par Elon Musk. Où cela va-t-il mener ? Résumé des faits et analyse d'une spécialiste. Licenciements massifs, cacophonie dans la mise en œuvre des nouvelles fonctions payantes, risque de faillite... Que fait Elon Musk et que va devenir Twitter ? Une situation inédite pour l'un des plus importants réseaux sociaux du monde, avec des implications idéologiques et politiques.
Il y a dix jours, Elon Musk, l'homme le plus riche de la planète, a racheté Twitter. Mais le licenciement de la moitié des équipes et sa vision absolutiste de la liberté d'expression inquiètent ONG et observateurs. Que va devenir Twitter ? Comment lutter contre la désinformation et les discours de haine sur le réseau social ? Elon Musk, l'entrepreneur sud-africain, naturalisé américain, tente de rassurer et promet de faire de la modération des contenus une priorité. Alors pour comprendre ce rachat et les ambitions de celui qui est aussi patron des voitures électriques Tesla et des fusées SpaceX, Sur le fil a interviewé Asma Mhalla, spécialiste de géopolitique numérique et Luc Mary, historien, auteur de la biographie “Elon Musk, l'homme qui invente notre futur“, aux éditions l'Archipel Vous avez des commentaires ? Des idées de sujets ? Envie de témoigner ? Ecrivez-nous à podcast@afp.com ou sur notre compte Instagram. Vous pouvez aussi nous envoyer une note vocale par Whatsapp au + 33 6 79 77 38 45. Nous aimons avoir de vos nouvelles. Si vous aimez Sur le fil, abonnez-vous, parlez de nous autour de vous et laissez-nous plein d'étoiles sur votre plateforme de podcasts préférée pour mieux faire connaître notre programme ! Ne manquez pas nos épisodes inédits de "Slow fil", la version longue de Sur le fil.
Les Eclaireurs du Numérique invitent Asma Mhalla. experte en « tech policy », enseignante à Sciences Po Paris et Polytechnique sur les enjeux éthiques et politiques de l'économie numérique, Comment les grandes puissances de la tech sont devenus des alliés objectifs de leur états dans la conduite d'une politique internationale ? Avec Bertrand Lenotre, Damien Douani et Fabrice Epelboin
Au programme : L'édito de Patrick Cohen - Rassemblement national : sanction rarissime à l'Assemblée nationale Invité : Jérôme Jaffré, politologue & chercheur associé au Cevipof • La dédiabolisation du RN mise à mal à l'assemblée ? • Présidence du RN : une élection sans suspens ? • Nouvelle semaine de chaos à l'Assemblée nationale • Nupes et RN : la convergence des votes ? • Pourra-t-on échapper à une dissolution ? • Renaissance et LR : une alliance inéluctable ? Eva - L'homme qui valait 195 milliards de dollars Invitée : Asma Mhalla, spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique • Twitter, le nouveau jouet du milliardaire Elon Musk • Rachat de twitter : quelle est la stratégie d'Elon Musk ? • Rachat de twitter : doit-on craindre d'Elon Musk ? • Licenciements massifs chez Twitter • Ça ne gazouille plus chez Twitter • Twitter : Elon Musk fait-il fuir les annonceurs ? • Rachat de Twitter : quels enjeux politiques ? • Elon Musk peut-il influer sur la présidentielle américaine de 2024 ? La Story - L'athlète Qatarie qui défend les droits des femmes Le 5/5 : • Gilles Simon,j oueur de tennis international • Gilles Simon : la retraite d'un grand champion • La contre-soirée écolo de Charles III • A la recherche des émojis à lunettes • A 9h10, elles arrêtent tout
Jusqu'où ira Elon MUSK, homme le plus riche du monde, et nouveau patron du réseau social Twitter, qu'il rachète au nom de la liberté d'expression… Alors faut-il s'en réjouir ou s'en inquiéter ? La liberté d'expression à la sauce Elon MUSK est-elle synonyme de liberté de parole ou de tapis rouge pour les contenus complotistes ou d'extrême droite ? Enfin, faut-il avoir peur de la toute puissance d'Elon MUSK et d'une poignée de multimilliardaires qui ont tendance à se substituer aux Etats ? On en débat avec : Asma MHALLA, Spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, enseignante à Sciences Po et à l'École polytechnique Daniel COHEN, Économiste, président de l'École d'Économie de Paris, auteur de « Homo numericus » aux éditions Albin Michel (01/09/22) Julia CAGÉ, Économiste, professeure d'économie à Sciences Po Paris, co-autrice avec Benoît Huet de « L'Information est un bien public - Refonder la propriété des médias » aux éditions du Seuil (18/02/2021) Anthony MANSUY, Journaliste à Society, auteur de l'article « Muskocratie » (05.22) Nathan DEVERS, Romancier, auteur de « Les liens artificiels » aux éditions Albin Michel (17.08.22)
Au sommaire: Asma Mhalla, spécialiste de la géopolitique du numérique et enseignante à Sciences Po Paris et Polytechnique, éclaire le rachat de Twitter par Elon Musk et ses implications; Au Japon, troisième puissance économique mondiale, le Premier ministre Fumio Kishida lance un plan d'aide à plus de 260 milliards de francs; Au Tchad, le maintien à la tête du pays du fils de l'ancien président, au lieu de la transition démocratique promise, provoque des manifestations brutalement réprimées.
Un moment d'égarement, la chronique Web3 et NFT de Trench Tech Cette chronique est extraite de l'épisode "Etats & Big Tech : les liaisons dangereuses" avec Asma Mhalla. Dans cette chronique, Laurent Guérin évoque la coupe du monde de football et sa monétisation sous forme de NFT, un revival des vignettes Panini en quelque sorte.
Philo Tech : la chronique philosophie de Trench Tech animée par Emmanuel Goffi Cette chronique est extraite de l'épisode "Etats & Big Tech : les liaisons dangereuses" avec Asma Mhalla. Serions-nous, comme l'affirmait Nietzsche : humains, trop humains ? C'est en substance la question qui est posée par le transhumanisme qui propose un programme visant à extraire l'humain de sa condition, à le transcender... VOUS AIMEZ TRENCH TECH ? ⭐⭐⭐⭐⭐ Trench Tech, c'est le talkshow « Esprits Critiques pour Tech Ethique » Abonnez-vous, commentez, likez, notez ce podcast… pour partager l'esprit critique pour une tech éthique. Retrouvez-nous aussi sur Linkedin, Twitter, Instagram et TikTok, ainsi que sur www.trench-tech.fr.
S01.E08 - L'invitée de Trench Tech : Asma Mhalla, experte en tech policy qui enseigne les enjeux politiques et géopolitiques de l'économie numérique à SciencesPo Paris et Polytechnique.
l'Ukraine sous les bombes et dans le noir… Près de 50 missiles se sont abattus sur des infrastructures électriques… Une guerre qui prend plus que jamais des formes multiples : guerre militaire, guerre du froid, guerre de l'énergie, cyberguerre ou encore guerre de la faim après le blocage des exportations de céréales ukrainiennes… Sommes nous entrés dans une nouvelle ère de la guerre, que certains appellent la “guerre hybride”, et où tous les coups sont permis ? L'Occident a-t-il les moyens de riposter ? Avec : Michel GOYA, Ancien officier des Troupes de marine, historien, essayiste Laure MANDEVILLE, Grand reporter pour le journal Le Figaro, co-autrice avec Constantin Sigov de « Quand l'Ukraine se lève » aux éditions Talent Éditions (09/11/2022) Asma MHALLA, Spécialiste des enjeux géopolitiques du numérique, enseignante à Sciences Po et à l'École polytechnique Irena KARPA, Écrivaine, co-autrice de l'ouvrage collectif « Hommage à l'Ukraine » aux éditions Stock Frédéric PETIT, Député MODEM des Français établis en Allemagne, Europe centrale et Balkans, membre de la commission des affaires étrangères
Lundi 17 octobre, François Sorel a reçu Pauline Ducamp, journaliste auto de BFM Business, Alexandre Borgoltz, directeur général du groupe DBT, Julien Lardé, président et cofondateur de Cocolis, Frédéric Simottel, journaliste à BFM Business, Asma Mhalla, spécialiste en Tech Policy et enseignante à Sciences Po Paris, ainsi que Guillaume Grallet, journaliste Tech chez Le Point, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Jeudi 15 septembre, François Sorel a reçu Frédéric Bianchi, journaliste BFM Business, Romain Revellat, cofondateur et directeur général d'Happytal, Marc Bringuier, expert réalité augmentée & technologies immersives pour l'Europe chez PTC, Louis Jeannin, Cofondateur de Foxar, Adrien Sadaka, cofondateur et directeur général de Timescope, Christophe Mathevet, fondateur de Tellnoo, Asma Mhalla, spécialiste en Tech Policy et enseignante à Sciences Po Paris, Cédric Ingrand, directeur général d'Heavyweight Studios et producteur/podcasteur, Jérôme Colombain, journaliste et créateur de podcast, et Lisa Debernard, journaliste BFM Business, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Jeudi 25 août, François Sorel a reçu Frédéric Simottel, éditorialiste tech de BFM Business, Olivier Mondon, responsable Communication de DJI Europe, Raphaël Assouline, cofondateur de RLTY, Kevin Polizzi, président d'Unitel Group, Angelo Blot, cofondateur et président de Lono, Asma Mhalla, spécialiste en Tech Policy et enseignante à Sciences Po Paris, Jérôme Colombain, journaliste et créateur de podcast, Clément David, président de Padok, ainsi que Lisa Debernard, journaliste à BFM Business, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Lundi 11 juillet, François Sorel a reçu Frédéric Simottel, éditorialiste Tech à BFM Business, Karim Belhabchi, directeur technique Solutions Clients chez Dell Technologies, Adrien Sadaka, cofondateur de Timescope, Andréa Bensaid, président du Groupe Eskimoz, Sabrina Quagliozzi, correspondante de BFM Business à New York, Asma Mhalla, spécialiste en Tech Policy et enseignante à Sciences Po Paris, Emmanuelle Roger, cofondatrice d'Immersiv.io, ainsi que Hervé Nivon, cofondateur de Scenario, dans l'émission Tech & Co sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au jeudi et réécoutez la en podcast.
Interview d'Asma Mhalla, spécialiste des politiques technologiques.
Bonjour à tous et bienvenue dans le ZD Tech, le podcast quotidien de la rédaction de ZDNet.fr. Je m'appelle Anne Mignard et aujourd'hui je vous explique quels sont les risques pour les dorsales de l'Internet en Mer Noire. On le sait Moscou a fait des moyens de communication une de ses cibles favorites. Sur la toile tout d'abord via le piratage ou la destruction de serveur. Comme ce fut le cas dès le début du conflit en Ukraine avec la cyberattaque de l'operateur Viasat. Pour rappel, cette attaque avait paralysé l'accès à ce réseau pour de nombreux utilisateurs européens, le jour de l'invasion russe. Les attaques de moyens de communications par Moscou se font aussi sur terre. La Russie n'a d'ailleurs attendu qu'une semaine après le début de l'offensive en Ukraine pour détruire la tour de télévision de Kiev. Mais Moscou viserait aussi les fonds marins, où se trouvent l'essentiel des réseaux internationaux de fibre optique qui forment ce que l'on appelle "les dorsales de l'internet mondial". En 2008 par exemple, rappelle Asma Mhalla, la spécialiste des enjeux de l'économie numérique… la Russie avait en pleine crise avec la Georgie coupé le câble de fibre optique qui reliait en mer noire la Géorgie à ses voisins, histoire de mettre le pays totalement sous cloche. Moscou avait fait de même aussi en 2014 lors de la guerre en Crimée et là c'était l'Ukraine qui avait vu ses câbles sectionnés. Alors faut-il s'attendre à cette fois-ci encore à des coupures dans cette mer enclavée ? C'est techniquement possible selon Camille Morel, de l'Institut d'études de stratégie et de défense. Elle explique qu'aujourd'hui seule une dizaine d'état dont la Russie, sont dotés de navires qui peuvent descendre au-delà de plus de 6000 mètres de profondeur. Des navires qui sont capables de couper les câbles par grands fonds, là où ils sont les moins protégés puisqu'ils font seulement la taille d'un poignet. Toute la question est donc de savoir quel intérêt aurait aujourd'hui Moscou à mener cette opération ? Ce geste serait un geste fort pour Asma Mhalla mais uniquement symbolique. Car ces câbles ne relient aujourd'hui que la Géorgie à la Bulgarie. De plus les dégâts pour ces deux pays ne seraient que limités puisque chacun est relié par d'autres voies de communications à l'étranger, via des voies de transit alternatif. Mais l'acte pourrait tout de même déstabiliser la région selon la chercheuse, avec les risques d'une réponse occidentale.
Elon Musk, l'homme le plus riche du monde, rachète Twitter pour 44 milliards de dollars. Le fantasque patron de SpaceX et de Tesla trouve que le réseau social à l'oiseau bleu restreint la liberté d'expression. Il l'a donc racheté et promis de rendre “Twitter meilleur que jamais”. A quoi va ressembler le Twitter de l'ère Musk : foire d'empoigne ou place publique numérique de débats sur des sujets vitaux ? Notre invitée, Asma Mhalla, enseignante à Sciences Po et spécialiste des enjeux politiques de l'économie numérique, vous explique tout. Sur le fil est le podcast quotidien de l'AFP. Envoyez-nous vos histoires et vos commentaires : podcast@afp.com. Abonnez-vous, parlez de nous autour de vous et laissez-nous 5 étoiles sur votre plateforme de podcast préférée pour mieux promouvoir notre programme.
durée : 01:59:30 - Les Matins - par : Guillaume Erner - .
Étions-nous, avant l'invasion de l'Ukraine par Vladimir Poutine, déjà en guerre informationnelle avec le Kremlin, sans le savoir ? Existe-il un lien direct entre les failles de notre société, comme le complotisme, les antivax, et le Kremlin ? Le doute est-il l'arme politique du XXIe siècle ? Notre attachement à la liberté d'expression s'est-il retourné contre nous ?Judith Duportail reçoit David Colon, historien et professeur à Sciences Po Paris, spécialiste de la propagande, Asma Mhalla, Maître de conférence à Sciences Po Paris, spécialiste des enjeux politiques du numérique, et Olivier Tesquet, journaliste, qui travaille sur les questions technologiques et la surveillance. RESSOURCES CITÉES« Les Maîtres de la manipulation. Un siècle de persuasion de masse », de David Colon (éd. Tallandier, 2021)« À la trace. Enquête sur les nouveaux territoires de la surveillance », d'Olivier Tesquet (éd. Premier Parallèle, 2020) « Information : 'La brutalisation du débat public désarme la France face aux ingérences étrangères hostiles' », tribune d'Asma Mhalla dans Le Monde CRÉDITS : On peut plus rien dire est un podcast de Binge Audio animé par Judith Duportail. Réalisation : Alice Ninin. Production : Charlotte Baix. Édition : Sirine Azouaoui. Générique : Josselin Bordat (musique) et Bonnie Banane (voix). Identité sonore Binge Audio : Jean-Benoît Dunckel (musique) et Bonnie El Bokeili (voix). Identité graphique : Sébastien Brothier (Upian). Direction des programmes : Joël Ronez. Direction de la rédaction : David Carzon. Direction générale : Gabrielle Boeri-Charles. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
La Commission européenne veut freiner la stratégie hégémonique des plus grands acteurs du web, les Gafam (Google, Amazon, Facebook, Apple et Microsoft) grâce à deux projets législatifs majeurs, présentés d'ailleurs comme historique : Le Digital Services Act (DSA) et le Digital Markets Act (DMA). Ces nouveaux outils permettront la lutte contre la haine en ligne, la désinformation ou encore contre les pratiques anticoncurrentielles. Pour une fois les 27 pays de l'UE sont tous d'accord sur le sujet. Quel sera l'impact pour les internautes ? Ces textes de lois seront-ils applicables ? Les américains à travers les Gafam, ont-ils dit leur dernier mot ? Pour en débattre : - Olivier Fréget, avocat spécialiste en droit de la concurrence et expert du Digital Markets Act pour le think tank Renaissance Numérique - Asma Mhalla, spécialiste en politique du numérique et maître de conférences à Sciences Po Paris - Olivier Guersent, directeur Général de la Direction générale de la concurrence de la Commission européenne
Les références : De l'État de droit à l'État de surveillance - Asma Mhalla Vers une société numérique libre - Richard Stallman - 2013 Pourquoi le logiciel libre est-il plus important que jamais - Richard Stallman - 2014 Pourquoi le logiciel libre est-il plus important que jamais - Richard Stallman - 2014 Le Logiciel Libre et ta liberté - Richard Stallman - RMLL2014 Pour une société numérique libre, Richard Stallman à Choisy-le-Roi, 2016 Chronique « Partager est bon » de Véronique Bonnet sur un texte signé Richard Stallman « Pourquoi les écoles devraient utiliser exclusivement du logiciel libre » dans l'émission #21 du 9/04/2019Vous pouvez commenter les émissions, nous faire des retours pour nous améliorer, ou encore des suggestions. Et même mettre une note sur 5 étoiles si vous le souhaitez. Il est important pour nous d'avoir vos retours car, contrairement par exemple à une conférence, nous n'avons pas un public en face de nous qui peut réagir. Pour cela, rendez-vous sur la page dédiée.