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SER Madrid Norte
Entrevista a Olga Vera, investigadora principal del Hospital público La Paz, de un estudio en el que identifican una proteína que explica la elevada agresividad del melanoma

SER Madrid Norte

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 4:17


Entrevista a Olga Vera, investigadora principal del Hospital público La Paz, de un estudio en el que identifican una proteína que explica la elevada agresividad del melanoma

Convidado
Analista alerta que imagens de Ceuta podem “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 17:19


As imagens de milhares de pessoas a chegarem a Ceuta podem contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”, considera a investigadora Maria Ferreira. A professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa sublinha que o que aconteceu no enclave espanhol no norte de África alimenta “a representação discursiva muito utilizada pelos partidos de direita radical da grande invasão” e alerta que essa narrativa já entrou na agenda política dos partidos moderados que vão “cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios”. “O que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”, diz Maria Ferreira, mas, até agora, o que esta crise revelou é essa falta de solidariedade. A chegada a Ceuta, na semana passada, de milhares de migrantes desencadeou uma crise diplomática entre Espanha e os parceiros europeus mais críticos em relação à política de migração do Governo do socialista Pedro Sánchez. O líder espanhol lamentou a falta de solidariedade dos parceiros europeus, lembrou que Espanha controlou a sua fronteira em 48 horas e que repatriou a quase totalidade dos migrantes. Mesmo assim, 22 Estados-membros pediram uma reunião de emergência de ministros do Interior, esta terça-feira, em que participam também governantes dos países que não pertencem ao bloco da UE mas que integram o espaço Schengen, como a Suíça, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. A liderar esse movimento esteve a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que foi rápida a suspender o tratado de Schengen por causa de Ceuta, tendo no horizonte a campanha eleitoral italiana de 2027. De recordar que, segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, a Espanha registou metade das entradas irregulares de migrantes do que Itália, mesmo sendo o único Estado-membro com uma fronteira terrestre com África. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, que alerta que esta situação pode contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza” e sublinha que “o que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”. O problema é que esta crise parece revelar precisamente essa falta de solidariedade, três anos depois de a União Europeia ter ajudado Itália durante a crise migratória de Lampedusa. RFI: O que se espera da reunião desta terça-feira? Maria Ferreira, Investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “O que seria desejável era que hoje se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros, nomeadamente os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen. No passado, essa solidariedade permitiu, de alguma forma, que se ultrapassassem as anteriores crises migratórias que foram fustigando as fronteiras externas do espaço Schengen. O que se está a passar neste momento é que Ceuta e Melilla estão a surgir como as cadeias mais fracas da vasta rede que é formada pela fronteira externa do espaço Schengen. E como as questões migratórias estão na agenda não só dos partidos populistas de direita radical, mas também na agenda dos partidos do centro, quer de centro-esquerda quer de centro-direita, os Estados, perante aquelas imagens que percorreram os media e as redes sociais, sentem necessidade de dar resposta perante as suas próprias populações e não parecerem vulneráveis àquele tipo de, digamos assim, violação das fronteiras externas do espaço Schengen.” Está a haver, de certa forma, uma instrumentalização da situação em Ceuta por parte dos governos populistas do resto da Europa? “Não só por parte dos governos populistas. Há que notar que é verdade que as questões migratórias e as questões do asilo - que são coisas distintas, muito embora os partidos populistas de direita radical tendam a não distinguir estes dois factores - são um importantíssimo elemento da agenda política dos partidos radicais de direita populistas, mas há um efeito de contágio para as agendas mesmo dos partidos mais moderados de centro-direita e de centro-esquerda e dos governos mais moderados de centro-esquerda e centro-direita, que muitas vezes estão em coligação com partidos de direita radical ou que, de alguma forma, têm uma posição muito frágil e dependem dos partidos de direita radical - como por exemplo, acontece com a AD e o Chega [Portugal]. Por isso há aqui um efeito de contágio entre os partidos de direita e os próprios partidos que normalmente eram moderados e que tinham uma posição de maior equilíbrio em relação às migrações, mas que hoje têm que responder perante as suas populações e têm que responder perante o medo crescente da população europeia em relação àquilo a que se chama ‘a grande substituição' e aos fluxos que vêm de outros continentes, de outras culturas, e acabam por cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios que é uma representação discursiva, mas que acabou por ser confirmada por aquelas imagens que nos chegaram nos últimos dias de Ceuta e que vêm, de alguma forma, corroborar a imagem tradicional que é muito utilizada pelos partidos de direita radical da ‘grande invasão', da onda que vem do mar, da onda que vem de uma cultura diferente do Islão e que - dizem - nos vem de alguma forma assaltar e pôr em causa o nosso estilo de vida.” A reunião de hoje, que decorre por videoconferência, surge depois de uma carta assinada por 22 Estados-membros do bloco europeu, não subscrita por Portugal. Esses países lamentaram o que chamaram de “imigração descontrolada”, que constituiria uma “ameaça para a Europa”. Também chegaram a propor a exclusão de Espanha do espaço Schengen, a zona de livre circulação na Europa. É possível excluir a Espanha do espaço Schengen? Ceuta e Melilla pertencem ao espaço Schengen? “Ceuta e Melilla têm um estatuto específico dentro do espaço Schengen porque não é possível haver livre circulação entre os territórios de Ceuta e Melilla e o território continental espanhol. Não é possível à União Europeia excluir um Estado do espaço Schengen. Já foi feita uma proposta pela Comissão Europeia de ser a Comissão Europeia a decidir quando e em que circunstâncias se pode suspender do espaço Schengen. Essa proposta foi vetada, curiosamente, pelos parlamentos nacionais da União Europeia que invocaram o princípio da subsidiariedade e não deixaram que o poder de suspender um Estado do espaço Schengen coubesse à Comissão Europeia. Portanto, esse poder permanece nas mãos dos Estados e só um Estado pode decidir se uma determinada circunstância é grave o suficiente para que esse Estado tome a decisão de suspender o espaço Schengen e reinstaurar o controlo externo das fronteiras. No caso de Ceuta e Melilla, o governo espanhol não precisa de tomar essa decisão porque têm um estatuto especial dentro do espaço Schengen e isso é confirmado por documentos da própria União Europeia. A Espanha não precisa de suspender a livre circulação no espaço Schengen porque não há a possibilidade de haver livre circulação entre esses dois enclaves e o território continental espanhol. Ou seja, há verificação de documentos de identificação entre esses dois territórios que são autónomos e o território continental espanhol, exactamente porque se considera que Ceuta e Melilla são, digamos assim, os elos mais fracos de uma cadeia muito vasta que são as fronteiras externas do espaço Schengen. E como a robustez dessa cadeia depende da robustez dos elos mais fracos, a Ceuta e Melilla foi-lhes concedido este estatuto especial e não há possibilidade de se entrar no espaço continental espanhol e logo no espaço Schengen através de Ceuta e Melilla. E é por isso que a reacção italiana ou a reacção finlandesa ou mesma a reacção francesa noutro grau não têm grande sentido porque não é possível aos migrantes, como aliás se viu, entrarem no território continental espanhol via Ceuta ou via Melilla e depois passarem a circular livremente no espaço Schengen de forma regular. Não quer dizer que isso não aconteça de forma ilegal ou irregular, mas de forma regular isso não pode acontecer até porque nem Itália nem a Finlândia fazem fronteira directa com a Espanha, só França e Portugal é que estariam nessa situação. Por isso, a reacção, sobretudo italiana, quer de outros Estados europeus, não faz sentido no quadro das próprias leis do regime de Schengen.” Alguns analistas sugeriram que Marrocos poderia ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre Espanha, que recentemente melhorou as suas relações com a Argélia. As autoridades espanholas, por sua vez, responsabilizaram redes criminosas de difundir boatos sobre a questão do Tribunal Supremo Espanhol sobre a imigração. Qual é que é concretamente a política migratória espanhola? Pedro Sánchez tem uma visão diferente do resto dos europeus, uma visão mais aberta para acolher os migrantes? “Tem uma visão que é, ao mesmo tempo, mais humanista porque trata os migrantes como seres humanos, o que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos populistas de direita radical - e chamo a atenção que hoje saiu a notícia de que o governo espanhol está já atento ao facto de grande parte destes imigrantes serem menores não acompanhados e terem que ser, por exemplo, reintegrados em centros de acolhimento - mas também tem uma perspectiva particularmente pragmática porque com o envelhecimento demográfico nós sabemos que a Europa e a União Europeia precisa de mão-de-obra. E se nós ouvirmos os testemunhos destes jovens que fizeram a travessia, muitas vezes eles dizem: ‘Nós temos skills, nós temos profissões, nós temos coisas para dar aos europeus, nós podemos trabalhar'. A Europa precisa dessa mão-de-obra laboral, algo que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos de extrema-direita que rejeitam este tipo de fluxos migratórios, sabendo, por exemplo, que em Portugal, no sector da construção, há uma grande necessidade de mão-de-obra. Agora, não podemos pôr só o foco de análise nos governos europeus. O governo de Marrocos tem aqui um papel fundamental porque, de alguma forma, fechou os olhos a este fluxo massivo para Ceuta, porque tem problemas internos de desemprego, de instabilidade social que nós, quando olhamos para a questão migratória no sul da Europa, tendemos a esquecer. Portanto, não podemos olhar só para as políticas migratórias italiana, francesa, portuguesa e neste caso, espanhola. Também temos que olhar para os vectores que vêm do sul, ou seja, para os problemas que os países como Marrocos ou como a Argélia têm. E não estou só a falar de problemas de política internacional que têm a ver, por exemplo, com os acordos entre Espanha e Argélia que teriam beliscado a relação com Marrocos. Estou a falar de problemas de segurança humana, de escassez de recursos para manter a população. E é claro que essa pressão sentida por Marrocos faz com que estes países facilitem o trânsito, sobretudo de jovens que não conseguem empregar e que não conseguem integrar nas suas sociedades, para os países europeus. Temos que ter aqui uma análise, penso eu, mais abrangente. Olhar não só para as nossas necessidades enquanto país de acolhimento, mas também para as necessidades dos países que são a origem dos fluxos migratórios e é aquilo que a União Europeia tem estado a fazer nos últimos anos, e tentar eliminar as raízes dos fluxos migratórios, sobretudo ilegais, nos países de origem. E não nos esqueçamos que daqui a quatro anos e meio, Marrocos vai também organizar com Portugal e Espanha, o Campeonato do Mundo de Futebol e, portanto, vão aqui existir dinâmicas de fluxos migratórios possivelmente mais intensas e esta questão vai ser recorrente, mesmo que Espanha agora consiga reenviar para Marrocos como está a fazer com grande parte destes fluxos migratórios, esta questão será sempre recorrente. Como nós vimos, basta uma notícia começar a correr nas redes sociais de que haverá uma maior facilitação por parte de Espanha, uma perspectiva mais favorável em relação aos fluxos migratórios, para esta questão poder ser recorrente e poder ocorrer mais vezes.” O que aconteceu em Ceuta, com estes milhares de pessoas a tentarem entrar a nado, pode fechar ainda mais as portas da Europa? “Vem, no fundo, normalizar a ideia da ‘Europa Fortaleza', a Europa que mesmo estando com uma situação de inverno demográfico, não está disponível para aceitar fluxos migratórios que venham de países pobres e, sobretudo, fluxos migratórios que venham de países com práticas religiosas e práticas culturais muito distintas das nossas. Aqui a questão é que os partidos populistas de extrema-direita conseguiram normalizar a ideia de que os fluxos migratórios que vêm, por exemplo, do Norte de da África ou que vêm do Médio Oriente, mas sobretudo do Norte de África, são fluxos migratórios cujo objectivo é substituir a população nativa europeia, que - dizem - têm uma religião diferente porque têm práticas culturais diferentes, por isso são um perigo para a nossa sobrevivência enquanto cultura. Esta é uma ideia que não circula só nos partidos de direita radical, é uma ideia que foi internalizada pelos partidos de centro-direita e de centro-esquerda, sobretudo centro-direita, e que se está a tornar recorrente, não só a nível dos Estados como também ao nível da União Europeia. Repare que a Comissão, nas suas políticas de integração de migrantes, aconselha aos Estados que façam uma triagem da população migrante que quer efectivamente integrar nos seus Estados. Ou seja, a própria Comissão Europeia sinaliza aos Estados que prefere a integração, por exemplo, de migrantes altamente qualificados vindos de Estados que não coloquem uma ameaça existencial à sobrevivência daquilo que se considera ser a cultura europeia. Isto é um anátema porque a cultura europeia sempre foi mestiça, sempre foi feita de trocas, de interculturalidade, mas isto é obliviado por esta ideia da ‘grande invasão'. Ainda ontem eu ouvia comentários de analistas insuspeitos do centro a dizer que há uma vontade dos líderes religiosos islâmicos de colonizar a Europa. Isto não é dito por líderes de partidos de extrema-direita, é dito por analistas de política internacional, insuspeitos, de centro. Portanto, é uma ideia de que ‘a grande invasão' está em marcha e que, a longo prazo, o objectivo é voltar a colonizar certas áreas da Europa, por exemplo, a Península Ibérica, que já foi uma área islâmica.” Há um pacto de migrações e asilo da União Europeia. O que é que diz este pacto e as políticas migratórias de cada Estado-Membro são diferentes? “As políticas migratórias de cada Estado-Membro são muito diferentes porque na União Europeia está proibida a harmonização de políticas de integração. A União Europeia só tem políticas migratórias no que toca ao controlo das fronteiras externas, nomeadamente das fronteiras de Schengen. A União Europeia, porque não tem competências no campo das leis da nacionalidade, não pode interferir nas regras que cada Estado define para a integração de migrantes e está muito bem definido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia que a União Europeia não pode harmonizar nenhum tipo de regulamento que tenha a ver com integração de migrantes. O que significa que os Estados têm uma grande margem de manobra para definir as suas políticas migratórias internas porque a União Europeia só intervém na gestão das fronteiras externas e faz - isso é muito visível no tratado sobre o funcionamento da União Europeia, nas regras do espaço, liberdade, segurança e justiça - faz uma divisão muito vincada entre os cidadãos europeus e aquilo a que se chama os nacionais de países terceiros. Portanto, os Estados-Membros sentem-se com margem de manobra - e vão sentir que esta regra da não harmonização das políticas de integração vai prevalecer no futuro – sentem-se como margem de manobra para poderem definir as suas políticas migratórias. A União Europeia, no fundo, tem muito poucas competências para além da gestão do controlo do espaço Schengen no campo da migração e do asilo. Tem algumas competências no campo do acolhimento dos migrantes, mas o verdadeiro cerne das competências de migração e de integração - aqui as políticas de integração são fundamentais - está nas mãos dos Estados.”

SBS Spanish - SBS en español
Programa | Spanish | Cómo las familias hispanas enseñan el uso de la tecnología a los adultos mayores

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 54:58


Programa 31/7/26: Investigadora hispana realiza estudio sobre el uso de dispositivos digitales en casa. Ordenan la captura inmediata de Evo Morales. También hablamos del Festival de Poesía Red Dirt y de lo más destacado de la jornada deportiva.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

BELLUMARTIS PODCAST
Unidad Central Operativa (UCO): historia desconocida de la élite investigadora de la Guardia Civil * Juan José Mateos * - Acceso anticipado

BELLUMARTIS PODCAST

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 58:13


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Acceso anticipado para Fans - ** VIDEO EN NUESTRO CANAL DE YOUTUBE **** https://youtube.com/live/-56hcKTfCJo +++++ Hazte con nuestras camisetas en https://www.bhmshop.app +++++ En un momento en el que la Unidad Central Operativa (UCO) de la Guardia Civil está en el centro del debate por su actuación contra la corrupción política, creo que es más necesario que nunca recordar su historia completa, con rigor y perspectiva histórica. Hoy tengo el placer de presentar un programa especial con Juan José Mateos, autor de "UCO: La historia desconocida" ** https://amzn.to/4flQc0M ** , quien nos desvela los entresijos, la evolución y la verdadera naturaleza de esta unidad élite de la Benemérita. Más allá de los titulares recientes, la UCO es una de las unidades de investigación más eficaces y discretas de Europa. Su trayectoria va mucho más allá de la actualidad política y se remonta a operaciones complejas que han marcado la seguridad interior de España durante décadas. Detrás de algunos de los casos más difíciles y mediáticos de nuestra historia reciente siempre ha estado la UCO: - El triple asesinato de las niñas de Alcàsser - El secuestro y asesinato de Gabriel Cruz “Pececito” - El caso Diana Quer - La desarticulación de “Lupin”, uno de los mayores ciberdelincuentes del país - La recuperación del Beato de Liébana - Y un largo etcétera que incluye lucha contra el crimen organizado, narcotráfico internacional, homicidios en serie, atracos de gran envergadura y ciberdelincuencia sofisticada, sin olvidar las redes de corrupción política. SUSCRÍBETE para no perderte ningún programa y únete a nuestra comunidad de apasionados por la historia militar, la geopolítica y los conflictos del mundo. Apóyanos para seguir creando contenido riguroso e independiente: Patreon: https://www.patreon.com/bellumartis PayPal: https://www.paypal.me/bellumartis Bizum: 656 778 825 Síguenos también en redes: Instagram: https://www.instagram.com/bellumartis_historia_militar/ Twitter / X: https://twitter.com/Bellumartis Bellumartis Historia Militar — Porque entender el pasado es prepararse para el futuro. #UCO #GuardiaCivil #HistoriaDeEspaña #SeguridadInterior #CrimenOrganizado #BellumartisEscucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de BELLUMARTIS PODCAST. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/618669

Radio Bilbao
Entrevista a Usue Pérez López, Profesora e Investigadora de la EHU, miembro del grupo FisioKlima

Radio Bilbao

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 6:46


Una Nueva Mañana
Investigadora: Familia de Bernarda Vera siempre la consideró detenida desaparecida

Una Nueva Mañana

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 43:21


La periodista Pascale Bonnefoy, quien fue investigadora del Plan Nacional de Búsqueda, comentó el hallazgo con vida de Bernarda Vera en Argentina —quien figuraba en el Informe Rettig como detenida desaparecida desde la dictadura (1973-1990)— y salió al paso de las medidas anunciadas por el Gobierno, asegurando que para ella no es justo que la familia tenga que restituir fondos de reparación legal que recibieron producto del caso.La profesional detalló que el seguimiento del rastro de la exmilitante del Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) se originó en marzo de 2024, mientras indagaba otros casos en la Región de Los Ríos. Tras pesquisar testimonios y registros de refugio internacional, la investigación de Bonnefoy logró comprobar que Vera huyó a Argentina, vivió en Suecia bajo protección y posteriormente regresó al país vecino, donde reside actualmente de forma voluntariaFrente a la decisión del Ejecutivo de auditar la nómina de detenidos desaparecidos y perseguir la restitución de las pensiones de reparación entregadas a los parientes de Vera durante décadas, la investigadora afirmó que los familiares de la mujer en Chile actuaron de buena fe y que este constituye un evento totalmente aislado en las nóminas oficiales de víctimas.También conversamos con el periodista Claudio Vergara, quien presenta la segunda parte del especial musical "A 40 años del Rock Latino", con nuevas canciones para repasar y recordar.Una Nueva Mañana, con Cecilia Rovaretti y Sebastián Esnaola.Descubre más contenidos como este en Cooperativapodcast.cl

Asturias al día
Emisión lunes 27 de julio - parte 1

Asturias al día

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 120:00


AAD PARTE 1: El último pleno del Congreso del periodo de sesiones logró el consenso necesario para aprobar la pasarela al RETA para profesionales adscritos a mutualidades alternativas, una medida que afectará a miles de abogados, procuradores, arquitectos, ingenieros y otros colegiados. Abordamos este asunto con las abogadas María de Vega y Begoña Gutierrez. AAD PARTE 2: En la entrevista hablamos de los proyectos que se desarrollan en el Área de Sistemas de Producción Animal del SERIDA, en concreto los que se abordan en el Laboratorio de Calidad de Carne, con Mamen Oliván, Investigadora, Dra en Biología y Directora Gerente del SERIDA y Verónica Sierra, Investigadora, Dra en Biología. AAD PARTE 3: Cerramos el programa conversando con las ilustradoras Eva Rami (presidenta de APIAST) e Isabel Muñoz (vicepresidenta de APIAST) sobre la inteligencia artificial generativa.

En Perspectiva
Entrevista - Joaquín Garlo (FA) y Maximiliano Campo (PC) - Investigadora sobre Cadama

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 25:00


Entrevista - Joaquín Garlo (FA) y Maximiliano Campo (PC) - Investigadora sobre Cadama by En Perspectiva

B>Podcast
144 > Constanza Brnčić

B>Podcast

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 39:04


Episode 144 of our B>Podcast. BIDE Artistic Director, Sebastián García Ferro, interviews Constanza Brnčić, Artista e Investigadora.

Radio Elda
Entrevista | Magda García, investigadora y docente.

Radio Elda

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 11:10


“Me lo tomé con mucha ilusión y lo preparé con mucho cariño. Estoy muy satisfecha porque, por lo que me ha llegado, gustó mucho y mucha gente me ha felicitado”, afirma sobre una noche que recuerda especialmente por “el momento de subir al escenario y saber que todo el pueblo estaba ahí”.

Noticiário Nacional
18h Investigadora afirma que é muito grave o que se está a passar com os exames

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 13:33


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QGCast
PODCAST: CASAL POLICIAL - FOTÓGRAFO E INVESTIGADORA PCSP

QGCast

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 142:19


Neste episódio do QG Cast, você vai conhecer a história de um casal que venceu junto: Paulo, Fotógrafo Técnico-Pericial, e ela, Investigadora da Polícia Civil de São Paulo. Eles contam como foi a rotina de estudos a dois, os desafios de conciliar a preparação com a vida pessoal, como lidaram com a pressão da prova e o que mudou na vida deles depois da posse.Um bate-papo real, sem filtro, cheio de dicas práticas pra você que sonha em vestir a farda e entrar pra segurança pública de SP.Você vai ouvir sobre:

Jornal das comunidades
Spot Nordic entra na Aliança Europeia de Diplomacia Científica

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 11:10


Uma conquista e um passo em frente para a Associação de Investigadores e Profissionais Graduados Portugueses nos Países Nórdicos. Investigadora lusodescendente lança livro «Venezuela, um país em suspenso».See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sonar Global
Conversamos con la investigadora UCEN Consuelo Calderón sobre el humor negro en redes sociales.

Sonar Global

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 13:32


Conversamos con Consuelo Calderón, investigadora del Laboratorio de Conversación Pública de la Universidad Central, sobre el informe de Corrientes Subterráneas UCEN que analiza el fenómeno del humor negro que marca la conversación digital.

El Diario de Cooperativa AM
Investigadora CEP: Tener dos sistemas de admisión escolar es confuso y trae perjucios

El Diario de Cooperativa AM

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 31:48


Silvia Eyzaguirre, investigadora senior del Centro de Estudio Públicos, comenta el proyecto de reforma al Sistema de Admisión Escolar anunciado por el Gobierno, que podría generar la existencia de dos sistemas paralelos de postulación en enseñanza media. Conducen Verónica Franco y Rodrigo Vergara.

Radio Murcia
Entrevista a la investigadora Rut Valdor

Radio Murcia

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 9:37


6AM Hoy por Hoy
“Ella creía que como investigadora tenía potestad de suspender a Petro”: Benedetti sobre Arizabaleta

6AM Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 20:32


Convidado
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Radio Murcia
Entrevista a la investigadora Ruth Valdor

Radio Murcia

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 9:37


Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Moises Polishuk
#371 Entrevista con Ivonne Vargas, Analista e Investigadora de Estrategias del Bienestar y Autora del Libro «¡Contrátame!»

Moises Polishuk

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 61:48


¿Por qué fallan las contrataciones? Ivonne Vargas revela errores de empresas…y también de candidatos. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See https://pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

En Primera Plana
El peso de la violencia en las elecciones colombianas

En Primera Plana

Play Episode Listen Later May 22, 2026 27:00


Esta semana, en nuestro programa “En Primera Plana” desarrollamos un tema crucial: las elecciones presidenciales en Colombia, que se celebrarán el domingo 31 de mayo. Analizaremos quiénes son los candidatos que lideran las encuestas, cuál es el balance de la gestión de Gustavo Petro, el posible regreso de la derecha a la presidencia y, sobre todo, el peso de la violencia en estos comicios. Tras cuatro años de gobierno del izquierdista Gustavo Petro, los colombianos vuelven a las urnas para elegir nuevo presidente.  Y el nombre de ese nuevo mandatario se juega entre una larga lista de catorce candidatos inscritos. Suenan especialmente los nombres de tres de ellos: Iván Cepeda, representante del oficialismo por el partido Pacto Histórico; Paloma Valencia, candidata del uribismo;  y Abelardo de la Espriella, nueva cara de la derecha, distanciado de la derecha tradicional y más cercano al modelo del presidente Nayib Bukele en El Salvador. Desmenuzamos  los aspectos más importantes de estos comicios.con cuatro invitados especiales: Eldi Paola Robayo, investigadora en la Escuela de Altos Estudios de Ciencias Sociales de Francia, especializada en seguridad y defensa en Colombia y organismos internacionales. Clara de la Hoz del Real, socióloga, especializada en migraciones y ayuda humanitaria. Investigadora de post doctorado en la Universidad Paris-Saclay, Universidad de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines.  Fabián Plazas Díaz, doctorando en historia. Experto en relaciones internacionales, conflictos armados y procesos de paz en Colombia. David Durán Hernández, abogado franco-colombiano, especializado en Derecho y Ética de los Negocios.     Realización: Yann Bourdelas, Robin Cussenod. Sonido: Vanessa Loiseau  Presenta: Andreína Flores Coordinación editorial: Florencia Valdés 

En Primera Plana
El peso de la violencia en las elecciones colombianas

En Primera Plana

Play Episode Listen Later May 22, 2026 27:00


Esta semana, en nuestro programa “En Primera Plana” desarrollamos un tema crucial: las elecciones presidenciales en Colombia, que se celebrarán el domingo 31 de mayo. Analizaremos quiénes son los candidatos que lideran las encuestas, cuál es el balance de la gestión de Gustavo Petro, el posible regreso de la derecha a la presidencia y, sobre todo, el peso de la violencia en estos comicios. Tras cuatro años de gobierno del izquierdista Gustavo Petro, los colombianos vuelven a las urnas para elegir nuevo presidente.  Y el nombre de ese nuevo mandatario se juega entre una larga lista de catorce candidatos inscritos. Suenan especialmente los nombres de tres de ellos: Iván Cepeda, representante del oficialismo por el partido Pacto Histórico; Paloma Valencia, candidata del uribismo;  y Abelardo de la Espriella, nueva cara de la derecha, distanciado de la derecha tradicional y más cercano al modelo del presidente Nayib Bukele en El Salvador. Desmenuzamos  los aspectos más importantes de estos comicios.con cuatro invitados especiales: Eldi Paola Robayo, investigadora en la Escuela de Altos Estudios de Ciencias Sociales de Francia, especializada en seguridad y defensa en Colombia y organismos internacionales. Clara de la Hoz del Real, socióloga, especializada en migraciones y ayuda humanitaria. Investigadora de post doctorado en la Universidad Paris-Saclay, Universidad de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines.  Fabián Plazas Díaz, doctorando en historia. Experto en relaciones internacionales, conflictos armados y procesos de paz en Colombia. David Durán Hernández, abogado franco-colombiano, especializado en Derecho y Ética de los Negocios.     Realización: Yann Bourdelas, Robin Cussenod. Sonido: Vanessa Loiseau  Presenta: Andreína Flores Coordinación editorial: Florencia Valdés 

En Perspectiva
La Mesa - Jueves 14.05.2026 - Álvaro Perrone condicionó su voto sobre investigadora de ASSE a proyecto de prisión domicialiaria para mayores de 70

En Perspectiva

Play Episode Listen Later May 14, 2026 29:08


La Mesa - Jueves 14.05.2026 - Álvaro Perrone condicionó su voto sobre investigadora de ASSE a proyecto de prisión domicialiaria para mayores de 70 by En Perspectiva

Eco Medios Entrevistas
Roxana Maurizio- Docente FCE UBA e Investigadora Conicet @LAURASVERDLICK

Eco Medios Entrevistas

Play Episode Listen Later May 14, 2026 14:29


Roxana Maurizio- Docente FCE UBA e Investigadora Conicet @LAURASVERDLICK

Eco Medios Podcast
UNAS CUANTAS VERDADES con Mariano Obarrio 13-05-2026

Eco Medios Podcast

Play Episode Listen Later May 13, 2026 120:22


UNAS CUANTAS VERDADES con Mariano Obarrio 13-05-2026 Entrevistas a: Matías Ruiz (Secretario de Hacienda de la UBA) Sandra Pitta @spitta1969 (Dra. en Biotecnología vegetal, Investigadora del CONICET) Walter Caamaño (Analista Político, Docente Universitario)

Eco Medios Entrevistas
Sandra Pitta @spitta1969 (Dra. en Biotecnología vegetal, Investigadora del CONICET) Unas Cuantas Verdades

Eco Medios Entrevistas

Play Episode Listen Later May 13, 2026 10:43


Sandra Pitta @spitta1969 (Dra. en Biotecnología vegetal, Investigadora del CONICET) Unas Cuantas Verdades @marianoobarrio

Hora América
Hora América - UNAM reivindica la integración investigadora iberoamericana - 04/05/26

Hora América

Play Episode Listen Later May 4, 2026 29:55


Charlamos con el rector de la Universidad Nacional Autónoma de México, Leonardo Lomelí Venegas, aprovechando su visita a España por la II Cumbre de Rectores México-España. Lomelí cree que es necesario una visión más compleja y profunda de América Latina, alejada de los enfoques centrados únicamente en la violencia o la inestabilidad política. Además, ha subrayado que la región vive un proceso de “recomposición económica” y redefinición de su papel en un contexto global marcado por la incertidumbre. Sobre las relaciones entre España y México asegura que en el plano académico e investigador no se han visto alteradas en los últimos años a pesar de las tensiones diplomáticas entre ambos países.Abordamos también la actualidad de Latinoamérica, desde la nueva líder del partido mexicano Morena al inicio del toque de queda nocturno en amplias zonas de Ecuador o las multitudinarias manifestaciones opositoras en Venezuela por el fin de la ley de amnistía. Escuchar audio

Expresso de las Diez
¿Qué significa ser hombre?- El Expresso de las 10- Ju.16 Abril 2026

Expresso de las Diez

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026


Texto Imagen/Video Recientemente tras el anuncio del «Congreso de Masculinidad Fearless Congress” en Guadalajara, Jalisco, la Red Nacional de Masculinidades “Cómplices por la Igualdad” ha manifestado que se opone a la proliferación de discursos que promueven una masculinidad machista, porque proponen retrocesos en materia de derechos de las mujeres, igualdad, inclusión y justicia de género y además dañan el tejido social. También han expresado su preocupación en torno a las intervenciones sobre hombres y masculinidades que se hacen desde visiones que se oponen a los derechos de las mujeres, los feminismos, las políticas de igualdad y el cambio cultural. Hoy te invitamos a reflexionar en torno a este tema en El Expresso de las 10, con la compañía en vivo del Dr. Armando Díaz Camarena, él es Psicólogo de formación, Doctor en Ciencias Sociales con especialidad en sociología, Investigador sobre educador sexual y estado laico y Activista y Educador de la sexualidad, con más de 30 años de trayectoria y el Dr. Juan Carlos Ramírez, Académico jubilado de la Universidad de Guadalajara. Coordinador de la Red de Masculinidades Alternativas de Jalisco-REMA. En grabación escucha las voces de la Dra. María Alejandra Salguero Velázquez, Investigadora de FES Iztalacala en la UNAM, Presidenta de la Academia Mexicana de Estudios de Género de los Hombres, A.C. y al Dr. Rafael González Franco, Coordinador del Diplomado Internacional en Masculinidades e Integrante de la Red Nacional de Masculinidades Cómplices por la Igualdad.

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga
ELN juega un papel clave en el control territorial: investigadora por minería ilegal en la Amazonía

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 7:05


Janeth Valdivieso, investigadora y coordinadora editorial del proyecto, advirtió en Mañanas Blu con Camila Zuluaga que materiales como el coltán, el estaño y el niobio están en el centro de una disputa geoestratégica controlada por grupos armados ilegales.See omnystudio.com/listener for privacy information.

En Blanco y Negro con Sandra
RADIO – MARTES,24 DE MARZO DE 2026 – Hoy es el día de la lucha por el control del dinero y contratos del PNP con vistas en el Senado a Domenech

En Blanco y Negro con Sandra

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 53:19


1.      1.  Gobernadoradice que Domenech asistirá a Comisión Total en el Senado2.       2.  En lamira de la Comisión Total el manejo de contratos en el Programa de Medicaid delDepartamento de Salud3.       3.  Senadodemanda a Hacienda para que entregue datos de Antonio Sagardía4.       4.  Gobernadoradecidirá futuro de secretario de Corrección5.       5.  Polémicadel Condominio Sol y Playa permite primera mirada del Supremo a la rebeldía enel contexto administrativo6.       6.  Unión delFondo denuncia descanso de Semana Santa no puede pagarlo el trabajador con susvacaciones7.       7.  Ayerfalleció uno de los verdaderamente grandes periodistas puertorriqueños. No deesos que se creen personalities sino realmente un obrero del arte y de oficiode informar sobre la cultura, Jorge Rodríguez Alonso. Periodista cultural,dramaturgo, entrañable amigo. Que descanse en paz,8.       8.  Ayertambién falleció una de las principales investigadoras y profesoras de cienciassociales en todo Puerto Rico, Margarita Mergal, quien casualmente, fuecolumnista de El Vocero durante décadas., Investigadora de filosofía política,feminista y defensora de los derechos civiles, luchadora independentista,columnista, académica, universitaria9.       9.  SaleZulma Fuster Troche del FEI. Esta salida abona al colapso de credibilidad queempaña la labor de la Oficina del Panel del Fiscal Especial Independiente10.   10.             ElTribunal Supremo parece dispuesto a anular las leyes de recuento de votos porcorreo en 13 estados

FALA COM ELA
FALA COM ELA com Luísa Ferreira Nunes

FALA COM ELA

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 53:40


Investigadora, entomóloga e autora, já esteve em várias partes do mundo, em condições adversas, a estudar e a perceber a natureza. Acaba de editar justamente "Lições da Natureza", um livro que procura mostrar-nos como os animais resolvem os seus problemas e como talvez, nalguns casos, pudessem servir de exemplo à espécie humana. 

Lo Mejor De La Prensa
Diputados opositores impulsan comisión investigadora por cable submarino

Lo Mejor De La Prensa

Play Episode Listen Later Feb 25, 2026 5:54


Buenos días. No terminan de ser, a lo menos, erráticas las explicaciones del gobierno sobre la polémica generada por el cable submarino Chile-China. Hablaron de defender la soberanía ante las sanciones tomadas por Estados Unidos contra funcionarios del gobierno; dijeron que estaban sorprendidos por el actuar de la administración Trump; reiteraron que el proyecto estaba en una etapa de evaluación… hasta que El Mercurio dio a conocer que el ministro de Transportes había firmado un decreto aprobando la concesión del cable chino, es decir, la decisión política estaba tomada. Aunque horas después fue anulado, ya la explicaciones del comienzo poco servían, claramente no era sólo una evaluación. Pero anoche en su cuenta de X, el Presidente Gabriel Boric volvió con esa versión… y entregando la responsabilidad al nuevo gobierno : “El proyecto de cable submarino presentado por una empresa de origen chino está en evaluación siguiendo la institucionalidad que nuestro país tiene ante iniciativas de estas características. Durante el proceso he instruido a todas las autoridades sectoriales recabar los antecedentes necesarios para tomar una decisión fundada, que por cierto excede en plazos a nuestro mandato y deberá ser continuada o desechada por las próximas autoridades”. Antes de esta declaración, el Presidente electo José Antonio Kast ya había pedido que La Moneda aclarara esta trama que podría tener nuevos giros.

En Perspectiva
La Mesa 24.02.2026 - Investigadora por estancia María Dolores se posterga por diferencias entre blancos y colorados

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 34:20


La Mesa 24.02.2026 - Investigadora por estancia María Dolores se posterga por diferencias entre blancos y colorados by En Perspectiva

En Perspectiva
La Mesa 23.02.26 - La Asamblea General votará hoy la creación de una comisión investigadora por el Caso Cardama

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 35:28


La Mesa 23.02.26 - La Asamblea General votará hoy la creación de una comisión investigadora por el Caso Cardama by En Perspectiva

Sausage of Science
SoS 268: Dra. Sofía Olmedo sobre la investigación participativa para comprender mejor la diabetes tipo 2 entre los Qom

Sausage of Science

Play Episode Listen Later Feb 17, 2026 46:14


En este episodio, Anahí y Mecca conversan con la Dra. Sofía Olmedo sobre su nuevo proyecto sobre diabetes tipo 2 en la comunidad Qom de Argentina y los beneficios de utilizar la investigación acción participativa. Dra. Sofía Olmedo es Licenciada en Nutrición por la Universidad Cuenca del Plata de Formosa y Doctora en Ciencias de la Salud (FCM-UNC). Actualmente es Investigadora asistente de CONICET y Profesora adjunta en la Universidad Nacional de Formosa. Trabaja en estudios sobre nutrición y alimentación desde la perspectiva de la salud colectiva. Aborda temas relacionados con salud intercultural, el medio ambiente, soberanía alimentaria, seguridad alimentaria e hídrica en contextos de diversidad cultural. Sus investigaciones se originan en el marco del Programa de Ecología Reproductiva del Chaco Oriental (PERCHA), dentro del cual se realizan estudios relacionados con la fertilidad, crecimiento infantil, y salud general de las comunidades originarias de la región del Gran Chaco. Su investigación doctoral titulada “Determinación social de la alimentación y estado nutricional de preescolares qom de Formosa” fue realizada en una comunidad qom periurbana (Namqom) de la ciudad de Formosa Capital. Actualmente, está trabajando en el proyecto de investigación acción participativa “Repensando la Diabetes: una estrategia intercultural liderada por iniciativa comunitaria de salud en una comunidad indígena de Argentina” junto con tres miembros de la comunidad qom de Formosa. ------------------------------ Contact Dr. Olmedo at sofiaireneolmedo@gmail.com o sofiaolmedo@conicet.gov.ar ------------------------------ Contact the Sausage of Science Podcast and the Human Biology Association: Facebook: facebook.com/groups/humanbiologyassociation/, Website: humbio.org, Twitter: @HumBioAssoc Anahi Ruderman, SoS Co-Producer, HBA Junior Fellow E-mail: aniruderman@gmail.com, Twitter: @ani_ruderman Mecca Howe, SoS Co-Producer, HBA Fellow LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/mecca-howe/, Email: howemecca@gmail.com

Perguntar Não Ofende
Joana Gonçalves de Sá: porque é que a extrema-direita tem mais tempo de antena?

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 85:23


Há anos que discutimos o crescimento da extrema-direita como reflexo de um mal-estar económico e social, entregando-lhe quase sem resistência a representação política do descontentamento. Mas talvez a pergunta decisiva venha antes das urnas: quem decide hoje a forma como nos informamos e quem molda aquilo que queremos saber quando pensamos em política? Temas que não surgiam no topo das preocupações dos cidadãos — como a imigração, a segurança ou questões culturais laterais — tornaram-se centrais no debate público. Não por força de maiorias sociais, mas pela repetição e pela capacidade de dominar a atenção mediática. A extrema-direita pode não ganhar eleições, mas ganha tempo de antena, centralidade e a normalização do seu discurso e das suas prioridades. É sobre este duplo movimento — media tradicionais e mediação através de algoritmos totalmente opacos — que recebemos novamente Joana Gonçalves Sá, licenciada em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico e doutorada em Biologia de Sistemas pelo ITQB-NOVA, com tese desenvolvida na Universidade de Harvard. Investigadora nas áreas dos sistemas digitais, algoritmos e inteligência artificial, é coautora de dois estudos recentes que analisam a relação entre visibilidade mediática, extrema-direita e motores de pesquisa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Matices
Samanta Olmedo, Investigadora de Laboratorio Digital de Narrativas Políticas: Viernes 30 de enero 2026

Matices

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 57:36


LA PATRIA Radio
16. Lo que halló investigadora universitaria de Manizales en alimentos de consumo habitual, clave en salud humana. Educación

LA PATRIA Radio

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 3:14


Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos

Es la Mañana de Federico
Federico entrevista a Maibort Petit, politóloga e investigadora venezolana

Es la Mañana de Federico

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 37:51


Federico entrevista a Maibort Petit, politóloga e investigadora venezolana que hace más de veinte años se vio obligada a migrar a los Estados Unidos.

Matices
Laura Solís, Investigadora de IDESPO: Viernes 23 de enero 2026

Matices

Play Episode Listen Later Jan 24, 2026 44:08


Analizamos la encuesta de IDESPO.

En Perspectiva
Entrevista Virginia Bertolotti - Lingüista, investigadora y docente de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 43:13


Entrevista Virginia Bertolotti - Lingüista, investigadora y docente de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación by En Perspectiva

Así las cosas
Clepto vs Clepto: un espectáculo potencialmente rentable

Así las cosas

Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 15:30


Blanca Heredia, Politóloga. Investigadora en política educativa

Julia en la onda
Carlota García Encina, investigadora del Real Instituto Elcano: "Marco Rubio es el ideólogo de todo lo que está pasando"

Julia en la onda

Play Episode Listen Later Jan 4, 2026 8:52


Carlota García Encina, investigadora del Real Instituto Elcano: "Marco Rubio es el ideólogo de todo lo que está pasando"

A vivir que son dos días
La Ciencia | Laura López-Mascaraque, investigadora del CSIC: "El olfato es la ciencia del futuro"

A vivir que son dos días

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 46:33


Javier del Pino, Pere Estupinyà y Javier Sampedro conversan con la profesora de investigación en el Instituto Cajal (CSIC) y presidenta  de la Red Olfativa Española sobre el olfato, nuestro sentido más desconocido y olvidado. 

Historia de Aragón
Ágora conversa con la experta en medicina computacional de la Universidad de Oxford Blanca Rodríguez

Historia de Aragón

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 32:24


Ágora acude al congreso anual de la Sociedad Española de Ingeniería Biomédica, que se celebra en Zaragoza, para conversar con la ponente más destacada: Blanca Rodríguez, Catedrática e Investigadora de la Universidad de Oxford, experta en medicina computacional. Rodríguez expone cómo su equipo utiliza gemelos digitales para testar fármacos. Además, interviene en el programa el Presidente de la citada Sociedad, Enrique Gómez.

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
Qué sucede con el Alma al cruzar el Umbral | Victoria Peñaranda

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 36:16


¿Qué ocurre cuando el alma abandona el cuerpo en este mundo? Con Victoria Peñaranda, revelamos los misterios del Umbral del Alma. Exploraremos las tres regiones del umbral —la Franja de Ecos, la Sala del Agua y la Cámara de Reconocimiento—, lugares donde la conciencia se purifica y se prepara para un nuevo despertar. Y descubriremos la función secreta de la bóveda espiritual. ¡Acompáñanos en este viaje hacia los velos del más allá! Victoria Peñaranda Terapeuta espiritual especializada en Sanación por Arquetipos y liberación de implantes energéticos. Investigadora y guía en procesos de tránsito del alma, restitución Psicoespiritual y acompañamiento en el umbral. Más información en: https://www.mindaliatelevision.com PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. ------------ INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA ---------- Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ - Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS https://www.mindalia.com/plataformas/ *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas. #Alma #Conciencia #Despertar

En Perspectiva
Entrevista Luciana Griffero - Doctora en Ciencias Biológicas, Investigadora y docente del Departamento interdisciplinario de Sistemas Costeros y Marinos del CURE

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 46:31


Entrevista Luciana Griffero - Doctora en Ciencias Biológicas, Investigadora y docente del Departamento interdisciplinario de Sistemas Costeros y Marinos del CURE by En Perspectiva

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
Tu Nuevo YO nace HOY | Claves de Tapping con Cristina Navarro

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 40:12


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=Lem_JgyodMY Renacer es dejar morir lo que ya no te sirve para dar paso a una versión auténtica y alineada con tu plan de alma. Cristina Navarro te invita a acompañar este proceso de transformación profunda con técnicas de Tapping que liberan bloqueos y abren camino a tu nueva vida. Cristina Navarro 30 años de estudio de la energía. Especialista en Acupuntura, Feng-shui y Radiestesia. Formadora desde hace años de Alquimia Energética. Investigadora del campo energético y armonizadores de desequilibrios energéticos en espacios y lugares. http://www.puravidaki.com Más información en: https://www.mindaliatelevision.com PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. ------------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA----------DPM Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
La muerte no existe. El final es el principio, con Lola Aparicio

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento

Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 50:27


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=aq4xTtaxlP0 ¿La muerte es realmente el final… o apenas una transición? En esta entrevista profunda, la doctora Lola Aparicio, psiquiatra y forense, nos habla sobre las experiencias cercanas a la muerte (ECM), el fenómeno de la perimuerte, la conciencia más allá del cerebro y el papel del alma en el tránsito final. Exploramos la conexión entre ciencia y espiritualidad, y cuestionamos si los hospitales y profesionales sanitarios están preparados para acompañar el momento más sagrado de la vida: el paso hacia el otro lado. Lola Aparicio Médico y escritora. Doctora en medicina con 38 años de experiencia. Investigadora y apasionada de la perimuerte. CONSIGUE EL LIBRO AQUÍ: https://amzn.to/3H2WYcW Más información en: https://www.mindaliatelevision.com PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. -----------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA--------- Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.