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Commune in Nouvelle-Aquitaine, France

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Viam

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Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

The Saltwater Euphoria Podcast
Ep. 84 - "Simrad Omni Sonar X Viam AI" w/ Martin Tollefsen & Greg Mayer

The Saltwater Euphoria Podcast

Play Episode Listen Later May 28, 2026 59:28


In Episode 84, our host Captain Ricky Wheeler talks with Martin Tollefsen of Simrad by Konsberg and Greg Mayer of the "Fishin' Frenzy" out of Oregon Inlet, NC. The topic of this podcast is all things Simrad Omni Sonar from the SY 50 to their new SY60. We also dive into what the new AI system from Viam does for Simrad Omni users. It's amazing how far technology has come and how this new AI for the Simrad Omni is making it easier for users to utilize this amazing tool. Martin dives into the finite details of the units, and Greg has a ton of first-hand user experience and input from his time using the SY50 on the water with a lot of success.To learn more about this amazing AI Sonar advancement CLICK HERETo reach Martin, you can email him at martin.tollefsen@simrad.com https://www.kongsberg.com/To reach out to Greg Mayer for a fishing trip on "Fishin' Frenzy" email him at greg@fishinfrenzy.comhttps://www.fishinfrenzy.com/If you would like our host, Ricky Wheeler, to help you sell your boat/yacht or help you with searching for and buying a boat/yacht, or booking a fishing charter you won't forget, please contact him at: https://www.saltwatereuphoria.com/contactSaltwater Euphoria Podcast Sponsors:+Saltwater Euphoria - https://www.saltwatereuphoria.com/+Billfish Gear - https://billfishgear.com/+Cape Maritime Consulting - https://www.capemaritimeconsulting.com/For online fishing courses, go to our website Courses.SaltwaterEuphoria.comFollow the following on Instagram:CaptainRickyWheeler: @CaptainRickyWheelerSaltwater Euphoria: @SaltwaterEuphoriaBillfish Gear: @billfishgearIf you like this podcast, please be sure to click that FOLLOW button and also spread the word by sharing this episode with your friends or whatever social channels you are on and/or leaving a great review.  We appreciate your support.

Invisible College
#435 - Como sábios de Israel viam e resolviam as questões que envolviam a psique? c/ Igor Miguel

Invisible College

Play Episode Listen Later May 8, 2026 6:33


Quer aprofundar seu conhecimento teológico?Conheça o Loop!Nosso Programa de Formação Personalizada em teologia,com mais de 1000 aulas disponíveis!https://theinvisiblecollege.com.br/loop/

Aconteceu no RS
A história dos guaranis e a versão indígena sobre as Missões

Aconteceu no RS

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 30:20


Os guaranis estão na base da formação do gaúcho. O segundo episódio da temporada do programa Aconteceu no RS apresenta a versão da história contada por um cacique sobre os 400 anos das Missões. O entrevistado é Eloir de Oliveira, o Verá Xondaro (Brilho do Relâmpago, em guarani), líder de aldeia em Viamão, professor da rede estadual de ensino e presidente do Conselho Estadual de Articulação do Povo Guarani no Rio Grande do Sul.Oferecimento: Colégio Anchieta e UnisinosFicha técnica:Produção e edição: Lucas VieiraOperação: Leandro MoccaArtes e vinheta: Laura MelchiorSupervisão: Rafael Manito e Fernando Salvador Coordenação: Larissa Guerra

Amorosidade Estrela da Manhã
“EU AGLOMEREI TODO O UNIVERSO POSSÍVEL, E CONCATENADO POR AQUELES QUE ME VIAM. E MANIFESTEI ELE EM TUDO O QUE É QUE VOCÊS CHAMAM DE NATUREZA. ESSE ORBE, EM ESPECIAL, É O REFLEXO DA MULTIPLICIDADE ...

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 2:33


Rádio Estação Web
Jornal Rádio Notícias RS - 23/02/2026

Rádio Estação Web

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 9:32


Destaques desta edição:- Festa da Uva 2026 reúne 50 mil pessoas no primeiro final de semana- Disputa pela prefeitura de Viamão terá quatro candidatos- Clima de comoção marca despedida de ex-vereadora morta em Nova PrataEdição e Redação: Janaína Sá Brito e Rogério Barbosa / Apresentação: Cristiano Martins

Corvo Seco
#488 - Alan Wallace - Como Praticar Meditação?

Corvo Seco

Play Episode Listen Later Feb 1, 2026 8:56


Trechos retirados de um retiro sobre os “Seis Bardos em A Essência Vajra”, de Alan Wallace, em Viamão, 23 de janeiro de 2014Bruce Alan Wallace, nasceu em Pasadena na Califórnia em 1950, é professor, escritor e tradutor de sua tradição de Budismo Tibetano (Vajrayana).Wallace nasceu em uma família cristã e seu pai era um teólogo batista. Com 18 anos começou a estudar ecologia e filosofia na Universidade da Califónia.Em 1971 interrompeu seus estudos universitários, e mudou-se para Dharamsala, na Índia, para estudar budismo tibetano, medicina e linguagem. Ele foi ordenado por Sua Santidade Dalai Lama dois anos depois e, ao longo de quatorze anos como monge, estudou e traduziu para muitos os maiores lamas da geração. Em 1984, ele retomou sua educação ocidental no Amherst College, onde estudou física e filosofia da ciência. Ele então aplicou essa experiência em sua pesquisa de doutorado em Stanford sobre a conexão entre o budismo e a ciência e a filosofia ocidentais, com foco no cultivo contemplativo da atenção, atenção plena e introspecção.Desde 1987, ele tem sido um tradutor frequente e colaborador de reuniões entre o Dalai Lama e cientistas e filósofos proeminentes, e escreveu e traduziu mais de 40 livros. Junto com seu trabalho acadêmico, Wallace é considerado internacionalmente como um dos mais proeminentes professores de meditação budista e guias de retiros do nosso tempo.Alan Wallace é o fundador e presidente do Santa Barbara Institute, na Califórnia, e é o responsável por desenvolver e integrar a prática contemplativa no programa Cultivating Emotional Balance.Desde 2010, Wallace tem liderado uma série de retiros de 8 semanas para treinar alunos nas práticas meditativas de Shamatha, Quatro Incomensuráveis, Vipashyana e Dzogchen.

LendaCast
CONHECI O RITUAL SECRETO DE P4CT0 COM BELZEBU

LendaCast

Play Episode Listen Later Jan 6, 2026 56:38


Acompanhei um ritual secreto no Santuário de Belzebu, da Mãe Michelly da Cigana. Neste vídeo, mostro os bastidores da cerimônia que aconteceu durante a madrugada em Viamão, no Rio Grande do Sul.

VOV - Sự kiện và Bàn luận
Chuyên gia của bạn - Dinh dưỡng phù hợp cho người rèn luyện thể thao

VOV - Sự kiện và Bàn luận

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 23:15


VOV1 - Trong quá trình rèn luyện thể thao, dinh dưỡng cần được nhìn nhận như một “trụ cột thầm lặng” quyết định chất lượng và tính bền vững của quá trình luyện tập.Theo các chuyên gia, trong quá trình rèn luyện thể thao, dinh dưỡng cần được nhìn nhận như một “trụ cột thầm lặng” quyết định chất lượng và tính bền vững của quá trình luyện tập. Tuy nhiên trong thực tế, rất nhiều người chỉ quan tâm đến việc tập luyện thể dục thể thao mà ít quan tâm đến các chất dinh dưỡng hay các vấn đề nguy cơ về sức khoẻ. Đặc biệt là khi cơ chể chịu những áp lực sinh lý đặc thù từ vận động cường độ cao hoặc kéo dài như chạy marathon thì một chế độ dinh dưỡng phù hợp không còn là lựa chọn, mà trở thành điều kiện tiên quyết để người tập duy trì phong độ, hạn chế chấn thương và đạt được mục tiêu rèn luyện một cách an toàn, hiệu quả. Vậy người dân cần lưu ý những gì về chế độ dinh dưỡng khi rèn luyện thể thao? Trong chương trình Chuyên gia của bạn hôm nay, chúng tôi kết nối với PGS.TS.BS Nguyễn Xuân Ninh; chuyên gia Y học thể thao, dinh dưỡng, Phó Viện trưởng Viện Y học ứng dụng Việt Nam, Trưởng phòng khám chuyên khoa dinh dưỡng VIAM để tư vấn đến quý vị và các bạn nội dung này.Báo điện tử Sức khỏe và Đời sống

Smart Kitchen Show from The Spoon
Eliot Horowitz Wants to Reinvent Robotics Like He Did Big Data

Smart Kitchen Show from The Spoon

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 25:37


In this episode, Michael talks with Eliot Horowitz, founder of MongoDB and now CEO of Viam, about why the physical world is lagging behind the AI revolution and how Viam is building the foundational platform robotics has been missing. Eliot shares why robotics needs its “AWS moment,” how better tools can shrink development timelines from years to months, and why practical automation, from kitchen assistants to back-of-house restaurant robots, will arrive long before humanoids. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

LendaCast
COMO FOI CONSTRUIR O TEMPLO DE BELZEBU NO RS com Mãe Michelly | LendaCast #240

LendaCast

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 158:55


Neste episódio do LendaCast, recebo a mãe-de-santo, conhecida como Mãe Michelly da Cigana, que retorna ao LendaCast para contar como ficou o santuário de Belzebu, que ela construiu em Viamão no Rio Grande do Sul.

The Engineering Leadership Podcast
Leading across technical domains, strategic deep-dives & applying your skills in new industries w/ Simone Kalmakis #231

The Engineering Leadership Podcast

Play Episode Listen Later Sep 9, 2025 43:17


How do you apply your leadership skills to a new, mission-driven industry and effectively lead teams across multiple technical domains? In this episode, Simone Kalmakis (VPE @ Viam) shares her playbook for successfully transitioning between industries from health-tech and climate to her current work in robotics and AI. We deconstruct the leadership models she uses to prioritize her time, manage multiple technical experts, and why she focuses on "depth with 1-2 teams > breadth". Plus, her framework for onboarding in a new domain, the lifecycle of a leadership "deep dive," and communication practices that build trust and empower your entire organization to stay aligned and motivated.ABOUT SIMONE KALMAKISSimone Kalmakis is the VP of Engineering at Viam, a platform unlocking AI, data, and automation for devices in the physical world. She has deep experience applying AI and machine learning to big data and big missions, and is known for building healthy engineering organizations that drive business value and real-world progress.Prior to Viam, Simone was Senior Director of Engineering at Arcadia, a climate tech company building an API platform for residential utility data to power solutions that fight climate change. Before that, she served as Director of Engineering at Flatiron Health, where she helped accelerate the development of cancer treatments through real-world data.Simone began her career at Microsoft, developing machine-learned relevance algorithms for Bing. She's also a successful founder––after Microsoft, she built and sold Symbi, a roommate-matching startup. She holds a degree in Mathematics and Economics from Yale University. ToolHive Unlocks the Full Value of MCP & Your AI AgentsSo you've invested in AI agents for code generation, but they're limited to experiments or even stuck on the shelf. To do real, valuable work, those AI agents need access to your data and systems.ToolHive helps you confidently connect the pieces by making it simple and secure for you to use the Model Context Protocol (MCP).ToolHive includes a pre-vetted registry of MCP servers, containerizes every MCP server for consistency and leans on built-in security to keep your secrets safe.Leaders trust ToolHive to put MCP into production and put their AI agents to work.ToolHive is open source, so get started for free at toolhive.dev Join us at ELC Annual 2025ELC Annual is the premier event for engineering leaders. This is our biggest event of the year: 1,000+ CTOs, VPs & Directors in San Francisco @ ELC Annual 2025 for two days of leadership breakthroughs, tactical peer learning & curated connections!

Farol - Conexões da Informação
T5EP04 | Patrimônio Industrial: Memórias e Trabalho com Olívia Nery

Farol - Conexões da Informação

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 31:35


Neste episódio do podcast Farol Conexões da Informação, a professora Olívia Nery, ela destaca a relação intrínseca entre o Patrimônio Industrial e a memória do trabalho, surgindo nos anos 60/70 com a desindustrialização. São abordados os desafios da preservação de espaços industriais ("elefantes brancos"), a importância da contextualização histórica e a requalificação urbana sem perda da autenticidade. O episódio menciona os principais polos industriais do Rio Grande do Sul (Rio Grande e Pelotas, Porto Alegre e região metropolitana/Serra), incluindo cidades como São Leopoldo, Caxias do Sul, Viamão e Santa Maria. A professora Olívia também discute o papel da educação patrimonial na ressignificação da importância dos trabalhadores e as lacunas existentes em pesquisas sobre o tema, especialmente no Rio Grande do Sul, com foco na formação da classe trabalhadora.Imagem da capa: abrigo dos bondes de Rio Grande. Caminho Fabril/FacebookFarol é um projeto de extensão da UFRGS, realizado por discentes e docentes dos cursos de museologia e do Programa de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio/PPGMUSPA. Neste episódio contamos com apresentação de Lucas George Wendt.Farol, conexões da informação, temporada 2025.

The Tech Trek
Where Software Meets Hardware

The Tech Trek

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 25:10


Simone Kalmakis, VP of Engineering at Viam, joins the show to share what it takes to lead teams that bridge hardware and software in the robotics space. With a background in software and machine learning, she now manages engineers with expertise ranging from code to mechanical systems. Simone talks about how she fosters collaboration across disciplines, adapts her leadership style, and keeps her teams aligned while building cutting-edge robotics solutions. If you want to understand what it's really like to lead at the intersection of AI, software, and hardware, this conversation is for you.Key Takeaways• Why managing hardware and software together requires humility, curiosity, and alignment• How integrating testing across both domains changes the development process• The role of “20% projects” in helping engineers learn and innovate faster• Why passion and purpose matter more than hours worked when it comes to work-life balance• Why strong engineers without PhDs can still excel in robotics and AITimestamped Highlights01:05 — How Viam bridges the gap between physical devices and AI04:04 — The challenges of testing hardware versus software, and why small changes have big consequences10:57 — How hobbyist projects and 20% time accelerated Simone's growth as a leader in robotics14:09 — What one-on-ones look like when leading both software and mechanical engineers16:14 — Attracting and retaining top robotics and AI talent in a competitive market22:54 — How passion and vision drive sustainable work-life balance in high-pressure environmentsA Line That Stuck With Us“Even the slightest change in hardware can have huge ramifications, and it's humbling to lead people whose expertise far outweighs your own.”Call to ActionIf you enjoyed this episode, share it with a colleague who's curious about robotics or leadership at the hardware-software frontier. And don't forget to follow the show so you never miss insights from top tech leaders.

Farol - Conexões da Informação
salva&guarda | ed. 4

Farol - Conexões da Informação

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 19:50


salva&guarda é um caderno de Museologia produzido pelo podcast Farol, que transforma sua maneira de se conectar com o patrimônio! Inscreva-se no link na bio (⁠salvaeguarda.substack.com⁠) e receba conteúdos diretamente no seu e-mail e aplicativo sobre eventos, atividades, dicas de leitura e sugestões do que assistir. MEMÓRIA VISUAL | Oficina sobre cartões postais revela camadas da modernidade e do imaginário urbano de Porto Alegre, com base na pesquisa de Camila TauchenFOTOGRAFIA | Legado de Sioma Breitman, Lunara e outros nomes do retrato urbano ajuda a contar a história visual da cidade e compõem acervos como o do Museu Joaquim FelizardoEVENTO | Dia do Patrimônio Cultural RS chega à 7ª edição com mapa interativo e programação plural nos dias 16 e 17 de agosto de 2025NOITE & MEMÓRIA | Um ano sem o Bar Van Gogh: o que permanece da boemia porto-alegrense quando bares icônicos desaparecem?EXPOSIÇÃO | Fundação Vera Chagas Barcelos celebra 20 anos com mostra dedicada à artista Marlise Ritter, unindo cerâmica, colagem, gravura e fotografiaMEDIAÇÃO | Projeto “Entre Museus” conecta Porto Alegre e Viamão em percurso entre exposições de Patrício Farias e Marlise Ritter, ativando a memória da arte gaúcha contemporânea---salva&guarda é a newsletter do podcast Farol – Conexões da Informação, projeto de extensão vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Apresentação e Curadoria: Lucas Petry & Equipe FarolA salva&guarda é realizada com o apoio da Rádio da Universidade (UFRGS), em parceria com o Curso de Museologia e o PPGMUSPA.

Enginears
$117m Raised to Help Unlock Data & AI in the Physical World at Viam! | Enginears Podcast

Enginears

Play Episode Listen Later Jun 18, 2025 31:39


If you're keen to share your story, please reach out to us!Guest:https://www.linkedin.com/in/devin-currie-19794217b/https://www.viam.com/careers/Powered by Artifeks!https://www.linkedin.com/company/artifeksrecruitmenthttps://www.artifeks.co.ukhttps://www.linkedin.com/in/agilerecruiterLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/enginearsioTwitter: https://x.com/EnginearsioAll Podcast Platforms: https://smartlink.ausha.co/enginears00:00 - Enginears Intro.01:01 - Devin Intro.01:56 - Viam Intro.04:57 - Real life use cases where Viam is being deployed.07:17 - What makes up the Viam platform and what engineering challenges are you seeing?14:12 - What does the Series C funding round for Viam mean?16:02 - Biggest learning from working at a robotics company?18:52 - Are Viam using AI?21:31 - Where are Viam moving towards in the rest of 2025?24:12 - Where will Viam be hiring?30:02 - Devin & Viam Outro.30:56 - Enginears Outro.Hosted by Ausha. See ausha.co/privacy-policy for more information.

Postal do Dia
No gabinete de Belmiro de Azevedo viam-se cidades e aldeias

Postal do Dia

Play Episode Listen Later May 23, 2025 3:05


O Continente prepara-se para festejar 40 anos. Tempo para regressar a Belmiro de Azevedo e ao primeiro dia do supermercado que revolucionou Portugal

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio
AGROENGÓCIO HOJE 28-04-2025

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 11:40


*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 28/04/2025* 

The Engineering Leadership Podcast
Building platforms, ecosystems & open-source communities: Lessons from Viam & MongoDB w/ Eliot Horowitz @ Viam #213

The Engineering Leadership Podcast

Play Episode Listen Later Mar 25, 2025 42:54


ABOUT ELIOT HOROWITZEliot Horowitz is the Founder and CEO of Viam, an engineering platform unlocking AI, automation, and data for devices in the physical world. With a deep commitment to advancing technology, Eliot leads Viam in helping companies build solutions across robotics, food and beverage, climate, marine, industrial manufacturing, and more.A career software developer and technology leader, Eliot co-founded MongoDB in 2007, writing the core code base for the pioneering database and leading the engineering and product teams for 13 years as CTO. MongoDB, which went public in 2017, has since reached a market cap of over $20 billion. Before MongoDB, he co-founded the ecommerce company ShopWiki and served as CTO, and he began his career in software development in the R&D group of adtech firm DoubleClick.Eliot is passionate about using technology to address pressing societal issues, including working with WAVS to protect marine life in the North Atlantic and supporting Billion Oyster Project's work to help restore New York Harbor's ecosystem.SHOW NOTES:The origin story of founding Viam (2:56)How Viam can be a game-changing platform, accelerating robotics software & hardware 10x to 100x (4:33)The ideation journey behind Viam: Building a platform that simplifies the integration of hardware and software development (6:11)Solving challenges with seamless APIs, a modular system, the right abstraction layers, and a comprehensive platform (9:54)Key questions for identifying the right abstraction layers at Viam (11:32)Optimizing your platform for flexibility and ease of use (13:32)The evolution of product building, from first-hand experience to customer-driven (16:33)How Eliot's MongoDB Experience shaped Viam's user-centric approach, open-source strategy, business model & ecosystem approach (18:48)Cultivating developer communities & leveraging community insights at MongoDB & Viam (23:01)Frameworks for deciding on your business model & pricing (24:52)Eliot's approach to building developer tools & products used by engineers (26:23)Aligning your eng team & stakeholders on the product vision (29:51)What it means to deeply understand engineers and how they interact with your product (31:10)Strategies for eng leaders to better connect with customers (34:38)Viam's real-world applications & what's next (36:31)Rapid fire questions (39:31)LINKS AND RESOURCESViam - At Viam, we believe in the power of technology to make our world smarter, happier, and more sustainable. We're building a revolutionary engineering platform for problem-solving in the physical world, so that innovators from all disciplines can address humanity's most complex challenges with practical solutions. Together with our partners, we're committed to making a lasting positive impact on industries, communities, and the planet.This episode wouldn't have been possible without the help of our incredible production team:Patrick Gallagher - Producer & Co-HostJerry Li - Co-HostNoah Olberding - Associate Producer, Audio & Video Editor https://www.linkedin.com/in/noah-olberding/Dan Overheim - Audio Engineer, Dan's also an avid 3D printer - https://www.bnd3d.com/Ellie Coggins Angus - Copywriter, Check out her other work at https://elliecoggins.com/about/

Conversas à quinta - Observador
O que viam os taxistas em 1974/75: “Já no 25 de abril se levava uma pinga a mais no aeroporto”

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Mar 24, 2025 35:01


Os taxistas que davam informações à PIDE. A revolta contra o uso obrigatório do boné. Os novos carros que surgiram com a revolução. A divisão política dos frequentadores da noite. A “pinga a mais” cobrada no aeroporto. E os miúdos pendurados nas portas para receberem 50 centavos dos clientes. O taxista Vítor Carvalhal é o convidado deste episódio de A Vida em Revolução.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Traction
5 Lessons From Selling to Millions of Developers

Traction

Play Episode Listen Later Jan 29, 2025 32:13


Think marketing to developers is all about hoodies and hackathons? Think again. As the developer-led economy is poised to grow to a TRILLION dollars, companies that offer products for developers must refocus to a business-to-developer (B2D) model as developers become not only users of products, but key purchase influencers. In this episode, Nnamdi Iregbulem, Partner at Lightspeed Venture Partners, Joyce Lin, Head of Developer Relations at Viam, and Caroline Lewko, CEO of Revere Communications, reveal actionable insights for building and scaling developer relations programs that drive adoption, loyalty, and growth in a developer-led economy. Specifically, you'll learn:How to get developers to adopt and build on your platform – from APIs and SDKs to advanced ML and DevOps tools.What it takes to deliver an exceptional Developer Experience (DX) – aligning marketing and product teams to meet the unique needs of developers.Key ingredients of a winning Developer Relations program – from onboarding to advocacy and retention.How to stand out through community engagement – turning developers into loyal evangelists for your platform.Resources Mentioned:Nnamdi Iregbulem -https://www.linkedin.com/in/nnamdiiregbulem/Joyce Lin -https://www.linkedin.com/in/joyce-lin/Caroline Lewko -https://www.linkedin.com/in/carolinelewko/Lightspeed Venture Partners | LinkedIn -https://www.linkedin.com/company/lightspeed-venture-partners/Lightspeed Venture Partners | Website -https://lsvp.com/Viam | LinkedIn -https://www.linkedin.com/company/viaminc/Viam | Website -https://www.viam.com/Revere Communications - https://www.reverecommunications.com/Tyler Jewell's research on developer-led markets -https://tylerjewell.substack.com/p/the-developer-led-landscape-20-08-28Stack Overflow Developer Survey -https://survey.stackoverflow.com/2024/GitLab's “Everyone Can Contribute” philosophy -https://gitlab.com/“Developer Relations: How to Build and Grow a Successful DevRel Program” by Caroline Lewko and James Parton - https://www.devrel.agency/bookThis episode is brought to you by:Leverage community-led growth to skyrocket your business. “From Grassroots to Greatness” by author Lloyed Lobo will help you master 13 game-changing rules from some of the most iconic brands in the world — like Apple, Atlassian, CrossFit, Harley-Davidson, HubSpot, Red Bull and many more — to attract superfans of your own that will propel you to new heights. Grab your copy today at FromGrassrootsToGreatness.com.Each year the US and Canadian governments provide more than $20 billion in R&D tax credits and innovation incentives to fund businesses. But the application process is cumbersome, prone to costly audits, and receiving the money can take as long as 16 months. Boast automates this process, enabling companies to get more money faster without the paperwork and audit risk. We don't get paid until you do! Find out if you qualify today at https://Boast.AI.Launch Academy is one of the top global tech hubs for international entrepreneurs and a designated organization for Canada's Startup Visa. Since 2012, Launch has worked with more than 6,000 entrepreneurs from over 100 countries, of which 300 have grown their startups to seed and Series A stage and raised over $2 billion in funding. To learn more about Launch's programs or the Canadian Startup Visa, visit https://LaunchAcademy.ca.Content Allies helps B2B companies build revenue-generating podcasts. We recommend them to any B2B company that is looking to launch or streamline its podcast production. Learn more at https://contentallies.com.#DeveloperRelations #BusinessToDeveloper #B2D #Product #Marketing #Innovation #Startup #GenerativeAI #AI

IN THE BUSH Podcast
Healing PTSD through nature immersion with VIAM Outdoors owner and veteran Aaron Schmaus

IN THE BUSH Podcast

Play Episode Listen Later Oct 7, 2024 125:16


Aaron Schmaus is a U.S. Air Force, combat veteran, writer, podcast host and outdoor media professional that has a passion for conservation and the outdoors.  He has built a life around educating others about sustainable utilization, conservation, fitness and a better way of living life. His goal is to bridge the gap between hunters and non hunters.https://viamoutdoors.com/https://bushsurvivaltraining.com/https://www.learnhuntharvest.com/

Rádio Gaúcha
Rafael Bortoletti, prefeito eleito de Viamão - 06/10/2024

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Oct 7, 2024 7:08


Rafael Bortoletti, prefeito eleito de Viamão - 06/10/2024 by Rádio Gaúcha

Rádio Gaúcha
Giane Guerra entrevista o presidente-executivo do Grupo JP Farma, André Ali Mere

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Aug 8, 2024 3:34


André Ali Mere, presidente-executivo do Grupo JP Farma, fala sobre o investimento que a empresa está realizando em Viamão, na Região Metropolitana.

Rádio Gaúcha
RS ainda tem 18,4 mil animais em abrigos, South Summit é confirmado para 2025 Cais e mais

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jul 11, 2024 3:14


A montadora americana General Motors detalhou, nesta quinta-feira, o investimento de 1,2 bilhão de reais na fábrica de Gravataí. Será a mantida a realização do South Summit Brazil de 2025 em Porto Alegre. Representantes da Unesco estarão nesta sexta-feira em Porto Alegre para acompanhar o trabalho de recuperação de cerca de um milhão de processos judiciais atingidos pela enchente. Passados mais de dois meses do período de resgate emergencial em meio à enchente, o Rio Grande do Sul segue com 18,4 mil animais em 363 abrigos segundo dados desta quarta-feira. A Justiça do Rio Grande do Sul recebeu as denúncias do Ministério Público e tornou réu o pai de santo Cleber Otavio Silva da Silva, de 45 anos, pelo estupro de cinco crianças e adolescentes em Viamão.

VOV - Sự kiện và Bàn luận
360 độ sức khỏe - Lưu ý sức khỏe khi tham gia các giải chạy

VOV - Sự kiện và Bàn luận

Play Episode Listen Later Apr 29, 2024 24:28


- Gần đây, các giải chạy bộ không chuyên marathon (hơn 42 km), bán marathon (hơn 21km) liên tục được tổ chức, thu hút đông đảo người dân thuộc nhiều độ tuổi tham gia. Đây là dấu hiệu tốt chứng tỏ cộng đồng quan tâm tới hoạt động thể dục, thể thao, nâng cao sức khỏe. Tuy nhiên, có thực tế là các giải chạy hầu hết đều hướng đến ý nghĩa và số lượng người tham gia, chưa quan tâm đến sàng lọc các nguy cơ sức khỏe cho người tham gia nên hầu như mỗi năm lại có ca tử vong đáng tiếc xảy ra. Vậy người dân cần lưu ý gì khi tham gia các giải chạy nói riêng, các hoạt động thể dục thể thao nói chung? PGS.TS.BS Nguyễn Xuân Ninh; chuyên gia Y học thể thao, dinh dưỡng, Phó Viện trưởng Viện Y học ứng dụng Việt Nam, Trưởng phòng khám chuyên khoa dinh dưỡng VIAM tư vấn đến quý vị và các bạn nội dung này. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/vov1sukien/support

VOV - Sự kiện và Bàn luận
Chuyên gia của bạn - Những khuyến cáo của thầy thuốc khi tập luyện thể dục thể thao

VOV - Sự kiện và Bàn luận

Play Episode Listen Later Apr 25, 2024 29:14


 - Gần đây, các giải chạy bộ không chuyên marathon (hơn 42 km), bán marathon (hơn 21km) liên tục được tổ chức, thu hút đông đảo người dân thuộc nhiều độ tuổi tham gia. Đây là dấu hiệu tốt chứng tỏ cộng đồng quan tâm tới hoạt động thể dục, thể thao, nâng cao sức khỏe. Tuy nhiên, có thực tế là các giải chạy hầu hết đều hướng đến ý nghĩa và số lượng người tham gia, chưa quan tâm đến sàng lọc các nguy cơ sức khỏe cho người tham gia nên hầu như mỗi năm lại có ca tử vong đáng tiếc xảy ra. Vậy người dân cần lưu ý gì khi tham gia các giải chạy nói riêng, các hoạt động thể dục thể thao nói chung? PGS.TS.BS Nguyễn Xuân Ninh; chuyên gia Y học thể thao, dinh dưỡng, Phó Viện trưởng Viện Y học ứng dụng Việt Nam, Trưởng phòng khám chuyên khoa dinh dưỡng VIAM tư vấn đến quý vị và các bạn nội dung này. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/vov1sukien/support

Rádio Gaúcha
Quatro pessoas morrem em acidente na BR-158, Viamão lidera inadimplência do IPTU 2023 - 29/03/2024

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Mar 29, 2024 3:47


Quatro pessoas morrem em acidente na BR-158, Viamão lidera inadimplência do IPTU 2023 - 29/03/2024 by Rádio Gaúcha

Rádio Gaúcha
Lula sanciona lei que obriga revisão anual da tabela do SUS, Trump vence primárias em Iowa e mais

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jan 16, 2024 4:13


O presidente Lula sancionou nesta terça-feira um projeto de lei que determina a revisão anual dos valores de remuneração dos serviços prestados ao SUS. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump venceu as primárias do Estado de Iowa. Os resultados do Enem 2023 foram divulgados nesta manhã em coletiva de imprensa do Ministério da Educação, do Inep e de outras autoridades. Dois anos e sete meses após corpo ser encontrado, uma mãe conseguiu autorização da Justiça de Viamão para sepultar o filho que sumiu em Porto Alegre no ano de 2019. As séries “Succession” e “The Bear” foram os grandes destaques da cerimônia de entrega da septuagésima quinta edição do Emmy Awards, em Los Angeles, na última noite.

Rádio Gaúcha
Gugu Streit Jr, Secretário De Turismo De Viamão - 11/01/2024

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jan 11, 2024 7:53


Gugu Streit Jr, Secretário De Turismo De Viamão - 11/01/2024 by Rádio Gaúcha

The State of Developer Education
Merging Creativity and Code: Transforming Robotics Education with Arielle Mella from Viam

The State of Developer Education

Play Episode Listen Later Dec 28, 2023 38:48


In this week's episode, Jon sits down with Arielle Mella, Developer Advocate at Viam, whose eclectic background sits at the intersection of art, technology, design, and education. In this episode, Arielle shares how she prioritizes a creative and fun-first approach when teaching the next generation of developers and robotic whizkids. Join her and Jon as they explore the intersection of art and technology, discuss the importance of recognizing coding as an inherently creative pursuit, and delve into how Viam is revolutionizing the world of robotics.

Rádio Gaúcha
Octavio Bortoncello, Diretor da Empresa Viamão - 02/10/2023

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Oct 2, 2023 10:41


Octavio Bortoncello, Diretor da Empresa Viamão - 02/10/2023 by Rádio Gaúcha

Rádio Gaúcha
Carris é vendida para empresa de Viamão, comportas são reabertas e mais

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Oct 2, 2023 4:35


A Companhia Carris Porto-Alegrense foi vendida, em leilão, pela prefeitura de Porto Alegre à iniciativa privada durante licitação realizada nesta segunda-feira. A prefeitura de Porto Alegre reabriu nesta segunda-feira a comporta de número 4, localizada junto ao portão principal do Cais Mauá. Anunciado nesta segunda-feira pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o novo programa de combate às organizações criminosas no país terá investimentos de 900 milhões de reais ao longo dos próximos três anos. O grupo político liderado pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos, saiu vitorioso do 8º Congresso Nacional do PSOL, encerrado neste domingo, em Brasília, ao conseguir eleger a historiadora Paula Coradi como presidente do partido com 67,1% dos votos. Após três meses seguidos no vermelho, o mercado de trabalho formal voltou a registrar dados positivos no Rio Grande do Sul.

Rádio Gaúcha
Da ação à cooperação - O combate ao descarte irregular de lixo

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Aug 30, 2023 31:01


A reportagem aborda dois temas. A partir de ações policiais na Região Metropolitana de Porto Alegre, basicamente em Viamão, contra pessoas e empresas que poluem o meio ambiente, o cooperativismo é abordado como uma das soluções para estes casos. Além, claro, da conscientização ambiental. E mais, o cooperativismo ainda auxilia na inclusão social. Então, descarte de restos de obras por tele entulhos em área de preservação e descarte de resíduos de cemitérios próximo a áreas verdes e também com moradias. Reportagem de Cid Martins, sonoplastia de Fernando Bortolin, locução de Denise Cruz.

Ultimate Health Radio
Keith Hayes Interview

Ultimate Health Radio

Play Episode Listen Later Aug 23, 2023 102:26


Dr. Brad interviews the CEO of VIAM on today's podcast. Check it out!

ceo viam
Rádio Gaúcha
Delegado Alexandre Luiz Fleck da 2ª Delegacia de Polícia de Viamão - 17/08/2023

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Aug 18, 2023 12:29


Bebê de seis meses morre atingido por máquina da prefeitura de Viamão.

fleck delegado beb delegacia viam alexandre luiz
Rádio Gaúcha
Hacker da Lava-Jato depõe à CPI, bebê morre atropelado por patrola e mais - 17/08/2023

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Aug 17, 2023 4:54


Um bebê, de seis meses, morreu após ser atropelado por uma patrola da prefeitura de Viamão, na manhã desta quinta-feira. Walter Delgatti Neto prestou depoimento à CPI do 8 de Janeiro, confirmando um encontro em 2022 com o ex-presidente Jair Bolsonaro, intermediado pela deputada federal Carla Zambelli. Mais de 10 mil ocorrências de roubos e furtos de celulares foram registradas nos primeiros sete meses de 2023 no Rio Grande do Sul. A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma nota informativa avaliando que a nova variante de interesse de covid-19 ainda não modificou o cenário epidemiológico no Brasil. A CPI da base governista que investiga supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre aprovou a convocação dos empresários Jailson Ferreira da Silva e Sérgio Bento de Araújo, vinculados às empresas Inca Tecnologia e Astral Científica, para prestar depoimento. Mais notícias em gzh.com.br

Open Source Startup Podcast
E96: Disrupting Massive Industries, From MongoDB to Viam

Open Source Startup Podcast

Play Episode Listen Later Jul 24, 2023 40:00


Eliot Horowitz is Founder & CEO of robot developer platform Viam and the previous Founder & CTO of developer data platform MongoDB. In this episode, we discuss Eliot's many learnings from being a multi-time founder including the importance of extremely fast response time to user questions, the benefits (and challenges) of building general purpose platforms, democratizing access to robots & hardware engineering through better developer tools, and much more!

Rádio Gaúcha
Moradora de Viamão denuncia para BM roubos a motoristas de aplicativo - 06/07/2023

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jul 6, 2023 0:33


Moradora de Viamão denuncia para BM roubos a motoristas de aplicativo

Rádio Gaúcha
Bolsonaro está inelegível por 8 anos, presidente visita Porto Alegre e mais destaques

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jun 30, 2023 5:07


Foi confirmada a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por 8 anos no início da tarde desta sexta-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Viamão no fim da manhã desta sexta-feira, onde cumpriu sua primeira agenda de visita ao Rio Grande do Sul após ter sido eleito. A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, uma nova redução no preço da gasolina para as distribuidoras. A taxa de desemprego ficou em 8,3% no trimestre encerrado em maio, segundo o IBGE. A cantora e radialista Vivi Araújo, morreu aos 22 anos em um acidente de carro em Goiás na madrugada desta sexta-feira. Mais notícias em gzh.com.br

Rádio Gaúcha
Petrobras reduz preço da gasolina para as distribuidora e mais - 15/06/2023

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jun 15, 2023 4:39


A Petrobras anunciou redução de 13 centavos por litro no preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras, que passará a ser R$ 2,66. O curso de Medicina da Ulbra será vendido por leilão. O relator do projeto do novo marco fiscal no Senado, senador Omar Aziz, confirmou que vai retirar dos limites de gastos as despesas com o Fundo Nacional de Manutenção e de Valorização dos Profissionais da Educação. A Polícia Civil divulgou a prisão do pai e da mãe de uma adolescente de 15 anos em Viamão, na Região Metropolitana. A Comissão Eleitoral Russa anunciou a que organizará eleições locais, em 10 de setembro, nos territórios ucranianos ocupados pela Rússia. Mais notícias em gzh.com.br

O Antagonista
Golpe dos nudes: polícia cumpre mais de 40 mandados de prisão

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 29, 2023 1:26


A Polícia Civil realiza nesta manhã uma operação que mira um grupo que aplicou o golpe dos nudes em 12 estados brasileiros. Agentes cumprem 11 mandados de prisão preventiva; 30 de prisão temporária; 33 de busca e apreensão; e 25 bloqueios de contas bancárias. As prisões ocorreram em 11 cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina: Florianópolis, São Cristóvão do Sul, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Tramandaí, Santa Vitória do Palmar, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, Joinville e Canoas. Os alvos da operação teriam extorquido usuários de redes sociais, após o envio de fotos íntimas, na maioria das vezes por jovens mulheres. Nesses casos, depois da troca de mensagens, um suposto parente ou autoridade policial entra em contato dizendo que a jovem era menor de idade, na verdade. Depois, golpistas tentam extorquir dinheiro das vítimas para que elas não sejam expostas. Os suspeitos atraiam empresários, médicos e até políticos. A investigação identificou 80 vítimas do golpe em todo o país. Só uma delas teria perdido mais de R$ 100 mil. O prejuízo total chega a R$ 5 milhões. Desde o início das investigações, há cerca de um ano, pelo menos 140 pessoas foram presas só no Rio Grande do Sul. Link do cupom de desconto na assinatura de o Antagonista+ e Crusoé: https://assine.oantagonista.com/?cupom=QUERO60OFF Precisa de ajuda? 4858-5813, São Paulo 4003-8846, demais localidades O horário de atendimento é das 9h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. Você pode entrar em contato conosco pelo e-mail:  assinante@oantagonista.com Inscreva-se e receba a newsletter:  https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site:  https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais:  https://www.fb.com/oantagonista​ https://www.twitter.com/o_antagonista ​https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista

Estadao Esporte Clube
EEC entrevista o piloto da Stock Car, César Ramos

Estadao Esporte Clube

Play Episode Listen Later May 18, 2023 26:56


No Estadão Esporte Clube, hoje, vamos falar sobre a temporada 2023 da Stock Car no Brasil. A terceira etapa acontece, neste domingo, no autódromo de Tarumã, em Viamão-RS. Nosso entrevistado é o piloto César Ramos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

DealMakers
Eliot Horowitz On Building MongoDB Into A $14 Billion Business And Now Raising $42 Million To Bring Robotic Ideas To Life

DealMakers

Play Episode Listen Later Mar 27, 2023 37:12


Eliot Horowitz is now on his third startup. After building a billion-dollar company and taking it public, he is now creating the technology that is fueling a new generation of robotics startups. His latest venture, Viam, has attracted funding from top-tier investors like Union Square Ventures, 12 West Capital, Tiger, and Union Square.

Rádio Gaúcha
Secretário de Agricultura de Viamão, Henrique Noronha

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jan 26, 2023 8:59


Estragos causados pela estiagem.

Rádio Gaúcha
Vereador de Viamão é investigado por suspeita de estupro, UFRGS divulga locais do vestibular e mais

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Dec 21, 2022 5:07


O vereador Fabrício Ollermann, de Viamão, é investigado por suspeita de estupro contra uma estagiária do seu gabinete. A Polícia Federal investiga uma fraude de pelo menos R$ 2 milhões no recebimento de precatórios da Justiça Federal. O presidente Jair Bolsonaro exonerou, nesta quarta-feira, o ministro das Comunicações, Fábio Faria. A UFRGS divulgou os locais de prova do vestibular 2023. Morreu hoje o ator Pedro Paulo Rangel, aos 74 anos. Mais notícias em gzh.com.br

Rádio Gaúcha
Giro Gre-Nal #124 - Grêmio apresenta reforços e Inter inicia treinos em Viamão com sustos

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Dec 19, 2022 3:02


Giro Gre-Nal #124 - Grêmio apresenta reforços e Inter inicia treinos em Viamão com sustos by Rádio Gaúcha

The Stack Overflow Podcast
The robots are coming… but when?

The Stack Overflow Podcast

Play Episode Listen Later Oct 14, 2022 24:09


Despite our hope for the power of robotics, the technology is still far from mainstream. That's because the amount of effort needed to get hardware to do useful things at scale is…well…hard.When Eliot started Viam, his goal was to address this challenge by creating software that supports a range of hardware builds right out of the box. As the company explains - “we're addressing these issues by building a novel robotics platform that relies on standardized building blocks rather than custom code to create, configure and control robots intuitively and quickly. We're empowering engineers – aspiring and experienced – across industries to solve complicated automation problems with our innovative software tools.” The company announced the opening of its public beta earlier this week.While Eliot elaborates on his vision for Viam, Ben reflects on his time covering drones for The Verge and working on robotics at DJI.Inquisitive badge winner, Neeta, gets props for asking well-received questions on 30 separate days.Follow Ben and Eliot on Twitter.

The Robot Report Podcast
Viam opens beta of new robotics platform; Amazon/FedEx end testing of delivery robots

The Robot Report Podcast

Play Episode Listen Later Oct 14, 2022 67:55


In this episode, we talk to Eliot Horowitz, founder and CEO of Viam Inc. Viam launched the open beta of its new robotics platform. Viam provides an open-source robot architecture that turns complex functionality into simple APIs, with an integrated cloud service to orchestrate production deployments. Co-hosts Steve Crowe and Mike Oitzman also discuss news of the week, includes the end of delivery robot testing with Amazon and Fedex.

Christo Nihil Praeponere
Homilia | Por que Jesus não se revelou a Herodes? (Quinta-feira da 25.ª Semana do Tempo Comum)

Christo Nihil Praeponere

Play Episode Listen Later Sep 22, 2022 7:16


Os evangelhos que a Igreja proclama hoje e amanhã nos mostram a diferença que vai do ver a Cristo com os olhos da carne, mas sem poder crer, ao vê-lo com os da fé. Viam as turbas os milagres; mas, resistentes à graça, não podiam crer no que Cristo dizia de si. Quer também o rei Herodes ver Jesus, mas para satisfazer a curiosidade dos olhos e ver, em primeira mão, se era verdade o que dele diziam. Somente Pedro, depois de tanto tempo vendo a Cristo, abrirá os únicos olhos que são capazes de ver quem realmente Ele é: “Tu és o Cristo de Deus”. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, 22 de setembro, e saibamos mortificar nossas paixões, para querermos ver a Cristo como Ele se nos quer revelar: como Deus feito homem, não para saciar nossa curiosidade, mas para carregar, sob o lenho da cruz, os nossos pecados.