Podcasts about Systems analysis

Problem-solving technique that breaks down a system into its component pieces

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Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

Thinking 2 Think
Why Your Solution Created 3 New Problems | Systems Thinking

Thinking 2 Think

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 20:06 Transcription Available


Send a text Download the Cognitive Ladder diagnostic tools: MAAponte.Substack.comWe trace how a well-meant math intervention backfired, then build a clear method to predict ripple effects, delays, and unintended outcomes before they hit. Stories from school leadership and finance ground a practical playbook for mapping systems, reading feedback loops, and choosing better levers. You'll learn: • Linear fixes versus interconnected systems• Second and third order consequences• Delays, leading and lagging indicators• Reinforcing and balancing feedback loops• Mapping decisions and stakeholder incentives• Case studies from education and wealth management• A four-step systems playbook for leaders• A systemic solution to improve math without harming engagementREAL CASE STUDY: How I fixed the math problem with systems thinking: ❌ Linear solution: Extended time → 6% improvement, teacher burnout, attendance drop ✅ Systems solution: Partner with middle schools, summer bridge program, better instruction quality, diagnostic assessments → 12% improvement, 4% attendance increase, 94% teacher retention (up from 78%)Please don't forget to like, share, and subscribeIf you want to get better at system thinking... I write about this and so much more in critical thinking every week in my SubstackIf you sign up for the $10 a month Substack, you get a ton of tools and so much more behind the scenes and additional resourcesJoin the Substack... I will be creating what I like to call a thinking labMAAponte.Substack.comLinear thinking: Problem → Solution → Problem solved. Systems thinking: Problem → Solution → Creates new problems → Which create new problems → Which loop back to the original problem.KEY INSIGHT: Most organizational problems are caused by unintentional reinforcing loops creating vicious cycles. Most solutions fail because they ignore balancing loops that counteract your change. KEY FRAMEWORKS: Second-order thinking: Ask "And then what?" three times Feedback loops: Reinforcing (amplifies) vs Balancing (dampens) Leading vs lagging indicators: Watch attendance/stress (leading) not just test scores (lagging) Root cause vs symptom: Solve the problem, not the signal#SystemsThinking #SecondOrderThinking #Leadership #UnintendedConsequences #DecisionMaking #StrategicThinking #OrganizationalLeadership #FeedbackLoops #CriticalThinking #ComplexSystems Support the showJoin My Substack for more content: maaponte.substack.com

SHIVA Be The Light
EP.1562 -Dr.SHIVA™ LIVE: Black cumin on Lung Health CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jul 9, 2025 48:14


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Black cumin on Lung Health CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1560 -Dr.SHIVA™ LIVE: Astragalus on Lung Health CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jul 4, 2025 31:32


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Astragalus on Lung Health CytoSolve Systems Analysis

Thank God for Bitcoin
TGFB Episode 59 - Moral Money: The Case For Bitcoin w/ Eric Sammons

Thank God for Bitcoin

Play Episode Listen Later Jul 3, 2025 80:13


Jordan sits down with Eric Sammons to discuss his recently released book, Moral Money: The Case for Bitcoin. Eric has been the the Editor-in-Chief of Crisis Magazine since 2021. He's written several other books, including Bitcoin Basics. He has contributed over 200 articles to numerous websites, including OnePeterFive, Catholic Answers, Crisis Magazine, AntiWar.com, The Federalist, CatholicVote, and Bitcoin.com. He holds an undergraduate degree in Systems Analysis (with a concentration in Economics) from Miami University, and a Master's degree in Theology from Franciscan University of Steubenville. They discuss the new book before concluding by talking about an article that Eric wrote for Crisis Magazine entitled, "Catholics Are Rapidly Losing Ground" (https://crisismagazine.com/opinion/catholics-are-rapidly-losing-ground).

The Jaipur Dialogues
Trump Offers Asim Munir Weapons! | Is India Ready? | Weapon Systems Analysis by Sanjay Dixit

The Jaipur Dialogues

Play Episode Listen Later Jun 20, 2025 12:28


Sanjay Dixit exposes how India's AMCA, HGVs, and next-gen artillery outclass any tech Trump offers to Pakistan. With laser weapons, hypersonics, and 90km smart shells, Delhi surges ahead.

SHIVA Be The Light
EP.1555 -Dr.SHIVA™ LIVE: A Systems Analysis of Modern Power Structures

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later May 29, 2025 65:10


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about A Systems Analysis of Modern Power Structures

Podcasts 4 Brainport, featured by Radio 4 Brainport
Could Generative AI Be Useful for Science and Understanding the World?

Podcasts 4 Brainport, featured by Radio 4 Brainport

Play Episode Listen Later Mar 5, 2025 25:15


In this episode, Iman Mossavat speaks with Jakub Tomczak, a leading figure in Generative AI and former Program Chair of NeurIPS 2024. They discuss how Generative AI has transformed the landscape of artificial intelligence. Jakub explores the crucial role of Generative AI in advancing scientific research, the gaps that still exist in AI, and whether Symbolic AI and Systems Analysis have a place in the future. This conversation offers valuable insights into how Generative AI is reshaping our understanding of complex challenges and its potential for further innovation.

SHIVA Be The Light
EP.1536 -Dr.SHIVA™ LIVE: A Systems Analysis: H-1B Indian Ni**as and the Silicon Valley Plantation

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Dec 29, 2024 117:18


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about A Systems Analysis: H-1B Indian Ni**as and the Silicon Valley Plantation

SHIVA Be The Light
EP.1466 -Dr.SHIVA™ LIVE: Astragalus on Hair Loss @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jul 12, 2024 56:48


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Astragalus on Hair Loss @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1464 -Dr.SHIVA™ LIVE: 2024 First Presidential Debate – A SYSTEMS Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 81:41


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about 2024 First Presidential Debate – A SYSTEMS Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1462 -Dr.SHIVA™ LIVE: Green Tea on Immune Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jun 28, 2024 68:43


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Green Tea on Immune Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1460 -Dr.SHIVA™ LIVE Green Tea on Immune Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jun 21, 2024 2909:00


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Green Tea on Immune Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1459 -Dr.SHIVA™ LIVE: Moringa on Diabetes @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jun 15, 2024 67:02


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Moringa on Diabetes @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1458 -Dr.SHIVA™ LIVE: Vaping on Asthma and Lung Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jun 14, 2024 3054:00


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Vaping on Asthma and Lung Health @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1452 -Dr.SHIVA™ LIVE Bee Pollen and Gut Brain Health - @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jun 5, 2024 3054:00


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about Bee Pollen and Gut Brain Health - @CytoSolve Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1445 -Dr.SHIVA™ LIVE: MicroPlastics in Human Semen and Testis. A Systems Analysis.

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later May 25, 2024 80:17


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about MicroPlastics in Human Semen and Testis. A Systems Analysis

SHIVA Be The Light
EP.1444 -Dr.SHIVA™ LIVE: The Truth about Marxism-Leninism. A Systems Analysis.

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later May 23, 2024 73:25


In this interview, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist, Engineer and Candidate for President, Talks about the Truth about Marxism-Leninism. A Systems Analysis.

TEK or DIE
How They Plan to Kill Remote Work

TEK or DIE

Play Episode Listen Later May 2, 2024 59:35


Renita and I had a late night conversation about how these corporations are removing remote work in the quest to gain complete control of our time.   Renita Rhodes is a Vice President, Audit Manager in Cyber Security for a well-known worldwide bank, supporting the coverage of the bank's core Cybersecurity controls.She supports coverage in areas such as- Cyber Threat Fusion Center,- Data Loss Protection,- Security Information and Event Management,- Cryptographic Services, and- Network Security Management.Renita also works as a Cybersecurity and Information Systems Adjunct Professor at Maryville University and Harris Stowe State University, teaching the; Cyber Law, Policy and Compliance, Security Information and Event Management, Introduction to Information Security, Applied Programming - Python and Systems Analysis and Design courses.

SilviCast
S.5 Ep.5 An Old-New Idea: Cluster Planting

SilviCast

Play Episode Listen Later May 1, 2024 64:04


 It pays to be observant! Ogijewski, a forest scientist working in Russia in the early 1900s observed that oaks sometimes regenerated in small clusters where wild boars disturb the forest floor. From this simple observation he developed a reforestation method called cluster planting, the planting trees or seeds in tightly-spaced, small functional groups. The method caught on in Europe and is now practiced as a way to decrease planting costs and restore stand diversity. In this episode of SilviCast we explore the practice of cluster planting with Dr. Somidh Saha from the Institute of Technology Assessment and Systems Analysis in Karlsruhe, Germany.  To earn CEU/CFE credits, learn more, or interact with SilviCast, visit the uwsp.edu/SilviCast.

TEK or DIE
Are Tech Job Influencers Lying To You?

TEK or DIE

Play Episode Listen Later Apr 22, 2024 64:31


Renita and I had a blunt discussion about what to look out for when evaluating a course offered by a tech job influencer. We discussed our perspectives on what we uncovered during our research for this episode. We also discussed some trustworthy courses and programs if you are looking for training.  You can reach out to either one of us at https://www.tekordie.com/contact/ if you have any questions, comments, etc. Renita Rhodes is a Vice President, Audit Manager in Cyber Security for a well-known worldwide bank, supporting the coverage of the bank's core Cybersecurity controls. She supports coverage in areas such as - Cyber Threat Fusion Center, - Data Loss Protection,- Security Information and Event Management, - Cryptographic Services, and - Network Security Management.Renita also works as a Cybersecurity and Information Systems Adjunct Professor at Maryville University and Harris Stowe State University, teaching the; Cyber Law, Policy and Compliance, Security Information and Event Management, Introduction to Information Security, Applied Programming - Python and Systems Analysis and Design courses.

Business Chop
It's the Holidays, Unplug with Audrey Wiggins

Business Chop

Play Episode Listen Later Dec 26, 2023 5:18


Save the DateSaturday, January 20, 2024“Elevating the ‘U' In Entrepreneur”Topics include:LinkedInCommunications Health and wellness Technology Video content creation Monetizing your content Starting a business and more!Advance registration $47 via  paypal.me/altogethermarketingDetails and links will come later Open registration $67 Buzzsprout - Let's get your podcast launched! Start for FREEDesignrr Get Instant Transcripts from your Podcast, Video, or Webinar Riverside.fm Professional Remote Content Creation StudioAltogether Domains, Hosting and More Bringing your business online - domain names, web design, branded email, security, hosting and more.Digital Business Cards Let's speed up your follow up. Get a digital business card.Small Business Legal Services Your Small Business Legal Plan can help with any business legal matter.Get Quality Podcast Guests Now Keep your podcast schedule filled with quality guests from PodMatch.Disclaimer: This post contains affiliate links. If you make a purchase, I may receive a commission at no extra cost to you.Support the showPlease Rate & ReviewVisit Altogether Marketing LLC

Embrace Your Power
Take Up Space - Guest: Terrilynn Million Short [Ep 121]

Embrace Your Power

Play Episode Listen Later Aug 3, 2023 80:54


In this episode, Terrilynn Short provides valuable insights into her successful career journey, the importance of authenticity and curiosity, and how embracing failure can lead to growth. She also emphasizes the significance of being open to opportunities, being true to oneself, and building trust within teams. Additionally, Terrilynn shares her experiences of navigating cultural dynamics and the importance of positive intentions when interacting with people from different backgrounds. Now, let's get into it. Terrilynn Short is a Divisional Chief Executive in Halma plc's Environmental & Analysis Sector. She is the chairperson for a portfolio of Halma's water and optical analysis companies. In this role she focuses on both organic and acquisitive growth. Prior to joining Halma, Terrilynn was a Vice President and General Manager at SPX Technologies with P&L responsibility for the Marley Heating division. She led the go-to-market and new product strategy as well as operational improvements to deepen customer relationships to accelerate growth. She previously worked at ITW where she led the Global Solder Materials business unit for the Kester division. She had global P&L responsibility with operations and employees in North America, Europe, and Asia-Pacific. She helped transform the approach to key account management and product innovation supported by an optimized global operations capability and footprint. Prior to ITW, Terrilynn led the Kenmore laundry and dishwasher businesses at Sears. She oversaw the reinvention of Kenmore brand across all touchpoints from positioning to logo to product design to packaging to go-to-market. This included launching award-winning products across all major categories and a trailblazing social and mobile marketing campaign and an award-winning advertising campaign. Prior to joining Sears, Terrilynn was a consultant in the Boston Consulting Group's Chicago office, where she was a member of the Consumer and Retail Practice Area. She has also been a Brand Manager at Yahoo! And, she was formerly an investment banker at Lehman Brothers and an investment analyst at St. Paul Travelers. She has an MBA from the Stanford Graduate School of Business, and a B.S. in Systems Analysis from Miami University. She lives in the Chicago area with her husband and two sons. Key discussion points from this episode include: Introduction - 8:54 I Can & I Will - 15:21 Representation - 29:34 Leadership Across Cultures - 33:47 Empowering Moment - 57:47 LLH Questions - 1:10:41 Connect With Denise: https://linktr.ee/denisetaylorlive Website: www.denisetaylor.live Facebook: Denise Taylor, Instagram: @denisetaylor.live Connect with Terrilynn: @terrilynn_short https://www.linkedin.com/in/terrilynnshort/  https://www.facebook.com/terrilynn.short  Takeaways: “Recognizing that each step in your career, whether it's a sideways step or an upward or backward or lateral or whichever direction you're going, is an opportunity to learn and to keep building skills that you can take with you anywhere in your career.“ - Terrilynn Short “Failure is how we learn. Failure is how we innovate. Failure is how we drive change. There's nothing that you can do without failing.“ - Terrilynn Short “As black professional women, sometimes this journey can be lonely.” - Denise Taylor  Life, Love and Happiness Wisdom Questions and Answers: What is your life wisdom?  “It's going to be okay and you will survive this” What's your love wisdom?  “Give it freely.” What is your happiness wisdom?  “The source of happiness or joy comes from gratitude.”  ********** Want to connect with Denise? Book Your FREE Discovery Call at www.CallWithDenise.live Speaking Inquiries can be emailed to Denise@DeniseTaylor.live #whatinspiresme #bestadvice #careers #management #motivation #personalbranding #personaldevelopment #hiringandpromotion #innovation #technology #gender #feminism #professionalwomen #future #creativity #humanresources #goalgetter #achieveyourgoals --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/denisetaylorlive/message

SHIVA Be The Light
EP.1252 - Dr.SHIVA™ LIVE: What's Going on in France? A Conversation with a Truth Freedom Health® Warrior-Scholar™ In France - Systems Analysis.

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Jul 3, 2023 84:07


In this discussion, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, Scientist & Engineer, Candidate for US President, talks to James Richardson, a Truth Freedom Health® Warrior-Scholar in France, to give a systems analysis about what caused the ongoing riots in France, the origins of the riots, how this could have been prevented, the underlying causes which created the conditions for the riots, and solutions to be explored with a systems approach.

Radiate Wellness Podcast
Radiate Meaning with Vony Eichel

Radiate Wellness Podcast

Play Episode Listen Later Apr 25, 2023 36:30


Vony Eichel was born and bred in New York where she attended C.W.Post College of L.I.U., but lived all her adult life in London. She explored many careers; working as a Blue Badge Tour Guide, studied for the Stock Exchange and Finance Industry, Behavioural Psychology, Systems Analysis, but finally found her calling as an Exercise Therapist for the Elderly, Disabled, those with Special Needs and Psychiatric Ex-Offenders. "Angry at a God following the death of a sibling, Vony initially rejected religion. Eventually she realized that religion, science and philosophy are compatible; without investigating them all, the answer to a meaningful life would be incomplete." - An excerpt from the synopsis of her book, A Reason to Carry On. Learn more about A Reason to Carry On here. Vony's passions are ballet and wild swimming and she lives on a beach in West Sussex, UK. Find out more about Christi Clemons Hoffman and the Radiate Wellness community here Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

TEK or DIE
$90K and Remote? So, What DOES An Information Security Analyst Do?

TEK or DIE

Play Episode Listen Later Apr 8, 2023 58:09


0:00 What is information security?3:50 Was the January 6th attack on the capitol a secret CYBER ATTACK?8:53 What does an Information Security analyst do?20:57 Network monitoring in Information Security: An example for job seekers26:51 Collaborating for security: A real-life example of teamwork within an organization33:37 What certifications can help you land an information security analyst job and a specific example of good cybersecurity job opportunity with a company that believes in diversity.50:10 A tricky cybersecurity interview question (and how to answer it)In this video, John and Renita dive deep into the role of an Information Security Analyst. They'll provide insights into the responsibilities of the job, the core skills you need to succeed in the role, and the certifications that will help you stand out in the job market. They'll also discuss who's currently hiring for remote Information Security Analyst positions and what kind of pay you can expect in this exciting field. Whether you're a seasoned professional or just starting out, this discussion is sure to provide valuable information for anyone interested in pursuing a career in information security. Don't miss out on this informative and engaging conversation. Error Note at the 34:18 mark. Instead of “White House”, I meant the “capitol”. Background Info:Renita Rhodes is a Lead Audit Manager-Information and Cyber Security for a well-known worldwide bank, supporting the coverage of the bank's core Cybersecurity controls. She supports coverage in areas such as - Cyber Threat Fusion Center, - Data Loss Protection,- Security Information and Event Management, - Cryptographic Services, and - Network Security Management.Renita also works as a Cybersecurity and Information Systems Adjunct Professor at Maryville University and Harris Stowe State University, teaching the; Cyber Law, Policy and Compliance, Security Information and Event Management, Introduction to Information Security, Applied Programming - Python and Systems Analysis and Design courses.If you got value out of this episode, subscribe to this channel and please share this conversation with someone who will benefit from it.

Grief 2 Growth
A Reason to Carry On: Reflections on Life's Challenges and Opportunities with Author Vony Eichel

Grief 2 Growth

Play Episode Listen Later Apr 4, 2023 63:42 Transcription Available


In this interview, I sit down with Vony Eichel, an American author, Exercise Therapist, and former Blue Badge tour guide, who has lived in London, England, for most of her adult life. Vony's diverse background includes studying for the Stock Exchange and Finance Industry and Behavioral Psychology and Systems Analysis before finding her calling as an Exercise Therapist for the elderly, disabled, those with special needs, and psychiatric ex-offenders.In her book, "A Reason to Carry On," Vony shares her reflections on life's challenges and opportunities, and in this interview, we discuss her book and a range of topics, including:The Reason Behind "A Reason to Carry On"When Two Policemen Arrive at Your DoorSeeing Ignorant, Love-Deprived Victims in Violent CriminalsCoping with the Death of a Spouse and Learning to Depend on OneselfFinding Wisdom in Our Most Formidable ChallengesThe Meaning and Purpose of LifeThe Importance of Exercise in Everyone's LifeWe also learn more about Vony's passion for ballet and gain insights into her unique perspective on life. Join me as we explore Vony's fascinating life journey and gain a new perspective on life's challenges and opportunities.If you'd like to support me financially, it's now super-easy. Visit https://www.grief2growth.com/subscribe You can pledge as little as $3/month. Of course, you can commit more.Premium subscribers will get access to periodic bonus episodes and the regular episodes you've come to expect from me.Thanks to all for listening. Thanks to you who share the podcast. And thanks to the financial contributors. I've been studying Near Death Experiences for many years now. I am 100% convinced they are real. In this short, free ebook, I not only explain why I believe NDEs are real, I share some of the universal secrets brought back by people who have had them.https://www.grief2growth.com/ndelessonsSupport the show

Sense of Soul Podcast
The Greatest Love of All

Sense of Soul Podcast

Play Episode Listen Later Mar 31, 2023 42:23


Today on Sense of Soul Podcast we have author Vony Eichel. She is the author of  “A Reason to Carry On: The Meaning of Life is Within Each of Us to Grasp.” . She was born and bred in New York where she attended C.W.Post College of L.I.U., but lived all her adult life in London. She explored many careers; working as a Blue Badge Tour Guide, studied for the Stock Exchange and Finance Industry, Behavioural Psychology and Systems Analysis. Vony finally found her calling as an Exercise Therapist for the elderly, disabled, those with special needs and psychiatric ex-offenders. Her passions are ballet and wild swimming. She now lives on a beach in Sussex.   To learn more about Vony Eichel, her work and her book, please visit: https://areasontocarryon.com/ Visit Sense of Soul at www.mysenseofsoul.com Do you want Ad Free episodes? Join our Sense of Soul Patreon, our community of seekers and lightworkers. Also recieve 50% off of Shanna's Soul Immersion experience as a Patreon member, monthly Sacred circles, Shanna mini series, Sense of Soul merch and more. https://www.patreon.com/senseofsoul Follow Sense of Soul Podcast on Social Media: https://www.facebook.com/SenseofSoulSOS

RadioEd
The Domino Effect: How and Why Banks Collapse

RadioEd

Play Episode Listen Later Mar 28, 2023 17:07


Bank runs no longer look like that scene from "It's a Wonderful Life." The modern version carries some of the same functional pieces, but how it looks is different.For this episode of RadioEd, Matt sits down with Maclyn Clouse of the Daniels College of Business to discuss the Silicon Valley Bank and Signature Bank collapses and how that banking crisis spread across oceans.Maclyn L. Clouse, PhD, is a professor of finance at the Reiman School of Finance in the Daniels College of Business at the University of Denver. The Reiman School is the premier school of financial management education in the Rocky Mountain Region, and its program provides a strong foundation in financial theory as well as practical application.Clouse's primary areas of teaching are corporate finance, microfinance, and investment banking. For 30 years, he taught the Finance courses in the Executive MBA program. In addition to his traditional graduate and undergraduate Finance classes, twice a year, he takes students to New York for the Organized Walk Down Wall Street course, which was first offered in 1991.In June of 2016 and 2017, he took students to Brussels and London for a Financial Capitals of the World class.He has also developed and presented customized financial management seminars for corporations such as US WEST, the Manville Corporation, Contel-IPC, Diner's Club, Coast RV, Northern Indiana Public Service Company, Toshiba, Kaiser Permanente, Vail Associates, New Century Energies, OMI Inc., Galileo, Intrado, Cenveo, and First Data Corporation.On many occasions, Clouse has been certified as an expert witness in court cases involving the valuation of businesses, small business management, and economic loss determination. Over three different time periods, he served Finance Department Chair/ Reiman School Director for a total of 25 years. He has a BA in Economics and Mathematics from Willamette University and an MBA in Operations and Systems Analysis as well as a PhD in Finance from the University of Washington.

You're Already Accepted: A Community Rewatch
YAA #33: Origins of vampire mythology & Virtual systems analysis

You're Already Accepted: A Community Rewatch

Play Episode Listen Later Mar 23, 2023 45:48


im bout to head out of town so a bunch of eps are bout to POP, [Maximum effort !!...flour & sugar !]

SHIVA Be The Light
EP.1183 - Dr.SHIVA LIVE: Red Sage and Lung Congestion. CytoSolve® Systems Analysis.

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Mar 22, 2023 48:27


In this discussion, Dr.SHIVA Ayyadurai, MIT Ph.D, Inventor of Email, provides a CytoSolve® molecular systems analysis of the effects of Red Sage on Lung Congestion. Dr.SHIVA is committed to health, education, and innovation.

TEK or DIE
Thriving as a Young Mother Working in a Male Dominated Field

TEK or DIE

Play Episode Listen Later Mar 4, 2023 22:01


Renita Rhodes talks about how she was able to balance being a mom with a young child, while pursuing a successful career in cybersecurity. Despite facing several challenges such as not having an official mentor, she remained determined to succeed in a field dominated by men.As a result of her efforts, Renita found a way to balance motherhood and a successful career in tech. If you're in a similar situation as Renita was (trying to raise a family while pursuing a career in tech), then this episode is a must-listen for inspiration and motivation.Listen as she discusses her journey, her strategies for juggling family responsibilities, and her inspiring message and tips for women looking to break into tech. Background Info:Renita is a Lead Audit Manager-Information and Cyber Security for a well-known worldwide bank, supporting the coverage of the bank's core Cybersecurity controls. She supports coverage in areas such as - Cyber Threat Fusion Center, - Data Loss Protection,- Security Information and Event Management, - Cryptographic Services, and - Network Security Management.Renita also works as a Cybersecurity and Information Systems Adjunct Professor at Maryville University and Harris Stowe State University, teaching the; Cyber Law, Policy and Compliance, Security Information and Event Management, Introduction to Information Security, Applied Programming - Python and Systems Analysis and Design courses.If you got value out of this episode, subscribe to this channel and please share this conversation with someone who will benefit from it. 

A Quest for Well-Being
Is There More To Life Than We Can See?

A Quest for Well-Being

Play Episode Listen Later Feb 25, 2023 46:27


— “When you experience life with people at the survival level, it opens your horizons and touches your heart, not just to be grateful for your own privileged life, but sparks wonder about the bigger picture. I was inspired to dig more deeply and began to attend Bible studies.  I looked at people I was meeting everyday with different eyes and began questioning the meaning of their lives and how they wound up where they were and if their lives could have been different. Were they like the old me? Had they missed that inner voice, and not followed their hearts? Were there too traumatised by their childhoods, or pre-programmed to pursue the path they chose.  Were they too stuck in their past to believe in a different future?  What about people who are born mentally or physically handicapped?  Is there more to life than we can see?  ~~~ Vony Valeria interviews Vony Eichel — She is the author of  “A Reason to Carry On: The Meaning of Life is Within Each of Us to Grasp.” Vony Eichel was born in New York where she attended C.W.Post College of L.I.U but lived all her adult life in London, England. She has explored many careers, working as a Blue Badge tour guide, studied for the Stock Exchange and Finance Industry, as well as Behavioural Psychology and Systems Analysis.  She finally found her calling as an Exercise Therapist for the elderly, disabled, those with special needs and psychiatric ex-offenders. Her passions are ballet and wild swimming. She now lives on a beach in Sussex.    To learn more about Vony Eichel and her work, please visit: areasontocarryon.com                 — This podcast is a quest for well-being, a quest for a meaningful life through the exploration of fundamental truths, enlightening ideas, insights on physical, mental, and spiritual health. The inspiration is Love. The aspiration is to awaken new ways of thinking that can lead us to a new way of being, being well. 

TEK or DIE
Keep It 100: Are There Cybersecurity Jobs For People With No Experience?

TEK or DIE

Play Episode Listen Later Feb 25, 2023 13:39


Renita Rhodes stops by to share her insights on how you can enter the Cybersecurity field without a lot of professional experience. Our conversation hovered on a topic that tends to generate a lot of debate: Are There Cybersecurity Jobs For People With No Experience?0:00 Renita's says don't do "this" when trying to transition into Cybersecurity.2:10 One less talked about way Renita recommends to get into Cybersecurity.6:22 A couple of non-technical Cybersecurity jobs to keep in mind.10:02 These dogs ain't loyal!

Acquisition Talk
Programmed to Fail - 3. Systems Analysis

Acquisition Talk

Play Episode Listen Later Feb 9, 2023 49:26


Welcome to a special series on the acquisition talk podcast that gives you an audiobook tour of my research project titled, Programmed to Fail: The Rise of Central Planning in Defense Acquisition 1945 to 1975. I'm Eric Lofgren of the Baroni Center for Government Contracting at George Mason University. You can find this book for free and over 1,300 blog posts on my website, AcquisitionTalk.com. In this third episode, we look at the 1950s debates over how weapons development should proceed. The listener will find strong parallels to the modern debates over waterfall vs. agile development practices. Weapons development in the 1940s and 50s followed an agile method of iterative and incremental decisions made by small, empowered teams. Yet this practice became supplanted by the belief that iteration and competitive developments revealed a failure to plan, and that planning could relieve all uncertainties in weapons development. As you listen to the story, consider how weapons today are expected to proceed linearly from science, to prototyping, to full scale development, production, then operations and sustainment. There is little or no room for feedback mechanisms and learning. However, another important aspect of software today is not just agile development, but continuous development and deployment of capability in what is called devops. The lines between development and production are not as clear today as they were presented in the hardware-oriented world of the 1950s. Listen in on our third chapter of the Programmed to Fail story, this time focusing of the emerging religion of systems analysis, a religion which continues to pervade the defense acquisition system 70 years later. This podcast was produced by Eric Lofgren. You can follow me on Twitter @AcqTalk and find more information at AcquisitionTalk.com

TEK or DIE
Stop Working at a Job You Hate: How to Switch into the Tech Industry

TEK or DIE

Play Episode Listen Later Jan 28, 2023 19:11


If you're feeling stuck at a toxic job and are considering making a career change to the tech industry, know that you're not alone. Many people find themselves in similar situations, and the good news is that making the switch is possible. Renita Rhodes stops by for a discussion about switching into the tech industry. Renita is a Lead Audit Manager-Information and Cyber Security for a well-known worldwide bank, supporting the coverage of the bank's core Cybersecurity controls. She supports coverage in areas such as Cyber Threat Fusion Center,  Data Loss Protection, Security Information and Event Management, Cryptographic Services, and Network Security Management. Renita also works as a Cybersecurity and Information Systems Adjunct Professor at Maryville University and Harris Stowe State University, teaching the; Cyber Law, Policy and Compliance, Security Information and Event Management, Introduction to Information Security, Applied Programming - Python and Systems Analysis and Design courses. 0:00 Renita discusses her day as a bank security leader and adjunct professor 5:05 How to start figuring out where you want to be in tech 9:30 What about apprenticeships? Do they work? 10:25 Is the healthcare industry THAT toxic! 13:35 What's Renita's major concern? (She's not the only one that feels this way)

Through the Gray
Ashok Deb: Conflict, Collaboration, and the C word.

Through the Gray

Play Episode Listen Later Jan 15, 2023 63:30


Deb grew up playing GI Joe and watching his Dad serve in the Army. Deb learned to succeed in periods of conflict as a cadet and as a junior signal officer and excelled in areas of collaboration where he could leverage his intelligence and interpersonal skills. Deb was able to support strategic level communications from his positions in Germany and Ft. Bragg early in his career, and transitioned to Operations Research and Systems Analysis after Signal Company Command. It was at West Point as an Instructor and at the Pentagon influencing budget appropriations where Deb excelled. The Army doubled down on their investment in Deb and sent him to USC where he earned his PhD in Computer Science Everything was going his way until…. it wasn't. This is his story. --- Support this podcast: https://anchor.fm/joe-harrison0/support

SHIVA Be The Light
EP.1151 - Dr.SHIVA LIVE: ELON MUSK = AOC = ELIZABETH WARREN = CARBON TAX = $$$$ for THEM

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Dec 20, 2022 74:09


In this discussion, Dr. SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, provides a SYSTEMS ANALYSIS of the common thread between Elon Musk, AOC, Elizabeth Warren, IPCC - based on a quasi-religion of carbon taxing to subjugate every human on the planet. Elon Musk serves the interests of the elites to sheeple conservatives in the FOLD.

SHIVA Be The Light
EP.1150 - Dr.SHIVA LIVE: This is WHY Lazy People Need False Gods, Lies and Half-Truths. A SYSTEMS ANALYSIS.

SHIVA Be The Light

Play Episode Listen Later Dec 17, 2022 65:36


In this discussion, Dr. SHIVA Ayyadurai, MIT PhD, Inventor of Email, provides a SYSTEMS ANALYSIS of why LAZY people need false gods, lies and half-truths, so they can justify not DOING ANYTHING. In the context of all the events concerning the attack on Free Speech by the ever-expanding Censorship & Surveillance State this understanding becomes essential to building the movemnt for #TruthFreedomHealth.

Ignite Your Spark
IGNITE with Dr. Brook and heal your body with Dynamic Systems Analysis

Ignite Your Spark

Play Episode Listen Later Nov 8, 2022 37:16


Today my conversation is with Dr. Book Sheehan, a healer whom I have been working with for the past 6 months. Dr. Brook is a chiropractor and Dynamic Systems Analysis Practitioner. Dr. Brook comes from a long line of medical practitioners, however it took her some time to realize this field was also for her.Diagnosed with mild Cerebral Palsey at birth, Dr. Brook ran the story in her head, that she could not be a Doctor. So many of us are patterned to believe we can or cannot do things.  Fortunately Dr. Brook found a chiropractor when she was pregnant with her child, who saw light in her and encouraged her to use her innate gifts to get a Chiropractic degree.From healing her migraines to giving birth to a healthy baby, Dr. Brook knew she could also help others, as she had been helped. With a toddler at home, leaving her accounting world, she went to Chiropractic school and furthered her studies with Dynamic Systems Analysis.Dr. Brook shares her story, and enlightens us about what DSA is. Each of us has a unique body that changes on a daily basis. She helps her clients identify what their body needs at any given time.  We also get a small exercise that can help us each make our own intuitive choices on what is right for our body.Dr. Brook has helped me immensely on my own healing journey. For more info she can be found here.https://drbrooksheehan.com/https://www.instagram.com/drbrooksheehan/Kim:https://www.kimduffselby.com/https://www.instagram.com/kimduffselby/

The Hop-Ons Podcast: An Arrested Development/Twin Peaks/Community Podcast

The Hop-Ons Podcast is an Arrested Development/Twin Peaks/Community review show.  Support the podcast by becoming a patron through Patreon.  Buy merchandise at our Threadless page. The Hop-Ons Podcast is produced by Nice Marmot Productions with assistance from The Cluttered Desk Podcast. If you have thoughts on this episode, we'd love to hear them! Email us at hoponspod@gmail.com or find us on Twitter @HopOnsPodcast. Jon's production company, Nice Marmot Productions, has an amazing YouTube Page and he's on Twitter @marmotjon. Jon's podcast, Big Arms Podcast, is available here through Apple Podcasts. Jon's new podcast, Ride Along, is available here through Apple Podcasts. The Cluttered Desk Podcast is available here through Apple Podcasts, on Twitter @TheCDPodcast, and on Facebook. Colin is also on Twitter @ColinAshleyCox. We would like to thank Perry Ritter for creating the Hop-Ons logo for Season 2. You can find Perry on Twitter @pritter1492 and you can email him at thisismybourbonshop@gmail.com. Finally, we would like to thank Test Dream for providing The Hop-Ons Podcast's theme music. You can find Test Dream at their website, testdream.bandcamp.com, on Facebook, and on Twitter @testdream.

community virtual ride along threadless systems analysis test dream cluttered desk podcast hop ons podcast nice marmot productions
Be Mpowered
Feeding the Bottom Line 5 - Systems Analysis: Meal Counts & More

Be Mpowered

Play Episode Listen Later Sep 29, 2022 11:06


Explore the financial impact of other systems, including meal counts, snacks, supplements, and theft.

Post Show Recaps: LIVE TV & Movie Podcasts with Rob Cesternino
Community Building Season 3 Episode 16, ‘Virtual Systems Analysis'

Post Show Recaps: LIVE TV & Movie Podcasts with Rob Cesternino

Play Episode Listen Later Sep 3, 2022 77:37


This week, Jess and Josh invite special guest, Gabby Pascuzzi (@GabbyPascuzzi) on to chat about season 3 episode 15, ‘Virtual Systems Analysis.' The post Community Building Season 3 Episode 16, ‘Virtual Systems Analysis' appeared first on PostShowRecaps.com.

Community Building
Community Building Season 3 Episode 16, ‘Virtual Systems Analysis'

Community Building

Play Episode Listen Later Sep 3, 2022 77:37


This week, Jess and Josh invite special guest, Gabby Pascuzzi (@GabbyPascuzzi) on to chat about season 3 episode 15, ‘Virtual Systems Analysis.' The post Community Building Season 3 Episode 16, ‘Virtual Systems Analysis' appeared first on PostShowRecaps.com.

How to PhD Podcast
Why a systems analysis role might be what you are looking for ✨ technical roles post academia

How to PhD Podcast

Play Episode Listen Later Aug 10, 2022 25:50


In this episode I cover what it means to be a systems analyst and share from my personal experience spanning three jobs post academia. A systems analysis role is 1) problem solving 2) big picture architecting of how to solve a problem backed by technical analysis 3) not focused on building tools for other users but rather leveraging existing tools and using them for your analysis and only building a tool from scratch if it is needed and in a way where you will be the main user of it 4) making PowerPoint slides on your analysis and presenting this work and spending time understanding how best to communicate through this and for the right audience etc 5) communication with team members or across organizations to do due diligence on what's been done already so much like literature review before embarking on original research work. This type of role has lots of parallels with academic research and transferable skills from scholarly work would be very useful here. --- This episode is sponsored by · Anchor: The easiest way to make a podcast. https://anchor.fm/app Support this podcast: https://anchor.fm/oindreebee/support

Greendale Human Podcasters
Virtual Systems Analysis

Greendale Human Podcasters

Play Episode Listen Later Aug 7, 2022 81:53


 The guys back together from their trip to the carnival with a new episode.This week we are recapping S03E16 Virtual Systems Analysis, with an episode in where Annie plays matchmaker with Troy and Britta, but this doesn't sit well with Abed, so he plays this out in the dreamatorium with Annie until she adjusts the settings....Tune in for the full episode breakdown as well as some of your favourite Old White Man Says, Brad's Pick Of The Week, and Matts's Red Card!Make sure to follow us on all our socials,@GdaleHumanPod on both Twitter and Instagram, or Greendale Human Podcasters on Facebook. 

The Platform Journey
5: Tom Shea, OneStream Software CEO: The Platform Evolution

The Platform Journey

Play Episode Listen Later Jun 23, 2022 42:09


Tom and Avanish kick off the session focusing on what it means to build a platform, and a partner ecosystem around that platform. Then, they dig into where Tom is on the platform journey. He's been building OneStream for some time and it has grown amazingly well, with a marketplace of over 50 solutions and over 200 partners. They cover… Driving towards constant improvement and platform dependency (7:23)What the true definition of “platform” is and the necessary mindset to achieve platform status (9:27)Recognizing the right patterns early on in the platform journey (15:25)Separating platform thinking from traditional product thinking (17:00)The biggest roadblocks for platform building (19:10)The evolution of cloud ecosystems over the last several years (28:09)Guest: Tom SheaTom is an original founder of OneStream Software™, an original architect of OneStream, and serves as CEO of the company.  He is passionate when it comes to delivering value, success, and support. Tom's vision is to change the entire CPM ecosystem with a solution that combines power and flexibility with ease of use, deployment, and maintenance. Prior to OneStream, Tom was an original founder of UpStream Software in January of 2000 where he invented and architected UpStream TB and later UpStream WebLink. These products pioneered a new space called Financial Data Quality and achieved a better way to manage data quality for Hyperion products by providing a packaged product (UpStream/FDM) every company could use. Tom is a graduate of Oakland University, where he earned his BS in Accounting and Finance as well as an MBA in Systems Analysis and Design.Host: Avanish SahaiAvanish Sahai is a Tidemark Fellow and has served as a Board Member of Hubspot since April 2018. Previously, Avanish served as the vice president, ISV and Apps partner ecosystem of Google from 2019 until 2021. From 2016 to 2019, he served as the global vice president, ISV and Technology alliances at ServiceNow.  From 2014 to 2015, he was the senior vice president and chief product officer at Demandbase.  Prior to Demandbase, Avanish built and led the Appexchange platform ecosystem team at Salesforce, and was an executive at Oracle and McKinsey & Company, as well as various early-to-mid stage startups in Silicon Valley.About TidemarkTidemark is a venture capital firm, foundation, and community built to serve category-leading technology companies as they scale.  Tidemark was founded in 2021 by David Yuan, who has been investing, advising, and building technology companies for over 20 years.  Learn more at www.tidemarkcap.com.LinksFollow our guest, Tom SheaFollow our host, Avanish SahaiLearn more about TidemarkYou can find the full transcript here. 

Living Life... Like It Matters Podcast

Do your actions affect others? Are your choices impacting others? If you answered NO, to either of those questions, then you have probably caused much damage in your world, or the world of those who share your world. Do you understand for every reaction, there is an equal and opposite reaction? Newton’s third law of motion has proven the test of time since he first stated it in 1686. Our actions, our choices, have an effect on others. We are all part of the HUMAN SYSTEM. Today on Like It Matters Radio Mr. Black is going to talk about the interconnectivity of a system. The ‘Supply Chain’ is a system! A system is defined as a set of things working together as parts of a mechanism or interconnected network. As a human race our actions, choices and Decisions have a ripple effect on others. It was famous writer John Donne in his Mediation no. 17 who penned the prose, “No Man is an Island Entire of Itself.” In other words we were not made to be alone, we are part of a system called humanity. Our actions have an effect on others. Many of us live in our own world, thinking our Words, Actions, Thoughts, Character and Habits are solely ours and have a limited, or no-effect, on our world, on our system. All systems need to be regularly analyzed in order to define its goals or purposes and to discover operations and procedures for accomplishing them most efficiently. Today we want to take a peek behind the scenes and talk to the crisis within the Supply Chain. There is so much misinformation, today we will show how it is one system, dependent on many intertwined factors. Tune into Like It Matters Radio, for an hour of power as Mr. Black will be joined by a guest who is a graduate and a leader in the field of manufacturing to pull back the curtain and do a: Systems Analysis. Subscribe and follow our Podcasts and build the pattern for; Living Life Like It Matters. Be sure to Like and Follow us on our facebook page. If you enjoy the show, please tell a friend or two, or three about it. If you are able to leave an honest rating and, or, review it would be appreciated.See omnystudio.com/listener for privacy information.

#MyInvestingStory
EP: 52 - #MyInvestingStory With Yohlaunda Battle

#MyInvestingStory

Play Episode Listen Later Aug 10, 2021 68:30


#MyInvestingStory showcases the Investing Story of Successful Long-term Investors, who are everyday people. Ann and Ionnie McNeill, are both Lifetime Members and Volunteers of BetterInvesting, a non-profit specializing in Investment Education for Individuals and Investment Clubs. Each week we interview a Special Guest, shining light on their investing story, lessons learned, words of wisdom and resources to aid you in starting your investing journey. Yohlaunda Battle graduated from Miami University of Ohio with a BS in Systems Analysis. She is an IT professional currently working as a business systems analyst and IT trainer at a dialysis company. She loves Jesus and serves as a women's bible study facilitator at her church. She is a current member of Model Wheeler Investment Club (MaWDIC) and a past member of Living Room Learning Investment Club (LRL), both of which are part of Better Investing, and serves as a director with BI Northeast Ohio Chapter. She is married with no children. While she has always been pretty good at managing her money and savings, she became an investor in her 20s by investing in her company's 401k plan as soon as she became eligible. After her first job change, she attended a financial workshop at a local church and signed up with a financial planner, Darrell Claytor whom she still works with today. In her early 40's, she joined her first investment club and decided to take a more proactive approach by investing her savings in the stock market. Her goal is to retire early and securely. She would like to focus her time on ministry, travel, and pursuing her hobbies (skiing and biking) in retirement. -- Try a 90-day Free Trial with BetterInvesting: https://bit.ly/BI90DayFreeTrial Grab a copy of “The Baby Billionaire's Guide to Investing: Building Wealth at an Early Age” The hashtag for the podcast is #MyInvestingStory Make sure to follow us on Social Media: Facebook: @BetterInvestingSFL Instagram: @BetterInvestingSFL Linkedin: @BetterInvestingSouthFlorida Twitter: @BI_SEFL

The Long Distance Love Bombs Podcast
110: Tyreek Moore - How do you author your own life story?

The Long Distance Love Bombs Podcast

Play Episode Listen Later Feb 17, 2021 50:02


Tyreek Moore has over 20 years of management and business experience in both the federal and private sectors. Tyreek has worked with government agencies, large commercial companies, colleges, K12 schools, and community organizations. In 2006 Tyreek founded Absolutions IT, LLC, an information technology consulting firm dedicated to providing incredible solutions and customer service to public and private sector clients. In 2011 he officially expanded the firm's service catalog to include instructional technology consulting services with the goal of helping learning institutions leverage their technology investment to increase the engagement opportunities for its students. Tyreek earned his Bachelor of Science degree in Computer Science from Boston University and his Master of Education degree from Harvard University. As a professor at Monroe College, he has taught courses in Entrepreneurship, Project Management, Principles of Management, Systems Analysis and Design, Social Media Marketing, Website Marketing, and Implementation and Sports Management. Currently working with Handel Group, one of the leading executive and life coaching firms, he is an executive in their Sports division specializing in coaching individuals and teams to produce extraordinary results. He believes happiness trumps all things in life, and that a positive perspective and dedication to embracing the journey more than the destination is paramount to achieving fulfillment. Ready for a REALITY CHECK? Take the Current Reality Quiz from Tyreek Moore at Handel Group. It breaks your life out into different areas to help you figure out what needs attention, love, and a figurative swift kick. This quiz is the first step in truly designing your dream life. Get started at: http://bit.ly/longdistancelovebombs-crq Stay connected with Ty and the Handel Group: Connect with Ty on LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/tyreek-moore-aa52bb4 Follow Ty on Instagram: https://www.instagram.com/executive_coach_ty Talk to a coach and see if Handel Group coaching options are right for you: http://bit.ly/longdistancelovebombs-crq Follow the Handel Group on Facebook here: https://www.facebook.com/HGLifeCoaching Follow the Handel Group on Instagram here: https://www.instagram.com/handelgroup _____________________________________________ Follow me on Instagram @LongDistanceLoveBombs: https://www.instagram.com/longdistancelovebombs Each week, I share a personal story as well as my favorite books, tunes, articles, and ideas. Sign up for my weekly newsletter here: http://eepurl.com/T0l91. It's easy and takes five seconds. Check out a list of 100 of my favorite books here, including many my guests have written and recommend reading: https://www.amazon.com/shop/longdistancelovebombs --- Send in a voice message: https://anchor.fm/longdistancelovebombs/message