POPULARITY
Émission du 10 Juin 2026, Mayday chez les CorsesLe port d'Ajaccio bloqué par les marins-pêcheurs, un micro-reportage sur le pont par LuigiI Francesi Fora ! Des tags et des stéréotypes, un dialogue de Luigi et de NaméDes statues-menhir, des fouilles archéologiques et des histoires de nationalisme, un reportage de Luigi à FilitosaUne île longtemps restée pauvre, un texte de KediAleria, la formation du FLNC et le plasticage des spéculateurs, un billet de LuigiLes crimes fratricides des années 90, du sang et des cadavres par Le Frigo, Namé et LuigiRetour chez Francis, entretien dans la paillote par LuigiLa réserve de Scandola, les luttes indépendantistes et la mafia, un entretien avec un guide par LuigiAvec aussi plusieurs lectures de « Nord Sentinelle » de Jérôme Ferrari, Acte Sud, 2024Un titre de musique a été enregistré dans le restaurant le Robinson à Porto, petit port au fond du golfe du même nom.Le générique de fin est repris à Lucie Antunes
▶ Monte le Son, le podcast # 116 Ce nouvel épisode du podcast des passionnés de musique est l'occasion de découvrir un univers professionnel méconnu : le métier de tourneur. Essentiel à la dimension live de la musique, le tourneur participe à la création des spectacles avec l'artiste, produit les shows, trouve des dates (booking), organise des tournées, assure la communication et la billetterie des concerts, etc. Il est au cœur de l'écosystème musical, et est donc un partenaire privilégié des artistes, des labels et des techniciens de la musique. Pour comprendre ce métier, ses acteurs, et ses enjeux, Salman et Daz ont convié deux professionnels aguerris : Simon Nodet et Alice Pourcher. Simon est le directeur de W Spectacle et W Live, les divisions booking, production de concerts & spectacle du groupe Wagram Stories. Avec ses équipes, il accompagne des artistes comme Pierre de Maere, Solann Suzane, Bertrand Belin, Tiken Jah Fakoly, Olafur Arnalds, Julien Granel, Bigaranx, ou encore Miel de Montagne. Alice, elle, est directrice du booking chez Caramba Culture Live. Cette société de production de concert existe depuis plus de 20 ans, et travaille aujourd'hui avec Grand Corps Malade, Asfar Shamsi, Ben PLG, Ben Mazué, Véronique Sanson, Infinit, Makala, Keziah Jones, ou encore Lucie Antunes. N'hésitez pas à naviguer entre les chapitres en fonction de vos intérêts ! ▶ Sommaire : 00:00 Introduction 02:12 Présentation d'Alice Pourcher 04:38 Présentation de Simon Nodet 09:34 Les bases du métier de tourneur (producteur, agent, booker, etc.) 20:52 Qui peut faire appel à un tourneur, et comment le faire ? 33:31 Un métier « sur mesure » 45:15 Contrats, finance, et réseau 1:01:06 Live Nation et AEG, les majors et l'indépendance 1:13:54 Les festivals, un business à part 1:19:13 L'actionnariat des salles de spectacle 1:23:10 Communication, data et subventions 1:47:41 La relation entre le label et la producteur de spectacle 1:51:42 Quand les tourneurs s'éloignent de la musique 1:56:18 Quel timing pour prévoir des gros concerts ? 2:00:17 Le défi environnemental 2:10:49 Le défi sociale 2:22:31 Actu de Caramba et W Spectacle, et souhait pour l'avenir 2:28:47 Recommandations Technique : La Bouclette Montage : François Brétéché :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ▶ La playlist des reco : https://open.spotify.com/playlist/39BlEIIxhGNmUfNkjkNY6M?si=21ab521b99e548fb (les autres plateformes arrivent bientôt) ▶ Le répondeur : https://www.speakpipe.com/MonteLeSon_Podcast
Ils se sont rencontrés au conservatoire de jazz, ont joué avec Malvina, Lucie Antunes et Mehdi Kerkouche mais ce qui les fait kiffer c'est de jouer de la techno, oui, mais avec une batterie et un violon. Et pourquoi pas… sur le nouvel EP qui sort vendredi, le duo poursuit son exploration d'une techno intense mais généreuse, une techno qui sent la sueur et l'extase, une techno urgente et brûlante qu'aujourd'hui ils nous font le plaisir de donner en live en direct depuis la Folie L1 du Parc de la Villette.
durée : 00:05:08 - Le 13/14 - par : Julien Baldacchino - La compositrice et multi-instrumentiste Lucie Antunes prépare la sortie de son nouvel album, dont le premier extrait "Silence" sort ce mardi 14 avril. Avant d'être cet été au Grand Palais et au Festival d'Avignon, elle raconte le lien qui la lie à cette symphonie de Beethoven. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
A 80ª edição do Festival de Avignon decorre de 4 a 25 de Julho e tem, no cartaz, um enorme ponto de interrogação para destacar a importância de questionar o mundo através da arte. O tema acabou por surgir "de uma forma bastante livre", conta Tiago Rodrigues, o director do festival, que apresentou, esta quinta-feira, a programação no Théâtre du Rond-Point, em Paris. Foi aí que conversámos com o encenador e dramaturgo português sobre os nomes que preenchem uma edição em que, mais do que nunca, “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”. Tiago Rodrigues é o artista português que dirige um dos mais prestigiados festivais de teatro do mundo e que este ano cumpre a 80ª edição. Desta vez, a linha de força de Avignon está estampada no cartaz do evento: de um fundo amarelo solar sobressai um enorme ponto de interrogação. A força das dúvidas e dos questionamentos talvez seja a chave para entrar no espírito de Avignon, a cidade-teatro que abre portas para o mundo durante os dias do festival. Tiago Rodrigues assume que “o questionamento” acabou por se impor como um tema natural desta edição porque todos os espectáculos e eventos programados deixam no ar perguntas que são antídotos contra as “respostas simplistas” que “criam a violência” dos tempos que correm. O encenador e dramaturgo sublinha que juntar pessoas no mesmo espaço para fazerem perguntas através da arte “é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro”. Talvez por isso, o teatro é hoje ainda mais urgente e “claro que não está em vias de extinção”, avisa. Aos comandos do festival desde 2023 e reconduzido para um segundo mandato até 2030, Tiago Rodrigues alerta que “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”, exemplificando com o medo que o assola quando vê artistas como o libanês Ali Chahrour a viver sob bombardeamentos em Beirute. Mas vamos à programação do festival, que divulgámos esta quarta-feira depois da apresentação no espaço La FabricA, em Avignon. Um dia depois, Tiago Rodrigues foi ao Théâtre du Rond-Point, em Paris, para a conferência de imprensa do lançamento desta edição e a RFI teve a oportunidade de falar com ele. Começámos por abordar os nomes lusófonos e o director do festival apontou, desde logo, a artista brasileira Carolina Bianchi como “a grande revelação nos últimos anos no teatro mundial”, lembrando que ela foi a grande aposta de Avignon em 2023 (o primeiro ano programado por Tiago Rodrigues). A encenadora, actriz e escritora vai estrear em Avignon o terceiro capítulo da trilogia "Cadela Força", três anos depois de ali ter apresentado o primeiro capítulo, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, que ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Por outro lado, haverá dois dias de maratona teatral de 10 horas em que as três peças poderão ser vistas de seguida: “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. Sobre os também brasileiros Christiane Jatahy e Wagner Moura, que vão apresentar “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, Tiago Rodrigues lembra que “Christiane Jatahy é uma artista muito amada pelo público do festival” e que, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, “neste momento, o actor brasileiro mais conhecido no mundo” e que regressa ao teatro 16 anos depois “com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor”. Nesta edição, acabam por ser poucos os artistas lusófonos, mas fica a promessa que, depois de portugueses, cabo-verdianos e brasileiros terem estado em edições anteriores, “os artistas moçambicanos, angolanos e guineenses” também merecem ter o seu palco em Avignon. Continuando o seu projecto de convidar línguas para o festival, depois do inglês, espanhol e árabe, Tiago Rodrigues justifica a escolha, este ano, da língua coreana como “uma vontade de viajar até longe”. Daí que um quarto da programação seja constituída por artistas da Coreia do Sul e uma das convidadas de honra, que inspira dois espectáculos, é a Nobel da Literatura Han Kang. De resto, mais de metade dos projectos são dominados por artistas mulheres com “propostas absolutamente extraordinárias”. Na entrevista, o director do Festival de Avignon mostrou-se, ainda, muito “preocupado com o que está a acontecer em Portugal, nomeadamente em Lisboa”, algo que descreveu como “uma espécie de cerco à liberdade de criação” e “um grande abandono da verdadeira democratização” do acesso às artes e à criação. RFI: Na apresentação da programação, o Tiago Rodrigues falou na vontade de que o festival seja uma “festa de questionamentos” e o cartaz apresenta um grande ponto de interrogação. Quais são as linhas de força que cosem as entrelinhas desta edição e até que ponto o questionamento é uma delas? Tiago Rodrigues: “O questionamento foi uma forma bastante livre de darmos um tema a este festival, de relembrarmos ao público que este festival - que faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo - ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, perguntar o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival. Hoje, quando defendemos a importância das artes, do teatro, da dança na vida das pessoas, muitas vezes dão-nos a entender que estamos a defender qualquer coisa que está em vias de extinção ou qualquer coisa que é antiga e que estamos a tentar ainda fazer sobreviver não se sabe bem porquê, quando o que nós defendemos é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro que é a possibilidade de nos reunirmos em sociedade, pessoas juntas fisicamente no mesmo espaço para fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte. E é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos a nós, os artistas, mas também ao público, que é isso que nós fazemos aqui. Num mundo onde estamos cheios de más respostas - poucas respostas mas más na maioria dos casos - respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas, nós queremos colocar as boas perguntas. Perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência. Eu acho que as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que duplica a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita, esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos.” Há três artistas brasileiros em destaque nesta edição: Carolina Bianchi, Christiane Jatahy e Wagner Moura. Comecemos por Carolina Bianchi, que foi revelada no primeiro ano de Tiago Rodrigues à frente do Festival de Avignon, em 2023. O que nos traz Carolina Bianchi? “Carolina Bianchi foi uma aposta do festival em 2023, na primeira edição que eu programei, porque acreditava que seria um grande acontecimento para o teatro europeu e mundial descobrir o trabalho de Carolina Bianchi que era um trabalho que estava muito discretamente escondido na cidade de São Paulo, que não rodava muito, que não era muito conhecido mesmo no Brasil. Tivemos a oportunidade de a desafiar a começar um projecto, uma trilogia. Ela sonhava fazer uma trilogia com três espectáculos consagrados à questão da violência e, sobretudo, a violência sobre as mulheres. O primeiro episódio é consagrado a essa violência na história da arte e na performance. O segundo no teatro e o terceiro na literatura mas como também a escrita pode ser uma forma de libertação, de emancipação. Ao ouvir essa ideia, dissemos imediatamente: ‘Vem fazer o primeiro espectáculo no Festival de Avignon'. O que aconteceu a seguir é do conhecimento geral. Carolina Bianchi, depois desse espectáculo, ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival. Criou o segundo capítulo entretanto, “Brotherhood”, e nós tínhamos combinado há muito que ela encerraria esta trilogia de novo em Avignon. A grande sorte que temos é que encerra com um espectáculo que será absolutamente fenomenal, “Uma Luz Cordial”, mas também conseguimos preparar, pela primeira vez, a hipótese de ver a trilogia seguida. São dez horas de teatro, uma grande aventura que tem ocupado esta artista durante quase cinco ou seis anos da sua vida e vamos poder ver não só a estreia mundial do último capítulo da trilogia, mas também, pela primeira vez, toda a trilogia seguida no Festival de Avignon, com cerca de 20 intérpretes brasileiros liderados por esta grande artista. É uma grande revelação dos últimos anos no teatro mundial.” E em relação a Christiane Jatahy, que já esteve em Avignon, e Wagner Moura, o que é que eles trazem ao festival? “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos, com as suas adaptações de repertório e desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica, televisiva, neste momento é, sobretudo, talvez o actor brasileiro mais conhecido no mundo com a nomeação ao Oscar, com o Globo de Ouro que ganhou e com a Palma de Ouro em Cannes que ganhou pelo filme “O Agente Secreto”. E é muito comovente ver Wagner Moura regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor. Aqui, Christiane Jatahy e Wagner Moura escreveram juntos, inspiraram-se no “Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen, autor norueguês, e pegando na história do “Inimigo do Povo”, onde o protagonista acabou de anunciar que as águas de uma vila termal estão contaminadas e, portanto, ao salvar a saúde das pessoas, condenou economicamente essa cidade, ele é acusado de ser inimigo do povo. O que vemos nesta peça é que imediatamente a seguir a esta história há um julgamento e nesse julgamento há vários testemunhos, nomeadamente o do Dr. Stockmann, interpretado por Wagner Moura e escrito por Wagner Moura com Christiane Jatahy, que defende que não é inimigo do povo, pelo contrário, enquanto outros defendem que ele é inimigo do povo. Será o público a decidir o resultado deste julgamento e o espectáculo tem dois finais em função da decisão do público.” Em termos de lusofonia, não há muitos mais nomes lusófonos. Porquê? “Porque o Festival de Avignon é uma página em branco onde nós tentamos responder às mesmas questões com respostas diferentes todos os anos. Evidentemente, a língua portuguesa, nem que seja pela minha presença na direcção do festival, tem estado mais presente do que no passado na história do Festival de Avignon, com artistas portugueses, cabo-verdianos e brasileiros também. Este ano, a presença da língua portuguesa está defendida por duas grandes artistas brasileiras e no futuro voltará a estar defendida por, não sei, artistas angolanos, moçambicanos, guineenses, porque não? Portanto, a língua portuguesa tem essa riqueza de poder ter artistas, nomeadamente no teatro e na dança, que merecem ser descobertos e mostrados no Festival de Avignon. Certamente que a cena lusófona - e não só lusófona, também a cena especificamente portuguesa - continuará a ter presença no Festival de Avignon. Este ano não tem, porque nem todos os países podem estar todos os anos no festival. Há países, por exemplo, como a Coreia do Sul, que, através do convite à língua coreana como língua convidada, este ano regressa ao Festival de Avignon depois de 25 anos de ausência. Há 25 anos que não havia um artista coreano no festival. O mundo é grande, o festival também é muito grande, mas não é tão grande como o mundo. E, portanto, embora gostássemos de fazer um festival que tivesse artistas de todos os países do mundo todos os verões, esse sonho terá que ficar para mais tarde. Por agora, queremos ter todos os artistas do mundo, mas um festival de cada vez.” Até porque o Tiago Rodrigues foi reconduzido até 2030 na direcção do festival, não é? “Tenho a grande sorte de ter sido reconduzido para um segundo mandato que começará após este festival. Este é o meu último festival do primeiro mandato, mas estou já a preparar os próximos quatro festivais até 2030. Sem dúvida que até 2030 não faltarão artistas de língua portuguesa.” O que é que o incitou a convidar a língua coreana? “A vontade de viajar até longe esteve na origem deste convite à língua coreana. É a quarta língua que convidamos para o Festival de Avignon. Começámos com o inglês, depois com o espanhol, duas línguas globais, mas de origem europeia. A terceira língua foi o árabe, uma língua de origem não europeia, mas muito presente na Europa e muito presente em França, onde é a segunda língua mais falada. Portanto, estas três línguas, por serem globais e também, por uma certa proximidade, por serem línguas que nos dizem coisas quando somos público do Festival de Avignon, que é um público maioritariamente francês, e o internacional que é maioritariamente europeu, merecia ser provocado pela distância. Então, começámos a procurar as línguas asiáticas que poderia ser interessante propor e percebemos que a língua coreana, sendo uma língua que só é falada numa península, é também uma espécie de 'soft power' através do K-pop, da música popular, através do 'K-drama', as séries televisivas coreanas que são muito populares no mundo inteiro...” Da Prémio Nobel da Literatura... “Da Prémio Nobel da Literatura. Mas por trás dessa presença global, há um grande desconhecimento, por exemplo, do teatro e da dança da Coreia, portanto, fomos pesquisar. Fomos muitas vezes à Coreia do Sul, a várias cidades, descobrimos muitos artistas e compusemos aquilo que corresponde a um quarto da programação do festival, com artistas coreanos. Há muito teatro, muito teatro documentário, muita dança, muitas formas tradicionais como o pansori ou outras formas populares de circo, de música, de teatro, de dança, mas actualizadas com uma leitura contemporânea. E também a literatura porque Han Kang [Prémio Nobel da Literatura] estará no Festival de Avignon, será uma das figuras centrais do festival. Haverá uma grande leitura de partes do seu romance, dirigida por Julie Deliquet, pela actriz Isabelle Huppert e pela actriz coreana Hyeyoung Lee, que juntas lerão, em francês e em coreano, partes do romance de Han Kang em presença da própria Han Kang. Haverá espectáculos que adaptam outros romances de Han Kang. E haverá também encontros e entrevistas públicas com a Prémio Nobel e ela será uma das grandes presenças da língua convidada.” Há uma artista lusodescendente, percussionista da cena electro-pop francesa Lucie Antunes, que faz um espectáculo com Mathilde Monnier, uma presença conhecida em Avignon. São duas mulheres fortes, "guerreiras", como o nome de um dos álbuns de Lucie Antunes. Também está programada Rébecca Chaillon, que faz igualmente espectáculos muito fortes. Nesta edição, há mais mulheres a dirigirem projectos do que homens. Qual é a mensagem subjacente? “É a mensagem natural de que não é difícil fazer uma programação que eu considero de grande, grande, grande qualidade, tendo uma grande maioria de mulheres à frente dos projectos. Não queremos passar outra mensagem que aquela de dizer que deveria ser perfeitamente normal haver muitas programações em muitos festivais do mundo onde há uma maioria de mulheres, porque há enormemente artistas mulheres que fazem projectos absolutamente extraordinários. A mensagem termina aí e depois as conclusões são tiradas pelas pessoas. Foi sem esforço que chegámos a uma programação maioritariamente feminina e por pura paixão pelo trabalho proposto por estas artistas. Quando fomos fazer as contas no final, porque gostamos sempre de poder perceber até que ponto é que estamos a respeitar a nossa vontade de paridade, percebemos que estávamos muito para lá da paridade. E ainda bem que sim, porque artistas como por exemplo Lucie Antunes e Mathilde Monnier, que vão colaborar nesse espectáculo “Silence”, são grandes artistas. Uma vem pela primeira vez ao Festival de Avignon, a Lucie, e a Mathilde Monnier é a artista - depois do fundador do festival Jean Vilar - que mais vezes se apresentou no Festival de Avignon. Mas temos também toda uma geração de grandes encenadoras francesas, como Rébecca Chaillon, Jeanne Candel, Marion Siéfert, Tiphaine Raffier, que vêm marcar presença no festival e mostrar como uma boa parte da pujança, da qualidade e da diversidade do teatro francês passa pelas encenadoras.” No seu primeiro ano na direcção do Festival de Avignon, em 2023, disse-nos que quando se vem a Avignon pela primeira vez, sai-se transformado. Que utopias ainda faltam cumprir em Avignon? No mundo tão complicado em que vivemos hoje, ainda é possível sonhar? “Não só é possível, como é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia. Eu hoje, nesta apresentação, pude mencionar o choque com que vi as mensagens expressas por Ali Chahrour, um artista libanês que esteve no ano passado no festival e que está neste momento em Beirute sob bombardeamentos, e pude exprimir a minha perplexidade, o meu medo, o meu choque e, ao mesmo tempo, perante isto, é absolutamente imperativo sonhar, concretizar os sonhos e propor sonhar a outros. É por isso que nós falamos desta ideia de questões no festival. Questões podiam ser aqui um sinónimo de sonho. No Festival de Avignon eu diria que há ainda muitas coisas que eu gostaria de conseguir fazer até 2030. A batalha essencial, que é aquela que dá sentido ao facto de acompanharmos a criação artística, de defendermos a liberdade artística, de procurarmos meios para os artistas poderem trabalhar, é de conseguir completar, aperfeiçoar, prolongar a aventura do acesso democrático às artes. A democratização do acesso à criação continua a ser a enorme aventura não só em Avignon, mas no mundo inteiro e - porque estou a falar em português - preocupa-me muito o que está a acontecer em Portugal, em muitas cidades, nomeadamente em Lisboa, onde é completamente inesperado o que é uma espécie de cerco à liberdade de criação, ingerências políticas, mas também um grande abandono da verdadeira democratização. O acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso. Se fosse fácil, não era um serviço público. A cultura é um serviço público porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar.”
360, voilà un terme galvaudé par la start-up nation et aussi parfois par l'industrie de la musique, auquel le chorégraphe Mehdi Kerkouche a décidé de redonner toute sa dimension rassembleuse. 360, c'est un spectacle créé par l'énergique directeur du Centre Chorégraphique National de Créteil dont la musique est signée, Lucie Antunes. Dans le spectacle vivant, on parle souvent de ce 4ème mur entre le plateau et le public : dans 360, il n'en reste plus rien, puisque la scénographie imaginée par Emmanuelle Favre, est une scène centrale surplombée d'un mirador, et le public est debout tout autour comme au concert ou dans une rave. 8 danseurs et danseuses y courent, y sautent, s'y accrochent, s'y battent, s'y enlacent en invitant le public à participer à la performance. Danse hip hop, jazz, contemporaine et clubbing se télescopent sur cette Tour de Babel chorégraphique sur la bande-son résolument techno de l'aguerrie productrice et percussionniste Lucie Antunes. Si le spectacle se nourrit de l'énergie du public, il met en scène les questionnements d'une jeunesse qui cherche à se faire une place. Qu'est-ce que Pina Bausch, Bob Fosse, Madonna et Kamel Ouali ont en commun ? Probablement la vision audacieuse de Mehdi Kerkouche qui s'amuse à mélanger les étiquettes au point qu'on ne sache plus les reconnaitre. La danse, sans doute plus que les autres disciplines, c'est l'art du collectif. Un collectif qui crée, partage et rassemble, son programme à la tête du CCN de Créteil. Lundi, mardi et mercredi, 360 sera pour 3 soirées à l'Élysée Montmartre, avec en prime Lazy Flow aux platines pour poursuivre la fête. Mais ce soir, Mehdi Kerkouche et Lucie Antunes sont au micro de Place des Fêtes.
Émission du 1er Octobre 2025, haute en couleurs- Peindre ou ne pas peindre, des textes de Pull, Tago, Nina, Luigi, Namé, Le Frigo sur une créa musicale de Bas Relief- Surfaces colorées, une rencontre avec Julie par Namé- Couleurs partout, un texte de Namé & Luigi- Dessiner le peintre dans la rue, un enregistrement sur le motif de Luigi- L'art du capital, un texte de Pull- Courbet, peintre réaliste, une promenade au musée par Luigi- Ornans 2 minutes d'arrêt, un dialogue dans le train par Luigi- Partageons l'art ! Une réunion de TagoMUSIQUE :- Boby Lapointe, La peinture à l'huile- Lucie Antunes & Anna Mouglalis – La chairVISUEL ©juliedigard Son travail est visible ici : https://www.instagram.com/digardjulie/
durée : 00:42:36 - Les Midis de Culture - par : Chloë Cambreling - La musicienne Lucie Antunes et l'actrice Anna Mouglalis se sont unies avec d'autres artistes performeuses pour former le collectif DRAGA, un projet radical qui rend hommage à la figure de Monique Wittig. Elles nous parlent de cette œuvre musicale totale, libre et engagée. - réalisation : Laurence Malonda, Thomas Beau, Louise André - invités : Lucie Antunes Musicienne; Anna Mouglalis Comédienne
Le chorégraphe Mehdi Kerkouche nous présente son spectacle "360" dans lequel il a voulu que les spectateurs soient debout, pour pouvoir danser s'ils le souhaitent. Il faut dire que la musique de Lucie Antunes aide beaucoup à se bouger. C'est à vérifier mardi soir sur france 4 et en live puisqu'il jouera "360" du 8 au 10 juillet à Lyon dans le cadre des Nuits de Fourvière.Tous les soirs, du lundi au vendredi à 20h sur France 5, Anne-Elisabeth Lemoine et toute son équipe accueillent les personnalités et artistes qui font l'actualité.
Formé de cinq membres dont Anna Mouglalis et Lucie Antunes, le groupe punk Draga sort un premier album qui met à l'honneur la pensée féministe de la romancière et militante Monique Wittig. Le groupe Draga est formé d'Anna Mouglalis, Lucie Antunes, Théodora Delilez, P.R2B, et Narumi Herisson. Leur premier album, enregistré en 4 jours, s'appelle ô Guérillères, en référence directe au texte de Monique Wittig publié en 1969, qu'elles chantent. Un long récit choral dans lequel elle raconte le poids de la langue conçue, formaté par les hommes. Draga vient du texte de Monique Wittig, il y a une ponctuation avec des listes de prénoms féminins. C'est le nom de toutes ces femmes qui entrent en guerre. Guérillères c'est la contraction de "Guérilla" et de "guerrières" Monique Wittig revendique la nécessité d'inventer des mots, un nouveau langage. Anna Mouglalis Monique Wittig (1935-2003) est une romancière, philosophe et militante franco-américaine féministe. Elle s'installe à Paris dans les années 50 pour étudier les lettres à la Sorbonne. Elle se fait connaître en 1964 avec la sortie de L'Opoponax, publié aux éditions de Minuit qui obtient le Prix Médicis, et qui fut honoré par Marguerite Duras. Dans ce roman qui raconte l'histoire d'une petite fille depuis la maternelle jusqu'à la fin de sa scolarité, elle emploie le pronom «on» à la place de «elle» ou de «je» pour déconstruire les normes de langages patriarcales. Ça nous semblait urgent de mettre les mots en avant. Ça a résonné immédiatement en nous. Nous sommes habitées par ce texte. Lucie Antunes En 1968, elle s'engage dans le mouvement de révolte étudiant, puis en 1970, puis elle co-fonde le MFL, Mouvement de Libération des Femmes, puis elle participe à la fondation du groupe féministe radical des Féministes Révolutionnaires qui deviendra Les Gouines Rouges. Elle finit par quitter la France pour s'installer aux États-Unis. Dans La pensée straight, elle critique, dans un recueil d'articles, le système hétérosexuel comme une norme qui structure la société. Elle y défend l'idée que le genre est une construction politique. Par ses écrits et recherches, elle a grandement influencé les études queer. Invitées : Anna Mouglalis, actrice, chanteuse, membre du groupe Draga et Lucie Antunes, musicienne, percussionniste et multi-instrumentiste française et membre du groupe Draga. Programmation musicale : - Féminaire - She says - Guérillères - Sirène Tous ces titres sont sur l'album ô guérillères de Draga. À voir à la Philharmonie le 4 juillet 2025.
Formé de cinq membres dont Anna Mouglalis et Lucie Antunes, le groupe punk Draga sort un premier album qui met à l'honneur la pensée féministe de la romancière et militante Monique Wittig. Le groupe Draga est formé d'Anna Mouglalis, Lucie Antunes, Théodora Delilez, P.R2B, et Narumi Herisson. Leur premier album, enregistré en 4 jours, s'appelle ô Guérillères, en référence directe au texte de Monique Wittig publié en 1969, qu'elles chantent. Un long récit choral dans lequel elle raconte le poids de la langue conçue, formaté par les hommes. Draga vient du texte de Monique Wittig, il y a une ponctuation avec des listes de prénoms féminins. C'est le nom de toutes ces femmes qui entrent en guerre. Guérillères c'est la contraction de "Guérilla" et de "guerrières" Monique Wittig revendique la nécessité d'inventer des mots, un nouveau langage. Anna Mouglalis Monique Wittig (1935-2003) est une romancière, philosophe et militante franco-américaine féministe. Elle s'installe à Paris dans les années 50 pour étudier les lettres à la Sorbonne. Elle se fait connaître en 1964 avec la sortie de L'Opoponax, publié aux éditions de Minuit qui obtient le Prix Médicis, et qui fut honoré par Marguerite Duras. Dans ce roman qui raconte l'histoire d'une petite fille depuis la maternelle jusqu'à la fin de sa scolarité, elle emploie le pronom «on» à la place de «elle» ou de «je» pour déconstruire les normes de langages patriarcales. Ça nous semblait urgent de mettre les mots en avant. Ça a résonné immédiatement en nous. Nous sommes habitées par ce texte. Lucie Antunes En 1968, elle s'engage dans le mouvement de révolte étudiant, puis en 1970, puis elle co-fonde le MFL, Mouvement de Libération des Femmes, puis elle participe à la fondation du groupe féministe radical des Féministes Révolutionnaires qui deviendra Les Gouines Rouges. Elle finit par quitter la France pour s'installer aux États-Unis. Dans La pensée straight, elle critique, dans un recueil d'articles, le système hétérosexuel comme une norme qui structure la société. Elle y défend l'idée que le genre est une construction politique. Par ses écrits et recherches, elle a grandement influencé les études queer. Invitées : Anna Mouglalis, actrice, chanteuse, membre du groupe Draga et Lucie Antunes, musicienne, percussionniste et multi-instrumentiste française et membre du groupe Draga. Programmation musicale : - Féminaire - She says - Guérillères - Sirène Tous ces titres sont sur l'album ô guérillères de Draga. À voir à la Philharmonie le 4 juillet 2025.
durée : 00:55:52 - Côté Club - par : Laurent Goumarre - Musique de film et musique de spectacle de danse au programme dans Côté club ce soir. - réalisé par : Stéphane LE GUENNEC
durée : 00:55:52 - Côté Club - par : Laurent Goumarre - Musique de film et musique de spectacle de danse au programme dans Côté club ce soir. - réalisé par : Stéphane LE GUENNEC
C'est un vagabond que je reçois pour inaugurer cette première semaine de février sur la Tsugi Radio. Frànçois and the Atlas Mountains a été le premier musicien français signé sur le prestigieux label anglais, Domino, et pour son 6ème album c'est sur l'électronique label, InFiné, qu'il vient poser son regard perçant. S'il avait déjà collaboré avec Rone ou Lucie Antunes, son accostage dans ce label n'est pas si surprenant qu'il y parait, tant ils en commun ce goût de l'exploration. De Saintes à Bamako, de Bristol aux plages des Landes, François Marry infuse depuis 20 ans son projet des sons du monde dans une réjouissante fusion qui ne cesse de brouiller les pistes. Sur la pochette d'Âge Fleuve, c'est encore l'eau qui occupe le premier rôle. Piscine, Plaine Inondable, Be Water… le tropisme aquatique de Frànçois and the Atlas Mountains continue de nous faire chavirer avec la délicate pudeur dont il habille ses textes. Qu'il parle d'amour, d'amitié ou de son père, on est submergé par son élégante poésie qui rebondit sur les accords de sa guitare. La maison de Frànçois and the Atlas Mountains a toujours été grande ouverte, aujourd'hui on y croise Rozy Plain, Malik Djoudi, Thomas de Pourquery ou Siau avec qui il a réalisé ce disque. Mais aujourd'hui c'est Tsugi Radio qui s'invite chez Frànçois and the Atlas Mountains. On fait un feu dans la cheminée, on se pose dans le fauteuil pour rentrer dans la fabrique de cet Âge Fleuve adoré.
Elle est actuellement en tournée pour présenter son dernier album, Amazing Carnaval. Cet été, Lucie Antunes a enchaîné les dates en festival : Papillons de nuit, Les Vieilles Charrues, le Paléo festival ou encore le Cabaret Vert. Et ce n'est pas fini, car la compositrice reprend sa tournée dès ce 13 septembre au soir à Boulogne-sur-Mer, et ce jusqu'en décembre 2024. Puis, elle travaillera sur la création d'un opéra. À lire aussi#SessionLive de Lucie Antunes «Carnaval» & Peter One «Come Back To Me»
Elle est actuellement en tournée pour présenter son dernier album, Amazing Carnaval. Cet été, Lucie Antunes a enchaîné les dates en festival : Papillons de nuit, Les Vieilles Charrues, le Paléo festival ou encore le Cabaret Vert. Et ce n'est pas fini, car la compositrice reprend sa tournée dès ce 13 septembre au soir à Boulogne-sur-Mer, et ce jusqu'en décembre 2024. Puis, elle travaillera sur la création d'un opéra. À lire aussi#SessionLive de Lucie Antunes «Carnaval» & Peter One «Come Back To Me»
C'est le rendez-vous de l'été à Charleville-Mézières. Le festival Cabaret Vert a débuté jeudi 15 août et se termine ce dimanche. Quatre jours de concerts et de nombreuses nouveautés au programme de cette 18e édition. Même les habitués du festival ont été surpris cette année. Une nouvelle entrée, de nouvelles scènes, des ponts flottants entre les deux rives de la Meuse au cœur du site… Pour le directeur adjoint Cédric Cheminaud, ces aménagements visent à proposer une expérience plus proche du nom « Cabaret Vert ». « Tout de suite, ça évoque la nature, la verdure, et donc on a vraiment repensé le site comme ça, avec des déambulations au fil de l'eau, le camping qui s'est installé également au bord du fleuve. On a vraiment réfléchi à quelque chose d'assez naturel, assez fluide, mais au cœur de la nature », explique-t-il.Plus de 100 000 personnes sont attendues ici sur quatre jours, sans compter les quelque 2 700 bénévoles sur place.« Ce qui se passe ici en termes d'aventure humaine est assez incroyable. Il y a des gens qui prennent leurs trois semaines de vacances et qui passent les trois semaines sur le festival : temps de montage, exploitation, démontage… Tous les corps de métier sont représentés, ça c'est incroyable. Électriciens, menuisiers, restaurateurs... C'est une énergie assez unique, je pense », ajoute Cédric Cheminaud.Plus de 110 artistesCôté musique, il y en a pour tous les goûts.Sur la scène « Illuminations », le rappeur Kaaris succède à l'électro-acoustique de Lucie Antunes. Les fans de reggae sont au Zion Club, un lieu influencé par la culture du soundsystem. Dans la forêt, la scène « Greenfloor » vibre de hip-hop et de techno rave comme dans une cathédrale de verdure. En tout, plus de 110 artistes défilent ce week-end.« Toutes nos idées de programmation musicale, toutes nos idées de construction artistique, on va les chercher dans le monde entier et on les ramène sur Charleville. Pour montrer aussi, pour les gens qui ne peuvent pas partir ou les gens qui viennent vivre ce festival, qu'il y a une possibilité d'ailleurs aussi, précise Christian Allex, à la direction artistique. On y va pour voir ce qui se passe ailleurs dans le monde. On y va pour voir ce qu'est la culture américaine du hip-hop, on y va pour voir ce qui se passe au Portugal, ce qui se passe dans des pays du Maghreb aussi. Donc c'est ça aussi qu'on essaye d'amener ici. »Autre particularité du Cabaret Vert, celle d'être un festival pionnier en termes de développement durable. Ici, on trouve un centre de tri des déchets, des plats végétariens, et un grand parking à vélos. « Le parking vélos grandit en surface d'année en année. Il est sécurisé, gratuit, animé, on vous montre comment réparer votre vélo, l'accrocher correctement... », énumère Camille Muller, responsable développement durable.Après la pluie de samedi, on espère un retour du soleil aujourd'hui pour ce dernier jour du Cabaret Vert, avec sur scène Shaka Ponk, Korn ou encore Mass Hysteria.À lire aussi«Timeless» de Kaytranada: la démonstration du talent d'un artiste intemporel
C'est le rendez-vous de l'été à Charleville-Mézières. Le festival Cabaret Vert a débuté jeudi 15 août et se termine ce dimanche. Quatre jours de concerts et de nombreuses nouveautés au programme de cette 18e édition. Même les habitués du festival ont été surpris cette année. Une nouvelle entrée, de nouvelles scènes, des ponts flottants entre les deux rives de la Meuse au cœur du site… Pour le directeur adjoint Cédric Cheminaud, ces aménagements visent à proposer une expérience plus proche du nom « Cabaret Vert ». « Tout de suite, ça évoque la nature, la verdure, et donc on a vraiment repensé le site comme ça, avec des déambulations au fil de l'eau, le camping qui s'est installé également au bord du fleuve. On a vraiment réfléchi à quelque chose d'assez naturel, assez fluide, mais au cœur de la nature », explique-t-il.Plus de 100 000 personnes sont attendues ici sur quatre jours, sans compter les quelque 2 700 bénévoles sur place.« Ce qui se passe ici en termes d'aventure humaine est assez incroyable. Il y a des gens qui prennent leurs trois semaines de vacances et qui passent les trois semaines sur le festival : temps de montage, exploitation, démontage… Tous les corps de métier sont représentés, ça c'est incroyable. Électriciens, menuisiers, restaurateurs... C'est une énergie assez unique, je pense », ajoute Cédric Cheminaud.Plus de 110 artistesCôté musique, il y en a pour tous les goûts.Sur la scène « Illuminations », le rappeur Kaaris succède à l'électro-acoustique de Lucie Antunes. Les fans de reggae sont au Zion Club, un lieu influencé par la culture du soundsystem. Dans la forêt, la scène « Greenfloor » vibre de hip-hop et de techno rave comme dans une cathédrale de verdure. En tout, plus de 110 artistes défilent ce week-end.« Toutes nos idées de programmation musicale, toutes nos idées de construction artistique, on va les chercher dans le monde entier et on les ramène sur Charleville. Pour montrer aussi, pour les gens qui ne peuvent pas partir ou les gens qui viennent vivre ce festival, qu'il y a une possibilité d'ailleurs aussi, précise Christian Allex, à la direction artistique. On y va pour voir ce qui se passe ailleurs dans le monde. On y va pour voir ce qu'est la culture américaine du hip-hop, on y va pour voir ce qui se passe au Portugal, ce qui se passe dans des pays du Maghreb aussi. Donc c'est ça aussi qu'on essaye d'amener ici. »Autre particularité du Cabaret Vert, celle d'être un festival pionnier en termes de développement durable. Ici, on trouve un centre de tri des déchets, des plats végétariens, et un grand parking à vélos. « Le parking vélos grandit en surface d'année en année. Il est sécurisé, gratuit, animé, on vous montre comment réparer votre vélo, l'accrocher correctement... », énumère Camille Muller, responsable développement durable.Après la pluie de samedi, on espère un retour du soleil aujourd'hui pour ce dernier jour du Cabaret Vert, avec sur scène Shaka Ponk, Korn ou encore Mass Hysteria.À lire aussi«Timeless» de Kaytranada: la démonstration du talent d'un artiste intemporel
Diesmal begrüßt Olaf Zimmermann in der ersten Stunde der "elektro beats" den Ex-Kraftwerk-Musiker Karl Bartos. Nach seiner Autobiografie "Der Klang der Maschine" hat Karl Bartos jetzt den Stummfilmklassiker "Das Cabinet des Dr. Caligari" neu vertont. Dieser expressionistische Film von Robert Wiene hatte vor genau 104 Jahren in Berlin seine Premiere. Im Gespräch mit Karl Bartos geht es u.a. um seine persönliche Faszination für dieses Film-Meisterwerk, seine Visionen für die Neuvertonung, Handlungs-Details und nicht zuletzt Aufführungen des Films mit dem aktuellen Score von Karl Bartos. Nach der gefeierten Premiere an der Frankfurter Oper kommt diese Aufführung im April für zwei Termine nach Berlin. Stunde präsentiert dann u.a. Musik von Sofia Kourtesis, Squarepusher, Nabihah Iqbal, dem Projekt Chocolate Hills (Alex Paterson/The Orb & Paul Conboy/Bomb The Bass), Lucie Antunes, Ben Frost, Karyyn, Jeff Mills und Hagen von Bergen.
Si je vous dis : rendez-vous à la folie, à 18 heures du soir. Vous me direz sans doute que ça tombe bien, puisque c'est l'heure de mon émission. Certains auront peut-être aussi reconnu dans une version maladroite, "Audi RTT" du duo Gwendoline dont les concerts ont rythmé notre tournée de festivals en 2022. Ces deux-là n'avaient pas prévu tout ça. Qu'on s'approprie leur mots, partir en tournée, signer sur Born Bad Records, un des labels les plus intègres et respectés de la scène indé française. Et pourtant demain sortira C'est à moi ça, le deuxième album de deux potes qui ont su, ne leur en déplaise, mettre en musique colère et ras-le-bol contre la bêtise du monde. Pour la suite d'Après c'est gobelet, titre qui prend tout son sens quand on traîne le dimanche dans les bars Brest, leur ville d'adoption, Pierre et Micka ont dû aller creuser plus profond en tentant d'oublier la pression de se savoir attendus. Des titres qui sonnent comme des hymnes fédérateurs, ou comme des miroirs inquiétants. On a parfois envie de les prendre dans nos bras en leur mentant sur le fait que ça va bien se passer et le plus souvent, on voudrait juste aller s'en jeter un avec eux. Car si la musique de Gwendoline a une vertu, c'est bien celle d'avoir remis, non pas l'église au milieu du village - même si Saint-Louis-de-Brest sert de décor à leur pochette, mais bien le bistrot au milieu du village. Alors en cette journée qui n'existe qu'une fois tous les 4 ans, et même s'ils n'aiment pas trop la promo, les Gwendo sont au micro de Place des Fêtes, parce qu'ils ont un incroyable talent : celui de nous faire sentir un peu moins seuls. En fin d'émission, les favoris de Jean Fromageau, Angèle Chatelier en direct de Montréal en lumière et le Sonar à sorties de Rémi Pierre. GWENDOLINE "Rock 2000" GWENDOLINE "Le sang de Papa et Maman" HELENA DELAND "Swimmer" Steintor Herrenchor "genug sein" SAM EVIAN "Time To Melt" GWENDOLINE "Clubs" ÇA PART EN FAV' : ÀLKE "No More Fear" LUCIE ANTUNES "Partir à L´Envers Feat. François & The Atlas Mountains"
Contaminé par le virus de la musique, Gwen l'a propagé tout au long de sa vie. De disquaire à animateur radio, de showcases à accompagnement d'artistes, il vous embarque dans sa rétrospective, sans antibiotique juste une bonne cure musicale. Le Coin du Mange-Disques : https://www.radiolocalitiz.fr/le-coin-du-mange-disques/ Titres diffusés : Garance Midi - Le grand 8 : https://music.apple.com/fr/album/le-grand-8/1725906948?i=1725906974 Sohan - De ma faute : https://music.apple.com/fr/album/de-ma-faute/1724324977?i=1724324978 Thérèse - No Right Time : https://music.apple.com/fr/album/no-right-time/1724938134?i=1724938135 Houdya - Insanity : https://music.apple.com/fr/album/insanity/1604482912?i=1604482913 Lucie Antunes & Baby Volcano - Luchadora : https://music.apple.com/fr/album/luchadora/1724466647?i=1724466650 Gossip - Real Power : https://music.apple.com/fr/album/real-power/1714100978?i=1714100984 Soutenez-nous sur helloasso.com !
Qui est Jacob dans la Bible ? Pour quelle raison change-t-il de nom et se fait appeler Israël ? Qui est l'homme avec qui Jacob lutte en pleine nuit ? Pourquoi est-il blessé à la hanche ?Réponse avec Lucie Antunes, Desmond Dekker et les Dixie Hummingbirds
durée : 00:54:51 - Et je remets le son - par : Matthieu Conquet - Des nouveautés et des classiques, toujours : Arcade Fire en Black Session, les nouveaux Vampire Weekend, Chinese Man, Beth Gibbons... Et un retour sur la disparition du bassiste des Wailers, axe central de l'histoire du reggae.
Place des fêtes en mode 100% nouveautés en ce début 2024 histoire de s'orienter un peu au milieu des sorties qui vont animer ce premier trimestre. Place des Fêtes, comme chaque jour avec Jean Fromageau et son cœur tendre. Aujourd'hui, j'ai invité Place des Fêtes Kim Gordon, Lucie Antunes, Vegyn, Yard Act ou Crystal Murray. LIL NAS X « J Christ » CRYSTAL MURRAY « PAYBACK » CŒUR « FOREVER feat. Thx4Crying » YARD ACT « We Make Hits » KIM GORDON « BYE BYE » PIERRE GRIZZLI « Danser sur l'eau » PORIJ « My Only Love » NGWAKA SON SYSTÈME « Lakala » LUCIE ANTUNES « Luchadora feat. Baby Volcano » VEGYN « The Path Less Traveled » SOFT CRASH « Free Yourself feat. Ready in LED » ÇA PART EN FAV' : JAZZTRONIC EXPERIMENT « 151 » MIMOSA « Côte d'Azur »
In der Weihnachtsausgabe der "elektro beats" präsentiert Olaf Zimmermann einen zweiteiligen X-Mas-DJ-Mix.Mit dabei sind Rival Consoles, The Allegorist, Dead Can Dance, Sun Electric, Chris Liebing, Louis Armstrong im The Orb-Remix, Pantha Du Prince, Andrea Parker, Ryuichi Sakamoto & David Sylvian, Hania Rani, St Etienne, Monolake, Wunder, Caterine Barbieri, Rosa Anschütz, Ame, Lucie Antunes, Mark Prichard, Vangelis, Björk und Boards Of Canada.
C'est le moment du bilan. Partout dans vos magazines et sur vos sites préférés, chacun y va de ses classements et Tsugi ne fait pas exception. Dans le numéro fleuri qui est en kiosque depuis 10 jours, et qui met à l'honneur Irène Drésel, vous retrouvez les tops de la rédaction : nos meilleures soirées, festivals, concerts ou club, nos meilleurs albums, nos meilleurs singles pour cette année 2023 riche et finalement première véritable année de reprise après la crise sanitaire. Avant de commencer à se plonger dans ce qui sera 2024, dans le Bar Pro aujourd'hui, j'ai réuni 4 journalistes musicaux pour passer en revue leur top et leur flop de 2023. Clémence Meunier, Philippe Grelard de l'AFP, Alexandra Dumont et Jean Fromageau. ZAHO DE SAGAZAN "Aspiration" THE STROKES "Last Night" RAYE "Oscar Winning Tears" LANA DEL REY "Did You Know There's A Tunnel Under Ocean Bld?" GRIAN CHATTEN "Fairlies" ASCENDANT VIERGE "À l'infini" LUCIE ANTUNES "It's Amazing" JORJA SMITH "Falling or Flying" VOYOU "La nuit le jour"
durée : 00:53:59 - Et je remets le son - par : Matthieu Conquet - L'année 1993 s'impose comme un moment de bascule dans la musique : dernier album de Nirvana, premier album du Wu-Tang, de Björk ou Radiohead. Retour sur quelques disques d'il y a 30 ans. Et les nouveautés qui résonneront aussi sans doute : Hervé, Lucie Antunes, DJ Chinwax, Janel Ngonda, Overmono
Seit über 20 Jahren firmieren Alexander Hacke (Einstürzende Neubauten) und die Künstlerin, Musikerin und Filmemacherin Danielle de Picciotto unter dem Namen Hackedepicciotto. Sie begrüßt Olaf Zimmermann in der ersten „elektro beats“-Stunde. Im Mittelpunkt steht das neue Album „Keepsakes“, dessen zentrales Thema Freundschaften sind. Jedes der Stücke ist einer besonderen Person gewidmet. Stunde 2 präsentiert dann u.a. Musik von Dominik Eulberg, The Allogerist, Aphex Twin, Lucie Antunes, DJ Jauche, Robert Lippok, Moderat, Gus Gus und den Grandbrothers. Auf deren Konzert am 02.Oktober im Theater des Westens innerhalb der „Tingeltangel“-Reihe wird musikalisch und mit einem Kurzinterview eingestimmt.
Épisode spécial pour l'anniversaire de Gwen: Fred, Mélissa & Eva se sont chargées de la programmation
Jean Fromageau et Antoine Dabrowski en direct du Domaine National de St Cloud pour les 20 ans du festival Rock en Seine avec Lucie Antunes, Shmiska, Bracco, Glauque & Silly Boy Blue en live. Avec aussi les deux programmateurs du festival : Arnaud Meersseman et Ruddy Aboab.
2 sessions live entre carnaval pop et contemporain & country-folk ivoirienne. Notre 1ère invitée est Lucie Antunes pour la sortie de son 2ème album Carnaval.Armez-vous d'un sifflet, de tambours, de cloches et de plumes, il y a urgence à remplir le parvis. Demain, vous défilerez à nos portes aux yeux du monde. Demain, c'est Carnaval. Février de cette année-là, Lucie suffoque et avec elle, on a du mal à respirer. L'épidémie s'infiltre comme une épine sourde qui nous traverse. Blessés, nos corps s'épuisent et nous lâchent par manque de souffle au pays de l'inertie. Lucie se souvient qu'elle a toujours été cette lumière qui résiste, feu follet incandescent, au service du mouvement et de la transe. On raconte que les jeunes percussionnistes choisissent le marimba, le vibraphone ou les timbales pour se faire entendre, pour être visibles, enfin audibles. Alors en février de cette année-là, Lucie se tient fièrement debout, baguettes aux poings et synthétiseur en bandoulière, décidée à briser l'isolement et le silence à coups de rythmes débridés. Elle se trouve une chambre dans la maison Deman à La Rochelle. Face à la mer, elle défait sa valise. À l'intérieur, il y a l'envie d'en recoudre et de broder des morceaux avec sa voix, ses percussions virtuoses, des boucles de bribes vocales trouvées sur Google, des sons électro qui vibrent sous la peau jusqu'à en retirer l'épine. Lucie a prévu de composer une fête pour nous guérir. Ce deuxième album est un remède. Carnaval sonne le temps des réjouissances et des jours charnels. Pour Lucie, la diète a assez duré, elle prépare son sifflet et ses cloches et les pose sur la table de chevet. Dans la poche de sa valise, il y a la bande son des Sparks composée pour le film « Annette » de Léos Carax. Les voix du film, par leur audace guident la compositrice vers un chœur libérateur. Carnaval célébrera un chant extatique qui nous rappelle d'autres sirènes comme Laurie Anderson, Meredith Monk, Charlotte Adigéry, Agnès Obel. Sous hypnose, Lucie Antunes avance, tambour battant, marchant sur ses peurs. La crainte d'avoir un bébé, la peur de la maladie, de ne pas réussir à braver la mort, il faut conjurer le sort. Elle s'enferme dans une bulle, tombe, se cogne, se redresse, cherche la rupture et des morceaux plus courts, toujours à l'affût des timbres et des motifs qui pourraient nous sauver. Elle en fait trop, elle épure à nouveau, chante tout haut, sous l'eau, scande de nouvelles prophéties répétitives, martèle sur sa boîte à rythmes et forge un autel carnavalesque en matière brute. Elle reprend de la distance et sa respiration, et au loin elle commence à apercevoir une boîte à musique sous un chapiteau coloré. Un rituel de poche est le né, véritable kit de survie de la fête. Pour danser à deux, Lucie va chercher la musicienne Léonie Pernet. Ensemble elles accordent leurs fragilités, leur voix, leurs pouls. « Tout est là, devant toi », lui dit Léonie. Rassurante, complice, Léonie va s'employer à faire beaucoup avec peu et aider Lucie à produire les onze séquences de ce Carnaval en forme de mini free party. Ça cogne à nos fenêtres, on l'entend, elle arrive de loin cette batucada dégingandée. Au signal des cloches timbrées et du sifflet, on se joint au défilé à Cuba, à Rio, à Paris, à Bali. On invite Steve Reich, John Cage et on carillonne sur des rythmes frénétiques, on s'enivre d'effluves tectoniques, on tape sur des cloches tubulaires, on tourbillonne sur des contrepoints au marimba, on prie à haute voix, on se serre fort dans les bras Réveillez-vous, vous êtes vivants, la fête commence maintenant.Titres interprétés au grand studio- Yagé (radio edit) Live RFI- Faites-vous des bisous, extrait de l'album Carnaval- Mais Live RFI.Line Up : Clémence Lasme, basses, voix, percussions ; Franck Berthoux, traitement du son en temps réel, synthés modulaires ; Lucie Antunes: vibraphone, batterie.Son : Mathias Taylor, Laurie Plisson.► Album Carnaval (InFiné / CryBaby 2023).voir le clip It's amazing. Puis nous recevons PETER ONE pour la sortie de l'album Come Back To Me.Originaire de Côte d'Ivoire, Peter One a été une star en Afrique de l'Ouest, au sein d'un duo avec son partenaire d'écriture Jess Sah Bi, qui ont ensemble créé un album folk séminal, Our Garden Needs Its Flowers en 1985. L'album a pris de l'ampleur dans toute la région. Peter a joué pour des présidents, des premières dames, des foules adulées à guichets fermés, et a même joué la bande-son de la libération de Nelson Mandela en 1990, comme en témoigne la BBC. Il s'est ensuite installé aux États-Unis dans les années 90, en raison des troubles politiques dans son pays d'origine, pour tenter d'y poursuivre sa carrière musicale. Cependant, en raison du coût de la vie, il a été contraint d'abandonner et a travaillé en tant qu'infirmier, d'abord dans le Delaware, puis dans le Tennessee, pendant la majeure partie des 20 dernières années, jusqu'à aujourd'hui. En 2018, la réédition de Our Garden Needs Its Flowers a relancé l'attention sur Peter One, avec une couverture médiatique de Pitchfork et Rolling Stone. Aujourd'hui, Peter revient sur la scène musicale avec un mélange unique d'afro-pop et de bandes sonores country-folk influencées par les années 60 et 70. Peter One nous offre une collection authentique de chansons folk chantées en anglais, français et guro, racontant des histoires de divorce douloureux, d'amour et de perte. Il nous propose des réflexions sur les concepts du pouvoir de guérison de la musique, de la diaspora, de l'immigration et de la patrie. Quiconque entend les premières notes de Cherie Vico sur le nouvel album de Peter vous le dira certainement : Peter One est de retour, et a apporté avec lui un ensemble de chansons qui pourraient bien transporter ses auditeurs vers de nouveaux horizons car elles sont finalement le reflet du propre voyage imprévisible et surprenant de Peter One. Titres interprétés au grand studio- Kavudu RFI Live- African Chant Jess Sah Bi & Peter One, extrait de l'album Our Garden Needs Its Flowers (1985)- Chérie Vico, extrait de l'album Come Back To Me voir le clip- Sweet Rainbow Live RFI. Line Up : Peter One, chant, guitare ; Agustin Escalante, claviers.Son : Jérémie Besset, Mathias Taylor.► Album Come Back To Me (Verve Forecast 2023).
L'été arrive et avec lui son lot de festival de jazz au soleil.Sauf qu'il ne faut pas oublier que ce jazz, ce groove on le capte aussi dans toutes sortes de textures sonores, et ça Lucie Antunes l'a bien compris.Elle nous fait d'ailleurs une petite selecta de tout ça dans Jazz The Two of Us ce mati.TRACKLIST01_ AQUASERGE - Ce cher Serge est perdu02_ AQUASERGE - Un monde englouti03_ AQUASERGE - Tombé dans la selve04_ CARIBOU - Sun05_ EMS SYNTHI 100 - Movement 606_ HEIMAT - Quando07_ MATMOS - Zealous Order of Candied Knight08_ CARIBOU - Melody Day (Four Tet remix)09_ TSHEGUE - Muanapoto10_ SUFJAN STEVENS - Should Have Know Better11_ LUCIE ANTUNES - Hoho Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
L'été arrive et avec lui son lot de festival de jazz au soleil. Sauf qu'il ne faut pas oublier que ce jazz, ce groove on le capte aussi dans toutes sortes de textures sonores, et ça Lucie Antunes l'a bien compris. Elle nous fait d'ailleurs une petite selecta de tout ça dans Jazz The Two of Us ce matin TRACKLIST 01_ AQUASERGE - Ce cher Serge est perdu 02_ AQUASERGE - Un monde englouti 03_ AQUASERGE - Tombé dans la selve 04_ CARIBOU - Sun 05_ EMS SYNTHI 100 - Movement 6 06_ HEIMAT - Quando 07_ MATMOS - Zealous Order of Candied Knight 08_ CARIBOU - Melody Day (Four Tet remix) 09_ TSHEGUE - Muanapoto 10_ SUFJAN STEVENS - Should Have Know Better 11_ LUCIE ANTUNES - Hoho
Gabi Hartmann est la bonne surprise de 2023. L'artiste française se profile avec élégance dans les traces de Melody Gardot. Entre jazz et bossa. Elle est l'invitée de la SessionLive où elle jouera 2 titres avec le clarinettiste Robbie Marshall. En ouverture, Sophian Fanen présente l'actu discographique en 5 titres. Tous les mois, le journaliste et critique musical Sophian Fanen partage ses obsessions du moment :- Crimi, 'A Sira, tiré de l'album «Scuru Cauru» (Airfono, 2023) voir le clip -Smokey Robinson, I Wanna Know your Body, tiré de l'album Gasms (Smokey Robinson, 2023)-Lucie Antunes, Vivant·e·s pt. 1, tiré de l'album Carnaval (CryBaby/Infiné, 2023)-Kassin, Perfeito (feat. Chiara Banfi), single (LAB 344, 2023)- MC Yallah, Sikwebela, tiré de l'album «Yallah Beibe» (Hakuna Kulala, 2023) voir le clip.Puis nous recevons Gabi Hartmann pour la sortie de son 1er album.On pourra discuter à l'infini, mais on ne sait pas forcément très clairement où la voix de Gabi Hartmann nous transporte : un bar jazz en sous-sol, une plage tropicale au crépuscule, une terrasse dans une pente de Lisbonne, le fond d'une brasserie parisienne par une nuit d'hiver ? On ferme les yeux et passent, enlacées, l'ombre d'une légende du jazz, d'une diva de la bossa nova, d'une grande dame en noir de la chanson française ou portugaise, quelque part au carrefour du chic exquis et de la mélancolie vertigineuse, de la douceur consolante et du spleen partagé. Quelques mois après un EP introductif, paraît enfin le premier album de Gabi Hartmann, produit avec Jesse Harris. Ils se rencontrent en 2018 à New York. Il apporte tout ce qui fait la gloire de ses collaborations avec Norah Jones, Madeleine Peyroux ou Melody Gardot. Gabi Hartmann apporte aussi une histoire musicale personnelle en devenir, mais déjà touffue. Enfance et famille parisienne écoutant à la fois de la chanson, du rock et des musiques de partout. Piano classique jusqu'à quatorze ans, lorsqu'elle l'échange contre la guitare de son frère pour écrire des chansons. Le jazz surgit en rewind après sa découverte d'Amy Winehouse et de ses reprises d'Ella, Sinatra ou Nat King Cole. Cours de jazz à la Schola Cantorum puis au Conservatoire, détour par la musique brésilienne en vivant deux ans à Rio de Janeiro, une année d'ethnomusicologie à Londres, retour à Paris pour entrelacer des projets en dix genres et trois langues. Quand Jesse Harris lui propose de produire son album, elle y voit une invitation à « rassembler tout ce que je suis », dit-elle – l'amour de Billie Holiday et de Lhasa de Sela, ses amitiés pour le flûtiste soudanais Ghandi Adam et pour le guitariste guinéen Abdoulaye Kouyaté, son admiration pour l'immense crooner Henri Salvador et ses souvenirs de voyage en Afrique, son matériel tout neuf et des splendeurs vénérables écrites avant la naissance de ses parents… Dès leur rencontre, les deux musiciens écrivent et enregistrent entre New York et Paris. Peu à peu, émergent des chansons de Gabi, la cohérence entre son amour des grands standards jazz et ses confessions de jeune Française de son siècle, entre sa fascination pour les musiques des Tropiques et son instinct poétique parisien… Tout en préparant cet album, elle fait la première partie de Jamie Cullum ou Melody Gardot, passe régulièrement au mythique club de jazz le Duc des Lombards, voit grandir la rumeur sur son nom… À la rentrée 2021, les cinq titres de son EP annoncent une grande voix à la fois populaire et savante. Et voici que l'album confirme : timbre chaud et précis avec une once de désinvolture élégante, charme également funambule en français, en anglais et en portugais (et aussi pour quelques couplets en arabe), esthétique intemporelle et regard franc sur son époque (La Mer, titre tragique sur le sort des migrants en Méditerranée), phrasé d'idole du disque et classe des classiques de Cinecittá, auteure introspective et compositrice plurielle… Voici ce que les Américains appellent chanteuse, et que l'on appelle lady en français, aussi douée pour se montrer telle qu'en elle-même que pour endosser les habits de la légende.Titres interprétés au grand studio- Mille Rivages Live RFI voir le clip - La Mer, extrait de l'album- L'amour incompris Live RFI.Line Up : Gabi Hartman, voix, guitare, Robby Marshall, flûte traversière.Son : Jérémie Besset, Mathias Taylor.► Album Gabi Hartmann (Sony Music 2023).Prochain concert, le 27 novembre 2023 à La Cigale, Paris.
Vous écoutez Dig Dig Diggers l'émission des radios Ferarock au Festival du Printemps de Bourges 2023 ! Découvrez un plateau animé par Beaub FM, Radio Béton, Fréquence Mutine, Radio 666, PFM et l'Eko des Garrigues de 17h à 19h les 19, 20 et 21 Avril. Mercredi 17h > 18h → Fishtalk, Lucie Antunes, Farlot, Rita Sa Rego
avec Fishtalk, Lucie Antunes, Farlot, Rita Sa Rego, Ariane Roy, Pales, Thea (+live)
durée : 00:46:14 - Par les temps qui courent - par : Marie Richeux - Nous recevons la percussionniste et compositrice Lucie Antunes à l'occasion de la sortie de son deuxième album "Carnaval" sur les labels CryBaby et InFiné. - invités : Lucie Antunes Musicienne
durée : 00:55:54 - Côté Club - par : Laurent Goumarre - Côté Club, le rendez-vous de toute la scène française et plus si affinités reçoit l'ex-Daft Punk, Thomas Bangalter pour son premier album solo, "Mythologies" ainsi que Lucie Antunes. Bienvenue au Club ! - invités : Thomas BANGALTER, Lucie Antunes - Thomas Bangalter : Musicien, chanteur, disc jockey, réalisateur et scénariste français, Lucie Antunes : Musicienne
Te invitamos a un nuevo y vibrante viaje en el tiempo y el espacio. El futuro inmediato de la actualidad sonora nos lleva a los planetas de Madison McFerrin con su despampanante autoproducido nuevo catálogo de jazz & RnB bailable; Pedro Ricardo y su originalísimo patchwork atlántico; los venezolanos Insólito UniVerso y su reconstrucción folclórica de largo alcance o las lost recordings de Vusi Mahlasela y Jive Connection. Un ramillete de avances y novedades seleccionado y presentado con entusiasmo por Alex García Amat. Con Forever Pavot, Billy Valentine, 79.5, Lucie Antunes, Rickie Lee Jones y Walter Branco.
durée : 01:08:48 - Club Jazzafip - Avant la sortie de son album "Carnaval", la multi-instrumentiste et compositrice partage avec nous son amour du jazz et ses grands coups de cœur.
« Si vous êtes une femme et que vous osez regarder à l'intérieur de vous-même, alors vous êtes une sorcière. » C'est sur cette citation issue du manifeste du mouvement féministe américain W.I.T.C.H. que s'ouvre Sorcières, la puissance invaincue des femmes, essai culte de Mona Chollet publié en 2018 aux éditions La Découverte qui, avec ses 300000 exemplaires vendus, est devenu l'un des essais féministes les plus lus de ces cinq dernières années. Ah, vous ne l'avez pas lu ? Pas de panique ! D'abord, parce qu'il n'est pas trop tard, mais aussi car en 2019, le collectif A Définir Dans Un Futur Proche, fondé par Elodie Demey, Mélissa Phulpin et Géraldine Sarratia, adaptait pour la scène la plume et la pensée de Mona Chollet sous la forme d'une lecture musicale intitulée Sorcières. Au plateau, des comédiennes et des musiciennes en alternance, des sorcières plurielles parmi lesquelles Anne Paceo, Clara Ysé, Clotilde Hesme, Pomme, Safia Nolin, Franky Gogo, Constance Dollé, Ariane Ascaride, Valérie Donzelli, Fishbach, Lucie Antunes, Léonie Pernet ou encore Mélissa Laveaux. Après un premier round couronné de succès à l'automne dernier, Sorcières est de retour pour 4 dates exceptionnelles au Théâtre de l'Atelier à Paris, du 10 au 14 janvier. Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Zone à défendre ou némésis, lieu d'auto-censure, vecteur d'émancipation fem' & queer, argument marketing, corps de son ou corps de lutte… Quelles relations les musiciennes Flavia Coelho, Lucie Antunes, Léonie Pernet et Nidia entretiennent-elles avec leur corps ? Comment le mettent-elles en jeu dans l'espace performatif et à quelles fins ? La Voix des Femmes, le forum qui donne la parole aux artistes féminines, des conversations animées par Jeanne Lacaille, enregistrées au Metronum à Toulouse dans le cadre du Festival Rio Loco. Podcasts réalisés par Melvin Schlemer. Voir Acast.com/privacy pour les informations sur la vie privée et l'opt-out.
durée : 00:54:53 - Côté club - par : Laurent Goumarre - Côté Club, le rendez-vous de toute la scène française et plus si affinités. Une heure pour faire le tour de l'actualité musicale et plus encore. Quand la musique rencontre les arts, du cinéma à la BD, du théâtre à la littérature. Bienvenue au Club !
durée : 00:54:53 - Côté club - par : Laurent Goumarre - Côté Club, le rendez-vous de toute la scène française et plus si affinités. Une heure pour faire le tour de l'actualité musicale et plus encore. Quand la musique rencontre les arts, du cinéma à la BD, du théâtre à la littérature. Bienvenue au Club !
Des percussions envoûtantes qui se mêlent aux instruments acoustiques et aux sonorités électroniques. Dans ses compositions, la percussionniste et batteuse Lucie Antunès élabore des univers oniriques influencés par les textures de John Cage, de compositeurs minimalistes américains et de grandes fresques symphoniques qui vous prennent aux tripes et aux jambes! Car avant tout, lʹenvie de Lucie Antunes, cʹest de briser les frontières, bousculer les genres et rendre le dancefloor plus beau, plus doux, plus grand, plus intelligent et plus ouvert. Invitée le 11 juin au festival Les Athénéennes, Lucie Antunes interprètera en trio les pièces de son album "Sergeï". Avant son passage à Genève, elle évoque ses projets au micro dʹAnya Leveillé.
À peine remis de Panoramas, Tsugi Radio est en direct dès aujourd'hui du Printemps de Bourges en compagnie des Inouïs 2022, S Diamah et Walter Astral, mais aussi de Miel De Montagne, de Safia Nolin qui revisite en mode folk le répertoire de Céline Dion avec Pomme, ou de Lucie Antunes qui dirige la Fucking Night en hommage à Brigitte Fontaine.
Radio Nova a posé ses valises sur l'île Séguin, à l'immense Seine Musicale de Boulogne Billancourt, pour cette 34ᵉ édition du Festival Chorus. C'était l'un des premiers festivals de l'année, et le moins que l'on puisse dire c'est qu'il aura lancé la saison avec brio.Le Chorus, c'est une programmation éclectique et ambitieuse, qui rassemble plus de 60 artistes. Quatre jours, durant lesquels se côtoient de grands noms comme IAM ou Paul Kalkbrenner, et des étoiles montantes comme La Fève ou November Ultra.Le festival a commencé dès le mercredi 6 avril avec le “Chorus Des Enfants”. Une journée consacrée aux (très !) jeunes, qui proposait de nombreux ateliers dédiés à la musique et pensés pour des enfants. C'est notamment à cause de cet atelier que vos gamins se la jouent DJ à la maison depuis mercredi dernier…On a aussi rencontré David Ambibar, le programmateur du festival. Il est revenu avec nous sur les coulisses, et sa vision pour cette nouvelle édition. L'univers musical du Festival Chorus fait la part belle aux artistes confirmés, mais aussi à la scène émergente avec l'Emergence Day. Une journée organisée le jeudi 7 avril, et consacrée aux professionnels de la musique et à la jeune création. C'est pendant l'Emergence Day qu'a eu lieu le Prix Chorus. Une compétition dédiée aux artistes en développement et remportée cette année par Zao de Sagazan. Une chanteuse nantaise “écorchée vive” qui bénéficiera d'une aide financière et des résidences artistiques au sein de La Seine Musicale durant un an. On a aussi discuté avec le rappeur et beatmaker Moussa, après son passage sur la petite scène de La Seine Musicale. Et on a interviewé les Waykiki Boys, Kutu, French 79, Ben PLG, Lucie Antunes et Laeti. La jeune rappeuse nous a d'ailleurs annoncé en exclusivité, la date de sortie de son premier album Un Jour Avec, Un Jour Sans, le 6 mai prochain ! Bref, on a passé un très bon moment à La Seine musicale. Cette nouvelle édition du Chorus nous aura régalé et on attend avec impatience l'année prochaine. Cette émission live devrait achever de vous convaincre, et on espère vous croiser à Boulogne en avril 2023.Une émission animée par Kenza Naaimi et Smaël Bouaici, réalisée par Tristan Guérin. Voir Acast.com/privacy pour les informations sur la vie privée et l'opt-out.
Lucie Antunes é o “electrão livre” da nova cena musical electroacústica francesa. Em palco, experimenta, surpreende, propõe. Baterista e percussionista de formação clássica e contemporânea, a jovem artista inspira-se nos pioneiros do minimalismo para experimentar novos horizontes sonoros. Não tem medo de ir buscar coisas à rua para as integrar nas suas composições, como “ready mades” musicais que abalam códigos e notas académicas. Lucie Antunes é um dos nomes que sobe ao palco, a 13 de Novembro, do centro cultural Cenquatre, em Paris. Mas foi horas antes de encher a sala La Cigalle, no âmbito do festival MaMA, em Outubro, que a artista falou com a RFI sobre liberdade e música. “Sempre fui um electrão livre. Estive em orquestras e podia ter tido uma carreira com mais dinheiro e mais estabilidade, mas isso é uma falta de liberdade total para mim. Adoro a orquestra, mas há forçosamente um maestro que te diz o que deves fazer. Há também condições, nem é tanto o maestro que me incomoda, são as condições porque é muito académico e eu não sei fazer isso, preciso de liberdade, sou mesmo um electrão livre. A pop é porque sempre gostei, sempre ouvi, nomeadamente a musica electrónica – que é o que mais defendo – e gosto tanto da música clássica, como da electrónica, como da contemporânea, como da erudita.” Chamemos-lhe, então, o “electrão livre” da nova cena electroacústica musical francesa. Em palco, experimenta, surpreende, propõe. Entre veludo e estridências, entre chapas de metal e sons electrónicos. Lucie Antunes tem uma forte ligação a Portugal e um apelido que herdou do pai. Compreende a língua paterna mas prefere expressar-se em francês, muito mais natural quando quer falar de algo que também faz parte do seu ADN: a música. Baterista e percussionista de formação clássica e contemporânea, Lucie Antunes inspira-se nos pioneiros do minimalismo para experimentar novos horizontes sonoros. Não tem medo de ir buscar coisas à rua para as integrar nas suas composições, como “ready mades” musicais que abalam códigos e academismos. “Tento seguir o trabalho de John Cage na exploração de sonoridades. Procuro metais que não são instrumentos, mas que vão ajudar a explorar novas reverberações nas ressonância. Há toda uma pesquisa em torno do metal, por exemplo, para saber onde colocar o microfone porque também há todo um trabalho de microfones que vão fazer soar um dado instrumento. E se eu juntar o metal num conjunto com músicas electrónicas à volta, ele vai ocupar muito espaço e assim não se pode meter um simples micro, é preciso micro-sensores que se colam directamente e que não se deixam parasitar pelos sons exteriores. Tudo isto é uma pesquisa que faço com metais, como pedaços de chapa, com tubos. Depois, como no trabalho de John Cage, há a preparação dos instrumentos, por exemplo, vou colocar objectos em cima do vibrafone para o fazer vibrar. É realmente este trabalho que gosto de fazer. Por exemplo, tenho uma versão deste álbum com três músicos mas também com sete músicos e estou a trabalhar com uma tuba, que vamos usar no segundo disco, dentro da qual vamos pôr um microfone concebido especialmente para isto e depois vamos usar um pedal de efeitos. Isto são pesquisas de materiais. O John Cage não trabalhava com pedal de efeitos, o que eu tento é trabalhar com o que a pop, o rock trouxeram, mas sempre baseando-me no que aprendi a fazer no conservatório.” Lucie Antunes sublinha que não está aqui para inventar nada, simplesmente para continuar as pesquisas iniciadas pelos pais do minimalismo. “O meu principal objectivo não é inovar, ou procurar inovar. Eu acho é que não devemos hesitar em continuar as pesquisas que foram feitas pelos nossos antecessores ou então continuar o que eles fizeram. Por exemplo, há um artista que adoro, que se chama Chassol, com quem trabalhei também, e adoro o trabalho dele. Ele não esconde que as suas pesquisas se inspiram - como eu aliás - em Steve Reich com o lado vídeo e teclados. É muito importante. Podíamos dizer ‘Ai, ele copia o Steve Reich, mas isso já foi feito'. Isso não interessa. Que óptimo que haja artistas que o imitem. Eu tenho músicas que são mesmo baseadas em Steve Reich e não tenho problema nenhum em dizê-lo. Como sou super fã do trabalho dele, digamos que o amplifico. E isso foi difícil para mim porque no Conservatório há muitos códigos e coisas que não podemos fazer. Para sair disto, é quase preciso criar novas leis.” Depois do conservatório, a jovem artista trabalhou com nomes como Moodoïd, Aquaserge, Yuksek e Susheela Raman e apesar de se ter lançado a solo, em 2019, sempre se rodeou de colaborações com músicos como Chassol, Vincent Segal, Halo Maud, Julien Gasc, François and The Atlas Mountains… O primeiro álbum, intitulado Sergeï, surge em 2019 e é um trabalho que ela descreve como cinematográfico, com camadas de sons acústicos a vibrarem com batidas electrónicas, em crescendos poéticos e ritmos orgânicos que redundam em pausas catárticas. Uma música instrumental para quebrar fronteiras e géneros. “Eu diria que é um álbum mais cinematográfico, tem imensas imagens. O segundo vai ser muito mais terra a terra. Claro que há sempre imensas imagens na minha música porque não sei compor de outra forma. Mas penso que se compreende bem a ligação entre o primeiro e o segundo disco, não há nenhuma mudança radical porque isso não sei fazer, mas o primeiro era mais cinematográfico, talvez um pouquinho mais erudito porque havia mais ritmos assimétricos. Aqui brinquei menos com isso. No primeiro, havia uma pesquisa sonora muito intensa - no segundo também mas é completamente diferente. Vai ser mais metálico, com texturas bastante diferentes.” “Vamos gravá-lo no início de Novembro. Vamos gravar as novas músicas que estão escritas e todas as maquetes estão prontas. Vamos gravar e entrar numa etapa que eu adoro que é a construção das músicas. Há uma nova que tocamos ao vivo e ao tocá-la ao vivo também experimentamos tudo o que vamos poder fazer no estúdio. O primeiro álbum é bastante diferente do espectáculo ao vivo. Foi composto com muita precisão e no palco reorquestrámo-lo completamente. Agora, gostaria que o espectáculo e o disco se parecessem mais. Vai ser mais electrónico. Mais electrónico mas não forçosamente nos sons, mais numa espécie de transe. É o que posso dizer para já.”
Lucie Antunes é o “electrão livre” da nova cena musical electroacústica francesa. Em palco, experimenta, surpreende, propõe. Baterista e percussionista de formação clássica e contemporânea, a jovem artista inspira-se nos pioneiros do minimalismo para experimentar novos horizontes sonoros. Não tem medo de ir buscar coisas à rua para as integrar nas suas composições, como “ready mades” musicais que abalam códigos e notas académicas. Lucie Antunes é um dos nomes que sobe ao palco, a 13 de Novembro, do centro cultural Cenquatre, em Paris. Mas foi horas antes de encher a sala La Cigalle, no âmbito do festival MaMA, em Outubro, que a artista falou com a RFI sobre liberdade e música. “Sempre fui um electrão livre. Estive em orquestras e podia ter tido uma carreira com mais dinheiro e mais estabilidade, mas isso é uma falta de liberdade total para mim. Adoro a orquestra, mas há forçosamente um maestro que te diz o que deves fazer. Há também condições, nem é tanto o maestro que me incomoda, são as condições porque é muito académico e eu não sei fazer isso, preciso de liberdade, sou mesmo um electrão livre. A pop é porque sempre gostei, sempre ouvi, nomeadamente a musica electrónica – que é o que mais defendo – e gosto tanto da música clássica, como da electrónica, como da contemporânea, como da erudita.” Chamemos-lhe, então, o “electrão livre” da nova cena electroacústica musical francesa. Em palco, experimenta, surpreende, propõe. Entre veludo e estridências, entre chapas de metal e sons electrónicos. Lucie Antunes tem uma forte ligação a Portugal e um apelido que herdou do pai. Compreende a língua paterna mas prefere expressar-se em francês, muito mais natural quando quer falar de algo que também faz parte do seu ADN: a música. Baterista e percussionista de formação clássica e contemporânea, Lucie Antunes inspira-se nos pioneiros do minimalismo para experimentar novos horizontes sonoros. Não tem medo de ir buscar coisas à rua para as integrar nas suas composições, como “ready mades” musicais que abalam códigos e academismos. “Tento seguir o trabalho de John Cage na exploração de sonoridades. Procuro metais que não são instrumentos, mas que vão ajudar a explorar novas reverberações nas ressonância. Há toda uma pesquisa em torno do metal, por exemplo, para saber onde colocar o microfone porque também há todo um trabalho de microfones que vão fazer soar um dado instrumento. E se eu juntar o metal num conjunto com músicas electrónicas à volta, ele vai ocupar muito espaço e assim não se pode meter um simples micro, é preciso micro-sensores que se colam directamente e que não se deixam parasitar pelos sons exteriores. Tudo isto é uma pesquisa que faço com metais, como pedaços de chapa, com tubos. Depois, como no trabalho de John Cage, há a preparação dos instrumentos, por exemplo, vou colocar objectos em cima do vibrafone para o fazer vibrar. É realmente este trabalho que gosto de fazer. Por exemplo, tenho uma versão deste álbum com três músicos mas também com sete músicos e estou a trabalhar com uma tuba, que vamos usar no segundo disco, dentro da qual vamos pôr um microfone concebido especialmente para isto e depois vamos usar um pedal de efeitos. Isto são pesquisas de materiais. O John Cage não trabalhava com pedal de efeitos, o que eu tento é trabalhar com o que a pop, o rock trouxeram, mas sempre baseando-me no que aprendi a fazer no conservatório.” Lucie Antunes sublinha que não está aqui para inventar nada, simplesmente para continuar as pesquisas iniciadas pelos pais do minimalismo. “O meu principal objectivo não é inovar, ou procurar inovar. Eu acho é que não devemos hesitar em continuar as pesquisas que foram feitas pelos nossos antecessores ou então continuar o que eles fizeram. Por exemplo, há um artista que adoro, que se chama Chassol, com quem trabalhei também, e adoro o trabalho dele. Ele não esconde que as suas pesquisas se inspiram - como eu aliás - em Steve Reich com o lado vídeo e teclados. É muito importante. Podíamos dizer ‘Ai, ele copia o Steve Reich, mas isso já foi feito'. Isso não interessa. Que óptimo que haja artistas que o imitem. Eu tenho músicas que são mesmo baseadas em Steve Reich e não tenho problema nenhum em dizê-lo. Como sou super fã do trabalho dele, digamos que o amplifico. E isso foi difícil para mim porque no Conservatório há muitos códigos e coisas que não podemos fazer. Para sair disto, é quase preciso criar novas leis.” Depois do conservatório, a jovem artista trabalhou com nomes como Moodoïd, Aquaserge, Yuksek e Susheela Raman e apesar de se ter lançado a solo, em 2019, sempre se rodeou de colaborações com músicos como Chassol, Vincent Segal, Halo Maud, Julien Gasc, François and The Atlas Mountains… O primeiro álbum, intitulado Sergeï, surge em 2019 e é um trabalho que ela descreve como cinematográfico, com camadas de sons acústicos a vibrarem com batidas electrónicas, em crescendos poéticos e ritmos orgânicos que redundam em pausas catárticas. Uma música instrumental para quebrar fronteiras e géneros. “Eu diria que é um álbum mais cinematográfico, tem imensas imagens. O segundo vai ser muito mais terra a terra. Claro que há sempre imensas imagens na minha música porque não sei compor de outra forma. Mas penso que se compreende bem a ligação entre o primeiro e o segundo disco, não há nenhuma mudança radical porque isso não sei fazer, mas o primeiro era mais cinematográfico, talvez um pouquinho mais erudito porque havia mais ritmos assimétricos. Aqui brinquei menos com isso. No primeiro, havia uma pesquisa sonora muito intensa - no segundo também mas é completamente diferente. Vai ser mais metálico, com texturas bastante diferentes.” “Vamos gravá-lo no início de Novembro. Vamos gravar as novas músicas que estão escritas e todas as maquetes estão prontas. Vamos gravar e entrar numa etapa que eu adoro que é a construção das músicas. Há uma nova que tocamos ao vivo e ao tocá-la ao vivo também experimentamos tudo o que vamos poder fazer no estúdio. O primeiro álbum é bastante diferente do espectáculo ao vivo. Foi composto com muita precisão e no palco reorquestrámo-lo completamente. Agora, gostaria que o espectáculo e o disco se parecessem mais. Vai ser mais electrónico. Mais electrónico mas não forçosamente nos sons, mais numa espécie de transe. É o que posso dizer para já.”
durée : 00:54:15 - Very Good Trip - par : Michka Assayas - Besoin d'évasion et de transe ? Very Good Trip a tout fait pour vous faire partir, loin, très, très loin.
O MaMA Festival & Convention arranca esta quarta-feira e decorre até sexta em 14 salas emblemáticas do bairro de Pigalle, em Paris. Cerca de 80 artistas vão apresentar os seus projectos, entre os quais as melodias electroacústicas minimalistas de Lucie Antunes, as experiências “tecno-acordeão” de Turfu, a bossanova contemporânea franco-brasileira de Yndi e os sons urbanos da “Bossa-Trap” de Bianca Costa. Uma edição que quer virar a página da pandemia, avisa o director Fernando Ladeiro-Marques.
La artista canadiense se alía con la española para crear su tema "Flamenco" que puedes descubrir hoy en Siglo 21. Además, la nueva música de Jungle, que acaban de publicar su disco, Loving in Stereo. También Lucie Antunes, Degiheugi, Agoria con Ela Minus y mucho más. En Consola hablamos sobre Criptojuegos. Al final del programa AFFKT presenta una última canción de su disco The Big Picture. Escuchar audio
Des Femmes et des Batteries, présenté par Flore Benguigui. Focus sur plusieurs femmes batteuses et percussionnistes : Viola Smith et Karen Carpenter. Invitée : la musicienne, performeuse, directrice artistique et metteuse en scène Lucie Antunes. Illustration : Sarah Fabre. Voir Acast.com/privacy pour les informations sur la vie privée et l'opt-out.
La música creada por la dj ibicenca con la colaboración del portugués suena en este Siglo21. También Lucie Antunes, Hope Tala, Polo & Pan y Doble Pletina, entre otras novedades. En Contenedores de Arte hablamos con Ana Genoves. Escuchar audio
Aujourd'hui dans la Potion, la multi-instrumentiste Lucie Antunes ! Lucie Antunes est une artiste complète, une casse-cou passionnée qui n'hésite pas à prendre des risques et à se réinventer. Son truc à elle, ce sont les percussions et les textures du son, qu'elle aime explorer sur ses instruments fétiches, vibraphone et marimba en tête. Libre, capable de fracas comme de délicatesse, Lucie Antunes s'est longtemps cachée derrière des artistes tels que Moodoïd, Aquaserge, Yuksek ou Chassol jusqu'à ce jour de 2019 où, en pleine lumière, la musicienne nous présentait son premier album, Sergeï, un voyage sensoriel électro-acoustique jamais loin de la transe. Aujourd'hui, Lucie Antunes prépare son retour en live, avec Variation(s), ce dispositif de soutien pour les artistes porté par le FGO-Barbara à Paris, et plus tard sur la scène du Printemps de Bourges le 25 juin, à Saint-Brieuc ou Châlon-en-Champagne en septembre… Mais d'abord, voici Lucie Antunes dans La Potion aujourd'hui. Au programme : expérience ayahuasca, percussions thérapeutiques et relecture de l'œuvre de Steve Reich, hautement chamanique pour mon invitée.Visuel © Pierre Andreotti See acast.com/privacy for privacy and opt-out information.
LUZ1E - Radical Optimism [voitax] VEL - Eh Lof Live Real (In Aeternam Vale Remix) [unusual records] HARRY DOE - Choirs [unusual records] MISS ELECTRIC - Ghosts [different is different records] ELECTRIC RESCUE - Dream Warriors [arkham audio] MENWOOD - Lidenbrock (Answer Code Request Remix) [_burst] T99 - Anasthasia (Madben Remix) [arkham audio] IDEM NEVI - Easel [requested soul records] COSTELLO - Nebulla [bad life] LUCIE ANTUNES - Sergei [infiné] LUCIE ANTUNES - Lettre à F [infiné] LUCIE ANTUNES - Iceland [infiné] LINDTROM & CHRISTABELLE - Music (In My Mind) (2003) [Feedelity Recordings]
durée : 00:54:24 - Les concerts d'inter - par : Laurent Goumarre - Toute la scène musicale française et francophone se retrouve dans Coté club, du rap à la chanson, du métal à l'électro, tous les artistes se donnent rendez-vous chaque soir de 22h à 23h. - réalisation : Marion Guilbaud, Stéphane Le Guennec, Alexis Goyer, Virginie Rouzic Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France