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Esta segunda-feira, 01 de Junho, assinala-se o Dia da Criança, um dia que deveria ser de celebração, mas, em muitos locais do mundo, milhões de crianças continuam privadas de diretos básicos. Por exemplo, em vários países africanos, o acesso à educação ou aos cuidados básicos continua a ser um desafio diário agravado pela pobreza, conflitos armados ou falta de infraestruturas. Dados recentes divulgados pela UNICEF dão conta de que na África Oriental e Austral, mais de 47 milhões de crianças e adolescentes não vão à escola. Moçambique, por exemplo, é um país que enfrenta várias dificuldades do ponto de vista social e económico, mas Victor Maulana, director da associação "Amigos da Criança Boa Esperança", considera que a situação da criança em 2026 apresenta uma tendência de melhoria. RFI: Como descreve a situação das crianças moçambicanas em 2026? Victor Maulana: Tende a melhorar, mas esta melhoria carece de um acompanhamento de quem de direito. Estamos a falar dos nossos dirigentes para que as coisas se mantenham como estão a decorrer. RFI: De que tipo de melhorias é que o Victor fala concretamente? Victor Maulana: Por exemplo, nós tinhamos problemas no acesso à educação no que diz respeito às crianças, mas o governo tende a expandir a rede escolar. Neste caso, estamos a falar do direito à educação. Estamos a falar, por exemplo, também da expansão da rede sanitária, da questão da saúde e infraestruturas. Há muitas organizações da sociedade civil que também têm operado nas comunidades, nos distritos, e isso faz com que os direitos da criança também sejam mais divulgados e as comunidades estejam mais informadas a respeito dos direitos da criança. RFI: No que diz respeito à educação, tem noção do número de pessoas que são excluídas do ensino porque são obrigadas a trabalho infantil ou, por exemplo, a casamentos forçados? Victor Maulana: Falamos de crianças, mas também de adolescentes e jovens. Eles têm praticado trabalho infantil, isso devido à falta de protecção. RFI: Há uma estimativa em relação a isso? Victor Maulana: Não posso dizer exatamente quantas crianças estão a ser sujeitas a trabalho infantil, ou seja, que estão a ser obrigadas a prostituição infantil. Fizemos esse estudo há cinco anos e fizemos propostas ao governo, que não deram certo. Isso serviria para minimizar a situação relacionada com as práticas de trabalho infantil das crianças. RFI: A sua associação está em contacto directo com as crianças no terreno. O que é que mais falta a estas crianças que acompanham diariamente? Victor Maulana: Eu estou a voltar agora do campo. Estive nos distritos mais recônditos do país. Estou a falar do distrito de Mecula ou até do distrito de Nipepe, Maúa ou Metarica, onde a vulnerabilidade das crianças é o prato do dia-a-dia. Vulnerabilidade em tudo: na questão da educação e saúde, mas também na questão do registo de nascimentos. Eu desta vez que estive lá, tive que ajudar uma família a registar os seus filhos na Conservatória do Distrito de Maúa. RFI: Recorda-se de alguma criança cuja história o tenha marcado? Há alguma história de superação que represente a esperança que vê nas crianças moçambicanas? Victor Maulana: Moçambique é um país muito vasto. Eu falo directamente da província do Niassa. É a província mais extensa e menos vivida. Falar de esperança das crianças pode até tornar-se num mito, ao nível da nossa província. Como eu dizia, o país é vasto e pode ser que sim, que doutro lado do país, haja sonhos, haja esperança. Ainda assim, o ano de 2026, está a ser marcado por muitos desafios, muitos mesmo. Os sonhos tornam-se em incertezas. RFI: Quais são os principais desafios que aponta hoje em dia em Moçambique em relação às crianças? Victor Maulana: A criança, de modo geral, gosta de viver num ambiente harmonioso, num ambiente de paz, solidariedade, carinho e amor. Como é que estas crianças se vão sentir, sabendo que, do outro lado do país, há outras crianças que estão a ficar sem pais, outras crianças que não têm comida... No mesmo país, do outro lado, está a viver-se tranquilamente. As crianças estão a brincar no baloiço. Há discriminação aqui. Uma parte do nosso país vive sem paz. Uma parte do nosso país vive com terror. Numa parte do nosso país, a educação é de qualidade. As condições são melhores. Então, são vários os desafios que o nosso país enfrenta. RFI: Falou sobre a falta de paz, sobre o terrorismo. Nós temos vindo a assistir a uma situação extremamente grave em Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, com a sucessivos ataques terroristas. Que informações é que há no país sobre as crianças soldado, as crianças que são recrutadas no meio deste conflito armado? Victor Maulana: Houve um momento em que estavam a ser recrutadas crianças, mas depois disso passou. Um grupo de crianças já tinha sido recrutado, mas depois já tinham sido resgatado. No presente ano, não tivemos a informação de que foram recrutadas crianças, pelos terroristas, para o serviço militar. RFI: Na sua óptica, que tipo de medidas é que deveriam ser tomadas em Moçambique para melhorar, de forma geral, a vida das crianças? Victor Maulana: Na minha opinião, na qualidade de um ativista social, considero que Moçambique é um país que tem muitas leis bonitas e o grave problema que o nosso país enfrenta é na implementação dessas mesmas leis. Dificilmente as leis são colocadas em prática. Então, a primeira medida seria o cumprimento das leis existentes em Moçambique. Moçambique não usa leis. Moçambique usa as pessoas que tiram ideias na hora e não leis. A Constituição da República de Moçambique não funciona. A democracia no nosso país não funciona. A justiça no nosso país não funciona. Queremos medidas concretas, que cumpram com as leis que foram aprovadas pela Assembleia da República. Quando a vida da população moçambicana melhorar, estaremos a criar um ambiente saudável, harmonioso, de justiça e paz, onde as crianças podem viver tranquilamente. RFI: O intuito da nossa conversa, Victor, é precisamente pelo facto de hoje se assinalar o Dia da Criança. Aquilo que lhe pergunto, em último lugar, é se este é um dia de celebração ou se é essencialmente também um dia que deve ser um dia de reflexão? Victor Maulana: Hoje é dia de festa, não é o dia de reflexão. Essa reflexão deve ser feita todos os dias, no sentido de colocarmos as nossas crianças num ambiente harmonioso, saudável e de justiça. Não podemos refletir só no dia 1 de junho. O dia 1 de junho é celebração. Estamos a celebrar em memória daquelas crianças que foram maltratadas e mortas por vários fatores, pela incompetência de algumas pessoas. Nós, como pais e encarregados de educação, como tios, como familiares, só podemos hoje celebrar a reflexão e do dia-a-dia e pensar no que é que podemos fazer para que as crianças vivam seguras, em paz e com amor todos os dias.
All'interno del programma di Radio PNR City Life, condotto da Giampaolo Cacciatore lo Spazio Diocesi con Sr Roberta: dalla lotteria esperienziale solidale di Novi Ligure alla gita spirituale all'Isola di San Giulio, fino alla Settimana Verde in Valle d'Aosta e al pellegrinaggio in Puglia e Matera: un viaggio tra proposte che uniscono comunità, fede e tempo di qualità, valorizzando il territorio e le relazioni.
Esta segunda-feira 27 de Abril, 48h depois dos ataques simultâneos em sete localidades do Mali, em que morreu o ministro da defesa Sadio Camara, os relatos são de uma certa acalmia, nomeadamente na capital Bamaco. A junta diz ter tomado o controlo da situação, afirma ter repelido em várias localidades os ataques dos jiadistas do JNIM aliados com os rebeldes tuaregues da FLA. Qual é a realidade destas afirmações? O que revelam estes ataques do estado em que se encontra o Mali, e mais geralmente a região do Sahel, que a ONU descreve como o "epicentro mundial" da ameaça terrorista? Elementos de resposta com Leonardo Simão, representante da ONU para a região do Sahel. A 25 de Abril o Mali acordou ao som de disparos e explosões. De Bamaco a Kidal, de Gao a Mobti, sete localidades foram simultaneamente atacadas ao amanhecer com uma precisão que surpreendeu os analistas. Os jiadistas do JNIM e os rebeldes tuaregues da Frente de Libertação Azawad (FLA) atacaram juntos. O ministro da defesa Sadio Camara morreu, a cidade de Kidal caiu às mãos dos insurgentes, os mercenários russos da Africa Corps foram obrigados a retirar-se da cidade, fragilizando ainda mais a junta no poder a quem os russos se aliaram alegadamente para lutar contra o terrorismo. Esta segunda-feira os relatos são de uma certa acalmia. A junta diz ter tomado o controlo da situação, afirma ter repelido os ataques em várias localidades. Qual é a realidade destas afirmações? Era previsível esta ofensiva? O que revela do estado em que se encontra o Mali, e mais geralmente a região do Sahel, que a ONU descreve como o "epicentro mundial" da ameaça terrorista? Elementos de resposta com Leonardo Simão, representante da ONU para a região do Sahel. Leonardo Simão: Acompanhei todos estes ataques, de Bamaco a Gao e Mobti, assim como a morte do ministro da Defesa e outros dirigentes. É um escalar de instabilidade na região. O Sahel já era uma zona instável, tem estado sob pressão do jiadismo de forma bastante forte. E neste momento temos um novo desenvolvimento, que é a associação do JNIM jiadista com a rebelião tuaregue da FLA. E espero que este novo desenvolvimento contribuirá para que seja alcançada uma solução negociada para o país. Porque um dos desafios recorrentes do Mali é justamente o modelo de governação. Talvez agora se abram caminhos para que isso seja possível. Esta associação entre os rebeldes tuaregues da FLA e grupo jiadista do JNIM, é algo que a junta no poder tinha previsto? Cai uma cidade às mãos da rebelião e dos jiadistas, morre um ministro, poderia isto ter sido antecipado? Não sei de que informações dispunha a junta sobre a organização destes ataques simultâneo. Mas a verdade é que estas investidas no Mali, como no Níger e no Burkina Faso, têm tido uma intensidade crescente, mas também um grau de sofisticação crescente. Os ataques simultâneos deste fim-de-semana em várias zonas do Mali mostram só por si o grau de sofisticação e a organização dos grupos jiadistas. Há um escalar da instabilidade no Sahel, e um grau cada vez maior de sofisticação dos ataques jiadistas. O JNIM tem capacidades letais e ofensivas maiores do que o grupo rebelde tuaregue? Estes recentes ataques foram atribuídos ao grupo jiadista. Em Dezembro também atacaram os comboios que levavam combustível para Bamaco. Isso mostrou um grau de sofisticação cada vez mais elevado.Houve também ataques em Janeiro, no aeroporto de Niamey, no Níger, e em Março no aeroporto de Touha. São sempre ataques de grande envergadura, e de cada vez com um grau de sofisticação superior aos ataques anteriores. Portanto, há um crescendo da sofisticação dos ataques. Agora se é preciso abrir espaço ou não para se encontrar uma solução negociada: só o governo poderá saber. A rebeldia tuaregue e os jiadistas do JNIM partilham as mesmas ideologias, ou estamos perante uma aliança de conveniência? Esta união é um fenómeno novo? É um fenómeno novo, mas cujos detalhes eu não conheço. No entanto, o que os rebeldes tuaregues reclamam é um Estado mais descentralizado. Procuram existir enquanto povo Tuaregue. Nomeadamente tendo em conta a vastidão do país, em muitas zonas a administração territorial torna-se bastante difícil. Isto foi alvo de acordos anteriores entre o governo e grupos tuaregues ao longo dos últimos 20, 30 anos. Portanto, não é coisa nova. Agora, o JNIM tem uma outra agenda, que é a implantação do Estado Islâmico. O que não se sabe é se esta agenda mudou para se acomodar a uma aliança com os tuaregues. Mas uma aliança tem sempre pontos de convergência. Não só em relação a um objectivo a atingir de imediato, como ao que acontece depois. A união dos rebeldes tuaregues com os jiadistas é um fenómeno novo. Qual é a capacidade de apoio ou mesmo de intervenção dos dois países irmãos da Aliança dos Estados do Sahel, que são o Burkina Faso e o Níger? Os líderes destas três juntas militares anunciaram recentemente a criação de uma força regional para combater o terrorismo, composta por 5 000 homens. Mas até o momento, nenhum membro desta força foi visto no terreno. Estive há poucas semanas no Níger e o que me disseram é que este processo de desenvolvimento da aliança está a acontecer. Também fiquei a saber que o ataque de Janeiro contra o aeroporto de Niamey se insere dentro da perspectiva de impedir o desenvolvimento desta força conjunta. Porque aparentemente a sede desta força conjunta seria Niamey. Portanto, há um desenvolvimento desta aliança em termos militares. Agora, quais são os detalhes? Eu não sei. Há acordos que não conheço. Como é que esta força actua em cada um dos Estados? Quem é que chama? Quem é que comanda? São questões que só constam em acordos que eu não conheço. O líder da junta permanece silencioso e em parte incerta mas as autoridades fizeram uma comunicação ao país afirmando que a situação está sob controlo e que várias localidades foram recuperadas. Qual é a realidade destas afirmações? Não é a primeira vez que há um ataque de grande envergadura sobre o Mali. O primeiro foi sobre o aeroporto, depois foi uma escola e depois ainda uma academia militar. De todas as vezes o exército recuperou o controlo sobre a situação. O que tenho ouvido dizer é que a situação está, de um modo geral, calma. Os voos recomeçaram na capital. No entanto, em algumas cidades fora de Bamaco, há por vezes registos de trocas de tiros. Entre uma junta militar golpista e a ameaça terrorista, a maior urgência é lutar contra o terrorismo. A CEDEAO tem uma postura anti-golpista e denunciou a tomada do poder da junta no Mali, assim como no Níger e no Burkina Faso. Poderá agora apoiar estas mesmas juntas no combate ao terrorismo? Como resolver esta postura? Aquilo que eu compreendo da postura da organização é que o terrorismo é mais importante do que o governo militar. A ameaça maior para a região do Sahel, como para os países costeiros do Golfo da Guiné é a ameaça terrorista. É a mais urgente. Os governos militares são também uma preocupação, mas não tão urgente como a ameaça jiadista. Creio que a CEDEAO está a avaliar todas as informações e em devido momento, vai se pronunciar. O secretário geral da ONU, António Guterres, reagiu e insistiu sobre a urgência de se lutar contra o extremismo. Enquanto representante da ONU para a região do Sahel, o que acrescentaria a estas palavras? É um entendimento global de que o terrorismo é sempre uma ameaça existencial para os Estados e, por isso, é preciso utilizar todos os meios disponíveis para a controlar. Já não se no "risco" de o terrorismo se alastrar às zonas costeiras. O terrorismo já se alastrou de facto. Já houve ataques no norte do Togo. Portanto, não é um fenómeno que ainda há de vir. É um fenómeno que já está lá. O que é preciso é contê-lo para que não se alastre ainda mais. Vamos aguardar então a evolução da situação netses próximos dias. Temos que perceber qual é o melhor caminho a seguir para ajudar aqueles povos que têm vindo a sofrer imensamente ao longo de décadas, ver se podem ter um pouco de paz e de estabilidade.
No final da semana passada, a cantora de fado Katia Guerreiro deu um concerto caritativo em Massy, na região parisiense, a favor da luta contra o cancro pediátrico. A artista que celebrou há alguns meses 25 anos de uma carreira que para muitos segue o caminho trilhado por Amália Rodrigues, falou com a RFI algumas horas antes deste concerto. Nesta conversa, a fadista evoca as suas andanças pelo mundo e algumas das suas colaborações marcantes, nomeadamente a que teve com o músico e produtor José Mário Branco, falecido em 2019, ou ainda com o escritor António Lobo Antunes que nos deixou há poucos dias. Katia Guerreiro aborda igualmente o seu olhar sobre o fado depois de 25 anos nos palcos e fala da necessidade que tem, por vezes, de cantar algo diferente, como aconteceu por exemplo no seu mais recente álbum, "Mistura", lançado em 2024. A artista evoca também a sua acção como comissária de "Ponta Delgada - capital portuguesa da Cultura 2026". Um activismo que encara como uma "retribuição" por tudo o que tem recebido dos Açores, onde cresceu. Uma conversa que é também um reencontro, passados mais de vinte anos sobre um primeiro contacto, quando então estava no começo do seu percurso no fado. RFI: No ano passado, comemoraste 25 anos de carreira. Isto passou num instante. Katia Guerreiro: Foi a correr. Nós estávamos a fazer contas. Já não nos víamos há 20 anos, não é? E de repente, olha-se para trás e. E faz-se aqui uma retrospectiva, é um momento retrospectiva e que tem de ser mesmo celebrado. Porque efectivamente, acho que tenho motivos de orgulho grandes por andar aqui há 25 anos. Tudo aquilo que eu já construí, que já dei, mas é também uma responsabilidade acrescida, porque daqui para diante terei de continuar dentro desta minha linha de coerência e de consistência naquilo que faço, porque acho que é isso que o público continua a esperar de mim. São 25 anos muito, muito felizes. E eu comecei a comemorar no dia 18 de Junho no CCB (Centro Cultural de Belém em Lisboa), porque foi essa a data que encontrámos disponível para fazer este concerto naquela sala de que eu gosto muito. Mas efectivamente, foi no dia 6 de Outubro a data oficial de comemoração. Mas continuo a prolongar isto porque me sabe muito bem. Neste ano em particular, que estou muito dedicada a uma outra causa que é a capital portuguesa da Cultura em Ponta Delgada, poder continuar a levar a palco um repertório que construí ao longo destes 25 anos. E o meu plano para este ano é cada concerto ser diferente, construir concertos diferentes cada vez que subir ao palco. E revisitar o repertório que eu deixei de cantar. Porque os repertórios vão-se renovando e vamos deixando alguns temas para trás. Mas já tinha saudades de cantar alguns e então vou sempre recuperando alguma coisa em cada concerto e construindo espectáculos diferentes, o que me dá particular gozo não ter de fazer sempre a mesma coisa. Nunca fiz, mas agora de uma forma mais consciente. RFI: Olhando para trás, como é que vês a tua evolução? O que é que talvez mudou na tua forma de encarar o fado, de encarar o canto? Katia Guerreiro: Eu acho que vou tendo uma cada vez maior maturidade na forma como canto e acho que isso se nota na minha voz. Quando vou revisitar os temas antigos, eu percebo que a minha maturidade na voz vai crescendo. Mas procuro sempre que as palavras sejam cantadas com muita verdade. Mas a minha verdade hoje não é a mesma verdade de há 20 anos atrás ou há 25 anos. Portanto, há sempre aqui camadas que se vão acrescentando de histórias de vida que vão fazendo com que haja mais coisas por detrás das palavras que eu canto e, portanto, uma maior intensidade, mas também uma maior maturidade emocional ao lidar com elas. RFI: Foram muitas viagens, muitas voltas, muitas voltas ao mundo e muitas voltas também interiores. Como é que estas viagens influenciaram o teu trabalho? Katia Guerreiro: Influenciam muito, porque quanto mais eu conheço o mundo, mais me fascino com ele. Também tenho algumas desilusões perante tudo aquilo que nós vamos assistindo, que é a realidade das guerras. Isto perturba-nos a todos. Mas estas viagens que vou fazendo e -repara- quando eu toco neste tema, a mim custa-me horrores. Eu fui cantar a Moscovo pouco tempo antes da guerra, com a Ucrânia rebentar. E a mim dá-me particular pena que o mundo não veja que já chega de ganância. Todos têm a sua quota-parte no mundo e não faz sentido nenhum que continuem a lutar por quererem ter mais. Isso é ganância. Fui a Israel antes de rebentar a guerra com a Palestina. Estive na Palestina. Custa horrores imaginar que aquela gente está a sofrer e que se está a perder vidas todos os dias. Essa é a parte triste da vida, nós conhecermos o mundo e percebemos que o mundo está a ser destruído pela ganância humana. Mas ao mesmo tempo, lá está, mais uma vez, o exemplo de Israel e Palestina. Eu andei a circular livremente no país. Estive na Palestina e estive em Israel e as pessoas são todas iguais. Não há diferença dentro do ser humano, por muito que haja uma cultura diferente e uma forma de viver diferente. A verdade é que as pessoas são todas iguais e isso é o que me encanta no mundo. Perceber que por muito que nós encontremos diferenças na língua, na postura social, na cultura, na religião, a verdade é que depois, por dentro, somos todos iguais. Isso é tão bonito de receber e de partilhar. RFI: Tens trabalhado com grandes nomes, grandes nomes da música, grandes nomes também da literatura, grandes nomes como José Mário Branco. Como é que foi? Katia Guerreiro: Foi das experiências mais ricas que eu tive na minha vida. Em primeiro lugar, porque efectivamente, por preconceito meu ou receio eventualmente, achei que o Zé Mário nunca aceitaria trabalhar comigo, porque nós não nos conhecíamos, não tínhamos nenhuma ligação, não havia nenhuma relação. Mas a verdade é que o Zé Mário era um homem muito grande, de espírito, de alma. E é. O Zé Mário acolheu o meu pedido de trabalhar com ele. E na verdade, se no início havia uma relação estritamente profissional, no fim chegámos ao ponto de termos uma relação quase familiar, de muito carinho, de muito respeito. E o Zé Mário no fim, dizer-me que ganhou uma filha e dois netos, isso foi muito, muito gratificante. Chegar a esse lugar de conquista, não foi uma conquista, porque eu não trabalhei para ela. Foi muito natural, tal como ele é. Mas poder ter o privilégio de trabalhar com um homem maior, como era o José Mário Branco, que me transmitiu tanto conhecimento, tanta sabedoria, tanta maturidade, foi de facto muito enriquecedor e transformou-me profundamente. RFI: E como é que foi com António Lobo Antunes que nos deixou recentemente? Katia Guerreiro: Essa foi uma grande pena que tive também com esta perda, o António Lobo Antunes. A história com ele é muito engraçada. Em 2022, eu estava já a preparar o meu novo álbum e foi o João Mário Veiga que me mostrou um livrinho pequenino de poemas que ele tinha lançado como oferta de um dos romances que ele lançou, não me lembro qual. Tinha poemas absolutamente extraordinários. Tinha coisas muito cantáveis, porque eram formas poéticas muito usadas no fado, mas ele não escreveu para fado. Mas aquilo era tudo muito apetecível. E apeteceu-me imenso cantar aquilo. Mas eu, como sempre, tenho sempre o cuidado de sempre que há um autor vivo -já não posso pedir autorização ao Fernando Pessoa, nem ao Camões- mas quando há um autor vivo, eu tenho o cuidado de abordar o autor e de pedir autorização, porque acho que isso é o mínimo de respeito e educação. E andei atrás do António Lobo Antunes a tentar chegar até ele e tive meses nessa tentativa. Tive vários amigos que o conheciam, que lhe escreveram cartas, que lhe telefonaram. E a determinada altura, há uma carta que chega a bom porto e eu estava a gravar um documentário para o Japão -foram a Portugal gravar um documentário comigo- e estava no camarim a arranjar-me antes de ir gravar. E recebo um telefonema que começa assim "Boa tarde Katia Guerreiro. Daqui é António Lobo Antunes". E a minha resposta foi imediatamente "António!!!!!!". Parecia uma criança! Parecia que estava a ver o Mickey Mouse! Estivemos a conversar algum tempo e foi deliciosa aquela conversa. E a determinada altura eu disse-lhe "António, já sabe que eu quero cantar uns poemas seus, identifiquei este e este e este. Apetecia-me cantar tudo, mas tenho estes preparados. O António autoriza-me?". E ele diz "A menina pode cantar tudo!". E portanto, a partir daí, o António caiu nas boas graças e conhecemo-nos depois pessoalmente, muito pouco tempo depois, porque o Júlio Pomar lançou um livro que tinha o prefácio escrito pelo António Lobo Antunes. O livro ia ser apresentado pelo António Lobo Antunes e então conheci-o nesse dia de apresentação e cantei os poemas do António nessa noite. E pronto, fiquei assim com um carinho muito especial pelo António. Voltei a gravar poemas dele e continuo a cantar António Lobo Antunes sempre e com muito orgulho. E agora canto ainda com mais privilégio na alma. Era de facto um ser superior, com uma visão muito interessante da vida e do mundo, com um realismo muito profundo. E eu vou manter esta alegria de poder ter tido contacto com o António. Foi mesmo uma grande honra. RFI: Nas entrevistas que vais dando, falas muito de "fugir" ou não ao fado. Volta e meia também foges um pouco. Como é que encaras essa "fuga"? Katia Guerreiro: Não é bem fugir. Quando eu faço coisas diferentes, é dar um bocadinho azo à minha liberdade criativa. Eu sou fadista de corpo e alma. Mas eu sofro inspirações várias. Eu não oiço só fado. Eu não cresci, sequer a ouvir fado. Portanto, eu tenho outras referências musicais e elas também me inspiram, também me alimentam. E é uma sensação de respirar fundo e poder fazer diferente. Eu, no fundo, sou um espírito livre e vou fazendo aquilo que me apetece. Não vou só à procura de respeitar os cânones ou de ser uma artista metida dentro de uma caixa. Eu tenho as minhas asas soltas e vou voando em vários territórios musicais. E eu gosto muito disso. Dá-me muito prazer e enriquece-me também. Este ano, tenho feito precisamente aquilo que eu me predispus a fazer, que é não ter planos nenhuns e portanto, vou gravando aquilo que me apetece. Apresentam-me canções, apresentam-me temas que não têm nada a ver com fado e se me apetece gravá-los, eu gravo. Tenho tido esta liberdade criativa e artística. Acho que não tenho nada a provar a ninguém. Sou muito fadista e isso vê-se muito bem em cima das tábuas de um palco. RFI: Tens cantado músicas com o espírito do fado, mas que não são propriamente fados. Introduziste também o piano. Isto é uma novidade. Como é que isto surgiu? Katia Guerreiro: Foi surgindo exactamente pelos cruzamentos artísticos que nós vamos tendo. De repente, tenho o Toli César Machado, dos GNR, que me oferece um tema, o "Capitães da Areia" com letra do Helder Moutinho. Eles oferecem-me esta música e aquela música remete-me efectivamente para um ambiente intimista, acompanhado por um piano. Eu não conseguia ouvir guitarra portuguesa naquela história que cantei e, portanto, ainda mais conhecendo o João Bernardo, que é um pianista extraordinário, o meu conterrâneo açoriano. Apeteceu-me muito criar esta linguagem, com aquele tema, com aquela história que é tão bonita. Uma história de amor lindíssima. E apeteceu-me criar isto. Entretanto, aconteceu com outros temas que foram aparecendo. O Carlos Leitão oferece me o "É tão longe a minha casa", que é uma declaração de amor também à minha terra. E aí criou-se um ambiente muito misto, onde estão as violas da terra dos Açores. Fui voltar às minhas origens. Aparece o piano também aqui a fazer um contorno às violas da terra. Mas também tenho os meus músicos de fado a tocar, portanto, misturei aqui os diversos ambientes que me trouxeram todo o universo musical em que eu vou andando. Agora, mais recentemente, lancei o "Gracias a la Vida", porque acabo de celebrar 50 anos de vida. E eu tinha este tema há muitos anos. Cantei há muitos anos, num jantar oficial oferecido à Presidente Bachelet, em Lisboa. Quis oferecer-lhe esse mimo e fiquei, desde essa altura com vontade de gravar isto. Já lá vão 18 anos por aí. Fiquei com vontade de gravar este tema, não sabia quando. E fui guardando. E depois, entretanto, fui fazer uma turnê na América Latina. Cantei o "Gracias a la Vida" e foi um sucesso nos espectáculos que o público me pedia para gravar. Ainda assim, fui adiando, adiando. Até que agora, estava chegar aos meus 50 anos, há uns meses atrás e pensei "Sim, vou gravar o "Graças a la vida"". E então fui buscar não só o piano como a guitarra portuguesa, o contrabaixo, a viola. Mas depois trago um elemento da América Latina para compor este ambiente de uma canção que é da grande Violeta Parra. Lancei-o no Dia Internacional da Mulher, como uma homenagem a uma mulher muito inspiradora como a Violeta Parra, com um espírito muito livre. E sim, acho que é o momento de dar graças à vida por existir. RFI: Falaste do regresso às raízes, aos Açores. Participas este ano em 'Ponta Delgada, capital portuguesa da Cultura 2026'. Como é que é? Katia Guerreiro: É um grande desafio, mas uma enorme honra ter esta missão entre mãos. Há quem ache que eu sou embaixadora e que dou a cara pela capital portuguesa da Cultura. É um bocadinho mais do que isso. Sou mesmo programadora de todo o evento que decorre durante todo este ano de 2026, em Ponta Delgada, e que abraça todas as áreas da cultura ou pelo menos quase todas, porque a cultura é um conceito muito lato. Temos eventos na área das artes visuais, da arquitectura, da gastronomia, que é tão forte, tão importante, é uma identidade cultural muito forte nos Açores. A religiosidade também é uma das áreas que nós abraçamos. A antropologia e a etnografia porque, efectivamente há um lado de tradições muito importante. Mas depois a música, a dança, o teatro, as artes inclusivas. E temos ainda um programa muito importante na área do serviço educativo, que é de oferecer projectos culturais às crianças, às novas gerações, mas não só desde a primeira infância até aos mais velhos. Passamos pela universidade, temos projectos culturais em protocolo com a Universidade dos Açores e também para os seniores, e estamos a desenvolver projectos muito importantes que vão ficar para o futuro, porque é mais isso que me importa. No fundo, quando eu recebo este convite, eu não consegui voltar-lhe as costas, mesmo isso implicando eu reduzir alguma actividade artística minha. Porque é a minha terra. Tenho um grande amor pela minha terra e senti que era o momento de eu retribuir à minha terra tudo aquilo que ela me deu e me dá enquanto construção da minha identidade individual. É aquilo que eu me propus fazer. Foi levar toda a minha experiência, toda a minha visão do que eu tenho recebido pelo mundo fora, daquilo que a cultura pode oferecer e pode contribuir para um melhor desenvolvimento humano. E sim, eu acredito que a educação e a cultura são dois dos pilares fundamentais para o desenvolvimento humano. E neste momento, acho que acho que todos nós temos consciência da crise que existe, com uma certa aculturação das novas gerações que acabam por conduzir a seres humanos com menos sentido crítico, menos pensamento próprio, menos capacidade de decisão. Com a minha equipa -tenho uma equipa maravilhosa que constituí- tenho desenvolvido um trabalho que procura precisamente ir à raiz do problema, tentando deixar sementes para que as crianças, os jovens, tenham uma perspectiva de futuro diferente. Não nos esqueçamos que estamos a falar de um território ultraperiférico, muito isolado no meio do Atlântico, que tem menos acessibilidade a tudo aquilo que acontece no continente. E aquilo que nós nos propomos fazer é não só valorizar e projectar aquilo que se produz culturalmente no território que é muito rico, mas também promover no território projectos que dificilmente conseguem chegar, porque os custos para conseguir chegar, fazer levar projectos de grande envergadura ao território são muito, muito elevados. São quatro vezes superiores a fazer qualquer coisa no território continental. São as viagens, são os alojamentos, são as refeições. Tudo isto custa quatro vezes mais. E, portanto, este é o ano em que nós temos de aproveitar para oferecer à comunidade nos Açores uma programação diferenciadora e estamos muito orgulhosos pelo trabalho que estamos a desenvolver. O público está a aderir. Estão a querer acompanhar toda a nossa programação e mais do que isso, é chegar ao fim e dizerem "a vossa programação está a ser de excelência. Obrigada por isto". E portanto, ficamos mesmo muito felizes. O convite é: visitem Ponta Delgada, porque há muita oferta cultural a par da maravilha que é aquele lugar mágico em natureza e natureza humana também. RFI: Isto é o começo de um novo percurso. Katia Guerreiro: Não sei, não me parece. Eu acho que esta é uma experiência muito rica, muito enriquecedora. E acontece precisamente por eu querer, no fundo, contribuir para a minha terra, poder com tudo aquilo que eu tenho vivido, aprendido e crescido, poder contribuir, oferecer, devolver à minha terra um pouco daquilo que eu tenho ganho na vida. Não me parece que esse seja o percurso que eu vá seguir. Eu gosto muito do palco. Eu gosto muito de cantar e estar hoje aqui a cantar na ópera de Massy é de facto muito libertador, porque hoje tenho a possibilidade de libertar-me da responsabilidade de todo este trabalho, que é um trabalho minucioso, quase um trabalho de filigrana, que envolve muitas questões, nomeadamente contratação pública, temas com os quais eu nunca achei que ia ter de lidar na minha vida. Mas pronto, também estou a crescer com isto. Estou a aprender muita coisa, está a ser muito bonito. E mais do que tudo, é cruzar-me com pessoas maravilhosas. Tenho tido contacto com projectos culturais absolutamente incríveis. Acho que estou a crescer muito. Estou a ficar mais crescida ainda. RFI: Apesar de não haver planos. Há um plano relativamente, por exemplo, a essas gravações que vais fazendo. Há algo novo, que está a crescer, que está a nascer? Katia Guerreiro: Eu acho que sim. Este ano em que eu estou a seguir o não ter planos acaba por me ir ajudando a construir alguma coisa que é um caminho um bocadinho errático ou desconhecido. Agora apetece-me fazer isto. É o que eu vou fazer. Eu acabo de gravar o "Graças a la Vida" e cruzo-me com um fado tradicional que eu nunca tinha ouvido, porque são centenas de melodias tradicionais e já estou com vontade de explorá-lo e de encontrar palavras para ele e quiçá possa vir a ser o próximo tema que eu vou gravar. Mas é isto que eu estou a fazer e se calhar chego ao fim e gravo mais algumas coisas e posso lançar um álbum que é o resultado de tudo isto. Vamos ver se é coerente, se faz sentido. Mas eu acho que eu, estando neste momento com esta missão, quero dar asas de facto à minha criatividade, porque preciso muito dela para me alimentar e para ser feliz. Mas eu creio que também estou aos poucos a criar dentro de mim um plano para que depois eu volte à minha actividade regular artística. Eu não quero sair dos palcos, eu não quero desaparecer. Quero mesmo muito que as pessoas confiem que eu estou a fazer este caminho com um propósito. Ele está-se a definir. RFI: Quais são os próximos encontros no palco nestas próximas semanas, nestes próximos meses? Katia Guerreiro: Bom, agora estou aqui e estou muito feliz com o espectáculo que vou apresentar, mas tenho agora o que está previsto. Vou fazer uma turnê nas ilhas dos Açores. Não tem nada a ver com a programação da 'capital portuguesa da Cultura'. Foi um convite que me foi feito e vou cantar em sete ilhas dos Açores, o que é lindo, porque vou fazê-lo na minha terra. Aliás, vou cantar em ilhas onde nunca cantei e essa é uma turnê que me vai obrigar a estar de férias da capital, mais ou menos de férias porque nunca consigo estar de férias totalmente. Mas vou fazer essa turnê. Tenho várias coisas planeadas. Tenho também um concerto no Porto que me tem dado algum trabalho também, porque é algo complexo, mas depois disso tenho concertos pelo país. Vou a Roma também, vou voltar à Roma e vou seguindo!
Luca Zaia lancia il Veneto come candidato per le Olipiadi estive del 2036 o 2040 e lascia interdetta la sua stessa maggioranza. “Vedremo”, è il commento gelido della premier Giorgia Meloni, mentre il presidente del Veneto Alberto Stefani osa un “Intanto finiamo queste”, sottolineando che le priorità del momento sono sociale e sanità.
Estive um ano deitado numa cama depois de uma operação que correu mal. Perdi tempo e ganhei fantasmas. Por isso, quando os meus filhos adoecem cumpro sempre um ritual
Terias disposição de fazer a mesma coisa por anos sem ter resultados? Caso queiras organizar e planear o teu ano para te manteres focada, sem distrair e conquistar os teus objetivos, abri vagas para a Sessão Clareza. Manda uma mensagem e vamos conversar!Para saber mais sobre o meu trabalho visite: https://edulanycardoso.com/
Do Dragão aos Balaídos são 140 km. Para mim foram três dias. Estive nos dois estádios e falei da experiência de ver um jogo europeu e um de La Liga neste episódio, sem esquecer a atualidade, onde os SL Benfica, FC Porto e Sporting CP venceram com 'confortos' diferentes.Houve ainda espaço para o tema retro sobre o homem que entrou para o Guiness pelo nº de clubes que representou.
O Brasil acolhe desde esta segunda-feira a 30a Conferência das Nações Unidas sobre o clima. O economista guineense Carlos Lopes é o enviado especial do evento para África, por decisão do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva. Este também docente universitário na cidade sul-africana do Cabo está, em Belém do Pará para esta COP30. Carlos Lopes, enviado especial da COP30 para África, e economista guineense, começa por nos revelar em que consiste a sua tarefa nesta cimeira. Somos sete para as regiões consideradas pelo Brasil como estratégicas para a discussão climática. No que me toca, eu responsabilizo-me pela África. Estive envolvido na Organização da Cúpula Africana do Clima, que teve lugar em Adis Abeba há cerca de um mês e, portanto, faço a ponte entre as lideranças africanas e a presidência brasileira para poder fazer com que esta COP ouça melhor cada uma das regiões. No meu caso, a África, mas também possa, digamos, articular as várias conexões que são necessárias para negociações desta natureza, que são sempre muito complexas. E é sempre o mesmo chavão. Mas, ao fim ao cabo, um chavão acertado em relação à realidade, ou seja, um continente que padece sobremaneira das alterações climáticas e que pouco polui. Esta constatação continua a ser válida em 2025, na COP de Belém em relação a África ? Sim, eu penso que nós temos agora até uma narrativa mais forte sobre o facto de regiões como a África precisarem de muito mais foco nos problemas de adaptação climática... E menos na mitigação, que normalmente domina os debates. E isso graças ao Brasil, digamos, ter também a mesma preocupação e estar orientada na mesma direcção. Portanto, o Brasil oferece à África essa possibilidade de maior concentração na adaptação, que é, de facto, o que nos interessa. Fala-se muito em perdas e danos, precisamente em mitigação. O que é que se pode esperar em relação a esse prisma, sendo que houve já anúncios feitos desde a pré-COP e agora o início da COP propriamente dita... por exemplo, o lançamento do Fundo de Florestas Tropicais para sempre. Na prática, há já avanços aí a registar ? Na realidade, é o único fundo novo que aparece nesta COP porque a presidência brasileira quis dar ênfase à implementação e não a novos acordos. Mas tratando-se de uma COP que tem lugar numa zona que é considerada a maior floresta mundial, achou oportuno que se lançasse, digamos, uma iniciativa particularmente orientada para as florestas tropicais e centrada sobretudo na protecção de três grandes zonas do planeta, que são a principal reserva florestal que é a Amazónia, a África, na Bacia do Congo e também a Indonésia e o Sudeste Asiático. E, portanto, a inovação desse fundo é que ele tem características um pouco diferentes de tudo o que foi até agora lançado na COP, porque é um fundo para pagar aquilo que já existe e não para fazer coisas. Portanto, é para permitir a protecção da floresta existente, e com uma ênfase também nas populações locais: as populações indígenas, as comunidades locais, a quem será reservada a 20% da utilização dos fundos apropriados. E com, digamos, características que são menos de compensação, e que são mais de aposta e investimento no futuro através da conservação. Portanto, têm de facto uma inovação muito grande. É importante sublinhar que o Fundo já está, digamos, com contribuições anunciadas importantes, sendo que dos 5 biliões que foram anunciados, cerca de três são da Noruega, que é o país que toma a dianteira e vai muito para além até das expectativas que se poderia ter nesta etapa da discussão. E há, digamos, uma adesão muito importante neste momento política para a criação desse fundo. Como é que é o ambiente aí, sendo que, uma vez mais, os Estados Unidos ficam de fora? É claro que já não é uma novidade. Em que medida é que o "climato-cepticismo", por assim dizer, continua a pairar como uma sombra sobre as negociações da COP? As negociações deste ano não são tão importantes porque não se trata de conseguir mais. Há um mapa do caminho, como se chama, de Baku para Belém, que foi definido na COP 29 e que é o assunto principal de negociações. E à volta de quais são os montantes de financiamento que até agora não foram cumpridos, e qual é o nível de ambição que se tem que acrescentar em matéria de financiamento climático? Mas, para além disso, as outras discussões estão mais ou menos alinhavadas. Não vai haver grandes controvérsias. A ausência dos Estados Unidos vai-se fazer sentir em termos de resultados, porque não é só o facto de os Estados Unidos estarem ausentes do debate climático. É a importância que tem indirecta nos comportamentos, equipamentos, por exemplo, corporativos, regulatórios. O facto de, por exemplo, os financiamentos privados estarem muito orientados pelas preocupações da principal bolsa de valores que é a Bolsa de Valores de Nova Iorque e, portanto, acaba por ter resultados indirectos muito negativos e que vão muito para além de os Estados Unidos propriamente ditos fazerem ou não fazerem o necessário. Que olhar é que se pode ter acerca da proposta da economista francesa Esther Duflo, que apresenta uma solução original e na COP 30 de Belém, com o economista indiano Abhijit Banerjee, que é o seu esposo, que ganhou com ela o Prémio Nobel da Economia em 2019, mais o economista americano Michael Greenstone, que foi conselheiro de Barack Obama ? Eles estão a propor um sistema de transferências de dinheiro em troca de acções ambientais. Acha que este sistema pode ter pernas para andar? Eles propõem um esquema em que os países ricos se comprometem a arrecadar fundos e a enviá-los directamente às entidades, às pessoas para as ajudar a se proteger contra os excessos do clima na forma de transferências financeiras ? Digamos que não é tão original. Tem a ver com as várias iniciativas para regular de uma forma ética, a emergência de um mercado de carbono. Eu sou defensor de que, no caso da África, nós precisamos ter um mercado de carbono regulado pelos africanos e liderado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, porque é assim que nós podemos contornar o facto de que do exterior se faz a certificação, se faz a taxonomia, se faz, digamos, o controlo daquilo que é verde e do que não é verde, o que é o bom e o mau carbono e qual é o valor do carbono? Portanto, isto não são coisas que podem ser decididas por outrém, devem ser decididas por aqueles que detém, de facto, uma espécie de crédito histórico de carbono que não contribuíram para o problema e estão a sofrer mais do que os outros. E, portanto, é necessário poder de facto, conseguir transferir aquilo que nós consideramos como problema, que é o problema da dívida de um aspecto financeiro para um aspecto de carbono. É adquirido, portanto, que não se consegue cumprir a meta de um máximo de 1,5 graus de aquecimento do planeta. Já se está a trabalhar num patamar superior: de menos de dois graus e meio do aquecimento, é assim ? É de 2,4 graus ! Mas eu acho que o problema maior é de que mesmo essa segunda meta, que é uma meta, digamos, de realismo, também não será atingida se não se fizerem muito mais esforços do que aqueles que estão anunciados. E nós temos ainda o déficit sempre verificado daquilo que se promete e daquilo que se faz. Portanto, há contribuições dos vários países anunciadas aqui na COP, porque este era o ano em que se deveria fazer a revisão dos planos nacionais. Apenas 100 países, mais ou menos, vão apresentar esses planos nacionais. Se tivermos sorte, chegar aos 100. Portanto, faltarão cerca de 80 e poucos países. Mas mais importante do que isso é que esses países que não estão presentes, digamos, na mesa, alguns deles são os maiores emissores e, portanto, nós temos aqui já, digamos, comprometimento muito menor do que anteriormente, mas daqueles que anunciam temos um nível de ambição que está em redução, em vez de aumento. Como o senhor professor está, nomeadamente responsável pela parte africana. Eu pedir-lhe-ia que nos desse um pouco um olhar da dimensão dos africanos presentes em Belém. Em que estado de espírito é que viu as delegações chegarem? São de alto nível? Isso é promissor, a seu ver, em relação à visibilidade de África nesta conferência ? Nós não temos delegações lideradas por chefes de Estado em grande número, não é? E também a nível ministerial, a presença é bastante limitada e há várias explicações para isso. Uma delas é o facto de que estamos quase com as mesmas datas com a cimeira do G20, em que a África, pela primeira vez, tem uma importância maior, porque está a hospedar a cimeira do G20 e é a primeira vez que a União Africana participa a pleno. E há uma série de países africanos convidados pela presidência sul-africana. Portanto, isso não joga a favor da COP. A segunda razão é a logística. A logística aqui em Belém é muito complexa, é também muito cara. Portanto, as delegações africanas acabaram por ser penalizadas por causa dessa logística. A terceira razão é o facto de nós estarmos numa COP em que, digamos, os principais protagonistas estão ausentes e, portanto, não vamos ter aqui os três principais emissores actuais, que são os Estados Unidos, a China e a Índia. E podemos juntar de todo o G7. A nível de lideranças vieram apenas cerca de três, portanto há 17 países do G20 e do G7 e do G20, que não estarão presentes. E isso é, digamos, um desincentivo para a própria presença de outros países, nomeadamente africanos. No discurso de abertura, o presidente brasileiro, Lula da Silva, lembrava que, de facto, em 92 tinha havido um pontapé de saída importante já no Brasil em relação às questões ambientais. E esta conferência volta, então, ao Brasil e agora à a Amazónia e a Belém, onde se encontra o senhor professor. O que é que nos pode dizer acerca, precisamente, da expectativa dos habitantes desta grande cidade da Amazónia brasileira, relativamente ao acolhimento desta conferência, para a qual o mundo inteiro tem os olhos virados ? Há uma grande excitação em Belém e há uma atitude, digamos, de grande euforia que se vê, que se sente. É palpável. Portanto, há um défice de visibilidade na Amazónia e esta é uma grande oportunidade. É uma janela para se poder mostrar que a Amazónia é muito mais do que apenas árvores. Tem pessoas, tem cultura, tem gastronomia, tem cultura musical também muito importante para o Brasil o carimbó. Enfim, temos aqui uma atitude de grande celebração e uma atitude de grande entusiasmo, a tal ponto que não vai haver problema de números em termos de participantes da COP. Pode haver problema de participação internacional, mas todo o espaço que não for ocupado por presença de delegações internacionais seguramente é ocupado com grande pompa e circunstância e entusiasmo por participantes paraenses, amazónicos, brasileiros. Belém do Pará é mesmo uma área particularmente vulnerável às alterações climáticas ? Seguramente, porque a Amazónia tem um problema de desmatamento, mas também tem um problema de grilagem, como aqui se chama, de ocupação ilegal de terras. Tem um problema de populações que vivem em regime quase escravo, segundo a definição da Organização Internacional do Trabalho. E nestes três quesitos, um dos Estados que sofrem mais é justamente o Estado do Pará. Portanto, não estamos muito longe dos grandes problemas que afectam a Amazónia.
Pedro Ribeiro está há 36 anos em antena e em novembro celebra 20 anos na direção da Rádio Comercial. Duas décadas a liderar a rádio mais ouvida do país, que é para muita gente companhia, intimidade e afeto para as horas boas e más. Ele próprio é uma das vozes das manhãs da rádio que dirige. Pedro assume-se competitivo, mas toma para si a máxima que para ganhar é preciso saber perder: “Estive seis anos a viver a frustração de estar a perder nas audiências até chegar à liderança.” Como é ser diretor de si próprio? E como encara os novos desafios da IA? “A rádio não deve cair no deslumbramento de que pode substituir as pessoas por inteligência artificial. Isso matará a rádio!” Ouçam-no nesta conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estive á conversa com o Pedro Andersson, e esta foi uma das questões colocadas. Tenho um vídeo onde mostro o nosso simulador que nos mostra o que compensa mais: https://youtu.be/XhoaxSIwHssPara obter ajuda no crédito habitação e nos seguros vida basta preencher o seguinte formulário para ter através dos nossos parceiros as melhores condições do mercado e sem custos para si!Crédito Habitação: https://bit.ly/CreditoHabitacaoSeguro Vida: https://bit.ly/SegVidaCHConsegue descarregar os simuladores na bio do nosso Instagram:https://www.instagram.com/conselhos_doconsultor
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Oggi parliamo di nuovi movimenti spirituali e loro studiosi e detrattori, con "Occultismo, stregoneria e mode culturali" di Mircea Eliade, pubblicato da Edizioni Lindau. Buon ascolto e buona lettura!
Dall'accessibilità digitale come diritto fondamentale, al copyright nell'addestramento dei modelli AI, fino alla responsabilità civile e deontologica degli avvocati che usano l'intelligenza artificiale. Nei mesi di luglio e agosto, ilQG ci ha portato nel cuore pulsante della rivoluzione tecnologico-giuridica, con articoli che non solo informano, ma fanno riflettere e discutere.>> Leggi anche l'articolo: https://tinyurl.com/2vyvn5fk>> Scopri tutti i podcast di Altalex: https://bit.ly/2NpEc3w
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Da oggi siamo ufficialmente in ferie ma ovviamente non potevo lasciarvi senza un buon consiglio di lettura per le vostre vacanze, il Sigillo pensa sempre a voi! Oggi vi propongo "Il Mistero del Sacro nell'Antico Egitto" di Alfredo Luvino, pubblicato da Yume Book. Buon ascolto, buona lettura e buone vacanze a tutti!
Con noi oggi c'era il critico d'arte e curatore di esposizioni Alessandr Parrella.
tudoooo sobre esta viagem neste episódio! longoooo, eu sei, mas foi muito intenso e fizemos muitas coisas que não couberam em apenas 30 ou 40 minutos. a minha voz mais pro final está fina porque eu ainda estou meia doente da viagem e estive a levar com uma ventoinha de frente enquanto gravava… o que é péssimo para a voz, mas eu não sabia. obrigada por ouvirem!
Storie per dormire | Fiabe estive della Buonanotte per Adulti e Bambini | Voce rilassante e originale. In questa raccolta troverai tre fiabe poetiche e rilassanti, pensate per aiutarti a lasciar andare la giornata e addormentarti con dolcezza. Il Riccio e l'Anguria: una storia di ingegno, condivisione e trasformazione Il Geco e la Stella nel Soffitto: un viaggio tenero verso la meraviglia Il Tasso e la Tana degli Altri: una riflessione profonda sull'identità e il dono Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Oggi il caldo ci ha dato una breve tregua, quindi è il momento giusto per immergersi nelle leggende, nel folklore e nel mito, con "Nani, Folletti e Strane Creature" di Maria Savi Lopez, pubblicato da Yume Book. Buon ascolto e buona lettura!
Morreu uma das maiores fadistas da história. Também uma das melhores pessoas. Há qualquer coisa difícil de explicar em Maria da Nazaré, qualquer coisa impossível de pôr por palavras
Buon afoso lunedì a tutti Amici! Tanto per mantenere alta la temperatura, scusate lo humour nero, oggi parliamo del Sant'Uffizio, con "E venne l'Inquisizione - Eresie, Culti Demoniaci e Magia" di Massimo Centini, pubblicato da Yume Book. Buon ascolto e buona lettura!
In estate le scuole tedesche chiudono a rotazione ma ci sono dei Länder privilegiati, ce ne parla Agnese Franceschini. È un modello che molti considerano superato e sul quale si discute da anni. Ma le classiche vacanze lughe del calendario scolastico italiano sono un modello migliore? Abbiamo parlato con Anna Picardi, insegnante in pensione di Stoccarda e con Francesca Fiore del blog "Mammedimerda". E poi ci sono i vostri messaggi sul nostro sito facebook. Von Cristina Giordano.
Chi l'ha detto che durante l'estate si debba per forza staccare la spina anche dalla propria passione per la Storia? In questo nuovo episodio di Dentro La Storia, ti portiamo alla scoperta di 5 proposte di viaggio alternative per l'estate 2025, pensate per chi ama esplorare il passato anche sotto il sole di luglio e agosto.
Devo dire che non ci facciamo mancare nulla in questa estate per quanto riguarda le notizie...tra detenuti che si laureano e che poi scappano, trumph che contesta la coca cola grignani che ce l'ha con la pausini...etcetc ecc
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Oggi ho per voi un consiglio di lettura davvero molto particolare, un viaggio nell'oscurità con cui da sempre l'uomo ha un rapporto ambivalente: "Tenebre" di Maddox Blackstone. Pronti per addentrarvi in questo abisso?
Il racconto di un paio di podistiche serali estive di questo 2025, la Corri Cerbaia ed il Mini Trail al Tramonto.Corri Cerbaia: https://www.strava.com/activities/14831017314Mini Trail al Tramonto - 9° trofeo Patrizio Lotti: https://www.strava.com/activities/14997294335----------------------Supporta questo progetto tramite un contributo mensile su Patreon: https://www.patreon.com/da0a42In alternativa, puoi fare una donazione "una-tantum".PayPal: https://www.paypal.com/paypalme/lorenzomaggianiBuymeacoffee: https://www.buymeacoffee.com/da0a42Acquista il materiale ufficiale del podcast: https://da0a42.home.blog/shop/Iscriviti a "30 giorni da runner": https://da0a42.home.blog/30-giorni-da-runner/Seguimi!Canale Telegram: https://t.me/da0a42Instagram: https://www.instagram.com/da0a42/Profilo Strava: https://www.strava.com/athletes/37970087Club Strava: https://www.strava.com/clubs/da0a42Sito: https://da0a42.home.blogOppure contattami!https://da0a42.home.blog/contatti/I miei microfoni:- HyperX Quadcast: https://amzn.to/3bs06wC- Rode NT-USB: https://amzn.to/4cTfaAu----------------------Un grazie a tutti i miei sostenitori:Matteo Bombelli, Antonio Palma, George Caldarescu, Dorothea Cuccini, Alessandro Rizzo, Calogero Augusta, Mauro Del Quondam, Claudio Pittarello, Fabio Perrone, Roberto Callegari, Luca Felicetti, Andrea Borsetto, Massimo Ferretti, Bruno Gianeri, Andrea Pompini, Joseph Djeke, Luca Demartino, Laura Bernacca, Vincenzo Iannotta, Patty Bellia, Pasquale Castrilli, Laura Ravani, Xavier Fallico, Nicola Monachello, Gabriele Orazi, Matilde Bisighini, Carmine Cuccuru, Fabrizio Straface, Letizia Beoni, Giulia Rosaia, Marco Allaria, Gregorio Maggiani, Fabrizio Carbonara.----------------------Music credits: Feeling of Sunlight by Danosongs - https://danosongs.comDiventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/da-0-a-42-il-mio-podcast-sul-running--4063195/support.
In questa puntata di Start, un rinvio che sono sicura ti interesserà molto; una crisi che non accenna a scemare; alcune cosette che devi assolutamente sapere anche quando sei sotto l'ombrellone; infine, la storia di Viviana. Se vuoi dirmi le difficoltà e le sfide che, come giovane, incontri nella tua vita quotidiana o, semplicemente, dirmi la tua opinione sulle notizie che hai ascoltato oggi, puoi mandare un'email a angelica.migliorisi@ilsole24ore.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Oggi oltrepasseremo il velo tra i due mondi con "Ai confini della morte" di Jeffrey Kripal e Elizabeth Krohn, una delle ultime uscite di Venexia Editrice. Buon ascolto e buona lettura!
Amici buon Lunedì e buon inizio settimana! Reduci da un fine settimana ricco di eventi oggi vi proponiamo una chicca speciale dalle #edizionimediterranee: "Le Pratiche Segrete dei Massoni Sufi" di Rudolf von Sebottendorf. Buon ascolto e buona lettura!
Aconteceu essa semana o Summit Cidades, em Florianópolis, evento que reúne gestão urbana, mobilidade e sustentabilidade. Estive lá e falo mais no meu comentário para a Band TV. Acompanhe.
Buon Lunedì Amici e buon inizio settimana! Oggi parliamo di fotografia spiritica insieme a Massimo Centini e al suo "Spiriti Immortalati", pubblicato da Yume Book. Buon ascolto e buona lettura!
ne hanno parlato in onda Massimo Di Lecce e Denise Cicchitti
con Massimo Di Lecce e Denise Cicchitti
con Massimo Di Lecce e Denise Cicchitti
con Massimo Di Lecce e Denise Cicchitti
Clara Arnaud est voyageuse et auteure. À 16 ans, elle traverse l'Europe en train, à 17 ans, elle parcourt le Québec puis à 18, l'Irlande à vélo.Ensuite, changement de braquet, ou plutôt de monture : Clara traverse la Chine puis le Caucase à cheval, en autonomie. À partir de 2011, elle travaille dans le domaine de la coopération, pour l'Agence Française de Développement (AFD). Elle séjourne en RDC et d'autres pays africains, puis au Honduras.En 2010, elle publie son premier récit de voyage, Sur les chemins de Chine.En 2015, L'Orage, premier roman, dont l'action se déroule à Kinshasa (RDC).En 2017, 2e récit de voyage, Au détour du Caucase.En 2021, La Verticale du fleuve. Ce 2e roman s'inspire de l'histoire d'une activiste écologiste assassinée en 2016, Berta Cacérès. L'action du roman se déroule dans une vallée d'Amérique centrale, où une militante s'oppose à la construction d'un barrage. En 2023, son 3e roman Et vous passerez comme des vents fous chez Actes Sud remporte de nombreux prix, dont le Prix du roman d'écologie 2024. L'histoire se déroule dans le Couserans, une région sauvage des Pyrénées où vit la majorité de la centaine d'ours français… et Clara, où je suis allé la rencontrer._______
Nesta segunda parte da conversa em podcast, a atriz Sofia Aparício revela a surpresa e fúria quando, há poucos anos, se deu conta que tinha pessoas próximas a votar na extrema direita, por ‘estupidez e ignorância’. E deixa o alerta: “A estupidez é mais perigosa que a maldade. Pode levar boas pessoas a fazer coisas muito más.” Sofia conta ainda a batalha longa que travou para superar uma depressão, invisível aos outros porque Sofia confessa ter disfarçado a doença até não aguentar mais e pedir ajuda a um profissional da área da saúde mental. Sofia lê um texto que mexeu consigo em particular, partilha algumas das músicas que a acompanham e deixa uma série de sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, vou estar à conversa com a Rute Simões Ribeiro. A Rute nasceu em Coimbra, mora em Lisboa. Licenciou-se, “por convicção, em direito” e doutorou-se, “por acidente, em política e gestão da saúde”. Casou-se. Divorciou-se. Deixou o direito e entregou-se à escrita. Precisou de quase 30 anos para reconhecer o que lhe acontece quando escreve: plenitude. Sobre o seu caminho diz: «Estive possivelmente suspensa. Permanecia em transição. Julgo estar prestes a chegar onde só agora poderia ter chegado.» Hoje, tem vários livros publicados e premiados. Está inteira… ainda inteirando-se… Ouve, partilha e contribui para uma cultura de relações saudáveis, responsáveis e autênticas. Conteúdos abordados: · mudança; . proteger o casamento; · a decisão; . dar tempo aos outros; . a gestão da parentalidade não conjugal; . minimizar o divórcio nos filhos; . a plenitude e os presentes da vida. Segue o trabalho da Rute Simões Ribeiro na sua página https://www.rutesimoesribeiro.com/ e nas redes sociais @rutesimoesribeiro O episódio está disponível no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts... e nas plataformas habituais de distribuição de Podcasts. Também podes ver o vídeo do episódio no nosso canal do Youtube. Para saberes mais sobre nós: * na página https://www.gp3sdivorcioconsciente.com/ * nas redes sociais @gp3s.divorcioconsciente; e * no Youtube https://www.youtube.com/@gp3s.divorcioconsciente382 Para adquirir o nosso livro vai ao nosso site https://www.gp3sdivorcioconsciente.com/livro directamente à editora ou a qualquer outra livraria física ou online
In vista delle ferie estive e relative chiusure aziendali, esploriamo 20 frasi essenziali per comunicare con colleghi, clienti e fornitori circa la disponibilità ridotta del team, out of office, ripresa dei progetti a settembre e altro ancora, assicurando un'informazione corretta prima delle vacanze. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
**Iscriviti alla community delle Mamme Superhero: https://mammasuperhero.mykajabi.com/msh-membership I genitori affrontano sfide e problemi diversi in estate? Ho fatto questa domanda a ChatGPT che ha stilato una lista di 7 sfide specifiche legate alla cura dei figli e alla gestione delle attività quotidiane durante la stagione estiva. Dalla gestione del tempo, ai costi aggiuntivi, all'equilibrio lavoro-famiglia, alle routine e alle regole da impostare. Vediamo quanto ne sa l'intelligenza artificiale delle reali sfide di un genitore. Se sei sotto l'ombrellone o a casa con l'aria condizionata, metti play! Ne ha dimenticata qualcuna? Lascia una recensione e condividi Se il podcast Mamma Superhero ti aiuta, ti fa sentire meno sola e ti fa compagnia nella relazione con tuo figlio, ti chiedo di lasciare una recensione e condividerlo con altri genitori. Questo aiuta il podcast a crescere e mi motiva a continuare a offrire questo servizio gratuito che diffonde il respectful parenting e supporta la genitorialità. *** Seguimi sui social Instagram: https://www.instagram.com/mammasuperhero/ Facebook: https://www.facebook.com/mammasuperhero
O que fazíamos se descobríssemos vida em Marte, como estive quase a ser polícia e... qual a diferença entre um meio e tolo e um tolo e meio?
Maria João Avilez recorda as 16 entrevistas do podcast “Eu Estive Lá”. Destaca o trabalho de partilha com todos os protagonistas onde a preparação e escolha foram tarefas difíceis, mas prazerosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Somos Todos Estranhos - o meu testemunho sincero sobre a ansiedade, os medos e as obsessões com as quais me deparei ao longo da vida. Mas não é um livro para o choradinho, é uma partilha às vezes difícil, mas bem-humorada e sem drama, porque para haver comédia é preciso haver tragédia. Links diretos para encomendas: - https://www.fnac.pt/Somos-Todos-Estranhos-Ate-Percebermos-que-isso-e-Normal-Antonio-Raminhos/a9300336#ficheResume - https://www.bertrand.pt/livro/somos-todos-estranhos-antonio-raminhos/24645877 - https://www.wook.pt/livro/somos-todos-estranhos-antonio-raminhos/24645877 Patreon: http://www.patreon.com/antonioraminhos
Estive em Porto Alegre para ver a inauguração da reforma da pista de atletismo do Parque da Redenção - pista que agora foi adotada pela Olympikus Podcast CNA+Música - https://cnoar.run/PodCorridaNoAr
Estive presente na posse do Milei e conversei com os argentinos sobre a eleição. O que mais me surpreendeu foi que, para muitos, o critério de voto foi apenas ele não ser bandido. Esse é o reflexo de como a política argentina estava. Agora, Javier Milei vai ter que encarar diversos problemas econômicos e políticos. O caminho não vai ser fácil, mas o sucesso pode ser uma realidade. Já aqui no Brasil, a mídia entra em desespero com uma pessoa fora dos seus padrões eleita e com tanta aprovação popular. Por isso, não devemos esperar muito deles. Os ataques já começaram nas manchetes sobre os cortes de ministérios e sobre a indicação da sua irmã para um cargo público. Ganhamos uma batalha mas não ganhamos a luta. Chopp sem imposto dia 14 em São Paulo! https://forms.gle/kUby4M1jWtUwbzZH7 E assine o Busão Livre! https://busaolivre.com/ Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bity! https://bit.ly/BityIdeiasRadicais
Ever wondered how memories shape us and how a simple song could transport us back to a specific moment in our lives? Well, in the latest episode, we engage in an evocative journey with the timeless rhythms of Simple Minds, especially their hit "Someone Somewhere in Summertime". We dissect the beautiful complexities of our memories, the emotional impact they carry, and how they're often intertwined with the music that soundtracked those moments.Join DJ Grafio and myself as we stroll through the golden-lit streets of a small city, evoking the essence of summer through the vivid imagery of brilliant days, soft rain, and the changing shadows. Our heart-to-heart conversation dives into the abstract realm of perception and shared experiences. By the end of this episode, you will have explored the mesmerizing world of summertime memories, the dynamics of perception, and the undeniable power of shared experiences. Do not miss this introspective, refreshing voyage through the echoes of summertime.Support the showLa missione di FuffaWebFuffaWeb è da sempre impegnata nella diffusione della verità senza censura, e questo articolo fa parte del nostro impegno nel portare alla luce temi importanti. Vogliamo essere una risorsa affidabile per tutti voi, fornendo informazioni pertinenti e incoraggiando azioni positive.fuffa web online, free podcast : graffio@fuffaweb.com - mordicchio@fuffaweb.com FuffaWeb Italia, il podcast di qualita anti fuffa .news - arte - musica - crescita personale - moda - gaming - cucinaQUESTE LE RUBRICHE CHE SINTEIZZANO GLI ARGOMENTI DA NOI TRATTATI PER TIPOLOGIA D'EPISODIOFuffaWeb è da sempre impegnata nella diffusione della verità senza censura, e questo articolo fa parte del nostro impegno nel portare alla luce temi importanti.Vogliamo essere una risorsa affidabile per tutti voi, fornendo informazioni pertinenti e incoraggiando azioni positive.Un ringraziamento speciale a tutti Voi Se il nostro podcast ti piace, vota qui: I love FuffaWeb Italia Vota il nostro podcast, il tuo punto di vista conta per noi, e per gli altri, clicca il link qui sotto ed esprikmi il tuo paraere, ci contiamo, grazie:#PodcastGratis #AscoltaOra #NuovoEpisodio #PodcastDellSe...
Após a divulgação de dados negativos da economia brasileira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a parceria com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “deu certo”. O encontro dos dois ocorreu na capital paulista. Nesta sexta-feira (21), o governo aumentou a projeção de rombo nas contas públicas e anunciou um bloqueio de R$ 1,5 bilhão no Orçamento. “Estive com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para um balanço do trabalho conjunto da equipe econômica, que está colocando o Brasil no caminho certo. Responsabilidade fiscal e compromisso social são nossos pilares para impulsionar o crescimento sustentável”, comentou. Tebet repetiu a fórmula de Haddad e cortejou o Congresso. “O apoio à pauta fiscal, com a aprovação do arcabouço e da reforma tributária tem sido fundamental para este momento favorável do país. Estamos comprometidos em seguir avançando”, concluiu. A equipe econômica do presidente Lula acumula um bloqueio de R$ 3,2 bilhões no Orçamento. O detalhamento dos cortes deve ocorrer nos próximos dias. Em um dia de notícias ruins para a economia, Haddad se isolou em São Paulo. O chefe das finanças não fez nenhuma aparição pública nesta sexta-feira. Ele tem defendido que o governo zere o déficit nas contas públicas em 2024. Por isso, o ministro está empenhado em aprovar medidas que aumentam a arrecadação e a geração de receitas. Aqui você encontra, em nossos programas, os bastidores do poder e análises exclusivas. Assine o combo O Antagonista + Crusoé https://bit.ly/assineoantagonista Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Você pode entrar em contato conosco pelo e-mail: assinante@oantagonista.com Confira mais notícias em nosso site: https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista