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La ContraHistoria
La Comintern

La ContraHistoria

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 81:14


En agosto de 1914 los diputados socialdemócratas alemanes votaron en el Reichstag a favor de los créditos de guerra para financiar la entrada del imperio alemán en la primera guerra mundial. Aquel gesto acabó con la idea que tenían los marxistas de la época de que el proletariado, hermanado por encima de las fronteras nacionales, jamás se mataría en una guerra imperialista. La solidaridad de clase se evaporó en pocos días y los obreros se decantaron por su propio país. Esa traición enfureció a Lenin, exiliado en Suiza, que concluyó que la socialdemocracia se había aburguesado y que había que demoler el viejo edificio socialista para crear una organización de auténticos revolucionarios. En una serie de conferencias minoritarias que dio en Suiza defendió que era el momento de transformar la guerra en una revolución. Eso mismo fue lo que sucedió en Rusia en octubre de 1917 y Lenin se sintió reivindicado. Pero sabía que con Rusia no bastaría para consolidar esa revolución porque era un país agrario y pobre. Tenían que exportar la revolución a Europa occidental, especialmente a Alemania, para que sobreviviese. Eso dio lugar en marzo de 1919 a la Tercera Internacional o Comintern, concebida desde el principio como el estado mayor de la revolución mundial. Su modelo era el partido bolchevique, una máquina centralizada en la que cada partido nacional sería una sección sometida a una disciplina única. El segundo congreso de 1920 fijó 21 condiciones de admisión que partieron al movimiento obrero en dos familias enfrentadas, la de los socialdemócratas y la de los comunistas. Pero la revolución mundial no llegaba. El Ejército Rojo fue derrotado en Varsovia, los comunistas alemanes fracasaron y el capitalismo se estabilizó gracias, entre otras cosas, a que los partidos socialdemócratas llegaron al poder en Alemania, Francia y el Reino Unido. Tras la muerte de Lenin en 1924, Stalin fue eliminando a sus rivales e impuso a la Comintern su teoría del socialismo en un solo país. El ascenso de los nazis al poder obligó a Stalin a hacer algo. En el séptimo congreso, celebrado en 1935, adoptaron la estrategia del Frente Popular, una alianza amplia antifascista que ganó las elecciones en Francia y España en 1936. España pasó entonces a ocupar un lugar central a causa de su guerra civil. La Comintern se encargó de reclutar soldados de 50 países a los que encuadró en las Brigadas Internacionales. Los soviéticos, entretanto, enviaron consejeros y material militar, este último pagado con las reservas del Banco de España. Pero la Comintern ya estaba en crisis, sus principales líderes cayeron durante la gran purga de 1938 y Stalin no le encontraba mucho sentido a aquel organismo. El pacto germano-soviético de 1939 supuso una humillación para los comunistas europeos, forzados a predicar la neutralidad hasta que la invasión alemana de la URSS en 1941 reactivó la cruzada antifascista. En mayo de 1943 Stalin decidió disolver la Comintern como gesto diplomático hacia sus aliados occidentales. Años después la sustituiría por una agencia mucho más pequeña, la Cominform, que tuvo muy poca actividad y desapareció tras su muerte. No hicieron falta más organizaciones para coordinar la actividad de los partidos comunistas. La URSS era ya una potencia mundial y podía llegar sin problemas a donde quisiese, cuando quisiese. En El ContraSello 0:00 Introducción 3:55 La Comintern 1:13:58 Los agentes dobles (y triples) Bibliografía: - “Breve historia de la Unión Soviética” de Sheila Fitzpatrick - https://amzn.to/4enhrXA - “The Comintern” de Jeremy Agnew - https://amzn.to/49HVEav “The Comintern. A history of the Third International” de Duncan Dallas - https://amzn.to/3SmNzSA - “Comrades” de Robert Service - https://amzn.to/4ogZnly · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva #FernandoDiazVillanueva #urss #unionsovietica Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Convidado
“Resistência continua dentro e fora da Guiné-Bissau”, afirma activista

Convidado

Play Episode Listen Later May 27, 2026 9:33


O activista guineense Yussef considera que os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025 na Guiné-Bissau representaram uma manobra política destinada a impedir a tomada de posse das figuras escolhidas nas urnas. O militante guineense denuncia repressão política, perseguições a opositores e limitações às liberdades democráticas, defendendo que a resistência continua activa tanto no país como na diáspora. RFI: Quando se fala em “golpe de estado cerimonial” na Guiné-Bissau, estamos a falar de uma ruptura do regime ou de uma encenação que formaliza a ausência de democracia? Yussef: Existe um conceito relativamente fechado de golpe de Estado. Normalmente implica a deposição, pela força das armas, dos titulares dos órgãos de soberania e a instauração de um novo regime. Ora, na Guiné-Bissau aconteceu exactamente o contrário. Houve um conluio entre sectores do poder político e das Forças Armadas para manter o regime tal como estava e impedir que a vontade popular expressa nas eleições fosse respeitada. O objectivo foi impedir a divulgação dos resultados eleitorais e evitar que assumissem funções as figuras escolhidas pelo povo guineense, nomeadamente para a Presidência da República. Ou seja, manteve-se tudo na mesma, criando apenas a aparência de um golpe de Estado. Não fomos os únicos a denunciar esta situação. Figuras políticas internacionais importantes, como o ex-presidente nigeriano Goodluck Jonathan e Ousmane Sonko, então primeiro-ministro do Senegal, também manifestaram dúvidas sobre a narrativa oficial. Na Guiné-Bissau existe uma percepção generalizada de que não houve um verdadeiro golpe, mas sim uma tentativa deliberada de impedir o respeito pela soberania popular. O que mudou desde 26 de Novembro de 2025? Há mais medo, mais controlo, mais resistência? Existe simultaneamente mais repressão e mais resistência. A repressão atingiu o auge com o assassínio político do nosso camarada Vigário Balanta. É impossível ignorar o significado desse acto: estamos a falar de alguém que sacrificou a própria vida pela luta democrática na Guiné-Bissau. Não podemos romantizar o diálogo com um regime que assassina opositores e mantém presos políticos. Entre esses casos estão Domingo Simões Pereira, líder do maior partido da oposição, e Fernando Dias, apontado por nós como vencedor legítimo das eleições presidenciais. Mas há muitos outros presos políticos menos mediáticos. Na verdade, a Guiné-Bissau transformou-se numa grande prisão política a céu aberto. Não há liberdade para manifestações, conferências de imprensa ou críticas abertas ao regime. As características de uma ditadura estão presentes. Ainda assim, a resistência continua, tanto dentro do país como na diáspora. Continuamos a denunciar a situação política, os presos políticos e os assassinatos de opositores. A mobilização política fora da Guiné-Bissau, como este debate organizado em Portugal, tem impacto concreto em Bissau? Acreditamos que sim. Na Guiné-Bissau sabe-se que a diáspora continua organizada e mobilizada na defesa das liberdades democráticas. Temos uma responsabilidade acrescida porque vivemos em países onde existem liberdades mínimas para denunciar o que se passa. Não vemos qualquer ruptura entre o povo guineense que está no país e o que vive na diáspora. Fazemos a mesma luta, apenas em geografias diferentes. Ao convidarmos figuras como Armando Lona, que desempenharam um papel importante na resistência política e nas manifestações populares, estamos também a amplificar as reivindicações que nascem dentro da própria Guiné-Bissau. Talvez os resultados não sejam imediatos, mas estamos numa fase de acumulação política: acumulação de experiência, de organização, de solidariedade e de consciência. Acreditamos que esse processo acabará por produzir mudanças concretas. Qual é hoje o custo pessoal e político de ser activista guineense? O caso de Armando Lona é esclarecedor. Quando ficou evidente o carácter repressivo do regime, a Frente Popular decidiu sair à rua sem qualquer garantia de segurança física. Isso demonstra o nível de coragem exigido aos activistas. Os custos são enormes, não apenas para os próprios militantes, mas também para as suas famílias. O regime não hesita em perseguir familiares, tanto na Guiné-Bissau como na diáspora. Mas a história política guineense ensina-nos que a luta pela liberdade sempre teve custos. A geração de Amílcar Cabral sacrificou-se pela libertação política, económica e cultural do país. Mais recentemente, Vigário Balanta tornou-se outro símbolo desse sacrifício. Sabemos os riscos que corremos, mas estamos dispostos a assumi-los. Faz parte da resistência.

HISTORIAS DE LA HISTORIA
La II República española. Parte 5

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 16, 2026 35:12


La Segunda República española vivió en apenas cinco años una intensidad política y social difícil de comparar con cualquier otro periodo de nuestra historia contemporánea. Lo que comenzó en 1931 como un ambicioso proyecto de modernización democrática terminó convirtiéndose en un escenario marcado por la polarización, la violencia y el miedo mutuo. En este último capítulo vamos a recorrer los meses decisivos que empujaron a España hacia el abismo: la victoria del Frente Popular, las tensiones entre izquierdas y derechas, las conspiraciones militares, la agitación social y el deterioro progresivo de una convivencia que parecía romperse día tras día. A través de discursos apasionados, enfrentamientos callejeros, reformas urgentes y maniobras políticas en los despachos del poder, descubriremos cómo la República fue entrando en una espiral cada vez más difícil de detener. Una historia llena de matices, contradicciones y heridas abiertas que todavía hoy sigue despertando debates, emociones y memoria. Porque para entender el estallido de la Guerra Civil, primero hay que comprender aquellos meses en los que España dejó de confiar en sí misma.

espa guerra civil frente popular la segunda rep la ii rep
HISTORIAS DE LA HISTORIA
La II República Española. Parte V

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 16, 2026 35:12


La Segunda República española vivió en apenas cinco años una intensidad política y social difícil de comparar con cualquier otro periodo de nuestra historia contemporánea. Lo que comenzó en 1931 como un ambicioso proyecto de modernización democrática terminó convirtiéndose en un escenario marcado por la polarización, la violencia y el miedo mutuo. En este último capítulo vamos a recorrer los meses decisivos que empujaron a España hacia el abismo: la victoria del Frente Popular, las tensiones entre izquierdas y derechas, las conspiraciones militares, la agitación social y el deterioro progresivo de una convivencia que parecía romperse día tras día.A través de discursos apasionados, enfrentamientos callejeros, reformas urgentes y maniobras políticas en los despachos del poder, descubriremos cómo la República fue entrando en una espiral cada vez más difícil de detener. Una historia llena de matices, contradicciones y heridas abiertas que todavía hoy sigue despertando debates, emociones y memoria. Porque para entender el estallido de la Guerra Civil, primero hay que comprender aquellos meses en los que España dejó de confiar en sí misma.

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Un buen día para viajar
Emisión sábado 11 de abril - parte 1

Un buen día para viajar

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 120:00


Llega un nuevo fin de semana en el que una vez más Un buen día para viajar os acompaña para viajar por el mundo a través de la historia, el arte, la arqueología y la cultura con buenos amigos y sabios…hoy sábado 11 de abril las horas viajeras llegan a Rpa…y empezamos con Sara Moro en la sección de arte por el mundo con un tema que unirá el cine, con la pintura y la literatura, Velázquez o Pasolini serán protagonistas en este pequeño cóctel artístico…Víctor Guerra en la sección de caminería nos lleva de nuevo a los Caminos Alleranos y específicamente hasta el alto de Piedrafita entrando desde zonas leonesas en tierras asturianas…iniciamos una nueva sección en el programa que será quincenal con el creador de la Asociación astronómica Omega, Faustino García, que nos traerá en la sección que llamaremos ‘Un buen día para viajar... a las estrellas’ temas relacionados con las cuestiones astronómicas siempre tan interesantes…segunda hora apasionante que iniciaremos con el catedrático emérito de historia contemporánea José Luis Martín Ramos que nos hablará del Frente Popular, de su creación, de su desarrollo, de sus personajes, de sus problemas y de todo lo que atañe a ese importante episodio histórico de la II República española…y cerraremos con la ‘Asociación de antiguos alumnos de la Universidad Laboral de Gijón’ con su presidente Manuel Nevares y con su secretario Jesús Jiménez para hablar del pasado, presente y futuro del edificio de la laboral y de las actividades que la asociación desarrolla…dos horas de radio viajera en Rpa!!

Semana em África
Homicídio brutal de Vigário Balanta marca semana na África lusófona

Semana em África

Play Episode Listen Later Apr 3, 2026 13:12


O espancamento até à morte do activista Vigário Balanta marcou a semana na África lusófona, com a sociedade civil a pedir o apuramento das responsabilidades neste crime. O corpo do activista Vigário Luís Balanta, representante do Movimento Revolucionário Pó de Terra, foi descoberto no início da semana com sinais de espancamento a cerca de 30 quilómetros de Bissau. Desde a tomada de poder pelos militares em Novembro de 2025 an Guiné-Bissau, que Vigário Balanta se tinha vindo a destacar como uma das figuras mais activas na denúncia do regime militar e defesa das liberdades cívicas no país. Para Armando Lona, coordenador da Frente Popular, entrevistado por Lígia Anjos, trata-se de "uma grande perda" para a Guiné-Bissau. Ao mesmo tempo que os primeiros rumores do desaparecimento e morte de Vigário Balanta começaram a correr em Bissau, as rádios privadas guinenses foram temporariamente fechadas pelo Governo de transição devido a uma alegada falta de pagamento de licença de emissão. O encerramento durou entre terça e quarta-feira, como relatou o nosso correspondente Mussá Baldé. Para Armando Lona, coordenador da Frente Popular, esta foi uma decisão política  e não ligada às licenças, sendo que não serve de nada já que as notícias são agora difundidas e comentadas nas redes sociais, não sendo possível privar o povo de saber o que se passa no país. As autoridades guineenses condenaram a morte “em circunstâncias particularmente violentas” de Vigário Luís Balanta. O Governo de transição disse ter tomado conhecimento “com profunda consternação e viva indignação” do que considera ser um “lamentável e condenável acontecimento”. Para o jurista senegalês e perito independente junto da ONU, Alioune Tine, presente na Guiné-Bissau aquando o assassinato de Vigário Balanta, tratou-se de “crime internacional” e uma caso de “execução extrajudicial” para intimidar a sociedade civil do país, como disse em entrevista a Lígia Anjos. A Liga Guineense dos Direitos Humanos reagiu com profunda consternação ao assassínio do activista político Vigário Luís Balanta, classificando-o como uma execução sumária marcada por extrema brutalidade. Segundo Bubacar Turé, presidente da liga em, este acto envia uma mensagem clara de insegurança generalizada num país onde “ninguém está a salvo”, comod escreveue m entrevista a Cristiana Soares. Na quinta-feira realizaram-se as cerimónias fúnebres de Vigário Luís Balanta levando centenas de pessoas às ruas de Bissau com palavras de ordem como liberdade e democracia. 

Convidado
Guiné-Bissau: “A luta tem de continuar até ao desmantelamento desta rede criminosa”

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 9:39


A morte do activista guineense Vigário Luís Balanta, figura central da contestação à transição militar na Guiné-Bissau, expõe um clima político marcado por medo, repressão e suspeitas de violência sistemática. Encontrado com sinais de espancamento num local a 30 quilómetros de Bissau, o seu corpo tornou-se símbolo de um país onde a dissidência pode custar a vida e onde a informação continua sob pressão. A morte do activista guineense Vigário Luís Balanta é mais do que um crime. É uma mensagem ou, pelo menos, assim é lida por quem acompanha de perto a deterioração do espaço político na Guiné-Bissau. Aos 35 anos, o líder do movimento “Po di Terra” afirmava-se como uma das vozes mais persistentes contra o poder militar instalado após a tomada do poder pelos militares do ano passado. A sua morte surge, para muitos, como o culminar previsível de uma trajectória de confronto. O corpo foi encontrado na localidade de Ndam Lero, próximo de Nhacra, a cerca de 30 quilómetros de Bissau, com marcas de espancamento. Os indícios apontam para tortura antes da morte. “Ele foi vítima de tortura selvática até à morte. É isso que dói mais”, afirma Armando Lona, coordenador da Frente Popular, numa leitura que mistura indignação e constatação. Segundo Armando Lona, o activista terá sido raptado num bairro da capital por indivíduos não identificados, “como tem acontecido”, e levado para um destino desconhecido. Nos últimos meses, Vigário Luís Balanta tornou-se incómodo para muitos. Denunciou a proibição de manifestações, exigiu a libertação de presos políticos e contestou resultados eleitorais que considerava fraudulentos. Fê-lo sob ameaça, com episódios de desaparecimento temporário, mas manteve-se activo até à véspera da morte. Para Armando Lona, não há ambiguidade quanto ao significado político desta morte: “Os actuais detentores do poder são os responsáveis únicos e exclusivos da morte do Vigário Luís Balanta. Não temos nenhuma dúvida.” E acrescenta: “A motivação desse crime é satisfazer os caprichos desse grupo e instalar um clima de medo para consolidar a ditadura.” Uma acusação que se insere numa narrativa mais ampla. O coordenador da Frente Popular descreve o actual poder como “um regime de natureza terrorista que tem cometido muitos crimes”, que mantém a população sob controlo essencialmente pela força. “É uma íntima minoria que não representa praticamente nada. A única condição pela qual tem mantido refém todo o povo é porque detém armas.” A morte de Vigário Balanta não é vista como excepção, mas como continuidade. “O grupo que se instalou no poder dá seguimento a práticas de rapto, espancamento e assassínios”, diz Armando Lona, sublinhando que o caso recente é apenas mais um episódio de uma série mais longa. A reacção das autoridades à divulgação da morte veio reforçar esse clima. As rádios privadas que avançaram com a notícia foram suspensas durante escassas horas, numa decisão que levantou preocupações quanto ao controlo da informação. Ainda assim, o impacto foi limitado. “Não muda praticamente nada”, afirma Armando Lona. “As redes sociais estão em todos os cantos do país e a população fica informada num instante.” A tentativa de silenciamento revela mais sobre o poder do que sobre os órgãos de comunicação: “É um grupo retrógrado que ainda pensa que a opinião pública se controla pela rádio.” Na prática, a circulação de informação escapa cada vez mais aos canais tradicionais, tornando menos eficazes as estratégias de censura. Perante este cenário, a questão central passa a ser a capacidade de resposta. Armando Lona aponta para a necessidade de uma convergência alargada: “Forças sociais, cívicas, políticas e patriotas militares têm que encontrar uma via de salvação nacional.” E insiste que a ausência de armas não pode justificar a inacção: “Não podemos continuar a adiar o futuro da Guiné-Bissau só porque não temos armas.” A via internacional surge como complemento, ainda que não como solução imediata. “Os crimes têm de ser responsabilizados, a nível nacional e internacional”, afirma, reconhecendo, porém, que internamente “não há condições” para o fazer neste momento. Enquanto essa possibilidade não se concretiza, a estratégia passa por aquilo que define como “luta política popular”. Uma luta que, no seu entendimento, é inevitável: “Temos que accionar outros mecanismos para reverter esta situação. Basta de práticas bárbaras, de mortes macabras cometidas por gente que nós conhecemos.” No plano pessoal, a perda é descrita como profunda. “É uma perda enorme para a Guiné-Bissau, para a juventude”, diz. Recorda Vigário Luís Balanta como “um jovem destemido, tecnicamente competente, um patriota com estilo próprio”, alguém que acreditava que “a vitória só vem da luta”. A morte não encerra a sua história, mas amplifica-a e transforma-a num ponto de inflexão. “Não podemos ter conforto enquanto o povo continua a ser privado do direito à liberdade”, conclui Armando Lona. “Temos a obrigação de continuar.”

Los Libros
Los Libros: 'Cómicos en guerra: Historias del mundo de la escena y el cine en la Guerra Civil'

Los Libros

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 26:25


Federico charla con Andrés Amorós y Pedro Corral sobre Cómicos en guerra, el último libro de este último. En una nueva entrega de la sección de libros de Es la Mañana de Federico, Federico Jiménez Losantos y Andrés Amorós reciben a Pedro Corral, periodista e historiador de referencia sobre la contienda española, para comentar su última obra: Cómicos en guerra: Historias del mundo de la escena y el cine en la Guerra Civil. El libro, publicado por La Esfera de los Libros, ofrece un recorrido exhaustivo de casi quinientas páginas sobre cómo el conflicto fratricida afectó al mundo de la farándula, revelando una realidad que dista mucho de la imagen idílica y angelical que la historiografía de izquierdas ha intentado imponer sobre la Segunda República. Andrés Amorós destaca el inmenso trabajo de documentación realizado por Corral, basado fundamentalmente en la hemeroteca y en libros de memorias olvidados, ediciones raras que a menudo la propia familia del autor prefiere ignorar por lo crudo de sus testimonios. La obra no solo se centra en los horrores y espantos propios de una guerra, sino que también recoge anécdotas pintorescas y situaciones surrealistas que se vivieron en ambos bandos. Uno de los puntos más impactantes del libro es el tratamiento de la figura de Federico García Lorca. Corral aporta datos sobre la verdadera razón por la que el poeta no huyó a América: su último y tormentoso amor por Rafael Rodríguez Rapún, destinatario de los Sonetos del amor oscuro. Además, se rescatan declaraciones de Antonio Machado, quien afirmó con amargura que "Granada pudo defender a su poeta", sugiriendo las responsabilidades locales y personales en su trágico destino. También se menciona el destino de La Barraca tras la muerte de Lorca, que pasó a ser dirigida por un supuesto falangista de la quinta columna, evidenciando las paradojas del momento. La conversación aborda con especial agudeza la censura republicana, un tema habitualmente silenciado. Resulta revelador cómo el gobierno del Frente Popular llegó a prohibir representaciones de El Tenorio por sus alusiones religiosas o a censurar obras de Calderón de la Barca. Incluso figuras como Rafael Alberti sufrieron el rigor de los censores de su propio bando cuando sus críticas a los dictadores no se ajustaban a la conveniencia política del momento. Este sectarismo ideológico demuestra que la libertad de expresión era un lujo inexistente en el Madrid de las checas. Un ejemplo fascinante de las contradicciones de la época es la historia de Valentín Tornos, el recordado Don Cicuta. Antes de convertirse en un icono televisivo, Tornos fue miliciano y policía republicano, participando en detenciones en el Madrid revolucionario. Corral relata cómo el actor fue denunciado tras la guerra por el padre de un joven asesinado en Paracuellos. Sin embargo, décadas después, terminaría recibiendo la Medalla al Trabajo de manos del Rey Juan Carlos I, un reflejo de la complejidad de la supervivencia y la reconciliación en la España del siglo XX. Federico Jiménez Losantos interviene para subrayar el carácter diabólico de la destrucción del patrimonio artístico y religioso durante la guerra, especialmente en lugares como Barcelona, donde se quemaron kilómetros de retablos y se asesinó a miles de personas en pocos días. Esta barbarie, nacida de un odio irracional a la belleza y a la tradición, se entrelaza con las historias de actores y empresarios teatrales que aprovecharon el caos para denunciar a sus rivales y quedarse con sus papeles o sus negocios. La traición entre compañeros de escenario es una de las constantes más tristes del libro. El caso de Pedro Muñoz Seca también ocupa un lugar central. Se desvela cómo el autor de La venganza de Don Mendo pudo haber sido liberado, pero las autoridades republicanas, bajo el pretexto de que estaba más seguro en la cárcel, permitieron que fuera sacado para ser ejecutado. El testimonio de su paso por la checa del Palacio de Medinaceli y su entereza ante la muerte contrastan con la mediocridad y crueldad de sus captores, como el actor Avelino Nieto, quien participó en su detención a punta de pistola pese a haber interpretado previamente papeles de sacerdote. Finalmente, Pedro Corral y los tertulianos coinciden en que la Guerra Civil sacó lo mejor y lo peor de la condición humana en ambos bandos. El libro es una llamada a la lectura y al conocimiento de nuestra historia real, alejada de los dogmas de la memoria democrática oficial. Como conclusión, se lanza una advertencia contra quienes hoy pretenden levantar muros entre españoles, recordando que la fraternidad y los gestos de humanidad entre enemigos fueron lo único que arrojó algo de luz en mitad de la barbarie fratricida que asoló el mundo de la cultura.

Levántate OK
JAVIER CÁRDENAS - Levántate y Cárdenas #1069 05-03-2026

Levántate OK

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 22:30


Mas Madrid registra la marca Frente Popular en pleno debate sobra la organización del espacio politico a la izquierda del PSOE.

La Trinchera de Llamas
Noticias La Trinchera. Sumar presenta su frente popular a la izquierda del PSOE

La Trinchera de Llamas

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 39:51


El equipo de La Trinchera repasa la actualidad tras el acto de presentación de la nueva cara de Sumar a la izquierda del PSOE, pero sin Yolanda Díaz

La Trinchera de Llamas
Tertulia de La Trinchera: Yolanda Díaz sopesa apartarse ante la presión de sus aliados y Rufián

La Trinchera de Llamas

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 94:44


Tertulia con Luca Costantini, Carmelo Jordá y Percival Manglano sobre la izquierda, el nuevo Frente Popular y la corrupción del Gobierno.

Hora 14
Hora 14 | Lecciones del Nuevo Frente Popular francés sobre la unión de las izquierdas: ¿Se parece a la idea de Gabriel Rufián?

Hora 14

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 1:56


'Hora 14' es el informativo líder del mediodía. Cada tarde a las 14:00 de lunes a domingo, la actualidad de la mañana en la Cadena SER. Dirigido por Javier Casal.

La Diez Capital Radio
Informativo (19-02-2026)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 18:31


Miguel Ángel González Suárez te presenta el Informativo de Primera Hora en 'El Remate', el programa matinal de La Diez Capital Radio que arranca tu día con: Las noticias más relevantes de Canarias, España y el mundo, analizadas con rigor y claridad. Ayer, MOVISTAR SUFRÍA UNA CAÍDA MASIVA A NIVEL NACIONAL QUE DEJA SIN SERVICIO A CIENTOS DE MILES DE USUARIOS Y UNAS 100.000 PYMES La avería, que afectó a fibra óptica, telefonía fija y redes móviles, comenzó en la madrugada y se intensificó durante la mañana, en plena jornada laboral, más de 12 horas. Hoy hace 2 años: 2.070 euros, precio medio de una residencia de mayores en Canarias. Las islas son la segunda comunidad con menos plazas sociosanitarias públicas pese a que muchas familias no pueden afrontar el coste de una privada. El precio medio de una residencia para mayores privada en España es de 1.990 euros al mes, cifra que se eleva en Canarias a los 2.070 euros, una de las cuotas más altas del país. Hoy se cumplen 1.468 días de guerra entre Rusia y Ucrania. 3 años y 358 días. Hoy es jueves 19 febrero de 2026. Día Internacional Contra la Homofobia en el Fútbol. El 19 de febrero es el Día Internacional Contra la Homofobia en el Fútbol, en homenaje al nacimiento de Justin Fashanu el primer futbolista de élite en reconocer públicamente su homosexualidad. Fue en 1990 y después de aquel hecho, Fashanu fue expulsado del equipo y objeto de burla por algunos de sus compañeros. Años después y tras una acusación falsa de violación, el jugador entró en una profunda depresión y se suicidó en 1998. Para que hechos como estos no se vuelvan a repetir, se celebra esta efeméride, para el fin de la discriminación por razones homófobas en el fútbol, y en el deporte en general. 1834.- Se autoriza la construcción del primer ferrocarril alemán, que enlazaría las ciudades de Nuremberg y Furth. 1913.- El general Alfaro ocupa Tetuán, ciudad que se convierte en capital del protectorado español de Marruecos hasta 1956. 1936.- Manuel Azaña asume la presidencia del Consejo de Ministros español tras el triunfo electoral del Frente Popular. 1948.- La Cámara belga aprueba la concesión del voto a la mujer. 1986.- La URSS coloca en el espacio la primera estación portaaeronaves "Mir". 1987.- Marruecos construye un sexto muro en el Sáhara para impedir el paso del Frente Polisario al Atlántico. 1998: El Banco Santander lanza una OPA para tomar la totalidad del capital del Banco Español de Crédito (Banesto). Años más tarde, el 19 de febrero 2008, un enfermo Fidel Castro renunció a su liderazgo en Cuba, cuarenta y nueve años después de tomar el poder en una revolución armada. 2015.- El Congreso aprueba el pacto antiyihadista PP-PSOE. Santoral para hoy, 19 de febrero: santos Julián, Marcelo, Álvaro de Córdoba y Gabino. Rusia condena las acciones "antihumanas" de EE.UU. en Cuba y respalda a la isla. Ucrania y Rusia concluyen sin avances la segunda jornada de diálogo en Ginebra. Sánchez alerta en India que el verdadero riesgo está en el poder de los tecnoligarcas sin control. Rufián y Delgado abren el debate en la izquierda: "Ciencia, método y orden para ganar provincia a provincia a Vox" Gemma Barroso, subdirectora de Recursos Humanos de la Policía, nueva jefa operativa hasta que se nombre sustituto. El PP pide la dimisión de Marlaska tras la acusación al DAO en una bronca sesión de control: "Da náuseas verlo sentado" El número de nacimientos sube en España por primera vez en una década. La mitad de los colegios canarios de Primaria incumple en sus comedores las recomendaciones de consumo de pescado. Un estudio de Opromar avalado por la Fundación Española de la Nutrición, con apoyo del MAPA y la UE, coloca a Canarias en la antepenúltima posición de las nueve zonas en que se reparte el país, con aprobados en el 49% de los centros analizados; los criterios nutricionales solo se logran en el 40% de los colegios. La constelación canaria de satélites se desplegará al completo en 2028. Estará formada por cuatro satélites, uno de ellos piloto, con revisita diaria sobre el área de interés, que incluye las cuatro islas occidentales y un radio de 12 millas náuticas. El Cabildo de Tenerife ha aprobado la adjudicación del proyecto de la Constelación Canaria de Satélites (CIC) a la empresa Telespazio Ibérica, por un importe de 21.293.000 euros. Tenerife, enfadada porque la DGT prioriza a Gran Canaria con las grúas exprés La presidenta del Cabildo admite estar muy molesta porque fue esta isla la que propuso el protocolo para retirar los vehículos accidentados en las autopistas. Aena ‘ignora' a Canarias y asesta el hachazo tarifario a sus aeropuertos. El plan inversor prevé una lluvia de millones para la red aeroportuaria del Archipiélago pero incluye una subida de tasas del 20% en cinco años. Un día como hoy nace en 1963: Seal, cantante británico.

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Acontece que no es poco | 16 de febrero de 1936: El triunfo democrático del Frente Popular en las urnas que la derecha no quiso permitir

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 19:15


Nieves Concostrina habla de la victoria en las urnas del Frente Popular en 1936 y cómo con los años la derecha fabricó el bulo de un fraude electoral para justificar el golpe de Estado y la dictadura de Franco.

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina
Acontece que no es poco | 16 de febrero de 1936: El triunfo democrático del Frente Popular en las urnas que la derecha no quiso permitir

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 19:15


Nieves Concostrina habla de la victoria en las urnas del Frente Popular en 1936 y cómo con los años la derecha fabricó el bulo de un fraude electoral para justificar el golpe de Estado y la dictadura de Franco.

La Ventana
Acontece que no es poco | 16 de febrero de 1936: El triunfo democrático del Frente Popular en las urnas que la derecha no quiso permitir

La Ventana

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 19:15


Nieves Concostrina habla de la victoria en las urnas del Frente Popular en 1936 y cómo con los años la derecha fabricó el bulo de un fraude electoral para justificar el golpe de Estado y la dictadura de Franco.

Radio Bilbao
Exactamente hoy, 90 años de las elecciones del 36, ¿qué aprendimos en el territorio?

Radio Bilbao

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 23:46


El 16 de febrero de 1936 (con segunda vuelta el 1 de marzo), se dio una amplia victoria del Frente Popular, pacto electoral formado por Izquierda Republicana, Unión Republicana, PSOE, PCE y otras fuerzas de izquierdas (incluida ANV en algunas provincias), frente a unas formaciones de derecha que no fueron capaces de establecer alianzas electorales generalizadas. Inmediatamente, se conformaría un gobierno presidido por Manuel Azaña, constituido por miembros de su propio partido (Izquierda Republicana), Unión Republicana y algún independiente. Excepto en la circunscripción de Bizkaia capital, en Araba y Gipuzkoa  fue necesario realizar una segunda vuelta 

Un murciano encabronao y David Santos. Los audios.
U.M.E.- El frente popular siempre ha sido lo mismo (09-02-2026)

Un murciano encabronao y David Santos. Los audios.

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 17:35


U.M.E.- El frente popular siempre ha sido lo mismo (09-02-2026) Más contenido inédito en: https://www.es-tv.es Aportaciones a Raúl: https://www.patreon.com/user?u=40527138 Nº de cuenta: ES75 3018 5746 3520 3462 2213 Bizum: 696339508 o 650325992 Aportaciones a David: https://www.patreon.com/davidsantosvlog Nº de Cuenta: ES78 0073 0100 5306 7538 9734 Bizum: +34 644919278 Aportaciones a Equipo-F: TITULAR: EQUIPO F CUENTA: ES34 1465 0100 9417 5070 9106 C ÓDIGO SWIFT: INGDESMM Conviértete en miembro de este canal para disfrutar de ventajas: https://www.ivoox.com/podcast-un-murciano-encabronao-david-santos-los-audios_sq_f11099064_1.html Canales de U.M.E.: El Cid

El Mancuentro
MAN - Frente Popular 2026

El Mancuentro

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 3:05


Rufián propone una especie de "frente popular" de partidos a la izquierda del PSOE como ya pretendió montar la vicepresidenta Tucán con SUMAR, y que luego reventó. Más suerte esta vez, Rufián.Este podcast está asociado a la red de Sospechosos Habituales donde podréis encontrar otros muchos podcast de diferentes temáticas.

DW em Português para África | Deutsche Welle
27 de Janeiro de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 20:00


Foi debaixo de fortes críticas que o Conselho de Ministros decorreu hoje em Xai-Xai, uma das cidades mais afetadas pelas cheias. Na Guiné-Bissau, movimentos cívico-políticos dizem estar empenhados na luta pela conquista e defesa das liberdades democráticas. No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto conhecemos a história de um sobrevivente.

DW em Português para África | Deutsche Welle
19 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 20:00


Quase um mês depois do golpe de Estado na Guiné-Bissau, diversas figuras políticas da oposição e ativistas continuam detidos. Apesar das promessas, dívidas do Estado moçambicano a profissionais da saúde e educação continuam por liquidar. União Europeia vai conceder apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia para os próximos dois anos.

Convidado
"Os militares temem, sim, as sanções financeiras": Guiné-Bissau sob crescente pressão internacional

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 7:59


Nos últimos dias, a Guiné-Bissau foi palco de duas actualidades distintas. Na primeira, a ex-primeira Dama, Dinísia Embaló, foi constituída arguida em Lisboa, no caso da mala dos cinco milhões encontrada no jato privado em que viajava. Na outra actualidade, a CPLP suspendeu oficialmente a Guiné-Bissau da organização, retirando ao país a presidência rotativa. Este passo foi dado no dia seguinte à decisão das as autoridades guineenses, que tinham anunciado a suspensão de todas as actividades do país no seio da CPLP, o que foi visto por muitos como uma "auto-suspensão".  A CPLP suspendeu oficialmente a Guiné-Bissau da organização e elegeu Timor-Leste para a Presidência, que até agora era assumida pela Guiné-Bissau. Numa altura em que deve chegar a Bissau uma missão da CEDEAO, outra organização da qual a Guiné-Bissau faz parte,  existe também a possibilidade de a CPLP fazer o mesmo. Solicitada pela RFI, a organização não confirma de forma oficial o envio de uma missão de alto nível a Bissau, como foi decidido na reunião extraordinária da comunidade, a 5 de Dezembro. "Convém que esta missão se desloque o mais rápidamente possível" disse José Ramos Hora, presidente timorense e agora presidente em exercício da CPLP. O dirigente reconheceu que "toda a deslocação terá de ser feita em concordância com os militares, que controlam as fronteiras e o espaço aéreo". José Ramos Horta foi categórico: "Não é possível mostrar flexibilidade. Não é possível ficarmos indiferentes perante a arrogância da clique militar que há cinquenta anos não deixa o país retomar um rumo normal". "Há violaçao flagrante do processo eleitoral, houve interrupção e até mesmo assalto [do processo eleitoral], porque o candidato dos militares perdeu. Agora, vão ficar completamente isolados", concluíu José Ramos Horta, referindo-se à crescente pressão internacional.  Garantias de vida dos presos políticos  Da reunião virtual dos chefes de estado da CPLP, a 16 de Dezembro, outros pontos devem ser destacados. Nomeadamente, pela primeira vez, a exigência "com carácter de urgência, da apresentação de provas de vida e garantias quanto à integridade física de todos os detidos", bem como a sua libertação "imediata e incondicional", já exigida pela CEDEAO. "É o mínimo", considera, em Bissau, Armando Lona, jornalista, investigador e coordenador da Frente Popular.  Como todos sabem, estes detidos não são criminosos, são políticos. Apenas participaram no processo eleitoral. O lugar deles não é prisão. Quem deveria estar na prisão são esses senhores e senhoras que hipotecaram o futuro da Guiné-Bissau durante esses anos todos. Nós saudamos essa posição da CPLP mas pensamos que, para além dessa exigência, é preciso fazer um seguimento. Os presidentes de São Tomé e Príncipe, de Portugal, de Cabo Verde, do Brasil, da Guiné Equatorial, de Moçambique e de Timor Leste, assim como o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola. Os dirigentes lusófonos exigiram, uma vez mais, a "retoma urgente da ordem constitucional", alinhando-se com os estatutos democráticos da organização. O que nem sempre foi o caso, denuncia Armando Lona.  Isto é interessante. A retoma da legalidade democrática e da ordem constitucional é o que nós guineenses exigimos. Eu encorajo a CPLP a ir nessa direção, porque o que conta é a legitimidade popular. Esta decisão  da CPLP é responsável, é oportuna. Porque, como sabemos, a CPLP tem tido uma atitude de cumplicidade. Mas acho que nunca é tarde para retomar o caminho do respeito dos estatutos que regulam os comportamentos de cada Estado membro. Esta turma agora que fala em nome da Guiné-Bissau, é uma turma de golpistas. Não tem nenhuma responsabilidade para falar em nome da Guiné-Bissau. Esta dita turma de golpista não passa de uma aberração inqualificável, que nenhum guineense de bom senso estaria interessado a ouvir. E para o investigador Armando Lona, não há como fazer parte de uma organização sem respeitar os estatutos e textos da mesma.Ora "aquilo que se tem passado na Guiné-Bissau é intolerável e inaceitável e enquanto cidadãos da CPLP e das outras organizações, exigimos que se respeite a democracia e os direitos humanos". A 5 de Dezembro, a CPLP decidiu enviar uma missão de alto nível a Bissau para acompanhar o processo de reposição da ordem constitucional. A decisão foi tomada antes da auto-suspensão e da oficialização da suspensão da Guiné-Bissau na CPLP. Mas estes últimos acontecimentos podem comprometer a vinda desta delegação, já que dependerá da boa vontade e da autorização das autoridades guineenses que os membros da CPLP aterrem ou entrem em Bissau.  Mas acho que toda a tentativa de impedir a chegada de uma missão, seja ela da CPLP, da CEDEAO, será uma prova de frustração. Esse grupo [de militares] sabe que está num isolamento total. Não tem legitimidade interna, não tem reconhecimento internacional. Portanto, resta lhe tentar fazer esses subterfúgios fúteis, mas que não, não vão ter sucesso porque o povo já boicotou tudo. O povo guineense está farto desse grupo. Hipotecaram o futuro dos guineenses, sobretudo da juventude, que agora só pensa em emigrar. Essa junta militar... Eu tenho dito e repito que não existe nenhuma junta militar na Guiné-Bissau. Esse grupo não não representa nem 5% dos efectivos das forças guineenses.  Armando Lona diz que estes militares no poder são meras individualidades no seio de toda a corporação militar, não representam portanto as Forças Armadas da Guiné-Bissau. E por outro lado, são milícias que tomaram o poder. Não refletem a realidade sociológica das nossas Forças Armadas. Nós tínhamos a certeza que mais dia menos dia, o regime ia cair. Caiu, como o povo demonstrou de forma brilhante, de forma patriótica, nas urnas. O jornalista prossegue: ao contrário do que foi dito pelo primeiro-ministro Ilídio Té Vieira, à imprensa guineense, no dia seguinte à cimeira da CEDEAO,  "os militares temem sim as ameaças de sanções financeiras".   Têm que temer. Não conseguem fazer nada sem apoio externo. Endividaram a Guiné-Bissau. Levaram o nosso plafond de dívidas para quase mais de 100% do Produto Interno Bruto. Todos os dias estão a emitir títulos de tesouro no mercado regional! Portanto, é um grupo que vive só desses esquemas. Logo, com sanções económicas e financeiras não podem sobreviver. O coordenador da frente popular destaca outro ponto: a existência de uma força da CEDEAO na Guiné-Bissau. Esta é composta por contingentes da Nigéria e do Senegal e os seus membros, fardados e armados, já eram visíveis nas ruas da capital antes das eleições gerais, durante, e depois. Questionamos o real mandato desta força da CEDEAO. Não vale a pena termos uma força paga pelas contribuições dos cidadãos da África Ocidental, quando na realidade está ao serviço de um ditador, que agora ninguém duvida de que era um ditador, mas também um campeão do crime do crime organizado e do branqueamento de capital. Aqui, Armando Lona faz referência à detenção de Dinísia Embaló, a ex-primeira dama, mulher do ex-presidente deposto, que continua em parte incerta. Dinísia Embaló foi constituída arguida por suspeita de contrabando e branqueamento, no caso das malas com 5 milhões de euros encontradas no jacto privado em que viajava. Voo esse que partiu de Marrocos, último país, aliás, onde se soube do paradeiro de Umaro Sissoco Embaló. Fez depois escala em Bissau e seguiu para Lisboa. Um caso que impactará muito provavelmente a imagem e o poder diplomático de Umaro Sissoco Embaló e do seu entourage. Não há julgamento maior do que esse julgamento da opinião pública internacional. Para nós isto basta. Infelizmente, sentimo-nos atingidos porque somos guineenses. Temos orgulho enquanto povo, temos dignidade, e lutámos pela nossa liberdade. Mas por acidente da história temos tido gente que não tem a preparação para estar a nossa frente.

Convidado
Guiné-Bissau vive “uma farsa” atribuída a um Presidente “derrotado nas urnas”

Convidado

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 9:37


A saída de Umaro Sissoco Embaló para Dacar não prova qualquer golpe, defende o analista político Armando Lona, que garante tratar-se de “uma farsa” montada por um Presidente "derrotado nas urnas". Sem ruptura militar real, o coordenador da Frente Popular defende que o país aguarda pelo anúncio dos resultados eleitorais e que o povo guineense “derrubou a ditadura nas urnas”, exigindo agora que a ordem constitucional seja restaurada. O antigo Presidente da Guiné-Bissau, deposto por um grupo de militares chegou, ontem à noite, a Dacar num avião fretado pelo governo senegalês. Nos próximos dias, é esperada em Bissau uma missão de mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), anunciada depois da cimeira de emergência entre os líderes regionais. O analista político guineense e coordenador da Frente Popular, Armando Lona, rejeita a leitura de que esteja em curso um golpe militar, descrevendo a situação como “uma farsa” atribuída a um Presidente “derrotado nas urnas”. Armando Lona começa por contrariar a interpretação de que exista uma crise institucional na Guiné-Bissau: “Nós não temos nenhuma crise. O que estamos a viver é uma farsa provocada por Umaro Sissoco Embaló, candidato derrotado nas eleições de 23 de Novembro”. Para o analista, a instabilidade das últimas semanas resulta de uma estratégia recorrente: “Ele perdeu as eleições. Ciente disso, voltou à sua técnica privilegiada. Ele é especialista na invenção de golpes. Inventou há três semanas um golpe e inventou outro há dois dias.” Segundo Armando Lona, Umaro Sissoco Embaló terá procurado manipular as comissões regionais de eleições e, posteriormente, a Comissão Nacional de Eleições (CNE). “Tentou (…) forjar resultados falsos e, com o fracasso, avançou para esse plano de golpe de Estado”, descreve. Contudo, rejeita que tenha havido qualquer tomada de poder por parte das Forças Armadas: “Como é possível falar em golpe de Estado de um Presidente que tem um exército atrás de si e um contingente de centenas de homens da CEDEAO, como se faz um golpe nesta situação?” Para Armando Lona, a explicação é simples: “Quem o derrotou não foram os militares, mas sim o povo da Guiné-Bissau.” Os membros da CEDEAO estiveram reunidos de emergência, esta quinta-feira ao final do dia, e anunciaram o envio de uma missão de mediação composta pelos presidentes de Serra Leoa, Senegal, Cabo Verde e Togo. Armando Lona reconhece que a organização actua em conformidade com o protocolo, mas acusa-a de falhar sistematicamente no país: “É uma obrigação da CEDEAO, que falhou várias vezes. (…) A força da CEDEAO está no país apenas para proteger o Presidente agora derrotado, Umaro Sissoco Embaló.” E questiona: “Como se pode permitir que chegássemos a este ponto com uma força incapaz de cumprir a sua função?” Apesar das críticas, considera necessária a decisão anunciada pelos líderes regionais: “A posição é clara: retorno à ordem constitucional, retomada do processo eleitoral e anúncio dos resultados da eleição de domingo, cujo vencedor já é conhecido.” Para Armando Lona, tudo depende agora da formalização dos resultados: “As missões de observação internacional têm os resultados. A CNE tem os resultados. Falta apenas anunciá-los para que o Presidente eleito tome posse.” “O povo guineense derrotou a ditadura nas urnas, derrotou o autoritarismo e derrotou o culto de personalidade”, acrescentando que “o povo guineense está disposto a novos sacrifícios para fazer respeitar a sua vontade. Não vamos permitir mais fintas”. Sobre a saída de Umaro Sissoco Embaló para Dacar, Armando Lona não exclui a hipótese de apoio internacional. “É uma suspeição legítima, tendo em conta o papel dúbio da França em relação à Guiné-Bissau”, observa, recordando que não seria a primeira vez que Paris actuaria nos bastidores de crises africanas. No entanto, distingue a França do Senegal: “Do Senegal não acredito. O Senegal tem uma opinião pública esclarecida (…) e uma consciência africana que não permite jogos obscuros.” Armando Lona rejeita a narrativa de perseguição apresentada pelo Presidente deposto: “O que ele fez foi para procurar proteção. Não teve coragem de abandonar o país reconhecendo a derrota e criou um quadro de vitimização, quando, na verdade, se tratou de um golpe fabricado por ele.” E recorda que tais episódios seriam recorrentes: “Toda a gente sabe. Não é a primeira vez; será a quinta ou sexta vez que inventa golpes.” Para o analista, a comunidade internacional tem agora um papel determinante: “Saudamos o posicionamento firme das missões de observação internacional, da CPLP, da União Africana e da CEDEAO.” Segundo o coordenador da Frente Popular, existe um alinhamento claro: “Encorajamos essas organizações a prosseguir para que sejam criadas condições para o anúncio dos resultados e a tomada de posse do novo Presidente.” Quanto à missão da CEDEAO que deve chegar a Bissau nos próximos dias, Armando Lona considera adequada a composição: “As pessoas envolvidas conhecem profundamente o país. Não são estranhas à Guiné-Bissau", reforçando que o país aguarda apenas o passo final: “Houve uma eleição transparente. Um candidato venceu. Resta criar condições para que a entidade competente anuncie os resultados.”

Enfoque internacional
"Bloqueemos todo": Francia expresa su hartazgo sin paralizar el país

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 2:29


Miles de ciudadanos participaron en la jornada de movilización convocada por el movimiento espontáneo en redes sociales "Bloquons tout", que buscaba mostrar el descontento ante la situación económica, social y política del país. A pesar de la magnitud de la protesta, las autoridades lograron evitar bloqueos graves y mantener el orden. Informe de Delia Arrunategui. Las protestas se desarrollaron desde temprano en distintos puntos del país, aunque sin afectar infraestructuras estratégicas ni registrar incidentes graves de manera generalizada. En total, se contabilizaron 812 concentraciones y bloqueos, con acciones destacadas en París, Lyon, Grenoble y Poitiers. A pesar de intentos de bloquear carreteras y el acceso a aeropuertos, la intervención policial impidió la formación de barricadas o cortes significativos.   Según el Ministerio del Interior, unas 200.000 personas participaron en las manifestaciones, mientras que el sindicato CGT elevó la cifra a 250.000. Más de 470 personas fueron detenidas a lo largo del día, 203 solo en la región parisina, y 399 permanecen en custodia. El entonces ministro del Interior, Bruno Retailleau, destacó la eficacia de las fuerzas de seguridad, compuestas por 80.000 efectivos en todo el país —6.000 en París—, en evitar actos de violencia o sabotaje en infraestructuras esenciales. Aunque la jornada superó las expectativas iniciales de participación de las autoridades, que habían estimado 100.000 manifestantes, el movimiento no logró cumplir su principal objetivo: paralizar el país. En defensa de los servicios públicos  En las calles de París, decenas de personas se concentraron frente al Hospital Tenon, en el emblemático distrito 20. Allí los trabajadores sanitarios compartieron espacio con los puestos de un popular mercado que bordea el Centro Médico. David, trabajador del sector de psiquiatría en un hospital parisino, expresó su indignación e impotencia ante las medidas del Gobierno en materia de salud pública: "Tenemos muchas razones para manifestarnos como trabajadores de la salud, pero lo hacemos sobre todo por nuestros pacientes. Rechazamos la decisión del Gobierno de dejar de cubrir los medicamentos para quienes tienen enfermedades crónicas, y también el aumento de las tarifas médicas. Yo trabajo en psiquiatría, donde acompañamos a pacientes de por vida, porque necesitan tomar medicamentos siempre. Ahora esas personas tendrán que pagar mucho más por sus medicinas". Las protestas se realizaron justo después del nombramiento de un nuevo primer ministro, Sébastien Lecornu, que se convierte en el quinto de esta legislatura, iniciada en 2022, y el tercero en poco más de un año. También se encontraba presente entre los manifestantes Lucy Castet, ex candidata a primera ministra por el nuevo Frente Popular, la coalición que lideró las últimas elecciones legislativas. Ella subraya la relevancia del sector salud en Francia: "Esta jornada de movilización va a recordarle a toda Francia y al nuevo Primer Ministro hasta qué punto los franceses y las francesas están muy vinculados con su servicio público. También hay muchas escuelas y liceos movilizados. Es realmente importante que escuchen ese mensaje". Horas después, en la Plaza de la República, histórico epicentro de las movilizaciones parisinas, cientos de estudiantes y colectivos sociales se reunieron para unirse a la movilización. Marie, estudiante universitaria, compartió su testimonio: "Sí, hay un hartazgo generalizado que se siente en todos los sectores. Como estudiantes vemos a los trabajadores en huelga y nos sumamos a su lucha, porque sentimos el desprecio absoluto del gobierno, que ignora los votos y lo que el pueblo le pide". Con información de la AFP

Desmemoria Histórica
Desmemoria Histórica: entrevista a Julius Ruiz

Desmemoria Histórica

Play Episode Listen Later Aug 18, 2025 55:53


Bajo el mando del socialista Juan Negrín jóvenes militantes con poderes ilimitados utilizaron la tortura física y mental para extraer información. Julius Ruiz presenta en el podcast de historia de Libertad Digital, Desmemoria Histórica, su libro La guerra sucia. La República contra la quinta columna (Espasa, 2025). En él se detalla cómo actuaron y quiénes fueron los agentes secretos republicanos, "una generación de jóvenes militantes y revolucionarios" que a las órdenes del PSOE llevaron a cabo una brutal depuración durante la Guerra Civil. Su objetivo fue "una depuración profunda de la sociedad", un "juego de suma cero" contra los señalados como "fascistas". Estos socialistas llevaron a cabo "torturas de forma sistemática" porque "los fines justificaron los medios". El autor de El terror rojo o Paracuellos, una verdad incómoda, cuenta que "no fueron grupos de incontrolados", sino que "llevaban uniforme y placas y estaban "a sueldo del Estado"; fue "una policía secreta estatal". Muchas veces hemos atribuido a grupos izquierdistas, anarquistas y sindicalistas la violencia en retaguardia. El gran estudio de este profesor aclara que hubo un partido responsable de las checas y de la tortura y represión arbitraria durante la Guerra Civil: el PSOE. Varias organizaciones convergieron en el SIM, el Servicio de Investigación Militar creado en agosto de 1937 por Indalecio Prieto. El SIM fue una agencia de contraespionaje que, escribe Julius Ruiz, "se impregnó en todos sus niveles de una especie de cultura de la brutalidad". En 1938 era la "institución más poderosa de la zona republicana" a las órdenes del presidente del gobierno republicano, Juan Negrín. Estos jóvenes militantes buscaron sin piedad al enemigo interno, tanto a los tildados de "fascistas" como a los "antifascistas tachados de trotskistas por sus colegas de izquierdas". Dice en la entrevista: "Franco y Trotsky unidos contra el Frente Popular". El autor valora la influencia soviética en el bando revolucionario: "El nombre Alexandr Orlov es más famoso que el de ninguno de los policías secretos españoles citados en el presente libro", dice. Dicha fama ha eclipsado la importancia de los grupos españoles. Este nuevo trabajo, de más de novecientas páginas, le ha llevado "diez años de investigación y dos de escritura" porque "al final de la guerra los agentes republicanos quemaron los archivos centrales". Es decir, intentaron echar tierra sobre un sinfín de víctimas: "En la primavera de 1938, sólo en Cataluña, había diez mil presos".Las checas que asombraron a Himmler El libro recoge casi al final una anécdota, la visita, en octubre de 1940, del líder del partido nazi Heinrich Himmler a las celdas psicotécnicas de Barcelona, en concreto a la checa de Vallmajor. Quedó asombrado cuando vio estos centros de tortura ideados por el SIM: "Sus anfitriones franquistas quisieron aprovecharla al máximo (la visita de Himmler) para que supiera más sobre la "barbarie roja" antes de emprender su viaje de regreso al Tercer Reich. Así que, tras una cena de gala en el Palacio Municipal, Luis Orgaz, Capitán General de la Cuarta Región Militar, acompañado de otras ilustres autoridades regionales franquistas se llevó al nazi y a su séquito a Vallmajor. (...) Según se contó en la prensa al día siguiente, el hombre que exterminó a los judíos de Europa reaccionó entonces diciendo que "no concebía imaginación alguna la criminalidad de los rojos españoles". Al escritor George Orwell también le marcó lo que vio en Cataluña.La Quinta Columna "Puede decirse que España ha sido una incubadora de varios conceptos novedosos en la terminología bélica moderna. Igual que la lucha contra los franceses a inicios del siglo XIX dio pie a la aparición del término "guerrilla", la Guerra Civil produjo el de "quinta columna". En este libro leemos también que "el 30 de marzo de 1939 el Times de Londres" informó a sus lectores de que: "La falange había tomado Madrid". Comandados por Manuel Valdés, "unos cuarenta mil falangistas se hicieron con el control de la ciudad y los retuvieron durante varias horas hasta la llegada de las tropas". Concluye Julius Ruiz que Times dio a entender que "la victoria del general Franco sobre la República se antojaba más el triunfo de una quinta columna actuante desde el interior de lo que quedaba de zona roja, que de las fuerzas regulares de los nacionales". Juan Negrín La revista estadounidense Time publicó que: "cuarenta mil simpatizantes fascistas, miembros de la quinta columna, se habían despojado de su disfraz de republicano y habían conquistado la ciudad antes incluso de que las primeras tropas de Franco hubieran cruzado el Manzanares y hubiesen tomado posesión real de Madrid". Ruiz no sólo aclara el origen de la quinta columna, sino que analiza su función en la retaguardia. ¿Eran un grupo estable, numeroso y organizado? ¿Tenía tanto poder como para justificar el despliegue de un entramado policial secreto sin escrúpulos pilotado por los dirigentes de la Segunda República, en concreto por el Partido Socialista de Juan Negrín? ¿Cuánto de verdad hay en esta "resistencia militar y civil" a una república revolucionaria y cuánto es fruto de la propaganda comunista, que espoleó y justificó el terror rojo y que dejó varias decenas de miles de asesinatos a lo largo y ancho de la retaguardia? Recuerda Ruiz que algunos historiadores ya dijeron que "en España existió antes el antifascismo que el fascismo". Acompañan al autor el historiador Pedro Fernández Barbadillo y Nuria Richart, directora de Desmemoria Histórica.

DW em Português para África | Deutsche Welle
03 de Julho de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jul 3, 2025 20:00


Na Guiné-Bissau: Ministério Público declara ilegais duas organizações críticas ao Presidente Sissoco Embaló. Em Angola: Mais de 300 empresas em Cabinda à beira da falência devido a dívidas públicas não pagas pelo Governo. Trump e Putin falam ao telefone: Rússia mantém objetivos na Ucrânia, mas admite negociar.

Semana em África
Desmobilizados da Renamo em braço de ferro com liderança do partido

Semana em África

Play Episode Listen Later May 30, 2025 11:53


Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recordamos os principais acontecimentos que marcaram a semana no continente africano. Esta semana, em Moçambique, os guerrilheiros da Renamo exigem a destituição de Ossufo Momade de presidente desta formação política da oposição. Esta posição é vincada pelo porta-voz do grupo, que escapou a uma acção da Unidade de Intervenção Rápida que invadiu e deteve os ex-combatentes que ocupavam a sede nacional do partido e o gabinete da perdiz.Entretanto, os desmobilizados do Partido Renamo que estiveram detidos, na 18a esquadra desde quarta-feira, fizeram-se presentes, esta sexta-feira, para uma audiência no Tribunal Judicial da cidade de Maputo. Contudo, a sessão não aconteceu porque o tribunal não estava informado segundo o porta- voz do grupo, Edgar Silva.Na Guiné-Bissau, o Presidente da República deu posse, esta semana, aos novos dirigentes do Supremo Tribunal de Justiça. Trata-se de Arafam Mané, presidente, e João Mendes Pereira, vice-presidente. Aos dois, Umaro Sissoco Embaló pediu que ajudassem a mudar o sector da Justiça guineense. Ainda na Guiné-Bissau, pelo menos 3 pessoas foram detidas durante uma manifestação no passado domingo, Dia de África. Os jovens queriam sair às ruas de Bissau para se manifestar contra o que dizem ser as limitações das liberdades fundamentais e também os atropelos à Constituição no país. O Coordenador da Frente Popular, Armando Lona, denunciou a repressão sistemática e a tortura a que foram sujeitos estes detidos. Entretanto, os jovens foram libertados, depois de 48 horas na prisão.Em São Tomé e Príncipe, a Comunidade Económica dos Estados da África Central concluiu não haver “provas sérias e convincentes” da tentativa de golpe de Estado no país, em 2022. Em entrevista a Neidy Ribeiro, o analista político Olívio Diogo comenta o relatório, aponta possíveis manipulações políticas, e defende reformas profundas na justiça e nas Forças Armadas de STP para assegurar responsabilidade e justiça às vítimas.Este relatório, revelado no domingo pelo governo, alimenta o debate no arquipélago: a comunidade regional alegou não haver provas da existência de uma tentativa de golpe de Estado. O MLSTP, na oposição, através de Américo Barros, o seu presidente leu um comunicado nesta quinta-feira alegando que os acontecimentos de 25 de Novembro de 2022 que se traduziram em 4 mortos no quartel da capital, foram uma encenação e apela a que os responsáveis se coloquem à disposição da justiça.Por outro lado a ADI, partido no poder, por intermédio do seu porta-voz Alexandre Guadalupe leu também um comunicado nesta quinta-feira descartando qualquer responsabilidade no ocorrido e denunciou a suposta campanha contra o partido.Em Cabo Verde, o actual presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, venceu as eleições diretas internas realizadas domingo com mais de 62% dos votos dos militantes, obtendo 7.770 votos e tornou-se o novo presidente do PAICV. Na sua declaração de vitória, Francisco Carvalho agradeceu a todos os militantes do partido, tanto aos que votaram na sua lista, como também àqueles que votaram nas listas concorrentes, prometendo trabalhar para unir o partidoAinda em Cabo Verde, a TACV - Cabo Verde Airlines retomou esta semana os voos internacionais cancelados devido à greve de cinco dias dos pilotos. Paralisação que terminou às zero horas de hoje, mas os pilotos estão a ser acusados de desobediência à requisição civil.E é o ponto final neste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de regresso na próxima semana. Até lá. Fique bem.

Semana em África
A semana dos desencontros em torno da República Democrática do Congo

Semana em África

Play Episode Listen Later Mar 21, 2025 14:15


Nesta edição da Semana em África, o destaque foi dado nomeadamente à Republica Democrática do Congo e ao bailado diplomático para obter um cessar-fogo no leste do seu território onde os rebeldes do M23, apoiados pelas tropas ruandesas, tomaram o controlo de partes substanciais do Norte e do Sul Kivu. Na passada terça-feira, estavam previstas conversações directas entre o executivo congolês e representantes do M23 em Luanda, no âmbito da mediação do Presidente Angolano. Contudo, a poucas horas do encontro, os M23 cancelaram a sua participação. Paralelamente, no próprio dia em que deviam decorrer as negociações de Luanda, os Presidentes da RDC e do Ruanda mantiveram um encontro directo no Qatar, sobre o qual nada filtrou. Mantido secreto até ao fim, este frente-a-frente apanhou Angola de surpresa. Para além de expressar estranheza pelo facto de esta reunião ter sido organizada “sem consentimento” do mediador da crise no leste da RDC, Luanda lamentou, ainda, o facto de Félix Tshisekedi e Paul Kagamé terem negociado uma possível trégua fora da agenda da União Africana.Esta semana ficou igualmente marcada pela tomada de posse nesta sexta-feira da primeira mulher Presidente da Namíbia. Netumbo Nandi-Ndaitwah foi investida aos 72 anos, perante numerosos Presidentes e chefes do governo regionais, nomeadamente o Chefe de Estado de Angola, bem como o da África do Sul. A tomada de posse da nova Presidente, pilar da Swapo, partido da luta de libertação, coincidiu com a data do 35° aniversário da independência deste país outrora ocupado pela África do Sul.Paralelamente, no Sudão, estes últimos dias foram marcados por lutas particularmente renhidas. Nesta sexta-feira, o exército anunciou ter retomado o controlo do palácio presidencial em Cartum que estava nas mãos das Forças de Apoio Rápido há mais de dois anos, ou seja, praticamente desde o começo da guerra civil.Em Moçambique, esta semana teve novamente o selo da violência. Uma manifestação no passado dia 18 de Março na zona da Casa Branca, nas imediações da capital, foi reprimida pela polícia com o balanço de pelo menos um morto, o que gerou revolta no seio da população.Acusada uma vez mais de ter usado balas reais contra os manifestantes, a polícia disse ter actuado em conformidade com a lei. No mesmo sentido, o Ministério do Interior garantiu que no caso de agentes terem ultrapassado as suas prerrogativas, eles seriam sancionados. O Presidente da República, Daniel Chapo, por seu turno, disse na quinta-feira que os promotores das manifestações estavam "bem identificados".Também na actualidade moçambicana, o projecto de exploração de gás natural liquefeito da francesa TotalEnergies obteve um empréstimo de 4,7 mil milhões de Dólares do banco EXIM, agência oficial americana de crédito para a exportação. O projecto em causa, bloqueado desde 2021 devido aos ataques terroristas no norte de Moçambique, tem vindo a ser contestado não apenas devido aos efeitos nefastos sobre o meio ambiente, mas também devido aos abusos que segundo ONGs foram cometidos contra a população local pelas forças de segurança que protegem o recinto da TotalEnergies. Neste sentido, o anúncio deste empréstimo não deixou de ser denunciado por ambientalistas.Esta semana ficou igualmente marcada pela decisão americana de estabelecer uma lista de 43 países africanos cujos cidadãos vão sofrer restrições de entrada nos Estados Unidos. Entre os países que ainda têm hipótese de reverter a situação pelo diálogo com Washington no prazo de 60 dias, figuram Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. No caso deste último país, a chefe da diplomacia são-tomense, Ilza Amado Vaz, confirmou ter recebido pedidos de esclarecimentos americanos, embora não tivesse sido notificada oficialmente da inserção do arquipélago nessa lista. Também algo surpreendido com esta decisão americana, o Primeiro Ministro cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva descartou, no entanto, eventuais motivos políticos.Noutro quadrante, na Guiné-Bissau, a Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil que junta cerca de 50 organizações não-governamentais dirigiram na segunda-feira uma carta ao Presidente Francês Emmanuel Macron em que o acusam de branquear o “regime ditatorial” do chefe de Estado da Guiné-Bissau, ao manter relações de proximidade e ao apoiar Umaro Sissoco Embaló a quem se referem como "ex-Presidente".Recorde-se que o chefe de Estado cumpriu cinco anos no poder no passado dia 27 de Fevereiro, facto pelo qual a oposição e ONG sustentam que segundo a Constituição ele já não é Presidente. Este último que alega terminar o seu mandato no dia 4 de Setembro, quinto aniversário da data em que o Supremo Tribunal o proclamou Presidente, marcou recentemente eleições gerais para 23 de Novembro de 2025.

La Trinchera de Llamas
Historia Negra del Socialismo. Elecciones fraudulentas de 1936: el golpe del Frente Popular

La Trinchera de Llamas

Play Episode Listen Later Mar 16, 2025 11:39


Enrique Navarro nos cuenta cómo fue el golpe del Frente Popular para amañar la elecciones de 1936 y cómo alentaba el guerracivilismo en España

El podcast de Francisco Marhuenda
Sánchez acosa a los jueces, pero se siente acosado

El podcast de Francisco Marhuenda

Play Episode Listen Later Dec 6, 2024 2:22


No hay que negar la capacidad propagandística de Sánchez. Es una de sus palancas más potentes y efectivas en su estrategia de supervivencia. En primer lugar, necesita munición para sus fieles aliados mediáticos. En lugar de estar a la defensiva e inquieto por los escándalos de corrupción y los problemas judiciales que afectan a su familia, prefiere pasar a la ofensiva. Es una buena estrategia para polarizar a la opinión pública. Es bueno recordar que nunca le ha importado mentir. No lo hace a escondidas o avergonzado, sino que se siente muy orgulloso de utilizarla como herramienta política. No pretende ni convencer ni seducir a los rivales o los indecisos, sino conformar el bloque del Frente Popular para mantenerse en La Moncloa. Nunca un líder político había sido capaz de afrontar un escenario tan desfavorable con una estrategia tan efectiva. A los problemas judiciales respondió este viernes aduciendo que había un acoso judicial que quedaría en nada. Al igual que el mal estudiante culpa a los profesores, ha elegido arremeter contra unos jueces que no hacen más que someterse al imperio de la ley.

Casus Belli Podcast
CBP413 Guerra de INDOCHINA 1946 a 1954 - Antecedentes

Casus Belli Podcast

Play Episode Listen Later Nov 16, 2024 135:21


Antes de la Guerra de Vietnam... hubo otra batalla por el control del sudeste asiático. En 1946, un conflicto brutal y olvidado dio inicio a la lucha por el control de Indochina. Francia trató de recuperar su colonia, y el pueblo vietnamita decidido a pelear por su independencia. Pero en este episodio vamos a empezar por el inicio de la invasión francesa de 1858, pasando por el sistema colonialista, hasta llegar al período de la invasión japonesa y el fin de la Segunda Guerra Mundial, y con el Frente Popular declarando la independencia. Te lo cuentan María Vázquez, Antonio Gómez y Dani CarAn. 🔗 Enlaces para Listas de Episodios Exclusivos para 💥 FANS 👉 CB FANS 💥 https://bit.ly/CBPListCBFans 👉 Histórico 📂 FANS Antes de la 2GM https://bit.ly/CBPListHis1 👉 Histórico 📂 FANS 2ª Guerra Mundial https://bit.ly/CBPListHis2 👉 Histórico 📂 FANS Guerra Fría https://bit.ly/CBPListHis3 👉 Histórico 📂 FANS Después de la G Fría https://bit.ly/CBPListHis4 Casus Belli Podcast pertenece a 🏭 Factoría Casus Belli. Casus Belli Podcast forma parte de 📀 Ivoox Originals. 📚 Zeppelin Books (Digital) y 📚 DCA Editor (Físico) http://zeppelinbooks.com son sellos editoriales de la 🏭 Factoría Casus Belli. Estamos en: 🆕 WhatsApp https://bit.ly/CasusBelliWhatsApp 👉 X/Twitter https://twitter.com/CasusBelliPod 👉 Facebook https://www.facebook.com/CasusBelliPodcast 👉 Instagram estamos https://www.instagram.com/casusbellipodcast 👉 Telegram Canal https://t.me/casusbellipodcast 👉 Telegram Grupo de Chat https://t.me/casusbellipod 📺 YouTube https://bit.ly/casusbelliyoutube 👉 TikTok https://www.tiktok.com/@casusbelli10 👉 https://podcastcasusbelli.com 👨💻Nuestro chat del canal es https://t.me/casusbellipod ⚛️ El logotipo de Casus Belli Podcasdt y el resto de la Factoría Casus Belli están diseñados por Publicidad Fabián publicidadfabian@yahoo.es 🎵 La música incluida en el programa es Ready for the war de Marc Corominas Pujadó bajo licencia CC. https://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/ El resto de música es bajo licencia privada de Epidemic Music, Jamendo Music o SGAE SGAE RRDD/4/1074/1012 de Ivoox. 🎭Las opiniones expresadas en este programa de pódcast, son de exclusiva responsabilidad de quienes las trasmiten. Que cada palo aguante su vela. 📧¿Queréis contarnos algo? También puedes escribirnos a casus.belli.pod@gmail.com ¿Quieres anunciarte en este podcast, patrocinar un episodio o una serie? Hazlo a través de 👉 https://www.advoices.com/casus-belli-podcast-historia Si te ha gustado, y crees que nos lo merecemos, nos sirve mucho que nos des un like, ya que nos da mucha visibilidad. Muchas gracias por escucharnos, y hasta la próxima. Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

CarneCruda.es PROGRAMAS
La mujer que secuestró un avión por Palestina (CLUB DE LA LUCHA - CARNE CRUDA #1401)

CarneCruda.es PROGRAMAS

Play Episode Listen Later Oct 7, 2024 59:53


Cuando se cumple un año del 7 de octubre y el inicio del genocidio en Gaza, entrevistamos a Leila Khaled, una líder histórica de la resistencia palestina, que secuestró un avión para poner en el mapa la lucha de su pueblo. Exguerrillera y política palestina, integrante del izquierdista Frente Popular para la Liberación de Palestina y del Consejo Nacional Palestino, recorremos con ella su vida, marcada y atravesada por la lucha por la autodeterminación del pueblo palestino. Y hablamos de resistencias palestinas con Jaldía Abu Bakra, referente de la lucha palestina en la diáspora, y Luz Gómez, catedrática de Estudios Árabes de la UAM. Más información aquí: https://bit.ly/PalestinaCC1401 Haz posible Carne Cruda: http://bit.ly/ProduceCC

Hoy por Hoy
Hoy por Hoy | Noticias | Frente popular, barones molestos y el poder de Marine Le Pen

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Sep 6, 2024 163:02


Feijóo reúne hoy a los barones del PP para consensuar un modelo de financiación autonómica alternativo al planteado por el Gobierno para Cataluña. El PSOE debatirá mañana el acuerdo del PSC y Esquerra en su Comité Federal tras el malestar generado en las filas socialistas. Y la izquierda francesa acusa a Macron de 'traicionar' el voto el resultado de las legislativas al nombrar al conservador Barnier como primer ministro con el visto bueno de la ultraderecha. 

Hoy por Hoy
El Abierto | La ultraderecha aprovecha la crisis migratoria para crecer en toda Europa

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Aug 27, 2024 75:15


En Francia, Macron se resiste a nombrar un primer ministro del Frente Popular, que ganó las legislativas en julio. La crisis migratoria asfixia a Canarias y Ceuta mientras el presidente del Gobierno inicia una gira por África. En Alemania también preocupa la inmigración y el uso electoralista de la crisis por parte de la ultraderecha. El experto Pol Morillas hace su análisis y explica que la inmigración ya no es el único vector del que se nutre la extrema derecha. Opinión y análisis: Yolanda Gómez, Gonzalo Velasco y Víctor Lapuente. 

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Cualquier tiempo pasado fue anterior | El populismo también lo inventaron los romanos

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 58:33


Ya lo dijeron los del ‘Frente Popular de Judea' en la Vida de Brian: “¿Qué nos dieron los romanos además de los acueductos, las carreteras, la irrigación, la sanidad, la enseñanza, el vino, los baños públicos y el orden público?”. Pues sí, también nos dieron los populismos. Y de eso habla en este nuevo CTPFA Nieves Concostrina. Completan el programa las Cara A y Cara B musicales de Emma Vallespinós, el arte con Ana Valtierra, el invitado experto en el tema entrevistado por Jesús Pozo, la colaboración de Pepe Rubio y en la técnica, para que todo esté en su sitio, María Jesús Rodríguez.

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Cualquier tiempo pasado fue anterior | El populismo también lo inventaron los romanos

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 58:33


Ya lo dijeron los del ‘Frente Popular de Judea' en la Vida de Brian: “¿Qué nos dieron los romanos además de los acueductos, las carreteras, la irrigación, la sanidad, la enseñanza, el vino, los baños públicos y el orden público?”. Pues sí, también nos dieron los populismos. Y de eso habla en este nuevo CTPFA Nieves Concostrina. Completan el programa las Cara A y Cara B musicales de Emma Vallespinós, el arte con Ana Valtierra, el invitado experto en el tema entrevistado por Jesús Pozo, la colaboración de Pepe Rubio y en la técnica, para que todo esté en su sitio, María Jesús Rodríguez.

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Cualquier tiempo pasado fue anterior | El populismo también lo inventaron los romanos

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 58:33


Ya lo dijeron los del ‘Frente Popular de Judea' en la Vida de Brian: “¿Qué nos dieron los romanos además de los acueductos, las carreteras, la irrigación, la sanidad, la enseñanza, el vino, los baños públicos y el orden público?”. Pues sí, también nos dieron los populismos. Y de eso habla en este nuevo CTPFA Nieves Concostrina. Completan el programa las Cara A y Cara B musicales de Emma Vallespinós, el arte con Ana Valtierra, el invitado experto en el tema entrevistado por Jesús Pozo, la colaboración de Pepe Rubio y en la técnica, para que todo esté en su sitio, María Jesús Rodríguez.

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Cualquier tiempo pasado fue anterior | El populismo también lo inventaron los romanos

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 58:33


Ya lo dijeron los del ‘Frente Popular de Judea' en la Vida de Brian: “¿Qué nos dieron los romanos además de los acueductos, las carreteras, la irrigación, la sanidad, la enseñanza, el vino, los baños públicos y el orden público?”. Pues sí, también nos dieron los populismos. Y de eso habla en este nuevo CTPFA Nieves Concostrina. Completan el programa las Cara A y Cara B musicales de Emma Vallespinós, el arte con Ana Valtierra, el invitado experto en el tema entrevistado por Jesús Pozo, la colaboración de Pepe Rubio y en la técnica, para que todo esté en su sitio, María Jesús Rodríguez.

DW em Português para África | Deutsche Welle
15 de Julho de 2024 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jul 15, 2024 20:00


Espanha é campeã do Euro 2024. Derrotou na final a Inglaterra por 2 - 1. E Argentina vence a COPA América. Falta o básico nos hospitais públicos em Maputo - Moçambique. Na Guiné-Bissau: Frente Popular organiza um protesto com recurso às tampas de panelas.rump chega a Milwaukee para Convenção Republicana após tentativa de assassinato. Learning By Ear – Aprender de Ouvido.

24 horas
24 horas - Julián Casanova: El Frente Popular en España

24 horas

Play Episode Listen Later Jul 9, 2024 10:49


Julián Casanova, catedrático de Historia Contemporánea de la Universidad de Zaragoza, recoge un nuevo capítulo de 'La historia interminable' en 24 horas de RNE al hilo de la victoria del Nuevo Frente Popular en Francia, inspirándose en el Frente Popular en España auspiciado por Manuel Azaña e Indalecio Prieto a finales de 1935. Azaña y Prieto acordaron una coalición de republicanos y socialistas similar a la que había gobernado los dos primeros años de la República. Los comunistas la bautizaron Frente Popular, nombre que no aceptó Azaña.Escuchar audio

Un tema Al Día
Lecciones de Francia contra la extrema derecha

Un tema Al Día

Play Episode Listen Later Jul 9, 2024 16:51


El Frente Popular gana las elecciones en Francia. La izquierda consigue un resultado histórico cuando todos dábamos por hecha una victoria de la ultraderecha después de los resultados de la primera vuelta y de las elecciones europeas. Pero una unión de las izquierdas francesas, primero, y una generosidad táctica entre esa izquierda y los liberales de Macron ha frenado las aspiraciones de gobierno del partido de Le Pen. Analizamos lo que ha pasado en Francia y todas las dudas que quedan por delante en la formación de gobierno con el enviado especial de elDiario.es a Francia Javier Biosca. Además, para entender el éxito de la izquierda y del Frente Popular, hablamos con la ex secretaria de Estado en el Ministerio de Derechos Sociales Lilith Verstrynge, que ha votado en estas elecciones legislativas francesas.  *** Hazte socio de elDiario.es y llévate un año gratis de Podimo, la plataforma de podcast y audiolibros. Todos los detalles en elDiario.es/podimo  *** Envíanos una nota de voz por Whatsapp contándonos alguna historia que conozcas o algún sonido que tengas cerca y que te llame la atención. Lo importante es que sea algo que tenga que ver contigo. Guárdanos en la agenda como “Un tema Al día”. El número es el 699 518 743.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Hoy por Hoy
El Abierto | El detector de racistas, solidaridad migratoria y negociación en Francia

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 9, 2024 71:11


Con Eduardo Madina, Cristina de la Hoz y Nacho Corredor. Previa de la semifinal entre España y Francia de la Eurocopa. Nos visita Ángeles Caballero para hablar de la selección de Lamine Yamal y Nico Williams, hijos de inmigrantes y reflejo de la nueva sociedad española. Abascal amenaza al PP con romper sus gobiernos de coalición si Feijóo pacta el reparto de menores migrantes. El PP quiere mantener el sistema como está, que sea voluntario. Entrevistamos al presidente de la ciudad autónoma de Ceuta, Juan Vivas. El presidente Macron no ha aceptado la dimisión del primer ministro Gabriel Attal y gana tiempo para nombrar a un nuevo jefe del ejecutivo. La coalición del nuevo Frente Popular de Izquierdas pide liderar esta transición, mientras negocia quién será el candidato a primer ministro.

La ContraCrónica
La Francia ingobernable

La ContraCrónica

Play Episode Listen Later Jul 8, 2024 47:00


La segunda vuelta de las elecciones legislativas francesas se celebró este domingo y ha dejado un mapa político realmente complicado de cara a la gobernabilidad. En la primera vuelta la Agrupación Nacional de Marine Le Pen se convirtió en primera fuerza política y todo indicaba que iba a mantener esa posición. Pero no ha sido así. El Nuevo Frente Popular de Jean-Luc Mélenchon sorprendió a todos colocándose en primer lugar justo por encima de Ensemble, el partido de Emmanuel Macron. Pero la remontada del Frente Popular no ha servido para conformar una gran mayoría. Se han quedado en 182 escaños, muy lejos de los 289 necesarios para controlar la Asamblea Nacional. Ensemble se ha hecho con 168 y la Agrupación Nacional con 143. Con estos números Francia se enfrenta ahora a un periodo de inestabilidad e incertidumbre ya que no hay ninguna mayoría clara. Los resultados han dejado claro que la Agrupación Nacional crece incansablemente. Han vuelto a quedar terceros, pero su presencia en la cámara ha dado un gran salto en los últimos años. En las legislativas de 2017 sólo obtuvieron 8 escaños, en las de 2022 se llevaron 88 y en estas 143. El partido ha multiplicado por 18 su representación parlamentaria en sólo 7 años. Esto vendría a decirnos que Le Pen ha conseguido convertir un partido prácticamente marginal en la Asamblea en una fuerza respetable con más de 10 millones de votos a sus espaldas. Eso sí, esperaban más. Estaban convencidos de que esta vez conseguirían ganar y eso les permitiría convertir a su joven candidato, Jordan Bardell,a en primer ministro. Para Emmanuel Macron, que disolvió la Asamblea tras conocerse los resultados de las elecciones europeas del 9 de junio, que la Agrupación Nacional no se haya salido con la suya es seguramente un alivio, pero lo que no se esperaba era que la extrema izquierda fuese a triunfar en la segunda vuelta del modo en el que lo ha hecho. Nada más conocerse los primeros resultados Mélenchon cantó victoria y compareció en público para exigir que le nombrasen primer ministro. Ha prometido poner en marcha su programa tan pronto como lo consiga. Es un programa de máximos que incluye elevar el salario mínimo casi un 15%, restablecer el impuesto a los ricos y topar los precios de la energía. Mélenchon no cuenta con diputados suficientes para imponerse en la cámara, por lo que tendrá que contar con el beneplácito del presidente, cuyo partido ha perdido la mayoría, pero sigue siendo el segundo con más diputados en la Asamblea Nacional. A favor de Macron juega el hecho de que el Nuevo Frente Popular es una coalición un tanto heterogénea y, por lo tanto, inestable. Es probable que los principales partidos que la forman (la Francia Insumisa, los socialistas, los comunistas y los verdes) se disputen el protagonismo y se atribuyan la victoria. Esta alianza tiene apenas un mes de vida y hasta la fecha han sido incapaces de determinar quién es su cabeza de lista. Socialistas, verdes y comunistas no terminan de ver a Mélenchon como candidato. Desconfían de él y tratan de arrinconarle, por lo que no está ni mucho menos claro que sea él el candidato a primer ministro. Según la Constitución es el presidente quien debe nombrarle solicitando al bloque parlamentario más grande que presente a un candidato que tenga la confianza de la cámara. Es posible que Macron intente fracturar al Frente Popular atrayéndose a los más moderados y marginando a los radicales para elegir a un candidato de consenso. Eso o exponerse a una inestabilidad permanente. Pues bien, para analizar con calma las elecciones francesas vuelve Alberto Garín, que ya estuvo la semana pasada aquí comentando la primera vuelta. · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #melenchon #lepen Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

La W Radio con Julio Sánchez Cristo
Nuevo Frente Popular responde a los problemas que tienen hoy los franceses: Melanie Vogel

La W Radio con Julio Sánchez Cristo

Play Episode Listen Later Jul 8, 2024 6:01


Hoy por Hoy
Las 8 de Hoy por Hoy | La coalición de izquierdas gana las elecciones en Francia y relega a la ultraderecha al tercer lugar

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 8, 2024 13:59


El cordón sanitario entre la izquierda y el centro de Macron ha funcionado porque Le Pen ha quedado tercera en la segunda vuelta de las elecciones legislativas. Ahora, los macronistas y el Frente Popular buscan un primer ministro de consenso para aislar a la extrema derecha. De la política, el PP tiene dudas sobre qué postura adoptar en política migratoria y las negociaciones siguen en Cataluña para intentar formar gobierno, mientras los independentistas se reúnen en Bruselas.

YIRA YIRA
Sacar entradas para visitar París

YIRA YIRA

Play Episode Listen Later Jun 27, 2024 54:05


Se constata que Europa es, cada vez más, el destino de todos los exploradores de la felicidad individual, mientras otros se dedican, musculados, a producir chips y coches eléctricos. Él lo celebra. Habrá que resolver, claro está, los desajustes que causa el turismo, pero en general, está en desacuerdo que sea incompatible con el crecimiento económico. ¡Aplíquese el dinero de los visitantes a la investigación! ¡Ábrase el Prado a las tres de la mañana! No vería mal, incluso, sacar entradas para visitar París. Póngase el continente, en suma, a plena disposición de todo aquel que quiera ser feliz, y fluya el comercio.   Prefiere, con mucho, este tema a esa espuma sucia de la actualidad a la que, trabajador incansable en su oficio, se ve abocado a dedicarse hora a hora, ¡como si fuera los riñones de España! ¡Como esa tontería de ese alcalde que dice que León es muy distinto de Castilla!   Ya dejó escrito lo que opina del acuerdo para renovar el Consejo General del Poder Judicial: no se puede prender la hoguera del apocalipsis y al día siguiente querer apagarla con un leve escupitajo. Todos los que esperan el fin del mundo se sienten, así, defraudados, y la «banda de los cuatro», excrecencias de ambos partidos a izquierda y derecha, verán engrosadas sus filas.   Por lo demás, la incapacidad de los partidos mayoritarios para deshacerse de las excrecencias políticas es especialmente dolorosa en Cataluña. Lo que pasó el miércoles en el Parlament ya lo dijo él primero y, pese a ello, no deja de asombrarse cómo nadie en España quiere quitarse uno de los mayores problemas que la han aquejado en los últimos diez años.   Suerte que los viejos cazanazis Serge y Beate Klarsfeld dejaron claro que votarán por Macron. No le parece que tengan razón en preferir a Le Pen sobre el Frente Popular. No se puede luchar contra un racismo echándose en los brazos del otro racismo de signo opuesto.   Y fue así que Espada yiró.   Bibliografía: - Arcadi Espada, «Y es así como los demócratas matan a las democracias», en El Mundo. - Tom Fairless, «Europe Has a New Economic Engine: American Tourists», en The Wall Street Journal. - Marc Bassets, «Serge Klarsfeld, veterano cazanazis francés: “El Nuevo Frente Popular de izquierdas es más peligroso que Le Pen”», en El País. - Amartya Sen, «¿Puede la democracia impedir las hambrunas?», en Claves de la Razón Práctica, núm. 28, 1992. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Enfoque internacional
Francia: El Frente Popular se presenta como la única opción ante la extrema derecha

Enfoque internacional

Play Episode Listen Later Jun 26, 2024 2:35


Tras el anuncio del mandatario Emmanuel Macron de disolver la Asamblea Nacional y convocar a elecciones anticipadas el próximo 30 de junio y 7 de julio. Los partidos políticos decidieron unirse en tres bloques: a la izquierda, el Nuevo Frente Popular, a la derecha, la Agrupación Nacional y en el centro con Macron, Juntos por la República, una coalición que el grupo de izquierda descarta como oponente.   En el Palacio Borbón de París, sede de la Asamblea Nacional, solo se escuchan los pasos de los pocos funcionarios públicos que quedaron, luego de que el presidente Francés Emmanuel Macron disolviera el organismo el pasado 9 de junio, convocando a elecciones anticipadas.La decisión generó un terremoto de sorpresa acompañado con el ascenso de la extrema derecha en las elecciones europeas.“Creo que como todos los franceses, fuimos golpeados con el asombro”. Dice Emmanuel Maurel, candidato por el Frente Popular, la coalición de partidos de izquierda que se muestra como una única alternativa ante la extrema derecha.Según Maurel, “es evidente que los macronistas no pueden en ningún caso tener una mayoría de votos de los franceses dada la cólera que hay en el país, es muy simple, hay una elección binaria entre la extrema derecha o la izquierda Unida”.Con esta idea coincide Isabel, una habitante de Saint Denis, la ciudad al norte de París considerada como un gran bastión de la izquierda, en los comicios europeos, por ejemplo, la lista del partido la Francia Insumisa consolidó su liderazgo con un 37% de votos.“Espero que el frente de izquierda pase, no dan ganas que el Frente Nacional llegue al poder al ver sus programas sobre migración, preferencia nacional, no es posible para mí imaginar estas personas en el poder”, indica Isabel.Pero para la comerciante Florence, que también vive en Saint Denis, la elección no es tan sencilla. Para ella, las tres agrupaciones solo buscan dividir, sin propuestas para mejorar la economía y el empleo.  “Ellos solo hablan de división, cuando lo que nos une es el trabajo, hay gente a la izquierda, que trabaja, a la derecha que trabaja, en el centro que trabaja, los musulmanes trabajan, los católicos trabajan, no importa. Si hay un valor común es ese y no es verdad lo que dice Macron que para encontrar trabajo, solo se debe atravesar la calle”.El candidato del Frente Popular Sergio Coronado también asegura que su coalición es la única opción ante la extrema derecha y resalta la unión de los partidos a pesar de sus diferencias: “La Izquierda logró en pocos días, a pesar de sus turbulencias fuertes, unirse en torno a un programa ambicioso de restablecimiento de los servicios públicos, de justicia social, de transición energética, de prioridad a la lucha contra el cambio climático”, señaló el candidato.Tal como sucedió en las elecciones europeas, la extrema derecha parte como favorita en estas legislativas anticipadas con un 34% de intención de voto, según los últimos sondeos. Está por verse si la sorpresiva y rápida unión de los partidos de Izquierda podrían cambiar el rumbo en los comicios del próximo 30 de junio y 7 de julio.

DW em Português para África | Deutsche Welle
29 de Maio de 2024 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later May 29, 2024 19:59


Sul-africanos elegem hoje o próximo presidente do país. Analistas angolanos recomendam criação de corredores diplomáticos para esclarecer supostas ligações entre golpistas na RDCongo com Angola. Em Moçambique: CIP exige a rediscussão do modelo de descentralização.

Sin Complejos
Segundo café. El frente popular de Sánchez nos quiere prohibir decir ¡Ay!

Sin Complejos

Play Episode Listen Later Dec 30, 2023 5:51


Paco Linares felicita la Navidad a los oyentes de Sin Complejos y habla del discurso de Felipe VI.

La ContraHistoria
Érase una vez el Sáhara español

La ContraHistoria

Play Episode Listen Later Nov 10, 2023 82:50


A pesar de que, por su cercanía a las Canarias, los marinos castellanos pasaron siglos recalando en las costas saharauis, la presencia española allí es muy reciente; se remonta a 1884. En aquel año Francia, Inglaterra y Alemania se pusieron de acuerdo para convocar una conferencia internacional en Berlín al objeto de que las potencias europeas –España, aunque venida a menos, todavía lo era– se repartiesen el continente africano pacíficamente. Cada país llegó con sus reclamaciones y los hechos objetivos que las respaldaban. España, baldada después de un siglo de guerras en la península y en ultramar, golpes de Estado y tantas constituciones como gobernantes, a poco podía aspirar. A diferencia de portugueses y franceses, los españoles no podían presumir de africanismo. Durante cuatro siglos habían volcado sus fuerzas en la empresa americana y apenas les quedó tiempo y dinero para emprender la colonización de África. Todo lo más que los delegados españoles en la conferencia podían reclamar eran unos derechos históricos sobre unas islas del golfo de Guinea y cierta presencia más o menos continua en el norte de Marruecos y las costas del Sáhara. Arguyeron que ya se habían establecido factorías costeras y que estaban ultimando los preparativos para la fundación de una ciudad, Villa Cisneros, en la península de Río de Oro. Alemanes, franceses y británicos, poco o nada interesados en ese despoblado rincón del desierto, accedieron a las reivindicaciones españolas y de ahí surgieron dos colonias: la de Río de Oro en el sur y la de Saguia el Hamra en el norte. La exploración fue lenta. Los habitantes eran pocos, no había ciudades y la única riqueza conocida, la pesca, se venía explotando desde tiempo inmemorial. Las fronteras definitivas no se trazaron hasta 1920. La capital, El Aaiún, no se fundó hasta 1940, y no fue sino hasta bien entrada la década de los 50 cuando se empezaron a explotar los recursos naturales con vistas a costear, siquiera en parte, los cuantiosos gastos que ocasionaba aquel remoto e improductivo lugar. Para entonces el Sáhara se había convertido ya en el África Occidental Española, pomposa denominación inspirada en los usos franceses. En 1958, coincidiendo con la independencia de Marruecos y la entrega a Rabat de la colonia de Cabo Juby, las posesiones saharianas pasaron a ser una provincia española casi como cualquier otra: enviaba procuradores a Cortes, tenía código propio de matrícula (SH) y un gobernador general. Los lugareños, conocidos como saharauis, eran prácticamente españoles. Podían viajar a la metrópoli y establecerse en ella si así lo deseaban, libraban sus deudas en pesetas y se les expedía un DNI parecido al nuestro, pero con un distintivo rojo. Durante 18 años, los que estuvo jurídicamente vivo el llamado Sáhara Español, la nueva provincia registró un importante crecimiento económico y demográfico. Las minas de fosfatos, descubiertas a finales de los 40, y la exuberante pesquería costera, unido a un flujo ininterrumpido de capital desde la península, pusieron el territorio en el mapa por primera vez en la historia. La situación no tardó en dar un brusco giro. Hasán II, rey de Marruecos desde 1961, se tomó como algo personal la anexión del Sáhara, que consideraba parte irrenunciable de su país. Después de caldear el ambiente durante varios años, en octubre de 1975 organizó una expedición, a la que denominó Marcha Verde, con 300.000 civiles desarmados. Su misión sería cruzar la frontera y plantarse delante de las tropas españolas, que tendrían que elegir entre perpetrar una matanza de civiles o retirarse. Por otro lado, el estruendo revolucionario de las guerras de independencia africanas había llegado a la zona: en 1973, unos jóvenes universitarios capitaneados por El Uali Mustafa Sayed fundaron el Frente Polisario a imagen y semejanza de los movimientos de liberación nacional que proliferaban por el Tercer Mundo. El Polisario, cuyas siglas responden al castellanísimo nombre de Frente Popular de Liberación de Saguia el Hamra y Río de Oro, no tardó en atentar contra los destacamentos españoles y las instalaciones mineras. Para colmo, Franco se estaba muriendo y en la Península se abría una nueva etapa política llena de incógnitas. Todos, empezando por el Rey, sabían que había que salir del Sáhara. La cuestión era cuándo y cómo. La respuesta se dio seis días antes de morir el dictador: España, Marruecos y Mauritania firmaron un protocolo en Madrid en el que España se comprometía a ceder el territorio y a abandonarlo antes del 28 de febrero de 1976. La evacuación fue rapidísima. Se puso en marcha la Operación Golondrina, cuyo objetivo era que todos los españoles abandonaran la provincia de inmediato. El Estado se encargó del transporte de personas y bienes hasta las Canarias, donde se reasentó la mayor parte de los desplazados. Se cerraron comercios, se vaciaron casas e iglesias, hasta se sacó a los muertos de sus tumbas. Todo lo que se podía mover se movió a Gran Canaria o a Fuerteventura. La operación aeronaval fue de tal envergadura que durante los meses de noviembre y diciembre la Armada despachó para las costas del Sáhara, aparte de los transportes, dos fragatas, dos destructores, una corbeta y un dique de desembarco, el Galicia, que había servido en la Guerra Mundial durante la invasión de Okinawa. La Armada no había organizado una maniobra semejante desde la Guerra de Cuba. A mediados de enero apenas quedaban españoles en el Sáhara. Los saharauis quedaron a merced de los marroquíes y los mauritanos. Éstos últimos se retiraron pronto, cuando comprobaron que conquistar el Sáhara pedía mucho a cambio de casi nada. Los primeros siguen allí y pocos son los que se acuerdan de aquella colonia remota a la que casi nadie quería ir. Pues bien, para hablar de este tema tan interesante como desconocido vuelve a La ContraHistoria Carlos Pérez Simancas, todo un experto en estas pequeñas historias. Bibliografía: - "La historia prohibida del Sáhara Español" de Tomás Bárbulo - https://amzn.to/3MCYodw - "Ifni, Sáhara, Guinea" de Emilio Martín Ferrer - https://amzn.to/3SzHwrV - "Sáhara Español. El último reemplazo" de Xavier Gassió - https://amzn.to/3FR7nUH - "Agonía, traición, huida: el final del Sahara español" de José Luis Rodríguez - https://amzn.to/3QThlvp · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria de España. 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