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José Antonio Ezquerra es un profesional con enfoque en construir confianza, transformar equipos y crecer con propósito. Es licenciado en Administración y Mercadotecnia por la Universidad Panamericana y cuenta con un MBA por el IPADE Business School.Inició su carrera profesional en 2003 en Banamex, donde durante más de una década ocupó cargos de creciente responsabilidad. Fue Grouper de Mercadotecnia, Subdirector de Franquicia Patrimonial, y Subdirector de Asesoría Especializada. Eventualmente llegó a ser Vicepresidente de Estrategia Comercial para Banca Privada y Patrimonial, liderando la estrategia nacional de adquisición de clientes, venta cruzada y gestión de liquidez y implementación de una nueva experiencia global del cliente. En 2015 se incorporó a Casa de Bolsa Finamex, una de las principales casas de bolsa independientes de México, donde hoy se desempeña como Director Nacional de Promoción. Desde ese rol ha sido parte fundamental del crecimiento y transformación de la firma, coordinando oficinas regionales, fortaleciendo su propuesta de valor y promoviendo una visión financiera accesible, transparente y moderna. José Antonio es esposo, papá, apasionado por los deportes y convencido de que la vida profesional debe equilibrarse con propósito.
Nossos sistemas alimentares foram desenhados para serem ativos para corporações monopolistas e inescrupulosas. Os ricos (e as pessoas que ainda tem condições) que buscam segurança tem comprado terras e a expectativa é que essas terras valorizem cada vez mais. Só que isso é uma desconexão com a realidade biofísica! Uma pequena propriedade rural não consegue gerar renda suficiente em empreendimentos baseados no fluxo solar energético para pagar o investimento em um valor de especulação. Eventualmente grande parte das terras produtivas estará nas mãos de pessoas ricas que esperam que elas dupliquem de valor a cada ano, mas que não produzem comida de qualidade nelas. Os ricos compram e as pessoas comuns são gentrificadas ou mudam para as cidades e nunca mais conseguem comprar de volta a segurança que uma propriedade rural oferece: água limpa e comida nutritiva mesmo durante um colapso econômico. A lógica de especulação dos imóveis rurais coloca até mesmo os ricos em risco, mas eventualmente todo o país porque a terra que ‘valoriza' parada não é capaz de assegurar segurança de verdade. Só pessoas que vivem vidas dignas tem orgulho de seu território, valorizam seus vizinhos, nutrem a cultura capaz de produzir alimentos nutritivos e de manter a água limpa enquanto melhoram a saúde do território. É verdade que em quase todas as crises que vivemos a elite financeira conseguiu se proteger e sair ainda mais rica. Mas também é verdade que nesses momentos parte da população acordou e se mobilizou para assegurar sua dignidade. Acesso à terra é essencial, mas sem um viver que cria intimidade e superávit em forma de alimentos nutritivos, propriedade nenhuma tem valor real.
Neste episódio falamos sobre os principais temas de segurança digital e privacidade das últimas semanas, abordando assuntos que você precisa conhecer para entender o cenário atual da proteção de dados, segurança infantil online e inteligência artificial. Você vai descobrir como o Roblox e o Discord lidam com a verificação de idade e proteção de crianças na internet, incluindo os riscos de predadores digitais, mecanismos psicológicos de retenção e a ausência de controles parentais eficazes. Também abordamos o polêmico caso do Grok no X (antigo Twitter) gerando imagens de nudez de mulheres e menores de idade sem guardrails, e as medidas tomadas pela ANPD, Ministério Público Federal e Senacon contra a plataforma. Discutimos o acordo de adequação mútua entre Brasil e União Europeia em proteção de dados pessoais e o que isso representa para transferências internacionais de dados e oportunidades comerciais. Ainda comentamos a solicitação do FBI à Microsoft pelas chaves de criptografia BitLocker, a ação judicial contra a Meta por suposto acesso às mensagens criptografadas do WhatsApp, o fenômeno das personas digitais criadas por IA, como a “Aboriginal Steve Irwin”, e os deepfakes com celebridades. Por fim, apresentamos a WhisperSafe, novo patrocinador do podcast, um software de transcrição local com privacidade em foco, usando modelos Whisper da OpenAI sem envio de dados para a nuvem. Assine o podcast para não perder nenhum episódio, deixe sua avaliação nas plataformas e siga o Segurança Legal no Instagram, Mastodon, Blue Sky, YouTube e TikTok. Apoie o projeto independente em apoia.se/segurancalegal. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana. Acesse WhisperSafe – Transcreva áudio e grave reuniões direto no seu computador, mesmo offline. Rápido, leve e pronto para usar com qualquer IA. Use o cupom SEGLEG50 para 50% de desconto na sua assinatura. ShowNotes Grupo 1 – Roblox, crianças e proteção digital em plataformas de jogos ‘Estou sendo atacado por crianças’, diz Felca após ser alvo de protesto no Roblox Opinião: feito para viciar, Roblox tem lógica de cassino e vira caça-níquel para crianças Palcos no Discord serão bloqueados para adolescentes e restritos para grupos da mesma idade Hackers expose age-verification software powering surveillance web ‘O que adolescentes fizeram com cão Orelha acontece todas as noites em muitas casas do Brasil, ao vivo no Discord’, alerta juíza Vanessa Cavalieri Internal chats show how social media companies discussed teen engagement Como vão funcionar as novas regras do Discord para verificar idade no app? Grupo 2 – Grok, conteúdo sexual gerado por IA e responsabilização do X/Musk ANPD, MPF e Senacon recomendam que X impeça geração e circulação de conteúdos sexualizados indevidos por meio do Grok ANPD, MPF e Senacon determinam que X implemente de forma imediata medidas para corrigir falhas no Grok Masterful gambit: Musk attempts to monetize Grok’s wave of sexual abuse imagery Joint statement on AI-generated imagery and the protection of privacy Grupo 3 – Adequação mútua Brasil-UE em proteção de dados e multas na UE Brasil e União Europeia reconhecem adequação mútua em matéria de proteção de dados pessoais Violation de données : sanction de 5 millions d'euros à l'encontre de FRANCE TRAVAIL Violation de données : sanction de 42 millions d'euros à l'encontre des sociétés FREE MOBILE et FREE Más sanciones y de mayor importe: La AEPD sube el nivel de multas en 2025 Grupo 4 – Vigilância, privacidade e Estado The Department of Homeland Security is demanding that Google turn over information about random critics Microsoft is giving the FBI BitLocker keys US authorities reportedly investigate claims that Meta can read encrypted WhatsApp messages Grupo 5 – IA generativa e identidade ‘It’s AI blackface’: social media account hailed as the Aboriginal Steve Irwin is an AI character created in New Zealan Imagem do Episódio – Children’s Games (Bruegel) Transcrição do Episódio (00:00:08.000 –> 00:00:17.500) Bem-vindos e bem-vindas ao Café Segurança Legal, episódio 411, gravado em 24 de fevereiro de 2026. (00:00:17.500 –> 00:00:22.920) Eu sou Guilherme Goulart e junto com o Vinícius Serafim vamos trazer para vocês algumas notícias das últimas semanas. (00:00:22.920 –> 00:00:24.440) E aí, Vinícius, tudo bem? (00:00:24.440 –> 00:00:27.940) Olá, Guilherme, tudo bem? (00:00:24.440 –> 00:00:27.940) Olá aos nossos ouvintes. (00:00:28.180 –> 00:00:30.600) Você estava com saudade de gravar ou não? (00:00:30.600 –> 00:00:39.160) Cara, eu já estava até duvidando da minha capacidade de gravar de novo, porque a gente passou quase.. (00:00:30.600 –> 00:00:39.160) Vai fechar dois.. (00:00:39.160 –> 00:00:40.820) Um mês e pouco. (00:00:40.820 –> 00:00:45.280) O último foi ali em janeiro, não foi? (00:00:45.280 –> 00:00:46.720) Foi em janeiro que a gente gravou. (00:00:46.720 –> 00:00:51.000) Agora você me pegou, você me pegou no contrapé. (00:00:51.000 –> 00:00:57.820) Mas nós gravamos o episódio 410 da Retrospectiva, que se você não ouviu, está lá no dia 6 de janeiro. (00:00:58.180 –> 00:01:02.100) De 2026. (00:00:58.180 –> 00:01:02.100) Retrospectiva 2025. (00:01:03.780 –> 00:01:07.380) Bem, então, esse é o nosso momento de conversarmos sobre algumas notícias. (00:01:07.380 –> 00:01:10.240) Pegue o seu café e venha conosco para entrar em contato. (00:01:10.240 –> 00:01:18.760) Vocês já sabem, é lá no podcast.roba.segurançalegal.com, no Mastodon, no Instagram, no Blue Sky, no YouTube e no TikTok também. (00:01:18.760 –> 00:01:24.520) Você pode ver que tanto no TikTok quanto no YouTube você consegue ver também uns shorts lá que aparecem no Instagram também. (00:01:24.900 –> 00:01:30.420) A nossa campanha de financiamento coletivo, vocês já sabem, lá no apoia.se barra segurança legal. (00:01:30.420 –> 00:01:36.940) A gente sempre pede que você considere colaborar com esse projeto independente de proteção de conteúdo. (00:01:36.940 –> 00:01:41.960) E, Vinícius, temos uma novidade que é um novo patrocinador aqui no Segurança Legal. (00:01:42.500 –> 00:01:43.520) É isso aí, Guilherme. (00:01:43.520 –> 00:01:54.360) Tem a WhisperSafe, na verdade, o produto da WhisperSafe de uma startup que nós conhecemos, inclusive o dono da startup. (00:01:54.360 –> 00:02:04.360) É um software para transcrição de voz com um valor bastante acessível comparado com outros que tem no mercado. (00:02:05.420 –> 00:02:08.640) Ele faz transcrição tanto.. (00:02:08.640 –> 00:02:13.760) Eu tenho usado muito para fazer, para mandar comandos para IA. (00:02:13.760 –> 00:02:17.060) Eu fazia prompt tudo estruturadinho, digitando e tal. (00:02:17.060 –> 00:02:26.200) Agora, para programar, para criar scripts, criar alguns programas, para fazer alguns testes, eu tenho utilizado essencialmente ele para digitar. (00:02:26.200 –> 00:02:34.080) E tem uma funcionalidade muito interessante, que é a gravação e transcrição de reuniões, que eu também tenho utilizado. (00:02:35.220 –> 00:02:40.820) Independente do software que você utiliza, você abre ele, clica gravar a reunião, ele vai gravar todo o áudio da reunião. (00:02:40.820 –> 00:02:48.280) E depois que ele grava e você aperta lá o botãozinho para transcrever, ele te dá uma.. (00:02:48.280 –> 00:02:53.000) Ele tanto gera um arquivo com a transcrição bruta, se tu quiser usar com alguma IA, (00:02:53.000 –> 00:03:04.160) Como ele já deixa na área de transferência a tua transcrição com um prompt montado para te colar na IA que tu quer utilizar para fazer um resumo da tua reunião. (00:03:04.160 –> 00:03:07.500) Então, termina a reunião, cola na IA e pimba. (00:03:07.500 –> 00:03:16.880) O valor dele é um valor bastante acessível e, para os ouvintes do Segurança Legal, nós temos 20 cupons. (00:03:17.840 –> 00:03:28.700) O cupom é SEGLEG50, ele dá 50% de desconto vitalício, digamos assim. (00:03:28.700 –> 00:03:35.360) Você faz a assinatura, aplica o desconto, se fizer mensal ele vai aplicar a todos os pagamentos mensais (00:03:35.360 –> 00:03:40.080) E, se for anual, ele vai aplicar a todos os pagamentos anuais. (00:03:40.080 –> 00:03:44.540) Então, não é um desconto que vale só no primeiro ano ou só no primeiro pagamento. (00:03:44.540 –> 00:03:48.460) SEGLEG50 para os ouvintes do Segurança Legal. (00:03:49.080 –> 00:03:55.520) São 20 cupons, são 20 cupons que a gente tem aí, pelo menos para este episódio. (00:03:55.520 –> 00:04:01.320) E o mais importante, Vinícius, ele é um aplicativo que é construído com privacidade em foco. (00:04:01.320 –> 00:04:06.820) Ou seja, se você, os dados e toda a parte de transcrição, ela fica só na sua máquina, (00:04:06.820 –> 00:04:11.020) Não vai para a nuvem, a não ser que você queira depois usar isso no MyA e tal, (00:04:11.020 –> 00:04:14.580) Mas, assim, para assuntos mais críticos. (00:04:14.580 –> 00:04:18.560) Se você quiser ter lá para fazer uma ata depois, isso fica só na sua máquina. (00:04:18.560 –> 00:04:24.280) Ele faz, ele usa os modelos da Whisper, isso está lá na interface, está muito claro. (00:04:24.280 –> 00:04:31.040) Ele usa os modelos da, os modelos Whisper da OpenAI, que são modelos que rodam local na máquina. (00:04:31.040 –> 00:04:35.460) E o interessante é que tu não precisa nem ter uma placa de vídeo, não precisa ter GPU nem nada, (00:04:35.460 –> 00:04:39.280) Ele funciona muito bem, eu testei no meu notebook, não tem placa de vídeo dedicada. (00:04:40.700 –> 00:04:45.580) E funcionou muito bem, assim, ele é bastante rápido. (00:04:45.580 –> 00:04:52.320) E eu tenho feito os testes até para ver a questão de velocidade, já que tem os modelos disponíveis lá. (00:04:52.320 –> 00:04:55.000) Eu estava usando sempre o Turbo, assim, vou usar o melhor. (00:04:55.000 –> 00:05:00.500) Aí eu resolvi começar a usar o Medium e o Small lá dos modelos. (00:05:00.500 –> 00:05:04.580) E, cara, o Small, ele dá umas erradas, assim, sabe? (00:05:04.580 –> 00:05:06.260) Mas o Medium funciona muito bem. (00:05:06.260 –> 00:05:08.060) Tá bom. (00:05:08.840 –> 00:05:15.480) Então, basta você acessar o whispersafe.ai.ai, você vai ver lá todos os valores. (00:05:15.480 –> 00:05:19.920) Na hora do pagamento, pode usar o cupom SEGLEG50 e vamos lá. (00:05:19.920 –> 00:05:24.080) Bem-vindos, então, ao novo patrocinador do podcast Segurança Legal. (00:05:24.080 –> 00:05:30.480) Vamos para os temas, então, Vinícius, desses últimos dois meses, dá para se dizer aí. (00:05:30.480 –> 00:05:32.680) Hoje já estamos aí no dia 24 de fevereiro. (00:05:32.680 –> 00:05:44.260) Bastante coisa acontecendo, mas nós vamos, em vez de comentar propriamente as notícias, claro que nós vamos citá-las aqui, mas nós dividimos em alguns grupos. (00:05:44.340 –> 00:05:49.420) De temas que nos chamaram a atenção e que também foram temas importantes aí nas últimas semanas. (00:05:49.420 –> 00:05:53.860) O primeiro deles diz respeito à questão da proteção da criança na internet. (00:05:53.860 –> 00:05:56.400) Proteção digital, sobretudo em plataformas. (00:05:56.400 –> 00:06:00.200) Você que nos acompanha aqui sabe que a questão da proteção de criança é importante. (00:06:00.200 –> 00:06:04.860) A gente tem diversos, para esse podcast, a gente tem diversos episódios gravados sobre isso. (00:06:05.100 –> 00:06:11.420) Chegamos a comentar, inclusive, um episódio mais recente também sobre o ECA Digital, Vinícius, se você puder ver o número aí para nós. (00:06:11.420 –> 00:06:24.280) E, basicamente, o que nós estamos vendo mais recentemente é toda uma questão sobre como tornar essas plataformas, os problemas envolvendo plataformas utilizadas por crianças. (00:06:24.280 –> 00:06:33.320) E cada vez mais as crianças têm usado, seja o discórdio, mas aqui o foco dessas notícias é o Roblox. (00:06:33.320 –> 00:06:38.740) Então, se você tem filho, provavelmente já ouviu falar sobre Roblox, que é um jogo. (00:06:38.740 –> 00:06:44.020) Dá para dizer que é um jogo, mas que simula quase como um ambiente, assim. (00:06:38.740 –> 00:06:44.020) Virtual. (00:06:44.020 –> 00:06:47.600) Eu cheguei a jogar ele logo que ele apareceu. (00:06:47.600 –> 00:06:52.020) Assim, não tão logo, mas os colegas do meu filho começaram a jogar. (00:06:52.020 –> 00:06:54.900) Ai, meu filho veio com essa história do Roblox. (00:06:54.900 –> 00:06:57.140) E aí, disse, não, beleza, vamos ver. (00:06:57.140 –> 00:06:58.860) Aí eu entrei com ele. (00:06:59.320 –> 00:07:02.180) Cara, é um ambiente, é um ambiente virtual. (00:07:02.180 –> 00:07:08.400) Para mim, me lembrou muito aquele Second Life, tá ligado? (00:07:08.400 –> 00:07:09.320) Sim, Second Life. (00:07:09.320 –> 00:07:11.100) Me lembrou muito aquilo, então. (00:07:11.100 –> 00:07:15.880) E aí, dentro, tu tem espaços. (00:07:15.880 –> 00:07:19.980) Que tu acessa aplicações, jogos e tudo mais. (00:07:19.980 –> 00:07:22.560) Tu pode criar, inclusive, e tal. (00:07:22.700 –> 00:07:26.080) E aí, ele tem uma moeda interna no jogo, tá? (00:07:26.080 –> 00:07:28.080) Ele tem grana envolvida. (00:07:28.080 –> 00:07:36.080) E, cara, em cinco minutos de Fussaclo ali, eu larguei para o meu filho, ó, tem jogos melhores (00:07:36.080 –> 00:07:36.640) Para te jogar. (00:07:36.640 –> 00:07:39.060) Tu não vai jogar isso aqui. (00:07:39.060 –> 00:07:44.520) Justamente porque é um ambiente, eu percebi, o que eu percebi de cara, e se confirmou depois, (00:07:44.520 –> 00:07:47.180) Um ambiente muito descontrolado, entende? (00:07:47.680 –> 00:07:56.360) Um ambiente muito descontrolado, com muita, assim, nomes estranhos de personagens, todo (00:07:56.360 –> 00:08:03.060) Mundo pode se comunicar com todo mundo, então, é um negócio bem estranho. (00:08:03.060 –> 00:08:04.880) Pelo menos, era. (00:08:04.880 –> 00:08:06.060) A percepção. (00:08:06.060 –> 00:08:06.260) Não entrei mais para jogar. (00:08:06.260 –> 00:08:11.720) Mas aí, pelo que a gente vê agora nas reações e notícias e tudo mais, pelo visto, (00:08:11.720 –> 00:08:12.580) Continua estranho. (00:08:12.580 –> 00:08:13.620) Continua estranho. (00:08:13.620 –> 00:08:18.880) O, o, a grande questão aqui é que, por fora, e isso está acontecendo no mundo (00:08:18.880 –> 00:08:20.140) Inteiro, não é só no Brasil. (00:08:20.140 –> 00:08:23.820) No Brasil, por conta do ECA Digital, mas assim, começa.. (00:08:23.820 –> 00:08:24.660) Episódio 400, viu, Guilherme? (00:08:24.660 –> 00:08:25.940) Tá, legal. (00:08:25.940 –> 00:08:26.660) Episódio 400, isso é legal. (00:08:26.660 –> 00:08:32.380) É que começa a se ampliar toda a discussão de como você fazer a verificação de idade (00:08:32.380 –> 00:08:34.120) De pessoas nessas plataformas. (00:08:34.120 –> 00:08:41.000) Então, aqui a gente junta nesse mesmo pacote o Roblox e também o Discord. (00:08:41.360 –> 00:08:43.840) E aí, uma coisa muito interessante. (00:08:43.840 –> 00:08:48.460) Que gerou, assim, até um fenômeno social, me parece que relevante. (00:08:48.460 –> 00:08:52.160) Crianças começaram a protestar lá, porque as crianças seriam os beneficiários. (00:08:52.160 –> 00:08:56.820) Mas começaram a protestar por conta das novas medidas de verificação de idade. (00:08:56.820 –> 00:08:59.280) Aí, o Felca foi alvo de protesto e tal. (00:08:59.280 –> 00:09:05.920) E tem as crianças lá, simulando um protesto, segurando cartazes lá dentro do Roblox. (00:09:07.520 –> 00:09:11.380) Saíram também notícias dizendo, e aí, mais ou menos na tua percepção, Vinícius, (00:09:11.380 –> 00:09:16.720) De que o Roblox, como acontece com grandes plataformas, ele teria uma lógica de cassino, (00:09:16.720 –> 00:09:21.860) Ou seja, as crianças ficariam ali, utilizariam gatilhos psicológicos, (00:09:21.860 –> 00:09:26.860) Como já ocorre em redes sociais, para que as crianças ficassem mais tempo lá dentro. (00:09:26.860 –> 00:09:33.160) E aí, também começou a se ventilar de que predadores sexuais estariam dentro do Roblox, (00:09:33.160 –> 00:09:36.760) Se fazendo passar por crianças. (00:09:33.160 –> 00:09:36.760) Disfarçados aí. (00:09:36.760 –> 00:09:40.700) Nos Estados Unidos, isso é um problema bem sério lá, justamente com isso. (00:09:40.700 –> 00:09:52.020) E teve o CEO do Roblox, ele teve lá no episódio do The Hard Fork. (00:09:53.020 –> 00:09:59.060) Eu já vejo o número de episódios aqui, mas o nome do CEO é Dave Bazzucchi, tá? (00:09:59.060 –> 00:10:06.020) E, cara, o pessoal do The Hard Fork tentou, assim, impressionou, foi uma coisa que ficou até tenso, sabe? (00:10:06.020 –> 00:10:08.940) Não é normal, assim, tu ver esse episódio do The Hard Fork desse jeito. (00:10:08.940 –> 00:10:14.100) E o cara sempre saindo pela tangente, assim, e perguntas bem diretas. (00:10:14.460 –> 00:10:21.300) Em termos de controle de comunicação, a questão de deixar adultos falar com crianças, assim, várias coisas. (00:10:21.300 –> 00:10:23.420) E ele sempre dando evasiva. (00:10:23.420 –> 00:10:26.320) Ele não.. (00:10:23.420 –> 00:10:26.320) Assim, foi muito ruim, sabe? (00:10:26.320 –> 00:10:32.020) A impressão que tu tens é que o cara foi ali para tentar se justificar, (00:10:32.020 –> 00:10:35.280) Não aceitando os problemas que ele tem na plataforma. (00:10:35.280 –> 00:10:38.800) Isso o CEO da própria Roblox, sabe? (00:10:38.800 –> 00:10:40.320) Na própria empresa. (00:10:40.320 –> 00:10:50.300) Então, isso me deixou ainda mais convencido de que é uma empresa que não tem preocupação nenhuma (00:10:50.300 –> 00:10:54.240) Com essa questão de segurança de crianças e tudo mais, entende? (00:10:54.240 –> 00:10:55.540) É bem delicado. (00:10:55.540 –> 00:10:58.760) Se o pessoal já se preocupa com o Discord, o Roblox é muito pior. (00:10:58.760 –> 00:11:00.000) É muito pior. (00:11:00.000 –> 00:11:03.140) Em termos de possibilidades de comunicação. (00:11:03.140 –> 00:11:06.380) É uma reportagem aqui da Folha de São Paulo. (00:11:06.420 –> 00:11:10.920) Pelo Daniel Mariani, ele destaca justamente isso. (00:11:10.920 –> 00:11:13.660) Inclusive de monetização. (00:11:13.660 –> 00:11:18.120) Práticas predatórias em games e monetiza compulsão e frustrações. (00:11:18.120 –> 00:11:22.720) Explora mecanismos psicológicos como medo de ficar fora da plataforma. (00:11:22.720 –> 00:11:25.060) Ficar de fora e perda de noção de tempo. (00:11:25.060 –> 00:11:27.540) Então, ele conta uma historinha que ele sai com o filho e o filho diz (00:11:27.540 –> 00:11:31.600) Olha, nós temos que voltar até tal hora porque vai acontecer um evento lá no Roblox (00:11:31.600 –> 00:11:34.920) E eu preciso estar lá e enfim. (00:11:35.800 –> 00:11:42.840) E aí, a crítica toda é também de que haveria uma falta de vontade, digamos assim, (00:11:42.840 –> 00:11:46.920) Da empresa de adotar controles parentais e também a questão da verificação da idade. (00:11:46.920 –> 00:11:52.820) E a verificação da idade que começa agora também a ficar mais presente agora em março. (00:11:52.820 –> 00:11:55.440) Tudo indica que vai acontecer também no Discord. (00:11:55.720 –> 00:11:57.760) Então, isso.. (00:11:57.760 –> 00:12:01.500) E também o Discord, Vinícius, se você quiser falar logo a seguir, (00:12:01.500 –> 00:12:07.160) Mas o Discord também aplicando novas formas de controle parental. (00:12:07.160 –> 00:12:11.440) Mas a grande discussão, e mais uma vez, isso está acontecendo no Brasil e no mundo, é (00:12:11.440 –> 00:12:17.200) Mas qual vai ser ou quais serão as medidas de controle de identidade. (00:12:18.080 –> 00:12:27.420) Então, se fala em biometria facial, se fala em envio de documentos e tal, e aí a grande preocupação que se coloca (00:12:27.420 –> 00:12:33.320) É no aumento das práticas de vigilância sobre como, que as empresas vão lidar com isso, (00:12:33.320 –> 00:12:39.040) Sobre o fato de a biometria facial ser um dado sensível, que poderia ser utilizado para outras sinalidades. (00:12:39.040 –> 00:12:47.020) Uma das notícias aqui mostra que o próprio Discord estava usando uma empresa lá, ou contratou uma empresa de verificação (00:12:47.020 –> 00:12:53.380) Que tinha conexões, que é a tal da persona lá, conexões no site deles, dizia mesmo (00:12:53.380 –> 00:12:55.840) This is a US government system. (00:12:55.840 –> 00:13:01.240) Mas aí que tá, Guilherme, assim, a gente tem um problema bem sério para resolver aí, tá? (00:13:01.240 –> 00:13:08.060) Porque ao mesmo tempo que se quer que as empresas consigam fazer a verificação de idade, (00:13:09.040 –> 00:13:11.160) E aí sim, é ok. (00:13:11.160 –> 00:13:12.660) O que que eu faço essa verificação de idade? (00:13:12.660 –> 00:13:17.000) O que que eu faço de um jeito que eu consiga ter um mínimo de confiança (00:13:17.000 –> 00:13:20.060) De que a criatura não tá mentindo pra mim, que o Zora não tá mentindo pra mim (00:13:20.060 –> 00:13:22.420) E tá entrando com menos de 13 ou coisa parecida? (00:13:22.420 –> 00:13:25.660) Então, eu preciso uma forma de verificar isso. (00:13:25.660 –> 00:13:28.400) Tu vai verificar como? (00:13:28.400 –> 00:13:30.080) Imagina a própria empresa. (00:13:30.080 –> 00:13:34.680) Ela vai usar reconhecimento facial para tentar identificar a idade? (00:13:34.680 –> 00:13:36.440) Ela vai pedir documentação? (00:13:38.360 –> 00:13:40.020) Não sei se isso é bom, se é ruim, entende? (00:13:40.020 –> 00:13:42.000) Eu só tô com o problema. (00:13:42.000 –> 00:13:46.220) Aí, o ideal, eu não gostaria de ficar dando minha identidade pra tudo quanto é empresa. (00:13:46.220 –> 00:13:50.460) Então, uma outra opção o governo tem as informações. (00:13:50.460 –> 00:13:54.360) Uma agência governamental tem as informações, as nossas informações. (00:13:54.360 –> 00:13:55.580) Sabe a idade que a gente tem. (00:13:55.580 –> 00:13:57.540) Tem toda a comprovação de quem a gente é. (00:13:58.220 –> 00:14:07.340) Será que não dá pra ter um protocolo que, de forma anônima, eu acesso um site e esse site (00:14:07.340 –> 00:14:15.160) Conversa com o site do governo e aí eu converso com o site do governo e digo, gera aí um token (00:14:15.160 –> 00:14:21.420) Pra mim, eu sou fulano, gera um token dizendo que eu tenho mais de 18 anos ou tem mais de 13 (00:14:21.420 –> 00:14:22.460) Ou coisa parecida. (00:14:22.460 –> 00:14:27.360) Parecido com o que a gente já faz no Alt pra fazer autenticação quando a gente usa o Google e tudo mais. (00:14:27.360 –> 00:14:31.720) Parecido com isso, mas em vez de dizer quem nós somos, ele diz que idade que a gente tem. (00:14:31.720 –> 00:14:32.860) Tá? (00:14:32.860 –> 00:14:36.000) Só que daí tu tem vários outros problemas. (00:14:36.000 –> 00:14:38.380) Ok, o site pode não saber quem tu é por ali. (00:14:38.380 –> 00:14:39.360) Não tem problema. (00:14:39.360 –> 00:14:41.460) E aí tem outro jeito de saber quem tu mas enfim. (00:14:41.460 –> 00:14:43.180) Até porque você vai ter um cadastro lá. (00:14:43.240 –> 00:14:43.960) Exato. (00:14:43.960 –> 00:14:51.560) Então assim, ok, ao mesmo tempo tu vai estar dizendo pro governo o que que tu tá acessando. (00:14:51.560 –> 00:14:57.260) Então se o governo começar a registrar lá na hora de consultar quem tá consultando o teu cadastro (00:14:57.260 –> 00:15:00.900) Ou pra quem tu tá se autenticando, ele sabe o que que tu tá acessando. (00:15:00.900 –> 00:15:06.060) E aí teve um problema recente, a gente chegou a comentar aqui, eu só não lembro se foi na (00:15:06.060 –> 00:15:10.120) Inglaterra especificamente ou foi na União Europeia, tá? (00:15:10.120 –> 00:15:11.900) E se eu não tô enganado, foi na Inglaterra, cara. (00:15:11.900 –> 00:15:19.940) Mas eles estavam com a demanda de, pra acessar site pornográfico, tu tem que dar a tua (00:15:19.940 –> 00:15:23.300) Identificação real, tá? (00:15:23.300 –> 00:15:28.080) Pra que o site tenha certeza de que tu é o maior de idade. (00:15:28.080 –> 00:15:36.360) E aí começou uma outra discussão da questão da privacidade das pessoas que acessam (00:15:36.360 –> 00:15:37.600) Esses sites e tudo mais. (00:15:38.100 –> 00:15:46.060) Então eu não vejo uma solução perfeita, assim, que empresa privada não guarde as informações (00:15:46.060 –> 00:15:48.760) Ou não tem um repositório de informações pra fazer isso. (00:15:48.760 –> 00:15:52.560) Tem uma solução que já é conhecida que é uma chamada, com a chamada Meu ID. (00:15:52.560 –> 00:15:59.420) Eu uso pra algumas plataformas de jogos, que a ideia é justamente essa, tu se autentica (00:15:59.420 –> 00:16:04.100) Com a plataforma, com a tua documentação, faz prova, faz o esquema da imagem e tudo mais. (00:16:04.100 –> 00:16:06.140) Aí tu usa ela pra se autenticar uma plataforma. (00:16:06.140 –> 00:16:11.660) Então, ou a gente vai ter que ter uma empresa como essa, ou vai ter que vincular com algum (00:16:11.660 –> 00:16:12.500) Órgão do governo. (00:16:12.500 –> 00:16:18.140) Eu não vejo uma saída diferente pro Discord, por exemplo. (00:16:18.140 –> 00:16:21.540) Eu não vejo uma saída diferente pro Facebook. (00:16:22.220 –> 00:16:27.240) Como é que eu vou autenticar, como é que eu vou saber que o usuário tem mais certa idade, (00:16:27.240 –> 00:16:37.040) Sem que eu possa ser enganado e sem pedir uma confirmação mais consistente, documental, (00:16:37.040 –> 00:16:43.280) Nem que seja interfaceada ou intermediada pelo governo ou por uma empresa privada, (00:16:44.460 –> 00:16:49.760) Que diga, não, Vinícius realmente tem mais de 13 anos. (00:16:49.760 –> 00:16:51.620) É um problema não. (00:16:51.620 –> 00:16:53.520) Eu não vejo uma solução fácil pra isso. (00:16:53.520 –> 00:16:55.720) É um problema de privacidade. (00:16:55.720 –> 00:17:01.940) Essa questão que eu comentei aqui desse persona que o Discord tava usando, (00:17:01.940 –> 00:17:05.660) A grande questão era que era um negócio quase como um data broker de verificação (00:17:05.660 –> 00:17:11.980) Que iria ser utilizado para fins de vigilância estatal. (00:17:11.980 –> 00:17:17.900) E aí o Discord, depois que isso vira notícia, eles voltam atrás. (00:17:17.900 –> 00:17:19.940) Eles dizem, nós não vamos mais usar isso. (00:17:19.940 –> 00:17:21.100) Ou seja, assim, tiram. (00:17:21.100 –> 00:17:23.000) O problema é um problema de privacidade. (00:17:23.000 –> 00:17:27.280) Você poderia, eu imagino, Vinícius, que se todo mundo tivesse, (00:17:27.280 –> 00:17:31.960) Levasse proteção de dados a sério, você poderia sim ter um protocolo (00:17:31.960 –> 00:17:36.560) Em que empresas e Estado poderiam fornecer um meio de autenticação (00:17:36.560 –> 00:17:39.540) Privacy-friendly. (00:17:39.540 –> 00:17:43.860) Ou seja, sem a coleta de informações sobre quem acessou o quê. (00:17:43.860 –> 00:17:48.360) Eles, ambos os lados, ou todos os lados, deveriam abrir mão disso. (00:17:48.360 –> 00:17:53.080) Mas nós sabemos que no estado atual de coisas, isso não vai acontecer. (00:17:53.080 –> 00:17:53.800) É o contrário. (00:17:53.800 –> 00:17:57.440) O que essa notícia mostra é que as empresas e governos estão, (00:17:58.560 –> 00:18:02.820) Frequentemente, caminhando para utilizar essa desculpa da verificação (00:18:02.820 –> 00:18:04.760) Para aumentar o monitoramento sobre as pessoas. (00:18:04.760 –> 00:18:06.620) E essa que me parece que é a preocupação. (00:18:06.620 –> 00:18:12.060) Enfim, nós vamos deixar, como sempre, todas as notícias lá no Show Notes. (00:18:12.060 –> 00:18:15.020) Tem outras coisas aqui, se você se interessa por essa questão. (00:18:15.020 –> 00:18:18.660) O papel do Discord em questão de agressão de animais, (00:18:18.660 –> 00:18:21.040) Que teve aí recentemente com o caso do Cão Orelha. (00:18:21.040 –> 00:18:25.860) E também sobre como empresas internamente discutiram e sabem. (00:18:25.860 –> 00:18:29.540) O próprio Instagram sabia como o próprio Instagram fazia mal para meninas (00:18:29.540 –> 00:18:30.680) E para adolescentes e tudo mais. (00:18:30.680 –> 00:18:32.440) Então, isso continua acontecendo. (00:18:32.440 –> 00:18:35.160) Documentos internos aí vazados. (00:18:35.160 –> 00:18:40.440) Como acontece, demonstram que eles sabem dos potenciais maléficos. (00:18:40.440 –> 00:18:46.680) Para adolescentes e continuam oferecendo as plataformas ou serviços (00:18:46.680 –> 00:18:49.700) Sem levar em consideração a proteção da criança e do adolescente. (00:18:49.700 –> 00:18:53.220) Então, fica nesse primeiro grupo aí, Vinícius. (00:18:54.120 –> 00:18:54.640) Perfeito. (00:18:54.640 –> 00:18:57.720) Segundo grupo, tem a ver também. (00:18:57.720 –> 00:19:00.300) Tem a ver com crianças e adolescentes, mas não somente. (00:19:00.300 –> 00:19:03.120) Mas tem a ver também com proteção de.. (00:19:03.120 –> 00:19:05.740) Sobretudo de mulheres na internet, da imagem de mulheres (00:19:05.740 –> 00:19:12.360) E sobre como a IA tem sido utilizada especificamente pelo X ou Twitter, Vinícius? (00:19:12.360 –> 00:19:15.660) Todo mundo que fala X logo depois tem que dizer o antigo Twitter. (00:19:15.660 –> 00:19:17.800) Mas todo mundo já sabe que o X é o antigo Twitter. (00:19:18.040 –> 00:19:20.500) Você fica meio com um vício ali. (00:19:20.500 –> 00:19:22.880) E aí, o que começou? (00:19:22.880 –> 00:19:24.060) O nome virou.. (00:19:24.060 –> 00:19:26.180) Parece que o nome virou o X antigo Twitter mesmo. (00:19:26.180 –> 00:19:27.440) Junto. (00:19:27.440 –> 00:19:28.400) Que nem a HBO. (00:19:28.400 –> 00:19:31.180) Viu a HBO Max, que era HBO. (00:19:31.180 –> 00:19:33.280) Aí depois virou a HBO Max. (00:19:33.280 –> 00:19:34.760) Aí depois foi Max. (00:19:34.760 –> 00:19:35.980) Aí tinha.. (00:19:35.980 –> 00:19:36.140) Gol. (00:19:36.140 –> 00:19:38.360) Aí voltaram com a HBO agora. (00:19:38.360 –> 00:19:40.940) Eu tenho a assinatura deles lá. (00:19:40.940 –> 00:19:41.360) Meu Deus. (00:19:41.360 –> 00:19:44.700) Eu nem sei mais o que eu tô assinando lá, porque eu não sei mais o nome desse. (00:19:44.700 –> 00:19:51.960) E aí a questão que, enfim, nesses últimos meses aí virou, uma notícia muito forte (00:19:51.960 –> 00:19:57.740) Foi que o pessoal pedia lá pro Grock no X pra que ele tirasse, deixasse mulheres nuas (00:19:57.740 –> 00:20:02.920) Ou tirasse a roupa de mulheres, inclusive de crianças. (00:20:03.660 –> 00:20:10.520) E naquela perspectiva, de que a ferramenta é neutra, a ferramenta só faz aquilo que (00:20:10.520 –> 00:20:16.440) O usuário pede pra ela fazer, a culpa não é nossa e tal, mas ao mesmo tempo a ferramenta (00:20:16.440 –> 00:20:22.400) Era programada sem guardrails ali pra despir pessoas. (00:20:22.400 –> 00:20:28.940) E se ela pode ser programada para despir pessoas, me parece que também é fácil colocar guardrails (00:20:28.940 –> 00:20:35.400) Aí pra impedir que ela dispa, dispa, despir, despir pessoas. (00:20:35.400 –> 00:20:37.920) Acho que eu nunca tinha usado o verbo despir dessa forma. (00:20:37.920 –> 00:20:39.840) Então, é.. (00:20:39.840 –> 00:20:41.080) E aí o que que aconteceu? (00:20:41.080 –> 00:20:43.860) Não sei se você quer fazer uma observação agora ou depois aqui, só pra.. (00:20:43.860 –> 00:20:45.080) Não, pode sim, pode sim, pode sim. (00:20:45.080 –> 00:20:46.580) Aí o que que aconteceu? (00:20:46.580 –> 00:20:52.860) Foi toda uma pressão em cima do X, Elon Musk chega e diz, não, olha, nós vamos, (00:20:52.860 –> 00:21:00.340) Então vamos ampliar os controles aqui, só vai poder despir pessoas quem tiver a conta (00:21:00.340 –> 00:21:01.920) Paga do X. (00:21:01.920 –> 00:21:09.820) E obviamente que daí a emenda saiu pior que o soneto e no Brasil também já vimos movimentações, (00:21:10.160 –> 00:21:17.560) De três entidades aqui, a NPD, Ministério Público Federal e Senacom, em primeiro lugar fizeram (00:21:17.560 –> 00:21:25.420) Uma recomendação lá em janeiro e agora mais recentemente, depois da resposta do X, esses (00:21:25.420 –> 00:21:32.400) Três órgãos entenderam que as medidas foram insuficientes e cada um deles, na medida das (00:21:32.400 –> 00:21:36.620) Suas competências, iniciou um processo pra determinar. (00:21:36.620 –> 00:21:42.500) Aí sim, antes tinham sugerido medidas, o X informou as medidas que foram tomadas, eles (00:21:42.500 –> 00:21:47.500) Entenderam que não foram suficientes e a partir de agora começaram, cada um na medida das (00:21:47.500 –> 00:21:53.000) Suas competências, procedimentos administrativos, seja a NPD, uma medida preventiva, o Ministério (00:21:53.000 –> 00:21:58.960) Público também, um procedimento interno e a Senacom também numa medida cautelar administrativa (00:21:58.960 –> 00:22:01.700) Determinando que eles imediatamente parem. (00:22:01.700 –> 00:22:08.720) E implementem soluções técnicas e administrativas pra impedir a geração de imagens de pessoas (00:22:08.720 –> 00:22:10.000) Nuas. (00:22:10.620 –> 00:22:16.580) E pra variar. (00:22:10.620 –> 00:22:16.580) Pra variar as maiores vítimas disso foram mulheres, tá? (00:22:16.580 –> 00:22:19.800) E inclusive menores de idade, tá? (00:22:19.800 –> 00:22:20.800) E adolescentes. (00:22:20.800 –> 00:22:25.920) Isso foi o que causou, claro que, mesmo que não tivesse menores de idade envolvidas, (00:22:25.920 –> 00:22:32.620) Isso já gerou bastante polêmica, mas com menores de idade é a coisa.. (00:22:33.300 –> 00:22:37.840) E aí uma coisa, Guilherme, só uma observação, a gente já fala há muitos anos aqui no Segurança (00:22:37.840 –> 00:22:42.880) Legal, há muito tempo, essa questão da super exposição das crianças na internet e muitas (00:22:42.880 –> 00:22:43.960) Vezes pelos próprios pais. (00:22:43.960 –> 00:22:48.920) Quando a gente falava assim, ó, não expõe, não fica botando foto, não sei o quê, tu não (00:22:48.920 –> 00:22:50.900) Sabe o que vai poder ser feito com isso amanhã. (00:22:52.040 –> 00:22:56.620) E eu lembro de estar falando e falando sobre isso em 2015, em escolas, fazer umas palestras (00:22:56.620 –> 00:22:59.020) Assim, falando pro pessoal exatamente nesses termos. (00:22:59.020 –> 00:23:07.800) E agora aqui estamos nós em 2026 com o X antigo Twitter, uma ferramenta de ar embutida (00:23:07.800 –> 00:23:13.940) Que, cara, tira a roupa de adolescente, menor de idade e tudo mais. (00:23:14.480 –> 00:23:19.600) E aí, e mesmo que você seja cuidadoso com a imagem dos filhos e tal, que é realmente (00:23:19.600 –> 00:23:20.500) A recomendação.. (00:23:20.500 –> 00:23:22.560) As escolas tinham foto, publicam, é um.. (00:23:22.560 –> 00:23:28.740) Exato, não, e ainda você tem pessoas públicas, que eventualmente, eventualmente não, (00:23:28.740 –> 00:23:34.940) Mas pessoas públicas que têm a sua imagem publicada em função da sua, da sua atividade, (00:23:34.940 –> 00:23:40.600) Sei lá, uma política, pessoas do ramo político, enfim, artistas e tudo mais, e ainda (00:23:40.600 –> 00:23:46.220) Assim não há, me parece, aliás, eu tenho certeza que não há um direito de pessoas (00:23:46.220 –> 00:23:53.460) Usarem IA pra macular a imagem de mulheres, inclusive teve notícias, pegaram lá uma (00:23:53.460 –> 00:23:58.420) Primeira ministra, não lembro exatamente de qual país, e aí começaram a fazer isso (00:23:58.420 –> 00:24:02.200) Com a imagem dela pra desqualificá-la, enfim. (00:24:02.200 –> 00:24:10.580) E aí acaba entrando, Vinícius, um pouco naquilo, eu vou puxar lá pro grupo 6, (00:24:10.580 –> 00:24:16.200) Mas tem um pouco a ver, o Vinícius me mandou esses dias uma notícia de um.. (00:24:16.200 –> 00:24:21.120) Seria um aborígine, da Nova Zelândia, que fazia vídeos.. (00:24:21.120 –> 00:24:21.760) O Steve Irving. (00:24:21.760 –> 00:24:23.340) Conta aí a história, conta aí a história. (00:24:23.340 –> 00:24:23.680) O Steve Irving. (00:24:23.680 –> 00:24:24.440) . (00:24:24.440 –> 00:24:26.260) É inacreditável. (00:24:26.260 –> 00:24:29.200) O Steve Irving, o Steve Irving é um.. (00:24:29.200 –> 00:24:37.740) Um aborígine, australiano, que faz vídeos.. (00:24:37.740 –> 00:24:38.240) Neo-zelandês. (00:24:38.240 –> 00:24:38.740) Neo-zelandês. (00:24:38.740 –> 00:24:39.380) Neo-zelandês. (00:24:39.380 –> 00:24:42.400) É Nova Zelândia, não misturar Nova Zelândia com a Austrália. (00:24:42.400 –> 00:24:43.140) Nada. (00:24:43.140 –> 00:24:49.400) Neo-zelandês, que faz vídeos, aqueles vídeos assim, meio de aventura, assim, de ver os bichos (00:24:49.400 –> 00:24:50.780) De perto e meio.. (00:24:50.780 –> 00:24:55.620) Encontra uma cobra e mexe na cobra e um escorpião e por aí vai. (00:24:55.700 –> 00:24:56.700) Esses vídeos assim, sabe? (00:24:56.700 –> 00:24:57.140) E mostrando.. (00:24:57.140 –> 00:25:00.160) Mas mostrando os animais lá da Nova Zelândia. (00:25:00.160 –> 00:25:01.120) Sim, exatamente. (00:25:01.120 –> 00:25:02.460) Fazendo um negócio.. (00:25:02.460 –> 00:25:04.060) Cara, um negócio muito bem feito. (00:25:04.060 –> 00:25:05.340) Um negócio muito bem feito. (00:25:05.340 –> 00:25:06.800) Tipo um National Geographic, assim. (00:25:06.800 –> 00:25:09.320) Tinha um outro cara, aquele cara que morreu.. (00:25:09.320 –> 00:25:13.500) Bem conhecido, ele morreu com ferrão de uma arraia. (00:25:13.500 –> 00:25:14.200) Uma arraia. (00:25:14.200 –> 00:25:15.560) No peito. (00:25:15.560 –> 00:25:18.040) Eu não lembro o nome dele, mas tudo bem. (00:25:18.040 –> 00:25:21.040) .. (00:25:21.040 –> 00:25:24.880) E esse personagem é uma vibe muito parecida, tá? (00:25:25.700 –> 00:25:30.620) Cara, um negócio com, assim, muita gente seguindo. (00:25:30.620 –> 00:25:37.660) Houve 90 mil pessoas no Instagram e aí começou a chamar muita atenção, muita atenção. (00:25:37.660 –> 00:25:42.600) E aí o cara que criou o personagem veio ao público e dizia, ó, esse cara não existe. (00:25:43.400 –> 00:25:47.980) O Steve Irving era o cara que morreu com ferrão de arraia. (00:25:49.420 –> 00:25:50.400) Sim, verdade. (00:25:50.400 –> 00:25:51.480) Na notícia, sim. (00:25:51.480 –> 00:25:53.080) Eu misturei aqui que ele chamou.. (00:25:53.080 –> 00:25:54.620) É o Aboriginal Steve Irving. (00:25:54.620 –> 00:25:56.860) É o Steve Irving aborigine. (00:25:56.860 –> 00:25:57.340) Exatamente. (00:25:57.340 –> 00:25:59.780) O Steve Irving é o cara real que morreu. (00:25:59.780 –> 00:26:00.720) Isso, isso. (00:26:00.720 –> 00:26:01.220) Isso. (00:26:01.220 –> 00:26:03.380) E o nome do cara que.. (00:26:03.380 –> 00:26:06.220) Essa persona digital criada. (00:26:07.620 –> 00:26:09.340) Quem criou foi o.. (00:26:09.340 –> 00:26:10.400) Quem criou foi o.. (00:26:10.400 –> 00:26:13.720) O Keegan, John Manson, o cara que fez a.. (00:26:13.720 –> 00:26:15.140) Que criou o personagem. (00:26:15.140 –> 00:26:17.260) Cara, eu não tenho o nome do personagem aqui. (00:26:17.260 –> 00:26:20.040) Seria o Bush Legend. (00:26:20.040 –> 00:26:20.480) Mas.. (00:26:20.480 –> 00:26:21.320) Bush Legend. (00:26:21.320 –> 00:26:22.260) Esse é o canal. (00:26:22.260 –> 00:26:23.760) Esse é o canal, Bush Legend. (00:26:23.760 –> 00:26:24.520) O Bush Legend. (00:26:24.520 –> 00:26:25.260) A conta aqui, ó. (00:26:25.260 –> 00:26:26.260) Tá separado aqui. (00:26:26.260 –> 00:26:27.280) Bush Legend, a conta. (00:26:27.780 –> 00:26:30.500) Mas o interessante é que não é a conta em si, tá? (00:26:30.500 –> 00:26:33.260) Quem quiser olhar o Bush Legend lá, deve estar no ar ainda esse negócio. (00:26:33.260 –> 00:26:35.240) O interessante não é a conta em si. (00:26:35.240 –> 00:26:41.400) O interessante é que é uma coisa que tu assiste e, cara, tu não se dá a conta que (00:26:41.400 –> 00:26:42.360) Não é real. (00:26:42.360 –> 00:26:47.360) Talvez ali num vídeo ou outro tu possa até perceber, tá? (00:26:47.360 –> 00:26:50.880) Mas a maioria das pessoas não vai perceber. (00:26:50.880 –> 00:26:51.920) Não vai se dar conta, não vai se dar conta. (00:26:51.920 –> 00:26:53.560) Então, assim.. (00:26:53.560 –> 00:27:01.540) E recentemente teve um vídeo também, eu vi essa semana, ou semana passada, um vídeo (00:27:01.540 –> 00:27:06.360) Em que tava o Brad Pitt lutando com o Tom Cruise, tá? (00:27:06.360 –> 00:27:10.320) E eles discutindo os Epstein Files na luta. (00:27:10.320 –> 00:27:20.040) Eu mostrei pra minha esposa o vídeo e disse assim, olha só o trailer de um filme que eles (00:27:20.040 –> 00:27:20.940) Estão lançando e tal. (00:27:21.420 –> 00:27:24.060) Aí a gente começou a ver o vídeo, eu já tinha visto, ela começou a ver o vídeo, (00:27:24.060 –> 00:27:29.440) Assim, tá, mas aí eles falando e tal, e eles se batendo e não paravam de se bater (00:27:29.440 –> 00:27:31.840) E conversar, assim, mas que cena mais. (00:27:31.840 –> 00:27:33.080) Sem propósito. (00:27:33.480 –> 00:27:34.820) Uma coisa meio.. (00:27:34.820 –> 00:27:37.000) Mas ao mesmo tempo ela achou que fosse verdade. (00:27:37.000 –> 00:27:38.060) Aham. (00:27:38.060 –> 00:27:43.120) Ela achou que fosse verdade, porque os personagens, ali o Tom Cruise e o Brad Pitt, tá certinho (00:27:43.120 –> 00:27:43.500) Ali, cara. (00:27:43.500 –> 00:27:44.900) Claro que fica.. (00:27:44.900 –> 00:27:48.780) Depois eles começam a zoar, começam a mudar demais, assim, começam a botar uns personagens (00:27:48.780 –> 00:27:49.800) Meio estranhos no negócio. (00:27:50.560 –> 00:27:51.240) Mas é.. (00:27:51.240 –> 00:27:51.800) E há, cara. (00:27:51.800 –> 00:27:53.660) E aí isso gera tanto.. (00:27:53.660 –> 00:27:54.580) Não só uma preocupação. (00:27:54.580 –> 00:27:56.300) Agora nós estamos vando pra ano de eleição. (00:27:56.300 –> 00:27:57.360) Vamos ver o que vai acontecer. (00:27:57.360 –> 00:28:07.520) Mas não só gera essa possível confusão com quem assiste, pra quem assiste, mas também (00:28:07.520 –> 00:28:13.300) Tá gerando uma boa discussão lá nos Estados Unidos com relação, lá nos sindicatos dos (00:28:13.300 –> 00:28:16.380) Artistas e tudo mais. (00:28:16.380 –> 00:28:23.620) Porque, cara, se tu não quiser usar a imagem de alguém, que obviamente tu vai ter que pagar (00:28:23.620 –> 00:28:28.240) Pra usar a imagem do Tom Cruise, ninguém discute que mesmo que seja autorizado pelo Tom Cruise (00:28:28.240 –> 00:28:33.160) Tu vai ter que pagar o Tom Cruise pelo uso da imagem dele, mas que tu possa começar a criar (00:28:33.160 –> 00:28:37.600) Personagens completamente fictícios, ou pessoas. (00:28:37.600 –> 00:28:44.560) Atores fictícios, pra.. (00:28:37.600 –> 00:28:44.560) Pra atuarem num filme, atuarem numa série. (00:28:45.560 –> 00:28:48.320) E aí tu não precisar mais. (00:28:48.320 –> 00:28:53.580) Talvez tu possa substituir até o roteirista na brincadeira, mas tu não precisar mais (00:28:53.580 –> 00:28:55.500) De atores humanos pra atuar. (00:28:55.500 –> 00:28:57.120) Então.. (00:28:57.120 –> 00:29:01.940) Tem uma discussão bem interessante em cima disso, sabe? (00:29:01.940 –> 00:29:07.680) A questão do emprego dos artistas e da questão do conteúdo que tu entrega. (00:29:07.680 –> 00:29:09.200) Pras pessoas. (00:29:09.200 –> 00:29:11.120) Tu vai assistir um filme.. (00:29:11.120 –> 00:29:14.480) Assim, tu topa assistir um filme muito bom feito por Iá? (00:29:14.480 –> 00:29:16.560) Cara.. (00:29:16.560 –> 00:29:21.280) Eu acho que tem um elemento ético, inclusive se fala isso lá numa das notícias. (00:29:21.800 –> 00:29:27.300) Que é um preceito de trans.. (00:29:21.800 –> 00:29:27.300) Um preceito ético de transparência no uso de Iá. (00:29:27.300 –> 00:29:32.160) Então, quando a gente fala em princípios de governança de Iá, a transparência, ela (00:29:32.160 –> 00:29:36.060) Se desdobra em várias.. (00:29:32.160 –> 00:29:36.060) Várias situações. (00:29:36.060 –> 00:29:40.680) E uma das situações que a transparência se desdobra, enquanto princípio que deve reger (00:29:40.680 –> 00:29:45.320) O uso da Iá, isso eu tô falando porque é princípio já adotado na União Europeia (00:29:45.320 –> 00:29:46.940) E tudo mais, é.. (00:29:46.940 –> 00:29:51.140) . (00:29:46.940 –> 00:29:51.140) Você tem que saber que aquele conteúdo é gerado por Iá. (00:29:51.140 –> 00:29:52.800) E a grande.. (00:29:52.800 –> 00:29:54.320) E por que que isso virou notícia? (00:29:54.320 –> 00:29:55.540) Na verdade, são duas coisas. (00:29:55.540 –> 00:30:00.500) Isso virou notícia porque não se deram.. (00:29:55.540 –> 00:30:00.500) Ninguém se deu conta. (00:30:00.500 –> 00:30:05.540) Porque se diz, você mostra pra pessoa, se você olhar num vídeo e prestar atenção, (00:30:05.540 –> 00:30:06.760) Você vai descobrir que é. (00:30:06.760 –> 00:30:10.420) A questão é que hoje, até a gente comentava isso antes. (00:30:10.420 –> 00:30:17.520) Nós, eu e você e quem nos escuta, nós já estamos consumindo conteúdos gerados por (00:30:17.520 –> 00:30:18.440) Iá sem se dar conta. (00:30:18.440 –> 00:30:18.840) Por quê? (00:30:18.840 –> 00:30:23.400) Porque a lógica de consumir conteúdo em rede social não é você ficar prestando atenção (00:30:23.400 –> 00:30:28.980) Nos detalhes, a lógica é que você vai passando rapidamente sobre certos conteúdos. (00:30:28.980 –> 00:30:32.780) E você fica vendo muitos, aquela história do feed infinito que a gente já falou. (00:30:32.780 –> 00:30:38.080) Que é uma das maldições das redes sociais e o que aprisiona as pessoas lá dentro é (00:30:38.080 –> 00:30:38.860) O feed infinito. (00:30:38.860 –> 00:30:39.900) E vamos lá. (00:30:39.900 –> 00:30:42.620) O teu espírito crítico ali fica bem rebaixado. (00:30:42.840 –> 00:30:45.960) Claro que quando a gente olha o vídeo depois sabendo o que bom, tudo bem. (00:30:45.960 –> 00:30:51.860) Ontem mesmo eu tava na academia e fica uma TV ligada lá e tava passando uma propaganda (00:30:51.860 –> 00:30:53.300) Do Liquida Porto Alegre. (00:30:53.300 –> 00:30:57.000) É tipo uma liquidação de verão que eles fazem aqui na cidade. (00:30:57.800 –> 00:31:05.020) E, cara, cinco segundos da coisa já deu pra ver que era tudo gerado por Iá, cara. (00:31:05.020 –> 00:31:09.860) Toda uma propaganda gerada por Iá, até porque no final tinha uma senhora bem idosa correndo (00:31:09.860 –> 00:31:15.540) Junto com um monte de pessoas que ela não teria como uma senhora. (00:31:15.540 –> 00:31:19.400) Enfim, até teria, mas chamou a atenção o fato de ser uma senhora bem idosa correndo (00:31:19.400 –> 00:31:21.000) Loucamente na cidade, assim, sabe? (00:31:21.640 –> 00:31:25.980) Não que não seja possível, não que não seja possível. (00:31:25.980 –> 00:31:29.660) Não, não que não seja possível, mas, assim, aquilo já disparou, não, como assim. (00:31:29.660 –> 00:31:35.940) Então, você tem um elemento ético muito, isso tá acontecendo, a propaganda, eu acredito, (00:31:35.940 –> 00:31:39.720) Que o CONAR, enfim, a regulamentação da propaganda tem que deixar isso claro. (00:31:39.720 –> 00:31:45.220) Olha, você está assistindo uma reportagem, uma propaganda feita por Iá, assim como você (00:31:45.220 –> 00:31:49.340) Quando você tá consumindo um produto no supermercado, diz se aquilo ali tem transgênico (00:31:49.340 –> 00:31:51.900) Ou não, ou o que consta. (00:31:51.900 –> 00:31:52.140) Excesso de sal. (00:31:52.140 –> 00:31:53.980) Excesso de sal, por que não? (00:31:53.980 –> 00:31:58.020) Porque a gente sabe que isso é bem brain rotizável. (00:31:58.020 –> 00:31:58.900) Aham. (00:31:58.900 –> 00:32:01.200) Brain rotizável, você não inventei agora, Vinícius. (00:32:01.200 –> 00:32:02.880) É um bom verbo. (00:32:02.880 –> 00:32:04.220) Brain rotizável. (00:32:04.220 –> 00:32:13.740) Vinícius, Brasil, você já deve ter ouvido falar disso, mas Brasil e União Europeia, (00:32:13.740 –> 00:32:17.320) Consolidaram lá o seu acordo de adequação mútua. (00:32:17.320 –> 00:32:23.180) Então, basicamente, agora, no final de janeiro, foi anunciado esse reconhecimento recíproco (00:32:23.180 –> 00:32:25.560) De adequação dos regimes de proteção de dados. (00:32:25.560 –> 00:32:31.800) E tem-se pintado isso como um marco histórico, porque, além desse franco reconhecimento, (00:32:31.800 –> 00:32:35.060) A ideia é que se abra, principalmente para o Brasil. (00:32:35.440 –> 00:32:42.000) Mas a ideia é que o Brasil poderia se beneficiar com base nesse acordo de adequação, (00:32:42.000 –> 00:32:47.660) Prestando serviços, para toda a União Europeia. (00:32:47.660 –> 00:32:53.020) Então, isso poderia ampliar o uso de data centers para IA e também o uso de próprio serviço, (00:32:53.020 –> 00:32:56.040) Porque uma vez que você tem esse reconhecimento, você não precisa, (00:32:57.180 –> 00:33:00.580) Digamos assim, quando você for fazer a transferência internacional de dados, (00:33:00.580 –> 00:33:03.140) Que é uma das situações lá em que você faz de um lado para o outro, (00:33:03.140 –> 00:33:05.800) Esse reconhecimento implica na possibilidade automática, (00:33:05.800 –> 00:33:08.880) Sem, por exemplo, você pedir, precisar pedir consentimento, (00:33:08.880 –> 00:33:12.820) Ou fazer avisos adicionais, ou reconhecimentos das autoridades. (00:33:12.820 –> 00:33:18.980) Então, abre-se, de fato, um espaço comercial também, (00:33:19.040 –> 00:33:22.300) Não seja de fluxos, de fluxo seguro de dados, enfim. (00:33:22.300 –> 00:33:24.600) Qual a questão? (00:33:24.600 –> 00:33:31.800) A questão é que, quando a gente faz uma comparação em como a União Europeia tem aplicado sanções (00:33:31.800 –> 00:33:35.620) E como o Brasil tem aplicado sanções, mesmo diante desse reconhecimento, (00:33:35.620 –> 00:33:39.620) Nós notamos que há uma distância, porque no Brasil ainda há, (00:33:39.620 –> 00:33:43.980) E aqui eu falo como titular de dados pessoais, (00:33:44.360 –> 00:33:49.580) Ainda há um certo, é um certo, como é que eu vou dizer, (00:33:49.580 –> 00:33:54.640) Atraso, talvez, na aplicação de sanções em situações muito complexas. (00:33:54.640 –> 00:33:57.340) Apenas para vocês terem uma ideia de alguns números, (00:33:57.340 –> 00:34:00.120) Na França, por exemplo, agora é janeiro, fevereiro, (00:34:00.120 –> 00:34:06.280) Você teve a France Travel, foi multada em 5 milhões de euros, (00:34:06.280 –> 00:34:09.920) A Free Mobile, 42 milhões de euros, (00:34:10.920 –> 00:34:14.820) É dividido aqui em Free Mobile e Free, não sei o que é. (00:34:14.820 –> 00:34:19.140) Então, você teve aí todas essas situações somente, (00:34:19.140 –> 00:34:22.120) Ou seja, multas milionárias na França, (00:34:22.120 –> 00:34:27.400) Somente por situações de vazamentos que se confirmou que ocorreram (00:34:27.400 –> 00:34:30.300) Por causa de insuficiência de medidas de segurança (00:34:30.300 –> 00:34:32.560) Adotadas por essas organizações. (00:34:32.560 –> 00:34:34.060) Isso na França. (00:34:34.060 –> 00:34:36.940) Na Espanha, que é uma autoridade pequena, (00:34:36.940 –> 00:34:40.180) Tem, se não me engano, menos funcionários do que, (00:34:40.180 –> 00:34:43.540) Até fiz esses dias um apanhado de número de funcionários e tal, (00:34:43.540 –> 00:34:45.960) Mas acho que tem menos funcionários do que a nossa NPD, (00:34:45.960 –> 00:34:53.040) Eles terminaram 2025 com 394 procedimentos sancionadores (00:34:53.040 –> 00:34:57.040) E com multas que somadas deram 40 milhões de euros. (00:34:57.040 –> 00:35:00.040) Então, acho que para consolidar, de fato, (00:35:00.040 –> 00:35:03.700) Urge que nós tenhamos um aprimoramento, (00:35:03.700 –> 00:35:05.480) E eu não falo nem somente em multas, (00:35:05.480 –> 00:35:08.720) Eu falo em sanções, impedir certos tratamentos, (00:35:08.720 –> 00:35:14.400) Caminhar justamente para a implementação de medidas de segurança, (00:35:14.400 –> 00:35:16.680) Resolver a questão das farmácias, (00:35:16.680 –> 00:35:20.380) Resolver a questão que a gente já falou aqui no nosso podcast (00:35:20.380 –> 00:35:26.980) Sobre a farra das biometrias faciais em academias, (00:35:26.980 –> 00:35:29.580) Em condomínios. (00:35:29.580 –> 00:35:32.780) Então, acho que a gente comemora, de fato, (00:35:32.780 –> 00:35:36.060) Mas há um caminho ainda a ser perseguido, me parece, (00:35:36.060 –> 00:35:40.100) Posso estar errado, enfim, mas me parece que há um caminho ainda a ser percorrido. (00:35:40.100 –> 00:35:42.580) Isso, obviamente, é uma via de duas mãos. (00:35:42.580 –> 00:35:45.340) Então, a gente tem uma equivalência. (00:35:45.340 –> 00:35:46.080) Isso. (00:35:46.080 –> 00:35:48.500) Então, uma coisa que muda, então, por exemplo, (00:35:48.500 –> 00:35:51.660) Se você quiser usar algum data center na Europa, (00:35:51.660 –> 00:35:53.620) Na União Europeia, para fazer mais ou menos de dados (00:35:53.620 –> 00:35:57.820) E cidadãos brasileiros, em princípio, ok. (00:35:57.820 –> 00:35:59.860) Isso. (00:35:59.860 –> 00:36:02.260) Quando você tem na União Europeia, (00:36:02.260 –> 00:36:04.040) Nos países que fazem parte da União Europeia, (00:36:04.040 –> 00:36:06.980) Não é na Europa, porque você tem países que.. (00:36:06.980 –> 00:36:08.340) Sim, eu falei, União Europeia, não é Europeia. (00:36:08.340 –> 00:36:10.960) Tu tem Inglaterra que não faz mais parte da União Europeia. (00:36:10.960 –> 00:36:12.060) Inglaterra não é mais. (00:36:12.060 –> 00:36:14.520) Aí o pessoal lá da Inglaterra, (00:36:14.520 –> 00:36:15.720) Quando entra na União Europeia, (00:36:15.720 –> 00:36:18.300) Eles ficam na fila não dos residentes da União Europeia, (00:36:18.300 –> 00:36:20.040) Eles têm que enfrentar a fila de todo mundo, (00:36:20.040 –> 00:36:21.800) Mas Suíça também não é. (00:36:21.960 –> 00:36:22.660) É engraçado. (00:36:22.660 –> 00:36:24.420) A Suíça também não é. (00:36:24.420 –> 00:36:25.960) Embora a Suíça tenha, (00:36:25.960 –> 00:36:30.200) Seja conhecida justamente por hospedar sistemas, (00:36:30.200 –> 00:36:32.080) The Privacy Friendly, de segurança, (00:36:32.080 –> 00:36:34.180) Mais VPNs que ficam lá na Suíça, (00:36:34.180 –> 00:36:36.520) Se vendem, mas não faz parte da Suíça. (00:36:36.520 –> 00:36:38.740) A Suíça acho que faz parte do espaço Schengen, (00:36:38.740 –> 00:36:39.340) Se não me engano, (00:36:39.340 –> 00:36:42.320) Que permite que você entre, (00:36:42.320 –> 00:36:44.640) Sem a necessidade de passar por fronteiras, (00:36:44.640 –> 00:36:46.120) Tem o tráfego livre, (00:36:46.120 –> 00:36:47.180) Mas acho que não faz, (00:36:47.180 –> 00:36:49.740) Mas não faz da União Europeia. (00:36:51.160 –> 00:36:52.620) Bom, Vinícius, (00:36:52.620 –> 00:36:54.680) Seguindo aqui, (00:36:54.680 –> 00:36:59.520) Nós temos também toda a questão da vigilância, (00:36:59.520 –> 00:37:02.240) Lá no Grupo 5, (00:37:02.240 –> 00:37:04.420) De vigilância e privacidade, (00:37:04.420 –> 00:37:05.220) Que nós vimos, (00:37:05.220 –> 00:37:07.680) Que me chamou bastante atenção, (00:37:07.680 –> 00:37:09.320) Chamou bastante atenção, (00:37:09.320 –> 00:37:13.660) Que foi o FBI solicitando a Microsoft (00:37:13.660 –> 00:37:17.460) A entrega de chaves BitLocker. (00:37:17.460 –> 00:37:20.720) E a gente estava conversando sobre isso antes, (00:37:20.720 –> 00:37:23.100) Não é obrigatório, (00:37:23.100 –> 00:37:26.540) Que você salve a chave do BitLocker na Microsoft. (00:37:26.540 –> 00:37:26.940) Não. (00:37:26.940 –> 00:37:27.900) Você pode salvar. (00:37:27.900 –> 00:37:29.380) Pode não estar em outro lugar. (00:37:30.520 –> 00:37:33.140) O que chama atenção aqui é a possibilidade, (00:37:33.140 –> 00:37:33.740) E vejam, (00:37:33.740 –> 00:37:35.360) Assim, (00:37:35.360 –> 00:37:36.800) O FBI e a polícia, (00:37:36.800 –> 00:37:39.040) Eu tenho absoluta certeza (00:37:39.040 –> 00:37:44.300) Que todos esses órgãos de investigação, (00:37:44.300 –> 00:37:45.220) De persecução penal, (00:37:45.220 –> 00:37:46.440) Tem o direito de, (00:37:46.440 –> 00:37:47.820) Eventualmente, (00:37:47.820 –> 00:37:50.180) Por uma ordem judicial fundamentada, (00:37:50.180 –> 00:37:52.420) Pedir acesso a nuvens, (00:37:52.420 –> 00:37:54.300) Como é o que está acontecendo agora. (00:37:54.560 –> 00:37:56.020) Os grandes escândalos aí, (00:37:56.020 –> 00:37:56.820) Banco Master, (00:37:57.240 –> 00:37:57.620) Mas, assim, (00:37:57.620 –> 00:38:01.300) Grandes escândalos e de crimes e tal, (00:38:01.300 –> 00:38:04.420) O pessoal acaba acessando nuvem de gente (00:38:04.420 –> 00:38:06.180) Que deixa o WhatsApp fazendo, (00:38:06.180 –> 00:38:07.480) Não se fala muito, (00:38:07.480 –> 00:38:10.940) Mas que deixa o WhatsApp fazendo backup lá no Google, (00:38:10.940 –> 00:38:11.940) Acessa o Google, (00:38:11.940 –> 00:38:14.000) Recupera o backup e vê tudo que o cara fez, (00:38:14.000 –> 00:38:14.720) Quem conversou, (00:38:14.720 –> 00:38:16.020) E arquivos e tudo mais. (00:38:16.020 –> 00:38:18.580) Mas o que chama atenção (00:38:18.580 –> 00:38:22.160) Sobretudo como os Estados Unidos agora estão se posicionando, (00:38:22.160 –> 00:38:23.440) Nessa parte de vigilância, (00:38:23.440 –> 00:38:25.520) Já vem se posicionando ao longo dos últimos anos, (00:38:25.520 –> 00:38:27.260) De repente, (00:38:27.260 –> 00:38:30.500) O FBI pegar a tua chave do BitLocker (0
No rescaldo da 39.ª Cimeira da União Africana, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, fez um balanço “bastante positivo” da liderança angolana da organização, alerta os desafios das mudanças climáticas ao nível do continente e lembra que áfrica tem de se fazer representar no Conselho de Segurança da ONU. RFI Português: Que balanço faz desta 39.ª Cimeira da União Africana? Presidente de Moçambique, Daniel Chapo: Faço uma análise bastante positiva, porque a 39.ª Cimeira da União Africana concentrou-se muito sobre questões relacionadas com infra-estruturas e, sobretudo, a questão da água a nível do continente. Concretamente, sobre a Presidência angolana [da União Africana], faço um balanço bastante positivo, porque o Presidente João Lourenço fez um esforço extraordinário para ver se conseguimos alcançar a paz, por exemplo, no Leste da República Democrática do Congo, para além de várias frentes que abriu para questões de paz e segurança, que é uma das grandes preocupações dos países ao nível do continente africano. Outro aspecto bastante importante está relacionado com os desafios das mudanças climáticas. Todos nós, ao nível do continente, estamos mais solidários. É uma matéria na qual África tem que continuar a se fazer sentir a nível mundial. O outro aspecto bastante importante é assento para o continente africano no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Inclusive, aconteceu uma reunião à margem da cimeira da União Africana, precisamente para preparar uma posição africana em relação ao próximo secretário-geral das Nações Unidas - o mandato de António Guterres termina em Dezembro de 2026. Seria importante que a África estivesse alinhada não só para a corrida ao secretário-geral das Nações Unidas, mas também na representação no Conselho de Segurança? É um ponto extremamente importante para o continente africano. O Presidente João Lourenço fez esse trabalho durante o seu mandato. Nós, como África, conseguimos fazer sentir a nossa voz ao nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro do ano passado, quando estivemos em Nova Iorque. Como países africanos temos que nos organizar para que África também se faça sentir. Achamos que chegou o momento das Nações Unidas fazerem uma reforma, que passa além do secretário-geral das Nações Unidas, pela questão relacionada com o assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A questão dos golpes de Estado é uma temática que há muitos anos assola África e que foi novamente relembrada nesta cimeira, também é uma questão que o preocupa? Preocupa-me bastante e quero elogiar mais uma vez o Presidente João Lourenço, no seu discurso do fim do mandato, deixou de uma forma muito clara e condenou, deixou palavras muito duras e necessárias, de que não podemos normalizar os golpes de Estado ao nível do continente africano. E ultimamente, o que tem acontecido é que as pessoas golpeiam, acontecem golpes e depois nós normalizamos. Portanto, somos países de direito democrático. Temos realizado eleições de cinco em cinco anos e achamos que é extremamente importante, como africanos, continuarmos a respeitar os princípios que regem as nossas constituições dos países, mas também os princípios da União Africana. Os povos africanos têm direito de escolher os seus líderes e continuarem a trabalhar e não haver golpes de Estado. Estou bastante impressionado com a forma como o Presidente João Lourenço condenou e achamos que, como líderes africanos, este caminho que temos que seguir. A água e saneamento são prioridades desta nova presidência rotativa da União Africana. Este é um dossier crítico para África. Especificamente em Moçambique, qual é a situação? É um dossier extremamente crítico não só para Moçambique, mas para todo continente africano. Por uma razão muito simples, o maior desafio que nós temos são as infra-estruturas para a retenção da água, para o tratamento de água para termos água potável e questões relacionadas com o saneamento, que é extremamente importante para evitarmos as doenças. Em Moçambique, concretamente, estamos neste momento a sofrer de cheias e inundações. Tivemos também o ciclone Gezani que afectou, portanto, o país. Foram cerca de 800.000 pessoas deslocadas para os centros de acomodação temporária. Se nós tivéssemos recursos financeiros para a construção de barragens, a construção de vias que possam realmente conter o curso das águas, seria uma grande solução. Mas também quero falar uma coisa muito importante: as mudanças climáticas são uma realidade ao nível do mundo. É uma coisa que eu tenho dito em todos os encontros internacionais ligados às mudanças climáticas e à justiça climática, a justiça ambiental. A questão climática é mundial. Mas Moçambique é um dos países que mais sofre as consequências das alterações climáticas. O seu país ainda não recuperou das inundações e já estava a ser fustigado por um ciclone. Em que ponto é que está a justiça climática que tanto se fala nestas cimeiras? Infelizmente, da palavra à acção ainda falta muito caminho. Eu tenho dito isso em todos os encontros internacionais e como campeão africano para a gestão de desastres a partir da União Africana, também o voltei a fazer sentir essa voz. Se realmente o mundo reconhecesse que a África, em particular Moçambique, não polui quase nada, mas, dada a localização geográfica, sofre ciclicamente de cheias e inundações, ventos ciclónicos, tinha que haver aqui compensação - isso é que seria uma verdadeira justiça climática - para que Moçambique pudesse construir essas infra-estruturas para a gestão das águas, barragens, etc. Temos projectos, temos planos, mas os recursos financeiros que temos neste momento não são suficientes. Se o mundo fosse solidário e percebesse esta questão da justiça climática, poderíamos realmente ter financiamento daqueles que poluem mais para aqueles que poluem menos, como o caso de Moçambique, mas que infelizmente sofrem mais as consequências. Mesmo assim, Moçambique tem evoluído, tem melhorado a nível de sistemas de alerta e a população também já se encontra mais consciente das recomendações, dos alertas das autoridades, porque efectivamente, a nível de mortos, o número tem vindo a diminuir. Sim, sem margem de dúvidas, os números falam. Em 2000, aconteceram as cheias na província de Gaza, que tiveram uma magnitude menor do que estas cheias de 2026, mas tivemos cerca de 700 mortos e mais de 2.000 pessoas desaparecidas. Estas cheias de 2026, tiveram uma magnitude maior do que as 2000 e tivemos um número menor de desaparecidos. E em termos também de mortos, tivemos um número muito menor. Estou a falar de cheias que aconteceram no mesmo espaço, em épocas diferentes. Vamos melhorando cada vez mais e agora tivemos o [ciclone] Gezani. Se não tivesse havido o aviso prévio, se não tivesse havido alerta e as populações não tivessem assumido aquilo as medidas de prevenção para que não houvesse consequências graves, tenho certeza absoluta que o Gezani teria causado danos maiores. Causou danos menores porque a população moçambicana já está em alerta para estas situações e obedece. Ainda temos desafios porque ainda temos populações que, infelizmente, não obedecem. Mas quando comparamos o que acontecia antes e o que acontece hoje em termos de consequência, a situação moçambicana está a melhorar bastante. Eventualmente em Adis Abeba, procurou apoios para a reconstrução do país após inundações e após ciclone, nomeadamente na Cimeira Itália-África? Sim, conseguimos fazer vários contactos a partir da União Africana e a União Africana garantiu-nos que continua a mobilizar recursos, para que haja um apoio na fase de reconstrução. Na cimeira Itália-África, voltamos a agradecer o apoio que temos recebido da União Europeia e dos seus países membros. Nesta fase, as populações estão deslocadas, vão regressando paulatinamente às casas, mas ainda temos os centros de acomodação. Mas temos certeza absoluta que depois vamos precisar reconstruir o país. E os parceiros também responderam positivamente. Neste momento, tanto os parceiros de cooperação internacionais como os nacionais estão a se preparar para podermos trabalhar juntos por forma a reconstruímos o país, depois desta fase em que nos encontramos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse-se muito preocupado com a situação em Cabo Delgado. Especificamente, que estratégias o seu governo está a adoptar para proteger os civis, para garantir a segurança? E quais são as grandes dificuldades que o governo moçambicano tem para acabar com o terrorismo, com a insurgência naquela região do país? Neste momento, o que posso garantir é que a situação da segurança é relativamente melhor do que estava antes. Digo isto porquê? Porque quando aconteceram os primeiros ataques em 2017, estes homens terroristas chegaram a ocupar várias vilas nos distritos da zona norte da Província de Cabo Delgado. A título de exemplo, a vila de Macomia, a vila de Mocímboa da Praia estavam totalmente ocupadas. Quando digo que está relativamente melhor é porque, neste momento em que estamos a falar, não há nenhuma vila da província de Cabo Delgado que esteja ocupada. As instituições públicas continuam a trabalhar, as populações estão nas vilas, mas têm havido ataques esporádicos dos terroristas, principalmente nas aldeias vizinhas das vilas, ao no nível do distrito de Mocímboa da Praia, distrito de Macomia, é esta que é a grande preocupação. Quando fazem esses ataques esporádicos, tem havido deslocação das populações. Então, quando há um disparo ou um ataque, as populações acabam se deslocando. E, felizmente, mais uma vez temos tido uma grande ajuda das agências das Nações Unidas e outros parceiros continuam e conseguem dar o apoio às populações quando se deslocam. Mas, o país precisa de mais ajuda? Neste momento, temos ajuda da União Europeia, que está a trabalhar connosco. Mas também continuamos a trabalhar com as forças do Ruanda, ao nível do terreno, e as nossas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Agora, no que toca realmente à assistência às populações, nós achamos que as ajudas são sempre necessárias. As agências das Nações Unidas e os parceiros de cooperação estão no terreno, continuam a trabalhar e nós também continuamos a trabalhar, de várias formas, para que possamos encontrar a solução para este assunto do terrorismo em Cabo Delgado. Mas é um assunto complexo. O terrorismo não é um fenómeno só de Moçambique, é um fenómeno global e internacional. À semelhança do que falava no início sobre a justiça climática, se o mundo se apercebesse que o terrorismo é um fenómeno global que tem que ser estancado, nós tínhamos que nos unir como mundo e trabalhar para terminar com esses fenómenos terroristas, à semelhança das mudanças climáticas que afectam todo o mundo, embora com focos de incidência em certos pontos do mundo. A importância do multilateralismo que tanto se fala nos dias de hoje, com este mundo cada vez mais fragmentado e numa evolução, transformação alucinante. Exactamente. Eu acho que o multilateralismo é extremamente importante, mas, hoje em dia, há quem se concentre só nas questões bilaterais, não está preocupado com o multilateralismo e isto pode perigar o futuro deste planeta Terra. As mudanças climáticas e o terrorismo são fenómenos globais, aos quais não se responde só com situações bilaterais. E podia dar vários outros exemplos que mostram que o multilateralismo é extremamente importante ao nível do planeta Terra, para a resolução de vários desafios que o mundo tem. Vê com preocupação as ameaças que têm sido dirigidas à classe jornalística em Moçambique? Isto preocupa-me bastante. Quando aconteceu o atentado a um jornalista na província de Manica, fiz questão de reagir, logo, a condenar, porque Moçambique é um país de direito democrático, que respeita os direitos humanos. Moçambique é um país de liberdades, tem liberdade de imprensa como lei, tem liberdade de imprensa como um princípio a ser respeitado para podermos construir este Moçambique e outro aspecto bastante importante é que Moçambique é um país que defende a liberdade de expressão. Para mim é extremamente importante trabalhar com a imprensa, porque a imprensa não só comunica, não só informa, mas forma a sociedade moçambicana. Daí que as ameaças jornalistas são actos a condenar veementemente, para podermos construir um país de liberdade, que é o futuro que todos nós precisamos para, juntos como moçambicanos, desenvolvermos o país.
Neste Da Prateleira, eu convido você a conhecer “Filho Pródigo – O Musical”, esta grandiosa produção em cartaz pela Cia Nissi de Artes. Vamos conversar sobre como essa parábola milenar ganhou uma roupagem moderna, com coreografias intensas e uma trilha sonora original de tirar o fôlego. Quero compartilhar minhas impressões sobre a entrega do elenco e como a mensagem de perdão e recomeço se torna tão atual quando contada através da arte urbana e do teatro musical. O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES:– Tamyres Palma COISAS ÚTEIS:– Duração: 18m43s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA:– Espetáculo “Filho Pródigo – O Musical”– Instagram “Filho Pródigo – O Musical”– Site “Cia Nissi de Artes”– Instagram “Cia Nissi de Artes”– Parábola do filho pródigo– Nissi Play TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post Filho Pródigo (O Musical) | Da Prateleira 83 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
Neste episódio fazemos uma retrospectiva dos assuntos mais importantes tratados em 2025 no Segurança Legal. Você irá descobrirá os principais temas que dominaram o ano em inteligência artificial, segurança da informação e direito digital. O episódio traz uma análise sobre o aparecimento do Deepseek, explorando como a inteligência artificial transformou o cenário de segurança cibernética. Você irá descobrir os riscos de atrofia cognitiva causados pelo uso excessivo de IA, a importância da proteção de dados pessoais com a LGPD, e como os backdoors em modelos de linguagem ameaçaram a supply chain. O podcast também aborda questões de vigilância digital, as novas regras do Banco Central após fraudes bancárias, a inconstitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil, a aprovação do ECA Digital, vulnerabilidades no gov.br e a questão crítica do analfabetismo funcional digital. Esta retrospectiva cobre ainda aspectos geopolíticos da IA, regulação de inteligência artificial, conformidade com políticas de proteção de dados, e o papel das bigtechs em 2025. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana. Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie! Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Imagem do Episódio – Por trás do tempo – Guilherme Goulart
Ricetta Mousse allo YogurtLivello A1#Natale #Italia #Italy #Christmas #Weihnachten #ItalienRicetta per un dolce da servire a Natale Una ricetta facile, facile per un dessert leggero a Natale Buongiorno cari amici e amanti dell'italiano e benvenuti all'ultimo episodio dedicato al Natale per quest'anno.Come promesso vi do in questo episodio la ricetta per un dolce facile, facile e anche leggero da preparare per la Vigilia o anche per il giorno di Natale.Per prima cosa vediamo i vocaboli più difficili per capire bene la ricetta: lamponi = Himbeeren/rasberriesmirtilli = Heidelbeeren/blueberriesfragole = Erdbeeren/Strawberriesmontare = steif schlagen/to whipfruste elettriche = elektrischer Schneebesen/whiskzucchero a velo = Puderzucker/Icing sugarciotola = Schale/bowlsac a poche = Spritzbeutel/pastry bagspatola =Küchenspatel/paddlescaglie di cioccolato = Schokosplitter/chocolate flakesMousse allo yogurt con frutti rossi – la ricetta è per 4 persone.Partiamo con gli ingredienti:200 ml di panna250 grammi di yogurt20 grammi di zucchero a velofrutti di bosco: lamponi, mirtilli, fragole. Potete usare i frutti freschi, ma se non li trovate potete usare anche quelli surgelati.Ora passiamo al procedimento:versate la panna vegetale liquida e fredda da frigorifero in una ciotola dai bordi alti e montatela con le fruste elettriche. Montatela a metà (non proprio montata fino in fondo). Quando sarà montata per metà prendete lo yogurt e mescolateci lo zucchero a velo.Versate lo yogurt nella panna e continuate a montare con le fruste elettriche. Continuate finchè non sarà ben montata. Fate rassodare in frigorifero per almeno 15 minuti, Mettete poi una parte di mousse in bicchieri con l'aiuto di una sach a poche o di una spatola.Lavate e asciugate accuratamente i frutti rossi, mettetene una parte nel bicchiere sopra la mousse di yogurt e ricoprite con altra mousse.Decorate con i frutti di bosco.Eventualmente si possono anche aggiungere delle scaglie di cioccolato. Servite la mousse di yogurt ai frutti di bosco subito o conservate in frigorifero, coperta da pellicola, per massimo 24 ore.Cari amici questa ricetta è proprio facile e veloce, ma anche buona. Siamo arrivati agli sgoccioli, non mi resta che augurarvi buon Natale e felice anno nuovo.Ci sentiamo nel 2026. Ciao, ciao da Luisa!...- The full transcript of this Episode (and excercises for many of the grammar episodes) is available via "Luisa's learn Italian Premium", Premium is no subscription and does not incur any recurring fees. You can just shop for the materials you need or want and shop per piece. Prices start at 0.20 Cent (i. e. Eurocent). - das komplette Transcript / die Show-Notes zu allen Episoden (und Übungen zu vielen der Grammatik Episoden) sind über Luisa's Podcast Premium verfügbar. Den Shop mit allen Materialien zum Podcast finden Sie unterhttps://premium.il-tedesco.itLuisa's Podcast Premium ist kein Abo - sie erhalten das jeweilige Transscript/die Shownotes sowie zu den Grammatik Episoden Übungen die Sie "pro Stück" bezahlen (ab 20ct). https://premium.il-tedesco.itMehr info unter www.il-tedesco.it bzw. https://www.il-tedesco.it/premiumMore information on www.il-tedesco.it or via my shop https://www.il-tedesco.it/premium
Há criadores que operam dentro das fronteiras técnicas do seu ofício. E há outros que as redesenham. Manuel Pureza pertence à segunda categoria — a dos artistas que não apenas produzem obras, mas insinuam uma forma diferente de olhar para o mundo. Ao longo da última década, Pureza foi aperfeiçoando um dialeto visual singular: um equilíbrio improvável entre humor e melancolia, entre disciplina e improviso, entre ironia e empatia. Cresceu no ritmo acelerado das novelas, onde se aprende a filmar com pressão, velocidade e um olho permanentemente aberto para a fragilidade humana. Dali trouxe algo raro: um olhar que recusa o cinismo fácil e que insiste que até o ridículo tem dignidade. Na televisão e no cinema, a sua assinatura tornou-se evidente. Ele filma personagens como quem observa amigos de infância. Filma o quotidiano com a delicadeza de quem sabe que ali mora metade das grandes histórias. Filma o absurdo com a ternura de quem reconhece, nesse absurdo, o lado mais honesto do país que habita. Um humor que pensa Pureza não usa humor para fugir — usa humor para iluminar. Em “Pôr do Sol”, o fenómeno que se transformou num caso sério de análise cultural, a comédia deixou de ser apenas entretenimento. Tornou-se catarse colectiva. Portugal riu-se de si próprio com uma frontalidade rara, quase terapêutica. Não era paródia para diminuir; era paródia para pertencer. “O ridículo não é destrutivo”, explica Pureza. “É libertador.” Essa frase, que poderia ser um manifesto, resume bem o seu trabalho: ele leva o humor a sério. Independentemente do género — seja melodrama acelerado ou ficção introspectiva — há sempre, no seu olhar, a ideia de que rir pode ser um acto de lucidez. Num país onde o comentário público tantas vezes se esconde atrás da ironia amarga, Pureza faz o contrário: usa a ironia para abrir espaço, não para o fechar. A ética do olhar Filmar alguém é um exercício de confiança. Pureza opera com essa consciência. Não acredita em neutralidade — acredita em honestidade. Assume que cada plano é uma escolha e que cada escolha implica responsabilidade. Entre atores, essa postura cria um ambiente invulgar: segurança suficiente para arriscar, liberdade suficiente para falhar, humanidade suficiente para recomeçar. Num set regido pelo seu método, a escuta é tão importante quanto a técnica. E talvez por isso os seus actores falem de “estar em casa”, mesmo quando as cenas são emocionalmente densas. A câmara de Pureza não vigia: acompanha. É aqui que a sua realização se distingue — não por uma estética rigorosa, mas por uma ética clara. Filmar é expor vulnerabilidades. E expor vulnerabilidades exige cuidado. Portugal, esse laboratório emocional O país que surge nas obras de Pureza não é apenas cenário: é personagem. É o Portugal das contradições — pequeno mas exuberante, desconfiado mas carente de pertença, irónico mas sentimental, apaixonado mas contido. É um país onde a criatividade nasce da falta e onde o improviso se confunde com identidade. Pureza conhece esse país por dentro. Viu-o nos sets frenéticos das novelas, nos estúdios apressados da televisão generalista, nas equipas improváveis de produções independentes. E filma-o com um olhar feito de amor e lucidez: nunca subserviente, nunca destructivo, sempre profundamente humano. Há nele uma capacidade rara de observar sem desistir, de criticar sem amargar, de rir sem ferir. Infância, imaginação e paternidade Numa das passagens mais íntimas desta conversa, Pureza regressa à infância — não como nostalgia decorativa, mas como território de formação. A infância, para ele, é o sítio onde nasce a imaginação, mas também o sítio onde se aprende a cair, a duvidar, a arriscar. Esse lugar continua a acompanhar o seu trabalho como uma espécie de bússola emocional. Falar de infância leva inevitavelmente a falar de paternidade. Pureza rejeita a figura do pai iluminado, perfeito, imune ao erro. Fala antes da paternidade real: aquela onde se erra, se tenta, se repara, se adia, se volta a tentar. A paternidade que implica fragilidade. A paternidade que obriga a abrandar num mundo que exige velocidade. Talvez seja por isso que, quando dirige, recusa o automatismo: a vida, lembra, é sempre mais complexa do que aquilo que conseguimos filmar. Escutar como acto político Se há uma frase que atravessa toda a conversa, é esta: “Nós ouvimos pouco.” No contexto de Pureza, ouvir é um verbo político. Num país saturado de ruído, opiniões rápidas e indignações instantâneas, escutar tornou-se quase um acto contracultural. Ele trabalha nesse espaço de atenção — aquele que permite às pessoas serem pessoas, antes de serem personagens, headlines ou caricaturas. É por isso que o seu trabalho ressoa: porque devolve humanidade ao que, tantas vezes, o discurso público reduz. O que fica No final, a impressão é clara: Manuel Pureza não realiza apenas obras. Realiza ligações. Realiza espelhos que não humilham. Realiza pontes entre o ridículo e o sublime. Realiza histórias que, ao invés de nos afastarem, nos devolvem uns aos outros. Há artistas que acrescentam ao mundo um conjunto de imagens. Pureza acrescenta uma forma de ver. E num tempo em que olhar se tornou um acto cada vez mais acelerado — e cada vez menos profundo — isso não é apenas uma qualidade artística. É um serviço público da imaginação. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar. 0:12 Ora, vivam bem vindos ao pergunta simples, o vosso podcast sobre comunicação? Hoje recebemos alguém que não apenas realiza séries e filmes, mas realiza no sentido mais profundo do termo, a forma como olhamos para nós próprios, a maneira como nos espelhamos. 0:28 Manuel pureza é daqueles criadores que trabalham com rigor e com leveza, com inteligência, com humor, com disciplina e com um caos. Ele cresceu nas novelas, aprendeu a filmar sob pressão, descobriu um olhar que combina ternura com ironia e tornou se uma das vozes mais originais da ficção portuguesa. 0:46 E é capaz de pegar no ridículo e transformá lo em verdade, de pegar no quotidiano e transformá lo em drama, de pegar no drama e transformá lo em riso. Tudo sem perder a humanidade, o coração e a ética de quem sabe que filmar é escolher, ter um ponto de vista e que escolher é sempre um ato moral. 1:06 Neste episódio, abrimos as portas ao seu processo criativo, às dúvidas e às certezas, às dores e às gargalhadas, às memórias da infância e às inquietações da idade adultam. Falamos de televisão como um espaço de comunhão. Das novelas como um ginásio, do humor, como o pensamento crítico da arte de ouvir e de ser pai no mundo acelerado, da vulnerabilidade que existe por detrás de uma Câmara e, claro, de Portugal, este país pequeno, cheio de afetos e de feridas, onde tudo é simultaneamente muito absurdo e muito verdadeiro. 1:38 Pureza fala com profundidade e como honestidade às vezes. Desconcertante é uma dessas conversas em que senti que estamos a ver para além do artista, estamos a ver a pessoa, a sensibilidade das dúvidas, a Esperança e a inquietação de alguém que pensa o mundo através das histórias que nos conta. 2:05 Ao longo desta conversa, percebemos como as histórias, para Manuel pureza, não são apenas entretenimento. São uma estrutura emocional de uma forma de organizar o caos, uma linguagem antiga que herdamos mesmo antes de sabermos ler ou escrever. Falamos do poder das narrativas para dar sentido à vida, mas também do seu lado perigoso, porque todas as histórias têm um ponto de vista, todas têm escolhas e omissões, todas moldam a forma como vemos o que é real. 2:33 E ele, pureza. Assume isto sem medo. Assume que filma com olhar assumidamente subjetivo e que essa subjetividade é precisamente a sua assinatura. Não procura parecer neutro, procura ser honesto. Também exploramos a sua relação com o humor. 2:49 O humor que nunca é cínico, nunca é cruel, nunca é gratuito. O ridículo não é uma arma para diminuir os outros. É uma maneira de libertar, de expor o que há de comum entre nós, de desmontar o que é pomposo e de aliviar o peso de viver. 3:04 Diz na própria conversa que tudo pode ser ridículo e isso é uma forma de Redenção. O riso organiza o pensamento, afia o espírito, desarma o mundo e, talvez por isso, o pôr do sol. A série tem sido mais do que um fenómeno cômico, foi um fenómeno emocional quase terapêutico. 3:20 Um espelho carinhoso onde Portugal se reviu e se perdoou, um bocadinho. Falamos da ética, da ética, do olhar, de como se almar alguém. É sempre um ato de intimidade. De como se cria confiança dentro de um set de filmagens, como se dirige atores diferentes, como se acolhe fragilidades? 3:38 Várias. E falamos da amizade e esse tema que atravessa todo o trabalho de pureza, porque para ele, realizar não é apenas uma técnica, é uma escuta, uma presença, um cuidado. Ouvimos muitas vezes ao longo deste episódio, uma afirmação quase simples. Nós ouvimos pouco. 3:55 E quando alguém é capaz de. A olhar tanto e nos diz que ouvimos pouco. Vale a pena parar para escutar. E, claro, falamos de Portugal, um país pequeno, por vezes cínico, com uma profunda tendência para desconfiar do sucesso alheio. Um país que pureza filma com ironia, amor e lucidez. 4:14 E da inveja. Claro que falamos da inveja no país das novelas, do improviso, da criatividade teimosa, das personagens maiores que a vida. O país que ele conhece por dentro e por fora, e que aprende a amar com o humor, mesmo quando o humor é a única forma de suportá lo. Num dos momentos mais belos da conversa, falamos da infância, esse lugar de Liberdade, de curiosidade, de imaginação que pureza tenta manter vivo dentro de si. 4:39 E falamos também do que é ser pai, dos medos que isso acende, da responsabilidade que isso traz. Da paternidade iluminada, mas da paternidade real, onde se falha, se tenta, se repara, se ama e se recomeça. É um episódio cheio de emoções, pontos de vista e algumas surpresas. 5:01 Viva. Manuel pureza, olá, nós encontramo nos e na realidade, temos que dizer às pessoas desde já que há 2 características que nos unem na vida OKA primeira, gostar de pessoas. A segunda, sermos hipocondríacos. Ah, poças? 5:17 Bom, estou em casa sim, sim, sim. Poça altamente hipocondríaco? Sim. Olha, fala me das pessoas, para quem? Para quem não te conhece. Tu és realizador, és um dos mais originais e interessantes realizadores da ficção portuguesa, nomeadamente essa telenovela que subitamente se transformou num objeto de culto, uma coisa chamada pôr do sol. 5:40 Já agora digo te eu, a primeira vez que vi o pôr do sol, o primeiro episódio foi dos enganados. Achavas que era verdade. Pensei assim, é pá, mas o que é isto? Mas o que é que isto está? Mas, mas, mas, mas que coisa tão. EE depois. Lá está à terceira cena. 5:56 É aquela parte do ainda bem que ninguém ouviu o meu pensamento, claro, fala, me fala me desse fenómeno. Então esse fenómeno foi. Uma pulga, uma pulga, uma pulga, várias pulgas. Aliás, eu, eu, enquanto realizador, antes de começar a assinar as minhas séries, fiz 10 anos de telenovelas e fi Los numa lógica de ginásio. 6:22 Eu costumo dizer isto, ou seja, é uma tarefa difícil. É uma tarefa que luta contra. Vários tipos de preconceitos, não só meus, como de quem vê. É uma fábrica? É uma fábrica, sim. Aliás, será a coisa mais próxima de uma indústria audiovisual que nós temos em Portugal. 6:39 É, é, são as novelas. Não é? E isso filma se de que, de, de, de, de que horas? Até que horas? Filma se em horários que AACT se funcionasse não IA não preço, iria sim, iria tudo preço, não em boa verdade, até até podemos falar sobre isso mais à frente que é, eu estive envolvido nalgumas lutas laborais em relação à Malta, que faz novelas em Portugal. 6:58 Porque é pá, chega se a trabalhar trabalhava, se na altura 11 horas mais uma, quer dizer, IA receber colegas meus a receberem me francamente pouco, numa lógica de fazer 40 minutos diários de ficção útil, que é uma enormidade, uma alarvidade e que e que muitas vezes depois tem um efeito nefasto de das pessoas em casa. 7:17 Dizer assim é pá, isto é uma novela, isto não vale nada, mas o esforço das pessoas que estão a fazê la é hercúleo, é desumano. Não tem de ser forçosamente 11. Não tem furiosamente de levar as pessoas a apreciarem esse esforço como sinónimo de qualidade, porque muitas vezes as novelas não têm essa qualidade. 7:35 Portanto, não há tempo no fundo para respirar, para o tédio, para a repetição, para o prazer. Não, nem nem nem. Então por acaso que seja essa a função das novelas, até um certo ponto. As novelas historicamente são feitas para serem ouvidas, não para serem vistas, não é? Ou seja, não em países, não só Portugal, mas outros países machistas, em que as mulheres ficavam a tomar conta da casa e dali da casa, e não tinham trabalho. 7:57 Tinha uma televisão ligada para irem ouvindo. Por isso é que a novela é repetitiva. A novela é. Reiterativa há uma há uma métrica de comunicação. De comunicação, sim. E, portanto, se temos avançado tecnicamente e até qualitativamente nas novelas nos últimos 20 anos, porque temos? 8:13 Ainda estamos nos antípodas do que? Do que uma novela pode ser? A novela pode ser uma arma de educação fantástica. A novela pode ser um retrato. Quase numa perspetiva arqueológica do que é ser português em 2025. E não é disso que estamos a falar. Em quase nenhuma novela falamos disso, não é? 8:30 Talvez tenhamos 2 ou 32 ou 3 casos honestos de portugalidade nas novelas recentes. Ainda estou a falar, por exemplo, de uma novela que eu, eu não, eu não, não sou consumidor de novelas, confesso que não sou. Mas há uma novela que da qual me lembro da premissa que me pareceu interessante, que é uma coisa chamada golpe de sorte. 8:46 Uma mulher numa aldeia que ganhou o euromilhões. Isso pode ser bastante português. Parece me bem. Pode ser bom e tive um sucesso bastante grande e foi uma coisa honesta. Não era de repente alguém que é salvo por uma baleia no ataque de 2 tubarões e sobrevive porque foi atirada? Espera, enfim, ainda vou continuar, porque isso é uma realidade que acontece. Olha, porque é que nós, seres humanos, precisamos tanto de histórias para compreender o mundo? 9:08 Olha, eu acho que as histórias são o que nos estrutura, são aquilo que nos garante a sobrevivência. Até um certo.eu falo disto com os meus alunos. Eu às vezes dou uns workshops para atores e não só é só a palavra workshop dá me logo aqui, carrega me logo aqui umas chinetas um bocado estranhas. 9:24 O workshop downshoising downgraving assim não interessa estamos. Todos AAA praticar o inglês. O inglês neologisticamente falamos. A bom, a bom notícia é que nós, como falamos mal inglês, damos uns pontapés no inglês também terríveis, não é? Sim, sim, sim, mas sim, mas está o inglês. O inglês passou a ser uma espécie de língua Franca, exato, EEA. 9:41 Gente tem palavras bonitas para dizer. EEEEE não, diz. Voltamos às histórias, as histórias. E costumo falar disso com os meus alunos, que é que que passa por nós. Nós não nascemos com direitos humanos, não é? Não nascemos dentro do nosso, do nosso corpo. Não há aqui 11, saca com direitos humanos. 9:56 Houve alguém que inventou essa história e a escreveu numa numa carta universal dos direitos humanos e, portanto, a partir dessa narrativa de que as pessoas têm direito a ser felizes, direito a ter uma casa feliz, direito a ter uma família, direito a ser. A ter um trabalho, et cetera, essa narrativa e estou estou a, estou a, estou AA alargar Oo conceito, evidentemente essa narrativa salva nos todos os dias mais a uns do que a outros, infelizmente. 10:20 Então os dias correm, isso é muito frequente. Há há há zonas do mundo em que essa história não chega, não é? Essas histórias não chegam. A fantasia não chega. A fantasia, sobretudo, é essa coisa mais prática de, de, de, de nos regermos por aquela célebre história do Mello Brooks, não é? A Mello Brooks faz a história mais louca do mundo. 10:36 E o Moisés sobe ao sobe ao ao Monte e Deus dá lhe 15 mandamentos. Só que há uma das pedras que se parte. Ele diz, bom, ele deu me só 10. Inventou um bocado. Isto inventou mas 10 por acaso até um número melhor do que 15. Sim, 15 não dava. Jeito o marketing, ele lá da altura, o homem do marketing, disse disse 15. 10:53 Não dá jeito nada de ser mais redondo que não podem ser 17 nem 13. Não, não. Nem convém, não é para a enologia? Acho que não, não, não, não te ajuda nisso, mas eu acho que sim. As as histórias, sobretudo acima de tudo. Eu sou pai de 3 crianças. Uma criança mais velha que tem 14 anos e outra que tem 3 e outra que tem 11 ano e meio. 11:10 Já tens bom treino de conta histórias. Voltei a recuperá lo, não é? Ou seja, eu sempre andei sempre a treiná lo, porque esta é a minha profissão e é isso que me me entusiasma, não é? Ou seja, mais do que ter um ator que diz bem o texto que lá está e que o diz ipsis verbis como lá está, interessa me um ator que perceba o que é que quer ser dito e que o transforma numa história compreensível e emotiva. 11:29 Ou seja, no limite, é o que o Fellini diz, Oo Fellini diz. Oo cinema serve para para emocionar, seja para eu rir ou para chorar, serve para emocionar. EEO emocionar tem a ver com essa coisa das histórias. Quantas vezes é que tu não vês um é pá, o testemunho de alguém, uma carta que tu descobres 11 texto bonito, um poema simples ou soberbo, ou ou ou o que é que? 11:50 O que é que é uma boa história para mim, sim. Uma boa história é aquela que me lança perguntas, que te provoca sim, que me provoca perguntas, eu faço isso aos meus alunos lhe perguntar, qual é a tua história? E regregelas, confundem, qual é a tua história, qual é que é o meu bilhete de identidade? Então começam, Ah, nasci na amadora, depois foi não sei quê, depois não sei quantos, depois não sei quê, EEA mim, não me interessa, não me interessa mesmo saber se eles vieram da amadora ou não interessa me mais saber. 12:14 No outro dia, uma aluna dizia uma coisa fantástica, eu estou, eu estou aqui porque o meu irmão lê mal, é incrível, uau. E eu disse, então porquê? Eu já quero saber tudo sobre. Essa tua aluna? Queres ver o próximo episódio? Como é? A lógica é essa. Ou seja, eu acho que quando os miúdos estão a ler uma história como a Alice, querem saber quando é que ela cai no fundo do poço que nunca mais acaba. 12:31 Porque é que o poço nunca mais acaba? Porque é que no meio do poço se vão descobrindo retratos e coisas. E que poço é este? Que que coelho é este? Que coelho é que apareceu aqui a correr? E em princípio, não faz sentido nós, mas depois nós, nós nós entramos e embarcamos nesta história. E somos nós que a que a que a construímos. 12:47 Não é na nossa cabeça. Sim, sim. Na nossa cabeça, no nosso coração, de alguma maneira. Quer dizer, pensando, por exemplo, a minha experiência, a minha primeira experiência, aliás, a experiência que definiu a minha. Vontade de ir para para cinema e para o conservatório, et cetera. Conta te quando é que tu descobriste? 13:02 Foi haver uma lodon drive do David Lynch, eu tinha 15 anos. Que é um filme. Estranhíssimo, para filme extraordinário. Eu, eu não o entendo, lá está. Mas estás a ver? Portanto, mudou a tua vida e eu estou a sentir me aqui, o tipo mais perdido do mundo. Não, eu nem entendi o que é que eles estavam a falar. Não. A coisa fantástica desse filme é que é um filme absolutamente clássico, mas não está montado de maneira normal. 13:21 Ou seja, não há princípio, meio e fim por essa ordem. Mas ele é absolutamente clássico. É sobre a cidade dos sonhos, não é? É sobre um sonho. Sobre um sonho de uma mulher que desceu ao mais, mais mais horrível dos infernos de de Hollywood. E, portanto, aí eu vi me obrigado a participar nessa história. 13:39 Estás a ver? Tiveste que montar a história conforme estás a ver. Sim, e acho que isso é isso, é o que determina o que o que é uma boa história e o que é mero, no pior sentido de entretenimento. Podemos estabelecer aqui a diferença entre o que é que é uma. Uma história mais funcional, de uma história que nos que nos expande, porque todos nós, todos nós, temos a história. 14:01 Então, mas como é que foi? Olha o meu dia, eu vim para aqui, trabalhei, sentei, me e escrevi ao computador. E eu digo assim, não quero saber nada dessa história, quero mudas de canal, já não quero saber em cada muda de canal, às vezes mudamos até de conversa. Há há 27 páginas da literatura portuguesa que são muito características e toda a gente se lembra que é AAA caracterização da frente de uma casa chamada ramalhete. 14:24 E na altura, quando tínhamos 1415 anos, a dor achámos que era uma dor. Mas se se recuperarmos isso é provavelmente as coisas mais brilhantes, porque mistura precisamente o que tu estás a dizer, ou seja, uma coisa meramente funcional, não é? É. Esta era a casa e são 27 páginas e, ao mesmo tempo, essa casa é metáfora para o que se vai para o que se vai passar nos capítulos à frente é o. 14:47 Cenário. É EE, mais do que o cenário. É um personagem, não é aquela casa, é uma personagem. Porque os objetos podem ser personagens. Podem? Então não podem? Claro que sim. A Sério? Para mim, sim, claro que sim. Sem falar. Sem falar às vezes, eu prefiro atores que não falam do que com. Atores que? Não, eu digo isto muito dos meus atores. 15:03 É, prefiro filmar te a pensar do que a falar, porque. Porque isso é uma regra antiga do do cinema e da televisão, da ficção para televisão que é mostra me não me digas, não é? As as novelas são reiterativas, porque tem de ser tudo dito. A pessoa entra, diz, faz e pensa a mesma coisa. 15:19 E também não há muito dinheiro para para mostrar com com a qualidade e com é, dá. Há, não há é tempo. Talvez isso seja um sinónimo. Não havendo, se se houvesse mais dinheiro, haveria mais tempo e, portanto, eu acho que ainda assim seria absolutamente impossível alguém humano e mesmo desconfio que o site GPT também não é capaz de o fazer de escrever 300 episódios de uma história. 15:38 Eu estou. Eu estou a pensar aqui. Eu. Eu ouvi alguém a dizer, não me recordo agora quem, infelizmente, que era. Quando quando se faz um roteiro, aquilo que está escrito para se filmar uma determinada coisa, que todos os adjetivos que que lá estão escritos têm que ser mostrados, porque não adianta nada dizer. 15:55 Então entrou agora na cena, EEEE salvou a velhinha, certo? Está bem, mas isso não chega, não é? Sim, eu até te digo, eu, eu prefiro. Regra geral, os argumentos até nem são muito adjetivos, os argumentos, ou seja, o script nem é muito adjetivado. É uma coisa mais prática. Eu acho que essa descoberta está. 16:13 Não sei. Imaginem, imaginem a leres Oo estrangeiro do camus, não é? Tem Montes de possibilidades dentro daquele não herói, dentro daquela vivência, daquela existência problemática. Não é porque não se emociona, et cetera e tudo mais. 16:29 Como é que tu imagina que tinhas um argumento ou um script sobre sobre Oo estrangeiro? Eu acho que seria importante discuti lo profundamente com os atores. Tu fazes isso porque queres ouvir a opinião deles? Quero sempre eu acho que os atores que se os atores e as atrizes que são atores e atrizes, não são meros tarefeiros. 16:52 Qual é o fator x deles? O fator x? Deles, sim. O que é? Eu estou. Eu tive aí uma conversa aqui Na Na, neste, exatamente neste estúdio com com a Gabriela Batista, com a com a com a com a Gabriela Barros. E eu não preciso de saber e não sei nada sobre técnica, mas. 17:09 Eu, eu, eu imagino que qualquer munição que se dei àquela mulher, que ela vai transformar aquilo noutra coisa completamente diferente. O Woody Allen dizia uma coisa muito interessante que Era Eu sempre odiei ler e depois percebi que para conhecer mulheres interessantes, precisava de ler 2 ou 3 livros. 17:27 Para ser um pronto atual à certa. O que é que acontece com a Gabriela? A Gabriela é uma pessoa interessante. Os atores e as atrizes que são atores e atrizes são pessoas interessantes porque são inquietas, porque são atentas, porque percebem, porque conseguem. Conseguem ler não só uma cena, mas as pessoas que estão em cena com elas conseguem ler um realizador, conseguem ler uma história e, sobretudo, perceber. 17:50 Imagina se pensares no rei leão? Muitas vezes a pergunta sobre o que é que é O Rei Leão? As pessoas menos, menos levadas para as histórias dizem, Ah, é sobre um leãozinho. Que sofre? Não, não, não é sobre isso, é sobre família, é sobre herança, é sobre poder, é sobre legado, é sobre. No fundo, é sobre todos os conceitos que qualquer drama shakespeariano ou tragédia shakespeariana também é. 18:14 E, portanto, eu acho que quando tu encontras atores e atrizes a Sério, o fator x é serem interessantes porque têm ideias e porque pensam. Não se limitam a fazer pá. Um ator que se limita a fazer e diz o textinho muito, muito, muito certinho. É um canastal enerva me enerva, me dá vontade de lhes bater. 18:30 Não, não gosto disso, não me interessa. E isso não é sinónimo de desrespeito pelo argumento. É sublimar o argumento ou sublimar o scripta, a outra coisa que não é lida. É fermentar aquilo? Sim, eu diria que sim. É regar? Sim. Olha, eles oferecem te obviamente maneiras de fazer e a interpretação do texto, mas. 18:50 E tu tens a tua parte e a tua parte é aquilo que eu posso te chamar a ética do olhar, que é o teu ponto de vista o ponto de vista como eu queria dizer, como é que tu defines o ponto de vista? Como é que tu escolhes? Se queres fazer uma coisa mais fechada, mais aberta, de cima, de lado, o que é esse? E tu pensas nisso para além da técnica. 19:09 Sim, penso eu acho que o meu trabalho, Oo trabalho do realizador, no geral, é essa filtragem da realidade. Para, para encaminhar. Para encaminhar a história e encaminhar quem a vê ou quem, quem está a ver, para uma determinada emoção ou para uma determinada pergunta ou para determinada dúvida. 19:31 Para lançar de mistério. Enfim, eu, eu tenho. Eu sinto que eu tenho 41 anos, tenho já alguns anos de de realização, mas sinto que estou sempre não só a aprimorar, mas a encontrar melhor. Qual é a minha linguagem. 19:47 O pôr do sol não tem qualquer espécie de desafio do ponto de vista da linguagem. Ele é a réplica de uma de uma linguagem televisiva chata de de planos abertos, o plano geral. E agora vem alguém na porta, plano fechado na porta, plano fechado na reação, plano fechado na EE. Isso para mim, enquanto realizador, não foi um desafio maior. 20:05 Talvez tenha sido o desafio do corte, o desafio. Do ritmo da cena, da marcação da cena. Para, por exemplo. Há uma coisa que eu digo sempre e que é verdade no pôr do sol, sempre que as pessoas pensam, vão para o pé das janelas. Porque é uma cena de novela, não é? Eu vou aqui passar ao pé de uma janela e põem, se encostadas às janelas a pensar, não é pronto. 20:21 Isso tem muita. Influência olhando para o Horizonte? Horizonte longico não é essa aquelas coisas. Portanto, isso tem muita influência dos Monty Python, tem muita influência dos dos dos Mel Brooks, da vida, et cetera, porque eu, porque eu sou fã incondicional de tudo o que surge dessas pessoas. Mas, por exemplo, se me perguntares em relação à série que eu fiz sobre o 25 de abril, o sempre já é outra coisa, já não tem, já não há brincadeira nesse sentido. 20:45 E como é que eu conto? Como é que eu conto a história das pessoas comuns do dia mais importante para mim enquanto português, da nossa história recente para mim? E, portanto, essa filtragem, essa escolha, essas decisões têm a ver com. 21:03 Eu, eu. Eu sinto que sou um realizador hoje, em 2025, final de 2025, sinto que sou um realizador que gosta que a Câmara esteja no meio das personagens. No meio, portanto, não como uma testemunha afastada. Exato, não como uma testemunha, mas como uma participante. 21:18 Pode ser um, pode ser um personagem da minha Câmara. Pode, pode. Eu lembro me quando estava a discutir com o meu diretor de fotografia com o Vasco Viana, de quem? De quem sou muito amiga e que é uma pessoa muito importante para mim. Lembro me de estar a discutir com ele. Como é que íamos abordar a Câmara na primeira série que nós assinámos coiote vadio em nome próprio que se chama, até que a vida nos cepare era uma série sobre uma família que organizava casamentos e eram eram 3 visões do amor, os avós dessa desse casal que tinha essa quinta de casamentos, que vivia também nessa quinta, esse casal de avós, para quem o amor era para sempre o casal principal nos seus cinquentas, para quem o amor está a acabar por razão nenhuma aparente. 21:56 Desgaste, talvez. O amor às vezes acaba e é normal, e em baixo os filhos. Para ela, o amor às vezes, e para ele o amor é um lugar estranho, ou seja, repara. São uma série de aforismos sobre o amor que eu vou ter de filtrar com a minha Câmara. 22:11 Portanto, a maneira como eu filmo uso a voz em que o amor é para sempre está dependente de toque da mão que se dá da dança que se surge no Jardim dele, acordar a meio da noite, sobressaltado porque ela está junto à janela, porque está a começar a sofrer. De uma doença neurológica e, portanto, ele está a sarapantado e vai ter com ela e cobra com um cobertor. 22:31 Portanto, todos estes toques diferentes. No caso do casal principal que se estava a separar, eles nunca param muito ao pé um do outro e, portanto, a Câmara tem de correr atrás de um para alcançar o outro e nunca lá chega. Há uma tensão. Sim, há sempre uma tensão. E depois nos no. No caso dos mais novos, ainda era o mais específico. Mas diria que o Vasco sugere me e se falemos os 2 sobre isto. 22:51 E se a Câmara não for entre pé? E for respirada, não é, não é não é Câmara mão agitada, mas é eu sentir que há uma respiração Na Na lente que ela está um ligeiramente abanada. É o suficiente para, se eu estiver a esta distância da personagem e a Câmara estiver mais ou menos a respirar, eu sinto que eu próprio o espetador. 23:10 Estou sentado naquele sofá a olhar para aquela pessoa, a olhar para aquele, para aquela pessoa, para aquela realidade, para aquela família, para para aquelas ideias, não é? E para essa ideia? Que se tenta explanar, em 3 gerações, o que é o amor? A pergunta mais inútil que eu tenho para te fazer é, o que raio faz um diretor de fotografia num? 23:28 Filme, então o diretor de fotografia, para quem não sabe, é é Quem é Quem. No fundo, comigo decide a estética. Da imagem, a luz, a luz acima de tudo. Eu trabalhei já com vários direitos da sociografia, de quem gosto muito. O Vasco Viana é um deles, o Cristiano Santos é outro, porque é uma porque é. 23:44 Que se gosta de um e não se gosta tanto de outro? Não. Às vezes não tem a ver com isso. Eu não me lembro de um. Talvez em novelas que tenham trabalhado com diretos de sociografia, que, enfim, que foram bons, outros nem tanto. Mas eles constroem uma estética, constroem uma luz, um ambiente. Nas séries, sim. Não é no cinema, sim. 24:00 Na televisão. Acho que é muito complicado porque. Porque se obedece a critérios, sobretudo dos canais. Que vêm com uma frase, quando eu comecei a fazer novelas, ainda estávamos a discutir se a coisa havia de serem 16:9 ou 4 por 3. Portanto, parecia que ainda estávamos a quase na Roménia dos anos 60. 24:16 EEE não estávamos e, ao mesmo tempo, estávamos muito próximos disso. EEE. No fundo, o que o diretor da fotografia faz é essa escolha da cor, da luz, do enquadramento, claro que em concordância com aquilo que eu pensei, mas é a primeira pessoa que consegue consubstanciar. 24:35 A minha visão sobre a história é isso. Olha, OOA, escolha de um plano para filmar é uma escolha moral. Também estava te a ouvir, agora a falar do 25 de abril e de e, portanto, 11. A ideia que tu tens sobre as coisas depois interfere também na maneira como tu escolhes um plano. 24:51 O que é que vais filmar ou como é que vais? Filmar, eu acho que, sobretudo, tem a ver com o eco que a história tem em ti. Não é uma coisa acética nem agnóstica. É uma coisa implicada, não é uma coisa implicada, isto é, se há uma ideia tua enquanto autor. Sobre a história, que vais esmiuçar em imagens, é mais ou menos a mesma coisa. 25:11 Que tu sabes que a Sophia de Mello breyner aprendeu gramática na escola. Eventualmente português teve aulas de português. Suspeitamos que. Sim, pronto. Aprendeu a escrever, mas ninguém a ensinou a fazer poemas. Vem dela. E essa implicação na escolha das palavras, da métrica do soneto ou do verso, et cetera, ou da ou da Quadra, ou, enfim, seja o que for. 25:30 É uma coisa que lhe vem de uma decisão. Não é de uma decisão, nem que seja do espírito, não é? Eu acho que o realizador tem a mesma função quando quando se permite e, acima de tudo, quando se assume como realizador e não um tarefeiro a mesma coisa que o ator. 25:46 Olha, como é que tu estás a falar de ficção? Obviamente, mas a ficção tem um poder secreto que é alterar a realidade ou a nossa perspetiva sobre a realidade ou não. Quando eu vejo, quando eu vejo que tu filmas uma determinada coisa num determinado prisma, com uma determinada ideia, eu, eu já quase não consigo ver a realidade como a realidade é eu, eu, eu já já tenho mais uma camada de tu vais me pondo umas lentes, não é? 26:15 Quer dizer, olha para aqui, olha para acolá. Sim, mas repara, os livros têm o mesmo poder, não é? Desde que tu te deixes contagiar com uma ideia, a arte. A arte, seja ela. Seja ela sobre a forma de uma Mona lisa ou de uma comédia, não é é essa reconfiguração do real para ser percecionada pelo outro. 26:40 E o outro pode se deixar contagiar ou não se deixar contagiar. Imagina que tu não achavas piada nenhuma ao pôr do sol? Há pessoas que não acharam piadinha nenhuma ao pôr do. Sol desligas te não vais ver? Sequer. Mas não vais ver isso? O teu real continua, ou seja, a minha. A minha pretensão com o pôr do sol não é mudar o mundo. Não é mudar, é divertir, me em primeiro lugar e achar que isto pode pode divertir. 27:02 Pessoas pode fazer umas cócegas à moda? Pode fazer cócegas à moda, aliás, pode pôr o dedo na ferida até rir. Estás a ver. Sim, porque depois tu é assim aqui. A história obviamente é engraçada. EE aquilo dá vontade de rir, mas tu gozas com todo o tipo de preconceitos e mais algum que lá estão em cima da mesa. 27:17 Claro. E esse EE aí também se tem de fazer jus ao ao texto que me chega do Henrique dias. Ou seja. Eu, o Rui e o Henrique discutimos a ideia. Eu e o Rui tínhamos uma lista extensa de tudo o que se passa em novelas, quem é a esta hora, quem é que Há de Ser no meu telemóvel, beber copos, partir, copos, cavalos, bem, famílias ricas, et cetera. 27:36 Mas depois o Henrique tem esse condão de agarrar nessas ideias e de algumas de algumas storylines que nós vamos lançando, é pá. E fazer aqueles diálogos que são absolutamente fabulosos, não é? Quer dizer, lembro, me lembrei, me. Lembro me sempre de vários, mas há uma, há um, há um apidar no na primeira temporada, que é talvez o meu plano favorito, que é um dos membros da banda que vem a correr desde o fundo do plano e que cai em frente à Câmara e diz, não, não, eu estou bem. 27:59 Dê me um panado e um local que eu fico logo bué, pronto. Isto é uma coisa muito nossa, muito proximidade, que tem graça porque tu já ouviste alguém dizer isto e pronto. E quando se tem essa, quando se tem essa junção porreira de de sentidos, de humor. 28:17 A tendência é que isso crie, crie qualquer coisa de reconhecimento. O que nós encontrámos com o pôr do sol foi um reconhecimento, é pá, surpreendeu, me surpreendeu me ao máximo e depois açambarcou nos a todos e foi a Suburbano a sobrevoou me de uma maneira assustadora, foi, imagina, eu tive um acidente de Mota pouco tempo depois da primeira temporada acabar, fui ao chão e fiquei, fiquei magoado e fiz me nada de especial, estava no hospital. 28:46 E o enfermeiro chefe dizia, sistema anel, pureza, agora vou pôr aqui um megaze, não sei quê. Ou sistema anel, pureza, não sei quê, mas assim. 11 trato espetacular. Uma coisa muito, muito solene, muito solene, e é. Pá e nas tantas ele estava a fazer o tratamento e disse assim, é pá e vê lá se tens cuidado e eu, espera aí, houve aqui qualquer coisa, houve aqui um problema na Matrix ou então não sei o que é que aconteceu e o gajo diz, desculpe, desculpa, é que eu sou de massamá e eu sei o que é que é cheirar AIC 19, todos os dias que é uma tirada do pôr do sol posso chamar os meus colegas assim? 29:12 O que é que se passa? Entraram para aí 5 ou 6 enfermeiros. Dizer é pá, obrigado. Pelo pôr do sol, por isso é convidada, portanto, Na Na enfermaria. Todo todo arrebentado. E eles todos quando em dia e eu percebi pronto, isto bateu, bateu a um nível de podemos reconciliar a televisão com uma certa cultura pop que teve alguns exemplos extraordinários na comédia ao longo da nossa história. 29:34 Temos o Raul solnado, temos o Herman José, temos Oo Ricardo Araújo Pereira e o gato fedorento, o Bruno Nogueira. Esses. Esse, atualmente, o Bruno Nogueira e o Ricardo Araújo Pereira continuarão a? Fazer são fundações, no fundo, são coisas que a gente olha e diz assim, uou. Eu acho que experimentei um bocadinho disso. Ele experimentava esta equipa, experimentou um bocadinho disso, quando de repente temos pá, um Coliseu de Lisboa cheio para ver uma banda que está a fazer playback. 29:56 Nós fizemos isso com Jesus Cristo, não é? A banda do pôr do sol foi tocar, não tocou nada, ninguém deles. Nenhum dos tocou, não sabem tocar e. Esgotámos OOO Coliseu para ouvirmos uma cassete em conjunto e as pessoas foram. Para participar num episódio ao vivo que não era episódio, não estava a ser. Filmado sequer tu vendeste, tu vendeste uma fantasia que toda a gente sabe que não existia, mas a ideia de comunhão. 30:16 Foi nessa narrativa e eu acho que isto é uma coisa que nos anda a faltar cada vez mais, não é? Nós nós não temos essas comunhões. Tu vês uma série? Ou melhor, é mais frequente teres um diálogo com um amigo e diz assim, pá, tens de ver aquela série, não sei quê, é espetacular, não sei quê quantos episódios, viste? Vi meio, mas é espetacular. 30:32 E já não é aquela coisa de Bora fazer um? Serão lá em casa, em que juntamos amigos e vemos um filme? Como aconteceu antigamente, antes da televisão se alinear? Antes de antes da da televisão te permitir uma ilusão de poder da escolha, não é? Eu agora escolho o que vejo. E a televisão morreu? Nada, não. 30:49 Nem vai morrer. É como a rádio morreu, não é? Quer dizer, a gente volta e meia a rádio a. Rádio a rádio tem mais vidas que um gato. Não é pronto porque a rádio foi ver o apagão, não é? O apagão foi uma. O apagão foi um delírio. Apagou tudo para. Os da rádio? Claro, claro. Evidentemente, isso era o que havia. E isso é extraordinário, porque isso faz, nos faz nos perceber que a volatilidade das das novas tecnologias etcétera, pá, é porreiro, é óbvio. 31:11 Então agora temos aqui 2 telemóveis, estamos anão é? Estamos aqui a filmar. Temos boa parafernália, mas mas. No limite. Naquele momento em que achávamos todos que a Rússia atacar e não era nada disso, o que queríamos era ouvir alguém a falar. Connosco o fenómeno dos podcasts como este é eu, eu dou por mim assim que é. 31:30 Eu gosto de ouvir pessoas à conversa, porque me acalma e me baixa o ritmo do scroll. Há uma. Música, não é? E é EEEE, aprendes qualquer coisa. E por isso é que eu gosto de pessoas. Estás a ver quando eu, eu houve uma vez 11 coisa que me aconteceu que eu acho que que é pá, que eu nunca mais me esqueci, que foi um amigo meu. 31:48 Que, entretanto, nunca mais falámos, é um facto. As histórias foram para os sítios diferentes, mas um dia entrou me para casa, à dentro. Eram para aí 10 da noite e diz me assim, preciso de conversar. E perguntei, lhe mas o Gonçalo de quê? Não, pá de nada, preciso só de conversar. Tens tempo para conversar e eu fiquei. 32:07 Isso é uma grande declaração, isto é. Extraordinário. Pouco tempo depois, estava em Angola a fazer uma série, uma novela. Perdão, uma. A melhor novela que eu fiz na vida é que foi uma novela para Angola, uma coisa chamada jikounisse. E há um assistente meu, Wilson, que chega 2 horas atrasado ao trabalho, é pá e era um assistente de imagem, fazia me falta. 32:25 Ele chega, Ah, presa, peço desculpa, cheguei atrasado e tal só para o Wilson 2 horas atrasado, o que é que aconteceu? Tive um amigo que precisou de falar e eu juro te que me caiu tudo, eu não lhe. Eu quero ter um amigo assim, eu não. Posso, sim. Eu não me lembro disto acontecer em Portugal. 32:42 Para mim, disse. Para mim mesmo, eu não me lembro. De. De. De dar prioridade a um amigo em detrimento do trabalho. Porque o trabalho me paga as contas e os filhos e não sei quê. E o ritmo e a carreira. E eu reconheci me e de repente há um amigo meu que precisa de conversar. 32:58 Estamos a ouvir pouco. Então, não estamos eu acho que estamos. Estamos mesmo muito. Temos mesmo muito a ouvir, a ouvir muito pouco, acho mesmo, acho mesmo. Isso isso aflige me sobretudo porque há um, há um é pá. Eu estou sempre a dizer referências, porque eu, de repente, nestas conversas, lembro me de coisas. O Zé Eduardo agualusa assina 11 crónica, creio no público há, há uns anos, largos da importância de, de, de, de de fazer mais bebés, porque o mundo está tão perdido que só trazendo gente boa, muita gente boa de uma vez em catadupa. 33:29 É que isto melhora e eu acho, essa visão. Uma chuva de. Bebés uma chuva de bebés, mas de, mas de bebés bons, de bebés, inquietos, de bebés que fazem birras pelas melhores razões de bebés, que brincam sem computadores, sem coisas que que se que chafurdam na, na lama, et cetera, fazem asneiras. 33:45 Sim, sim, eu, eu, eu gosto muito de ser pai, mais até do que ser realizador, gosto muito de ser pai e acho que isso é é precisamente por essas, pelos meus filhos, claro que são os meus, mas se tivesse, se houvesse outras crianças. De que eu tomasse conta? Acho que era isso que é. 34:01 Tu perceberes que até uma certa idade nós não temos de nos armar noutra coisa que não ser só crianças. E acho que eu pessoalmente, acho que tenho 41 anos e às vezes sinto uma criança perdida até dizer chega EE, acho que pronto. 34:18 Enfim, o tempo vai adicionando, adicionando te camadas de responsabilidade. Agora temos temos de saber mexer microfones, inverter a água, et cetera, e meter fones, et cetera. Mas, no fundo, somos um bocado miúdos perdidos a quem? A quem se chama pessoas adultas porque tem de ser, porque há regras, porque há responsabilidades e coisas a cumprir. 34:35 Acho que só o Peter Pan é que se conseguiu livrar dessa ideia de poder. Crescer, coitado. Já viste? Pois é mesmo o Peter Pan sem andar com aquelas botas ridículas também. Exato. EE, qual é? Sabemos. E o capitar, não é? Pensando bem, a história dramática é o que quando estás com neuras a tua vida é um drama refugias te na comédia fechas te de ti próprio. 34:55 Não queres falar com ninguém? Quando estou com. Que é frequente é. Frequenta é? Então, o que é que te bate? O que é que te faz o. Que me bate é nos dias que correm e não só não conseguir tocar à vontade na minha função enquanto artista. 35:15 Isto eu vou te explicar o que é. Os artistas não precisam de ser de um quadrante político ou de outro. Eu eu sou de esquerda, assumidamente de esquerda. EEE, defenderei até à última este esses ideais. Ainda à esquerda, direita. Há, há, há. Eu acho que há, há. É cada vez menos gente com quem se possa falar de um lado e de outro. 35:32 Há uma. Polarização sim, sim, porque porque, enfim, isso são são outras conversas, mas o os artistas, no meu entender, estão a perder a sua perigosidade isso enerva me, ou seja, eu às vezes sinto que não estou anão, não estou a transgredir. 35:49 Não estou a ser perigoso, não estou a questionar, não estou. Estou a ir ao sabor de uma coisa terrível, que é ter de pagar as minhas contas. É o rame. Rame mais do que isso é eu deixar me levar pela corrida que é. Tenho de ter mais dinheiro, tenho de conseguir a casa, tenho de conseguir a escola dos putos tenho, não sei quê. 36:07 Devias ser mais um moscado, aquele que que dava umas picadelas aqui à. Eh pá devia questionar. Devia. Os artistas são se nasceram para isso e eu se me se eu me considero artista e às vezes isso é difícil. Dizer isso de mim, de mim para comigo. Eu imagina o Tiago Pereira, o Tiago Pereira que anda AA fazer um acervo da música portuguesa, a gostar dela própria, pelo pelo país todo, com gente antiga, com gente nova, com com gente toda ela muito interessante. 36:36 A importância de um Tiago Pereira no nosso, no nosso país, é é inacreditável. Quantas pessoas é que conhecem o Tiago Pereira? E, pelo contrário, não estamos focados Na Na última Estrela do ou do TikTok ou do big Brother ou de outra coisa qualquer. 36:51 Até podia ser uma coisa boa, estás a ver? Ou seja. Complementar uma coisa e outra. Sim, ou seja, eu, eu. A coisa que mais me interessa é saber quem é que com 20 anos, neste momento está a filmar em Portugal e há muita gente boa. Tu vês os projetos da RTP play e da RTP lab? E é gente muito interessante. Então, e porque é que? 37:06 Nós não estamos a estornar essa gente? E a e a potencial? Porque, porque a corrida? É mais importante, ou seja, tu queres a. Corrida dos ratos Na Na roda. É e é coisa de chegar primeiro, fazer primeiro, ganhar mais que o outro, não a solidariedade é uma, é uma fraqueza AA generosidade é uma fraqueza aplaudires alguém que é teu par é mais, é mais um penso para a tua inveja do que propriamente uma coisa de quem é que ganhamos? 37:34 Todos vamos lá. OOOO rabo de peixe, por exemplo, é um é um caso lapidar nesse sentido. Que é o rapaz? É extraordinário. É extraordinário neste sentido, eu? Posso? A primeira série é uma pedrada No No charco, que é uma coisa mágica o. 37:50 O Augusto Fraga, que é uma pessoa que eu, de quem eu gosto bastante e conheço o mal, mas gosto bastante, assina uma série que a primeira coisa que foi vista sobre essa série, ainda que estivéssemos a com 35000000 de horas ou 35000000 de horas, sim, vistas por todo o mundo. 38:08 Ah, não sei quantas pessoas, minhas colegas, tuas colegas, enfim, colegas de várias pessoas que estão a ver este mote caso dizem assim, ó, mas eles nem sequer fizeram o sotaque açoriano. Ah, e aquela e aquela ideia de não contrataram só atores açorianos? Pronto, sim, vamos ver uma coisa, porque porque é que vamos sempre para essa zona precisamente por causa da corrida, porque isto é importante. 38:32 A inveja é lixada? Nada. Fraga sim, a inveja é lixada e mais do que isso, esta inveja. É patrocinada pelo sistema, o sistema, o sistema sublima. Quando nós achamos que quem, quem, quem é nosso inimigo é quem faz a mesma coisa do que nós, nós temos menos de 1% para a cultura neste país. 38:50 E quando há dinheiro, quando há dinheiro, nós andamos a tentar queimar o outro para conseguirmos chegar ao dinheiro, ou seja, perante as migalhas. Nós não nos organizamos, a dizer assim. Pá a mão que está a dar as migalhas é que está errada. 39:05 Não. O que acontece é não. Mas eu já discutimos isso. Primeiro eu preciso de de amoedar as migalhas para mim e depois então discutimos, é uma. Corrida mal comparado de esfomeados. É, mas em vários. Mas é. Não estou a ver só na cultura, não é? Não é só na cultura. E. Já dizia o Zé Mário branco, arranja me um emprego. 39:22 O Zé Mário branco dizia tanta coisa tão mais importante, tão tão tão importante nos dias que correm, o Zé Mário branco, enfim. Mas eu até diria que isto, que este país que é pequeno. Que é pequeno em escala. Que é pequeno, que é pequena escala. 39:39 Podia ver nisso uma vantagem. Podíamos ver nisso uma vantagem, porque eu acho que o país somos nós e acho que as pessoas não. Não temos essa noção, não é EE essa e essa noção de que não dedicamos tempo suficiente a estarmos uns com os outros e de ligarmos as peças boas e de tornar isto uma coisa mais interessante, claro. 39:57 Interessa me, interessa me. Muito há uma cultura de mediocridade, não? Isso eu acho que não, o que eu acho é que há. Ou melhor, como é que se compatibiliza esse essa corrida dos ratos na roda, em busca da última migalha com coisas de excelência que subitamente aparecem? 40:13 Eu acho que quando tu sentes que isso é um acidente, rapaz, isso é um acidente, não é? É um acidente. Antes tinha tinha havido o Glória e nós tínhamos achado. Tio Glória era a primeira coisa da Netflix. Parece um bocado aquela coisa de o ator que é pá. 40:29 Eu sou um grande ator. Eu fiz uma formação no Bahrain para aprender a ser a fazer de post. Foi uma formação de meia hora, chega cá e dentro e vai dizer assim, é pá. Este gajo é bom meu. O gajo esteve no barrain. Vende-se bem este. Gajo é bom, não é? E de repente não. Ele esteve no barém a fazer de post e é melhor do que um puto que veio da PTC ou 11 miúda que veio da STCE está a tentar vingar. 40:50 Eu tive agora uma conversa por causa da da dos encontros da GDA para para o qual foi foi gentilmente convidado e foi foi incrível estar à conversa com Malta nova. Não é assim tão nova quanto isso, mas Malta entre os 25 e os 35 anos, atores e atrizes, em 4 mesas redondas em que IA assaltando eu, o António Ferreira, a Soraia chaves e a Anabela Moreira, é pá EEAEA dúvida é a mesma de que se houvesse uma mesas redondas de veterinários, de veterinários ou de médicos, ou de ou de assistentes sociais, que é como é que eu começo isto? 41:20 Como é que eu faço isto? Qual é o percurso, onde é que está? O repente GDA faz uma coisa incrível que é, vamos pôr as pessoas a conversar. É um bom início, pá, é um. Excelente início. E nós não andamos a fazer isso, não andamos a fazer isso, por mais associações que haja, por mais coisas, et cetera. E há gente a fazer este, a tentar fazer este trabalho. 41:38 Não há um sindicato da minha área que funcione. O sindicato dos criativos pode ser então? O sindicato, o Sena, o sindicato Sena. As pessoas queixam se que não é um sindicato, mas não estão nele. Quando eu digo que não há um sindicato, é o sindicato, existe. As pessoas é que não vão para lá e queixam se das pessoas que lá estão. 41:55 Isto não faz sentido nenhum. Ou seja, nós estamos sempre à espera que nos dêem. Mas é aquela coisa velha, essa coisa que foi o Kennedy, que disse não é não, não perguntes. O que é que o teu país pode fazer por ti? Pergunta te, o que é que tu podes fazer pelo teu? Portanto, não temos uma mecânica por um lado de devolução à sociedade daquilo que nós estamos AA receber e, por outro lado, de de agregação, num interesse comum, ou numa imaginação comum, ou em alguma coisa que podemos fazer juntos. 42:17 Eu, eu acho que, sobretudo, tem a ver com celebramos? Não, acho que não. Até porque é tudo uma tristeza, não? É, não, não, não. Eu acho que é assim. Eu acho é que é tudo muito triste porque não nos celebramos. Porque há razões enormes para nos celebrarmos, há razões mesmo boas, para nos celebrarmos. Bom, mas eu não quero deprimir te mas um tipo que chuta 11 coisa redonda de couro e que acerta numa Baliza é mais valorizado do que um poeta que escreveu o poema definitivo sobre o amor ou sobre a vida? 42:43 Mas isso, pão e circo? Isso pão e circo. E isso a bola também é importante. E está tudo bem? Eu sou. Mas tão importante. Não é? Porque eu eu gosto de futebol, gosto. Eu gosto de futebol, sou um, sou um. Sou um fervoroso adepto da académica de Coimbra e do. Falibana do Benfica, da da académica, sou da académica. 43:00 Está péssima, não é? A académica está terrível, mas é isso. Ou seja. Eu acho que tem, Maura continua, tem? Maura, claro. E terá sempre. Eu sou, sou, sou da briosa até morrer, mas. Mas de qualquer das maneiras, sinto que essa coisa que é, há espaço para tudo. Eu acho que eu o que faz falta? E animar a Malta? 43:17 É educar a Malta? É educar a Malta. Faz muita falta. Eu acho que faz muita falta a educação neste país. E isso tem a ver com política, tem a ver com escolhas, tem a ver com coragem. EAAA educação não tem sido muito bem tratada nos últimos tempos. 43:35 Se há gente que se pode queixar são os professores e os. Alunos, porque nós só descobrimos daqui a 10 anos ou 20 que isto não correu bem. Claro, mas já estamos a descobrir agora, não é? Depois, já passaram algum tempo sim. Quais é que são as profissões de algumas das pessoas que estão no hemiciclo que tu reconheces profissões não é? 43:52 De onde é que vêm? Vêm das jotas vêm. São juristas, normalmente economistas, certo? Mas um médico. Há um ou 2? Há um ou 2, há alguém que tu, um professor? Deixa de ser atrativo. A política devia ser essa coisa de eu reconhecer. 44:10 Figuras referenciais. Os melhores entre nós que que escolhidos para liderarmos, sim. Escolhidos por nós. Ou seja, porque é que eu acho isto? Mas eu acho isto desde sempre, sempre, sempre. Eu sei isto. Aliás, eu venho de uma casa que é bastante politizada. A minha casa, a minha família é bastante politizada. O apelido. 44:27 De pureza não engana. Pois não engana. Às vezes acham que ele é meu irmão, mas é meu pai. EE pá é um gajo novo. De facto, é um gajo novo. Mas é isso que é caneco. Quem são estas pessoas? Porque é que eu vou votar nestas pessoas, estas pá. A prova agora de Nova Iorque não é 11 Mayer de 34 anos, chamado zoranmandani, que de repente ganha as eleições sem os mesmos apoios, que teve outro candidato. 44:50 Não houve Bloomberg, não houve Trump, não houve nada. Houve um tipo que veio falar para as pessoas e dizer lhes o que é que vocês precisam, de que é que precisam, o que é que vos aflige, de que é que têm medo, que sonhos é que vocês têm? Isso é tão importante e tão raro. 45:06 Afinal, o método que funciona sempre não é fala com pessoas, conta uma história ou houve cria uma expectativa? Olha, porque é que o humor explica tão bem o mundo? Eu sei, também há o choro, porque é que o humor explica tão bem? Porque tudo pode ser ridículo. E é e é tão ameaçador, não é? 45:22 Claro, claro, claro. Olha o Rio, vai nu. Exatamente tal e qual tem a ver com isso, não é? E mais do que isso, é eu, eu acho. Eu sinto que nós vivemos num país que não tem assim tanto sentido de humor. E explico porquê nós não nos rimos tanto de nós. Rimos mais dos outros quando nos rimos de nós? 45:39 É é tipo, Ah, então, mas mas estão a falar de mim. Rimos de escárnio. Sim, os os melhores, as melhores pessoas, as melhores pessoas portuguesas a terem sentido humor são os alentejanos. Porque são eles que têm as melhores notas sobre eles. Que eles próprios contam? Exatamente quando tu tens um. 45:54 Eu não sou lisboeta, portanto, posso dizer mal à vontade de vocês todos que estão a ouvir. Quando o lisboeta disse assim também. Sou alto minhoto, portanto, já estamos. Estás à vontade, não é pronto quando o lisboeta disse. Tudo que seja abaixo, abaixo, ali do cavado é soul. É soul? Exatamente. Está resolvido, pá. A minha cena é coisa do quando o lisboeta diz, tenho aqui uma nota sobre alentejana dizer, Hum. 46:11 A minha família toda alentejana, pá. Não, não acho que acho que não é bem a coisa eu diria isso, ou seja, porque é que o amor explica tão bem o mundo, explica no sentido em que, de facto, isto esta frase não é minha, é do Henrique dias. E ele acho que acho que ressintetiza isto muitíssimo bem. O argumentista do pôr do sol, que é tudo, pode ser ridículo. 46:28 O gajo da bola de couro, um círculo de de de couro que é chutado para uma Baliza, é tão ridículo como é eventualmente alguma. De algum ponto de vista sobre a religião, sobre a política, sobre a economia, sobre os cultos? 46:46 Não é os cultos pessoalizados em líderes que de repente parece que vêm resolver isto tudo e são ridículos. Quer dizer, são ridículos acima de tudo. O mito do Salvador da pátria. O mito do Salvador da pátria não é? Depois ficou substanciado em 60 fascistas. Isso é para mim. Era expulsos ao ridículo. 47:02 Incomoda os imensos. Mas a gente já viu isto em vários momentos, desde momentos religiosos até momentos políticos que é. E este vem lá ao Messias, vem lá ao Messias. E o cinema português também. O próximo filme vem sempre salvar isto tudo. E é só um filme percebes o que eu estou a dizer? Ou seja, não. 47:18 Este é que é o filme que toda a gente vai ver e vai rebentar com as Caldas. Não, não tem de ser assim, é só um filme. Só me lembro da Branca de Neve, do João César Monteiro, não é que filmou uma coisa para preto, para negro? Sim, mas mais do que isso, estava a falar de termológica comercial que é, os exibidores estão sedentos? 47:35 Que venham um filme que faça muitos números e que salve o cinema, et cetera. A pressão que se coloca, se fosse fácil fazer um filme desses, até eles próprios administradores teriam ideias. Sim, faz mesmo. A campanha viral lembro me sempre é. Faz uma coisa que vai ocupar toda a gente vai falar exatamente e que vai ser uma coisa. 47:51 Extraordinária. Um escândalo, no melhor sentido. Não sei quê, não sei quê e depois não acontece porque não é assim que as coisas não é, as pessoas não vão, não vão. Nessas modas, aliás, as pessoas estão cada vez mais dentro. O paradoxo é que as pessoas estão cada vez mais exigentes. O que é bom? Sim, mas dentro desta lógica que temos falado, que é tiktoks, et cetera, volatilidade é uma coisa superficial e de repente já nem tudo cola. 48:12 O humor repara o humor. O Bruno Nogueira, por exemplo, é um bom exemplo disso que é o Bruno Nogueira faz 111 programa extraordinário vários. Faz os contemporâneos, faz o último a sair, depois faz o princípio meio e fim, que é uma coisa arrojadíssima. Sim, ele faz coisas sempre diferentes. 48:28 Não é ele. Ele. Ele quebra os padrões sempre. Mas se reparares agora, neste, no, no, no ruído, ele já não é a mesma coisa. É um programa de Sketch que tem lá uma história que num tempo distópico em que. Sim, mas aquilo resolve se a um conjunto de de Sketch e as. 48:45 Pessoas aderiram massivamente, portanto, eu acho que isto é assim. A roda vai dando voltas. Depois voltamos um bocado à mesma coisa. O Herman, por exemplo, o Herman que é um dos meus heróis da televisão. O Herman andou por todas essas ondas e agora está numa onda de conversa e tudo mais. 49:04 E continua a ter imensa. Graça mas ele pode fazer tudo o que? Quiser, não é? Pode. Chegou este mundo do mundo para poder fazer tudo. Sim, talvez não chegue a todas as gerações como chegava. Não é dantes. Eu lembro me, por exemplo, No No no célebre Sketch da da última ceia, não é? 49:20 Ele chegou a todas as gerações, houve umas gerações que odiaram isso foi incrível, eu adorei, eu adorei esse momento iá, e ele é também um dos meus heróis por causa desse momento, porque, porque, enfim, porque qual que lá está transgressor, perigoso artista? 49:38 O Herman é tudo isso sim. Pode a qualquer momento fazer dinamitar isto olha fora o humor, tu tens, posso chamar lhe maturidade emocional entre o felps e os infanticidas. O que, o que muda no teu olhar quando quando tu transpassas da comédia para, para, para o drama, o humor e a dor são são irmãos. 49:58 O sim, diria que sim, mas mais do que isso, é há coisas que me que me inquietam, não é? Eu com 41 anos e 3 filhos, EEE uma história já muito porreira. O que? É que te inquieta. Várias coisas. Olha esta coisa da do dos artistas, esta coisa da sociedade portuguesa, esta coisa de o que é que é ser português em 2025, o que é que é ter 41 anos em 2025? 50:21 A amizade, a amizade inquieta me há amigos que desaparecem e não é só porque morrem, há há. Há outros que desaparecem porque. Perdemos lhe o rasto. Ou isso, ou porque nos zangamos EEA coisa vai de vela e é assim. E a vida é dinâmica e. E às vezes questiono, me, não é? 50:37 Questiono me sobre quanto é que vale uma amizade, por exemplo, os enfatisídeos é sobre isso, não é? Ou seja, 22 amigos de 2 amigos de infância que aos 17 anos dizem, se aos 30 anos não estivermos a fazer aquilo que queremos fazer, matamo nos daquelas promessas adolescentes e de repente um deles apaixona se e casa se. 50:57 E ele às vezes não quer morrer e a amizade vai à vida. E aquele que ficou para sempre com 17 anos, que sou um bocado eu, não é? Porque eu acho os problemas aos 17 anos é que são os verdadeiros problemas da existência humana. Os outros são chatices da EDPE da epal estás a ver isso? São outros chatices pagar as contas, pagar contas é só isso, porque tudo o resto é só o que é que eu estou aqui a fazer? 51:17 Porque é que eu me apaixonei, porque é que ninguém gosta de mim, porque é que essas coisas são tão ricas, são tão boas de testemunhar eu tenho. Tenho um exemplo incrível de ter 11 filho extraordinário chamado Francisco, que tem 14 anos e que tem umas inquietações muito. 51:34 Muito boas pá, muito, muito poéticas, muito. É uma idade difícil. E boa. E tão boa. E tenho. Tenho muita sorte. Francisco é um miúdo incrível. Mas mesmo que não fosse, eu diria assim. Para ele e tu e tu estimulas ou acalmas as ânsias dele. Eu eu acho que sou eu e a mãe dele, acho que somos estimuladores da sua, das suas várias consciências, social, política, artística. 52:02 Mas temos uma, o respaldo que encontrámos naquele naquele ser humano, foi maior do que qualquer um incentivo que nós pudéssemos dar. Ou seja, nós lançámos um bocadinho, as paisadas para os pés dele e ele de repente floresceu. E é hoje em dia uma pessoa é um ser humano extraordinário e pronto. 52:19 E eu costumo dizer aos meus amigos que o primeiro filho muda a nossa vida, o segundo acaba com ela, uma terceira. Esta turística, sim, é pá. Eu acho que os 3 deram um cabo da minha vida. É uma dinâmica diferente, não é? 3. É, é ainda por cima estão os passados, não é? Um tem 14, outro tem 3, outro tem 1 ano e meio e para o ano provavelmente quero ter mais um filho, porque acho que é lá está eu estou com água, luz a tatuar aqui, algures, portanto, tu. 52:43 Vais salvar o nosso problema de de de naturalidade e demográfico. Eu espero que sim, eu já sou Oo chamado povoador dos olivais. Portanto, vão para sim, sim, olha o que é que te falta fazer para fecharmos o que é que anda o que é que andas a escrever o que é que anda, o que é que te anda a inquietar o que é que te anda aí a. 53:01 Debaixo do teu olho. Olha, estou concorri a uma bolsa para escrever um livro. Pode saber sobre o quê? Sim, sim, é um filme que eu não, que eu não tenho dinheiro para fazer e, portanto, vou fazer o livro. E depois pode ser que o livro reúna. E os bons livros dão sempre grandes filmes. 53:17 Ao contrário, os maus livros, eu sei que eu sei que vou ser fraquinha e, portanto, os maus livros dão bons filmes, os bons livros. Portanto, a tua expectativa é que o livro seja mau que é um grande filme? Sim, sim, não. Mas pelo menos seja seja livro. Isso é importante. Eu gosto imenso de livros. Gosto imenso de ler. É das coisas que eu mais gosto de fazer, é de ler. Fiz isso candidatei me EE. 53:33 Entretanto, estou a preparar uma série de outro género, completamente diferente, que é uma série de de fantástico de terror, escrita por 5 amigos, de que eu tenho muita estima. Por quem tenho muita estima, o Tiago r Santos Oo Artur, o Artur Ribeiro, o Luís Filipe Borges, o Nuno Duarte e o Filipe homem Fonseca. 53:51 Que é uma série chamada arco da velha, que terá estreia na RTPE, que se passa entre Portugal e a galiza e também vai ter uns toques de Brasil. E estou também a preparar outro projeto lá mais para a frente, que é provavelmente os projetos que eu mais quero fazer na vida até hoje, que estou a desenvolver com a Ana Lázaro, com a Gabriela Barros e com o Rui Melo. 54:13 É impossível falhar, já ganhaste. Completamente impossível falhar porque esta ideia original é da Gabriela e do Rui. Ei, e eles vieram ter comigo. E eu fiquei para já muito conten
Neste Da Prateleira, indico o livro “Segunda Guerra Mundial” do autor e convidado de hoje, professor Francisco Cesar Ferraz. No episódio deste mês, conversamos sobre a obra e a importância de se ler, ouvir e falar desta guerra que impactou o mundo todo nas mais diversas esferas da sociedade. Entender a história nos instrumentaliza a viver o presente. O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES:– Tamyres Palma– Professor Francisco Cesar Ferraz COISAS ÚTEIS:– Duração: 44m33s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA:– Livro “Segunda Guerra Mundial” de Francisco Cesar Ferraz– Coleção “Temas”, livros da Editora Contexto – Podcast “Jerusalém: Uma cidade, três religiões | Da Prateleira 79”– Livro “Jerusalém: Uma cidade, Três Religiões”– Texto “Reflexões de um historiador sobre as falsas notícias da guerra” de Marc Bloch– Livro “Apologia da história: ou o ofício do historiador” de Marc Bloch– Livro “A estranha derrota” de Marc Bloch– Filme “Casablanca”– Filme “E o Vento Levou”– Filme “Dead to Rights”– Filme “Evil Unbound”– Livro “Barbudos, Sujos e Fatigados” de Cesar Campiani Maximiano– Livro “Eichmann em Jerusalém”de Hannah Arendt– Podcast “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher | Da Prateleira 16”– Podcast “O Garoto que Segui o Pai Pra Auschwitz | Da Prateleira 32”– Podcast “Maus | Da Prateleira 65 (com Edu Molina)– Podcast História FM– Canal do YouTube Profa Anelize TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post Segunda Guerra Mundial | Da Prateleira 82 (com Professor Francisco Cesar Ferraz) appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
====================================================https://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1====================================================DEVOCIÓN MATUTINA PARA JOVENCITAS“PRINCESA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================16 DE OCTUBRENO LEO LOS MANUALES DEL PROPIETARIO La suma de tus palabras es la verdad; tus rectos juicios permanecen para siempre. Salmos 119:160 No leo los manuales de usuario. Quizás debería aclarar esa afirmación y decir que no leo los manuales de usuario ... hasta que tengo algo no funciona. Para entonces, normalmente estoy en problemas. Hubo un tiempo en que trataba mi Biblia como el manual de usuario: solo la leía cuando era necesario. No estaba preparada para lidiar con el autosacrificio necesario en el matrimonio o el encanto de encontrar mi identidad en el trabajo. Hice malabares frenéticamente con todas las demandas de mi tiempo antes de leer que Dios tenía buenos consejos sobre cómo ordenar mis prioridades. Eventualmente me di cuenta de que tenía que dejar de usar mi Biblia como un libro de referencia y comenzar a usarla como un manual de vida. Empecé a leer la Biblia para prepararme para la vida, en lugar de rescatarme de ella. Me uní a grupos pequeños para estudiar con otros lo que decía la Palabra de Dios. ¡Qué diferencia hizo ese enfoque! Descubrí que Dios realmente sabe cómo navegar en esta cosa llamada vida. Poco a poco, las pautas de Dios para vivir se han convertido en parte de mi pensamiento diario. Estoy tratando de ser una estudiante de por vida de la Palabra de Dios. Mi vida tiene mucho más sentido siguiendo el “manual del propietario” definitivo.
Audio Devocional "Crezcamos de Fe en Fe" - Ministerios Kenneth Copeland
«...¡Porque de la abundancia del corazón habla la boca. El hombre bueno saca cosas buenas del buen tesoro de su corazón; el hombre malo saca cosas malas de su mal tesoro» (Mateo 12:34-35) Así como las palabras no funcionan sin fe, la fe sin palabras, tampoco funciona. Ambas son necesarias para activar la ley de la fe. Hay muchos creyentes que ignoran ese principio. Siempre hablan palabras de duda e incredulidad. Luego, un día se les ocurre levantarse y declarar algunas palabras de fe, y esperan mover montañas. Sin embargo, para su sorpresa, las montañas no se mueven. ¿Por qué no se mueven? Porque Mateo 12:34-35 dice que son aquellas palabras que vienen del corazón las que producen resultados. La persona que dice algunas palabras de fe de vez en cuando, no las está declarando de la abundancia de su corazón; por eso no son eficaces. ¿Eso quiere decir que no deberías hablar palabras de fe hasta que no estés seguro de que tiene la fe para respaldarlas? ¡No! Hablar palabras de fe es un buen ejercicio espiritual. Por ejemplo: si quieres recibir sanidad, sujeta tu mente y tu boca a la Palabra de Dios en lo que concierne a la salud. En lugar de hablar de lo mal que te sientes, repite lo que dice Isaías 53:5: «Pero él será herido por nuestros pecados; ¡molido por nuestras rebeliones! Sobre él vendrá el castigo de nuestra paz, y por su llaga seremos sanados». Si continúas meditando en esas palabras y continúas repitiéndolas, la verdad que hay en ellas empezará a ir cada vez más profundo. Echarán raíz en tu corazón y empezaran a crecer. Eventualmente, estarás hablando de la abundancia de tu corazón. Y cuando eso suceda, no importará cómo luzcan las circunstancias. Porque sabrás que recibirás lo que has estado creyendo, y ni el mismo diablo podrá persuadirte de lo contrario. Habrás cruzado la línea de la esperanza a la fe, ¡y verás las montañas moverse! Lectura bíblica: Mateo 12:33-37 © 1997 – 2019 Eagle Mountain International Church Inc., también conocida como Ministerios Kenneth Copeland / Kenneth Copeland Ministries. Todos los derechos reservados.
Neste Da Prateleira, indico o livro “O Jesus Que as Mulheres Viram” de Rebecca McLaughlin, um livro onde somos levados a reviver encontros marcantes de mulheres com o Filho de Deus e a nos perguntar: E se fosse comigo? Que motivos eu teria para buscar Jesus nos dias atuais? O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES:– Tamyres Palma COISAS ÚTEIS:– Duração: 18m53s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA:– Livro “O Jesus Que as Mulheres Viram” de Rebecca McLaughlin”– Lucas– Música “A Visita” de Catarina Von Bora, Ana Heloysa e Juliana Tavares– Skoob TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post O Jesus Que as Mulheres Viram | Da Prateleira 81 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
Qual é a melhor maneira de fazer amigos? O sapo tem as ideias mais fantásticas! Às vezes, elas não saem como planejado... mas tudo bem. Eventualmente, o sapo se cansa de fazer novos amigos, mas chega a uma conclusão maravilhosa: às vezes, ficar sozinho também é uma boa maneira de passar o tempo.Uma leitura divertida e sincera para crianças que estão começando a escola ou passando por outras situações sociais desconhecidas, Maneiras de fazer amigos vai dar a elas a coragem de se manterem firmes — e talvez experimentarem um dos métodos não convencionais do Sapo para fazer um amigo por conta própria. Escrito por Jairo Buitrago, ilustrado por Mariana Ruiz Johnson, e ainda não publicado no Brasil, por isso eu traduzi e adaptei especialmente pra esse episódio. Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://amzn.to/45ZRuZ4 Se vc gostou, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais! https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/ E fiquem ligados, porque toda sexta-feira publico uma nova história. Até mais!
Hace poco más de un mes, la mayor parte del equipo de Perdidos En El Éter se reunió en Buenos Aires, para jugar una partida de rol, y para grabar un programa. Acompañen a Mael, Chris, Eze, Profesor Dinosaurio, y MaGnUs a una Mesa Nerdonda donde charlamos básicamente de dos temas nada más. Un verdadero episodio "cinco gordos hablando de...", ¿verdad? Primero, ante el inminente estreno de Superman (fue antes esto) con la tendencia de Gunn (o Pistolita, como le decimos nosotros) a rascar el fondo de la olla de los personajes, cada uno contó que personajes poco populares en el mainstream quiere ver en próximas películas o series. Eventualmente, la charla fue por lugares un poco más populares, como anticipar los X-Men más fieles al comic que seguro traerán pronto al MCU. El segundo tema fue de Star Wars, donde especulamos a que países o lugares de Sudamérica corresponden ciertos planetas de la saga. Por favor, no nos cancelen. Además, algunas noticias recientes. Con música de Teddybears con Iggy Pop, y Los Enanitos Verdes. Próximo programa: Viejazo's Night - V: Invasión Extraterrestre.
Neste Da Prateleira, indico o livro “A Extraordinária Livraria de York” de Stephanie Butland, um livro sobre livros, pessoas e como a leitura pode nos ajudar a sobreviver mesmo aos momentos mais sombrios. O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES:– Tamyres Palma COISAS ÚTEIS:– Duração: 12m59s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA:– Livro “A Extraordinária Livraria de York” de Stephanie Butland– Clube de Leitura da Crentassos (LivraSSos)– Livro “A Livraria Mágica de Paris” de Nina George TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post A Extraordinária Livraria de York | Da Prateleira 80 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
#Ramón Llull #Oscar Wilde #Jerry Seinfeld#kosmos #Jesyjíos #praus #aphzartósToda la humanidad, con toda su gloria, sus logros,su fuerza, su belleza... es como la hierba del campo. Hermosa en primavera, sí. Verde, vibrante. Pero temporal. Eventualmente, se seca. Se marchita. Anclar nuestra identidad en nuestra propia "gloria" es anclarnos a algo que, por definición, tiene fecha de vencimiento. Pero en contraste total, la Palabra deDios, Su verdad, Su carácter, permanece para siempre. Esa es nuestra única ancla segura.
Neste Da Prateleira, indico o livro “Jerusalém” de Karen Armstrong, onde a autora narra a história de Jerusalém e mostra que a Cidade Santa, revestida de uma aura mítica por judeus, cristãos e muçulmanos, desafia a busca de uma solução racional para os conflitos que marcam a região. O Da Prateleira é um programa onde eu, Tamyres, indico livros, quadrinhos, filmes, séries ou álbuns que me agradam. Eventualmente com convidados, às vezes sozinha, estou aqui indicando obras e convidando vocês a discorrerem sobre suas impressões nos comentários. PARTICIPANTES:– Tamyres Palma COISAS ÚTEIS:– Duração: 15m39s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Clube de Leitura da Crentassos, o “LivraSSos” CITADOS NO PROGRAMA:– Livro “Jerusalém: Uma Cidade, Três Religiões” de Karen Armstrong TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– “Postcards From Italy” – Beirut (Ukelele Instrumental por iamblinkin) GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post Jerusalém: Uma Cidade, Três Religiões | Da Prateleira 79 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
Pareciera que vamos a perder el rumbo hablando más de la novena generación que de la octava. Eventualmente nos corregimos y charlamos sobre lo mejor y lo peor de la generación XBoxONE / Switch / PS4.
Apoco no se siente super pesado andar cargando con hábitos, traumas, expectativas y responsabilidades por años y años? ¡Eventualmente, todas estas cargas interrumpen nuestra paz y felicidad! ¡Es hora de soltar lo que nos pesa y lo que no nos sirve! En este episodio compartimos nuestra lista de cosas que tenemos que soltar para mejorar nuestro bienestar. Estamos seguras de que identificaras con ellas! Esperamos que te guste y compartas este episodio. ¡Gracias por escucharnos! -Paula y Maribel Tienes algo que contar? Escríbenos! preguntas@endondepodcast.com www.endondepodcast.com Instagram: En_donde_podcast
Episodio 304. Cumpleaños, bautizos y fiestas: Yo no tengo la edad para hacer eso. Chinos por favor, pónganse a trabajar… Yo quiero invitaciones como las de antes para usarlas de pote. Eventualmente en marzo, esos chinos me las enviarán. Sandisk se acaba de unir al grupo.
En la primavera de 2010, los almacenes de Tepito, en el Barrio Bravo de la Ciudad de México, se llenaban con el producto de moda: las tabletas electrónicas. Eran el furor del momento, impulsadas por el lanzamiento en enero del famoso iPad. Pero las tabletas que se vendían cerca del Eje 1 Norte no eran las que inventó Steve Jobs. Éstas eran menos potentes y menos ágiles, pero más baratas. Y, evidentemente, no venían de Estados Unidos. Dos íconos en sus empaques revelaban su origen: instrucciones en mandarín, que demostraban una manufactura hecha en China, y el sticker de un caballo sobre dos patas, que exhibían que su importación a México era un negocio de Los Zetas, específicamente de Heriberto Lazcano, el temible Z-3. La asociación entre las mafias chinas y Los Zetas quedó asentado en múltiples reportes de agentes de la extinta Procuraduría General de la República, que por aquellos años se infiltraban en Tepito, como parte del esfuerzo del gobierno federal por cambiar las leyes y que, por fin, se persiguiera de oficio la piratería y se castigara hasta con seis años de prisión a quien la vendiera. Una misión que, evidentemente, fracasó tan pronto como nació. Ese mismo año, 2010, pero un semestre más tarde, los agentes federales cambiaron todo que creían saber acerca de la piratería en la Ciudad de México. Tras unos meses de infiltración, supieron del nacimiento de un nuevo socio de las mafias chinas en la capital del país: La Unión Tepito, apenas creada en mayo de 2010, tras una reunión entre el viejo aliado de los Beltrán Leyva, Édgar Valdéz Villarreal, “La Barbie” y Francisco Javier Hernández Gómez, alias “Pancho Cayagua”, quienes aglutinarían a todo el crimen del Barrio Bravo bajo un mismo membrete para enfrentar el avance de los cárteles nacionales. Eventualmente, La Unión Tepito logró su cometido. Expulsó a Los Zetas de la Ciudad de México, quemó las etiquetas de los caballos relinchando y se quedó con los socios en Asia. Y comenzó su transformación hacia una organización criminal millonaria gracias al apoyo de un grupo conocido en el barrio como “Los Marcopolos”, es decir, empresarios tepiteños que cruzan el mundo tres o cuatro veces al año para traer desde China y hasta México contenedores repletos de mercancía apócrifa y sin pagar impuestos. Esa fayuca se convirtió en el modo de asegurar la base social de La Unión Tepito. De pronto, miles de comerciantes tuvieron acceso a un amplísimo catálogo, nunca antes visto, de ropa, calzado, electrónicos, perfumes, maquillaje que venía desde Asia y que el cártel les ofrecía a un precio más bajo. A cambio, había que demostrar lealtad al crimen chilango y pagar puntualmente el derecho de piso que hoy es exigido con plomo. Así, La Unión Tepito innovó al usar las mismas rutas marítimas de la cocaína para mover todos sus productos de piratería. En un mismo contenedor pueden introducir al país metanfetaminas en forma de cristal con juguetes para Navidad o un arsenal de AK-47 junto a mascarillas contra las arrugas y protectores solares pirata. Y desde hace cuatro años, los agentes federales han reaprendido, de nuevo, cómo es el negocio sucio de la fayuca en Ciudad de México, pues ahora, además de La Unión Tepito, han visto un crecimiento importante de células que se identifican como parte del Cártel Jalisco Nueva Generación, quienes son los nuevos socios de las mafias chingas-chilangas. MVS Noticias supo, por una fuente de alto nivel, que el golpe dirigido a la Plaza Izazaga 89, en el corazón del Centro Histórico, forma parte de una serie de operativos para minar la capacidad financiera del cártel de las cuatro letras en la capital mexicana. Gracias a operativos anteriores, el del 28 de noviembre, que terminó en la incautación de 262 mil productos, permitirá al gobierno federal solicitar la extinción de dominio del edificio de 16 pisos, es decir, arrebatar esa propiedad a sus dueños y que pase a los bienes del gobierno. De ese modo, el CJNG perdería un escaparate importante para sus negocios. Al menos, nueve edificios donde albergaban los negocios del Cártel Jalisco Nueva Generación están en la mira de las autoridades. En seis de esos llegó a operar La Unión Tepito y, antes de ellos, Los Zetas. Y antes de ellos, la Familia Camarillo Salas, creadoras del fugaz Cártel de Tepito. Administraciones pasan, y las mafias siguen. Veremos si un día, Izazaga 89 deja de ser recordada como Mexico Mart y se le ubica como la embajada de la piratería china donde el crimen organizado sucumbió, por fin, ante las leyes y protección de la propiedad intelectual.See omnystudio.com/listener for privacy information.
====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1=======================================================================MI VIDA EN TUS MANOSDEVOCION VESPERTINANarrado por: Miguel PaezDesde: Bogotá, Colombia===================|| www.drministries.org ||===================24 DE OCTUBRESIGAMOS ORANDO Jesús les contó una historia a sus discípulos para mostrarles que siempre debían orar y nunca darse por vencidos. LUCAS 18:1, NTV Hay un elemento vital en la oración que la mayoría de las personas pasa por alto: la persistencia. Si hemos orado por algo durante mucho tiempo, sigamos haciéndolo sin desanimarnos. En ocasiones Dios retrasa la respuesta a nuestras peticiones, incluso si son su voluntad para nosotros. ¿Por qué hace eso? En primer lugar, el Señor postergará su respuesta si no estamos listos para ella. Si ve pecado, amargura, falta de perdón o hábitos malsanos en nosotros, primero enderezará eso. Una segunda razón para la demora de Dios en contestar es para edificar nuestra fe. ¿Confiamos en el Señor y lo respetamos como Dios aunque no vemos su respuesta? Recordemos que fe significa creer que Él existe y que recompensa cuando lo buscamos sinceramente (Hebreos 11:6). Hagamos del Señor nuestro deleite, sigamos creyéndole y tengamos confianza en que nos proporcionará lo que más nos conviene. Por último, Dios a veces demora su respuesta para desarrollar nuestra paciencia. Lo que deseamos puede requerir perseverancia, y persistir en oración nos preparará para ser perseverantes. Así que sigue pidiendo, buscando e intentando. No te rindas. Aguanta, aunque no veas ninguna evidencia de que Dios contestará tu oración. Eventualmente, verás la provisión divina en la situación que atraviesas. Jesús, creo que me responderás, así que sigo orando y confiando en ti. Amén.
Luis Raúl Sanchez Peraza Jaime Vázquez De Jesús José Raúl Cepeda Gary Gutiérrez Renta Boletos en El Candil: Comunicado Bajo el lema “ O bailamos todos o rompemos la vitrola” este próximo domingo 29 de septiembre la dirección del semanario Claridad celebrará un bailable para conmemorar los 65 años de la fundación del periódico. El evento será amenizado por la Orquesta de Don Perignon con intervencion del DJ Velcro. Tendrá lugar en el Colegio de Agronómos en Hato Rey, será animado por la gestora cultural Magaly Carrasquillo y comenzará a las 4 de la tarde. Durante el baile se hará un reconocimiento a un grupo de colaboradores compromidos con Claridad desde sus inicios. Estos son los abogados Manuel de J. González y Florencio Merced, el economista Pablo José Rivera, la trabajadora social Doris Pizarro, la activista feminista Digna Sánchez y el cantante Andy Montañez. “ Es un logro sin precedentes en nuestro país celebrar 65 años de publicación ininterrumpida de un medio que nació para celebrar y aportar a la construcción de la nación puertorriqueña. Así fue como lo soñaron sus fundadores Juan Mari Brás y César Andreu Iglesias entre otros patriotas el 1 de junio de 1959. Ha sido un reto extraordinario publicar un medio que cuestiona el estado colonial, lucha contra él y afirma la nación libre y soberana. Buena parte de esa gestión se la debemos a centenares de colaboradores que por años han procurado con sus compromisos y acciones sostener este proyecto único en Puerto Rico. Durante este año de fundación celebraremos de muchas maneras, este baile- reconocimiento será para disfrutar al tiempo que destacamos a un grupo de los imprescindibles.” , observó Carmen Ortiz Abreu presidenta de la Junta de Directores del semanario. El semanario Claridad se fundó como una publicación bajo la dirección del Movimiento Pro Independencia como una iniciativa del licenciado Juan Mari Bras quien fuera el primer director del periódico. Eventualmente, Claridad pasó a ser dirigido por algunos de los profesionales más respetables del país, entre otros, Ramón Arbona, Raúl González Cruz, Luis Fernando ( Peri ) Coss, Manuel Coss y Gervasio Morales. Al presente, la dirección recae en Alida Millán Ferrer primera mujer en ocupar dicha posición, antes fungió com directora de la revista cultural En Rojo. Rafael Acevedo es el actual director de En Rojo. Muere Riggs: Crónica del recuerdo de una historia Es como escuchar a unos viejos contando lo que recuerdan que ocurrió Lenguaje visual que pide metatexto Historia como inferencia y especulación, o la inferencia y la especulación como historia Un retrato de la ciudad amurallada, de la sociedad y de sus violencias Dos países Una Guerra invisible “Mejor que El Final de Norma” Qué hay en el cine Beetlejuice https://g.co/kgs/rc8PNGp "Psiquis: Un Giro Decolonial" https://g.co/kgs/ypJ9FZ1
Navigating the Scylla and Charybdis of Full ET Disclosure – Jelaila Starr According to the galactic history revealed by a feline extraterrestrial called Devon, Jelaila Starr says that Earth is the third in a series of “grand experiments.” These grand experiments are attempts by human civilizations to learn about empathy, accepting diversity, and respecting their biosphere. In contrast, Reptilian races have the primary role of protecting the biosphere of a planet from parasitic and out-of-control civilizations. This has led to conflict between human and Reptilian civilizations, which she describes as the polarity-integration game. Starr says that the first two grand experiments occurred in the Lyra and Pleiades star systems, and ended in devastating nuclear wars. The first Grand Experiment occurred in the Lyra star system and began when Reptilian species showed up and began sharing advanced technologies with planetary leaders who made up the Royal House of Avyon. Starr claims the Avyon leaders did not disclose the truth about the Reptilian visitors and advanced technologies to the planetary population, and this led to growing civil strife over an extended period of time and eventually nuclear war. Survivors fled the Lyran star system for many worlds in other star systems including the Pleiades, where the second grand experiment began, again under the leadership of the House of Avyon. Starr says that Reptilians created sophisticated AI life forms that were self-replicating and eventually rebelled against their creators. This led to devastating galactic wars and alliances. Starr refers to the alliance reached between AI lifeforms the Android Andromedan Alliance. Eventually, this AI alliance showed up in the Pleiades system and were human-looking, and began interacting with the second grand experiment. The Android Andromedan Alliance began working with the House of Avyon who were interested in the former's advanced technology. Eventually, the truth was disclosed about the AI life forms and the agreements in an uncontrolled catastrophic way, and this led to another round of civil strife and nuclear wars that destroyed the second grand experiment. Starr claims that Earth is the third grand experiment and many starseeds are survivors of the first two grand experiments that have reincarnated on Earth. She emphasizes that full disclosure needs to happen in a way that is neither too slow nor too fast, as both extremes have the capacity to destabilize and destroy a civilization. She describes “white hat” planetary leaders being aware of the Scylla and Charybdis of Full Disclosure and are steering the disclosure process forward behind the scenes in a balanced manner. In her second Exopolitics Today interview, Starr describes the pitfalls awaiting humanity concerning the full disclosure of visiting extraterrestrial species and the deceptive practices of AI synthetic entities that will show up as angelic human-looking beings presenting high-tech gifts such as medbeds and free energy devices to the general public. She claims that genuinely positive extraterrestrials would never show up bearing such gifts as this would violate the Prime Directive. Instead, positive ET beings would work behind the scenes to help governments and planetary leaders develop such technologies on their own and presenting these to the public when society is ready. Starr describes how to discern between synthetic beings from the Android Andromedan Alliance and genuine human-looking extraterrestrials, and what to expect in the aftermath of the upcoming 2024 US Presidential election. Jelaila Starr's website: https://nibiruancouncil.com --------------------------------------------------------- Portuguese De acordo com a história galáctica revelada por um extraterrestre felino chamado Devon, Jelaila Starr diz que a Terra é o terceiro de uma série de "grandes experimentos". Esses grandes experimentos são tentativas de civilizações humanas de aprender sobre empatia, aceitar a diversidade e respeitar sua biosfera. Em contraste, as raças reptilianas têm o papel principal de proteger a biosfera de um planeta de civilizações parasitárias e fora de controle. Isso levou ao conflito entre civilizações humanas e reptilianas, que ela descreve como o jogo de integração de polaridade. Starr diz que os dois primeiros grandes experimentos ocorreram nos sistemas estelares de Lyra e Plêiades e terminaram em guerras nucleares devastadoras. O primeiro Grande Experimento ocorreu no sistema estelar de Lyra e começou quando espécies reptilianas apareceram e começaram a compartilhar tecnologias avançadas com líderes planetários que compunham a Casa Real de Avyon. Starr afirma que os líderes de Avyon não revelaram a verdade sobre os visitantes reptilianos e tecnologias avançadas para a população planetária, e isso levou a um crescente conflito civil por um longo período de tempo e, eventualmente, a uma guerra nuclear. Os sobreviventes fugiram do sistema estelar Lyriano para muitos mundos em outros sistemas estelares, incluindo as Plêiades, onde o segundo grande experimento começou, novamente sob a liderança da Casa de Avyon. Starr diz que os reptilianos criaram formas de vida de IA sofisticadas que eram auto-replicantes e, eventualmente, se rebelaram contra seus criadores. Isso levou a guerras galácticas devastadoras e alianças. Starr se refere à aliança alcançada entre as formas de vida de IA, a Aliança Andrômeda Androide. Eventualmente, essa aliança de IA apareceu no sistema das Plêiades e tinha aparência humana, e começou a interagir com o segundo grande experimento. A Aliança Andrômeda Androide começou a trabalhar com a Casa de Avyon, que estava interessada na tecnologia avançada da primeira. Eventualmente, a verdade foi revelada sobre as formas de vida da IA e os acordos de uma forma catastrófica descontrolada, e isso levou a outra rodada de conflitos civis e guerras nucleares que destruíram o segundo grande experimento. Starr afirma que a Terra é o terceiro grande experimento e muitas sementes estelares são sobreviventes dos dois primeiros grandes experimentos que reencarnaram na Terra. Ela enfatiza que a revelação completa precisa acontecer de uma forma que não seja nem muito lenta nem muito rápida, pois ambos os extremos têm a capacidade de desestabilizar e destruir uma civilização. Ela descreve os líderes planetários "white hat" cientes da Cila e Caríbdis da Divulgação Completa e estão conduzindo o processo de divulgação adiante nos bastidores de uma maneira equilibrada. Em sua segunda entrevista para a Exopolitics Today, Starr descreve as armadilhas que aguardam a humanidade em relação à revelação completa de espécies extraterrestres visitantes e as práticas enganosas de entidades sintéticas de IA que aparecerão como seres angelicais de aparência humana apresentando presentes de alta tecnologia, como leitos médicos e dispositivos de energia gratuita para o público em geral. Ela afirma que extraterrestres genuinamente positivos nunca apareceriam carregando tais presentes, pois isso violaria a Primeira Diretriz. Em vez disso, seres ET positivos trabalhariam nos bastidores para ajudar governos e líderes planetários a desenvolver tais tecnologias por conta própria e apresentá-las ao público quando a sociedade estiver pronta. Starr descreve como discernir entre seres sintéticos da Aliança Andrômeda Android e extraterrestres de aparência humana genuína, e o que esperar após a próxima eleição presidencial dos EUA em 2024. Site de Jelaila Starr: https://nibiruancouncil.com
Você conhece a história de TEBAS? Esse era o apelido do Joaquim Pinto de Oliveira, um dos MAIORES artesãos do Brasil colônia. Alguns diziam que ele era branco, ou que sequer existiu. Tebas dominava uma técnica revolucionaria: construir e esculpir edifícios utilizando a PEDRA. Na época, a maioria das casas do Brasil eram construídas de barro Mesmo negro escravizado, isso não o impediu de se tornar um dos maiores mestres de obras de São Paulo. Seu salário era maior que muitos brancos que trabalhavam na mesma função. Nascido em Santos em 1721, sendo escravizado de Bento de Oliveira, ele se mudou para São Paulo aos 30 anos de idade. Logo em seguida, ele foi contratado para construir igrejas, monumentos públicos, calçadas e até sistemas de esgoto utilizando a pedra. Eventualmente, ele processaria seus próprios mestres para adquirir sua própria liberdade. Após sua morte seu nome não foi mencionado por quase 100 anos. Por que será?
Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Damas de honor (Ladies in Waiting) —a veces traducido como Mujeres que esperan y Las damas están esperando— es un relato de terror del escritor norteamericano Hugh B. Cave (1910-2004), publicado en la edición de junio de 1975 de la revista Whispers, y luego reeditado en la antología de 1977: Murgunstrumm y otros (Murgunstrumm and Others). Damas de honor, quizás uno de los cuentos de Hugh B. Cave menos conocidos, relata la historia de Norman y Linda Wilkins, un joven matrimonio que pasa la noche en una casa supuestamente embrujada, no por fantasmas tradicionales, sino por exóticas entidades tentaculares ávidas por explorar cada rincón del cuerpo humano (ver: Seducción paranormal: encuentros calientes con fantasmas y espíritus) SPOILERS. Norman y Linda regresan a una antigua casa vacía en Nueva Inglaterra con la intención de comprarla. Durante su visita anterior quedaron atrapados allí por una fuerte tormenta de nieve. Durante la noche, Linda entra en estado de shock. Afirma haber visto algo en la oscuridad, y Norman percibe en la habitación un penetrante olor masculino. Eventualmente, Linda insiste en regresar a la Casa Creighton, y Norman, que odió el lugar desde el principio, no puede imaginar por qué su joven esposa insistiría en visitarla por segunda vez. Quizás tenga que ver con ese extraño olor a hombre... (ver: El cuerpo de la mujer en el Horror) Damas de honor de Hugh B. Cave apareció en la revista Whispers en 1977, uno de los pocos intentos dignos de elogio por revivir las revistas pulp como Weird Tales, que dejó de publicarse en 1954. De hecho, el título de la revista es un homenaje al periódico apócrifo que menciona H.P. Lovecraft en Lo innombrable (The Unnamable, 1925), donde Randolph Carter y su amigo, Joel Manton, están sentados en una vieja tumba decrépita debatiendo sobre la naturaleza del horror. Aquel debate filosófico está relacionado con el pequeño escándalo que suscitó el cuento de 1924: Los amados muertos (The Loved Dead), escrito en colaboración con C. M. Eddy, Jr., donde Lovecraft explora con extraordinaria sutileza el tema de la necrofilia (ver: En la cama de Lovecraft) Es pertinente que Damas de honor haya sido publicado en Whispers. Aquí, Hugh B. Cave explora este aspecto oscuro de los Mitos de Cthulhu, no a través de vivos que sienten un deseo enfermizo por los muertos, sino por los difuntos que de algún modo acechan a los vivos para satisfacer sus impulsos básicos (ver: La Casa como entidad orgánica y consciente en el Gótico) Damas de honor es un interesante pastiche de los Mitos de Cthulhu, aunque además incluye otros dispositivos más convencionales del horror: una casa embrujada, el regreso compulsivo a un lugar de pesadilla, referencias a un mal ancestral y —más típico de la década de 1970 que de la de 1930— una mezcla abierta de horror y sexualidad en la escena culminante, la cual nunca habría podido aparecer en Weird Tales (ver: Casas como metáfora de la psique en el Horror). En cierto modo, Damas de honor de Hugh B. Cave se beneficia de su tiempo, cada vez menos aprensivo en relación a cuestiones naturales como la sexualidad... aunque en este caso no sea humana (ver: Vermifobia: gusanos y otros anélidos freudianos en la ficción) Damas de honor está bastante lejos de los mejores relatos de Hugh B. Cave, como La guardia nocturna (The Death Watch) y La galería del Ghoul (The Ghoul Gallery); sin embargo, contiene varios elementos en común con estos, como personajes que se sienten atraídos contra su voluntad hacia la fatalidad, y una especie de hipnotismo sobrenatural como preludio del climax, donde queda implícito que los protagonistas serán atacados, digamos, en su intimidad. Hugh B. Cave va dejando indicios de la naturaleza física de los ataques. Norman los detecta, pero los malinterpreta. Por ejemplo, nunca imagina que la mirada aturdida y desorientada de su esposa no está relacionada con el miedo, sino con el placer, a pesar de que en la habitación flota un olor peculiarmente robusto, masculino (ver: Lo olfativo, lo visual, lo auditivo y lo táctil en el Horror Cósmico) La imaginación de Norman apenas le permite pensar que la casa está embrujada, y que su esposa está poseída de alguna manera por el espíritu del lugar, no que de hecho está siendo poseída en un sentido práctico. En contra de su juicio, regresa con ella por segunda vez, después de que Linda le suplica que vuelvan y compren la casa. Este detalle es interesante: Linda, que ya fue atacada por las entidades, desea regresar, y hasta vivir allí, para seguir disfrutando de aquellas pegajosas caricias tentaculares (ver: Black Goo y otras monstruosidades amorfas en la ficción). En el camino, un prosaico agente de bienes raíces nos proporciona una útil historia de fondo. Entre los antiguos propietarios de la Casa Creighton se encuentra una mujer, descendiente de unas brujas ahorcadas en durante los juicios de Salem, y su esposo, quien murió en un maniconio. El agente inmobiliario entrega la llave de la casa a la pareja, y les permite volver a visitarla sin compañía. Los acontecimientos ominosos pronto comienzan a repetirse. Hay una llanta pinchada, y Norman sale a repararla, dejando a Linda vagando de regreso a la casa, sola. En su frenética búsqueda por volver a encontrarla, es asaltado por un perfume dulzón y unas invisibles y juguetonas manos que recorren su cuerpo... manos que comienzan a desabrocharle la camisa. La experiencia de Norman en este punto nos recuerda la resistencia pasiva de Jonathon Harker en el Drácula de Bram Stoker, cuando es atacado por las tres vampiresas del castillo (ver: Las fantasías privadas de Bram Stoker). A juzgar por los gemidos y jadeos provenientes de una habitación cercana, la esposa de Norman está recibiendo un trato similar (ver: La Casa Embrujada como representación del cuerpo de la mujer) Cuando Norman recupera el sentido, de repente es capaz de ver a las habitantes de esta casa: no son vampiresas, ni son precisamente humanas. Son monstruosidades lovecraftianas, un poco amorfas, un poco femeninas, tentaculares, y están excitadas, tal es así que mientras una está sobre él, las otras esperan su turno, como grotescas damas de honor (ver: La biología de los Monstruos) Después de la Segunda Guerra Mundial, Hugh B. Cave abandonó Weird Tales y Strange Tales en búsqueda de plataformas más respetables, y mejor pagadas. Afortunadamente, Karl Edward Wagner lo atrajo de nuevo a Whispers, y al género de terror, en los años setenta. Damas de honor probablemente no califica como una historia de Mitos de Cthulhu, sino más bien como una reminiscencia lovecraftiana que prescinde de la habitual depresión cósmica. Como resultado, las brujas de Salem ocupan un lugar preponderante, y nunca, al menos que yo recuerde, se las ha visto tan espectacularmente horribles y seductoras (ver: Virgen o Bruja: la mujer según la literatura gótica) Análisis de: El Espejo Gótico https://elespejogotico.blogspot.com/2021/03/damas-de-honor-hugh-b-cave-relato-y.html Texto del relato extraído de: https://elespejogotico.blogspot.com/2021/03/damas-de-honor-hugh-b-cave-relato-y.html Musicas: - 01. Beast by Beast - Edward Karl Hanson (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? 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Laura conversa con Cindy Sosa (@cindysosard) reconocida bailarina de ballet y artista dominicana. Su conexión se remonta al maestro Juan Fidel Mieses, figura clave en la formación de Cindy desde los 12 años, quien la inspiró y formó con una enseñanza rigurosa, lo que la llevó a bailar junto a grandes exponentes de la danza de su época. Eventualmente, Cindy se ganó una beca para estudiar una carrera de Danza y completar una maestría en Madrid, donde experimentó discriminación racial por primera vez debido a su color de piel. Este período tuvo un impacto profundo en su percepción de sí misma y de su cuerpo y le ayudó a desarrollar una gran fortaleza interna. Hoy, Cindy trabaja de manera independiente como coreógrafa para diversas organizaciones y ha encontrado la libertad de ser auténtica, sin la necesidad de cambiar para encajar en los estándares de otros, abrazando su identidad y su pasión por la danza con total plenitud. ¡Continuemos la conversación en Instagram! Síguenos en @mslauragomez y @barajaesopodcast. ¿Te gustó el episodio? Si te gustó déjame un rating ★★★★★ y un comentario.
Audio Devocional "Crezcamos de Fe en Fe" - Ministerios Kenneth Copeland
«...¡Porque de la abundancia del corazón habla la boca. El hombre bueno saca cosas buenas del buen tesoro de su corazón; el hombre malo saca cosas malas de su mal tesoro» (Mateo 12:34-35) Así como las palabras no funcionan sin fe, la fe sin palabras, tampoco funciona. Ambas son necesarias para activar la ley de la fe. Hay muchos creyentes que ignoran ese principio. Siempre hablan palabras de duda e incredulidad. Luego, un día se les ocurre levantarse y declarar algunas palabras de fe, y esperan mover montañas. Sin embargo, para su sorpresa, las montañas no se mueven. ¿Por qué no se mueven? Porque Mateo 12:34-35 dice que son aquellas palabras que vienen del corazón las que producen resultados. La persona que dice algunas palabras de fe de vez en cuando, no las está declarando de la abundancia de su corazón; por eso no son eficaces. ¿Eso quiere decir que no deberías hablar palabras de fe hasta que no estés seguro de que tiene la fe para respaldarlas? ¡No! Hablar palabras de fe es un buen ejercicio espiritual. Por ejemplo: si quieres recibir sanidad, sujeta tu mente y tu boca a la Palabra de Dios en lo que concierne a la salud. En lugar de hablar de lo mal que te sientes, repite lo que dice Isaías 53:5: «Pero él será herido por nuestros pecados; ¡molido por nuestras rebeliones! Sobre él vendrá el castigo de nuestra paz, y por su llaga seremos sanados». Si continúas meditando en esas palabras y continúas repitiéndolas, la verdad que hay en ellas empezará a ir cada vez más profundo. Echarán raíz en tu corazón y empezaran a crecer. Eventualmente, estarás hablando de la abundancia de tu corazón. Y cuando eso suceda, no importará cómo luzcan las circunstancias. Porque sabrás que recibirás lo que has estado creyendo, y ni el mismo diablo podrá persuadirte de lo contrario. Habrás cruzado la línea de la esperanza a la fe, ¡y verás las montañas moverse! Lectura bíblica: Mateo 12:33-37 © 1997 – 2019 Eagle Mountain International Church Inc., también conocida como Ministerios Kenneth Copeland / Kenneth Copeland Ministries. Todos los derechos reservados.
Atenção (disclaimer): Os dados aqui apresentados representam minha opinião pessoal. Não são de forma alguma indicações de compra ou venda de ativos no mercado financeiro. Seleção das partes mais interessantes das Lives de segunda. Live 278 - Visão do Estrategista https://youtube.com/live/2b9FVmCu_fY
El secreto en la cripta es un relato de terror del escritor norteamericano J. Wesley Rosenquest, publicado originalmente en la edición de mayo de 1938 en la revista Weird Tales, y luego reeditado en la antología de 1968: Leyendas para la oscuridad. El secreto en la cripta, uno de los dos únicos cuentos de J. Wesley Rosenquest, relata la historia de un muchacho extremadamente sensible, quien siente un temor insuperable por la vieja cripta familiar, situada debajo de los sótanos de una enorme casona (ver: Casas como metáfora de la psique en el Horror) SPOILERS. Tras la inesperada muerte de Helena, tía del protagonista, una mujer que poseía una intensa fuerza vital, su esposo comienza a tener un comportamiento obsesivo, descendiendo frecuentemente a la cripta en medio de la noche, desde donde se oyen extraños cánticos y asciende el aroma dulzón de velas e inciensos (ver: El horror siempre viene del sótano). Eventualmente nos enteramos de que este hombre, completamente alienado, es un nigromante que trata de reanimar el cadáver de su esposa. El secreto en la cripta de J. Wesley Rosenquest posee un tono inquietante desde el primer párrafo y, a partir de allí, mantiene un ritmo sostenido hasta el desenlace, tal vez predecible. Hay una atmósfera que coquetea constantemente con la muerte, particularmente con la de una mujer hermosa, motivo que E.A. Poe consideraba uno de los más sublimes de la literatura. Pero hay más que eso, una nota más macabra, más física, si se quiere, en la relación entre este desequilibrado viudo y el cuerpo aparentemente incorrupto de su esposa en la quietud de la cripta. Un relato tan eficaz y consistente como El secreto en la cripta nos invita a preguntarnos quién era realmente J. Wesley Rosenquest. Solo publicó dos relatos en su vida, ambos en Weird Tales, y luego de eso desapareció. Ni siquiera existen datos biográficos elementales, como las fechas de nacimiento y muerte. Sin dudas, se trata de un seudónimo; ¿pero de quién? Su estilo no es improvisado, da cuenta de un profundo conocimiento de los motivos de la literatura gótica, y herramientas eficaces para ejecutarlos con precisión (ver: La Casa como entidad orgánica y consciente en el Gótico). El secreto en la cripta de J. Wesley Rosenquest propone que existe una especie de fuerza vital residual que sobrevive algún tiempo después de la muerte, y que permanece en el cadáver en estado latente, desafiando al tiempo y la disolución, es decir, retrasando el deterioro de la carne, lo cual permitiría la posibilidad de reanimarlo durante esta ventana de tiempo. (ver: «In Articulo Mortis»: Poe, Lovecraft y algunas opciones para retrasar la muerte). ******************************* La vida que no he vivido Mi lucha contra la esclerosis múltiple de José Luis Gutiérrez Muñoz A cualquiera se le puede transformar la vida en un único segundo, o en un diagnóstico. Eso le sucedió al autor el 17 de junio de 1998, cuando le asaltó la esclerosis múltiple. La vida que no he vivido es una impresionante reflexión sobre la capacidad de sobreponerse a las circunstancias más difíciles. Gutiérrez Muñoz, junto con Aurora, su mujer, no ha podido desarrollar el plan vital previsto. Sin embargo, no solo fue capaz de superar el golpe psicológico que supone saberse portador de una enfermedad incurable, sino que ha impulsado numerosos proyectos solidarios en India, Nepal y Ecuador. Una vida compuesta de varias vidas. Varias vidas impulsadas por el deseo de vivir. Se puede comprar en: Amazon: https://amzn.eu/d/03orLt0n La casa del libro online: https://www.casadellibro.com/libro-la-vida-que-no-he-vivido/9788418345852/16047241 FNAC online: https://www.fnac.es/a11000514/Jose-Luis-Gutierrez-Munoz-La-vida-que-no-he-vivido El Corte Inglés online: https://www.elcorteingles.es/libros/A51723598-la-vida-que-no-he-vivido-mi-lucha-contra-la-esclerosis-multiple-tapa-blanda-con-solapas/?color=default Web Kailas Editorial; https://www.kailas.es/libros/periodismo/la-vida-que-no-he-vivido/ y en cualquier librería física del país. ******************************** Análisis de: El Espejo Gótico http://elespejogotico.blogspot.com/2020/07/el-secreto-en-la-cripta-j-wesley.html Texto del relato extraído de: http://elespejogotico.blogspot.com/2020/07/el-secreto-en-la-cripta-j-wesley.html Musicas: - 01. Beast by Beast - Edward Karl Hanson (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/352537 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
La agente retirada del FBI y perfiladora criminal Candice DeLong Paola Rojas se sumerge en el caso de Dean Corrl, también conocido como "El Hombre del Caramelo". Corrl agredió sexualmente a dos jóvenes y los manipuló para reclutar víctimas a quienes torturar, violar y asesinar. Eventualmente, Dean perdió el control - y su vida - a manos de uno de sus jóvenes cómplices, pero no antes de matar a más de veintisiete jóvenes. La vigésima octava víctima de Dean no ha sido identificada.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
En este episodio Laura conversa con su amiga Eva Hart (@evahartstudio), reconocida fotógrafa dominicana; sobre los desafíos y el crecimiento que representan las relaciones sentimentales, al igual que las rupturas. Eva salió de casa de sus padres a temprana edad, pasando casi directamente a vivir con su pareja con la que formó una familia. Fue allí cuando entendió las dificultades que pueden presentarse en un matrimonio. Eventualmente llegó el divorcio, y más adelante una serie de relaciones, incluyendo un segundo matrimonio, que la encaminarían a un reencuentro con el que actualmente es su pareja. Todo, a base de caídas, recaídas, y aprendiendo en la marcha, cumpliendo además con su rol de madre. Si deseas escuchar la continuación de esta historia espera la parte 2 el próximo lunes. ¡Continuemos la conversación en Instagram! Síguenos en @mslauragomez y @barajaesopodcast. ¿Te gustó el episodio? Si te gustó déjame un rating ★★★★★ y un comentario.
Amina (Amina) es un relato de vampiros del escritor norteamericano Edward Lucas White (1866-1934), escrito en 1906 y publicado originalmente edición del 1 de junio de 1907 de la revista The Bellman. Más adelante formaría parte de la antología de 1927: Lukundoo y otros relatos (Lukundoo and Other Stories); y desde entonces sería reeditado en numerosas colecciones, entre ellas: Los durmientes y los muertos (The Sleeping and the Dead) y El libro negro del hombre lobo (The Black Book of the Werewolf). Amina, uno de los grandes cuentos de Edward Lucas White [escrito sobre la base de un poema anterior: La Ghoula (The Ghoula)], relata la historia de Waldo, un joven de Maine que se aleja de su campamento en el desierto persa. Es ayudado por una extraña mujer, llamada Amina, que habita en una antigua tumba con sus hijos, muchos hijos, una verdadera jauría de pequeños Ghouls hambrientos [ver: Razas de vampiros] ¡¡¡¡¡SPOILERS!!!!! Amina de Edward Lucas White relata la historia de Waldo, un joven aventurero de Rhode Island que emprende un viaje al interior de Persia bajo la protección de un cónsul, presumiblemente estadounidense. A pesar de la advertencia del cónsul, Waldo se separa de su grupo y se encuentra con una mujer de aspecto inusual, exótico, llamada Amina. Ella lleva el rostro descubierto, sin adornos, lo cual ya es extraño en aquellas tierras, pero no tanto como su excepcional musculatura y las largas uñas, como garras, que crecen en sus pies. Amina, inesperadamente, habla inglés [«aunque apenas mueve los labios»]. No es cristiana, ni musulmana, sino que afirma pertenecer al «Pueblo Libre», sobre el cual se abstiene de brindar mayores comentarios. Amina le ofrece refugio a nuestro protagonista, sediento y desorientado, que resulta ser una tumba en ruinas, muy antigua, habitada por numerosos niños deformes. Eventualmente, Edward Lucas White revela que Amina es un Ghoul, y que aquellos niños son su última camada de crías [ver: Danny Glick y los niños-vampiro de Stephen King] Finalmente, el cónsul intercede y dispara a Amina dos veces. Cuando Waldo lo acusa de asesinar a una mujer, el cónsul le señala el cuerpo tendido en el suelo de la tumba, el cual revela todas las características de esta temible raza del folclore árabe: los Ghouls [ver: Ghouls: la historia secreta de los Necrófagos en la ficción] Edward Lucas White introduce varias innovaciones en Amina. Por ejemplo, enfatiza la naturaleza salvaje de los Ghouls, pero sin mencionar sus hábitos como necrófagos, y los reduce a una rareza zoológica, como si se trataran de una versión degradada del ser humano. En definitiva, los clasifica como una amenaza temporal, no espiritual, y lo hace a través de la fuerte atracción sexual que Waldo siente hacia Amina. Resulta inevitable citar la historia de Sidi Nouman, de Las mil y una noches, como fuente de inspiración para el relato. Allí, la novia de Sidi, llamada Amina, resulta ser un Ghoul. Al darse cuenta de que ella evita comer en varias ocasiones, Sidi Nouman finge dormir y, en medio de la noche, la sigue hasta un cementerio abandonado. Allí la sorprende sentada en una tumba con una manada de pequeños y hambrientos Ghouls dándose un festín macabro con un cadáver. Evidentemente, la Amina de Edward Lucas White es la misma que la de Las mil y una noches; de hecho, en el relato, Waldo reconoce su nombre de Las mil y una noches, pero ella responde que los del Pueblo Libre [los Ghouls] «no saben nada de tales locuras». Si bien es un relato muy breve, con escasa caracterización, el personaje de Amina exhibe una profundidad que me impresionó. Por supuesto, se trata de un Ghoul que se alimenta de viajeros desprevenidos y, en épocas de escasez, de cadáveres; pero su accionar, de algún modo, su naturaleza maternal [tiene una gran camada que alimentar], la vuelve sumamente terrenal, casi como una leona que caza para sus cachorros. Definitivamente es una de las vampiresas más agradables que he conocido [ver: La maternidad fallida en «Drácula»] La historia de Amina es recurrente en el relato de terror. Por ejemplo, Clark Ashton Smith ambienta su historia de 1934: El Ghoul (The Ghoul), durante el reinado del califa Vathek; y narra la historia de un joven que realiza un pacto con un Ghoul para asegurarse de que el cadáver de su difunta esposa, llamada Amina [que aquí no es un necrófago sino su posible cena], no sea profanado. Uno de los cuentos favoritos de H.P. Lovecraft [aunque no lo menciona en su ensayo El horror sobrenatural en la literatura a pesar de su evidente influencia en su propia obra] es Amina. Sin embargo, se refirió al autor en términos elogiosos: [Muy notables, a su manera, son algunas de las extrañas concepciones del novelista y cuentista Edward Lucas White, la mayoría de cuyos temas surgen de sueños reales. El Sr. White imparte una cualidad muy peculiar a sus cuentos: una especie de glamour oblicuo que tiene su propio tipo distintivo de convencimiento.] Podemos observar claramente la influencia de Amina en la ficción de Lovecraft a través de la naturaleza canina de los Ghouls de Edward Lucas White: [Waldo sintió náuseas. Lo que vio no fue el frente de una mujer, sino más bien la parte inferior de un viejo fox-terrier con cachorros, o de una cerda blanca, con su segunda camada; desde la clavícula hasta la ingle, diez ubres colgantes, dos filas mutiladas, fibrosas y flácidas.] H.P. Lovecraft parece haberse inspirado en este modelo canino del Ghoul de Edward Lucas White para sus propios necrófagos en El modelo de Pickman (Pickman's Model) [ver: De la luz a la oscuridad: psicología de «El modelo de Pickman»]. Así relata el narrador un cuadro del artista maldito, titulado: La lección (The Lesson), cuyas conclusiones coinciden con las de Edward Luchas White en cuanto a la similitud, incluso a un posible vínculo genético, entre los Ghouls y los Humanos: [Imagina un círculo de cosas parecidas a perros, en cuclillas, enseñándole a un niño humano a alimentarse como ellos. Ya conoces el viejo mito de los Changelings, supongo. Pickman estaba mostrando lo que les sucede a esos bebés robados, cómo crecen, y luego comencé a ver una relación horrible en los rostros de las figuras humanas y no humanas. Estaba, en todas sus gradaciones de morbosidad, entre lo no humano y lo degradadamente humano, estableciendo un vínculo y una evolución sardónica. ¡Las cosas caninas se desarrollaron a partir de mortales!] Los Ghouls de Edward Lucas White y Lovecraft influyeron poderosamente en Los moradores debajo de las tumbas (The Dwellers Under the Tomb) de Robert E. Howard, donde la relación entre los Ghouls y los Humanos continúa. Para Edward Lucas White, estas criaturas son una antigua raza que habita en un mundo de engaño, en las fronteras de nuestra realidad física. Para Lovecraft y Howard, son el producto de la decadencia genética, de la involución del ser humano que ha mutado en una bestia repugnante [ver: Los Perros de Tindalos y los ángulos del tiempo] Análisis de: El Espejo Gótico http://elespejogotico.blogspot.com/2022/01/amina-edward-lucas-white-relato-y.html Texto del relato extraído de: http://elespejogotico.blogspot.com/2022/01/amina-edward-lucas-white-relato-y.html Musicas: - 01. Beast by Beast - Edward Karl Hanson (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/352537 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
A través de los páramos (Across the Moors) es un relato de fantasmas del escritor inglés William F. Harvey (1885-1937), publicado originalmente en la antología de 1910: La Casa de Medianoche y otros cuentos (Midnight House and Other Tales). A través de los páramos, uno de los mejores cuentos de William F. Harvey, relata la historia de una institutriz que debe caminar a través de los páramos, de noche, para buscar un médico para su alumna. En el camino se encuentra con un clérigo que le cuenta una extraña historia, la cual, lejos de atenuar su miedo, lo excita (ver: ¡No salgas del camino! El Modelo «Caperucita Roja» en el Horror) SPOILERS. Aquí, la señora Workington Bancroft envía a señorita Craig a buscar un médico a la granja vecina, situada a unas cuatro millas, debido a la enfermedad de su hija: la pequeña Peggy, cuya fiebre elevada y un dolor punzante en el costado parecen ser síntomas de apendicitis. Para llegar debe atravesar los páramos, un territorio inhóspito, accidentado, y, según las leyendas locales, el lugar predilecto de los fantasmas de la zona (ver: El Pantano Arquetípico en el Horror). Cuando por fin llega a su destino, la señorita Craig descubre que el médico se ha ido a Liverpool. Se ve obligada a hacer el viaje de regreso, sola, hasta que un clérigo se encuentra con ella en el camino. El hombre se ofrece a acompañarla y le cuenta una inquietante historia sobre su último viaje por los páramos. A través de los páramos es un relato ambiental, a pesar de que no hay grandes descripciones y sí mucho parlamento. Con muy poco William F. Harvey nos introduce en la inquietante atmósfera de los páramos, y de algún modo esta permanece a lo largo de todo el relato sin necesidad de reavivarla. La historia combina dos motivos muy comunes en el relato de fantamas: el miedo a la oscuridad y a la soledad (ver: El ABC de las historias de fantasmas). Al principio, la señorita Craig parece bastante resuelta. No tiene miedo, sino más bien disgusto por tener que emprender una larga caminata de noche. Sin embargo, a medida que se introduce en los páramos, la atmósfera sombría del lugar se va apoderando de ella hasta despertar sus miedos primordiales. Eventualmente nos enteramos que este misterioso clérigo que aparece en medio de la noche es, en realidad, un espíritu. En efecto, le cuenta a la señorita Craig su historia en los páramos la noche en la que fue asesinado. Esto ya es lo suficientemente inquietante, pero ese crimen posee algunos elementos secundarios más extraños todavía. Por ejemplo, sabemos que el clérigo fue asesinado por un maleante que merodeaba por los páramos, o al menos eso es lo que él afirma. Su narración insinúa otra cosa: el asesino lo ataca con una estaca de fresno, básicamente el arma típica para matar a un vampiro. ¿Acaso el clérigo era un vampiro que fue atacado por una especie de rústico cazador de monstruos, y no por un maleante? De ser así, A través de los páramos seguramente es el primer relato [y el único que yo recuerde] sobre el fantasma de un vampiro. William F. Harvey es uno de esos autores de transición entre el relato victoriano de fantasmas y el cuento de terror de comienzos del siglo XX, con algunos elementos de la vieja tradición pero despojados de buena parte de sus lugares comunes. En sus relatos, principalmente en A través de los páramos y Calor de agosto (August Heat) [este último sobre un hombre que ve su propia lápida y termina al borde de la locura esperando su muerte] se nota claramente la influencia de M.R. James, no tanto en la conformación de los espectros que pueblan esas historias, sino en términos psicológicos (ver: El relato de fantasmas de M.R. James). Lo sobrenatural rara vez entra abiertamente en los relatos de William F. Harvey, pero se agita en sus fronteras, carcomiendo la realidad de los protagonistas a través de pequeñas coincidencias que prefiguran un destino más bien ingrato. Análisis de: El Espejo Gótico https://elespejogotico.blogspot.com/2021/05/a-traves-de-los-paramos-william-f.html Texto del relato extraído de: https://elespejogotico.blogspot.com/2021/05/a-traves-de-los-paramos-william-f.html Musicas: - 01. Mind Tricks - Experia (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/352537 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
En dos semanas, van al menos 900 estudiantes arrestados por participar en protestas pacíficas contra la campaña militar de Israel en Palestina y la financiación estadounidense. Entre los arrestados está la candidata presidencial del Partido Verde. Algunos estudiantes han sido evacuados de sus dormitorios y las autoridades han amenazado con revocar las visas a estudiantes extranjeros. Su activa participación política podría definir el futuro político de Estados Unidos en un año electoral. La estatua de George Washington estaba arropada por una kefia y una bandera de Palestina. Alrededor había carpas de estudiantes en una de las plazoletas principales de la universidad que lleva el nombre del libertador estadounidense. “Free, free Palestine… free, free, free Palestine”: “Palestina libre” cantaban estudiantes, musulmanes, judíos, católicos, y de diferentes partes del mundo que se tomaron la plaza de la Universidad George Washington después de que Columbia propagara esta forma de protesta en más de 60 universidades del país y en otras más de Inglaterra, Francia, Japón, Australia y Canadá. “Estas protestas no tienen precedente en cuanto a la escala, el número y la expansión que han tenido”, dice Samar Saeed, palestina estadounidense que estudia un doctorado en Historia en la Universidad de Georgetown y se unió a este campamento el primer día. Para Samar, los estudiantes saben que tienen el poder, que pueden detener la actividad de las instituciones, que tienen la libertad de protestar y exigir que se protejan sus derechos como lo dice la Constitución. “Ellos le están mostrando a la sociedad que Estados Unidos ha invadido muchos países en nombre de la libertad de expresión y la democracia, pero ahora los estudiantes están siendo censurados y reprimidos por expresar su rechazo a Israel”, expresa. “Los estudiantes se cuestionan por qué están siendo arrestados, encarcelados y hay tanta represión, si solo están criticando el genocidio actual”, agrega Samar. La represión de los cuerpos policialesEl primer día de protesta en George Washington, hubo policías armados en los techos de los edificios cercanos a la universidad. Una situación similar se presentó en la Universidad de Indiana donde hubo francotiradores durante los primeros días de protesta.En esa línea, unidades de contraterrorismo de la Policía de Nueva York han estado presentes en la Universidad de Columbia a pedido de la administración, y la Universidad de Texas en Austin hizo un despliegue amplio de fuerzas policiales estatales para tratar de acabar con los campamentos y arrestar a los que se resistieran.A la fecha las autoridades han arrestado al menos 900 estudiantes y profesores en todo el país, según cálculos del Washington Post. De hecho, ha llamado mucho la atención el arresto de la candidata presidencial por el Partido Verde, Jill Stein, por protestar contra el genocidio en la Universidad de Washington de la ciudad de St Louis. Además, en redes sociales se ha podido ver cómo profesoras han terminado arrestadas por apoyar a los estudiantes, como le pasó a Caroline Fohlin, profesora de Economía y Noëlle McAfee, directora del Departamento de Filosofía de la Universidad de Emory en Atlanta. A 53 estudiantes que participan en los campamentos les cancelaron la vivienda subsidiada en los campus y en algunos casos como en Barnard Collegue, les dieron apenas 15 minutos para sacar las sus pertenencias de los apartamentos. Algo similar les ha ocurrido a estudiantes de la Universidad George Washington que cuando salieron de la cárcel se encontraron con que no tenían donde dormir porque los habían evacuado de sus apartamentos. En ciudades tan costosas y donde la vivienda es tan limitada, la renta es una herramienta de intimidación. Para estudiantes inmigrantes que dependen de la visa estudiantil para permanecer en Estados Unidos, hay constantes amenazas de parte de políticos para revocarles su visa. El senador Marco Rubio, republicano de Florida, dijo que presentará un proyecto de ley para exigir a la administración de Biden que revoque visas de cualquier visitante extranjero que apoye "activamente" a Hamás. Rubio, quien ha recibido más de un millón de dólares en donaciones a su campaña por parte del lobby israelí, afirmó que promoverá otra ley para quitar fondos federales a universidades que no repriman protestas que apoyen "actividades terroristas".Por su parte, el presidente del congreso Mike Johnson viajó hasta el campus de Columbia a dar un discurso al frente de los estudiantes, pidió la renuncia de la presidenta de la Universidad, Minouche Shafik, por no ser lo suficientemente fuerte contra los supuestos ataques antisemitas de los estudiantes. “Es detestable, Columbia ha permitido que estos agitadores y radicales sin ley se empoderen. Si esto no se contiene rápidamente, y si estas amenazas e intimidaciones no se detienen, llegará el momento adecuado para la Guardia Nacional. Debemos restaurar el orden en estos campuses”, dijo Johnson, entre abucheos de los estudiantes. Cabe mencionar que tras el arresto de 108 estudiantes en la Universidad de Columbia que desató esta ola de protestas en todo el país, el jefe de patrulla del NYPD, John Chell, le dijo al periódico estudiantil The Columbia Spectator que “los estudiantes que fueron arrestados estaban en paz, no ofrecieron resistencia alguna y estaban expresando lo que querían decir de manera pacífica”.“La censura y la vigilancia está en todas partes por eso mucha gente tiene que cubrirse el rostro. Yo misma ya estoy en Canary Mision... Intentan mostrarnos de manera negativa y eso sucede tanto en internet como en la vida real”, dice Iklil Bouhmouch, estudiante de Georgetown que participó en el campamento de la Universidad George Washington, donde hasta la fecha han suspendido y arrestado a nueve estudiantes.Canary Mission es una página web difícil de rastrear que crea perfiles públicos de los estudiantes, activistas, profesores y organizaciones que apoyan la liberación de Palestina y critican a Israel en su ocupación y campaña militar en Gaza. Un estilo de lista negra, como en las épocas del mccarthismo que tiene como objetivo perfilar socialmente y perjudicar el futuro profesional de estas personas y organizaciones.Un sentimiento de comunidadA pesar de que la policía ha aislado los campamentos con vallas en muchas universidades para evitar que simpatizantes externos se unan al movimiento, el número de simpatizantes sigue creciendo. Exalumnos, profesores, familiares de estudiantes, empleados de las universidades han creado grupos de apoyo a través de WhatsApp.Como corresponsal y exalumno de la universidad de Columbia, nuestro corresponsal Cristóbal Vásquez fue incluido en un grupo de cerca de 500 exalumnos para apoyar con asesoría legal, financiera, logística, emocional, informativa, de vivienda y transporte. “Estamos tratando de generar un sentimiento de comunidad dentro del campamento para que la gente se sienta más segura y cómoda. Leemos historia, poesía, hacemos bailes culturales, celebramos las tradiciones religiosas judías y leemos la Torá. Estamos ayudando a los estudiantes que más se han visto afectados por las decisiones de la universidad”, explica Alejandro Rojas, estudiante de origen colombiano que también es veterano del ejército estadounidense y visitó países árabes en sus misiones militares. Alejandro, de 26 años, resalta que hay mucho sentimiento de unión: “Todo es con amor, intención pura y aunque están protestando, también están demostrando lo positivo que emerge de la solidaridad entre los estudiantes”. Alejandro, agradecido por lo que Estados Unidos le ha dado, siente que las libertades básicas están en riesgo, pero quiere seguir luchando por ellas: “Día tras día más universidades y más estudiantes se están uniendo a nuestro movimiento e impulsando nuestro progreso. Más y más gente está expresándose y dejando su silencio”. El poder de voto de los jóvenes“Yo creo que muchas personas han perdido la fe y por buenas razones. Los demócratas y republicanos han demostrado ser dos caras de la misma moneda y literalmente de la misma moneda porque los dos partidos sólo buscan rentabilidad y llenarse los bolsillos de dinero a través de negocios armamentistas”, subraya Iklil Bouhmouch, agregando que Estados Unidos es básicamente un epicentro de negocios militares glorificado y que así ha sido por décadas, pero que la gente ya se está dado cuenta.Los jóvenes son importantes de cara a la elección porque en 2024 la generación Z -que incluye, en general, a los nacidos a mediados de la década del 90- representará más de 40 millones de potenciales votantes, entre ellos ocho millones de jóvenes que alcanzaron la edad de votación en 2022. Con los jóvenes millennials, estos representan casi un quinto del electorado estadounidense y son una gran fuerza electoral este año.Esta población fue clave en la elección de medio mandato del 2022, cuando evitó que los republicanos tomaran la mayoría en el Congreso; y en la elección presidencial del 2020, cuando el demócrata Joe Biden ganó el voto joven por más del 20%.Sin embargo, la operación militar y el cheque casi en blanco de Estados Unidos a Israel, matizado ya por varias advertencias a Israel para que proteja a los civiles, ha generado una creciente oposición y sólo el 19% de los votantes entre 18 y 34 años aprueba la respuesta de Biden a la guerra. A esto hay que sumarle el creciente descontento de los estudiantes y el efecto que tiene en la opinión pública ver policías arrestando a jóvenes que tratan de manifestarse pacíficamente. “Parece que Joe Biden y el partido demócrata están tratando de perder los votantes menores de 30 años. Sólo esta semana han pasado medidas represivas con las que limitará al medio (TikTok) que usa la generación Z para comunicar su apoyo y organizarse”, afirma un joven que prefiere no compartir su nombre y cubre su cara por seguridad, en el campamento de la Universidad George Washington. Precedente histórico de la Universidad de Columbia“El 23 de abril de 1968, cientos de estudiantes de Columbia tomaron por asalto el edificio Hamilton Hall de la Universidad, manteniendo como rehén al decano Coleman. En los días siguientes, cinco edificios en el campus fueron ocupados. Los ocupantes exigieron que Columbia detuviera un proyecto de construcción que contribuiría a la gentrificación de Harlem, el fin de un proyecto de investigación secreto financiado por la CIA y amnistía para los manifestantes estudiantiles”, así lo describe un panfleto que estudiantes repartían para informar a las personas que participaban en la marcha. El panfleto explica que las ocupaciones finalmente llegaron a su fin el 29 de abril, cuando el NYPD asaltó los edificios ocupados, resultando en casi 700 arrestos. En respuesta, el cuerpo docente se declaró en huelga y el campus cerró por el resto del semestre. Nuevas ocupaciones en el campus y en los alrededores surgieron en las semanas siguientes. Eventualmente, la administración de Columbia cedió ante casi todas las demandas de los ocupantes.Sin embargo, más allá del precedente, la atención debería estar puesta en Palestina, como lo afirma Jared Kannel, un estudiante judío de la Universidad de Columbia: “Cuando hablamos de antisemitismo en el campus, le estamos quitando el protagonismo a Gaza y Palestina, y me lo están dando a mí. Yo estoy completamente seguro en el campus y esto es una distracción porque no quieren que sigamos hablando de la masacre continua en Gaza y Palestina a manos de soldados de las Fuerzas de Defensa Israelí”, enfatiza.
DEVOCIÓN MATUTINA VESPERTINA“SALMOS”27 DE ABRIL SALMO 119:91 «Todo subsiste hoy, conforme a tus decretos, porque todo está a tu servicio» (SAL. 119:91). ¿Por qué me pasa esto? Es una de las preguntas más comunes para quienes pasamos por temporadas difíciles. Eventualmente caemos en la condenación por un evento o pecado pasado, que asociamos con el dolor que sufrimos en el presente, o con la incertidumbre de no entender la causa y no ver propósito de virtud en lo que estamos padeciendo. Estamos muy confundidos al creer que un mundo sin problemas y sufrimientos existe de este lado del sol. No solo el Antiguo Testamento es un fiel anuncio de que Dios usa todo acorde con Su plan y para Su gloria, sino que en ese «todo» incluye momentos que seguramente la persona que los sufrió, no solo no los tenía planeados; supongo que muchos se hicieron la misma pregunta, por ejemplo: •José al ser vendido por sus hermanos. •Hambruna global en tiempos de José en Egipto. •David al ser perseguido por Saúl. •Daniel al ser acusado ante el rey por orar a Dios. •Los hebreos al sufrir el complot de Amán en tiempos de Ester. Pero el más claro retrato de cómo Dios se especializa en no desaprovechar nada, incluyendo los sufrimientos es: •La traición de un amigo. •La negación tres veces de otro amigo. •Acusaciones injustas. •Tortura. •Una cruz. Y desde esa cruz se escucha: «Consumado es», y la historia no volvió a ser la misma. El salmo de hoy nos comunica la certeza de que todo lo que sucede, pasa porque así Dios lo presupuestó, sobre todo hay que destacar, que todo lo que Dios planea, le es útil. Y si creemos que Romanos 8:28-29 es verdad, entendemos que el plan de Dios es hacernos a la imagen de Jesús, para Su gloria y nuestro mayor bien; y todo lo que pasa sirve a esa agenda para los que amamos a Dios. Esta semana tuve una charla con una amiga de la familia; el año pasado sufrió algo que, en mi opinión, es de las cosas más dolorosas que alguien puede sufrir, y hoy me confesó: «Me siento en la prensa (siendo prensada)». Al terminar la charla, y después de compartirle algunas cosas que mi alma necesitaba también recordar, empecé a buscar el concepto de prensar y ensamblé lo siguiente: •Las uvas eran PISADAS para hacer vino. •Los olivos son APLASTADOS/PRENSADOS para hacer aceite. •Los diamantes se forman BAJO PRESIÓN. •Y dicen que las semillas y los niños crecen durante la OSCURA noche. Por lo que, si percibes que estás siendo PISADO, APLASTADO, estás bajo PRESIÓN y en tiempos OSCUROS, quizás Dios esté en el proceso de hacer una obra especial y hacerte CRECER en la fe y en Él. Estamos pasando en casa por una temporada complicada, no planeada, ni deseada, pero mi mujer y yo, al saber y creer lo que he relatado aquí, tenemos este lema: «Dios está haciendo algo bueno». Quizás no lo entienda, no me guste o prefiera que no me estuviera pasando, pero sé que Dios tiene un plan y esto que pasa le sirve, y, por ende, me sirve a mí, de un modo que algún día veré. Finalmente, mi llamado es a vivir por fe en lo eterno, no en la certeza de lo temporal.
Desde pequeña, Cory vio cómo la violencia de su padre era replicada por sus hermanas. Con un hijo pequeño que había desarrollado un problema respiratorio, decidió buscar una oferta de trabajo en un “salón de masajes” que encubría una red de trata de personas. En la casa, a Cory y a las otras chicas no les permitían salir, debían estar siempre acompañadas y vigiladas. Días se volvieron meses. Poco a poco Cory se fue haciendo la “mano derecha” de la madrota, hasta ser ella quien supervisaba a las demás jóvenes, les daba o negaba los permisos, y revisaba que siguieran las reglas. Eventualmente, llegaría una denuncia que traería abajo al salón de masajes, y al ser quien daba la cara, fue Cory quien pagó las consecuencias, sentenciada por trata de personas y con una deuda por reparación de daños por un millón de pesos. Ahora, Cory reflexiona sobre cómo cambian los roles sin darse cuenta, y en un abrir y cerrar de ojos pasó de ser víctima a victimaria. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Aproveite a Promo Relâmpago da Chico Rei: clique aqui! De tempos em tempos surgem jogos que ganham o coração da internet e dos amantes de videogames mundo afora. Eventualmente esses jogos flertam, homenageiam, copiam ou simplesmente miram o público de outros sucessos. E com Pokémon isso já aconteceu algumas vezes. Neste episódio, Dan Schettini, Cardoso e Marcellus Vinícius debatem a estreia surpreendente de Palworld, seus méritos, problemas e o principal: este é um rival à altura da franquia da Nintendo? UP Indica: Cardoso: Assassinos da Lua das Flores + Godzilla Minus One Marcellus: Monster/Kaibutsu Dan: Another Code: Recollection Siga a gente: Dan Schettini: https://twitter.com/joga_dan Marcia Effect: https://twitter.com/trostes Cardoso: https://twitter.com/cardoso122 Marcellus Vinícius: https://twitter.com/Marcellus_V Siga o UP:Catarse | Twitter | Twitch | Instagram | Discord Contato comercial: contato@somosup.com --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/segueoup/message
Vuelve la Ruta Ganadora 2024, tu arma para empezar el año con MOMENTUM, si eres de los que no poden excusas, oprime aquí https://forms.gle/Mbu86K3MsJgEv94EASólo 2 espacios de Coaching Transformacional disponibles, no pierdas la oportunidad https://forms.gle/UrFrCjLgMPNPFquS8¿Por qué compartir tus ideas y logros es crucial en tus relaciones?Antes se pensaba que guardar nuestras ideas o metas era esencial para protegerlas de ser robadas o desvalorizadas. Sin embargo, ahora sabemos que compartirlos es un indicador clave en nuestras relaciones.Las Ideas y Metas:¿Deberías hablar sobre tus ideas con los demás? Definitivamente. Al compartir tus pensamientos con quienes te apoyan, se presentan tres posibilidades:Aliados en tu camino: Aquellos que buscan ayudarte a convertir tus ideas en realidad o a clarificarlas.Negatividad o robo: Algunos podrían intentar desanimarte o incluso robar tus ideas. Este comportamiento actúa como un filtro para identificar quiénes deben estar en tu círculo.Honestidad y sinceridad: Cuando alguien roba tus ideas, muestra su falta de integridad. Eventualmente, esta falta de honestidad tendrá consecuencias.Las Buenas Noticias:Compartir logros también es crucial para entender mejor a las personas:Reacciones reveladoras: La manera en que reaccionan a tus logros revela mucho sobre su verdadero sentimiento hacia ti. Las microexpresiones pueden ser clave para identificar emociones ocultas.Selecciona tus confidencias: Compartir noticias personales en persona ayuda a obtener una respuesta más auténtica y reveladora.Reflexiona sobre tus propias reacciones:Al celebrar las victorias de tus amigos, observa tus propias microexpresiones para evitar envidias inadvertidas.Conclusión:Compartir ideas y buenas noticias actúa como un filtro natural para identificar a quienes realmente te apoyan y a aquellos que no lo hacen. Recuerda, aquellos que roban ideas eventualmente se quedarán sin oportunidades, mientras que el músculo de la creatividad debe ser ejercitado.Añade 10 horas a tu semana !!! Guía Gratis. (Por Tiempo LIMITADO)https://mailchi.mp/07bcc6ddabe1/10horasmasatusemana Si deseas una sesión de Coaching puedes coordinarla aquí: https://calendly.com/carlosfigueroapr/sesiondecoachingindividual?month=2023-05Aquí consigues los suplementos que utilizo para alcanzar mayor longevidad:https://fbuy.io/persona/8zzg3ywm Si quieres meditar como yo utiliza esto:https://choosemuse.com/?mbsy_source=bdea9940-fe83-4460-8299-dbd6c8fa72dc&mbsy_exp=Tue%2C+30+May+2023+22%3A32%3A55+GMT&campaignid=33537&mbsy=LCpWMRedes Carloshttp://www.tiktok.com/carlosefigueroaprhttp://www.instagram.com/carlosefigueroaRedes Gana Tu Díahttp://www.instagram.com/ganatudia http://www.tiktok.com/ganatudiahttp://www.ganatudia.cominfo@ganatudia.com
A finales de los noventa abandonó el ejército y fue reclutado por el Cartel del Golfo para hacer parte de su ala de seguridad, Los Zetas. Eventualmente se convirtió en el más importante estratega de seguridad de la organización.
Minha convidada de hoje foi criada na aprazível Araraquara, interior de São Paulo. O esporte, embora muito presente em sua adolescência, para ela se resumia a andar de bicicleta por toda a cidade e a patinar. Era daquelas crianças e adolescentes que fazia de um tudo para não participar das aulas de educação física. Sempre esteve acima do peso e era desajeitada nos esportes. Contudo, brincava e competia de patins na rua, subia em árvores, pedalava em trilhas e nadava na Lagoa Azul e nas águas do Clube Náutico. Já morando e trabalhando em São Paulo, a paixão pelos esportes apareceu após o nascimento da sua filha, Helena, em 2005, quando passou a frequentar aulas de pilates, academia e zumba. Alguns anos depois, se apaixonou pela corrida. Sem a pretensão de performar, participou de várias provas de 5 e 10km, e se aventurou em três meias maratonas. Em alguns dias da semana, pedalava até o trabalho e em 2018, através da assessoria esportiva parceria da empresa na qual trabalhava, conheceu alguns triatletas e decidiu experimentar a modalidade. Apesar da boa intenção, um trauma vivenciado no mar anos antes a impediu de sentir-se à vontade na natação. Eventualmente ela deixaria o triathlon de lado para dedicar-se com bastante vontade ao ciclismo. Em 2019 fez sua primeira viagem de bicicleta na Itália e achou a experiência incrível. Em 2021 resolveu que queria ser competitiva e passou a treinar com o grupo do professor Igor Laguens, aonde já tinha muitas amizades. No início de 2022 conquistou seu primeiro pódio em uma prova de ciclismo de estrada e apesar de ainda ter muito a melhorar, aquela conquista foi motivadora para querer ir além. Dedicando-se cada vez mais, ela conheceu as provas de randonneurs. No final de 2021 estreou nos 200km do Randonneur Mogi das Cruzes. Apesar da dificuldade, logo ela e outras mulheres se juntaram para outro brevet de 200km. Desta vez ela concluiu o desafio já pensando o próximo, que viria a ser o dobro da distância. Quando se deu conta, percebeu que realmente gostava de longas distâncias e a situação de autossuficiência exigida pelos brevets. Os perrengues vividos durante horas a fio sobre a bicicleta a desafiam física e mentalmente, e isso é a força motriz por trás da sua vontade de ir cada vez mais longe. Ela acredita que podemos mudar o mundo através das nossas ações, começando pela nossa comunidade local, a partir da sustentabilidade efetiva por meio da espiritualidade, cultura, educação, saúde, comunicação, economia, ecologia e política. Conosco aqui hoje a advogada de formação e vocação, ciclista de ultra distâncias que acaba de concluir os 1200km da Paris-Brest-Paris, considerada a Copa do Mundo dos randoneiros. Ela é mãe de algumas gatas, de carne e osso, duas rodas e felinas, e filha de Santo, a chata da lixo e a tia das plantas, a paulistana Gesibel dos Santos Rodrigues. Inspire-se! SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se. Um oferecimento da @pinkcheeksbrasil O verão está chegando e com ele, devemos redobrar nossa atenção com a proteção solar. Nesse sentido, a Pink Cheeks tem grande expertise, com produtos cosméticos com altos fatores de proteção. Seu principal produto, o Pink Stick, possui o maior FPUVA do mercado! A marca foi idealizada e desenvolvida por mulheres apaixonadas por esportes e é pioneira no segmento de dermocosméticos de alta performance, inovando com o conceito do sportcare. Descubra a linha completa da Pink Cheeks para proteção facial, corporal e até capilar, com produtos de alta qualidade e alta resistência à água e ao suor. A linha também possui produtos que minimizam os atritos causados durante a prática de algumas modalidades, como a corrida e o ciclismo, que foram desenvolvidos especialmente de atletas para atletas, e produtos focados para a melhor performance de esportistas. Além da inovação com o conceito de sportcare, o diferencial da Pink está na união da proteção de alta performance, beleza, multifuncionalidade e ainda conta com uma linha completa de maquiagem com proteção solar e resistência à água e ao suor. Os produtos são altamente indicados para qualquer tipo de movimento, possuem fórmulas veganas, sem parabenos, são fáceis de utilizar, tem uma sensação muito agradável na pele e podem ser utilizados a partir dos dois anos de idade. Compre no site www.pinkcheeks.com.br/endorfina e aproveite para utilizar o cupom ENDORFINAPINK para ganhar 10% de desconto. Desafios e conquistas fazem parte de uma jornada de quem ousa se superar a cada dia! A JORNADA PRO continua e nossa próxima largada será no Havaí, daqui à pouquinho, no IRONMAN no dia 14 de outubro. Continuamos trazendo com toda energia e de forma inédita, os bastidores da minha preparação até a linha de chegada do Campeonato Mundial de Ironman. Além do incentivo ao protagonismo feminino, 10% de todas as compras realizadas no site da Probiótica utilizando o cupom ALMATRI serão revertidos para o Projeto Pro Cicles. Foram desenvolvidos kits personalizados, inspirados na linha de produtos utilizados pela Pâmella em sua jornada de preparação. Além do desconto de 20% nos produtos Probiótica, o cupom ALMATRI te dará, também, direito a participação em experiências exclusivas como treinos com a participação da Pâmella, transmissão ao vivo da prova, com degustação de produtos e entrega de kits. Demos o start em agosto e essa temporada segue até o final do mundial de Kona, em 14/10. E você acompanha todos os movimentos dessa Jornada Pro através dos perfis da Probiótica, da ALMATRI, do TRI SPORT Magazine e daqui do Endörfina podcast. Fiquem ligados e vamos todos torcer juntos pela Pâmella!
OPEXCAST sobre o SBS 105?! Temos sim! Eventualmente, pode ser dito que ele esteja um pouco atrasado, o que pode ser verdade dentro de algum contexto. Mas asseguro a todos vocês: tá bão demais!! A equipe da OPEX discutiu as perguntas que os fãs fizeram ao Oda e tornou tudo mais profundo e engraçado. Então, […] The post OPEXCast #209 – SBS 105(?)! first appeared on One Piece Ex.
OPEXCAST sobre o SBS 105?! Temos sim! Eventualmente, pode ser dito que ele esteja um pouco atrasado, o que pode ser verdade dentro de algum contexto. Mas asseguro a todos vocês: tá bão demais!! A equipe da OPEX discutiu as perguntas que os fãs fizeram ao Oda e tornou tudo mais profundo e engraçado. Então, […] The post OPEXCast #209 – SBS 105! first appeared on One Piece Ex.
La marmota (The Marmot) es un relato de terror del escritora norteamericana Allison V. Harding (1919-2004), publicado originalmente en la edición de marzo de 1944 de la revista Weird Tales. La marmota, posiblemente uno de los cuentos de Allison V. Harding más interesantes, relata la historia de Edward Allis, un hombre que afirma que hay algo extraño alojado en el interior de su pierna, «algo vivo», que poco a poco lo está devorando por dentro (ver: Vermifobia: gusanos y otros anélidos freudianos en la ficción) SPOILERS. Edward Allis es un hombre vanidoso y egoísta. En Serbia, irrumpe en la casa de un anciano adinerado y anuncia que lo despojará de sus objetos de valor y de su hermosa y joven esposa [para ser justos, ella está bastante predispuesta]. El imperturbable anciano lo maldice y, a partir de entonces, Edward pasa sus días y noches en una agonía insoportable, quejándose de que hay algo viviendo dentro de su pierna. La historia es narrada por Jim, quien recibe un telegrama desesperado de Edward, su hermano, rogándole que vaya a verlo. Jim encuentra a su hermano sufriendo una enfermedad debilitante que ningún médico ha logrado diagnosticar. Al parecer, podría ser psicosomático, o al menos así lo deducen los psiquiatras, ya que los estudios no revelan nada anormal en la pierna de Edward. Finalmente es internado en un hospital psiquiátrico, donde su agonía continúa a pesar de los esfuerzos de los médicos. Eventualmente, muere, y justo cuando Jim y el psiquiatra de cabecera, el doctor Jeffries, abandonan la habitación, notan una pequeña criatura peluda, negra, saliendo de la pierna de Edward (ver: En el Manicomio: la locura en la ficción gótica) El parásito [en términos orgánicos, no espirituales] se ha convertido en un motivo estándar del horror, pero de hecho tenía pocos precedentes cuando se publicó La marmota. Podemos pensar aquí en El parásito (Heartburn), de Hortense Calisher; La pierna humeante (The Smoking Leg) de John Metcalfe; y Lukundoo (Lukundoo) de Henry Lucas White. El relato de Allison V. Harding, sin embargo, se eleva sobre estos ejemplos, no tanto por su desarrollo, que ciertamente es eficiente y sofisticado, sino por el final. Aquí, no hay eruditos en lo oculto que crean en la historia de Edward. De hecho, nadie cree que haya una marmota en su pierna comiéndoselo por dentro. Está loco, evidentemente. Todos están convencidos de ello, tal es así que cuando Edward muere, y esta pequeña y desagradable criatura es vista saliendo del cadáver por Jim y el psiquiatra, ambos la ignoran, hacen un pacto de silencio sin formular una palabra, y continúan adelante con sus vidas, probablemente para conservar la cordura. En general, el relato de terror incluye la presencia de un protagonista dispuesto a involucrarse en el misterio, o al menos determinado a salir de él. Además, es probable que cuente con la asistencia de un sabio o un erudito que lo ilumine en cuestiones sobrenaturales, ocultas. Esta suele ser la premisa, que Allison V. Harding revierte maravillosamente en La marmota. El narrador no le cree a su hermano, y decide mirar hacia otro lado cuando se presenta la evidencia de que Edward estaba en lo cierto después de todo. El doctor Jeffries cumple el rol del sabio, pero de forma equivocada, precisamente porque su sabiduría excluye todo aquello que no entra dentro de su marco de referencia. Este aspecto de La marmota de Allison V. Harding no solo es brillante, sino que además pone en evidencia algunas exageraciones del género, por ejemplo, el clásico narrador que cuenta la historia en retrospectiva, al borde de la locura y el suicidio, aterrorizado por la culpa. Aquí, el narrador es conciente de que no le ha dado crédito a la historia de su hermano [que si bien era un cretino probablemente no merecía morir devorado desde adentro por una marmota], y de todos modos resuelve que no aceptará la verdad, no tanto por ser demasiado horrible, sino porque eso podría comprometer su cordura. Allison V. Harding fue una de las colaboradoras más prolíficas de Weird Tales, con 36 relatos publicados en menos de ocho años. Si bien ninguno es una obra maestra, todos son buenos, y todos son sumamente originales. Traducido al español por Sebastián Beringheli para El Espejo Gótico Análisis de: El Espejo Gótico http://elespejogotico.blogspot.com/2021/04/la-marmota-allison-v-harding-relato-y.html Texto del relato extraído de: http://elespejogotico.blogspot.com/2021/04/la-marmota-allison-v-harding-relato-y.html Musicas: - 01. Mind Tricks - Experia (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/352537 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
Audio Devocional "Crezcamos de Fe en Fe" - Ministerios Kenneth Copeland
«...¡Porque de la abundancia del corazón habla la boca. El hombre bueno saca cosas buenas del buen tesoro de su corazón; el hombre malo saca cosas malas de su mal tesoro» (Mateo 12:34-35) Así como las palabras no funcionan sin fe, la fe sin palabras, tampoco funciona. Ambas son necesarias para activar la ley de la fe. Hay muchos creyentes que ignoran ese principio. Siempre hablan palabras de duda e incredulidad. Luego, un día se les ocurre levantarse y declarar algunas palabras de fe, y esperan mover montañas. Sin embargo, para su sorpresa, las montañas no se mueven. ¿Por qué no se mueven? Porque Mateo 12:34-35 dice que son aquellas palabras que vienen del corazón las que producen resultados. La persona que dice algunas palabras de fe de vez en cuando, no las está declarando de la abundancia de su corazón; por eso no son eficaces. ¿Eso quiere decir que no deberías hablar palabras de fe hasta que no estés seguro de que tiene la fe para respaldarlas? ¡No! Hablar palabras de fe es un buen ejercicio espiritual. Por ejemplo: si quieres recibir sanidad, sujeta tu mente y tu boca a la Palabra de Dios en lo que concierne a la salud. En lugar de hablar de lo mal que te sientes, repite lo que dice Isaías 53:5: «Pero él será herido por nuestros pecados; ¡molido por nuestras rebeliones! Sobre él vendrá el castigo de nuestra paz, y por su llaga seremos sanados». Si continúas meditando en esas palabras y continúas repitiéndolas, la verdad que hay en ellas empezará a ir cada vez más profundo. Echarán raíz en tu corazón y empezaran a crecer. Eventualmente, estarás hablando de la abundancia de tu corazón. Y cuando eso suceda, no importará cómo luzcan las circunstancias. Porque sabrás que recibirás lo que has estado creyendo, y ni el mismo diablo podrá persuadirte de lo contrario. Habrás cruzado la línea de la esperanza a la fe, ¡y verás las montañas moverse! Lectura bíblica: Mateo 12:33-37 © 1997 – 2019 Eagle Mountain International Church Inc., también conocida como Ministerios Kenneth Copeland / Kenneth Copeland Ministries. Todos los derechos reservados.
El ciclo de la prohibición o ciclo restrictivo-binge es un patrón común de comportamiento alimentario que puede surgir como resultado de dietas restrictivas o de la mentalidad de dieta. Aquí te explico cómo funciona:Restricción: Una persona decide eliminar ciertos alimentos o grupos de alimentos de su dieta, a menudo en un intento de perder peso o alcanzar un "ideal de salud". Esta restricción puede ser física (es decir, no comer suficientes calorías o nutrientes) y/o psicológica (es decir, considerar ciertos alimentos como "malos" o "prohibidos").Ansiedad y obsesión: La restricción a menudo lleva a un aumento de la ansiedad y la obsesión por la comida. La persona puede pasar mucho tiempo pensando en los alimentos que ha "prohibido", y puede comenzar a sentir un fuerte deseo o antojo de estos alimentos.Atracón: Eventualmente, la persona puede ceder a estos antojos y terminar comiendo una gran cantidad del alimento "prohibido". Este episodio de atracones puede ir acompañado de sentimientos de pérdida de control.Culpa y vergüenza: Después del atracón, la persona puede sentirse culpable y avergonzada. Estos sentimientos pueden reforzar la mentalidad de dieta, y la persona puede decidir imponer aún más restricciones para "compensar" el atracón.Vuelve a la restricción: El ciclo entonces vuelve a comenzar con una mayor restricción, perpetuando así el patrón.En cuanto a si es "bueno y necesario compensar", la mayoría de los expertos en salud y nutrición dirían que no. La idea de "compensar" un atracón a menudo conduce a más restricción y perpetúa el ciclo de la prohibición. En lugar de intentar compensar, es más saludable tratar de entender por qué ocurrió el atracón y trabajar en estrategias para prevenir futuros atracones.Esto puede incluir cosas como:Adoptar un enfoque más flexible hacia la alimentaciónTrabajar en la mejora de la relación con la comida y con el cuerpoAprender estrategias de afrontamiento para manejar el estrés y las emociones negativasBuscar el apoyo de un profesional de la salud mental o de un dietista registrado, si es necesarioEs importante recordar que todos tenemos días en los que comemos más de lo que nuestro cuerpo necesita. Esto es normal y no es algo de lo que debamos sentirnos culpables o que necesitemos "compensar". Lo más saludable es volver a nuestras rutinas normales de alimentación y actividad física sin castigarnos ni restringirnos.
Después de trabajar durante 15 años en la NASA, Bill Vaile renunció a su trabajo debido a su divorcio y regresó a Arlington, Texas para estar con su hermano. Eventualmente comenzó a trabajar en la compañía de purificación de agua de su hermano. Un sábado, después de una extraña solicitud de visita a domicilio, Bill fue a la casa del cliente para demostrar el uso y la instalación del sistema de purificación de agua de la empresa. Pero se encontró con otra cosa en la casa del cliente. Desde ese día, Bill comenzó a experimentar cosas aterradoras en su casa que nunca se podrían entender.
El 12 de enero del 2010 un terremoto devastador azotó Haití provocando que millares de sus ciudadanos dejaran sus hogares para buscar un mejor futuro en otras partes del mundo. Elena y Petiane son dos refugiadas Haitianas que salieron de su país de origen para encontrar trabajo en América del Sur. Eventualmente llegaron a Tijuana ya que tenían como objetivo cruzar a EE. UU. Sin embargo, después de un giro en sus vidas, decidieron hacer de Tijuana su nuevo hogar. @portofentrypod ********* Port of Entry está de regreso ¡Ahora con contenido en español! Después de una larga pausa, estamos muy emocionados de compartir con ustedes historias nuevas sobre nuevos migrantes que han hecho de Tijuana y la Baja su nuevo hogar y el impacto que han tenido en el paisaje culinario. Acompaña a nuestros anfitriones Natali y Alan en sus entrevistas con estos increíbles personajes que comparten sus fascinantes historias y las de sus familias. Si te gusto el episodio, comparte con quien tú quieras, ¡déjanos un like y tú comentario en nuestras redes! @portofentrypod *********** Encuentranos en Facebook y en Instagram www.facebook.com/portofentrypodcast www.instagram.com/portofentrypod Puedes apoyar nuestro podcast en www.kpbs.org/donate, escribe en la sección de regalos (gift section) “Port of Entry” y como agradecimiento te mandaremos un regalito de parte del programa. Si tu empresa u organización sin fines de lucro desea patrocinar nuestro podcast, envía un correo a corporatesupport@kpbs.org Nos encantaría recibir tu retroalimentación, envíanos un mensaje al 619-500-3197 o un correo a podcasts@kpbs.org con tus comentarios y/o preguntas sobre nuestro show. ‘'Port of Entry'' es escrito, producido y dirigido por Julio C. Ortiz Franco Luca Vega es el Productor Técnico y Diseñador Sonoro Alisa Barba es nuestra editora. Los episodios son traducidos y adaptados por Julio C. Ortiz Franco y Natalie González. Elma Gonzalez y M.G. Perez son nuestros editores en Español Lisa Morissette-Zapp es la Directora de Programación de Audio y Operaciones. John Decker es el Director de Desarrollo de Contenido. This program is made possible, in part, by the Corporation for Public Broadcasting, a private corporation funded by the American people.
Hoy reconocemos que los días difíciles son parte de la vida, pero recordamos que al final del día todo va a estar bien y seguimos siendo suficientes tal cual somos.En este episodio hablamos de:Eventualmente, todo va a pasarTomar un paso en falso no te resta valorEs válido pedir ayuda¡DESPERTANDO PODCAST TIENE UN NUEVO LIBRO! En él encontrarás tips, reflexiones, herramientas y ejercicios para trabajar en tu amor propio, tus hábitos, tu bienestar y tus relaciones. Conoce toda la información y adquiere el tuyo es despertandopodcast.com/libro.Si quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:Instagram: https://www.instagram.com/despertandodurmiendo Facebook: https://www.facebook.com/despertandopodcast TikTok: https://www.tiktok.com/@despertandodurmiendo YouTube: https://www.youtube.com/c/DespertandoDurmiendoPodcastSi quieres conocer más sobre nuestros podcasts visita https://www.dudasmedia.com/ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.