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Convidado
“Não se pode premiar quem viola a democracia”: diáspora pressiona Macron sobre condecoração a Embaló

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 8:37


A diáspora guineense enviou uma carta ao Presidente francês, Emmanuel Macron, pedindo a retirada da Legião de Honra atribuída a Umaro Sissoco Embaló, alegando que o mandato do antigo Presidente da Guiné-Bissau foi marcado por violações da Constituição, repressão política e enfraquecimento das instituições democráticas. Braima Mané, economista e um dos mais de 50 signatários da iniciativa, afirma que a manutenção da condecoração contradiz os valores da democracia, dos direitos humanos e do Estado de direito que a França diz defender. O que é que pretendem com esta iniciativa? Pretendemos alertar as autoridades francesas para o facto de Umaro Sissoco Embaló não reunir as condições morais e políticas compatíveis com uma distinção como a Legião de Honra. Consideramos que a sua actuação política foi contrária aos valores que esta condecoração simboliza. É por essa razão que consideram que uma pessoa com este percurso não deve continuar a ser detentora da Legião de Honra francesa? Exactamente. Não é uma carta contra a pessoa de Umaro Sissoco Embaló; é uma carta em defesa de um princípio. Como guineenses, aspiramos ao programa maior sonhado por Amílcar Cabral, que ainda não se concretizou porque certas pessoas continuam a bloquear o processo de democratização da Guiné-Bissau. É necessário consolidar as instituições para, depois, lançar o país num verdadeiro processo de desenvolvimento. Entendemos que não se pode premiar quem viola esses princípios. Na carta falam de uma deriva autoritária. Quais são os acontecimentos mais graves que demonstram essa degradação do Estado de direito na Guiné-Bissau nos últimos anos? Entre 2020 e 2026, Umaro Sissoco Embaló manteve-se no poder para além do limite constitucional. Desde que assumiu funções, registaram-se episódios recorrentes de perseguição e até de tortura de activistas, adversários políticos e deputados. Assistimos também à captura de instituições da República, nomeadamente do Supremo Tribunal de Justiça. Todas as instituições passaram a servir exclusivamente os seus interesses. Nas últimas eleições, por exemplo, o candidato da plataforma PAI-Terra Ranka- Domingos Simões Pereira- foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais sem qualquer fundamento legal. Existem ainda relatos e imagens de pessoas torturadas e até assassinadas. Temos também o episódio recente do alegado golpe de Estado, que consideramos ter sido um simulacro destinado a evitar a transferência do poder e a rejeitar a lógica democrática. Os seis anos de Sissoco Embaló demonstram comportamentos que não são aceitáveis numa democracia. No caso concreto da Guiné-Bissau, o país e o povo foram sequestrados por uma organização criminosa que se apresenta como força política, mas que, do nosso ponto de vista, não o é. Tudo isto acontece com a conivência de sectores militares. Não se trata apenas de uma questão política. Como avalia a situação de Domingos Simões Pereira e o impacto que ela tem na democracia do país? O engenheiro Domingos Simões Pereira, goste-se ou não da sua orientação política, destaca-se como uma das figuras com maior apego à democracia. Apresenta-se a eleições, vence eleições, mas não o deixam governar. Isto acontece porque sabem que, se lhe permitirem governar um mandato completo, a situação da Guiné-Bissau poderá mudar. A Guiné-Bissau é um dos poucos países em desenvolvimento que reúne praticamente todas as condições para prosperar, mas não o consegue porque está sequestrado. As pessoas que tentam concretizar o ideal de Amílcar Cabral e um projecto de desenvolvimento para o país acabam sistematicamente bloqueadas e impedidas de avançar. A carta refere alegadas irregularidades nas eleições presidenciais de 2025. Que elementos sustentam essas acusações? As irregularidades ocorreram a dois níveis. Antes das eleições, o Supremo Tribunal de Justiça, que é a mais alta instância judicial do país, não decidiu as candidaturas com base na lei. Esse foi, justamente, o mecanismo utilizado para afastar o principal adversário político de Sissoco Embaló. O próprio Sissoco Embaló não esperava que Fernandes Dias da Costa vencesse as eleições. No entanto, venceu, em grande medida graças ao apoio de Domingos Simões Pereira e da sua plataforma política. Pela primeira vez na jovem democracia guineense, um candidato venceu as eleições presidenciais à primeira volta. Toda a gente sabia o que estava a acontecer. Estiveram presentes observadores internacionais, representantes da União Africana e da CPLP. As eleições na Guiné-Bissau apresentam um paradoxo: são normalmente processos tranquilos, transparentes e civilizados. O povo aderiu a um projecto político e eles sabem que perderam. O problema é que dispõem das armas e têm utilizado esse poder para impedir a concretização da vontade popular. O que aconteceu a Domingos Simões Pereira não tem sustentação legal. Não se trata de uma detenção judicial; trata-se de um sequestro. São homens armados que actuam sob orientação de Sissoco Embaló, a partir do estrangeiro, com o objectivo de neutralizar ou afastar Domingos Simões Pereira da cena política. Como explica a reacção da comunidade internacional perante esta situação? É inegável que existe uma certa fadiga por parte da comunidade internacional relativamente à situação da Guiné-Bissau. A CEDEAO, na sua configuração actual, não tem capacidade nem credibilidade suficientes para resolver o problema. A própria organização atravessa dificuldades, agravadas pelo afastamento dos três países do Sahel. Tudo isto contribuiu para uma certa normalização da crise guineense. Foi criado um Conselho Nacional de Transição e adoptada uma nova Constituição sob o silêncio, ou até alguma conivência, da comunidade internacional? Sim. E isso não se aplica apenas às organizações africanas. Refiro-me também à União Africana, à CPLP e, em particular, a Portugal e ao Brasil, que deveriam desempenhar um papel mais activo junto das restantes organizações internacionais, nomeadamente da União Europeia. Existe uma preocupante indiferença. O maior perigo é o risco de resignação colectiva. Essas organizações acabam por dialogar com entidades que consideramos ilegais e inconstitucionais. Quem integra esse Conselho Nacional de Transição? Militares e sectores derrotados nas últimas eleições. Trata-se, no fundo, de um conselho dos derrotados. Quanto à nova Constituição, entendemos que foi encomendada por Sissoco Embaló quando este já exercia funções à margem da Constituição vigente. A elaboração constitucional é uma competência que pertence aos deputados. O objectivo é, mais uma vez, neutralizar os opositores, nomeadamente Domingos Simões Pereira, regressar triunfalmente à Guiné-Bissau, participar no simulacro eleitoral previsto para Dezembro e consolidar definitivamente um regime autocrático. É também por causa desse receio que enviam esta carta? O objectivo principal desta carta é demonstrar que a conduta e as práticas de Umaro Sissoco Embaló não são compatíveis com os valores de honra que a França procura representar. Mas existem também dois objectivos complementares. O primeiro é alertar a comunidade internacional para a gravidade da situação na Guiné-Bissau. O segundo é chamar a atenção para a necessidade de actuar antes das eleições. Se a situação continuar a deteriorar-se, existe o risco de uma escalada da violência. A eurodeputada portuguesa do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, pediu sanções contra a Guiné-Bissau. O que esperam dessa iniciativa? O Parlamento Europeu aprovou uma resolução, por larga maioria, condenando aquilo que considera ter sido um golpe e recomendando à Comissão Europeia a adopção de medidas, incluindo sanções. Contudo, nada aconteceu até agora. As sanções podem ser instrumentos muito eficazes. Essas pessoas dependem da possibilidade de viajar e de manter relações internacionais para procurarem afirmar alguma legitimidade. Além disso, existem mecanismos de financiamento que devem ser revistos. É necessário limitar todas essas fontes de apoio. Já receberam alguma resposta do Presidente francês a esta carta? Ainda não recebemos qualquer resposta. Estamos a aguardar. Gostaria de acrescentar que não ficaremos por aqui. Pretendemos dirigir iniciativas semelhantes às autoridades de Cabo Verde, uma vez que aquele país também condecorou Umaro Sissoco Embaló com a Medalha Amílcar Cabral. Tencionamos igualmente desenvolver diligências junto das autoridades portuguesas.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: UCID propõe choque fiscal para dinamizar a economia

Convidado

Play Episode Listen Later May 12, 2026 10:00


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com a participação de cinco formações políticas, entre elas a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), que concorre em 10 dos 13 círculos eleitorais. O líder do partido, João Santos Luís, defende medidas para combater a pobreza, a redução da carga fiscal sobre as importações e um maior investimento na economia azul. A UCID afirma que estas eleições podem representar um momento de transformação para o país. Esse objectivo passa por um maior equilíbrio no Parlamento? Estas eleições são de extrema importância para o país. Gostaríamos de romper com o passado e criar condições para que o país tenha um poder político equilibrado no Parlamento, capaz de promover uma governação equilibrada, de respeito pela população e mais transparente. Após 50 anos de independência e 35 anos de democracia, entendemos que já é tempo de o povo cabo-verdiano ter um sistema político que beneficie verdadeiramente o país e os cidadãos. Neste momento, o país tem mais de 100.000 cidadãos em situação de pobreza absoluta. Continuamos a importar mais de 90% do que consumimos, apesar de os dados macro-económicos se apresentarem razoáveis. Contudo, na prática, existem muitos contrastes, sobretudo ao nível do desemprego. Temos uma taxa de desemprego relativamente baixa, mas que contrasta claramente com a saída desenfreada de jovens à procura de melhores oportunidades noutros países. A UCID propõe um choque fiscal para dinamizar a economia cabo-verdiana. De que forma será implementado esse projecto? Temos uma política fiscal que é inimiga do investimento. Propomos que as alfândegas, que representam cerca de 67% das receitas do Orçamento do Estado, vejam esse peso reduzido através de um plano plurianual. O objectivo é criar condições para que os operadores e agentes económicos beneficiem de uma redução dos impostos pagos na importação de mercadorias e, consequentemente, os produtos possam chegar ao mercado a preços mais baixos. Entendemos que, numa primeira fase, o Estado poderá perder alguma receita, mas essa perda poderá ser compensada através da criação de novos negócios e da expansão das actividades económicas já existentes. É também uma forma de diversificar a economia face à dependência do turismo? Essa é igualmente uma das nossas preocupações: diversificar a economia através de um forte investimento no sector primário - agricultura, pesca e pecuária. O sector transformador deve ter capacidade para atrair indústrias para o país e certificar, com qualidade, os produtos provenientes do sector primário. Infelizmente, sem um sector primário forte, também não podemos ter um sector transformador plenamente funcional. Privilegiando também a economia azul? O país podia, por exemplo, viver apenas do sector da pesca e da aquacultura, mas não existem investimentos suficientes na economia azul. Pretendemos investir fortemente neste sector, através de investimentos estruturantes na pesca, na aquacultura e noutras áreas ligadas à economia azul, para alavancar a economia e criar melhores condições de vida para a população. O senhor afirma que a situação dos transportes em Cabo Verde é caótica. Que propostas apresenta a UCID para melhorar a mobilidade entre as ilhas? Este é outro dos grandes problemas do país. Temos uma política de transportes marítimos e aéreos que já não responde às necessidades nacionais. No caso do transporte marítimo, existe um contrato assinado em 2019 com a Transinsular, posteriormente transformada em Cabo Verde Interilhas, que não serve o país, quer ao nível da regularidade, quer em relação aos navios que se comprometeu a colocar em operação. A UCID entende que é necessário conceber uma nova política de transportes marítimos, capaz de promover uma mobilidade natural e dinâmica da população entre as ilhas, facilitar a circulação dos turistas que visitam o país e contribuir para a unificação do mercado nacional, que actualmente não existe. Relativamente ao transporte aéreo, temos afirmado que os preços praticados nas ligações inter-ilhas são proibitivos. O que pretendemos é criar uma nova política de transporte aéreo inter-ilhas que permita reduzir os custos operacionais e as taxas aeroportuárias, possibilitando assim a redução do preço dos bilhetes. Apesar dos avanços no sector da saúde, persistem desigualdades entre as ilhas. Que soluções defende o seu partido para garantir um acesso mais equitativo? Apesar de alguns avançosterem sido registados ao longo dos últimos 50 anos, continuamos a enfrentar desafios importantes no sector da saúde, sobretudo ao nível do acesso. Há falta de especialistas, principalmente nos hospitais públicos, e a população continua a enfrentar longas listas de espera para consultas de especialidade e exames de diagnóstico. A UCID propõe que o Sistema Nacional de Saúde crie condições para que entre 30% e 40% dos médicos dos hospitais públicos trabalhem em regime de exclusividade, de forma a humanizar o atendimento e reduzir as listas de espera. Além disso, defendemos um forte investimento na formação e capacitação de especialistas em todas as áreas, para que a população encontre respostas adequadas quando procura cuidados de saúde. Para evitar o recurso a cuidados médicos no estrangeiro? Este investimento nas especialidades médicas em Cabo Verde permitirá também reduzir os custos associados às evacuações para o estrangeiro. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde.  Que modelo defende a UCID para descentralizar o poder? Temos ilhas e municípios com grande potencial de desenvolvimento. O Governo tem feito algum esforço na aprovação de medidas legislativas, mas essas medidas têm sido apenas de desconcentração administrativa e não têm servido eficazmente o país. Precisamos de uma verdadeira descentralização, que permita a afectação de recursos e competências e que dê às ilhas autonomia para desenvolverem as suas potencialidades locais, contribuindo para uma melhor qualidade de vida das populações. Entendemos que a melhor forma de concretizar esse objectivo é através da regionalização. A regionalização não implicará mais despesas para o Estado? A regionalização que defendemos deve ser enquadrada numa reforma profunda do Estado, com o objectivo de reduzir os custos da máquina estatal, diminuir os elencos governamentais, o número de deputados, vários institutos públicos e direcções nacionais, criando assim condições para uma redução global da despesa pública. Esta reforma permitirá uma melhor dinâmica de desenvolvimento para as regiões, ilhas e municípios. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o Partido Popular para apoiar a diáspora cabo-verdiana? Entendemos que a diáspora cabo-verdiana tem um contributo fundamental a dar ao desenvolvimento socio-económico e político de Cabo Verde. No entanto, a Constituição da República, aprovada em 1992, estabelece um Parlamento com até 72 deputados. Actualmente, mais de um milhão de cabo-verdianos na diáspora estão representados por apenas seis deputados, enquanto cerca de 500.000 residentes em Cabo Verde são representados por 66 deputados. Existe aqui uma desproporção que deve ser corrigida através de uma revisão constitucional, permitindo uma maior representação e participação da diáspora no Parlamento e no desenvolvimento do país. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas recomenda o partido para lidar com este flagelo? Acreditamos que o país deve investir fortemente em energias renováveis e limpas. É necessário criar condições para reforçar a resiliência do país face às alterações climáticas, apostando na prevenção e em medidas concretas de adaptação. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve adoptar Cabo Verde em termos de política externa? Cabo Verde deve adoptar uma posição de não-alinhamento, promovendo o diálogo e contribuindo para a prevenção de conflitos, ao mesmo tempo que reforça uma diplomacia económica ao serviço do desenvolvimento do país. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como enfrentá-los? É necessário trabalhar continuamente na consolidação da democracia. Sabemos que a democracia não é um dado adquirido; é algo que se constrói todos os dias. Em Cabo Verde persistem ainda problemas como represálias, revanchismo, medo e alguma vingança política. Entendemos que, tendo existido um poder mais concentrado ao longo dos últimos 50 anos, é fundamental incentivar a participação dos cidadãos. A democracia exige participação cívica, para que os cidadãos possam escolher de forma consciente os seus representantes e contribuir para o fortalecimento do sistema democrático.

Noticias de América
Liberación de presos en Cuba: "Pretendemos que haya una amnistía general" para los presos políticos, dice opositor

Noticias de América

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 2:37


El anuncio de la excarcelación de unos 2.000 presos comunes por parte del Gobierno cubano abre la esperanza para liberar a miles de presos políticos cuya salida reclaman Washington y organizaciones internacionales. Le preguntamos sobre este tema a Manuel Cuesta, presidente del Consejo para la Transición Democrática en Cuba. RFI: ¿Puede ser esta la señal que reclamaba Donald Trump para rebajar la asfixia petrolera impuesta hace tres meses en la isla? Manuel Cuesta: Yo creo que busca enviar ese mensaje a Estados Unidos, y eso puede ser resultado de algún punto en esa negociación que desconocemos en su contenido. Pero de hecho, los Estados Unidos ya aligeraron la presión, sobre todo en términos de la asfixia, permitiendo que entraran barcos petroleros. En esa señal creo que va indicada esta liberación de los presos políticos. Que es desafortunada, porque lo que nosotros pretendemos es que haya una amnistía general y una despenalización del ejercicio de los derechos, para cerrar el ciclo de esa puerta giratoria que entran unos y salen otros y así nos mantenemos a lo largo de todos esos años. RFI: ¿Cree que en los próximos días se podrían realizar las reclamadas liberaciones de presos políticos que formarían parte del primer indulto castrista? Manuel Cuesta: Yo creo que sí. Yo creo que la movida del Gobierno va en la dirección de proteger su discurso y su imagen. Ellos no reconocen el presidio político en Cuba, por lo tanto no iban a estar liberando inmediata y primeramente a presos políticos, aunque semanas atrás había ocurrido una liberación de 51 personas entre las cuales ya había presos políticos. Pero yo creo que en las próximas semanas sí podemos ver que se van a ir liberando algunos otros presos políticos, de los que están en las listas de los grupos de derechos humanos, de la sociedad civil, de lo que está pidiendo la comunidad internacional. RFI: ¿De cuántos estaríamos hablando? Manuel Cuesta: Bueno, en prisión siempre las estadísticas según la organización oscilan, porque no todos manejan los mismos criterios, pero se cuentan entre 800 y 1.200 presos políticos. Y esperemos que el Gobierno empiece por el 11 J, una mayoría de jóvenes que salieron a ejercer sus derechos y punto. No son los presos más emblemáticos, el Gobierno desafortunadamente creo que va a manejar en un esquema usual y habitual para el gobierno de negociación, pero esperemos que empiecen esas liberaciones en las próximas semanas. Por el momento el régimen cubano no ha dado detalles específicos sobre estas excarcelaciones, aunque dejó entrever que se trata de un gesto humanitario por las celebraciones religiosas de Semana Santa. Queda por saber si están relacionadas con las negociaciones en curso entre Cuba y Estados Unidos.

Noticias de América
Liberación de presos en Cuba: "Pretendemos que haya una amnistía general" para los presos políticos, dice opositor

Noticias de América

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 2:37


El anuncio de la excarcelación de unos 2.000 presos comunes por parte del Gobierno cubano abre la esperanza para liberar a miles de presos políticos cuya salida reclaman Washington y organizaciones internacionales. Le preguntamos sobre este tema a Manuel Cuesta, presidente del Consejo para la Transición Democrática en Cuba. RFI: ¿Puede ser esta la señal que reclamaba Donald Trump para rebajar la asfixia petrolera impuesta hace tres meses en la isla? Manuel Cuesta: Yo creo que busca enviar ese mensaje a Estados Unidos, y eso puede ser resultado de algún punto en esa negociación que desconocemos en su contenido. Pero de hecho, los Estados Unidos ya aligeraron la presión, sobre todo en términos de la asfixia, permitiendo que entraran barcos petroleros. En esa señal creo que va indicada esta liberación de los presos políticos. Que es desafortunada, porque lo que nosotros pretendemos es que haya una amnistía general y una despenalización del ejercicio de los derechos, para cerrar el ciclo de esa puerta giratoria que entran unos y salen otros y así nos mantenemos a lo largo de todos esos años. RFI: ¿Cree que en los próximos días se podrían realizar las reclamadas liberaciones de presos políticos que formarían parte del primer indulto castrista? Manuel Cuesta: Yo creo que sí. Yo creo que la movida del Gobierno va en la dirección de proteger su discurso y su imagen. Ellos no reconocen el presidio político en Cuba, por lo tanto no iban a estar liberando inmediata y primeramente a presos políticos, aunque semanas atrás había ocurrido una liberación de 51 personas entre las cuales ya había presos políticos. Pero yo creo que en las próximas semanas sí podemos ver que se van a ir liberando algunos otros presos políticos, de los que están en las listas de los grupos de derechos humanos, de la sociedad civil, de lo que está pidiendo la comunidad internacional. RFI: ¿De cuántos estaríamos hablando? Manuel Cuesta: Bueno, en prisión siempre las estadísticas según la organización oscilan, porque no todos manejan los mismos criterios, pero se cuentan entre 800 y 1.200 presos políticos. Y esperemos que el Gobierno empiece por el 11 J, una mayoría de jóvenes que salieron a ejercer sus derechos y punto. No son los presos más emblemáticos, el Gobierno desafortunadamente creo que va a manejar en un esquema usual y habitual para el gobierno de negociación, pero esperemos que empiecen esas liberaciones en las próximas semanas. Por el momento el régimen cubano no ha dado detalles específicos sobre estas excarcelaciones, aunque dejó entrever que se trata de un gesto humanitario por las celebraciones religiosas de Semana Santa. Queda por saber si están relacionadas con las negociaciones en curso entre Cuba y Estados Unidos.

Kilómetro Cero
Kilometro Cero: LuzMadrid y Hostelería madrileña

Kilómetro Cero

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 77:45


Jaume Segalés y su equipo comentan asuntos de la actualidad y traen las mejores recomendaciones culturales. Hoy en Km0, tras repasar la actualidad informativa y deportiva, profundizamos en los siguientes asuntos: LuzMadrid y Hostelería madrileña LuzMadrid 2026 Vuelve el Festival Internacional de Luz de Madrid. Celebra su 3ª edición esta semana, del 12 al 14 de marzo. Organizado por el Área de Cultura, Turismo y Deporte del Ayuntamiento, este año nos brinda 15 espectaculares intervenciones lumínicas de artistas internacionales dirigidas a ensalzar el patrimonio, la memoria y el paisaje urbano. Obras de arte realizadas con luz que podrán disfrutarse jueves, viernes y sábado de 19:30 a 00:00. La gran novedad de este año es la incorporación de espacios en el distrito de Arganzuela y su entorno. Matadero como referente del patrimonio industrial madrileño y arquitectura reconvertida. La Glorieta de San Víctor como punto de memoria de vivienda obrera e identidad de barrio. También las arquitecturas neomudéjares del IES Cervantes y del Complejo Cultural El Águila, así como el paisaje de Madrid Río, la Explanada Multiusos y el Palacio de Cristal de Arganzuela. Además de en este eje, LuzMadrid 2026 suma localizaciones en los distritos de Retiro, Centro y Chamberí. En ellas, la Galería de Cristal del Palacio de Cibeles como enclave singular, la medieval Plaza de la Villa y el Frontón Beti Jai, Premio Nacional de Restauración y Conservación de Bienes Culturales 2025. El evento se completa con intervenciones en Cineteca Madrid, CentroCentro, la fachada del Círculo de Bellas Artes y el Espacio Cultural Serrería Belga. Entrevistamos a la directora artística de LuzMadrid, Delia Piccirilli. Estrategia de la hostelería madrileña Hostelería Madrid - asociación profesional que representa a un sector con más de 29.000 bares, restaurantes, cafeterías y catering en los que trabajan más de 150.000 profesionales - ha presentado su Plan Estratégico 2026-2029, cuyos pilares fundamentales son la sostenibilidad, la formación y el emprendimiento. Entrevistamos a su presidente, José Antonio Aparicio, que nos ha dado los detalles de esta guía estratégica de la principal organización empresarial de la hostelería madrileña. Su enfoque consiste en profesionalizar la gestión y responder con mayor eficacia a las demandas del sector. Aparicio ha recalcado que "este plan estratégico es la hoja de ruta que pretende ser la guía de funcionamiento de la asociación más representativa de la Comunidad de Madrid". "En base al conocimiento que Hostelería Madrid tiene de las demandas de todos los hosteleros de la Comunidad de Madrid, a los que proporciona servicios y escucha cada día, puede establecer ese catálogo de prioridades que deben orientar a la asociación para poder satisfacer esas demandas que nos exige el sector". "Un sector constituido, en su mayoría, más del 94%, por empresas de menos de 10 trabajadores". "Y lo hacemos sobre tres pilares, la sostenibilidad, la formación y el emprendimiento". "Estas líneas estratégicas darán lugar a proyectos que a su vez encajarán con la estrategia municipal y de la Comunidad de Madrid, las dos instituciones con responsabilidades en el sector". "Pretendemos establecer una hoja de ruta estable, un legado para el futuro de la asociación más representativa de nuestra región que refleje las necesidades de un sector diverso que tiene un importante papel en la economía y el empleo, pero también un fuerte componente social", ha señalado el presidente de la entidad.

Radio 5
8M: Anunciaron una agenda con diversas actividades de concientización por el mes de la mujer

Radio 5

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 4:28


Gabriela Luna Echegaray expresó: “Estamos difundiendo esta invitación a toda la comunidad, queremos que nos acompañen a conmemorar este mes y contarles que habrá acciones vinculadas a la temática durante todo el año. Desde el municipio, trabajamos todos los días en políticas de género, es algo que nos ocupa y preocupa especialmente en estos momentos”.“Entendemos que este es realmente un “Tiempo de Mujeres”, donde por suerte los avances nos permiten decir todo lo que hacemos y todo lo que queremos hacer. Pretendemos seguir peleando por espacios cada vez más amplios”, profundizó.En esta línea, el 8 de marzo se realizará la Feria 8M y el desfile “Tiempo de Mujeres”, con la participación de las artistas pampeanas Mayra Mallet, Laura Weizz y Uma Aquaroli. Será en las calles 19 y 20, con la apertura del centro peatonal.El miércoles 11, en el Sindicato de Camioneros ubicado en calle 21 entre Avenida y 18, de 10:00 a 12:00, se ofrecerá la charla-debate “Voces Invisibilizadas: Mujeres con Discapacidad en la Sociedad”.El jueves 12, a las 21:00, se proyectará la película “La Noche Sin Mi” en el cine Gran Pampa con entrada libre y gratuita. El film presenta una historia atravesada por las vivencias y desafíos que enfrentan las mujeres, ofreciendo una propuesta cinematográfica que invita a la reflexión y al acompañamiento de esta fecha. El viernes 13 habrá un espacio de escucha y una intervención de arte urbano de la mano de la agrupación universitaria Miles y la UNLPAM. La actividad tendrá lugar en calle 7 entre 108 y 110, a las 17:30.Posteriormente, el miércoles 18 se desarrollará la charla informativa “Mujeres en Movimiento”, una iniciativa vinculada a la seguridad vial. La misma tendrá lugar en la Clínica de Manejo Seguro ubicada en el Paseo Belgrano, a las 18:00.Finalmente, se concretará una nueva edición del ciclo de conversatorios denominado “Mujeres que Impulsan” en la Fundación para el Desarrollo Regional, situada en calle 32 N° 921. La convocatoria es para el 31 de marzo, a las 19:00.

Vida em França
Leiria afirma em Paris a força da sua música e criatividade

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 9:54


O projeto Leiri@Paris, promovido pela Leiria Cidade Criativa da Música UNESCO na Casa de Portugal André de Gouveia, terminou em Paris com um concerto do guitarrista Pedro Santos, reforçando a ligação cultural entre Leiria e a capital francesa. No encerramento, a vereadora da Educação e Cultura e vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça destacou a importância desta presença internacional para projectar os artistas leirienses além-fronteiras. “É um momento muito importante”, afirmou a autarca ao início da conversa. “É um momento de diálogo cultural entre Leiria e Paris através da música e das artes. Trazer até Paris músicos leirienses, especialmente jovens talentosos que já estão a fazer um percurso internacional, é para nós um grande orgulho.” A presença em Paris decorre da visão que Leiria vem afirmando nos últimos anos: uma cidade que aposta na criatividade, na educação artística e na diplomacia cultural como motores de desenvolvimento. “É uma afirmação do nosso projecto Leiria Cidade Criativa da Música da UNESCO”, sublinhou Anabela Graça. “Pretendemos que esta marca se concretize através de acções concretas, projectos, e este é um deles. Leiria Paris é um dos muitos projectos de divulgação da música e das artes que queremos ver crescer.” Cidades Criativas: rede que multiplica oportunidades O ciclo surgiu da participação de Leiria na rede das Cidades Criativas da UNESCO. Para a vereadora, essa ligação internacional tem sido decisiva: “A rede tem influenciado profundamente a nossa estratégia cultural. Valoriza os músicos, promove experiências, cria diálogos com outros países e abre portas a novas comunidades. Estamos a levar Portugal e Leiria para fora de portas com o melhor que temos: a cultura.” A autarca destaca ainda a singularidade do ecossistema cultural leiriense: “Leiria tem uma diversidade enorme de talentos e de estruturas culturais, muito assentes no associativismo. Contamos com cerca de 70 associações culturais no concelho, o que faz toda a diferença.” Essa força colectiva reflecte-se numa tradição musical com décadas de história: “Temos 11 filarmónicas, três conservatórios e há famílias em que avós, pais e filhos passam todos pela música. Isto marca uma comunidade, cria identidade e gera continuidade”, explicou. No caso do guitarrista Pedro Santos, que encerrou o ciclo com um recita, o percurso evidencia essa base sólida. “O Pedro é fruto de uma escola, o Orfeão de Leiria, que ao longo de décadas tem feito com que Leiria apareça nos palcos do mundo através da sua formação musical. Muitos destes jovens continuam os seus percursos no estrangeiro e mantêm-se ligados à cidade.” Educação artística como estratégia de desenvolvimento A aposta cultural de Leiria assenta também num investimento estruturado na educação. “Pensar o desenvolvimento de um território é apostar na cultura e na educação”, defende Anabela Graça. “Em Leiria, todas as crianças dos 3 aos 6 anos têm música e dança semanalmente. É um investimento assumido pelo município e é uma semente para o futuro.” A autarca acredita que esta relação precoce com as artes tem impacto directo na vitalidade cultural da região; uma vez que “desperta atenção, sensibilidade e vontade de participar. E os resultados estão à vista na quantidade de músicos e artistas que Leiria tem formado.” É essa continuidade que sustenta o reconhecimento internacional. “Foi precisamente pela nossa história ligada à música que recebemos o selo UNESCO”, afirma. Com cerca de 400 músicos activos no concelho, Leiria destaca-se no panorama nacional por uma densidade artística invulgar para um território de média dimensão. Com o ciclo Leiri@Paris agora concluído, a autarquia pretende dar continuidade à estratégia de internacionalização. “Vamos avaliar esta experiência, que tem sido extremamente positiva, e com certeza encontraremos outras formas de levar os nossos artistas a outras partes do mundo”, assegura Anabela Graça. A vereadora lembra, ainda, que o trabalho em rede é uma marca identitária do concelho e que a cooperação vai continuar a orientar os projectos futuros. “O trabalho colaborativo faz parte do ADN de Leiria”, afirma. “A candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027, feita com 26 municípios, ensinou-nos que os territórios têm de se unir através da cultura. Mesmo sem termos sido seleccionados, ganhámos uma aprendizagem fundamental.”

El Larguero
Entrevista | Patri Guijarro, sobre el papel de favoritas: "Pretendemos ser un rival fuerte y destacado"

El Larguero

Play Episode Listen Later Jul 16, 2025 17:16


La jugadora del Barcelona atiende a Sonia Lus en 'El Larguero' antes del partido de cuartos de final frente a Suiza

Hora 25
La Contra | "Cuidado con poner los listones morales, raro es el día en que no hayamos hecho algo más censurable que lo que pretendemos censurar"

Hora 25

Play Episode Listen Later Jun 26, 2025 3:24


Manuel Jabois reflexiona sobre las críticas de Felipe González a la amnistía

Hora 25
La Contra | "Cuidado con poner los listones morales, raro es el día en que no hayamos hecho algo más censurable que lo que pretendemos censurar"

Hora 25

Play Episode Listen Later Jun 26, 2025 3:24


Manuel Jabois reflexiona sobre las críticas de Felipe González a la amnistía

EL MIRADOR
EL MIRADOR T05C185 Mari Luz Marín: "Pretendemos trasmitir a la sociedad una historia de tres millones de historias" (28/05/2025)

EL MIRADOR

Play Episode Listen Later May 28, 2025 13:46


El próximo sábado tiene lugar la presentación del documental "Me llaman Cote" en el Teatro Pujante, Centro de Artes Escénicas de Beniel, a las 19 horas. Cuenta la historia de José Manuel Robles Marín, Cote, joven con la enfermedad de los huesos de cristal y un ejemplo de superación. En la actualidad está terminando sus estudios y realiza actividades culturales y de voluntariado. Nos cuentan la experiencia Mari Luz Marín, madre de Cote, y Rafa García, productor del documental.

Cadena SER Navarra
Elga Molina, directora de Vivienda en Navarra: Pretendemos frenar la escalada; este sistema establece una congelación de precios en la vivienda de alquiler

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later May 19, 2025 9:41


La directora general de Vivienda del Gobierno de Navarra, Elga Molina, explica en La Ventana algunos detalles de la orden foral que determina las zonas tensionadas de vivienda en 21 municipios navarros. A principios de julio calcula que será efectiva la limitación de precios de los alquileres. "No estamos hablando de que la gente se va a a ver obligada a bajar los precios", apunta Molina.

PLAZA PÚBLICA
PLAZA PÚBLICA T06C173 “No pretendemos que el público venga a sufrir, sino a conocer”. Ahmed Younoussi, actor de 14.4 (13/05/2025)

PLAZA PÚBLICA

Play Episode Listen Later May 13, 2025 7:08


El actor Ahmed Younoussi nos cuenta en el programa 'Plaza Pública' que el objetivo de esta obra es reflejar la realidad existente y que separa a dos continentes 14.4 kilómetros (Europa y Africa), donde todos no llegan, muchos se quedan en el camino.La historia de Ahmed, un niño que escapa del maltrato familiar para habitar las calles de Tánger. Allí, en las calles de la ciudad portuaria, llegarán aventuras, sueños y desventuras y una obsesión que lo recorre todo: cruzar a España. Una España que es vista como el paraíso en la tierra, el final del camino, la Ítaca con la que sueña todo viajero.El actor Ahmed interpreta la historia que él mismo vivió con tan solo 9 años que consiguió cruzar a la península escondido en los bajos de un camión.

24 Horas | Showcast - La mañana informativa
Longton: dichos de Matthei por el Golpe "no fueron prudentes" pero "si pretendemos que no hable con franqueza que se busquen otra candidata"

24 Horas | Showcast - La mañana informativa

Play Episode Listen Later Apr 23, 2025 19:29


El diputado RN indico que "lo relevante es ordena la jefatura de campaña y que todos estén detrás de la candidatura

Capital
IronIA Fintech: “A invertir se aprende invirtiendo”

Capital

Play Episode Listen Later Apr 15, 2025 7:12


José Antonio Esteban, CEO de IronIA Fintech, explica la iniciativa que está en marcha junto con CFA Society Spain. IronIA Fintech, pone a disposición de sus clientes, las herramientas necesarias para hacer fácil el ahorro a través de fondos de inversión. En este caso, la compañía promueve la formación financiera de los jóvenes. “Pretendemos llevar el conocimiento financiero a todo el mundo, porque a invertir se aprende invirtiendo” cuenta Esteban. Mediante un simulador, que sigue las reglas reales del mercado, pero aporta la seguridad a los alumnos de que los recursos monetarios que se emplean, no son reales. Los alumnos que participan, compiten en un ránking que valora el ratio de volatilidad entre la rentabilidad de sus carteras. Esteban valora la labor de los alumnos y asegura que “dentro de lo que podíamos decir que son carteras muy diversificadas”

Reportagem
Centro Pompidou em Foz do Iguaçu "terá foco na América Latina", diz em Paris representante do governo paranaense

Reportagem

Play Episode Listen Later Mar 12, 2025 6:19


Uma comitiva técnica da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC) está em Paris até domingo (16) para tratar do projeto de construção do Museu Internacional de Arte de Foz do Iguaçu, em parceria com o Centre Pompidou. O projeto da primeira filial do tradicional centro cultural francês no continente americano terá um investimento previsto de R$ 200 milhões e a obra deve ficar totalmente pronta em 2027, de acordo com o Governo do Paraná. A RFI Brasil conversou com Luciana Casagrande Pereira, secretária estadual da Cultura paranaense para saber mais detalhes sobre a iniciativa.  Maria Paula Carvalho, da RFI em ParisA comitiva brasileira desembarcou na capital francesa na segunda-feira (10) para reuniões, workshops e visitas técnicas com equipes do Centre Pompidou para troca de experiências, planejamento e diretrizes de concepção do novo espaço dedicado à arte no oeste do Paraná. As negociações com a instituição francesa começaram em 2022. O museu brasileiro será um espaço pluridisciplinar, abrangendo artes visuais, cinema, música e dança, consolidando-se como um centro cultural dinâmico no país.  “Para a gente, é uma grande oportunidade. É uma visibilidade para os nossos artistas. É uma entrada no circuito internacional de arte e é importante para a população ter acesso a esse acervo importante que o Pompidou tem, mas sempre dialogando com o nosso território”, destaca Luciana Casagrande Pereira, secretária da Cultura do Paraná. “Não é um Pompidou que chega exatamente como o da França e se instala na nossa região. O projeto científico foi concebido entre a nossa equipe e a equipe do Pompidou, mas ele nasce do zero. Sobre as exposições, o que vai ser apresentado, ainda estamos iniciando essa construção”, explica. O projeto arquitetônico da primeira sucursal de um dos mais famosos espaços de arte moderna e contemporânea de Paris na América terá a assinatura do arquiteto paraguaio Solano Benítez. “Ele é um arquiteto internacional, que já ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza e que conhece a nossa região”, diz Luciana Casagrande Pereira sobre a escolha do autor. “Ele respeita muito o território, entende a nossa cultura, como nos comportamos ali”, acrescenta. “Tenho certeza de que será um orgulho não só para nós paranaenses e brasileiros, mas para os países vizinhos também”, completa. A ideia é de que a natureza seja um elemento central no conceito arquitetônico do edifício, que ficará a cerca de 10 minutos de carro do Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as famosas cataratas do Iguaçu. “Solano Benítez tem um estilo. Ele trabalha com o tijolo, que é um material milenar, que não tem nada de inovador, mas a técnica que ele usa é muito inovadora”, revela a secretária de Cultura. “Nós não vamos importar material de nenhum outro país. Nós vamos construir com a nossa matéria-prima, que é a terra”, comenta. A construção será feita em um terreno de 24 mil metros quadrados cedido pela CCR Aeroportos, empresa responsável pela administração do aeroporto de Foz do Iguaçu. “Eu não digo que é complexo, eu digo que é desafiador, é instigante”, afirma Luciana Casagrande Pereira. “Tem o projeto arquitetônico, mas você tem a preparação da cidade, da região, a sensibilização das pessoas, da comunidade, para receber. Tem a questão jurídica, financeira, tudo que um projeto deste tamanho envolve. Mas temos obtido muito sucesso em todos esses desafios e estamos muito animados”, acrescenta. “É um projeto grande, de 10.000 metros quadrados e nós estamos planejando as inaugurações em algumas fases. Pretendemos entregar o museu completo em 2027, mas em 2026 nós já teremos uma algumas partes abertas”, antecipa. A secretária de Cultura explica por que Foz do Iguaçu foi escolhida para abrigar a nova sede do Centre Pompidou. “Eu acho que há o interesse pela região de tríplice fronteira. Além disso, o Paraná passa por um momento de muita segurança jurídica”, continua. “Nós somos o primeiro estado em educação, o que é bem importante. É uma região muito fértil, onde nós estamos plantando este projeto. Então, acho que é uma somatória de valores”, conclui. O avanço na concretização do museu acontece em um ano chave para o Centre Pompidou de Paris, que fechou as portas, na segunda-feira à visitação nas salas de exposição permanentes para passar por uma grande reforma que deve durar cinco anos. Até setembro de 2025, o local abrigará ainda pequenas exposições temporárias, antes de interromper totalmente o seu funcionamento para a realização de um projeto colossal de restauração, cuja remoção do amianto será a parte mais demorada. A previsão é de reabertura em 2030. “Neste período de metamorfose do Pompidou estaremos ainda mais presentes no Brasil e no Paraná, será um momento crucial para todos nós, estamos muito felizes com este projeto”, afirma Laurent Le Bon, presidente do Centre Pompidou, citado pela equipe paranaense presente em Paris.  Uma comitiva do centro de artes francês, incluindo o presidente da instituição, esteve no Brasil em julho do ano passado para conhecer o espaço e definir detalhes do projeto de construção. Na ocasião, também foi feita a assinatura de parceria de colaboração técnica para a construção do museu no Paraná. Para Alice Chamblas, chefe de desenvolvimento internacional do Centre Pompidou, o Paraná tem uma paisagem cultural muito rica, especialmente na capital Curitiba. “Mas entendemos que é um desejo do Governo do Estado equilibrar essa paisagem, fortalecendo a cultura em outras regiões e o projeto do Museu Internacional de Arte de Foz do Iguaçu vem exatamente a esse encontro”, afirma a francesa, também citada pela equipe brasileira.    Carolina Loch, diretora de implantação do Museu Internacional de Arte de Foz do Iguaçu, explica que o acervo do museu estará muito conectado ao território onde o prédio será construído. Porém, os visitantes irão encontrar peças importantes da coleção francesa. “O museu terá um foco muito grande na América Latina, em especial nos países da tríplice fronteira, ao mesmo tempo em que teremos trabalhos que já são apresentados ao público na Europa, a partir da coleção do Pompidou, estabelecendo novas narrativas”, explica Loch.       A vinda da missão paranaense à Paris ocorre em um momento simbólico, já que 2025 marca o Ano do Brasil na França e o Ano da França no Brasil. “Eu acho que dá mais destaque. Ele não foi pensado para isso. Mas certamente é uma grande ação, tanto para o Brasil quanto para França”, afirma a secretária de Cultura do Paraná.  Sobre o Centre Pompidou Mais do que um museu de arte em Paris, o Centre Pompidou é um complexo cultural efervescente, que abriga biblioteca, ateliê de escultura, cinema, dança e um centro de estudos musicais e acústicos. O edifício, localizado no coração da cidade, chama a atenção pelos traços da construção, como a tubulação colorida, escadas rolantes visíveis e vidro e aço que cercam a estrutura, com vista para diversos cartões postais da capital francesa. O projeto imaginado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, a pedido do então presidente francês Georges Pompidou, destoa do resto da arquitetura em uma região conhecida por seus prédios que datam de outro século e chegou a ser chamado de “máquina horrível” durante a sua construção.   Inaugurado em 1977, o Beaubourg, como é carinhosamente conhecido, possui um rico acervo de arte moderna e contemporânea de cerca de 140 mil obras, de 1905 até à atualidade. Considerado um dos principais espaços de exposição de arte moderna e contemporânea do mundo, o Pompidou compete com o MoMA de Nova York para saber quem tem a maior coleção do planeta. O complexo cultural abriga peças de artistas como Pablo Picasso, Joan Miró, Salvador Dalí, Frida Kahlo e Francis Bacon.  Com o fechamento temporário, uma parte de sua impressionante coleção será exibida no Grand Palais, também em Paris, assim como nas filiais do Pompidou fora da capital francesa, como na cidade de Metz, no leste da França, ou no exterior, como em Málaga, na Espanha, em Xangai, na China e, em breve, em Bruxelas, na Bélgica. Outra parte das obras será exposta em um polo artístico previsto para ser inaugurado em 2026, em Massy, a 30 minutos ao sul de Paris.   

Ni Me Ladilles
Decorar la casa de tu peor enemigo | EP 317

Ni Me Ladilles

Play Episode Listen Later Feb 11, 2025 6:13


Pretendemos que somos enemigos mortales y decoramos la casa del otro con todo lo necesario para asegurarnos de que cada uno viva en su infierno personal.

Radio Galicia
Miriam Louzao: "Pretendemos que el personal de la cocina de los comedores sea municipal"

Radio Galicia

Play Episode Listen Later Dec 11, 2024 8:44


Las mañanas de RNE con Íñigo Alfonso
Secretario de Estado de Seguridad: "No pretendemos que las empresas se transformen en policías"

Las mañanas de RNE con Íñigo Alfonso

Play Episode Listen Later Dec 4, 2024 11:11


Rafael Pérez, secretario de Estado de Seguridad, ha estado en Las Mañanas de RNE con Josep Cuní aclarando la posición acerca del nuevo registro de viajeros de Interior por el que se obliga a las empresas a facilitar datos personales de los viajeros y las reservas, especificando el domicilio habitual de los clientes o el número de soporte del DNI, y que parte del sector turístico no defiende. Contestando a una entrevista anterior del secretario general de la Mesa de Turismo, Carlos Abella, Pérez asegura que "no pretendemos que las empresas se transformen en policías transformen en policías". Acerca de que los establecimientos tengan que rellenar 42 datos obligatoriamente, el secretario de Estado alega que "no es cierto", y que este número total se extrae del anexo del reglamento "contando desde el primero hasta el último" de los puntos. El entrevistado asegura que "en la práctica los datos que van a recoger no difieren en gran medida de los que ya se estaban recogiendo".Escuchar audio

Convidado
Cabo Verde e Austrália partilham processo de negociação da Conferência dos Oceanos de Nice

Convidado

Play Episode Listen Later Nov 20, 2024 6:57


A cidade de Nice acolhe a meio do próximo ano a 3a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), um evento co-presidido pela França e a Costa Rica. O processo preparatório para este encontro tem lugar em Nova Iorque e a liderar o processo de negociação entre os 193 estados membros está a Cabo Verde e a Austrália. Ao microfone da RFI, a embaixadora de Cabo Verde junto da ONU lembrou que “99.6% do território de Cabo Verde é oceano". A cidade de Nice, no sul de França, acolhe a meio do próximo ano a 3a Conferência das Nações Unidas os Oceanos (UNOC3), um evento co-presidido pela França e pela Costa Rica. O processo preparatório para este encontro tem lugar em Nova Iorque e a liderar a negociação entre os 193 estados membros está a Cabo Verde e a Austrália. Os representantes permanentes de Cabo Verde, Tania Romualdo, e da Austrália, James Larsen, foram designados pelo Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas para conduzir as consultas intergovernamentais sobre a declaração, que deverão ser concluídas até ao dia 01 de Maio de 2025.A Conferência adoptará, por consenso, uma declaração breve, concisa, orientada para a acção e acordada intergovernamentalmente, que será denominada de "Plano de Acção para os Oceanos de Nice", juntamente com uma lista de compromissos voluntários.Em Baku, na COP29, a diplomata cabo-verdiana participou numa mesa redonda intitulada “Como interligar oceanos, clima e biodiversidade. UNOC3 como ponto de viragem na governação dos oceanos”.Ao microfone da RFI, Tania Romualdo começou por lembrar que Cabo Verde está no meio do oceano e “mais que isso, nós somos oceanos. 99.6% do território de Cabo Verde é oceano. Portanto, este tema é sem dúvida, uma das prioridades do nosso Plano de Desenvolvimento Estratégico.”No painel falou na qualidade de co-facilitadora do processo de negociação da declaração política que vai ser adoptada na conferência de Nice, prevista de 09 a 13 de Junho de 2025.Vamos sobretudo trabalhar em equipa e como representantes da comunidade global das Nações Unidas e em representação do Oceano. Muito ambicioso. Mas a intenção é esta. Da UNOC3 o que nós esperamos é conseguir uma declaração política que seja concisa e virada para a acção. Nós tivemos a UNOC1 e a UNOC2 com documentos muito bons, resultado dessas conferências. Pretendemos agora um documento que seja mais conciso, mais curto e, sobretudo, um documento que seja implementado. É esse o desafio que nos espera. A diplomata foi embaixadora na China de 2015 a 2021 sublinhou “a necessidade de aumentar essa consciência global em relação ao que se passa com os oceanos. Estamos a ser confrontados com os problemas de poluição dos plásticos, acidificação dos oceanos, branqueamento dos corais e a pesca excessiva, o que está a pôr em risco os recursos do oceano e os recursos que são vitais para a sobrevivência da humanidade e do planeta”. Questionada sobre as expectativas de Cabo Verde em relação aos resultados da COP29, a embaixadora é peremptória: “Olhamos para a COP 29 sem grande surpresa. Nós não esperávamos, penso que ninguém esperava, que acontecessem aqui milagres.”

Vida em França
Manifestantes em Paris pedem "povo no poder" em Moçambique

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 7, 2024 7:11


Paris foi palco de uma manifestação da diáspora moçambicana, em frente à Praça da Bastilha, esta tarde. Tal como em Maputo e em outras partes do mundo, os manifestantes juntaram-se para contestar os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro e para denunciar a repressão policial nas manifestações em Moçambique. Nas ruas de Paris ouviram-se coros de “povo no poder”. A mensagem dos moçambicanos em protesto chegou à capital francesa, junto à simbólica Praça da Bastilha. Um grupo de mais de 20 pessoas empunhou cartazes com palavras de ordem e exibiu bandeiras de Moçambique, mas também cantou o hino moçambicano a “Pátria Amada”.Laura Chirrime pertence ao grupo Indignados – Sociedade Civil dos Moçambicanos da Diáspora, um movimento que organizou em Paris e em várias outras cidades manifestações, esta quinta-feira, para pedir justiça eleitoral e para denunciar a violência policial nos protestos em Moçambique.Pretendemos mostrar ao mundo o que está a acontecer em Moçambique. O mundo não sabe o que se passa. Sabemos que muitas organizações estão aqui em Paris, muita gente vai-nos ver. Estamos a gritar ao mundo ‘Socorro, por favor, ajudem-nos, Moçambique não está nada bem.Nos cartazes dos manifestantes podia-se ler, em português e francês, "Povo no poder", “Liberdade para o povo”, “Moçambique igual para todos" e “Voto não é atestado de óbito”, mas também se liam críticas à Frelimo, partido no poder desde 1975.Entre os manifestantes, a cantora Assa Matusse destacou que os artistas também têm o dever de se mobilizar.É a primeira vez, na verdade, que me envolvo desta forma, sempre disse para mim mesma que jamais me iria posicionar politicamente porque a minha missão nesta terra é fazer música, mas chegam situações em que se ultrapassa a arte, ultrapassa todos os limites.Outro artista presente era o músico Samito Tembe que empunhava o cartaz com a frase popularizada pelo rapper Azagaia, “Povo no poder”.Eu não tenho medo. Povo no poder. Povo no poder. Povo no poder todos os dias. Eu não percebo como é tu votas, os dirigentes vivem à custa dos nossos impostos e não podemos reclamar se alguma coisa está mal. Não compreendo. Não vejo porque é que nos estão a atirar gás lacrimogéneo em Moçambique, estão a matar pessoas, não percebo...“Alô mundo, alô Paris, alô França!”, gritou o investigador Anésio Manhiça, de passagem por Paris, que também agarrou no megafone para lembrar que os moçambicanos se reuniram nesta manifestação “por uma questão de direitos humanos e de justiça em Moçambique”.Podemos falar e manifestar em Paris. Aqui, não corremos nenhum perigo, ao contrário dos nossos irmãos que estão em Moçambique. Estamos aqui para lançar esta voz contra a injustiça social em Moçambique, a injustiça eleitoral, os direitos humanos que estão a ser feridos em Moçambique, incluindo direito de liberdade até digital. Estamos aqui para lançar esta voz, ver se somos ouvidos e para poder ver alguma mudança política e social em Moçambique.Entre os manifestantes havia também angolanos, como Lucas dos Santos, movido pela solidariedade com o povo moçambicano e pela luta pela justiça.Somos todos africanos. Temos muitos laços que nos unem, começando pela língua portuguesa porque fomos colónia portuguesa. Somos a favor da liberdade. É injusto aquilo que se vive em Moçambique numa fase como esta. O poder é do povo e o povo é que deve escolher as pessoas que devem governar. Estamos aqui para dizer abaixo os assassinatos, abaixo a ditadura. Como angolanos temos que estar solidários, como sempre estivemos, com o povo moçambicano.Além de Paris, os pedidos de justiça eleitoral e respeito pelos direitos humanos em Moçambique foram repetidos em várias outras cidades onde há diáspora moçambicana e em Maputo, o epicentro das manifestações.Foi o candidato presidencial Venâncio Mondlane, principal rosto da oposição, que convocou, pelas redes sociais, a paralisação geral de sete dias que culminou, esta quinta-feira, com uma manifestação nacional em Maputo e acções na diáspora, naquela que ele descreveu como a “terceira etapa” da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de Outubro. Estes resultados, que ainda devem ser validados pelo Conselho Constitucional, dão a vitória a Daniel Chapo, candidato presidencial da Frelimo, partido no poder, com 70,67% dos votos, enquanto Venâncio Mondlane aparece em segundo lugar, com 20,32%. O candidato apoiado pelo Podemos rejeita os resultados, assim como os outros candidatos na corrida à presidência Ossufo Momade e Lutero Simango.

La Tarde
José Mariano López, CEO de 02 Infinity: "Pretendemos que España sea líder mundial en turismo espacial sostenible"

La Tarde

Play Episode Listen Later Sep 12, 2024


El pasado martes, después de varios aplazamientos, la misión Polaris Dawn de SpaceX lograba con éxito su despegue. Cuatro tripulantes a bordo, que no son astronautas profesionales, subían por primera vez al espacio exterior. Alcanzaban más de 1.400 kilómetros de distancia de la Tierra, el triple que la de la Estación Espacial Internacional y la mayor altura conseguida en más de 50 años, por encima de lo logrado por las misiones Apolo de la NASA que nos llevaron a la Luna.Hoy, la compañía aeroespacial de Elon Musk ha logrado otro hito en este viaje orbital alrededor de la Tierra: la primera caminata espacial comercial de la historia. Para llevar a cabo esta operación se han hecho muchos preparativos y pruebas en la cápsula con nuevos trajes espaciales, que permitirán una mayor movilidad y flexibilidad. Así lo asegura Sarah Gilis, una de las tripulantes, que se muestra optimista ante estos avances tecnológicos: "Creo que vamos a realizar una gran cantidad de búsqueda de datos ...

Reflexión para Hoy
¿A quién pretendemos engañar? - RPH 3717

Reflexión para Hoy

Play Episode Listen Later Aug 26, 2024 2:51


Convidado
“O Estado é principal violador dos direitos humanos em Moçambique”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 6, 2024 7:49


O Centro para Democracia e Direitos Humanos publicou nesta segunda-feira, 5 de Agosto, um relatório onde se refere à situação dos direitos humanos em Moçambique como “sombria e crítica”, denunciando a morte de mais de 20 pessoas devido à violência pós-eleitoral em 2023. Em entrevista à RFI, o director executivo da organização não-governamental, Adriano Nuvunga, acusa o Estado de ser o principal violador dos direitos humanos em Moçambique. RFI: Quais são as principais conclusões deste relatório? Adriano Nuvunga, director executivo do Centro para Democracia e Direitos Humanos de Moçambique: as principais conclusões deste relatório revelam que o Estado, através da polícia em Moçambique, continua a ser o principal violador e abusador de direitos humanos, incluindo assassinatos. A polícia assassinou nas esquadras de Nampula, na metrópole em particular, e algumas esquadras da cidade de Maputo. A polícia impediu a realização de direitos fundamentais, como o direito à manifestação, respondendo sempre de forma muito bruta. [A repressão policial] culminou na morte de 21 pessoas, 1050 ficaram feridas e cerca de 250 foram arbitrariamente detidas.Estas violências foram cometidas, na sua maioria, no período pós-eleitoral?Antes, durante e no período pós-eleitoral. Por exemplo, nas manifestações pacíficas de celebração à vida e obra do Azagaia, que decorreram em Abril, a polícia respondeu com muita violência. No período anterior ao período eleitoral, durante as eleições e depois a seguir às eleições. Todavia, foi sobretudo depois das eleições onde a polícia respondeu com brutalidade e disposição para matar.No relatório, acusam os órgãos de Estado de ameaçarem os cidadãos. Como é que justificam estas acusações?Há aqui uma primeira dimensão, a do custo da corrupção, que é exactamente a deterioração das condições de vida dos moçambicanos. Os moçambicanos que estão na miséria, por causa da corrupção dos dirigentes, estão mais disponíveis para manifestarem e votarem contra o Governo da Frelimo. E o que faz o Governo, através da polícia? Responde violentamente, com brutalidade e predisposição para matar, negando o exercício dos direitos fundamentais, que são um instrumento de expressão da insatisfação causada pela corrupção.O Centro para Democracia e Direitos Humanos indica, no relatório, que a polícia “evidenciou-se como os maiores violadores dos direitos humanos e dizem que o Estado não garante um efetivo acesso à justiça, às vítimas de violações e abusos de direitos humanos”…Claramente. Aqui a Procuradoria-Geral da República de Moçambique, que tem o mandato de agir, aparece como aquela instituição que impede o acesso à justiça. Um exemplo muito terrível, que chocou a sociedade moçambicana, foi aquele em que a polícia da 3ª esquadra, na cidade de Maputo, matou nas celas um jovem chamado “Cebolinha” e a digníssima procuradora reconheceu o episódio na Assembleia da República – que o cidadão foi assassinado pela polícia nas celas da esquadra, mas não moveu nenhuma acção.Como é que se explica esta desresponsabilização das autoridades?A Procuradoria faz parte dos órgãos que impedem o acesso à justiça, promovendo uma justiça selectiva. [Procuradoria] está apenas disposta a mover acções contra activistas, os defensores dos direitos humanos, protegendo aqueles que promovem a impunidade.Não estão a ser feitas investigações para apurar esses crimes que o relatório coloca em evidência?Nada está a ser feito. Por exemplo, no caso de Nampula, onde a polícia matou indiscriminadamente cidadãos indefesos, o CDD apresentou uma acção criminal à Procuradoria Provincial de Nampula, em Fevereiro deste ano. Foi submetida uma petição e, até ao dia de hoje a Procuradoria-Geral da República está a engavetar um processo que procura justiça para as vítimas da acção da polícia. Há cerca de 21 pessoas que foram assassinadas pela polícia.Qual é que é o objectivo desta inacção das autoridades?O objetivo dessa inacção é a proteção do status quo. A polícia e a Procuradoria vêem-se como agentes de protecção o poder fraudulento que a Frelimo exerce, ao invés de atender os ditames da Constituição da República de proteger a cidadania, as liberdades e os direitos dos moçambicanos. Só através da promoção destes direitos poderemos ter uma democracia plena em Moçambique, colocar um fim nesta situação de tirania. E falo de situação de tirania porque não são aqueles que venceram as eleições que nos estão a governar. É essa tirania que enfurece os cidadãos que vão para a rua manifestar e, em resposta, a polícia atira para matar.No relatório lê-se que “a polícia usou de forma excessiva a força, abusou da autoridade, praticou detenções ilegais, resultando grande parte dessas ações em mortes e lesões corporais e mentais graves”. São acusações muito fortes…É a nossa realidade. Na cidade de Nampula, a polícia disparou indiscriminadamente, balas de guerra, contra jovens que estavam a manifestar-se. O relatório enumera as vítimas mortais da acção da polícia e essas pessoas não foram vitimadas de balas perdidas. Foram balas disparadas à queima roupa contra jovens que participavam na manifestação.Este relatório, que começou a ser preparado em Dezembro, é tornado público numa altura em que Moçambique se prepara para viver um período eleitoral, com as eleições gerais em Outubro. Trata-se de uma coincidência?O timing da publicação do relatório é espectacular. O actual chefe de Estado, Filipe Nyusi, vai amanhã pela última vez à Assembleia da República e queremos ver o que ele vai dizer sobre esses casos onde a polícia matou cidadãos moçambicanos. Isto porque o Presidente da República é a pessoa que tem a responsabilidade de garantir a vida, um direito plasmado na Constituição da República, por um lado.Por outro lado, é o timing da realização das eleições. Como dissemos, foi o período eleitoral que mais criou condições para a violação de direitos humanos, no período anterior, durante pós-eleitoral. Pretendemos obter justiça para as vítimas.Trata-se de prevenir que situações semelhantes voltem a acontecer?Precisamente, para que situações como estas não voltem a acontecer. As eleições não podem ser um momento para que Moçambique fique de luto. As eleições devem ser o momento para o exercício dos direitos fundamentais plasmados na Constituição da República.

24 horas
24 horas - Pepe Álvarez (UGT): "Lo que pretendemos es que no haya despidos"

24 horas

Play Episode Listen Later Jul 22, 2024 10:20


Pepe Álvarez, secretario general de UGT, ha calificado de "cambio trascendente" que el Comité Europeo de Derechos Sociales haya censurado la regulación española de la indemnización por despido improcedente, en el 24 horas de RNE. "Lo que viene a decir la Carta Social Europa es que la indemnización por despido improcedente en ningún paso debe ser conocida previamente por el empresario", explica el secretario general de UGT.Álvarez añade que el objetivo final es que "no haya despidos", y que esta indemnización tiene en cuenta características de la persona despedida como su edad, el tipo de formación o el lugar. "Se trata de resarcir al trabajador", defiende.En cuanto a la reducción de la jornada laboral, insiste en que "es un acuerdo que compete discutirlo en el ámbito de las relaciones entre la patronal y los sindicatos", tras las palabras de Garamendi en las que decía que con el recorte de la jornada laboral habrá convenios que se paralicen. "Los empresarios son gente seria, saben que tienen que llegar a acuerdos con sus trabajadores, y si no, tendremos un proceso de movilizaciones importante en nuestro país a partir del momento en que la patronal decida que no va a negociar", remarca Álvarez.Escuchar audio

Radio Sevilla
Arturo Bernal: "Pretendemos que sea un estadio 365 días al año que acoja todo tipo de espectáculos"

Radio Sevilla

Play Episode Listen Later Jul 19, 2024 1:56


Las noticias de Euskadi
A vivir que son dos días, 10-11h - 14/07/2024

Las noticias de Euskadi

Play Episode Listen Later Jul 14, 2024 48:53


A Vivir, dirigido y presentado por Javier del Pino, quiere ayudar a que los oyentes disfruten del fin de semana sin que nadie les recuerde las complicaciones de su vida. Pretendemos recuperar la radio de acompañamiento y de diversión, pero también la radio alternativa. No hablamos con políticos sino con quienes deberían serlo. Cambiamos las tertulias de “opinadores” por las charlas con auténticos expertos en el tema que tratemos. (Tramo de 10:00 a 11:00)

Las noticias de Euskadi
A vivir que son dos días, 10-11h - 29/06/2024

Las noticias de Euskadi

Play Episode Listen Later Jun 29, 2024 54:56


A Vivir, dirigido y presentado por Javier del Pino, quiere ayudar a que los oyentes disfruten del fin de semana sin que nadie les recuerde las complicaciones de su vida. Pretendemos recuperar la radio de acompañamiento y de diversión, pero también la radio alternativa. No hablamos con políticos sino con quienes deberían serlo. Cambiamos las tertulias de “opinadores” por las charlas con auténticos expertos en el tema que tratemos. (Tramo de 10:00 a 11:00)

Las noticias de Euskadi
A vivir que son dos días, 11-12h - 29/06/2024

Las noticias de Euskadi

Play Episode Listen Later Jun 29, 2024 47:07


A Vivir, dirigido y presentado por Javier del Pino, quiere ayudar a que los oyentes disfruten del fin de semana sin que nadie les recuerde las complicaciones de su vida. Pretendemos recuperar la radio de acompañamiento y de diversión, pero también la radio alternativa. No hablamos con políticos sino con quienes deberían serlo. Cambiamos las tertulias de “opinadores” por las charlas con auténticos expertos en el tema que tratemos. (Tramo de 11:00 a 12:00)

O Antagonista
Governo Lula suspende leilão de arroz após indícios de irregularidade no processo

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jun 11, 2024 2:36


O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou nesta terça-feira, 11, a anulação do leilão para compra de arroz importado.Segundo ele, um novo procedimento será realizado. “Pretendemos fazer um novo leilão quem sabe em outros modelos para que a gente possa ter garantia que vamos contratar empresa com capacidade técnica e financeira.A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado”, disse Edegar no Palácio do Planalto.Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Apoie o jornalismo Vigilante:  https://bit.ly/planosdeassinatura   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.  Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.   https://whatsapp.com/channel/0029Va2S...   Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast.  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Filosofia Vermelha
Sobre o desejo

Filosofia Vermelha

Play Episode Listen Later Apr 29, 2024 30:52


Você já parou para pensar que a fonte de várias de nossas infelicidades é simplesmente o desejo? Que se desejamos de forma incorreta, isso nos traz perturbações e sofrimentos desnecessários, evitáveis? Nem todo desejo é natural, e neste episódio vamos mostrar que se aprendermos a desejar corretamente podemos evitar vários tipos de sofrimento.Curso "Crítica da religião: Feuerbach, Nietzsche e Freud": https://www.udemy.com/course/critica-da-religiao-feuerbach-nietzsche-e-freud/?referralCode=139FBBD947CDE50E51B5Curso "Introdução à filosofia - dos pré-socráticos a Sartre": https://www.udemy.com/course/introducao-a-filosofia-dos-pre-socraticos-a-sartre/?referralCode=51CAB762A412100AFD38Curso "A filosofia de Karl Marx - uma introdução": https://www.udemy.com/course/a-filosofia-de-karl-marx-uma-introducao/?referralCode=D0A85790C60A2D047A37Clube de leitura: https://www.youtube.com/watch?v=WWEjNgKjqqIApoia.se: seja um de nossos apoiadores e mantenha este trabalho no ar: https://apoia.se/filosofiavermelhaNossa chave PIX: filosofiavermelha@gmail.comAdquira meu livro: https://www.almarevolucionaria.com/product-page/pr%C3%A9-venda-duvidar-de-tudo-ensaios-sobre-filosofia-e-psican%C3%A1liseMeu site: https://www.filosofiaepsicanalise.orgO tema do desejo é muito vasto e já foi tratado por inúmeros filósofos e pensadores, de modo que mesmo que escrevêssemos um livro de 500 páginas sobre o assunto, ainda restaria muito o que abordar. Pretendemos então neste episódio apresentar reflexões sobre o desejo a partir de duas perspectivas: a budista e a epicurista. Tomamos aqui o budismo em uma perspectiva racional, filosófica, como um diagnóstico da situação humana, como uma análise racional da nossa condição. Quanto ao epicurismo, esta foi uma escola filosófica da Grécia antiga surgida depois da morte de Sócrates, no período helenístico, e guarda similaridades com o estoicismo. Veremos como estas tradições podem nos ajudar a viver melhor a partir do controle de nossos desejos. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

RADIOGRAFÍA
"Pretendemos crear un centro de atención integral para adultos mayores en Bethania" - Entrevista a Cecilia Arosemena

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Mar 22, 2024 12:25


Manuel López San Martín
200 mil transportistas preparan nuevo paro nacional el próximo 15 de febrero, exigen más seguridad - 07 febrero 2024.

Manuel López San Martín

Play Episode Listen Later Feb 7, 2024 6:06


En entrevista para MVS Noticias con Manuel López San Martín, Miguel Ángel Santiago Solís, Coordinador Nacional de la Alianza Mexicana de Organización de Transportistas A.C. (AMOTAC), habló del nuevo paro de transportistas que habrá el próximo 15 de febrero.  "Nos manifestaremos en las carreteras de jurisdicción federal y en algunos lados estatales, en los 32 estados... Vamos buscando manifestar la inconformidad por la falta de seguridad en las carreteras del país, los abusos, extorsiones, el doble pago en algunos municipios", expresó.  Miguel Ángel Santiago Solís detalló que la AMOTAC está integrada por 200 mil transportistas, mismos que están convocados a la manifestación de los próximos días.     "Pretendemos salir todos, la inconformidad será general, estamos buscando no dejar sin movimiento ni desabasto a los ciudadanos, pero también es necesario para labores, debemos de hacerle ver al Gobierno Federal por medio de quien rige las instituciones de seguridad que su trabajo lo están haciendo mal, con estrategias que no están funcionando", declaró.  Para terminar, el coordinador de la AMOTAC se dijo que lamenta los inconvenientes que producen este tipo de manifestaciones pero es el único recurso que les queda después de crear mesas de diálogo y no ver resultados. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 415: 09 de Diciembre del 2023 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Carácter¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 8, 2023 4:42


DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2023“CARÁCTER”Narrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, Estados UnidosUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church 09 DE DICIEMBRE                                                YA QUEDA MENOS «Tened también vosotros paciencia, y afirmad vuestros corazones, porque la venida del Señor se acerca.» Sant. 5:8 Hemos imaginado a Dios de mucha manera. Quizás la más solemne de la historia sea la del Pantocrátor de la Edad Media, donde se le representa con un rostro serio, distante y con la mano derecha levantada. Otra es la del Dios de Miguel Ángel en la Capilla Sixtina. O la de ese dios bonachón de la posmodernidad al que muchos llaman Papá Noel. Al principio de Génesis, sin embargo, se presenta como quien cultiva la tierra. ¿Os lo imagináis? Con un sombrero de paja, una azada en la mano, una piel broncínea y un porte atlético. Colocando un plantón aquí y un árbol allá. Cuidando con esmero los pétalos de una amapola, guiando el crecer de una parra, abonando multitud de orquídeas. Un Dios agricultor habla mucho de lo armónico con la vida.El Edén era una mezcla de jardín con un huerto. Sin embargo, en la provincia de Granada (España) se pueden observar pequeñas fincas llamadas «cármenes» que, entre parras y claveles, hacen las delicias de los que las habitan. El Edén era un Carmen especial. ¡La palabra significa, entre otras cosas, ¡delicia! Pero no una delicia cualquiera, una delicia sumamente exquisita, propia de sibaritas. Y, allí, puso al hombre y le pidió que, como Él, fuese un jardinero-hortelano.Algunos dicen que soy un jardinero impaciente. Me gusta el jardín tanto como la huerta, pero no soy de campo. Crecí en una ciudad y me cuesta dejar de ser de ciudad. Como buen urbanita quiero las cosas ya, pero así no funciona la naturaleza. En el campo las cosas llegan con sus ritmos. Puedo plantar tomates y quedarme mirando a que crezcan inmediatamente, pero eso no va a suceder. Pasarán muchos días de cuidados atención y hasta que vea enrojecer sus frutos.En la vida de cada día pasa igual. Pretendemos una religión de la inmediata y, nos guste o no, Dios se toma sus tiempos. Y son los tiempos correctos porque él no produce ninguna cosa, sino lo mejor y más fino que se pueda crear, delicias. Hasta hoy observamos su obra y exclamamos con Ludwig Mies van der Rohe: «Dios está en los detalles».Cuando saco un tomate de la mata y siento la intensidad de su olor, la textura de su piel y el rojo intenso que lo colorea, recuerdo que nuestro lugar es otro: un Carmen al oriente. Y pienso en mi Dios con su sombrero de paja, con su plantón en la mano y su sonrisa inmensa. ¿No os entra nostalgia? Bueno, ya queda menos.

Morgana Secco
Respondendo caixinha de perguntas -

Morgana Secco

Play Episode Listen Later Nov 17, 2023 31:04


Respondendo caixinha de perguntas de assuntos diversos. Alice tem ciúmes da Julia? Pretendemos voltar a morar no Brasil? Quantas horas eu durmo e quantas eu passo na internet? Quando iremos ao Brasil? Qual a diferença de personalidade entre Alice e Julia? Redes sociais: YouTube: https://www.youtube.com/c/MorganaSecco Instagram: https://www.instagram.com/morganasecco/ Facebook: https://www.facebook.com/morganasecco/ Tiktok: https://www.tiktok.com/discover/Morgana-Secco Twitter: https://twitter.com/morganasecco Threads: https://www.threads.net/@morganasecco

Brasil-Mundo
Diretora de documentário brasileiro na lista do Oscar promove o filme nos EUA

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Nov 16, 2023 8:24


No filme, a documentarista Eliza Capai mostra um relato em primeira pessoa sobre sua experiência ao ter que interromper uma gravidez na décima quarta semana de gestação. A diretora recebeu o diagnóstico de que o feto era "incompatível com a vida", termo médico que dá nome ao filme que estreia nas salas comerciais do Brasil nesta quinta-feira (16). Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova YorkEm abril, o filme levou o prêmio principal no festival paulista "É tudo verdade", que colocou o documentário na pré-lista dos selecionados para concorrer ao Oscar nesta categoria.Com o objetivo de promover a obra nos Estados Unidos, a diretora esteve em Los Angeles no Hollywood Brazilian Film Festival e em Nova York, em sessão promovida em conjunto com a organização Women's Equality Center.Eliza Capai, que também é conhecida pela direção da primeira série brasileira de 'true crime' da Netflix, Elize Matsunaga - era uma vez um crime - e que esteve à frente de outros documentários como 'Espero tua (Re)volta (2019)'  e 'Tão longe é aqui (2013'), conversou com a RFI em Nova York para contar mais detalhes do mais novo trabalho.A mudança de perspectivaAcostumada a estar atrás das câmeras contando histórias de pessoas que encontrou ao redor do mundo, em 'Incompatível com a vida' Eliza Capai arrisca, pela primeira vez, uma mudança de perspectiva. Passa de ser observador para ser observado.A diretora filmou a própria grávidez até descobrir que sua gravidez precisaria ser interrompida por problemas de má formação do feto."Eu já vinha gravando a minha gravidez desde o início, mas muito como um exercício de filmar. Pensando em como eu filmaria outras mulheres para um projeto que eu iria fazer. No momento em que eu descubro que aquela gravidez, que era uma grávidez, muito desejada, era de um feto incompatível com a vida, eu fui atravessada por sentimentos que eu nunca tinha experimentado", relata. Eliza conta que sentiu uma tristeza muito profunda que a levou a pensar em quantas mulheres haviam passado por situações parecidas e que, por questões culturais, não haviam podido viver essa tristeza."Logo você vai ter outro", cita a diretora como uma das frases de consolo ouvidas por gestantes ao perder um filho de forma pré-matura.E foi então, que Eliza resolveu ampliar as vozes de seu filme e partiu em busca de outras gestantes que tivessem passado pela mesma situação no Brasil."Naquele momento eu pensei: 'nossa, eu deveria fazer um filme sobre isso! Eu deveria fazer um filme sobre isso com outras mulheres!", relembra. Ao mesmo tempo, ela percebeu a importância de colocar literalmente o corpo na história e, em um relato cru e intimista, filmou cada minuto da interrupção de sua gestação, desde as primeiras contrações até a cena em que ela aparece contemplando o feto em suas mãos."Eu senti que se eu não fosse capaz de inverter essa câmera e, se não fosse capaz de me  colocar enquanto corpo, eu não teria mais o direito de fazer documentários sobre a questão feminina", justifica.Mas, Eliza reconhece que esse relato só foi possível porque ela viveu todo o processo em Portugal, onde o aborto está legalizado."Eu só tive força para fazer o filme porque eu entendi o lugar de privilégio onde eu estava. Quando o diagnóstico foi feito, eu estava em Portugal, país em que fui aconselhada por médicos a fazer uma interrupção médica de gravidez", relata.Capai diz que se estivesse no Brasil, onde o aborto não é legalizado em casos de "incompatibilidade com a vida" - a legislação do país só admite o aborto em casos de estupro, anencefalia ou risco de morte para a gestante -  as imagens que estão no filme seriam a confissão de um crime.A arte como uma forma de cura A diretora diz que o contato com outras mulheres que passaram pelo mesmo problema foi um processo de cura, tanto para ela quanto para as entrevistadas."Foi  muito duro, porque foi encarar, editar o momento mais traumático que eu tive na vida, mas, ao mesmo tempo, foi um processo de cura. Isso porque eu entendi que, ao falar sobre esse processo e ao estar junto com outras seis mulheres e casais que falam sobre seus processos, o filme ajuda muitas pessoas que passaram por essas situações ou que estão passando, a elaborar melhor seu próprio trauma", conclui.Filme poderia representar o Brasil no OscarO filme, que chegou a ser rejeitado quando a primeira versão foi apresentada para um laboratório de finalização cinematográfica, agora, está na lista de pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar de 2024.O documentário  estreou no festival  "É Tudo Verdade", levando o prêmio de melhor filme, resultado que o qualifica para a shortlist do Oscar de melhor documentário."Pretendemos promover o filme aqui (EUA) de algumas formas e dar visibilidade para ele a partir desse lugar que é um tanto fetiche no imaginário pelo menos do brasileiro, que é o lugar do Oscar. Dar essa visibilidade para o filme para que a gente consiga voltar para casa e falar sobre esses temas tabus", pontua Eliza logo após a exibição de 'Incompatível com a Vida' em Nova York nessa terça-feira (14)."Dar visibilidade ao filme a partir dessa campanha do Oscar  que a gente tá fazendo aqui fora ajuda a levantar esse debate em casa", diz Capai.A diretora queria que o documentário contivesse diversidade de vozes, contando com o testemunho de mulheres que tiveram que pedir ajuda da justiça para poder interromper a gestação de um filho sem esperança de sobrevida e também daquelas que decidiram levar a gravidez até o final."Não podemos  discutir o aborto como mulheres de família, boas, versus mulheres ruins que abortam. No filme, essas duas mulheres são a mesma. E é isso que acontece no mundo real",  pontua. "Quem aborta é mãe de família, quem aborta é religiosa, quem aborta são pessoas que tiveram uma gravidez que não conseguem se imaginar levando para frente", completa.Com seu filme, Capai espera ajudar a gerar empatia "para que o debate sobre o aborto saia do lugar estigmatizado em que ele está, do lugar violento em que ele está e que entre na pasta que lhe cabe, que é a de saúde pública".Uma vez finalizada a temporada promocional do filme, "Incompatível com a vida" estará disponível na plataforma Taturana para exibições em centros culturais, coletivos e qualquer organização que queira utilizá-lo como provocador para discutir temas de saúde pública no Brasil.'Incompatível com a vida' estreia nesta quinta-feira (16) em São Paulo no Espaço Itaú de Cinema, depois segue para Rio, onde será exibido nesta sexta (17) na Estação Net Rio, seguindo para Recife, Salvador, Fortaleza e Manaus. O filme também está disponível online na plataforma Mubi.

Dos Cabras Locas
90. ¿Ansiedad o intuición? [VIDEO]

Dos Cabras Locas

Play Episode Listen Later Jul 25, 2023 28:13


Todos quisiéramos tener el sistema nervioso perfectamente regulado pero la realidad es otra. No se pierdan este episodio donde hablamos sobre la ansiedad y la intuición. Cómo diferenciarlas y cómo podemos trabajar en nuestra intuición mejorando nuestra ansiedad. 0:00 Intro 4:23 Anécdota o historia de cuando pensabas ¿que era tu intuición o ansiedad?  5:05 Casi morimos en Mexico   10:55 Maye dejo pasar un vuelo gratis por que pensaba que me iba a morir si me montaba en el proximo vuelo.  12:42 ¿Reirse de lo que le pasa a uno mismo es una forma invalidar tu trama?  14:11 Racionalizar tus emociones no es lo mismo que experimentarlas.  17:15 ¿Pretendemos ser malos y arrogantes porque de niños nos ridiculizaban? 17:55 ¿Si estás obsesionado con el trabajo es porque en realidad le estas huyendo a algo?   19:53 ¿Si uno no cambia sus malos hábitos puede llegar a arruinar sus relaciones?  21:26 ¿Cómo diferenciar entre la ansiedad y la intuición?  26:15 ¿Cómo trabajar la intuición? 

O Cast dos Espíritos
EP 29 | Ação e reação - parte 1

O Cast dos Espíritos

Play Episode Listen Later Feb 10, 2023 66:42


Olá ouvinte! Vamos analisar mais um clássico do espiritismo brasileiro?! Segue a primeira parte da nossa conversa acerca do livro "Ação e Reação", psicografado por Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito André Luiz. O livro foi publicado em 1956 para celebrar o centenário do Livro dos Espíritos e, já na abertura, o espírito Emmanuel dá o tom que a obra pretende seguir: uma análise dos mecanismos de ação e reação sob o ponto de vista dos efeitos que as ações ruins provocam, uma espécie de estudo de caso da punição e da pena no mundo espiritual. Nossa ideia não é apontar regras e comportamentos, tampouco, narrar os capítulos do livro. Pretendemos refletir sobre as histórias contadas, buscando a posição de observadores externos preocupados em entender os meandros das relações que criamos em nossas existências, apontando hipóteses pelas quais o nosso mundo mental (ocidental, cristão, latino etc) funciona da forma como parece funcionar.

Fundación Juan March
Las Navas de Tolosa (1212). La gran derrota almohade. Francisco García Fitz

Fundación Juan March

Play Episode Listen Later Jan 19, 2023 79:04


Ciclos de conferencias: Batallas de la Edad Media (IV). Las Navas de Tolosa (1212). La gran derrota almohade. Francisco García Fitz. El 16 de julio de 1212, un ejército cruzado encabezado por los reyes Alfonso VIII de Castilla, Pedro II de Aragón y Sancho VII de Navarra, derrotó a un contingente islámico formado por fuerzas norteafricanas y andalusíes, y dirigido por el califa almohade, Abu Abd Allah Muhammad al-Nāsir. El enfrentamiento campal que tuvo lugar aquel día cerca del pueblo de Santa Elena (Jaén, España) se conoce como la batalla de Las Navas de Tolosa y representa uno de los más importantes hitos de la historia de la guerra entre cristianos y musulmanes en las fronteras medievales ibéricas. Desde muchos puntos de vista, la batalla de Las Navas de Tolosa fue un acontecimiento extraordinario y así fue entendido por los contemporáneos. Pretendemos poner de manifiesto las razones por las cuales fue considerado como un hecho tan singular y con tanta repercusión en toda Europa. Explore en canal.march.es el archivo completo de Conferencias en la Fundación Juan March: casi 3.000 conferencias, disponibles en audio, impartidas desde 1975.

Más que palabras
Algaraklown: Llevando sonrisas a los hospitales

Más que palabras

Play Episode Listen Later Nov 5, 2022 18:34


Pretendemos ponernos hoy una nariz roja. Se celebra el Día Internacional del Payaso y vamos a reunirnos con un grupo muy especial de payasos en Euskal Herria. Nuestros compañeros Ander Iribar y Asier Corral hablan con "Algara Klown". ...

O Antagonista
“Números da economia são fantásticos”, diz Bolsonaro ao JN

O Antagonista

Play Episode Listen Later Aug 23, 2022 1:28


Questionado durante a sabatina do JN sobre a crise econômica nacional, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil vive uma deflação e que o país tem índices “fantásticos” em comparação com o resto do mundo. "Vivemos em um país com uma deflação. A taxa de desemprego tem caído. Os números da economia são fantásticos, se comparados ao resto do mundo. Pretendemos continuar com a política tocada desde 2019, com reformas, como a da Previdência, e a lei da liberdade econômica. A grande reforma da economia foi feita em 2019. Em 2020 e 2021, tivemos saldo positivo de quase 3 milhões de empregos. É sinal da competência da equipe econômica", disse o presidente da República. Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL​ Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com​ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista​ https://www.twitter.com/o_antagonista​ https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista  

O Antagonista
Para Bolsonaro, pandemia, seca e guerra na Ucrânia frustraram economia

O Antagonista

Play Episode Listen Later Aug 23, 2022 1:24


Ainda em sua aguardada sabatina com o Jornal Nacional, Jair Bolsonaro culpou três fatores diferentes pela dificuldade de crescimento econômico durante seu primeiro ano de mandato.   "Nossas promessas foram frustradas pela pandemia, por uma seca enorme que tivemos no ano passado e pela guerra da Ucrânia", disse o presidente, quando perguntado sobre a economia. Ele, no entanto, apontou pontos positivos do seu governo neste ano: "O Brasil é o único que vai ter deflação", disse Bolsonaro. Ele ainda citou que o desemprego vem caindo. "Os números da economia são fantásticos, tendo em vista o resto do mundo." Ele indicou que o país deve manter o foco em reformas econômicas em um eventual segundo mandato. "Pretendemos continuar na mesma política que estamos desde 2019", continuou. Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL​ Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com​ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista​ https://www.twitter.com/o_antagonista​ https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista  

Alimenta Tu Mente
Kurt Vonnegut: Somos lo que pretendemos ser, así que debemos tener cuidado con lo que pretendemos ser.

Alimenta Tu Mente

Play Episode Listen Later Aug 9, 2022 5:05


Kurt Vonnegut fue un escritor estadounidense de ciencia ficción, sátira y comedia negra. Escribió catorce novelas, entre las que destacan Las sirenas de Titán, Matadero cinco y El desayuno de los campeones. Peleó en la Segunda Guerra Mundial, lo que influenció su obra. Era conocido por sus ideas humanistas y fue presidente honorario de la Asociación Humanista Estadounidense. Y hoy nos acercamos a sus sabias palabras: “Somos lo que pretendemos ser, así que debemos tener cuidado con lo que pretendemos ser.”

6AM Hoy por Hoy
Orquesta Filarmónica: No pretendemos cambiar o reemplazar el himno nacional

6AM Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 29, 2022 23:42


La Orquesta Filarmónica de Bogotá aclaró que desea escuchar a la ciudadanía para realizar otras versiones del himno, pero no cambiar la oficial

Antropocast: navegando pela Antropologia
19 - Encerrando a 1ª Temporada (e preparando a próxima)

Antropocast: navegando pela Antropologia

Play Episode Listen Later Jun 28, 2022 39:35


Com este episódio, encerraremos a primeira temporada e indicaremos os próximos passos. Vamos recuperar alguns pontos importantes e acrescentar algumas reflexões ainda sobre o fazer antropológico. Nos três últimos episódios, ao refletirmos sobre as aplicações da Antropologia, recuperamos vários pontos abordados ao longo de toda a primeira temporada. Aproveitamos pra falar um pouco mais sobre a relação dos Antropólogos com comunidades em projetos de desenvolvimento econômico a partir da chamada Antropologia do Desenvolvimento. (Campo muito forte da Antropologia na América Hispânica.) Na sequência, vamos indicar quais os próximos passos estão sendo pensados para esse manual sonoro de introdução à Antropologia. Pretendemos elaborar alguns conceitos fundamentais da nossa ciência, como Etnocentrismo, Cultura, Raça e Racismo Científico, Alteridade entre tantos outros. Procuraremos também, fazer uma síntese das principais correntes do pensamento antropológico e quais as diferenças metodológicas e conceituais entre essas abordagens. Aproveitamos esse episódio de encerramento de um ciclo para agradecer o enorme e receptividade que temos recebido, manifesta na nossa página no Instagram (@antropocast). Destacamos também o agradecimento aos criadores e mantenedores da grande rede de podcasts de Antropologia surgida durante o período de isolamento social da pandemia do novo coronavírus: a Rádio Kere-Kere.

Podcast Aula Iniciatica
PRESENTACIÓN TERTULIA de SOBRE MESA : Tema ... ESPIRITUALIDAD COMPARTIDA

Podcast Aula Iniciatica

Play Episode Listen Later Jun 26, 2022 60:56


Estrenamos un nuevo formato en la divulgación de los temas propios del Aula Iniciática, esta vez en forma de tertulia de sobre mesa. Pretendemos repasar cuestiones que nos ayuden a entender cual es la razón de la existencia humana, tanto en el plano físico como en la realidad espiritual. Este audio también esta editado en formato video https://www.youtube.com/watch?v=IucKDeVnkmE

Al Grito de Goya
T5 E86 - PRETEndemos LA OCTAVA

Al Grito de Goya

Play Episode Listen Later Jun 22, 2022 93:46


¡Estamos de vuelta! Energía renovada y muchos temas para platicar de Pumas. Altas, bajas, renovaciones, Mozos, Talas, y un largo etcétera. El equipo parece listo para un semestre más, así como nosotros. Disfruten.

futvox Uruguay - podcast fútbol
110. ¿Qué pretendemos de Nacional y Peñarol?

futvox Uruguay - podcast fútbol

Play Episode Listen Later May 30, 2022 14:50


Los jugadores y los técnicos hacen lo que pueden ante el difícil presente del fútbol uruguayo. Terminaron las fases de grupo en copas y solamente quedó Nacional en carrera, el cual quedó afuera de la Libertadores, pero pudo clasificar a la Sudamericana. ¿Era para festejar? ¿Es de cuadro chico ese festejo? Sergio Gorzy te trae el mejor análisis del fútbol charrúa en “futvox Uruguay”. Un podcast exclusivo de futvox. ¡Seguinos en redes sociales!Twitter: @FutvoxOficialInstagram: @futvoxoficialTikTok: @futvoxoficialFacebook: @futvoxoficial Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoicesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Querido Diario, Tengo 30
Episodio 7: Mamá A Los 30

Querido Diario, Tengo 30

Play Episode Listen Later May 21, 2021 47:15


Una pregunta del millón cuando estamos cerca de los 30 es, ¿estoy listo para ser mamá o papá? En este episodio escucharas el relato de Fabiola Mendez “Chimol” sobre su recorrido en la maternidad. Pretendemos que entiendas que no importa lo que digan los demás, la maternidad/paternidad es una decisión tuya solamente y hasta esta bien el no iniciar ese recorrido.

Podcast de La Hora de Walter
01 19-05-21 LHDW Si España no se respeta ¿cómo pretendemos que los demás nos respeten? este país me agota

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later May 19, 2021 45:35


01 19-05-21 LHDW Si España no se respeta ¿cómo pretendemos que los demás nos respeten? este país me agota