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DW em Português para África | Deutsche Welle
Praça Pública - DW - 31 de Agosto de 2026

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 31, 2026 19:59


Conselho Nacional de Transição diz que os guineenses votaram pela entrada em vigor da nova Constituição e que "a vitória do sim está garantida". Oposição e sociedade civil consideram elevada abstenção no referendo uma "mensagem clara" dos cidadãos. Naparamas são agora acusados de intimidar residentes, destruir infraestruturas e desafiar as autoridades na província moçambicana de Cabo Delgado.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 23/08/2026 | Flávio promete guerra contra narcoterrorismo

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 23, 2026 182:26


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (23): O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse neste sábado (22), em Campinas (SP), que é a favor do fim da escala 6x1. A declaração foi dada durante entrevista coletiva e contrasta com a posição adotada por ele dias antes, quando chamou a proposta de “eleitoreira”. Na quarta-feira (19), durante o 11º Fórum CNT de Debates, Caiado evitou apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1. Na ocasião, classificou o texto como “populista”, “eleitoreira” e “de voto”. Já neste sábado, ao ser questionado diretamente sobre o tema, respondeu apenas: “Sim, sou a favor”. Reportagem: Matheus Dias. O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou na manhã deste sábado (22) do evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio, no Maracanãzinho. Em seu discurso, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas, proposta que consta no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também defendeu uma política de enfrentamento às organizações criminosas a partir do próximo ano. Flávio afirmou que “marginais” e “narcoterroristas” teriam até dezembro deste ano para deixar o Brasil e disse que, a partir de janeiro do ano que vem, declararia “guerra aos narcoterroristas”. Reportagem: Rodrigo Viga. O senador Omar Aziz (PSD-AM) será o relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. A escolha foi feita pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), em acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e marca o destravamento da tramitação da proposta, aprovada pela Câmara em maio. Reportagem: André Anelli. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas de retaliação sobre produtos americanos a partir de 8 de setembro, em resposta à taxação de 50% dos EUA sobre importações do Canadá. A medida deve atingir setores como aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose, papel e eletrônicos. Após negociações sem acordo, os Estados Unidos retomaram a cobrança nesta sexta-feira (21), conforme anunciado por Donald Trump. Carney afirmou que os detalhes das novas tarifas canadenses serão divulgados nos próximos dias. A Jovem Pan entrevista Igor Lucena, economista e professor de relações internacionais. A lobista Roberta Luchsinger afirmou em mensagens encontradas no celular dela pela Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi responsável por marcar uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e que Lula ia “prosseguir com liberação da obra dele” no Estado. A investigação sobre suspeitas de tráfico de influência de Roberta Luchsinger e Lulinha detectou que a lobista intermediou a contratação, por órgãos vinculados ao governo do Maranhão, de uma empresa de informática do empresário Cleber Ribas. Ela também atuava em favor dele junto ao governo federal. José Maria Trindade comentou. Reportagem: André Anelli. A PEC do fim da escala 6x1 avança no Senado e ainda precisa passar por dois turnos de votação. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Leonardo Miguel Severini, presidente da Unecs. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com Omar Aziz como relator. As denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ganham força e podem impactar as eleições deste ano. O cenário levanta questionamentos sobre os possíveis efeitos das denúncias no ambiente político e eleitoral. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Victor Missiato, cientista político e doutor em história. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Semana em África
Referendo constitucional na Guiné-Bissau com apoiantes e detractores

Semana em África

Play Episode Listen Later Aug 21, 2026 6:52


Esta semana, na Guiné-Bissau, o partido de oposição PAIGC apelou ao boicote ao referendo à Constituição, que será votado a 30 de Agosto. Em São Tomé e Príncipe, o caos está instalado dentro do Supremo Tribunal após divergência internas. E em Angola, a UNITA, apresentou uma queixa-crime contra o governador e o comandante da Polícia Nacional no Uíge, na sequencia dos desacatos de 8 de agosto entre as forças da policia e os militantes do maior partido da oposição.  Na Guiné-Bissau, o voto do referendo à nova Constituição está-se a aproximar, sendo previsto para o dia 30 de agosto. Esta nova Constituição foi apresentada pelo Governo de transição e traz mudanças profundas na estrutura do Estado. Esta prevê a redução dos poderes do Parlamento, que passa de 102 para 61 deputados, enquanto o papel do Presidente é reforçado, com o chefe de Estado a passar a presidir o Conselho de Ministros. Na quinta-feira, em entrevista à RFI, Nelson Moreira, segundo vice-presidente do Conselho Nacional de Transição, disse que a nova Constituição para clarificar a distribuição de competências entre os órgãos de soberania.   O futuro da Guiné-Bissau e do seu povo passa por esse processo. Estamos a falar de quase cinco décadas de aplicação de uma Constituição. Ao longo desse tempo todo, não obstante dos problemas da Guiné-Bissau serem identificados, os parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau apontaram que a causa da instabilidade na Guiné deve-se ao seu texto fundamental, que é a Constituição. Felizmente, através do Alto Comando Militar foi possível tornar esse sonho uma realidade.    O segundo vice-presidente do CNT defendeu também  a legitimidade do processo conduzido pelas autoridades de transição.    Estamos a falar de novas autoridades que foram instituídas através da Carta Política de Transição.  A Carta Política de Transição suspendeu, em parte, a nossa Constituição, sobretudo no que diz respeito aos órgãos políticos e titulares de órgãos políticos.  O Conselho Nacional de Transição tem legitimidade porque é o órgão que passou a substituir a Assembleia no que diz respeito a todas as competências da Assembleia Nacional Popular.   Mas é um órgão que não sai de um acto eleitoral, é um órgão que sai de um golpe de Estado militar. Essa questão de dizer um golpe de Estado, depende. Se perguntar a outras pessoas vão dizer que não, que isso não é golpe de Estado. Isso é um conflito político-militar. Já o PAIGC, esta quarta-feira, apelou ao boicote ao referendo à Constituição. Muniro Conté, porta-voz do partido histórico guineense, denunciou uma tentativa de se legitimar uma nova lei fundamental, dizendo que este processo está a ser feito à revelia da vontade popular e sem respeito pelas regras de um Estado de direito democrático.   Nós achamos que não vale a pena participar num processo em que os partidos políticos foram excluídos liminarmente. E todo o processo de preparação do referendo dos partidos políticos não foram tidos nem achados. E, para além de nós termos constatado vícios e irregularidades. Por exemplo, com a publicação do boletins oficiais com o mesmo número de publicação. Tratando-se de um acto eleitoral, os mecanismos existentes em cascata para a reclamação junto das mesas foram eliminados através da exclusão dos partidos políticos das entidades da sociedade civil, que podiam supostamente estar ali para fiscalizar todo o processo. Então, sendo um processo em que o Conselho Nacional de Transição, o Governo e o próprio representante do Presidente da República de Transição são os únicos com o poder de fiscalização... Então, nós achamos que não podemos participar nesse processo e apelamos ao boicote das nossas estruturas, tratando-se de um processo viciado com irregularidades e que não tem qualquer legitimidade, acabando mesmo por ser um prolongamento do golpe de Estado que ocorreu no dia 26 de Novembro de 2025. Em São Tomé e Príncipe, está instalada a crise no Tribunal Constitucional após divergências virem ao público entre o Presidente e o Vice-Presidente. Este órgão esteve também recentemente no centro de uma polémica com o Supremo Tribunal de Justiça. O relato é de Maximino Carlos, o nosso correspondente.   O Tribunal Constitucional está mergulhado numa nova crise interna, desta vez envolvendo o seu presidente, Artur Vera Cruz, e o vice-presidente, Jonas Gentil.  O conflito tornou-se público depois de Jonas Gentil solicitar ao Procurador-Geral da República um parecer jurídico, com carácter de urgência, sobre a legalidade dos procedimentos adotados na distribuição de processos dentro do Tribunal Constitucional  Jonas Gentil, pretende um parecer sobre violações no seu entender da constituição e da lei orgânica e demais instrumentos aplicáveis ao seu funcionamento do referido Tribunal. Cabe ao Ministério Público desencadear a investigação que poderá desencadear em outros procedimentos. A dimensão da crise é maior porque o Tribunal Constitucional ocupa uma posição central no sistema de Justiça são-tomense. As suas decisões podem ter consequências diretas sobre processos políticos, eleitorais e sobre a relação entre os diferentes órgãos de soberania.    Em Angola, a UNITA apresentou uma queixa-crime, esta quinta-feira, contra o governador e o comandante da Polícia Nacional no Uíge, na sequência dos desacatos de 8 de Agosto do Uíge entre a polícia e os militantes do maior partido da oposição, que celebravam a data do nascimento do seu fundador, Jonas Savimbi.  O segundo-comandante-geral da Polícia Nacional, Orlando Bernardo, responsabilizou a UNITA, condenando também o alegado aproveitamento político decorrente da intervenção policial, depois de sete partidos de oposição terem criado uma plataforma para combater intolerância política, na quinta-feira. Na sequência da aglomeração de militantes e apoiantes de uma formação política num local não autorizado pelas autoridades administrativas, situação que havia sido comunicada em tempo oportuno aos responsáveis da referida formação política, a Polícia Nacional foi chamada a intervir no âmbito das suas atribuições de manutenção da ordem e tranquilidade pública. Uma ocorrência policial não deve ser  julgada como base em narrativas políticas, mas a partir dos factos das circunstâncias concretas em que ocorrem e do quadro legal aplicável. Já a vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda, acusou a Polícia Nacional de ter sido instrumentalizada para supostamente atacar militantes do maior partido da oposição, anunciando a abertura de um processo-crime contra o governador e chefias policiais do Uíge, José Carvalho da Rocha e Ernesto Hayamunye, respectivamente.  Apresentámos uma queixa-crime contra as chefias policiais que comandaram os ataques à democracia materializados nos ataques à UNITA, nomeadamente contra o senhor Ernesto Hayamunye, na qualidade de comandante provincial, e os seus subordinados imediatos que estiveram envolvidos nos actos hediondos ocorridos no dia 8 de Agosto de 2026, de forma dolosa e premeditada. Incluímos, igualmente, no processo que instaurámos, o senhor José Carvalho da Rocha, enquanto cidadão que, fazendo uso do poder que lhe é conferido pelo Estado, permitiu e orientou que a polícia atacasse a democracia.   No resto do continente, Na República Centro-Africana, morreram mais de 100 pessoas numa derrocada numa mina de ouro artesanal, esta terça-feira, na aldeia de Zamboye, perto da fronteira com os Camarões. Na Zâmbia, o presidente cessante – Hakainde Hichilema – foi reeleito para um segundo mandato com 60% dos votos. O anúncio foi feito, esta terça-feira, 18 de Agosto, pela comissão eleitoral. Em notícias desportivas, os Camarões venceram pela primeira vez o Campeonato Africano das Nações de futebol feminino, derrotando na final o Malawi por 3-0, no domingo 16 de Agosto, em Rabat. Cabo Verde ficou pela fase de grupos, mas as Tubarões Azuis foram as únicas que não perderam diante das camaronesas nesta competição. Terminamos esta "Semana em Africa" com o magazine de Artes de quarta-feira sobre a batida, um género musical que nasceu nos arredores de Lisboa, nos anos 2000, e que vai buscar inspiração aos ritmos africanos, nomeadamente ao Kuduro de Angola, com percussões metálicas e ritmos que desafiam os códigos da música electrónica. Um dos pioneiros da batida é o DJ Marfox, de origem são-tomense, e conta como foram criando, pouco a pouco, este novo som.   Uma das coisas boas é o facto de pessoas da Guiné, de Cabo Verde, de Angola, de Moçambique, eu que sou de São Tomé nós construirmos isso. Então tem muito a ver com isso, com a experimentação. E isso é que deu o groove certo à nossa música. Mesmo aqui em Lisboa nós ainda temos algumas resistências e em circuitos mais conservadores. Não me posso queixar de todo. A coisa está muito melhor do que estava há 10, 15 anos atrás. Mas ainda há ainda muito a fazer. Há muito a trilhar, há muito a construir. Acho que dá um trabalho profundo, tanto meu como dos meus colegas, de partirmos pedra e darmo-nos a conhecer. Então, acho que estamos no bom caminho e acho que vem aí um futuro brilhante para a batida. Eu já toquei em Luanda, Angola. Já toquei na cidade da Praia, em Cabo Verde. Já toquei em Nairobi, no Quénia. Já toquei no Uganda. Então, acho que é cada vez mais a batida também olhar para o Sul global. Eu acho que é importante nós conseguirmos cada vez mais. E "linkarmo-nos" com o Sul, com o hemisfério Sul. E levar o som da batida para esses sítios.  

Convidado
Guiné-Bissau: “O país precisa de respirar”, CNT defende nova Constituição e rejeita críticas

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 11:50


A Guiné-Bissau prepara-se para referendar, no final do mês, a 30 de Agosto, a nova Constituição, que prevê um reforço dos poderes do Presidente da República. Em entrevista à RFI, Nelson Moreira, segundo vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), defende a legitimidade do processo conduzido pelas autoridades de transição, rejeita as críticas de concentração de poderes no Presidente da República e garante que a revisão constitucional procura reforçar a estabilidade e clarificar a distribuição de competências entre os órgãos de soberania. RFI: O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, na altura do lançamento da campanha de sensibilização para este novo referendo, falou de um “momento crucial para a democracia do país”. Porque é que este momento é crucial e tão importante para a democracia da Guiné-Bissau? Nelson Moreira, segundo vice-presidente do Conselho Nacional de Transição: O primeiro-ministro lançou essa mensagem porque nós todos sabemos, sendo guineense ou não, que o futuro da Guiné-Bissau e do seu povo passa por esse processo. Estamos a falar de quase cinco décadas de aplicação de uma Constituição. Ao longo desse tempo todo, não obstante dos problemas da Guiné-Bissau serem identificados, os parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau apontaram que a causa da instabilidade na Guiné deve-se ao seu texto fundamental, que é a Constituição. Felizmente, através do Alto Comando Militar foi possível tornar esse sonho uma realidade. O que quer dizer que no dia 30 [de Agosto] o povo da Guiné, pela primeira vez, vai ser chamado para pronunciar-se sobre essa nova Constituição. Mas para esse momento tão crucial da democracia da Guiné-Bissau, que é este referendo a uma nova Constituição, não há necessidade de uma maior inclusão, de uma maior participação, de um maior debate público sobre o que é que está em causa? Sim, sempre houve debate. No Conselho Nacional de Transição, que é um órgão que tomou a iniciativa de rever a Constituição, estão representados quase todos os partidos políticos do país. O PAIGC, que é o maior partido da oposição, está representado, o PRS e o MADEM, quase todos os partidos da Guiné com maior expressão estão representados no Conselho Nacional de Transição. A juventude, o poder tradicional, a sociedade civil, todas essas entidades têm representação no Conselho Nacional de Transição. Há um debate à volta dessa iniciativa da revisão da Constituição. Por isso, não vejo essas desculpas que as pessoas estão a atirar. Não ter havido debate? Mas houve debate porque todas essas entidades têm representação no Conselho Nacional de Transição e participaram no debate da iniciativa de revisão da Constituição. Esta nova Constituição prevê uma concentração de poderes no Presidente da República, que passa a acumular as funções de chefe do Governo, presidir também o Conselho de Ministros, o Conselho de Defesa Nacional, entre outras competências. O primeiro-ministro acaba por ser subordinado às orientações directas do Chefe de Estado. A Assembleia Nacional perde a designação de “Popular” e o número de deputados reduz-se de 102 para 61. Além disso, há uma reorganização do mapa eleitoral, que passa de 28 para 11 círculos eleitorais. Não há um perigo para a democracia da Guiné-Bissau de concentrar os poderes nas mãos de uma única entidade que é o Presidente da República? Eu não sei se é correcto falarmos de concentração de poderes. No novo texto constitucional eu não vejo em nenhum artigo que diz que o Presidente da República passa agora a ser chefe do Governo. Isso não existe. Isso só se for na invenção de algumas pessoas que estão contra o referendo. Mas passa a ser ele [Presidente da República] a eleger o chefe do Governo de acordo com a sua conveniência e não tem sequer que respeitar a composição da Assembleia da República, eleita pelo povo, para eleger o primeiro-ministro. Não, em nenhum artigo da nova Constituição tem essa designação. O Presidente da República, agora, é quem preside o Conselho de Ministros. Não é presidir quando entender. A única novidade é isto. Agora, o primeiro-ministro continua a ser nomeado pelo Presidente da República, tendo em conta o resultado eleitoral. Não basta só ganhar eleições. Quer dizer que é chamado o partido vencedor das eleições para indicar o nome do primeiro-ministro. Mas, esse partido tem que garantir uma maior estabilidade na Assembleia. Só nessas condições é que o Presidente da República pode convocar esse partido para indicar alguém para ser nomeado o primeiro-ministro. Não há nenhuma concentração de poder. O que se verificou com essa nova Constituição foi, na medida do possível, dar uma maior clareza de distribuição de competência entre o Presidente da República e o Governo, a definição mais precisa do papel do primeiro-ministro, a clarificação das responsabilidades políticas do Governo, fazer um reforço da separação interdependência dos poderes - que não havia, que não era tão nítido, - maior segurança jurídica na relação entre os órgãos de soberania, regras mais claras para nomeação do primeiro-ministro, maior previsibilidade na formação do Governo, regras mais claras sobre dissolução da Assembleia Nacional Popular. Ou seja, chegou-se a uma conclusão: por causa dessa Constituição que foi aplicada até aqui, nós tivemos 36 primeiros-ministros. Mas, de acordo com a Constituição da Guiné-Bissau, cabe à Assembleia Nacional e aos deputados do país a revisão constitucional. Portanto, qual é a legitimidade que um Governo de transição, que chega ao poder com recurso a um golpe de Estado, tem para referendar precisamente a Constituição do país? Não é a primeira vez que isto está a acontecer e não só na Guiné. Estamos a falar de novas autoridades que foram instituídas através da Carta Política de Transição.  A Carta Política de Transição suspendeu, em parte, a nossa Constituição, sobretudo no que diz respeito aos órgãos políticos e titulares de órgãos políticos. Estou a falar da Assembleia Nacional Popular, Presidente da República e o Governo.  Através dessa carta política, o Conselho Nacional de Transição passou a substituir a Assembleia. O que quer dizer que o Conselho Nacional de Transição passa a ter a legitimidade de rever a Constituição, de legislar.  O Conselho Nacional de Transição tem legitimidade porque é o órgão que passou a substituir a Assembleia no que diz respeito a todas as competências da Assembleia Nacional Popular. Mas é um órgão que não sai de um acto eleitoral, é um órgão que sai de um golpe de Estado militar. Essa questão de dizer um golpe de Estado, depende. Se perguntar a outras pessoas vão dizer que não, que isso não é golpe de Estado. Isso é um conflito político-militar. Na Guiné-Bissau, aquilo que se passou foi que houve uma eleição geral cujos resultados finais não foram anunciados porque os militares tomaram o poder. Portanto, isso enquadra um golpe de Estado. O Alto Comando Militar já justificou a razão desse golpe de Estado, não vou voltar, outra vez, a falar de razões da inversão da ordem constitucional. A verdade é que, o Conselho Nacional de Transição, a partir do momento em que é instituído, passou a substituir a Assembleia Nacional, no que diz respeito a todas as competências da Assembleia Nacional Popular. O mesmo se diz em relação ao Governo, em relação ao Presidente da República de Transição. Por isso, não vejo agora esse argumento de dizer que o Conselho Nacional de Transição não tem competência para tomar a iniciativa de rever a Constituição. Quem é que fiscaliza esta votação? Quem é que fiscaliza os resultados? A Lei do Referendo é clara sobre esse aspecto. As entidades com competência para fiscalizar o processo: há um grupo de cidadãos constituídos - que a lei permite que qualquer cidadão, grupo de pessoas interessados em participar num processo de referendo - junto ao Supremo Tribunal de Justiça. E essas entidades é que têm competência de fiscalizar em colaboração com o CNE. Mas a CNE, constituída pelo secretário-executivo e por um representante do Presidente da República de Transição, um representante do Governo de Transição e três representantes do Conselho Nacional de Transição. Ou seja, há aqui uma maioria na CNE que pertence a estes órgãos de transição. Portanto, pode pôr em causa alguma transparência, alguma imparcialidade. Por isso, a Lei do Referendo é clara: todas as pessoas interessadas em participar no processo podem constituir-se em grupo de cidadãos para poder participar e ter voz activa na fiscalização do processo. Porque é que o voto neste referendo está circunscrito aos cidadãos residentes na Guiné-Bissau e não está aberto à diáspora guineense? É o que está na lei, nós temos que compreender a situação financeira do país. Um Estado como a Guiné-Bissau, sobretudo neste período que estamos a atravessar, não está em condições de suportar. Por isso, limitou-se, não é pela primeira vez, essa votação só aos cidadãos residentes aqui na Guiné-Bissau. O Conselho Nacional de Transição aprovou a Lei 12/2026, que foi publicada no Boletim Oficial. O artigo nove proíbe a realização de referendos entre a marcação da data de eleições. As eleições foram marcadas em Janeiro para Dezembro e a Lei do Referendo foi publicada no dia 16 de Junho. O referendo foi convocado, a 06 de Julho, para 30 de Agosto. Não há aqui uma infracção da lei porque este artigo, especificamente, proíbe a realização do referendo. Eu não sei qual é a lei do referendo que a senhora jornalista tem. Eu vou ler o artigo nove da lei de referendo que tenho… A lei do referendo foi publicada posteriormente. Tenho comigo aqui a lei. A Lei do Referendo que eu tenho, no artigo nono diz o seguinte: Limites temporais: o referendo só pode ser realizado até ao nonagésimo dia anterior à data de realização de eleições para os órgãos de soberania ou do poder local, sendo vedada a sua convocação à data prevista para a sua realização quando recai dentro desse período. O número dois vem dizer o seguinte: não poderá ser convocado nenhum referendo antes que estejam decorridos pelo menos seis meses desde a realização do último referendo, considerado válido e vinculativo, nos termos do artigo 88.  A lei do referendo que eu tenho, o artigo nono foi este que eu acabei de ler. Não sei onde é que as pessoas foram buscar aquele artigo nono, porque cá na Guiné-Bissau tudo é possível. As pessoas gostam de inventar, gostam de fabricar artigos, gostam de fabricar leis. Há quem critique esta nova Constituição dizendo que foi feita à medida para o regresso ao país do ex-Presidente, Umaro Sissoco Embaló. Esse argumento nunca falta. O Umaro [Sissoco Embaló] está fora, sofreu um golpe de Estado e está onde está. Tudo o que está a acontecer na Guiné agora, dizem que estão a fazer isso por causa do Umaro Sissoco Embaló. Eu disse e volto a repetir, essa questão de revisão da Constituição não é um problema de agora. Estamos a falar de um problema que foi identificado há muitos anos, mas falta de entendimento, falta de vontade política entre os partidos representados na Assembleia, dificultou o avanço ou concretização de revisão da Constituição. Desta vez, o Alto Comando Militar, por não estar a representar nenhum partido, entendeu por bem que vai tomar essa iniciativa - e foi bem tomada - de rever a Constituição. É admissível que este documento, que vai agora a referendo, impeça a revisão constitucional durante dez anos, mesmo que por futuros governantes democraticamente eleitos? O país precisa de respirar, de estabilidade. Por isso, essa norma foi pensada - e bem - no sentido de travar futuras revisões durante este período de dez anos. É um lapso temporal que nós pensamos que é suficiente para poder permitir com que o país volte a respirar, uma estabilidade, para permitir com que durante esse período, não haja mais tentativa de revisão da Constituição, para garantir a estabilidade, para garantir que a Guiné-Bissau volta, durante esse período, a respirar um alívio.

Desmemoria Histórica
Desmemoria Histórica. ¿Por qué Franco ganó la guerra civil y el Frente Popular la perdió?

Desmemoria Histórica

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 53:19


Las políticas revolucionarias del bando republicano llevaron al trueque de alimentos o bienes básicos para realizar entierros. En este nuevo episodio del podcast de historia de Libertad Digital, Desmemoria Histórica, presentamos el libro del historiador, investigador y periodista Miguel Platón Por qué Franco ganó la guerra.Desmemoria HistóricaNuria Richart Que Franco no perdiera la Guerra Civil y el bando del Frente Popular no la ganara es algo que ha marcado nuestra historia política, económica y social. Han pasado 90 años y los españoles siguen sin saber qué pasó para que un bando ganara y otro no. Dos leyes de memoria y una continua manipulación de la historia, por acción, omisión o sobreactuación, nos tendría que hacer pensar qué es lo que hay detrás de este viejo empeño. En su libro Platón cita al historiador norteamericano Burnett Bolloten, que en 1961 advirtió: "Aunque el estallido de la Guerra Civil Española en julio de 1936 fue seguido de una revolución social a gran escala en la zona antifranquista —en algunos aspectos, más profunda que la Revolución Bolchevique en sus primeras fases— a millones de personas lúcidas fuera de España se les ocultó no únicamente su profundidad y su magnitud sino incluso su existencia por medio de una política de duplicidad e hipocresía de la que no hay paralelo en la historia". Desvelamos los factores clave que llevaron a la victoria al Bando Nacional cuando ni era evidente ni inevitable. Al inicio del conflicto, en julio de 1936, hace ahora noventa años, los sublevados se encontraban en una situación de clara desventaja material y territorial frente al Gobierno del Frente Popular. Pedro Fernández Barbadillo y Platón recuerdan en este nuevo capítulo de Desmemoria Histórica cómo los rebeldes solo controlaban la tercera parte del territorio, el 40% de la población y carecían de los recursos financieros e industriales del país, que permanecían bajo el control de la República en Cataluña, el País Vasco y Valencia.Las nefastas decisiones económicas revolucionarias Como resalta Platón, una mejor gestión de los recursos y una dirección militar unificada y profesional permitieron a Francisco Franco invertir la situación a lo largo de los tres años de guerra. Por cierto, el Partido Nacionalista Vasco (PNV) entregó intacta la industria siderometalúrgica de Vizcaya a los sublevados en agosto de 1937 en el Pacto de Santoña.Por qué Franco ganó la guerra: una contienda manipuladaMiguel Platón En el plano económico, en el podcast se detalla cómo la República destruyó su propio sistema productivo mediante las colectivizaciones forzosas o la abolición de la propiedad privada, lo que provocó una inflación desbocada y el colapso de la peseta republicana. En estas zonas el desabastecimiento obligó a recurrir al trueque para subsistir. Sindicatos como la CNT llegaron a exigir alimentos o bienes básicos para realizar entierros. La cartilla de racionamiento solo funcionó en las zonas revolucionarias. Cada bando también gestionó de forma muy diferente la ayuda internacional. Mientras que Franco obtuvo suministros militares, petróleo de la Texaco y más de 10.000 camiones de marcas norteamericanas como Ford y General Motors a crédito, la República dependió de la Unión Soviética. Stalin, por su parte, "estafó triplemente a los republicanos e hizo mucho daño al Ejército Popular", dice Platón. No solo exigió el pago al contado con el famoso oro del Banco de España, sino que estafó sistemáticamente al Gobierno frentepopulista: fijó un tipo de cambio arbitrario y cobró precios inflados por armamento obsoleto. Otro factor fundamental de la victoria del bando nacional fue la unidad política y el liderazgo militar que el bando rojo fue incapaz de alcanzar. En septiembre de 1936, el bando sublevado nombra a Franco generalísimo de los ejércitos y jefe del Gobierno del Estado y se establece el mando único, oficializado el 1 de octubre en Burgos. Además, los nacionales estuvieron dirigidos por oficiales profesionales y experimentados en las campañas de Marruecos. En contraposición, el Gobierno de la República huyó a Valencia y los sindicatos, anarquistas y demás partidos del Frente Popular se enfrentaron de forma sangrienta entre ellos; la violencia interna en la zona republicana se ejemplifica en los sucesos de mayo de 1937 en Barcelona. Hace unos días, el 13 de julio de 1936, también se han cumplido nueve décadas del asesinato del líder de la oposición, José Calvo Sotelo, el hecho decisivo para el Alzamiento militar. La violencia por parte de un Frente Popular revolucionario estaba desatada. Es poco conocido el dato de que la primera muerte de civiles en la guerra la perpetran los frentepopulistas.

First Bite: A Speech Therapy Podcast
NICU to EI with the Hospital-to-Home Systems Change Team

First Bite: A Speech Therapy Podcast

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 73:25


Learn how to support NICU graduates as they transition from the hospital to home.Earn 0.10 ASHA CEUs for this episode with Speech Therapy PDWatch on YoutubeWhat happens when Michelle sits down with Tiffany Elliott, MS, CCC-SLP, CNT, IBCLC, NTMTC; Sara Circelli, MA, IMH-E, PMH-C; and Dr. Leslie Butterfield, PhD, PMH-C, from Hospital-to-Home Systems Change? You get a powerful hour dedicated to perinatal mental health, systems change, and supporting NICU graduates as they transition from the hospital to home. Together, they discuss how perinatal mental health, including postpartum anxiety, depression, and trauma, impacts caregiver engagement, readiness to learn, and the ability to support their newborns. They also highlight why supporting caregivers is essential to improving outcomes for infants and families.About the Guests: Tiffany Elliott, MS, CCC-SLP, CNT, IBCLC, NTMTC, is a Speech Language Pathologist and International Board-Certified Lactation Consultant. She brings her deep clinical experience in pediatric feeding and swallowing disorders, preterm and medically complex infants, and healthcare systems in the work she does as a clinician, educator and systems change advocate.Sara Circelli, MA, IMH-E, PMH-C, is the Hospital-to-Home Systems Change Manager at Northwest Center, where she also served as an Early Intervention Family Resources Coordinator for nearly a decade. She helped develop Northwest Center's Hospital-to-Home team to address the “service cliff” families face after NICU discharge, ensuring a supported transition home.Leslie Butterfield, PhD, PMH-C, is a perinatal psychologist specializing in the transition to parenthood, perinatal mood and anxiety disorders (PMADs), perinatal loss, recovery from traumatic birth, NICU parenting, and parenting medically fragile infants. She is past Chairwoman of Perinatal Support Washington and the past President of PATTCh (Prevention and Treatment of Traumatic Childbirth).Show Notes:hospitaltohomesystemschange.orgpediatricfeedingconnections.comLove Money: Support National Perinatal Association

TOPFM MAURITIUS
Tensions à la CNT : entre malaise des employés, restrictions et bras de fer au sommet

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 1:06


Tensions à la CNT : entre malaise des employés, restrictions et bras de fer au sommet by TOPFM MAURITIUS

TOPFM MAURITIUS
CNT : uniformes en retard, heures supplémentaires réduites ; les travailleurs expriment leur ras-le-bol

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 2:06


CNT : uniformes en retard, heures supplémentaires réduites ; les travailleurs expriment leur ras-le-bol by TOPFM MAURITIUS

Les Nuits de France Culture
La Guerre d'Espagne, une guerre civile européenne 8/11 : Pépita Carpeña : "La révolution espagnole, c'est ce que nous avons vécu"

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 59:15


durée : 00:59:15 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - Pépita Carpeña, figure féminine et féministe de la guerre d'Espagne, retrace dans un épisode de la collection "Mémoires du siècle" en 1995 son parcours de militante anarchiste au sein de la CNT et de l'organisation Mujeres Libres, de la révolution sociale en Catalogne jusqu'à son exil en France. - équipe : Rafik Zénine, Hassane M'Béchour, INA Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Noticentro
Sheinbaum cancela actividades en Zacatecas

Noticentro

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 1:57 Transcription Available


CNPC mantiene monitoreo sobre posible cilón en el GolfoEl consumo de alcohol provoca 2.6 millones de muertes al año: OPS  La humedad influye en la sensación térmica  Más información en nuestro podcast#grc

Love Story
Florence Rey et Audry Maupin (2/4) : amants… et militants

Love Story

Play Episode Listen Later May 5, 2026 10:12


C'est l'histoire tragique d'un jeune couple qui a défrayé la chronique dans les années 90 : Florence Rey et Audry Maupin. L'histoire de deux étudiants amoureux qui se transforment le temps d'une soirée invraisemblable en Bonnie & Clyde parisiens…  Amants… et militants 17 mars 1994. Les banderoles de l'UNEF flottent au-dessus du cortège qui défile dans les rues de la capitale. Audry et Florence reconnaissent parmi les membres du syndicat quelques étudiants de Nanterre. Ils se saluent de loin, d'un signe de la main. Mais les deux amoureux ne les rejoignent pas. Audry a tenu à défiler dans les rangs de la CNT, la confédération nationale du travail : une coalition révolutionnaire et anarcho-syndicaliste. Audry et Florence crient des slogans anticapitalistes et brandissent un panneau sur lequel est écrit en grosses lettres noires : "Le travail tue !" Un podcast Bababam Originals Ecriture : Claire Loup Voix : François Marion, Lucrèce Sassella Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

HISTORIAS DE LA HISTORIA
La II República española. Parte 3

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 1, 2026 37:07


Hay momentos en la historia en los que un proyecto político deja de ser una promesa y empieza a ser puesto a prueba. Eso fue lo que ocurrió en España durante el primer bienio de la Segunda República. Tras la ilusión inicial de 1931, el gobierno presidido por Manuel Azaña se lanzó a una transformación profunda del país: reformas en la educación, en el Ejército, en la propiedad de la tierra, en las relaciones laborales y en la propia relación entre el Estado y la Iglesia. Era un intento ambicioso de modernizar España, de acercarla a las democracias europeas, pero también un proceso que tocaba intereses muy arraigados y que despertó resistencias en todos los frentes. Porque mientras el gobierno avanzaba en su programa reformista, la tensión crecía dentro y fuera de las instituciones. Desde sectores conservadores, monárquicos y parte del Ejército, se empezó a conspirar contra la República, culminando en el fallido golpe del general José Sanjurjo en 1932. Al mismo tiempo, desde la izquierda revolucionaria, organizaciones como la CNT cuestionaban el propio sistema republicano, protagonizando huelgas, insurrecciones y episodios dramáticos como los de Casas Viejas. España entraba así en una espiral de polarización, donde cada reforma generaba una respuesta, cada avance provocaba un conflicto y la joven República comenzaba a desgastarse en medio de una creciente lucha por definir su futuro.

HISTORIAS DE LA HISTORIA
La II República Española. Parte 3

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 1, 2026 37:07


Hay momentos en la historia en los que un proyecto político deja de ser una promesa y empieza a ser puesto a prueba. Eso fue lo que ocurrió en España durante el primer bienio de la Segunda República. Tras la ilusión inicial de 1931, el gobierno presidido por Manuel Azaña se lanzó a una transformación profunda del país: reformas en la educación, en el Ejército, en la propiedad de la tierra, en las relaciones laborales y en la propia relación entre el Estado y la Iglesia. Era un intento ambicioso de modernizar España, de acercarla a las democracias europeas, pero también un proceso que tocaba intereses muy arraigados y que despertó resistencias en todos los frentes.Porque mientras el gobierno avanzaba en su programa reformista, la tensión crecía dentro y fuera de las instituciones. Desde sectores conservadores, monárquicos y parte del Ejército, se empezó a conspirar contra la República, culminando en el fallido golpe del general José Sanjurjo en 1932. Al mismo tiempo, desde la izquierda revolucionaria, organizaciones como la CNT cuestionaban el propio sistema republicano, protagonizando huelgas, insurrecciones y episodios dramáticos como los de Casas Viejas. España entraba así en una espiral de polarización, donde cada reforma generaba una respuesta, cada avance provocaba un conflicto y la joven República comenzaba a desgastarse en medio de una creciente lucha por definir su futuro.

TOPFM MAURITIUS
Scandale à la CNT : des pièces surfacturées jusqu'à 24 fois leur prix…« des sommes qui auraient pu acheter de nouveaux autobus », martèle le ministre Osman Mahomed

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 0:55


Scandale à la CNT : des pièces surfacturées jusqu'à 24 fois leur prix…« des sommes qui auraient pu acheter de nouveaux autobus », martèle le ministre Osman Mahomed by TOPFM MAURITIUS

Artes
História inédita de português na Guerra Civil de Espanha publicada em França

Artes

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 21:22


Alberto de Oliveira Martins foi um anónimo que se deixou levar pelos ventos da história e que, no final da sua vida, decidiu contar o que viveu com a ajuda de uma velha máquina de escrever que o filho lhe ofereceu. Alberto nasceu em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial, viveu a chegada da ditadura, combateu o franquismo na guerra civil de Espanha, foi preso num campo de internamento em França na Segunda Guerra Mundial e esteve detido nas prisões salazaristas em Portugal. Tudo isso escreveu nas suas memórias no final dos anos 80. Quarenta anos depois, o seu filho, Joaquim, partilhou o texto com o historiador Victor Pereira que foi à procura dos rastos desta história invulgar. O resultado é um livro intitulado “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” [“Os Cadernos de Alberto. Do Porto à Guerra de Espanha”] que vai ser publicado em Maio em França, pela editora Chandeigne & Lima, e sobre o qual estivemos à conversa com Victor Pereira. RFI: Do que fala o livro “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” ? Victor Pereira, Autor e historiador: “Há mais de um ano, Joaquim de Oliveira Martins veio ter comigo dizendo que o pai tinha combatido durante a Guerra de Espanha e que tinha combatido na coluna Durruti, uma coluna dirigida pelo próprio Durruti, que foi um dos mais célebres anarquistas espanhóis. Disse-me que o pai dele tinha combatido lá e que no fim da vida, isto é, no fim dos anos 80, ele tinha escrito não propriamente um livro, mas umas Memórias que, depois, ele me emprestou para eu ler. É um relato fantástico de uma vida que começa em 1915 no Porto e cujas Memórias acabam em 1943,1944, quando regressa a Portugal. O que eu fiz foi convencer - e não foi muito difícil -a Anne Lima da editora Chandeigne & Lima para publicar este texto, que é inédito e há muito poucas obras sobre a participação de portugueses na Guerra de Espanha.   O que eu fiz foi ir aos arquivos em Portugal, em Espanha e em França para tentar encontrar rastos da vida dele, pensando que ele tinha vivido várias aventuras pouco comuns. Encontrei documentos, nomeadamente no Arquivo da Guerra Civil de Espanha, em Salamanca, e fui encontrando várias coisas sobre ele. Muitas vezes, eram coisas que não parecem importantes, como recibos de consulados portugueses em Espanha, e fui conseguindo conferir o que ele dizia porque ele escreveu 40, 50 anos depois e a memória distorce um pouco os eventos. Então, o livro é feito das memórias dele e de uma introdução minha que é bastante longa que é uma introdução biográfica com o que eu consegui encontrar nos arquivos nos vários países para compreender o percurso pouco comum dele.” Há dois textos no mesmo livro: o texto de Alberto de Oliveira Martins, que ele escreveu como testemunho autobiográfico, e a investigação do historiador Vítor Pereira sobre este anónimo... “É isso mesmo. São dois textos. Começa com o meu, mais ou menos 200 páginas, baseado no texto dele, nos arquivos, nas memórias de pessoas que combateram na Guerra de Espanha. Ele combateu numa frente em Aragão, com milicianos que vinham de Barcelona. Li muitas coisas sobre esse combate à volta de Saragoça, onde ele esteve mais. Depois, ele tem o que aconteceu com milhares de espanhóis quando os republicanos foram perdendo a guerra e houve a Retirada, isto é, a entrada de 475.000 pessoas que atravessaram a fronteira entre a Catalunha espanhola e a francesa. Ele faz parte desse milhares de pessoas e é internado num campo de internamento em França. Depois regressa a Portugal e é preso no Aljube. Então, eu vou também contando a história dele, a história de outras pessoas, nomeadamente portugueses, que combateram na Guerra de Espanha e também das pessoas que foram presas durante os anos 1940, 41 em Portugal - no Aljube e em Caxias. Depois, há o texto dele, que começa na infância até quando ele tem mais ou menos 30 anos.” A história de Alberto de Oliveira Martins também ilustra um ângulo morto da História? A história dos portugueses que lutaram na guerra civil de Espanha não é uma história muito conhecida, pois não? “Não é muito conhecida. Foram menos de dez portugueses que escreveram sobre a guerra que eles fizeram e, muitas vezes, são Memórias muito politizadas, o que é bastante normal. Há Memórias de um comunista, há Memórias de um anarquista, alguns textos biográficos de pessoas republicanas. São pessoas mais cultas que contam isto do ponto de vista da mobilização política.” Pode dizer-nos nomes? “Por exemplo, o anarquista Manuel Firmo, o comunista Francisco Ferreira, o Jaime Cortesão, o Jaime de Morais. Foram textos que foram publicados desde os anos 70 até há pouco tempo, como o texto de Jaime de Morais que foi publicado pela Cristina Clímaco e Heloísa Paulo. Mas, no caso de Alberto, ele já está em Espanha e é bastante por acaso que ele vai começar a guerra. Então, ele não tem uma visão muito politizada e, por exemplo, quando se compara com outros textos de memórias de espanhóis, franceses ou de outras pessoas que combateram na guerra, eles têm uma visão muito ideológica. Alberto conta muito a vida quotidiana dos combatentes, o esforço para comer não muito mal, as brincadeiras entre soldados, como eles ouviam a rádio. É o relato da guerra por um homem, isto é, ele não faz um grande discurso sobre a guerra, ele conta o seu quotidiano de combatente. Então, são muito poucos os relatos [de portugueses] sobre esta guerra, ainda menos por pessoas não politizadas e que não estão a tentar legitimar o que eles fizeram ou não fizeram. É um relato do quotidiano.” Na introdução, o Victor Pereira escreve que “ele não parte para Espanha em nome de um ideal antifascista”, mas “é apanhado pela guerra quando já está em Espanha”. Por outro lado, quando está na guerra, ele não faz dos soldados heróis e até fala da confraternização com soldados do campo adversário. Isto vai ao encontro do que acaba de dizer, não é? “Sim, sim. Muitas vezes há muito essa imagem da Guerra de Espanha que foi uma guerra que mobilizou as opiniões públicas ocidentais em França, Portugal. Na minha introdução, falo sobre como é que a Guerra de Espanha também foi uma guerra quase interna a Portugal. Podemos realçar quando, em Julho de 1937, há uma tentativa de atentado a Salazar que falha e o objectivo das pessoas que tentaram matar Salazar era para tentar enfraquecer o campo nacionalista espanhol porque Salazar foi um grande apoio desde o início aos insurrectos espanhóis e a Franco. O Alberto de Oliveira Martins não tem essa visão politizada. Por exemplo, há uma parte onde ele escreve que quando começou a guerra civil, havia uma aldeia que estava do lado nacionalista e a aldeia ao lado estava do lado republicano e os combatentes dos dois lados conheciam-se pessoalmente. Por vezes, odiavam-se há vários anos, até há várias décadas, mas o que ele conta é que, por vezes, há jovens soldados que estavam muito perto uns dos outros e o que eles fizeram foram pactos dizendo: ‘Olha, não vamos matar ninguém. Vamos atirar para o ar. Assim, os nossos oficiais pensam que nós estamos a combater'. Às vezes, até falavam uns com os outros e faziam estes pactos de paz muito localizados. Isso não aparece tanto nos outros textos porque o que aparece é uma luta de vida e de morte entre o fascismo e antifascismo. Então, ele foca coisas que muitas vezes não são focadas nas memórias da Guerra de Espanha.” Mas de que lado lutou Alberto de Oliveira Martins? “No início, quando ele está em Espanha, ele não tem sorte, como aconteceu a milhares de pessoas. Ele encontra-se num comboio que vai até Saragoça. Saragoça foi tomada pelos militares rebeldes que depois vamos chamar os franquistas. Eles querem imobilizá-lo no campo dos franquistas e ele foge. Algumas semanas depois, ele encontra-se com o próprio Durruti, um dos chefes dos anarquistas que impediu os militares de tomarem o poder em Barcelona. Em 19 e 20 de Julho de 1936 há luta nas ruas de Barcelona, o Durruti e outros camaradas da CNT (do Movimento Anarquista) conseguem domar a tentativa de golpe de Estado e, a partir de 24 de Julho vão milhares de catalães e anarquistas até Saragoça para tentar libertar Saragoça, que tinha sido ocupado pelos militares. Ora, ele estava numa aldeia onde chega o Durruti e o Durruti dá-lhe uma arma e ele vai seguir e vai combater durante quase três anos. A coluna Durruti vai ser uma das mais conhecidas da guerra de Espanha e ele vai combater durante três anos em Aragão, depois na Catalunha. Como é um jovem de 1m80, bastante esperto, bastante ágil, que toda a gente considera que espanhol, ele vai participar em acções de sabotagem no curso de guerrilhas. Então, ele vai combatendo, ainda que ele não tenha ido para combater. Foi a guerra que foi ter com ele. Estando na guerra, ele combate até ao fim, até Janeiro de 1939.” Temos noção de quantos portugueses participaram nesta Guerra Civil Espanhola? “Isso é muito difícil. Há, desde os anos 80, alguns estudos, nomeadamente do César Oliveira, também de Cristina Clímaco sobre o exílio português em França e em Espanha. Há vários números, por vezes 500, vai subindo até 2.000, alguns estudos até falam em mais, e estou a falar do lado dos republicanos, aqueles que ajudaram a República espanhola a lutar contra as tropas franquistas.  Muitas vezes fala-se em alguns milhares, 2.000, talvez mais. Um dos grandes problemas - como no caso do Alberto que nunca é referido como português e o nome dele aparece em castelhano nos arquivos - nas listas de nomes ninguém pode saber se são portugueses. Talvez muitos mais portugueses tenham combatido durante a Guerra de Espanha, mas eram considerados espanhóis e havia antes da guerra mais de 20.000 até 30.000 portugueses que estavam a trabalhar na Galiza, na Extremadura, na Andaluzia, sobretudo. Então, houve provavelmente muitos portugueses que combateram e nós não sabemos. Depois temos os portugueses que estão em Espanha, os voluntários que foram combater do lado do Franco. São os chamados ‘Viriatos' e na literatura histórica aparece que foram 8.000, 10.000, alguns até dizem 20.000. Há alguns anos, um militar português, Varela Gomes, disse que provavelmente não eram assim tantos, provavelmente eram 2.500. Por isso, o problema da quantificação é um problema ainda em aberto. Imagino que vão ser precisos muitos anos para saber melhor.” Falou na busca de de arquivos, na recolha de rastos, de memórias. Eu suponho que tenha sido um processo rico em surpresas. Como é que foi esse percurso que o levou a viajar entre a França, a Espanha e Portugal? “Então, foi como um detective, como um polícia. Eu tinha o texto dele, eu sabia que ele foi preso duas vezes nos anos 30, em Espanha, que foi expulso uma vez para Portugal em 1934. Eu sabia que ele tinha sido preso pela PVDE, isto é, a polícia política portuguesa antes da PIDE, e a partir daí fui procurando arquivos de documentação. O mais óbvio era o processo dele no arquivo da PIDE, na Torre do Tombo, em Lisboa, o que era um processo complicado no sentido que ele é preso quando regressa a Portugal em 1940 e, obviamente, ele não vai dizer a verdade à polícia política porque se dissesse a verdade seria enviado para o Tarrafal, o campo de internamento que foi criado em 1936 e para onde foram enviados opositores republicanos, opositores comunistas, anarquistas. A partir de 1930 e 1940, todos os portugueses que foram presos e que tinham combatido na Guerra de Espanha foram enviados para o Tarrafal em condições muito difíceis e alguns morreram em Cabo Verde. Então, obviamente que ele mente e, para mim, era uma fonte complicada, porque eu sei à partida que ele vai mentir. O que ele diz nas Memórias permite compreender isto. Depois, ele conta que em 1932 e 1936 ele vive em Espanha, faz uns biscates, vai mudando muitas vezes de sítio e isso foi uma missão que foi muito demorada. Vi toda a documentação sobre os consulados portugueses em Barcelona, em Sevilha, em Córdoba, em sítios onde eu sabia que ele tinha passado. Para mim, foi uma grande alegria quando, um dia, vendo um conjunto de recibos que eram as ajudas que os consulados portugueses davam a portugueses indigentes ou com poucos meios, reconheci a assinatura dele no recibo! Depois fui vendo vários recibos e, muitas vezes, eram recibos de cinco pesetas, 12 pesetas, o que era bastante pouco dinheiro, mas consegui saber onde ele estava e em que dia. Em Espanha, estive também no arquivo mais importante para qualquer historiador da Guerra Civil que é o Arquivo de Salamanca, que agora se chama o Centro de Documentação da Memória Histórica de Salamanca. O que se passou é que quando as tropas de Franco chegavam a uma cidade ou a uma aldeia, eles iam logo buscar os arquivos dos sindicatos, dos partidos políticos, das câmaras e quando as câmaras eram de esquerda, republicanas, ficavam com toda a documentação e depois enviavam para Salamanca. Em Salamanca, havia pessoas, muitas vezes militares e outros, que liam toda a documentação e faziam fichas: ‘um tal foi chefe do sindicato da CNT, outro foi socialista e foi presidente da Câmara tal, combateu em tal milícia'.  Fizeram fichas que depois permitiam às forças de repressão do Franco encontrarem as pessoas quando estavam em Espanha, julgá-las, prendê-las e, às vezes, executִá-las. Nós não podemos esquecer que o Franco organizou uma repressão duríssima durante a guerra e, ainda depois da guerra, houve dezenas de milhares de espanhóis que foram mortos. Foi ali que encontrei, por exemplo, as notas da Coluna Durruti sobre os milicianos que eram pagos e encontrei várias vezes o nome dele [Alberto de Oliveira Martins]. Depois fui a Córdoba, onde ele tinha sido preso, fui a Valência e encontrei documentos, em alguns sítios não encontrei nada, mas pelo menos tentei. Ele também esteve em França num campo de internamento e, em França, encontrei algumas coisas sobre o internamento dele. Muitas vezes, quando se faz uma biografia, faz-se uma biografia de uma pessoa conhecida que deixa muitos documentos ou deixa muitos rastos. Neste caso, foi ter alguma imaginação para encontrar um rasto dele em documentos que podem parecer pouco importantes, mas que se tornaram muito importantes e pertinentes para compreender a trajectória dele.” Na introdução, fala sobre o texto como “raro e precioso”, “único” até. O que é que este relato de Alberto de Oliveira Martins tem de tão especial para o fascinar ao ponto de lhe dedicar vários meses de investigação? “Em primeiro, é que temos muito poucos relatos de portugueses que combateram na Guerra de Espanha, apesar da importância que foi a Guerra de Espanha e da importância que teve em Portugal. Só isto é importante. Depois, o Alberto de Oliveira Martins emigrou para Espanha e quase não conhecemos nada sobre a emigração dos portugueses em Espanha, quando os portugueses, eram 30.000 em 1930. Havia muita emigração temporária, sazonal, de pessoas do Alentejo, do Algarve, que iam para Espanha. É uma coisa que conhecemos muito mal. Ele também participou numa campanha das vindimas em França em 1934 e eu nunca tinha lido nada sobre portugueses em França nas vindimas. O que é muito importante é que, muitas vezes, quando conhecemos essa história dos emigrantes ou dos combatentes, muitas vezes temos a visão do Estado quando há pessoas que são presas, julgadas, temos relatos do polícia, do juiz, do cônsul. Para mim era muito rico porque era uma pessoa que falava da vida dele na primeira pessoa. Eu podia saber o que ele pensava, porque é que ele tinha feito isto, tinha feito aquilo. É o que nós chamamos, em História, a história dos subalternos, dos pobres, dos operários, das mulheres pobres, dos migrantes. Temos muito poucos relatos na primeira pessoa porque as pessoas não escrevem e muitas pessoas não sabiam escrever. Este é um caso raro de um português nascido em 1915, que emigra, que combate, que está em França no início da Segunda Guerra Mundial e que é um dos raros a escrever e nós conseguimos ter um rasto desse documento.” É resgatar a voz histórica de um anónimo? “Sim, ele é um anónimo e, muitas vezes, a História é feita com reis, rainhas, Salazar, Marcello Caetano, Mário Soares, Álvaro Cunhal. O que me interessou muito foi escrever a vida de um anónimo. Nas minhas próprias investigações sobre a emigração portuguesa em França, eu já tinha visto o nome dele numa lista que eu tinha encontrado no arquivo da PIDE sobre os portugueses presos que se encontravam em campos de concentração em França em 1940. Eu vi dezenas de nomes e quando comecei a leitura apercebi-me que esse nome me dizia qualquer coisa. Para mim é muito importante porque é um anónimo que fala na primeira pessoa. Não são outras pessoas que falam por ele, que escrevem sobre a vida dele. Por isso, foi muito importante para mim, para a editora e para o filho que me deu o texto que nós pudéssemos publicar o texto dele.”

Desmemoria Histórica
Desmemoria Histórica: Los últimos días de saldo de la República

Desmemoria Histórica

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 61:02


Pedro Fernández Barbadillo, Pedro Corral y Nuria Richart repasan cómo fue la rendición de Madrid, el final de la Guerra Civil española. El podcast de historia de Libertad Digital, Desmemoria Histórica, viaja al 26, 27 y 28 de marzo de 1939, a esos últimos días del Madrid republicano, escenario de luchas intestinas entre comunistas y casadistas, los republicanos opositores a Negrín, o donde actuaban sin tapujos los servicios secretos nacionales, el SIPM. Rememoramos ese acto militar extraoficial ante las ruinas del Hospital Clínico, en el que, en un minuto, los republicanos entregan la capital a las tropas nacionales. Acto militar de la rendición de Madrid Hay una escena con la que arranca este episodio de Desmemoria Histórica que lo resume todo y que está recogida en el libro La guerra encubierta. El teniente coronel Joaquín Zulueta, jefe del II Cuerpo del Ejército republicano, informa a su superior, el coronel Segismundo Casado, de que cientos de sus soldados están en tierra de nadie confraternizando con el enemigo. Guitarras, botas de vino y canciones populares. Zulueta ha ido a hablar con el jefe de las tropas nacionales del sector del Parque de la Bombilla para frenar aquella verbena. La respuesta del oficial nacional es lapidaria: es inútil intentarlo, "los soldados ya han hecho la paz". Casado, al recibir el parte, le dice a su subordinado: "Déjeles que sigan disfrutando, porque además nos están dando una lección". Era el 27 de marzo y cuatro días después se emitía el último parte de guerra.Por una rendición honrosa Ya en el otoño de 1938, tras la Batalla del Ebro, algunos militares republicanos saben que la guerra está perdida. Lo que viene a continuación es una sublevación militar contra el Gobierno de Juan Negrín. La noche del 5 al 6 de marzo de 1939 el coronel Segismundo Casado, jefe del Ejército de Centro, junto con el general Miaja, el socialista Julián Besteiro, sectores de la CNT y lo que quedaba de los partidos republicanos no alineados con la URSS se sublevan. Forman el Consejo Nacional de Defensa para conseguir "una paz honrosa". En una alocución en Unión Radio Besteiro dice: "El Consejo Nacional de Defensa quiere impedir que el Gobierno de la España republicana caiga definitivamente en poder del comunismo que tiraniza al pueblo".Republicanos contra comunistas Lo que sigue es algo que no encaja en la Memoria Democrática de Pedro Sánchez: la última batalla de la Guerra Civil no la libran republicanos contra franquistas, sino republicanos contra comunistas. Durante una semana, del 8 al 12 de marzo, Madrid se convierte en un cruento campo de batalla con casi 250 muertos, fusilamientos sumarísimos y heridos rematados. Los comunistas se hacen con el Parque del Capricho, la posición Jaca, detienen a tres tenientes coroneles del Estado Mayor de Casado y los fusilan en El Pardo. Los casadistas responden con cañonazos desde los altos del hipódromo contra Nuevos Ministerios, donde resiste el último reducto rojo. Mientras todo esto ocurre, Negrín y los dirigentes comunistas huyen en avión desde Monóvar.Besteiro se queda. Los demás, huyen Casado en colaboración con la Quinta Columna preparan la llegada de los sublevados a Madrid. Se disuelve el SIM y se abren las cárceles. Pero cuando las tropas nacionales entran en Madrid, Valencia, Ciudad Real y Albacete, a quienes se encuentran en las prisiones es a los comunistas. Ahí les deja el Consejo Nacional de Defensa que sí había liberado a los presos del otro bando. Luego serán juzgados y algunos condenados a muerte por Franco. Dice Pedro Corral: "Alguien debería explicarle esto a la Comisión de la Verdad presidida por el exjuez Baltasar Garzón. ¿En qué cajón de la Memoria Democrática encajan los comunistas fusilados encarcelados por los socialistas?" El 28 de marzo, el Consejo de Defensa abandona Madrid. Casado, Miaja y los suyos llegan a Valencia, pasan a Gandía y embarcan en un buque inglés rumbo a Marsella. Julián Besteiro, en un gesto que merece más reconocimiento del que recibe, se niega a marcharse. Sabe lo que le espera. Dos catedráticos de Derecho, quintacolumnistas, velan por él hasta que es detenido esa tarde. Morirá en la cárcel de Carmona en septiembre de 1940. Tenía casi setenta años y había dedicado su vida a frenar la deriva revolucionaria del PSOE de Largo Caballero. El 1 de abril de 1939 Franco firma el último parte de guerra en Burgos. Luego se mete en la cama una semana. Tenía gripe.

Semana em África
Problemas ligados à crise energética consequência dos conflitos no médio oriente

Semana em África

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 9:49


A crise no abastecimento de gás do Qatar e do Irão está a colocar Moçambique no centro do interesse internacional como alternativa energética. Enquanto isso, Cabo Verde enfrenta escassez de gás butano, e a Guiné-Bissau agrava tensões diplomáticas com Portugal após declarações do órgão de transição. Em Angola, o julgamento do caso dos “espiões russos” foi adiado, ao mesmo tempo que preocupações climáticas em Moçambique e protestos sociais em São Tomé e Príncipe marcam a actualidade africana. O bloqueio do gás vindo do Qatar e do Irão está a levar muitos países a olharem para Moçambique e para a sua produção de gás natural liquefeito como uma alternativa viável para o abastecimento desta matéria prima essencial. Segundo o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano, Moçambique não está preparado para o interesse internacional crescente no gás natural liquefeito existente no país, o maior projecto africano de gás que se localiza na Bacia do Rovuma. Por seu turno, a ministra das Finanças moçambicana, Carla Louveira, assegura que o governo acompanha com atenção e preocupação a evolução do conflito no Médio Oriente, transmitindo uma mensagem de confiança na capacidade de resposta nacional. No que diz respeito a Cabo-Verde, o Presidente da República pediu esclarecimentos às petrolíferas e ao Governo sobre a escassez de gás butano em várias ilhas de Cabo Verde que tem provocado longas filas em diferentes postos de combustíveis. Por enquanto, José Maria Neves afirmou que as únicas informações que tem sobre a ruptura de gás no país são aquelas que passam na imprensa e pediu esclarecimentos às petrolíferas e ao governo.   Na Guiné Bissau o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão criado pelos militares para substituir as competências do Parlamento insurgiu-se contra o que considera de “hostilidade deliberada” e “diplomacia de conluio de corredor” de Portugal. O órgão guineense visa todo o Governo português, mas com ênfase no Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. Segundo Fernando Vaz, porta-voz do CNT Portugal deve saber que o golpe de Estado é uma realidade e que a Guiné-Bissau é agora gerida pelo CNT e pelo Alto Comando Militar.   Em Angola, foi adiado para 14 de Abril o julgamento do chamado caso dos "espiões russos", envolvendo dois cidadãos nacionais e dois russos, designadamente acusados de terrorismo e espionagem. Segundo o advogado de defesa David Guz, este adiamento teve como base a submissão de questões prévias no arranque da audiência. Ainda sobre este julgamento e na opinião do presidente da Associação Justiça, Paz e Democracia de Angola, Serra Bango, o processo ocorre num momento particularmente sensível, após os tumultos de Julho, sublinhando que “é preciso que a acusação apresente provas concretas e não meras especulações”.   Esta Semana em África ficou marcada igualmente com as preocupações climáticas vindas de Moçambique. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) apresentou, em Maputo, o relatório sobre o estado do clima relativo ao último ano. Um documento apresentado pelo climatologista Isaías Raiva, onde se destaca um aumento generalizado das temperaturas e da intensidade da precipitação no país.   Por fim centramos as atenções para São Tomé e Principe onde o nosso correspondente Maximino Carlos nos relata que as estradas degradadas são motivo de protestos de moradores de várias comunidades de São Tomé e Príncipe. A população denuncia promessas não cumpridas e exploração de recursos. O Governo promete retomar obras e prestar esclarecimentos.

Travel Media Lab
Building ‘Women Who Travel' with Condé Nast Traveler's Lale Arikoglu

Travel Media Lab

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 53:51


Our first guest this season is Lale Arikoglu, the Director of Special Projects at Condé Nast Traveler and host of the award-winning Women Who Travel podcast.Lale has been working as Condé Nast Traveler editor for the past ten years, and her reporting has taken her from horseback riding in Patagonia and hiking in the Andes to sailing down the Amazon River, chasing the Iditarod in Alaska, and clubbing in Kosovo.If you're interested in working with Condé Nast, don't miss this episode: Lale gives tips on how to pitch her, what she looks for in the pitch, and how the current moment informs the types of stories she's looking to champion at the magazine.This season, we want to hear from you! Send us a short note with your name, where you're calling in from, and an answer to two questions:What gives YOU hope in this moment in timeWhich place you are going to nextWe'll run your answers at the end of the season in our Community Voices episode! To participate, fill out this form OR send us a short audio clip (an iPhone voice recording is just fine!) to hello@goingplacesmedia.com by Monday, April 27.Going Places is an audience-supported platform. Today, I want to invite you to become a paid member, so that we can continue doing this work in the months to come.Join us for as little as $6 a month and get the perks like getting on a group call with Yulia every month to ask questions, get advice, and be in community with each other.Visit us at goingplacesmedia.com to learn more.Thanks to our Founding Members:RISE Travel Institute, a nonprofit with a mission to create a more just and equitable world through travel educationRadostina Boseva, a film wedding photographer with an editorial flair based in San FranciscoWhat you'll learn in this episode:What fuels Lale's reporting right nowWhat it was like for Lale crossing borders with her Turkish fatherWhat our show's concept (travel through a decolonial lens) means to LaleDiscussions inside the editors' room: borders, visa equity, and the privilege of travelWhat Lale learned from interviewing women like Tracee Ellis Ross & Brooke ShieldsLale's tips on how to pitch Condé Nast TravelerLale answers our listeners' questionsFeatured on the show:Follow Lale on Instagram: @lalehannahRead Lale's Istanbul article, In Charismatic Istanbul, the Past Still Shapes the PresentRead Yulia's article edited by Lale, In Okinawa, the Enduring Legacy of Bingata TextilesListen to the Women Who Travel podcastCheck out this Brooke Shields episode, this Antarctica episode with Preet Chandhi, and this episode where Lale interviewed YuliaCheck out CNT pitching guidelinesGoing Places is a reader-supported platform. Get membership perks like a monthly group call with Yulia at goingplacesmedia.com!For more BTS of this podcast follow @goingplacesmedia on Instagram and check out our videos on YouTube!Please head over to Apple Podcasts and SUBSCRIBE to the show. If you enjoy this conversation, please share it with others on social and don't forget to tag us @goingplacesmedia!And show us some love, if you have a minute, by rating Going Places or leaving us a review wherever you listen. You'll be helping us to bend the arc of algorithms towards our community — thank you!Going Places with Yulia Denisyuk is a show that sparks a better understanding of people and places near and far by fostering a space for real conversations to occur. Each week, we sit down with travelers, journalists, creators, and people living and working in destinations around the world. Hosted by Yulia Denisyuk, an award-winning travel journalist, photographer, and writer who's worked with National Geographic, The New York Times, BBC Travel, and more. Learn more about our show at goingplacesmedia.com.

Learn Cardano Podcast
Bitcoin DeFi is HERE in Cardano Thanks to Charms!

Learn Cardano Podcast

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 20:03 Transcription Available


Real Bitcoin was just sent to the Cardano blockchain as a native token — no bridge, no wrapping, no custodian. The Charms protocol uses recursive zero-knowledge proofs to “beam” assets between Bitcoin and Cardano trustlessly. On March 18, 2026, eBTC (Enchanted Bitcoin) landed on Cardano as a CNT. Weeks earlier, ADA, SNEK, and USDM were beamed from Cardano to Bitcoin.In this video, I break down exactly how Charms works, why Cardano's eUTXO model was the foundation for the protocol, and what this means for Bitcoin DeFi on Cardano. Plus updates on the Pyth Oracle hackathon, Strike perpetuals launch, and Midnight's mainnet launch week.

Radio Valladolid
Ana Isabel Rojo Martin, responsable del sector de la limpieza en CNT, habla sobre las condiciones especialmente penosas del sector y su discriminación

Radio Valladolid

Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 0:25


Ana Isabel Rojo Martin, responsable del sector de la limpieza en CNT, habla sobre las condiciones especialmente penosas del sector y su discriminación

TOPFM MAURITIUS
Des « faits troublants » révélés dans un rapport interne à la CNT: le HR Manager suspendu…une enquête en cours, affirme le directeur Harvin Soonarane

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 0:50


Des « faits troublants » révélés dans un rapport interne à la CNT: le HR Manager suspendu…une enquête en cours, affirme le directeur Harvin Soonarane by TOPFM MAURITIUS

Campus Grenoble
DégenréE : Grève féministe et intersyndicale féministe !

Campus Grenoble

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026


Dans cette émission de DégenréE on accueille des camarades de la FSU, de la CNT et de Solidaires. Iels sont organisé·e·s en intersyndicale féministe pour proposer une fois par an une formation syndicale sur la grève féministe. Le but de... Continue Reading →

TOPFM MAURITIUS
Trois receveurs de la CNT suspendus après une vidéo virale : « Leurs explications sont attendues. La direction procédera à une évaluation avant toute décision finale », précise le Dr Harvin Soonarane

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 0:29


Trois receveurs de la Compagnie Nationale de Transport (CNT) ont été suspendus à la suite de la diffusion d'une vidéo devenue virale sur les réseaux sociaux, les montrant endormis dans un lieu public. Les employés concernés contestent toutefois les accusations portées contre eux, selon lesquelles ils auraient consommé des substances illicites ou qu'ils auraient été sous l'influence de l'alcool. Faisant le point sur l'évolution du dossier, le directeur de la CNT, le Dr Harvin Soonarane, a indiqué que des charges provisoires ont été officiellement retenues contre les trois receveurs. Les lettres détaillant ces charges leur ont été remises hier. Conformément aux dispositions du Workers' Rights Act, ces receveurs disposent d'un délai légal pour soumettre leurs explications. Une fois ces éléments reçus, la direction procédera à une évaluation avant de décider de la marche à suivre, dans le respect des procédures et du cadre légal en vigueur.

TOPFM MAURITIUS
Transport public – Malaise à la CNT : trois employés suspendus après une vidéo controversée

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 0:42


Transport public – Malaise à la CNT : trois employés suspendus après une vidéo controversée by TOPFM MAURITIUS

TOPFM MAURITIUS
Agression d'un receveur de la CNT : son épouse réclame justice

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 1:04


Agression d'un receveur de la CNT : son épouse réclame justice by TOPFM MAURITIUS

TOPFM MAURITIUS
Protection des travailleurs du transport public: appels pressants pour un cadre légal plus strict après l'agression d'un receveur

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 1:52


Une nouvelle affaire de violence impliquant un employé du transport public ravive les inquiétudes autour de la sécurité des travailleurs du secteur. Une vidéo diffusée sur les réseaux sociaux montre l'agression physique d'un receveur de la Compagnie Nationale de Transport (CNT), qui aurait été violemment pris à partie par des parents d'une élève à la suite d'une altercation survenue plus tôt. Les faits se seraient produits à St-Julien d'Hotman, mercredi dernier, après les heures de classe. Cet incident s'inscrit dans un contexte déjà tendu après la diffusion d'une première vidéo montrant un différend verbal entre des collégiennes et le receveur. Au-delà de cet épisode précis, cette agression relance avec force le débat sur la protection des travailleurs du transport public, de plus en plus exposés à des actes de violence dans l'exercice de leurs fonctions. Du côté des employés, la tension est à son comble. Kishore Bhola, receveur et ancien représentant des travailleurs de la CNT, dénonce la recrudescence des agressions visant chauffeurs et receveurs. Il évoque plusieurs incidents récents et avertit que des actions de protestation pourraient être envisagées si aucune mesure concrète n'est prise pour garantir la sécurité des travailleurs. Même inquiétude au niveau syndical. L'Union of Bus Industry Workers (UBIW), par la voix de son secrétaire Alain Kistnen, affirme que la situation est devenue alarmante pour les employés du transport public. Il annonce la tenue, la semaine prochaine, d'une réunion regroupant les victimes et les travailleurs concernés, afin de décider des prochaines actions à entreprendre, qu'elles soient pacifiques ou syndicales, en l'absence de réponses claires des autorités. Réagissant à la situation, le directeur de la CNT, Harvin Soonarane, a exprimé l'espoir que le Bus Services Bill permette de renforcer le cadre légal et d'assurer une meilleure protection des travailleurs du transport public face aux agressions.

TOPFM MAURITIUS
Receveur de la CNT agressé : il raconte sa version

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 0:44


Receveur de la CNT agressé : il raconte sa version by TOPFM MAURITIUS

OT Potential Podcast | Occupational Therapy EBP
#127 Intro to NICU OT with Nicole Bazinet

OT Potential Podcast | Occupational Therapy EBP

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 55:01


Occupational therapy in the NICU is one of the most specialized and sensitive practice areas in our profession. The transition from traditional clinical settings to the high-stakes, high-tech environment of neonatal care requires a fundamental shift in how we approach both assessment and intervention.Whether you are an OT looking to move into the NICU or a pediatric therapist wanting to better understand the early medical history of the infants on your caseload, this course will walk you through essential neuroprotective strategies that optimize long-term outcomes.You'll leave more confident in navigating the complexities of neonatal care—from performing specialized assessments to implementing interventions that protect the developing brain. Joining us for this course is neonatal therapist and lactation consultant, Nicole Bazinet, MS, OTR/L, IBCLC, CNT, NTMTC who will share hard-earned advice from her years in this setting.In this course, we will cover:OT assessmentCommon interventionsPartnering with parentsYou will leave this course empowered to support our tiniest patients and their families during this critical window of development.See full course details here:https://otpotential.com/ceu-podcast-courses/how-to-plan-a-great-ot-sessionSee all OT CEU courses here:https://otpotential.com/ceu-podcast-coursesSupport the show by using the OTPOTENTIAL Medbridge Code:https://otpotential.com/blog/promo-code-for-medbridgeTry 2 free OT Potential courses here:https://otpotential.com/free-ot-ceusSupport the show

TOPFM MAURITIUS
Agression d'un receveur dans un bus de la CNT, « Si pena aksyon pou protez bann travayer, nou pou desann lor simin », avertit Kishore Bhola

TOPFM MAURITIUS

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 1:23


Agression d'un receveur dans un bus de la CNT, « Si pena aksyon pou protez bann travayer, nou pou desann lor simin », avertit Kishore Bhola by TOPFM MAURITIUS

First Bite: A Speech Therapy Podcast
Insight into PTs and Feeding in the NICU with Kathryn Knudsen

First Bite: A Speech Therapy Podcast

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 64:22


Guest: Kathryn (Kati) C. R. Knudsen, PT, MPT, CNT, PCS, DCS, CLEEarn 0.1 ASHA CEU for this episode with Speech Therapy PD: https://www.speechtherapypd.com/courses/pts-and-feeding-in-the-nicuDid you know Physical Therapists can play a vital role in feeding and PO readiness in the NICU? They sure can! If you're curious about the unique expertise they bring to the table, this episode is for you.Join Michelle Dawson, MS, CCC-SLP, CLC, BCS-S, as she chats with Kathryn C. R. Knudsen, PT, MPT, CNT, PCS, DCS, CLE—affectionately known as “Kati”—a NICU PT with more than 25 years of experience. Kati shares her journey into neonatal care, explores the specialized training PTs receive to support oral readiness, and offers insight into how they help caregivers who are learning to chest feed or bottle feed their little ones.You'll also hear about the effects of Neonatal Opioid Withdrawal Syndrome (NOWS) on feeding development and how collaborative care between SLPs and PTs can make a real difference. This episode is a powerful example of interprofessional teamwork, with the shared goal of helping babies and caregivers thrive.Show Notes:Find Local Assistance: https://www.findhelp.org"Welcome to Holland" Poem: https://www.emilyperlkingsley.com/welcome-to-hollandAbout the Guest: Kati Knudsen has practiced as a pediatric physical therapist since 1996 and as a therapist in the NICU since 1999. Kati served as lead therapist for two NICUs at sister hospitals in Portland, Oregon for 10 years, and continues to work per diem for these hospitals while serving as an account manager for Dr. Brown's Medical. She has obtained certifications in neonatal therapy, pediatric physical therapy, lactation education, neurodevelopmental treatment, infant massage, developmental care, and transportation of children with special needs to better support infants and families. Kati has published articles about support for preterm and medically fragile infants and spoken nationally and internationally on improving the care of infants in the NICU. Kati serves as the therapy representative on the Vermont Oxford Network Multidisciplinary Advisory Council and is a founding member, past co-chair, and past treasurer of the Neonatal Therapy Certification Board. Kati saw patients in NICU follow-up clinic for more than 25 years where she also helped to redesign care to make it more accessible to families. Kati's overall goal with her professional activities is to support improved long-term outcomes for medically fragile infants and their families.Follow First Bite: https://linktr.ee/FirstBitePodcast?utm_source=linktree_profile_share<sid=1571047e-c5cf-4d4a-8cc6-08ec5871aeb5Spotify: https://open.spotify.com/show/36kfA1xbU156vHPilALVoJ?si=c187e347d3984b45Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/first-bite/id1399630680

MtM Vegas - Source for Las Vegas
Guitar Tower Views, No Doubt @ Sphere, Vegas Theme Park, Alien Conference & WNBA Champs Again!

MtM Vegas - Source for Las Vegas

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 22:24


Want more MTM Vegas? Check out our Patreon for access to our exclusive weekly aftershow! patreon.com/mtmvegas Want to work with us? Reach out! inquiries at mtmvegas dot com Episode Description This week Retro Escapes a massive "decades themed" park was announced for Las Vegas. While this new Vegas theme park project does not have land or solid investment, it has an experienced design team, tons of concept art and a dream. Is this project going to make it to the finish line or is just another Vegas "dream project" that will never happen? In other news the Las Vegas Aces have won their 3rd championship in four years. At the same time UNLV is already bowl eligible starting the season 6-0. This comes at a time when concession prices at Vegas sports venues are going down! We also discuss: a $5K ghost hunting casino competition, the best hotels in Vegas, an update on the Guitar Tower, No Doubt coming to the Sphere and why Golden Gate's open bar promotion is proving to be very popular. Episode Guide 0:00 Flooding again in Vegas 0:25 Best hotels in Las Vegas according to CNT 2:35 Cheaper food/drink prices at Vegas sports venues 4:17 UNLV's incredible season so far - Bowl eligible already! 5:48 Alien Conference coming to Pahrump 7:25 $5K ghost hunting giveaway at El Cortez 9:03 Golden Gate's open bar & free play plus juicy rumor 11:10 Las Vegas Aces are WNBA champions once again 13:00 Guitar Tower Update - This thing is HUGE 14:29 The views from Hard Rock's guitar tower 15:19 Retro Escapes - A new Vegas theme park? 17:21 Is Retro Escapes a project that could actually be built? 18:35 Sphere lands No Doubt 20:40 Has the Vegas Sphere finally hit its stride?   Each week tens of thousands of people tune into our MtM Vegas news shows at http://www.YouTube.com/milestomemories. We do two news shows weekly on YouTube with this being the audio version. Never miss out on the latest happenings in and around Las Vegas! Enjoying the podcast? Please consider leaving us a positive review on your favorite podcast platform! You can also connect with us anytime at podcast@milestomemories.com.  You can subscribe on Apple Podcasts, Google Podcasts, Spotify or by searching "MtM Vegas" or "Miles to Memories" in your favorite podcast app. Don't forget to check out our travel/miles/points podcast as well!

Decrépitos
Decrépitos 450 - 30 Anos de Hugo no Brasil

Decrépitos

Play Episode Listen Later Aug 5, 2025 48:59


Hoje, Daniel Bayer e João Carvalho fazem uma singela homenagem aos 30 anos do jogo do Hugo no Brasil. No final acaba tendo um plot twist que ninguém poderia imaginar.FINANCIE ESTE VACILO:apoia.se/decrepitosAssine o plano BOGA VIVA e participe do nosso GRUPO SECRETO NO TELEGRAM!MANDA PIX:livepix.gg/decrepitosPARTICIPE PELO E-MAIL:ouvinte@decrepitos.comANUNCIE COM A GENTE:comercial@decrepitos.com

Las mañanas de RNE con Íñigo Alfonso
Evaristo Pérez, abogado de 'las seis de La Suiza': "Recogen todos los requisitos para que desde el principio se les dé el tercer grado en prisión"

Las mañanas de RNE con Íñigo Alfonso

Play Episode Listen Later Jul 11, 2025 5:48


'Las Seis de La Suiza' amanecen hoy en la prisión de Asturias, seis sindicalistas de la Confederación Nacional del Trabajo (CNT) que han sido condenadas a tres años y medio de cárcel por obstrucción a la justicia y coacciones al dueño de una pastelería de Gijón (La Suiza) en 2017. Según detalla la sentencia, la empleada, tras la apertura de juicio oral contra su pareja, dejó su empleo y entró en contacto con el sindicato, quienes iniciaron "una campaña de presión sobre el empleador y su familia".El abogado de 'las seis de La Suiza', Evaristo Pérez Bango, ha visitado Las Mañanas de RNE . Relata que tras esas conversaciones se planteaba por parte del sindicato la retirada de la denuncia a la pareja de la trabajadora, "esa es la base del delito contra la Administración de Justicia, entienden que se coaccionaba al empresario para que retire la denuncia". Ha afirmado que "debería haberse suspendido la entrada en prisión", añade que "no tienen antecedentes penales y recogen todos los requisitos para que desde el principio se les dé el tercer grado", que ya lo han solicitado. La vicepresidenta segunda del Gobierno y ministra de Trabajo y Economía Social, Yolanda Díaz, ha adelantado que se pondrá "al servicio" de las sindicalistas condenadas para poder ayudarlas: "A través del comité federal de la CNT continúan hablando con Díaz para un posible indulto si las otras medidas no fuesen aceptadas", concluye. Escuchar audio

Appels sur l'actualité
[Vos questions] Côte d'Ivoire : arrestation d'un membre influent du CNT malien

Appels sur l'actualité

Play Episode Listen Later Jul 8, 2025 19:30


Les journalistes et experts de RFI répondent également à vos questions sur la succession du Dalaï-lama et la création du parti politique d'Elon Musk. Côte d'Ivoire : arrestation d'un membre influent du CNT malien   Arrêté à Abidjan, Mamadou Awa Gassama, membre du Conseil national de transition du Mali, est accusé d'« outrage au chef de l'État » et « incitation à la haine ». Que lui reprochent les autorités ivoiriennes ? Avec Serge Daniel, correspondant régional de RFI sur le Sahel.     Dalaï-lama : pourquoi la Chine veut s'immiscer dans sa succession ?   À l'occasion de ses 90 ans, le Dalaï-lama, chef spirituel des bouddhistes tibétains, a réaffirmé son autorité exclusive sur le choix de son successeur, défiant frontalement Pékin qui revendique un droit de regard sur cette nomination. Pourquoi le Parti communiste chinois veut-il intervenir dans le processus de succession qui relève du domaine religieux ? Quelles sont les règles traditionnelles pour désigner le successeur du Dalaï-lama ? Avec Heike Schmidt, journaliste au service international de RFI.     États-Unis : les ambitions politiques d'Elon Musk  En rupture avec Donald Trump, Elon Musk a annoncé la création d'un nouveau mouvement politique : le Parti de l'Amérique. Sachant qu'il ne pourra pas se présenter à la présidentielle, quel est donc son objectif ? Le milliardaire a-t-il un programme politique ? États-Unis : Elon Musk peut-il casser le bipartisme politique américain ?   « Nous vivons dans un système à parti unique, pas dans une démocratie », a déclaré Elon Musk sur son réseau social X en présentant son nouveau parti politique, le Parti de l'Amérique. Cette initiative peut-elle mettre fin au système bipartite américain ? Avec Françoise Coste, historienne et professeure d'études américaines à l'Université de Toulouse Jean-Jaurès.

Grand reportage
Simandou: miracle ou mirage pour l'économie guinéenne?

Grand reportage

Play Episode Listen Later Jul 7, 2025 19:30


L'exploitation des immenses réserves de fer des monts du Simandou pourrait marquer un tournant décisif pour l'économie guinéenne. Estimées à près de 8 milliards de tonnes de minerai, ces réserves font l'objet de discussions depuis trois décennies. Les autorités prévoient une entrée en production pour la fin de l'année 2025, présentant ce projet comme la vitrine de leur ambition économique. (Rediffusion) Face au manque de transparence, la population guinéenne, qui a connu les désillusions de l'exploitation de bauxite, oscille entre espoir et scepticisme. Sur le chantier du chemin de fer, la poussière et les boues envahissent les champs, rendant impossible toute culture. Mamoudou Youla, habitant du village de Sounganyia marche sur la terre craquelée qui a envahi sa rizière. « Tout ça, là, c'est le lieu de travail. Depuis que les sociétés minières sont arrivées il y a cinq ans, on ne travaille pas ici, rien, tout est gâté. », se lamente-t-il. Les dédommagements promis par les miniers ne suffisent pas à compenser les pertes subies par les agriculteurs. Mamaseta Camara, une autre habitante, exprime son désenchantement face aux promesses non tenues. « Quand les entreprises sont arrivées ici, j'étais contente, je me suis dit que c'était une opportunité pour nous. Mais ça ne s'est pas passé comme prévu. On subit de nombreux impacts. » Tout se fissure. Les murs des maisons, comme la confiance des habitants envers les sociétés. Il n'y aurait pas eu assez d'emploi pour les jeunes de Soungayah. La corruption autour du chantier est un autre sujet de préoccupation. « Quand vous allez sur le chantier pour du travail, il y a des intermédiaires qui vous demandent de l'argent. Environ 1 million et demi de francs guinéens », témoigne anonymement ce jeune homme. Il a le verbe haut et une profonde colère en lui. « À Conakry, on dit que nous sommes les boss. Qu'il y a un grand projet chez nous, le grand port de la Guinée, et donc qu'on est les rois, mais les gens ne savent pas ce qui se passe réellement ici. Pas d'emploi, pas d'eau, pas d'hôpital. J'en veux aux autorités guinéennes. Parce que depuis que le projet a commencé ici, personne ne s'est déplacé pour voir ce que nous traversons ici. Ils s'en foutent de nous ». Plus de 33 000 emplois ont déjà été créés sur le corridor, avançait Mamadi Doumbouya, le président de la transition, lors de ses derniers vœux à la nation. Des retombées XXL espérées pour l'économie guinéenne Initié en 1997, le projet Simandou a connu de nombreux rebondissements. D'abord attribués à Rio Tinto, les blocs 1 et 2 ont ensuite été confiés à BSGR, avant d'être réattribués à Winning Consortium Simandou en 2019, un partenariat sino-singapourien avec une participation guinéenne. Après le coup d'État en 2021, les travaux ont été interrompus par la junte. Puis, le géant de l'acier Baowu Steel a investi 6 milliards de dollars dans le projet, renforçant l'engagement de la Chine. Les espoirs sont énormes. Les autorités guinéennes misent sur des retombées économiques annuelles de 600 à 700 millions de dollars via des taxes et redevances. « Les ressources générées par les mines du projet Simandou et la transformation locale des minerais par la construction des raffineries nous ouvrent des perspectives heureuses d'avenir. », se réjouissait Mamadi Doumbouya. La construction d'une aciérie permettrait également de transformer une partie du fer sur place. « Nous osons espérer que cela soit la bonne cette fois, explique l'économiste Mohammed Camara. Pour un projet minier, l'important, c'est qu'est-ce qu'on en tire comme fiscalité, quels sont les impôts et taxes que ce projet va payer à l'État ? Il faut voir le projet sur du long terme et s'assurer de l'utilisation efficace des ressources. Le peu que l'on gagne, il faut l'investir où on peut impacter le plus. » Le « pont vers la prospérité » vanté par les autorités guinéennes n'est pas garanti. « Les autorités comptent beaucoup sur le Simandou parce que c'est un projet qui va doubler le produit intérieur brut du pays, mais attention, il ne faut pas croire que cela va régler tous les problèmes d'un seul coup », poursuit Mohammed Camara. Des contrats miniers toujours secrets D'autant qu'un doute subsiste sur les retombées économiques réelles. Les contrats signés entre l'État et les sociétés minières n'ont en effet pas été publiés. Ces trois conventions minières, ferroviaires et portuaires finalisées en 2023 ne sont connues que de quelques-uns dans le pays. « On se demande bien qui les a vues, c'est l'omerta la plus totale », témoigne un ancien proche du ministère des Mines. La publication des contrats est obligatoire selon le code minier guinéen. Or, ces conventions validées par la Cour suprême adoptées par le CNT – l'Assemblée nationale guinéenne – en février 2024 sont introuvables. Manque de transparence flagrant pour certains acteurs de la société civile. Incompréhension pour Oumar Totiya Barry de l'Observatoire des mines et métaux : « Officiellement, le Premier ministre parle de contrat stratégique, donc de secret d'État. Le ministre des Mines évoque le fait que le processus de négociation n'est pas terminé. Mais on sait quand même que ces documents sont passés au niveau du CNT et donc, que le processus est à son terme. On ne comprend pas pourquoi la Guinée ne rend pas encore public ces contrats. Cela aiderait aujourd'hui à améliorer le niveau de compréhension. » À lire aussiGuinée: de Sekou Touré à Mamadi Doumbouya, l'incroyable histoire du gisement de fer de Simandou Même du côté des sociétés minières, on peine à comprendre ce manque de transparence. Mais le gouvernement reste droit dans ses bottes sur cette question. « Quand on négocie avec quelqu'un, il y a toujours des clauses de confidentialité, explique le ministre du plan Ismaël Nabé. Nous sommes en train de discuter avec les partenaires industriels et on publiera au temps opportun. On renégocie parce que la Guinée était perdante. Nous sommes avec des partenaires et on doit avoir un commun accord, et respecter ce que l'on s'est dit. Si on est d'accord, ça sera publié. » Les éléments juridiques des conventions signées ont déjà été publiés dans un numéro spécial du Journal officiel qui n'a pas été rendu public, mais que RFI a pu se procurer. Certains y voient la preuve que tout est déjà négocié et que les autorités n'ont pas envie de dévoiler des contrats qui seraient défavorables à la Guinée. Un des négociateurs nous informe que la plupart des contrats de revente par lesquels les clients achètent le minerai produit ne sont pas encore signés. Le prix de revente du fer de Simandou – élément clé pour le calcul des recettes de l'État – ne serait pas fixé. Djiba Diakité, le président du comité stratégique de Simandou, a récemment expliqué dans une interview à Forbes Afrique que « si on mettait bout à bout tous les documents contractuels de Simandou... ça ferait 14 kilomètres ». Un train pour le minerai et pour les passagers ? La Guinée veut croire à la renaissance de son réseau ferroviaire grâce au gigantesque projet minier. Le gisement de fer, l'un des plus riches au monde, doit être relié au port de Moribayah par une ligne de chemin de fer de 650 kilomètres. Une infrastructure qui cristallise les espoirs de désenclavement de la Haute et Moyenne-Guinée. Pensée comme une double voie, cette ligne doit permettre non seulement l'acheminement du minerai vers la côte, mais aussi, à terme, le transport de marchandises et de passagers. « Le chemin de fer est multi-utilisateur. Une partie va servir aux miniers, une autre aux marchandises, mais aussi aux personnes. L'objectif est de développer plus de 2 000 km de voie ferrée dans le pays », déclare Ismaël Nabé, ministre du Plan à RFI. Cette ambition de désenclaver les régions agricoles, comme la zone de Kankan ou de N'zérékoré, suscite l'enthousiasme. Certains imaginent déjà des trains chargés d'ignames ou de bananes rejoindre plus facilement les marchés urbains. Mais sur le terrain, les observateurs sont plus prudents. « L'idée d'un train passager est séduisante, mais peu réaliste dans l'état actuel du tracé », estime Oumar Totiya Barry, directeur de l'Observatoire des mines et métaux. Selon lui, la ligne évite les grands centres urbains. « Il y a bien une quinzaine de gares prévues, mais elles sont souvent à des dizaines de kilomètres des villes. Madina Oula, par exemple, se trouve à plus de 80 km de Kindia. Pour Mamou, c'est le même problème avec la gare de Farenta. » En cause, une logique de tracé prioritairement industrielle. Le chemin de fer suit le chemin le plus court et le moins coûteux entre la mine et le port, au détriment d'une intégration fine au territoire. « Le mariage entre aménagement du territoire et conception du chemin de fer n'a pas suffisamment fonctionné », regrette Oumar Totiya Barry. À Kaloum, cœur battant de Conakry, certains commerçants restent sceptiques. Marqués par les promesses non tenues des précédents projets miniers, ils redoutent que Simandou ne soit qu'un mirage de plus. Dans les zones d'exploitation de la bauxite, comme à Boké, l'exploitation a certes rapporté des devises, mais elle a aussi laissé des séquelles : pollution de l'air, raréfaction de l'eau potable, routes dégradées. « Simandou, c'est du vent », tranche un commerçant, dénonçant une richesse qui ne profite toujours pas à la population. En attendant, Simandou creuse son sillon, porté par de grandes ambitions.  

First Bite: A Speech Therapy Podcast
Supporting Caregivers and SLPs in the NICU with Casey Lewis

First Bite: A Speech Therapy Podcast

Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 66:41


***Trauma-Informed Moment: This episode could trigger NICU warriors and survivors emotionally. As always, we choose joy and healing; however, we wanted to inform you in advance.***Full conversation with Casey Lewis, MS, CCC-SLP, BCS-S, CNT, CLC, NTMTC for "Sacred Space: Supporting Caregivers and SLPs in the NICU" an episode of the First Bite podcast.Hosted by: Michelle Dawson MS, CCC-SLP, CLC, BCS-SEarn 0.1 ASHA CEU for this episode with Speech Therapy PD: https://www.speechtherapypd.com/courses/sacred-spaceIn this episode, Michelle is joined by Casey Lewis, MS, CCC-SLP, BCS-S, CNT, CLC, NTMTC, a fiercely compassionate advocate for both caregivers in the NICU and NICU SLPs, as her life journey has had her walk in both footsteps. During this hour, Casey shares raw memories of both life experiences to help grow our colleagues' understanding of barriers that caregivers and clinicians encounter in this setting, all to see our smallest patients thrive. If you have ever wanted to work in the NICU or learn how to support a colleague or family member better while they brave their personal NICU journey, this is the hour for you.About the Guest(s): Casey Lewis, MS, CCC-SLP, BCS-S, CNT, CLC, NTMTC, is a Speech-Language Pathologist based in Dallas, Texas. She owns and operates TexScope, a mobile endoscopy company serving numerous Texas healthcare organizations. Casey's specialties include dysphagia across the lifespan as well as neonatal care. Casey is currently serving as an expert witness in a legal case, representing expertise in neonatal dysphagia. Most recently, Casey became a NICU Mom herself in 2023 after experiencing a placental abruption. Casey's experience of transitioning from clinician to caregiver in a space where she has built her career has strengthened her heart for advocacy, specifically in the fragile environment of the NICU.Watch on YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Vqs46JCmFPg

First Bite: A Speech Therapy Podcast
PFD and DEIA: Why It Matters to Us and Those We Serve

First Bite: A Speech Therapy Podcast

Play Episode Listen Later May 27, 2025 84:12


Guests: Lindsay Meyer Turner, PhD, CCC-SLP, CNT, IBCLC, RLC, NTMTC, Leena Sayed, MS, Inéz Esparza, MS, L-SLP, CCC-SLP, Megan Richmond, DHA, MS CCC-SLP, and Meredith McLain, MCD CCC-SLPHosted by: Michelle Dawson MS, CCC-SLP, CLC, BCS-SThis episode is worth 0.1 ASHA CEU and meets ASHA DEI certification requirement, enroll here: https://www.speechtherapypd.com/courses/pfd-and-deiaIn this episode, Michelle is joined by an all-star line-up of PFD advocates from across the nation: Lindsay Meyer Turner, PhD, CCC-SLP, CNT, IBCLC, RLC, NTMTC, Leena Sayed, MS, Inéz Esparza, MS, L-SLP, CCC-SLP, Megan Richmond, DHA, MS CCC-SLP, and Meredith McLain, MCD CCC-SLP to address DEIA within the framework of pediatric feeding disorder! United together, these women create a safe space to hold a crucial and intimate conversation about the unique challenges that our colleagues, patients, and caregivers are encountering on a daily basis. Yes, there are tears, yes there is laughter, and yes there are numerous evidence-based resources to support listeners in their walk as they stand up for improved access to care, fight racism, sexism, and ableism, and most importantly serve one another with humility, compassion, and an abundance of grace all in time to close out Pediatric Feeding Disorder and ARFID Awareness Month with unparalleled joy!

VERY DELTA with Delta Work
"Very Delta" Episode #139 (w/ Ebony Lane)

VERY DELTA with Delta Work

Play Episode Listen Later May 19, 2025 61:02


Clap three times and command the damn room because the legendary trans icon Ebony Lane is in the house! Ebony sits down with Delta to talk about mentoring the children, clipping bitches, and running her fabulous shop at the iconic Slauson Super Mall in Los Angeles. They also take a trip down memory lane to when they first met back in the late '90s. Plus, Delta goes off on Jack in the Box and their so-called “Large” drink. Let's be real - Jack, that's a Medium and you know it! This episode is giving CNT. Listen to Very Delta Ad-Free AND One Day Early on MOM Plus   Send us an e-mail at readmedelta@gmail.com   FOLLOW DELTA @deltawork   VERY DELTA IS A FOREVER DOG AND MOGULS OF MEDIA (M.O.M.) PODCAST Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoicesSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

VERY DELTA with Delta Work
"Very Delta" Episode #139 (w/ Ebony Lane)

VERY DELTA with Delta Work

Play Episode Listen Later May 19, 2025 68:32


Clap three times and command the damn room because the legendary trans icon Ebony Lane is in the house! Ebony sits down with Delta to talk about mentoring the children, clipping bitches, and running her fabulous shop at the iconic Slauson Super Mall in Los Angeles. They also take a trip down memory lane to when they first met back in the late '90s. Plus, Delta goes off on Jack in the Box and their so-called “Large” drink. Let's be real - Jack, that's a Medium and you know it! This episode is giving CNT. Listen to Very Delta Ad-Free AND One Day Early on MOM Plus   Send us an e-mail at readmedelta@gmail.com   FOLLOW DELTA @deltawork   VERY DELTA IS A FOREVER DOG AND MOGULS OF MEDIA (M.O.M.) PODCAST Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Empowering NICU Parents Podcast
Intentional Care, Meaningful Outcomes: A Conversation on Feeding and Family Support in the NICU

Empowering NICU Parents Podcast

Play Episode Listen Later May 9, 2025 55:04


What does intentional care really look like in the NICU—and how does it shape outcomes for both infants and families?In this episode, we explore the importance of safe feeding practices, trauma-informed communication, and consistent caregiver support with Casey Lewis, MS, CCC-SLP, BCS-S, CNT, CLC, NTMTC, and Lisa Klein, MS, CCC-SLP, Director of Education at Dr. Brown's Medical.Together, we unpack the clinical and cultural challenges NICUs face—from inconsistent feeding plans and overlooked breastfeeding support to the emotional toll of desensitization at the bedside. Casey shares how her dual perspective as a neonatal therapist and NICU parent reshaped her approach to advocacy, while Lisa offers insight into how tools like the Infant-Driven Feeding® Program and the Dr. Brown's Zero-Resistance™ Bottle System are driving safer, more consistent outcomes. Whether you're a NICU provider, a nurse, hospital leader, or a parent, this episode offers powerful takeaways to help you reimagine what intentional, family-centered care can truly look like.Dr. Brown's Medical: https://www.drbrownsmedical.com Our NICU Roadmap: A Comprehensive NICU Journal: https://empoweringnicuparents.com/nicujournal/ NICU Mama Hats: https://empoweringnicuparents.com/hats/ NICU Milestone Cards: https://empoweringnicuparents.com/nicuproducts/ Newborn Holiday Cards: https://empoweringnicuparents.com/shop/ Empowering NICU Parents Show Notes: https://empoweringnicuparents.com/shownotes/ Episode 69 Show Notes: https://empoweringnicuparents.com/episode69 Empowering NICU Parents Instagram: https://www.instagram.com/empoweringnicuparents/ Empowering NICU Parents FB Group: https://www.facebook.com/groups/empoweringnicuparents Pinterest Page: https://pin.it/36MJjmH

Grand reportage
Simandou: miracle ou mirage pour l'économie guinéenne?

Grand reportage

Play Episode Listen Later Apr 7, 2025 19:29


L'exploitation des immenses réserves de fer des monts du Simandou pourrait marquer un tournant décisif pour l'économie guinéenne. Estimées à près de 8 milliards de tonnes de minerai, ces réserves font l'objet de discussions depuis trois décennies. Les autorités prévoient une entrée en production pour la fin de l'année 2025, présentant ce projet comme la vitrine de leur ambition économique. Face au manque de transparence, la population guinéenne, qui a connu les désillusions de l'exploitation de bauxite, oscille entre espoir et scepticisme. Sur le chantier du chemin de fer, la poussière et les boues envahissent les champs, rendant impossible toute culture. Mamoudou Youla, habitant du village de Sounganyia marche sur la terre craquelée qui a envahi sa rizière. « Tout ça, là, c'est le lieu de travail. Depuis que les sociétés minières sont arrivées il y a cinq ans, on ne travaille pas ici, rien, tout est gâté. », se lamente-t-il. Les dédommagements promis par les miniers ne suffisent pas à compenser les pertes subies par les agriculteurs. Mamaseta Camara, une autre habitante, exprime son désenchantement face aux promesses non tenues. « Quand les entreprises sont arrivées ici, j'étais contente, je me suis dit que c'était une opportunité pour nous. Mais ça ne s'est pas passé comme prévu. On subit de nombreux impacts. » Tout se fissure. Les murs des maisons, comme la confiance des habitants envers les sociétés.Il n'y aurait pas eu assez d'emploi pour les jeunes de Soungayah. La corruption autour du chantier est un autre sujet de préoccupation. « Quand vous allez sur le chantier pour du travail, il y a des intermédiaires qui vous demandent de l'argent. Environ 1 million et demi de francs guinéens », témoigne anonymement ce jeune homme. Il a le verbe haut et une profonde colère en lui. « À Conakry, on dit que nous sommes les boss. Qu'il y a un grand projet chez nous, le grand port de la Guinée, et donc qu'on est les rois, mais les gens ne savent pas ce qui se passe réellement ici. Pas d'emploi, pas d'eau, pas d'hôpital. J'en veux aux autorités guinéennes. Parce que depuis que le projet a commencé ici, personne ne s'est déplacé pour voir ce que nous traversons ici. Ils s'en foutent de nous ». Plus de 33 000 emplois ont déjà été créés sur le corridor, avançait Mamadi Doumbouya, le président de la transition, lors de ses derniers vœux à la nation.Des retombées XXL espérées pour l'économie guinéenneInitié en 1997, le projet Simandou a connu de nombreux rebondissements. D'abord attribués à Rio Tinto, les blocs 1 et 2 ont ensuite été confiés à BSGR, avant d'être réattribués à Winning Consortium Simandou en 2019, un partenariat sino-singapourien avec une participation guinéenne. Après le coup d'État en 2021, les travaux ont été interrompus par la junte. Puis, le géant de l'acier Baowu Steel a investi 6 milliards de dollars dans le projet, renforçant l'engagement de la Chine. Les espoirs sont énormes. Les autorités guinéennes misent sur des retombées économiques annuelles de 600 à 700 millions de dollars via des taxes et redevances. « Les ressources générées par les mines du projet Simandou et la transformation locale des minerais par la construction des raffineries nous ouvrent des perspectives heureuses d'avenir. », se réjouissait Mamadi Doumbouya. La construction d'une aciérie permettrait également de transformer une partie du fer sur place.« Nous osons espérer que cela soit la bonne cette fois, explique l'économiste Mohammed Camara. Pour un projet minier, l'important, c'est qu'est-ce qu'on en tire comme fiscalité, quels sont les impôts et taxes que ce projet va payer à l'État ? Il faut voir le projet sur du long terme et s'assurer de l'utilisation efficace des ressources. Le peu que l'on gagne, il faut l'investir où on peut impacter le plus. »Le « pont vers la prospérité » vanté par les autorités guinéennes n'est pas garanti. « Les autorités comptent beaucoup sur le Simandou parce que c'est un projet qui va doubler le produit intérieur brut du pays, mais attention, il ne faut pas croire que cela va régler tous les problèmes d'un seul coup », poursuit Mohammed Camara.Des contrats miniers toujours secretsD'autant qu'un doute subsiste sur les retombées économiques réelles. Les contrats signés entre l'État et les sociétés minières n'ont en effet pas été publiés. Ces trois conventions minières, ferroviaires et portuaires finalisées en 2023 ne sont connues que de quelques-uns dans le pays. « On se demande bien qui les a vues, c'est l'omerta la plus totale », témoigne un ancien proche du ministère des Mines.La publication des contrats est obligatoire selon le code minier guinéen. Or, ces conventions validées par la Cour suprême adoptées par le CNT – l'Assemblée nationale guinéenne – en février 2024 sont introuvables. Manque de transparence flagrant pour certains acteurs de la société civile. Incompréhension pour Oumar Totiya Barry de l'Observatoire des mines et métaux : « Officiellement, le Premier ministre parle de contrat stratégique, donc de secret d'État. Le ministre des Mines évoque le fait que le processus de négociation n'est pas terminé. Mais on sait quand même que ces documents sont passés au niveau du CNT et donc, que le processus est à son terme. On ne comprend pas pourquoi la Guinée ne rend pas encore public ces contrats. Cela aiderait aujourd'hui à améliorer le niveau de compréhension. »À lire aussiGuinée: de Sekou Touré à Mamadi Doumbouya, l'incroyable histoire du gisement de fer de SimandouMême du côté des sociétés minières, on peine à comprendre ce manque de transparence. Mais le gouvernement reste droit dans ses bottes sur cette question. « Quand on négocie avec quelqu'un, il y a toujours des clauses de confidentialité, explique le ministre du plan Ismaël Nabé. Nous sommes en train de discuter avec les partenaires industriels et on publiera au temps opportun. On renégocie parce que la Guinée était perdante. Nous sommes avec des partenaires et on doit avoir un commun accord, et respecter ce que l'on s'est dit. Si on est d'accord, ça sera publié. »Les éléments juridiques des conventions signées ont déjà été publiés dans un numéro spécial du Journal officiel qui n'a pas été rendu public, mais que RFI a pu se procurer. Certains y voient la preuve que tout est déjà négocié et que les autorités n'ont pas envie de dévoiler des contrats qui seraient défavorables à la Guinée. Un des négociateurs nous informe que la plupart des contrats de revente par lesquels les clients achètent le minerai produit ne sont pas encore signés. Le prix de revente du fer de Simandou – élément clé pour le calcul des recettes de l'État – ne serait pas fixé. Djiba Diakité, le président du comité stratégique de Simandou, a récemment expliqué dans une interview à Forbes Afrique que « si on mettait bout à bout tous les documents contractuels de Simandou... ça ferait 14 kilomètres ».Un train pour le minerai et pour les passagers ?La Guinée veut croire à la renaissance de son réseau ferroviaire grâce au gigantesque projet minier. Le gisement de fer, l'un des plus riches au monde, doit être relié au port de Moribayah par une ligne de chemin de fer de 650 kilomètres. Une infrastructure qui cristallise les espoirs de désenclavement de la Haute et Moyenne-Guinée. Pensée comme une double voie, cette ligne doit permettre non seulement l'acheminement du minerai vers la côte, mais aussi, à terme, le transport de marchandises et de passagers. « Le chemin de fer est multi-utilisateur. Une partie va servir aux miniers, une autre aux marchandises, mais aussi aux personnes. L'objectif est de développer plus de 2 000 km de voie ferrée dans le pays », déclare Ismaël Nabé, ministre du Plan à RFI.Cette ambition de désenclaver les régions agricoles, comme la zone de Kankan ou de N'zérékoré, suscite l'enthousiasme. Certains imaginent déjà des trains chargés d'ignames ou de bananes rejoindre plus facilement les marchés urbains. Mais sur le terrain, les observateurs sont plus prudents. « L'idée d'un train passager est séduisante, mais peu réaliste dans l'état actuel du tracé », estime Oumar Totiya Barry, directeur de l'Observatoire des mines et métaux. Selon lui, la ligne évite les grands centres urbains. « Il y a bien une quinzaine de gares prévues, mais elles sont souvent à des dizaines de kilomètres des villes. Madina Oula, par exemple, se trouve à plus de 80 km de Kindia. Pour Mamou, c'est le même problème avec la gare de Farenta. » En cause, une logique de tracé prioritairement industrielle. Le chemin de fer suit le chemin le plus court et le moins coûteux entre la mine et le port, au détriment d'une intégration fine au territoire. « Le mariage entre aménagement du territoire et conception du chemin de fer n'a pas suffisamment fonctionné », regrette Oumar Totiya Barry.À Kaloum, cœur battant de Conakry, certains commerçants restent sceptiques. Marqués par les promesses non tenues des précédents projets miniers, ils redoutent que Simandou ne soit qu'un mirage de plus. Dans les zones d'exploitation de la bauxite, comme à Boké, l'exploitation a certes rapporté des devises, mais elle a aussi laissé des séquelles : pollution de l'air, raréfaction de l'eau potable, routes dégradées. « Simandou, c'est du vent », tranche un commerçant, dénonçant une richesse qui ne profite toujours pas à la population. En attendant, Simandou creuse son sillon, porté par de grandes ambitions.

First Bite: A Speech Therapy Podcast
Bridging NICU to Home: Best Practices with Tiffany Elliott

First Bite: A Speech Therapy Podcast

Play Episode Listen Later Mar 11, 2025 77:36


Guest: Tiffany Elliott, MS CCC-SLP, CNT, IBCLCEarn 0.1 ASHA CEU for this episode with Speech Therapy PD: https://www.speechtherapypd.com/course?name=Bridging-NICU-to-Home In this special birthday episode of First Byte, Michelle Dawson, a devoted therapist and mother, explores the intricate journey from NICU to home with expert Tiffany Elliott. They discuss practical strategies for caregivers in maintaining emotional wellbeing, the importance of neuroprotective care, and the Hospital to Home Systems Change project aimed at improving continuity of care for infants and their families. Elliott shares her insights from working in various NICUs, setting up essential support systems, and the critical role that emotional support plays in successful infant feeding. This episode is packed with valuable information for anyone interested in pediatric feeding, NICU professionals, and caregivers navigating early intervention services. Episode Timeline: 00:00 Welcome to First Bite00:29 A Day in the Life of a Pediatric Feeding Specialist01:31 University of Tennessee Lecture Experience04:11 Encouragement for Clinical Supervisors05:59 Introducing Tiffany Elliott06:41 Tiffany's Journey and NICU Experience19:09 Hospital to Home Systems Change23:39 Challenges in Early Intervention26:53 Barriers and Solutions in Washington State36:21 Personal and Professional Reflections40:12 Navigating Academia and Authenticity41:39 Balancing Productivity and Care in the NICU44:21 Challenges in Early Intervention Systems45:29 Continuity of Care and Billing Codes49:21 Training and Support for Caregivers51:59 Emotional Wellbeing and Feeding01:00:16 Practical Strategies for Caregiver Support01:11:38 Final Thoughts and Resources About the Guest(s): Tiffany Elliott, MS CCC-SLP, CNT, IBCLC, is a Speech-Language Pathologist (SLP) who specializes in pediatric feeding and swallowing disorders with a strong focus on preterm and medically complex infants and strengthening the caregiver-infant dyad. She is also an International Board Certified Lactation Consultant (IBCLC) and holds certifications in neonatal therapy (CNT) as well as neonatal touch and massage (NTMTC). She is currently a LEND trainee at the University of Washington. Tiffany is passionate about improving systems of care. She is a hospital-to-home systems change specialist with Northwest Center, where she partners with professionals across Washington state to enhance the hospital-to-home transition for infants and build community therapists' capacity. She also works on the infant feeding team at Seattle Children's Hospital, providing direct care for infants and their families. Before these positions, she co-founded the UW Medical Center's NICU SLP program and worked at Mary Bridge Children's Hospital.Watch this episode on YouTube: https://youtu.be/n7hXTJG_FJMMentioned in this episode:School of Speech is Back!!Season 2 of School of Speech has arrived! Every host Carolyn Dolby every Monday morning as she sits down with practicing SLPs, academic researchers, and leading experts to talk about all aspects of school-based speech-language pathology. Carolyn and her guests explore everyday topics, tackle tough situations, and share valuable insights to support school therapists in their daily practice. Find School of Speech on Spotify, Apple Podcasts and other podcast platforms.

American Planning Association
Critical Conversations in Transportation Planning: CNT's Nina Idemudia, AICP and Jacky Grimshaw

American Planning Association

Play Episode Listen Later Feb 14, 2025 33:44


In this episode of Critical Conversations in Transportation Planning, hosts Divya Gandhi and Em Hall interview Jacky Grimshaw and Nina Idemudia, AICP, from the Center for Neighborhood Technology (CNT) in Chicago. They discuss the evolution of transportation planning, the importance of community engagement, and the emergence of millennial leadership in the planning profession. Jacky shares her extensive experience in advocating for citizen participation in transportation planning, while Nina reflects on her journey from growing up in Detroit to serving as CNT's CEO, and emphasizes the need for planners to address structural inequities. Together, they highlight CNT's innovative approaches and ongoing efforts to create equitable and sustainable urban environments. Episode URL: https://planning.org/podcast/critical-conversations-in-transportation-planning-cnt-nina-idamudia-aicp-and-jacky-grimshaw/

Cosmopod
Spanish Anarchism and the New Economy

Cosmopod

Play Episode Listen Later Dec 16, 2024 86:18


Rudy joins Miguel Gómez, author of La CNT y la Nueva Economía: Del colectivismo empresarial a la planificación de la economía confederal (1936-1939) for a discussion on the most prominent Spanish anarchist union, the Confederación Nacional del Trabajo. We talk about the origins of the CNT, its base, its history under the Primo de Rivera dictatorship and its reactions to the formation of the Spanish Republic. We then talk about the currents within the CNT, and their ideas for what the economy should look like after the revolution, before turning to the time where they were able to put those ideas into practice during the Civil War. Finally, we discuss the intellectual highpoint of the CNT's economic program: the ideas about cooperative socialism proposed in 1938.

A vivir que son dos días
Visión semanal informativa | Anita Garbín. La miliciana tenía nombre

A vivir que son dos días

Play Episode Listen Later Nov 16, 2024 19:59


Una foto icónica de la guerra civil. Nadie sabía el nombre del autor ni de la protagonista de la foto. El azar ha sido el que ha revelado la identidad de ambos. A los 20 años de la muerte del fotógrafo Antoni Campañà su familia encuentra en el garaje unas cajas rojas con más de 5 mil negativos de fotos de la guerra civil. Entre ellos la foto de la joven miliciana embarazada, sonriente sobre una barricada con la bandera de la CNT. Con ese material el nieto, Toni Monné Campañà, el periodista Plàcid Garcia-Planas y el historiador Arnau González-Vilalta montaron una gran exposición en 2021. El azar nuevamente hizo que una pareja francesa viese el cartel de esa exposición y se dieron cuenta que era su "tante Anita". La tía Anita Garbín. Una joven del Cabo de Gata que se fue, con su familia a Barcelona, y que se exilió en Francia tras la Guerra Civil. Más de 80 años después de esa foto los descendicentes de ambos se han conocido. Lo cuenta el documental "Anita. La miliciana tenía nombre" 

O Antagonista
PEC do 6 x 1 é cilada da esquerda | Meio-Dia em Brasília - 13/11

O Antagonista

Play Episode Listen Later Nov 13, 2024 44:57


O programa Meio-Dia em Brasília desta quarta-feira, 13, fala sobre a PEC do fim da jornada deseis dias para um de folga. A proposta será protocolada nesta quarta-feira após conseguiro número mínimo de assinaturas dos deputados.Além disso, o programa também vai abordar a participação do bilionário Elon Musk no governo Donald Trump e a primeira pesquisa CNT com Pablo Marçal na disputa presidencial.Meio-dia em Brasília traz as principais informações da manhã e os debates que vão agitar o dia na capital federal e do mundo. Apresentação Wilson Lima.      A melhor oferta do ano, confira os descontos da Black na assinatura do combo anual.     https://bit.ly/assinatura-black    Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores!       https://x.com/o_antagonista      Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.    Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.       https://whatsapp.com/channel/0029Va2S...      Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast.      Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Ticaracaticast
EP 501 - OTAVIANO COSTA

Ticaracaticast

Play Episode Listen Later Sep 24, 2024 144:06


Otaviano Costa é apresentador, ator e radialista, já passou por emissoras como MTV, SBT, CNT, Band, Rede Record e Rede Globo. Na Globo, atuou nas novelas 'Caras & Bocas', 'Morde & Assopra' e 'Salve Jorge'. Apresentou o 'Vídeo Show', integrou o elenco da 'Escolinha do Professor Raimundo' e o programa 'Tá Brincando'

Textual Healing
S3E26 - Anoushka Warden: You'll Just Have To Imagine What It Was

Textual Healing

Play Episode Listen Later Aug 17, 2024 61:21


Become a Patron of Textual Healing: https://www.patreon.com/textualhealing Anoushka Warden  is a writer for stage and screen and has recently had her first novel published. Her first play, My Mum's A Twt, was staged at the Royal Court Jerwood Theatre. Her second play My Dad's a Cnt won the Platform Presents Playwright's Prize . Her debut novel, I'm F*cking Amazing was released in the US with Doubleday Books and is available now online and in book stores. She is currently developing a film and TV scripts with BFI/Erebus Pictures/Fifth Season/The Bond Group. Anoushka is currently an Associate Artist at Pentabus Theatre. Anoushka is on instagram @made_by_noush and on Twitter @AnoushkaWarden Check out past episodes of Textual Healing on our website: https://textualpodcast.com/ Rate us on Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/textual-healing-with-mallory-smart/id1531379844 Follow us on Twitter: @PodHealing Take a look at Mallory's other work on her website: https://mallorysmart.com/ beats by God'Aryan

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Fit Father Project Podcast
Reed Davis of Functional Diagnostic Nutrition on Functional Lab Testing vs Traditional Blood Work

Fit Father Project Podcast

Play Episode Listen Later Jul 15, 2024 44:35


Episode 200 is about the importance of functional lab testing in identifying the root causes of chronic illness.In this episode, you'll meet Reed Davis, a board-certified holistic health practitioner (HHP), certified nutritional therapist (CNT), the founder of Functional Diagnostic Nutrition (FDN), and an expert in functional lab testing and holistic lifestyle medicine.He's also one of the authors of The Gap: Simple Steps to Reclaim Your Health and Reverse Most Chronic Diseases. This book is the missing link, the piece of the puzzle that holds the answers you've been searching for. It's the gap between chronic disease and your true recovery.Reed shares his journey into the field of holistic health and explains how functional lab testing differs from traditional blood work. He introduces the concept of HIDDEN (hormone, immune, digestion, detoxification, energy production, and nervous system balance) healing opportunities and discusses the significance of individualized approaches to diet, rest, exercise, stress reduction, and supplementation. He also emphasizes the importance of addressing hidden internal stressors, such as food sensitivities and imbalances in the microbiome, and discusses the concept of metabolic chaos and the importance of addressing multiple root causes of health issues. It's an incredible conversation on addressing hidden internal stressors for optimal well-being!Key Takeaways:For optimal health, an individualized approach to diet, rest, exercise, stress reduction, and supplementation is crucial. Addressing hidden internal stressors, such as food sensitivities and imbalances in the microbiome, can significantly reduce stress on the body and improve overall well-being.Functional lab testing offers a comprehensive and personalized approach to healthcare, focusing on the underlying causes rather than just treating symptoms. Metabolic chaos refers to the interconnectedness of multiple root causes of health issues, making it important to address all contributing factors. Personal longevity practices can include sauna use, taking supplements, and following the DRESS framework (diet, rest, exercise, stress reduction, and supplementation).More From Reed and FDN:WebsiteThe Gap: Simple Steps to Reclaim Your Health and Reverse Most Chronic Diseases on AmazonInstagramYouTube

Swallow Your Pride
308 – Becoming a NICU SLP: Tips, Strategies, Suggestions, and More with Khaki Brown

Swallow Your Pride

Play Episode Listen Later Dec 7, 2023


So you want to work in the NICU. First of all - cheers to that! You have a major goal to help some of the most fragile (but also resilient) tiny humans we can help, which is exciting and inspirational! But how the heck do you do it? What does the journey of a non-NICU SLP look like while becoming a NICU SLP? Khaki Brown, MS CCC-SLP, CNT is here to help! Khaki is an SLP and NICU infant feeding specialist who dedicates part of her time supporting new SLPs in their journey towards helping medically fragile infants through her business, Khaki Feeds Babies. In this episode of the Swallow Your Pride Podcast, you'll learn about the challenges and rewards of working in the NICU, the importance of continuing education, and the significance of building relationships within the field. Brown shares her journey from wanting to be a teacher to becoming an SLP and provides tips for those interested in working in the NICU. This episode leans hard into the importance of self-learning, mentorship, and understanding the developmental needs of infants in the NICU. Get the show notes at: https://syppodcast.com/308 Timestamps: Khaki's Journey to the NICU (00:02:27) Learning in the Externship (00:06:00) Tips for Getting into the NICU Setting (00:08:00) The importance of building connections with NICU professionals (00:09:18) Limited coursework on pediatric feeding in graduate programs (00:10:25) The multifaceted approach to feeding in the NICU (00:14:38) The importance of involving the entire team (00:17:58) Partnering with parents for feeding goals (00:19:12) Building rapport with nurses in the NICU (00:20:35) The importance of direct care in the NICU (00:27:32) Tips for breaking into the NICU (00:28:01) Closing remarks and call to action (00:28:17) The post 308 – Becoming a NICU SLP: Tips, Strategies, Suggestions, and More with Khaki Brown appeared first on Swallow Your Pride Podcast.