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Estava a estudar para ser advogado, mas um sketch que enviou para as Produções Fictícias mudou-lhe o rumo da carreira. Acabou mesmo a escrever para Herman José, a ser guionista do “Contra-Informação” e da “Conversa da Treta”. E entre a convivência com os melhores atores cómicos do país foi aprendendo o jeito e passou também a subir a palco. Primeiro no “Levanta-te e Ri”, depois em palcos com os Cebola Mol, seguiu-se o teatro, a televisão e até o cinema. Já com muitos anos de comédia nas costas, Eduardo Madeira decide agora provar que é “Grande Entre os Assassinos”. É o nome do novo espetáculo de stand-up comedy, que vai levar para a estrada a partir março. Quer mostrar que ainda tem a mira afinada para disparar piadas pelo país, partilhando histórias verídicas, num registo “confessional, pessoal e duro”. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, afirma que se está “a borrifar” se é processado por pessoas de quem vai falar no seu novo espetáculo. “Há pessoas de quem eu não quero ter a autorização para dizer o que vou dizer”, explica o humorista. Recorda ainda a ida da RTP para a TVI e a “muita porrada” que levou dos fãs pela mudança de canal. Elogia “o foco” e o “ritmo avassalador” da nova geração de stand-up comedians e antecipa que daqui a “dez anos a comédia será completamente das mulheres”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Stephen Colbert, o apresentador do “The Late Show”, acusa a CBS de proibir a transmissão de uma entrevista com um candidato democrata ao Senado, depois do sector jurídico do canal lhe ter dito que não o podia fazer sem convidar igualmente os adversários. A imposição do canal surge depois da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês, equivalente à ERC portuguesa), por pressão de Donald Trump, querer estender a regra que garante o mesmo tempo de antena a todos os candidatos aos late-night shows, até agora isentos. Os Estados Unidos chegam assim a uma conversa que se fez em Portugal, no final de 2022, a propósito de uma queixa pelo facto do representante do Chega não ter sido convidado para o programa de Ricardo Araújo Pereira, “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”. Neste episódio, conversamos com Gustavo Carvalho, autor do podcast “Humor À Primeira Vista”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Stephen Colbert, o apresentador do “The Late Show”, acusa a CBS de proibir a transmissão de uma entrevista com um candidato democrata ao Senado, depois do sector jurídico do canal lhe ter dito que não o podia fazer sem convidar igualmente os adversários. A imposição do canal surge depois da Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês, equivalente à ERC portuguesa), por pressão de Donald Trump, querer estender a regra que garante o mesmo tempo de antena a todos os candidatos aos late-night shows, até agora isentos. Os Estados Unidos chegam assim a uma conversa que se fez em Portugal, no final de 2022, a propósito de uma queixa pelo facto do representante do Chega não ter sido convidado para o programa de Ricardo Araújo Pereira, “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”. Neste episódio, conversamos com Gustavo Carvalho, autor do podcast “Humor À Primeira Vista”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A um ano de lançar um novo espetáculo de stand-up comedy, decidiu começar a documentar todo processo no podcast “Má Ideia”, escrevendo piadas em direto e revelando algumas das inseguranças durante a criação. Em março estreia-se “Amigável”, o quinto solo da carreira de Guilherme Fonseca. Há mais de 20 anos a fazer comédia em palco, tem também uma carreira invejável como guionista — continua a ser um dos guionistas de “Isto é Gozar com Quem Trabalha”. Na quarta vez que passa pelo Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica por que razão a “pedinchice” de vender bilhetes o deixa “desconfortável”, antecipa a atuação na MEO Arena, na abertura do espetáculo de Ricardo Araújo Pereira e considera “inacreditável” que não existam em Portugal programas como os panel shows britânicos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 2021, disse no Humor À Primeira que gostava de humor sobre vigas de madeira, mas infelizmente ainda não lançou nenhum podcast sobre carpintaria. Vítor Sá esteve muito ocupado nos últimos cinco anos a criar outros podcasts: é um dos humoristas de “Cubinho”, de “Prata da Casa” e ainda tem o seu podcast a solo, “Desnorte”. Em princípio, na maioria dos momentos da sua vida está com um microfone à frente. Ou a conduzir entre Porto e Lisboa. Ou a conduzir entre Porto em Lisboa com um microfone à frente. É também um dos guionistas do “Conteúdo do Batáguas” e agora lança o segundo solo da carreira, mas o primeiro em que vai em digressão pelo país. Chama-se “Arraial”, é uma homenagem a todas as festas de aldeia onde passou muito tempo e ganhou muitas histórias. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, recorda o momento em que, em plena atuação, revelou aos pais que se tinha despedido para se dedicar à comédia; revela que mentia quando o convidavam para fazer stand-up em Lisboa, dizendo que estava por perto para aproveitar a oportunidade, quando na verdade estava a quase 300 quilómetros; e explica como consegue viver perto do Porto, mas trabalhar semanalmente em Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
John Mendes jantava num restaurante, durante uma atuação de Fernando Rocha. O humorista do Porto perguntou se alguém do público tinha vontade de experimentar fazer rir quem ali estava. Tímido, mas com muita vontade, John Mendes deu um passo em frente e tropeçou mesmo antes de subir a palco pela primeira vez. Quase oito anos depois, o humorista de Barcelos tem já uma grande base de seguidores nas redes sociais. Está de momento em digressão, com o espetáculo de stand-up “Isto não passa na TV”. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica porque não perdeu a esperança no “humor popular”, recorda o período em que conciliava a comédia com dois trabalhos e elogia o público das comunidades portuguesas no estrangeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Adam Rowe esgota teatros e arenas no Reino Unido, mas decidiu vir atuar a Portugal para cerca de 40 pessoas. Natural de Liverpool, começou a fazer stand-up em 2010, com apenas 18 anos. É um dos melhores humoristas emergentes no Reino Unido: já abriu espetáculos para Bill Burr, Shane Gillis e Andrew Schulz. Estreou-se em Portugal a 30 de agosto de 2025, no Worten Mock Fest, dia em que este episódio foi gravado. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, elogia o percurso do humorista e amigo Daniel Sloss, explica porque aceita abrir os espetáculos de humoristas que vendem menos bilhetes do que ele e teoriza sobre a eficácia dos podcasts na criação de público. A conversa neste episódio é feita em inglês.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando a sobrinha a viu a fazer stand-up comedy, foi dizer aos colegas na escola que tinha “ido ver a tia ao circo.” Depois de “Demasiado”, em 2022, Mónica Vale de Gato regressa aos palcos. Nestes últimos anos esteve ocupada: casou, foi mãe, continuou a crescer nas redes sociais, mas garante que continua sem saber preencher o IRS. A humorista, orgulhosamente da Linha de Sintra, está agora em digressão com “Próxima Paragem”, segundo solo de stand-up da carreira. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, recorda os tempos de escola na Linha de Sintra e as amizades com Danilo Pereira, Papillon e Bispo; explica as dificuldades de construir o segundo espetáculo e aborda as dificuldades de produzir um solo de forma independente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Conhecemo-la como atriz, chegou a ser apresentadora, despontou a fazer-nos rir. Tanto nos diretos de Bruno Nogueira durante pandemia; no espetáculo “Nem a Ponta do Mindinho”, com Raquel Tillo; na peça “Plim”, com Salvador Martinha e João Maria; como nas participações no “Taskmaster”. Agora pela primeira vez a solo, num formato aproximado a stand-up comedy, Inês Aires Pereira apresenta “Namastê”. Após um período conturbado na vida pessoal e profissional, um retiro espiritual no Brasil despertou a ideia para o espetáculo. Já esgotou por quatro vezes o Coliseu de Lisboa, e outras três o Coliseu do Porto. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica que encontrou um propósito no espetáculo “Namastê”, devido ao “feedback de muitas mulheres”, agradece a ajuda de Salvador Martinha, elogia Gabriela Barros e seleciona o seu painel de concorrentes ideal para uma nova temporada do Taskmaster.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Venezuela é hoje uma sombra do que já foi. No curto prazo, a margem para produzir mais petróleo é limitada. E para crescer vai ter de investir muito. Este episódio teve moderação de João Vieira Pereira, diretor do Expresso, e contou com a participação de João Silvestre, editor executivo do Expresso, e Carlos Gomes da Silva, especialista em energia e ex-CEO da Galp. A edição esteve a cargo de Tomás Delfim e Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Está a chegar o fim do ano, começam a surgir listas de Melhores do Ano, mas a comédia continua a ficar, como habitualmente, de fora. É especialmente estranho num ano em que uma humorista foi a tribunal por uma piada, tivemos o primeiro festival internacional de comédia em Portugal e a stand-up comedy voltou a esgotar arenas pelo país. No Humor À Primeira Vista, elegemos o que para nós foi a melhor comédia nacional nos palcos, no digital, na televisão e os acontecimentos do ano. Também os destaques internacionais, e uma previsão para 2026. Para esta tarefa injusta, Gustavo Carvalho convida Ana Marta Ferreira, produtora de música e artes de palco da RTP, autora do projeto Hiena e grande fã de comédia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Porta dos Fundos regressa em grande a Portugal. De 13 a 18 de dezembro, no Centro Cultural de Belém e no Cinema São Jorge, acontece o “Festival Porta dos Fundos”. Fábio Porchat vai estrear-se no “Portátil”, espetáculo de improviso já familiar aos portugueses, e traz o programa “Que História É Essa, Porchat?” pela primeira vez ao vivo no país. As estreias não ficam por aqui. Também “Não importa”, o podcast de Gregório Duvivier e João Vicente de Castro vai ter episódios ao vivo com vários convidados. No espírito natalício, alguns dos melhores especiais de natal que o coletivo brasileiro tem apresentado ao longo dos anos vão ser exibidos. O produtor Hugo Nóbrega, da H2N, está desde sempre na retaguarda dos espetáculos Porta dos Fundos em Portugal e é um dos responsáveis pela existência deste festival. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, recorda a surpresa do Porchat e companhia quando perceberam que tinham muito sucesso em Portugal, revela como convenceu Gregório Duvivier a estrear “O Céu da Língua” em Portugal e recorda as histórias de tentar trazer humoristas como Dave Chappelle e Louis C.K. ao nosso país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
José Sócrates está envolvido em processos judiciais há mais de dez anos. O ex-primeiro-ministro é acusado de crime de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Desde 2014 que ouvimos falar da Operação Marquês, que só este ano começou a ser julgada. Entre vários avanços e recuos, já vimos de tudo um pouco acontecer ao longo deste processo. Desde conflitos entre juízes, entregas de pizza em direto, amigos mesmo muito amigos, até a uns meses passados numa prisão em Évora. Cada novo acontecimento deste caso é quase uma caricatura de si próprio. Eis que surge agora um musical que o satiriza: “Sr. Engenheiro — alegadamente um musical” conta a história de um primeiro-ministro que queria muito uma casa em Paris. É a nova criação de Henrique Dias, argumentista, co-autor de “Pôr-do-Sol” e mais recentemente de “FELP”. Apesar de já ter adaptado uns quantos musicais, é a primeira vez que cria um de raíz. O musical estreia no dia das mentiras e é uma grande aposta da produtora UAU para 2026. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, Henrique Dias esclarece porque fez um musical para falar sobre o processo que envolve José Sócrates, explica como passou a gostar de musicais, expõe os medos na criação de “FELP” depois do sucesso de “Pôr-do-Sol” e aborda um caso recente em que viu uma piada sobre o 25 de abril ser censurada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na segunda parte de um episódio especial do Humor À Primeira Vista com Herman José, o humorista conversa com Gustavo Carvalho sobre o caso Anjos vs. Joana Marques, o rol de estrelas que recebia no “Herman SIC” e conta a história de como quase conheceu uma das grandes atrizes de Hollywood. Herman José celebrou, nos últimos tempos, 70 anos de vida, 50 de carreira e 40 do mítico programa “O Tal Canal” e recorda alguns dos casos em que se arrependeu de piadas que contou, e outros em que acabou mesmo por pedir desculpa por as ter dito. Revela ainda se a vontade de destruir objetos com uma caçadeira permanece, como fez na “Roda da Sorte”, e explica porque invadiu o palco do Coliseu de Lisboa para dar um abraço a John Cleese.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nos últimos tempos Herman José celebrou 70 anos de vida, 50 anos de carreira e 40 anos do mítico programa “O Tal Canal”. O “25 de abril do humor em Portugal”, como alguns lhe chamam, trouxe a modernidade à comédia no país, muito influenciado por Monty Python. Os sucessos na televisão marcaram o público, que na altura ainda estava a descobrir as cores. Várias são as frases que entraram no vocabulário quotidiano dos portugueses: “eu é mais bolos”, “não havia necessidade”, entre outras. Com o passar do tempo tornaram-se expressões que parece que sempre existiram e ninguém inventou, mas eis o autor: Herman José. Atualmente continua na RTP 1, com o programa “Cá por Casa”, e insiste em subir em palco, mesmo com um ombro fraturado e um tendão de aquiles rebentado, como foi o caso neste mês de junho, na Lourinhã, antes de um concerto. Num episódio especial de duas partes do Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, recorda o “burnout total” que sofreu ao trabalhar diariamente na rádio, critica o humor preguiçoso “que apanha boleia da juventude”, realça a “química” que sentiu ao trabalhar com Vasco Pereira Coutinho, explica a origem do seu instinto de sobrevivência e revela os tempos em que deu explicações “de tudo” e o truque para que os seus alunos tivessem “resultados fantásticos”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Venceu um Globo de Ouro em 2024, como Personalidade Digital do Ano, devido ao sucesso do programa Bom Partido, onde tem entrevistado os candidatos políticos. Antes de chegar à comédia, Guilherme Geirinhas deu expetativas aos pais por ter entrado em Medicina. Mudou para Gestão, trabalhou em Publicidade e acabou mesmo no Chapitô a contar piadas. Num episódio ao vivo do Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, gravado no Tribeca Festival Lisboa, o humorista e realizador antecipa uma possível quinta temporada do Bom Partido, revela o momento em que se envolveu na política através de uma candidatura à associação de estudantes e é posto à prova numa Comissão Parlamentar de Inquérito.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Humor À Primeira Vista esteve no Palco Streaming do Worten Mock Fest a conversar com alguns dos protagonistas do festival. Ricardo Araújo Pereira e Mariana Cabral (Bumba na Fofinha) foram convidados de Gustavo Carvalho, no dia 29 de agosto. Conversaram sobre o poder de encaixe dos humoristas, os efeitos secundários de fazer stand-up e tentaram estimular a entrega do prémio “Podcaster Revelação do Ano”, até ao momento ainda fictício, a Miguel Góis.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O humorista britânico Ed Gamble atua pela primeira vez em Portugal a 11 de novembro, no Teatro Villaret, em Lisboa. Para além dos longos anos de carreira como stand-up comedian, é conhecido por co-apresentar o podcast “Off Menu”, ao lado do também humorista James Acaster. É um dos humoristas habituais nos chamados panel shows britânicos, como “Mock the Week”, “Would I Lie to You?” e também do “Taskmaster”, programa que venceu na versão britânica. “Ed Gamble Live” é a sua primeira digressão europeia e começa em Portugal. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica que arranja sempre tempo para experimentar pratos típicos quando está em tour, aponta os podcasts como o meio através do qual mais vende bilhetes e elogia a universalidade do “Taskmaster”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Como há cada vez mais humoristas chamados João na comédia em Portugal, dois deles juntaram-se para esclarecer quem é quem. João Miguel Costa, natural da Trofa, jogou futebol e chegou a treinar os sub-17 do SL Benfica. João Dias é de Barcelos, guitarrista exímio e professor de música, teve alguns vídeos virais a interpretar músicas do FC Porto. “Qual João?” é o espetáculo que apresentam em conjunto. Atuam em novembro em Lisboa, em dezembro no Porto e ainda param em mais algumas cidades do país. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, reforçam a importância de ganhar horas de voo quando se começa a fazer stand-up, explicam de que forma o humor pode ser útil em profissões que exigem autoridade e contam histórias de atuações em salões paroquiais e noutros sítios igualmente sagrados.See omnystudio.com/listener for privacy information.
“A força da sua identidade criativa e a qualidade do seu percurso enquanto intérprete deixam antever uma carreira de enorme fôlego e relevância”. São palavras da administração do Teatro Nacional D. Maria II, que há poucas semanas atribuiu ao ator Marco Mendonça o Prémio Revelação deste ano. O também encenador, nascido em Moçambique, estreou em junho de 2025 a sea segunda peça de teatro: “Reparations, Baby”, um novo concurso de televisão, assumidamente woke, que quer ser uma resposta simplista para as reparações históricas. Em 2023, entre sketches, stand-up comedy e música mostrou-nos “Blackface”. Esta primeira criação partiu de experiências pessoais e da história do blackface como prática teatral racista. Foi nomeada para um Globo de Ouro e eleita Melhor Peça de Teatro pelo jornal Público. O ator também pertence ao elenco do êxito “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, do encenador Tiago Rodrigues. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, reconhece que tentou uma espécie de “justiça humorística” com o espetáculo “Blackface”, sem querer “simplesmente apontar os dedos à comunidade branca”, explica que o humor é a linguagem a que recorre “intuitivamente para falar sobre trauma” e reforça a importância de uma discussão sobre reparações históricas, já que “as cicatrizes do colonialismo ainda são vividas diariamente por pessoas negras.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Joana Marques foi absolvida no processo que os Anjos levaram a tribunal no valor de mais de 1 milhão de euros. Em causa estava um vídeo publicado pela humorista nas redes sociais, que satirizava a interpretação do hino nacional por parte de Nelson e Sérgio Rosado. Na sentença, a juíza Francisca Preto afirma que “não há na publicação da Ré qualquer incentivo ao apedrejamento verbal” e adjetiva a crítica implícita ao post como “moderada”. Confirmou-se portanto que “não ficou provado que foi a publicação da Ré que deu origem à polémica que afetou a vida e o negócio” dos queixosos. Apesar da decisão a favor da liberdade de expressão, levantam-se algumas questões: Fez sentido sequer este caso chegar a tribunal? A sentença é esclarecedora para dissuadir futuras queixas semelhantes? Como alguns afirmam, esta decisão dá aos humoristas mais liberdade de expressão do que ao cidadão comum? No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho conversa com a advogada Leonor Caldeira, que tem trabalhado em vários processos relacionados com liberdade de expressão. A advogada considera que o processo “foi uma perda de tempo” e questiona, tendo em conta que o aconselhamento jurídico deve ter alertado os Anjos para a pouca probabilidade de sucesso, se o que os moveu foi a “vontade de intimidar a Joana Marques.” Explica ainda que mecanismos têm os tribunais para “cortar pela raíz processos que não têm pés nem cabeça” e sublinha que o discurso humorístico “tem mais amplitude para chegar a lugares de maior provocação, sátira e ironia.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Montenegro disse que o PS se vai tornar uma “força política irrelevante”, porque perdeu o chão e não percebe o povo. A verdade é que o eleitorado socialista é o mais velho, sem penetração significativa entre os jovens, e com uma acentuada perda das elites. Enquanto se perspetiva uma derrota nas autárquicas e não se prevê uma vitória nas presidenciais, o que pode fazer José Luís Carneiro para evitar uma erosão irrecuperável? Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, de Eunice Lourenço, editora de Política, David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho e a ilustração da autoria de Carlos Paes. Sugestões: Podcast de Ezra Kelin, no “The New York Times”, com o conservador Ben Shapiro, sobre o tema “Temos de viver juntos”: Aqui e aqui. Artigo de John Burn-Murdoch no Financial Times com o título “Did the political establishment pave the way for Trump and Farage?”, sobre o estudo Political Representation Gaps and Populism, que sugere que os políticos mainstream abriram caminho para a direita populista. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Entrou na arte drag através da dança, como bailarino de drag queens e apresentador de eventos da comunidade. Encontrou a sua identidade como Sincera Mente: começou por visitar várias cidades do país, a conversar com quem encontrava e, em poucos meses, os vídeos nas redes sociais atingiram milhares de visualizações. Em maio voltou ao conforto do palco para um primeiro espetáculo a solo. “(Vou-te)³” já esgotou por quatro vezes o Teatro Villaret, em Lisboa, onde vai regressar para um nova data em novembro, mês onde se estreia também no Porto. O espetáculo mistura stand-up comedy, improviso e histórias pessoais, mostrando as várias vertentes artísticas de Sincera Mente, que também é cantora. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, Sincera Mente narra o processo que a levou até esta personagem, explica a interseção entre a comédia e o mundo drag e de que forma o humor pode ser usado como mecanismo de desconstrução e pede mais espaço para drag queens nos meios tradicionais e no mainstream, para deixarem de ser uma “arte escondida”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fez wrestling, foi produtor de espetáculos de comédia e há dez anos tornou-se stand-up comedian profissional. “Vistoria” é o novo espetáculo a solo do humorista Rúben Branco, o primeiro com uma digressão nacional, que passa por 14 localidades. Promete, em cada cidade, analisar todas as suas particularidades. Com o espetáculo “Fruta Podre”, alavancado por um grande sucesso no YouTube através de vídeos sobre a nova versão da série “Morangos com Açúcar”, encheu no ano passado pela primeira vez o Teatro Sá da Bandeira, no Porto. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica porque quer colocar de lado o humor negro e deixar de ser visto como um humorista de ataque, descreve as semelhanças entre o wrestling e a comédia e narra algumas das situações mais inimagináveis pelas quais passou ao atuar em bares.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ao contrário do que o nome sugere, Pedro Leandro não faz comédia em português. O pai nasceu em Portugal, a mãe é espanhola, mas cresceu na Bélgica e vive no Reino Unido há mais de 10 anos. É ator — na sua performance na peça “Fiji”, foi descrito pelo The Guardian como “magnético” — e também faz stand-up comedy. Este ano apresentou pela primeira vez um espetáculo a solo, “Soft Animal”, no Fringe, um dos maiores festivais de comédia e artes do mundo. Um espetáculo onde Pedro Leandro aborda a experiência de crescer como um jovem queer e a promessa de sucesso e fama enquanto jovem cantor, que acabou por não se concretizar. Estreou-se em Portugal em agosto, no Worten Mock Fest. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, aponta a avó portuguesa como peça importante na formação do seu sentido de humor, explica como a comédia se tornou mecanismo de defesa enquanto jovem queer e satiriza o intensamente premiado musical “Hamilton”. A conversa neste episódio é feita em inglês.See omnystudio.com/listener for privacy information.
De 28 a 30 de agosto passaram mais de 10 mil pessoas pelas várias salas do Cinema São Jorge, em Lisboa. O Worten Mock Fest, o primeiro festival internacional de comédia a acontecer em Portugal, vai regressar em 2026, “com datas e formato a anunciar em breve”, de acordo com a organização. Luís Franco-Bastos, Diogo Batáguas e Luana do Bem foram os cabeças de cartaz nas sessões de stand-up nacional; Rafinha Bastos, Jim Jefferies e Daniel Sloss lideraram o lado internacional. Para lá de stand-up, estrearam-se ao vivo o podcast “Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira” e o programa “Irritações”. Guilherme Geirinhas apresentou um Ciclo de Cinema e a Fundação Francisco Manuel dos Santos promoveu conversar sérias sobre comédia. O Humor À Primeira Vista esteve também presente no Palco Streaming, com um episódio por cada dia de festival. Neste episódio, Gustavo Carvalho recorda alguns momentos do Mock Fest, analisa a primeira edição e projeta os desafios que o festival enfrenta para conseguir crescer no próximo ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Raul Manarte é um psicólogo humanitário da organização Médicos Sem Fronteiras que já esteve no enclave palestiniano duas vezes, a última foi há um mês. Tendo estado no terreno já por duas ocasiões diferentes e visto com os seus próprios olhos o que está a acontecer, Raul Manarte não tem pudor em usar a palavra “genocídio” devido “à matança em massa de civis, aos deslocamentos forçados, à fome ou à impossibilidade de condições básicas de vida”. Este episódio foi conduzido pela jornalista Mara Tribuna e contou com a edição técnica de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Faltam 14 mil profissionais ao SNS para que deixem de ser precisos tarefeiros e horas extra, sem prejudicar os serviços. Perante os pagamentos muitos altos e outras desigualdades que criam tensões no sistema público de saúde, o Governo quer agora implementar medidas. A editora de sociedade, Rita Ferreira, explica como — e as dificuldades que pode enfrentar. Este episódio tem a sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O processo judicial conhecido como Tutti-Frutti levou Moedas a tirar todos os acusados no partido das suas listas. Mas, apesar disso e de a direção nacional do partido terem tentado controlar o processo, o presidente da concelhia de Lisboa do PSD conseguiu até reforçar a sua influência. Vítor Matos, jornalista do Expresso, conta como e o que resulta daqui. Este episódio tem sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os casos repetem-se: aldeias cercadas pelas chamas, defendidas apenas pelos seus habitantes, sem a ajuda dos bombeiros. Vítor Andrade é jornalista do Expresso. Tem uma casa e família em Bendada, concelho do Sabugal, para onde vai sempre em agosto, por precaução. Esta semana os fogos voltaram lá e o jornalista acabou, com os seus, a defender a aldeia. Neste Expresso da Manhã conta-nos tudo, na primeira pessoa. Este episódio tem sonoplastia do Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois do Alasca com Putin, foram horas na Casa Branca com Zelensky e vários líderes europeus, os mais poderosos e os amigos de Trump. Pela primeira vez podemos falar de negociações de paz, com o Presidente americano a mediar a conflito. Mas as dúvidas permanecem: podem os aliados confiar no mediador? Vamos, afinal, celebrar uma vitória de Trump? Este episódio tem comentários de Ana França e sonoplastia de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A decisão do Tribunal Constitucional sobre a lei de estrangeiros veio dar razão a várias das dúvidas levantadas pelo Presidente da República, que tinha enviado o diploma para o Palácio Ratton. Pelo meio, Marcelo até tinha admitido não usar o veto político, avisando o Governo de que será julgado pela história. O Tribunal permitiu a Marcelo um veto por inconstitucionalidade e o Presidente já devolveu o diploma ao Parlamento, mas os juízes dividiram-se e com estrondo. A esquerda aplaudiu a decisão. O Governo garante que vai assumir as responsabilidades. Na Comissão Política desta semana, debatemos a estratégia do Presidente, a divisão dos juízes e os efeitos na imagem do Tribunal Constitucional, mas também na alteração da legislação. A moderação é de Eunice Lourenço, editora de política do Expresso, com os comentários de o comissário residente Vítor Matos, o subdiretor de informação da SIC Martim Silva, e o diretor do Expresso, João Vieira Pereira. A ilustração é de Carlos Paes e a sonoplastia é de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recorde a entrevista de outubro de 2022 a Henrique Dias, guionista, argumentista e um dos criadores de “Pôr do Sol”, a sátira às novelas portuguesas da RTP que criou uma legião de fãs e chegou até à Netflix. No podcast Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, revelou que o trio criativo que tem com Manuel Pureza e Rui Melo preparava novos projetos. Agora sabemos que em agosto estreia “FELP”, uma série que segue o mesmo humor “nonsense” e “junta humanos e bonecos.” O co-autor de Ferro Activo analisou ainda o cinema português e relatou um equívoco ao conhecer Herman José.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recorde a entrevista de abril de 2025 a Gilmário Vemba, Hugo Sousa e Murilo Couto, a propósito da digressão “Tons de Comédia”. Uniram-se para fazer rir o mundo da língua portuguesa, iam atuar em oito países, mas afinal vão ser sete: no dia 20 de julho foram impedidos de entrar em Moçambique para um espetáculo em Maputo. Quando chegaram ao aeroporto, foi-lhes negada a entrada. O diretor-geral do Serviço Nacional de Migração de Moçambique diz que tentaram entrar com um visto de turismo, quando pretendiam realizar um espetáculo cultural. De acordo com os humoristas, tentaram obter o visto necessário nos balcões do aeroporto que existem para esse fim, mas foi-lhes negado. Venâncio Mondlane, opositor do presidente moçambicano Daniel Chapo, acredita que não conseguiram entrar no país por motivações políticas, já que Gilmário Vemba é seu apoiante. Os humoristas e o agente Pedro Gonçalves, da Showtime, passaram a noite no aeroporto e regressaram a Portugal dia 21 de julho. A digressão vai seguir em agosto para as últimas datas, desta vez no Brasil. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, ainda antes do início da digressão, Gilmário, Hugo e Murilo abordaram a importância de agregar todos os falantes de língua portuguesa num espetáculo de comédia, as nuances do humor nos diferentes países e continentes e curiosamente mencionavam Moçambique como um dos países onde Hugo e Murilo estavam mais expectantes para estrearem-se.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na quarta sessão da audiência do julgamento Anjos vs. Joana Marques, Tatanka testemunhou e Joana Marques prestou declarações. O dia terminou com as alegações finais e é expectável que a sentença seja anunciada após o regresso das férias judiciais, em setembro. No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho revela o que aconteceu dentro da sala de audiência, no Palácio da Justiça, recorda um processo relativo ao programa “Altos e Baixos”, de Joana Marques e Daniel Leitão e defende que é “irresponsável” a ré não aproveitar o material humorístico do julgamento. O advogado Afonso Pimenta, que tem assistido às sessões, junta-se à conversa para ajudar a explicar o que esteve em causa e quais podem ser os próximos passos após uma sentença.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os problemas no INEM voltam à superfície, oito meses depois de Ana Paula Martins ter assumido a tutela do organismo — e sem que a reforma prometida venha à luz do dia. O mesmo acontece com as urgências de obstetrícia da Grande Lisboa. A ministra resistirá? E os doentes? Neste Expresso da Manhã, conversamos com Rita Ferreira, editora de Sociedade do Expresso. A sonoplastia é do Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Montenegro diz que o seu Governo é um exemplo de “moderação”, mas encostou à direita na imigração e nacionalidade – ponto de partida para a Comissão Política desta semana, onde também se debate o início de funções de José Luís Carneiro como líder do PS. Na Comissão Política, tentamos ler os primeiros sinais da legislatura com David Dinis, Paula Caeiro Varela e João Pedro Henriques. A moderação é de Eunice Lourenço, a sonoplastia de Gustavo Carvalho e a ilustração com Carlos Paes, com ajuda de IA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Antes do humor fechar para férias, há o Palco Comédia do NOS Alive. Desde 2014 que o festival de música dedica também um dos seus palcos a esta arte. Praticamente todos os humoristas passaram pelo espaço ao longo dos anos. Em 2025, de 10 a 12 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, Guilherme Duarte, Luís Franco-Bastos e os Cebola Mol são cabeças de cartaz. É a décima edição do NOS Alive com comédia à mistura. Também alguns nomes internacionais estrearam-se em Portugal neste palco, como Daniel Sloss, em 2017. No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho recebe Jel, humorista e curador do Palco Comédia; e Álvaro Covões, diretor-geral da Everything is New, promotora do festival. Juntos reforçam a importância do Palco Comédia para a criação de públicos e diversificação dos hábitos culturais dos festivaleiros, relembram alguns dos melhores momentos que viveram ao longo de dez anos de comédia no Alive e abordam a possibilidade de ter um humorista no palco principal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Christine Lagarde não se compromete com descidas na reunião marcada para final de julho. Apesar de a inflação ter regressado aos 2%. Este episódio teve moderação de João Silvestre, editor executivo do Expresso, e contou com a participação de Gonçalo Almeida, jornalista do Expresso. A edição esteve a cargo de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ainda não há decisão no apelidado julgamento do ano. Os Anjos acusam a humorista Joana Marques de “adulterar, truncar e manipular” um vídeo, publicado no Instagram em 2022, em que interpretam o hino nacional numa versão pop. Em tribunal, os cantores exigem uma indemnização de 1 milhão e 118 mil euros. O vídeo em causa cola parte da atuação dos Anjos a excertos do programa Ídolos, onde Joana Marques era jurada. No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho relata a experiência de assistir ao vivo ao terceiro dia do julgamento, com depoimentos de Ricardo Araújo Pereira e Fernando Alvim. A quarta sessão da audiência de julgamento está marcada para dia 11 de julho, com o depoimento previsto do cantor Tatanka e de Joana Marques. O jornalista da SIC Pedro Rebelo Pereira tem escrito para o Expresso sobre o tema e junta-se à conversa para entendermos o impacto mediático do julgamento e o que tem acontecido em Portugal nos casos em que o humor vai a tribunal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Era um adolescente no meio de adultos, por vezes em bares pouco aconselhados, mas já mostrava a vontade de fazer da comédia profissão. Manuel Rosa tem 21 anos, mas já há seis que sobe a palco para fazer stand-up. Após ter desistido do curso de Estudos Gerais, dedica-se a 100% ao humor. No YouTube terminou recentemente o primeiro projeto, “Disnarrativo”. Apresenta o “Curto Circuito”, na SIC Radical e é uma das caras do Worten Mock Fest. Fora da comédia, quem esteve nos 50 anos do 25 de abril ouviu-o discursar perante uma praça do Rossio cheia, em Lisboa, no dia em que celebrámos a liberdade. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, revela uma tentativa falhada de participar no 'The Voice Kids', recorda as atuações em que dependia da boleia dos pais e relata a experiência de gravar um anúncio com Ricardo Araújo Pereira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando o riso é proibido, há um grupo de atores e argumentistas que decide clandestinamente fazer sketches cómicos para que se possa rir em segredo. Neste mundo que Bruno Nogueira diz ser distópico surge a série ‘Ruído’. A antecipada nova criação do humorista, no regresso à RTP 1 e aos sketches, que ata com a narrativa de resistência à censura. Bruno Nogueira é também ator, ao lado de Albano Jerónimo, Gabriela Barros e Rita Cabaço. Há também a participação especial de Gonçalo Waddington, José Raposo e Miguel Guilherme. Um elenco de luxo que dá corpo à série escrita pelo próprio Bruno Nogueira, Carlos Coutinho Vilhena, Frederico Pombares e Luís Araújo. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, tentamos entender melhor os novos caminhos que Bruno Nogueira percorre, com Rui Pedro Tendinha. Jornalista de cinema, colaborador do Expresso, e autor do programa 'Cinetendinha', escreveu há umas semanas na Revista E um artigo sobre a série, onde conversou com Albano Jerónimo e Bruno Nogueira. See omnystudio.com/listener for privacy information.
A justiça de São Paulo condenou o humorista brasileiro Léo Lins a 8 anos e 3 meses de prisão. Tem ainda de pagar uma multa 1,4 milhões de reais e 303 mil reais por danos morais coletivos. Em causa estão piadas consideradas preconceituosas feitas no especial de stand-up comedy “Perturbador”, que já tinha sido retirado do YouTube em maio de 2023. Na altura com mais de 3 milhões de visualizações. O humorista argumentou então que estavam a igualar “expressão artística a um ato criminoso” e que “a justificação usada para remover o especial podia ser aplicada a 95% dos shows de stand-up.” Esta decisão da justiça foi provocada por um pedido realizado pelo próprio Ministério Público. Na sentença expõe-se piadas do espetáculo que são consideradas “declarações depreciativas e injuriosas contra as pessoas idosas, gordas, portadoras do vírus HIV, homossexuais, judeus e negros, inclusive exaltando o período esclavagista como época em que negros gozavam de privilégios.” No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, o humorista Ricardo Araújo Pereira discute as implicações desta sentença, afirma que é uma decisão “grotesca a um ponto inimaginável”, critica o “silêncio ou até compreensão” de alguns humoristas e ironiza que sendo um crime muito grave, “as pessoas que se riram” também deviam cumprir pena.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um grupo de quatro ricos poderosos, alegadamente também amigos, encontra-se para um fim de semana numa casa na montanha, isolados de tudo enquanto o mundo entra numa crise mundial profunda devido a uma nova tecnologia de inteligência artificial. Vindo do êxito de “Succession”, o autor Jesse Armstrong apresenta “Mountainhead”, um filme feito em tempo recorde, visto que a ideia foi apresentada apenas em novembro e já está disponível na Max. Sendo difícil criar na sombra de “Succession”, voltamos ao universo do poder nas mãos de criancinhas muito ricas, numa sátira bastante negra ao mundo dos chamados “tech bros”, como Elon Musk e Mark Zuckerberg. Será que criador de “Succession” acertou no primeiro projeto após o fim da série? E por que razão adoramos ser uma mosca no mundo de milionários, como em “White Lotus”, “Industry”, e na própria “Succession”? No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho conversa com Pedro Boucherie Mendes, Diretor de Conteúdos Digitais de Entretenimento da SIC e autor da newsletter “TV Mural”, sobre televisão, streaming e ilhas adjacentes, para ler todas as sextas no Expresso. Esta conversa tem spoilers do filme e da série “Succession”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Será que um humorista consegue impedir futuros desastres aéreos? O comediante canadiano Nathan Fielder continua a investir milhões da HBO em desafios aparentemente absurdos, na segunda temporada de “The Rehearsal”. Após estudar as razões de vários acidentes de aviação fatais, Nathan conclui que a chave está na comunicação entre piloto e co-piloto: têm de colocar de lado o receio de poderem ser mal interpretados, em momentos de crise, e intervir quando algo não segue os padrões de segurança. Nathan cria ensaios sucessivos, como uma experiência científica, recria o cenário de um aeroporto, contrata atores, conversa com pilotos reais, funcionários de altas organizações dos EUA. Tudo para afinar ao milímetro uma solução para o problema. Só que Nathan Fielder não é um humorista normal. Nada é normal em “The Rehearsal”. Não sabemos o que é real, não sabemos que atalhos vão surgir, não sabemos sequer explicar bem o que é esta série. É de comédia, e talvez nem sobre isso existam certezas. Há competições de canto estilo “Ídolos”, ensaios com cães clonados, e a reconstituição da vida de Chesley Sullenberg, o piloto que aterrou um avião no Rio Hudson, em 2009, salvando todos os tripulantes. Numa conversa com spoilers, Gustavo Carvalho recebe os humoristas Miguel Neves e Rui Mirama no Humor À Primeira Vista, para tentar entender melhor a série que mais nos deixa baralhados a cada minuto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O resultado da Madeira não parece ser transponível para a República, mas há um ponto em comum com as legislativas de maio: a idoneidade do chefe do Governo estará em avaliação. Apesar de todo o dramatismo pré-queda do Governo, no entanto, ainda há uma maioria absoluta de eleitores indecisos, segundo a sondagem ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC. Mesmo assim, o Governo e Luís Montenegro parecem menos penalizados do que as oposições, nomeadamente o PS e Pedro Nuno Santos. O que sairá daqui? Qual será a melhor estratégia? Este episódio da Comissão Polítca conta com os comentários dos jornalista do Expresso Rita Dinis e João Pedro Henriques e da editora de Política, Eunice Lourenço, com a moderação de Vítor Matos. O trabalho de sonoplastia é da responsabilidade de Gustavo Carvalho e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente está confiante que haverá Orçamento aprovado, o primeiro-ministro está convencido que tem o país consigo, mas o líder do PS dá um toque de realismo e lembra que o Governo resulta de um quase empate eleitoral – notas de uma rentrée que dominou o primeiro dia de setembro. Na Comissão Política, João Pedro Henriques, que acompanhou a Academia Socialista, e João Diogo Correia, que esteve a Universidade de Verão do PSD, debatem com Martim Silva, diretor-adjunto do Expresso, as condições para a viabilização do Orçamento de Estado, que estiveram no centro das intervenções de Montenegro, Pedro Nuno e Mortágua. A conversa também vai a outros temas como as eleições presidenciais e a vontade do PS de alterar prazos para a interrupção voluntária da gravidez e mudar regras de combate à violência doméstica. A edição desta semana da Comissão Política tem a moderação de Eunice Lourenço, a sonoplastia de Gustavo Carvalho e a ilustração é de Carlos Paes com recurso a inteligência artificial.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cheques para pensionistas, novos cursos de Medicina e passes para os comboios: os três anúncios de Luís Montenegro na Festa do Pontal marcam a rentrée política que ainda agora começou. O PS reagiu com acusações de eleitoralismo e André Ventura, entretanto, tirou da cartola uma proposta de referendo à criação de quotas para imigração. Na Comissão Política desta semana, David Dinis, Vitor Matos e João Pedro Henriques debatem as estratégias dos três maiores partidos com o Orçamento do Estado para 2025 em pano de fundo. A sonoplastia ficou a cargo de Gustavo Carvalho e a ilustração é de Carlos Pais, com recurso a Inteligência Artificial.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com a maioria dos políticos a banhos, tem sido a situação na saúde a dominar a atualidade e a centrar as atenções numa visita de Governo e Presidente ao Hospital de Santa Maria, no meio de notícias sobre urgências fechadas e nascimentos em ambulâncias. O Governo que tinha apresentado um plano de emergência, diz que a culpa é do anterior, como dizem sempre os governos. Mas, face à pressão sobre a ministra, o primeiro-ministro sentiu necessidade de se comprometer a “300%” com Ana Paula Martins. O Presidente, que se tinha atravessado pela reforma atribuída ao diretor executivo do SNS, promete vigilância. A situação política da Saúde é o tema da Comissão Política desta semana, que conta com os comissários residentes, David Dinis e Vítor Matos, e também com o diretor do Expresso, João Vieira Pereira. A sonoplastia esteve a cargo de Gustavo Carvalho e a ilustração é do Carlos Paes, com uso de IA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mário Centeno disse estar disponível para um segundo mandato, quando já se sabe que o Governo não quer manter o ex-ministro dos governos socialistas como governador do Banco de Portugal. Como sabe as cartas que o adversário tem na mão, Centeno aposta alto para obrigar o oponente a expor-se. A primeira aposta passa por obrigar Luís Montenegro a justificar uma exoneração. A segunda, por capitalizar isso numa eventual candidatura a Belém. Como segundo tema, debatemos a nova e recorrente crise nas emergências obstetrícias. Este episódio tem os comentários de Liliana Valente, jornalista do Expresso, Cristina Figueiredo, editora de política de SIC, e de Paulo Baldaia, autor do podcast Expresso da Manhã e moderador do podcast Bloco Central, em que Mário Centeno participou. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho e a ilustração de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.