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A seus postos, Aliança Rebelde!Está no ar mais um episódio do Desnazificando! E hoje nós vamos voltar para a série sobre as organizações do Terceiro Reich!Essa série tem episódios mais curtos e se propõe a analisar as instituições do regime nazista, contribuindo para a complexificação desse fenômeno e para compreender os diversos graus de responsabilidade que operavam dentro do séquito nazista, sobretudo em se tratando da responsabilidade pelo extermínio. No terceiro episódio dessa série, nós falamos sobre a tão temida SS. Muito além de um grupo de guarda-costas, a Schutzstaffel (Tropa de Proteção) tornou-se a vanguarda ideológica do nazismo e o motor do extermínio. Vamos entender como esse grupo, fundado em 1923 para proteger Hitler, transformou-se em um Estado dentro do Estado. Sob o comando de Heinrich Himmler, a SS deixou de ser um pequeno séquito para se tornar a "elite" do partido nazista. Nós discutimos como a SS coordenou desde o serviço de inteligência e o policiamento (Gestapo e SD) até a implementação direta da Solução Final através dos Einsatzgruppen e dos campos de extermínio. Analisar essas instituições é fundamental para compreendermos que o Holocausto não foi um acidente, mas um projeto burocrático e ideológico executado por homens que se viam como o futuro da Alemanha.
O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.
A seus postos, Aliança Rebelde!Está no ar mais um episódio do Desnazificando! E hoje nós vamos voltar para a série sobre as organizações do Terceiro Reich!Essa série tem episódios mais curtos e se propõe a analisar as instituições do regime nazista, contribuindo para a complexificação desse fenômeno e para compreender os diversos graus de responsabilidade que operavam dentro do séquito nazista, sobretudo em se tratando da responsabilidade pelo extermínio. No terceiro episódio dessa série, nós falamos sobre uma organização que carrega muitos mitos: a Gestapo. Ela era realmente "onipresente"? Nesse episódio, mergulhamos no sombrio mundo da polícia secreta nazista para descobrir que a sua maior força não vinha apenas de seus agentes, mas do medo psicológico. Vamos analisar a estrutura da Gestapo sob a ótica de historiadores como Richard J. Evans e Robert Gellately, discutir o papel das denúncias civis, a transição da polícia comum para o aparato de repressão racial e o fascinante estudo de Charlotte Beradt sobre os sonhos da população durante o Terceiro Reich.
A seus postos, Aliança Rebelde!Está no ar mais um episódio do Desnazificando! E hoje nós vamos retomar uma série que nós iniciamos aqui no podcast lá em 2023: a série sobre as organizações do Terceiro Reich!Essa série tem episódios mais curtos e se propõe a analisar as instituições do regime nazista, contribuindo para a complexificação desse fenômeno e para compreender os diversos graus de responsabilidade que operavam dentro do séquito nazista, sobretudo em se tratando da responsabilidade pelo extermínio. No primeiro episódio dessa série, nós falamos de uma organização que foi muito importante para as decisões tomadas ao longo do Terceiro Reich: a SA. Hoje, nós vamos falar de outra organização que data dos primórdios do regime nazista e que foi fundamental para moldar a ideologia nos jovens alemães: a Juventude Hitlerista.Afinal, a Juventude Hitlerista não surgiu no vácuo; ela absorveu ritos de movimentos juvenis anteriores para transformar o cotidiano escolar e social em um campo de treinamento ideológico. Neste episódio, explicamos como a organização passou de um pequeno grupo de recrutas para uma adesão compulsória de quase 9 milhões de jovens em 1939.
Esta semana, na estante, temos “Últimos e Primeiros Homens”, de Olaf Stapledon; “Uma Aldeia no Terceiro Reich”, de Júlia Boyd; “Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen”, de Sigmund Freud; e “A Mitologia Grega de A a Z”, de Luc Ferry.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A seus postos, Aliança Rebelde! Nós voltamos!
Quando o líder alemão da Segunda Guerra Mundial quase foi pego! Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Operação Valquíria.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube, e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no poder. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.- FEST, Joachim. Conspirando contra Hitler: a resistência alemã de 1933 a 1945. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.- HOFFMANN, Peter. Stauffenberg: a vida e o tempo do conspirador contra Hitler. Rio de Janeiro: Record, 2007.- KERSHAW, Ian. Hitler: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.- MOMMSEN, Hans. A resistência contra Hitler: elementos e tendências. In: MOMMSEN, Hans. Do Kaiserreich ao Terceiro Reich: ensaios de história contemporânea alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991- STEINBACH, Peter. A resistência alemã contra Hitler. Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília, v. 44, n. 1, 2001
“Hitler queria mais do que poder... ele queria RELÍQUIAS SAGRADAS.”No episódio de hoje do BUNKER X, Affonso Solano e Afonso 3D recebem o escritor e especialista em história, mitologia e religião Eduardo Spohr para mergulhar no lado oculto e esotérico do nazismo.Por trás das marchas, tanques e discursos de ódio, havia uma elite nazista obcecada por relíquias bíblicas, magia ancestral, arqueologia mística e rituais esotéricos.Perguntas que guiam o episódio: Hitler e seus generais realmente procuravam a Arca da Aliança? A Lança do Destino caiu em mãos erradas? A Sociedade Thule influenciou os rumos da guerra? E onde entra o Indiana Jones nessa história toda?Prepare-se para um papo que mistura fatos históricos, teorias cabeludas e, claro, a dose de humor inteligente que já é marca registrada do Bunker X.
Dos inúmeros horrores do Holocausto, os experimentos feitos com prisioneiros atormentam até mesmo os mais insensíveis. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a vida de Josef Mengele. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão": https://amzn.to/4a4HCO8 Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) REFERÊNCIAS USADAS: - EVANS, Richard J. A chegada do Terceiro Reich. São Paulo: Planeta, 2016 - HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 - TYSON, Peter. “The Experiments”. Nova Online | Holocaust on Trial, outubro de 2000. - “As Experiências Médicas Nazistas”. Enciclopédia do Holocausto. Disponível em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/nazi-medical-experiments.
A João conta à Paula a história do assassino que aterrorizou a cidade alemã no final dos anos 20, e que inspirou um dos melhores filmes da história: M (Matou), de Fritz Lang. Neste episódio falamos de: A série Bodkin (Netflix) A peça Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Bertolt Brecht - posta em cena este ano pela Companhia da Esquina O filme M (Matou), 1931 Fritz Lang O livro Der Sadist, de Karl Berg
Como estava o povo alemão enquanto o mundo colapsava? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão": https://amzn.to/4a4HCO8 Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) REFERÊNCIAS USADAS: - FEST, Joachim. Hitler: Uma Biografia. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004. - SHIRER, William L. Ascensão e Queda do Terceiro Reich. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. - SPEER, Albert. Por Dentro do Terceiro Reich: Memórias. São Paulo: Globo, 1972.. - EVANS, Richard J. A Chegada do Terceiro Reich. Rio de Janeiro: Planeta, 2005. - EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no Poder. São Paulo: Planeta, 2007. - FRIEDLÄNDER, Saul. Os Anos do Extermínio: A Alemanha Nazista e os Judeus: 1939-1945. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Será que foi só no contexto da Segunda Guerra Mundial que os judeus foram perseguidos? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a origem e a contemporaneidade do Antissemitismo. Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) REFERÊNCIAS USADAS: - ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. Anti-semitismo, Imperialismo, Totalitarismo. Trad. Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. - EVANS, Richard J. A chegada do Terceiro Reich. São Paulo: Planeta, 2016. - VIEIRA, Fábio Antunes; JESUS, Alysson Luiz Freitas de. A Eugenia e o Imperialismo como Fundamentos da Ideia de Paz Segundo Adolf Hitler. Revista Desenvolvimento Social. Montes Claros: Unimontes, n. 21/01, p. 105-115, 2017 - VIEIRA, F. A. O antissemitismo em uma breve perspectiva histórica: de Roma ao nazismo. Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 25, p. 54–68, 2019.
Não pense que a ideia de assassinar Adolf Hitler veio de Quentin Tarantino. Antes mesmo de Bastardos Inglórios, diversas tentativas foram realizadas para que o líder nazista fosse executado, incluindo a mais famosa delas, a Operação Valquíria. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a Resistência Alemã ao Nazismo - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora - Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ - Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ - PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) - REFERÊNCIAS USADAS - EVANS, Richard J. A Chegada do Terceiro Reich. 2ª edição, São Paulo: Planeta, 2014, - EVANS, Richard. O Terceiro Reich no poder. 2ª edição, São Paulo: Planeta, 2014. - EVANS, Richard. Terceiro Reich: Na História e na Memória: novas perspectivas sobre o nazismo, seu poder político, sua intrincada economia e seus efeitos na Alemanha pós-guerra. São Paulo: Planeta Brasil, 2018. - KERSHAW, Ian. The “Hitler Myth”: Image and Reality in the Third Reich. Oxford: Oxford University Press, 1987. - REZENDE, Karina Fonseca Soares. Pregando resistência em tempos sombrios: responsabilidade como resistência ao Nazismo nos sermões de Dietrich Bonhoeffer (1932-1937). Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Minas Gerais, 2022.
A batalha final que colocou fim às ambições do Terceiro Reich e apontou para o fim da Segunda Guerra Mundial. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Batalha de Berlim. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora - Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ - PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) Edição: Victor Portugal. REFERÊNCIAS USADAS - Keegan, J. 'Berlin' in Military History Quarterly , Winter 1990, pp. 72-83. - Le Tissier, T. The Battle of Berlin 1945 , Jonathan Cape, Londres, 1988. - Beevor, Anthony, Batalha por Berlim - O conflito russo-alemão 1941 – 1945 , Clark, A. Barbarossa, Hutchinson & Co, Londres, 1965 - HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX.
This episode is the recording of an exclusive interview conducted by us from NEPAT - The Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies with historian Johann Chapoutot in 2022. Chapoutot holds a degree in Political Science from the Institute of Political Studies in Paris, a Master's in History from the University of Paris IV, and a Ph.D. in History from the University of Paris I. He currently teaches Contemporary History at the Faculty of Arts at the University of Sorbonne, France. A curiosity about Chapoutot is that he has already spent some time in Brazil as a visiting professor at the University of Brasília! Chapoutot is a great reference for us at NEPAT, so we made the most of the opportunity to talk with him. We have prepared a very special interview for you! In the interview, you'll hear Chapoutot talk about the Nazis' attempt to rewrite the past and create a Nazified future, the insidious logic behind Nazi discourse, the impact that Nazi ideology left on the present, and much more! The first part of the episode is an explanation of the theme in Portuguese, and then, professor Chapoutot gives his presentation in English. This interview is also available on our Youtube channel. -
No segundo episódio da temporada “Escrever é muito perigoso”, o Quarta Capa recebe o escritor Samir Machado de Machado, autor de TUPINILÂNDIA e do recém-lançado O CRIME DO BOM NAZISTA. Neste romance policial, nos vemos à bordo de um zepelim que sobrevoa o Brasil dos anos 30, onde um misterioso assassinato acontece e todos parecem suspeitos. Aqui, ao mesmo tempo em que conjuga temas do Brasil contemporâneo, Samir coloca como pano de fundo a ascensão do Terceiro Reich e a perseguição nazista aos gays da Berlim da década de 30.Na conversa com Ricardo Terto, Samir detalha o processo de sua profunda pesquisa histórica de cenário e ambientação, da construção de personagens e da atmosfera de mistério, além de refletir sobre o chamado “romance de entretenimento” e como um livro pode abordar temas complexos prendendo o leitor desde a primeira página.Saiba mais sobre O CRIME DO BOM NAZISTAE não se esqueça de seguir o Quarta Capa nas plataformas de áudio. :)—---Quem faz o Quarta Capa:Apresentação: Ricardo TertoProdução, roteiro e edição: Ricardo TertoPauta e apoio de produção: Lulie Macedo e Nathalia PaziniArtes: Mariana NevesUma produção de Rebentar Central de Histórias.contato: quartacapa@todavialivros.com.br
Desde a década de 30, na Alemanha, se fala no Bolchevismo Cultural. E sim, eu falei de Olavo de Carvalho! Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que é, supostamente, o Marxismo Cultural. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora - Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ - PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares Roteiro: Prof. Vítor Soares, Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) e Prof. Bruno Ribeiro (@porcasoltas). Edição: Victor Portugal. REFERÊNCIAS USADAS - O controle da cultura e da arte na Alemanha Nazista. Bruno Leal | Portal Café História - A chegada do Terceiro Reich. Richard Evans - Gramsci no Jardim das Aflições. Marcus Vinícius Furtado da Silva Oliveira (@marcusfsoliveira) - A arquitetura fractal de Antonio Gramsci: História e política nos “Cadernos do Cárcere”. Marcus Vinícius Furtado da Silva Oliveira - A nova era e a revolução cultural. Olavo de Carvalho - O Imbecil Coletivo. Olavo de Carvalho - Gramsci, Marcuse e o Marxismo Cultura | Canal Tese Onze (@teseonze)
No ar o ep 14 do FAQ, sobre como os nazistas se apropriaram da suástica, transformando este símbolo no estandarte do arianismo.- Narração e roteiro: Pablo Magalhães |- Edição: Reverbere Estúdio |- Capa: prato cerâmico descoberto na escavação arqueológica em Samarra, cidade da antiga Mesopotâmia, atual Iraque (Musée du Louvre)___________- OUÇA O HISTORIANTE NA ORELO!A cada play nós somos remunerados, e você não paga nada por isso!https://orelo.cc/ohistoriante |___________- APOIE O HISTORIANTE!Vá ao apoia.se/historiante ou ao app da Orelo, e contribua com R$4 mensais. Além de nos ajudar, você tem acesso ao nosso grupo de recompensas! |___________- PARTICIPE DA NOSSA PESQUISA DE OPINIÃO! https://forms.gle/TUKgYVz6ggc82QZT8 |___________- OBRIGADO APOIADORES! Adma Karycelle Rocha; Adriana Monteiro Santos; Ana Paula de Oliveira; Arley Barros; Bruno Gouvea; Carolina Yeh; Charles Guilherme Rodrigues; Clessio Cunha Mendes; Danilo Terra de Oliveira; Eduardo dos Santos Silva; Frederico Jannuzzi; Flávio José dos Santos; Helena de Freitas Rocha e Silva; Jamille Padoin; João Victor Dias; João Vitor Milward; Juliana Duarte; Juliana Fick; Katiane Bispo; Marcelo Raulino Silva; Maria Mylena Farias Martins; Márcia Aparecida Masciano Matos; Núbia Cristina dos Santos; Poliana Siqueira; Reinaldo Coelho; Ronie Von Barros Da Cunha Junior; Sae Dutra; Sibeli de Oliveira Schneider; Taís Melero; Tatiany Araújo Ludgerio; Javis Clay Costa Rodrigues; Tiago Victor Vieira Aranha.___________BIBLIOGRAFIAA questão da culpa: A Alemanha e o Nazismo, de Karl Jaspers.Terceiro Reich na história e na memória: Novas perspectivas sobre o nazismo, seu poder político, sua intrincada economia e seus efeitos na Alemanha do pós-guerra, de Richard J. Evans.Caça às Suásticas. O Partido Nazista em São Paulo Sob a Mira da Polícia Política, de Ana Maria Dietrich___________TRILHA SONORA:"Mayan Ritual" - Jimena Contreras"Restless Natives" - Doug Maxwell_Media Right Productions
Após a conquista da França em 1940, Hitler desejava tirar o Reino Unido da Segunda Guerra Mundial, de modo a diminuir o risco de uma invasão pelo norte do país recém-conquistado e permitir que o Terceiro Reich pudesse invadir o leste europeu sem o risco de luta em duas frentes. Para conseguir este objetivo, uma vez que a diplomacia não foi suficiente, a Alemanha começou uma campanha de desgaste para forçar o governo comandado pelo primeiro-ministro Winston Churchill a ceder diante da pressão popular pelo fim das hostilidades. Ao invés disso, o que ocorreu foi uma das campanhas aéreas mais emblemáticas do século XX, uma vez que a opinião pública britânica tornava-se cada vez mais resoluta no esforço de guerra contra o nazismo a cada novo ataque ao seu território e aos seus compatriotas. Convidamos Júlio César Guedes, do canal Sala de Guerra, para conversar sobre esta campanha que ficou conhecida como Batalha da Inglaterra.
Uma máquina criada pra convencer o desamparado povo alemão que eles eram dignos de glória e superiores aos outros - principalmente comunistas e judeus. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre como foi Propaganda Nazista. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora - Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ - PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) Edição: Victor Portugal. REFERÊNCIAS USADAS - A Chegada do Terceiro Reich. Richard Evans - Era dos Extremos. Eric Hobsbawm - O Modernismo Reacionário. Jeffrey Herf - A propaganda nazista: técnica, alienação e uma aproximação a partir de Paul Tillich. Elton Sadao Tada, Laíssa Correia Gracino - O controle da cultura e da arte na Alemanha Nazista. Bruno Leal | Café História - The Nazi Party 1919-1945: a compete history. Dietrich Orlow - The last days of Hitler. Hugh Trevor-Roper - A propaganda política nazista | Enciclopédia do Holocausto
Getúlio Vargas resolve aliar-se ao Terceiro Reich, o Brasil se alinha ao Eixo e, como parte do acordo, é estabelecido que os estados do sul, com grande presença de descendentes de alemães, podem pôr em prática os princípios do nazismo, como o racismo, o antissemitismo e a eugenia. Mergulhe no debate sobre a obra “A SEGUNDA PÁTRIA” de Miguel Sanches Neto. Distopias brasileiras na literatura é uma temporada especial gravada com de Alexandre Rodrigues e Carlos André Moreira e participação especial do autor Miguel Sanches Neto. Siga nos no Instagram em @radio_minima
Pelo irmão Charles W. Plummer A ideologia nazista sob Adolph Hitler era totalitária, baseada no desejo de controlar todos os aspectos da vida dos cidadãos alemães. Em certo sentido, foi um movimento anti-intelectual e ateórico por design, pois sua intenção era criar um novo tipo de ser intelectual que baseasse seus valores em sua nação e raça, enfatizando a vontade de Hitler como a única fonte de inspiração para o povo e a nação. Por ser um movimento ateórico, não se baseava na teoria nem se preocupava com a teoria. Os nazistas não desaprovavam professores, pesquisadores e bibliotecários; em vez disso, eles queriam que eles criassem o que poderia ser descrito como “um exército de guerreiros intelectuais e ideológicos que fariam guerra contra os inimigos do nacional-socialismo”. Temendo que os livros fossem um inimigo, os nazistas realizaram o que foi descrito como “o maior roubo de livros da história”. Milhões de livros de bibliotecas públicas e pessoais foram confiscados. Aqueles que não foram queimados foram enviados para unidades de armazenamento em Berlim e em toda a Alemanha e outras áreas sob controle alemão. Milhões de livros foram retirados de ordens maçônicas alemãs que foram forçadas a se desfazer após a ascensão dos nazistas ao poder. Em 1936, as SS acumularam uma coleção de 500.000 a 600.000 livros somente de ordens maçônicas alemãs. É interessante notar que no final da guerra um prédio confiscado de uma das lojas maçônicas de Berlim estava cheio de livros roubados de toda a Europa. Também é interessante notar que os alvos da pilhagem de livros eram aqueles considerados inimigos ideológicos do Terceiro Reich. Além dos maçons, incluíam judeus, comunistas, católicos, críticos do regime, eslavos e outros. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/malhete-podcast/message
This episode is the recording of the opening conference of the international event “The burden of our times: the Third Reich in perspective”, held and organized by us from NEPAT - The Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies. The purpose of the event was to reflect on the repercussions and continuities of Nazism in current societies, investigate with particular attention the deep roots of ideology in Brazil, and think about the challenges and potential of researching and teaching topics related to Nazism and the Holocaust. All the conferences are available on our YouTube channel with automatic English subtitles. The interview was made with Professor Christopher Browning. Browning is one of the world's leading specialists in Nazi and Holocaust history. Presently, he is the Frank Porter Graham Professor Emeritus of History at the University of North Carolina at Chapel Hill. He has conducted extensive research on perpetrator behaviors and motives, Nazi Jewish policy-making, the implementation of the “Final Solution,” survivor testimonies, and the history of ghettos and slave-labor camps. Browning will discuss his trajectory, the historian's work, understanding perpetrators, and much more. The first part of the episode is an explanation of the theme in Portuguese, and then, professor Browning gives his presentation in English. -
This episode is the recording of the opening conference of the international event “The burden of our times: the Third Reich in perspective”, held and organized by us from NEPAT - The Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies. The purpose of the event was to reflect on the repercussions and continuities of Nazism in current societies, investigate with particular attention the deep roots of ideology in Brazil, and think about the challenges and potential of researching and teaching topics related to Nazism and the Holocaust. All the conferences are available on our YouTube channel with automatic English subtitles. The conference is titled “Mind-reading Adolf Eichmann: Harry Muslich's Criminal Case 40/61 (1962)” and was given by Professor Erin McGlothlin (Washington University in St. Louis). Professor McGlothlin will examine the depiction of Holocaust perpetrators in works that feature the perpetrators' inner experience, deciphering their motivations and emotions, that is, reading their minds. Thus, perpetrators turn into morally complex and, above all, human subjects. Understanding them - far from exonerating their actions - is essential to understanding the Holocaust fully. By looking at such representations, McGlothlin will examine the cultural constructions of perpetrators, raising important historical and ethical questions. The first part of the episode is an explanation of the theme in Portuguese, and then, Professor McGlothlin gives her presentation in English. -
O Partido Nazista realizou uma série de expedições e experimentos no Brasil na década de 30
This episode is the recording of our coordinator Maria Visconti's presentation for the PhD and a cup of tea series, organized by the Wiener Holocaust Library, London. The presentation "The Nazis speak for themselves: analysing perpetrator's narratives in The Nuremberg Trial" is about her doctoral research and she speaks about the archetypes she uses for her thesis to better understand the discoursive strategies of the Nazi defendants in the trial. The first part of the episode is an explanation of the theme in Portuguese, and then, Maria gives her presentation in English. -
Nesse episódio do ABSTRATAMENTE bateremos um papo sobre um assunto bastante controverso. Teria sido Hitler vegetariano? E, caso fosse, isso teria algum tipo de implicação sobre o vegetarianismo? Para responder a essa polêmica questão utilizarei como base para o episódio de hoje o livro "Hitler: Neither Vegetarian nor Animal Lover", de Rynn Berry, publicado em 2004 pela editora Pythagorean. Utilizamos também a obra Regarding Animals, de Arnold Arluke e Clinton Sanders e Animais no Terceiro Reich, de Boria Sax, além de algumas biografias do líder nazista.=========Link para minha WISHLIST [lista de desejos] de livros na amazon.com.br: https://www.amazon.com.br/hz/wishlist/ls/XBO04CZ8V2YR?ref_=wl_share=========Siga o ABSTRATAMENTE nas nossas páginas no Instagram (@abstratamente_podcast) e Facebook (Abstratamente). Você também pode enviar suas críticas, comentários e sugestões com o ABSTRATAMENTE utilizando o e-mail: abstratamentepodcast@gmail.com=========All audio tracks including the opening theme are under Creative Commons Licence, for mere reference, check the link below: https://creative-commons.org/licences/by/4.0Todas as músicas e sons utilizados no programa são de uso livre pela Creative Commons Licence.=========O ABSTRATAMENTE prima pela valorização da liberdade de expressão e de pensamento. No entanto, todas as opiniões, críticas, bem como quaisquer manifestações veiculadas pelos entrevistados e convidados no podcast são de inteira e exclusiva responsabilidade dos entrevistados e convidados e não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do ABSTRATAMENTE.
Luanna Bernardes entrevista Paulo Stucchi, autor do livro finalista do Prêmio Jabuti 2020, "No Fundo do Rio" que mistura o conto do Boto Cor de Rosa com fragmento do Terceiro Reich localizado na Amazônia Oriental.
[Link para a descrição completa: http://5ponto8.fireside.fm/20] Wissenschaft des Judentums é o termo em alemão para o estudo científico do judaísmo, uma abordagem de investigação na qual o rigor acadêmico, não os dogmas religiosos, pauta o estudo de textos, história, tradições e contradições do judaísmo e da comunidade judaica. Em uma tradição que valoriza tanto o estudo, não demorou para que a comunidade judaica abraçasse esta abordagem acadêmica, orgulhosa de que suas tradições e história fossem o foco desta linha de estudos. E não tardou também para que os conflitos aparecessem, para que os desprendimento demandado da abordagem científica se chocasse com interesses políticos comunitários. Qual o estado atual dos estudos judaicos acadêmicos no Brasil e como vai a parceria entre os principais centros de estudo do assunto no país e as instituições comunitárias? Este é o tema deste episódio. Nossas convidadas são Suzana Chwarts, Diretora do Centro de Estudos Judaicos da USP, e Mônica Grin, Diretora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ. Dicas Culturais: Maria Luiza Tucci Carneiro, Dez mitos sobre os judeus - https://www.amazon.com.br/Dez-Mitos-Sobre-os-Judeus/dp/8574808431 Victor Klemperer, Lti A Linguagem Do Terceiro Reich - https://www.amazon.com.br/LTI-linguagem-do-Terceiro-Reich-ebook/dp/B08JWNR566 W. G. Sebald, Austerlitz - - https://www.amazon.com.br/Austerlitz-W-G-Sebald/dp/8535912010 Jean Amery, Além do Crime e Castigo: Tentativas De Superação - https://www.amazon.com.br/Além-Crime-Castigo-Tentativas-Superação/dp/8578660803 Walter Benjamin, Escritos sobre mito e linguagem - https://www.amazon.com.br/Escritos-sobre-linguagem-Walter-Benjamin/dp/8573264748 Theodor Adorno e Max Horkheimer, Dialética do Esclarecimento - https://www.amazon.com.br/Dialética-do-esclarecimento-Theodor-Adorno-ebook/dp/B00IXRBHQS Carlos Augusto Vailatti, Habacuque: Introdução, Tradução e Comentário - https://www.editorareflexao.com.br/teologia/habacuque-introducao-traducao-e-comentario Nota de Rodapé (הערת שוליים) - https://www.primevideo.com/detail/0QVN7RK0G4L915UA036B2JHP8K/ref=atvsrflecTn74RA_11_1 Com Rogério Cukierman e Laura Trachtenberg Hauser. Créditos da Música de Abertura: Lechá Dodi, da liturgia tradicional de Shabat | Melodia: Craig Taubman | Clarinete: Alexandre F. Travassos | Piano: Tânia F. Travassos. Edição: Misa Obara
This episode is the recording of the opening conference of the international event “What is left of the Swastika: nazism, negationism and memory”, held and organized by us from NEPAT - The Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies. The goal of the event was to foster reflections about the dangers of the permanence of Nazi ideology and discourse in the present days, as well as to better understand the Third Reich, this “past that won't pass”. All the conferences are available on our YouTube channel with automatic English subtitles. This conference is titled "Women of Nazi Germany: bystanders, collaborators, and perpetrators" and was given by Professor Wendy Lower, P.hD. (William Rosenberg Senior Scholar, Yale University -on sabbatical-/ Professor of History at Claremont McKenna College). The conference intends to show the participation of German women in the Nazi regime and their role in the occupied territories in the East, considering their help in the regime: as teachers, secretaries, nurses and wives. Not all of them became perpetrators, but to ignore the ones who did would severely impact our understanding of the Holocaust. The first part of the episode is an explanation of the theme in Portuguese, and then, professor Lower gives her presentation in English. -
padrim.com.br/puraneurosetwitch.tv/ronaldrios
A seus postos Aliança Rebelde!
Luanna Bernardes conversa com o historiador Rodrigo Trespach, autor de "Personagens do Terceiro Reich", que aborda a história dos principais nomes do nazismo e da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
Resenha Delírio Total LIVRO Hitler e as Drogas no Terceiro Reich de Norman Ohler
A seus postos, Aliança Rebelde! Está no ar mais um episódio do Desnazificando! E hoje, nós vamos falar um pouco mais sobre a resistência ao regime nazista. Vamos pensar nas problemáticas da definição da resistência durante o Terceiro Reich e a complexa relação entre resistência e participação. Apresentamos pra vocês a Rosa Branca, grupo formado por estudantes de Munique que resistiu por meio de panfletos entre 1942 e 1943. Quem eram esses personagens? Como se deram suas trajetórias e qual foi o caminho percorrido até a resistência? A partir da pesquisa para a dissertação de mestrado da nossa coordenadora Maria Visconti, abordamos as duas fases da resistência da Rosa Branca, os aspectos de mudança de forma de ação que surgem em 1943 e que não ficam tão claros na mobilização panfletária, as contradições e complexidades das fontes disponíveis, personagens que caíram no esquecimento e que foram fundamentais para a construção dessa resistência, declarações polêmicas escondidas... Enfim, aqui vocês vão conseguir saber um pouco mais do trabalho de historiador que às vezes parece de detetive! Vem com a gente?
Continuamos, de modo abrangente, com a história da operação secreta que culminou com a morte de Reinhard Heydrich, um dos homens mais importantes do Terceiro Reich. Neste terceiro episódio, abordaremos as sucessivas e dramáticas baixas de agentes e equipamentos que eram lançados ao Protetorado. Além disso, o planejamento do assassinato, a morte de Heydrich e as primeiras consequências. Não se esqueça de compartilhar nosso trabalho e de nos acompanhar em nossas principais redes sociais: https://linktr.ee/almanaquemilitar
Neste undécimo episódio, conversamos com Jacinto de Miranda Coutinho e José de Assis Santiago Neto sobre os Sistemas Processuais existentes na história humana, sobre como eles surgiram, como foi a evolução do Sistema Inquisitório e o Sistema Acusatório e as principais características de cada um deles. Através de exposições críticas e extremamente necessárias, foi possível colher como a mentalidade inquisitória é presente nos julgadores, fazendo com que as partes processuais se confundam entre si, mesmo que possuam boas intenções em sua atuação proativa. Por fim, concluiu-se que apenas a reforma da lei não fará efeito algum no sistema, somente com a mudança da mentalidade, chegaremos ao sistema mais condizente com a Constituição. -- Obras indicadas: Em nome da Rosa, Umberto Eco (1986), Sombra de Goya (2007); Anotações sobre a lide e o conteúdo do processo penal, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho (1998), A trilogia do Terceiro Reich, Templarios, Richard J. Evans, The Borgias, The Tudors, Tribunais da Consciência: Inquisidores, Confessores e Missionários (2013) -- Convidados: Jacinto Nelson de Miranda Coutinho. Advogado e professor de Direito Processual Penal na Universidade Federal do Paraná (UFPR) – aposentado -, da pós-graduação em Ciências Criminais da PUCRS e do mestrado em Direito da Faculdade Damas. Doutor em Direito Penal e Criminologia pela Università degli Studi di Roma, mestre em Direito pela UFPR e especialista em Filosofia do Direito pela PUCPR. Membro da Rede de Direito Público Brasil-Itália-Espanha (REDBRITES) e pesquisador e presidente de honra do Observatório da Mentalidade Inquisitória. Membro da Comissão de Juristas do Senado que elaborou o Anteprojeto ao Código de Processo Penal. José de Assis Santiago Neto: Graduado em Direito pelo Centro Universitário Newton Paiva (2005), pós graduado em Ciências Penais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007), mestre em Direito Processual pela PUC/MG (2011) e doutor pela PUC Minas (2019). Atualmente é sócio do escritório Santiago e Associados Advocacia e professor assistente aprovado em concurso externo de seleção da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG) no campus Betim. Membro da diretoria do Instituto de Ciências Penais (2012), Coordenador Adjunto do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) em Minas Gerais e membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG). -- Realização: ICP Jovem -- Organizadores: Ícaro Leon e Pedro Figueiredo -- Edição: Felipe Bulim -- As opiniões das entrevistadas não representam, necessariamente, a posição do Instituto de Ciências Penais. -- Sugestões, dúvidas, reclamações: jovem@icp.org.br -- Instagram: Instituto de Ciências Penais (https://www.instagram.com/cienciaspenaisicp/) || ICP Jovem (https://www.instagram.com/icpjovem/) -- Facebook: Instituto de Ciências Penais (https://www.facebook.com/institutodecienciaspenais)
A seus postos, Aliança Rebelde! Está no ar o terceiro episódio do Desnazificando, uma adaptação de uma live que fizemos no nosso instagram e transformamos em um episódio. Em um mundo pós-apocalíptico destruído por uma guerra nuclear e habitado por monstruosos mutantes, a nação de Heldon é o último refúgio da humanidade. No entanto, o país está ameaçado, interna e externamente, por perigosos inimigos: os Dominadores, criaturas capazes de controlar mentes, determinadas a destruir Heldon. Para salvar o mundo da ruína, o protagonista Feric Jaggar parte em uma jornada heróica para recuperar a arma lendária de Heldon e liderar a humanidade em uma última batalha de vida ou morte contra os Dominadores. O livro que acabamos de descrever não parece surpreendente, certo? Exceto por um detalhe: o autor de “O Senhor da Suástica” é Adolf Hitler. Em um universo paralelo, Hitler nunca se tornou o Führer do Terceiro Reich. Ao invés disso, ele emigrou para os Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial e se tornou um autor de ficção científica. Essa é a proposta de “O Sonho de Ferro”, de Norman Spinrad. O livro é uma paródia que critica diversos elementos do gênero, como a masculinidade tóxica dos heróis, a fetichização do militarismo e a mentalidade do “nós contra eles”. Embora o livro tenha sido publicado na década de 1970, a crítica de Spinrad não perdeu sua relevância. Será que nossa cultura está a salvo de elementos fascistas, ou será que eles circulam entre nós sem ao mesmo percebermos?
Sejamos sinceros, quem nunca quis dar uma matadinha 'de leve' no vizinho? O que nos segura da barbárie? Nesse episódio o Professor, Jornalista e Psicanalista Felipe Pena (@felipepena) conta um pouco como entender a politica, cidadania e leis sob a ótica da Psicanálise. Uma verdadeira aula de psicanálise sobre a construção do certo, errado, do desejo e frustração como base da sociedade. Falamos sobre os livros Mal Estar na Civilização e Psicologia de Grupo do Freud e também sobre o LTI - Linguagem do Terceiro Reich de Victor Klemperer, e citamos o filme Hannah Arendt, que também é uma grande referência de outros episódios.
Na última semana, as redes sociais se encheram de termos como “Noite dos Cristais”, “Terceiro Reich”, nazismo e outros. Não foi para falar de Holocausto exatamente… Mas sobre uma operação da Polícia Federal para desarticular uma rede de notícias falsas. Como resposta, vieram as famigeradas notas de repúdio. Da Confederação Israelita do Brasil, a Conib, do Comitê Judaico Americano. Esse é o “E eu com isso?”, podcast do Instituto Brasil Israel - que também fez nota de repúdio. Mas hoje a gente quer entender qual é a verdadeira relevância de usar o nazismo para falar de qualquer coisa, de banalizar esse termo. Hoje temos dois convidados: Karina Iguelka, psicanalista e diretora da Marcha da Vida, e Celso Zilbovicius, coordenador educacional da Marcha da Vida.
“Diria-se que o encontro de duas culturas é necessariamente trágico. A partir de um esforço que se iniciou em 1868, o Japão transformou-se em uma as grandes potências do orbe, derrotando a Rússia e obtendo alianças com a Inglaterra e o Terceiro Reich. Essa renovação quase milagrosa exigiu, naturalmente, uma avassaladora, dolorosa crise espiritual; um dos artífices e mártires dessa metamorfose foi Akutagawa, que se matou a 24 de julho de 1927.” (Do “Prólogo” à coletânea de contos “Kappa/Los engrenajes”, escrito por Jorge Luis Borges) Quadragésimo episódio do Podcast da editora Raphus Press: As pinturas e gravuras de Goya forjaram, dentro do romantismo, uma pequena revolução estética que impulsionou a arte mais subversiva dos anos vindouros. Tratava-se de uma mescla de elemento histórico e grotesco estilizado, quase farsesco, no qual a ironia e a tragédia se cruzam tanto no que tange ao tratamento narrativo da imagem (ou paisagem representada) quanto no detalhamento revelador e pavoroso de cada uma dessas imagens. “Goyesco”, o adjetivo, passou a identificar essas estranhas obras de transfiguração da “grotesquerie”. Selecionamos aqui, algumas das mais extraordinárias criações estéticas mais ou noes inspiradas por Goya, como preparação para nosso Abismo em Chiaroscuro (ver abaixo). Indicações bibliográficas: - Akutagawa, Ryûnosuke. Rashomon e outros contos. São Paulo: Edições Massao Ohno, S/D (escrevi uma breve resenha desse livro magnífico algum tempo atrás, disponível aqui: http://bibliofagia.weebly.com/blog/rashomon-e-outros-contos). - _________________________. Kappa/Los engranajes. Buenos Aires: Ediciones Mundonuevo, 1959. - _________________________. Rashomon and Seventeen Other Stories. New York: Penguin Books, 2006. - _________________________. Rashômon e outras histórias. São Paulo: Hedra, 2008. - Crisp, Quentin. Out There. Bucharest: Mount Abraxas, 2016. Colabore com o tributo da Raphus Press ao grande Goya com o melhor do terror fantástico: https://www.catarse.me/abismo_em_chiaroscuro. Música: “Homenaje pour le tombeau de Debussy”, de Manuel de Falla, executado por Aitua (via http://freemusicarchive.org/). Nosso podcast também está disponível nas seguintes plataformas: - Spotify: https://open.spotify.com/show/4NUiqPPTMdnezdKmvWDXHs - Apple: https://podcasts.apple.com/us/podcast/podcast-da-raphus-press/id1488391151?uo=4 - Google Podcasts: https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMDlmZmVjNC9wb2RjYXN0L3Jzcw%3D%3D
Continuamos, de modo abrangente, com a história da operação secreta que culminou com a morte de Reinhard Heydrich, um dos homens mais importantes do Terceiro Reich. Neste segundo episódio, abordaremos a ida do grupo Anthropoid e também de outras equipes de paraquedistas ao Protetorado. Além disso, falaremos sobre o agente duplo que cooperava com a resistência, sobre os Três Reis e também sobre as medidas políticas coordenadas por Heydrich na Checoslováquia ocupada. É importante destacar que não se trata da história do Protetorado da Boêmia e Morávia; para fins de contextualização, mencionaremos apenas eventos quem possuam alguma relação com a operação em questão. Não se esqueça de compartilhar nosso trabalho e de nos acompanhar em nossas principais redes sociais: https://linktr.ee/almanaquemilitar
Em 1960 Ascensão e Queda do Terceiro Reich era lançado em livrarias. Na dica de hoje, Ronaldo Junior conta um pouco sobre essa obra de referência para entender mais sobre a Segunda Guerra Mundial. Quer mandar sua dica, sugestão ou reclamação? Email: rapidaopodcast@gmail.com Facebook: https://www.facebook.com/rapidaopodcast/ Instagram: https://www.instagram.com/rapidaopodcast/ Twitter: https://twitter.com/rapidaopodcast --- Send in a voice message: https://anchor.fm/rapidao/message
Conheça a história da operação secreta que culminou com a morte de Reinhard Heydrich, um dos homens mais importantes do Terceiro Reich. Descubra os motivos, os preparativos, a execução e as consequências dessa missão, em uma abordagem abrangente. Neste primeiro episódio, o Almanaque Militar tratará dos primeiros anos da Checoslováquia ocupada pela Alemanha Nazista e das ações que o governo checoslovaco exilado tomou para enfrentar os alemães. É importante destacar que não se trata da história da Checoslováquia ocupada (Protetorado da Boêmia e Morávia); para fins de contextualização, o episódio menciona apenas os eventos quem possuem relação com a operação. Não se esqueça de compartilhar nosso trabalho e de nos acompanhar em nossas principais redes sociais: SITE: https://www.almanaquemilitar.com FACEBOOK: https://facebook.com/almanaquemilitar YOUTUBE: https://youtube.com/c/almanaquemilitar INSTAGRAM(@almanaquemilitar): https://www.instagram.com/almanaquemilitar TWITTER: https://twitter.com/AlmanaqueMilit1 WHATSAPP: https://chat.whatsapp.com/HOEgbDpFRvz1VSigAtIMqf GRUPO DE DISCUSSÃO: https://www.facebook.com/groups/segundaguerra/ PODCAST: https://ampl.ink/WLM3w SPOTIFY: https://open.spotify.com/user/31jztq74bfgl26fxbbgdng35ysby Principais fontes utilizadas: https://pastebin.com/h2ZTzRKP
Antissemita, nacionalista, gênio da música e um crápula, Richard Wagner (1813-1883) teve sua obra apropriada pelo Terceiro Reich (e por Roberto Alvim, versão jabuticaba do Joseph Goebbels). Neste episódio, David Magalhães (FAAP, PUC/SP) fala sobre a revolução musical de Wagner, a estética nazista e cultura em tempos de obscurantismo. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20 David Magalhães – twitter.com/davidmagalhaes Trilha sonora: -Die Walkure, Act III: Ride of the Valkyries – Wagner: Tannhäuser, WWV 70 – Overture – Wagner’s The Mastersingers of Nuremberg – Richard Wagner – Tristan Und Isolde – Prelude | Daniel Barenboim, Bayreuth Festival – Richard Wagner – Lohengrin – Prelude – Wagner: Götterdämmerung – Concert version / Dritter Aufzug – Siegfried’s Funeral March – Wagner: Parsifal, WWV 111 – Prelude – Richard Wagner – Rienzi Ouverture – Wagner: Tristan und Isolde / Act 3 – “Mild und leise wie er lächelt” (Isoldes Liebestod) (Isolde) The post Richard Wagner, os nazistas e o olavismo appeared first on Chutando a Escada.
Antissemita, nacionalista, gênio da música e um crápula, Richard Wagner (1813-1883) teve sua obra apropriada pelo Terceiro Reich (e também por Roberto Alvim, versão jabuticaba do Joseph Goebbels). Neste episódio, David Magalhães (FAAP, PUC/SP) fala sobre a revolução musical de Wagner, a estética nazista e cultura em tempos de obscurantismo. The post Richard Wagner, os nazistas e o olavismo appeared first on Chutando a Escada.
Antissemita, nacionalista, gênio da música e um crápula, Richard Wagner (1813-1883) teve sua obra apropriada pelo Terceiro Reich (e por Roberto Alvim, versão jabuticaba do Joseph Goebbels). Neste episódio, David Magalhães (FAAP, PUC/SP) fala sobre a revolução musical de Wagner, a estética nazista e cultura em tempos de obscurantismo.
Guten Morgen, Brasilien! Já que resolveram ressuscitar os mortos e torturados nos últimos dias comentando a fala um tanto desastrosa de Bolsonaro sobre o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, resolvemos chamar nosso grande especialista Evandro Pontes para comentar algo que simplesmente "fugiu" aos nossos livros de história: os justiçamentos de esquerda na ditadura militar brasileira. Apesar de a ditadura ter se tornado o grande "mito fundador" do Brasil contemporâneo, com alguns considerando que foi algo pior do que o Terceiro Reich, enquanto outros negam que foi uma ditadura, algo é factual: a ditadura surgiu em resposta ao terrorismo de esquerda. E os comunistas, na época, faziam justiçamentos: ou seja, matavam aqueles que saíam de suas fileiras. Muito do que é computado como "mortes da ditadura", portanto, são na verdade mortes de esquerdistas matando esquerdistas, comunistas matando comunistas, como, por sinal, é de praxe em sistemas comunistas. Isto não quer dizer, para os reducionistas de plantão, que não houve abusos, torturas e mortes durante o regime militar brasileiro. Mas sim que este próprio regime é uma resposta, e ninguém estuda a que: o terrorismo de esquerda, que usava e abusava das lições de Lenin, Trotsky e Stalin sobre terrorismo para implantar uma ditadura do proletariado, não importando o quanto digam hoje que "lutavam contra a ditadura", ou mesmo que "lutavam pela democracia" (sic). Evandro Pontes, nosso tio careca, vai contar para você inclusive os desdobramentos das mudanças da luta armada de esquerda – até quando ela abandonou qualquer tentativa de implantar a ditadura do proletariado com meia dúzia de jovens socialistas pentelhos pegando em armas e mal sabendo atirar, e se uniu à criminalidade comum em presídios para criar o que, futuramente, serão entidades como o PCC e o Comando Vermelho – que não é "vermelho" à toa... A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, obviamente na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasililen!
Se você ainda não assistiu a 1ª Parte, sugiro que a assista primeiro, para entender melhor a história. ADOLF HITLER (1889-1945) – Eu fiz muitas pesquisas e procurei detalhar em pormenores essa história. Não foi fácil, cheguei a desistir pelo impacto que esta biografia me causou. Mas retomei porque é importante nos entendermos como surgiram os grandes vilões da humanidade para que tragédias dessa magnitude nunca mais venham a se repetir. 75 anos após sua morte ADOLF HITLER ele ainda é considerado um dos MAIORES VILÕES DA HISTÓRIA. Líder do Partido Nazista. Quando foi nomeado Chanceler começou a aplicar o programa nazista. Numa sucessão de golpes, atos ilegais e assassinatos instalou sua ditadura. Com a morte do presidente alemão acumulou a função de chanceler e presidente. Era o início do Terceiro Reich. Hitler foi o principal responsável pela Segunda Guerra Mundial e figura central do Holocausto que matou pelo menos 6 milhões de pessoas. Essa é a nossa história de hoje. Espero ter contribuído para que seu dia tenha momentos agradáveis! Se você gostou do video, deixe seu joinha, compartilhe este conhecimento. Juntos somos mais fortes! O Canal “LOUCOS POR BIOGRAFIAS” traz novas biografias a cada quatro dias em áudio no podcast ou em videos no youtube. Clique no sininho para ser avisado das próximas novidades. Até mais! (Tânia Barros). --- Send in a voice message: https://anchor.fm/loucosporbiografias/message
Adolf Hitler é um dos grandes nomes da história. Ficou conhecido por ter comandado um regime tirânico que mergulhou a Alemanha no ódio e foi responsável por mobilizar um país contra um povo. As ações de Hitler como líder do nazismo e governante da Alemanha levaram o mundo à Segunda Guerra Mundial e ao maior genocídio da história: o Holocausto. Quando foi nomeado Chanceler começou a aplicar o programa nazista. Numa sucessão de golpes, atos ilegais e assassinatos instalou sua ditadura. Com a morte do presidente alemão acumulou a função de chanceler e presidente. Era o início do Terceiro Reich. Hitler foi o principal responsável pela Segunda Guerra Mundial e figura central do Holocausto que matou pelo menos 6 milhões de pessoas. 75 anos após sua morte ADOLF HITLER ele ainda é considerado um dos MAIORES VILÕES DA HISTÓRIA. Essa é a nossa história de hoje. Espero ter contribuído para que seu dia tenha momentos agradáveis! Se você gostou do video, deixe seu joinha, compartilhe este conhecimento. Juntos somos mais fortes! O Canal “LOUCOS POR BIOGRAFIAS” traz novas biografias a cada quatro dias em áudio no podcast ou em videos no youtube. Clique no sininho para ser avisado das próximas novidades. Até mais! (Tânia Barros). --- Send in a voice message: https://anchor.fm/loucosporbiografias/message
Se você ainda não assistiu a 1ª e a 2ª Partes, sugiro que a assista primeiro, para entender melhor a história. Adolf Hitler é um dos grandes nomes da história. Ficou conhecido por ter comandado um regime tirânico que mergulhou a Alemanha no ódio e foi responsável por mobilizar um país contra um povo. As ações de Hitler como líder do nazismo e governante da Alemanha levaram o mundo à Segunda Guerra Mundial e ao maior genocídio da história: o Holocausto. Quando foi nomeado Chanceler começou a aplicar o programa nazista. Numa sucessão de golpes, atos ilegais e assassinatos instalou sua ditadura. Com a morte do presidente alemão acumulou a função de chanceler e presidente. Era o início do Terceiro Reich. Hitler foi o principal responsável pela Segunda Guerra Mundial e figura central do Holocausto que matou pelo menos 6 milhões de pessoas. 7 75 anos após sua morte ADOLF HITLER ele ainda é considerado um dos MAIORES VILÕES DA HISTÓRIA. Essa é a nossa história de hoje. Espero ter contribuído para que seu dia tenha momentos agradáveis! Se você gostou do video, deixe seu joinha, compartilhe este conhecimento. Juntos somos mais fortes! O Canal “LOUCOS POR BIOGRAFIAS” traz novas biografias a cada quatro dias em áudio no podcast ou em videos no youtube. Clique no sininho para ser avisado das próximas novidades. Até mais! (Tânia Barros). --- Send in a voice message: https://anchor.fm/loucosporbiografias/message
Olá, pessoal. Essa quinzena os hosts Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) e Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) recebem a nossa já conhecidíssima e maravilhosa Maria Visconti (@m__visconti), do Lugar de Mulher (@lugardemulherpod) junto com o jornalista Marcos Kalil Filho (@marcoskalil) para conversar sobre, provavelmente, o tema mais importante que já passou no nosso podcast: Direitos Humanos. De onde eles vêm e qual é a sua importância? Isso é algo que conversaremos no nosso podcast! Marcos Kalil (@marcoskalil) é mestre e doutorando em Semiótica pela Universidade Federal Fluminense. Advogado e assistente na Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Jornalista, também formado pela UFF. Professor da Pós-graduação da Universidade Estácio de Sá. Conselheiro no Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (CELGBT/RJ) no biênio 2018-2020. Passa os dias hiperconectado, administrando a ansiedade e as notícias de política e tecnologia. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Toca o podcast Lugar de Mulher (@lugardemulherpod) com outras duas colegas. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à SSX Digital pelo suporte ao podcast. Produção: Caio Ardenghe e Gabriel Bonz.Participação: Caio Ardenghe, Gabriel Bonz, Marcos Kalil Filho e Maria Visconti.Edição: Caio Ardenghe.Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa:Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #46” e, abaixo, “Direitos Humanos”. Na parte superior esquerda tem duas fotos, uma de Maria Visconti e outra de Marcos Kalil Filho. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um vermelho escrito “Direitos Humanos”, um rosa escrito “História” e um amarelo escrito “ONU”. Links citados no episódio: * Lado B do Rio #84 – Transição com Marcos Kalil Filho. * AntiCast 320 – Trump: Fofoquinhas de Fogo e Fúria!.
Nesta semana, cedemos espaço aos nossos irmãos do Giz Cast, que fizeram um ótimo programa sobre a visão histórica do lugar de mãe. O episódio foi comandado pela blogueira intelectual Maria Visconti (@m__visconti), com as convidadas Clara Cazarini e Isabela Dornelas, ambas da UFMG.Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Clara Cazarini é doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp, mestre em Antropologia Social e graduada em Ciências Sociais ambas formações na UFMG. Desenvolve pesquisas sobre maternidade junto a movimentos sociais, compreendo a vivência de militantes feministas e da causa LGBTQI+.Isabela Dornelas é doutoranda em História na UFMG, com mestrado e graduação na área pela mesma instituição. Suas investigações buscam pensar as aproximações da medicalização do parto, e estratégias populares de contracepção ao longo da história do Brasil.Para dúvidas sugestões e birras, mande email para entrefraldas@desaprender.com.brTwitter: @EFraldasInstagram: @entrefraldaspodcast
Olá, pessoal. Essa semana, retomando semana passada, os hosts Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) e Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) dão espaço para as mulheres, e a nossa querídissima Maria Visconti (@m__visconti) assume o microfone central para realizar nossa incursão no projeto #OPodcastÉDelas2019. Essa semana, Maria irá entrevista a profª Miriam Hermeto (@miriam.hermeto) Miriam Hermeto (miriamhermeto@gmail.com) é mãe da Nina e do Leo, mulher que sabe que “seu tempo é hoje”, professora e pesquisadora da área de História na FAFICH/UFMG, tendo realizado toda a sua formação superior na mesma instituição. Dedica-se à formação de professores de História e a investigações, com uma abordagem cultural do político, sobre a história do tempo presente no Brasil e as memórias que se vêm constituindo socialmente sobre esse período. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à SSX Digital pelo suporte ao podcast. Produção: Caio Ardenghe e Maria Visconti.Participação: Maria Visconti e Miriam Hermeto.Edição: Caio Ardenghe e Maria Visconti.Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa:Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #45” e, abaixo, “Mães Acadêmicas”. Na parte superior esquerda tem uma foto de Mariana Moura. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um amarelo escrito “Maternidade”, um branco escrito “Vida Acadêmica” e um azul escrito “Mulheres”. Links citados no episódio: * . Podcasts anteriores que os participantes estiveram: * GizCast #36 – Sistema Educacional Nazista.* GizCast #40 – Banalidade do Mal.* GizCast #42 – Vida Acadêmica.* GizCast#44 – Maternid...
Olá, pessoal. Essa quinzena os hosts Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) e Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) dão espaço para as mulheres, e a nossa querídissima Maria Visconti (@m__visconti) assume o microfone central para realizar nossa incursão no projeto #OPodcastÉDelas2019. Junto com as convidades Clara Cazarini e Isabela Dornelas, ambas da UFMG, Maria irá discutir sobre as Maternidades em uma perspectiva histórica e antropológica. Clara Cazarini é doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp, mestre em Antropologia Social e graduada em Ciências Sociais ambas formações na UFMG. Desenvolve pesquisas sobre maternidade junto a movimentos sociais, compreendo a vivência de militantes feministas e da causa LGBTQI+. Isabela Dornelas é doutoranda em História na UFMG, com mestrado e graduação na área pela mesma instituição. Suas investigações buscam pensar as aproximações da medicalização do parto, e estratégias populares de contracepção ao longo da história do Brasil. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à SSX Digital pelo suporte ao podcast. Produção: Caio Ardenghe e Maria Visconti.Participação: Clara Cazarini, Isabela Dornelas e Maria Visconti.Edição: Caio Ardenghe e Maria Visconti.Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa:Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #44” e, abaixo, “Maternidades”. Na parte superior esquerda tem duas fotos, de Clara Cazarini à esquerda e de Isabela Dornelas à direita. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um amarelo escrito “História”, um branco escrito “Antropologia” e um azul escrito “Mulheres”. Links citados no episódio: * . Podcasts anteriores que os participantes estiveram: * GizCast #36 – Sistema Educacional Nazista.* GizCast #40 – Banalidade do Mal.*
Ediçaõ de 20 de Março 2019
Olá, pessoal. Essa quinzena os hosts Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) e Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) recebem duas convidadas muito especiais e que já participaram do podcast anteriormente! Natália Ribeiro (@aquelaribeiro) e Maria Visconti (@m__visconti), junto dos hosts, vão discutir um pouquinho sobre a vida e o cotidiano acadêmico e seus impactos na vida dos pesquisadores. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Natália Ribeiro (@natyrules) doutoranda em História na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora, além de participar em podcasts como SAC Feminista e o É Pau, É Pedra (@o_epep). Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à SSX Digital pelo suporte ao podcast. Produção: Gabriel Bonz, Caio Ardenghe e Maria Visconti.Participação: Caio Ardenghe, Gabriel Bonz, Maria Visconti e Natália Ribeiro.Edição: Caio Ardenghe.Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa:Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #42” e, abaixo, “Vida Acadêmica”. Na parte superior esquerda tem dois fotos: uma foto de Natália Ribeiro e outra de Maria Visconti. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um verde-escuro escrito “Pesquisa”, um amarelo escrito “Depressão” e um roxo escrito “Pós-Graduação”. Episódios com Participantes: Maria Visconti:> GizCast #40 – Banalidade do Mal> GizCast #36 – Sistema Educacional Nazista Natália Ribeiro:> Conselho de Classe #10 – O começo do gov...
Olá, pessoal. No último programa do ano o host Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) recebem a mestre e doutoranda Maria Visconti (@m__visconti). Dentro do avanço do discurso fascista no Brasil, nós vamos conversar sobre a teoria de Hannah Arendt chamada da “Banalidade do Mal”, que buscava explicar como foi social e discursivamente possível acontecimentos como o Holocausto e a ascensão do Nazifascismo no início do século XX. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à Sapiens Solutions pelo suporte ao podcast. Acessem o ExCast e o DivagandoCast, podcasts parceiros do GizCast! Produção: Gabriel Bonz e Caio Ardenghe. Participação: Caio Ardenghe, Gabriel Bonz e Maria Visconti. Edição: Caio Ardenghe. Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa: Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #40” e, abaixo, “Banalidade do Mal”. Na parte superior esquerda tem uma foto de Maria Visconti. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um anil escrito”Hannah Arendt”, um amarelo escrito “Fascismo” e um vermelho escrito “Atualidades”. Episódios com os participantes: * GizCast#36 – Sistema Educacional Nazista. Links citados no episódio: * Recomendações: * Fale Conosco: E-mail: contato@gizcast.com.br Facebook: facebook.com/gizcast Twitter: @giz_cast Twitter: @_gabrielbonz Twitter: @caio_ardenghe Instagram: @giz_cast
Sabe aquele? O inimigo do Indiana Jones, da Anne Frank, do Capitão América? O que você sabe MESMO sobre o nazismo além do que estudou pro vestibular e viu na cultura pop? O que o Brasil de 2013 pra cá tem a ver com a Europa em 1932 e que influência isso tem com a nossa situação atual? Quem formava a resistência e como podemos resistir hoje? Conversamos com Maria Visconti, historiadora que entende dos paranauês. Ficha técnica Hosts: Thiago Corrêa e Leticia Dáquer Convidada: Maria Visconti Edição: Thiago Corrêa Capa: Leticia Dáquer Data da gravação: 11/10/2018 Data da publicação: 24/10/2018 Músicas: Dead Kennedy - Nazi Punks Fuck Off Mukeka di Rato - Nazi Tolices Woody Guthrie - All You Fascists Bound to Lose Brigada dos Lobos - Anauê é o Meu Caralho Pi de la Serra feat. Carme Canela - Los Campesinos Frenzal Rhomb - Your Mommy Doesn't Know You're a Nazi Tom Waits feat. Marc Ribot - Bella Ciao Links mencionados no episódio Episódio do Giz Cast com a Maria Apoiadores de Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em todo o país (Pública Agência de Jornalismo Investigativo, 10/10/2018) Verbete da Noite dos Cristais na Enciclopédia do Holocausto (United States Holocaust Memorial Museum) Dissertação da Maria: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUBD-AUTHBV Jabás Maria Visconti Maria Visconti é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes, até a década de 1970. Contatos: mariavisconti92@gmail.com Facebook: https://www.facebook.com/maria.visconti.319 Twitter: https://twitter.com/m__visconti Instagram: https://www.instagram.com/_mariavisconti/ Leticia Dáquer Twitter: @pacamanca Blog: www.pacamanca.com Participação no Perdidos na Estante, sobre o livro e o filme A Garota no Trem Thiago Corrêa Twitter: @thiago_czz A Balada do Pistoleiro Maria Visconti Por que votamos em Hitler - Por que a Alemanha, o país com um dos melhores sistemas de educação pública e a maior concentração de doutores do mundo na época, sucumbiu a um charlatão fascista? (El País, 08/10/2018) Série: Black Mirror S03E05 (Netflix) Texto da Maria: Black Mirror e a cegueira moral da Modernidade Filme: Ele Está de Volta (Netflix) Leticia Dáquer Por que proibir livros para crianças é pedagogicamente ruim (Nexo Jornal, 06/10/2018) #MULHERESPODCASTERS Mulheres Podcasters é uma ação de iniciativa do Programa Ponto G, desenvolvida para divulgar o trabalho de mulheres na mídia podcast e mostrar para todo ouvinte que sempre existiram mulheres na comunidade de podcasts Brasil. O Pistolando apoia essa iniciativa. Apoie você também: compartilhe este programa com a hashtag #mulherespodcasters e nos ajude a promover a igualdade de gênero dentro da podosfera. Links do Pistolando: www.pistolando.com contato@pistolando.com Twitter: @PistolandoPod Instagram: @PistolandoPod
É isso mesmo. Hoje a pauta de As Mathildas está completamente diferente: vamos falar de política. Para isso, as apresentadoras Iole Melo e Grecia Baffa chamam a historiadora Maria Visconti, com um papo que passa por nazismo, fascismo, eleições, tretas e muito mais. Esse é um episódio importante: é o posicionamento de As Mathildas perante à tudo o que está acontecendo. #EleNão Fale Conosco: --- • Email: mathildas@cinemacao.com • Facebook: https://www.facebook.com/asmathildas • Twitter: https://twitter.com/asmathildas • Instagram: https://www.instagram.com/asmathildasoficial/ Cultura das Mathildas --- • (Maria): Filme “A Onda” (Netflix); Livros “1984” e “Revolução dos Bichos”, de George Orwell; Livro “Sonhos no Terceiro Reich”, de Charlotte Beradt; • (Iole): Podcast Gizcast e Pistolando com Maria Visconti; • (Grecia): cuide da sua sanidade mental.
Olá, pessoal. Nesta quinzena o nosso host Gabriel Bonz (@_gabrielbonz) e Caio Ardenghe (@caio_ardenghe) recebem a mestre e doutoranda Maria Visconti (@m__visconti). Dentro do avanço do discurso fascista no Brasil, nós vamos conversar sobre o sistema nazi-fascista e suas problemáticas; como esse sistema mobilizou a educação pra arregimentar seus apoiadores e apropriar a ideologia nazista. Maria Visconti (mariavisconti92@gmail.com) é graduada em história, mestre e doutoranda em história e culturas políticas pela UFMG. No mestrado estudou um grupo de resistência ao nazismo chamado Rosa Branca, e agora no doutorado estuda os discursos dos próprios nazistas sobre si mesmos e sobre o Terceiro Reich nos Julgamentos de Nuremberg e nos julgamentos subsequentes até a década de 1970. Lembrando que qualquer dúvida, sugestão, indicação de convidado, é, não só bem vinda, como necessária. Para entrar em contato nos procure no Facebook, no Twitter ou no e-mail (contato@gizcast.com.br). Agradecemos a Yann Cerri (@yanncerri) pela arte da capa e à Sapiens Solutions pelo suporte ao podcast. Acessem o ExCast e o DivagandoCast, podcasts parceiros do GizCast! Produção: Gabriel Bonz e Caio Ardenghe. Participação: Caio Ardenghe, Gabriel Bonz e Maria Visconti. Edição: Caio Ardenghe. Arte da Capa: Gabriel Bonz. Músicas do Programa: Another Brick in the Wall – Pink Floyd. #GizCastAcessível: A capa do podcast traz uma lousa negra com as bordas marrons em madeira. “Escrito” em giz (utilizando-se de uma fonte que imita a escrita em giz) na parte inferior tem o texto “GIZCAST #36” e, abaixo, “Sistema Educacional Nazista”. Na parte superior esquerda tem uma foto de uma escola da Alemanha Nazista, em que as crianças estão todas fazendo o cumprimento nazista de Heil Hitler, assim como a professora; a foto é em preto e branco. Na parte superior direita tem três post-its em cascata: um anil escrito”Banalidade do Mal”, um amarelo escrito “Totalitarismo” e um verde escrito “Hannah Arendt”. Links citados no episódio: * Entrevista da rádio UFMG com Maria Visconti. Recomendações: * Negação (2017). * A Menina Que Roubava Livros, Markus Zuzak. * Sociedade Literária e a torta de casca de batata. Fale Conosco: E-mail: contato@gizcast.com.br Facebook: facebook.com/gizcast Twitter: @giz_cast Twitter: @_gabrielbonz Twitter: @caio_ardenghe Instagram: @giz_cast
Guten Morgen, Brasilien! Seu podcast preferido começa com mais tiro, porrada e bomba do que nunca. Sobretudo com tiro. O maior especialista em segurança pública do Brasil, e simplesmente a pessoa mais pedida no Guten Morgen, Bene Barbosa, finalmente apareceu para explicar ao Brasil por que o acesso do cidadão a armas é tão importante para garantir nossa liberdade e, antes disso, para que continuemos vivos. Não parece difícil de entender, não é? Bem, discuta isso em público, sobretudo perto de esquerdistas, hippies, comunistas, pacifistas e demais pessoas com problemas com banho. Armas são consideradas seres animados, que vão sair por aí matando pessoas aleatoriamente simplesmente por discordarem delas. Mais ou menos como se fossem comunistas. Bene Barbosa falará sobre o atentado na Flórida, sobre armas automáticas e semi-automáticas (coisa que raros entendem no Brasil), mas também sobre a violência, ou melhor, a criminalidade no Brasil, e como o desarmamento faz parte de algo muito pior, que é a frouxidão dos nossos parlamentares e o divórcio da vida real e dos problemas concretos da população para se preocuparem com abstrações, enquanto o povo morre de medo de acordar 5 da manhã e morrer nas mãos de um nóia por um celular e R$ 50. E, além de explicar a política brasileira, Bene Barbosa fala da relação de suíços com as armas (e, afinal, qual foi a relação entre o Terceiro Reich nazista e a Suíça? Hitler não invadiu a Suíça graças à sua população quase inteiramente armada?), além de armas de caça, heavy metal, livros de história e doutrinação (e, claro, livros que merecem ser lidos, como os que recomendamos pelos links), terminamos com uma mensagem de paz... cantando Imagine! Mas não aquele lixo do John Lennon, e sim a versão de nosso produtor, Filipe Trielli, que corrigiu a música (a letra segue no site). A produção, além de Filipe Trielli, é de David Mazzuca Neto, da Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger, da Agência Pier. E não se esqueçam de conhecer a CVpraVC, nosso patrocinador: sensoincomum.cvpravc.com.br Guten Morgen, Brasilien! Livros: Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento (Bene Barbosa): http://amzn.to/2FGIR82 Violência e Armas: http://amzn.to/2GrNbJS Hitler e o Desarmamento: http://amzn.to/2FF3nGk De John Lott Jr: Preconceito Contra as Armas: http://amzn.to/2FOaqjc War on Guns: http://amzn.to/2tL6Mlt Straight Shooting: http://amzn.to/2Gqo9KO More Guns, Less Crime: http://amzn.to/2tMe34y