Podcasts about Maldoror

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Journal imprévisible
Festival d'Avignon : polémiques et controverses, l'histoire mouvementée d'un événement incontournable

Journal imprévisible

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 6:57


Aujourd'hui, dans "Le Journal Imprévisible", Augustin Lefebvre revient sur l'histoire mouvementée du Festival d'Avignon. Et cette année encore, l'événement incontournable du théâtre français a connu son lot de débats controversés, de louanges et de critiques acerbes autour des spectacles présentés.Des pièces jugées transgressives et choquantes ont suscité de vives réactions du public, comme la performance du chorégraphe belge Jan Fabre ou la mise en scène controversée de Romeo Castellucci sur le visage du Christ. Les mouvements sociaux se sont également invités au festival, avec les protestations des intermittents du spectacle en 2003, menaçant d'assombrir l'événement. Malgré ces tensions, le festival a su conserver son identité de lieu de création audacieuse, accueillant des pièces monumentales comme le Mahabharata de Peter Brook ou le récent Maldoror de Julien Gosselin. Entre scandales, innovations artistiques et mobilisations sociales, le Festival d'Avignon reste un rendez-vous incontournable, reflet des débats et des enjeux de la création théâtrale contemporaine.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

Encore!
Ahmed El Attar brings rage, resistance and humanity to the stage in Avignon

Encore!

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 12:14


In this edition, arts24 decamps to the south of France for a special show from the world-renowned Avignon theatre festival as it celebrates its 80th edition. Korean is this year's guest language at the event, offering audiences an insight into drama, dance and literary work from Korean artists. We also check out Julien Gosselin's high-tech, literary exploration of evil in ‘Maldoror', on stage at the Palais des Papes and talk to Egyptian director Ahmed El Attar about his recent work.

ARTCENA
Que peut la littérature face au mal ?

ARTCENA

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 64:32


À l'occasion de la parution de La Nouvelle Revue Française d'été, et de la création Maldoror de Julien Gosselin, des écrivaines et écrivains français témoignent de l'apport majeur de Roberto Bolaño, auteur de 2666 à la littérature mondiale et partagent une expérience de lecture. Avec : - Blandine Rinkel, écrivaine et critique littéraire - Mohamed Mbougar Sarr, romancier sénégalo-français Rencontre animée par Olivia Gesbert, rédactrice en chef de la Nouvelle Revue Française. Crédits photo : © Robin Kuchler / Festival d'Avignon

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Le masque et la plume
"Maldoror" de Julien Gosselin : Avignon électrisé par un geste hors norme, découvrez les avis du Masque

Le masque et la plume

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 9:15


durée : 00:09:15 - Le masque et la plume - par : Rebecca Manzoni - Adaptée de l'œuvre de Roberto Bolaño, la nouvelle création de Julien Gosselin s'installe au Palais des Papes. Un spectacle monumental articulant théâtre, cinéma et musique, à découvrir prochainement sur Arte et à l'Odéon. - équipe : Stéphane Le Guennec, Ilinca Negulesco - invités : Pierre Lesquelen Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Fabienne Pascaud Journaliste chez Télérama, Sandrine Blanchard Journaliste au Monde, Laurent Valière Producteur Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le masque et la plume
Le Masque et la Plume en direct du Festival d'Avignon (1ère partie)

Le masque et la plume

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 48:41


durée : 00:48:41 - Le masque et la plume - par : Rebecca Manzoni - Le Masque et la Plume prend ses quartiers d'été à Avignon. Au menu : "La Parabole du Seum" de Rébecca Chaillon, "Maldoror" de Julien Gosselin à la Cour d'honneur, Jatahy et Moura pour "Un procès - après l'ennemi du peuple", "SarkHollande" de Léo Cohen-Paperman... Cinq spectacles décortiqués à chaud. - équipe : Stéphane Le Guennec, Ilinca Negulesco - invités : Fabienne Pascaud Journaliste chez Télérama, Pierre Lesquelen Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Sandrine Blanchard Journaliste au Monde, Laurent Valière Producteur Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Vida em França
Avignon: Bem-vindos ao “país do teatro” na companhia de Tiago Rodrigues

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 17:49


O Festival de Avignon arrancou a 4 de Julho, e junta, durante três semanas, milhares de pessoas, para esta 80ª edição. Este é o epicentro da história contemporânea do teatro, dirigido pelo encenador, dramaturgo e actor português Tiago Rodrigues. Este ano, há 47 espectáculos, dois de encenadoras lusófonas e a língua convidada é o coreano. Há uma maioria inédita de criadoras mulheres e a linha de força é um enorme ponto de interrogação estampado um pouco por todo o lado nas ruelas da cidade francesa. O teatro anda à solta, sem rédeas, pela cidade de Avignon. Bem-vindos ao “país do teatro, à república independente das artes performativas”, nas palavras e na companhia de Tiago Rodrigues, um dos fazedores desta “fábrica de memórias inesquecíveis para o público”. Uma dessas “memórias” é a primeira maratona teatral em português, de dez horas, com a apresentação, a 12 e 13 de Julho, da Trilogia Cadela Força de Carolina Bianchi. Outra é o espectáculo de cinco horas do francês Julien Gosselin, “Maldoror”, que Tiago Rodrigues acredita que “vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial”. E outra, ainda, é a peça “Um julgamento - Depois do inimigo do povo” que descreve como “uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita, repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura e com um elenco magistral à volta de Wagner Moura que tem uma prestação absolutamente sublime”. Nesta 80ª edição, “os questionamentos” são a bandeira de um festival que sempre foi sintoma e espelho dos tempos que correm. Este é também “um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade”, reitera o artista, destacando que “em França, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação estão a ser ameaçadas”. Mais ainda, em França – diz – “já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios”. E, assim, a menos de um ano das próximas eleições presidenciais em França, onde a extrema-direita cresce, Tiago Rodrigues, enquanto director desta instituição e não apenas como cidadão e autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, toma já posição e pede às pessoas para não deixarem a extrema-direita chegar ao Palácio do Eliseu. Tiago Rodrigues, português, emigrante, inscreve-se numa longa linhagem histórica de emigração portuguesa para França, mas esta é também uma história familiar e é a história que inspira o seu próximo espectáculo, revelou à RFI em primeira mão. O pai, Rogério Rodrigues, exilou-se em França durante o Estado Novo, o filho é agora o director do maior festival francês de artes cénicas e serve com a sua arte o que chama de “dívida de gratidão” que tem com a sociedade francesa por ter acolhido o pai quando este precisava. RFI: Queria começar com uma expressão que o Tiago Rodrigues gosta muito de usar, que é “o país do teatro”. O festival está na 80ª edição. Até que ponto Avignon continua a ser a capital mundial do teatro? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: “Eu acho que cada vez mais, com o passar do tempo, aquilo que era uma utopia imaginada por Jean Vilar, o encenador que em 1947 funda este festival logo a seguir à Segunda Guerra Mundial, numa sociedade muito dividida e pensa que talvez um festival durante as férias das pessoas - e é preciso relembrar que as férias pagas eram uma novidade na época - durante as férias pagas das pessoas, podia ser um festival que permitisse ao público viver experiências que eles não teriam oportunidade, nem tempo para viver durante o ano, portanto, grandes aventuras teatrais em lugares monumentais que obrigariam a viajar. E é assim que nasce esta ideia, esta utopia de um país do teatro. Um lugar onde viajamos como quem viaja para fazer turismo, como quem viaja para se repousar. E aqui viajamos, sim, pelo turismo, pelo repouso, mas sobretudo pela descoberta dos espectáculos, pela descoberta de uma grande quantidade de estéticas e de visões de um mundo muito diferentes entre si. O tempo fez com que, ao fim de 80 edições, possamos dizer que este é o país do teatro, a república independente das artes performativas. O público vem precisamente com essa sede de ver espectáculos que talvez não tivesse tempo de ver durante o ano. Por exemplo, 'Maldoror', o espectáculo de Julian Gosselin, um grande encenador que dirige o teatro do Odéon, um dos teatros nacionais franceses, e que faz um espectáculo de cinco horas, poderíamos dizer que cinco horas é ambicioso, mas é um espectáculo magistral. O que nós vemos é que ao fim das cinco horas, por volta das duas e meia, três da manhã, todo o público está lá, aplaudiu de pé e viveu essa aventura colectiva que é singular, que só se vive em Avignon, estar num palácio sob as estrelas e ver uma obra de arte que, no meu entender, este ‘Maldoror' vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial.” É português, é o primeiro director estrangeiro a dirigir o festival. Esta é a sua quarta edição como director. Conhece os talentos e as dificuldades das artes performativas portuguesas, brasileiras, de dança contemporânea moçambicana e cabo-verdiana, por exemplo, mas este ano só há duas peças lusófonas no cartaz… “Eu permito-me corrigir o “só”, “só há”. O Festival de Avignon é um festival de nomes de expressão mundial e, portanto, é um festival que tem que estar atento a tudo o que se passa no mundo. Saber que, por exemplo, este ano há duas artistas brasileiras e saber que estas duas artistas brasileiras lusófonas, Christiane Jatahy e Carolina Bianchi, que são duas das grandes artistas desta edição, são duas artistas que vêm de um só país lusófono, numa possibilidade de mais ou menos - é discutível a quantidade de países que existe no mundo, mas digamos que são duas centenas, porque depois há questões de legitimidade de algumas fronteiras, etc - mas digamos que em 200 países haver dois espectáculos, ambos vindos do Brasil ou de criadores brasileiros, criadoras neste caso, é, de qualquer das formas, um foco muito importante, uma atenção muito importante. Há muitos países que não estão representados no festival. Este ano, há uma representação de 14 países e, portanto, digamos que a maioria dos países do mundo não estão presentes no ano. A criação lusófona tem duas presenças e, portanto, acho que estamos numa quantidade, numa proporção muito benéfica para a criação lusófona.” Mas o que eu queria mesmo saber - e já percebeu onde quero chegar - é quando é que Avignon vai convidar a língua portuguesa? “Bom, o que eu posso dizer é que recentemente fui reconduzido para um segundo mandato, portanto, serei director do Festival até 2030. E estou muito feliz, muito vaidoso mesmo dessa possibilidade, mas também é um grande privilégio e uma grande responsabilidade também. E sem dúvidas que a língua portuguesa, eu digo desde o início, tem todo o mérito, toda a riqueza, toda a diversidade contemporânea e, sobretudo, toda a grande qualidade das criadoras e dos criadores, sejam portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos para estar presente no festival. Eu recordo que a lusofonia tem estado muito presente nos últimos anos no festival. No ano passado, a abertura do festival fez-se com uma artista cabo-verdiana, Marlene Monteiro Freitas, foi a primeira vez que Cabo Verde esteve na Cour d'Honneur du Palais des Papes e abriu este festival, ainda por cima no ano em que se celebrava os 50 anos da independência desse país-irmão do meu país-natal, Portugal. E, portanto, temos feito um trabalho de abertura, de aproximação do público de Avignon à criação lusófona ou em língua portuguesa. Sem dúvida que até 2030 a língua portuguesa será certamente uma das línguas convidadas no festival.” A Carolina Bianchi vem ao Festival de Avignon pela segunda vez para apresentar não só o terceiro capítulo da sua Trilogia Cadela Força aqui iniciada, como a trilogia completa, o que perfaz dez horas seguidas de maratona teatral. Isto também é histórico. Já houve maratonas teatrais em Avignon, mas em língua portuguesa, se calhar não… “Em língua portuguesa nunca houve uma aventura destas e estamos muito felizes de poder acompanhar a Carolina e toda a sua equipa da Companhia Cara de Cavalo nisto, que é uma aventura inédita. É o tipo de aventuras que só se pode viver em Avignon, dez horas de teatro. Antes que Carolina Bianchi fosse conhecida do público francês ou europeu, apresentámo-la pela primeira vez em 2023 e logo na altura sabíamos que estávamos comprometidos com continuar a acompanhar a sua trilogia. Entretanto, Carolina Bianchi ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza, tornou-se numa artista absolutamente reconhecida a nível não apenas europeu, mas mundial. Queríamos estar no lugar do término desta trilogia, a acompanhar a aventura até ao fim e, sobretudo, permitir ao público de descobrir pela primeira vez a trilogia completa inédita. É uma grande aventura para a companhia, que exige enormemente. Também exige do público e das equipas técnicas e de acolhimento. Estamos muito felizes aqui em Avignon de poder propor ao público estas aventuras, porque, como nós costumamos dizer, nós queremos ser uma fábrica de memórias inesquecíveis. E é isso que queremos propor: uma memória inesquecível ao público.” A encenadora brasileira Christiane Jatahy também traz uma peça com um forte teor político. Qual é este alerta também em língua portuguesa que esta peça traz para os dias de hoje? “Christiane Jatahy, acompanhada de Wagner Moura, grande actor que foi este ano nomeado para os Óscares, que ganhou o Globo de Ouro, que ganhou o prémio de interpretação masculina em Cannes no ano passado e, portanto, de alguma forma, é um dos grandes protagonistas deste festival, juntaram-se para - ele actor, ela encenadora, mas ambos como autores do texto deste espectáculo - nos apresentarem um espectáculo que não é uma adaptação de ‘Um Inimigo do Povo' de Henrik Ibsen, mas que se inspira dessa história do dramaturgo norueguês para inventar um processo em tribunal onde se pergunta se alguém que denunciou a contaminação das águas de uma cidade é um herói que tentou ajudar as pessoas, salvar a saúde das pessoas, ou se é um inimigo do povo, alguém que destruiu a economia dessa cidade que dependia das termas, de um spa e dos turistas que vinham. Há um julgamento dessa pessoa e é um julgamento muito também sobre o risco dos julgamentos populares em opinião pública na época das redes sociais, na época em que toda a gente pode exprimir uma opinião, caluniar, difamar e destruir uma reputação publicamente muito facilmente. É uma questão de debate sobre a legitimidade de um gesto político de denúncia, sobre o diálogo entre saúde pública e a economia, essa tensão, também sobre a ecologia muito presente no espectáculo e é, sobretudo, uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita e repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura, com um elenco magistral à volta de Wagner Moura, que tem uma prestação absolutamente sublime. Uma peça que nos chega agora de Lisboa, esteve mesmo agora em Portugal em digressão e que é o resultado de uma encomenda que o Festival de Avignon fez com o Holland Festival de Amsterdão e com o Festival de Edimburgo, que são os três festivais europeus fundados no mesmo verão de 1947. Juntos queremos colaborar, continuar a colaborar também para o ano, quando fizermos 80 anos os três festivais e, para este início de colaboração, lançámos o desafio a Christiane Jatahy e a Wagner Moura de criar esta peça e estamos muito felizes. É uma das peças pilar da programação do festival este ano. E muito feliz também que seja a segunda peça falada em português.” Desde a sua primeira edição como director artístico do festival, apresentou “Na Medida do Impossível” e “By Heart” em 2023, “Hécuba, não Hécuba”, em 2024, “A Distância”, em 2025. Antes de ser director, já tinha apresentado “António e Cleópatra”, “Sopro” e “O Cerejal”. Este ano não apresenta peça sua. Posso perguntar porquê? “Porque acho que é importante que o meu trabalho artístico esteja sempre ao serviço do festival e nunca o contrário. E isso exige equilíbrio. Exige, no meu entender - e é a escolha responsável que eu tento fazer - que o meu trabalho não esteja necessariamente sistematicamente presente enquanto artista na programação do festival para deixar espaço a outros, para permitir precisamente que o festival não trabalhe a meu favor, mas o contrário, que quando eu apresento um trabalho, uma peça, um espectáculo no Festival de Avignon, seja para contribuir à programação e também contribuir, de certa maneira, à economia do festival. As digressões dos meus espectáculos produzem receitas que favorecem o festival e que nos permitem convidar outros artistas do festival. E, portanto, eu acredito que o director do Festival de Avignon ou a directora, se forem artistas, devem fazer o seu trabalho no festival, mas devem fazer com a medida que permite que seja o seu trabalho a estar ao serviço do festival e nunca o contrário, como disse. O Tiago Rodrigues é imigrante em França. Não vai poder votar nas presidenciais francesas do próximo ano porque é preciso nacionalidade francesa para isso. Como é que o autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” olha para estas eleições, nomeadamente depois de Marine Le Pen ter confirmado que se vai candidatar? “Não é apenas o autor de ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas' ou o cidadão Tiago Rodrigues, mas é também o director do Festival de Avignon que toma posição e a posição é muito clara. O Festival de Avignon já pôde fazê-lo no passado, nas legislativas de 2024, que aconteceram ao mesmo tempo que o festival. O Festival de Avignon fez apelo a uma barragem à extrema-direita e, portanto, à União Nacional de Marine Le Pen, e fez um apelo ao voto no campo democrático. Eu não considero, o Festival de Avignon institucionalmente não considera, que a extrema-direita pertence ao campo democrático. A nossa posição é muito clara. Fazemos um apelo à participação nas eleições e é uma barragem clara, sem ambiguidades, à extrema-direita. Será também o caso para as presidenciais, como foi, aliás, para as municipais de Avignon, onde a extrema-direita perdeu uma derrota forte depois também de o festival ter tomado posição e ter anunciado que não trabalharia com a extrema-direita se esta tomasse o poder na cidade de Avignon. Felizmente não foi o caso e não será o caso, eu creio, também nas presidenciais. Sinto muita confiança na lucidez democrática das francesas e dos franceses.” Avignon é, historicamente, a cidade-teatro aberta à contestação, o festival sempre foi politicamente atravessado pelo seu tempo, como acaba de dizer, assim como em Maio de 68, os debates pós-coloniais, as crises migratórias. Este ano, qual é a causa a atravessar esta edição? “Cada Festival de Avignon é, por um lado, um sintoma de implicação com a actualidade, com os grandes fenómenos da actualidade e, portanto, a cada festival vemos novas questões, novas causas, novos debates a surgirem. E é também por isso que este ano quisemos celebrar esta 80ª edição, pondo as questões e os questionamentos no centro do discurso. Este é um festival que desde 1947, por 80 ocasiões, colocou questões ao mundo, as questões dos artistas, acompanhando os artistas a criar espectáculos que traduzem os seus questionamentos e permitindo ao público de se apropriar destas questões para ter os seus debates. O Festival é muito conhecido pelos seus debates, apaixonantes e apaixonados, por vezes bem intensos, e nós gostamos que seja assim. Gostamos que seja assim, aqui no Café das Ideias, onde estamos e onde acontecem todas as manhãs grandes debates, mas também nas ruas, nas praças, espontaneamente. Discutindo espectáculos, nós discutimos o mundo e questionamos o mundo. Este ano, como todos os anos, julgo que a questões que atravessam a actualidade, seja questões ligadas, por exemplo, às eleições presidenciais, questões ligadas à crise climática, às vagas de calor e à aceleração de medidas que os governos têm que tomar para combater a crise climática, defender a biodiversidade, mas também a vida e o bem-estar das pessoas e questões que são intemporais. Este ano temos, por exemplo, dois Hamlet, portanto, a questão de ‘ser ou não ser', que já existe há 400 anos, aqui está de novo. É esta mistura de questão política e questão íntima, de questão pública e questão individual, que anima a cada ano o festival que quer continuar a ser um festival de liberdade de expressão, de implicação com o mundo, mas com uma grande pluralidade de pontos de vista. Não é um festival de pensamento único que está aqui para convencer as pessoas seja do que for. É um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade, e deve dizer-se isto várias vezes, numa França onde, infelizmente vemos, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação a ser ameaçada. A França não é imune a isso. Já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios de França. Aqui em Avignon, a primeira coisa que podemos fazer para responder a essa ameaça é praticar toda a liberdade de criação, toda a liberdade de expressão.” É essa a sua assinatura mais pessoal nesta edição? Reafirmar a liberdade de criação junto dos artistas, dar-lhes um espaço seguro aqui no festival? “Eu não acredito em assinaturas pessoais. Isto é o trabalho de mais de 700 pessoas que organizam este festival. O pensamento do festival não emana apenas de mim, é de dezenas de pessoas, de centenas de discussões, ele emana dos artistas e emana do público. E eu convido sempre quem me coloca essa questão de ‘Qual é a marca que tu, enquanto director, queres imprimir? Qual é o teu cunho pessoal?' O meu cunho pessoal é: Perguntem às pessoas na rua o que sentem em relação a este festival, como estão a vivê-lo. É permitir colocar-me ao serviço desta história, desta aventura colectiva que atravessa gerações. São os filhos que transmitiram aos netos, que transmitem aos vindouros este amor do teatro e este amor de poder juntar-se sem ser à volta de uma mesma ideia, juntar-se à volta do debate, à volta do facto de podermos estar juntos, felizes, a desfrutar das artes do teatro em desacordo. Este desacordo é o princípio do diálogo e o diálogo é o fundamento da democracia.” Falou da questão da filiação, da transmissão intergeracional. Está em França há quatro anos. Emigrou como o seu pai e como tantos milhares de portugueses o fizeram no século XX, durante a ditadura portuguesa. O seu pai foi acolhido pela França e o Tiago é convidado pela França para dirigir o maior festival de teatro francês, quando justamente há esta ameaça de a extrema-direita chegar ao poder. Isto é uma história que poderia dar uma peça de teatro. Qual é o poder simbólico desta história no contexto político actual? “Devo dizer que, enquanto director do Festival de Avignon, português, saber que estou ao serviço desta aventura, dos valores democráticos, republicanos, progressistas deste festival que é um festival também ecologista, feminista, anti-racista porque defende esses valores da democracia, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, saber-me ao serviço destes valores, através deste festival, é para mim, de alguma forma, tentar também pagar a dívida de gratidão que tenho em relação à sociedade francesa que acolheu o meu pai quando o meu pai precisava de ser acolhido.” Obrigada por continuar a transmitir esta história e obrigada por também transmitir a história da emigração. “Vou dizê-lo para a RFI, é a primeira vez que falo disto publicamente: acho que será o tema do meu próximo espectáculo.”

Théâtre et compagnie
"Les Chants de Maldoror" de Lautréamont

Théâtre et compagnie

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 59:29


durée : 00:59:29 - Théâtre et compagnie - Quelle est la beauté de la peur, des ténèbres et du Mal ? Au fil de ce long poème en prose en six chants, on suit l'itinéraire – sorte de course à l'abîme – de Maldoror, personnage mystérieux, pervers et maléfique qui renie la morale et Dieu jusqu'à en devenir l'incarnation même du Mal. - équipe : Cédric Aussir, Oriane Delacroix, Caroline Ouazana Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Théâtre
"Les Chants de Maldoror" de Lautréamont

Théâtre

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 59:29


durée : 00:59:29 - Théâtre - Quelle est la beauté de la peur, des ténèbres et du Mal ? Au fil de ce long poème en prose en six chants, on suit l'itinéraire – sorte de course à l'abîme – de Maldoror, personnage mystérieux, pervers et maléfique qui renie la morale et Dieu jusqu'à en devenir l'incarnation même du Mal. - équipe : Cédric Aussir, Oriane Delacroix, Caroline Ouazana Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Culture en direct
Partition en mouvement et abîmes de l'écriture au festival d'Avignon

Culture en direct

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 42:39


durée : 00:42:39 - Les émissions culturelles de France Culture - par : Chloë Cambreling - Le Festival d'Avignon met à l'honneur la création contemporaine : la musicienne Laura Antunes et la chorégraphe Mathilde Monnier présentent leur spectacle "Silence". Puis, focus sur "Maldoror" de Julien Gosselin, spectacle d'ouverture du festival, avec les comédiens Denis Eyriey et Victoria Quesnel. - équipe : Olivier Bétard, Zoé Couppé, Louis Cosnard, Alice Puydebois, Louan Chailleux - invités : Lucie Antunes Musicienne, Mathilde Monnier Chorégraphe, Victoria Quesnel Comédienne, Denis Eyriey Comédien Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Le grand podcast de voyage
"Les Chants de Maldoror" de Lautréamont

Le grand podcast de voyage

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 59:29


durée : 00:59:29 - Le grand podcast de voyage - Quelle est la beauté de la peur, des ténèbres et du Mal ? Au fil de ce long poème en prose en six chants, on suit l'itinéraire – sorte de course à l'abîme – de Maldoror, personnage mystérieux, pervers et maléfique qui renie la morale et Dieu jusqu'à en devenir l'incarnation même du Mal. - équipe : Cédric Aussir, Oriane Delacroix, Caroline Ouazana Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Kultur kompakt
80. Ausgabe des Festival de Théâtre in Avignon eröffnet

Kultur kompakt

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 18:58


(00:00:41) Theaterfestival eröffnet mit «Maldoror», versetzt in die 1970er bis 1990er. (00:04:43) Hannah Darabis Ausstellung im Photo Elysée in Lausanne: Widerstand durch Tanz im Iran. (00:08:54) Kann man lernen, Pflanzen anders wahrzunehmen? Übungen mit Pflanzen im Botanischen Garten Zürich. (00:13:38) Haushaltsgeräte im Museum Appenzell: Ein Stück Schweizer (Frauen-)Geschichte.

Kultur heute Beiträge - Deutschlandfunk
"Maldoror" und "Uma luz cordial" - Auftakt beim Theaterfestival in Avignon

Kultur heute Beiträge - Deutschlandfunk

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 7:08


Klaeui, Andreas www.deutschlandfunk.de, Kultur heute

Invité culture
80e Festival d'Avignon: «Le théâtre pose des questions et ne donne pas de réponses» pour Tiago Rodrigues

Invité culture

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 3:35


Ce 4 juillet s'ouvre le 80ᵉ Festival d'Avignon, avec plus de 1 400 spectacles dans le Off, près d'une cinquantaine dans le In et le coréen comme langue invitée. L'ouverture, comme il se doit, se fera dans la Cour d'honneur du palais des Papes, avec la pièce Maldoror, signée Julien Gosselin, directeur du Théâtre de l'Odéon et un habitué du festival. Le plus grand rassemblement de théâtre accueillera les festivaliers durant trois semaines en ce mois de juillet. À voir aussi   À lire aussiLe 80e Festival d'Avignon affronte le Mal, invite la langue coréenne et défend la culture     Avignon 2025: Tiago Rodrigues en un mot, un geste et un silence

Invité Culture
80e Festival d'Avignon: «Le théâtre pose des questions et ne donne pas de réponses» pour Tiago Rodrigues

Invité Culture

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 3:35


Ce 4 juillet s'ouvre le 80ᵉ Festival d'Avignon, avec plus de 1 400 spectacles dans le Off, près d'une cinquantaine dans le In et le coréen comme langue invitée. L'ouverture, comme il se doit, se fera dans la Cour d'honneur du palais des Papes, avec la pièce Maldoror, signée Julien Gosselin, directeur du Théâtre de l'Odéon et un habitué du festival. Le plus grand rassemblement de théâtre accueillera les festivaliers durant trois semaines en ce mois de juillet. À voir aussi   À lire aussiLe 80e Festival d'Avignon affronte le Mal, invite la langue coréenne et défend la culture     Avignon 2025: Tiago Rodrigues en un mot, un geste et un silence

Bowie Book Club Podcast
The Immoralist by Andre Gide

Bowie Book Club Podcast

Play Episode Listen Later May 18, 2026 44:00


Welcome to another episode of the Bowie Book Club, where wild speculation and grasping for straws about Bowie's favorite books has reigned supreme since 2016. This time we read The Immoralist by Andre Gide, about a guy who spends a lot of time telling his friends how immoral he is. Almost as good as Maldoror!

maldoror andre gide
Les Nuits de France Culture
Le lyrisme noir des "Chants de Maldoror" de Lautréamont 4/4 : "Le Tout-Puissant avait envoyé sur la terre un de ses archanges, afin de sauver l'adolescent d'une mort certaine"

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later May 16, 2026 22:39


durée : 00:22:39 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - réalisation : Mathias Le Gargasson, Antoine Dhulster, Rafik Zénine, Vincent Abouchar, Emily Vallat, Hassane M'Béchour, INA Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les Nuits de France Culture
Le lyrisme noir des "Chants de Maldoror" de Lautréamont 3/4 : Chant deuxième : "Arithmétique ! algèbre ! géométrie ! trinité grandiose ! "

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later May 15, 2026 19:55


durée : 00:19:55 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - réalisation : Mathias Le Gargasson, Antoine Dhulster, Rafik Zénine, Vincent Abouchar, Emily Vallat, Hassane M'Béchour, INA Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les Nuits de France Culture
Le lyrisme noir des "Chants de Maldoror" de Lautréamont 2/4 : "Je pourrais, cousant tes paupières avec une aiguille, te priver du spectacle de l'univers"

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later May 14, 2026 33:34


durée : 00:33:34 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - réalisation : Mathias Le Gargasson, Antoine Dhulster, Rafik Zénine, Vincent Abouchar, Emily Vallat, Hassane M'Béchour, INA Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Les Nuits de France Culture
Le lyrisme noir des "Chants de Maldoror" de Lautréamont 1/4 : Philippe Soupault "Les Chants de Maldoror de Lautréamont représentent pour moi une véritable évasion"

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later May 13, 2026 27:51


durée : 00:27:51 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - réalisation : Mathias Le Gargasson, Antoine Dhulster, Rafik Zénine, Vincent Abouchar, Emily Vallat, Hassane M'Béchour, INA Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

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Dias Úteis
”Do amor e da amizade (composição edificante)”, excerto, de Rui Caeiro, lido por Rosa Azevedo (repost)

Dias Úteis

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 2:23


Episódio 186 de Dias Úteis, um podcast que lhe oferece poesia pela manhã, de segunda a sexta-feira. Por vezes não apenas poesia, por vezes não apenas nos dias úteis...  Hoje é Rosa Azevedo quem nos recorda Rui Caeiro. O texto pode ser encontrado na Obra Reunida "O Sangue a ranger nas curvas apertadas do coração", editado pela Maldoror, à venda na Livraria Snob, em Lisboa, onde também podem encontrar a Rosa. Tema musical original de Marco Figueiredo, com vozes de José Carlos Tinoco e Raquel Bulha. Design gráfico de Catarina Ribeiro. Concepção e edição de Filipe Lopes. Consultoria técnica de Rui Branco. Uma produção Associação de Ideias.

L'Horreur Du Dimanche
#68 - Diablo Core

L'Horreur Du Dimanche

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 146:28


Cette semaine on s'est fait malmener par mais par un invité de qualité donc c'est ok. On est avec MATHIAS AVERTY ouais ouais !! Documentariste français œuvrant au sein du collectif Les Furtifs (https://www.les-furtifs.com/home), Mathias nous parle un peu de son premier long métrage Que Ton Règne Vienne avant de passer à sa sélection "feel good" : - 31'30" The Act of Killing [Joshua Oppenheimer]- 60'17" The Witch [Robert Eggers]- 85'01" Breaking the Waves [Lars von Trier]- 111'50" J'ai rencontré le Diable [Kim Jee-woon]Quelques recos (135'58")- Caniba, film documentaire un peu "horreur du réel" réalisé par Véréna Paravel et Lucien Castaing-Taylor. Décidément Mathias...- La chaine twitch de Moufette_- Le jeu vidéo Cult of the Lamb (Léo fait du slow gaming)- Le dossier Maldoror ou Maldoror (jsp) et les films de Fabrice du Welz en général- Double reco de Camille : le documentaire The Devil Is Busy (Christalyn Hampton, Geeta Gandbhir) et Les Echos du passé (Mascha Schilinski)Encore merci à Mathias Averty. On vous recommande évidemment d'aller découvrir son travail.⚠️ Attention aux spoilers ⚠️Réalisation et musique : Brice ThierionIdentité visuelle : Noah BallulPour nous aider n'hésitez pas à nous suivre @lhorreurdudimanche, à vous abonner et à mettre des étoiles sur Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Podcast Addict, ...

The Screening Room
The Bone Temple, No Other Choice, The Rip, Dead Man's Wire, The Choral, Night Patrol, Maldoror, OBEX, Resurrection

The Screening Room

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 41:53


The Bone Temple, No Other Choice, The Rip, Dead Man's Wire, The Choral, Night Patrol, Maldoror, OBEX, Resurrection by The Screening Room

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Livros da semana: crueldade, tipos, poesia e humor

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Dec 13, 2025 7:22


Na estante desta semana, temos o cruel Conde de Lautréamont e um capítulo autónomos dos “Cantos de Maldoror”: “Mervyn”; há “Uma Ode à Tipografia”, de Pablo Neruda, em composições gráficas originais; lemos a poesia completa de Kaváfis no volume “Aquele Belo Rapaz”; e regozijamo-nos com a tradução portuguesa de uma clássico do humor: “Simplississimus”, de Hans Jakob Grimmelsshausen.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Librero Sonoro
El hermano de la sanguijuela: 155 años de la muerte de Lautréamont

Librero Sonoro

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 27:38


Studio B - Lobpreisung und Verriss (Ein Literaturmagazin)
Studio B Klassiker: Lautréamont: Die Gesänge des Maldoror

Studio B - Lobpreisung und Verriss (Ein Literaturmagazin)

Play Episode Listen Later Nov 2, 2025 7:34


Leider findet sich nicht immer die Zeit, um eine neue Rezension zu schreiben und die Hörerinnen mit neuem Input zu erfreuen. Das liegt zum einen daran, dass es manchmal einfach nicht zum straffen Zeitplan passt und zum anderen, dass gelegentlich auch einfach die Lektüre fehlt, die mich so mitreißt, dass ich unbedingt etwas darüber schreiben will. Passend zum grauen Wetter habe ich daher heute einen alte, bereits vor neun Jahren und ebenfalls im November von mir veröffentlichte Rezension ausgesucht, die es lohnt, noch einmal erneut Beachtung zu finden.Bereits im Jahr 1869 schrieb der gerade einmal 23 jährige Franzose Isidor Lucien Ducasse, besser bekannt unter dem Pseudonym Lautréamont, sein Werk „Die Gesänge des Maldoror“, welches 1963 in deutscher Übersetzung im Rowohlt Verlag erschien. Dieses, sein einziges vollendetes Werk, gilt als Klassiker der Schwarzen Romantik und übte gleichfalls großen Einfluss auf die Surrealisten aus. Der Protagonist Maldoror besingt in sechs Gesängen sowohl seine eigene als auch die Grausamkeit der Menschen, ebenso wie seine Verachtung für den Schöpfer. Meine Rezension möchte ich mit folgendem Zitat beginnen:„Es liegt die Welt in Scherben,Einst liebten wir sie sehrNun hat für uns das Sterben,Nicht viele Schrecken mehr.“ (1944)Diese erste Strophe aus Hermann Hesses Gedicht „Leb' wohl, Frau Welt“, welches 1944 und damit circa 75 Jahre nach Lautréamonts Werk erschien, deutet eine Thematik an, die die Dichter und Philosophen über Jahrzehnte und Jahrhunderte hinweg beschäftigte und beschäftigt und die auch in unserem Alltag fest verankert ist. Die Medien berichten unablässig über die Gräueltaten der menschlichen Rasse, sei es im kleinen oder großen Stil. Wir sind jedoch nur begrenzt in der Lage, all diese Informationen zu verarbeiten und halten uns bewusst vor der Auseinandersetzung zurück, solange es uns selbst nicht betrifft und vielleicht auch, um darüber nicht völlig zu verzweifeln.Anders löst der Protagonist Maldoror dieses Thema für sich. Er, dessen Name so viel wie„Sonne des Bösen“ (Aurore du Mal), oder auch „Vergolder des Bösen“ bedeutet, zelebriert die Abscheulichkeiten und besingt die Bösartigkeiten der Bestie Mensch, nicht ohne dabei auch den Schöpfer ins Gericht zu nehmen, der diese Kreatur erschaffen hat. Maldoror sucht einerseits die Einsamkeit, indem er sich in Höhlen und anderen entlegenen Plätzen aufhält, andererseits braucht er die Gegenwart der Menschen, um seinen abartigen Neigungen zu frönen und den Menschen größt mögliches Leid in Form von beispielsweise Misshandlungen, Vergewaltigungen und Kindsmord zuzufügen. Maldoror sieht das Leben nicht als Geschenk an, sondern als fremdbestimmte Entscheidung, an der er keinen Anteil hat. Er wäre lieber „der Sohn der Haiin […] und des Tigers“ (S. 20) geworden, deren Grausamkeit bekannt ist und die die des Menschen trotzdem nicht im Ansatz übertrifft. Die gottgegebene Fähigkeit zu leiden, sieht er als verdienstreich und als Ideal an.Während des Lesens stellt sich die Frage, welches Geschöpf Maldoror selbst eigentlich ist. Zwar wird er im Klappentext des Buches als gefallener Engel, satanischer Verführer und als Verkörperung des absolut Bösen bezeichnet, doch beim genauen Lesen wird deutlich, dass der Satan nicht nur sein Rivale, sondern sogar sein Feind ist. (s. S. 137) Auch die aufkommende Vermutung, dass er ein Vampir sei, negiert er im Text selbst, mit der Begründung: „man hält mich zu Unrecht für einen Vampir, da man Tote so nennt, die dem Grabe entsteigen; ich aber bin ein Lebender“ (S. 198) Ich glaube vielmehr, dass Maldoror als Metapher für das Böse im Allgemeinen gedeutet werden kann. Nämlich für die über die Jahrhunderte und Epochen hinweg herrschenden Übel der Welt, die in immer anderen Gesichtern Unheil bringen.Und doch geht es Lautréamont mit seinem Roman nicht allein darum, das Schlechte der Menschen aufzuzeigen. Vielmehr verbirgt sich hinter seiner metaphernreichen Sprache, seinem Radikalismus, seiner Vulgarität und seinen Übertreibungen der Wille, beim Leser den Wunsch nach dem Guten im Menschen zu wecken. Auch sein Protagonist ist nicht das ausschließlich Böse, sondern besitzt Moral, wie sich meiner Meinung nach, an folgendem Zitat zeigt:„...aber vor allem kommt es darauf an, richtige Begriffe über die Grundlagen der Moral zu besitzen, solcherart, daß jeder von dem Prinzip durchdrungen sein muß, das befiehlt, den anderen so zu behandeln wie man vielleicht selber behandelt werden möchte.“ (S. 201/202)Die Ambivalenz Maldorors zeigt sich darin, dass er einerseits Freude daran hat, anderen beim Foltern zuzusehen, andererseits aber auch hilft und verachtend auf die Unvernunft und Rachsüchtigkeit der Menschen blickt, während die Tiere dem Menschen in dieser Hinsicht überlegen sind. Der Vergleich mit Tieren, der Wunsch des Protagonisten, selbst ein Tier zu sein, sowie Tiere als Metapher sind ein von Lautréamont häufig genutztes Stilmittel. Den Schöpfer bezeichnet er als hochmütig und als Voyeur, der sich nachts die Träume der Schlafenden ansieht.„Die Gesänge des Maldoror“ sind keinesfalls einfach zu lesen, schon aufgrund einer Sprache, die wir heute so nicht mehr verwenden. Wenn der Zugang dazu einmal geglückt ist und man sich sozusagen ‘eingelesen' hat, ergeben sich weitere Schwierigkeiten. Zum einen die mitunter sehr langen und verschachtelten Sätze, zum anderen die Vermischung von Realität, Traum, Metapher und auch Halluzinatorischen. Oft ist nicht ganz klar bzw. eindeutig mit wem oder wovon Maldoror gerade spricht. Hinzu kommen die Brutalität, Grausamkeit und der Sadismus, mit denen Maldoror agiert und die Lautréamont bewusst einsetzt, um zu schockieren, aber vor allem um zu läutern. Nicht ohne Grund hatte er daher Schwierigkeiten, sein Buch verlegen zu lassen.Und doch schafft es Lautréamont, dass der Leser nicht nur Abneigung gegen Maldoror empfindet, sondern sich auch in ihn und seine zutiefst menschlichen Fragen hinein fühlen kann, wie beispielsweise folgende: „Oft habe ich mich gefragt, was leichter zu ergründen sei: die Tiefe des Ozeans oder die Tiefe des menschlichen Herzens!“ (S.24/25) Diese Frage mag zunächst etwas pathetisch klingen, doch der Ozean ist ein wichtiges Motiv im Roman. Denn der Ozean ist majestätisch und birgt eine enorme Tier- und Pflanzenwelt und neben diesen bekannten Dingen auch viele Geheimnisse und unerforschte Stellen. Maldoror geht sogar soweit, ihn, also den Ozean, den ‘großen Junggesellen' zu nennen, was in diesem Fall eine Bezeichnung für Gott ist und deutlich macht, welchen Stellenwert der Ozean für Maldoror einnimmt. Sein innehalten und seine Gedanken über den Ozean, zählen für mich zu den schönsten Stellen im gesamten Buch, da sie nicht nur Bilder und Assoziationen in mir hervorrufen, sondern auch sehr treffend formuliert sind, weshalb ich an dieser Stelle gern noch einmal zitieren möchte:„Alter Ozean, du bist das Symbol der Identität: immer dir selber gleich. Im Grunde deines Wesens änderst du dich nicht, und wenn deine Wogen irgendwo in Aufruhr sind, dann sind sie in einer anderen, ferneren Gegend in vollendeter Ruhe. Du gleichst nicht dem Menschen, der auf der Straße stehenbleibt, um zwei Bulldoggen zuzusehen, die sich an der Gurgel packen, der aber auch nicht stehenbleibt, wenn man einen Menschen zu Grabe trägt, der heute morgen zugänglich ist und heute abend schlechter Laune; der heute lacht und morgen weint. Ich grüße dich, alter Ozean!“ (S. 23)„Die Gesänge des Maldoror“ sind keine einfache Lektüre, nichts das man eben mal so nebenbei liest und doch sehr lesenswert, da sie im Laufe der Zeit nicht an Aktualität verloren haben. Daher möchte ich Lautréamonts einziges, vollendetes Werk unbedingt weiter empfehlen, auch wenn das einmalige Lesen sicher nicht genügt, um es in Gänze zu durchdringen, so doch um zunächst einen Eindruck dessen zu gewinnen, worum es dem Autor ging, nämlich: „um den Leser zu bedrücken und in ihm den Wunsch nach dem Guten als Heilmittel zu wecken.“ This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit lobundverriss.substack.com

Cine En Serie
Cine en Serie 315 - Ballerina, La Trama Fenicia, Maldoror, Matices, Queen of the Ring, Cat's Eyes,The Seveverd Sun

Cine En Serie

Play Episode Listen Later Jun 7, 2025 122:08


Bienvenidos a la Montaña Rusa que es Cine en Serie, una Estampida de talento, una Caida Libre de tonterias, y un Boomerang de pelis, series, nuestras cosas y si a estas alturas no habéis pillado las referencias, de parques de atracciones. Que ya no nos cabe en el título, también se habla de La muchacha del sendero

De vive(s) voix
«Poèmes pulvérisés» : nouvel album de Léonie Pernet, dans l'ombre de René Char

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 28:59


Pour ce troisième album aux rythmes pop et électro, la chanteuse multi-instrumentiste chante l'espérance dans un monde au bord du chaos. Pour composer ces onze nouveaux titres, aux sonorités métissées, l'artiste a beaucoup lu René Char dont le titre est emprunté au titre de l'un de ses poèmes. René Char fut une grande figure de la littérature, un temps surréaliste, instigateur du Festival d'Avignon, son œuvre prolifique est principalement composée de poèmes. Il fut également résistant.Léonie Pernet s'était déjà inspirée de la poésie pour son live «Les chants de Maldoror». Bien qu'elle porte un regard inquiet sur le monde, la chanteuse nous enjoint à «réparer le monde» et à mettre en marche une armée de colombes. Elle écrit par ailleurs des titres tels que «Touareg» ou «Paris-Brazzaville» dans lesquels elle parle de son voyage au Niger en 2022, à la découverte de ses racines.  On peut aussi découvrir «Dispack, dispatch» une expression bretonne qui est un appel au désordre. Sur ce titre, elle utilise les voix entendues dans les manifestations, en soutien aux sans-papiers. Un acte de militance. Invitée : La chanteuse Léonie Pernet pour son album « Poèmes pulvérisés » qui sort le 6 juin 2025. Léonie Pernet est née en 1989 à Châlons-en-Champagne, en France. Elle a été formée au Conservatoire de Reims. Multi-instrumentiste, elle a signé trois albums, mais aussi composé des musiques de films ou de série (H24, bébé tigre, Magma...).  Programmation musicale :- Réparer le Monde - Dispack- Touareg- Paris-Brazzaville Tous ces titres sont issus du dernier album de Léonie Pernet qui sort le 6 juin. 

De vive(s) voix
«Poèmes pulvérisés» : nouvel album de Léonie Pernet, dans l'ombre de René Char

De vive(s) voix

Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 28:59


Pour ce troisième album aux rythmes pop et électro, la chanteuse multi-instrumentiste chante l'espérance dans un monde au bord du chaos. Pour composer ces onze nouveaux titres, aux sonorités métissées, l'artiste a beaucoup lu René Char dont le titre est emprunté au titre de l'un de ses poèmes. René Char fut une grande figure de la littérature, un temps surréaliste, instigateur du Festival d'Avignon, son œuvre prolifique est principalement composée de poèmes. Il fut également résistant.Léonie Pernet s'était déjà inspirée de la poésie pour son live «Les chants de Maldoror». Bien qu'elle porte un regard inquiet sur le monde, la chanteuse nous enjoint à «réparer le monde» et à mettre en marche une armée de colombes. Elle écrit par ailleurs des titres tels que «Touareg» ou «Paris-Brazzaville» dans lesquels elle parle de son voyage au Niger en 2022, à la découverte de ses racines.  On peut aussi découvrir «Dispack, dispatch» une expression bretonne qui est un appel au désordre. Sur ce titre, elle utilise les voix entendues dans les manifestations, en soutien aux sans-papiers. Un acte de militance. Invitée : La chanteuse Léonie Pernet pour son album « Poèmes pulvérisés » qui sort le 6 juin 2025. Léonie Pernet est née en 1989 à Châlons-en-Champagne, en France. Elle a été formée au Conservatoire de Reims. Multi-instrumentiste, elle a signé trois albums, mais aussi composé des musiques de films ou de série (H24, bébé tigre, Magma...).  Programmation musicale :- Réparer le Monde - Dispack- Touareg- Paris-Brazzaville Tous ces titres sont issus du dernier album de Léonie Pernet qui sort le 6 juin. 

Khalid & Sophie
#65 - De eerste week als NSC-partijleider voor Nicolien van Vroonhoven, Koningsdag komt er aan, en de zaak-Dutroux

Khalid & Sophie

Play Episode Listen Later Apr 24, 2025 51:43


De eerste week van Nicolien van Vroonhoven als partijleider van NSC zit er bijna op. Heeft ze de touwtjes goed in handen? De film ‘Maldoror' is gebaseerd op de gruweldaden van Marc Dutroux, die inmiddels meer dan dertig jaar geleden plaatsvonden. En Nederland maakt zich op voor Koningsdag! Aanstaande zaterdag is het zover: de koninklijke familie komt naar Doetinchem. 

Artes
"Paris Noir" mostra o lugar de proa dos artistas negros nos grandes movimentos do século XX

Artes

Play Episode Listen Later Mar 19, 2025 6:52


Durante a segunda metade do século XX, Paris serviu primeiro de escola de arte e depois como cidade agregadora do pensamento africano, com os maiores vultos culturais senegaleses, americanos, cubanos ou angolanos a passarem pela Cidade da Luz. A exposição "Paris Noir", no Centro Pompidou, conta este período e quer projectar estes artistas pioneiros no futuro. No pós-Segunda Guerra Mundial, numa altura os movimentos das independências estavam em pleno andamento em África, muitos pintores, escultores, mas também filósofos, escritores, poetas e pedagogos africanos ou vindos das Américas instalam-se a Paris, participando nas grandes correntes artísticas como o surrealismo ou o abstracionismo a partir dos anos 40. No entanto, esta passagem não tinha qualquer reflexo nas retrospectivas organizadas até hoje no Centro Pompidou, um museu parisiense dedicado à arte contemporânea.Esta reflexão, levou os curadores do museu a idealizarem a exposição "Paris Noir", aproveitando a ocasião para mostrar 40 obras adquiridas nos últimos anos pelo fundo dedicado ao continente africano no seio desta instituição francesa. Em entrevista à RFI, Eva Barois de Caevel, comissária associada desta exposição, explicou que a palavra noir, ou preto, vai muito para além da definição de uma raça ou de uma geografia, mas que a exposição agrega diferentes artistas que devido às suas origens foram vítimas de racismo ou subvalorizados no mundo da arte."Nesta exposição temos também, por exemplos afro-colombianos e afro-brasileiros, assim como cubanos ou dominicanos. É muito importante porque esta não é uma exposição sobre geografia ou raça. É uma exposição que trata de uma experiência comum compartilhada e estes artistas fazem parte da História. Para encontrarmos estes artistas, muitas vezes é levada a cabo uma investigação aprofundada sobre cada um e, a partir de um, descobrimos um outro e um militante pela resistência, muitas vezes leva-nos a outro militante. E descobrir estes artistas e fazê-los descobrir ao público foi o nosso mote e posso mesmo dizer que descobrimos muitos mais, mas não conseguimos mostrar todos. Às vezes o público até pode achar estranho já que a nível geográfica não ficamos só em África, mas não tem só a ver com ser negro e africano. Por exemplo, estamos a expor aqui um artista indiano, Krishna Reddy, que viveu em Paris vários anos e estava na cidade durante o Maio de 68 e foi vítima de racismo porque era constantemente confundido com um argelino. E as suas obras reflectem isso. E, assim, claro que nesta exposição não nos cingimos só a artistas de países francófonos, mas temos também lusófonos e artista vindos de outras regiões", explicouA história desta exposição começa a ser contada em 1947 quando é fundada a editora Presença Africana, pelo senegalês Alioune Diop, com a consciência negra a sedimentar-se à volta de pensadores como Leópold Sédar Senghor com a participação de Aimé Césaire, político, poeta e escritor da Martinica, e da sua mulher, Suzanne, a participarem na revista Tropiques. Juntam-se a esta efervescência artistas afro-americanos como o escritor James Baldwin ou o pintor Beauford Delaney.É neste clima que se realiza o primeiro congresso de artistas e escritores negros na Sorbonne em 1956. Ao mesmo tempo, Sarah Maldoror, uma jovem francesa com origens na Guadalupe, cria em Paris a primeira companhia de teatro para negros depois de constatar, ainda como actriz, que só lhe davam papéis de empregada de quarto tanto no teatro como no cinema. Foi exactamente no círculo da editora Presença Africana que Sarah Maldoror conheceu Mario de Andrade, escritor e fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola, que viria a ser seu marido.Este encontro levou-a a interessar-se pelos diferentes movimentos de libertação nos países lusófonos em África, com Maldoror a realizar algumas das obras cinematográficas mais emblemáticas destes movimentos como Armas para Banta, rodado em 1970 na Guiné-Bissau, ou SAMBIZANGA, rodado em Angola em 1973."A escolha de Sarah Maldoror era óbvia para nós desde o início para figurar nesta exposição. Por um lado, porque Maldoror é uma artista fascinante, mas também por causa de um aspecto realmente importante que é o facto de a história de muitos dos artistas nesta exposição nunca ter sido registada ou cuidada pelas instituições francesas. Foi sim, cuidada pelos próprios artistas ou por pensadores contemporâneos. Sarah Maldoror é uma figura extremamente importante nesse aspecto. Trabalhámos com a sua filha, Anouchka de Andrade e foi a Anouchka quem nos emprestou algumas das obras da exposição. Teremos uma mostra de cinema com os filmes de Sarah Maldoror em Abril e ao longo da exposição vamos mostrando aqui trechos dos seus filmes . Ela tem não só esta faceta de coleccionadora, mas de documentarista e queremos homenageá-la. Conseguimos restaurar os seus filmes e estamos muito interessados em continuar a estudar os seus interesses e como eles entraram no seu cinema. E, claro, o seu compromisso militante , que acho que também será celebrado durante a retrospectiva, com muitos testemunhos, muitos convidados, entre eles artistas. Será um grande evento dentro desta exposição", disse Eva Barois de Caevel.Entre algumas das obras dos fundos de Sarah Maldoror apresentadas nesta exposição, estão dois quadros do pintor angolano Vítor Manuel Teixeira, conhecido como Viteix, que se instalou em Paris em 1973. Viteix vai voltar a Angola em 1976 tentando através da sua arte criar uma união nacional e concluindo alguns anos mais tarde uma tese de doutoramento na Sorbonne sobre este tema.A exposição estende-se até aos anos 2000, com muitos artistas e combates a passarem por Paris como testemunham as obras de Victor Anicet, Basquiat ou o dominicano José Castillo. Mas esta é, sobretudo, uma exposição virada para o futuro, sendo a última a ser apresentada neste museu parisiense antes de grandes obras de reabilitação que deverão durar até 2030. Nesse momento, o desejo de Eva Barois de Caevel é que o Centro Pompidou reabra as suas portas com uma nova visão da cultura e intervenção social."Esta é realmente uma exposição que para nós é um ponto de partida, como uma grande cartografia que serve de primeiro marco e que a partir de 2030 se vai desdobrar em propostas temáticas para o museu. Há muitos assuntos que podemos retirar daqui desde o militantismo, à questão da Argélia ou à questão da tricontinentalidade, todos esses são assuntos que precisam ser abordados em sua totalidade", concluiu a comissária associada.

5 Heures
« Better man » est-il un meilleur biopic musical que les autres biopics ?

5 Heures

Play Episode Listen Later Jan 19, 2025 43:13


« Better man » est-il un meilleur biopic musical que les autres biopics ? Donner à Robbie Williams l'apparence d'un chimpanzé dans ce film, bonne ou mauvaise idée ? S'inspirer librement de l'affaire Dutroux pour « Maldoror », un film à faire ou ne pas faire ? Evoquer les horreurs de Daech à travers le destin d'une femme, défi réussi pour « La vierge à l'enfant » ? Les découvertes musicales : - FKA Twigs- Perfect Stranger - Matilda Mann - Just Because - Timothée Chalamet- Like a Rolling - Claire Rousay - Bloody lady Merci pour votre écoute La semaine des 5 Heures, c'est également en direct tous les jours de la semaine de 19h à 20h00 sur www.rtbf.be/lapremiere Retrouvez tous les épisodes de La semaine des 5 Heures avec les choix musicaux de Rudy dans leur intégralité sur notre plateforme Auvio.be : https://auvio.rtbf.be/emission/1451 Et si vous avez apprécié ce podcast, n'hésitez pas à nous donner des étoiles ou des commentaires, cela nous aide à le faire connaître plus largement.

L'info en intégrale - Europe 1
Cinéma / BD : « Le Dossier Maldoror» et « Le démon de Mamie ». Le compte à suivre : Guillaume Cizeron et découvrez le « Sleepmaxxing » - l'art de bien dormir

L'info en intégrale - Europe 1

Play Episode Listen Later Jan 18, 2025 5:16


Chaque week-end, Laurie Cholewa, Laura Tenoudji et Sébastien Bordenave, font le tour de l'actualité culturelle.

dormir compte suivre couvrez le dossier maldoror guillaume cizeron laurie cholewa
NRJ Ciné News
En interview Laurent Laffitte se moque d'un journaliste TV pour Jérome Commandeur . Il est aussi à l'affiche du "Quatrième Mur"

NRJ Ciné News

Play Episode Listen Later Jan 18, 2025 1:53


Bertrand Lesguillons vous présente le film "Par amour" avec Cécile de France . Le film "Le dossier Maldoror" sur l'enquête de l'affaire Dutroux est aussi au sommaire.

Toute l'info du week-end - Bernard Poirette
Cinéma / BD : « Le Dossier Maldoror» et « Le démon de Mamie ». Le compte à suivre : Guillaume Cizeron et découvrez le « Sleepmaxxing » - l'art de bien dormir

Toute l'info du week-end - Bernard Poirette

Play Episode Listen Later Jan 18, 2025 5:16


Chaque week-end, Laurie Cholewa, Laura Tenoudji et Sébastien Bordenave, font le tour de l'actualité culturelle.

dormir compte suivre couvrez le dossier maldoror guillaume cizeron laurie cholewa
NRJ Ciné News
En interview Laurent Laffitte se moque d'un journaliste TV pour Jérome Commandeur . Il est aussi à l'affiche du "Quatrième Mur"

NRJ Ciné News

Play Episode Listen Later Jan 18, 2025 1:53


Bertrand Lesguillons vous présente le film "Par amour" avec Cécile de France . Le film "Le dossier Maldoror" sur l'enquête de l'affaire Dutroux est aussi au sommaire.

CaptureMag
STEROIDS - LE PODCAST : LE DOSSIER MALDOROR - Entretien avec Fabrice du Welz

CaptureMag

Play Episode Listen Later Jan 17, 2025 50:34


Belgique, 1995. La disparition inquiétante de deux jeunes filles bouleverse la population et déclenche une frénésie médiatique sans précédent. Paul Chartier, jeune gendarme idéaliste, rejoint l'opération secrète « Maldoror » dédiée à la surveillance d'un suspect récidiviste. Confronté aux dysfonctionnements du système policier, il se lance seul dans une chasse à l'homme qui le fera sombrer dans l'obsession.Une fois de plus, Fabrice Du Welz surprend avec LE DOSSIER MALDOROR, une fiction qui repose à grande majorité sur la sordide affaire Marc Dutroux, qui a secoué la Belgique au milieu des années 90. Stéphane Moïssakis lui propose donc de venir en parler dans ce nouvel épisode de STEROIDS - LE PODCAST pour évoquer ses choix narratifs, raconter ses premiers pas dans le cinéma numérique et expliquer pourquoi cette affaire résonne pour lui comme pour son pays d'origine !Pour nous soutenir, il y a deux adresses :PATREON : https://www.patreon.com/capturemagTIPEEE : https://www.tipeee.com/capture-magPour acheter notre mag CAPTURE MAG N°1 - LE CINÉMA DE WILLIAM FRIEDKIN, rendez-vous chez votre libraire ou site marchand (Fnac, Amazon, etc.).Akileos : https://bit.ly/AkiFriedLibrairies indépendantes : https://www.librairiesindependantes.com/product/9782355746161/Pour acheter notre livre CAPTURE MAG 2012-2022 : NOTRE DÉCENNIE DE CINÉMA, rendez-vous chez votre libraire ou site marchand.Akileos : https://bit.ly/CapMookLibrairies indépendantes : https://bit.ly/AchTMookRetrouvez toutes nos émissions sur http://www.capturemag.frEn MP3 sur Acast : https://bit.ly/3v6ee7sSur SPOTIFY : https://spoti.fi/3PJYnF3Sur DEEZER : https://bit.ly/2wtDauUSur APPLE podcasts : https://apple.co/2UW3AyO#crimestory #interview #crime Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.

NRJ Ciné News
Cécile de France sur Charly, un drôle de personnage dans " Par Amour "

NRJ Ciné News

Play Episode Listen Later Jan 15, 2025 1:46


Desc: La séléction de la semaine de Bertrand Lesguillons: le film "Par amour " avec Cécile de France et " Babygirl " dans lequel Nicole Kidman se lance dans une liaison érotique dangereuse. Le film " le dossier Maldoror " sur l'enquête de l'affaire Dutroux est aussi au sommaire.

NRJ Ciné News
Cécile de France sur Charly, un drôle de personnage dans " Par Amour "

NRJ Ciné News

Play Episode Listen Later Jan 15, 2025 1:46


Desc: La séléction de la semaine de Bertrand Lesguillons: le film "Par amour " avec Cécile de France et " Babygirl " dans lequel Nicole Kidman se lance dans une liaison érotique dangereuse. Le film " le dossier Maldoror " sur l'enquête de l'affaire Dutroux est aussi au sommaire.

DESTINO ARRAKIS
[DA] Destino Arrakis Flash!: Sitges 2024 día 8

DESTINO ARRAKIS

Play Episode Listen Later Oct 10, 2024 44:13


¡Vótame en los Premios iVoox 2024! Ricar, Ramón @holasoyramon y Alberto @siemprefuifreak nos hablan de las películas que han visto el día de hoy: Una Ballena The Rule of Jenny Pen Call of Water Planet B Maldoror Dead Mail Escape de Lee Jong-pil Tripping the Dark Fantastic de Lg White Este será el último. Naxo Fiol y su camarita de Carlos J. Lafuente Cerdán El fantasma de la mediocridad de Naxo Fiol Las películas del día: Maldoror y The Rule of Jenny Pen Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Fred French Channel » FRED French Podcast
“Maldoror”, interview avec le réalisateur Fabrice Du Weltz et l’acteur Anthony Bajon

Fred French Channel » FRED French Podcast

Play Episode Listen Later Sep 8, 2024 5:17


"Maldoror" de Fabrice Du Welz est un film policier inspiré per un faits divers tristement connu, celui du monstre de Marcinelle. Mais il est aussi un film sur une obsession de justice qui va détruire la vie et la carrière d'un jeune policier idéaliste. The post “Maldoror”, interview avec le réalisateur Fabrice Du Weltz et l’acteur Anthony Bajon appeared first on Fred Film Radio.

fabrice acteur maldoror marcinelle bajon fred film radio
The Film Comment Podcast
The Rebel's Cinema—Frantz Fanon on Screen #4, with Madeleine Hunt-Ehrlich

The Film Comment Podcast

Play Episode Listen Later Sep 7, 2024 46:08


Last April, Film Comment invited writer Adam Shatz on the Podcast to talk about The Rebel's Clinic: The Revolutionary Lives of Frantz Fanon, his new biography of the Martinican writer, psychiatrist, and anti-colonial revolutionary. The Podcast explored Fanon's lasting impression on the world of cinema since his untimely death in 1961—and it became the basis for a four-day series of screenings and talks we presented last weekend, called The Rebel's Cinema—Frantz Fanon on Screen. The series took place at four cinemas across New York City, beginning at Film at Lincoln Center with Michelangelo Antonioni's The Passenger (1975), moving to Maysles Documentary Center in Harlem for Gillo Pontecorvo's Burn!, (1969), winding down to the Brooklyn Academy of Music for Ivan Dixon's The Spook Who Sat by the Door (1973), and finishing up at Anthology Film Archives with Sarah Maldoror's Monangambeee (1969) and Assia Djebar's The Zerda and the Songs of Forgetting (1982). Each screening was followed by a Q&A with special guests, which we're excited to share this week on the Podcast. For our fourth and final episode, Film Comment editor Devika Girish welcomes Adam and filmmaker and artist Madeleine Hunt-Ehrlich to discuss Maldoror's masterful 1969 directorial debut, Monagambeee, about a political prisoner in Portuguese-ruled Angola, as well as The Zerda and the Songs of Forgetting, novelist Djebar's 1982 archival elegy to the Algerian freedom struggle and women's place within it.

Les histoires de 28 Minutes
Hervé Le Corre / Le Qatar : de moins en moins petit, de plus en plus incontournable ?

Les histoires de 28 Minutes

Play Episode Listen Later Feb 28, 2024 45:22


L'émission 28 Minutes du 28/02/2024 Hervé Le Corre, le maître du roman noir, nous entraîne dans un futur infernal  « Fonctionnaire, je suis resté attaché à la ville où je suis né. [...] Je n'ai pas un destin d'aventurier, ni fait trente-six métiers. » Fils d'un ajusteur et d'une femme de ménage — aussi bénévole auprès des exilés et militante pour la contraception dans les années 1970 — Hervé Le Corre découvre la littérature à dix-sept ans en lisant Gabriel García Márquez. Il décide alors de se servir de l'écriture pour « fixer [ses] vertiges, comme disait Rimbaud ». Publié en 2005, « L'homme aux lèvres de saphir » — l'histoire d'un meurtrier qui, au printemps 1870, reproduit les crimes de « Maldoror » du comte de Lautréamont — est son premier grand succès. Aujourd'hui devenu l'un des grands noms du roman noir, dans la lignée du maitre du genre Jean-Patrick Manchette, Hervé Le Corre signe son premier roman d'anticipation, « Qui après nous vivrez » aux éditions Rivages. L'histoire de quatre générations de femmes, du 19e siècle à l'année 2120, plongées dans le chaos du monde et confrontées à la brutalité des hommes. Il est notre invité. Le Qatar : de moins en moins petit, de plus en plus incontournable ?  Dix milliards d'euros : c'est la somme que le Qatar s'engage à investir dans l'économie française à l'horizon 2030. Transition énergétique, intelligence artificielle, industrie culturelle… Mais aussi conflit entre Israël et le Hamas : les sujets évoqués entre l'émir qatari et Emmanuel Macron sont nombreux. Arrivé mardi 27 février, Tamim ben Hamad Al Thani effectue sa première visite en France depuis son accession au trône en 2013. Et pour cause : pays aussi petit que le département de la Gironde, le Qatar est pourtant de plus en plus grand sur la scène diplomatique. La crise au Proche-Orient en est la parfaite illustration : décisif lors du premier cessez-le-feu entre Israël et le Hamas en novembre dernier — qui a permis de libérer quatre-vingt otages israéliens et 240 prisonniers palestiniens — le Qatar tente une nouvelle fois, avec les États-Unis, l'Égypte et Israël, de négocier un autre accord. En parallèle, le Hamas a aussi établi son siège à Doha, la capitale du pays. Alors soupçonné d'entretenir l'islam radical, comment traduire l'ambiguïté de l'émir qatari ? Comment ce pays de la péninsule arabique a-t-il réussi à devenir aussi central ? Nos invités en débattent. Enfin, retrouvez également les chroniques de Xavier Mauduit et Marie Bonnisseau !  28 Minutes est le magazine d'actualité d'ARTE, présenté par Elisabeth Quin du lundi au jeudi à 20h05. Renaud Dély est aux commandes de l'émission le vendredi et le samedi. Ce podcast est coproduit par KM et ARTE Radio. Enregistrement : 28 février 2024 - Présentation : Élisabeth Quin - Production : KM, ARTE Radio

Comic Crusaders Podcast
Comic Crusaders Podcast #357 – Mack Flavelle

Comic Crusaders Podcast

Play Episode Listen Later Dec 4, 2023 47:39


Hang out as Al chats with writer/creator, MACK FLAVELLE. Hang out as we learn all about Mack's journey and his latest project from Dark Horse Comics, ONI RONIN. theonironincomic.com twitter.com/onironinsaga https://www.darkhorse.com/Books/3013-945/Oni-Ronin-TPB Available 11/29 from Dark Horse Comics About ONI RONIN TPB: Set in Japan during the Sengoku or “Warring States” period, Oni Ronin is a tale of cowardice, sacrifice, and redemption. Combining historically accurate characters and locations with mythical kitsune and malevolent demons from Japanese folklore, Oni Ronin is the redemption story of the cowardly Sarobei, a samurai messenger who meets feudal lords, brave warriors, and heroic ghosts on his journey of self-discovery. Written by Mack Flavelle and Kohei Nagamine, with art by Tatsubi, and creative assistance from Maldoror, Manabu Seko, and Keojimal! CREATORS Writer: Mack Flavelle, Kohei Nagamine Artist: Tatsubi Episode 357 in an unlimited series! Host: Al Mega Follow on: Twitter | Instagram | Facebook): @TheRealAlMega / @ComicCrusaders Make sure to Like/Share/Subscribe if you haven't yet: https://www.youtube.com/c/comiccrusadersworld Twitch: https://www.twitch.tv/comiccrusaders Visit the official Comic Crusaders Comic Book Shop: comiccrusaders.shop Visit the OFFICIAL Comic Crusaders Swag Shop at: comiccrusaders.us Main Site: https://www.comiccrusaders.com/​​​​ Sister Site: http://www.undercovercapes.com​​​​ Pick up official Undercover Capes Podcast Network merchandise exclusively on RedBubble.com: bit.ly/UCPNMerch Want to create amazing live streams like ours? Then look no further than StreamYard! The BEST and EASIEST to use Streaming Solution on Earth! Check it out at: : https://streamyard.com/pal/d/6492786798886912

The Eternal Now with Andy Ortmann | WFMU
And now for some AVANT GARDE from Aug 25, 2023

The Eternal Now with Andy Ortmann | WFMU

Play Episode Listen Later Aug 25, 2023 79:32


Mort Garson - "Zoos Of The World" - Journey To The Moon And Beyond Luc Ferrari - "Presque Rien No. 1 (excerpt)" - Presque Rien Mauricio Kagel - "Phantasie fur Orgel mit Obbligati (excerpt)" - Kagel - Ligeti - Zacher Roland Kayn - "Cybernetics III (excerpt)" - split w. Luigi Nono Gottfried Michael Koenig - "Funktion Grun" - Koenig - Pongracz - Riehn Gottfried Michael Koenig - "Funktion Grun" - Koenig - Pongracz - Riehn Rainer Riehn - "Cahnts de Maldoror (excerpt)" - Koenig - Pongracz - Riehn Rainer Riehn - "Cahnts de Maldoror (excerpt)" - Koenig - Pongracz - Riehn Rainer Riehn - "Cahnts de Maldoror (excerpt)" - Koenig - Pongracz - Riehn https://www.wfmu.org/playlists/shows/131176

Weird Studies
Episode 144: On Clive Barker's 'Hellraiser' and 'The Hellbound Heart,' with Conner Habib

Weird Studies

Play Episode Listen Later Apr 12, 2023 102:35


In the 1980s, Clive Barker burst onto the cultural scene with The Books of Blood, collections of unforgettable tales of horror, depravity, and decadence the likes of which had been seldom seen since the days of Lautréamont's Les Chants de Maldoror and Huysmans' Là-Bas. In the decades that followed, he went on to create an astounding body of work in fantasy and horror as a writer, artist, and film director. In this episode, author, lecturer, and podcaster Conner Habib joins JF and Phil to discuss what is arguably Barker's best-known work, the 1987 horror classic Hellraiser, as well as the novella that inspired it, "The Hellbound Heart." Preorder Pierre-Yves Martel's album Mer bleue (https://pierre-yvesmartel.bandcamp.com/album/mer-bleue). Support us on Patreon (https://www.patreon.com/weirdstudies) and gain access to Phil's ongoing podcast on Richard Wagner's Ring Cycle. Listen to volume 1 (https://pierre-yvesmartel.bandcamp.com/album/weird-studies-music-from-the-podcast-vol-1) and volume 2 (https://pierre-yvesmartel.bandcamp.com/album/weird-studies-music-from-the-podcast-vol-2) of the Weird Studies soundtrack by Pierre-Yves Martel (https://www.pymartel.com) Find us on Discord (https://discord.com/invite/Jw22CHfGwp) Get the T-shirt design from Cotton Bureau (https://cottonbureau.com/products/can-o-content#/13435958/tee-men-standard-tee-vintage-black-tri-blend-s)! Get your Weird Studies merchandise (https://www.redbubble.com/people/Weird-Studies/shop?asc=u) (t-shirts, coffee mugs, etc.) Visit the Weird Studies Bookshop (https://bookshop.org/shop/weirdstudies) References Clive Barker, The Hellbound Heart (https://bookshop.org/p/books/the-hellbound-heart-clive-barker/8956965?ean=9780061452888) Clive Barker (dir.), Hellraiser (https://www.imdb.com/title/tt0093177/) Tod Browning (dir.), Freaks (https://www.imdb.com/title/tt0022913/) Clive Barker, “In the Hills, The Cities” in Books of Blood (https://bookshop.org/a/18799/9780425165584) Wes Craven, A Nightmare on Elm Street (https://www.imdb.com/title/tt0087800/) Angela Carter, (https://en.wikipedia.org/wiki/Angela_Carter) English writer Susan Sontag, “Happenings: An Art of Radical Juxtaposition” (https://www.robertspahr.com/teaching/hnm/susan_sontag_an_art_of_radical_juxtaposition.pdf) Gilles Deleuze and Felix Guattari, What is Philosophy? (https://bookshop.org/a/18799/9780231079891) Sturm und Drang, (https://en.wikipedia.org/wiki/Sturm_und_Drang) 18th-century artistic movement Gayle Rubin, (https://en.wikipedia.org/wiki/Gayle_Rubin) American cultural anthropologist Stephen King, It (https://bookshop.org/a/18799/9781501142970) Robert Wise (dir.), The Sound of Music (https://www.imdb.com/title/tt0059742/) Slavoj Zizek, The Pervert's Guide to Cinema (https://www.imdb.com/title/tt0828154/) Robert Wise (dir.), The Haunting (https://www.imdb.com/title/tt0057129/) David Mamet, On Directing Film (https://bookshop.org/a/18799/9780140127225) Mark Hedsel and David Ovason, [The Zealotor](https://www.google.com/books/edition/TheZelator/1UEAAAAACAAJ?hl=en)_ David Lynch (dir.), Mulholland Drive (https://www.imdb.com/title/tt0166924/) Stanley Kubrick, The Shining (https://www.imdb.com/title/tt0081505/) Coil, Hellraiser Themes (https://www.youtube.com/watch?v=9ZS7eM_-jEA) Bela Bartok, [Music for Strings, Percussion, and Celesta](https://en.wikipedia.org/wiki/MusicforStrings,PercussionandCelesta)_ Golden Section, (https://en.wikipedia.org/wiki/Golden_ratio) mathematical ratio Kevin Williamson, (https://en.wikipedia.org/wiki/Kevin_Williamson_(screenwriter)), American screenwriter Susan Sontag, Against Interpretation (https://bookshop.org/a/18799/9780312280864) Special Guest: Conner Habib.

Les Nuits de France Culture
Lautréamont, l'auteur maudit par son époque

Les Nuits de France Culture

Play Episode Listen Later Nov 24, 2022 89:59


durée : 01:29:59 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - Un siècle de recherches passionnées et d'études savantes n'a pas réussi à percer entièrement le mystère de la vie de Lautréamont. Isidore Lucien Ducasse de son vrai nom, qui mourut à l'âge de vingt-quatre ans de tuberculose, est tenu par ses lecteurs comme l'inventeur du roman poétique. Lautréamont malgré l'extrême brièveté de sa vie ne fut pourtant pas tout à fait un inconnu, puisque l'ouvrage pour lequel il devint célèbre, Les Chants de Maldoror était en attente de publication, si l'auteur s'amendait de certains excès contenu dans l'ouvrage, quand il mourut à son domicile en 1870. * Par Hubert Juin - Avec François Caradec, Noël Arnaud, Alain Jouffroy, Marcelin Pleynet et Philippe Sollers - Réalisation Anne Lemaitre

System of Systems
A Chance Meeting: NWW List (w/ Easy Listening)

System of Systems

Play Episode Listen Later Aug 22, 2022 92:38


In 1978, UK industrial and experimental music pioneers Nurse With Wound, then a collaborative effort between multiple musicians before Steven Stapleton would turn the project into his braintrust some years later, released its debut album Chance Meeting on a Dissecting Table of a Sewing Machine and an Umbrella. That record, the title of which references an excerpt of Comte de Lautréamont's Les Chants de Maldoror, is one of the primary influences on all that which would later be known as industrial, experimental, or noise music from that point on. More important than the album, however, is its liner notes. What has become known as the Nurse With Wound list was printed in the liner notes of the record: a list of over 200 avant-garde and outsider artists and groups that were influential on the development of Nurse with Wound in particular but that also can be used to historicize the avant-garde tendency in music writ large. From ground zero avant-rock like the Velvets to obscure European Jazz like Thrice Mice to pioneers of avant-garde composition like Karlheinz Stockhausen, the NWW list opens the floodgates to a new method of engagement with sound. In this episode, the boys invite Joey from the Easy Listening podcast to journey through the NWW list with all three of them finding three artists from it that appeal to their own sensibilities. OST Joe Potts "Airway" Robert Ashley "Automatic Writing" Chrome "SS Cygni" Le Forte Four "To the Crow" Pere Ubu "Small Was Fast" Horrific Child "Angoisse" The Decayes "Breeding in Captivity" Alvin Lucier "Bird & Person Dyning" Selten Gehorte Musik "Untitled" LINKS: Easy Listening podcast with John Duncan NWW List NWW Brainwashed doc Steven Stapleton interview Bob Nickas on NWW

Podcast Noviembre Nocturno
"Los Cantos de Maldoror" del Conde de Lautréamont

Podcast Noviembre Nocturno

Play Episode Listen Later Aug 14, 2022 77:46


Advertimos que este relato puede herir la sensibilidad del escuchante. Esta noche celebramos 400 programas con un especial dedicado a "Los Cantos de Maldoror" del Conde de Lautréamont > Primer canto. Todos los jóvenes poetas quieren gritarle algo al mundo, con temeridad y sin mesura, gritar algo auténtico que los demás no puedan ignorar... Algo que marque la diferencia, que salte por encima del ruido de las maquinarias y de los disparos de las trincheras y de las voces de los políticos y los dueños de los periódicos. Algo que sirva de transformación y metamorfosis, de revolución o revelación, una purga que pase a través de la muerte y el silencio, que tenga vida y música propia... Isidore Lucien Ducasse, también conocido como el conde de Lautreamont, fue uno de esos poetas, murió con 24 años y sin saber que su obra, sus cantos de Maldoror, dejarían una huella imborrable en las generaciones que estaban por llegar. Hay quien lo considera todavía hoy, un provocador, pero no hay nada de gratuito en sus textos, muchos interpretan su obra como un reflejo del horror de la perdida y la guerra, una muestra de las cosas abyectas que alberga el alma humana y que tan solo pueden ser redimidas a través de la poesía, solo en ella cabe construir a partir de la destrucción y él mismo nos advierte, “mis palabras están llenas de veneno”, porque en la dosis adecuada, hasta los venenos puede ser la salvación... Gracias a todos por ayudarnos a llegar a los 400 programas. Sin vosotros nada de esto habría sido posible. Esta noche, en nuestro #podcast de iVoox Gracias a la colaboración de https://twitter.com/tortuliapodcast y a https://twitter.com/Vuelodelcometa Que han hecho posible esta triple colaboración dedicada a la vida y obra de #Lautremont. Ya tenéis disponible el episodio de El Vuelo del Cometa aquí: https://www.ivoox.com/cantos-maldoror-libro-maldito-de-audios-mp3_rf_90762677_1.html y muy pronto en el Cisne Más Negro Aquí: https://www.ivoox.com/podcast-cisne-mas-negro_sq_f11200390_1.html No podía caer mejor que en esta conmemoración... Más de diez años haciendo #podcast! Y esperemos que sean muchos más! Gracias a todos los amigos y escuchantes y #mecenas que habéis estado siempre al otro lado. A los que nos escuchan porque no queda tiempo para #leer, a los que nos escuchan para poder dormir o para soñar despiertos. Solo esperamos seguir estando a la altura de tamaña audiencia! Si te ha gustado este episodio síguenos en redes y hazte mecenas en Ivoox! https://linktr.ee/noviembrenocturno Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Pep Talks for Artists
Ep 20: Collage and Landscape w/ Todd Bartel

Pep Talks for Artists

Play Episode Listen Later Mar 24, 2022 102:37


Where did the phrase "That gave me the willies" come from and how did it kick off the American Sublime? And what was the first landscape on Earth? Find out in this week's episode as my guest, collage artist, Todd Bartel joins me to talk about our favorite subjects: Collage and Landscape. Click here to see images of Todd's work: https://www.toddbartel.com/ Click here to read Todd's writings on collage: https://issuu.com/toddbartel Todd Bartel's music (used in this episode): "Several Big Changes" 2009 (intro, musical stings and outro) & "Retinalmade and Readymade" 2020 (musical stings and end music). Listen to these and more here: https://necto.bandcamp.com/ Recommended texts: Leo Marx "The Machine in the Garden: Technology and the Pastoral Ideal in America" Man of Commerce Map, 1889 (LINK) Simon Schama "Landscape and Memory" Kenneth Clark "Landscape Into Art" Kari Jormakka "Theoretical Landscapes—On the Interface Between Architectural Theory and Landscape Architecture" William Shakespeare "Hamlet" Nathaniel Hawthorne "The Scarlet Letter" & "The Ambitious Guest" (a short story inspired by the Willey family tragedy) Amy's segment: Johann Wolfgang von Goethe "Faust" (esp the part about his Faust-y homunculus) More about the Crawford Notch/Willey Family tragedy https://en.wikipedia.org/wiki/Willey_House_(New_Hampshire) Artists mentioned: Hardu Keck, Andre Breton, Max Ernst, Comte de Lautreamont's famous image from Les Chants de Maldoror, Alfred DeCredico, Michael Oatman, Joseph Mallord William Turner, Thomas Cole, Charlie Nevad, Zdeněk Michael František Burian, Rene Magritte's "The Treachery of Images", Burgess Collins aka Jess' "Xrysxrossanthemums" 1978, Amy's segment: Rene Magritte's "The Apparition" and Andre Masson's "Gradiva" Please subscribe to the podcast to get the eps fresh out the oven. Also, don't forget to visit us @peptalksforartists on Instagram to see images associated with this episode (We love a visual aid). Thanks for your ratings and reviews on Apple podcasts! Amy's website: https://www.amytalluto.com/ Thank you Todd! Thank you listeners! See you next time. -------------------------- Other music used was licensed from Soundstripe. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/peptalksforartistspod/message Support this podcast: https://anchor.fm/peptalksforartistspod/support

The Last Thing I Saw
Episode 82: Arrebato, Benedetta, Titane, and Sarah Maldoror with Jon Dieringer

The Last Thing I Saw

Play Episode Listen Later Oct 24, 2021 77:58


Welcome to The Last Thing I Saw. I'm your host, Nicolas Rapold. Right at the tail end of the New York Film Festival, I caught up with Jon Dieringer, editor and publisher of Screen Slate. We talked about highlights from the festival and also some terrific titles shown in a Screen Slate series at the Roxy Cinema that helped kick off the moviegoing season for a lot of New York movie-lovers. Jon has worked for years as an archivist so he also shares his expertise and opinion on how movies make their way through repertory and into film history, as well as a lovely anecdote about the late, great filmmaker Sarah Maldoror, director of Sambizanga among others. You can support this podcast and read show notes with links at: rapold.substack.com Opening music: “Monserrate” by The Minarets Photo by Steve Snodgrass