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Boa Noite Internet

Um dos segredos mais antigos para contar histórias, escrever ou criar conteúdo online não é segredo nenhum. Eu tenho que escrever para mim mesmo, não para você. Tem gente que chama isso de ser o próprio público ou escrever o que gostaria de encontrar por aí.Às vezes eu falo aqui no Boa Noite Internet que você não é o seu crachá, que o trabalho não é o trabalho, que é preciso prestar atenção nas coisas. Parece que estou dando um conselho para você, mas estou falando em voz alta uma coisa que eu já aprendi ou deveria ter aprendido.Uma dessas coisas eu sei há muito tempo. Já vi que funciona, já vi que faz bem, mas vivo esquecendo. Por isso preciso repetir para mim mesmo: saia da sua cabeça.Saia da sua cabeça.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.A voz interna não é realmente uma voz, articulada em palavras. Ela se parece mais com ver chiado numa televisão antiga ou bichinhos nas nuvens. A gente tenta dar forma ao caos e aquilo começa a se parecer com palavras e ideias, mas muitas vezes são apenas ruminações, histórias tentando fazer algum sentido dentro da cabeça.Sair da cabeça é colocar em palavras de verdade o que estou sentindo. Olhar de perto, virar, cheirar, examinar, virar do avesso.Um jeito de sair da cabeça é sentar com alguém e conversar, uma coisa que a humanidade provavelmente faz há milhões de anos.Uma vez, antes da pandemia — tempos mais simples —, fui almoçar com um amigo que não via há algum tempo. Ele fez a famosa pergunta: “Como estão as coisas? Como está o trabalho?”Comecei a reclamar do meu chefe, do chefe dele, da equipe de vendas e do RH. Enquanto falava, comecei a entender o que estava acontecendo e o que eu sentia.Depois de uns 45 minutos, agradeci ao meu amigo. Agora que eu tinha colocado tudo para fora, as coisas nem pareciam tão horríveis. O trabalho continuava com todos os seus problemas, mas era só um dia como outro qualquer.Ele não tinha falado praticamente nada. Só tinha me escutado.Quando não dá para conversar com alguém, ou o assunto ainda não está organizado o bastante para uma conversa, dá para escrever. E não estou falando em transformar a vida num podcast. É só escrever.Às vezes acordo de madrugada com alguma coisa fazendo barulho na minha cabeça. Esta semana mesmo aconteceu. Sentei, peguei o computador, coloquei no colo e escrevi. Tirei aqueles pensamentos da cabeça, olhei para eles e consegui voltar a dormir.Resolvi o problema? Não. Mas, às quatro da manhã, a única coisa que eu podia fazer era colocar os pensamentos para fora, examiná-los e voltar a dormir para resolver o problema de verdade no dia seguinte.Às quatro da manhã, eu precisava sair da minha cabeça, não montar um plano de ação nem pensar em estratégia.Se eu fosse blogueirinho de verdade, aproveitaria para vender um supercaderno personalizado, com capa de couro, divisórias e etiquetas. Mas não precisa de nada disso. Sair da cabeça é de graça. Dá para fazer isso numa folha de papel, no computador ou no bloco de notas do telefone.Lembra do antigo meme do Twitter, “Pronto, falei”? É mais ou menos isso. Colocar para fora e olhar para o que foi dito.Ficar conversando dentro da própria cabeça não conta. Eu já tive todas as conversas possíveis dentro da minha, mapeei todas as reações e pensei em todas as respostas. Isso não é sair da cabeça. É ansiedade.É como virar o Doutor Estranho com a Pedra do Infinito do desgraçamento mental, examinando 14 bilhões de maneiras de uma conversa terminar.De certa forma, é o que faço aqui. Tenho um problema, penso nele, começo a escrever e, durante o processo, entendo um pouco melhor o que sinto, o problema e o mundo.Às vezes tenho a impressão de que a gente perdeu esse hábito. A gente precisa ter certezas num mundo feito de opiniões. Conversa virou uma coisa que precisa ser vencida. “Olha aqui o que eu acabei de falar. Não há mais nada a dizer.” Pode lacrar a conversa porque ela acabou.Então escreva só para você. Ninguém precisa ler e não é preciso publicar. Eu não sei, sinto, acho, penso e escrevo. O sentimento e o pensamento saem da minha cabeça e voltam para o mundo.É isso que faço aqui. Não para você. Desculpe se enganei todo mundo esse tempo todo.Eu faço só por mim.Por hoje é sóObrigado por ler até aqui. Esta semana, nosso Clube de Cultura começa a ler Realismo capitalista, de Mark Fisher. Vai ser bem legal te ver por lá. E se quer usar IA de verdade no trabalho, com visão crítica e sem ser fanboy de bilionário, dá uma olhada no IA em Curso, a comunidade de letramento em IA que eu criei com a Ana Freitas. Por fim, passa no Discord do Boa Noite Internet, que é onde a gente se encontra para conversar sobre criatividade, cultura, mas na real sobre qualquer coisa que a gente estiver a fim.Cuidem de si, cuidem dos seus. Até a próxima,crisdias This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Quando o meme vira empresa — com Yuri Zerco, CEO da Melted Videos

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Nov 2, 2025 88:22


Dá pra transformar uma página de memes num negócio de verdade? E pagar boleto com piada e seguir sendo autêntico enquanto fala com marcas, rola? Neste episódio, eu conversei com Yuri Zero, CEO da Melted Videos — uma das principais páginas de memes do Brasil — sobre o que acontece quando humor (muitas vezes autodepreciativo) vira empresa.A gente falou sobre a profissionalização da creator economy, o momento em que se percebe que precisa de alguém pra cuidar do Excel enquanto você cuida das ideias, e o desafio de continuar sendo “a Melted” mesmo com briefing, cliente e KPI na jogada.Tem também papo sobre comunidade, cultura de internet, e essa eterna dança entre criatividade e negócio — quando dizer “não” vira a coisa mais importante pra não perder o que te trouxe até aqui. E, claro, como sempre, sobre o impacto da IA no nosso trabalho.Um episódio pra quem vive de conteúdo, quer viver disso ou só quer entender o que acontece quando o meme encontra o CNPJ.Essa semana tem nova rodada do Clube de Cultura do Boa Noite Internet começando! Entre para o clube e ajude o Boa Noite Internet a continuar contando histórias. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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O mundo do trabalho mudou — e quem lidera precisa mudar junto. Neste episódio do Boa Noite Internet, a psicóloga e escritora Mariana Clark, especialista em lutos corporativos, fala sobre um novo jeito de exercer liderança: menos “controle e comando”, mais “escuta e cuidado”.A gente cresceu achando que trabalho era lugar de performance. Que quem lidera tem que dar exemplo de força, segurar as pontas e “resolver”. Mas e quando alguém do time está passando por uma perda? Quando não tem resposta pronta? Quando o silêncio pesa mais que qualquer planilha?Por isso, Clark propõe uma mudança de postura: não é ter que virar terapeuta, é reconhecer a humanidade do outro — e a sua também. Acolher não é “passar pano” nem “baixar a régua”. É criar espaços seguros onde as pessoas possam ser inteiras, mesmo quando estão quebradas.Falamos de saúde mental, de escuta ativa, de como o modelo tradicional de liderança já não dá conta do que a vida real exige. Também conversamos sobre as novas gerações que rejeitam a lógica do “aguenta firme” e sobre como construir ambientes de trabalho que cuidam — sem perder a entrega. Além de analisar pessoas usando IA como terapeuta e até para resolver seus lutos.Uma conversa pra quem lidera, pra quem quer liderar e pra quem acredita que trabalho não precisa ser sinônimo de sofrimento calado.Nova turma do meu cursoAgora em outubro começa a nova turma do meu curso, Apresentashow: Como fazer apresentações corporativas que são um espetáculo.É um curso ao vivo onde, durante 3 dias, vou te ensinar tudo que aprendi sobre como contar histórias no ambiente de trabalho. Vamos muito além do “slide bonito”: é um curso sobre narrativas e como encontrar sua história, um método anti-ansiedade para vencer o desespero da página em branco e o medo do palco (nem que seja na tela da videoconferência).Técnicas, inclusive, que usei para preparar a Mariana Clark (entre outros) para falar no TEDxBlumenau!Até o fim desta semana, o curso está com 20% de desconto então vem logo que você vai curtir. Olha o que quem já fez o curso tem a dizer:“Me inscrevi no curso com o objetivo de melhorar minhas apresentações, mas, na verdade, aprendi a aprimorar minha comunicação de forma geral. Percebi que tudo o que comunicamos é, de certa forma, uma apresentação, independentemente de usarmos slides ou não. Essa mudança de perspectiva ampliou minha visão sobre diferentes formas de transmitir ideias. O curso foi realmente valioso!”— Luciana Sombrio Soares“Eu quis fazer o curso para conseguir entender melhor quais são as técnicas usadas para construir uma boa apresentação. Saí sabendo isso e muito mais, porque o curso não se limitou apenas ao PPT: o Cris abordou outros temas super relevantes, como a construção de narrativas, a entender o público e como engajá-lo, além de boas práticas na hora de apresentar.”— Paulo Koja, Product Manager“Saí do curso com ferramentas práticas, como o leave behind e as dicas de design para não designers, entre outras - mas também com um conhecimento mais aprofundado e estratégico sobre estrutura, impacto emocional, conexão com o público, e outros elementos essenciais para uma boa apresentação. Assistir as aulas do Apresentashow foi um prazer.”— Barbara Axt, Especialista em comunicação"Foi então que me deparei com o curso APRESENTASHOW, do amigo Cris Dias, que dispensa apresentações. O título já diz tudo: 'Como fazer apresentações corporativas que são um espetáculo'. Era exatamente o que eu precisava, e o curso superou todas as minhas expectativas. O conteúdo não foi só útil, mas extremamente prático. Consegui aplicar imediatamente o que aprendi, e os resultados foram impressionantes."— Alexandre Kavinski, AI & Innovation Lead @ WPP This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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A vida do rico é diferente — com Michel Alcoforado

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Sep 7, 2025 107:55


A temporada de entrevistas do Boa Noite Internet voltou com tudo e temos nosso primeiro repetente! Não porque ele mandou mal na primeira vez que veio ao programa, mas porque se não fosse pelo incentivo dele sabe-se lá quando íamos voltar. Sim, estou falando do antropólogo do luxo: Michel Alcoforado.E que conversa. A gente falou do livro novo dele, Coisa de Rico, que é daquelas leituras que dá de presente ao mundo uma nova lente para se ver o mundo. Você termina o livro vendo coisa de rico em tudo: do LinkedIn ao almoço em família, na série da academia e na harmonização facial.Sabe o meme “quando ficar rico não direi nada, mas haverá sinais?”. Pois o Michel explica que “coisa de rico” não é só Ferrari ou casa em Angra, são justamente os sinais que mandamos para o mundo da nossa riqueza. Pode ser o filho que passou na Olimpíada de Matemática, o diploma de Harvard, o vinho certo dado na hora certa. É, também, a hora certa de rir. Porque existe uma risada de rico.Falamos dos ricos que se acham pobres, dos pobres que acham que vão ficar ricos, dos emergentes que performam riqueza com força (e harmonização) e dos tradicionais que fingem que são ricos desde sempre. Tem coach vendendo “potencial desbloqueado”, tem influencer ensinando como ter atitude de rico, e tem a gente aqui tentando entender esse Brasil onde ninguém é rico, mas mundo tem seu “rico de estimação”.Nessa conversa, aproveitei para desabafar, contando que o livro me fez feliz pelas escolhas que fiz na vida, até aquelas que me fizeram ganhar menos dinheiro. Porque, no fim das contas, como diria o próprio Michel, dinheiro não traz felicidade — mas ajuda a pagar a conta do sushi com o professor de cultura japonesa em Tóquio. E esse jantar não se agenda sozinho.Vem ver ou ouvir, porque esse episódio está fino. E me conta depois: qual é a sua coisa de rico?Ouça também:Obrigado por ler. Aqui não tem algoritmo nem feed, então não deixe de enviar este artigo para quem você acha que pode gostar. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Na primeira semana de agosto, ganhei um presentão e nem foi de Dia dos Pais. Fui convidado pela Pina a passar 20 minutos com o escritor estadunidense Ted Chiang e perguntar sobre tecnologia, IA, arte e por que temos medo do futuro. No dia seguinte, Chiang falou para uma plateia de 80 pessoas na Casa Manioca e lá estava eu mais uma vez encontrando o cara que é dos meus maiores ídolos na literatura, parte de uma nova geração de escritores de sci-fi e fantasia que não contam apenas a história do homem branco genial que precisa vencer obstáculos para concretizar sua genialidade, que também tem nomes como N.K. Jemisin, Robin Sloan, R.F. Kuang, Nnedi Okorafor e muito mais gente legal. (Ou nem tão nova assim, Chiang nasceu em 1967.)A conversa foi o empurrão que faltava para voltar com o Boa Noite Internet neste segundo semestre, que você escuta agora em toda sua glória… em língua inglesa, porque Chiang não speak Brazilian.Nada tema! A seguir, você encontra a tradução da nossa conversa. Mas o podcast não traz só nossos 20 minutos de papo, mas outras conversas que tivemos sem microfone durante os dois dias de Chiangpalooza. Falamos de criatividade, tecnologia e o que nos faz humanos (spoiler: a arte). Nesta conversa, Chiang apresenta a visão da professora Anna Rogers sobre diferentes usos da IA para escrita, como “incômodo” ou como “pensamento”. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Boa noite, RESUMIDO, bom dia Brasil!O Boa Noite Internet voltou com a colab que ninguém esperava, um programa especial com Bruno Natal, do RESUMIDO com um bate-bola, um pá-pum, um toca-y-me-voy, sobre assuntos relevantes no cruzamento entre a vida digital e o mundo real.Falamos de enshittification, que já passou por aqui, de “cozy web” (mas também pode chamar de internet gourmet), da Netflix 16 do sogro do meu amigo e do cansaço de publicar sempre — você também tem postado menos?Esta colab traz várias perguntas: a gente devia fazer mais vezes esse tipo de programa? E, a mais importante:Gostou do que ouviu? Vem conversar no Discord do Boa Noite Internet.O podcast do Boa Noite Internet estava fora do ar, mas o conteúdo não parou. O site aqui tem ensaio novo toda semana e segue forte o Clube de Cultura do Boa Noite Internet, benefício exclusivo para quem apoia a gente aqui por menos do que uma coquinha zero (que tá cada vez mais cara!). This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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O peso do desamparo

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Play Episode Listen Later Jun 15, 2025 29:13


This is a free preview of a paid episode. To hear more, visit boanoiteinternet.com.brUm herdeiro de vida boa. Um condenado a trabalhar sem recompensa nem sentido. Um exterminador de zumbis. Todos descobriram, de um jeito ou de outro, o que acontece quando esforço e recompensa se desencontram. Quando nada mais parece depender da nossa vontade — e até as vitórias perdem o gosto.Neste episódio do Boa Noite Internet, vamos falar sobre desamparo, meritocracia, conforto demais, e aquela sensação incômoda de que talvez a vida não tenha um código-fonte pra ser decifrado. Mas mesmo assim — ou justamente por isso — a gente segue empurrando a pedra.* O Mito de Sísifo — Albert Camus* O Estrangeiro — Albert Camus* The Tyranny of Convenience — Tim Wu* The Grand Experiment — artigo da Universidade de Richmond sobre os “ratinhos herdeiros”* Clube de Cultura do Boa Noite Internet

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Como perdoar?

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Play Episode Listen Later Apr 27, 2025 19:16


This is a free preview of a paid episode. To hear more, visit boanoiteinternet.com.brNeste episódio do Boa Noite Internet, eu te convido a encarar uma verdade desconfortável: perdoar não é esquecer, nem "superar" — é se jogar no caos de admitir que a dor existiu e mesmo assim escolher continuar. Falamos sobre culpa, orgulho, revolta e esse milagre improvável de dar uma nova chance, para os outros e pra nós mesmos. Uma reflexão sem manual de instruções, mas com muita história, filosofia e aquelas perguntas que a gente evita fazer.

uma falamos perdoar boa noite internet
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O medo de falar o óbvio

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Play Episode Listen Later Mar 30, 2025 24:37


Falar o óbvio é o maior pecado no mundo do conteúdo? Neste episódio decidi encarar um medo que muita gente carrega: o de repetir o que “todo mundo já sabe”. Mas será que todo mundo sabe mesmo? E será que isso importa?Do papel da originalidade na história da arte à estética das TED Talks, da busca por inovação como distração ao culto do “ser inédito” nas redes sociais. Tem Tomás de Aquino, Mark Twain, George Orwell e, de bônus, uma dica de como descascar alho facinho, facinho.Um episódio que olha para nossa obsessão pelo novo e que tenta descobrir o valor de lembrar o que já estava aí o tempo todo.Links

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Qual o seu legado?

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Play Episode Listen Later Mar 16, 2025 24:57


Nos anos 90, um site dos primórdios da internet esfregou na minha cara que Alexandre, o Grande, já havia construído um império com a mesma idade que eu. E também que Donald Trump já tinha conquistado seu primeiro milhão antes de mim. Me senti um fracassado… e só depois me dei conta de que ambos tiveram uma “ajudinha” do papai.Neste áudio-ensaio, vamos falar sobre a nossa obsessão com legado e imortalidade simbólica. O que fica quando não estamos mais aqui? A busca pela glória mudou ao longo dos séculos — da morte heroica em batalha ao nome em uma lista de bilionários. Mas será que precisamos mesmo deixar algo para trás?De Júlio César a Carmen Berzatto, passando pelo produtor Lorne Michaels e pelo autor Chuck Palahniuk, vamos conversar sobre várias maneiras de lidar com a nossa finitude.A primeira regra do Boa Noite Internet é… falamos muito do Boa Noite Internet! Se você gostou, comente, espalhe, cite, tire print, encaminhe este e-mail. Seja você o algoritmo “for you” que deseja ao mundo.Em abril vem aí a nova turma do Apresentashow, meu curso aonde vou te ensinar meu processo criativo de contar histórias para você usar no trabalho, defendendo a sua ideia ou apresentando resultados.São 3 aulas ao vivo, saindo da página em branco até o design de slides — mesmo para quem não entende nada de design. A primeira turma foi um sucesso. E nem sou eu quem está falando, olha o que um dos alunos falou no Linkedisney.As aulas acontecem nos dias 7, 9 e 11 de abril, das 19h às 21h, totalmente online e com gravações disponíveis por 1 mês após o curso.Bônus especial: As primeiras 10 inscrições ganham uma sessão de mentoria individual comigo de 1 hora, onde poderemos trabalhar em uma apresentação específica sua!As vagas são limitadas e só essa semana, desconto de 20% na matrícula. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Fantasia de carnaval

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Play Episode Listen Later Feb 28, 2025 15:44


No ano em que cada mês parece ter 3000 dias, chegou o carnaval. Exceto nos lugares que já têm blocos e festas desde a virada do ano. Quem sou eu para julgar? Esse é o assunto de hoje, mas antes…Recadinhos➡ Estou publicando cris dicas em geral — mas normalmente livros — no meu canal do Instagram e no site crisdicas.com.br. Algumas indicações podem ter link de afiliados para eu ganhar uma comissão, mas todas são sinceras.➡ Não se esquece do nosso Discord, o melhor canto da Internet. O mais novo canal é o #comidinhas, onde o Robinho Bravo meio que ressuscitou o Coisas da Rua e todo mundo dá dicas de restaurantes e receitas.➡ Amanhã começa a nova fase do Clube de Cultura do Boa Noite Internet, com o livro Nação Dopamina.➡ Depois do carnaval, vou abrir a nova turma do Apresentashow, meu curso ao vivo que vai te ensinar a fazer apresentações no trabalho que são um espetáculo. Já deixa seu e-mail na lista de espera para ficar sabendo antes de todo mundo. Como sempre faço, vou dar sessões de mentoria grátis para as primeiras 10 pessoas que se matricularem.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada pelos leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, cadastre-se em uma assinatura gratuita ou paga.Qual vai ser sua fantasia de carnaval?Quando eu era criança, eu tinha uma boa relação com o carnaval — tirando a parte de que meu aniversário muitas vezes era “atrapalhado” pela data. Porque… né? Carnaval! Verão, música, todo mundo alegre. Tentar ficar acordado para ver os desfiles na Globo, ser mandado pro quarto quando começavam as transmissões dos bailes de clube. Ir nas versões infantis destes bailes fantasiado de policial americano. Fora que a semana de carnaval era mais uma desculpa para ir encontrar a primalhada em Miguel Pereira e só curtir a vida mágica dos anos 1970 e 80.Na adolescência, me achei O Inteligentão quando entendi a conexão entre carnaval e quaresma. Não era a páscoa que vinha 40 dias depois do carnaval, mas o carnaval que acontecia 40 dias antes da páscoa. A festa era a despedida dos prazeres antes do período de abstinência radical. Foi assim que virei o adolescente chato que dizia: “Sabia que o carnaval é uma festa religiosa?” Já sou palestrinha desde cedo, como vocês podem ver.Até que, não tem tanto tempo assim, entendi que o carnaval não é só uma despedida da farra antes do jejum, é mais que a famosa “festa de Baco”. É um momento em que estamos autorizados a experimentar identidades diferentes das dos outros 360 dias do ano. De deixar de “ser” para somente “estar”.Sempre me chamou a atenção a contradição de o mesmo homem que seria considerado menos masculino (a maior desgraça possível na nossa sociedade) por usar uma camiseta rosa no trabalho poder sair de Sabrina Sato completa no bloco e ninguém questionar. Na quarta-feira, a fantasia volta para o armário (ou direto pro lixo), assim como a mudança. O que aconteceu no carnaval, acaba no carnaval.Ou uma pessoa com quem me relacionei no século passado, que hoje entendo que era uma das figuras mais conservadoras que já conheci. Mas que contava com orgulho como adorava sair em trio elétrico cheirando loló e competindo com as amigas pra ver quem beijava mais. E tudo bem, não havia conflito nem hipocrisia. É só carnaval.O carnaval não é só a festa da bebida ou da pegação — mas se quiser, pode. É o festival do “viva outras vidas”, materializado nas fantasias, só que muito mais do que “eu sou o Superomi”.Essa ideia de troca de papéis é antiga. Em Roma, séculos antes de Cristo, a Saturnália já promovia uma inversão social temporária. Durante esta festa, celebrada no solstício de inverno (a época do Natal, que também foi influenciado pelo festival de Saturno), os romanos suspendiam as regras da sociedade. Escravos e senhores trocavam de lugar — não só simbolicamente, mas em aspectos práticos da vida. Os escravos podiam comer à mesa com seus senhores, vestir suas roupas, falar sem restrições e até dar ordens. Os senhores os serviam. Lojas, escolas e tribunais fechavam. Guerras eram interrompidas.Os romanos usavam o pileus — um chapéu cônico que simbolizava a liberdade — e trocavam presentes simples como velas e pequenas estatuetas. As ruas se enchiam, a cidade inteira se entregava a banquetes, bebedeiras e jogos de azar, normalmente restritos. Um “rei da folia” era escolhido por sorteio para presidir o caos festivo.Quando o cristianismo virou a religião oficial do império, a igreja tentou substituir essas festas pagãs por celebrações em nome de Jesus, mas o espírito de inversão social já estava enraizado na cultura. Assim, o desejo humano de escapar temporariamente das regras encontrou novos caminhos, novos nomes e novas datas no calendário, mesmo na própria estrutura eclesiástica. Na Europa medieval, a mais famosa destas festas foi a festum fatuorum, a “Festa dos Tolos”, celebrada por clérigos em igrejas da França. Durante um dia, os padres de menor hierarquia zombavam de seus superiores, escolhiam um “Bispo dos Tolos” e realizavam paródias de cerimônias religiosas. Não só o sagrado virava profano, o sério se transformava em cômico.Existia também a Festa do Asno (festum asinorum, porque tudo fica mais católico em latim), onde um burrico era levado para dentro da igreja e celebrado como figura central, em homenagem ao corajoso animal que carregou a Sagrada Família na fuga para o Egito. Ao final da missa, em vez de dizer “vão em paz”, o padre zurrava três vezes, e o público respondia também com zurros no lugar do tradicional “amém”. A Igreja acabou proibindo as duas celebrações nos anos 1400, mas a ideia de um período de licença social não desapareceu.O nosso Rei Momo é a personificação moderna desta tradição de troca-troca. Ele não é o rei de verdade, mas por quatro dias recebe as chaves da cidade e instala seu reinado temporário. A confusão começa, a ordem é invertida, a zoeira impera. A origem do personagem está em Momo, deus grego da zombaria e do sarcasmo, o primeiro sarcasticuzão, sempre pronto pra apontar defeitos, mesmo nos outros deuses — que levou, ora ora, à sua expulsão do Olimpo. Quando a figura chegou ao Brasil no século 19, a ideia era coroar um homem gordo, bonachão, comilão e beberrão para simbolizar os excessos permitidos naqueles dias. É o anti-rei perfeito, que governa não pela austeridade, mas pela permissividade. A escolha do Momo carioca é evento oficial da prefeitura.E tem que ser. A coroação do Rei Momo é um ritual carregado de significado. O prefeito entrega as chaves da cidade ao rei da folia, numa encenação que diz algo como: “O poder real fica suspenso. Agora quem manda é a festa.”Em um mundo cada vez mais centrado na identidade, o carnaval é a hora de ser quem você não é, em uma sociedade que, ali, não funciona mais nas regras anteriores. Mas nem todo mundo se aproveita disso e fica preso nos seus personagens. É por isso que tenho uma leve implicância com um bloco de São Paulo que só toca “punk e rock pesado” (em ritmo de carnaval). Porque seus fundadores não querem ouvir essas “músicas chatas”, sejam elas marchinhas, sambas ou Ivete. Era pra ser inclusivo, achei só preconceituoso.Se o carnaval é o momento de dissolvermos nossas identidades para tentar outras experiências, toca Arerê sim, pô! Deixa os Ratos de Porão pro resto do ano. Mas tudo bem, sábado pularemos lá, porque carnaval também é estar com a nossa galera. Tenho até amigos que são roqueiros.Toda essa história de inversão da ordem se encaixa com o cristianismo ser considerado “a religião do perdão”. Jesus morreu pelos nossos pecados. Jesus existe para perdoar nossos pecados. E o carnaval é o maior perdão do ano. Enquanto aquela prefeita do Maranhão quer trocar o carnaval por um evento gospel (parece que vai rolar mesmo), dá para tentar ver o feriado não como uma contradição aos valores cristãos, mas seu complemento necessário. E se a reza ficasse pra, sei lá, pensando alto aqui, os 40 dias depois do carnaval? Desruptei agora, diz aí.Mas calma. Carnaval não é bagunça. É o famoso “se combinar direitinho…”, mas tem que combinar. Quando eu era um garoto juvenil, comecei a namorar uma menina poucas semanas antes do carnaval. Ela já estava com viagem marcada para a Região dos Lagos e, quando nos encontramos na quarta-feira, tinha um cara na porta da casa dela. Foi o primeiro “é meu primo” da minha carreira. Tudo bem, eu sobrevivi. Era só ter combinado.Então, apesar de todo esse papo de inversão, o carnaval também tem que ter muito respeito. Não é porque na quarta-feira tudo está perdoado que você vai beijar quem não quer ser beijado, ou abusar do espaço do amiguinho. Fantasia não é salvo-conduto. “Não é não” segue valendo. A inversão de papéis funciona ao haver consentimento de todas as partes envolvidas.O que me traz de volta ao cara que se veste de mulher no carnaval, mas não “vira gay” no resto do ano. A questão não é tão simples quanto parece. Ele pode se vestir de mulher, de indígena ou de qualquer fantasia sem consequências de longo prazo. A quarta-feira chega, ele volta ao terno, à vida normal, ao privilégio. O mesmo não acontece no sentido inverso, né? Eu fico aqui imaginando uma cena de carnaval onde um cara vestido de mulher é assediado por uma mulher vestida de homem.O carnaval é uma tentativa de quebra das relações de poder, mas essas relações continuam existindo, é claro. O cidadão romano sabe que não virou escravo para sempre. É só brincadeirinha. Idolatramos drag queens e pessoas trans por quatro dias para, logo depois, voltarmos a uma sociedade que as marginaliza. Vivemos no país que lidera o ranking de assassinatos de pessoas trans.Lá atrás, o carnaval era um jeito dos reis e papas dizerem “aproveitem aí, acreditem que vocês agora estão no poder”. Será que mudou? O negro vira estrela da TV, a mulher vira rainha (da bateria), o morador da comunidade é destaque do samba-enredo. Até mesmo o contraventor que financia a escola é aplaudido na avenida. Ali pode, depois volte para onde você veio, por favor.Se é assim, o carnaval é uma verdadeira quebra ou só uma válvula de escape que mantém tudo como sempre foi? O historiador russo Mikhail Bakhtin dizia que o riso e a festa podem ser subversivos, mas também podem servir para reforçar o sistema. A inversão temporária alivia as tensões sem ameaçar a estrutura. Se sabemos que tudo volta ao normal na quarta-feira, não há perigo real de mudança. A transgressão é permitida porque é passageira. Visto assim, o carnaval é uma festa de inversão de papéis e, por isso mesmo, um ritual de aceitação do resto do ano.Quem acompanhou o Clube de Cultura de “A crise da narração”, vai lembrar de Byung-Chul Han contando que antes da chegada do “storyselling” os feriados tinham função narrativa, contavam uma história coletiva. Hoje, viraram só mais uma data para o consumo, o próximo presente a ser comprado. Será que o carnaval é a última das festas que ainda carrega um significado, ou também virou só “vou beber muito”? Para mim, parte da resposta está em todos os “pré-carnavais” e “carnaval fora de época”. Não há calendário nem ritual, só uma balada temática.Mas esse não é o assunto de hoje. Só quero dizer o seguinte: aproveite o carnaval para tentar ser quem você não é. Pense no que a palavra fantasia pode significar. Nem que seja algo simples como “menos crítico comigo mesmo” ou “não ficar pensando no amanhã”. Imagine possibilidades. Talvez o você do carnaval tenha alguma coisa pra ensinar ao você do resto do ano. De um jeito ou de outro, tudo se acaba na quarta-feira.Por hoje é sóCuidem de si, cuidem dos seus. Mais que tudo, divirtam-se. Até a próxima.crisdias This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Os desafios da comunicação em 2025

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Play Episode Listen Later Feb 4, 2025 74:21


Feliz 2025… já com novidades!Ainda estamos aqui nos preparando para a nova temporada do Boa Noite Internet, mas não é por isso que vamos ficar sem novidades. Chegou na rede mundial de podcasts o É sobre isso, o novo podcast da Ampère, produzido junto com a Beet. A cada 2 semanas eu, o Alexandre Maron e o Gui Pinheiro (meus sócios aqui na Ampère) com a Catarina Cicarelli e a Gaía Passarelli da Beet, vamos falar sobre atualidades na comunicação contemporânea em um podcast mais interessado em colocar perguntas do que trazer respostas (quem conhece o Boa Noite Internet, sabe).Pra você conhecer o É sobre isso eu trago aqui o primeiro episódio, mas se quiser acompanhar as conversas segue nóis nas plataformas: Spotify, Apple, Pocket Casts e, se você é do vídeo, no YouTube. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Por que pessoas inteligentes não são felizes?

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Oct 20, 2024 26:12


Quanto mais inteligente se é, mais fácil deveria ser entender o mundo, conseguir realizar coisa e, no fim de tudo, ser feliz, certo?Infelizmente não. Pesquisas de várias áreas da ciência indicam que a felicidade não tem nenhuma conexão com inteligência — ou, se tiver, é ligeiramente negativa.Neste ensaio do Boa Noite Internet vamos tentar entender o que é inteligência, afinal de contas, quais tipos de problema ela é boa em resolver e se tem algum jeito de usar o intelecto para ser mais feliz.Chega de não ir adiante na sua carreira por não dominar a arte de contar histórias. Por isso vou te ensinar tudo o que eu sei como como contar histórias no meu curso Apresentashow, como fazer apresentações corporativas que são um espetáculo.A próxima parada do Clube de Cultura do Boa Noite Internet é com o novo livro de Yuval Noah Harari, Nexus: Uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à inteligência artificial.Toda semana quem apoia o Boa Noite Internet recebe um resumo comentado do livro e depois a gente conversa nos comentários. O prólogo já está disponível de graça para você ver como esse clube é incrível.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Como desacelerar a vida — com Helena Galante

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Play Episode Listen Later Sep 8, 2024 82:03


E aí, tudo bem? É, eu sei. Corrido. Dizer isso que “tá corrido”, é quase que um aperto de mão secreto de quem vive em 2024, especialmente aqui em São Paulo, não sei como é aí onde você mora. Tá corrido, tem muita coisa acontecendo, não estou dando conta.Fora que isso é dito quase que com um ar de orgulho. “Tá puxado mas eu aguento”, como se por causa disso a gente merecesse um prêmio, um… bônus.E não é que tá corrido. Tá acelerado, que na aula de física a gente aprendeu que é quando a velocidade aumenta, metros por segundo por segundo, o ponteiro subindo mais e mais — porque foguete não tem ré. (Mas explode.)O resultado é que a gente não admite perder tempo e tudo vira motivo pra irritação. O tempo esperando o porteiro do prédio anotar nosso CPF é um minuto a menos produzindo na reunião. Outro dia um cara buzinou porque eu parei no sinal amarelo. “Dava pra ter passado!” Ou então o caixa de supermercado com a placa “atenção, funcionário em treinamento”, avisando que ali o atendimento vai ser mais lento do que o normal, desculpem a nossa falha.Além disso, você Já reparou que até no descanso a gente tenta ser produtivo? Quando vai sair de férias faz uma lista de todos os lugares que precisa ir, provavelmente pra postar foto no Instagram provando que foi lá. Que todos aqueles dias do ano correndo foram bem gastos ali, vendo o por do sol naquele lindo templo de meditação. Pronto, vai, cadê minha iluminação espiritual?E aí? Senta e chora? Tem saída? Dá pra desacelerar?Pra falar disso eu convidei essa semana minha querida amiga, a jornalista Helena Galante, que é diretora de portfólio de Claudia e Boa Forma, criadora do podcast Jornada da Calma; autora do livro “Jornada da Calma - Caminhos Possíveis para Viver com Menos Correria”; é TEDx Speaker e agora é, junto comigo e uma turminha do barulho, preparadora do TEDx Blumenau (o melhor TEDx da América Latina, sem clubismo).Você já entrou para o Clube de Cultura do Boa Noite Internet? Este mês estamos resumindo e conversando sobre o livro Quatro mil semanas: Gestão de tempo para mortais.Links e transcrição em https://boanoiteinternet.com.br/ This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Como não entrar no personagem

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Play Episode Listen Later Aug 25, 2024 29:26


Até hoje muita gente ainda me pergunta por que não faço mais as “quartas desmotivacionais” no meu Instagram: um prensadão de memes que iam do autodepreciativo à indução de ansiedade. Finalmente hoje revelarei a verdade: é porque eu estava entrando no personagem.Precisamos usar máscaras para transitar produtivamente pelo mundo? É saudável quando os outros nos dão máscaras? E o que acontece quando elas são daquele tipo de porcelana, caem e se quebram em mil pedacinhos?Este é o tema do ensaio da vez do Boa Noite Internet, nos vemos do outro lado.Entre já para o Clube de Cultura do Boa Noite Internet, onde eu resumo um livro e a gente conversa sobre ele, aqui mesmo no site. Este mês estamos falando de “Resista: não faça nada: A batalha pela economia da atenção”, da Jenny Odell.O Boa Noite Internet é uma publicação sustentada pelos leitores, sem patrocinadores ou feed algorítmico. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Viciados em dopamina — com Michel Alcoforado

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Play Episode Listen Later Aug 11, 2024 72:56


Após um longo dia de trabalho mandando e-mail, escrevendo roteiro, aprovando edições, fazendo reunião, enfim, olhando para uma tela, nada melhor para relaxar do que… olhar para mais telas! Pode ser na TV, mas provavelmente no telefone. E muitas vezes no mesmo computador que trabalhei o dia todo, só que agora jogando.Tá, eu sei. Não precisa ser assim. Eu posso ler um livro, fazer… sei lá, artesanato? Só que eu não sei você, eu não consigo. Não dá. A cabeça não consegue focar, é que nada tem graça, é tudo um grande tédio. E quando a gente está com tédio, por menor que seja, faz o quê? Tira o telefone do bolso!Nem futebol eu consigo mais ver direito. Quem tem tempo de ver noventa minutos de pessoas correndo atrás de uma bola. Fora os intervalos! Como assim, intervalo?O resultado é que eu e muita gente acaba fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Olha para TV e para o telefone. Joga alguma coisa ouvindo podcast. (Eu sei que você está fazendo outra coisa enquanto ouve esse podcast aqui, tudo bem.) Será que a gente está viciado em dopamina?Segundo o crítico cultural americano Ted Gioia, em um artigo que ele publicou em fevereiro, a cultura mundial passou séculos produzindo arte, a criação pela criação em si, para agradar a Deus — ou o nobre que pagou as contas. Em algum ponto do século XX esta arte passou a ser entretenimento, precisou ser divertida, interessante. Foi mais ou menos nessa época, por exemplo, que a política mundial mudou e a gente passou a votar nos políticos mais carismáticos, que iam bem na TV, especialmente em debates.Até aí tudo bem! Quem não gosta de um filminho ou série divertida? O problema, segundo o Gioia, é que na hora que o controle da cultura sai de empresas de mídia e vai para empresas de tecnologia, o grande negócio, o big business passa a ser a distração. Aquelas coisas que a gente consome "só para passar o tempo". Só para dar uma risada, ou para ver que fofinho aquele cachorro. Não existe história, não existe arte, nem conversa, nem sentimento, só há reação, estímulo e conteúdo, essa palavra que nivela toda a produção cultural por baixo. Somos criadores de conteúdo, eu, o Luva de Pedreiro ou o Martin Scorsese.Se os “patronos das artes”, dos Medici de Florença aos Moreira Salles do Brasil eram admirados por usar sua fortuna em nome da arte, os bilionários de hoje são idolatrados pelo simples fato de serem ricos. Porque geraram valor, inventaram aplicativos e empresas que faturam bilhões. Não precisa de arte. E o melhor jeito de fazer isso é otimizando seus aplicativos para que a gente passe cada vez mais tempo neles, com constantes doses de dopamina, um neurotransmissor importante para nossa sobrevivência, mas que hoje nos deixa viciados em conteúdo vazio.Só tem um problema de falar nisso aqui. Se tem uma coisa que eu odeio é ser o cara do "antigamente é que era bom". Até porque não era. A TV tinha muita porcaria, a sociedade era muito mais cruel com quem não nasceu na família certa e por aí vai.Eu não quero ser o saudosista chato nem o podcaster que chega com uma lista de reclamações para mostrar como o mundo todo está errado. Porque isso também é parte da indústria de distração atual: usar nossos medos e vieses para gerar mais clicks, mais views.Por isso chamei para conversar esta semana o Michel Alcofrado, antropólogo e pesquisador de comportamento e cultura — tanto é que ele tem um podcast chamado É tudo culpa da cultura, além de ser palestrante, comentarista da rádio CBN, colunista do Uol e fundador do Grupo Consumoteca. Ele me ajudou muito a entender esse cenário atual, o que é verdade, o que é só exagero e o que é melhor eu só deixar acontecer.Além de tudo isso, o Michel também é o cara que me ajudou, no dia da entrevista, a arrumar na minha cabeça a nova novidade das Indústrias Boa Noite Internet, o nosso Clube de Cultura! Pois é.Funciona assim: todo mês a gente vai pegar um filme, livro, série, sei lá, qualquer coisa que estimula a nossa cultura e inteligência — que não é só distração — e conversar juntos lá no site do Boa Noite Internet.Agora em agosto a conversa é sobre um livro que tem muito a ver com o episódio de hoje, é o Resista, não faça nada: A batalha pela economia da atenção, da americana Jenny Odell, meu livro preferido de 2020, que também entrou na lista dos livros do ano do Barack Obama em 2019. Então a cada semana eu vou resumir dois capítulos do livro, comentar no meio o que cada história me fez pensar e depois a gente se pega nos comentários.Mas atenção para um detalhe muito importante.Se não quiser ler o livro, não precisa. (Mas se quiser, pode.)Eu leio e comento para você. Tudo isso já incluído no seu apoio ao Boa Noite Internet.Links do episódio* As grandes cidades e a vida do espírito — Georg SimmelThanks for reading Boa Noite Internet! This post is public so feel free to share it. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Como envelhecer em uma sociedade jovem-cêntrica? — com Gisela Castro

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Play Episode Listen Later Jul 28, 2024 75:36


Imagine a seguinte situação: uma pessoa se candidata a uma vaga de emprego, mas logo no primeiro contato já recebe uma mensagem dizendo que não vai seguir adiante porque, sabe como é, essa vaga precisa de força, liderança, habilidade matemática, então… só estão procurando homens e ela, a candidata mulher, vai ficar de fora. Mas olha! Assim que tiver uma vaga assim mais no perfil dela, pode deixar que a gente entra em contato.Eu não estou dizendo que uma situação assim não exista, mas todo mundo concorda que é errado, né? Imagina isso sendo contado em, sei lá, um post revoltado no LinkedIn: todo mundo ia concordar que não pode. Certo? Certo.Vamos então rever essa história, mudando uma coisinha. “Oi, muito legal seu interesse por essa vaga, mas não vamos seguir com você nela, porque essa posição é mais mão na massa, estamos procurando alguém mais novo, que entenda de redes sociais e tecnologia. Quando aparecer uma vaga de presidente da empresa a gente te liga”.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.A gente vive em uma sociedade jovemcêntrica, que associa atributos bons à juventude e ruins a quem é velho: ultrapassado, desatualizado, sem energia, fraco, acomodado.Tanto é que se você quer elogiar uma pessoa mais velha, você faz o quê? Diz que ela nem parece ter aquela idade! Tá com energia de um garoto! Olha ela, não tem nenhuma ruga. É a famosa “elofensa” a ofensa que a pessoa jura que é um elogio.Só que… como eu cruzei a linha dos 50 no ano passado, esse é um programa complicado pra mim. Porque eu não quero que pareça que eu estou dizendo que sou discriminado, uma vítima da sociedade… Até porque eu era, até outro dia, o gabarito do privilégio. Homem, branco, hétero, cis, sudestino… Que mais? Pode botar aí, eu sou. Só que agora eu estou começaaando a ter um gostinho do que é não ser mais o rei da cocada, o centro das atenções, a principal escolha. E também escuto cada vez mais histórias de amigos passando por situações assim. Saem de um emprego e não conseguem outro. Ou as mulheres, famosas ou anônimas, que fazem 40 e entram para a caixa "passou do auge". Tá proibido envelhecer!Se tudo der certo, todo mundo vai envelhecer um dia.Esse é um processo natural da vida que as pessoas — inclusive eu — deixa pra se preocupar só quando chega lá. Acha que vai ser diferente, que quando envelhecer tudo vai continuar como antes porque as pessoas vão ver que ela continua a mesma.Foi por ver que o mundo estava começando a me tratar diferente — do mercado de trabalho às propagandas — que a gente chamou para conversar no Boa Noite Internet dessa semana a Psicóloga e Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ Gisela Castro, que tem pós-doutorado em Sociologia no Goldsmiths, University of London e é Professora Titular do Mestrado e Doutorado em Comunicação e Consumo da ESPM, São Paulo, com pesquisa sobre envelhecimento, longevidade e intergeracionalidade no contemporâneo.Se eu gosto de falar que o objetivo do Boa Noite Internet é quem escuta o programa sair pensando "ufa, eu não tô maluco sozinho", essa conversa foi mais uma delas. Foi mais um papo que me deixou muito feliz no fim, não só como podcaster, mas com o mundo mesmo, ver que as coisas têm jeito. Esse é um episódio que eu queria muito que fosse ouvido por gente que ainda se vê como jovem, até porque, uma das coisas que descobri no papo foi que… Tá, eu vou deixar a Gisela falar.Links no site boanoiteinternet.com.br This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Cultura do cancelamento em 2024: como estamos? — com Pedro Tourinho

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Play Episode Listen Later Jul 14, 2024 71:52


Uma das cenas de filme mais marcantes da minha vida, do tipo pesadelo e trauma, é de um filme que vi com 5 anos: Superman, o Filme, sim, aquele com o Christopher Reeve, o melhor Superman. É logo no início, ainda em Krypton, quando o Pai do Super, o Marlon Brando, condena três criminosos a serem banidos para todo sempre na Zona Fantasma.A parte dessa cena que me deixou chocado é na hora que os três vilões são jogados na tal zona fantasma. Eles ficam em um círculo com uns bambolês em volta, a grande redoma que eles estavam abre, eles ficam em um facho de luz que vai até o espaço. Aí vem um… espelho espacial? Um quadrado brilhante, que passa por cima deles, que ficam presos ali naquele espaço apertado, as mãos no vidro, voando pelo espaço gritando de desespero.Aaaaaah, você me paga, Jorel!!!Como a gente vai ver no filme seguinte, o general Zod não era nenhum santo, eu não tava lá para ver, mas deve ter merecido. Mas aquele desespero de ficar ali preso naquele espelhinho sideral me marcou muito e é essa cena que me vem à cabeça quando em penso no tema dessa semana do Boa Noite Internet: cultura do cancelamento.Eu defendo já tem tempo que a internet deu voz a pessoas que nunca tiveram plataforma antes, gerando o que eu chamo de “eu não tô maluco sozinho”. As conversas online fizeram com que a gente conseguisse ver que um monte de coisa não era coincidência, “só um caso isolado” ou invenção da nossa cabeça. É por isso que eu digo que apesar de a gente adorar falar mal da internet, ela ainda tem um saldo positivo para o mundo. Em 10 anos a sociedade mudou radicalmente, por conta das conversas que aconteceram online.Eu defendo a internet e as xoxal redes como ferramenta de mudança. Só que, ao mesmo tempo… Eu sempre fiquei muito incomodado com a cultura do cancelamento, que é quando alguém faz alguma coisa considerada errada e então começa o que eu costumo chamar de “Tribunal da Internet”, onde o veredito é decidido e executado ali na hora, que nem em Krypton, só que no feed de alguma rede social, de preferência o Twitter. O que me incomoda nessa dinâmica é o sentimento de que a pessoa é culpada até prova em contrário, de que se ela foi acusada, coisa boa não fez. E que se você ousar ponderar, ei, peraí, não é bem assim… plau! Você também é culpado.E nessa eu vi muita gente que eu gosto ser cancelada sumariamente, o que foi um dos motivos de eu ter largado o Twitter já tem aí quase 2 anos.Mas… o tempo passa. A teoria vira prática e a gente descobre que as coisas não são tão simples assim. Daí, enquanto a gente estava montando a pauta dessa temporada do Boa Noite Internet, o tema “cultura do cancelamento” estava lá na lista e me fez lembrar que um cara que eu conheço já tem aí mais de 10 anos estava para lançar um livro sobre o assunto. Eu mandei um Zap pra saber como estava o projeto e descobri que ele ia lançar o livro na semana seguinte.Eu estou falando do Pedro Tourinho, que é comunicólogo e especialista em entretenimento e mídia. Ele já tinha escrito o livro “Eu, eu mesmo e minha selfie. Como cuidar da sua imagem no século XXI”. Foi meu chefe quando eu estava de saída do BuzzFeed ali no auge da loucura de 2020. Desde o início de 2023 o Pedro atua como Secretário de Cultura e Turismo de Salvador e agora acabou de lançar o livro “Ensaio sobre o cancelamento”.A gente correu, agendou o estúdio e agora você escuta esse papo sobre a origem da cultura do cancelamento, vê que de novidade ela não tem nada — a humanidade já cancela tem tempo — mas também o que ela traz de diferente agora e, principalmente, a parte que me fez querer falar desse assunto em 2024: entender o que mudou, o que a gente aprendeu nessa última década e, pra fechar, um guia prático pra quando for você a pessoa cancelada da vez. Porque um dia todos serão cancelados por 15 minutos. Inclusive eu, por conta desse programa.Sei lá, vamos ver. Mas eu fiquei muito feliz com o papo, que me fez ver toda essa dinâmica de um jeito diferente, menos violento.Links do episódio e transcrição em https://boanoiteinternet.com.br/ This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Pai de menina

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Play Episode Listen Later Jun 30, 2024 31:53


Dezoito anos atrás virei pai, de menina ainda por cima.Até hoje tento descobrir como se faz isso. Neste ensaio do Boa Noite Internet conto o pouco que descobri e muito do que senti.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Links e transcrição do episódio no site: https://boanoiteinternet.com.br/ This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

neste menina dezoito boa noite internet
Boa Noite Internet
A revolução dos psicodélicos — com Marcelo Leite

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 16, 2024 87:08


Era um sábado nublado em São Paulo. A gente estava no parque já tinha mais ou menos uma hora. Eu deitei na grama, sentindo uma… felicidade? Não sei. Mas era bom. As folhas das árvores em volta pareciam mais 3D do que o normal. Eu conseguia ver a distância entre cada folha e as outras, e eu nem estava tão perto assim das árvores. Aí eu olhei para cima… e vi.O teto do estúdio. Sabe Show de Truman, o Show da Vida? Onde o Jim Carrey descobre que ele passou a vida toda preso em um reality show? Pois é, eu vi o teto do estúdio. Só que como a gente está em 2024 e não em 1998 — que é quando o filme foi feito — o teto do estúdio não é feito de passarelas de metal e holofotes. A tecnologia é aquela do Mandalorian, uma grande tela de LED em volta de tudo, que se move para compensar a perspectiva da câmera. O céu, na verdade, é só uma tela de TV.Eu ri, porque eu sabia exatamente o que estava acontecendo e que, é claro, o céu não é de LED nem nada, era só uma ilusão visual criada pelo Psilocybe cubensis, o famoso “cogumelo mágico” que eu tinha ingerido na hora que estacionei o carro. Não que eu estivesse viajandão, muito louco nem nada, eu estava totalmente no controle de tudo que estava acontecendo. Tanto que um pouco antes, enquanto eu estava ali relaxado na grama, eu vi um cara suspeito vindo para o lado onde a gente estava e peguei rápido minha bolsa que estava dando bobeira no chão.Falar de cogumelos mágicos que nem a gente vai fazer hoje aqui no Boa Noite Internet — e falar também de outras substâncias psicoativas como LSD, ecstasy, ayahuasca é complicado. Porque a gente está entrando no território da ilegalidade ou, pelo menos, da não regulamentação. Não pode. Quer dizer, pode. Porque Psilocybe cubensis dá em qualquer lugar e o Brasil não tem regulamentação específica sobre cogumelos. Mas eu não sei de nada, não estou falando para você fazer nada, tá? Tudo o que eu posso dizer é que o cogumelo mágico mudou a minha vida. Eu hoje em dia faço microdose, uma quantidade de cogumelo que não causa efeito nenhum, não vejo teto do Show de Truman nem nada, mas eu fico…Bem. Quem me ajudou a entender isso inclusive foi uma conversa que rolou no Discord do Boa Noite Internet enquanto o pessoal trocava ideia sobre psicodélicos. Na época da conversa eu já estava começando na microdose, achava legal, mas não sabia o porquê. Aí veio a informação que explodiu a minha cabeça: um dos lugares onde o cogumelo mágico mais atua é na rede de modo padrão, que sim, você já ouviu eu falar dela aqui no Boa Noite Internet, no episódio A voz na minha cabeça. A rede de modo padrão é a parte do cérebro que controla o ego e, por isso, gera essa desgraçada dessa voz. E com a microdose, não é que elas sumiram, não é que nunca mais tive ansiedade nem depressão… Mas deu uma acalmada. Às vezes ela fica só falando amenidades e me deixa em paz.O bom daquele dia no parque não foi ver o teto do show da vida nem nada. Foi ter uma pequena amostra de um efeito famoso dos psicodélicos: a dissolução do ego. Cada pessoa tem a sua experiência, cada um é seu cada um, mas no meu caso foi entender que eu não sou nada, eu só estou. Que viver é pular de um estado para outro e que — pelo menos ali vivendo a magia do cogumelo — eu podia deixar de ser o que eu acho que sou e… mudar. Não que eu vá “manifestar” que agora eu um rico CEO, nada disso. É só que a gente não precisa se prender a estados emocionais.No fim da viagem — que, de novo, foi totalmente sob controle, eu sabia exatamente o que estava acontecendo, eu não vi elefante rosa nem nada — quando acabou eu entendi a expressão “abraçar árvore”, porque eu estava com uma vontade real de agradecer a companhia de uma árvore que ficava perto de onde eu estava. Eu entendi que eu e ela não somos muito diferentes.Depois desse dia eu virei o quê? Eu virei o cara chato que só fala de cogumelinho. Você teria 5 minutos para ouvir a palavra do Psilocybe cubensis? Foi numa dessas que um amigo me deu de presente de aniversário o livro Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira, escrito pelo Marcelo Leite, colunista da Folha de São Paulo. O livro traz histórias de pesquisadores e pacientes brasileiros que usam os psicodélicos não para ficar mucholokos e ver o teto do universo, mas para conseguir lidar melhor com doenças como depressão, dependência química e até stress pós-traumático.Eu devorei o livro e resolvi chamar o Marcelo para conversar no Boa Noite Internet, me aprofundar em alguns assuntos e dar uma tietada básica nesse cara que tem mais de 40 anos de carreira no jornalismo.O papo foi tão bom, tão bom, que a gente quase estourou as duas horas de estúdio e muita coisa acabou de fora nessa edição — e ainda assim esse episódio ficou grandinho, você deve ter visto aí no seu tocador né?Mas se você apoia o Boa Noite Internet é só acessar aí o seu feed personalizado, secreto, pessoal e intransferível e escutar a entrevista completinha. Assim você não só ganha acesso a vantagens exclusivas, também ajuda o Boa Noite Internet e mostra para o mundo que histórias como essas que a gente conta são importantes.Lembrando que é isso, só um papo, se você achou interessante o que a gente falou aqui, procure se informar mais, faz aquela consulta médica para ver se a sua saúde está em dia, se não tem contra-indicação nem nada, aquelas coisas.(Links do episódio no site.) This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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A mercantilização da identidade — com Issaaf Karhawi

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Play Episode Listen Later Jun 2, 2024 57:40


Uma manchete de abril de 2023 do Extra alertava: "Brasil já tem mais influenciadores digitais do que advogados e médicos". Os números vieram de uma pesquisa da Nielsen feita em 2022 e falam de mais de 10 milhões de pessoas que se dizem criadores de conteúdo, o que daria oito vezes mais do que advogados e 20 vezes mais do que médicos.Essa é uma conta bem injusta. Para se dizer creator você só precisa ter uma conta em aplicativo, não precisa de anos de faculdade nem prova da OAB. Mas enfim, taí o dado. O Brasil é o segundo país do mundo com mais influenciadores, creators, blogueiros… cada um chama de um jeito e só isso já dava assunto para um podcast inteiro.O que importa é que viver da própria imagem — em tempo integral ou não — virou um meio de vida que muita gente resolveu seguir no Brasil. Ser famoso, chamar a atenção, ter muitos seguidores… e depois vender essa influência para patrocinadores.Por exemplo, o BBB — que terminou na semana em que esta entrevista foi gravada. A gente costuma falar que as pessoas entram no BBB para virar ex-BBB. Já se entra na casa com um plano de mídia, equipes do lado de fora e até contratos pré-assinados com a própria Globo. É fora da casa que o dinheiro de verdade vem.E esse dinheiro vem de vender a própria identidade. É viver de um jeito que seja atraente para patrocinadores. Falar — e não falar — de certos assuntos. Ser de um jeito. Não é um personagem. É colocar a vida na prateleira.Para entender tudo isso, eu chamei para conversar a Issaaf Karhawi, que é jornalista, mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela USP e que desde 2014 pesquisa a cultura dos influenciadores digitais no Brasil. Hoje em dia ela é professora titular do Programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Paulista e pesquisadora em comunicação digital no COM+. Todo essa investigação dela virou o livro "De blogueira a influenciadora", onde ela estudou blogueiras de moda, mas como você vai ouvir no papo, serve para qualquer tipo de creator.Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se assinante, gratuito ou pago. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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A era do POV — com Lucas Liedke

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Play Episode Listen Later May 19, 2024 53:58


Vivemos uma epidemia de individualismo? Se na Idade Média buscávamos as respostas da nossa existência em Deus, agora as encontramos dentro de nós mesmos, no nosso ponto de vista, ou POV, do inglês point of view.Para falar disso o Boa Noite Internet recebe esta semana Lucas Liedke, pesquisador e analista de cultura e comportamento, apresentador do podcast Vibes em Análise e autor do livro “Entre Sessões: psicanálise para além do divã”.Acesse boanoiteinternet.com.br para ver a transcrição do episódio e todos os links citados no ar. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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A batalha pelo trabalho remoto, com Ian Black

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Play Episode Listen Later Apr 21, 2024 73:44


Em 2020, quem trabalhava em escritório teve que aprender a trabalhar de casa. Várias empresas disseram que esta seria a nova regra para sempre — com algumas anunciando que seria possível trabalhar de qualquer ponto do planeta. Mas a partir de 2023 vários empregadores pelo mundo, especialmente no Brasil, começaram a exigir a volta às "firmas", usando justificativas vagas como "sinergia" e "cultura da empresa". Nem todo mundo gostou.É para falar disso que o Boa Noite Internet desta semana recebe Ian Black, sócio fundador da agência de publicidade New Vegas, que estabeleceu um regime de "é proibido trabalhar no presencial, mas se quiser pode", como ele brinca.Visite o nosso novo site, boanoiteinternet.com.br para ver todos os links citados no episódio, deixar seu comentário e se inscrever para receber no seu e-mail todas as novidades do Boa Noite Internet. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

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Tecnologia e política: estamos preparados? — com Pedro Markun

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Play Episode Listen Later Apr 7, 2024 67:57


Qual o papel de tecnologias como Inteligência Artificial na política? As conversas hoje em dia focam muitos nos perigos de usos como a disseminação de desinformação, espalhando medo ao mesmo tempo em que acham que elas próprias não estão sujeitas às armadilhas.Este medo é justificado, ou a mentira sempre foi parte da política? Há alguma maneira de usar bem a tecnologia na política e no governo, ou os órgãos de governo devem ser isolados do mundo tech? Nossos governantes estão preparados para esta discussão?Estas são algumas das perguntas que vamos tentar responder no episódio da semana, com Pedro Markun, hacker ativista que há anos vive neste mundo onde tecnologia encontra a política.O Boa Noite Internet só é possível porque pessoas como você apoiam financeiramente o projeto, assinando nosso plano de conteúdo exclusivo. Pelo preço de uma coquinha você também pode nos ajudar a seguir explicando o mundo através de histórias interessantes toda semana.LinksSiga o Pedro no Instagram, Twitter e LinkedIn.Siga o Boa Noite Internet no Instagram e no LinkedIn.Livro gratuito Better without AI, de David Chapman.anacron.ia, perfil sobre IA da Ana Freitas no Instagram.ChatGPTGoogle Gemini

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A Geração Z e o trabalho: velhos desafios, novas respostas — com Milie Hajì

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Play Episode Listen Later Mar 31, 2024 58:14


No episódio desta semana do Boa Noite Internet exploramos o universo da Geração Z e seu papel no cenário do trabalho contemporâneo. À medida que esta geração chega na casa dos 30 anos, sua influência se expande, abrangendo não apenas novas ideias e inovações, mas também redefinindo o conceito de trabalho e o ambiente corporativo. Com uma perspectiva única que desafia normas estabelecidas, a Geração Z nos convida a reconsiderar velhos desafios com novas respostas.Nosso anfitrião, Cris Dias, um entusiasta declarado das novas gerações, traz à mesa uma conversa esclarecedora com Milie Hajì, Gerente de Recrutamento e Seleção da Companhia de Talentos. Juntos, exploram como essa geração está questionando e remodelando as dinâmicas de trabalho tradicionais e os estereótipos que enfrentam. Este episódio é um convite para entender melhor as esperanças, os desafios e as soluções que essa geração traz para o mundo do trabalho.Links:Pesquisa Carreira dos Sonhos, da Cia de TalentosApoie o Boa Noite Internet e nos ajude a seguir contando histórias. Quem apoia o Boa Noite Internet ganha acesso à versão sem intervalos comerciais.Siga o Boa Noite Internet no InstagramSiga o Boa Noite Internet no LinkedIn

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Eu só quero é ser feliz

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Mar 24, 2024 32:43


O que é "ser feliz"? Precisamos ser felizes o tempo todo? É um dever com nossa humanidade? No primeiro episódio da sexta temporada do Boa Noite Internet, desafiamos as concepções tradicionais de felicidade, mergulhando na história e filosofia para explorar o que realmente significa viver uma vida plena.Será que a felicidade é uma emoção que podemos escolher ou é o resultado espontâneo de viver uma vida significativa? E mais, podemos aprender algo sobre a felicidade na forma como enfrentamos nossas adversidades e nos conectamos com os outros?Este episódio não é apenas um convite para refletir sobre estas questões, mas também uma jornada que desvenda os mitos da felicidade perpetuada por narrativas de autoajuda e a pressão social para sermos constantemente alegres. Oferecemos outras perspectivas das vendidas pela sociedade sobre quais podem ser as verdadeiras chaves para uma vida rica e satisfatória.Descubra conosco se a busca incessante pela felicidade está realmente nos fazendo felizes, ou se, paradoxalmente, nos afasta do verdadeiro significado de uma vida bem vivida. Prepare-se para questionar tudo o que você pensava saber sobre a felicidade. Sintonize no Boa Noite Internet e embarque nesta jornada de autodescoberta e reflexão profunda.Links do episódio:Curso Roteiro para Cinema, TV e Games na Ebac com R$ 200 de desconto a mais se você usar o código INTERNETOFERTA.Livro: O Sentido da Vida de Contardo Calligaris.Estudo: Expanding the social science of happiness.Artigo: Happiness Comes from Making Others Feel Good.Artigo: How Volunteering Can Help Your Mental Health.Artigo: Can Helping Others Help You Find Meaning in Life?.Para a transcrição do episódio acesse nosso site.

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Trailer: Boa Noite Internet

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Feb 28, 2024 1:32


Boa noite internet, boa noite Brasil, eu sou o Cris Dias e este é o podcast… Boa Noite Internet, ué.Aqui nesse podcast a gente fala das coisas que acontecem no meio do caminho entre a vida pessoal, a vida profissional e a tecnologia, que tá aí sempre mudando, né? de redes sociais até chatgpt.Mas assim, ó, deixa eu te avisar, o Boa Noite Internet é um podcast que tem mais respostas do que perguntas, que tá tão perdido quanto você nessa coisa de vida adulta no século 21 e por isso usa as histórias pra entender o mundo.Aqui tem episódio que é em formato de ensaio, assim meio palestrinha, e tem também episódio onde eu sento pra conversar com algumas pessoas que tem ideias que eu admiro. Não tem ordem pra ouvir nem nada, pode ir passando aí pela lista de episódios e escolher o que te chamar a atenção. O importante aqui é ouvir.Se você gostar das ideias, segue a gente aqui no Spotify — ou onde você ouve o seu podcast — e também lá no Instagram, eu sou o @crisdias. Ou, melhor ainda, passa no boanoiteinternet.com.br pra saber do nosso servidor de Discord, onde você vai poder conversar com outras pessoas parecidas como você.É isso, boas vindas, muito obrigado por me dar seu tempo, a gente se escuta por aí.

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Controlar o espaço-tempo

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Dec 10, 2023 20:59


Queremos controlar nosso tempo e espaço. Sem falar no dos outros e do mundo. No último episódio da temporada 2023 do Boa Noite Internet, um ensaio sobre a nossa relação com o presente, passado e futuro.➡️ Conheça a Luri, a Inteligência Artificial da Alura que vai ajudar você na sua jornada para revolucionar sua carreira em tecnologia, gestão e inovação. Clique no link para assinar com 15% de desconto.

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Como ser uma pessoa “bem resolvida”, com Cris Guterres

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Oct 29, 2023 79:37


Você é uma pessoa bem resolvida? Alguém é? Talvez o segredo esteja em como cada um encara o que quer e como se define como pessoa.Em busca de um “guia para ser uma pessoa bem resolvida” eu fui conversar com Cris Guterres, empresária ambiciosa, jornalista apresentadora do Estação Livre na TV Cultura.Links do episódio:TEDx da Cris em 2022Formação Marketing Pessoal na Alura, para você dar um gás na sua carreira com 15% de desconto, por tempo limitado.Black Friday chegando, então vem de Promobit, monta sua lista de desejos e fica por dentro das melhores dicas e ofertas encontradas por uma comunidade de mais de 2 milhões de pessoas.Você conhece o Boa Noite Internet Secreto? É o podcast exclusivo com todas as entrevistas aqui completas, sem cortes. Para ter acesso é só apoiar o Boa Noite Internet.

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Liderança em evolução, com Paulo Silveira

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Play Episode Listen Later Oct 22, 2023 72:50


Liderar equipes é fácil: é só mandar e todo mundo obedece, certo?

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Como ser uma rockstar, com Jazz Rider

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Play Episode Listen Later Oct 15, 2023 69:51


Desde que comecei a me enveredar pela carreira de creator, sempre que estou em dúvida sobre alguma coisa eu já sei pra quem apelar pedir ajuda: a rockstar Mari "Jazz Rider" Mafra.Por isso aproveitei uma das suas passagens pelo Brasil para a gente bater um papo sobre sua trajetória e como "me vender para o sistema", no melhor sentido como transformar minha arte em business. E também, é claro, reencontrar minha amiga que eu não via desde o famoso tempo antes da pandemia.Links do episódio:➡️ Curso Inteligência Artificial: campanhas de Marketing Digital na Alura, com 15% de desconto pra você ter acesso a todos os cursos do catálogo pagando apenas um preço fixo. (e eu nem precisei do ChatGPT pra escrever isso aqui!)➡️ Entrevista do Van Neistat para o Jack Conte➡️ Vìdeo Single Ladies, do Pomplamoose➡️ Apoie o Boa Noite Internet!

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Você não entendeu o que eu queria dizer, com Thiago Guimarães

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Play Episode Listen Later Sep 10, 2023 65:30


"Eu só sou responsável pelo que eu falo, não pelo que você entende." A raiva que me dá quando alguém fala isso. Porque você é responsável sim, meu camarada! Eu aqui, vendo o que você disse, não tenho a menor chance de adivinhar o que se passa na sua cabeça se você não fizer o mínimo de esforço. Eu não tenho a menor chance.Quando o assunto é filmes e séries então, é aí que a gente não entende nada mesmo. Tanto que temos aí a carreira de crítico de cinema e TV (ou especialistas em cultura pop) pra nos ajudar a navegar. Um deles é o Thiago Guimarães, o Ora Thiago, mais um que usa as histórias que passam nas nossas telas para tentar explicar o mundo. Mas que também faz um trabalho muito bom de desvendar os códigos das histórias, as mensagens não ditas. Na conversa desta semana tentamos descobrir o que o público e quem cria pode fazer para que a gente "entenda" a verdadeira mensagem da história. Na versão completa do episódio, disponível no Boa Noite Internet Secreto, falamos mais sobre a carreira dele na publicidade e também nos modelos de negócio disponíveis para creators que falam de temas que anunciantes não gostam muito de se conectar — como o Thiago, que fala de "política". (usou a palavra capitalismo no roteiro já vira "política") Apoie o Boa Noite Internet para ter acesso a esta todas as outras entrevistas completas. Links do episódio:Vídeo: O Imaginário Fascista na Cultura Pop: é possível escapar?Vídeo: Ruptura, Distopia Corporativa e Um Breve Resumo sobre Trabalho na Cultura PopTed Talk do Thiago: Entre o Cinema e o Tiktok: O Audiovisual Transforma a RealidadeVídeo: Lepo Lepo EmojiLivro: Bullshit Jobs, de David GraeberFormação Minha Carreira na Alura, pra você conseguir as ferramentas mentais e práticas para se posicionar no mercado de trabalho, mesmo que esteja pensando em mudar de carreira. Use nosso link pra ganhar 10% de desconto!Apoie o Boa Noite Internet!

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Errar menos, com Altay de Souza

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Play Episode Listen Later Aug 20, 2023 68:03


Na vida procuramos certezas, respostas certas. Depois deste papo com Altay de Souza, do Naruhodo Podcast, vamos entender que esta é uma tarefa não só impossível, mas que também nos gera frustração e ansiedade. Muito melhor é buscar apenas a resposta menos errada.➡️ Comunicar-se é a habilidade mais importante na sua carreira, não importa sua área. Aproveite então a formação em comunicação da Alura com 10% de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet.➡️ Vem acelerar sua carreira no Circuito PM3, uma jornada gratuita de 6 semanas para quem quer expandir seus conhecimentos e aprender mais sobre negócios, tecnologia, gestão de produtos e marketing para dar o combustível que a sua carreira precisa para chegar no seu objetivo.O Boa Noite Internet só é possível porque pessoas como você apoiam financeiramente o projeto, assinando nosso plano de conteúdo exclusivo. Pelo preço de uma coquinha você também pode nos ajudar a seguir explicando o mundo através de histórias interessantes toda semana.

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Opinião, com Chico Barney

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Play Episode Listen Later Aug 13, 2023 67:34


Opinião, você sabe, é que nem… pois é. Todo mundo tem. O problema é que todo mundo agora usa a internet pra dar opinião. Sobre. Qualquer. Coisa. O que acontece então com quem é, tipo, opinador profissional? Foi essa a pergunta que eu fiz pro convidado dessa semana, o Chico Barney, comunicador de longa data e autoproclamado maior especialista em reality shows do Brasil. ➡️ Tantas coisas na lista de tarefas, tão pouco tempo! Vem pra Alura fazer a formação de Produtividade, com 10% de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet. ➡️ Vem acelerar sua carreira no Circuito PM3, uma jornada gratuita de 6 semanas para quem quer expandir seus conhecimentos e aprender mais sobre negócios, tecnologia, gestão de produtos e marketing para acelerar a carreira.O Boa Noite Internet só é possível porque pessoas como você apoiam financeiramente o projeto, assinando nosso plano de conteúdo exclusivo. Pelo preço de uma coquinha você também pode nos ajudar a seguir explicando o mundo através de histórias interessantes toda semana.

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Fofoca edifica, com Leila Germano

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Play Episode Listen Later Aug 6, 2023 68:54


Seria a fofoca o verdadeiro true crime brasileiro? O que é ser Zé Povinho e rir na cara da notícia? Você enche garrafa? É o que vamos debater profundamente (e tentando não rir das histórias) na conversa com Leila Germano, criadora e apresentadora do Hoje Tem, República Debochevique e Fofoca na Calçada. (que você também pode acompanhar no YouTube!)➡️ Você está cuidando dos seus soft skills? Vem pra Alura fazer a formação de Marketing de atração, com 10% de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet.➡️ Vem acelerar sua carreira no Circuito PM3, uma jornada gratuita de 6 semanas para quem quer expandir seus conhecimentos e aprender mais sobre negócios, tecnologia, gestão de produtos e marketing para acelerar a carreira.O Boa Noite Internet só é possível porque pessoas como você apoiam financeiramente o projeto, assinando nosso plano de conteúdo exclusivo. Pelo preço de uma coquinha você também pode nos ajudar a seguir explicando o mundo através de histórias interessantes toda semana.

Mamilos
Tendências de redes sociais: viúvas do Twitter e o pós-social

Mamilos

Play Episode Listen Later Aug 5, 2023 58:20


Mamilleiros e mamiletes, você abre os olhos de manhã e qual é a primeira coisa que faz antes de sair da cama? Isso mesmo. Pega o celular. Se eu tivesse que apostar, diria que não é pra começar o dia dando play no Mamilos, mas pra checar as redes sociais. Mas tá tudo mudando tão rápido que é difícil acompanhar: são novas redes sociais surgindo, enquanto antigas e queridinhas, tão sumindo (alô, Twitter!). Quer entender todos esse movimentos mas tá confuso? Tá cansado? O Mamilos tá aqui pra você. E chamamos reforços da pesada: Cris de Luca, diretora e editora da The Shift, e Cris Dias, Sócio criador da Ampère, Podcasting since 2005, Braincaster e criador do Boa Noite Internet. Dá o play e vem com a gente! _____ FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br _____ CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos _____ Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zenaro.

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Boa Noite Internet
Preste atenção (episódio 100)

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 30, 2023 34:10


Para quem estava fazendo as contas (eu), este é o centésimo episódio do Boa Noite Internet. Se é assim, vou tentar entender o que estes 5 anos de podcast me fizeram descobrir sobre a vida.➡️ Você está cuidando dos seus soft skills? Vem pra Alura fazer a formação de Pensamento estratégico, com 10% de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet.➡️ Vem acelerar sua carreira no Circuito PM3, uma jornada gratuita de 6 semanas para quem quer expandir seus conhecimentos e aprender mais sobre negócios, tecnologia, gestão de produtos e marketing para acelerar a carreira.➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas.

Boa Noite Internet
Sacrifício

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 23, 2023 28:01


Sem sacrifício não há vitória. Tudo valeu a pena.Mesmo que você seja uma pessoa altamente racional, alguma parte da sua mente acredita que se você "fizer a sua parte" e se sacrificar, a vida vai retribuir. O sacrifício é tão parte da cultura humana que todas as sociedades praticam isso de alguma maneira, algumas brutais, mas todas oferecendo algo na esperança de uma retribuição. Pode ser na religião, ou até mesmo no empreendedorismo.Links do episódio:Bullet Ball no American InventorAmerican Invetor S01E01Livro Ensaio Sobre a Dádiva, por Marcel MaussLivro Dívida: Os Primeiros 5.000 anos, por David Graeber➡️ Você está cuidando dos seus soft skills? Vem pra Alura fazer a formação de Pensamento estratégico, com 10% de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet.➡️ Vem acelerar sua carreira no Circuito PM3, uma jornada gratuita de 6 semanas para quem quer expandir seus conhecimentos e aprender mais sobre negócios, tecnologia, gestão de produtos e marketing para acelerar a carreira.

Boa Noite Internet
Construir afetos é melhor do que fazer networking, com Gautier Lee

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 18, 2023 72:05


Gautier Lee é daquelas pessoas que conta histórias desde que se entende por gente. Ela fez a carreira achando seu espaço em filmes, séries — e principalmente nos podcasts aqui da Ampère — não fazendo networking como mandam os especialistas em carreira. Ela prefere, como descreve, construir afetos.Esta é a conversa da semana do Boa Noite Internet. Tudo bem não ser aquela pessoa que chega nos eventos e reuniões distribuindo cartões de visita e tapinhas nas costas.➡️ 10% de desconto para mudar sua carreira com a Alura: pagando uma mensalidade fixa você tem acesso a centenas de cursos nas áreas de programação, gestão e mídia digital. Só de tráfego digital são mais de 15 cursos.➡️ Não perca esta semana o workshop 100% grátis da Ampère para tirar sua ideia de podcast da cabeça e jogar no mundo!➡️ Depois Que Tudo Mudou, nova série de ouvir da Ampère para o Globoplay, com roteiro de Gautier Lee e Kaique Brito no elenco!

Boa Noite Internet
Como virei ex-creator, com Luisa Clasen

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 11, 2023 54:29


Todo mundo conta as histórias dos creators de sucesso (até a gente aqui no Boa Noite Internet). Gente que acreditou no próprio trabalho, criou uma conexão genuína com o público e virou um nome famoso. Qualquer palestra sobre a "economia creator" vai trazer números de todas as pessoas que dizem almejar serem "influenciadores", "criadores de conteúdo", "youtubers", etc. É a profissão preferida das crianças.Provavelmente um número tão grande quanto este é de quem é "ex-creator". Quem foi lá, tentou e saiu do mercado mesmo antes de virar um grande sucesso. E também gente como a convidada da semana do Boa Noite Internet, Luisa Clasen — que nas telinhas do telefone é a Lully Lucky — que foi sucesso, ganhou plaquinha do YouTube, estrelou campanhas, apresentou programas de TV. Até que um dia… achou melhor sair fora.➡️ Imersão de IA grátis da Alura! Você tem até dia 18 de junho para se inscrever totalmente grátis na mega imersão da Alura sobre como usar a IA no seu trabalho. Não precisa de experiência e nem ser da área técnica. Serão 5 dias de aulas com o padrão de qualidade Alura, para você ser aquele tipo de profissional que domina a tecnologia em vez se só ter medo.➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas, além do Boa Noite Internet Secreto, o feed com a versão na íntegra das entrevistas.

Boa Noite Internet
Qual é o meu lugar? — com Egnalda Côrtes

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 4, 2023 69:01


Nessa minha jornada aqui de conversar com pessoas nessa temporada eu queria entender isso de criar conteúdo como um negócio. Foi assim que eu cheguei pra conversar com a Egnalda Côrtes, que trabalha com isso de agenciar creators. Ela começou nesse mundo agenciando o próprio filho, o PH — e normal, né? Quanta gente por aí não acaba tendo a carreira administrada por alguém da família por causa de confiança, essas coisas. Eu achei que ia ser um papo de cifras e planos estratégicos. E até foi. O que eu não sabia, o que me pegou de surpresa e eu aprendi durante a conversa é que pra pensar em carreira, em quanto cobrar, se vai pegar aquele emprego… qualquer um de nós aqui, creator ou não precisa responder uma pergunta não em uma entrevista de podcast, mas pra si mesmo. Qual é o meu lugar? É esse aqui que me deram, que disseram que é onde eu tenho que ficar? Eu gosto desse lugar? É isso que esperam de mim, mas eu preciso concordar. Eu preciso aceitar?➡️ Matricule-se na a Alura com 10% de desconto, o open bar do conhecimento, pagando um preço fixo para ter acesso a centenas de cursos que vão dar um gás na sua carreira.➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas, além do Boa Noite Internet Secreto, o feed com a versão na íntegra das entrevistas. A conversa com a Egnalda tem quase 1 hora a mais de conversa!

Boa Noite Internet
O trabalho que ninguém vê

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 28, 2023 26:38


Certos trabalhos no mundo são daquele tipo que se forem bem-feitos, ninguém fica sabendo que existe. O resultado é que acabam sendo justamente os menos valorizados. É sobre isso que vamos falar no Boa Noite Internet, de volta ao formato de ensaio esta semana — incluindo um esportista que era tão respeitado pela sua torcida que os fãs iam embora quando ele entrava em campo.➡️ Em agosto vai acontecer a Dev_Leaders Conference e se você usar o código BOANOITEINTERNETDLC vai levar um desconto para a gente se encontrar lá no evento que vai falar sobre os desafios de liderar equipes no mundo da tecnologia.➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas, incluindo "cenas deletadas" deste episódio.

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O coração da história, com PH Santos

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 21, 2023 73:04


PH Santos usa arte, séries, filmes, livros… para analisar não a história em si, mas todos os assuntos que rodeiam aquela obra. Na conversa desta semana vamos entender como ele chegou neste ponto da carreira, qual seu processo de trabalho e qual ideia ele ataca “como quem ataca um prato de comida meio-dia e meia”.➡️ Matricule-se na a Alura com 10% de desconto, o open bar do conhecimento, pagando um preço fixo para ter acesso a centenas de cursos que vão dar um gás na sua carreira. ➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas, além do Boa Noite Internet Secreto, o feed com a versão na íntegra das entrevistas. A do PH tem quase 1 hora a mais de conversa!

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Boa Noite Internet
Abraçando os erros, com Iberê Thenório

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 14, 2023 60:57


Desde 2008 o Manual do Mundo tem inspirado milhões de pessoas a descobrir o fascinante mundo da ciência e tecnologia, tudo isso com um toque de entretenimento e curiosidades do dia a dia. Com suas experimentações práticas, demonstrações lúdicas e explicações descomplicadas, Iberê Thenório e Mari Fulfaro tornam o aprendizado uma divertida aventura. Com quase 4 bilhões de visualizações no YouTube, um dos maiores desafios do canal é manter-se relevante com o público — mas também com quem cria.Neste episódio, Cris Dias conversou com o Iberê (já que a Mari está se dedicando à faculdade de medicina) sobre a origem do canal, seu processo de trabalho, como manter a chama da motivação acesa e também uma certa novidade para o Iberê: estar confortável de mostrar ao público quando as coisas não dão certo.➡️ Matricule-se na a Alura com 10% de desconto, o open bar do conhecimento, pagando um preço fixo para ter acesso a centenas de cursos que vão dar um gás na sua carreira. ➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana. Assinantes recebem uma newsletter semanal sobre o mundo da tecnologia e do trabalho, com direito a acesso às mais de 230 edições já lançadas, além do Boa Noite Internet Secreto, o feed com a versão na íntegra das entrevistas. A do Iberê tem 30 minutos a mais de conversa!

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Viver de escrever, com Aline Valek

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 7, 2023 68:40


Existem maneiras muito mais efetivas de se ganhar dinheiro do que com o empreendimento artístico, já dizia… qualquer artista. Viver de escrever então, é tão complicado que até mesmo quem trabalha com isso tem dificuldades de assumir que este é o seu ofício. A conversa da semana do Boa Noite Internet é com a escritora Aline Valek, que conta essa jornada de "viver de escrever", da cobrança de que quem escreve no Brasil precisa ser genial e como ter um processo de trabalho para vencer o que ela chama de Vale da Desistência. ➡️ Se você gosta do Boa Noite Internet provavelmente vai curtir o podcast da Aline, Bobagens Imperdíveis.➡️ A Aline gentilmente criou um cupom de desconto para quem ouve o Boa Noite Internet e quiser fazer seu curso Técnicas criativas para transformar ideias em textos. É só entrar com o cupom ALINEVALEK-BOANOITE e ganhar 15% de desconto. ➡️ Ouça a participação do Cris Dias no Hipsters: fora de controle, o podcast da rede de conteúdo da Alura sobre IA generativa. ➡️ Aproveite também para assinar a Alura com 10% de desconto no open bar do conhecimento, pagando um preço fixo para ter acesso a centenas de cursos que vão dar um gás na sua carreira. ➡️ Quer mais promoção? Então toma mais promoção!!! 30% de desconto no livro Irmãs da Revolução, com 30 contos de scifi, incluindo um inédito da Aline Valek. É só usar o cupom IRMAS30 no site da Editora Aleph.➡️ Apoie o Boa Noite Internet e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui toda semana.

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O problema do mundo são os vilões, as pessoas más, que não se importam com os outros, certo? (Se você já conhece o Boa Noite Internet sabe que a resposta não é tão simples assim)➡️ Garanta já o seu lugar na DevLeaders Conference, evento da Alura que vai rolar em agosto para falar de liderança no mercado tech. Nos vemos lá?➡️ 10% de desconto na Alura, o open bar do conhecimento.➡️ Apoie o Boa Noite Internet por menos do que uma coquinha zero e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui.

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Aprendendo a aprender, com Julia Chagas

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Apr 23, 2023 58:32


Neste episódio do Boa Noite Internet, é a vez de falarmos do eterno tema futuro do trabalho, que tanto assombra quem tem emprego. Recebemos Julia Chagas, diretora de marketing e de student experience da Alura, nossa patrocinadora desta temporada, para compartilhar suas percepções e experiências após voltar do South by Southwest (SxSW) em Austin, Texas. No papo abordamos os desafios e oportunidades que o futuro do trabalho apresenta, tanto para os profissionais que buscam se adaptar a um mundo em rápida transformação, quanto para líderes de equipe e empregadores. A conversa não fica só no assunto carreira, abordando também aspectos importantes do aprendizado, liderança e diversidade.➡️ 10% de desconto para fazer o curso Aprender a aprender e todo o cardápio da Alura, o open bar do conhecimento.➡️ Apoie o Boa Noite Internet por menos do que uma coquinha zero e ajude a gente a seguir contando histórias por aqui.

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Crescendo na frente da internet, com Kaique Brito

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Apr 16, 2023 70:15


Nem só de dinossauros vive a internet. No episódio desta semana a conversa é com Kaique Brito, que hoje tem 19 anos mas começou a publicar vídeos antes dos 10 anos de idade — primeiro só como uma brincadeira de imitar o que via, hoje como carreira.Kaique ganhou sucesso com um vídeo irônico dublando uma mulher que dizia existir racismo contra brancos, mas depois de mais de 250 vídeos ele se tocou que assim como seus ídolos teen do Disney Channel, crescer na frente de uma plateia faz a vida de uma pessoa não ser normal.➡️ Ouça o Hipsters: Fora de Controle, o novo podcast da Alura só sobre IA generativa.➡️ 10% de desconto para entrar para o open bar do conhecimento e dar aquele gás na sua carreira.

Boa Noite Internet
Dinossauros da internet, com Carlos Merigo

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Apr 9, 2023 68:47


Na primeira entrevista da temporada convidamos Carlos Merigo, criador do B9 e do Braincast, para falar de que na vida ou se morre herói ou… viramos aquilo que criticávamos no passado. De jovens empolgados com todas as maneiras com que a internet podia mudar o mundo (tanto que na época escrevíamos "Internet", com letra maiúscula) a dois rabugentos que não se empolgam com coisas como web3 ou metaverso. Os verdadeiros dinossauros da internet.➡️ Use o nosso link mágico para ganhar 10% na Alura, maior escola online de tecnologia do Brasil.➡️ Vem pra live grátis da Ampère onde vamos contar o segredo da produção de podcasts como o Boa Noite Internet.➡️ Apóie o Boa Noite Internet pagando menos do que uma coquinha por semana e ajude a gente a continuar contando histórias.

Boa Noite Internet
Como ser genial

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Apr 2, 2023 34:41


Todo ano, em algum lugar dos EUA, um processo totalmente secreto escolhe de 20 a 30 pessoas que receberão, sem terem pedido, uma bolsa de 800 mil dólares. A única condição, além de morarem ou terem nascido nos EUA, é as pessoas eleitas serem consideradas geniais pelo comitê secreto.Será que a genialidade é algo inato ou podemos treinar nosso cérebro para se tornar mais criativo e ter ideias brilhantes? É o que vamos tentar descobrir no primeiro episódio da quinta temporada do Boa Noite Internet.

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Boa Noite Internet
Se pelo menos eu fosse famoso…

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Dec 11, 2022 25:10


Se eu fosse famoso tudo ia ser mais simples. As portas iam se abrir. Eu ia ser rico. Meu valor ia ser reconhecido. Apoie o Boa Noite Internet pelo preço de uma coquinha zero por semana: é só ir em https://www.boanoiteinternet.com.br/assine/ e entrar pra essa turma que é show. Quer ver o post do golpe do BuzzFeed? É esse aqui!

Boa Noite Internet
A sociedade secreta

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Nov 13, 2022 26:20


Você teria 26 minutos para ouvir a palavra da minha sociedade secreta? Ela pode mudar a sua vida! Links do episódio: The Wander Society — Keri Smith Destrua Este Diário — Keri Smith Termine Este Livro — Keri Smith Mostre seu trabalho!: 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto — Austin Kleon Black Friday é no Promobit! Baixe o aplicativo pelo link e vem mostrar sua lista de desejos no Discord do Boa Noite Internet. Podcast Casa Floresta, uma produção Ampère e Instituto Socioambiental.

Boa Noite Internet
O mundo é complicado demais

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Nov 6, 2022 26:51


Eu só preciso de uma resposta. E que ela seja simples! Links do episódio: Here's the Thing com Ira Glass Livros Cultura da Convergência e Cultura da Conexão com 30% de desconto usando o cupom JENKINS30. Vem aí a Black Friday, então já baixa o app do Promobit porque em novembro a gente vai junto procurar as melhores ofertas lá no Discord do Boa Noite Internet.

Boa Noite Internet
O meio é a mensagem

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Sep 25, 2022 33:57


Escolhemos os produtos, músicas e até candidatos políticos pelas melhores propostas? Ou é só vamos atrás de quem dá o que o meio de propagação de mensagens mais quer? Links do episódio: Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem: Understanding Media The Medium Is the Massage: An Inventory of Effects Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business TED Talks: O Guia Oficial do TED Para Falar em Público Apoie o Boa Noite Internet, agora sem intermediários!

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Boa Noite Internet
Tá todo mundo fingindo

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Sep 11, 2022 29:37


Talvez o quiet quitting seja só uma moda. Ainda assim, ele revela uma grande verdade no trabalho: está todo mundo figindo. Algumas pessoas sabem disso, outras preferem não pensar no assunto. Apóie o Boa Noite Internet e receba vantagens exclusivas:  https://www.boanoiteinternet.com.br/assine/

Boa Noite Internet
Ser ou fazer

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Sep 4, 2022 22:25


Você é do tipo que quer ser alguém ou fazer coisas? Apoie o Boa Noite Internet e receba vantagens exclusivas.

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Braincast
“Um beijo do gordo”: o adeus a Jô Soares

Braincast

Play Episode Listen Later Aug 12, 2022 89:01


Na madrugada da última sexta, dia 5, os jornais e as redes sociais foram inundados com uma mesma notícia: aos 84 anos, morria Jô Soares, um dos mais importantes nomes do entretenimento nacional. Com uma carreira que começou no humor, passou por personagens inesquecíveis e chegou ao auge estabelecendo o formato de programa de entrevistas no Brasil, Jô foi sempre celebrado como grande comunicador, e transformou seu “sofá” em sinônimo de prestígio e credibilidade para as milhares de pessoas que entrevistou ao longo da vida. No Braincast 467, Carlos Merigo, Beatriz Fiorotto, Cris Dias e Johnny Brito se sentam, cada um de seu sofá, para relembrar histórias, causos e momentos marcantes da trajetória de Jô Soares, dentro e fora da TV. O que o fazia tão engraçado, qual a fórmula para se manter relevante por tantos anos e, principalmente, quais “lições” o “precursor dos talk shows nacionais” deixa para comunicadores e artistas do século XXI. _____ SAIBA MAIS 3 boas indicações para fechar o programa com chave de ouro. E para abrir novas reflexões da nossa conversa! Podcast | Braincast #400 - Braincastão do Faustão | B9 Livro | O Livro de Jô: uma autobiografia desautorizada | Jô Soares & Matinas Suzuki Jr. Filme | O Xangô de Baker Street | 2001 _____ QUAL É A BOA? As dicas dos convidados para a sua semana: Bia Fiorotto: livro “Pequeno Manual de Defesa Pessoal”, de Helô d'Angelo. Johnny Brito: reality show “Midas do Ferro-Velho” e série “Better Call Saul”. Carlos Merigo: filme “Trem Bala”, de David Leitch. Cris Dias: nova temporada do podcast Boa Noite Internet. _____ ASSINE O BRAINCAST E FAÇA PARTE DO NOSSO GRUPO FECHADO Assinando o Braincast você pode interagir com a gente em grupos fechados no Facebook e Telegram, além de receber conteúdo exclusivo. Faça download do PicPay para iOS ou Android, clique em “Pagar”e procure pelo Braincast, ou então acesse a URL: picpay.me/braincast _____ CARTÃO EMPRESARIAL BRADESCO A gestão das suas finanças pessoais e a da sua empresa devem seguir caminhos bem diferentes. Ter um CNPJ exige uma dinâmica, rotina e planejamentos bem diferentes do que a gente faz no nosso dia a dia. Tem que pesar os investimentos, entender o fluxo de caixa, projetar ganhos… Mas pelo menos uma coisa não muda: assim como você, sua empresa vai precisar de um baita cartão. O Cartão Empresarial Bradesco é seu parceiro nessa jornada, não importa em que fase seu empreendimento está. Afinal, um combo de vantagens que inclui anuidade grátis no 1º ano, parcelamento em até 36 vezes é até 40 dias pra pagar as contas… É sempre uma ajuda providencial, não é? Conheça o cartão empresarial Bradesco. Acesse banco.bradesco/cartoesempresariais e conheça todos os benefícios. Afinal, vir em primeiro é ter condições especiais. E ganhar mais prazo para pagar. _____ BRAINCAST NA SUA EMPRESA Sabia que agora você pode levar o Braincast pra sua empresa? Pois é. Há anos que o Braincast te ajuda a navegar nesses tempos transformadores e incertos. Entre pandemias e o metaverso; algoritmos e fake news; a conexão 5G, a crise do clima e os choques de gerações. São mudanças tecnológicas e culturais que podem nos deixar confusos e ansiosos. Mas o Braincast tá aqui pra gente não perder a esperança no futuro, sem deixar de questionar o hype do futurismo exagerado. E agora, você pode contar com o Braincast para além do podcast. No nosso formato In Company, essa turma do barulho do Braincast realiza apresentações, cursos, mediações e workshops. É o Braincast na sua empresa. Com um grande time de pioneiros digitais te ajudando a descomplicar o futuro. Do jeito que você já gosta e conhece. Tudo isso, claro, conectado com os temas e territórios que importam para a sua marca. Conte com o Braincast para refletir e desvendar quais faíscas vão impulsionar nosso presente e futuro. Escreva pra negocios@b9.com.br para saber mais. _____ FAÇA CONTEÚDOS COM O B9 Como ouvinte do Braincast, você já deve ter percebido: aqui no B9, a gente adora uma conversa. E mais do que uma paixão, elas viraram o nosso negócio. O B9 já produziu milhares de episódios que contam histórias, expandem horizontes e criam conexões autênticas com a audiência. Através de conteúdos originais em podcast e projetos multiplataformas, o B9 também coloca marcas e empresas nessas rodas de conversa. Buscando diferentes pontos de vista e com ideias que nos tiram do raso. E pra conhecer tudo o que o B9 pode fazer pela sua marca acesse o site b9.company ou mande um email pra negocios@b9.com.br. Conte com o B9 para transformar sua marca em conteúdo e em conversas que saem do raso. _____ SIGA O BRAINCAST Seu podcast de sinapses sonoras no infinito das ideias está em todas as plataformas e redes. Inclusive, na mais próxima de você. Encontre o @braincastpod: No Instagram; no Twitter; no TikTok e na Twitch. Entre em contato através do braincast@b9.com.br. Perdeu o Qual É A Boa? Encontre todas as dicas da bancada nos destaques do nosso Instagram. _____ O Braincast é uma produção B9 Apresentação: Carlos Merigo Coordenação Geral: Ju Wallauer, Cris Bartis e Carlos Merigo Direção criativa: Alexandre Potascheff Apoio à pauta e produção: Hiago Vinicius Edição: Gabriel Pimentel Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça Identidade Visual: Johnny Brito Coordenação Digital: Agê Barros, Débora Stevaux e Gabriel Castilho Atendimento e Comercialização: Rachel Casmala, Camila Mazza, Greyce Lidiane e Telma Zennaro

Boa Noite Internet
Pare de querer ser melhor

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 31, 2022 31:59


Na volta do Boa Noite Internet depois de um longo hiato, o Cris Dias decide se lançar como guru de auto-ajuda. Para poucos minutos depois estragar tudo e destruir sua carreira que tanto prometia. No fim ele só queria lançar um apelo: pare de querer ser melhor.

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I3Dcast (Impresso 3D)
Conectando os pontos

I3Dcast (Impresso 3D)

Play Episode Listen Later Dec 30, 2021 17:26


Como as nossas escolhas nos prepararam para escolhas que ainda não fizemos. Um podcast vloguerinho, muito inspirado nos moldes do podcast do Cris Dias, o Boa Noite Internet, que deixo aqui de recomendação à todos.

pontos conectando cris dias boa noite internet
Sala de Edição
#081 | Edição de Podcast

Sala de Edição

Play Episode Listen Later Sep 1, 2020 99:15


Conversamos sobre edição de podcast com Jessica Correa, editora do Sala de Edição, Boa Noite Internet e dos podcasts da HBO Brasil e B9.Apresentadores:Rafa Costa: instagram.com/rafacostaeditorMarcelo Ferraz: instagram.com/marcelofrodo Convidados:Jessica Correa: instagram.com/jesticacorreaReinecken: instagram.com/reineckenArte da Capa:Daniel Brito: instagram.com/dbritoEdição:Jessica Correa: instagram.com/jesticacorreaCampanha "Vai pra Cuba, Samuca!":https://benfeitoria.com/VaiPraCubaSamucaCanal do Telegram:https://t.me/saladeedicaoSiga o canal do Sala de Edição e fique por dentro das promoções, descontos dos patrocinadores, pesquisas e novidades sobre o podcast.Promoções:AvMakers:https://www.avmakers.com.br/salaAcesse a página de benefícios exclusivos para os ouvintes e apoiadores do podcast.LenoFX:https://lenofx.com15% de desconto em todo site (exceto produtos que já estejam em promoção) para todos os ouvintes do Sala de Edição. Apoiadores do Sala VIP ganham 25% nas mesmas condições.Tanto ouvintes quanto apoiadores ganham a facilidade de efetuar o pagamento em Real e sem IOF. Envie um email para support@lenofx.com e peça o seu desconto nos plugins desejados.MovLocadora:https://movlocadora.com.brUse o cupom SALA10 e ganhe o desconto exclusivo de 10% de desconto para todos os ouvintes em qualquer locação de equipamento com entrega para todo o Brasil.Loja do Filmmaker:https://www.lojadofilmmaker.com.brLoja especializada em equipamentos de produção audiovisual com pronta entrega para todo o Brasil.Sala VIP:https://bit.ly/2YtvIskSeja você também um apoiador do Sala VIP e ganhe benefícios exclusivos.Este podcast é um oferecimento de:Sem Rumo - Projetos Audiovisuais, Brito e Escotilha Filmes.Agradecemos os nossos apoiadores:Cesar Munoz, Isaac Orcino, Wagner Pimentel, Cristiano Videira, Ricardo Tavares, Brener Oliveira, Anderson Massambani, Otto Blodorn, Leopoldo Nakata, Mari Porlan, Andre Albuquerque, Eduardo Arake, Luquinhaz, João Alexandre Scartezini, Demetrios Cardozo Burnato, Thiago Emérito, Celso Peixoto, Germano Strazzi, Gil Gonçalves, Daniel Couto e Rodrigo Rocha.Contato:Site: saladeedicao.com.brEmail: contato@saladeedicao.com.brFacebook: facebook.com/saladeedicaoInstagram: instagram.com/saladeedicaoTwitter: twitter.com/saladeedicaoLinkedin: linkedin.com/company/saladeedicao/Youtube: https://bit.ly/2Eqjp8aTelegram: t.me/saladeedicao

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Sala de Edição
#081 | Edição de Podcast

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Play Episode Listen Later Sep 1, 2020 99:15


Conversamos sobre edição de podcast com Jessica Correa, editora do Sala de Edição, Boa Noite Internet e dos podcasts da HBO Brasil e B9.Apresentadores:Rafa Costa: instagram.com/rafacostaeditorMarcelo Ferraz: instagram.com/marcelofrodo Convidados:Jessica Correa: instagram.com/jesticacorreaReinecken: instagram.com/reineckenArte da Capa:Daniel Brito: instagram.com/dbritoEdição:Jessica Correa: instagram.com/jesticacorreaCampanha "Vai pra Cuba, Samuca!":https://benfeitoria.com/VaiPraCubaSamucaCanal do Telegram:https://t.me/saladeedicaoSiga o canal do Sala de Edição e fique por dentro das promoções, descontos dos patrocinadores, pesquisas e novidades sobre o podcast.Promoções:AvMakers:https://www.avmakers.com.br/salaAcesse a página de benefícios exclusivos para os ouvintes e apoiadores do podcast.LenoFX:https://lenofx.com15% de desconto em todo site (exceto produtos que já estejam em promoção) para todos os ouvintes do Sala de Edição. Apoiadores do Sala VIP ganham 25% nas mesmas condições.Tanto ouvintes quanto apoiadores ganham a facilidade de efetuar o pagamento em Real e sem IOF. Envie um email para support@lenofx.com e peça o seu desconto nos plugins desejados.MovLocadora:https://movlocadora.com.brUse o cupom SALA10 e ganhe o desconto exclusivo de 10% de desconto para todos os ouvintes em qualquer locação de equipamento com entrega para todo o Brasil.Loja do Filmmaker:https://www.lojadofilmmaker.com.brLoja especializada em equipamentos de produção audiovisual com pronta entrega para todo o Brasil.Sala VIP:https://bit.ly/2YtvIskSeja você também um apoiador do Sala VIP e ganhe benefícios exclusivos.Este podcast é um oferecimento de:Sem Rumo - Projetos Audiovisuais, Brito e Escotilha Filmes.Agradecemos os nossos apoiadores:Cesar Munoz, Isaac Orcino, Wagner Pimentel, Cristiano Videira, Ricardo Tavares, Brener Oliveira, Anderson Massambani, Otto Blodorn, Leopoldo Nakata, Mari Porlan, Andre Albuquerque, Eduardo Arake, Luquinhaz, João Alexandre Scartezini, Demetrios Cardozo Burnato, Thiago Emérito, Celso Peixoto, Germano Strazzi, Gil Gonçalves, Daniel Couto e Rodrigo Rocha.Contato:Site: saladeedicao.com.brEmail: contato@saladeedicao.com.brFacebook: facebook.com/saladeedicaoInstagram: instagram.com/saladeedicaoTwitter: twitter.com/saladeedicaoLinkedin: linkedin.com/company/saladeedicao/Youtube: https://bit.ly/2Eqjp8aTelegram: t.me/saladeedicao

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Inspira e Respira
016 - Você Chegou ao Seu Destino feat.: Regina Bittar

Inspira e Respira

Play Episode Listen Later Aug 25, 2020 49:49


Conversamos com Regina Bittar, a voz do Google, e ficamos totalmente bugados Hoje ela é uma das vozes mais conhecidas do Brasil. Mas foi há mais de três décadas que iniciou sua carreira como locutora. Realizou diversos trabalho no cinema, TV e na publicidade. Fez sucesso no Brasil inteiro, depois de se tornar a voz padrão das traduções do Google na internet, em 2011. A primeira locutora a gravar para sistemas de TTS e GPS. Hoje, Regina Bittar é a voz da acessibilidade do Iphone e fez uma das versões da Siri, assistente virtual criada pela Apple. Alem disso, é atualmente a assistente virtual de carros da Mercedes. O 16.º episódio do Inspira e Respira, podcast do Hypeness, traz uma conversa divertida e que deixou todo mundo bugado. Clique aqui para ouvir. Curiosidades Durante a divertida conversa com Bittar, descobrimos diversas curiosidades. Por exemplo, que os locutores de TTS não gravam frases completas. "É uma reposta que vem a partir de programação. Gravamos milhares de palavras separadas e eles juntam isso a partir de um software." GPS Perdido Regina contou que, certa vez, andando de carro por São Paulo, acabou de perdendo. Parou para pedir ajuda. E a resposta foi inusitada: "Uma vez me perdi e fui pedi ajuda. Responderam: mas você é a voz do GPS!", contou, arrancando risos dos participantes.   Respiro da Semana No último bloco do programa, os participantes contaram como deixaram sua semana mais leve e aproveitaram para fazer  indicações. Juliana Estradioto Juliana descobriu um projeto super legal e compartilhou com durante o programa. A @Winnieteca,  que conecta pessoas através de livros. Winnie Bueno, criadora do projeto, criou o “Tinder dos Livros” para facilitar o acesso à leitura a pessoas negras. Amanda Brandão Amanda indicou a série Atypical, que conta a história de um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência. Nesta jornada, repleta de desafios, mas que rende algumas risadas, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de "ser um pessoa normal" não é tão óbvio assim. Oliver Oliver trocou uma ideia com Little Sims, uma das rappers do momento no cenário britânico. Falou sobre sua ancestralidade e possíveis conexões com o Brasil. Já gravou três álbuns independentes: todos eles com números impressionantes de reprodução nas plataformas de streaming musical. Rafael Rosa Rafu indicou o podcast "Boa Noite Internet". O podcast que explica o mundo através de histórias interessantes é apresentado por Cris Dias e faz o maior sucesso na 'podosfera'.

Boa Noite Internet
A História de Maria

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 10, 2020 40:12


Será Maria só mais uma mãe no Brasil? O especial de dia das mães do Boa Noite Internet é uma colaboração com o podcast BOLO.

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MulekoCast
Host do Boa Noite Internet, Head de Conteúdo do Buzzfeed - Entrevista Cris Dias

MulekoCast

Play Episode Listen Later Apr 29, 2020 64:18


Na estreia da segunda temporada tive o prazer de receber o ilustre Cris Dias, host do meu podcast preferido o Boa Noite Internet, Head de Conteúdo do BuzzFeed e criador da Ampère para batermos um a papo maravilho sobre sua jornada e sobre podcasts. Instagram Cris Dias: @crisdias Instagram Podcast: @mulekocast Instagram Host: @correa_ga

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Juntas - Podcast de Consultoras de Imagem para Consultoras de Imagem & profissionais de áreas criativas

No décimo quarto episódio falamos sobre transição de carreira. Um tema que permeia a vida de muitas consultoras de imagem e empreendedores em geral. Qual o momento certo de fazer a transição? Do que você vai sentir falta? Quais são os pontos positivos e negativos? Você é o seu crachá?! A ideia para este tema veio do podcast "Boa Noite Internet" do Cris Dias, nós ouvimos e decidimos abordar disto por aqui também, já que é um tema que fez parte das nossas carreiras e faz parte da trajetória de diversos profissionais. Juntas é um podcast de Consultoras de Imagem para Consultoras de Imagem & profissionais de áreas criativas, de empreendedoras para empreendedoras. Ele é inclusivo e tem o objetivo de discutir e compartilhar aspectos da vida pessoal e profissional que afetam a vida dessas pessoas.

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TRETA Talks
TRETA Talks #108 – Boa Noite Internet

TRETA Talks

Play Episode Listen Later Dec 22, 2019


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Nove Minutos
A volta dos que não foram

Nove Minutos

Play Episode Listen Later Oct 5, 2019 9:01


O Podcast Nove Minutos foi criado em 2012 pelos jornalistas Caio Araújo e Paula Isis. Em 2019, decidimos trazê-lo de volta com uma nova proposta. Neste episódio, falamos sobre o investimento que plataformas como Spotify e Deezer têm feito; a mudança de formato dos podcasts e as mudanças propostas para o Nove Minutos (que continua com exatos nove minutos). / Ouça, dê sua opinião e compartilhe. / O podcast Nove Minutos é um oferecimento de Agência Libertas e PR Cosméticos. / Nossos contatos: Caio Araújo - Instagram, Twitter e Facebook: @chsalgado; e-mail: caio.jrn@gmail.com /Paula Isis - Instagram, Twitter e Facebook: @paulaisisds; e-mail: paulaisisds@gmail.com /Podcasts citados no episódio: Boa Noite Internet: https://www.boanoiteinternet.com.br / Mamilos: https://www.b9.com.br/shows/mamilos / Trilha de: https://filmmusic.io "Carpe Diem" por Kevin MacLeod (https://incompetech.com) /Licença: Creative Commons (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)

Rebobinando
Por que trabalhamos? | Rebobinando S04E22

Rebobinando

Play Episode Listen Later Oct 4, 2019 51:50


No meu primeiro emprego eu tinha apenas 12 anos. O meu salário? 60 reais. Cara. Como eu odiava trabalhar. Não gostava do que fazia, não gostava de estar ali enquanto meus amigos se divertiam. Não gostava nem do dinheiro. Duas décadas depois estou aqui, falando pra um microfone sempre com um sorriso no rosto, mesmo sempre cansado. Quem diria que o trabalho, que começou de uma maneira tão chata, hoje é algo que me motiva. No Rebobinando a gente fala novamente da nossa relação com o trabalho e pra isso recebo aqui o Cris Dias lá do Boa Noite Internet, pra conversar sobre medos, afetações, vícios e soluções talvez pra essa nossa dependência? Bancada Luide Matos (@luide) Cris Dias (@crisdias) Links comentados Siga o Cris Dias no Instagram. Ouça o Boa Noite Internet. ALURA: cursos com 10% de desconto Se interessou por algum curso Alura? Acesse: www.alura.com.br/promocao/rebobinando e ganhe 10% de desconto em QUALQUER CURSO. Assine o Rebobinando e ouça o podcast exclusivo! COMO GANHAR R$ 10 EM CASHBACK NO PICPAY: baixe o aplicativo e adicione o código "LUIDE". Ao assinar qualquer plano, você recebe R$ 10 de cashback O Rebobinando é mais um podcast de cultura pop publicado toda sexta feira e para isso seguir acontecendo, precisa do seu apoio. Procure por AMIGOS DO FÓRUM no PicPay e faça sua assinatura. Você terá acesso a uma newsletter, podcasts, sorteios e grupos no facebook e WhatsApp. Continue a conversa! Instagram: @luide Twitter: @rebobinando | @luide Facebook: /amigosdoforum Críticas, sugestões ou simplesmente mandar um abraço: podcast@estalo.rec.br ou nas redes sociais listadas acima. Baixou o episódio com muita velocidade, não foi? O motivo: o Amigos do Fórum e o Rebobinando são hospedados na E-CONSULTERS, empresa de hospedagem com mais de 10 anos de mercado. Acesse www.econsulters.com.br e veja os planos disponíveis. Esse episódio foi editado e co-produzido pela Estalo Podcasts (http://estalo.rec.br). Quer ter a qualidade do Rebobinando em seu podcast? Entre em contato pelo e-mail contato@estalo.rec.br

Zing 101056
Nota Pessoal #02 - Dia dos palestrinhas

Zing 101056

Play Episode Listen Later Sep 12, 2019 9:06


Tenha os ouvidos transportados para os bastidores da palestra da Ampere no Youpix, em que Alexandre Maron, Cris Dias, MM Izidoro e Gui Pinheiro falaram sobre como fazer um podcast. Teve coisa dando errado? Pode apostar! E não deixe de ouvir a palestra completa no Boa Noite Internet. O Nota Pessoal é um experimento do Zingverso: um podcast diário por um mês.Escrito, apresentado e editado por: Alexandre MaronO Zing! Nota Pessoal é produzido pela Ampère e parte da Família B9 de podcasts

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Boa Noite Internet
Especial de férias: Os ouvintes perguntam, a gente responde

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 28, 2019 62:10


Encerrando o ciclo de férias, o Boa Noite Internet parou para responder perguntas do público enviadas por mensagem de áudio. Tem as origens do programa, processos criativos, como espalhar a palavra do podcast e muito mais!

Boa Noite Internet
Especial de férias: Cris Dicas

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 21, 2019 63:36


Alguém aí pediu dicas de séries, filmes, livros e "busque conhecimento em geral"? Então toma!No terceiro especial de férias o Cris e a Jéssica sentaram para deitar uma lista de coisas para você consumir durante as férias ou quando quiser, baseado-se (livremente) nos episódios do Boa Noite Internet lançados até hoje.No boanoiteinternet.com.br você vai encontrar o link para todas as coisas citadas.

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Mamilos
Livros Que Nos Inspiram

Mamilos

Play Episode Listen Later Jul 19, 2019 54:48


Mamileiros e mamiletes, sejam bem-vindos à temporada 2019 de férias de inverno do Mamilos! Pra ajudar a relaxar nesse momento especial, Ju Wallauer e Cris Bartis convidaram Cris Dias, criador do Boa Noite Internet e co-fundador da Ampère, para conversar sobre os livros de nossas vidas e os nossos hábitos de leitura. Isso tudo dentro da Chocommelier, um café bem aconchegante cheio de bebidas gostosas e quentinhas! Pega seu cafézinho, seu chocolate quente, se ajeita embaixo das cobertas e taca-lhe o play nesse Mamilos! O Mamilos de Inverno é um oferecimento Bradesco! ======== FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: aqui . Twitter: aqui ======== CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda recebe toda semana um apanhado das notícias mais quentes do jeito que só o Mamilos sabe fazer. É só R$9,90 por mês! Corre ler, quem assina tá recomendando pra todo mundo. https://www.catarse.me/mamilos ======== EQUIPE MAMILOS Edição – Caio Corraini Produção – Beatriz Fiorotto Apoio a pauta – Jaqueline Costa e grande elenco Publicação – Pedro Strazza ======== CAPA A capa dessa semana é de autoria de Johnny Brito.

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Boa Noite Internet
Especial de férias: Bastidores

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 14, 2019 42:11


Segue o especial de férias do Boa Noite Internet, dessa vez contando as histórias preferidas dos membros do grupo do Boa Noite Internet Gold e os bastidores de como é fazer o podcast há 30 semanas.

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Boa Noite Internet
Especial de férias: Ampèrecast

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 7, 2019 46:06


Hora de sair de férias, mas você não fica sem Boa Noite Internet não! Durante o mês de julho o Boa Noite Internet vai trazer uma programação especial de férias focada nos bastidores do podcast.Esse primeiro programa traz um bate papo com Gui Pinheiro, Jessica Correa, MM Izidoro e Alexandre Maron, as outras cabeças (e corações) por trás da Ampère, a nossa empresa de audio criativo.Nesse programa você vai conhecer um pouco sobre o nosso processo de trabalho, curiosidades sobre os nossos podcasts e exaltação a programas com CAST no nome.Quer participar do especial de férias do Boa Noite Internet? É só mandar uma mensagem de áudio para a @jesticacorrea (no Instagram) com aquela pergunta que você sempre quis fazer.

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Boa Noite Internet
O Último Soviético

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 16, 2019 21:21


Essa é a história de uma pessoa que viu uma das coisas mais básicas da sua identidade ser abalada e por causa disso entender quem realmente é.Descubra como apoiar o Boa Noite Internet em boanoiteinternet.com.br/assine

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Boa Noite Internet
A vida tem modo easy? — Ao vivo no TEDxBlumenau

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jun 2, 2019 20:12


Videogame é só diversão ou dá pra gente aprender alguma coisa aqui na vida real? Foi esse o tema do Boa Noite Internet gravado durante o TEDxBlumenau 2019, que agora você ouve aqui.

Boa Noite Internet
Não fazer nada

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later May 26, 2019 22:05


Com tanta gente vendendo dicas e produtos pra você aumentar a produtividade o Boa Noite Internet chega com uma anti-dica. Não faça nada. Nada mesmo.Será que você consegue?

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Mamilos
Maternidade & Carreira

Mamilos

Play Episode Listen Later May 10, 2019 92:39


Um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial sobre a desigualdade entre gêneros mostrou que o Brasil, dos 144 países presentes no ranking, ficou na 90ª posição. Para você ter uma ideia do tamanho do problema, no ritmo que andamos a paridade no Brasil demoraria 217 anos para acontecer. Uma das formas de medir essa desigualdade de gêneros é analisar a participação no mercado de trabalho. Entre as mulheres em idade ativa no Brasil, apenas 52% participam do mercado de trabalho, enquanto o índice entre homens é de 72%. Quando estão inseridas no mercado de trabalho, as mulheres têm renda menor: a média salarial dos homens é de 2.306 reais, enquanto a das mulheres é de 1.764 reais. Ou seja, seguimos recebendo 3/4 do salário de um homem. No mês em que celebramos a maternidade, o Mamilos levanta a polêmica: quanto dessa desigualdade entre os gêneros é resultado do ônus da maternidade? Para isso, contamos na mesa desta semana com Mel Veneroso, douturanda em sociologia pela UFMG e autora do estudo “Diferenciais de Participação Laboral e Rendimento por Gênero e Classes de Renda: uma Investigação sobre o Ônus da Maternidade no Brasil”; Adriana Carvalho, gerente de projetos da ONU Mulheres; e Camila Fornazari, business partner da área de Recursos Humanos da Natura. Vem com a gente e dá o play neste Mamilos! ======== CONFIRA O COMERCIAL DE DIA DAS MÃES DO BRADESCO O Bradesco preparou um filme bem bonito para falar sobre o Dia das Mães. Com o relógio sempre marcando 6 horas da manhã, a peça mostra a uma mãe amamentando no busão, outra dando banho na filha, a mãe cadeirante levando o filho pra escola, a mãe passando o creme nas marcas da barriga, a mãe que espera pelo filho. O vídeo mostra a diferença em nossos amores, histórias e realidades, mas apresentam uma força em comum. Confira acima o vídeo! ======== FALE CONOSCO . Email: mamilos@b9.com.br . Facebook: aqui . Twitter: aqui ======== CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda recebe toda semana um apanhado das notícias mais quentes do jeito que só o Mamilos sabe fazer. É só R$9,90 por mês! Corre ler, quem assina tá recomendando pra todo mundo. https://www.catarse.me/mamilos ======== EQUIPE MAMILOS Edição – Caio Corraini Produção – Nayara Cristina, Peu Araújo e Ricardo Terto Apoio a pauta – Jaqueline Costa e grande elenco Publicação – Pedro Strazza ======== CAPA A capa dessa semana é de autoria de Johnny Brito. ======== FAROL ACESO Adriana: Documentário “RBG” e livro “Minha História”; Camila: Aplicativo de meditação da Natura; Mel: Documentário “Knock Down the House”; Cris: Episódio “Palavras Mágicas” do Boa Noite Internet; Ju: Especial de Dia das Mães do Gugacast.

Por dentro da Dor Orofacial

Este programa é comemorativo aos 9 anos do blog Por Dentro da Dor Orofacial! Eu selecionei uma história que contei em 2010 para falar sobre diagnóstico em dor orofacial. Eu comecei o blog em 28/02/2010 por uma necessidade de colocar para fora tudo o que estava aprendendo (e aprendo até hoje) com meus estudos em dor orofacial. O blog é dedicado a todos os profissionais que estudam a área! Hoje olhando para trás, percebo que o blog só me trouxe alegrias! Vá visitar! www.julianadentista.com e conte para mim qual o texto que você mais gostou! Ainda, para comemorar, neste programa há a participação do professor Paulo Conti, titular da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP e coordenador do Bauru Orofacial Pain Group (devidamente convidado para um programa mais longo no futuro!). Dá um play e depois me conte o que achou! Dica do programa: se é para comemorar, nada melhor do que indicar meu podcast favorito do momento: Boa Noite Internet, capitaneado pelo Cris Dias. Entrem no site www.boanoiteinternet.com.br ou procure no agregador de podcasts mais próximo de você!

Boa Noite Internet
Depilar pra quê?

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Feb 10, 2019 21:24


Por que odiamos nossos pelos? Ou melhor, por que odiamos alguns pelos e outros não? Por que pelos de mulheres são diferentes de pelos de homens? Por que enquanto as mulheres lutam pelo seu direito de não se raspar os homens estão se raspando como nunca?É fácil dizer "é uma imposição da sociedade", mas como aqui é o Boa Noite Internet, as respostas nunca são simples.

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Boa Noite Internet
Essa é uma ótima pergunta

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jan 20, 2019 16:30


Existem perguntas boas e perguntas ruins? Essa aqui por exemplo, é de que tipo? Esse é mais um Boa Noite Internet onde diremos que nada é mais humano do que dizer que nada é mais humano?Para saber as respostas só ouvindo até o fim. Até o fim mesmo, hein?

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Boa Noite Internet
O jeito certo de celebrar o Natal

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Dec 23, 2018 30:45


Fruta cristalizada? Uva passas no arroz? Chocotone gourmet? Comemorar dia 24 uma data que é no dia 25? Tá certo isso?Qual o jeito certo, tradicional de celebrar essa data milenar? Só ouvindo esse Boa Noite Internet especial de Natal pra saber.Para saber mais, ver a playlist de Natal, episódios anteriores e muito mais visite http://www.boanoiteinternet.com.br/