Brazilian composer
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Este é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários e trata de dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários produzidos pelo diretor e produtor, que também são muito diferentes entre si, mas que têm um ponto crucial em comum. No episódio, Liniane Brum e Mayra Trinca revelam como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, em meio ao desenvolvimento da cidade de São Paulo. _____________________________ Roteiro [Som de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.] Mantém em BG até entrada da música de transição. LINI: Esse é o segundo episódio da série de podcasts Ugo Giorgetti em 4 documentários. Meu nome é Liniane Haag Brum, sou doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e realizei a pesquisa de pós-doutorado “Contra o apagamento – o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti” também na Unicamp, no Labjor, com o apoio da Fapesp. Essa pesquisa surgiu da descoberta de uma lacuna. Percebi que não havia nenhum estudo sobre a obra de não ficção de Giorgetti. Apesar de ela ser tão expressiva quanto a sua ficção, e mais extensa. MAYRA: E eu sou a Mayra Trinca, bióloga e mestra em Divulgação Científica e Cultural pelo Labjor. Você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Eu tô aqui pra apresentar esse episódio junto com a Liniane. Nele, vamos abordar os médias-metragens “Variações sobre um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”. [Música de transição – tirar da abertura de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] LINI: No primeiro episódio, apresentamos os documentários “Pizza” e “Em Busca da Pátria Perdida”, destacando os procedimentos e recursos de linguagem empregados pelo cineasta para retratar a complexidade da capital paulista. MAYRA: Em “Pizza”, as contradições de São Paulo surgem na investigação de pizzarias de diversas regiões, por meio de depoimentos de seus donos, funcionários, clientes e pizzaiolos. Já “Em Busca da Pátria Perdida” se concentra no bairro do Glicério, e registra a experiência de migrantes e imigrantes que encontram acolhida e fé na Igreja Nossa Senhora da Paz. Se você ainda não ouviu, é só procurar por “Ugo Giorgetti” no nosso site ou no seu agregador de podcasts. LINI: Nesse segundo episódio, vamos falar sobre dois médias-metragens: “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” e “Santana em Santana”, documentários que também são muito diferentes entre si, mas que tem um ponto crucial em comum. Vamos revelar como eles entrelaçam as trajetórias de vida de dois artistas, ao desenvolvimento da cidade de São Paulo. (pausa) Vinheta Oxigênio LINI: Se você não tem muita ligação com a música de câmara, seja tocando, estudando ou pesquisando o tema, é provável que nunca tenha ouvido falar em Johannes Olsner. “Variações Sobre Um Quarteto de Cordas” retrata a trajetória profissional desse violista que chegou no Brasil em 1939, vindo da Alemanha para uma turnê musical, e nunca mais voltou pra casa. MAYRA: Sobre esse documentário o crítico literário e musical Arthur Nestrovski escreveu o seguinte na Folha de São Paulo, em setembro de 2004: “O filme é muito simples. O que, no caso, é uma virtude: (…) a vida de Johannes Oelsner se confunde com a arte que praticou ao longo de quase 70 anos de carreira.” LINI: O violista alemão fez parte da formação inicial de músicos do que é hoje o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. [Música de transição – escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] MAYRA: Talvez você esteja se perguntando o que é um quarteto de cordas… Vamos por partes: Um quarteto de cordas é uma das formações mais emblemáticas da música de câmara e reúne quatro instrumentistas em dois pares: dois violinos, uma viola e um violoncelo. [Entra música de fundo: escolher excerto de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] [Sugestão – time code do Youtube – 09:32 até 10:42] A expressão “música de câmara” tem sua origem na “musica da câmera”, termo italiano que significa “música para a sala”. É originalmente um gênero de música erudita para ser tocada em ambientes privados e íntimos, como nos aposentos palacianos e gabinetes da aristocracia, – e não nas grandes salas de concerto. LINI: A música de câmara pode ter diferentes formações, como por exemplo um dueto ou um quinteto. Mas – sim! – o quarteto é a sua forma mais clássica. [Música de transição] Embora os quartetos de cordas se dediquem a um repertório de alto refinamento artístico, sua presença no Brasil é pouco comum. Foi pensando nisso que perguntei pra Ugo Giorgetti por que motivo ele decidiu fazer um documentário sobre um tema tão específico. Ouve só como foi a nossa conversa: LINI: Sobre o quarteto de cordas eu queria perguntar o seguinte: é um tema restrito? Fica um documentário mais assim, restrito, você acha? GIORGETTI: O Quarteto de Cordas é só um lado do documentário. Ele fala também de São Paulo, ele fala do Mário Andrade, ele fala do Prestes Maia, ele fala um monte de coisa. Ele fala da durabilidade do tempo, esse negócio se transformou em uma coisa que durou 37 anos tocando juntos. Esses caras envelheceram juntos. [Música de transição – trecho de “Variações Sobre um Quarteto de Cordas”] GIORGETTI: Quando eu fiz o documentário, esse quarteto já não existia mais naquela forma original. Já passou por outras formas, mas é sempre o Quarteto de Cordas do município de São Paulo. Então, nenhuma coisa é tão fechada assim. MAYRA: Retomando a trajetória de Johannes Olsner: sua formação como músico erudito começou cedo e se deu por meio do aprendizado do violino. Foi só mais tarde, quando já tocava profissionalmente, que ele chegou à viola que lhe acompanhou ao longo da vida. Escuta o próprio Johannes falando um pouco sobre isso: [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Estudei primeiro violino, comecei com 9 anos o violino, então eu me apresentei no Conservatório Real de Dresden. Aí quem me ouviu foi o grande professor Henri Marteau, francês. Depois, com 13 anos, me deram uma bolsa de estudo integral. Eu me formei, depois ganhei o meu diploma, etc, etc. Isso foi em 1935, até 1937. [trecho de MOZART em violino] LINI: O violista já tocava no prestigioso Quarteto Fritzsche de Dresden, ainda na Alemanha, quando recebeu a notícia que iria sair em turnê para as Américas. No dia 9 de março de 1939, aos 24 anos, ele e seus parceiros musicais pegaram um navio, em Bremen, também na Alemanha. [Efeito de som do mar] Primeira parada: Panamá, por três dias. Depois Argentina, onde tocaram na escola alemã e permaneceram por semanas a fio. Em seguida Montevidéu, onde fizeram quatro concertos. E, finalmente, aportaram no Rio de Janeiro. [Efeito de som do mar] [trecho do documentário] – Johannes Olsner: Chegamos dia 26 de julho de 1939, com bastante atraso, mas aqui no Brasil. LINI: Veio a Segunda Guerra, ele e os colegas permaneceram em terras brasileiras. [trecho do documentário] – Johannes Olsner: A gente pode dizer mesmo o Deus é brasileiro, né? Eu tive sorte lá, com entrar no Quarteto e tudo assim, mas aqui, olha que, eu sempre digo para todos vocês que são brasileiros natos: pode ficar contente, porque é a melhor terra que tem. Fora de tudo que tem, olha que, é a melhor terra que tem. LINI: Olsner criou raízes em São Paulo. Em 1944, mesmo ano em que se casou, entrou para o Quarteto Haydn. MAYRA: O Quarteto Haydn do Departamento de Cultura de São Paulo representa a fase inicial e histórica do que hoje é o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Sua origem remonta a 1935, quando foi fundado por iniciativa de Mário de Andrade, que na época era o diretor do Departamento. A formação respondia a um antigo anseio do escritor, crítico musical, ensaísta e professor de música. Entre outras tantas lutas culturais, Mário de Andrade acabou se tornando um verdadeiro paladino da construção de uma cultura musical consciente e autônoma para o Brasil. A rememoração de Oelsner dá indícios dessa efervescência: EXCERTO MÁRIO DE ANDRADE: Oelsner: Um dos primeiros concertos, me lembro, era em frente do Teatro Municipal, a velas. E então, aí o Mário, como disse, como assistiu todos os concertos, um dia ele chegou também. Ele dizia, seria possível tocar uma vez com o nosso quarteto aqui do teatro, do departamento. Então, como eu já falei para o senhor, fizemos o quarteto de Mendelssohn [trecho do quarteto de Mendelssohn do documentário Variações(continuação do texto acima) ] LINI: Pausa para um esclarecimento. Você lembra que no primeiro episódio a gente falou da presença da literatura na obra de não ficção de Giorgetti? Pois é, “Variações sobre um quarteto de cordas” também revela essa face do diretor paulista. Na entrevista com Oeslner, ele não disfarça o interesse pelo escritor brasileiro Mário de Andrade. [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: O senhor lembra do bem do Mário de Andrade? Oelsner: Sim, nós éramos amigos, que infelizmente eu tinha mais contato com ele de 44, quando eu entrei no departamento, até 45, e pobre Mário morreu em 45. Ugo Giorgetti Como ele era? Oelsner: Sempre alegre, sempre disposto, e qualquer coisa que o senhor disse, uma novidade, o senhor dizia, vamos ver. Sim, sim, sim. E marcava quanto se podia fazer. O Mário era formidável. LINI: Eu perguntei ao diretor se ele de fato – abre aspas “perseguiu” – a presença e a figura de Mário de Andrade, na entrevista com o Oelsner. Ele respondeu que sim. E fez o seguinte relato: [trecho do documentário] Ugo Giorgetti: Eu considero o Mário de Andrade o maior intelectual de São Paulo, de todos os tempos, porque ele era um grande poeta. Tem poemas que são fantásticos, citei um num artigo que escrevi sobre Abujamra, um poema dele, que dizia, “eu sou 300, sou 350, mas um dia eu toparei comigo.” Ele era um músico, ele dava aula no Instituto de Arte Dramática, professor, ele era um etnógrafo, ele saia pelo Brasil cantando folclore, ele era um professor, claro, político, na boa fase, na boa forma de político. Ele foi o primeiro secretário de Cultura de São Paulo. Eu procuro o Mário de Andrade, onde é possível achar. Eu tenho contos dele, o que ele escreveu para jornais, ele escreveu para jornais também, era um cronista, um cara fantástico. MAYRA: Johannes Olsner cultivou laços com Mário de Andrade e também com personalidades como os compositores e regentes Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Além disso, executou peças com as pianistas Guiomar Novaes e Magdalena Tagliaferro. Durante a formação mais longeva do Quarteto, de 1944 a 1979, ele tocou com Gino Alfonsi no primeiro violino, Alexandre Schaffman no segundo e Calixto Corazza no violoncelo. LINI: A gente pode dizer que Johannes Olsner é o biografado do documentário. Mas também podemos afirmar que essa peça audiovisual é um testemunho. Por meio de um único depoimento, o média-metragem: flagra o nascimento do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, – que é também um registro do florescimento da vida cultural e do desenvolvimento da capital paulista. MAYRA: Vislumbra uma linhagem de músicos alemães surgida em Dresden, berço musical em um dos momentos mais ricos, inovadores e contraditórios do Ocidente. LINI: Testemunha os efeitos da Segunda Guerra Mundial, quando centenas de cidadãos alemães se viram obrigados a imigrar para sobreviver. Esse ponto não está explícito no relato de Olsner, mas as imagens do documentário fazem referência ao fato. MAYRA: Revela a devoção de Johannes Olsner à música. LINI: Mesmo depois de aposentado, Johannes Olsner seguiu trabalhando como músico. Na época da gravação do documentário, em 2003, lecionava no Conservatório Villa Lobos, em Osasco, e tocava em eventos e festas de casamento. Ele jamais considerou parar com suas atividades musicais. Faleceu aos 94 anos, em São Paulo, no ano de 2010. [Bloco 2: documentário “Santana em Santana”] LINI: Santana em Santana, de 2007, foi realizado a partir de um edital da Secretaria Municipal de Cultura que visava a realização do projeto “História dos bairros de São Paulo”. A ideia por trás da chamada pública era fomentar o mapeamento audiovisual da capital paulista, por meio de documentários sobre os bairros que a compõem. MAYRA: Ugo Giorgetti, com sua produtora, a SP Filmes de São Paulo, foi selecionado com o projeto de documentário que propunha explorar a história do seu bairro de origem: Santana, localizado na zona norte da capital paulista. [Ruído de passagem de cena] LINI: Santana em Santana: de cara dá pra perceber que o título escolhido pelo cineasta é tanto uma provocação existencial e poética, quanto um convite à interpretação. MAYRA: A gente se pergunta: como assim Santana EM Santana? Existe um bairro dentro do bairro original? Isso seria um erro de grafia ou uma pista? Ou apenas um jogo linguístico para atrair a atenção do espectador? [Ruído de passagem de cena] LINI: Pois é, eu questionei o Ugo Giorgetti sobre o que o título do filme pretende revelar. Sua resposta acabou mostrando as motivações por trás do projeto original. Além, é claro, de elucidar esse “mistério”… Ele disse: UGO GIORGETTI: Bom, eu fiz pelo seguinte, também eu quis fazer. Se Santana realmente correspondia à minha concepção que eu tinha dela. Por quê? Porque eu ia na casa do meu irmão… Eu vou sempre na casa do meu irmão. Toda a vez que eu ia na casa dele, às vezes eu ia à noite, às vezes de dia, eu tinha a impressão que não tinha sobrado pedra sobre pedra do meu bairro. Era uma coisa sórdida, vulgar, ridícula, todas as construções iguais, uma coisa cafajeste, não sobrou nada do cinema, nada de nada. Eu não falava com ele sobre isso porque ele morava lá, ele também não falava. Então ficou essa ideia que estava cimentada na minha cabeça. E, para a minha surpresa, quando eu fiz o documentário, eu vi que não só restavam coisas, mas que restava muita coisa. Uma pessoa como eu, que conhecia muito bem o bairro, eu andava para aquele bairro o tempo todo, você procurando os lugares que você ia, em geral, eu achava o lugar. Não só achava o lugar, como alguns lugares intactos. [Ruído de passagem de cena: um carro passando] MAYRA: A escolha da linguagem cinematográfica mostra também esse interesse pessoal pelo tema. O principal recurso usado em Variações sobre Um Quarteto de Cordas se repete em Santana em Santana: o depoimento de um único artista, nesse caso, o próprio Giorgetti. Em Santana em Santana Ugo não é apenas o cineasta, mas assume também a posição de narrador-apresentador. Na cena que abre a narrativa, você vê um ambiente despojado, o diretor atrás de uma escrivaninha olhando para a câmera e falando o seguinte texto: [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Santana sob o ponto de vista da história, do fato histórico, não é relevante, não há nada na história de Santana, que eu saiba, que mereça um registro significativo. Santana é uma região que fica ao norte da cidade, dividida pelo Tietê. Isto é, o Tietê é a primeira fronteira dela, que separa Santana da cidade. E o início dela, é o início mais ou menos costumeiro dos bairros de São Paulo. Quer dizer, é uma grande quantidade de terra, ocupada por uma associação entre o Estado, a Igreja e ricos proprietários. . Evidentemente essas proporções foram se desfazendo depois, principalmente os ricos proprietários, e se tornou um bairro, conforme ele se configurou, a partir de 1942”. LINI: A fala do cineasta sugere que o documentário vai investigar a história do bairro Santana. No entanto, à medida que a narrativa avança, o que se vê na tela é um percurso afetivo que pouco tem a ver com acontecimentos verificáveis, dados e informações precisas. Santana em Santana revela o cineasta à procura de sua própria história… MAYRA: Em cena, a escola que frequentou na primeira juventude, o Mirante de Santana, o cinema de bairro que hoje é shopping center. LINI: Ouve só como também é revelador esse trecho da conversa que tive com ele: GIORGETTI – O filme que mais me impactou que eu vi lá em Santa Ana foi um filme de 1960. Eu tinha 18 anos. É um filme maravilhoso não pelo, digamos assim, valor cinematográfico, é pequeno o valor cinematográfico, mas porque era um filme chamado O Julgamento de Nuremberg; o casting era inacreditável: Spencer Tracy, Burt Lancaster, Montgomery Clift. Lini: É um bom filme. Ugo: Pô! MAYRA: Em entrevista, o diretor também expôs a importância do processo de produção do documentário, para o tema de que ele trata: GIORGETTI: Tem alguns planos nesse filme que eu gosto muito. Tem um plano que eu acho que é muito bom, que é um plano numa tempestade. Eu falei, se prepara que vai chover, se prepara que vai ter uma puta tempestade que ocorre nesse bairro. E, de repente, o que eu acho curioso é que, no meio da tempestade, o bairro ficou um bairro. Tudo ficou um pouco impreciso, como se o tempo tivesse passado, porém deixou como um quadro impressionista, contornos no meio daquela névoa da tempestade. Daí eu reconheci o bairro. Daí eu falei, esse é Santana. Casas meio aparecendo, outras não. Uma coisa mais na sombra, outra coisa mais evidente. Ficou muito legal aquilo. Mas tem outras coisas. Tem o meu irmão voltando da feira. Não sei se você viu. Ele está identificado como… Lini: Não, não. Ah, então eu não identifiquei. Acho que foi uma cena muito de passagem. É, o cara voltando da feira. O maestro Mauro Giorgetti com uma puta de uma cesta. Ele nem viu que ele estava lá. MAYRA: Essa atitude artística de Giorgetti em Santana em Santana, de individualizar a narrativa, ao invés de elucidar fatos e discursar sobre eles, faz parte de um – digamos – estilo. Segundo o diretor, ele nunca trata realmente do tema que se anuncia; ele afirma que o seu mote é, abre aspas, “ter sempre uma coisa que vista a cidade (…) você pensa que tá vendo uma coisa, mas é outra”. LINI: Ou seja, de acordo com o diretor, no fundo ele está sempre tratando de São Paulo. [Pausa.] OK, como você ouviu lá no primeiro episódio, é preciso considerar a visão do artista sobre seu próprio trabalho. Mas sem tirar de foco aquilo que a obra, ela mesma, mostra. No caso, o documentário – sobretudo – ativa a memória do diretor e a projeta no presente. Essa projeção oferece ao espectador uma realidade construída por um discurso que é uma espécie de auto-perscrutação dos primeiros anos de vida do artista em contato com a cidade. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo] LINI: Uma investigação a partir do subjetivo…que é também um documento…. [trecho do documentário Santana em Santana] Ugo Giorgetti: Por isso que eu tento fazer uma coisa que deixe, pelo menos, uma impressão do mundo que eu vivi. Eu não estou fazendo poesia, não estou fazendo filmes fora, cabeça, mensagem. Isso não é comigo. [Efeito sonoro de tráfego em cidade: buzinas, carros, ruídos de fundo.] MAYRA: O roteiro desse episódio foi escrito pela Liniane Haag Brum, que também realizou as entrevistas. A revisão do roteiro foi feita por mim, Mayra Trinca, que também apresento o episódio. LINI: A pesquisa de pós-doutorado teve orientação do professor Carlos Vogt, e seu resultado é objeto de meu trabalho no âmbito do Programa Mídia Ciência, do Labjor, com supervisão da Simone Pallone. As reportagens referentes à divulgação de “Contra o apagamento, o cinema de não ficção de Ugo Giorgetti”, foram publicadas no dossiê “Ugo Giorgetti” da Revista ComCiência. A gente vai deixar o link e a ficha técnica dos documentários na descrição do episódio. LINI: A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral e a vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. MAYRA: Este episódio tem o apoio da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência, da Unicamp e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, por meio de bolsas e também da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. MAYRA: Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. LINI: Se você gostou do conteúdo, compartilhe com seus amigos.
A atriz Maria Fernanda Cândido apresenta em Paris Ballade au-dessus de l'abîme (Balada acima do abismo, tradução livre), de 21 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, no Théâtre du Soleil, em Paris. Com direção de Maurice Durozier e o piano sublime de Sônia Rubinsky como personagem e presença, o espetáculo coloca em perspectiva e faz dialogar Brasil e França, literatura e música, revelando a intensidade e as contradições de Clarice Lispector. O Théâtre du Soleil é um dos espaços mais emblemáticos do teatro contemporâneo francês. Fundado por Ariane Mnouchkine em 1964, o local é reconhecido internacionalmente pelo trabalho coletivo, estética rigorosa e forte dimensão política e humanista, sendo referência da cena europeia, embora ainda pouco conhecido do público brasileiro em geral. O espetáculo propõe um diálogo intenso entre literatura e música, atravessando a obra de Clarice Lispector desde a infância até a sua morte, e a espiritualidade da autora. Maria Fernanda observa que, ao invés de pensar num abismo entre palavra e música, "é mais justo imaginar uma ponte, uma ligação, porque, nesse diálogo, as conexões vão se criando de maneira muito orgânica, muito intensa e muito real”. As músicas, escolhidas com precisão, "não são um simples fundo sonoro, mas interlocutor do texto, ajudando o público a compreender o universo afetivo e literário da autora", explica a atriz. Nesse sentido, a presença de compositores como Sergei Rachmaninov (1873-1943), Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e Alberto Nepomuceno (1864-1920) não é "aleatória". Maria Fernanda explica que “não é à toa que escolhemos Rachmaninov, porque existe uma nostalgia eslava muito presente na obra da Clarice, na própria história de vida dela”, enquanto a música brasileira traduz a brasilidade profunda da autora. Clarisse e a paixão pela língua portuguesa Villa-Lobos e Nepomuceno trazem esse universo em contraponto com algo distante geograficamente, como Rachmaninov, criando um diálogo entre o Nordeste – "especialmente Recife, onde Clarice cresceu" – e outras paisagens afetivas. Esse Recife aparece como fonte de memórias e experiências que atravessam os contos abordados no espetáculo, como Águas do Mundo, Restos de Carnaval e A Repartição dos Pães. Ao falar do desafio de condensar a obra de Clarice Lispector em cerca de 70 minutos, Maria Fernanda afirma que foi inevitável incluir a paixão visceral da escritora pela língua portuguesa. “Clarice expressa isso de maneira tão clara e tão exposta que emociona profundamente”, diz a atriz, citando o trecho em que a autora afirma ter feito da língua portuguesa sua vida interior e seu pensamento mais íntimo. Para ela, é comovente imaginar a fricção constante entre a ponta do lápis e a folha em branco: a vocação para a escrita é um dos eixos centrais da peça. “Não tinha como não incluir o momento em que a obra fala do ato de escrever”, diz, sobre um trecho que aprecia particularmente. Leia tambémMaria Fernanda Cândido leva frescor para coleção francesa de audiobooks de Clarice Lispector Questionada sobre o que teria sido impossível levar à cena, a atriz relativiza: "a vastidão da obra naturalmente deixou de fora muitos aspectos, o que despertou o desejo de criar outros espetáculos no futuro". Maria Fernanda revela que já existe a ideia de uma nova criação no mesmo formato, mas dedicada a outros temas. O "arco dramático" de Ballade au-dessus de l'abîme, segundo ela, é bem definido: o espetáculo parte da concepção de Clarice – de como e por que ela nasceu – e segue até sua morte, atravessando infância, vida adulta, uma relação amorosa marcada por erotismo, o ato de escrever, a paixão pela língua portuguesa e o lado espiritual da autora. A peça se encerra justamente nesse momento final. Para Maria Fernanda, o espetáculo funciona como uma "porta de entrada para o universo de Clarice Lispector", capaz de dialogar tanto com leitores já familiarizados com a obra quanto aqueles que nunca tiveram contato com ela, oferecendo uma experiência singular do mundo literário da autora. “O piano como personagem que toca a alma” A pianista Sônia Rubinsky, reconhecida internacionalmente por suas interpretações de Villa-Lobos e de clássicos do cânone russo e mundial, dá ao piano um papel de verdadeiro personagem, criando pontes entre palavra e música. Para Sônia, “ é um diálogo absolutamente, que não dá para separar uma coisa da outra”. O piano "influencia o ritmo emocional da peça, estando sempre presente, intensificando a experiência sensorial e emotiva", afirma. "A música não apenas acompanha, mas elucida e amplia a compreensão do texto de Clarice", sublinha Rubinsky. O repertório, cuidadosamente escolhido, dialoga com a obra, reforçando a intensidade das emoções e permitindo que o público sinta o ritmo, a poesia e a tensão de cada cena. Entre Rachmaninov, Villa-Lobos e Nepomuceno, a música cria conexões entre geografias, afetos e lembranças, tornando-se mediadora da narrativa literária e emocional. “O piano chama a alma à tona, toca a alma do texto e do público. Muitas vezes, eu e Maria Fernanda estamos à beira da emoção máxima – eu, com as palavras, e ela, com a música – e entramos numa sintonia muito rica”, comenta a pianista. O olhar francês sobre Clarice A versão francesa, dirigida por Maurice Durozier, traz um olhar distinto sobre Clarice. O diretor enfatiza que sua função foi a direção cênica, não a tradução literal, transformando a escrita da autora em imagens e emoções para o público francês. “Não tentei fazer o retrato da Clarice Lispector, mas me concentrei nas imagens e nas emoções que provocava o texto. Descobri uma mulher com dor constante e uma vontade de entender o que aconteceu no seu mundo interior”, explica. Durozier destaca a complexidade do texto, permeado de contradições e uma honestidade singular: “Muitas vezes ela começa tentando explicar algo e, no final, percebe que a verdade não existe realmente: há várias possibilidades da realidade”. Para o diretor, trabalhar com Maria Fernanda e Sônia Rubinsky foi uma revelação: “No espetáculo, o texto e a música têm o mesmo valor, se respondem constantemente: o texto inspira a música e a música inspira o texto em uma balada.” Essa interação cria uma camada adicional de percepção, guiando toda a pesquisa durante os ensaios e aproximando o público da intensidade da obra clariceana, segundo Durozier, um habitué da trupe do Soleil de Ariane Mnouchkine, com quem já trabalhou diversas vezes. Maria Fernanda Cândido observa as diferenças entre as concepções brasileira e francesa da peça. "A montagem brasileira é iluminada, etérea e diáfana, com figurinos esvoaçantes, enquanto a leitura francesa é mais austera e áspera, refletindo a cultura local", diz. Para a atriz, poder transitar entre essas duas experiências é um privilégio raro. “Como atriz, posso viver as duas experiências ao mesmo tempo, e isso é muito especial.” Ballade au-dessus de l'abîme fica em cartaz no Théâtre du Soleil até o dia 1° de fevereiro de 2026.
Quando qualcuno sostiene che la musica della Spagna e quella dell'America Latina sono la stessa cosa e che non sono al livello di compositori come Bach, Beethoven o Brahms, come rispondete? Oggi vi suggerisco una risposta. Heitor Villa-Lobos Basta ascoltare poche composizioni di Villa-Lobos per ammettere che sono straordinarie. Breve biografia di Heitor Villa-Lobos Heitor Villa-Lobos (5 marzo 1887 – 17 novembre 1959) è stato un compositore, direttore d'orchestra, violoncellista e chitarrista classico brasiliano, ampiamente considerato come una delle figure creative più significative della musica del XX secolo. Nato a Rio de Janeiro, Villa-Lobos è stato esposto alla musica fin dalla tenera età, grazie a suo padre, un musicista dilettante. Heitor imparò a suonare il violoncello, il clarinetto e la chitarra, e le sue prime esperienze musicali furono profondamente influenzate dalla musica popolare brasiliana e dalla tradizione classica europea. Come nel caso di Bela Bartok in Ungheria, Heitor Villa-Lobos viaggiò molto attraverso il suo paese natale, studiando le tradizioni popolari e musicali. Questi studi spiegano il sapore distintamente brasiliano-latino di molte delle sue composizioni. Eppure, Villa-Lobos era più di un collezionista di melodie popolari. Era anche un maestro dell'orchestrazione in stile europeo. L'ascolto delle sue opere da camera dimostra che aveva studiato e assorbito le grandi opere da camera di Brahms e Debussy. E la sua musica vocale, sebbene radicata sia nelle antiche tradizioni occidentali che nella musica popolare brasiliana, prende il volo e si libra in nuovi lidi. Consigli per l'ascolto Bachianas Brasileiras No.5, per voce e otto violoncelli Poème de l'enfant et de sa mère, for voice, flute, clarinet, and cello Genesis (symphonic poem and ballet) Fantasia-Concerto per chitarra e piccola orchestra Quartetto d'archi n.17
"Modinha" de Heitor Villa-Lobos, interpretada por Mônica Salmaso. É uma canção que, em sua melodia e letra, possui uma delicadeza e uma beleza que dialogam muito bem com a sensibilidade da obra de Luís Delfino. A melodia, tipicamente brasileira e com um toque de melancolia, pode evocar a busca pela perfeição e a emoção contida em seus versos.“Na solidão da minha vidaMorrerei, querida,Do te desamorMuito embora me desprezesTe amarei constanteSem que a ti distanteChegue a longe e triste vozDo trovador”
Heitor Villa-Lobos: Song of the Black SwanPhilippe Honore, violinAlison Nicholls, harpMore info about today's track: Naxos 8.557765Courtesy of Naxos of America Inc.SubscribeYou can subscribe to this podcast in Apple Podcasts, or by using the Daily Download podcast RSS feed.Purchase this recordingAmazon
Durante 14 anos, pesquisas, viagens e emoções se entrelaçaram para compor “Aldo Baldin – Uma Vida pela Música”, em cartaz no Brasil. O filme, dirigido por Yves Goulart, já recebeu 24 prêmios em festivais pelo mundo, e é um dos dez indicados a Melhor Documentário no Septimius Awards, que acontece no início de setembro em Amsterdã. Mais do que um retrato de uma voz única, o documentário é um símbolo de resistência. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Ao resgatar um artista ausente da memória popular, a obra convida à reflexão sobre arte erudita, democratização cultural e a necessidade de dar acesso à música clássica a uma nova geração. Aldo Baldin (1945-1994) foi um tenor brasileiro de projeção internacional, considerado um dos intérpretes mais importantes da música erudita do século 20 no Brasil. O cantor nasceu em Urussanga, que também é a cidade natal do cineasta Yves Goulart. Mas o diretor só conheceu a história de seu conterrâneo quando já estava morando nos Estados Unidos. “Eu reconheci a minha cidade na capa de um disco que tinha a Igreja Matriz de Urussanga. Eu me perguntei como que a Igreja Matriz de Urussanga, onde eu fui sacristão, está aqui em Nova York? Que história é essa? Que disco é esse? Virei a capa e estava escrito ‘Aldo Baldin', tenor brasileiro, nascido em Urussanga. Ali, então, foi a minha garra de dizer: precisamos fazer um documentário sobre o tenor catarinense Aldo Baldin”, relembra Goulart. Foram 14 anos de pesquisas, filmagens e viagens, principalmente na América do Sul e na Europa, onde começou e depois se consolidou a carreira do tenor. “Imagina, hoje eu estou com 50 anos, eu comecei quando tinha 35. Foi muito importante esse amadurecimento até para mim como artista, como documentarista, para evoluir nessa linguagem”, diz o cineasta. A viúva de Aldo, Irene Fleisch Baldin, foi quem abriu todas as portas para Yves e assina como diretora musical. Entre os tesouros encontrados, está uma fita cassete gravada por Aldo três dias antes de sua morte precoce, aos 49 anos, na qual deixou sua história contada por sua própria voz, com as pessoas que fizeram parte de sua trajetória. No documentário é possível ouvir Aldo e também ver pessoas citadas por ele, peças-chave da música clássica brasileira e mundial, dando depoimentos sobre a importância do artista pouco conhecido do grande público. Música clássica em tempos de algoritmos Mais do que uma biografia, o documentário reflete sobre o desafio de formar novos públicos para a música clássica. Em tempos de consumo rápido e algoritmos que priorizam conteúdos efêmeros, a ópera e o canto lírico enfrentam dificuldades para dialogar com o grande público. “Eu recebi uma resistência, sim. Eu percebo isso e encaro também com muita humildade e com sabedoria para não me frustrar. O que acontece é que nós estamos afastando o público da música clássica. Tanto é que hoje a gente não chama mais de música erudita, porque fica um distanciamento, uma erudição. Parece que eu preciso saber o que é erudito para colocar isso em algum lugar. Não. A música clássica hoje se fala dessa forma porque ela pode ser de acesso de todos”, diz. O diretor considera que ainda há pouco espaço nos meios de comunicação e nas iniciativas dos governos para dar acesso à arte erudita para um público mais jovem e lembra que antes a música clássica fazia parte até da programação das TVs abertas que exibiam “Concertos para a Juventude". No início de agosto, aconteceram sessões gratuitas do documentário para escolas em Santa Catarina, já que uma das intenções da obra é trazer proximidade e estimular a formação de plateia. "É mostrar para essas crianças, esses jovens, que a gente tem algo a mais do que o samba e o futebol. De que a gente tem a música clássica, temos Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes, Santoro, que nós temos Aldo Baldin e tantos outros. Necessitamos que essa obra continue viva”, entusiasma-se Yves Goulart. De Urussanga para o mundo Em 18 e 19 de agosto, haverá uma sessão especial em Urussanga, no mesmo local onde Aldo se apresentou nos anos 1980. Será a primeira vez que parte da família retratada no documentário verá o resultado final. O diretor planeja, em breve, lançar “Aldo Baldin - Uma Vida pela Música” em cinemas de diferentes países, com prioridade para a Europa e os Estados Unidos, onde reside, e posteriormente disponibilizá-lo em plataformas de streaming, ampliando seu alcance e garantindo que a produção e a história de Aldo cheguem a públicos variados em todo o mundo. “A fotografia, o som, está tudo voltado para o olhar dentro da sala de cinema. Quando você vê o filme na sala de cinema, ele abraça o público e é bonito de ver. Então a gente espera que em breve possamos conseguir os distribuidores na Alemanha e nos Estados Unidos para que a gente possa também estar com o filme nesses lugares. Principalmente na Europa, onde o Aldo fez uma carreira brilhante”, conclui.
Durante 14 anos, pesquisas, viagens e emoções se entrelaçaram para compor “Aldo Baldin – Uma Vida pela Música”, em cartaz no Brasil. O filme, dirigido por Yves Goulart, já recebeu 24 prêmios em festivais pelo mundo, e é um dos dez indicados a Melhor Documentário no Septimius Awards, que acontece no início de setembro em Amsterdã. Mais do que um retrato de uma voz única, o documentário é um símbolo de resistência. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Ao resgatar um artista ausente da memória popular, a obra convida à reflexão sobre arte erudita, democratização cultural e a necessidade de dar acesso à música clássica a uma nova geração. Aldo Baldin (1945-1994) foi um tenor brasileiro de projeção internacional, considerado um dos intérpretes mais importantes da música erudita do século 20 no Brasil. O cantor nasceu em Urussanga, que também é a cidade natal do cineasta Yves Goulart. Mas o diretor só conheceu a história de seu conterrâneo quando já estava morando nos Estados Unidos. “Eu reconheci a minha cidade na capa de um disco que tinha a Igreja Matriz de Urussanga. Eu me perguntei como que a Igreja Matriz de Urussanga, onde eu fui sacristão, está aqui em Nova York? Que história é essa? Que disco é esse? Virei a capa e estava escrito ‘Aldo Baldin', tenor brasileiro, nascido em Urussanga. Ali, então, foi a minha garra de dizer: precisamos fazer um documentário sobre o tenor catarinense Aldo Baldin”, relembra Goulart. Foram 14 anos de pesquisas, filmagens e viagens, principalmente na América do Sul e na Europa, onde começou e depois se consolidou a carreira do tenor. “Imagina, hoje eu estou com 50 anos, eu comecei quando tinha 35. Foi muito importante esse amadurecimento até para mim como artista, como documentarista, para evoluir nessa linguagem”, diz o cineasta. A viúva de Aldo, Irene Fleisch Baldin, foi quem abriu todas as portas para Yves e assina como diretora musical. Entre os tesouros encontrados, está uma fita cassete gravada por Aldo três dias antes de sua morte precoce, aos 49 anos, na qual deixou sua história contada por sua própria voz, com as pessoas que fizeram parte de sua trajetória. No documentário é possível ouvir Aldo e também ver pessoas citadas por ele, peças-chave da música clássica brasileira e mundial, dando depoimentos sobre a importância do artista pouco conhecido do grande público. Música clássica em tempos de algoritmos Mais do que uma biografia, o documentário reflete sobre o desafio de formar novos públicos para a música clássica. Em tempos de consumo rápido e algoritmos que priorizam conteúdos efêmeros, a ópera e o canto lírico enfrentam dificuldades para dialogar com o grande público. “Eu recebi uma resistência, sim. Eu percebo isso e encaro também com muita humildade e com sabedoria para não me frustrar. O que acontece é que nós estamos afastando o público da música clássica. Tanto é que hoje a gente não chama mais de música erudita, porque fica um distanciamento, uma erudição. Parece que eu preciso saber o que é erudito para colocar isso em algum lugar. Não. A música clássica hoje se fala dessa forma porque ela pode ser de acesso de todos”, diz. O diretor considera que ainda há pouco espaço nos meios de comunicação e nas iniciativas dos governos para dar acesso à arte erudita para um público mais jovem e lembra que antes a música clássica fazia parte até da programação das TVs abertas que exibiam “Concertos para a Juventude". No início de agosto, aconteceram sessões gratuitas do documentário para escolas em Santa Catarina, já que uma das intenções da obra é trazer proximidade e estimular a formação de plateia. "É mostrar para essas crianças, esses jovens, que a gente tem algo a mais do que o samba e o futebol. De que a gente tem a música clássica, temos Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes, Santoro, que nós temos Aldo Baldin e tantos outros. Necessitamos que essa obra continue viva”, entusiasma-se Yves Goulart. De Urussanga para o mundo Em 18 e 19 de agosto, haverá uma sessão especial em Urussanga, no mesmo local onde Aldo se apresentou nos anos 1980. Será a primeira vez que parte da família retratada no documentário verá o resultado final. O diretor planeja, em breve, lançar “Aldo Baldin - Uma Vida pela Música” em cinemas de diferentes países, com prioridade para a Europa e os Estados Unidos, onde reside, e posteriormente disponibilizá-lo em plataformas de streaming, ampliando seu alcance e garantindo que a produção e a história de Aldo cheguem a públicos variados em todo o mundo. “A fotografia, o som, está tudo voltado para o olhar dentro da sala de cinema. Quando você vê o filme na sala de cinema, ele abraça o público e é bonito de ver. Então a gente espera que em breve possamos conseguir os distribuidores na Alemanha e nos Estados Unidos para que a gente possa também estar com o filme nesses lugares. Principalmente na Europa, onde o Aldo fez uma carreira brilhante”, conclui.
O Brasil foi o grande homenageado da tradicional queima de fogos da Torre Eiffel, espetáculo que marca o encerramento das comemorações do 14 de Julho, a festa nacional francesa. O verde e o azul tomaram conta dos céus de Paris e drones reproduziram imagens representando o samba e a Amazônia. Como acontece todos os anos, o encerramento da festa nacional aconteceu na Torre Eiffel. Diversos artistas se apresentaram em um concerto gratuito, em um palco montado no Campo de Marte. No programa, música clássica, ópera e samba. A música “Saudade fez um samba”, de João Gilberto, foi apresentada pela violoncelista brasileira Dom La Nena, junto à Orquestra Nacional da França. Já o sopranista Bruno de Sá interpretou a obra Bachianas Brasileiras nº 5, de Heitor Villa-Lobos. As referências ao Brasil continuaram ao longo de todo o show e no fim os artistas brasileiros se juntaram aos demais para cantar o Hino Nacional francês, a Marselhesa. Leia tambémSopranista brasileiro vai cantar em concerto do 14 de julho, um dos mais importantes da França Animais e sambistas Mas o ponto alto da noite foi, sem dúvida, a queima de fogos de artifício. Celebrando a amizade entre França e Brasil, o espetáculo, que durou 25 minutos, começou com a torre iluminada de verde e azul. Mais de mil drones foram responsáveis por formar frases e imagens, como figuras dançando samba, animais, corações e símbolos da França, incluindo a frase Liberté, Égalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), além de uma homenagem aos dez anos da assinatura do Acordo de Paris, sempre acompanhados por música. Drones impactam o público O público compareceu em peso para prestigiar o espetáculo. Com algumas estações de metrô fechadas por questões de segurança nas imediações do Campo de Marte e do Trocadéro, uma multidão se aglomerou nos acessos mais próximos. Acompanhado da namorada, o francês Justin elogiou: “A encenação com os drones foi muito legal, com muita originalidade. E os fogos estavam lindos.” Já Solène, que é da Bretanha, falou sobre o encanto de ver o show de fogos ao vivo. “Foi a primeira vez que vi o espetáculo aqui em Paris e eu gostei muito! Já tinha visto pela TV, mas é verdade que, pessoalmente, é muito melhor.” Essa também foi a primeira vez que o francês Paul assistiu aos fogos ao vivo. “Foi excepcional! Acredito que seja o primeiro ano com os drones, e o espetáculo foi realmente fantástico”, disse. Festa nacional Mais cedo, também como parte da programação do 14 de Julho, foi realizado um desfile militar na Avenida Champs-Élysées, com a presença do presidente Emmanuel Macron.
durée : 00:25:20 - Musicopolis - par : Anne-Charlotte Rémond - Alors qu'on peut entendre tous les opéras européens dans les théâtres brésiliens, une musique plus proprement brésilienne se crée, inspirée par les rythmes de danses des campagnes ou par les musiciens de rue. Le jeune Heitor Villa-Lobos est le produit de ce généreux melting-pot. - réalisé par : Philippe Petit Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
A few weeks ago I had the idea of doing a program devoted to American orchestral song. It did not take me long to realize that once again “American [that is to say, US] Exceptionalism” was distorting my viewpoint, because there is a rich legacy of orchestral song not only in the United States, but also in both Canada and Latin America. Therefore I will concern myself separately with each of these diverse Americas. Today's episode is the first of two that plunges into a repertoire that, with a few exceptions, is, I daresay, virtually unknown to the majority of my audience: Latin American orchestral song. The exception is, of course, Heitor Villa-Lobos, but even his oeuvre reveals hidden riches. Though vocal music was not a focal point of his output, there remain, nonetheless, songs of his which are known throughout the world. I use these, and the semi-classical songs of Mexican Manuel M. Ponce, as a launching pad to this fascinating “dipping of the toes” into a repertoire that fully deserves our attention, and which includes a segment on another Mexican composer Silvestre Revueltas, as performed by a wide array of singers, including Bidú Sayão, Irma González, Ana Maria Martinez, Jennie Tourel, Lourdes Ambriz, Maura Moreira, and Nina Koshetz. We pay special tribute to iconic Brazilian (mezzo-)soprano Maria Lúcia Godoy, who recently died at the age of 100, and whom none other than Sayão claimed as her musical heir. Countermelody is a podcast devoted to the glory and the power of the human voice raised in song. Singer and vocal aficionado Daniel Gundlach explores great singers of the past and present focusing in particular on those who are less well-remembered today than they should be. Daniel's lifetime in music as a professional countertenor, pianist, vocal coach, voice teacher, and journalist yields an exciting array of anecdotes, impressions, and “inside stories.” At Countermelody's core is the celebration of great singers of all stripes, their instruments, and the connection they make to the words they sing. By clicking on the following link (https://linktr.ee/CountermelodyPodcast) you can find the dedicated Countermelody website which contains additional content including artist photos and episode setlists. The link will also take you to Countermelody's Patreon page, where you can pledge your monthly or yearly support at whatever level you can afford.
Since the 1970s, Brazilian conductor Isaac Karabtchevsky has steadfastly developed one of the most brilliant careers across the Brazilian and international music scenes, The Guardian in 2009 hailing him as one of Brazil's living icons. He's heard in this podcast In conversation with Raymond Bisha, discussing the music of fellow Brazilian icon, the composer Heitor Villa-Lobos. Extracts from Karabtchevsky's recordings of Villa-Lobos' complete symphonies (8.506039) and cello concertos (8.574531) amplify the composer's attachment to his country's musical heritage and the conductor's assiduous scholarly approach to its performance.
Tem uma birra no meio, mas não é música para bebés — é um adulto a pôr-se na mente de um bebé. A saga fascinante do compositor Heitor Villa-Lobos, que foi a Paris em 1923 com a ajuda de um milionário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
durée : 00:10:48 - « Prélude n°1 » d'Heitor Villa-Lobos - "Si, je suis brésilien, je suis bien brésilien. Dans ma musique, je laisse chanter les rivières et les mers de ce grand Brésil. Je ne cherche pas à étouffer l'exubérance tropicale de nos forêts et de nos cieux, que je transpose instinctivement dans tous ce que j'écris !" Heitor Villa-Lobos
Die Musik von Heitor Villa-Lobos ist ein tiefes und unmittelbares Bekenntnis zur Geschichte und Kultur Lateinamerikas, verbunden mit der europäischen Musiktradition und dabei spielt die Gitarre eine ganz besondere Rolle. BR-KLASSIK stellt die zwölf Etüden zusammen mit Johannes Tonio Kreusch vor.
durée : 02:28:50 - France Musique est à vous du samedi 19 octobre 2024 - par : Gabrielle Oliveira-Guyon - Au programme de ce samedi, une nouvelle sélection de découvertes et suggestions venues de tous horizons, proposées par nos auditeurs et auditrices : Heitor Villa-Lobos, Míkis Theodorákis, Hans Fährmann, Cristina Branco ou encore Agathe Backer Grøndahl. - réalisé par : Emmanuel Benito
Mit "Reggatta De Blanc" bauen The Police 1979 auf dem Erfolg ihres Debütalbums "Outlandos d'Amour" auf. Sie finden ihren einzigartigen Sound, indem sie Elemente von Rock, Reggae und Punk miteinander verbinden. Auf "Reggatta De Blanc" sind einige der bekanntesten und erfolgreichsten Songs von The Police wie die Hitsingle "Message In A Bottle" oder "Walking On The Moon". Es ist ein Bandalbum mit den mindestens ebenbürtigen Genies Andy Summers und Stuart Copeland, wie Musikexperte und Schlagzeuger André Pittelkau auch nochmal betont. Der Titeltrack des gleichnamigen Albums "Reggatta De Blanc" gewann 1980 sogar den Grammy Award für das beste Rock-Instrumental, was die musikalischen Fähigkeiten des Trios unterstreicht. Der Mut zum Verzicht auf die Lyrics hatte sich ausgezahlt. "Reggatta De Blanc" ist eine Wortschöpfung und bedeutet so viel wie "weißer Reggae" und steht für den Sound der Band. __________ Über diese Songs vom Album "Reggatta De Blanc" wird im Podcast gesprochen (12:28) – "Message In A Bottle"(28:10) – "Reggatta De Blanc"(35:10) – "Deathwish"(39:12) – "Bring On The Night"(49:19) – "Walking On The Moon"(01:05:12) – "The Bed's Too Big Without You"__________ Über diese Songs wird außerdem im Podcast gesprochen (33:15) – "Can't Stand Losing You" von The Police(41:58) – "Carrion Prince" von Sting & The Last Exit(45:03) – "Edge Of Seventeen" von Stevie Nicks(46:18) – "Bootylicious" von Destiny's Child(47:48) – "Prélude n°4" von Heitor Villa-Lobos(01:09:27) – "Locked Out Of Heaven" von Bruno Mars __________ Alle Shownotes und weiterführenden Links zur Folge "Reggatta De Blanc" findet ihr hier: https://www.swr.de/swr1/rp/meilensteine/swr1-meilensteine-the-police-reggatta-de-blanc-100.html __________ Ihr wollt mehr Podcasts wie diesen? Abonniert die SWR1 Meilensteine! Fragen, Kritik, Anregungen? Meldet euch gerne per WhatsApp-Sprachnachricht an die (06131) 92 93 94 95 oder schreibt uns an meilensteine@swr.de
A criação do Concerto para Violão e Pequena Orquestra de Heitor Villa-Lobos aconteceu após uma longa sequência decorrespondências entre Villa-Lobos e o violonista espanhol Andrés Segovia. Tudo começou em 1939, quando Segovia enviou uma carta expressando seu desejo de que Villa-Lobos escrevesse uma obra para violão e um pequeno conjunto orquestral. Villa-Lobos, já renomado internacionalmente e frequentemente se apresentando nos Estados Unidos e na Europa, atendeu ao pedido de Segovia apenas em 1951, após anos de insistência. Apresentado por Aroldo Glomb com Eduardo Barreto como convidado. Seja nosso padrinho: https://apoia.se/conversadecamara RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata.
durée : 01:28:39 - De Broadway au Brésil - par : Suzanne Gervais - Petit tour du monde en musique ce matin avec Stephen Sondheim, Pauline Viardot, Serge Prokofiev, Carl Philip Emanuel Bach, Francis Poulenc, Heitor Villa Lobos... - réalisé par : Delphine Keravec
Os 160 anos de Alberto Nepomuceno (1864-1920) são comemorados nesta edição de USP Especiais, que traz dez composições do músico cearense. Entre as obras veiculadas estão Serenata para Cordas, Batuque - ambas para orquestra -, as peças para piano Prece, Devaneio e Improviso, as canções Coração Triste - com letra do escritor Machado de Assis -, Tu És o Sol e Turquesa, a abertura da ópera inacabada O Garatuja e Ave Maria para Coro Feminino. Alberto Nepomuceno nasceu em Fortaleza (CE) no dia 6 de julho de 1864. Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1884, ali ele conheceu personalidades como o escritor Machado de Assis e o poeta Olavo Bilac. Depois foi estudar na Europa, onde conviveu com compositores como Johannes Brahms, Edvard Grieg, Claude Debussy e Camille Saint-Saëns. De volta ao Brasil, tornou-se diretor do Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro, e foi incentivador de um então jovem compositor carioca, Heitor Villa-Lobos. As 176 obras preservadas de Alberto Nepomuceno podem ser classificadas em cinco gêneros musicais: óperas, música para orquestra, música de câmara, música vocal e música sacra. Nepomuceno morreu no Rio de Janeiro, em 1920, aos 56 anos. Este podcast reproduz o programa USP Especiais, da Rádio USP, que foi ao ar no dia 2 de julho de 2024.
On the July 5 edition of Music History Today, Lilith Fair starts and lots of debuts, including the King. Also, happy birthday to Huey Lewis and the RZA. For more music history, subscribe to my Spotify Channel or subscribe to the audio version of my music history podcasts, wherever you get your podcasts from ALL MUSIC HISTORY TODAY PODCAST NETWORK LINKS - https://allmylinks.com/musichistorytoday On this date: In 1943, big band leader Harry James married actress Betty Grable. Coincidentally, Harry passed away on this date 40 years later. In 1954, Elvis had his first official recording session at Sun Studios. He recorded That's Alright Mama & 3 other songs. In 1957, Frank Sinatra divorced actress Ava Gardner. In 1958, Ray Charles recorded his performance at the Newport Jazz Festival for a live album. In 1961, blues great Slim Harpo performed on American Bandstand, becoming one of the few times that a blues artist performed on the show. In 1962, Little Eva performed the song Locomotion for the first time on television. In 1965, Dick Clark's TV show Where the Action Is premiered. In 1966, Bill Medley of the Righteous Brothers had vocal cord surgery. In 1966, Chas Chandler of the Animals was in the audience during a Jimi Hendrix performance in New York City. Chas decided to become Jimi's manager, based on that performance. In 1968, John Lennon sold his famous Rolls-Royce with the psychedelic paint scheme. In 1969, The Rolling Stones gave a free concert in London. In 1969, the Royal Albert Hall banned rock concerts from taking place after fans rushed the stage during a performance by Chuck Berry & The Who. In 1974, Linda Ronstadt recorded her song You're No Good. In 1975, Pink Floyd performed songs from their album Wish You Were Here at the Knebworth Music Festival. In 1980, drummer Simon Kirke of Bad Company became the last guest performer to play with Led Zeppelin, as the band called it quits after drummer John Bonham's death only 2 months later. In 1984, The Everly Brothers started their reunion show. In 1987, Ben E King & Elton John were among those who performed at the Prince's Trust Rock Gala charity concert in London. In 1989, Rod Stewart accidently knocked himself unconscious after hitting his head while performing on stage. In 1997, the first Lilith Fair tour started. The all-female tour featured Sarah McLachlan, Paula Cole, Suzanne Vega, and Jewel. In 2003, the Lollapalooza concert tour started for the first time in 6 years. In 2007, Marilyn Manson was divorced by burlesque dancer Dita Von Teese. In 2014, Jessica Simpson married football player Eric Johnson. In 2015, Damon Albarn of Blur & The Gorillaz collapsed on stage after a long performance. In 2018, Stormzy partnered with Penguin Books to create the book publishing imprint #Merky Books. In 2022, Carlos Santana collapsed on stage during a performance from dehydration. In classical music: In 1942, Heitor Villa-Lobos' piece Choros 6/9/11 was first performed. In 1965, opera star Maria Callas gave her final opera performance. In theater: In 1947, the Broadway musical Barefoot Boy With Cheek closed. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/musichistorytodaypodcast/support
Esta semana o maestro João Maurício Galindo respondeu perguntas dos ouvintes da Rádio Cultura FM sobre o que é exatamente um "carrilhão", contou para que serve um metrônomo e o que é, explicou o motivo de alguns compositores utilizaram a palavra opus e outros não em suas obras catalogadas, contou também se foi Heitor Villa-Lobos quem inventou o canto orfeônico e por fim, se é possível afirmar que a Oitava Sinfonia de Schubert é inacabada ou não. Descubra as respostas no resumo do "Pergunte ao maestro" desta semana. O programa Pergunte ao Maestro, vai ao de segunda a sexta-feira, às 10h e às 15h da tarde pela Rádio Cultura FM de São Paulo, 103,3.
Nesta edição do "Clássicos CBN", com o Maestro Helder Trefzger, falaremos de uma das obras do maior compositor brasileiro de todos os tempos, Heitor Villa-Lobos. Em “Choros 6” o compositor nos mostra a sua sensibilidade tanto em melodias inspiradoras como em ritmos característicos brasileiros. Ele descreve ainda sons da natureza e utiliza instrumentos indígenas na percussão, o que confere à obra uma sonoridade única. Ouça a conversa completa!
La música clásica es la auténtica madre del cordero. Y si no que se lo digan a muchas de las estrellas del pop que han saboreado el éxito versionando o inspirándose en grandes piezas de ese género. Artistas de la talla de Joan Baez, Jackie Wilson, Joan Manuel Serrat o Eric Carmen han versionado y se han inspirado en las obras de leyendas de la clásica como Heitor Villa-Lobos, Rafael Guastavino, Ruggero Leoncavallo o Rachmaninoff. Para descubrirnos y asombrarnos con todas esas melodías, unen fuerzas en esta gran celebración en el Teatro Monumental dos de nuestros colaboradores más cómicos y entrañables: José Ramón Pardo y José Manuel Zapata. Escuchar audio
durée : 01:02:40 - Nuit Bach (2/7) : L'Art de la fugue - par : Corinne Schneider - D'une fugue à l'autre, une véritable course-poursuite avec le Casals Quartet, Frank Peter Zimmerman (violon), Thomas Enhco (piano) et Vassilena Serafimova (marimba) à l'écoute de transcriptions rares pour chœur signées Heitor Villa-Lobos et Harry Van der Kamp et d'autres plus connues pour orchestre. - réalisé par : Emmanuel Benito
16th-20th CenturiesThis week we hear works by Philippe Rogier, Giovanni Battista Fontana, Louis Couperin, François Couperin, Joseph Schmitt, Jan Václav Voříšek, Bedřich Smetana, Hanuš Jan Trneček, Heitor Villa-Lobos, and David Del Tredici.147 Minutes – Week of 2024 January 15
durée : 01:27:46 - En pistes ! du lundi 18 décembre 2023 - par : Emilie Munera, Rodolphe Bruneau Boulmier - En ce lundi matin, Emilie et Rodolphe vous proposent un voyage musical aux côtés de Noël Coward, Erich Wolfgang Korngold, mais également de Claude Debussy, Heitor Villa-Lobos, Anton Bruckner et Giovanni Battista Ferrandini. En pistes !
Plinio Fernandes embarks on a captivating exploration of his favorite composer's legacy on Bacheando. A dynamic inheritor of a decades-long tradition in which extraordinary Brazilian musicians have looked to the German master's music for inspiration, Fernandes performs a harmonious blend of Bach's compositions alongside enchanting pieces by Brazilian greats Heitor Villa-Lobos, Paulinho Nogueira, and Mário Albanese. He also collaborated with legendary Brazilian guitarist and composer Sérgio Assad, who contributed a world-premiere composition along with multiple brand-new arrangements for the album.Tracklist:1. Bachianinha No. 1 [Paulinho Nogueira]2. Bachianinha No. 2 / Araponga [Paulinho Nogueira / Luiz Gonzaga]3. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998: I. Prelude [Johann Sebastian Bach]4. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998: II. Fugue [Johann Sebastian Bach]5. Prelude, Fugue and Allegro in E-Flat Major, BWV 998: III Allegro [Johann Sebastian Bach]6. Preludio Fuga e Vivace: I. Preludio [Sérgio Assad]7. Preludio Fuga e Vivace: II. Fuga [Sérgio Assad]8. Preludio Fuga e Vivace: III. Vivace [Sérgio Assad]9. Jequibach [Mário Albanese]10. Concerto in D Minor, BWV 974: II. Adagio [Benedetto Marcello / Johann Sebastian Bach]11. Bachianas Brasileiras No. 4: I. Prelúdio (Introdução) [Heitor Villa-Lobos]Help support our show by purchasing this album at:Downloads (classicalmusicdiscoveries.store) Classical Music Discoveries is sponsored by Uber. @CMDHedgecock#ClassicalMusicDiscoveries #KeepClassicalMusicAlive#CMDGrandOperaCompanyofVenice #CMDParisPhilharmonicinOrléans#CMDGermanOperaCompanyofBerlin#CMDGrandOperaCompanyofBarcelonaSpain#ClassicalMusicLivesOn#Uber#AppleClassical Please consider supporting our show, thank you!Donate (classicalmusicdiscoveries.store) staff@classicalmusicdiscoveries.comThis album is broadcasted with the permission of Crossover Media Music Promotion (Zachary Swanson and Amanda Bloom).
Brazilian composer Heitor Villa-Lobos was also an accomplished guitarist and cellist, and his wonderful music for the latter instrument takes full advantage of the lyrical and dramatic capabilities of the instrument. In this episode of Naxos Classical Spotlight, Raymond Bisha explores a new recording of his two Cello Concertos, together with his Fantasia for Cello and Orchestra, that features solo cellist Antonio Meneses and the São Paulo Symphony Orchestra conducted by Isaac Karabtchevsky.
New Classical Tracks - Plinio Fernandes (radio edit) by Plinio Fernandes - Bacheando (Decca)“For me, playing the guitar gives me a sense of identity, because it's something that I have been doing since I was very, very young,” guitarist Plinio Fernandes says. “I don't really remember my life that well before I was 6 or 7, which is when I started to play. Like brushing my teeth, drinking water, showering and breathing, I just have to play a couple of notes and feel like that grounds me.”Fernandes is a Brazilian guitarist who grew up surrounded by music. As his father's guitar rested on the sofa, Fernandes would pluck a few strings. Before he knew it, he was headed to London to study at the Royal Academy of Music. That's where he met his roommate, friend and musical colleague, cellist Sheku Kanneh-Mason. Fernandes and Kanneh-Mason recently completed a tour in support of Fernandes' second recording, Bacheando.Fernandes says the album's name is just a made-up word inspired by the title of Heitor Villa-Lobos' Bachianas Brasileiras and as an homage to the great German master Johannes Sebastian Bach.How does the music of Bach and the rich culture of Brazil come together on this recording?“Villa-Lobos, our greatest composer of all time, who really reshaped Brazilian culture, was massively influenced by Bach. His contemporaries were massively influenced by that connection between Villa-Lobos and Baroque music. In addition to taking the pieces that already existed, Sergio Assad was one of the arrangers and composer on the album. He wrote a piece inspired by that concept to pair with the Prelude, Fugue and Vivace.”One of your favorite pieces by Bach, the Prelude, Fugue and Allegro, is at the heart of this recording. Why is this one of your favorite pieces?“Very simply, it's one of the most beautiful pieces of music I've ever heard. And I grew up listening to it. The three movements represent to me what perfection is.”How did the piece that Assad created for you come about?“I came to him and we were discussing the repertoire for the album and said, ‘Sergio, I would love to have you writing something specifically for that.' And then he was very keen on doing something that he first wrote, the Prelude and Fugues. It's the first fugue that he has ever written, which is quite something and a privilege to have that. And then it just kept on growing until it became this little suite of three movements.”Can you talk about what it means when you're describing colors in playing the guitar? “I was basically trying to use everything that the instrument has to offer. I think it is a very specific thing to the guitar. One can talk about the colors that you create with the piano, but with the guitar … you use both of your fingertips to produce the sound, so it's a very personal thing. Depending on the size of your fingers or the length of the nails, each person will have a very particular and unique sound.” Listen on YouTubeTo hear the rest of my conversation, click on the extended interview above, or download the extended podcast on iTunes or wherever you get your podcasts.ResourcesPlinio Fernandes - Bacheando (Amazon)Plinio Fernandes - Bacheando (Decca)Plinio Fernandes (official site)
Simone Menezes, Camila Provenzale and Philharmonic Zurich – Amazônia: Villa-Lobos - Glass (Alpha Classics) New Classical Tracks - Simone Menezes (radio edit) by “I think it's very funny that people think I am creative,” conductor Simone Menezes says. “I just I feel like the ideas are in the air and I just take them.”Menezes is a Brazilian conductor who is known for her creative approach. With her new recording, Amazônia, she says it was just “so obvious” that this project should focus on the Amazonian rainforest. Her goal was to make an important point with no speech, just music. In other words, it's art that goes straight to the heart.The centerpiece of the recording is a suite by Heitor Villa-Lobos, Floresta do Amazonas. It's a work that Menezes believes should be part of the standard repertoire.“My opinion is that this music has some very strong points,” she says. “The first one: It's an epic. It sounds somehow like Carmina Burana. It has this large aspect and sounds like monumental music. The second, because of Villa-Lobos' lyricism, is very touching. Sometimes we think about Latin American music as happy music. But in this case, it's deep music and the melodies come from the influence of fado, which is a deep Portuguese song.”Why did you want to bring the rainforest to the forefront through this music?“For me, the Amazonia is one of the biggest treasures of humanity. We should consider that we are in a beautiful garden that is this Earth, and we have our job as guardians of this garden. This project aims to make people see how touching and beautiful this place is.“And it's very funny that Villa-Lobos, when he wrote many pieces at the end of his life, he wrote, ‘Maybe my music is our letters from the posterity.' And I think this is the case with this piece now.”As you are leading this piece of music with the orchestra, is there a part of it that you really enjoy?“The most touching is the ending of the speech. It's called the ‘Epilogue,' or the very last movement, because it sums up everything. And the melody is sung by soprano Camila Provenzale, but she did not sing with lyrics. It's just a kind of vocalese with the orchestra. I have conducted this piece maybe 11 or 12 times recently, and this was the first time that I saw musicians crying during the concert.” Listen on YouTubeTo hear the rest of my conversation, click on the extended interview above, or download the extended podcast on iTunes or wherever you get your podcasts.ResourcesSimone Menezes, Camila Provenzale and Philharmonic Zurich – Amazônia: Villa-Lobos - Glass (Amazon)Simone Menezes, Camila Provenzale and Philharmonic Zurich – Amazônia: Villa-Lobos - Glass (Alpha Classics)Simone Menezes (official site)Camila Provenzale (official site)Philharmonic Zurich (official site)
Bidú Sayão foi a maior estrela da ópera no Brasil. Nascida no subúrbio carioca em 1902, Balduína de Oliveira Sayão não era “predestinada” ao canto: “Eu não tinha voz alguma quando comecei. Os professores me disseram que eu era muito nova ainda, que minha família ia gastar dinheiro à toa. Mas eu insisti, chorei muito, garanti que não me importava com bailes, namorados, festas. E comecei a cantar”. Com disciplina e o incentivo de sua professora de canto, que a levou para a Europa para estudar música, B.S. fez sua estreia nos palcos de Roma. O sucesso de seu début, em “O Barbeiro de Sevilha”, lhe abriu portas para cantar nos principais teatros europeus. Aos 24 anos Bidu já era um fenômeno da música. Em 1935, arrebatou os EU com sua estreia no Carnegie Hall. Nova Iorque viraria seu lar, ao ser contratada pela Metropolitan Opera House, de onde foi a estrela por mais de 15 anos. Apesar de todo seu sucesso internacional, era brasileiríssima. Depois de cantar para Franklin e Eleanor Roosevelt (#mulherdefibra) na Casa Branca, o então presidente chegou a lhe oferecer uma cidadania estadunidense. Bidu recusou, “No Brasil eu nasci e no Brasil morrerei”, justificou. Sayão contribuiu grandemente para a música brasileira com sua parceria com o maestro Heitor Villa-Lobos. Em 1995, B.S. foi a grande homenageada no desfile de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis; aos 92 anos, a grande diva percorreu o sambódromo, recebendo uma homenagem à altura de sua realeza. Seu desejo de morrer no Brasil não se realizou: ela morreu, nos EU, aos 96 anos, vítima de uma pneumonia em 1999
Alpha Classics today releases esteemed Brazilian conductor Simone Menezes' new album, Amazônia, the capstone to a project celebrating the music of Philip Glass and the great Brazilian composer Heitor Villa-Lobos. Pairing musical selections with striking images by Brazilian social documentary photographer and photojournalist Sebastião Salgado, the broader Amazônia project is a meditation on the beauty and fragility of the Amazon rainforest. Menezes has been praised throughout Europe and Latin America for her “astonishing performances” and “daring concepts [that] could only come from a deep and free artist and thinker" (Classical Music Magazine), and made her North American conducting debut leading the Los Angeles Philharmonic in all Beethoven at the legendary Hollywood Bowl on August 29, 2023. Watch Excerpts from the LA Phil Performance.Help support our show by purchasing this album at:Downloads (classicalmusicdiscoveries.store) Classical Music Discoveries is sponsored by Uber and Apple Classical. @CMDHedgecock#ClassicalMusicDiscoveries #KeepClassicalMusicAlive#CMDGrandOperaCompanyofVenice #CMDParisPhilharmonicinOrléans#CMDGermanOperaCompanyofBerlin#CMDGrandOperaCompanyofBarcelonaSpain#ClassicalMusicLivesOn#Uber#AppleClassical Please consider supporting our show, thank you!Donate (classicalmusicdiscoveries.store) staff@classicalmusicdiscoveries.com This album is broadcasted with the permission of Katy Salomon representing Primo Artists.
SynopsisFor decades Nicolas Slonimsky, the Russian-born American composer, conductor, and witty musical lexicographer, compiled a reference work titled “Music Since 1900.” It's a year-by-year, month-by-month, day-by-day chronicle of musical events he deemed significant, interesting, or simply amusing.Here, for example, is Slonimsky's entry for July 15, 1942:“Heitor Villa-Lobos conducts in Rio de Janeiro the first performances of three of his orchestral Choros: No. 6, No. 9 and No. 11, exhaling the rhythms, the perfumes and the colors of the Brazilian scene, with tropical birds exotically chanting in the woodwinds against the measured beats of jungle drums.”Slonimsky did have a way with words, and certainly had fun compiling his mammoth (and highly readable) reference work.For his part, Brazilian composer Heitor Villa-Lobos was equally diligent, so much so that he claimed he couldn't always remember everything that he had written. His Choros No. 11 for piano and orchestra lasts some 65 minutes and is one of his most ambitious works. Originally the word “choro” meant improvised music by Brazilian street musicians, but Villa-Lobos always used the word in its plural form to describe over a dozen of his instrumental works.Music Played in Today's ProgramHeitor Villa Lobos (1887 - 1959) Choros No. 9 Hong Kong Philharmonic; Kenneth Schermerhorn, conductor. Naxos 8.555241
Equipe da Lomba do Pinheiro venceu prêmio em festival de robótica no exterior
To join our music membership for young kids and start making music with us today, go to www.clapforclassics.com/join. Use the code “LION” for 50% off your first month! Today on the episode we're going on a trip to Brazil! 1. We first share a popular Brazilian folk song: Peixe Vivo, a love song about a fish (kind of). You might want to grab a blue scarf and some fish toys to play with while we sing this song. How could little fishies live If they're outside of the sea? How could I ever live? Without you, without you Without you close to me Como pode um peixe vivo Viver fora da agua fria Como poderei viver Como poderei viver Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia 2. Next we go on a train ride with a beautiful piece by Brazilian composer, Heitor Villa Lobos. This piece was written to sound like a steam engine traveling through the Brazilian countryside. Watch a video of Charlotte and I enjoying this fun train activity activity here: https://youtu.be/prR3e6veIA4 How to prepare to listen to this piece: Make room to move around the room like a train. Possibly set up a pretend train to “ride” in. (This can be as simple or as complex as you choose) Possibly grab some train toys How to adapt/extend this activity Put your kiddo in a laundry basket or a big box and turn on this video or the audio track while you take them for a “train ride” around the house. Draw pictures of the countryside, and/or pictures of trains while you listen to this piece Note about the music: This piece is entitled “The Little Train of the Caipira” by Heitor Villa-Lobos, from his longer set of pieces: Bachianas Brasileiras No. 2. Villa-Lobos wrote nine Bachianas Brasileiras suites, all of which combine Brazilian folk/popular music with styles and techniques of baroque composer JS Bach. Thank you to Classical.com who has licensed the classical music that we used on this episode and inside our membership. Be sure to check out another fantastic classical music podcast: Classical Sprouts, geared toward elementary age kids and beyond. Help more families find out about this podcast by leaving us a review wherever you listen. To leave Forte and I a message or a joke please record it here: http://www.speakpipe.com/clapforclassics. We love to feature our listeners on the podcast!
Escola municipal de Porto Alegre é a única do Brasil classificada para competição mundial de robótica nos EUA.
Zaíra de Oliveira foi uma das principais cantoras líricas do Brasil, cujo reconhecimento internacional foi impedido pelo racismo. Professora de canto de Dona Ivone Lara, parceira de Pixinguinha e Villa-Lobos, e esposa de Donga, o “inventor” do samba, Zaíra de Oliveira deveria ser lembrada como um orgulho para a música nacional. Nasceu em 1900, no Rio de Janeiro. Em 1921, ganhou medalha de ouro em um concurso do Instituto Nacional de Música, principal órgão da música erudita no Brasil. O prêmio lhe concederia uma viagem para a Europa, onde poderia aprofundar seus estudos na música. Por ser negra, Zaíra foi impedida de viajar. A música erudita só conhecia sopranos branquíssimas, e enviar uma negra para representar o Brasil foi desconsiderado pelo grupo que resolveu quem deveria viajar. Zaíra deu continuidade à carreira por aqui mesmo, conquistando a admiração de sumidades da música nacional. Em 1930, a cantora passou a trabalhar como assistente de Heitor Villa-Lobos, além de cantar em eventos e em programas de rádio ao lado de Pixinguinha. Como professora, sua principal atividade, Zaíra de Oliveira formou inúmeras cantoras, entre elas a lendária Dona Ivone Lara (#mulherdefibra). Em 1932, Zaíra se casou com Donga, autor do primeiro samba gravado na história, a música “Pelo Telefone”. O casal recebia os principais nomes da música brasileira em casa, promovendo reuniões de dar inveja em qualquer estudioso da arte. Zaíra de Oliveira gravou mais de 20 discos em sua carreira. Em 1951, faleceu, com apenas 50 anos, vítima de um infarto.
Synopsis Traditionally, the harmonica is the instrument of the loner: the cowboy by the campfire, the hobo riding the rails, the bluesman pouring out his soul at midnight. The Harmonica seems a little out of place in a concert hall — especially when played by someone wearing a tuxedo. But every so often a virtuoso player comes along who commissions a new concert work for the instrument. In the mid-1950s the American harmonica virtuoso John Sebastian asked the Brazilian composer Heitor Villa-Lobos for just such a work. On today's date in 1959, Sebastian premiered Villa-Lobos' Concerto for Harmonica and Orchestra in Jerusalem. This work is now regarded as one of the finest concertos ever written for the instrument, but when the British harmonica virtuoso Tommy Reilly wanted to record it some 20 years after its 1959 premiere, he said had a very hard time tracking down the score. Even Villa-Lobos' own publisher didn't seem aware of its existence! Truth be told, Villa-Lobos was both a very prolific and not always very organized composer, so his poor publisher may be forgiven for his ignorance of the work. Even Villa-Lobos couldn't remember all the pieces he had written, and once said: “I am like a father of a family too numerous who doesn't always recognize his own infants.” Music Played in Today's Program Heitor Villa-Lobos (1887-1959) Harmonica Concerto Robert Bonfiglio, harmonica; New York Chamber Orchestra; Gerard Schwarz, cond. RCA/BMG 7986
C'est une personnalité fascinante et attachante, sa voix d'or se glisse comme une onde d'amour dans le chaos du monde… et ça fait du bien !Interview de Chico Cesar pour parler de son parcours, de ses racines, ses engagements, de ses rencontres importantes et bien sûr de Vestido de Amor, son dixième album studio !Présentation de l'album par Zamora Label (producteur)"Originaire du Nordeste brésilien, Chico César, né en 1964, est un musicien multiple, chantre de l'universalité qui fait siens tous les rythmes du monde. Ancien journaliste, auteur de plusieurs recueils de poésie, il cisèle des textes qui mettent son talent au service d'un engagement pour la culture (il en fut le secrétaire de son état natal, la Paraíba pendant plusieurs années), l'environnement, les minorités opprimées, les Indiens et les Noirs, victimes d'un racisme qui a subi lui-même." "Vestido de Amor, le dixième album studio du Bresilien Chico Cesar, creuse le sujet du panafricanisme, cette fois du point de vue de la diaspora. Le chanteur, auteur, compositeur né a Catole do Rocha, dans la zone désertique de l'Etat du Paraiba, a invité deux grandes personnalités de la musique africaine a enrichir Vestido de Amor : Salif Keita et Ray Lema. Bien plus que des featurings, ces collaborations scellent un changement de paradigme.Le peuple noir est large, un et indivisible. Longtemps, l'Amerique tropicale a cherche a renouer avec ses racines africaines, trop souvent diminuées si ce n'est ignorées. En 1978, Gilberto Gil, Nordestin comme Chico Cesar, publiait l'album Refavela, apres avoir assisté au Festival des arts et cultures noires de Lagos (Festac). Chico Cesar livre un album aux couleurs multiples, du forro nordestin au reggae jamaicain, de la rumba zairoise aux langueurs du calypso, du coco des pêcheurs côtiers aux éléctricités du rock urbain. Vestido de amor n'en demeure pas moins totalement brésilien. Pour tracer la philosophie sous-jacente a ces courants transatlantiques, Chico Cesar s'en réfère au grand compositeur brésilien Pixinguinha (1897-1973). En 1922, il y a cent ans donc, le flutiste arrive a Paris, avec son orchestre, Os Oito Batutas. En 1916, ce métis carioca, noir selon les critères brésiliens, a composé l'un des chrorinhos les plus célèbres du pays, Carinhoso. Jusqu'alors la culture brésilienne était incarnée par des Blancs : le poète Mario de Andrade, le compositeur Heitor Villa-Lobos, la peintre Tarsila de Amaral. À Paris, l'afro-bresilien Pixinguinha crée l'évènement, joue six mois durant au Sheherazade, rencontre des artistes du monde entier, des Américains, des Caribéens, des Orientaux, des Africains. Ensemble, ils inventent une musique hybride. En rentrant au Brésil, Pixinguinha rapporte le saxophone et la batterie, fait ainsi évoluer le choro, déja issu d'un mélange de polka européenne et de lundu africain. La diaspora se contamine et ne cesse de muer". Concerts le 13/10 à Marseille, Espace Julien, le 14/10 à Paris au Café de la danse Tous les concertsChico Cesar sur FacebookChico Cesar à Jazz à Vienne Soutenir So Sweet Planet sur Patreon :https://www.patreon.com/sosweetplanet Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Plínio Fernandes, hailed as the future of Brazilian guitar, joins us on the latest episode of JAZZIZ Travel. The 27-year-old musician recently released his major label solo album debut, Saudade, on Decca Gold. The record is a collection of interpretations of timeless songs testifying to the rich musical heritage of his native land, from Heitor Villa-Lobos to Antônio Carlos Jobim and beyond. For the most part, these compositions are performed by Fernandes solo on acoustic guitar, showcasing a profound personal connection to them, though special guests join him along the way, including cellist Sheku Kanneh-Mason, violinist Braimah Kanneh-Mason and vocalist Maria Rita. --- Support this podcast: https://anchor.fm/jazziz/support
Guiomar Novaes foi uma das mais importantes pianistas do Brasil. Sucesso internacional, foi das principais divulgadoras da obra de Heitor Villa-Lobos no exterior.
Nicola Campogrande"MiTo Settembre Musica"https://www.mitosettembremusica.it/itUn cartellone comune tra Torino e Milano che esplora le relazioni tra la musica e la luce attraverso grandi capolavori e creazioni inedite. 116 concerti per la sedicesima edizione, con ospiti internazionali, eccellenze nazionali e programmi appositamente impaginati per un Festival sempre più inclusivo. Seguendo il filo conduttore del tema “Luci”, tutti i programmi dei concerti sono impaginati appositamente per proporre al pubblico una nuova esperienza d'ascolto, indagando le relazioni tra la musica e la luce: si tratta di sinestesie tra suoni e immagini che a volte emergono esplicitamente dalle indicazioni scritte dal compositore in partitura, come chiaro, scuro o luminoso, e altre volte sono il frutto di riflessioni suggerite dall'ascolto della musica.«L'idea, il gioco della luce è applicato a un cartellone che, volutamente, propone molti capolavori, pagine fondamentali, capisaldi della musica classica – spiega il direttore artistico Nicola Campogrande. Perché, soprattutto in un periodo complicato e drammatico come quello che stiamo attraversando, ci sembra bello e importante fare una sorta di appello ai brani che hanno segnato la storia, invitandoli metaforicamente ad essere con noi, a manifestarsi in sala da concerto come punti fermi, appigli culturali».Questa edizione intende, quindi, “illuminare” le grandi pagine della storia della musica attraverso accostamenti inediti, interpretazioni originali e nuove chiavi di lettura, anche con brani in prima esecuzione.Alcuni dei pilastri su cui si fonda l'edizione 2022 – ovvero internazionalità, capisaldi della musica classica e novità – sono già evidenti nella serata d'apertura del Festival intitolata “Luci immaginarie”, in programma lunedì 5 settembre all'Auditorium “Giovanni Agnelli” del Lingotto di Torino e martedì 6 settembre al Teatro alla Scala di Milano. Protagonista una grande compagine rinomata nel mondo come la londinese Philharmonia Orchestra diretta per l'occasione da John Axelrod, che propone capolavori come Peer Gynt di Grieg e Shéhérazade di Rimskij-Korsakov, abbinate alla prima esecuzione italiana di The imagined forest della giovanissima e pluri-premiata compositrice inglese Grace-Evangeline Mason. O ancora nel concerto conclusivo tutto mozartiano dal titolo “Cristalli”, sabato 24 settembre al Conservatorio di Torino e domenica 25 settembre al Conservatorio di Milano, dove la Mahler Chamber Orchestra, formazione europea nata nel 1997 sotto l'egida di Claudio Abbado, presenta senza direttore un programma inusuale con Leif Ove Andsnes in veste di solista.Tra gli ulteriori appuntamenti sinfonici da non perdere si segnalano il graditissimo ritorno al Festival, nella doppia veste di direttrice d'orchestra e soprano, della canadese Barbara Hannigan, che sul podio dell'Orchestra dell'Accademia Nazionale di Santa Cecilia propone la Sinfonia Il miracolo di Haydn e la Quarta Sinfonia di Mahler cantando nel Lied finale Das himmlische Leben (La vita celeste), il 16 al Teatro Dal Verme di Milano e il 17 all'Auditorium del Lingotto di Torino. Immancabile l'Orchestra Sinfonica Nazionale della Rai, guidata dal suo Direttore ospite principale, lo statunitense di origini messicane Robert Trevino, che affianca la Symphonie Fantastique di Berlioz alla prima italiana di The wonder of life di Régis Campo, il 9 all'Auditorium Rai di Torino e il 10 al Conservatorio di Milano. Concerto festoso, poi, per celebrare i duecento anni di indipendenza del Brasile con i giovani dell'effervescente Neojiba Orchestra - Orchestra Giovanile dello Stato di Bahia, diretta da Ricardo Castro, insieme a un'istituzione del pianoforte come la portoghese Maria João Pires che suona il Terzo Concerto op. 37 di Beethoven. Ritmi, colori e strumenti sudamericani sono parte della serata grazie alle pagine di Antônio Carlos Gomez, Heitor Villa Lobos e Jamberê Cerqueira, il 13 al Conservatorio di Milano e il 14 all'Auditorium del Lingotto di Torino.Altri attesi ritorni al Festival sono la leggenda del pianoforte Ivo Pogorelich, impegnato nel recital “Luci erranti” con fantasie di Mozart, Chopin e Schumann e con il Prélude di Ravel, il raffinato tenore inglese Ian Bostridge, che canta Les illuminations op. 18 di Britten, e ancora il violista Nils Mönkemeyer, che suona con il Bach Consort Wien in un concerto che esplora il barocco e il Novecento tra Sudamerica ed Europa.Scorrendo il programma di MITO gli amanti della musica barocca, e in particolare di Johann Sebastian Bach, trovano una ricca offerta declinata in concerti con musicisti di prestigio e proposte nelle quali i brani sono accostati in modo inusuale o vengono ripensate alcune pietre miliari del repertorio. Quattro pagine tra le più celebri del grande compositore tedesco sono interpretate dall'Amsterdam Baroque Orchestra diretta da Ton Koopman, mentre è curioso il concerto intitolato “La doppia arte della fuga”, nel quale il compositore Reinhard Febel, col suo Diciotto studi sull'Arte della fuga di Bach, rilegge il capolavoro, di cui si ascoltano tutte le note, in una sorta di remix – che suona molto attuale nell'epoca del digitale – affidato al Duo Tal & Groethuysen. Ed è ancora l'ascolto di un Bach insolito quello delle Variazioni Goldberg eseguite dal fisarmonicista Samuele Telari, così come è un concerto davvero singolare quello con due clavicembali accordati in due modi diversi e suonati da Luca Guglielmi.Tanta è l'attenzione che quest'anno MITO SettembreMusica dedica al pubblico dei più piccoli, ampliando e arricchendo la proposta artistica con novità assolute e grandi interpreti. E lo dimostrano anche i tre melologhi per adulti e bambini che contengono ben due commissioni del Festival 2022 in prima esecuzione assoluta: quella a Carlo Boccadoro, che ha creato Animalia – su testi di Martino Gozzi – per “Luci bestiali” (il 10 a Torino e l'11 a Milano), e quella a Federico Gon, che ha composto Il piccolo Franz e il pifferaio magico per “Monelli” (il 24 a Torino e il 25 a Milano). Sul palco del primo concerto Laura Curino come voce recitante e l'Ensemble Cameristico dell'Orchestra Filarmonica di Torino diretto dallo stesso Boccadoro, e del secondo Elio come voce recitante (al suo ritorno dopo l'edizione dello scorso anno) e l'Orchestra degli allievi dei Conservatori di Torino e Milano diretti da Andreas Gies. Infine, i giovani de LaFil guidati da Marco Seco, con la voce recitante di Licia Maglietta, sono protagonisti dell'appuntamento dal titolo “Elefanti”, che propone un doppio Babar: quello celebre dell' Histoire de Babar le petit éléphant di Poulenc e quello del compositore François Narboni intitolato Le voyage de Babar, creato sfruttando un testo originale di Brunhoff non utilizzato da Poulenc (17 a Torino e 18 a Milano).È in prima esecuzione assoluta, inoltre, la nuova versione da camera del melologo Enoch Arden op. 38 di Richard Strauss realizzata da Ruggero Laganà, impegnato anche al pianoforte, che vede protagonista l'attrice Lella Costa come voce recitante (il 19 a Torino, il 20 Milano). Luce accesa, poi, sulle prime esecuzioni italiane, tra cui spiccano One di James MacMillan e I still dance di John Adams interpretate rispettivamente dall'Orchestra I Pomeriggi Musicali diretta da James Feddeck (l'8 a Torino e il 9 a Milano) e da quella del Teatro Regio di Torino guidata da Stanislav Kochanovsky (il 23 a Torino e il 24 a Milano), impegnate in due programmi tra Inghilterra e Scozia e tra Stati Uniti e Francia.L'edizione 2022 di MITO SettembreMusica introduce altre due importanti novità. La prima è la presenza di un festival nel festival con quattordici pianisti italiani che offrono in luoghi decentrati delle due città altrettanti concerti monografici dedicati a grandi compositori, per approfondirne la cifra stilistica, la poetica e la tecnica pianistica. Dal Beethoven di Andrea Lucchesini al Rachmaninov di Alessandro Taverna, dallo Schubert di Filippo Gorini allo Skrjabin di Mariangela Vacatello, passando per lo Chopin di Gloria Campaner, il Liszt di Maurizio Baglini e il Čajkovskij di Benedetto Lupo, solo per citarne alcuni. L'altra vede – per la prima volta – la nascita di una residenza artistica al Festival. Si tratta del finlandese Meta4 Quartet, già applaudito nella scorsa edizione, che tiene tre concerti in entrambi i capoluoghi: suona in Absolute Jest di John Adams insieme all'Orchestra Sinfonica di Milano (sul podio Patrick Fournillier), pagina che rimanda a Beethoven e alla sua Nona, in programma grazie alla partecipazione del Coro del Teatro Regio di Torino, dopo aver ripercorso l'intera storia del quartetto d'archi, da Boccherini ad Adams, in due diversi appuntamenti. Uno degli aspetti distintivi del Festival è offrire appuntamenti in orari diversi nell'arco dell'intera giornata, da quelli serali in sedi prestigiose, come l'Auditorium "Giovanni Agnelli" del Lingotto, il Teatro alla Scala, l'Auditorium Rai "Arturo Toscanini", il Teatro dal Verme e i rispettivi conservatori delle due città, a quelli diurni, per arrivare a estendersi nei luoghi decentrati. Sono confermate le introduzioni all'ascolto dei concerti, quest'anno curate da Alberto Brunero e Stefano Catucci a Torino e da Gaia Varon, Oreste Bossini e Nicola Pedone a Milano.I prezzi sono ancora una volta molto contenuti: quelli per i concerti serali vanno dai 10 ai 25 euro (ma chi è nato dal 2008 in poi paga solo 5 euro); quelli serali in luoghi decentrati con i 14 pianisti italiani, gli appuntamenti pomeridiani e per i bambini sono invece proposti a 5 euro; non mancano, poi, i concerti gratuiti.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/
durée : 01:28:39 - Jérôme Sueur, éco-acousticien - par : Priscille Lafitte - Jérôme Sueur est éco-acousticien, il étudie les sons d'une forêt équatoriale en Guyane ou des plateaux du Haut Jura pour comprendre les comportements animaux et surveiller la biodiversité. Ses compositeurs de prédilection se nomment Léo Brouwer, Heitor Villa-Lobos ou Pierre Henry. - réalisé par : Pierre Willer
CORAZÓN, the second album of highly-decorated American cellist John-Henry Crawford. Crawford again joins forces with pianist Victor Santiago Asunción, and on three tracks with guitarist JIJI, performs a survey of Latin American music that includes works by Leo Brouwer, Heitor Villa-Lobos, Carlos Guastavino, Manuel Ponce, Egberto Gismonti, and Astor Piazzolla. Spanning over 140 years of Latin American music culture, CORAZÓN takes the listener on a musical tour through Argentina, Brazil, Cuba, and Mexico. It was produced and engineered by multiple GRAMMY® Award-winner Adam Abeshouse.Purchase the music (without talk) at:Corazon (classicalsavings.com)Your purchase helps to support our show! Classical Music Discoveries is sponsored by La Musica International Chamber Music Festival and Uber. @CMDHedgecock#ClassicalMusicDiscoveries #KeepClassicalMusicAlive#LaMusicaFestival #CMDGrandOperaCompanyofVenice #CMDParisPhilharmonicinOrléans#CMDGermanOperaCompanyofBerlin#CMDGrandOperaCompanyofBarcelonaSpain#ClassicalMusicLivesOn#Uber Please consider supporting our show, thank you!http://www.classicalsavings.com/donate.html staff@classicalmusicdiscoveries.com This album is broadcasted with the permission of Katy Solomon from Morahana Arts and Media.
Wenn es um die Musik Brasiliens geht, denken die meisten wohl zunächst an den Karneval von Rio oder den Bossa Nova. Dabei hat sich in Brasilien ein eigener Klassik-Stil entwickelt - der eng mit dem Namen Heitor Villa-Lobos verbunden ist. Ein entscheidender Schritt hin zu einer eigenständigen Schreibweise sollte für Villa-Lobos insbesondere sein Paris-Besuch in den 1920er-Jahren werden. Das heutige ZOOM stellt diese Episode im Leben des Komponisten vor.
This week, University of Arkansas music professor Lia Uribe has trains on the brain. We hear compositions by Johann Sebastian Bach, Jennifer Jolley and Heitor Villa Lobos.
As world leaders meet at COP26, we speak to writers, artists, and musicians helping us understand climate change. Presented by BBC Environment Correspondent Matt McGrath. Authors Amitav Ghosh and Diana McCaulay discuss turning climate fact into fiction. Ghosh grew up in India, Bangladesh, and Sri Lanka, and now lives in America. A leading voice on climate change, his books on the issue include novel Gun Island; the new Jungle Nama; and non-fiction The Great Derangement, and the new Nutmeg's Curse. McCaulay is a writer and environmental activist from Jamaica, and her latest novel, Daylight Come, is a work of climate fiction, set in 2084. Plus, Sebastiao Salgado's musical portrait of the Amazon. The acclaimed Brazilian photographer spent seven years documenting the rainforest and its indigenous peoples. Now he and Italian-Brazilian conductor Simone Menezes have set the images to music from composer Heitor Villa-Lobos's Floresta do Amazonas to create an Amazonia concert. They joined us to describe the work and climate change in the rainforest. An exhibition of Salgado's Amazonia photos is at the Science Museum in London. And a world underwater – the sculpture park below the waves. Sculptor Jason deCaires Taylor's unique installations can be seen around the world by divers, snorkellers, and the fish which swim around them, and tell a powerful story of climate change. He spoke to The Cultural Frontline about his latest work - an underwater forest off the coast of Cyprus. Producer: Emma Wallace, Lucy Collingwood (Photo: One of Jason deCaires Taylor's underwater sculptures. Credit: Jason deCaires Taylor)
Welcome to the third episode in our Symphony Series! This week, Rebeca talks about the use of indigenous songs by the Brazilian composer Heitor Villa-Lobos by analyzing his 10th symphony. As always: stay safe, wear a mask, and get vaccinated! Instagram: @outoftunepod